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Manual Operacao de Estacao de Tratamento de Esgoto

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SANEAMENTO DE GOIÁS S/A DIRETORIA DE PRODUÇÃO

OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO
Participação: P-GET / P-GTE / E-GSH / PR-GG / P/SLE Apoio: A-GDP

GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO CAPITULO 1

GESTÃO DO MEIO AMBIENTE E SANEAMENTO AMBIENTAL Autor: Eng. Civil Áttila Moraes Jardim Júnior 1.1) Crescimento Populacional e Econômico X Preservação Ambiental

A questão ambiental vem merecendo, a cada dia, maior interesse das nações, em todo o Planeta. Isto porque, o desenvolvimento do mundo moderno evidencia que os recursos naturais não estão sendo suficientes para atender a demanda do sistema econômico e também, por outro lado, o meio ambiente tem se mostrado limitado para absorver os resíduos e rejeitos gerados. Na verdade, promover o desenvolvimento econômico e ao mesmo tempo preservar o meio ambiente representa grande desafio para todos os povos. A esse modelo, que compatibiliza adequadamente dois objetivos antagônicos denomina-se “desenvolvimento sustentável”. Atingir esse estágio de desenvolvimento exige das nações muito esforço individual, quando o impacto apresenta-se local. Por outro lado, quando os impactos do desenvolvimento apresentam-se geograficamente difusos a solução demanda acordos internacionais, o que representa um grau a mais de complexidade ao assunto. Pode-se citar como exemplo desses diferentes graus de dificuldades, que os países desenvolvidos conseguiram, satisfatoriamente, despoluir seus rios, por tratar-se de poluição geograficamente delimitada. Por outro lado, não estão obtendo sucesso em controlar o nível de gás carbônico na atmosfera. Acordos internacionais sempre representam prejuízos diferenciados para os envolvidos. Ao se verificar a demografia da Terra, Tabela 1, fica evidente que uma das razões para a natureza não vir atendendo a demanda do sistema econômico deve-se a alta taxa de crescimento populacional. Esse crescimento apresenta uma face mais perversa ao retratar que os países mais pobres apresentam as mais altas taxas de crescimento populacional. Em outras palavras, isto representa dizer que a desigualdade econômica existente entre os
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GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO países está aumentando a cada dia. Tabela 1: População estimada e projetada para o Mundo

POPULAÇÃO ESTIMADA (milhões de habitantes) ANO MUNDO
PAISES DESENVOLVIDOS PAISES EM DESENVOLVIMENTO
Mais Pobres Outros

TAXA DE CRESCIMENTO (% ao ano) 1950-2000 1,76
0,77 2,1
2,41 2,06

1950 2518
813 1705
200 1505

2000 6071
1194 4877
668 4209

2050 8919
1221 7699
1675 6024

2000-2050 0,77
0,04 0,91
1,84 0,72

Fonte: Departamento de Economia e Assuntos Sociais – Nações Unidas (2002)

Além do aumento populacional, outro componente contribui muito para o agravamento ambiental do planeta. As economias das nações estão apresentando vertiginosos crescimentos em suas escalas. Isto quer dizer que o nível de produção e consumo do planeta está, por isto, também crescendo. Esse fenômeno é comum principalmente entre os países ricos, mas também está presente em grande parte dos países em desenvolvimento. Assim, o crescimento populacional aliado aos crescimentos das escalas das economias estão promovendo a escassez de recursos naturais da Terra e evidenciando sua fragilidade em absorver os resíduos e rejeitos decorrentes desse desenvolvimento. 1.2) Recursos Hídricos Um dos mais importantes recursos naturais da Terra trata-se da água. Ela exerce notável influência sobre todas as formas de vida no planeta. Pode ser definida de várias maneiras, dependendo do ângulo de observação. Para os químicos, ela é um composto inorgânico formado por duas moléculas de hidrogênio e uma de oxigênio. Para os físicos, ela é a única substância que, a temperatura normal, se apresenta na natureza nos três estados físicos (sólido, liquido e gasoso). Para os biólogos, ela é a substância responsável pela existência e manutenção de vida. Sem ela não haveriam as condições necessárias para a existência se quer de uma espécie. Para os teólogos, a água é uma dádiva de Deus, que purifica,
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porém limitado e escasso. a qual está contida na atmosfera. a água. nutre e proporciona aos indivíduos o pão da vida. pelo menos em termos de valor de uso. MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:4 de 122 . das plantas e dos minérios. de grande valor econômico. cerca de 3%. Para a legisladores brasileiros. A figura 1.03% do total dos recursos hídricos da Terra. em condições de ser utilizada para o abastecimento público.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO abençoa. além de fazer parte do solo. Para os economistas. ela é um recurso natural renovável e estocável. em formações rochosas. dos animais. em depósitos subterrâneos. a água é um recurso natural renovável. cerca de 2/3 formam as placas polares. Embora dois terços da superfície do planeta Terra sejam formados por esse composto químico. Outra parte é de difícil aproveitamento. pois encontra-se no subsolo a grandes profundidades. facilita o entendimento dessa situação. A água doce é um percentual muito baixo em relação ao total existente no globo. Destes. a água é um bem público de uso comum. Certo é que a água de rios. lagos e subterrânea aproveitáveis representam apenas 0. abaixo. representa-se um bem escasso. Para os sanitaristas. não suscetível de direito de propriedade.

2 . Um dos grandes problemas nesse aspecto prende-se a distribuição irregular desse bem no globo terrestre. provocado pela absorção da energia solar. dessedentação de animais e abastecimento industrial. abaixo. é responsável pelo clima e outros fenômenos de primordial importância: a sobrevivência da ecodiversidade. que evidencia os fluxos da água junto a camada superficial na Terra. Esse ciclo. ou mesmo para lazer e recreação. A figura 2. exemplo: irrigação. Existem formas diferentes de utilização dos recursos hídricos: 1 . Os recursos hídricos atendem a muitos interesses da humanidade. represamento para geração de energia. navegação.o uso é dito consuntivo quando se retira água de um manancial. MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:5 de 122 . O tratamento dispensado aos recursos hídricos deve merecer esforço de todas as nações para não ocorrerem graves problemas de escassez e poluição. como é o caso da pesca.o uso é dito não consuntivo quando não se retira água do manancial. abastecimento humano.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO Outro assunto de interesse ao se tratar os recursos hÍdricos é descrever o ciclo hidrológico. daí a necessidade de se estabelecer regras para o seu múltiplo uso. apresenta uma visualização sintética desse ciclo.

com qualidade compatível com a saúde publica e em quantidade suficiente para a garantia de condições básicas de conforto. Para promover este bem estar. industrial e pública. MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:6 de 122 . no entanto. Representa.3) Saneamento Ambiental e Saúde Pública Segundo a Organização Mundial da Saúde – OMS. O estudo desse campo do conhecimento. O uso de água para abastecimento público com o conseqüente retorno das águas servidas ao corpo hídrico representa assunto do maior interesse ambiental e também de saúde pública. saneamento é o controle de todos os fatores do meio físico do homem.4) Os serviços de saneamento podem assim ser sintetizados: Abastecimento de água: abastecimento de água para as populações. um estado de completo bem estar físico. e não apenas ausência de doenças. mental e social. Coleta e tratamento de esgoto: coleta. neles incluídos os rejeitos provenientes das atividades domésticas. comercial e de serviços. em outras palavras. mental ou social. tratamento e disposição ambientalmente adequada e sanitariamente segura dos esgotos sanitários. o saneamento constitui um conjunto de ações sobre o meio ambiente físico. se dá no âmbito do saneamento ambiental. No gerenciamento de um corpo hídrico as fronteiras da bacia hidrográfica devem prevalecer sobre as fronteiras intergovernamentais. de controle ambiental. A bacia hidrográfica representa a delimitação de toda uma região que contribua para um dado corpo d’água. 1. que exercem ou podem exercer efeitos nocivos sobre seu bem estar físico. 1. quando se procura uma abordagem sintética sobre a gestão dos recursos hídricos. um corpo d’água que se destina a diluição de esgotos em um país pode vir a representar manancial de abastecimento público de uma nação vizinha. trata-se do conceito de bacia hidrográfica. com o objetivo básico de proteger a saúde do homem.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO Outro aspecto relevante a ser mencionado. pois muitas vezes.

. Isto porque.. por meio de abastecimento de água potável. promoção da disciplina sanitária do uso do solo... roedores....... moluscos.. tratamento e disposição final de resíduos sólidos: Coleta..... drenagem urbana. .. industrial e pública. coleta.. tratamento e disposição sanitária de resíduos sólidos... controle de doenças transmissíveis e demais serviços e obras especializadas. líquidos e gasosos. MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:7 de 122 ....GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO Coleta.... e Controle de Vetores: controle de vetores de doenças transmissíveis (insetos.. Recentemente o conceito de saneamento vem sendo alterado de saneamento básico para saneamento ambiental. com a finalidade de proteger e melhorar as condições de vida rural e urbana. a seguir descrito: SANEAMENTO AMBIENTAL: É o conjunto de ações socioeconômicas que tem por objetivo alcançar um meio ambiente com sanidade.. Drenagem Pluvial: coleta de águas pluviais e controle de empoçamentos e inundações.... Daí a adoção do novo conceito.. o estabelecimento de condições mínimas ambientais não poderiam ficar ausentes das necessidades de bem estar do homem. tratamento e disposição ambientalmente adequada e sanitariamente segura de resíduos sólidos provenientes das atividades domésticas..... etc).. comercial e de serviços.

Outra denominação: águas residuárias. de superfície.1) O que é esgoto? É todo despejo proveniente dos diversos usos da água.   Esgoto Bruto: esgoto não tratado. de infiltração. MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:8 de 122 . Esgoto tratado: esgoto após a etapa de tratamento. pluviais e outros efluentes sanitários. contendo matéria fecal e águas servidas. que remove seus principais poluentes. 2.2) Alguns conceitos básicos:  Sistema de Esgotos Sanitários . Contaminação: introdução de substâncias nocivas no meio. de utilidade pública. tais como as de uso doméstico. Águas de infiltração: parcela de contribuição dos esgotos que provêm das águas do subsolo. organismos patogênicos e metais pesados. que penetra nas canalizações de esgotos através das juntas. Corpo receptor: corpo d’ água que recebe o lançamento de esgotos brutos ou tratados.     Águas pluviais: parcela das águas da chuva que escoa superficialmente. de áreas agrícolas. -transporte e afastamento. -disposição final dos esgotos de forma adequada. . industrial.tratamento. como por exemplo. poços de visita e defeitos nas estruturas do sistema.SES: é o conjunto de obras e instalações destinadas a propiciar: -coleta.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO CAPÍTULO 2 CONCEITOS BÁSICOS DE UM SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO Autores: Engª Ana Lúcia Colares Lopes Rocha Engº Romis Alberto da Silva 2.

Calcula-se a vazão de esgotos utilizando-se do conceito de coeficiente de retorno água-esgoto.   Vazão industrial: a vazão de esgotos produzida depende do tipo e porte da indústria. etc. Esgoto séptico: Esgoto em meio anaeróbio.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO      ETE – Estação de Tratamento de Esgotos. em função do consumo médio diário de água de um indivíduo. m³/h. Jusante: direção para o lado da foz. EEE – Estação elevatória de esgotos. ou seja. Bacia / sub-bacia de contribuição de esgotos: corresponde à parte ou toda área da bacia hidrográfica que drenam os esgotos. tipo de junta empregada.. Montante: direção para o lado da nascente. Vazão de Esgotos: a vazão ou descarga de esgotos expressa a relação de quantidade do esgoto transportado em um período de tempo. MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:9 de 122 . É expressa em l/s/m ou l/s/km. Normalmente a vazão é representada pela letra”Q” e é expressa em unidade de volume por unidade de tempo: l/s. extensão da rede coletora. Esgoto fresco: esgoto bruto recém gerado. profundidade do lençol freático. denominado quota per-capita (QPc).. Esgoto Efluente à ETE: esgoto que flui de um sistema de uma unidade de tratamento. de onde correm as águas.. A quantidade de água infiltrada depende de diversos fatores como tipo de material das tubulações. conexões. juntas ou paredes dos poços de visita. Esgoto Afluente à ETE: esgoto bruto ou parcialmente tratado que flui para uma unidade de tratamento. Tal coeficiente situa-se em torno de 80%. Entende-se por bacia hidrográfica a área da superfície terrestre drenada por um determinado curso d' água e limitada perifericamente pelo limite do divisor das águas. para onde correm as águas de uma corrente fluvial. para cada 100 litros de água consumida são lançados aproximadamente 80 litros de esgotos na rede coletora. tipo de solo.  A vazão de infiltração no sistema de esgotos sanitários ocorre através de tubos defeituosos. ou seja.      A vazão média de esgotos domésticos é calculada com base no consumo de água da localidade. muito poluído.

2. lavajatos. unidades de saúde. edificações comerciais.4) Características do esgoto: 2.3) Classificação dos esgotos: Os esgotos que chegam às Estações de Tratamento de Esgotos são basicamente originados de três fontes distintas:    Esgotos domésticos. laboratórios. Esses esgotos possuem características próprias em função da atividade e do processo industrial empregados.2% de água. Efluentes não domésticos . MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:10 de 122 .08% de matéria sólida e 99. lavanderias. Esgotos Domésticos: Provêm principalmente das residências. A matéria sólida total do esgoto pode ser definida como a matéria que permanece como resíduo após evaporação a 103°C.1) Características físicas: As características mencionadas a seguir são parâmetros de relevância para o estudo dos esgotos sanitários: Teor de sólidos: Os esgotos domésticos apresentam em média 0. oficinas mecânicas.os esgotos não domésticos deverão passar por prétratamentos e/ou tratamentos específicos antes de serem lançados no sistema coletor público ou no corpo receptor. de hospitais. Águas de infiltração. cozinhas ou qualquer dispositivo de utilização de água para fins domésticos.4.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO 2. Esgotos Não Domésticos: Provêm principalmente de indústrias – esgotos industriais. lavanderias. instituições ou quaisquer edificações que contenham instalações de banheiro.

estes compostos orgânicos são uma combinação de carbono. variação conforme as estações do ano. carboidratos (25 a 50%). Cor: Os componentes responsáveis pela cor são os sólidos dissolvidos. fenóis. na solubilidade dos gases e na viscosidade do líquido. È causada por uma grande variedade de sólidos em suspensão. devido ao gás sulfídrico e outros produtos da decomposição. pesticidas. algumas vezes com nitrogênio. Influencia na atividade microbiana. Turbidez: Representa o grau de interferência com a passagem de luz através do líquido.4. Os grupos de substâncias orgânicas são constituídos principalmente por:     compostos de proteínas (40 a 60%). desagradável. surfatantes. 2. gordura e óleos (10%).GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO Temperatura: é ligeiramente superior a das águas de abastecimento. no esgoto séptico a cor é cinza escuro ou preto. hidrogênio. no esgoto séptico o odor é fétido. MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:11 de 122 . uréia. oxigênio. Odor: No esgoto fresco o odor é oleoso. conferindo uma aparência turva no mesmo. Esgotos mais frescos ou mais concentrados geralmente possuem maior turbidez. No esgoto fresco a cor é ligeiramente cinza.2) Características químicas: A origem dos esgotos permite classificar as características químicas em dois grandes grupos: a) da matéria orgânica. etc. Geralmente. relativamente desagradável. b) da matéria inorgânica a) Cerca de 70% dos sólidos no esgoto são de origem orgânica. sendo mais estável que a temperatura do ar.

No sistema separador absoluto . que chegam às galerias de indevidamente ou se infiltram através das juntas das canalizações. tanto na natureza como nas unidades de tratamento biológico. As bactérias coliformes são típicas do intestino do homem e de outros animais de sangue quente (mamíferos em geral) e. 2.4. A areia é proveniente de água de lavagem de ruas e de águas do subsolo. os protozoários. Há vários organismos cuja presença num corpo d'água indica uma forma qualquer de poluição. Um sistema de esgotos sanitário é constituído das seguintes unidades: MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:12 de 122 . principalmente pela presença de areia e de substâncias minerais dissolvidas. justamente por estarem sempre presentes no excremento humano (100 a 400 bilhões de coliformes/habitante x dia) e serem de simples determinação. as soluções individuais para o destino do esgoto doméstico devem dar lugar às soluções de caráter coletivo denominadas de “sistema de esgotos”. dos esgotos domésticos e dos despejos industriais em um único coletor. os fungos. que são responsáveis pela decomposição e estabilização da matéria orgânica. os esgotos domésticos ficam completamente separados dos esgotos pluviais.5) Sistema de esgotos sanitários À medida que as comunidades e a concentração da população tornam-se maiores. 2. os vírus. as algas e os grupos de plantas e de animais.3) Características biológicas: Os principais organismos encontrados nos rios e nos esgotos são as bactérias. O sistema unitário consiste na coleta de águas pluviais. É o sistema adotado no Brasil. As bactérias constituem talvez o elemento mais importante deste grupo de organismos.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO b) A matéria inorgânica contida nos esgotos é formada. são adotadas como referência para indicar a grandeza da contaminação.

Os diâmetros são usualmente mais elevados que os dos coletores. que transportam os esgotos para a rede pública de coleta. nas mudanças (direção. A partir desse ponto. Interceptor: Os interceptores correm nos fundos de vale. diâmetro ou MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:13 de 122 . A sua finalidade é permitir a inspeção e limpeza material). Por transportarem uma menor vazão. Poços de Visita: Os poços de visita (Pvs). nas junções e em trechos longos.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO Ramal Predial: Os ramais prediais são os ramais domiciliares. transportandoos aos interceptores. Coletor-tronco: Os coletores-tronco recebem as contribuições dos coletores. As unidades que fazem o bombeamento são denominadas elevatórias. Coletor: Os coletores recebem os esgotos das residências e demais edificações. Em função das maiores vazões transportadas. torna-se necessário bombear os esgotos para um nível mais elevado. margeando cursos d'água ou canais. quer devido à necessidade de se tranpor uma elevação. são estruturas complementares do sistema de esgotamento. os diâmetros são usualmente maiores que os dos coletores-tronco. evitando que os mesmos sejam lançados nos corpos d'água. A sua função é transportar os esgotos até a estação de tratamento de esgotos. Elevatória (EEE): Quando as profundidades das tubulações tornam-se demasiado elevadas. os esgotos podem voltar a fluir por gravidade. possuem diâmetros proporcionalmente menores que os das demais tubulações. e as tubulações que transportam o esgoto bombeado são denominadas linhas de recalque. Os interceptores são responsáveis pelo transporte dos esgotos gerados na sua subbacia. da rede. declividade. Podem ser adotados nos trechos iniciais da rede. transportando-os aos coletores-tronco. Emissário: Os emissários são similares aos interceptores. com a diferença de que não recebem contribuições ao longo do percurso. quer devido à baixa declividade do terreno.

GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO Estação de tratamento de esgotos (ETE): A finalidade das estações de tratamento de esgotos é a de remover os poluentes dos esgotos, os quais viriam a causar uma deterioração da qualidade dos corpos d'água. A etapa de tratamento de esgotos tem sido negligenciada em nosso meio, mas deve-se reforçar que o sistema de esgotamento sanitário só pode ser considerado completo se incluir a etapa de tratamento. Disposição final: Após o tratamento, os esgotos podem ser lançados ao corpo d'água receptor ou, eventualmente, aplicados no solo. Em ambos os casos, há que se levar em conta os poluentes eventualmente ainda presentes nos esgotos tratados, especialmente os organismos patogênicos e metais pesados. As tubulações que transportam estes esgotos são também denominadas de emissários.

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GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO CAPÍTULO 3 NOÇÕES BÁSICAS DE QUALIDADE DE ÁGUA E FUNDAMENTOS DE BIOLOGIA E QUÍMICA APLICADOS AO TRATAMENTO DE ESGOTO Autores: Eng. Civil Ana Lúcia Colares L. Rocha Eng. Civil Áttila Moraes Jardim Júnior Biól. Wilma Maria Coelho 3.1) Introdução Para a engenharia sanitária, o estudo da água é muito mais que a sua simples caracterização da molecular H2O. Ao longo do seu ciclo pela natureza a água incorpora diversas impurezas, que interferem na sua qualidade. Com o desenvolvimento econômico dos últimos séculos, o homem vem, a cada dia, por todo o globo terrestre, interferindo com mais intensidade sobre a qualidade das águas. Essa ação pode comprometer a sobrevivência dos seres vivos. Inclusive a vida do homem vem sendo afetada. A importância da biologia para a engenharia sanitária é inquestionável. Ela é relevante não só pela necessidade ecológica de se preservar as vidas ligadas aos mais diferentes ambientes da Terra, pois todos eles necessitam de água para haja vida, mas também porque a maioria dos processos de tratamento de águas poluídas se dá por ação biológica. O presente capítulo pretende abordar sinteticamente alguns fundamentos de biologia que são básicos para a compreensão de dois temas: 1) Da necessidade da existência de controle da poluição das águas, para garantia de vidas e 2) Como a microbiologia pode favorecer a decomposição da matéria orgânica presente em águas poluídas, sendo um dos instrumentos mais usuais ao tratamento de esgotos. 3.2) Ecossistema: Ecossistema é um complexo sistema de relações mútuas, com transferência de energia e de matéria, entre o meio abiótico e os seres vivos de determinada região. Dessa forma, um

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GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO ecossistema é formado, necessariamente, de fatores bióticos (organismos vivos) e fatores abióticos (elementos físicos e químicos do ambiente, como luz, calor, pH, grau de salinidade, variações de pressão etc.). Cada um destes fatores influencia as propriedades do outro e cada um é necessário para a manutenção da vida, como a conhecemos na Terra. Constituem-se em ecossistemas uma floresta, uma campina, uma faixa mais profunda ou mais superficial do mar, de um rio ou de uma lagoa, um aquário ou até mesmo uma poça d’água, pois nela também se encontram organismos interagindo com fatores abióticos. 3.2.1) Principais tipos de Ecossistemas Naturais: a) Ecossistemas dulcícolas: Lêntico (águas paradas): lagos, tanques etc...; Lótico (águas correntes): rios, riachos etc...; Terras úmidas: brejos e florestas de pântanos. b) Ecossistemas marinhos: Oceano aberto (pelágico); Águas de plataforma continental (águas costeiras); Regiões de ressurgência (áreas férteis de alta produtividade pesqueira); Estuários (baías litorâneas, estreitos, desembocaduras de rios, salgadios etc...). 3.3) Cadeia alimentar aquática Uma cadeia alimentar é um sistema inter-relacionado de organismos que produzem alimentos, organismos que consomem alimentos e organismos que decompõem tecidos vegetal e animal em nutrientes para a síntese de mais alimentos. Os microorganismos desempenham um papel essencial em diversos aspectos desse sistema. Os principais elementos da cadeia alimentar aquática são:

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mares. Fitoplâncton: O plâncton é formado por vegetais microscópios. artrópodes. ou seja: são capazes de sintetizar seus próprios alimentos. pequenos invertebrados (copépodes – crustáceos que medem entre 1 a 5 mm) e larvas de animais ma (moluscos. formam o grupo dos consumidores que estão no topo da cadeia alimentar. Outros Animais: outros animais de grande porte. os principais organismos. Algas Pluricelulares e Pequenos Vegetais: esses organismos aquáticos de maior dimensão também são autotróficos e juntamente com o fitoplâncton constituem a base da cadeia alimentar aquática.lagos. Esses organismos são autotróficos. que dão origem a cadeia alimentar. MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:17 de 122 . Zooplâncton: Conjunto de seres heterotróficos (que não são capazes de sintetizar seus próprios alimentos) que também são levados passivamente pelo movimento das águas: protozoários. dentre os quais o homem. etc). são algas microscópicas que flutuam livremente na água. anelídeos. Nos ecossistemas aquáticos (rios. Peixes: Os pequenos peixes representamos consumidores secundários da cadeia alimentar.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO Plâncton: comunidade de organismos que flutuam na água. sendo constituídos pelo fitoplâncton e zooplâncton. enquanto os peixes maiores e outros animais aquáticos formam o grupo dos consumidores terciários. Os organismos do Zooplâncton representam os consumidores primários da cadeia alimentar. etc). levados pelas correntes aquáticas. Elas constituem o fitoplâncton que serve de alimento ao zooplâncton.

3. A determinação desses limites. pode-se dizer que a qualidade de uma determinada água é função do uso e da ocupação do solo na bacia hidrográfica. ou padrões ambientais. inodoro. por sua vez. existe a incorporação de sólidos em suspensão ou dissolvidos na água. a saber: Características físicas: Sólidos presentes na água. que têm suas águas repletas de sólidos. sem os devidos cuidados. As condições naturais da qualidade da água dos recursos hídricos não representam uma ameaça ecológica. matéria orgânica e não simplesmente H2O (líquido incolor. Interferência do homem: a interferência do homem . causam algum tipo de ação predadora. Para que os diferentes ecossistemas. Quando o homem aplica defensivos no solo. ou lança esgoto nos rios. certos limites de poluição têm que ser fixados e obedecidos. insípido. pois os ecossistemas ali encontrados já estão ambientados a ela. ainda existentes na Bacia Amazônica.4) A qualidade da água e sua importância para os seres vivos e para o homem A qualidade da água é resultante de fenômenos naturais e da atuação do homem. aquáticos ou terrestres. dependendo da forma que ocupa o solo ou faz o uso da água. sejam preservados. Por outro lado. pode representar grande interferência na qualidade da água. Pode-se citar como exemplo rios totalmente preservados. Eles podem estar em suspensão (sólidos MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:18 de 122 . Tal fato se deve aos seguintes fatores: Condições naturais: mesmo em condições que a bacia hidrográfica seja preservada. também é importante para a garantia de saúde e qualidade de vida ao homem. a interferência humana na poluição das águas tem que ser disciplinada.5) Impurezas encontradas na água Os diversos componentes presentes na água. os países fazem leis fixando os níveis de poluição permitidos e os Estados .GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO 3. definem padrões específicos para a região. De maneira geral. e que alteram seu grau de pureza. etc). Por isto. podem ser tratados sinteticamente através de suas características.

Na avaliação da qualidade da água.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO de maiores dimensões – maiores que 10-3mm. Os microorganismos da água são especialmente importantes porque estão associados a doenças. Características biológicas: Seres vivos ou mortos. algas. Exemplo: areia. etc). na forma coloidal (sólidos de dimensão entre 10-6 mm e 10-3mm) . protozoários. O gráfico abaixo melhor visualiza esta divisão dos componentes das águas: IMPUREZAS CARACTERISTICAS FÍSICAS CARACTERISTICAS QUÍMICAS CARACTERISTICAS BIOLÓGICAS Sólidos Gases Inorgânicos Orgânicos Suspensos Colidais Dissolvidos Matéria em decomposição Ser vivo Animais Vegetais Microorganismos MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:19 de 122 . os microorganismos assumem o papel de maior importância. ou dissolvidos (sólidos de menores dimensões entre 10-9mm e 10-6mm) . devido a sua grande predominância em determinados ambientes e também porque são esses organismos microscópios (bactérias. As inorgânicas relacionam-se aos sólidos fixos. etc) que promovem a auto depuração dos despejos. dependendo do seu tamanho. Características químicas: As impurezas podem ser matéria orgânica ou inorgânica. As substâncias orgânicas presentes na água são representadas em análise laboratorial como sólidos voláteis. pedaços de folhas.

É importante se ter em mente que nem sempre a água dos rios. que traduzem as suas características físicas. Muitas vezes elas carregam impurezas. como para águas residuais. ou biológicos. alterem a natureza do corpo d’água de uma maneira que prejudique os legítimos usos que deles são feitos.1) Parâmetros físicos: Cor: Representa a coloração da água.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO Os recursos hídricos preferencialmente deveriam manter suas características naturais. Eles servem para definir a qualidade da água tanto para o abastecimento. que são prejudiciais à saúde. são próprias ao consumo humano. Geralmente a cor está relacionada com os sólidos dissolvidos.6) Parâmetros de qualidade da água A qualidade da água pode ser representada por diversos parâmetros.6. Poluição das águas: Entende-se por poluição das águas a adição de substâncias ou de formas de energia que. Cores mais acentuadas em águas naturais representam a presença de matéria orgânica em decomposição ou a presença de ferro ou manganês. contaminantes químicos. pois elas permitiriam a preservação dos diferentes ecossistemas neles existentes e não contribuiriam para contaminação hídrica de muitas doenças ligadas aos lançamentos de esgotos sanitários. diretamente ou indiretamente. Uma água de abastecimento deve ser o mais incolor possível. Esse conceito associa poluição a prejuízos. mananciais (recurso hídrico dos quais se retira água para abastecimento) e corpos receptores (recurso hídrico nos quais se lançam resíduos). Esses parâmetros são verificados em laboratórios. em suas características naturais. nos corpos d’água. sem o tratamento adequado. químicas e biológicas. 3. Os principais parâmetros utilizados para se definir a qualidade das águas são: 3. Uma das formas de poluição que mais causam prejuízos ao homem e ao meio ambiente é o lançamento de esgoto sanitário bruto. MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:20 de 122 . através de diferentes análises. Esse parâmetro é determinante para a aceitação de água para consumo humano.

2) Parâmetros químicos: pH: Representa a concentração de íons de hidrogênio H+. A utilização desse parâmetro é comum ao processo de tratamento de água e também de esgoto. como do esgoto.4: presença de hidróxidos ou carbonatos. Interpretação: pH < 7: condição ácida pH = 7: condição neutra pH > 7: condição básica Alcalinidade: Representam a quantidade de íons presentes na água para neutralizar os íons H+. carbonatos (CO32-). É um parâmetro de maior importância para caracterização de corpos d’água e interfere nos processos de tratamento de água e esgoto. Interpretação: A alcalinidade. A constituição da água. Sabor e odor: São parâmetros relativos aos sentidos do gosto e do olfato. São parâmetros relevantes para a produção de água de abastecimento. Temperatura: Representa a intensidade de calor da água. com maior ou menor concentração variada de cada um desses íons propicia alterações no valor do pH das águas. Comumente estão relacionados a presença de matéria orgânica em decomposição ou presença de contaminantes industriais. A turbidez relacionase principalmente à presença de sólidos suspensos na água. embora não represente inconveniente sanitário obrigatoriamente. ou alcalinidade da água. o teor de gás carbônico e o pH estão relacionados pH < 9.(HO-). Valores de pH afastados da neutralidade podem afetar a vida nas águas. e hidróxidos. Dá uma indicação da acidez.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO Turbidez: Representa o grau de interferência com a passagem de luz. Os principais constituintes da alcalinidade são os bicarbonatos (HCO3). É esteticamente desagradável. Os sólidos dissolvidos na água são os agentes que interferem no valor do seu pH. É um parâmetro de relevância tanto para o tratamento da água. neutralidade.6. 3. MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:21 de 122 .

ele pode alternar entre diversos estados de oxidação. No meio aquático. pH entre 4. Estão portanto relacionados aos sólidos dissolvidos. em maior ou menor escala.3 presença apenas de bicarbonato. Tem pouco significado sanitário. o nitrogênio pode ser encontrado nas seguintes formas: (N) – nitrogênio molecular. Acidez: Capacidade da água em resistir às mudanças de pH causadas pelas bases. Não há evidência de que interfiram sobre a qualidade dos esgotos. Relaciona-se à presença de gás carbônico livre (CO2) e ácido sulfídrico (H2S). (NH3) – amônia. MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:22 de 122 . (NO2-) – nitrito (primeira forma oxidada). Não há evidência de que a dureza interfira sobre a qualidade dos esgotos. Cloretos: Todas as águas naturais. pH entre 4.4 presença de carbonatos e bicarbonatos. possuem íons resultantes da dissolução de minerais.3 e 9.2 acidez carbônica. Podem caracterizar decomposição de matéria orgânica na água ou contaminação industrial.2: ausência de CO2. Dureza: Concentração de cátodos multimetálicos em concentração. Interpretação: A alcalinidade. o teor de gás carbônico e o pH estão relacionados pH > 8. Os cloretos (Cl-) são advindos da dissolução de sais.4 e 8.5 e 8. pH <4.5 ácidos minerais fortes provenientes de despejos industriais. Ferro e manganês: O ferro e manganês quando presentes nas águas. Os cátodos mais comuns são divalentes (Ca+2) e (Mg+2). neste estado é volátil e escapa para a atmosfera. Nitrogênio: Dentro do ciclo do nitrogênio na biosfera.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO pH entre 8. apresentam-se nas formas insolúveis (Fe+3) e (Mn+4). nesta forma é nocivo aos peixes.

Na decomposição natural de matéria orgânica. Ele é imprescindível para o crescimento dos microorganismos responsáveis pelo tratamento de esgotos. Nitrogênio orgânico – dissolvido na água ou em suspensão.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO (NO3-) – nitrato (segunda forma oxidada). ou estar isento de substâncias que podem ser decompostas. Sua origem natural nas águas se deve a sua presença de compostos orgânicos e a sua dissolução em compostos no solo. MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:23 de 122 . A ação humana também propicia o incremento de fósforo na água. Oxigênio dissolvido: O oxigênio dissolvido (OD) é de especial importância para os organismos aeróbios (que necessitam do oxigênio para respirar). motivados por ação humana. A origem natural do nitrogênio na água deve-se a atmosfera e principalmente a decomposição de compostos orgânicos presentes nos lançamentos de despejos na água. A sua presença na água está associada a sólidos em suspensão ou sólidos em solução. Por isto. em um corpo d’água. através dos despejos sanitários ou industriais. através do consumo de OD das águas. polifosfatos e fosfato orgânico. O fósforo é um elemento indispensável ao crescimento dos microorganismos responsáveis pelo tratamento do esgoto. Fósforo: As principais formas que o fosfato se apresenta nas águas são: ortofosfatos. a forma do nitrogênio predominante na água pode fornecer informações sobre o estado de poluição. Poluição remota está associada a presença de nitratos. Poluição recente está associada a presença de nitrogênio nas formas orgânicas ou de amônia. Assim um esgoto tratado deve conter certo índice de OD antes de ser lançado no corpo receptor. implicando no consumo de oxigênio do meio. Mas quando sua concentração é muito elevada em um recurso hídrico pode ser prejudicial. pois pode provocar o consumo de oxigênio dissolvido (O2) e o crescimento exagerado dos microorganismos comprometendo a vida no meio hídrico. Esse fenômeno é conhecido como eutrofização. Verifica-se a conversão de amônia a nitritos e de nitritos a nitratos. observa-se existir um ciclo.

Nesse grupo encontram-se os metais pesados. A Demanda Bioquímica de Oxigênio – DBO retrata de uma forma indireta. obtém-se uma condição anaeróbia. O consumo de oxigênio do meio aquático pelos microorganismos nos seus processos metabólicos e estabilização da matéria orgânica.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO Será mostrado mais adiante que a estabilização da matéria orgânica dos esgotos se dá pelo consumo de OD pelas bactérias. A origem natural de OD na água relaciona-se a dissolução do oxigênio atmosférico nas turbulências das correntezas das águas e pela sua produção pelos organismos fotossintéticos (algas). o teor de matéria orgânica nos esgotos ou nos corpos d’água. Pela sua importância para a decomposição de matéria orgânica e também para a existência de vida nas águas. Trata-se de uma indicação do potencial de consumo de oxigênio dissolvido do meio. provoca a geração de maus odores e a mortandade dos peixes. comprometendo a existência da vida aquática. Quando esta estabilização de matéria orgânica provocar a extinção de OD do meio. o OD é considerado o principal parâmetro de caracterização dos efeitos da poluição por despejos orgânicos nas águas. Micropoluentes inorgânicos: Uma grande parte dos micropoluentes inorgânicos são tóxicos. Quando ela ocorre. reduz a concentração de OD. Matéria orgânica: A matéria orgânica presente nos corpos d’água é a causadora do principal problema de poluição dos recursos hídricos. Entre os metais pesados que se dissolvem na água incluem-se: As Cd Cr Pb Hg Ag arsênio cádmio cromo chumbo mercúrio prata REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:24 de 122 MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO .

Como foi abordado anteriormente. Micropoluentes orgânicos: Alguns materiais orgânicos são resistentes à degradação biológica e com o agravante de estarem associados a problemas de toxicidade. está associada a ação do homem. pois podem estar presentes em madeiras. ter origem natural. especialmente.3) Parâmetros biológicos: Para definição da qualidade da água dos corpos d’água. 3. identificando sua MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:25 de 122 . Mas. Esse aspecto é extremamente benéfico à preservação dos recursos hídricos e 2) de. a concentração dos micropoluentes inorgânicos é mais relevante para o tratamento de água. Os micropoluentes orgânicos afetam muito mais significativamente o abastecimento público. A origem desses produtos nos corpos d’água pode até. torna-se essencial conhecer a potencialidade de contaminação que ele pode oferecer. quando propicia o lançamento de metais pesados na água ou no solo.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO Vários destes metais encontram-se na cadeia alimentar aquática representando um grande perigo para os organismos situados nos degraus superiores.6. Sua freqüência expressiva. eventualmente. ocasionarem a transmissão de doenças. Sendo assim. A atividade humana em mineradoras representa um sério problema ambiental. alguns tipos de detergentes e outros produtos químicos. por outro lado. para garantia de que um corpo d’água não afete a saúde pública. no entanto. os detergentes tem ocasionado problemas em algumas ETEs da SANEAGO. A presença desses compostos orgânicos da água se dá por dissolução. O parâmetro mais usual para qualificação biológica da água. O grande problema desses compostos é que mesmo em reduzida concentração provocam grandes problemas de toxidade. os microorganismos apresentam dois aspectos relevantes: 1) de promoverem a transformação da matéria dentro dos ciclos biogeoquímicos (auto depuração). Felizmente a concentração dos metais tóxicos nas águas dos corpos d’água é bem pequena. Entre esses produtos encontram-se os defensivos agrícolas.

Quando a concentração de OD atinge 2 mg/l não é mais possível a sobrevivência de qualquer espécie de peixe no meio. Os microorganismos causadores de doenças entéricas se originam da mesma fonte. em especial de Escherichia coli. pois a Demanda Bioquímica de Oxigênio – DBO retrata de uma forma indireta. seu lançamento em um corpo d’água provoca o aumento da concentração de matéria orgânica do meio. ou seja. fezes contaminadas. Em um grama de fezes. ao efetuarem a digestão dessa matéria orgânica.2) Consumo de Oxigênio Dissolvido – OD: Como foi mencionado anteriormente. o lançamento de matéria orgânica no meio aquático ocasiona o aumento de consumo de oxigênio dissolvido. Trata-se de uma indicação do potencial de consumo de oxigênio dissolvido do meio. Esse aumento de DBO significa uma expectativa de consumo de OD. 3. Quando a concentração de OD atinge valores inferiores a 5 mg/l começam a morrer os peixes mais exigentes de oxigênio. em média. demandam muito oxigênio. pode ser medido pela DBO do meio aquático.7. como já foi visto anteriormente. é identificada como sendo potencialmente perigosa. o que pode desequilibrar toda a cadeia alimentar do meio aquático.7.1) Aumento da DBO do corpo receptor: Como o esgoto tem em sua constituição matéria orgânica diluída em água. o teor de matéria orgânica da água. Esse aumento de matéria orgânica. As bactérias Escherichia coli residem apenas no intestino dos animais de sangue quente e não são patogênicas. Esse é um método indireto de aferição.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO potencialidade de microorganismos patológicos. via presença de coliformes fecais. Se a concentração de OD MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:26 de 122 . é a quantificação dos coliformes. ou 3 milhões por 100 ml de esgoto. são encontrados 50 milhões de fecais. 3. Conseqüentemente a água com poluição fecal.7) Principais consequências do lançamento de esgoto nos corpos hídricos 3. pois os microorganismos presentes no meio.

que representam uma fonte de contaminação por muitos tipos de microorganismos presentes em indivíduos enfermos. as instituições governamentais devem atuar para forçar os agentes poluidores a se responsabilizarem pelos danos que provocam à natureza. dado a diversidade das formas de contaminação. Isto porque.4) Poluição por esgotos não residenciais: Muitos componentes tóxicos provenientes de indústrias. Esse tipo de poluição. comércios e outras atividades econômicas são despejados nos cursos hídricos. Os países desenvolvidos não enfrentam mais esse tipo de problema em seus recursos hídricos. Esse tipo de poluição pode comprometer o meio ambiente e também a saúde pública. um a um. Peixes mortos na água representam grande aumento do teor de matéria orgânica. a partir do lançamento de um dado nível de matéria orgânica na água.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO atinge essa faixa. 3. por conterem além de matéria orgânica oriunda dos despejos das cozinhas. 3. Ou seja. deixar de ser aeróbio e transformar-se em anaeróbio.7. que coloca em risco a saúde pública confere ao tratamento de esgoto uma grande alternativa de saúde preventiva. Ou seja.3) Transmissão de doenças de veiculação hídrica: Os esgotos sanitários. repentinamente os peixes mais exigentes podem vir a morrer. há a necessidade desses derivados industriais serem. Problemas relacionados a diminuição de OD nos cursos hídricos são característicos de países em desenvolvimento. tratados por seus próprios geradores. o meio pode sofrer uma inversão. 3. contém excretas humanas.7. Nesse caso. as Estações Públicas de Tratamento de Esgoto não têm capacidade de reduzir significativamente a concentração de muitos contaminantes industriais despejados nos esgotos.8) Lei que regulamenta a poluição de corpos d’água: RESOLUÇÃO 357 – CONAMA Uma das formas de promover a gestão do meio ambiente se dá através do uso de leis. Elas MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:27 de 122 .

mas nos níveis de qualidade que deveriam possuir para atender às necessidades da comunidade. esqui aquático e mergulho. Na classe 2. A Resolução 357. campos de esporte e lazer. Resolução CONAMA nº 274 de 2000. as águas podem ser destinadas aos seguintes usos:    ao abastecimento para consumo humano. à aqüicultura e à atividade de pesca. classe 2. parâmetros a serem mantidos nos corpos receptores. o Conselho Nacional do Meio Ambiente – CONAMA. a legislação estadual determinou que todos os cursos d’água do Estado de Goiás pertencem à classe 2. plantas frutíferas e de parques. Esta preocupação visa manter o nível de oxigênio suficiente para preservar a “vida” nos corpos d’água. é o órgão governamental que disciplina os padrões a serem observados para se adequar os lançamentos de esgotos. classe 1 . No Brasil. classe 3 e classe 4. Para as águas doces. conf. após tratamento convencional. à irrigação de hortaliças. ou seja.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO definem a conduta a ser obedecida por agentes poluidores com o objetivo de amenizar os impactos do desenvolvimento sobre o meio ambiente.Para os lançamentos de efluentes das estações de tratamento de esgotos.   Visando apresentar soluções efetivas à poluição dos corpos d’água. Dentre eles. com os quais o público possa vir a ter contato direto. dispõe sobre a classificação dos corpos d’água e diretrizes ambientais para seu enquadramento. o MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:28 de 122 . jardins. existem cinco classificações em ordem decrescente de qualidade: classe especial. bem como estabelece padrões de lançamentos de efluentes. o CONAMA estabelece muitos padrões. à proteção das comunidades aquáticas. Para a classe 2. os abaixo listados merecem maior atenção: Concentração de OD nos corpos d’água: O oxigênio dissolvido verificado a montante do lançamento deve ser comparado ao verificado a jusante. tais como natação. e. Considera-se que este enquadramento deve estar baseado não necessariamente no estado atual do corpo d’água. à recreação de contato primário. de 17 de março de 2005.

K). OD e coliformes do corpo receptor dentro dos limites da classe a qual este pertence. para manter as condições mínimas de vida aquática nos corpos receptores. lagos.9) A autodepuração dos cursos d’água Um corpo d’água poluído por lançamentos de matéria orgânica biodegradável sofre um processo de recuperação denominado de autodepuração. Concentração de DBO nos corpos d’água: Assim como existe um valor restritivo de OD. estes limites são mais facilmente alcançados comparados com corpos receptores com pouca vazão. estabelecidos pelo órgão ambiental competente. sedimentação) químicos (oxidação) e biológicos. prende-se mais aos lançamentos destinados dos meios lênticos. A autodepuração realiza-se por meio de processos físicos (diluição. Para a classe 2. fósforo e potássio (N. Nutrientes: A necessidade de remoção de nutrientes nitrogênio. a um processo biológico MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:29 de 122 . em se tratando do Estado de Goiás. etc. portanto. pois devem ser respeitados e atendidos em quaisquer condições do corpo receptor. em qualquer amostra. A decomposição da matéria orgânica corresponde. P.não deve ser inferior a 5 mg/l O2 . sendo portanto um indicador muito importante. Coli evidencia a contaminação fecal. há também um valor limite para a DBO – Demanda Bioquímica de Oxigênio. ou seja a classe 2. Coli nas águas pode estar ligada à contaminação por patogênicos. possibilidade de ocorrência de eutrofização em lagoas. A presença de E. dado significativo desenvolvimento de algas. O estudo da autodepuração do corpo receptor em conjunto com o nível de tratamento dos esgotos a ser adotado devem garantir os valores de DBO. 3. Os parâmetros citados são determinantes nos estudos dos tratamentos de esgotos. a DBO 5 dias a 20°C dever ser de no máximo 5 mg /l O2. microorganismos causadores de doenças.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO OD em qualquer amostra . Existe limitação para o padrão das águas classe 2 deste parâmetro. Coliformes Fecais: A contagem de E. Observa-se que nos casos de corpos receptores bem caudalosos.

GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO integrante do fenômeno da autodepuração. A matéria orgânica é consumida pelos microorganismos aeróbios, que transformam os compostos orgânicos de cadeias mais complexas, como proteínas e gordura, em compostos mais simples como amônia, aminoácidos e dióxido de carbono. Durante a decomposição , há um decréscimo nas concentrações de oxigênio dissolvido na água devido à respiração dos microorganismos decompositores. O processo de autodepuração completa-se com a reposição, pela reaeração, desse oxigênio consumido. O processo de autodepuração pode ser dividido em duas etapas: a) Decomposição A quantidade de oxigênio dissolvido na água necessária para a decomposição da matéria orgânica é chamada de Demanda Bioquímica de Oxigênio – DBO. Em outras palavras, a DBO é o oxigênio que vai ser respirado pelos microorganismos decompositores aeróbios para a decomposição da matéria orgânica lançada na água. O conhecimento da DBO do esgoto como um todo já é suficiente para determinar o impacto do despejo desse material na concentração de oxigênio dissolvido OD , do corpo d’água receptor. O consumo de oxigênio dissolvido para a digestão da matéria orgânica ocorre durante um certo intervalo de tempo. Convencionou-se que as medições experimentais de DBO devem ser feitas com ensaios que tenham duração de 5 dias, que se refere a decomposição da matéria orgânica carbonácea. A temperatura afeta a taxa de degradação da matéria orgânica, pois o metabolismos dos microorganismos decompositores tende a acelerar-se com o aumento da temperatura. A determinação experimental da DBO é convencionalmente feita a uma temperatura de 20°C, sendo adotado o símbolo de DBO5,20, para representá-la. Quando os microorganismos terminam sua tarefa, dizemos que a matéria orgânica foi estabilizada ou mineralizada, por não existirem mais compostos orgânicos biodegradáveis, mas apenas água, gás carbônico e sais minerais.

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GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO b) Recuperação de oxigênio dissolvido ou reaeração Existem fontes contínuas que adicionam oxigênio à água: a atmosfera e a fotossíntese. As trocas atmosféricas são mais intensas quanto maior for a turbulência no curso de água. Ocorre que, durante a fase de decomposição, os microorganismos que morrem, o oxigênio começa a “sobrar” e a sua concentração aumenta novamente. Essas duas etapas ocorrem simultaneamente ao longo de todo o processo. Caso a quantidade de matéria orgânica lançada seja muito grande, pode haver o esgotamento total do oxigênio dissolvido na água. A decomposição será feita pelos microorganismos anaeróbios, que prosseguem as reações de decomposição utilizando o deslocamento do hidrogênio para a quebra da cadeia orgânica. Como subproduto dessa decomposição haverá a formação de metano, gás sulfídrico e outros. A decomposição anaeróbia não é completa, devendo ser completada pela decomposição aeróbia quando o rio apresentar teores mais elevados de oxigênio. A figura a seguir representa o processo de autodepuração:

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GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO 3.10) O processo biológico de tratamento de esgoto As bactérias e protozoários compreendem os principais grupos de microorganismos no sistema “vivo” dos processos biológicos utilizados genericamente em todos os países. No Brasil e outros países de temperatura tropical, o crescente uso de lagoas de estabilização, fazem das bactérias e protozoários, em companhia das algas que provêem oxigênio ao meio aquático, os principais organismos vivos de decomposição biológica da matéria orgânica presente no esgoto. Nos processo de tratamento de esgoto há uma interação de diversos mecanismos, alguns acontecendo simultaneamente, outros seqüencialmente. A atuação microbiana inicia-se no próprio sistema de coleta de esgoto e atinge seu máximo na Estação de Tratamento de Esgoto – ETE. Os processos biológicos propiciam a oxidação da matéria carbonácea e, eventualmente, a oxidação da matéria nitrogenada. O metabolismo da matéria carbonácea ocorre de duas formas genéricas, de acordo com a disponibilidade de oxigênio livre no meio: a) Conversão Aeróbia: Quando há disponibilidade de oxigênio no meio, a conversão é denominada aeróbia. A equação apresentada abaixo é uma simplificação desse processo. Nela a matéria orgânica representada por uma molécula de glicose é decomposta em gás carbônico e água. C6H12O6 + O2 6 CO2 + 6 H2O + Energia

Características desse modelo de conversão:
   

Conversão da matéria orgânica em dois produtos inertes; Utilização de oxigênio; Produção de gás carbônico; Liberação de energia.

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Se de um lado o carbono do CO2 se apresenta em seu maior estado de oxidação. Por outro lado. aproveitando-se do gás carbônico oriundo da conversão anaeróbia da camada de fundo da lagoa. Dessa forma observa-se um equilíbrio do oxigênio gerado pelas algas e consumido pelas bactérias. água. aprofundando na descrição do processo. permanecendo dispersas no meio líquido. O processo facultativo é a variante mais simples de lagoas de estabilização (sob o aspecto de representar a simples retenção de esgotos por um tempo suficiente para que os processos naturais estabilizem a matéria orgânica). A Figura 1 abaixo apresenta esse esquema: MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:33 de 122 . realizam a fotossíntese. metano e fração inerte. Produção de metano e gás carbônico. A matéria orgânica particulada em suspensão (DBO particulada) tende a sedimentar.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO b) Conversão Anaeróbia: Quando não há disponibilidade de oxigênio no meio. lentamente as bactérias anaeróbias convertem essa matéria orgânica em gás carbônico. o CH4 é altamente oxidável. de pequenas dimensões (DBO finamente particulada) não sedimentam. C6H12O6 3 CH4 + 3 CO2 + Energia representada por uma molécula de glicose é decomposta em metano e gás Características desse modelo de conversão:  Não exclusividade da oxidação. mas por ser uma fase gasosa se desprende do meio. vindo a constituir o lodo de fundo. Liberação de energia. a conversão é denominada anaeróbia. Nela a matéria orgânica carbônico. A matéria orgânica dissolvida (DBO solúvel) e a matéria orgânica em suspensão. Em processo anaeróbio. Nela essa matéria orgânica solúvel é oxidada por meio da respiração aeróbia. que absorvendo a irradiação solar.    Não utilização de oxigênio livre. A equação apresentada abaixo é uma simplificação desse processo. mostra a diversidade do meio vivo atuante no processo. Na camada superficial tem-se a zona aeróbia. O suprimento de oxigênio é proveniente da atuação das algas.

0. Luminosidade: nos processos fotossintéticos a insolação é um dos fatores determinantes da performance do processo biológico. os fatores mais comumente observáveis nos processos de tratamento de esgoto são: Temperatura: os processos biológicos ocorrem entre temperaturas de 20 a 30ºC. Volume 3 p. no caso das estações fotossintéticas. a disponibilidade de nutrientes. MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:34 de 122 .0 e 8. 1996.4.6 e 7. o processo torna-se extremamente instável. em países de clima frio. Ela favorece o desenvolvimento de algas que aumentam a disponibilidade de oxigênio no meio. o pH. Fora da faixa entre 6.11) Fatores que interferem sobre o processo biológico Fatores ambientais e a composição do esgoto interferem decisivamente no metabolismo biológico. a insolação representam fatores com capacidade de interferir no “meio vivo” que decompõe as matérias orgânicas do esgoto. nos processos anaeróbios de alta taxa.19) 3. a presença de elementos tóxicos e. A temperatura. em países de clima quente. Em especial.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO FIGURA 1 . A taxa de atividade biológica dobra com o incremento de 10 a 15ºC. pH: anomalias no pH interferem. sobretudo.PROCESSO BIOLÓGICO FACULTATIVO (Serpig. a presença de oxigênio. Essa concepção de tratamento deve ser mantido com valores entre 6. e entre 8 a 10ºC.

.. O controle é exercido através dos coliformes fecais..... as salmonelas e os ovos de helmintos..GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO 3. ..... o lodo pode ter um papel importante como condicionador do solo.. Por outro lado.. possibilidade de decomposição anaeróbia.12) Geração de lodo Todos os processos de tratamento de esgoto visam condicionar o efluente líquido final para minimizar impactos nocivos ao corpo receptor. Outros ocasionam uma grande quantidade desse produto ao final da vida do sistema. uma vez que suas maiores concentrações provêm de processos industriais...... alguns processos ocasionam a geração freqüente de lodo. fósforo e potássio são sempre menores que o desejado nos fertilizantes para uso agrícola..... A elevada concentração de matéria orgânica no lodo caracteriza a sua desestabilização.  Metais: são mais significativos para os esgotos de uma área densamente industrializada. O conhecimento da composição desse lodo é importante. MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:35 de 122 ..  Organismos patogênicos: São inúmeros os organismos patogênicos presentes no esgoto e conseqüentemente também nos lodos... putrefação....... geração de odores e atração de vetores..  Nutrientes: os valores típicos de nitrogênio. uma vez que sua disposição final é tarefa de uma rotina operacional em algumas estações de tratamento de esgotos.. Basicamente o lodo gerado em uma estação de tratamento é composto de:  Compostos orgânicos: a parcela de compostos orgânicos é normalmente medida pela concentração de sólidos voláteis ou percentuais de sólidos voláteis em relação aos sólidos totais. no entanto....

de modo a coletar amostras representativas. 4. conseqüentemente. A amostra representa a síntese do comportamento do universo estudado. O aparelho faz a determinação certa e precisa. Os resultados obtidos. Dessa forma é importante observar os procedimentos recomendados nos pontos seguintes. ou seja. conduzirão às possíveis ações de reabilitação a que devem submeter um sistema de tratamento para que sejam alcançados os objetivos propostos inicialmente no projeto.2) Planejamento do programa de amostragem O programa de amostragem pode ser delineado com vista a atingir objetivos gerais. mas a amostra deverá representar fielmente as verdadeiras condições de operação. ela deve ser representativa do conjunto que se quer avaliar e a forma de tomá-la depende da natureza do material e objetivo do trabalho a ser executado.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO CAPÍTULO 4 COLETA DE AMOSTRAS DE ÁGUAS RESIDUÁRIAS Autor: Biól. pois todo um esforço analítico está na dependência direta do cuidado com que tenha sido tomado a amostra para análise. a precisão de uma análise em laboratório. na avaliação dos dados. devendo ser feita criteriosamente. de modo a avaliar o cumprimento das normas de descarga previstas na legislação com o objetivo de o seu lançamento no meio receptor não causar impacto negativo. MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:36 de 122 . a executar dentro de um rotina que se repete ciclicamente. para que então os resultados analíticos sejam indicativos da realidade.1) Importância da amostragem A amostragem é a etapa inicial de uma análise que envolve grande responsabilidade. Wilma Maria Coelho 4. só é possível se a amostra colhida for representativa. É o caso do monitoramento das condições de funcionamento de uma ETE e da avaliação da qualidade do afluente.

4.1) Amostras simples São amostras colhidas individualmente refletem as condições no momento da amostragem. nomeadamente no âmbito de um programa de investigação científica. Utilize somente amostras representativas ou aquelas que estejam coerentes com o programa de amostragem. A metodologia da coleta de amostras será definida pelo laboratório de análises da ETE. As amostras devem ter um tratamento especial de preservação e acondicionamento.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO Mas o programa de amostragem também pode ser planejado para alcançar fins específicos. As amostras para as análises físico-químicas.3. o número de amostras. propriamente dita. Não envolvem o uso de equipamento mas pode se tornar um processo demasiadamente caro pois consome muito tempo quando o programa a cumprir é extenso. transporte e preparação das amostras antes da análise laboratorial. refletindo as condições do local naquele exato momento. a frequência da amostragem e o número de pontos de coleta são determinados pela finalidade do estudo. Os procedimentos de coleta. os parâmetros a analisar. permanecendo assim inalterados os seus constituintes e as suas propriedades. algológicos. Podem ser simples quando se colhe a amostra num tempo e lugar determinados. e parasitológicas não devem ser as mesmas. Assim. devem ser tais que assegure que a amostra mantenha as suas características originais. e podem ser compostas quando colhidas em intervalos de tempo regulares no mesmo ponto ou em pontos diferentes. pois as características dos esgotos não são estáveis. de acordo com o tipo de parâmetro a ser analisado. pois os métodos de coleta e preservação são diferentes. MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:37 de 122 . bacteriológicas.3) Tipos de amostras Deve ser definido o tipo de amostra a ser colhida para que esta seja representativa do universo a ser estudado. 4.

D). como é o caso do oxigênio dissolvido (O. A indisponibilidade de medidores de vazão acopláveis aos amostradores automáticos leva a que. não podem ser empregadas para a determinação de variáveis que se alteram durante a manipulação das alíquotas. As amostras compostas podem ser colhidas automaticamente com aparelhos adequados. têm-se amostras compostas proporcionais ao tempo e amostras compostas proporcionais à vazão. na maioria das estações ao período entre 9 e 12 horas. são uma combinação de amostras instantâneas. o qual corresponde. Sólidos Suspensos (SS) e compostos nitrogenados já devem ser feitas numa amostra composta. Demanda Química de Oxigênio (DQO). em alternativa. metais. a temperatura.3. As determinações da Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO). ou. basta uma amostra simples. Para medir o pH. as porções individuais das amostras devem ser proporcionais a vazão do esgoto. pH. 4.2) Amostra compostas Para se obter uma amostra representativa na qual possam ser analisados parâmetros que variam significantemente ao longo do tempo será necessário que a amostra se componha de sub amostras colhidas a intervalos de tempo regulares. se a vazão não for conhecida. no segundo caso. dióxido de MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:38 de 122  . Seria ainda desejável que o volume destas sub amostras fosse proporcional a vazão nos instantes de coleta. Nas amostras compostas é importante observar que:     indicam as características do esgoto durante um dado período. os gases dissolvidos (oxigênio dissolvido e dióxido de carbono). o qual é variável ao longo do dia. podem ser executadas manualmente. apesar da maior representatividade das amostras proporcionais à vazão. as amostras compostas proporcionais ao tempo sejam mais freqüentemente adaptadas.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO As amostras devem ser colhidas no momento em que a estação estiver funcionando em plena carga. tomada em determinado período. óleos e gorduras. pode-se usar alíquotas de volumes iguais na proporção da amostra composta. No primeiro caso. os Coliformes Fecais (CF).

logo após a sua coleta. horas/vazão (l/s) respectivos. com amostrador automáticos em intervalos de tempo programados. 4.. 20 1000 22 800 24 500 Utilizando-se o método da proporcionalidade para as amostras. . as amostras compostas proporcionais a vazão são coletadas. A determinação da DBO. todos as vazões por exemplo.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO carbono livre (CO2). MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:39 de 122 . Exemplo: Suponha-se que ao medir a vazão do esgoto de uma ETE foram encontrados os seguintes valores. por 0. SS e amostra composta.2. bactérias. Coleta-se um determinado volume proporcional à vazão. aproximadamente. coletar quantidade de amostras proporcionais à vazão. metais pesados.2.1) Como determinar amostras compostas proporcionais a vazão Geralmente..... correspondendo a um total de. quantidade suficiente para os testes a realizar. um método de amostragem composta. teremos as seguintes quantidades de amostras em mL.3. bastante simples e de resultados confiáveis é o método de amostragem proporcional à vazão. DQO. numa obter a curva da vazão de 24 horas dos esgotos que chegam á estação de tratamento... e óleos e gorduras. conservar as amostras em baixa temperatura (caixa térmica com gelo). multiplicando.. de acordo com a seguinte metodologia:    compostos nitrogenados deve ser feita. QUADRO 1 – Variação das vazões Horas vazão(l/s) 02 400 04 600 06 1000 08 1200 10 1300 12 1500 14 1600 . 3000 mL de amostra. Quando não existe a possibilidade de recorrer a equipamento automático. preferencialmente.

principalmente durante a noite. As amostras poderão ser colhidas com a ajuda de um equipamento simples.2 24h (500 x 0. o arejamento.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO 2h (400 x 0.2 = 300 mL) 4. tanto quanto possível.2 = 160 mL) = 100mL) 6h (1000 x 0.2 = 240 mL) 20h (1000 x 0. Os amostradores automáticos podem eliminar erros humanos comuns em amostragens manuais.2 4h (600 x 0. incrementar a precisão das análises e evitam o incômodo e o custo de amostragens manuais. especialmente em estudos biológicos.4) Equipamentos de amostragem Para realizar a colheita de amostras de águas residuais convém utilizar equipamentos que contribuam para a representatividade das mesmas. a mistura das camadas superficiais e inferiores. As amostras devem ser colhidas evitando a sua perturbação.2 = 260 mL) 18h (1200 x 0. característicos da evolução do tratamento e representativos em relação ao estudo a que destinam os MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:40 de 122 .5) Localização dos pontos de amostragem Os pontos de amostragem deverão ser de fácil acesso.2 = 320 mL) 16h (1300 x 0. Nas amostras destinadas à determinação do oxigênio dissolvido e DBO (Demanda Bioquímica de Oxigênio) devem evitar-se.2 = 80 mL) = 120 mL) 14h (1600 x 0.2 = 200 mL) 8h (1200 x 0. simples identificação. confeccionado manualmente. o tipo de amostra deve ser um pouco diferente das citadas anteriormente: deve ser colhida um coluna de líquido representativa da lagoa em toda a sua profundidade.2 = 200 mL) 22h (800 x 0. semelhante a um frasco tipo “copo”.2 = 260 mL) 12h (1500 x 0.2 = 240 mL) 10h (1300 x 0. Quando se pretende analisar o líquido do interior da lagoa. Podem reduzir os custos laboratoriais. 4. isto é. com o auxílio de uma coluna de vidro ou plástico apropriada ou amostradores específicos para esse fim.

No meio da lagoa no (A. que fazem parte da composição do esgoto. A localização do ponto de amostragem deve ser selecionado tendo em consideração que se pretende uma amostra homogênea. 3) no esgoto efluente. os pontos de coleta devem localizar-se: 1) no esgoto afluente. Parâmetro Coliformes DBO DQO Fosfatos Quali/quantificação de algas Oxigênio dissolvido Oxigênio de fotossíntese Nitrogênio Orgânico Local da coleta 1–2–3 1–2–3 1–2–3 1–2–3 A–B–C A–B–C–3 C 1–2–3 semanal semanal semanal semanal semanal diária semanal semanal Frequência MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:41 de 122 . quando o estudo recomendar. antes da primeira lagoa.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO resultados das análises. C). Em Lagoas de Estabilização. inclusive no que se refere aos sólidos em suspensão (SS) e à matéria particulada em suspensão coloidal. LAGOA FACULTATIVA 1 LAGOA ANAERÓBIA 2 A B C 3 Figura 1 – Localização dos pontos de amostragem QUADRO 2 – Locais de coleta em lagoas de estabilização. após a lagoa ou a última lagoa. quando estas são em série. B. 2) entre duas lagoas em série. quando for este o sistema.

O transporte das amostras ao laboratório pode demorar algum tempo. São necessários cuidados especiais para amostras destinadas à determinação de compostos orgânicos ou metais. portanto. devendo.6) Preservação de amostras As amostras nem sempre poderão ser analisadas após a coleta. Lembrar que. MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:42 de 122 . preservadas e acondicionadas convenientemente em função do parâmetro a analisar. 2) em lagoas aeradas não é comum o desenvolvimento de algas. de modo a garantir que possíveis alterações químicas e biológicas não modifiquem substancialmente as suas características originais. serem.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO Parâmetro Nitratos pH Sólidos totais Sólidos sedimentáveis Sólidos em suspensão Temperatura Vazão Local da coleta 1–2–3 1–2–3 1–2–3 1–2–3 1–2–3 1–3 1–3 semanal diária semanal diária semanal diária diária Frequência Obs: 1) a frequência apresentada corresponde ao ideal. que podem desaparecer por completo se a amostra não for preservada convenientemente. nas caixas térmicas. Muitos constituintes podem estar presentes em concentrações significativas de microgramas por litro. em que se utilizam kits de reagentes. as amostras devem ser transportadas em caixas térmicas e acondicionadas com gelo. podem congelar as amostras e provocar a quebra dos frascos. imediatamente. as reações químicas dos compostos e reduzir a volatilização dos constituintes. dependendo da distância entre os locais. Os métodos de preservação são geralmente limitados e têm por objetivo retardar a ação biológica. temperaturas muito baixas. devem obedecer aos critérios de preservação recomendados. As amostras destinadas à determinações pelos métodos espectrofométricos. até o momento da análise. Além da preservação. 4.

V 1000 P.V P.V Pg:43 de 122 50 .V Frascos 1 ml de solução de lugol/L a 4ºC.V P.V 50 2000 REVISÃO: 01 DEZ/2005 P. Até pH < 2 48 horas 24 horas não há conservação não há conservação.200 50 . QUADRO 3 – Indicação do volume e preservação da amostra Parâmetro Acidez Alcalinidade Algas DBO DQO Cloretos (**) Clorofila Coliformes fecais Cor (**) Cianeto (**) Fluoreto (**) Fenóis (**) Fosfato total Metais totais (**) Metais (**) Nitrogênio amoniacal (*) (*) Nitrato Nitrito Óleos e gorduras (O.V P.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO conforme instruções do aparelho.até pH 2 a 4ºC HNO3 conc.até pH 2 – 3 a 4ºC refrigeração a 4ºC 24 horas 7 dias 14 dias V. V 600 P. âmbar P.500 120 100 . Protegida da luz refrigeração a 4ºC refrigeração a 4ºC NaOH até pH > 12 refrigeração a 4ºC 1mL d e H3PO4 a 4ºC H2SO4 conc.V V. 1 mL de MgCO3 24 horas 1% / L. V P. V V V V. V 200 200 800 300 P.. V 600 P. âmbar P. O Quadro 3 apresenta as condições de preservação e conservação da amostra a que devem obedecer para determinação de parâmetros físico-químicos e bacteriológicos. 300 Nitrogênio orgânico H2SO4 até pH < 2 e refrigeração a 7 dias Oxigênio dissolvido determinar no momento da coleta de refrigeração a 4ºC determinar no momento da coleta refrigeração a 4ºC determinar no momento da coleta efetuar leitura após 1 hora não há conservação ou 6 horas 7 dias não há conservação MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO . V P P V.200 250 1000 500 200 1000 refrigeração a 4ºC. âmbar P. até pH < 2 Mais breve possível 24 horas Mais breve possível 7 dias Mais breve possível 7 dias ou 24 horas 6 meses 6 meses dissolvidos Ao filtrado: HCN3 até pH <2 H2SO4 até pH < 2 e refrigeração a 7 dias ou 24 horas 4ºC 4ºC H2SO4 até pH < 2 e refrigeração a 7 dias ou 24 horas 4ºC refrigeração a 4ºC HCl conc. de modo a que seja representativa. Até 3 meses Protegida da luz refrigeração a 4ºC H2SO4 conc. a cada parâmetro a ser analisado..100 100 .D) Oxigênio fotossíntese pH Sólidos Temperatura Preservante refrigeração a 4ºC refrigeração a 4ºC Período máximo de conservação 24 horas 24 horas 100 300 300 Volume em (ml) 200 ml P. V P. âmbar V P.

4.7) Metodologia de coleta de amostras Para coletar as amostras. o operador deve ter conhecimento do programa de amostragem.D em laboratório. ( ** ) Determinações não rotineiras OBSERVAÇÕES: Para amostras à determinar O. o que irá definir o tipo de material que deverá ser levado para o trabalho de campo. 4. Refrigerar em temperatura ligeiramente inferior a ambiente. Preservar com 2mL de sulfato manganoso e 2mL de reagente azida-iodeto alcalino. aproximadamente.7. conforme se descrevem nos pontos seguintes.   Não devem aparecer bolhas dentro do frasco. a freqüência. de modo a que os resultados traduzam o funcionamento do sistema. deve-se encher o recipiente sem borbulhar e extravazar o volume. duas vezes. Tais procedimentos devem ser executados com muita atenção. o número. tapando o frasco e agitando-o bem após cada adição de reagentes. determina através do programa de amostragem. o local dos pontos de coleta e a profundidade a que devem ser tiradas as amostras. Em geral. Há procedimentos que são gerais a todas as amostras e outros que são específicos de cada grupo de parâmetros a analisar. no momento da coleta.1) Procedimentos gerais A maneira de coletar as amostras implica diretamente na sua representatividade. o laboratório de analises físico-químicas e microbiológicas. A fim de MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:44 de 122 .GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO P = polietileno V = vidro neutro ou borossilicatado ( * ) A primeira opção é a menos recomendada e só deve ser empregada quando realmente se necessitar de prazo maior.

jalecos e. c) preservantes químicos. b) As amostras deverão ser tomadas no centro do canal. tais como: a) frascos em quantidade suficiente ao número desejado de amostras (mais 1 sobressalente por cada 5 pontos). com MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:45 de 122 .1. d) termômetros. evitando que algum item possa ser esquecido.7.1) Preparação de material A preparação de uma lista de material é da maior conveniência. equipamentos de proteção (luvas. botas.1. b) garrafas coletoras. enxágüe o frasco algumas vezes com a própria amostra. pipetas. onde a velocidade é mais elevada e a sedimentação de sólidos é mínima. máscaras. caso seja observada alguma anormalidade no sistema que determine a necessidade de uma amostra adicional. e) ficha de registro dos dados. Os frascos excedentes são para substituir eventuais perdas e se necessário para coletar num novo ponto de amostragem.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO evitar erros e aconselhável que se observem os seguintes procedimentos: 4. Convém procurar um ponto representativo da massa líquida. convém escolher um local de amostragem em que o esgoto seja uniforme e de preferência bem misturado. c) Em qualquer situação. Pontos localizados junto a vertedores não são recomendados.2) Execução da amostragem a) Deve-se evitar as amostras junto as paredes ou próximo do fundo dos canais. f) produtos de desinfecção para os equipamentos e instrumentos utilizados na coleta das amostras. É importante certificar-se de que todo o material necessário está na caixa de coleta. 4.7. d) Antes de iniciar a coleta.

o parâmetro a efetuar. que poderá tornar a amostra não representativa. a solução preservante.3) Cuidados adicionais O operador encarregado da coleta de amostras tem um papel muito importante. insolação e a ocorrência de chuvas no dia anterior e no dia a coleta da amostra. etc. numerar os frascos segundo o ponto de coleta. Assim. pedaços de pedra. caso existam. É importante também levar em conta que a amostra característica do esgoto afluente deve ser colhida depois das grades ou da caixa de areia. 4. evitar-se a presença de material estranho como: folhas. a hora e o nome do responsável pela coleta.7. a cor aparente do esgoto. a temperatura do ar. e) Na coleta da amostra deve ser mantida a verdadeira proporção entre liquido e os sólidos em suspensão.       b) Identificar corretamente os frascos:     anotar o tipo de amostra (simples ou composta). a data. a temperatura do esgoto. se for o caso. o operador deve: a) Registrar na ficha de dados:  as condições climáticas como: a nebulosidade.. o número da amostra.. contudo. deverão ser registradas no momento da coleta. MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:46 de 122 . Toda e qualquer informação de campo complementa os resultados das análises na interpretação dos mesmos. f) No local da coleta o frasco deve ser mergulhado a alguns centímetros abaixo do nível da água evitando a entrada de material flutuante.1. g) Tanto a temperatura da água como do ar (na sombra).GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO exceção daqueles que contêm solução preservante. devendo. observações que julgue ser de interesse para a análise e interpretação dos resultados.

....................... 10 litros de água........ ..... Para preparar esta solução basta misturar num balde:   1 copo de água sanitária concentrada. MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:47 de 122 ...GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO c) Lavar o material utilizado na amostragem:  após a coleta das amostras o material utilizado deve ser lavado com um jato de água e seguidamente passado por uma solução desinfetante..........

nitrato ou sulfato. não podendo obter energia através da respiração aeróbia. os organismos facultativos utilizam o oxigênio livre (preferencialmente) ou o nitrato. As reações de oxidação que ocorrem no tratamento de esgotos são portanto do tipo aeróbias.1) Alguns Tipos de Estação de Tratamento de Esgoto Qualquer que seja o tipo de tratamento escolhido. o oxidativo (oxidação da matéria orgânica) ou o fermentativo (fermentação da matéria orgânica). No corpo d'água. permitindo soluções mais compactas. MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:48 de 122 . anóxicas ou anaeróbias. os organismos anaeróbios estritos utilizam o sulfato ou o dióxido de carbono. mas com tecnologia se consegue fazer com que o processo se desenvolva em condições controladas (controle da eficiência) e em taxas mais elevadas. A remoção da matéria orgânica dos esgotos ocorre por dois tipos de processos.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO CAPÍTULO 5 TIPOS DE TRATAMENTO DE ESGOTOS Autor: Engª Mércia Luccas Resende O tratamento biológico dos esgotos reproduzem. No processo oxidativo a matéria orgânica é oxidada por um agente oxidativo presente no meio líquido – oxigênio. não mais suscetíveis a fermentação. Os organismos aeróbios estritos utilizam apenas o oxigênio livre na sua respiração. isto é. a matéria orgânica é convertida em produtos mineralizados inertes por mecanismos naturais – é o denominado fenômeno da autodepuração. No processo fermentativo ocorrem determinadas reações de forma que depois de várias ocorrências seqüenciais os produtos se tornam estabilizados. Em uma estação de tratamento de esgotos ocorre o mesmo. ele deve ser precedido do denominado tratamento preliminar. Há organismos adaptados funcionalmente para as diversas condições de respiração para o tratamento de esgotos. 5. de certa forma o mesmo que ocorre em um curso de água onde são lançados despejos.

em alguns casos. uma de espaçamento maior para reter os sólidos maiores e em seguida outra de espaçamento menor. São bastante indicadas para as condições brasileiras pois. o clima favorece com temperatura e insolação elevadas.2) Lagoas de Estabilização As lagoas de estabilização constituem a forma mais simples para tratar os esgotos. Constituem sistemas de tratamento biológico com o objetivo de remover a matéria orgânica.  Caixa de areia – a retirada da areia presente nos esgotos tem a finalidade de evitar a abrasão e obstrução dos equipamentos e tubulações da estação e. também. o acúmulo desse material nas unidades da ETE. A colocação dessas grades a montante do tratamento tem o objetivo de proteger os demais equipamentos das unidades de tratamento e impedir que esses sólidos sejam encaminhados ao corpo receptor. uma unidade para retirada de gorduras. Alguns tipos de lagoas:       Facultativas Anaeróbias Aeradas Facultativas Aeradas de Mistura Completa Decantação Maturação MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:49 de 122 . De acordo com o diâmetro do interceptor ou emissário de chegada na ETE é necessária a colocação dos dois tipos de grade.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO Fazem parte do tratamento preliminar:  Grades grossas e finas – a função do gradeamento é a retirada dos sólidos grosseiros presentes no esgoto. Além desses equipamentos a estação poderá ter também. além de requerer operação simples e poucos ou nenhum equipamento. 5.

onde a penetração da luz solar é menor. Consiste na retenção dos esgotos por um período de tempo suficiente para o desenvolvimento de processos naturais de estabilização da matéria orgânica. zona facultativa e zona anaeróbia.5 a 3. é suprido ao meio pela fotossíntese realizada pelas algas.2. Tempo de detenção t = 15 a 45 dias Profundidade h = 1. As vantagens e desvantagens do sistema estão associadas aos fenômenos naturais. Na zona intermediária. sendo que na camada mais superficial – zona aeróbia – ela é oxidada por meio da respiração aeróbia.0 m Taxa de aplicação superficial Ls = 240 a 350 kgDBO/ha. A natureza é lenta. as algas na presença da luz solar produzem oxigênio e consomem gás carbônico.d (para regiões com inverno quente e elevada insolação) Requisito de área A = L/Ls Eficiência E = aproximadamente 90% MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:50 de 122 A eficiência do sistema é alta equiparando com a dos tratamentos . A matéria orgânica dissolvida permanece dispersa . secundários. Dentro das lagoas facultativas ocorrem três zonas de tratamento dos esgotos: zona aeróbia.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO 5. mantendo-se um equilíbrio entre o consumo e a produção de oxigênio e gás carbônico. Por implicar em grandes requisitos de áreas. As bactérias consomem oxigênio e produzem gás carbônico. necessitando de longos tempos de detenção para que as reações se completem e em temperatura adequada. a partir de uma certa profundidade vai ocorrer a ausência de oxigênio livre. A matéria orgânica em suspensão sedimenta constituindo o lodo de fundo – zona anaeróbia – onde ocorre a decomposição por microrganismos anaeróbios. O oxigênio. são apropriadas para locais onde o custo da terra seja barato e o clima favorável.1) Lagoas Facultativas Constituem o sistema mais simples de lagoas de estabilização. Essa zona onde grupos de bactérias sobrevivem tanto na presença de oxigênio (condições aeróbias) quanto na de nitratos (condições anóxicas) e sulfatos e CO2 (condições aneróbias) é denominada zona facultativa.

fazendo com que a taxa de consumo de oxigênio seja várias vezes superior à sua taxa de produção. A eficiência na remoção de DBO é de 50 a 60%. Caso o sistema esteja bem equilibrado. A DBO efluente da lagoa anaeróbia é ainda elevada. necessitando-se utilizar uma unidade posterior de tratamento. não necessitam qualquer equipamento especial e não consomem energia elétrica. para reduzir a possibilidade de penetração do oxigênio produzido na superfície (pela fotossíntese e pela reaeração atmosférica) para as demais camadas. 5. Deve-se optar por esse tipo de tratamento quando for possível se ter um grande afastamento de residências. pois por serem mais profundas essas lagoas requerem menor área para implantação.3) Lagoas Aeradas Facultativas A diferença entre a lagoa facultativa convencional e a aerada facultativa é que enquanto o suprimento de oxigênio para a primeira é advindo da fotossíntese no caso da aerada facultativa ele é obtido através de aeradores.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO 5.1 a 0.d. Consegue-se assim a redução de requisitos de área. responsável por maus odores. O tempo de detenção hidráulica (t) se situa na faixa de 3 a 6 dias e a taxa de aplicação volumétrica (Lv) comumente adotada é 0. Essas lagoas são profundas. Isso é possível com o lançamento de grande carga de DBO por unidade de volume da lagoa.2) Lagoas Anaeróbias Forma de tratamento onde a existência de condições devem ser estritamente anaeróbias. MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:51 de 122 . a possibilidade de geração de mau cheiro é pequena.2. mas problemas operacionais eventuais podem permitir a liberação de gás sulfídrico. Em contrapartida. por conta dos equipamentos o nível de operação é mais sofisticado e o consumo de energia elétrica mais elevado. Os custos para implantação são relativamente baixos.3 kgDBO/m3.2. de 4 a 5 metros.

GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO A denominação aerada facultativa é porque a energia utilizada é apenas para oxigenar a lagoa. a ser decomposta anaerobiamente. Tempo de detenção t = 2 a 4 dias Profundidade H = 2. pois o efluente delas não é adequado para lançamento direto no corpo receptor. Os sólidos sedimentam constituindo a camada de lodo de fundo.2. O volume destinado à clarificação deve ter profundidade ≥ 1.5 metros Depois das lagoas aeradas de mistura completa normalmente são construídas lagoas de decantação. Tempo de detenção total t ≤ 2 dias (o tempo de detenção é baixo para evitar o crescimento de algas) MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:52 de 122 . um destinado à clarificação e outro ao armazenamento e digestão do lodo. Apenas a DBO solúvel e a DBO representada por sólidos de dimensões menores permanecem na massa líquida.5 metros 5.5) Lagoas de Decantação Dentro da lagoa existem dois volumes distintos. não sendo suficiente para manter os sólidos (bactérias e sólidos suspensos) dispersos na massa líquida.4) Lagoas Aeradas de Mistura Completa São lagoas essencialmente aeróbias. O comportamento da lagoa é a de uma facultativa convencional.5 a 4. sofrendo decomposição aeróbia. A quantidade de energia fornecida aos aeradores garantem a oxigenação do meio e mantêm os sólidos em suspensão (biomassa) dispersos no meio líquido. devido aos elevados teores de sólidos em suspensão.5 m e tempo de detenção ≥ 1 d.2. Tempo de detenção t = 5 a 10 dias Profundidade H = 2. 5.5 a 4.

insolação. Fora do intestino humano os organismos patogênicos tendem a morrer.hab Quantidade presente no esgoto bruto (exemplo): P = 1000 hab.0x1010 CF/d. etc. A pequena profundidade da lagoa de maturação (H = 0. competição.0 metros (para permitir uma camada aeróbia acima do lodo) O tempo de detenção baixo nesse tipo de lagoa é suficiente para uma eficiente remoção dos sólidos em suspensão produzidos na lagoa aerada. contribuem para a morte deles. para se obter a eficiência desejada (E > 99.99% de remoção de coliformes).8 a 1. bem como da fotossíntese.0x1013 concentração de coliformes = 4. resultando na elevação do pH.2. escassez de alimento.0x107 CF/100 ml MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:53 de 122 .0x108 CF/l = 2.5 m) visa maximizar os efeitos bactericidas da luz solar (radiação ultra violeta). compostos tóxicos.6) Lagoas de Maturação É uma alternativa bastante econômica para a desinfecção de efluentes.9 ou 99.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO Profundidade total H ≥ 3. 5. mas não contribui para a remoção bioquímica adicional de DBO. Fatores como temperatura. Essas lagoas são comumente implantadas em série.hab x 1000 hab = 4. Q = 200 m3/d Carga = 4. seu objetivo é a remoção de patogênicos (pouca remoção adicional de DBO).0x1011 CF/m3 = 2. Coliformes no esgoto bruto: Produção per capita de coliformes = 4. O dimensionamento das lagoas de maturação se vale da utilização de alguns dos mecanismos citados para esse fim..0x1010 CF/d. organismos predadores.0x1013 / 200 m3/d = 2. pH.

etc. Baixo custo de implantação e de operação. por exemplo:    Sistema compacto.3) Reator Anaeróbio Além dos sistemas que utilizam combinação de diversos tipos de lagoas. sólidos e líquidos garantem a permanência do lodo no sistema e a retirada do biogás e a coleta do efluente tratado. com idade (tempo de residência celular) superior a 30 dias já se encontra estabilizado. As bactérias em flocos ou grânulos formam uma manta de lodo no interior do reator. RAFA (Reator Anaeróbio de Fluxo Ascendente). MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:54 de 122 . os sistemas que combinam reator anaeróbio e lagoas. Baixa produção de lodo.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO Os sistemas de tratamento de esgotos por lagoas de estabilização podem utilizar um só tipo de lagoa ou combinar duas ou mais lagoas dando origem a um sistema mais eficiente. no Brasil são denominados DAFA (Digestor Anaeróbio de Fluxo Ascendente). Denominado originalmente na Holanda de UASB (Upflow Anaerobic Sludge Blanket Reactor) – Reator Anaeróbio de Fluxo Ascendente e Manta de Lodo. principalmente quando implantados em locais de clima quente. O lodo de esgoto é retido nessa unidade de tratamento por separação de fases gasosa. RALF (Reator Anaeróbio de Leito Fluidificado). Dispositivos projetados e instalados para separar gases. Os sistemas mais comuns de tratamento com ou sem associação de lagoas são:     Lagoas facultativas (maturação) Lagoas anaeróbias seguidas por lagoas facultativas (maturação) Lagoas aeradas facultativas (maturação) Lagoas aeradas de mistura completa seguidas por lagoas de decantação (maturação) 5. com baixa demanda de área. também são utilizados na Saneago. líquida e sólida. O lodo excedente descartado do sistema. Esse processo apresenta algumas vantagens em relação aos processos aeróbios convencionais.

Elevada concentração do lodo excedente.4 ) Lodos Ativados Lodo ativado é o floco produzido no esgoto pelo crescimento de microorganismos na presença de oxigênio dissolvido. Hélio de Brito) Lodos ativados por aeração prolongada (ETE de Cidade Ocidental) Lodos ativados por batelada ou de fluxo intermitente No sistema convencional. da ordem de 65%-75%. O lodo é acumulado em um local denominado tanque de aeração que recebe ar para o fornecimento do oxigênio necessário.    5. Algumas desvantagens que podem ser citadas:  Possibilidade de emanação de maus odores – Se bem projetado e operado não deve ocorrer.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO     Baixo consumo de energia (só para elevatória de chegada quando existir). Satisfatória eficiência de remoção de DBO/DQO. Necessidade de pós-tratamento – A eficiência do sistema não se enquadra nos padrões de lançamento estabelecidos pelos orgãos ambientais. parte da matéria orgânica dos esgotos é retirada antes do tanque de aeração. Baixa capacidade do sistema em tolerar cargas tóxicas – Usualmente não acontece com esgoto doméstico. Boa desidratabilidade do lodo. Elevado intervalo de tempo necessário para a partida do sistema – 4 a 6 meses quando não se usa inóculos. e onde a concentração de microorganismos é garantida devido o retorno de flocos previamente formados e recirculados para o interior desse tanque. As variantes mais comuns dos sistemas de lodos ativados são:    Lodos ativados convencional (ETE Dr. MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 A matéria orgânica em DEZ/2005 Pg:55 de 122 . para se economizar energia para a aeração.

.. e consequentemente com menor custo de investimento do empreendimento. para tratamento de esgotos domésticos e industriais. é o Tratamento Primário com Precipitação Química. além do tratamento preliminar... Areia.. O tratamento do lodo é parte integrante do processo de lodos ativados.. Os subprodutos gerados no tratamento pelo processo de lodos ativados.. podendo-se contar com unidades de processo menores no tratamento secundário.... passível de sedimentação. quando se necessita elevada qualidade do efluente e reduzido requisito de área. Escuma.... O sistema de lodos ativados é muito utilizado em todo o mundo.... onde é utilizado um produtos químicos para aumentar a eficiência da decantação primária...... Essa modalidade de tratamento permite uma maior remoção de carga orgânica no tratamento primário... é retirada no decantador primário. Lodo secundário.. Lodo primário........ ... são:      Material gradeado. como foi implantado na ETE de Goiânia.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO suspensão.. Uma variante do tratamento primário. O sistema implica em alto consumo de energia elétrica e operação cuidadosa pois utiliza grande quantidade de equipamentos eletro-mecânicos.. Assim o sistema de lodos ativados convencional têm como parte integrante o tratamento primário (decantador primário).. MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:56 de 122 .....

6. uma garganta estabelecidas em função de seu tamanho. medidor é expresso pela Executado em concreto ou adquirido pronta em fibra de vidro. Industrial Jacson Ramos Engª Lívia Maria Dias Engº Clécio Ramon 6. verificando a vazão na tabela apropriada. constituído essencialmente em um trecho convergente. em polegadas ou pés. cujas dimensões são prédimensão da “garganta” .“w”. O tamanho do e um trecho divergente. A leitura da vazão instantânea deve ser efetuada em conversor ou medida diretamente a altura do nível de esgotos no ponto determinado na Calha Parshall com o auxílio de uma régua graduada em centímetros.ª Marisa Pignataro de Sant'Anna Téc. utilizando-se de um rastelo para remover os detritos.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO CAPÍTULO 6 OPERAÇÃO E MANUTENÇÃO DE ESTAÇÕES DE TRATAMENTO DE ESGOTOS ESTAÇÕES ELEVATÓRIAS E Autores:Eng.1. Em anexo está apresentado um lay-out da calha parshall com a tabela de dimensões e a tabela dos valores resultantes de vazão em função da altura da lâmina do líquido medido em determinado ponto e do tamanho do parshall “w” em polegadas (”) ou pés ('). os quais deverão ser dispostos inicialmente em galões MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:57 de 122 .1) Medição de Vazão e Tratamento Preliminar 6. As medidas deverão ser tomadas de hora em hora por 24 hs em data programada e devem ser anotadas em relatório apropriado.1.1) Medição de vazão: Definição Calha Parshall: Canal para medir vazão nos condutos abertos.2) Limpeza do gradeamento As grades de retenção de sólidos deverão ser limpas de hora em hora.

d) Conduzir a areia retirada até a caixa de detritos ou aterro.2) Lagoas de estabilização A simplicidade conceitual das lagoas de estabilização traz como conseqüência a própria simplicidade dos procedimentos de operação e manutenção. conforme o acúmulo de sólidos observado. Há uma série de procedimentos de operação e manutenção que devem ser executados dentro de uma determinada rotina. Os resíduos já secos deverão ser conduzidos até a caixa de detritos ou local apropriado para disposição no solo. colocando-se terra por cima. No entanto. b) Retirar o restante do líquido com balde ou através de bombeamento. principalmente para as nossas condições de país em desenvolvimento. É neste ponto que reside a grande sustentabilidade do tratamento de esgoto por lagoas de estabilização. pois provocam maus odores e proliferação de insetos. sem MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:58 de 122 . c) Retirar a areia com uma pá. esvaziá-las por meio de equipamento e conduzir os detritos para o aterro municipal. efetuar lavagem geral com água limpa.3) Limpeza da Caixa de areia (desarenador) A caixa de areia deverá ser limpa em intervalos de 7 a 15 dias. f) Após a limpeza do canal. abrir a comporta para receber esgotos e proceder do mesmo modo para o outro canal. a simplicidade operacional não deve ser um meio caminho para o descaso com a estação e com o processo.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO perfurados até a secagem. Lembrar que estes não devem ficar expostos ao ar livre.1. 6. Quando as caixas de detritos estiverem cheias. abrindo o registro de lavagem. Seguir as instruções abaixo: a) Desativar o canal a ser limpo. colocando-a em carrinho de mão ou galão perfurado. fechando as comportas de entrada e de saída. e devem ser projetadas para que assim o sejam ao longo da sua rotina operacional. Cobrir com tampa ou lançar terra sobre os resíduos. 6. e) Após retirar toda a areia. As lagoas são inerentemente simples.

A introdução dos dados em planilhas eletrônicas no computador. bem como a freqüência de sua determinação. Um aspecto de fundamental importância em um programa de monitoramento é o relacionado ao real aproveitamento dos dados levantados. o operador poderá buscar aos poucos a otimização do processo. 6. poderão ser alterados e adaptados às necessidades locais. As referências WEF (1990).1) Inspeção. possibilitando a elaboração de cálculos de parâmetros de carga e eficiência e dos gráficos relevantes afigura-se como melhor forma de aproveitamento dos dados.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO a qual ocorrerão problemas ambientais e de redução na eficiência de tratamento. A cobertura deste itens é bastante simplificada. dependendo do porte e da importância da lagoa. É essencial que o projeto da lagoa de estabilização inclua um Manual de Operação. tendo por base a sua experiência acumulada com a lagoa em questão. MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:59 de 122 . problemas operacionais. ínicio de operação. Yanez (1993) ou Jordão e Pessoa (1995) devem ser consultadas para maiores detalhes com relação a estes tópicos. O presente capítulo trata dos seguintes aspectos relativos à operação e manutenção das lagoas:    programação de inspeção. Deverão ser produzidos gráficos de acompanhamento e desempenho da lagoa. coletas e medições O operador deve executar diariamente uma inspeção por toda a lagoa e unidades complementares.2. que forneça as principais diretrizes para a operação adequada do sistema projetado. com ampla participação do operador no seu acompanhamento. no escritório central. o número de parâmetros a ser incluídos. se os mesmos não forem posteriormente consistidos e interpretados. Naturalmente que. Não há sentido em se obter dados. coletas e medições. Durante a fase de operação.

utilizando-se de um coador para limpeza de piscinas. b) Quando necessário. conduzindo-os depois às caixas de detritos ou dispondo no solo em local apropriado. f) As caixas e canais de esgotos em toda a estação devem ser limpas removendo quaisquer detritos e lavando-as posteriormente com constantemente. com a retirada de vegetação que cresce em falhas no concreto. o operador deve realizar as seguintes tarefas. no caso de formação de placas de algas estagnadas na superfície. reportando-se ao motorista antes do lançamento e anotando em formulário apropriado todas as informações que se requer. vassoura e jatos de água. desobstruir as tubulações com o auxílio de varetas. d) Não permitir que haja crescimento de vegetação nos taludes das lagoas na altura do nível de esgoto. predispondo à proliferação de insetos.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO Durante a rotina operacional. com a utilização de barco e motor de popa. g) Cabe ao operador o controle dos despejos de caminhões limpa-fossas. atuando em toda a extensão das lagoas (procedimento adotado em casos específicos). e) Nas ocorrências de elevação do nível de esgotos em caixas divisoras de vazão ou de passagem. efetuar manutenções na grama dos taludes. Acima das placas de concreto. conforme orientação da gerência. estando sempre atento ao processo de tratamento: a) Sempre que houver resíduos ou crostas flutuando na superfície das lagoas. dispostos nas laterais das lagoas. Não permitir lançamentos provenientes de indústrias. deve ser efetuada a oxigenação das lagoas facultativas. estes devem ser retirados. c) Os taludes das lagoas deverão receber manutenções constantes. MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:60 de 122 . Os detritos devem ser colocados em galões perfurados para secagem. estas falhas devem ser preenchidas. Após a limpeza. jateamentos ou outros meios.

com a freqüência estabelecida. 1989). p) Manter a área da estação cercada e com placa de identificação. bomba de sucção ou manualmente (ocorre em situações específicas).1) Carregamento das lagoas O carregamento inicial das lagoas pode ser efetuado utilizando-se de um dos dois procedimentos descritos a seguir (CETESB. jardins. O operador deve percorrer toda a área da ETE.2. k) Efetuar a remoção de lodo e areia do fundo das lagoas. segundo orientação específica. cercas vivas ou outra vegetação. 6. utilizando-se de draga. m) Capinar áreas verdes e taludes das lagoas. quando há temperaturas mais elevadas. O carregamento deve ser preferencialmente no verão. j) Remover aeradores para a borda das lagoas e efetuar a remoção de detritos destes equipamentos.2. conforme específica (equipe do laboratório). i) Efetuar análises de rotina para aferir a qualidade dos esgotos. n) Efetuar manutenção em áreas gramadas.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO h) Coletar amostras dos afluentes à ETE e efluentes tratados para análises de laboratório.2. o) Recepcionar técnicos da empresa ou visitantes. do lançamento do efluente. l) Efetuar a manutenção e conservação da área da estação como um todo.2) Início de Operação 6. verificando o estado das cercas. prestando-lhes informações inerentes ao sistema. orientação MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:61 de 122 .

até atingir a lâmina prevista em projeto. Bloquear os dispositivos de saída. até ocorrer uma floração de algas. que ocorre em condições de reduzida lâmina d'água. até que se estabeleça no meio uma comunidade biológica equilibrada. Encher a lagoa com esgotos até o nível de operação.40 m. Interromper a alimentação por um período de 7 a 14 dias. alimentar normalmente a lagoa com esgotos. O período total de carregamento pode durar 60 dias. Iniciar a introdução de esgoto. adicionar mais esgotos. interromper a alimentação. Encher a lagoa com uma lâmina em torno de 0. visualmente. Possibilita a correção de eventuais deficiências decorrentes de uma compactação ineficaz (antes da introdução de esgoto). até que se verifique. preferencialmente atingindo-se 1 m.      Durante todo o período do carregamento. Aguardar alguns dias.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO a) Enchimento da lagoa com água bombeada de córrego vizinho ou proveniente de sistema de abastecimento público:     Encher a lagoa com lâmina d'água mínima. ou mistura esgoto/água. Permite testar a estanqueidade do sistema. aguardar o estabelecimento de uma população de algas (em torno de 7 a 14 dias). o aparecimento de algas. A adoção deste procedimento impede o crescimento descontrolado da vegetação. Os seguintes dois procedimentos devem ser evitados: MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:62 de 122 . deve haver um acompanhamento por operadores com experiência no processo. Nos dias subseqüentes.   b) Enchimento da lagoa com mistura de água bombeada do córrego e do esgoto a ser tratado:     Fazer uma mistura esgoto/água (diluição com uma relação igual ou superior a 1/5).

o que freqüentemente ocorre quando se tem um baixo número de ligações domiciliares. A reversão deste processo de anaerobiose pode levar dois meses. como o terreno não está ainda colmatado.  Carregar as lagoas com contribuições pequenas e continuadas. sem que ser estabeleça na lagoa uma comunidade biológica balanceada. Caso isto seja efetuado. Neste caso.2.2. 1989):   Iniciar a introdução dos esgotos segundo as recomendações do Item 6. após 30 dias de operação.5).GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO  Receber a carga de esgotos prevista em projeto. com emanação de maus odores. 6.2 sejam seguidas. o líquido pode percolar pelos taludes.2 a 7. Medir diariamente o oxigênio dissolvido.2. acumulando sólidos putrescíveis.2) Início de operação de lagoas anaeróbias O início de operação de lagoas anaeróbias requer os seguintes procedimentos (CETESB. Manter o pH do meio levemente alcalino (7.3) Início de operação de lagoas facultativas Os seguintes procedimentos são recomendados (CETESB. A manutenção de um pH levemente alcalino deverá ocorrer naturalmente.  MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:63 de 122 . a lagoa entrará em anaerobiose. ou pó calcário.2. com desprendimento de maus odores.2. lodo digerido de estações de tratamento de esgotos ou de tanques Imhoff. 6. cinza vegetal ou bicarbonato de sódio.2.2. Para facilitar a ocorrência destas condições. pode-se adicionar. 1989):   Iniciar a introdução dos esgotos segundo as recomendações do Item 6.2. caso as recomendações do Item 6.2.

das lagoas anaeróbias.2. evitar a situação em que uma lagoa esteja totalmente cheia. 1989):  Iniciar o enchimento das lagoas quando a lâmina d'água na lagoa primária atingir um valor mínimo de 1. o seu efluente pode ser dirigido para a célula subseqüente. enquanto a unidade subseqüente está vazia        6.4) Início de operação de lagoas em sistemas em série A partida das lagoas situadas a jusante da lagoa primária pode ser efetuada segundo as seguintes recomendações (CETESB. Quando a lagoa primária atingir o nível de operação. MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:64 de 122 . impedindo que a lâmina d'água da unidade precedente caia abaixo de 1.3) Problemas operacionais nas lagoas de estabilização Os principais problemas operacionais. facultativas e aeradas encontram-se nos quadros abaixo.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO 6.0 m.2.2. tomando-se as seguintes precauções: retirar os stop-logs lentamente. não efetuar operações de descarga de fundo da célula primária. equalizar as lâminas em todas as lagoas de forma lenta. conjuntamente com as principais medidas a serem tomadas para sua possível solução. Fechar os dispositivos de saída das lagoas.0 m. A adição de água deve ser feita até se ter uma lâmina de 1.0 m.

-adicionar produtos que seqüestrem os sulfetos. -adicionar cal (120g/10m3 de lagoa) para elevar o pH. eventual by-pass parcial para a lagoa facultativa (caso esta suporte elevações da carga).GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO 6. -no caso de sobrecarga.1) Despreendimento de odores desagradáveis Possíveis causas Possíveis soluções -sobrecarga de esgotos e diminuição do -recircular o efluente da lagoa facultativa ou tempo de detenção. -queda brusca de temperatura do esgoto. como facultativa.1. -adicionar nitrato de sódio em vários pontos da lagoa. fundo da lagoa). com OD na massa líquida). operar com uma lagoa aneróbia apenas (caso haja duas em paralelo). -evitar a adição de cloro.3) Correção de eventuais problemas durante operação de lagoas anaeróbias 6. tóxica). MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:65 de 122 .3. -no caso de longos tempos de detenção. -melhorar a distribuição do efluente da lagoa (distribuição por tubulações perfuradas no -presença de substâncias tóxicas. de maturação para a entrada da lagoa -carga bem baixa e elevação excessiva do anaeróbia (recirculação de aproximadamente tempo de detenção (a lagoa se comporta 1/6). reduzindo as condições ácidas responsáveis pela inibição da metanogênese e pela maior presença do sulfeto na forma livre. pois o mesmo causará problemas posteriores para o reinício das atividades biológicas.1) Lagoas Anaeróbias 6.3.

face à pequena -remover as colônias de algas.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO 6. lagoas.5)Superfície da lagoa coberta por uma camada de escuma Possíveis causas -escuma. -vegetais terrestres (crescem no talude externo): capinar o terreno. caixas de areia em valas.4) Manchas verdes no encontro do NA com o talude Possíveis causas Possíveis soluções -proliferação de algas. ou 6. profundidade no trecho NA-talude.3)Crescimento de Vegetais Possíveis causas -manutenção inadequada. -crescimento de vegetais no encontro entre -cortar os vegetais desenvolvidos. Possíveis soluções -vegetais aquáticos (crescem no talude interno): remoção total. -circulação e manutenção fracas. a -camada de escuma e óleo sempre presente camada de material flutuante que cobre as nas lagoas anaeróbias.1. -aplicar cuidadosamente inseticidas larvicidas na camada de escuma. 6.3. 6. dificultando o desprendimento de maus odores.1. óleo e plásticos.2)Proliferação de Insetos Possíveis causas Possíveis soluções -material gradeado ou areia removida não -aterrar o material removido das grades e dispostos convenientemente.3. REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:66 de 122 MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO . Possíveis soluções -não há que tomar atitudes: a camada de escuma é totalmente normal em lagoas anaeróbias. ajudando a manter a ausência de oxigênio. -revolver com rastelo ou jato d'água.3. evitando a sua queda na lagoa. adicionar produtos químicos para controle de ervas.1. NA e talude interno.3.1.

-desagregar ou remover placas de lodo.2. -no caso de sobrecargas consistentes.3) Maus odores causados por más condições atmosféricas MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:67 de 122 . aparecimento de zonas cinzentas junto ao efluente e maus odores. causando abaixamento do pH. mudança na cor do efluente de verde para verde-amarelado (predominância de rotíferos e crustáceos. -remover obstáculos para a penetração do vento (caso possível).2) Maus odores causados por sobrecarga Possíveis causas -sobrecarga de esgotos. -remover a escuma. para evitar caminhos preferenciais.2. 6. afunda).3. rastelo (escuma quebrada usualmente -lançamento de material estranho (ex. -pouca recirculação e atuação do vento. -recircular o efluente na razão 1/6.: lixo). -considerar entradas múltiplas do afluente.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO 6.1) Escuma e Flutuantes (impedindo a passagem de energia luminosa) Possíveis causas Possíveis soluções -superfloração de algas (formando nata -quebrar a escuma com jatos d'água ou com esverdeada). utilizando-se de canoa e motor refrigerado a ar.2.2) Lagoas Facultativas 6. que se alimentam das algas). como complementação de fonte de oxigênio combinado. queda de concentração de OD. -retirar temporariamente a lagoa problemática de operação (desde que haja pelo menos duas lagoas em paralelo). considerar a inclusão de aeradores na lagoa. Possíveis soluções -transformar a operação de série para paralelo. -placas de lodo desprendidas do fundo.3. 6.3.3. -eventualmente adicionar nitrato de sódio.

GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO Possíveis causas Possíveis soluções em -longos períodos com tempo nublado e -diminuir a altura da lâmina d'água.2. composto tóxico. temperatura baixa. -instalar aeradores superficiais próximos à entrada do afluente.2. -presença de vegetais aquáticos no interior -no caso de entradas múltiplas. gerando repentinas condições afluente de forma a identificar o possível anaeróbias na lagoa.3.3. -canalizações de entradas obstruídas. MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:68 de 122 . todas as entradas.5) Maus odores causados por curto-circuitos hidráulicos Possíveis causas -má distribuição do afluente. -desobstruir canalizações de entrada com jateamentos ou outros meios. tomando as providências dentro da legislação. 6. -aerar a lagoa com canoa e motor. -colocar uma lagoa em paralelo operação.: OD) para verificar se há significativas diferenças de ponto a ponto. Possíveis soluções -coletar amostras em vários pontos da lagoa -zonas mortas. regularizar a distribuição uniforme da vazão afluente por da lagoa. introduzir aeração para causar pequena mistura. -isolar a lagoa afetada. -cortar e remover vegetais aquáticos. advindas de excessivo (ex. 6. -colocar uma segunda unidade em operação em paralelo. aproveitamento de curvas de nível. -identificar na bacia de contribuição a indústria causadora da descarga.4) Maus odores causados por substâncias tóxicas Possíveis causas Possíveis soluções -substâncias tóxicas advindas de descargas -efetuar análise físico-química completa do industriais. com aeração. -no caso de zonas mortas. caso seja possível.

3. -usar múltiplas células em série.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO 6. penetração de energia luminosa.3.9) Presença de algas filamentosas e musgo.3. -usar operação em série.7) Elevadas concentrações de algas (SS) no efluente Possíveis causas Possíveis soluções -condições atmosféricas que favorecem o -retirar o efluente submerso. -sobrecarga. para remover excesso de SS.2. Possíveis soluções -quebrar as florações de algas. -desbalanço de nutrientes. problemas com mortandade da população -remoção com peneiras. 6.3. MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:69 de 122 .6) Maus odores causados por massas de algas flutuantes Possíveis causas Possíveis soluções -superfloração de algas.2. Possíveis soluções -aumentar a carga unitária. com um reduzido tempo de detenção em cada célula. defletores. -efetuar pós-tratamento do efluente da lagoa. em excesso.2. impedindo a -jateamento com mangueira d'água. através da redução do número de lagoas em operação.8) Presença de algas (bactérias) verde-azuladas Possíveis causas -tratamento incompleto. e causando -destruição com rastelo. -adicionar criteriosamente sulfato de cobre. que limitam a penetração de energia luminosa Possíveis causas -lagoas superdimensionadas. após passar por crescimento de certas populações de algas.2. -carga afluente sazonalmente reduzida. 6. que retêm as algas. 6.

fazendo com que as larvas taludes internos das lagoas. -aplicar criteriosamente produtos químicos.10) Tendência progressiva de decréscimo no OD (OD abaixo de 3 mg/l nos meses quentes) Possíveis causas -baixa penetração da luz solar. rip-rap etc. MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:70 de 122 . -despejos industriais tóxicos.3.3.2. -baixo tempo de detenção.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO 6.3. -proteger o talude interno com placas de concreto.12) Proliferação de insetos Possíveis causas Possíveis soluções -presenças de vegetais nas margens dos -reduzir o NA. 6. Possíveis soluções -remover vegetais flutuantes. argamassa. com mortandade das algas verdes Possíveis causas -sobrecarga. -destruir as escumas. -reduzir a carga na lagoa primária através de operação em paralelo. -recircular o efluente final. -introduzir aeração complementar. -operar a lagoa com variação do NA.... -alta carga de DBO. presas aos vegetais desapareçam. quando a área secar.2.11) Tendência progressiva de decréscimo no pH (pH ideal acima de 8). -longos períodos atmosféricas adversas.2. com Possíveis soluções -ver medidas relativas de OD ou maus condições odores por sobrecarga. 6. -organismos se alimentando das algas.

evitando que os mesmos caiam dentro das lagoas. -cortar vegetais nas margens internas. 6.. -aplicar criteriosamente herbicidas. -analisar sobrecarga (ver correspondentes no quadro 10. internos.3. -sobrecarga nos trechos iniciais. Possíveis soluções -mudar a posição dos aeradores.5) itens 6. -reduzir a permeabilidade da lagoa com uma camada de argila (caso possível). -baixa vazão de esgotos.1) OD ausente em alguns pontos Possíveis causas -mau posicionamento dos aeradores..GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO 6. -proteger o talude internamente com placas de concreto.3. argamassa .3.3) Lagoas Aeradas 6. -remover vegetais internos à lagoa com canoas ou dragas (abaixar o NA para facilitar a operação).2) Ocorrência de maus odores e moscas Possíveis causas Possíveis soluções -acúmulo de escumas nos cantos e taludes -remover o material flutuante.3. MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:71 de 122 .13) Vegetação Possíveis causas Possíveis soluções -baixo nível operacional da lagoa (abaixo de -operar as lagoas com um nível superior a 90 60 cm) cm. -infiltração excessiva. -colocar mais aeradores nos trechos iniciais.3.3. rip-rap etc.2..

-manter OD em torno de 1mg/l ou mais. -monitorar o OD para estabelecer a forma ideal de operação dos aeradores. -localizar os despejos industriais que causem as espumas. Sem aplicação de lodo. é MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:72 de 122 . os reatores funcionarão como simples decantadores. Possíveis soluções -controlar a operação dos aeradores por ligadesliga. requerendo o seu prétratamento. 6. com predominância quase exclusiva dos mecanismos físicos de remoção de sólidos. a eficiência na remoção de DBO e de sólidos totais. gordura ou outros resíduos que venham contribuir de forma nociva à operação do mesmo.4) Reatores anaeróbios de fluxo ascendente e manta de lodo 6. retardando por algum tempo (de 4 a 6 meses).4. Durante essa fase inicial de operação. 6.1) Partida e Operação de Reatores Anaeróbios A partida dos reatores poderá ser feita com inóculo de lodo proveniente de outro reator anaeróbio. a formação da manta anaeróbia dentro do reator se dará de forma mais lenta.3) OD variável.1) Inoculação do Reator Para se calcular a quantidade de lodo a ser utilizado para a partida de um reator. porém o lodo a ser aplicado não deve conter areia. ou simplesmente iniciando a alimentação do reator do fluxo total de esgoto sem uso de inóculo.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO 6. A vantagem da aplicação de inóculo é a garantia de eficiência do processo em um prazo mais curto.1. -despejos industriais. floco disperso e espumas Possíveis causas -cargas de choque.3. -superação.4. de lagoa anaeróbia ou fossa séptica.3.

Portanto. Os seguintes procedimentos podem ser adotados:  Transferir o lodo de inóculo para o reator. possibilitando a sua adaptação gradual à temperatura ambiente. cuidando para que o mesmo seja descartado no fundo do reator. Caso esses parâmetros estejam dentro das faixas de valores aceitáveis. alcalinidade.4. As cargas biológicas iniciais para a partida de um reator deverão se situar na faixa de 0. ácidos voláteis e DQO. Evitar turbulências e contato excessivo com o ar. a fim de diminuir as perdas de lodo durante o processo de sua transferência. Deixar o reator novamente sem alimentação por outo período de 24 horas. A inoculação pode-se dar tanto com o reator cheio ou vazio.2) Alimentação do Reator com Esgotos  Após o término do período de repouso. Ao término desse período e antes de iniciar uma próxima alimentação.  6. Deixar o lodo em repouso por um período aproximado de 12 a 24 horas. pH. até que o mesmo atinja aproximadamente a metade de seu volume útil.1. Ao término desse período. Dia. Valores aceitáveis: pH entre 6.8 e 7. deverão ser conhecidos a DQO (Demanda Química de Oxigênio) do esgoto afluente e o teor de STV (Sólidos Totais Voláteis) do lodo a ser usado como inóculo. embora seja preferível a inoculação com o reator vazio.50 kg DQO / kg SSV. Deixar o reator sem alimentação por um período de 24 horas.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO necessário conhecer as características do lodo de inóculo e do esgoto afluente ao reator.   Continuar o processo de enchimento do reator.4 e ácidos voláteis abaixo de 200 mg/L (como ácido cético). coletar amostras do sobrenadante do reator e efetuar análises dos seguintes parâmetros: temperatura. retirar novas amostras para serem analisadas e proceder como MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:73 de 122  .05 a 0. iniciar a alimentação do reator com esgotos. prosseguir o processo de alimentação. até que o mesmo atinja o seu volume total (nível dos vertedores do decantador).

 Caso os parâmetros analisados estejam dentro das faixas estabelecidas. O descarte de lodo excedente deverá ser feito preferencialmente da parte superior (lodo floculento). Ao se observar queda de eficiência nos parâmetros citados e que os efluentes contém maior quantidade de sólidos.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO anteriormente. o reator deve estar sempre coberto. propiciar a alimentação contínua do reator.3) Problemas operacionais nos Reatores Anaeróbios 6. além da adoção de medidas alternativas de tratamento de gases.2) Operação de reatores UASB A operação satisfatória de reatores UASB requer o monitoramento apropriado do processo. a necessidade de descarte de lodo excedente deverá ocorrer dentro de uma periodicidade cíclica e poderá ser estabelecida uma rotina de procedimentos envolvendo a quantidade de lodo e o período ideal de descarte. de modo que o descarte de lodo excedente não deverá ser necessária durante os primeiros meses de operação do reator. esse é o momento para se descartar lodo. que será decisivo para a tomada de decisões.3. que poderão aplicadas.4.4.4.  6. À medida que se opera um reator.1) Desprendimento de odores desagradáveis MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:74 de 122 . Implantar e proceder monitoramento de rotina do processo de tratamento. Nos reatores UASB. a acumulação de sólidos biológicos ocorre após alguns meses de operação contínua. 6. os resultados de laboratório referentes aos parâmetros de eficiência de remoção de DBO e de sólidos totais serão imprescindíveis à decisão de descarte de lodo excedente. A fim de evitar a liberação de gases mal cheirosos. Além da observação diária da qualidade dos efluentes do reator.

GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO Possíveis causas Possíveis soluções -sobrecarga de esgoto com conseqüentes -diminuir a vazão afluente à unidade com diminuição do tempo de detenção. -elevadas concentrações de compostos de -verificar a possibilidade de reduzir as enxofre no esgoto afluente. -caso o reator não seja coberto.2) Efluente contendo elevado teor de sólidos suspensos Possíveis causas Possíveis soluções -sobrecarga da vazão de esgoto. avaliar a possibilidade de cobrí-lo.3. -queda brusca de temperatura de esgoto.8 a 7.0 (6. -entupimento das tubulações de gás. suspensos no afluente. -presença de substâncias tóxicas no esgoto. a fim de elevar a no reator.3.0 (6. problemas. -proporcionar o descarte do excesso de -excesso de sólidos no reator. MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:75 de 122 .4. 6. -elevadas concentrações de ácidos voláteis -adicionar cal hidratada. -elevadas concentrações de ácidos voláteis -adicionar cal hidratada.4). -defeito nos medidores de gás. -localizar e eliminar as fontes de substâncias tóxicas.4. -caso o reator não seja coberto. a 7. 6. alcalinidade reduzida e queda de alcalinidade do reator e manter o pH próximo pH. alcalinidade reduzida e queda do alcalinidade do reator e manter o pH próximo pH. -queda brusca de temperatura do esgoto.8 a 7.4). Possíveis soluções -corrigir os vazamentos. sólidos presentes no sistema. -presença de substâncias tóxicas no esgoto. a 7. avaliar a possibilidade de cobrí-lo. -verificar a possibilidade da remoção de -elevadas concentrações de sólidos sólidos a montante dos reatores. -localizar e eliminar as fontes de substâncias tóxicas. com -diminuir a vazão afluente à unidade com conseqüente elevação das velocidades problemas. a fim de elevar a no reator. superficiais. concentrações de sulfetos no sistema. -desentupir as tubulações de gás.3) Queda da produção de Biogás Possíveis causas -vazamentos nas tubulações de gás. -reparar os medidores de gás.

-queda brusca de temperatura do esgoto.5) Flutuação de grânulos Possíveis causas Possíveis soluções -sobrecarga de esgoto com conseqüentes -diminuir a vazão afluente à unidade com diminuição do tempo de detenção. -presença de substâncias tóxicas no esgoto. -sólidos voláteis no reator.6) Proliferação de insetos Possíveis causas Possíveis soluções -presença de camada de escuma e óleo que -aplicar dosagens adequadas de algum tipo normalmente se forma nos reatores de inseticida. -caso o reator não seja coberto. problemas ou retirar temporariamente o reator de operação.0 (6.4. a 7. -reinicializar o sistema com aplicação de após longos períodos de paralização. alcalinidade -remover a camada de escuma e aterrar reduzida e queda no pH.4. menores cargas volumétricas. de modo a não prejudicar o anaeróbios. 6. -reinicialização da operação do sistema. avaliar a possibilidade de cobrí-lo.4) Queda da eficiência do sistema Possíveis causas Possíveis soluções -sobrecarga de esgoto com conseqüentes -diminuir a vazão afluente à unidade com diminuição do tempo de detenção. problemas.3.3.4. -eventualmente. retirar o reator de operação até que ocorra a redução dos ácidos voláteis.3. -elevadas concentrações de ácidos voláteis -adicionar cal hidratada. MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:76 de 122 . alcalinidade reduzida e queda de alcalinidade do reator e manter o pH próximo pH. funcionamento do reator. adequadamente.8 a 7. -perda excessiva de sólidos no sistema.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO 6.4). problemas. com -diminuir a vazão afluente à unidade com redução do leito e da manta de lodo. -localizar e eliminar as fontes de substâncias tóxicas. 6. a fim de elevar a no reator.

5.5. by-pass. 6. lavá-lo. retirando manualmente todos os resíduos nele retidos e dispondo-os na caixa ou no solo. tais como falta de acionamento de bombas. Seguir as orientações abaixo: a) b) c) Manobrar comportas de modo a impedir a chegada de esgotos ao poço. 6.5.1) Limpar diariamente o cesto de detritos. utilizando-se de bombas ou caminhão limpa . 6. 6. os detritos das paredes e do fundo e lavar o poço com jatos de água. etc. Esvaziar o poço por sucção. Retirar com o auxílio de uma pá.5. efetuando limpezas na área externa. cronometrar tempos decorridos entre acionamento e desligamento de bombas.7) Comunicar de imediato ao setor competente as anormalidades verificadas em equipamentos.3) Efetuar limpezas nas caixas de chegada.2) Efetuar limpezas do poço de sucção com freqüência semestral.6) Observar quaisquer anormalidades no funcionamento da elevatória. cercas. 6.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO 6.fossas. extravasamento de esgotos.5.5) Quando solicitado. ou conforme determinação superior. jardins.5.4) Realizar manutenção da área da elevatória. MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:77 de 122 . Em seguida. para o cálculo de vazões afluentes e de bombeamento.5) Operação e manutenção de elevatórias de esgotos 6. emanação de odores.5.. falta de energia elétrica. casa de controle. retirando-o do poço e conduzindo-o a uma caixa de detritos. 6. quadro de comando.

controle e sinalizações para o seu perfeito funcionamento. como a anterior. onde o sistema obedece o comando do operador. controle.1) Controle: Para o controle temos no painel do quadro de comando a chave Manual/ Automático. 6. e automático. somente opera com o sistema no modo manual. medição e parte da automação: 6. MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:78 de 122 . Encontramos as proteções. Como exemplo temos o caso de choque elétrico ou um outro problema de igual seriedade. que passa a operar automaticamente.6) Recomendações Eletromecânicas 6. os conjuntos motor-bombas. Como o próprio nome diz. vamos nos ater somente ao comando. pois é este que o operador deve comandar em caso de algum problema mais sério. automação. onde o operador deixa de determinar as ações dos equipamentos. desligando toda a operação.2) Comando: Botão de emergência: Este comando é muito importante. como por exemplo: ligar e desligar os conjuntos motobombas e/ou aeradores.1.1.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO 6. sinalização. Como este manual é para a operação. Botão Liga (geralmente na cor verde). é uma chave que controla o acionamento manual.6. Botão Desliga (geralmente na cor vermelha):Esta. Há casos de inexistência deste botão em quadro de comando e neste caso o operador deve desligar o disjuntor geral no padrão CELG.6. Geralmente é do tipo “soco” onde o operador bate no mesmo com mão.6.1) Quadro de comando No quadro de comando está o coração da operação do principal equipamento de uma Estação Elevatória de Esgotos (EEE) . comando.

sinalizador sonoro para indicar o extravasamento do poço. ou seja.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO Botão Reset (geralmente na cor vermelha): Usado para “Reset”. e de cor vermelha para indicar alguma falha. e instrumentos de medida de corrente. Algumas panes são sanadas simplesmente ao operar esta botoeira. onde podemos detectar possível avarias nos conjuntos moto-bombas através de variações do nível de corrente nestes instrumentos (figura 1) e.1.4) Medição No quadro de comando existem instrumentos de medida de tensão.1. para retirar possíveis sinalizações de defeitos. onde podemos além de saber se está em patamares aceitáveis (em torno de 380V).6. Na figura 2 vemos um Relé de Nível. Fique atento às sinalizações. Existe em alguns quadros de comando. 6. medindo um nível de 1.23m MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:79 de 122 .6. de cor verde para indicar que a operação está sendo executada com êxito. podemos também detectar possíveis falta de fase. um moto-bomba somente volta operar depois de sanados os defeitos e comandado os botões de “Reset”. em alguns casos. 6. medidor de nível onde mensuramos o nível do poço de sucção. por exemplo: Bomba ligada.3) Sinalizações Geralmente os sinalizadores são lâmpadas Piloto.

O sistema mede o tempo gasto para que este impulso vá até o ponto de impacto e retorne a sua face e. que no nosso caso água ou esgoto. bate em uma superfície plana. Existe dois tipos básicos de automação utilizado pela Saneago: Automação por bóias e por sensor ultrassônico. ou seja. Automação por Sensor de Nível Ultrassônico: Os sensores de nível ultrassônicos tem como princípio de funcionamento o envio e recebimentos de impulsos sonoros em alta freqüência (20 à 100kHz). O impulso emitido viaja no espaço. Automação por bóias de nível: No poço de sucção estão instaladas duas ou mais bóias. e retorna à sua fonte.6.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO 6. calcula o nível do poço.1. Uma para comandar o desligamento do sistema (nível mínimo) e outra para comandar o acionamento (nível máximo). esta comanda o sistema e um dos conjuntos entrará em funcionamento. A saber: quando o nível do líquido no poço chegar ao nível máximo. posteriormente.(veja figura abaixo) MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:80 de 122 . em conseqüência da elevação do esgoto no poço. quando a bóia superior mudar de posição. permanecendo neste estado até que a bóia de nível mínimo seja desacionada desligando o mesmo.5) Automação de EEEs A automação é responsável pelo correto acionamento dos conjuntos moto-bombas. geralmente duas.

Persistindo a pane deve-se. A tensão mínima para operação é da ordem de 340V para cada fase (comute a chave voltimétrica para a leitura das fases RS.2) Inoperância de motores . através do voltímetro instalado no quadro de comando. ST respectivamente . com todos equipamentos desligados. de cor vermelha. Ocorrendo este fato. Se o problema for de competência da mesma.veja a figura abaixo). conjuntos moto-bombas a) Deve-se verificar. caso contrário contate a GRS por intermédio do seu gerente imediato.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO 6. b) Caso não detectada a falta de energia. RT. a tensão da rede elétrica. desligar momentaniamente o disjuntor geral do padrão CELG. O sistema voltou operar normalmente? em caso afirmativo. verifique se há falta de energia na redondeza.6. ítem anterior. o sanar ou não do problema (a lâmpada vermelha apagou?). MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:81 de 122 . acione o botão "RESET" (cor vermelha) e verificando após. no painel. ótimo. esta o solucionará. Em caso afirmativo. deve-se observar se há sinalização de defeito através de lâmpada. Caso haja. Se não contate a Regional de Serviços (GRS) da sua região. contate o serviço de atendimento ao consumidor CELG informando-o do ocorrido. aeradores. Uma tensão abaixo de 340 Volts é reconhecida como falta de fase pelo sistema de proteção do quadro de comando.

a seco ou sem esgoto. a bóia superior (nível máximo) seja deflexionada pelo esgoto. seja.2) Problemas na bóia de nível máximo. e deixará de funcionar quando esta volte ao seu estado normal. poderá “queimar” o motor-bomba por super-aquecimento. a que está localizada mais ao fundo do poço Defeitos Conseqüências Bóia presa.6. e deixará de funcionar quando esta volte ao seu estado normal. já que é o esgoto quem refrigera o mesmo. (Um motor-bomba deve ser ligado aproximadamente até quatro vezes em uma hora) 6. ausência de esgoto.6. como se deflexionada pelo Os conjuntos poderão funcionar a “vazio”. ou nível do esgoto. diminuindo o seu tempo de vida. a bóia inferior (nível mínimo) seja deflexionada pelo esgoto. a que está localizada na parte superior do poço Defeitos Conseqüências Bóia presa. ficando na posição de O conjunto entrará em funcionamento tão logo ausência de esgoto.1) Problemas na bóia de nível mínimo.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO 6.3. pois os conjuntos moto-bombas não entrarão em funcionamento MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:82 de 122 . (Um motor-bomba deve ser ligado aproximadamente até quatro vezes em uma hora) Bóia presa .6.3) Defeitos e possíveis conseqüências da automação por bóias 6. como se deflexionada pelo O conjunto entrará em funcionamento tão logo nível do esgoto.3. Este problema além de danificar as partes mecânicas dos conjuntos. Bóia presa . ficando na posição de Haverá extravasamento constante de esgoto. Com isto o conjunto ficará ligando e desligando várias vezes em pouco tempo. diminuindo drasticamente o tempo de vida dos mesmos. Com isto o conjunto ficará ligando e desligando várias vezes em pouco tempo.

Estes sólidos . que estava transitando na face do sensor. é de grande importância a sua limpeza para a retirada de areia. Caso os problemas ocorram mesmo com estes equipamentos em “perfeito” estado de conservação.4) Defeitos e possíveis conseqüências da Automação por Sensor de Nível Ultrasônico Erros na leitura são os maiores problemas detectados neste sistema. já foi detectado problema causado por uma aranha.5) Recomendações: 6. etc.1) O ideal é que exista uma caixa de areia antes de cada Estação Elevatória de Esgotos ( EEE).4. Antes de chamar a manutenção. que deve ser limpo periodicamente com um pano úmido. pode ser um começo de avaria no seu motor ou um MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:83 de 122 . para mais. Os erros de leitura são principalmente causados pelo acúmulo de sujeira na face do sensor.6. deve-se informar a equipe de manutenção de sua GRS. Só para se ter uma idéia.2) Procure familiarizar-se com o meio onde trabalha. tampinhas de garrafas PET. mas uma grande parte destas EEE's não são servidas por esta importante parte do sistema. Caso exista. 6. Nas EEE's que não tem caixa de areia fatalmente o poço deverá ser limpo com mais freqüência. 6. b) Variações na corrente. evitando o extravasamento destes sólidos para dentro do poço. tendo como conseqüência todos os defeitos citados para o caso das bóias. é de suma importância a observância da limpeza do poço e do sensor de nível.4. se acumulados no poço.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO Para amenizar os problemas supracitados o poço de sucção deve ser limpo e observadas as condições físicas das bóias e/ou sensores de nível periodicamente.5. diminuem consideravelmente a vida útil desta. e pelo excesso de sobrenadantes: bolas. sacos e sacolas plásticas.4. devido ao atrito entre a areia e o rotor da bomba. 6. observe o funcionamento de sua EEE ficando atento a quaisquer variações de suas características tais como: a) Ruídos estranhos.5.

.5. d)Para cada equipamento retirado da EEE de ser anotado o seu respectivo número de patrimônio..4. assim como o dia da retirada. exemplificando um possível entupimento ou registro fechado...5. 6..4) Procure não abrir a porta do quadro de comando pois estará sujeito à choque elétrico e isto poderá ser fatal...... ou para menos. apesar de haver sistema de aterramento em todas as nossas unidades.4... MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:84 de 122 . no livro de ocorrência. ...... 6. para a P-GET ou P-GTE...GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO vazamento no acoplamento da bomba com o barrilete.5) Na ocasião da limpeza do poço de sucção. Todas estas informações são muito importantes e deverão ser repassadas.. c) Veja se há variações consideráveis no tempo de esvaziamento do poço.5.. Você tem um papel importante que é a operação do quadro de comando e o repasse das informações citadas acima. a Saneago tem equipes capacitadas para este tipo de serviços.. recomendamos que desligue o disjuntor geral no padrão CELG. 6.3) Procure não tentar resolver problemas eletro-mecânicos. oportunamente...... conforme o caso.4.

GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO APÊNDICE MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:85 de 122 .

por isto. Esse serviço se dará nas instalações operacionais.ª Ana Lúcia Colares Lopes Rocha 1) Quem gerencia as EEEs e ETEs? As Estações Elevatórias de Esgoto e Estações de Tratamento de Esgoto são unidades dos Distritos. Como suas operações demandam conhecimento técnico específico. 2) Qual a estrutura disponível para operação. através das P-GET e P-GTE assistirão os trabalhos das EEEs eETEs através dos seus técnicos que estarão inicialmente ensinando e. conservação. As SUSEI e SUMEN. nas edificações e áreas externas.SANEAGO Autores: Eng.º Civil Áttila Moraes Jardim Junior Eng. as P-GET e P-GTE estarão trabalhando lado a lado com os Distritos nessas Estações. As EEEs e ETE terão também uma empresa externa para prestar serviços rotineiros de limpeza e conservação. mais tarde. os Gerentes de Distrito são os responsáveis por estas unidades operacionais da SANEAGO. além da estrutura do próprio Distrito e da GRS. de um Operador de Sistemas para operar sua ETE. MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:86 de 122 . fiscalizando os trabalhos de cada Distrito.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO APÊNDICE 1 O MODELO ADMINISTRATIVO DAS ETES . Esta empresa eventualmente prestará pequenos serviços de engenharia para manutenção e melhoria desta unidade operacional. manutenção e proteção das ETEs? Cada Distrito da SANEAGO contará. e também por haver necessidade de padronização dos procedimentos que envolvem esgoto.

odores desagradáveis) Existiu alguma visita não programada ou reclamação de vizinhos? As normas de segurança estão sendo respeitadas? O pessoal está uniformizado e com EPIs? As placas de segurança estão bem visíveis? Existe alguma dúvida operacional não esclarecida pelos técnicos das P-GET ou P-GTE?       Na cidade. evitando-se contrbuição indevida de água pluvial. Quando o trabalho for eventual. processo. volume excessivo de água pluvial. posto de gasolina. Caixa de Areia. lava-jato. o Gerente deve. aspecto diferente das lagoas. área externa. Portanto. indústrias devem ser periodicamente fiscalizados para evitar lançamento irregular. Caixas de Controle (comportas) estão limpos e em perfeito funcionamento? Como anda a assiduidade e pontualidade do Operador de Sistemas e da Empresa Terceirizada? Existe evidência de algum problema operacional? (Contribuição indevida de indústrias. 3) A Administração local das ETEs: O papel do Gerente de Distrito Como foi esclarecido anteriormente. de pequena obra ou melhoria. Nas visitas às ETEs os Gerentes devem se ater. Toda oficina mecânica. disponível na ETE. principalmente aos seguintes pontos:  Como está a apresentação da ETE? (Casa de controle. urbanização) O Gradeamento. para verificar se as instalações estão corretas. MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:87 de 122  . A frequência de visita poderá ser comprovada através de Livro de Anotação de Visitas. assumirão totalmente a responsabilidade da autorização para execução e fiscalização dos mesmos. fazer uma visita semanal às suas EEEs e ETE. o Gerente do Distrito deve ficar atento aos problemas de esgoto:  Toda nova ligação de esgoto deve ser vistoriada. as EEEs e ETE por serem unidades operacionais locais são de responsabilidade dos Gerentes de Distrito.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO A P-GET e P-GTE apoiarão também os Distritos na cobrança dos trabalhos terceirizados rotineiros. no mínimo.

A GRS. têm as seguintes obrigações básicas:  Remover detritos de grades. buscar imediatamente informação na P-GET ou P-GTE sobre como agir. lagoas ou outras unidades de esgoto e dispô-las adeqüadamente. Esse corpo técnico é bem vindo à operação da ETE. conforme Especificação das Classes de Cargos da SANEAGO. O Distrito deve se adequar aos procedimentos disciplinares estabelecidos pela GRS. Outra colaboração que a Regional pode prestar às ETEs relaciona-se às atividades administrativas ou organizacionais. pode acompanhar o desempenho operacional das ETEs. por ser uma unidade de apoio técnico operacional e supervisionar o desempenho dos Distritos. 5) A Administração local das ETEs: O papel do Operador de Sistema O Operador de Sistemas. Realizar medidas de vazão. contando com a participação do Operador de Sistemas que pode contribuir. É recomendável que laboratoristas. informando sobre o desempenho dos empregados. Como anda a operação das Estações Elevatórias de Esgoto?  O Gerente do Distrito deve também manter contatos com o responsável pela empresa externa. Deve cobrar programações e realizações de tarefas. ligados à área de esgoto. canais. MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:88 de 122  . temperatura e outros parâmetros. técnicos em saneamento e engenheiros da Regional façam visitas às EEEs e ETEs de sua região. caixa de areia. 4) O apoio regional: O papel do GRS's A grande responsabilidade da Gerência Regional de Serviços é a manutenção eletromecânica das Estações Elevatórias de Esgoto e demais componentes elétricos ou mecânicos da Estação de Tratamento de Esgoto.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO  Está havendo qualquer reclamação sobre esgoto por parte das autoridades? Se houver. taludes.

para em conjunto com o Gerente fazer as reclamações e sugestões ao responsável pela empresa externa das ações necessárias para otimizar os trabalhos. disponibilizando mais o seu tempo para manter o processo operacional em perfeitas condições e as dependências da ETE rigorosamente com bom aspecto. visitando com frequência o ponto de lançamento do efluente. Observar todo e quaisquer aspecto relacionado à conservação da área da ETE. Solicitar a assinatura dos possíveis visitantes à ETE. Deve ter o cuidado de manter sua autoridade e evitar criar vínculos empregatícios àqueles MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:89 de 122 . caixas de areia com a empresa externa. EPI's. possíveis proliferação de pragas. estado das ferramentas e equipamentos. manutenção dos sistemas de drenagem – calhas. o Operador de Sistemas pode dividir a limpeza de gradeamento.   Efetuar periodicamente a descarga de lodo de reatores anaeróbios e a retirada de lodo seco dos leitos de secagem. No atual "modelo de gestão" adotado pela SANEAGO. eventuais ou não. Exercer as atividades de controle e fiscalização sobre a empresa externa: verificar o fornecimento de materiais de consumo e utensílios de limpeza.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO   Limpar áreas. caixas de passagem etc. grelhas. O Operador de Sistemas deve anotar o comportamento dos empregados daquela empresa e se dirigir ao Distrito.  Manter contato frequente com a P-GET/P-GTE e com o Distrito local. extravazamnetos. onde a empresa externa realiza os serviços braçais de limpeza e conservação. e demais instalações de EEEs e ETE. os procedimentos de rotina. uniformes e frequência da equipe dos auxiliares de serviço. Desempenhar outras funções de mesma natureza.   Relatar no “Livro de Ocorrências” toda e qualquer anomalia do processo de tratamento. mesmo funcionários da Saneago. casa de controle. observando taludes. buscando garantir o atendimento mínimo ao que foi sugerido. para decidir sobre os problemas administrativos e/ou operacionais que venham a ocorrer. etc. interrupções do sistema. a critério da gerência. vistoriando a cerca. Para supervisionar os trabalhos da empresa externa o Operador de Sistemas deve observar as recomendações dos técnicos das P-GET e P-GTE.

a demonstração de conhecer a programação de tarefas da empreiteira e seu esforço em verificá-las. o responsável externo deve programar tarefas rotineiras do seu pessoal e responder pelo cumprimento das realizações.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO empregados. Paralelamente.  Coordenar o processo de tratamento de esgoto. tomando todas as providências necessárias para solucionar eventuais problemas operacionais.  Manter um cadastro de todos os dados de análise laboratorial dos processos de tratamento de esgoto e dos corpos receptores. buscar orientar o Operador de Sistemas sobre a interpretação das ocorrências e o que deve. por ele. que até então não dispunham desse serviço. Por outro lado.Gerência de Tratamento de Esgoto da SUMEN e P-GET – Gerência de Suporte ao Tratamento de Esgoto têm entre seus objetivos principais a normatização dos procedimentos para os serviços de esgoto de toda a SANEAGO. diariamente. as P-GTE . interpretando os resultados e interferindo nos processos. Para tal. seu bom exemplo profissional. o Operador de ETE deve aprimorar sua capacidade de bem se relacionar com o grupo externo e demonstrar a todo tempo que está acompanhando os trabalhos. Muitas técnicas operacionais e rotinas administrativas precisam ser assimiladas pelos Distritos. Sendo assim. embora o operador não possa "dar ordens" aos empregados de outra empresa. pode representar um fator altamente positivo para o alcance dos resultados para a SANEAGO. 6) O apoio técnico-administrativo das Superintendências SUMEN e SUSEI: O papel das P-GTE e P-GET As superintendências da Região Metropolitana e do Interior têm importante papel nesse momento em que muitas cidades passam a ter os serviços de esgoto sanitário.  Visitar mensalmente as EEEs e ETE para orientar e fiscalizar os serviços rotineiros de MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:90 de 122 . seu empenho diário em manter as Elevatórias e Estações de Tratamento na mais perfeita ordem. Esse vínculo estaria sendo criado caso os empregados de outra empresa recebessem. ser feito. ordens de um empregado da SANEAGO. Assim sendo.

Em seguida. possibilitando a sua medição. posteriormente.Gerar/aprovar os boletins de medição. no que se refere ao tratamento de esgoto ou fatos decorrentes desse processo. Ipameri.   Prestar serviço de representação da empresa ao Distrito perante os órgãos públicos ou organizações não governamentais. Pontalina.  Fazer apontamento mensal dos serviços rotineiros prestados pela empresa externa.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO responsabilidade do Distrito e da empresa externa. Planaltina e Santo Antônio do Descoberto/Águas Lindas. possibilitando a sua medição. Joviânia e Cachoeira Dourada. Acreuna e Santa Helena de Goiás. deve ser muito mais de fiscalização. Lote 2: Região Sul – Em operação: Pires do Rio. conforme a necessidade. Determinar a execução dos “serviços eventuais” à empresa externa. originando 07(sete) lotes distintos. Caiapônia e Aparecida do Rio Doce. Rio Verde. a princípio é orientativa e. Lote 3: Região Sudoeste – Em operação: Quirinópolis. Em Obras: Piracanjuba. manutenção e conservação das ETEs e EEEs de várias Cidades" por meio de Licitação pública. Novo Gama. Bom Jesus de Goiás e Itumbiara. acompanhar suas execuções das pequenas obras ou melhorias. Goiatuba. Em obras: Cristalina. Morrinhos. pela empresa externa. fazendo o apontamento mensal dos serviços executados. Luziânia. Jataí. 7) O serviço externo: O papel das Empresas contratadas para prestação dos serviços As empresas privadas estarão prestando os serviços denominados "Execução de Serviços de Engenharia de pequeno porte. Em obras: Caçu. Os lotes licitados são os seguintes: Lote1: Entorno de Brasília – Em operação: Anápolis. Cada lote de cidades deve ser objeto de um contrato de prestação de serviços com uma determinada empresa: a vencedora da Licitação. Recusar quaisquer serviços que não sejam compatíveis com os padrões. Valparaíso. Formosa e Silvânia. foram agrupadas por região. Cidade Ocidental. MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:91 de 122 .Todas as unidades das Estações de Tratamento de Esgotos e sua(s) respectiva(s) estações elevatórias. A responsabilidade da P-GET e PGTE.

refeições fornecidas no local de trabalho e transporte ao local de trabalho. Lote 6: Região Centro Oeste Goiano – Em operação: Anicuns. vacinas preventivas. a empresa deve cumprir uma série de tarefas. São Luís dos Montes Belos. Itapuranga. conservação e manutenção das EEEs e ETEs. Lote 7: Região Metropolitana – Em operação: Trindade. às essas sete empresas a execução de serviços rotineiros de limpeza. conforme programação elaborada com o Distrito e P-GET ou P-GTE. Caberá. Palmeiras. Mara Rosa. informando regularmente sobre o desempenho dos empregados externos no cumprimento das tarefas programadas. Campos Belos. Itaberaí e Itauçú. Goiás. então. Bela Vista de Goiás e Abadia de Goiás. Lote 5: Região Noroeste – Em Operação: Inhumas. Minaçú/Furnas. Paraúna e São João da Paraúna. que são pequenas obras de reparo e conservação. A colaboração da SANEAGO pode se dar através do Gerente de Distrito e Operador de Sistemas. e a execução dos serviços eventuais. Guapó. Ceres e Goianésia. Para isto.  Fornecer todo suprimento de material de consumo e de EPIs. Posse. 8) Serviços Rotineiros: Para execução dos “serviços rotineiros”. Em obras: Iporá. deverá atender às exigências do edital e do Termo de Referência:  Contratação da equipe de auxiliares de serviços – com vínculo empregatício e adicional de insalubridade. Niquelândia e Rubiataba. MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:92 de 122 . Em obras: Uruaçu. Araguapaz e Britânia. Em obras: Jussara. Para tal a empresa externa deve designar um responsável que acompanhe os trabalhos de suas equipes nas diversas cidades do lote. É de inteira responsabilidade da empresa externa a distribuição de tarefas aos seus empregados. desde que solicitados pela P-GET/P-GTE.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO Lote 4: Região Nordeste – Em operação: São Miguel do Araguaia.

A empresa deve disponibilizar esses serviços utilizando mão de obra específica e dentro do prazo solicitado. O recurso para esse fim é do lote de cidades e deve contemplar apenas as unidades mais precárias. onde o interesse pelas questões ambientais se torna relevante em vários segmentos de ordem institucional e MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:93 de 122 . impedindo a entrada e permanência de pessoas estranhas e animais. ao operador de sistemas da ETE e/ou a PGET e em casos de finais de semana e feriados. pricipalmente em caso de falta de uso de EPIs.  Orientar aos seus empregados a não prestar quaisquer informação ou declaração à terceiros. Por isto. Comunicar. Obrigar a utilização de uniformes/crachás/EPIs por seus empregados. por meio de seus empregados. a SANEAGO não assumirá. em hipótese alguma. pode haver situação de apenas poucas cidades serem beneficiadas com eles. co-responsbilidade ao acidente. Em caso de acidente com um empregado de empresa externa. 10) Tratamento Dispensado às autoridades e visitantes: Diante do fato de estarmos vivenciando um momento "político-ambiental". repondo/substituindo quando necessário.   Ordenar aos seus empregados para que os portões das EE's e ETE permaneçam fechados com cadeados. ou mesmo de não se utilizar desses recursos quando não se sentir necessidade. em nome da Saneago. Essas pequenas obras só poderão ser executadas onde houver necessidade reconhecida pelas P-GET ou P-GTE.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO  Manter os equipamentos e ferramentas utilizadas em bom estado de conservação.  9) Serviços Eventuais: O contrato externo contempla a realização de pequenas obras de engenharia para recuperação de unidades operacionais ou melhorias. aos funcionários de plantão da Saneago qualquer anomalia do sistema.

... o operador de sistemas responde pela ETE.. e na ausência deste.... ou até mesmo designar a ida de um técnico ao local. as solicitações de visita às ETEs passam a se tornar cada vez mais freqüentes. em se tratando de autoridades (promotoria pública... ou seja.. fornecer os contatos do Gerente do Distrito e da P-GET/P-GTE para responder e/ou prestar quaisquer esclarecimentos.. vigilância sanitária. portanto se o assunto for técnico. deverá receber a(s) autoridade(s).Esta visita deverá ser informada ao Gerente do Distrito e à P-GET/PGTE... através da Gerência do Distrito da Saneago e programadas... A autoridade visitante deve ter em mente que a ETE tem. envolvendo diferentes áreas de conhecimento. Dependendo do nível de informações requisitado pelos visitantes a P-GET ou P GTE irá designar e orientar ao Gerente do Distrito ou ao Operador de Sistemas à prestar as devidas informações.. representantes das secretarias de meio ambiente e saúde. No caso de visitas não programadas......GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO da própria população. de fato... até a liberação pelo setor de "segurança de trabalho da Saneago".. um dos auxiliares de serviço.. uma operação assistida. Todo visitante deverá assinar o "livro de visitas" deixando legível o nome e contato. a operação da ETE demanda conhecimento científico de alta complexidade.. se aparecer qualquer novidade um especialista de maior conhecimento assume a operação... a vinda de um especialista de Goiânia é indispensável. etc) o operador de sistemas. pedir identificação. O gerente de Distrito ou o Operador de ETE local deve deixar claro às autoridades visitantes a hierarquia e divisão dos trabalhos na SANEAGO. prefeitura. as visitas estão proibidas.. se o regime de operação estiver normal... Em se tratando de escolas..... A orientação geral é que todas as visitas sejam solicitadas à P-GET/P-GTE... . visando a atender satisfatoriamente à demanda... ou seja.. MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:94 de 122 .

além de outro prejuízo sofrido pelo MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:95 de 122 . Trabalho: Silvino Antônio Dias Batista Enfermeira do Trabalho: Cândida Miclos Moco 1) Responsabilidade civil e penal na Segurança do Trabalho A NR-24 que versa sobre condições sanitárias e conforto nos locais de trabalho no item 2476. Art. Art. destacam-se os enunciados do Código Penal (CP).esclarece que ofender a integridade corporal ou a saúde de outrem tem pena de detenção de 3 meses a 1 ano: se resultar lesão corporal de natureza grave. fica obrigado a reparálo”. se o fato não construir crime mais grave. no que diz respeito aos aspectos de segurança e higiene ocupacional. 132 do CP .este artigo pode ser aplicado nos casos de morte por acidente de trabalho que decorre de culpa do empregador. Art. 927 do CC .GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO APÊNDICE 02 SEGURANÇA NO TRABALHO E DOENÇAS OCUPACIONAIS NO SISTEMA DE ESGOTO Autores: Engº Seg. o ofensor indenizará o ofendido das despesas do tratamento e dos lucros cessantes. quanto às responsabilidades do empregador. a pena se estende para 5 anos e. deverão os responsáveis pelos estabelecimentos industriais dar aos resíduos destino e tratamento que os tornem inácuos aos empregados e a coletividade. No caso de lesão ou outra ofensa à saúde. por ato ilícito causar dano a outrem. A NR-07 que versa sobre o programa de controle médico de saúde ocupacional. transcritos abaixo: Art. 129 do CP .“Aquele que. Código Civil e do Supremo Tribunal Federal (STF). nos casos de incapacidade permanente para o trabalho. a pena será de 2 a 8 anos. 121 do CP .determina que expor a vida ou saúde de outrem a perigo direto ou iminente pode ter pena de detenção de 3 meses a 1 ano.

Aquele que. violar direito e causar dano a outrem.1. 186 do CC .2) Baixo Nível de Oxigênio: MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:96 de 122 . negligência ou imprudência. 2) Trabalhos com esgoto Trabalho em locais onde há esgoto é sempre difícil e perigoso.1) Gases tóxicos: Gás carbônico – CO2 Metano – CH4 Sulfídrico – H2S Amônia – NH3     2. por ação ou omissão voluntária.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO ofendido. e riscos de acidente local RISCOS QUÍMICOS ➔ ➔ ➔ ➔ ➔ RISCOS FÍSICOS ➔ ➔ ➔ Gases tóxicos Baixo nível de oxigênio Vapores Poeiras Névoas Ruídos nos locais confinados Umidade Queda de objetos RISCOS BIOLÓGICOS ➔ ➔ ➔ ➔ ➔ ➔ RISCOS DE ACIDENTES ➔ ➔ Bactérias Fungos Protozoários Vermes Erisipela Insetos Iluminação deficiente Possibilidade de explosão ou incêndio 2. devido aos riscos : químicos.1) Riscos químicos 2. Art. biológicos.1. ainda que exclusivamente moral. físicos. comete ato ilícito.

3) Vapores. deve ter cuidado com a queda de objetos.2.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO Uma atmosfera com menos de 20.2. é considerada deficiente de oxigênio. que podem liberar vapores tóxicos.3) Queda de objetos O trabalhador executando tarefas abaixo do nível do solo. 2.1. pintura.2. podem liberar gases tóxicos quando removido. corte. levando a acidentes graves. é ampliado devido à acústica do local. b) Execução de trabalhos como: Soldagem.2) Umidade Os trabalhos em superfícies escorregadias e lisas.8% de volume de oxigênio. MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:97 de 122 . poeiras: Em um local confinado. desengraxamento etc. prejudicando a comunicação interna e externa. por ação de bactérias (fermentação) ou quando o local é ocupado por outros gases. podem provocar quedas. 2.1) Ruídos O ruído dentro de um local fechado. decapagem. a atmosfera tóxica. ou por decomposição. pode diminuir por vários motivos: reações químicas (oxidação). névoas. deve ser considerada perigosa. A atmosfera tóxica pode ser criada por vários motivos: a) Produtos guardados: Os produtos armazenados em locais confinados. O nível. 2.2) Riscos físicos 2. 2.

2) Fungos Os fungos aparecem em todo o lado. no ar e dentro de organismos vivos. pelas tinhas e outras micoses. As bactérias patogênicas produzem venenos chamados “toxinas”.3) Riscos biológicos 2. 2. pelas pernas e pés. encontram-se a cólera. 2. no solo. Os casos ligeiros de fungos podem ser curados com uma boa higiene e desinfetantes.3) Protozoários São microorganismos existentes em número incalculável. alimentos e dos locais contaminados por fezes humanas. as infecções por estreptococos e estafilococos. A infestação é feita pela pele.3.3. Entre as doenças provocadas por bactérias. Ex. Normalmente infestam o intestino. São parasitas e provocam doenças como: amebíase. cândida. incluindo o homem. na água. São responsáveis pelo Pé de atleta. -Prevenção: uso de EPIs (botas e outros) 2.: Larva migraus encontada nas fezes de cães e gatos. Penetra na pele sensível e produzem doenças. a meningite. a tuberculose. leishmaniose.3. A maioria das infecções causadas por vermes. propaga-se de uma para outra pessoa através da água.4) Larvas de Vermes Parasita que vive e se multiplica no organismo humano e em alguns animais.3. podendo provocar infecções e doenças. malária e doença do sono. a pneumonia. MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:98 de 122 .GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO 2. no solo e na atmosfera.1) Bactérias Encontram-se por toda a parte.

2.2) Perigos respiratórios Respiração: troca de gases entre os seres vivos e seu ambiente. 2. dores de cabeça e vômitos. -Prevenção: uso de EPIs e higienização com sabão neutro. depende do esforço físico.1) Iluminação deficiente A iluminação deficiente pode provocar acidentes e problemas de saúde como : dores de cabeça. O consumo de ar respirado pelo homem. Aparecem manchas vermelhoescuras especialmente no rosto.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO Prevenção: uso de EPIs 2. Possibilidade de incêndio: uma atmosfera se torna inflamável ou explosiva com oxigênio no ar.4. entre elas intoxicações causadas por substâncias.5) Erisipela Doença infecciosa e dolorosa. da idade. acompanhadas de febre. vapores ou pó inflamável na mistura adequada. consome em média 50 litros de ar por minuto.3. constituição física e estado psicológico. A respiração forçada e difícil chama-se dispnéia. que pode ter muitas causas. gases. dentro de um local confinado.4. o consumo de oxigênio e a produção de anidrido carbônico podem aumentar muito (até 20 vezes). Cada gás tem seu limite de inflamabilidade. O homem executando atividades pesadas. tonteiras etc. Não se pode ver ou sentir o odor de muitos gases e vapores tóxicos e nem tão pouco MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:99 de 122 .4) Riscos de acidentes 2. Durante o exercício físico. causada por um estreptococo.

placas – Homens Trabalhando. cavaletes. de forma a impedir mudanças bruscas no caminho dos veículos. são colocadas placas e também obstáculos móveis ou portáteis canalizando os veículos para fora da área interditada.2) Equipamentos de proteção individual (EPIs):  coletes refletivos (noturno e diurno) 4) Planilha de coleta de dados MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:100 de 122 . Essa canalização deve ser suave. que está no mínimo em 18%. esta sinalização deve: a) Advertir os motoristas e pedestres da existência de obras.1) Sinalizar com os seguintes EPCs: grade protetora tipo cancela. sinalizador luminoso e intermitente para serviços noturnos. 3) Procedimentos para execução de serviços em pvs – poço de visita Todo trabalho em vias públicas dever ser sinalizado.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO detectar o nível de oxigênio no local.      3. o local em obras: para maior segurança dos usuários da via e dos trabalhadores da obra. 3. Para isso. b) Separar do trânsito de veículos e pedestres. cones de sinalização.

GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO Unidade Organizacional: Estação de Tratamento de Esgotos MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:101 de 122 .

GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO TÍTULO: ORDEM DE SERVIÇO VERIFICAÇÃO SIGLA DA UO APROVAÇÃO SIGLA DA UO RUBRICA DO GERENTE A-GST RUBRICA DO ENGENHEIRO ESGOTO É PROIBIDO DESCER EM PVS.). ♦ CAPACETE. 5) ♦ ♦ NÃO DESCER SEM OS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO: MACACÃO TIPO SANEAMENTO. SEMPRE ACOMPANHADO DE UM RESPONSÁVEL QUE DEVERÁ MONITORAR E COORDENAR TODO O SERVIÇO. 2) ABRIR O POÇO DE VISITA (P. SEM ANTES CERTIFICAR QUE DOIS COLEGAS ESTEJAM JUNTO À ENTRADA DO P. MÁSCARA PANORÂMICA DE PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA. DEVERÃO SER ADOTADAS AS SEGUINTES MEDIDAS DE SEGURANÇA: 1) O TRABALHO DEVE SER REALIZADO POR PESSOAL TREINADO E HABILITADO. COM MANGUEIRAS. ♦ CINTO DE SEGURANÇA TIPO PÁRA-QUEDISTA COM A CORDA FIXADA AO CINTO. 4) NÃO DESCER NO POÇO DE VISITA (P.V.V. NA IMPOSSIBILIDADE DE EXECUTAR O SERVIÇO DO LADO DE FORA. 3) ABRIR UM POÇO DE VISITA (P. O TRABALHO DE DESENTUPIMENTO DEVERÁ SER EXECUTADO DO LADO DE FORA COM USO DE VARETAS.V. DATA DO DOCUMENTO: MERO DA PÁGINA: 17/05/2000 MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 1 de 1 Pg:102 de 122 . PARA SOCORRÊ-LO SE NECESSÁRIO.V.) E/OU CAIXA DE REGISTRO. PROMOVENDO MELHOR AREJAMENTO DO LOCAL.) ACIMA E OUTRO ABAIXO E VERIFICAR SE O ESGOTO ESTÁ ESCOANDO (CORRENDO).

AS ATIVIDADES DEVERÃO SER ADIADAS ATÉ QUE HAJA CONDIÇÕES SEGURAS. OBS. PREVISTA NA CLT: ADVERTÊNCIA. NO SETOR DE CONVÊNIO SANEAGO/INSS – TELEFONE: 243-3345 OU TELEFAX: 218-2752. QUANDO CONVOCADOS. SUSPENSÃO E DEMISSÃO. OU NO HOSPITAL DE URGÊNCIAS (HUGO) TELEFONE: 546-4444. DESCER COM A PRESENÇA DO CHEFE DA EQUIPE.27 C/ T. COMUNICAR O MESMO NO TELEFONE E/OU TELEFAX ACIMA.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO TÍTULO: ORDEM DE SERVIÇO VERIFICAÇÃO SIGLA DA UO APROVAÇÃO SIGLA DA UO RUBRICA DO GERENTE A-GST RUBRICA DO ENGENHEIRO 6) 7) 8) 9) NUNCA ENTRAR PARA SOCORRER O COLEGA. O GERENTE/SUPERIVSOR E O EMPREGADO QUE NÃO CUMPRIR ESTA ORDEM DE SERVIÇO E A LEGISLAÇÃO SOBRE SEGURANÇA E MEDICINA DO TRABALHO. PROCURAR O HOSPITAL PÚBLICO DA LOCALIDADE. CASO NÃO HAJA SEGURANÇA NECESSÁRIA. NÃO DESCER SEM ORDENS DE SERVIÇO POR ESCRITO. SÓ 10) EM CASO DE ACIDENTE DO TRABALHO E/OU TRAJETO. NÃO SE ALIMENTAR COM AS MÃOS SUJAS.: TODAS AS ATIVIDADES DEVERÃO SER DESENVOLVIDAS COM SEGURANÇA. QUANDO O ACIDENTE OCORRER NO INTERIOR. ================= DATA DO DOCUMENTO: MERO DA PÁGINA: 17/05/2000 MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 1 de 1 Pg:103 de 122 . FREQUENTAR CURSOS . ESTARÁ SUJEITO AS PENALIDADES CABÍVEIS. NO PRAZO DE 72 HORAS.49 Nº 819 – SETOR BUENO – TELEFONE: 252-5050. QUANDO NO FINAL DE SEMANA PROCURAR O INSTITUTO ORTOPÉDICO DE GOIÂNIA (IOG) – RUA T. (CAPITAL) DEVERÁ COMUNICAR O ACIDENTE NO PRAZO DE 48 HORAS.

cinto de segurança tipo pára-quedas. na manutenção dos P.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO Esgoto – Máscara contra gases Altamente infectante devido a presença de microorganismos patogênicos provenientes de dejetos humanos e resíduos industriais. vírus. intoxicação com gás metano e gás sulfídrico. e óculos de segurança. macacão em PVC com botas e luvas. Perigo: Infestação por bactérias.Vs. dotado de corda para proteção em emergência. helmintos e protozoários. Prevenção: (P. MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:104 de 122 .Vs) Máscara contra gases de preferência de traquéia.

• FREQUENTAR CURSOS. DE CONFORMIDADE COM A LEI Nº 6. QUE POSSAM COLOCAR EM RISCO A SAÚDE E A VIDA DOS EMPREGADOS.27 C/ T. • O GERENTE/SUPERIVSOR E O EMPREGADO QUE NÃO CUMPRIR ESTA ORDEM DE SERVIÇO E A LEGISLAÇÃO SOBRE SEGURANÇA E MEDICINA DO TRABALHO. EM CASO DE ACIDENTE DO TRABALHO E/OU TRAJETO. CONTAMINAÇÃO POR AGENTES NOCIVOS. SUJEITANDO OS EMPREGADOS AOS RISCOS DE AFOGAMENTO. (CAPITAL) DEVERÁ COMUNICAR O ACIDENTE NO PRAZO DE 48 HORAS. PROCURAR O HOSPITAL PÚBLICO DA LOCALIDADE.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO TÍTULO: ORDEM DE SERVIÇO VERIFICAÇÃO SIGLA DA UO APROVAÇÃO SIGLA DA UO RUBRICA DO GERENTE A-GST RUBRICA DO ENGENHEIRO CANOA/BARCO-LAGOAS DEVIDO AOS ACIDENTES OCORRIDOS COM QUEDAS DE EMPREGADOS DURANTE ATIVIDADES REALIZADAS EM LAGOAS DE ESTABILIZAÇÃO COM A UTILIZAÇÃO DE CANOAS A REMO E MOTORIZADAS. E PERIGO DE ACIDENTES COM O CONTATO COM A HÉLICE DE MOTORES PODENDO OCORRER INCLUSIVE MUTILAÇÕES GRAVES. PREVISTA NA CLT: ADVERTÊNCIA. SUSPENSÃO E DEMISSÃO.514 DE 22/12/77. RIOS E LAGOS.49 Nº 819 – SETOR BUENO – TELEFONE: 2525050. NO PRAZO DE 72 HORAS. DATA DO DOCUMENTO: MERO DA PÁGINA: 17/05/2000 MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 1 de 1 Pg:105 de 122 . AS ATIVIDADES EM BARCOS OU CANOAS A REMO E MOTORIZADAS SÓ PODERÃO SER REALIZADAS SE HOUVER DISPONÍVEL NO LOCAL COLETES SALVA-VIDAS. COMUNICAR O MESMO NO TELEFONE E/OU TELEFAX ACIMA. OU NO HOSPITAL DE URGÊNCIAS (HUGO) TELEFONE: 546-4444. QUANDO O ACIDENTE OCORRER NO INTERIOR. QUANDO CONVOCADOS. QUANDO NO FINAL DE SEMANA PROCURAR O INSTITUTO ORTOPÉDICO DE GOIÂNIA (IOG) – RUA T. QUE OBRIGATORIAMENTE DEVERÃO SER UTILIZADOS DURANTE A EXECUÇÃO DE QUALQUER ATIVIDADE EM SUPERFÍCIES DE LAGOAS DE ESTABILIZAÇÃO. ESTARÁ SUJEITO AS PENALIDADES CABÍVEIS. NO SETOR DE CONVÊNIO SANEAGO/INSS – TELEFONE: 243-3345 OU TELEFAX: 218-2752.

PROCURAR O HOSPITAL PÚBLICO DA LOCALIDADE. ANTES DE ESTAR DEVIDAMENTE EQUIPADO E ACOMPANHADO. OU NO HOSPITAL DE URGÊNCIAS (HUGO) TELEFONE: 546-4444. PARA DETECTAR POSSÍVEIS DEFEITOS. NUNCA ENTRAR NUM P.49 Nº 819 – SETOR BUENO – TELEFONE: 2525050. OS EPIS DEVEM SER INSPECIONADOS ANTES DE SEREM USADOS. NO PRAZO DE 72 HORAS. QUANDO O ACIDENTE OCORRER NO INTERIOR. QUANDO NO FINAL DE SEMANA PROCURAR O INSTITUTO ORTOPÉDICO DE GOIÂNIA (IOG) – RUA T. PREVISTA NA CLT: ADVERTÊNCIA. (CAPITAL) DEVERÁ COMUNICAR O ACIDENTE NO PRAZO DE 48 HORAS.V. COMUNICAR O MESMO NO TELEFONE E/OU TELEFAX ACIMA. OS EPIS DEVEM SER LAVADOS E SECOS EM LOCAL APROPRIADO. ACOMPANHADO DE UM COORDENADOR. DATA DO DOCUMENTO: MERO DA PÁGINA: 17/05/2000 MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 1 de 1 Pg:106 de 122 . E • • • •  EM CASO DE ACIDENTE DO TRABALHO E/OU TRAJETO. RASGOS E ETC.27 C/ T. A HIGIENIZAÇÃO COM ÁGUA E SABÃO É ESSENCIAL PARA ELIMINAR RESÍDUOS. ESTARÁ SUJEITO AS PENALIDADES CABÍVEIS. NO SETOR DE CONVÊNIO SANEAGO/INSS – TELEFONE: 243-3345 OU TELEFAX: 218-2752. SUSPENSÃO E DEMISSÃO. O GERENTE/SUPERIVSOR E O EMPREGADO QUE NÃO CUMPRIR ESTA ORDEM DE SERVIÇO E A LEGISLAÇÃO SOBRE SEGURANÇA E MEDICINA DO TRABALHO. TRABALHO DEVE SER REALIZADO POR EMPREGADO TREINADO HABILITADO.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO TÍTULO: ORDEM DE SERVIÇO VERIFICAÇÃO SIGLA DA UO APROVAÇÃO SIGLA DA UO RUBRICA DO GERENTE A-GST RUBRICA DO ENGENHEIRO MEDIDAS DE CONTROLE ESGOTO • • TODO TRABALHO EM VIAS PÚBLICAS DEVE SER SINALIZADO.

NO PRAZO DE 72 HORAS. QUANDO O ACIDENTE OCORRER NO INTERIOR. OU NO HOSPITAL DE URGÊNCIAS (HUGO) TELEFONE: 546-4444. OS EPIS DEVEM SER INSPECIONADOS ANTES DE SEREM USADOS. EM CASO DE ACIDENTE DO TRABALHO E/OU TRAJETO. QUANDO NO FINAL DE SEMANA PROCURAR O INSTITUTO ORTOPÉDICO DE GOIÂNIA (IOG) – RUA T.ETE • TODO TRABALHO DEVE SER REALIZADO DEVIDAMENTE EQUIPADO. TRABALHO DEVE SER REALIZADO POR EMPREGADO TREINADO E HABILITADO.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO TÍTULO: ORDEM DE SERVIÇO VERIFICAÇÃO SIGLA DA UO RUBRICA DO ENGENHEIRO SIGLA DA UO APROVAÇÃO RUBRICA DO GERENTE A-GST MEDIDAS DE CONTROLE ESGOTO . ESTARÁ SUJEITO AS PENALIDADES CABÍVEIS. RASGOS E ETC. PARA DETECTAR POSSÍVEIS DEFEITOS.27 C/ T. USANDO DEVIDAMENTE OS EPI'S NECESSÁRIOS. PROCURAR O HOSPITAL PÚBLICO DA LOCALIDADE. COMUNICAR O MESMO NO TELEFONE E/OU TELEFAX ACIMA. OS EPIS DEVEM SER LAVADOS E SECOS EM LOCAL APROPRIADO.49 Nº 819 – SETOR BUENO – TELEFONE: 252-5050. (CAPITAL) DEVERÁ COMUNICAR O ACIDENTE NO PRAZO DE 48 HORAS. PREVISTA NA CLT: ADVERTÊNCIA. ACOMPANHADO DE UM COORDENADOR. DATA DO DOCUMENTO: MERO DA PÁGINA: 17/05/2000 MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 1 de 1 Pg:107 de 122 . • • • •  O GERENTE/SUPERIVSOR E O EMPREGADO QUE NÃO CUMPRIR ESTA ORDEM DE SERVIÇO E A LEGISLAÇÃO SOBRE SEGURANÇA E MEDICINA DO TRABALHO. SUSPENSÃO E DEMISSÃO. NO SETOR DE CONVÊNIO SANEAGO/INSS – TELEFONE: 243-3345 OU TELEFAX: 218-2752. A HIGIENIZAÇÃO COM ÁGUA E SABÃO É ESSENCIAL PARA ELIMINAR RESÍDUOS.

CABOS NA ÁREA E PRODUTOS NOCIVOS. 3. OS TALUDES DAS ESCAVAÇÕES COM PROFUNDIDADE SUPERIOR A 1. CANALIZAÇÕES.25M DEVEM SER ESCORADOS E TER ESTABILIDADE GARANTIDA. DATA DO DOCUMENTO: 17/05/2000 NÚMERO DA PÁGINA: 1 de 3 REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:108 de 122 MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO . EM TRABALHOS DE ESCAVAÇÕES. OS MATERIAIS E OBJETOS DE QUALQUER NATUREZA QUE ESTIVEREM EM RISCO DEVEM SER RETIRADOS OU ESCORADOS. OS EMPREGADOS DEVERÃO OBSERVAR AS SEGUINTES NORMAS: 1. 6. 5.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO TÍTULO: ORDEM DE SERVIÇO VERIFICAÇÃO SIGLA DA UO RUBRICA DO ENGENHEIRO SIGLA DA UO APROVAÇÃO RUBRICA DO GERENTE A-GST ESCAVAÇÕES DE CONFORMIDADE COM A LEGISLAÇÃO VIGENTE. ANTES DE SER INICIADA UMA OBRA DE ESCAVAÇÃO OU DE FUNDAÇÃO. O REBAIXAMENTO DO LENÇOL D’ÁGUA DEVE SER EXECUTADO POR PESSOAS HABILITADAS. DEVEM SER ESCORADOS MUROS E EDIFICAÇÕES VIZINHAS E TODAS AS ESTRUTURAS QUE POSSAM SER AFETADA PELA ESCAVAÇÃO. A ÁREA DE TRABALHO DEVE SER PREVIAMENTE LIMPA. OS ESCORAMENTOS DEVEM SER INSPECIONADOS DIARIAMENTE. O RESPONSÁVEL DEVE PROCURAR INFORMAÇÕES A RESPEITO DA EXISTÊNCIA DE GALERIAS. 2. 4.

9. O LOCAL DEVE SER DEVIDAMENTE VENTILADO. PROTEGIDAS POR GUARDA-CORPOS. PARA FACILITAR A SAÍDA RÁPIDA DO PESSOAL. QUANDO HOUVER POSSIBILIDADE DE INFILTRAÇÃO OU VAZAMENTO DE GÁS.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO TÍTULO: ORDEM DE SERVIÇO VERIFICAÇÃO SIGLA DA UO APROVAÇÃO SIGLA DA UO RUBRICA DO GERENTE A-GST RUBRICA DO ENGENHEIRO 7. AS ESCAVAÇÕES COM MAIS DE 1. PARA DETERMINAR A INCLINAÇÃO DO TALUDE. A LOCALIZAÇÃO DAS TUBULAÇÕES E INSTALAÇÕES DEVE TER SINALIZAÇÃO ADEQUADA: CERCAS DE PROTEÇÃO. NÚMERO DA PÁGINA: 8. DATA DO DOCUMENTO: 17/05/2000 2 de 3 MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:109 de 122 . 14. 10.25M DE PROFUNDIDADE DEVEM DISPOR DE ESCADAS OU RAMPAS. DEVEM SER CONSTRUÍDAS PASSARELAS DE LARGURA MÍNIMA DE 60 CENTÍMETROS. QUANDO FOR NECESSÁRIO O TRÂNSITO SOBRE A ESCAVAÇÃO. REDUZIDA A VELOCIDADE DOS VEÍCULOS. COLOCADAS PRÓXIMAS AOS LOCAIS DE TRABALHO. CARGAS E SOBRECARGAS OCASIONAIS BEM COMO POSSÍVEIS VIBRAÇÕES DEVEM SER LEVADOS EM CONSIDERAÇÃO. SÓ PODERÃO SER INICIADOS OS TRABALHOS QUANDO O CABO ESTIVER DESLIGADO. O TRÁFEGO PRÓXIMO ÀS ESCAVAÇÕES DEVE SER DESVIADO E. 13. NA SUA IMPOSSIBILIDADE. 12. QUANDO EXISTIR CABO SUBTERRÂNEO DE ENERGIA ELÉTRICA. ALÉM DE GUARDA – CORPO. 11. OS MATERIAIS RETIRADOS DAS ESCAVAÇÕES DEVERÃO SER DEPOSITADOS A UMA DISTÂNCIA SUPERIOR À METADE DA PROFUNDIDADE DA MESMA.

GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO TÍTULO: ORDEM DE SERVIÇO VERIFICAÇÃO SIGLA DA UO APROVAÇÃO SIGLA DA UO RUBRICA DO GERENTE A-GST RUBRICA DO ENGENHEIRO 15. EM CASO DE ACIDENTE DO TRABALHO E/OU TRAJETO. SUSPENSÃO E DEMISSÃO. ESTARÁ SUJEITO AS PENALIDADES CABÍVEIS.P.49 Nº 819 – SETOR BUENO – TELEFONE: 252-5050.IS. OU NO HOSPITAL DE URGÊNCIAS (HUGO) TELEFONE: 546-4444. DATA DO DOCUMENTO: NÚMERO DA PÁGINA: 17/05/2000 MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 3 de 3 Pg:110 de 122 . 19. AS ESCAVAÇÕES REALIZADAS EM VIAS PÚBLICAS OU CANTEIROS DE OBRAS DEVEM SER SINALIZADAS E ISOLADAS. QUANDO O ACIDENTE OCORRER NO INTERIOR. PROCURAR O HOSPITAL PÚBLICO DA LOCALIDADE. É PROIBIDO O ACESSO DE PESSOAS NÃO AUTORIZADAS ÀS ÁREAS DE ESCAVAÇÃO E CRAVAÇÃO DE ESTACAS. 17. O GERENTE/SUPERIVSOR E O EMPREGADO QUE NÃO CUMPRIR ESTA ORDEM DE SERVIÇO E A LEGISLAÇÃO SOBRE SEGURANÇA E MEDICINA DO TRABALHO. NO SETOR DE CONVÊNIO SANEAGO/INSS – TELEFONE: 243-3345 OU TELEFAX: 218-2752. 18. COMUNICAR O MESMO NO TELEFONE E/OU TELEFAX ACIMA. (CAPITAL) DEVERÁ COMUNICAR O ACIDENTE NO PRAZO DE 48 HORAS.27 C/ T. (EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÕES INDIVIDUAIS) COMO: CAPACETE. QUANDO NO FINAL DE SEMANA PROCURAR O INSTITUTO ORTOPÉDICO DE GOIÂNIA (IOG) – RUA T. NO PRAZO DE 72 HORAS. É OBRIGATÓRIO O USO DE E. QUANDO CONVOCADOS. FREQUENTAR CURSOS. 16. PREVISTA NA CLT: ADVERTÊNCIA. BOTINA E LUVA.

GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:111 de 122 .

É de responsabilidade de cada empregado que utiliza as bancadas de serviço. moscas na casa de controle e na área como um todo. Utilizar detergente. Nas tarefas que requerem contato ou manuseio com esgotos. principalmente luvas. desinfetante e esterilizante químico recomendado para o preparo de vidrarias e outros necessários. Não pipetar líquidos ácidos venenosos ou contaminados por agente biológicos. demais equipamentos. evitando contaminações. Não fumar ou acender chamas durante a execução de tarefas. o qual representa foco de contaminação. Todos os EPIs. Manter a casa de controle sempre limpa.   É obrigatório o uso de botas e uniforme (calça e jaleco azuis com emblema da SANEAGO) nas áreas de manejo de esgotos. lavando com detergente e desinfetando com álcool. Eliminar roedores.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO 5) Medidas de segurança em serviços de esgoto (ETE) Utilizar sempre EPIs (equipamentos de Proteção Individual) adequados para cada atividade a ser executada. retirá-las e lavar as mãos. Nunca deixar sabão sujo ou com água. aparelhos apropriados (pipetas e pêras). Usar sempre para estas operações. ferramentas e materiais utilizados nas Estações de Esgotos devem ser lavados com detergente após o uso. Todo ambiente de trabalho deve ter toalha de papel absorvente e sabonete líquido para a lavagem das mãos. devendo ser guardados rigorosamente limpos. Lavar sempre as mãos com detergente. Copa. baratas. No intervalo entre atividades de risco. promover a limpeza.             Não reutilizar EPIs que já estão contaminados. tomando medidas também para eliminação de focos.    MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:112 de 122 . antes de se alimentar ou manusear alimentos. com a boca. não sendo permitido alimentar-se nos laboratórios. utilizar sempre máscara apropriada e luvas impermeáveis. Designar local apropriado para o serviço de copa e cozinha. cozinha. banheiro e laboratório devem estar sempre absolutamente limpos para evitar contaminação. lavar luvas com detergente.

acomete principalmente crianças.2) Ancilostomíase: é causada pelo Necator americano conhecida por doença do Jeca Tatu ou amarelão.1.     6) Doenças de veiculação hídrica e esgotos 6. Os empregados devem ser submetidos a exames médicos admissionais e periódicos.2. conforme recomendações do Serviço Social da empresa e da Gerência de Segurança e Medicina do Trabalho. Não deixar embalagens de produtos químicos abertos ou semi abertos.  Manter adequados a iluminação e ventilação do local de trabalho ao executar as atividades. nem reutilizar embalagens.2) Parasitoses intestinais 6. principalmente a noite. Não usar máquinas ou equipamentos sem abilitação ou permissão.3) Enterobíase: é causada pelo Enterobius vermicularis apresenta-se acompanhada de intenso prurido anal.1) Ascaridíase: é causada pelo Ascaris lumbricóides também chamada "lombriga". 6. Todos os empregados devem assumir as atividades somente após treinamento de capacitação. A infestação ocorre através da penetração dos ovos na pele causando dermatite pruriginosa.1.1) Helmintíase 6.1) Giardíase: é causada pela Giardia lamblia.1. Os funcionários da empresa que lidam com esgotos devem ser imunizados.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO  Produtos químicos considerados inalantes tóxicos. MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:113 de 122 . 6. devem ser abertos com uso de máscaras. 6.

4.4. Quadro clínico: pode ser assintomático. 6. Quadro clínico: mal estar.2) Hepatite B: é transmitida por relações sexuais. artralgias. vírus e parasitas). edema. fezes aquosas ou de pouca consistência. média de 60 a 90 dias. Frequentemente acompanhada por vômitos e dor abdominal. através de água e alimentos contaminados.3) Doenças diarréicas agudas Síndrome causada por vários agentes etiológicos (bactérias. Incidëncia relacionada com condições de higiene precárias e falta de saneamento básico.2) Amebíase: é causada pela Entamoeba hystolitica. São cinco os principais vírus:      hepatite A hepatite B hepatite C hepatite D hepatite E 6. única considerada patogênica para o homem.1) Hepatite A: é transmitida por via fecal-oral.5) Cólera Infecção intestinal aguda e grave. geralmente dura 2 a 14 dias. anorexia. 6. pessoa a pessoa. vômitos. ou com poucos sintomas. 6. cursa com aumento do número de evacuações.4) Hepatites É uma doença causada por vírus. agulhas e instrumentos contaminados com sangue. MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:114 de 122 .2. Período de incubação média de 30 dias. Incubação de 45 a 180 dias. náuses. icterícia. causada pela enterotoxina do Vibrio cholerae.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO 6. 6. apresentam o fígado como órgão alvo.

GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO Caracterizada por diarréia intensa, vômitos, desidratação súbita. A morte pode ocorrer em horas após o início da doença. Transmissão: água e alimentos; Quadro clínico: o paciente "murcha rapidamente", fezes líquidas, turvas e esbranquiçadas com aspecto de "água de arroz", vômitos. 6.6) Febre tifóide É uma doença contagiosa, bacteriana, em lugares sem higiene e com condições precárias de saneamento básico. Sintomas: febre alta e contínua, mal estar, anorexia, com episódios alternados de diarréia (fezes líquidas, fétidas, esverdeadas com aspecto de sopa de ervilha) e constipação. Tranmissão: contato direto com fezes ou urina de doentes, ou indiretamente pela água ou leite. 7) Prevenção e cuidados necessários na área de esgoto

Utilizar sempre máscara apropriada e luvas impermeáveis quando em contato ou manuseio com esgotos; Manter a higiene e segurança no local de trabalho; Manter a limpeza e higienização das instalações sanitárias durante a jornada de trabalho; Lavar luvas com sabão, retirá-los e lavar as mão; Retirar as luvas antes de tocar maçanetas de portas, telefones, corrimão, botões do quadro de comando etc...; Lavar sempre as mãos com sabão antes de se alimentar ou manusear alimentos; Não deixar sabão sujo ou com água, o qual representa foco de contaminação; Todos os EPIs e demais equipamentos, ferramentas e materiais utilizados nas estações de esgoto devem ser lavados com água e sabão; Não reutilizar EPIs que foram contaminados, principalmente luvas e máscaras; Manter limpa e higienizada as bancadas de serviços, lavando com água e sabão; Lavar diariamente os uniformes e botas com água e sabão e enxaguar com desinfetante; Todos os EPIs utilizados por funcionários que manuseiam resíduos infectantes devem ser
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GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO lavados diariamente;

Sempre que ocorrer qualquer contaminação por contato com materiais infectantes, o EPI deverá ser substituído imediatamente e se possível enviado para higienização e esterilização;

Para desinfecção de EPIs usa-se somente a lavagem com água e sabão neutro e posterior secagem; Administrar vermífugos (uma vez ao ano dependendo dos sintomas); Colaborar na difusão de informações e educação em saúde e higiene do trabaho; Todos funcionários que lidam com esgoto, devem ser imunizados; Os funcionários devem ser submetidos a exames periódicos conforme a idade.

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8) Higiene e profilaxia (prevenção)
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Uso adequado de EPIs Lavagem constante das mãos Beber água tratada Ferver água proveniente de poços e cisternas Uso de inseticidas contra moscas Evitar ingerir peixes e carnes cruas Lavar folhas e verduras Lavar as mãos antes de comer Lavar as mãos antes e depois de usar o banheiro Manter as unhas sempre cortadas Conservar alimentos longe dos insetos Tratamento adequado dos dejetos Evitar andar descalços Não pisar, nem andar em águas paradas Tratar as pessoas infectadas (vermifugar) Fazer vacinas Manter higiene corporal Desenvolver atividades de educação em saúde

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GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO 9) Medidas de higiene pessoal Sabemos que a melhor maneira de prevenir as doenças, principalmente aquelas que são encontradas no ambiente de trabalho, é a higiene pessoal. Também é conhecido que podemos levar para os nossos lares as doenças que existem no nosso meio de trabalho. Devemos-nos conscientizar da importância de seguirmos as normas, que recomendam:

Antes de inicar as tarefas diárias do trabalho, devemos trocar as roupas que viemos de casa; Durante o período de trabalho, é importante usarmos uniforme da SANEAGO; Caso exista uma tarefa que requeira maiores cuidados, dispor do equipamento correto para tal realizá-la; Após cada procedimento, deve-se higienizar o equipamento utilizado quando este não for descartável. Nunca reutilizar um equipamento descartável, desprezá-lo em recipiente adequado;

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O emprego da lavagem das mãos é a melhor método para prevenção de doenças, o que deve ser feito sempre que entrar com fontes contaminadas; Nunca tirar do seu próprio corpo um Equipamento de Poteção Individual, para fornecê-lo ao colega de trabalho; Nunca beber, fumar ou comer quando estiver realizando uma tarefa, e sempre que o fizer deve ser em local apropriado; Manter as unhas higienizadas; Utilizar sempre toalhas de papel absorvente após lavagem das mãos; Nunca andar descalço, no local de trabalho; Nunca entrar em locais como: copa, cozinha com vestimentas que entraram em contato com fontes contaminantes e as mãos sem a devida higienização; Evitar levar roupas de trabalho para casa; Tomar banho sempre que terminar ou interromper a jornada de trabalho. ......................................

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GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO ANEXO – CAP. V MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:118 de 122 .

6 7.5 91.1 88 137.3 46.9 22.5 228.3 266.9 22.4 134.7 61 86.2 91.6 7.6 7.2 22.5 91.5 84.5 91.3 213.5 102.5 122 152.5 91.9 34.5 91.5 122 F 7.2 193.9 2.9 22.6 7.5 7.5 183 213.5 179.9 22.6 164.9 22.9 152.9 22.5 91.4 11.4 142 149.5 7.5 244 274.5 91.5 122 152.6 62.5 45.5 B 35.5 61 61 61 61 61 61 61 61 61 91.6 45.1 45.5 167.5 30.5 366 D 16.6 7.6 7.9 22.9 22.7 303 340 475.5 91.6 7.5 61 45.9 38.5 244 305 A 36.5 183 213.7 91.5 91.5 G 20.6 15.3 57.7 157.8 39.8 244 274.5 91.7 11.6 7.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO CALHA PARSHALL Dimensões padronizadas de medidores Parshall (cm) W 1” 3” 6” 9” 1' 11/2' 2' 3' 4' 5' 6' 7' 8' 10' (cm) 2.5 91.6 7.2 144.6 15.9 E 22.7 61 91.5 91.6 7.3 CALHA PARSHALL PLANTA E CORTE figura 1 MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:119 de 122 .7 61 91.5 91.3 17.9 5.4 38 61 76.4 22.2 427 C 9.2 30.7 183 198.5 91.1 209 224 239.6 120.9 40.9 30.8 25.8 230.5 91.3 30.6 15.5 194.5 91.3 N 2.5 183 K 1.

6 46.9 3.9 30.1 13.8 11.4 10.5 53.2 28 34.5 31 45.9 7 10 9.....3 3..4 12.3 45.4 55.4 40.5 83.5 4 5.3 3” 0.5 8.2 4..7 7.2 32.3 9.8 14.8 18.5 63 46.2 4.3 356 543..2 17.5 15.5 60.6 20.8 89 83.6 34.7 26 20.5 38.5 2.5 17.4 42..4 2.2 85 106.8 35.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO VAZÃO (l/s) H (cm) 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 25 30 35 40 45 50 55 60 65 70 Valores de W 1' 11/2 3..4 27.9 14.4 12.6 38...6 29.8 25..1 23..5 5.7 7.8 69 51 75...8 131 157 185 214 243 - 2' 13..5 92 100 109 118 167 221 280 345 414 486 563 642 730 821 3' 20 27 34 42 50 60 69 79 93 101 112 124 137 148 163 177 248 334 422 525 629 736 852 971 1110 1249 4 35 45 55 66 78 90 105 119 133 149 165 182 198 216 235 331 446 562 700 840 990 1144 1308 1490 1684 .8 42.2 40..8 18.5 57 72..2 59.2 82.5 51 - 6” 1.1 4.6 13.5 7.1 8.8 125 111 166 139 209 170 257 203 306 240 362 277 418..4 35...3 2..8 1..4 15..4 402 611.2 25.7 64...5 4..3 19..8 314 478..1 11..5 107 - 9” 2..5 21.4 13.6 17.4 34.3 5 5..1 21.7 30 42.3 68 75..8 26.4 57 42.2 89..5 10.8 51.2 27.1 24 25.5 9.5 14..3 11... MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:120 de 122 .6 27..6 6.8 6.7 23..2 1.

Hidrobiologia Aplicada à Engenharia Sanitária .Tradução da 26ª edição alemã .vol.Tratamento Biológico de Águas REVISÃO: 01 DEZ/2005 Pg:121 de 122 MANUAL MT 30-OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO E TRATAMENTO DE ESGOTO .Editora Edgard Blücher Ltda. São Paulo.GERÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DE PESSOAL MANUAL DE OPERAÇÃO DE ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS  BARROS.T. Eduardo Pacheco e Constantino Arruda Pessoa .Lagoas de Estabilização e Aeradas Mecanicamente: Novos Conceitos. R.Manual de Tratamento de Águas Residuárias . 1997   FUNASA .Tratamento de Esgotos Domésticos . Benedito et al . Belo Horizonte.Escola de Engenharia da UFMG. 1986 Convênio CETESB/ ASCETESB  MUELLER. 2 . Brasília. 2002  BRANCO. 2004  IMHOFF. Versão Preliminar NEPAMA . et al .Ministério da Saúde/Fundação Nacional de Saúde/Engenharia de Saúde Pública-Orientações Técnicas. Carlos Augusto de Lemos – Princípios do Tratamento Biológico de Águas Residuárias: Reatores Anaeróbios – editora UFMG vol 5.Rio de Janeiro. . João Pessoa. Charles C. Belo Horizonte.3ª edição CHERNICHARO. 1986  JORDÃO.4ª edição .Introdução à Engenharia Ambiental . São Paulo.Manual de Economia do Meio Ambiente.V. Sérgio Rolim .Tópicos Avançados em Sistemas de Esgotos Sanitários Rio de Janeiro. .Departamento de Economia .Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. 1987 ABES São Paulo. Sérgio Rolim . 1995  BRAGA. 2003  SILVA. editora UFPb. Salomão Anselmo e Mara.Manual de Saneamento . Karl e Klaus R. Samuel Murgel .Manual de Saneamento e Proteção Ambiental para os municípios . 2005  MENDONÇA.UNB. David Duncam . 1990  MENDONÇA.

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