Na "HISTÓRIA SECRETA DO BRASIL", propõe o Sr.

Gustavo Barroso desprender da complexidade das forças que trabalharam na preparação dos acontecimentos políticos do BrasiL aquela que lhe parece predominante, senão decisiva, e, portanto, suficiente para nos dar, desses fatos, uma perfeita compreensão. E uma sondagem profunda a que procede, a procura da verdade histórica ou melhor da "história subterrânea dos acontecimentos". Terá o ilustre escritor encontrado o fio da meada? Terá o mergulhador conseguido trazer suas sondagens, a pérola da verdade história ou uma parcela da verdade? Nos dramas, representados por personagens conhecidos, nos largos cenários das agitações públicas, ou nos palcos dos teatros políticos, terá seu olhar penetrado os bastidores? A todas essas perguntas que se reduzem, afinal, a uma só, responderão os seus leitores, que serão muitos e os seus críticos que serão bastante competentes para julgar da imparcialidade, segurança e penetração do historiador brasileiro. É certo que, como diz Disraeli, citado pelo próprio autor, "o mundo é governado por personagens muito diferentes dos que imaginam os indivíduos cujo olhar não penetra os bastidores". Mas, quantas vezes esses "personagens diferentes" longe de serem "causa", não passam de "instrumentos" das forças reais e profundas que governam os acontecimentos políticos? E quantas vezes, dada a com plexidade dos fenômenos sociais, e, daí a dificuldade de ver claro, o que se aponta como bastidores reais, não é mais do que a armadura de cenários fabricada pela parcialidade ou erguida pela imaginação? Em todo caso, este livro que representa um grande esforço de pesquisa, é realmente digno de exame e de reflexão, pela documentação abundante que nele se recolheu; e das discussões e divergências que suscitar a sua leitura, poderá saltar um pouco de luz sobre as "zonas de mistério" de nossa história. A presente é a 1ª de uma série de 6 (seis) volumes que compõe a obra completa da HISTÓRIA SECRETA DO BRASIL. O CONCEITO DA HISTÓRIA A história não é propriamente urna ciência; é antes uma arte. Muitos espíritos avançados do século XIX se esforçaram para dar à história esse conceito científico. Havia a mais generalizada do cientificismo. Seus esforços, porém, como que se anularam ante a concepção atual da história. O espírito do século XX é outro e não admite mais esses exageros do cientificismo generalizado, querendo impor a todos os departamentos e categorias do pensamento humano seus canones empíricos ou pragmáticos. A investigação dos fatos, a fixação das datas, a interpretação das dúvidas, o confronto e a análise dos documentos, devem certamente obedecer a princípios rigorosamente científicos. Mas a narração dos acontecimentos e sua fixação precisa no tempo e no espaço, não são a verdadeira história, não formam completamente a história. Além disso, há coisa mais importante, substancial, a projeção dos homens e dos acontecimentos no espelho das épocas, como as idéias de cada século, seu espírito, seu gênio próprio. São as mudanças dos aspectos intelectuais do mundo que transformam os critérios dos homens. Para que a história deixe de ser uma cronologia seca, um rol de fórmulas mnemônicas, é necessário iluminá-la com o esplendor solar das idéias, com a luz maravilhoda da vida espiritual. Assim, a história se reflete melhor na obra dos pensadores, escritores, poetas, dramaturgos e críticos do que na enumeração dos governantes, na série das batalhas ou nos salões dos congressos diplomáticos. Por isso, em geral, o que se aprende na história são movimentos dos corpos sociais, ignorando-se a ação e a vida das almas sociais, das almas dos povos. A verdadeira história seria a revelação da vida espiritual dos homens. "A história é obra representativa - escreve um mestre- e, portanto, deve ser uma obra de arte. Não nego os méritos da investigação científica no campo da história. Sobre essa investigação se identificaram os mais belos monumentos da arte, no gênero mais difícil entre os gêneros literários. Entre a obra de arte histórica e a investigação que lhe serve de base, há a mesma diferença que entre a anatomia e a escultura estatuária. O escultor precisa conhecer a fundo,

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cientificamente, a anatomia do corpo humano; entretanto, isso não é o bastante para que sua obra seja considerada científica. Nas formas humanas representadas no mármore, revela-se um espírito, na emoção e nos sentimentos expressos pelas atitudes e gestos da estátua". Esta página do magnífico livro "La Guerre Occult de Emanuel Malynski e Léon de Poncins termina com essas palavras profundas, que resumem a história da humanidade nos últimos tempos; "Ainda se tem em vista toda a hierarquia humana, quando o mundo começa a se afastar de Cristo, no Renascimento. Ainda se têm em vista os Príncipes e os Reis, quando se afasta do Papa e do Imperador, na reforma. Ainda se têm em vista a burguesia quando se tiram a nobreza Reis e Príncipes, que são os seus pontos culminantes, na Revolução Francesa. Ainda se têm em vista o Povo, quando se ultrapassa o plano da Burguesia de 1848 à 1917. E não se têm mais em vista senão a borra social guiada pelo judeu, quando se vai além das massas em 1917". Todo esse plano, em todas as nações, foi cuidadosamente elaborado e lentamente executado pelo judaísmo, raramente descoberto e sempre embuçado nas sociedades secretas. Judaísmo e maçonarias criaram um meio social propício à guerra do que está embaixo contra o que se acha em cima, desmoralizando e materializando a humanidade pelo capitalismo mamônico, dividindo-a e enfraquecendo intimamente pela democracia, separando-a e tornando-a agressiva pelo exagero dos nacionalismos, dissolvendo-a e descaracterizando-a pelo cosmopolitismo, encolerizando-a pelas crises econômicas e enlouquecendo-a com o comunismo. Conhecendo isso, é que se pode dar seu verdadeiro caráter aos acontecimentos históricos e mostrar a verdadeira fisionomia das revoluções. Até hoje se têm escrito histórias políticas do Brasil. Empreendo, neste ensaio, a história da ação deletéria e dissolvente dessas forças ocultas. Até hoje se escreveu a história do que se via a olho nu, sem esforço. Esta será a história daquilo que somente se descobre com certos instrumentos de ótica e não pequeno esforço. É a primeira tentativa no gênero e, oxalá possa servir de ensinamento à gente moça, a quem pertence o futuro. GUSTAVO BARROSO “Há duas histórias, a oficial, mentirosa, Ad Usum Delphini, e a secreta, em que estão as verdadeiras causas dos acontecimentos, história vergonhosa”. (Balzac, Les Illusions Perdues – t.III)

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CAPÍTULO I O monopólio do pau-de-tinta Amanhecera o dia 25 de setembro do ano da graça de 1498 e o que ia acontecer teria repercussão mais tarde nos destinos do Brasil, que ainda não fora descoberto. A armada portuguesa de Vasco da Gama ancorara diante da costa baixa e emoldurada de palmeiras da ilha de Anchediva, a doze léguas de Goa. Das longas vergas e das inclinadas antenas das naus se desdobravam, secando lenta mente ao sol matutino, as lonas das velas em que a salsugem dos mares nunca dantes navegados esmaecera a cor vermelha das cruzes da Ordem de Cristo. Sobre o castelo de popa, lavrado de douraduras e eriçado de falconetes 1 de bronze, fundidos nos arsenais de Gênova, o almirante conversava com os capitães, olhando a faina de limpeza a que se procedia em alguns navios. No seu, a capitânea "S. Gabriel", contra-mestre e maruja preparavam as espias que deviam puxá-lo até a praia lisa onde morriam, sorrindo em espumas, as ondas do Oceano Indico, a fim de ser raspada a carena crostada de mariscos e algas na longa travessia dos mares tenebrosos. O vigia do "S. Gabriel" assinalou um barco ao longe que se aproximou, arfando sobre a toalha azul das águas debaixo da concha muito azul do céu. Era um parau que vinha de Goa, tangido pela sua vela pardusca de esteira. Encostou a nau. Um homem galgou o portaló e saltou no convés. Vestia-se de maneira hindu: mundaçó à cabeça, terçado à cinta, brincos nas orelhas. O nariz adunco se encurvava para os beiços úmidos e sensuais. Queria falar ao almirante a quem abraçou, como se usa no Oriente, com expansões. Curvando-se em salamaleques, disse em péssimo italiano que era cristão levantisco, viera muito criança para as terras do mouro Sabayo, senhor da ilha e da cidade de Gôa. Enquanto falava, seus olhos, miúdos e vivos, como os de um camundongo, espreitavam todo o navio, detendo-se, sobretudo, na artilharia, como a computar-lhe o número de peças e a força de cada uma. Vasco da Gama sorria na sua barba açoitada pelo vento. De repente: - Mestre! Um português moreno e seminu, de farta bigodeira, de braços peludos e atléticos, levantou a cabeça dentre us marujos que desenrolavam os cabos de cânhamo. E o almirante deu-lhe esta ordem: - Amarre este espião ao mastro e meta-lhe o calabrote! Num abrir e fechar de olhos, o levantino estava nu da cintura para cima, amarrado ao mastro grande, e um chicote de cabo alcatroado cantava-lhe nas carnes que se tingiam de sangue. - Eu digo toda a verdade! uivou o supliciado na sua algaravia. Os açoites pararam, o almirante aproximou-se e o homem disse a verdade: não era cristão nem levantisco; era judeu e natural da Polônia. Os azares de sua vida aventureira e errante haviam-no trazido à índia. O Sabayo mandara-o como espião, mas preferia servir aos portugueses. A armada do Sabayo era grande e poderosa, bem tripulada de rumens2 e bem provida de canhões venezianos... No dia 26 de setembro, a frota aos Lusíadas fazia-se de vela para Portugal e levava a bordo o astuto e inescrupuloso judeu polaco, "por ser de grande experiência e muito conhecedor das coisas da índia, o qual foi, mais tarde, batizado e recebeu o nome de Gaspar da Gama, sendo vulgarmente
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Pequenas peças de artilharia. Soldados muçulmanos da India, mercenários leva_n tipos ou turcos, Cf. Alberto 0. de castro, "A cinza dos myrtos", pág. 193; Dalgado, "Glossário, Luso-Asiático, t. II, págs. 264 e segs.

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4 . é um tanto escura. op. "de quem não se apartava". Seus olhos vivos e espertos. O judeu Gaspar da Gama fez toda a viagem de PedroÁl vares Cabral: Moçambique. Cochim. 3 Solidônio Leite Filho. segundo Damião de Góis. afirmamos diante dos fatos. Entre as mercês. Manuel. Dois anos depois.. por mando deste.. Não há. Ao lado de Pedro Alvares Cabral. não a uma cristã. A tola confiança do cristão no judeu é que permite a este dar os seus botes. infelizmente. 4 Solidônio Leite Filho. não seriam ilaqueados na sua boa fé de navegadores rudes e heroicos batalhadores pela lábia e a solércia do judeu polonês! Batizado. Manoel". tomo II. que folgava de lhe ouvir falar sobre as coisas da índia. pág. Fugido às perseguições que. que se referem pessoalmente a ele. Vasco da Gama. depois de viver em. cit. e lhe fez muitas dádivas e mercês. assistiu a primeira missa celebrada por frei Henrique de Coimbra e ouviu a leitura da carta de Pero Vaz de Caminha. simplesmente. Segundo o autor das "Lendas da índia". Solidônio Leite Filho. o doutor Martim Pinheiro. encontramo-lo com o nome de Gaspar de Almeida. "por amor de Viso-Rei. sem cerimônia. a indiada nua e emplumada de cocares. Batizado por Vasco da Gama. pág. o israelita tomou. 5 C. referida pelos cronistas. Manuel e que estragou. quando as armadas iam em busca de terras desconhecidas.. Este judeu conversava muitas vezes com El Rei D. muito se aconselhava com seu intérprete o judeu Hucefe. Melinde. conservadas entre os documentos da Torre do Templo. Gaspar das índias prestou inestimáveis serviços3”. Gaspar Corrêa. Calecut. de Almeida ou. "Lendas da India". documentação que faça suficiente luz sobre o interessante assunto. cortara as gadelhas reveladoras de sua procedência e afundara-se no Oriente. da arca de biblias. porque lhe havia dado "muita informação das coisas da India". Na índia. os grandes apelidos da nobreza lusa. 32. 24 e 25. hoje diríamos intérprete e técnico. avistou o vulto azul do Monte Pascoal nos longes do horizonte. declara um panegirista dos judeus4. quando a estrela do navegador se foi empanando ante a glória de Dom Francisco de Almeida. tornou às índias em 1502 e 1505 com seu padrinho. EM HEBRAICO. influenciavam as decisões dos grandes navegadores5. o rei Dom Manuel noel recomendou que ele servisse com Pedro Alvares Cabral. tendo alcançado às Índias. até o grande Afonso de Albuquerque. Leite & Cia. O episódio mostra como os judeus secretamente. talmudista praticante. vestida de luto. viram o nosso Brasil no primeiro dia de seu amanhecer. A documentação do resto do capítulo está em Gaspar Corrêa. ordenados e ofícios. a corte manuelina assistia do eirado da torre de Belém a partida dos navios de Pedro Alvares Cabral. mas a uma israelita ferrenha. 177. enviadas de Lisboa para a India. A vinda do judeu Gaspar ao Brasil está iniludivelmente comprovada pelas instruções dadas ao capitão-mor Pedro Álvares Cabral. mas. na judiaria. Manuel. 1923. olhos de rato fugido dos ghetos da Polônia.. de quem era estimadíssimo". decerto cristão-novo ou cristão judaizante. Por adulação e baixeza.. de acordo com o costume em má hora instituído por D. A Vasco da Gama e outros almirantes portugueses. Foi ela quem fez com que os judeus das sinagogas hindus comprassem as bíblias hebraicas que vendia Francisco Pinheiro. Na última dessas expedições. Jerusalém e Alexandria.conhecido por Gaspar das índias. contemplou a terra virgem e dadivosa. pág. conforme depõe Gaspar Corrêa. em coisas e negócios das índias. do meado do século XV ao começo do XVI. o judeu Gaspar da Gama. Veja bem como os Gama. o nome de família do seu padrinho. "Lendas da India". os Cabral e os Almeida. "Os judeus do Brasil" ed J. 25. op. das índias. "A sua voz (do judeu Gaspar) foi sempre acatada nos conselhos dos capitães". pág. filho do Corregedor da corte de D. o poderoso Vice-Rei do Ultramar. Francisco de Almeida. manobravam nos bastidores da governação das Indias e até faziam proselitismo e propaganda religiosa através do próprio Corregedor da Corte magistrado cuja maior atribuição era perseguir ao judaísmo. se desencadearam na Polonia contra os israeli tas. deu-lhe tenças. tomo I.. cit. casou-se com uma judia. como era de praxe na época. 27. o hebreu mesquinho abandonou o nome de Gama e adotou o de Almeida. A história. Cananor. O judeu Gaspar embarcara na nau do capitão-mor como língua e conselheiro. fê-lo cavalheiro de sua casa. "grande letrada na lei". pág. "Crônica d'E1 Rei D. Ao tempo do governo de D. sua conversão era tão sincera que se unia.

Aproveitando-se desta opinião conseguiram alguns cristãos-novos. sonham epopéias e conquistas. Os portugueses estão hipnotizados pela India.contentes do nome de nutro pau bem diferente do da cruz e de efeitos bem diversos". mal findara a viagem redonda de Cabral e com eles conversara seu irmão Gaspar das Indias sobre as riquezas da nova terra? O judeu Fernando de Noronha e seus sócios haviam arrendado o Brasil a D. Cit. ed. as equipagens de Pedro Álvares Cabral descem à terra para cortar lenha e pela primeira vez o machado dos civilizados retumba nos troncos das virgens florestas do Brasil. que é o melhor meio de ocultar a sua essência. M. Esses navios poderiam levar qualquer produto para a metrópole sem pagar o menor imposto. um judeu aventureiro da Polônia. Que lhe importam os açoites amarrado ao mastro do "S. mais tarde. tão diferente do que nós aprendemos nas escolas. casa com uma judia talmudista e vem. pág. que um esforçozinho de cartógrafos e cosmógrafos judeus. Lisboa. A.. mas informou os cristãos-novos. Manuel o Venturoso e de dar hábeis pareceres. fincando um forte no extremo em que tocassem. da mos a palavra ao panegirista dos judeus. Como e por que vinham tão cedo. ou inspirados por judeus mais adiante mudará a Terra do Brasil7 (7). o verzino colombino de Ceilão. no ano da Graça de 1500. tributo ou finta. para explorar ou descobrir trezentas léguas de costa para além dos pontos já conhecidos. Os israelitas mudaram-no. "deslumbrado com as maravilhas da Ásia". Os marujos deram-lhe o nomé de São João devido à data do descobrimento. Gabriel" e a água lustral do batismo? Por esse preço pagou o direito de assoprar informações ao ouvido de D. F. Fernando de Noronha. Lopes. a importância do novo descobrimento. nos "conselhos dos capitães". seus irmãos. quando as naus portuguesas lançaram ferros. Não se fez entender nem entendeu patavina. Vejamos como sabiam perfeitamente. os judeus deviam mandar todos os anos seis navios ao Brasil. a fim de que se possa enriquecer com os produtos que afloram por toda a vasta extensão da Terra de Santa Cruz. navegação e comércio da Etiópia. no 6 Op. "Efeméride Histórica do Brasil". adere aos lusos que o chicoteiam. apanhado por Vasco da Gama em flagrante delito de espionagem. o judeu procurou entender-se com os silvícolas. a cuja frente se achava Fernando de Noronha. Ele não sonha nada. pois conhecia. como anunciava o escrivão da feitoria de Calecut embarcado na Real Armada. Na verdade.... ao Brasil que examina em primeira mão. do Globo. desde logo. olha praticamente a vida. 261. Pelo contrato de arrendamento. que tomara este nome fidalgo com a mesma desfaçatez com que o judeu polônio tomara os de Gama e Almeida. os indenizaria das despesas6. cujas atenções estavam inclinadas para as riquezas da India. recorrendo às línguas e dialetos que aprendera no Oriente. de praias brancas. aqui e ali vestida de vegetação luxuriante. calcula todas as vantagens materiais. 1877. logo aceitos. Tip. A 24 de junho. Manuel. batiza-se. daria tudo. dia de São João.Em Porto Seguro. no mês de maio. Sua raça continuará a hipnotizar os lusos na conquista. Pérsia e India. XXXII. Arábia. por si só.. 7 Simão de Vasconcelos. A 28 de abril de 1500. arrendar a terra havia pouco descoberta. 9: ". Cf. Sr. com certeza. Nesse corte de madeira. com Cabral. Não é claro como água?. Navegação feliz. o judeu Gaspar descobriu o pau-brasil. O cristão-novo Fernando de Noronha. Compulsemos Capistrano de Abreu em suas notas a Varnhagen e este em suas notas ao "Diário de Navegação" de Pero Lopes de Souza. de Macedo. rumo ao oeste. J. toma nome fidalgo. 1765. J. equipara uma frota e saíra do Tejo. Mônica da Companhia de Jesus do Estado do Brasil". Rio. em 1503 associado a outros cristãos-novos. págs 36 e 37. Para não sermos taxados de fantasista ou parcial.Terra de Santa Cruza título que depois converteu a cobiça dos homens em Brasil. que continuava dentro do sortilégio. para o do próprio armador e comandante da frota. pôs a capa sobre uma ilha penhascosa. grifando suas afirmações mais importantes: "Talvez por seu intermédio tivessem os israelitas percebido. Mas compreendeu o que poderia valer a nova terra. Nada disse à Cabral nem ao Rei. pág. Solidônio Leite Filho. Aprende-se unicamente a aparência da história. como prático das coisas do Oriente. que pouco impressionara o ambicioso espírito do Afortunado monarca português. se quisesse plantar. Estes grifos auxiliam a clara visão do primeiro capítulo da história do Brasil. na qual. Sabiam eles PERFEITAMENTE que o comércio do pau Brasil. 5 . Aos meninos e rapazes somente se mostra o palco e ninguém se lembra de levá-los aos bastidores. onde os atores mudam de vestimenta e estão à vontade.

segundo Muratori e Marco Polo. para empregar a linguagem moderna. não tinham sido de desprezar. a qual foi confirmada por D. 1879. usando a epopéia da navegação e o poema do descobrimento para a fundação trivial de um monopólio de anilinas. a propagação da Fé e a dilatação do Império que a gesta dos Lusíadas cantaria com o ritmo do rolar das ondas.o Brasil em capitanias hereditárias muito antes das primeiras concessões de sesmarias. 0 primeiro carregamento foi levado logo em 1503. desde que o sapang de Java é Ceilão fora corrido dos mercados europeus. tivera como resultado a formação. João III em 3 de março de 1522. 121. 12 "Décadas". era de três anos8. que era a anilina daquele tempo. o cristão-novo Fernando de Noronha. Solidonio Leite Filho. págs. pois que o rei se obrigava a não permitir mais o "trato do pau-brasil com a India". pág. senão isso? tan to assim que os navios do consórcio Fernando de Noronha carregavam por ano de nossas matas litorâneas a bagatela de "vinte mil quintais da preciosa madeira"! 9. obtendo-a por dez anos. Nos bastidores. a cruz nos punhos das espadas linheiras que retiniam de encontro aos coxotes de aço fosco. os judeus obtinham o monopólio do negócio. Terminou o prazo de arrendamento da costa brasileira em 1506.. sua renovação ou prorrogação. Além da prorrogação. João a Fernando de Noronha. cit. "Raccolta Colombiana". origem dos primitivos latifúndios. pagando um sexto do valor.. Desta sorte. encarada por um método novo e verdadeiro. A famosa nau "bretôa". da Academia de ciência de Lisboa. idem. como que importava mais o nome de um pau que tinge panos que daquele pau que deu tintura a todos os sacramentos por que somos salvos. inspirados pela sinagoga e pelo kahal. graças às informações levadas pelo astuto judeu que Vasco da Gama açoitara e conduzira à pia batismal. te. I. pag. berzi. dois anos após o descobrimento10. Era.primeiro ano. com efeito. 19. batendo a costa até o Cabo Frio. foi armada e despachada por Fernando de No ronha e seus amigos11. 427432 "Diário do Pero Lopes". pág. ed. Neste primeiro capítulo da nossa história. 37: Leona_r do de Chade Messer in "Livro comemorativo do Descobrimento da América". No dia 24 de janeiro de 1504. o sentidõ cristão da vida. Fernando de Noronha agenciou. Naturalmente. O descobrimento do nosso País. o que indignou a João de Barros 12. ou verzino. manobrando os cenários e arranjando as vestiduras. a cruz nas bandeiras alçadas. 3Q pa. que em 1511 veio ao Brasil carregar o pau. Mônica do Império do Brasil". como se vê. idem. 1ê ed. Rio de Janeiro. apagando o nome da Cruz com o nome do pau-brasil. 267. No palco: a armada de Cabral com as velas pendentes em que o sol empurpurava as cruzes heráldicas. se vêem o palco e os bastidores. 1867. a coroa portuguesa alienava uma parte do Brasil.. Capristano de Abreu. "História Geral do Brasil°. único no amanhecer da vida brasileira. 6 . realizando o lucro à sombra do idealismo alheio. em troca do pagamento anual de quatro mil ducados... na corte. dando-a de mão beijada a um judeu traficante do pau-de-tinta. 10 Melo morais. O prazo de arrendamento. no segundo. diante da qual um frade diz a primeira missa. D. de um TRUSTE DAS ANILINAS. Manuel fez doação da ilha de S. do Oriente que vinha o pau-detin ta. os nomes de Vera Cruz e Santa Cruz impostos a toda a nova região americana: o idealismo cristão. ganhando o ouro à custa do esforço e do sangue dos outros. um padrão cravado no solo virgem da terra descoberta em forma de cruz. vol. e um quarto no terceiro. 11 Solidonio Leite Filho.. os Cristãos-novos e israelitas do seu consórcio comercial. "0 descobrimento do Brasil". em verdade. pág. que era o monopólio do comércio da madeira tintória. II. o judeuzinho de Goa. o heroísmo cristão. op. a cruz erguida na praia. Varnhagen. 8 9 Piero Rondinelli. o que deixa ver que os lucros auferidos no comércio da madeira de tinturaria. antes de dividindo..

Este isra_e lita fez o livro como propaganda judaica. nunca logrou estabelecer-se no Brasil. à custa de bugigangas dadas ao índio. cit. profluentes. negativos e pertinazes". porque não se lembrou do espião Gaspar da Gama. o pau-de-tinta já estava sendo carregado! 16 Pedro Calmon. "Aconteceu que os judeus foram obrigados a emigrar. nos primeiros tempos. que veio reconhecer a terra e levou.. 14 e 41. os Teixeiras. 1925. os Valadares. Rodolfo Garcia22. "Os Judeus no Brasil Colonial" in "Os judeus na História do Brasil". mas. os Coutinhos. Tanto assim que a ordem dos Dominicanos. "História do Brasil". Seu instinto mercantil adivinhara15 as riquezas naturais do Novo Mundo. os Castros Boticários. o Santo Ofício não os inquietaria 16". os Rabelos. 22 Loc. os Sanches. ed. 13. Até freiras claustradas judaizavam. às escondidas. 39. Esse pensamento repete-se de tal modo nos historiadores filo-judaicos que somos forçados a admitir o propósito por parte dos judeus em conservar as atenções voltadas para outro lado. 19 Cf. Francisco de Chaves.. 15 O grifo é nosso. como de preparar uma espécie de refugio para a sua raça deste lado do Atlântico. 17 Chamberlain. açoitar o crucifixo. convictos. de Paulo Prado. da Cia. antes de morrer pediu que lavassem e sepultassem o cadáver segundo os ritos da sinagoga. os Calaças. à vontade. D. que veio para cá no tempo do segundo Governador-Geral. os Montearroios. confluentes. os Antunes.. 20 Solidônio Leite Filho. Domingos. para o Brasil. variantes. açoitados por uma perseguição feroz (1506). pois. informações à sinagoga lisboeta. João Ribeiro.18. já havia os cripto-judeus ou judeus ocultos17 . Paulo. 1933.. I. pág. op. o próprio misterioso Bacharel de Cananéia aquele castelhano que vivia no Rio Grande do Norte. que as famílias hebréias tivessem emigrado para a América Portuguesa."Die Grundlagen desneunzehnten Iahrhunderts". os Rodrigues. Vieram. simulados. onde. interpretadas com maior benevolência e liberalidade. os Ximenes. e tantos outros 13 14 Solidonio Leite Filho op. diminutos. as Ordenações puniam com rigor os cristãos -novos judaizantes. sem grande trabalho. impenitentes. "Livro de Centenário". pág. falsos. Monarca e povo "tinham os olhos ofuscados pelos resplendores das predirias do Oriente13". os Cardosos. livres dos tribunais do Santo Ofício. 46. assim. pag. do vendedor de livros judeu Uri Zwerling. Citemos dois exemplos elucidativos dessa persistência: o cristão-novo Jorge Fernandes. produtor de tintura. como rezam os documentos coevos. 10. Aliás. guardando a lei de Moisés20". 1929. entre os Potiguaras. pág. cit. 12. milhares e milhares de quintais de pau-brasil. coitado! aceitou o que lhe quiseram dar ea obra é um repositório de documentação anti-judaica. págs. João Ramalho. 18 Rodolfo Garcia. os Barros. Houve somente visitações e quem lê seus processos fica assombrado da persistência do judaísmo nos marranos convertidos e que viviam dentro da religião católica com o simples fito de auferir vantagens. permitindo o próprio meio. naturalmente. acha que "O Caramuru". O número e a influência dos cristãos novos impediram o funcionamento da Inquisição entre nós. "Não admira. afim de poderem. os Diques. Duarte da Costa. cit. 42 carta de Américo Vespúcio a Pedro Soderini. merecendo as penas inquisitoriais21. melhor defesa para os acusados. Fechavam-se os olhos sobre muita coisa19 (7). não só tirar. os Guilhens. revoltantes. Editora Nacional.CAPÍTULO II O empório do açúcar Passaram-se muitos anos antes que a coroa portuguesa desse fé do Brasil. 21 Vide "Primeira visitação do Santo Ofício às par tes do Brasil" pelo licenciado Heitor Furtado de Mendonça. 7 . ou de canafístula produtora de mirra14. pág. No Reino. ed. os Siqueiras. 78. e faleceu em 1567. com os beiços furados como os deles. os Bravos. os Nunes. em 1501. muito ignorante. até mesmo a facilidade da fuga e da ocultação. viviam na mais absoluta tranqüilidade. "História da civilização Brasilei ra". Num país bárbaro em vias de colonização.Em todo o nosso vastïssimo país. fictos. não existe um único convento de S. Em 1503. os Peres. Teriam aqui tranqüilidade e segurança. S. esse sistema vem do fundo dos séculos: em Roma. os Mendes. 0 historiador diz adivinhara. os Cirnes. as leis eram. à qual estava quase sempre afeto este tribunal. Continuaram. costumava. vindo com Mem de Sá. Anos e anos deslizaram sobre mui tos deles sem lhes abrandar a impenitência talmudista. 1922. ed. o cristão-novo Afonso Mendes.

Aí. Com efeito. Nela se faz a primeira experiência do plantio da cana-deaçúcar. por via da proibição do comércio do pau-de-tinta com o Oriente. naturalmente. Corunha e outros portos para a Terra dos Papagaios. 8 .W. ou saltar de terçado em punho nas abordagens furiosas a bordo do barco inimigo. Saint-Ma lô. ingleses. o consórcio judaico ia se enchendo de ouro. levando-o a só dar tento aos negócios da Índia. Isto confirma a suposição de Rodolfo Garcia. "a cobiça dos corsários europeus". espa nhóis. em São Vicente. batendo-se contra os corsários que estavam prejudicando. pags 83-84. Cada quintal de madeira posto em Lisboa. Outros a disputavam: franceses. da qual só discordamos quanto a Caramuru. Para comerciar e lucrar. em breve. de certo. pág. começou a tomar medidas nesse sentido. 40.. Desde mais ou menos 1516. San Lucar. Não era mais unicamente o judeu luso que exercia a função comercial de brasileiro. pág. habilmente con seguido por Fernando de Noronha e seu grupo. Era vendido em Flandres por dois e meio a três ducados 24. op. Ele. mas. que diz: "Na guerra sê o último a partir e o primeiro a voltar". Cristovam Jaques vem com dois navios policiar a costa e fundar uma feitoria em Pernambuco. que vinham de Honfleur. Eis porque. entre eles. Os hebreus a desviaram. os sócios de Fernando de Noronha e ele mesmo. a perceber a importância da Terra de Santa Cruz". bem como assecuratórias do comércio do pau-brasil. alemães. considerada res nullius. 40. (14) Idem. e. Seus barcos percorreram a costa. no meio dos goianases.que Portugal começou já nos últimos tempos de D. ficava com todas as despesas. pág. Manuel quanto ao Brasil. cit. arribaram as abras e enseadas. 25 Solidonio Leite Filho. os lucros opimos do kahal. era preciso. riqueza que. encontra servindo de li gua ou intérprete. no balanço das ondas. com os quais se formou o primeiro núcleo de população23". enviados pela coroa portuguesa.. agora. o que não se dá com os cristãos-novos.seriam. o judeu 23 24 Solidônio Leite Filho.escreve seu panegirista 25 . menos para a luta armada. como expelir aos piratas que prejudicavam o futuroso negócio da tinturaria? Era preciso apelar para o rei Afortunado. logo. "os navios que. Todavia. ba te a costa até o Prata e traça o primeiro contorno políti co da colônia26. quem sabe. cujo empório enriquecia aos judeus e marcava o segundo período da história colonial. A religiosidade de Paraguassu. aportavam às nossas plagas duas vezes por ano traziam somente judeus e degredados.. reaviva o vestígio do domínio de Portugal. vai suceder à da extração da madeira de tinturaria. por exemplo. eles absolutamente não tinham sido feitos. cf. Em cananëia. por meio ducado. ia servir para defender os ino Gentes cristãos-novos que ganhavam o mínimo de dois ducados em cada quintal de pau-brasil. quando assira. colonizadores espontâneos das terras de Santa Cruz".. desse número de judeus. 34. que perseguia o judaísmo. sobretudo diepeses e maloínos. distribui povoadores. mas se deixava influenciar pelos conselheiros hebreus."Foi graças aos israelitas . Era chegada a hora de entrar em cena o cristãovelho -a fim de derramar seu sangue. Dieppe. sem dar por isso. o judeu segue o preceito do ïalmud. O ciclo da indústria extrativa vai desaparecer e será substituído pelo da indústria açucareira. op cit págs 13-15. o soberano voltou sua atenção para o Brasil. grandemente. sua mulher. o judeu Francisco de Chaves. cit.desconhecidos . compreenderam que era necessário reagir contra os piratas audazes. a solicitavam. Povo eleito para tudo. Manuel. Martim Afonso de Souza dá caça aos corsários franceses. "Memória do Centenário". os judeus do grupo Noronha estavam sempre prontos. 0 rei observou também "os esplêndidos resultados colhidos pelos hebreus em prejuízo do erário (14). e decidiu a colonização do novo país. entre os quais o sabido Gaspar da Gama. para trocar tiros mortíferos de bombarda e arcabuz de navio Onavio. Em 1530. 26 Pedro Calmon. a qual floresce. Vede como João Ramalho. se obstina em não praticar o culto católico e entra em luta contra os padres da Companhia de Jesus. Naquele ano. Peragalo. comercializando com o gentio e carregando o Brasil. como que demonstra o espírito profundamente católico do marido. muitos judeus dessas procedências. Sombart "Oie Juden in des Wirtchafts'eben. Enquanto isso. vivia de alimentar a desatenção do rei D. Lucro formidável! Esse lucro atraiu. op. O monopólio da madeira de tinturaria.

A coroa dava licença a quem quisesse tentar fortuna no Brasil. os favores concedidos às demais. Martin Afonso. Fundados nos privilégios excepcionais que lhes davam doações e forais. trouxeram algumas famílias israelitas30. "Não podendo recusar trabalhadores. vindo durante os trinta anos em que o governo português as deixara em quase completo abandono. em Pernambuco. No princípio deste século foi publicado um trabalho 27 28 Idem pag. 13. Tomé. João ao cristão-novo Fernando de Noronha. No século XVI. Só os ricos conheciam o açúcar oriental. Vicente. mantendo contra eles uma luta incessante. a primeira que se construiu à boa maneira portuguesa27". Morto D. O exemplo de João Ramalho é. João III prossegue no intuito de povoar é colonizar o Brasil. "Antonio José da Silva" in "Revista do Instituto Histórico". Até o achado do caminho das índias. a homens ricos. do seu antecessor. Além de fazer várias doações de latifúndios a fidalgos ilustres e de confirmar outras. o pouco açúcar que chegava à Europa vinha do Oriente. 114. 29 Pedro Calmon. seu auxílio era. "História Geral do brasil". o que naquela época de fanatismo e submissão ao clero era de estranhar". o Brasil iria ser o verdadeiro instrumento dessa revolução. senão impossível. cit. Varnhagen. 31 Solidonio Leite Filho. Manuel. IX pág. o açúcar era raro e caro. o mais concludente possível. dividiu o imenso território em doze capitanias hereditárias. como Duarte Coelho. exercendo grande influência sobre o gentio. Quando os capitães-mores chegaram às suas terras. "Bastaria para demonstrá-lo o ódio que sempre teve pelos jesuítas. Grande número de historiadores negava-lhe todo valor. cujas últimas cenas ainda estão se desenrolando em Cuba. cit. op. Cabo Verde e da Madeira se cultivava cana. op. a Casa da Índia fornecia instrumentos de lavoura a quem desejasse ir povoar a nova terra. 41-42.João Ramalho. tendo um dos donatários contra tado com judeus laboriosos a montagem de engenhos em Pernambuco. na mão dos judeus. como Pero de Campos Tourinho. pág 41. achando que se tratava de um traço sem sentido. O mesmo autor destas linhas. in "Almanaque Israelita do Brasil". desse ponto de vista. porém.. Aires da Cunha. os capitães-mores estenderam às pessoas de origem hebraica. deixou o governo real povoação e defesa das novas terras e dos estabelecimentos que montassem. trazido e distribuído pelos venezianos. Imagine-se a revolução econômica produzida pela entrada à larga do açúcar nos mercados em que antes não aparecia. na sua maioria. Aí se lançam os fundamentos de uma verdadeira colônia. fundado em 151629? A fazenda real não se podia consumir nesse serviço e por isso largava em mãos dos concessionários todo o peso da colonização. favorecia-se com os meios necessários a quem fosse capaz de dar prin cípio a engenharia de açúcar28. outros afirmavam o contrário. 30 Varnhagen. precioso e necessário31". um galeão francês não arrasou o primeiro engenho de açúcar da América. a altos funcionários do Reino e outros. D.. Esses feudos de cinqüenta a cem léguas de litoral foram concedidos e escolhidos capitães cobertos de serviços. Em 1530. pág. As populações européias. pág. toda tentativa de estabelecimento. Outros abandonaram as doações. Pero Lopes. Solidônio Leite Filho op. sem apresentar. aí encontraram. "A contribuição judaica na formação da nacionalidade brasileira". pelos portugueses. Para a colonização das capitanias. argumentos convincentes. o que não era coisa fácil pois os piratas costumavam destruir o que podiam. 5. vários cristãos-novos. cit. 14. 32 Dr. Qualquer perseguição contra eles provocaria o ódio dos índios. Pero de Góis e Vasco Fernandes Coutinho. o que tornaria dificultosíssima. Isaque Izeckson. Fernando Álvares de Andrade. Ainda outros apelaram para os judeus ou lhes venderam suas terras. acrescenta: "Mas o que confirma incontestavelmente a origem judaica de João Ramalho deu origem a inúmeras controvérsias. A cargo dos donatários das capitanias. 5695-96. Já nas ilhas de S. págs. portan to. porém. 1935 pág. 9 . que é judeu32. como Jorge de Figueiredo Correa. Dois deles meteram ombros à empresa e suas capitanias progrediram: Pernambuco e S. 145. com a condição de pagar-lhe o quinto dos produtos. como a ilha de S. vol. Antônio de Barros Cardoso e João de Barros. contentavam-se com o mel das abelhas para suas comidas e bebidas. o do capitão Pero Capico.

Ben Israel demonstra que todo judeu pertencente a estirpe dos "cohannin".o 33 "Almanaque Israelita do Brasil": O trabalho sobre o Kaf de João Ramalho a que o autor se refere com essa fingida displicência é o erudito volume de Horácio de Carvalho "0 Kaf de João Ramaïho" tip. na medida do possível. Silvas. Os homens que se ocupavam dessa espécie de contrabando de metais preciosos. tornando-se. O sr. agiria. simplesmente. Entre outros. Vemos por ela a infiltração judaica no Sul.em que o Kaf de João Ramalho era apresentado como um signo esotérico. Pereiras. infringira as regras da proibição (que racismo!) e tinha deixado de ser um cohen puro. Hoje. Perdido o capital inicial. João Ramalho. na maioria judeus eram até denominados peruleiros34. podemos afirmar que a questão se acha ple namente esclarecida e pela afirmativa. com os recentes estudos do Sr. em 1600. O cohen que por qualquer modo infringe a religião não pode ser considerado puro e não tem direito a usar o Tzedek. Baltazar Rodrigues de Lucena e Duarte Nunes. É uma obra admirável que revela os segredos da cabala judaica. porém. Castros. que só tinha direito a assinar com o Kaf. Israel demonstra. Paulo. limitar-se a assinar com o kaf. Costas. da Academia Brasileira. e levados à fogueira. porque os mesmos praticavam o judaísmo: frei Alvaro Rodrigues e frei Antonio Osório da Fonseca. sim pelo documento que representa. que tinha casado com uma gentia. Mostra ainda essa página judaica seu racismo até em relação ao gentio. A citação é um tanto longa. que João Ramalho era um judeu. Não se vá pensar que o judeu entrou com entusiasmo na indústria do açúcar que nascia. vide "Diálogos da Grandeza ". pois. Buenos. como neles não invertera as somas que os cristãos haviam perdido. João Noronha e Manuel de Almeida. O Sr. que o judeu queria tão somente escravizar para explorar-lhe o trabalho. 1903. à sua assinatura duas letras hebraicas. mais tarde. viria indicar que João Ramalho era um estudioso da Cabala. Muitos peruleiros judeus ou judaizantes foram pilhados pela rigorosa inquisição espanhola. Eis como se explica a falência dos primeiros edificadores de engenhos. um "cohen" simples. Manuel Batista Pires em 1639. As duas capitanias que prosperavam. apesar de não se prender bem ao caso. em Pernambuco. Trata-se de um Kaf. plural de "cohen" (descendentes de Aarão. tão consciente de seu judaísmo que. S. do mais puro sangue. pela traição. isto é. pág. com o ouro: o bandeirante audaz descobriria. o que. Salgados.o pau-brasil esperou que o negócio do açúcar fosse desbravado por outros até chegar a um bom ponto. houve um grande comércio de ouro e prata. vieram estabelecer-se na Paulicéia. ainda hoje. apesar de isolado num mundo distante. seus lucros teriam de ser muito grandes. cabalístico. mas preciosa. ed. por terra. Gregório Dias. etc. sacerdotes hereditários do povo judeu). inúmeras famílias judaicas ou cristãs-novas. os preceitos de sua religião Com isso fica afirmado que o movimento inicial para a formação da grande metrópole. Ele não foi. Nos primeiros séculos da nossa história. 34 A obra de Argeu Guimarães intitula-se: "Os cristãos-novos portugueses na América Espanhola". em 1605. em 1625. Do mesmo modo que veio na sombra dos descobridores. infiltrados no próprio cerne do catolicismo. as lavras. que é a São Paulo de hoje. diretor deste almanaque 33. No ano de 1581. iniciais das duas palavras: "cohen tzedek". foi um movimento promovido por um judeu. 37 e 144. depois. um verdadeiro Kaf sem sentido cabalístico e esse Kaf demonstra que João Ramalho era judeu. não deixa de cumprir. como a maioria dos judeus daquela época (!). não pelo estilo. com prefácio de Teodoro Sampaio . São de origem judaica os Pintos. a persistência dos ritos e dos estudos cabalísticos. após mil tormentos.". o judeu adquiriu os engenhos abandonados e. Tangidos pela inquisição. chamavam logo a judiaria. verifica-se o perigo social que representavam. Ora. Assim. 10 . Deve. examinar a terra e ver o que nela havia de mais facilmente aproveitável . que então era rigorosa em Portugal. Mesquitas. A América meridional era um ótimo refúgio para os judeus convictos e para os disfarçados. do mesmo modo que a vimos no Norte. como então se chamavam. com o Peru. eles se apoderariam delas. Diogo Lopes de Vargas e Duarte Henriques. cabalmente. em Lima. Sobre os peruleiros e o tráfico da prata. Toda a história do Brasil é assim: uma aparência . a Inquisição queimou em Lima dois padres portugueses idos do brasil. acrescentam. o único. um Kaf e um Tzedek. portanto. cohen puro. Vinham aos milhares Lendo a obra de Argeu Guimarães. que é hoje o sobrenome de muitas famílias israelitas. o ódio ao missionário jesuíta catequizador do indígena. a filha de Tibiriçá. Ben Israel. através de S. subindo ao planalto piratiningano. Destas duas letras formou-se até um nome: Katz."cohen tzedek". que é horrível. Diogo de Andrade. do "Diário Oficial". porém. Vicente.

João III via com bons olhos essa nova fonte de riqueza ultramarina e mandava passar ao Brasil vários lavradores de cana das ilhas da Madeira e Cabo Verde37. são os elementos produtores e construtores das pátrias. "História da Civilização Brasileira". O fidalgo-agricultor. Valia a pena vencê-las. e de tal forma lhes atacou o gentio.. depois pela escravaria africana. Pedro Calmon. pág. explorando as obras do idealismo alheio. Desgraça maior ocorreu ao capitão da Bahia. 230-1. pintado por Pedro Calmon35: " . Maquinário simples. O açúcar começou a criar para o judaísmo negócio novo e lucrativo: o tráfico dos negros.início do desenvol vimento mundial do comércio . O açúcar era negociado com os mercados das Flandres desde 1532. 35 Pedro Taques. xiv. op. 11 . São homens de prol os que iniciam o plantio de cana na Bahia. o duque de Aveiro. "Notes à Llhistoire des emigrations des anversois".o utilitarismo oculto do judeu. dos bandeirantes do açúcar. "Na Bahia Colonial". Rio de janeiro. em 1549. primeiramente. i. vol.. Vicente de Martin Afonso e do piloto Francisco Lobo. A lavoura da cana era feita. que tudo perdeu . isto é. encabeçando todas as iniciativas com sua coragem e seu idealismo. Vicente". 37 Pedro Calmon. Gaspar Schetz foi tesoureiro de Felipe II nos Paises Baixos. Vejam o quadro dos desbravadores. e tan to foi roubado pelo feitor (que depois se estabeleceu no Recôncavo com engenho próprio) como pelos Aimorés. que comprou a capitania ao seu donatário. nota a Porto Seguro. O judeu não é nem agricultor nem guerreiro. A indústria do açúcar. ed. Os engenhos eram movidos por água ou por bois. pags. o caminho do perú. tem um sabor de titulo nobiliárquico. 38 Capistrano de Abreu. 36 "Publicações do Arquivo NacionaV. Tinham casa bancária em Antuérpia sob a firma Erasmus ende Sonen. o hobereau. de Escragnolle Taunay. uma realidade . pela alma e pelo interesse é encontrado sempre. começou dois engenhos. quando Martim Afonso de Souza se associara ao holandês Erasmo Schetz.idealismo construtor do português. Os agricultores e os guerreiros. no Brasil colonial. de mais fácil reparo e de custo relativamente baixo. 200. diz o imparcial João Lúcio de Azevedo. 1925. 245. 303. Um filho de Erasmo. porém. 76 e 77. 18. 39 Pedro Calmon. o gentilhomme-compagnard.. pelos índios escravizados. técnicos. negaceando. cit. buscar homens práticos. que. . 1914 creio que há um certo feitor judaico nessa dinastia de homens de negócios. I. Lucas Giraldes. em Ilhéus. buscando o proveito de suas conquistas com o maior e menor risco possíveis. esperavam em Lisboa o seu provento. nas canárias e na Galiza à sua custa. teve-os demolidos pelos Tupinambás e acabou trucidado por eles". o que os reis costumavam fazer com seus ecônomos judeus.que se aplicaram a explorá-los: ou porque os portugueses só sabiam trabalhar para si não para capitalistas. págs. ou porque não se antecipara aos trabalhos um reconhecimento da terra e sua efetiva ocupação. que adquiriu a capitania ao seu dono. à moda da Holanda. Duarte Coelho é quem manda. Cf.fracassaram todas as empresas de grandes cabedais. transmitido até nossos dias. Os filhos de Gaspar manejavam cabedais em Bruxelas. igualmente mandou construir vários engenhos que pereceram. Imprensa Nacional. Ferrind Donnet. O Rei o enobrecera com títulos e senhorios.vencendo todas as dificuldades 39. cap. Os Schetz estavam ligados ao banqueiro João Venistre ou Wenix de Lisboa. Rio de janeiro. riqueza social de todos os países. Vicente. progrediu admiravelmente em duas capitanias: Pernambuco e S. Assim. Vasco Fernandes Coutinho donatário do Espírito Santo e homem opulento. Em 1699. no Reino. De acordo com a documentação reunida por Alcibíades Furtado em "Os Schetz da Capitania de S. Os lucros eram convidativos. "Nobiliarquia Paulistana". que gastou numa boa frota sua fortuna. "preço fabuloso para época". Escragnolle Taunay. que morreu sem lençol para mortalha. dos cristãos. Em Porto Seguro. separata da "Revista do Instituto Histórico Brasileiro". 19. A sua sombra caminha agachado o judeu. do mameluco e do brasileiro. ligado profundamente à terra pela tradição. de fácil montagem. fez edificar oito engenhos. Mão-de-obra abundante e barata. inverteu a riqueza qrangeada na India em engenhos poderosos. Erasmo & Filhos. Erasmo comprou as partes da capitania de 5. cujo engenho sessenta anos mais tarde valeria quatorze mil ducados36. um quilo de açúcar valia 2 mil réis no porto da Bahia. D. para montar os engenhos38. "História da Civilização Brasileira". É o nome usual de senhor de engenho.

indisciplina inata e pri-zer do despistamento. eram a Judéia da época. talvez único no mundo inteiro. que fugia à Inquisição peninsular. Dia a dia. D. pág. Tantos milhares de hebreus se encaminharam para nossa terra que. o viajante Frezler observa que a devoção religiosa na Bahia servia "para capear o judaísmo. Quanto segredo escondido! "Fundemo-nos todos em haver dinheiro. "Na Bahia Colonial". 46 As visitações do Santo Ofício citadas e o livro de Mário Sáa. o número de israelitas crescia nos primitivos núcleos da 40 41 Edição da Academia Brasileira. entre as várias praças européias. em 1578.. forçando o governo real a novos alvarás de mais rigorosa proibição. cujo preço dobrava. Duarte Coelho contou em Pernambuco com o auxilio daqueles capitalistas comissários43. Os Paises-Baixos. O cardeal D. o que motivou uma representação da Inquisição ao poder real. quer seja nosso. mandou Tomé de Souza fundar a capital da colônia. Mendes dos Remédios. que inúmeras vezes se misturou ao sangue cristão. surgida do seio do Mar Tenebroso! Dali vinha a madeira corante que tingia os panos flandrenses. pág. demostram a permanência do judaísmo e do judeu dentro das populações de Portugal e do Brasil. A história precisa ser lida às vezes. 47 Solidonio Leite Filho. bifurcava-se para as Indias e para o Brasil. Muitos judeus permaneceram puros até nossos dias." pois estava a Bahia repleta de judeus. fugira subitamente para a Holanda um vigário carregando as alfaias de sua igreja e. é Deus verdadeiro". os judeus do açúcar brasileiro. premido pelas necessidades de dinheiro para a infeliz jornada de Africa. dependendo a sua pastelaria do mel das abelhas! Que estupendo país esta Terra dos Papagaios. em 1532. os grifos em toda citação são nossos. depois de ter comprado aos herdeiros de Francisco Pereira Coutinho a capitania da Bahia. como Nova York hoje. de açúcar e de escravos. Gil vicente "Obras". 182. ou do Brasil. triplicava nos mercados flandrinos. porque. que os judeus internacionais manobram das Flandres por meio de uma rede de crédito. mas conservando às ocultas a fé talmúdica. deve quiçá a maioria dos brasileiros os defeitos que lhes são apontados: falta de fixidez no caráter. A esse sangue judaico. em 1567. judaizando. fingindo-se mesmo de cristãos. op. febrilmente fomentada. depois dos judeus do paubrasil. Subrogavam-se nas responsabilidades do governo para intensificar. Outros se fundiram na consciência e na raça. João III proibiu a saída dos cristãos novos do Reino com mudança de casa e venda de propriedades. Dali vinha mais o doce. manifesto. exemplo raro. idênticos ao lagar do príncipe" em Portugal ou ao "moulin banal" da França. a corrente veio toda para nós. Sebastião revogou as proibições por duzentos e vinte cinco mil cruzados que lhe pagou o Kahal de Lisboa. praticando os ritos. quer seja alheio. pág171 42 Data de longe o internacionalismo do capital judaico . que lhes devolveu em altos juros os cruzados do empréstimo44. 45 Pedro Calmon. 19. Eles porém. Assim se formou a nossa primeira aristocracia rural. a ocupar grandes organizações financeiras que teciam. atirando-se aos negócios de mascate. a primeira cidade e o primeiro governo resultam do comércio açucareiro. pags.Diz o "Diálogo das grandezas" que o soberano o dava em cartas e provisões40. Vicente". coisa rara. como diriam os inquisitores 46. destinados a moer a cana da gente pobre. A emigração israelita. ed. Henrique revalidou os atos de D. 44 Velha e conhecidíssima técnica.-Taunay.. que plantava sem ter engenho41. tantos e tantos séculos fora privada de coisa tão deliciosa. chegado. 345. cit. 43 É bem claro. sob graves penas. nas entrelinhas. onde pontificavam. O açúcar espalhava-se por toda a Europa que o consumia com avidez. D. correndo à sinagoga". Em 1549. cit. João III47. "A invasão dos judeus". 33. mas que conhece a documentação em que alicerça suas afirmativas: Os judeus que vendiam açúcar enriqueciam a termos de estender-se a cultura pelos Açores e Canárias. Em 1714.45 Desta sorte. A enxurrada judaica encheu o Brasil que amanhecia. mostrara o que era. o papel do judeu como intermediário. uma vez ali. inclinação a não levar nada a sério. A esse novo feudalismo não faltou até uma das mais comuns e interessantes instituições de caráter socialista da Idade Média: a banalidade. op. ed. "Havia bem pouco. Havia os "engenhos reais". Frei Gaspar da Madre de Deus. "Memória para a História da Capitania de S. pág. tomo I pág. Não houve melhor negócio na época e aos impulsos dessas cobiças resolveu João III dar ao Brasil um governo regular. 47-48. Pinta o quadro um historiador que ninguém poderá taxar de anti-semita. capacida de de deformar todas as idéias. 12 . a rede de crédito 42. criar uma economia. Estabelecido o Santo Oficio em Goa. depois de longos anos"de falsa devoção exterior. O Brasil absorveu-os completamente. Dez anos mais tarde. continuaram a fugir para cá. Taunay.

pág. que o povo denominava esnogas. Nas trevas. como feitor dos dízimos reais que o seu patrão arrematava. 18 52 Solidonio leite Filho. Barlaeus. loc. "Na Bahia Colonial. o séculoXVII foi o do açúcar. dominá-lo completamente. Assim. 57 Pedro Calmon.. onde também fora empregado o cristão-novo Nuno Alvares. pág. Soares. Depois de caído Portugal sob o dominio Espanhol. que custou à judiaria um milhão e seiscentos mil cruzados. 13 . 50 Solidonio Leite Filho. foram vendendo o que tinham e fugindo. eram na maioria. consoante o velho hábito dos publicanos hebreus. Suas sinagogas. pág580. e a bula papal de 23 de agosto de 1604. criaram no Brasil o Empário do Açúcar56. 271 56 Vide as acusações do judeu João Nunes: Largo de consciencia". 51 Rodolfo Garcia. os da colonia nascente e os da Holanda pelos seus Kahals. em 1610. O Brandônio dos "Diálogos das Grandezas do Brasil" era o judeu Ambrósio Fernandes Brandão. 291. por assim dizer. 17. armadores. das anilinas. a produção de açúcar foi de 735 mil arrobas. e tirar vingança dos soberanos peninsulares. quando veio a cobrança do que haviam prometido dar pelo alvará e pela bula. ex-feitor do engenho sinagogal de Bento Dias de Santiago. "por ventura o interlocutor Alviano dos referidos diálogos"49. cit. Da Holanda se mandavam por ano. Por isso. quando lhe diziam que chamasse por Jesus Oirava sempre o focinho e nunca o quis nomear51. onzeneiros cruéis57. Para o Brasil e para a Europa. Segundo os estudos de J. Lúcio de Azevedo55 . pág. conseguido pelo Kahal a peso de ouro. soma respeitável para a época. No reinado de Filipe III. loc. o que documentam as denunciações do Santo Oficio. 79. apesar de batizada. na Bahia. Eram todos como aquele Diogo Fernandes. 53 Pedro Calmon. na residência do cristão-novo muito conhecido Heitor Antunes. Em 1610. pág. O trabalho braçal do escravo. 1615. o desenvolvimento da indústria açucareira se tornou impetuoso53. como a do cristão-novo Bento Dias de Santiago. Como a indústria judaica de falência é antiga! Cf. 48. págs. As qrandezas do Brasil servem aos diálogos judaicos. fazer pesar sua mão-de-ferro sobre os ricos e senhores de engenho. cit pág. especuladores. que vimos contemporaneamente nos donos de seringais da Amazônia e nos fazendeiros de café . grandezas e luxo. Frei Vicente. o Deus de Israel50. o qual.população. op. o número de familias judaicas no Brasil não cessou de aumentar52. pág. orgulhosos de sua linhagem e de sua crença. permitiram aos cristãos-novos deixar as terras peninsulares e sair dos cárceres inquisitoriais. cit. 251. diz outro viajante. cit. Nas primeiras décadas do centenário. arrancando precioso florão de sua coroa. observou o viajante Froger. 52. antes dele. me matéria de usura. loc. bem como as de outros portugueses cristãos. na agonia. em carros enramados. em Camaragibe. 54 Pyrard de Laval. "Voyages". Essa judiaria do primeiro século do ciclo de negócio do açúcar. cit. como a de Matuim. nas luas novas de agosto. para o Brasil. o alvará de 4 de abril de 1601. a quem se referem os documentos. Taunay. cit. o rei não conseguiu receber nem a metade. Cf. in Rodolfo Garcia. Paris. Havia-as nos próprios engenhos. Mal se apanharam soltos. 49. unidos os de Portugal. pág. 20. pág. os judeus exploram essa riqueza como intermediários. É o que dizem os cronistas: Cardim. Mas isso ainda não é bastante para eles:precisam apoderar-se do empório. como já vimos que eram mandadas para a India. fornecedores de capitais. Indignado. Os 48 49 Rodolfo Garcia. Pyrard de Laval. a fortuna dos fidalgos e sua iniciativa. adorava trancãilamente. no fim do século XVII. op. multiplicavam-se. 55 "Épocas de portugal Economica. natural de Viana. o século XVI fora o do pau-de-tinta. criminosos ou falidos. cit. Os portugueses da Bahia eram geralmente de raça judia. onde. pág. 49 Idem pág. os judeus da terra iam celebrar o YOM KIPPUR e outras cerimônias do rito judaico"48.. Os preços subiam ao ponto de criar nos senhores de engenho esse delirio de gastos. segundo um viajante observador. era o único meio de vida 54. cit. no valor de 1500 contos. o soberano revogou a licença de salda e estabeleceu a obrigatorieda os dos engenhos brasileiros. op. op. Havia-as em casas particulares. op. 3 a 4 mil Biblias em hebraico.

404. terra do açúcar. 58 "A influência dos negociantes israelitas estendia-se ao engenho produtor. 3ª ed. às praças consumidoras do centro e do sul da Europa.. pág. Que têm sido sempre o judeu senão o fermento desagregador dos impérios e das civilizações? Ele faltaria ao chamamento do seu destino. conquistando o Brasil. aquém e além Atlântico. Cf. estes imaginaram a organização de uma companhia-mercantil de conquista e empreendem a guerra de 1624-1654". Frei Vicente do Salvador. 14 .Estados Gerais da Holanda. 1935. pág. 36. terra do escravo que plantava a cana. à firma embarcadora. "Espirito da Sociedade Colonial Companhia Editora Nacional São Paulo. Pedro Calmon.. se não tentasse abocanhar o empório do açúcar. com expedições pagas e companhias organizadas com o dinheiro ganho com o próprio açúcar. podiam iniciar a desagregação do império colonial luso-espanhol. Quando a Espanha se colocou de permeio entre os engenhos do Brasil e os compradores flamengos. ao intermediário de Lisboa a quem era consignada a mercadoria. História do Brasil. regorgitando de ouro judaico58. e Angola.

no seio das familias. ambos caracterizadores das colonizações peninsulares. 69. 61 Gilberto Freyre.26: 59 60 Gilberto Freyre. porque ali o sitio merecia melhor acolhida à imigração judia66. o catequizador. pág.. pela selvatiqueza e pela própria morte ao trabalho braçal. tiveram como primeiros impulsionadores os judeus de Portugal68. O indio furtava-se pela fuga. da corrupção. "Os jesuítas no Grão-Pará 65 Op.Rio. 15 . influência que contrastava até a dos capelões. Vultura da Opulência do Brasil por sua drogas e mina V. Assim. infelizmente. Ligados.os engenhos não podiam moer. começou o emprego da mão-de-obra negra. op. presos à usura judaica. XII. op. idem pág. E sua captura custava maior desperdicio de gente e de esforços do que a obtenção do transporte dos negros da Africa64. 64 João Lúcio de Azevedo. os jesuitas eram "inimigos terriveis dos senhores de engenho65". cit. também enfeudados a Israel. a da cana de açúcar. Cartas Régias Alvarás e Provisnes. "Paulística". desde o recuado tempo das monarquias visigóticas. É a mesma opinião que se encontra no Breve discurso sobre o estado daí quatro capitanias conquistadas": sem escravos. Morria aos montões. da agiotagem. 62 Pedro Calmon. que se exercia através de uma rede de créditos. afirma documentado historiador de nossos dias59. que os negreiros. "História da Civilização Brasileiro. do exercicio dos cargos técnicos. exigia enorme massa de escravos61. 196. com a vitória dos escravizadores. XVIII. ed. prefácio. pág. Por isso. da usura. cit. 165. Domingos do Loreto Couto. do giro de fundos. Começou em Piratininga com o judeu cohen João Ramalho e terminou. pois. pág. o Brasil era o açúcar e o açúcar era o negro. Está de acordo com o velho cronista Antonil que assegura serem os escravos pés e mãos dos senhores de engenho60. os judeus haviam se especializado no comércio de escravos70. de clara o padre Antônio Vieira. 135. 66 Paulo Prado. 1917. A escravização do indio. 67 Gilberto Freyre. em 227. A luta entre padres e escravizadores foi longa e áspera. pág. Ali. ed. o comércio de carne humana à medida que prosperava a Indústria açucareira. prefácio. Foi mais acesa em São Paulo. 68 Idem. defendia o indigena e o aldeava. Rio. não satisfez as exigências de mão-de-obra para o plantio e moagem da cana. D. Méias e Palavras". 70 Chamberlain.CAPITULO III O tráfico de carne humana DEPOIS de haver sido a terra do pau-de-tinta. o maçon Dario Veloso tem a desfaçatez de dizer que eram os jesuítas que escravizavam os índios . os senhores de engenho viviam endividados67. legalizada pelas famosas cartas-régias. segundo Gilberto Freyre. Paulo . Taunay. cap. pela resistência. 22 ed Schimidt. realizada a principio brutalmente. desde os albores do ciclo do açúcar. Mesagravos do Brasil e Glórias de Pernambuco. da própria influência dos médicos. depois. 1936. da Biblioteca Nacional. Rio. 39. No Norte. o comércio de escravos e a produção do açúcar. O suor do negro cimentava a riqueza do segundo ciclo da colonização. 1923. No seu livro "O templo Maçônico. alçando a cruz.. 69 Varnhagen. iam buscar do outro lado do oceano Atlântico. S. cit. A metrópole estava sob o dominio judaico. O horror à atividade manual e a instituição do trabalho escravo. 29. Demais. Vasa Grande e Senzala". "História Geral do Brasil". André João Antonil. pág. acabariam caracterizando toda a economia ultramarina62. na quase totalidade hebreus. tupi ou gé. das alianças de sangue. 63 Gustavo Barroso. ao papel forçado de coolie a que o colonizador o queria submeter. Monocultura latifundiária. pelos alvarás e provisões das guerras de corso e pelas condenações ao cativeiro63. curas e confessores69. O que estava de pleno acordo com o código judaico CHOSCHEN HAMISCHPOT. e pág. "Die Grundlagen des neuenzehnten Iahrhunderts". Florescia. Rio. 1904 pág. Era inadaptável e indomável. O judaismo os manobrava e forçava a lançar mão do operário africano.

75 E. II pág 281 74 João Lúcio de Azevedo. Rieder. do Sudão. Mabolition de llesclavege". por certos crimes. por fumo em corda. da Serra Leoa. 78 Idem. "História dos cristãos novos portugueses. de abater o prestigio e de minar a força dos reis católicos. era uma Nova Jerusalém. 150 a 200 mil réis. e Antuérpia. declara o escritor judeu E. 84 e 140. ed. Dr. Isaque Izecksom. quando as circunstâncias se mostrarem favoráveis. Barbinnais calcula as entradas de escravos em 15 mil anualmente79. op. possuiam cabedais nas companhias mercantis dos Paises-Baixos74. pág. 26. Nes juifs dlaujourdhui". e estão por senhores destas partes. do Congo. Paris. Cochin. de Gênova e Veneza em 155075. de gente perto de mil vizinhos que resgatam negros para mandarem às Antilhas . na Peninsula. favorecidos por uma redução de direitos78. por um galão de aguardente. vol. "A invasão dos judeus". por si e pelos seus prepostos. Dentro da história dos tempos coloniais. que manobrava a sua produção e seu comércio. Os judeus portugueses. O açúcar exigia braços negros para enriquecer o judaismo sem entranhas. Eberlin. 75: "Haverão os da maçam (os judeus) mais o contrato dos negros da Guiné . à escravidão. Paris. somente de Angola vieram 52. onde se haviam acolhido os israelitas expulsos da Espanha em 1492. 111 e 181. 1851. 36. Três rolos de fumo bastavam para pagar um negro forçudo. da Hotentócia e de Moçambique.04. elementos de raça hebraica72. feitores cristãos-novos que têm arrendado o comércio da provincia da Guiné. nos primeiros tempos. Amsterdam. os judeus se lançarão sobre a presa cobiçada.. cit. e haverá nestes dois pontos e terra. A sua sinagoga chamava-se Casa de Jacob e foi célebre. do Congo e da Guiné vendiam os prisioneiros capturados em suas razzias bestiais ou os próprios compatriotas condenados. Amsterdam. é impossivel tratar de um sem ter o outro em conta. 1932. de Angola."É permitido explorar um não-judeu. pág. 79 "Nouveau voyage autor du monde". começou o infame negócio. 73 A.053. 71 72 Werner Sombart. ás vezes proeminentemente.. tanto nas praças da metrópole lusitana como nas bolsas das cidades flamengas. pág. Na segunda metade o século XVI. 76 Pedro Calmon. as quais tinham suspenso sobre a cabeça. Ora.. de Portugal em 1497 e 1498. Os judeus não podiam deixar de lado negócio tão amplo e lucrativo. Ambos se articulam no sentido vingativo de destruir a riqueza. Toda a Europa. págs. que fato de maior importância histórica para nós do que a escravidão? O comércio de escravos é tão fundamentalmente semita que sempre foi denominado tráfico fenicio". quando um judeu de nota declara textualmente que: Não há exagero em afirmar que não há quase fato histórico de importância nos quatrocentos anos de vida nacional. Um dia. 16 . "Le Bourgeois". Leiam-se estes trechos de um Memorial de 1602 citado de Mário Sáa. Rio 1935.. depois seguiu o horrivel exemplo 73. págs.paiva Manso. pág. Com essa massa negra se atulhavam os infectos porões dos horrendos navios negreiros. Lisboa. 323. na quase totalidade. cqntínuamente. o gládio vingador do Santo Oficio. Eberlin. aonde contratam com os negros. ed. Rio Grande. O negócio de escravos se torna o mais lucrativo e amplo da terra" 76. 77 Visconde de. Paris. no qual não tenham influido ou colaborado. pág. Trouxeram negros da Guiné. Régulos e sobas de Dahomey. Santo Domingo. porque está escrito que não é permitido explorar seu irmão71. As Flandres protestantes e revés à casa de Austria eram o refúgio natural do ouro judaico e das pessoas judaícas. E não o deixaram. 1877. com as armas dos mercenários holandeses. O grande entreposto era a baía de Cabinda 77. "A contribuição judaica na formação da nacionalidade brasileira" in "Almanaque Israelita do Brasil. que durou três séculos. a judiaria de Espanha e Portugal se entregou ao tráfico. Há uma correspondência constante entre o judaismo que age no Mar do Norte e o judaismo que age no estuário do Tejo. de Angola. Vendiam-nos por búzios que serviam de moeda. Como negar ainda a intromissão judaica no tráfico de carne humana. "História do CongU. De 1575 a 1591. Visando os lucros fáceis do comércio de escravaria. E cada escravo custava no Brasil. 1728. Samuel Weiner. pág 183 e 186. doSenegal. de Nápoles em 1519. Uma simbiose de interesses e finalidades unia as sinagogas de Lisboa e do Porto às de Roterdam.

I. diz Emerson. 17 . tomo I. Quantos proveitos num saco? Na sua ânsia de tirar desforra dos reinos católicos da Península.000! O comércio judaico de carne africana corre parelho com o comércio judaico do açúcar. tomo 14 pág.250. 225. no seu tempo. 88 "Le BourgeoM. com suas armadas e soldados.E com certeza. a la Nouvelle Hollande."cujo caráter.728. nos Paises-Baixos. pág. 85 Bernard Lazare. XI e VO. foi o espírito judaico que triunfou com o protestantismo85. os judeus procuraram firmarse bem nos países protestantes do Norte e. 1924. Com este. 87 ) Idem. depois. obtido pelo braço negro com a direção e iniciativa do reinol ou do ilhéu agricola. única fonte. acharam meios de se entenderem com o governo do Protetor. pag. Um negocio da China. idem. era computada em 3. na opinião de Vermeil. "L'Antisémitisme". em 1818. Crés. Izaque Izeckson. penetrar na Inglaterra. há séculos.817. "História da Província de Santa Cruz". desde o alvorecer do Brasil. "História Geral do Brasil".Segundo o alvará de D. tinham sido banidos86.361. idem. Macaulay considera os puritanos judaizantes fanáticos que se encerravam nas doutrinas e práticas do Antigo Testamento. Holanda e Portugal. basta dizer que a população total do pais em1798. na ed. ainda conseguiu a formação de uma sociedade fácil de ser dominada através da depravação social que fatalmente decorre da passividade da escravidão. etc. Encontraram facilidades no caminho. sendo escravos 1. Rio. o inconstante e ladino Gaspar da Gama. tomou conta da indústria extrativa do pau-de-tinta. de certa maneira vigiados e. o mascavo valia 20 shillings a arroba82. no apogeu do poder de Cromwell? Sombart diz que é o mesmo que o judaísmo88. 4. Mstoire D'Angleterre depuis l'avénement de Jacques II". 1705. desferir golpes mortais no poderio colonial peninsular. 82 William Dampier.000.000. construirá o mundo 80 81 Perdigão Malheiros. Paris. depois dominou a do acúcar e o negócio de escravos. procuraram. existiam "incontestáveis afinidades" entre o espírito mercantil do judeu e o espírito positivo do inglês. que fez desse povo o mais sonhador e o mais prático do mundo. talvez. do qual ela dependia. trad. tirando a sardinha com a mão do gato. de 29 de março de 1549. 21. o puritanismo setentrional. No século XVII. Pero de Magalhães Gandavo calcula. 84 Varnhagen. vol. Amsterdam. 89 Lord Macaulay. a produção açucareira anual de 6 a 10 mil arrobas81. I. 86 Idem. de onde outrora haviam sido expulsos por exigência dos po vos cansados de suas traficâncias.. na opinião de grande publicista judeu. cit. Haviam participado dá revolução de Cromwell por portas travessas. da vida religiosa. como sempre. Aliado ao judaismo. Primeiramente. "Voyage aux Terres Australes. As rivalidades entre Inglaterra e Castela. compostas de "marranos escapos à Inquisição espanhola". 90 "Histoire de la littérature anglaise". para eles. Montégut. a fim de poderem os judeus voltarem à Inglaterra. já encontrado pelos castelanos nas suas conquistas84. cada senhor de engenho "montado e em estado de funcionar" podia receber 120 negros da Guiné e São Tomé 80. onde eram. en 1699". Em primeiro lugar. o pau-vermelho. perseguidos. loc.000 habitantes. civil e política 89. 240. o que igualmente se pode dizer dos judeus87". uma vez por outra. 7. de onde. Para mostrar a quantidade de negros introduzida no Brasil. embora lhes reconheça a grave e rude energia semi-bárbara dos nórdicos. ed. Taine sente neles o farizaísmo estreito90. cap. 292-295. págs. Depois. em 3. pág. 83 Dr. 1934. As colônias judaicas. tomo III. sendo escravos 1. Enquistados. além de se engorgitar de ouro. desceu no primeiro bote da armada de Cabral em Porto Seguro e foi. o primeiro a desembarcar 83 reconhecendo a nossa terra antes de todos . cap. Yule. Aliás. o judaismo o explorava. idem pág. de Hamburgo e da Holanda. primeiramente. pode ser reduzido a um dualismo irredutível. 6-7. foram criadas. V. que é o puritanismo. desenvolvidas e exploradas pelo judaísmo. "A escravidão no BrasiV. que encheu de ouro a judiaria luso-flamenga! Desde que o judeuzinho de Goa. como escreve Bernard Lazare. pág. Os orientais chamavam ao Brasil sapang segundo diz Marco Polo. João III. verificando a existência do lenho que os naturais chamavam ibirapitanga.

321-322. obtido em maior parte nos comércios. pág. sobretudo. 1913. tiraram da Africa 300 mil pretos nos três primeiros decênios do século XVIII. "La rançon du machinisme". apesar do puritanismo das hostes do Protetor e das inclinações pessoais deste. O parlamento opôsse. dando-lhes todas as liberdades de culto. ed. "Der Kampf mundie Welmacht Baumwoll".800 peças por ano. Como. 18 . pág. Seu descendente. 94 Mario Sáa. tal vez. governador de S. Ele "fez penetrar no convencimento de Cromwell as vantagens em aceitar os judeus naquele pais. Nourrit Paris. a Inglaterra toma à Espanha "o comércio que mais lucros lhe iria dar". pág. E é hoje a Sinagoga de Londres que exerce hegemonia em todo o mundo sobre o povo de Israel94". profundamente convencido de ser o eleito de Deus. O século XVII é o grande século do comércio negreiro. o instrumento da Divina Providência92". 0 governo britânico recompensa com títulos nobiliárquicos os grandes 91 92 E. criando e desfazendo hegemonias. o Rotschild do tempo de Cromwell. estava mais imbuído de judaismo do que Cromwell. E. havia-os nas colônias e por toda parte. baseando-se em fontes inglesas. Salomão Dormido. A moeda inglesa Guinéu guarda a memória do tráfico de carne preta96. "A invasão dos judeus°. Deviam fornecer 4. o Rotschild da época. Manassé voltou a insistir. Os judeus vão exercê-lo manobrando habilmente por trás do governo inglês conquistado desde Cromwell. Cf. I da obra de Anton Zishka. obrigando Portugal a entrar nela contra a Espanha. Cunnigham. verdadeiros Haras de negros! De 1680 a 1700. págs. Por meio dessas mil inteligências. o dos escravos95! "Os navios ingleses são os navios negreiros por excelência e enxameiam a receber a carga infame nas abras e enseadas da costa da Guiné. Hennebicq. Carlos II de Espanha assinou contrato com a companhia judaicoportuguesa da Guiné para o fornecimento de escravos à América Espanhola. mudava de pouso ao sabor dos intereses da gente sem pátria. pág. O testa-de-ferro dos judeus era Bubasse. dispunha do poder do ouro93". os bens materiais são um dom de Deus e é a própria reliqião que inspira e encoraja o espírito empreendedor aventureiro91. de raça judaica. 47. 907. No seu pensamento dogmático. Os sentimentos nacionais eram vivamente contrários à entrada dos judeus no país. Enfim.. Em 1696. Paris. E. "The growth of english industry and commerce in modern times". o profeta que não hesita em se pôr à testa dos descontentes e a dirigir a revolução. entre os não-judeus. "Nenhum homem no mundo. O judeu errante achou acolhimento na Grã-Bretanha. de cujas boas graças dispusera à vontade o riquíssimo Antônio Fernandes Carvalhal. O maior instrumento de aproximação entre os judeus holandeses e hamburgueses. Cromwell é o profeta no sentido hebraico da palavra. 1931. Os armadores judaico-franceses organizaram a Compagnie Royale de Guiné e contrataram o tráfico com a Espanha. 1935 pág. o negócio foi feito com o próprio Governo Britânico. Os ingleses chegaram a organizar fazendas de reprodução de escravos na Virgínia. Sobre o comércio de escravos exercido pela Grã-Bretanha é conveniente ler o cap. Vermeil. pág.Taunay "Na Bahia Colonial". e Cromwell foi o célebre Manassé-ben-Israel. Dizia-se que "Liverpool era calçada com crânios de negros". Outro judeu que muito serviu nas negociações para a entrada dos israelitas na Inglaterra foi aquele circuncidado natural da terra portuguesa de nome Manuel Martins Dormido. 422. Demais. citado um pouco antes. toda a diáspora estava a serviço de Cromwell. a Espanha o não quisesse renovar. em vinte anos. a fim de prejudicar o tráfico francoespanhol. 118. "Etudes sur la Reforme". João Lúcio de Azevedo. a Inglaterra acendeu a guerra na Europa. "História dos cristãos-novos portugueses". ed Pavot. parentes e espiões em todas as comunidades (Kahals) do continente. os judeus "fixados à margem do rio Tâmisa. Em 1712. o qual foi rompido em 1701 por abusos. e indústrias resultantes dos descobrimentos e conquistas dos peninsulares. diz o "Grande Dicionário universal do Século XX". 189. Cromwell ia se tornar o protetor dos judeus e do judaísmo na Inglaterra. Em 1560.moderno. quase todos de origem lusa. buscando suas inspirações e justificações na bíblia. A respeito do judeu luso Antonio Fernandes Carvalhal. 96 Cf. que emigrara para as Flandres e lá passara a chamar-se Avid Abravanel. Georges Batault. foi o primeiro corretor da Bolsa de Londres. afinal. depois. O ouro judaico. então muscular. V. escreve Gina Lombroso. tinham amigos. contribuído mais para a judaização da civilização mo derna no mundo inteiro. Adiantaram ao Tesouro 200 mil escudos para fornecer mais 800. Cambridge University Press. 95 Gina Lombroso. 136. pág 25.. Domingos. 150 mil. 93 L. Depois de dissolvido. Era o monopólio da força motriz. "Genése de I'imperialisme anglais". °Le probléme juiV. Paris. nenhum terá. que se serviu dos bons ofícios do cristão Edward Nicolas.

desarmado. bases de contrabando e do "monopólio do tráfico para América do Sul98" Em 1799. fidalgo alemão a serviço do Kahal. "Description de 1'Afrique°. O açúcar vinha de Pernambuco. lançando protestantes contra católicos e vice-versa. "Res Gestae". a Inglaterra consegue o monopólio do comércio de escravos por trinta anos. enchiam os infectos porões de escravos e vinham de rota batida para Pernambuco. nos tratados diplomáticos.negreiros. tipografia Miranda e Carneiro. assim. Pelo tratado de Utrecht. uma expedição mandada do Brasil holandês se apoderava de São Paulo de Luanda101. ida e volta. Os estados-maiores das sinagogas estudaram a questão e. cit. Todas as misérias. págs. A conquista do Nordeste brasileiro e de Angola e Luanda pela companhia das Indias Ocidentais revela um plano judaico de grande envergadura. de onde voltavam à Holanda. Warden. a Inglaterra não fora tão humanitária. "História do Brasil". ao invés de continuar ganhando como intermediário e fornecedor de mão-de-obra. O conde de Nassau. Nos bons tempos do século XVII. nos dará a conhecer que não era a Inglaterra. decidiram o golpe. Paris. "das Iudentum und die Aufgang der moderno Kolonisation". Então. O negro que o produzia vinha de Angola. a Inglaterra esqueceu que havia exercido o infamante monopólio do comércio de carne humana. Cf. mas os judeus governando-a e servindo-se dela. não convinha se desenvolvesse na América do Sul um grande império. pág. nas Antilhas. sem nome de autor. O negócio de escravos rendia por ano aos judeus holandeses a respeitável soma de 6 milhões de florins! 97 98 Nina Rodrigues. era. Um e outro lado do Atlântico tropical davam o mesmo resultado: ouro! Não seria melhor. seguido da Paz de Quebec. Gotha.. o tal centro distribuidor de escravos pode funcionar do seguinte modo: as urcas holandesas saíam dos portos da Zelândia ou do Texel em demanda da África. e começou a fazer da sua supressão. 99 Armitage. ao parlamento. que efetivamente. pags. admiravelmente aproveitada para os lucros judaicos. A esse pensamento. tornar-se o dono incontestado das duas fontes de riqueza? Os ganhos se multiplicariam. David B. "História do Brasil". para entravar-lhe o progresso desde logo. pelo vil e rendoso negócio. primeiro ministro. Contra o Brasil fraco. em 1713. Rio. pág. 1921. diminuir-lhe a mão-deobra e desmantelar-lhe a economia. ajudados da política européia em que influíam. a Grã-Bretanha "exercia o monopólio do tráfico". ameaçou até empregar a força99. Os cuidados da judiaria inglesa. 370-371. dominador do mundo."uma questão de honra". O judaísmo angloholandês enchia-se com o ouro do açúcar produzido pelo suor do escravo e com o ouro do preço do escravo. 13. 19 . durante séculos. que ela explorava. a Inglaterra obtém o direito de ancorar navios em Porto Franco e Porto Belo. Constâncio. 102 Dapper. 1833. que o havia consagrado nos tratados internacionais e nas discussões do parlamento. "Os africanos no Brasil". mal o Brasil se tornou independente de Portugal. traduzido livremente do espanhol. apud "Der Hollandische Kolonisation in Brasilien". pág. A documentação histórica mostra-o na sua limpidez. Mais tarde. "Histoire de 1'Empire du Bresil". op. Logo em 1640 ou 41. a cobiça do judaísmo se alvoroçou. Gina Lombroso. Pelo tratado de Paris. Cada viagem redonda. a confissão de Benjamin Disraeli. sem pejo. com todas as letras. 163. alarpadada à sombra do governo real. sendo necessário. 189-191. é elevado a baronete pelo impulso dado ao comércio de escravos97. 101 Barlaeus. quando toma o lugar de preposto ou procônsul da colônia judaica de Pernambuco. se encontram descritas no panfleto "A liberdade dos mares ou o governo inglês descoberto". o ministro Cannig declara.. No século XIX. 100 Hermann Watjen. 425. decalcada da de Warden. infâmias e violências praticadas pelo governo judaico da Inglaterra em matéria de tráfico negreiro. se manifestam a cada passo. 1832. em nome da humanidade. João Hawkins. em 1763. carregadas de açúcar102. por exemplo. traz com escopo principal. que o havia advogado e defendido com unhas e dentes. É que ao judaísmo do Kahal londrino. tornar o Recife "o centro distribuidor da escravaria100".

Em 1703. retomada aos holandeses. mais de 200 brigues ou bergantins nele eram empregados103 103 Taunay. 327. pág. "Na Bahia Colonial". o tráfico judaico de escravos para o Brasil era de tal importância que. entre a Bahia e a África. 20 .

Os entrelopos huguenotes franceses durante longo tempo percorrem às costas abandonadas do Brasil que acordava. A pequena nobreza provinciana calvinista da França ensaiara o corso marítimo contra o comércio e as feitorias de Portugal e Espanha 1.CAPITULO IV A pirataria e a conquista A DINASTIA de Ávis sossobrou. As sinagogas. o último dos quais foi feito baronete. A pirataria protestante. o grande rei católico. em 1580. na baía de Matanzas. e o Brasil passou. 1889. Tudo isso preludia a conquista das prósperas capitanias do Norte. Os próprios bucaneiros e flibusteiros das Antilhas andam de longada até Santa Catarina. serve como reconhecimento das possessões do adversário católico e para a obtenção de recursos para o assalto definitivo. Na Inglaterra. pelos serviços prestados ao comércio negreiro. pág. Sombart. Das suas pretensões. Apresentava-se a ocasião de conquistar. subira o Tâmisa com mastros dourados e velas de damasco nos seus galeões3! No começo do século XVII. A pirataria sempre foi eminentemente protestante. nos fulvos areais de Alcácer. Paris. "Histoire du commerce de &rance'' Paris. morrendo devagar e matando. príncipe dos ladrões do mar. Espanha significava a luta aberta contra a heresia protestante e o judaísmo. a qual lhes fornece meios pecuniários para o equipamento de grandes expedições. e vêem saltear nossas cidades. insuflada pelo judaísmo. Os resultados dessas pilhagens são quase sempre magníficos. de ma cedo. Rio de Janeiro. avisado a tempo. entre 1616 e 1621. eminentemente protestante. como fez Paulo Van Ceulen. A pirataria. Entre eles. W. M. Hakluyt. "agente de uma companhia de Londres" (?). nos séculos XVI e XVII. o governador tomara providências adequadas.os irmãos William e John Hawkins. 1892. 1926. o asceta do Escorial. 1 H. de volta das suas frutuosas expedições. typ. os empórios cobiçados do açúcar e do negro. Afinal. 93. Conforme depõe Gabriel Soares. sendo chamado pelos seus contemporâneos: "a wonderful hater of spaniards"2. Pigeonneau. durante o governo de Dom Luiz de Souza. O espírito emprendedor pré-capitalista europeu se projetava. tomo II. Me Puritans in Holland. Todos os portos brasileiros foram logo fechados ao comércio das Províncias Unidas. pág. para se fazerem ao mato. Meméride Histórica do Brasil°. assegura o autor da "Razão do Estado do Brasil". se estendeu sobre o reino lusitano. o qual. 21 . pág. houve uma verdadeira idade áurea de piratas: sir Walter Raleigh. England and América°. Os corsários puritanos ingleses atacam as povoações litorâneas e também pretendem fixar-se. É a técnica judaica da desapropriação forçada em que foram mestres os judeus bolchevistas. repelido da Bahia de Todos os Santos em 1604. A poderosa mão de Filipe II. 170. do Globo. 3 Douglas Campbell. Me Bourgeois". estremeceram de pavor. desistindo do intento. estavam os que salteavam nos mares e costas do Brasil: Lancaster. Cf. 1877. pilhando as naves abarrotadas de pau-de-tinta. Drake. Já as ambições européias vinham corvejando sobre o vasto Brasil. porque. encarando os prejuízos que disso adviriam. sem que fosse possível traçar uma linha nítida de demarcação entre essas atividades. payot. então.Quibir. As tentativas huguenotes da criação de uma França-Antártica e de uma colônia no Maranhão haviam fracassado diante dos esforços de Mem de Sá e Jerônimo de Albuquerque. pág. para o domínio espanhol. Me noble pirate" e Cavendish. usando a valentia flamenga. J. "Histoire des Voyages". mal avistavam o velame de qualquer nau grande. a estabelecimentos definitivos. 188. os moradores do extenso litoral brasílico viviam tão aterrorizados com a pira taria que traziam sempre "a roupa entrouxada". no corso e na pirataria. até que se estabelecem nas ilhas de S. 120. A acometida de Van Ceulen foi a quarta sofrida pela Bahia. somente ficaram os nomes de uma ilha na Guanabara e da capital maranhense. os piratas calvinistas holandeses tomam a frota espanhola da Prata. o grande Frobisher. se exercia incessantemente contra os reinos católicos. 2 Formidável abominador de espanhóis. que tomou o Recife em 1595.os piratas ingleses pretenderam estabelecer-se no Espírito Santo e Rio de Janeiro. Luiz e de Villegaignon. se travava tinha um que de religioso. A luta que. heroicamente. como já vimos. tomo II. Vêde bem os fatos.

Na frota da prata. Sr. pág. que tão poderosamente colaborara no prefácio. anticatólicos. entre 1623 e 1636. O rancor judaico não conhecia limites contra as coroas de Castela e Portugal. op. dreienig sind sie. O maior defensor dos judeus na nossa literatura histó rica. por exemplo. a qual. Holanda era a mãe dos cristãos-novos que dali se derramavam para o Brasil. Handel und Piraterie. ávidos de pecúnia. para não se afogarem na sua invasão. pQ. que fundavam fortalezas e estabeleciam governos. idealizada por Wilhelm Usselimex. por certas libras tornesas ou escudos torneses. quando não tiravam grandes lucros de uma atividade ou região. A companhia idealizada por Usselimex. Substitua-se holandês por judeu e dá no vinte. O historiador Pedro Calmon andou bem inspirado. o judeu Mendes dos Remédios: "A prosperidade dos judeus lusos na Holanda vingou-os do desprezo do monarca peninsular que os expulsara6". cit. as grandes companhias de comércio dos séculos XVI e XVII não passavam de companhias de conquistas. O judeu explorava essa trindade invisível. Não houve expedição de corso ao Brasil que não contasse com as informações dos judeus residentes no seio da população brasileira. ganhando ainda 3 milhões como que pirateou mares afora aos portugueses10. nasceu em 1602 e deu tais lucros que inspirou a segunda. o mamonista adorador do Bezerro de Ouro. os quais haviam expulso os israelitas da Peninsula. cuja carga somente valia 6 milhões. Laspeyres. 10 Werner Sombart. que Frei Rafael de Jesus. formava um ramo de comércio regular dessas associações. 1863.. Em Capítulo anterior. contra católicos. Por detrás de todos os piratas herejes. Solidônio Leite Filho. permitindo-lhes dar os golpes com toda a segurança. De posse a companhia de 4 5 Pedro Calmon. 6 "Os judeus em Portugal". 7 Guerra. o embaixador Souza Coutinho ao conde de Vidigueira. Os judeus peninsulares forneceram para essa última companhia a soma redonda de 18 milhões de florins 11. estava o judeu internacional. das Indias Ocidentais. verdadeiras organizações permanentes de pirataria. que valiam muito mais do que os simples escudos ou libras parisis. 9 "Batavia ilustrada or a wiew of the Policy and Commerce of the United Provinces". 60. A das Indias Ocidentais. A pirataria foi o prefácio da conquista. A primeira. pág. providas de privilégios e poderes políticos. Há um fundo religioso e racial nessa luta de heréticos assolados e ajudados por judeus. glorifica-os por esse papel infame: os israelitas foram os mais poderosos auxiliares dos corsários estrangeiros e se aliaram aos ingleses que pretendiam estabelecer-se entre nós5. op. que conquistou o Brasil para os judeus. armando 800 navios. 94. 60. pág. 8 E. estava o judeu português de Amsterdam e Haia4". pág. pág. 60. O judeu. pág. A espoliação dos engenhos dos pernambucanos que se opuseram à conquista rendeu mais de 500 mil florins! Formaram-se duas companhias de comércio e pirataria na Holanda. foi proposta aos Estados Gerais da Holanda por Jans Andres Moerthecan.. mas não a verdade toda. tomo I. 11 João Lúcio de Azevedo. mas capturou 540. cit. 135 22 . com privilégio exclusivo do tráfico e navegação na América e na costa da África. isto é. os quais.. o domínio dos empórios do açúcar e do negro. melhor ainda colaborou na obra. Esses espiões informavam os navios piratas das condições de defesa oas praças. nos velhos sistemas monetários. os holandeses se apoderaram de quinze milhões de torneses. op. das Indias Orientais. 14. quando escreveu: "Por detrás dos marinheiros flamengos. 342.. Adivinhou um pedaço da verdade. despendeu 4 milhões e meio de florins. valendo-se das disposições guerreiras e aventureiras que o comércio despertaria nos pacatos holandeses. em 1644. cit. Na insuspeita opinião de Oshlow Burrish9. Confessa-o. o homem sem pátria. já agora. comércio e pirataria formam uma trindade invisível. unidas na cabeça dos Filipes. "Geschichte der Volkswirthschaftlichen Anschauungen der Niederlander". papistas. 333. com capitais israelitas. documentadamente. como se dizia. 1728. pág. Segundo escrevia. em 1621. Era ainda a fonte da trindade invisível do aforisma alemão vulgarizado por Goethe: Krieg. se voltavam para outras8. "História de Antonio Vieira". segundo Sombart. quase sem ambages. nicht zu trenen7. mostramos como a Holan da estava abarrotada de judeus e de capitais judaicos. denomina "holandês de capacidade e esperteza". no "Castrioto Lusitano. Solidonio Leite Filho.

Calado resume-o admiravelmente nesta frase: "os ricaços não estavam acostumados a morrer". Esperavam melhor sorte receosos da inquisição. Rebelo da silva. a esquadra vinha pejada de judeus e judias. "História do Brasil". a judiaria se entregava à mais terrível espionagem. Na sua maioria. 19 Roberto Southey. fizemos notar como o regime da escravidão. Portas adentro.. da venalidade. Manuel Calado. Segundo documentos do Instituto Histórico. capital da colônia. tomo II. "Largas informações sobre as coisas do Brasil" recebia. pág. dentro da praça. A população israelita da Bahia delirou de contentamento e envidou todos os esforços. nos sé culos XVII e XVIII. os judeus. Lisboa. pág. para induzir os não-judeus a se submeterem ao jugo estrangeiro19. Reconhece João Lúcio de Azevedo que eles "cooperaram grau demente para facilitar a conquista22". pág. fermentavam dissensões judaicas 20. pág. Do mesmo modo que haviam sido os melhores auxiliares de corsários e piratas. 10. 20 Barnhagen. espionavam por conta dos generais batavos18. idem. judeus esperavam. op. tomo IV. os inimigos se apoderaram da cidade. 61. pág. tomo II. Solidonio Leite Filho. 214. op. cit. foram os melhores auxiliares dos conquistadores que lhes sucediam 15. cit. aqui. "Valeroso Lucideno". 60. até que vieram os reforços e auxílios da Espanha. os cristãos-velhos baianos. Fradique de Toledo. de modo a aligeirar-lhes a tarefa. Os judeus e cristãos-novos do Brasil deram dinheiro'. in "Revista de História". prestes a desempenhar todos os papéis. pág. segundo Frei Manuel Calado para "os gastos da conquista de Pernambuco". op. além de proporcionar grandes lucros aos judeus. cit. Em menos de dois dias. 14 Rodolfo Garcia. Tudo em vão. que vinha assentar casa naquela capitania14". declara Solidônio Leite Filho. composta de naus lusas. 23 . A primeira expedição holandesa visou a Bahia. o que repetiria em outros lugares e oportunidades. castelhanas e napolitanas. facilitando-lhes dominá-la mais adiante. O judeu e o flamengo aproveitaram-se disso. No capitulo antecedente. muito numerosos. permitia o amolecimento da sociedade. prepararam a reação. 338. 16 Roberto Southey. pág. "História de portugal". porque. "História das lutas com os holandeses no Brasil. pág. Como os da Bahia. de fora. Ministraram todas as informações destinadas a permitir os ataques. Foi o que contribuiu para favorecer a conquista13. Batidos no mar e sem poder manter-se em terra. a empresa conquistadora. tomo II pág. como na jerusalém sitiada de Flávio Josefo. sob a direção do bispo D. Atormentaram os intrusos com guerrilhas e emboscadas continuas. O grave Southey confirma que. informada dos preparativos. O panorama da corrupção. retiraram-se para os matos e. seus diretores "movidos pelos hebreus". Marcos Teixeira. idem. cit. devido à grande quantidade de judeus que existiam na cidade e nos quais ninguém devia confiar. está pintado em muitos autores. o almirante holandês17. A decadência moral do Brasil do século XVII chegara ao mais alto ponto. em 1624. 17 Solidonio leite Filho. useiros e vezeiros nisso. 1872. assim não 12 13 Solidonio Leite Filho. op. 15 Solidonio leite Filho. os ocupantes da Bahia capitularam no curto espaço de um mês. ou faziam causa comum com o batavo ou fraca resistência lhe opunham16. A invasão ainda se aprestava nos portos zelandeses e já. loc.suas patentes de exclusividade. pág. Seria de espantar que. napolitanos e lusos tomaram novamente conta da capital da colônia e sua reação em contra dos judeus traidores não foi além da condenação à morte de alguns dos mais comprometidos. Judeus impeliram e custearam. 33. cit. desembarques e marchas dos conquistadores. cit. 58. pág. 156. os conquistadores. determinaram fosse o Brasil o alvo da conquista12. 21 Frei Manoel calado. 146. 22 "os judeus portugueses na dispersão". datada de 30 de setembro de 1626. 18 Idem. na famosa esquadra de D. "por intermédio dos hebreus brasileiros". temendo não poder resistir ao ímpeto do agressor. espanhois. da desmoralização. 59. os judeus de Pernambuco incitaram a invasão flamenga e contribuíram para ela com fundos21. do escândalo. 38. aqui dentro. op. Escrevendo a sua "Ânua do Estado da Bahia". A judiaria deu dinheiro a rodo para a resistência flamenga. o padre Antônio Vieira conta que a cidade foi toda saqueada. "Veleroso Lucideno".

procedessem. A guerra da Restauração Pernambucana durou nove anos, em alternativas de derrotas e vitórias, e durante esse período em que se afirmou um verdadeiro espírito de brasilidade, anterior à nossa independência política, os judeus, empenharam contra nós "vida e fazenda"23. A expedição para a conquista de Pernambuco veio quatro anos depois da Bahia, em 1630. Não se atrevendo a atacar o Recife, diretamente, desembarcou as tropas que trazia, além de Olinda, na praia do Pau-Amarelo, sob o comando do "coronel-de-guerra", Teodorico Weerdenburg, que desconhecia completamente a região por onde pisava pela primeira vez. Guiou-o pela costa, pelos mangues e alagadiços, dos quais era prático, o judeu Antônio Dias Paparobálos, o qual vivera muito tempo em Pernambuco e fora, depois, para a Holanda 24. Outros judeus serviram constan temente de guias e intérpretes fiéis aos invasores, entre os quais Samuel Cochim, que guiou a primeira expedição ao Rio Grande do Norte25. As tropas que a Companhia das índias Ocidentais pôs em campo durante todo o período da conquista e ocupação não eram propriamente do que se poderia chamar o exército holandês e sim compostas de mercenários de toda categoria e procedência. Nem os próprios comandantes eram todos flamengos. Havia poloneses, como o famigerado Arcizewski; os franceses, como Picard, Tourlon e La Motte; alguns judeus como Simão Slecht e o cruel Jacob Rabbi; muitos escoceses, como o Sandalim de João Francisco Lisbôa, quando descreve o combate do Outeiro da Cruz, no Maranhão, segundo provam as numerosas espadas de highlander, as conhecidas e tradicionais claymores, da coleção de armas da época da guerra holandesa no Museu Histórico. Nos poucos canhões de bronze que ainda restam dessa epopéia, bem como nas moedas obsidionais de cobre, prata e ouro, nunca figura o brasão heráldico das Províncias Unidas, porém o monograma da companhia judaica: um G, um W e um C entrelaçados, iniciais da Geoctroyeerde Westindische Compagnie, - Companhia Privilegiada das Indias Ocidentais. Somente em 1647, segundo diz Netscher, os Estados Gerais resolveram oficializar a guerra. Os holandeses desembarcados no Pau-Amarelo apoderaram se com relativa facilidade de Olinda e Recife. Sem recursos suficientes para resistir-lhes, Matias de Albuquerque viu-se obrigado a retirar-se, estabelecendo-se no arraial do Bom Jesus, onde foram juntar-se aos homens do campo, mais próprios para a grande luta que se desenhava, e na qual mantiveram acesa com impavidez a chama da liberdade, do que os da cidade, desacostumados de morrer, como notava Frei Calado. Vieram mais tarde os socorros trazidos pelo almirante Oquendo, os batavos abandonaram Olinda, incendiando-a, e se encurralaram no Recife durante um lapso de dois anos 26. Foi a deserção de Calabar,(1632) que lhes permitiu pôr a cabeça de fora, atacar Afogados, Iguarassu, Rio Formoso, expelir os luso-brasileiros do arraial do Bom Jesus e obrigá-los ao êxodo para Alagoas. Nessa retirada de um povo, como que se plasmou a futura nacionalidade, na consciência nativista formada pela fraternização guerreira de brancos, índios e negros trazidos pelo heróico Henrique Dias, "governador dos pretos". A tomada de Porto Calvo pelos retirantes entregou Calabar, que foi enforcado. Parece que o desertor era a alma das vitórias dos conquistadores, pois que, após a execução, se encolheram e começaram a perder suas energias em dissensões íntimas e estéreis. Sendo imprescindivel por-lhes um paradeiro, a Companhia lançou mão de um fidalgo aparentado ao Estatuder de Orange, o conde João Maurício de Nassau-Siegen, contratado por cinco anos para a governação da Nova Holanda, pago a mil e duzentos florins por ano e nomeado "governador, capitão-general e almirante de terra e mar". Como a conquista não passava de um prolongamento da pirataria, deram-lhe mais 2% sobre as presas que se fizessem.
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Solidonio Leite Filho, op. cit. pág. 63. A guerra durou nove anos no seu período final; a luta, desde o início, durou 24! A conquista começa em 1630 e termina em 1637; a posse vai de 1637 a 1642; a restauração, de 1642-1654. Cf. Oliveira Lima, "História de Pernambuxo", pág. 63 24 Varnhagen, op. cit. pág. 51. Solidônio Leite Filho, op. cit. pág. 62. Sobre o nome do "coronel de guerra" há divergências. Uns escrevem Teodoro; outros Frederico. Netscher, em "Les hollandais au Brésil" pág. 45, grafa Diederich. Por isso, traduzimos Teodorico. 25 Solidonio Leite Filho, op. cit. pág. 63. Tavares de Lira, "0 domínio holandês no Brasil", tip.do "Jornal do Comércio", 1915, pág. 305. 26 Varnhagen, op. cit. pág. 63.

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Entrando na posse do governo, o conde deu logo toda a liberdade aos israelitas. Pernambuco e as outras capitanias conquistadas, pouco a pouco se tornaram "o paraíso dos judeus"27. O "amigo do peito" do governador, o"homem de maior valia" enquanto esteve à testa do Brasil-holandês foi o judeu lisboeta Gaspar Dias Ferreira, que vivia no Recife desde 1618 e se tornara possuidor de "respeitável fortuna 28". Ao retirar-se do Brasil, o conde levou-o consigo. A cada ano do governo de Nassau mais aumentava a imigração judaica. Só em 1642, quase ao fim, vieram de uma sentada 600, que se faziam acompanhar dos seus rabinos29. Antes da conquista flamenga, os judeus pernambucanos e os de fora viviam "paliados com a capa de católicos30", inveterado hábito dos cripto-judeus de todos os tempos e países. "Conquistada a capitania, declararam-se publicamente por judeus e com os correligionários, adventícios de outras nações, fizeram sinagogas, e de tal modo se van gloriavam de suas crenças que principiaram a denominar-se Santa Comunidade, KAHAL KADOSH31". Quem conhece os segredos do judaísmo sabe que isto quer dizer que organizaram um Kahal ou governo oculto para explorar a sociedade cristã com a hazaka, o meropie e outras formas de espoliação disfarçada, já proficiente e documentadamente estudada por Brafmann no seu "Livro do Kahal" e Wolski em Ma Russie Juive". Do Recife, a judiaria se esparramou pra Itamaracá, onde os chefiava o haham Jacob Lagarto32 Segundo D. Domingos do Loreto Couto, na sua obra "Desagravos do Brasil e Glórias de Pernambuco", ed. da Biblioteca Nacional, Rio, 1904, às páginas 234-236, durante o domínio holandês os sacramentos foram proibidos no Recife e os católicos sofreram torturas de arrepiar. Frei Rafael de Jesus documenta exaustivamente as perseguições judaicas, sob o pseudônimo de holandesas, contra os naturais: roubos, morticinios, injustiças, forçamento de cons ciências, sacrilégios, torturas e até o estabelecimento da chekita, do açougue judaico, proibindo-se a matança de qualquer rês em qualquer lugar e para qualquer fim. Ninguém podendo abater uma rês, como relata o "Castrioto Lusitano" (págs. 171-172), toda a gente era obrigada a recorrer ao matadouro judaico e pagar o tributo denominado imposto da caixa" com que se sustentam as escolas judias é se completam os impostos devidos ao governo pelos israelitas, segundo informa Brafmann no "Livro do Kahal". Graças a essa proteção, dominaram completamente a co lônia, tornando-se logo, como narra Varnhagen, grandes proprietários urbanos e rurais, donos dos cargos público notários, escrivães, e procuradores no fórum, corretores dos subornos das venais autoridades flamengas. Os judeus que vieram com os holandeses "não trazendo mais do que um vestido roto sobre si, em breves dias se fizeram ricos33". Acresceram-lhes a empáfia, o luxo, a ostentação e o desprezo pela moral pública e o decoro particular ao ponto de se unirem contra seus desmandos os calvinistas e católicos irreconciliáveis. As próprias autoridades eclesiásticas protestantes comungaram com o povo em uma tentativa de reação. O conde de Nassau, porém, não deu ouvidos a ninguém. Quando se retirou, para fazer uma sinagoga de seu palácio, afirma João Lúcio de Azevedo, a Santa Comunidade ofereceu por ele seis tonéis de ouro, isto é, 300 mil cruzados! Lavrava a maior corrupção entre os invasores, devido ao judaísmo que os empeçonhava. Atingiram a mais de sete e meio milhões de florins, quase o dobro do que custara a expedição conquistadora, os contratos lesivos e as negociatas obtidos pelos judeus. O dinheiro dos próprios acionistas da Companhia das índias Ocidentais foi roubado de todos os modos. Os documentos da época rezam assim: "Os senhores deste governo, desde o principio até hoje, não procuraram outra coisa senão encher sua bolsa, empregando para isso todos os meios e, em particular, o auxilio dos judeus e de outros homems inconvenientes e ávidos de lucro torpe... zombando da simplicidade dos
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Rodolfo Garcia, loc. cit. pág. 33. Idem, idem, idem. 29 João Lúcio de Azevedo, "História dos cristãos novos portugueses", pág. 431. 30 Solidonio Leite Filho, op. cit. pág. 71. 31 Idem, idem, idem Solidonio Leite Filho tirou isso de João Lúcio de Azevedo, "História dos cristãos-no vos portugueses e este de Graetz "Volkst. Gesch. der ju den", C. III, pág. 331. 32 Idem, idem, idem. 33 Frei Manuel Calado, “valeroso Luciden pags 53 e 207

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holandeses e do mau governo deste estado, cujos segredos todos eram melhor conhecidos a eles (os judeus) do que a nós, e, possivelmente, melhor do que aos próprios senhores, que eles diziam predispôr, por honrarias e presentes, para todas as suas intenções, e até para as coisas mais torpes e inconvenientes34".

Bandeira do Brasil Holandês. Na faixa branca da tricolor flamenga, o monograma da Companhia Judaica ou de Nassau (?), encimado por uma corôa aberta. Nada, como se vê, além das cores, da nação holandesa. Ao lago, a marca registrada da Geortroyed Westindische Compagnie, conforme aparece nas moedas obsidionais, nas chancelas e nas culatras ou nas boladas dos canhões de bronze da conqui_s ta que ainda nos restam. A tricolor flamenga é a mais antiga de todas: vermelho, azul e branco. Vermelho é o sangue que se têm de derramar para atingir ao azul-branco, cores de Israel.Veremos isso, claramente, na simbologia das bandeiras revolucionárias do Brasil, em 1794, 1817 e 1824.

O conde chegara ao Recife em 23 de janeiro de 1637, mostrara-se tolerante, procurava apaziguar os ânimos, promovia melhoramentos e protegia ciências e letras. Era o seu feitio pessoal. No governo, porém, consentia de bom grado ou forçado pelos amos judaicos na grande corrupção. Também não se distraiu de seu papel de realizador da conquista dos empórios do açúcar e do escravo por conta de quem lhe pagava mil e duzentos florins anuais. Seu nome ilustre já fora dado, como anúncio de expansão conquistadora, a uma feitoria fortificada que os flamengos tinham encravado na costa da Mina. Em 1637, ele mandou o coronel João Koen apoderar-se do resto da colônia africana, o que foi feito com a tomada do castelo de São Jorge 35. Há um certo sabor judaico no nome do chefe da expedição, que a tradução alemã, de Barlaeus, chama de kühn Netscher grafa kokin36. Todos os entendidos na onomástica israelita sabem de fonte limpa que essas formas correspondem ao hebraico Cohen. No Brasil, Nassau levou por diante a conquista de Alagoas, do Ceará e de Sergipe, tentando mesmo a da Bahia, que redundou em verdadeiro desastre. O Maranhão seria ocupado mais tarde pelo referido Koin, Koen ou Cohen, que fora à África. Fm 1644, Antônio Moniz Barreiros ali levantou os povos, expulsando o invasor. A posse do Ceará foi sempre precária. A da Paraíba, obtida antes da vinda de Nassau, durou o mesmo tempo que a de Pernambuco. A do Rio Grande do Norte se assinalou indelevelmente pelas atrocidades judaicas, à maneira das de Bela Kun, na Hungria, e de Jagoda na Rússia. O judeu de origem alemã Jacob Rabbi, que Solidônio Leite Filho glorifica com o titulo incomparável de "feroz israelita" e que Varnhagen apelida "furibundo",
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Do panfleto: "Brasilsche Gett Sack waer in dat Klaerlijck Vertoon wort-waer dat de Participanten van de West Indische Compagnie haer Geldt ghebleven is. Gedruckt in Brasilien op't Reciff inde Bree-Bijil. Ano 1647, "in Revista da sociedade Geográfica do Rio de Janeiro", tomo XXXVII, 1933 págs. 36 e segs. Em português: "A Bolsa do Brasil e do roubo dos dinheiros dos acionistas da Companhia das Indias ocidentais, impresso no Recife, no Machado Largo, no ano de 1647". O exemplar em holandês se encontra custodiado no Arquivo Nacional. Foi publicado em 1647, ams escrito em 1643, ainda no governo judaico de Nassau. Traduziu-o para o vernáculo o padre Geraldo Pauwels. Portanto, não somente os conquistados reclamavam contra o judaísmo; os conquistadores também! 35 Varnhagen, op. cit. pág. 179. 36 Netscher, "Les hollandais au Brésil", Haya, 18:3, pág. 123.

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como a de Abraão Mercado. às dez horas da noite. à medida que a sorte das armas sorria aos luso-brasileiros. por isto ou por aquilo. págs. o embaixador Souza Coutinho. e. pág. não se escusou de aceitar a proposta da Companhia e dos Estados. como exemplo. mataram-se com as facas de ponta que ainda traziam37! O castigo desse monstro. 64. chovendo à cântaros. "por intermédio de Gaspar Dias Ferreira. sem ela. págs. para conseguir o objetivo de Souza Coutinho. se estendendo à Itamaracá e à Paraíba. Entrementes. Rafael Galanti. dominar os insurretos pernambucanos. que governara o Ceará e lá sofrera avanias da parte dos selvícolas que o capitão Jacob Rabbi protegia. 27 . AO pág. 38 Varnhagen. e. depois. cit. o judeu Gaspar Dias Ferreira. muitos desses infelizes. pág. alarmado. à traição. iam desertando. Frei Rafael de Jesus. pág. Suriname. Outros judeus apresentaram outras denúncias. Não foram poucos. pás. São tão revoltantes que não quisemos sobrecarregar o texto com essas monstruosidades daquele sadismo judaico a que se reportam os irmãos Tharaud. 39 Rodolfo Garcia. quando a companhia judaica cogitou de mandá-lo novamente. Tentaram depois. os que. perto de Natal. em "Causerie sur Israel". op. Enfim. A promessa derrubou Nassau. na capitulação. que logo se entendeu que se escusava"39. quatrocentos mil florins. dos arraiais holandeses e passando para o outro lado40. descrevendo a ação de Bela Kun e seus acólitos na Hungria. O Conselho não lhes deu importância. 302. tomo II. Domingos de Loreto Couto. se negociasse um acordo com a inclusão de Portugal em trépua larga. pág. Nassau já se retirara para a Holanda com seu valido. idem. pelos luso-brasileiros refugiados ali. "História da Paraíba". quando saía da casa de Johan Miller. que. Nova Amsterdam. Deus lhe tenha em conta o grande serviço que prestou aos brasileiros! O monstro judaico deixava grande fortuna adquirida em morticínios e rapinagens. entre suas façanhas conta a tomada do engenho Cunhau. A espionagem judaica pressentiu-a e acompanhou-lhe os passos. A uns ataram em postes. op. Traindo as condições estipuladas. deliciando-se em presenciar as torturas que lhes foram infligidas. rapidamente. Paris. as Antilhas. cit. a 24 de junho de 1645. em julho de 1646. cit. 219. 303 a 306. 238 e 243. como os ratos abandonam o navio que sentem prestes a naufragar. Da conjura sairia a guerra da independência. não se fez esperar. judeus. 1844. a revolução estalou em Ipojuca. "Castrioto Lusitano". 40 Varnhagen. Houve cenas somente iguais às da Tcheka judaica-comunista. Solidonio Leite Filho. 34. num conflito sangrento. "História do Brasil". Aillaud. documenta Tavares de Lira. cit. em busca de melhor guarida: a própria Holanda. Jorge Homem Pinto. levou os prisioneiros para Uruassu e os entregou à selvageria dos indígenas. Cf. op. Quando da rendição do Recife. cortando-os em miúdos pedaços. entre cristãos e. em que um pupilo de heróis apagaria com os altos feitos das Tabocas e dos Guararapes a derrota da Mata Redonda e o incêndio de Olinda. os judeus foram se raspando do Brasil. preparava-se a grande insurreição dos naturais contra os abomináveis invasores protestantes-judeus. a outros arrancaram o coração pelas costas. 231. com muita tropa. todavia. talvez a mais bela página da nossa história. lá dentro ainda havia 37 Idem. Lopes Machado. intermediário de seus negócios. a fim de escapar ao suplício em que viam sucumbir os companheiros. felizmente. última etapa da Restauração de Pernambuco. Em 1647. Foi por isso preso e recambiado para Holanda. pelo mesmo intermédio. mandou prometer-lhe um milhão de florins. cit. por dois soldados do alferes Jaques Boulan. 307 e segs. O opulento cristão-novo da Paraíba. Frei Manoel Cala lado. o mandou matar. As horrendas crueldades do judeu Jacob Rabbi estão contadas com o maior luxo de pormenores por D. conseguiu ter com o conde uma conferência secreta no Bosque de Haia. quis peitar Fernandes Vieira por 200 mil cruzados. que hoje se chama New York e alguns dizem Jew-York! Os que ficaram. vendo o descalabro em que ia a Nova Holanda. op. na frente dos filhos pequenos. loc. assassiná-lo! O judeu Gaspar Francisco da Cunha denunciou Vidal de Negreiros ao Supremo Conselho dos holandeses em outubro de 164438. se viram obrigados a permanecer. op. Joris Gastrmann. Assim. o conde de Nassau se vendeu ao governo português! Mal Nassau dera as costas. mas pediu tanto.capitão de um troço de soldados e levando sob sua ordem os índios aliados do chefe Antônio Paraopeba ou Paraupaba. pág. Numa noite escura do mesmo ano. 261.

Domingos do Loreto. pág. e 41 42 D. vê-se. 7. como costumavam fazer no Brasil. Fort Royal. Barbados. João IV em Lisboa45. O tal Gaspar Dias Ferreira. defendido dos holandeses. Jamaica. Cura-se a dentada do cão com o pelo do próprio cão. Medrosos da volta do Santo Oficio. pretendendo ser seu procurador junto a D. de lá os batavos. e bastaria a sustentar a guerra contra castela. o perpassar da roupeta negra do padre Antônio Vieira. lembrados das traições com que haviam entregue a terra brasileira ao hereje invasor. Sidney. internacional. se levantassem duas companhias mercantis. sem ao menos dar alimento aos pobres pretos. sem empenho algum da real fazenda. A perda do Brasil holandês obrigou os filhos de Israel a uma diáspora na América. Uma expedição ida do Brasil sob às ordens de Salvador Corrêa de Sá e Benevides recuperou Angola. em guerra com o vizinho e herdando-lhe as inimizades na política européia. aclamando o duque de Bragança. defensor dos judeus e organizador de uma companhia de comércio com capitais judaicos e privilégio do tráfico. pág. No fastígio do poder. E no meio de todas essas manobras aparentes e ocultas. onde continuaram a silvar as serpes dos interesses judaicos. a luta passou para os biombos da diplomacia. seriam menores os gastos seus e maiores os lucros. o Santo Oficio foi sobre os de origem portuguesa. loc. indignamente. fugiram para as Guianas. trazendo ambas em suas armadas. 36. "Dispersão dos judeus brasileiros in "Os judeus na história do Brasil". capital de especulação. pensando que os males do ouro judaico se curam com o próprio ouro judaico. Entre os procuradores enviados do Recife à Holanda. conduzindo 1. mas encontrou a impedir-lhe a ação o padre Antônio Vieira. como as nossas companhias ficavam mais perto de uma e outra conquista. à imitação da Holanda. Os judeus se intrometeram em todas as negociações. cit. o velho reino se libertara da tutela castelhana. Não obstante. evadira-se do presídio e escrevia cartas aos chefes pernambucanos. Foi a energia indomável dos vencedores dos Guararapes que as conservou libertas do he reje e do judeu. como se fazia preciso. 47 "Dinheiro mercantil°. O próprio Antônio Vieira tudo conta em carta ao conde da Ericeira. 46.. cultivando-o com "notável escândalo" nos poucos momentos de repouso ou nos domingos43. foi: que em Portugal. que com seus capitais iria dirigir em Portuga as mesmas companhias que dirigia na Holanda. é que nunca se fiaram neles. o grande e dedicado amigo do judaismo. Dr. Do campo de batalha. às vezes. 43 Solidonio Leite Filho. chamariam e trariam a Portugal o dinheiro mercantil47 de todas as nações. pág. D. João IV. "Epanáforas". Izaque Izeckson. "Históire de la Martinique". Cromwell. o que eles nos tomavam. Desta sorte. "Celui qui mango du juif em meurt". não podia acudir. Ainda combalido pelos "sessenta anos de letargo" cantados pelo poeta. por ali. os flamengos condicionaram sua anistia. levando consigo a indústria do rendoso açúcar 42 e continuando a explorar. 44 Dr.100 negros44. que o panegirista Solidõnio Leite Filho considera "o maior defensor que jamais tiveram os filhos de Israel em Portugal".. por meio da primeira se conservasse o comercio da índia. pouco depois de sua feliz aclamação e restauração. para que. Martinica e Guadalupe.. isto é. Desde 1640. o braço dos escravos que carregaram. págs. à qual a paz custaria três milhões de cruzados. que se naturalizara holandês e fora metido na cadeia por se corresponder com os insurretos de Pernambuco. em 1652 figurava o judeu Abraão Azevedo. 118 e segs.. para que dele tirassem seu sustento. os quais. 7. loc. Francisco Manuel de Melo. uma oriental e uma ocidental. Os rudes batalhadores dos Guararapes. 46 Equivalia entregar outra vez o Brasil ao judaísmo. izaque Izeckson. mas o padre errou em forma crassa. mau grado às fraquezas da metrópole. expelindo. 28 . como Benjamin da Costa que chegaram à Martinica.mais de cinco mil41! No texto da capitulação. 524. de "todas as nações°. Curaçáu. cit. de novo. às suas terras do Brasil. historiando sua missão à França e à Holanda: "O primeiro negócio que propus à Sua Majestade. arranjava pretextos seguidos contra os direitos de Portugal. e por meio da segunda o do Brasil46. pág. 45 Rodolfo Garcia. pág. onde o sistema judaico era entregar-lhes apenas um pedaço de terra. pouco depois. 57.. cit. Houve judeus.. naturalmente. M. isto é. diz o adágio francês. D. A visto se juntava que. loc. as duas margens fronteiras do Atlântico voltaram à coroa de Portugal.

que somente respira mais desafogado. págs. tinham como símbolo a estrela judaica de cinco pontas. José I. senão com outras muito mais largas. que o dístico ordem e progresso camufla de maneira a se pensar que vieram do Templo da Humanidade. é brazão da República.. Aliás. 52 48 49 Melhor diria: judeus portugueses. judeu e agente do governo luso (!). o padre. posto que sem nome49 e que ela por então não fosse aceita. e ainda hoje acudir com prontos e grandes cabedais às ocorrências de maior importância". A proposta era anónima.. 50 Mais uma vez se tem que reconhecer que Werner Sombart tem carradas de razão. coordenadas e anotadas por João Lúcio de Azevedo Coimbra. e daí ela passou para a heráldica brasileira. designando as Províncias e. esta condição foi causa de que o Santo Ofício proibisse o papel da proposta. porque na dita proposta se dizia que o dinheiro aplicado às Companhias de Portugal estivesse isento do fisco (por quanto de outra maneira nem os mercadores estrangeiros nem os do mesmo reino. o que. arranjara com o cristão -novo Duarte da Silva 300 mil cruzados. Rodrigues Marcos. consultadas e aprovadas pelos letrados mais doutos do reino. depois da tomada de Dunquerque. 556 e segs. "História Geral do Brasil". Demonstraremos quando tratarmos da República. restaurar Pernambuco. porém. o queriam meter nas nossas companhias sem a dita condição ou segurança). Politicamente. que em Holanda estavam interessados nas Companhias e em Castela tinham todos os assentos. oferecia quinze fragatas a Portugal por 20 mil cruzados cada uma.. Quando os holandeses ameaçaram novamente a Bahia. como a companhia ou sociedade. tomo II. que o trazem divertido por outras partes. Depois que os apertos da guerra50 mostraram que não havia outro meio igualmente efetivo. fora ele. o Brasil se viu definitivamente livre do judaísmo holandês mas recaiu nas unhas do judaísmo lusitano.. e mais um fulano. com sua "roupeta remendada". quando o protetorado de Cromwell desaba na Restauração dos Stuarts.. dava na mesma. bem o mostrou a Companhia Ocidental. não só foi abraçada com a mesma condição. A companhia de comércio defendida pelo padre Vieira e as que lhe sucederam até o tempo de D. E. quando afirma: " La guerre est la moisson du juif! 51 "Cartas do Padre Antonio Vieira". 29 . tomo III. a Restauração de Pernambuco e Angola completava a Restauração de Portuqal. o que é bem diferente. Imprensa da Universidade. contra a igreja de Cristo. conservar o reino. que. os Estados. no ano da Graça de 1654. Vai por diante o padre e narra que.en fim. a troco de seis vinténs cobrados sobre cada arroba de açúcar. homem mui poderoso. Quanto fosse a utilidade e eficácia dele. no fundo. as origens maçônicas de seus símbolos.. a qual foi trazendo sempre do Brasil o que bastou para sustentar a Guerra de Castela. Hoje. Jerônimo Nunes da Costa.. mais tarde. pág. 52 Varnhagen. 1928. Passaram-se todas essas e outras tranquibérnias e. esses Templos se equivalem. Negócio grande!51.. mas o Santo Ofício cheirou-lhe de longe o judaísmo. que transparecia das cláusulas. 235.muito particularmente dos portugueses48. quando saíram do Templo de Hiram.

Os cargos da governação municipal eram exercidos privativamente pela gente nobre e deles se excluíam os "peões-mercadores"54. Hoje. isto é. Botelho. Silveira. o qual. 1901. No Brasil vasto e desprovido. nos planos subterrâneos do kahal de Lisboa. Diante das notícias desse novo estanco. às sociedades que pretendia explorar. tomo 0. Em Roma. 46. Em 1551. tomo II. de fundamento humanitário e verdadeiramente cristãs. criado em luta aberta contra o meio. a corrompera ou dominara. cit. criavam violento dissídio entre agricultores e padres. Luiz tratou da "falta e carestia" de escravos índios. Moreira & Pinheiro. Carvalho. O judaísmo decidiu-se a tomar conta dela por outros meios mais eficazes e menos custosos do que a guerra. a fim de enfraquecer-lhe as resistências. a fim de arrendá-lo. isenção de impostos. pois que algumas cartas do reino informavam que El Rei somente o 53 João Francisco Lisboa. a troco de gêneros da terra. imensa região ubérrima que produzia grandes riquezas e ficava mais próxima da metrópole. págs. J. composto por esta capitania e pela do Grão Pará. 84-85.. Em muitas das monarquias bárbaras havia o chamado Foro Judaico. devendo importar dez mil negros. a navegação e o comércio. com o tempo. porque o negócio era "monopolizado por homens poderosos". depois do século XIV. 54 Op. decidir dos tributos. e registram sempre suas companhias nos Estados ianques de leis favoráveis a seus interesses. 55 exclusividade do tráfico.CAPÍTULO V A ladroeira do estanco O ESTADO do Maranhão. o Bet-Dine. com as cruas realidades da vida colonial e. 55 O juízo privativo é uma eterna ambição judaica. que catequizavam. Não sei que influências secretas assopraram ao gover no pie Lisboa providências proibitivas da escravização dos índios. o silvícola e o pirata. era necessário desorganizála. normear ou suspender as autoridades 53. Lisboa. aldeavam e defendiam o gentio. Cf. "Obras°. que nela não haviam conseguido permanecer. mas estas logo encontraram o bem intencionado apoio dos jesuítas. tip. de Macedo. Tal divisão entrava. Luiz desfrutavam de "imenso poder político". Como o negócio não parecesse dar resultado em mãos do governo. que seriam vendidos na Europa.M. 30 e 31. ucranianas e lituanas. Está no livro de Ester. Mário Sáa enumera-lhes os nomes: Serrão. podendo taxar salários e gêneros. como rezavam as velhas cartas de brazão de armas. certamente pior que o outro. cujo fim era privar primeiro de união e força. Esse devia fornecer aos maranhenses objetos de ferro e aço produtos manufaturados do reino. prover cobre a agricultura. Os acionistas ou assentistas. em 1670. pág. sendo as entradas de 500 por ano56. A legislação justiniana reservou-lhe no Codex o capítulo De Judoeis. Essa autonomia municipal fora o apanágio da grande liberdade comunal da idade-média.. op. como então se dizia. o Senado da Câmara de Belém representava ao padre Antonio Vieira contra a "falta de braços" por estarem desviando os índios à serviço da ordem. regular o curso das moedas. funcionava o seu tribunal particular. o de S. meio esse de evitar a infiltração de cristãos-novos ou de quem quer que tivesse sangue de "infecta-nação". especiarias do Oriente. seguramente. Aquelas providências. O contrato foi passado em 1682 bastando ver-lhe as cláusulas principais para se ficar inteirado da obra judaica: privilégio por vinte anos. No estado do Maranhão. chocavam-se. como define o dicionarista Morais. cada vez mais se agravaria. II págs. em proveito do erário. 30 . Matos. 56 João Francisco Lisboa. tentara os conquistadores franceses e flamengos. eram aqueles mesmos cristãos-novos com cujos cabedais o padre Antônio Vieira contara para a fundação da companhia de Pernambuco. a coroa procurara estabelecer um estanco. cit. juízo privativo para reclamações e demandas. ele tem Bet-Dines em muitas cidades norte-americanas. t. os brasileiros do Maranhão e do Pará ficaram de sobre-aviso. um monopólio organizado de qualquer ramo de comércio. 51-53. ao tempo de Augusto. Como toda sua economia repousasse no trabalho do índio escravizado. ela novamente florescia no grupo natural do município. "Efeméride". entretanto. o absolutismo real. além de minguarem a mão-de-obra a fazendas e engenhos. págs. formou-se em Lisboa uma companhia por ações. Os Senados da Câmara de Belém e S.

além disso.. 58 Op. Antônio de Souza Soeiro. procurador da Câmara. Chama-se a isso. Quando veio tomar conta de seu cargo o novo governador nomeado. 59 Isto é : congelavam os créditos na Europa.. idem pag. faziam ruinosa concorrência. porque cuidaria que o povo a tudo assentiria de boa vonta de. em todos esses "vergonhosos manejos". pois possuíam exclusivamente do tráfico. Usavam. não admitindo a menor réplica ou a mais leve objeção58. revelou "escândalos incríveis".. quantia apreciável para o tempo. os cristãos-novos desenrolariam seu plano de assalto às riquezas do Maranhão e do Pará. ouviram do primeiro que Sua Majestade ordenava a introdução do mesmo estanco "sem dependência de consulta ao povo". em Belém. Em geral os historiadores. 88. à sacrificá-los por baixos preços a mal disfarçados agentes do mesmo estanco. ou o retorno do que elas lá produziam59. o estanco foi estabelecido em São Luiz pelos recursos da "fraude. Ambos encontraram os povos com pouco aprazimento para engolir a pílula. viam-se obrigados. 60 ) Isto é : a produção menor. vendeu seu assentimento por uma patente de capitão de infantaria com soldo.. Os oficiais da câmara chamados à presença de Sá e Menezes e de Jansen. A devassa procedida mais tarde. 61 Isto é : a produção maior. 63 Op. assim. disfarçes. cit. Como houvesse crise de mão-de-obra e as entradas de negros que se destinavam a atendê-la estivessem ao seu alvédrio. o judeu Jansen. terror e corrupção". obrigando o pagamento à vista. recusando o açúcar. Sá e Menezes.consentiria com "aprazimento dos povos".. se alcançavam mandar algumas. Havia mesmo sociedade entre o governador. o vereador Jorge de São Payo prometeu o seu em troca de fazendas e gêneros. pág. A condicional do soberano lhes dava alguma esperança de salvação. e daí resultava que não podendo os moradores dar outras saídas a estes produtos. enganado no seu propósito. Dizia o judeu Jansen que. que os compravam a poder de barato. dos seus administradores. Certos da impunidade. De parceria com o governador venal. cacau.. do seu próprio bolso.. após o estabelecimento do estanco no Maranhão. tabacos e couros61.. O rei era. pág. peitas e ameaças. 31 . "suspeito de cristão-novo". postos à venda em grande escala no estanco. tinham os administradores uma grande aldeia de índios. um verdadeiro saque organizado! 57 Idem. trouxe em sua companhia o cristão-novo Pascoal Pereira Jansen. tivera que gastar em gorjetas mais de um conto de réis57. 62 isto é : transportes e fretes estavam em suas mãos. para facilitar a aquisição aos agricultores sempre baldos de cabedais. vendiam os escravos por preço muito acima do comum. insistem em apontar a questão da escravidão dos índios como a causa principal da revolução. As mercadorias de que tinham o monopólio e que ninguém poderia obter noutra parte. ocupados em lavrar farinhas e outros gêneros que. um tal de André Pinheiro e outros. quando anteriormente as vendas eram feitas à prazo. ou de outros-potentados. grande assentista e administrador do estanco. O governador Sá e Menezes envolveu-se. o povo também era enganado. 87. aos demais lavradores já extenuadas"63. e. para que nenhum gênero de vexação faltasse naquela geral opressão. 89. Os navios não vinham ao Estado com a regularidade afiançada62. julgando que o soberano houvesse dado ordens tão terminantes e despóticas. depois da sublevação dos maranhenses. pintaram o sete. para onde ambos se haviam transportado. consoante o silêncio deste pelos seus procuradores naturais e os informes que receberia. pesos e medidas falsificadas. cit. em boa linguagem. Segundo todos os documentos contemporâneos e os resultados das devassas ou inquéritos procedidos. eram de péssima quali dade e alto preço. tomo II. para não os perderem de todo. mas o exame dos fatos documentados nos mostra que essa causa foi o estanco judaico. Já viera de Portugal mancomunado com os judeus. que só vêem as aparências políticas. sendo obrigados a recorrer a manobras. tomo II. O escrupuloso e eminente João Francisco Lisboa assim descreve a grande roubalheira judaica: "Impedia-se ou dificultava-se aos moradores a remessa de suas drogas para o reino. O estanco só recebia em pagamento cravo e pano60.

O venerável João Francisco Lisboa refuta-o. homem ativo. em Portugal. Chamava-se Manuel Bekman e aportuguesara seu nome na forma de Bequimão. Cúmplice na rebeldia. inconstante. no "Almanaque Israelita" de 193569. quando estivera no poder. ameaçando de morte ao rapinante Jansen65. tomo II. págs. pág. Começaram a aparecer pasquins pregados pelas esquinas. Baltasar Fernandes. não só para fazer olvidar sua participação como para vingar-se das adulações servis com que o cercara. que já recebera pre 64 65 João Lúcio de Azevedo. Era natural que a revolta lhe lavrasse no íntimo contra os opressores. que lembra bem o de judeus holandeses ou alemães. por muito tempo. séculos afora. Izaque Izeckson. cronista parcial da revolução e que nela tomou parte. como vimos. o extremo Norte do Brasil. Isso é hábito dos judeus contra seus inimigos. depois. fossem judeus. De volta do seu desterro. ela lavrava no coração de toda a gente. Os principais cabeças da revolta. especialmente se nos guiássemos pelo nome. loc. cit. a preços exorbitantes64. viu-se quase arruinado pelo desamparo em que deixava seus teres e haveres. Os documentos oficiais desfazem todos os aleives e protérvias dos inimigos de Bequimão. Quando em qualquer roda se falava daquelas vilanias e ladroagens descaradas. 16. a parte principal do Brasil. Ofício de Sá e Menezes à Corte. os punhos crispavam-se ameaçadores e odientos. 67 Op. como a todos seus contemporâneos. 20. graças ao trabalho. desmentem a calúnia. parte 2a caps. cit. a iniciativa e a inteligência judaica. seu espírito de sacrifício. aos cristãos-velhos e ao clero. Sobre isso não insistimos"68. "seus detratores. afirma João Francisco Lisboa67. não resultara sua culpabilidade e E1 Rei o mandara pôr em liberdade66. Não gostava dos jesuítas por causa da questão do trabalho servil dos índios. cit. de 26 de agosto de 1683. pág. tomo II. João Francisco Lisboa nos deixou pintada com a mão de mestre a espantosa realidade da ladroeira e da espoliação. Teixeira de Morais. A revolução andava no ar. Não têm o desplante de dizer até que Hitler é judeu? A vida de Bekman. diziam ser de raça judaica". Felizmente. Da devassa a que fora submetido. poeta repentista de veia satírica. 3° e 4°. 66 Carta-régia de 24 de janeiro de 1680. essa hipótese não seria descabida. à cata de glórias judaicas na história do Brasil. pág. Ligara-se à nobreza da terra. estivera deportado dois longos anos na fortaleza de Gurupá. 68 Dr. Filho de pai alemão e mãe lusa. não se atreve a tal afirmação e se limita a dizer: "Se bem que não tenhamos bases exatas para afirmar que os irmãos Bekman. Nunca se metera em negócios nem com negocistas. defendendo aquele "vulto nobre e grandioso"71. os judeus têm o topete de afirmar com todas as letras que o Norte foi. porque a hipótese é descabidíssima. era um tanto turbulento. 39. Bekman é o herói de uma reação nativista contra o disfarçado . "História dos cristãos novos portugueses". Manuel Bequimão viera moço para o nosso país e chegara a uma certa abastança pelo seu trabalho honrado de agricultor. seu destemor. Bastava aparecer um homem que polarizasse o descontentamento e a cólera para ela explodir com todas as suas imprevisíveis conseqüências. É conveniente não insistir. Esse homem ia ser um senhor de engenho que já se insurgira antes contra o miserável governo de Inácio Coelhos antecessor de Sá e Menezes e tão bom como tão bom. pouco seguro de língua e atitudes. Por isso. costumavam tomar os produtos para os vender. os mesmos que. 94-95 32 . 70 "Relação histórica dos tumultos do Maranhão". debuxa-lhe o retrato em cores negras. eram o velho vereador Jorge de São Payo. inquieto. 92. O estanco garroteava-lhe as possibilidades de refazer-se. que infelicitou. Seu irmão mais moço. depois de Manuel Bekman. O judeu Isaque Izeckson. promotores da revolta do Maranhão. sua atitude em presença da morte. aliás. o "clamor universal" dos explorados por aqueles conversos. 71 Op.Levantou-se. para o macular. por si só. pois. O estanco judaico estancava todas as fontes de produção. dizendo-o "inspirado pelo ódio e pela baixeza"70. O governador permanecia em Belém e regia o Maranhão em seu lugar um tarimbeiro irresoluto e pusilânime. Tudo a põe por terra. não se pejou de ultrajar covardemente o sacrificado.judaísmo dos assentistas da maldita companhia de comércio. 69 Pág. Tomás. sua franqueza. Entretanto.

O povo. Nomearam-se novos oficiais e criou-se uma Guarda Cívica. O arrojo da atitude destemerosa entusiasmou os maranhenses. em Portugal espalha vam boatos e semeavam confusões em surdina. caso 72 Padre Bettendorf. composta do clero. permitiu ao movimento avançar sem encontrar óbices. com músicas. houve a derradeira reunião dos conjurados na cerca dos capuchos. Tudo foi aplaudido. Malgrado a grande exasperação popular. Os vianenses. tomou conta da capital. A incúria do governo do inepto Baltasar Fernandes. Foi esse o primeiro desânimo que turvou a fé do revolucionário maranhense. cantos e danças. Os padres da Companhia. O corpo da infantaria paga e os próprios meninos das escolas fraternizaram com os rebeldes. 73 33 . O próprio bispo não foi estranho ao sucesso e como que até o favoreceu72. 4 mil cruzados e o indulto com honras e postos. Mais violentos e desabusados ataques faziam os frades capuchinhos e carmelitas nos seus sermões. com eloqüencia natural. Foi quando o forçudo e decidido ilhéu Manuel Serrão de Castro arrancou da espada e gritou que o seguissem. elementos internos. Francisco Dias Deiró. "Crônica da Companhia de Jesus".-Não houve a menor desordem. ausente no Pará e preocupado com seus ganhos. sendo muito vitoriado. Fechou-se o estanco e se arrecadou em boa forma o que tinha em depósito. veio de Belém avistar-se com Bequimão. 1. Bequimão procurou adesões em Tapuitapera74 e Belém. inimigos íntimos. A multidão encheu as ruas e largos em regozijo. que. Seus enviados encontraram apoio de palavras quanto a extirpação do estanco. Era uma grande aspiração popular que se realizava. solapavam disfarçada e lentamente a obra da revolução. O prestígio do poder real e o medo da grande responsabilidade que iam assumir assustaram e dividiram aqueles homens. acabar com o estanco. provavelmente cristão-novo. à qual deu conta de todos os sucessos. Compare-se com o que fizeram os judeus mascates e emboabas. expondo o que pretendia fazer: expelir os assentistas. fatigado do serviço da milïcia. entusiasmando-a e dando-lhe pormenorizada conta de todas as providências governamentais. Foi quando Hilário de Souza. ato audacioso que alarmava toda a gente. não sé consentiu no saque dos bens dos espoliadores. e que vem descrito nos capítulos seguintes. Pelo caminho. Só algum tempo mais tarde foram embarcados para o reino. a quem prometeu dar parte de Sá e Menezes. bastante numerosos em São Luiz. expulsar os jesuítas e depor às autoridades. que se reuniam à socapa no convento dos capuchinhos. manobravam as inteligências com que contavam lá fora. que o acompanharam pelas sombras da noite rumo ao casario adormecido de São Luiz. Bequimão nada tinha de cesariano e convocou imediatamente a Junta Geral. Precisava alastrar-se para se tornar mais forte e impor a libertação dos povos explorados. Todo o clero "aderiu à revolta".era hábilmente levado a reclamar contra o abandono em que estavam ficando engenhos e roças. triunfantes em Pernambuco e em Minas. Na noite de 23 de fevereiro de 1684. da nobreza e do povo. Não se derramou uma gota de sangue. Bequimão falava-lhe constantemente da janela do Senado. Bequimão falou com eloqüência. mas a maior frieza quanto à deposição das autoridades reais. conversos de Viana. Nenhuma pessoa foi morta ou perseguida73. Travaram-se discussões. desanimando a uns e outros. Enquanto passava o tempo. Requimão articulou a conjura com sessenta companheiros. menos a última parte que a todos surpreendeu e em todos despertou receios. menos os jesuítas. cap. muitos ameaçaram retirar-se e parecia ir tudo por águas abaixo. por causa das turras com a nobreza rural desde o caso da escravização dos índios. véspera de sexta-feira de Passos. lugar ermo e retirado. Desde tempos que seu irmão vinha colando pasquins em prosa e verso pelas paredes. pois não havia jornais e essa era a imprensa da época os quais pasquins concitavam o povo à revolta e criticavam a gente do estanco e do governo que o sustentava. A revolução triunfante não podia ficar circunscrita a São Luiz. que substituía Sá de Menezes. que não queria complicações e escândalos para a corte. a bom recado no seu colégio. e um veterano na defesa do povo contra os despotismos e prevaricações das autoridades e dos mercadores. três adjuntos e dois Procuradores do Povo: Bequimão e Eugênio Ribeiro Maranhão. os moradores despertados iam se armando e engrossando a turba. Aclamou-se novo governo constituído pela câmara.sentes do judeu Jansen. prendendo as autoridades. 74 Alcântara. ao amanhecer.

ensina o erudito Mário Sáa. partira Tomás Bequimão. nomeado para ir ao reino tratar das reclamações maranhenses junto ao soberano. até que o governador mandou prender o bravo Manuel Serrão e o trêfego São Payo. "introduzindo-se com os rebeldes. mas Bequimão continuou a mostrar-se em público. novo governador. Os atos do governo contra o luxo que ostentavam as mulheres mamelucas fizeram com que elas saíssem pelas ruas alvoroçando a população. Apavorada por tudo isso e pelos rumores que corriam de graves punições. Gomes Freire de Andrade apoderou-se facilmente de São Luiz com o apoio da infantaria paga de Costa Belo e os vianenses. As palavras de fogo do procurador do povo não os galvanizaram mais como outrora. Sobre a gente de Viana e seu judaísmo. 78. irresolutos. diríamos hoje. o céu se cravejava de estrelas faulhantes. Pouco a pouco. desembarcou por sua ordem o cristão-novo Jacinto de Moraes Rego que logo foi enten der-se com seus patrícios vianenses. . mas com a mira na satisfação de interesses imediatos. natural de Viana. Basta este gesto para tornar descabidíssima a hipótese de Isaque Iseckson. Como o povo refugasse o serviço da Guarda Cívica. pág. reabriu-se o estan co. Os vianenses. Antes do governador pisar em terra. voltava o irmão como prisioneiro de Estado. a espionagem e a dela ção. reorganizando-se o corpo de infantaria paga. op. O nobre procurador do povo repeliu dignamente a proposta e deu-lhe publicidade75. foi Jacin to de Morais Rego nomeado provedor-mor da fazenda. Desgostoso com o rumo que as coisas levavam. e gente desse lugar. Numa dessas noites. 75 34 . medrosos. As ruas desertas pareciam um cemitério. Nenhum judeu até hoje recusou dinheiro. A retidão observada por Bequimão na venda e repartimento dos escravos antes pertencentes ao estanco desgostou a muitos que haviam entrado na rebeldia. João Francisco Lisboa. cit cap 13 77 "A invasão dos judeus". Não vieram mais os sessenta patriotas animosos que a espada do ilhéu destemido conduzira à vitória. assustados. Fez outro convite para a noite seguinte. Os vianenses murmuravam maliciosamente que Tomás Bequimão. no capítulo imediato. além dis so. excetuando. Reinaram. quando lhes arengava da janela do Senado. que levara o cinismo ao ponto de ir beijar-lhe a mão76.erro ainda mais grave. Em um latacho que se atrasara. chamamos a atenção do leitor para o que se diz. é que Gomes Freire decidiu sua ação. como quem anda com a consciência tranqüila. op. 110. recompensas a quem entregasse Manuel Bequimão e castigos a quem o asilasse. Somente então se desenganou. têm artes de "preterir todos os concorrentes" e são "particularmente inventivos" nesta matéria de impostos77. Por esses e outros inestimáveis serviços. tomou-se a desastrada resolução de dissolver essa milícia. Gomes Freire de Andrade alarmou-se com o êxodo e publicou um bando de perdão geral. Apareceram pouco mais de vinte. Todos os funcionários presos foram postos em liberdade e estabelecidos em suas funções. cujo comando foi entregue. Prometia. Gomes Freire de Andrade. a gente da povoação começou a evadir-se e ocultar-se pelos matos. muito de indústria demorava a viagem.submetesse a ele e ao estanco. Nas noites lindas. os cabeças. que era a única garantia da revolução. não por amor ao povo. Estes começaram a falar mal do novo estado de coisas. não desanimou de todo. Bequimão convocou seus partidários à cerca deserta dos capuchos. Era no mês de maio. à espera que rompessem corsários do rei de França a quem seu irmão desejava entregar a capitania. Não veio ninguém. rastreavam os seus mais ocultos intentos" e disso davam avi so ao governador. com alguma tropa. uma anistia. Chegava também um juiz ou ministro da Alçada que devia julgar os rebeldes. Somente depois dos entendimentos desse enviado com os que trabalhavam para o mesmo fim dentro da praça. acerca do chefe emboaba Manuel Nunes. porém. para onde. cit. ao sargento-mor Costa Belo recém vindo da metrópole. tomo II. pág. tudo isso ia minando o prestígio do governo revolucionário. Os cristãos-novos. assim. 76 Bettendorf. Manuel Bequimão retraiu-se em casa até a chegada do navio que trazia. Todavia. enfim.

uma feita. tomo II. 82 Op.. seguindo para o Mearim. lhe forneceu uma canoa bem remada. op. 122. Há quem pense no Brasil. com gente armada. Conta-se que Gomes Freire de Andrade praticou o ato generoso de mandar arrematá-los em segredo por pessoa segura. consertando seu engenho. hoje da Trindade. onde ainda lhe meteu grilhões. e passado século e meio.Abandonado ao seu destino. cap. mas foram intimados a nada fazer em nome de El Rei. A mocidade. foi fuzilado (?) na esplanada da torre de São Julião. condoída de sua desgraça.Morro satisfeito em dar a vida pelo povo do Maranhão82.. pág 120. op. grão mestre da maçonaria. na qual se transportou ao seu engenho do Mearim79". em comemorar o centenário do desembarque de Maurício de Nassau. que conhecia bem. Muito lhe devia doer a consciência! O Judas-Lázaro recebeu a paga de sua felônia: uma mísera patente de capitão. pág. Gomes Freire. 80 Op. a 18 de outubro de 1817. cit.. de repente. no dia de finados do ano de 1685.. pág. Bequimão exprobou a infâmia.. Bequimão meteu-se num esconderijo seguro. sequestro de bens. o pescoço envolvido por cordas e morreu enforcado. João Francisco Lisboa. 121-122.. o grande Odorico Mendes ofereceu esta apostila que obriga a meditar: "Gomes Freire de Andrade mandou injustamente executar Manuel Bek man como inconfidente. Bettendorf. Com Bequimão. O processo contra o chefe revolucionário foi fulminante. op. que o outro o atendeu80. em Lisboa. depois solicitou que o aliviassem dos ferros e nós. Teixeira de Morais. De entrada. Também em vida recebeu a paga da Justiça Divina: conta o velho Barredo que. contudo. até que uma viúva78 . cit. numa canoa. Ao avistar a embarcação. Cf. Manuel Bequimão "recebeu a morte catolicamente animoso". Muitos outros revoltosos receberam penas de multas. vítima dos judeus-portugueses da ladroeira do estanco! Os verdadeiros heróis nacionais ainda esquecidos. Mas o Kahal mandava e as ordens secretas do Kahal tinham de ser cumpridas. que conseguiu fugir e foi executado em efígie. cit. foram condenados também à morte Jorge de São Payo e Francisco Dias Deiró. Os escravos do engenho acudiram em armas para de fender o amo benquisto.. porque seus bens haviam sido confiscados. não houve ainda quem se lembrasse de promover a ereção de uma estátua ao nobre e abnegado Manuel Bequimão. Injustamente também não. um Judas para entregá-lo ao sinédrio do estanco. voltou confiante e apresentou-se na ânsia de saber notícias. cit. um descendente do governador do mesmo nome. "mais do que sumário". nota. pronunciando estas derradeiras palavras: . esquivado de outros. tomo II. 35 . 78 79 Sempre o generoso óbulo da Viúva. Outra Viúva esconderia Tiradentes. o general Gomes Freire de Andrade. cit. isto é. parte 22. os heróis judaico-maçônicos são sempre lembrados. tomo II. A página da obra de João Francisco Lisboa que narra circunstanciadamente o fato. cit. Morreu enforcado e não fuzilado. compete reagir contra isso. Não faltou. doando-os às infelizes. 81 Op. tomo II. Encarregou-se do infâme papel Lázaro de Melo. insuspeito no caso. teve. o chefe da reação contra o estanco judaico vagou pela ilha de São Luiz. 13. pág. preposto de companhia de judeus-portugueses da Holanda. O malvado entreteve-o de maneira que um dos sequazes pudesse aproximar-se e amarrá-lo pelas costas. seu amigo íntimo e que lhe devia benefícios. Será verdade que a culpa dos pais recai sobre os filhos até a quarta geração?". Deixava viúva e duas filhas na maior miséria. devidamente esclarecida. Lázaro de Melo levou o infeliz ajoujado para a canoa. "repelido de uns. e mal recebido por toda parte.. porém desde que soube tratar-se do amigo. A forca se ergueu na praça do Armazém. como inconfidente. era chefe de uma conjura contra o regime em vigor. diz Teixeira de Morais. Acrescenta que Gomes Freire de Andrade assinou a sentença cheio de mágoa e com mão tão trêmula que a firma nem parecia sua. açoites e degredo. também injustamente81. dando palavra de honra que não tentaria fugir. 123. Tal era o prestígio de sua lealdade e honradez. Garantido pelo respeito dos pobres negros à autoridade real.

fez ampla colheita de esmeraldas e turmalinas. Não desesperou por isso e fez a sua entrada. já no meado do século XVI. linha de limites do campo de ação dos litigantes. tudo de Portugal. nas suas pegadas. Sebastião Fernandes Tourinho. aproveitando de início os caminhos dos índios. peavam os avanços para o interior1. Por lhes dar crédito. pág. 2 36 . Ao mesmo tempo. "Bandeirantes e Sertanistas Baianos". construtores da Grande Pátria. Gabriel Soares foi à Espanha e. Ao princípio. Belo Horizonte. Quando se olha hoje para o mapa do nosso país é que se vê quanto foi recuado o meridiano papal pela energia dos bandeirantes. abrangendo vasta área franciscana. em 1586. Daí saíra Bruza Espinosa. e pág. salteado pela morte. "Desagravos do Brasil e Glória de Pernambuco". em 1553. morrendo das fadigas que ela lhe custou. S. a sua notável viagem de oito anos. De volta. e quando o consagrou a doutrina do uti posidetis. aparece o herdeiro do roteiro célebre. conforme narra Aspicuelta Navarro. Entrada mais digna de nota foi a de Antônio Dias Adorno. na caça do índio que escravizavam. aquém. Circulavam "notícias vagas. neto de Caramuru e Paraguassu por sua mãe. a "largura" do Brasil para o sertão. cit. o castelhano peruleiro Francisco Bruza Espinosa se internou até o rio Jequitinhonha. somente o citamos quando comprovadas em fontes mais seguras as suas informações. Dos índios que a enchiam vinha uma tradição da existência de metais e esmeraldas. pág. 1935. penetrou 200 léguas na largura do sertão e colheu amostras de metais e pedras. João Coelho de Souza. entregou seu roteiro ao sobrinho Gabriel Soares. 6 Op. que foram perdidas no naufrágio de uma canoa. o qual é desbaratado pelo gentio bravo. sabendo dos achados de Adorno. também descendente do Caramuru. 15. da Cia. filho de italiano. Roberto Dias. seguiu-lhe a trilha e encontrou "preciosas amostras". filho do cunhado3. habilmente invocada e defendida por Alexandre de Gusmão. Afinal. A penetração bandeirante foi realizada aos poucos. afinal o ouro e a pedraria incendiaram-lhes a cobiça. Gabriel Soares foi o autor do "Tratado Descritivo" e teve o título de capitão-mor e governador da conquista e descobrimento do rio de São Francisco". destinada a ser o eixo geográfico em tor no do qual giraria a história do Brasil. a começar em 1595". Belchior Dias Moreia. Obteve provisões e mercês. Martim de Carvalho. que se meteu pelo rio das Caravelas. Naufragou na costa do Vasa-Barris. O pontífice traçou na carta do continente o meridiano de Tordesilhas. Diogo de Vasconcelos não é um historiador que mereça inteira fé. pelo receio de invasão das possessões espanholas que o desconhecimento do território fazia pressupor mais próximas. mas insistentes" de "grandes riquezas naturais jacentes no sertão "serras de ouro e prata"2. com grande propriedade. ed. Editora Nacional. Urbino Viana. os sertanistas internaram-se mais. aldeando a indiada confiante na sua palavra evangelizadora. em casa de Gaspar Soares. por isso. perdendo tudo. Era inteiramente desconhecido aquilo que Pero de Magalhães Gandavo chama. Narra Gandavo que. depois. que quer o título de Mar 1 Diogo de Vasconcelos. "faz ao sertão baiano. conseguiu falar com Filipe II. subiu o rio Doce e apanhou pedrarias e pepitas.CAPÍTULO VI A tragédia do ouro A DISPUTA entre as coroas da Castela e Portugal sobre a posse das novas terras descobertas na América do Sul forçou ambas a se submeterem ao juízo de Salomão do Papado. as instruções reais. segundo ensina Capistrano de Abreu. 17 e 133. por todos os lados os jesuítas iam entrando na catequese. op. adoecendo no Jequiriçá. "História antiga de Mina Gerais". 3 ) Diogo de Vasconcelos. cit. Além. Ela corria dá embocadura do Amazonas à Laguna em Santa Catarina. Imprensa oficial. Em 1572 e 1573. tudo era de Espanha. encheu-se de desmesurada ambição. 1904. em 1570. Os primeiros impulsos bandeirantes partem da Bahia. que a nos sa bandeira perpetua e que aqueceriam a mente de muitos homems intrépidos pelo tempo além. O cunhado deste. depois de muitas delongas. Do episódio nasce a lenda histórica das famosas Minas de Prata. diz Urbino Viana. um sonho amarelo e um sonho verde. daí sai o vereador Dom Vasco Rodrigues Caldas. págs. Paulo. menos a gente. regressando em 1591 com mais de 300 pessoas. Domingos de Loreto Couto. Depois.

debandando os índios e abrindo o caminho para o interior de Minas Gerais. João Correa de Sá e Benevides faz uma tentativa de bandeira. quando Marcos de Azevedo Coutinho. págs. Em 1645. escravizando a indiada. Muitas vezes viajavam por esses desertos. arrostavam os maiores perigos. roíam as raízes das árvores. os sapos. e mais do que todo o indômito e vingativo índio antropófago. João IV. 22-23. quando não podiam obter outra alimentação pela caça e pesca. Fernão Dias Pais Leme. descobrindo as minas de Jaguamimbaba e denominando àquela região. por Sorocaba. as estações. Pelo lado de São Paulo. com oposição de todos os de sua casa. op. abismos insondáveis. em largas pinceladas. conseguindo na primeira investida vencer e aldear os goianenses. a chuva. que vai à corte. ed Taunay. do conquistador sertanejo deve ser guardado de memória para o compararmos mais adiante com o do mercador interesseiro e hipócrita. Francisco de Souza. depois de conquistadas pela sua bravura. a tarefa cometida a Barbalho. sangue de cohens como João Ramalho e outros. depõe Paulo Prado. 8 Diogo de Vasconcelos. 77 7 Pedro Taques. quese malogra ao choque dos índios bravios. É o sexagenário morador paulista. que lhes devorava os prisioneiros e lhes disputava o terreno palmo a palmo. a opulência a procuradoria permitem certa suspeita de cristão-novo. pág. de acor do com o falar do índio. partindo do Espírito Santo. iriam pelo Tietê aos sertões do Paraná e do Paraguai. Cegos pela ambição. Affonso VI. Leiamo-lo: "Eram homens ousados e intrépidos que se embrenhavam pelos sertões das Minas em busca de ouro. as cobras. 6 0 nome. répteis que davam a morte quase instantânea. 4 37 . que o extravia pelas veredas invias do sertão largo e leva para o túmulo o seu segredo. levando consigo o Joaquim Felício dos Santos. em guerra renhida e encarniçada.quês das Minas. São Paulo estava fundado no planalto piratiningano e seus sertanistas batiam os matos e serranias. Depois dele.a tragédia do ouro. 8 e 9. Rio de Janeiro."na psique coletiva das tribos de Israel e do povo paulista há aspectos de uma impressionante semelhança". com os jesuítas. descuidados e imprevidentes como se nada devessem recear. 34. Os sertanistas alcançaram a chamada serra das Vertentes no fim do século XVI. quem toma aos ombros. vivia sempre em luta aberta. achando o primeiro diamante e penetrando no chamado sertão das Esmeraldas5. que encontravam pelo caminho. Felix Jaques. O retrato. não temiam o tempo... serras alcantiladas.esperando a energia bárbara dos bandeirantes paulistas. cit. Se não tinham o que comer. A progênie dos cristãos-novos. a seca. 5 "Diogo de Vasconcelos". aos campos da Vacaria e do Prata. "Nobiliarquia Paulistana". os animais ferozes. Recebeu as cartas-patentes em 1792. de vontade firme.. mascavam folhas silvestres. "Cristãos-Novos em Piratininga" in "os judeus na história do Brasil". por causa dessa escravização. pertinaz. à Mantiqueira e aos Cataguases. op. se não tinham o que beber. Amantikira. O século XVII é o grande século das bandeiras. que lhe vai tirar das mãos minas. em 1579. um de seus opulentos moradores. págs. que se corrompeu em Mantiqueira. funda o arraial de Taubaté e entra pelo sertão de Cataguases até o rio Verde. Esse foi o grande drama brasileiro das Minas. Para se ter uma idéia nítida do valor desses homens que entravam pelos sertões hostis. As cartas-régias demonstram que já E1 Rei esquecera os escrúpulos acerca do meridiano e estava resolvido a impelir a avançada para Oeste. não havia bosques impenetráveis. cit. Aliás. Agostinho Barbalho.. mas morre no Espírito Santo. o calor. sugavam o sangue dos animais que matavam. Tipografia Americana. inabalável. subira o rio doce. rios caudilosos. antes de lograr o seu intento. "Memória do distrito diamantino". que era pernambucano 7.8. preparou a bandeira em 16748. que só se vai afirmar de fato com a volta do Brasil à coroa portuguesa pela aclamação de D. pág. mistura de sangue brabanção e luso. por Taubaté. sem fazer literatura recorro a um historiador circunspecto e documentado. a penetração começara desde os albores do século XVI. serviam-lhes de alimento os lagartos. traz cartas-régias de D. ou as frutas acres dos campos 4". quando a gente de São Vicente principiou a se estender pelo litoral até Laguna e a escalar os primeiros pendores da Serra do Mar. que volta em companhia de D. Para eles.. Transposta a montanha. 186. para seguir-lhe o exemplo uns vinte anos depois. Os rumos estavam traçados. Começava o século XVII. procurador da condessa de Vimieiro 6.

Rodrigo. Longa foi a trajetória da gloriosa bandeira Mantiqueira acima. que. afundou-se no sertão. Sustentava como bom cristão-velho. Belo Horizonte. numa entrevista com este. receando a justiça de El Rei. porém. sangue dos Taccen do Brabante. fazia já três anos que ele andava pelo sertão. Guiando-se pelos picos azuis que emergem do oceano coagulado das cordilheiras. Lourenço Castanho Taques era homem opulento. 9 Pedro Taques. Na opinião de Joaquim Felício dos Santos. Um Furtado de Mendonça que atinge o Ribeirão do Carmo e um Antônio Dias. op. toda ela "crivada de sepulturas. tristemente. por que não dizê-lo. o alvará que estabeleceu a cobrança dos quintos data de 18 de agosto de 1618. Então. onde se viu. os Garcia. que a_n dava à caça de escravos. que e_x traíra ao capitão-mor do Espírito Santo. cit. O que veio custar as jóias da sua mulher. A gente que acompanhava o administrador voltou temerosa para São Paulo. 10 38 . estabelecendo-se as primeiras fazendas de gado. à vista do arraial do Sumidouro. mas apanhou a palustre e foi morrer de regresso. Agora. . Era grande humilhação tornar de tão longe a São Paulo de mãos vazias. a quem pediu que dissuadisse o povo daquela aclamação. se escondeu no mosteiro de São Bento e mandou chamar Lourenço Castanho Taques. 245 W. Vede a sua incomparável teoria na "História Geral dos Bandeiras Paulistas" de Taunav. do metal precioso que ele adivinhara naquelas brenhas o aguentava nas marchas penosas pelos ermos e socavões. O século termina com o reaparecimento de Borba Gato. pág. resultou a morte do fidalgo castelhano a tiros. quando António Rodrigues Arzão. Fschwege. Garcia Rodrigues entregou-lhe a metade das esmeraldas trazidas por Fernão Dias. apresentou três oitavas. a descoberta do ouro das Minas data de 1695. era fruir os resultados daquilo que custara tanta canseira. D. L. o cume azul do Itambé balizava sua rota em busca da lagoa Vupabussu. entrou pelo sertão e foi até o Araxá. Em 1675. loc. já embriagado pela ambição das minas lendárias. cortada de combates e misérias". na mesma emulação de glória. por dois pajens do bandeirante. pára o vaivém das bandeiras e começam os estabelecimentos definidos e definitivos das lavras. op. Essa cobrança. os buscadores de ouro e pedras descortinavam o ser tão imenso e foram os primeiros a ter a inolvidável sensação de grandeza do interior do Brasil. de Taubaté. sertões de Cataguases adentro. Todavia. D. No fundo longínquo do horizonte. Descobriu-a. Tradução do judeu Rodolfo Jacob in "Coletânea de Cientistas Estrangeiros". em 1698. tanta luta e tanta privação. cit. os Arzão. castelhano e cheio de empáfia de seu cargo. foram encontrar. 1922. As minas haviam sido encontradas. ainda não achadas. funda Ouro Preto. onde dormia o velho segredo das esmeraldas. "Pluto Bras iliense" de 1833. de que se falava já e Antônio Pedroso buscara até o Paraopeba. os padres da Companhia de Jesus contra os escravagistas e cristãos-novos. No ano da Graça de 1640. pág. Rodrigo de Castelo Branco. fundando o arraial do Sumidouro.. 13. E Borba Gato. Os paulistas dispersaram-se por aquela imensidão de terras. governador ou administrador das Minas. somente começou nas Gerais em 1700. segundo o mesmo Joaquim Felício dos Santos. no fim do século XVII. dirigiu-se ao Sumidouro. quando Amador Bueno fora aclamado rei de São Paulo. Quando voltaram os portadores que mandara a São Paulo buscar recursos. diamantes e outros metais". os Gomes. Borba Gato apanhara as primeiras pepitas de ouro às margens do Rio das Velhas 10. na mesma ambição do metal precioso e. abandonada e sem recursos. A miragem. Uns foram sucedendo aos outros no mesmo anseio de conquista. guiados por Garcia Rodrigues.Dissertação sobre as riquezas do Brasil em ouro. Da discórdia e intriga que houve entre ambos. no fim de dois anos de jornada. cit. Mandou executá-lo sumariamente. Alinham-se em série os Souza. que lá ficara com um troço de gente. Os restos da bandeira. em 1681. a fim de entender-se com Borba Gato. pelo Itambé ou pelo Itacolomi. aniquilando o gentio cataguás e descobrindo o ouro de Goiás.genro Borba Gato e o filho natural José Dias Pais. Fernão Dias preferiu ficar pesquisando a prata e o ouro pelos ribeirões e córregos da região de Sabarabussu. maioral da vila e peruleiro9. que é indultado e nomeado tenente-general. Mas os seus companheiros murmuravam descontentes e o seu próprio filho participou de uma conjuração contra ele. no velho arraial de Santa Ana do Paraopeba. O velho sertanista assenta no Sabarabussu o arraial do Rio das Velhas. os Bueno. até às margens do Paraopeba.

243.. e em breve tempo. Os guerreiros odiavam os mercadores ou mascates. o bandeirante não recebe o prêmio do esforço heróico. ficaram pertencendo aos reinóis. "História da América Portuguesa". mas os que se queriam aproveitar das conquistas de seu heroísmo lhes roubariam o fruto de mil sacrifícios.ninho de cristãos novos. pág. a desordem social: vinganças. Cf. A acepção atual da palavra tratante trai. pelo Espírito Santo. roubos. com sua organização e. sobretudo. realizando "a idéia brutal de lançarem pela violência fora das Minas seus adversários'11.. sobreveio inumerável multidão. exploradores de vícios e luxúria. cit. obreiros estes únicos que podiam suportar as fadigas medonhas de tal indústria desumana e cruel como foi a das minas. as regiões mais férteis. Sente-se o judaísmo emboaba na descrição de Diogo de Vasconcelos. o qual resultava daquele contrato da Companhia do Brasil. op. que o padre Antônio Vieira agenciara e defendera crescera para cá a emigração de índividuos ativos. a luta pela apropriação do eldorado interior travada pelo ádvena contra o brasileiro.Mas. Esses forasteiros e mais os da Bahia .o vestígio desse rancor antigo. 358.1664 . na linguagem usual. tomo I.. 1896. Emigração colossal15! A afluência dessa gente às catas e garimpos determinou. porque com o seu dinheiro se enobreceriam. op. jogo. Bahia. vai expulsá-los pela força. Devasso o sertão. 401 13 Simão Pereira Machado. "Apontamentos Históricos". Em tais condições. 120. organizado com capitais judaicos. sobretudo. 1878. contrato ao principio condenado pelo Santo Ofício. correram em aluvião para as minas entrando os últimos. localizadas às catas. seu dinheiro. págs. Ouro Preto. 15 José Pedro Xavier da Veiga. A mascateação e a exploração de mulheres são até hoje profissões eminentemente judaicas. assim. Eschwege. 200-207. 39 . cit. e algumas outras também aos baianos que dispunham de tais elementos"17. 16 A eterna "rede de crédito" a que aludiu Pedro Calmon quando os judeus do açúcar pernambucano. op. 18 Azevedo Marques.. Imprensa Econômica. 1897. vexações. acrescenta o mesmo historiador. pág. diz Simão Pereira Machado. cit. as terras mais ricas. afundando-se no sertão"14. no "espírito da sociedade colonial". luxo e gastos desenfreados. dava aos descobridores a plena propriedade dos achados. "Efemérides Mineiras" .1897. A carta-régia de 18 de março de 1694. 231. quando foi baixado em Portugal o alvará isentando de confiscação a fazenda dos cristãos-novos que emigrassem. "Na era das bandeiras".. consoante o dizer do povo. imprensa oficial. As Minas tornaram-se o paraíso de aventureiros de toda casta e de toda parte. como sempre em casos análogos. pág. na maioria judeus. pág. vencendo-os. "Das cidades e lugares marítimos. Esse conflito entre paulistas e emboabas. servir às ambições inescrupulosas do cosmopolitismo litorâneo. porque o judaísmo dos emboabas ou pintos-calçudos. pág. vadios que extorquiam de todos os meios e modos o ouro aos que o bateavam nos córregos e rios. "Triunfo Eucarístico". especulação. Azevedo Marques revela o que eles pretendiam: a fortuna das minas sós e sem partilha 18. A árdua conquista bandeirante do Oeste ia. Desses e outros motivos a profunda ojeriza do paulista guerreiro contra essas homens de negócio a que se aludem todos os historiadores dos acontecimentos. 0 pro cesso é do judaísmo de todos os tempos.. Viu-se em breve tempo transplantado meio Portugal a este empório já célebre por todo mundo13. porque os de São Paulo e Rio eram de algum modo vigiados pelas autoridades. o bolo não é para quem o faz e sim para quem o come. "Memória sobre o Estado da Bahia". furtos. Rocha Pita. e em que vão grifados os pontos essenciais: "Acima dos paulistas gozavam da vantagem de ser conhecidos e amparados pelos compatriotas das praças marítimas que lhes forneciam à crédito instrumentos e escravos africanos16.. simboliza na opinião de Pedro Calmon. sobretudo mascates ambulantes.Assegura Taunay que os moradores "despejavam as vilas. 89. Desde 6 de fevereiro de 1648. Quem eram os principais desses adventícios baianos ou reinóis? Diz a História que as Minas se encheram de mercadores. caminho desembaraçado. Tomavam judaicamente o resultado do heroísmo alheio! 11 12 Diogo de Vasconcelos. 14 Escragnolle Taunay. Certos autores até a isso atribuem o início da decadência de Portugal12. publicação oficial. pág.. ansiosos de se enriquecerem nas minas de ouro de que já muito se falava. 17 Diogo de Vasconcelos.

para capitão-mor das Minas pareceu dar. na "História da Civilização Brasileira". vendo. em busca do mistério. com a carne fret ou da rês abatida de maneira comum. Outro encarniçado defensor do monopólio era frei Firpo. muito comum aos cristãos-novos. o amameiramento e o jeito insinuante. natural de Viana. Eram sócios de Manuel Nunes o reinol Francisco do Amaral Gurgel. que dava "rios de dinheiro". Uma rês que custava no sertão de 3 à 9 oitavas de ouro (5$280 a 15$840) era vendida no Rio das Velhas. op. muitas vezes é necessário recorrer às provas circunstanciais de ler .Espoliados e decadentes. Cf. a hesitação em face da luta armada. os paulistas lançaram-se à procura de novos lavradios de ouro ou se refugiaram nas roças. 0 caso de Manuel Nunes obriga a esse recurso. mesmo amaneirado com a freguesia e que procurou fugir da luta. "que não lhe convinha". Naturalmente. filho de Antônio Nunes Viegas. porque "tinham em mão a estabilidade e a segurança dos preços". enriquecido pelo negócio. Mais uma vez. ganho de causa aos brasileiros. sobretudo porque os historiadores estavam desprevenidos em relação à questão judaica. dispor de tropas para impor ordem na colônia sul-americana. Dizem os historiadores que era insinuante. pois dele fazem rendosa especulação. "Memória do Rio de Janeiro". cujos sobrenomes e cuja atuação o fazem suspeito de judaísmo. como o faz notar Pedro Calmou. o apelido Nunes. Xavier da Veiga. por isso. com a carne kosher ou da rês sangrada de acordo com as prescrições talmúdicas. Manuel Nunes era una interrogação. o emboaba. Estalaram os primeiros conflitos entre as duas facções em Caetê. pelo menos na aparência: o oficio de mercador. 215-217. nem sempre é possivel achar a documentação concludente do que se afirma. cit. como veremos adiante. págs.ias entrelinhas. págs 229 e segs. cit. Pedro Morais Raposo."o domínio do país passar ao poder dos seus competidores". na pág. procurando apaziguar os ânimos 20. mercador e monopolista. Diz Urbino Viana. que ainda agora está preocupando os legisladores da Polônia e Dantzig. religioso da Santíssima Trindade. levantava a indignação dos paulistas. 51 do livro "Bandeirantes e sertanistas baianos" que. em Portugal. embora cristianizado. Diogo de Vasconcelos. a procedência de Viana. O homem já fora preso na Bahia e enviado a Portugal. Todas as circunstâncias levam a crer que se tratava de homem de sangue judaico. tanto contra os cristãos. que o trouxera do balcão à riqueza e florescia num monopólio. possuía a "superioridade da cooperação" e com o dinheiro podia pagar mais escravos para o trabalho das lavras e os exércitos mercenários de mamelucos e índios. amável. op. porque. com a mais justa indignação. são provectos os judeus e que detém onde quer que se encon trem em quantidade. não podendo. Esse monopólio de açougues. que Diogo de Vasconcelos denomina "o maior dos apóstatas que então andavam nas Minas". Os judeus eram amigos destes. Os do Maranhão eram os vianenses. Que força! Houve na Bahia tradição de que até matara uma das filhas. como sabem os entendidos. 19 20 Monsenhor Pizarro. senão sinceramente. É a checkita. 40 . no Ribeirão do Carmo e Ouro Preto de 70 a 90 mil réis! Os interessados não corriam perigo algum de prejuízo. os partidos se extremaram e a luta que se ia travar assumiria um caráter nitidamente nativista. cidade de onde veio grande número de judeus para o Brasil. hábito inveterado nos judeus de todos os países. tanto que houve no Rio de Janeiro cristãos-novos que se abraçaram à bandeira de Duguay-Trouin e foram embora nas suas naus19. Manuel Nunes Viana participava do odioso contrato das carnes. que os corsários de Luiz XIV atacavam. Em uma história secreta. que se consumou. o acréscimo do nome da localidade de nascimento. de onde voltou feito alcaide-mor de Maragogipe. "tão bom como frei Francisco". A nomeação de um paulista. possuidor de 50 arrobas de ouro. Já tinha havido grandes e vigorosos protestos contra o açambarcamento judaico desses ramos de comércio. por um instante. também senhor do monopólio do fumo e da aguardente... coisa em que. e o frade goliardo e aventureiro Francisco de Menezes. por essa razão. Rebentara na Europa a Guerra de Sucessão da Espanha em que Portugal se envolveria contra a França. para Capistrano de Abreu. antigo caixeiro na Bahia. quanto contra os próprios israelitas. do mesmo modo que na guerra holandesa a consciência brasileira se insurgira contra a inominável espoliação judaica. onde o principal dos reinóis ou emboabas era o potentado Manuel Nunes Viana.

E lá se foram eles. Diogo de Vasconcelos e Xavier da Veiga. cit. a atoarda de que eles preparavam a chacina de todos os forasteiros que haviam invadido as minas. como se diz hoje. Diante do rumo que as coisas tomavam. o frade lançou sobre eles mamelucos e índios mercenários. Pascoal da Silva. Ferido. hoje Mariana. Foi quando o governador D. Manuel Nunes foi sagrado ditador.Os monopolistas tinham amigos e parceiros no Rio de Janeiro. Fernando de Mascarenhas resolveu ir do Rio de Janeiro às Minas para pôr cobro ao que lá ocorria. obtendo completa vitória23. sertões afora. Diogo de Vasconcelos. De muito longe. chefe dos emboabas contrários aos paulistas de Cachoeira do Campo e Ribeirão do Carmo. Começou. Não contentes com ela. Então. vencidos. que mal os avistou se pôs em fuga. dispostos a uma resistência tenaz. op. os emboabas deram o ataque. 220 e segs.. ops. como se vê do episódio a resistência destes. como seu êmulo do Nordeste. cessou a luta. E logo nos apresenta para tanto a figura maquiavélica de frei Francisco de venezes 22. Prometeu-lhes a vida salva. Amaral Gurgel mandou ataca-los pelo capitão Gonçalo Ribeiro Corço. congregaram-se e aclamaram Manuel Nunes Viana capitão – regente ou governador. o feroz judeu Jacob Rabbi. Muitos eram veteranos das epopéias sertanistas e dá conquista de Palmares. que dirigiu tal obra e tão bem acabada. fazendo redobrar o furor dos paulistas. e mais ainda a iniciação do governo de Manuel Nunes. cits. 218. O eterno boato judaico para justificar as violências posteriores! Os emboabas fingiram-se amedrontados. tudo nos leva a procurar a cabeça pensante. a imitação erudita que o sugeriu.. Amaral Gurgel avançou com mais gente e cercou-os em um capão. vilmente explorados e despojados dos seus bens. 23 Claudio Manoel. O ditador mandou incendiar o arraial pelos índios ao seu serviço. alarmando os moradores inseguros diante daqueles novos conquistadores albergados em suas terras e que delas de repente se apoderavam. Manuel Nunes passou o comando ao apóstata frei Frahcisco. Isso ainda envenenava mais a situação. O conde de Assumar. Cf.. págs. op. porém. nome de cristão-novo. Aboletou-se em ouro Preto e mandou atacar o Ribeirão do Carmo. Manuel Nunes foi ajudado por outro homem opulento. chama-o em carta ao marquês de Angeja. os paulistas fortificaram-se em Sabará. "Este golpe audacioso. Na própria igreja do arraial conquistado. 'os historiadores elogiam Manuel Nunes. ainda atravessavam ou açambarcavam." Pois em sã consciência vemos aí um plano judaico. "memória Histórica da Capitania de minas". com poderes ditatoriais. quando os paulistas exaustos estavam mergulhados em profundo sono. talvez confundindo sua habilidade e disfarce com verdadeira boa intenção. Frei Simão de Santa Teresa foi feito secretário do novo governador e o mestre de campo Antônio Francisco da Silva. se entrincheiravam e esperavam o choque de seus inimigos. mas violou a capitulação. Na confusão causada pelo fogo. Valentim Pedroso de Barros juntou os fugitivos de Sabará e Cachoeira no Rio das Mortes. cujos meios de fortuna e nomes justificam suspeitas de cristandade nova. pondo os brasileiros em fuga. os paulistas de Cachoeira do Campo. como o foi para o tempo e para o sertão. mas a indiada ao seu serviço fugiu ao primeiro contato com os descendentes dos bandeirantes. fazendo matar friamente trezentos deles. Por esse tempo. "aventureiro de primeira linha". de novembro para dezembro de 1708. avinda da autoridade foi 21 22 Cf. todos os gêneros de primeira necessidade21. obrigando-os a se renderem pela fome e pela sede. a hipocrisia que o traçou. Pela madrugada. pág. assumiu o comando militar. categoricamente "facinoroso". Chamou-se àquele local de Capão da Traição em lembrança dessa façanha judaica. Mas vieram os emboabas de Ouro Preto em auxilio dos outros e forçaram a entrada do arraial pelo lado menos defendido. Em geral. com as insígnias do governo. igual a todos os planos judaicos postos em prática por toda a parte e em todas as épocas. Toda essa trama é positivamente judaica. Ainda não estava de todo quebrada. que os defendiam perante o governo. cit. já o poder de Manuel Nunes vinha sendo minado pelas dissensões entre os forasteiros reinóis e baianos. Sobrevindo a noite. visando unicamente o ouro! Inferiores na proporção de um para dez. Diogo de Vasconcelos. 41 . como declara um cronista. calculada e ardilosamente concebida.

". 28 Eschwege. e para ela veio como capitão-mor Antônio de Albuquerque. 238. Mato Grosso. 931. Os últimos paulistas expulsos das Minas foram recebidos em São Paulo como covardes. "Voyage. Ajudado pela burguesia opulenta da Bahia. encontrou um exército de 4 mil homens a dar-lhe "morras". Pyrard de Laval. carregado de dinheiro. cit. Cf. voltou para o Rio. loc. 216.136. Fernando. 75. a capitania de Minas Gerais foi desanexada da de São Paulo. presentes e protestos de submissão. quando atingiu sua maior florescência a extração do precioso metal30. Escragnolle Taunay. mas não lhe convinha desafiar as iras do rei. 5-39. Pela primeira vez no Brasil. Minas. 18 26 Diogo de Vasconcelos. 32 (32) João Lúcio de Azevedo. Jorge guerreiro "Os judeus no Rio de Janeiro" in "A Universal". Os emboabas estavam. Suas mães. 291. a fim de obter seu indulto. "Denunciações da Bahia". de onde escreveu a E1 Rei. "Formação Histórica do Brasil. a autoridade capitulava diante da sedição. Toda essa esplêndida riqueza que o judaísmo emboaba queria a "sós e sem partilha". em novembro de 1709. págs. neto daquele outro Amador Bueno que não quisera ser rei. Cf. idem. 377 e segs. de cinco milhões de contos31. op. Então. e para Inglaterra pelas mãos do judaísmo. Até 1820. cit. pois. sobretudo ali por 1750. mascates27.446 quilos! 29 Eschwege. cit. O pusilânime" D. E da sedição judaica!!! O esperto Manuel Nunes queria que sua gente se apoderasse das lavras dos paulistas. quando chegou ao arraial de Congonhas. op. Em número de mil e duzentos sitiaram os emboabas no arraial da Ponta do Morro. "o 11°-. de onde fugiram para a Índia. dando-lhe conta de tudo. Desta sorte terminou a guerra civil e os únicos que com ela ganharam foram aqueles forasteiros.093. ed. avistou-se com Manuel Nunes. pdgs. que lhe submeteu com abjeto servilismo e vileza. Chegando a Caetê. Paulo Prado . diz o historiador baiano Borqes dos Reis. João Lúcio de Azevedo calcula em 100 milhões esterlinos a "totalidade ou ouro exportado para a metrópole no espaço de um século!" 32. pág. 040 cruzados29! O ouro confiscado aos contrabandistas se elevou a 1. Cit pág. arrecadando escrupulosamente os quintos de ouro extraído e mandando frei Francisco de Menezes a Lisboa. cit. de novo se apresentaram para a guerra sob o comando de Amador Bueno da Veiga. Por isso. do Brasil se extraíra em ouro o valor de 974. pág. pela Bahia.700 arrobas e seu rendimento até 1801. etc. op. "Na Bahia Colonial". homem cheio de serviços a Portugal. nos gastos que lá se faziam. 94 in nota 42 . 27 A mascateação era privativa dos judeus. feita em Goiás. despejando ouro e angariando empenhos. ao saberem que contra eles marchavam do Rio de Janeiro as tropas realengas. Sua obra de expropriação forçada dos paulistas estava finda e só lhe restava esperar sossegado a ação de frei Francisco na capital da metrópole. pág. mas. Bahia. pág. quis mostrar-se fiel à coroa. 30 Idem.324.900 cruzados! Avalie-se o que passou sem ser confiscado.anunciada a Manuel Nunes pelas fogueiras que os espiões índios acendiam nas quebradas dos montes e se reproduziam pelas serranias silenciosas. um alvará de indulto geral. 31 Pandiá Calógeras. mulheres e filhas nem os quiseram ver. cheios de desânimo e apoquentados de dissensões. de maneira que. retiraram-se precipitadamente. pág. 311. op. prevenidos para recebê-la.Pedro Calmon. Capristano de Abreu. "Épocas de Portugal Econômico". em pleno sertão. que se escoaram para Portugal. 401-402: ao certo. pág. São Paulo e até no Ceará! A produção aurífera do Brasil até a independência foi de 45. "Paulística" pág. conseguiu do soberano. o poder real sancionou a espoliacão dos sertanistas pelo judaismo dos emboabas. custou as dores da grande tragédia dos paulistas mortos à traição na defesa do que haviam conquistado! 24 25 Op. Dê-se a palavra a Werner Sombart: "A guerra é a seara do judeu!" O sacrificio sangrento dos paulistas produziu quase um milhão de quilos de ouro28. 250. Em junho de 1709. O frade apóstata não perdera tempo. n° 53. contra cujas forças não se poderia manter. toda ela composta de cristãos-novos25 e que dispunha de "todo prestigio na corte" 26. como o qualifica Xavier da Veiga 24. idem. tratantes e açambarcadores chamados emboabas. Com ele. próprios de um judeu e exilou-se voluntariamente na sua fazenda de Jequitaí. pág. cit.

"Cartas°. da Tip. 43 . 33 34 Cícero. 35 General Abreu de Lima. Rio de Janeiro. Rio de Janeiro. "Brasil Colônia de Banqueiros". 1861. a judiaria ainda retirava o ouro em circulação como costumava fazer desde o tempo dos romanos33. Comercial Fluminense. diz a "Memória analítica acerca do comércio de escravos" de F. L. em 1694. Padre Antonio Vieira. escravizando-o desde a sua independência política à burra dos prestamistas judaicos do Kahal de Londres. págs. G. do que resultou o "empobrecimento geral". em "farta colheita". op. veio a ser emprestado ao mesmo Brasil. pág. 1837.. 155.. mais fraca do que a do reino e proibida de ser exportada. pág..Não contente com isso. B. tomo I. A criação. Làemmert. "História do Brasil" ed. da moeda provincial. com avultado lucro35. antes da vitória emboaba. 350. E esse ouro arrancado do Brasil mais tarde. Barroso. Pedro Calmon. pelo governo português. obedeceu à necessidade da defesa contra esse golpe judaico34. cit. 95-96. exportando-o. Mo Flacco". exclusiva para o Brasil. ed. C. "0 ouro da América arruinou a Espanha. o ouro do Brasil produziu o mesmo efeito em Portugal". ed. De 1885.

cit. 102. muito longe. como se dizia. Foram tantos os tais traficantes judeus que acorreram ao Tijuco. O distrito diamantino. organizaram em Londres é Amsterdam. o heroísmo bandeirante achara o ouro das Gerais. Os negros trabalhavam nas catas com mordaças de ferro. de indivíduos que se diziam munidos de licenças vocais para a compra das pedras preciosas42. trazendo ao mercado pedras mais belas do que as do Oriente. op. 42 Joaquim Felicio. A descoberta das minas brasileiras.130. pág. pág. Foram até a serra do Ibiturni. 71. a fim de comprá-lo por baixo preço. e. cit. fundando os arraiais do Tijuco e do Burgalhau. 40 João Lúcio de Azevedo. decerto tangido por influências ocultas. depois vila do Príncipe e hoje cidade do Serro. a fim de não furtar as pedras engolindo-as. ainda a busca do ouro alterna com a das pedras. remetiam-nos para Goa e. Solidônio Leite Filho diz que os judeus "contribuíram para a florescência da indústria das pedras preciosas" no Brasil39. "Travels in the interior of Brazil". Então. de Goiás e Cuiabá. Eles batiam aquelas solidões povoadas de feras e de miasmas. encontrara os diamantes. continuando na posse exclusiva do monopólio"40. se reouve a "pedrinhas brancas que se entende ser diamantes" 37. como as Gerais auríferas. ao recebê-los de torna-viagem. que a vila tomou uma fisionomia absolutamente oriental. Veremos qual foi a verdadeira natureza dessa contribuição.afirmando que eram refugo dos da India. Espalharam o boato proposital de que o diamante do Brasil era em tudo inferior ao oriental. Só na mina de Mandanga se empregaram 1. "um conluio. A cada descoberto. garantiam que eram hindus e os vendiam pela mais alta cotação41. (2) Op. o pico solitário do Itambé desafiava a curiosidade dos aventureiros reinóis. avançavam mais. os mineiros são despejados pela violência de suas lavras. mantendo nas bolsas a sua depreciação. fez correr risco ao comércio das mesmas. resolveu que a mineração diamantífera passasse a ser feita "por meio de contrato com alguma companhia"38. O Museu Histórico Nacional possui um exemplar dessas mordaças. bateando nos caldeirões. Em 1731. 44 . lavando a cangíca dos ribeirões à cata das pepitas de ouro. pág. As brenhas inóspitas povoaram-se de colmados de minuradores. o lugar onde foi achado o primeiro diamante. Compravam barato os que caíam em mãos de pessoas que não entendiam do negócio. nessa época. "O marquês do Pombal" pág. cit. a fama das riquezas auríferas atraiam naquela remota região "grande número de aventureiros"36. pág. técnico no assunto. além de achar o ouro. Na última década do século XVII. Lourenço de Almeida. os cristais começam a dar que falar de si e a portaria de D.200 escravos. Em 1735. É o primeiro passo do judaísmo para se apoderar dos diamantes como se apoderou do ouro. em 1729. Em 1799. se encheu de adventícios de todo quilate. João Mawe. que se derramavam sobretudo pelas devesas do ribeirão do Inferno. os mascates judeus de sempre.CAPITULO VII O drama dos diamantes ALÉM DE conquistar e definir o amplo território. pag 21 38 Idem. op. 39. Como a região longínqua a hostil começasse a se despovoar. que fizeram extensas especulações na Europa com os diamantes brasileiros. somente se proibindo aos escravos participar dele. Mas. denominados traficantes. a fim de aniquilar toda concorrência. o comércio de diamantes tornou a ser franqueado. Negaram a procedência dos que apareciam e apresentaram os mais ordinários. cit. varridas ia ventos gélidos. ao certo. pelo Piruruca. Op. pelo Jequitinhonha. o governo. como um contra-choque da tragédia do ouro tomado pelos emboabas. 21. cujo monopólio os judeus detinham desde as mais antigos tempos. às montanhas frias. pelo Rio Grande. As lavras de Tijuco foram auríferas até 1729 e não se conhece. pinta claramente a ação dos monopolistas judeus. Um negociante londrino de diamantes. 39 "Os judeus no Brasil". Adiante da Vupabussu de Fernão Dias. o sertão se estendia vestido de cerrados e matas. onde estabeleceram o arraial de Nossa Senhora da Conceição do Serro Frio. pág. mamelucos e paulistas. essa 36 37 Joaquim Felício dos Santos. 41 John Mawe. 7.

deslumbrando a toda a gente com o fausto de jantares e representações. morrera louco em Lisboa45. Enquanto Portugal. pág. em prorrogação. O segundo contrato foi dado ao mesmo contratador. seus sócios de empreitada. op. sem beleza. isto é.040 contos de réis 49. Findo o prazo do contrato. 180. op. cheio de dividas para com os judeus. baixaram os preços ao seu talante46. 135. até o começo do século XIX. págs. cit. Se fosse possível encontrar a escrita da mesma. o mais notável deles. op. 143. O terceiro e o quarto couberam aos irmãos Caldeira Brant. 51 Charles Sarbot. Apesar dos pesares. E. incluindo o contrabando. 1858. Ao tempo do Marquês de Pombal. ed. 52 Charles Barbot opa cit. no tempo do marquês. Ao terminar o século XVIII. se poderia ver a origem dos capitais que nela entraram. apurava 16 milhões de cruzados nos diamantes do Brasil. "Voyage pittoresque dans deaus Amériques". pag. que parecia protegido da sombra pelas influências poderosas que talvez houvessem afastado os Caldeira Brant. pág. que contratou a venda das pedras diretamente com os judeus.povoação. cit. 47 Eschwege. 48 "Épocas de Portugal Econômico". segundo cálculos de 1858. foi dar com os ossos na prisão do Limoeiro. 53 Op. que se tornou célebre pelos seus esbanjamentos e pela influência que sobre ele exercia sua amante. MAS complet des pierres précieuses". Antes. O desembargador João Fernandes de Oliveira era um verdadeiro príncipe. dos resultados das lavras de diamantes achadas pelos sertanistas. como vimos. os quais. 229-230. cit. 46 Idem. vítima de intrigas. quando voltasse o bom tempo. certos de ganho liquido e vultoso. O quinto e o sexto contratos tornaram a ser de João Fernandes de Oliveira. "Dominadora do Tijuco". seus mercenários traiçoeiros. Bernardo da Fonseca Lobo achou as grandes lavras do Serro Frio. o desembargador João Fernandes de Oliveira e Francisco da Silva. O último contrato expirou em 1771. pág. cit. 50 D'Orbigny. "a mais linda. Essa expropriação não custou o sangue dos brasileiros. Ele satisfazia-lhe todos os caprichos. O primeiro contrato dos diamantes foi celebrado em 1739. 377 e segs. cit. ou a das minas de ouro pelos emboabas. Nove milhões de esterlinos é o cálculo de João Lúcio de Azevedo para a exportação diamantífera no período de um centenario48. 45 Op. idem. até o começo do século XIX. já o contratador João Fernandes de Oliveira. Paris. que compravam por 45 francos o quilate de diamante bruto e vendiam por 197 lapidado51. pág. 220. Os controladores do contrabando de diamantes do Brasil eram os judeus de Amsterdam. a extração dos diamantes passou a ser feita pelo governo real. produtoras do desemprego e paralização dos negócios na Europa. como a conquista do açúcar pelos flamengos. pags. o contrato de venda foi passado com os irmãos Benjamin e Abraão Cohen. de Amsterdam. "Memória da Capitania de Minas Gerais". chegando a mandar construir grande tanque com um navio em miniatura. nem as dores de uma raça infeliz.Isso produziu para a coroa portuguesa um lucro real de 5. os Hoppe50. 1799. cerca de 15 quilos anuais53. em virtude das crises políticas oriundas da Revolução Francesa. pág. O judeu apoderou-se. apuravam anualmente. 25 milhões de francos52. a famigerada Xica da Silva. sem espírito e sem educação. É bom não esquecer que. judeus e maçons dominavam em Portugal. como o infame comércio de escravos 43 44 Dr. os judeus. 221. Portugal apurou da venda de diamantes. de Minas". José Vieira do Couto. em outro tempo. idem. 1936. para que ela gozasse a sensação de embarcar44. 45 . porém. pelo prazo de 4 anos. Lacroix. Cf. pág. Joaquim Felício dos Santos. 402. ex-escrava de José da Silva Rolim. 16 milhões de cruzados47. dez anos depois. 49 Idem. abandonado de seus deuses tutelares. Imagine-se o lucro nos 20 primeiros anos em que a produção diamantifera fora de 3 milhões de quilates. entre a Fazenda Real. parecia "o retrato de um pequeno bairro de Constantinopla"43 Em 1729. que formaram uma sociedade com o nome de Companhia dos Diamantes. até o começo do século XIX. Paris. Xavier da Veiga. 222.

. seus parceiros no tráfico. Saiu mais barato: custou somente o drama oculto que levou à miséria e à loucura o faustoso contratador João Fernandes de Oliveira. 46 ..pelos ingleses.

pags. olvidados ou agarrados às tradições. que a aravam e fecundavam. cristãos-velhos do outro. 47 . afirmando que na família portuguesa não havia maior divergência do que aquela. Já vimos na guerra dos emboabas como o judaísmo procedeu ao assalto à riqueza. que se cobriram de glória numa luta heróica. donos dos engenhos de açúcar. 57 Ed. em Portugal. desta maneira. que comprendiam isso e tratavam 54 55 A invasão dos judeus. O que se passou em Pernambuco reproduziu ponto por ponto. Barrosch em Barros. tinham entre si uma enorme coesão 56. Esta é a réplica daquela. pag 70 José Bernardo Fernandes Cama. o próprio Pombal o confirmou no decreto que abolia as distinções. no Sul e no Norte. donos das minas de ouro. escreve Mário Sáa54. de 1732. açambarcadores de gêneros. cap. esses inimigos dos brasileiros não eram mais do que judeus portugueses disfarçados. a fim de se apoderar dela. isto é. com efeito. Atacou os paulistas. "que infelicitou tantos pernambucanos”. nesse tempo. 110—111. “os portugueses dividiam-se política e nitidamente em duas facções: cristãos-novos de um lado e cristãos-ve1hos do outro. "O assalto à riqueza. A voz geral denominava os forasteiros e os historiadores. que defenderam e retomaram o terra ao invasor. O livro “Sentinela contra judeus”57. sua nobreza rural. entendiam manter seus foros e privilégio. e os pernambucanos. assalto à Vida mental". Ora. Mas os processos de que lançaram mão. Faria. mercadores enriquecidos sem escrúpulo. daí descendem naturalmente os outros: assalto ao Estado. judeus. IX. as artimanhas de que usaram e a força oculta de que dispuseram os revelam à distância. Hisneque em Henriques. os tais europeus portugueses que acenderam essa guerra injusta. Uma guerra é a cópia perfeita da outra. não havia oportunidade para mais apartações sociais ou políticas: cristãos-novos de um lado. mascates no Recife. Todos esses israelitas ou cristãos-novos se ocultavam sob a capa de católicos e usavam velhos nomes portugueses. Fungeca em Fonseca. ou cristãos-velhos. Recife. Emboabas em Minas Gerais. como anota Pedro calmor. que ao lamento de um acudem todos. e como assim são os judeus.CAPITULO VIII A guerra judaica NA PRIMEIRA década do século XVIII. define um vocábulo: “porque entre os marranos ou marrões [que em Portugal quer dizer porcos]. o que se passou nas Minas. Pernambuco fora restaurado do domínio judeu-herético dos holandeses pelo próprio esforço de seus filhos. “Memórias históricas da província de Pernambuco”. por exemplo: Misael se mudava em Miguel. em referência à conhecida coesão entre cristãos-novos. Não havia dóvidas. exatamente. Nem era possivel havê-la: os hebreus judaizantes ou católicos. Tambem desfiguravam os nomes judaicos. veremos o desenrolar de idêntico plano na guerra dos mascates. todos eles cegos em relação à questão judaica. Jacob em Diogo. Tem-se até a impressão de que estão em cena os mesmos personagens. a fim de preparar os outros. op. ao mesmo tempo. 1848. À guerra desoladora dos mascates. pags. como o gangster judeu Abraão Finckelstein se orna com o antigo nome russo de Máximo LITVINOF. Consultemos a história para saber se. assalto à Religião. é a primeira condição de todos os assaltos. cit. por isso lhes deram título e nome de marranos”58. Tanto emboabas como mascates eram meros aventureiros. os possuidores da riqueza no Brasil. tip. quando se queixa algum deles todos os demais acudem a seu grunhido. Havia portugueses limpos. 58 Mário Sáa. assegura o admirável Fernandes Cama. eram cristãos-novos. toda a gente o sabim. Seus homens de prol. na grande maioria provenientes do Minho. gente corrompida e corruptora. o judaismo atacou. 56 Aquela cooperação que lhes deu a vitória na guerra dos emboabas. tomo iv. rotulam-nos como europeus. o documentado e seguro historiador Fernandes Cama denomina: “movimento sedicioso dos europeus portugueses”55. 54-55. honrados e bem educados.

pags. 63 Forasteiros ou mascates. pógs.. Assaltada a riqueza particular. 62 Idem. tendo os mascates monopolizado a compra dos açúcares.“o turbilhão de aventureiros auri-sedentos que. “História Geral do Brasil”. na Espanha medieval. Ninguém viu melhor nem melhor reproduziu o quadro judaico da mascatearia. É o que hoje chamamos vendedor a prestação. 24 e segs. 57-58. mas. além disso. “tentaram abater e aniquilar a nobreza do país. Paulo.. inescrupuloso. cristãovelho. em Minas. Vede a reprodução exatíssima do que ai está em um autor sério e fundamentado como Heman: “A riqueza móvel da Península Hispânica residia toda nas suas mãos. ou entregar-lhe o açúcar a 400 réis cada arroba. “No fim das safras. ou pagar-lhe no ano seguinte o duplo do que devia.fraternalmente os pernambucanos. e então este inflexível credor instantaneamente o apertava. precisamente a mesma coisa teria de acontecer em Pernambuco nos anos que já anunciavam o advento de Pombal.acrescenta . dando-lhe a escolher. à razão de 1$400. pág. todas as funções que se relacionavam com impostos ou negócios de dinheiro estavam na posse dos judeus”64. os intermediários. que os próprios mascates lhes puseram uma alcunha depreciativa e simbolizadora de sua triste decadência: pés-rapados65. “com juramentos falsos. o grande amigo dos pedreiros-livres e dos judeus.. 64 “Die Historiche Weltstellung der ludem”. ofício inteiramente judaico. Essa cainçalha avançava sobre as posições e distinções com a conhecida avidez judaica pelas honrarias e pelo mando. “tornavam-se capitalistas” e se julgavam “superiores à nobreza do país”59. Desde o lugar de secretário de Estado e de ministro das Finanças. “que só do comércio cuidavam”. 61 Fernandes Cama op. e se verificará que vai como uma luva. arvorados em mascates”. idem. 58. justificando-se parentes (sem o serem ) daqueles pernambucanos. o termo judeu. “fosse por que meios fossem”. era de tal modo visível. reza o documento. conjurada para empobrecer a nobreza rural pernambucana. Melhoramentos de S. “só eles”. queriam assaltar a riqueza pública. É bom comparar. que “viviam de vender pelas ruas e freguesias do interior. adiantando-lhes dinheiro ou vendendo-lhes a prazo mercadorias. cit. que supriam os senhores de engenho. op. pag. cada senhor de engenho devia uma soma considerável ao mascate que o tinha suprido. Qualquer destes dois negócios arruinaria infalivelmente o miserável agricultor. todos os anos. “A sós e sem partilha”. Recorro à pintura feita por Fernandes Gama62 da ação nefasta desses novos invasores de Pernambuco. os comissários de todas as vendas de açúcar. O empobrecimento dos nobres pernambucanos. assim. pag. queriam gozar fortuna e honras dos pernambucanos. aportavam a Pernambuco”. Essa é a eterna marcha do judaísmo em todas as épocas e em toda a parte. depõe Mário Sáa. tomo III. avidez de quem longamente foi privado desses gozos. explorador e inimigo da terra. os bens de raiz pouco a pouco passaram para as mesmas mãos pela usura e compra das propriedades da nobreza endividada. 57. decente. senhores de engenho. 3a ed. Aqui está excelentemente situada a diferença entre o português sério. Chegavam até a arranjar hábitos de Cristo e comendas. amigo dos pernambucanos. para só eles60 gozarem das honras e isenções adquiridas com o sangue pernambucano”61. Mas . Esses tubarões dos negócios do açúcar. 400. cristão-novo. 48 . 65 Varnhagen. açúcar este que ele remetia aos seus correspondentes na Europa. os mascates. 1882. integral. Todo o comercio residia “em poder desses forasteiros ou mascates63. 59 60 Fernandes Cama. disse Azevedo Marques que os emboabas queriam as minas dos paulistas”. cit. Não contentes ainda com isso. que por terem caído em pobreza por pouco mais de nada lhes cederam seus serviços”. Os dicionários definem mascate como vendedor ambulante. Aconteceu. assim aconteceu em Portugal desde os primórdios do reino. motivado pela usura judaica. e o português aventureiro. tomo Iv. Cia. além de emboabas. tomo Iv. resolveram intrometer-se nos negócios públicos.. Eram. E bom comparar. outro remédio não tinham os tristes pernambucanos que se sujeitarem à vontade do opressor europeu!” Substitua-se esta última palavra europeu pelo termo verdadeiramente justo diante dessa caraterizada usura. tão vorazes como os da Holanda e mais perigosos por se infiltrarem com avenças de paz.

capital da capitania. com os quais escorchavam as populações e construíam fortunas colossais. ‘Guerra civil ou Sedições de pernambuco” in “Revista do Instituto Histórico e Geográfico do Brasil”. taxaria a preço baixo os gêneros que os matutos agricultores apresentassem nas feiras e a preço alto os das vendas dos cristãos-novos 67. Olinda fosse grandemente prejudicada 71. No Recife. pag. os quais eram principalmente os de fornecimentos e cobrança de dízimos. Rio. privava com os capitalistas e onzeneiros judeus. Despejaram ouro às mancheias.velhos. O Recife foi erigido em vila. Demais. Nesta vila antiga e tradicional.O governador da capitania de Pernambuco. 69 A isolentia jodoenrum a que se referia o bispo Aqobard em plena Idade-Média. como se diz hoje. Fernandes da Gama. nessa divisão.. competia taxar ou tabelar. e não era para menos. povoação mais nova. Senhores da Câmara. o almotacé seria indicado pelos judeus e. o panfletário da epoca. Tiveram fama terrível esses fermers-genéraux! Conta-se que em Ferney. cheia de judeus. anos mais tarde. Sebastião de Castro Caldas irritou-se e começou a vexar os povos 66 67 Idem. p~g. os visitantes contavam histórias de ladrões e roubalheiras. que o cumulavam de presentes e lhe davam gordas propinas nas arrematações dos contratos reais. na casa de Voltaire. tomo III pag. sem partilha e com segurança. O plano era. Voltaire pronunciou somente estas palavras: “Era uma vez um arrematante de impostos. Nac. as famílias nobres. e o dos pésrapados. Para terem. dominavam de modo incontestável. pag. O governador começou a influir para que. Erigido o Recife em vila. cli. A própria posição do povoado. como diria Videant. aos almotacéis. o número de fortalezas que o defendiam.. nota Varnhagen. e sendo mascates os arrematadores. Apressou-a a repartição dos termos das vilas de Recife e Olinda. cizas e outros impostos.. 60. demarcados no território que antes pertencera unicamente à última. Pouco a pouco. a cujo lado se pusera o ouvidor José Inácio de Arouche. tomo iv. mobilizaram todos os empenhos possíveis e usaram à sua vontade o governador Sebastião de Castro Caídas até conseguirem a execução do seu intento. os ódios foram se exacerbando até que se formaram dois partidos: o dos mascates. crescendo muito em pupu1ação”68. por exemplo. magistrado obediente e seus senhores ocultos. Sebastião de Castro Caídas. Naturalmente. 393. 71 Felipe Lopes Neto. à medida que levantava o Recife. op cli. uma noite. 70 Fernandes Gama. Nassau dera grande prestígio e impulso à capital da Nova Holanda com as obras que ali fez e com o movimento cultural que gerou. imoral e sem religião”. nos antigos municípios. com direito ao pelourinho simbólico. o judeu Cerfber monopolizara os fornecimentos dos exércitos de Luiz XIV e uma récua de judeus sem escrúpulos se apoderara da ferme ou arrematação dos tributos e fintas. Ciosos de seus foros. 1894.. tudo isso contribuía para essa predominância crescente. os fidalgos olindenses haviam pela provisão de 8 de março de 1705 conseguido impedir que do Senado da Câmara participassem mercadores de “loja aberta”66. em verdade. mascatal. “homem despótico. A gente de Olinda sapateou. Desde o tempo dos romanos que os israelitas se haviam especializado nesses negócios. tomo XVI. Instado para que também contasse a sua. os pés-rapados. 59. Composto o Senado da Câmara de mascates ou de criaturas suas. Então. seria preciso que se realizassem no Recife e não em Olinda. pag. que gozava de ancoradouro abrigado e seguro. os judeus seriam juizes e parentes ao mesmo tempo em esplêndidas negociatas. das funçães da governança70. ao tempo da guerra dos mascates. os cristãos-novos formavam talvez a maioria e poderiam constituir o Senado da Câmara a seu talante. enquanto os judeus se tornavam insuportáveis” e levavam a ousadia69 ao ponto de quererem excluir todos os nobres. Em França. “Desde a época dos holandeses. Olinda . cabeça do herético e judaico domínio holandês. a arrematação dos contratos seria logo para ali transferida e isso era o que sobretudo importava. tendo à frente o governador. . 393. os ânimos pernambucanos começaram a fermentar e não se faria esperar a reação nativista.havia decaído. tomo IV. cli. 8 49 . 68 Varnhagen op. o preço dos gêneros alimentícios. os cristãos . idem. essas arrematações. sozinhos. A mudança da capital tornarase questão de vida e morte para a mascatearia. op. Imp.

a gente de Pernambuco deu posse ao bispo no dia 18 de novembro. 14. encarregado de prendê-lo74. em segundo. op. 75 Idem. encontrados em uma secretaria. Para demonstrar categoricamente que não estava em rebeldia contra o poder real e sim contra o bando de mascates. o kahal judaico. D. os pernambucanos sublevaram-se a 5 de novembro de 1710. idem. na sua maioria fraternizaram com os seus patrícios em armas75. tomo III. que correu a refugiar-se na Paraíba. mas a idéia não foi aceita77. tomo iv. Manuel restabeleceu a ordem e publicou um perdão. idem. servindo-se nestas compras de seus agentes no interior. os outros ficaram maquinando planos. cli. Consertaram a desforra. Entre os documentos de Sebastião de Castro Caldas.para favorecer aos forasteiros. “Efemérides Brasileira” Imprensa Nacional. Outros nobres fugiram para evitar os desacatos. Mandou agarrar por qualquer pretexto e meter na cadeia homens das mais nobres famílias de Pernambuco: Barbalhos e Cavalcantis. entre os quais talvez o pior deles. Reconhece Fernandes Gama que tirar as armas daquele brioso povo nordestino equivalia a “entregá-lo ao domínio estrangeiro”73. em nome de El Rei. 76 Fernandes Gama. 9. havia uma carta-régia provendo sobre a vacância do governo. Ao domínio estrangeiro! Não é o domínio da metrópole. “semelhante à de Veneza”. milícia territorial do país. limitando-se a arrancar as insígnias de cargos e postos aos judeus que as ostentavam com alarde e empáfia 76. Os defensores dos mascates foram impotentes para deter o avanço dos rebeldes. levando em sua companhia os principais cabeças dos forasteiros. idem. seguiu para Parelha. Cerca de dois mil homens bateram a infantaria de linha do governo e a fizeram recuar para o Recife. natural no tempo da colônia. Manuel Alvares da Costa. 526. os pernambucanos não praticaram a menor violência contra seus adversários. prevenindo-se cuidadosamente! Dos que foram para a Bahia. indultando todos quantos tinham participado da justa rebelião78. com a nobreza comum aos cristãosvelhos. pàg. De posse do Recife. cit. assim se foram preparando os conspiradores. O sargento-mor Bernardo Vieira de Melo propôs que Pernambuco se declarasse em república. sem que fosse possível identificar os autores do atentado 72. porque as fazendas que davam em troco eram também vendidas por preço elevado. principalmente farinha. 64. já falecido. pag. o bispo D. a comprar a todo preço mantimentos. Simão Ribeiro Ribas. íntimo pavor de um motim popular que vingasse tantas violências e afrontas. O capitão-mor Pedro Ribeiro não se quis sujeitar a prisão que lhe era imposta pelo parcial governador e aprisionou o capitão João da Mota. 396. como hoje se fecham as organizações patrióticas e as ligas fascistas antes de dar certos golpes. e. Vinha nomeado nela em primeiro lugar o mestre-de-campo João de Freitas Cunha. cit. Mas as suspeitas começaram a valer como provas e as grades das prisões se fecharam sobre homens conceituados e dignos como o capitão—mor Lourenço Cavalcanti Uchôa e o capitão André Dias de Figueredo. e posto que os comprassem por maior quantia. cit. Urdiram uma conspiração nitidamente judaica pelo que narra Fernandes Gama: “Apenas chegaram aos seus destinos. nem com tudo perdiam. op. Os terços de Auxiliares e Ordenanças. conluiado com o injusto e cruel governador. que tomaram a vila. estes conspiradores começaram sob o título de especulação mercantil. Foi quando o braço da vingança se estendeu da sombra e o governador se viu ferido a tiro. Cansados de insolências e insultos. op. pág. 68. que pelo nome se não perca. contudo. Joaquim de Almeida. enquanto os 72 73 Idem. a audácia dos mascates levou-os a acusar o próprio ouvidor. Resolveram desarmar o povo. Sebastião de Castro Caldas fugiu por mar para a Bahia. É outra coisa. 1918. Eles não largariam sem mais aquela cobiçada presa. 50 . pag. 77 Rio Branco. 78 Felipe Lopes Neto. com seu testa-de-ferro um governador. Sebastião de Castro Caldas e os judeus mascatais tinham. Op. O conceituado historiador sentiu o mesmo perigo que sentinos hoje sob a ameaça do comunismo judaico 74 Varnhagen. Os mascates judeus não se deram por vencidos. Aproveitando a raiva e o medo do governador. na rua da Agua-Verde. pag. pag. Rio de Janeiro. de surpresa. em missão especial.

A reconquista de Pernambuco pelos mascates estava preparada para quando rompesse a frota que anualmente vinha de Portugal. dessa maneira. mas. 82 Nas nossas antigas milícias territoriais.. . descendente do herói da guerra holandesa83. primo e sucessor do grande Camarão. Com vagarosa tenacidade. mestre-de-campo do terço de Henriques82. 15. 83 D. Diogo Pinheiro Camarão. Paris. Wasth Rodrigues. O mesmo disseram os vianenses de Bequimão. Seus cúmplices convidaram-no para uma visita ao forte do Mar. gritando cinicamente: . se guardou religiosamente a brilhante tradição dos soldados pretos de Henrique Dias. por 400 mil réis. Sebastião era filho de D. o capitão-mor do Cabo. Mostraram-se. Sebastião Pinheiro Camarão. está documentado por historiadores dignos de respeito81 e por si só é suficiente para denunciar o espírito judaico dos mascates. Foi ele que deu. Caso típico de açambarcamento judaico para perturbar a normalidade da vida e irritar o povo. of. que usava este último nome sem direito à ele. O atravessamento de gêneros de primeira necessidade por parte de tal gente. Henri Rarbusse (judeu). nota 19 a pág. os conjurados saíram pelas ruas. por 3 mil cruzados. 51 . 76. da "História Geral do Brasil" de Varnhagen. cit. como solam fazer os cristãos-novos. “foram sempre os cristãos-novos os únicos açambarcadores de funções e coisas. que têm havido em Portugal” 80. in fine. pag. Atanásio Gomes e mais alguns fuões de Goiana. decidiram dar o golpe de surpresa assegurando-se pela traição do bispo-governador. entregando a capitania aos corsários do rei da França. por 14 mil cruzados. espalharam o boato de pretenderem os brasileiros impedir a tomada de posse do novo governador esperando na frota. também. D. “jesus”. Compraram. pág. pelo perdão do que devia aos usurários. pag. o Governa dor dos índios. caçadoresHenriques em Pernambuco. 69 Idem pag. “Embora encareças o pão e uma medida de trigo custe uma moeda. ed. Houve Henrique e. uma resolução e.Viva E1 Rei D. Ferroud. tudo é boa condição para a revolução”. cit. por alguns milhares de cruzados85. tanto que o historiador Fernandes Gama repele qualquer parentesco com o vilão. à frente de soldados amotinados. caso não trouxesse confirmação real do indulto concedido pelo bispo. escapando por felicidade à cilada. Felipe Lopes Neto. op.diziam que se apoderariam de quartéis e fortalezas. para criar dificuldades. na dispersão dos sefardim pela Europa. com quem Portugal se achava em guerra 86. 1922. até 1831. João V! Morram os traidores! com o fito de fazer crer à população que os pernambucanos queriam atraiçoar o go- 79 80 Op. Rodolfo Garcia. loc. tomo IV. a fim de provocar desordens e levá-lo onde se quer. onde seria aprisionado. 70. fementidos e cautelosos. D. foram precedidas de “enormes carestias da vida” que os açambarcamentos causavam e que faziam o povo estourar de raiva. cit. Bahia e Rio de Janeiro. fomentar revoltas e empobrecer os inimigos. op. levaram seis meses açambarcando os víveres. o negro Domingos Ribeiro Carneiro. 85 Fernandes Gama. O fim disto era causar indignação à tropa e às pessoas fiéis à coroa. op. a 18 de junho do ano de 1711. 16. porém. “uniformes dp Exército”. 86 Fernandes Gama. João da Maia84 da Gama. de acordo com a velha técnica dos golpes judaicos. A fim de preparar os ânimos para o que ia acontecer. cf Gustavo Barroso e 3. traindo a causa sagrada dos seus irmãos: o capitão João da Mota por 6 mil cruzados. as matanças ou pogroms de judeus em Lisboa. pág. Como a frota tardava aparecer e temessem que fosse descoberta a conjura. tomo Iv. cit. Na opinião de Mario Sáa. o capitão-mor da Paraíba. a fim de evitar qualquer suspeita.pernambucanos descansados em suas consciências se entregavam às suas privadas ocupações”79. infamemente todos quantos se curvaram ao ouro judaico. cit. já aplicados com êxito pelos emboabas com a atoarda da pretensa matança de seus comparsas. 81 Felipe Lopes Neto. op. Os infames forasteiros temiam a valentia pernambucana e queriam todas as seguranças. Para isso. Urgia. 398 do tomo III da 3a ed. premeditados. nos terços e regimentos de Henriques. Manuel desistiu do embarque. os Mayer e os Meyer.. despendendo com esse fito o dinheiro “com mão larga” e passando os gêneros escondidos dentro de caixas de açúcar. depois. O plano até parece decalcado dos famosos “PROTOCOLOS DOS SABIOS DE SIAO”. 84 Maia é nome comuníssimo entre os judeus portugueses. Segundo João Lúcio de Azevedo. Cf. como as ondas se encapelassem no dia marcado.

tomo IV. A guerra desenrolou-se no meio de traições. 71. págs. Mas os chefes militares vendidos guarneceram logo os fortes com oficiais e soldados europeus. declarando-se "inteiramente pelos mascates". Afinal. que enviavam para o interior. verdadeiro soviete. pág. expondo tudo que acontecera e estava acontecendo. de modo a evitar o revide da gente da terra88. familiarizou-se logo com os mercadores. No dia 18 desse mês. Essa GUERRA JUDAICA. cit. logrou fugir. embora em menor escala. Idem. longa missiva do bispo. não só para salvá-lo de suas garras como para "tirar qualquer pretexto" de sublevação. O Senado da Câmara de Olinda intimou os mascates à rendição. Os chefes militares vendidos aos seus cruzados. dizendo que tudo se estava passando com sua anuência. mas querendo. Sebastião de Castro Caldas. 52 . pág. 72-73. Repetia-se. avisando a gente dos engenhos e do sertão do que em verdade ocorria. que se pôs a expedir ordens. 87 88 Idem. remetendo-o para Lisboa. composto do negro mestre-de-campo e do capitão Mota. Mandou recolher a artilharia e desmanchar as trincheiras: porém não impos o menor castigo aos provocadores judaicos da luta. voltaram sem ser incomodados e viram-se recebidos sob ovações e flores. Bernardo Vieira de Melo. Esse "pronunciamento" custou aos judeus 70 mil cruzados89. Lourenço de Almada. tomo IV. o governador-geral do Brasil. ainda na Bahia. Há uma esperança de justiça e paz! Por uma jangada. reveses e vitórias. outros dois flagelos para os "tristes pernambucanos": o ouvidor João Marques Bacalhau nome de cristão-novo. Camarão foi aprisionado em um combate. e o juiz de fora Paulo Carvalho. os quais puseram "a justiça em almoeda". 89 Varnhagen. A "falsa fé" dos mascates espalhava desconfianças por toda a parte. Depois. que se apresentaram com seus escravos e acostados em armas. um dia avistaram-se em alto mar as treze velas da frota de Portugal! Trazia novo governador. com grandes festas e regozijos por parte dos mascates. prendendo até o sargento-mor do terço dos Palmares. Os capitães-mores mobilizaram seus terços de Auxiliares e Ordenanças marchan do contra o Recife a vingar o agravo. A artilharia abocada para as ruas impedia qualquer reação. 177. Também recebeu a visita do João da Mota. não soube resistir ao ouro israelita. como Camarão e outros. 123.verno87. e declararam o Recife cidade. Félix José Machado de Mendonça Eça e Castro de Vasconcelos. Então desembarcou e foi empossado do cargo na Sé de Olinda. resultara. de quem desejava receber regularmente o governo. da "cavilação mais odiosa que pode inventar a maldade humana!". os homems inquietos e arruinados". homem prestigioso. recebeu fora da barra. O bispo organizou os comandos militares e sitiou a cidade judaica. forçaram o bispo prisioneiro a assinar cartas. como todas as que se tinham travado no nosso pais. a luta travada contra o domínio judaico-flamengo. Idem. proclamaram novamente governador a Sebastião de Castro Caldas. Felizmente. "História Geral do Brasil". Após a derrota do Cabo. Os mascates submeteram-se. pág. idem. menos a expulsão dos franceses e a destruição de Palmares. quando se preparava para vir a Pernambuco. mandou que as fortalezas fossem entregues ao bispo. onde estalaram motins de soldados. e nomearam "um governo intruso e monstruoso". realmente. Vieram com ele. Todavia. O novo governador. O bispo e o ouvidor Arouche tentaram apaziguá-los. nem mesmo quando tentaram novo tumulto em novembro. também. 90 Fernandes Gama. prendeu na Bahia. apesar de seus nomes ilustres e nu merosos. Será preciso mais alguma coisa para caracterizá-la? Enfim. símbolo municipal de Recife. custodiando-o em companhia do ouvidor. enviado dos forasteiros. Camarão sublevou os índios e João da Maia levantou os paraibanos em favor dos que lhes pagavam. suspenderam o bispo das funções do governo. o bispo conseguiu fugir num escaler para Olinda. concedeu-lhes privança em sua casa e aquele que mais lhe pagava o tinha do seu lado90. a 21 de junho. tomar as rédeas do poder sem oposição dos pernambucanos em armas. escrito contra os mascates do Recife. "Confusa e revolta andava toda a terra. D. Fingindo-se cioso do prestigio da autoridade. Mais tarde. mesmo dentro dos seus muros. op. As sortidas dos sitiados e as ameaças dos índios e do lado à Paraíba obrigaram à convocação do clero e dos proprietários de fazendas e engenhos. foi erigido o pelourinho. em 1711. entre Garapu e São José. conforme diz o autor de uma carta anônima ou panfleto.

A própria frota retornou ao reino. primitiva. Os pernambucanos. idem. Encadearam-se ininterruptamente devassas e prisões. o qual merecia prêmio e não castigo! Os patriotas começaram a ser vilmente perseguidos. franciscano intrigante. pela força do poder monetário e vão "em derradeira instância à violência contra pessoas e propriedades". ouvidor e juiz.governador. cit. tomo li. cit. mau grado a heróica restauração do século XVII. tal qual os emboabas. pág. 91 Idem. 132. campearam abusos. 94 Varnhagen. 93 "História dos cristãos-novos portugueses". ed. Bernardo Vieira de Melo. ed. A intrigalhada judaica cindiu Pernambuco em "parcialidades rivais". Alguns fugiram. Começa pelas restrições legais. honrados e ativos comerciantes da praça. op. Bernardo Vieira de Melo e ou tros mais foram humilhados e presos. pág. para Lisboa. cit. André Dias de Figueiredo. essa desapropriação. integral. 95 Borges dos Reis. por mediação de um êmulo do apóstata frei Francisco de Menezes. vencedores leais pelas ar mas. inclusive para Angola. como almejavam. nas garras do kahal! O povo ia gemer no ecúleo das extorsões. 1915. 179.. Reinou o terror judaico. não se realiza de um momento para outro e sem encarniçada luta. lá morreu nos calabouços da torre de São João92. que satisfazia aos judeus pelo que com ele despendiam "para à larga viver escandalosamente fora do seu convento"91. 96 Varnhagen op. mas. primitiva. levado a ferros. Houve muitas deportações. amedrontados daquela justiça parcialíssima. Varnhagen. Os hebreus. pág. segundo observa João Lúcio de Azevedo93. Verificamos todas a essas fases na guerra judaica dos mascates. 155. "a sós e sem partilha". Como temos visto e continuaremos a ver. iam desfrutar ainda suas riquezas. A judiaria mascatal aproveitou se disto para. coberto de glórias recaia outra vez. pág. cujo corifeu em Lisboa era o cristão-novo desembargador Cristovam Reimão95. págs. que concluiu como era de se esperar que concluísse. 33. O bispo foi afastado para os sertões do São Francisco. op.. El Rei ordenou pelo Conselho Ultramarino nova devassa pelos fatos posteriores ao motim contra o governador e seus comparsas mascates. adulterando os fatos de acordo com as normas da Sinagoga.. pág. ed. 155-156. por castigo divino. Sob a égide dos três flagelos . Bahia. pois para esse confirmara já a anistia dada pelo bispo. traições. dizer que era uma afronta aos moradores do Recife96! A afronta dos vadios e pés-rapados senhores de engenho aos esforçados. As súplicas das vitimas haviam penetrado na corte. Ficava muito pior do que na época mais despótica do domínio holandês94. pág. fez-se uma devassa. que haviam explorado o empõrio do açúcar e o tráfico negreiro. declarando ter sido JUSTO o procedimento dos mascates. 92 53 . A solta. tomo IV. levando abundante documentação forjada contra os pernambucanos. em 1713. apesar das "intrigas dos mascates". feita com lágrimas e sangue. frei Jacomé. naufragou nas costas de Galiza e os espanhóis despojaram de tudo os mascates judeus que nela iam intrigar em Lisboa! A "confusão geral" provocada por esses sucessos durou até 1714. 181. no século XVIII. A Câmara de Olinda festejou naturalmente com estrondo a resolução de El Rei. delações e crimes. que tinham entregue traiçoeiramente a terra pernambucana aos piratas flamengos. foram vencidos deslealmente pela insidia judaica e pela corrupção do ouro de Israel. tomo II. Por causa dela. pelas coligações ocultas. 405: Borges dos Reis "História do Brasil".Estes peitaram mais em seu favor grandes trunfos e empenhos em Lisboa. Pernambuco.

segundo Izaque Izeckson. Em 1595. Cf. 91. A Antonio de Ulloa. nos famosos peruleiros ou homens que faziam o Peru. pág. cit. 39 ed. 10 Ricardo palma. recunhadas. pág. cit. cit. "teimosia de mosca do judeu" a que alude Mario Sáa6. loc. fundida e lavrada na metrópole e devidamente contrastada. 1792. Narrando esses e outros fatos. dando pleno curso à sua jeiteira para os bons negócios. passava a chamar-se prata do Porto. para serem relaxados. Carlos Correa Luna. isto é. 109. mostra a força da corrente peruleira encaminhada em busca da prata. "História dos cristãos-novos portugueses".CAPÍTULO IX O ninho do contrabando O meridiano de Tordesilhas foi recuado para o Oeste graças à audácia sem par dos bandeirantes. onde ficava o vice-reinado espanhol do Peru. Jorge Nunes e Pedro Contreiras. 3 Pedro Taques. falso testemunho. pág. pág. só Antônio Castanho Taques trouxe 40 arrobas. Do Peru. "História da civilização Brasileira". Madrid. 2 Pedro Calmon. pág. "Nobiliarquia Paulistana". as delações e a fogueira. Esse tal Diogo de Andrade era o que hoje se chama um elemento perigoso. O predador de gado fixava-se ao solo como estancieiro2. os judeus se espalharam pela audiência de Charcas. XVIII. pág. para abjurações leves ou veementes. açoitados ou queimados por heresia. Em 1754. desafiando os familiares do Santo Ofício. 302. Francisco Rodrigues. A Inquisição de Lima começou a funcionar em 1579 e já em 1581 levava ao auto da fé dois religiosos lusos judaizantes. que penetrava à cata de metais preciosos até no México5. mas apenas a índole gananciosa"9. Em 1625. Como tocava na Laguna. pág. 54 . "Noticias Americanas". 24. "Os judeus portugueses e brasileiros na América espanhola" in "Journal de La Societé des Americanistes".Taunay. pág. Gregório Dias. "Ensaios da HIstória Colonial . no Brasil. 225. cit. 4 Argeu Guimarães. 245. Deviam ser muito grandes os ganhos para os cristãos-novos se arriscarem a freqüentar o vice-reinado porque a Inquisição de Lima era por demais rigorosa para a judiaria de origem portuguesa4. João da Cunha Noronha e Manuel Nunes de Almeida. que "pode não revelar inteligência alguma. 1897. A oeste do meridiano se extendia a enormidade dos sertões que iam esbarrar na muralha dos Andes. Ao sul da Laguna se alongava o pampa com seus gados alçados. ed. "Anales de la Inquisición de Lima". a província de Tucumã e o estuário do Prata. A quantidade de prata contrabandeada nessas viagens clandestinas foi colossal. já residiam em Buenos Aires de 5 a 6 mil judeus portugueses8. págs. aberto ao corso dos predadores de rebanhos. cit. 72. naturalmente no extremo meridional do território brasileiro se travaria uma luta tenaz que durou séculos e permitiu a flutuação das fronteiras até que as circunstâncias históricas trouxeram sua fixação definitiva. latrocínio. o grande escritor peruano Ricardo Palma chega a exclamar: "Mala suerte tenian los portugueses con la Inquisisión de Lima10!". 60-61. Diogo de Andrade. Em 1605. loc. Baltasar de Aranda". o número de cristãos-novos portugueses que figuram nos mesmos autos. a qual. com aquela perseverança passiva. nos incipientes núcleos de população do Brasil. judeus aventureiros que iam buscar a prata das minas do Potosí. 7 Carlos Correa Luna. 109. 600 quilos3! Até as moedas espanholas eram trazidas por essa gente e corriam. Em 1700. 1914. cuja cobiça era despertada pela aventura pastoril e que logo se transformavam em criadores. são condenados os judeus judaizantes João Fernandes das Heras. pág. 9 Op. Diogo Lopes de Vargas e Duarte Henrique. Daí por diante. em grande maioria. dando um lucro formidável pela diferença de valor. havia 6 mil judeus refugiados no Prata! 8 "A invasão dos judeus". Madrid.D. desaguadouro natural das riquezas do Potosi7. 439 6 "A invasão dos judeus". 50. João Lúcio de Azevedo. Buenos Aires. os freires Álvaro Rodrigues e Antônio Osório. estourando de prata1. Eram. bigamia e até por dizerem missa sem o poderem. Em 1622. op. Desde 1550 se falava. 5 Op. A rota do poente fora procurada antes da do meio-dia. já fora agarrado e punido pela Inquisição 1 A prata era a riqueza quase exclusiva do Peru. pág.

Lançaram-se ainda para o Norte. cit.Nessa designação çoreja a diferenciação étnica do ariano e do judeu. Mateus Henriques. Luiz Veiga. a Inquisição teve de proceder com o maior rigor contra a judiaria portuguesa que se irradiava pela América Espanhola. achou as minas de ouro de Goiás e Pascoal Moreira Cabral. quando ainda o Brasil continuava com Portugal ligado à Espanha. Na segunda década do século XVIII. fez com que a rafaméia judaica se embiocasse neles afim de passar desapercebida. isto é. Dessa vez. Diogõ Lopes da Fonseca. sendo os agentes diretos da obra os países marítimos protestantes: Inglaterra e Holanda. Além desses quarenta. somente os portugueses é que souberam aplicar devidamente o nome de crioulo. págs.do México por vários delitos. fundando as primeiras fazendas de gado do Piauí e os primeiros estabelecimentos agrícolas do Maranhão. Luiz Gonçalves dos Santos. judeu que. chamando-os godos.Moço". que a legislação manuelina. 34 e segs. Rodrigo Vaz Pereira. Pascoal Dias. contrabandistas de prata. D. Francisco Fernandes. 1825. Manuel da Rosa. Fernando Espinhosa. "Memória do Reino do Brasil" Imprensa Régia. O fito era a destruição do império colonial luso-castelhano pela conquista e desagregação. as de Cuiabá. com justiça. XXXV. O problema é muito mais velho e mais profundo do que pensam os ignorantes e os mal-avisados. Jerônimo Azevedo. 14 Pe. que morava em Lima no famoso paço até hoje conhecido pelo nome de Casa de Pilatos. 11 Op. filho de judeus-portugueses. seu verdadeiro nome era David e dizia-se descendente de Abraão. Sebastião Duarte. págs. porém. No ano de 1639. Rodrigo de Ávila "o . nascidos na América. 39. os judeus-portugueses desceram para o Rio da Prata e daí seu afluxo a Tucumã. "e o chefe de todos. Vimos qual foi sua invasão pelo avultado número deles que. cuja fortuna era calculada em meio milhão de pesos. mesmo depois da traição dos judeus-emboabas. já no meado do século XVIII. Perseguidos pela Inquisição limenha. Pascoal Nunes. velho negocista e contrabandista. Manuel Álvares. Simão Osório. Tomás Quaresma. Fernando Esteves. João Azevedo. Gaspar Nunes Duarte. Melquíades dos Reis. Francisco Luiz Árias. além da importância da trama sinagogal descoberta nas cartas em chave. "el castigo de los portugueses". in nota: "Espanhóis. possuidor de várias minas de prata. Francisco Montesinos. e a Buenos Aires. 13 Op. Na linguagem colonial platina se conservou a memória dos castelhanos de velho tronco racial. 12 55 . o cirurgião Francisco Maldonado da Silva. pág. seguindo o caminho dos peruleiros. cujas riquezas. Manuel Batista Peres. Jorge Silva. escravo nascido na casa de seu senhor ou nela criado de pequeno". Amaro Diniz. descendentes dos conquistadores germânicos da Península. chamado o Capitão Grande. figuravam ainda um tal João da Costa. As redes inquisitoriais colheram nessa grande conspiração de caráter internacional avultado numero de cris tãos-novos e judeus lusos: João Rodrigues da Silva. Pedro Farias. o Anhanguera. verdadeiro oráculo da religião hebréia". Antonio Balseira da Costa. Francisco Mendes. Fernando de Montesinos. em contraposição aos crioulos. pag. que em Latim se diz verna. e aos marranos. Gaspar Fernandes Coutinho. Lisboa. Os bandeirantes paulistas também haviam continuado a buscar o Oeste em novas e audazes entradas pelos sertões ignotos. que Ricardo Palma classifica "o maior judeu que já houve no Peru 13". Os Kahals forneceriam subsídios e fomentariam as traições e espionagens. tomo 1. Francisco Vasques. mas serve para mostrar. cit. já nascera no Brasil. diz o processo. Bartolomeu Leão. A enumeração destes quarenta réus é fastidiosa. cit. Antonio Cordeiro. Naturalmente. Luiz de Lima. Cf. franceses e ingleses tratam os filhos dos europeus. centro da vida interior daquela região. Paulo Rodrigues e Tomás de Lima. Ricardo Palma. e que podia. que eram quem nós sabemos14. Manuel Matos. 113-114. Henrique Lourenço. que eram os nascidos na terra. Luiz Valência. núcleo da vida exterior. foi queimado como relapso11. conta o cronista Pelliza y Tovar que as autoridades espanholas se apoderaram de vasta correspondência cifrada dirigida aos judeus portugueses. permitindo aos conversos o uso de nomes dos cristãos-velhos lusitanos. Manuel Gonçalves. ser chamado o Rei dos Peruleiros. Mateus da Cruz . de crioulos. existia nessa última cidade. que o hitlerismo agora põe em foco. Bartolomeu Bueno. nascido em Tucumã. Henrique Nunes de Espinhosa. op. Domingos Montesid. pela qual se descobriu que as sinagogas da América estavam em íntima ligação com as da Holanda12.

De 1620 a 1640. Madrid. 91. onde. 34-35. a fim de ser povoado o território.981. em 1678. 17 Escragnolle Taunay. onde vagueavam índios cavaleiros Areando gados bravios.Manuel Lobo. as reduções jesuíticas erguiam faustosas igrejas e colégios de pedra. 18 Alfred de Brossard. S. A importância daquela foz era muito grande. o Brasil hoje se debruçaria sobre as águas turvas do grande rio. eixo de sustentamento da possessão do Rio Grande. Eles haviam penetrado nele desde 161417. em um dos pontos nevrálgicos da política do continente. palpitava o sentido da ne cessidade de pôr uma barreira natural de permeio às possessões das coroas rivais: grande serra ou grande rio. nas órbitas oficiais. todo o território compreendido entre o Rio Grande e o Paraguai chamava-se. pelo interior. 1922. Vieram 160. 161 in nota. "Fundada a Colônia do Sacramento em 1680. o Papa Inocêncio XI criou o bispado do Rio de Janeiro e lhe deu jurisdição até o 23 Prata . Dois anos depois. 21 Jorge Salis Goulart.. com o tempo.Depois do Oeste e do Norte. um tanto esquecida dos espanhóis. 20 Alfred de Brossard. iam pejar os cofres estrangeiros"15. Esse marco avançado para o extremo sul será a colônia do Sacramento. as bandeiras ferozes rodopiaram pelas regiões do Guaíra. fundação dos Brito Peixoto. Paulo. outro. por dentro. op. pág. D. no fundo dos vastíssimos pampas verdes. "As fronteiras do Sul". Porto Alegre. Servia de entrada para todo o comércio das possessões espanholas meridionais e centrais. "La Colonia del Sacramento". 34 19 Jorge Salis Goulart. 1850. 23 Fernando Nobre. 22 Antonio Bermejo de la rica. não é possível deixar de compartilhar a insuspeita opinião de Bermejo. Se a coroa portuguesa houvesse cuidado de povoar com certa rapidez as terras compreendidas entre a linha riograndense e a margem orien tal platina. de que Portugal "foi sempre uma sentinela vigilante. 56 . o caminho marítimo toma uma predominância enorme sobre o terrestre21". O núcleo da Laguna. Guillaumin. reconhece um jovem sociólogo de talento. destinada ao controle da embocadura do Prata e a concorrer com Buenos Aires. depois. trabalhadora e profílica que vai permitir a existência de uma base povoada na constante flutuação das fronteiras. no futuro. 161. Era o caminho dos conventos de que fala Cristovam Pereira. o que mais contribuiu para que. gente sedentária. agricultores e católicos. a qual acaba sendo a linha do Rio Pardo. Foi isso. "História do Brasil". cit. Para lá chegar. e de escoadoro para os seus produtos. "Anais da Biblioteca Nacional'°. Passaram-se mais dois 15 16 General Abreu de Lima. por onde já se arriscara o paulista Manuel Mendes. 1920. pág. o governador do Rio de Janeiro. op. em 1737. Os dois avanços determinaram uma série enorme de acontecimentos históricos. págs. era necessário trans por os campos de Vacaria. Nº 1. os paulistas pelo Sul. Entretanto. dentro do próprio Paraguai. 1935. Livraria do Globo. 155. pág. nas últimas décadas do século XVII. a feira de gado de Sorocaba. por fora. a fim de garantir futuramente sua posse. traria guerras e viria até nossos dias com o litígio das Missões. Paris. A posse do Rio Grande."arruinando o Estado. pág. em trato com os indígenas e os castelhanos. perdêssemos toda a região em que o elemento povoador luso-brasileiro não penetrara com força. Todavia. Em 1676. "Considérations sur les Républiques de Ia Plata". Os jesuítas procuravam ganhar terras. doc. é uma questão de vida ou morte para a conquista lusa19". recebia instruções de E1 Rei para fundar um estabelecimento no estuário platino. era um foco de irradiação bandeirante. arruinando 22 missões guaranis18! No subconsciente dos conquistadores piratininganos. Ali se poderia erguer um magnífico empório. que esperou sua hora com paciência e cautela"22. "A formação do Rio Grande do Sul". 22 ed. o estuário do Prata. fundada por Garay na margem fronteira20. de Xerez e de Vila Rica. "Na era das bandeiras". avançando ao seu encontro e também tomando o caminho do litoral. estendendo-se para o Norte. Essa necessidade dita o pedido da Câmara da Laguna para a vinda de casais açorianos. "país dos paulistas"16. estabelecido o presídio do Rio Grande. pág. Ainda a mesma necessidade leva os portugueses à fundação de um estabelecimento à margem esquerda do Prata. No meio dos quais os judeus refugiados do Peru viriam meter-se com o único fito de ganhar dinheiro. sem dúvida. desceram para o Sul. Segundo as "noticias utilíssimas à coroa de Portugal e suas conquistas". O choque entre bandeirantes e padres repercutiria. nota-se uma faina desusada no sentido de se abrirem caminhos terrestres do Norte para o Sul. Daí o anseio de atingir a cordilheira do Maracaju e o Apa.

cujo cabildo pedia ao rei de Espanha o castigo da ousadia portuguesa. 30 Fernando Capurro op. 1839. Vê-se que as relações entre o Prata e o Peru eram seguidas. Recife e Maranhão. Felipe V. "Terceira povoação da Colônia do Sacramento". a tantas negociações feitas e desfeitas. op. de pleno direito. Fora destinado a "palestra das armas". "Nova Colônia do Sacramento" Lisboa. D. Os "viandeiros" são os mesmos mercadores. 29. "La Colonia del Sacramento". ateando a guerra entre ambos. doc. "História da Civilização Brasileira". recebeu em 1703 ordem para acometer a fortaleza lusitana. 27-28. que a perdemos de vez. A 11 de novembro de 1716. O Tratado de Utrecht. de clara um cronista coberto de razões24. eram lançados os alicerces do ousado baluarte que "deu origem a tantas guerras. a tantas intrigas. em 1715. 26 "Anais da Biblioteca Nacional". Veremos oportunamente as razões. Nesse ínterim. Francisco Bauzá."pág. 57 . os que manobram a política. e a tantos gastos". A fundação da Colônia despertou os zelos do governador de Buenos Aires. n° 1. no ano de 1724. tremulou ao vento a bandeira de Portugal. veremos como foi infatigável a obstinação portuguesa em conservar a conquista. que enriquecia pelo comércio e sobretudo pelo contrabando31. como diz Varnhagen. D. 1737. Reconstruída e abaluartada em 1683. que vimos em ação em Minas.485. mascates. em janeiro de 1680. O contrabando principiara na Colônia logo que crescera a população com os judeus refugiados de 24 25 Simão Pereira de Sá. isto é. Não podendo resistir por falta de munições e recursos à investida inimiga. O rei não o atendeu e. pág. Um dos seus principais com panheiros. Manuel Lobo morrera prisioneiro em Buenos Aires. onde ainda se achava em 162826. Montevidéo. "Anais da Provincia de São pedro". a luta se tornou mais violenta. efetivamente. Isto equivale dizer que os interesses comerciais judaicos. em torno do pomo de discórdia de Colônia. o governador da colônia. Pedro Calmon. 29 Visconde de São Leopoldo. desenvolvia-se a futura cidade. os brasileiros. a tantos cuidados. nascida desse pomo de discórdia plantado no limite que a natureza como que traçara para o Brasil. chegando sua gente a querer apoderar-se do sítio de Montevidéu. 27 Fernando Capurro. Durante o drama secular. Em derredor da cidadela. fomos já nós. a Colônia prospera e começa a inquietar ao governo de Buenos Aires27. fora levado para Lima. sobretudo a Inglaterra. 1928. O mestre-de-campo. págs. As armas espanholas conquistaram ruínas que a diplomacia espanhola iria perder em breve prazo. Bahia. José de Garro. porque são esses. porém. de 1722. Foi este o prólogo de uma grande tragédia política. como era o caso do Brasil versus Prata. cit. contra os países católicos. e a Inglaterra instigava Portugal e Espanha28. todas as intrigas e conchavos. na Europa e nas Colônias. sob os baluartes refeitos. Outro período de prosperidade logo começou para aquela feitoria comercial e posto militar. quando a política mudou a obtenção de simpatias em guerra aberta. cit. viu-se obrigado a incendiar e abandonar a praça. Jorge Soares de Macedo. A metrópole. o valente Sebastião da Veiga Cabral. em 1722. intervinham na luta. forasteiros. Aliás. de novo. restituiu-as. cit. cedeu os direitos que porventura tivesse sobre o território e a praça da Colônia. Nas colônias transatlânticas que "buscavam estender-se uma a custa das outras". De lá vinham as ordens e auxílios para a guerra. 28 Fernando Nobre. não quis assumir a respon sabilidade do feito e mandou restituir a praça aos portugueses em 1683. o qual a atacou depois de renhida luta25. enchendo-se de ouro "fosse como fosse". 19. D. aos lusitanos. querendo obter as simpatias da corte lisboeta. pág. "História de la dominación espanhol en el Uruguay". 32 Ferreira da silva. depois de "formidables y bravos combates 30''. em 1701. para lá se mandavam os prisioneiros de marca. 31 Op. pág 77. 25. Alonso Juan de Valdez Inclán. que pediu reforços ao Vice-Rei do Peru e mandou sitiá-la por D. depois que "o comércio se apoderou quase exclusivamente da política. ed. multiplicou e engrandeceu to das as combinações29". aumentando mais sua população em "viandeiros" do que em agricultores32. capitão-general das Províncias do Rio da Prata. Os judeus manobravam os países protestantes. para ir recolhendo os despojos.anos e. Antônio de Vera Mujica.

que se irradiava . doc. n° 2. era necessário que fosse uma cunha portuguesa enfiada na porta de entrada das possessões espanholas. 33 34 G. Montevidéo. "admirável ponto de contrabando".. cit. desde os primeiros tempos até sua entrega definitiva aos espanhóis. tangidos de Lima pela Inquisição. 40 "Anais da Biblioteca Nacional°. 39 Fernando Nobre. 36. Nas mãos da Espanha. 33.. 35 "D. Somente os interesses do contrabando explicam as vitórias da diplomacia portuguesa. por trás dos ingleses. tomo I. penetrando com suas mercadorias até o Chile e o Peru33. 33. Como se vê. Londres. segundo um deles. 1810. em verdade. contrabando de tal modo generalizado e corruptor que. 36 Alfred de Brossard. 112. tomo I. Vice-Rei do Perú. O governo de Buenos Aires declarava aquele "gran canal predispuesto por la naturaleza para el comercio de contrabando". pág. "Manual de História Uruguaya". com Oliveira Lima à frente 35.495. Uma pequena reflexão sobre esse ponto permite compreender claramente as razões secretas dos fatos ocorridos na nossa corrida para o Prata. 42 Idem. entrava continuamente muita prata. O contrabando que ainda hoje se pratica nas fronteiras meridionais mergulha suas raizes nessa época e nas dinas tias de contrabandistas fronteiriços ainda se podem achar alguns nomes de judeus que travaram conhecimento com a Inquisição de Lima. A importância desse comércio ilícito se manifestou em Buenos Aires pela diminuição das rendas públicas e pelo luxo que ostentavam algumas famílias que faziam praça de fortunas de origem absolutamente desconhecida"34. em ligação constante e oculta com os milhares deles que iam infestando a nascente Buenos Aires. Para haver o rendoso contrabando. 0. carne seca. op. 58 . cit.494-4.pelo interior das audiências espanholas e era exercido pelos antigos peruleiros e seus descendentes. "o ninho do contrabando"36. em virtude de uma cláusula imposta pela liberal e judaica Inglaterra no tratado de Utrecht38. É o que diz.988 41 Idem.063. pág. Enviavam para ali tabaco. nem ganhava a futura capital da Argentina. Araujo. vindos de Tucuman e da outra banda do Prata. 37 Fernando Nobre. bebidas e escravos negros. Além do contrabando. julgava oficialmente "muito lesivos ao monopólio peruano" o comércio e o contrabando que ali se desenvolviam37. com o comércio ilícito. "Resumen de Ia Historia del Uruguay". a quem uma cédula real de Filipe V o permitia no estuário. "A voyage to South America and the cape of good Hope". O. para que serviria? O comércio de Mato Grosso não existia e era o único lugar do Brasil para onde se poderia ir por aquele canal.. Araújo: "o contrabando se fazia em grande escala com gente pouco escrupulosa de Buenos Aires. João VI no Brasí0. os judeus praticavam os maiores abusos no tráfico de negros. nem a própria Colônia do Sacramento. 31.630. 43 Idem. até os próprios governadores da Colônia dele participavam42. pão e outros artigos de que os intrusos tinham falta. op. pág. Aquilo era. dirigindo e estipendiando. eram empregados aventureiros capazes de recorrer às armas em caso extremo39. raramente toman do parte direta por causa do perigo. 38 Eduardo Azevedo. op. n° 2. Era também grande o comércio de couros. o que fazia a judiaria fugir por meio do contrabando ao seu pagamento. Todos os historiadores estão de acordo em proclamar o contrabando da Colônia. pelos quais se cobravam fortes dízimos41. Ele arruinava o comércio dos estabelecimentos espanhóis. 44 Idem n°s 4. explicitamente. nº 1. Acontecia mais ou menos a mesma coisa no comércio de madeiras43. Para o mister de contrabandista. cit. pág. mas os eternos intermediários judaicos com sua jeiteira para os bons negócios. No comércio ilícito da Colônia. como já o declarava em 1694 o governador português Dom Francisco Naper de Lencastre.Lima.363. açúcar. Assim. no ano de 1700. recebendo em troca farinha. n° 2.. que o judeu praticava. obtendo as restituições da Colônia tomada pelas armas castelhanas. pág. as forças ocultas manejavam sempre de maneira a Colônia tornar ao poder de Portugal. Keith. O conde de Moncloa.40. Outra fonte de rendas ilícitas deviam ser as famosas verbas secretas destinadas a comprar amizades e inteligências entre os castelhanos44.

Paris. pág 265. A ordem de Santo Inácio entrava em decadência e as sociedades secretas. 27. a devorar as nações50". Por isso. na mineração e no contrabando. Pombal não tinha ainda recebido essa lição da experiência e. D. Expansão Lusa pelo interior das terras estava "burlada"45. triunfante em toda linha. com o tempo. os portugueses não abandonaram a Colônia. trad. Boehmer op. de parceria com o judaísmo. entrava de cabeça 45 46 Fernando Capurro. ele expulsou os portugueses que queriam estabelecer-se no local onde hoje está Montevidéu e fundou Maldonado. quanto mais a intromissão desse fermento de decomposição em qualquer Estado. um anteparo entre a Colônia e o Rio Grande. como antes havia inundado todas as anteriores. Governava Portugal o pulso forte de Sebastião José de Carvalho. cit. tomo 1. Siécle. em 1737. Monod. conde de Bobadela. não se usa do judeu. Poehmer. temos provado com documentação abundante a verdade do que afirma Houston Chamberlain: "Quando os judeus se acham em grande número em país estranho. isolando-a no estuário platino de tal modo que chegou a ficar sem um palmo de terreno além dos fossos da circunvalação. catem hospitalidade e logo que tomam pé passam a comportar-se como verdadeiros senhores!. enquanto os índios missioneiros se rebelavam contra as autoridades empenhadas em realizar o combinado. o de Pardo. 1910. cit. rompidas as relações entre os dois reinos rivais da Península Ibérica. História dos cristãos-novos portugueses" pág. aboliu as últimas separações e distinções entre cristãos-velhos e cristãos-novos. O judeu. 49 João Lúcio de Azevedo. "Les Jesuites". Payot. que se retirara descoroçoado para o Rio de Janeiro. embora tardiamente. 50 Houston Chamberlain. que entendera usar dos judeus na sua politica dominadora. Em 1735. 59 . Marquês do Pombal.O governador espanhol D. cedendo Portugal a Colônia em troca das Missões jesuíticas do Uruguai. celebrou-se novo pacto. pondo. só foi resolvida de vez em 1750 pelo Tratado de Madrid. Dai em diante. esquecendo-se dos perigos que representa a sua simples aproximação. Portugal se aviltou sob o domínio do marquês. op. sem dela conseguir apoderar-se. 358. A. em 1936. que anulou o de 1750 e fez tudo retornar ao estado anterior47. 47 Fernando Capurro. Os jesuítas franceses associaramse a eles e disso resultou aquele escandaloso processo Lavalette. mais amanhã. pág. A resistência dos padres vencera os esforços de Gomes Freire de Andrade. no reinado de Fernando VI. Cedamos palavra a uma observação atual. pôs termo às hostilidades. de G. no açúcar. H. Em todos os capítulos desta história secreta. assim. tão ferrenha que. não passou mais de um navio de pedra ancorado na praia platina. 1913. Ia reacender a luta travada pela posse da margem do Prata. em 12 de fevereiro de 1761. que excediam a tudo quanto os protestantes haviam dito e escrito contra a Companhia de Jesus46. pág. do Dr. lançavam contra ela todas as suas forças. A questão. Porém a execução do pacto suscitou tais dificuldades que teve de renunciar a ele e os pobres índios vencidos de Caybaté e os jesuítas expulsos acabaram. sucessor de Felipe V. voltava aos ritos ancestrais e impunha a circuncisão à prole49. op.. Aranda na Espanha e Choiseul em França lhe vibravam os grandes golpes que a enfraqueceriam para sempre48. julgam a ocasião propícia para realizar as ameaçadoras promessas dos seus pro fetas e se dispõem. em 1773. o que. vencendo as combinações diplomáticas. governador de Buenos Aires. J. Combate-se o judeu. põe cerco à Colônia durante dois anos. Publicavam-se o Anti-Cotton e as Monita Secreta. usá-lo equivale a cair-lhe nas unhas mais hoje. O resultado foi que o tratado não entrou em vigor e. Chegam como mendigos perseguidos. 31. motivou sua perda definitiva. De 1724 a 1725. graças à heróica resistência da guarnição. págs. 48 H. onde o contrabando prosseguia descaradamente. Bruno de Zabala combatia com todas as forças o contrabando que lhe minguava as rendas da administração para a engorda de cristãos-novos. que começara em 1682. mal chegava a terras estranhas de maior tolerância. cit. Demais. inundou as companhias de comércio por eles formadas. na pirataria.. pág. Alvaro de Salcedo. 346. O armistício de Paris. no tráfico. 268-274. cheio do ouro conseguido no pau-brasil. porém. Pfister. afastando dela a gente culta no momento em que Pombal em Portugal. O padre Vieira acercara-se deles e maus foram os resultados. " La Genése du XIX Me. no Inglaterra: " A Inglaterra vai se tornando dia a dia o paraíso dos judeus. Paris. que tão grandes danos causou à ordem. A judiaria portuguesa. com a melhor consciência deste mundo.

Com efeito. rei de Espanha. No ano da Graça de 1763. 52. 53 D. 60 . em setembro de 162. O BrasilImpério a perderia para sempre numa guerra infeliz. depois de receber uma "ordem secreta" 51 para atacar os estabelecimentos portugueses. cit. depois de dez anos de domínio. a guerra durara mais ou menos dez anos e só em 1776 os invasores haviam sido expulsos pelo esforço conjugado de lusos e brasileiros sob o comando do grande general João Henrique Bohm. porém. Seus bastiões e revelins foram arrasados. É que. manietado por uma política interna. Era com toda a cer teza sócio da judiaria portenha nessa pirataria. 1778. sendo o contrabando sua especialidade52. formidável para o tempo e o lugar. Saqueou o quanto pôde na invasão. entupidos com os barcos cheios do entulho das demolições)54. invadira o nosso territOrio e ocupara a vila do Rio Grande. pagou na a narqula judaica dos últimos tempos da Monarquia e dos atribulados tempos da República às suas concessões. Pedro Ceballos. O Rio Grande. com toda a Banda Oriental. 55 e segs. Teve todo o apoio secreto até o fim. uma expedição espanhola. Antonio Alcedo. O tratado de Santo Ildefonso entregou a plena posse da margem setentrional do Prata e da Colônia do Sacramento à Espanha. "Memória sobre o assédio e rendição da Colônia do Santíssimo Sacramento".erguida na vida pública da nação. O Tratado de Paris. ficou em nosso poder até o Chuí. protetor dos judeus. "La Colonia del Sacramento". de 10 de fevereiro de 1763. amigo dos pedreiros-livres. op. o marquês mandou transferir a capital da Bahia para o Rio de Janeiro. O Brasil-Reino conquistaria mais uma vez a Colônia. D. não poderia ver os resultados da sua política. ordenou que o mesmo Ceballos se preparasse o melhor possível para a reconquista. "Dicionário Geográfico-Histórico de las índias Occidentales".. Todas essas tomadas e retomadas haviam custado o esforço e o sangue dos homens de vulto ou ignorados que constituíram nossa Pátria. Pombal. art. porque vivia de fraudes e ladroagens no cargo. 54 Pedro F. No território rio-grandense.. para melhor atender à defesa do Sul do Brasil. evacuado. conquistou em 1777 a nossa base da ilha de Santa Catarina e retomou a disputada fortaleza do estuário. cit. Israel enriqueceu-se no contrabando sem derramar uma gota de suor ou sangue. Xavier de Brito. investira a Colônia do Sacramento e dela se apoderara. mandou restituir novamente a praça aos lusitanos e outra vez judeus e ingleses voltam a ganhar rios de dinheiro no contrabando53. entendendo ser necessário arrancar de vez aos vizinhos a margem esquerda do Prata. os canais do porto. págs. Portugal. Op. pág. no futuro. Carlos III. governador de Buenos Aires. 51 52 Carlos Correa Luna.

as quais temo dom de transformar os cristãos em "traidores da própria Pátria e da própria fé. X. meros instrumentos e intermediários do judaísmo. 59 L. "Les sociétes'sécréts et les juifs". desaparecerão na voragem57. Curitiba. o que. 24). "Delaunay provou que os Mistérios Maçônicos eram originários do Egito e foram trazidos para Europa pelos judeus". o Governo Oculto de Israel pretende dominar o mundo.. procurar e preparar a força de que carecem os judeus na grande massa do povo. 57 Duque de la Victoria. Paris. por meio dele. Dasté. a desapropriação forçada das minas. a pirataria. investigar e dar curso às ordens recebidas. ed. Todo esse ideal utópico esconde simplesmente a construção do Templo Salomônico do Talmudismo do judaísmo de hoje. a força do ouro. Prólogo. O próprio Dario Veloso nos assegura que o Templo maçônico é meramente a terra (pág.a que se referia Rabelais55. contra os egípcios. pág. verdadeiras utopias na maior parte dos casos. os judeus viveram numa "conspiração contínua59". Madrid. Aí já não se apresentará tão descoberto e se valerá das sociedades secretas. Paris pág. esconde e protege o Poder Oculto Internacional. Desde o cativeiro da Babilônia até o nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo. e os homens reunidos em uma única e só família.cit. a dominação judaica se estabelece e vai passando despercebida do comum dos mortais58. Assim aconteceu na Rússia bolchevista. A conspiração judaica contra o mundo inteiro é antiquíssima e permanente. Com tais ideologias. Op. A mais importante de todas as sociedades secretas é. tornando-as fontes de iniciação nas doutrinas cabalistastalmúdicas. realizar a propaganda. 61 . A tolerância religiosa da maçonaria não passa de disfarce do seu materialismo positivo. caps. destruidoras dos lineamentos da ordem social e gé radora de ódios. 1924. cit. em proveito do judeu cabalista. 1935. vai provocando em todos os organismos governamentais e sociais as divisões de que devem resultar todas as suas fraquezas. pois. infiltraram as divisões e heresias 60. Garnier. pág. sobretudo as sociedades secretas maniquéias a que a bula Humanum Genus de S. das idéias. Extingue. 9-10. ignoram que. 63. 1912. no qual se professa tão só o "dogma da humanidade" (pág. o Estado. diz o grande maçon Dario Veloso. todas. quase todos os grandes heresiarcas foram judeus. os preconceitos de raças. IV. pág. cit. contra os romanos. em "O Templo Maçônico". contra os sírios. 58 Duque de la victoria. pela ciência. Cf. durante cinco séculos. XI e sobretudo XV. de classes". pag. "Os Protocólos dos Sábios de Sião". "Oeuvres". Divide et imperas. a construção do domínio judaico. cuja ambição é conquistar pela astúcia e pela traição o domínio universal56". Fran çois Rabelais. atingido esse desideratum. L. 1 46 60 Op. Para isso. 57. Daste. somente sendo permitida a abertura de lojas recentemente.CAPÍTULO X A entrada em cena da maçonaria VIMOS até agora todos os meios postos em prática pelo judaísmo no Brasil. a conquista. Seu verdadeiro papel é estu dar. No seio da Igreja Católica nascente. 7. sem ex ceção. o envenenam com idéias de aparência liberal e filantrópica. op. pág. "Israel Manda". o estanco de produtos. Contra os persas. pag. às vezes sutil. Leão XIII mui acertadamente compara à 55 56 "Les nerfs des batailles sont les pécunes". sem dúvida a maçonaria. o tráfico negreiro. da Renassance Française. o Templo de Salomão é a Terra Gloriosa. que organizará em compartimentos es tanques e superpostos. 44. À sombra desse maravilhoso agente preparatório. pela fraternização consciente. O fim social da maçonaria é a reconstrução do Templo de Salomão. 10. enfim. S. O segredo maçônico disfarça. cit. as companhias de comércio e navegação. onde a maçonaria foi terminantemente proibida logo após o triunfo judaico. Os que servem a maçonaria. o contrato dos diamantes e o contrabando. 89. o açambarcamento de gêneros. págs. A acumulação da fortuna e o assalto às fortunas públicas e particulares foram levados a efeito pelo monopólio do pau-brasil.Possuindo os meios pecuniários. a especulação sobre os açúcares. 223. Toda a Gnose dos primeiros séculos do cristianismo proveio da cabala judaica. em virtude da pressão de novas necessidades políticas.nervo das guerras . a fim de se apoderar da riqueza e ter aquela pecúnia . 39). eles. É o mesmo grande maçon Dario Veloso quem o confessa na op. as sociedades secretas gnósticas se espalharam pelo oriente e pelo Ocidente61. fazer adeptos. multiplicando-as num "labirinto diabólico". o judaísmo atacara o segundo setor da sua luta.

derivados diretamente da cabala judaica70. cit. Lembre-se o que disse Dario Veloso sobre a construção ao Templo de Salomão. cit. pag. 1935. tomo II. quanto mais se aprofunda a questão. 58. págs. em Jerusalém. 323. reservada aos mestres. Jannet. Na Inglaterra. 73 Albert Lantoine. "Les francs-maçons ecrasés". utilizaram e amaram o mistério". 65 "Histoire de France". cit. destinada à propagação dos seus ensinamentos65. 1718-1763". que esta se liga em primeira mão69. Relata um cronista coevo que mantinha "inviolável segredo" quanto às suas "assembléias ocultas e perigosas para o Estado 72". a católica-romana. 11-12. 74 Larudan. Outra corrente formadora da maçonaria. "Illustration of Masonry". Londres. tomo I. 35-55. "enganando. foi a dos ocultistas Rosa-Cruzes do século XVII. op. op. é a maçonaria. 68 L. as "judaicas do Talmud". n 69 Pe. sua regra. 67 Henri Robert Petit. "Infiltrations maçonniques dans 1'Eglise". 54. patarinos. têm um governe oculto organizado63. cit. Hachette Paris. esse é o Kahal. Paris. 64 Ad. "adquirir influência pela riqueza. fundada na Palestina em 1118. pág. 63 Matter (protestante). "Os sectários de toda espécie têm. "Le drame maçonnique". Obedecia a esta palavra de ordem: "enriquecer para comprar o mundo67". Iniciava a 61 Adolf Frank (judeu) Ma Kabballe°. a mãe da maçonaria. confessa que a doutrina maçônica nada mais é do que o judaísmo cabalista66. segundo as confissões pormenorizadas idênticas todas elas nos países mais diversos. 1712. tomo II págs. págs. op. destruindo o Estado 74. 62 . de acordo com o modelo da profecia de Ezequiel". e. Dasté. O fim secreto dessa ordem de cavalaria. A cabala viveu e vive sempre no mais profundo seio dos mistérios da maçonaria. destinada a ser. com grande aceitação por parte dos fidalgos fúteis e cortesãos. 61-63. tentando inocentar a Ordem do Templo. A história afirma íntima ligação entre a célebre Ordem dos Templários e o judaísmo. 70 C. op. Dasté. 72 Barbier. pág. Amelineau. em 1737. em toda a cristandade. 393. Michelet. derrubar a autoridade do Papado e o poder da Realeza. outra pública. intrigar e apoderar-se do mundo". Tinha duas doutrinas: uma oculta. sofrem condenações infamantes. pags. "Histoire de la Franc-Maçonn_e rie. 222 e segs. dessa fonte maniquéia e cobrem a França com "uma rede invisível de sociedades secretas"62. pags. 47. desde muito tempo. Todavia. que usa o sistema dos cabalistas talmúdicos. op. Desté. Dasté. primeiro-ministro. Dasté. pág. 4. 1936. cit. "Essais sur le Gnosticisme". pág. pág. assim. Havia traído São Luiz nas cruzadas e preparava vasta conspiração em toda a Europa 68. eles se infiltraram nas antigas corporações de pedreiros-livres. pag. Amsterdam. cujos ritos são os mesmos da maçonaria. 62 L. A maçonaria surgiu em França no reinado de Luiz XV. o mesmo propósito dos Templários: destruir a Religião e o Trono. 1861. Frank. 1843. 1. 66 Eliphas Lévi (autor insuspeitíssimo: ocultista apóstata e maçom).para os judeus. Imputavam-lhe. suas tradições. 65. depois de longos e minucïosos processos. a infiltração dos pedreiros-livres ocorreu em 170371. "a cabala dos gnósticos. mais aparece a culpabilidade dos Templários.op. seu ideal. "Chronique de la Régence et du régne de Louis XV. acumulado mentiras sobre mentiras. brabantinos e albigenses saem em plena IdadeMédia. "Histoire critique du Gnosticisme". pag. Paris. Paris. Tomo II. quando Felipe. Delas veio o nome de pedreiros-livres ou francomaçons. que. era "a reconstituição do templo de Salomão. aos adversários que pretendiam suplantar". no século XVIII. Paris. Paris. seu exemplo os maçons guerreiros de Zorobabel. Nouvelles Editions Latines. C. Bailliére. 71 Pretton.française". o historiador mais anti-católico deste mundo. os judeus sempre procuraram. o Belo. 42. Diretamente. o qual data do exílio de Babilônia 64. cit. Queria. É aos Templários. tomo III. págs. "Dogme et rituel de la Haute magie". Jannet. L. Barbier. 341-353. cit págs. muito poderosas pelas franquias que gozavam como construtoras dos edifícios públicos e das catedrais góticas. 63. pág.maçonaria. Vinha importada da Inglaterra e o cardeal de Fleury. op. Catáros. 1746. pág. desta sorte. como se vê. L. desde o tempo dos romanos. 154. mandou fechá-la manu militari73. para os cristãos judaizantes ou judaizados. cit. "Por necessidade ou natureza. destruída pelo Papa e pelo rei da França. 22-23. op. 1843. 1885. e Clemente V a dissolveram de surpresa. Nourry. No século seguinte.

Nacional. O restolho. Manuel Musqueira da Rosa e Felipe dos Santos82. que não passavam de cristãos-novos. com o Marquês de Pombal. contribuíram para êxito da empresa. mas. outras. verificamos na nossa história pública os traços inconfundíveis dessa história secreta. Fundaram-se no Rio de Janeiro. 142. 253. Na fin 1'empire espagnol d'Amerique". Paris. Vamos avivá-los nas conspirações que primeiro tentaram movimentos de independência. 3. com o fim visível e retumbante da libertação dos brasileiros das garras da metrópole. pedreiro-livre era sinônimo de judeu76. Mario Sáa. as lojas maçônicas datam dos últimos tempos do regime colonial. chefiado por Pascoal da Silva Guimarães. que. "Efemérdes Brasileiras". como o reconhecia o próprio 75 76 Albert Sorel. confessa o maior dos técnicos revoluçionários modernos. A cobrança dos impostos reais e as repressões do contrabando determinavam contínuas agitações. o mesmo fim da conquista flamenga. cit. Porque nenhuma revolução. "já funcionava na Bahia o Grande Oriente". para a nossa independência78. 63 . 12.. de certo. se constituiria na América Latina. das colorias. Daí o levante trágico de 1720. afirma. Os exemplos de outras obras maçônicas. ficara a "arder às surdas". com o tempo. Todas do rito adonhiramita. 585. nº 13 e segs. Certo nativismo orgulhoso se misturava ao regulismo dos descendentes dos cristãos-novos mascates e forasteiros que se haviam apoderado pela força e pela traição das lavras de ouro. "História da Civilização Brasileira". Essa independência dos países sul-americanos. Rio de Janeiro. op. Cf Mario Sáa "Portugal-cristão-nevo". de modo que a história judaica corre paralela à história universal e a penetra por mil tramas80". portanto. pag. setembro. 83 Rio Branco. 346-347. pode triunfar sem haver antes destruido os fundamentos do Estado75. Recife. persistente. 253. e do esfacelamento do novo império que. 81 Pedro Calmon. separatistas. em Minas e na Bahia. 81. que eram. os quais detestavam o fisco minguador de seus proventos. "em todas as grandes revoluções do pensamento. O estado via-se ali pobre e fraco diante dos particulares fortes e ricos. independentes deles. 78 "Memória do distrito diamantino". tomo II. no meado do século XVIII. na opinião de um dos homens que melhor estudaram a questão nas suas causas e efeitos. algumas sob os da França. porém um meio de enfraquecer Espanha e Portugal que eram os dois maiores inimigos do judaísmo: latinidade e catolicidade 79. começando seu "trabalho lento. 26 de julho de 1907.. Umas foram instaladas sob os auspícios do Grande Oriente português. principiava no reino lusitano a era dos maçons. Em Portugal. A extração do ouro aumentava sem que aumentassem os quintos de El Rei81. oculto. ora visível e retumbante. 79 Marius André. se encontra a ação judaica. o consciencioso historiador Joaquim Felicio dos Santos declara não saber. ano 29. porém. "L'Europe et la Révolution". pág. com razão. haviam ficado a "arder às surdas" as chamas revolucionárias. 82 Há sabor de cristão-novo no nome de Musqueira da Rosa. A repercussão do grito da independência dos Estados Unidos deveria ecoar no sul do continente. 1822. na Bahia e em Pernambuco77. No Brasil. Precederam de um quarto de século a transladação da corte. Oportunamente. pág. pag. se sentia isso e se temiam mais os inimigos internos do que os externos. ao certo. Imp. a maçonaria se encarregaria de habilmente soprar o borralho. Os próprios judeus abertamente cofessam. 77 Manoel Joaquim de Menezes Drummond. "tanto que as duas palavras eram sinônimos e. 80 "Univers Israelite". pág. não era propriamente um fim para a maçonaria. se estabeleceram as casas de fundição às quais deveria ser levado todo o metal precioso. pág. para de novo atiçar as labaredas 84. mas com o fim mudo e latente do esfacelamento do império colonial português. 84 Joaquim Felício dos Santos.preparação do terremoto social de 1793. como se introduziu a maçonaria no nosso pais. págs. 1907. "A invasão dos judeus". lá fora. pag. Nouvelle Libraire Nationale. que o Conde de Assumar reprimiu duramente com o incêndio e o cadafalso83. que. Três lustros depois. Por isso. desde a guerra dos emboabas. Até aqui. "Exposição História da Maçonaria no Brasil" in "Arquivo Maçônico". regionais e. o que prejudicava grandemente os magnatas da mineração. 198. Embora não tendo à mão o documento maçônico de que extraímos estes dados. no campo. ora muda e latente. Na capitania de Minas.

"História da Cor) juração Mineira". sem nada haver conseguido. Maia morreu mais tarde em Lisboa. com efeito. sobretudo nas universidades de Montpellier e Paris. Corriam boatos desencontrados. como se diz. de nome certamente herdado dos forasteiros de 1709. Norberto de Souza e Silva. com a venalidade da magistratura. tomo VII. 20 Cf. 39-4G. Franklin. 88 J. 89 "Memórias do distrito diamantino". conforme o notava. Filtra-se o segredo maçônico nesta revelação histórica. 90 Isaque Izeckson. as pessoas de que se compunha88". 87 "Extratos da correspondência de Tomás Jefferson" in "Revista do Instituto Histórico e Geográfico do Brasil". Domingos Vidal Barbosa. Um autor judeu assegura que os judeus "tiveram muita influência no preparo material e espiritual" da conspiração90. participantes duma Arcádia Literária. cit. Os moços brasileiros que estudavam na Europa. Alguém as sopra de qualquer parte. que fora ao Velho Mundo levar o angustiado pedido de socorro dos Filhos da Viúva de sua Pátria às lojas adonhiramitas ou do rito francês. Tornou-se. págs. pag. o qual lhe concedeu uma entrevista romântica nas arenas de Arles87. Rio de Janeiro. Em Vila Rica. num capitulo das "Memórias do distrito diamantino". que o Grande Oriente se estabelecera na Bahia. a qual ia incendiando os nossos patrícios em contato com a juventude revolta das escolas francesas. As idéias que andam no ar nunca nasceram por si. escrito. Na França. preso à coroa de Portugal. como costuma acontecer sempre. "tesouros mal guardados"85. no descontentamento dos brasileiros mais cultos vendo o seu paraíso. Norberto. da Costa. Pois bem. 1935. havia uma roda de homens cultos. como José Joaquim da Maia. de passagem. A opressão metropolitana fazia-se sentir duramente em Minas. op. sede do governo da capitania. "os judeus na Independência" In "Almanaque Israelita. Foi bem um quadro em puro estilo do século XVIII: os conspiradores da liberdade no meio das ruínas clássicas! Jefferson recusou-se polidamente a entrar na combinação. Vimos. tomo pág. Garnier. segundo confessa. tão gabado judaicamente desde os "Diálogos das Grandezas". cit. regressavam aos lares cheios de entusiasmo pela grandeza da terra brasileira comparada com a exigüidade européia e cheios de maior entusiasmo ainda pelo exemplo norte-americano e pela figura do grande maçom Benjamin. houve estudantes brasileiros na França que procuraram entabolar negociações para a nossa independência com potências estrangeiras. As esperanças de libertação polarizavam-se em torno da figura prestigiosa do tenente-coronel Francisco Freire de Andrade. textualmente: 85 Antonio Rodrigues. mas porque era o segundo comandante dos famosos Dragões das Minas e os poderia arrastar a um pronunciamento. começava a lavrar aquela febril agitação. Bartolomeu de Almeida. Levados por essas idéias e entusiasmos. pág. e "envolto em tanto mistério que mal sabiam os conjurados do que nele se tratava nem ao certo. 489. José Mariano Leal e José Pereira Ribeiro 86. 60. assoprada pelas forças ocultas. pág. quando as atmosferas sociais estão sobrecarregadas pelas toxinas que agem à socapa. embaixador dos Estados Unidos. que vem comprovar de modo incontestável o que afirma o probo Joaquim Felício: "A inconfidência de Minas tinha sido dirigida pela maçonaria 89". alegando que seu país não estava ainda em condições de arcar com as responsabilidades de complicações com outras nações. 91 Izaque Izeckson. o francês Parny. A idéia da independência andava. Cá dentro do Brasil. 86 J. 253. o monopólio do sal e a proibição dos teares para favorecer a indústria do reino. afirmavam-se já alguns vislumbres de consciência nacional. escocesas e iluminadas. Não há geração espontânea na natureza e também não há na vida das sociedades. a respeito de seus propósitos libertadores. a qual facilmente se tornaria o centro diretor de qualquer movimento de idéias a se objetivar em ação. Nessa primeira tentativa republicana no Brasil. no ar. não pelo seu valor intelectual ou pelas suas convicções políticas. a Tomas Jefferson. embora ainda adstrita a localismos. artigos no jornal católico °A Ordem". anteriormente. "Consulta do Conselho Ultramarino à Sua Majestade no ano de 1732" in "Re vista do Instituto Histórico e geográfico do Brasil". os vexames do fisco. Maia. "o esforço judaico é inegável91". pág. prenunciadora da Grande Revolução.Conselho Ultramarino. Joaquim Felício declara. escreveu. 64 . loc. em grande parte com informações hauridas do Senador Teófilo Ottoni. em 1786. 289.

um amor da responsabilidade e uma resignação altamente cristã. 97 É sabida a predileção dos judeus pela arte de curar e sua derivada. hoje Diamantina. um espírito de sacrifício. contra os invasores castelhanos. tomo II. comunistas russos. na leviandade fanfarrona de seu temperamento. O anúncio de uma derrama. 71. Tinha dois irmãos. Em 1868. que liam versos e propagavam a idéia do republicanismo separatista. depôs na devassa o sargento-mor José Joaquim da Rocha. Quando Tiradentes foi removido da Ahia (?). e fizera a campanha do Sul. pág. é bastante para se fazer em sã consciência a afirmação de que fosse de raça judaica. que possuía muitas obras proibidas. balaios e quebraquilos do Norte. cit. Diogo Pereira de Vasconcelos. usava o materno. o primeiro que se iniciou foi o padre Rolim. Maiores se encontram na versatilidade de sua vida. onde põem gente sua. a farmácia. "Parnaso Brasileiro". Luiz de Vasconcelos a concessão do abastecimento de água e dos trapiches96. que se tornaria a figura principal da Inconfidência por todos os títulos.Rodolfo Garcia. Indicio vago. Nada disso. Em lugar do nome paterno. 95 Op. 94 J. que traziam nomes diferentes: Francisco Ferreira da Cunha e Daniel Armo Ferreira. sem proteção. Januario da Cunha Barbosa. nas tentativas desatinadas de ganhos e concessões. Outros revolucionários. finta geral do fisco cobrando tributos atrasados. ambos sacerdotes. devi do ao alto conceito de quem a faz. na profissão do pai (46) e no seu primeiro meio de existência como mascate. fardado e revestido das insígnias maçônicas de mestre93. que estudara e comentara a "Riqueza das Nações" de Adam Smith 94 e que se encarregara de preparar os "códigos fundamentais" da futura república. disse dele Alvarenga Peixoto. pág. loc. Norberto. onde estivera preso e ficara "sem crédito". 70. A revelação é notável. Castro Boticário e muitos outros são cognómes que denunciam ainda hoje. Era filho do boticário Domingos da Silva Santos e de Antônia da Encarnação Xavier. José Joaquim da Silva Xavier. Era pouco ou nada simpático de aparência "feio e espantado". campônios de Maria da Fonte. no caixão mortuário. na inquietação constante de seu caráter. Da roda arcadiana de conjurados faziam parte o ouvidor Tomás Antonio Gonzaga. todas as rebeldias assopradas da sombra têm cuidado com o maior empeno: circun célios. No Rio de Janeiro. As preterições lhe amargavam a alma. o populacho o vaiava por causa do físico incomum e por viver perguntando a esmo o que faria Minas feliz. como recurso de vida. nascera em São João Del Rei e principiara a vida como mascate nas Minas Novas. o velho Cláudio Manoel da Costa. em Portugal. Quando no Rio. em conseqüência de enfermidade contraída na cadeia de Vila Rica.cit. Disso. como o de Costa e Pinto97". Tentara a mineração. cit. Fazia o que se chama biscates em medições de terras. O referido cadete faleceu no Tijuco. cit. 12. op. A revolução deveria estalar nesse momento e entre seus planos figurava a queima dos cartórios95. sem proveito."Tiradentes e quase todos os conjurados eram pedreiros-livres. pela profissão ancestral a origem judaica de seus portadores" . por que entre seus nomes há o de Silva. As influências judaico-maçônicas manobravam seu idealismo patriótico. 65 . alcunhado o Tiradentes por exercer a profissão de dentista. trazia instruções secretas da maçonaria para os patriotas de Minas. o intendente Francisco Gregário Pires Monteiro Bandeira. na onomástica mutável de sua família. para a carreira das armas e. Em Tijuco. procurara obter da indiferença do Vice-Rei D. já promovido a desembargador. "preferido pelos judeus-portugueses. sem nada de comum com as atitudes dos judeus nessas ocasiões. os padres Miguel Eugênio da Silva Mascarenhas e Carlos Correa de Toledo. se apoderam dos cartórios. estacionara no posto de alferes da 62ª Companhia dos Dragões das Minas. Se o sangue de Israel 92 93 Op. o poeta Inácio José de Alvarenga Peixoto. pág. porém. Mendes dos Remédios. albigenses. Entrara. cit. para fazer desaparecer os títulos de propriedade. depois o cadete José Vieira Couto e seus irmãos92". certamente descontentaria muita gente e aumentaria o número dos prosélitos. "Os judeus no Brasil colonial in -Os judeus na história do Brasil". Diz Isaque Iseckson que era possivelmente judeu. pelo contrário. O papel que assumiu na derradeira etapa da malfadada conspirata demonstra. porque sua atenção não estava voltada para o todo brasileiro e sim para o torrão natal. ainda viviam pessoas que tinham assistido ao seu enterro e o viram. 96 Loc. como os de 1930. jaques.

que fora antes dele para Vila Rica. porque as leis ordenavam a delação. se é que houve alguma coisa escrita? O primeiro pensamento de Aires Gomes. que na hora oportuna fizessem a revolução°. O triângulo na posição em que aí está. por meio delas. pág. pag. Maciel. do governo da capitania. todos eles desavisados da questão judaico-maçônica. o que vai ao encontro da referência de Joaquim Felício sobre as instruções secretas ou a prancha trazida da Bahia. munido de autorização real para a cobrança da derrama. o qual. posteriormente se viu envolvido nas teias do processo. Tentou.. afirma Joaquim Norberto98. 98 Op. 7:". Durante a ausência do alferes. e ao capitão Maximiano de Oliveira Leite. pode ser visto na pág 112 da obra "Compass der Weisen° de Ketmia Vere. no "Livro Maçônico do Centenário". do qual a Linguagem Maçônica. com o padre Manoel Rodrigues da Costa. em Vila Rica. No Rio de Janeiro. De torna viagem. que ele conheceu. com o Triângulo. Imprensa Nacional. na sua obra sobre bandeiras e brasões do Brasil pinta-o verde. Esse informe foi dado ao Marquês de Barbacena na sua mocidade. de tal modo o meio o purificara através das gerações que pôde praticar atos que o imortalizaram. o Visconde de Barbacena. Tiradentes passou na fazenda do opulento José Aires Gomes.chapéu". José Álvares Maciel. 12. Organizou sociedades em Minas. Rio de Janeiro. José Alves Maciel. Falou ao próprio tenente coronel Freire de Andrade. iniciara-o no mistério da conjura. seu superior hierárquico. Por onde andarão os papéis desse tempo. coronel da cavalaria auxiliar na Borda do Campo. Clóvis Ribeiro. Fez o mesmo na fazenda do Registro Velho. Em certas reproduções da Bandeira dos Inconfidentes. 66 . 1896. quando serviu em Angola. buscando apoio para o levante de Minas Gerais.. Pedro José de Araújo Saldanha Em conversa. Sobre o Dr. que não gostou disso. O Dr. Rio de Janeiro e S. tomara posse. segundo o depoimento de Domingos Vidal. o Barão Proeck. sem resultado. tornando-o uma figura simbólica. a 11 de junho de 1788. que os conspiradores esperavam ansiosamente para se manifestarem. lê-se o seguinte em Antônio Augusto de Aguiar. pag. foi levar o que ouvira ao conhecimento das autoridades. o Triângulo aparece encarnado. os vestígios das atuações das forças ocultas. que o repeliu. Tiradentes pusera-se em contato com um moço mineiro que regressava formado da Europa.fazer a propaganda das idéias e preparar elementos. Em sentido literal . por um dos inconfidentes ali desterrados. Tiradentes continuou a falar no assunto. estivera na Inglaterra. 1779. E impossível deslindar o segredo maçônico das origens da conspiração sem consultar os arquivos secretos da maçonaria. seu comandante. expandiu-se sobre as novas idéias. por intermédio do desembargador Luis Beltrão. diz unicamente o seguinte: "Emblema da Divindade. medroso de complicações. o Dr. cit. É preciso respigar nos historiadores.porventura lhe corria nas veias. "Vida do Marquês de Baroacena". em companhia do ouvidor que ia substituir Tomás Antonio Gonzaga. Bandeira da Inconfidência proposta por Tiradentes. Berlim e Leipzig. Por causa de seu involuntário silêncio. 161. Paulo com o intuito de.

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