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Sigilo Profissional Trabalho Pronto

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Sigilo Profissional

1.0 Introdução O Sigilo Profissional que está efetivamente presente no cotidiano profissional e social, apresenta influências éticas de conduta amparadas por orientações documentadas. O estudo a seguir aborda este tema, com intuito de informar seu conceito, paradoxos e aplicações das leis em seu sentido prático. 2.0 Definição Trata do mantimento de segredo para informação valiosa, cujo domínio de divulgação deva ser fechado, ou seja, restrito a um cliente, a uma organização ou a um grupo, sobre a qual o profissional responsável possui inteira responsabilidade, uma vez que a ele é confiada a manipulação da informação. 3.0 Histórico O conceito de sigilo profissional evoluiu ao longo dos tempos. Durante o período Hipocrático, não era considerado como um direito do doente com bases jurídicas, apenas um dever do médico. A partir dos séculos XVIII e XIX ressurgiu a regra de sigilo e no século XX passa a ser protegido na constituição, códigos Civil e Penal definindo-se como direito e dever. 4.0 Leis Considerando as diversas situações em que profissionais e pacientes se deparam no contexto de Sigilo Profissional, foram desenvolvidas leis, artigos e citações que definem as atitudes a serem tomadas e ainda as penalidades caso essas não sejam respeitadas. 4.1 DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS Artigo XII Ninguém será sujeito a interferências na sua vida privada, na sua família, no seu lar ou na sua correspondência, nem a ataques à sua honra e reputação. Toda pessoa tem direito à proteção da lei contra tais interferências ou ataques. 4.2 CONSTITUIÇÃO DA REBÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL Art. 5º X - são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito à indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação; XII - é inviolável o sigilo da correspondência e das comunicações telegráficas, de dados e das comunicações telefônicas, salvo, no último caso, por ordem judicial, nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fins de investigação criminal ou instrução processual penal;

em razão de função. ministério. salvo em veiculo de divulgação estritamente .a que não possa responder sem desonra própria. e cuja revelação possa produzir dano a outrem: Pena .4 CÓDIGO PROCESSO CIVIL Redação dada pela Lei nº 5.4. devam guardar segredo.3 CÓDIGO CIVIL Art. CAPÍTULO III Art.se a exibição acarretar a divulgação de fatos. Se os motivos de que tratam os ns. a cujo respeito. por estado ou profissão.que o exponha. Parágrafo único.detenção. ofício ou profissão. deva guardar sigilo. 3º Obriga-se o Biomédico a: IV. salvo se. o documento ou a coisa: IV . Ninguém pode ser obrigado a depor sobre fato: I . 8 º É vedado ao Biomédico: c) . de demanda. endereço ou qualquer outro elemento que identifique o paciente. III . deva guardar segredo.divulgar nome. por estado ou profissão. A parte e o terceiro se escusam de exibir. ofício ou profissão. ministério. 229. II . guardar sigilo profissional.6 CÓDIGO PROCESSO PENAL Art. 4.1973) Art. da outra se extrairá uma suma para ser apresentada em juízo. desobrigadas pela parte interessada. ou de dano patrimonial imediato. 4. d) . sem justa causa. 363.10.publicar fotografia de paciente. por estado ou profissão. em juízo. ou multa.5 CÓDIGO PENAL Art.Revelar alguém. segredo.a cujo respeito. 154 . quiserem dar o seu testemunho. de três meses a um ano.925. São proibidas de depor as pessoas que. parente em grau sucessível.a cujo respeito. a perigo de vida. A testemunha não é obrigada a depor de fatos: II . Estas duas leis resguardam o profissional de eventuais constrangimentos que possam sofrer no sentido de terem que revelar informações que tiveram acesso privilegiado em função de sua atividade. 4. de 1º. de seu cônjuge. de que tem ciência em razão de função. Art. I a V disserem respeito só a uma parte do conteúdo do documento. 207.7 CÓDIGO DE ÉTICA DO BIOMÉDICO CAPÍTULO I Art. 4. 406. ou amigo íntimo. deva guardar segredo. ou às pessoas referidas no inciso antecedente.

.0 Quebra de Sigilo Profissional A relação entre o profissional e o usuário de serviços subentende dois conceitos importantes: Confidencialidade: é a garantia do resguardo das informações dadas pessoalmente em confiança e a proteção contra a sua revelação não autorizada. a não ser por imperativo de ordem legal. V.incluindo visão moral. decisões. Comunicar. A conscientização e conciliação desses conceitos contribuem para cumprimento do Sigilo Profissional. a ocorrência de doença de informação compulsória. segredos. conduta e políticas . CAPÍTULO VII Art. a sua intimidade.das ciências da vida e atenção à saúde. propondo um conjunto de normas de conduta e de postura para que a vida em sociedade se dê de forma ordenada e justa.0 Ética Profissional A Ética é o campo do conhecimento que se debruça sobre o estudo dos valores e virtudes do homem. CAPÍTULO V Art. por ação ou omissão. o Biomédico não poderá: I. direta ou indiretamente. A confidencialidade é o dever que inclui a preservação das informações privadas e íntimas. anonimato. à autoridade competente. de abuso de cônjuge ou idoso. A Bioética é o estudo sistemático das dimensões morais . por força de legislação existente e por justa causa. sem justa causa. prevalece então à postura ética e a opção de recorrer ao Comitê de Bioética para orientação. 6. ao acesso à própria pessoa.1 Exceções Ocorre quando. Privacidade: é um direito institucional que corresponde à limitação de acesso às informações de uma dada pessoa. a saúde publica.científica e com prévia e expressa autorização do paciente ou de seu representante legal. no exercício de suas atividades. violar. revelar fatos sigilosos de que tenha conhecimento. 5. um profissional é obrigado a comunicar informações que teve acesso em função de sua atividade nas seguintes situações: Testemunhar em corte judicial. em situações especiais. e maus-tratos em crianças ou adolescentes. 12º Constituem infrações disciplinares: V. sigilo profissional.10 º Nas relações com a coletividade. afastamento ou solidão. praticar ou permitir a prática de atos que. É evidente que dupla interpretação e casos não citados nos artigos podem induzir a dúvida e ao próprio erro de procedimento. prejudiquem. utilizando uma variedade de metodologias éticas em um cenário interdisciplinar 6.

Meningite por Haemophilus influenzae XXVI. Leishmaniose Visceral XXIII. Síndrome da Imunodeficiência Adquirida . Tularemia XL.Poliomielite XXVIII. Infecção pelo vírus da imunodeficiência humana – HIV em gestantes e crianças expostas ao risco de transmissão vertical XX.6. Varíola .Jacob VIII.Raiva Humana XXX. Doença de Creutzfeldt . Malária XXV. Carbúnculo ou Antraz III. Hantavirose XVIII. Síndrome Febril Íctero-hemorrágica Aguda XXXVII. Peste XXVII. Difteria VII. Coqueluche V. Dengue VI.Febre Amarela XIII.2 Doenças de notificação compulsória SECRETARIA DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE <!I PORTARIA No.5. Tétano XXXIX. Influenza humana por novo subtipo (pandêmico) XXI. Tuberculose XLI. Eventos Adversos Pós-Vacinação XII.Rubéola XXXI. Leishmaniose Tegumentar Americana XXII.Esquistossomose (em área não endêmica) XI. Febre do Nilo Ocidental XIV. Doenças de Chagas (casos agudos) IX. Cólera IV.AIDS XXXVI. Hepatites Virais XIX. Botulismo II.Paralisia Flácida Aguda XXIX. Febre Maculosa XV. Doença Meningocócica e outras Meningites X. Hanseníase XVII.Leptospirose XXIV. Sarampo XXXIII. Febre Tifóide XVI. Sífilis em gestante XXXV. DE 21 DE FEVEREIRO DE 2006 Lista Nacional de Doenças e Agravos de Notificação Compulsória I. Síndrome Respiratória Aguda Grave XXXVIII. Sífilis Congênita XXXIV.Síndrome da Rubéola Congênita XXXII.

portanto que salvo exceções justificadas. a preservação de dados pessoais é uma atitude ética que implica o bom senso do profissional visto que manter o sigilo é o mesmo que manter o respeito pelo paciente.0 Conclusão O Sigilo Profissional é essencial para uma boa relação entre profissionais e usuários de serviço. Resultado de amostra individual por: a) Botulismo b) Carbúnculo ou Antraz c) Cólera d) Febre Amarela e) Febre do Nilo Ocidental f) Hantavirose g) Influenza humana por novo subtipo (pandêmico) h) Peste i) Poliomielite j) Raiva Humana l) Sarampo m) Síndrome Respiratória Aguda Grave n) Varíola o) Tularemia II. Resultado de amostras procedentes de investigação de surtos: a) Agravos inusitados b) Doença de Chagas Aguda c) Difteria d) Doença Meningocócica e) Influenza Humana 7. . Ao longo da história o assunto é abordado em artigos e estatutos penais e civis.ANEXO III Resultados laboratoriais devem ser notificados de forma imediata pelos Laboratórios de Saúde Pública dos Estados (LACEN) e Laboratórios de Referência Nacional ou Regional I. É viável. com leis complementares que amparam a conduta do profissional e o direito do envolvido quanto às informações adquiridas através de serviços requisitados.

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