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Resumo 2 - Capítulo 14 - Morte e vida de grandes cidades

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A maldição das zonas de fronteira desertas

Morte e Vida de Grandes Cidades | Jane Jacobs| Parte 3 | Capítulo 14 Usos únicos de grandes proporções nas cidades formam fronteiras. E zonas de fronteira, na cidade, geralmente criam bairros decadentes. As fronteiras são quase sempre vistas como passivas, ou pura e simplesmente como limites. Se o urbanismo e a teoria de ocupação do solo convencionais fossem corretos e se a quietude e a limpeza tivessem um efeito tão positivo quanto se atribui a elas, precisamente essas zonas malogradas deveriam ter um sucesso econômico estrondoso e ser socialmente ativas. O problema básico das fronteiras, como vizinhas da cidade, é que elas costumam formar becos sem saída para a maioria das pessoas que utilizam as ruas. Para a maioria das pessoas, elas representam, na maioria das vezes, barreiras. Se as ruas vizinhas se tornarem muito desertas e, em razão disso, forem evitadas, as ruas vizinhas correm o risco de serem igualmente menos utilizadas. Quanto mais estéril essa área simplificada se tornar para empreendimentos econômicos, tanto menor será a quantidade de usuários mais improdutivo o próprio lugar. A mistura constante e literal de pessoas é o único meio de preservar a segurança nas ruas, de cultivar a diversidade derivada, de estimular a formação de distritos em vez de bairros ou lugares ermos fracionados, fechados e estagnados. Os motivos exatos da escassez de uso das zonas de fronteira são variados. Certas fronteiras restringem o uso, ao permitir a circulação em apenas um de seus lados. Certas fronteiras impedem a interação de usos de ambos os lados. Certas fronteiras têm interação de usos em ambos os lados, mas boa parte dela se restringe ao período do dia e diminui drasticamente em certas épocas do ano. Outras fronteiras têm uso escasso porque os elementos únicos marcantes que a constituem usam o solo com intensidade muito baixa em relação ao grande perímetro que possuem. As fronteiras às vezes são um recurso viável para aumentar a intensidade e dar a cidade uma forma clara, nítida. Todo espaço especial de uma cidade é uma interferência no uso do espaço público. Esse espaço especial contribui enormemente para o uso do espaço público. Sem construções na cidade, as ruas não têm utilidade. O espaço público consegue absorver e anular a maior parte dos efeitos dos pontos mortos do espaço especial, principalmente quando estes são fisicamente reduzidos. Variações de intensidade de intercambio entre o espaço especial e o publico são necessárias porque pontos pequenos e calmos e progressões de pontos movimentados são uma conseqüência e um aspecto indispensável da diversidade das ruas e dos distritos.

a separação costuma ser inócua. primeiro. e exatamente nos lugares em que elas podem causar os piores e mais gratuitos danos. com uma combinação de usos e usuários ampla e diversificada. não uma barreira. feitos com a melhor das intenções. “Uma linha divisória pode ser mais que uma barreira dominante se for possível ver ou moverse através dela – se ela estiver inter-relacionada em certa profundidade com as regiões de ambos os lados. Os casos mais fáceis de corrigir são as zonas de fronteira que poderiam logicamente estimular um uso muito maior em seu perímetro. Na verdade. não conseguem eliminar as zonas de fronteira desertas e as interrupções de uso. uma linha de permuta ao longo da qual duas áreas se alinhavam.” Kevin Lynch O máximo possível de elementos urbanos deve ser usado para constituir um território misto. e o mínimo possível deve ser usado para a criação desnecessária de barreiras. Torna-se então uma costura. como as próprias cidades funcionam é exatamente este: os planos. pode ser até mesmo proveitosa. Um dos perigos de traçar planos de trânsito e sistemas viários urbanos sem compreender. Entender as desvantagens da fronteiras deve ajudar-nos a evitar a criação de fronteiras desnecessárias. vivo. . como meio de orientação para as pessoas.Se cada uma das localidades separadas por uma fronteira for suficientemente extensa para formar um distrito vigoroso. a fim de que elas tenham na cabeça um mapa da cidade e vejam o distrito como lugar.

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