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Espírito Santo

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CPM - Programa de Certificação de Pessoal de Manutenção

Mecânica
Noções Básicas de
Elementos de Máquinas

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Noções Básicas de Elementos de Máquinas - Mecânica

© SENAI - ES, 1996

Trabalho realizado em parceria SENAI / CST (Companhia Siderúrgica de Tubarão)

Coordenação Geral Francisco Lordes (SENAI)


Marcos Drews Morgado Horta (CST)

Supervisão Alberto Farias Gavini Filho (SENAI)


Rosalvo Marcos Trazzi (CST)

Elaboração Evandro Armini de Pauli (SENAI)


Fernando Saulo Uliana (SENAI)

Aprovação José Geraldo de Carvalho (CST)


José Ramon Martinez Pontes (CST)
Tarcilio Deorce da Rocha (CST)
Wenceslau de Oliveira (CST)

Editoração Ricardo José da Silva (SENAI)

SENAI - Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial


DAE - Divisão de Assistência às Empresas
Departamento Regional do Espírito Santo
Av. Nossa Senhora da Penha, 2053 - Vitória - ES.
CEP 29045-401 - Caixa Postal 683
Telefone: (027) 325-0255
Telefax: (027) 227-9017

CST - Companhia Siderúrgica de Tubarão


AHD - Divisão de Desenvolvimento de Recursos Humanos
AV. Brigadeiro Eduardo Gomes, s/n, Jardim Limoeiro - Serra - ES.
CEP 29160-972
Telefone: (027) 348-1322
Telefax: (027) 348-1077

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Sumário

Parafusos, porcas, arruelas e rosca....................................... 03


• Parafusos .......................................................................... 03
• Porcas ............................................................................... 08
• Arruelas ............................................................................. 10
• Rosca ................................................................................ 12

Engrenagens, Correias, Polias e Correntes ........................... 23


• Transmissão por engrenagens .......................................... 23
• Transmissão por polias e correias ..................................... 33
• Transmissão por correntes ................................................ 43

Mancais de Rolamento e Deslizamento ................................. 49


• Mancais de Rolamento ...................................................... 49
• Mancais de deslizamento .................................................. 55

Acoplamentos ........................................................................ 61

Elementos de Vedação .......................................................... 75

Travas, Chaveta, Anel elástico, Pinos e Freios ...................... 87


• Travas ............................................................................... 87
• Chaveta ............................................................................. 88
• Anel elástico ...................................................................... 94
• Pinos ................................................................................. 96
• Freios .............................................................................. 101

Noções de Elementos de Máquinas - Avaliação................... 104

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Parafusos, porcas, arruelas e rosca

Parafusos, porcas e arruelas são peças metálicas de vital


importância na união e fixação dos mais diversos elementos de
máquina.
Por sua importância, a especificação completa de um parafuso e
sua porca engloba os mesmos itens cobertos pelo projeto de um
elemento de máquina, ou seja: material, tratamento térmico,
dimensionamento, tolerâncias, afastamentos e acabamento.

Parafusos

O parafuso é formado por um corpo cilíndrico roscado e por uma


cabeça que pode ser hexagonal, sextavada, quadrada ou
redonda.

cabeça hexagonal ou sextavada

cabeça quadrada

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Em mecânica, ele é empregado para unir e manter juntas peças


de máquinas, geralmente formando conjuntos com porcas e
arruelas.
Em geral, os parafusos são fabricados em aço de baixo e médio
teor de carbono, por meio de forjamento ou usinagem. Os
parafusos forjados são opacos e os usinados, brilhantes. As
roscas podem ser cortadas ou laminadas.
Aço de alta resistência à tração, aço-liga, aço inoxidável, latão e
outros metais ou ligas não-ferrosas podem também ser usados
na fabricação de parafusos. Em alguns casos, os parafusos são
protegidos contra a corrosão por meio de galvanização ou
cromagem.

Dimensão dos parafusos


As dimensões principais dos parafusos são:
• diâmetro externo ou maior da rosca;
• comprimento do corpo;
• comprimento da rosca;
• altura da cabeça;
• distância do hexágono entre planos e arestas.
O comprimento do parafuso refere-se ao comprimento do corpo.

Carga dos parafusos


A carga total que um parafuso suporta é a soma da tensão
inicial, isto é, do aperto e da carga imposta pelas peças que
estão sendo unidas. A carga inicial de aperto é controlada,
estabelecendo-se o torque-limite de aperto. Nesses casos,
empregam-se medidores de torque especiais (torquímetros).

Tipos de parafusos
Os parafusos podem ser:
• sem porca
• com porca
• prisioneiro

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• Allen
• de fundação farpado ou dentado
• auto-atarraxante
• para pequenas montagens
• Parafuso sem porca
Nos casos onde não há espaço para acomodar uma porca, esta
pode ser substituída por um furo com rosca em uma das peças.
A união dá-se através da passagem do parafuso por um furo
passante na primeira peça e rosqueamento no furo com rosca
da segunda peça.

• Parafuso com porca


Às vezes, a união entre as peças é feita com o auxílio de porcas
e arruelas. Nesse caso, o parafuso com porca é chamado
passante.

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• Parafuso prisioneiro
O parafuso prisioneiro é empregado quando se necessita
montar e desmontar parafuso sem porca a intervalos
frequentes. Consiste numa barra de seção circular com roscas
nas duas extremidades. Essas roscas podem ter sentido oposto.
Para usar o parafuso prisioneiro, introduz-se uma das pontas no
furo roscado da peça e, com auxílio de uma ferramenta
especial, aperta-se essa peça. Em seguida aperta-se a segunda
peça com uma porca e arruelas presas à extremidade livre do
prisioneiro. Este permanece no lugar quando as peças são
desmontadas.

aplicação do prisioneiro

• Parafuso Allen
O parafuso Allen é fabricado com aço de alta resistência à
tração e submetido a um tratamento térmico após a
conformação. Possui um furo hexagonal de aperto na cabeça,
que é geralmente cilíndrica e recartilhada. Para o aperto, utiliza-
se uma chave especial: a chave Allen.

Os parafusos Allen são utilizados sem porcas e suas cabeças


são encaixadas num rebaixo na peça fixada, para melhor

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acabamento. E também por necessidade de redução de espaço


entre peças com movimento relativo.
• Parafuso de fundação farpado ou dentado
Os parafusos de fundação farpados ou dentados são feitos de
aço ou ferro e são utilizados para prender máquinas ou
equipamentos ao concreto ou à alvenaria. Têm a cabeça
trapezoidal delgada e áspera que, envolvida pelo concreto,
assegura uma excelente fixação. Seu corpo é arredondado e
com dentes, os quais têm a função de melhorar a aderência do
parafuso ao concreto.

Farpado

Dentado

• Parafuso auto-atarraxante
O parafuso auto-atarraxante tem rosca de passo largo em um
corpo cônico e é fabricado em aço temperado. Pode ter ponta
ou não e, às vezes, possui entalhes longitudinais com a função
de cortar a rosca à maneira de uma tarraxa. As cabeças têm
formato redondo, em latão ou chanfradas e apresentam fendas
simples ou em cruz (tipo Phillips).
Esse tipo de parafuso elimina a necessidade de um furo roscado
ou de uma porca, pois corta a rosca no material a que é preso.
Sua utilização principal é na montagem de peças feitas de
folhas de metal de pequena espessura, peças fundidas macias
e plásticas.

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cabeça redonda cabeça fenda Phillips


chanfrada
• Parafuso para pequenas montagens
Parafusos para pequenas montagens apresentam vários tipos
de roscas e cabeças e são utilizados para metal, madeira e
plásticos.

cabeça cabeça cabeça cabeça cabeça


cilíndrica redonda chanfrada redondo- redondo-
plana -cilíndrica -chanfrada

Dentre esses parafusos, os utilizados para madeira apresentam


roscas especiais.

com cabeça oval com cabeça redonda com cabeça chata

Porcas

Porcas são peças de forma prismática ou cilíndrica, providas de


um furo roscado onde são atarraxadas ao parafuso. São
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hexagonais, sextavadas, quadradas ou redondas e servem para


dar aperto nas uniões de peças ou, em alguns casos, para
auxiliar na regulagem.

Tipos de porcas
São os seguintes os tipos de porcas:
• castelo
• cega (ou remate)
• borboleta
• contraporcas
- Porca castelo
A porca castelo é uma porca hexagonal com seis entalhes
radiais, coincidentes dois a dois, que se alinham com um furo no
parafuso, de modo que uma cupilha possa ser passada para
travar a porca.

- Porca cega (ou remate)


Nesse tipo de porca, uma das extremidades do furo rosqueado
é encoberta, ocultando a ponta do parafuso.

A porca cega pode ser feita de aço ou latão, é geralmente


cromada e possibilita um acabamento de boa aparência.

- Porca borboleta
A porca borboleta tem saliências parecidas com asas para
proporcionar o aperto manual. Geralmente fabricada em aço ou
latão, esse tipo de porca é empregado quando a montagem e a
desmontagem das peças são necessárias e frequentes.
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- Contraporcas
As porcas sujeitas a cargas de impacto e vibração apresentam
tendência a afrouxar, o que pode causar danos às máquinas.
Um dos meios de travar uma porca é através do aperto de outra
porca contra a primeira. Por medida de economia utiliza-se uma
porca mais fina, e para sua travação são necessárias duas
chaves de boca. Veja figura a seguir.

Arruelas

São peças cilíndricas, de pouca espessura, com um furo no


centro, pelo qual passa o corpo do parafuso.
As arruelas servem basicamente para:
• proteger a superfície das peças;
• evitar deformações nas superfícies de contato;
• evitar que a porca afrouxe;
• suprimir folgas axiais (isto é, no sentido do eixo) na
montagem das peças;
• evitar desgaste da cabeça do parafuso ou da porca.

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A maioria das arruelas é fabricada em aço, mas o latão também


é empregado; neste caso, são utilizadas com porcas e
parafusos de latão.
As arruelas de cobre, alumínio, fibra e couro são
extensivamente usadas na vedação de fluidos.

Tipos de arruelas
Os três tipos de arruela mais usados são:
• arruela lisa
• arruela de pressão
• arruela estrelada

- Arruela lisa
A arruela lisa (ou plana) geralmente é feita de aço e é usada sob
uma porca para evitar danos à superfície e distribuir a força do
aperto.
As arruelas de qualidade inferior, mais baratas, são furadas a
partir de chapas brutas, mas as de melhor qualidade são
usinadas e têm a borda chanfrada como acabamento.

- Arruela de pressão
A arruela de pressão consiste em uma ou mais espiras de mola
helicoidal, feita de aço de mola de seção retangular. Quando a
porca é apertada, a arruela se comprime, gerando uma grande
força de atrito entre a porca e a superfície. Essa força é
auxiliada por pontas aguçadas na arruela que penetram nas
superfícies, proporcionando uma travação positiva.

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- Arruela estrelada
A arruela estrelada (ou arruela de pressão serrilhada) é de
dentes de aço de molas e consiste em um disco anular provido
de dentes ao longo do diâmetro interno ou diâmetro externo. Os
dentes são torcidos e formam pontas aguçadas. Quando a
porca é apertada, os dentes se aplainam penetrando nas
superfícies da porca e da peça em contato.
A arruela estrelada com dentes externos é empregada em
conjunto com parafusos de cabeça chanfrada.

Roscas

Rosca é uma saliência de perfil constante, helicoidal, que se


desenvolve de forma uniforme, externa ou internamente, ao
redor de uma superfície cilíndrica ou cônica. Essa saliência é
denominada filete.

Passo e hélice de rosca


Quando há um cilindro que gira uniformemente e um ponto que
se move também uniformemente no sentido longitudinal, em
cada volta completa do cilindro, o avanço (distância percorrida
pelo ponto) chama-se passo e o percurso descrito no cilindro
por esse ponto denomina-se hélice.

O desenvolvimento da hélice forma um triângulo, onde se têm:


α = ângulo da hélice
P (passo) = cateto oposto
hélice = hipotenusa
D2 (diâmetro médio) = cateto adjacente

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Podem-se aplicar, então, as relações trigonométricas em


qualquer rosca, quando se deseja conhecer o passo, diâmetro
médio ou ângulo da hélice:
P
ângulo da hélice = tg α =
D2 . π

P (passo) = tg α . D2 . π
Quanto maior for o ângulo da hélice, menor será a força de
atrito atuando entre a porca e o parafuso, e isto é comprovado
através do paralelogramo de forças. Portanto, deve-se ter
critério na aplicação do passo da rosca.
Para um aperto adequado em parafusos de fixação, deve-se
manter α < 15º.
FA = força de atrito
FN = força normal
FR = força resultante

Rosca fina (rosca de pequeno passo)


Frequentemente é usada na construção de automóveis e
aeronaves, principalmente porque nesses veículos ocorrem
choques e vibrações que tendem a afrouxar a porca.
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É utilizada também quando há necessidade de uma ajustagem


fina ou uma maior tensão inicial de aperto e, ainda, em chapas
de pouca espessura e em tubos, por não diminuir sua secção.

Parafusos com tais roscas são comumente feitos de aços-liga e


tratados termicamente.
Observação: Devem-se evitar roscas finas em materiais
quebradiços.
Rosca média (normal)
Utilizada normalmente em construções mecânicas e em
parafusos de modo geral, proporciona também uma boa tensão
inicial de aperto, mas deve-se precaver quando do seu emprego
em montagens sujeitas a vibrações, usando, por exemplo,
arruelas de pressão.

Rosca de transporte ou movimento


Possui passo longo e por isso transforma o movimento giratório
num deslocamento longitudinal bem maior que as anteriormente
citadas. É empregada normalmente em máquinas (tornos,
prensas, morsa, etc.) ou quando as montagens e desmontagens
são frequentes.

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O material do furo roscado deve ser diferente do aço para evitar


a solda a frio (emgripamento). Também é desaconselhável sua
montagem onde as vibrações e os choques são frequentes.
Quando se deseja um grande deslocamento com filetes de
pouca espessura, emprega-se a rosca múltipla, isto é, com dois
filetes ou mais.

Em alguns casos, quando o ângulo da hélice for maior que 45º o


movimento longitudinal pode ser transformado em movimento
giratório, como por exemplo o berbequim.

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Perfil da rosca (secção do filete)


Triangular
É o mais comum. Utilizado em parafusos e porcas de fixação,
uniões e tubos.

Trapezoidal
Empregado em órgãos de comando das máquinas operatrizes
(para transmissão de movimento suave e uniforme), fusos e
prensas de estampar (balancins mecânicos).

Redondo
Emprego em parafusos de grandes diâmetros e que devem
suportar grandes esforços, geralmente em componentes
ferroviários. É empregado também em lâmpadas e fusíveis pela
facilidade na estampagem.

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Dente de serra
Usado quando a força de solicitação é muito grande em um só
sentido (morsas, macacos, pinças para tornos e fresadoras).

Quadrado
Quase em desuso, mas ainda utilizado em parafusos e peças
sujeitas a choques e grandes esforços (morsas).

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Sentido de direção do filete


À esquerda À direita
Quando, ao avançar, gira em sentido
Quando, ao avançar, gira no sentido
contrário ao dos ponteiros do relógio
dos ponteiros do relógio (sentido de
(sentido de aperto à esquerda).
aperto à direita).

Simbologia dos principais elementos de uma rosca


D = diâmetro maior da rosca interna (nominal)
d = diâmetro maior da rosca externa (nominal)
D1 = diâmetro menor da rosca interna
d1 = diâmetro menor da rosca externa
D2 = diâmetro efetivo da rosca interna
d2 = diâmetro efetivo da rosca externa
P = passo
A = avanço
N = número de voltas por polegada
n = número de filetes (fios por polegada)
H = altura do triângulo fundamental
he = altura do filete da rosca externa
hi = altura do filete da rosca interna
i = ângulo da hélice (α)
rre = arredondamento do fundo da rosca do parafuso
rr1 = arredondamento do fundo da rosca da porca
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Principais sistemas de roscas


Rosca métrica de perfil triangular ISO - ABNT - NB97
d = nominal h1 = 0,5413 . P
d1 = d - 1,2268 . P rri = 0,063 . P
he = 0,61343 . P d2 e D2 = d - 0,64953 . P
rre = 0,14434 . P A = 0,045 . P
D = d ÷ 2a H = 0,86603 . P
D1 = d - 1,0825 . P P
i = tg ∝ =
π . d1

Designação
. M10 (normal)
. M20 x 1,5 (passo fino)

Rosca americana normal NC ISO - ABNT - NB97


P = 1” ÷ número de filetes
por polegada
H = 0,866p
he = 0,6495p
h = 0,6134p
h1 = 0,54125p
d1 = d - 2he
d2 = d - he
D = d + 0,2222he
D1 = d - 1,7647
e1 = p/8
e2 = p/24
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Rosca americana fina - NC


P = 1” ÷ número de filetes
por polegada
H = 0,866P
he = 0,6495P
h = 0,6134P
h1 = 0,54125P
d1 = d - 2he
d2 = d - he
D = d + 0,2222he
D2 = d - 1,7647
e1 = p/8
e2 = p/24

Rosca whitworth normal (inglesa)


P = 1” ÷ número de filetes
por polegada
H = 0,9605 . P
h1 = 0,6403 . P
d1 = d - 2 . h1
rre = rri = 0,1373 . P
d2 = d1 + h1
Designação
Normal: Indica-se somente pelo ∅ maior → 2”
Fina: Diâmetro maior x passo → w84 x 1/16”

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Rosca Whitworth gás (BSP) - ABNT - NB202 ISO - R7


(continua)

H = 0,960491 . P
h = 0,640327 . P
r = 0,137329 . P

Rosca Whitworth gás (BSP) - ABNT - NB202 ISO - R7


(conclusão)

H = 0,960237 . P
h = 0,640327 . P
r = 0,137278 . P

Designação
T4”

Rosca trapezoidal americana “Acme”

= 29º
h = 0,5 . P + 0,254
h1 = h
c = 0,3707 . P
f = 0,3707 . P - 0,132
d1 = d - 2h
P
d2 = d -
2
D = d + 0,508
D1 = d - P
P
tg i =
π . D2
Exemplo: 1 1/8” x 5
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Designação
• Diâmetro externo (em polegada) x número de fios por polegada.

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Rosca trapezoidal métrica


P = variável
d1 = d - 2h1
D = d + 2a
D1 = d - 2(h1 - a)
d2 = d - 0,5 . P
h = 1,866 . P
h1 = 0,5 . P + a
h2 = 0,5 . P + a - b
H = 0,5 . P + 2a - b
= 30º
P
Ângulo da hélice ( i ) = tg i =
π . d2
Exemplo:
Diâmetro maior x passo → Tr 48 x 8

Rosca dente de serra

Símbolo: S
Designação: ∅ maior x passo
Exemplo: 570 x 10

h = 0,663P h = 0,867P
a = 0,163P a = 0,264P

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Rosca quadrada
folga = 0,05h
h = 0,5P
a = 0,5P
P(métrico) = 0,2D

Designação:
Quadrada ∅ maior x passo
Exemplo: Quadrada 50 x 4

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Engrenagens, Correias, Polias e Correntes

Transmissão por engrenagens

As engrenagens, também chamadas rodas dentadas, são


elementos básicos na transmissão de potência entre árvores.
Elas permitem a redução ou aumento do momento torsor, com
mínimas perdas de energia, e aumento ou redução de
velocidades, sem perda nenhuma de energia, por não
deslizarem.
A mudança de velocidade e torção é feita na razão dos
diâmetros primitivos. Aumentando a rotação, o momento torsor
diminui e vice-versa. Assim, num par de engrenagens, a maior
delas terá sempre rotação menor e transmitirá momento torsor
maior. A engrenagem menor tem sempre rotação mais alta e
momento torsor menor.
O movimento dos dentes entre si processa-se de tal modo que
no diâmetro primitivo não há deslizamento, havendo apenas
aproximação e afastamento.
Nas demais partes do flanco, existe ação de deslizamento e
rolamento. Daí conclui-se que as velocidades periféricas
(tangenciais) dos círculos primitivos de ambas as rodas são
iguais (lei fundamental do dentado).

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Elementos básicos das engrenagens

• (De) Diâmetro externo


É o diâmetro máximo da engrenagem De = m (z + 2).
• (Di) Diâmetro interno
É o diâmetro menor da engrenagem.
• (Dp) Diâmetro primitivo
É o diâmetro intermediário entre De e Di. Seu cálculo exato é Dp
= De - 2m.
• (C) Cabeça do dente
É a parte do dente que fica entre Dp e De.
• (f) Pé do dente
É a parte do dente que fica entre Dp e Di.
• (h) Altura do dente
De − Di
É a altura total do dente ou h = 2,166 . m
2
• (e) Espessura de dente
É a distância entre os dois pontos extremos de um dente,
medida à altura do Dp.
• (V) Vão do dente
É o espaço entre dois dentes consecutivos. Não é a mesma
medida de e.
• (P) Passo
Medida que corresponde a distância entre dois dentes
consecutivos, medida à altura do Dp.
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número de dentes (Z) = 16


Dp P
Módulo (M) = ou
Z π

• (M) Módulo
Dividindo-se o Dp pelo número de dentes (z), ou o passo (P) por
π, teremos um número que se chama módulo (M).
Esse número é que caracteriza a engrenagem e se constitui em
sua unidade de medida.
O módulo é o número que serve de base para calcular a
dimensão dos dentes.
• (α
α) = Ângulo de pressão
Os pontos de contato entre os dentes da engrenagem motora e
movida estão ao longo do flanco do dente e, com o
movimento das engrenagens, deslocam-se em uma linha
reta, a qual forma, com a tangente comum às duas
engrenagens, um ângulo. Esse ângulo é chamado ângulo de
pressão (α), e no sistema modular é utilizado normalmente
com 20 ou 15º.

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Perfil do flanco do dente


O perfil do flanco do dente é caracterizado por parte de uma
curva cicloidal chamada evolvente. A figura apresenta o
processo de desenvolvimento dessa curva.
O traçado prático da evolvente pode ser executado ao redor de
um círculo, marcando-se a trajetória descrita por um ponto
material definido no próprio fio.
Quanto menor for o diâmetro primitivo (Dp), mais acentuada
será a evolvente. Quanto maior for o diâmetro primitivo, menos
acentuada será a evolvente, até que, em uma engrenagem de
Dp infinito (cremalheira) a evolvente será uma reta. Neste caso,
o perfil do dente será trapezoidal, tendo como inclinação apenas
o ângulo de pressão (α).

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Geração de evolvente
Imagine a cremalheira citada no item anterior como sendo uma
ferramenta de corte que trabalha em plaina vertical, e que a
cada golpe se desloca juntamente com a engrenagem a ser
usinada (sempre mantendo a mesma distância do diâmetro
primitivo).
É por meio desse processo contínuo que é gerada, passo a
passo, a evolvente.

O ângulo de inclinação do perfil (ângulo de pressão α) sempre é


indicado nas ferramentas e deve ser o mesmo para o par de
engrenagens que trabalham juntas.

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Departamento Regional do Espírito Santo 33
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Tipos de engrenagens
Engrenagem cilíndrica de dentes retos
Os dentes são dispostos paralelamente entre si e em relação ao
eixo. É o tipo mais comum de engrenagem e o de mais baixo
custo.
É usada em transmissão que requer mudança de posição das
engrenagens em serviço, pois é fácil de engatar. É mais
empregada na transmissão de baixa rotação do que na de alta
rotação, por causa do ruído que produz.

Engrenagem cilíndrica de dentes helicoidais


Os dentes são dispostos transversalmente em forma de hélice
em relação ao eixo.
É usada em transmissão fixa de rotações elevadas por ser
silenciosa devido a seus dentes estarem em componente axial
de força que deve ser compensada pelo mancal ou rolamento.
Serve para transmissão de eixos paralelos entre si e também
para eixos que formam um ângulo qualquer entre si
(normalmente 60 ou 90º).

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Engrenagem cilíndrica com dentes internos


É usada em transmissões planetárias e comandos finais de
máquinas pesadas, permitindo uma economia de espaço e
distribuição uniforme da força. As duas rodas do mesmo
conjunto giram no mesmo sentido.

Engrenagem cilíndrica com cremalheira


A cremalheira pode ser considerada como uma coroa dentada
com diâmetro primitivo infinitamente grande. É usada para
transformar movimento giratório em longitudinal.

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Departamento Regional do Espírito Santo 35
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Engrenagem cônica com dentes retos


É empregada quando as árvores se cruzam; o ângulo de
interseção é geralmente 90º, podendo ser menor ou maior. Os
dentes das rodas cônicas têm um formato também cônico, o
que dificulta sua fabricação, diminui a precisão e requer uma
montagem precisa para o funcionamento adequado.

A engrenagem cônica é usada para mudar a rotação e direção


da força, em baixas velocidades.

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Engrenagem cilíndrica com dentes oblíquos


Seus dentes formam um ângulo de 8 a 20º com o eixo da
árvore. Os dentes possuem o perfil da envolvente e podem estar
inclinados à direita ou à esquerda.

Os dentes vão se carregando e descarregando gradativamente.


Sempre engrenam vários dentes simultaneamente, o que dá um
funcionamento suave e silencioso. Pode ser bastante solicitada
e pode operar com velocidades periféricas até 160m/s.
Os dentes oblíquos produzem uma força axial que deve ser
compensada pelos mancais.

Engrenagem cilíndrica com dentes em V


Conhecida também como engrenagem espinha de peixe. Possui
dentado helicoidal duplo com uma hélice à direita e outra à
esquerda. Isso permite a compensação da força axial na própria
engrenagem, eliminando a necessidade de compensar esta
força nos mancais.

Para que cada parte receba metade da carga, a engrenagem


em espinha de peixe deve ser montada com precisão e uma das

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Departamento Regional do Espírito Santo 37
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árvores deve ser montada de modo que flutue no sentido axial.


Usam-se grandes inclinações de hélice, geralmente de 30 a 45º.
Pode ser fabricada em peça única ou em duas metades unidas
por parafusos ou solda. Neste último caso só é admissível o
sentido de giro no qual as forças axiais são dirigidas uma contra
a outra.

Engrenagem cônica com dentes em espiral


Empregada quando o par de rodas cônicas deve transmitir
grandes potências e girar suavemente, pois com este formato
de dentes consegue-se o engrenamento simultâneo de dois
dentes.

O pinhão pode estar deslocado até 1/8 do diâmetro primitivo da


coroa. Isso acontece particularmente nos automóveis para
ganhar espaço entre a carcaça e o solo.

Parafuso sem-fim e engrenagem côncava (coroa)


O parafuso sem-fim é uma engrenagem helicoidal com pequeno
número (até 6) de dentes (filetes).

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O sem-fim e a coroa servem para transmissão entre dois eixos


perpendiculares entre si. São usados quando se precisa obter
grande redução de velocidade e consequente aumento de
momento torsor.
Quando o ângulo de inclinação (y) dos filetes for menor que 5º,
o engrenamento é chamado de auto-retenção. Isto significa que
o parafuso não pode ser acionado pela coroa.

Nos engrenamentos sem-fim, como nas engrenagens


helicoidais, aparecem forças axiais que devem ser absorvidas
pelos mancais.
Entre o sem-fim e a coroa produz-se um grande atrito de
deslizamento. A fim de manter o desgaste e a geração de calor
dentro dos limites, adequam-se os materiais do sem-fim (aço) e
da coroa (ferro fundido ou bronze), devendo o conjunto
funcionar em banho de óleo.

Relação de transmissão ( i )
Para engrenagens em geral:

Dp 2 Z2
i = =
Dp1 Z1

Onde:
Dp1 = diâmetro primitivo da roda motora
Dp2 = diâmetro primitivo da roda movida
Z1 = número de dentes da roda motora
Z2 = número de dentes da roda movida

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Transmissão por polias e correias

Para transmitir potência de uma árvore à outra, alguns dos


elementos mais antigos e mais usados são as correias e as
polias.
As transmissões por correias e polias apresentam as seguintes
vantagens:
• possuem baixo custo inicial, alto coeficiente de atrito, elevada
resistência ao desgaste e funcionamento silencioso;
• são flexíveis, elásticas e adequadas para grandes distâncias
entre centros.

Relação de transmissão ( i )
É a relação entre o número de voltas das polias (n) numa
unidade de tempo e os seus diâmetros. A velocidade periférica
(V) é a mesma para as duas rodas.

V1 = V2 ∴ πD1n1 = π D2n2

Onde:
D1 = ∅ da polia menor
D2 = ∅ da polia maior
n1 = número de voltas por minuto (rpm) da polia menor
n2 = rpm da polia maior

Logo:
V1 = V2
πD1n1 = πD2n2
D1n1 = D2n2

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n1 D2
= = i
n2 D1

Transmissão por correia plana


Essa maneira de transmissão de potência se dá por meio do
atrito que pode ser simples, quando existe somente uma polia
motora e uma polia movida (como na figura abaixo), ou múltiplo,
quando existem polias intermediárias com diâmetros diferentes.

A correia plana, quando em serviço, desliza e portanto não


transmite integralmente a potência.
A velocidade periférica da polia movida é, na prática, sempre
menor que a da polia motora. O deslizamento depende da
carga, da velocidade periférica, do tamanho da superfície de
atrito e do material da correia e das polias.
O tamanho da superfície de atrito é determinado pela largura da
correia e pelo ângulo de abraçamento ou contato (α) (figura
acima) que deve ser o maior possível e calcula-se pela seguinte
fórmula:
α para a polia menor
60 . (D 2 − D 1 )
α ≈ 180º -
L

Para obter um bom ângulo de abraçamento é necessário que:


• a relação de transmissão i não ultrapasse 6:1;
• a distância entre eixos não seja menor que 1,2 (D1 + D2).
No acionamento simples, a polia motora e a movida giram no
mesmo sentido. No acionamento cruzado as polias giram em
sentidos contrários e permitem ângulo de abraçamento maiores,
porém o desgaste da correia é maior.

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A correia plana permite ainda a transmissão entre árvores não


paralelas.

Formato da polia plana


Segundo norma DIN 111, a superfície de contato da polia plana
pode ser plana ou abaulada. A polia com superfície plana
conserva melhor as correias e a polia com superfície abaulada
guia melhor as correias.
O acabamento superficial deve ficar entre quatro e dez
milésimos de milímetro (4∼10µm).
Quando a velocidade da correia supera 25m/s é necessário
equilibrar estática e dinamicamente as polias (balanceamento).

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Tensionador ou esticador
Quando a relação de transmissão supera 6:1, é necessário
aumentar o ângulo de abraçamento da polia menor. Para isso,
usa-se o rolo tensionador ou esticador, acionado por mola ou
por peso.

A tensão da correia pode ser controlada também pelo


deslocamento do motor sobre guias ou por sistema basculante.

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Materiais para correia plana


• Couro de boi
Recebe emendas, suporta bem os esforços e é bastante
elásticas.
• Material fibroso e sintéticos
Não recebe emendas (correia sem-fim), própria para forças sem
oscilações, para polia de pequeno diâmetro. Tem por material
base o algodão, o pêlo de camelo, o viscose, o perlon e o
nylon.
• Material combinado, couro e sintéticos
Essa correia possui a face interna feita de couro curtido ao
cromo e a externa de material sintético (perlon). Essa
combinação produz uma correia com excelente flexibilidade,
capas de transmitir grandes potências.

Transmissão por correia em V


A correia em V é inteiriça (sem-fim) fabricada com secção
transversal em forma de trapézio. É feita de borracha revestida
por lona e é formada no seu interior por cordonéis vulcanizados
para absorver as forças.

Secção de Tensão
Cordonéis embutidos Cobertura
em Borracha de Lonas

Secção de Compressão
Borracha

O emprego da correia em V é preferível ao da correia plana e


possui as seguintes características:
• Praticamente não tem deslizamento.
• Relação de transmissão até 10:1.
• Permite uma boa proximidade entre eixos. O limite é dado
por p = D + 3/2h (D = diâmetro da polia maior e h =
altura da correia).
• A pressão nos flancos, em consequência do efeito de cunha,
triplica em relação à correia plana.
• Partida com menor tensão prévia que a correia plana.
• Menor carga sobre os mancais que a correia plana.
• Elimina os ruídos e os choques, típicos da correia emendada
com grampos.
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• Emprego de até doze correias numa mesma polia.


Perfil e designação das correias em V
A designação é feita por uma letra que representa o formato e
por um número que é o perímetro médio da correia em
polegada.
Os perfis são normalizados e denominam-se formato A, B, C, D
e E, suas dimensões são mostradas na figura a seguir.

Para especificação de correias, pode-se encontrar, por


aproximação, o número que vai ao lado da letra, medindo o
comprimento externo da correia, diminuindo um dos valores
abaixo e transformando o resultado em polegadas.

Perfil A B C D E
Medidas
25 32 42 60 72
em mm

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Perfil dos canais das polias


As polias em V têm suas dimensões normalizadas e são feitas
com ângulos diferentes conforme o tamanho.

Dimensões normalizadas para polias em V

Perfil Diâmetro Ângulo Medidas em milímetros


padrão da externo da do
correia polia (mm) canal T S W Y Z H K X
75 a 170 34º
A 9,5 15 13 3 2 13 5 5
acima de 170 38º
130 a 240 34º
B 11,5 19 17 3 2 17 6,5 6,25
acima de 240 38º
200 a 350 34º
C 15,25 25,5 22,5 4 3 22 9,5 8,25
acima de 350 38º
300 a 450 34º
D 22 36,5 32 6 4,5 28 12,5 11
acima de 450 38º
485 a 630 34º
E 27,25 44,5 38,5 8 6 33 16 13
acima de 630 38º

O perfil dos canais das polias em V deve ter as medidas


corretas para que haja um alojamento adequado da correia no
canal.

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A correia não deve ultrapassar a linha do diâmetro externo da


polia e nem tocar no fundo do canal, o que anularia o efeito de
cunha.

errado certo

Relação de transmissão (i) para correias e polias em V


Uma vez que a velocidade (V) da correia é constante, a relação
de transmissão está em função dos diâmetros das polias.

Para as correias em V, deve-se tomar o diâmetro nominal médio


da polia (Dm) para os cálculos.
O diâmetro nominal calcula-se pela fórmula:

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Dm = De - 2x

Onde:
De = diâmetro da polia
x = altura efetiva da correia
h = altura da correia

Transmissão por correia dentada


A correia dentada em união com a roda dentada correspondente
permitem uma transmissão de força sem deslizamento. As
correias de qualidade têm no seu interior vários cordonéis
helicoidais de aço ou de fibra de vidro que suportam a carga e
impedem o alongamento. A força se transmite através dos
2
flancos dos dentes e pode chegar a 400N/cm .’

O perfil dos dentes pode ser trapezoidal ou semicircular,


geralmente, são feitos com módulos 6 ou 10.
As polias são fabricadas de metal sinterizado, metal leve ou
ferro fundido em areia especial para precisão nas medidas em
bom acabamento superficial.
Para a especificação das polias e correias dentadas, deve-se
mencionar o comprimento da correia ou o número de sulcos da
polia, o passo dos dentes e a largura.
A relação de transmissão (i) é dada por:

número de sulcos
i = da polia maior
número de sulcos
da polia menor
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Procedimentos em manutenção com correias e polias


A correia é importante para a máquina. Quando mal aplicada ou
frouxa, provoca a perda de velocidade e de eficiência da
máquina; quando esticada demais, há quebra dos eixos ou
desgaste rápido dos mancais.
As polias devem ter uma construção rigorosa quanto à
concentricidade dos diâmetros externos e do furo, quanto à
perpendicularidade entre as faces de apoio e os eixos dos
flancos, e quanto ao balanceamento, para que não provoquem
danos nos mancais e eixos.
Os defeitos construtivos das polias também influem
negativamente na posição de montagem do conjunto de
transmissão.
Influência dos defeitos das polias na posição de montagem do conjunto
de transmissão

Tipo de defeito da polia Repercussão do defeito sobre Defeito de funcionamento da


a posição de montagem transmissão por correia
furo com excesso de diâmetro montagem desalinhada
à entrada

superfície de contato abaulada montagem desalinhada


(cubo)

superfície de contato abaulada montagem desalinhada


(eixo) oscilação da polia no seu
movimento de rotação

superfície de ajuste do eixo montagem desalinhada


com o eixo oblíquo

furo da polia com o eixo montagem desalinhada


oblíquo

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superfície de ajuste do eixo montagem excêntrica


excêntrica

falta de movimento circular

furo excêntrico da polia montagem excêntrica

Transmissão por correntes

Um ou vários eixos podem ser acionados através de corrente. A


transmissão de potência é feita através do engrenamento entre
os dentes da engrenagem e os elos da corrente; não ocorre o
deslizamento.
É necessário para o funcionamento desse conjunto de
transmissão que as engrenagens estejam em um mesmo plano
e os eixos paralelos entre si.

roda motora roda movida

A transmissão por corrente normalmente é utilizada quando não


se podem usar correias por causa da umidade, vapores, óleos,
etc. É, ainda, de muita utilidade para transmissões entre eixos
próximos, substituindo trens de engrenagens intermediárias.
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Tipos de correntes
Corrente de rolos
É composta por elementos internos e externos, onde as talas
são permanentemente ligadas através de pinos e buchas; sobre
as buchas são, ainda, colocados rolos.
Esta corrente é aplicada em transmissões, em movimentação e
sustentação de contrapeso e, com abas de adaptação, em
transportadores; é fabricada em tipo standard, médio e pesado.

5P A P
A≈ :B≈ :H≈
8 2 8
(para correntes standard)

Várias correntes podem ser ligadas em paralelo, formando


corrente múltipla; podem ser montadas até 8 correntes em
paralelo.

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Corrente de dentes
Nesse tipo de corrente há, sobre cada pino articulado, várias
talas dispostas uma ao lado da outra, onde cada segunda tala
pertence ao próximo elo da corrente.

Dessa maneira, podem ser construídas correntes bem largas e


muito resistentes. Além disso, mesmo com o desgaste, o passo
fica, de elo a elo vizinho, igual, pois entre eles não há diferença.
Esta corrente permite transmitir rotações superiores às
permitidas nas correntes de rolos. É conhecida como corrente
silenciosa (“silent chain”).

Corrente de elos livres


Esta é uma corrente especial usada para transportadores e, em
alguns casos, pode ser usada em transmissões. Sua
característica principal é a facilidade de retirar-se qualquer elo,
sendo apenas necessário suspendê-lo. É conhecida por “link
chain”.

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Corrente comum
Conhecida também por cadeia de elos, possui os elos formados
de vergalhões redondos soldados, podendo ter um vergalhão
transversal para esforço. É usada em talhas manuais,
transportadores e em uma infinidade de aplicações.

Corrente de blocos
É uma corrente parecida com a corrente de rolos, mas, cada par
de rolos, com seus elos, forma um sólido (bloco). É usada nos
transportadores e os blocos formam base de apoio para os
dispositivos usados para transporte.

Fabricação das correntes


As talas são estampadas de fitas de aço; os rolos e as buchas
são repuxados de chapas de aço ou enrolados de fitas de aço;
os pinos são cortados de arames de aço. As peças prontas são,
separadamente, beneficiadas ou temperadas para
aproximadamente 60 rockwell.

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Engrenagens para correntes


As engrenagens para correntes têm como medidas principais o
número de dentes (Z), o passo (p) e o diâmetro (d).

O passo é igual à corda medida sobre o diâmetro primitivo


desde o centro de um vão ao centro do vão consecutivo, porque
a corrente se aplica sobre a roda em forma poligonal.

O perfil dos dentes corresponde ao diâmetro dos rolos da


corrente e para que haja facilidade no engrenamento, as laterais
dos dentes são afiladas e 10% mais estreitas que a corrente.

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Algumas rodas possuem o perfil modificado para compensar o


alargamento produzido pelo desgaste. Os dentes são formados
de tal modo que os rolos colocados entre eles tenham folga no
flanco da frente e no flanco de trás.

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Mancais de Rolamento e Deslizamento

Mancais de Rolamento

Quando se buscou diminuir sensivelmente os problemas de


atrito de resistência à alta velocidade, encontrados nos mancais
de deslizamento, chegou-se aos mancais de rolamento ou
simplesmente rolamentos.
Os rolamentos são simplesmente rolamentos de máquinas
constituídos por dois anéis de aço (geralmente SAE 52 100)
separados por uma ou mais fileiras de esferas ou rolos.

Essas esferas ou rolos são mantidos equidistantes por meio do


separador ou gaiola a fim de distribuir os esforços e manter
concêntricos os anéis.
O anel externo (capa) é fixado na peça ou no mancal e o anel
interno é fixado diretamente ao eixo.

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A seguir veja as vantagens e desvantagens que os rolamentos


possuem em relação aos mancais de deslizamento.

Vantagens Desvantagens
• Menor atrito e aquecimento • Maior sensibilidade aos choques
• Coeficiente de atrito de partida • Maiores custos de fabricação
(estático) não superior ao de • Tolerância pequena para carcaça e
operação (dinâmico) alojamento do eixo
• Pouca variação do coeficiente de • Não suporta cargas tão elevadas como
atrito com carga e velocidade os mancais de deslizamento
• Baixa exigência de lubrificação • Ocupa maior espaço radial
• Intercambialidade internacional
• Mantém a forma de eixo
• Pequeno aumento da folga durante a
vida útil

Classificação dos rolamentos


Quanto ao tipo de carga que suportam, os rolamentos podem
ser:
• Radiais - suportam cargas radiais e leves cargas axiais.
• Axiais - não podem ser submetidos a cargas radiais.
• Mistos - suportam tanto carga axial quanto radial.

Tipos de rolamentos
Rolamento fixo de uma carreira de esferas
É o mais comum dos rolamentos. Suporta cargas radiais e
pequenas cargas axiais e é apropriado para rotações mais
elevadas.
Sua capacidade de ajustagem angular é limitada, por
conseguinte, é necessário um perfeito alinhamento entre o eixo
e os furos da caixa.

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Rolamento de contato angular de uma carreira de esferas


Admite cargas axiais somente em um sentido, portanto, deve
sempre ser montado contraposto a um outro rolamento que
possa receber a carga axial no sentido contrário.

Rolamento autocompensador de esferas


É um rolamento de duas carreiras de esferas com pista esférica
no anel externo, o que lhe confere a propriedade de ajustagem
angular, ou seja, compensar possíveis desalinhamentos ou
flexões do eixo.

Rolamento de rolo cilíndrico


É apropriado para cargas radiais elevadas e seus componentes
são separáveis, o que facilita a montagem e desmontagem.

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Departamento Regional do Espírito Santo 61
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Rolamento autocompensador de uma carreira de rolos


Seu emprego é particularmente indicado para construções em
que se exige uma grande capacidade de suportar carga radial e
a compensação de falhas de alinhamento.

Rolamento autocompensador com duas carreiras de rolos


É um rolamento para os mais pesados serviços. Os rolos são de
grande diâmetro e comprimento.
Devido ao alto grau de oscilação entre rolos e pistas, existe uma
distribuição uniforme de carga.

Rolamento de rolos cônicos


Além de cargas radiais, os rolamentos de rolos cônicos também
suportam cargas axiais em um sentido.
Os anéis são separáveis. O anel interno e o externo podem ser
montados separadamente. Como só admitem cargas axiais em
um sentido, de modo geral torna-se necessário montar os anéis
aos pares, um contra o outro.

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62 Companhia Siderúrgica de Tubarão
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Rolamento axial de esfera


Ambos os tipo de rolamento axial de esfera (escora simples e
escora dupla) admitem elevadas cargas axiais, porém, não
podem ser submetidos a cargas radiais. Para que as esferas
sejam guiadas firmemente em suas pistas, é necessária a
atuação permanente de uma determinada carga axial mínima.

Rolamento axial autocompensador de rolos


Possui grande capacidade de carga axial e, devido à disposição
inclinada dos rolos, também pode suportar consideráveis cargas
radiais.
A pista esférica do anel da caixa confere ao rolamento a
propriedade de alinhamento angular, compensando possíveis
desalinhamentos ou flexões do eixo.

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Rolamento de agulhas
Possui uma secção transversal muito fina, em comparação com
os rolamento de rolos comuns.
É utilizado especialmente quando o espaço radial é limitado.

Designação dos rolamentos


Cada rolamento métrico padronizado tem uma designação
básica específica que indica o tipo de rolamento e a correlação
entre suas dimensões principais.
Essas designações básicas compreendem 3, 4 ou 5 algarismos,
ou uma combinação de letras e algarismos, que indicam o tipo
de rolamento, as séries de dimensões e o diâmetro do furo,
nesta ordem.
Os símbolos para os tipos de rolamento e as séries de
dimensões, junto com os possíveis sufixos indicando uma
alteração na construção interna, designam uma série de
rolamentos.
A tabela mostra esquematicamente como o sistema de
designação é constituído.
Os algarismos entre parênteses, indicam que embora eles
possam ser incluídos na designação básica, são omitidos por
razões práticas.
Como no caso do rolamento de duas carreiras de esferas de
contato angular onde o zero é omitido.
Convém salientar que, para a aquisição de um rolamento, é
necessário conhecer apenas as seguintes dimensões: o
diâmetro externo, o diâmetro interno e a largura ou altura.
Com esses dados, consulta-se o catálogo do fabricante para
obter a designação e informações como capacidade de carga,
peso, etc.

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Tabela
Tipos de rolamento

(0) 1 2 3 4 5 6 7 N QU
Séries mais comuns para cada tipo de rolamento
(0)32 1(1)0 239 292 329 4(2)2 511 522 618 7(0)2 NU10 (0)2
(0)33 1(0)2 230 293 320 4(2)3 512 542 619 7(0)3 N(0)2 (0)3
(1)22 240 294 330 532 523 16(0)0 NUP(0)2
1(0)3 231 331 513 524 6(0)0 NJ(0)2
(1)23 241 302 533 544 630 NU(0)2
112 222 322 514 16(0)1 NUP22
232 332 534 (60)2 NJ22
213 303 6(0)2 N(0)3
223 313 622 NUP(0)3
323 (60)3 NJ(0)3
6(0)3 NU(0)3
623 NUP23
6(0)4 NJ23
NU23
NUP(0)4
NJ(0)4
NU(0)4

Mancais de deslizamento

São conjuntos destinados a suportar as solicitações de peso e


rotação de eixos e árvores.
Os mancais estão submetidos ao atrito de deslizamento que é o
principal fator a considerar para sua utilização.

Classificação dos mancais


Pelo sentido das forças que suportam, os mancais classificam-
se em: axiais, radiais, mistos.

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Axiais
Impedem o deslocamento na direção do eixo, isto é, absorvem
esforços longitudinais.

Radiais
Impedem o deslocamento na direção do raio, isto é, absorvem
esforços transversais.

Mistos
Tem, simultaneamente, os efeitos dos mancais axiais e radiais.

Formas construtivas dos mancais


Os mancais, em sua maioria, são constituídos por uma carcaça
e uma bucha. A bucha pode ser dispensada em casos de
pequena solicitação.

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Mancal axial
Feito de ferro fundido ou aço, tem como fator principal a forma
da superfície que deve permitir uma excelente lubrificação. A
figura abaixo mostra um mancal axial com rotação em sentido
único e o detalhe dos espaços para lubrificação. A figura
seguinte mostra um caso para rotação alternada com respectivo
detalhe para lubrificação.

Mancal inteiriço
Feito geralmente de ferro fundido e empregado como mancal
auxiliar embuchado ou não.

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Mancal ajustável
Feito de ferro fundido ou aço e embuchado. A bucha tem
sempre forma que permite reajuste radial. Empregado
geralmente em tornos e máquinas que devem funcionar com
folga constante.

Mancal reto bipartido


Feito de ferro fundido ou aço e embuchado com buchas de
bronze ou casquilhos de metal antifricção. Empregado para
exigências médias.

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Departamento Regional do Espírito Santo 69
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Mancal a gás
O gás (nitrogênio, ar comprimido, etc.) é introduzido no mancal
e mantém o eixo suspenso no furo. Isso permite altas
velocidades e baixo atrito. Empregado em turbinas para
esmerilhamento e outros equipamentos de alta velocidade.

Materiais para buchas


Os materiais para buchas devem ter as seguintes propriedades:
• baixo módulo de elasticidade, para facilitar a acomodação à
forma do eixo;
• baixa resistência ao cisalhamento, para facilitar o alisamento
da superfície;
• baixa soldabilidade ao aço, para evitar defeitos e cortes na
superfície;
• boa capacidade de absorver corpos estranhos, para efeito de
limpar a película lubrificante;
• resistência à compressão, à fadiga, à temperatura de
trabalho e à corrosão;
• boa condutibilidade térmica;
• coeficiente de dilatação semelhante ao do aço.

Os materiais mais usados são: bronze fosforoso, bronze ao


chumbo, latão, ligas de alumínio, metal antifricção, ligas de
cobre sinterizado com adição de chumbo ou estanho ou grafite
em pó, materiais plásticos como o náilon e o politetrafluretileno
(teflon).
Os sinterizados são autolubrificantes por serem mergulhados
em óleo quente após sua fabricação. Este processo faz com
que o óleo fique retido na porosidade do material e com o calor
do trabalho venha à superfície cumprir sua função.

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Acoplamentos

Introdução
Acoplamento é um elemento de máquina que transmite
momentos de rotação segundo os princípios da forma e do
atrito.

embreagem cônica embreagem radial


Emprega-se o acoplamento quando se deseja transmitir um
momento de rotação (movimento de rotação e forças) de um
eixo motor a outro elemento de máquina situado coaxialmente a
ele.

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Observação
Os acoplamentos que operam por atrito são chamados de
embreagem (fricção) ou freios.
Princípio de atuação dos acoplamentos
O momento de rotação (Md) é o produto da força (F) pela
distância (L), sendo calculado pela fórmula:

Md = F . L

Para um mesmo momento de rotação a ser transmitido, a


distância L é menor num acoplamento pela forma:

Torque dividido pelo tempo = Potência

do que num acoplamento por atrito, pois F precisa ser menor


para uma transmissão de força por atrito.

Classificação dos acoplamentos


Os acoplamentos classificam-se em permanentes e comutáveis.
Os permanentes atuam continuamente e dividem-se em rígidos
e flexíveis. Os comutáveis atuam obedecendo a um comando.
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72 Companhia Siderúrgica de Tubarão
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Acoplamentos permanentes rígidos


Os mais empregados são as luvas de união que devem ser
construídas de modo que não apresentem saliências ou que
estas estejam totalmente cobertas, para evitar acidentes.

Observação: A união das luvas ou flanges à árvore é feita por


chaveta, encaixe com interferência ou cones.
Para transmissão de grandes potências usam-se os
acoplamentos de disco ou os de pratos, os quais têm as
superfícies de contato lisas ou dentadas.

Acoplamento de Discos Acoplamento de Pratos

Os eixos dos acoplamentos rígidos devem ser alinhados


precisamente, pois estes elementos não conseguem compensar
eventuais desalinhamento ou flutuações.
O ajuste dos alojamentos dos parafusos deve ser feito com as
partes montadas para obter o melhor alinhamento possível.

Acoplamentos permanentes flexíveis


Esses elementos são empregados para tornar mais suave a
transmissão do movimento em árvores que tenham movimentos
bruscos e quando não se pode garantir um perfeito alinhamento
entre as árvores.

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Os acoplamentos flexíveis são construídos em forma articulada,


em forma elástica ou em forma articulada e elástica. Permitem a
compensação até 6º de ângulo de torção e deslocamento
angular axial.
Veja a seguir os principais tipos de acoplamentos flexíveis.

Acoplamento elástico de pinos


Os elementos transmissores são pinos de aço com mangas de
borracha.

Acoplamento perflex
Os discos de acoplamento são unidos perifericamente por uma
ligação de borracha apertada por anéis de pressão.

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Acoplamento elástico de garras


As garras, constituídas por tacos de borracha, encaixam-se nas
aberturas do contradisco e transmitem o momento de rotação.

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Acoplamento elástico de fita de aço


Consiste de dois cubos providos de flanges ranhuradas onde
está montada uma grade elástica que liga os cubos. O conjunto
está alojado em duas tampas providas de junta de encosto e de
retentor elástico junto ao cubo. Todo o espaço entre os cubos e
as tampas é preenchido com graxa.

Acoplamento Falk

Apesar de este acoplamento ser flexível, as árvores devem ser


bem alinhadas no ato de sua instalação para que não
provoquem vibrações excessivas em serviços.

Acoplamento de dentes arqueados


Os dentes possuem a forma ligeiramente curvada no sentido
axial, o que permite até 3º de desalinhamento angular. O anel
dentado (peça transmissora do movimento) possui duas
carreiras de dentes que são separadas por uma saliência
central.

Acoplamento flexível oldham


Permite a ligação de árvores com desalinhamento paralelo.
Quando a peça central é montada, seus ressaltos se encaixam
nos rasgos das peças conectadas às árvores.

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O formato desse
acoplamento produz uma
conexão flexível através da
ação deslizante da peça
central.

Junta de articulação
É usada para transmissão de momentos de torção em casos de
árvores que formarão ângulo fixo ou variável durante o
movimento.
A junta de articulação mais conhecida é a junta universal (ou
junta cardan) empregada para transmitir grandes forças. Com
apenas uma junta universal o ângulo entre as árvores não deve
exceder a 15º. Para inclinações até 25º, usam-se duas juntas.

Junta Cardan

A junta com articulação esférica, com ou sem árvore


telescópica, é empregada para transmitir pequenos momentos
de torção.
A junta cardan e a junta com articulação esférica não
conseguem dar à árvore comandada uma velocidade constante,
igual à da árvore motriz.

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Junta universal de velocidade constante (homocinética)


Transmite velocidade constante e tem comando através de
esferas de aço que se alojam em calhas. O formato dessas
calhas permite que o plano de contato entre as esferas e as
calhas divida, sempre, o ângulo das árvores em duas partes
iguais. Essa posição do plano de contato é que possibilita a
transmissão constante da velocidade.

Acoplamentos comutáveis
Acoplamentos comutáveis transmitem força e movimento
somente quando acionados, isto é, obedecendo a um comando.
São mecanismos que operam segundo o princípio de atrito.
Esses mecanismos recebem os nomes de embreagens e de
freios.
As embreagens, também chamadas fricções, fazem a conexão
entre árvores. Elas mantêm as árvores, motriz e comandada, à
mesma velocidade angular.
Os freios têm as funções de regular, reduzir ou parar o
movimento dos corpos.
Segundo o tipo de comando, existem os acoplamentos
comutáveis manuais, eletromagnéticos, hidráulicos,
pneumáticos e os diretamente comandados pela máquina de
trabalho.

Embreagens
As embreagens conforme o tipo, podem ser acionadas, durante
o movimento da máquina ou com ela parada.
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As formas mais comuns das embreagens acionadas em


repouso são o acoplamento de garras e o acoplamento de
dentes. Geralmente, esses acoplamentos são usados em
aventais e caixas de engrenagens de máquinas ferramentas
convencionais.

A seguir serão apresentados os principais tipos de embreagens


acionadas em marcha.
• Embreagem de disco
Consiste em anéis planos apertados contra um disco feito de
material com alto coeficiente de atrito, para evitar o
escorregamento quando a potência é transmitida.

ormalmente a força é
fornecida por uma ou
mais molas e a
embreagem é
desengatada por uma
alavanca.

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• Embreagem cônica
Possui duas superfícies de fricção cônicas, uma das quais pode
ser revestida com um material de alto coeficiente de atrito.

A capacidade de torque de uma embreagem cônica é maior que


a de uma embreagem de disco de mesmo diâmetro.
Sua capacidade de torque aumenta com o decréscimo do
ângulo entre o cone e o eixo. Esse ângulo não deve ser
inferior a 8º para evitar o emperramento.
• Embreagem centrífuga
É utilizada quando o engate de uma árvore motora deve ocorrer
progressivamente e a uma rotação predeterminada.

Os pesos, por ação da força centrífuga, empurram as sapatas


que, por sua vez, completam a transmissão do torque.

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• Embreagem de disco para autoveículos


Consiste em uma placa, revestida com asbesto em ambos os
lados, presa entre duas placas de aço quando a embreagem
está acionada.

O disco de atrito é comprimido axialmente através do disco de


compressão por meio das molas sobre o volante.
Com o deslocamento do anel de grafite para a esquerda, o
acoplamento é aliviado e a alavanca, que se apoia sobre a
cantoneira, descomprime o disco através dos pinos. A ponta
de árvore é centrada por uma bucha de deslizamento.

• Embreagem de disco para máquinas

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Departamento Regional do Espírito Santo 81
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A cobertura e o cubo têm rasgos para a adaptação das lamelas


de aço temperadas.

A compressão é feita pelo deslocamento da guia de engate, e


as alavancas angulares comprimem, assim, o pacote de
lamelas.
A separação das lamelas é feita com o recuo da guia de engate
por meio do molejo próprio das lamelas opostas e onduladas.
O ajuste posterior da força de atrito é feito através da regulagem
do cubo posterior de apoio.
• Embreagem de escoras
pequenas escoras estão situadas no interior do acoplamento
fazendo a ligação entre as árvores.

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82 Companhia Siderúrgica de Tubarão
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Essa escoras estão dispostas de forma tal que, em um sentido


de giro, entrelaçam-se transmitindo o torque. No outro
sentido, as escoras se inclinam e a transmissão cessa.
• Embreagem seca
É um tipo de embreagem centrífuga em que partículas de metal,
como granalhas de aço, são compactadas sob a ação de
força centrífuga produzida pela rotação.

As partículas estão contidas em um componente propulsor oco,


dentro do qual está também um disco, ligado ao eixo
acionado.
A força centrífuga comprime as partículas contra o disco,
acionando o conjunto.
• Embreagem de roda-livre ou unidirecional
Cada rolete está localizado em um espaço em forma de cunha,
entre as árvores interna e externa.

Roda livre ou Unidirecional

Em um sentido de giro, os roletes avançam e travam o conjunto


impulsionando a árvore conduzida.
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Departamento Regional do Espírito Santo 83
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No outro sentido, os roletes repousam na base da rampa e


nenhum movimento é transmitido.
A embreagem unidirecional é aplicada em transportadores
inclinados como conexão para árvores, para travar o carro a
fim de evitar um movimento indesejado para trás.
• Embreagem eletromagnética
Neste tipo de embreagem, a árvore conduzida possui um flange
com revestimento de atrito.

Uma armadura, em forma de disco, é impulsionada pela árvore


motora e pode mover-se axialmente contra molas.
Uma bobina de campo, fixa ou livre para girar com a árvore
conduzida, é energizada produzindo um campo magnético
que aciona a embreagem.
Uma característica importante da embreagem eletromagnética é
poder ser comandada a distância por meio de cabo.
• Embreagem hidráulica
Neste caso, as árvores, motora e movida, carregam impulsores
com pás radiais.

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84 Companhia Siderúrgica de Tubarão
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Os espaços entre as pás são preenchidos com óleo, que circula


nas pás quando a árvore motora gira.
A roda na árvore motora atua como uma bomba, e a roda na
árvore movida atua como uma turbina, de forma que a
potência é transmitida, havendo sempre uma perda de
velocidade devido ao escorregamento.
A embreagem hidráulica tem aplicação em caixas de
transmissão automática em veículos.

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Departamento Regional do Espírito Santo 85
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Elementos de Vedação

Vedações
São elementos destinados a proteger máquinas ou
equipamentos contra a saída de líquidos e gases, e a entrada
de sujeira ou pó.
São genericamente conhecidas como juntas, retentores,
gaxetas e guarnições. As partes a serem vedadas podem estar
em repouso ou movimento. Uma vedação deve resistir a meios
químicos, a calor, a pressão, a desgaste e a envelhecimento.
Em função da solicitação as vedações são feitas em diversos
formatos e diferentes materiais.

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86 Companhia Siderúrgica de Tubarão
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Tipos de vedação
Junta de borracha em forma de aro e secção circular - quando
apertada, ocupa o canal e mantém pressão constante.

Junta de borracha em forma de aro e secção retangular.

Junta metálica estriada com uma a cinco estrias - veda por


compressão das estrias. O aperto irregular dos parafusos inutiliza-a.

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Departamento Regional do Espírito Santo 87
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Anel tipo “0” de borracha e secção circular - usado em pistões.

Junta de vedação expansiva metálica para gases e lubrificantes -


usada em motores automotivos.

Junta labirinto com canal para graxa - protege muito bem


máquinas e equipamentos contra a entrada de pó e a saída de
óleo. O tipo axial é usado em mancais bipartidos e o radial em
mancais inteiriços.

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88 Companhia Siderúrgica de Tubarão
Espírito Santo
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Junta de anéis dispersores - dispersa o óleo que chega até os anéis


por força centrífuga. O lubrificante retorna ao depósito por um furo na
parte inferior.

Vedação por ranhuras - formada por canais paralelos, para obturar a


passagem de fluído, ou canais helicoidais que possibilitam o retorno do
fluido. É necessário colocar graxa nas ranhuras, quando da montagem,
para evitar a entrada de pó.

Retentor - é feito de borracha ou couro, tem perfil labial e veda


principalmente peças móveis. Alguns tipos possuem uma carcaça
metálica para ajuste no alojamento; também apresentam um anel de
arame ou mola helicoidal para manter a tensão ao vedar.

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Departamento Regional do Espírito Santo 89
Espírito Santo
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Anel de feltro, fibra ou tecido de amianto - é a forma mais simples e


barata para reter lubrificantes. É usado para baixa velocidade.

Vedação com carbono - um ou mais blocos de grafite são mantidos


numa carcaça e acompanham com folga zero a superfície móvel,
através de uma mola.

Vedação por pacotes - um conjunto de guarnições, montadas uma ao


lado da outra, forma o pacote. O princípio é a vedação de contato entre
as superfícies. Muito usada para peças móveis. Pode ser fabricada de
materiais não-metálicos tais como borracha e plásticos, ou de metais
macios como cobre e alumínio, etc.

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90 Companhia Siderúrgica de Tubarão
Espírito Santo
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Junta plástica ou veda junta - são produtos químicos em pasta usados


em superfícies rústicas ou irregulares. Empregados, também, como
auxiliares nas vedações com guarnições de papelão ou cortiça.
Existem tipos que se enrigecem e são usados para alta pressão; e
tipos semi-sectivos que mantêm a elasticidade para compensar a
dilatação. A ordem de aperto dos parafusos tem de ser respeitada para
uniformizar a massa.

Vedação com gaxetas


São conhecidos por gaxeta os elementos vedantes que
permitem ajustes à medida que a eficácia da vedação vai
diminuindo.

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Departamento Regional do Espírito Santo 91
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92 Companhia Siderúrgica de Tubarão
Espírito Santo
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As gaxetas são fabricadas em forma de corda, para serem


recortadas, ou em anéis já prontos para a montagem.

corda em espiral

corte dos anéis seguindo as linhas montagem axial dos anéis


traçadas

anel de corte único montagem radial dos anéis

anéis com charneira montagem radial

anéis bipartidos montagem radial

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Departamento Regional do Espírito Santo 93
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Os cuidados a tomar na montagem das gaxetas são:


• Manter a uniformidade de adaptação ao longo do
comprimento de vedação, sem que isso dificulte o movimento
do eixo.
• Regular a pressão de vedação (aperto da gaxeta) de modo
que sejam possíveis apertos posteriores em serviço.
• Não prescindir na lubrificação inicial, quando a gaxeta não for
autolubrificante.

Vedação com junta expansiva


Esta junta é usada predominantemente em motores de
combustão interna, e tem a forma de anéis partidos. Os anéis
montados devem formar um junta estanque com a superfície de
deslizamento.

Para isso exigi-se:


• Que as superfícies dos anéis sejam paralelas às do cilindro.
• Os anéis devem mover-se transversalmente em seus
alojamentos.
• Os anéis devem ter uma folga mínima nas suas junções.
• Os anéis devem ser montados de forma que sua junções
fiquem desencontradas.

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94 Companhia Siderúrgica de Tubarão
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O mau funcionamento da junta expansiva pode ocorrer por


defeitos de cilindricidade do êmbolo, do anel ou da superfície de
deslizamento; ou ainda, defeitos no alojamento do anel.

Na montagem destas juntas é necessário:


• Verificar se as dimensões dos anéis, alojamentos e êmbolo
são compatíveis.
• Limpar e lubrificar anéis, alojamentos e êmbolo.
• Rodear os anéis com barras auxiliares, arame e tensor ou
pinças especiais.
• Verificar a mobilidade transversal dos anéis.
• Não deteriorar os cantos dos anéis.

Vedação com retentor


Neste caso, os cuidados são:
• Manter a direção correta dos lábios. A pressão do fluido
ajuda na vedação pois tende a abrir os lábios do retentor;
• Manter o eixo centrado em relação ao círculo dos lábios;
• Não danificar os lábios (expandir no máximo 0,8mm no
diâmetro);
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Departamento Regional do Espírito Santo 95
Espírito Santo
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• Evitar rugosidade acentuada da superfície deslizante;


• Montar em esquadro não permitindo retorcimentos na
vedação;
• Usar manga auxiliar com o fim de evitar os rompimento dos
lábios ou danos à parte externa;

• Untar com graxa a superfície deslizante.

Selo mecânico
Selo mecânico é um vedador de precisão que utiliza princípios
hidráulicos para reter os fluídos. A vedação exercida pelo selo
mecânico se processa em dois momentos: a vedação principal e
a secundária.

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96 Companhia Siderúrgica de Tubarão
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Vantagens do selo mecânico


1. Reduz o atrito entre o eixo da bomba e o elemento de
vedação; consequentemente, reduz a perda de potência da
bomba.
2. Elimina o desgaste prematuro do eixo e da bucha.
3. a vazão ou fuga do produto em operação é mínima ou
invisível.
4. Tem capacidade de absorver o jogo e a deflexão normais do
eixo rotativo.
5. Reduz o tempo de manutenção.
6. Permite operar com segurança fluídos tóxicos, corrosivos ou
inflamáveis.
O selo mecânico é usado em equipamentos de grande
importância como aqueles usados em refinarias (bombas de
transporte), tratamento de água e esgoto (bombas de lama
bruta), indústria da construção (bomba de submersão), indústria
de bebidas (fabricação de cerveja), indústria têxtil (bombas de
tintura), indústria química (bombas padronizadas), construção
naval (bomba principal de refrigeração por água do mar),
energia (bombas de climatação de caldeira), usinas
termoelétricas e nucleares.

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Departamento Regional do Espírito Santo 97
Espírito Santo
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Sua aplicação é tão variada que a indústria teve de desenvolver


selos mecânicos para trabalhos específicos entre os quais
citam-se altas temperaturas, altas pressões, altas velocidades,
trabalhos com fluídos corrosivos e trabalhos pesados.
Os materiais empregados na fabricação dos componentes de
um selo mecânico são:
• Viton;
• Teflon;
• Buna Nitrílica;
• Grafoil;
• Kalrez;
• Carvão.

Materiais empregados nos selos mecânicos


As experiências provam que uma vedação bem sucedida deve
empregar carvão grafite em uma das peças na sede ou no anel
de selagem. O carvão deve ser combinado com outros
materiais, que, mais frequentemente, são:
• ferro fundido
• Ni resist;
• stellite;
• carboneto de tungstênio;
• cerâmica.
Usam-se materiais diferentes para sede e anel de selagem
porque composições de mesmo material tendem a se unir
molecularmente e criar atrito.
Os materiais dos elementos de vedação secundária são:
borracha borracha
teflon foles: teflon
anéis e juntas:
viton hasteloy
asbesto especial

Funcionamento do selo mecânico


A grande quantidade de calor gerada nas faces seladoras
devido ao atrito entre as superfícies pode dar origem a falhas e
desgastes do selo; para evitar que isso aconteça, faz-se circular
um líquido adequado pela caixa de gaxeta, com a finalidade de
penetrar por entre as faces seladoras e mantê-las afastadas
uma da outra, isto é, substitui-se o atrito sólido pelo atrito fluído,
em que o líquido tem a função de lubrificar e refrigerar o selo.

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98 Companhia Siderúrgica de Tubarão
Espírito Santo
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Os principais fatores que prejudicam o bom funcionamento do


selo são a alta temperatura e os abrasivos. A alta temperatura
deve ser mantida dentro de uma faixa tolerável e os abrasivos
devem ficar afastados da película lubrificante formada entre as
faces seladoras. Isto é conseguido por meio de “sistemas
auxiliares”.
Os sistemas auxiliares mais usados para diminuir ou evitar os
problemas de funcionamento do selo são:
• refrigeração da caixa de selagem;
• refrigeração da sede do selo;
• lubrificação das faces seladoras;
• lavagem ou circulação;
• recirculação com anel bombeador;
• abafamento;
• selo duplo;
• suspiro e dreno.

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Departamento Regional do Espírito Santo 99
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Travas, Chaveta, Anel elástico, Pinos e Freios

Travas

As uniões roscadas são submetidas a vibrações e podem soltar-


se por essa razão. Para evitar isso, colocam-se travas e
arruelas nas porcas ou parafusos.
Existem dois tipos de travas:
• Trava por fechamento de forma - é a mais segura e impede
o afrouxamento da união.

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100 Companhia Siderúrgica de Tubarão
Espírito Santo
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• Trava por fechamento de forças - esta trava estabelece uma


força de compressão entre as peças, o que aumenta o atrito
e dificulta o afrouxamento da união mas não impede
totalmente a soltura.

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Departamento Regional do Espírito Santo 101
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Chaveta

Chaveta é um corpo prismático que pode ter faces paralelas ou


inclinadas, em função da grandeza do esforço e tipo de
movimento que deve transmitir. É construída normalmente de
aço.
A união por chaveta é um tipo de união desmontável, que
permite às árvores transmitirem seus movimentos a outros
órgãos, tais como engrenagens e polias.

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102 Companhia Siderúrgica de Tubarão
Espírito Santo
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Classificação e características
Chaveta de cunha (ABNT-PB-121)
Empregada para unir elementos de máquinas que devem girar.
Pode ser com cabeça ou sem cabeça, para facilitar sua
montagem e desmontagem. Sua inclinação é de 1:100, o que
permite um ajuste firme entre as partes.

O princípio da transmissão é pela força de atrito entre as faces


da chaveta e o fundo do rasgo dos elementos, devendo haver
uma pequena folga nas laterais.

Havendo folga entre os diâmetros da árvore e do elemento


movido, a inclinação da chaveta provocará na montagem uma
determinada excentricidade, não sendo portanto aconselhado o
seu emprego em montagens precisas ou de alta rotação.

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SENAI
Departamento Regional do Espírito Santo 103
Espírito Santo
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A figura a seguir mostra o modo de sacar a chaveta com


cabeça.

Chaveta encaixada (DIN 141, 490 e 6883)


É a chaveta mais comum e sua forma corresponde ao tipo mais
simples de chaveta de cunha. Para facilitar seu emprego, o
rasgo da árvore é sempre mais comprido que a chaveta.

A mínimo = 2 . comprimento da chaveta

Chaveta meia-cana (DIN 143 e 492)


Sua base é côncava (com o mesmo raio do eixo). Sua inclinação
é de 1:100, com ou sem cabeça. Não é necessário rasgo na
árvore, pois transmite o movimento por efeito do atrito, de forma
que, quando o esforço no elemento conduzido é muito grande, a
chaveta desliza sobre a árvore.

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104 Companhia Siderúrgica de Tubarão
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Chaveta plana (DIN 142 e 491)


É similar à chaveta encaixada, tendo, porém, no lugar de um
rasgo na árvore, um rebaixo plano. Sua inclinação é de 1:100
com ou sem cabeça.
Seu emprego é reduzido, pois serve somente para a
transmissão de pequenas forças.

Chaveta tangencial (DIN 268 e 271)


É formada por um par de cunhas com inclinação de 1:60 a 1:100
em cada rasgo. São sempre utilizadas duas chavetas e os
rasgos são posicionados a 120º.
A designação tangencial é devido a sua posição em relação ao
eixo. Por isso, e pelo posicionamento (uma contra a outra), é
muito comum o seu emprego para transmissão de grandes
forças, e nos casos em que o sentido de rotação se alterna.

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Departamento Regional do Espírito Santo 105
Espírito Santo
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Chaveta transversal
Aplicada em uniões de órgãos que transmitem movimentos não
só rotativos como também retilíneos alternativos.

Quando é empregada em uniões permanentes, sua inclinação


varia entre 1:25 e 1:50. Se a união necessita de montagens e
desmontagens frequentes, a inclinação pode ser de 1:6 a 1:15.

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106 Companhia Siderúrgica de Tubarão
Espírito Santo
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simples (inclinação
em um lado)

dupla (inclinação
nos dois lados)

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Departamento Regional do Espírito Santo 107
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Chaveta paralela (DIN 269)


É normalmente embutida e suas faces são paralelas, sem
qualquer conicidade. O rasgo para o seu alojamento tem o seu
comprimento.
As chavetas embutidas nunca têm cabeça e sua precisão de
ajuste é nas laterais, havendo uma pequena folga entre o ponto
mais alto da chaveta e o fundo do rasgo elemento conduzido.

A transmissão do movimento e das forças é feita pelo ajuste de


suas faces laterais com as do rasgo da chaveta.
A chaveta paralela varia quanto à forma de seus extremos (retos
ou arredondados) e quanto à quantidade de elementos de
fixação à árvore.
Pelo fato de a chaveta paralela proporcionar um ajuste preciso
na árvore não ocorre excentricidade, podendo, então, ser
utilizada para rotações mais elevadas. É bastante usada nos
casos em que o elemento conduzido é móvel.

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108 Companhia Siderúrgica de Tubarão
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Chaveta de disco ou meia-lua tipo woodruff


(DIN 496 e 6888)
É uma variante da chaveta paralela, porém recebe esse nome
porque sua forma corresponde a um segmento circular.

É comumente empregada em eixos cônicos por facilitar a


montagem e se adaptar à conicidade do fundo do rasgo do
elemento externo.

Anel elástico

É um elemento usado para impedir o deslocamento axial,


posicionar ou limitar o curso de uma peça deslizante sobre um
eixo. Conhecido também por anel de retenção, de trava ou de
segurança.
Fabricado de aço para molas, tem a forma de anel incompleto,
que se aloja em um canal circular construído conforme
normalização.

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Departamento Regional do Espírito Santo 109
Espírito Santo
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Tipos de anéis elásticos e aplicações


Aplicação: para eixos com diâmetro entre 4 e 1000mm. Trabalha
externamente - DIN 471.

d1 − d2
n = . 3
2

Aplicação: para furos com diâmetro entre 9,5 e 1000mm.


Trabalha internamente - DIN 472.

d2 − d1
n = . 3
2

Aplicação: para eixos com diâmetro entre 8 e 24mm. Trabalha


externamente - DIN 6799.

Aplicação: para eixos com diâmetro entre 4 e 390mm para


rolamentos.

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110 Companhia Siderúrgica de Tubarão
Espírito Santo
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Anéis de secção circular - para pequenos esforços axiais.

Pinos

É uma peça geralmente cilíndrica ou cônica, oca ou maciça que


serve para alinhamento, fixação e transmissão de potência.

pino alinhando uma


tampa fixada por
parafuso ao corpo da
máquina

alavanca fixada ao eixo


através de pino

Os pinos se diferenciam por suas características de utilização,


forma, tolerâncias dimensionais, acabamento superficial,
material e tratamento térmico.

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Departamento Regional do Espírito Santo 111
Espírito Santo
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Os alojamentos para pinos devem ser calibrados com alargador


que deve ser passado de uma só vez pelas suas peças a serem
montadas.

Esta calibragem é dispensada quando se usa pino estriado ou


pino tubular partido (elástico).

O principal esforço a que os pinos, de modo geral, estão


sujeitos é o de cisalhamento. Por isso os pinos com função de
alinhar ou centrar devem estar a maior distância possível entre
si, para diminuir os esforços de corte. Quanto menor
proximidade entre os pinos, maior o risco de cisalhamento e
menor a precisão no ajuste.

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112 Companhia Siderúrgica de Tubarão
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Pino cilíndrico paralelo


Pino de ajuste (guia) temperado
É feito de aço-prata ou similar e é temperado, revenido e
retificado. Pode resistir a grandes esforços transversais e é
usado em diversas montagens, geralmente associado a
parafusos e prisioneiros.

Pode ser liso, liso com furo para cupilha, com cabeça e furo
para cupilha, com cabeça provida de ressalto para evitar o giro,
com ponta roscada e cabeça.

Todos os pinos que apresentam furo ou rosca são usados como


eixo para articulações ou para suportar rodas, polias, cabos, etc.
A precisão destes pinos é j6, m6 ou h8.

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Departamento Regional do Espírito Santo 113
Espírito Santo
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Pino de segurança
É usado principalmente em máquinas-ferramentas como pino de
cisalhamento, isto é, em caso de sobrecarga esse pino se
rompe para que não quebre um componente de maior
importância.

Pino de união
Tem funções secundárias como em dobradiças para caixas
metálicas e móveis.

Pino cônico
Feito geralmente de aço-prata, é temperado ou não e retificado.
Tem por diâmetro nominal o diâmetro menor, para que se use a
broca com essa medida antes de calibrar com alargador.

Existem pinos cônicos com extremidade roscada a fim de


mantê-los fixos em casos de vibrações ou sacá-los em furos
cegos.

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114 Companhia Siderúrgica de Tubarão
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O pino cônico tem largo emprego na construção de máquinas,


pois permite muitas desmontagens sem prejudicar o
alinhamento dos componentes; além do que é possível
compensar eventual desgaste ou alargamento do furo.

Pino estriado
A superfície externa do pino estriado apresenta três entalhes e
respectivos rebordos. A forma e o comprimento do entalhes
determinam os tipos de pinos. O uso destes pinos dispensa o
acabamento e a precisão do furo alargado.

Pino tubular fendido


Também conhecido como pino elástico, é fabricado de fita de
aço para mola enrolada. Quando introduzido, a fenda
permanece aberta e elástica gerando o aperto.
Este elemento tem grande emprego como pino de fixação, pino
de ajuste e pino de segurança. Seu uso dispensa o furo
alargado.

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Departamento Regional do Espírito Santo 115
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Há um pino elástico especial chamado Connex, com fenda


ondulada cujos cantos estão opostos entre si. Isto proporciona
uma força de ajuste maior em relação ao pino elástico comum.

Cupilha ou contrapino
Trata-se de um arame de secção semicircular dobrado de tal
forma a obter-se um corpo cilíndrico e uma cabeça. A cupilha é
usada principalmente para travar porcas-castelo.

Nota
Um pino qualquer ao se quebrar deve ser substituído por outro
com as mesmas características de forma, material, tratamento e
acabamento.
Freios

São mecanismos que, para interromper um movimento,


transformam energia cinética em calor. Podem ter acionamento
manual, hidráulico, pneumático, eletromagnético ou automático.
A seguir serão apresentados os principais tipos de freios.
• Freio de duas sapatas

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116 Companhia Siderúrgica de Tubarão
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Neste caso, duas sapatas são mantidas em contato com o


tambor através da ação de uma mola que o impede de rodar.

Mola
Alavanca

Sapatas

Para liberar o tambor, aciona-se a alavanca de comando, que


pode ser operada manualmente, por um solenóide ou por um
cilindro pneumático. Esse tipo de freio é utilizado em
elevadores.
• Freio a disco
É um freio em que um ou dois blocos segmentares, de material
de fricção, são forçados contra a superfície de um disco
giratório.
blocos

Disco giratório

Em automóveis, os blocos segmentares (ou pastilhas) são


operados por pistões hidráulicos.
Os freios a disco são menos propensos à fadiga (queda de
eficiência operacional em função do tempo de utilização) que
os freios a tambor.
• Freio de sapata e tambor
O detalhe característicos deste freio é uma sapata (ou parte de
uma alavanca), revestida com material de alto coeficiente de
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Departamento Regional do Espírito Santo 117
Espírito Santo
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atrito, comprimida contra uma roda giratória (ou tambor)


ligada ao órgão a freiar.

• Freio de sapatas internas ou freio a tambor


É um freio em que duas sapatas curvas são forçadas para fora,
contra o interior da borda de um tambor giratório.

As sapatas são revestidas com material de atrito, conhecido


como lona de freio, rebitado ou colado em sua superfície
externa.

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118 Companhia Siderúrgica de Tubarão
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• Freio multidisco
Compõe-se de vários discos de atrito intercalados com disco de
aço.

Os discos de aço giram em um eixo entalhado e os discos de


atrito são fixados por pinos. O freio atua por compressão
axial dos discos.

• Freio centrífugo
É um freio onde as sapatas (revestidas com asbesto) atuam, na
parte interna de um tambor, pela ação da força centrífuga
contra a ação de mola lamelares.

A tensão da mola determina o instante de ação do freio.

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Departamento Regional do Espírito Santo 119
Espírito Santo
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Noções de Elementos de Máquinas - Avaliação

1) Quais as finalidades dos parafusos? Cite quatro tipos e


exemplifique.

2) Quais os tipos de porca e arruelas?

3) Quais os perfis usados para roscas e qual é a aplicação de


cada um?

4) Por que é mais oportuno usar engrenagens helicoidais na


transmissão de forças e rotações elevadas?

5) Quais são as finalidade das polias tensoras?

6) Qual a finalidade das correias e correntes?

7) Cite ao menos três vantagens e três desvantagens dos


rolamentos em relação aos mancais de deslizamento.

8) Como se classificam os acoplamentos?

9) Cite 4 (quatro) tipos de vedadores e de exemplo de


aplicação.

10) Para que servem os elementos de trava? Quais os tipos e


suas aplicações?

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120 Companhia Siderúrgica de Tubarão