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Concentração SENAI

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O processo de jigagem é provavelmente o método gravítico de concentração mais
complexo, por causa de suas contínuas variáveis hidrodinâmicas. Neste
processo, a separação dos minerais de densidades diferentes é realizada em um
leito dilatado por uma corrente pulsante de água, produzindo a estratificação dos
minerais. Segundo Gaudin, três são os mecanismos que contribuem para a
estratificação nos jigues:

a)Classificação por queda retardada ou com interferênica;
b)Aceleração diferencial no início da queda;
c)Consolidação intersticial no fim da queda.

Movimentos da Partícula no Meio Denso

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Curso Técnico de Mineração

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Concentração
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4.4.1. Elementos básicos de um Jigue

São vários os tipos de jigues, onde se diferenciam principalmente pelo
acionamento, geometria e outros detalhes construtivos, mas podemos dizer que
os mesmos se compõem dos seguintes equipamentos:

1 – Caixa fixa, denominada arca, onde no seu interior o meio fluido sofre o
movimento de
impulsão e se sucção (A);
2 – Crivo para manter o leito (B)

3 – Mecanismo de acionamento geralmente composto de motor, pistão ou
diafragma e

sistema de lubrificação etc ((F), (C);
4 – Sistema de descarga do afundado e do transbordado (D);
5 – Dispositivo de adição de água na arca do jigue. (E)

Jigue Humboldt

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Curso Técnico de Mineração

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4.4.2. Classificação dos Jigues

Os jigues são classificados de acordo com a maneira pela qual se efetua a
dilatação do leito. Segundo Trajano e Teixeira os jigues hidráulicos podem ser
divididos em :
•Jigues de crivo fixo
•Jigues de crivo móvel

Jigues de Crivo Fixo

São jigues nos quais o leito se forma sobre uma superfície estacionária,
perfurada, através da qual o líquido é forçado em movimento pulsatório. Podem
ser divididos em :
•Jigues de pistão – neste tipo o movimento de pulsação é produzido por um

pistão.

•Jigues de diafragma – neste tipo o movimento de pulsação é produzido por
movimentos alternados de uma parede elástica.
•Jigues pulsadores – o movimento de pulsação é produzido por jatos
descontínuos peripódicos de água ou ar.

Jigues de Crivo Móvel

São jigues nos quais o leito se forma dento de um tabuleiro de fundo perfurado e
que é dotado de movimento alternativo vertical dentro de um tanque, provocando
movimento pulsatório da água através do fundo do tabuleiro. É um equipamento
obsoleto, hoje em desuso.

4.4.3. Funcionamento dos jigues

A alimentação deve ser distribuída uniformemente ao longo de toda a área e com
variações pequenas da mesma. Quanto menores forem as variações de taxa de
alimentação, menor será a instabilidade de desempenho do jigue. Um bom
controle da taxa de alimentação, aliado ao controle dos movimentos de impulsão
e de sucção, consegue-se assim uma boa separação das espécies minerais em
estratificação das camadas. O movimento de sobe e desce do pistão se
transforma em pulsações de água através do crivo sobre o qual se apóia o leito.
Na impulsão, o leito se expande e na sucção o mesmo se contrai compactando-se
contra o crivo num arranjo estratificado. Neste aparelho é injetada uma corrente
ascendente de água que serve para evitar a drenagem da água da alimentação e
contribui para aumentar a impulsão e reduz a sucção excessiva.

O jigue é um aparelho que obtém melhores resultado quando trata minério de
estreita faixa granulométrica. Ele é utilizado para minérios entre 5 polegadas e 1
mm, com melhor performance em frações grossas

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Leito filtrante: é um conjunto de bolas de aço, de ferro, de minério bitolado, de
minério ou material com densidade intermediária. Na construção deste leito,
alguns cuidados devem ser tomados:

1.O leito não deve ter uma dimensão de partícula inferior ao do crivo e nem
próximo à dimensão da abertura dele. Se isto ocorrer poderá ocasionar
entupimento do crivo. Para evitar este entupimento o leito deve ter uma
tamanho mínimo igual a duas vezes a abertura do crivo.
2.Um leito de partículas muito grandes poderá não se deslocar quando sofrer o
impulso ascendente anulando o efeito de jigagem.
3.A utilização de diferentes tamanhos para a formação do leito diminui a
porosidade deste, resultando um concentrado de arca mais fino.
4.A altura do leito, quando muito pequena, pode acarretar um efeito de
turbulência que perturba o movimento alternado de impulsão e sucção. De um
geral quanto mais fina é a alimentação mais espessa é a camada do leito,
variando de 2 camadas até 7, podendo chegar a 10 camadas no caso do
carvão.

Crivo: Tem a função de manter o leito. Sua abertura mínima deve ser igual a
duas vezes o tamanho da maior partícula do minério a ser concentrado, para
evitar o entupimento destas aberturas.
Adição de água: há dois tipos de água adicionada ao processo de jigagem: água
do topo e água de arca.
Água do topo: é a água adicionada na caixa de alimentação e que serve para
manter o material numa diluição desejada.
Água de arca ou água ascendente: é a água adicionada sob o crivo e que
tem a função de controlar a quantidade de finos succionados para a arca. Um
menor volume da água de arca aumenta a capacidade de sucção; como
conseqüência aumenta a eficiência da concentração de finos.

Movimento do Pistão: o pistão apresenta os movimento de impulsão e de
sucção.
Impulsão: caracterizado pela descida do pistão e subida do material
Sucção: caracteriza pela subida do pistão e descida do material

4.4.4. Variáveis operacionais

a)Faixa granulométrica do minério;
b)Porcentagem de sólidos da polpa;
c)Vazão de água ascendente
d)Tipo de leito;
e)Distribuição da alimentação;
f)Taxa de alimentação

4.4.5. Principais aplicações industriais

No Brasil, estes aparelhos são utilizados principalmente na concentração de ouro,
cassiterita, hematita e diamante.

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