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Os Avanços da Ciência e da Tecnologia no Cinema de Ficção Científica

Os Avanços da Ciência e da Tecnologia no Cinema de Ficção Científica

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A Fantástica História do Último Homem - Animação de Ficção Científica utilizando-se de bonecos, brinquedos, maquetes, hot weels, matchbox, trechos e trilhas de filmes e documentários.
"Os Avanços da Ciência e da Tecnologia no Cinema de Ficção Científica": Projeto de Conclusão da Especialização em Comunicação Audiovisual PUC/PR Curitiba 2011 - Orientação: Luis Fernando Severo, Roteirista/Produtor/Diretor/Editor: Cleiton Cesar Schaefer -
União da Vitória - PR, Porto União - SC.
A Fantástica História do Último Homem - Animação de Ficção Científica utilizando-se de bonecos, brinquedos, maquetes, hot weels, matchbox, trechos e trilhas de filmes e documentários.
"Os Avanços da Ciência e da Tecnologia no Cinema de Ficção Científica": Projeto de Conclusão da Especialização em Comunicação Audiovisual PUC/PR Curitiba 2011 - Orientação: Luis Fernando Severo, Roteirista/Produtor/Diretor/Editor: Cleiton Cesar Schaefer -
União da Vitória - PR, Porto União - SC.

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1 INTRODUÇÃO

A Ficção Científica é de interesse crescente para estudos de ciência e de tecnologia. Longe de ser pura fantasia, é amplamente reconhecido que os contos de FC podem abrir o caminho para o futuro. Mas poucos estudos têm analisado como e em que medida os livros de FC podem influenciar o desenvolvimento de tecnologias e, mais genericamente, o “mundo real”. Se vive também um tempo onde as inovações técnicas e científicas fazem, cada vez mais, parte do cotidiano. O desenvolvimento das ciências e das novas tecnologias tem produzido mudanças profundas e rápidas nas condições de subjetividade e possibilidades de experiência humana. Curiosamente, pesquisadores e artistas que se dedicam à questão convergem para temáticas de FC. Espera-se despertar a crítica acerca do inevitável caminho da extinção da humanidade e do planeta com o estudo e a produção audiovisual. Embora seja uma animação o assunto é mais que sério e atual. Como o homem vem tratando de si mesmo e do planeta? Ele usa seus conhecimentos científicos e tecnológicos com responsabilidade? Uma odisséia de FC que fará refletir se talvez o último homem esteja longe de nascer ou será que já está vivendo em nosso mundo? A proposta do estudo é tentar compreender como as produções

cinematográficas de FC apoderam-se das mais importantes descobertas da ciência e consequentemente será desenvolvido um produto audiovisual: uma animação, contendo trechos de filmes e vídeos pré-selecionados. O roteiro é do próprio autor, A Fantástica História do Último Homem, em escaleta constante no anexo nº 30, página 156, foi escrito em 10 (dez) capítulos utilizando-se do software Celtx. A história é ambientada numa cidade maquete, na qual os veículos (Hot Weells e Matchbox) e os personagens (bonecos pequenos) serão filmados. Para os médios e grandes utilizar-se-á de mesa com fundos, cenários e brinquedos. Os fundos ou “céus” são pintados em painéis (dia azul, tarde laranja, noite e estrelas) e pequenos cenários são caracterizados com brinquedos. Em cenas noturnas serão utilizadas pequenas velas de aniversário. Nas cenas de ação pós-apocalípticas as luzes serão em tom vermelho. Nas cenas espaciais utilizar-se-á de trechos de filmes e vídeos. Um planetário de isopor com

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um fundo estrelado também será cenário. Os principais personagens são militares, policiais, recrutas, pesquisadores e um robô. Desde sempre, jovens e adultos sentem-se fascinados pelas histórias de FC baseadas em descobertas realistas. Por certo, graças a estes estímulos muitos buscam seguir a carreira de artista, professor ou pesquisador, para então entender e propagar a ciência. Com o autor não foi diferente, videolocador há dez anos, desde criança é aficionado por FC, não só no cinema como na literatura. O desafio de filmar uma animação não só servirá como estudo técnico de roteiro como de animação, storyboard, cenografia, fotografia, filmagem e edição de imagens e sons, como também servirão de fonte de inspiração e aplicação das mais avançadas teorias da física quântica, da robótica, da genética e demais áreas da ciência e da tecnologia, gerando nos personagens as mais inusitadas instabilidades e imprevisibilidades emocionais, afirmadas por (Brüseke, 2002).

1.1 TEMA

Cinema de Ficção Científica

1.2 DELIMITAÇÃO DO TEMA

Ciência e Tecnologia no Cinema de Ficção Científica

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1.3 LEVANTAMENTO DE LITERATURA

A pesquisa dos livros foi diversificada e abrangente, as buscas iniciaram-se nas bibliotecas, partindo para as livrarias e “sebos” e internet, caso da aquisição do raríssimo No mundo da ficção científica, de Issac ASIMOV, obra que norteia a pesquisa, esgotada e não encontrada nas bibliotecas visitadas.

1.4 PROBLEMA

O cinema de ficção científica contemporâneo consegue antever os mais novos avanços da ciência e da tecnologia?

1.4 HIPÓTESE

Há uma corrida em busca de atualização entre o cinema de ficção científica contemporâneo e os avanços da ciência e da tecnologia.

1.5 OBJETIVOS

1.5.1 GERAL

Entender a simbiose existente entre ciência, tecnologia e o cinema de ficção científica.

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1.5.2 ESPECÍFICOS

 

Escrever um roteiro de animação de ficção científica; Produzir uma animação, utilizando-se de bonecos e brinquedos, contendo trilhas e trechos de filmes e vídeos selecionados.

1.6 JUSTIFICATIVA

Neste projeto primeiramente procurar-se-á um aprofundamento teórico e prático da sintonia que ocorre entre os conhecimentos científicos e o cinema. Contando com uma criteriosa seleção de filmes em formato em DVD, blu-ray e documentários do gênero, disponíveis na internet e na videolocadora do autor, fornecerão acréscimos de cenas na animação produzida como produto audiovisual, que acompanha o projeto em DVD nos anexos. Contudo, o tema é vastíssimo e na maioria das vezes são divulgadas opiniões pessoais, sem, no entanto, contar com uma maior experimentação. Possui todo o fascínio que a FC provoca, contando com os elementos curiosos das descobertas científicas, envolvendo jovens e adultos no mágico mundo do conhecimento e da imaginação. Ao se produzir a animação do roteiro próprio A Fantástica História do Último Homem, uma crítica acerca do inevitável caminho da extinção da humanidade e do planeta. Um alerta politicamente correto e ecológico. Num segundo plano, a intenção da produção audiovisual é o aperfeiçoamento das técnicas de filmagem e edição. E num terceiro plano, preparar o tema para palestrar em eventos culturais e educativos. O autor, multiprofissional, advogado, videolocador, lanhouseiro, professor de informática, blogueiro, colunista, costumava até a entrega do pré-projeto locar e assitir muitos filmes, recomendá-los, passá-los aos alunos e postar vídeos amadores na internet, agora se propõe a alçar voos mais altos, desta vez voos audiovisuais de ficção científica.

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2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

2.1 A CIÊNCIA

Tão antiga quanto à própria existência do homem é sua inquietude diante da percepção e da compreensão dos objetos e dos fenômenos que o cercam. As noções sobre astronomia, geometria e física herdadas de antigas civilizações, como a suméria, a egípcia, a babilônia e a grega, constituem o alicerce do pensamento científico contemporâneo. Em termos gerais, ciência se confunde com qualquer saber humano. Em sentido estrito, define-se ciência como as áreas do saber voltadas para o estudo de objetos ou fenômenos agrupados segundo certos critérios e para a determinação dos princípios que regem seu comportamento, segundo uma metodologia própria. A ciência é um corpo ordenado sistemática de conhecimento sobre o universo, obtida através da observação e raciocínio, permitindo a dedução de leis gerais e princípios. O conceito científico é um conhecimento real sobre qualquer parte do universo, total ou parcialmente verificada. Para obter a compreensão dos fenômenos naturais, os cientistas recorrem ao método científico. Isaac Asimov, em sua Introducción a la Ciencia:
Aqueles que se sentem oprimidos pela invencibilidade do espírito humano e da manutenção da eficácia do método científico como uma ferramenta útil para desvendar as complexidades do universo, acham muito estimulante e desafiador o rápido progresso da ciência. Mas que sobre aquele que se esforça para esclarecer todas as fases do progresso científico com o objetivo específico de tornar inteligível para o público em geral? Neste caso, envolve uma espécie de desespero, que atenua a ação revigorante e estimulante. A ciência não estagna. Fornece uma visão completa das mudanças sutis e tonalidades, mesmo quando estamos assistindo. É impossível captar todos os detalhes em um determinado momento, e não ficar para trás imediatamente. (ASIMOV, prólogo, 1962).

O método científico não é extraordinário ou fixo, existem variações sobre o mesmo, mas os resultados devem ser aceites e de acordo com as observações. O método de pesquisa em biologia é o hipotético-dedutivo. O termo “hipotético” indica que deve ser feita duas ou mais hipóteses antes da experimentação. “Dedutivo” refere-se à obtenção de uma conclusão particular de um conceito geral ou universal.

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2.1.1 Atomismo, evolução e relatividade

No século XIX surgiu um novo enfoque das ciências, marcado de certa forma pela descoberta do mundo microscópico e pela formulação de modelos atômicos. A conexão entre as forças elétricas e magnéticas, corroborada por Oërsted e Faraday, deu origem a uma teoria unitária das modalidades físicas de ação recíproca que se mantém até hoje. Houve grandes progressos nos métodos matemáticos e, consequentemente, na formulação de complexos modelos teóricos. Joule e Helmholtz estabeleceram o princípio de conservação da energia e Helmholtz descobriu também a natureza eletromagnética da luz. Com a teoria atômica de Dalton e o sistema periódico de Mendeleiev, a química consolidou seus princípios e seu método, enquanto a biologia teve grande impulso com os estudos de classificação realizados por Cuvier. Ainda no século XIX, o naturalista inglês Darwin provocou uma autêntica revolução, que durante muitos anos foi objeto de controvérsia, com a publicação do livro On the Origin of the Species by Means of Natural Selection (1859; A origem das espécies), onde se acha exposta a célebre teoria da evolução. Em 1838, Schwann e Schleiden lançaram as bases da teoria celular. Pouco depois, Pasteur e Koch estudaram a natureza dos germes microscópicos causadores das enfermidades e criaram as primeiras vacinas. As ciências sociais progrediram e deram nascimento à sociologia e à economia como disciplinas científicas e independentes. O século XX principiou com a descoberta da radioatividade natural por Pierre e Marie Curie e o anúncio de novas doutrinas revolucionárias. A confirmação do conceito evolucionista e a extensão dessa ideia ao conjunto do universo, junto com a teoria quântica de Planck e a teoria da relatividade de Einstein, levaram a um conceito não causal do cosmo, em que só é lícito adquirir conhecimento a partir de dados estatísticos, cálculos de probabilidade e conclusões parciais. Nada disso implica um retrocesso na validade do método científico, pois não se duvida que esse método assegurasse enormes progressos tecnológicos, mas sim um reconhecimento, por parte da ciência, de sua incapacidade de dar respostas cabais sobre a natureza e a origem do universo.

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Na segunda metade do século XX, os métodos de observação de alta precisão apresentaram notáveis progressos com o descobrimento do microscópio eletrônico, no qual as lentes foram substituídas por campos eletromagnéticos e a luz por um feixe de prótons, e dos microscópios de raios X e de ultrassom, com grande poder de resolução. A reunião de disciplinas como a automação, destinada ao estudo e controle dos processos em que o homem não intervém diretamente, e a informática, ou conjunto de técnicas dedicadas à sistematização automática da informação, nasceram outras disciplinas como a robótica, que se ocupa do desenho e do planejamento de sistemas de manipulação à distância. Essa área de conhecimento teve aplicação, por exemplo, na astronáutica. Permitiu que o homem chegasse à superfície da Lua ou viajasse pelo espaço cósmico. No campo da astronomia foram criadas disciplinas como a astronomia das radiações ultravioleta e infravermelha, dos raios X, gama e outros. Esses progressos se devem aos conhecimentos da física nuclear, que permitiram descobrir uma enorme quantidade de fenômenos e de corpos celestes, como os buracos negros, objetos astrais de densidade elevada e que não emitem radiação, e os quasares, objetos semelhantes às estrelas que emitem radiações de grande intensidade. A ciência moderna tem-se esforçado para obter novos materiais e fontes de energia alternativas para o carvão e o petróleo. O progresso da técnica permitiu a fabricação de semicondutores e dispositivos eletrônicos que conduziram aos computadores modernos. O domínio dos processos atômicos e nucleares possibilitou a construção de centrais elétricas e instrumentos de precisão. A aplicação de novas tecnologias na medicina e o maior conhecimento do corpo humano e de seus mecanismos proporcionou melhora apreciável nas condições de vida dos habitantes do planeta.

2.1.2 Determinismo científico do positivismo e reducionismo

O determinismo científico se refere ao processo racional que permite aos cientistas para o desenvolvimento de teorias que definem os caminhos possíveis e predizer eventos naturais, em princípio, possíveis estados futuros desses eventos.

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A Teoria do Positivismo afirma que os métodos de investigação da física são adaptáveis e justificáveis em todos os campos de pesquisa. A teoria do reducionismo que tudo na natureza pode ser descrito em termos científicos verificáveis circunstancialmente. Com base nas noções relacionadas com o determinismo científico do positivismo e reducionismo, a ciência mais adere à teoria da verdade do que qualquer outro corpo de ideias ou metodologias. Através da harmonia das orientações positivista, determinista e reducionista, utilizado de forma adequada as teorias científicas estreitamente ajustadas com a realidade, nós derivamos os dois atributos essenciais da ciência: 1. Todos os fenômenos naturais são decodificados. A ciência reconhece que as coisas e acontecimentos no universo ocorrem em determinados modelos que são detectáveis através de um estudo cuidadoso e sistemático. Os cientistas acreditam que usando o intelecto, e com a ajuda de instrumentos que ampliam nossos sentidos, nós encontramos em todos os padrões da natureza. A ciência também admite que o universo seja um vasto sistema em que as leis fundamentais são as mesmas em toda parte. O conhecimento adquirido ao estudar uma parte do universo se aplica a todas as partes. Por exemplo, os princípios da transferência e intercâmbio de energia (termodinâmica) na Terra, conta também para a transferência e intercâmbio de energia por todo o universo. Com algumas modificações ao longo dos anos, os mesmos princípios da termodinâmica têm sido aplicados em outros contextos e para todas as formas de energia. 2. Ideias científicas podem ser corrigidas. Ciência como um processo, gera conhecimento e não é dogmática no sentido de que é baseada em ideias impostas por qualquer autoridade científica. O processo depende de decisões cuidadosas, observações dos fenômenos e descobrir as teorias que dão coerência para alcançar esses comentários. A mudança no conhecimento é inevitável, porque novas observações poderiam lidar com as teorias existentes para gerir a sua redefinição ou mudar alguns conceitos. Não importa quão bem uma teoria explique um conjunto de observações, é sempre admissível outra teoria para explicar o mesmo ou talvez um evento cósmico que prevaleça sobre a teoria, ou pode-se incluir um maior número de observações.

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Uma teoria, seja nova ou velha, pode ser verificada, melhorada ou descartada. Os cientistas admitem que, embora nenhum método seja seguro para garantir a absoluta verdade completa, fazem-se aproximações e as descrições são cada vez mais precisas para explicar o mundo e como ele funciona. 3. Ideias científicas devem ser testadas. Todo conceito científico deve ser passível de verificação, seja de observação ou experimentais. Em ambas as formas de evidência, observação e da experimentação, você deve usar as ferramentas e os métodos da ciência e tecnologia adequados ao alcance de cientistas bem treinados e confiáveis para o uso adequado dessas ferramentas e metodologias. Além disso, a verificação de um conceito científico deve ser repetível, isto é, não deve conter exercícios ou metodologias originais ou não permanecer dentro dos parâmetros de estabilidade necessários para evitar que outros pesquisadores repitam a observação ou a experiência em condições semelhantes. Observacional significa "baseado na observação pura", seja no sentido simples ou através de instrumentos apropriados para a observação. Astronomia e Cosmologia base à maioria das suas notas sobre o método de observação, porque os objetos de estudo não estão disponíveis para os pesquisadores. Experimental é por excelência o método que os cientistas usam para testar hipóteses decorrentes da observação dos fatos naturais. Biologia, Física e Química são ciências que empregam principalmente o método experimental, embora em alguns casos, totalmente dependente do método de observação. Por exemplo, estudos sobre evolução e genética.

2.1.3 Pensamento racional e raciocínio científico

Qual é o raciocínio científico? Não é fácil descrever em uma linha, porque o raciocínio científico ou o pensamento racional é construído em vários princípios: 1. O raciocínio científico é baseado em observações da natureza. Isso porque, de acordo com a teoria da verdade, a natureza é a fonte da realidade. 2. O raciocínio científico é baseado em fatos naturais susceptíveis de ser observados ou aconselhados por qualquer pessoa, seja através dos sentidos naturais ou equipamento adequado.

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3. O raciocínio científico baseia-se repetitivos fenômenos naturais, ou seja, eventos que ocorrem com frequência suficiente para que outras pessoas mais capazes de corroborar o fato de que, além do primeiro observador. 4. O raciocínio científico gera instruções para serem sujeitos a controles rigorosos, se as conclusões não são passíveis de análise por outros cientistas, tais afirmações não podem ser consideradas teorias científicas. 5. O raciocínio científico deve ser coerente com a realidade observada. 6. O raciocínio científico não gera conclusões a partir de ideias simples, mas ideias a partir de fatos observáveis. 7. As ideias são reservadas para o plano da hipótese, desde que tais ideias têm uma casa em fatos observáveis. 8. Quando uma ideia é gerada a partir de fatos observáveis e é verificado como verdadeiro, essa ideia está sujeita ao plano das teorias, desde que esta ideia tem sido corroborada empiricamente. 9. Se um argumento é gerado pelo processo racional não pode ser objeto de verificação e, se este argumento está aberto à refutação científica, este argumento não pode ser considerado como o raciocínio científico. Aplicar esta regra a qualquer argumento que é apresentado como a ciência e ver se esse argumento está enraizado no raciocínio científico. A melhor maneira de fazer isso, embora não o mais fácil é compará-lo com textos de reputação inquestionável, por exemplo, os periódicos científicos e livros. Segue às fls. 124 a Tabela 8: Maiores Cientistas.

Figura 1: Os Maiores Cientistas. Fonte: http://cfcul.fc.ul.pt/projectos

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2.2 A TECNOLOGIA

Desde o Big Bang, o universo está em constante evolução e continua em transformação. Primeiro foram os processos físicos e químicos, em seguida, a evolução biológica, e finalmente agora a evolução tecnológica. O destino é ainda desconhecido, mas as possibilidades são quase ilimitadas. A evolução biológica continua, mas ainda é muito lenta para atingir os objetivos agora possíveis graças à evolução tecnológica. A seleção natural com a tentativa e erro podem agora ser substituídos por seleção técnica com projeto de engenharia, monopólio da humanidade, como a única forma de vida avançada consciente do planeta, em breve chegará ao fim, complementada por uma série de encarnações pós-humano. Além disso, com esta reengenharia podemos mudar fundamentalmente o modo como funciona nossa sociedade, e levantar questões fundamentais da nossa identidade e status moral como seres humanos. Segue às fls. 125, Anexo 3: Maiores Tecnologias.

2.2.1 O Universo e o Tempo

O famoso astrônomo Carl Sagan e astro biólogo popularizou o conceito de Calendário Cósmico quatro décadas atrás. Em seu livro de 1977, Os Dragões do Éden: especulações sobre a evolução da inteligência humana escreveu um cronograma para o universo, começando com o Big Bang há 15 bilhões de anos atrás. Hoje, pensa-se que tudo começou cerca de 13,7 bilhões de anos atrás, e continua-se a atualizar e a melhorar o conhecimento da vida, do universo e tudo mais. Em seu Calendário Cósmico, com cada mês, representando pouco mais de um bilhão de anos, Sagan datava os grandes eventos durante os primeiros 11 (onze) meses do ano. Curiosamente, a maioria do que se estuda na evolução biológica ocorreu no mês passado. Na verdade, Sagan escreveu que os vermes apareceram pela primeira vez em 16 de dezembro.

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Infograma 1 - Calendário cósmico: janeiro-novembro ______________________________________________________________ Big Bang - Janeiro 1 Origem da Via Láctea - Maio 1 Origem do sistema solar - Setembro 9 Formação da Terra - Setembro 14 Origem da vida na Terra ~ Setembro 25 Formação das rochas mais antigas conhecidas na Terra - Outubro 2 Data de fósseis mais antigos (bactérias e algas verde-azuladas) - Outubro 9 Invenção do sexo (por micro-organismos) ~ Novembro 1 Mais antigo fóssil de plantas fotossintéticas - Novembro 12 Eucariontes (primeiras células com núcleos) florescer - Novembro 15 ______________________________________________________________ Infograma 1 - Calendário cósmico: janeiro-novembro. Fonte: JL Cordeiro baseado em C. Sagan (1977)

Infograma 2 - Calendário cósmico: 31 de dezembro ______________________________________________________________ Origem do Proconsul e Ramapithecus, Prováveis antepassados dos macacos e dos homens ~ 01:30 pm Primeiros seres humanos ~ 10:30 pm Difundido o uso de ferramentas de pedra - 11:00 pm Domesticação do fogo pelo homem de Pequim - 11:46 pm Início do período glacial mais recente - 11:56 pm Marítimos resolver Austrália - 11:58 pm Extensa pintura rupestre na Europa - 11:59 pm Invenção da agricultura - 23:59:20 Neolítico, civilização; primeiras cidades - 11:59:35 Primeiras dinastias na Suméria, Egito e Ebla; Desenvolvimento da astronomia - 23:59:50 Invenção do alfabeto; Império acadiano - 23:59:51 Hammurabic, códigos legais na Babilônia; Reino Médio no Egito - 11:59:52 Bronze metalurgia; cultura micênica; Guerra de Tróia; Cultura olmeca; invenção da bússola - 11:59:53 Ferro metalurgia; Primeiro Império Assírio; Reino de Israel; Fundação de Cartago pelos Fenícios - 23:59:54 Asokan Índia; dinastia Ch'in China; Atenas de Péricles, Buda - 23:59:55 Geometria euclidiana; física de Arquimedes; astronomia ptolomaica; Império Romano, o nascimento de Cristo - 11:59:56 Zero e decimais inventados na aritmética indiana; Roma cai; conquistas muçulmanas - 23:59:57 Civilização maia; Dinastia Sung na China; Império Bizantino; invasão mongol; Cruzadas - 11:59:58 Renascimento na Europa, Descobrimento da Europa e da dinastia Ming na China; Surgimento do método experimental na ciência - 11:59:59 O desenvolvimento generalizado da ciência e da tecnologia; Surgimento de uma cultura global, Aquisição dos meios de autodestruição da espécie humana; Primeiros passos na exploração planetária nave espacial; Busca de inteligência extraterrestre. Agora: o primeiro segundo do dia de Ano Novo ___________________________________________________________ Infograma 2 - Calendário cósmico: 31 de dezembro. Fonte: JL Cordeiro baseado em C. Sagan (1977)

Os invertebrados começaram a florescer no dia 17, as trilobitas explodiram no dia 18, os primeiros peixes e vertebrados apareceram no dia 19, as plantas colonizaram a terra no dia 20, a animais colonizaram a terra no dia 21, os primeiros anfíbios e insetos alados apareceram primeiro no dia 22.

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As primeiras árvores e répteis evoluíram no dia 23, os primeiros dinossauros apareceram no dia 24, os primeiros mamíferos evoluíram no dia 26, os primeiros pássaros surgiram no dia 27. Os dinossauros foram extintos no dia 28. Os primeiros primatas apareceram no dia 29 e os lobos frontais evoluíram nos cérebros de primatas; os primeiros hominídeos apareceram no dia 30. Basicamente, os seres humanos são apenas os miúdos novos no bloco, e só evoluíram tarde da noite do último dia do Calendário Cósmico.
Infograma 3: Épocas do universo ____________________________________________________________________ Época 1 - Física e química (informações em estruturas atômicas) Época 2 - Biologia (informação no DNA) Época 3 - Brains (informação em padrões neurais) Época 4 - Tecnologia (informação em projetos de hardware e software) Época 5 - Incorporação de tecnologia e inteligência humana (métodos da biologia, incluindo a inteligência humana, expansão exponencial da tecnologia humana) Época 6 - O universo acorda (padrões de matéria e energia do universo tornam-se saturados com processos inteligentes e conhecimentos) ____________________________________________________________________ Infograma 3 - Épocas do Universo. Fonte: Kurzweil, Raymon. A Singularidade está próxima, Viking, 2005.

O Calendário Cósmico é uma excelente maneira de visualizar a aceleração das mudanças e da evolução contínua do universo. Outros autores desenvolveram ideias semelhantes para tentar mostrar o aumento da complexidade na natureza. Por exemplo, em 2005, o astrofísico Eric Chaisson publicou seu último livro, Epopéia de Evolução: Sete Eras do Cosmos, onde ele descreve a formação do universo através do desenvolvimento de sete anos: a matéria, galáxias, estrelas, elementos pesados, os planetas, vida, a vida complexa, e da sociedade. Chaisson apresenta um levantamento precioso desses campos e mostra como as combinações de sistemas mais simples se transformam em sistemas mais complexos, e assim ele dá um vislumbre do que o futuro possa trazer. Ambos Sagan e Chaisson escreveram excelentes panoramas sobre a evolução, desde os seus primórdios cósmicos para o recente surgimento de seres humanos e tecnologia. No entanto, um olhar mais futurista é dado pelo inventor e futurista Ray Kurzweil, em seu livro 2005: A Singularidade está próxima: quando os seres humanos transcenderem biologicamente. Kurzweil fala sobre seis épocas com crescente complexidade e processamento de informações acumuladas.

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Segundo Kurzweil, estamos entrando na época 5 (cinco) num ritmo acelerado de mudança. O evento principal desta fusão de tecnologia e inteligência humana será o surgimento de uma “singularidade tecnológica”. Kurzweil acredita que dentro de um quarto de século, a inteligência não biológica vai igualar o alcance e a sutileza da inteligência humana, por causa da aceleração contínua de tecnologias baseadas em informação e a capacidade das máquinas em compartilhar instantaneamente os seus conhecimentos. Eventualmente, os nano robôs inteligentes serão profundamente integrados em nossos corpos, nossos cérebros e nosso meio ambiente, poluição e superação da pobreza, muito maior longevidade, imersão total em realidade virtual, incorporando todos os sentidos, e muito melhor a inteligência humana. O resultado será uma fusão íntima entre as espécies de criação de tecnologia e o processo de evolução tecnológica que ele gerou. Computador cientista e escritor de FC Vernor Vinge discutida pela primeira vez essa ideia de uma singularidade tecnológica em um já clássico 1993 de papel, onde ele previu: “Dentro de 30 anos, teremos os meios tecnológicos para criar uma inteligência sobre-humana. Logo depois, a era humana será encerrada”. Outros autores falam sobre singularidade tecnológica, tais como o momento em que a inteligência artificial vai superar a inteligência humana. Kurzweil também propôs a “lei do retorno acelerado”, como uma generalização da lei de Moore para descrever um crescimento exponencial do progresso tecnológico. A lei de Moore lida com um padrão de crescimento exponencial da complexidade dos circuitos integrados de semicondutores:
Infograma 4: Lei de Moore

Infograma 4: Lei de Moore. Fonte: Intel.

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Kurzweil estende lei de Moore para incluir as tecnologias de longe, antes do circuito integrado a futuras formas de cálculo. Sempre que uma tecnologia abordagens algum tipo de barreira, escreve ele, uma nova tecnologia vai ser inventado para que possamos atravessar essa barreira. Ele prevê que as mudanças de paradigmas se tornarão cada vez mais comum, levando a “mudança tecnológica tão rápida e profunda, que representam uma ruptura no tecido da história humana”. Acredita-se que a “Lei dos Retornos Acelerados” implica que a singularidade tecnológica irá ocorrer em torno de 2045:
Uma análise da história da tecnologia mostra que a mudança tecnológica é exponencial e, contrariamente à opinião intuitiva linear do senso comum. Portanto, não vamos experimentar 100 anos de progresso no século 21, vai ser mais parecido com 20.000 anos de progresso (na taxa de hoje). Os "retornos", como a velocidade de chips e de custo-efetividade, também aumentam exponencialmente. Há ainda o crescimento exponencial da taxa de crescimento exponencial. Dentro de poucas décadas, a inteligência das máquinas vão ultrapassar a inteligência humana, conduzindo a Singularidade - mudança tecnológica tão rápida e profunda que representa uma ruptura no tecido da história humana. As implicações incluem a fusão de inteligência biológica e não biológica. Os seres humanos serão imortais baseados em softwares e em níveis de ultra inteligência expandindo-se pelo universo na velocidade da luz. (KURZWEIL, 2005, A singularidade está próxima, p. 133).

2.2.2 Singularidade Tecnológica

Em 1965, Irving J. Good descreveu algo muito parecido com o atual conceito da Singularidade Tecnológica. Ele previu que se em algum momento a inteligência artificial atingir equivalência à inteligência humana, as máquinas pensantes superarão rapidamente seus criadores. Good descreve:
Vamos definir uma máquina ultrainteligente como uma máquina que pode superar de longe todas as atividades intelectuais de qualquer humano reconhecidamente inteligente. Como a criação de máquinas é uma dessas atividades intelectuais, uma máquina ultrainteligente pode desenhar máquinas ainda melhores; haverá uma inquestionável „explosão de inteligência‟, e a inteligência humana será deixada para trás. Ou seja, a primeira máquina ultrainteligente será a última invenção feita pelo homem. (GOOD, 1965, Especulações sobre a primeira máquina ultrainteligente, p. 31).

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Essa descrição parece exatamente o roteiro de muitos filmes. Desde o Exterminador do Futuro, passando por Matrix, incluindo aí o Eu, Robô, baseado na obra de Isaac Asimov. Provavelmente os roteiristas de Hollywood tiveram inspiração nessa teoria que deu origem ao conceito de Singularidade Tecnológica. No cinema, para quem não lembra, no Exterminador do Futuro, em 9 de Setembro de 1999 a Skynet torna-se operacional e começa a pensar por si própria, decidindo eliminar a raça humana. No filme Matrix a transição do domínio das máquinas é nebuloso, mas no final os seres humanos são transformados em pilhas para fornecer energia aos robôs. Em Eu, Robô, o computador vilão entende que o único jeito de garantir as Três Leis da Robótica é eliminando a maioria dos seres humanos. E claro, em 2001: Uma odisséia no espaço, na qual o computador de bordo de uma nave, o HAL-9000, fica maluco e resolve conspirar contra a tripulação. O gráfico abaixo mostra que a tecnologia evolui de forma exponencial. A cada grande mudança de paradigma, menos tempo entre elas. A previsão de Kurzweil aponta que a Singularidade deve ocorrer ao redor do ano de 2045. Sua teoria é uma extrapolação da Lei de Moore (a cada 18 meses dobra o poder de processamento dos computadores), juntamente com a sua teoria das mudanças aceleradas. De acordo com as previsões de Kurzweil a máquina tornarse-á mais inteligente que o ser humano. Surgirão organismos biocibernéticos e a evolução tecnológica ocorrerá muito rapidamente, em proporções inimagináveis.
Infograma 5: Previsão de Kurzweil

Infograma 5: Previsão de Kurzweil. Fonte: http://techbits.com.br

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O teste de Turing foi criado em 1950 por Alan Turing em seu ensaio Computing machinery and intelligence. Trata-se de um teste para determinar se uma máquina consegue manter uma conversação enganando um ser humano de que está conversando com uma pessoa. Até hoje nenhum computador passou no teste de Turing, mas robôs de chat como a A.L.I.C.E. já enganaram muitas pessoas ao fingirem serem humanos. Kurzweil prevê que neste século computadores conseguirão passar pelo teste de Turing pela primeira vez.

2.2.3 Convergência Tecnológica

Futuristas hoje têm opiniões divergentes sobre a singularidade: alguns a veem como um cenário muito provável, enquanto outros acreditam que é mais provável que nunca haverá qualquer mudança muito brusca e dramática devido aos avanços na inteligência artificial. No entanto, a maioria dos futuristas e cientistas concorda que há um aumento da taxa de mudança tecnológica. De fato, o rápido aparecimento de novas tecnologias tem gerado avanços científicos nunca sonhou antes. A expressão "novas tecnologias" é utilizado para cobrir essas novas tecnologias e potencialmente poderoso como a engenharia genética, inteligência artificial e nanotecnologia.

Figura 2: Robonaut 2. Fonte: blog.wiiarenerds.com.br

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Embora a denotação exata da expressão seja vaga, vários autores identificaram agrupamentos de tais tecnologias que consideram essenciais para o futuro da humanidade. Estes polos de tecnologia propostos são geralmente abreviados por essas combinações de letras como NBIC, que está para a nanotecnologia, biotecnologia, tecnologia da informação e ciência cognitiva. Várias outras siglas têm sido oferecidas para, essencialmente, o mesmo conceito, como a GNR (genética, nanotecnologia e robótica) usado por Kurzweil, enquanto outros preferem NRG porque soa semelhante a “energia”. O jornalista Joel Garreau na Radical Evolution usa GRIN, de Genética, Robótica, Informação e Nano processos, enquanto o autor Douglas Mulhall no “Nosso Futuro Molecular” usa GRÃO, de Genética, Robótica, Inteligência Artificial e Nanotecnologia. Outra sigla é BANG de bits, átomos, neurônios e genes. A Conferência NBIC primeiro Improving Human Performance de 2003 pela NSF (National Science Foundation) e o DOC (Department of Commerce). Desde então, tem havido muitos encontros semelhantes, nos EUA e no exterior. A União Europeia tem vindo a trabalhar sobre a sua própria estratégia para as tecnologias convergentes, assim como outros países na Ásia, começando com o Japão. A ideia de convergência tecnológica baseia-se na fusão de diferentes disciplinas científicas, graças à aceleração da mudança em todos os campos NBIC.
Infograma 6: Convergência Tecnológica NBIC

Infograma 6: Convergência Tecnológica NBIC. Fonte: JL Cordeiro baseado MC Roco e WS Bainbridge (2003).

A nanotecnologia lida com os átomos e moléculas, a biotecnologia com genes e células, infotechnology com bits e bytes, e ciência cognitiva com os neurônios e

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cérebros. Esses quatro campos são convergentes, graças ao maior e mais rápido processamento de informações de computadores cada vez mais potentes. Especialistas dos quatro campos NBIC concordam sobre o potencial incrível de evolução tecnológica, finalmente, ultrapassar e direcionando a evolução biológica. Bill Gates, da Microsoft, declarou que:
Espero ver os avanços na medicina de tirar o fôlego sobre as próximas duas décadas, pesquisadores e empresas de biotecnologia e vai estar no centro desse progresso. Eu sou um grande adepto da tecnologia da informação? Mas é difícil argumentar que a revolução médica emergente, liderada pela indústria da biotecnologia é menos importante para o futuro da humanidade e também capacitar às pessoas e elevar o padrão de vida (GOOD, 1965, Especulações sobre a primeira máquina ultrainteligente, p. 33).

Larry Ellison, da Oracle, o principal rival de Bill Gates na indústria do software, concorda: “Se eu tivesse 21 anos de idade, eu provavelmente não iria entrar na computação. A indústria da computação está prestes a tornar-se aborrecido.” Explica que: “Eu iria para a engenharia genética”. O biólogo Craig Venter passou 10 anos à leitura do genoma humano, e agora ele está planejando escrever novos genomas. Ele quer criar formas completamente novas de vida, a partir do zero. O cientista e escritor Gregory Stock também acredita que a clonagem, mesmo que um passo fundamental em biotecnologia é muito simples e desestimulante: “por copiar as formas de vida de idade, quando podemos agora criar novas?”. A evolução biológica permitiu o surgimento dos seres humanos, e muitas outras espécies, através de milhões de anos de seleção natural com base em ensaios e erros. Agora se pode controlar a evolução biológica, dirigí-la e ir além dela. Na verdade, por que a evolução forma vidas baseadas em carbono? Por que não passar a vida à base de silício, entre muitas outras possibilidades? Robótica e inteligência artificial nos permitem fazer exatamente isso. O cientista Marvin Minsky, um dos pais da inteligência artificial do MIT, escreveu um famoso artigo 1994 “Robôs herdarão a Terra?” na revista Scientific American, onde conclui:
Sim, mas eles serão nossos filhos, devemos nossas mentes para as mortes e as vidas de todas as criaturas que nunca foram engajados na luta chamada Evolução. Nosso trabalho é ver que todo esse trabalho não deve acabar no lixo sem sentido. (MINSKY, 1994, Quando os robôs herdarão a Terra, p. 113).

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O especialista em robótica Hans Moravec já escreveu dois livros sobre robôs e os nossos (seu) futuro: mente das crianças em 1988 e do robô em 1998. Moravec argumenta que os robôs serão nossos descendentes legítimos e explica várias maneiras de upload de uma mente em um robô. Na Inglaterra, a cibernética com o professor Kevin Warwick vem implantando o seu próprio corpo com vários dispositivos de microchip e foi publicado em 2003 um livro sobre suas experiências: I, Cyborg. Warwick é um pioneiro da cibernética, que alega que:
Eu nasci humano, mas este foi um acidente do destino - apenas uma condição de tempo e lugar em que eu acredito que é algo que temos o poder de mudar... O futuro está lá fora;... Estou ansioso para ver o que ele tem que eu quero fazer algo com a minha vida. Eu quero ser um cyborg. (WARWICK, 2004, I, Cyborg, p. 26).

Como esses autores e pensadores sugerem, precisa-se preparar-se para a realidade que vem com a convergência tecnológica NBIC, incluindo a robótica e inteligência artificial. Graças à evolução tecnológica, o homem transcende nossas limitações biológicas para se tornar transumanos e, eventualmente, pós-humanos. Para facilitar essa transição para uma condição pós-humana, devemos nos preparar para a possibilidade de que a Terra e outros planetas serão herdados por não apenas uma, mas várias formas de vida altamente inteligentes e sensíveis. A filosofia da Extropy e Transumanismo explica essas possibilidades ilimitadas para as gerações futuras.

Figura 3: Os humanos estão se fundindo com máquinas. Fonte: http://lifeboat.com/ex/technological.evolution

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Os seres humanos não são o fim da evolução, mas apenas o começo de uma evolução melhor, consciente e tecnológica. O corpo humano é um bom começo, mas certamente podemos melhorá-lo, atualizá-lo e transcendê-lo. A evolução biológica através da seleção natural pode estar chegando ao fim, mas a evolução tecnológica está apenas acelerando agora. A Tecnologia, que começou a mostrar domínio sobre os processos biológicos há alguns anos está finalmente ultrapassando a biologia como a ciência da vida. O teórico Bart Kosko disse:
A biologia não é destino, nunca foi mais do que tendência era apenas a natureza do primeiro modo rápido e sujo para calcular com carne, chips são o destino... (KOSKO, 2000, Pensamiento borroso – La nueva ciencia de la lógica borrosa, pág. 90).

O padrão de chips baseados em silício é apenas um meio intermediário para a eterna vida inteligente no universo. Os seres humanos são a primeira espécie que é consciente de sua própria evolução e limitações, e os seres humanos acabarão por transcender essas limitações para se tornar pós-humanos. Estes pós-humanos dependerão não apenas de sistemas baseados em carbono, mas também de silicone e outras “plataformas” mais convenientes para diferentes ambientes, como viajar no espaço sideral. Eventualmente, todas estas novas formas de vida sensíveis podem ser conectadas a tornar-se um cérebro global, um grande cérebro interplanetário, e até mesmo um cérebro maior intergaláctico. As consultas finais científicas e filosóficas continuarão a ser enfrentadas por essas formas de vida pós-humanas. A inteligência vai continuar a evoluir e a tentar responder as questões da vida, do universo e tudo mais. Com ética e sabedoria, os seres humanos se tornarão pós-humanos.

2.2.4 Pós-Humano

O termo pós-humano tem ganhado espaço nos meios intelectuais e acadêmicos nos últimos tempos, ele parece vir substituir, de certo modo, o já

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desgastado termo pós-moderno e passou a tornar-se uma constante nos cadernos de cultura, nas discussões filosóficas e socioculturais ditas de ponta. Segundo Jair Ferreira dos Santos (2002:58), ele foi inventado pelo intelectual norte americano de ascendência egípcia Ihab Hassan em um ensaio publicado em 1977 na Geórgia Review intitulada Prometeus as Performer: Toward a Posthumanist Culture, o autor acreditava que esse neologismo poderia ser usado como mais uma “imagem do recorrente ódio do homem por si mesmo”. O termo hibernou durante alguns anos e voltou fortalecido na década de 90, desta vez adotado por filósofos, cientistas e artistas ligados ao avanço tecnológico e às proposições de hibridização entre homem e máquina, carne e silício, no sentido de transposição da ontologia tradicional, dos limites físicos e culturais que definiram historicamente o conceito de humano. Mas ele ainda é motivo de visões controversas, como a dos adeptos do movimento Extropy, que entre outras coisas acreditam na possibilidade de perpetuação infinita a partir do upload da consciência humana em um chip de computador, eles adotaram o termo como uma espécie de renovação do conceito Nietzchiano de Super Homem, ou seja, a superação absoluta de todos os valores humanos em um pretenso estágio superior de humanidade. O Extropy Institute de Max More no início dos anos 90 foi fechado com o objetivo de unir-se a outras instituições transhumanistas e fortalecer o movimento em direção aos seus objetivos pós-humanos. A visão dos extropianos implica na adoção de uma nova ética, baseada na crença de que o corpo humano é um hardware em processo de obsolescência, portanto devemos buscar um novo hardware para “habitarmos”, com melhor desempenho e durabilidade. Ray Kurzweil, um dos conselheiros do The Extropy e autor do livro The Age of Spiritual Machines – When Computers Exceed Human Intelligence (2000), afirma que as máquinas irão tomar consciência e substituir o homem dentro dos próximos 30 anos, essa tomada de consciência por parte das máquinas resultará numa reconfiguração planetária, talvez até no surgimento da nova espécie que irá nos substituir na dominação da Terra. Como o homem evoluiu do australopitecus ao homo-sapiens biologicamente, desta vez está-se literalmente construindo a nova criatura que irá nos substituir nessa escala evolutiva algo como o humanimal-roboticus. Em artigo com o sugestivo título de Ser Humano Versão 2.0, Kurzweil diz:

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Nossa espécie já aumentou a ordem “natural” de nossas vidas por meio de nossa tecnologia: drogas, suplementos, peças de reposição para virtualmente todos os sistemas corporais e muitas outras invenções. Já temos equipamentos para substituir nossos joelhos, bacias, ombros, cotovelos, pulsos, maxilares, dentes, pele, artérias, veias, válvulas do coração, braços, pernas, pés e dedos. Sistemas para substituir órgãos mais complexos (por exemplo, nossos corações) começam a funcionar. Estamos aprendendo os princípios de operação do corpo e do cérebro humanos e logo poderemos projetar sistemas altamente superiores, que serão mais agradáveis, durarão mais e funcionarão melhor, sem serem suscetíveis a panes, doenças e envelhecimento (KURZWEIL, 2003, in caderno Mais! Folha de São Paulo, São Paulo, domingo, 23 de março de 2003).

Esta postura extremista dos extropianos gera posições controversas como o seu descaso à questão ecológica por não acreditarem mais no mundo orgânico, baseado no carbono, como única referência para a vida. A Artista Natasha VitaMore, presidente do extinto The Extropy Institute e autora do Manifesto da Arte Extropiana, desenvolve atualmente seu projeto de arte conceitual Primo Posthuman, uma proposta para um novo corpo pós-humano, utilizando uma visão prospectiva do avanço tecnológico como arcabouço para a idealização de seu projeto radical para o corpo do futuro. Outros pesquisadores apresentam uma visão menos radical do conceito de pós-humano, como Katheryne Hayles, professora da Universidade da Califórnia e autora de How We Became Posthuman, Virtual Bodies in Cybernetics, Literature and Informatics (1999), onde analisa a nossa atual condição pós-humana como o resultado do fluxo de informações através das redes conectando homens e máquinas, como em um processo acelerado de cibernetização. O sonho é uma versão do pós-humano que abrace as possibilidades das tecnologias da informação sem ser seduzida por fantasias de poder ilimitado e imortalidade descorporificada; que reconheça e celebre a finitude como uma condição do ser humano, e que entenda a vida humana como embebida em um mundo material de grande complexidade, mundo do qual dependemos para continuar sobrevivendo (HAYLES apud FELINTO, 2005, p. 114). Ainda em 1985, Donna Haraway, em seu Manifesto Ciborgue (apud SILVA, 2000), apontava que nossa crescente conexão com todos os aparatos tecnológicos, da TV aos games, tornava-nos cyborgs, criaturas híbridas muito distintas de nossos antepassados. Ela antecipou o período de ruptura drástico que vivemos atualmente, nas palavras do gnosticista das novas mídias Erik Davis:

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Quando você constata que hoje podemos destruir todo o planeta, nos clonarmos, considerar seriamente a eugenia genética, erradicar doenças comuns, alterar o clima, dizimar milhões de espécies, criar protointeligência com máquinas, forçar fótons a “diminuírem a sua velocidade”, etc, etc… a verdadeira questão se torna: será que o ser que pode fazer e contemplar tudo isto está realmente ligado ao milênio que a tudo precedeu? Ou há um ponto de ruptura, que justifica ser examinado mais de perto?(…) A condição humana já há muito não significa mais nada, justamente porque muitas das limitações que uma vez definiram esta condição, agora parecem estar prontas para o arrebatamento (DAVIS, 2004, Techgnosis - myth, magic and mysticism in the image of information. p. 342).

Ao observar-se a aceleração contemporânea dos avanços tecnológicos, vislumbramos um panorama complexo e dinâmico, onde muitos dos temas caros à FC tornam-se acaloradas discussões entre sociólogos e filósofos. Jean Baudrillard é citado como referência pelos criadores de um dos novos emblemas da cultura pop, a série Matrix, já o sociólogo brasileiro Laymert Garcia dos Santos está interessado em analisar os impactos socioculturais e econômicos da informação digital e genética em um novo panorama mundial, onde reinam a linguagem binária e cromossômica. Garcia dedicou inclusive um capítulo de seu mais recente livro, Politizar as Novas Tecnologias: O Impacto Sócio Técnico da Informação Digital e Genética, às relações entre tecnologia e arte no panorama contemporâneo; assim como a conceituada semióloga Lucia Santaella intitulou um de seus recentes livros de Culturas e Artes do Pós-Humano: Da Cultura das Mídias à Cibercultura, e dedica boa parte dele a analisar as ditas “Artes do Pós-Humano”, citando nomes como Roy Ascott, Diana Domingues, Orlan, Gary Hill, Gilbertto Prado, Suzette Venturelli, Tânia Fraga e Eduardo Kac, artistas envolvidos com projetos nas áreas de realidade virtual, telepresença, cibermundos, caves, transe cibernético, transgênica,

biorrobótica e nanoengenharia. A obra desses artistas parece também dialogar com as proposições de alguns cientistas polêmicos como os já citados Ray Kurzweil e Hans Moravec, ambos os adeptos da teoria da possível tomada de consciência por parte dos computadores. Moravec é escritor de Robot: Mere Machine to Transcendent Mind (1999), e autor de uma teoria segundo a qual as máquinas evoluirão para a autoconsciência a partir do surgimento dos primeiros robôs multifuncionais. Para ele o processo biológico que levou milhões de anos para produzir o homem levará apenas 30 anos para produzir a primeira máquina autoconsciente, é

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importante destacar que os robôs multifuncionais já começaram a pulular pelo mundo afora, principalmente no Japão. Esses robôs repletos de dispositivos sensoriais começaram a ser vendido no ano 2000 como brinquedo, o exemplo maior são os cãezinhos AIBO. O matemático Vernon Vinge é autor de outras reflexões polêmicas no contexto da póshumanidade, sendo criador da “Teoria da Singularidade”, segundo ele:
A aceleração do progresso tecnológico é uma questão central na história da humanidade. Estamos no limiar de uma mudança comparável ao surgimento da vida humana na Terra, com a criação iminente de entidades com inteligência maior que a humana. Desenvolvimentos que antes pensaríamos só ocorrer em “um milhão de anos”, se ocorressem, acontecerão neste século. Creia-se correto chamar este evento de singularidade. É o ponto em que uma nova realidade passará a governar o mundo (VINGE, 2003, True names: and the opening of the cyberspace frontier, p. 259).

Vinge propõe três hipóteses para a “singularidade”, na primeira delas a tecnologia produziria computadores avançados com uma inteligência sobre-humana; na segunda, as interfaces entre homem e máquina tornar-se-iam tão íntimas que vamos nos considerar superinteligentes; já na terceira hipótese, a biotecnologia proporcionaria a expansão de nosso intelecto humano. Essas previsões parecem confirmar uma das observações dos ciberartistas Suzete Venturelli & Mario Maciel (2004) ao discorrer sobre suas investigações poéticas a respeito do pós-humano, onde destacam uma progressiva mecanização e eletrificação do humano paralela à crescente humanização e subjetivação da máquina. Muitos teóricos conceituam o pós-humano como a emergência ontológica relacionada às proposições de hibridização entre homem e máquina, carne e silício, aos avanços gradativos da consciência através da conexão com dispositivos múltiplos e à manipulação gradativa do DNA humano que poderá resultar em mudanças drásticas na estrutura biológica da espécie. Termos semelhantes também são usados com essa mesma intenção, Hans Moravec adotou o termo ex-humans, o artista e teórico inglês das redes telemáticas Roy Ascott fala de uma “era pós-biológica” vislumbrada por ele através dessa fusão entre carne e silício, do mundo seco do silício com o mundo úmido do carbono, e da expansão da consciência pela conexão em rede.

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Assim como Derrick de Kerchkove acredita que a ligação planetária em rede cria uma mente expandida pela somatória das inteligências conectadas. O artista australiano Stelarc usa o conceito de “corpo obsoleto” para balizar suas obras estruturadas a partir da conexão com próteses robóticas e biológicas e dispositivos telemáticos de expansão da percepção. A pesquisadora Lucia Santaella, que acredita que um dos grandes dilemas da noção contemporânea de ser humano está diretamente conectado às mudanças pelas quais o corpo humano está passando em direção a uma possível nova antropomorfia: O potencial para as combinações entre vida artificial, robótica, redes neurais e manipulação genética é tamanho que nos leva a pensar que estamos nos aproximando de um tempo em que a distinção entre vida natural e artificial não terá mais onde se balizar.
De fato, tudo parece indicar que muitas funções vitais serão replicáveis maquinicamente assim como muitas máquinas adquirirão qualidades vitais. O efeito conjunto de todos esses desenvolvimentos tem recebido o nome de pós-humanismo (SANTAELLA, 2003, Culturas e artes do pós-humano: da cultura das mídias à cibercultura, p. 199).

Com toda certeza o termo pós-humano ainda irá gerar muitas polêmicas, dezenas de teses serão escritas para tentar analisá-lo, dissecá-lo, reinventá-lo, e como sempre pouquíssimos serão os trabalhos sagazes a respeito dele. Santanella diz que:
Como artista eu o adotei em minha obra como termo representativo da ruptura com a noção biológica de vida e de corpo baseado no carbono, das limitações impostas pelas características do DNA humano que definem nossa configuração física, e de consciência pelos limites impostos por nossa percepção do mundo estruturada sobre os cinco sentidos. (SANTANELLA, 2003, Culturas e artes do pós-humano: da cultura das mídias à cibercultura, p. 223).

A maioria dos ciberartistas citados apresentam poéticas que refletem o conceitual ou metaforicamente sobre essas rupturas, e por esse motivo chamo seus trabalhos de “arte pós-humana”, considerando o termo como uma das categorias da ciberarte. A arte continua desempenhando o seu papel de força visionária capaz de produzir conhecimento regado de poesia e reflexões prospectivas.

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2.3 DOCUMENTÁRIOS CIENTÍFICOS

Gênero cinematográfico que se caracteriza pelo compromisso com a exploração da realidade. Mas dessa afirmação não se deve deduzir que represente a realidade tal como ela é. O documentário, assim como o cinema de ficção, é uma representação parcial e subjetiva da realidade. O filme documentário pela primeira vez foi teorizado por Dziga Vertov (18961954), que desenvolve o conceito de cinema-verdade (kino-pravda), defendendo a ideia da fiabilidade do olho da câmara, a seu ver mais fiel à realidade que o olho humano, ideia ilustrada pelo filme que realizou Cine-Olho (1924), haja vista ser uma reprodução mecânica do visível. O termo documentário é aceito em 1879 pelo dicionário francês Littré como adjetivo referente a algo que tem “caráter de documento”. Atualmente, há uma série de estudos cujos esforços se dirigem no sentido de mostrar que há uma indefinição de fronteiras entre documentário e cinema de ficção, definindo um gênero híbrido. Surge no início do século o termo docuficção1. A etnoficção2 é uma das práticas nobres deste gênero. Em anexo constam os documentários científicos pesquisados, assistidos e selecionados para compor o produto audiovisual.

2.4 O CINEMA
1

Docuficção (termo que se confunde com docudrama) é um neologismo que designa uma obra cinematográfica híbrida cujo gênero se situa entre a ficção e o documentário. O termo começou a tornar-se corrente no início do século e é comum na gíria de cinema atual (docufiction em inglês ou francês). Há quem indevidamente o refira como sinônimo de docudrama, tomando drama por ficção, o que é vulgar na língua inglesa. O termo docudrama é em certos casos usado para designar um documentário com fins didáticos ou de ilustração histórica. É frequente hoje em dia o uso da docuficção em emissões de televisão destinadas a ilustrar com atores um fato real. Nesse sentido o termodocudrama será mais adequado. Este termo é por vezes usado, com alguma frequência em inglês, para designar uma forma de jornalismo literário: a não ficção criativa.

2

Etnoficção refere-se especificamente a docuficção, mistura de documentário e ficção. O termo é usado em antropologia visual, enquanto etnografia. Tem por objeto de estudo não o indivíduo, mas a etnia, a não ser que ele a represente. Jean Rouch é considerado como o pai da etnoficção. Etnólogo, apaixonado pelo cinema, cedo descobre que, forçado a intervir no evento que regista a câmara torna-se participante. Exigir na pesquisa uma câmara não participante é um preconceito que a prática contradiz. Atrevendo-se mais na pesquisa, Jean Rouch introduz nela o ator, enquanto ferramenta científica. Nasce um novo gênero de cinema (Jean Rouch and the Genesis of Ethnofiction – tese de Brian Quist, Long Island University). Empregando-se, sobretudo para se referir a filmes do domínio da etnologia enquanto ciência. O termo etnoficção também serve para designar filmes documentários artísticos, de longa tradição, que precedem e sucedem Rouch. O termo pode também ser usado, num sentido mais geral, para designar qualquer obra de ficção com base etnográfica. Pode considerarse Robert Flaherty, avant-la-lettre, como percursor também da etnoficção, que ele pratica, de um modo mais ou menos intenso, mas sem método científico, em todos os seus filmes desde Nanouk of the North. A etnoficção é uma prática recorrente no cinema português.

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Parece haver uma diferença entre o texto literário e o cinematográfico: o texto literário sempre é relido, a crítica literária se faz por constantes releituras e leituras de releituras. A análise cinematográfica, por sua vez, muitas vezes fica restrita a um mero comentário jornalístico e informativo de entretenimento. Talvez a escassez de análises mais cuidadosas, restritas por vezes ao meio acadêmico, esvazie a percepção de que o filme tem a mesma necessidade de ser visto várias vezes, de ser analisado e estudado. Não é que não haja releituras de filmes, elas apenas não são consideradas tão necessárias como na literatura:
Se a afirmação de Pauline Kael, de que jamais assistiria a um filme pela segunda vez antes de ter escrito algo sobre ele, houvesse sido feita por um crítico literário com respeito a Hamlet ou Ulisses, teria sido tomada como um sinal de preguiça ou incompetência. (STAM, 2003, Introdução à Teoria do Cinema, p. 209).

Está em curso, contudo, uma mudança nos hábitos de consumo que favorecem também à mudança de hábito junto aos filmes e às suas releituras. Se antes o espectador ficava restrito à projeção no cinema e ao seu tempo de exibição, o DVD surge hoje como uma facilidade para o analista. Não se pode esquecer, todavia, que são experiências distintas, o cinema e a televisão, e que somente essa diferença já cria uma interferência relevante na maneira como o espectador se relaciona com o filme, como se verá posteriormente. Para aprofundar a noção de texto no cinema, é importante fazer uma decupagem no próprio ato fílmico, em um sentido amplo, para buscar onde se encontram intertextos e extratextos que permeariam o filme acrescentando novos sentidos ao seu texto. Podem-se buscar essas variáveis em três espaços: no conteúdo do texto, ou seja, na própria narrativa que o filme apresenta; nas marcas de produção do filme que envolve o fazer cinematográfico, desde a pré-produção até as estratégias de distribuição e marketing e, por fim, nos modos de recepção a partir da distinção dos dispositivos de exibição fílmica. Esses espaços se complementam à própria experiência do espectador que é quem dá sentido à pluralidade de textos, segundo Barthes:
Sabe-se agora que o texto não é uma sequencia de palavras liberando um único sentido „teológico‟ (a „mensagem‟ de um autor deus), mas um espaço multidimensional em que uma diversidade de escrituras, nenhuma delas original, funde-se e entra em conflito. (BARTHES, 1977, Imagem music, text, p. 146).

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Tal diversidade de escrituras, apontadas por Barthes é mais do que uma simples articulação linguística. Por um lado, como escreveu Ricoeur, o texto é algo que acontece a partir de condições sociais específicas. Como todo o ato de fala é uma construção de mundo, a fala ou o texto é sempre mediado pela forma como o falante vê e se posiciona fenomenologicamente em seu contexto. Há uma constante fabricação de mundo nos atos de fala o que faz com que se perca o referencial dos textos e que se possibilitem as diversas intertextualidades. No texto que o filme apresenta sob a forma de narrativa, está presente uma série de intertextos, seja pela própria natureza dos atos de fala, como apontou Ricoeur, seja pela intencionalidade do realizador de misturar diferentes textos, criando algo novo. Foi o que aconteceu, e de certa forma continua a ocorrer, com o cinema de gêneros do cinema de estúdios norte-americanos. São mantidas determinadas características em função das necessidades de uma nova condição social que movimenta a realidade e os gostos do espectador, acaba por absorver hibridizações constantes. Os discursos construídos pelos filmes são narrativas ficcionais; não têm a preocupação de serem fiéis a quaisquer acontecimentos, personagens, contextos e/ou conhecimentos; seus significados residem, principalmente, em contar histórias, sejam elas quais forem; sua finalidade primeira é o entretenimento, sua narrativa atende a esse fim e essa é a única premissa restritiva que, a princípio, se submete. Outro caminho de permeabilidade textual se dá através do dispositivo, que se divide em dois caminhos: o primeiro pela técnica e mecânica do fazer cinema e a segunda pelas suas possibilidades de exibição. Ambas colaboram para a percepção de novos textos por parte do espectador. Centrando na relação que se cria entre a sucessão de fotogramas inscritos pela câmera, cabe afirmar que a projeção – e esta seria a segunda fase da operação - restabelece sobre a tela, a partir de imagens fixas e sucessivas, a continuidade do movimento e a sucessão do tempo. Um primeiro ponto do dispositivo a ser abordado é justamente a primeira fase de operação, que é a produção, a captação, ou o momento em que se decompõe e se fixa o movimento encenado em fotogramas – imagens estáticas e descontínuas. Na fase dos procedimentos de produção, que a exibição final do filme oculta mais textos se constituem.

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O filme acabado aponta para uma suposta autoria que o próprio momento de produção, do fazer fílmico, já contradiz. Pelo filme tomar forma através de diversos profissionais que, a partir do seu modo de interpretarem o texto do filme e o próprio mundo em que vivem, transformam a narrativa e impossibilitam um conceito pleno de autoria absoluta.
Daqui que a relação com a imagem cinematográfica se articule para o sujeito espectador através de dois aspectos: como continuidade formal (a partir da negação das diferenças que existem entre os fotogramas) e como continuidade narrativa do espaço fílmico. (ZUNZUNEGUI, 2003, Pensar La imagen, p. 148).

Desses profissionais vêm outros textos que permeariam o filme durante seu processo de produção. Ainda na produção, percebem-se outras variáveis que modificam a percepção do espectador: a história e a própria evolução técnica do cinema que modificam a forma do espectador se relacionar com o filme. Para voltar ao gênero de gângster, por exemplo, os filmes de detetives dos anos 40, reconhecidos pelo nome de cinema noir, foram diretamente influenciado não só por um contexto, pela literatura e pelos anseios dos espectadores, mas também se caracterizaram visualmente pelo uso de luz e sombra contrastadas, influência dos técnicos expressionistas alemães que fugiam da guerra para os EUA. Importante lembrar que o próprio expressionismo era um texto moldado pelas condições de vida do povo alemão e que, no cinema americano, torna-se um intertexto imprescindível ao cinema noir. Se tal ligação é mais associada a um saber técnico e a uma visão de mundo específica do povo alemão, o que não faltam, contudo, são momentos na história do cinema em que o avanço tecnológico modificou a linguagem e suas possibilidades, interferindo nos seus textos: o som, a cor, a câmera portátil, a tecnologia digital são aprimoramentos técnicos que trazem para o cinema novas possibilidades, fazendo com que o cinema constantemente ofereça novas possibilidades imagéticas. De todas essas variáveis que transformaram o cinema, é válido voltar à questão dos textos que se escrevem sobre os filmes e ressaltar a importância da própria mídia, em torno do cinema, como um texto que interfere na recepção de um filme. À sugestão de Stam sobre o espaço da crítica como um lugar diferenciado, deve ser acrescentado o espaço jornalístico e publicitário.

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Seus textos, independente de sua qualidade ou não, no período de lançamento de um filme, seja em cinema, DVD ou TV, modificam a expectativa que se tem com relação ao que irá se assistir. O espectador, munido de diferentes discursos, vai ver o filme a partir de outros textos anteriores que falam de formas diferentes, sobre o filme, interferindo nele. No jornalismo tanto o espaço de uma crítica mais elaborada quanto uma crítica menos profunda, de entretenimento, ou mesmo as publicações que veiculam matérias sobre a filmagem ou sobre os bastidores da vida dos artistas (artifício recorrente desde o início do cinema americano com o star-system), criam uma relação meta textual, pois são, para Zunzunegui (2003, p.92), “comentários que ligam um texto com outro”. Uma revista ou um jornal que apresente notícias ou simples curiosidades sobre um filme, sobre seus bastidores, reativa a percepção dos procedimentos, as marcas do fazer fílmico que o filme apaga. O espectador ao ler uma matéria e posteriormente associá-la com a cena no momento da projeção, se remete ao procedimento que sem a revista não teria como identificar. E tais matérias são cada vez mais frequentes. A espetacularização dos modos, tecnologia, custos, curiosidades e dificuldades dos filmes se transformaram no tipo de leitura mais habitual e cotidiana sobre o cinema. Zuzunegui (2003, p. 92) aponta também a paratextualidade como outro espaço importante. Justamente o espaço de publicidade, outdoors, trailers e teasers, prolífera textos ou “modelos de consumo do texto” que criam uma expectativa junto às matérias jornalísticas, para que se veja o filme. Se este, contudo, não atender as altas expectativas proporcionadas por esses textos, o filme tende a decepcionar seu público. Por outro lado, se a divulgação gera pouca expectativa, mas o filme surpreende na bilheteria, um novo texto jornalístico é gerado e talvez, a partir daí, surja outro filme como sequência.
Todas essas trocas são relevantes para analisar o texto fílmico, que nunca está restrito apenas ao conteúdo narrativo do filme: O conceito de dialogismo sugere que todo e qualquer texto constitui uma interseção de superfícies textuais. Os textos são todos tecidos de fórmulas anônimas inscritas na linguagem, variações dessas fórmulas, citações conscientes e inconscientes, combinações e inversões de outros textos. (STAM, 2003, Introdução à teoria do cinema, p. 225-226).

Ainda assim é necessário entender que o lugar para onde esses tecidos convergem não é o filme, mas sim, o espectador. É ele, a partir de sua experiência e

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modo de recepção que vai reunir todos esses textos e concretizar a experiência fílmica. Essas diversas possibilidades de interferências no texto do filme acontecem também na TV.

2.4.1 História

Indícios históricos e arqueológicos comprovam que é antiga a preocupação do homem com o registro do movimento. O desenho e a pintura foram as primeiras formas de representar os aspectos dinâmicos da vida humana e da natureza, produzindo narrativas através de figuras. O jogo de sombras do teatro de marionetes oriental é considerado um dos mais remotos precursores do cinema. Experiências posteriores como a câmara escura e a lanterna mágica constituem os fundamentos da ciência óptica, que torna possível a realidade cinematográfica. Jogos de sombras: Surge na China, por volta de 5.000 a.C. É a projeção, sobre paredes ou telas de linho, de figuras humanas, animais ou objetos recortados e manipulados. O operador narra a ação, quase sempre envolvendo príncipes, guerreiros e dragões. Câmara escura: Seu princípio é enunciado por Leonardo da Vinci, no século XV. O invento é desenvolvido pelo físico napolitano Giambattista Della Porta, no século XVI, que projeta uma caixa fechada, com um pequeno orifício coberto por uma lente. Através dele penetram e se cruzam os raios refletidos pelos objetos exteriores. A imagem, invertida, inscreve-se na face do fundo, no interior da caixa. Lanterna mágica: Criada pelo alemão Athanasius Kirchner, na metade do século XVII, baseia-se no processo inverso da câmara escura. É composta por uma caixa cilíndrica iluminada à vela, que projeta as imagens desenhadas em uma lâmina de vidro. Para captar e reproduzir a imagem do movimento é usado vários aparelhos baseados no fenômeno da persistência retiniana (fração de segundo em que a imagem permanece na retina), descoberto pelo inglês Peter Mark Roger, em 1826. A fotografia, desenvolvida simultaneamente por Louis-Jacques Daguerre e Joseph

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Nicéphore Niepce, e as pesquisas de captação e análise do movimento representam um avanço decisivo na direção do cinematógrafo. Fenacistoscópio: O físico belga Joseph-Antoine Plateau é o primeiro a medir o tempo da persistência retiniana. Para que uma série de imagens fixas dê a ilusão de movimento, é necessário que se sucedam à razão de dez por segundo. Em 1832, Plateau inventa um aparelho formado por um disco com várias figuras desenhadas em posições diferentes. Ao girar o disco, elas adquirem movimento. A ideia era apresentar uma rápida sucessão de desenhos de diferentes estágios de uma ação, criando a ilusão de que um único desenho se movimentava. Praxinoscópio: Aparelho que projetam na tela imagens desenhadas sobre fitas transparentes, inventado pelo francês Émile Reynaud (1877). A princípio uma máquina primitiva, composta por uma caixa de biscoitos e um único espelho, é aperfeiçoada com um sistema complexo de espelhos que permite efeitos de relevo. A multiplicação das figuras desenhadas e a adaptação de uma lanterna de projeção possibilitam a realização de truques que dão a ilusão de movimento. Fuzil fotográfico: Em 1878 o fisiologista francês Étienne-Jules Marey desenvolve o fuzil fotográfico: um tambor forrado por dentro com uma chapa fotográfica circular. Seus estudos se baseiam na experiência desenvolvida, em 1872, pelo inglês Edward Muybridge, que decompõe o movimento do galope de um cavalo. Muybridge instala 24 máquinas fotográficas em intervalos regulares ao longo de uma pista de corrida e liga a cada máquina fios que atravessam a pista. Com a passagem do cavalo, os fios são rompidos, desencadeando o disparo sucessivo dos obturadores, que produzem 24 poses consecutivas. Cronofotografia: Pesquisas posteriores sobre o andar do homem ou o voo dos pássaros levam Étienne-Jules Marey, em 1887, ao desenvolvimento da cronofotografia a fixação fotográfica de várias fases de um corpo em movimento, que é a própria base do cinema. Cinetoscópio: O norte-americano Thomas Alva Edison inventa o filme perfurado. E, em 1890, roda uma série de pequenos filmes em seu estúdio, o Black Maria, primeiro da história do cinema. Esses filmes não são projetados em uma tela, mas no interior de uma máquina, o cinetoscópio, também inventado por Edison um ano depois. Mas as imagens só podem ser vistas por um espectador de cada vez. Cinematógrafo: A partir do aperfeiçoamento do cinetoscópio, os irmãos Auguste e Louis Lumière idealizam o cinematógrafo em 1895. O aparelho é movido

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à manivela e utiliza negativos perfurados, substituindo a ação de várias máquinas fotográficas para registrar o movimento. O cinematógrafo torna possível, também, a projeção das imagens para o público. O nome do aparelho passou a identificar, em todas as línguas, a nova arte (ciné, cinema, kino etc.). Auguste Lumière (1862-1954) e Louis Lumière (1864-1948) nascem em Besançon, na França. Filhos de um fotógrafo e proprietário de indústria de filmes e papéis fotográficos, eram praticamente desconhecidos no campo das pesquisas fotográficas até 1890. Após frequentarem a escola técnica realizam uma série de estudos sobre os processos fotográficos, na fábrica do pai, até chegarem ao cinematógrafo. Louis Lumière é o primeiro cineasta realizador de documentários curtos. Seu irmão Auguste participa das primeiras descobertas, dedicando-se posteriormente à medicina. Cinema mudo: A apresentação pública do cinematógrafo marca oficialmente o início da história do cinema. O som vem três décadas depois, no final dos anos 20. A primeira exibição pública das produções dos irmãos Lumière ocorre em 28 de dezembro de 1895, no Grand Café, em Paris. A saída dos operários das usinas e a chegada do trem na estação, O almoço do bebê e O mar são alguns dos filmes apresentados. As produções são rudimentares, em geral documentários curtos sobre a vida cotidiana, com cerca de dois minutos de projeção, filmados ao ar livre. Primeiros filmes: Pequenos documentários e ficções são os primeiros gêneros do cinema. A linguagem cinematográfica se desenvolve, criando estruturas narrativas. Na França, na primeira década do século XX, são filmadas peças de teatro, com grandes nomes do palco, como Sarah Bernhardt. Em 1913, com Max Linder, que mais tarde inspiraria Chaplin, e, com o Fantômas, de Louis Feuillade, o primeiro seriado policial. A produção de comédias se intensifica nos EUA e chega à Inglaterra e Rússia. Na Itália, Giovanni Pastrone realiza superproduções épicas e históricas, como Cabíria, de 1914. Documentário: Em 1896 os Lumière equipam alguns fotógrafos com aparelhos cinematográficos e os enviam para vários países, com a incumbência de trazer novas imagens e também exibir as que levam de Paris. Os caçadores de imagens, colocam suas câmeras fixas num determinado lugar e registram o que está na frente. A Inglaterra, O México, Veneza, A cidade dos

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Doges passam a integrar o repertório dos Lumière. Coroação do Czar Nicolau II, filmado em Moscou, é considerado a primeira reportagem cinematográfica. Ficção: Os rudimentos da narração e da montagem artística são desenvolvidos pelo americano Edwin Porter, em 1902, em Vida de um bombeiro americano, e consolidados, um ano mais tarde, com O grande roubo do trem, o primeiro grande clássico do cinema americano. O filme inaugura o western e marca o começo da indústria cinematográfica. Despontam, então, dois grandes nomes dos primórdios do cinema: Georges Méliès e David Griffith. Georges Méliès (1861-1938), diretor, ator, produtor, fotógrafo e figurinista, considerado o pai da arte do cinema. Nasce na França e passa parte da juventude desenvolvendo números de mágica e truques de ilusionismo. Depois de assistir à primeira apresentação dos Lumière, decide-se pelo cinema. Pioneiro na utilização de figurinos, atores, cenários e maquiagens, opõem-se ao estilo documentarista. Realiza os primeiros filmes de ficção – Viagem À Lua (Voyage dans la lune, Le / Voyage to the Moon - 1902) e A Conquista do Pólo (Conquête du pôle, La / Conquest of the Pole - 1912) – e desenvolve diversas técnicas: fusão, exposição múltipla, uso de maquetes e truques ópticos, precursores dos efeitos especiais.

Figura 4: Viagem à Lua. Fonte: astronomia.publico.pt

David W. Griffith (1875-1948), nascido nos EUA, é considerado o criador da linguagem cinematográfica. Antes de chegar ao cinema, trabalha como jornalista e balconista em lojas e livrarias. Admirador de Edgar Allan Poe, também escreve poesias. No cinema, é o primeiro a utilizar dramaticamente o close, a montagem paralela, o suspense e os movimentos de câmera. Em 1915, com Nascimento de Uma Nação (The Birth of a Nation), realiza o primeiro longa-metragem americano, tido como a base da criação da indústria

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cinematográfica de Hollywood. Com Intolerância (Intolerance), de 1916, faz uma ousada experiência, com montagens e histórias paralelas. Hollywood: Com o recesso do cinema europeu durante a 1ª Guerra Mundial, a produção de filmes concentra-se em Hollywood, na Califórnia, onde surgem os primeiros grandes estúdios. Em 1912, Mack Sennett, o maior produtor de comédias do cinema mudo, que descobriu Charles Chaplin e Buster Keaton, instala a sua Keystone Company. No mesmo ano, surge a Famous Players (futura Paramount) e, em 1915, a Fox Films Corporation. Para enfrentar os altos salários e custos de produção, exibidores e distribuidores reúnem-se em conglomerados autônomos como a United Artists, fundados em 1919. A década de 20 consolida a indústria cinematográfica americana e os grandes gêneros – western, policial, musical e, principalmente, a comédia – todos ligados diretamente ao estrelismo. Star system: O desenvolvimento dos grandes estúdios proporciona o surgimento do star system, o sistema de "fabricação" de estrelas que encantam as plateias. Mary Pickford, a "noivinha da América", Theda Bara, Tom Mix, Douglas Fairbanks e Rodolfo Valentino são alguns dos nomes mais expressivos. Com o êxito alcançado, os filmes passam dos 20 minutos iniciais a, pelo menos, 90 minutos de projeção. O ídolo é chamado a encarnar papéis fixos e repetir atuações que o tenham consagrado, como Rosita, de 1923, com Mary Pickford. Cinema falado: O advento do som, nos EUA, revoluciona a produção cinematográfica mundial. Os anos 30 consolidam os grandes estúdios e consagram astros e estrelas em Hollywood. Os gêneros se multiplicam e o musical ganha destaque. A partir de 1945, com o fim da 2ª Guerra, há um renascimento das produções nacionais – os chamados cinemas novos. Experiências: As primeiras experiências de sonorização, feitas por Thomas Edison, em 1889, são seguidas pelo grafonoscópio de Auguste Baron (1896) e pelo cronógrafo de Henri Joly (1900), sistemas ainda falhos de sincronização imagemsom. O aparelho do americano Lee de Forest, de gravação magnética em película (1907), que permite a reprodução simultânea de imagens e sons, é comprado em 1926 pela Warner Brothers. A companhia produz o primeiro filme com música e efeitos sonoros sincronizados, Don Juan (Don Juan - 1926), de Alan Crosland, o primeiro com passagens faladas e cantadas, O Cantor de Jazz (The Jazz Singer - 1927), também

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de Crosland, com Al Jolson, grande nome da Broadway e o primeiro inteiramente falado, Luzes de Nova York, de Brian Foy (Lights of New York - 1928). Consolidação: Em 1929 o cinema falado representa 51% da produção norteamericana. Outros centros industriais, como França, Alemanha, Suécia e Inglaterra, começam a explorar o som. A partir de 1930, Rússia, Japão, Índia e países da América Latina recorrem à nova descoberta. A adesão de quase todas as produtoras ao novo sistema abala convicções, causa a inadaptação de atores, roteiristas e diretores e reformula os fundamentos da linguagem cinematográfica. Diretores como Charles Chaplin e René Clair estão entre os que resistem à novidade, mas acabam aderindo. Alvorada do Amor (The Love Parade - 1929), de Ernst Lubitsch, O Anjo Azul (Der Blaue Engel / The Blue Angel - 1930), de Joseph Von Sternberg, e M, o Vampiro de Dusseldorf (M - 1931), de Fritz Lang, são alguns dos primeiros grandes títulos. Dos anos 30 até a 2ª Guerra, apesar de Hollywood concentrar a maior parte da produção cinematográfica mundial, alguns centros europeus como França, Itália, Alemanha e Rússia produzem obras grandiosas. Anos Dourados: Nos EUA, após a Depressão, a indústria recupera-se. Hollywood vive os seus anos de ouro em 1938 e 1939. Surgem superproduções como A Dama das Camélias, E o Vento Levou, O Morro dos Ventos Uivantes e Casablanca. Novos recursos técnicos possibilitam o desenvolvimento pleno de todos os gêneros. Desafiando o esquema dos grandes estúdios hollywoodianos, Orson Welles lança, em 1941, Cidadão Kane, filme que revoluciona a estética do cinema. Orson Welles (1915-1985), diretor, ator e roteirista, nasce nos EUA e estuda pintura no Chicago Arts Institute. Como ator teatral funda, em 1936, o Mercury Theatre, em Nova York. Dois anos mais tarde passa a trabalhar no rádio, onde faz em 30 de outubro de 1938 uma emissão dramatizada da Guerra dos Mundos, de H.G. Wells, na qual anuncia a invasão da Terra por marcianos. Causa pânico na população e ganha notoriedade nacional. Com Cidadão Kane, subverte a narrativa cronológica, com um enredo não linear, ousadia na profundidade de campo e iluminação inspirada no

expressionismo. Cria depois outras obras, como It's All True (interrompida e concluída postumamente em 1993), e Macbeth (Macbeth - 1948) e Othello (Tragedy of Othello: The Moor of Venice, The - 1952), de inspiração shakesperiana.

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Musicais: Surge em Hollywood na década de 30 e se caracteriza por roteiros musicais que mesclam danças, cantos e músicas. No início dos filmes falados, os musicais sofrem grande influência do teatro. O filme que definitivamente estabelece o gênero é Melodia da Broadway (Broadway Melody - 1929), de Harry Beaumont. Seu êxito provoca uma onda de filmes que rapidamente se tornam populares, como Caçadoras de Ouro (Gold Diggers of 1933 - 1933), A Canção do Deserto ( - 1933) e O Rei do Jazz ( - 1933). Voando Para o Rio (Flying Down to Rio - 1933), projeta Fred Astaire e Ginger Rogers. Gene Kelly por Diário de Um Homem Casado (A Guide for the Married Man - 1967), Rita Hayworth por O Protegido do Papai (The Lady In Question - 1940) e Judy Garland por O Mágico de Oz (Wizard of Oz, The - 1939) também ganham notoriedade. Comédia: Gênero consolidado na década de 20, a comédia incorpora novos nomes. Os irmãos Marx brilham com seus diálogos absurdos e graças de picadeiro em No Hotel da Fuzarca (The Cocoanuts - 1929), Diabo a Quatro (Duck Soup 1933) e Uma Noite Na Ópera (A Night At The Opera - 1935). Os atores Oliver Hardy e Stan Laurel notabilizam a dupla O Gordo e o Magro em Fra Diavolo (The Devil's Brother / Fra Diavolo - 1933) e Filhos do Deserto (Sons of the Desert / Fraternally Yours - 1933). W.C. Fields, que surgiu no cinema por volta de 1915, destaca-se na década de 30, com No Tempo do Onça e A Filha do Saltimbanco. O prestígio de Chaplin mantém-se em filmes como Luzes da Cidade (City Lights - 1931) e Tempos Modernos (Modern Times - 1936), que adquirem dimensão política. A combinação de ousadias eróticas e certa dose de crítica do cotidiano resultam na comédia de costumes, que domina o cinema americano. O alemão Ernst Lubitsch desenvolve o estilo em filmes como Ladrão de Alcova (Trouble in Paradise - 1932) e Ninotchka (Ninotchka - 1939), este com Greta Garbo. Outros representantes: George Cukor por Uma Hora Contigo (One Hour With You - 1932), William Wellman por Nada É Sagrado (Nothing Sacred - 1937), Leo McCarey por Cupido É Moleque Travesso (The Awful Truth - 1937), Howard Hawks por Levada da Breca (Bringing Up Baby - 1938) e um dos maiores nomes das décadas de 30/50, o diretor Frank Capra. Frank Capra (1897-1991) nasce na Sicília e emigra para os EUA em 1903. Na juventude estuda química e matemática. Começa no cinema como argumentista dos cômicos Laurel e Hardy (O Gordo e o Magro). Na direção, desenvolve uma obra de

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conteúdo social, otimista e confiante na democracia americana, que acerta em cheio, nos anos difíceis da Depressão. Aconteceu Naquela Noite (It Happened One Night - 1934), ganha os principais Oscar do ano. Do Mundo Nada Se Leva (You Can't Take It with You - 1938), A Mulher Faz o Homem (Mr Smith Goes to Washington - 1939) e Adorável Vagabundo (Meet John Doe - 1941) são seus principais sucessos. Western: Gênero específico americano, o western (faroeste) explora marcos históricos como a Conquista do Oeste, a Guerra de Secessão e o combate contra os índios. Cenas de ação e aventura envolvem caubóis e xerifes. Em 1932 inicia-se uma grande produção de westerns, onde o caubói é também cantor, como Gene Autry e Roy Rogers. Cecil B. de Mille produz Jornadas Heroicas (The Plainsman 1937). Em 1939, com No Tempo das Diligências (Stagecoach - 1939), John Ford abre o ciclo de produções com grandes diretores e astros, onde se destacam também King Vidor por Duelo ao Sol (Duel in the Sun - 1946) e Henry King por Jesse James (Jesse James - 1939). John Ford (1895-1973), diretor americano nascido no Maine, filho de irlandeses, é um dos cineastas mais premiados do mundo. Depois de se formar no ensino médio, vai para Hollywood, em 1914. Começa trabalhando como ator, contrarregra e assistente nos filmes de seu irmão, Francis Ford, diretor e roteirista da Universal. Em 1917 estreia na direção, fazendo pequenos westerns. Seus filmes possuem orçamentos modestos, poucos atores, e alternam dramas com trechos de comédias. Sangue de Herói (Fort Apache - 1948) e O Céu Mandou Alguém (The Three Godfathers - 1948), estão entre os westerns mais importantes da década de 40. Terror: São várias as tendências dos filmes de terror, que têm em comum o desequilíbrio e a transgressão do real, assim como forte tendência à FC. Em 1931, Drácula (Drácula - 1931) e Frankenstein (Frankenstein - 1931) entram em cena. Um ano depois, é a vez de O Médico e o Monstro (Dr. Jekyll and Mr. Hyde 1932), baseado no romance de Robert Louis Stevenson. Em 1933, o gorila King Kong (King Kong - 1933) assusta as plateias do mundo inteiro. Policial: O filme policial surge na França, no começo do século, mas é nos EUA, a partir da década de 30, que o gênero se firma. Cenários sombrios e escuros, neblina, cenas de crimes e violência envolvem detetives, policiais, aristocratas e belas mulheres.

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O filme noir, como os franceses o denominou logo se impõe como um grande gênero. Destacam-se Howard Hawks por Scarface (Scarface - 1932) e John Huston por Relíquia Macabra / Falcão Maltês (The Maltese Falcon - 1941). A década de 30, marca a grande fase de produção cinematográfica dos EUA, os anos dourados de Hollywood, consagrando as grandes produtoras, seus astros e estrelas. Entre os destaques desta época, aparece o filme, E o vento levou e O Mágico de Oz de Victor Flaming. O cinema americano passa por uma nova transformação com o filme Cidadão Kane, onde Orson Welles revoluciona usando novas técnicas, como ângulos de filmagem e a narrativa não linear. Com a Segunda Guerra Mundial, a Inglaterra e os EUA realizam filmes antinazistas e de guerra a fim de servir de propaganda política, como exemplo Casablanca de 1943. Em 1945, surge um novo movimento de suma importância ao cinema na Itália, o Neo-Realismo, em decorrência do pós-guerra, assume-se uma postura voltada ao social e contra os esquemas de produções. Sua linguagem é mais simples, tendo tomadas ao ar livre retratando o dia-adia dos proletários, camponeses e da burguesia. Neste ano também se inicia em vários países o Cinema novo. No início dos anos 50, chega ao cinema a tela em formato 3D, onde a visão reproduzida aparentava estar em forma de relevo, mas esse formato não persistiu por muito tempo. Com a chegada da TV, para garantir a continuação dos espetáculos, a indústria cinematográfica realizou mais uma modificação, inaugurou os formatos panorâmicos, que funcionavam com uma câmera, um projetor e um filme padrão de 35 mm. Os musicais hollywoodianos ganham destaque com o clássico Cantando na Chuva em 1952. Outro acontecimento na história do cinema que merece ser comentado é o Nouvelle Vague, na França, com orçamento baixo e sem ordem narrativa. Suas obras são uma critica as produções comerciais francesas e o foco principal são as questões interiores de seus personagens, os principais representantes deste movimento são Jean-Luc Godard e François Truffaut. Os anos 60 foram época em que os realizadores queriam deixar suas marcas, ou seja, que seus trabalhos fossem reconhecidos pelo espectador apenas pelo seu desempenho com as câmeras ou pelo estilo de escreve seus filmes. Por isso o cinema vive em cada lugar do mundo uma fase em especial.

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A Era de Ouro dos EUA entra em decínio, e muitas produções passaram a ser feitas em Pinewood Studios na Inglaterra e Cinecittà na Itália. O orçamento do cinema americano é reduzido e em consequência muda-se o foca da produção. A reprodução em massa toma conta da indústria hollywodiana a partir da década de 70, suas produções possuem efeitos especiais com tecnologia de ponta da época com o objetivo de seduzir o espectador, no geral crianças e adolescentes. Alguns exemplos: O destino do Poseidon (1972), de Ronald Neame, e Inferno na torre (1974), de John Guillermin e Irvin Allen; Superman (1978), de Richard Donner, Guerra nas estrelas (1977), de George Lucas. Os filmes blockbusters e de sequela estavam com força total na década de 80, e o cinema americano torna-se realmente uma indústria a fim de produzir o maior espetáculo, gerar mais sequências. Principalmente com o apoio dos altos investimentos em publicidade que era por vezes chegava a ser grande parte do valor total dos filmes e assim carrecadar mais dinheiro, um clássico exemplo é o filme Rambo. Com os grandes sucessos de bilheteria, Hollywood manteve-se muito bem economicamente, também através da massificação dos gravadores de vídeo e da televisão por cabo, bem como o domínio de mercados internacionais. Em contra partida, as produtoras independentes surgidas devido ao apoio do Instituto Sundance, aproveitam o espaço que Hollywood deixa e começa a realizar filmes de qualidade para pessoas mais velhas, o destaque fica com Sexo, Mentiras e Vídeo em lançado em 1989. Apesar do sucesso dos filmes independentes, os blockbusters ainda dominam no início da década noventa. Com o passar do tempo, Hollywood assite a produtora independente Miramax, ganhar vários oscares com produções de baixo orçamento. A partir daí, o cinema vive mais uma mudança, a preocupação com a técnica, desde o formato digital até a montagem e distribuição dos filmes. As histórias passam a serem narrativas, trazendo os espectadores para dentro do enredo, personagens e outros elementos inexistentes nas primeiras experiências cinematográficas e sua duração passa a ter até mais de duas horas. Atualmente, temos todos os tipos de filme, tanto os comerciais, ditos blockbuster, como também os filmes de maior complexidade para a construção de uma obra. A quem faça arte e se preocupe em produzir para indústria cinematográfica filmes que trazem algum contexto e outros que ainda se preocupe

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apenas com a diversão e a alienação, fazendo de seus filmes produtos massificados a serem vendidos e consumidos pela massa. Segue às fls. 145, Anexo 25: Tabela 21: Maiores Filmes Americanos, às fls. 146, Anexo 26: Tabela 22: Maiores Filmes Não Americanos, e às fls. 149, Anexo 27: Tabela 23: Maiores Animações.

2.4.2 Cinema Digital

O impacto das tecnologias digitais na distribuição cinematográfica já é tema de debates constantes. A transmissão digital de dados via satélite está revolucionando a distribuição de filmes. Segundo Edson Sofiatti, da empresa Star One, “um filme pode estar ao mesmo tempo em cinemas dos quatro cantos do país com custos muito menores para o distribuidor em relação à cópia em película” (2003, www.starone.com.br). Os sistemas de transmissão e armazenamento da imagem e som de um filme, além das tecnologias de compressão e transmissão, se beneficiam de tecnologias originalmente desenvolvidas para outros setores, como exemplo, os sistemas de criptografia, desenvolvido para o setor bancário, que o torna seguro. O filme será transmitido para os cinemas interessados, que armazenarão os dados no computador e terão o direito de exibi-lo certo número de vezes. Isso permite uma enorme distribuição de filmes e uma redução considerável dos custos de transporte, estocagem e legendagem. Essa economia beneficia, num primeiro momento, o distribuidor. Pequenos produtores poderão ganhar também, pois terão acesso a circuitos de exibição maiores, já que o custo de produção de cópias no novo sistema é bastante inferior ao de cópias em película. Do lado do espectador, a vantagem é assistir a cópias sempre novas, sem perdas de qualidade de imagem e som, disponíveis num número maior de salas. Junto com a evolução na qualidade de captação de imagens em vídeo, a sofisticação dos recursos de computação gráfica, a expansão da internet em banda larga e a possibilidade técnica de gravar em vídeo na velocidade de projeção do cinema, pode-se agregar um quinto elemento, o e-cinema - electronic cinema (BLASIIS, 2002). Esse último elemento é a projeção digital.

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Neste novo formato, poderemos exibir produtos audiovisuais originados de vídeo ou de película e finalizados eletronicamente, com resolução de mais de milhões de pixels e som multicanal digital. Este novo produto poderá ser "transmitido" via satélite ou fibra ótica de um único centro de distribuição para muitas salas de cinema e também poderá ser exibido a partir de mídias com alta resolução de imagens. Nos dois casos, a projeção digital representa uma grande economia para os setores de produção e distribuição, o que poderá trazer uma grande democratização de alcance nos meios de projeção. Poderemos ter de volta às salas de cinema de pequeno porte (principalmente nas cidades do interior), com programações compradas via Internet e exibida via satélite; em alguns casos, a programação poderá ser adquirida em consignação, de acordo com a demanda de sessões necessárias para cada local. Esse novo cinema pode ser um aliado das grandes distribuidoras, que buscam nele uma maneira de baratear seus custos de distribuição, pode também propiciar o surgimento de novas distribuidoras independentes o que, em conjunto com as demais transformações já em andamento, pode se tornar um importante fator para o aumento da participação de filmes brasileiros no mercado exibidor. A grande questão do momento é quem irá pagar por uma transformação tão radical no setor audiovisual. Atualmente, de acordo com a Associação Cultural Kinoforum, um blockbuster americano gasta em torno de US$ 15 milhões em cópias para a sua distribuição mundial. No total, o mercado dos grandes estúdios gasta por volta de US$ 4 bilhões ao ano em distribuição e exibição, num mercado mundial de mais de 125 mil salas de cinema (35 mil das quais situadas nos EUA). Uma análise feita com os custos atuais de instalação de uma sala de projeção digital conclui que, em dez anos, teremos por volta de 135 mil salas padrão contra cinco mil digitais. Mesmo com a grande pressão que os produtores exercerão sobre as redes de exibição para que se abequem ao sistema, os custos falarão mais alto ao exibidor. Será uma grande disputa entre produtores e exibidores. Esses fatores não impedem que a projeção digital possibilite o surgimento de espaços alternativos de exibição para produtos que poderiam jamais chegar ao público de outra forma, ou até mesmo deixarem de ser produzidos. A conjunção desses fatores não está tão longe de nós, mas já é o resultado de um processo em andamento. Atualmente, convivem duas grandes

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vertentes: os que produzem eletronicamente para exibir em película ou em digital, e os que produzem em película para finalizar e exibir por meio óptico ou eletrônico. No campo óptico, praticamente tudo já foi experimentado e as novas tecnologias apontam para sua superação - há pelo menos dez anos a computação gráfica e a composição digital dominam o chamado cinema de efeitos especiais. Futuramente a Internet irá complementar o processo de digitalização dos filmes lançados nos cinemas podendo realizar a sua transmissão para os projetores digitais na exibição em grande escala. A exclusão da película nesses procedimentos de exibição digital de um filme pode ser uma consequência. Isto aconteceu recentemente pela primeira vez, em caráter experimental com o desenho animado Titan A.E dos estúdios Fox. O desenho animado de FC foi completamente transmitido pela Internet da Califórnia (EUA) para um projetor digital de um cinema em Atlanta (EUA). O arquivo de tamanho “gigante” (50 gigabytes), mesmo com conexões hiper velozes especiais, demorou 4 (quatro) horas para completar o download. O filme Star Wars - A Ameaça Fantasma, por exemplo, foi exibido digitalmente, mas Titan A. E é o primeiro filme a ser transmitido pela Internet. Os grandes executivos das empresas envolvidas na operação acreditam que ainda vai demorar muitos anos para que o cinema veja o fim da película, pois os custos para uma exibição digital ainda são muito altos e as transmissões via Internet colocam em risco a questão dos direitos autorais e a pirataria.

2.4.3 Cinema no Brasil

Durante dez anos o cinema brasileiro praticamente inexiste devido à precariedade no fornecimento de energia elétrica. A partir de 1907, com a inauguração da usina de Ribeirão das Lages, mais de uma dezena de salas de exibição são abertas no Rio de Janeiro e em São Paulo. A comercialização de filmes estrangeiros é seguida por uma promissora produção nacional. Documentários em curta-metragem abrem caminho para filmes de ficção cada vez mais longos. Os estranguladores (1908), de Antônio Leal, baseado em fato policial verídico, com cerca de 40 minutos de projeção, é considerado o primeiro filme de ficção

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brasileiro, tendo sido exibido mais de 800 vezes. Esse filão é exaustivamente explorado, e outros crimes da época são reconstituídos em Noivado de sangue, Um drama na Tijuca e A mala sinistra. Gêneros: Forma-se, entre 1908 e 1911, um centro carioca de produção de curtas que, além da ficção policial, desenvolve vários gêneros: melodramas tradicionais (A cabana do Pai Tomás), dramas históricos (A república portuguesa), patrióticos (A vida do barão do Rio Branco), religiosos (Os milagres de Nossa Senhora da Penha), carnavalescos (Pela vitória dos clubes) e comédias (Pega na chaleira, As aventuras de Zé Caipora). A maior parte é realizada por Antônio Leal e José Labanca, na Photo Cinematographia Brasileira. Essa produção variada sofre uma sensível redução nos anos seguintes, sob o impacto da concorrência estrangeira. Há um êxodo dos profissionais da área para atividades comercialmente mais viáveis. Outros sobrevivem fazendo "cinema de cavação" (documentário sob encomenda). Dentro desse quadro, há manifestações isoladas: Luiz de Barros (Perdida), no Rio de Janeiro, José Medina (Exemplo regenerador), em São Paulo, e Francisco Santos (O crime dos banhados), em Pelotas (RS). A partir de 1915 é produzido um grande número de fitas inspiradas na nossa literatura, em especial na romântica Inocência, A Moreninha, O Guarani e Iracema. O italiano Vittorio Capellaro é o cineasta que mais se dedica a essa temática.

2.4.4 Tendências Contemporâneas

Em 1966 o Instituto Nacional de Cinema (INC) substitui o INCE, e a Empresa Brasileira de Filmes (Embrafilme) é criada em 1969 para financiar, coproduzir e distribuir os filmes brasileiros. Há então uma produção diversificada que atinge o auge em meados dos anos 80 e, gradativamente, começa a declinar. Alguns sinais de recuperação são notados em 1993. Década de 70: Remanescentes do Cinema Novo ou cineastas estreantes, em busca de um estilo de maior comunicação popular, produzem obras significativas: São Bernardo, de Leon Hirszman; Lição de amor, de Eduardo Escorel; Dona Flor e seus dois maridos, de Bruno Barreto; Pixote, de Hector Babenco; Tudo bem e Toda

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a nudez será castigada, de Arnaldo Jabor; Como era gostoso o meu francês, de Nelson Pereira dos Santos; A dama do lotação, de Neville d'Almeida; Os inconfidentes, de Joaquim Pedro de Andrade, e Bye, bye, Brasil, de Cacá Diegues, que reflete as transformações e contradições da realidade nacional. Pedro Rovai (Ainda agarro essa vizinha) e Luís Sérgio Person (Cassy Jones, o magnífico sedutor) renovam a comédia de costumes numa linha seguida por Denoy de Oliveira (Amante muito louca) e Hugo Carvana (Vai trabalhar, vagabundo). Arnaldo Jabor (1940- ), carioca, começa escrevendo críticas de teatro. Em 1962 edita a revista Movimento e frequenta o cineclube da PUC-RJ. Dois anos depois faz o curso de cinema Itamaraty-Unesco. Participa do movimento do Cinema Novo. Faz curtas, O circo e Os saltimbancos, e estreia no longa-metragem com o documentário Opinião pública (1967). Realiza, em seguida, Pindorama (1970). Adapta dois textos de Nelson Rodrigues: Toda nudez será castigada (1973) e O casamento (1975). Prossegue com Tudo bem (1978), Eu te amo (1980) e Eu sei que vou te amar (1984). Carlos Diegues (1940- ), alagoano, muda-se ainda na infância para o Rio de Janeiro. Cacá Diegues dirige filmes experimentais aos 17 anos. Faz críticas de cinema e desenvolve atividades como jornalista e poeta. Nos anos 60, passa 40 dias na cinemateca de Paris, assistindo a vários clássicos. Posteriormente, dirige curtas e trabalha como argumentista e roteirista. Um dos fundadores do Cinema Novo, realiza Ganga Zumba (1963), Quando o carnaval chegar (1972), Joana Francesa (1973), Xica da Silva (1975), Bye, bye Brasil (1979) e Quilombo (1983), entre outros. Hector Eduardo Babenco (1946- ), produtor, diretor e roteirista, nasce em Buenos Aires. Naturalizado brasileiro passa a viver em São Paulo, a partir de 1969. Inicia no cinema como figurante no filme Caradura, de Dino Risi, filmado na Argentina, em 1963. Na Europa, trabalha como assistente de direção. Em 1972, já no Brasil, funda a HB Filmes e dirige curtas como Carnaval da vitória e Museu de Arte de São Paulo. No ano seguinte, faz o documentário O fabuloso Fittipaldi. Seu primeiro longa-metragem, O rei da noite (1975), retrata a trajetória de um boêmio paulistano. Segue Lúcio Flávio, O passageiro da agonia (1977), Pixote, a lei do mais fraco (1980), O beijo da mulher aranha (1985) e Brincando nos campos do senhor (1990).

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Década de 80: A abertura política favorece a discussão de temas antes proibidos, como em Eles não usam black-tie, de Leon Hirszman, e Pra frente, Brasil, de Roberto Farias, que é o primeiro a discutir a questão da tortura. Jango e Os anos JK, de Silvio Tendler, relatam a História recente e Rádio auriverde, de Silvio Back, dá uma visão polêmica da atuação da FEB na 2ª Guerra. Arnaldo Jabor faz Eu te amo e Eu sei que vou te amar. Surgem novos diretores – Lael Rodrigues (Bete Balanço), André Klotzel (Marvada carne e Susana Amaral (A hora da Estrela). No final da década, a retração do público interno e a atribuição de prêmios estrangeiros a filmes brasileiros fazem surgir uma produção voltada para a exibição no exterior: O beijo da mulher aranha, de Hector Babenco, e Memórias do cárcere, de Nelson Pereira dos Santos. As funções da Embrafilme, já sem verbas, começam a esvaziar-se, em 1988, com a criação da Fundação do Cinema Brasileiro. Década de 90: A extinção da Lei Sarney e da Embrafilme e o fim da reserva de mercado para o filme brasileiro fazem a produção cair quase à zero. A tentativa de privatização da produção esbarra na inexistência de público num quadro onde é forte a concorrência do filme estrangeiro, da TV e do vídeo. Uma das saídas é a internacionalização, como em A grande arte, de Walter Salles Jr., coproduzida com os EUA. O 25º Festival de Brasília (1992) é adiado por falta de filmes concorrentes. No de Gramado, internacionalizado para poder sobreviver, só se inscrevem em 1993 dois filmes brasileiros: Capitalismo selvagem, de André Klotzel, e Forever, de Walter Hugo Khouri. A partir de 1993 há uma retomada da produção através do Programa Banespa de Incentivo à Indústria Cinematográfica e do Prêmio Resgate Cinema Brasileira, instituída pelo Ministério da Cultura. Diretores recebem financiamentos para a produção, finalização e comercialização dos filmes. Aos poucos, as produções vão aparecendo, como A terceira margem do rio, de Nelson Pereira dos Santos, Alma corsária, de Carlos Reichenbach, Lamarca, de Sérgio Rezende, Vagas para moças de fino trato, de Paulo Thiago, Não quero falar sobre isso agora, de Mauro Farias, Barrela – escola de crimes, de Marco Antônio Cury, O Beijo 2348/72, de Walter Rogério, e A Causa Secreta, de Sérgio Bianchi. A parceria entre TV e cinema se realiza em Veja esta canção, dirigida por Carlos Diegues e produzida pela TV Cultura e pelo Banco Nacional. Em 1994, novas produções apontam: Era uma vez, de Arturo Uranga, Perfume de gardênia, de

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Guilherme de Almeida Prado, O corpo, de José Antonio Garcia, Mil e uma, de Susana Moraes, Sábado, de Ugo Giorgetti, As feras, de Walter Hugo Khouri, Foolish heart, de Hector Babenco, Um grito de amor, de Tizuka Yamasaki, e O cangaceiro, de Carlos Coimbra, um remake do filme de Lima Barreto. Cinema da Retomada: O cinema brasileiro atual foi denominado de “cinema de retomada”, devido à sua fase anterior de estagnação, mas isso é questionado por alguns teóricos, como Caetano; Valente; Melo e Oliveira Jr. (2003) que, em seu texto traçam um histórico do Cinema da Retomada e salientam que a paralisação do cinema brasileiro se restringiu apenas à produção de longas-metragens. Para Melo (2003), em seu texto sobre o gênero, a produção e os autores do cinema brasileiro recente, a expressão “retomada do cinema brasileiro” compreende dois sentidos supostamente contraditórios, podendo ser entendida como uma continuidade, evolução ou tradição cultural, ou seja, o cinema já existia, mas por alguma razão deixou de existir, sendo necessário retomá-lo e, como uma fragmentação, descontinuidade ou ciclos, denotando certa fragilidade. Nesse sentido, o autor faz alguns questionamentos quanto às razões (econômicas, políticas e sociais) que contribuíram para o entrave produtivo do cinema brasileiro e sobre a necessidade de reativar a produção.

2.5 O GÊNERO FICÇÃO CIENTÍFICA

O Cinema de FC é um gênero de filme que usa representações especulativas baseadas na ciência dos fenômenos imaginários, como alienígenas, planetas, extraterrestres e viajar no tempo, muitas vezes, juntamente com elementos tecnológicos, como naves espaciais futuristas, robôs e outras tecnologias. O filme de FC tem sido utilizado na ocasião para observações críticas de questões políticas ou sociais, e exploração de temas filosóficos como a definição de ser humano. Esse tipo de filme, originada com o cinema mudo, quando o Le Voyage dans la Lune (1902) por Georges Méliès impressionou o público com seus efeitos fotográficos. De 1930 a 1950, constituído, principalmente, os filmes de gênero da série B em um orçamento.

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Após o marco de Stanley Kubrick 's 2001: Uma Odisseia no Espaço, de 1968, o filme de FC foi levado mais a sério. No final de 1970, o orçamento de efeitos especiais se tornaram populares com o público. Filmes como Star Wars e Contatos Imediatos do Terceiro Grau abriram o caminho para o sucesso de vendas nas próximas décadas, como ET o Extraterrestre (1982) e Men in Black (1997). Definir com precisão quais os filmes que pertencem ao gênero da FC é muitas vezes difícil, porque não existe uma definição universalmente aceita do sexo ou da literatura de gênero subjacentes. De acordo com uma definição:
O filme de FC é um gênero de filme que enfatiza a ciência real ou especulativa e extrapolou o método empírico, interagindo em um contexto social que é menos estressado, mas ainda presente, o transcendentalismo de magia e religião em uma tentativa para reconciliar o homem com o desconhecido (Vivian Sobchack). A FC envolve uma explosão de imaginação em realidade usando a ciência como um álibi para a fantasia, conduzindo a transformação de uma referência tanto e, supostamente, eminente cientista credível que falham em ambos os casos, um papel lendário (Joan Bassa e Freixas Ramon).

A definição pressupõe que haja um contínuo entre a evidência empírica real (mundo e transcendentalismo (sobrenatural)), no qual o filme de FC é parte do empirismo e do horror e da fantasia do lado do transcendentalismo. No entanto, há vários exemplos de filmes de FC de terror, como Frankenstein e Alien. E filmes como Star Wars, que unem elementos típicos do gênero de FC, naves espaciais e robôs, com elementos místicos e mágicos como a força mais adequada para o gênero da fantasia. Alguns críticos usam termos como fantasia científica indicar a mistura do gênero daqueles filmes. O estilo visual do gênero FC pode ser caracterizado por um confronto entre as imagens exóticas e familiares. Este confronto ocorre quando as imagens se tornam familiar estranho, como é o caso de A Laranja Mecânica, onde se repete o bar Korova para um ambiente mais familiar estranho. O processo inverso também ocorre, quando o Dr. Strangelove, a distorção da família humana, torna as imagens mais bizarras. Finalmente, pode ser o caso quando a estranhas e familiares imagens são justapostas, como em Deadly Mantis Comomantis, predando escala gigante do Monumento de Washington. O Gênero FC é uma forma de ficção que se desenvolveu no século 20 e se refere a qualquer ficção que inclua um fator científico

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como um componente essencial da narrativa. Este tipo de ficção lida principalmente com o impacto da ciência - real ou imaginária - sobre a sociedade ou indivíduos.

Figura 5: Frankenstein. Fonte: acupunturacontemporanea.blogspot.com

Este tipo de gênero literário pode consistir de uma extrapolação cuidadosa e bem informada de fatos e princípios científicos, bem como pode tratar de áreas completamente imaginárias, que sejam até contraditórias a tais fatos e princípios. Em ambos os casos, a plausibilidade baseada na ciência é um requisito obrigatório. Desse modo, a novela gótica Frankenstein (1818), de Mary Shelley e O Estranho Caso de Dr. Jekyll e Mr. Hyde (1886), de Louis Stevenson, são considerados como FC, enquanto Drácula (1897), de Bram Stoker, que é baseado puramente no sobrenatural. O Gênero FC surgiu ao final do século 19, com os romances científicos de Júlio Verne, cuja ciência estava ao nível da invenção, e com as novelas científicas de crítica social de H. G. Wells.

Figura 6: Arthur C. Clark Fonte: overthinkingit.com

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A FC teve um grande impulso de desenvolvimento a partir de 1926, quando Hugo Gernsback fundou a Amazing Stories Magazine, que era devotada exclusivamente a estórias deste gênero de literatura. O rádio, a TV e o cinema têm reforçado grandemente a popularidade da FC. Entre os maiores escritores do gênero podemos citar Arthur Clarke, Isaac Asimov, A. E. Van Vogt, J. G. Ballard, Ray Bradbury, entre outros. O enfoque destes autores incluem predições de sociedades futuras na Terra, análises das consequências da viagem interestelar e uma imaginativa exploração de formas de vida inteligentes e suas sociedades em outros mundos. Asimov, em Mistérios:
Muitas pessoas revelam a tendência de só conseguirem classificar a FC como um membro a mais do grupo de literatura especializada que inclui histórias de mistério, westerns, aventuras, histórias esportivas, histórias de amor e assim por diante. Isto sempre pareceu estranho àqueles que conhecem bem a FC, pois esta é uma resposta literária à transformação científica, e esta resposta pode percorrer toda a gama da experiência humana. A FC, em outras palavras, inclui tudo. De fato, você explica cuidadosamente todas as facetas do futuro ambiente com bastante antecedência, de modo que o leitor tenha uma chance decente de ver a solução. Mesmo alguns dos fatos reais de nosso presente devem ser mencionados se tiverem que ser usados, apenas para garantir que o leitor esteja ciente do mundo atual que o envolve (ASIMOV, Mistérios, p. 8-10, 1970).

No prefácio do livro, Asimov revela que ele é amigo próximo de Arthur C. Clarke, e cada qual dizia ser o outro o melhor autor de FC, numa espécie de acordo.

Figura 7: Isaac Asimov Fonte: mensa.com.br

FC é um termo mal compreendido. Trata-se de um "gênero" que apresenta histórias fictícias e fantásticas, mas cuja fantasia propõe-se a ser plausível, quer em uma época e local distante ou próximo, ou mesmo no aqui e agora. Na realidade sequer é de fato um "gênero" tal como Drama, Policial ou Aventura, mas na verdade, uma característica na história. Uma obra de FC pode ser de qualquer gênero.

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A grande diferença é que ela tenta convencer seu público de que as ideias que apresenta podem não ser possíveis no contexto atual, mas poderiam ser, valendo-se de uma explicação científica ou pelo menos racional. É diferente da FC onde a preocupação de afirmar a viabilidade real de seus acontecimentos não ocorre, ou ocorre de forma não racional. Para validar algo que não é possível no nosso contexto atual, a FC pode recorrer a: Ambientação Futura, Inteligências não humanas: Extraterrestres, Intraterrestres, Interdimensionais etc., Inteligências Humanas: Gênios e Cientistas. Curioso é que numa pesquisa aleatória uma porcentagem pequena de pessoas declara ser esse o gênero favorito, não obstante este é com certeza o gênero cinematográfico mais bem sucedido do mundo. Até o ano 2000 pelo menos, apenas alguns sucessos como Titanic e Forest Gump, escaparam do gênero fantástico, mas a maioria é de FC, Star Wars, Independence Day, ET, Batman e etc. Um bom apreciador do gênero necessita ter receptividade a ideias novas, abertura a ousadias intelectuais. Não é a toa que poucas pessoas apegadas a radicalismos religiosos consigam apreciá-la. Às fls. 150 segue o Anexo 28: Tabela 24: Maiores Filmes do Gênero, e às fls. 153, Anexo 29: Tabela 25: Filmes Examinados.

2.5.1 História

Ficção científica como se conhece e se entende não se concretizou até o século 19 e realmente entrou para ficar somente no século 20. Embora existam muitas grandes obras da literatura que podem ser apontados como as raízes da literatura fantástica, que não é o caso da FC. Isto não é tão surpreendente como poderia parecer à primeira vista quando se considera que as ideias da nossa cultura do que é ciência mudaram radicalmente ao longo dos anos. Afinal temos a palavra da ciência latina scientia, que significa simplesmente conhecimento. Os cientistas da palavra não aparecem no nosso vocabulário até 1833, coincidentemente, apenas sobre o tempo que a FC começou a florescer.

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Na verdade, essa palavra foi usada pela primeira vez em 1851 (especificamente em um sério pequeno livro em cima de um velho grande prejuízo por William Wilson). Também não é surpreendente que talvez o exemplo mais antigo de FC pode ser um romance árabe Fadil ibn Natiq (traduzido para o Teólogo Autodidactus) por Ibn AL-Nafis, no século 13. A cultura árabe era naquele tempo era muito à frente da Europa ocidental, na ciência e na filosofia. O primeiro trabalho europeu que é muitas vezes considerado FC é uma utopia de Thomas Moore. Escrito em 1516, ele mostrava uma ilha fictícia e são costumes religiosos, políticos e sociais. Embora não seja FC, este método de criação de uma sociedade fictícia para explorar as questões filosóficas assume claramente uma forma semelhante à FC contemporânea. Se você está procurando um óbvio ponto de partida para a FC, então talvez Frankenstein tem a maior reivindicação. Em bilhões ao ano Spree, Brian Aldis disse que o romance de Mary Shelley 1818 foi "a primeira obra seminal para que o rótulo FC pode ser logicamente inscritos". Os anos 1800 foram uma época de grande progresso científico, a oeste com o Império Britânico, o poder dominante e no controle de um quarto da população do mundo. Houve evolução em matemática, física, química, biologia, eletricidade e metalurgia. A ciência tornou-se uma profissão reconhecida pela primeira vez. Charles Darwin publicou A Origem das Espécies, em 1859. Pasteur, de Edison e Faraday eram todos ativos. Nunca antes tinha ideias e tecnologia desenvolvida neste ritmo e em que a cultura era quase inevitável que o gênero da FC iria surgir. Foi na segunda metade do século 19, quando a FC realmente começou a emergir como um gênero reconhecível. E muito cedo ainda criou dois dos subgêneros à pedra fundamental da FC na forma de histórias do tempo de viagem e ficção apocalíptica. Jules Verne e HG Wells são reconhecidos como os pioneiros e os gigantes do gênero. Um dos primeiros livros de FC foi Uma viagem à Lua por George Tucker, que foi publicado em 1827. O livro, uma sátira, foi publicado sob o pseudônimo de José Atterley. Tucker foi um dos instrutores de Edgar Allan Poe na universidade. O romance apresenta uma das primeiras utilizações da tecnologia antigravidade.

2.5.1.1 Edgar Allan Poe

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Poe é comumente conhecido como um escritor de histórias góticas, porém, ele publicou uma série de histórias de ficção científica e foi talvez o primeiro escritor a enfrentar dois subgêneros. A aventura sem paralelo de um Hans Pfaall era um conto publicado na edição de junho de 1835 Southern Literary Messenger. A história que foi escrita como uma história de farsa e pretende ser um manuscrito que detalha como Pfaall destina-se a alcançar a Lua usando um balão novo e um dispositivo que comprimem o vácuo do espaço para o ar respirável. Como tal, é um dos primeiros exemplos de uma abordagem científica para o voo espacial na ficção. Em 1839, Burton's Gentleman's Magazine publicou Charmion e pode ser a primeira história de FC apocalíptica. Nele descreve Charmion como o mundo que acabou devido à perda de nitrogênio da atmosfera. A ficção apocalíptica não foi o único subgênero que Edgar Allan Poe ajudou a criar. Um conto das Montanhas, Ragged publicou no Livro Godey's Lady's em 1944 (e posteriormente incluído em Contos de Poe, coleção em 1845). A história pode ser o primeiro exemplo de viagem no tempo físico na FC. Com estas e várias outras histórias, Poe fez uma grande contribuição para o nascimento da FC moderna, uma contribuição que parece ser largamente ignorada.

2.5.1.2 Jules Verne

Na segunda metade do século 19, a FC moderna tinha chegado definitivamente. Um dos nomes mais importantes e maiores é Júlio Verne. Verne próprio reconheceu que alguns de seus trabalhos foram influenciados pelos contos anteriores de Edgar Allan Poe. Durante a década de 1860, Verne publicou dois livros de FC mais influentes de todos os tempos. Em 1864, Viagem ao Centro da Terra apresenta-nos com um interior fantástico do planeta. Na superfície, esta não é ficção científica tanto como fantasia. No entanto, temos de considerar os conhecimentos científicos disponíveis na época da escrita e da natureza da própria história. O protagonista é um professor em busca do conhecimento científico.

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Viagem ao Centro da Terra tem capturado a imaginação do público desde que a publicação original e foi adaptado para cinema e televisão em várias ocasiões. Da Terra à Lua, publicado em 1865 é menor conhecido conto de Júlio Verne que é mais um exemplo precoce de um voo espacial. A história é particularmente significativa porque apresenta um método quase credível de viagem na forma de um projétil disparado de um canhão gigante.

Figura 8: Jules Verne. Fonte: arvoredeideiasesonhos.blogspot.com

Verne na tentativa de calcular os requisitos para tal um canhão. Este é um exemplo perfeito da FC moderna. Outro conto de Júlio Verne bem conhecido da ciência é 20.000 Leagues Under The Sea, que foi publicado em 1869. Como são comuns nas obras de Júlio Verne, os protagonistas são cientistas e as suas ideias notavelmente proféticas.

2.5.1.3 Sword & Science Fiction

Em 1880, Percy Greg escreveu Across the Zodiac: The Story of a Record Wrecked que é a "espada e planeta" história original (um subgênero que parece ter desaparecido em grande parte). Edgar Rice Burroughs se tornaria o mais famoso deste tipo de história, mas seu trabalho não seria publicado até o próximo século.

2.5.1.4 O Gênero alarga

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Flatland: Um Romance de Muitas Dimensões de Edwin A. Abbott, que foi publicado em 1884 mostrou a amplitude que a FC pode englobar. Situado em um mundo bidimensional denominado Flatland, a história é uma sátira sobre a rígida hierarquia social da sociedade vitoriana. Ironicamente, a Flatlander é capaz de reconhecer a possibilidade de quatro ou mais dimensões, enquanto que o tridimensional se parece incapaz. Robert Louis Stephenson é conhecido por sua ficção de aventura, mas uma de suas histórias mais original é O Estranho Caso do Dr. Jekyll e Mr. Hyde que foi publicado pela primeira vez em 1886. Muitas vezes referida como uma história de terror, na verdade é uma exploração de doença mental e dupla personalidade. A FC não era mais estritamente limitada às ciências "duras". Outro exemplo precoce de histórias de viagem no tempo é de Mark Twain, Connecticut Yankee in King Arthur's Court, que foi publicado em 1889. Entretanto, não há explicação científica para o tempo de viagem.

2.5.1.5 H. G. Wells

Na década de 1890, Wells publicou uma série de histórias de FC que fez dele talvez o melhor escritor de FC conhecido de todos os tempos. A Máquina do Tempo, em 1895 foi uma novela de viajar no tempo como um método para explorar as mudanças sociais e os medos sociais da época. A lenta evolução da raça humana foi aparentemente inspirada por Charles Darwin em A Origem das Espécies. Em A Ilha do Doutor Moreau (1896), Wells novamente abordou um tema da atualidade, como a noção de direitos dos animais estava surgindo. Ao invés de apresentar-nos com fantásticas criaturas puramente falando, Wells vez nos deu um médico que experimentamos em seres humanos criando humano / animal híbrido. É um tema que ainda ressoa hoje. Em 1897 O Homem Invisível dá uma base científica para a invisibilidade da personagem central. A ideia é que, alterando o índice de refração de um corpo para que o ar, ele se tornará invisível. Mais interessante ainda é a exploração bem quanto ao efeito que isso teria em uma psique humana. A invasão alienígena é o tema de A

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Guerra dos Mundos (1898). Ao contrário de filmes modernos, a solução não envolve explosões. Ao contrário, um vírus simples traz os estrangeiros a seus joelhos. Acorda Dorminhoco (1899) é a obra menos conhecida de HG Wells. É a história sobre um homem que dorme durante dois séculos e desperta como o homem mais rico do mundo. Mas Londres mudou radicalmente enquanto ele dormia. Wells, na verdade reescreveu a história de forma substancial e republicada como as vigílias Sleeper em 1910.

Figura 9: A Máquina do Tempo. Fonte: outracoisa.com.br

2.5.1.6 Alien Planets

Em 1897, escritor alemão Kurd Lasswitz publicou dois planetas que é sobre um grupo de exploradores que encontram uma base marciana no Ártico. O livro faz referência a "canais" em Marte, que foram o resultado de uma falta de tradução da obra do astrônomo Giovanni Schiaparelli. A Conquista de Edison de Marte (1898), Servil Garrett escreveu uma sequela não autorizada de A Guerra dos Mundos. No livro há ajuda na Terra para destruir a capacidade marciana de fazer a guerra. Talvez o primeiro exemplo do subgênero Space Opera, não é de todo no espírito da história original de Wells. Curiosamente o livro inclui trajes espaciais, mas não apresentam qualquer tipo de rádio, apesar de experiências de rádio estavam ocorrendo neste momento. As naves se comunicavam por bandeiras ou luzes, parecidas com os navios da Marinha, obteve-se os primeiros exemplos de construção das Pirâmides de Estrangeiros e armas desintegradoras. A primeira década do século 20 continuou os notáveis progressos científicos do século anterior. Informou a Scientifiction escrita deste período: Em 1903 os

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irmãos Wright construíram e voaram nos primeiros aviões, algo que inspira um monte de histórias. Mas, provavelmente, ainda mais significativa foi a teoria de Albert Einstein da Relatividade Especial, publicada em 1905. (E = mc2), a relatividade especial deu os conceitos de dilatação do tempo, contração do comprimento e da relatividade da simultaneidade, coisas que os escritores de FC ainda usam nas histórias de hoje.

2.5.1.7 New Blood

Muitos outros autores começaram a redação deste novo gênero de ficção. Um George Griffith Honeymoon in Space, de 1900 leva um casal recém-casado em uma excursão do remoinho do sistema solar. Em 1901, MP Shiel publicou dois livros que formam o que talvez seja a primeira história da série futuro na FC. O Senhor do Mar apresenta a fundação de Israel como uma pátria judaica. Enquanto a nuvem roxa é sobre o último homem sobre a terra procurando desesperadamente a última mulher na terra. GK Chesterton, O Napoleão de Notting Hill, é uma entrada interessante no gênero. Situado no final do século 20 em Londres, retrata um Governo em que, pura e simplesmente ninguém se importa com o que acontece. Em 1905, Edwin Lester Arnold publicou O tenente Gullivar Jones: suas férias (relançado muitos anos depois como Gulliver de Marte). O livro foi realmente muito mal recebido e Arnold parou de escrever ficção como um resultado. No entanto pensa-se que este livro pode ter inspirado parcialmente série Edgar Rice Burrough's Barsoom que também foi definido em Marte. Uma publicação não ficção importante era Marte e seus canais pelo Professor Percival Lowell, em 1906, que continha suas teorias sobre a civilização marciana que deve ter construído o “canais”. O Calcanhar de Ferro, de Jack London (1907) tem sido descrito como um precursor da FC soft dos anos 1960 e 70. Esta utopia negativa olha para a ascensão de uma oligarquia, nos EUA e sua ênfase é sobre as mudanças sociais e políticas, em vez de tecnologia. Em O Deus Smoky, ou, Uma Viagem ao Mundo Interior (1908)

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Willis George Emerson pisa um caminho semelhante ao de Júlio Verne com uma vela velejador através de uma entrada para o interior da Terra, no Pólo Norte. 1909 é a máquina para uma história incomum de E.M. Forster (melhor conhecido por obras como A Passagem para a Índia, Room With End, Uma Visão e Howard) conta a história de uma humanidade futura que isolam a vida inteira vivendo de uma pessoa por apartamento e comunicação com videoscreens. Esta foi uma década dominada pela guerra. A Primeira Guerra Mundial estourou em 1914 e terminou em 1918. Em meio a este e outros conflitos da Revolução Russa ocorreu. Inevitavelmente todos desta turbulência afetaram os trabalhos produzidos durante esse período. Os avanços científicos continuavam, porém, com um aumento de interesse em eletrônica. Um avanço significativo foi o general Albert Einstein na Teoria da Relatividade, que leva à especulação sobre a viagem no tempo e antigravidade. Outro grande avanço que poderia abalar o mundo foi à descoberta de Ernest Rutherford do núcleo atômico. Talvez o escritor mais importante neste período seja Edgar Rice Burroughs. Mais conhecido do público por sua criação Tarzan (Tarzan of the Apes, 1912). Seu primeiro conto publicado foi embora A Princess of Mars, em 1912, que introduziu O mundo de Barsoom (ou Marte) e consolidou a Espada e Planeta no gênero. Originalmente publicado em All-Story Magazine com o título Sob as luas de Marte e creditado ao normal Bean, a história nos apresenta John Carter e a princesa Dejah Thoris de Hélio. Foi republicado como A Princesa de Marte em 1917. Grande parte da obra de Burroughs foi publicada em All-Story Magazine. 1913's The Gods of Mars foi sequela de A Princess of Mars. Em 1914, fomos apresentados ao mundo em subterrâneo de Pellucidar no núcleo da Terra (novamente publicados por All-Story Magazine). No núcleo da Terra e sua continuação Pellucidar (1915) nos deu uma terra oca, que foi iluminado por um sol em miniatura, povoada por tribos selvagens e duas criaturas fantásticas. Seria mais duas décadas antes das revistas pulp realmente atingirem o seu pico, mas mesmo nesta fase inicial, uma quantidade crescente de FC estava sendo publicada. Hugo Gernsback é um pioneiro do gênero e sua ligação com ela começa em 1911 quando publicou Ralph 124C41+: Um Romance do Ano 2660 em sua própria revista Modern Electrics. A história conseguiu prever o radar, gravadores e a televisão. Dois anos mais tarde Gernsback iniciou uma série de ciência baseada

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histórias em quadrinhos, chamada As Aventuras do Barão Munchausen. Enquanto notavelmente não é considerado como um bom livro, sem tanto na forma de enredo. A revista Cavalier foi outra fonte de FC mais cedo. Garrett P. Serviss em Dilúvio segundo, publicado em 1911, oferece uma releitura de Noé com uma inundação do espaço exterior. Darkness George Allen saiu em folhetins e Dawn, além do Grand Oblivion e The Afterglow foram publicados entre 1912 e 1913. Em 1914 Cavalier fundiu-se em All-Story Magazine sob Robert H. Davis e continuou a apresentar histórias de FC, incluindo Charles B. Stilson's Polaris da trilogia Neves, Abraham Merritt Através do Espelho do Dragão, O Povo do Abismo, A piscina da lua e Murray Leinster é o arranha-céu Runaway. A verdadeira primeira revista de FC foi Hugin, revista sueca publicada pela primeira vez em 1916 sob o editor Otto Witt. Também digno de nota é Filhos de Kultur por Milo Hastings que foi publicado na revista True Story. Mais tarde relançado como City of Endless Night, que tem sido afirmado que esta foi a inspiração para Metrópolis, de Fritz Lang. Os filmes de FC realmente começaram a florescer nesta década. Em 1910, Frankenstein foi adaptado para a telona pela primeira vez pelos estúdios de Thomas Edison, dirigida por J. Searle Dawley. 1916s Homunculus foi a série mais popular da Alemanha durante a Primeira Guerra Mundial O filme Parte seis silêncio era sobre um cientista que cria uma criatura "perfeita" que busca vingança contra a humanidade quando ele descobre que não tem alma. Talvez seja de particular interesse é o fato de que Fritz Lang foi assistente de trabalho sobre este filme. Outro filme de 1916 foi de 20.000 Léguas Submarinas pela Universal Studios, que apresentou algumas filmagens subaquáticas impressionantes em um watertank. Esta era realmente a adaptação para o cinema em segundo lugar, Georges Méliès de ter lançado uma versão em 1907. Himmelskibet da Dinamarca (O dirigível), que foi lançado em 1918 com um enredo sobre a filha do Sumo Sacerdote de Marte que terminou a guerra planetária. HG Wells escreveu a história de FC Os Primeiros Homens na Lua, foi adaptado em 1919 por Bruce Gordon e JLV Leigh. Finalmente, embora ele seja realmente um filme de fantasia, 1919s Die Spinnen (The Spiders) vale a pena uma rápida menção se somente porque foi dirigido por Fritz Lang. A única forma de abarcar adequadamente o significado do Gernsback a FC é olhar para a sua vida como um todo. Hugo Gernsback nasceu em Gernsbacher Luxemborg em 16 de agosto de 1884 e emigrou para os EUA em 1904

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onde fundou a Eletric Company. Um pioneiro do rádio amador, ele fundou a Wireless Association of America, que tinha 10.000 membros dentro de um ano. Hugo fundou a WRNY estação de rádio em 1925 e também esteve envolvido nas transmissões de TV em primeiro lugar, enviando uma imagem do tamanho de um selo postal para os scanners de propriedade de 2.000 adeptos na Nova Iorque. Um inventor ávido, com cerca de 80 patentes no momento em que morreu e algumas de suas invenções incluem o Hypnobioscope, para dormir a aprendizagem, e o Osophone, um aparelho auditivo ósseo condutor. Mas a razão que o nome de Hugo Gernsback é considerado tão importante para os fãs de FC é que foi fundamental a promoção da FC no início do século 20 e, em muitos aspectos, um dos fundadores da Sci-fi Fandom, publicando os endereços das pessoas que escreveram cartas para suas revistas. A primeira revista Gernsback foi Modern Electrics, que ele começou a publicar em 1908. Ele aparentemente ficou interessado na ideia de FC depois de ler uma tradução do trabalho de Percival Lowell, quando era criança e começou a esgueirarse pelas peças de FC em revistas de ciência. A mais significativa delas é Ralph 124C41 + (o título nos um trocadilho com a frase "prever um para um”). A história foi lançada com um número impressionante de ideias e especulações, mas estava faltando na trama e dos personagens.

Figura 10: Hugo Gernsback. Fonte: ignaciourbina.com

Hugo Gernsback foi talvez o primeiro futurista, e seu amor pela FC, assim como seu interesse em TV, rádio e eletrônica estava ligada ao seu fascínio com o futuro e todas as suas possibilidades. Esse interesse de condução também foi a maior debilidade da sua escrita. 124C41 Ralph + foi muito influente e que o estilo de

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contar histórias permaneceu dominante no gênero por muitos anos, sem dúvida, também promovida pela influência Gernsback como uma editora.

2.5.1.9 Amazing Stories

Gernsback foi o primeiro a publicar uma revista dedicada à FC com Amazing Stories em 1926. Neste momento, o gênero não tem um nome específico e Hugo cunhou o termo scientifiction, enquanto isso não pegar ele veio com ficção científica. Dr. T. O'Connor foi o editor original de Amazing Stories. A primeira edição continha principalmente reimpressões de ficção de Júlio Verne, H.G. Wells e Edgar Rice Burroughs, por razões monetárias. No entanto, uma vez que ficou claro que havia um mercado, a revista passou a incluir ficção original. Como muitos editores da época, Gernsback tinha uma reputação de práticas de negócios afiados e, talvez, sombrio. Pagamento de histórias foi tão baixa quanto um quarto de centavo de dólar por palavra, e o pagamento foi frequentemente atrasado. Ele iria fundar duas novas revistas de FC: Science Wonder Stories e Air Wonder Stories, rapidamente combinadas em Wonder Stories.

Figura 11: Modern Mechanix e Amazing Stories. Fonte: leightonjohns.blogspot.com

No entanto Amazing Stories continua a ser a pedra angular de sua reputação no campo da FC. Gernsback publicou várias revistas, era apaixonado por ciência.

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Muitas ainda suas inventações e previsões, assim como de outros autores vieram em futuras edições. Ele morreu em 1967 na idade de 83 e doou seu corpo à ciência. O Relatório Anual de FC Achievement Award, que foi criado na década de 50, frequentemente referido como Hugo, teve seu nome oficialmente mudado em 1993 para refletir significado à Gernsback. Em 1996, Gernsback foi um dos homenageados no hall da fama. Nos últimos anos tem havido um movimento de recanalizar a importância da influência Gernsback na FC precoce. Alguns analistas têm apontado para a má qualidade de suas histórias e o efeito que pode ter tido em atrasar o progresso literário do gênero. Por tudo isso, é difícil argumentar contra a paixão do homem e o fato de que ele forneceu um ponto de apoio central para o gênero em seus anos formativos. Ao olhar para a FC na primeira metade do século 20 você tem que considerar as revistas pulp. Muitas obras populares de FC foram serializadas em revistas antes de serem publicadas como livros. A existência de revistas especializadas em FC permitiu que o fã do gênero conecte-se pela primeira vez. O baixo preço comparativo das polpas também permitiu que a popularidade da sci-fi florescer.

2.5.1.10 Pulps

Não é certo que foi a primeira revista de celulose, mas muitos apontam para a Argosy, que foi publicado pela primeira vez em 1880 e em 1894 mudou-se para as “7x10” formato de celulose. O auge dos pulps foi entre 1920 e 1940, quando havia centenas de títulos disponíveis. No entanto, no rádio e filmes em 1930 competiam seriamente com as polpas e as vendas caíram. Em 1943 Argosy altera pulp fiction a “aventura dos homens”. No final dos anos 40s leitores haviam se mudado da polpa de comprar livros de bolso baratos e pelo falecido 1950 polpas foram embora, no essencial substituído por um menor número de revistas de estilo de digerir. A mais famosa revista de FC de celulose é Astounding Stories, que foi publicado pela primeira vez em 1930. Surpreendente uma vez que ainda hoje é publicada sob o nome Analog Science Fiction & Fact e com formato digest.

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É talvez particularmente importante para o gênero, porque, na transição do formato de digerir celulose, também começou a avançar para mais histórias alfabetizados. Sob a direção de John W. Campbell, Jr. e Fundação Isaac Asimov Trilogy, História do Futuro de Robert Heinlein e Duna de Frank Herbert apareceram pela primeira vez. A maioria de FC de celulose foi essencialmente histórias de aventura transplantadas para planetas alienígenas. Um lote de que foi mal escrito às pressas ou a cópia de sucessos anteriores. A imagem clássica desta FC pastosa tem que ser uma loira vestida escandalizável sendo ameaçada por algum tipo de criatura alienígena. No entanto, entre os contos de escabrosos, muitos escritores começaram suas carreiras. Isaac Asimov, Robert Heinlein, Arthur C. Clarke, de Alfred Bester, Fritz Leiber, AE Van Vogt e Theodore Sturgeon todos fizeram suas estreias nas revistas pulp. Uma série de personagens eternos como o Flash Gordon, Buck Rogers e John Carter também começou sua vida nas polpas. Outras importantes revistas pulp fiction de ciência incluem: Contos estranhos que foi publicado pela primeira vez em 1923 e funcionou até 1954 para cerca de 279 questões. Alguns escritores incluem Weird Tales H.P. Lovecraft, Clark Ashoton Smith, Robert E. Howard, Edmond Hamilton e Quinn Seabury. Com uma tiragem que nunca superou 50 mil em um momento em que as maiores revistas ultrapassaram um milhão, Weird Tales sempre dificuldades financeiras e foi outra revista que paga seus escritores tarde. Na década de 1940 sob a direção de Doroth McIlwraith, Weird Tales tinha algo de um ressurgimento com novos escritores que incluía Ray Bradbury, Fritz Leiber e Theodore Sturgeon. Contos estranhos foi reavivado em 1988 e tem continuado a publicação de uma forma ou de outra, desde então. Wonder Stories foi criada em 1930, pela combinação de duas das revistas de Hugo Gernsback Air Wonder Stories e Science Wonder Stories. Ele correu por 66 questões, entre 1930 e 1936. Depois que foi vendido à outra empresa, o nome foi alterado para Thrilling Wonder Stories e funcionou por mais 112 edições até 1955. Autores publicados em Wonder Stories incluem: Arthur C. Clarke, L. Sprague de Camp, Robert A. Heinlein, Henry Kuttner, Theodore Sturgeon, AE Van Vogt, e Stanley G. Weinbaum.

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Planet Stories durou 71 edições entre 1939 e 1955. As histórias eram principalmente swashbuckling, aventura com um fundo de FC e, como era comum com polpas de muitos, a revista é caracterizada por mulheres sumariamente vestidas. Autores publicados em Histórias Planet incluem: Poul Anderson; Leigh Brackett, Ray Bradbury, Alfred Coppel e Philip K. Dick (Beyond Mentiras do Wub). Super Science Stories durou apenas 16 pontos na sua primeira execução entre 1940 e 1943. Foi brevemente revivido em 1949 e duraram mais 15 questões antes de cessar a publicação em 1951. Essa primeira corrida foi editado por uma Frederick Pohl (então com 21 anos). Isaac Asimov Eu, Robô apareceu pela primeira vez em Super Science Stories em 1940. Ray Bradbury, Robert A. Heinlein e Lyle Monroe também tiveram histórias publicadas na revista.

2.5.2 Literatura

A FC, como qualquer gênero literário, tem seu começo demarcado por uma obra específica considerada importante por engendrar as características que dariam forma ao gênero literário nascente. Frankenstein, ou o Moderno Prometeu, escrita por Mary Shelley em 1817 e que conta a história de um cientista que tenta recriar a vida baseada em estudos de alquimistas que o antecederam. Claro que iremos encontrar inúmeras outras obras, como as escritas por Edgar Allan Poe, Horace Walpolle, ou mesmo as mitologias e, principalmente a obra Nova Atlântida de Francis Bacon, escrita em 1626 e onde ele narra uma civilização que faz uso de tecnologias que mais tarde chamar-se-ia de submarinos e aviões, não são classificadas como sendo de FC, mas que são as precursoras do novo estilo que estava por vir. Depois de Mary Shelley (1797-1851), considerada a mãe da FC, vieram Júlio Verne (1828-1905) com suas obras sobre viagens fantásticas à lua, ao centro da terra e ao fundo mar e depois, H.G. Wells (1866-1946) com suas invasões extraterrenas, viagens no tempo e homens invisíveis. A história da FC foi classificada segundo um estudo publicado por Isaac Asimov em três períodos: a “Era Clássica” (até 1926), a “Era Gernsback” (de 1926 a 1938) e a Terceira Era, de 1938 até os dias atuais, porém sua classificação não se

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limitava aos períodos literários da FC e sim, englobava as revistas especializadas que começaram a surgir na segunda era e as adaptações para o cinema e televisão a partir da terceira Era. Outras classificações costumam delimitar a história da FC de forma diferente: Era Clássica, de 1818 a 1938, Era Dourada, de 1938 a 1960, New Wave, de 1960 a 1980, e a fase Cyberpunk, de 1980 aos dias atuais. Seguindo a classificação de Asimov, podemos dizer que a “Era Clássica” da FC foi uma era ainda não muito bem limitada e sem um denominador apropriado que a distinguisse das histórias fantásticas. Mas também foi uma era muito criativa onde surgiram os principais temas da FC como as viagens para fora da terra, criaturas especial e a única onde predominou a literatura como forma de expressão da FC. Na Era Gernsback, por exemplo, predominam as revistas especializadas e as Comic Strips. Em 1926, ano que, segundo Asimov, demarca o fim da Era Clássica, foi criada a revista Amazing Stories. Cunhou o termo “ficção científica” em 1929. Este período careceu de grandes escritores e sofreu com a propagação de histórias não muito bem produzidas que contribuíram para criar um estigma de que a FC não era um ramo a ser levado a sério na literatura. Por outro lado, foi nesse período que a FC se popularizou e se Júlio Verne foi o pai da FC, então foi Gernsback o pai da FC moderna. A próxima era, a última segundo Asimov e 2ª de acordo com outras classificações que a chamam de “Era Dourada”, foi o período em que a FC se redimiu e adquiriu o status de gênero literário devido ao excelente trabalho de escritores como o próprio Isaac Asimov, Artur C. Clark, Robert Heinlein, John W. Campbell e Ray A. Bradbury, embora Ray não gostasse de ser classificado como escritor de FC. John W. Campbell teve um papel importantíssimo nessa fase ao se tornar editor da revista Astouding Stories, rebatizada por ele de Astouding Science Fiction, onde se propôs a publicar textos de autores que viam na FC um ramo literário digno e promissor. Foi nessa época, mais precisamente em 1941, que Wilson Tucker cunhou o termo “space opera” para denominar um subgênero da FC (foi mais um filho bastardo). Mas, foi nessa época também, que começou a dar sinais a Social Science Fiction, uma FC mais racional e voltada para as implicações sociais e humanas influenciadas por obras de escritores como George Orwell (1984) e Aldous Huxley (Admirável Mundo Novo e As Portas da Percepção).

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A fase conhecida como New Wave (Nova Onda) foi o período em que a Social Science Fiction, tomou forma. A FC da Era Dourada com viagens espaciais, seres extraterrestres e mocinhos, viu surgir questões humanas mais profundas, cenários sombrios e mais pessimistas da evolução tecnológica. Destacaram-se escritores como William Burroughs, J. G. Ballard, Philip K. A última fase, chamada de Cyberpunk, teve como seu maior expoente William Gibson (Neuromancer, de 1984) e é demarcada por uma forte assimilação da cultura de massa. É nesta época que são assimilados conceitos como: hackers, a dominação do mundo por grandes corporações, computadores, etc. Alguns escritores atuais: Cory Doctorow (Down and Out in the Magic Kingdom e Eastern Standard Tribe) que foi o primeiro a disponibilizar toda sua obra pela Creative Commons, Charles Stross (Accelerando), Alastair Reynolds, Richard K. Morgan, Dan Simmons, Steph Swaiston. Mais e mais escritores começaram a abordar assunto (neste momento ainda não é chamada de FC). Em 1911, FW Mader publica Wunderwelten (Distant Worlds), que tem a reputação de destaque do primeiro exemplo de nave espacial mais rápida que a luz viajar na ficção. William Hope Hodgson nos deu outro exemplo de FC apocalíptica (um subgênero que parece destinado a durar para sempre) com a Terra noite em que os últimos humanos estão escondidos em uma pirâmide de sete milhas de altura, atacada por mutantes e monstros em um futuro terra onde o sol tem ido para fora. Uma ocupação popular para escritores, então, como agora, era o de tentar prever futuras tecnologias com base na evolução atual. Der Bernhard Kellerman Tunnel em 1913 foi um dos melhores romances da primeira metade do século 20. É protagonista queria construir um túnel da Europa para a América, também prevê aviões sendo capaz de fazer a viagem mais rápida. Em 1915 (após o início da 1ª Guerra Mundial) previu Guy Thorne tanques blindados de um par de anos antes que apareceu pela primeira vez em seu romance O Cruzador sobre Rodas. Enquanto em 1920 o mundo foi finalmente introduzido os robôs (ou pelo menos a palavra) com RUR, de Karel Capek. De escritores do curso constam que também abordavam as questões sociais da época. O romance de Charlotte Perkins Gilman 1915 Herland apresenta uma sociedade composta exclusivamente por mulheres que se reproduzem por meio da reprodução assexuada. A história foi publicada como série e tornou-se novela em 1979. É um dos primeiros exemplos de FC feminista.

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2.5.3 Revistas

Revistas se tornaram a força motriz da escrita de FC, mas grande parte da ficção da época foi serializada. Em 1902, Park Winthrop escreveu A Terra do Sol Central, sobre as pessoas dentro da terra. Enquanto em 1903 a William Cook escreveu sobre robôs em uma viagem de volta para o Ano 2000. Ambas as histórias foram serializadas na revista Argosy, que é considerada a primeira "pasta" da revista. Em 1904, Hugo Gernsback chegou aos EUA. Gernsback teria um papel fundamental no desenvolvimento da FC. Quatro anos mais tarde Gernsback vai lançar sua primeira revista Modern Electrics. Em 1905, Rudyard Kipling, publicara com o Correio da Noite McClure's Magazine. A história prevê um futuro onde os dirigíveis ou "dirigíveis" dominarão os céus. A astrônoma história de Garrett P. Serviss O Colombo do Espaço foi publicada em All-Story Magazine, em 1909. A história é sobre um foguete atômico que viaja para Vênus. Talvez o escritor mais importante neste período seja Edgar Rice Burroughs. Mais conhecido do público por sua criação de Tarzan (Tarzan of the Apes 1912). Seu primeiro conto foi A Princess of Mars, em 1912, que introduziu O Mundo de Barsoom (ou Marte) e consolidou a Espada e Planeta. O gênero foi amplamente morreu agora, mas foi um grampo da pasta de papel por muitos anos. Originalmente publicado em All-Story Magazine com o título "Sob as luas de Marte" e creditado ao normal Bean, a história nos apresenta John Carter e a princesa Dejah Thoris de Hélio. Foi republicado como A Princesa de Marte em 1917. Grande parte da obra de Burroughs foi publicada em All-Story Magazine. 1913's The Gods of Mars foi sequela de A Princess of Mars. Em 1914, fomos apresentados ao mundo em subterrâneos de Pellucidar no núcleo da Terra (novamente publicados por All-Story Magazine). No núcleo da Terra e sua continuação Pellucidar (1915) nos deu uma terra oca, que foi iluminado por um sol em miniatura, povoada por tribos selvagens e duas criaturas fantásticas. Seria mais duas décadas antes das revistas pulp realmente atingiu o seu pico, mas mesmo nesta fase inicial, uma quantidade crescente de FC estava sendo publicado. Hugo Gernsback é um pioneiro do gênero e sua ligação com ela começa em 1911 quando publicou Ralph 124C41+: Um Romance do ano 2660 em sua própria revista Modern Electrics. A história conseguiu prever o radar, e entre outras

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coisas, gravadores e televisão. Dois anos mais tarde Gernsback iniciou uma série de ciência baseada histórias em quadrinhos, chamada As Aventuras do Barão Munchausen. Enquanto notavelmente em sua especulação não é geralmente considerado como um bom livro, sem tanto na forma de enredo. A revista Cavalier foi outra fonte de FC mais cedo. O Garrett P. Serviss Dilúvio segundo foi publicado em 1911 e oferece uma releitura de Noé com uma inundação do espaço exterior. Darkness George Allen Inglaterra folhetins e Dawn, além do Grand Oblivion e The Afterglow foram publicados lá entre 1912 e 1913. Em 1914, Cavalier fundidos em All-Story Magazine sob Robert H. Davis e continuou a apresentar histórias de FC, incluindo Charles B. Stilson 's Polaris da trilogia Neves, Abraham Merritt Através do Espelho do Dragão, O Povo do Abismo, A piscina da lua e Murray Leinster é o arranha-céu Runaway. A verdadeira primeira revista de FC pode ser Hugin, revista sueca, que foi publicada pela primeira vez em 1916 sob o editor Otto Witt. Também digno de nota é Filhos de Kultur por Milo Hastings que foi publicado na revista True Story. Mais tarde relançado como City of Endless Night, que tem sido afirmado que esta foi inspiração para Metrópolis, de Fritz Lang.

2.5.4 Maiores Filmes do Gênero

Figura 12: Metropolis. Fonte: coopculturalbr.blogspot.com

Em 03.08.09 o site Total Sci-FI Online, especializado em filmes de FC, elaborou uma lista (em anexo) com os 100 melhores filmes de ficção-científica da

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história. As escolhas foram feitas pelos colaboradores do site que levaram em conta “a habilidade para explorar o tempo e o espaço com imaginação, perspicácia e ousadia”. Foram descartados os filmes de super-heróis, mas não as comédias. A compilação foi feita pelo crítico de cinema Herondes Cezar. Segue às fls. 150, o Anexo 28: Tabela 24: Maiores Filmes do Gênero.

2.5.5 Subgêneros

2.5.5.1 Viagens no tempo

Criado por H.G. Wells no livro A Máquina do Tempo, é provavelmente o mais popular. Tal como nesta obra pioneira, pode envolver viagens do presente para o futuro, ou visitantes do futuro vindo ao presente. De qualquer modo o recuo no tempo é bem mais comum. Muitas vezes também a viagem no tempo em si não é o assunto principal, Buck Rogers, por exemplo, mas a história depende dela. Em outros casos ela é a grande vedete, De Volta Para o Futuro, quer seja mostrando os choques culturais ou as complicações dos efeitos de paradoxo temporal. Até hoje a viagem famosa mais ousada foi a da primeira obra, de H.G. Wells, que foi mais de 850 mil anos para o futuro! Ninguém quebrou tal recorde até hoje, a não ser em viagens para o passado, em uma obra de maior repercussão.

2.5.5.2 Viagens para fora da terra

Inaugurado por Júlio Verne em Viagem a Lua, e também por H.G. Wells em O primeiro homem na Lua é um dos poucos que se tornou parcialmente realidade. Aliás, a tecnologia usada no programa Apollo está anos-luz à frente daquela imaginada por Verne. E neste grupo que ocorre também um dos assuntos mais mal resolvidos da FC, a questão da gravidade.

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2.5.5.3 Viagens espetaculares na terra

Júlio Verne através de principalmente duas obras, Viagem ao Centro da Terra e 20.000 Léguas Submarinas. É válido indagar se o tema de miniaturização, presente no filme Viagem Fantástica, estaria contido neste subgênero.

2.5.5.4 Guerras espaciais

Muitas vezes se mistura com a Futurâmica Espacial, mas há como exceção nada mais nada menos do que Star Wars e a série de TV Galactica, que simplesmente não podem ser enquadradas em nenhum dos outros gêneros acima.

2.5.5.5 Invasões extraterrenas

Também iniciado por H.G. Wells na obra A Guerra dos Mundos, onde invasores de marte atacam violentamente a terra no século XIX, arrasando as defesas militares e alterando o ecossistema com o terrível Red Weed, "trepadeira vermelha". Essa obra recebeu em 1953 uma versão cinematográfica que alterou radicalmente a ambientação para seu tempo e uma séria de outras características, como eliminar o Red Weed, alterar a aparência dos marcianos e a estrutura espetacular das naves. E com a tentativa final de abater os invasores através de um artefato nuclear, algo quase impensável na época de Wells. Foi sem dúvida o gênero mais popular desde o início do cinema até mais ou menos a época em que A Guerra dos Mundos aterrorizou os cinemas, depois o gênero caiu no esquecimento só vindo ser ressuscitado na década de 90 pelo blockbuster Independence Day.

2.5.5.6 Visitantes extraterrestres hostis

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Diversos monstros do espaço já aterrorizaram livros, gibis e filmes, protagonizando obras que vão desde o Terror Trash grotesco até obras de ação muito bem elaboradas como O Predador, estreladas por Arnold Schwarznegger.

2.5.5.7 Visitantes extraterrestres amigáveis

O exemplo mais popular é sem dúvida E.T. O Extraterrestre de Steven Spielberg, mas o gênero remonta o cinema em Preto e Branco com a Obra O Dia em que a Terra Parou, onde o alienígena Klatu e seu indestrutível robô guarda costas Gort vem à Terra pedir o fim dos testes nucleares.

2.5.5.8 Super poderes/Super heróis

H.G. Wells novamente, ao lançar a obra O Homem Invisível, que recebe ainda refilmagens periódicas. Na década de 30 Jerry Siegel e Joe Shuster criariam o Super Homem, que apesar de ser um visitante alienígena, daria origem ao subgênero da FC menos cuidadoso com suas premissas, o dos Super-Heróis, que muitas vezes recai para a FC. O gênero também tem raízes profundas na cultura, pois remonta a legendários heróis míticos como Hércules e Sansão.

Figura 13: Superman Returns. Fonte: pudimdecinema.wordpress.com

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2.5.5.9 Criaturas especiais

Certamente a Mãe da FC foi Mary Shelley, que publicou a primeira obra que, embora mais associada ao gênero Terror, possuí a estrutura básica da FC. Frankenstein de 1816 pode ser considerado o precursor primordial da FC. Esse subgênero Também foi abordado por H.G. Wells em A Ilha do Dr. Moureau, onde um cientista criou uma série de criaturas mutantes misturando homens com animais, numa espécie de precursão da Engenharia Genética.

2.5.5.10 Retrofuturismo

Pode ser apelidado de "futuro do pretérito", trata-se daquela ambientação passada que, no entanto, não corresponde a história do mundo real. Como um futuro superado ou mesmo uma visão alternativa proposital. Obras como Metrópolis de Fritz Lang e Farenheit 451 de Ray Bradubury imaginavam ambientações futuras que já foram ultrapassadas ou cujo curso atual da história já inviabilizou. A ambientação fica como uma espécie de universo alternativo ou algo do tipo "como seria se tal coisa tivesse acontecido". Um exemplo espetacular pode ser visto no Anime Laputa - Castelo no Céu, dos estúdios japoneses Myazaky, que poderia ser definido talvez como, "o que seria do mundo de Leonardo da Vinci tivesse conseguido voar", e então teria-se máquinas voadoras em pleno século XVIII. Obras como 20.000 Léguas Submarinas e Viagem a Lua podem ser consideradas Retrofuturistas, outro exemplo interessante é a estranha ambientação do filme de Terry Gilian, Brazil - O Filme.

2.5.5.11 Futurâmica terrena

Trata-se de qualquer ambientação no futuro em nosso planeta, mas em geral aborda uma era mais adiantada tecnologicamente e ou socialmente.

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2.5.5.12 Futurâmica espacial

Ambientação que como o próprio nome diz se concentra na exploração espacial futura. Star Trek, Perry Rhodan e Buck Rogers são alguns exemplos.

2.5.5.13 Ciberpunk

Em geral localiza-se num futuro próximo de características decadentes do ponto de vista moral. Superpopulação, autos índices de violência urbana e degeneração ambiental são temas frequentes, mas o essencial é a temática tecnológica em geral enfocada na informática, telecomunicação e eletrônica.

2.5.5.14 Pós-apocalíptico

O nome diz tudo, obras que se ambientam num mundo futuro pós Terceira Guerra mundial ou equivalente. Podem explorar os efeitos diretos desta catástrofe como Herança Nuclear, ou simplesmente ignorá-la como o curioso Crepúsculo de Aço, com Patrick Swaize. Provavelmente o exemplo mais famoso é Mad Max II e III.

2.6 ESTÉTICA E SEMIÓTICA

Tem havido muitas tentativas de teorizar a ciência e a ficção. Muitas dessas, porém, têm se contentado com a definição de FC através da catalogação de material temático do gênero. Tais abordagens têm gerado o rebaixamento mais ou menos aleatório de textos específicos dentro ou fora do corpo de FC e provocaram um debate mais aprofundado sobre a especificidade do gênero dentro do escopo mais amplo da literatura não mimética como um todo.

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Além disso, essas definições não permitem temáticas para a evolução futura capaz de minar as fronteiras do passado e do presente. Outras tentativas de especificar a FC contam com definições forjadas a partir de contradições aos cenários históricos. Dependendo de FC é considerada como uma das formas mais antigas da humanidade, da literatura, como um gênero mais moderno em particular ou como uma literatura nascida nos EUA no início de 1920, os limites e a própria razão de ser do gênero continuem a ser discutidos. Finalmente, uma terceira abordagem, colocou a originalidade da FC em seu discurso único. Na verdade, a FC não é tanto um gênero por causa de seu conteúdo ou convenções, mas por causa de seu modo específico de expressão. A principal desvantagem dessa via é que ela apresenta a FC como um todo fossilizado, impermeável à evolução dos hábitos dos leitores, escritores e editores e criatividade das bases genéricas dos artifícios puramente retórica. Assim, qualquer definição sobre FC deve-se considerar a força dinâmica subjacente às mudanças superficiais tendo modificado o gênero em diversas ocasiões, e deve ser capaz de explicar a discordância crítica a respeito do que FC é e não é. Nesse contexto, um estudo semiótico da FC oferece um método alternativo que torna possível a teorização dos temas abordados por autores do gênero e seus dispositivos retóricos, sem realmente ter de limitá-las a um determinado número. Também faz provisão para a identidade dinâmica do gênero. Com efeito, traçando a evolução da interação entre autores e leitores no processo criativo da FC, a Semiótica traz à tona o fato de que, mais do que um conjunto específico de 'temas', uma tradicional 'forma' ou uma retórica 'modo', FC é, acima de tudo, uma tendência de misturar gêneros literários, juntamente com significados diferentes a fim de criar novos sistemas de signos.

Figura 14: Semiótica, que ciência é esta? Fonte: pospretudo.blogspot.com

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2.7 PESQUISA CINEMATOGRÁFICA DO GÊNERO

De cerca de 300 (trezentos) títulos em DVD do gênero de ficção científica, disponíveis na videolocadora do autor, New Center Vídeo Locações de Fitas Ltda.ME, com sede à Rua Professora Amazília, 578, Centro, União da Vitória – PR, foram selecionados 7 (sete) filmes para fazer parte da animação: 2012, The Day After (O Dia Seguinte), O Dia Depois de Amanhã, O Dia em que a Terra Parou, A Estrada, Presságio e Stargate, 4 documentários (BBC Tempo, Aliens Antigos, Caçadores de Óvnis, Ufo e a Casa Branca) e uma montagem (New York), por se identificarem com a história pós-apocaliptica o roteiro.

3 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

A pesquisa constituiu-se das metodologias de pesquisa bibliográfica (Andrade (1999), Gil (1991), Severino (2000)), abrangendo a leitura, a análise e a interpretação, e pesquisa-ação midiática (Thiollent (1988)) de filmes e

documentários do Discovery Channel e History ChanneI, entre outros canais. Na primeira fase, o autor separou e tabelou os filmes de FC, disponíveis em sua videolocadora. Para fins de esclarecimento, embora não seja o objetivo deste trabalho tal discussão, pode-se pensar no sentido lato da diferença entre representação fílmica e análise fílmica, considerando que uma é o ato, o evento, a outra é este evento submetido a uma leitura de natureza avaliativa e/ou crítica. Entretanto, no sentido stricto da representação documentária, a indexação possui duas grandes etapas, a análise do conteúdo do documento e a sua tradução (síntese) para a linguagem do sistema de recuperação da informação. Numa segunda fase, foi ampliada e desenvolvida a metodologia, a testagem sistemática dos princípios propostos na indexação dos filmes, as avaliações e os ajustes. A partir de então, os resultados alcançados são cotejados com a literatura produzida sobre o tema. A amostra foi composta por 300 (trezentos) filmes de ficção no formato DVD. Deste universo, separaram-se 7 (sete) filmes com conteúdo similar à animação produzida. Os seguintes fatores influenciaram na escolha desta

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amostragem: os filmes catastróficos, futuristas, espaciais, que contém óvnis, extraterrestres, robôs e portais do tempo e espaço. A palavra fílmica pertence à cultura de domínio da área de cinema, sendo assim usada de forma habitual na literatura de cinema, além de constar de dicionário da língua portuguesa. Cf. AUMONT, Jacques; MARIE, Michel. Dicionário teórico e crítico de cinema. Campinas, SP: Papirus, 2003; VANOYE, Francis; GOLIOT-LÉTÉ, Anne. Ensaio sobre a análise fílmica. Campinas: Papirus, 1994; HOUAISS, Antonio. Dicionário Houaiss da língua portuguesa. Rio de Janeiro: Objetiva, 2004. Portanto, [...] o conjunto de documentos de um SRI [...] deverá ser trabalhado de forma articulada com o conjunto de usuários e o conjunto-unidade organizacional, além de considerar a condição de “volume” do documentário. O potencial informativo de um documento [...] não implica somente conhecer a tematicidade de tal documento, mas proceder à sua análise sob diferentes pontos de acesso candidatos à indexação, seja quanto à forma e/ou conteúdo. Este processo de múltipla indexação permite que se faça a sua polirrepresentação tentando-se atingir os usuários em potencial, ou seja, o uso da informação a posteriori. Entretanto, deverá ser estabelecido um mínimo-máximo relevante, de modo a se tornar indexável (CORDEIRO, 2000, p. 87-88). Nesse caso, algumas condições deveriam ser atendidas na proposta para a análise e a representação (indexação) dos filmes, pois a produção de sentido compreende a leitura do filme decorrente de um “processo de constituição da subjetividade”, isto é, a “interlocução entre sujeitos e, como tal, o espaço de construção e circulação de sentidos” (GERALDI, 1999, p. 96 apud CASTELLOBRANCO, 2003, p. 47). O artefato informacional, o filme, é o resultado de atividade proveniente de uma expressão artística produzida comumente de forma coletiva, mas é também uma atividade que está no domínio do científico e do tecnológico. Desta maneira, os sujeitos envolvidos na produção e recepção do artefato são de naturezas marcadamente diversas e ímpares, cujos pontos de vista sobre a obra cinematográfica navegam no domínio do subjetivo. Portanto, a possibilidade de viabilizar o acesso coletivo dos usuários às informações dos filmes conduz a uma argumentação no viés do pensamento de Tarde sobre o “contágio imitativo”. Para esse autor, e com a precisão cirúrgica da explicação de Themudo (2002, p. 63), lembra-se que na visão de Durkheim, o social [...] é explicado somente a partir das intervenções multiplicadas de um significante social, através dos grandes

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territórios institucionais (família, escola, trabalho). Sendo assim, as cartografias individuais deverão ser um decalque das representações coletivas. Toda ação se caracteriza pela intervenção entre um significante geral e uma ação específica.
Há como que uma razão de série dos fenômenos sociais expressa por Durkheim através da noção de consciência coletiva A subjetividade se explicaria sempre pela intervenção de uma representação geral. O conceito de hábito, ou costume, remete sempre, em Durkheim, aos imperativos da lei existente na noção de consciência coletiva. A semelhança social se instaura sempre ou pela identidade do meio que comporta a representação ou pela filiação de uma consanguinidade. (TARDE apud THEMUDO, 2002, p. 63).

Em contrapartida, para Tarde, citado por Themudo, 2002, pp. 63-64:
“[...] tal semelhança irá se referir sempre a um contágio imitativo. Assim, a semelhança dos produtos artísticos, por exemplo, não prova nada em favor da consanguinidade e revela somente um contágio imitativo”.

Diante

disso,

talvez

se

justifiquem

as semelhanças existentes em

determinadas obras resultantes de manifestações artísticas e, quem sabe, apresentadas em muitos dos filmes já produzidos. Porventura, pode-se especular que a constância das indagações dos indivíduos (usuários), ou seja, dos interesses informacionais em uma unidade de informação, possa ser justificada pelo efeito do “contágio imitativo”? Essas indagações poderão ser matriciadas e potencializadas pela proposta de ampliar este “contágio imitativo” usando- se o potencial informativo do documento fílmico que normalmente não se indaga na práxis. Daí a enunciação da importância e necessidade de estudos de análises de filmes realizadas na área de cinema e campos adjacentes, para que elas possam ser matriciadas e analisadas na área da representação documentária e, uma vez viáveis de forma teórica e técnica, possam traduzir-se em atividades operacionais e, em consequência, ser divulgadas e implantadas na prática dessas unidades. Potencializar-se-ia ainda a função dessas unidades de informação para a disseminação e ampliação de conhecimentos da sociedade. O pressuposto do “contágio imitativo” pode ser ponderado, no percentual referente às perguntas coincidentes que frequentemente ocorrem em uma unidade de informação. A partir daí, é feita relação dos conjuntos de usuários com conjuntos de documentos e níveis de usuários com níveis de indexação. Os níveis referem-se ao

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grau de exaustividade dos pontos de acesso às informações que foram indexadas no filme. O primeiro nível, apresentado neste artigo, refere-se à indexação da informação dos filmes para o grande público ou para o público leigo. O segundo nível destina-se ao público iniciado em assuntos filmográficos, e o terceiro nível é para o especialista em cinema.

3.1 PROCEDIMENTOS DA PESQUISA

O presente projeto caracteriza-se pela pesquisa bibliográfica e midiática. Divide-se em oito fases, em que foram aplicados os seguintes métodos: 1ª Fase: Nessa primeira etapa realizou-se a pesquisa bibliográfica, a leitura de artigos, de projetos já realizados, de entrevistas e textos referentes à ciência, à tecnologia, o cinema, e por fim, a FC, para compreender a conexão entre esses assuntos. A seguir foi realizada a pesquisa midiática de filmes de FC, disponíveis na videolocadora do autor. 2ª Fase: Após a primeira triagem, visou-se o estudo da literatura pertinente pesquisada e a seleção dos filmes pesquisados na fase anterior, direcionando agora a pesquisa para compor todo um conjunto de estudo acerca da FC com o objetivo de suporte ao roteiro e à produção audiovisual. 3ª Fase: Passou-se a reassistir e a classificar os filmes quantitativa e qualitativamente. Decidiu-se por incorporar os principais documentários científicos. 4ª Fase: Adaptou-se o já existente roteiro “A Fantástica História do Último Homem” para uma animação de 30 minutos. Finalizado o roteiro, fez-se a escaleta. 5ª Fase: Com a história pronta, passou-se à preparação dos cenários e dos personagens da animação. Foi confeccionado e entregue o pré-projeto. 6ª Fase: Realizaram-se as filmagens da animação. 7ª Fase: Realizaram-se a montagem e a edição, incorporando trechos de filmes e vídeos selecionados, sons, vozes, trilhas sonoras e efeitos. 8ª Fase: A última fase foi dedicada à revisão geral: ortografia, bibliografia, citações, referências, sumário, figuras, tabelas, capa, dedicatória, resumo, conclusão, normas ABNT, cortes, e por fim, a gravação do DVD e confecção de sua capa personalizada.

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3.2 INSTRUMENTOS DA PESQUISA

Os instrumentos para a execução da pesquisa bibliográfica constituiu-se de livros, revistas, periódicos, reportagens, monografias e sites especializados. Na filmagem da animação foram utilizados: câmera fotográfica e filmadora. Os cenários, pintados no atelier da diretora de artes, usando painéis, tintas e pincéis. Na montagem e edição da animação utilizou-se do software Sony Vegas 10. Na confecção da cidade-maquete foram utilizados brinquedos novos e usados, madeira, papel, isopor, argila e diversos objetos inúteis, tais como tampas de potes, frascos de shampoo e desodorante, caixinhas de fósforo, caixinhas de pasta de dente, velinhas de aniversário e demais quinquilharias domésticas e adquiridas em Lojas de R$ 1,99 (um real e noventa e nove centavos).

3.3 CAMPO DA PESQUISA

A investigação dos filmes ocorreu na videolocadora do autor New Center Vídeo Lan, no Centro de União da Vitória – PR. Cerca de 300 (trezentos) filmes de ficção científica foram analisados, e destes selecionou-se 7 (sete) filmes, 4 documentários e uma montagem, para compor a produção audiovisual. A animação foi completamente realizada num modesto estúdio ao lado da residência do autor. Cenas com os médios e grandes bonecos foram filmadas em cima de uma mesa, utilizando-se de fundos, cenários e brinquedos.

3.4 ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DOS DADOS

Para Krippendorff (1980) (apud Freitas & Janissek 2000), a análise de conteúdo é uma técnica de pesquisa para validar inferências dos dados de um contexto que envolve procedimentos especializados, para processamento de dados de forma científica, com propósito de prover conhecimento e novos insights a partir

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dos dados coletados. As entrevistas e os questionários foram submetidos à análise de conteúdo que, segundo Bardin, significa
Um conjunto de técnicas de análise das comunicações visando obter, por procedimentos, sistemáticos e objetivos de descrição do conteúdo das mensagens, indicadores (quantitativos ou não) que permitam a inferência de conhecimentos relativos às condições de produção/recepção (variáveis inferidas) destas mensagens (1977, p. 42).

A

análise

de

material

selecionado

fundamentou-se

nos

princípios

norteadores da técnica de análise de conteúdo que, de acordo com Bardin (1977), possui as seguintes etapas: a pré-análise, a exploração do material e o tratamento dos resultados e sua interpretação. Moraes (1999) sugere cinco etapas para proceder à análise de conteúdos: a) preparação das informações; b) unitarização (desmontagem dos textos, fragmentando-os no sentido de atingir unidades constituintes); c) categorização (implica construir relações entre as unidades de base); d) descrição (constitui-se em exposição de ideias de uma perspectiva próxima de uma leitura imediata); e e) interpretação (construir novos sentidos e compreensões afastando-se do imediato, expressando uma compreensão mais aprofundada). A partir dos dados levantados, os quais emergiram de farta documentação, foi possível compor um cenário dos interesses, das necessidades e das expectativas da Ciência e da Tecnologia com o Cinema de FC. Os resultados foram incorporados ao projeto e à animação no DVD anexo.

3.4.1 Primeira Etapa: Preparação das Informações

No início do projeto foram selecionados os grandes temas “Ciência”, “Tecnologia”, “Cinema”, “Cinema de FC”, “Ficção Científica”, cada qual em uma gaveta distinta, para que assim recebessem separadamente as informações obtidas na pesquisa bibliográfica. Na pesquisa midiática os filmes e documentários foram também separados, desta vez por subgênero da FC. Assim o autor primeiramente

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poderia ou escolher ou descartar a mídia apenas sabendo do que se tratava o filme ou documentário, já que pretendia utilizar subgêneros específicos na animação: Subgêneros descartados: Viagens para fora da terra, Viagens

espetaculares na terra, Guerras espaciais, Super poderes/Super heróis, Futurâmica espacial, Ciberpunk. Subgêneros escolhidos: Viagens no tempo, Invasões extraterrenas, Visitantes extraterrestres hostis, Visitantes extraterrestres amigáveis, Criaturas especiais, Retrofuturismo, Futurâmica terrena e Pós-apocalíptico.

3.4.2 Segunda Etapa: Unitarização

A partir da pesquisa bibliográfica e midiática, agruparam-se os dados nas unidades “Ciência”, “Tecnologia”, “Cinema”, “Cinema de FC”, “Ficção Científica”; esse processo constituiu-se em leituras e interpretações aprofundadas mediante focalização e recorte dos elementos textuais, proporcionando a elaboração de textos descritivos e interpretativos da pesquisa investigada.

3.4.3 Terceira Etapa: Categorização

A partir das unidades, chegou-se às categorias e às subcategorias que visam a determinar as dimensões da análise, trazendo novas compreensões da pesquisa analisada, num encaminhamento qualitativo e construtivo, pois, através da interpretação, pode-se ressaltar variados aspectos significativos deste projeto.

3.4.4 Quarta Etapa: Descrição

Em seguida fez-se a descrição dos conteúdos, que representam para Moraes “momento de se expressarem os significados captados e intuídos nas mensagens analisadas” (1999, p. 24).

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3.4.5 Quinta Etapa: Interpretação

Tentou-se compreender os dados encontrados com a revisão da literatura, que, para Moraes, a interpretação dos dados é “uma boa análise de conteúdo, não deve limitar-se à descrição. É importante que procure ir além, atingir compreensão mais aprofundada do conteúdo das mensagens mediante inferência e interpretação” (1999, p. 24). Como o tema da pesquisa é extremamente vasto, focou-se a interpretação dos textos primeiramente em descrever cada grande tema “Ciência”, “Tecnologia”, “Cinema”, “Cinema de FC”, “Ficção Científica”. Em seguida procurouse o aprofundamento teórico acerca da relação entre esses grandes temas.

3.5 CATEGORIAS

Tabela 1: Categorias Categorias Prévias    Ciência Tecnologia Cinema

Categorias Finais    Cinema de FC Roteiro Animação

Tabela 1: Categorias. Fonte: O autor.

Dos dados coletados, emergiram 3 (três) categorias prévias, ou a priori, e 2 (três) categorias finais, ou a posteriori. Estas categorias são referentes aos grandes temas abordados, que ao final se somam para concretizar os objetivos específicos de produzir um roteiro e uma animação.

3.6 PLANEJAMENTO

Todo o planejamento para a execução do projeto ocorreu em 2010, disponibilizando tempo suficiente em 2011 para que o autor desenvolvesse o roteiro

98

em janeiro, apresentasse o pré-projeto em fevereiro, entre março e junho concluísse a pesquisa bibliográfica e midiática para filmasse a animação em julho e editasse por fim em agosto.

3.7 TESTES

Alguns testes do stop motion foram executados. Os testes constam no DVD anexo. O primeiro teste chamou-se de AnimaTeste e serviu para escolher o melhor formato da animação (720x480), uma vez que superior a este dificultaria a manipulação das fotos. O segundo teste serviu para se optar em filmar os diálogos, tendo assim as vozes em conjunto com as imagens. Com os demais testes observou-se que a animação teria que ser híbrida, ou seja, utilizaria-se de diversas técnicas além do stop motion, assim os personagens em diálogo foram filmados simultaneamente com as vozes, economizando tempo na filmagem e na edição. A edição por si só foi composta de uma série de testes de sons, ruídos, vozes, vídeos incorporados e fotos modificadas.

3.8 CRONOGRAMA DA ANIMAÇÃO

Tabela 2: Cronograma da Animação Etapas Roteiro Escaleta Cenários Filmagem Edição Revisão Defesa Tabela 2: Cronograma da Animação. Fonte: O Autor. Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul

99

4 ORÇAMENTO

Tabela 3: Orçamento
Material Estado Descrição Valor em R$ 299,00 55,00 350,00 430,00 500,00

Câmera Digital Controle Remoto da Câmera Digital Mesa Paredes Brinquedos * Estimativa

Novo Novo Novo Novo Novos

Fujifilm AV150 14MP 3x Zoom Óptico e LCD de 2,7" Photon Remote Control RC-4 for Pentax, Canon, Nikon, Minolta and Sony Maior tábua encontrada 3m x 1.5m Divisórias que fecharam a varanda e o estúdio Brinquedos pequenos e médios (helicópteros, bombeiros, ambulâncias, policiais, militares, carrinhos de obras e serviços, correios, carro forte, jipes, tratores, motos, soldados, cidadãos, animais, armas, bases, pontes, trilhos, trens, aviões, árvores, arbustos, sinais de trânsito, muros, cercas, casinhas de cães, igrejas, aeroporto, porto, barcos, naves...) 29 potes de tinta de diversas cores, pincéis, lápis, borracha, 3 canetas especiais para contornos... Céus pintados em cartaz Tinta, pincéis, lápis, borracha... 5 kg de argila, tintas, pincéis, árvores, postes... Trilha sonora Livro Livro Livro Livro

Pintura da Mesa

Novo

150,00

Painéis

Novo

50,00

Montanhas CD Fernando Neubauer Artz, William. Quem Somos Nós? Azimov, Issac. No Mundo da Ficção Científica Capuzzo, Heitor. Cinema: A Aventura do Sonho Rey, Marcos. O Roteirista Profissional: Televisão e Cinema Luz, Água, Papel, Xerox

Novo Novo Usado Usado Usado Usado

25,00 10,00 54,00 54,00 5,00 15,00

Novo

* Estimativa Total:

200,00 2.197,00

Tabela 3: Orçamento. Fonte. O Autor.

5 RELAÇÃO DE MATERIAIS

Tabela 4: Relação de Materiais
Material Estado Descrição Valor em R$ 1.399,00 299,00

Notebook Câmera Digital

Novo Novo

Intelbras 1553 64 bits, Intel Core 2 Duo, RAM 4 Gb, HD 500 GB Fujifilm AV150 14MP 3x Zoom Óptico e LCD de 2,7"

100

Controle Remoto da Câmera Digital Filmadora Mesa Paredes Brinquedos * Estimativa

Novo Usado Novo Novo Usados

Photon Remote Control RC-4 for Pentax, Canon, Nikon, Minolta and Sony Sony Carl Zeiss 40x Handycam HD, DVD, memória Maior tábua encontrada 3m x 1.5m Divisórias que fecharam a varanda e o estúdio * Impossível precisar quantidade e valor, cerca de 400 carrinhos (Matchbox e Hot Wheels, 50 casinhas, 200 animais, centenas de legos, personagens, raridades adquiridas desde os anos 80 em papel, madeira, plásticos e Toda espécie de miniaturas e criações Brinquedos pequenos e médios (helicópteros, bombeiros, ambulâncias, policiais, militares, carrinhos de obras e serviços, ônibus, caminhonetes, correios, carro forte, Swat, jipes, tratores, motos, soldados, cidadãos, animais, armas, bases, pontes, trilhos, trens, árvores, praças, parques, montanhas, lagos, rios, mar, arbustos, calçadas, sinais de trânsito, muros, cercas, casinhas de cães, igrejas, prefeitura, universidade, escolas, zoológico, shopping, lojas, aeroporto, aviões, portos, barcos, naves...) 29 potes de tinta de diversas cores, pincéis, lápis, borracha, 3 canetas especiais para contornos ... Céus pintados em cartaz Tinta, pincéis, lápis, borracha... 5 kg de argila, tintas, pincéis, árvores, postes... Trilha sonora Livro Livro Livro Livro

55,00 900,00 350,00 430,00 1.300,00

Brinquedos * Estimativa

Novos

500,00

Pintura da Mesa Painéis Montanhas CD Fernando Neubauer Artz, William. Quem Somos Nós? Azimov, Issac. No Mundo da Ficção Científica Capuzzo, Heitor. Cinema: A Aventura do Sonho Rey, Marcos. O Roteirista Profissional: Televisão e Cinema Luz, Água, Papel, Xerox Tempo calculado como honorários mínimos de R$ 1,00 por hora

Novo Novo Novo Novo Usado Usado Usado Usado

150,00 50,00 25,00 10,00 54,00 54,00 5,00 15,00

Novo Novo e Usado

* Estimativa 390 dias x 4h por dia * Estimativa

200,00 1.560,00

Total:

7.356,00

Tabela 4: Relação de Materiais. Fonte. O Autor.

5.1 Material Permanente

Tabela 5: Material Permanente
Material Estado Descrição Valor em R$ 1.399,00

Notebook

Novo

Intelbras 1553 64 bits, Intel Core 2 Duo, RAM 4 Gb, HD 500 GB Fujifilm AV150 14MP 3x Zoom Óptico e LCD de 2,7" Photon Remote Control RC-4 for Pentax, Canon, Nikon,

Câmera Digital Controle Remoto da

Novo Novo

299,00 55,00

101

Câmera Digital Filmadora Usado

Minolta and Sony Sony Carl Zeiss 40x Handycam HD, DVD, memória 900,00

Mesa

Novo

Maior tábua encontrada 3m x 1.5m

350,00

Paredes

Novo

Divisórias que fecharam a varanda e o estúdio

430,00

Brinquedos * Estimativa

Usados

* Impossível precisar quantidade e valor Cerca de 400 carrinhos (Matchbox e Hot Wheels, 50 casinhas, 200 animais, centenas de legos, personagens, raridades adquiridas desde os anos 80 em papel, madeira, plásticos e toda espécie de miniaturas

1.300,00

Brinquedos * Estimativa

Novos

Brinquedos pequenos e médios (helicópteros, bombeiros, ambulâncias, policiais, militares, carrinhos de obras e serviços, correios, carro forte, jipes, tratores, motos, soldados, cidadãos, animais, armas, bases, pontes, trilhos, trens, aviões, árvores, arbustos, sinais de trânsito, muros, cercas, casinhas de cães, igrejas, aeroporto, porto, barcos, naves...) Trilha sonora

500,00

CD Fernando Neubauer

Novo

10,00

Artz, William. Quem Somos Nós? Azimov, Issac. No Mundo da Ficção Científica Capuzzo, Heitor. Cinema: A Aventura do Sonho Rey, Marcos. O Roteirista Profissional: Televisão e Cinema

Usado Usado Usado Usado

Livro Livro Livro Livro

54,00 54,00 5,00 15,00

Total:

5.371,00

Tabela 5: Material Permanente. Fonte. O Autor.

5.2 Material de Consumo

Tabela 6: Material de Consumo
Material Pintura da Mesa Painéis Montanhas Luz, Água, Papel, Xerox Tempo calculado como honorários mínimos de R$ 1,00 por hora Estado Novo Novo Novo Novo Novo Usado Descrição 29 potes de tinta de diversas cores, pincéis, lápis, borracha, 3 canetas especiais para contornos ... Céus pintados em cartaz Tinta, pincéis, lápis, borracha... 5 kg de argila, tintas, pincéis, árvores, postes... * Estimativa 390 dias x 4h por dia * Estimativa Valor em R$ 150,00 50,00 25,00 200,00 1.560,00

Total:

1.985,00

Tabela 6: Material de Consumo. Fonte. O Autor.

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6 PRODUTO AUDIOVISUAL

6.1 A ANIMAÇÃO

A possibilidade de produzir uma animação como projeto de conclusão do curso surgiu no Seminário de Animação, em discussão com a turma e o professor do módulo Ms. Paulo Roberto Munhoz acerca da apresentação do exercício de animação do grupo do autor Rock Villa City, disponível no Youtube no endereço eletrônico: http://www.youtube.com/watch?v=Qs-HorybAWw. Nesta época o autor desenvolvera um roteiro para um filme de longa metragem e acompanhou o projeto até o fim de 2010. Em janeiro o autor decidiu reformular e adaptar o roteiro para uma animação de 30 (trinta) minutos, agora com escaleta, contendo trechos dos filmes do gênero ficcional disponíveis na videolocadora do autor. Previamente foram examinados 300 (trezentos) filmes e escolhidos 7 (sete) filmes, 2 (dois) documentários e 2 (duas) montagens para incorporar a animação. Assim, a história de mesmo nome “A Fatástica História do Último Homem”, passou de um enredo de ficção espacial para uma ficção pós-apocalíptica. A cidade-maquete também foi alterada, remodelada e ambientada em um estúdio próprio à produção audiovisual, e os personagens foram reconfigurados para militares e policiais. Os diálogos foram aperfeiçoados com o objetivo de emocionar e demonstrar cumplicidade, visando transmitir com maior clareza os pensamentos e os acontecimentos, desenrolando a ação em 10 (dez) episódios bem definidos. Há stop motion em duas cenas, na apresentação inicial dos personagens e na apresentação inicial da cidade-maquete. Optou-se por filmar o restante das cenas já contendo os diálogos na mesma ação. Os trechos de filmes e documentários foram incorporados nas narrações. No final da animação, aos 31 min, passa-se o letreiro da equipe de produção, as vozes, a dedicatória, e por fim, se exibe cenas excluídas e engraçadas por 5 min.

6.1.1 Preparação

103

6.1.1.1 Cenários

A preparação dos cenários grandes, médios e pequenos da animação ocorreu no início de dezembro de 2010 em etapas bem definidas. Primeiramente precisavase transportar a cidade-maquete, já referida no pré-projeto, instalada na sala de estar do autor para uma área própria para a produção, mais ampla e projetada não mais para a diversão, mas para a produção audiovisual. Para tanto, fechou-se uma área aberta, onde se estendiam roupas para secar, ao lado da residência do autor, criando assim um pequeno estúdio. A cidademaquete foi projetada para uma mesa do tamanho da maior chapa de compensado vendida, de 3m x 1,5m, mais uma pequena mesa para a construção do aeroporto. A ideia é ambientar o cenário da cidade-maquete utilizando-se de diversificados ambientes naturais (céus, mares, rios, lagoas, florestas, campinas, desertos montanhas), assim como ambientes próprios de uma cidade comum (avenidas, ruas, passarelas, calçadas, estradas, dutos de esgoto, postes de luz), sem contar casas, lojas, fábricas, instituições públicas e privadas, enfim, todos os serviços, mesmo que a história se passe nos anos pós-apocalípticos. O plano original é transformado a cada dia, novos brinquedos são adquiridos e peças são adaptadas e pintadas. Em cerca de dois meses foram adquiridos alguns equipamentos, softwares e concluídos o estúdio e os cenários.

6.1.1.2 Cidade-maquete

Figura 15: Preparação cidade-maquete. Fonte: O autor

104

Figuras 16: Plano original da cidade-maquete. Fonte: O autor

Figuras 17: Montagem passo a passo da cidade-maquete. Fonte: O autor

105

6.1.1.3 Montanhas

Figuras 18: Montagem das Montanhas. Fonte: O autor

6.1.1.4 Brinquedos

Figuras 19: Aquisição de Brinquedos Médios. Fonte: O autor

106

6.1.1.5 Painéis de céus

Figuras 20: Preparação dos painéis (céus). Fonte: O autor

107

6.1.1.6 Elenco

Figuras 21: Seleção de Elenco Feminino. Fonte: O autor

Figura 22: Seleção de Elenco Masculino. Fonte: O autor

6.1.2 Realização

As filmagens iniciaram-se dia 17.07.11, a segunda filmagem em 21.07.11, a terceira filmagem em 22.07.11 e a quarta e última dia 23.07.11, já contendo um minuto de stop motion inicial gravado em 15.01.11, apresentando os personagens principais. Optou nessas filmagens o autor-diretor a filmar todos os diálogos utilizando-se de luvas negras, que aparecem raras vezes. A ambientação é na cidade maquete com veículos (Hot Weells e Matchbox) e personagens (bonecos pequenos, médios e grandes), além de cenários em caixas caracterizadas com brinquedos. Os fundos ou “céus” pintados em painéis (dia azul, tarde laranja, noite e estrelas) são colocados conforme escaleta. Em cenas noturnas são utilizadas pequenas velas de aniversário. Nas cenas pós-apocalípticas as luzes

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serão em tom vermelho e laranja. Nas cenas espaciais utilizar-se-á de trechos de filmes e vídeos e um planetário de isopor. Os principais personagens são militares, policiais, recrutas, pesquisadores e um robô. Entre os diálogos, na maioria em narração oral, se acrescentou trechos de filmes e vídeos selecionados e trilhas sonoras, dando mais verossimilhança. Encerrada as filmagens em 4 (três) encontros de 4 (quatro) horas da equipe de produção, totalizando 16 (dezesseis) horas, passou-se a edição em 25.07.11, sendo exibido à banca examinadora em 27.07.11. A animação segue às fls. 169, Anexo 31: DVD: Produção Audiovisual: Animação de FC, acompanhando suas respectivas mídias (filmagens, narrações, trilhas sonoras, figuras, cenas de filmes, etc). Na pesquisa midiática na videolocadora foram selecionados 7 (sete) filmes para fazer parte da animação: 2012, The Day After (O Dia Seguinte), O Dia Depois de Amanhã, O Dia em que a Terra Parou, A Estrada, Presságio e Stargate, 4 documentários (BBC Tempo, Aliens Antigos, Caçadores de Óvnis, Ufo e a Casa Branca) e uma montagem (New York). Diversas figuras e gifs animados compõem a animação (telefone, cientistas, polícia, robô) além dos cenários e brinquedos. Diversos efeitos de fogo, fumaça, aquário, vento de ventilador, e efeitos sonoros, tais como mar, ventania, trovão, bomba atômica, telefones, sirenes, alarmes, polícia, bombeiro, avião, helicóptero, tratores, socos, tiros, bombas, metralhadoras, laser, contagem regressiva, etc. A trilha sonora contou com bandas do calibre de Rush e The Cult. A música ao final da animação é de Fernando Neubauer, conterrâneo do autor. Inseriram-se trilhas dos filmes Avatar, Blade Runner, Missão Impossível e The Day After, além de clássicas de suspense e épicas. O final ocorre aos 31 min e 30 seg, segue-se o letreiro da equipe de produção, as vozes, a dedicatória à Hilário Arthur Schaefer, pai do autor, que faleceu em 18.05.11, muito apoiou o projeto, leu o roteiro, deu dicas e criou o estúdio, e por fim, exibem-se as cenas excluídas e engraçadas. A animação “A Fantástica História do Último Homem”, com duração de 36 min e 35 seg, foi publicada em 03.09.11 no Canal do YouTube New Center Video Lan, usuário cleitonewcenter http://www.youtube.com/user/cleitonewcenter, sob o link ou endereço eletrônico http://www.youtube.com/watch?v=8z75AW0SS8w, e desde então o autor vem apresentando-a a estudantes em mostras e palestras.

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6.1.3 Dados Técnicos

Figuras 23: Equipe de Produção da Animação

6.1.3.1 Ficha técnica: Produtor/Diretor: Cleiton Cesar Schaefer Assistente de Produção/Direção: Jonathan Daniel Domanski Roteirista: Cleiton Cesar Schaefer Operador de Câmera: Cleiton Cesar Schaefer Assistente de Câmera: Barbara Schaefer Designer de Som: Cleiton Cesar Schaefer Microfonista: Jonathan Daniel Domanski Diretora de Arte: Eliziane Schaefer Buch Assistente de Direção de Arte: Clemair Terezinha Domanski Cenógrafa: Patrícia Bueno Domanski Figurinista: Barbara Schaefer Editor/Montador: Cleiton Cesar Schaefer Vozes: Jonathan Daniel Domanski (narrador) Patrícia Bueno Domanski Cleiton Cesar Schaefer Barbara Schaefer

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7 CRONOGRAMA

Tabela 7: Cronograma Etapas Delimitação do tema e do objeto Levantamento bibliográfico Contato exploratório com o objeto e testes Definição da metodologia/técnicas Execução do projeto Análise dos dados Redação dos resultados Defesa do projeto Tabela 7: Cronograma. Fonte: O autor. Set Out Nov Dez Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul

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CONCLUSÃO

Após esta breve passagem pelos autores trabalhados, pode-se destacar um ponto em comum entre eles: a preocupação com possíveis formas de fazer barreira a um avanço do discurso técnico-científico capaz de eliminar algo próprio do humano. Apresentou-se como ponto essencial manter aberta a possibilidade de fazer emergir o sujeito do inconsciente, o sujeito dividido, frente ao homem chapado apresentado e moldado pelo discurso científico agenciado pelo discurso do cinema capitalista dos blockbusters, ou seja, não deixar sucumbir o sujeito desejante do inconsciente frente às demandas criadas pelo mercado, e sim, ao verdadeiro cinema sci-fi, que conta as histórias mais incríveis, como Issac Asimov dizia. Tem havido muitas tentativas de teorizar Ciência literatura de ficção. Muitos desses, porém, têm se contentado com a definição de FC através da catalogação de material temático do gênero. Tais abordagens têm gerado o rebaixamento mais ou menos aleatório de textos específicos dentro ou fora do corpo da FC e provocaram um debate mais aprofundado sobre a especificidade do gênero dentro do escopo mais amplo da literatura não mimética como um todo. Além disso, essas definições não permitem temáticas para a evolução futura capaz de minar as fronteiras do passado e do presente. Outras tentativas de especificar a FC têm contado com definições forjadas a partir de certa maneira contraditórias aos cenários históricos. A FC é considerada como uma das formas mais antigas literaturas da humanidade, e como um gênero mais moderno em particular ou como uma literatura nascida nos EUA no início de 1920, os limites e a própria razão de ser do gênero continuem a ser discutido. Uma terceira abordagem colocou a originalidade do FC em seu discurso único. Na verdade, a FC não é tanto um gênero por causa de seu conteúdo ou convenções, mas por causa de seu modo específico de expressão. A principal desvantagem dessa via é que ela apresenta de FC como fossilizados, impermeáveis à evolução dos hábitos dos leitores, escritores e editores, a criatividade de bases genéricas dos artifícios puramente retóricos. Assim, qualquer definição sobre FC deve-se considerar a força dinâmica subjacente às mudanças superficiais tendo modificado o gênero em diversas ocasiões, e deve ser capaz de explicar a discordância crítica a respeito do que FC é

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e não é. Nesse contexto, um estudo semiótico da FC oferece um método alternativo que torna possível a teorização dos temas abordados por autores do gênero e seus dispositivos retóricos, sem realmente ter de limitá-las a um determinado número. Também faz provisão para a identidade dinâmica do gênero. Com efeito, traçando a evolução da interação entre autores e leitores no processo criativo da FC, a Semiótica traz à tona o fato de que, mais do que um conjunto específico de temas, uma tradicional “forma” ou uma retórica “modo”, FC é, acima de tudo, uma tendência de misturar gêneros literários, juntando significados diferentes a fim de criar novos sistemas de signos. Do progresso técnico das máquinas aos sofisticados avanços da

biotecnologia, a humanidade vem experimentando a dualidade de deslumbramentos e esperanças, de um lado, e preocupações e sofrimentos, do outro. A objeção àqueles avanços que ferem as liberdades individuais também não deve ser confundida com anticientificismo ou pensamentos retrógrados. O limite ético de todo e qualquer desenvolvimento, seja científico ou tecnológico, tem a pessoa humana como referencial. A perda desse limite descaracteriza a denominação de avanços e abre fissuras de descrédito na aceitação geral da ciência e da tecnologia. Ciência e tecnologia devem ser instituições confiáveis pela humanidade. A perda dessa confiança será a antecâmara do caos social global. Decerto, verificou-se a sensibilização, sobretudo pela mensagem de alerta intrínseca na animação “A Fantástica História do Último Homem”. Ninquém quer que aconteça o fim do planeta, agora o fim do homem é assustadoramente aterrador. Será que a humanidade está longe desse dia? A tecnologia vai mudar radicalmente nas próximas décadas, talvez antes, pois segundo Kurzweil, a Singularidade está próxima. É preciso ficar preparado para as mudanças que estão por vir. Aprender e saber buscar informação são a chave para continuar na vanguarda. Mas não espere nada desastroso como nos filmes de ficção. Eles são exatamente isso: ficção. Esse cinema de FC contemporâneo consegue neste início do século XXI acompanhar e apropriar-se dos mais novos avanços da ciência e da tecnologia, e até mesmo predizer o futuro. É válida a afirmativa dos cientistas, sobretudo físicos teóricos, que apostam que a “realidade” é infinitamente mais complexa do que os melhores filmes de FC já mostraram ou mostrarão. Há muito que estudar…

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ANEXOS

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LISTA DE ANEXOS

Anexo 1: Convenção dos Direitos e Deveres dos Intelectuais Acadêmicos .......... 124 Anexo 2: Tabela 8: Maiores Cientistas ……..…………………..…………………….. 124 Anexo 3: Maiores Tecnologias …………………………….………..…………..…….. 125 Anexo 4: Princípios da Extropy ……………………………………………………...… 131 Anexo 5: Declaração Transhumanist ……………………………………………….… 131 Anexo 6: Cosmos ……………………………………………………………….………. 132 Anexo 7: Discovery Channel ……………………………………………………...…… 133 Anexo 8: History Channel …………………………………………………………...…. 133 Anexo 9: O Universo ……………………………………………………………………. 134 Anexo 10: Arquivos Extraterrestres ……………………………………………….….. 135 Anexo 11: Os Caçadores de Óvnis …………………………………..……..………... 135 Anexo 12: Nova …………………………………………………………………...…….. 137 Anexo 13: BBC …………………………………………………………………….……. 137 Anexo 14: National Geographic Channel ………………………………………….…. 138 Anexo 15: IMAX …………………………………………………………………………. 138 Anexo 16: O Mundo de Beakman ………………………………………………….…. 139 Anexo 17: Átomo ……………………………………………………………………..…. 139 Anexo 18: Nossa Terra …………………………………………………………………. 140 Anexo 19: Eram os Deuses Astronautas? …………………………………...………. 140 Anexo 20: De Aristóteles a Stephen Hawking ……………………………………….. 140 Anexo 21: Paradoxo de Hawking ……………………………………………………… 141 Anexo 22: Uma Verdade Inconveniente …………………………………………..….. 141 Anexo 23: Quem Somos Nós? …………………………………………………….….. 141 Anexo 24: Maiores Cineastas ……………………………………………….………… 142 Anexo 25: Maiores Filmes Americanos ………………………………………….…… 145 Anexo 26: Maiores Filmes Não Americanos ……………………………….………… 146 Anexo 27: Maiores Animações ………………………………………………………… 149 Anexo 28: Maiores Filmes do Gênero …………………………………………….….. 150 Anexo 29: Filmes Examinados ………………………………………………………... 153 Anexo 30: Roteiro: “A Fantástica História do Último Homem” ……..…………….... 157 Anexo 31: DVD: Produção Audiovisual: Animação de FC …………………………. 170

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Anexo 1: Convenção dos Direitos e Deveres dos Intelectuais Acadêmicos
1. Cada acadêmico tem o dever de buscar a verdade, e tem o direito de ensinar. 2. Cada acadêmico tem o direito eo dever de perguntar alguma coisa que lhe interessa, percebe que ele faz de uma maneira racional. 3. Cada acadêmico tem o direito de errar, e o dever de corrigir a notá-los. 4. Cada acadêmico tem o dever de expor publicamente o engano. 5. Cada acadêmico tem o dever de expressar da forma mais clara possível. 6. Cada acadêmico tem o direito de discutir qualquer visão não ortodoxa que lhe interessa desde que essas opiniões são claras o suficiente para ser discutido racionalmente. 7. Nenhum acadêmico tem o direito de apresentar como verdadeiras, aquelas ideias que ele não pode justificar, em termos de razão e experiência. 8. Ninguém tem o direito de exercer conscientemente em qualquer setor acadêmico. 9. Cada faculdade tem o dever de adoptar e aplicar normas mais rigorosas de bolsas de estudo e de aprendizagem conhecido. 10. Cada faculdade tem o dever de ser intolerante tanto no balcão e à cultura da falsificação. Fonte: Trecho extraído de: Bunge, Mario; charlatanismo na Academia, Anais da New York Academy of Sciences, Volume 775, O Voo da Ciência e da Razão, pp. 110-111, New York, NY, 1996).

Anexo 2: Tabela 8: Maiores Cientistas
Tabela 8: Maiores Cientistas Nº 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 Cientista Isaac Newton Albert Einstein Neils Bohr Charles Darwin Louis Pasteur Sigmund Freud Galileu Galilei Antoine Laurent Lavoisier Johannes Kepler Nicolau Copérnico Michael Faraday James Clerk Maxwell Claude Bernard Franz Boas Werner Heisenberg Linus Pauling Rudolf Virchow Erwin Schrödinger Ernest Rutherford Paul Dirac Andreas Vesalius Tycho Brahe Comte de Buffon Ludwig Boltzmann Max Planck Marie Curie William Herschel Charles Lyell Pierre Simon de Laplace de Edwin Hubble Joseph J. Thomson Max Born Francis Crick Enrico Fermi Leonard Euler Justus Liebig Arthur Eddington William Harvey Marcello Malpighi Christiaan Huygens Descoberta Revolução Newtoniana Ciência do século XX Átomo Evolução Teoria do germe Psicologia do Inconsciente Nova Ciência Revolução em Química Movimento dos Planetas Universo heliocêntrico Teoria Clássica de Campos Campo Eletromagnético Fundador da fisiologia moderna Antropologia moderna Teoria Quântica Química do Século XX Doutrina Cell Wave Mechanics Estrutura do átomo Eletrodinâmica Quântica Anatomia Nova Astronomia Nova l'Histoire Naturelle Termodinâmica Quanta Radioatividade Descoberta dos Céus Geologia Moderna Mecânica Newtoniana Telescópio moderno Descoberta do elétron Mecânica Quântica Biologia Molecular Física Atômica Matemática no século XVIII Química do Século XIX Moderna Astronomia Circulação do Sangue Anatomia Microscópica Teoria ondulatória da luz

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41 Gauss Carl (Karl Friedrich Gauss) 42 Albrecht von Haller 43 August Kekulé 44 Robert Koch 45 Murray Gell-Mann 46 Emil Fischer 47 Dmitri Mendeleev 48 Sheldon Glashow 49 James Watson 50 John Bardeen 51 John von Neumann 52 Richard Feynman 53 Alfred Wegener 54 Stephen Hawking 55 Anton van Leeuwenhoek 56 Max von Laue 57 Gustav Kirchhoff 58 Hans Bethe 59 Euclides 60 Gregor Mendel 61 Heike Kamerlingh Onnes 62 Thomas Hunt Morgan 63 Hermann von Helmholtz 64 Paul Ehrlich 65 Ernst Mayr 66 Charles Sherrington 67 Theodosius Dobzhansky 68 Max Delbrück 69 Jean Baptiste Lamarck 70 William Bayliss 71 Noam Chomsky 72 Frederick Sanger 73 Lucrécio 74 John Dalton 75 Louis Victor de Broglie 76 Carl Linnaeus 77 Jean Piaget 78 George Gaylord Simpson 79 Claude Lévi-Strauss 80 Lynn Margulis 81 Karl Landsteiner 82 Konrad Lorenz 83 Edward O. Wilson 84 Gowland Hopkins Frederick 85 Gertrude Elion Belle 86 Hans Selye 87 J. Robert Oppenheimer 88 Edward Teller 89 Willard Libby 90 Ernst Haeckel 91 Jonas Salk 92 Emil Kraepelin 93 Trofim Lysenko 94 Francis Galton 95 Alfred Binet 96 Alfred Kinsey 97 Alexander Fleming 98 BF Skinner 99 Wilhelm Wundt 100 Arquimedes Tabela 8: Maiores Cientistas. Fonte: http://www.adherents.com/people/100_scientists.html

Gênio matemático Medicina no século XVIII Estrutura química Bacteriologia Caminho Óctuplo Química Orgânica Tabela Periódica dos elementos Descobrimento do Charme Estrutura do DNA Supercondutividade Computador moderno Eletrodinâmica Quântica Deriva dos Continentes Cosmologia Quântica Microscópio simples Cristalografia de raios-X Espectroscopia Energia do sol Fundamentos da matemática Leis da herança Supercondutividade Teoria cromossômica da Hereditariedade Surgimento da ciência alemã Quimioterapia Teoria Evolutiva Neurofisiologia Síntese moderna Bacteriófago Fundamentos da Biologia Fisiologia moderna Lingüística do Século XX Código genético Pensamento Científico Teoria do Átomo Wave dualidade partícula Nomenclatura Binomial Desenvolvimento Infantil Tempo da evolução Antropologia Estrutural Teoria da Simbiose Grupos sanguíneos Etologia Sociobiologia Vitaminas Farmacologia Conceito de estresse Era Atômica Bomba Processos de datação radioativa Princípio da Biogenética Vacinação Psiquiatria do Século XX Soviética Genética Eugenia Teste de QI Sexualidade Humana Penicilina Comportamento Fundador da Psicologia Começo da ciência

Anexo 3: Maiores Tecnologias
1054 - Explosão Estelar: Povos antigos já notavam no céu o surgimento de estrelas muito brilhantes. Mas a ciência considera que é de astrônomos chineses o primeiro registro sério de uma supernova em 1054. Tudo o que resta no local do desastre é a Nebulosa do Caranguejo. 1150 - Universidade: É fundada a primeira universidade do mundo, em Bolonha, na Itália. A criação da instituição dá à Europa o impulso intelectual que desembocaria no Renascimento no século XIV, e na Revolução Científica, entre os séculos VXI e XVII.

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1202 - Algarismos Arábicos: O matemático italiano Leonardo Fibonacci (c. 1170-1240) troca os incômodos algarismos romanos pelos arábicos. A facilidade resultaria no avanço da álgebra e, por conseqüência, da tecnologia. 1268 - Óculos: O inglês Roger Bacon (c. 1220-c. 1292) constrói as primeiras lentes de cristal para corrigir distorções da visão. A invenção de Bacon demoraria mais 100 anos para se tornar prática. Em 1784, o americano Benjamin Franklin inventaria os óculos bifocais. 1269 - Bússola Magnética: O engenheiro francês Petrus Peregrinus de Maricourt descreve pela primeira vez uma bússola em que uma agulha imantada bóia sobre um líquido. Apesar de já ser conhecida dos chineses há séculos, a bússola só passa a ser construída a partir dessa descrição. 1288 - Relógio: Desde o início da civilização, o homem usou a água, a areia ou o Sol para marcar as horas. Até a criação do relógio mecânico, que marca as horas mesmo à noite. A instalação do relógio mecânico na Abadia de Westminster, em Londres, Inglaterra. 1440 - Leis da perspectiva: O arquiteto italiano Leon Battista Alberti (1404 - 1472) cria a teoria que dá profundidade e proporções reais a desenhos e pinturas. Sua obra "Dez Livros sobre Arquitetura" tem profundo impacto no traçado das cidades a partir do século XVI. 1450 - Caravela: A exploração do mundo deve muito a essa invenção portuguesa. Comparadas com as demais embarcações da época, as caravelas são rápidas, seguras e resistentes. Elas abriram os caminhos para as Índias e trazem os europeus à América. 1454 - Imprensa: A impressão com tipos móveis se originou na China, entre 1041 e 1048. Mas foi o alemão Johannes Gutenberg (1400 - 1468) quem criou os tipos fundidos em metal e a tinta que aderia ao papel. Naquele ano, ele imprimiu a "Bíblia", em latim, em Mainz, na Alemanha. 1492 - Globo terrestre: O alemão Martim Behaim (1459 - 1507) cria a primeira representação do planeta respeitando sua forma real sem a América, ainda não descoberta. 1543 - Atlas de anatomia: O médico italiano Andreas Vesalius (1514 - 1564) publica seus "Sete Livros sobre a Estrutura do Corpo Humano". Até então, a anatomia - fundamental para a medicina - dependia de amadores. 1543 - A Terra ao redor do Sol: O teólogo polonês Nicolau Copérnico (1473 - 1543) publica "Sobre as Revoluções dos Orbes Celestes", explicando que a Terra gira em torno do Sol. A idéia dá novo rumo às ciências naturais. 1556 – Mineralogia: Os metais são usados desde a pré-história. Mas é a publicação póstuma do tratado "Sobre os Metais" que marca o surgimento da mineralogia. Nele, o alemão Georgius Agricola (1494 - 1555), discorre sobre os diferentes metais e suas propriedades. 1572 - Medidas do céu - O astrônomo dinamarquês Ticho Brahe (1546 - 1601) observa uma supernova. Também mostra que os cometas não são fenômenos atmosféricos, como se pensava. Suas observações serviriam para que Kepler descobrisse as leis do movimento dos corpos celestes. 1580 - Ciência no Novo Mundo - O matemático inglês Thomas Harriot (1560 - 1621) e o metalurgista Joachim Ganz montam o primeiro laboratório científico na América. Eles queriam detectar a presença de prata e ouro nos minérios. 1582 - Revisão do calendário: O papa Gregório XIII (1502 - 1585) e um conselho presidido pelo matemático alemão Christovam Clavius (1538 - 1612) criam um novo calendário para corrigir uma distorção na contagem do tempo. Naquele ano, do dia 4 de outubro pulou-se para 15 de outubro. 1589 - Moinho de Vento: O moinho já é usado pelos agricultores quando o italiano Agostino Ramelli (1531-c. 1600) faz o primeiro projeto completo do artefato na obra "Livro de Diversas e Artificiosas Máquinas". A obra levou mais gente a construir moinhos. 1591 - Símbolos em Matemática: Até que o francês François Viète (1540 - 1603) começasse a representar quantidades por letras nas equações, como a+b=c, a matemática européia era escrita com palavras. Uma confusão que seria fazer cálculos complicados se não fosse essa substituição. 1610 – Telescópio: O italiano Galileu Galilei (1564 - 1642) aponta para o céu sua recéminventada luneta e descobre os quatro maiores satélites de Júpiter. 1610 - Órbitas dos planetas: O alemão Johannes Kepler (1571 - 1630) prova que as órbitas em torno do Sol não são circulares, mas elípticas, e que têm velocidade variável. Meio século depois, Isaac Newton mostraria que tais órbitas são conseqüências das leis fundamentais da Física. 1623 - Máquina de calcular: O alemão Wilhelm Schickard (1592 - 1635) constrói uma calculadora mecânica capaz de somar, subtrair, multiplicar e dividir. Só em 1820 o francês Charles Xavier Thomas de Colmar criaria a primeira máquina de calcular comercial. 1628 - Funcionamento do coração: Para Aristóteles, o coração abrigava os pensamentos. Para Descartes, o coração esquentava o sangue. É o médico inglês William Harvey (1578 - 1657) quem descobre que o órgão é um músculo que bombeia o sangue para o restante do corpo.

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1637 - Geometria analítica: O francês René Descartes (1596 - 1650), mais conhecido como fundador da filosofia moderna faz o casamento entre a geometria e a álgebra, descobrindo como construir gráficos a partir de equações matemáticas. 1652 - Cálculo de probabilidade: Muito interessado em jogos de azar, o filósofo e matemático francês Blaise Pascal (1623 - 1662) cria fórmulas para avaliar as chances de um evento ocorrer. O cálculo das probabilidades é usado em vários ramos do conhecimento hoje. 1661 - Química moderna: O livro "O Químico Cético", do físico e químico irlandês Robert Boyle (1627 - 1691), lança as bases da química moderna. Nele, Boyle prega que as teorias têm de ser comprovadas por experiências práticas. 1665 – Células: O físico inglês Robert Hooke (1635 - 1702) publica os primeiros desenhos de células observadas ao microscópio, disparando as pesquisa sobre as unidades fundamentais da vida. 1683 – Microscópio: O holandês Antoine van Leeuwenhoek (1632 - 1723) aperfeiçoa o instrumento e passa a empregá-lo sistematicamente no estudo da biologia. Naquele ano, ele publica a primeira descrição de uma bactéria. 1687 - Lei da gravidade: O físico inglês Isaac Newton (1642 - 1727) publica sua grande obra, "Princípios Matemáticos da Filosofia Natural", reunindo conhecimento físico e rigor matemático. Ali, Newton descreve a lei da gravidade. 1705 - Órbita dos cometas: O inglês Edmund Halley (1656 - 1742) compara a trajetória de 24 bólidos que surgiram no céu entre 1337 e 1698 e demonstra que algumas aparições eram de um único corpo que voltava periodicamente. O cometa Halley, passou por aqui, da última vez, em 1986. 1712 - Máquina a vapor: O inventor da máquina a vapor não é o escocês James Watt (1736 - 1819). Mas é ele que aperfeiçoa a engenhoca criada por Thomas Newcomen. Seja como for, a máquina traz a Revolução Industrial. 1714 - Cálculo da longitude: Os navegadores guiavam-se pelas estrelas para saber se estavam rumando para o norte ou para o sul. Mas não tinham como conhecer sua posição em relação ao leste ou oeste. O inglês John Harrison (1693 - 1776) cria um relógio preciso que resiste ao balanço dos navios. Assim, os navegantes determinam seu fuso horário e sua posição. 1735 - Classificação dos seres vivos: O botânico sueco Carl Von Linneé, ou Lineu (1707 1778), publica sua obra "Sistema da Natureza", com a classificação dos vegetais. Mais tarde, Lineu classifica também os reinos animal e vegetal. 1751 - Eletricidade: Ao estudar os raios, o político e cientista americano Benjamim Frankin (1706 - 1790) propõe a existência de dois tipos de eletricidade, a positiva e a negativa - o que hoje se chama carga. A descoberta resulta no pára-raio. 1751 - Enciclopédia: O primeiro volume da "Enciclopédia ou Dicionário Racional da Ciência", publicado em 28 de junho pelos franceses Denis Diderot (1713 - 1784) e Jean d'Alembert (1717 1783), é a primeira tentativa de se reunir todo o conhecimento num só lugar. 1776 - Oferta e procura: Surge a teoria de que o mercado se regula por duas forças antagônicas - a de quem oferece e a de quem busca -, apresentada pelo economista escocês Adam Smith (1723 - 1790) no livro "A riqueza das Nações". 1777 - Oxigênio: O francês Antoine-Laurent Lavoisier (1743 - 1794) lança os fundamentos da química orgânica ao estudar como os átomos de oxigênio se combinam com outros para formar moléculas importantes para a vida terrestre. É dele a frase "Na natureza, nada se cria, nada se destrói; tudo se transforma". 1781 - Leis do pensamento: O filósofo alemão Immanuel Kant (1724 - 1804) publica o livro "Crítica da Razão Pura", propondo que existe uma classe de conhecimentos que constituem verdades que não dependem de comprovação e são necessárias para a compreensão do mundo. 1797 - Torno: O engenheiro Henry Maudslay (1771 - 1831) aperfeiçoa o torno mecânico, utilizado na Europa desde o século XVI. Ele cria um mecanismo que mantém a ferramenta firme durante o trabalho, aumentando muito a sua precisão. 1800 - Bateria elétrica: O físico italiano Alessandro Volta (1745 - 1827) faz uma corrente elétrica passar por um fio entre uma barra de zinco e outra de cobre, mergulhadas em dois recipientes com água salgada. Está criada a bateria elétrica. 1809 - Hereditariedade: O naturalista francês Jean-Baptiste de Monet (1744 - 1829), Cavaleiro de Lamark, sugere que os animais transmitem à seus descendentes características adquiridas pelo uso. Darwin derrubou essa idéia, serve hoje para explicar a transmissão da cultura. 1821 - Informática: O primeiro a sonhar com o computador foi o matemático inglês Charles Babbage (1791 - 1871). Ele projeta um equipamento que receberia instruções por meio de cartões perfurados e guardaria os resultados das operações numa memória. A máquina jamais foi construída. 1826 - Sociologia: O francês Auguste Comte (1798 - 1857) se estuda as sociedades como se estudam Física e Biologia. Cria a Sociologia a partir de seu sistema de filosofia positiva.

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1829 - Geometria não euclidiana: O matemático russo Nikolai Lobachevsky (1792 - 1856) desafia a geometria do grego Euclides, em 300 a.C. Funda uma nova disciplina em que é possível fazer passar infinitas retas paralelas por um único ponto. Essa geometria estranha está por trás de teorias físicas modernas, como a da relatividade. 1835 – Telégrafo: Os americanos Joseph Henry (1797 - 1878) e Samuel Morse (1791 - 1872) desenvolvem o primeiro telégrafo. 1839 - Fotografia: O francês Louis-Jacques-Mandé Daguerre (1787 - 1851) é o pai dessa invenção, que modificou a compreensão da História, a ciência e os costumes de toda a humanidade. Em 1888, o americano George Eastman criaria a câmera de filme em rolo, a primeira Kodak. 1839 - Leis do eletromagnetismo: O inglês Michael Faraday (1791 - 1867) elabora a teoria de que a eletricidade e o magnetismo são campos magnéticos em ímãs e correntes elétricas. 1842 – Anestesia: Nesse ano, o médico americano Crawford Long (1815 - 1878) usa pela primeira vez o éter como anestésico geral durante uma cirurgia. 1843 – Termodinâmica: O alemão Hermann von Helmholtz (1821 - 1894) unifica os estudos anteriores sobre o calor e elabora a primeira lei da termodinâmica, segundo a qual a energia não pode ser criada nem destruída. 1848 - Zero absoluto: O irlandês William Thomson, Lorde Kelvin (1824 - 1907) determina até que ponto um corpo pode resfriar. O zero absoluto, a temperatura na qual todas as partículas param de vibrar, é de 273,15 graus Celsius negativos. 1854 - Sistema binário: Ao criar um sistema de numeração usando apenas os algarismo zero e um, o inglês George Boole (1815 - 1864) não imaginou que isso seria a chave da computação. 1859 - Evolução das espécies: Os ingleses Charles Darwin (1809 - 1882) e Alfred Wallace (1823 - 1905) concluem que as espécies evoluem não pela herança de caracteres de seus antecedentes, mas pela seleção natural e pelas mutações ao acaso. Nesse ano, Darwin publica sua obra "Sobre a Origem das Espécies". 1865 - Forças da natureza: Até o escocês James Maxwell (1831 - 1879), o Universo exibia três forças: gravidade, magnetismo e eletricidade. O físico inglês demonstra que as duas últimas constituem uma única força. 1865 - Genética: O monge austríaco Gregor Johann Mendel (1822 - 1884) cria a idéia de gene, ao estudar os diferentes tipos de ervilhas que nasciam de sucessivos cruzamentos. 1867 - Luta de classes: O filósofo alemão Karl Marx (1818 - 1883) publica "O Capital", afirmando que o que move as sociedades é a luta de classes. A teoria fundamentou os governos comunistas do século XX e até hoje é usada para explicar a história da humanidade. No final do século XIX, a ciência quebra tabus na Física e o homem mergulha em si mesmo, atrás de autoconhecimento. A descoberta de novas leis da natureza. 1869 - Elementos químicos: O russo Dmitri Mendeleyev (1834 - 1907) monta a tabela periódica, organizando os elementos químicos de acordo com suas propriedades, peso, densidade e capacidade de se interligar. 1876 - Telefone: Usando a tecnologia do telégrafo, o escocês Alexander Graham Bell (1847 1922) inventa um jeito de transmitir a voz a distância transformando-a em sinais elétricos. 1879 - Lógica de teoremas matemáticos: Nesse ano, o matemático Friedrich Frege (1848 1925) publica "Conceitografia", em que estabelece as regras pelas quais se faz demonstrações matemáticas tipo "se a = b e b = c, então a = c". 1879 - Lâmpada elétrica: O americano Thomas Alva Edson (1847 - 1931) inventa a lâmpada com filamento de carbono incandescente. 1881 - Micróbios causadores de doenças: O químico e microbiologista francês Louis Pasteur (1822 - 1895) produz uma vacina contra o antraz. Quatro anos depois, a vacina contra a raiva e, em 1863, inventaria o método de esterilizar alimentos conhecido hoje como pasteurização. 1888 – Plástico: O químico alemão George Kahlbaum (1853 - 1905) começa a fabricar garrafas de metacrilato, na primeira utilização do plástico. Mas o material sintético só iria se tornar popular com a invenção da baquelita, no século XX. 1888 - Ondas de rádio: O alemão Heinrich Hertz (1857 - 1894) usa descargas elétricas, as primeiras ondas de rádio, tornando possível a invenção de novos meios de comunicação, como o telégrafo sem fio, o rádio e a televisão. 1895 – Inconsciente: O neurologista austríaco Sigmund Freud (1856 - 1939) publica nesse ano seu "Estudo sobre a Histeria", demonstrando que o homem não domina completamente a mente e propondo a idéia de que o inconsciente é o responsável pelos desejos e sonhos. 1895 - Números além do infinito: Quantos elementos tem um conjunto infinito? Infinitos, ora. Mas, pasmem, nem todos os infinitos são iguais. O matemático alemão Georg Cantor (1845 - 1918) demonstrou que eles variam de tamanho e estabeleceu quanto um pode ser maior ou menor,

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1895 - Cinema: É exibido, em Paris, o filme "A saída dos Trabalhadores da Fábrica Lumière". A projeção de imagens em movimento foi ideia dos franceses Auguste e Louis Lumière (1862 - 1954 e 1864 - 1948). 1895 - Raios X: Quando descobriu os raios que atravessavam objetos e deixavam impressões em chapas fotográficas, o alemão Wilhelm Conrad Roentgen (1845 - 1923) pensou erradamente que não tinham nada a ver com a luz. Por isso foram chamados de um tipo "x" de raios. 1897 - Sociologia científica: O francês Emile Durkheim (1858 - 1917) mostra em seu livro "O Suicídio" que mesmo decisões muito pessoais são determinadas por fatores sociais e, mais, que podem ser quantitativamente relacionadas com esses fatores. As pesquisas eleitorais e testes sobre preferências usam, ainda hoje, os conceitos de Durkheim. 1900 - Dirigível: O conde alemão Ferdinand von Zeppelin (1838 - 1917) lança o primeiro dirigível de estrutura de metal e cheio de hidrogênio. Os zepelins, muito populares até fins da década de 30, inauguram a era dos transportes aéreos. 1900 - Mecânica quântica: O físico alemão Max Planck (1858 - 1947) observa que a radiação emitida por um corpo não sai de forma contínua, mas em pacotes, que ele chamou de quanta. Funda a teoria quântica, que explica toda integração entre energia e massa na natureza. 1903 - Avião: No dia 17 de dezembro, os irmãos americanos Orville e Wilbur Wright (18711948 e 1867 - 1912) lançam seu avião primitivo de uma rampa e conseguem mantê-lo no ar por 59 segundos. Em outubro de 1906, o brasileiro Santos-Dumont (1873 - 1932) faz o primeiro vôo num artefato motorizado sem a ajuda de rampas. Três anos depois, o brasileiro construiria o Demoiselle, protótipo dos aviões modernos. 1905 - Teoria da relatividade: As leis da Física estabelecidas por Isaac Newton sofrem um sério golpe na virada do século quando o alemão Albert Einstein (1879 - 1955) publica sua teoria da relatividade, afirmando que o tempo não é uma grandeza absoluta, é relativa, variando conforme o ponto de vista do observador. 1907 - Cromossomo: Ao estudar como as características das moscas-das-frutas (drosófilas) passam a seus descendentes, o geneticista americano Thomas Hunt Morgan (1866 - 1945) percebe que os caracteres são gravados em pedaços de cromossomos. Alguns anos depois, esses pedaços seriam batizados de genes. 1908 - Automóvel: O industrial americano Henry Ford (1863 - 1947) inicia a construção do Modelo T, movido por um motor de quatro cilindros, pondo em prática técnicas de produção em grandes linhas de montagem. Além de tornar o carro um bem acessível à classe média, Ford molda todo o processo industrial no século XX. 1909 - Doença de Chagas: Em um dos trabalhos mais completos da história da medicina, o brasileiro Carlos Chagas (1879 - 1934) descreve a doença trazida pelo inseto barbeiro, seu agente causador e como ele invade o organismo da vítima. 1911 - Núcleo atômico: O físico neozelandês Ernest Rutherford (1871 - 1937) provoca uma reviravolta na física atômica ao mostrar que os átomos podem ser quebrados em partes menores e que a maior parte de seu peso está no núcleo. 1913 - Estrutura do átomo: O dinamarquês Niels Bohr (1885 - 1962) reúne os conhecimentos herdados de Rutherford e de Planck e cria um modelo que explica o comportamento dos átomos por meio da mecânica quântica. As idéias de Bohr não são mais aceitas, mas, na época, deram um grande impulso à Física. 1916 – Lingüística: É publicado, três anos depois da morte de seu autor, o livro "Curso de Lingüística Geral", do suíço Ferdinand de Saussure (1857 - 1913). Ali, o lingüista define a linguagem como um fenômeno social e, portanto, mutante. Assim, é possível estudar sua evolução. 1923 - Inteligência da criança: A criança atravessa vários estágios de aprendizagem, criando estruturas cada vez mais complexas até compreender seu mundo e atuar nele. O psicólogo suíço Jean Piaget (1896 - 1980) referência obrigatória em Psicologia e Pedagogia até hoje. 1926 - Ondas de matéria: O físico austríaco Erwin Schöedinger (1887 - 1961) cria uma equação mostrando que as partículas atômicas não se comportam apenas como matéria, mas também como ondas. 1927 - Princípio da incerteza: É impossível medir, ao mesmo tempo, a posição e a velocidade exatas de uma partícula atômica. É que quem vai fazer essas medições acaba perturbando as partículas. A idéia de que o observador interfere com o objeto observado é de autoria do alemão Werner Karl Heisenberg (1901 - 1976). 1928 – Antibióticos: Até que o bacteriologista escocês Alexander Fleming (1881 - 1955) descobrisse a penicilina, a humanidade era vítima fácil dos micróbios. Hoje, conhecemos muitos antibióticos e outros tantos de bactérias resistentes a eles.

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1929 - Teoria do Big Bang: O americano Edwin Hubble (1889 - 1953) descobre que as galáxias se afastam uma das outras. Isso sugere que, um dia, elas estiveram todas agrupadas. É a chave para a chamada teoria do Big Bang, segundo a qual o Universo teve origem na explosão de um ponto ínfimo, que condensava toda a matéria existente. 1931 - Limites da Matemática: O matemático austro-húngaro Kurt Gödel (1906 - 1978) demonstra que algumas verdades matemáticas não podem ser comprovadas por meio de axiomas nem de regras estritas de demonstração. No fim do milênio, a humanidade assiste a uma disparada na área da eletrônica, da computação e da genética. A realidade pode ser virtual. A era da tecnologia. 1935 - Radar: A equipe de pesquisadores liderada pelo físico escocês Robert Watson-Watt (1892 - 1973) cria o primeiro radar. Embora seja um instrumento de guerra, o radar é fundamental para a navegação, seja por terra, por mar ou por ar. 1942 - Energia nuclear: O físico italiano Enrico Fermi (1901 - 1958) comanda a primeira reação nuclear controlada, nos Estados Unidos. 1943 - Estatística: O inglês Ronald Aylmer Fisher (1890 - 1962) cria a chamada análise multivariada, em que muitas condições variáveis de um experimento podem ser alteradas, sem que se perca o controle sobre os resultados. 1946 - Computador: É construído o Eniac, o primeiro computador (sigla em inglês para integrador e computador numérico eletrônico), com 18.000 válvulas, 1,5 metro de altura e 24 metros de comprimento. Seus criadores são John Mauchly (1907 - 1980) e John Eckart Jr. (1919). 1947 - Televisão: Inventada vinte anos antes por Philo Taylor Farnsworth (1906 - 1971), a televisão deixa finalmente os laboratórios e invade os lares americanos pela rede RCA. 1947 – Transistor: Os americanos John Bardeen (1908 - 1991) e Walter Houser Brattain (1902 - 1987) criam o transistor. Imagine o mundo sem transistores: não haveria computadores pessoais, telefones celulares, ignição eletrônica nos carros nem relógios de pulso elétricos. 1953 - Estrutura do DNA: O americano James Watson (1928 -) e o inglês Francis Crick (1916 -) descobrem a estrutura do DNA. 1957 - Satélite artificial: A extinta União Soviética lança o Sputnik 1 - uma esfera de 58 centímetros de diâmetro e 84 quilos de peso. Um mês depois, o Sputnik 2 leva ao espaço a cadela Laika. Os dois eventos disparam a corrida espacial com os EUA. 1957 - Estrutura básica da linguagem: O americano Noham Chomsky (1928 -) suspeita que o cérebro humano seja dotado de um "órgão da linguagem" e começa a estudar seu funcionamento. Nesse ano, publica "Estruturas Sintáticas". 1960 - Laser: Einstein já desconfiava de que a luz poderia ser concentrada num único raio. Mas só nesse ano o americano Theodore Maiman (1927 -) constrói o primeiro laser. Entre outros usos, esses raios servem hoje como bisturis na medicina, réguas na ciência e arma militar. 1961 - Quark: O físico americano Murray Gell-Mann (1929 -) propõe que as partículas nucleares são compostas de unidades ainda menores, as chamou quarks. 1967 - Transplante do coração: O cirurgião sul-africano Christiaan Barnard (1922 -) realiza o primeiro transplante de coração com sucesso. Ele impede que o organismo do paciente rejeite o novo órgão driblando o sistema imunológico por meio de drogas que reprimem a defesa do corpo. 1969 - Viagem à Lua: Em 20 de julho, o astronauta americano Neil Armstrong (1930 -) deixava uma pegada humana no satélite da Terra. 1969 - Internet: Militares americanos criam um sistema de comunicação por computador com o objetivo de descentralizar a rede de defesa dos Estados Unidos, o Arpanet. Hoje, a internet pluga milhões de cidadãos do mundo inteiro. 1972 - Realidade Virtual: Chega ao mercado o primeiro videogame, o Odissey, desenvolvido pela empresa Magnavox. A disseminação da multimídia para computadores domésticos vai tornando os ambientes virtuais cada vez mais sofisticados. Hoje é usada nas indústrias e na robótica. 1977 - Microcomputador: Steven Jobs e Stephen Wozniak apresentam o primeiro computador pessoal, chamado Apple II. Ele já vem todo montado. O fato inaugura a era dos computadores domésticos, que dispensam habilidades técnicas especiais por parte do usuário. 1981 - Ônibus espacial: Os americanos lançam a primeira nave espacial parcialmente reutilizável. No dia 12 de abril, o Columbia sobe para uma missão de 2 dias e 8 horas. Hoje, os astronautas dos ônibus espaciais passam mais de 15 dias no espaço, consertando aparelhos como o telescópio espacial Hubble, realizando experiências científicas e observando a Terra. 1997 - Clonagem: O embriologista escocês Ian Wilmut pega uma célula de ovelha e constrói um animal idêntico ao original. É a primeira vez que se faz a clonagem de um mamífero adulto. O feito suscitou grande debate ético e também grande esperança na produção de novos medicamentos.

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Anexo 4: Princípios da Extropy
Desenvolvido por Max More e Natasha Vita-More, Extropy ou Perpétuo Progresso significa procurar mais inteligência, sabedoria e eficácia em uma vida aberta, com a remoção de preconceitos culturais, biológicos, psicológicos, que limitam as políticas ao desenvolvimento contínuo. Perpetua-se assim a superação das restrições sobre os nossos progressos e possibilidades como indivíduos, como organizações, e como espécie. Crescer em sentidos saudáveis sem limite. Autotransformação: Extropy significa afirmar continuamente a ética intelectual e física com o autoaperfeiçoamento, através da criatividade, do pensamento crítico, da aprendizagem permanente, da responsabilidade pessoal, da proatividade e da experimentação no sentido mais amplo de buscar o aumento fisiológico e neurológico, juntamente com refinamento emocional e psicológico. Otimismo Prático: Extropy meios de abastecimento de ação com expectativas positivas indivíduos e organizações a serem incansavelmente proativos. Adotando um otimismo racional, baseada em ação ou proaction, no lugar de tanto a fé cega e pessimismo estagnante. Intelligent Technology: Extropy projeta e gerencia tecnologias não como fins em si mesmos, mas como meios eficazes. Aplicar a ciência e tecnologia de forma criativa e corajosa para transcender "natural", confinando qualidades de nossa herança biológica, cultura e meio ambiente. Sociedade Aberta: Informação e democracia: Extropy significa apoiar ordens sociais que a liberdade de promover a comunicação, liberdade de ação, experimentação, inovação, questionamento e aprendizagem. Contrariando o controle social autoritário e hierarquia desnecessária e favorecendo o Estado de Direito e a descentralização do poder e responsabilidade. Prefere-se a negociação sobre a luta, de câmbio sobre a extorsão e comunicação através de coerção. A abertura para a melhoria ao invés de uma utopia estática. Extropia ("metas de crescimento para a sociedade") ao longo de utopia ("nenhum lugar"). Auto Direção: Extropy significa valorizar o pensamento independente, a liberdade individual, responsabilidade pessoal, autossuficiência, autorrespeito e respeito paralelo com os outros. Pensamento Racional: Extropy significa favorecer razão sobre a fé cega e questionando sobre o dogma. Significa entender, experimentando, aprendendo, desafiadora e inovadora do que o apego a crenças.

Anexo 5: Declaração Transhumanist
Esta declaração foi desenvolvida pela Associação Mundial Transhumanist: (1) Humanidade será radicalmente modificada pela tecnologia no futuro. Nós prevemos a viabilidade de redesenhar a condição humana, incluindo parâmetros como a inevitabilidade do envelhecimento, as limitações do intelecto humano e artificial, a psicologia imposta, o sofrimento e nosso confinamento no planeta Terra. (2) a investigação sistemática deve ser empregada na compreensão destes desenvolvimentos futuros e suas conseqüências a longo prazo. (3) Transhumanists geralmente pensam que por ser aberta e abrangente das novas tecnologias, temos uma chance melhor de transformá-la em nosso benefício do que se tentar proibir ou proibi-la. (4) Trans-humanistas advogam o direito moral para ampliar o desenvolvimento mental e físico, incluindo a reprodutiva, além das capacidades para melhorar o controle sobre suas próprias vidas. Buscam o crescimento pessoal para além das atuais limitações biológicas. (5) No planejamento para o futuro, é necessário levar em conta a perspectiva de um progresso dramático nas capacidades tecnológicas. Seria trágico se os benefícios potenciais não se concretizassem por causa de tecnofobia e proibições desnecessárias. Por outro lado, também seria trágico se a vida inteligente foi extinto por causa de algum desastre ou guerra envolvendo tecnologias avançadas. (6) Nós precisamos criar fóruns onde as pessoas possam debater racionalmente o que precisa ser feito e uma ordem social em que as decisões responsáveis possam ser implementadas. (7) Transumanismo defende o bem-estar de toda a senciência (quer em inteligência artificial, seres humanos, pós-humanos ou animais não humanos) e abrange muitos princípios do humanismo moderno. Transumanismo não apóia qualquer partido, político ou plataforma política.

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Anexo 6: Cosmos
Cosmos foi uma série de TV realizada por Carl Edward Sagan e sua esposa Ann Druyan, produzida pela KCET e Carl Sagan Productions, em associação com a BBC e a Polytel International, veiculada na PBS em 1980. A série Cosmos é um dos mais formidáveis exemplos da amplitude e eficácia que a divulgação científica pode atingir por meios audiovisuais, quando servida por uma personalidade carismática como Carl Sagan e por meios técnicos adequados. A versão escrita deste programa continua a ser o livro de divulgação científica mais vendida da história. Editada recentemente pela Cosmos Studios (parte de uma fundação criada para a divulgação científica), a versão DVD da série disponibiliza um total de 780 minutos de material, distribuídos por 13 (treze) episódios de 60 (sessenta) minutos cada.

Figura 24: Cosmos por Carl Sagan. Fonte: carlsagancosmos.blogspot.com

Os materiais incluídos na edição DVD foram revistos pelo próprio Carl Sagan e pela sua esposa e ajudante Ann Druyan, e após cada episódio encontrará uma apresentação das atualizações e novas descobertas científicas feitas nas matérias expostas desde o lançamento original da série nos anos 80. A partir de março de 2008 o canal brasileiro TV Escola começou a reapresentar. O cientista brasileiro Marcelo Gleiser apresentou em 2006, no Fantástico, uma série denominada Poeira das Estrelas, um programa de divulgação científica feito nos moldes de Cosmos, segundo Gleiser, o nome de tal série foi dada graças a uma frase dita por Carl Sagan na série Cosmos dizendo que: "Todos nós somos seus filhos", “Somos todos poeira das estrelas”.

Anexo 7: Discovery Channel
Discovery Channel é o maior produtor-comprador de documentários do mundo.
Tabela 9: Documentários Discovery Channel Nº 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 Documentários Discovery Channel África - A Origem Do Homem O Corpo Humano O Passado Catastrófico Da Terra Tudo Sobre Pirâmides Destino Marte Vida Em Marte Em Júpiter Sol Selvagem O Futuro Da Via Láctea Ônibus Espacial Hubble - Segredos Do Espaço Bactérias Cérebro Vírus Tudo Sobre o Poder dos Genes Tudo sobre Eletricidade Tudo Sobre Incerteza Oceanos O Mundo dos Insetos Polvo, Água-viva e Límulos Compreendendo a Eletricidade As Raízes da Religião

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23 O Sistema Feudal - Castelos em Guerra 24 Impérios da África Antiga 25 Elementos da Biologia: Ecossistemas 26 Era Glacial: Temperaturas Extremas 27 Transtornos Alimentares 28 O Mundo do Neandertal 29 O Sistema Motor - O Olho 30 Ameaça dos Mares 31 Biomas - Climas Extremos 32 No Tempo dos Dinossauros 33 Segredos Genéticos 34 Ártico Selvagem 35 O Golfo em Perigo 36 Outros Metais 37 Expansão da Ásia - Tesouros e Viagens 38 Bill Nye e a Energia 39 Civilizações: A Queda do Poder 40 Por dentro das pirâmides 41 Controle de Peso - Sistema Digestivo 42 Reforma a Qualquer Custo 43 Billy Ney: Arquitetura e Engenharia 44 Cefalópodes 45 Liderança Turbulenta Tabela 9: Documentários Discovery Channel. Fonte: http://www.documentarios.org/serie/detalhar/5/discovery_na_escola

Tabela 10: Séries Discovery Channel Nº Séries Discovery Channel 1 MythBusters - Caçadores de Mitos 2 A Fábrica 3 Pronto Socorro - histórias de emergência 4 Megaconstruções 5 Como é Possível? 6 Como Se Faz 7 O Segredo das Coisas 8 Discovery na Escola 9 Assombrações 10 Hora Selvagem 11 A Super Câmera 12 2057 13 Grandes Missoes da NASA 14 Man Made Marvels HII-A Space Rocket 15 Neanderthal 16 Serpentes 17 The Ultimate Guide Human ok 18 Understanding Time (sem legendas) 19 Filmes - Encounters at the End of the World 20 The Real Eve Tabela 10: Séries Discovery Channel. Fonte: http://dsc.discovery.com

Anexo 8: History Channel
History, anteriormente conhecido como The History Channel é um canal de televisão norteamericano por assinatura cuja programação se vira essencialmente a conteúdos de teor histórico, se bem que alguns dos programas têm componentes atuais. History está disponível na maior parte das ofertas televisivas pagas. O History promove uma programação de teor histórico. As produções mais mediáticas são Cities of the UnderWorld (Cidades debaixo de Terra PT, Cidades Ocultas BR), The Universe (O Universo), Modern Marvels (Maravilhas Modernas), Mega Disasters (Mega Desastres), Man, Moment, Machine (O Homem, O Momento, a Máquina), Ice Road Truckers (Desafio Debaixo de Zero PT, Caminhoneiros do Gelo BR) , American Eats (A Cozinha Americana), Life After People (O Mundo sem Ninguém), Food Science (Ciência dos Alimentos), Misteryquest, Monsterquest, Caçadores de Óvnis.

Anexo 9: O Universo

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O Universo é cheio de explosões que tanto criam como destroem. Este programa traz uma lista das dez maiores e mais poderosas que já atingiram o cosmos. Desde o chamado "Impacto de Chicxulub" na península de Yucatán, que pode ter sido responsável pela extinção dos dinossauros há 65 milhões de anos, até a explosão que deu início a tudo: o Big Bang.
Tabela 11: 1ª Temporada O Universo Nº 1ª Temporada - O Universo 1 Além do Big Bang 2 Os Segredos do Sol 3 Marte: O Planeta Vermelho 4 O Fim da Terra 5 Júpiter: o Planeta Gigante 6 A Lua 7 Espaçonave Terra 8 Mercúrio e Vênus: Os Planetas Interiores 9 Saturno: O Senhor dos Anéis 10 Galáxias Distantes 11 Vida e Morte das Estrelas 12 Planetas Exteriores 13 Lugares Perigosos do Universo 14 Procura pelo E.T. Tabela 11: 1ª Temporada O Universo. Fonte: http://www.history.com/shows/the-universe/episodes Tabela 12: 2ª Temporada O Universo Nº 2ª Temporada – O Universo 1 Planetas Alienígenas 2 Buracos Cósmicos 3 Mistérios da Lua 4 A Via Látea 5 Luas Alienígenas 6 Matéria Escura 7 Astrobiologia 8 Viagem Espacial 9 Supernovas 10 Constelações 11 Mistérios Inexplicados 12 Colisões Cósmicas 13 Colonizando o Espaço 14 Nébulas 15 Climas Selvagens do Cosmo 16 As Maiores Coisas do Universo 17 Gravidade 18 O Fim do Universo Tabela 12: 2ª Temporada O Universo. Fonte: http://www.history.com/shows/the-universe/episodes Tabela 13: 3ª Temporada O Universo Nº 3ª Temporada – O Universo 1 Desastres Espaciais 2 Universos Paralelos 3 Sexo no Espaço 4 Rosto dos ETS 5 Cometas e Meteoros Mortais 6 Viver no Espaço 7 Detendo o Armagedon 8 Velocidade da Luz 9 Outras Terras 10 Fenômenos Estranhos 11 Fenômenos Cósmicos 12 Limites do Espaço Tabela 13: 3ª Temporada O Universo. Fonte: http://www.history.com/shows/the-universe/episodes Tabela 14: 4ª Temporada O Universo Nº 4ª Temporada – O Universo 1 Estrelas da Morte 2 Quando a Lua Desapareceu 3 Caiu do Espaço 4 As Maiores Explosões do Universo 5 A Caçada por Planetas com Anéis 6 Dez Modos de Destruir a Terra

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7 Em Busca dos Aglomerados Cósmicos Guerras no 8 Espaço 9 O Universo Líquido 10 Pulsares e Quasares 11 Ciência: Ficção e Realidade 12 Energia Extrema Tabela 14: 4ª Temporada O Universo. Fonte: http://www.history.com/shows/the-universe/episodes

Tabela 15: 5ª Temporada O Universo Nº 5ª Temporada – O Universo

7 Maravilhas do Sistema Solar 1 2 Marte: A nova evidência 3 Tempestade Magnética 4 Travel Time 5 Segredos das sondas espaciais 6 Attack asteróide 7 Eclipse Total 8 Future Dark of the Sun Tabela 15: 5ª Temporada O Universo. Fonte: http://www.history.com/shows/the-universe/episodes

Anexo 10: Arquivos Extraterrestres
Série History Channel em 21 (vinte e um) episódios de 45 (quarenta e cinco) minutos cada.
Tabela 16: Episódios Arquivos Extraterrestres Nº Episódios Arquivos Extraterrestres 1 Engenharia Alienígena - Parte 01 2 Engenharia Alienígena - Parte 02 3 Segredos de Óvnis das Caixas Pretas 4 O Roswell Chinês 5 Os Caçadores de Ovnis 6 O Roswell do México 7 O Acidente no Texas 8 O Roswell da Inglaterra 9 O Roswell Brasileiro 10 UFOs na Rússia 11 Hangar 18 12 Encontros Alienígenas 13 Acidente no Texas 14 Alerta Vermelho - OVNIs nas Profundezas 15 Contatos nos anos 70 16 Mutilação de Animais 17 O Dia Seguinte a Roswell 18 O Plano dos Seres Cinza 19 O Roswell do Canadá 20 O Triângulo da Bermuda do Pacífico 21 Os OVNIs e a Casa Branca Tabela 16: Episódios Arquivos Extraterrestres Fonte: http://www.documentarios.org/serie/detalhar/265/cacadores_de_ovnis

Anexo 11: Os Caçadores de Óvnis
Série do History Channel onde um grupo de especialistas de diferentes áreas seguem pistas em busca da verdade. Arquivos de vídeos inéditos, documentos secretos e testemunhos em primeira mão separam a ficção da realidade. A mostra segue com numerosas investigações forenses (referidas como "casos" no início de cada episódio), liderada por William J. Birnes e sua equipe de especialistas: pesquisador e mergulhador Pat Uskert, engenheiro mecânico e MIT pesquisador Ted Acworth, e biólogo de

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investigação Jeff Tomlinson. Na segunda temporada, Tomlinson partiu. Na terceira temporada, Acworth foi substituído pelo engenheiro mecânico Kevin Cook. O show investiga casos UFOs, como o de Roswell, incidente no Novo México envolvendo um óvni e outros famosos avistamentos ao longo da história. O tema de abertura "The Only One" foi realizada pela banda Operador. Mais tarde a canção foi removida e o tema de abertura foi alterado.
Tabela 17: Episódios Caçadores de Óvnis Nº Episódios Caçadores de Óvnis 1 Abduções Alienígenas 2 Incidente antes de Roswell 3 OSNIs 4 A Nasa e os Discos Voadores 5 Queda e Resgate de um Ovni 6 OVNIs Vs Militares 7 Contato em Stephenville 8 Contatos Alienígenas 9 Combates Aéreos com OVNIs 10 Policiais Vs OVNIs 11 Código Vermelho 12 Engenharia Copiada 13 Explosão no Interior 14 Luzes no Arizona 15 Precipitação Radioativa 16 Primeiro Contato 17 Tempestade de Ovnis 18 Emergência de OVNIs 19 Área 51 20 A Verdade sobre Roswell 21 Aliens nos Aeroportos 22 Vórtices 23 Invasão em Illinois 24 Ovnis Gigantes 25 Área 51 Submarina 26 Arquivos Perdidos de OVNIs 27 OSNIs 28 Restos de OVNIs 29 Starchild 30 Ufos Nazistas 31 Vigilância OVNI 32 Presença obscura 33 Primeira Resposta 34 Os Silenciadores 35 Área 52 36 Abate Extraterrestre 37 Triângulos Voadores Tabela 17: Episódios Caçadores de Óvnis Fonte: http://www.documentarios.org/serie/detalhar/265/cacadores_de_ovnis

Figura 25: Os Caçadores de Óvnis. Fonte: Facebook.com

Anexo 12: Nova

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O Universo Elegante: Supercordas, Dimensões Ocultas, e a Busca pela Teoria Final (título original: The Elegant Universe: Superstrings, Hidden Dimensions, and the Quest for the Ultimate Theory) é um livro do físico Brian Greene de 1999 que introduz à teoria das cordas, fornecendo uma explicação em linguagem simples e não técnica da teoria, bem como suas inconsistências. O Universo Elegante foi adaptado para um programa com duração de 3 (três) horas divididos em três partes para transmissão televisiva como parte da série NOVA da PBS em 2003. Uma viagem emocionante para um mundo mais estranho que a FC, onde você joga quebrando as regras, onde uma nova visão do universo empurra-o para além dos limites da sua imaginação. Este é o mundo da teoria das cordas, uma forma de descrever todas as forças e a matéria, do átomo a Terra, até ao fim das galáxias. Do início dos tempos ao seu final. Tudo em uma única teoria, a Teoria de Tudo. O guia para este bravo novo mundo é Brian Greene, físico e autor de best-sellers, que poderá ajudar a resolver os grandes mistérios da Física Moderna, baseada em dois conjuntos de leis, que não concordam entre si. Tenta-se resolver esta contradição que iludiu até Einstein, transformando-a na sua busca final. Pode-se estar finalmente no limite de uma grande descoberta. A solução são cordas, pequenos pedaços de energia vibrando como as cordas de um violoncelo, uma sinfonia cósmica no coração de toda a realidade, mas vem com um preço: universos paralelos e 11 (onze) dimensões, a maioria delas você nunca viu. Uma coisa é certa. A Teoria das Cordas já está a mostrar que o universo poderá ser muito mais estranho do que qualquer um sequer imaginou.

Anexo 13: BBC
Tabela 18: Documentários BBC Nº Documentários BBC 1 Absolute Zero 2 Como Pirâmides Perdidas de Caral 3 Ateísmo, Uma Breve História da Descrença 4 Átomo 5 Conhecimento Perigoso 6 A Luta Darwin Evolução A Origem das Espécies 7 Dia Em Que A Terra Parou 8 A História da Terra 26 O Debate Darwin 27 O Corpo Humano 28 O Planeta Terra 29 A História dos Satélites 30 O Céu à Noite 31 Trek espionar o Wildebeest 32 Visões do Futuro 33 Caminhando com Bestas 34 O que Darwin não soube 35 Selvagem - China 36 Selvagem - África 37 Selvagem - Caribe 38 Selvagem - Indonésia 39 Selvagem - América do Sul 40 O Clima Selvagem 41 Horizonte - Planeta Alergia 42 Horizonte - Uma Experiência para Salvar o Mundo 43 Horizonte – O Experimento de 6 Bilhões de Dólares 44 Horizonte - O há de Errado com a Gravidade na Terra 45 Panorama BBC - Cientologia e Eu Tabela 18: Documentários BBC Fonte: http://www.bbc.co.uk/bbcfour/documentaries

BBC Space é uma série de documentários de 2001, apresentada por Sam Neil, divida em seis episódios, a série traz imagens fantásticas, refletindo os quão pequenos somos nesse universo cheio de números como bilhões, trilhões, anos-luz. Episódio 01: Matéria Estelar (Star Stuff). Origem do Universo, estrelas e do Sistema Solar, de onde tudo veio? Star Stuff explora as origens da vida no planeta Terra, e chega à conclusão de que nós todos podemos ser aliens. Episódio 02: Permanecendo Vivo (Staying Alive). Sam Neill viaja através do espaço buscando os "assassinos" cósmicos, que podem vir a ameaçar a nossa existência, como asteróides e cometas.

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Episódio 03: Buracos Negros (Black Holes). A destrutiva força que eventualmente, pode destruir a galáxias. Buracos Negros são os monstros do universo, sugando tudo para seu centro denso, de massa e poder. Episódio 04: Estamos Sozinhos? (Are We Alone?). Uma jornada através do cosmos em busca de vida alienígena e as possibilidades de contato. Episódio 05: Novos Mundos (New Worlds). Explora o futuro da humanidade em longo prazo, um futuro onde nos exploramos o espaço, colonizando novos planetas, fugindo da lenta e invisível, porem real, extinção da vida na Terra, causada pelo aquecimento do planeta. Episódio 06: Ir corajosamente (Boldly Go). Explora as possibilidades em busca de tecnologias que um dia levarão nossas crianças para as estrelas.

Anexo 14: National Geographic Channel
National Geographic Channel (Nat Geo ou NGC) é um canal de televisão de televisão por assinatura destinada à apresentação de documentários, séries e programas educativos sobre ciência, tecnologia, história e meio ambiente. Com o lançamento do NGC International em 1º de setembro de 1997, a National Geographic Society expandiu seus 112 anos de compromisso de divulgar à humanidade a compreensão do mundo. A Society apoia o NGC, fornecendo ao canal acesso a suas fontes, incluindo alguns dos mais renomeados cientistas e documentaristas do mundo, extensa biblioteca de documentários da National Geographic Television e fontes editoriais.

Anexo 15: IMAX
Imagem Maximum (IMAX) é um formato de filme criado pela canadense IMAX Corporation que tem a capacidade de mostrar imagens muito maiores em tamanho e resolução do que os sistemas convencionais de exibição de filmes. Uma tela padrão IMAX tem 22 metros (72 pés) de largura e 16,1 metros (53 pés) de altura, mas podem ser maiores. Desde 2008 IMAX é o sistema mais largamente usado para formatosgrandes e apresentações especiais de filmes. Em Março de 2007, havia 280 cinemas IMAX em 39 países (60% deles localizados no Canadá e EUA). Metade desses são cinemas comerciais e metade são educacionais. Variações do formato tradicional IMAX incluem IMAX Dome (usando uma plateia inclinada), IMAX 3D e IMAX Digital. A mais larga tela de IMAX Dome no mundo são os Big Cinemas IMAX em Mumbai, Índia, com uma área de tela de 1.180 m2 (12.700 pés quadrados). A mais larga tela retangular de IMAX no mundo está localizada no IMAX Theatre Sydney em Sydney, Austrália, de tamanho 1.051 m2 (11.315 pés quadrados). A sala 'Dom Bosco IMAX® Theatre' no Shopping Palladium, traz a Curitiba o sistema 3D digital, com diferenciais que tornam a experiência cinematográfica algo mágico. Um dos grandes diferenciais dessa sala de cinema é a supertela côncova, com 300 m² e imagem de alta definição com 14 mil watts de potência. Custou cinco milhões de dólares. A tela é seis vezes maior do que as tradicionais. A sala do Palladium, que tem 347 lugares e irá exibir filmes em 2D e 3D, é a maior sala IMAX do Brasil. A outra fica no Bourbon Shopping Pompéia, São Paulo, a tela tem 14m de altura e 21m de largura, com 334 lugares, e foi a primeira do Brasil. O espaço, que tem uma geometria personalizada, maximiza o campo de visão, colocando o expectador dentro do filme. O IMAX também poderá receber transmissões de shows, corridas de carros e vários eventos ao vivo. A escolha dos filmes a serem exibidos na sala também inclui longas que não estão no circuito comercial. "A intenção é trazer documentários para a utilização educacional, para unir tecnologia, educação e inovação", salienta o diretor-geral do grupo Dom Bosco, Durval Antunes Filho. Serviço: IMAX Theatre - Shopping Palladium Av. Kennedy, 4121 41 3212-3500 Preço: R$ 30

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Figura 26: 'Dom Bosco IMAX® Theatre'. Fonte: http://www.imaxpalladium.com.br
Tabela 19: Documentários IMAX Nº Documentários IMAX 1 Planeta Azul 2 China: A Aventura do Panda 3 Cosmic Voyage 4 Deep Sea 5 Destiny in Space 6 Fogos de Kuwait 7 Galápagos 8 Hail Columbia 9 Hidden Dimension 10 Into The Deep 11 Primeira Cidade no Espaço: L5 12 América de Mark Twain 13 Missão a Mir 14 Mountain Gorilla 15 Nascar: A Experiência IMAX 16 Segredo da Vida na Terra 17 Estação Espacial 18 Survival Island 19 O sonho está vivo 20 T-Rex: Voltar para o Cretáceo Tabela 19: Documentários IMAX. Fonte: http://www.squidoo.com/imax-ultimate-collection

Anexo 16: O Mundo de Beakman
Programa de ciências com 68 (sessenta e oito) episódios em 8 (oito) discos, e a primeira vista parece meio estranho, com cenários coloridos, efeitos sonoros e muitas experiências visuais. Não é estritamente um programa infantil, ao invés disso, é uma avançada experiência em termos de informação e cultura científica. É também um programa educativo de TV, estrelado pelo ator norte-americano Paul Zaloom. No programa leem-se cartas de telespectadores fictícios, gancho para a realização de experiências (que ensinava como reproduzi-las em casa) e a abordagem divertida de conceitos científicos. Ocasionalmente interpretava cientistas já falecidos, como Alexander Graham Bell, Benjamin Franklin, Bernoulli, Isaac Newton, Albert Einstein, Sphepen Hawking, e tantos outros.

Anexo 17: Átomo
Série com 3 (três) episódios, na qual o Professor Jim Al-Khalili conta a história de uma das mais importantes descobertas da humanidade: de que todo o mundo material é feito de átomos. Episódio 1: Duelo de Titãs (The clash of the titans). Conta o que acontece desde a descoberta do átomo até o desenvolvimento da mecânica quântica. Episódio 2: A chave do Cosmos (The key of the cosmos). Descrevem as mudanças após a descoberta da radioatividade, bomba atômica e o Big Bang. Episódio 3: A Ilusão da Realidade (The illusion of reality). Aborda a possibilidade da existência de Universos paralelos e atividade quântica no vácuo.

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Anexo 18: Nossa Terra
Esta série reúne sete episódios, que trata dos aspectos físicos do planeta, analisando as eras geológicas, os diferentes tipos de rocha e o movimento das placas tectônicas. Episódios: 1. Colisões e Deslizamentos (Pushing and Shoving). É assustador passar por um terremoto, tudo treme, prédios desabam, aparecem rachaduras no chão, pessoas podem morrer e qualquer um que more perto de um vulcão deve estar pronto para fugir. Não é bom estar por perto. 2. Composição das Rochas (Rock Recipes). Todas as joias que se conhece, lindas e caras, são minerais ou vieram de minerais. Joias são apenas alguns de uma variedade incrível de produtos extraídos e fabricados com as rochas. As rochas são a fonte para se encontrar riquezas minerais. Descubra como são feitas as rochas e o que se pode fazer com elas. 3. Erosão (Wear and Tear). Demolir um prédio é rápido, mas mesmo que o homem não toque nele, ele não durará para sempre. As forças da natureza eventualmente provocarão o mesmo efeito. Em construções muito antigas, com o passar de muitos anos, o sol, o vento e a chuva desgastam naturalmente suas características. A erosão é um processo muito lento, mas implacável. 4. Fósseis (Fossils). Todos os seres vivos um dia morrem. Em geral, seus corpos se decompõem e viram pó. Mas às vezes deixam para trás algo que pode durar milhões e milhões de anos. Quando você pega um fóssil, tem na mão um pedaço de um mundo perdido. Como era aquele mundo? Como era seu ambiente? Tudo que sabemos do passado, como a era dos dinossauros ou a dos peixes, ou a era do gelo, chegou até nós pelas rochas e pelos fósseis. 5. O Fogo Interno (The Fires Below). A terra abaixo de nossos pés é um mistério, mas de uma coisa temos certeza, ela é muito quente. Em uma mina de um quilômetro e meio de profundidade, a temperatura das rochas passa dos 50°C, sem um bom sistema de refrigeração os mineiros não poderiam trabalhar. Quanto maior a profundidade maior é a temperatura, e é de se esperar que ao chegarmos a um determinado ponto, as rochas acabam derretendo. São milhares de graus e rocha derretida é o que sai dos vulcões. O que exatamente existe dentro da Terra? 6. Qual a Idade da Terra? (How Old is It?). Mesmo na antiguidade as pessoas escavavam a Terra, extraíam cobre, estanho, ferro, ouro e pedras preciosas, criando belas joias. Mas nunca suspeitou que a prospecção pudesse revelar um tesouro mais precioso, a história secreta da Terra. E foi escavando a Terra que o homem começou a compreender a idade da Terra. 7. Quem Precisa da Geologia? (Who Needs Geology?). Se você encontrasse uma caverna muito profunda, poderia chegar ao centro da Terra? Qualquer geólogo adoraria poder dizer que sim, seria uma ótima maneira de resolver o mistério do que há lá embaixo. Mas infelizmente isso é impossível. O calor e a pressão no interior da Terra não permitiriam que existisse uma caverna. Ela seria esmagada. Os geólogos precisam usar outros meios de descobrir os segredos do nosso planeta.

Anexo 19: Eram os Deuses Astronautas?
Eram os Deuses Astronautas? (Erinnerungen an die Zukunft, no original alemão) é um livro escrito em 1968 pelo suíço Erich Von Däniken, onde o autor teoriza a possibilidade das antigas civilizações terrestres serem resultados de alienígenas que para cá teriam se deslocado. Von Däniken apresentou como provas ligações entre as colossais pirâmides egípcias e incas, as quilométricas linhas de Nazca, os misteriosos moais da Ilha de Páscoa, entre outros grandes mistérios arquitetônicos. Também cria uma teoria de cruzamentos entre os extraterrestres e espécies primatas, gerando a espécie humana.

Anexo 20: De Aristóteles a Stephen Hawking
Escrito, dirigido e apresentado pelo documentarista grego Paul Pissanos. Busca-se nas respostas uma análise das teorias de filósofos clássicos, incluindo Pitágoras, Protágoras, Platão, Sócrates, Anaxágoras, Aristóteles e Plotino, sobre o “início do mundo”. O box com 12 (doze) episódios divididos em 4 (quatro) DVDs apresenta, além de encenações, a participação de professores e cientistas dos campos da filosofia, física, astrofísica, matemática e teologia, tanto da Grécia quanto de conceituadas universidades internacionais.

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Tabela 20: Episódios De Aristóteles a Stephen Hawking Nº Vol. 1 Ep. 1 Episódios De Aristóteles a Stephen Hawking O Universo teve um começo? A Agonia em demonstrar a estrutura do Universo A teoria do Big Bang/Aristóteles O que veio antes pela lógica? – Acontecimento ou lei? Ep. 2 Hawking, filósofos e leis Materiais estruturais do Universo O que existia antes do início? Ep. 3 O real e o Irreal/O conjunto Vol. 2 Existe Uma Alma Universal? Ep. 4 O Planeta Terra e O Homem O Conceito da Luz nas Antigas Religiões A Procura de Deus Ep. 5 A Evolução e a Degeneração do Mundo A Matéria se Estende ao Espírito ”Inderteminação” e a Fábrica do Universo Ep. 6 É Cosmogonia , Cosmografia ”O Pai, O Filho e a Ciência” O Domínio Universal do Homem Vol. 3 O Que É Deus? Ep. 7 A natureza Universal da Alma A Nulificação do Tempo-Espaço Pensamentos de Aristóteles. Vol. 4 Como Funciona a Natureza? Ep. 10 As Coisas Mais Estranhas da Natureza Olho do Sapo e do Inseto Radar e o Morcego A Teoria de Darwin Ep. 11 Como a Ciência Contemporânea Revela o Universo e o Homem Ep. 12 O Universo Cabe em uma Romã Síndrome Titanic O Fim, Para um Novo Começo Tabela 21: Episódios de Aristóteles a Stephen Hawking. Fonte: http://dvdscientificos.com.br/produto.php?cod_produto=1147722

Anexo 21: Paradoxo de Hawking
Stephen William Hawking é considerado por muitos como o maior físico desde Einstein. Nascido 300 anos após a morte de Galileu, tem como principal campo de estudos os buracos negros. Durante 30 anos defendeu que o buraco negro suga tudo a sua volta e que irradia radiação. A conclusão lógica era que um dia o próprio buraco sumiria. Mas e a informação que ele sugou, some também? Isto ficou conhecido como paradoxo da informação e Hawking defendia que sim, a informação sumia. Mas para seus colegas físicos isto foi uma heresia científica e eles trabalharam para provar que não, e conseguiram. Só que Hawking, em 2003 disse que realmente a informação não some no buraco negro e que ele estava errado. Mas que não acontecia o que os seus adversários diziam. Universos paralelos. Esta era a resposta. Um buraco negro suga tudo para outro universo. Agora ele tenta provar matematicamente sua nova teoria, enquanto está ficando cada vez mais paralisada pela doença ALS.

Anexo 22: Uma Verdade Inconveniente
Documentário dirigido pelo ex-vice-presidente dos EUA, Al Gore, que apresenta uma série de fatos e dados sobre as condições climáticas e o aquecimento global no planeta. Gore transmite a mensagem com bastante eloquência de que é preciso agir com urgência para proteger a Terra e impedir os efeitos catastróficos das mudanças climáticas. Ótimo filme para aprender as causas e consequências do aquecimento global. Dirigido por Davis Guggenhein, e lançado em 2006.

Anexo 23: Quem Somos Nós?
Com a divulgação do filme “Quem Somos Nós?“ (What the Bleep do We Know?), cuja melhor tradução seria “Que droga de coisa é essa que nós somos?”, ou então “O que somos nós?” e não “Quem somos nós”, muita gente teve sua atenção despertada para a física quântica. Física (do

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grego physis, “natureza”) é a ciência da matéria e energia e das interações entre as duas. Destaca-se a física clássica, como a ciência era estudada até o final do século XIX e a física quântica, que utiliza conceitos surgidos no início do século XX, com a mecânica quântica. O adjetivo quântico vem da palavra latina quantum, que indica uma quantidade, algo que pode ser medido ou contado. Também pode ser explicada como: a mais baixa denominação de energia ou de outras quantidades físicas que podem ser intercambiadas. Em português jurídico, indica “quantia ou quantidade determinada”. Na física, ela é um termo geral para unidade indivisível de qualquer forma de energia. Assim, a física quântica ou ondulatória é um conjunto de teorias que incluem os fenômenos da estrutura íntima da matéria: partículas com probabilidades e possibilidades. A mecânica quântica é uma teoria não relativista que descreve a mecânica de sistemas atômicos e subatômicos (que dizem respeito a ou são próprias de sistemas cujas dimensões características são inferiores à dimensão dos átomos). Subatômico, indica o que é relativo a cada um dos constituintes dos átomos, (prótons, nêutrons e elétrons). A dimensão dessas partículas torna relevante o princípio da incerteza, de Heisenberg, assim como a dualidade onda-partícula. O princípio de Heisenberg ou da incerteza (Werner Karl Heisenberg (físico alemão: 1901– 1976)) diz que ao se aumentar a acurácia de medida de uma quantidade observável aumentam as incertezas com as quais outras quantidades possam ser conhecidas. Como se vê, a física quântica trata dos fenômenos da natureza íntima da matéria, até onde nossa percepção de hoje consegue alcançar. Os conceitos de mente, espírito, alma, à luz da física quântica (ou ondulatória) vão ao âmago da matéria, no campo das partículas subatômicas deduzidas hipoteticamente ou encaradas como um constituinte irredutível da matéria. Essa é a nova física que permite entender os fenômenos da espiritualidade. É no campo dessas partículas que atua a mente humana por meio de quadros mentais emotizados. “Emotizar” é um verbo que nós nos vimos obrigados a criar para expressar a necessidade de reproduzir os fenômenos das emoções, tratadas como energia e não como sentimento, abalo afetivo ou moral. No organismo, no campo físico ou mental, quando algum desequilíbrio se revela sob a forma de doença, a origem está nas moléculas, nos átomos e nas partículas que os constituem. Emoção-energia é base da Emotologia. A emoção, que mexe com os campos vibracionais, que geram as ondas, é responsável por toda complexidade. A ligação da física quântica com a Emotologia está no fato de que as imagens emotizadas vão atuar no campo vibracional das partículas elementares (fótons, bósons léptons, mésons, bárions) e partículas subatômicas. As estruturas do sistema límbico em íntima cooperação com o sistema glandular, relacionamse com a estrutura íntima da matéria que cria inúmeras possibilidades, daí as curas que se pode-se conseguir com informações que penetram no sistema límbico. A velha ciência com seu paradigma ensinavam que todos os fenômenos eram de coisas formadas por matéria (monismo materialista defendido pelo biólogo alemão Ernest Haeckel, 1834– 1919). O novo paradigma admite a explicação dos fenômenos pela estrutura mais íntima da matéria e possibilidades criadas pela interação das partículas.

Anexo 24: Maiores Cineastas
1. Stanley Kubrick 1. Dr. Strangelove (1964) 2. 2001: Uma Odisséia no Espaço (1968) 3. A Laranja Mecânica (1971) 4. Full Metal Jacket (1987) 5. O Iluminado (1980) 2. Akira Kurosawa 1. Ran (1985) 2. Os Sete Samurais (1954) 3. Ikiru (1952) 4. Rashomon (1950) 5. Trono Manchado de Sangue (1957) 3. Martin Scorcese 1. Touro Indomável (1980) 2. Taxi Driver (1976) 3. Os Bons Companheiros (1990) 4. Os Infiltrados (2006) 5. A Última Tentação de Cristo (1988)

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4. Ingmar Bergman 1. Persona (1966) 2. A Fonte da Donzela (1960) 3. Morangos Silvestres (1957) 4. Vergonha (1968) 5. Fanny e Alexander (1982) 5. Alfred Hitchcock 1. Psycho (1960) 2. Vertigo (1958) 3. Os Pássaros (1963) 4. Rear Window (1954) 5. North by Northwest (1959) 6. Francis Ford Coppola 1. O Poderoso Chefão (1972) 2. Apocalypse Now (1979) 3. O Poderoso Chefão Parte II (1974) 4. A Conversação (1974) 5. The Cotton Club (1984) 7. Steven Spielberg 1. ET O Extraterrestre (1982) 2. A Lista de Schindler (1993) 3. Contatos Imediatos do Terceiro Grau (1977) 4. Resgate do Soldado Ryan (1998) 5. A Cor Púrpura (1985) 8. Orson Welles 1. Cidadão Kane (1941) 2. Soberba (1942) 3. Touch of Evil (1958) 4. Chimes at Midnight (1965) 5. O Julgamento (1962) 9. Federico Fellini 1. 8 1/2 (1963) 2. La Dolce Vita (1960) 3. La Strada (1954) 4. Satyricon (1969) 5. Amacord (1973) 10. David Lean 1. Lawrence da Arábia (1962) 2. A Ponte do Rio Kwai (1957) 3. Doutor Jivago (1965) 4. Brief Encounter (1945) 5. A Passage to India (1984) 11. Luis Bunuel 1. O Charme Discreto da Burguesia (1972) 2. Esse Obscuro Objeto do Desejo (1977) 3. Belle De Jour (1967) 4. O Anjo Exterminador (1962) 5. A Idade de Ouro (1930) 12. John Ford 1. A Desaparecida (1956) 2. The Man Who Shot Liberty Valance (1962) 3. The Quiet Man (1952) 4. Como Era Verde Meu Vale (1941) 5. Como A Conquista do Oeste (1962) 13. Hayao Miyazaki 1. A Viagem de Chihiro (2001) 2. Princesa Mononoke (1997) 3. Howl's Moving Castle (2004) 4. Meu Vizinho Totoro (1988) 5. Porco Rosso (1992) 14. Elia Kazan 1. On the Waterfront (1954) 2. A Streetcar Named Desire (1951) 3. East of Eden (1955) 4. Viva Zapata! (1952) 5. América, América (1963) 15. Milos Forman

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1. One Flew Over a Cuckoo's Nest (1975) 2. Amadeus (1984) 3. O Povo Vs.. Larry Flint (1996) 4. Homem na Lua (1999) 5. Ragtime (1981) 16. Quentin Tarantino 1. Pulp Fiction (1994) 2. Bastardos Inglórios (2009) 3. Kill Bill (2003-04) 4. Reservoir Dogs (1992) 5. Jackie Brown (1997) 17. Billy Wilder 1. O Apartamento (1960) 2. Sunset Boulevard (1950) 3. Double Indemnity (1949) 4. Stalag 17 (1953) 5. O Lost Weekend (1945) 18. Woody Allen 1. Annie Hall (1977) 2. Manhattan (1979) 3. Hannah e Suas Irmãs (1986) 4. Sweet and Lowdown (1999) 5. A Rosa Púrpura do Cairo (1985) 19. Francois Truffaut 1. Os 400 Golpes (1959) 2. Jules e Jim (1962) 3. Day for Night (1973) 4. O Último Metro (1980) 5. Fahrenheit 451 (1966) 20. Roman Polanski 1. Chinatown (1974) 2. O Pianista (2002) 3. O Bebê de Rosemary (1968) 4. Tess (1979) 5. Repulsa ao Sexo (1965) 21. David Lynch 1. Blue Velvet (1986) 2. Mulholland Drive (2001) 3. O Homem Elefante (1080) 4. Eraserhead (1977) 5. Uma História Simples (1999) 22. Ridley Scott 1. Blade Runner (1982) 2. Alien (1979) 3. Gladiador (2000) 4. Falcão Negro em Perigo (2001) 5. Thelma e Louise (1991) 23. Os irmãos Coen 1. O Grande Lebowski (1998) 2. Fargo (1996) 3. Miller's Crossing (1990) 4. No Country for Old Men (2007) 5. Barton Fink (1991) 24. Tim Burton 1. Ed Wood (1994) 2. Edward Mãos de Tesoura (1990) 3. Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet (2007) 4. Batman (1989) 5.Charlie ea Fábrica de Chocolate (2005) 25. Clint Eastwood 1. Os Imperdoáveis (1992) 2. Million Dollar Baby (2004) 3. As Bandeiras dos Nossos Pais (2006) 4. Mystic River (2003) 5. Letters from Iwo Jima (2006)

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Anexo 25: Maiores Filmes Americanos
Segundo a pesquisa feita pela AFI - American Film Institute, em 1998, o filme americano de maior prestígio é Cidadão Kane, lançado em 1941. Os cem títulos foram escolhidos a partir de uma lista inicial de 400 longas-metragens, por um painel de 1.600 personalidades, maiorias representantes da indústria cinematográfica, intelectuais e um telespectador de cada estado americano.

Tabela 21: Maiores Filmes Americanos Nº Título Ano Diretor

01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39

Cidadão Kane (br) / O mundo a seus pés (pt) O poderoso chefão (br) / O padrinho (pt) Casablanca Touro indomável (br) / O touro enraivecido (pt) Cantando na chuva (br) / Serenata à chuva (pt) ...E o vento levou (br) / E tudo o vento levou (pt) Lawrence da Arábia A lista de Schindler Um corpo que cai (br) / A mulher que viveu duas vezes (pt) O mágico de Oz (br) / O feiticeiro de Oz (pt) Luzes da cidade Rastros de ódio Star wars episódio IV: Uma nova esperança Psicose (br) / Psico (pt) 2001: Uma odisséia no espaço (br) / 2001: Uma odisseia no espaço (pt) Crepúsculo dos deuses A primeira noite de um homem(br) / A primeira noite (pt) A General Sindicato dos ladrões (br) / Há lodo no cais (pt) A felicidade não se compra Chinatown Quanto mais quente melhor As vinhas da ira E. T. o extra-terrestre O sol é para todos A mulher faz o homem (br)/ Peço a palavra (pt) Matar ou morrer A malvada (br) / Eva (pt) Pacto de sangue Apocalypse Now Relíquia macabra O poderoso chefão II (br) / O padrinho II (pt) Um estranho no ninho (br) / Voando sobre um ninho de cucos (pt) Branca de Neve e os sete anões Noivo neurótico, noiva nervosa (br) / Annie Hall (pt) A ponte do rio Kwai (br) / A ponte sobre o rio Kwai(pt) Os melhores anos de nossas vidas O tesouro de Sierra Madre Dr. Fantástico ou: Como eu aprendi a parar de me preocupar e amar a bomba (br) / Dr. Estranho amor: Como eu aprendi a parar de me preocupar e amar a bomba A noviça rebelde (br) / Música no coração (pt) King Kong Bonnie e Clyde Perdidos na noite Núpcias de escândalo (br) / Casamento escandaloso (pt) Os brutos também amam Aconteceu naquela noite Uma rua chamada pecado (br) / Um eléctrico chamado desejo (pt) Janela indiscreta Intolerância

1941 1972 1942 1980 1952 1939 1962 1993 1958 1939 1931 1956 1977 1960 1968 1950 1967 1927 1954 1946 1974 1959 1940 1982 1962 1939 1952 1950 1944 1979 1941 1974 1975 1937 1977 1957 1946 1948 1964

Orson Welles Francis Ford Coppola Michael Curtiz Martin Scorsese Stanley Donen Victor Fleming David Lean Steven Spielberg Alfred Hitchcock Victor Fleming Charles Chaplin John Ford George Lucas Alfred Hitchcock Stanley Kubrick Billy Wilder Mike Nichols Clyde Bruckman, Buster Keaton Elia Kazan Frank Capra Roman Polanski Billy Wilder John Ford Steven Spielberg Robert Mulligan Frank Capra Fred Zinnemann Joseph L. Mankiewicz Billy Wilder Francis Ford Coppola John Huston Francis Ford Coppola Milos Forman David Hand Woody Allen David Lean William Wyler John Huston Stanley Kubrick

40 41 42 43 44 45 46 47 48 49

1965 1933 1967 1969 1940 1953 1934 1951 1954 1916

Robert Wise Merian C. Cooper Arthur Penn John Schlesinger George Cukor George Stevens Frank Capra Elia Kazan Alfred Hitchcock D. W. Griffith

146

50 51 52 53 54 55 56 57 58 59 60 61 62 63 64 65 66 67 68 69 70 71 72 73 74 75 76 77 78 79 80 81 82 83 84 85 86 87 88 89 90 91 92 93 94 95 96 97 98 99 100

O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel (br) / O Senhor dos Anéis: A Irmandade do Anel (pt) Amor, sublime amor (br) / West side story (pt) Taxi driver O franco-atirador (br) / O caçador (pt) M*A*S*H Intriga internacional Tubarão Rocky - Um lutador (br) / Rocky (pt) Em busca do ouro (br) / A quimera do ouro (pt) Nashville O diabo a quatro Contrastes Humanos (br) / A Quimera do Riso (pt) Loucuras de verão (br) / American graffiti (pt) Cabaret (br) / Cabaret, Adeus Berlim (pt) Rede de intrigas Uma aventura na África Os caçadores da arca perdida (br) / Os salteadores da arca perdida(pt) Quem Tem Medo de Virgínia Woolf? (br) Os imperdoáveis (br) / Imperdoável (pt) Tootsie (br) / Tootsie - Quando ele era ela (pt) Laranja mecânica O Resgate do Soldado Ryan Um Sonho de Liberdade (br) / Os Condenados de Shawshank (pt) Butch Cassidy (br) / Dois homens e um destino (pt) O silêncio dos inocentes No Calor da Noite Forrest Gump - O contador de histórias (br) / Forrest Gump (pt) Todos os Homens do Presidente (br) / Os Homens do Presidente(pt) Tempos Modernos Meu Ódio Será Tua Herança (br) / A Quadrilha Selvagem (pt) Se Meu Apartamento Falasse (br) \ O Apartamento (pt) Spartacus Aurora Titanic Easy Rider - Sem destino Uma Noite na Ópera Platoon (br) / Platoon - Os Bravos do Pelotão (pt) 12 Homens e uma Sentença (br) / Doze Homens em Fúria (pt) Levada da Breca (br) / As Duas Feras (pt) O Sexto Sentido Ritmo Louco A Escolha de Sofia Os Bons Companheiros (br) / Tudo Bons Rapazes (pt) Operação França (br) / Os Incorruptíveis Contra a Droga (pt) Pulp Fiction - Tempo de Violência (br) / Pulp Fiction (pt) A Última Sessão de Cinema (br) Faça a Coisa Certa (br) / Não Dês Bronca (pt) Blade Runner - O Caçador de Andróides (br) / Blade Runner,Perigo Iminente (pt) A Canção da Vitória Toy Story - Um Mundo de Aventuras (br) / Toy Story Os Rivais (pt) Ben-Hur

2001 1961 1976 1978 1970 1959 1975 1976 1925 1975 1933 1941 1973 1972 1976 1951 1981 1966 1992 1982 1971 1998 1994 1969 1991 1967 1994 1976 1936 1969 1960 1960 1927 1997 1969 1935 1986 1957 1938 1999 1936 1982 1990 1971 1994 1971 1989 1982 1942 1995 1959

Peter Jackson Robert Wise,Jerome Robbins Martin Scorsese Michael Cimino Robert Altman Alfred Hitchcock Steven Spielberg John G. Avildsen Charles Chaplin Robert Altman Leo McCarey Preston Sturges George Lucas Bob Fosse Sidney Lumet John Huston Steven Spielberg Mike Nichols Clint Eastwood Sydney Pollack Stanley Kubrick Steven Spielberg Frank Darabont George Roy Hill Jonathan Demme Norman Jewison Robert Zemeckis Alan J. Pakula Charles Chaplin Sam Peckinpah Billy Wilder Stanley Kubrick F. W. Murnau James Cameron Dennis Hopper Sam Wood Oliver Stone Sidney Lumet Howard Hawks M. Night Shyamalan George Stevens Alan J. Pakula Martin Scorsese William Friedkin Quentin Tarantino Peter Bogdanovich Spike Lee Ridley Scott Michael Curtiz John Lasseter William Wyler

Tabela 21: Maiores Filmes Americanos. Fonte: Musa, Mariana. Os 100 melhores filmes de ficção-científica da história. Disponível em: <http://www.cineseries.com.br/colunas/listas/os-100-melhores-filmes-de-ficcao-cientifica-da-historia>

Anexo 26: Maiores Filmes Não Americanos
A revista britânica Empire divulgou a relação das 100 melhores produções em língua não inglesa da história do cinema. Na lista figuram apenas dois filmes brasileiros: Cidade de Deus, na 7ª posição e Central do Brasil, na 57ª.

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Tabela 22: Maiores Filmes Não Americanos Nº 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 Título Os Sete Samurais (Shichinin no samurai) O Fabuloso Destino de Amelie Poulain (Le fabuleux destin d‟Amélie Poulain) O Encouraçado Potemkin (Bronenosets Potyomkin) Ladrões de Bicicletas (Ladri di biciclette O Labirinto do Fauno (El laberinto del fauno) A Batalha de Argel (La battaglia di Algeri) Cidade de Deus O Sétimo Selo (Det sjunde inseglet) O Salário do Medo (Le salaire de la peur) A Viagem de Chihiro (Sen to Chihiro no kamikakushi) A Doce Vida (La dolce vita) Metrópolis (Metropolis) A Regra do Jogo (La règle du jeu) Trilogia das Cores: A Liberdade é Azul (Trois couleurs: Bleu)/ A Igualdade é Branca (Trzy kolory: Bialy)/ A Fraternidade é Vermelha (Trois couleurs: Rouge) Deixe Ela Entrar (Lat den rätte komma in) Era uma Vez em Tóquio (Tôkyô monogatari) Trilogia de Apu: A Canção da Estrada (Pather Panchali)/ O Invencível(Aparajito)/ O Mundo de Apu (Apur Sansar) Oldboy (Oldboy) Aguirre, a Cólera dos Deuses (Aguirre, der Zorn Gottes) E Sua Mãe Também (Y tu mamá tambié) Nosferatu (Nosferatu, eine Synphonie des Grauens) Rashomon (Rashômon) O Espírito da Colmeia (El espíritu de la colmena) Vá e Veja (Idi i smostri) O Barco – Inferno no Mar (Das Boot) A Bela e a Fera (La belle et la bête) Cinema Paradiso (Nuovo cinema Paradiso) Lanternas Vermelhas (Da hong deng long gao gao gua) Os Incompreendidos (Les quatre cents coups) Conflitos Internos (Mou gaan dou) Godzilla (Gojira) O Ódio (La haine) M – O Vampiro de Düsseldorf (M) Valsa com Bashir (Vals Im Bashir) A Grande Ilusão (La grande illusion) Decálogo (Dekalog) - Minissérie feita para a TV Roma, Cidade Aberta (Roma, città aperta Cinzas e Diamantes (Popiól i diament) O Samurai (Le samouraï) A Aventura (L‟avventura) Meu Amigo Totoro (Tonari no Totoro) Amor à Flor da Pele (Fa yeung nin wa) País Japão França/Alemanha URSS Itália Espanha/ México/EUA Itália/Argélia Brasil/França Suécia França Japão Itália Alemanha França França/Polônia/Suíça Ano 1954 2001 1925 1948 2006 1966 2002 1957 1953 2001 1960 1927 1939 19931 994 Diretor Akira Kurosawa Jean-Pierre Jeunet Sergei Eisenstein Vittorio De Sica Guillermo del Toro Gillo Pontecorvo Fernando Meirelles Ingmar Bergman Henri-Georges Clouzot Hayao Miyazaki Federico Fellini Fritz Lang Jean Renoir Krzysztof Kieslowski

15 16 17

Suécia Japão Índia

2008 1953 1959

Tomas Alfredson Yasujiro Ozu Satyajit Ray

18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34

Coréia do Sul Alemanha México Alemanha Japão Espanha URSS Alemanha França Itália/França China/ Hong Kong/Taiwan França Hong Kong Japão França Alemanha Israel/França/Suiça/ Alemanha/Finlândia/ Bélgica/Austrália/EUA França Polônia Itália Polônia França Itália/ França Japão Hong Kong/França

2003 1972 2001 1922 1950 1973 1985 1981 1946 1988 1991 1959 2002 1954 1995 1931 200

Park Chan-wook Werner Herzog Alfonso Cuarón F. W. Murnau Akira Kurosawa Victor Erice Elem Klimov Wolfgang Petersen Jean Cocteau Giuseppe Tornatore Zhang Yimou François Truffaut Alan Mak e Lau Wai-keung Ishirô Honda Mathieu Kassovitz Fritz Lang Ari Folman

35 36 37 38 39 40 41 42

1937 1988 1945 1958 1967 1960 1988 2000

Jean Renoir Krzysztof Kieslowski Roberto Rossellini Andrzej Wajda Jean-Pierre Melville Michelangelo Antonioni Hayao Miyazaki Wong Kar Wai

148

43 44 45 46 47 48 49 50 51 52 53 54 55 56 57 58 59 60

Cyrano de Bergerac (Cyrano de Bergerac) Viver (Ikiru) Suspiria (Suspiria) Jules e Jim (Jules et Jim) Dez (Tem) A Queda! As Últimas Horas de Hitler (Der Untergang) As Férias do Sr. Hulot (Les vacances de Monsieur Hulot) Trens Estreitamente Vigiados (Ostre sledované vlaky) Akira (Akira) Touki Bouki (Sem título no Brasil) Tudo sobre Minha Mãe (Todo sobre mi madre) Festa de Família (Festen) Lagaan – Era uma Vez na Índia (Lagaan: Once Upon a Time in India) A Bela da Tarde (Belle de jour) Central do Brasil Persépolis (Persepolis) Terra Natal (Heimat – Eine deutsche Chronik Jean de Florette (Jean de Florette) e A Vingança de Manon (Manon des sources) A Faca na Água (Nóz w wodzie) Oito e Meio (8 ½) O Profeta (Un prophète) Asas do Desejo (Der Himmel über Berlin) Um Cão Andaluz (Un chien andalou) O Tigre e o Dragão (Wo hu cang long) O Silêncio do Lago (Spoorloos) Solaris (Solyaris) O Chamado (Ringu) Fervura Máxima (Lat sau san taam) Persona (Persona) Dez Canoas (Ten Canoes) Caché (Caché) Devdas (Sem título no Brasil) Acossado (À bout de souffle) Os Idiotas (Idioterne) O Clã das Adagas Voadoras (Shi mian mai fu) Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos (Mujeres al borde de un ataque de nervios) Banda à Parte (Bande à part) Mãe Índia (Mother India) O Hospedeiro (Gwoemul) Batalha Real (Batoru rowaiaru) Xala (Sem título no Brasil) Orfeu (Orphée) Conformista (Il conformista) Corra Lola, Corra (Lola rennt) Andrei Rublev (Andrey Rublyov) Cowboys de Leningrado Vão para a América (Leningrad Cowboys Go America) Os Amores de uma Loira (Lásky jedné plavovlásky) Rififi (Du rififi chez les hommes) Adeus, Lênin! (Good Bye Lenin!) O Fantasma do Futuro (Kôkaku kidôtai) O Quarto Homem (De vierde man)

França Japão Itália França França/Irã/EUA Alemanha/ Itália/Áustria França Tchecoslováquia Japão Senegal Espanha/ França Suécia Índia França/Itália Brasil/França França/EUA Alemanha Itália/França/Suíça

1990 1952 1977 1962 2002 2004 1953 1966 1988 1973 1999 1998 2001 1967 1998 2007 1984 1986

Jean-Paul Rappeneau Akira Kurosawa Dario Argento François Truffaut Abbas Kiarostami Olivier Hirschbiegel Jacques Tat Jirí Menzel Katsuhiro Ôtomo Djibril Diop Mambéty Pedro Almodóvar Thomas Vinterberg Ashutosh Gowariker Luis Buñuel Walter Salles Vincent Paronnaud e Marjane Satrapi Edgar Reitz Claude Berri

61 62 63 64 65 66 67 68 69 70 71 72 73 74 75 76 77 78

Polônia Itália/França França/Itália Alemanha/França França Taiwan/Hong Kong/ China/EUA Holanda/França URSS Japão Hong Kong Suécia Austrália França/Áustria/ Alemanha/Itália/EUA Índia França Dinamarca/Suécia/ França/Holanda/ Itália China/Hong Kong Espanha

1962 1963 2009 1987 1929 2000 1988 1972 1998 1992 1966 2006 2005 2002 1960 1998 2004 1988

Roman Polanski Federico Fellini Jacques Audiard Wim Wenders Luis Buñuel Ang Lee George Sluizer Andrei Tarkovsky Hideo Nakata John Woo Ingmar Bergman Rolf de Heer e Peter Djigirr Michael Haneke Sanjay Leela Bhansali Jean-Luc Godard Lars von Trier Zhang Yimou Pedro Almodóvar

79 80 81 82 83 84 85 86 87 88 89 90 91 92 93

França Índia Coreia do Sul Japão Senegal França Itália/França/ Alemanha Alemanha URSS Finlândia/Suécia Tchecoslováquia França Alemanha Japão/EUA Holanda

1964 1957 2006 2000 1975 1950 1970 1998 1966 1989 1965 1955 2003 1995 1983

Jean-Luc Godard Mehboob Khan Bong Joon-ho Kinji Fukasaku Ousmane Sembène Jean Cocteau Bernardo Bertolucci Tom Tykwer Andrei Tarkovsky Aki Kaurismäki Milos Forman Jules Dassin Wolfgang Becker Mamoru Oshii Paul Verhoeven

149

94 95 96 97

Luz (Yeelen) 95 – O Voo do Dragão (Meng long guo Jiang) Delicatessen (Delicatessen)

Mali/Burkina Fasso/ França/Alemanha Hong Kong França

1987 1972 1991 1993 1985 1993 2004

Souleymane Cissé Bruce Lee Marc Caro e Jean-Pierre Jeunet Chen Kaige Akira Kurosawa Yuen Woo-ping Timur Bekmambetov

Adeus Minha Concubina Taiwan (Farewell My Concubine) 98 Ran (Ran) Japão/França 99 99 – Iron Monkey (Sem título no Brasil) Hong Kong 100 Guardiões da Noite (Nochnoy dozor) Rússia Tabela 22: Maiores Filmes Não Americanos. Fonte: http://bistrocultural.com/2607/os-100-melhores-filmes-de-lingua-nao-inglesa.html

Anexo 27: Maiores Animações

Figura 27: Wall-E. Fonte: http://24.media.tumblr.com

Tabela 23: Maiores Animações Nº 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 Título Meu Vizinho Totoro Branca de Neve e os Sete Anões Pernalonga e Papaléguas - O Filme Fantasia Toy Story A Viagem de Chihiro Yellow Submarine As Bicicletas de Belleville South Park: Maior, Melhor e Sem Cortes Robin Hood Bambi Grave of the Fireflies Dumbo Gandahar O Gigante de Ferro Akira The Brave Little Toaster Mowgly, o Menino Lobo When the Wind Blows Pinóquio Whisper of the Heart O Estranho Mundo de Jack e Coraline e o Mundo Secreto Perfect Blue Os Incríveis Watership Down Princesa Mononoke País Japão EUA EUA EUA EUA Japão EUA/Reino Unido Canadá/França/ Inglaterra EUA EUA EUA Japão EUA França EUA Japão EUA EUA EUA EUA Japão EUA Japão EUA Reino Unido Japão Ano 1988 1937 1979 1940 1995 2001 1968 2003 1999 1973 1942 1988 1941 1988 1999 1988 1987 1967 1988 1940 1995 1993 1997 2004 1974 1997 Diretor Hayao Miyazaki David Hand Chuck Jones e Phil Monroe Vários John Lasseter Hayao Miyazaki George Dunning Sylvain Chomet Trey Parker e Matt Stone Wolfgang Reitherman David Hand Isao Takahata Ben Sharpsteen René Laloux Brad Bird Katsuhiro Otomo Jerry Rees Wolfgang Reitherman Jimmy T. Murakami Hamilton Luske e Ben Sharpsteen Yoshifumi Kondo Henry Selick Satoshi Kon Brad Bird Martin Rosen Hayao Miyazaki

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27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50

FormiguinhaZ e Vida de Inseto Persépolis A Ratinha Valente Porco Rosso - O Último Herói Romântico Wall-E Kiriku e a Feiticeira Aladdin O Fantasma do Futuro Beavis e Butt-Head Detonam a América O Senhor dos Anéis A Soldier‟s Tale Ratatouille Aqua Teen Hunger Force Colon Movie Film For Theatres A Revolução dos Bichos FernGully: The Last Rainforest O Gato Fritz Happy Feet: O Pinguim Waking Life e O Homem Duplo Transformers - The Movie Paprika A Bela Adormecida Final Fantasy Tá Chovendo Hambúrguer Heavy Metal

EUA França EUA Japão EUA França/Bélgica/ Luxemburgo EUA Japão/Inglaterra EUA Reino Unido Nova Zelândia EUA EUA EUA Austrália EUA EUA/Austrália EUA EUA Japão EUA EUA EUA EUA

1998 2007 1982 1992 2008 1948 1992 1995 1996 1978 1984 2007 2007 1954 1992 1972 2006 2006 1986 2006 1959 2001 2009 1981

Eric Darnell e Tim Johnson John Lasseter Vincent Paronnaud e Marjane Satrapi Don Bluth Hayao Miyazaki Andrew Stanton Michel Ocelot Ron Clements e John Musker Mamoru Oshii Mike Judge e Yvette Kaplan Ralph Bakshi R.O. Blechaman Brad Bird Matt Maiellaro e Dave Willis Joy Batchelor e John Halas Bill Kroyer Ralph Bakshi George Miller Richard Linklater Nelson Shin Satoshi Kon Clyde Geronimi Hironobu Sakaguchi Chris Miller e Phil Lord Gerald Potterton

Tabela 23: Maiores Animações. Fonte: http://nomundoanimado.blogspot.com/2009/10/as-50-melhores-animacoes-do-mundo.html

Anexo 28: Maiores Filmes do Gênero
Tabela 24: Maiores Filmes do Gênero Nº 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 Título Blade Runner 2001: Uma Odisséia no Espaço (2001: A Space Odyssey) Guerra nas Estrelas (Star Wars) Alien – O 8º Passageiro (Alien) Metropolis O Dia em que a Terra Parou (The Day Earth Sto) O Exterminador do Futuro (The Terminator) Planeta dos Macacos (Planet of the Apes) E.T. – O Extraterrestre (E.T.) Solaris Contatos Imediatos do Terceiro Grau (Close Encounters of the Third Kind) Planeta Proibido (Forbidden Planet) O Império Contra Ataca Viagem à Lua (A Trip to the Moon) Aliens – O Resgate (Aliens) EUA URSS EUA/Reino Unido EUA EUA França EUA/Reino Unido 1982 1972 1977 1956 1980 1902 1986 Steven Spielberg. Andrei Tarkovski Steven Spielberg Fred M. Wilcox Irvin Kershner Georges Méliès James Cameron EUA 1968 Franklin J. Schafner EUA/Reino Unido 1984 James Cameron País EUA/Hong Kong EUA/Reino Unido EUA EUA/Reino Unido Alemanha EUA Ano 1982 1968 1977 1979 1927 1951 Diretor Ridley Scott Stanley Kubrick George Lucas Ridley Scott Fritz Lang Robert Wise

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16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50 51 52

Corrida Silenciosa (Silent Running) Brazil – O Filme (Brazil) Akira Jornada nas Estrelas II: A Ira de Khan (Star Trek II: The Wrath of Kahn) O Vingador do Futuro (Total Recal) Matrix (The Matrix) Tron – Uma Odisséia Eletrônica (Tron) O Enigma de Outro Mundo (The Thing) RoboCop Jurassic Park Invasores de Corpos (Invasion of the Body Snatchers) Laranja Mecânica (A Clockwork Orange) O Quinto Elemento (The Fifth Element) La Jetée O Dorminhoco (Sleeper) A Mosca (The Fly) O Exterminador do Futuro 2: O Julgamento Final (Terminator 2: Judgement Day) Westworld – Onde Ninguém Tem Alma (Westworld) Mad Max 2 (The Road Warrior) O Retorno de Jedi (Return of the Jed) De Volta Para o Futuro (Back to the Future) WALL-E O Planeta Selvagem (The Fantastic Planet) O Homem Que Caiu na Terra (The Man Who Fell to Earth) Daqui a Cem Anos (Things to Come) 20 Milhões de Milhas da Terra (20 Million Miles to Earth) O Segredo do Abismo (The Abyss) Usina de Mostros (Quatermass 2) A Guerra dos Planetas (This Island Earth) Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças (Eternal Sunshine of Spotless Mind) Delicatessen Dark Star O Enigma de Andrômeda (The Andromeda Strain) A Última Esperança da Terra (The Omega Mani) Stalker Tetsuo (Tetsuo: The Iron Man) Fuga de Nova York

EUA/Reino Unido Brasil/Reino Unido Japão EUA EUA EUA/Austrália EUA/Taiwan EUA EUA EUA EUA EUA/Reino Unido França França EUA EUA/Reino Unido/Canadá EUA/França EUA Austrália EUA EUA EUA França/ Tchecoslováquia Reino Unido Reino Unido EUA EUA Reino Unido EUA EUA França EUA EUA EUA Alemanha/URSS Japão EUA/Reino Unido

1972 1985 1988 1982 1990 1999 1982 1982 1987 1993 1978 1971 1997 1962 1973 1986 1991 1973 1981 1983 1985 2008 1973 1976 1936 1957 1989 1957 1955 2004 1991 1974 1971 1971 1979 1989 1981

Steven Spielberg Terry Gilliam Katsuhiro Ôtomo Nicholas Meyer Paul Verhoeven Andy Wachowski e Larry Wachowski Steven Lisberger John Carpenter Paul Verhoeven Steven Spielberg Philip Kaufman Stanley Kubrick Luc Besson Chris Marker Woody Allen Steven Spielberg James Cameron Michael Crichton George Miller Richard Marquand Robert Zemeckis Andrew Stanton René Lalou Nicolas Roeg William Cameron Menzies Nathan Juran James Cameron Val Guest Joseph Newman Michael Gondry Marc Caro Jean-Pierre Jeunet John Carpenter Robert Wise Boris Sagal Andrei Tarkovsky Shinya Tsukamoto John Carpenter e

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(Escape From New York) 53 54 55 56 57 58 59 60 61 62 63 64 65 66 67 O Homem Invisível (The Invisible Man) Veio do Espaço (It Came From Outer Space) Godzilla Vampiros de Almas (Invasion of the Body Snatchers) Minority Report Alphaville Gattaca Fonte da Vida (The Fountain) O Mundo em Perigo (Them!) Videodrome – A Síndrome do Vídeo (Videodrome) Fuga do Século 23 (Logan’s Run) Ghost in the Shell Repo Man – A Onda Punk (Repo Man) Filhos da Esperança (Children of Men) Jornada nas Estrelas VI: A Terra Desconhecida (StarTrek VI: The Undiscovered Country) Outland – Comando Titânio (Outland) O Menino e seu Cachorro (A Boy and his Dog) 70 71 72 73 74 75 76 77 78 79 80 81 82 83 84 85 86 87 88 89 90 91 92 Mad Max Donnie Darko No Mundo de 2020 (Soylent Green) Cubo (Cube) Moon Cidade das Sombras (Dark City) Tropas Estelares (Starship Troopers) O Homem Duplo (A Scanner Darkly) Terra Tranqüila (The Quiet Earth) Os Invasores de Marte (Invaders From Mars) Viagem Fantástica (Fantastic Voyage) Barbarella Fahrenheit 451 Os 12 Macacos (Twelve Monkeys) O Enigma do Horizonte (Event Horizon) Independence Day Viagens Alucinantes (Altered States) As Esposas de Stepford (The Stepford Wives) Serenity Duna (Dune) Primer Viagem ao Mundo dos Sonhos (Explorers) THX 1138 EUA EUA EUA EUA EUA 2005 1984 2004 1985 1971 Joss Whedon David Lynch Shane Carruth Joe Dante George Lucas EUA EUA EUA 1996 1980 1975 Roland Emmerich Ken Hussel Bryan Forbes França/Itália Reino Unido EUA EUA/Reino Unido 1968 1966 1995 1997 Roger Vadim François Truffaut Terry Gilliam Paul W. S. Anderson EUA 1966 Richard Fleischer Austrália EUA EUA Canadá Reino Unido Austrália EUA EUA Nova Zelândia EUA 1979 2001 1973 1997 2009 1998 1997 2006 1985 1953 George Muller Richard Kelly Richard Fleischer Vincenzo Natali Duncan Jones Alex Proyas Paul Verhoeven Richard Linklater Geoff Murphy William Cameron Menzies EUA/ Reino Unido/Japão EUA 1991 Nicholas Meyer 2006 Alfonso Cuarón EUA França/Itália EUA EUA EUA Canadá EUA Japão EUA 2002 1965 1997 2006 1954 1983 1976 1995 1984 Steven Spielberg Jean-Luc Godard Andrew Niccol Darren Aronofsky Gordon Douglas David Cronenberg Michael Anderson Mamoru Oshii Alex Cox Japão EUA 1954 1956 Ishirô Honda Don Siegel EUA 1953 Jack Arnolds EUA 1933 James Whale

68 69

Reino Unido EUA

1981 1975

Peter Hyams L. Q. Jones

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93 94 95 96 97 98 99 100

Star Trek Flash Gordon Heróis Fora de Órbita (Galaxy Quest) Cocoon Stargate O Predador (Predator) O Exterminador do Século 23 (Trancers) Rollerball – Gladiadores do Futuro

EUA EUA/Reino Unido EUA EUA EUA/França EUA EUA Reino Unido

2009 1980 1999 1985 1994 1987 1985 1975

J. J. Abrams Steven Spielberg Mike Rodges Ron Howard Roland Emmerich John McTiernan Charles Band Norman Jewison

(Rollerball) Tabela 24: Maiores Filmes do Gênero. Fonte: http://www.revistabula.com/posts/listas/os-100-melhores-filmes-de-ficcao-cientifica-

Anexo 29: Filmes Examinados

Tabela 25: Filmes Examinados e Selecionados Título do DVD 5 Criaturas e a Coisa 5 Dias para a Morte 9 - A Salvação 10.5 – O Dia em que a Terra não Aguentou 11/9 2012 2019 O Ano da Extinção 10.000 a.C. A Caixa Aeroflux Aliens Antigos: Erich Von Däniken Alien vs Predador 1 e 2 Apocalipse Armagedon Arquivo X, Série Avatar Aviso Mortal A Ameaça A Bússula de Ouro A Chave Mágica A Chave do Universo A Era da Escuridão A Estrada A Experiência A Família do Futuro A Fantástica Fábrica de Chocolate A Ilha A Lenda de Beowulf A Lenda do Tesouro Perdido 1 e 2 A Lenda do Zorro Alice no País das Maravilhas AI - Inteligência Artificial A Liga Extraordinária A Loja Mágica de Brinquedos A Invasão Alerta Máximo A Máquina do Tempo A Mulher Biônica, Série Anaconda 1, 2, 3 e 4 Animatrix A Montanha Enfeitiçada A Odisséia de Alice A Origem A Pedra Mágica A Profecia Celestina As Crônicas de Narnia - Série As Crônicas de Spiderwick

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As Loucas Aventuras de James West As Múmias do Faraó Astroboy As Viagens de Gulliver Atlantis, Série Austin Powers, Série A Viagem de Chihiro Batman, Série BBC Space Odyssey, Série Benjamim Button Blade, Série Bolt Supercão Buz Lightyear Caçadores de Dragões, Série Cidade dos sonhos Clockstoppers – O Filme Contato Alienígena Cloverfield Como Cães e Gatos 1 e 2 Como Trinar o seu Dragão Contatos de 4º Grau Contra o Tempo Corpo Fechado Coração de Tinta - O Livro Mágico Criaturas das Profundezas Cubix Cubo 1, 2 e 3 Chip Dog Deixados para Trás 1, 2 e 3 Delgo Demolidor Desvenduras em Série De Volta para o Futuro 1, 2 e 3 Dia da Destruição Dinotopia, Série Discos Voadores – Evidências Incontestáveis 1,2 e 3 Discovery; Caçadores de Óvnis Discovery: Quando os Dinossauros Reinavam na Terra Discovery: Óvnis – Razões para Acreditar Discovery: Sexto Sentido Discovery: Terra – Um Planeta Fascinante Discovery: Terremotos e Colisões Cósmicas Doom – Porta do Inferno Dragonball Z Duna Eclipse Mortal Efeito Borboleta 1, 2 e 3 Em Busca da Terra do Nunca Encantada Eragon E.T. Eu, Robô Eu Sou a Lenda Exército de Mercenários Exterminador do Futuro 1, 2 e 3 Filhos da Esperança Filhos de Duna Final Fantasy Fim dos Dias Fim dos Tempos Força-G Fonte da Vida Fúria de Titãs Grandes Mistérios do Universo: Viagem no Tempo Harry Potter, Série Heroes, Série Heróis Homem Aranha 1, 2 e 3 Homem de Ferro 1 e 2 Hellboy 1 e 2 Hubble – 15 Anos de Descoberta Hulk, Série Ilha Misteriosa James e o Pêssego Gigante Jimmy Neutron, Série Jogos de Guerra

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Jornada nas Estrelas - A Última Fronteira Jumper Jurassic Park 1, 2 e 3 Kill Bill 1 e 2 King Kong K-Pax Laranja Mecânica Legião Little Robots Lost, Série Lucas - Um Intruso no Formigueiro Megamente Meu Malvado Favorito Meu Monstro de Estimação Minority Report Mistério da Rua 7 Missão Babilônia Mad Max Matrix Matrix Reloaded Matrix Revolutions Máscara Negra 1 e 2 MIB - Homens de Preto MIB 2 - Homens de Preto 2 Miss Potter Monstros vs Alienígenas Mulher-Gato Múmia, Série Mutação 1 e 2 Nanny Mc Phee - A Babá Encantada, Série Naruto - O Filme Nemesis Noite no Museu 1 e 2 O 6º Dia O Alvo - Bem Vindo ao Inferno O Apocalipse O Apanhador de Sonhos O Aprendiz de Feiticeiro O Cavaleiro Sem Cabeça e a Abóbora Assombrada O Corpo O Clone O Código da Vinci O Controle da Mente O Dia Depois de Amanhã O Dia em que a Terra Parou O Dia em que o Mundo Pegou Fogo O Enigma de Andrômeda O Expresso Polar O Filho do Máskara O Fim do Mundo O Guia do Mochileiro das Galáxias O Grande Dave O Grinch O Homem Duplo O Homem sem Sombra O Homem Invisível O Impostor O Justiceiro O Livro de Eli O Mundo Encantado de Gigi O Mundo Imaginário do Dr. Parnassus O Pagamento O Pequeno Príncipe O Perigo Alienígena O Segredo O Segredo do Vale da Lua O Segredo dos Andes O Senhor dos Anéis, Série O Som do Trovão Os Fantasmas do Scrooge Os Irmãos Grimm Os Mosconautas Os Últimos Dias do Planeta Terra Os Thunderbirds O Terno de 2 Bilhões de Dólares O Último Mestre do Ar

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O Vidente O Vôo da Fenix Pandorum Peixe Grande Pequenos Espiões 1, 2 e 3 Pequenos Invasores Ponte Para Terabitia Poseidon Predadores Presságio Python 1 e 2 Quarentena Quarteto Fantástico 1 e 2 Quem Somos Nós Quem Somos Nós - Uma Nova Evolução Refém do Desconhecido Resident Evil 1, 2, 3 e 4 Retrograde Riddick Robôs Rollerball Serenity Sharkboy e Lavagirl Silver Hawl Sinais Skyline – A Invasão Smallville, Série Solaris Soldado Universal 1, 2 e 3 Solomon Kane - O Caçador de Demônios Southland Tales Space Chimps- Micos no Espaço Stardust o Mistério da Estrela Stargate: Linha do Tempo Star Trek Stealth – Ameaça Invisível Stitch, Série Stuart Little 1 e 2 Substitutos Supercão Superman 1, 2, 3 e 4 Superman - O Retorno Supernatural, Sèrie The 4.400, Série The Day After Thor - O Martelo dos Deuses Tin Man - A Nova Geração de Oz Tomb Raider 1 e 2 Tornado Transformers 1 e 2 Tron o Legado Tropas Estelares 2 Uma Verdade Inconveniente Um Cão do Outro Mundo Um Faz de Conta que Acontece Up Altas Aventuras Van Helsing Vanilla Sky Viagem Fantástica Viagem ao Fundo do Mar Viagens Alucinantes Vírus Viagem ao Centro da Terra Vôo United 93 X Man, Série Wall-E Zathura - Uma Viagem Espacial Zentrix Tabela 25: Filmes Examinados. Fonte: New Center Video Lan

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Anexo 30: Roteiro: “A Fantástica História do Último Homem”

Guião

PÓS-APOCALIPSE STOP MOTION – EXTERNA – TARDE: APRESENTAÇÃO DOS PERSONAGENS PLANO GERAL DISTANTE: VIDEO DE SATÉLITE MOSTRANDO A TERRA. APROXIMA-SE ATÉ NEW YORK. NARRADOR: Long Island, New York, Estados Unidos, litoral sul de Connecticut, era a 17ª ilha mais populosa do mundo, à frente da Irlanda, Jamaica e da ilha japonesa de Hokkaido. A sua densidade populacional era de 2.120 habitantes por quilômetro quadrado. Se fosse um estado, a ilha seria o 12º mais populoso e o primeiro em densidade populacional dos Estados Unidos. Isso até o Apocalipse Nuclear de 21 de dezembro de 2012. TRECHOS: THE DAY AFTER, 2012, O DIA DEPOIS DE AMANHÃ FIGURAS: SOUTH HAVEN, BOMBA ATÔMICA, TSUNAME, GUERRA, VASSAMENTO DE ÓLEO COM FOGO. NARRADOR: 2017, na ilha uma das raras cidades sobreviventes no mundo, a pequena South Haven é uma sobrevivente dos ataques nucleares, terremotos, tsunamis, seguidos de guerras e desastres ecológicos. TRECHOS HISTORY CHANNEL: CAÇADORES DE ÓVNIS: VIGILÂNCIA FIGURAS: CASA BRANCA, CASO ROSWELL, BNL VIDEO: PRESIDENTE EISENHOWER NARRADOR: Acreditam os ufólogos existirem bases alienígenas subterrâneas e subaquáticas desde o Acordo na Casa Branca entre Extraterrestres e o Presidente Dwight Eisenhower em 1958. Desde antes do Caso Roswell, a aparição de ufos na região deve-se a existência do BNL - Brookhaven National Laboratory. STOP MOTION - EXTERNA - MANHÃ: LANCHA E PEDESTRES PEQUENOS À BEIRA DA PRAIA FIGURAS: CIDADE-MAQUETE NARRADOR: A vida prossegue nos anos pós-apocalípticos. A cidade tem cerca de 2.770 habitantes, pacata, mas divertida, apesar das altíssimas temperaturas após anos de frio e escuridão. PLANO GERAL: EXTERNA - TARDE: CIDADE-MAQUETE DESTRUÍDA FIGURAS: PÓS-APOCALIPSE, ACAMPAMENTO DOS BONECOS NARRADOR: A cidade surgiu em cima dos escombros nos chamados Anos Negros, sem sol. De um campamento das Forças Armadas aos poucos recepcionou sobreviventes de New York e viajantes do mundo todo procurando um local seguro. FIGURAS: FORÇAS ARMADAS EUA, SOUTH HAVEN NARRADOR: As notícias de que os remanescentes das Forças Armadas dos EUA guarneceriam a localidade proliferaram e a pequena cidade prosperou relativamente segura, lembrando os tempos de paz. PLANO GERAL: EXTERNA - NOITE: CARRINHOS DE BOMBEIROS PEQUENOS NARRADOR: Polícia, Bombeiros e as Forças Armadas sempre de prontidão, haja vista a proliferação de milícias, diante do estado de pânico da população e a desordem institucional. TRECHOS: A ESTRADA NARRADOR: O planeta está extremamente destruído e a população que restou não ultrapassa 250.000 mil em todo o mundo, heróis sobreviventes dos gases tóxicos, da falta de comida, água tentam seguir com suas vidas. PLANO CONJUNTO: INTERNA - NOITE: DELEGACIA DE POLÍCIA, BONECOS MÉDIOS DA POLÍCIA GIF TELEFONE NARRADOR: A polícia recebe mais uma chamada: PLANO GERAL: INTERNA - NOITE: SALA DA MANSÃO DE BARBRA BEACH - BONECO MÉDIO DA MENINA AO TELEFONE NETINHA - Ei policial! Eu e meu irmãozinho vimos um ovni cair na praia. PLANO CINTURA – INTERNA – NOITE – DELEGACIA - BONECO MÉDIO DO DR SGT KEVIN AO TELEFONE SGT KEVIN - Menininha. Tem algum adulto na sua casa? PLANO FIGURA INTEIRA: INTERNA - NOITE: BONECO MÉDIO DO DR ARKADIUS AO TELEFONE NARRADOR: Rapidamente o avô pega o telefone. DR ARKADIUS - Sim agente policial, o Sr. me perdoe, é que minha neta correu ao telefone. PLANO AMERICANO: INTERNA - NOITE: DELEGACIA, BONECO MÉDIO DO SGT KEVIN AO TELEFONE SGT KEVIN GIF TELEFONE - Boa noite Dr., o que ocorre? PLANO AMERICANO: INTERNA - NOITE: BONECO MÉDIO DO DR ARKADIUS AO TELEFONE

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DR ARKADIUS - O Sr. tem que acreditar em mim, como cientista da Aeronáutica, trabalhei na NASA e nunca vi nada parecido. SGT KEVIN - Entendo. Prossiga. PLANO CINTURA: INTERNA - NOITE: BONECO MÉDIO DO DR ARKADIUS AO TELEFONE DR ARKADIUS - Devem vir aqui em BARBRA BEACH com guanições o mais rápido possível. - Um ovni acidentou-se, caiu no mar. PLANO CINTURA: INTERNA - NOITE: BONECO MÉDIO DO SGT KEVIN AO TELEFONE SGT KEVIN - Entendido. Vamos até aí. Até chegarmos permaneçam em suas casas. O CONTATO FIGURA: SOLDADO NO HELICÓPTERO NARRADOR: As Forças Armadas chegam primeiro. PLANO GERAL: EXTERNA - NOITE: BONECOS MÉDIOS DO CORONEL MAX DESCE DO HELICÓPTERO EM DIREÇÃO AO GRUPO CORONEL MAX - Boa Noite Dr. CLOSE UP: EXTERNA - NOITE: BONECO MÉDIO DO DR ARKADIUS DR ARKADIUS - Boa noite Coronel. Venham por aqui, chegaremos à praia. TEN MATIAS - O que realmente aconteceu? DR ARKADIUS - Vimos um ovni cair no mar a uns 300 metros do ancoradouro. CORONEL MAX - Soldados, vasculhem toda a área. PLANO GERAL: EXTERNA - NOITE: CARRINHOS PEQUENOS DA POLÍCIA E FORÇAS ARMADAS NARRADOR: Como Dr. Arkadius era um sobrevivente importante, Polícia, Bombeiros e Paramédicos chegam ao local acelerando os passos para acompanhar os soldados. CLOSE-UP: EXTERNA - NOITE: BONECO MÉDIO DO SGT KEVIN SGT KEVIN - Como podem ter recebido o chamado? PLANO AMERICANO: EXTERNA - NOITE: BONECO DO SUTEN SILAS SUBTEN SILAS - Temos escuta hahahah PLANO AMERICANO: EXTERNA – NOITE: BONECO DO SGT KEVIN SGT KEVIN - Que absurdo! Isso não vai ficar assim... PLANO AMERICANO: EXTERNA – NOITE: BONECO DO TEN MATIAS TEN MATIAS - Vamos. Vamos. PLANO GERAL: EXTERNA – NOITE: GRUPO DE BONECOS MÉDIOS SUBTEN SILAS - Ouvimos um barulho por ali Coronel. PLANO GERAL: EXTERNA – NOITE: BONECO DO CORONEL MAX CORONEL MAX - Rápidos rapazes, verifiquem. PLANO GERAL P/ CLOSE-UP: EXTERNA – NOITE: BONECO DO CABO TONI CHEGA AO GRUPO CABO TONI - Encontramos algo. - Contato. Contato. Encontramos. - Parece um andróide. CONSTATAÇÃO ALIENÍGENA PLANO GERAL: EXTERNA - NOITE: BONECO MÉDIO DO XERIFE HARIS XERIFE HARIS - Coronel, estávamos lhe aguardando. PLANO GERAL: EXTERNA - NOITE: BONECO MÉDIO DO CORONEL MAX CORONEL MAX - Mas o que é isso. PLANO GERAL: EXTERNA - NOITE: POLICIAIS E SOLDADOS, ROBÔ DE MÃOS AO ALTO CABO TONI - Um robô. Ele se comunica.

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CORONEL MAX - Quem é você? PLANO AMERICANO: EXTERNA - NOITE: BONECO MÉDIO DO OFF OFF - Sou uma entidade robótica, faço consertos eletrônicos e estava naquilo que procuram. CORONEL MAX E como conta isso para nós? OFF - Tenho seus principais idiomas no meu banco de dados. Todos aqui sabem que exploramos seu planeta. PLANO GERAL: EXTERNA - NOITE: BONECO MÉDIO DO XERIFE MAX CHEGA XERIFE HARIS - Como é que é? Você é extraterrestre? CLOSE-UP: EXTERNA – NOITE: BONECO DO OFF - Sim. PLANO GERAL: EXTERNA - NOITE: BONECO MÉDIO DO DR ARKADIUS E GRUPO DR ARKADIUS - Mas se isso é verdade, é assombroso. E também ninguém aqui tem conhecimento de que et‟s nos exploram. PLANO OMBRO: EXTERNA - NOITE: BONECO MÉDIO DO CORONEL MAX CORONEL MAX - Homens. Levem-o à base. PLANO GERAL: EXTERNA - NOITE: BONECO MÉDIO DO XERIFE HARIS E GRUPO XERIFE HARIS - Nada disso, a polícia recebeu o chamado e vamos levá-lo. PLANO AMERICANO: EXTERNA - NOITE: BONECO MÉDIO DO CORONEL MAX CORONEL MAX - Vamos ver. Homens, levem-no. PLANO AMERICANO: EXTERNA - NOITE: XERIFE HARIS APONTA O DEDO - A próxima vez que ousar em me desafiar vou enterrar esse seu dedo. O INTERROGATÓRIO PLANO GERAL: EXTERNA - MANHÃ: QUARTEL GENERAL NARRADOR: Os soldados, chocados e apreensivos, chegam ao quartel general. FIGURA: SALA DE INTERROGATÓRIO NARRADOR: Na sala de interrogatório: TRECHOS: O DIA EM QUE A TERRA PAROU PLANO OMBRO: INTERNA – MANHÃ: BONECO DE CORONEL MAX CORONEL MAX - Vamos começar. Especificamente quem é você? PLANO CINTURA: INTERNA - MANHÃ: BONECO MÉDIO DO OFF SENTADO OFF - Uma unidade robótica de geração 10.000 anos à frente de suas tecnologias. PLANO CINTURA: INTERNA - MANHÃ: BONECO MÉDIO DO DR ARKADIUS DR ARKADIUS - Você vem do futuro então? CLOSE UP: INTERNA - MANHÃ: BONECO MÉDIO DO OFF EM MOVIMENTO OFF - Não venho do futuro. PLANO GERAL: INTERNA - MANHÃ: BONECOS MÉDIOS DOS SOLDADOS E DO ROBÔ CORONEL MAX - Pode nos dizer de onde vem? OFF - Venho de Vigus, um planeta terreno em outra Galáxia, chamada por vocês de Triangulum ou NGC 598, a mais de 2 milhões e 400 mil anos-luz. TODOS - Nossa... CORONEL MAX - Mas como pode? Como fazem para viajar a tamanha distância? PLANO OMBRO: INTERNA – MANHÃ: BONECO MÉDIO DO OFF OFF - Temos uma tecnologia muito perigosa. Se não usada com eficiência os danos são irreversíveis. PLANO AMERICANO: INTERNA - MANHÃ: BONECO MÉDIO DO CORONEL MAX CORONEL MAX - Qual é essa tecnologia? PLANO AMERICANO: INTERNA - MANHÃ: BONECO MÉDIO DO OFF E CORONEL MAX OFF - Não posso revelar. - Nos ajude a compreender.

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PLANO OMBRO: INTERNA – MANHÃ: BONECO MÉDIO DO OFF OFF - Certo, vou colaborar, até porque minha segurança de dados está imprudentemente muito baixa. - Vocês chamariam de buraco de minhoca ou portal do espaço-tempo. PLANO CINTURA: INTERNA - MANHÃ: BONECO MÉDIO DO 2ºTEN SILAS SUBTEN SILAS - Nossa, isso existe. Sempre duvidei que fosse possível. CLOSE-UP: INTERNA - MANHÃ: BONECO MÉDIO DO CORONEL MAX CORONEL MAX - Como funciona deixaremos pra o BNL pesquisar, mas queremos saber onde é. PLANO GERAL: INTERNA - MANHÃ: BONECOS DOS SOLDADOS E ROBÔ OFF - Fica na serra do mar, levo vocês. PLANO OMBRO: INTERNA – MANHÃ: BONECO MÉDIO DO CORONEL MAX CORONEL MAX - Havia mais alguém com você naquela nave? CLOSE-UP: INTERNA – MANHÃ: BONECO MÉDIO DO OFF OFF - Não. PLANO GERAL: INTERNA – MANHÃ: BONECO DO DR ARKADIUS DE COSTAS E SOLDADOS DR ARKADIUS - Mas eles existem? PLANO JOELHO: INTERNA – MANHÃ: BONECO DO OFF E SOLDADOS OFF - Sim. Vocês os chamam de greys, pequenos e muito inteligentes. Há também os reptilianos. PLANO OMBRO: INTERNA – MANHÃ: BONECO DO SUBTEN SILAS SUBTEN SILAS - Poxa, então todo esse tempo os ufólogos estavam certos. BIG CLOSE-UP: INTERNA - MANHÃ: BONECO MÉDIO DR ARKADIUS DR ARKADIUS - Na Via Láctea quantas espécies conhece? À PRUMO: INTERNA - MANHÃ: BONECO MÉDIO DO OFF E SOLDADOS OFF - Podemos afirmar que vocês são únicos. BIG CLOSE-UP: INTERNA - MANHÃ: BONECO MÉDIO DO DR ARKADIUS DR ARKADIUS - Desconhecemos ou fomos enganados. PLANO CINTURA: INTERNA - MANHÃ: BONECOS MÉDIOS DO CORONEL MAX CORONEL MAX - Uma conspiração, poucos sabiam. - Vamos levá-lo ao BNL. CLOSE-UP: INTERNA – MANHÃ: BONECO DO DR ARKADIUS DR ARKADIUS - Registre, esse contato é um grande marco para a humanidade. O LABORATÓRIO FIGURA: BNL NARRADOR: Uma escolta militar leva o robô ao Brookhaven National Laboratory. Após uma hora de exames: CLOSE-UP: INTERNA - TARDE: BONECO MÉDIO DOS CIENTISTAS E SOLDADOS DR TERENCE - Vocês trouxeram essa máquina, Mas não conseguimos ligá-la. PLANO CINTURA: INTERNA - TARDE: BONECO MÉDIO DO CABO TONI CABO TONI - Ligá-la? Trouxemos o robô conversando, falava nossa língua e foi interrogado. PLANO GERAL: INTERNA - TARDE: BONECOS DOS CIENTISTAS E SOLDADOS, ROBÔ DEITADO ESTÁTICO DR TERENCE - Aí está a máquina, imóvel. Não há nem sinais elétricos. SUBTEN SILAS - Mas como pode, estava ativo, caminhava e falava. DR SAMUEL - Vocês sabem como ligá-lo? GIF: ROBÔ DESLIGADO CLOSE UP: INTERNA - TARDE: BONECO DO CABO TONI EM MOVIMENTO CABO TONI - Não, mas vamos levá-lo assim mesmo. É uma preciosidade.

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O ANDRÓIDE FIGURA: O EXTERMINADOR DO FUTURO A SALVAÇÃO NARRADOR: Os soldados estão perplexos com o súbito desligamento do robô. PLANO GERAL: EXTERNA – TARDE: AMBULÂNCIA CHEGANDO AO HOSPITAL Enfim a prova concreta da existência de seres extraterrestres, detentores de tecnologias tão avançadas, jamais vistas pelo homem, dignas dos mais inusitados filmes de ficção científica, estava inerte. PLANO GERAL: EXTERNA - TARDE: HOSPITAL E BONECO GRANDE DE SEBASTIAN PLANO FIGURA INTEIRA: STOP MOTION - INTERNA - TARDE: BONECO GRANDE DO SEBASTIAN FIGURAS: IMPLANTES ROBÓTICOS NARRADOR: O Tenente-Coronel Sebastian, especialista em robótica, estava no South Haven Community Hospital, mostrando aos médicos seus implantes robóticos, quando é chamado a apresentar-se ao comando. PLANO GERAL: EXTERNA - TARDE: QUARTEL GENERAL, CARROS E CAMINHÕES FIGURAS: IMPLANTES ROBÓTICOS, OLHOS DIGITAIS NARRADOR: Soldados o trouxeram. Foi muito aplaudido pois era considerado um herói. Chama muita atenção, eis que tinha implantes robóticos nos membros, olhos e inteligência artificial extra. PLANO CONJUNTO: INTERNA - TARDE: BONECOS MÉDIOS DE MAX, ARKADIUS E SEBASTIAN NARRADOR: Em separado foi indagado por Max e Arkadius a respeito do desligamento do robô alienígena. CORONEL MAX - Sabe fazer funcionar esse andróide? SEBASTIAN - Sei e eles também sabem. CABO TONI - Então é mesmo uma conspiração. CLOSE-UP: INTERNA - TARDE: BONECO MÉDIO DO 2ºTEN SILAS SUBTEN SILAS - Quero ver se minha mulher vai acreditar nisso. PLANO CINTURA: INTERNA - TARDE: BONECO MÉDIO DO CORONEL E BASE AO FUNDO CORONEL MAX - Hei vocês, segredo. Não contem a ninguém, nem mesmo no confessionário. - Isso é uma ordem. PLANO GERAL: EXTERNA - NOITE: HELICÓPTEROS VOANDO FIGURAS: POLÍCIA DE SOUTH HAVEN, MESA COM DADOS, LOCAL SECRETO NARRADOR: Nas investigações paralelas da polícia, dados, fotos e vídeos do andróide foram analisados e a prioridade agora é descobrir o local secreto do portal. PLANO CONJUNTO: INTERNA - NOITE: BONECO MÉDIO DO XERIFE HARIS, CARRO DA POLÍCIA XERIFE HARIS - Haha, agora quero ver as Forças Armadas encontrar o local antes de nós. - Meu Deus que calor! SGT KEVIN - Insuportável Xerife. XERIFE HARIS - Encontraram algo? PLANO GERAL: INTERNA - NOITE: BONECOS MÉDIOS CAMINHANDO, DELEGACIA AO FUNDO SGT KEVIN - Já temos pistas da localização da base alienígena. Veja o mapa. - Nestas montanhas, Xerife. XERIFE HARIS - Reúna os homens. PLANO CONJUNTO: INTERNA - NOITE: BONECOS MÉDIOS POLICIAIS - Homens, vasculhem cada pedaço desta cidade infernal. PLANO LONGíNQUO: EXTERNA - NOITE: DIRIGÍVEL VOANDO NARRADOR: Uma força-tarefa policial se dirige até o local da suposta base extraterrestre. NARRADOR: No caminho muita atividade ovni é observada. PLANO LONGÍNQUO: EXTERNA - TARDE: AVIÕES E UFOS VOANDO NARRADOR: A polícia utiliza um dirigível de comunicações e pesquisas e um avião espião. NARRADOR: Flagrada inúmeras interceptações de ufos. Helicópteros e aviões partem do South Haven Regional Airport. O piloto do avião espião: PLANO LONGÍNQUO: EXTERNA - NOITE: AVIÃO ESPIÃO VOANDO PILOTO - Há muitos discos voadores. Que faremos xerife? PLANO CINTURA: INTERNA - NOITE: BONECO MÉDIO DO XERIFE HARIS NA JANELA DA DELEGACIA XERIFE HARIS - Retorne ao aeroporto. Meus melhores homens seguirão por terra. À PIQUE: EXTERNA - NOITE: CARRINHOS POLICIAIS, BOMBEIROS E MILITARES PEQUENOS NARRADOR: No caminho, policiais e militares se encontram. Parece enfim haver colaboração. Todos ficam surpresos com o avistamento de inúmeros óvnis.

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TRECHO: CAÇADORES DE ÓVNIS VIGILÂNCIA NARRADOR: Os habitantes de South Haven ficam estarrecidos com grandioso espetáculo no céu. PLANO GERAL: ÓVNI MERGULHANDO NO AQUÁRIO SGT KEVIN - Vejam, estão mergulhando no mar. CABO TONI - Estão desaparecendo atrás das montanhas. SUBTEN SILAS - Porque estão se reunindo. PLANO AMERICANO DIAGONAL: EXTERNA - NOITE: BONECO MÉDIO DO 1º TEN MATIAS TEN MATIAS - Será que tramam um ataque? OPERAÇÃO CONJUNTA FIGURAS: PORTÃO DO TÚNEL, HANGAR NARRADOR: Adentram com facilidade e se surpreendem com as dimensões das instalações. Encontram verdadeiros hangares, dignos dos maiores aeroportos existentes antes de 2012. PLANO GERAL: EXTERNA - MANHÃ: BONECO MÉDIO DO OFF CAMINHANDO NARRADOR: OFF diz que indicará o local do portão da base, mas devem aguardar até o dia seguinte, porque seu povo está partindo para casa. FIGURA: MONTANHA NARRADOR: Pela manhã a Operação Conjunta encontra um portão nas florestas da Montanha Barns. OFF lhes diz que muitos portões tem apenas a água como camuflagem. FIGURA: MERGULHADORES NARRADOR: Mergulhadores descobrem portões em imagens infravermelhas. Tem-se como certo tratar-se de uma rede de túneis. PLANO OMBRO: INTERNA - MANHÃ: BONECO MÉDIO DO CORONEL MAX CORONEL MAX - Não dá pra acreditar que isso tudo era tão perto de New York. CLOSE UP: EXTERNA - MANHÃ: BONECO MÉDIO DO DR ARKADIUS DR ARKADIUS - Como nunca foram descobertos. CLOSE-UP: EXTERNA - MANHÃ: BONECO GRANDE DO SEBASTIAN SEBASTIAN - Os pesquisadores do BNL sabiam. PLANO CINTURA: EXTERNA – MANHÃ: BONECO MÉDIO DO CORONEL MAX CORONEL MAX - Com toda certeza. Chamem os diretores do BNL para se explicarem. PLANO CINTURA: EXTERNA – MANHÃ: BONECO MÉDIO DO CABO TONI CABO TONI - Hoje mesmo, comandante. GIFS: CIENTISTAS, DISCUSSÃO, HOMEM FUMANDO NARRADOR: Cientistas do BNL negam qualquer conhecimento de tais instalações. No entanto não se mostram surpresos e ficam nervosos ao avistarem Sebastian. PLANO CONJUNTO: BONECOS DE CORONEL MAX E DR TERENCE CORONEL MAX - Nosso herói Sebastian vocês conhecem? CLOSE UP: EXTERNA - TARDE: BONECO MÉDIO DO DR TERENCE DR TERENCE - Oh sim Coronel! Pela TV antes de 2012. CLOSE UP: EXTERNA - TARDE: BONECO MÉDIO DO CORONEL MAX CORONEL MAX - Hum! Sei. CLOSE-UP: EXTERNA - TARDE: BONECO GRANDE DO SEBASTIAN SEBASTIAN - Coronel, eles não vão falar, cumpriam ordens. É plausível manterem o segredo. PLANO AMERICANO: EXTERNA - TARDE: BONECO MÉDIO DO DR ARKADIUS E CORONEL MAX DR ARKADIUS - Temos de averiguar. Em 2012 ninguém considerou o fato de que o terrorismo iria se aproveitar da profética data maia. CORONEL MAX - Os governos não aceitavam o risco 2012. A fé falou mais alto, extremistas munidos com suas bombas até então secretas deflagraram a 3º Guerra Mundial em somente nove dias. PLANO OMBRO: EXTERNA - TARDE: BONECOS MÉDIOS DO DR ARKADIUS - Temos de acionar esse portal. CLOSE-UP: EXTERNA – TARDE: BONECO DO SEBASTIAN E OUTROS AO FUNDO

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SEBASTIAN - Primeiro tragam OFF, vou ligá-lo e em seguida nos conectaremos ao portal. PLANO AMERICANO: MANHÃ: BONECO DO CORONEL MAX E CABO TONI CAMINHANDO CORONEL MAX - Isso mesmo. Homens, tragam OFF imediatamente. CABO TONI - Sim, comandante. PLANO CINTURA: EXTERNA - MANHÃ: BONECO GRANDE DO SEBASTIAN SEBASTIAN - OFF, olá meu velho. PLANO AMERICANO: EXTERNA - MANHÃ: BONECO MÉDIO DO OFF OFF - Sebastian, fui desconectado por meus mentores. PLANO CINTURA: EXTERNA - MANHÃ: BONECO GRANDE DO SEBASTIAN SEBASTIAN - Sei. Mas agora nos ajude. Vamos nos conectar ao portal. BEHEMOTH TRECHO: STARGATE NARRADOR: Nos testes a equipe constata que o portal é de antimatéria e assim sendo só é possível viajar para um universo paralelo. PLANO CONJUNTO: EXTERNA TARDE: BONECO MÉDIO DO SEBASTIAN, SOLDADOS E O ROBÔ SEBASTIAN - Então existe mesmo universo paralelo. PLANO AMERICANO: EXTERNA TARDE: BONECO MÉDIO DO SEBASTIAN, SOLDADOS E O ROBÔ OFF - Exato, esse aqui é o universo paralelo do qual eu vim. PLANO CINTURA LATERAL: EXTERNA TARDE: BONECOS DO DR ARKADIUS, SOLDADOS E O ROBÔ DR ARKADIUS - Incrível, e é totalmente igual, uma réplica? PLANO OMBRO: EXTERNA TARDE: BONECO DO OFF OFF - Sim, exatamente igual em anti-matéria, distante a 1 trilhão de anos luz. - E mais, é bem possível que existam outros ainda não detectados por estarem infinitamente mais distantes. PLANO DISTANTE: EXTERNA TARDE: TODOS OS BONECOS MÉDIOS TODOS - Nossa ... PLANO OMBRO: EXTERNA – TARDE: BONECO MÉDIO DO OFF OFF - Desde os anos 40 os Laboratórios, FBA, CIA e os Homens de Preto chamavam o portal de Behemoth. PLANO OMBRO: EXTERNA - TARDE: BONECOS MÉDIOS DO SEBASTIAN E DR ARKADIUS SEBASTIAN - Ah, nome de criatura fantástica do Livro de Jó da Bíblia. PLANO CINTURA: EXTERNA - TARDE: BONECO MÉDIO DO DR ARKADIUS SE APROXIMANDO DR ARKADIUS - No tradição judaica ortodoxa é o monstro da terra por excelência, em oposição a Leviatã, o monstro do mar, e Ziz, o monstro do ar. TRECHO: STARGATE, ALIENS ANTIGOS NARRADOR: Como teste envia um cão. Procedimentos seguidos à risca. Tudo correu muito bem, o cão viajou e retornou com vida. OFF explica mais detalhes, inclusive que a tecnologia é considerada antiga, de cerca de 10.000 a.C., quando humanos receberam as primeiras visitas. De volta da viagem, a fascinação do grupo passa quando ficam sabendo que todos aqueles ovnis avistados desapareceram. PLANO GERAL: EXTERNA – TARDE: JIPE ATRAVESSA A PONTE PLANO DISTANTE DIAGONAL: EXTERNA – TARDE: BOMBEIROS PELAS RUAS NARRADOR: Sem os ovnis os habitantes de South Haven desfrutam de momentos de paz. Sebastian e Arkadius aproveitam-se de OFF para pesquisar. PLANO AMERICANO: EXTERNA - TARDE: BONECO MÉDIO DO DR ARKADIUS SE APROXIMANDO DR ARKADIUS - Como podem todos desaparecer. O que sabem que ignoramos? PLANO AMERICANO: EXTERNA - TARDE: BONECOS MÉDIOS DO DR SAMUEL E DR ARKADIUS DR SAMUEL - Pode ser isso, veja, o tempo está acelerando. PLANO OMBRO À PINO: INTERNA - TARDE: BONECO MÉDIO DO DR TERENCE DR TERENCE - Mas isso é impossível, vai ver os relógios estão com interferência. PLANO CONJUNTO: INTERNA - TARDE: BONECO MÉDIO DO DR ARKADIUS APONTANDO O CÉU

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DR ARKADIUS - Veja, até mesmo o Sol já está a pino quando não deveria estar. PLANO AMERICANO: EXTERNA – NOITE: BONECO GRANDE DO SEBASTIAN E CORONEL MAX DE COSTAS SEBASTIAN - Detectamos algo inimaginável Coronel, o tempo natural está acelerando em direção ao futuro. CORONEL MAX - O que está me dizendo? SEBASTIAN - Até o momento a diferença é de nanosegundos. CLOSE UP: EXTERNA - NOITE: BONECO MÉDIO DO CORONEL MAX CORONEL MAX - Uma catástrofe. O que pode acontecer se em minutos, horas ou mesmo anos? PLANO OMBRO: EXTERNA - NOITE: BONECO MÉDIO DO DR SAMUEL SE APROXIMANDO DR SAMUEL - Não sabemos. Devemos alertar a população? CLOSE UP: EXTERNA - NOITE: BONECO MÉDIO DO CORONEL MAX CORONEL MAX - Ora, muitas pessoas já devem ter percebido alguma coisa. BIG CLOSE UP: EXTERNA - NOITE: BONECO MÉDIO DO DR TERENCE DR TERENCE - Em nanosegundos somente em laboratório, mas em breve os computadores e as máquinas detectarão e em seguida todos saberão. PLANO LONGÍNQUO: EXTERNA - NOITE: POLÍCIA E QUARTEL GENERAL NARRADOR: Sebastian e Arkadius chegam nervosos ao Comando: CLOSE UP: EXTERNA – NOITE: BONECO GRANDE DO SEBASTIAN SEBASTIAN - Coronel... - Se é a anomalia, o BNL já está aqui. PLANO OMBRO: EXTERNA - TARDE: BONECO MÉDIO DO DR ARKADIUS DR ARKADIUS - O tempo no relógio atômico está influenciado, então há problemas na própria matéria do cosmos. PLANO OMBRO: EXTERNA - TARDE: BONECO GRANDE DO DR SEBASTIN SEBASTIAN - A aceleração parece estar influenciada por uma forte atração gravitacional. CLOSE UP: EXTERNA - TARDE: BONECO MÉDIO DO CORONEL MAX CORONEL MAX - Há perspectiva disto parar? PLANO GERAL: EXTERNA - TARDE: BONECOS MILITARES MÉDIOS, JIPE, ROBÔ, CÃO DR ARKADIUS - Não Coronel. O tempo está se multiplicando a cada nanosegundo, a menor fração de tempo por ele mesmo a cada vez. SEBASTIAN - Vejam os números, é o caus. - Como pode estar acontecendo isso? - Pode nos dizer OFF? CLOSE UP: EXTERNA - TARDE: BONECO MÉDIO DO OFF OFF - O portal absorveu muita energia nesses últimos dias. PLANO CINTURA: EXTERNA - TARDE: BONECO MÉDIO DO DR ARKADIUS E OFF DR ARKADIUS - O portal, só poder ser. CLOSE UP: EXTERNA - TARDE: BONECO MÉDIO DO SEBASTIAN SEBASTIAN - É claro. CLOSE UP: EXTERNA - TARDE: BONECO MÉDIO DO CORONEL MAX CORONEL MAX - Qual sua fonte de energia? CLOSE UP: EXTERNA - TARDE: BONECO MÉDIO DO OFF OFF - Matéria escura Sr. CLOSE UP: EXTERNA - TARDE: BONECO MÉDIO DO DR ARKADIUS DR ARKADIUS - Faz sentido, um buraco de minhoca necessita de colossal energia para dobrar o espaço-tempo. CLOSE UP: EXTERNA - TARDE: BONECO MÉDIO DO SEBASTIAN SEBASTIAN - Algo errado com a brincadeira de Deus.

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PLANO AMERICANO: EXTERNA - TARDE: BONECO MÉDIO DO CORONEL MAX ENCOSTADO NO JIPE CORONEL MAX - Não há dúvida. O mais importante agora é descobrir se o portal resolve o problema que ele criou. PLANO GERAL: EXTERNA - NOITE: BONECOS MÉDIOS MILITARES, ROBÔ, CÃO OFF - Não há o que fazer Srs. SEBASTIAN - Há sim. Vamos passar pelo portal. OFF - Nas atuais condições é muito perigoso. PLANO AMERICANO: EXTERNA - NOITE: BONECO MÉDIO DO CORONEL MAX ENCOSTADO NO JIPE CORONEL MAX - Nossa única esperança. Não temos alternativa, está decidido. PLANO GERAL: EXTERNA - MANHÃ: BONECOS E CARROS PEQUENOS NARRADOR: Cada integrante da operação passa pela última vez em suas casas. Sebastian é o responsável pelas recrutas no quartel. PLANO GERAL: EXTERNA - MANHÃ:, BONECOS GRANDES DO SEBASTIAN, RECRUTAS (BARBIES), CÃES, CAVALO EMPINA SEBASTIAN - Prestem atenção, detectamos uma anomalia no tempo, está acelerando, achamos que o portal causou o fenômeno. PLANO AMERICANO: EXTERNA - MANHÃ: BONECO GRANDE DA DOMINIQUE DOMINIQUE - Sério? Você tá brincando? PLANO CINTURA: INTERNA - MANHÃ: BONECO GRANDE DO SEBASTIAN SEBASTIAN - Desta vez é a coisa mais séria que falei em toda minha vida. PLANO AMERICANO: EXTERNA - MANHÃ: BONECO GRANDE DO DOMINIQUE DOMINIQUE - Quanto tempo nos resta? PLANO CONJUNTO PARA CLOSE UP: EXTERNA - MANHÃ: BONECO GRANDE DO SEBASTIAN SEBASTIAN - Estamos calculando, é que nanosegundos são números gigantes. Os computadores indicam que a matéria escura engolirá nosso sistema solar em 48 horas como num buraco negro. Não haverá mais vida. PLANO OMBRO: EXTERNA - MANHÃ: BONECO GRANDE DA ALEXIA ALEXIA - Santa Maria! A população sabe disso? PLANO GERAL: EXTERNA - MANHÃ: BONECO GRANDE DO SEBASTIAN SEBASTIAN - Xerife Haris deu o alerta neste momento. CLOSE UP: EXTERNA - MANHÃ: BONECO GRANDE DO SEBASTIAN LAURA - Os relógios com certeza marcam a hora normal, já os ligados à satélites não. CLOSE UP: EXTERNA - MANHÃ: CELULAR NAS MÃOS DO BONECO GRANDE DO SEBASTIAN NARRADOR: Toca o celular de Sebastian: SOLDADO SCOTT - Sebastian, de novo o fim. PLANO OMBRO: EXTERNA - MANHÃ: BONECO GRANDE DA ISABELLA ISABELLA - Ahhh Meu Deus! PLANO CONJUNTO: EXTERNA – MANHÃ: TODOS OS BONECOS GRANDES SEBASTIAN - Ele enlouqueceu. CLOSE UP: EXTERNA – MANHÃ: BONECO GRANDE DA LAURA LAURA - Que faremos? CLOSE UP: EXTERNA – MANHÃ: BONECO GRANDE DO SEBASTIAN SEBASTIAN - Vamos sair. Arrumem as coisas. Só o essencial. PLANO CINTURA: EXTERNA – MANHÃ: BONECO GRANDE DA BEATRICE BEATRICE - Vamos pra onde? CLOSE UP: EXTERNA - MANHÃ: BONECO DO SEBASTIAN APONTANDO SEUS IMPLANTES AO CÉU - Sei pra onde vamos.

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A FUGA TRECHO: PRESSÁGIO FIGURA: MERCADO LOTADO PLANO GERAL: EXTERNA – TARDE: CARROS PEQUENOS CIVIS, POLICIAIS, ÔNIBUS, TÁXI, CORREIOS NARRADOR: Na cidade o pânico e a desordem são generalizados, correria nos mercados, postos de gasolina, roubos, saques, suicídios e tentativas de fuga em vão. Em South Haven o seleto grupo organizado para a fuga tem 98 civis e 65 autoridades. NARRADOR: Pessoas e veículos seguem para a Montanha Barhs PLANO OMBRO: EXTERNA - TARDE: BONECO GRANDE DA LAURA SE APROXIMANDO LAURA - Cristo Jesus! PLANO CINTURA: EXTERNA - TARDE: BONECO DA ISABELLA COM MÃOS PARA O ALTO ISABELLA - É o fim dos tempos. PLANO CINTURA: EXTERNA - TARDE: BONECO MÉDIO DO DR SAMUEL DR SAMUEL SE APROXIMANDO - Quem diria mais um Apocalipse. PLANO AMERICANO: EXTERNA - TARDE: BONECO MÉDIO DO XERIFE HARIS XERIFE HARIS - Vamos, Vamos! PLANO GERAL: EXTERNA - TARDE: TRATORES, CAMINHÕES E OPERÁRIOS PEQUENOS NA MONTANHA NARRADOR: Tratores e caminhões da prefeitura abrem trincheiras na floresta. FIGURA: TRINCHEIRAS, TÚNEIS NA MONTANHA NARRADOR: Ali estão soldados preparando a operação de salvamento. PLANO CONJUNTO: EXTERNA - NOITE: BONECO MÉDIO DO CABO TONI E SOLDADOS NO JIPE CABO TONI - Infelizmente, homens e idosos estão excluídos. CORONEL MAX PLANO CORPO INTEIRO: EXTERNA - TARDE: BONECO MÉDIO DO CORONEL MAX - As pessoas da lista que lhe dei? CLOSE UP: EXTERNA - NOITE: BONECO MÉDIO DO CABO TONI, HELICÓPTERO AO FUNDO CABO TONI - Inclusos Coronel. Tudo certo. Os soldados acompanham mulheres e crianças. PLANO AMERICANO: EXTERNA - NOITE: BONECO MÉDIO DO CORONEL MAX CORONEL MAX - Certo, pessoal, não temos tempo para discursos, apenas pedimos que Deus nos proteja e nos abençoe. FIGURA: TÚNEIS NA MONTANHA NARRADOR: Chegam ao portão da base, adentram com alguns veículos e tudo que se possa levar. TRECHO: O DIA EM QUE A TERRA PAROU NARRADOR: Momentos de silêncio, seguidos de choro, mulheres desesperadas porque muitas pessoas não tiveram a rara oportunidade. Passam túneis e adentram a enormes instalações de aço, ferro e lata, vidros e tudo mais, sem qualquer enfeite, propaganda, nada escrito, muito parecido com um sofisticado aeroporto subterrâneo. CLOSE UP: EXTERNA - MANHÃ: BONECOS MÉDIOS DO SEBASTIAN SEBASTIAN - E aí companheiro, pronto pra viajar? CLOSE UP: EXTERNA - MANHÃ: BONECOS MÉDIOS DO OFF OFF - Sim. GIFS: POLÍCIA, SIRENE NARRADOR: Um alerta sonoro automático é ligado. Ninguém sabe ao certo o que está acontecendo fora da base, apenas algumas imagens através de monitores no painel de controle do portal. PLANO GERAL: EXTERNA - MANHÃ: BONECO MÉDIO DO OFF OFF - Há problemas com a fonte de energia. Não podemos utilizá-la. Vamos usar a já armazenada. PLANO GERAL: EXTERNA - MANHÃ: BONECO MÉDIO DO SGT KEVIN SGT KEVIN - Que diferença faz? PLANO CINTURA: EXTERNA - MANHÃ: BONECO MÉDIO DO OFF OFF - A matéria escura está supermassiva,quer recuperar como um buraco negro a colossal energia que o portal utilizou. PLANO AMERICANO: EXTERNA - MANHÃ: BONECO MÉDIO DO DR ARKADIUS DR ARKADIUS - Mas isso leva milhões de anos. PLANO CINTURA: EXTERNA - MANHÃ: BONECO MÉDIO DO SEBASTIAN SEBASTIAN - Não com o tempo como está.

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PLANO AMERICANO: EXTERNA - MANHÃ: BONECO MÉDIO DO CORONEL MAX CORONEL MAX - Temos que achar uma solução. PLANO CINTURA: EXTERNA - MANHÃ: BONECO MÉDIO DO OFF OFF - Ao utilizarmos só a energia armazenada não saberemos pra onde vamos. CLOSE UP: EXTERNA - MANHÃ: BONECO GRANDE DO SEBASTIAN APONTANDO PRO CÉU SEBASTIAN - Só temos uma chance, só uma viagem, não sabemos pra onde. TRECHO: É POSSÍVEL VIAJAR NO TEMPO? PLANO GERAL: INTERNA - TARDE: PORTAL (ESPELHO) NARRADOR: Surge o portal, agora ativo, gigante, fino, como um espelho. PLANO CONJUNTO: INTERNA - TARDE: PORTAL (ESPELHO), TODOS OS BONECOS MÉDIOS OFF - O portal deste hangar transportava discos voadores. - É grande o bastante pra todos irmos numa única viagem. PLANO CINTURA: INTERNA - TARDE: BONECO MÉDIO DO CORONEL MAX CORONEL MAX - Pra onde vamos? PLANO AMERICANO: INTERNA - TARDE: BONECO MÉDIO DO SEBASTIAN SEBASTIAN - Na dúvida defini as coordenadas para o planeta do OFF Vigus, o único planeta terreno com vida que conhecemos além do nosso. PLANO CABEÇA: INTERNA - TARDE: BONECO MÉDIO DA LAURA GIRANDO LAURA - OFF diz que o destino é o universo paralelo, mas não sabemos onde nem quando. PLANO AMERICANO: INTERNA - TARDE: BONECO MÉDIODO XERIFE HARIS XERIFE HARIS - Espera aí. Vai que vamos pra lá, ele é robô, e os alienígenas, moram lá pô. PLANO GERAL: INTERNA - TARDE: BONECO MÉDIO DO SEBASTIAN, GRUPO SEBASTIAN - OFF vai convencê-los a nos receber. PLANO CINTURA: INTERNA - TARDE: BONECO MÉDIO DO XERIFE HARIS XERIFE HARIS - Os caras fugiram porque sabiam o que estava por vir. PLANO AMERICANO: INTERNA - TARDE: BONECO MÉDIO DO SGT KEVIN, GRUPO SGT KEVIN - Não resta dúvida. CLOSE UP: INTERNA – TARDE: BONECO MÉDIO DA LAURA ALEXIA - Será que vão nos atacar? PLANO CINTURA: INTERNA – TARDE: BONECO MÉDIO DO CORONEL MAX CORONEL MAX - Eles sabem o está acontecendo, quem sabe estão nos esperando. PLANO CINTURA: INTERNA – TARDE: BONECO MÉDIO DO SUBTEN SILAS SUBTEN SILAS - Eu não acredito nisso. PLANO CINTURA: INTERNA – TARDE: BONECO MÉDIO DO TEM MATIAS TEN MATIAS - Eu também não. PLANO CINTURA P/ CLOSE UP: INTERNA - TARDE: BONECO MÉDIO DO CORONEL MAX CORONEL MAX - Pois eu acredito e é isso que vamos fazer, mesmo porque não nos resta alternativa. CORONEL MAX - Vamos partir assim como eles fizeram. A ÚLTIMA GUERRA FIGURA: ORAÇÃO, MERCENÁRIOS, ASSASSINO CRUEL NARRADOR: Fazem uma última oração. Depois de alguns discursos e lamentações. PLANO CINTURA: INTERNA - NOITE: BONECO GRANDE DA ALEXIA NARRADOR: Em separado as recrutas começam a questionar como sobreviver tão longe, num lugar desconhecido. ALEXIA - Como confiar num andróide? PLANO CINTURA: INTERNA - NOITE: BONECO GRANDE DA DOMINIQUE COM O NOTEBOOK DOMINIQUE

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- É, e em extraterrestres então? PLANO OMBRO: INTERNA - NOITE: BONECO GRANDE DA ISABELLA ISABELLA - Vou lá fora ver se é verdade o que tão dizendo. PLANO OMBRO: INTERNA - NOITE: BONECO GRANDE DA LAURA LAURA - Não é uma boa ideia. PLANO OMBRO: INTERNA - NOITE: BONECO GRANDE DA BEATRICE BEATRICE - Ah vamos! PLANO CINTURA: INTERNA - NOITE: BONECO GRANDE DA DOMINIQUE COM O NOTEBOOK DOMINIQUE - Ok, só uma olhadinha. PLANO CINTURA: INTERNA - NOITE: BONECO GRANDE DA ALEXIA ALEXIA - Vejam, tem muito vento, mas dá pra caminhar. CLOSE-UP: INTERNA - NOITE: BONECO GRANDE DA ALEXIA ISABELLA - Vou olhar só um pouquinho. CLOSE-UP: EXTERNA - NOITE: BONECO GRANDE DA LAURA LAURA - Cuidado, está vindo em nossa direção. PLANO GERAL: EXTERNA - NOITE: BONECOS GRANDES (BARBIES) NO PORTÃO, VENTO (VENTILADOR) NARRADOR: Quatro meninas são levadas pelos fortíssimos ventos. FIGURA: VENTANIA PLANO GERAL: EXTERNA - NOITE: BONECO DE DOMINIQUE FECHANDO O PORTÃO, VENTO NARRADOR: Dominique, a única sobrevivente corre até o portão e o fecha. PLANO LONGÍNQUO: EXTERNA - NOITE: BONECOS PEQUENOS CIVIS E MILITARES Corre até o grupo e anuncia a tragédia. PLANO GERAL: EXTERNA - NOITE: FUMAÇA, FOGO, MÉDIOS PEQUENOS ATIRANDO (TIROS) NARRADOR: O acidente abala extremamente os civis. Um pequeno grupo ouve tiros e correm em disparada sendo atingidos por soldados que se assustam. PLANO GERAL: EXTERNA - NOITE: FUMAÇA, FOGO, TIROS, BONECOS DERRUBADOS POR ESTACA NARRADOR: Uma rebelião entre civis, a Polícia e as Forças Armadas se inicia, tiros e mais tiros, alguns tentam se proteger em vão e são mortos por soldados. PLANO GERAL: EXTERNA - NOITE: FUMAÇA, FOGO, TIROS, BONECOS AO CHÃO NO PANO VERMELHO NARRADOR: Corpos espalhados pelo hangar. PLANO CONJUNTO: EXTERNA - NOITE: BONECO PEQUENO CIVIL ATIRA E BONECO MÉDIO DO CORONEL DERRUBADO COM ESTACA NARRADOR: Sebastian vê seu amigo Max ser morto. FIGURA: CIVIL MATANDO PLANO GERAL: INTERNA - NOITE: FUMAÇA, FOGO, REFEITÓRIO, BONECO MÉDIO DO SEBASTIAN Os civis pegam as armas dos soldados mortos e partem para o refeitório atirando em todos. CLOSE UP: INTERNA - NOITE: FUMAÇA, FOGO NARRADOR: Os tiros cessam. Sebastian, no canto do hangar, olha e não vê ninguém. PLANO GERAL: INTERNA - NOITE: FUMAÇA, FOGO, CARROS, MOTOS, BARCOS, HELICÓPTEROS NO HANGAR, REFEITÓRIO, BONECO MÉDIO DO OFF ATIRANDO NARRADOR: Do refeitório sai OFF com armas em punho atirando em direção à Sebastian, que corre em direção aos veículos que ali estavam. PLANO GETAL: INTERNA - NOITE: BONECO MÉDIO DO SEBASTIAN ARREMESSA OS CARROS MÉDIOS AO BONECO MÉDIO DO ROBÔ NARRADOR: Vendo que o companheiro também estava descontrolado, usa de sua força em razão dos implantes e joga um por um dos carros em direção à OFF. NARRADOR: OFF sai dos escombros e atira com metradora. As balas acabam, está muito danificado. PLANO CONJUNTO: INTENA – NOITE: FUMAÇA, FOGO, BONECOS MÉDIOS DO OFF E SEBASTIAN - Sou eu, Sebastian. O que aconteceu com todos e com você? PLANO AMERICANO: INTERNA - NOITE: FUMAÇA, FOGO, BONECOS MÉDIOS DO OFF E SEBASTIAN OFF - Muita coisa não pude revelar. Não nos importamos com vocês. SEBASTIAN - Mas porque? OFF - Só estou te contando porque gostei dos humanos. SEBASTIAN - Também sou meio máquina. OFF - Também sou meio alienígena.

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- Meu nome nunca foi OFF, mas gostei do apelido que me deu. PLANO CONJUNTO: INTERNA – NOITE: FUMAÇA, FOGO, BONECOS MÉDIOS DO OFF E SEBASTIAN EM LUTA CORPORAL (SOCOS E CHUTES) NARRADOR: Soltam as armas e partem pra luta corporal. CLOSE UP: INTERNA – NOITE: FUMAÇA, FOGO, BONECO MÉDIO DO SEBASTIAN SOBE NO BONECO MÉDIO DO ROBÔ O andróide é muito forte, mas Sebastian sobe em cima do robô. PLANO CONJUNTO À PINO: INTERNA – NOITE: BONECOS MÉDIOS DO SEBASTIAN ATINGE OS CONTROLES DO ROBÔ COM LAZER VERMELHO E atinge seus controles nas costas com lasers de seus olhos. PLANO CONJUNTO: INTERNA – NOITE: BONECOS MÉDIOS DO SEBASTIAN ATINGE OS CONTROLES DO ROBÔ COM LAZER VERMELHO A máquina aos poucos está desligando. PLANO CONJUNTO: INTERNA – NOITE: BONECO MÉDIO DO SEBASTIAN SOLTA O ROBÔ PLANO GERAL: INTERNA – NOITE: BONECO MÉDIO DO SEBASTIAN NA PAREDE FIGURA: FIM DO MUNDO PLANO CONJUNTO P/ GERAL: INTERNA - NOITE: FRAMES BALANÇADOS, FUMAÇA, LUZES, FOGO NARRADOR: Desligado o andróide, Sebastian tem presa porque todas as estruturas das instalações regem e balançam, não suportarão mais toda a destruição que ocorre fora. PLANO GERAL: INTERNA – NOITE: BONECO MÉDIO DO SEBASTIAN NA PAREDE CLOSE UP: INTERNA – NOITE: BONECO MÉDIO DO SEBASTIAN LIGA BOTÕES E VIRA A CHAVE DO CONTROLE DO PORTAL NARRADOR: Ferido e abalado, Sebastian vai se esquivando nas paredes até chegar ao painel de controle, liga botões e vira uma chave. PLANO GERAL: INTERNA - NOITE: FUMAÇA, FOGO, PORTAL (ESPELHO), BONECO DO SEBASTIAN SE ARRASTANDO POR ESTACA, CONTAGEM REGRESSIVA PLANO GERAL: INTERNA - NOITE: SOM DE CONTAGEM REGRESSIVA DISTORCIDO NARRADOR: Com muita dificuldade se arrasta para o portal, que emite o som da contagem regressiva em números desconhecidos. CLOSE UP: INTERNA - NOITE: PORTAL (ESPELHO), BONECO MÉDIO DO SEBASTIAN NARRADOR: Por um breve momento, olha tudo ao redor tentando entender o que se passou e desaparece. APRESENTAÇÃO DA EQUIPE DE PRODUÇÃO, VOZES, DEDICATÓRIA FIGURA: EQUIPE DE PRODUÇÃO NO ESTÚDIO DA CIDADE-MAQUETE APRESENTAÇÃO DAS CENAS EXCLUÍDAS E ENGRAÇADAS

FIM

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Anexo 28: DVD: Produção Audiovisual: Animação de FC

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