P. 1
SIMULADO DE LÍNGUA PORTUGUESA 3º ANO ENSINO MÉDIO

SIMULADO DE LÍNGUA PORTUGUESA 3º ANO ENSINO MÉDIO

3.0

|Views: 36.100|Likes:

More info:

Published by: Teresa Cristina Flordecaju on Sep 20, 2011
Direitos Autorais:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as DOC, PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

11/19/2015

pdf

text

original

SIMULADO DE LÍNGUA PORTUGUESA 3º ANO ENSINO MÉDIO ALUNO __________________________________________________________ Nº ____ ESCOLA _________________________________________________________________ O Cachorrinho Voador Titico sempre

foi um cachorrinho de rabo fino, com um corpo cinza-chumbo e uma capa vermelha nas costas. Costumava subir nas poltronas e, atento ao menino, pulava com latidos alegres: Auau,au-au! Ficava um som que entra como música na alma, como se tudo fosse apenas a brincadeira dele e do menino. Suspirava-se o ar da casa e vinha um prazer de se ter um cachorrinho amigo. As meias rasgadas, os vasos de plantas mexidos era perdoados. Mas por que ele não tirava a capa para dormir...? Os animais da vizinhança perguntavam dos portões fechados: “Ele pensa que vai voar?” E o menino respondia que cachorro podia sim voar. Então, espalhou-se a notícia de que o cachorrinho subia no vento, nas horas escuras da noite. Uns diziam que o viram perder-se numa sombra confusa de nuvem... Outros juravam que ele desaparecia sem explicação do quintal, da rua, da noite. E logo, logo todos passaram a acreditar. Onde apenas o menino brincava com ele, pois os dois eram figuras inseparáveis e tinham muitas histórias para contar. E de repente, um dia no início do ano, o menino passou sozinho com os pais para a escola. O cachorrinho ficou com seu au-au de gritos frágeis no portão da casa. Ninguém entendeu o porquê daquilo. “Teria o cachorro perdido seus poderes? Viram como o cachorro ficou abandonado? Ainda seria o amigo do menino?” Mas o cachorro continuou no portão, quieto, com os olhos na rua, aguardando o menino chegar da escola... Teresa Cristina Cerqueira de Sousa. _____________________________________________________________________________________________ _ 1. No texto, considera-se que o cachorro dormia com a capa (A) para brincar nas poltronas. (B) porque, à noite, usava-a para voar. (C) por ser um cachorro manhoso. (D)porque ficara abandonado. (E) para dormir com o menino. _____________________________________________________________________________________________ _ O ipê-rosa Brincar debaixo de um ipê-rosa é quase impossível! É passear por jardins com vestidos róseos claros, acompanhada de flores onde as pétalas se rindo do frescor do vento correm mansas até o chão. Os pássaros, numa algazarra festiva, numa viagem de galho em galho... E uma menina de olhinhos negros – arredondados – num largo sorriso, sentada no capim verde rasteiro debaixo do ipê. Ela toda deslumbrada com o movimento das nuvens, salpicando o branco por cima da árvore. O sol, de olho em tudo, passa devagar... Viajando a pé... Realçando as cores do ipê. Então, a cachorrinha late que o sol esquentou. A garotinha olha, olha as flores no alto, com brilhos nos olhos, e com a boneca nas mãos _ Ahn! _ Sobe a calçada da casa e fica na varanda: “Quando o sol se esconde, Pretinha?” A cachorra dócil, ronda a criança, balança o rabo, após, deita o corpo no chão de ardósia, assenta a cabeça por cima das patas, sem nada dizer e fica bem quieta. Apenas a menina, com sua boneca, de voz baixa, os olhos no ipê-rosa. E fica ali na varanda, inventando um mundo _ onde flores são fadas, e bonecas são princesas... _ E o sol no céu azul caminhando... caminhando...

_____________________________________________________________________________________________ _ 2. A frase “Brincar debaixo de um ipê-rosa é quase impossível!” (l. 1), no texto, tem o sentido de (A) desenvolver uma narrativa inverossímil. (B) incitar o leitor a ler o texto. (C) lançar o leitor a um mundo de alegrias. (D)esclarecer que a menina brincava de inventar um mundo quase irreal. (E) apontar uma narrativa que não soube expressar um mundo infantil. _____________________________________________________________________________________________ _ O que é escrever bem? Escrever bem é saber usar a palavra certa em determinado caso. É pensar em quem vai ser o leitor do texto e, assim, fazer comunicação. A palavra não precisa ser “difícil” para dar a entender ao leitor que se sabe usar o dicionário. Uma palavra comum pode ter melhor efeito e não isolar o leitor do texto. Digo a meus amigos que não gosto de me sentir “peixe fora d’água”, uma palavra complicada pode nos fazer isso. Todavia, a palavra escrita ocupa certo espaço no mundo em que vivemos. Nada então de descuidar da leitura de bons livros – quem lê não se perde nas palavras. Uma pessoa pode conseguir um bom desempenho de escrita se for um bom leitor. Afinal, os bem sucedidos escritores foram bons leitores. E pensando assim, quem lê bem, a exemplo deles, escreve para seu leitor, sem muito esforço. _____________________________________________________________________________________________ _ 3. Pode-se inferir do texto que escrever bem é (A) pensar em primeiro lugar no leitor. (B) saber usar as palavras certas. (C) cuidar do léxico. (D) possuir um bom convívio com a língua. (E) dominar a linguagem. _____________________________________________________________________________________________ _

_____________________________________________________________________________________________ _

4. O tema do texto é (A) decepção. (B) desilusão. (C) amor. (D)declaração de amor. (E) erotismo. _____________________________________________________________________________________________ _

_____________________________________________________________________________________________ _ 5. A leitura do texto sugere (A) um sentimento de bem com a vida. (B) um entusiasmo pelo trabalho. (C) gratidão por haver luzes no dia. (D)alegria em ver as árvores. (E) interesse de se estender nas areias. _____________________________________________________________________________________________ Era uma vez um vira-lata Muito simplesmente ele parou em frente ao mercado. Durante muitas décadas os ossos sem carne eram jogados fora, então o cachorro esperou. Uma porta larga permitia o acesso das pessoas e foi por ela que o magarefe saiu suado e cansado, carregando os ossos.

O cachorro ergueu mais o focinho. E o estômago começou a comemorar. Os olhos brilhavam, com a certeza de um bom almoço. Mas... quando chegou mais perto, viu que tinha uma cachorra com fome também. Era pequena e de pelos pretos, lembrava uma yorkshire que ele tinha visto passeando com uma moça bonita e simpática. Era uma cachorra que ele podia se apaixonar. Seria aquilo um sonho? Olhou e olhou os ossos. Mas não se deteve nisso. Ficando um pouco de lado, soltou um latido convidativo e esperou que ela se aproximasse. O magarefe, aparentemente já sem pressa, sorriu com todos os dentes e gritou para o mercado: _Ora, vejam aqui um vira-lata apaixonado por uma yorkshire! Juntou gente de todo lado. E viram os dois cachorros comendo do mesmo osso... e todos se emocionaram. _____________________________________________________________________________________________ _ 6. O narrador revela uma opinião do narrador no trecho (A) “Durante muitas décadas os ossos sem carne eram jogados fora...” (B) “e foi por ela que o magarefe saiu suado e cansado” (C) “Era pequena e de pelos pretos” (D)“Era pequena e de pelos pretos” (E) “Mas não se deteve nisso” _____________________________________________________________________________________________

_____________________________________________________________________________________________ 7. A expressão “de súbito” (l. 5) indica

(A) tempo. (B) causa. (C) circunstância. (D) modo. (E) explicação. _____________________________________________________________________________________________ Saudade Brasil, 27 de junho de 2009. Amor, Quis não te escrever. Juro-te! Prometi a mim mesma um doce, aquele sorvete de goiaba que tanto gosto. E nada! Então, arrisquei não falar na palavra saudade, mas meu coração me traiu. O vazio tomou, assim, conta da minha alma sem a tua presença; sem nossos momentos à noite. Minha cabeça virou um redemoinho de palavras ditas por nós. Ah, quantas vezes eu disse que te amo quando aninhei meu rosto ao teu? Recordas de meus olhos namorando nos teus? Eles viviam felizes. No momento, abrigo um medo de não voltar a ti ver; de não respirar das tuas emoções quando meu corpo te chamar na noite deserta. Ah, meu eterno amor! Minhas horas são lentas quando não estás junto a mim. E meu coração sofre sem sentir o teu junto dele. Cada sorriso que deste, vive em meu olhar. São eles que ainda preenchem um pouco meus dias. Teus carinhos, que extasiavam minha pele , moram em meus sonhos continuamente. Aflitos, neste instante, meus braços envolvem meu corpo para não cair na solidão que me restou de nosso amor. Como o amor é tão contrário a si mesmo; meu íntimo sorri, às vezes. Vê: sou uma mulher que vive iluminada de uma esperança. Não posso deixá-la morrer. Isso seria contrário à minha forma de amar. Ao menos isto ainda tenho: o direito de sonhar contigo. Meu amor é maior que esta saudade! E sei que não se pode medir o amor! Como mensurar a beleza de uma flor que nasce? Ou do voo livre de um beija-flor? Quem conta as infinitas vezes que disse ao mesmo amor: Eu te amo? No entanto, dói pensar que as flores murcham ao fim da tarde!... É um tormento conhecer o regador e não dizer a ele que as sementes germinaram e necessitam de cuidados. E enlaçar os olhos numa árvore frondosa é tão belo! Ah, sorrir quando a luz penetra em seus galhos é um canto de amor! Não deixes meu amor ser um sofrimento! Não recuses meu presente. O futuro nos convida... Vem! Meu amor não pode viver longe de ti! E sei que não queres viver sem mim... Desta flor que te ama. _____________________________________________________________________________________________ 8. “No entanto, dói pensar que as flores murcham ao fim da tarde!...” A expressão destacada tem o sentido de (A) adição. (B) oposição. (C) conclusão. (D) explicação. (E) alternância. _____________________________________________________________________________________________

Que vergonha é escravizar Na história do Brasil, encontramos o tema da escravidão, considerado como a imagem do cativeiro negro dos mais perfeitos. Ao se falar em escravidão, é difícil não pensar nas formas desumanas e cruéis pelas quais nossos negros africanos passaram. Muito da história da escravidão no Brasil foi contada em livros didáticos e, a maior parte, fala-nos do trabalho escravo nos engenhos e nas minas de ouro.

Agora, há mais de um século da abolição da escravatura ainda há trabalho escravo no Brasil. E o Piauí está na lista do Ministério do Trabalho. São quantas mesmo as empresas? Ahn, dez. Como se fossem os donos de Navios Negreiros, cuja essência de horror se encontra no poema “Navio Negreiro”, de Castro Alves, os proprietários dessas empresas tratam trabalhadores como mercadorias onde muitos vivem em condições desumanas. Segundo reportagem de Pedro Alcântara, no 180graus (30/07/2011), o Piauí tem dez empresas no cadastro de trabalho escravo. As condições de trabalho é um dos temas mais sérios para a Justiça do Trabalho. E quando se fala em trabalho escravo, não há como não falar dos princípios e das garantias individuais previstos tanto na Declaração Universal dos Direitos Humanos quanto na Constituição Federal. Segundo a Constituição Federal “é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer”. E apenas cito que Dos Direitos Humanos no Artigo 29:I Há uma clara liberdade para todo homem com relação a viver numa comunidade conforme o quanto sua personalidade lhe permite. Então, surgem perguntas cruciais em minha mente: 1. De que parte da Lei esses empresários não entenderam? 2. Se nenhum homem pode ser submetido a tratamento desumano ou degradante, por que “homens” como “esses” piauienses (e jogo nas aspas todos os dez), tentam eliminar o que nos garante uma vida em sociedade e de forma cidadã? Mas por enquanto me calo para ouvir as respostas (se é possível alguém ter defesa para ato tão bárbaro) no uso de minha condição de piauiense (e que ama esta terra).
_____________________________________________________________________________________________ 9. O fragmento que contém a informação principal do texto é (A) “Ao se falar em escravidão” (l. ) (B) “Muito da história da escravidão no Brasil foi contada em livros didáticos...” (l. ) (C) “...o Piauí tem dez empresas no cadastro de trabalho escravo” (l. ) (D)“As condições de trabalho é um dos temas mais sérios para a Justiça do Trabalho” (E) “ Se nenhum homem pode ser submetido a tratamento desumano... “ (l. ) _____________________________________________________________________________________________

Um lugar tranquilo Quando a gente olha de longe, parece tudo lento, sem vida. Mas de perto é diferente. O lugar é apenas tranquilo. Os pássaros, como gente que caminha macio, voam silenciosos num céu de um cinza-chumbo. E cantam melodiosos. E o vento nos galhos das árvores retorcidas sobre as águas do rio, e uma canoa longe, muito longe... E do outro lado da margem, garotos pulam de uma ribanceira entre risos e conversas de futebol. As águas ainda barrentas das chuvas deste ano tomam a cor do céu e dão a impressão de que vai chover. Porém para o nascente, um arco-íris pincela com cores vivas e alegres a tarde. E é um deslumbramento para os olhos, que me sinto muito distante das chaminés das fábricas. Na areia úmida, uma minhoca resolve se aventurar, mas a luz ainda do sol a faz abrigar-se novamente. Vezes são as ramas das árvores dançando nas águas, vezes é o vento correndo quase dentro do rio. Até os peixes parecem saltar na superfície do rio. Tudo com graça e harmonia. De repente, um peixe acanhado salta. Depois o nado para debaixo de umas pedras semiencobertas pelas águas e o movimento destas. Uma a uma as ondas vão morrer na areia. Caem a meus pés numa queda morna! – Ping, ping, ping... Que delicia! Talvez o rio estivesse me convidando a um banho, talvez fossem as lembranças de minha infância... Talvez eu morasse numa cidade barulhenta e sonhasse com um final de semana num sítio às margens do rio Piracuruca... O certo é que o lugar era muito tranquilo... Porque minha alma teve vontade de cantar.
_____________________________________________________________________________________________

10.No texto, a forma como a linguagem foi organizada deixa evidente que se trata de (A) uma dissertação.. (B) uma descrição objetiva. (C) uma descrição subjetiva. (D) um conto. (E) um editorial.

You're Reading a Free Preview

Descarregar
scribd
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->