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Fisiopatologia da Colelitíase

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16 setembro

Patologi a

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Fisiopatologi a da Colelitíase

Esse trabalho pretende realizar uma discussão dos principais mecanismos fisiopatológicos envolvidos no surgimento da colelitíase.

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE DEPARTAMENTO DE PATOLOGIA DISCIPLINA DE PATOLOGIA GERAL PROFESSORA CLAUDIA NUNES OLIVEIRA FISIOPATOLOGIA DA COLELITÍASE ANA CLARA BATISTA AZEVEDO FERNANDA MABEL BATISTA DE AQUINO JÉSSICA MAYARA DE FIGUEIRÊDO OSÉAS JOCEKLEYTON RAMALHO DA SILVA LÍGIA ALVES BARRETO DA COSTA MARIANA DAVIM FERREIRA GOMES SUELISSON DA SILVA ARAÚJO .

1. A maioria dos portadores são assintomáticos e o diagnóstico é estabelecido casualmente. Quando os cálculos se alojam na vesícula biliar. Alguns portadores são oligossintomaticos e uma minoria desenvolve quadro agudo com cólicas vesiculares recidivantes. podendo resultar em pancreatite aguda.supersaturação.e (2) os demais são resultado da calcificação da bilirrubina e são chamados . . que contém cristais de colesterol monoidratado . Diminuição da secreção de sais biliares pelo fígado.cerca de 80% . plenitude e intolerancia gordurosa. que pode ocorrer por:    Aumento da secreção de colesterol por síntese aumentada. que origina o cálculo. 2. o processo denomina-se colelitíase. Em 10% a 15% dos portadores de litiase vesicular. A formação dos cálculos pigmentares está relacionada a presença de bilirrubina não conjugada na bile.  Hipersecreção de muco. facilitando a formação dos cálculos. Esse forma da bilirrubina se precipita como sais insolúveis de bilirrubinato de cálcio. Para sua formação ocorrem as seguintes condições:  Supersaturação da bile com colesterol. Diminuição dos fosfolipídeos da bile. que aprisiona os cristais. Os cristais de colesterol se formam quando a capacidade de solubilizar o colesterol é ultrapassada pela sua concentração na bile . durante uma cirurgia abdominal ou por uma investigação radiológica de sintomas vagos como pirose.  Formação de sítios de nucleação a partir de microprecipitados de sais de cálcio.  Hipomobilidade da vesícula biliar – estase. empiema.cálculos de pigmentos. podendo evoluir para colecistite aguda. perfuração da vesícula e fístulas biliares. Fisiopatologia: Os cálculos podem ser de dois tipos prinicpais: (1) cálculos de colesterol. há passagens de cálculo para o colédoco. Introdução: Os cálculos biliares são depósitos de cristais que se formam na vesícula biliar ou nos canais biliares (vias biliares).

pois o estrógeno. mas todos os alimentos podem desencadear sintomas. o aumento da idade está ligado a uma maior incidência de cálculos biliares. De uma forma geral. levando a uma secreção biliar excessiva desse composto. Persistindo a obstrução. porém as crianças com distúrbios hematológicos (alguns tipos de anemia. Este quadro se agrava com a ingestão de alimentos gordurosos. já que há um aumento do número de casos com a gravidez e uso de anticoncepcionais orais. caracterizando a cólica biliar. náuseas e vômitos. a obstrução do ducto da vesícula biliar por um cálculo pode causar dor no abdome. assim como a alteração do metabolismo do colesterol. Esta variação hormonal alteraria a motilidade da vesícula biliar. na população pediátrica é raro colelitíase. A diabetes também causa um aumento na incidência dos cálculos na vesícula biliar. Fatores de risco: De acordo com estudos realizados. pois estão associados a secreção biliar aumentada. devido a uma supersaturação do colesterol. Nota-se uma incidência maior de colelitíase nas mulheres. A colelitíase também pode se apresentar como “má” digestão. Manifestações clínicas: Muitos pacientes com colelitíase são assintomáticos (mais de 50%) diminuindose o risco de aparecimento de sintomas com o passar do tempo.Vale ressaltar que na colelitíase é frequente observar a formação da lama biliar e a mucosa da vesícula está comumente ulcerada. e com dificuldade de absorção de sais biliares estão predispostas à formação de cálculos biliares. 4. 3. e deve estar ligado a fatores hormonais. pode haver a evolução para uma inflamação aguda da vesícula biliar (colecistite aguda). . A obesidade e a rápida perda de peso também são fatores de risco. principalmente do lado direito próximo às costelas. causando uma dificuldade de esvaziamento. A obstrução do ducto promove um resistência que acarreta a contração da vesícula biliar originando a cólica que normalmente surge de 30 a 60 minutos depois das refeições. Nos casos sintomáticos. podendo haver aderências com as vísceras adjacentes. desconforto abdominal vago. com cicatrizes. ou mesmo flatulência. como a anemia falciforme). aumenta a síntese e captação hepáticas de colesterol.

a decisão final será do paciente com base nas orientações médicas adequadas. Referências: ROBINS. 6. 8ª Ed. 5. podem ser usadas duas técnicas. Stanley L. inflamação da árvores biliar e colestase obstrutiva ou pancreatite. A colecistectomia aberta é realizada com uma incisão que varia de 10 a 30 cm ficando o paciente internado em média 3 dias e demorando cerca de 30 dias o período de recuperação.Dentre as complicações mais graves da colelitíase está impiema. Para auxiliar a decisão a ser tomada deve-se levar em consideração os riscos advindos das complicações e os riscos cirúrgicos nestes casos. fístulas. Entretanto. URL: http://www. 2008. URL: http://medmap.html.br/noticias/20751.abc.br/p/56355/colelitiase+diagnostico+e+tratament.drashirleydecampos.. Em pacientes com colelitíase oligossintomática e com grande risco cirúrgico pode-se utilizar o ácido ursodesoxicocólico e o ácido chenodesoxicocólico para se dissolver cálculos vesiculares radiotransparentes de colesterol. Acesso em 13 de setembro de 2011. Quando se opta pela cirurgia (para pacientes assintomáticos ou sintomáticos). outros propõem que devem ser simplesmente acompanhados. perfuração. Hoje em dia este é o tratamento de escolha para a maioria dos pacientes. . Já na colecistectomia videolaparoscópica são feitas quatro punções sendo a vesícula retirada por um desses orifícios. Patologia Básica.uff. Rio de Janeiro: Elsevier. Tratamento: Não há consenso sobre como se deve tratar os pacientes assintomáticos. a cirurgia aberta ou a cirurgia por via laparoscópica. URL: http://www. A recuperação é mais rápida e o paciente geralmente apresenta menos dor no pós-operatório. Acesso em 13 de setembro de 2011.com.htm.br/mapas/colelitiase/Patologia. Alguns médicos defendem que eles devem ser operados. Acesso em 13 de setembro de 2011.med.

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