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Limites e Continuidades

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Disciplina de Cálculo Diferencial e Integral I

Prof. Salete Souza de Oliveira Buffoni
36
CAPÍTULO 3 - LIMITE E CONTINUIDADE
3.1- Noção Intuitiva
A idéia de limite é fácil de ser captada intuitivamente. Por exemplo, imagine uma placa metálica quadrada que se
expande uniformemente porque está sendo aquecida. Se x é o comprimento do lado, a área da placa é dada por
2
x A = . Evidentemente, quanto mais x se avizinha de 3, a área A tende a 9 . Expressamos isto dizendo que quando
x se aproxima de 3,
2
x se aproxima de 9 como um limite. Simbolicamente escrevemos:
9 x lim
2
3 x
=

onde a notação "x→3" indica x tende a 3 e "lim" significa o limite de.
Generalizando, se f é uma função e a é um número, entende-se a notação
( ) L x f lim
a x
=

como " o limite de f(x) quando x tende a a é L", isto é, f(x) se aproxima do número L quando x tende a a.
Exemplo 1: Seja }. 2 x / R x { Df ,
2 x
4 x
) x ( f
2
≠ ∈ =


=
Se 2 x
) 2 x (
) 2 x )( 2 x (
2 x
4 x
) x ( f 2 x
2
+ =

+ −
=


= → ≠
2 x ) x ( f 2 x Se + = → ≠ ∴
x f(x) x f(x)
1 3 3 5
1,5 3,5 2,5 4,5
1,9 3,9 2,1 4,1
1,99 3,99 2,01 4,01
Note que para todo x ∈ V (2, δ)→ f(x) ∈ V (4, ε) podemos dizer que o limite de f(x) quando x tende para 2 é
igual a 4 e podemos escrever: 4
2 x
4 x
lim
2
2 x
=



De modo geral se y = f (x) definida em um domínio D do qual a é ponto de acumulação.
L ) x ( f lim
a x
=

Na determinação do limite de f(x), quando x tende para a, não interessa como f está definido em a ( nem mesmo se f está
realmente definido). A única coisa que interessa é como f está definido para valores de x na vizinhança de a. De fato
podemos distinguir três casos possíveis como segue:
Suponha que L ) x ( f lim
a x
=

. Então exatamente um dos três casos é válido:
Caso 1- f está definido em a e f(a)=L.
Caso 2- f não está definido em a.
Caso 3- f está definido em a e f(a)≠a
L+ε
L-ε
a -δ a a +δ
( )
4
2
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Prof. Salete Souza de Oliveira Buffoni
37
3.2- Definição Formal de Limite
Sendo f (x) definida em um domínio D do qual a é ponto de acumulação dizemos que f (x) tem limite L quando
x tende para a, e se indica por:
L ) x ( f lim
a x
=

se e somente se para todo ε > 0, ∃ δ > 0 / |f (x) – L| < ε sempre que 0 < |x – a| < δ
A função f é definida em um intervalo aberto qualquer que contenha a, excluindo o valor de a
Exemplos:
Usando a definição de limite, mostre que:
1) 9 ) 4 x 5 ( lim
1 x
= +

5
1 x
5
1 x
1 x . 5
) 1 x ( . 5
) 1 x .( 5
5 x 5
9 ) 4 x 5 (
ε
δ
δ
ε
ε
ε
ε
ε
ε
=
< −
< −
< −
< −
< −
< −
< − +
2) 5 ) 1 x 3 ( lim
2 x
− = +
− →
3
2 x
) 2 ( x
3
2 x
) 2 x ( . 3
) 2 x .( 3
5 1 x 3
) 5 ( 1 x 3
ε
δ
δ
δ
ε
ε
ε
ε
ε
=
< +
< − −
< +
< +
< +
< + +
< − − +
⇒ Se f (x) = x → y = x (Função Identidade)
a x lim
a x
=

P1
| x-a | < ε → | x-a | < δ
ε = δ
⇒ Se f (x) = k → y = k
k k lim
a x
=

P2
3.2.1- Propriedades dos Limites de Funções
Até agora, temos estimado os limites das funções por intuição, com auxílio do gráfico da função, com o uso de
álgebra elementar, ou pelo uso direto da definição de limites em termos de ε e δ. Na prática, entretanto, os limites são
usualmente achados pelo uso de certas propriedades, que vamos estabelecer agora:
Propriedades Básicas de Limites
Suponha que L ) x ( f lim
a x
=

e M ) x ( g lim
a x
=

e k é uma constante
1) a x lim
a x
=

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38
2) k k lim
a x
=

3) | | M L ) x ( g lim ) x ( f lim ) x ( g ) x ( f lim
a x a x a x
± = ± = ±
→ → →
4) M . L ) x ( g lim ). x ( f lim ) x ( g ). x ( f lim
a x a x a x
= =
→ → →
5) ) x ( f lim . c ) x ( f . c lim
a x a x → →
= onde c é uma constante qualquer
6)
|
.
|

\
|
≠ = =




0 ) x ( g lim
M
L
) x ( g lim
) x ( f lim
) x ( g
) x ( f
lim
a x
a x
a x
a x
7) | |
n
n
a x
n
a x
L ) x ( f lim ) x ( f lim =
(
¸
(

¸

=
→ →
(n é um inteiro positivo qualquer)
8)
n
n
a x
n
a x
L ) x ( f lim ) x ( f lim = =
→ →
se L>0 e n é um inteiro positivo, ou se L<=0 e n é um inteiro positivo ímpar
9) ( )
M
) x ( g lim
a x
) x ( g
a x
L ) x ( f lim ) x ( f lim
a x
=
(
¸
(

¸

=

→ →
10) L log ) x ( f lim log ) x ( f log lim
b
a x
b b
a x
=
(
¸
(

¸

=
→ →
11) ( ) L sen ) x ( f lim sen ) x ( f sen lim
a x a x
=
(
¸
(

¸

=
→ →
12) | L | | ) x ( f lim | | ) x ( f | lim
a x a x
= =
→ →
13) Se h é uma função tal que h(x)=f(x) é válido para todos os valores de x pertencent6es a algum intervalo ao
redor de a, excluindo o valore de x=a, então
L ) x ( f lim ) x ( h lim
a x a x
= =
→ →
Observação: Demonstração das propriedades em sala de aula.
Exercícios:
1)
1 x 5
x 2 x
lim
2
2 x −
+

9
8
1 10
4 4
1 2 . 5
2 . 2 2
1 x lim 5
x 2 lim x lim
1 lim x 5 lim
x 2 x lim
1 x 5 lim
x 2 x lim 2
2 x
2 x
2
2 x
2 x 2 x
2
2 x
2 x
2
2 x
=

+
=

+
=

+
=

+
=

+

→ →
→ →



2) Seja ( ) 4 x f lim
2 x
=

e ( ) 3 x g lim
2 x
=

, ache cada limite
a- | | ) x ( g ) x ( f lim
2 x
+

b- | | ) x ( g ) x ( f lim
2 x


c- ) x ( g ). x ( f lim
2 x→
3) Avalie cada limite e indique quais das propriedades de 1 a 13
a- | |
2
1 x
x x 3 5 lim − −
− →
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b-
x 2 x
1 x x
lim
2
2
2 x
+
+ +

c-
8 t 2 1
1 t
lim
2
2 / 1 t
+ +
+

d-
5 x 2
25 x 4
lim
2
2 / 5 x −


e-
( )
x 1
1 x 1
lim
1 x −


3.3- Limites Laterais
Limite à direita:
Seja f uma função definida em um intervalo (a, c) e L um número real, a
afirmação L ) x ( f lim
a x
=
+

, significa que para todo ε > 0, ∃ δ > 0 / |f (x) – L| < ε sempre que 0 < x – a < δ
→ a < x < a + δ →
Limite à esquerda:
Seja f uma função definida no intervalo (c, a) e L um número real, a afirmação L ) x ( f lim
a x
=


, significa que
para todo ε > 0, ∃ δ > 0 / |f (x) – L| < ε sempre que -δ < x – a < 0 → a-δ < x < a
3.3.1- Teorema
O limite ) x ( f lim
a x→
existe e é igual a L se e somente se ambos os limites laterais ) x ( f lim e ) x ( f lim
a x a x
− +
→ →
existem e tem o mesmo valor comum L.
L ) x ( f lim ) x ( f lim L ) x ( f lim
a x a x a x
= = ⇔ =
− +
→ → →
Exemplos:
1)
¦
¹
¦
´
¦
<
≥ −
=
1 x se x
1 x se 1 x 2
) x ( f
2
1 ) x ( f lim iguais são
1 ) 1 ( ) x ( f lim
1 ) 1 1 . 2 ( ) x ( f lim
? ) x ( f lim
1 x
2
1 x
1 x
1 x
= ∴ →
¦
¹
¦
´
¦
= =
= − =
→ =





+
2)
¹
´
¦
≤ + −
> +
=
2 x se 4 x 2
2 x se 1 x 3
) x ( f
existe não ) x ( f lim diferentes são
0 ) x ( f lim
7 ) x ( f lim
? ) x ( f lim
2 x
2 x
2 x
2 x
= ∴ →
¦
¹
¦
´
¦
=
=
→ =





+
Exercícios:
1- Nos problemas de a até c trace o gráfico das funções dadas, ache os limites laterais das funções dadas quando x
tende para a pela direita e pela esquerda e determine o limite da função quando x tende para a ( se o limite existe)
( )
a c
( )
a a+δ
( )
a-δ a
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a) ( ) 3 a ;
3 x se x 9
3 x se x 5
x f =
¹
´
¦
> −
≤ +
=
b) ( ) 1 a ;
1 x se x
1 x se x 2
x f
2
=
¹
´
¦

> −
=
c) ( )
2
1
a |, 3 x 6 | 5 x S = − + =
2- Explique porque freqüentemente achamos ) x ( f lim
a x→
apenas pelo cálculo do valor de f no ponto a. Dê um exemplo
para mostrar que ) a ( f ) x ( f lim
a x
=

pode não ocorrer
3.4- Continuidade das Funções
Mencionamos anteriormente que quando o ( ) ( ) a f x f lim
a x
=

, a função f é contínua em a. De agora em diante
consideraremos isto uma definição oficial.
Definição 1: Dizemos que a função f é contínua em um número a se e somente se as seguintes condições forem válidas.
Condições:
∃ f (a)
∃ ) x ( f lim
a x→
) x ( f lim ) a ( f
a x→
=
) a ( f ∃
a
y
x
a
y
x
b = f (a)
c
a
y
x
y
x
a
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41
∴≠
¦
¹
¦
´
¦
=
=
→ ∃ =


+


→ c ) x ( f lim
b ) x ( f lim
) x ( f lim
! OK ) a ( f
a x
a x
a x
) x ( f lim ) a ( f
! OK ) x ( f lim
! OK ) a ( f
a x
a x




Exercícios:
1) Verificar se
¦
¹
¦
´
¦
> +
≤ −
=
1 x se x 1
1 x se x 3
) x ( f
2
2
é contínua para x = 1 :
i) ! OK 2 ) 1 ( f =
ii) ? ) x ( f lim
1 x
=

! OK 2 ) x ( f lim iguais São
2 1 1 ) x ( f lim
2 1 3 ) x ( f lim
1 x
1 x
1 x
= ∴
¦
¹
¦
´
¦
= + =
= − =




+
iii) ! OK ) x ( f lim ) 1 ( f
1 x→
=
Resposta: É contínua
2) Verificar se 3 x ) x ( f
2
− = é contínua para x = 0 :
! OK 3 ) 0 ( f − =
3 ) x ( f lim
0 x
− =

OK!
) x ( f lim ) 0 ( f
0 x→

Resposta: Como as condições 1 e 3 da definição 1 foram satisfeitas, concluímos que f é contínua em 0
3) Verifique se a função f definida por
¦
¹
¦
´
¦
− =

+
+ +
=
1 x se 3
1 x se
1 x
1 x 3 x 2
) x ( f
2
é contínua para o número -1
Observações Importantes: Se os dois limites laterais ( ) x f lim
a x


e ( ) x f lim
a x
+

existem e têm o mesmo valor, é claro que
( ) x f lim
a x→
existe e que todos os três limites têm o mesmo valor. Se ( ) x f lim
a x→
existe, os dois limites laterais ( ) x f lim
a x


e
( ) x f lim
a x
+

existem e todos os três limites são iguais. Consequentemente, se os dois limites ( ) x f lim
a x


e ( ) x f lim
a x
+

existem, mas têm valores diferentes, então ( ) x f lim
a x→
não pode existir.
Exercícios
1- Em cada exemplo, (a) trace o gráfico da função, (b) ache os limites laterais da função quando

→a x e quando
+
→a x , (c) determine o limite da função quando x→a (se ele existe) e (d) diga se a função é contínua no valor a
1- ( ) 3 a ;
3 x se x 10
3 x se 1 x 2
x f =
¹
´
¦
≥ −
< +
=
2- ( ) 2 a ;
2 x se 1
2 x se | 2 x |
x f =
¹
´
¦
=
≠ −
=
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42
3- ( ) 1 a ;
1 x se x 1
1 x se x 3
x f
2
2
=
¦
¹
¦
´
¦
> +
≤ −
=
3.4.1- Propriedades das Funções Contínuas
Suponha que f e g sejam duas funções contínuas no número a. Então tanto f(a) como g(a) são definidas, e
consequentemente (f+g)(a)=f(a)+g(a) é definida.
1- Se f e g são contínuas em a, então f+g, f-g e f.g também o são.
2- Se f e g são contínuas em a e g(a)≠0, então f/g é contínua em a.
3- Se g é contínua em a e f é contínua em g(a), então f ° g é contínua em a.
4- Uma função polinomial é contínua em todos os números.
5- Uma função racional é contínua em todo número no qual está definida.
Exercícios
1- Use as propriedades básicas de função contínua para determinar em quais números as funções dadas são contínuas.
Trace o gráfico das funções.
1- ( ) | x | x x f + =
2- ( ) | x | x f
2
=
3- ( )
1 x
2
x f

=
3.4.2- Continuidade em um intervalo
Dizer que uma função f é contínua em um intervalo aberto I significa, por definição, que f é contínua em todos
os números no intervalo I. Por exemplo, a função ( )
2
x 9 x f − = é contínua no intervalo aberto (-3,3)
Da mesma forma, dizer que uma função f é contínua em um intervalo fechado [a,b] significa, por definição que f é
contínua no intervalo aberto (a,b) e que satisfaz as seguintes condições de continuidade nos pontos finais a e b:
( ) ( ) a f x f lim
a x
=
+

e ( ) ( ) b f x f lim
b x
=


Por exemplo, a função ( )
2
x 9 x f − = é contínua no intervalo fechado [-3,3]
3.5- Limite de Função Composta
Sejam f e g duas funções tais que Imf C D
g
. Nosso objetivo é estudar o limite
( ) ( ) x f g lim
p x→
Supondo que ( ) a x f lim
p x
=

é razoável esperar que
( ) ( ) u g lim u g lim
a u p x → →
= sendo u=f(x)
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43
Os casos que interessarão ao curso são aqueles em que g ou é contínua em a ou não está definida em a. O quadro que
apresentamos a seguir mostra como iremos trabalhar com o limite de função composta no cálculo de limites.
( ) ? x F lim
p x
=

Suponhamos que existam funções g(u) e u=f(x), onde g ou é contínua em a ou não está definida em a, tais que
F(x)=g(u) onde u=f(x), x ∈ Df, ( ) a x f lim
p x
=

(u→a para x→p) e que ( ) u g lim
a u→
exista. Então
( ) ( ) u g lim x F lim
a u p x → →
=
Exercícios
1- Calcule os limites
a)
1 x
1 x
lim
2
1 x −


b)
( )
1 x
16 x 3
lim
3
4
3
1 x

− −

c)
1 x
1 2 x
lim
3
1 x +
− +
− →
d)
1 x
2 5 x 3
lim
2
3
1 x

− +
− →
2) Seja f definida em R. Suponha que
( )
1
x
x f
lim
0 x
=

. Calcule
a)
( )
x
x 3 f
lim
0 x→
b)
( )
x
x f
lim
2
0 x→
c)
( )
1 x
1 x f
lim
2
1 x −


3) Seja f definida em R e seja p um real dado. Suponha que
( ) ( )
L
p x
p f x f
lim
p x
=



calcule
a)
( ) ( )
h
p f h p f
lim
0 h
− +

b)
( ) ( )
h
p f h 3 p f
lim
0 h
− +

c)
( ) ( )
h
p f h p f
lim
0 h
− −

3.6- Limite das Funções Algébricas Racionais Inteiras (Polinomiais)
) a ( F ) x ( F lim
a ... x . a x . a ) x ( F
a x
n
1 n
1
n
0
=
+ + + =


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44
3.7- Limite das Funções Racionais Fracionárias
0
º n
0 ) a ( g e 0 ) a ( Q Se
0
º n
0
0 ) a ( g e 0 ) a ( Q Se
) a ( g
) a ( Q
) x ( g
) x ( Q
lim
b ... x . b x . b ) x ( g
a ... x . a x . a ) x ( Q
) x ( g
) x ( Q
) x ( F
a x
m
1 m
1
m
0
n
1 n
1
n
0
= ≠ ∗
=
≠ = ∗
=
+ + + =
+ + + =
=



a função não está definida para x = a
existe não
) x ( g
) x ( Q
lim diferentes são
) x ( g
) x ( Q
lim
) x ( g
) x ( Q
lim
) x ( g
) x ( Q
lim iguais são
) x ( g
) x ( Q
lim
) x ( g
) x ( Q
lim
: Calcule
0
º n
existe não
0
º n
a x
a x
a x
a x
a x
a x
= ∴ →
¦
¦
¹
¦
¦
´
¦
∞ =
±∞ =
±∞ = ∴ →
¦
¦
¹
¦
¦
´
¦
±∞ =
±∞ =

¦
¹
¦
´
¦
∞ −
∞ +
=







+

+
m
Exercícios:
1)
5
7
5
7
9 x 4
2 x 5
lim
2
1 x
− =

=

+

2) 0
12
0
2 x 5
4 x
lim
2
2 x
= =
+


3) ?
0
10
2 x
x 5
lim
2 x
= =
− →
existe não
0
10
2 x
x 5
lim
0
10
2 x
x 5
lim
2 x
2 x
∴ ≠ →
¦
¦
¹
¦
¦
´
¦
−∞ = =

+∞ = =



+


+
4) ?
0
10
) 2 x (
x 5
lim
2
2 x
= =


+∞ =

∴ = →
¦
¦
¹
¦
¦
´
¦
+∞ = =

+∞ = =


+

+


+
2
2 x
2
2 x
2
2 x
) 2 x (
x 5
lim
0
10
) 2 x (
x 5
lim
0
10
) 2 x (
x 5
lim
a
( )
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45
0 ) x ( g ) x ( Q Se = = ∗
→ =
→ 0
0
) x ( g
) x ( Q
lim
a x
indeterminação . etc ,


=
Exercícios:
1)
0
0
2 x
4 x
lim
2
2 x
=



4
2 2
2 x lim
) 2 x (
) 2 x )( 2 x (
lim
2 x
2 x
=
+ =
+ =

+ −


2)
0
0
) 2 x 3 x (
) 4 x (
lim
2
2
2 x
=
+ −


4
) 1 2 (
) 2 2 (
) 1 x (
) 2 x (
lim
) 1 x )( 2 x (
) 2 x )( 2 x (
lim
2 x
2 x
=

+
=

+
=
− −
+ −


3)
0
0
4 z 4 z
z 4 z 3 z
lim
2
3 4
2 z
=
+ +
− +
− →
6
) 2 ).( 1 2 (
) 2 z (
z ). 1 z .( ) 2 z (
lim
2
2
2 z
=
− − − =
+
− +
− →
4)
0
0
1 t
1 t
lim
3
1 x
=
+
+
− →
3
) 1 ) 1 ( ) 1 ((
) 1 t (
) 1 t t )( 1 t (
lim
2
2
1 x
=
+ − − − =
+
+ − +
− →
(z+2) -2 1 3 0 -4 0
(z-1) 1 1 1 -2 0
1 2 0
z
2
+ 2z = 0
¹
´
¦
+ → − =
→ =
) 2 z ( 2 z
z 0 z
(t+1) 1 1 0 0 1 0
1 -1 1 0
( t + 1 ) . ( t
2
- t + 1 )
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46
3.8- Limite das Funções Irracionais
( ) ( )
( ) ( ) ( )
4
2
2
2
2 2
1
2 2
1
2 2 x
1
lim
2 2 x
1
2 2 x . x
x
2 2 x . x
2 2 x
2 2 x
2 2 x
x
2 2 x
0
0
x
2 2 x
lim
0 x
0 x
=
⋅ =
+
=
+ +
+ +
=
+ +
=
+ +
− +
=
+ +
+ +

− +
=
− +


Outra maneira:
Substituição de Variável
( )( )
4
2
2 2
1
2 t
1
lim
2 t 2 t
2 t
lim
2 t
2 t
lim
2 t 0 x
2 t x
t 2 x
0
0
x
2 2 x
lim
2 t
2 t
2
2 t
2
2
0 x
=
+
=
+
=
− +

=


¦
¦
¹
¦
¦
´
¦
→ ∴ →
− =
= +
=
− +




3.9- Limites Envolvendo Infinito
Definições:
1) Dizemos que um elemento c é finito quando c ∈ R e dizemos que c é infinito quando c é um dos símbolos
+∞ ou -∞.
Obs.: quando valer a frase do limite para b finito ou infinito, diremos que existe o limite e indicaremos por
¹
´
¦
∞ +
= ∃

c
) x ( f lim
b x
. Em caso contrário diremos que não existe o limite e escreveremos

¦
¹
¦
´
¦
= ∃
− →
+ →
→ ) x ( f lim
) x ( f lim
) x ( f lim
b x
b x
b x
.
2) Seja f definida em um intervalo (c, +∞). A afirmação L ) x ( f lim
x
=
∞ →
, significa que a todo ε > 0
corresponde um número positivo N, tal que | f (x) – L | < ε ∀ x > N.
3) Seja f definida em uma vizinhança perfurada de a, a afirmação f (x) se torna infinita quando x tende para a
que se escreve: ∞ =

) x ( f lim
a x
, significa que para todo número positivo N, corresponde um δ > 0 / f (x) >
N sempre que 0 < | x – a | < δ.
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47
3.10- Limite das Funções Algébricas Racionais Inteiras (Polinomiais)
¦
¹
¦
´
¦
∞ −
∞ +
=
|
|
|
.
|

\
|
+ + +
∞ →

∞ →
ou x a lim
a ... x a x a lim
n
0
x
n
1 n
1
alto mais grau
n
0
x
3 2 1
Exercícios
1) ( ) 1 x 2 x 4 x 5 lim
2 3
x
− − +
−∞ →
−∞ =
−∞ →
3
x
x 5 lim
2) ( ) 2 x 3 x 5 lim
2
x
− +
−∞ →
+∞ =
−∞ →
2
x
x 5 lim
3.11- Limite das Funções Racionais Fracionárias
0
0
m
0
n
0
x
m
1 m
1
m
0
n
1 n
1
n
0
x
b
a
m n
0 m n
ou m n
: Se
x . b
x . a
lim
b ... x . b x . b
a ... x . a x . a
lim
⇒ = ∗
⇒ < ∗
∞ − +∞ ⇒ > ∗
+ + +
+ + +
∞ →


∞ →
Exemplos:
1)
1 x 6 x 2
2 x 4 x 5
lim
2
3
x
− +
− +
−∞ →
−∞ =
−∞ →
2
3
x
x 2
x 5
lim
2)
2 x 5 x
4 x 3 x 2
lim
3
2
x
+ +
− +
∞ →
(a+δ) (a-δ)
y
x
a
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48
0
2
x
x 2
lim
3
2
x
=

=
∞ →
3)
4 x x 2 x 4 x 4
4 x 2 x 6
lim
3 4 5
3 5
x
− − + +
− +
−∞ →
2
3
x 4
x 6
lim
5
5
x
=
−∞ →
Indeterminações:
( ) ( )
0 0
, 0 , 1 ,
0
0
, , . 0 , , ∞


∞ ∞ − − ∞ − ∞ + − ∞ +

3.12- Seqüência e Limite de Seqüência
Uma seqüência ou sucessão de números reais é uma função
n
a n a , a valores reais, cujo domínio é um
subconjunto de N. As seqüências que vão interessar ao curso são aquelas cujo domínio contém um subconjunto do tipo
{ } q n / N n ≥ ∈ onde q é um natural fixo; só consideraremos tais seqüências.
Exemplos:
1- Seja a seqüência de termo geral
n
n
2 a = . Temos
K , 2 a , 2 a , 2 a
2
2
1
1
0
0
= = =
2- Seja a seqüência de termo geral n 3 2 1 s
n
+ + + + = K temos
3 2 1 s , 2 1 s , 1 s
3 2 1
+ + = + = = etc.
Sejam n m ≤ dois naturais. O símbolo

=
n
m k
k
a
leia: somatório de
k
a , para k variando de m até n e é usado para indicar a soma dos termos
n 2 m 1 m m
a , a , a , a K
+ +
Definição: Consideremos uma seqüência de termo geral
n
a e seja a um número real.
Definimos
(i) a a lim
n
n
=
+∞ →
Para todo 0 > ε , existe um natural
0
n tal que ε ε + < < − ⇒ > a a a n n
n 0
(ii) +∞ =
+∞ →
n
n
a lim Para todo 0 > ε , existe um natural
0
n tal que ε > ⇒ >
n 0
a n n
(iii) −∞ =
+∞ →
n
n
a lim Para todo 0 > ε , existe um natural
0
n tal que ε − < ⇒ >
n 0
a n n
Se a a lim
n
n
=
+∞ →
, diremos que a seqüência de termo geral
n
a converge para a ou, simplesmente, que
n
a converge para
a e escrevemos a a
n
→ . Se +∞ =
+∞ →
n
n
a lim , diremos que
n
a para +∞ e escrevemos +∞ →
n
a . Observamos que as
definições dadas aqui são exatamente as mesmas que demos quando tratamos com limite de uma função f(x), para
+∞ → x ; deste modo, tudo aquilo que dissemos sobre os limites da forma ( ) x f lim
n +∞ →
aplica-se aqui.
Exercícios
1- Calcule os limites
a-
1 n
3 n 2
lim
n +
+
+∞ →
b-
2 3
1 2
lim
n
n
n
+
+
+∞ →
c-

=
+∞ →
|
.
|

\
|
n
0 k
k
n 2
1
lim
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49
2- Supondo que 0<b<1, calcule
n
n
b lim
+∞ →
3- Suponha a>1. Mostre que +∞ =
+∞ →
n
n
a lim
4- Considere a seqüência de termo geral

=
=
n
0 k
k
n
t s , t≠0 e t≠1. Verifique que
t 1
t 1
s
1 n
n


=
+
3.13- Limite das Funções Transcendentais
Exemplos:
1) ( ) → ∞ − ∞ = − − +
∞ →
) 1 x 2 ln( ) 4 x ln( lim
2
x
indeterminação
∞ =
=

+
=
|
|
.
|

\
|

+
∞ →
∞ →
∞ →
x 2
x
lim ln
1 x 2
4 x
lim ln
1 x 2
4 x
ln lim
2
x
2
x
2
x
2) → =
→ 0
0
x
x sen
lim
0 x
indeterminação
= =
→ =

x
x sen
) x ( f
notável . lim 1
x
x sen
lim
0 x
3.14- Limites Notáveis
1) 1
u
u sen
lim
0 u
=

(1
o
Limite Fundamental)
Demonstração:
(
¸
(

¸


=

2
, 0 t
t
t sen
) t ( f
t
t sen
lim
0 t
π
2
t
S
OQP
=
2
t sen
S
OQP
=

t cos . 2
t sen
S
´ OQQ
=

t cos
t
t sen
1
) sinais os se troca e se inverte ( 1
t sen
t
t cos
1
) t (sen t sen t
t cos
t sen
) 2 ( x
2
t sen
2
t
t cos
t sen
2
1
> >
− − > >
÷ > >
> > ∗
0
( )
O
-1
1
M
A
T
P
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50
1
t
t sen
lim 1
t cos lim
t
t sen
lim 1 lim
t
t sen
lim
0 t
0 t 0 t 0 t
0 t
> >
> >


→ → →

1
t
t sen
lim
0 t
=

Exemplo:
1)
x 5
x 5 sen . 5
lim
0 x→
5 1 . 5
x 5
x 5 sen
lim . 5
1
0 x
= =
=
=

43 42 1
2) e ) u 1 ( lim
u
1
0 u
= +

(2
o
Limite Fundamental)
Exemplos:
1) e ) x 1 ( lim
x
1
0 x
= +

2) e ) x tan 1 ( lim
x tan
1
0 x
= +

3)
x
2
) x 1 ( lim
0 x
+

2
2
x
1
0 x
e
) x 1 ( lim
=
(
¸
(

¸

+ =

x
x
k
0 x
e ) x 1 ( lim = +

4)
2
1
x
2
1
0 x
e ) x 1 ( lim = +

5) ( )
x
1
x 2 1 lim
0 x
+

( )
2
y
2
0 y
e y 1 lim
2
y
x
0 y 0 x y x 2
= + =
=
→ ⇒ → ⇒ =

( )
k
x
1
0 x
e kx 1 lim = +

3) 1
u
u tan
lim
0 u
=

1
u cos
1
lim
u
u sen
lim
u
1
u cos
u sen
lim
1
0 u
1
0 u
0 u
= ⋅
= ⋅
=

=


3 2 1 3 2 1
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51
4) e
u
1
1 lim
u
u
= |
.
|

\
|
+
∞ →
* Substituir: 0 y u y
u
1
→ ⇒ ∞ → ⇒ =
( )
k
y
1
0 x
e y 1 lim = +

Exemplos:

k
ku
u
e
u
1
1 lim = |
.
|

\
|
+
∞ →

k
u
u
e
u
k
1 lim = |
.
|

\
|
+
∞ →

5
x 5
x
e
x
1
1 lim = |
.
|

\
|
+
∞ →

3
x
x
e
x
3
1 lim = |
.
|

\
|
+
∞ →

15
x 5
x
e
x
3
1 lim = |
.
|

\
|
+
∞ →
5) a ln
u
1 a
lim
u
0 u
=

=

* Substituir: 1 y a y 1 a
u u
+ = ∴ = −
( ) 1 y log u 0 y 0 u
a
+ = → ⇒ →
| |
a ln
a log
a log
1
1
a log
e log
1
e log
1
e log ) y 1 ( lim log ) y 1 ( log lim
) y 1 ( log
y
1
lim
y
) y 1 ( log
lim
) y 1 ( log
y
lim *
e
e e
e a
1
a
1
e
y
1
0 y
a
1
y
1
a
0 y
a
0 y
1
a
0 y
a
0 y
=
=
= = =
=
(
(
(
¸
(

¸

+ =
(
(
¸
(

¸

+ =
(
¸
(

¸

+ ⋅ =
(
¸
(

¸
+
=
+


=





→ →
43 42 1
6) 1
u
1 e
lim
u
0 u
=


7)
( )
e log
u
u 1 log
lim
a
0 u
=
+

( ) ( ) e log
u
1
u 1 lim log u 1 log lim *
a
0 u
a
u
1
a
0 u
= + = +
→ →
8)
( )
1
u
u 1 ln
lim
0 u
=
+

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52
Limites Notáveis
1) 1
u
u sen
lim
0 u
=

2) e ) u 1 ( lim
u
1
0 u
= +

3) 1
u
u tan
lim
0 u
=

4) e
u
1
1 lim
u
u
= |
.
|

\
|
+
∞ →
5) a ln
u
1 a
lim
u
0 u
=

=

6) 1
u
1 e
lim
u
0 u
=


7)
( )
e log
u
u 1 log
lim
a
0 u
=
+

8)
( )
1
u
u 1 ln
lim
0 u
=
+

3.15- Assíntotas Horizontais e Verticais
Assíntotas são retas que tangenciam o gráfico de uma função, no infinito, e normalmente são paralelas aos
eixos x e y. Estes próprios eixos podem ser assíntotas.
Assíntota Vertical
Dizemos que a reta x = a é uma assíntota vertical do gráfico de f se for verificada uma das seguintes
condições:
1) +∞ =
+

) x ( f lim
a x
2) −∞ =
+

) x ( f lim
a x
3) +∞ =


) x ( f lim
a x
4) −∞ =


) x ( f lim
a x
Assíntota
Vertical
x
y
a
y = f (x)
x = a (A.V.)
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53
Assíntota Horizontal
Dizemos que a reta y = b é uma assíntota horizontal do gráfico de f se uma das condições abaixo for
verificada:
1) b ) x ( f lim
x
=
∞ →
2) b ) x ( f lim
x
=
−∞ →
Assíntotas verticais envolvem limites infinitos, enquanto que assíntotas horizontais envolvem limites no infinito
Exercícios
1) Determinar as assíntotas e fazer um gráfico de
2 x
1
) x ( f

= .
{ } 2 x / R x Df ≠ ∈ =
y = f (x)
−∞ =
+∞ =
≠ ∈ =

+


) x ( f lim
) x ( f lim
} 0 x / R {x Df
a x
a x
x = a (A.V.)
b ) x ( f lim
x
=
−∞ →
y = b (A.H.)
b ) x ( f lim
x
=
+∞ →
y = c (A.H.)
Assíntota
Horizontal
x
y
-∞
-1/2
Assíntota
Vertical
x
y
2
Assíntota
Horizontal
. H . A 0 y
0
2 x
1
lim
0
2 x
1
lim
. V . A 2 x
0
1
2 x
1
lim
0
1
2 x
1
lim
x
x
2 x
2 x
→ =
=

=

→ =
+∞ = =

−∞ = =

−∞ →
+∞ →
+



+

Para x=0 → y = -1/2
b
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54
2)
2 x
x 4
) x ( f

=
2 x ou 0 x / R x { Df
0
2 x
x 4
/ R x { Df
> ≤ ∈ =


∈ =
3) Dada a função f(x) =
5 x
6 x 2


, achar as assíntotas.
4) Seja y = f(x) =
3 x 2
4

. Achar as assíntotas.
2
x
y
2
2
2 x
x 4
lim
. H . A 2 y
2 4
2 x
x 4
lim
2 x
x 4
lim
0
8
2 x
x 4
lim
2 x
x 4
lim
2 x
x 4
y
0 y 0 x Para
x
x x
2 x 2 x
=

→ =
= =

=

+∞ = =

=


=
= → =
+∞ →
−∞ → −∞ →
+
→ →
+ +

2. e se indica por: lim f ( x ) = L se e somente se para todo ε > 0.( x − 1 ) < ε 5.Propriedades dos Limites de Funções Até agora.1.2. Na prática. mostre que: 1) lim ( 5 x + 4 ) = 9 x →1 ( 5x + 4 ) − 9 < ε 5x − 5 < ε 5. os limites são usualmente achados pelo uso de certas propriedades. temos estimado os limites das funções por intuição. x − 1 < ε ε 5 x −1 < δ x −1 < δ = 2) ε 5 x → −2 lim ( 3 x + 1 ) = −5 3 x + 1 − ( −5 ) < ε 3x + 1 + 5 < ε 3. com auxílio do gráfico da função.( x − 1 ) < ε 5 . com o uso de álgebra elementar.3. Salete Souza de Oliveira Buffoni 37 . excluindo o valor de a Exemplos: Usando a definição de limite. entretanto.Definição Formal de Limite Sendo f (x) definida em um domínio D do qual a é ponto de acumulação dizemos que f (x) tem limite L quando x tende para a. que vamos estabelecer agora: Propriedades Básicas de Limites Suponha que lim f ( x ) = L e lim g ( x ) = M e k é uma constante x→a x→a 1) x →a lim x = a Disciplina de Cálculo Diferencial e Integral I Prof.( x + 2 ) < ε 3 .( x + 2 ) < ε ε 3 x − ( −2 ) < δ x+2 < x+2 <δ ε 3 ⇒ Se f (x) = x → y = x (Função Identidade) lim x = a P1 δ = x →a | x-a | < ε → | x-a | < δ ε=δ ⇒ Se f (x) = k → y = k lim k = k P2 x →a 3. ou pelo uso direto da definição de limites em termos de ε e δ. ∃ δ > 0 / |f (x) – L| < ε sempre que 0 < |x – a| < δ x →a A função f é definida em um intervalo aberto qualquer que contenha a.

lim g ( x ) = L. ache cada limite a.g ( x ) 3) Avalie cada limite e indique quais das propriedades de 1 a 13 a.2 4+4 8 = = 5. Exercícios: 1) x →2 lim x 2 + 2x 5x − 1 = x →2 x →2 x →2 lim x 2 + 2x x →2 lim x 2 + 2x = x →2 x →2 lim x 2 + lim 2 x x →2 lim 5x − 1 lim 5x − lim 1 5 lim x − 1 x →2 = 2 2 + 2.lim x→ 2 f ( x ). f ( x ) = c.lim [ f ( x ) − g ( x )] x→2 x→2 x →2 x →2 c.lim [ f ( x ) + g ( x )] b.M x →a x →a x→a lim c. então lim h( x ) = lim f ( x ) = L x→a x→a Observação: Demonstração das propriedades em sala de aula. excluindo o valore de x=a. ou se L<=0 e n é um inteiro positivo ímpar x→a lim g ( x ) x→a 9) x→a lim ( f ( x )) g ( x ) =  lim f ( x )  x →a  x →a   = LM 10) lim log b f ( x ) = log b  lim f ( x ) = log b L   x →a  x →a  11) lim sen( f ( x )) = sen  lim f ( x ) = sen L   x →a  x →a  12) lim | f ( x ) |=| lim f ( x ) |=| L | x→a x→a 13) Se h é uma função tal que h(x)=f(x) é válido para todos os valores de x pertencent6es a algum intervalo ao redor de a.2) 3) 4) 5) x →a lim k = k lim [ f ( x ) ± g( x )] = lim f ( x ) ± lim g( x ) = L ± M x →a x →a x→a x →a lim f ( x ).2 − 1 10 − 1 9 2) Seja lim f (x ) = 4 e lim g (x ) = 3 . lim f ( x ) onde c é uma constante qualquer x→a 6) x →a lim lim f ( x ) f ( x ) x →a L = = g ( x ) lim g( x ) M x→a n  lim g ( x ) ≠ 0     x →a  7) 8) lim [ f ( x )]n =  lim f ( x ) = Ln (n é um inteiro positivo qualquer)  x→a  x →a   lim n f ( x ) = n lim f ( x ) = n L se L>0 e n é um inteiro positivo. Salete Souza de Oliveira Buffoni 38 .g( x ) = lim f ( x ).lim 5 − 3 x − x 2 x → −1 [ ] Disciplina de Cálculo Diferencial e Integral I Prof.

a afirmação lim− f ( x ) = L .1 − 1) = 1 x →1 lim f ( x ) = ? →  → são iguais ∴ lim f ( x ) = 1 2 x →1 x →1  lim− f ( x ) = (1) = 1 x →1 3x + 1 se x > 2 f (x) =  − 2x + 4 se x ≤ 2  lim+ f ( x ) = 7 x → 2 lim f ( x ) = ? →  → são diferentes ∴ lim f ( x ) = não existe x →2 x →2 xlim− f ( x ) = 0  →2 2) Exercícios: 1.Nos problemas de a até c trace o gráfico das funções dadas. significa que x →a a ( a+δ ) para todo ε > 0. significa que para todo ε > 0. a (> 0 / |f (x) – L| < ε sempre que 0 < x – a < δ ) afirmação lim+ f ( x ) = L . lim f ( x ) = L ⇔ lim+ f ( x ) = lim− f ( x ) = L x →a x →a x →a Exemplos: 1) 2 x − 1 se x ≥ 1  f (x ) =  2 x se x < 1   lim+ f ( x ) = (2.Limites Laterais Limite à direita: a c Seja f uma função definida em um intervalo (a.1.Teorema O limite lim f ( x ) existe e é igual a L se e somente se ambos os limites laterais lim+ f ( x ) e lim− f ( x ) x→ a x →a x→a existem e tem o mesmo valor comum L. ache os limites laterais das funções dadas quando x tende para a pela direita e pela esquerda e determine o limite da função quando x tende para a ( se o limite existe) Disciplina de Cálculo Diferencial e Integral I Prof.lim x2 + x + 1 x 2 + 2x t2 +1 1 + 2t + 8 x →2 c.lim (1 x ) − 1 1− x x →1 3. ∃ δ > 0 / |f (x) – L| < ε sempre que -δ < x – a < 0 → a-δ < x < a a-δ ( a ) 3.b. a) e L um número real. Salete Souza de Oliveira Buffoni 39 .3. c) e L um número real.lim t →1 / 2 d- 4 x 2 − 25 x →5 / 2 2 x − 5 lim e. ∃ δ x →a → a<x<a+δ→ Limite à esquerda: Seja f uma função definida no intervalo (c.3.

Continuidade das Funções Mencionamos anteriormente que quando o lim f (x ) = f (a ) . De agora em diante x→a consideraremos isto uma definição oficial.a = 3 9 − x se x > 3 2 − x se x > 1 . Condições: ∃ f (a) ∃ lim f ( x ) x→ a f ( a ) = lim f ( x ) x→ a y y a x a ∃ f (a ) x y c b = f (a) y a x a x Disciplina de Cálculo Diferencial e Integral I Prof. a função f é contínua em a.Explique porque freqüentemente achamos lim f ( x ) apenas pelo cálculo do valor de f no ponto a. a = 2. Dê um exemplo para mostrar que lim f ( x ) = f ( a ) pode não ocorrer x→a 3.a = 1 2  x se x ≤ 1 1 2 x→ a b) f ( x ) =  c) S ( x ) = 5 + | 6 x − 3 |.4. Definição 1: Dizemos que a função f é contínua em um número a se e somente se as seguintes condições forem válidas. Salete Souza de Oliveira Buffoni 40 .a) f ( x ) =  5 + x se x ≤ 3 .

Se lim f (x ) existe. concluímos que f é contínua em 0  2x 2 + 3x + 1 se x ≠ 1  3) Verifique se a função f definida por f ( x ) =  é contínua para o número -1 x+1 3 se x = −1  Observações Importantes: Se os dois limites laterais lim− f (x ) e lim+ f (x ) existem e têm o mesmo valor. (c) determine o limite da função quando x→a (se ele existe) e (d) diga se a função é contínua no valor a 2 x + 1 se x < 3 1. é claro que x→a lim f (x ) existe e que todos os três limites têm o mesmo valor.f (x ) =  .f (x ) =  . os dois limites laterais lim− f (x ) e lim+ f (x ) existem e todos os três limites são iguais. se os dois limites lim− f (x ) e lim+ f (x ) x →a x →a x→a x→a x →a x →a x →a existem. mas têm valores diferentes.∃ f (a ) OK!  lim+ f ( x ) = b  x →a lim f ( x ) = ∃ →  ∴≠ x →a xlim− f ( x ) = c  →a Exercícios: 3 − x 2  1) Verificar se f ( x ) =  1 + x 2  i) f (1) = 2 OK! ii) lim f ( x ) = ? x →1 ∃ f (a ) OK! lim f ( x ) OK! x →a f (a ) ≠ lim f ( x ) x →a se x ≤ 1 se x > 1 é contínua para x = 1 :  lim+ f ( x ) = 3 − 1 = 2 x →1  xlim− f ( x ) = 1 + 1 = 2  →1 São iguais ∴ lim f ( x ) = 2 OK! x →1 iii) f (1) = lim f ( x ) OK! x→1 Resposta: É contínua 2) Verificar se f ( x ) = x 2 − 3 é contínua para x = 0 : f ( 0 ) = −3 OK ! lim f ( x ) = −3 OK! x →0 f ( 0 ) ≠ lim f ( x ) x→0 Resposta: Como as condições 1 e 3 da definição 1 foram satisfeitas. Salete Souza de Oliveira Buffoni 41 . (a) trace o gráfico da função. então lim f (x ) não pode existir. (b) ache os limites laterais da função quando x → a + − e quando x → a .a = 2  1 se x = 2 Disciplina de Cálculo Diferencial e Integral I Prof. Consequentemente. Exercícios x →a 1.a = 3 10 − x se x ≥ 3 | x − 2 | se x ≠ 2 2.Em cada exemplo.

5.Se g é contínua em a e f é contínua em g(a).Limite de Função Composta Sejam f e g duas funções tais que Imf C Dg. 2. Trace o gráfico das funções.Continuidade em um intervalo Dizer que uma função f é contínua em um intervalo aberto I significa. Salete Souza de Oliveira Buffoni 42 . 5.f (x ) = x + | x | 2.Use as propriedades básicas de função contínua para determinar em quais números as funções dadas são contínuas. Exercícios 1.Se f e g são contínuas em a e g(a)≠0.f (x ) =| x 2 | 3. 3 − x 2 se x ≤ 1 3. a função f (x ) = 9 − x 2 é contínua no intervalo fechado [-3. então f+g.2. Então tanto f(a) como g(a) são definidas. e consequentemente (f+g)(a)=f(a)+g(a) é definida.4. dizer que uma função f é contínua em um intervalo fechado [a. f-g e f.b) e que satisfaz as seguintes condições de continuidade nos pontos finais a e b: x→a + lim f (x ) = f (a ) e lim− f (x ) = f (b ) x →b Por exemplo.a = 1 1 + x 2 se x > 1  3.3] 3. então f/g é contínua em a.Uma função polinomial é contínua em todos os números.Uma função racional é contínua em todo número no qual está definida.Se f e g são contínuas em a. a função f (x ) = 9 − x 2 é contínua no intervalo aberto (-3.b] significa. por definição que f é contínua no intervalo aberto (a.f (x ) = 2 x −1 3.1. 1. 1. por definição.4. que f é contínua em todos os números no intervalo I. 3.Propriedades das Funções Contínuas Suponha que f e g sejam duas funções contínuas no número a. 4.3) Da mesma forma. Por exemplo.f (x ) =  . Nosso objetivo é estudar o limite lim g ( f (x )) Supondo que lim f (x ) = a é razoável esperar que x→ p x→ p x→ p lim g (u ) = lim g (u ) sendo u=f(x) u →a Disciplina de Cálculo Diferencial e Integral I Prof. então f ° g é contínua em a.g também o são.

onde g ou é contínua em a ou não está definida em a.6.Os casos que interessarão ao curso são aqueles em que g ou é contínua em a ou não está definida em a.. x ∈ Df. Suponha que lim a) lim f ( p + h) − f ( p) h f ( p + 3h ) − f ( p ) h f ( p − h) − f ( p ) h f (x ) − f ( p ) = L calcule x− p h→0 b) lim h→0 c) lim h→0 3. Calcule x d) lim x → −1 2) Seja f definida em R.Calcule os limites a) lim x →1 x2 − 1 x −1 (3 − x ) b) lim x →1 3 − 16 x −1 3 4 c) lim 3 x → −1 3 x + 2 −1 x+1 3x + 5 − 2 x2 − 1 f (x ) = 1 . Então x→ p x→ p lim F (x ) = lim g (u ) u →a u→ a Exercícios 1. Salete Souza de Oliveira Buffoni 43 . Suponha que lim a) lim f (3 x ) x→0 x f x2 b) lim x→0 x c) lim x →0 ( ) ) x→ p x →1 f x2 − 1 x −1 ( 3) Seja f definida em R e seja p um real dado. + a n x→a lim F ( x ) = F ( a ) Disciplina de Cálculo Diferencial e Integral I Prof. lim F (x ) = ? x→ p Suponhamos que existam funções g(u) e u=f(x). lim f (x ) = a (u→a para x→p) e que lim g (u ) exista. O quadro que apresentamos a seguir mostra como iremos trabalhar com o limite de função composta no cálculo de limites.x n + a1 ..x n −1 + . tais que F(x)=g(u) onde u=f(x).Limite das Funções Algébricas Racionais Inteiras (Polinomiais) F ( x ) = a0 .

x m + b1 .x m−1 + . Salete Souza de Oliveira Buffoni 44 .x n−1 + .Limite das Funções Racionais Fracionárias Q( x ) F( x ) = g( x ) Q( x ) = a0 .. + a n g( x ) = b0 ..x n + a1 .7.. + bm x →a lim Q( x ) Q( a ) = g( x ) g( a ) ∗ Se Q( a ) = 0 e g( a ) ≠ 0 0 =0 nº ∗ Se Q( a ) ≠ 0 e g( a ) = 0 nº 0 ) a a função não está definida para x = a ( + ∞ nº  = − ∞ 0  não existe nº → Calcule : 0 Q( x )   xlim+ g ( x ) = ±∞ →a Q( x )  → são iguais ∴ lim = ±∞  x →a g ( x )  lim Q( x ) = ±∞  −  x →a g ( x )   xlim+  →a   lim  x →a −  Q( x ) = ±∞ g( x ) Q( x ) → são diferentes ∴ lim = não existe x→a g( x ) Q( x ) = m∞ g( x ) Exercícios: 5x + 2 7 7 1) lim 2 = =− x →1 4 x − 9 −5 5 2) x2 − 4 0 = =0 x →2 5 x + 2 12 lim lim 5x 10 = =? x−2 0 5x 10   xlim+ x − 2 = + = +∞  →2 0 → ≠ ∴ não existe  5x 10  lim = = −∞   x →2 − x − 2 0 − 5x x −2) 2 3) x →2 4) x→2 ( lim = 10 =? 0 5x 10  = + = +∞  xlim+ 2 0 5x  →2 ( x − 2 ) → = ∴ lim = +∞  x→2 ( x − 2 ) 2 5x 10  lim = + = +∞  x →2 − ( x − 2 ) 2 0  Disciplina de Cálculo Diferencial e Integral I Prof.3..

t + 1 ) 1 0 0 ( t + 1)( t 2 − t + 1) x → −1 ( t + 1) lim = ((−1) 2 − (−1) + 1) =3 Disciplina de Cálculo Diferencial e Integral I Prof.(z − 1). etc. Salete Souza de Oliveira Buffoni 45 .z z → −2 (z + 2) 2 = (−2 − 1). ( t2 .∗Se Q( x ) = g( x ) = 0 x →a lim Q( x ) 0 ∞ = → indeterminação = .(−2) =6 lim 4) t3 +1 0 = x → −1 t + 1 0 lim (t+1) 1 1 0 0 1 -1 1 ( t + 1 ) . g( x ) 0 ∞ Exercícios: x2 − 4 0 = 1) lim x →2 x − 2 0 ( x − 2 )( x + 2 ) lim x→2 (x−2) = lim x + 2 x →2 = 2+2 =4 2) lim ( x2 − 4 ) ( x − 3x + 2 ) 2 x →2 = 0 0 ( x − 2 )( x + 2 ) ( x − 2 )( x − 1 ) (x+2) = lim x →2 ( x − 1 ) (2+2) = ( 2 −1) =4 x→2 lim 3) z → −2 lim z 4 + 3z 3 − 4 z z 2 + 4z + 4 = 0 0 -2 1 1 1 1 z2 3 0 1 -2 2 0 + 2z = 0 z = 0 → z  z = −2 → (z + 2) -4 0 0 (z+2) (z-1) (z + 2) 2 .

Salete Souza de Oliveira Buffoni 46 . significa que a todo ε > 0 x →∞ corresponde um número positivo N.: quando valer a frase do limite para b finito ou infinito. A afirmação lim f ( x ) = L . 2) Seja f definida em um intervalo (c.( x x+2 + 2 ) = 1 x+2 + 2 lim 1 x+2 + 2 1 2+ 2 1 2 2 ⋅ 2 2 = = 2 4 Outra maneira: Substituição de Variável lim x+2 − 2 0 = x 0 x →0 x + 2 = t 2   2 x = t − 2  x → 0 ∴ t → 2  t→ 2 lim t− 2 t2 − 2 = lim = lim = t→ 2 (t + 2 )(t − 2 ) 1 t+ 2 = 2 4 t− 2 t→ 2 1 2+ 2 3.8. 3) Seja f definida em uma vizinhança perfurada de a.Limite das Funções Irracionais x+2 − 2 0 lim = x →0 x 0 ( x+2 − 2 ⋅ x x →0 )( ( = x+2 + 2 x+2 + )= x+2−2 = 2 ) x.9. Em caso contrário diremos que não existe o limite e escreveremos x →b + ∞  lim f ( x )  x→b + ∃ lim f ( x ) =  x →b  xlim− f ( x )  →b ≠. a afirmação f (x) se torna infinita quando x tende para a que se escreve: lim f ( x ) = ∞ . tal que | f (x) – L | < ε ∀ x > N. +∞). Obs.Limites Envolvendo Infinito Definições: 1) Dizemos que um elemento c é finito quando c ∈ R e dizemos que c é infinito quando c é um dos símbolos +∞ ou -∞. significa que para todo número positivo N. corresponde um δ > 0 / f (x) > x →a N sempre que 0 < | x – a | < δ. diremos que existe o limite e indicaremos por c ∃ lim f ( x ) =  .3.( x + 2 + 2 ) x. Disciplina de Cálculo Diferencial e Integral I Prof.

x n b0 .. Salete Souza de Oliveira Buffoni 47 .11.Limite das Funções Algébricas Racionais Inteiras (Polinomiais)     lim  a 0 x n + a 1 x n −1 + . + b 0 1 m x →∞ lim a0 .x m Se : ∗ n > m ⇒ +∞ou − ∞ ∗n<m⇒0 a ∗n=m⇒ 0 b0 Exemplos: 5x 3 + 4x − 2 1) lim x → −∞ 2 x 2 + 6 x − 1 x → −∞ lim 5x 3 2x 2 = −∞ 2) x →∞ lim 2x 2 + 3x − 4 x 3 + 5x + 2 Disciplina de Cálculo Diferencial e Integral I Prof.x + b . + a n  2 x → ∞ 1 3   grau mais alto  + ∞  lim a 0 x n = ou x →∞ − ∞  Exercícios 1) lim 5 x 3 + 4 x 2 − 2 x − 1 x →−∞ ( ) x → −∞ lim 5 x 3 = −∞ 2) x → −∞ lim 5 x 2 + 3 x − 2 lim 5 x 2 = +∞ ( ) x → −∞ 3.10..x n −1 + ....x n + a1 .x m −1 + .y (a-δ) a (a+δ) x 3..Limite das Funções Racionais Fracionárias a . + a n lim 0 m x →∞ b .

∞ . Observamos que as n → +∞ definições dadas aqui são exatamente as mesmas que demos quando tratamos com limite de uma função f(x). s 3 = 1 + 2 + 3 etc. − ∞ − (− ∞ ). diremos que a n para +∞ e escrevemos a n → +∞ . simplesmente. n→ +∞ Exercícios 1. para k variando de m até n e é usado para indicar a soma dos termos a m .Seqüência e Limite de Seqüência Uma seqüência ou sucessão de números reais é uma função n a a n . tudo aquilo que dissemos sobre os limites da forma lim f (x ) aplica-se aqui. só consideraremos tais seqüências. Temos n a0 = 2 0 . existe um natural n0 tal que n > n0 ⇒ a n < −ε n→ +∞ Se lim a n = a .Seja a seqüência de termo geral s n = 1 + 2 + 3 + K + n temos s1 = 1. Definimos (i) lim a n = a Para todo ε > 0 . a1 = 2 1 . existe um natural n0 tal que n > n0 ⇒ a n > ε n→ +∞ (iii) lim a n = −∞ Para todo ε > 0 . Se lim a n = +∞ .12. que a n converge para n → +∞ a e escrevemos a n → a . a m +1 . para x → +∞ . a valores reais. cujo domínio é um subconjunto de N. . diremos que a seqüência de termo geral a n converge para a ou. Exemplos: 1. O símbolo k =m ∑ ak n leia: somatório de a k .0 . deste modo.K a n Definição: Consideremos uma seqüência de termo geral a n e seja a um número real.Seja a seqüência de termo geral a n = 2 . existe um natural n0 tal que n > n0 ⇒ a − ε < a n < a + ε n → +∞ (ii) lim a n = +∞ Para todo ε > 0 .1 .lim n→ +∞ n + 1 2n + 1 b. Sejam m ≤ n dois naturais. s 2 = 1 + 2 . a 2 = 2 2 . a m + 2 .lim n n→ +∞ 3 + 2 c.lim 1 ∑ 2  n→ +∞ k =0   n k Disciplina de Cálculo Diferencial e Integral I Prof.∞ ∞ 0 3. Salete Souza de Oliveira Buffoni 48 . As seqüências que vão interessar ao curso são aquelas cujo domínio contém um subconjunto do tipo {n ∈ N / n ≥ q} onde q é um natural fixo.Calcule os limites 2n + 3 a.K 2. ∞ 0 ∞ 0 0 .x →∞ lim 2x 2 x 3 = 2 =0 ∞ 3) x → −∞ lim 6 x 5 + 2x 3 − 4 4x 5 + 4x 4 + 2x 3 − x − 4 6 x5 4x 5 x → −∞ lim = 3 2 Indeterminações: + ∞ − (+ ∞ ). 0.

Mostre que lim a n = +∞ n→ +∞ 4. notável lim x →0 x sen x ( f (x) = = x 0 lim ) 3.Limite das Funções Transcendentais Exemplos: 1) lim ln( x 2 + 4 ) − ln( 2 x − 1 ) = ∞ − ∞ → indeterminação x →∞ ( )  x2 + 4   lim  ln  x → ∞  2x − 1  x2 + 4 x →∞ 2 x − 1 x2 = ln lim x →∞ 2 x =∞ = ln lim 2) sen x 0 = → indeterminação x →0 x 0 sen x = 1 → lim .Supondo que 0<b<1. Salete Souza de Oliveira Buffoni 49 . Verifique que s n = k =0 n 1 − t n +1 1−t 3. calcule lim b n n→ +∞ 3.   2 t 2 sen t sen t S ∆OQQ´ = S ∆OQP = 2.13. t≠0 e t≠1.Limites Notáveis sen u = 1 (1o Limite Fundamental) 1) lim u →0 u Demonstração: sen t lim t →0 t sen t f (t ) = t  π t ∈ 0 .Suponha a>1.2. cos t 2 1 sen t t sen t ∗ > > x( 2 ) 2 cos t 2 2 sen t > t > sen t ÷ (sen t ) cos t 1 t > >1 ( inverte − se e troca − se os sinais ) cos t sen t sen t > cos t 1> t S OQP = 1 -1 O P T A M Disciplina de Cálculo Diferencial e Integral I Prof.Considere a seqüência de termo geral s n = ∑ t k .14.

lim x → 0 5x 14 4 2 3 t →0 lim 1 > lim =1 = 5. Salete Souza de Oliveira Buffoni 50 .∗ lim t →0 sen t t t →0 sen t > lim cos t t →0 t sen t >1 1 > lim t →0 t sen t lim =1 t →0 t Exemplo: 5. sen 5 x 1) lim x→0 5x sen 5x = 5.1 = 5 2) lim ( 1 + u ) 1 u u →0 =e 1 (2o Limite Fundamental) Exemplos: 1) 2) 3) x →0 x →0 lim ( 1 + x ) x =e 1 tan x lim ( 1 + tan x ) x =e x →0 lim ( 1 + x ) 2 1   =  lim (1 + x ) x   x →0  2 = e2 k x →0 lim (1 + x ) x = e x 1 1 4) 5) x →0 lim (1 + x ) 2 = e 2 x 1 x →0 x 2x = y ⇒ x → 0 ⇒ y → 0 y x= 2 lim (1 + 2 x ) = lim (1 + y ) y = e 2 y →0 2 x →0 lim (1 + kx ) x = e k 1 3) tan u =1 u →0 u sen u 1 lim ⋅ = u →0 cos u u sen u 1 lim ⋅ lim =1 u →0 u cos u 1 3 u →0 1 3 2 2 lim =1 =1 Disciplina de Cálculo Diferencial e Integral I Prof.

Salete Souza de Oliveira Buffoni 51 .4)  1 lim 1 +  = e u →∞ u 1 * Substituir: = y ⇒ u → ∞ ⇒ y → 0 u x →0 u lim (1 + y ) y = e k ku 1 Exemplos:  1 lim 1 +  u → ∞ u = ek u  k lim 1 +  = e k u →∞ u  1 lim 1 +  x → ∞ x 5x = e5 x  3 lim 1 +  = e 3 x → ∞ x  3 lim 1 +  x → ∞ x 5) 5x = e15 a u −1 = ln a u u →0 lim = * Substituir: a u − 1 = y ∴ a u = y + 1 u→0⇒ y→0 u = log a (y + 1) * lim log a (1 + y)   y =  lim  y →0 log a (1 + y) y →0 y   −1 −1   1 =  lim ⋅ log a (1 + y) y→0 y   −1 1  =  lim log a (1 + y) y   y →0     1   = log a lim (1 + y) y  y →0 14243   =e   1 1 1 = = = 1 log a e log e e log e a log e a = log e a = ln a = [log a e]−1 6) e u −1 =1 u →0 u lim log(1 + u ) = log a e u →0 u lim * lim log a (1 + u ) u = log a lim (1 + u ) u →0 u →0 1 7) 1 = log a e u 8) ln (1 + u ) =1 u →0 u lim Disciplina de Cálculo Diferencial e Integral I Prof.

no infinito.Limites Notáveis sen u =1 1) lim u →0 u 2) 3) 4) 5) 6) 7) 8) u →0 lim (1 + u ) lim 1 u =e u →0 tan u =1 u u  1 lim 1 +  = e u →∞ u u →0 lim = a u −1 = ln a u e u −1 =1 u →0 u log(1 + u ) lim = log a e u →0 u ln (1 + u ) lim =1 u →0 u lim 3.) Disciplina de Cálculo Diferencial e Integral I Prof.Assíntotas Horizontais e Verticais Assíntotas são retas que tangenciam o gráfico de uma função.15. Estes próprios eixos podem ser assíntotas. Assíntota Vertical Dizemos que a reta x = a é uma assíntota vertical do gráfico de f se for verificada uma das seguintes condições: 1) lim+ f ( x ) = +∞ x →a y 2) lim+ f ( x ) = −∞ x →a Assíntota 3) lim− f ( x ) = +∞ Vertical x →a 4) x →a − lim f ( x ) = −∞ x a y = f (x) x = a (A. e normalmente são paralelas aos eixos x e y.V. Salete Souza de Oliveira Buffoni 52 .

lim− Disciplina de Cálculo Diferencial e Integral I Prof.V.) Assíntotas verticais envolvem limites infinitos.Assíntota Horizontal Dizemos que a reta y = b é uma assíntota horizontal do gráfico de f se uma das condições abaixo for verificada: 1) lim f ( x ) = b x →∞ y 2) lim f ( x ) = b x → −∞ Assíntota b Horizontal y = f (x) Df = {x ∈ R / x ≠ 0} lim+ f ( x ) = +∞ x →a x →a − x -∞ lim f ( x ) = −∞ x = a (A.H.H.H. x−2 1 1 = − = −∞ x→2 x − 2 0 1 1 = + = +∞ lim+ x→2 x − 2 0 x = 2 → A. enquanto que assíntotas horizontais envolvem limites no infinito Exercícios 1) Determinar as assíntotas e fazer um gráfico de f ( x ) = Df = {x ∈ R / x ≠ 2} y Assíntota Vertical Assíntota Horizontal x -1/2 2 Para x=0 → y = -1/2 1 .V. 1 =0 lim x → +∞ x − 2 1 =0 lim x → −∞ x − 2 y = 0 → A.) lim f ( x ) = b x → −∞ y = b (A. Salete Souza de Oliveira Buffoni 53 .) lim f ( x ) = b x → +∞ y = c (A.

2) f ( x ) = 4x x−2 Df = {x ∈ R / 4x ≥0 x−2 Df = {x ∈ R / x ≤ 0 ou x > 2 y Para x = 0 → y = 0 y= 2 2 x x →2+ 4x x−2 4x = x−2 x →2+ lim lim 4x = x−2 8 0+ = +∞ x → −∞ 4x = x−2 y = 2 → A. 2x − 3 Disciplina de Cálculo Diferencial e Integral I Prof. Achar as assíntotas. achar as assíntotas. x −5 4) Seja y = f(x) = 4 . Salete Souza de Oliveira Buffoni 54 .H. lim lim 4x =2 x−2 x → −∞ lim 4x = 4=2 x−2 x → +∞ 3) Dada a função f(x) = 2x − 6 .

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