P. 1
Direito Penal I

Direito Penal I

|Views: 1.011|Likes:

More info:

Published by: Aline Moura Fernandes on Sep 20, 2011
Direitos Autorais:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

02/25/2015

pdf

text

original

Sections

  • Aula 1 -Tópicos Introdutórios
  • Aula 2 -Fontes do Direito
  • Aula 3 -Princípios do Direito Penal
  • Aula 4 -Princípios do Direito Penal
  • Aula 5 -Classificação das Infrações Penais
  • Aula 6 -Classificação dos Crimes
  • Aula 7 -Classificação dos Crimes
  • Aula 8 -Características da Lei Penal
  • Aula 9 -Vigência da Lei Penal
  • Aula 10 -Lei Penal no Tempo
  • Aula 11 -Documentário
  • Aula 12 -Territorialidade
  • Aula 13 -Teoria Geral do Crime
  • Aula 14 -Conceitode Crime
  • Aula 15 -Teoria Geral do Crime
  • Aula 16 -Fato Típico
  • Aula 17 -Inter criminis
  • Aula 18 -Tentativa
  • Aula 19 -Crimes que Não Admitem Tentativa
  • Aula 20 -
  • Aula 21 -Exclusão de Ilicitude
  • Aula 22 -Estado de Necessidade
  • Aula 23 -Legítima Defesa

Direito Penal I

Caroline Costa
Prova dia 18/04
1º Semestre - Art.1º a Art.29º
2º semestre - Art.29º a Art.120
3ª Semestre - Art.121º a Art. 213
4ª Semestre - Art. 214º a Art.361
Doutrina
Rogério Grecco
Fernando Capez
Julio Fabrini Mirabetti
Ricardo Antônio Andreucci
Código Penal
Avaliação
1º Prova - 7pts.
Resenha"Dos Delitos e da Penas"
Cesare Biccaria
2º Prova - 7pts.
Análise de documentário " Entre muros e favelas".
Direito Penal I - AULAS DA UNIVIX
quinta-feira, 17 de março de 2011
17:13
Página 1 de Direito Penal I
Tópico Introdutórios
Código de hamurabi 1)
Composição 2)
Vingança Privada i.
Passa a existir um terceiro imparcial que é a figura de Deus, onde este
é Deus, a figura sagrada da época.
Exemplo: Aquele que é afogado e se não morrer
Ordálias de Deus 1)
Vingança divina ii.
Vingança Pública - surge a figura do Estado, más ainda sem um código de Leis,
então, a solução dos conflitos fica ao arbítrio do soberano. Assim como na fase
anterior as penas continuavam sendo punitivas ao corpo, como soterramento,
afogamento ...
iii.
Surge nesta época "Cesare Beccaria" - Ele traz as penas que eram aplicadas e
como as penas que eram aplicadas não resolvem o problema. " O endurecimento
da penas não é certeza da redução da quantidade de crimes."
iv.
Tempos Primitivos a.
Período humanitário - Coincide com a fase da "Revolução Francesa" e com os ideais
iluministas que foram produzidos na época por escritores como Rousseau, Diderot,
D'Alembert, entre outros.
b.
Silva Sanches - São chamadas de velocidade do Direito Penal. i.
Garantias individuais preservadas a)
Garantias processuais penais são cumpridas. b)
A primeira velocidade - toda vez que um indivíduo praticar um crime ele
receberia uma pena privativa de liberdade, entretanto, ele somente recebe
esta pena de privação da liberdade após ter passado pelo devido processo
legal " Due legal process.", ou seja, tem o direito do contraditório e da
ampla defesa, tem o direito de contratar um advogado, tem o direito de ser
recolhido a uma casa de detenção, e os demais direitos relacionados ao
indivíduo.
1)
A segunda velocidade - Toda vez que um indivíduo praticar um crime que
seja tipificado como pena restritiva de direito o mesmo terá as garantias
individuais preservadas, e poderá ter as garantias processuais penais
relativizadas.
2)
Direito penal do inimigo - ao cidadão todas as garantias materiais e
processuais , entretanto, ao inimigo nenhuma garantia. Uma das
características é a punição pelo que ela é, e não pelo que ela fez.
a)
A terceira velocidade - Aquele que é acusado de praticar uma conduta
criminosa, também vai receber uma pena. Nesta os direitos e garantias
processuais não serão assegurados. Não tem direito a proporcionalidade,
de contraditório e ampla defesa, coincide com o direito penal do inimigo de
"Gunther Jackobs" - 1985.
3)
Período Contemporâneo - Direito Penal - 3 velocidades c.
Evolução Histórica 1)
Conceito 2)
Aula 1 - Tópicos Introdutórios
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
07:54
Página 2 de Direito Penal I
Exemplo: Quando o artigo 121 do Código Penal (C.P.) descreve que o indivíduo
que destruir a vida de alguém vai pagar uma pena de reclusão, temos uma
cominação de penas.
i.
Preceito primário da Norma: "Art. 121 - Matar alguém" ii.
Preceito secundário da Norma: "Pena de 6 a 20 anos." iii.
Direito Penal - é o ramo do direito público que tipifica as condutas criminosas, e comina
penas, ou medidas de segurança.
a.
Conceito 2)
Fontes do direito Penal - De onde surge alguma coisa, da produção de alguma coisa. 3)
Fonte de produção - De acordo com o I, Art. 22 da CRFB de 1988 quem produz de forma
privativa matéria sobre o direito Penal é a União.
a.
Imediata - De forma principal na Lei Penal, isto é, Lei criada pela união i.
Mediata (Art. 4 L.I.C.C)- em exceção, caso não exista Lei Penal que trata do
assunto, poderá o julgador buscar os costumes, analogia e nos princípios gerais do
Direito.
ii.
Fonte de conhecimento b.
Página 3 de Direito Penal I
Fontes do direito
De produção - Art. 22, I, CF de 1988,
De conhecimento
Imediato : Lei 1)
Costumeira - Conduta costumeira na vida de uma sociedade; a.
Exemplo: Caso em que a mulher requer autorização judicial para cometer o aborto
(sentimental) por estar gestante resultado de um atentado violento ao pudor
( felação, sexo anal, ou beijo lascivo) que sofreu. Sabemos que é em poucos casos
que ocorre a gravidez e o legislador não prevê a gravidez resultante do "atentado
violento ao pudor" neste caso o Juiz utiliza de analogia para aplicar a Lei. Neste
caso ocorreu a "analogia em bona partem";
i.
Cuidado! Um outro exemplo é o de mulher que destrói a vida de um homem que
mantêm uma relação de companheiro desta, neste caso a relação de companheiro
não é prevista no artigo 61 do Código Penal (CP). Se ocorrer aqui a analogia do
juiz, implica o juiz em cometer algo não permitido no direito penal que é a
"analogia em mala partem";
Analogia - Consiste para um caso não regulado, na utilização de lei que disciplina
hipótese semelhante:
b.
Princípios c.
Mediato : - Artigo 4º da LICC - "Na hipótese de lacuna da Lei o juiz não pode se isentar de
julgar".
2)
Da intervenção mínima: - O direito penal ele deve interferir o mínimo possível na vida
das pessoas. Só deve ser chamado a atuar quando os demais ramos do direito não
tiverem atendendo as necessidades da sociedade. Lembramos que na Constituição
Federal os bens jurídicos protegidos no caput do artigo 5º prevê a "a vida", "a
liberdade",
a.
Proíbe a incriminação de "atitude interna" , ou seja, punir uma pessoa pelo que
ela pensa, punir pela "cogitação" de uma pessoa;
i.
Proíbe a incriminação de conduta que não excede ao âmbito do autor: - O
legislador não pode punir uma conduta que não lesiona mais ninguém do que o
próprio autor. Exemplo: aquele que infringe uma punição a si mesmo, como por
exemplo, cortar um pulso por ter cometido um pecado.
ii.
Proíbe de "estados existenciais": - O legislador não pode punir uma pessoa pelo
que ela é, ou seja, o legislador não pode punir por ser um herege, um católico, um
afro-brasileiro.
iii.
Proíbe de condutas reprováveis socialmente: O legislador não pode punir uma
pessoa por condutas que só são reprovadas moralmente, como por exemplo a
higiênica.
iv.
Da lesividade : - Limita o legislador proibindo-o de legislar sobre alguma hipóteses; b.
Da insignificância ou bagatela: Por este princípio o legislador não deve criar normas para
bens insignificantes, ou seja, de pequena importância aos bens jurídicos protegidos;
c.
Da individualização da pena; d.
Da proporcionalidade; e.
Da personalidade pessoal f.
Da humanidade g.
Da culpabilidade h.
Princípios 3)
Aula 2 - Fontes do Direito
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
08:01
Página 4 de Direito Penal I
Da culpabilidade h.
Página 5 de Direito Penal I
Revisão da aula passada
Responsabilidade objetiva
Filho que pega o carro do pai e comete um crime utilizando o seu veículo, não pode ter como
consequência a punição do filho. No máximo o que pode ocorrer é o pai ser tipificado .
Da insignificância e da bagatela
O direito penal não vai se preocupar com lesões mínimas produzidas por um agente em um
bem jurídico protegido.
Da individualização da pena (Lei 8.072 /90)
Por este princípio a pena deverá ser calculada caso a caso, não é porque várias pessoas
cometerem um crime de forma associado, a pena deverá ser calculada caso a caso, não é
porque as penas concorreram para a prática do mesmo crime que a pena deverá ser igual, o
juiz terá como perspectiva a participação de cada indivíduo e as circunstâncias que incidem em
cada um destes.
"Regras comuns às penas privativas de liberdade "
"Quem, de qualquer modo, concorre para o crime incide nas penas a este cominadas, na medida
de sua culpabilidade1. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)" Caput, Art.29, Lei
2.828 de 1.940, Código Penal Brasileiro.
"Se a participação for de menor importância, a pena pode ser diminuída de um
sexto a um terço. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Se algum dos concorrentes quis participar de crime menos grave, ser-lhe-á
aplicada a pena deste; essa pena será aumentada até metade, na hipótese de
ter sido previsível o resultado mais grave. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de
11.7.1984)" §§1º,2º, Art. 29, Lei 2.828 de 1.940, Código Penal Brasileiro.
1 - Neste caso a culpabilidade envolve mais perspectivas que devem ser
analisadas no caso em concreto.
Cuidado! O artigo §2º, Art.2º da Lei 8.072/90 na sua redação original impedia
que o sentenciado em ação processual penal usufruir do direito de progressão
de pena, tal assunto foi levado a análise de ADin ( Ação direta de
Inconstitucionalidade) e em 2007 o Supremo Tribuna Federal julgou matéria e
considerou inconstitucional o texto publicado no diploma legal. O Legislador
então alterou o texto e dificultou a progressão da pena alterando o momento
em que o sentenciado poderia gozar de tal direito.
Da proporcionalidade
Da responsabilidade pessoal , ou da Intranscedência da pena - A pena não pode ultrapassar a
pessoa do condenado.
Aula 3 - Princípios do Direito Penal
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
07:43
Página 6 de Direito Penal I
Lembrando - As três penas existentes no ordenamento brasileiro, na esfera penal, são
as seguintes : - Pena privativa de Liberdade; - Pena Restritiva de Direito (43); - Multa
( destinada ao Fundo Penal Nacional).
Cuidado!
Já na esfera civil existe a indenização civil a vítima - que não pode se confundir com
pena - que pode ultrapassar a figura do condenado até os limites da força da herança.
Da humanidade ou da limitação das penas
Pena de morte; I-
Pena de caráter perpétuo; ( A pessoa não possui a esperança de um dia ser solta, ou seja, não
existe a possibilidade de ressocialização, o Art. 75 do CP limita o tempo para que a pessoa
fique presa , no caso, 30 anos).
II-
Uma parte da legislação trata o trabalho como um dever, outra parte da legislação trata
como um direito, a corrente majoritária compreende como um direito que permite a ele
atingir a dignidade humana e a progressão no regime com a redução de dias na sua
pena - a cada 3(três) dias trabalhando existe 1(um) dia remido em sua pena - caso a
estrutura da execução de pena não permita que o preso trabalhe ele terá direito a esta
remição mesmo sem trabalhar.
a.
A corrente minoritária que compreende que o preso tem o dever de trabalhar
compreende que os trabalhos que podem ser executados não devem ser de caráter a
penalizar e ou fornecer tratamento humilhante, ou mesmo degradante .
b.
Trabalhos forçados; III-
Não confundir banimento com extradição esta possui caráter político já aquela possui
caráter penal. A extradição é a retirada de um país e o encaminhamento para um outro
país que esta requisitando a sua extradição, o banimento é a retirada dos direitos de
acessar as terras de um determinado país e não o encaminhamento daquele país.
a.
Banimento; IV-
Pena de tortura, mutilação, açoitamento, castração a.
Penas de caráter cruel. V-
Este esta previsto no Art. 5,XLVII da CRFB de 1.988 o mesmo dispositivo trata de quais serão as
penas que não serão aceitas no ordenamento penal brasileiro como por exemplo:
Da Extra-atividade da Lei Penal
Da Igualdade
" Nes Bis In Idem"
" In dubio pro reo"
Princípio da culpabilidade
Segundo Nucci trata-se do fixador do conteúdo das normas penais incriminadoras, ou
seja, os tipos penais, mormente os incriminadores, somente podem ser criados através
de lei em sentido estrito, emanada do Poder Legislativo, respeitando o procedimento
previsto na Constituição Federal. Encontra-se previsto expressamente no Art. 5º, XXXIX
da CF, com como no art. 1º do código penal.
"não há crime sem lei anterior que o defina, nem pena sem prévia cominação legal;",
Art.5º, XXXIX, CRFB de 1.988.
Anterioridade da Lei
"Não há crime sem lei anterior que o defina. Não há pena sem prévia cominação legal.
(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)", Art.1º, Lei 2.848 de 1.940, ´Código
Princípio da legalidade
Página 7 de Direito Penal I
(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)", Art.1º, Lei 2.848 de 1.940, ´Código
Penal Brasileiro'.
Segundo Nucci significa que uma lei penal incriminadora somente pode ser aplicada a
um fato concreto, caso tenha tido a origem antes da prática da conduta para qual se
destina. Como estipulam o texto constitucional e o art. 1º do Código Penal, " não há
crimes em lei anterior que o defina" , nem tampouco pena "sem prévia cominação
legal"(destacamos).
Da anterioridade
Retroatividade da lei penal benéfica
Nucci expõe que devemos abrir uma exceção a Lei penal benéfica, quanto a sua
retroatividade. Esta pode voltar no tempo pra favorecer o agente, ainda que o fato
tenha sido decidido por sentença condenatória com trânsito em julgado (Art. 5º, XL,
CRFB; Art. 2º, Parágrafo Único, CPB).
Lei penal no tempo
"Ninguém pode ser punido por fato que lei posterior deixa de considerar crime, cessando
em virtude dela a execução e os efeitos penais da sentença condenatória. (Redação dada
pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Parágrafo único - A lei posterior, que de qualquer modo favorecer o agente, aplica-se
aos fatos anteriores, ainda que decididos por sentença condenatória transitada em
julgado. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)",( Art.2, Parágrafo Único, Lei
2.848 de 1.940, 'Código Penal Brasileiro').
"a lei penal não retroagirá, salvo para beneficiar o réu;",( XL, Art. 5º, CRFB de 1.988)
Personalidade ou da Responsabilidade pessoal
Leciona Nucci na sua obra que o princípio da responsabilidade pessoal significa que a
punição, em matéria penal, não deve ultrapassar a pessoa do delinquente. Trata-se de
uma outra conquista do direito penal moderno, impedindo que terceiros inocentes e
totalmente alheios ao crime possam pagar pelo que não fizeram, nem contribuíram para
que fosse realizado.
Observe que isso não significa que a vítima do delito não será indenizada civilmente, o
que o Estado não possa confiscar o produto do crime - o que é uma contradição a
previsão Constitucional , expressa no Art. 5., XLV, como transcrito abaixo;
"nenhuma pena passará da pessoa do condenado, podendo a obrigação de reparar o dano
e a decretação do perdimento de bens ser, nos termos da lei, estendidas aos sucessores e
contra eles executadas, até o limite do valor do patrimônio transferido;",(Art.5º, XLV,
CRFB de 1.988)
Individualização da Pena
Ainda segundo Nucci, o princípio da individualização da pena prega que as penas não
devem ser iguais, ou padronizadas, cabendo a cada deliquente a exata medida punitiva
pelo que fez. Não teria sentido igualar os desiguais, sabendo-se por certo, que a prática
de idêntica figura típica não é suficiente para nivelar dois seres humanos. Assim, o justo
é fixar a pena de maneira individualizada, seguindo-se os parâmetros legais, mas
Página 8 de Direito Penal I
é fixar a pena de maneira individualizada, seguindo-se os parâmetros legais, mas
estelecendo a cada um o que lhe é devido. É o que prevê o Art.5º, XLVI, da Constituição
e será detalhadamente analisado no capítulo concernente à aplicação da pena.
Normas penais em branco:
Classificação da infrações penais
Crimes Contravenções
Ação penal pública privada Somente pública
Denuncia / Queixa Denuncia
Tentativa punível Não punível
Página 9 de Direito Penal I
Princípio da Culpabilidade
A lei penal pode continuar vigorando mesmo após a sua revogação. A regra é que a Lei
vigore por tempo indeterminado, essa Lei só deixa de vigorar no momento em que ela é
revogada por outra lei, ou seja, seja retirada do ordenamento jurídico brasileiro.
Exemplo é a Lei 6.386 conhecida como Lei de combate aos crimes de Tóxicos e
Intorpecentes que foi derrogada pela Lei 11.343/06 a atual lei de combate ao
tráfico de substâncias entorpecentes, em geral, a Lei mais benéfica é a Lei adotada
para o caso em concreto.
Da extratividade da Lei Penal
Pelo princípio da igualdade, Caput, Art. 5º da CRFB de 1.988 "todos são iguais perante a
Lei..."
Da igualdade
Pelo princípio da extratividade perante a Lei uma lei pode continuar gerando seus
efeitos mesmo após sua revogação, pelo princípio da igualdade todos os que cometerem
os atos criminosos serão punidos com a mesma pena.
Já o princípio do bis in idem uma pessoa não pode ser punida duas vezes pelo mesmo
fato.

"ne bis in idem"
Na hipótese de dúvida o juiz julga favoravelmente, ou seja, a favor do réu;
Exemplo: Tírcio esta sendo julgado pela prática do crime de homicídio de Tiburcio,
entretanto, durante a fase de colheita de provas não foram ajuntadas ao processo
indícios suficientes da conduta citada. Neste caso o juiz decidirá a favor do réu.
Observação: Este princípio não vigora em favor do réu na primeira fase do juri popular
(homicídio, infanticídio, aborto, indução ou instigação ao suicídio, respectivamente dos
crimes de 121 ao ), vigora sim o 'princípio in dubio pro societate'
A fase do jurí esta na 2º fase do "persecutio crimini", na primeira fase termina com
uma das seguintes decisões (pronuncia, impronuncia, desclassificação, denuncia,
absolvição primária) por parte do promotor de justiça ao juiz, se houver neste
momento dúvida do juiz sobre o réu vigora então o princípio do 'in dubio pro
societate'
"In dubio pro reo"
Princípio da legalidade
previsto no art. 1º do código penal e no art. 5º, inciso XXIX da CRFB de 1.988 - Este
princípio segue o texto normativo " Não a crime sem Lei anterior que o defina, não há
pena sem previa cominação legal."
Uma pessoa só pode ser responsabilizada pela pratica de uma conduta infracional, se
esta prática houver sido inserida no ordenamento jurídico.
Aula 4 - Princípios do Direito Penal
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
08:01
Página 10 de Direito Penal I
esta prática houver sido inserida no ordenamento jurídico.
Como regra esta norma dever inserir um preceito que proíbe uma conduta e traz como
elemento secundário uma pena ao agente que cometer a infração penal.
Anterioridade - Determina que deve existir um crime anterior ao definido a.
Reserva legal - Artigo 5º, XXXIX - b.
Normas penais em branco - são normas incompletas que necessitam de
complementação para ter aplicabilidade, um exemplo de norma penal em branco é o
artigo 237 do CPB que descreve no seu texto:
c.
"Art. 237 - Contrair casamento, conhecendo a existência de impedimento que
lhe cause a nulidade absoluta:
Pena - detenção, de três meses a um ano."
Colado de <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del2848.htm>
Como o texto da lei não define as condições de impedimento legal, utilizamos as
condições de impedimento legal previstas pelo legislador no Art. 1.521 CC/02,
outro exemplo, é o Art. 33 da Lei 11.343 de 2006 que prevê as condutas, ações
nucleares, más o objeto jurídico, sobre o qual incide a norma não é definido na
norma.
Homogênea; -
Heterogênea. -
A homogênea é quando a norma que complementa a Lei é do mesma espécie de
Lei ordinária.
A espécie heterogênea é quando a norma que complementa o sentido da norma
penal em branco é de outra espécie de lei, como por exemplo, portaria,
As normas penais em branco possuem uma classificação;
Classificação das infrações Penais
Crimes ou delitos Contravenções
Detenção / reclusão Prisão Simples
Ação Penal Pública, ou Privada Ação Penal Pública
Denuncia / Queixa Denuncia
Cabe tentativa Não cabe tentativa
Página 11 de Direito Penal I
Classificação das infrações Penais
Infração Penal
Crimes ou delitos; -
Contravenções Penais. -
As conntravenções penais estão descritas na Lei 3.688 de 1.941 já os crimes ou delitos estão
no Decreto-Lei nº
Crime ou delito é toda a conduta que o Legislador sanciona com uma pena de detenção ou
reclusão.
Contravenção penal recebe pena de multa ou prisão simples.
Reclusão : Regime fechado (RF), RSA (regime semi-aberto), A(aberto);
Detenção: RSA, A.
Prisão simples: RSA, A.
RF - Penitenciária de segurança máxima ou média;
RSA - Regime agrícola;
A - Casa de albergado;
Observação: No ES como não há casa de albergados, a corrente majoritária determina que o
preso deve cumprir a sua pena em seu domicílio.
A infração é gênero que possui as espécies:
Crimes ou Delitos Contravenções
Reclusão / Detenção. Prisão Simples
Ação Penal Pública, ou Privada Ação Penal Pública
Denuncia / Queixa Denuncia
Cabe tentativa Não cabe tentativa
Ação Penal - É o direito de exigir do Estado a aplicação da Lei. Esta se sub- -divide em
ação penal pública e ação penal privada, a divisão esta orientada a quem possui o direito
de exigir do Estado a aplicação da Lei.
Ação penal privada - quem pode exigir a aplicação é o particular, vítima, da
conduta criminógena.
Ação penal pública - quem pode exigir a aplicação é o representante da Lei , ou
seja, o Ministério Público.
Denuncia - é a petição através da qual o MP exige a aplicação da Lei. Em verdade o MP
imputa a prática de uma infração contra uma pessoa.
Queixa - É a forma pela qual o particular chama a atenção do Estado para a aplicação da
Lei. É uma ação privativa do advogada.
Aula 5 - Classificação das Infrações Penais
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
07:38
Página 12 de Direito Penal I
Lei. É uma ação privativa do advogada.
Tentativa - É quando se inicia a execução da sua conduta, más, não se consuma por
razões alheias a sua vontade.
"Art. 14 - Diz-se o crime: (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Crime consumado (Incluído pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
I - consumado, quando nele se reúnem todos os elementos de sua
definição legal; (Incluído pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Tentativa (Incluído pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
II - tentado, quando, iniciada a execução, não se consuma por
circunstâncias alheias à vontade do agente. (Incluído pela Lei nº 7.209, de
11.7.1984)
Pena de tentativa(Incluído pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Parágrafo único - Salvo disposição em contrário, pune-se a tentativa com a
pena correspondente ao crime consumado, diminuída de um a dois
terços.(Incluído pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)"
Colado de <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del2848.htm>
Cuidado! Os crimes e Delitos possuem a modalidade tentada já as contravenções
penais não possuem a modalidade tentada.
Observação: As contravenções penais violam o princípio da intervenção mínima prevista
no direito penal, que prega que o Direito Penal só deve se preocupar com as infrações
penais de maior ofensividade. As contravenções penais são exemplo de infrações penais
de menor ofensividade, ou seja, o bem jurídico lesado é de pequena importância para a
sociedade.
As contravenções deveriam ser descriminalizadas uma vez descriminalizadas, ou seja,
devem ser levadas a julgamento em outras varas de execução, como por exemplo, a
vara de execução civil.
Classificação
Instantâneo a.
É aquela infração penal que a consumação ocorre em um único momento, ela ocorre
quase que simultaneamente a conduta do .agente, ou seja, de forma imediata.
Exemplo: Crime de furto, o bem alheio móvel é subtraído. Sua consumação ocorre quase
que simultaneamente a conduta do agente delitivo.
Exemplo 2 : Crime de homicídio, a destruição da vida de outrem, é imediata,
simultaneamente a conduta da agente criminoso.
Permanente b.
É aquela conduta em que a sua consumação se prolonga no tempo.
Quanto ao momento consumativo 1)
Página 13 de Direito Penal I
É aquela conduta em que a sua consumação se prolonga no tempo.
Exemplo: Extorsão mediante sequestro, durante todo o tempo em que a vítima é
mantida em cativeiro. O crime se renova a cada instante.
Cuidado! Crime permanente é diferente do continuado, uma vez que o crime
continuado precisa dos requisitos ( tempo, lugar, e modo de execução).
Instantâneo de efeitos permanentes c.
É aquele que tem seus efeitos imediatos, e irreversíveis.
Exemplo: Homicídio, Lesão de natureza grave irreversível, Transmissão de doença
grave.
Comissivo a.
Omissivo b.
Quanto a conduta 2)
Material a.
Formal b.
De mera conduta ( mera atividade) c.
Quanto ao resultado 3)
Página 14 de Direito Penal I
Classificação dos Crimes
Instantâneo a.
Permanente b.
Instantâneo permanente c.
Quanto ao momento consumativo
É o crime aonde o agente comete uma ação, a atuação do mesmo se dá de forma
positiva, ou seja, a conduta é positiva o que significa que o agente "faz" alguma coisa.
Exemplo: destruir a vida de outrem.
Comissivo
Nesta espécie a conduta do agente delitivo é negativa, ou seja, ele deixa de fazer alguma
coisa que incorre em conduta tipificada no código penal.
Exemplo:
São aqueles que para sua caracterização haja apenas a simples omissão do
agente, não necessitando de que exista algum resultado.
Omissivo próprio, ou puro
Exemplo: Omissão de socorro, previsto no Art. 135 do CP:
"Art. 135 - Deixar de prestar assistência, quando possível fazê-lo sem risco
pessoal, à criança abandonada ou extraviada, ou à pessoa inválida ou ferida, ao
desamparo ou em grave e iminente perigo; ou não pedir, nesses casos, o
socorro da autoridade pública:
Pena - detenção, de um a seis meses, ou multa.
Parágrafo único - A pena é aumentada de metade, se da omissão resulta lesão
corporal de natureza grave, e triplicada, se resulta a morte.'
Omissivo impróprio, ou comissivo por omissão
Neste deve haver resultado material do crime de omissão. Estes crimes só
poderão ser praticados pelos garantidores (Art. 13, §2º).
"Art. 13 - O resultado, de que depende a existência do crime, somente é
imputável a quem lhe deu causa. Considera-se causa a ação ou omissão sem a
qual o resultado não teria ocorrido. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de
11.7.1984)
Superveniência de causa independente(Incluído pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Omissivo
Quanto à conduta
Aula 6 - Classificação dos Crimes
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
07:39
Página 15 de Direito Penal I
§ 1º - A superveniência de causa relativamente independente exclui a
imputação quando, por si só, produziu o resultado; os fatos anteriores,
entretanto, imputam-se a quem os praticou. (Incluído pela Lei nº 7.209, de
11.7.1984)
Relevância da omissão(Incluído pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
§ 2º - A omissão é penalmente relevante quando o omitente devia e podia agir
para evitar o resultado. O dever de agir incumbe a quem:(Incluído pela Lei nº
7.209, de 11.7.1984)
a) tenha por lei obrigação de cuidado, proteção ou vigilância; (Incluído pela Lei
nº 7.209, de 11.7.1984)
b) de outra forma, assumiu a responsabilidade de impedir o resultado; (Incluído
pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
c) com seu comportamento anterior, criou o risco da ocorrência do
resultado. (Incluído pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)"
Observe as alíneas a) e b) do §2º que tratam das hipóteses de transferência da
responsabilidade "por lei", ou por "outra forma"
Por lei - Pais, Policiais, Bombeiros, Curador, Tutor, Spoliante , etc.
Outra forma - Vizinho que pede para levar uma criança a praia e a criança termina
se afogando.
A alínea c) descreve a terceira hipótese em que o agente assumiu o risco de produzir o
resultado.
Material
- Aquele que o legislador prevê que a conduta ou omissão do agente delituoso
produza um resultado.
Exemplo: Art. 121 que prevê que destruir a vida de alguém , deve ter como
resultado um corpo, um objeto material, sobre o qual incidiu a conduta
criminosa.
Exemplo 2: Crime de rufianismo -
"Art. 230 - Tirar proveito da prostituição alheia, participando diretamente de
seus lucros ou fazendo-se sustentar, no todo ou em parte, por quem a exerça:
Pena - reclusão, de um a quatro anos, e multa.
§ 1º - Se ocorre qualquer das hipóteses do § 1º do art. 227:
Pena - reclusão, de três a seis anos, além da multa.
§ 2º - Se há emprego de violência ou grave ameaça:
§ 1
o
Se a vítima é menor de 18 (dezoito) e maior de 14 (catorze) anos ou
se o crime é cometido por ascendente, padrasto, madrasta, irmão,
enteado, cônjuge, companheiro, tutor ou curador, preceptor ou
empregador da vítima, ou por quem assumiu, por lei ou outra forma,
obrigação de cuidado, proteção ou vigilância: (Redação dada pela Lei nº
12.015, de 2009)
Pena - reclusão, de 3 (três) a 6 (seis) anos, e multa. (Redação dada pela
Lei nº 12.015, de 2009)
Pena - reclusão, de dois a oito anos, além da multa e sem prejuízo da pena
correspondente à violência.
Quanto ao resultado
Página 16 de Direito Penal I
Lei nº 12.015, de 2009)
§ 2
o
Se o crime é cometido mediante violência, grave ameaça, fraude ou
outro meio que impeça ou dificulte a livre manifestação da vontade da
vítima: (Redação dada pela Lei nº 12.015, de 2009)
Pena - reclusão, de 2 (dois) a 8 (oito) anos, sem prejuízo da pena
correspondente à violência.(Redação dada pela Lei nº 12.015, de 2009)"
É necessário que o agente delituoso no crime de "rufianismo" tenha participação
nos lucros para que o mesmo agente seja tipificado na mesma.
Formal
No crime formal o legislador descreve um resultado, más, não exige o resultado
para caracterizá-lo.
Exemplo: Extorsão mediante sequestro, Art. 159 do CP
Pouco importa se o agente obteve o resgate, basta que o agente tenha cometido a
conduta do artigo tipificado. A obtenção em nada influência para a obtenção do
crime este é meramente o exaurimento do crime.
"Art. 159 - Seqüestrar pessoa com o fim de obter, para si ou para outrem,
qualquer vantagem, como condição ou preço do resgate: Vide Lei nº 8.072, de
25.7.90
Pena - reclusão, de seis a quinze anos, e multa, de cinco contos a quinze
contos de réis.
Pena - reclusão, de oito a quinze anos. (Redação dada pela Lei nº 8.072, de
25.7.1990)
§ 1° Se o sequestro dura mais de vinte e quatro horas, se o sequestrado é
menor de dezoito anos, ou se o crime é cometido por bando ou quadrilha:
§ 1
o
Se o seqüestro dura mais de 24 (vinte e quatro) horas, se o seqüestrado é
menor de 18 (dezoito) ou maior de 60 (sessenta) anos, ou se o crime é cometido
por bando ou quadrilha. Vide Lei nº 8.072, de 25.7.90 (Redação dada pela Lei nº
10.741, de 2003)
Pena - reclusão, de oito a vinte anos, multa, de dez contos a vinte contos de
réis.
Pena - reclusão, de doze a vinte anos. (Redação dada pela Lei nº 8.072, de
25.7.1990)
§ 2º - Se do fato resulta lesão corporal de natureza grave: Vide Lei nº 8.072, de
25.7.90
Pena - reclusão, de doze a vinte e quatro anos, e multa, de quinze contos a
trinta contos de réis.
Pena - reclusão, de dezesseis a vinte e quatro anos. (Redação dada pela Lei nº
8.072, de 25.7.1990)
§ 3º - Se resulta a morte: Vide Lei nº 8.072, de 25.7.90
Pena - reclusão, de vinte a trinta anos, e multa, de vinte contos a cinqüenta
contos de réis.
Pena - reclusão, de vinte e quatro a trinta anos. (Redação dada pela Lei nº
8.072, de 25.7.1990)
§ 4º Se o crime é cometido por quadrilha ou bando, o co-autor que denunciá-lo
à autoridade, facilitando a libertação do seqüestrado, terá sua pena reduzida de
um a dois terços.(Incluído pela Lei nº 8.072, de 25.7.1990)
§ 4º - Se o crime é cometido em concurso, o concorrente que o denunciar à
autoridade, facilitando a libertação do seqüestrado, terá sua pena reduzida de
Página 17 de Direito Penal I
autoridade, facilitando a libertação do seqüestrado, terá sua pena reduzida de
um a dois terços. (Redação dada pela Lei nº 9.269, de 1996)"
De mera conduta
- O legislador somente descreve a conduta ele não descreve um resultado que
deve advir da prática da conduta.
Exemplo: Art. 150 do CP, que trata de invasão do domicílio alheio sem
autorização do proprietário.
"Art. 150 - Entrar ou permanecer, clandestina ou astuciosamente, ou
contra a vontade expressa ou tácita de quem de direito, em casa alheia
ou em suas dependências:
§ 1º - Se o crime é cometido durante a noite, ou em lugar ermo, ou
com o emprego de violência ou de arma, ou por duas ou mais
pessoas:
Pena - detenção, de um a três meses, ou multa.
§ 2º - Aumenta-se a pena de um terço, se o fato é cometido por
funcionário público, fora dos casos legais, ou com inobservância
das formalidades estabelecidas em lei, ou com abuso do poder.
I - durante o dia, com observância das formalidades legais,
para efetuar prisão ou outra diligência;
II - a qualquer hora do dia ou da noite, quando algum crime
está sendo ali praticado ou na iminência de o ser.
§ 3º - Não constitui crime a entrada ou permanência em casa alheia
ou em suas dependências:
I - qualquer compartimento habitado;
II - aposento ocupado de habitação coletiva;
III - compartimento não aberto ao público, onde alguém
exerce profissão ou atividade.
§ 4º - A expressão "casa" compreende:
I - hospedaria, estalagem ou qualquer outra habitação
coletiva, enquanto aberta, salvo a restrição do n.º II do
parágrafo anterior;
II - taverna, casa de jogo e outras do mesmo gênero."
§ 5º - Não se compreendem na expressão "casa":
Pena - detenção, de seis meses a dois anos, além da pena
correspondente à violência.
Comum
Qualquer pessoa pode praticar o crime, como por exemplo, o conduta de destruir
a vida de alguém ( homicídio), o crime de estrupo, o crime de estelionato, entre
outros.
O legislador descreve quem pode praticar este crime, ou seja, ele descreve uma
característica que restringe a conduta a um determinado grupo de pessoas.
Próprio
Quanto ao sujeito ativo
Página 18 de Direito Penal I
Exemplo: crime de Peculato -
Peculato
Pena - reclusão, de dois a doze anos, e multa.
§ 1º - Aplica-se a mesma pena, se o funcionário público, embora
não tendo a posse do dinheiro, valor ou bem, o subtrai, ou
concorre para que seja subtraído, em proveito próprio ou alheio,
valendo-se de facilidade que lhe proporciona a qualidade de
funcionário.
"Art. 312 - Apropriar-se o funcionário público de dinheiro, valor ou
qualquer outro bem móvel, público ou particular, de que tem a posse em
razão do cargo, ou desviá-lo, em proveito próprio ou alheio:
§ 2º - Se o funcionário concorre culposamente para o crime de
outrem:
Pena - detenção, de três meses a um ano.
§ 3º - No caso do parágrafo anterior, a reparação do dano, se
precede à sentença irrecorrível, extingue a punibilidade; se lhe é
posterior, reduz de metade a pena imposta.
Peculato culposo
Art. 313 - Apropriar-se de dinheiro ou qualquer utilidade que, no
exercício do cargo, recebeu por erro de outrem:
Pena - reclusão, de um a quatro anos, e multa."
Peculato mediante erro de outrem
Exemplo: Crime de infanticídio (mãe em estado puerperal), Crime de abuso
de autoridade (servidor público).
De mão própria
É o crime que não admite a participação, o agente vai responder pelo crime sozinho,
ninguém que tenha induzido, instigado ou contribuído com o agente recebe punição.
Exemplo: Falso testemunho, Perigo de contágio de moléstia grave, Perigo de
contágio venéreo, Perigo para a vida ou saúde de outrem.
Crime de perigo a.
Crime de dano 1)
Simples, Qualificado e Privilegiado 2)
Ação Livre, Ação vinculada 3)
Ação única, Ação multipla 4)
Monosubjetivo a.
Plurisubjetivo b.
Quanto ao número de agentes 5)
monosubsistente i.
Quanto ao número de ações 6)
Página 19 de Direito Penal I
Continuação...
Quando o bem jurídico tutelado é ofendido, através da lesão a este bem jurídico.
De Dano
Exemplo: Crime de Roubo, Homicídico.
Quando o bem jurídico tutelado é ofendido, através da exposição do mesmo ao perigo.
De Perigo
Exemplo: Art. 130 do CP, Crime de expor a vida da pessoa a moléstia grave
"Art. 130 - Expor alguém, por meio de relações sexuais ou qualquer ato
libidinoso, a contágio de moléstia venérea, de que sabe ou deve saber que está
contaminado:
§ 1º - Se é intenção do agente transmitir a moléstia:
Pena - detenção, de três meses a um ano, ou multa.
§ 2º - Somente se procede mediante representação."
Pena - reclusão, de um a quatro anos, e multa.
Simples
É aquele que esta localizado no caput do dispositivo, todos os crimes serão
encontrados, pelo menos, na sua modalidade simples. Em outras palavras é a forma
mais simples do crime.
Exemplo: Homicídio, Art. 121, no seu caput
"Art 121. Matar alguem:", Caput, Art. 121, CPB
"Art. 155 - Subtrair, para si ou para outrem, coisa alheia móvel:", Caput, Art.
155, CPB
Qualificado
É aquele crime onde o legislador descreve uma situação que se presente a mesma , no
caso real, a pena do sujeito irá aumentar. Este aumento não se dá de qualquer forma. O
aumento se dará por meio de criação de novos patamares mínimos e máximos de pena.
Homicídio qualificado
I - mediante paga ou promessa de recompensa, ou por outro motivo torpe;
II - por motivo futil;
§ 2° Se o homicídio é cometido:
Quanto ao sujeito Ativo
Aula 7 - Classificação dos Crimes
quarta-feira, 2 de março de 2011
07:57
Página 20 de Direito Penal I
III - com emprego de veneno, fogo, explosivo, asfixia, tortura ou outro meio
insidioso ou cruel, ou de que possa resultar perigo comum;
IV - à traição, de emboscada, ou mediante dissimulação ou outro recurso
que dificulte ou torne impossivel a defesa do ofendido;
V - para assegurar a execução, a ocultação, a impunidade ou vantagem de
outro crime:
Pena - reclusão, de doze a trinta anos.
§ 3º Se o homicídio é culposo: (Vide Lei nº 4.611, de 1965)
Pena - detenção, de um a três anos.
Homicídio culposo
§ 4º No homicídio culposo, a pena é aumentada de um terço, se o crime
resulta de inobservância de regra técnica de profissão, arte ou ofício, ou se o
agente deixa de prestar imediato socorro à vítima, não procura diminuir as
consequências do seu ato, ou foge para evitar prisão em flagrante.
§ 4º No homicídio culposo, a pena é aumentada de um terço, se o crime
resulta de inobservância de regra técnica de profissão, arte ou ofício, ou se o
agente deixa de prestar imediato socorro à vítima, não procura diminuir as
conseqüências do seu ato, ou foge para evitar prisão em flagrante. Sendo
doloso o homicídio, a pena é aumentada de um terço, se o crime é praticado
contra pessoa menor de catorze anos.(Redação dada pela Lei nº 8.069, de
1990)
§ 4
o
No homicídio culposo, a pena é aumentada de 1/3 (um terço), se o
crime resulta de inobservância de regra técnica de profissão, arte ou ofício,
ou se o agente deixa de prestar imediato socorro à vítima, não procura
diminuir as conseqüências do seu ato, ou foge para evitar prisão em
flagrante. Sendo doloso o homicídio, a pena é aumentada de 1/3 (um terço)
se o crime é praticado contra pessoa menor de 14 (quatorze) ou maior de 60
(sessenta) anos. (Redação dada pela Lei nº 10.741, de 2003)
§ 5º - Na hipótese de homicídio culposo, o juiz poderá deixar de aplicar a
pena, se as conseqüências da infração atingirem o próprio agente de forma
tão grave que a sanção penal se torne desnecessária.(Incluído pela Lei nº
6.416, de 24.5.1977)
Aumento de pena
Caso de aumento de pena
Cuidado!
Não confundir, causa de aumento de pena, ou seja, que sofre aumento da pena por
meio de fração, com qualificadora, nesta o existe uma previsão de novos patamares de
pena para a conduta praticada pelo agente criminoso.
Aumento de pena
§ 4º No homicídio culposo, a pena é aumentada de um terço, se o crime
resulta de inobservância de regra técnica de profissão, arte ou ofício, ou se o
agente deixa de prestar imediato socorro à vítima, não procura diminuir as
consequências do seu ato, ou foge para evitar prisão em flagrante.
§ 4º No homicídio culposo, a pena é aumentada de um terço, se o crime
resulta de inobservância de regra técnica de profissão, arte ou ofício, ou se o
agente deixa de prestar imediato socorro à vítima, não procura diminuir as
conseqüências do seu ato, ou foge para evitar prisão em flagrante. Sendo
doloso o homicídio, a pena é aumentada de um terço, se o crime é praticado
contra pessoa menor de catorze anos.(Redação dada pela Lei nº 8.069, de
1990)
§ 4
o
No homicídio culposo, a pena é aumentada de 1/3 (um terço), se o
Página 21 de Direito Penal I
§ 4
o
No homicídio culposo, a pena é aumentada de 1/3 (um terço), se o
crime resulta de inobservância de regra técnica de profissão, arte ou ofício,
ou se o agente deixa de prestar imediato socorro à vítima, não procura
diminuir as conseqüências do seu ato, ou foge para evitar prisão em
flagrante. Sendo doloso o homicídio, a pena é aumentada de 1/3 (um terço)
se o crime é praticado contra pessoa menor de 14 (quatorze) ou maior de 60
(sessenta) anos. (Redação dada pela Lei nº 10.741, de 2003)
Agravante
Ao contrário das qualificadoras, e do caso de aumento de pena, as agravantes estão
localizadas no artigo 61 e 62 do CPB.
O instrumento do agravante é discricionário do juiz, ele pode julgando o caso
concreto aumentar a pena do agente criminoso, conforme, verifique presente
qualquer das circunstâncias previstas nos artigos 61 e 62 do CPB.
Circunstâncias agravantes
I - a reincidência; (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
II - ter o agente cometido o crime: (Redação dada pela Lei nº 7.209, de
11.7.1984)
a) por motivo fútil ou torpe;
b) para facilitar ou assegurar a execução, a ocultação, a impunidade ou
vantagem de outro crime;
c) à traição, de emboscada, ou mediante dissimulação, ou outro recurso que
dificultou ou tornou impossível a defesa do ofendido;
d) com emprego de veneno, fogo, explosivo, tortura ou outro meio insidioso
ou cruel, ou de que podia resultar perigo comum;
e) contra ascendente, descendente, irmão ou cônjuge;
f) com abuso de autoridade ou prevalecendo-se de relações domésticas, de
coabitação ou de hospitalidade;
f) com abuso de autoridade ou prevalecendo-se de relações domésticas, de
coabitação ou de hospitalidade, ou com violência contra a mulher na forma
da lei específica; (Redação dada pela Lei nº 11.340, de 2006)
g) com abuso de poder ou violação de dever inerente a cargo, ofício,
ministério ou profissão;
h) contra criança, velho, enfermo ou mulher grávida. (Redação dada pela Lei
nº 9.318, de 1996)
h) contra criança, maior de 60 (sessenta) anos, enfermo ou mulher
grávida; (Redação dada pela Lei nº 10.741, de 2003)
i) quando o ofendido estava sob a imediata proteção da autoridade;
j) em ocasião de incêndio, naufrágio, inundação ou qualquer calamidade
pública, ou de desgraça particular do ofendido;
l) em estado de embriaguez preordenada.
Art. 61 - São circunstâncias que sempre agravam a pena, quando não constituem
ou qualificam o crime:(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Agravantes no caso de concurso de pessoas
Art. 62 - A pena será ainda agravada em relação ao agente que: (Redação dada
pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Página 22 de Direito Penal I
I - promove, ou organiza a cooperação no crime ou dirige a atividade dos
demais agentes; (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
II - coage ou induz outrem à execução material do crime; (Redação dada
pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
III - instiga ou determina a cometer o crime alguém sujeito à sua autoridade
ou não-punível em virtude de condição ou qualidade pessoal; (Redação
dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
IV - executa o crime, ou nele participa, mediante paga ou promessa de
recompensa.(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Privilegiado
É a condição prevista pelo legislador que em incorrendo no caso concreto terá como
consequência a redução da pena do agente criminoso.
"Caso de diminuição de pena
§ 1º Se o agente comete o crime impelido por motivo de relevante valor social ou
moral, ou sob o domínio de violenta emoção, logo em seguida a injusta
provocação da vítima, ou juiz pode reduzir a pena de um sexto a um terço."
Crime de ação livre
É aquele que o agente criminoso pode praticar da forma que ele quiser, o melhor
exemplo é o crime de homicídio, aonde o legislador deixou em abstrato a forma de
"destruir a vida da vítima".
Crime de ação vinculada
O legislador impõe qual é o "modus operandi", ou seja, a forma pela qual se pratica o
crime.
Exemplo: Perigo de contágio venéreo ( Art. 130, CPB)
Crime de ação única
É aquele crime descrito pelo legislador através de um único verbo.
Exemplo : " Matar alguém" - Homicídio ; " subtrair coisa alheia móvel, para si ou
para outrem",
Art. 157 - Subtrair coisa móvel alheia, para si ou para outrem, mediante
grave ameaça ou violência a pessoa, ou depois de havê-la, por qualquer
meio, reduzido à impossibilidade de resistência:
Crime de ação múltipla
É aquele crime que o legislador utiliza de vários verbos, ações nucleares, para
caracterizar o crime.
Exemplo: Art. 122 do CPB.
Art. 122 - Induzir ou instigar alguém a suicidar-se ou prestar-lhe auxílio para
Página 23 de Direito Penal I
Art. 122 - Induzir ou instigar alguém a suicidar-se ou prestar-lhe auxílio para
que o faça:
Art. 33 11.343 de 2006, Nova Lei de drogas

Quanto ao número de agentes
Monosubjetivo:
Mono é a definição de único, esta característica é definida para os crimes
praticados por um único agente criminoso.
Plurisubjetivo:
São os crimes que para se caracterizar necessitam de mais de um agente delitivo
durante a sua execução de conduta.
Este crime se sub-divide em;
Plurisubjetivo eventual - aquele que "pode"
Plurisubjetivo necessário -
Aquele praticado por mais de um agente delituoso necessariamente,
como por exemplo o crime do Art. 288 - formação de quadrilha ou
bando que necessita a presença de mais do que 3(três) pessoas para
que a conduta seja tipificada.
Outro exemplo é a associação para o tráfico previsto pelo legislador
no art. 43 da Lei 11.343 de 2006 - a nova lei de tráfico de drogas - que
prevê que quando duas ou mais pessoas que se unem para promover
o tráfico de drogas.
Aquele crime que possui uma única ação para que a conduta seja consumada.
Exemplo : Destruir a vida de alguém, o crime de homicídio.
Crime monossubsistente
Aquele crime que possui várias ações para que a conduta seja consumada.
Crime Plurissubsistente
Quanto ao número de Condutas
Aquele crime que não deixa vestígios, ou seja, o crime que a sua materialidade se
dissolve ou desaparece com o tempo.
Exemplo: Os crimes contra a honra;
Crime transeunte
Aquele que deixa vestígios de sua ocorrência.
Crime não transeunte
Quanto a materialidade
Página 24 de Direito Penal I
Exemplo: O crime de homicídio, o Estrupo,
Página 25 de Direito Penal I
Característica da Lei Penal
Exclusividade
Somente a Lei penal cria conduta criminosas, e somente esta pune aquele que
desrespeitar a norma. Observada a característica de reserva legal que restringe a criação
das normas a União, conforme prevê o Art. 22, I da CRFB de 1.988.
Generalidade / Impessoalidade
Aqui a característica é a de que a Lei Penal vale para todos, não sendo criada para
pessoa específica.
Esta característica aparelha o Estado para aplicar a Lei a todos que cometerem conduta
tipificada no código penal, ou em legislação extravagante.
Observação: Caso "Daniela Peres" que fez com que o homicídio qualificado fosse
inserido no rol de crimes hediondos, ou seja, na redação da Lei 8.072 de 1.990.
Imperatividade
A Lei Penal, ou legislação extravagante, vai incidir sobre todos aqueles que praticarem
a conduta criminosa independentemente da "vontade" do agente.
Interpretação da Lei Penal
Quanto ao sujeito que interpreta
Quando a interpretação ocorre por si mesma, ou seja, a própria lei se interpreta.
"
Violação de domicílio
Art. 150 - Entrar ou permanecer, clandestina ou astuciosamente, ou contra a
vontade expressa ou tácita de quem de direito, em casa alheia ou em suas
dependências:
Pena - detenção, de um a três meses, ou multa.
§ 1º - Se o crime é cometido durante a noite, ou em lugar ermo, ou com o emprego
de violência ou de arma, ou por duas ou mais pessoas:
Pena - detenção, de seis meses a dois anos, além da pena correspondente à
violência.
§ 2º - Aumenta-se a pena de um terço, se o fato é cometido por funcionário
público, fora dos casos legais, ou com inobservância das formalidades
estabelecidas em lei, ou com abuso do poder.
Autêntica
Aula 8 - Características da Lei Penal
segunda-feira, 14 de março de 2011
07:29
Página 26 de Direito Penal I
§ 3º - Não constitui crime a entrada ou permanência em casa alheia ou em suas
dependências:
I - durante o dia, com observância das formalidades legais, para efetuar prisão ou
outra diligência;
II - a qualquer hora do dia ou da noite, quando algum crime está sendo ali
praticado ou na iminência de o ser.
§ 4º - A expressão "casa" compreende:
I - qualquer compartimento habitado;
II - aposento ocupado de habitação coletiva;
III - compartimento não aberto ao público, onde alguém exerce profissão ou
atividade.
§ 5º - Não se compreendem na expressão "casa":
I - hospedaria, estalagem ou qualquer outra habitação coletiva, enquanto aberta,
salvo a restrição do n.º II do parágrafo anterior;
II - taverna, casa de jogo e outras do mesmo gênero."
"
Peculato
Art. 312 - Apropriar-se o funcionário público de dinheiro, valor ou qualquer outro
bem móvel, público ou particular, de que tem a posse em razão do cargo, ou
desviá-lo, em proveito próprio ou alheio:
Pena - reclusão, de dois a doze anos, e multa.
§ 1º - Aplica-se a mesma pena, se o funcionário público, embora não tendo a
posse do dinheiro, valor ou bem, o subtrai, ou concorre para que seja subtraído,
em proveito próprio ou alheio, valendo-se de facilidade que lhe proporciona a
qualidade de funcionário.
Peculato culposo
§ 2º - Se o funcionário concorre culposamente para o crime de outrem:
Pena - detenção, de três meses a um ano.
§ 3º - No caso do parágrafo anterior, a reparação do dano, se precede à sentença
irrecorrível, extingue a punibilidade; se lhe é posterior, reduz de metade a pena
imposta.
"
"
Funcionário público
Art. 327 - Considera-se funcionário público, para os efeitos penais, quem, embora
transitoriamente ou sem remuneração, exerce cargo, emprego ou função pública.
Parágrafo único. Equipara-se a funcionário público quem exerce cargo, emprego
ou função em entidade paraestatal.
§ 1º - Equipara-se a funcionário público quem exerce cargo, emprego ou função
em entidade paraestatal. (Parágrafo único renumerado pela Lei nº 6.799, de 1980)
§ 1º - Equipara-se a funcionário público quem exerce cargo, emprego ou função
em entidade paraestatal, e quem trabalha para empresa prestadora de serviço
contratada ou conveniada para a execução de atividade típica da Administração
Pública. (Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000)
§ 2º - A pena será aumentada da terça parte quando os autores dos crimes
previstos neste Capítulo forem ocupantes de cargos em comissão ou de função
de direção ou assessoramento de órgão da administração direta, sociedade de
economia mista, empresa pública ou fundação instituída pelo poder público.
(Incluído pela Lei nº 6.799, de 1980)
"
Doutrinária
Página 27 de Direito Penal I
A interpretação realizadas pelos pesquisadores do direito penal, ou seja, feita por
pessoas que se comprometem em entender as normas e a sua aplicação na
sociedade.
Doutrinária
Jurisprudencial
Feita pelos juízes nas suas interpretações, ou seja, nas sentenças após o transito em
julgado do processo.
Quanto ao modo de interpretação
Gramatical
É a forma mais simples, ou seja, mais pobre de interpretação que é realizada
com a leitura literal das normas.

Lógica -
É aquele que ocorre no momento em que o interprete vai interpretar a norma, o
interprete questiona qual foi a finalidade do legislador quando propôs a norma.
Texto removido da código penal através da lei '11.106 de 2005
"
Rapto violento ou mediante fraude(Revogado pela Lei nº 11.106, de 2005)
Art. 219 - Raptar mulher honesta, mediante violência, grave ameaça ou
fraude, para fim libidinoso:(Revogado pela Lei nº 11.106, de 2005)
Pena - reclusão, de dois a quatro anos.(Revogado pela Lei nº 11.106, de
2005)
Rapto consensual(Revogado pela Lei nº 11.106, de 2005)
"
Existe hoje a questão, o quê é a mulher honesta, e como pode se proteger a mulher
não honesta da mulher honesta?
Histórica
O interprete leva em consideração o momento histórico em que a Lei foi criada.
Sistemática
A norma é interpretada dentro de um sistema, ela não é interpretada de forma
isolada, sempre sendo interpretada com outras normas
O interprete vai analisar a norma tendo como ápice a Constituição Federal, toda a
norma que colide com norma prevista na Constituição é considerada como não
recepcionada por esta.
Interpretação analógica (≠ analogia)
A interpretação analógica consiste na indicação de uma sequência de condutas que
após na indicação de uma indicação de uma expressão genérica, que deve ser
entendida como as condutas anteriores.
Exemplo 1:
Página 28 de Direito Penal I
"
Homicídio simples
Art 121. Matar alguem:
Pena - reclusão, de seis a vinte anos.
Caso de diminuição de pena
Homicídio Privilegiado
§ 1º Se o agente comete o crime impelido por motivo de relevante valor
social ou moral, ou sob o domínio de violenta emoção, logo em seguida a
injusta provocação da vítima, ou juiz pode reduzir a pena de um sexto a
um terço.
Homicídio qualificado
§ 2° Se o homicídio é cometido:
Torpe
I - mediante paga ou promessa de recompensa, ou por outro motivo torpe;
Futil
II - por motivo futil;
Meio
III - com emprego de veneno, fogo, explosivo, asfixia, tortura ou outro
meio insidioso ou cruel, ou de que possa resultar perigo comum;
Modo
IV - à traição, de emboscada, ou mediante dissimulação ou outro recurso
que dificulte ou torne impossivel a defesa do ofendido;
V - para assegurar a execução, a ocultação, a impunidade ou vantagem
de outro crime:
Pena - reclusão, de doze a trinta anos.
Homicídio culposo
§ 3º Se o homicídio é culposo: (Vide Lei nº 4.611, de 1965)
Pena - detenção, de um a três anos.
Aumento de pena
§ 4º No homicídio culposo, a pena é aumentada de um terço, se o crime
resulta de inobservância de regra técnica de profissão, arte ou ofício, ou
se o agente deixa de prestar imediato socorro à vítima, não procura
diminuir as consequências do seu ato, ou foge para evitar prisão em
flagrante.
§ 4º No homicídio culposo, a pena é aumentada de um terço, se o
crime resulta de inobservância de regra técnica de profissão, arte ou
ofício, ou se o agente deixa de prestar imediato socorro à vítima, não
procura diminuir as conseqüências do seu ato, ou foge para evitar prisão
em flagrante. Sendo doloso o homicídio, a pena é aumentada de um terço,
se o crime é praticado contra pessoa menor de catorze anos. (Redação
dada pela Lei nº 8.069, de 1990)
§ 4
o
No homicídio culposo, a pena é aumentada de 1/3 (um terço), se o
crime resulta de inobservância de regra técnica de profissão, arte ou
ofício, ou se o agente deixa de prestar imediato socorro à vítima, não
procura diminuir as conseqüências do seu ato, ou foge para evitar prisão
em flagrante. Sendo doloso o homicídio, a pena é aumentada de 1/3 (um
Página 29 de Direito Penal I
em flagrante. Sendo doloso o homicídio, a pena é aumentada de 1/3 (um
terço) se o crime é praticado contra pessoa menor de 14 (quatorze) ou
maior de 60 (sessenta) anos. (Redação dada pela Lei nº 10.741, de 2003)
Perdão judicial
§ 5º - Na hipótese de homicídio culposo, o juiz poderá deixar de aplicar a
pena, se as conseqüências da infração atingirem o próprio agente de
forma tão grave que a sanção penal se torne desnecessária. (Incluído pela
Lei nº 6.416, de 24.5.1977)
"
O legislador é bem mais lento do que a sociedade, o quê leva este a criar
formas genéricas para agasalhar os modos que não foram previstos no III, §2º,
Art. 121.
Exemplo 2:
Emoção e paixão
Art. 28 - Não excluem a imputabilidade penal: (Redação dada pela
Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
I - a emoção ou a paixão; (Redação dada pela Lei nº 7.209, de
11.7.1984)
Embriaguez
II - a embriaguez, voluntária ou culposa, pelo álcool ou substância
de efeitos análogos.(Redação dada pela Lei nº 7.209, de
11.7.1984)
§ 1º - É isento de pena o agente que, por embriaguez completa,
proveniente de caso fortuito ou força maior, era, ao tempo da ação
ou da omissão, inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do
fato ou de determinar-se de acordo com esse
entendimento.(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
§ 2º - A pena pode ser reduzida de um a dois terços, se o agente,
por embriaguez, proveniente de caso fortuito ou força maior, não
possuía, ao tempo da ação ou da omissão, a plena capacidade de
entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com
esse entendimento.(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
"
"
Na interpretação analógica existe norma prevista pelo legislador para caso em
concreto, seja de forma individualizada ou caso genérico, que o interprete da Lei, no
caso o Juiz, pode utilizar para o caso em concreto.
Na analogia existe uma lacuna que não foi prevista pelo legislador, ou seja, é
necessário que o aplicador da Lei, o Juiz, deve utilizar uma hipótese semelhante
prevista para um outro caso em concreto.
Vigência e revogação das leis penais
A Lei penal é criada para vigorar por tempo indeterminado, em regra, ela não é criada para
vigorar por apenas um período. Esta deve vigorar até que outra lei a revogue.
Página 30 de Direito Penal I
vigorar por apenas um período. Esta deve vigorar até que outra lei a revogue.
Essa revogação pode ser tanto expressa como tácita.
Expressa quando lei posterior em seu corpo, bojo, que esta revoga todas as disposição em
contrário existente em lei anterior.
"
Art. 2.045. Revogam-se a Lei n
o
3.071, de 1
o
de janeiro de 1916 - Código Civil e a
Parte Primeira do Código Comercial, Lei n
o
556, de 25 de junho de 1850.
"
"Vacatio Legis" -
Ab-rogação -
Revogação do diploma anterior de forma total.
Pode ocorrer de forma expressa, como tácita.

Revogação do diploma anterior de forma parcial.
Pode ocorrer de forma expressa, como tácita.
Derrogação -
Auto revogação -
Leis temporais
Leis excepcionais
Novatio legis in mellius a)
Abolitio Criminis b)
Novatio legis in pejus c)
Novatio inerini nadora d)
Leis no tempo
Página 31 de Direito Penal I
Vigência e revogação da Lei Penal
Relembrando:
" A lei entra em vigor para viger por tempo indeterminado", o intervalo de tempo entre a
publicação da Lei e sua entrada em vigor é a "Vacatio Legis", em regra o período para que esta
Lei entre em vigor é de 45 dias conforme previsto no LICC
Vacatio Legis
Gênero Espécies
Revogação Ab-rogação, ou seja, revoção de lei em vigor de forma absoluta. Tácita; -
Expressa. -
Derrogação, ou seja, revogação de lei em vigor de forma parcial. Tácita; -
Expressa. -
Auto
revogação
Leis Temporais - tem no seu corpo o prazo no qual a mesma vigorará. Esta é prevista no
art. 3º do código penal brasileiro.
"A lei excepcional ou temporária, embora decorrido o período de sua duração ou
cessadas as circunstâncias que a determinaram, aplica-se ao fato praticado durante
sua vigência.", Caput, Art. 3º, Lei 2.848 de 1.940, Código Penal brasileiro (CPB).
" A própria lei
se revoga."
Leis Excepcionais - são dispositivos criadas para vigorar durante um período anormal, ou
por exemplo excepcional.
"A lei penal no tempo"
"Art. 2º Ninguém pode ser punido por fato que lei posterior deixa de considerar
crime, cessando em virtude dela a execução e os efeitos penais da sentença
condenatória.
Parágrafo único. A lei posterior, que de outro modo favorece o agente, aplica-se ao
fato não definitivamente julgado e, na parte em que comina pena menos rigorosa,
ainda ao fato julgado por sentença condenatória irrecorrivel."
Conflito de Normas
Pode ser que dispositivos
que são inseridos no
sistema jurídico conflitem
Abolitio Criminis - Hipótese em que Lei posterior descriminaliza crime que
antes era considerada uma conduta criminosa. "Causa extintiva de
punibilidade" - aquela situação aonde o Estado não pode mais atingir
aquele agente que cometeu conduta criminosa.
Aula 9 - Vigência da Lei Penal
quarta-feira, 16 de março de 2011
07:41
Página 32 de Direito Penal I
sistema jurídico conflitem
com normas
infraconstitucionais já
existentes. Neste caso
aquele agente que cometeu conduta criminosa.
Exemplo: Lei posterior que revogou o rapto de mulher honrada prevista no
Art.219, CPB e revogada pela Lei 11.106/05
Novatio Legis in Mellius - Hipótese em que Lei posterior beneficia o agente
criminoso.
O legislador alterou então o dispositivo através da regra do prazo
necessário para requerer a progressão do regime de cumprimento de
penas, estes estabeleceram que o agente criminoso que cometesse
um crime previsto no rol de crimes hediondos, deveria percorrer 3/5
da pena para ter direito ao regime de progressão de penas.
Exemplo: Lei 8.072/90 ( Lei de crimes hediondos) que prevê no seu texto
que aquele agente criminoso que cometesse crime taxado no rol de crimes
hediondos deveria cumprir a pena integralmente regime fechado, lei
posterior a esta, 11.464/07 alterou esta previsão depois de julgamento no
STF que considerou inconstitucional esta parte da lei dos crime hediondos.
Exemplo 2: Antes de 2009 existiam dois crimes relacionados a liberdade
sexual o dispositivo 213 e 214 do CPB
" CAPÍTULO I
DOS CRIMES CONTRA A LIBERDADE SEXUAL
Estupro
Art. 213 - Constranger mulher à conjunção carnal,
mediante violência ou grave ameaça:
Parágrafo único. Se a ofendida é menor de catorze anos:
(Incluído pela Lei nº 8.069, de 1990)
Pena - reclusão de quatro a dez anos. (Redação dada pela
Lei nº 8.069, de 1990) (Revogado pela Lei n.º 9.281, de
4.6.1996)
Pena - reclusão, de três a oito anos.
Pena - reclusão, de seis a dez anos. (Redação dada pela
Lei nº 8.072, de 25.7.1990)
Art. 213. Constranger alguém, mediante violência ou grave
ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que
com ele se pratique outro ato libidinoso: (Redação dada pela Lei
nº 12.015, de 2009)
Pena - reclusão, de 6 (seis) a 10 (dez) anos. (Redação dada
pela Lei nº 12.015, de 2009)
§ 1
o
Se da conduta resulta lesão corporal de natureza grave ou
se a vítima é menor de 18 (dezoito) ou maior de 14 (catorze)
anos: (Incluído pela Lei nº 12.015, de 2009)
Pena - reclusão, de 8 (oito) a 12 (doze) anos. (Incluído pela Lei
nº 12.015, de 2009)
§ 2
o
Se da conduta resulta morte: (Incluído pela Lei nº 12.015,
(Redação dada pela Lei nº 12.015, de 2009)
Página 33 de Direito Penal I
§ 2
o
Se da conduta resulta morte: (Incluído pela Lei nº 12.015,
de 2009)
Pena - reclusão, de 12 (doze) a 30 (trinta) anos (Incluído pela
Lei nº 12.015, de 2009)
Atentado violento ao pudor (Revogado pela Lei nº 12.015, de
2009)
Art. 214 - Constranger alguém, mediante violência ou grave
ameaça, a praticar ou permitir que com ele se pratique ato
libidinoso diverso da conjunção carnal: Vide Lei nº 8.072, de
25.7.90 (Revogado pela Lei nº 12.015, de 2009)
Parágrafo único. Se o ofendido é menor de catorze anos:
(Incluído pela Lei nº 8.069, de 1990) (Revogado pela Lei nº
12.015, de 2009)
Pena - reclusão de três a nove anos.(Redação dada pela
Lei nº 8.069, de 1990) (Revogado pela Lei n.º 9.281, de
4.6.1996
Pena - reclusão de dois a sete anos. (Revogado pela Lei nº
12.015, de 2009)
Pena - reclusão, de seis a dez anos. (Redação dada pela Lei nº
8.072, de 25.7.1990) (Revogado pela Lei nº 12.015, de 2009)
Posse sexual mediante fraude
Art. 215 - Ter conjunção carnal com mulher honesta,
mediante fraude:
Art. 215. Ter conjunção carnal com mulher, mediante
fraude: (Redação dada pela Lei nº 11.106, de 2005)
Pena - reclusão, de um a três anos.
Parágrafo único - Se o crime é praticado contra mulher
virgem, menor de 18 (dezoito) e maior de 14 (catorze) anos:
Pena - reclusão, de dois a seis anos.
" Art. 213, CPB
'Novatio Legis in Pejus' - Hipótese em que Leis Posterior não beneficia o
agente criminoso.
"§ 1
o
Se o seqüestro dura mais de 24 (vinte e quatro) horas, se
o seqüestrado é menor de 18 (dezoito) ou maior de 60
(sessenta) anos, ou se o crime é cometido por bando ou
quadrilha. Vide Lei nº 8.072, de 25.7.90 (Redação dada pela Lei
nº 10.741, de 2003)
Pena - reclusão, de 8(oito) a 20(vinte) anos, multa, de dez
contos a vinte contos de réis.
Pena - reclusão, de 12(doze) a 20(vinte) anos. (Redação dada
pela Lei nº 8.072, de 25.7.1990)" §1º, Art. 159, CPB.
Exemplo: §1º, Art. 159 que foi alterado pelo legislador para combater o
sequestro relâmpago
'Novatio legis Incriminadora' - Hipótese em que nova Lei cria conduta
criminosa.
Exemplo:
Cuidado As Leis retroagem para beneficiar o agente criminoso, em prática as
hipóteses de "abolitio criminis" e "novatio legis in mellius" como prevê a
Constituição Federal no seu XX,Art.5º e o Art. . Entretanto existe hipótese
Página 34 de Direito Penal I
Constituição Federal no seu XX,Art.5º e o Art. . Entretanto existe hipótese
de exceção a retroagir para beneficiar o agente criminoso, especificamente
as situações de "leis temporais" e "leis excepcionais".
Tempo do crime
Teoria aplicada
Teoria da Atividade
Considera-se o momento do crime quando aconteceu a conduta do agente, sendo esta omissiva,
ou comissiva.
Teoria do Resultado
O crime ocorre no momento do resultado e não quando os resultados são produzidos.

Teoria da ubiquidade (mista)
O momento do crime é tanto o momento da execução da conduta como da produção do
resultado da conduta.
Cuidado: No Brasil a teoria adota é a teoria da atividade. Existe a preocupação sobre a determinação
do momento em que o crime é considerado praticado para determinar, qual a Lei que será aplicada
na situação analisada, a questão se o agente era capaz no momento em que praticou a conduta.
Ex: Maioridade do agente
Idade da vítima
TÍTULO II
Do crime
Art. 11. O resultado, de que depende a existência do crime, somente é imputável a
quem lhe deu causa. Considera-se causa a ação ou omissão sem a qual o
resultado não teria ocorrido.
Relação de causalidade
Parágrafo único. A superveniência de causa independente exclue a imputação
quando, por si só, produziu resultado; os fatos anteriores, entretanto, imputam-se a
quem os praticou.
Art. 12. Diz-se o crime:
Superveniência de causa independente
I - consumado, quando nele se reunem todos os elementos de sua definição legal;
Crime consumado
Página 35 de Direito Penal I
II - tentado, quando, iniciada a execução, não se consuma, por circunstâncias
alheias à vontade do agente.
Tentativa
Parágrafo único. Salvo disposição em contrário, pune-se a tentativa com a pena
correspondente ao crime consumado, diminuida de um a dois terços.
Pena da Tentativa
Lugar do crime
Em que lugar o
crime foi
praticado.
-
Teoria da Atividade - no lugar da conduta. -
Teoria do Resultado - no lugar do resultado. -
Teoria da Ubiquidade - tanto no lugar em que ocorreu a conduta como o
resultado.
-
Cuidado - Com relação ao lugar do crime, a teoria adotada é a da ubiquidade,
tanto o lugar do crime como o resultado são considerados na prática da conduta
do agente criminoso.
Lugar do crime (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 1984)
"Considera-se praticado o crime no lugar em que ocorreu a ação ou omissão,
no todo ou em parte, bem como onde se produziu ou deveria produzir-se o
resultado.(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 1984)", Art. 6º, CPB.
Conflito Aparente de
Normas
Especialidade -
Subsidiariedade : - Relação de Conteúdo
Convenção ( Crime
progressivo /
Progressão criminosa)
-
Página 36 de Direito Penal I
Tempo do Crime
Teoria da atividade -
Lugar do crime
Teoria da ubiquidade (crimes a distância) -
No Brasil -
Cuidado: Se o crime ocorreu no Brasil e veio a terminar na Argentina, o Brasil pela teoria da
Ubiquidade, o Brasil compreende competente para julgar a conduta do agente criminosa.
Cuidado 2: Se o crime ocorreu no Brasil e seu resultado ocorreu no Brasil o lugar competente
para o julgamento da sua conduta será no local do resultado do crime, como por exemplo, "A"
estelionatário emite um cheque sem fundos do banco da praça do ES em uma localidade de
MG e quando "B", comerciante que recebeu o cheque, tenta realizar o saque do valor
equivalente , através do cheque, o banco que processa o saque do banco informa que o
mesmo esta sem fundos, o local em que o resultado da conduta ocorreu foi no ES.
Exemplo 2: "A" arrola "B" como testemunha em um processo, entretanto "B" reside no RJ e
aquele reside no ES, o juiz responsável pelo processo emite uma carta precatória para o juiz
responsável pela comarca e circunscrição em que "B" reside. Durante o testemunho "B"
comete perjúrio e estes efeitos produzem resultados quando anexados ao processo. Portanto
o local competente para "A" ingressar contra "B" por crime contra a honra é Vitória.
Exemplo 3: Homicídio.
Conflito aparente de normas
Conceito: - Momento em que existem duas leis em vigor que aparentemente poderão ser
aplicadas a uma mesma situação. Surge uma hipótese que é a de qual lei deve ser utilizada?
Na prática este conflito não existe pois somente uma lei poderá ser aplicada, como por
exemplo, a 8.072 de 1.990 ( Lei de Crime Hediondos) e a Lei 11.105 de 2007 que vinha
tratar os assuntos relativos a progressão de pena, quando a Lei 11.105 entrou em vigor
como esta é mais benéfica para o réu esta passa a ser executada.
Princípio da especialidade -
Norma especial derroga norma geral.
Norma especial, contêm todos os elementos da norma geral e mais alguns elementos,
chamados por Fernando Capez como elementos especiais.
Exemplo: Homicídio, e o infanticídio as duas normas são iguais na destruição da vida, ou
seja, matar alguém entretanto no homicídio não existe o elemento especial 'estado
puerperal'
Homicídio
Art 121. Matar alguem:
Aula 10 - Lei Penal no Tempo
segunda-feira, 21 de março de 2011
07:46
Página 37 de Direito Penal I
Art 121. Matar alguem:
Pena - reclusão, de seis a vinte anos.
Art. 123 - Matar, sob a influência do estado puerperal, o próprio filho,
durante o parto ou logo após:
Pena - detenção, de dois a seis anos.
Infanticídio
Cuidado! No momento da derrogação da norma geral em substituição da norma
especializada a pena não é considerada sendo possível ocorrer uma ampliação da pena
que o autor da conduta criminosa será apenado.
Princípio da subsidiariedade -
Conceito: Só será aplicada no momento em que a norma principal não puder ser
aplicada.
Neste caso a norma subsidiária sempre vai prever uma punição menor do que a prevista
na norma principal.
Exemplo: Crime de roubo com utilização de arma de fogo, contra posse de arma de
fogo, observe que a posse de arma de fogo é menor que o roubo com utilização da arma
de fogo.
“É uma somatória do crime de furto com outros delitos, trata-se
de um “Crime Complexo”, elementos de outros delitos que se
somam para formar a estrutura de outro delito.” Emerson Castelo
Branco, EVP, aula 113, Curso Completo De Direito Penal
“Veja bem soma a estrutura do tipo especificado pelo legislador
de “Crime De Furto” com a estrutura do tipo do “Crime De
Violência”, e com o tipo definido pelo legislador do “Crime De
Grave Ameaça”, daí denominamos este de Crime Complexo”.
Emerson Castelo Branco, EVP, aula 113, Curso Completo De
Direito Penal
CUIDADO – “...ou depois de havê-la, por qualquer meio,
reduzido à impossibilidade de resistência” Caput, Art. 157,
CPB – É quando o agente criminoso o agente delitivo, reduz a
vítima a impossibilidade de oferecer resistência, podendo o
Crime De Roubo ser praticado sem violência ou grave ameaça.
Pena - RECLUSÃO, de 4 (quatro) a 10 (dez)
Art. 157 - Subtrair coisa móvel alheia[P1] , para si ou para outrem, mediante
grave ameaça [P2] ou violência a pessoa[P3] , ou depois de havê-la, por qualquer
meio, reduzido à impossibilidade de resistência[P4] :
[P1]Veja como o “Legislador” escreveu a estrutura do tipo ROUBO – Subtrair coisa
alheia móvel, MEDIANTE GRAVE AMEAÇA, ou VIOLÊNCIA a PESSOA, ou
DEPOIS de havê-la, por qualquer meio, REDUZIDO À IMPOSSIBILIDADE DE
RESISTÊNCIA.” - Se for feita uma comparação com o crime de FURTO
verificamos que TRATA-SE DA MESMA ESTRUTURA que soma a estrutura crime
de FURTO, porém com elementos particulares do crime de ROUBO. É o que se
chama de crime complexo. Nesse caso SOMA-SE a estrutura do crime de FURTO
com a estrutura da VIOLÊNCIA, essa sendo considerada isoladamente, GRAVE
AMEAÇA, sendo considerada isoladamente. Tanto o crime de VIOLÊNCIA, artigo
129 com o de GRAVE AMEAÇA , artigo
Página 38 de Direito Penal I
129 com o de GRAVE AMEAÇA , artigo
[P2] 1º) Modo de Execução do Crime - Denominada VIOLÊNCIA MORAL -
[P3] 2º) Modo de Execução do Crime – Denominado Violência a Pessoa
[P4]3º) Modo de execução – Emprega de um meio que impossibilitará a vitima de
oferecer resistência conta você. Exemplo: Você usa de uma substância
alucionógena, para roubá-lo.
Princípio da
Consunção
Crime mais
grave absorve
crime menos
graves.
-
Crime progressivo - O sujeito tem uma única intenção, desde o inicio
da conduta dele, como por exemplo "A" tem uma intenção de matar
"B", entretanto, inicia a conduta lesionando este e por resultado "B"
vem a óbito. Neste caso como a conduta de destruição da vida é mais
gravosa que a de lesão aquele absorve este.
Progressão Criminosa - O agente tem duas intenções uma inicial que
depois evolui para outra, como por exemplo, "A" que lesionar "B" e
durante a conduta altera sua intenção e altera para destruição da vida
de "B".
Princípio da territorialidade absoluta -
Princípio da territorialidade temperada -
Territorialidade
Conceito de Território
Extraterritorialidade
Condicionada -
Incondicionada -
Página 39 de Direito Penal I
Entre muros e favelas
"Excludente de antijuridicidade versus Estrito cumprimento do Dever Legal
Valor: 3 pts.
Dia 13/04/11
Trabalho digitado em dupla
Aula 11 - Documentário
quarta-feira, 23 de março de 2011
08:51
Página 40 de Direito Penal I
Convenções; -
Tratados; -
Regras de doutrina internacional. -
Princípios
Territorialidade absoluta ( somente a lei nacional é aplicada no território nacional); -
Territorialidade temperada(Não apenas Lei brasileira será aplicada em território nacional). -
No Brasil
Territorialidade
"Aplica-se a lei brasileira, sem prejuízo de convenções, tratados e regras de
direito internacional, ao crime cometido no território nacional. (Redação dada
pela Lei nº 7.209, de 1984)
§ 1º - Para os efeitos penais, consideram-se como extensão do território
nacional as embarcações e aeronaves brasileiras, de natureza pública ou a
serviço do governo brasileiro onde quer que se encontrem, bem como as
aeronaves e as embarcações brasileiras, mercantes ou de propriedade privada,
que se achem, respectivamente, no espaço aéreo correspondente ou em alto-
mar. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 1984)
§ 2º - É também aplicável a lei brasileira aos crimes praticados a bordo de
aeronaves ou embarcações estrangeiras de propriedade privada, achando-se
aquelas em pouso no território nacional ou em vôo no espaço aéreo
correspondente, e estas em porto ou mar territorial do Brasil.(Redação dada
pela Lei nº 7.209, de 1984)"Art. 5º, CPB.
Conceito de Territorialidade
Art.7º I - Lei Nacional em sem qualquer condição
II - Lei Nacional se presentes as condições do §2º.
§3º - Lei Nacional aplicada se presentes as condições do §2º, além das condições
presentes nas alíneas 'a' e 'b' do §3º.
São as hipóteses em que a Lei brasileira será aplicada fora do Brasil.
Extraterritorialidade
Art. 7º - Ficam sujeitos à lei brasileira, embora cometidos no estrangeiro:
(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 1984)
a) contra a vida ou a liberdade do Presidente da República; (Incluído
pela Lei nº 7.209, de 1984)
I - os crimes: (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Aula 12 - Territorialidade
segunda-feira, 28 de março de 2011
07:56
Página 41 de Direito Penal I
b) contra o patrimônio ou a fé pública da União, do Distrito Federal, de
Estado, de Território, de Município, de empresa pública, sociedade de
economia mista, autarquia ou fundação instituída pelo Poder Público;
(Incluído pela Lei nº 7.209, de 1984)
c) contra a administração pública, por quem está a seu serviço;
(Incluído pela Lei nº 7.209, de 1984)
d) de genocídio, quando o agente for brasileiro ou domiciliado no
Brasil; (Incluído pela Lei nº 7.209, de 1984)
a) que, por tratado ou convenção, o Brasil se obrigou a reprimir;
(Incluído pela Lei nº 7.209, de 1984)
b) praticados por brasileiro; (Incluído pela Lei nº 7.209, de 1984)
c) praticados em aeronaves ou embarcações brasileiras, mercantes ou
de propriedade privada, quando em território estrangeiro e aí não
sejam julgados. (Incluído pela Lei nº 7.209, de 1984)
II - os crimes: (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
§ 1º - Nos casos do inciso I, o agente é punido segundo a lei brasileira, ainda
que absolvido ou condenado no estrangeiro.(Incluído pela Lei nº 7.209, de
1984)
a) entrar o agente no território nacional; (Incluído pela Lei nº 7.209, de
1984)
b) ser o fato punível também no país em que foi praticado; (Incluído
pela Lei nº 7.209, de 1984)
c) estar o crime incluído entre aqueles pelos quais a lei brasileira
autoriza a extradição; (Incluído pela Lei nº 7.209, de 1984)
d) não ter sido o agente absolvido no estrangeiro ou não ter aí
cumprido a pena; (Incluído pela Lei nº 7.209, de 1984)
e) não ter sido o agente perdoado no estrangeiro ou, por outro motivo,
não estar extinta a punibilidade, segundo a lei mais favorável. (Incluído
pela Lei nº 7.209, de 1984)
§ 2º - Nos casos do inciso II, a aplicação da lei brasileira depende do
concurso das seguintes condições: (Incluído pela Lei nº 7.209, de 1984)
a) não foi pedida ou foi negada a extradição; (Incluído pela Lei nº
7.209, de 1984)
b) houve requisição do Ministro da Justiça. (Incluído pela Lei nº 7.209,
de 1984)
§ 3º - A lei brasileira aplica-se também ao crime cometido por estrangeiro
contra brasileiro fora do Brasil, se, reunidas as condições previstas no
parágrafo anterior: (Incluído pela Lei nº 7.209, de 1984)
Incondicionalmente
Independente do condenado ter sido absolvido ou acusado em país estrangeiro. Estes crimes
atingem o Brasil e este não abre mão de aplicar a Lei.
condicionalmente
O inciso II, Art.7º, CPB traz as hipóteses de extraterritorialidade condicionada, ou seja,
necessita da presença de algumas condições. Estas condições estão elencadas no §2º, Art.7º,
CPB. As mesmas condições são concorrentes, ou seja, é necessário que estas condições
estejam ocorrendo conjuntamente.
Página 42 de Direito Penal I
Pena cumprida no Estrangeiro
Pena cumprida no estrangeiro
(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
"A pena cumprida no estrangeiro atenua a pena imposta no Brasil pelo mesmo crime, quando
diversas, ou nela é computada, quando idênticas. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)",
Art. 8º, CPB.
Quando estas penas forem penas diversas, estas penas cumpridas no estrangeiro vão atenuar
a pena que deve ser cumprida no Brasil.
Esta é uma espécie de atenuante a pena aplicada no Brasil, isto se, a pena for diversa da
aplicada no Brasil.
Observe que se a pena cumprida for idêntica, o juiz de direito só vai abater da pena que o
agente for sentenciado na ação penal no Brasil.
Detração no Estrangeiro
Detração
"Computam-se, na pena privativa de liberdade e na medida de segurança, o tempo de prisão
provisória, no Brasil ou no estrangeiro, o de prisão administrativa e o de internação em qualquer
dos estabelecimentos referidos no artigo anterior. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)"
Art. 42, CPB
Nas hipóteses existentes de prisão provisória, no Brasil, o agente que teve a sua liberdade
restringida terá o abatimento, do tempo que este agente ficou preso provisoriamente, na
pena definida na sentença final transitado em julgado.
Este instituto age sobre as penas que são cumpridas e aplicadas no Brasil, de forma
semelhante ao que ocorre no Art. 8º do CPB.
Eficácia de sentença estrangeira
Eficácia de sentença estrangeira
(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
I - obrigar o condenado à reparação do dano, a restituições e a outros
efeitos civis; (Incluído pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
II - sujeitá-lo a medida de segurança.(Incluído pela Lei nº 7.209, de
11.7.1984)
a) para os efeitos previstos no inciso I, de pedido da parte
Parágrafo único - A homologação depende: (Incluído pela Lei nº
7.209, de 11.7.1984)
"A sentença estrangeira, quando a aplicação da lei brasileira produz na
espécie as mesmas conseqüências, pode ser homologada no Brasil para:
(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Página 43 de Direito Penal I
a) para os efeitos previstos no inciso I, de pedido da parte
interessada; (Incluído pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
b) para os outros efeitos, da existência de tratado de extradição
com o país de cuja autoridade judiciária emanou a sentença, ou,
na falta de tratado, de requisição do Ministro da Justiça. (Incluído
pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
A sentença estrangeira poderá ser aplicada no Brasil em duas hipóteses:
1) Para a reparação do dano;
2) Para a aplicação de Medida de Segurança - internação de doentes mentais em hospital
psiquiátrico para tratamento - esta não pode ser considerada como pena, porque envolveria
uma agente criminoso, coisa que não há, más sim um doente mental por isto diz-se de
'tratamento de doente mental'.
Se estivermos falando de um crime a sentença estrangeira não será aplicada no território nacional,
ou seja, em se tratando de sentença criminal esta não será aplicada no Brasil.
Contagem de prazo
Art. 10º
Frações computáveis de pena
Legislação Especial
Página 44 de Direito Penal I
Contagem do prazo
Contagem de prazo
(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Art. 10 - O dia do começo inclui-se no cômputo do prazo.
Contam-se os dias, os meses e os anos pelo calendário
comum. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Contagem de
Prazo
Penais - Contagem do inclui o 1º dia do prazo.
Beneficia o réu.
Exemplo: Instituto da prisão preventiva, que é utilizado pelo juiz para
decretar a prisão de "A" por um período de 5(cinco) dias.
No momento em que o oficial de justiça encontra com "A" e proclama
a sua prisão, motivada por ordem judicial inicia o prazo de 5(cinco)
dias. Se esta prisão ocorrer as 09h00min da manhã ou as 21h00min da
noite, o dia será contado igualmente, sendo este incluído na
contagem.
Processuais Penais - Recurso em sentido estrito - como característica
não conta o dia da intimação.
Exemplo: "A" é intimado ( convocado em segunda instância) por
jornal, diário oficial, e fica cientificado que tem sua prisão decretada.
Deste momento até amanhã o seu advogado possui como prazo para
apresentar um recurso que permita que o mesmo não seja preso.
Frações não computáveis da pena
(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
"Desprezam-se, nas penas privativas de liberdade e nas
restritivas de direitos, as frações de dia, e, na pena de
multa, as frações de cruzeiro. (Redação dada pela Lei nº
7.209, de 11.7.1984)", Caput, Art. 11, Decreto Lei
2.848 de 1.940, 'Código Penal'.
Dosimetria da pena
Frações não computáveis da pena
Aula 13 - Contagem de Prazo
quarta-feira, 30 de março de 2011
07:51
Página 45 de Direito Penal I
No momento em que o juiz esta calculando o tempo de 'apenamento' de
um réu que cometeu um crime, pode ocorrer o surgimento de prazos a
cumprir com frações de dia.
Fase da dosimetria da pena
O juiz numa primeira fase aplica ao réu que praticou um crime a pena
estipulada no tipo penal.
Numa segunda fase de análise da pena base de um crime, o juiz passa
para a analisar as atenuantes e agravantes ( 61 a 67) do crime praticado.
Numa terceira fase o juiz passa para a análise de aumento de pena,
previstas em todo o código.
Isto compõe a dosimetria da pena, neste caso o calculo permite surgir
uma pena que fique inferior a pena base ou superior a máximo da pena
cumprida.
Neste caso pode surgir a incidência em horas.
Legislação especial
(Incluída pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Art. 12 - As regras gerais deste Código aplicam-se aos fatos
incriminados por lei especial, se esta não dispuser de modo
diverso. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Subsidiariedade
Conceito
O código penal extrapola o decreto lei e avança sobre a legislação específica ,
desde que, a legislação específica não disponha em sentido contrário.
Página 46 de Direito Penal I
I ) Conceito de Crime
1) Formal
Conceito
Para o conceito formal é crime aquilo que a legislação cita como crime, e o código penal traz
no artigo 1º da Lei de introdução do código penal.
"É crime toda a legislação que o legislador sanciona, com a pena de reclusão, ou detenção, quer
isoladamente, quer cumulativamente, ou alternativamente com a pena de multa.", Caput,
Art.1º, Lei 3.914 de 1.941, 'Lei de introdução ao Código Penal'.
2) Material
Conceito
Para o conceito material é crime toda a conduta jurídica que lesa um 'bem jurídico' a
sociedade. Bem jurídico são os valores protegidos pela sociedade, como pro exemplo, 'a vida',
' o patrimônio', ' a liberdade sexual', ' a saúde', ' a coisa pública'.
3) Analítico a) concepção bipartida
b)concepção tripartida
Conceito
'É crime toda a conduta que preencher todos os elementos do crime'. Este conceito se divide
em duas concepções, a concepção bipartida, e a concepção tripartida.
Concepção bipartida
Fato típico; -
Antijurídico(ilícito). -
Para a concepção bipartida o crime possui dois elementos;
Observação: Os seguintes doutrinadores adotam esta teoria, Mirabeti, Delmanto,
Tourinho Filho, Rene Ariel, Dotti.
Concepção tripartida
Fato típico; -
Antijurídico(ilícito); -
Culpável. -
Para a concepção tripartida o crime possui três elementos.
Observação importante!
A legislação brasileira adotou a concepção analítica tripartida .
Para o curso de Direito Penal se adota então o estudo a esta concepção.
Aula 13 - Teoria Geral do Crime
quarta-feira, 30 de março de 2011
08:28
Página 47 de Direito Penal I
Conceito de Crime ( segundo Guilherme de Souza Nucci)
"Em verdade, é a sociedade a criadora inaugural do crime, qualificativo que reserva às
condutas ilícitas mais gravosas e merecedoras de maior rigor punitivo. Após cabe ao
legislador transformar esse intento em figura típica, criando a lei que permitirá a
aplicação do anseio social aos casos concretos." (Nucci, p.166)
Aula 13 - Teoria Geral do Crime (adicionando conceitos)
quarta-feira, 4 de maio de 2011
16:29
Página 48 de Direito Penal I
Conceito:
Crime é toda a conduta que o Estado tipifica como criminosa.
"É crime toda a legislação que o legislador sanciona, com a pena de reclusão, ou detenção, quer
isoladamente, quer cumulativamente, ou alternativamente com a pena de multa.", Caput,
Art.1º, Lei 3.914 de 1.941, 'Lei de introdução ao Código Penal'.
Elementos do Crime
Fato típico, Antijurídico e Culpável
Fato Típico
É aquilo que a lei descreve em abstrato, como conduta criminosa.
A expressão fato "típico é sinônima" de "tipo penal".
Elementos do Fato típico
Conduta a)
Conduta é toda ação ou omissão, humana consciente e voluntária voltada a uma
finalidade qualquer.
Observe que em muitas ocasiões se confunde a conduta com a produção de um
resultado, o que também é chamado de ato positivo, entretanto, a conduta também
pode ser produzida por um não fazer, ou seja, um ato negativo. Este é chamado de
omissão, enquanto aquela é chamada de comissão.
Lembre-se das classificações do crime, quando trabalhamos com a classificação do crime
quanto a resultado, tendo esta classificação duas espécies o "Crime comissivo" e o
"Crime omissivo". Este é a omissão do agente que gera um resultado e aquele é uma
conduta praticada pelo agente que produz o resultado.
Classificação dos crimes comissivo
Omissivo próprio (ou puro) - É aquele para sua caracterização basta a simples
omissão do agente, não é necessário que da omissão se gere o
resultado.
Exemplo: Artigo 135, Lei 2.848 de 1940,
impróprio ( ou comissivo por omissão) - É aquele que para sua
caracterização não basta apenas a omissão de um agente necessita de
um resultado material , conforme previsto no §2º,Art.13.
"Art. 13 - O resultado, de que depende a existência do crime, somente é
imputável a quem lhe deu causa. Considera-se causa a ação ou omissão
sem a qual o resultado não teria ocorrido. (Redação dada pela Lei nº
7.209, de 11.7.1984)
Aula 14 - Conceitode Crime
segunda-feira, 4 de abril de 2011
07:51
Página 49 de Direito Penal I
7.209, de 11.7.1984)
Superveniência de causa independente(Incluído pela Lei nº 7.209, de
11.7.1984)
§ 1º - A superveniência de causa relativamente independente exclui a
imputação quando, por si só, produziu o resultado; os fatos anteriores,
entretanto, imputam-se a quem os praticou. (Incluído pela Lei nº 7.209, de
11.7.1984)
Relevância da omissão(Incluído pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
§ 2º - A omissão é penalmente relevante quando o omitente devia e podia
agir para evitar o resultado. O dever de agir incumbe a quem:(Incluído
pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
a) tenha por lei obrigação de cuidado, proteção ou vigilância; (Incluído
pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
b) de outra forma, assumiu a responsabilidade de impedir o
resultado; (Incluído pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
c) com seu comportamento anterior, criou o risco da ocorrência do
resultado. (Incluído pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)"
Quem pratica
Apenas quem pratica conduta criminosa é pessoa física maior de 18 anos.
Surge a questão se uma pessoa jurídica também pode cometer crimes, a resposta a
esta questão envolve duas teorias:
Teoria da Realidade
A teoria da Realidade Otto Gierke que trata a pessoa jurídica como real, ou seja, ela
existe possuindo patrimônio próprio, distinto dos seus sócios, esta existe nota fiscal em
seu nome, ela possui conta em banco, em seu nome. Logo se ela possui um local, lugar
físico, possui patrimônio, possui autonomia econômica, pode por sua existência praticar
conduta criminosa.
Teoria da Ficção
Esta teoria da Ficção, que foi proposta por "Savigny", a pessoa jurídica é uma
criação da mente humana ela não existe, como aquilo que não existe não pratica
conduta criminosa e se não existe conduta criminosa ela não pode ser responsabilizada
criminalmente. A pessoa jurídica consiste em mera ficção e de fato não existe. Aquilo
que não existe também não pode praticar conduta criminosa, e portanto não pode ser
responsabilizado criminalmente por esta conduta.
A Teoria que foi adotada no Brasil é a teoria da ficção, excepcionalmente a
CRFB de 1.988 veio excepcionando esta teoria, admitindo em duas hipóteses que a
pessoa jurídica pode sim ser responsabilizada criminalmente.
H1: Crime ambiental ( Lei 9.065 de 1.998)
H2: Crime contra a Econômico e Financeiro.
Resultado b)
Nexo Causal c)
Tipicidade d)
Página 50 de Direito Penal I
Conceito do Crime
a) Formal artigo 1º da LICP
Toda a conduta que o Estado pune com uma pena de reclusão ou detenção, cumulada ou não
com uma pena de multa.
-
b) Material
Crime é toda a conduta que viola bens jurídicos importantes para a Sociedade, segundo este
conceito é a sociedade que diz o que é uma conduta criminosa.
-
c) Analítico
Crime é toda a conduta que atinge os elementos do crime, a partir desta teoria surge duas
concepções.
-
Bipartido (fato típico, e antijurídico); -
Tripartido ( fato típico, antijurídico, e culpável). -
1) Conceito do Crime
Observe que a Doutrina brasileira adota a teoria tripartida.
Fato típico
Descrição abstrata do crime pelo legislador.
Conduta;
Ação ou omissão - crimes comissivos e omissivos(próprio, impróprio, ou impuro); 
Humana - pessoa física, ou pessoa jurídica (para os crimes que lesam o meio
ambiente e o economia financeira)

Art. 18 - Diz-se o crime: (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
I - doloso, quando o agente quis o resultado ou assumiu o risco de
produzi-lo;(Incluído pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Crime doloso (Incluído pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
II - culposo, quando o agente deu causa ao resultado por imprudência,
negligência ou imperícia. (Incluído pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Parágrafo único - Salvo os casos expressos em lei, ninguém pode ser punido
por fato previsto como crime, senão quando o pratica dolosamente. (Incluído
pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Crime culposo (Incluído pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Ação ou omissão humana consciente e voluntária voltada a uma finalidade qualquer. -
Elementos
Aula 15 - Teoria Geral do Crime
segunda-feira, 25 de abril de 2011
07:49
Página 51 de Direito Penal I
Observe que para efeito de calculo da pena, pouco importa se o agente atuou com
dolo direto, ou indireto, pouco importa se você atuou com culpa, imperícia ou
negligência, sua pena será a mesma.
Dolo Direto (Imediato)
".. , quando o agente
quis o resultado..."
Indireto (Mediato)
"..., quando o
agente... , ou
assumiu o risco de
produzi-lo"
Eventual
Assume o risco de praticar uma ou outra violação
jurídica. Neste estudo se excluem condutas
involuntárias ou incontroláveis pelo agente, como
o caso de sonambulismo.
Alternativo
Dolo
"II - culposo, quando o agente deu causa ao resultado por
imprudência, negligência ou imperícia.", II, Artigo 18, CPB
Quando o agente não quer o resultado
Culposo
Modalidades de Culpa
Consiste em uma ação positiva por parte do agente, sem observar os
cuidados necessários.
Exemplo: Seria o agente que dirige em alta velocidade em uma via
que dá acesso a uma escola.
Imprudência
Negligência
A negligência é um não fazer por parte do agente, é um deixar de
fazer alguma coisa, a conduta dele é uma conduta negativa, uma
omissão por parte do agente.
Exemplo: Pessoa que vai realizar uma viagem, e antes de iniciar a
viagem ela se omite em realizar a revisão do seu veículo, como por
exemplo, nível de óleo, água, condição dos pneus, e termina por
provocar um acidente.
Imperícia
É um atuar sem ter a técnica necessária.
Exemplo: Advogado que decide realizar uma cirurgia em uma pessoa.
Imperícia "qualificada" - Na imperícia qualificada o sujeito tem a
Página 52 de Direito Penal I
Imperícia "qualificada" - Na imperícia qualificada o sujeito tem a
técnica más deixa de observá-la.
Cuidado em regra o crime é punido como dolo, só será possível analisar se existe culpa
se o fato típico possuir esta previsão, ou seja, se o legislador
Classificação da Culpa
Culpa Consciente
O sujeito prevê o resultado, o resultado é previsível. Apesar de prever o resultado
ele não deseja que o resultado ocorra.
-
O sujeito sequer prevê o resultado, apesar do resultado ser previsível para o
chamado homem médio.
-
Culpa Inconsciente
Cuidado!
Dolo eventual ≠ Culpa consciente
No dolo eventual pela teoria do "foda-se" o resultado é indiferente, ou seja, o agente
não importa-se com o resultado que será produzido.
Na culpa consciente, depois que o resultado aconteceu, se arrepende de ter produzido o
mesmo.
b) Resultado;
c) Nexo Causal;
d) Tipicidade.
Página 53 de Direito Penal I
Conceito: é aquilo que a lei descreve em abstrato como crime
Elementos
do Fato
Típico:
Tipicidade
Tipo penal estabelecido no ordenamento jurídico; -
"Nomen juris" - título - síntese do bem protegido; ○
Preceito primário - descreve o tipo proibido; ○
Preceito secundário - descreve a parte sancionadora, e ocorre nos tipos
incrimiandores.

Estrutura do tipo penal: -
Conduta
Omissiva -
Comissiva -
Resultado
O que se resolve do crime; -
Nem todos os crimes desenvolvem resultados materiais, como, por exemplo, os
crimes formais, entretanto, para ser crime deve haver um resultado,
consequentemente o resultado, ao qual se refere o Art.13, CPB, ou seja , "o
crime" só pode ser o RESULTADO JURÍDICO.
Resultado Jurídico - É a ofensa a um bem jurídico, que se expressa em uma
lesão ou perigo concreto de lesão. Esse resultado jurídico possui natureza
normativa (é um juízo de valor que o juiz deve fazer em cada caso para verificar
se o bem jurídico protegido pela norma entrou no raio de ação dos riscos
criados pela conduta).
Princípio da Ofensividade do Direito Penal - Verifica se algum bem jurídico foi
lesado, por ação, ou omissão de um agente.
Nexo de Causal
Teoria da Causalidade Adequada; -
Pela teoria de von Kries, "Causa" é a condição necessária para determinar a
produção do evento.
Causa é o antecedente, não só necessário, más também adequado para gerar o
resultado, demonstrando que nem todas as condições serão causa, más apenas
aquela que for a mais apropriada a produzir o evento.
Teoria da Relevância jurídica; -
Aula 16 - Fato Típico
Wednesday, April 27, 2011
1:40 PM
Página 54 de Direito Penal I
A condição relevante para o resultado.
O significado da "relevância jurídica", diz que, primeiro, ele engloba dentro de si
o juízo da adequação. Será irrelevante tudo aquilo que for imprevisível par o
homem prudente, situado no momento da prática da ação.
"Só o objetivamente previsível é causa relevante!"
Teoria da equivalência dos antecedentes causais (ou da 'conditio sine qua
non').
-
Liame, ou seja, o que liga as circunstâncias; -
Elemento Subjetivo
Culpa; ou -
Dolo; -

Página 55 de Direito Penal I
Prova: FMP-RS - 2008 - MPE-MT - Promotor de Justiça
Disciplina: Direito Penal | Assuntos: Fato tipico;
Assinale a alternativa correta.
O tipo omissivo não se aperfeiçoa na hipótese de
a) o agente não ter o poder de agir.
b) o agente não ser o garantidor.
c) o tipo não descrever um comportamento de não-fazer.
d) não haver prejuízo efetivo de terceiro.
e) o garantidor estar com medo de enfrentar o perigo.
Para resolver a questão é necessário entender os conceitos dos crimes omissivos que podem ser:
-Crime omissivo próprio ou puro é o que descreve a simples omissão de quem tinha o dever de
agir (o agente não faz o que a norma manda).
Exemplo clássico de crime omissivo próprio, o tipo penal de omissão se socorro tem como bem
tutelado a vida e a saúde da pessoa humana. Trata-se de norma de conduta positiva, uma vez
que obriga o indivíduo a fazer algo, mesmo não havendo nexo de causalidade entre ele e o
periclitante.
-Crime omissivo impróprio, impuro (ou comissivo por omissão) é o que exige do sujeito uma
concreta atuação para impedir o resultado que ele devia (e podia) evitar. Não tem tipos
específicos, gerando uma tipicidade por extensão . Exemplo: guia de cego que no exercício de sua
profissão se descuida e não evita a morte da vítima que está diante de uma situação de perigo. O
agente responde pelo crime omissivo impróprio porque não evitou o resultado que devia e podia
ter evitado. Nos crimes omissivos impróprios a omissão consiste a transgressão do dever
jurídico de impedir o resultado. Veja que neste tipo há um garantidor, ou garante, que fica
obrigado a agir.
Vamos a questão:
O tipo omissivo não se aperfeiçoa na hipótese de
a) o agente não ter o poder de agir. Correta- Se o agente não podia agir, não há que se falar em
omissão!
b) o agente não ser o garantidor. Errada- No crime omissivo próprio não há a necessidade do
garantidor e mesmo assim o crime se aperfeiçoa
c) o tipo não descrever um comportamento de não-fazer. Errada- Os crimes omissivos impróprios
ou comissivos por omissão não tem tipos específicos e mesmo assim o crime se aperfeiçoa.
d) não haver prejuízo efetivo de terceiro. Errada- Independente de prejuízo a omissão aperfeiçoará
o tipo.
e) o garantidor estar com medo de enfrentar o perigo.Errada- A posição de garante atribui o dever
jurídico de agir, não podendo, o medo, isentar o agente desta responsabilidade.
Prova: CESPE - 2010 - DETRAN-ES - Advogado
Disciplina: Direito Penal | Assuntos: Fato tipico;
Exercício sobre Fato Típico
segunda-feira, 13 de junho de 2011
09:40
Página 56 de Direito Penal I
Disciplina: Direito Penal | Assuntos: Fato tipico;
Ver texto associado à questão
Fato ilícito ou injusto é a contrariedade entre o fato e a lei, não comportando escalonamentos de
índole subjetiva.
Certo Errado
De acordo com Cleber Masson,
"o ilícito é a oposição entre um fato típico e o ordenamento jurídico. A relação é lógica e de mera
constatação, não comportando graus (...)
De seu turno, injusto é o antagonismo entre o fato típico e a compreensão social acerca da
justiça. (...) Se não bastasse, o injusto se reveste de graus, vinculados à intensidade de
reprovação social causada pelo comportamento penalmente ilícito".
O INJUSTO é a conjugação de FATO TIPICO + ANTIJURIDICO, ficando de fora a culpabilidade.
Assim, a questão possui dois erros:
1) Quando diz que fato ilícito é sinônimo de injusto;
2) Dizer que o fato ilícito independe da análise do elemento subjetivo (dolo e culpa).
Prova: CESPE - 2009 - SEJUS-ES - Agente Penitenciário
Disciplina: Direito Penal | Assuntos: Fato tipico;
Ver texto associado à questão
A tipicidade, elemento do fato típico, é a correspondência entre o fato praticado pelo agente e a
descrição de cada espécie de infração contida na lei penal incriminadora, de modo que, sem
tipicidade, não há antijuridicidade penal, pois, comportadas as exclusões legais, todo fato típico é
antijurídico.
Certo Errado
De acordo com Zaffaroni todo fato típico é prioristicamente antijurídico, ou seja, há fatos típicos
que não são antijurídicos.
Gustavo Octaviano Diniz Junqueira diz que "o juízo de tipicidade permite concluir que a conduta é,
a princípio, proibida pelo ordenamento jurídico. Apenas com a verificação da antijuridicidade, no
entanto, será possível ter certeza de que a conduta objetivamente considerada é realmente
contrária ao ordenamento jurídico penal".
Página 57 de Direito Penal I
Cogitação: passa na mente do agente
Preparação: seleciona os meios aptos a chegar ao resultado
Relembrando
EXECUÇÃO
Nesta fase o agente começa, ou seja, inicia a execução do verbo núcleo do tipo. -
"Art. 14 - Diz-se o crime: (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)"

CONSUMAÇÃO
I - consumado, quando nele se reúnem todos os elementos de sua definição
legal; (Incluído pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Crime consumado (Incluído pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
II - tentado, quando, iniciada a execução, não se consuma por circunstâncias
alheias à vontade do agente. (Incluído pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Tentativa (Incluído pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
O agente consegue executar a sua ação, sendo esta ação tipificada pelo CPB. -
Parágrafo único - Salvo disposição em contrário, pune-se a tentativa com a
pena correspondente ao crime consumado, diminuída de um a dois
terços.(Incluído pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Pena de tentativa (Incluído pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
O agente não consegue executar a sua ação por motivos alheios a sua vontade.
Espécies de Tentativa
Tentativa
O agente pratica todos os atos de execução que estavam a sua disposição,
entretanto, ele não consegue consumar a infração.
-
Exemplo: "A" dispara projéteis de uma arma de fogo contra "B", descarregando
todas as balas de seu revolver, entretanto, os disparos não conseguiram produzir
o resultado que era destruir a vida de "B".
Perfeita
Imperfeita
Aula 17 - Inter criminis
segunda-feira, 4 de abril de 2011
07:55
Página 58 de Direito Penal I
O agente não consegue praticar todos os meios que estavam a sua disposição
para praticar o crime.
-
Exemplo: "A" dispara projéteis de uma arma de fogo contra "B", interrompendo
os disparos quando ainda faltavam 2 projéteis na arma de fogo, ou seja, não
descarregou todas as balas do revolver, implicando em não atingir o resultado
desejado que era a destruição da vida de "B".
Branca
Nesta espécie de tentativa, a vítima não é atingida, após, a execução da conduta
por parte do agente crimógeno.
-
Exemplo: "A" dispara projéteis de uma arma de fogo contra "B", na tentativa de
destruir a vida deste, entretanto, nenhum dos projetis que foram disparados
atingiram a vítima.
Cruenta
Na tentativa cruenta a vítima é atingida ( "sua roupa fica suja de sangue"). -
Exemplo:
Qualificada ou abandonada
Pode ocorrer em duas espécies
Desistência voluntária; e -
Arrependimento eficaz. -
Na desistência voluntária, o agente pratica todos os atos de execução que
estavam a sua disposição, 'e podendo continuar na execução' o agente
simplesmente para.
Exemplo: "A" dispara projéteis de arma de fogo contra "B", com a intenção
de destruir a vida de "B", entretanto, no meio da tentativa, ou seja, com
metade da munição para de tentar contra a vida de "B".
Nesta prática o agente abandona a prática da conduta, antes da sua execução, ou
seja, não existe o elemento "..., circunstância alheia a vontade do agente..."
-
Inidônea
Exaurimento
Página 59 de Direito Penal I
Relembrando
Cogitação; ○
Preparação; ○
O bem jurídico protegido pela norma sofre a lesão, ou é destruído. 
Execução; ○
Aqui se observa a ocorrência da fase núcleo do tipo. 
Consumação. ○
Alguns doutrinadores nomeiam, ou inserem, uma 5ª fase. Esta fase é chamada de
"Exaurimento", que é o proveito econômico do
Intercrimini -
Tentativa Perfeita
Imperfeita
Branca
Cruenta
Pode ocorrer da seguinte forma
Tentativa Perfeita Branca
Cruenta
Imperfeita Branca
Cruenta
Qualificadora ou abandonada
Lembrando que os elementos da tentativa são:
Inicio da execução -
Não Consumação -
Circunstâncias alheias a vontade do agente. -
Cuidado!
A tentativa qualificada ou abandonada, apesar de ser estudada no capítulo de tentativa, não
pode ser qualificada como tentativa, más sim, de crime na forma tentada.
Exemplo: Quando um terceiro, ou algo, interrompe a execução do ato e impede o
agente de atingir o sucesso da sua vontade, como no caso de uma tentativa de
homicídio.
Art. 15. Diz-se o crime:
Aula 18 - Tentativa
segunda-feira, 9 de maio de 2011
07:49
Página 60 de Direito Penal I
I - doloso, quando o agente quís o resultado ou assumiu o risco de produzí-lo;
II - culposo, quando o agente deu causa ao resultado por imprudência, negligência
ou imperícia.
Parágrafo único. Salvo os casos expressos em lei, ninguem pode ser punido por fato
previsto como crime, sinão quando o pratica dolosamente.
Desistência voluntária
Artigo 15, 1ª parte:
Podendo continuar até a consumação, o agente desiste, do seu intento.
Exemplo: "A" estava no meio de uma execução de um plano de matar "B", possuía a
ferramenta para tal evento, no caso uma arma carregada com projéteis, e atirou apenas
uma vez, desistindo do seu plano, ainda restando mais projéteis no seu revolver.
Arrependimento eficaz
Artigo 15, 2ª parte:
Na execução do crime que o agente
Inidônea ou crime impossível
"Não se pune a tentativa quando, por ineficácia absoluta do meio ou por absoluta impropriedade
do objeto, é impossível consumar-se o crime (artigo 76, parágrafo único, e 94, n. III).", Art. 14,
Lei 2.848 de 1940, "Código Penal Brasileiro".
Diz-se crime impossível, quando o agente por
"...,por ineficácia absoluta do meio ou por absoluta impropriedade do objeto,..."
Exemplo: "A" esta intencionando matar "B", e para realizar o seu intento aquele dá um
copo de vidro com água como conteúdo
Penas
Crime tentado vai se punido com a mesma pena do crime consumado, com uma redução
que varia de ⅓a ⅔da pena do crime consumado.
Relembrando:
A dosimetria da pena é executada em três fases:
A primeira - o artigo referente ao tipo penal; -
A segunda - os agravantes, e atenuantes; -
A terceira - Causa de aumento, ou Causa de Diminuição. -
Página 61 de Direito Penal I
Resultado 4anos -> regime fechado; 
< 4 anos > 2 anos -> Regime semi-aberto;
2 anos = regime aberto.
O juiz vai utilizar a redução de ⅓a ⅔utilizando como referência tão quanto o agente se
aproximou do seu intento.
CRIMES QUE NÃO ADMITEM TENTATIVA
Não admitem
tentativa
Culposos
Omissivos
Unisubsistentes
Preterdoloso
Contravenção Penal
Art. 4º da Lei de Contravenções Penais
Crimes habituais

São os que precisam ser praticados por várias vezes para que sejam
executados.
Fato Típico ≠ Tipicidade
Elementos do Fato típico
a) Objetiva
b) Normativa
c) Subjetiva
Elementares -
Circunstânciail -
Página 62 de Direito Penal I
Relembrando
Crimes que não Admitem Tentativa
Culposos; -
Como não há vontade do agente em cometer o crime, não há possibilidade então de
estabelecer um nexo causal com o agente.
Omissivos próprios, ou puros; -
Basta a omissão para que a conduta seja tipificada, não há como tentar se omitir.
Unissubsistentes; -
São aquele que são praticados com uma única conduta por parte do agente, ou pratica e
é caracterizado, ou não pratica. Os principais crimes que se enquadram nesta categoria
são os crime contra a honra.
Se o agente não cometer, ou seja, não executar a conduta não será possível ser
tipificado.
Contravenções Penais; -
No Art. 4º da Lei de Contravenções Penais expressa esta.
Habituais -
Preterdoloso; -
O crime preterdoloso consiste em crimes com duas fases, uma em que os resultados são
produzidos por ação direta do agente e, a segunda fase é uma consequência da ação da
primeira ação do agente, ou seja, produzida como consequência dos seus atos.
Tipo Final ≠ Tipicidade
1) conceito
"Pelo resultado que agrava especialmente a pena, só responde o agente que o houver causado ao menos
culposamente.(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)", Art. 19, Lei 2.848 de 1.940, Código
Penal Brasileiro.
Tipo penal é a descrição em abstrato da conduta criminosa por parte do legislador.
Aula 19 - Crimes que Não Admitem Tentativa
quarta-feira, 11 de maio de 2011
07:42
Página 63 de Direito Penal I
Tipo penal é a descrição em abstrato da conduta criminosa por parte do legislador.
Tipicidade é o encaixa da conduta praticada pelo agente ao tipo penal que foi descrito pelo
legislador.
Tipicidad
e
Direta
Consegue encaixar de forma perfeita a conduta abstrata descrita pelo
legislador com a conduta do agente.
-
Indireta
Neste caso não será possível o encaixe da conduta do agente
diretamente com a descrição abstrata feita pelo legislador.
-
Exemplo:
2) Elementos
O tipo penal possui elementos, que são chamados de elementares e circunstâncias.
As elementares são dados fundamentais sem os quais a figura típica deixa de existir. Estas
sempre se encontram no "Caput" dos dispositivos normativos.
"Matar alguém", Art. 121, Caput.
Exemplo:

Elementos
Elementares
Objetivas
Exemplo: "Matar", "Portar", "Subtrair", "Manter",
"Coagir", "alguém"
São aquelas que não é necessário fazer qualquer juízo de
valor, a interpretação das palavras se dá de forma muito
clara pelo interprete.
-
Normativas
São aquelas aonde exige-se um juízo de valor, ou seja, o
significado destas expressões não se dá de forma tão
simples.
-
Exemplo: "decoro", "honra", "mulher honesta",
"documento público", "local público"
Subjetivas
Se referem a finalidade do tipo. -
Exemplo: "Sequestrar pessoa com o fim de obter ,
Página 64 de Direito Penal I
Exemplo: "Sequestrar pessoa com o fim de obter ,
para si ou para outrem, qualquer vantagem como
condição ou preço do resgate."
Circunstâncias
São dados acessórios sem os quais a figura típica continua
existindo, as circunstâncias estão previstas nos parágrafos
do dispositivo.
-
Exemplo:
"§1º homicídio praticado por motivo de relevante valor
social, moral"
Pena reduzida.
"§2º se o crime é praticado de forma cruel".
Pena de 12 a 30 anos.
3) Erro de Tipo
Conceito:
Essencial
Consiste na falsa percepção da realidade.
O agente se equivoca no tocante aos elementos constitutivos do tipo penal (elementares e,
ou, circunstâncias).
Quando o agente se equivoca em relação a estes aos elementos constitutivos se dá o nome de
"erro essencial".
Exemplo: Caçador que durante a caçada termina por alvejar uma pessoa e destruindo a
vida desta, pensando estar alvejando um animal de caça.
Circunstância
Quando o agente comete uma conduta tipificada como criminosa, má erra em relação a
uma das circunstância do crime, ou seja, uma das características acessórias do crime.
Essencial Elementares Desculpável Excluí dolo
e Culpa
Indesculpável Excluí dolo
Circunstância Excluí a circunstância
Acidental Erro Sobre o Objeto Erro in Persona
Erro in objeto
Página 65 de Direito Penal I
Sobre o modo de execução 'Aberratio' ictus
'Aberratio' criminis
Sobre o nexo causal 'Aberratio' causal
Página 66 de Direito Penal I
Aula 20 -
quarta-feira, 18 de maio de 2011
07:53
Página 67 de Direito Penal I
Relembrando
Teoria analítica do crime
Fato Típico + Antijurídico + Culpável
Antijurídica (ilicitude)
Conduta que contraria o ordenamento jurídico.
Excludentes de antijuridicidade:
Art. 23 - Não há crime quando o agente pratica o fato: (Redação dada pela
Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
I - em estado de necessidade; (Incluído pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
II - em legítima defesa;(Incluído pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
III - em estrito cumprimento de dever legal ou no exercício regular de
direito.(Incluído pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Exclusão de ilicitude(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Causa Supralegal Bem disponível
Capacidade de dispor
Exemplo punível
Parágrafo único - O agente, em qualquer das hipóteses deste artigo,
responderá pelo excesso doloso ou culposo.(Incluído pela Lei nº 7.209, de
11.7.1984)
Excesso punível (Incluído pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Intencional
Se este excesso na resposta é possível de ser evitado,
então se responde de forma dolosa. Não excluí
dolo ou culpa.
-
Evitável
Não intencional
Se apesar de não desejar exceder, poderia ter evitado a
ação, não responde pelo excesso de forma dolosa, Exclui dolo e -
Inevitável
Aula 21 - Exclusão de Ilicitude
quarta-feira, 18 de maio de 2011
07:53
Página 68 de Direito Penal I
ação, não responde pelo excesso de forma dolosa,
responde pelo excesso de forma culposa.
Exclui dolo e
culpa;
-
A) Estado de Necessidade
§ 1º - Não pode alegar estado de necessidade quem tinha o dever
legal de enfrentar o perigo. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de
11.7.1984)
§ 2º - Embora seja razoável exigir-se o sacrifício do direito ameaçado,
a pena poderá ser reduzida de um a dois terços." (Redação dada pela
Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
"Considera-se em estado de necessidade quem pratica o fato para salvar de
perigo atual, que não provocou por sua vontade, nem podia de outro modo
evitar, direito próprio ou alheio, cujo sacrifício, nas circunstâncias, não era
razoável exigir-se. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Estado de necessidade
No "Estado de Necessidade" existem dois ou mais bens jurídicos estão em
perigo, diferentemente da "legitima defesa", um dos bens deverá ser
sacrificado, para que o outro permaneça intacto.
Elementos Perigo atual direito próprio ou alheio; -
Que nos provocou por sua vontade; -
Nem podia de outro modo evitar -
Não há excludente 
Há excludente (E.N justificante) 
Bem salvo ○
Bem salvo = E.N exculpante
Inexigibilidade de sacrifício do bem salvo •
Cujo Sacrifício nas circunstâncias não era razoável exigir-se -
Inexistência do dever legal de enfrentar o perigo
Tipos de Estado de Necessidade Agressivo
Defensivo
Agressão Animal
Página 69 de Direito Penal I
Crime = Fato típico + Antijurídico + culpável
Estado de Necessidade
§ 1º - Não pode alegar estado de necessidade quem tinha o dever legal de enfrentar
o perigo. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
§ 2º - Embora seja razoável exigir-se o sacrifício do direito ameaçado, a pena poderá
ser reduzida de um a dois terços. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)",
Art. 24, Lei 2.848 de 1.940, 'Código Penal Brasileiro'.
"Considera-se em estado de necessidade quem pratica o fato para salvar de perigo atual,
que não provocou por sua vontade, nem podia de outro modo evitar, direito próprio ou
alheio, cujo sacrifício, nas circunstâncias, não era razoável exigir-se. (Redação dada pela Lei
nº 7.209, de 11.7.1984)
"Entende-se em legítima defesa quem, usando moderadamente dos meios
necessários, repele injusta agressão, atual ou iminente, a direito seu ou de
outrem.(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)", Art. 25, Lei
2.848 de 1.940, 'Código Penal Brasileiro'.
Legítima defesa
Legitima Defesa
Requisit
os
Perigo Atual, ou iminente
Perigo Atual
Que esta acontecendo naquele momento. -
Iminente
Apesar de não estar no texto do dispositivo a compressão de que o
agente pode agir em estado de necessidade quando um perigo
iminente esta prestes a acontecer.
"... ameaça a Direito próprio ou alheio que não provocou por sua vontade nem
podia evitar."
Direito próprio - ou seja - pode estar defendendo direito que não é da própria
pessoa, más sim, de outro, de terceiro.
"... Por sua vontade.."
Esta situação de perigo não pode ter sido criada dolosamente (direto ou
Aula 22 - Estado de Necessidade
segunda-feira, 23 de maio de 2011
07:48
Página 70 de Direito Penal I
Esta situação de perigo não pode ter sido criada dolosamente (direto ou
eventual) pelo seu agente.
Exemplo: agente que provoca uma situação de risco, não pode invocar,
para sua defesa, o 'estado de necessidade' alegando então a
antijuridicidade.
Esta situação não atinge a culpa, ou seja, aquele que deu causa a situação de
perigo de forma culposa (negligência, imperícia, ou imprudência).
Cujo sacrifício nas circunstâncias não era razoável exigir-se.
Espécies de Estado de Necessidade (E.N)
O bem jurídico salvo tem o mesmo valor do bem jurídico de que
pereceu.

Exemplo: Dois náufragos que possuem apenas uma boia para
salvar a vida.
Esculpante -
O bem jurídico salvo tem um 'valor maior' do que o bem jurídico que
pereceu.

Exemplo: Casa que esta pegando fogo, em que habitam uma
pessoa e um animal (cachorro), o bombeiro ao entrar no imóvel,
só teve a chance de salvar a vida do homem, não havendo chance
para resgatar a vida do animal. Neste caso temos um exemplo de
E.N. justificante.
Justificante -
Bem jurídico Salvo de menor valor do que o que pereceu.
Neste caso deve ser aplicado o §2º do Art. 24, CPB.
§ 2º - Embora seja razoável exigir-se o sacrifício do direito ameaçado, a pena poderá
ser reduzida de um a dois terços. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)",
Art. 24, Lei 2.848 de 1.940, 'Código Penal Brasileiro'.
Estado de necessidade defensivo
Atinge o bem jurídico do agente que criou a situação de perigo.
Exemplo: Pessoa que ao tentar se desvencilhar de uma situação
de perigo, golpeia o
Estado de necessidade agressivo
Atinge bem jurídico de pessoas que não criaram uma situação de
perigo.
Exemplo:
Página 71 de Direito Penal I
Inexistência do dever legal de enfrentar o perigo
§ 1º - Não pode alegar estado de necessidade quem tinha o dever legal de enfrentar o
perigo. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Atos de heroísmo não são inimputáveis, ou seja, não se utiliza da concepção
de destruir a própria vida, para salvar o bem jurídico vida de outra pessoa.
Estado de necessidade e dificuldade econômica -
Se enquadro em ato antijurídico o agente que executa um furto famélico,
para saciar a fome de sua família, cuidado com os objetos jurídicos, que não
estão relacionados.

Roubo de remédio que é imprescindível para manter a vida de uma outra
pessoa,

Ataque animal -
Toda vez que o sujeito agir contra ataque animal, ele estará atuando em
estado de necessidade, e não em legítima defesa, a não ser que, o cão tenha
sido atiçado por outra pessoa, ou seja, o animal se tornou uma ferramenta
para praticar um crime.

Página 72 de Direito Penal I
Relembrando
Teoria analítica do Crime
Crime = Fato típico + antijurídico + culpável
Excludente de antijuridicidade
EN- situação de risco que coloca em perigo dois bens jurídicos de igual valor.
A conduta de qualquer indivíduo que tenta salvaguardar este bem jurídico é licita.
1) Estado de Necessidade
2) Legítima Defesa
3) Exercício regular de um direito
4) Estrito cumprimento de um dever legal
Legítima Defesa
"Entende-se em legítima defesa quem, usando moderadamente dos meios necessários,
repele injusta agressão, atual ou iminente, a direito seu ou de outrem.(Redação dada pela
Lei nº 7.209, de 11.7.1984)", Art. 25, Código Penal Brasileiro, Lei 2.828 de 1.940.
Conceito
Agressão de um bem jurídico contra outro. Só a conduta do vítima, que esta
sofrendo risco, ou esta exposto ao perigo, é que admissível.
Requisitos
"...repele injusta agressão, atual ou iminente..." -
Agressão atual ou iminente -
Atual - esta acontecendo;
Iminente - esta em vias de ocorrer, esta conectada de forma invariável.
Não se admite ameaça futura como excludente.
A direito seu, ou direito de outrem -
Uso de meios moderados e necessários -
Meio necessário é aquele necessário para paralisar a agressão.
Espécies
Se agente ofende, ou expõe a perigo bem jurídico da vítima, e esta
defende, ou afasta a agressão.
-
Própria
Aula 23 - Legítima Defesa
quarta-feira, 25 de maio de 2011
07:46
Página 73 de Direito Penal I
defende, ou afasta a agressão.
Se agente da agressão ofende, ou expõe um bem jurídico de terceiro. -
Terceiro
Exercício Regular de Direito
Conceito: O agente atua praticando um direito assegurado a ele por Lei. -
"Qualquer do povo poderá e as autoridades policiais e seus agentes deverão prender quem
quer que seja encontrado em flagrante delito.", Art.301, DECRETO-LEI Nº3.689 de
3 de Outubro de 1941 - Código Processual Penal Brasileiro
Exemplo: flagrante facultativo; intervenção médico cirúrgica; violência desportiva.
'JUS CORRIGENTE'
Estrito cumprimento do dever legal
I - em estado de necessidade; (Incluído pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
II - em legítima defesa;(Incluído pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
III - em estrito cumprimento de dever legal ou no exercício regular de
direito.(Incluído pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)", Art. 23, Código Penal
Brasileiro, Lei 2.848 de 1.940
"Art. 23 - Não há crime quando o agente pratica o fato: (Redação dada pela Lei nº 7.209, de
11.7.1984)
Exemplo: flagrante compulsório; cumprimento de ordem de despejo;
Exemplo: Oficial de justiça que ao cumprir um mandado empenhora de um bem, não é
culpado de crime de roubo.
Conceito: O agente pratica um dever no estrito cumprimento do dever legal. -
Ofendículos
Exemplo: Cerca elétrica, pregos sobre os muros, cão de guarda, portões de ferro,
câmeras de vigilância, cercas, catracas.
O objetivo é proteger a vida, o patrimônio, a privacidade.
1) Conceitos - aparatos utilizados pelas pessoas objetivando proteger um direito.
Para que os ofendículos seja aceitos é necessário atender dois requisitos, como por
exemplo, a sinalização da existência do ofendículo.
Visibilidade -
Inacessibilidade a 3º inoscente -
2) Requisitos
Página 74 de Direito Penal I
Inacessibilidade a 3º inoscente -
Exercício Regular de um direito -
Última defesa. -
3) Natureza jurídica
Página 75 de Direito Penal I

Aula 1 - Tópicos Introdutórios
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011 07:54

Tópico Introdutórios 1) Evolução Histórica a. Tempos Primitivos i. Vingança Privada 1) Código de hamurabi 2) Composição ii. Vingança divina 1) Ordálias de Deus Passa a existir um terceiro imparcial que é a figura de Deus, onde este é Deus, a figura sagrada da época. Exemplo: Aquele que é afogado e se não morrer iii. Vingança Pública - surge a figura do Estado, más ainda sem um código de Leis, então, a solução dos conflitos fica ao arbítrio do soberano. Assim como na fase anterior as penas continuavam sendo punitivas ao corpo, como soterramento, afogamento ... iv. Surge nesta época "Cesare Beccaria" - Ele traz as penas que eram aplicadas e como as penas que eram aplicadas não resolvem o problema. " O endurecimento da penas não é certeza da redução da quantidade de crimes." b. Período humanitário - Coincide com a fase da "Revolução Francesa" e com os ideais iluministas que foram produzidos na época por escritores como Rousseau, Diderot, D'Alembert, entre outros. c. Período Contemporâneo - Direito Penal - 3 velocidades i. Silva Sanches - São chamadas de velocidade do Direito Penal. 1) A primeira velocidade - toda vez que um indivíduo praticar um crime ele receberia uma pena privativa de liberdade, entretanto, ele somente recebe esta pena de privação da liberdade após ter passado pelo devido processo legal " Due legal process.", ou seja, tem o direito do contraditório e da ampla defesa, tem o direito de contratar um advogado, tem o direito de ser recolhido a uma casa de detenção, e os demais direitos relacionados ao indivíduo. a) Garantias individuais preservadas b) Garantias processuais penais são cumpridas. 2) A segunda velocidade - Toda vez que um indivíduo praticar um crime que seja tipificado como pena restritiva de direito o mesmo terá as garantias individuais preservadas, e poderá ter as garantias processuais penais relativizadas. 3) A terceira velocidade - Aquele que é acusado de praticar uma conduta criminosa, também vai receber uma pena. Nesta os direitos e garantias processuais não serão assegurados. Não tem direito a proporcionalidade, de contraditório e ampla defesa, coincide com o direito penal do inimigo de "Gunther Jackobs" - 1985. a) Direito penal do inimigo - ao cidadão todas as garantias materiais e processuais , entretanto, ao inimigo nenhuma garantia. Uma das características é a punição pelo que ela é, e não pelo que ela fez. 2) Conceito
Página 2 de Direito Penal I

You're Reading a Free Preview

Descarregar
scribd
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->