EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DA DE DIREITO DA ___VARA CÍVEL DE ___________________/SP

FULANO DE TAL, médico, qualificação e endereço completo, vem por seu Advogado (mandado incluso) a presença de Vossa Excelência, com fulcro no artigo 1.210 do código Civil, propor a presente: AÇÃO DE REINTEGRAÇÃO DE POSSE COM PEDIDO DE LIMINAR Em face BELTRANO, qualificação e endereço completo, pelos motivos de fato e de direito a seguir exposto: 1 – DOS FATOS O Requerente reside em São Paulo, e é possuidor legitimo de um imóvel de lazer situado em Praia Grande recentemente teve o referido imóvel invadido pela requerida, foi realizado o boletim de ocorrência e em conversa com a requerida veio com alegações que o imóvel se encontrava vazio.

2. DO DIREITO

O legislador Pátrio, ao disciplinar a organização social brasileira, entendeu por bem assegurar a todo aquele que tiver sido privado de sua posse, injustamente, por violência, clandestinidade ou precariedade, o direito de nela ser restituído, nos termos do Código Civil vigente, vejamos: “Art.1.196. Considera-se possuidor todo aquele que tem de fato o exercício, pleno ou não, de algum dos poderes inerentes à propriedade”. Com fulcro no art. 1.210 do Código Civil em que garante ao possuidor o direito de ser mantido na posse no caso de esbulhado:

O abandono de um determinado bem. não é necessário que exerça a posse direta sobre ele. REINTEGRAÇÃO DE POSSE. O possuidor tem direito a ser mantido na posse em caso de turbação. Por fim. a reintegração de posse abaixo: AÇÃO POSSESSÓRIA. quais sejam. não ocorreu no caso em tela.“Art. a autora é. A simples ausência do possuidor do imóvel. o esbulho praticado pelo Agravante. sendo completamente aceitável que pratique somente alguns dos poderes inerentes ao domínio. posto que. somente ocorre. segundo a Ilustre Doutrinadora Maria Helena Diniz. mesmo que prolongada. concomitantemente com os requisitos da fumaça do bom direito e do perigo da demora. em de morar em outra cidade. possuidora do aludido imóvel. e segurado de violência iminente.926. de vez que morar em outra cidade e utiliza o referido imóvel para lazer. no caso em tela. podia dele dispor. injustamente. apesar de passar algum tempo sem o ocupar. do imóvel em litígio. O Código de Processo Civil. Dá-se o esbulho quando o possuidor é. uma vez que esta se aproveitou de uma situação de ausência do requerente. não caracteriza o seu abandono. O fato de o autor ter se ausentado. Presentes os requisitos do artigo 927 do CPC. tendo. o que. não acarretou a perda de sua posse. temporariamente. “quando o possuidor. privado de sua posse por violência. a sua posse. No presente caso. Para que alguém seja considerado possuidor de determinado bem. Portanto. . conforme o exposto acima. por sua vez. PRESENÇA DOS REQUISITOS. Tem-se a clandestinidade quando o esbulhador se estabelece na posse às ocultas daquele que tem interesse em conhecê-la. é de se confirmar a liminar de reintegração. No primeiro caso. restituído no de esbulho. ABANDONO DO IMÓVEL. se tiver justo receio de ser molestado”. e a consequente perda de sua posse. confirma a vontade do legislador conferindo ao possuidor esbulhado o direito de ser reintegrado na posse perdida injustamente. pois não houve nenhuma intenção de abandonar a posse do imóvel. legitimidade para propor ação possessória sempre que temer ou sofrer moléstia em sua posse. a posse injusta da requerida se reveste do vício da clandestinidade. O possuidor tem direito a ser mantido na posse em caso de turbação e reintegrado no de esbulho”. Neste sentido. Agravo não provido. para invadir ocultamente o seu imóvel. que se encontrava desocupado. juridicamente. LIMINAR. intencionalmente. bem como a data da perda da posse. in verbis: “Art. por conseguinte.210. 1. se afasta do bem com o objetivo de se privar de sua disponibilidade física e de não mais exercer sobre ele quaisquer atos possessórios”. clandestinidade ou precariedade. a posse precária é aquela originada do abuso de confiança por parte de quem recebe a coisa com o dever de restituí-la. o esbulhador adquire a posse pela força física ou violência moral.

haja vista que. ficando evidente a posse injusta e de má-fé da ré. são insubsistentes. Cabral da Silva. citando-se o réu para comparecer à audiência que for designada”. Com fulcro no “Art. será ordinário. . Ressalta-se que as alegações da requerida de que ocupou o imóvel por está abandonado. é cabível e necessária a concessão da liminar. não perdendo. Desta forma. no caso contrário.056796-5/001. determinará que o autor justifique previamente o alegado. quando intentado dentro de ano e dia da turbação ou do esbulho. Relator: Des. o juiz deferirá. 10ª Câmara Cível. contudo. sem justificação prévia.928. a expedição do mandado liminar de manutenção ou de reintegração. causar dano irreparáveis o que precisaria de vultosa quantia para a sua recuperação. a fim de recuperar a posse perdida em razão de violência. o requerente apresenta todos os requisitos legais para propositura da ação. em virtude de tê-la perdido injustamente pela prática de atos clandestinos por parte da requerida. requer-se a concessão do pedido liminarmente.Regem o procedimento de manutenção e de reintegração de posse as normas da seção seguinte. clandestinidade ou precariedade”.07. venha a provocar a depredação do referido imóvel e em conseqüência. Tribunal de Justiça de Minas Gerais. afigura-se clarividente que o requerente está sofrendo esbulho na posse do aludido imóvel configurado na conduta ilícita por parte da requerida. pleitear o direito de ser restituído na posse do imóvel em questão. 924 e 928 do Código de Processo Civil. Estando a petição inicial devidamente instruída. DA CONCESSÃO DE LIMINAR Como foi exposto. uma vez que o imóvel configura-se num bem de propriedade exclusiva do autor.(AGRAVO N° 1. por meio da presente ação de reintegração de posse. o caráter possessório” E como preceitua o artigo 928 do Código de Processo Civil: “Art. Pelo exposto acima. Data do Julgamento 19/02/2008) O autor vem a Juízo. passado esse prazo. em consonância com a permissiva do art. Desta feita. dado a existência do risco de que a REQUERIDA. como bem enfatiza a supracitada doutrinadora Maria Helena Diniz: “ação de reintegração de posse é a movida pelo esbulhado. para fins de veraneio.0687. sem ouvir o réu. uma vez citado. 924 .

_______ de _______ de _______ ______________ Advogado (nome) OAB _______. mantendo-se a reintegração de posse sobre o bem indicado.00 (cinco mil reais) para custear os encargos sociais e tributários do referido imóvel. Dá-se à causa o valor de R$ 5. e podendo. nos termos dos artigos 924 e 928 do Código de Processo Civil.Seja a REQUERIDA condenado a pagar as despesas. responda aos termos da presente ação. REQUER: I . dispensandose a Audiência de Justificação Prévia. custas e honorários advocatícios no montante de 20% (vinte por cento) Pretende provar o alegado mediante prova documental.Seja concedido liminarmente de reintegração de posse do imóvel indicado. Temos em pede e aguarda deferimento. 803 do mesmo Código. no prazo de 05 (cinco) dias. para que querendo.000. sob pena de serem tidos como verdadeiros os fatos ora alegados. II . IV . local e data. nº _______ . seja a liminar concedida mantida na sentença final. 802 do referido diploma legal. de acordo com art. 332 do Código de Processo Civil.A citação da REQUERIDA. nos termos do art.Que ao final. III . testemunhal e demais meios de prova em Direito admitidas.DO PEDIDO Diante de todos os fatos e fundamentos anteriormente dispostos. nos termos do art.

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