EXMO. SR. DR. JUIZ DE DIREITO DA 2ª VARA CÍVEL DA COMARCA DO RECIFEPE.

Processo nº 0038554-12.2007.8.17.0001

LUCIANO FERNANDO PIO COSTA, brasileiro, casado, administrador, portador da Cédula de Identidade nº 1.011.946-SSP/PE, inscrito no CPF/MF sob o nº 104.791.714-91, residente e domiciliado à Rua Rio Capibaribe, nº 280, Aptº 201, Cordeiro, Recife-PE, CEP: 50.721-290, por seus advogados devidamente constituídos conforme instrumento procuratório em anexo, com escritório profissional à Rua dos Arcos nº 55, Poço da Panela, Recife/PE, CEP: 52.061-180, onde recebem intimações e comunicações processuais, na Ação Monitória movida pelo CONDOMÍNIO DO EDIFÍCIO OLYMPIA, vem, com arrimo nos artigos 1.102 e seguintes do CPC, oferecer EMBARGOS MONITÓRIOS, conforme os motivos de fato e de direito a seguir expostos: 1. DA TEMPESTIVIDADE A Ré-Embargante foi citada em 02.08.2011, e o mandado foi juntado em 23.08.2011, vide fls. 135 e 134-v. Consoante a regra contida no art. 241, II, CPC, o prazo inicia-se da data da juntada do mandado de citação. Assim, de acordo com a regra retro indicada, o prazo para embargar iniciou-se em 24.08.2011, e se expiraria em 07.08.2011, contudo, tal dia caiu em um feriado, e segundo o §1º, artigo 184, do CPC, o prazo considera-se prorrogado até o primeiro dia últil a partir do seu término, logo, o encerramento deu-se em 07.09.2011 e sendo, entretanto, prorrogado para a data de 08.09.2011. Logo, os presentes Embargos são tempestivos. 2. PRELIMINARMENTE 2.1 DA INTIMAÇÃO DO PATRONO DA EMBARGANTE

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com supedâneo no artigo 1. dispõe que: “A ação monitória compete a quem pretender. logo. CEP: 52. com escritório profissional à Rua dos Arcos nº 55. com a finalidade de se apurar se o fato gerador da intriga entre os Litigantes daria o direito ao Embargado de cobrar algo da Embargante.102. Ricardo Sérgio Pio Costa e Fernanda Costa Pio Costa.a. ao bem da verdade.061-180. o Magistrado determina a expedição de mandado de pagamento. sob pena de nulidade.102.” Não é o caso dos autos. Ives Miranda Mayal. Rinaldo Marcos Pio Costa. querendo. suficientes para sua identificação. entrega de coisa fungível ou de determinado bem móvel. enquanto que na ação monitória.b.2. como utilizado no caso. integrantes da presente Ação Monitória em questão. com base em prova escrita sem eficácia de título executivo. quando. que se trata da cobrança das taxas condominiais ordinárias e extraordinárias referentes ao períodos de 2002 à maio de 2007. são possuidores das unidades 1007. E isso deve ser apurado! 2 . ainda se discute a legalidade e se houve a consumação de um fato que porventura desse origem a cobrança que a Embargada faz à Embargante.Nos termos do artigo 236. Melhor dizendo. adquiridos por herança deixada deu seu Pai. do CPC. uma vez que diante da complexidade da causa e da natureza dos documentos trazidos á baila pela própria Embargada. Sr. 13 e 14 dos autos. os efeitos são diferentes. Muito embora a Embargante tenha constituído vários patronos. pugna para que as intimações e/ou publicações sejam destinadas ao advogado LEONARDO CARNEIRO MACHADO. 2.976. junto aos seus irmãos e também réus. é indispensável. que conste na publicação das intimações os nomes das partes e de seus advogados. 1008 e 1009 do Edifício Olympia. inscrito na OAB/PE nº 18. Recife/PE. que a Embargada se serve para instruir a presente contenda. § 1º do Código de Processo Civil. uma medida de cobrança direta como se fosse reconhecida pelo Juiz uma dívida cobrada pelo Autor/ Embargado à Ré/ Embargante. DOS FATOS O Embargante. a Embargante nega veementemente que tivesse recebido valores ou teve conhecimento de qualquer operação mercantil relativos aos cheques fomentados nas fls. pagamento de soma em dinheiro. quais sejam: Carlos Roberto Pio Costa. O artigo 1. Poço da Panela. Há de se convir que num procedimento de conhecimento o mandado inicial é de citação para a parte demandada contestar. O Embargado ajuizou a presente ação monitória em 21/06/2009. a ação. sendo este último. pode-se verificar que a medida processual cabível seria uma ação de conhecimento.

Outro fato prejudicial à Embargante é o que dispõe o § 3º.102-c.” Ou seja. observese que a cobrança que se utiliza a Embargada é totalmente voltada com base em operação supostamente realizada totalmente à revelia da Embargante. eis que decorrem puramente da interpretação equivocada que a Embargada está fazendo. enquanto que os títulos discutidos além de prescritos. por sinal.000. onde a Embargante não teve conhecimento da operação.” Logo. note-se que o procedimento utilizado obstrui até a devolução da matéria para o segundo grau de jurisdição. 3 . As provas que servirão como base para instrução da ação não são compatíveis com as previstas no artigo 1. Sra. do CPC.00 (cento e setenta e seis mil.Assim sendo. a Embargada procurou o caminho mais “curto” para tentar “sufocar” a Embargante.550. foram em benefício da empresa Ré. numa breve análise da inicial e dos documentos que a instruíram pode-se ter um parâmetro da controvérsia. espertamente. Outro detalhe relevante que merece ser enaltecido é que a Embargada apenas juntou cheques. já que é muito estranho uma empresa fomentar cheques na totalidade de R$ 176. serve de trampolim para a Autora se locupletar de uma cobrança final direta contra a Ré. que não teria se servido dos valores que teria originado a cobrança e por isso a cobrança era indevida.102a. intimando-se o devedor e prosseguindo-se na forma prevista no Livro I. o título executivo judicial. além de haver litígios discutindo dissolução da sociedade e boletim na delegacia de crimes e repressão ao estelionato. tipo uma ação de cobrança. constituir-se-á. mas acredita que tenha sido em benefício próprio. que. já que o procedimento especial peculiar às ações monitórias não pode ser utilizado para uma matéria que carece dilações probatórias e uma análise mais comedida. Pasmem! Mister salientar que a ação monitória por ter eficácia de procedimento especial. onde a Embargante poderia se defender simplesmente afirmando não ser devedora. a prudência clama para que seja de plano indeferida à inicial. procedimentos esses específicos e típicos de ação de conhecimento. tipo a tréplica e outras dilações probatórias.000% (mil por cento) o capital social da empresa. diante da controvérsia existente. eis que claramente está demonstrado nos autos que a via eleita processual para amparar a pretensão da Embargada seria uma ação de conhecimento. transformando-se em título executivo judicial. desta Lei. Ou seja. a soma ultrapassa mais de 1.00 (dez mil reais). todos eles fulminados pela prescrição. literalmente “pulando” procedimentos que o processo de conhecimento faculta a Ré quando lhe é concedido oportunidade a ampla defesa e ao contraditório. CLÁUDIA. Capítulo X. de pleno direito. Título VIII. do artigo 1. eis que a Embargante não reconhece que as operações feitas pela ex sócia. ipse literis: “§ 3o Rejeitados os embargos. quinhentos e cinqüenta reais) para uma empresa que só tem capital social de R$ 10. Um detalhe que vale a pena comentar é o fato de existir uma máxima jurídica que dispõe: “A ILEGALIDADE NÃO GERA DIREITO. da Lei Adjetiva Nacional.

ter 4 . com fundamento nos incisos IV e VI. inclusive. sem comentar que a planilha é documento essencial a propositura da ação (283. do CPC. 13 e 14.40 (duzentos e oitenta e seis mil.4. Assim sendo. 57-v dos autos. e em face da Embargante não ser a sócia administradora. jamais exercendo a função de administração da sociedade. a segunda é que em sendo a Sócia CLÁUDIA ABRAHAMIAN DE SOUZA a sócia administradora da sociedade. CPC). E o que é pior. infringindo o artigo 283. Pelo fato da ação monitória ter sido ajuizada contra a CM EXPORTAÇÕES LTDA.. Observe-se que dos 6 (seis) cheques anexados. uma Ação de Dissolução de Sociedade Comercial promovida pela Embargante justamente contra sua ex sócia. oitocentos e oitenta e oito reais e quarenta centavos). 2. do artigo 282. dá-se conta que a empresa Ré foi citada na pessoa da sócia Embargante.3. ao passo que o pedido é de R$ 286.20070178306. a concretização do negócio jurídico. sem que apresentasse nos autos qualquer documento contábil que justificasse a evolução financeira do seu pedido. em razão da impossibilidade jurídica (procedimento equivocado) e da falta de condições da ação (ausência de título).550. a terceira é que tramita na 6ª Vara Cível da Comarca do Recife/PE. Processo nº 001. o que não é permitido nesses caso no ordenamento jurídico pátrio. extinguindo o processo sem julgamento do mérito. do artigo 267. não há prova pré-constituída que torne a ação suficiente. desqualificando o inciso IV. CLÁUDIA ABRAHAMIAN DE SOUZA. 2 (dois) estão com o nome de terceiro (Didier Levy) e 3 (três) ao portador. Sra. Logo. a Embargada não dispõe dos títulos originais. quinhentos e cinqüenta reais). razão pela qual passa a Embargante requerer que se digne de decretar a inépcia da inicial.888. 2. DA INÉPCIA DA INICIAL O Embargado menciona em sua vestibular que os títulos executivos seriam os Cheques de fls. cabe a ela responder pelas transações comerciais porventura realizadas. verifique-se nos cheques das fls. que teria sido justamente a Sra. há 3 (três) situações de suma relevância a considerar: a primeira é que a Embargante é uma simples sócia quotista e possui 50% (cinquenta por cento) do capital social da empresa.não vindo a juntar nenhum contrato de operação mercantil para provar. adequada e cabível para prosperar.00 (cento e setenta e seis mil. apenas 1 (um) consta o carimbo da Embargada. a Embargante requer a Vossa Excelência. cuja soma totaliza R$ 176. do CPC. Nesse diapasão. do CPC. do CPC. que se digne de decretar a extinção do processo sem julgamento do mérito. do artigo 267. DA NULIDADE DA CITAÇÃO Conforme a certidão exarada pelo Meirinho as fls. inequivocamente. apresentando cópias inautênticas. com fulcro nos incisos I e VI. No entanto. CLÁUDIA quem teria assinado os cheques. inócuo. fica evidenciado que o pedido do Embargado é desprovido de plausibilidade para prosperar. 13 e 14 dos autos.

mas jamais cessou suas emissões e negociações.” 2. Sra. é fato controvertido que as Partes firmaram o negócio alegado pela Embargada. mas não apresentar o instrumento capaz de comprovar o efetivo negócio jurídico porventura firmado com a CM EXPORTAÇÕES LTDA. Processo nº 001. a CM EXPORTAÇÕES LTDA. CLÁUDIA ABRAHAMIAN DE SOUZA responder pela pessoa jurídica.1.5.. já que a Embargante não possui qualquer controle sob a administração da CM EXPORTAÇÕES LTDA. haja vista que a Embargante não participou de nenhuma relação comercial com a Embargada que ensejasse a emissão dos cheques anexados as fls. em homenagem aos artigos 213 e 214 do CPC. já que passou a ser “inimiga” de sua ex sócias. Probo Julgador. 3. o Eminente Magistrado determine a remessa dos autos a 6ª Vara Cível da Capital. muito embora a via processual eleita seria a Exceção de Incompetência. para ser precisa. DA INCOMPETÊNCIA DO JUÍZO Em homenagem aos artigos 304 a 307 do CPC. também não foi contemplada com nenhuma soma de valores advindos da operação mercantil apresentada pela Embargada. uma Ação de Dissolução de Sociedade Comercial. Observe-se.. 214.. 213. a prudência recomenda que esse Preclaro Juízo não considere válida a citação da CM EXPORTAÇÕES LTDA. CLÁUDIA ABRAHAMIAN DE SOUZA. 13 e 14 dos autos.2007017830-6. Ademais. Juiz. CLÁUDIA ABRAHAMIAN DE SOUZA.. por entender a Embargante ser este o Juízo competente. Art. cabendo a Embargada apresentar o suposto contrato de operação mercantil firmado com a CM EXPORTAÇÕES LTDA.se afastado de fato da sociedade e ter ajuizado ação de dissolução de sociedade comercial.. pede-se que de ofício. DO NEGÓCIO FIRMADO ENTRE AS PARTES MM. entende que a sua citação não satisfaz a citação da empresa CM EXPORTAÇÕES LTDA. Como não há qualquer indício nos autos de citação da Sra. Muito espanta a Embargada se auto-denominar de ser credenciada em todo Estado de Pernambuco e Região Nordeste. se negou em reconhecer o cheque negociado. principalmente com a Embargada! 5 . Citação é o ato pelo qual se chama a juízo o réu ou o interessado a fim de se defender. que na própria exordial a Embargada comenta que a CM EXPORTAÇÕES LTDA. cabendo a Sra. in verbis: “Art. mas por economia processual. Para a validade do processo é indispensável a citação inicial do réu. tendo em vista que tramita na 6ª Vara Cível da Comarca do Recife/PE. DO MÉRITO 3. promovida pela Embargante justamente contra sua ex sócia.

nem informou quanto e como a Embargada efetivamente desembolsou para o resgate. resta mais do que provado que a presente ação já nascei eivada de vícios. processamento e suspendendo a eficácia do mandado inicial. uma operação mercantil na ordem de aproximadamente R$ 170. 6 . ou melhor. Quanto zelo! Pasmem! De igual sorte. DOS REQUERIMENTOS Assim. para o fomento dos 6 (seis) cheques. senão julgada improcedente. visto a intenção de negociação para pagamento da dívida. Termos P. enquanto que o de fls. como pode uma empresa experiente no ramo de fomento mercantil não cuidar de adotar as devidas precauções em seus negócios? Celebrar negócio da cifra de R$ 170. por isso. ou seja. requer a Ré-Embargante à V. deferimento.. mas nesse contexto. Ínclito Magistrado. 4. c) a solicitação de um Avaliador Judicial para a avaliação de cada unidade dos imóveis em questão. Logo. determinando seu b) a intimação do Autor-Embargado para manifestar-se sobre os presentes Embargos Monitórios. que porventura tenha efetivamente negociado com a Embargada.Ora Preclaro Juiz. não devendo serem considerados. Os documentos de fls 13 e 14 não estão em seus originais.00. devendo ser extinta sem julgamento do mérito. 15 fica impugnado. enquanto que todos os cheques teriam sido emitidos em meados de 2006. d) o JULGAMENTO PROCEDENTE dos presentes Embargos.00 requer muita confiança da parte que está fomentando para com a fonte pagadora.000.000. concordou em firmar operação mercantil com a Embargada em condições de pagar juros e correções monetárias exorbitantes.000. pois não há qualquer instrumento assinado pelos Litigantes que demonstrem que a CM EXPORTAÇÕES LTDA. verifique-se que a Embargada não apontou o nome de nenhuma pessoa da CM EXPORTAÇÕES LTDA.Exª o seguinte: a) o recebimento da presente Ação. em face do acima exposto. quando uma empresa só possui R$ 10.00 de capital social? Fazer negócios com uma empresa que sequer reconhece a emissão de seus cheques? Será que os cheques foram adquiridos na praça? O interessante é que a Embargada sequer apontou quando o suposto negócio teria sido firmado. N. e) que a Embargada seja condenada a pagar custas e honorários advocatícios. completamente ilegais e fora da realidade da inflação nacional. 02 (dois) anos após a emissão dos cheques. não devendo prosperar. valendo frisar que só ajuizou a ação em 12 de Setembro de 2008.

Recife.976 7 . LEONARDO CARNEIRO MACHADO OAB/PE 18. 8º de Setembro de 2011.

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