Na "HISTÓRIA SECRETA DO BRASIL", propõe o Sr.

Gustavo Barroso desprender da complexidade das forças que trabalharam na preparação dos acontecimentos políticos do BrasiL aquela que lhe parece predominante, senão decisiva, e, portanto, suficiente para nos dar, desses fatos, uma perfeita compreensão. E uma sondagem profunda a que procede, a procura da verdade histórica ou melhor da "história subterrânea dos acontecimentos". Terá o ilustre escritor encontrado o fio da meada? Terá o mergulhador conseguido trazer suas sondagens, a pérola da verdade história ou uma parcela da verdade? Nos dramas, representados por personagens conhecidos, nos largos cenários das agitações públicas, ou nos palcos dos teatros políticos, terá seu olhar penetrado os bastidores? A todas essas perguntas que se reduzem, afinal, a uma só, responderão os seus leitores, que serão muitos e os seus críticos que serão bastante competentes para julgar da imparcialidade, segurança e penetração do historiador brasileiro. É certo que, como diz Disraeli, citado pelo próprio autor, "o mundo é governado por personagens muito diferentes dos que imaginam os indivíduos cujo olhar não penetra os bastidores". Mas, quantas vezes esses "personagens diferentes" longe de serem "causa", não passam de "instrumentos" das forças reais e profundas que governam os acontecimentos políticos? E quantas vezes, dada a com plexidade dos fenômenos sociais, e, daí a dificuldade de ver claro, o que se aponta como bastidores reais, não é mais do que a armadura de cenários fabricada pela parcialidade ou erguida pela imaginação? Em todo caso, este livro que representa um grande esforço de pesquisa, é realmente digno de exame e de reflexão, pela documentação abundante que nele se recolheu; e das discussões e divergências que suscitar a sua leitura, poderá saltar um pouco de luz sobre as "zonas de mistério" de nossa história. A presente é a 1ª de uma série de 6 (seis) volumes que compõe a obra completa da HISTÓRIA SECRETA DO BRASIL. O CONCEITO DA HISTÓRIA A história não é propriamente urna ciência; é antes uma arte. Muitos espíritos avançados do século XIX se esforçaram para dar à história esse conceito científico. Havia a mais generalizada do cientificismo. Seus esforços, porém, como que se anularam ante a concepção atual da história. O espírito do século XX é outro e não admite mais esses exageros do cientificismo generalizado, querendo impor a todos os departamentos e categorias do pensamento humano seus canones empíricos ou pragmáticos. A investigação dos fatos, a fixação das datas, a interpretação das dúvidas, o confronto e a análise dos documentos, devem certamente obedecer a princípios rigorosamente científicos. Mas a narração dos acontecimentos e sua fixação precisa no tempo e no espaço, não são a verdadeira história, não formam completamente a história. Além disso, há coisa mais importante, substancial, a projeção dos homens e dos acontecimentos no espelho das épocas, como as idéias de cada século, seu espírito, seu gênio próprio. São as mudanças dos aspectos intelectuais do mundo que transformam os critérios dos homens. Para que a história deixe de ser uma cronologia seca, um rol de fórmulas mnemônicas, é necessário iluminá-la com o esplendor solar das idéias, com a luz maravilhoda da vida espiritual. Assim, a história se reflete melhor na obra dos pensadores, escritores, poetas, dramaturgos e críticos do que na enumeração dos governantes, na série das batalhas ou nos salões dos congressos diplomáticos. Por isso, em geral, o que se aprende na história são movimentos dos corpos sociais, ignorando-se a ação e a vida das almas sociais, das almas dos povos. A verdadeira história seria a revelação da vida espiritual dos homens. "A história é obra representativa - escreve um mestre- e, portanto, deve ser uma obra de arte. Não nego os méritos da investigação científica no campo da história. Sobre essa investigação se identificaram os mais belos monumentos da arte, no gênero mais difícil entre os gêneros literários. Entre a obra de arte histórica e a investigação que lhe serve de base, há a mesma diferença que entre a anatomia e a escultura estatuária. O escultor precisa conhecer a fundo,

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cientificamente, a anatomia do corpo humano; entretanto, isso não é o bastante para que sua obra seja considerada científica. Nas formas humanas representadas no mármore, revela-se um espírito, na emoção e nos sentimentos expressos pelas atitudes e gestos da estátua". Esta página do magnífico livro "La Guerre Occult de Emanuel Malynski e Léon de Poncins termina com essas palavras profundas, que resumem a história da humanidade nos últimos tempos; "Ainda se tem em vista toda a hierarquia humana, quando o mundo começa a se afastar de Cristo, no Renascimento. Ainda se têm em vista os Príncipes e os Reis, quando se afasta do Papa e do Imperador, na reforma. Ainda se têm em vista a burguesia quando se tiram a nobreza Reis e Príncipes, que são os seus pontos culminantes, na Revolução Francesa. Ainda se têm em vista o Povo, quando se ultrapassa o plano da Burguesia de 1848 à 1917. E não se têm mais em vista senão a borra social guiada pelo judeu, quando se vai além das massas em 1917". Todo esse plano, em todas as nações, foi cuidadosamente elaborado e lentamente executado pelo judaísmo, raramente descoberto e sempre embuçado nas sociedades secretas. Judaísmo e maçonarias criaram um meio social propício à guerra do que está embaixo contra o que se acha em cima, desmoralizando e materializando a humanidade pelo capitalismo mamônico, dividindo-a e enfraquecendo intimamente pela democracia, separando-a e tornando-a agressiva pelo exagero dos nacionalismos, dissolvendo-a e descaracterizando-a pelo cosmopolitismo, encolerizando-a pelas crises econômicas e enlouquecendo-a com o comunismo. Conhecendo isso, é que se pode dar seu verdadeiro caráter aos acontecimentos históricos e mostrar a verdadeira fisionomia das revoluções. Até hoje se têm escrito histórias políticas do Brasil. Empreendo, neste ensaio, a história da ação deletéria e dissolvente dessas forças ocultas. Até hoje se escreveu a história do que se via a olho nu, sem esforço. Esta será a história daquilo que somente se descobre com certos instrumentos de ótica e não pequeno esforço. É a primeira tentativa no gênero e, oxalá possa servir de ensinamento à gente moça, a quem pertence o futuro. GUSTAVO BARROSO “Há duas histórias, a oficial, mentirosa, Ad Usum Delphini, e a secreta, em que estão as verdadeiras causas dos acontecimentos, história vergonhosa”. (Balzac, Les Illusions Perdues – t.III)

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CAPÍTULO I O monopólio do pau-de-tinta Amanhecera o dia 25 de setembro do ano da graça de 1498 e o que ia acontecer teria repercussão mais tarde nos destinos do Brasil, que ainda não fora descoberto. A armada portuguesa de Vasco da Gama ancorara diante da costa baixa e emoldurada de palmeiras da ilha de Anchediva, a doze léguas de Goa. Das longas vergas e das inclinadas antenas das naus se desdobravam, secando lenta mente ao sol matutino, as lonas das velas em que a salsugem dos mares nunca dantes navegados esmaecera a cor vermelha das cruzes da Ordem de Cristo. Sobre o castelo de popa, lavrado de douraduras e eriçado de falconetes 1 de bronze, fundidos nos arsenais de Gênova, o almirante conversava com os capitães, olhando a faina de limpeza a que se procedia em alguns navios. No seu, a capitânea "S. Gabriel", contra-mestre e maruja preparavam as espias que deviam puxá-lo até a praia lisa onde morriam, sorrindo em espumas, as ondas do Oceano Indico, a fim de ser raspada a carena crostada de mariscos e algas na longa travessia dos mares tenebrosos. O vigia do "S. Gabriel" assinalou um barco ao longe que se aproximou, arfando sobre a toalha azul das águas debaixo da concha muito azul do céu. Era um parau que vinha de Goa, tangido pela sua vela pardusca de esteira. Encostou a nau. Um homem galgou o portaló e saltou no convés. Vestia-se de maneira hindu: mundaçó à cabeça, terçado à cinta, brincos nas orelhas. O nariz adunco se encurvava para os beiços úmidos e sensuais. Queria falar ao almirante a quem abraçou, como se usa no Oriente, com expansões. Curvando-se em salamaleques, disse em péssimo italiano que era cristão levantisco, viera muito criança para as terras do mouro Sabayo, senhor da ilha e da cidade de Gôa. Enquanto falava, seus olhos, miúdos e vivos, como os de um camundongo, espreitavam todo o navio, detendo-se, sobretudo, na artilharia, como a computar-lhe o número de peças e a força de cada uma. Vasco da Gama sorria na sua barba açoitada pelo vento. De repente: - Mestre! Um português moreno e seminu, de farta bigodeira, de braços peludos e atléticos, levantou a cabeça dentre us marujos que desenrolavam os cabos de cânhamo. E o almirante deu-lhe esta ordem: - Amarre este espião ao mastro e meta-lhe o calabrote! Num abrir e fechar de olhos, o levantino estava nu da cintura para cima, amarrado ao mastro grande, e um chicote de cabo alcatroado cantava-lhe nas carnes que se tingiam de sangue. - Eu digo toda a verdade! uivou o supliciado na sua algaravia. Os açoites pararam, o almirante aproximou-se e o homem disse a verdade: não era cristão nem levantisco; era judeu e natural da Polônia. Os azares de sua vida aventureira e errante haviam-no trazido à índia. O Sabayo mandara-o como espião, mas preferia servir aos portugueses. A armada do Sabayo era grande e poderosa, bem tripulada de rumens2 e bem provida de canhões venezianos... No dia 26 de setembro, a frota aos Lusíadas fazia-se de vela para Portugal e levava a bordo o astuto e inescrupuloso judeu polaco, "por ser de grande experiência e muito conhecedor das coisas da índia, o qual foi, mais tarde, batizado e recebeu o nome de Gaspar da Gama, sendo vulgarmente
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Pequenas peças de artilharia. Soldados muçulmanos da India, mercenários leva_n tipos ou turcos, Cf. Alberto 0. de castro, "A cinza dos myrtos", pág. 193; Dalgado, "Glossário, Luso-Asiático, t. II, págs. 264 e segs.

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de quem era estimadíssimo". Dois anos depois. encontramo-lo com o nome de Gaspar de Almeida. Batizado por Vasco da Gama. pág. 1923. declara um panegirista dos judeus4. pág. não a uma cristã. casou-se com uma judia. afirmamos diante dos fatos. da arca de biblias. Leite & Cia. deu-lhe tenças.. Calecut. "Os judeus do Brasil" ed J. em coisas e negócios das índias. Solidônio Leite Filho. influenciavam as decisões dos grandes navegadores5. "A sua voz (do judeu Gaspar) foi sempre acatada nos conselhos dos capitães". Ao lado de Pedro Alvares Cabral. 4 Solidônio Leite Filho. Veja bem como os Gama. assistiu a primeira missa celebrada por frei Henrique de Coimbra e ouviu a leitura da carta de Pero Vaz de Caminha. quando as armadas iam em busca de terras desconhecidas. infelizmente. 25. A documentação do resto do capítulo está em Gaspar Corrêa. simplesmente. Gaspar das índias prestou inestimáveis serviços3”. Fugido às perseguições que. mas. porque lhe havia dado "muita informação das coisas da India". não seriam ilaqueados na sua boa fé de navegadores rudes e heroicos batalhadores pela lábia e a solércia do judeu polonês! Batizado. tendo alcançado às Índias. Segundo o autor das "Lendas da índia". enviadas de Lisboa para a India. pág. viram o nosso Brasil no primeiro dia de seu amanhecer. "grande letrada na lei". O judeu Gaspar embarcara na nau do capitão-mor como língua e conselheiro. de Almeida ou. hoje diríamos intérprete e técnico. contemplou a terra virgem e dadivosa. o judeu Gaspar da Gama. 4 .conhecido por Gaspar das índias.. até o grande Afonso de Albuquerque. tornou às índias em 1502 e 1505 com seu padrinho. 177. olhos de rato fugido dos ghetos da Polônia. o nome de família do seu padrinho. tomo II. por mando deste. Manuel e que estragou. o hebreu mesquinho abandonou o nome de Gama e adotou o de Almeida. A história. EM HEBRAICO. Melinde. os grandes apelidos da nobreza lusa. conservadas entre os documentos da Torre do Templo. quando a estrela do navegador se foi empanando ante a glória de Dom Francisco de Almeida. a corte manuelina assistia do eirado da torre de Belém a partida dos navios de Pedro Alvares Cabral. que se referem pessoalmente a ele. o israelita tomou. Por adulação e baixeza. Entre as mercês. O episódio mostra como os judeus secretamente. os Cabral e os Almeida. A vinda do judeu Gaspar ao Brasil está iniludivelmente comprovada pelas instruções dadas ao capitão-mor Pedro Álvares Cabral. op. "de quem não se apartava". cortara as gadelhas reveladoras de sua procedência e afundara-se no Oriente. sua conversão era tão sincera que se unia. Cananor. Ao tempo do governo de D. conforme depõe Gaspar Corrêa.. Seus olhos vivos e espertos. Manuel. Gaspar Corrêa. Manuel. muito se aconselhava com seu intérprete o judeu Hucefe. vestida de luto. op.. 3 Solidônio Leite Filho. Vasco da Gama. pág. Na última dessas expedições. O judeu Gaspar da Gama fez toda a viagem de PedroÁl vares Cabral: Moçambique. o poderoso Vice-Rei do Ultramar. Foi ela quem fez com que os judeus das sinagogas hindus comprassem as bíblias hebraicas que vendia Francisco Pinheiro.. avistou o vulto azul do Monte Pascoal nos longes do horizonte. 27. que folgava de lhe ouvir falar sobre as coisas da índia. do meado do século XV ao começo do XVI.. filho do Corregedor da corte de D. o rei Dom Manuel noel recomendou que ele servisse com Pedro Alvares Cabral. depois de viver em. é um tanto escura. das índias. 24 e 25. se desencadearam na Polonia contra os israeli tas. tomo I. decerto cristão-novo ou cristão judaizante. Na índia. sem cerimônia. segundo Damião de Góis. talmudista praticante. mas a uma israelita ferrenha. Cochim. referida pelos cronistas. como era de praxe na época. manobravam nos bastidores da governação das Indias e até faziam proselitismo e propaganda religiosa através do próprio Corregedor da Corte magistrado cuja maior atribuição era perseguir ao judaísmo. Não há. cit. "Lendas da India". o doutor Martim Pinheiro. 32. Manoel". "por amor de Viso-Rei. 5 C. cit. pág. "Lendas da India". e lhe fez muitas dádivas e mercês. na judiaria. Jerusalém e Alexandria. ordenados e ofícios. a indiada nua e emplumada de cocares. A tola confiança do cristão no judeu é que permite a este dar os seus botes. de acordo com o costume em má hora instituído por D. A Vasco da Gama e outros almirantes portugueses. documentação que faça suficiente luz sobre o interessante assunto. Este judeu conversava muitas vezes com El Rei D. fê-lo cavalheiro de sua casa. Francisco de Almeida. "Crônica d'E1 Rei D.

no ano da Graça de 1500. Vejamos como sabiam perfeitamente. navegação e comércio da Etiópia. Sua raça continuará a hipnotizar os lusos na conquista. 9: ". Os marujos deram-lhe o nomé de São João devido à data do descobrimento. por si só. Aos meninos e rapazes somente se mostra o palco e ninguém se lembra de levá-los aos bastidores. mais tarde. de Macedo. seus irmãos. Rio. XXXII. um judeu aventureiro da Polônia. sonham epopéias e conquistas. 1765. equipara uma frota e saíra do Tejo.. a importância do novo descobrimento. como anunciava o escrivão da feitoria de Calecut embarcado na Real Armada. pág. o judeu Gaspar descobriu o pau-brasil. tributo ou finta. mas informou os cristãos-novos. os indenizaria das despesas6. arrendar a terra havia pouco descoberta. A. F. Arábia. a cuja frente se achava Fernando de Noronha. apanhado por Vasco da Gama em flagrante delito de espionagem. Mas compreendeu o que poderia valer a nova terra. que um esforçozinho de cartógrafos e cosmógrafos judeus. os judeus deviam mandar todos os anos seis navios ao Brasil. M. Os portugueses estão hipnotizados pela India. O cristão-novo Fernando de Noronha. Sabiam eles PERFEITAMENTE que o comércio do pau Brasil. adere aos lusos que o chicoteiam. Fernando de Noronha. fincando um forte no extremo em que tocassem. A 24 de junho. Os israelitas mudaram-no. da mos a palavra ao panegirista dos judeus... para explorar ou descobrir trezentas léguas de costa para além dos pontos já conhecidos. A 28 de abril de 1500. calcula todas as vantagens materiais. grifando suas afirmações mais importantes: "Talvez por seu intermédio tivessem os israelitas percebido. ou inspirados por judeus mais adiante mudará a Terra do Brasil7 (7). "Efeméride Histórica do Brasil". quando as naus portuguesas lançaram ferros. Manuel. 7 Simão de Vasconcelos. nos "conselhos dos capitães". como prático das coisas do Oriente. Estes grifos auxiliam a clara visão do primeiro capítulo da história do Brasil. Compulsemos Capistrano de Abreu em suas notas a Varnhagen e este em suas notas ao "Diário de Navegação" de Pero Lopes de Souza.Em Porto Seguro. págs 36 e 37. para o do próprio armador e comandante da frota. olha praticamente a vida. Lopes. Para não sermos taxados de fantasista ou parcial. rumo ao oeste. 261. ed. na qual. dia de São João. as equipagens de Pedro Álvares Cabral descem à terra para cortar lenha e pela primeira vez o machado dos civilizados retumba nos troncos das virgens florestas do Brasil.. Navegação feliz. Solidônio Leite Filho. no 6 Op. Não é claro como água?. Gabriel" e a água lustral do batismo? Por esse preço pagou o direito de assoprar informações ao ouvido de D. de praias brancas. "deslumbrado com as maravilhas da Ásia".contentes do nome de nutro pau bem diferente do da cruz e de efeitos bem diversos". Manuel o Venturoso e de dar hábeis pareceres. que continuava dentro do sortilégio. recorrendo às línguas e dialetos que aprendera no Oriente. desde logo. 5 . pág. Nesse corte de madeira. tão diferente do que nós aprendemos nas escolas. Sr. cujas atenções estavam inclinadas para as riquezas da India. pôs a capa sobre uma ilha penhascosa. Mônica da Companhia de Jesus do Estado do Brasil". J. Pelo contrato de arrendamento. Cit. o judeu procurou entender-se com os silvícolas. que pouco impressionara o ambicioso espírito do Afortunado monarca português. no mês de maio. Na verdade. Cf. pois conhecia. logo aceitos. casa com uma judia talmudista e vem. Lisboa.. Não se fez entender nem entendeu patavina. Tip. com Cabral. batiza-se. toma nome fidalgo. Aproveitando-se desta opinião conseguiram alguns cristãos-novos. a fim de que se possa enriquecer com os produtos que afloram por toda a vasta extensão da Terra de Santa Cruz. Ele não sonha nada. que é o melhor meio de ocultar a sua essência. Esses navios poderiam levar qualquer produto para a metrópole sem pagar o menor imposto. onde os atores mudam de vestimenta e estão à vontade. com certeza. o verzino colombino de Ceilão. Nada disse à Cabral nem ao Rei. J. Como e por que vinham tão cedo. Pérsia e India. daria tudo. se quisesse plantar. mal findara a viagem redonda de Cabral e com eles conversara seu irmão Gaspar das Indias sobre as riquezas da nova terra? O judeu Fernando de Noronha e seus sócios haviam arrendado o Brasil a D. ao Brasil que examina em primeira mão. do Globo. Que lhe importam os açoites amarrado ao mastro do "S. que tomara este nome fidalgo com a mesma desfaçatez com que o judeu polônio tomara os de Gama e Almeida. em 1503 associado a outros cristãos-novos. Aprende-se unicamente a aparência da história. 1877.Terra de Santa Cruza título que depois converteu a cobiça dos homens em Brasil. aqui e ali vestida de vegetação luxuriante.

inspirados pela sinagoga e pelo kahal. vol. foi armada e despachada por Fernando de No ronha e seus amigos11. único no amanhecer da vida brasileira. os nomes de Vera Cruz e Santa Cruz impostos a toda a nova região americana: o idealismo cristão. que era o monopólio do comércio da madeira tintória. a cruz erguida na praia. Terminou o prazo de arrendamento da costa brasileira em 1506. pagando um sexto do valor. como se vê. pág. o heroísmo cristão. o que indignou a João de Barros 12. a qual foi confirmada por D. 37: Leona_r do de Chade Messer in "Livro comemorativo do Descobrimento da América". dando-a de mão beijada a um judeu traficante do pau-de-tinta. te. segundo Muratori e Marco Polo. 427432 "Diário do Pero Lopes". 6 . a propagação da Fé e a dilatação do Império que a gesta dos Lusíadas cantaria com o ritmo do rolar das ondas. da Academia de ciência de Lisboa. Desta sorte. dois anos após o descobrimento10. 19. 3Q pa. encarada por um método novo e verdadeiro. ou verzino. 8 9 Piero Rondinelli. apagando o nome da Cruz com o nome do pau-brasil. o judeuzinho de Goa. Varnhagen.. op. com efeito. do Oriente que vinha o pau-detin ta. idem. Além da prorrogação. ganhando o ouro à custa do esforço e do sangue dos outros. João III em 3 de março de 1522. os judeus obtinham o monopólio do negócio. II. era de três anos8. que em 1511 veio ao Brasil carregar o pau. "História Geral do Brasil°. origem dos primitivos latifúndios. batendo a costa até o Cabo Frio. cit. antes de dividindo. O prazo de arrendamento. tivera como resultado a formação.. 1879. de um TRUSTE DAS ANILINAS. "Raccolta Colombiana". o cristão-novo Fernando de Noronha. Manuel fez doação da ilha de S. Mônica do Império do Brasil". idem. no segundo. para empregar a linguagem moderna. págs. a coroa portuguesa alienava uma parte do Brasil. 267. em verdade. berzi.. o que deixa ver que os lucros auferidos no comércio da madeira de tinturaria. obtendo-a por dez anos. na corte. realizando o lucro à sombra do idealismo alheio.. No dia 24 de janeiro de 1504. Naturalmente. como que importava mais o nome de um pau que tinge panos que daquele pau que deu tintura a todos os sacramentos por que somos salvos. um padrão cravado no solo virgem da terra descoberta em forma de cruz.primeiro ano. D. pois que o rei se obrigava a não permitir mais o "trato do pau-brasil com a India". a cruz nos punhos das espadas linheiras que retiniam de encontro aos coxotes de aço fosco. que era a anilina daquele tempo. a cruz nas bandeiras alçadas... usando a epopéia da navegação e o poema do descobrimento para a fundação trivial de um monopólio de anilinas. os Cristãos-novos e israelitas do seu consórcio comercial.o Brasil em capitanias hereditárias muito antes das primeiras concessões de sesmarias. 121. 12 "Décadas". diante da qual um frade diz a primeira missa. ed. I. senão isso? tan to assim que os navios do consórcio Fernando de Noronha carregavam por ano de nossas matas litorâneas a bagatela de "vinte mil quintais da preciosa madeira"! 9. em troca do pagamento anual de quatro mil ducados. 1ê ed. pág. "0 descobrimento do Brasil". O descobrimento do nosso País. Fernando de Noronha agenciou. se vêem o palco e os bastidores. A famosa nau "bretôa". sua renovação ou prorrogação. Nos bastidores. pag. Solidonio Leite Filho. João a Fernando de Noronha. manobrando os cenários e arranjando as vestiduras. pág. No palco: a armada de Cabral com as velas pendentes em que o sol empurpurava as cruzes heráldicas. não tinham sido de desprezar.. 1867. Era. Capristano de Abreu. graças às informações levadas pelo astuto judeu que Vasco da Gama açoitara e conduzira à pia batismal. 0 primeiro carregamento foi levado logo em 1503. 11 Solidonio Leite Filho. 10 Melo morais. o sentidõ cristão da vida. Neste primeiro capítulo da nossa história. e um quarto no terceiro. desde que o sapang de Java é Ceilão fora corrido dos mercados europeus. Rio de Janeiro.

que veio reconhecer a terra e levou. João Ribeiro. Seu instinto mercantil adivinhara15 as riquezas naturais do Novo Mundo. "Aconteceu que os judeus foram obrigados a emigrar. costumava. os Diques. já havia os cripto-judeus ou judeus ocultos17 . os Sanches. à custa de bugigangas dadas ao índio. Francisco de Chaves. 12. 0 historiador diz adivinhara. o cristão-novo Afonso Mendes. assim. sem grande trabalho. Paulo. Tanto assim que a ordem dos Dominicanos. I. os Siqueiras. Monarca e povo "tinham os olhos ofuscados pelos resplendores das predirias do Oriente13". para o Brasil. o próprio misterioso Bacharel de Cananéia aquele castelhano que vivia no Rio Grande do Norte. 17 Chamberlain. negativos e pertinazes". nunca logrou estabelecer-se no Brasil. 18 Rodolfo Garcia. Domingos. como de preparar uma espécie de refugio para a sua raça deste lado do Atlântico. diminutos. milhares e milhares de quintais de pau-brasil. ed. os Montearroios. ou de canafístula produtora de mirra14. porque não se lembrou do espião Gaspar da Gama. viviam na mais absoluta tranqüilidade. de Paulo Prado. confluentes. da Cia. os Barros. onde.Em todo o nosso vastïssimo país. 15 O grifo é nosso. em 1501. 20 Solidônio Leite Filho. naturalmente. "Os Judeus no Brasil Colonial" in "Os judeus na História do Brasil". João Ramalho. nos primeiros tempos. do vendedor de livros judeu Uri Zwerling.18. melhor defesa para os acusados. Esse pensamento repete-se de tal modo nos historiadores filo-judaicos que somos forçados a admitir o propósito por parte dos judeus em conservar as atenções voltadas para outro lado. com os beiços furados como os deles.. mas. variantes. 13. Em 1503. antes de morrer pediu que lavassem e sepultassem o cadáver segundo os ritos da sinagoga.. permitindo o próprio meio. Aliás. 19 Cf."Die Grundlagen desneunzehnten Iahrhunderts". os Guilhens. cit. os Bravos. guardando a lei de Moisés20". Continuaram. interpretadas com maior benevolência e liberalidade. falsos. como rezam os documentos coevos. Fechavam-se os olhos sobre muita coisa19 (7). esse sistema vem do fundo dos séculos: em Roma. 42 carta de Américo Vespúcio a Pedro Soderini. Citemos dois exemplos elucidativos dessa persistência: o cristão-novo Jorge Fernandes. "História da civilização Brasilei ra". 22 Loc. os Cardosos. D. ed. entre os Potiguaras. Este isra_e lita fez o livro como propaganda judaica. Anos e anos deslizaram sobre mui tos deles sem lhes abrandar a impenitência talmudista. os Antunes. que as famílias hebréias tivessem emigrado para a América Portuguesa. revoltantes. fictos. não só tirar. os Rabelos. pág. cit. e faleceu em 1567. cit. 1929. pag. à qual estava quase sempre afeto este tribunal. págs. coitado! aceitou o que lhe quiseram dar ea obra é um repositório de documentação anti-judaica.. pág. acha que "O Caramuru". simulados. "Livro de Centenário". os Coutinhos. açoitar o crucifixo.. não existe um único convento de S. os Peres. impenitentes. que veio para cá no tempo do segundo Governador-Geral. S. Rodolfo Garcia22. Até freiras claustradas judaizavam. o Santo Ofício não os inquietaria 16". Num país bárbaro em vias de colonização. açoitados por uma perseguição feroz (1506). "História do Brasil". os Calaças. 1925. ed. 1922. os Nunes. convictos. 46. os Castros Boticários. 39. à vontade. Vieram. afim de poderem. produtor de tintura. 1933. os Mendes. 10. No Reino. 14 e 41. o pau-de-tinta já estava sendo carregado! 16 Pedro Calmon. op. 21 Vide "Primeira visitação do Santo Ofício às par tes do Brasil" pelo licenciado Heitor Furtado de Mendonça. os Valadares. os Cirnes. Teriam aqui tranqüilidade e segurança. muito ignorante. profluentes. merecendo as penas inquisitoriais21. Houve somente visitações e quem lê seus processos fica assombrado da persistência do judaísmo nos marranos convertidos e que viviam dentro da religião católica com o simples fito de auferir vantagens. Editora Nacional. e tantos outros 13 14 Solidonio Leite Filho op. 78. vindo com Mem de Sá. livres dos tribunais do Santo Ofício. as Ordenações puniam com rigor os cristãos -novos judaizantes. pág. até mesmo a facilidade da fuga e da ocultação. informações à sinagoga lisboeta. às escondidas. "Não admira. pág. os Rodrigues. 7 . os Ximenes.CAPÍTULO II O empório do açúcar Passaram-se muitos anos antes que a coroa portuguesa desse fé do Brasil. Duarte da Costa. as leis eram. pois. O número e a influência dos cristãos novos impediram o funcionamento da Inquisição entre nós. os Teixeiras.

os lucros opimos do kahal. vivia de alimentar a desatenção do rei D. a perceber a importância da Terra de Santa Cruz". A religiosidade de Paraguassu. distribui povoadores. 40. arribaram as abras e enseadas. batendo-se contra os corsários que estavam prejudicando. Desde mais ou menos 1516. reaviva o vestígio do domínio de Portugal.escreve seu panegirista 25 . como que demonstra o espírito profundamente católico do marido. quem sabe. Lucro formidável! Esse lucro atraiu. op. quando assira. Corunha e outros portos para a Terra dos Papagaios. da qual só discordamos quanto a Caramuru. Seus barcos percorreram a costa.. que diz: "Na guerra sê o último a partir e o primeiro a voltar". mas. O monopólio da madeira de tinturaria. e decidiu a colonização do novo país. muitos judeus dessas procedências. alemães. no meio dos goianases. a qual floresce. ou saltar de terçado em punho nas abordagens furiosas a bordo do barco inimigo. para trocar tiros mortíferos de bombarda e arcabuz de navio Onavio. Outros a disputavam: franceses. Ele. o soberano voltou sua atenção para o Brasil. ingleses. enviados pela coroa portuguesa. pág. Povo eleito para tudo. bem como assecuratórias do comércio do pau-brasil. sua mulher. pags 83-84. op cit págs 13-15. em breve. comercializando com o gentio e carregando o Brasil. cujo empório enriquecia aos judeus e marcava o segundo período da história colonial. no balanço das ondas. o judeu 23 24 Solidônio Leite Filho. 0 rei observou também "os esplêndidos resultados colhidos pelos hebreus em prejuízo do erário (14). o judeu Francisco de Chaves. a solicitavam. considerada res nullius. cf. Os hebreus a desviaram. que vinham de Honfleur. Em 1530. "os navios que. Vede como João Ramalho. Nela se faz a primeira experiência do plantio da cana-deaçúcar.seriam. desse número de judeus. colonizadores espontâneos das terras de Santa Cruz". sobretudo diepeses e maloínos. logo. pág. grandemente. eles absolutamente não tinham sido feitos. o consórcio judaico ia se enchendo de ouro. aportavam às nossas plagas duas vezes por ano traziam somente judeus e degredados. espa nhóis. Cristovam Jaques vem com dois navios policiar a costa e fundar uma feitoria em Pernambuco. o que não se dá com os cristãos-novos. era preciso. Manuel.. Eis porque.desconhecidos . se obstina em não praticar o culto católico e entra em luta contra os padres da Companhia de Jesus. Naquele ano. 34. começou a tomar medidas nesse sentido. Cada quintal de madeira posto em Lisboa. Peragalo. San Lucar. 8 . habilmente con seguido por Fernando de Noronha e seu grupo. por exemplo. Enquanto isso. Manuel quanto ao Brasil. Sombart "Oie Juden in des Wirtchafts'eben. riqueza que. sem dar por isso. Saint-Ma lô. Martim Afonso de Souza dá caça aos corsários franceses. de certo. que perseguia o judaísmo. Com efeito. levando-o a só dar tento aos negócios da Índia.W. por via da proibição do comércio do pau-de-tinta com o Oriente. entre os quais o sabido Gaspar da Gama. em São Vicente. Não era mais unicamente o judeu luso que exercia a função comercial de brasileiro. ia servir para defender os ino Gentes cristãos-novos que ganhavam o mínimo de dois ducados em cada quintal de pau-brasil. 25 Solidonio Leite Filho. cit. 40. Aí. ba te a costa até o Prata e traça o primeiro contorno políti co da colônia26. 26 Pedro Calmon. Para comerciar e lucrar. encontra servindo de li gua ou intérprete. agora. cit. compreenderam que era necessário reagir contra os piratas audazes. como expelir aos piratas que prejudicavam o futuroso negócio da tinturaria? Era preciso apelar para o rei Afortunado. e. (14) Idem. os judeus do grupo Noronha estavam sempre prontos. com os quais se formou o primeiro núcleo de população23". "Memória do Centenário"."Foi graças aos israelitas . por meio ducado. pág. mas se deixava influenciar pelos conselheiros hebreus. os sócios de Fernando de Noronha e ele mesmo. Todavia.. Em cananëia.que Portugal começou já nos últimos tempos de D.. Isto confirma a suposição de Rodolfo Garcia. Era vendido em Flandres por dois e meio a três ducados 24. Era chegada a hora de entrar em cena o cristãovelho -a fim de derramar seu sangue. O ciclo da indústria extrativa vai desaparecer e será substituído pelo da indústria açucareira. entre eles. Dieppe. menos para a luta armada. vai suceder à da extração da madeira de tinturaria. naturalmente. ficava com todas as despesas. o judeu segue o preceito do ïalmud. op. "a cobiça dos corsários europeus".

"Antonio José da Silva" in "Revista do Instituto Histórico". vindo durante os trinta anos em que o governo português as deixara em quase completo abandono.. Morto D. deixou o governo real povoação e defesa das novas terras e dos estabelecimentos que montassem. outros afirmavam o contrário. os favores concedidos às demais. Outros abandonaram as doações. Fundados nos privilégios excepcionais que lhes davam doações e forais. 14. favorecia-se com os meios necessários a quem fosse capaz de dar prin cípio a engenharia de açúcar28. como a ilha de S. Cabo Verde e da Madeira se cultivava cana. Solidônio Leite Filho op. Aires da Cunha. porém. um galeão francês não arrasou o primeiro engenho de açúcar da América. cit. o pouco açúcar que chegava à Europa vinha do Oriente. Além de fazer várias doações de latifúndios a fidalgos ilustres e de confirmar outras. Martin Afonso. trazido e distribuído pelos venezianos. trouxeram algumas famílias israelitas30. Aí se lançam os fundamentos de uma verdadeira colônia. João ao cristão-novo Fernando de Noronha. O mesmo autor destas linhas. o mais concludente possível. portan to. vol. a primeira que se construiu à boa maneira portuguesa27". Esses feudos de cinqüenta a cem léguas de litoral foram concedidos e escolhidos capitães cobertos de serviços. 13. em Pernambuco. pág. exercendo grande influência sobre o gentio. senão impossível. IX pág. 1935 pág. Pero de Góis e Vasco Fernandes Coutinho. toda tentativa de estabelecimento. do seu antecessor. "Bastaria para demonstrá-lo o ódio que sempre teve pelos jesuítas. o que naquela época de fanatismo e submissão ao clero era de estranhar". contentavam-se com o mel das abelhas para suas comidas e bebidas. como Duarte Coelho. a Casa da Índia fornecia instrumentos de lavoura a quem desejasse ir povoar a nova terra. Manuel. Dois deles meteram ombros à empresa e suas capitanias progrediram: Pernambuco e S. 29 Pedro Calmon. aí encontraram. Antônio de Barros Cardoso e João de Barros. cit. o que tornaria dificultosíssima. o do capitão Pero Capico. o que não era coisa fácil pois os piratas costumavam destruir o que podiam. a altos funcionários do Reino e outros. porém. Ainda outros apelaram para os judeus ou lhes venderam suas terras. As populações européias. sem apresentar. Para a colonização das capitanias. Pero Lopes. 114. desse ponto de vista. tendo um dos donatários contra tado com judeus laboriosos a montagem de engenhos em Pernambuco. in "Almanaque Israelita do Brasil". Quando os capitães-mores chegaram às suas terras. como Jorge de Figueiredo Correa. achando que se tratava de um traço sem sentido. "A contribuição judaica na formação da nacionalidade brasileira". como Pero de Campos Tourinho. Já nas ilhas de S. fundado em 151629? A fazenda real não se podia consumir nesse serviço e por isso largava em mãos dos concessionários todo o peso da colonização. op. que é judeu32. vários cristãos-novos. 5695-96. na mão dos judeus. Isaque Izeckson. Grande número de historiadores negava-lhe todo valor.João Ramalho. op. 32 Dr. págs. mantendo contra eles uma luta incessante. 9 . Até o achado do caminho das índias. acrescenta: "Mas o que confirma incontestavelmente a origem judaica de João Ramalho deu origem a inúmeras controvérsias. "Não podendo recusar trabalhadores. pág. os capitães-mores estenderam às pessoas de origem hebraica. 31 Solidonio Leite Filho. Tomé. argumentos convincentes.. "História Geral do brasil". cujas últimas cenas ainda estão se desenrolando em Cuba. o açúcar era raro e caro. Vicente. A coroa dava licença a quem quisesse tentar fortuna no Brasil. 145. O exemplo de João Ramalho é. pelos portugueses. pág 41. No princípio deste século foi publicado um trabalho 27 28 Idem pag. a homens ricos. Fernando Álvares de Andrade. A cargo dos donatários das capitanias. D. 41-42. No século XVI. João III prossegue no intuito de povoar é colonizar o Brasil. dividiu o imenso território em doze capitanias hereditárias. na sua maioria. Qualquer perseguição contra eles provocaria o ódio dos índios. 30 Varnhagen. seu auxílio era. precioso e necessário31". Só os ricos conheciam o açúcar oriental. cit. 5. Varnhagen. o Brasil iria ser o verdadeiro instrumento dessa revolução. Em 1530. com a condição de pagar-lhe o quinto dos produtos. Imagine-se a revolução econômica produzida pela entrada à larga do açúcar nos mercados em que antes não aparecia.

com o ouro: o bandeirante audaz descobriria. que o judeu queria tão somente escravizar para explorar-lhe o trabalho. tão consciente de seu judaísmo que. Tangidos pela inquisição. S. à sua assinatura duas letras hebraicas. Pereiras. foi um movimento promovido por um judeu. Muitos peruleiros judeus ou judaizantes foram pilhados pela rigorosa inquisição espanhola. Mostra ainda essa página judaica seu racismo até em relação ao gentio. inúmeras famílias judaicas ou cristãs-novas. o ódio ao missionário jesuíta catequizador do indígena. João Noronha e Manuel de Almeida. O Sr. 10 . A América meridional era um ótimo refúgio para os judeus convictos e para os disfarçados. por terra. 37 e 144. seus lucros teriam de ser muito grandes. houve um grande comércio de ouro e prata. infringira as regras da proibição (que racismo!) e tinha deixado de ser um cohen puro. O sr. acrescentam. subindo ao planalto piratiningano. Vinham aos milhares Lendo a obra de Argeu Guimarães. examinar a terra e ver o que nela havia de mais facilmente aproveitável . Sobre os peruleiros e o tráfico da prata. ed. iniciais das duas palavras: "cohen tzedek". os preceitos de sua religião Com isso fica afirmado que o movimento inicial para a formação da grande metrópole. apesar de isolado num mundo distante. limitar-se a assinar com o kaf. simplesmente. o que. chamavam logo a judiaria. Paulo. isto é. que então era rigorosa em Portugal. Israel demonstra. a filha de Tibiriçá. a persistência dos ritos e dos estudos cabalísticos. mas preciosa.o pau-brasil esperou que o negócio do açúcar fosse desbravado por outros até chegar a um bom ponto. um "cohen" simples. podemos afirmar que a questão se acha ple namente esclarecida e pela afirmativa. Buenos. diretor deste almanaque 33. a Inquisição queimou em Lima dois padres portugueses idos do brasil. vieram estabelecer-se na Paulicéia. sacerdotes hereditários do povo judeu). Ben Israel. Ben Israel demonstra que todo judeu pertencente a estirpe dos "cohannin". Destas duas letras formou-se até um nome: Katz. porém. Perdido o capital inicial. porque os mesmos praticavam o judaísmo: frei Alvaro Rodrigues e frei Antonio Osório da Fonseca. pela traição. O cohen que por qualquer modo infringe a religião não pode ser considerado puro e não tem direito a usar o Tzedek. Do mesmo modo que veio na sombra dos descobridores. como neles não invertera as somas que os cristãos haviam perdido. cabalmente. em Lima. As duas capitanias que prosperavam. etc. que só tinha direito a assinar com o Kaf. em 1625. as lavras. com o Peru. Vemos por ela a infiltração judaica no Sul. o judeu adquiriu os engenhos abandonados e. São de origem judaica os Pintos. Silvas. através de S. que tinha casado com uma gentia. Hoje. do mais puro sangue. em 1605. Trata-se de um Kaf. não deixa de cumprir. infiltrados no próprio cerne do catolicismo. do mesmo modo que a vimos no Norte. Baltazar Rodrigues de Lucena e Duarte Nunes. como então se chamavam. Nos primeiros séculos da nossa história. portanto. No ano de 1581. Manuel Batista Pires em 1639. pois. eles se apoderariam delas. João Ramalho. como a maioria dos judeus daquela época (!). Salgados. Costas. agiria. Assim. Castros. um Kaf e um Tzedek. na maioria judeus eram até denominados peruleiros34. vide "Diálogos da Grandeza ". porém. que é hoje o sobrenome de muitas famílias israelitas. após mil tormentos. A citação é um tanto longa. Gregório Dias. É uma obra admirável que revela os segredos da cabala judaica. do "Diário Oficial". que é horrível. Diogo de Andrade. Deve. Ora. que é a São Paulo de hoje. plural de "cohen" (descendentes de Aarão. em 1600. o único. Os homens que se ocupavam dessa espécie de contrabando de metais preciosos. na medida do possível.em que o Kaf de João Ramalho era apresentado como um signo esotérico. e levados à fogueira. tornando-se. apesar de não se prender bem ao caso. Toda a história do Brasil é assim: uma aparência . depois. com os recentes estudos do Sr. que João Ramalho era um judeu.o 33 "Almanaque Israelita do Brasil": O trabalho sobre o Kaf de João Ramalho a que o autor se refere com essa fingida displicência é o erudito volume de Horácio de Carvalho "0 Kaf de João Ramaïho" tip. Eis como se explica a falência dos primeiros edificadores de engenhos. ainda hoje. sim pelo documento que representa. em Pernambuco. não pelo estilo. da Academia Brasileira. pág.". verifica-se o perigo social que representavam. Vicente. um verdadeiro Kaf sem sentido cabalístico e esse Kaf demonstra que João Ramalho era judeu. com prefácio de Teodoro Sampaio ."cohen tzedek". Não se vá pensar que o judeu entrou com entusiasmo na indústria do açúcar que nascia. mais tarde. cohen puro. cabalístico. viria indicar que João Ramalho era um estudioso da Cabala. Mesquitas. Entre outros. Ele não foi. Diogo Lopes de Vargas e Duarte Henriques. 1903. 34 A obra de Argeu Guimarães intitula-se: "Os cristãos-novos portugueses na América Espanhola".

buscando o proveito de suas conquistas com o maior e menor risco possíveis. "Nobiliarquia Paulistana". O Rei o enobrecera com títulos e senhorios. Vicente". o gentilhomme-compagnard. primeiramente. Mão-de-obra abundante e barata. Os lucros eram convidativos. Os agricultores e os guerreiros. técnicos. ligado profundamente à terra pela tradição. vol. 230-1. fez edificar oito engenhos. O judeu não é nem agricultor nem guerreiro. começou dois engenhos.. Rio de janeiro. João III via com bons olhos essa nova fonte de riqueza ultramarina e mandava passar ao Brasil vários lavradores de cana das ilhas da Madeira e Cabo Verde37.. i. 11 . ed. 200. Os engenhos eram movidos por água ou por bois. 245. op. que morreu sem lençol para mortalha. teve-os demolidos pelos Tupinambás e acabou trucidado por eles". Vejam o quadro dos desbravadores. Em 1699. que gastou numa boa frota sua fortuna. 303.fracassaram todas as empresas de grandes cabedais. esperavam em Lisboa o seu provento. Erasmo & Filhos. dos bandeirantes do açúcar. de fácil montagem. Rio de janeiro. e de tal forma lhes atacou o gentio. depois pela escravaria africana. Desgraça maior ocorreu ao capitão da Bahia. cujo engenho sessenta anos mais tarde valeria quatorze mil ducados36.o utilitarismo oculto do judeu. Duarte Coelho é quem manda. tem um sabor de titulo nobiliárquico. pelos índios escravizados. ou porque não se antecipara aos trabalhos um reconhecimento da terra e sua efetiva ocupação. 38 Capistrano de Abreu. nota a Porto Seguro. Os filhos de Gaspar manejavam cabedais em Bruxelas. Valia a pena vencê-las. Ferrind Donnet. 39 Pedro Calmon. Os Schetz estavam ligados ao banqueiro João Venistre ou Wenix de Lisboa. Vicente. que tudo perdeu . de mais fácil reparo e de custo relativamente baixo. 1925. "preço fabuloso para época". pela alma e pelo interesse é encontrado sempre. Em Porto Seguro. Lucas Giraldes. quando Martim Afonso de Souza se associara ao holandês Erasmo Schetz. Maquinário simples. transmitido até nossos dias. De acordo com a documentação reunida por Alcibíades Furtado em "Os Schetz da Capitania de S. O açúcar era negociado com os mercados das Flandres desde 1532. Assim. Vasco Fernandes Coutinho donatário do Espírito Santo e homem opulento. pág. Gaspar Schetz foi tesoureiro de Felipe II nos Paises Baixos. "Na Bahia Colonial". xiv. que. págs. o duque de Aveiro. encabeçando todas as iniciativas com sua coragem e seu idealismo. pintado por Pedro Calmon35: " . 36 "Publicações do Arquivo NacionaV. 19. cap.vencendo todas as dificuldades 39. Cf. Tinham casa bancária em Antuérpia sob a firma Erasmus ende Sonen. do mameluco e do brasileiro. O fidalgo-agricultor. uma realidade . Erasmo comprou as partes da capitania de 5. É o nome usual de senhor de engenho. um quilo de açúcar valia 2 mil réis no porto da Bahia. o caminho do perú. A sua sombra caminha agachado o judeu. Pedro Calmon. A lavoura da cana era feita. diz o imparcial João Lúcio de Azevedo. Escragnolle Taunay. inverteu a riqueza qrangeada na India em engenhos poderosos. nas canárias e na Galiza à sua custa. Vicente de Martin Afonso e do piloto Francisco Lobo. Imprensa Nacional. porém. o hobereau. em 1549. separata da "Revista do Instituto Histórico Brasileiro". de Escragnolle Taunay. no Brasil colonial. buscar homens práticos. riqueza social de todos os países. São homens de prol os que iniciam o plantio de cana na Bahia. 1914 creio que há um certo feitor judaico nessa dinastia de homens de negócios. explorando as obras do idealismo alheio. isto é. Um filho de Erasmo. que adquiriu a capitania ao seu dono. progrediu admiravelmente em duas capitanias: Pernambuco e S. O açúcar começou a criar para o judaísmo negócio novo e lucrativo: o tráfico dos negros. "História da Civilização Brasileira". em Ilhéus. 76 e 77. "História da Civilização Brasileira". pags. à moda da Holanda. .início do desenvol vimento mundial do comércio . 35 Pedro Taques. e tan to foi roubado pelo feitor (que depois se estabeleceu no Recôncavo com engenho próprio) como pelos Aimorés.. no Reino. cit. igualmente mandou construir vários engenhos que pereceram. o que os reis costumavam fazer com seus ecônomos judeus.idealismo construtor do português. negaceando. 37 Pedro Calmon. D. 18. são os elementos produtores e construtores das pátrias. que comprou a capitania ao seu donatário. I.que se aplicaram a explorá-los: ou porque os portugueses só sabiam trabalhar para si não para capitalistas. "Notes à Llhistoire des emigrations des anversois". para montar os engenhos38. dos cristãos. A indústria do açúcar.

Taunay. Em 1714. Eles porém. o viajante Frezler observa que a devoção religiosa na Bahia servia "para capear o judaísmo. D. D. quer seja nosso. correndo à sinagoga". de açúcar e de escravos. que lhes devolveu em altos juros os cruzados do empréstimo44. exemplo raro. em 1578. talvez único no mundo inteiro. 44 Velha e conhecidíssima técnica. praticando os ritos. 45 Pedro Calmon. que os judeus internacionais manobram das Flandres por meio de uma rede de crédito. o papel do judeu como intermediário. Tantos milhares de hebreus se encaminharam para nossa terra que. premido pelas necessidades de dinheiro para a infeliz jornada de Africa. Havia os "engenhos reais". capacida de de deformar todas as idéias. pág171 42 Data de longe o internacionalismo do capital judaico . surgida do seio do Mar Tenebroso! Dali vinha a madeira corante que tingia os panos flandrenses. triplicava nos mercados flandrinos. depois de ter comprado aos herdeiros de Francisco Pereira Coutinho a capitania da Bahia." pois estava a Bahia repleta de judeus. o que motivou uma representação da Inquisição ao poder real. deve quiçá a maioria dos brasileiros os defeitos que lhes são apontados: falta de fixidez no caráter. A esse novo feudalismo não faltou até uma das mais comuns e interessantes instituições de caráter socialista da Idade Média: a banalidade. mas conservando às ocultas a fé talmúdica. como diriam os inquisitores 46. chegado. cit. 47-48. onde pontificavam. febrilmente fomentada. tantos e tantos séculos fora privada de coisa tão deliciosa. O Brasil absorveu-os completamente. ou do Brasil. demostram a permanência do judaísmo e do judeu dentro das populações de Portugal e do Brasil. manifesto. pág. 47 Solidonio Leite Filho. depois dos judeus do paubrasil. ed. cit. em 1532. coisa rara. O cardeal D. atirando-se aos negócios de mascate. a rede de crédito 42. "Memória para a História da Capitania de S. inclinação a não levar nada a sério. O açúcar espalhava-se por toda a Europa que o consumia com avidez. a corrente veio toda para nós. 43 É bem claro. dependendo a sua pastelaria do mel das abelhas! Que estupendo país esta Terra dos Papagaios. é Deus verdadeiro". "Havia bem pouco. que plantava sem ter engenho41. Muitos judeus permaneceram puros até nossos dias. o número de israelitas crescia nos primitivos núcleos da 40 41 Edição da Academia Brasileira.-Taunay. como Nova York hoje.Diz o "Diálogo das grandezas" que o soberano o dava em cartas e provisões40. fugira subitamente para a Holanda um vigário carregando as alfaias de sua igreja e. criar uma economia. João III proibiu a saída dos cristãos novos do Reino com mudança de casa e venda de propriedades. mostrara o que era. A emigração israelita. 19. indisciplina inata e pri-zer do despistamento. pags. "A invasão dos judeus". op. a ocupar grandes organizações financeiras que teciam. "Na Bahia Colonial". destinados a moer a cana da gente pobre. Henrique revalidou os atos de D. em 1567. Assim se formou a nossa primeira aristocracia rural. Estabelecido o Santo Oficio em Goa. sob graves penas. cujo preço dobrava. Duarte Coelho contou em Pernambuco com o auxilio daqueles capitalistas comissários43.. Mendes dos Remédios. forçando o governo real a novos alvarás de mais rigorosa proibição. ed.45 Desta sorte. Dez anos mais tarde. bifurcava-se para as Indias e para o Brasil. 33. nas entrelinhas. Em 1549. idênticos ao lagar do príncipe" em Portugal ou ao "moulin banal" da França. quer seja alheio. tomo I pág. Quanto segredo escondido! "Fundemo-nos todos em haver dinheiro. eram a Judéia da época. Subrogavam-se nas responsabilidades do governo para intensificar. os judeus do açúcar brasileiro. A enxurrada judaica encheu o Brasil que amanhecia.. pág. Outros se fundiram na consciência e na raça. judaizando. porque. continuaram a fugir para cá. fingindo-se mesmo de cristãos. 345. Dia a dia. a primeira cidade e o primeiro governo resultam do comércio açucareiro. entre as várias praças européias. que fugia à Inquisição peninsular. Dali vinha mais o doce. Sebastião revogou as proibições por duzentos e vinte cinco mil cruzados que lhe pagou o Kahal de Lisboa. mandou Tomé de Souza fundar a capital da colônia. depois de longos anos"de falsa devoção exterior. A história precisa ser lida às vezes. Frei Gaspar da Madre de Deus. Gil vicente "Obras". 182. 12 . 46 As visitações do Santo Ofício citadas e o livro de Mário Sáa. A esse sangue judaico. que inúmeras vezes se misturou ao sangue cristão. João III47. Pinta o quadro um historiador que ninguém poderá taxar de anti-semita. Os Paises-Baixos. op. Não houve melhor negócio na época e aos impulsos dessas cobiças resolveu João III dar ao Brasil um governo regular. Vicente". os grifos em toda citação são nossos. pág. mas que conhece a documentação em que alicerça suas afirmativas: Os judeus que vendiam açúcar enriqueciam a termos de estender-se a cultura pelos Açores e Canárias. uma vez ali.

pág. na Bahia. op. nas luas novas de agosto. pág. op. os da colonia nascente e os da Holanda pelos seus Kahals. o desenvolvimento da indústria açucareira se tornou impetuoso53. o número de familias judaicas no Brasil não cessou de aumentar52. criaram no Brasil o Empário do Açúcar56. o soberano revogou a licença de salda e estabeleceu a obrigatorieda os dos engenhos brasileiros. onde também fora empregado o cristão-novo Nuno Alvares. como feitor dos dízimos reais que o seu patrão arrematava. diz outro viajante. loc. 20. adorava trancãilamente. No reinado de Filipe III. pág. pág. o séculoXVII foi o do açúcar. que o povo denominava esnogas. Os portugueses da Bahia eram geralmente de raça judia. in Rodolfo Garcia. o qual. cit. 3 a 4 mil Biblias em hebraico. como já vimos que eram mandadas para a India. na agonia. 55 "Épocas de portugal Economica. cit pág. Essa judiaria do primeiro século do ciclo de negócio do açúcar.. como a do cristão-novo Bento Dias de Santiago. "Voyages". armadores. pág. Mal se apanharam soltos. fazer pesar sua mão-de-ferro sobre os ricos e senhores de engenho. 271 56 Vide as acusações do judeu João Nunes: Largo de consciencia". natural de Viana. Por isso. loc. Havia-as em casas particulares. O trabalho braçal do escravo. o século XVI fora o do pau-de-tinta. "por ventura o interlocutor Alviano dos referidos diálogos"49. op. a produção de açúcar foi de 735 mil arrobas. Mas isso ainda não é bastante para eles:precisam apoderar-se do empório. os judeus da terra iam celebrar o YOM KIPPUR e outras cerimônias do rito judaico"48. pág580. e a bula papal de 23 de agosto de 1604. 57 Pedro Calmon. Cf. 13 . Soares.população. permitiram aos cristãos-novos deixar as terras peninsulares e sair dos cárceres inquisitoriais. pág. especuladores. conseguido pelo Kahal a peso de ouro. Suas sinagogas. Como a indústria judaica de falência é antiga! Cf. 17. em Camaragibe. em 1610. 50 Solidonio Leite Filho. segundo um viajante observador. Para o Brasil e para a Europa. Em 1610. soma respeitável para a época. op. "Na Bahia Colonial. ex-feitor do engenho sinagogal de Bento Dias de Santiago. Indignado. antes dele. fornecedores de capitais. Barlaeus. Havia-as nos próprios engenhos. 79. 53 Pedro Calmon. quando lhe diziam que chamasse por Jesus Oirava sempre o focinho e nunca o quis nomear51. me matéria de usura. em carros enramados. por assim dizer. Paris. o Deus de Israel50. pág. a quem se referem os documentos. É o que dizem os cronistas: Cardim. grandezas e luxo. era o único meio de vida 54. As qrandezas do Brasil servem aos diálogos judaicos. 1615. criminosos ou falidos. 52. eram na maioria. que vimos contemporaneamente nos donos de seringais da Amazônia e nos fazendeiros de café . observou o viajante Froger. cit. Os preços subiam ao ponto de criar nos senhores de engenho esse delirio de gastos. unidos os de Portugal. págs. cit. multiplicavam-se. arrancando precioso florão de sua coroa. 251. como a de Matuim. bem como as de outros portugueses cristãos. Assim. O Brandônio dos "Diálogos das Grandezas do Brasil" era o judeu Ambrósio Fernandes Brandão. 49. das anilinas. cit. onzeneiros cruéis57. Nas primeiras décadas do centenário. 54 Pyrard de Laval. e tirar vingança dos soberanos peninsulares. pág. o alvará de 4 de abril de 1601. para o Brasil. que custou à judiaria um milhão e seiscentos mil cruzados. na residência do cristão-novo muito conhecido Heitor Antunes. consoante o velho hábito dos publicanos hebreus. Depois de caído Portugal sob o dominio Espanhol. o que documentam as denunciações do Santo Oficio. no fim do século XVII. Lúcio de Azevedo55 . no valor de 1500 contos. onde.. o rei não conseguiu receber nem a metade. op. Segundo os estudos de J. a fortuna dos fidalgos e sua iniciativa. apesar de batizada. Os 48 49 Rodolfo Garcia. dominá-lo completamente. Nas trevas. Taunay. Da Holanda se mandavam por ano. quando veio a cobrança do que haviam prometido dar pelo alvará e pela bula. 49 Idem pág. 51 Rodolfo Garcia. 18 52 Solidonio leite Filho. cit. Frei Vicente. cit. loc. orgulhosos de sua linhagem e de sua crença. foram vendendo o que tinham e fugindo. Pyrard de Laval. cit. Eram todos como aquele Diogo Fernandes. os judeus exploram essa riqueza como intermediários. 48. 291.

pág. 404. aquém e além Atlântico. conquistando o Brasil.Estados Gerais da Holanda. e Angola. estes imaginaram a organização de uma companhia-mercantil de conquista e empreendem a guerra de 1624-1654". 36. Quando a Espanha se colocou de permeio entre os engenhos do Brasil e os compradores flamengos. à firma embarcadora. terra do escravo que plantava a cana. regorgitando de ouro judaico58. 3ª ed. Que têm sido sempre o judeu senão o fermento desagregador dos impérios e das civilizações? Ele faltaria ao chamamento do seu destino. se não tentasse abocanhar o empório do açúcar.. ao intermediário de Lisboa a quem era consignada a mercadoria. 14 . 1935. com expedições pagas e companhias organizadas com o dinheiro ganho com o próprio açúcar. "Espirito da Sociedade Colonial Companhia Editora Nacional São Paulo. às praças consumidoras do centro e do sul da Europa. pág. podiam iniciar a desagregação do império colonial luso-espanhol. História do Brasil. 58 "A influência dos negociantes israelitas estendia-se ao engenho produtor. Frei Vicente do Salvador.. Pedro Calmon. Cf. terra do açúcar.

Assim. o comércio de escravos e a produção do açúcar. E sua captura custava maior desperdicio de gente e de esforços do que a obtenção do transporte dos negros da Africa64. da própria influência dos médicos. 1917. não satisfez as exigências de mão-de-obra para o plantio e moagem da cana. Cartas Régias Alvarás e Provisnes. das alianças de sangue. Paulo . cap..26: 59 60 Gilberto Freyre. o Brasil era o açúcar e o açúcar era o negro. ed. infelizmente. desde o recuado tempo das monarquias visigóticas. do exercicio dos cargos técnicos. Por isso. presos à usura judaica. No Norte. com a vitória dos escravizadores. pág. Méias e Palavras". da Biblioteca Nacional. os judeus haviam se especializado no comércio de escravos70. 1936. pela selvatiqueza e pela própria morte ao trabalho braçal. o comércio de carne humana à medida que prosperava a Indústria açucareira. O que estava de pleno acordo com o código judaico CHOSCHEN HAMISCHPOT. Vasa Grande e Senzala". Monocultura latifundiária. S. prefácio. O suor do negro cimentava a riqueza do segundo ciclo da colonização. Ligados.. na quase totalidade hebreus. XVIII. Está de acordo com o velho cronista Antonil que assegura serem os escravos pés e mãos dos senhores de engenho60. os senhores de engenho viviam endividados67. e pág. Era inadaptável e indomável.os engenhos não podiam moer. pela resistência. iam buscar do outro lado do oceano Atlântico. A metrópole estava sob o dominio judaico. ambos caracterizadores das colonizações peninsulares.CAPITULO III O tráfico de carne humana DEPOIS de haver sido a terra do pau-de-tinta. da corrupção. os jesuitas eram "inimigos terriveis dos senhores de engenho65". op. "História Geral do Brasil". ed. Florescia. "Die Grundlagen des neuenzehnten Iahrhunderts". Começou em Piratininga com o judeu cohen João Ramalho e terminou. Vultura da Opulência do Brasil por sua drogas e mina V. realizada a principio brutalmente. 63 Gustavo Barroso. desde os albores do ciclo do açúcar. 69 Varnhagen. A escravização do indio. O indio furtava-se pela fuga. em 227. 69. pelos alvarás e provisões das guerras de corso e pelas condenações ao cativeiro63. Demais. Morria aos montões. segundo Gilberto Freyre. ao papel forçado de coolie a que o colonizador o queria submeter. da usura. defendia o indigena e o aldeava. pág. Rio. 196. A luta entre padres e escravizadores foi longa e áspera. 135. Taunay. 165. op. do giro de fundos. Rio. cit. 1904 pág. Rio. Domingos do Loreto Couto. "Paulística". de clara o padre Antônio Vieira. no seio das familias. Foi mais acesa em São Paulo. depois.Rio. tiveram como primeiros impulsionadores os judeus de Portugal68. começou o emprego da mão-de-obra negra. 62 Pedro Calmon. 61 Gilberto Freyre. influência que contrastava até a dos capelões. pág. alçando a cruz. prefácio. pois. 29. pág. "Os jesuítas no Grão-Pará 65 Op. Mesagravos do Brasil e Glórias de Pernambuco. "História da Civilização Brasileiro. que os negreiros. a da cana de açúcar. O judaismo os manobrava e forçava a lançar mão do operário africano. XII. o maçon Dario Veloso tem a desfaçatez de dizer que eram os jesuítas que escravizavam os índios . 67 Gilberto Freyre. legalizada pelas famosas cartas-régias. cit. cit. 70 Chamberlain. pág. porque ali o sitio merecia melhor acolhida à imigração judia66. 68 Idem. 15 . 66 Paulo Prado. acabariam caracterizando toda a economia ultramarina62. 64 João Lúcio de Azevedo. 1923. D. André João Antonil. 39. 22 ed Schimidt. também enfeudados a Israel. afirma documentado historiador de nossos dias59. O horror à atividade manual e a instituição do trabalho escravo. tupi ou gé. No seu livro "O templo Maçônico. da agiotagem. curas e confessores69. o catequizador. que se exercia através de uma rede de créditos. idem pág. exigia enorme massa de escravos61. É a mesma opinião que se encontra no Breve discurso sobre o estado daí quatro capitanias conquistadas": sem escravos. Ali.

ed. 323. Lisboa. cqntínuamente. por certos crimes. tanto nas praças da metrópole lusitana como nas bolsas das cidades flamengas. por si e pelos seus prepostos. era uma Nova Jerusalém. da Hotentócia e de Moçambique. declara o escritor judeu E. depois seguiu o horrivel exemplo 73. Três rolos de fumo bastavam para pagar um negro forçudo. 111 e 181. de abater o prestigio e de minar a força dos reis católicos. Com essa massa negra se atulhavam os infectos porões dos horrendos navios negreiros. de Gênova e Veneza em 155075. Paris. as quais tinham suspenso sobre a cabeça. feitores cristãos-novos que têm arrendado o comércio da provincia da Guiné. pág. A sua sinagoga chamava-se Casa de Jacob e foi célebre. Na segunda metade o século XVI. 78 Idem. somente de Angola vieram 52. da Serra Leoa. a judiaria de Espanha e Portugal se entregou ao tráfico. começou o infame negócio. com as armas dos mercenários holandeses. As Flandres protestantes e revés à casa de Austria eram o refúgio natural do ouro judaico e das pessoas judaícas. II pág 281 74 João Lúcio de Azevedo. cit. favorecidos por uma redução de direitos78. e Antuérpia. Os judeus não podiam deixar de lado negócio tão amplo e lucrativo. 26."É permitido explorar um não-judeu. Régulos e sobas de Dahomey.. "A invasão dos judeus". elementos de raça hebraica72. pág. de Portugal em 1497 e 1498. Ora. Nes juifs dlaujourdhui". por um galão de aguardente. 16 . Mabolition de llesclavege". por fumo em corda. 76 Pedro Calmon. Vendiam-nos por búzios que serviam de moeda. Um dia. e haverá nestes dois pontos e terra. Amsterdam. 1728. 150 a 200 mil réis. na quase totalidade.04. págs. "História do CongU. de Nápoles em 1519. 77 Visconde de. de Angola. 1851. à escravidão. do Sudão. Barbinnais calcula as entradas de escravos em 15 mil anualmente79. no qual não tenham influido ou colaborado.053. onde se haviam acolhido os israelitas expulsos da Espanha em 1492. E não o deixaram. O grande entreposto era a baía de Cabinda 77.. págs. De 1575 a 1591. pág 183 e 186. Santo Domingo. Dentro da história dos tempos coloniais. pág. "História dos cristãos novos portugueses. 1932. 84 e 140. e estão por senhores destas partes. do Congo. Paris. de gente perto de mil vizinhos que resgatam negros para mandarem às Antilhas .paiva Manso. nos primeiros tempos. ed. Uma simbiose de interesses e finalidades unia as sinagogas de Lisboa e do Porto às de Roterdam. Eberlin. Rio Grande. aonde contratam com os negros. 36. de Angola. 75: "Haverão os da maçam (os judeus) mais o contrato dos negros da Guiné . Os judeus portugueses. Trouxeram negros da Guiné. quando um judeu de nota declara textualmente que: Não há exagero em afirmar que não há quase fato histórico de importância nos quatrocentos anos de vida nacional. que fato de maior importância histórica para nós do que a escravidão? O comércio de escravos é tão fundamentalmente semita que sempre foi denominado tráfico fenicio". possuiam cabedais nas companhias mercantis dos Paises-Baixos74. na Peninsula. O negócio de escravos se torna o mais lucrativo e amplo da terra" 76. Ambos se articulam no sentido vingativo de destruir a riqueza. é impossivel tratar de um sem ter o outro em conta. 75 E. Rieder. Eberlin. que manobrava a sua produção e seu comércio. pág. Paris. os judeus se lançarão sobre a presa cobiçada. Há uma correspondência constante entre o judaismo que age no Mar do Norte e o judaismo que age no estuário do Tejo. quando as circunstâncias se mostrarem favoráveis. o gládio vingador do Santo Oficio. 79 "Nouveau voyage autor du monde". vol. Dr. pág. 73 A. op. Samuel Weiner. ás vezes proeminentemente. Toda a Europa. Amsterdam. 71 72 Werner Sombart. doSenegal. Cochin. O açúcar exigia braços negros para enriquecer o judaismo sem entranhas. "Le Bourgeois". 1877. Rio 1935. Visando os lucros fáceis do comércio de escravaria.. E cada escravo custava no Brasil. do Congo e da Guiné vendiam os prisioneiros capturados em suas razzias bestiais ou os próprios compatriotas condenados. Como negar ainda a intromissão judaica no tráfico de carne humana. porque está escrito que não é permitido explorar seu irmão71. Leiam-se estes trechos de um Memorial de 1602 citado de Mário Sáa. que durou três séculos.. Isaque Izecksom. "A contribuição judaica na formação da nacionalidade brasileira" in "Almanaque Israelita do Brasil.

embora lhes reconheça a grave e rude energia semi-bárbara dos nórdicos."cujo caráter. da vida religiosa. 240. 1705. pág. de Hamburgo e da Holanda. diz Emerson. Haviam participado dá revolução de Cromwell por portas travessas. em 3. Paris. obtido pelo braço negro com a direção e iniciativa do reinol ou do ilhéu agricola. João III. Montégut. idem.728. com suas armadas e soldados. 90 "Histoire de la littérature anglaise". primeiramente.817.000 habitantes. Com este. que encheu de ouro a judiaria luso-flamenga! Desde que o judeuzinho de Goa. desenvolvidas e exploradas pelo judaísmo. perseguidos. As colônias judaicas. 87 ) Idem. que é o puritanismo. Yule. Amsterdam. compostas de "marranos escapos à Inquisição espanhola". o primeiro a desembarcar 83 reconhecendo a nossa terra antes de todos . 83 Dr. onde eram. Depois. 292-295. era computada em 3. idem pág. na opinião de grande publicista judeu. depois dominou a do acúcar e o negócio de escravos. tomou conta da indústria extrativa do pau-de-tinta.Segundo o alvará de D. para eles. 82 William Dampier.000.361. a fim de poderem os judeus voltarem à Inglaterra. As rivalidades entre Inglaterra e Castela. de certa maneira vigiados e. procuraram. cap. como sempre. além de se engorgitar de ouro. na ed. "História da Província de Santa Cruz". Primeiramente. única fonte. Para mostrar a quantidade de negros introduzida no Brasil. uma vez por outra. 4. construirá o mundo 80 81 Perdigão Malheiros. na opinião de Vermeil. loc.000. no apogeu do poder de Cromwell? Sombart diz que é o mesmo que o judaísmo88. a la Nouvelle Hollande. 84 Varnhagen. págs. 88 "Le BourgeoM. 1924. "Voyage aux Terres Australes. Os orientais chamavam ao Brasil sapang segundo diz Marco Polo..250. que fez desse povo o mais sonhador e o mais prático do mundo. cada senhor de engenho "montado e em estado de funcionar" podia receber 120 negros da Guiné e São Tomé 80. desferir golpes mortais no poderio colonial peninsular. cap. o pau-vermelho. o judaismo o explorava. desde o alvorecer do Brasil. Crés. Macaulay considera os puritanos judaizantes fanáticos que se encerravam nas doutrinas e práticas do Antigo Testamento. V. 17 . existiam "incontestáveis afinidades" entre o espírito mercantil do judeu e o espírito positivo do inglês. o puritanismo setentrional. de onde. I. penetrar na Inglaterra. foram criadas.E com certeza. como escreve Bernard Lazare. ainda conseguiu a formação de uma sociedade fácil de ser dominada através da depravação social que fatalmente decorre da passividade da escravidão. pode ser reduzido a um dualismo irredutível. XI e VO. de onde outrora haviam sido expulsos por exigência dos po vos cansados de suas traficâncias. desceu no primeiro bote da armada de Cabral em Porto Seguro e foi. civil e política 89. nos Paises-Baixos. Aliás. 89 Lord Macaulay. Izaque Izeckson. 21. 1934. os judeus procuraram firmarse bem nos países protestantes do Norte e. o que igualmente se pode dizer dos judeus87". 6-7. No século XVII. pág. Holanda e Portugal. verificando a existência do lenho que os naturais chamavam ibirapitanga. no seu tempo. o mascavo valia 20 shillings a arroba82. 7. acharam meios de se entenderem com o governo do Protetor. Rio. já encontrado pelos castelanos nas suas conquistas84. pág. trad. sendo escravos 1. 85 Bernard Lazare. vol. de 29 de março de 1549. foi o espírito judaico que triunfou com o protestantismo85. sendo escravos 1. depois. idem. Aliado ao judaismo. cit. 86 Idem. Quantos proveitos num saco? Na sua ânsia de tirar desforra dos reinos católicos da Península. etc. Enquistados. Pero de Magalhães Gandavo calcula. talvez.000! O comércio judaico de carne africana corre parelho com o comércio judaico do açúcar. Encontraram facilidades no caminho. tomo III. "L'Antisémitisme". o inconstante e ladino Gaspar da Gama. "A escravidão no BrasiV. do qual ela dependia. em 1818. tinham sido banidos86. Um negocio da China. I. ed. tomo 14 pág. Mstoire D'Angleterre depuis l'avénement de Jacques II". a produção açucareira anual de 6 a 10 mil arrobas81. "História Geral do Brasil". pag. Taine sente neles o farizaísmo estreito90. tomo I. en 1699". Em primeiro lugar. basta dizer que a população total do pais em1798. há séculos. tirando a sardinha com a mão do gato. 225.

em vinte anos. quase todos de origem lusa. 422. que se serviu dos bons ofícios do cristão Edward Nicolas. a Inglaterra acendeu a guerra na Europa. dispunha do poder do ouro93". os judeus "fixados à margem do rio Tâmisa. então muscular. foi o primeiro corretor da Bolsa de Londres. pág. pág. mudava de pouso ao sabor dos intereses da gente sem pátria. O ouro judaico. "Der Kampf mundie Welmacht Baumwoll". criando e desfazendo hegemonias. Os sentimentos nacionais eram vivamente contrários à entrada dos judeus no país. tinham amigos. dando-lhes todas as liberdades de culto. pág 25. parentes e espiões em todas as comunidades (Kahals) do continente. A moeda inglesa Guinéu guarda a memória do tráfico de carne preta96. Nourrit Paris. Sobre o comércio de escravos exercido pela Grã-Bretanha é conveniente ler o cap. o dos escravos95! "Os navios ingleses são os navios negreiros por excelência e enxameiam a receber a carga infame nas abras e enseadas da costa da Guiné. Adiantaram ao Tesouro 200 mil escudos para fornecer mais 800. Cromwell é o profeta no sentido hebraico da palavra. Ele "fez penetrar no convencimento de Cromwell as vantagens em aceitar os judeus naquele pais. escreve Gina Lombroso. 0 governo britânico recompensa com títulos nobiliárquicos os grandes 91 92 E. V. nenhum terá. Os ingleses chegaram a organizar fazendas de reprodução de escravos na Virgínia. "História dos cristãos-novos portugueses". de cujas boas graças dispusera à vontade o riquíssimo Antônio Fernandes Carvalhal. havia-os nas colônias e por toda parte. 1935 pág. Deviam fornecer 4. O século XVII é o grande século do comércio negreiro. 94 Mario Sáa. Cf. Manassé voltou a insistir. Depois de dissolvido. a Inglaterra toma à Espanha "o comércio que mais lucros lhe iria dar". toda a diáspora estava a serviço de Cromwell. 96 Cf. Outro judeu que muito serviu nas negociações para a entrada dos israelitas na Inglaterra foi aquele circuncidado natural da terra portuguesa de nome Manuel Martins Dormido. 47. Em 1696. Paris. 1931. que emigrara para as Flandres e lá passara a chamar-se Avid Abravanel. estava mais imbuído de judaismo do que Cromwell. ed. Cambridge University Press. 95 Gina Lombroso. tal vez. verdadeiros Haras de negros! De 1680 a 1700. Vermeil. Georges Batault. 18 . "Nenhum homem no mundo. governador de S. O parlamento opôsse. Os armadores judaico-franceses organizaram a Compagnie Royale de Guiné e contrataram o tráfico com a Espanha. pág. Dizia-se que "Liverpool era calçada com crânios de negros". a fim de prejudicar o tráfico francoespanhol. E é hoje a Sinagoga de Londres que exerce hegemonia em todo o mundo sobre o povo de Israel94". 321-322. entre os não-judeus. João Lúcio de Azevedo. "La rançon du machinisme".. Os judeus vão exercê-lo manobrando habilmente por trás do governo inglês conquistado desde Cromwell. o Rotschild da época. diz o "Grande Dicionário universal do Século XX". Cromwell ia se tornar o protetor dos judeus e do judaísmo na Inglaterra. E. de raça judaica. "A invasão dos judeus°. págs. Demais. 150 mil. Carlos II de Espanha assinou contrato com a companhia judaicoportuguesa da Guiné para o fornecimento de escravos à América Espanhola. Por meio dessas mil inteligências. pág. obtido em maior parte nos comércios. Em 1560. obrigando Portugal a entrar nela contra a Espanha. contribuído mais para a judaização da civilização mo derna no mundo inteiro. o qual foi rompido em 1701 por abusos. profundamente convencido de ser o eleito de Deus.800 peças por ano. "Etudes sur la Reforme". A respeito do judeu luso Antonio Fernandes Carvalhal. os bens materiais são um dom de Deus e é a própria reliqião que inspira e encoraja o espírito empreendedor aventureiro91. tiraram da Africa 300 mil pretos nos três primeiros decênios do século XVIII. depois. O testa-de-ferro dos judeus era Bubasse. 118. No seu pensamento dogmático. °Le probléme juiV. I da obra de Anton Zishka. a Espanha o não quisesse renovar. Domingos. "Genése de I'imperialisme anglais". baseando-se em fontes inglesas. o profeta que não hesita em se pôr à testa dos descontentes e a dirigir a revolução. pág. 189. apesar do puritanismo das hostes do Protetor e das inclinações pessoais deste. buscando suas inspirações e justificações na bíblia. o Rotschild do tempo de Cromwell. citado um pouco antes. 1913. Em 1712. Salomão Dormido. Seu descendente. 136. Enfim. afinal. o instrumento da Divina Providência92". sobretudo. Como. O maior instrumento de aproximação entre os judeus holandeses e hamburgueses. Hennebicq. Paris. 93 L. E..moderno. Cunnigham. O judeu errante achou acolhimento na Grã-Bretanha. e Cromwell foi o célebre Manassé-ben-Israel. Era o monopólio da força motriz. "The growth of english industry and commerce in modern times".Taunay "Na Bahia Colonial". o negócio foi feito com o próprio Governo Britânico. 907. ed Pavot. e indústrias resultantes dos descobrimentos e conquistas dos peninsulares.

lançando protestantes contra católicos e vice-versa. bases de contrabando e do "monopólio do tráfico para América do Sul98" Em 1799. A conquista do Nordeste brasileiro e de Angola e Luanda pela companhia das Indias Ocidentais revela um plano judaico de grande envergadura. 1832. mal o Brasil se tornou independente de Portugal. que o havia consagrado nos tratados internacionais e nas discussões do parlamento. admiravelmente aproveitada para os lucros judaicos. a confissão de Benjamin Disraeli. durante séculos. se manifestam a cada passo. Todas as misérias. João Hawkins. Constâncio. Paris. se encontram descritas no panfleto "A liberdade dos mares ou o governo inglês descoberto". O judaísmo angloholandês enchia-se com o ouro do açúcar produzido pelo suor do escravo e com o ouro do preço do escravo. não convinha se desenvolvesse na América do Sul um grande império. quando toma o lugar de preposto ou procônsul da colônia judaica de Pernambuco. para entravar-lhe o progresso desde logo. pelo vil e rendoso negócio. 163. 13. carregadas de açúcar102. Rio. Cada viagem redonda. Nos bons tempos do século XVII. David B. 19 . tipografia Miranda e Carneiro. a Inglaterra esqueceu que havia exercido o infamante monopólio do comércio de carne humana. ao invés de continuar ganhando como intermediário e fornecedor de mão-de-obra. assim.. a Inglaterra não fora tão humanitária. 100 Hermann Watjen. A esse pensamento. op. alarpadada à sombra do governo real. págs. em 1713. ao parlamento. apud "Der Hollandische Kolonisation in Brasilien". infâmias e violências praticadas pelo governo judaico da Inglaterra em matéria de tráfico negreiro. O negro que o produzia vinha de Angola. enchiam os infectos porões de escravos e vinham de rota batida para Pernambuco. 370-371. Pelo tratado de Paris. desarmado. ajudados da política européia em que influíam. ida e volta. "das Iudentum und die Aufgang der moderno Kolonisation". a cobiça do judaísmo se alvoroçou. nas Antilhas. dominador do mundo. de onde voltavam à Holanda. pág. No século XIX. 1833. Os cuidados da judiaria inglesa. Mais tarde. 1921. a Grã-Bretanha "exercia o monopólio do tráfico". e começou a fazer da sua supressão. "História do Brasil". "História do Brasil". tornar o Recife "o centro distribuidor da escravaria100". sem nome de autor. Um e outro lado do Atlântico tropical davam o mesmo resultado: ouro! Não seria melhor. que efetivamente. nos dará a conhecer que não era a Inglaterra. decalcada da de Warden. O conde de Nassau. uma expedição mandada do Brasil holandês se apoderava de São Paulo de Luanda101. Warden. 189-191. Cf. O negócio de escravos rendia por ano aos judeus holandeses a respeitável soma de 6 milhões de florins! 97 98 Nina Rodrigues. fidalgo alemão a serviço do Kahal. a Inglaterra obtém o direito de ancorar navios em Porto Franco e Porto Belo. o ministro Cannig declara. É que ao judaísmo do Kahal londrino. Os estados-maiores das sinagogas estudaram a questão e. O açúcar vinha de Pernambuco. sem pejo. traduzido livremente do espanhol. 101 Barlaeus.. Então. 425. Gotha. sendo necessário. "Os africanos no Brasil". pags. era. Pelo tratado de Utrecht. "Histoire de 1'Empire du Bresil". é elevado a baronete pelo impulso dado ao comércio de escravos97. "Res Gestae". a Inglaterra consegue o monopólio do comércio de escravos por trinta anos. primeiro ministro. pág. mas os judeus governando-a e servindo-se dela. em 1763. pág. Gina Lombroso. Logo em 1640 ou 41. seguido da Paz de Quebec.negreiros. por exemplo. 102 Dapper. Contra o Brasil fraco. decidiram o golpe. A documentação histórica mostra-o na sua limpidez. tornar-se o dono incontestado das duas fontes de riqueza? Os ganhos se multiplicariam. "Description de 1'Afrique°. traz com escopo principal. nos tratados diplomáticos. em nome da humanidade. que ela explorava. cit. ameaçou até empregar a força99."uma questão de honra". com todas as letras. diminuir-lhe a mão-deobra e desmantelar-lhe a economia. que o havia advogado e defendido com unhas e dentes. o tal centro distribuidor de escravos pode funcionar do seguinte modo: as urcas holandesas saíam dos portos da Zelândia ou do Texel em demanda da África. 99 Armitage.

20 . mais de 200 brigues ou bergantins nele eram empregados103 103 Taunay. pág. "Na Bahia Colonial". o tráfico judaico de escravos para o Brasil era de tal importância que. entre a Bahia e a África. 327. retomada aos holandeses.Em 1703.

de ma cedo. Afinal. em 1580. serve como reconhecimento das possessões do adversário católico e para a obtenção de recursos para o assalto definitivo. encarando os prejuízos que disso adviriam. 188. Me Bourgeois". insuflada pelo judaísmo. Sombart. então. 21 . o governador tomara providências adequadas. W. pág.CAPITULO IV A pirataria e a conquista A DINASTIA de Ávis sossobrou. A pirataria. se travava tinha um que de religioso. como fez Paulo Van Ceulen. repelido da Bahia de Todos os Santos em 1604. de volta das suas frutuosas expedições. pelos serviços prestados ao comércio negreiro. estavam os que salteavam nos mares e costas do Brasil: Lancaster. Espanha significava a luta aberta contra a heresia protestante e o judaísmo. As sinagogas. pág. Luiz e de Villegaignon. Hakluyt. 93. que tomou o Recife em 1595. os empórios cobiçados do açúcar e do negro. Os corsários puritanos ingleses atacam as povoações litorâneas e também pretendem fixar-se. payot. nos séculos XVI e XVII. O espírito emprendedor pré-capitalista europeu se projetava. se estendeu sobre o reino lusitano. "Histoire du commerce de &rance'' Paris. e vêem saltear nossas cidades. 1892. pág. 1926. somente ficaram os nomes de uma ilha na Guanabara e da capital maranhense. A pirataria protestante. Cf. A pequena nobreza provinciana calvinista da França ensaiara o corso marítimo contra o comércio e as feitorias de Portugal e Espanha 1. para se fazerem ao mato. e o Brasil passou. desistindo do intento. typ. nos fulvos areais de Alcácer. a estabelecimentos definitivos. até que se estabelecem nas ilhas de S. Rio de Janeiro. tomo II. porque. heroicamente. o asceta do Escorial. Meméride Histórica do Brasil°. Na Inglaterra. 170.os irmãos William e John Hawkins. Todos os portos brasileiros foram logo fechados ao comércio das Províncias Unidas. subira o Tâmisa com mastros dourados e velas de damasco nos seus galeões3! No começo do século XVII. "Histoire des Voyages". o último dos quais foi feito baronete. Me Puritans in Holland. Já as ambições européias vinham corvejando sobre o vasto Brasil. Drake. os piratas calvinistas holandeses tomam a frota espanhola da Prata. 2 Formidável abominador de espanhóis. M. As tentativas huguenotes da criação de uma França-Antártica e de uma colônia no Maranhão haviam fracassado diante dos esforços de Mem de Sá e Jerônimo de Albuquerque. o grande Frobisher. pilhando as naves abarrotadas de pau-de-tinta. estremeceram de pavor. príncipe dos ladrões do mar. Pigeonneau.Quibir. mal avistavam o velame de qualquer nau grande. Paris. na baía de Matanzas. England and América°. A poderosa mão de Filipe II. durante o governo de Dom Luiz de Souza. "agente de uma companhia de Londres" (?). para o domínio espanhol. 1889. tomo II. os moradores do extenso litoral brasílico viviam tão aterrorizados com a pira taria que traziam sempre "a roupa entrouxada". pág.os piratas ingleses pretenderam estabelecer-se no Espírito Santo e Rio de Janeiro. no corso e na pirataria. como já vimos. A pirataria sempre foi eminentemente protestante. sem que fosse possível traçar uma linha nítida de demarcação entre essas atividades. avisado a tempo. se exercia incessantemente contra os reinos católicos. do Globo. eminentemente protestante. A luta que. 1 H. o grande rei católico. Apresentava-se a ocasião de conquistar. Conforme depõe Gabriel Soares. 120. sendo chamado pelos seus contemporâneos: "a wonderful hater of spaniards"2. Os entrelopos huguenotes franceses durante longo tempo percorrem às costas abandonadas do Brasil que acordava. 1877. 3 Douglas Campbell. Os resultados dessas pilhagens são quase sempre magníficos. assegura o autor da "Razão do Estado do Brasil". Vêde bem os fatos. entre 1616 e 1621. usando a valentia flamenga. Os próprios bucaneiros e flibusteiros das Antilhas andam de longada até Santa Catarina. houve uma verdadeira idade áurea de piratas: sir Walter Raleigh. Entre eles. J. A acometida de Van Ceulen foi a quarta sofrida pela Bahia. morrendo devagar e matando. Me noble pirate" e Cavendish. Das suas pretensões. a qual lhes fornece meios pecuniários para o equipamento de grandes expedições. É a técnica judaica da desapropriação forçada em que foram mestres os judeus bolchevistas. Tudo isso preludia a conquista das prósperas capitanias do Norte. o qual.

"Geschichte der Volkswirthschaftlichen Anschauungen der Niederlander". 60. os quais. Adivinhou um pedaço da verdade. das Indias Orientais. 14. tomo I. Sr. pág. o judeu Mendes dos Remédios: "A prosperidade dos judeus lusos na Holanda vingou-os do desprezo do monarca peninsular que os expulsara6". cuja carga somente valia 6 milhões. contra católicos. nos velhos sistemas monetários. o homem sem pátria. armando 800 navios. Não houve expedição de corso ao Brasil que não contasse com as informações dos judeus residentes no seio da população brasileira. Era ainda a fonte da trindade invisível do aforisma alemão vulgarizado por Goethe: Krieg. documentadamente. que fundavam fortalezas e estabeleciam governos. 94. Handel und Piraterie. pág. quando escreveu: "Por detrás dos marinheiros flamengos. segundo Sombart. 1728. os quais haviam expulso os israelitas da Peninsula. denomina "holandês de capacidade e esperteza". por certas libras tornesas ou escudos torneses. verdadeiras organizações permanentes de pirataria. em 1621. pág. O judeu explorava essa trindade invisível. o domínio dos empórios do açúcar e do negro. já agora. op. permitindo-lhes dar os golpes com toda a segurança. A pirataria foi o prefácio da conquista. glorifica-os por esse papel infame: os israelitas foram os mais poderosos auxiliares dos corsários estrangeiros e se aliaram aos ingleses que pretendiam estabelecer-se entre nós5. 135 22 . quase sem ambages. O maior defensor dos judeus na nossa literatura histó rica. como se dizia. entre 1623 e 1636. foi proposta aos Estados Gerais da Holanda por Jans Andres Moerthecan. para não se afogarem na sua invasão. anticatólicos. a qual. 1863. Segundo escrevia. 333. Esses espiões informavam os navios piratas das condições de defesa oas praças. no "Castrioto Lusitano. pág. Há um fundo religioso e racial nessa luta de heréticos assolados e ajudados por judeus. 6 "Os judeus em Portugal". A espoliação dos engenhos dos pernambucanos que se opuseram à conquista rendeu mais de 500 mil florins! Formaram-se duas companhias de comércio e pirataria na Holanda. nicht zu trenen7. comércio e pirataria formam uma trindade invisível. 9 "Batavia ilustrada or a wiew of the Policy and Commerce of the United Provinces".. mostramos como a Holan da estava abarrotada de judeus e de capitais judaicos. op..Na frota da prata. Solidônio Leite Filho. Substitua-se holandês por judeu e dá no vinte. Laspeyres. idealizada por Wilhelm Usselimex. op. papistas. Os judeus peninsulares forneceram para essa última companhia a soma redonda de 18 milhões de florins 11. que valiam muito mais do que os simples escudos ou libras parisis. que tão poderosamente colaborara no prefácio. pág. providas de privilégios e poderes políticos. valendo-se das disposições guerreiras e aventureiras que o comércio despertaria nos pacatos holandeses. com capitais israelitas. Confessa-o.. "História de Antonio Vieira". estava o judeu português de Amsterdam e Haia4". melhor ainda colaborou na obra. A primeira. o embaixador Souza Coutinho ao conde de Vidigueira. 342. cit. O historiador Pedro Calmon andou bem inspirado. nasceu em 1602 e deu tais lucros que inspirou a segunda. 10 Werner Sombart. quando não tiravam grandes lucros de uma atividade ou região. formava um ramo de comércio regular dessas associações. 7 Guerra. 60. unidas na cabeça dos Filipes. pág. por exemplo. dreienig sind sie. Em Capítulo anterior. Holanda era a mãe dos cristãos-novos que dali se derramavam para o Brasil.. De posse a companhia de 4 5 Pedro Calmon. cit. pQ. Solidonio Leite Filho. 8 E. ganhando ainda 3 milhões como que pirateou mares afora aos portugueses10. que conquistou o Brasil para os judeus. A companhia idealizada por Usselimex. pág. O judeu. estava o judeu internacional. Na insuspeita opinião de Oshlow Burrish9. que Frei Rafael de Jesus. Por detrás de todos os piratas herejes. O rancor judaico não conhecia limites contra as coroas de Castela e Portugal. despendeu 4 milhões e meio de florins. 11 João Lúcio de Azevedo. ávidos de pecúnia. cit. 60. A das Indias Ocidentais. o mamonista adorador do Bezerro de Ouro. das Indias Ocidentais. isto é. mas capturou 540. em 1644. se voltavam para outras8. mas não a verdade toda. as grandes companhias de comércio dos séculos XVI e XVII não passavam de companhias de conquistas. os holandeses se apoderaram de quinze milhões de torneses. com privilégio exclusivo do tráfico e navegação na América e na costa da África.

"História do Brasil". ou faziam causa comum com o batavo ou fraca resistência lhe opunham16. dentro da praça. napolitanos e lusos tomaram novamente conta da capital da colônia e sua reação em contra dos judeus traidores não foi além da condenação à morte de alguns dos mais comprometidos. Ministraram todas as informações destinadas a permitir os ataques. 22 "os judeus portugueses na dispersão". desembarques e marchas dos conquistadores. op. pág. op. "História das lutas com os holandeses no Brasil. muito numerosos. pág. 19 Roberto Southey. o almirante holandês17. 21 Frei Manoel calado. espanhois. a esquadra vinha pejada de judeus e judias. tomo II. a empresa conquistadora. nos sé culos XVII e XVIII. temendo não poder resistir ao ímpeto do agressor. Marcos Teixeira. "Valeroso Lucideno". op. cit. foram os melhores auxiliares dos conquistadores que lhes sucediam 15. cit. 38. o que repetiria em outros lugares e oportunidades. os cristãos-velhos baianos. 214. Os judeus e cristãos-novos do Brasil deram dinheiro'. 18 Idem. 15 Solidonio leite Filho. pág. "Veleroso Lucideno". segundo Frei Manuel Calado para "os gastos da conquista de Pernambuco". Em menos de dois dias. cit. Foi o que contribuiu para favorecer a conquista13. espionavam por conta dos generais batavos18. Como os da Bahia. Segundo documentos do Instituto Histórico. in "Revista de História". 1872. tomo II. de fora. Reconhece João Lúcio de Azevedo que eles "cooperaram grau demente para facilitar a conquista22". seus diretores "movidos pelos hebreus". datada de 30 de setembro de 1626. os inimigos se apoderaram da cidade. informada dos preparativos. que vinha assentar casa naquela capitania14". O panorama da corrupção. 156. Rebelo da silva. aqui. O grave Southey confirma que. "por intermédio dos hebreus brasileiros". assim não 12 13 Solidonio Leite Filho. 33. Calado resume-o admiravelmente nesta frase: "os ricaços não estavam acostumados a morrer". composta de naus lusas. os conquistadores. useiros e vezeiros nisso. A decadência moral do Brasil do século XVII chegara ao mais alto ponto. Judeus impeliram e custearam. fizemos notar como o regime da escravidão. para induzir os não-judeus a se submeterem ao jugo estrangeiro19. 146. "História de portugal". cit. os ocupantes da Bahia capitularam no curto espaço de um mês. cit. 20 Barnhagen. Escrevendo a sua "Ânua do Estado da Bahia". pág. declara Solidônio Leite Filho. Batidos no mar e sem poder manter-se em terra. prestes a desempenhar todos os papéis. 17 Solidonio leite Filho. pág. idem. da venalidade. até que vieram os reforços e auxílios da Espanha. está pintado em muitos autores. capital da colônia. 58. do escândalo. No capitulo antecedente. A invasão ainda se aprestava nos portos zelandeses e já. 23 . 61. devido à grande quantidade de judeus que existiam na cidade e nos quais ninguém devia confiar. 338. facilitando-lhes dominá-la mais adiante. porque. pág. de modo a aligeirar-lhes a tarefa. 10. Na sua maioria. Lisboa. na famosa esquadra de D. prepararam a reação. Solidonio Leite Filho. aqui dentro. tomo II pág. pág. 59. retiraram-se para os matos e. Atormentaram os intrusos com guerrilhas e emboscadas continuas. Esperavam melhor sorte receosos da inquisição. "Largas informações sobre as coisas do Brasil" recebia. Seria de espantar que.. o padre Antônio Vieira conta que a cidade foi toda saqueada. 60. Do mesmo modo que haviam sido os melhores auxiliares de corsários e piratas. idem. da desmoralização. op. cit. Tudo em vão. permitia o amolecimento da sociedade. 16 Roberto Southey. sob a direção do bispo D. a judiaria se entregava à mais terrível espionagem. os judeus de Pernambuco incitaram a invasão flamenga e contribuíram para ela com fundos21. determinaram fosse o Brasil o alvo da conquista12. castelhanas e napolitanas. A população israelita da Bahia delirou de contentamento e envidou todos os esforços. Manuel Calado. pág. além de proporcionar grandes lucros aos judeus. em 1624. judeus esperavam. como na jerusalém sitiada de Flávio Josefo. pág. A primeira expedição holandesa visou a Bahia. fermentavam dissensões judaicas 20. 14 Rodolfo Garcia. loc. Fradique de Toledo. os judeus. O judeu e o flamengo aproveitaram-se disso. tomo IV. Portas adentro. A judiaria deu dinheiro a rodo para a resistência flamenga.suas patentes de exclusividade. pág. op.

procedessem. A guerra da Restauração Pernambucana durou nove anos, em alternativas de derrotas e vitórias, e durante esse período em que se afirmou um verdadeiro espírito de brasilidade, anterior à nossa independência política, os judeus, empenharam contra nós "vida e fazenda"23. A expedição para a conquista de Pernambuco veio quatro anos depois da Bahia, em 1630. Não se atrevendo a atacar o Recife, diretamente, desembarcou as tropas que trazia, além de Olinda, na praia do Pau-Amarelo, sob o comando do "coronel-de-guerra", Teodorico Weerdenburg, que desconhecia completamente a região por onde pisava pela primeira vez. Guiou-o pela costa, pelos mangues e alagadiços, dos quais era prático, o judeu Antônio Dias Paparobálos, o qual vivera muito tempo em Pernambuco e fora, depois, para a Holanda 24. Outros judeus serviram constan temente de guias e intérpretes fiéis aos invasores, entre os quais Samuel Cochim, que guiou a primeira expedição ao Rio Grande do Norte25. As tropas que a Companhia das índias Ocidentais pôs em campo durante todo o período da conquista e ocupação não eram propriamente do que se poderia chamar o exército holandês e sim compostas de mercenários de toda categoria e procedência. Nem os próprios comandantes eram todos flamengos. Havia poloneses, como o famigerado Arcizewski; os franceses, como Picard, Tourlon e La Motte; alguns judeus como Simão Slecht e o cruel Jacob Rabbi; muitos escoceses, como o Sandalim de João Francisco Lisbôa, quando descreve o combate do Outeiro da Cruz, no Maranhão, segundo provam as numerosas espadas de highlander, as conhecidas e tradicionais claymores, da coleção de armas da época da guerra holandesa no Museu Histórico. Nos poucos canhões de bronze que ainda restam dessa epopéia, bem como nas moedas obsidionais de cobre, prata e ouro, nunca figura o brasão heráldico das Províncias Unidas, porém o monograma da companhia judaica: um G, um W e um C entrelaçados, iniciais da Geoctroyeerde Westindische Compagnie, - Companhia Privilegiada das Indias Ocidentais. Somente em 1647, segundo diz Netscher, os Estados Gerais resolveram oficializar a guerra. Os holandeses desembarcados no Pau-Amarelo apoderaram se com relativa facilidade de Olinda e Recife. Sem recursos suficientes para resistir-lhes, Matias de Albuquerque viu-se obrigado a retirar-se, estabelecendo-se no arraial do Bom Jesus, onde foram juntar-se aos homens do campo, mais próprios para a grande luta que se desenhava, e na qual mantiveram acesa com impavidez a chama da liberdade, do que os da cidade, desacostumados de morrer, como notava Frei Calado. Vieram mais tarde os socorros trazidos pelo almirante Oquendo, os batavos abandonaram Olinda, incendiando-a, e se encurralaram no Recife durante um lapso de dois anos 26. Foi a deserção de Calabar,(1632) que lhes permitiu pôr a cabeça de fora, atacar Afogados, Iguarassu, Rio Formoso, expelir os luso-brasileiros do arraial do Bom Jesus e obrigá-los ao êxodo para Alagoas. Nessa retirada de um povo, como que se plasmou a futura nacionalidade, na consciência nativista formada pela fraternização guerreira de brancos, índios e negros trazidos pelo heróico Henrique Dias, "governador dos pretos". A tomada de Porto Calvo pelos retirantes entregou Calabar, que foi enforcado. Parece que o desertor era a alma das vitórias dos conquistadores, pois que, após a execução, se encolheram e começaram a perder suas energias em dissensões íntimas e estéreis. Sendo imprescindivel por-lhes um paradeiro, a Companhia lançou mão de um fidalgo aparentado ao Estatuder de Orange, o conde João Maurício de Nassau-Siegen, contratado por cinco anos para a governação da Nova Holanda, pago a mil e duzentos florins por ano e nomeado "governador, capitão-general e almirante de terra e mar". Como a conquista não passava de um prolongamento da pirataria, deram-lhe mais 2% sobre as presas que se fizessem.
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Solidonio Leite Filho, op. cit. pág. 63. A guerra durou nove anos no seu período final; a luta, desde o início, durou 24! A conquista começa em 1630 e termina em 1637; a posse vai de 1637 a 1642; a restauração, de 1642-1654. Cf. Oliveira Lima, "História de Pernambuxo", pág. 63 24 Varnhagen, op. cit. pág. 51. Solidônio Leite Filho, op. cit. pág. 62. Sobre o nome do "coronel de guerra" há divergências. Uns escrevem Teodoro; outros Frederico. Netscher, em "Les hollandais au Brésil" pág. 45, grafa Diederich. Por isso, traduzimos Teodorico. 25 Solidonio Leite Filho, op. cit. pág. 63. Tavares de Lira, "0 domínio holandês no Brasil", tip.do "Jornal do Comércio", 1915, pág. 305. 26 Varnhagen, op. cit. pág. 63.

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Entrando na posse do governo, o conde deu logo toda a liberdade aos israelitas. Pernambuco e as outras capitanias conquistadas, pouco a pouco se tornaram "o paraíso dos judeus"27. O "amigo do peito" do governador, o"homem de maior valia" enquanto esteve à testa do Brasil-holandês foi o judeu lisboeta Gaspar Dias Ferreira, que vivia no Recife desde 1618 e se tornara possuidor de "respeitável fortuna 28". Ao retirar-se do Brasil, o conde levou-o consigo. A cada ano do governo de Nassau mais aumentava a imigração judaica. Só em 1642, quase ao fim, vieram de uma sentada 600, que se faziam acompanhar dos seus rabinos29. Antes da conquista flamenga, os judeus pernambucanos e os de fora viviam "paliados com a capa de católicos30", inveterado hábito dos cripto-judeus de todos os tempos e países. "Conquistada a capitania, declararam-se publicamente por judeus e com os correligionários, adventícios de outras nações, fizeram sinagogas, e de tal modo se van gloriavam de suas crenças que principiaram a denominar-se Santa Comunidade, KAHAL KADOSH31". Quem conhece os segredos do judaísmo sabe que isto quer dizer que organizaram um Kahal ou governo oculto para explorar a sociedade cristã com a hazaka, o meropie e outras formas de espoliação disfarçada, já proficiente e documentadamente estudada por Brafmann no seu "Livro do Kahal" e Wolski em Ma Russie Juive". Do Recife, a judiaria se esparramou pra Itamaracá, onde os chefiava o haham Jacob Lagarto32 Segundo D. Domingos do Loreto Couto, na sua obra "Desagravos do Brasil e Glórias de Pernambuco", ed. da Biblioteca Nacional, Rio, 1904, às páginas 234-236, durante o domínio holandês os sacramentos foram proibidos no Recife e os católicos sofreram torturas de arrepiar. Frei Rafael de Jesus documenta exaustivamente as perseguições judaicas, sob o pseudônimo de holandesas, contra os naturais: roubos, morticinios, injustiças, forçamento de cons ciências, sacrilégios, torturas e até o estabelecimento da chekita, do açougue judaico, proibindo-se a matança de qualquer rês em qualquer lugar e para qualquer fim. Ninguém podendo abater uma rês, como relata o "Castrioto Lusitano" (págs. 171-172), toda a gente era obrigada a recorrer ao matadouro judaico e pagar o tributo denominado imposto da caixa" com que se sustentam as escolas judias é se completam os impostos devidos ao governo pelos israelitas, segundo informa Brafmann no "Livro do Kahal". Graças a essa proteção, dominaram completamente a co lônia, tornando-se logo, como narra Varnhagen, grandes proprietários urbanos e rurais, donos dos cargos público notários, escrivães, e procuradores no fórum, corretores dos subornos das venais autoridades flamengas. Os judeus que vieram com os holandeses "não trazendo mais do que um vestido roto sobre si, em breves dias se fizeram ricos33". Acresceram-lhes a empáfia, o luxo, a ostentação e o desprezo pela moral pública e o decoro particular ao ponto de se unirem contra seus desmandos os calvinistas e católicos irreconciliáveis. As próprias autoridades eclesiásticas protestantes comungaram com o povo em uma tentativa de reação. O conde de Nassau, porém, não deu ouvidos a ninguém. Quando se retirou, para fazer uma sinagoga de seu palácio, afirma João Lúcio de Azevedo, a Santa Comunidade ofereceu por ele seis tonéis de ouro, isto é, 300 mil cruzados! Lavrava a maior corrupção entre os invasores, devido ao judaísmo que os empeçonhava. Atingiram a mais de sete e meio milhões de florins, quase o dobro do que custara a expedição conquistadora, os contratos lesivos e as negociatas obtidos pelos judeus. O dinheiro dos próprios acionistas da Companhia das índias Ocidentais foi roubado de todos os modos. Os documentos da época rezam assim: "Os senhores deste governo, desde o principio até hoje, não procuraram outra coisa senão encher sua bolsa, empregando para isso todos os meios e, em particular, o auxilio dos judeus e de outros homems inconvenientes e ávidos de lucro torpe... zombando da simplicidade dos
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Rodolfo Garcia, loc. cit. pág. 33. Idem, idem, idem. 29 João Lúcio de Azevedo, "História dos cristãos novos portugueses", pág. 431. 30 Solidonio Leite Filho, op. cit. pág. 71. 31 Idem, idem, idem Solidonio Leite Filho tirou isso de João Lúcio de Azevedo, "História dos cristãos-no vos portugueses e este de Graetz "Volkst. Gesch. der ju den", C. III, pág. 331. 32 Idem, idem, idem. 33 Frei Manuel Calado, “valeroso Luciden pags 53 e 207

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holandeses e do mau governo deste estado, cujos segredos todos eram melhor conhecidos a eles (os judeus) do que a nós, e, possivelmente, melhor do que aos próprios senhores, que eles diziam predispôr, por honrarias e presentes, para todas as suas intenções, e até para as coisas mais torpes e inconvenientes34".

Bandeira do Brasil Holandês. Na faixa branca da tricolor flamenga, o monograma da Companhia Judaica ou de Nassau (?), encimado por uma corôa aberta. Nada, como se vê, além das cores, da nação holandesa. Ao lago, a marca registrada da Geortroyed Westindische Compagnie, conforme aparece nas moedas obsidionais, nas chancelas e nas culatras ou nas boladas dos canhões de bronze da conqui_s ta que ainda nos restam. A tricolor flamenga é a mais antiga de todas: vermelho, azul e branco. Vermelho é o sangue que se têm de derramar para atingir ao azul-branco, cores de Israel.Veremos isso, claramente, na simbologia das bandeiras revolucionárias do Brasil, em 1794, 1817 e 1824.

O conde chegara ao Recife em 23 de janeiro de 1637, mostrara-se tolerante, procurava apaziguar os ânimos, promovia melhoramentos e protegia ciências e letras. Era o seu feitio pessoal. No governo, porém, consentia de bom grado ou forçado pelos amos judaicos na grande corrupção. Também não se distraiu de seu papel de realizador da conquista dos empórios do açúcar e do escravo por conta de quem lhe pagava mil e duzentos florins anuais. Seu nome ilustre já fora dado, como anúncio de expansão conquistadora, a uma feitoria fortificada que os flamengos tinham encravado na costa da Mina. Em 1637, ele mandou o coronel João Koen apoderar-se do resto da colônia africana, o que foi feito com a tomada do castelo de São Jorge 35. Há um certo sabor judaico no nome do chefe da expedição, que a tradução alemã, de Barlaeus, chama de kühn Netscher grafa kokin36. Todos os entendidos na onomástica israelita sabem de fonte limpa que essas formas correspondem ao hebraico Cohen. No Brasil, Nassau levou por diante a conquista de Alagoas, do Ceará e de Sergipe, tentando mesmo a da Bahia, que redundou em verdadeiro desastre. O Maranhão seria ocupado mais tarde pelo referido Koin, Koen ou Cohen, que fora à África. Fm 1644, Antônio Moniz Barreiros ali levantou os povos, expulsando o invasor. A posse do Ceará foi sempre precária. A da Paraíba, obtida antes da vinda de Nassau, durou o mesmo tempo que a de Pernambuco. A do Rio Grande do Norte se assinalou indelevelmente pelas atrocidades judaicas, à maneira das de Bela Kun, na Hungria, e de Jagoda na Rússia. O judeu de origem alemã Jacob Rabbi, que Solidônio Leite Filho glorifica com o titulo incomparável de "feroz israelita" e que Varnhagen apelida "furibundo",
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Do panfleto: "Brasilsche Gett Sack waer in dat Klaerlijck Vertoon wort-waer dat de Participanten van de West Indische Compagnie haer Geldt ghebleven is. Gedruckt in Brasilien op't Reciff inde Bree-Bijil. Ano 1647, "in Revista da sociedade Geográfica do Rio de Janeiro", tomo XXXVII, 1933 págs. 36 e segs. Em português: "A Bolsa do Brasil e do roubo dos dinheiros dos acionistas da Companhia das Indias ocidentais, impresso no Recife, no Machado Largo, no ano de 1647". O exemplar em holandês se encontra custodiado no Arquivo Nacional. Foi publicado em 1647, ams escrito em 1643, ainda no governo judaico de Nassau. Traduziu-o para o vernáculo o padre Geraldo Pauwels. Portanto, não somente os conquistados reclamavam contra o judaísmo; os conquistadores também! 35 Varnhagen, op. cit. pág. 179. 36 Netscher, "Les hollandais au Brésil", Haya, 18:3, pág. 123.

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Entrementes. as Antilhas. não se fez esperar. a revolução estalou em Ipojuca. Jorge Homem Pinto. cortando-os em miúdos pedaços. em que um pupilo de heróis apagaria com os altos feitos das Tabocas e dos Guararapes a derrota da Mata Redonda e o incêndio de Olinda. dos arraiais holandeses e passando para o outro lado40. 27 . Outros judeus apresentaram outras denúncias. descrevendo a ação de Bela Kun e seus acólitos na Hungria. "Castrioto Lusitano". na capitulação. documenta Tavares de Lira. os que. cit. cit. entre suas façanhas conta a tomada do engenho Cunhau. op. 34. que logo se entendeu que se escusava"39. pág. Nova Amsterdam. cit. Domingos de Loreto Couto. os judeus foram se raspando do Brasil. Numa noite escura do mesmo ano. Traindo as condições estipuladas. o mandou matar. 39 Rodolfo Garcia. à traição. op. por dois soldados do alferes Jaques Boulan. 238 e 243. Quando da rendição do Recife. Suriname. pág. pás. Rafael Galanti. perto de Natal. Nassau já se retirara para a Holanda com seu valido. "História da Paraíba". pelos luso-brasileiros refugiados ali. por isto ou por aquilo. Lopes Machado. Deus lhe tenha em conta o grande serviço que prestou aos brasileiros! O monstro judaico deixava grande fortuna adquirida em morticínios e rapinagens. Em 1647. Frei Manoel Cala lado. vendo o descalabro em que ia a Nova Holanda. chovendo à cântaros. 307 e segs. pág. em julho de 1646. como exemplo. Joris Gastrmann. deliciando-se em presenciar as torturas que lhes foram infligidas. e. quis peitar Fernandes Vieira por 200 mil cruzados. op. preparava-se a grande insurreição dos naturais contra os abomináveis invasores protestantes-judeus. pelo mesmo intermédio. idem. levou os prisioneiros para Uruassu e os entregou à selvageria dos indígenas. que governara o Ceará e lá sofrera avanias da parte dos selvícolas que o capitão Jacob Rabbi protegia. conseguiu ter com o conde uma conferência secreta no Bosque de Haia. em "Causerie sur Israel". 1844. Solidonio Leite Filho. São tão revoltantes que não quisemos sobrecarregar o texto com essas monstruosidades daquele sadismo judaico a que se reportam os irmãos Tharaud. Assim. A espionagem judaica pressentiu-a e acompanhou-lhe os passos. felizmente. lá dentro ainda havia 37 Idem. o judeu Gaspar Dias Ferreira. mataram-se com as facas de ponta que ainda traziam37! O castigo desse monstro. 38 Varnhagen. o embaixador Souza Coutinho. depois. Não foram poucos. As horrendas crueldades do judeu Jacob Rabbi estão contadas com o maior luxo de pormenores por D. tomo II. quatrocentos mil florins. a 24 de junho de 1645. 302. como os ratos abandonam o navio que sentem prestes a naufragar. Tentaram depois. entre cristãos e. 231. na frente dos filhos pequenos. Cf. a outros arrancaram o coração pelas costas. última etapa da Restauração de Pernambuco. se estendendo à Itamaracá e à Paraíba. rapidamente. Da conjura sairia a guerra da independência. pág. O opulento cristão-novo da Paraíba. judeus.capitão de um troço de soldados e levando sob sua ordem os índios aliados do chefe Antônio Paraopeba ou Paraupaba. 219. muitos desses infelizes. O Conselho não lhes deu importância. intermediário de seus negócios. quando a companhia judaica cogitou de mandá-lo novamente. A promessa derrubou Nassau. o conde de Nassau se vendeu ao governo português! Mal Nassau dera as costas. mas pediu tanto. Enfim. Paris. cit. págs. cit. A uns ataram em postes. alarmado. assassiná-lo! O judeu Gaspar Francisco da Cunha denunciou Vidal de Negreiros ao Supremo Conselho dos holandeses em outubro de 164438. e. como a de Abraão Mercado. "por intermédio de Gaspar Dias Ferreira. 261. num conflito sangrento. 303 a 306. AO pág. Foi por isso preso e recambiado para Holanda. op. às dez horas da noite. não se escusou de aceitar a proposta da Companhia e dos Estados. Houve cenas somente iguais às da Tcheka judaica-comunista. para conseguir o objetivo de Souza Coutinho. "História do Brasil". se negociasse um acordo com a inclusão de Portugal em trépua larga. pág. Frei Rafael de Jesus. págs. dominar os insurretos pernambucanos. op. se viram obrigados a permanecer. que hoje se chama New York e alguns dizem Jew-York! Os que ficaram. 64. 40 Varnhagen. Aillaud. com muita tropa. à medida que a sorte das armas sorria aos luso-brasileiros. em busca de melhor guarida: a própria Holanda. talvez a mais bela página da nossa história. sem ela. loc. a fim de escapar ao suplício em que viam sucumbir os companheiros. quando saía da casa de Johan Miller. todavia. iam desertando. mandou prometer-lhe um milhão de florins. que.

naturalmente. vê-se. Francisco Manuel de Melo. 524. cit. onde o sistema judaico era entregar-lhes apenas um pedaço de terra. defensor dos judeus e organizador de uma companhia de comércio com capitais judaicos e privilégio do tráfico. que com seus capitais iria dirigir em Portuga as mesmas companhias que dirigia na Holanda. págs. chamariam e trariam a Portugal o dinheiro mercantil47 de todas as nações. de "todas as nações°. fugiram para as Guianas. não podia acudir. Desde 1640. às suas terras do Brasil. Fort Royal. Do campo de batalha. 43 Solidonio Leite Filho. E no meio de todas essas manobras aparentes e ocultas. é que nunca se fiaram neles. capital de especulação. "Históire de la Martinique". historiando sua missão à França e à Holanda: "O primeiro negócio que propus à Sua Majestade. pouco depois. pensando que os males do ouro judaico se curam com o próprio ouro judaico. por meio da primeira se conservasse o comercio da índia. O tal Gaspar Dias Ferreira. mas encontrou a impedir-lhe a ação o padre Antônio Vieira. loc. Desta sorte. levando consigo a indústria do rendoso açúcar 42 e continuando a explorar. pretendendo ser seu procurador junto a D. 28 . trazendo ambas em suas armadas. Foi a energia indomável dos vencedores dos Guararapes que as conservou libertas do he reje e do judeu. que o panegirista Solidõnio Leite Filho considera "o maior defensor que jamais tiveram os filhos de Israel em Portugal". 44 Dr. e por meio da segunda o do Brasil46.. indignamente. 45 Rodolfo Garcia. de lá os batavos. uma oriental e uma ocidental. Entre os procuradores enviados do Recife à Holanda.mais de cinco mil41! No texto da capitulação. evadira-se do presídio e escrevia cartas aos chefes pernambucanos. por ali. Cura-se a dentada do cão com o pelo do próprio cão. pág.Domingos do Loreto. para que. que se naturalizara holandês e fora metido na cadeia por se corresponder com os insurretos de Pernambuco. loc. 7. isto é. o grande e dedicado amigo do judaismo. às vezes. como se fazia preciso.100 negros44. mau grado às fraquezas da metrópole.. internacional. "Dispersão dos judeus brasileiros in "Os judeus na história do Brasil". D.. cultivando-o com "notável escândalo" nos poucos momentos de repouso ou nos domingos43. loc. em 1652 figurava o judeu Abraão Azevedo. Medrosos da volta do Santo Oficio. as duas margens fronteiras do Atlântico voltaram à coroa de Portugal. a luta passou para os biombos da diplomacia. pág. defendido dos holandeses.. os quais. arranjava pretextos seguidos contra os direitos de Portugal. em guerra com o vizinho e herdando-lhe as inimizades na política européia. Uma expedição ida do Brasil sob às ordens de Salvador Corrêa de Sá e Benevides recuperou Angola. 46 Equivalia entregar outra vez o Brasil ao judaísmo. os flamengos condicionaram sua anistia. sem empenho algum da real fazenda. Os rudes batalhadores dos Guararapes. Martinica e Guadalupe. João IV em Lisboa45. D.. o que eles nos tomavam.. o braço dos escravos que carregaram. e bastaria a sustentar a guerra contra castela. como costumavam fazer no Brasil. 36. M. Os judeus se intrometeram em todas as negociações. isto é. 7. Não obstante. mas o padre errou em forma crassa. Curaçáu. à imitação da Holanda. A visto se juntava que. foi: que em Portugal. o perpassar da roupeta negra do padre Antônio Vieira. pág. cit. Houve judeus. O próprio Antônio Vieira tudo conta em carta ao conde da Ericeira. cit. conduzindo 1. 57. e 41 42 D. Ainda combalido pelos "sessenta anos de letargo" cantados pelo poeta. Dr. Izaque Izeckson. pág. seriam menores os gastos seus e maiores os lucros. João IV. o Santo Oficio foi sobre os de origem portuguesa. Cromwell. diz o adágio francês. pág. 47 "Dinheiro mercantil°. Sidney. expelindo. 118 e segs. se levantassem duas companhias mercantis. A perda do Brasil holandês obrigou os filhos de Israel a uma diáspora na América. aclamando o duque de Bragança. Barbados. No fastígio do poder. "Epanáforas". izaque Izeckson. onde continuaram a silvar as serpes dos interesses judaicos. o velho reino se libertara da tutela castelhana. lembrados das traições com que haviam entregue a terra brasileira ao hereje invasor. como Benjamin da Costa que chegaram à Martinica. à qual a paz custaria três milhões de cruzados. pouco depois de sua feliz aclamação e restauração. "Celui qui mango du juif em meurt". como as nossas companhias ficavam mais perto de uma e outra conquista. Jamaica. de novo. para que dele tirassem seu sustento. 46. sem ao menos dar alimento aos pobres pretos.

os Estados. as origens maçônicas de seus símbolos.. Imprensa da Universidade. que somente respira mais desafogado. Negócio grande!51. designando as Províncias e. mas o Santo Ofício cheirou-lhe de longe o judaísmo. consultadas e aprovadas pelos letrados mais doutos do reino. o que. Vai por diante o padre e narra que. José I. Politicamente. que o dístico ordem e progresso camufla de maneira a se pensar que vieram do Templo da Humanidade. depois da tomada de Dunquerque. Quando os holandeses ameaçaram novamente a Bahia. a Restauração de Pernambuco e Angola completava a Restauração de Portuqal. E. A proposta era anónima.. que em Holanda estavam interessados nas Companhias e em Castela tinham todos os assentos. é brazão da República. o padre. contra a igreja de Cristo. Quanto fosse a utilidade e eficácia dele. judeu e agente do governo luso (!). a troco de seis vinténs cobrados sobre cada arroba de açúcar. o que é bem diferente. quando o protetorado de Cromwell desaba na Restauração dos Stuarts. pág. tomo III.. A companhia de comércio defendida pelo padre Vieira e as que lhe sucederam até o tempo de D. e ainda hoje acudir com prontos e grandes cabedais às ocorrências de maior importância". quando saíram do Templo de Hiram. 235. que o trazem divertido por outras partes. restaurar Pernambuco.muito particularmente dos portugueses48. "História Geral do Brasil". Hoje..en fim. esses Templos se equivalem. homem mui poderoso. 556 e segs. com sua "roupeta remendada". Demonstraremos quando tratarmos da República. Rodrigues Marcos. no ano da Graça de 1654. Jerônimo Nunes da Costa. págs. que. e mais um fulano. senão com outras muito mais largas. Passaram-se todas essas e outras tranquibérnias e.. dava na mesma. 52 Varnhagen. o Brasil se viu definitivamente livre do judaísmo holandês mas recaiu nas unhas do judaísmo lusitano. tinham como símbolo a estrela judaica de cinco pontas. 29 . 1928. oferecia quinze fragatas a Portugal por 20 mil cruzados cada uma. e daí ela passou para a heráldica brasileira. quando afirma: " La guerre est la moisson du juif! 51 "Cartas do Padre Antonio Vieira". não só foi abraçada com a mesma condição. Depois que os apertos da guerra50 mostraram que não havia outro meio igualmente efetivo. como a companhia ou sociedade. no fundo. mais tarde. conservar o reino.. 52 48 49 Melhor diria: judeus portugueses. fora ele. esta condição foi causa de que o Santo Ofício proibisse o papel da proposta. porém.. 50 Mais uma vez se tem que reconhecer que Werner Sombart tem carradas de razão. posto que sem nome49 e que ela por então não fosse aceita. arranjara com o cristão -novo Duarte da Silva 300 mil cruzados. porque na dita proposta se dizia que o dinheiro aplicado às Companhias de Portugal estivesse isento do fisco (por quanto de outra maneira nem os mercadores estrangeiros nem os do mesmo reino. a qual foi trazendo sempre do Brasil o que bastou para sustentar a Guerra de Castela. bem o mostrou a Companhia Ocidental. tomo II. o queriam meter nas nossas companhias sem a dita condição ou segurança).. que transparecia das cláusulas. coordenadas e anotadas por João Lúcio de Azevedo Coimbra. Aliás.

O contrato foi passado em 1682 bastando ver-lhe as cláusulas principais para se ficar inteirado da obra judaica: privilégio por vinte anos. 56 João Francisco Lisboa. decidir dos tributos. com as cruas realidades da vida colonial e. seguramente. "Obras°. 46. Está no livro de Ester. Luiz tratou da "falta e carestia" de escravos índios. formou-se em Lisboa uma companhia por ações.. cada vez mais se agravaria. cujo fim era privar primeiro de união e força. a fim de arrendá-lo. Em Roma. nos planos subterrâneos do kahal de Lisboa. 55 O juízo privativo é uma eterna ambição judaica. a fim de enfraquecer-lhe as resistências. op. que catequizavam. o Senado da Câmara de Belém representava ao padre Antonio Vieira contra a "falta de braços" por estarem desviando os índios à serviço da ordem. No estado do Maranhão. O judaísmo decidiu-se a tomar conta dela por outros meios mais eficazes e menos custosos do que a guerra. mas estas logo encontraram o bem intencionado apoio dos jesuítas. Mário Sáa enumera-lhes os nomes: Serrão.M. e registram sempre suas companhias nos Estados ianques de leis favoráveis a seus interesses. que nela não haviam conseguido permanecer. pág. cit. a troco de gêneros da terra. era necessário desorganizála. Essa autonomia municipal fora o apanágio da grande liberdade comunal da idade-média. Não sei que influências secretas assopraram ao gover no pie Lisboa providências proibitivas da escravização dos índios. de fundamento humanitário e verdadeiramente cristãs. chocavam-se. J.CAPÍTULO V A ladroeira do estanco O ESTADO do Maranhão. Tal divisão entrava. que seriam vendidos na Europa. Diante das notícias desse novo estanco. devendo importar dez mil negros. tentara os conquistadores franceses e flamengos. Moreira & Pinheiro. ao tempo de Augusto. juízo privativo para reclamações e demandas. Em muitas das monarquias bárbaras havia o chamado Foro Judaico. ele tem Bet-Dines em muitas cidades norte-americanas. pois que algumas cartas do reino informavam que El Rei somente o 53 João Francisco Lisboa. um monopólio organizado de qualquer ramo de comércio. tip. funcionava o seu tribunal particular. composto por esta capitania e pela do Grão Pará. págs. prover cobre a agricultura. Em 1551. como define o dicionarista Morais. além de minguarem a mão-de-obra a fazendas e engenhos. como então se dizia. especiarias do Oriente. Botelho. às sociedades que pretendia explorar. 54 Op. em 1670. 30 . porque o negócio era "monopolizado por homens poderosos". Como toda sua economia repousasse no trabalho do índio escravizado. os brasileiros do Maranhão e do Pará ficaram de sobre-aviso. isto é. o Bet-Dine. depois do século XIV. Os acionistas ou assentistas. Matos. Esse devia fornecer aos maranhenses objetos de ferro e aço produtos manufaturados do reino. o silvícola e o pirata.. No Brasil vasto e desprovido. cit. Hoje. eram aqueles mesmos cristãos-novos com cujos cabedais o padre Antônio Vieira contara para a fundação da companhia de Pernambuco. em proveito do erário. o absolutismo real. Os cargos da governação municipal eram exercidos privativamente pela gente nobre e deles se excluíam os "peões-mercadores"54. de Macedo. Como o negócio não parecesse dar resultado em mãos do governo. t. "Efeméride". criado em luta aberta contra o meio. Lisboa. certamente pior que o outro. a corrompera ou dominara. 51-53. 1901. Os Senados da Câmara de Belém e S. criavam violento dissídio entre agricultores e padres. normear ou suspender as autoridades 53. tomo 0. tomo II. Carvalho. Luiz desfrutavam de "imenso poder político". a coroa procurara estabelecer um estanco. regular o curso das moedas. a navegação e o comércio. ela novamente florescia no grupo natural do município. ucranianas e lituanas. Aquelas providências. meio esse de evitar a infiltração de cristãos-novos ou de quem quer que tivesse sangue de "infecta-nação". como rezavam as velhas cartas de brazão de armas. o de S. sendo as entradas de 500 por ano56. II págs. aldeavam e defendiam o gentio. isenção de impostos. imensa região ubérrima que produzia grandes riquezas e ficava mais próxima da metrópole. o qual. 55 exclusividade do tráfico. A legislação justiniana reservou-lhe no Codex o capítulo De Judoeis. podendo taxar salários e gêneros. 84-85. com o tempo. Cf. 30 e 31. págs. Silveira. entretanto.

De parceria com o governador venal. consoante o silêncio deste pelos seus procuradores naturais e os informes que receberia.. faziam ruinosa concorrência. o judeu Jansen. e daí resultava que não podendo os moradores dar outras saídas a estes produtos. Certos da impunidade. Ambos encontraram os povos com pouco aprazimento para engolir a pílula. Dizia o judeu Jansen que. vendeu seu assentimento por uma patente de capitão de infantaria com soldo. O estanco só recebia em pagamento cravo e pano60. 31 . em Belém. Segundo todos os documentos contemporâneos e os resultados das devassas ou inquéritos procedidos. porque cuidaria que o povo a tudo assentiria de boa vonta de. 61 Isto é : a produção maior. 58 Op.consentiria com "aprazimento dos povos". enganado no seu propósito. O governador Sá e Menezes envolveu-se. O rei era. tinham os administradores uma grande aldeia de índios. julgando que o soberano houvesse dado ordens tão terminantes e despóticas. para não os perderem de todo. Quando veio tomar conta de seu cargo o novo governador nomeado. assim. 89. procurador da Câmara. 88. A condicional do soberano lhes dava alguma esperança de salvação. tivera que gastar em gorjetas mais de um conto de réis57. pintaram o sete. 63 Op. dos seus administradores. após o estabelecimento do estanco no Maranhão.. tomo II. obrigando o pagamento à vista. quantia apreciável para o tempo. cit. se alcançavam mandar algumas. grande assentista e administrador do estanco. disfarçes. que os compravam a poder de barato. em boa linguagem.. o estanco foi estabelecido em São Luiz pelos recursos da "fraude. viam-se obrigados. revelou "escândalos incríveis". para onde ambos se haviam transportado. O escrupuloso e eminente João Francisco Lisboa assim descreve a grande roubalheira judaica: "Impedia-se ou dificultava-se aos moradores a remessa de suas drogas para o reino. quando anteriormente as vendas eram feitas à prazo. sendo obrigados a recorrer a manobras. trouxe em sua companhia o cristão-novo Pascoal Pereira Jansen. que só vêem as aparências políticas. postos à venda em grande escala no estanco. Já viera de Portugal mancomunado com os judeus. As mercadorias de que tinham o monopólio e que ninguém poderia obter noutra parte. Como houvesse crise de mão-de-obra e as entradas de negros que se destinavam a atendê-la estivessem ao seu alvédrio. Em geral os historiadores. não admitindo a menor réplica ou a mais leve objeção58. Chama-se a isso. ouviram do primeiro que Sua Majestade ordenava a introdução do mesmo estanco "sem dependência de consulta ao povo". em todos esses "vergonhosos manejos". 62 isto é : transportes e fretes estavam em suas mãos. e. depois da sublevação dos maranhenses. aos demais lavradores já extenuadas"63. Havia mesmo sociedade entre o governador. eram de péssima quali dade e alto preço. idem pag.. peitas e ameaças. pág. A devassa procedida mais tarde. Os navios não vinham ao Estado com a regularidade afiançada62. pág. ou o retorno do que elas lá produziam59. o povo também era enganado. o vereador Jorge de São Payo prometeu o seu em troca de fazendas e gêneros. Sá e Menezes. "suspeito de cristão-novo". tomo II. terror e corrupção".. do seu próprio bolso. Os oficiais da câmara chamados à presença de Sá e Menezes e de Jansen. os cristãos-novos desenrolariam seu plano de assalto às riquezas do Maranhão e do Pará. ocupados em lavrar farinhas e outros gêneros que.. recusando o açúcar. 87. um tal de André Pinheiro e outros. ou de outros-potentados. pois possuíam exclusivamente do tráfico. Usavam. insistem em apontar a questão da escravidão dos índios como a causa principal da revolução. cit. cacau.. vendiam os escravos por preço muito acima do comum. um verdadeiro saque organizado! 57 Idem. tabacos e couros61. para facilitar a aquisição aos agricultores sempre baldos de cabedais. para que nenhum gênero de vexação faltasse naquela geral opressão.. além disso. pesos e medidas falsificadas. 60 ) Isto é : a produção menor. Antônio de Souza Soeiro. 59 Isto é : congelavam os créditos na Europa. à sacrificá-los por baixos preços a mal disfarçados agentes do mesmo estanco. mas o exame dos fatos documentados nos mostra que essa causa foi o estanco judaico.

pág. "seus detratores. inconstante. para o macular. homem ativo. que infelicitou. Entretanto. cit. que já recebera pre 64 65 João Lúcio de Azevedo. Esse homem ia ser um senhor de engenho que já se insurgira antes contra o miserável governo de Inácio Coelhos antecessor de Sá e Menezes e tão bom como tão bom. Tudo a põe por terra. por si só. Ofício de Sá e Menezes à Corte. por muito tempo. afirma João Francisco Lisboa67. pouco seguro de língua e atitudes. Nunca se metera em negócios nem com negocistas. Seu irmão mais moço. O judeu Isaque Izeckson. em Portugal. o extremo Norte do Brasil. págs. de 26 de agosto de 1683. 39.judaísmo dos assentistas da maldita companhia de comércio. diziam ser de raça judaica". 3° e 4°. a parte principal do Brasil. Não têm o desplante de dizer até que Hitler é judeu? A vida de Bekman. loc. desmentem a calúnia. O estanco judaico estancava todas as fontes de produção. pois. Sobre isso não insistimos"68. A revolução andava no ar. tomo II. Izaque Izeckson. O estanco garroteava-lhe as possibilidades de refazer-se. 67 Op. dizendo-o "inspirado pelo ódio e pela baixeza"70. Cúmplice na rebeldia. Por isso. à cata de glórias judaicas na história do Brasil. a preços exorbitantes64. ela lavrava no coração de toda a gente. Os principais cabeças da revolta. seu destemor. Da devassa a que fora submetido. estivera deportado dois longos anos na fortaleza de Gurupá. os mesmos que. defendendo aquele "vulto nobre e grandioso"71. cit. o "clamor universal" dos explorados por aqueles conversos. Bekman é o herói de uma reação nativista contra o disfarçado . 70 "Relação histórica dos tumultos do Maranhão". quando estivera no poder. graças ao trabalho. que lembra bem o de judeus holandeses ou alemães. não só para fazer olvidar sua participação como para vingar-se das adulações servis com que o cercara. costumavam tomar os produtos para os vender. Isso é hábito dos judeus contra seus inimigos. porque a hipótese é descabidíssima. pág. debuxa-lhe o retrato em cores negras. aos cristãos-velhos e ao clero. sua franqueza. não resultara sua culpabilidade e E1 Rei o mandara pôr em liberdade66. Começaram a aparecer pasquins pregados pelas esquinas. João Francisco Lisboa nos deixou pintada com a mão de mestre a espantosa realidade da ladroeira e da espoliação.Levantou-se. Chamava-se Manuel Bekman e aportuguesara seu nome na forma de Bequimão. Quando em qualquer roda se falava daquelas vilanias e ladroagens descaradas. depois de Manuel Bekman. Bastava aparecer um homem que polarizasse o descontentamento e a cólera para ela explodir com todas as suas imprevisíveis conseqüências. fossem judeus. O governador permanecia em Belém e regia o Maranhão em seu lugar um tarimbeiro irresoluto e pusilânime. inquieto. eram o velho vereador Jorge de São Payo. Era natural que a revolta lhe lavrasse no íntimo contra os opressores. Não gostava dos jesuítas por causa da questão do trabalho servil dos índios. aliás. Felizmente. seu espírito de sacrifício. O venerável João Francisco Lisboa refuta-o. 66 Carta-régia de 24 de janeiro de 1680. como a todos seus contemporâneos. ameaçando de morte ao rapinante Jansen65. Baltasar Fernandes. depois. 71 Op. 68 Dr. parte 2a caps. Ligara-se à nobreza da terra. 92. especialmente se nos guiássemos pelo nome. 20. Teixeira de Morais. Os documentos oficiais desfazem todos os aleives e protérvias dos inimigos de Bequimão. "História dos cristãos novos portugueses". os judeus têm o topete de afirmar com todas as letras que o Norte foi. não se pejou de ultrajar covardemente o sacrificado. viu-se quase arruinado pelo desamparo em que deixava seus teres e haveres. era um tanto turbulento. 69 Pág. como vimos. no "Almanaque Israelita" de 193569. os punhos crispavam-se ameaçadores e odientos. promotores da revolta do Maranhão. É conveniente não insistir. Manuel Bequimão viera moço para o nosso país e chegara a uma certa abastança pelo seu trabalho honrado de agricultor. pág. cronista parcial da revolução e que nela tomou parte. tomo II. cit. séculos afora. poeta repentista de veia satírica. a iniciativa e a inteligência judaica. não se atreve a tal afirmação e se limita a dizer: "Se bem que não tenhamos bases exatas para afirmar que os irmãos Bekman. Tomás. Filho de pai alemão e mãe lusa. essa hipótese não seria descabida. 16. De volta do seu desterro. 94-95 32 . sua atitude em presença da morte.

da nobreza e do povo.sentes do judeu Jansen. Nenhuma pessoa foi morta ou perseguida73. Foi esse o primeiro desânimo que turvou a fé do revolucionário maranhense. sendo muito vitoriado. muitos ameaçaram retirar-se e parecia ir tudo por águas abaixo. O prestígio do poder real e o medo da grande responsabilidade que iam assumir assustaram e dividiram aqueles homens. "Crônica da Companhia de Jesus". inimigos íntimos. 73 33 .era hábilmente levado a reclamar contra o abandono em que estavam ficando engenhos e roças. que. triunfantes em Pernambuco e em Minas. Tudo foi aplaudido. véspera de sexta-feira de Passos. à qual deu conta de todos os sucessos. menos a última parte que a todos surpreendeu e em todos despertou receios. ao amanhecer. A multidão encheu as ruas e largos em regozijo. elementos internos. 74 Alcântara. Aclamou-se novo governo constituído pela câmara. Bequimão procurou adesões em Tapuitapera74 e Belém. Compare-se com o que fizeram os judeus mascates e emboabas. caso 72 Padre Bettendorf. Foi quando Hilário de Souza. Não se derramou uma gota de sangue. acabar com o estanco. veio de Belém avistar-se com Bequimão. Na noite de 23 de fevereiro de 1684. Requimão articulou a conjura com sessenta companheiros. e que vem descrito nos capítulos seguintes. 1. expulsar os jesuítas e depor às autoridades. em Portugal espalha vam boatos e semeavam confusões em surdina. a quem prometeu dar parte de Sá e Menezes. que substituía Sá de Menezes. 4 mil cruzados e o indulto com honras e postos. Pelo caminho. expondo o que pretendia fazer: expelir os assentistas. desanimando a uns e outros. Os vianenses. não sé consentiu no saque dos bens dos espoliadores. cantos e danças. pois não havia jornais e essa era a imprensa da época os quais pasquins concitavam o povo à revolta e criticavam a gente do estanco e do governo que o sustentava. houve a derradeira reunião dos conjurados na cerca dos capuchos. Bequimão nada tinha de cesariano e convocou imediatamente a Junta Geral. O povo. menos os jesuítas. Era uma grande aspiração popular que se realizava. Foi quando o forçudo e decidido ilhéu Manuel Serrão de Castro arrancou da espada e gritou que o seguissem. A revolução triunfante não podia ficar circunscrita a São Luiz. O arrojo da atitude destemerosa entusiasmou os maranhenses. ato audacioso que alarmava toda a gente. Precisava alastrar-se para se tornar mais forte e impor a libertação dos povos explorados. Todo o clero "aderiu à revolta". Desde tempos que seu irmão vinha colando pasquins em prosa e verso pelas paredes. que o acompanharam pelas sombras da noite rumo ao casario adormecido de São Luiz. por causa das turras com a nobreza rural desde o caso da escravização dos índios. a bom recado no seu colégio. provavelmente cristão-novo. cap. composta do clero. Nomearam-se novos oficiais e criou-se uma Guarda Cívica. com eloqüencia natural. solapavam disfarçada e lentamente a obra da revolução. fatigado do serviço da milïcia. bastante numerosos em São Luiz. Malgrado a grande exasperação popular. Seus enviados encontraram apoio de palavras quanto a extirpação do estanco. entusiasmando-a e dando-lhe pormenorizada conta de todas as providências governamentais. mas a maior frieza quanto à deposição das autoridades reais. tomou conta da capital. A incúria do governo do inepto Baltasar Fernandes. que não queria complicações e escândalos para a corte. Fechou-se o estanco e se arrecadou em boa forma o que tinha em depósito. manobravam as inteligências com que contavam lá fora. Mais violentos e desabusados ataques faziam os frades capuchinhos e carmelitas nos seus sermões. que se reuniam à socapa no convento dos capuchinhos. ausente no Pará e preocupado com seus ganhos. com músicas. O corpo da infantaria paga e os próprios meninos das escolas fraternizaram com os rebeldes. O próprio bispo não foi estranho ao sucesso e como que até o favoreceu72. Travaram-se discussões. três adjuntos e dois Procuradores do Povo: Bequimão e Eugênio Ribeiro Maranhão. Francisco Dias Deiró. conversos de Viana. e um veterano na defesa do povo contra os despotismos e prevaricações das autoridades e dos mercadores. permitiu ao movimento avançar sem encontrar óbices. Enquanto passava o tempo. prendendo as autoridades. Os padres da Companhia. Só algum tempo mais tarde foram embarcados para o reino. lugar ermo e retirado. Bequimão falava-lhe constantemente da janela do Senado.-Não houve a menor desordem. Bequimão falou com eloqüência. os moradores despertados iam se armando e engrossando a turba.

quando lhes arengava da janela do Senado. cit. Prometia. que era a única garantia da revolução. é que Gomes Freire decidiu sua ação. não por amor ao povo. Numa dessas noites. Os atos do governo contra o luxo que ostentavam as mulheres mamelucas fizeram com que elas saíssem pelas ruas alvoroçando a população. para onde. rastreavam os seus mais ocultos intentos" e disso davam avi so ao governador. Desgostoso com o rumo que as coisas levavam. Chegava também um juiz ou ministro da Alçada que devia julgar os rebeldes. Como o povo refugasse o serviço da Guarda Cívica. Não vieram mais os sessenta patriotas animosos que a espada do ilhéu destemido conduzira à vitória.erro ainda mais grave. até que o governador mandou prender o bravo Manuel Serrão e o trêfego São Payo. ao sargento-mor Costa Belo recém vindo da metrópole. chamamos a atenção do leitor para o que se diz. o céu se cravejava de estrelas faulhantes. "introduzindo-se com os rebeldes. As ruas desertas pareciam um cemitério. . e gente desse lugar. além dis so. voltava o irmão como prisioneiro de Estado. Nas noites lindas. Antes do governador pisar em terra. Nenhum judeu até hoje recusou dinheiro. diríamos hoje. a espionagem e a dela ção. João Francisco Lisboa. A retidão observada por Bequimão na venda e repartimento dos escravos antes pertencentes ao estanco desgostou a muitos que haviam entrado na rebeldia. assim. assustados. muito de indústria demorava a viagem. Não veio ninguém. no capítulo imediato. que levara o cinismo ao ponto de ir beijar-lhe a mão76. Apareceram pouco mais de vinte. novo governador. tomou-se a desastrada resolução de dissolver essa milícia. Somente então se desenganou. medrosos. As palavras de fogo do procurador do povo não os galvanizaram mais como outrora. Reinaram. 75 34 . O nobre procurador do povo repeliu dignamente a proposta e deu-lhe publicidade75. têm artes de "preterir todos os concorrentes" e são "particularmente inventivos" nesta matéria de impostos77. recompensas a quem entregasse Manuel Bequimão e castigos a quem o asilasse. Apavorada por tudo isso e pelos rumores que corriam de graves punições. à espera que rompessem corsários do rei de França a quem seu irmão desejava entregar a capitania. tudo isso ia minando o prestígio do governo revolucionário. pág. Basta este gesto para tornar descabidíssima a hipótese de Isaque Iseckson. Gomes Freire de Andrade. partira Tomás Bequimão. 76 Bettendorf. Pouco a pouco. Gomes Freire de Andrade apoderou-se facilmente de São Luiz com o apoio da infantaria paga de Costa Belo e os vianenses. como quem anda com a consciência tranqüila. os cabeças. mas Bequimão continuou a mostrar-se em público. reorganizando-se o corpo de infantaria paga. Bequimão convocou seus partidários à cerca deserta dos capuchos. Os cristãos-novos. porém. foi Jacin to de Morais Rego nomeado provedor-mor da fazenda. Manuel Bequimão retraiu-se em casa até a chegada do navio que trazia. desembarcou por sua ordem o cristão-novo Jacinto de Moraes Rego que logo foi enten der-se com seus patrícios vianenses. nomeado para ir ao reino tratar das reclamações maranhenses junto ao soberano. natural de Viana. 110. excetuando. Os vianenses. a gente da povoação começou a evadir-se e ocultar-se pelos matos. cujo comando foi entregue. Todavia. não desanimou de todo. Somente depois dos entendimentos desse enviado com os que trabalhavam para o mesmo fim dentro da praça. Estes começaram a falar mal do novo estado de coisas. com alguma tropa. Por esses e outros inestimáveis serviços. Fez outro convite para a noite seguinte. op. Em um latacho que se atrasara. reabriu-se o estan co. pág. enfim. ensina o erudito Mário Sáa. mas com a mira na satisfação de interesses imediatos. 78. tomo II. Sobre a gente de Viana e seu judaísmo. acerca do chefe emboaba Manuel Nunes. irresolutos. uma anistia. Os vianenses murmuravam maliciosamente que Tomás Bequimão. op. cit cap 13 77 "A invasão dos judeus".submetesse a ele e ao estanco. Gomes Freire de Andrade alarmou-se com o êxodo e publicou um bando de perdão geral. Todos os funcionários presos foram postos em liberdade e estabelecidos em suas funções. Era no mês de maio.

Injustamente também não.Abandonado ao seu destino. Garantido pelo respeito dos pobres negros à autoridade real. João Francisco Lisboa. o pescoço envolvido por cordas e morreu enforcado. e mal recebido por toda parte. "mais do que sumário". Há quem pense no Brasil. 123. no dia de finados do ano de 1685. tomo II. pág. Outra Viúva esconderia Tiradentes. cit. esquivado de outros. contudo. Com Bequimão. depois solicitou que o aliviassem dos ferros e nós. os heróis judaico-maçônicos são sempre lembrados. preposto de companhia de judeus-portugueses da Holanda. vítima dos judeus-portugueses da ladroeira do estanco! Os verdadeiros heróis nacionais ainda esquecidos.. Ao avistar a embarcação. seguindo para o Mearim. insuspeito no caso. tomo II. Gomes Freire. que conseguiu fugir e foi executado em efígie. Encarregou-se do infâme papel Lázaro de Melo. Morreu enforcado e não fuzilado. cit. a 18 de outubro de 1817. 121-122. De entrada. Muitos outros revoltosos receberam penas de multas. Também em vida recebeu a paga da Justiça Divina: conta o velho Barredo que. Será verdade que a culpa dos pais recai sobre os filhos até a quarta geração?". Muito lhe devia doer a consciência! O Judas-Lázaro recebeu a paga de sua felônia: uma mísera patente de capitão. dando palavra de honra que não tentaria fugir. condoída de sua desgraça. foram condenados também à morte Jorge de São Payo e Francisco Dias Deiró. parte 22. em Lisboa. 78 79 Sempre o generoso óbulo da Viúva. cit. cit. O processo contra o chefe revolucionário foi fulminante. onde ainda lhe meteu grilhões. o general Gomes Freire de Andrade. voltou confiante e apresentou-se na ânsia de saber notícias. até que uma viúva78 . seu amigo íntimo e que lhe devia benefícios. op. porém desde que soube tratar-se do amigo. Cf. op. 35 . mas foram intimados a nada fazer em nome de El Rei. o chefe da reação contra o estanco judaico vagou pela ilha de São Luiz. teve. Não faltou. pág. Bettendorf. na qual se transportou ao seu engenho do Mearim79". A página da obra de João Francisco Lisboa que narra circunstanciadamente o fato. A forca se ergueu na praça do Armazém. op. e passado século e meio. Tal era o prestígio de sua lealdade e honradez. porque seus bens haviam sido confiscados. tomo II. era chefe de uma conjura contra o regime em vigor. compete reagir contra isso. foi fuzilado (?) na esplanada da torre de São Julião. Bequimão meteu-se num esconderijo seguro.. Mas o Kahal mandava e as ordens secretas do Kahal tinham de ser cumpridas. pág 120. lhe forneceu uma canoa bem remada. de repente. que conhecia bem.. 13. 81 Op.Morro satisfeito em dar a vida pelo povo do Maranhão82. diz Teixeira de Morais. Deixava viúva e duas filhas na maior miséria. uma feita. cap. pronunciando estas derradeiras palavras: . hoje da Trindade. devidamente esclarecida. grão mestre da maçonaria. com gente armada. doando-os às infelizes. cit.. Teixeira de Morais. um Judas para entregá-lo ao sinédrio do estanco.. O malvado entreteve-o de maneira que um dos sequazes pudesse aproximar-se e amarrá-lo pelas costas. A mocidade. Acrescenta que Gomes Freire de Andrade assinou a sentença cheio de mágoa e com mão tão trêmula que a firma nem parecia sua. que o outro o atendeu80. consertando seu engenho. Os escravos do engenho acudiram em armas para de fender o amo benquisto. como inconfidente. sequestro de bens. Conta-se que Gomes Freire de Andrade praticou o ato generoso de mandar arrematá-los em segredo por pessoa segura.. não houve ainda quem se lembrasse de promover a ereção de uma estátua ao nobre e abnegado Manuel Bequimão. "repelido de uns. Lázaro de Melo levou o infeliz ajoujado para a canoa.. também injustamente81. em comemorar o centenário do desembarque de Maurício de Nassau.. numa canoa. 80 Op. isto é. o grande Odorico Mendes ofereceu esta apostila que obriga a meditar: "Gomes Freire de Andrade mandou injustamente executar Manuel Bek man como inconfidente. Manuel Bequimão "recebeu a morte catolicamente animoso". pág. nota. cit. açoites e degredo. tomo II. um descendente do governador do mesmo nome. Bequimão exprobou a infâmia. 122. 82 Op.

O pontífice traçou na carta do continente o meridiano de Tordesilhas. "Bandeirantes e Sertanistas Baianos". conforme narra Aspicuelta Navarro. 17 e 133. 1904. cit. "Desagravos do Brasil e Glória de Pernambuco". Os primeiros impulsos bandeirantes partem da Bahia. destinada a ser o eixo geográfico em tor no do qual giraria a história do Brasil. filho de italiano. em 1586. Era inteiramente desconhecido aquilo que Pero de Magalhães Gandavo chama. depois. Entrada mais digna de nota foi a de Antônio Dias Adorno. op. abrangendo vasta área franciscana. aparece o herdeiro do roteiro célebre. Diogo de Vasconcelos não é um historiador que mereça inteira fé. aldeando a indiada confiante na sua palavra evangelizadora. "faz ao sertão baiano. por isso. O cunhado deste. conseguiu falar com Filipe II. na caça do índio que escravizavam. Roberto Dias. as instruções reais. penetrou 200 léguas na largura do sertão e colheu amostras de metais e pedras. peavam os avanços para o interior1. que foram perdidas no naufrágio de uma canoa. pág. filho do cunhado3. com grande propriedade. menos a gente. em 1553. linha de limites do campo de ação dos litigantes. a sua notável viagem de oito anos. Do episódio nasce a lenda histórica das famosas Minas de Prata. Depois. aquém. Além. Ao mesmo tempo. afinal o ouro e a pedraria incendiaram-lhes a cobiça. Afinal. aproveitando de início os caminhos dos índios. A penetração bandeirante foi realizada aos poucos. Domingos de Loreto Couto. subiu o rio Doce e apanhou pedrarias e pepitas. Gabriel Soares foi à Espanha e. Imprensa oficial. 6 Op. Gabriel Soares foi o autor do "Tratado Descritivo" e teve o título de capitão-mor e governador da conquista e descobrimento do rio de São Francisco". e quando o consagrou a doutrina do uti posidetis. morrendo das fadigas que ela lhe custou. tudo de Portugal. que quer o título de Mar 1 Diogo de Vasconcelos. somente o citamos quando comprovadas em fontes mais seguras as suas informações. neto de Caramuru e Paraguassu por sua mãe. o castelhano peruleiro Francisco Bruza Espinosa se internou até o rio Jequitinhonha. nas suas pegadas. cit. que se meteu pelo rio das Caravelas. "História antiga de Mina Gerais". Narra Gandavo que. que a nos sa bandeira perpetua e que aqueceriam a mente de muitos homems intrépidos pelo tempo além. e pág. habilmente invocada e defendida por Alexandre de Gusmão. mas insistentes" de "grandes riquezas naturais jacentes no sertão "serras de ouro e prata"2.CAPÍTULO VI A tragédia do ouro A DISPUTA entre as coroas da Castela e Portugal sobre a posse das novas terras descobertas na América do Sul forçou ambas a se submeterem ao juízo de Salomão do Papado. Ela corria dá embocadura do Amazonas à Laguna em Santa Catarina. Belo Horizonte. o qual é desbaratado pelo gentio bravo. em casa de Gaspar Soares. por todos os lados os jesuítas iam entrando na catequese. pág. a começar em 1595". Paulo. fez ampla colheita de esmeraldas e turmalinas. 1935. construtores da Grande Pátria. Não desesperou por isso e fez a sua entrada. 2 36 . Sebastião Fernandes Tourinho. daí sai o vereador Dom Vasco Rodrigues Caldas. Por lhes dar crédito. João Coelho de Souza. perdendo tudo. Martim de Carvalho. regressando em 1591 com mais de 300 pessoas. S. Em 1572 e 1573. Belchior Dias Moreia. segundo ensina Capistrano de Abreu. Dos índios que a enchiam vinha uma tradição da existência de metais e esmeraldas. a "largura" do Brasil para o sertão. tudo era de Espanha. da Cia. Ao princípio. um sonho amarelo e um sonho verde. Editora Nacional. Daí saíra Bruza Espinosa. 3 ) Diogo de Vasconcelos. entregou seu roteiro ao sobrinho Gabriel Soares. diz Urbino Viana. De volta. seguiu-lhe a trilha e encontrou "preciosas amostras". 15. sabendo dos achados de Adorno. já no meado do século XVI. ed. Urbino Viana. adoecendo no Jequiriçá. pelo receio de invasão das possessões espanholas que o desconhecimento do território fazia pressupor mais próximas. Quando se olha hoje para o mapa do nosso país é que se vê quanto foi recuado o meridiano papal pela energia dos bandeirantes. Obteve provisões e mercês. págs. também descendente do Caramuru. encheu-se de desmesurada ambição. Circulavam "notícias vagas. em 1570. salteado pela morte. depois de muitas delongas. Naufragou na costa do Vasa-Barris. os sertanistas internaram-se mais.

arrostavam os maiores perigos. depois de conquistadas pela sua bravura. Felix Jaques. mistura de sangue brabanção e luso. conseguindo na primeira investida vencer e aldear os goianenses. João Correa de Sá e Benevides faz uma tentativa de bandeira. Francisco de Souza. "Nobiliarquia Paulistana". Leiamo-lo: "Eram homens ousados e intrépidos que se embrenhavam pelos sertões das Minas em busca de ouro. Em 1645. funda o arraial de Taubaté e entra pelo sertão de Cataguases até o rio Verde. com oposição de todos os de sua casa. A progênie dos cristãos-novos. 77 7 Pedro Taques. por Taubaté. em 1579. Os sertanistas alcançaram a chamada serra das Vertentes no fim do século XVI. escravizando a indiada. a tarefa cometida a Barbalho.quês das Minas. Pelo lado de São Paulo. pág. iriam pelo Tietê aos sertões do Paraná e do Paraguai. e mais do que todo o indômito e vingativo índio antropófago. os animais ferozes. As cartas-régias demonstram que já E1 Rei esquecera os escrúpulos acerca do meridiano e estava resolvido a impelir a avançada para Oeste. que se corrompeu em Mantiqueira. por causa dessa escravização. quando Marcos de Azevedo Coutinho. O século XVII é o grande século das bandeiras. São Paulo estava fundado no planalto piratiningano e seus sertanistas batiam os matos e serranias. por Sorocaba. ed Taunay. os sapos. que encontravam pelo caminho. pertinaz. Recebeu as cartas-patentes em 1792. Amantikira. em guerra renhida e encarniçada. quando a gente de São Vicente principiou a se estender pelo litoral até Laguna e a escalar os primeiros pendores da Serra do Mar. que lhe vai tirar das mãos minas. O retrato. vivia sempre em luta aberta.. à Mantiqueira e aos Cataguases. 6 0 nome. répteis que davam a morte quase instantânea. as cobras. que vai à corte. Os rumos estavam traçados. antes de lograr o seu intento."na psique coletiva das tribos de Israel e do povo paulista há aspectos de uma impressionante semelhança". serras alcantiladas. Tipografia Americana. para seguir-lhe o exemplo uns vinte anos depois. Começava o século XVII. quando não podiam obter outra alimentação pela caça e pesca. de vontade firme. Depois dele. cit. de acor do com o falar do índio. 34. sem fazer literatura recorro a um historiador circunspecto e documentado. Cegos pela ambição. 22-23. Affonso VI. se não tinham o que beber.. mas morre no Espírito Santo. Para eles. subira o rio doce. págs. Rio de Janeiro. op. serviam-lhes de alimento os lagartos. pág. mascavam folhas silvestres. Transposta a montanha. rios caudilosos. Se não tinham o que comer. "Memória do distrito diamantino". a penetração começara desde os albores do século XVI. inabalável. cit. 186. um de seus opulentos moradores. Para se ter uma idéia nítida do valor desses homens que entravam pelos sertões hostis. quese malogra ao choque dos índios bravios. o calor. a seca. quem toma aos ombros. debandando os índios e abrindo o caminho para o interior de Minas Gerais. não havia bosques impenetráveis. a chuva. levando consigo o Joaquim Felício dos Santos.8. 4 37 . roíam as raízes das árvores. que volta em companhia de D. sangue de cohens como João Ramalho e outros. que o extravia pelas veredas invias do sertão largo e leva para o túmulo o seu segredo. não temiam o tempo.. Esse foi o grande drama brasileiro das Minas. Fernão Dias Pais Leme. Aliás. descuidados e imprevidentes como se nada devessem recear. partindo do Espírito Santo. Muitas vezes viajavam por esses desertos. procurador da condessa de Vimieiro 6. 8 Diogo de Vasconcelos. descobrindo as minas de Jaguamimbaba e denominando àquela região. abismos insondáveis. traz cartas-régias de D. Agostinho Barbalho. que era pernambucano 7. a opulência a procuradoria permitem certa suspeita de cristão-novo. João IV. em largas pinceladas. preparou a bandeira em 16748. sugavam o sangue dos animais que matavam. 5 "Diogo de Vasconcelos".. do conquistador sertanejo deve ser guardado de memória para o compararmos mais adiante com o do mercador interesseiro e hipócrita. 8 e 9.esperando a energia bárbara dos bandeirantes paulistas. "Cristãos-Novos em Piratininga" in "os judeus na história do Brasil". que lhes devorava os prisioneiros e lhes disputava o terreno palmo a palmo. as estações.a tragédia do ouro. achando o primeiro diamante e penetrando no chamado sertão das Esmeraldas5. que só se vai afirmar de fato com a volta do Brasil à coroa portuguesa pela aclamação de D. É o sexagenário morador paulista. com os jesuítas. págs. depõe Paulo Prado. aos campos da Vacaria e do Prata.. ou as frutas acres dos campos 4". op.

os buscadores de ouro e pedras descortinavam o ser tão imenso e foram os primeiros a ter a inolvidável sensação de grandeza do interior do Brasil. fazia já três anos que ele andava pelo sertão. Belo Horizonte. que. funda Ouro Preto. a fim de entender-se com Borba Gato. o alvará que estabeleceu a cobrança dos quintos data de 18 de agosto de 1618. de Taubaté. Quando voltaram os portadores que mandara a São Paulo buscar recursos. maioral da vila e peruleiro9. à vista do arraial do Sumidouro. cit. E Borba Gato. aniquilando o gentio cataguás e descobrindo o ouro de Goiás. tanta luta e tanta privação. op. 245 W. Longa foi a trajetória da gloriosa bandeira Mantiqueira acima. foram encontrar. Fernão Dias preferiu ficar pesquisando a prata e o ouro pelos ribeirões e córregos da região de Sabarabussu. D. pág. resultou a morte do fidalgo castelhano a tiros. 1922. Os restos da bandeira.Dissertação sobre as riquezas do Brasil em ouro. em 1698. entrou pelo sertão e foi até o Araxá. tristemente. Alinham-se em série os Souza. op. que a_n dava à caça de escravos. loc. Borba Gato apanhara as primeiras pepitas de ouro às margens do Rio das Velhas 10. Descobriu-a. em 1681. No fundo longínquo do horizonte. O velho sertanista assenta no Sabarabussu o arraial do Rio das Velhas. quando Amador Bueno fora aclamado rei de São Paulo. que e_x traíra ao capitão-mor do Espírito Santo. os Gomes. ainda não achadas. pág. cit. Um Furtado de Mendonça que atinge o Ribeirão do Carmo e um Antônio Dias. Lourenço Castanho Taques era homem opulento. Sustentava como bom cristão-velho. O que veio custar as jóias da sua mulher. era fruir os resultados daquilo que custara tanta canseira. A miragem. Os paulistas dispersaram-se por aquela imensidão de terras. afundou-se no sertão. por dois pajens do bandeirante. receando a justiça de El Rei. Na opinião de Joaquim Felício dos Santos. os Arzão. D. de que se falava já e Antônio Pedroso buscara até o Paraopeba. Garcia Rodrigues entregou-lhe a metade das esmeraldas trazidas por Fernão Dias. onde dormia o velho segredo das esmeraldas. do metal precioso que ele adivinhara naquelas brenhas o aguentava nas marchas penosas pelos ermos e socavões. a descoberta do ouro das Minas data de 1695. a quem pediu que dissuadisse o povo daquela aclamação. somente começou nas Gerais em 1700. Rodrigo. pára o vaivém das bandeiras e começam os estabelecimentos definidos e definitivos das lavras.genro Borba Gato e o filho natural José Dias Pais. Em 1675. que lá ficara com um troço de gente. O século termina com o reaparecimento de Borba Gato. no fim do século XVII. toda ela "crivada de sepulturas. 13. no fim de dois anos de jornada. dirigiu-se ao Sumidouro. Essa cobrança. os padres da Companhia de Jesus contra os escravagistas e cristãos-novos. que é indultado e nomeado tenente-general. cortada de combates e misérias". A gente que acompanhava o administrador voltou temerosa para São Paulo. "Pluto Bras iliense" de 1833. sertões de Cataguases adentro. castelhano e cheio de empáfia de seu cargo. Vede a sua incomparável teoria na "História Geral dos Bandeiras Paulistas" de Taunav. até às margens do Paraopeba. abandonada e sem recursos. se escondeu no mosteiro de São Bento e mandou chamar Lourenço Castanho Taques. 10 38 . porém. numa entrevista com este. sangue dos Taccen do Brabante. por que não dizê-lo. Agora. na mesma emulação de glória. Rodrigo de Castelo Branco. cit. no velho arraial de Santa Ana do Paraopeba. 9 Pedro Taques. já embriagado pela ambição das minas lendárias. L. diamantes e outros metais". mas apanhou a palustre e foi morrer de regresso. governador ou administrador das Minas. Guiando-se pelos picos azuis que emergem do oceano coagulado das cordilheiras. Todavia. estabelecendo-se as primeiras fazendas de gado. fundando o arraial do Sumidouro. No ano da Graça de 1640. Tradução do judeu Rodolfo Jacob in "Coletânea de Cientistas Estrangeiros". pelo Itambé ou pelo Itacolomi. os Bueno. Uns foram sucedendo aos outros no mesmo anseio de conquista. Mas os seus companheiros murmuravam descontentes e o seu próprio filho participou de uma conjuração contra ele.. o cume azul do Itambé balizava sua rota em busca da lagoa Vupabussu. As minas haviam sido encontradas. apresentou três oitavas. guiados por Garcia Rodrigues. Da discórdia e intriga que houve entre ambos. Fschwege. . onde se viu. Mandou executá-lo sumariamente. quando António Rodrigues Arzão. os Garcia. Era grande humilhação tornar de tão longe a São Paulo de mãos vazias. Então. na mesma ambição do metal precioso e. segundo o mesmo Joaquim Felício dos Santos.

pág. porque o judaísmo dos emboabas ou pintos-calçudos. Esses forasteiros e mais os da Bahia . Quem eram os principais desses adventícios baianos ou reinóis? Diz a História que as Minas se encheram de mercadores. Rocha Pita. pág.. o qual resultava daquele contrato da Companhia do Brasil. servir às ambições inescrupulosas do cosmopolitismo litorâneo. cit. que o padre Antônio Vieira agenciara e defendera crescera para cá a emigração de índividuos ativos.. luxo e gastos desenfreados. 1878. consoante o dizer do povo.1664 . 17 Diogo de Vasconcelos. cit. op. no "espírito da sociedade colonial". Desde 6 de fevereiro de 1648. e em que vão grifados os pontos essenciais: "Acima dos paulistas gozavam da vantagem de ser conhecidos e amparados pelos compatriotas das praças marítimas que lhes forneciam à crédito instrumentos e escravos africanos16. Eschwege. assim. 18 Azevedo Marques.Assegura Taunay que os moradores "despejavam as vilas. 15 José Pedro Xavier da Veiga.ninho de cristãos novos. 39 . 200-207. Viu-se em breve tempo transplantado meio Portugal a este empório já célebre por todo mundo13. o bolo não é para quem o faz e sim para quem o come. localizadas às catas. contrato ao principio condenado pelo Santo Ofício. as terras mais ricas. A árdua conquista bandeirante do Oeste ia. seu dinheiro.. Cf. acrescenta o mesmo historiador. afundando-se no sertão"14. ficaram pertencendo aos reinóis. roubos. como sempre em casos análogos. 89. porque com o seu dinheiro se enobreceriam. sobreveio inumerável multidão... furtos. Sente-se o judaísmo emboaba na descrição de Diogo de Vasconcelos. pág. pelo Espírito Santo. "Triunfo Eucarístico". 120.. mas os que se queriam aproveitar das conquistas de seu heroísmo lhes roubariam o fruto de mil sacrifícios. 14 Escragnolle Taunay. "Apontamentos Históricos". sobretudo. na linguagem usual. porque os de São Paulo e Rio eram de algum modo vigiados pelas autoridades. Os guerreiros odiavam os mercadores ou mascates. obreiros estes únicos que podiam suportar as fadigas medonhas de tal indústria desumana e cruel como foi a das minas. 231. Tomavam judaicamente o resultado do heroísmo alheio! 11 12 Diogo de Vasconcelos. vai expulsá-los pela força. simboliza na opinião de Pedro Calmon. Azevedo Marques revela o que eles pretendiam: a fortuna das minas sós e sem partilha 18.Mas. ansiosos de se enriquecerem nas minas de ouro de que já muito se falava. vexações. Emigração colossal15! A afluência dessa gente às catas e garimpos determinou. 0 pro cesso é do judaísmo de todos os tempos. 16 A eterna "rede de crédito" a que aludiu Pedro Calmon quando os judeus do açúcar pernambucano. "Efemérides Mineiras" . Esse conflito entre paulistas e emboabas. A acepção atual da palavra tratante trai. "História da América Portuguesa". "Memória sobre o Estado da Bahia". Ouro Preto. dava aos descobridores a plena propriedade dos achados. As Minas tornaram-se o paraíso de aventureiros de toda casta e de toda parte. op. o bandeirante não recebe o prêmio do esforço heróico. 243. a desordem social: vinganças. op. A carta-régia de 18 de março de 1694. "Na era das bandeiras". as regiões mais férteis. Desses e outros motivos a profunda ojeriza do paulista guerreiro contra essas homens de negócio a que se aludem todos os historiadores dos acontecimentos. cit. publicação oficial. diz Simão Pereira Machado..o vestígio desse rancor antigo. vencendo-os. vadios que extorquiam de todos os meios e modos o ouro aos que o bateavam nos córregos e rios.. jogo. a luta pela apropriação do eldorado interior travada pelo ádvena contra o brasileiro. com sua organização e. e em breve tempo. 1896. tomo I. caminho desembaraçado. realizando "a idéia brutal de lançarem pela violência fora das Minas seus adversários'11. Imprensa Econômica. correram em aluvião para as minas entrando os últimos. págs. Devasso o sertão. especulação. Certos autores até a isso atribuem o início da decadência de Portugal12. "Das cidades e lugares marítimos. organizado com capitais judaicos. pág. A mascateação e a exploração de mulheres são até hoje profissões eminentemente judaicas. sobretudo mascates ambulantes. quando foi baixado em Portugal o alvará isentando de confiscação a fazenda dos cristãos-novos que emigrassem. exploradores de vícios e luxúria. Bahia. na maioria judeus. 1897. Em tais condições. 358. pág. pág. e algumas outras também aos baianos que dispunham de tais elementos"17. 401 13 Simão Pereira Machado.1897. sobretudo. imprensa oficial.

Manuel Nunes era una interrogação. na pág. que ainda agora está preocupando os legisladores da Polônia e Dantzig. não podendo. embora cristianizado. de onde voltou feito alcaide-mor de Maragogipe. pelo menos na aparência: o oficio de mercador. págs. como sabem os entendidos. 19 20 Monsenhor Pizarro. Cf. possuía a "superioridade da cooperação" e com o dinheiro podia pagar mais escravos para o trabalho das lavras e os exércitos mercenários de mamelucos e índios. Já tinha havido grandes e vigorosos protestos contra o açambarcamento judaico desses ramos de comércio. do mesmo modo que na guerra holandesa a consciência brasileira se insurgira contra a inominável espoliação judaica. tanto contra os cristãos. págs 229 e segs. os paulistas lançaram-se à procura de novos lavradios de ouro ou se refugiaram nas roças. são provectos os judeus e que detém onde quer que se encon trem em quantidade. a hesitação em face da luta armada. "que não lhe convinha". 215-217. como veremos adiante. Pedro Morais Raposo. o amameiramento e o jeito insinuante. Que força! Houve na Bahia tradição de que até matara uma das filhas. Naturalmente. cidade de onde veio grande número de judeus para o Brasil. em busca do mistério. filho de Antônio Nunes Viegas. Eram sócios de Manuel Nunes o reinol Francisco do Amaral Gurgel. com a carne kosher ou da rês sangrada de acordo com as prescrições talmúdicas. natural de Viana. Mais uma vez. Todas as circunstâncias levam a crer que se tratava de homem de sangue judaico. Rebentara na Europa a Guerra de Sucessão da Espanha em que Portugal se envolveria contra a França. para Capistrano de Abreu. "Memória do Rio de Janeiro". ganho de causa aos brasileiros. cit. Diogo de Vasconcelos. vendo. op. por isso. porque "tinham em mão a estabilidade e a segurança dos preços". dispor de tropas para impor ordem na colônia sul-americana. levantava a indignação dos paulistas. Os judeus eram amigos destes. Xavier da Veiga. "tão bom como frei Francisco". Diz Urbino Viana. sobretudo porque os historiadores estavam desprevenidos em relação à questão judaica. Esse monopólio de açougues. mesmo amaneirado com a freguesia e que procurou fugir da luta. Os do Maranhão eram os vianenses. Em uma história secreta. op. a procedência de Viana. hábito inveterado nos judeus de todos os países.Espoliados e decadentes. o emboaba. Manuel Nunes Viana participava do odioso contrato das carnes. amável. por essa razão. A nomeação de um paulista. muito comum aos cristãos-novos.. É a checkita. cujos sobrenomes e cuja atuação o fazem suspeito de judaísmo. que os corsários de Luiz XIV atacavam. que Diogo de Vasconcelos denomina "o maior dos apóstatas que então andavam nas Minas". pois dele fazem rendosa especulação. O homem já fora preso na Bahia e enviado a Portugal. senão sinceramente. com a mais justa indignação. mercador e monopolista. muitas vezes é necessário recorrer às provas circunstanciais de ler . por um instante. na "História da Civilização Brasileira". os partidos se extremaram e a luta que se ia travar assumiria um caráter nitidamente nativista. como o faz notar Pedro Calmou. Estalaram os primeiros conflitos entre as duas facções em Caetê. nem sempre é possivel achar a documentação concludente do que se afirma. para capitão-mor das Minas pareceu dar. com a carne fret ou da rês abatida de maneira comum. no Ribeirão do Carmo e Ouro Preto de 70 a 90 mil réis! Os interessados não corriam perigo algum de prejuízo. que o trouxera do balcão à riqueza e florescia num monopólio. enriquecido pelo negócio. porque. o acréscimo do nome da localidade de nascimento. cit. o apelido Nunes. onde o principal dos reinóis ou emboabas era o potentado Manuel Nunes Viana. religioso da Santíssima Trindade. 40 . Dizem os historiadores que era insinuante.ias entrelinhas. 51 do livro "Bandeirantes e sertanistas baianos" que. 0 caso de Manuel Nunes obriga a esse recurso. coisa em que. que dava "rios de dinheiro". Outro encarniçado defensor do monopólio era frei Firpo. e o frade goliardo e aventureiro Francisco de Menezes. Uma rês que custava no sertão de 3 à 9 oitavas de ouro (5$280 a 15$840) era vendida no Rio das Velhas. quanto contra os próprios israelitas. tanto que houve no Rio de Janeiro cristãos-novos que se abraçaram à bandeira de Duguay-Trouin e foram embora nas suas naus19.. que se consumou. em Portugal. possuidor de 50 arrobas de ouro. também senhor do monopólio do fumo e da aguardente. procurando apaziguar os ânimos 20. antigo caixeiro na Bahia."o domínio do país passar ao poder dos seus competidores".

Amaral Gurgel mandou ataca-los pelo capitão Gonçalo Ribeiro Corço.Os monopolistas tinham amigos e parceiros no Rio de Janeiro. "aventureiro de primeira linha". que dirigiu tal obra e tão bem acabada. vilmente explorados e despojados dos seus bens. calculada e ardilosamente concebida. alarmando os moradores inseguros diante daqueles novos conquistadores albergados em suas terras e que delas de repente se apoderavam. Por esse tempo. "memória Histórica da Capitania de minas". Na confusão causada pelo fogo. Cf. como se diz hoje. Pela madrugada. 218. talvez confundindo sua habilidade e disfarce com verdadeira boa intenção. os paulistas fortificaram-se em Sabará. todos os gêneros de primeira necessidade21. Diogo de Vasconcelos. Mas vieram os emboabas de Ouro Preto em auxilio dos outros e forçaram a entrada do arraial pelo lado menos defendido. 'os historiadores elogiam Manuel Nunes. Manuel Nunes foi ajudado por outro homem opulento. fazendo matar friamente trezentos deles. como se vê do episódio a resistência destes. Fernando de Mascarenhas resolveu ir do Rio de Janeiro às Minas para pôr cobro ao que lá ocorria. 220 e segs.. nome de cristão-novo. cessou a luta. cits. e mais ainda a iniciação do governo de Manuel Nunes. Diante do rumo que as coisas tomavam. os paulistas de Cachoeira do Campo. pág. a hipocrisia que o traçou. como seu êmulo do Nordeste. Foi quando o governador D. Diogo de Vasconcelos e Xavier da Veiga. Isso ainda envenenava mais a situação. Aboletou-se em ouro Preto e mandou atacar o Ribeirão do Carmo. hoje Mariana. a imitação erudita que o sugeriu. chama-o em carta ao marquês de Angeja. tudo nos leva a procurar a cabeça pensante. Ferido. Na própria igreja do arraial conquistado. vencidos. cit. Amaral Gurgel avançou com mais gente e cercou-os em um capão. chefe dos emboabas contrários aos paulistas de Cachoeira do Campo e Ribeirão do Carmo. Valentim Pedroso de Barros juntou os fugitivos de Sabará e Cachoeira no Rio das Mortes. "Este golpe audacioso. De muito longe. obtendo completa vitória23. mas a indiada ao seu serviço fugiu ao primeiro contato com os descendentes dos bandeirantes. 41 . Começou. com poderes ditatoriais. categoricamente "facinoroso". O ditador mandou incendiar o arraial pelos índios ao seu serviço. Ainda não estava de todo quebrada. obrigando-os a se renderem pela fome e pela sede. O eterno boato judaico para justificar as violências posteriores! Os emboabas fingiram-se amedrontados. ops. igual a todos os planos judaicos postos em prática por toda a parte e em todas as épocas. os emboabas deram o ataque. Manuel Nunes passou o comando ao apóstata frei Frahcisco. a atoarda de que eles preparavam a chacina de todos os forasteiros que haviam invadido as minas. Muitos eram veteranos das epopéias sertanistas e dá conquista de Palmares. cit. sertões afora. como o foi para o tempo e para o sertão. o frade lançou sobre eles mamelucos e índios mercenários. Em geral. Manuel Nunes foi sagrado ditador.. já o poder de Manuel Nunes vinha sendo minado pelas dissensões entre os forasteiros reinóis e baianos. como declara um cronista. visando unicamente o ouro! Inferiores na proporção de um para dez. quando os paulistas exaustos estavam mergulhados em profundo sono. Prometeu-lhes a vida salva. O conde de Assumar. avinda da autoridade foi 21 22 Cf. cujos meios de fortuna e nomes justificam suspeitas de cristandade nova. op. Diogo de Vasconcelos. Frei Simão de Santa Teresa foi feito secretário do novo governador e o mestre de campo Antônio Francisco da Silva." Pois em sã consciência vemos aí um plano judaico. Sobrevindo a noite. que mal os avistou se pôs em fuga. que os defendiam perante o governo. porém. assumiu o comando militar.. congregaram-se e aclamaram Manuel Nunes Viana capitão – regente ou governador. se entrincheiravam e esperavam o choque de seus inimigos. com as insígnias do governo. Chamou-se àquele local de Capão da Traição em lembrança dessa façanha judaica. E lá se foram eles. dispostos a uma resistência tenaz. pondo os brasileiros em fuga. Pascoal da Silva. de novembro para dezembro de 1708. fazendo redobrar o furor dos paulistas. mas violou a capitulação. págs. o feroz judeu Jacob Rabbi. ainda atravessavam ou açambarcavam. 23 Claudio Manoel. Não contentes com ela. Toda essa trama é positivamente judaica. Então. E logo nos apresenta para tanto a figura maquiavélica de frei Francisco de venezes 22. op.

cit. Jorge guerreiro "Os judeus no Rio de Janeiro" in "A Universal". etc. Cf. contra cujas forças não se poderia manter. Cit pág.anunciada a Manuel Nunes pelas fogueiras que os espiões índios acendiam nas quebradas dos montes e se reproduziam pelas serranias silenciosas. Os emboabas estavam. nos gastos que lá se faziam. de maneira que. "o 11°-.Pedro Calmon. custou as dores da grande tragédia dos paulistas mortos à traição na defesa do que haviam conquistado! 24 25 Op. pág. de novo se apresentaram para a guerra sob o comando de Amador Bueno da Veiga. 75.446 quilos! 29 Eschwege. pág. "Na Bahia Colonial". o poder real sancionou a espoliacão dos sertanistas pelo judaismo dos emboabas. Com ele. E da sedição judaica!!! O esperto Manuel Nunes queria que sua gente se apoderasse das lavras dos paulistas. tratantes e açambarcadores chamados emboabas. 94 in nota 42 . Pyrard de Laval. arrecadando escrupulosamente os quintos de ouro extraído e mandando frei Francisco de Menezes a Lisboa. Escragnolle Taunay. Cf. homem cheio de serviços a Portugal. sobretudo ali por 1750. loc. um alvará de indulto geral. Em número de mil e duzentos sitiaram os emboabas no arraial da Ponta do Morro. 931. carregado de dinheiro. 18 26 Diogo de Vasconcelos. mas não lhe convinha desafiar as iras do rei. idem. 291. op. presentes e protestos de submissão. O frade apóstata não perdera tempo. Bahia. de cinco milhões de contos31. 238. cit. Chegando a Caetê. cheios de desânimo e apoquentados de dissensões. 5-39. Até 1820. 311. próprios de um judeu e exilou-se voluntariamente na sua fazenda de Jequitaí. avistou-se com Manuel Nunes. a fim de obter seu indulto. diz o historiador baiano Borqes dos Reis. 377 e segs. op.324. Em junho de 1709. de onde fugiram para a Índia. mulheres e filhas nem os quiseram ver. prevenidos para recebê-la. mascates27. Toda essa esplêndida riqueza que o judaísmo emboaba queria a "sós e sem partilha". 401-402: ao certo. op.900 cruzados! Avalie-se o que passou sem ser confiscado. retiraram-se precipitadamente. op. "Épocas de Portugal Econômico". Por isso. 31 Pandiá Calógeras. págs. mas. conseguiu do soberano. Sua obra de expropriação forçada dos paulistas estava finda e só lhe restava esperar sossegado a ação de frei Francisco na capital da metrópole. Fernando. Capristano de Abreu. "Paulística" pág. ao saberem que contra eles marchavam do Rio de Janeiro as tropas realengas. quando chegou ao arraial de Congonhas. Mato Grosso. Dê-se a palavra a Werner Sombart: "A guerra é a seara do judeu!" O sacrificio sangrento dos paulistas produziu quase um milhão de quilos de ouro28. Ajudado pela burguesia opulenta da Bahia. 216. Suas mães. e para ela veio como capitão-mor Antônio de Albuquerque. encontrou um exército de 4 mil homens a dar-lhe "morras". pág. idem. pdgs. Então. Minas. 28 Eschwege. em novembro de 1709. de onde escreveu a E1 Rei. neto daquele outro Amador Bueno que não quisera ser rei. voltou para o Rio. 30 Idem. "Denunciações da Bahia".136. do Brasil se extraíra em ouro o valor de 974. "Voyage. quando atingiu sua maior florescência a extração do precioso metal30. O pusilânime" D. dando-lhe conta de tudo. em pleno sertão. Desta sorte terminou a guerra civil e os únicos que com ela ganharam foram aqueles forasteiros.". como o qualifica Xavier da Veiga 24. n° 53. a capitania de Minas Gerais foi desanexada da de São Paulo. cit. cit. que se escoaram para Portugal. 32 (32) João Lúcio de Azevedo. pág. São Paulo e até no Ceará! A produção aurífera do Brasil até a independência foi de 45. 040 cruzados29! O ouro confiscado aos contrabandistas se elevou a 1. Paulo Prado . 250. pág. toda ela composta de cristãos-novos25 e que dispunha de "todo prestigio na corte" 26. pág. "Formação Histórica do Brasil. Pela primeira vez no Brasil.700 arrobas e seu rendimento até 1801. cit. feita em Goiás.093. pela Bahia. a autoridade capitulava diante da sedição. pois. despejando ouro e angariando empenhos. 27 A mascateação era privativa dos judeus. que lhe submeteu com abjeto servilismo e vileza. quis mostrar-se fiel à coroa. e para Inglaterra pelas mãos do judaísmo. João Lúcio de Azevedo calcula em 100 milhões esterlinos a "totalidade ou ouro exportado para a metrópole no espaço de um século!" 32. Os últimos paulistas expulsos das Minas foram recebidos em São Paulo como covardes. ed. pág.

ed. 43 . op. E esse ouro arrancado do Brasil mais tarde. 35 General Abreu de Lima. 1837. da moeda provincial. 155.. veio a ser emprestado ao mesmo Brasil. pág. mais fraca do que a do reino e proibida de ser exportada. o ouro do Brasil produziu o mesmo efeito em Portugal". do que resultou o "empobrecimento geral". pág. "Brasil Colônia de Banqueiros". Comercial Fluminense. 33 34 Cícero. tomo I. 95-96. Padre Antonio Vieira. "História do Brasil" ed. exportando-o. Làemmert. "Cartas°. L. De 1885. em "farta colheita". escravizando-o desde a sua independência política à burra dos prestamistas judaicos do Kahal de Londres. G. Mo Flacco". cit. Pedro Calmon. Rio de Janeiro. págs. Barroso. "0 ouro da América arruinou a Espanha. Rio de Janeiro. A criação. 1861. em 1694. 350. B. antes da vitória emboaba. exclusiva para o Brasil. da Tip.Não contente com isso. ed. pelo governo português. com avultado lucro35. a judiaria ainda retirava o ouro em circulação como costumava fazer desde o tempo dos romanos33.. diz a "Memória analítica acerca do comércio de escravos" de F. obedeceu à necessidade da defesa contra esse golpe judaico34. C..

42 Joaquim Felicio. "um conluio. 102. ao recebê-los de torna-viagem. Só na mina de Mandanga se empregaram 1. 39. mantendo nas bolsas a sua depreciação. Em 1799. Então. remetiam-nos para Goa e. o comércio de diamantes tornou a ser franqueado. As brenhas inóspitas povoaram-se de colmados de minuradores. 39 "Os judeus no Brasil". Espalharam o boato proposital de que o diamante do Brasil era em tudo inferior ao oriental. pag 21 38 Idem.130. organizaram em Londres é Amsterdam. como as Gerais auríferas. depois vila do Príncipe e hoje cidade do Serro. pelo Jequitinhonha. o sertão se estendia vestido de cerrados e matas. nessa época. Um negociante londrino de diamantes. lavando a cangíca dos ribeirões à cata das pepitas de ouro. Op. pelo Piruruca. como um contra-choque da tragédia do ouro tomado pelos emboabas. cit. a fim de não furtar as pedras engolindo-as. ainda a busca do ouro alterna com a das pedras. que a vila tomou uma fisionomia absolutamente oriental. op. pág. cit. bateando nos caldeirões. a fim de aniquilar toda concorrência. Os negros trabalhavam nas catas com mordaças de ferro. em 1729. os cristais começam a dar que falar de si e a portaria de D. que fizeram extensas especulações na Europa com os diamantes brasileiros. Na última década do século XVII. cit. "Travels in the interior of Brazil". pág. essa 36 37 Joaquim Felício dos Santos. 71. pág. os mineiros são despejados pela violência de suas lavras. garantiam que eram hindus e os vendiam pela mais alta cotação41. técnico no assunto. 41 John Mawe. pág. ao certo. Foram até a serra do Ibiturni. (2) Op. o lugar onde foi achado o primeiro diamante. 40 João Lúcio de Azevedo. varridas ia ventos gélidos. Em 1735. cit. cujo monopólio os judeus detinham desde as mais antigos tempos. somente se proibindo aos escravos participar dele. 44 . se encheu de adventícios de todo quilate. pág. muito longe. além de achar o ouro. decerto tangido por influências ocultas. se reouve a "pedrinhas brancas que se entende ser diamantes" 37.CAPITULO VII O drama dos diamantes ALÉM DE conquistar e definir o amplo território. op. trazendo ao mercado pedras mais belas do que as do Oriente.afirmando que eram refugo dos da India. denominados traficantes. o heroísmo bandeirante achara o ouro das Gerais. os mascates judeus de sempre. e. Adiante da Vupabussu de Fernão Dias. A descoberta das minas brasileiras. mamelucos e paulistas. Veremos qual foi a verdadeira natureza dessa contribuição. Lourenço de Almeida. Como a região longínqua a hostil começasse a se despovoar. Eles batiam aquelas solidões povoadas de feras e de miasmas. Negaram a procedência dos que apareciam e apresentaram os mais ordinários. o governo. continuando na posse exclusiva do monopólio"40. avançavam mais. João Mawe. onde estabeleceram o arraial de Nossa Senhora da Conceição do Serro Frio. como se dizia. 21.200 escravos. Solidônio Leite Filho diz que os judeus "contribuíram para a florescência da indústria das pedras preciosas" no Brasil39. A cada descoberto. As lavras de Tijuco foram auríferas até 1729 e não se conhece. fundando os arraiais do Tijuco e do Burgalhau. Mas. pinta claramente a ação dos monopolistas judeus. 7. pelo Rio Grande. fez correr risco ao comércio das mesmas. encontrara os diamantes. que se derramavam sobretudo pelas devesas do ribeirão do Inferno. de Goiás e Cuiabá. Foram tantos os tais traficantes judeus que acorreram ao Tijuco. a fim de comprá-lo por baixo preço. O distrito diamantino. O Museu Histórico Nacional possui um exemplar dessas mordaças. às montanhas frias. É o primeiro passo do judaísmo para se apoderar dos diamantes como se apoderou do ouro. a fama das riquezas auríferas atraiam naquela remota região "grande número de aventureiros"36. de indivíduos que se diziam munidos de licenças vocais para a compra das pedras preciosas42. o pico solitário do Itambé desafiava a curiosidade dos aventureiros reinóis. Compravam barato os que caíam em mãos de pessoas que não entendiam do negócio. resolveu que a mineração diamantífera passasse a ser feita "por meio de contrato com alguma companhia"38. "O marquês do Pombal" pág. Em 1731.

o contrato de venda foi passado com os irmãos Benjamin e Abraão Cohen. até o começo do século XIX. Paris. os Hoppe50. 220. apuravam anualmente. o mais notável deles. José Vieira do Couto. págs. MAS complet des pierres précieuses". chegando a mandar construir grande tanque com um navio em miniatura. morrera louco em Lisboa45. de Amsterdam. pags. se poderia ver a origem dos capitais que nela entraram. O último contrato expirou em 1771. Apesar dos pesares. cit. Nove milhões de esterlinos é o cálculo de João Lúcio de Azevedo para a exportação diamantífera no período de um centenario48. O judeu apoderou-se. 50 D'Orbigny. 377 e segs. O primeiro contrato dos diamantes foi celebrado em 1739. nem as dores de uma raça infeliz. quando voltasse o bom tempo. Findo o prazo do contrato. 135. "Memória da Capitania de Minas Gerais". 51 Charles Sarbot. Imagine-se o lucro nos 20 primeiros anos em que a produção diamantifera fora de 3 milhões de quilates. baixaram os preços ao seu talante46. ex-escrava de José da Silva Rolim. Essa expropriação não custou o sangue dos brasileiros. cit. op. incluindo o contrabando. 52 Charles Barbot opa cit. sem espírito e sem educação. Joaquim Felício dos Santos. que parecia protegido da sombra pelas influências poderosas que talvez houvessem afastado os Caldeira Brant. os quais. Lacroix. "a mais linda. isto é. que se tornou célebre pelos seus esbanjamentos e pela influência que sobre ele exercia sua amante. como vimos. 402. 229-230. vítima de intrigas. foi dar com os ossos na prisão do Limoeiro. O desembargador João Fernandes de Oliveira era um verdadeiro príncipe. "Dominadora do Tijuco". em outro tempo. idem. que formaram uma sociedade com o nome de Companhia dos Diamantes. Ao terminar o século XVIII. 222. segundo cálculos de 1858. E. pág. até o começo do século XIX. op.povoação. 1858. Portugal apurou da venda de diamantes. os judeus. 25 milhões de francos52. Ele satisfazia-lhe todos os caprichos. no tempo do marquês. "Voyage pittoresque dans deaus Amériques". 1936. O terceiro e o quarto couberam aos irmãos Caldeira Brant. pág. pág. abandonado de seus deuses tutelares. Enquanto Portugal. Xavier da Veiga. a famigerada Xica da Silva. apurava 16 milhões de cruzados nos diamantes do Brasil. sem beleza.040 contos de réis 49.Isso produziu para a coroa portuguesa um lucro real de 5. Se fosse possível encontrar a escrita da mesma. pág. ou a das minas de ouro pelos emboabas. que compravam por 45 francos o quilate de diamante bruto e vendiam por 197 lapidado51. pág. Paris. 53 Op. pág. Ao tempo do Marquês de Pombal. em virtude das crises políticas oriundas da Revolução Francesa. judeus e maçons dominavam em Portugal. em prorrogação. 1799. produtoras do desemprego e paralização dos negócios na Europa. cit. de Minas". que contratou a venda das pedras diretamente com os judeus. cit. certos de ganho liquido e vultoso. 49 Idem. deslumbrando a toda a gente com o fausto de jantares e representações. 221. seus sócios de empreitada. entre a Fazenda Real. Bernardo da Fonseca Lobo achou as grandes lavras do Serro Frio. cerca de 15 quilos anuais53. op. idem. já o contratador João Fernandes de Oliveira. para que ela gozasse a sensação de embarcar44. Os controladores do contrabando de diamantes do Brasil eram os judeus de Amsterdam. 45 Op. 143. parecia "o retrato de um pequeno bairro de Constantinopla"43 Em 1729. porém. É bom não esquecer que. dos resultados das lavras de diamantes achadas pelos sertanistas. como o infame comércio de escravos 43 44 Dr. a extração dos diamantes passou a ser feita pelo governo real. 45 . 48 "Épocas de Portugal Econômico". O quinto e o sexto contratos tornaram a ser de João Fernandes de Oliveira. dez anos depois. como a conquista do açúcar pelos flamengos. 46 Idem. pag. pelo prazo de 4 anos. cheio de dividas para com os judeus. 16 milhões de cruzados47. 47 Eschwege. seus mercenários traiçoeiros. 180. O segundo contrato foi dado ao mesmo contratador. o desembargador João Fernandes de Oliveira e Francisco da Silva. Cf. ed. Antes. cit. até o começo do século XIX.

seus parceiros no tráfico...pelos ingleses. Saiu mais barato: custou somente o drama oculto que levou à miséria e à loucura o faustoso contratador João Fernandes de Oliveira. 46 .

"O assalto à riqueza. que ao lamento de um acudem todos. sua nobreza rural. e os pernambucanos. Seus homens de prol.CAPITULO VIII A guerra judaica NA PRIMEIRA década do século XVIII. o que se passou nas Minas. assalto à Vida mental". Atacou os paulistas. eram cristãos-novos. isto é. cap. tip. define um vocábulo: “porque entre os marranos ou marrões [que em Portugal quer dizer porcos]. Não havia dóvidas. op. Tanto emboabas como mascates eram meros aventureiros. na grande maioria provenientes do Minho. 1848. 56 Aquela cooperação que lhes deu a vitória na guerra dos emboabas. como o gangster judeu Abraão Finckelstein se orna com o antigo nome russo de Máximo LITVINOF. Mas os processos de que lançaram mão. todos eles cegos em relação à questão judaica. afirmando que na família portuguesa não havia maior divergência do que aquela. Todos esses israelitas ou cristãos-novos se ocultavam sob a capa de católicos e usavam velhos nomes portugueses. “Memórias históricas da província de Pernambuco”. Consultemos a história para saber se. o judaismo atacou. com efeito. açambarcadores de gêneros. Faria. Jacob em Diogo. Tambem desfiguravam os nomes judaicos. honrados e bem educados. À guerra desoladora dos mascates. o documentado e seguro historiador Fernandes Cama denomina: “movimento sedicioso dos europeus portugueses”55. pags. é a primeira condição de todos os assaltos. em referência à conhecida coesão entre cristãos-novos. os possuidores da riqueza no Brasil. donos dos engenhos de açúcar. que a aravam e fecundavam. mercadores enriquecidos sem escrúpulo. cristãos-velhos do outro. Fungeca em Fonseca. quando se queixa algum deles todos os demais acudem a seu grunhido. daí descendem naturalmente os outros: assalto ao Estado. Esta é a réplica daquela. que defenderam e retomaram o terra ao invasor. Nem era possivel havê-la: os hebreus judaizantes ou católicos. 57 Ed. que se cobriram de glória numa luta heróica. “os portugueses dividiam-se política e nitidamente em duas facções: cristãos-novos de um lado e cristãos-ve1hos do outro. não havia oportunidade para mais apartações sociais ou políticas: cristãos-novos de um lado. Emboabas em Minas Gerais. em Portugal. Recife. o próprio Pombal o confirmou no decreto que abolia as distinções. judeus. Ora. IX. nesse tempo. por isso lhes deram título e nome de marranos”58. Hisneque em Henriques. Havia portugueses limpos. e como assim são os judeus. exatamente. 58 Mário Sáa. ou cristãos-velhos. veremos o desenrolar de idêntico plano na guerra dos mascates. tomo iv. donos das minas de ouro. 110—111. que comprendiam isso e tratavam 54 55 A invasão dos judeus. assalto à Religião. olvidados ou agarrados às tradições. os tais europeus portugueses que acenderam essa guerra injusta. as artimanhas de que usaram e a força oculta de que dispuseram os revelam à distância. O livro “Sentinela contra judeus”57. A voz geral denominava os forasteiros e os historiadores. de 1732. toda a gente o sabim. 54-55. rotulam-nos como europeus. escreve Mário Sáa54. assegura o admirável Fernandes Cama. desta maneira. a fim de preparar os outros. entendiam manter seus foros e privilégio. Pernambuco fora restaurado do domínio judeu-herético dos holandeses pelo próprio esforço de seus filhos. como anota Pedro calmor. 47 . Barrosch em Barros. "que infelicitou tantos pernambucanos”. ao mesmo tempo. pag 70 José Bernardo Fernandes Cama. pags. gente corrompida e corruptora. por exemplo: Misael se mudava em Miguel. no Sul e no Norte. O que se passou em Pernambuco reproduziu ponto por ponto. esses inimigos dos brasileiros não eram mais do que judeus portugueses disfarçados. Já vimos na guerra dos emboabas como o judaísmo procedeu ao assalto à riqueza. tinham entre si uma enorme coesão 56. a fim de se apoderar dela. mascates no Recife. cit. Uma guerra é a cópia perfeita da outra. Tem-se até a impressão de que estão em cena os mesmos personagens.

“tornavam-se capitalistas” e se julgavam “superiores à nobreza do país”59. “A sós e sem partilha”. decente. motivado pela usura judaica. dando-lhe a escolher. depõe Mário Sáa. E bom comparar. cit. 48 .. os comissários de todas as vendas de açúcar. justificando-se parentes (sem o serem ) daqueles pernambucanos. que os próprios mascates lhes puseram uma alcunha depreciativa e simbolizadora de sua triste decadência: pés-rapados65. os bens de raiz pouco a pouco passaram para as mesmas mãos pela usura e compra das propriedades da nobreza endividada. Cia. op. ofício inteiramente judaico. todas as funções que se relacionavam com impostos ou negócios de dinheiro estavam na posse dos judeus”64. pág. O empobrecimento dos nobres pernambucanos. conjurada para empobrecer a nobreza rural pernambucana. que supriam os senhores de engenho. Esses tubarões dos negócios do açúcar. cristão-novo. Qualquer destes dois negócios arruinaria infalivelmente o miserável agricultor. Desde o lugar de secretário de Estado e de ministro das Finanças. 63 Forasteiros ou mascates. É bom comparar. mas. em Minas. É o que hoje chamamos vendedor a prestação. Aconteceu. “História Geral do Brasil”. cada senhor de engenho devia uma soma considerável ao mascate que o tinha suprido. tendo os mascates monopolizado a compra dos açúcares. 1882.. idem.. Eram. os mascates. Melhoramentos de S. queriam assaltar a riqueza pública. 64 “Die Historiche Weltstellung der ludem”. Aqui está excelentemente situada a diferença entre o português sério. ou pagar-lhe no ano seguinte o duplo do que devia. Recorro à pintura feita por Fernandes Gama62 da ação nefasta desses novos invasores de Pernambuco. os intermediários. 3a ed.. “fosse por que meios fossem”. amigo dos pernambucanos. queriam gozar fortuna e honras dos pernambucanos. além disso. “com juramentos falsos. reza o documento. 57-58. assim. adiantando-lhes dinheiro ou vendendo-lhes a prazo mercadorias.fraternalmente os pernambucanos. ou entregar-lhe o açúcar a 400 réis cada arroba. outro remédio não tinham os tristes pernambucanos que se sujeitarem à vontade do opressor europeu!” Substitua-se esta última palavra europeu pelo termo verdadeiramente justo diante dessa caraterizada usura. explorador e inimigo da terra. assim aconteceu em Portugal desde os primórdios do reino. tomo Iv. pag. e então este inflexível credor instantaneamente o apertava. senhores de engenho. Essa cainçalha avançava sobre as posições e distinções com a conhecida avidez judaica pelas honrarias e pelo mando. Não contentes ainda com isso. cristãovelho. “tentaram abater e aniquilar a nobreza do país. 24 e segs.“o turbilhão de aventureiros auri-sedentos que. que “viviam de vender pelas ruas e freguesias do interior. o grande amigo dos pedreiros-livres e dos judeus. aportavam a Pernambuco”. arvorados em mascates”. cit. além de emboabas. integral. todos os anos. pag. na Espanha medieval. “que só do comércio cuidavam”. era de tal modo visível. “No fim das safras. açúcar este que ele remetia aos seus correspondentes na Europa. Paulo.acrescenta . Ninguém viu melhor nem melhor reproduziu o quadro judaico da mascatearia. 62 Idem. tão vorazes como os da Holanda e mais perigosos por se infiltrarem com avenças de paz. Essa é a eterna marcha do judaísmo em todas as épocas e em toda a parte. à razão de 1$400. pógs. 61 Fernandes Cama op. resolveram intrometer-se nos negócios públicos. para só eles60 gozarem das honras e isenções adquiridas com o sangue pernambucano”61. o termo judeu. 58. Mas . e se verificará que vai como uma luva. precisamente a mesma coisa teria de acontecer em Pernambuco nos anos que já anunciavam o advento de Pombal. pags. e o português aventureiro. 400. 65 Varnhagen. Vede a reprodução exatíssima do que ai está em um autor sério e fundamentado como Heman: “A riqueza móvel da Península Hispânica residia toda nas suas mãos. que por terem caído em pobreza por pouco mais de nada lhes cederam seus serviços”. inescrupuloso. Assaltada a riqueza particular. Todo o comercio residia “em poder desses forasteiros ou mascates63. tomo III. “só eles”. disse Azevedo Marques que os emboabas queriam as minas dos paulistas”. tomo Iv. Os dicionários definem mascate como vendedor ambulante. 57. Chegavam até a arranjar hábitos de Cristo e comendas. 59 60 Fernandes Cama. avidez de quem longamente foi privado desses gozos.

uma noite. o número de fortalezas que o defendiam. O governador começou a influir para que. essas arrematações.havia decaído.. “Desde a época dos holandeses. e o dos pésrapados. os ânimos pernambucanos começaram a fermentar e não se faria esperar a reação nativista. Tiveram fama terrível esses fermers-genéraux! Conta-se que em Ferney. 69 A isolentia jodoenrum a que se referia o bispo Aqobard em plena Idade-Média. imoral e sem religião”. os cristãos . Despejaram ouro às mancheias. nos antigos municípios. que gozava de ancoradouro abrigado e seguro. idem. seria preciso que se realizassem no Recife e não em Olinda. Fernandes da Gama. Erigido o Recife em vila. “homem despótico. com os quais escorchavam as populações e construíam fortunas colossais. 8 49 . tomo iv. nota Varnhagen. taxaria a preço baixo os gêneros que os matutos agricultores apresentassem nas feiras e a preço alto os das vendas dos cristãos-novos 67. tendo à frente o governador. . Sebastião de Castro Caldas irritou-se e começou a vexar os povos 66 67 Idem. pag.velhos. tomo XVI. os fidalgos olindenses haviam pela provisão de 8 de março de 1705 conseguido impedir que do Senado da Câmara participassem mercadores de “loja aberta”66. O Recife foi erigido em vila. por exemplo. Nac. os quais eram principalmente os de fornecimentos e cobrança de dízimos. cli. pag. 59. tudo isso contribuía para essa predominância crescente. capital da capitania. à medida que levantava o Recife. aos almotacéis. anos mais tarde. sozinhos. como diria Videant. Desde o tempo dos romanos que os israelitas se haviam especializado nesses negócios. o preço dos gêneros alimentícios. Rio. O plano era. como se diz hoje. mobilizaram todos os empenhos possíveis e usaram à sua vontade o governador Sebastião de Castro Caídas até conseguirem a execução do seu intento. Composto o Senado da Câmara de mascates ou de criaturas suas. Naturalmente. Apressou-a a repartição dos termos das vilas de Recife e Olinda. e sendo mascates os arrematadores. a cujo lado se pusera o ouvidor José Inácio de Arouche. os judeus seriam juizes e parentes ao mesmo tempo em esplêndidas negociatas. cheia de judeus. tomo III pag. A mudança da capital tornarase questão de vida e morte para a mascatearia. povoação mais nova. op cli. 1894. A gente de Olinda sapateou. os ódios foram se exacerbando até que se formaram dois partidos: o dos mascates. Voltaire pronunciou somente estas palavras: “Era uma vez um arrematante de impostos. tomo IV. Para terem. cizas e outros impostos.. magistrado obediente e seus senhores ocultos. o panfletário da epoca. em verdade. Pouco a pouco. Em França. os visitantes contavam histórias de ladrões e roubalheiras. competia taxar ou tabelar. cabeça do herético e judaico domínio holandês. as famílias nobres. Ciosos de seus foros. das funçães da governança70.. o almotacé seria indicado pelos judeus e. na casa de Voltaire. 393. nessa divisão. 70 Fernandes Gama. Olinda . Imp. Instado para que também contasse a sua. demarcados no território que antes pertencera unicamente à última. Sebastião de Castro Caídas. 68 Varnhagen op. Nesta vila antiga e tradicional. privava com os capitalistas e onzeneiros judeus. com direito ao pelourinho simbólico. 393. enquanto os judeus se tornavam insuportáveis” e levavam a ousadia69 ao ponto de quererem excluir todos os nobres. os cristãos-novos formavam talvez a maioria e poderiam constituir o Senado da Câmara a seu talante.O governador da capitania de Pernambuco. mascatal. cli. op. 71 Felipe Lopes Neto. ‘Guerra civil ou Sedições de pernambuco” in “Revista do Instituto Histórico e Geográfico do Brasil”. ao tempo da guerra dos mascates. e não era para menos. os pés-rapados. Nassau dera grande prestígio e impulso à capital da Nova Holanda com as obras que ali fez e com o movimento cultural que gerou. Demais. dominavam de modo incontestável. crescendo muito em pupu1ação”68. 60. Olinda fosse grandemente prejudicada 71. Senhores da Câmara.. que o cumulavam de presentes e lhe davam gordas propinas nas arrematações dos contratos reais. pag. p~g. A própria posição do povoado. sem partilha e com segurança. No Recife. o judeu Cerfber monopolizara os fornecimentos dos exércitos de Luiz XIV e uma récua de judeus sem escrúpulos se apoderara da ferme ou arrematação dos tributos e fintas. a arrematação dos contratos seria logo para ali transferida e isso era o que sobretudo importava. Então.

Foi quando o braço da vingança se estendeu da sombra e o governador se viu ferido a tiro. D. encarregado de prendê-lo74. mas a idéia não foi aceita77. cit. Os mascates judeus não se deram por vencidos. 68. Cerca de dois mil homens bateram a infantaria de linha do governo e a fizeram recuar para o Recife. contudo. cli. 526. seguiu para Parelha. Resolveram desarmar o povo. De posse do Recife. 14. em segundo. a comprar a todo preço mantimentos. op. “semelhante à de Veneza”. Outros nobres fugiram para evitar os desacatos. “Efemérides Brasileira” Imprensa Nacional. Para demonstrar categoricamente que não estava em rebeldia contra o poder real e sim contra o bando de mascates. cit. Consertaram a desforra. indultando todos quantos tinham participado da justa rebelião78. estes conspiradores começaram sob o título de especulação mercantil. Mandou agarrar por qualquer pretexto e meter na cadeia homens das mais nobres famílias de Pernambuco: Barbalhos e Cavalcantis. a gente de Pernambuco deu posse ao bispo no dia 18 de novembro. idem. pag. Simão Ribeiro Ribas. Eles não largariam sem mais aquela cobiçada presa. Joaquim de Almeida. Ao domínio estrangeiro! Não é o domínio da metrópole. o kahal judaico. em nome de El Rei. na sua maioria fraternizaram com os seus patrícios em armas75. Mas as suspeitas começaram a valer como provas e as grades das prisões se fecharam sobre homens conceituados e dignos como o capitão—mor Lourenço Cavalcanti Uchôa e o capitão André Dias de Figueredo. servindo-se nestas compras de seus agentes no interior. Manuel Alvares da Costa. de surpresa. Cansados de insolências e insultos. pàg. em missão especial. 50 . havia uma carta-régia provendo sobre a vacância do governo. nem com tudo perdiam. entre os quais talvez o pior deles. os outros ficaram maquinando planos. Sebastião de Castro Caldas fugiu por mar para a Bahia. Os terços de Auxiliares e Ordenanças. natural no tempo da colônia. que tomaram a vila. enquanto os 72 73 Idem. O capitão-mor Pedro Ribeiro não se quis sujeitar a prisão que lhe era imposta pelo parcial governador e aprisionou o capitão João da Mota. prevenindo-se cuidadosamente! Dos que foram para a Bahia. 75 Idem. os pernambucanos sublevaram-se a 5 de novembro de 1710. Entre os documentos de Sebastião de Castro Caldas. 64. op. 9. sem que fosse possível identificar os autores do atentado 72. já falecido. o bispo D. pag. Urdiram uma conspiração nitidamente judaica pelo que narra Fernandes Gama: “Apenas chegaram aos seus destinos. que pelo nome se não perca. que correu a refugiar-se na Paraíba. Sebastião de Castro Caldas e os judeus mascatais tinham. 76 Fernandes Gama. na rua da Agua-Verde. Manuel restabeleceu a ordem e publicou um perdão. conluiado com o injusto e cruel governador. cit. os pernambucanos não praticaram a menor violência contra seus adversários. tomo iv. idem. limitando-se a arrancar as insígnias de cargos e postos aos judeus que as ostentavam com alarde e empáfia 76. Reconhece Fernandes Gama que tirar as armas daquele brioso povo nordestino equivalia a “entregá-lo ao domínio estrangeiro”73. assim se foram preparando os conspiradores. Vinha nomeado nela em primeiro lugar o mestre-de-campo João de Freitas Cunha. pag. Rio de Janeiro. O sargento-mor Bernardo Vieira de Melo propôs que Pernambuco se declarasse em república. pag. 1918. Aproveitando a raiva e o medo do governador. tomo III. milícia territorial do país. O conceituado historiador sentiu o mesmo perigo que sentinos hoje sob a ameaça do comunismo judaico 74 Varnhagen. como hoje se fecham as organizações patrióticas e as ligas fascistas antes de dar certos golpes. op. a audácia dos mascates levou-os a acusar o próprio ouvidor. pág.para favorecer aos forasteiros. Op. Os defensores dos mascates foram impotentes para deter o avanço dos rebeldes. É outra coisa. 396. íntimo pavor de um motim popular que vingasse tantas violências e afrontas. levando em sua companhia os principais cabeças dos forasteiros. idem. 77 Rio Branco. e posto que os comprassem por maior quantia. porque as fazendas que davam em troco eram também vendidas por preço elevado. com seu testa-de-ferro um governador. principalmente farinha. encontrados em uma secretaria. com a nobreza comum aos cristãosvelhos. e. 78 Felipe Lopes Neto.

como solam fazer os cristãos-novos. 70. despendendo com esse fito o dinheiro “com mão larga” e passando os gêneros escondidos dentro de caixas de açúcar. 86 Fernandes Gama. 76. decidiram dar o golpe de surpresa assegurando-se pela traição do bispo-governador. O mesmo disseram os vianenses de Bequimão. O plano até parece decalcado dos famosos “PROTOCOLOS DOS SABIOS DE SIAO”. o negro Domingos Ribeiro Carneiro. as matanças ou pogroms de judeus em Lisboa. Como a frota tardava aparecer e temessem que fosse descoberta a conjura. Seus cúmplices convidaram-no para uma visita ao forte do Mar. por 14 mil cruzados.Viva E1 Rei D. uma resolução e. entregando a capitania aos corsários do rei da França. infamemente todos quantos se curvaram ao ouro judaico. Houve Henrique e. Henri Rarbusse (judeu). Caso típico de açambarcamento judaico para perturbar a normalidade da vida e irritar o povo.. por 400 mil réis. onde seria aprisionado. cit. pag. Os infames forasteiros temiam a valentia pernambucana e queriam todas as seguranças. porém. por alguns milhares de cruzados85. os Mayer e os Meyer.diziam que se apoderariam de quartéis e fortalezas. 15. Cf. tudo é boa condição para a revolução”. pág. “uniformes dp Exército”. 82 Nas nossas antigas milícias territoriais. O atravessamento de gêneros de primeira necessidade por parte de tal gente. “Embora encareças o pão e uma medida de trigo custe uma moeda. cit. que usava este último nome sem direito à ele. Sebastião Pinheiro Camarão. op. Diogo Pinheiro Camarão. Com vagarosa tenacidade. Para isso. João da Maia84 da Gama. Foi ele que deu. a 18 de junho do ano de 1711. com quem Portugal se achava em guerra 86. loc. D. A reconquista de Pernambuco pelos mascates estava preparada para quando rompesse a frota que anualmente vinha de Portugal. A fim de preparar os ânimos para o que ia acontecer. D. já aplicados com êxito pelos emboabas com a atoarda da pretensa matança de seus comparsas. da "História Geral do Brasil" de Varnhagen. também. até 1831. of. a fim de provocar desordens e levá-lo onde se quer. está documentado por historiadores dignos de respeito81 e por si só é suficiente para denunciar o espírito judaico dos mascates. 1922. 51 . premeditados. O fim disto era causar indignação à tropa e às pessoas fiéis à coroa. tomo Iv. 16. in fine. fomentar revoltas e empobrecer os inimigos. como as ondas se encapelassem no dia marcado. caçadoresHenriques em Pernambuco. Manuel desistiu do embarque. que têm havido em Portugal” 80. nota 19 a pág. 84 Maia é nome comuníssimo entre os judeus portugueses. a fim de evitar qualquer suspeita. descendente do herói da guerra holandesa83. mestre-de-campo do terço de Henriques82. 85 Fernandes Gama. op. cit. de acordo com a velha técnica dos golpes judaicos.. mas. 83 D. ed. o capitão-mor do Cabo. João V! Morram os traidores! com o fito de fazer crer à população que os pernambucanos queriam atraiçoar o go- 79 80 Op. Urgia. o capitão-mor da Paraíba. Na opinião de Mario Sáa. Bahia e Rio de Janeiro. “jesus”. levaram seis meses açambarcando os víveres. tomo IV. gritando cinicamente: . op. caso não trouxesse confirmação real do indulto concedido pelo bispo. na dispersão dos sefardim pela Europa. 69 Idem pag. por 3 mil cruzados. Ferroud. primo e sucessor do grande Camarão. dessa maneira. Compraram. pag. cf Gustavo Barroso e 3. tanto que o historiador Fernandes Gama repele qualquer parentesco com o vilão. cit. cit. Rodolfo Garcia. Sebastião era filho de D. Wasth Rodrigues. foram precedidas de “enormes carestias da vida” que os açambarcamentos causavam e que faziam o povo estourar de raiva. espalharam o boato de pretenderem os brasileiros impedir a tomada de posse do novo governador esperando na frota. .pernambucanos descansados em suas consciências se entregavam às suas privadas ocupações”79. nos terços e regimentos de Henriques. fementidos e cautelosos. Atanásio Gomes e mais alguns fuões de Goiana. Felipe Lopes Neto. os conjurados saíram pelas ruas. “foram sempre os cristãos-novos os únicos açambarcadores de funções e coisas. à frente de soldados amotinados. escapando por felicidade à cilada. se guardou religiosamente a brilhante tradição dos soldados pretos de Henrique Dias. pelo perdão do que devia aos usurários. Mostraram-se. pág. depois. 398 do tomo III da 3a ed. para criar dificuldades. 81 Felipe Lopes Neto. Segundo João Lúcio de Azevedo. op. traindo a causa sagrada dos seus irmãos: o capitão João da Mota por 6 mil cruzados. Paris. o Governa dor dos índios.

familiarizou-se logo com os mercadores. um dia avistaram-se em alto mar as treze velas da frota de Portugal! Trazia novo governador. pág. e o juiz de fora Paulo Carvalho. suspenderam o bispo das funções do governo. Camarão sublevou os índios e João da Maia levantou os paraibanos em favor dos que lhes pagavam. que se pôs a expedir ordens. Sebastião de Castro Caldas. composto do negro mestre-de-campo e do capitão Mota. Vieram com ele. A guerra desenrolou-se no meio de traições. 72-73. longa missiva do bispo. mesmo dentro dos seus muros. o governador-geral do Brasil. declarando-se "inteiramente pelos mascates". Félix José Machado de Mendonça Eça e Castro de Vasconcelos. Todavia. Felizmente. 177. que se apresentaram com seus escravos e acostados em armas. 90 Fernandes Gama. Os capitães-mores mobilizaram seus terços de Auxiliares e Ordenanças marchan do contra o Recife a vingar o agravo. 71. Camarão foi aprisionado em um combate. onde estalaram motins de soldados. tomo IV. de quem desejava receber regularmente o governo. quando se preparava para vir a Pernambuco. não soube resistir ao ouro israelita. pág. 52 . recebeu fora da barra. Mandou recolher a artilharia e desmanchar as trincheiras: porém não impos o menor castigo aos provocadores judaicos da luta. os quais puseram "a justiça em almoeda". O Senado da Câmara de Olinda intimou os mascates à rendição. idem. No dia 18 desse mês. mandou que as fortalezas fossem entregues ao bispo. realmente. os homems inquietos e arruinados". menos a expulsão dos franceses e a destruição de Palmares. mas querendo. como Camarão e outros. pág. tomar as rédeas do poder sem oposição dos pernambucanos em armas. Fingindo-se cioso do prestigio da autoridade. Idem. conforme diz o autor de uma carta anônima ou panfleto. avisando a gente dos engenhos e do sertão do que em verdade ocorria.verno87. ainda na Bahia. págs. O novo governador. O bispo e o ouvidor Arouche tentaram apaziguá-los. Bernardo Vieira de Melo. e declararam o Recife cidade. Também recebeu a visita do João da Mota. entre Garapu e São José. op. e nomearam "um governo intruso e monstruoso". Após a derrota do Cabo. custodiando-o em companhia do ouvidor. As sortidas dos sitiados e as ameaças dos índios e do lado à Paraíba obrigaram à convocação do clero e dos proprietários de fazendas e engenhos. resultara. A "falsa fé" dos mascates espalhava desconfianças por toda a parte. prendeu na Bahia. embora em menor escala. Mais tarde. verdadeiro soviete. tomo IV. outros dois flagelos para os "tristes pernambucanos": o ouvidor João Marques Bacalhau nome de cristão-novo. o bispo conseguiu fugir num escaler para Olinda. de modo a evitar o revide da gente da terra88. Depois. Lourenço de Almada. com grandes festas e regozijos por parte dos mascates. homem prestigioso. cit. "História Geral do Brasil". não só para salvá-lo de suas garras como para "tirar qualquer pretexto" de sublevação. da "cavilação mais odiosa que pode inventar a maldade humana!". que enviavam para o interior. concedeu-lhes privança em sua casa e aquele que mais lhe pagava o tinha do seu lado90. também. Os mascates submeteram-se. Idem. D. "Confusa e revolta andava toda a terra. Há uma esperança de justiça e paz! Por uma jangada. dizendo que tudo se estava passando com sua anuência. forçaram o bispo prisioneiro a assinar cartas. logrou fugir. Repetia-se. enviado dos forasteiros. Afinal. foi erigido o pelourinho. apesar de seus nomes ilustres e nu merosos. Será preciso mais alguma coisa para caracterizá-la? Enfim. a 21 de junho. em 1711. 87 88 Idem. a luta travada contra o domínio judaico-flamengo. como todas as que se tinham travado no nosso pais. 89 Varnhagen. A artilharia abocada para as ruas impedia qualquer reação. expondo tudo que acontecera e estava acontecendo. prendendo até o sargento-mor do terço dos Palmares. Então desembarcou e foi empossado do cargo na Sé de Olinda. Mas os chefes militares vendidos guarneceram logo os fortes com oficiais e soldados europeus. proclamaram novamente governador a Sebastião de Castro Caldas. nem mesmo quando tentaram novo tumulto em novembro. Essa GUERRA JUDAICA. símbolo municipal de Recife. remetendo-o para Lisboa. O bispo organizou os comandos militares e sitiou a cidade judaica. 123. Esse "pronunciamento" custou aos judeus 70 mil cruzados89. voltaram sem ser incomodados e viram-se recebidos sob ovações e flores. Os chefes militares vendidos aos seus cruzados. reveses e vitórias. escrito contra os mascates do Recife.

iam desfrutar ainda suas riquezas. tomo II. 92 53 . André Dias de Figueiredo. pág. A intrigalhada judaica cindiu Pernambuco em "parcialidades rivais". franciscano intrigante. Bernardo Vieira de Melo e ou tros mais foram humilhados e presos. op. foram vencidos deslealmente pela insidia judaica e pela corrupção do ouro de Israel. Reinou o terror judaico. cit. apesar das "intrigas dos mascates". 91 Idem. inclusive para Angola. pelas coligações ocultas. El Rei ordenou pelo Conselho Ultramarino nova devassa pelos fatos posteriores ao motim contra o governador e seus comparsas mascates. lá morreu nos calabouços da torre de São João92. 181. o qual merecia prêmio e não castigo! Os patriotas começaram a ser vilmente perseguidos. tal qual os emboabas. fez-se uma devassa.. integral. pág. amedrontados daquela justiça parcialíssima. essa desapropriação. A própria frota retornou ao reino. em 1713. Começa pelas restrições legais. frei Jacomé. Por causa dela. campearam abusos. por castigo divino. pág. cit.. págs. que haviam explorado o empõrio do açúcar e o tráfico negreiro. As súplicas das vitimas haviam penetrado na corte. por mediação de um êmulo do apóstata frei Francisco de Menezes. primitiva. Os pernambucanos. ed. feita com lágrimas e sangue. mau grado a heróica restauração do século XVII. Os hebreus. pág.. delações e crimes. pág. Sob a égide dos três flagelos . mas. declarando ter sido JUSTO o procedimento dos mascates. 1915. Encadearam-se ininterruptamente devassas e prisões. "a sós e sem partilha". dizer que era uma afronta aos moradores do Recife96! A afronta dos vadios e pés-rapados senhores de engenho aos esforçados. cit. pois para esse confirmara já a anistia dada pelo bispo. não se realiza de um momento para outro e sem encarniçada luta. honrados e ativos comerciantes da praça. 94 Varnhagen. vencedores leais pelas ar mas. Como temos visto e continuaremos a ver. Houve muitas deportações. Alguns fugiram.Estes peitaram mais em seu favor grandes trunfos e empenhos em Lisboa. no século XVIII. tomo IV. levado a ferros. A judiaria mascatal aproveitou se disto para. tomo li. A solta. Pernambuco. 179. como almejavam. que tinham entregue traiçoeiramente a terra pernambucana aos piratas flamengos. O bispo foi afastado para os sertões do São Francisco. 93 "História dos cristãos-novos portugueses". nas garras do kahal! O povo ia gemer no ecúleo das extorsões. Ficava muito pior do que na época mais despótica do domínio holandês94. Bahia. 96 Varnhagen op. pela força do poder monetário e vão "em derradeira instância à violência contra pessoas e propriedades". ed. 95 Borges dos Reis. 405: Borges dos Reis "História do Brasil". 155-156. levando abundante documentação forjada contra os pernambucanos. primitiva.governador. 132. naufragou nas costas de Galiza e os espanhóis despojaram de tudo os mascates judeus que nela iam intrigar em Lisboa! A "confusão geral" provocada por esses sucessos durou até 1714. Bernardo Vieira de Melo. 155. ouvidor e juiz. op. cujo corifeu em Lisboa era o cristão-novo desembargador Cristovam Reimão95. adulterando os fatos de acordo com as normas da Sinagoga. Verificamos todas a essas fases na guerra judaica dos mascates. coberto de glórias recaia outra vez. ed. que concluiu como era de se esperar que concluísse. traições. que satisfazia aos judeus pelo que com ele despendiam "para à larga viver escandalosamente fora do seu convento"91. 33. idem. segundo observa João Lúcio de Azevedo93. A Câmara de Olinda festejou naturalmente com estrondo a resolução de El Rei. pág. para Lisboa. Varnhagen.

dando um lucro formidável pela diferença de valor. Daí por diante. A Antonio de Ulloa.D. Diogo de Andrade. Buenos Aires. A rota do poente fora procurada antes da do meio-dia. pág. 60-61. Em 1595. Jorge Nunes e Pedro Contreiras. 39 ed. são condenados os judeus judaizantes João Fernandes das Heras. pág. Francisco Rodrigues. 54 . 109. Em 1622. Em 1754. nos incipientes núcleos de população do Brasil. "Anales de la Inquisición de Lima". aberto ao corso dos predadores de rebanhos. só Antônio Castanho Taques trouxe 40 arrobas. 1897. 225. havia 6 mil judeus refugiados no Prata! 8 "A invasão dos judeus". Deviam ser muito grandes os ganhos para os cristãos-novos se arriscarem a freqüentar o vice-reinado porque a Inquisição de Lima era por demais rigorosa para a judiaria de origem portuguesa4. pág. passava a chamar-se prata do Porto. Narrando esses e outros fatos. judeus aventureiros que iam buscar a prata das minas do Potosí. 7 Carlos Correa Luna. "teimosia de mosca do judeu" a que alude Mario Sáa6. 50. pág. falso testemunho. fundida e lavrada na metrópole e devidamente contrastada. 1792. 24. Esse tal Diogo de Andrade era o que hoje se chama um elemento perigoso. 2 Pedro Calmon.CAPÍTULO IX O ninho do contrabando O meridiano de Tordesilhas foi recuado para o Oeste graças à audácia sem par dos bandeirantes. pág. latrocínio. A quantidade de prata contrabandeada nessas viagens clandestinas foi colossal. 72. para abjurações leves ou veementes. os judeus se espalharam pela audiência de Charcas. Madrid. "Noticias Americanas". 1914. cit. já fora agarrado e punido pela Inquisição 1 A prata era a riqueza quase exclusiva do Peru. 109. naturalmente no extremo meridional do território brasileiro se travaria uma luta tenaz que durou séculos e permitiu a flutuação das fronteiras até que as circunstâncias históricas trouxeram sua fixação definitiva. Em 1625. dando pleno curso à sua jeiteira para os bons negócios. João da Cunha Noronha e Manuel Nunes de Almeida. Madrid. 91. no Brasil. 10 Ricardo palma. pág. isto é. ed. a qual. 600 quilos3! Até as moedas espanholas eram trazidas por essa gente e corriam. Como tocava na Laguna. Carlos Correa Luna. mostra a força da corrente peruleira encaminhada em busca da prata. cit. bigamia e até por dizerem missa sem o poderem. loc. 9 Op. cit. Baltasar de Aranda". 4 Argeu Guimarães. "Nobiliarquia Paulistana". A Inquisição de Lima começou a funcionar em 1579 e já em 1581 levava ao auto da fé dois religiosos lusos judaizantes. a província de Tucumã e o estuário do Prata. A oeste do meridiano se extendia a enormidade dos sertões que iam esbarrar na muralha dos Andes. 302. recunhadas. segundo Izaque Izeckson. as delações e a fogueira. 3 Pedro Taques. Eram. 245. pág. cit. 439 6 "A invasão dos judeus". Diogo Lopes de Vargas e Duarte Henrique. desafiando os familiares do Santo Ofício. pág. 5 Op. mas apenas a índole gananciosa"9. João Lúcio de Azevedo. já residiam em Buenos Aires de 5 a 6 mil judeus portugueses8. pág. os freires Álvaro Rodrigues e Antônio Osório. nos famosos peruleiros ou homens que faziam o Peru. Gregório Dias. o grande escritor peruano Ricardo Palma chega a exclamar: "Mala suerte tenian los portugueses con la Inquisisión de Lima10!". açoitados ou queimados por heresia. que "pode não revelar inteligência alguma. "Os judeus portugueses e brasileiros na América espanhola" in "Journal de La Societé des Americanistes". Em 1700. "História dos cristãos-novos portugueses". págs. em grande maioria. Do Peru. Desde 1550 se falava. O predador de gado fixava-se ao solo como estancieiro2. que penetrava à cata de metais preciosos até no México5. cit.Taunay. "Ensaios da HIstória Colonial . op. cuja cobiça era despertada pela aventura pastoril e que logo se transformavam em criadores. para serem relaxados. loc. Cf. com aquela perseverança passiva. Ao sul da Laguna se alongava o pampa com seus gados alçados. pág. onde ficava o vice-reinado espanhol do Peru. desaguadouro natural das riquezas do Potosi7. estourando de prata1. "História da civilização Brasileira". Em 1605. XVIII. o número de cristãos-novos portugueses que figuram nos mesmos autos.

Francisco Fernandes. Naturalmente. que eram os nascidos na terra. e que podia. velho negocista e contrabandista. judeu que. nascidos na América. 13 Op. Dessa vez. sendo os agentes diretos da obra os países marítimos protestantes: Inglaterra e Holanda. Bartolomeu Leão. de crioulos. porém. que em Latim se diz verna. existia nessa última cidade. franceses e ingleses tratam os filhos dos europeus. No ano de 1639. O fito era a destruição do império colonial luso-castelhano pela conquista e desagregação. quando ainda o Brasil continuava com Portugal ligado à Espanha. cujas riquezas. op. que a legislação manuelina. Fernando Esteves. núcleo da vida exterior. Gaspar Nunes Duarte. chamando-os godos. fundando as primeiras fazendas de gado do Piauí e os primeiros estabelecimentos agrícolas do Maranhão. Vimos qual foi sua invasão pelo avultado número deles que. pag. seguindo o caminho dos peruleiros. Domingos Montesid. mas serve para mostrar. filho de judeus-portugueses. 113-114. possuidor de várias minas de prata. 1825. "e o chefe de todos. págs. Pedro Farias. Mateus Henriques. Henrique Lourenço. Cf. Paulo Rodrigues e Tomás de Lima. Manuel Gonçalves. a Inquisição teve de proceder com o maior rigor contra a judiaria portuguesa que se irradiava pela América Espanhola. além da importância da trama sinagogal descoberta nas cartas em chave. Gaspar Fernandes Coutinho. Mateus da Cruz .Nessa designação çoreja a diferenciação étnica do ariano e do judeu. fez com que a rafaméia judaica se embiocasse neles afim de passar desapercebida. foi queimado como relapso11. Francisco Vasques. permitindo aos conversos o uso de nomes dos cristãos-velhos lusitanos. Luiz Gonçalves dos Santos. D. cit. pela qual se descobriu que as sinagogas da América estavam em íntima ligação com as da Holanda12. Manuel Matos. cit. que morava em Lima no famoso paço até hoje conhecido pelo nome de Casa de Pilatos. que Ricardo Palma classifica "o maior judeu que já houve no Peru 13". Pascoal Dias. Francisco Luiz Árias. seu verdadeiro nome era David e dizia-se descendente de Abraão. Ricardo Palma. mesmo depois da traição dos judeus-emboabas. 11 Op. Tomás Quaresma. "el castigo de los portugueses". figuravam ainda um tal João da Costa. Simão Osório. com justiça. O problema é muito mais velho e mais profundo do que pensam os ignorantes e os mal-avisados. 14 Pe. centro da vida interior daquela região. 34 e segs.Moço". o cirurgião Francisco Maldonado da Silva. e a Buenos Aires. já nascera no Brasil. nascido em Tucumã. Na segunda década do século XVIII. chamado o Capitão Grande. Os Kahals forneceriam subsídios e fomentariam as traições e espionagens. Fernando Espinhosa. pág. Henrique Nunes de Espinhosa. XXXV. 12 55 . Luiz Veiga. e aos marranos. Bartolomeu Bueno. Jorge Silva. Sebastião Duarte. Manuel da Rosa. Além desses quarenta. Diogõ Lopes da Fonseca. escravo nascido na casa de seu senhor ou nela criado de pequeno". Luiz Valência. achou as minas de ouro de Goiás e Pascoal Moreira Cabral. Francisco Montesinos. já no meado do século XVIII. as de Cuiabá. João Azevedo. Na linguagem colonial platina se conservou a memória dos castelhanos de velho tronco racial. Melquíades dos Reis. "Memória do Reino do Brasil" Imprensa Régia. Rodrigo Vaz Pereira. isto é. págs. Manuel Batista Peres. Antonio Cordeiro. Os bandeirantes paulistas também haviam continuado a buscar o Oeste em novas e audazes entradas pelos sertões ignotos. Fernando de Montesinos. Lisboa. tomo 1. somente os portugueses é que souberam aplicar devidamente o nome de crioulo. em contraposição aos crioulos. cuja fortuna era calculada em meio milhão de pesos. os judeus-portugueses desceram para o Rio da Prata e daí seu afluxo a Tucumã. contrabandistas de prata. verdadeiro oráculo da religião hebréia". descendentes dos conquistadores germânicos da Península. As redes inquisitoriais colheram nessa grande conspiração de caráter internacional avultado numero de cris tãos-novos e judeus lusos: João Rodrigues da Silva. Amaro Diniz. Perseguidos pela Inquisição limenha. Lançaram-se ainda para o Norte. 39. cit. ser chamado o Rei dos Peruleiros. Francisco Mendes. Pascoal Nunes. Antonio Balseira da Costa. Rodrigo de Ávila "o . o Anhanguera. Jerônimo Azevedo. que o hitlerismo agora põe em foco. que eram quem nós sabemos14. diz o processo. A enumeração destes quarenta réus é fastidiosa. Luiz de Lima.do México por vários delitos. in nota: "Espanhóis. conta o cronista Pelliza y Tovar que as autoridades espanholas se apoderaram de vasta correspondência cifrada dirigida aos judeus portugueses. Manuel Álvares.

pág. nas últimas décadas do século XVII. Era o caminho dos conventos de que fala Cristovam Pereira. palpitava o sentido da ne cessidade de pôr uma barreira natural de permeio às possessões das coroas rivais: grande serra ou grande rio. 21 Jorge Salis Goulart. 56 . op. Vieram 160. "Fundada a Colônia do Sacramento em 1680. de que Portugal "foi sempre uma sentinela vigilante. Dois anos depois. pág. "Considérations sur les Républiques de Ia Plata". o que mais contribuiu para que. "As fronteiras do Sul". 1920. Livraria do Globo. em 1737. 34 19 Jorge Salis Goulart. No meio dos quais os judeus refugiados do Peru viriam meter-se com o único fito de ganhar dinheiro. 161. desceram para o Sul. no futuro. A posse do Rio Grande. estabelecido o presídio do Rio Grande. 91. a fim de garantir futuramente sua posse. 1935. o Brasil hoje se debruçaria sobre as águas turvas do grande rio. traria guerras e viria até nossos dias com o litígio das Missões. os paulistas pelo Sul. as bandeiras ferozes rodopiaram pelas regiões do Guaíra. Se a coroa portuguesa houvesse cuidado de povoar com certa rapidez as terras compreendidas entre a linha riograndense e a margem orien tal platina. 22 Antonio Bermejo de la rica. Madrid. 20 Alfred de Brossard. fundada por Garay na margem fronteira20. Eles haviam penetrado nele desde 161417. nota-se uma faina desusada no sentido de se abrirem caminhos terrestres do Norte para o Sul. gente sedentária."arruinando o Estado. avançando ao seu encontro e também tomando o caminho do litoral. dentro do próprio Paraguai. por onde já se arriscara o paulista Manuel Mendes. Os jesuítas procuravam ganhar terras. não é possível deixar de compartilhar a insuspeita opinião de Bermejo. trabalhadora e profílica que vai permitir a existência de uma base povoada na constante flutuação das fronteiras. Segundo as "noticias utilíssimas à coroa de Portugal e suas conquistas".981. Paris. pág. 155. nas órbitas oficiais. em trato com os indígenas e os castelhanos. eixo de sustentamento da possessão do Rio Grande. O choque entre bandeirantes e padres repercutiria. pág. reconhece um jovem sociólogo de talento. 18 Alfred de Brossard. Paulo. a feira de gado de Sorocaba. estendendo-se para o Norte. cit. o governador do Rio de Janeiro. a qual acaba sendo a linha do Rio Pardo. que esperou sua hora com paciência e cautela"22. pelo interior. um tanto esquecida dos espanhóis. no fundo dos vastíssimos pampas verdes. é uma questão de vida ou morte para a conquista lusa19". e de escoadoro para os seus produtos. em um dos pontos nevrálgicos da política do continente. "A formação do Rio Grande do Sul". todo o território compreendido entre o Rio Grande e o Paraguai chamava-se. Porto Alegre. Para lá chegar. por dentro. op. Essa necessidade dita o pedido da Câmara da Laguna para a vinda de casais açorianos. sem dúvida. D. Passaram-se mais dois 15 16 General Abreu de Lima.. Entretanto. "Anais da Biblioteca Nacional'°. 161 in nota. Ali se poderia erguer um magnífico empório. destinada ao controle da embocadura do Prata e a concorrer com Buenos Aires. 34-35. iam pejar os cofres estrangeiros"15. agricultores e católicos.Manuel Lobo. Os dois avanços determinaram uma série enorme de acontecimentos históricos. com o tempo. outro. arruinando 22 missões guaranis18! No subconsciente dos conquistadores piratininganos. onde. era necessário trans por os campos de Vacaria. Ainda a mesma necessidade leva os portugueses à fundação de um estabelecimento à margem esquerda do Prata. onde vagueavam índios cavaleiros Areando gados bravios. 22 ed. A importância daquela foz era muito grande. "país dos paulistas"16. perdêssemos toda a região em que o elemento povoador luso-brasileiro não penetrara com força. Esse marco avançado para o extremo sul será a colônia do Sacramento. por fora.Depois do Oeste e do Norte. as reduções jesuíticas erguiam faustosas igrejas e colégios de pedra. em 1678. de Xerez e de Vila Rica. o Papa Inocêncio XI criou o bispado do Rio de Janeiro e lhe deu jurisdição até o 23 Prata . O núcleo da Laguna. era um foco de irradiação bandeirante. 1922. "História do Brasil". pág. Em 1676. o caminho marítimo toma uma predominância enorme sobre o terrestre21". Foi isso. a fim de ser povoado o território. S. "La Colonia del Sacramento". Nº 1. depois. De 1620 a 1640. 17 Escragnolle Taunay. 1850. fundação dos Brito Peixoto. "Na era das bandeiras". recebia instruções de E1 Rei para fundar um estabelecimento no estuário platino. págs. Todavia. Daí o anseio de atingir a cordilheira do Maracaju e o Apa. Guillaumin. 23 Fernando Nobre. doc. Servia de entrada para todo o comércio das possessões espanholas meridionais e centrais. o estuário do Prata.

o governador da colônia. 25. de novo. em janeiro de 1680. e a Inglaterra instigava Portugal e Espanha28. O Tratado de Utrecht. Francisco Bauzá. isto é. aos lusitanos. 27-28. recebeu em 1703 ordem para acometer a fortaleza lusitana. de clara um cronista coberto de razões24. que vimos em ação em Minas. 1928. Jorge Soares de Macedo. Em derredor da cidadela. págs. que enriquecia pelo comércio e sobretudo pelo contrabando31. nascida desse pomo de discórdia plantado no limite que a natureza como que traçara para o Brasil. mascates. que pediu reforços ao Vice-Rei do Peru e mandou sitiá-la por D. 29. Isto equivale dizer que os interesses comerciais judaicos. Vê-se que as relações entre o Prata e o Peru eram seguidas. contra os países católicos. Manuel Lobo morrera prisioneiro em Buenos Aires. depois que "o comércio se apoderou quase exclusivamente da política. 26 "Anais da Biblioteca Nacional". Não podendo resistir por falta de munições e recursos à investida inimiga. 30 Fernando Capurro op. intervinham na luta. Recife e Maranhão. A metrópole. 27 Fernando Capurro. Reconstruída e abaluartada em 1683. sob os baluartes refeitos. a tantos cuidados. Felipe V. sobretudo a Inglaterra. em 1722. pág. capitão-general das Províncias do Rio da Prata. "História de la dominación espanhol en el Uruguay". de pleno direito. fomos já nós. pág 77."pág. Veremos oportunamente as razões. chegando sua gente a querer apoderar-se do sítio de Montevidéu. cit. Um dos seus principais com panheiros. Foi este o prólogo de uma grande tragédia política. Nesse ínterim. tremulou ao vento a bandeira de Portugal.anos e. como diz Varnhagen. efetivamente. A 11 de novembro de 1716. op. cit. O mestre-de-campo. o qual a atacou depois de renhida luta25. D. Bahia. Os judeus manobravam os países protestantes. Durante o drama secular. a luta se tornou mais violenta. quando a política mudou a obtenção de simpatias em guerra aberta. aumentando mais sua população em "viandeiros" do que em agricultores32. forasteiros. As armas espanholas conquistaram ruínas que a diplomacia espanhola iria perder em breve prazo. Outro período de prosperidade logo começou para aquela feitoria comercial e posto militar. ed. Antônio de Vera Mujica. doc. O rei não o atendeu e. porém. o valente Sebastião da Veiga Cabral. veremos como foi infatigável a obstinação portuguesa em conservar a conquista. em 1701. em 1715. "Terceira povoação da Colônia do Sacramento". de 1722. a tantas intrigas. Os "viandeiros" são os mesmos mercadores. "Nova Colônia do Sacramento" Lisboa. depois de "formidables y bravos combates 30''. em torno do pomo de discórdia de Colônia. ateando a guerra entre ambos. O contrabando principiara na Colônia logo que crescera a população com os judeus refugiados de 24 25 Simão Pereira de Sá. porque são esses. enchendo-se de ouro "fosse como fosse". desenvolvia-se a futura cidade. D. De lá vinham as ordens e auxílios para a guerra. 1839. "História da Civilização Brasileira". Aliás. e a tantos gastos". para lá se mandavam os prisioneiros de marca. 1737. eram lançados os alicerces do ousado baluarte que "deu origem a tantas guerras. "La Colonia del Sacramento". todas as intrigas e conchavos. na Europa e nas Colônias. pág. não quis assumir a respon sabilidade do feito e mandou restituir a praça aos portugueses em 1683. os que manobram a política. cit. Montevidéo. D. Fora destinado a "palestra das armas". viu-se obrigado a incendiar e abandonar a praça. cujo cabildo pedia ao rei de Espanha o castigo da ousadia portuguesa. os brasileiros. n° 1.485. 28 Fernando Nobre. 31 Op. José de Garro. A fundação da Colônia despertou os zelos do governador de Buenos Aires. Alonso Juan de Valdez Inclán. para ir recolhendo os despojos. querendo obter as simpatias da corte lisboeta. fora levado para Lima. onde ainda se achava em 162826. no ano de 1724. multiplicou e engrandeceu to das as combinações29". a tantas negociações feitas e desfeitas. a Colônia prospera e começa a inquietar ao governo de Buenos Aires27. 32 Ferreira da silva. que a perdemos de vez. Pedro Calmon. Nas colônias transatlânticas que "buscavam estender-se uma a custa das outras". 57 . restituiu-as. 29 Visconde de São Leopoldo. como era o caso do Brasil versus Prata. cedeu os direitos que porventura tivesse sobre o território e a praça da Colônia. "Anais da Provincia de São pedro". 19.

dirigindo e estipendiando. Acontecia mais ou menos a mesma coisa no comércio de madeiras43. nem a própria Colônia do Sacramento. "admirável ponto de contrabando". Para o mister de contrabandista. 31. pág. Enviavam para ali tabaco. mas os eternos intermediários judaicos com sua jeiteira para os bons negócios. Como se vê. desde os primeiros tempos até sua entrega definitiva aos espanhóis. as forças ocultas manejavam sempre de maneira a Colônia tornar ao poder de Portugal. cit. Ele arruinava o comércio dos estabelecimentos espanhóis. açúcar.630.363. 39 Fernando Nobre. op. O. "Resumen de Ia Historia del Uruguay". eram empregados aventureiros capazes de recorrer às armas em caso extremo39. n° 2. recebendo em troca farinha. 40 "Anais da Biblioteca Nacional°. penetrando com suas mercadorias até o Chile e o Peru33. com Oliveira Lima à frente 35. É o que diz. 36 Alfred de Brossard. bebidas e escravos negros. doc.pelo interior das audiências espanholas e era exercido pelos antigos peruleiros e seus descendentes. julgava oficialmente "muito lesivos ao monopólio peruano" o comércio e o contrabando que ali se desenvolviam37. tangidos de Lima pela Inquisição. 58 . Montevidéo.494-4. 33. entrava continuamente muita prata. O governo de Buenos Aires declarava aquele "gran canal predispuesto por la naturaleza para el comercio de contrabando". O conde de Moncloa. era necessário que fosse uma cunha portuguesa enfiada na porta de entrada das possessões espanholas.. 33. "o ninho do contrabando"36. o que fazia a judiaria fugir por meio do contrabando ao seu pagamento. por trás dos ingleses. tomo I. vindos de Tucuman e da outra banda do Prata. João VI no Brasí0. para que serviria? O comércio de Mato Grosso não existia e era o único lugar do Brasil para onde se poderia ir por aquele canal. pág. Araujo. Todos os historiadores estão de acordo em proclamar o contrabando da Colônia. "A voyage to South America and the cape of good Hope". 112. segundo um deles. Vice-Rei do Perú. No comércio ilícito da Colônia. 1810. pág.063. O contrabando que ainda hoje se pratica nas fronteiras meridionais mergulha suas raizes nessa época e nas dinas tias de contrabandistas fronteiriços ainda se podem achar alguns nomes de judeus que travaram conhecimento com a Inquisição de Lima. em ligação constante e oculta com os milhares deles que iam infestando a nascente Buenos Aires. A importância desse comércio ilícito se manifestou em Buenos Aires pela diminuição das rendas públicas e pelo luxo que ostentavam algumas famílias que faziam praça de fortunas de origem absolutamente desconhecida"34.495. a quem uma cédula real de Filipe V o permitia no estuário. Araújo: "o contrabando se fazia em grande escala com gente pouco escrupulosa de Buenos Aires. Assim. no ano de 1700. n° 2. os judeus praticavam os maiores abusos no tráfico de negros. cit. até os próprios governadores da Colônia dele participavam42. explicitamente. Outra fonte de rendas ilícitas deviam ser as famosas verbas secretas destinadas a comprar amizades e inteligências entre os castelhanos44.. contrabando de tal modo generalizado e corruptor que. pág. Somente os interesses do contrabando explicam as vitórias da diplomacia portuguesa..988 41 Idem. em virtude de uma cláusula imposta pela liberal e judaica Inglaterra no tratado de Utrecht38.Lima. nº 1. Além do contrabando. pág. 36. Para haver o rendoso contrabando. que o judeu praticava. "Manual de História Uruguaya". raramente toman do parte direta por causa do perigo. 33 34 G. 35 "D. 44 Idem n°s 4. Uma pequena reflexão sobre esse ponto permite compreender claramente as razões secretas dos fatos ocorridos na nossa corrida para o Prata. Era também grande o comércio de couros. pelos quais se cobravam fortes dízimos41. em verdade. que se irradiava . tomo I. obtendo as restituições da Colônia tomada pelas armas castelhanas. como já o declarava em 1694 o governador português Dom Francisco Naper de Lencastre. nem ganhava a futura capital da Argentina. 37 Fernando Nobre. 43 Idem. carne seca. Keith.. pão e outros artigos de que os intrusos tinham falta. 38 Eduardo Azevedo. op. Nas mãos da Espanha. 42 Idem. cit. 0.40. Londres. op. com o comércio ilícito. n° 2. Aquilo era.

motivou sua perda definitiva. só foi resolvida de vez em 1750 pelo Tratado de Madrid. voltava aos ritos ancestrais e impunha a circuncisão à prole49. vencendo as combinações diplomáticas. Marquês do Pombal. cit. no açúcar. O armistício de Paris. O resultado foi que o tratado não entrou em vigor e. A judiaria portuguesa. Por isso. A resistência dos padres vencera os esforços de Gomes Freire de Andrade. 346. o que. " La Genése du XIX Me. pôs termo às hostilidades. triunfante em toda linha. Porém a execução do pacto suscitou tais dificuldades que teve de renunciar a ele e os pobres índios vencidos de Caybaté e os jesuítas expulsos acabaram. os portugueses não abandonaram a Colônia. rompidas as relações entre os dois reinos rivais da Península Ibérica. entrava de cabeça 45 46 Fernando Capurro. Aranda na Espanha e Choiseul em França lhe vibravam os grandes golpes que a enfraqueceriam para sempre48. esquecendo-se dos perigos que representa a sua simples aproximação. mal chegava a terras estranhas de maior tolerância. aboliu as últimas separações e distinções entre cristãos-velhos e cristãos-novos. J. temos provado com documentação abundante a verdade do que afirma Houston Chamberlain: "Quando os judeus se acham em grande número em país estranho. no reinado de Fernando VI. tão ferrenha que. Monod. Paris. História dos cristãos-novos portugueses" pág. de G. 1913. Boehmer op. Alvaro de Salcedo. A. 31. põe cerco à Colônia durante dois anos. em 1936. na pirataria. cheio do ouro conseguido no pau-brasil. julgam a ocasião propícia para realizar as ameaçadoras promessas dos seus pro fetas e se dispõem. em 1737. Demais. sem dela conseguir apoderar-se. "Les Jesuites". não passou mais de um navio de pedra ancorado na praia platina. Governava Portugal o pulso forte de Sebastião José de Carvalho. Expansão Lusa pelo interior das terras estava "burlada"45. em 1773.O governador espanhol D. catem hospitalidade e logo que tomam pé passam a comportar-se como verdadeiros senhores!. trad. que começara em 1682. cit. Payot. Em todos os capítulos desta história secreta. Os jesuítas franceses associaramse a eles e disso resultou aquele escandaloso processo Lavalette. Dai em diante. sucessor de Felipe V. A questão. pág. 268-274. com a melhor consciência deste mundo. op. Poehmer. Publicavam-se o Anti-Cotton e as Monita Secreta. H. enquanto os índios missioneiros se rebelavam contra as autoridades empenhadas em realizar o combinado. porém. governador de Buenos Aires. onde o contrabando prosseguia descaradamente.. que se retirara descoroçoado para o Rio de Janeiro. em 12 de fevereiro de 1761. Paris. celebrou-se novo pacto. O padre Vieira acercara-se deles e maus foram os resultados. não se usa do judeu. Bruno de Zabala combatia com todas as forças o contrabando que lhe minguava as rendas da administração para a engorda de cristãos-novos. usá-lo equivale a cair-lhe nas unhas mais hoje. embora tardiamente. 27. Siécle. que excediam a tudo quanto os protestantes haviam dito e escrito contra a Companhia de Jesus46. pág. 50 Houston Chamberlain. que entendera usar dos judeus na sua politica dominadora. 1910. pág. pág 265. A ordem de Santo Inácio entrava em decadência e as sociedades secretas. 59 . cit. afastando dela a gente culta no momento em que Pombal em Portugal. cedendo Portugal a Colônia em troca das Missões jesuíticas do Uruguai. lançavam contra ela todas as suas forças. isolando-a no estuário platino de tal modo que chegou a ficar sem um palmo de terreno além dos fossos da circunvalação. como antes havia inundado todas as anteriores. conde de Bobadela. Ia reacender a luta travada pela posse da margem do Prata. Em 1735. 47 Fernando Capurro. 49 João Lúcio de Azevedo. O judeu.. inundou as companhias de comércio por eles formadas. pondo. Pfister. que tão grandes danos causou à ordem. a devorar as nações50". D. mais amanhã. no tráfico. graças à heróica resistência da guarnição. quanto mais a intromissão desse fermento de decomposição em qualquer Estado. que anulou o de 1750 e fez tudo retornar ao estado anterior47. ele expulsou os portugueses que queriam estabelecer-se no local onde hoje está Montevidéu e fundou Maldonado. assim. tomo 1. págs. no Inglaterra: " A Inglaterra vai se tornando dia a dia o paraíso dos judeus. Combate-se o judeu. 48 H. Chegam como mendigos perseguidos. um anteparo entre a Colônia e o Rio Grande. Cedamos palavra a uma observação atual. do Dr. de parceria com o judaísmo. o de Pardo. op. De 1724 a 1725. 358. com o tempo. Pombal não tinha ainda recebido essa lição da experiência e. Portugal se aviltou sob o domínio do marquês. na mineração e no contrabando.

54 Pedro F. Op. ordenou que o mesmo Ceballos se preparasse o melhor possível para a reconquista. evacuado. pág. amigo dos pedreiros-livres. Israel enriqueceu-se no contrabando sem derramar uma gota de suor ou sangue. Pedro Ceballos. formidável para o tempo e o lugar. porém. mandou restituir novamente a praça aos lusitanos e outra vez judeus e ingleses voltam a ganhar rios de dinheiro no contrabando53. Carlos III. invadira o nosso territOrio e ocupara a vila do Rio Grande. rei de Espanha. o marquês mandou transferir a capital da Bahia para o Rio de Janeiro. No ano da Graça de 1763. 52. cit.. depois de receber uma "ordem secreta" 51 para atacar os estabelecimentos portugueses. 1778. Todas essas tomadas e retomadas haviam custado o esforço e o sangue dos homens de vulto ou ignorados que constituíram nossa Pátria. os canais do porto. Teve todo o apoio secreto até o fim. a guerra durara mais ou menos dez anos e só em 1776 os invasores haviam sido expulsos pelo esforço conjugado de lusos e brasileiros sob o comando do grande general João Henrique Bohm. entupidos com os barcos cheios do entulho das demolições)54. Saqueou o quanto pôde na invasão. uma expedição espanhola. cit. "La Colonia del Sacramento".erguida na vida pública da nação. Portugal. não poderia ver os resultados da sua política. op. ficou em nosso poder até o Chuí. págs. O Tratado de Paris. 51 52 Carlos Correa Luna. investira a Colônia do Sacramento e dela se apoderara. O Brasil-Reino conquistaria mais uma vez a Colônia. entendendo ser necessário arrancar de vez aos vizinhos a margem esquerda do Prata. porque vivia de fraudes e ladroagens no cargo. art. Pombal. em setembro de 162. O Rio Grande. "Memória sobre o assédio e rendição da Colônia do Santíssimo Sacramento". Era com toda a cer teza sócio da judiaria portenha nessa pirataria. Seus bastiões e revelins foram arrasados. Antonio Alcedo. Com efeito. O tratado de Santo Ildefonso entregou a plena posse da margem setentrional do Prata e da Colônia do Sacramento à Espanha. no futuro. para melhor atender à defesa do Sul do Brasil. 55 e segs. pagou na a narqula judaica dos últimos tempos da Monarquia e dos atribulados tempos da República às suas concessões. É que.. manietado por uma política interna. No território rio-grandense. 60 . "Dicionário Geográfico-Histórico de las índias Occidentales". D. governador de Buenos Aires. depois de dez anos de domínio. Xavier de Brito. com toda a Banda Oriental. de 10 de fevereiro de 1763. sendo o contrabando sua especialidade52. O BrasilImpério a perderia para sempre numa guerra infeliz. 53 D. protetor dos judeus. conquistou em 1777 a nossa base da ilha de Santa Catarina e retomou a disputada fortaleza do estuário.

61 . Prólogo.cit. págs. da Renassance Française. L. a construção do domínio judaico. por meio dele. op. quase todos os grandes heresiarcas foram judeus. as quais temo dom de transformar os cristãos em "traidores da própria Pátria e da própria fé. cit. Daste. o que. em virtude da pressão de novas necessidades políticas. somente sendo permitida a abertura de lojas recentemente. ed. o Estado. 10. o estanco de produtos. em "O Templo Maçônico". "Israel Manda". as companhias de comércio e navegação. A acumulação da fortuna e o assalto às fortunas públicas e particulares foram levados a efeito pelo monopólio do pau-brasil. e os homens reunidos em uma única e só família. diz o grande maçon Dario Veloso. o açambarcamento de gêneros. sem ex ceção. pág. pag. Leão XIII mui acertadamente compara à 55 56 "Les nerfs des batailles sont les pécunes". os preconceitos de raças. vai provocando em todos os organismos governamentais e sociais as divisões de que devem resultar todas as suas fraquezas. cit.CAPÍTULO X A entrada em cena da maçonaria VIMOS até agora todos os meios postos em prática pelo judaísmo no Brasil. a pirataria. O próprio Dario Veloso nos assegura que o Templo maçônico é meramente a terra (pág. a conquista. 59 L. S. 44. Assim aconteceu na Rússia bolchevista. À sombra desse maravilhoso agente preparatório. A conspiração judaica contra o mundo inteiro é antiquíssima e permanente. Curitiba. o Governo Oculto de Israel pretende dominar o mundo. Fran çois Rabelais. em proveito do judeu cabalista. 9-10. O fim social da maçonaria é a reconstrução do Templo de Salomão. as sociedades secretas gnósticas se espalharam pelo oriente e pelo Ocidente61. Op. o tráfico negreiro. Extingue. 24). todas. 1935. cit. Desde o cativeiro da Babilônia até o nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo. que organizará em compartimentos es tanques e superpostos. Contra os persas. Todo esse ideal utópico esconde simplesmente a construção do Templo Salomônico do Talmudismo do judaísmo de hoje. 39). de classes". eles. durante cinco séculos. esconde e protege o Poder Oculto Internacional.nervo das guerras . onde a maçonaria foi terminantemente proibida logo após o triunfo judaico. 1 46 60 Op. pois. pág. o contrato dos diamantes e o contrabando. pág. realizar a propaganda. caps. 57 Duque de la Victoria. XI e sobretudo XV. no qual se professa tão só o "dogma da humanidade" (pág. 223. O segredo maçônico disfarça. pag. a fim de se apoderar da riqueza e ter aquela pecúnia . fazer adeptos. multiplicando-as num "labirinto diabólico". Toda a Gnose dos primeiros séculos do cristianismo proveio da cabala judaica. Cf. 89.. IV. o judaísmo atacara o segundo setor da sua luta. destruidoras dos lineamentos da ordem social e gé radora de ódios. Os que servem a maçonaria. "Oeuvres".a que se referia Rabelais55. Paris. É o mesmo grande maçon Dario Veloso quem o confessa na op. Madrid. a desapropriação forçada das minas. atingido esse desideratum. 58 Duque de la victoria. "Delaunay provou que os Mistérios Maçônicos eram originários do Egito e foram trazidos para Europa pelos judeus". a força do ouro. Com tais ideologias. No seio da Igreja Católica nascente. sobretudo as sociedades secretas maniquéias a que a bula Humanum Genus de S. desaparecerão na voragem57. pág. pela fraternização consciente. 1924. 57. Aí já não se apresentará tão descoberto e se valerá das sociedades secretas. Para isso. 63. Paris pág. procurar e preparar a força de que carecem os judeus na grande massa do povo. Dasté. sem dúvida a maçonaria. a especulação sobre os açúcares. Seu verdadeiro papel é estu dar. "Os Protocólos dos Sábios de Sião". cuja ambição é conquistar pela astúcia e pela traição o domínio universal56". o envenenam com idéias de aparência liberal e filantrópica. A tolerância religiosa da maçonaria não passa de disfarce do seu materialismo positivo. X. "Les sociétes'sécréts et les juifs".Possuindo os meios pecuniários. às vezes sutil. Garnier. investigar e dar curso às ordens recebidas. infiltraram as divisões e heresias 60. A mais importante de todas as sociedades secretas é. a dominação judaica se estabelece e vai passando despercebida do comum dos mortais58. o Templo de Salomão é a Terra Gloriosa. ignoram que. contra os romanos. meros instrumentos e intermediários do judaísmo. 7. contra os egípcios. verdadeiras utopias na maior parte dos casos. os judeus viveram numa "conspiração contínua59". pela ciência. das idéias. enfim. tornando-as fontes de iniciação nas doutrinas cabalistastalmúdicas. contra os sírios. 1912. Divide et imperas.

42. pag. cit. 73 Albert Lantoine.op. Queria. "Dogme et rituel de la Haute magie". "a cabala dos gnósticos. 68 L. cujos ritos são os mesmos da maçonaria. Vinha importada da Inglaterra e o cardeal de Fleury. "Infiltrations maçonniques dans 1'Eglise". Imputavam-lhe. Obedecia a esta palavra de ordem: "enriquecer para comprar o mundo67". "Le drame maçonnique". 74 Larudan. Amsterdam. "enganando. e Clemente V a dissolveram de surpresa. 1843. pags. Barbier. eles se infiltraram nas antigas corporações de pedreiros-livres. 63 Matter (protestante). brabantinos e albigenses saem em plena IdadeMédia. Paris. outra pública. sua regra. o historiador mais anti-católico deste mundo. No século seguinte. L. Bailliére. 341-353. tomo II. tentando inocentar a Ordem do Templo. em 1737. desta sorte. Havia traído São Luiz nas cruzadas e preparava vasta conspiração em toda a Europa 68. "Les francs-maçons ecrasés". Catáros. Paris. Jannet. págs. reservada aos mestres. Na Inglaterra. mais aparece a culpabilidade dos Templários. pag. A cabala viveu e vive sempre no mais profundo seio dos mistérios da maçonaria. Diretamente. pags. Nourry. Outra corrente formadora da maçonaria. fundada na Palestina em 1118. 63. que. derrubar a autoridade do Papado e o poder da Realeza. no século XVIII. op. Todavia. cit. 65 "Histoire de France". págs. cit. confessa que a doutrina maçônica nada mais é do que o judaísmo cabalista66. "Histoire critique du Gnosticisme". Tinha duas doutrinas: uma oculta. os judeus sempre procuraram. op. 64 Ad. pág. tomo III. destinada à propagação dos seus ensinamentos65. que usa o sistema dos cabalistas talmúdicos. 58. intrigar e apoderar-se do mundo".maçonaria. 35-55. derivados diretamente da cabala judaica70.française". L. Nouvelles Editions Latines. Delas veio o nome de pedreiros-livres ou francomaçons. Frank. C. Lembre-se o que disse Dario Veloso sobre a construção ao Templo de Salomão. 323. 1936. 70 C. Michelet. seu exemplo os maçons guerreiros de Zorobabel. destruída pelo Papa e pelo rei da França. seu ideal. o mesmo propósito dos Templários: destruir a Religião e o Trono. depois de longos e minucïosos processos. pág. as "judaicas do Talmud". desde o tempo dos romanos. 71 Pretton. tomo I. 1885. o Belo. patarinos. tomo II págs.para os judeus. utilizaram e amaram o mistério". op. suas tradições. destinada a ser. Dasté. A maçonaria surgiu em França no reinado de Luiz XV. sofrem condenações infamantes. "adquirir influência pela riqueza. 1843. Hachette Paris. Dasté. n 69 Pe. cit. 65. Relata um cronista coevo que mantinha "inviolável segredo" quanto às suas "assembléias ocultas e perigosas para o Estado 72". op. pág. com grande aceitação por parte dos fidalgos fúteis e cortesãos. de acordo com o modelo da profecia de Ezequiel". têm um governe oculto organizado63. 393. cit. desde muito tempo. é a maçonaria. pág. op. Londres. acumulado mentiras sobre mentiras. 1712. segundo as confissões pormenorizadas idênticas todas elas nos países mais diversos. "Histoire de la Franc-Maçonn_e rie. pág. "Chronique de la Régence et du régne de Louis XV. "Os sectários de toda espécie têm. 61-63. esse é o Kahal. cit. pág. Paris. 66 Eliphas Lévi (autor insuspeitíssimo: ocultista apóstata e maçom). op. o qual data do exílio de Babilônia 64. págs. destruindo o Estado 74. quando Felipe. primeiro-ministro. 72 Barbier. como se vê. 1746. É aos Templários. op. que esta se liga em primeira mão69. aos adversários que pretendiam suplantar". 22-23. cit. 1861. 67 Henri Robert Petit. Paris. Dasté. a mãe da maçonaria. "Illustration of Masonry". Desté. "Por necessidade ou natureza. 4. A história afirma íntima ligação entre a célebre Ordem dos Templários e o judaísmo. Tomo II. 11-12. 1718-1763". 1935. em Jerusalém. pág. mandou fechá-la manu militari73. era "a reconstituição do templo de Salomão. O fim secreto dessa ordem de cavalaria. a infiltração dos pedreiros-livres ocorreu em 170371. 62 L. 54. muito poderosas pelas franquias que gozavam como construtoras dos edifícios públicos e das catedrais góticas. Paris. "Essais sur le Gnosticisme". Amelineau. cit págs. Jannet. Dasté. dessa fonte maniquéia e cobrem a França com "uma rede invisível de sociedades secretas"62. quanto mais se aprofunda a questão. 62 . Iniciava a 61 Adolf Frank (judeu) Ma Kabballe°. pag. assim. a católica-romana. em toda a cristandade. 47. para os cristãos judaizantes ou judaizados. foi a dos ocultistas Rosa-Cruzes do século XVII. e. 222 e segs. 1. 154.

o mesmo fim da conquista flamenga. Nouvelle Libraire Nationale. verificamos na nossa história pública os traços inconfundíveis dessa história secreta. se constituiria na América Latina. Os exemplos de outras obras maçônicas. se sentia isso e se temiam mais os inimigos internos do que os externos. 26 de julho de 1907. a maçonaria se encarregaria de habilmente soprar o borralho. pag. portanto. O estado via-se ali pobre e fraco diante dos particulares fortes e ricos. que eram. 78 "Memória do distrito diamantino". A cobrança dos impostos reais e as repressões do contrabando determinavam contínuas agitações. "História da Civilização Brasileira".preparação do terremoto social de 1793. com o fim visível e retumbante da libertação dos brasileiros das garras da metrópole. se encontra a ação judaica. não era propriamente um fim para a maçonaria. Manuel Musqueira da Rosa e Felipe dos Santos82. 585. confessa o maior dos técnicos revoluçionários modernos. "tanto que as duas palavras eram sinônimos e. 81 Pedro Calmon. 83 Rio Branco. como o reconhecia o próprio 75 76 Albert Sorel. os quais detestavam o fisco minguador de seus proventos. contribuíram para êxito da empresa. Certo nativismo orgulhoso se misturava ao regulismo dos descendentes dos cristãos-novos mascates e forasteiros que se haviam apoderado pela força e pela traição das lavras de ouro. que o Conde de Assumar reprimiu duramente com o incêndio e o cadafalso83. pág. Em Portugal. págs. no campo. A extração do ouro aumentava sem que aumentassem os quintos de El Rei81. para de novo atiçar as labaredas 84. as lojas maçônicas datam dos últimos tempos do regime colonial. mas. 82 Há sabor de cristão-novo no nome de Musqueira da Rosa. com o tempo. pedreiro-livre era sinônimo de judeu76. persistente. 79 Marius André.. "já funcionava na Bahia o Grande Oriente". Mario Sáa.. que. Porque nenhuma revolução. ora visível e retumbante. Na capitania de Minas. 1907. 77 Manoel Joaquim de Menezes Drummond. e do esfacelamento do novo império que. 63 . Essa independência dos países sul-americanos. Cf Mario Sáa "Portugal-cristão-nevo". de modo que a história judaica corre paralela à história universal e a penetra por mil tramas80". na opinião de um dos homens que melhor estudaram a questão nas suas causas e efeitos. ficara a "arder às surdas". começando seu "trabalho lento. das colorias. se estabeleceram as casas de fundição às quais deveria ser levado todo o metal precioso. como se introduziu a maçonaria no nosso pais. Daí o levante trágico de 1720. o consciencioso historiador Joaquim Felicio dos Santos declara não saber. ora muda e latente. independentes deles. porém um meio de enfraquecer Espanha e Portugal que eram os dois maiores inimigos do judaísmo: latinidade e catolicidade 79. 253. lá fora. pag. 3. 80 "Univers Israelite". haviam ficado a "arder às surdas" as chamas revolucionárias. cit. Fundaram-se no Rio de Janeiro. porém. principiava no reino lusitano a era dos maçons. pág. chefiado por Pascoal da Silva Guimarães. Três lustros depois. pode triunfar sem haver antes destruido os fundamentos do Estado75. Rio de Janeiro. algumas sob os da França. ao certo. 81. "Exposição História da Maçonaria no Brasil" in "Arquivo Maçônico". 198. Imp. O restolho. 1822. Paris. Até aqui. Oportunamente. nº 13 e segs. Por isso. pag. de certo. regionais e. para a nossa independência78. outras. "A invasão dos judeus". com o Marquês de Pombal. afirma. setembro. 253. "L'Europe et la Révolution". tomo II. que não passavam de cristãos-novos. mas com o fim mudo e latente do esfacelamento do império colonial português. Precederam de um quarto de século a transladação da corte. No Brasil. 84 Joaquim Felício dos Santos. Nacional. que. "Efemérdes Brasileiras". Recife. ano 29. o que prejudicava grandemente os magnatas da mineração. separatistas. A repercussão do grito da independência dos Estados Unidos deveria ecoar no sul do continente. 142. 346-347. 12. desde a guerra dos emboabas. Na fin 1'empire espagnol d'Amerique". "em todas as grandes revoluções do pensamento. op. pág. na Bahia e em Pernambuco77. Os próprios judeus abertamente cofessam. Umas foram instaladas sob os auspícios do Grande Oriente português. Embora não tendo à mão o documento maçônico de que extraímos estes dados. Vamos avivá-los nas conspirações que primeiro tentaram movimentos de independência. pág. em Minas e na Bahia. Todas do rito adonhiramita. oculto. no meado do século XVIII. com razão.

alegando que seu país não estava ainda em condições de arcar com as responsabilidades de complicações com outras nações. 60. Foi bem um quadro em puro estilo do século XVIII: os conspiradores da liberdade no meio das ruínas clássicas! Jefferson recusou-se polidamente a entrar na combinação.Conselho Ultramarino. os vexames do fisco. de passagem. com efeito. Bartolomeu de Almeida. de nome certamente herdado dos forasteiros de 1709. 253. escrito. sem nada haver conseguido. pág. Nessa primeira tentativa republicana no Brasil. 86 J. segundo confessa. As idéias que andam no ar nunca nasceram por si. op. pag. "os judeus na Independência" In "Almanaque Israelita. participantes duma Arcádia Literária. loc. A idéia da independência andava. no ar. regressavam aos lares cheios de entusiasmo pela grandeza da terra brasileira comparada com a exigüidade européia e cheios de maior entusiasmo ainda pelo exemplo norte-americano e pela figura do grande maçom Benjamin. mas porque era o segundo comandante dos famosos Dragões das Minas e os poderia arrastar a um pronunciamento. Alguém as sopra de qualquer parte. o qual lhe concedeu uma entrevista romântica nas arenas de Arles87. num capitulo das "Memórias do distrito diamantino". 88 J. Um autor judeu assegura que os judeus "tiveram muita influência no preparo material e espiritual" da conspiração90. Levados por essas idéias e entusiasmos. embaixador dos Estados Unidos. sobretudo nas universidades de Montpellier e Paris. o monopólio do sal e a proibição dos teares para favorecer a indústria do reino. Filtra-se o segredo maçônico nesta revelação histórica. escocesas e iluminadas. houve estudantes brasileiros na França que procuraram entabolar negociações para a nossa independência com potências estrangeiras. da Costa. que fora ao Velho Mundo levar o angustiado pedido de socorro dos Filhos da Viúva de sua Pátria às lojas adonhiramitas ou do rito francês. "tesouros mal guardados"85. a Tomas Jefferson. Norberto. a qual ia incendiando os nossos patrícios em contato com a juventude revolta das escolas francesas. a respeito de seus propósitos libertadores. o francês Parny. assoprada pelas forças ocultas. Os moços brasileiros que estudavam na Europa. em 1786. começava a lavrar aquela febril agitação. 489. não pelo seu valor intelectual ou pelas suas convicções políticas. 20 Cf. As esperanças de libertação polarizavam-se em torno da figura prestigiosa do tenente-coronel Francisco Freire de Andrade. Vimos. textualmente: 85 Antonio Rodrigues. sede do governo da capitania. 289. em grande parte com informações hauridas do Senador Teófilo Ottoni. que o Grande Oriente se estabelecera na Bahia. e "envolto em tanto mistério que mal sabiam os conjurados do que nele se tratava nem ao certo. tomo pág. pág. Domingos Vidal Barbosa. Maia morreu mais tarde em Lisboa. havia uma roda de homens cultos. Norberto de Souza e Silva. "História da Cor) juração Mineira". que vem comprovar de modo incontestável o que afirma o probo Joaquim Felício: "A inconfidência de Minas tinha sido dirigida pela maçonaria 89". Cá dentro do Brasil. Na França. 91 Izaque Izeckson. as pessoas de que se compunha88". preso à coroa de Portugal. tomo VII. Em Vila Rica. Não há geração espontânea na natureza e também não há na vida das sociedades. como costuma acontecer sempre. "o esforço judaico é inegável91". págs. Corriam boatos desencontrados. afirmavam-se já alguns vislumbres de consciência nacional. 89 "Memórias do distrito diamantino". Rio de Janeiro. anteriormente. escreveu. Franklin. conforme o notava. cit. no descontentamento dos brasileiros mais cultos vendo o seu paraíso. 1935. Pois bem. como se diz. 90 Isaque Izeckson. 39-4G. "Consulta do Conselho Ultramarino à Sua Majestade no ano de 1732" in "Re vista do Instituto Histórico e geográfico do Brasil". 64 . pág. a qual facilmente se tornaria o centro diretor de qualquer movimento de idéias a se objetivar em ação. prenunciadora da Grande Revolução. Garnier. A opressão metropolitana fazia-se sentir duramente em Minas. tão gabado judaicamente desde os "Diálogos das Grandezas". Tornou-se. embora ainda adstrita a localismos. Joaquim Felício declara. artigos no jornal católico °A Ordem". como José Joaquim da Maia. com a venalidade da magistratura. José Mariano Leal e José Pereira Ribeiro 86. Maia. quando as atmosferas sociais estão sobrecarregadas pelas toxinas que agem à socapa. cit. 87 "Extratos da correspondência de Tomás Jefferson" in "Revista do Instituto Histórico e Geográfico do Brasil".

o intendente Francisco Gregário Pires Monteiro Bandeira. Mendes dos Remédios. Nada disso. para fazer desaparecer os títulos de propriedade. onde estivera preso e ficara "sem crédito". campônios de Maria da Fonte. 96 Loc. na leviandade fanfarrona de seu temperamento. em Portugal. nascera em São João Del Rei e principiara a vida como mascate nas Minas Novas. Norberto. op. Castro Boticário e muitos outros são cognómes que denunciam ainda hoje. pág. Era filho do boticário Domingos da Silva Santos e de Antônia da Encarnação Xavier. Em lugar do nome paterno. ambos sacerdotes. 71. na inquietação constante de seu caráter. Outros revolucionários. "Os judeus no Brasil colonial in -Os judeus na história do Brasil". Luiz de Vasconcelos a concessão do abastecimento de água e dos trapiches96. que liam versos e propagavam a idéia do republicanismo separatista. e fizera a campanha do Sul. Quando Tiradentes foi removido da Ahia (?). já promovido a desembargador. sem nada de comum com as atitudes dos judeus nessas ocasiões. contra os invasores castelhanos. o velho Cláudio Manoel da Costa. que traziam nomes diferentes: Francisco Ferreira da Cunha e Daniel Armo Ferreira. estacionara no posto de alferes da 62ª Companhia dos Dragões das Minas. Disso. cit. o populacho o vaiava por causa do físico incomum e por viver perguntando a esmo o que faria Minas feliz. se apoderam dos cartórios. na profissão do pai (46) e no seu primeiro meio de existência como mascate. "Parnaso Brasileiro". como recurso de vida. depôs na devassa o sargento-mor José Joaquim da Rocha.Rodolfo Garcia. usava o materno. pela profissão ancestral a origem judaica de seus portadores" . depois o cadete José Vieira Couto e seus irmãos92". Fazia o que se chama biscates em medições de terras. alcunhado o Tiradentes por exercer a profissão de dentista. As influências judaico-maçônicas manobravam seu idealismo patriótico. Em Tijuco. em conseqüência de enfermidade contraída na cadeia de Vila Rica. hoje Diamantina.cit. ainda viviam pessoas que tinham assistido ao seu enterro e o viram. A revolução deveria estalar nesse momento e entre seus planos figurava a queima dos cartórios95. O referido cadete faleceu no Tijuco. que possuía muitas obras proibidas. na onomástica mutável de sua família. Diz Isaque Iseckson que era possivelmente judeu. 97 É sabida a predileção dos judeus pela arte de curar e sua derivada. nas tentativas desatinadas de ganhos e concessões. cit. Tentara a mineração. para a carreira das armas e. Maiores se encontram na versatilidade de sua vida. como os de 1930. procurara obter da indiferença do Vice-Rei D. Indicio vago. Em 1868. é bastante para se fazer em sã consciência a afirmação de que fosse de raça judaica. 12. 95 Op. "preferido pelos judeus-portugueses. certamente descontentaria muita gente e aumentaria o número dos prosélitos. jaques. cit. trazia instruções secretas da maçonaria para os patriotas de Minas. Quando no Rio. finta geral do fisco cobrando tributos atrasados. Era pouco ou nada simpático de aparência "feio e espantado". devi do ao alto conceito de quem a faz. 65 . No Rio de Janeiro. Tinha dois irmãos. cit. no caixão mortuário. Januario da Cunha Barbosa. como o de Costa e Pinto97". A revelação é notável. 94 J. por que entre seus nomes há o de Silva. o primeiro que se iniciou foi o padre Rolim. Diogo Pereira de Vasconcelos. balaios e quebraquilos do Norte. porém. O anúncio de uma derrama. o poeta Inácio José de Alvarenga Peixoto. O papel que assumiu na derradeira etapa da malfadada conspirata demonstra. sem proteção. comunistas russos."Tiradentes e quase todos os conjurados eram pedreiros-livres. um amor da responsabilidade e uma resignação altamente cristã. sem proveito. 70. que estudara e comentara a "Riqueza das Nações" de Adam Smith 94 e que se encarregara de preparar os "códigos fundamentais" da futura república. um espírito de sacrifício. Se o sangue de Israel 92 93 Op. loc. que se tornaria a figura principal da Inconfidência por todos os títulos. Entrara. porque sua atenção não estava voltada para o todo brasileiro e sim para o torrão natal. fardado e revestido das insígnias maçônicas de mestre93. os padres Miguel Eugênio da Silva Mascarenhas e Carlos Correa de Toledo. As preterições lhe amargavam a alma. José Joaquim da Silva Xavier. albigenses. pág. Da roda arcadiana de conjurados faziam parte o ouvidor Tomás Antonio Gonzaga. pág. a farmácia. onde põem gente sua. pelo contrário. tomo II. todas as rebeldias assopradas da sombra têm cuidado com o maior empeno: circun célios. disse dele Alvarenga Peixoto.

iniciara-o no mistério da conjura. o Dr. 7:". Em sentido literal . tornando-o uma figura simbólica. Tiradentes passou na fazenda do opulento José Aires Gomes. Organizou sociedades em Minas. "Vida do Marquês de Baroacena". afirma Joaquim Norberto98. coronel da cavalaria auxiliar na Borda do Campo. buscando apoio para o levante de Minas Gerais. Sobre o Dr.fazer a propaganda das idéias e preparar elementos. Clóvis Ribeiro. por meio delas. todos eles desavisados da questão judaico-maçônica. e ao capitão Maximiano de Oliveira Leite. Tiradentes pusera-se em contato com um moço mineiro que regressava formado da Europa. Tentou. No Rio de Janeiro. a 11 de junho de 1788. o Triângulo aparece encarnado. do qual a Linguagem Maçônica. Por onde andarão os papéis desse tempo. em Vila Rica. José Alves Maciel. 161. pág. com o padre Manoel Rodrigues da Costa. o Visconde de Barbacena. os vestígios das atuações das forças ocultas. lê-se o seguinte em Antônio Augusto de Aguiar. de tal modo o meio o purificara através das gerações que pôde praticar atos que o imortalizaram. Tiradentes continuou a falar no assunto. Pedro José de Araújo Saldanha Em conversa. munido de autorização real para a cobrança da derrama. Fez o mesmo na fazenda do Registro Velho. Por causa de seu involuntário silêncio. que ele conheceu. E impossível deslindar o segredo maçônico das origens da conspiração sem consultar os arquivos secretos da maçonaria. 66 . posteriormente se viu envolvido nas teias do processo. Rio de Janeiro e S.. Durante a ausência do alferes. que o repeliu. porque as leis ordenavam a delação. Bandeira da Inconfidência proposta por Tiradentes. seu superior hierárquico.. seu comandante. o qual. O Dr. Paulo com o intuito de. pode ser visto na pág 112 da obra "Compass der Weisen° de Ketmia Vere. se é que houve alguma coisa escrita? O primeiro pensamento de Aires Gomes. que na hora oportuna fizessem a revolução°. pag. medroso de complicações. Em certas reproduções da Bandeira dos Inconfidentes. 1779. o que vai ao encontro da referência de Joaquim Felício sobre as instruções secretas ou a prancha trazida da Bahia. foi levar o que ouvira ao conhecimento das autoridades. pag. De torna viagem.chapéu". diz unicamente o seguinte: "Emblema da Divindade. por um dos inconfidentes ali desterrados. com o Triângulo. O triângulo na posição em que aí está.porventura lhe corria nas veias. Esse informe foi dado ao Marquês de Barbacena na sua mocidade. estivera na Inglaterra. 98 Op. Rio de Janeiro. segundo o depoimento de Domingos Vidal. É preciso respigar nos historiadores. expandiu-se sobre as novas idéias. por intermédio do desembargador Luis Beltrão. que os conspiradores esperavam ansiosamente para se manifestarem. do governo da capitania. sem resultado. 1896. José Álvares Maciel. Imprensa Nacional. quando serviu em Angola. Maciel. na sua obra sobre bandeiras e brasões do Brasil pinta-o verde. no "Livro Maçônico do Centenário". Berlim e Leipzig. que fora antes dele para Vila Rica. cit. em companhia do ouvidor que ia substituir Tomás Antonio Gonzaga. Falou ao próprio tenente coronel Freire de Andrade. tomara posse. que não gostou disso. o Barão Proeck. 12.

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