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TCC_Estruturas_de_Aco_e_Madeira_-_Apostila_110315

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  • Placas
  • Barras
  • Vigas
  • Pilares
  • Tirantes
  • Blocos
  • Articulação móvel
  • Articulação fixa
  • Engastamento
  • Pórtico plano
  • Treliça
  • Grelha
  • Preparo das matérias primas (coqueria e sintetização)
  • Produção da gusa (alto forno)
  • Produção do aço (aciaria)
  • Conformação mecânica (laminação)
  • Aços-carbono
  • Aços de baixa liga
  • Aços de baixa liga e Alta Resistência Mecânica e à Corrosão Atmostérica
  • Aço com tratamento térmico
  • Perfis laminados
  • Perfis de chapas dobradas
  • Perfis soldados
  • Processo manual com eletrodo revestido (SMAW)
  • Processo a arco submerso (SAW)
  • Processos MIG, MAG, TIG ou soldagem em atmosfera gasosa (GMAW)
  • Processo de arame tubular (FCAW)
  • Processo de soldagem eletroescória
  • Soldagem
  • Metal Base
  • Metal de Adição
  • Poça de Fusão
  • Penetração
  • Junta
  • Chanfro
  • Elementos de um chanfro
  • Execução de uma solda
  • Inspeção visual
  • Inspeção por meio de líquido penetrante
  • Inspeção por meio de partículas magnéticas
  • Inspeção por meio de exame radiográfico
  • Inspeção por meio de ultrassom
  • Vantagens na utilização de ligações parafusadas
  • Desvantagens na utilização de ligações parafusadas
  • Cabo
  • Arco
  • Viga de alma cheia
  • Viga Vierendeel
  • Pilar
  • Tipologia Estrutural
  • Estrutura com pórticos rígidos
  • Estrutura contraventada
  • Estruturas com paredes de cisalhamento
  • Estrutura com núcleo de concreto
  • Estrutura tubular
  • Considerações sobre o peso das estruturas dos edifícios em aço
  • Edifícios com vãos simples
  • Edifícios com coluna simples e tesoura
  • Edifícios com coluna simples e treliça
  • Edifícios com colunas treliçadas e tesouras
  • Edifícios com pórtico treliçado
  • Edifícios em pórtico de alma cheia
  • Espaçamento longitudinal dos pórticos
  • Edifícios com vãos múltiplos
  • Chapas de aço galvanizado
  • Chapas de aço pré-pintado
  • Chapas de alumínio
  • Chapas de fibrocimento
  • Chapas de PVC e de fibra de vidro
  • Chapas compostas tipo sanduíche
  • Outros tipos de chapas de tapamento
  • Considerações com relação às chapas metálicas
  • Terças
  • Vigas de tampamento
  • Cumeeira
  • Tirante das terças e das vigas de tapamento
  • Escora do beiral
  • Contraventamentos horizontais
  • Contraventamentos verticais
  • Escadas de lances
  • Escadas paralelas
  • Corrimãos

APOSTILA DE ESTRUTURAS DE AÇO E MADEIRA

1. Introdução às estruturas de aço
As estruturas metálicas têm sido utilizadas em escala industrial a partir de 1750, sendo que no Brasil, a fabricação de estruturas metálicas teve início no ano de 1812. A fase de grande utilização do aço na construção de edifícios se deu por volta de 1880, nos Estados Unidos, principalmente na cidade de Chicago. Acredita-se que a primeira obra a utilizar ferro fundido no Brasil foi a Ponte de Paraíba do Sul, no Estaleiro Mauá, em Niterói/RJ, com vãos de 30 metros. O primeiro edifício que utilizou aço no Brasil foi o Teatro Santa Izabel, na cidade de Recife, cujo material foi importado. Atualmente, no Brasil, o setor industrial é o grande consumidor de estruturas metálicas, absorvendo a maior parte da produção. A produção de aço em escala industrial no Brasil aconteceu iniciou em 1921 com a implantação da Companhia Siderúrgica Belgo-Mineira, na produção de perfis leves e em 1941 foi fundada Companhia Siderúrgica Nacional, que entrou em operação em 1946, produzindo chapas, trilhos e perfis metálicos nas bitolas americanas. A consolidação do mercado ocorreu com a entrada em operação, na década de 60, da Usiminas e Cozipa. Enquanto que em outros países a estrutura metálica domina amplamente a construção de edíficios, no Brasil, o uso tem ficado praticamente restrito à construções de uso industrial e comercial, mas aos poucos vem ocupando espaços anteriormente ocupados por outros tipos de materiais. 1.1 Conceituação de estrutura A estrutura é a parte ou conjunto das partes de uma construção que se destina a resistir às cargas de solicitação. Cada parte da estrutura, também denominado de elemento estrutural, deve resistir aos esforços solicitantes e transmiti-los aos outros elementos estruturais, através dos vínculos que os unem, com a finalidade de conduzir a carga ao solo. Segundo a sua forma, dimensões e carregamentos, os elementos estruturais podem ser classificados como:
Fig. 1 - Estrutura

1.1.1 Classificação dos elementos de uma estrutura

1. Placas (A); 2. Barras (B) e (C); e 3. Blocos (D). Placas As placas, também chamadas de folhas, são elementos que possui uma das dimensões (altura) muito inferior às outras duas dimensões. Destacam-se como lajes, cascas, pisos metálicos, etc.
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Barras As barras possuem uma das dimensões muito superior às outras duas. Destacam-se as vigas, os pilares e os tirantes. As barras podem ser sólidas e com paredes delgadas, sendo que as barras de madeira normalmente pertencem à primeira e as metálicas à segunda. Vigas As vigas são barras que normalmente sofrem carregamento transversal ao seu eixo. As vigas podem ser de alma cheia, alveolar ou treliçada. Pilares São barras que sofrem carga axial de compressão. Tirantes São barras que sofrem carga axial de tração. Blocos Os blocos possuem as tres dimensões de mesma ordem de grandeza. Nestes estão incluídos os blocos de fundação, que devem transferir as cargas da superestrutura para os elementos de fundações (ou solo). 1.1.2 Classificação dos vínculos Os vínculos são classificados em função do(s) movimento(s) que impedem, podendo ser: Articulação móvel, Articulação fixa ou Engastamento. Articulação móvel A articulação móvel é aquela que permite o movimento no sentido paralelo ao eixo da peça, permitindo a rotação do nó e impedindo movimentos transversais. Esta articulação só admite reação na vertical. Articulação fixa A articulação fixa, ou conexão flexível, é aquela que permite apenas a rotação do nó, não permitindo o deslocamento paralelo ou perpendicular ao eixo da peça. Esta articulação admite reação vertical e horizontal. Engastamento O engastamento, ou conexão rígida, é aquela que não permite deslocamentos e nem rotação do nó. Esta articulação admite reação vertical, horizontal e momentos fletores. 1.1.3 Comportamento estrutural

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Fig. 2 - Pórtico Espacial.

Toda estrutura formada por barras

vinculadas entre si é denominada pórtico espacial. Na prática é possivel isolar subconjuntos do pórtico espacial e analisá-los como estruturas independentes, ligadas umas às outras por vinculos, transformando-as em: Pórticos planos; Treliças e Grelhas. Pórtico plano O pórtico plano é uma estrutura formada por barras coplanares (no mesmo plano) e submetida a cargas também pertencentes a este plano.

Fig. 3 - Pórtico Plano.

Treliça As treliças podem ser planas ou espaciais. As treliças planas é uma estrutura formada por barras coplanares, enquanto que as treliças espaciais são formadas por barras não coplanares.

Fig. 4 - Treliça plana e treliça espacial

As cargas nas treliças são nodais, ou seja, as cargas são aplicadas nos nós que são o encontro de duas ou mais barras. Grelha As grelhas são estruturas formadas por barras coplanares e cujas cargas são pertencentes a planos ortogonais ao plano da grelha.

Fig. 5 - Grelha.

1.2

Campo de aplicação e vantagens das estruturas de aço As estruturas de aço apresentam vasto campo de aplicação na construção de estruturas e equipamentos de engenharia mecânica, na construção de obras de construção civil e de infra-estrutura. Dentre as inúmeras aplicações de estruturas de aço na construção civil, podemos citar: a) estruturas de telhados; b) edifícios comerciais e industriais; c) residências;

1.2.1 Campo de aplicação de estruturas de aço:

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d) e) f) g) h) i) j) k) l) m) n) o) p)

hangares; pontes e viadutos; reservatórios; torres (como a Eiffel - Paris); estádios de futebol; passarelas; escadas; mezaninos; torres de transmissão de energia; painéis de fachadas de edifícios; palcos de shows; torres de antenas de telecomunicações; e estruturas de apoio (industrias).

1.2.2 Vantagens das estruturas de aço: A execução de obras com estruturas de aço apresentam inúmeras vantagens em relação aos métodos tradicionais de construção, possibilitando a execução de obras esbeltas e plasticidade arquitetônica, contudo, apresentam outras vantagens, conforme a seguir: 1) rapidez na execução da estrutura (obra); 2) alta resistência estrutural, permitindo a execução de estruturas leves para vencer grandes vãos; 3) fabricação das estruturas com precisão milimétrica, possibilitando um alto controle de qualidade do produto acabado; 4) garantia das dimensões e propriedades dos materiais; 5) material resistente a vibrações e choques; 6) utilização de tecnologia limpa o que torna possível a execução de ampliações e reformas sem causar perturbações aos usuários; 7) possibilidade de montagem e desmontagem da estrutura, permitindo sua reutilização em outra obra; 8) apresenta menor peso, consequentemente com alívio das fundações; 9) maior espaço para utilização dos ambientes, por possibilitar estruturas com grandes vãos; 10) diminuição do desperdício de materiais; 11) redução da área de estocagem no canteiro de obras; 12) possibilidade de ganho de novos pavimentos, em um mesmo limite de gabarito, devido a diminuição da altura do vigamento; 1.3 Fatores que influenciam o custo de uma estrutura O custo de uma estrutura metálica tradicionalmente considerado em peso, assim, os mesmos são relacionados em kg ou toneladas, contudo, em muitas publicações (tabelas) é possível observar os preços apresentados em unidade de área (m2), neste caso, a vem acompanhados da especificação de vão livre e da altura do pé-direito. Há inúmeros fatores que influenciam significativamente na composição do custo final de uma estrutura metálica, dentre os quais podemos citar o seguinte: a) definição do sistema estrutural; b) projeto dos elementos estruturais individuais;
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a participação no custo das diversas etapas de produção de uma estrutura metálica. g) sistema de montagem. obras de baixo peso e pequenas dimensões tendem a ter custos unitários maiores do que obras de grandes dimensões e e de maior peso total. c) sondagem de solo. h) sistema de proteção contra fogo. detalhes de iluminaUEM . e) especificações para fabricação e montagem.4. assim. f) sistema de proteção à corrosão. Olindo Savi Pág 5 1. tolerâncias de fabricação e montagem.c) projeto e detalhe das conexões/ligações. De forma geral. com detalhamento bem elaborado das ligações e conexões. g) transporte.Universidade Estadual de Maringá . É a fase que precede a execução de uma obra. f) limpeza e proteção. i) controle de qualidade. h) montagem. b) projeto estrutural.4 Principais fases na construção de uma obra Como qualquer tipo de obra de um edifício. e j) manutençao. ou de infra-estrutura.1 Arquitetura . Outros fatores determinantes na redução dos custos é a especificação do material. Nesta fase. e) fabricação. são definidos os materiais que serão utilizados na fabricação da estrutura. tipo de conexões (soldadas ou parafusadas) e proteção contra a corrosão. estão assim distribuídas: Tabela 1 . d) processo de fabricação. além da caracterização das dimensões e formas da edificação/obra. Para a redução do custo de fabricação e montagem é importante a utilização de sistema estrutural e de fabricação eficiente.Apostila de Estruturas de Aço e Madeira . dimensões mínimas ou máximas.Prof. 1.DTC/Umuarama . etc. d) detalhamento. as construções metálicas apresentam as seguintes fases principais: a) arquitetura.Fatores componentes do custo da estrutura metálica Item Participação Projeto estrutural 1% a 3% Detalhamento da estrutura 2% a 6% Materiais e insumos 20% a 50% Fabricação 20% a 40% Pintura e limpeza 10% a 25% Transporte 1% a 3% Montagem 20% a 35% Deve-se observar que o custo unitário de fabricação e montagem de uma estrutura metálica varia com a dimensão e porte da obra.

4. quanto provocar aumento de custo para o empreendimento. e são obtidas as cargas atuantes na fundação da edificação/obra. e assim. Nela. etc. quando não especificado no projeto arquitetônico.2 Projeto Estrutural É a fase de dimensionamento da estrutura. poderá tanto causar prejuízo econômico/financeiro ao fabricante e construtor.4. favorecendo substancialmente o atendimento aos cronogramas pré-estabelecidos de fabricação e montagem. permanentes. Na etapa de detalhamento deve-se conhecer o sistema de transporte e montagem das estruturas para definir as dimensões máximas das partes componentes da estrutura. utilizando-se perfis de seções reduzidas. concorrendo para a redução de custos despendidos no processo. e ocorre normalmente em local abrigado que permite um processo produtivo sem interrupção.5 Fabricação É a etapa onde são produzidas as partes componentes da estrutura. proporcionar condições ao calculista para a definição do tipo de fundação adequada e mais econômica para a transferência de cargas de estrutura para a fundação. mantendo as características da estrutura definidas no projeto arquitetônico. perfis compostos. tanto quanto possível. Nesta fase. e assim. acidentais. UEM .4. 1. quanto melhor nível de detalhamento. Esta etapa é executada dentro de uma área industrial. e tolerâncias de folgas e medidas. 1. pois uma definição inadequada ou erro de cálculo. 1.DTC/Umuarama . como regra geral. deve-se buscar. perfis. ligações. observando as especificações de solda. O processo de fabricação obedece de forma geral a seguinte sequencia: cortes dos perfis e soldagem dos elementos que constituirão os componentes de montagem.Apostila de Estruturas de Aço e Madeira .4. etc. contudo. parafusos. e da disponibilidade de equipamentos.3 Sondagem do solo A sondagem do solo tem como objetivo fazer a prospecção das condições das camadas que darão suporte à fundação da edificação/obra. O nível de detalhamento depende das condições de trabalho do fabricante. Olindo Savi Pág 6 .ção/ventilação.Prof. e de sobrecargas. 1. A definição de vãos e geometria da estrutura poderão proporcionar economias ou aumentos de custos da obra. onde são definidos todos os elementos componentes da mesma. os diversos elementos e ligações que compõem a estrutura são dimensionados. apoios. No projeto estrutural devem ser consideradas as ações solicitantes sobre a estrutura. ou área preparada para este fim no canteiro de obras. do porte. furações. buscando obter o melhor aproveitamento da resistência dos materiais empregados. é definido o tipo de aço a ser utilizado. procurando. assim. treliças.Universidade Estadual de Maringá .4 Detalhamento É uma etapa importante para a fabricação e a montagem de uma estrutura metálica. Deve-se atentar para a otimização na utilização dos materiais (seções reduzidas). Trata-se de uma etapa importante do processo construtivo. A fabricação deve atender ao projeto estrutural e ao detalhamento da estrutura. com forma e geometria adequadas. definir partes da estruturas dentro de um determinado padrão de repetição. tanto quanto possível fazer o agrupamento de peças de mesmas dimensões e características. sendo também definido o tipo construtivo e de montagem (emendas soldadas ou parafusadas). evitar-se-á etapas de discussões e de solução de dúvidas durante o processo de fabricação.

Olindo Savi Pág 7 . na entrega da obra. quando não atendidas todas as condições de estabilidade da estrutura durante a montagem. como os aços de alta resistência mecânica e à corrosão atmosférica. permanecendo no estado natural. dependerá de um bom detalhamento do projeto e também de um bom planejamento.4.4.Prof. que deverá observar o uso da edificação/obra.7 Transporte O transporte é o processo de deslocamento das peças fabricadas desde o local de fabricação até o ponto de montagem da estrutura. 1.4. pois deve ocorrer em todas as etapas. devem ser inspecionados os procedimentos e cordões de solda.8 Montagem É a etapa. até que estrutura esteja completamente montada e devidamente contraventada (o contraventamento é o sistema que dará a estabilidade aos painéis e a estrutura).4. pois na montagem.9 Controle de Qualidade O controle de qualidade não é propriamente uma fase construtiva. Nesta etapa as peças deverão ser limpas com a remoção de óleos e poeiras depositadas na superfície e então deverão ser preparadas para receber proteção contra a corrosão. e assim. Devem ser previstos para esta etapa ferramental e equipamentos compatíveis com o porte da obra.1. deformações ou desvios de geometria das peças.Apostila de Estruturas de Aço e Madeira . garantir o cumprimento dos cronogramas estabelecidos. que poderá ser com aplicação de pintura ou galvanização. 1. É nesta fase que se observa a maior parte dos acidentes com construções de aço (desabamentos parciais e totais). pois a estabilidade tridimensional da estrutura só estará garantida após a conclusão dos trabalhos de montagem. a redução do tempo de montagem e de custo. No projeto e no detalhamento da estrutura é necessário que se busque soluções que evitem o acúmulo de água e poeira junto aos perfis metálicos e também que permita que seUEM . Quando a estrutura for fabricada com material resistente a corrosão. 1. Um bom sistema construtivo. Para se evitar a necessidade de um transporte especial. é necessário garantir as condições de estabilidade através de estruturas complementares.6 Limpeza e proteção É a etapa que ocorre após o processo de fabricação das partes componentes da estrutura. Para o bom controle de qualidade. que ocorre no local definitivo da obra. em que os diversos componentes fabricados são juntados para compor a estrutura final. 1. é necessário se observar na fase de detalhamento e fabricação que as peças componentes da estrutura tenham tamanho compatível com os equipamentos de transporte convencionais. salinidade e condições adversas). alinhamentos e prumadas das peças componentes da estrutura.Universidade Estadual de Maringá .10 Manutenção É necessário. local de implantação (umidade.DTC/Umuarama . quantidade e dimensões de parafusos (quando utilizados). geometria das emendas e ligações. garantirá a segurança necessária para a montagem da estrutura. aliado à uma equipe bem treinada e habilitada ao trabalho.4. apresentar um plano de inspeção e manutenção da estrutura. Nesta etapa. como os de baixa liga ASTM A242 ou ASTM A588 podem permanecer sem pintura de proteção. posição.

adicionam-se materiais fundentes (calcário. nas especificações físicas e químicas requeridas. Preparo das matérias primas (coqueria e sintetização) As matérias-primas necessárias para a obtenção do aço são: o minério de ferro. 2. produção do aço (aciaria). Para solucionar o problema. o aço pode ser definido como uma liga metálica composta principalmente de ferro e de pequenas quantidades de carbono (de 0. a preparação do minério de ferro é feita cuidando-se da granulometria. 2. conformação mecânica (laminação). 3. Produção da gusa (alto forno) O ferro gusa é o produto da primeira fusão do minério de ferro e contém cerca de 3. o coque.Prof. O produto final deste processo é denominado de sínter e de acordo com o Arquiteto Luís Andrade de Mattos Dias. Na sinterização.1 Obtenção do aço UEM .00% aproximadamente). Ambos não são encontrados puros na natureza. produção da gusa (alto-forno).DTC/Umuarama .Apostila de Estruturas de Aço e Madeira . O coque é a matéria prima mais importante na composição do custo de um alto-forno (60%). com propriedades específicas de resistência e ductibilidade. Olindo Savi Pág 8 . e o carvão mineral.ja feita inspeção em todos os pontos da estrutura.0% de carbono.1. "Em decorrência de suas características combustíveis e de permeabilidade. 2. b) carvão mineral. visto que os grãos mais finos são indesejáveis pois diminuem a permeabilidade do ar na combustão. é encaminhado ao alto-forno e os finos de coque são enviados à sinterização e à aciaria. o sínter tornou-se mais importante para o processo do que o próprio minério de ferro". sendo necessário então um preparo nas matérias primas de modo a reduzir o consumo de energia e aumentar a eficiência do processo.002% a 2. e 4. A coqueificação ocorre a uma temperatura de 1300 oC em ausência de ar durante um período de 18 horas. onde ocorre a liberação de substâncias voláteis. principalmente a hematita. alto ponto de fusão e grande quantidade de carbono. preparo das matérias primas (coqueria e sinterização). Para a aplicação na engenharia estrutural. O produto resultante desta etapa. A produção de aço apresenta quatro etapas: 1. é um material poroso com elevada resistência mecânica. comprometendo a queima. O coque. Em seguida.1 Aços estruturais e seus produtos Obtenção e classificação O aço é obtido basicamente de duas matérias primas encontradas puras na natureza: a) minério de ferro. Com a composição correta. areia de sílica ou o próprio sínter) aos grão mais finos.5% a 4. o material resultante é resfriado e britado até atingir a granulometria desejada (diâmetro médio de 5mm). estes elementos são levados ao forno onde a mistura é fundida. 2.Universidade Estadual de Maringá .

06% formam uma liga denominada de ferro fundido.Apostila de Estruturas de Aço e Madeira . onde se transformarão em chapas através da diminuição da área da seção transversal. Produção do aço (aciaria) O aço se caracteriza em uma liga de Ferro com Carbono. Molibdênio. No processo de lingotamento contínuo o aço líquido é transferido para moldes onde se solidificará. Após conformação em lingotes. manganês. Cosipa e CSN). Os aços carbono. utilizando o coque metalúrgico e outros fundentes. silício. a escória. Uma usina produtora de aço pode ser integrada ou não integrada. Níquel. recebe adições que lhe dão as características desejadas. Cromo. sendo então solidificado e preparado com a forma requerida. nos processos de lingotamento e de laminação. como é o caso da Usiminas. quando o aço é produzido a partir de sucatas. Esta parte do processo de fabricação do aço consiste na redução do minério de ferro. O resíduo formado pela reação. Diz-se que uma usina é integrada quando o aço é produzido a partir do minério de ferro (transformação do gusa.Na forma líquida. que são os tipos de aço utilizados na fabricação de estruturas metálicas. o teor de carbono varia de 0. silício e enxofre (refino). estes devem passar pelo processo de laminação. o ferro gusa na forma líquida é transportado nos carros-torpedos (vagões revestidos com elemento refratário) para uma estação de dessulfuração. e não integrada. podendo ser a quente ou a frio. é vendida para a indústria de cimento. no qual se inicia a solidificação do aço nos moldes. pela diminuição dos teores de carbono. fósforo.0%. Também são feitas análises da composição química da liga (carbono. Manganês. isento das impurezas do minério. que misturados com o minério de ferro são transformados em ferro gusa. Vanádio e Tungstênio são utilizados na preparação de aços especiais. a peça com aproximados 250 mm é aquecida e submetida à deformação por cilindros que a pressionarão até atingir a espessura desejada. onde são reduzidos os teores de enxofre a níveis aceitáveis. Olindo Savi Pág 9 .1. com melhor acabamento e sem a presença de tensões residuais 2. sendo que composições com taxas de carbono acima de 2. Ao contrário do processo de laminação a quente as peças laminadas a frio são normalmente mais finas. a liga recebe o nome de aço-carbono. onde será transformado em aço. dependendo da sua composição com outras ligas ou tratamentos podem ser classificados como: UEM .008% a 2. O veio metálico é continuamente extraído por rolos e após resfriado. Após a reação.DTC/Umuarama . aço comum ou aço comercial. O fero gusa é obtido com o uso de equipamentos apropriados (alto-fornos). Na laminação a quente. é transformado em placas rústicas através do corte com maçarico de lingotamento contínuo. Nos aços.Universidade Estadual de Maringá . Os elementos químicos: Cobalto.Prof. enxofre) e a seguir o carro torpedo transporta o ferro gusa para a aciaria. Conformação mecânica (laminação) Depois da fase de aciaria (refino do gusa) passa-se ao processo de conformação.2 Classificação dos aços Quando os aços são formados predominantemente por Ferro e Carbono. podendo ainda conter outros elementos químicos (ligas).

como membros estruturais.40% a 0. pode-se obter materiais de resistência elevada com teor de carbono da ordem de 0.15% 0.Apostila de Estruturas de Aço e Madeira .80% 0. Em um teste de resistência.a) Aço-carbono.60% 0. A análise da tensão x deformação é importante para conhecer as características de elasticidade. Aço com tratamento térmico Os aços-carbono e de baixa liga podem ter sua resistência aumentada através de tratamento térmico (muito utilizado para aumentar a resistência de parafusos utilizados na fixação de estruturas metálicas). figura abaixo. necessários para avaliar sua aplicação nas construções. UEM . ela irá apresentar uma deformação progressiva de extensão. Aços-carbono São aços utilizados em perfis.Universidade Estadual de Maringá . manganês.2 Propriedades gerais de aços estruturais Para compreender o comportamento das estruturas de aço (estruturas metálicas). servem a todos os metais. cobre. barras. tais como nióbio. 2. chapas utilizadas e tubos para a construção de edifícios.80% a 1. caracteriza-se por permitir seu uso exposto à intempéries. Dependendo do teor de carbono.Prof.15% a 0. Estes elementos provocam um aumento na resistência do aço. pontes e estruturas pesadas. é de fundamental importância. permitindo uma boa soldabilidade. também conhecidos como aços patináveis. de forma semelhante. além da Alta Resistência Mecânica. através de modificações da microestrutura para grãos finos. conhecer as propriedades dos materiais. b) Aço de Baixa Liga.20% Aços de baixa liga Nome popular aço extradoce (teor muito baixo de Carbono) aço doce (baixo teor de Carbono) aço meio doce (médio teor de Carbono) aço meio duro (alto teor de Carbono) aço duro (teor muito alto de Carbono) aço extraduro (teor extra-alto de Carbono) Os aços de baixa liga são aços-carbono acrescidos de elementos de liga em pequena quantidade. Olindo Savi Pág 10 . etc. ou seja.25% 0. os aços são divididos em: Tabela 5 .DTC/Umuarama .60% a 0. Não são exclusivas dos aços. São aços de Alta Resistência Mecânica Aços de baixa liga e Alta Resistência Mecânica e à Corrosão Atmostérica Este tipo de aço. silício. ao submeter uma barra metálica a um esforço de tração crescente. mas. plasticidade e fadiga de um material. e c) Aço com Tratatamento Térmico.20%. do aço estrutural. O diagrama de tensão x deformação.25% a 0. apresenta as características de uma barra de aço submetida à uma força normal de tração. no caso. desta forma.40% 0. um aumento de comprimento.Classificação dos aços segundo o teor de carbono Teor de carbono Menos de 0.

eu é a deformação específica quando ocorre a última tensão.Apostila de Estruturas de Aço e Madeira . fu é a tensão última. d) ductibilidade. k) outras propriedades. l o comprimento do material elástico. podemos elencar: a) elasticidade. e) fragilidade.2. 2. designado de limite de elasticidade. fy é a tensão de escoamento. A deformação sofrida pelo material obedece a Lei de Hooke. e l) constantes físicas. e é a deformação específica (Deformação unitária / Comprimento do corpo de prova). UEM . físicas e mecânicas dos aços. F a força aplicada.Universidade Estadual de Maringá . b) plasticidade. f) resiliência. h) fluencia.DTC/Umuarama . Através da análise do diagrama de tensão x deformação. como aconteceu o alongamento. onde: l é o alongaA E mento experimentado. fp é a tensão de proporcionalidade. pode-se chegar a alguns conceitos e propriedades dos aços. Dente as principais propriedades químicas. F l A lei de Hooke pode ser expressa mediante a fórmula: l  .1 Elasticidade A elasticidade é a capacidade que os materiais (metais) tem para retomar a sua forma original após ser removida a força externa atuante.Prof.O diagrama de tensão x deformação apresenta valores importantes para a determinação das propriedades mecânicas do aço estrutural. A é a área da secção transversal e E é o módulo de elasticidade (ou módulo de Young). Olindo Savi Pág 11 . g) tenacidade. i) dureza. O diagrama ao lado é de um aço estrutural que possui patamar de escoamento. o alongamento experimentado por um material elástico (ao ser submetido à ação de uma força deformadora) é diretamente proporcional à força deformadora sempre que a referida força não ultrapasse determinado limite. c) fadiga. Onde: f é a tensão do material (Força Normal / Seção transversal). o qual depende do material. j) soldabilidade. que diz que. ep é a deformação específica quando ocorre a tensão de proporcionalidade. ey é a deformação específica limite quando ocorre a tensão de escoamento. e desta forma.

denominado limite de proporcionalidade (tensão de proporcionalidade no diagrama acima). sendo considerados materiais frágeis. plástica ou elástica.2. chamada de fase plástica. devido à formação e posterior propagação de fissuras que vão.2. isto é: f = fmáx .2. e é um dos principais fatores responsáveis por diversos tipos de acidentes ocorridos em pontes. o material não retorna a sua forma original após a remoção da carga externa.DTC/Umuarama . Alguns materiais.Prof. e 3) tipo de entalhe (furos. Olindo Savi Pág 12 . que o material pode UEM . São três os principais fatores que influenciam a fadiga: 1) amplitude de variação de tensões. 2. mesmo para materiais dúcteis. ou seja. etc) existentes na seção e que provocam concentração de tensões. Nesta fase. 2. sem prévio aviso.Universidade Estadual de Maringá . onde: f é a tensão no material. podendo entrar em colapso com tensões muito inferiores ao limite de escoamento. e é a deformação específica e E o módulo de elasticidade. o que é chamado de patamar de escoamento. ficando.2. desta forma com deformação permanente.Apostila de Estruturas de Aço e Madeira .2. A deformação plástica altera a estrutura de um metal. 2. Ela ocorre quando o material ultrapassa o limite de elasticidade. É a característica dos materiais de se romperem bruscamente. caracterizando este limite como o limite elástico do material. já que estas deformações constituem um aviso prévio à ruptura final do material. É importante citar ainda que na fadiga.7 Tenacidade A tenacidade de um material é a energia total.3 Fadiga A fadiga de um metal ocorre quando ele é submetido a cargas variáveis.2.6 Resiliência A resiliência é a capacidade que o material tem para absorver energia mecânica em regime elástico. o que é de extrema importância para prevenir acidentes em uma construção. reduzindo a seção resistente.4 Ductilidade A ductibilidade é a capacidade do material de se deformar sob a ação de cargas antes de se romper.5 Fragilidade A fragilidade é o oposto da ductilidade. sendo a ruptura de um material sob esforços repetidos ou cíclicos. 2. 2. esta é sempre uma ruptura frágil. como por exemplo o ferro fundido ou aço liga tratado termicamente. produzindo um fenomeno denominado endurecimento por deformação à frio ou encruamento. a fórmula pode ser expressa por: f = e x E. não se deformam plasticamente antes da ruptura.No diagrama de tensão x deformação.2 Plasticidade A plasticidade é uma propriedade inversa à da elasticidade. 2. ocorrem deformações crescentes mesmo não havendo variações da tensão. A aplicabilidade da Lei de Hooke está limitada à um determinado valor de tensão. paulatinamente. daí sua grande importância. aumentando sua dureza.fmín 2) freqüência de aplicação das cargas. portanto não apresentam patamar de escoamento. recortes.

Nos aços. em caso de incêndios.15% < C < 0.30% Soldável com Aconselhável precaução Soldagem difícil Soldagem difícil Necessário Necessário III Notas: 1. ou seja. são de soldagem dificílima. Os aços 1010 e 1020 são de muito boa soldabilidade. CA-50B e CA-60. 3.2.30% Baixo teor de liga C < 0. Além do teor de Carbono.Soldabilidade do aço-carbono Classe do aço Soldabilidade Preaquecimento Recosimento I Aço-carbono C < 0.2. 2.1. Sua análise é de fundamental importância nas operações de estampagem de chapas de aços.30% Aço-carbono C > 0. temperabilidaUEM .9 Dureza A dureza é a resistência do material à abrasão e também a resistência que a superfície do material oferece à penetração de uma peça de maior dureza. A fluencia ocorre antes da deformação continua. que leva à uma redução da área do perfil transversal da peça (denominada estricção). ao longo dos contornos dos grão do material. A experiência tem mostrado que aços com altos teores de Carbono tem a soldabilidade reduzida.15 % Facilmente soldável Facilmente soldável Desnecessário Desnecessário Desnecessário Desnecessário Aconselhável Aconselhável Necessário Necessário II Aço-carbono. 2. 2.Apostila de Estruturas de Aço e Madeira .11 Outras propriedades Os aços apresentam outras propriedades como: eletroquímicas. utilizados para concreto.DTC/Umuarama . porque facilita o início e fim da deformação plástica. térmicas. e sofrer a deformação elástica.30% < C < 0.50% Teor de liga > 3 % C > 0. a fluência é significativa para temperaturas superiores a 350° C.2. Assim. portanto é mais tenaz.Universidade Estadual de Maringá . A fluência tem relação com a temperatura a qual o material está submetido: quanto mais alta. Estes pontos de tensão aparecem logo após o metal ser solicitado por uma carga constante. 2. exigindo preaquecimento e recozimento. teor de Soldável com Aconselhável 0. 2.50% precaução Baixo teor de liga 0.absorver até a ruptura.8 Fluência A fluência acontece em função de ajustes plásticos que podem ocorrer em pontos de tensão. Em qualquer tipo de solda elétrica não se deve molhar o material para apressar o esfriamento e tampouco fazer a retirada de escória do eletrodo logo no momento de término da soldagem. um material dúctil com a mesma resistência de um material frágil irá requerer maior energia para ser rompido. Olindo Savi Pág 13 . Tipo de aço Tabela 6 . A tabela abaixo apresenta característica de soldabilidade de alguns tipos de aço. maior ela será. Os aços CA-50A. a quantidade elevada de Enxofre também é prejudicial à soldabilidade de um metal.Prof. não sendo portando indicados para estruturas metálicas.10 Soldabilidade A soldabilidade de um material é a característica do mesmo em permitir a soldagem (fusão do material) sem que ocorra transformação considerável de sua estrutura cristalina.

Coeficiente de Poisson no regime plástico: 0. Olindo Savi Pág 14 . Grupo 3: fy = 315 MPa. fu = 320 MPa. Coeficiente de Poisson no regime elástico: 0. Grau B: fy = 323 MPa.É utilizado principalmente para perfis de chapa dobrada. 38 < t ≤ 100: fy = 290 MPa. devido a sua maleabilidade. Grau 40: fy = 280 MPa. Grau 50: fy = 345 MPa. fu = 460 MPa.É utilizado em perfis. fu = 415 MPa.85 ton/m3 = 77. A570 . Perfis: Grupos 1 e 2: fy = 345 MPa. fu = 460 MPa. fu = 415 MPa. com ou sem costura. fy = 250 MPa.0 kN/m3. fu = 400 a 550 MPa. fu = 485 MPa. para a construção de edifícios.É utilizado em qualquer estrutura que necessite de um alto grau de resistência. Aço de baixa liga A441 . Grau 45: fy = 310 MPa.É utilizado em qualquer estrutura que necessite de um alto grau de resistência. chapas.1. 2.de. Grau B: fy = 296 MPa. pontes e estruturas pesadas.000 MPa = 7.5. 100 < t ≤ 200: fy = 275 MPa. fu = 450 MPa. A572 .000 kN/cm2. Grau 33: fy = 230 MPa. Modulo de elasticidade (E): 200. fu = 320 MPa. Perfis: Grau 42: fy = 290 MPa. fu = 485 MPa.000 MPa = 20. Chapas e barras: (t é a espessura) t ≤ 19: fy = 345 MPa.3 Principais tipos de aços estruturais Aços-Carbono A36 .Universidade Estadual de Maringá . Tubos redondos: Grau A: fy = 232 MPa. 2. Chapas e barras: (t é a espessura) UEM . fu = 435 MPa.3.12 Constantes físicas dos aços estruturais Massa específica: 7. fu = 408 MPa. A500 . Tubos quadrados ou retangulares: Grau A: fy = 274 MPa. Coeficiente de dilatação térmica: 1. fu = 408 MPa. Modulo transversal de Elasticidade (G): 77. fu = 408 MPa.Prof.2 x 10 -5/ºC.Apostila de Estruturas de Aço e Madeira . fy = 250 MPa. trabalhabilidade. fu = 410 MPa. etc.É utilizado na fabricação de tubos retangulares ou redondos. fu = 360 MPa. 19 < t ≤ 38: fy = 315 MPa. fu = 380 MPa. tubos e barras.700 kN/cm2.DTC/Umuarama .É utilizado na fabricação de tubos pesados (material com a mesma resistência do A36). A501 .

Perfis soldados. Os perfis são produzidos por meio de deformação mecância a quente. 2. que atraves da laminação obtem o formato desejado. fu = 480 MPa. Perfis de chapas dobradas (perfis dobrados). Perfis laminados. 100 < t ≤ 127: fy = 315 MPa. Chapas e barras: (t é a espessura) t ≤ 19: fy = 345 MPa. Chapas e barras: (t é a espessura) t ≤ 100: fy = 345 MPa. 19 < t ≤ 38: fy = 315 MPa. fu = 480 MPa. Os perfis laminados usualmente utilizados para fins estruturais são: Perfil I. fu = 435 MPa. É um material que se caracteriza pelo baixo peso. A588 . Podem ser: 1. 3. 2.4 Produtos de aço para uso estrutural Os principais produtos de aço para fins estruturais são: 1. 2. Aços de Alta Resistência Mecânica e à Corrosão Atmostérica A242 . fu = 485 MPa. Tubos. Quadro 1 . Perfis. e são obtidos pela laminação de blocos/tarugos provenientes do lingotamento. Os perfis são peças conformadas de material metálico (aço-carbono) utilizados para fins estruturais. e pela resistência a corrosão. Perfis laminados Os perfis laminados são fabricados em usinas. Grupo 3: fy = 315 MPa. Olindo Savi Pág 15 . e 3. por isso também chamados de perfis usinados. fu = 415 MPa. fu = 460 MPa.3.Perfis laminados Tipo do perfil Forma 2. fu = 460 MPa. 127 < t ≤ 200: fy = 290 MPa. Perfil U. Barras. fy = 345 MPa. fy = 345 MPa. 38 < t ≤ 100: fy = 290 MPa. fu = 485 MPa. que chega a 200% da do Aço-Carbono. Perfil H. Perfis: Grupos 1 e 2: fy = 345 MPa.Apostila de Estruturas de Aço e Madeira . Chapas. fu = 450 MPa. fu = 460 MPa. e 4. Perfil T e Cantoneiras (com abas iguais ou desiguais).Prof.É utilizado em qualquer estrutura que necessite de um alto grau de resistência mecânica e resistência a corrosão.Grau 42 (t ≤ 150): Grau 50 (t ≤ 50): fy = 290 MPa.É utilizado em pontes e viadutos. que chega a 400% da do Aço-Carbono.1 Perfis Perfil I (abas paralelas e inclinadas) UEM .DTC/Umuarama . fu = 435 MPa.Universidade Estadual de Maringá .

Perfis laminados Tipo do perfil Forma Perfil H Perfil U Perfil T Cantoneira de abas iguais e de abas desiguais No Brasil os perfis laminados são designados pelo Código literal. Perfil U enrijecido. apresentam limitação no comprimento.9 diz tratar-se de um perfil I com 75mm de altura e 8. também conhecidos como perfis dobrados.Apostila de Estruturas de Aço e Madeira . Altura (mm) e peso (kg/m) .Perfis de chapas dobradas Tipo do perfil Forma Perfil U Perfil U enrijecido Perfis Cartola UEM .Quadro 1 . contudo podem ser produzidos com comprimentos maiores. Os perfis podem ser produzidos por dobradeiras ou por perfiladeiras. uma especificação de perfil I 75x8. Quadro 2 . geralmente entre 3 e 6 metros.Universidade Estadual de Maringá . são obtidos pelo dobramento de chapas de aço. Os perfis de aço de chapas dobradas estão disponíveis no mercado com dimensões padronizadas. e T . Olindo Savi Pág 16 . já os perfis produzidos por perfiladeiras tem a limitação na espessura dos perfis. estes podem ser produzidos pelos fabricantes de acordo com a forma e tamanho solicitados.9 kgf por metro linear.perfil de seção transversal parecida com T. As dobradeiras. H . U . observando-se as limitações dimensionais das suas linhas e processos.perfil de seção transversal parecida com I. I . Assim. Perfil Z e Cantoneiras.cantoneira de abas iguais ou desiguais. Os perfis de chapas dobradas usualmente utilizados para fins estruturais são: Perfil U.Prof. Perfis de chapas dobradas Os perfis de chapas dobradas. contudo. Perfil Cartola.perfil de seção transversal parecida com U.{Código Literal Altura x Peso) Exemplos de códigos literais: L .DTC/Umuarama .perfil de seção transversal parecida com H. embora permitam a produção de perfis mais grossos.

As chapas grossas são fornecidas com espessuras que variam de 6.3mm a 5. As chapas finas são fornecidas com espessuras que variam de: 0. existindo contudo barras com outras seções como sextavadas.4 Tubos Os perfis tubulares estruturais de aço podem ser fabricados com ou sem costura.0 mm 2. principalmente porque apresentam grande versatilidade de combinações de espessuras com alturas e larguras. A vantagem da soldagem por eletrofusão é que não há acrescimo de material nos pontos de solda.Barras metálicas Tipo do perfil Forma Barras redondas Barras chatas Barras quadradas 2.3 mm a 102.3. Barras chatas: 1/8" a 3/8" Quadradas: 1/4" a 2".00 metros de comprimento. Quadro 3 .00 a 1.Apostila de Estruturas de Aço e Madeira . A união pode ser por solda ou por eletrofusão.Perfis de chapas dobradas Tipo do perfil Forma Perfis Z Cantoneira de abas iguais e de abas desiguais Perfis soldados Os perfis soldados são composições de chapas. Os perfis de chapas soldadas usualmente utilizados para fins estruturais são no formato I e T.00 a 3. Olindo Savi Pág 17 .80 de largura e de 6. tribar.2 Barras As barras são fabricadas pelo processo de laminação de blocos/tarugos provenientes do lingotamento.50 metros e as chapas grossas com dimensões de 1. Chatas e Quadradas.Universidade Estadual de Maringá .3.3 Chapas As chapas finas são obtidas por laminação a frio ou a quente.Prof. As barras usualmente utilizados para fins estruturais são: Redondas. As barras são fornecidas com uma variada gama de bitolas.3. Os tubos UEM . e são classificadas em chapas finas e grossas. São largamente utilizados nas estruturas metálicas. As chapas finas são normalmente fornecidas em bobinas com largura normalmente de 1.Quadro 2 . sendo as mais comuns as seguintes: Barras redondas: 1/4" a 4". podendo serem executados com outras formas 2.DTC/Umuarama . etc.00mm. estrela.00 e 12.

92 1.GB SAE 1010 Perfis de chapa dobrada SAE 1020 ASTM A36 ASTM A36 Perfis soldados (leves e pesados) COR 350.23 e de resistência de 1.75mm a 6.38 3.0 34.96 1. assegurando entre eles a continuidade do material.00 1.38 1. quadrados e retangulares.15 a 1.38 1. com espessuras que variam de 0. o aço ASTM A572 .Apostila de Estruturas de Aço e Madeira . Olindo Savi Pág 18 . Produto Tabela 7 .G50 Perfis.mais utilizados são os redondos.0 25.00 1.G33 Chapas finas ASTM A570 . UEM .Universidade Estadual de Maringá .00 1. por exemplo. tendo-se como parâmetro de comparação o aço ASTM A36.5 Comparação dos custos por produtos e sua resistência A tabela abaixo apresenta uma estimativa aproximada da variação dos custos de aço em relação às resistências dos mesmos.26 1. Os tubos circulares são fabricados com dimensões que variam de 3/8" a 7". Quadro 4 .2 29.20 0.16 1.0 23.0 30.00 1. e como consequência. as características mecânicas e químicas. A variação apresentada na tabela refere-se à indices comparativos em relação à unidade.11mm.23 1.5 34.GA Tubos ASTM A106 .0 24.00 1.G40 ASTM A500 .00 1.75mm a 7.35mm.DTC/Umuarama .00 1.0 23.0 34.70 1. A tabela foi baseada em valores médios cobrados pelas usinas. apresenta um índice de custo de chapas de 1.5 1.34 a 1. SAC 350 25.5 30.G50.38.12 0.0 25.90 2.20 1.40 1.56 1. assim.Tubos de aço estrutural Tipo do perfil Forma Tubo redondo Tubo quadrado Tubo retangular São largamente utilizados na confecção de corrimãos e peitoris.0 21. com espessuras que variam de 0. Os tubos retagulares e quadrados são fabricados com dimensões que variam de 16mm a 140mm.16 1. 2. representando uma variação em relação ao aço ASTM A36 de 23% no preço e de 38% na resistência. Ligações com solda A soldagem é a técnica de unir dois ou mais elementos componentes de uma estrutura.34 1.Comparação de custos/resistências fy Relação de custos Tipo de aço kN/cm2 Chapas Perfis Relação de resistências ASTM A36 ASTM A572 .0 28.Prof. chapas grossas e barras ASTM A588 COS AR COR 300 USI SAC 300 ASTM A570 .23 1.

Olindo Savi Pág 19 . sendo: 1.utilização de gás inerte (argônio. MAG. Fig. processo manual com eletrodo revestido. Fig. processo de arame tubular. TIG ou soldagem em atmosfera gasosa (GMAW) É o processo ao arco elétrico que utiliza de controle do arco automaticamente.Processo de solda com arco submerso. TIG ou soldagem em atmosfera gasosa. hélio) e varetas manuseadas pelo operador. UEM . que foram aprimorados e desenvolvidos após a 2a guerra mundial. b. 8 . TIG . É um processo manual que depende essencialmente da habilidade do soldador. c.Apostila de Estruturas de Aço e Madeira . Processo manual com eletrodo revestido (SMAW) É um processo que utiliza a máquina de solda (retificador. e. transformador ou gerador) que produz uma corrente necessária a formar um arco elétrico entre o eletrodo revestido e as partes a serem soldadas.Universidade Estadual de Maringá .DTC/Umuarama . processo de soldagem eletroscória.Processo de solda com eletrodo revestido.Prof. 7 . d. Processos MIG. entre os mais usados em estruturas metálicas estão: a. MAG. processos MIG. tendo o arco elétrico submerso pelo fluxo. É um processo a arco elétrico de grande produtividade.Existem inúmeros processos de soldagem. processo de arco submerso. Processo a arco submerso (SAW) É um processo que utiliza equipamentos automáticos ou semiautomáticos que alimentam o eletrodo (arame nu) continuamente. A alimentação do eletrodo ou arame nu contínuo e o arco protegido por uma atmosfera gasosa.

Fig.Processo de soldagem com arame tubular. O processo não requer preparação como nos outros processos. 9 . Processo de arame tubular (FCAW) É o processo a arco elétrico com características similares ao processo MIG/MAG. assim as bordas das chapas são retas.utilização de gás ativo (CO2) e arame alimentado automaticamente. 10 . UEM . 2. Fig. Processo de soldagem eletroescória É um processo de origem russa em que a solda é alimentada por um ou dois arames dentro da abertura entre duas chapas a serem unidas. diferenciando-se pelo uso de arame tubular.Universidade Estadual de Maringá . MIG .Prof.Apostila de Estruturas de Aço e Madeira .DTC/Umuarama .utilização de gás inerte e arame alimentado automaticamente e MAG .Fig.Processo de soldagem TIG. Olindo Savi Pág 20 .Processo de soldagem MIG/MAG. 11 .

Metal de Adição É o material adicionado (no estado líquido) durante a soldagem por fusão. 3.Solda de entalhe.1.Configuração de um processo de soldagem. O metal de adição deve ser escolhido de acordo com o metal base.Universidade Estadual de Maringá . Metal Base É o material da peça que passa pelo processo de soldagem. 3.3.DTC/Umuarama .Prof. 3. Olindo Savi Pág 21 Fig. Apresenta desvantagem em relação à solda de filete porque tem pequena tolerância de ajuste das peças e apresenta custo mais elevado para a preparação das superfícies a serem conectadas.2 Soldas de entalhe As soldas de entalhe ou de penetração o cordão de solda é colocado entre os elementos a serem conectados.1.1 Classificação dos tipos de solda As soldas de filete são colocadas externamente aos elementos a serem conectados. 9 . Uma característica importante do metal base é a soldabilidade. Apresenta a vantagem em relação à solda de filete por apresentar melhor acabamento. 10 . A figura 11 servirá de referência para a utilização da terminologia a seguir: Soldagem A soldagem é um processo de união de materiais e a solda é o resultado deste processo.Solda de filete. com aspecto mais agradável.1. É o tipo de solda mais simples e por isso mais empregado.1 Soldas de filete Fig.3 Terminologia de solda A seguir são apresentados alguns dos termos utilizados na soldagem bem como suas definições. pois a solda reconstitui a seção da peça e também porque minora os efeitos de esfor- Fig. ços alternados que podem causar fadiga. No Brasil é comum o uso do termo solda para expressar o processo (soldagem). UEM . . 11 . ressaltando alguns aspectos destes.Apostila de Estruturas de Aço e Madeira .

Junta de topo Junta de ângulo Junta de canto Junta de aresta Fig 12 . mas tendem a ser de execução mais difícil. Junta A Junta é a região entre duas ou mais peças que serão unidas. Olindo Savi Pág 22 . A escolha do tipo de chanfro e suas dimensões dependem de muitos fatores. A solda de penetração total é aquela que se extende a toda a espessura dos componentes da junta. a possibilidade de se acessar os dois lados da junta.Universidade Estadual de Maringá .Prof. I X V K Fig 14 . de ângulo. no caso de processos que não usam fusão. o processo de soldagem. Os tipos usuais de juntas estão representados na figura 12. UEM .Poça de Fusão É a região em fusão durante a soldagem por fusão. As soldas de penetração total apresentam melhor comportamento mecânico. que são: de topo. sobreposta e de aresta.Tipos de chanfros 1/2 V U A figura 15 apresenta alguns tipos de chanfros para juntas de topo. de canto. A figura 13 apresenta a representação dos tipos de penetração na soldagem. Soldas de penetração parcial Fig 13 .Apostila de Estruturas de Aço e Madeira . Penetração É a distância entre a superfície original do metal base e o ponto em que termina a fusão. o tipo de junta. quando não for necessário um melhor desempenho da solda. também considerada a região de processamento. a posição de soldagem e as características desejadas para a junta. como o material base.Representação do tipo de penetração na soldagem Chanfro O chanfro é o corte efetuado na junta para possibilitar ou facilitar a obtenção de uma solda com penetração. é usual se trabalhar com soldas de penetração parcial. Assim. a espessura.Tipos de juntas de soldagem Junta sobreposta As juntas de topo e em ângulo podem ser de penetração parcial ou total.DTC/Umuarama . medida perpendicularmente à superfície. que apresenta características similares à poça de fusão. O chanfro é utilizado quando a espessura dos componentes da junta impede a obtenção da penetração desejada.

até o fundo da junta. notadamente em soldagens mais expessas.Elementos de um chanfro dois chanfros (a). A figura 19 apresenta tipos de chanfros e solda de filete para juntas em angulo. Garganta. Ângulo do chanfro . Chanfro V Chanfro V e filete Fig 16 . Os elementos de um chanfro devem ser escolhidos de forma a permitir fácil acesso às partes a serem soldadas. UEM . é feita em etapas.menor distância entre as peças (f).Tipos de chanfros para juntas de aresta Chanfros V A figura 18 apresenta tipos de solda de filete para juntas sobrepostas.DTC/Umuarama .Tipos de solda de filete para juntas sobrepostas.é o ângulo de cada peça (b).Apostila de Estruturas de Aço e Madeira .Tipos de chanfros e filetes para juntas de canto. Solda de filete Solda de filete duplo Fig 18 . Filete A figura 17 apresenta tipos de chanfros para juntas de aresta.é o ângulo formado pelos Fig 19 .Tipos de chanfros para juntas de topo A figura 16 apresenta alguns tipos de chanfros e filetes para juntas de canto. Execução de uma solda O processo de soldagem.Chanfro I Chanfro I ambos os lados Chanfro duplo V ou X Chanfro K Chanfro I com fresta Chanfro V Chanfro em meio V Chanfro U Fig 15 . folga ou fresta . e deve necessitar da menor quantidade possível de metal de adição. Chanfros I Fig 17 . Filete Filete duplo Chanfro meio V Fig 19 .Universidade Estadual de Maringá . Chanfro K Elementos de um chanfro Um chanfro de soldagem apresenta alguns elementos.Prof.Chanfros e filetes para juntas em ângulo. Ângulo de abertura da junta . conforme figura 19.parte não chanfrada de um componente da junta (S). Olindo Savi Pág 23 . Encosto ou nariz .

chamados de passes. As soldas podem ser feitas em vários passes ou num único passe. e é composto dos seguintes elementos: Fig 21 .é a região mais profunda do cordão de solda. 3. No Brasil. Raiz . norma AWS A2. e apresentam os seguintes elementos. para filetes finos.a camada é um conjunto de passes localizados em uma mesma altura do chanfro. a simbologia mais utilizada é a da American Welding Society. Passe . Olindo Savi .Universidade Estadual de Maringá . figura 21. Pág 24 UEM . É normalmente uma região de difícil execução da soldagem.2 Simbologia de soldagem A simbologia de soldagem é padronizada e é usada para indicar a localização. e mais propensa à formação de descontinuidade de soldas. correspondendo à região do cordão junto a fresta para uma junta chanfrada.é a linha de encontro da face da solda com a superfície do material base.DTC/Umuarama .é a superfície oposta à raiz. a) linha de referência (sempre horizontal). Margem . Fig 20 .é uma camada de material de adição excedente. Camada . onde é feito o depósito de material de forma progressiva de uma poça de fusão.Apostila de Estruturas de Aço e Madeira . Symbols for Welding and Nondestrutive Testing e ABNT TB-2.Repressentação de uma solda e as fases de execução da mesma. detalhes do chanfro e outras informações de operações de soldagem em desenhos de engenharia. onde é feito o acabamento da solda. Reforço . medida a partir da superfície do material de base. conforme figura 20.representa uma camada de solda. Face .Prof.4.Simbologia de uma soldagem.

23 .Universidade Estadual de Maringá . 3. 2. com solda na frente Detalhe de ligação com solda de filetes e de entalhe. Olindo Savi Pág 25 . 3. c) símbolo básico da solda.4 Detalhe de ligação com solda por filetes. e h) especificação de procedimentos. Fig 22 .3 Formas de solicitações em ligações soldadas 1. tração ou compressão.Exemplos de indicação de cordão de solda (observar na soldagem em ziguezague a disposição dos cordões em ambos os lados da peça soldada) 3. e) simbolos suplementares.Prof. tração ou compressão com cisalhamento.Exemplos de detalhes de ligação com solda O detalhe deve indicar a espessura do cordão. cisalhamento excêntrico. g) cauda. forma do entalhe (quando existente). processo ou outra referência. Detalhamento de ligações em solda O detalhe de uma ligação com solda deve ser feito de forma a garantir ao fabricante e/ou montador (soldador) que as informações presentes no detalhe sejam suficientes para o bom entendimento do projeto e garantir um bom processo de soldagem.Apostila de Estruturas de Aço e Madeira .b) seta.DTC/Umuarama . cisalhamento centrado. f) símbolos de acabamento. No primeiro a solda será UEM . Na figura 23 são apresentados dois tipos de detalhes de solda. com (um dos lados) solda na frente e por trás da barra horizontal Fig. d) dimensões e outros dados. comprimento das soldas e outros elementos necessários para a execução da solda. Na figura 22 são apresentados exemplos de indicação da solda em um projeto. 4.

 excessos de solda. sobreposição. denominado revelador (a base de talco ou gesso) que revele a descontinuidade. numa inspeção cuidadosa:  trincas superficiais grosseiras. que detectará. O controle de qualidade de uma estrutura deverá ser realizado de forma apropriada. etc.  Inspeção por meio de líquido penetrante.  Inspeção por meio de exame radiografico. 3.5. etc. dependendo do rigor dos trabalhos. 3. Após o tempo de penetração se completar. fissuras. por:  Inspeção visual. mordeluras. 3. Olindo Savi Pág 26 .  falta de solda. Apresenta a desvantagem de detectar somente descontinuidades superficiais. Este método de inspeção é aplicado em obras de menor responsabilidade e também é usado normalmente como método preliminar de outros de melhor nível de rigor. absorvente. e a solda será feita nos dois lados da ligação.  Inspeção por meio de ultrassom. é efetuada a limpeza do líquido e aplicado um produto contrastante.1 Controle de qualidade UEM . devendo compreender:  Definição de requisitos de fiabilidade.Prof.5 Inspeção e controle de qualidade O controle de qualidade deve atuar em todas as fases de execução de uma soldagem.Apostila de Estruturas de Aço e Madeira . de modo que a mesma corresponda aos requisitos e hipóteses de cálculo. execução.  Inspeção por meio de partículas magnéticas. inspecionando peças.DTC/Umuarama .5. estabelecendo os procedimentos de solda.Universidade Estadual de Maringá . Inspeção por meio de líquido penetrante É um método destinado à revelação de defeitos superficiais como trincas. sendo a solda do lado oposto feita atrás da barra horizontal. uso e manutenção. O método consiste na aplicação de um líquido que penetre por capilaridade dentro da descontinuidade não visível do material na superfície inspecionada. O controle de qualidade pode ser feito.em filete de meio V. verificando se atende às tolerâncias de normas e outras atividades necessárias para garantir um produto com durabilidade. porosidade.001mm e é apropriado para ser utilizado na inspeção de peças com geometria complexa. com cordão de 5mm e a solda será feita em um dos lados da ligação.2 Inspeção Inspeção visual A inspeção visual deve ser executada por profissional qualificado.  Medidas de organização e controle aos níveis de dimensionamento. É um método que detecta trincas com aberturas da ordem de 0. No segundo detalhe a solda será em filete em meio V e também com entalhe (furo cônico).

depende da confiança do operador e é de difícil aplicação em peças de geometria complexa. É um método de exame mais rápido e econômico do que o de líquido penetrante. apresenta alta sensibilidade. Os parafusos vieram em substituição.5 mm. tem grande poder de penetração permitindo o exame de grandes espessuras. revelando a descontinuidade.  utilização de reduzida quantidade de pessoas (2 montadores). A desvantagem deste método é a necessidade de acesso aos dois lados da superfície inspecionada. a periculosidade e controle de radiações. Este método só é aplicável em estruturas de materiais ferromagnéticos. mordeduras e sobreposição.DTC/Umuarama .Inspeção por meio de partículas magnéticas É um método destinado à revelação de defeitos superficiais como trincas. sendo muito usado na detecção de defeitos em juntas soldadas. O método se baseia na interrupção do fluxo de um campo magnético induzido pelo aparelho na superfície inspecionada.  economia no consumo de energia e possibilidade de montagem em locais sem energia elétrica disponível. custo mais elevado (do que o ultrassom) e não pode ser aplicado em qualquer lugar. sendo muito utilizado na verificação de qualquer tipo de junta soldada. 4. É indicada para peças com espessuras de 4mm a 70mm. aos rebites que foram usados durante muito tempo. A vantagem da aplicação de inspeção por ultrassom está no custo que é inferior ao processo radiográfico. Inspeção por meio de ultrassom É um método destinado à revelação de defeitos internos dos materiais. é de inspeção rápidas e necessita de acesso por somente uma das superfícies do elemento ensaiado. devido à irradiação. Vantagens na utilização de ligações parafusadas  rapidez nas ligações de campo. até 1969. quanto nas de fábrica. é preciso na localização da descontinuidade e na estimativa do tamanho. de mais fácil detecção e pode ser aplicado em qualquer tipo de superfície. Empregam-se raios X por isótopos radiotivos que produz um processamento fotográfico onde os pontos de menor intensidade (mais claros do filme) representam descontinuidades. por óxidos. com exceção para soldas de filete. tanto quanto as soldadas. fissuras. descontinuidades mascaradas por esmerilhamento. É um método que detecta descontinuidades da ordem de 0. UEM . assim. e as escondidas sobre pinturas.Apostila de Estruturas de Aço e Madeira . Tem como desvantagem a falta de registro. que apresenta resultado duvidoso. com vantagens. Inspeção por meio de exame radiográfico É um método destinado à revelação de defeitos internos dos materiais. As ligações parafusadas As ligações parafusadas. são largamente empregadas nas ligações de partes das estruturas.Universidade Estadual de Maringá . Apresenta a vantagem de produzir um documento de comprovação (filme).Prof. tanto nas montagens finais de campo. O ultrassom utiliza técnicas de reflexão. nas quais há a aglomeração das particulas magnéticas. detectando qualquer descontinuidade no interior da peça. detecta pequenos defeitos. e não requer a qualificação dos soldadores. porosidades. Olindo Savi Pág 27 .

1 Parafusos comuns ATM A307 São parafusos de mais baixo custo disponível no mercado e são feitos de aço carbono e designados como ASTM A307.Representação de um parafuso 4. São normalmente empregados em estruturas leves.1 Tipos de parafuso Os principais tipos de parafusos empregados nas ligações são: comuns tipo ASTM A307.  ligações e emendas de treliças de cobertura. Fig.1. Olindo Savi Pág 28 . a necessidade de pré-montagem em fábrica para verificação do casamento perfeito dos furos. vigas de tapamento.  ligações de vigas com pilares e com quaisquer outras vigas das quais depende o sistema de contraventamento. ligações de contraventamento de pilares.2 Parafusos de alta resistência Os parafusos de alta resistência substituem os rebites e tem resistência superior. 24 .1. e os torneados.Universidade Estadual de Maringá . nas estruturas com mais de 40m de altura. com a vantagem de se utilizarem apenas dois homens para a instalação. terças.. tanto à tração quanto ao cisalhamento. de Alta Resistência tipo atrito e contado nas especificações ASTM A325 e A490. emendas de pilares. São empregados em estruturas com grandes cargas nas ligações e em estruturas sujeitas à cargas dinâmicas. etc. muitas vezes exigindo reforço nestas partes. 4. em que as cargas são de pequena intensidade e de natureza estática. e ligações de peças-suporte de pontes rolantes. ligações de treliças com pilares. sendo o diâmetro nominal definido pelo diâmetro do fuste no trecho sem rosca e o diâmetro efetivo é o menor diâmetro do parafuso no trecho com rosca. Às vezes são utilizados como parafusos temporários durante a fase de montagem. Na figura 24 está a representação de um parafuso padrão.  em algumas situações. O AISC/05 e a NBR 8800/08 da ABNT estabelecem como premissas básicas para o uso de parafusosde alta resistência ou solda os seguintes casos:  emendas de pilares nas estruturas com mais de 40m de altura.  ligações de peças sujeitas a ações que produzam impactos ou tensões reversas.  necessidade de previsão antecipada da quantidade de parafusos (por tipo). nas estruturas com pontes rolantes de capacidade superior a 50 kN.Prof. plataformas. Desvantagens na utilização de ligações parafusadas  necessidade de maior controle para verificação das seções líquidas e esmagamentos nas peças. O fuste possui uma parte com rosca. São parafusos que às vezes podem produzir conexões menos econômicas por apresentarem baixa resistência. membros secundários. melhor resposta às tensões de fadiga. 4. UEM .Apostila de Estruturas de Aço e Madeira . passadiços. que é composto de cabeça e fuste. ligações de mãofrancesas ou mísulas usadas para reforço de pórticos.DTC/Umuarama . pequenas treliças.  qualquer outra ligação que for especificada nos desenhos da estrutura.

A força de resistência da conexão é resultante do produto da força de compressão (parafuso) pelo coeficiente de atrito entre os dois materiais ligados. que se apóia sobre os lados dos furos do material das conexões. Neste tipo de ligação cuidados especiais deverão ser tomados quanto a presença de óleos. pois a força de atrito depende das condições das superfícies de contato entre as chapas. Olindo Savi .4 mm) e 1" (25.Prof. 4.7 mm) a 1 1/2" (38 mm). Os parafusos de alta resistência apresentam diâmetros comerciais que variam de 1/2" (12.4 mm. 4. Este tipo de ligação somente é empregado em estruturas sujeitas a cargas estáticas e nãoreversíveis.1 Conexão tipo atrito (fricção) UEM .Os dois tipos básicos de parafusos de alta resistência são: ATSM A325 e ASTM A490.3 Formas de ruptura das ligações parafusadas As causas de ruptura das ligações parafusadas estão ligadas à ruptura dos parafusos e dos metais que compõe a junta. gera uma resistência de atrito entre as superfícies de contato. A diferença entre o diâmetro do parafuso e do furo não passa de 0. a resistência final da junta depende dos materiais que compõem a conexão. São empregados onde há exigência de um alto grau de ajustagem.Universidade Estadual de Maringá . 7/8" (22. São conexões parafusadas. "tipo atrito" (fricção) e "tipo contato" (esmagamento).3 Parafusos torneados São parafusos muito pouco usados devidos ao seu alto custo de produção. 4. resultando numa força de atrito apreciável na junta.  esmagamento/estriccionamento do fuste do parafuso. tinta. Os parafusos de alta resistência são apertados de tal maneira que desenvolvem uma alta tensão de tração. Pode-se usar parafusos com roscas dentro ou fora do plano de cisalhamento.4 mm).Apostila de Estruturas de Aço e Madeira .. etc.2 Conexão tipo contato (esmagamento) Neste tipo de conexão. ocorre principalmente:  cisalhamento do fuste do parafuso. São parafusos utilizados para juntas de conexão por atrito e por contato. dentre elas. São empregados aços tipo SAE 1010/1020.2.  esmagamento da chapa. sendo os mais utilizados os de diâmetro de 3/4" (19 mm).  Rasgamento da chapa junto ao parafuso. Possuem cabeça hexagonal e são usados com porcas e arruelas. Neste tipo de ligação. escamas de laminação.1. onde o aperto do parafuso. 4.DTC/Umuarama .2 Conexões tipo atrito e tipo contato O AISC e a NBR 8800 preveem dois tipos de juntas parafusadas com parafusos de alta resistência.  tensionamento axial do fuste do parafuso.  Ruptura da chapa. Neste tipo de conexão a carga que tende a cortar o parafuso é sustentada pela fricção entre as superfícies de contato.2. Na figura 25 são apresentadas algumas imagens de materiais que sofreram deformação ou Pág 29 4. a carga de cisalhamento é sustentada pela haste do parafuso de alta resistência.  dobramento do parafuso.

4 Normas aplicáveis NBR-8800/08 ASTM A307. A325.  diâmetro do furo e do parafuso.18.21 (Parafusos) ASTM A325. A394.  o tipo de parafuso a ser usado 4.Prof.5 Fig. Cisalhamento do parafuso Deformação excessiva do furo Rasgamento da chapa Ruptura da chpa Fig.Apostila de Estruturas de Aço e Madeira .ruptura.DTC/Umuarama . A325.Universidade Estadual de Maringá . 25 .22 (Porcas) Detalhamento de ligações parafusadas O detalhamento das ligações parafusadas deve indicar:  a localização dos furos.Formas de ruptura de ligações parafusadas 4. UEM . F436 (Arruelas) ASTM A194. Olindo Savi Pág 30 . A490 e ANSI-B.18. A563 e ANSI-B. 26 .Detalhe de uma ligação parafusada A figura 26 mostra um detalhe simples de uma ligação parafusada.

viga de alma cheia. conforme figura 27. neste caso. serem fabricados como vigas de alma cheia. o tabuleiro deve Fig.5. Os empuxos nos arcos devem ser absorvidos pelos pilares (apoios) e pelos tirantes (cabos). Os cabos apresentam uma certa estabilidade para esforços de gravidade pois adquire a forma geométrica conforme os pontos de aplicação da carga nestes. Quando solicitados a esforços de flexão. Edifícios comerciais.2 UEM . Edifícios públicos de forma geral.DTC/Umuarama . Teatros. São utilizados como tirantes. viga Vierendeel e pilar. possibilitando com isso. Os esforços predominantes são de tração e de compressão. Hangares. O equilíbrio da treliça é mantido pelos nós. predominantemente nas coberturas. nestes casos. Os arcos devem ser anti-funiculares das cargas que o solicitam. Os arcos mais comuns são treliçados.1 Edifícios em Aço Tipos de edificações em aço Edifícios residenciais. figura 27. Edifícios Garagem.Universidade Estadual de Maringá . no arco. não apresentam rigidez a qualquer outros tipos de esforços esforço. serão mais dispendiosos (com maiores custos de fabricação). 5. figura 27. Edifícios industriais.Representação de Arco e Cabo ser sustentado (suspenso) no arco e deve ter os pontos de sustentação distribuídos de maneira compatível com a forma do arco. Arco Enquanto nos cabos resistem à esforços de tração. São utilizados também em sistemas de contraventamentos. arco. podendo no entanto. Uma treliça é considerada plana quando suas barras são coplanares. Postos de combustíveis. Olindo Savi Pág 31 . Quando as barras não 5. 27 .Prof. vencer vãos maiores com a estrutura. treliça. (tirantes) são sistemas que resistem a esforços axiais de tração apenas. há predominância dos esforços de compressão simples. os arcos exigem maiores seções (alturas). Cabo Os cabos. mesmo que estes sejam articulados.que são mais leves e menos dispendiosos. Treliça A treliça é o sistema estrutural mais indicado para se vencer grandes vãos. contudo tem usos em pontes. Os arcos são utilizados predominantemente nas estruturas de coberturas.Apostila de Estruturas de Aço e Madeira . Sistemas estruturais em aço Os sistemas estruturais em aço se constituem principalmente em cabo. Edificios esportivos (estádios e ginásios de esportes).

também chamado de tirante. segundo sua disposição apresentam a seguinte denominação: (1) Banzo superior. é um conjunto de barras que se unem em nós artiFig. é uma viga que resiste aos esforços de tração. e evitando-se. e (5) Pendural. momento fletor. As peças que compõem as treliças. também chamado de pontalete.Representação de uma viga de alma cheia. e (5) Pendural. Devem ter suas barras dimensionadas de forma a apresentar seção compatível com os esforços que irão suportar. também chamado de empena e comumente chamada de perna. Viga Vierendeel A viga vierendel. Nomenclatura: (1) Banzo Superior.Prof. as barras são submetidas a esforços de tração ou compressão simples. nos casos em que há exigência de se ter menos altura para a estrutura. (3) Montante. se aplica para vãos de até 10 metros. As vigas de alma cheia podem ser utilizadas para vãos de até 25 metros. Nas treliças. isto é. quanto possível. o que na prática. 28 . As treliças de aço são econômicas para vãos acima de 10 metros. Olindo Savi Pág 32 . exceto nas situações onde o carregamento não é aplicado no nó. culados formando triângulos.pertencem à um mesmo plano. Uma treliça plana. Possui a vantagem de normalmente apresentar menores alturas estruturais e são tem como característica a facilidade de fabricaFig. Por serem solicitadas a esforços axiais de tração e compressão. é menos econômica. compressão e de flexão (momento fletor). figura 30.Treliça plana. Os perfis metálicos mais comumente utilizados em treliças planas são perfis U e cantoneiras duplas ( ) e em algumas situações são utilizados perfis tubulares. e neste aspecto.Apostila de Estruturas de Aço e Madeira . também chamada de escora. será considerada treliça espacial. os esforços de flexão (momentos fletores). A viga de alma cheia é um sistema estrutural que mais consome material. resiste predominantemente a esforços de flexão. minimizando o efeito da flambagem. é recomendável que as barras mais longas trabalhem a tração e as mais curtas a compressão. (2) Banzo Inferior. O princípio de funcionamento da viga Vierendeel é o de uma treliça com os banzos paraleUEM . A escolha de uso da viga de alma cheia está ligada à necessidades de menores alturas na estrutura ou quando o aumento do consumo de material na sua fabricação é compensado com a redução da mão de obra de execução. (4) Diagonal. Os perfis mais utilizados para as vigas de alma cheia são I e U que são perfis adequados a resistir aos esforços de flexão. aplicando-se as cargas nos nós. Viga de alma cheia Uma viga de alma cheia. ção. figura 28. (4) Diagonal. comumente chamada de tesoura. 29 .DTC/Umuarama . figura 29. (2) Banzo inferior. que é o ponto de encontro das barras da treliça. Montante. comumente chamado de linha.Universidade Estadual de Maringá .

Os edifícios em aço apresentam a vantagem de poderem ser executados com rapidez de montagem e economia de fundações. onde os vãos (furos da viga) são utilizados para ventilação e iluminação e as mesas superior e inferior para suportar a cobertura e o piso. As ações horizontais são provenientes do vento. água no Fig. Os perfis adequados para a fabricação da viga Vierendeel são U. as ações incidentes sobre as lajes e vigas são transferidas para os pilares e destes para as fundações. nos seguintes tipos de sistema: UEM .2. resultantes do peso próprio (pilares. tem sua construção utilizada no Brasil. agindo sobre as faces expostas do edifício.DTC/Umuarama . equipamentos. Pilar Os pilares tem a função de transferência das cargas para as estruturas de fundação da edificação. Para que a seção se torne compatível com os elementos de solicitação (tração. A estrutura do edifício de andares múltiplas adquire configurações típicas em função dos esforços horizontais.) e as cargas de uso (sobrecargas) devidas ao mobiliário. é necessário o dimensionamento. 31 . de acordo com a sua forma externa e resultando numa força global de arrasto da estrutura. mas devidos a esforços horizontais os pilares podem estar submetidos a esforços de flexo-compressão (momentos). cada vez mais e gradativamente. 5. H ou Tubular. e para equilibrá-la os quadrados formados pelos banzos e montantes devem ser estabilizados. 30 . etc. Os perfis mais indicados para a execução de pilares metálicos são do tipo H e Tubulares.Universidade Estadual de Maringá . assim. alvenarias. ou de empuxos de terra.Apostila de Estruturas de Aço e Madeira . enrijecendo os nós.Representação de uma viga Vierendeel. o que configura a viga Vierendeel. A viga Vierendeel é indicada quando há necessidade de travessia de tubulações pela alma da viga e também pode ser utilizada como um sistema de fechamento. Olindo Savi Pág 33 . Nestas condições. a treliça sem as diagonais torna-se em um mecanismo. São submetidos preponderantemente a compressão simples. vigas. revestimentos. as estruturas as estruturas dos edifícios de andares múltiplos tem a finalidade de transferir as cargas para as fundações. para diversas finalidades de uso. e flexão). Tipologia Estrutural De maneira geral. O perfil tubular é para a montagem da viga como uma treliça. As ações incidentes são verticais e horizontais: As ações verticais são devidas às cargas permanentes.Representação das transmissão das ações. pessoas. provocando efeitos de pressão e sucção nas fachadas. compressão Fig.1 Edifícios de andares múltiplos em aço Os edifícios em aço com andares múltiplos.los. etc.Prof. reservatório.

figura 32. Olindo Savi Pág 34 . com ligações rígidas entre vigas e colunas. consiste em se projetar pórticos planos verticais. em que as deformações horizontais são um fator preponderante no dimensionamento. a estrutura composta por pórticos planos verticais rígidos.  estrutura com paredes de cisalhamento. sem os inconvenientes dos contraventamentos ou paredes dos demais sistemas. e  estrutura tubular. 32 .DTC/Umuarama . Nesta configuração.Universidade Estadual de Maringá . A escolha do tipo de estrutura deve ser feita com critério.  as ligações engastadas (vigas-colunas) são de execução mais elaborada.Prof. As desvantagens deste sistema são:  é menos econômico se comparados com os demais sistemas. Estrutura com pórticos rígidos Uma estrutura com pórticos rígidos. estrutura com pórticos rígidos. si.  estrutura contraventada. com a mesma altura do edifício.  estrutura com núcleo de concreto. gem desse sistema é deixar livres para a utilização todos os vãos entre colunas.Representação de estrutura com pórticos rígidos. e lajes rígidas adquire estabilidade como um todo para as cargas horizontais em função da rigidez a flexão das vigas e colunas que compõem os pórticos. ortogonais entre Fig.  as colunas dos pórticos rígidos são significativamente mais pesadas pois são dimensionadas a flexo-compressão. A principal vantaFig.Imagem de um edifício com estrutura com pórticos rígidos. 33 . ao longo de filas e eixos da estrutura convenientemente escolhidos. Os esforços horizontais atuantes no plano do piso são transferidos aos pórticos através da rigidez da laje de piso dos andares. As vigas que não fazem parte dos pórticos são rotuladas nas colunas.Apostila de Estruturas de Aço e Madeira . UEM .

proporcionando pequenos deslocamentos horizontais.DTC/Umuarama . Olindo Savi Pág 35 . Fig. a rigidez horizontal da estrutura é conseguida através de paredes de concreto armado ou alvenaria estrutural.  as ligações viga-coluna são de execução mais fácil. através dos efeitos de tração e compressão nas diagonais. como nos demais sistemas. 34 . entre elas:  resulta em um edifício mais leve.Estrutura contraventada No sistema de estrutura contraventada. Os contraventamentos geralmente formato "X" ou "K" são colocados ao longo de toda a altura do edifício. além dos efeitos adicionais de tração e compressão nas colu nas adjacentes aos contraventamentos. Nesta configuração. portanto mais econômico.  as colunas são mais leves porque são dimensionadas apenas ao efeito axial de tração e compressão. Os esforços. são transferidos aos pórticos através da rigidez das lajes de pisos.Prof. figura 34. a estrutura adquire rigidez horinontal Fig. 35 . Este sistema construtivo apresenta vantagens em relação aos demais sistemas.Representação de estrutura contraventada.Universidade Estadual de Maringá .Imagem da fachada de um edifício com estrutura contraventada em aço.Apostila de Estruturas de Aço e Madeira . construídas nos vãos entre vigas e colunas. A principal desvantagem deste sistema é a interferência provocada pelos vãos contraventados internamente com a circulação dentro do edifício e externamente com a colocação das esquadrias nas fachadas. em cada UEM .a estabilidade estrutural é obtida através de contraventamentos verticais ao invés de ligações rígidas nas ligações vigas-colunas.  apresenta alta rigidez. em planos ortogonais do edifício. Estruturas com paredes de cisalhamento Neste sistema.

creto. A desvantagem é a possibilidade de atraso na montagem da estrutura em decorrência da morosidade na execução do núcleo de concreto.Prof.Representação de estrutura com paredes de cisalhamento. As estruturas de cisalhamento. com vigas rotuladas nas colunas. figura 36. As torres de escadas e dos poços de elevadores. A vantagem do sistema resulta de que a ação de resistir aos esforços horizontais não exige elevadas espessura das paredes e portanto é uma solução econômica. Olindo Savi Pág 36 . ou a utilização de contraventamentos de montagem.  necessidade destas paredes serem construídas numa rigidez compatível com a montagem da estrutura. que é usado para dar estabilidade horizontal à estrutura do edifício. ao longo de toda a altura do edifício. que normalmente estão localizados no interior destes núcleos. UEM . 36 . tanto podem ser executadas em um único vão em toda a altura da edificação. A principal desvantagem deste sistema são em relação às paredes Fig.Representação de estrutura com núcleo de conção. ficam isolados do corpo do edifício através das paredes laterais do núcleo. ele. Estrutura com núcleo de concreto Este sistema.andar. além dos esforços horizontais e verticais tem que absorver esforços de torFig. quanto pode ter a parede inteira da base ao topo do edifício. Nos casos em que o núcleo esteja posicionado fora do centro de gravidade do edifício. É um sistema conveniente quando é necessário a presença do núcleo por questões de segurança (contra incêndios por exemplo). 37 . de cisalhamento:  perda de flexibilidade de circulação interna e de recursos arquitetônicos nas fachadas.Apostila de Estruturas de Aço e Madeira . devidos à presença das paredes de cisalhamento.DTC/Umuarama . é conveniente para conciliar a circulação vertical com um núcleo rígido de concreto. de tal forma que possa promover o enrijecimento horizontal da estrutura e absorver as cargas verticais.Universidade Estadual de Maringá . Este sistema conduz também a uma estrutura final relativamente leve. figura 37.

consumo muito menor do que o dos edifícios construídos na década de 60. o pé-direito dos andares. o espaçamento das colunas (em ambas as direções).Consumo de aço em função dº de andares. é o resultado recente da evolução estrutural dos edifícios de grandes alturas.Estrutura tubular O sistema de estrutura tubular. figura 38. configurando-se num grande tubo reticulado altamente resistente aos efeitos de flexão e torção. etc. a ocorrência de estruturas mais econômicas e do outro. 38 .DTC/Umuarama .Prof.Universidade Estadual de Maringá . portanto. a rigidez do edifícios. Os edifícios construídos no Brasil com até quatro pavimentos. fica localizada em todo o perímetro do edifício e ao longo de toFig. como o número de andares. da a altura. 39 .Apostila de Estruturas de Aço e Madeira . Os pórticos de contraventamento são deslocados para as faces externas dos edifícios ao longo de toda a altura. NY). apresentam um consumo que varia de 30 kg/m2 a 40 kg/m2. A curva inferior é válida para edifícios com pequenos vãos sujeitos a cargas usuais e a Fig. quando o consumo era superior a 100 kg/m2. Nos limites desta faixa estão. das estruturas mais pesadas. UEM . Considerações sobre o peso das estruturas dos edifícios em aço O gráfico da figura 39 apresenta de forma aproximada uma faixa de consumo de aço em relação ao volume do edifício em função da altura para diversos tipos estruturais. a resistência do aço utilizado. curva superior corresponde a edifícios com grandes vãos e sujeitos a cargas maiores que as usuais.Representação de estrutura tubular de um edifício em aço e ao lado edifício executado em estrutura tubular (World Trade Center. O consumo de aço depende de muitos fatores. o tipo de lajes empregadas. A estrutura de contraventamento. Olindo Savi Pág 37 . Modernamente os edifícios altos construídos em aço apresentam consumos da ordem de 70 Kg/m2. de um lado. os carregamentos.

alvenaria.5. chamento lateral pode ser feito com o uso de chapas de aço galvanizado ou pintadas. Existem diversos sistemas construtivos para edifícios industriais em aço. 41 .2 Edifícios Industriais Os edifícios industriais são construções. com telhas translúcidas.Prof. Olindo Savi . almoxarifados. é vantagem o uso de menores inclinações na cobertura associadas a vigas treliçadas.Sistema construtivo de edifício com coluna simples e tesoura. dentre os quais:  Edifícios com coluna simples e tesoura  Edifícios com coluna simples e treliça  Edifícios com colunas treliçadas e tesoura  Edifícios com pórtico treliçado  Edifícios em pórtico de alma cheia Os edifícios nas composições acima podem ainda ser estruturados para suportar pontes rolantes. Edifícios com coluna simples e treliça Quando o vão dos edifícios é muito grande. Edifícios com coluna simples e tesoura O edifício com coluna simples e tesoura. hangares.DTC/Umuarama . como fábricas. geralmente de um pavimento.Sistema construtivo de edifício com coluna simples e treliça. é o tipo mais antigo e possivelmente ainda é o sistema mais barato de construção para edifícios industriais (galpões).Apostila de Estruturas de Aço e Madeira . etc. etc. Na fabricação desses galpões são usados perfis laminados. O feFig. figura 40. 40 . UEM .Universidade Estadual de Maringá . Em qualquer dos casos. oficinas. em chapas de alumínio. os executados em estruturas reticuladas ou de estruturas em pórtico. essas estruturas podem ser moldadas por perfis de alma cheia ou treliçados Edifícios com vãos simples Os edifícios de vãos simples se caracterizam por formarem uma seção transversal em um único vão. o material mais empregado na construção de edifícios industriais é o aço por ser mais versátil. figura 41. depósitos. soldados ou dobrados. Existem basicamente dois tipos construtivos de edifícios industriais em aço. que tem por finalidade cobrir grandes áreas destinadas a diversos fins. As vigas treliçadas e outros elementos da cobertura podem ser construídos com perfís estruturais Pág 38 Fig. em vez de tesouras.2. É um edifício cujo peso da estrutura de aço é bastante baixo. Embora possa ser construído com os mais diversos tipos de materiais. Os edifícios industriais podem ter em sua estrutura vãos simples (isolados) ou múltiplos. fibrocimento.

que são mais leves do que os perfís laminados e apresentam boa rigidez estrutural. Edifícios em pórtico de alma cheia Os edifícios em pórtico de alma cheia.Prof. 43 . simplifica a execução das fundações. figura 43. O sistema de edifício com pórtico treliçado é muito utilizado.Sistema construtivo de edifício com coluna treliçada e tesoura. que requer fundações mais onerosas.Apostila de Estruturas de Aço e Madeira . Edifícios com pórtico treliçado Fig. mas basicamente o espaçamento está vinculado ao tipo de terça a ser utilizada na execução da cobertura.Universidade Estadual de Maringá . Fig. que são de pouca vantagem para edifícios com vãos médios e grandes. com variação da geometria.ocos feitos de chapas dobradas. Olindo Savi Pág 39 . a configuração mostrada na figura 43 é uma das mais utilizadas por se apresentar como uma das construções mais econômicas para este sistema. UEM . que é o sistema mais comum. A tabela abaixo é uma orientação para espaçamentos mais convenientes dos pórticos para estruturas em relação aos vãos. 42 .Sistema construtivo de edifício com pórtico treliçado. Pode ser executado nas mais diversas formas. Edifícios com colunas treliçadas e tesouras O sistema de edifício com colunas treliçadas e tesouras pode ser executado nas mais diversas formas de cobertura. contudo a configuração mostrada na figura 42 é uma das formas mais econômicas de construção deste tipo de edifício. contudo. tem sido utilizados em substituição aos edifícios industriais de coluna simples e tesoura. frequentemente é mais econômico aumentar o espaçamento e utilizar terças treliçadas ou armadas. Espaçamento longitudinal dos pórticos O projetista tem ampla liberdade de fixar o espaçamento entre os pórticos (sistema de colunas e cobertura) de um edifício industrial. já para os grandes vãos.Sistema construtivo de edifício com pórtico de alma cheia. o que Fig.DTC/Umuarama . perfis U e perfis U enrijecidos. 43 . Para pequenos e médios vãos é aconselhável a colocação de pórticos mais próximos de forma a permitir o uso de terças em cantoneiras. ou com bases engastadas. mais comuns no mercado. Estes podem ser executados com pórticos de bases rotuladas.

3 Juntas de dilatação Todos os edifícios. é necessário a introdução de vigas centrais longitudinais para contornar este problema. Pág 40 UEM . quando atingem um determinado comprimento ou largura. poderá ser preferível a eliminação de algumas colunas intermediárias. cumeeiras e escora do beiral. fazendo-se dobrar a distância entre elas nos vãos intermediários. assim. Olindo Savi .  Contraventamentos. 2. tendo metal quente e sujeitos a mudanças de temperatura devem ter juntas de dilatação transversais previstas a intervalos não superiores a 120 metros.Universidade Estadual de Maringá .Prof. a distância pode ser de 150 metros. Mukanov estabelece os limites indicados na tabela abaixo. l: distância entre as juntas longitudinais. Edifícios com fornos e estruturas similares. vigas de tapamento. todavia. A AISE (American Institute of Steel Construcion) nº 13/03 estabelece que: 1.  Vigas de rolamento. c: distância entre as juntas transversais. devem ter uma junta de dilatação para permitir a movimentação do prédio devido a variação de temperatura.Apostila de Estruturas de Aço e Madeira . Se o edifício for formado por várias naves. 3.  Terças. 5.4 Elementos que compõem a estrutura de uma edificação Os elementos que compõem a estrutura de um edifício industrial estão representados na figura 44 são:  Chapas de cobertura e tapamento.DTC/Umuarama . em algumas situações.Pequeno Médio Longo Vão Espaçamento entre pórticos até 15 metros de 3 a 5 metros de 16 a 25 metros de 4 a 7 metros de 26 a 35 metros de 6 a 8 metros de 36 a 45 metros de 8 a 10 metros de 46 a 60 metros de 9 a 12 metros Edifícios com vãos múltiplos Os vários sistemas construtivos para edifícios de vãos simples podem ser aplicados para os edifícios de vãos múltiplos. na qual estão inseridos os limites da AISE nº 13/03: Tipo de construção a b c l c l Prédios com temperaturas elevadas 75 50 200 120 120 150* Prédios sem mudanças internas de temperatura 90 50 230 150 150 150* Prédios sem cobertura 50 30 130 (*) ou cinco alas Notas: a: distância entre o plano da fachada e o vão de contraventamento (longitudinal). b: distância entre os vãos de contraventamento internos (longitudinais). deverão ser previstas juntas longitudinais quando a largura exceder a 150 metros ou ultrapassar cinco alas. 5. Se os edifícios não estão sujeitos a mudanças internas de temperatura.

Apostila de Estruturas de Aço e Madeira .Prof.DTC/Umuarama .Universidade Estadual de Maringá .Elementos que compõem a estrutura de um edifício industrial  Vigas de cobertura. 44 .Fig. Olindo Savi Pág 41 . UEM .

Chapas de alumínio As chapas de alumínio são usadas como alternativa das chapas de aço para o tapamento do telhado. A altura das ondas dos Fig. vem sendo substituídas por telhas com outras conformações. As chapas estão disponíveis com a mesma cor em ambas as faces ou com cores diferentes. Olindo Savi Pág 42 . Chapas de aço galvanizado As telhas de aço galvanizado tem seu uso generalizado. 5. A conformação ondulada. Para telhados curvos como estruturas em arco é recomendado o uso de telhas onduladas que tem menor propensão ao dobramento pelo encurvamento.  alumínio. principalmente para telhas autoportantes. No mercado existem uma gama muito grande de perfis. trapezoidais e trapezoidais com nervura.  aço pré-pintado. ou seja. sendo do tipo ondulada ou outra conformação.  compostas tipo sanduiche.  outros tipos.    Colunas.1 Chapas de cobertura e tapamento São basicamente as chapas que envolvem e vestem uma estrutura. Escadas.DTC/Umuarama . portanto permitem alcançar maiores vãos. 45 . protegendo-a exterior e interiormente das intempéries.Tipos comuns de perfis de telhas. O material de fabricação das chapas (telhas) mais utilizados são:  aço galvanizado.  fibrocimento. UEM .Prof. que melhoram a rigidez e podem alcançar vãos maiores.  PVC e fibra de vidro. aumentando o espaçamento das terças. corrimãos e passadiços. contudo é mais leve. perfis podem variar dependendo do fabricante. Deve ser consultado o catálogo do fabricante para verificar a capacidade de encurvamento da telha. Ventilação natural. sendo necessário consultar os catálogos para se determinar as características detalhadas de cada uma. Chapas de aço pré-pintado As chapas de aço pré-pintado são telhas que receberam pintura com as mais diversas cores para aumentar a resistência à corrosão e também atender aos apelos arquitetônicos do projeto. Existem no mercado outros tipos de perfis. As telhas com formato trapezoidal apresentam maior inércia do que as telhas onduladas. que para resistir aos esforços das ações de grandes vãos apresentam uma geometria bastante diferenciada da apresentada na figura 45. laterais e frontais. que apresentam pequenas variações de acordo com os fabricantes. É um material mais caro do que o aço. Os perfis mais comuns estão representados na figura 45 que são os perfis ondulados.Universidade Estadual de Maringá . Calhas e tubos de descida.4.Apostila de Estruturas de Aço e Madeira .

como é o caso das telhas autoportantes. assim. inclinações mínimas necessárias e cobrimentos devem ser verificados nos catálogos dos fabricantes. no entanto com o peso maior. pois podem ser fabricadas no canteiro de obras ou na indústria.Apostila de Estruturas de Aço e Madeira . Como nos demais materiais. para vencer grandes vãos. torna a estrutura mais resistente aos esforços de sucção do vento nos telhados.Representação de um tipo de telha sanduíche. Como a telha sanduiche apresenta maior rigidez. deve-se evitar o contato das chapas de alumínio com estes materiais. pois as chapas de telhado sofrem a ação dos esforços de vento que se opõem o peso próprio e portanto diminui o peso próprio da estrutura e do telhado.. São fabricadas em aço e as características dependem do processo de fabricação.o que não é necessariamente um benefício. com correspondente efeito sobre a estrutura que deverá ser dimensionada para suportar estes esforços. Olindo Savi Pág 43 .DTC/Umuarama . Apresentam uma grande variação e podem ser compatíveis com o formato de perfis de outros tipos de telhas. Chapas compostas tipo sanduíche São basicamente formadas por duas chapas entremeadas por uma camada de material isolante. As chapas de alumínio são fáceis de se manusear. Os catálogos de fabricantes devem ser consultados para verificação do material disponível no mercado e as informações necessárias para sua utilização. como o poliuretano. o que é obtido por pintura com base de cromato de zinco ou material betuminoso. devendo ser consultados os catálogos dos fabricantes para fazer a escolha mais adequada.00 metros. 46 . As chapas de fibrocimento estão disponíveis no mercado com diversas espessuras e formatos. que são esforços resistentes à ação do vento. utilizando-se fitas de papelão betuminoso e materiais especiais. com grande altura. contudo são mais suscetíveis à deformações. o espaçamento máximo. lã de rocha. forma de fixação. etc. O cimento e a cal atacam o alumínio. Chapas de PVC e de fibra de vidro As chapas de PVC e de fibra de vidro tem por finalidade melhorar o índice de iluminação interna de edifícios. pode-se trabalhar com vãos maiores. inclinações mínimas necessárias e os cobrimentos das camadas de chapas. no entanto podem ser encontradas chapas com a face inferior plana. lã de vidro. Chapas de fibrocimento As chapas de fibrocimento apresentam peso muito maior do que as chapas de aço ou alumínio. A figura 46 apresenta um Fig. de até 4. Considerações com relação às chapas metálicas Deve-se evitar o contato direto das telhas metálicas com terças metálicas para inibir a corrosão eletroquímica. e também para verificar os espaçamentos máximos. com a finalidade de melhorar o isolamento térmico da área coberta.Prof.Universidade Estadual de Maringá . dos tipos de telha disponíveis no mercado. ou ainda. O catálogo do fabricante deve ser consultado para verificar os detalhes construtivos. Outros tipos de chapas de tapamento Existem também chapas metálicas com perfis bastante diferenciados. UEM . formas de fixação.

cos).DTC/Umuarama . A melhor posição para os tirantes é:  a meia altura para perfis com até 152mm. com o objetivo de demonstrar a posição de alguns dos elementos componentes da mesma.Apostila de Estruturas de Aço e Madeira . porém com cerca de metade da carga. vigas de tapamento. 47 . interligadas por meio de chapas ou outro tipo de armação. provocadas pelas cargas que atuam sobre as telhas. que normalmente são de sucção para telhados de pouca inclinação. Como as terças. que podem provocar manchas nas mesmas. As terças estão normalmente sujeitas à solicitações de flexão (simples e dupla). deve ser prevista a cobertura das mesmas para não haver penetração de água entre as chapas. coma finalidade de suportar as cargas das chapas de cobertura e transmitir os esforços delas geradas para as tesouras (ou vigas ou ainda pórtiFig. está sujeita à solicitações de flexão simples e composta. ou  no terço inferior quando há predominância do esforço do vento (sucção) UEM . Vigas de tampamento São as vigas situadas entre os pórticos ou colunas com a finalidade de servir de apoio para as chapas de tapamento. Olindo Savi Pág 44 . é formada por duas terças localizadas no topo do pórtico (tesoura).Prof. cumeeiras e escora do beiral A figura 47 apresenta um esquema de uma estrutura metálica típica bastante simples. Tirante das terças e das vigas de tapamento Os tirantes são barras (normalmente redondas) colocadas entre os apoios das terças e vigas de tapamento para reduzir o vão e desta forma aumentar a rigidez (pela redução do comprimento de flambagem).utilizando-se madeira para o calçamento. provocada pelo peso próprio das chapas de fechamento e das vigas.2 Vigas. colunas. como: peso próprio (terça e telhas).Esquema de uma estrutura metálica típica. Cumeeira A cumeeira.4. terças. figura 47. 5. no sentido de maior inércia provocadas pela pressão ou sucção do vento e no sentido de menor inércia.  no terço superior quando há predominância de aços de carga vertical. poeira e pessoas na cobertura) e pelas cargas provocadas pelo vento. Normalmente é utilizado um tirante no caso de vigas com comprimentos até 6 metros e dois para vãos maiores. Terças As terças são vigas colocadas na cobertura. Estão sujeitas a esforços de flexão dupla. Devem ser consultados os catálogos dos fabricantes para verificação dos detalhes construtivos.Universidade Estadual de Maringá . Na armazenagem das telhas metálicas. São peças submetidas a esforços axiais de tração. acidentais (chuva.

sendo o ideal entre 23º e 30º. As barras de contraventamento estão sujeitas. aos esforços axiais de tração e compressão.4. Os contraventamentos devem ser feitos nos vãos extremos e também em intervalos de 50 a 60 metros. funcionam também para distribuir as cargas de vento e os impactos laterais no caso de pontes rolantes.4.Esquema de contraventamento horizontal e vertical. Os contraventamentos horizontais devem ser feitos também no primeiro e último vão de terças e tem por finalidade de distribuir os esforços transversais do vento de evitar a deformação longitudinal no plano de cobertura.4 Escadas e corrimãos O acesso à partes mais altas da estrutura normalmente exige o uso de escadas. 48 . O pé-direito para o cálculo da escada é considerado como a distância vertical entre os pisos superior e inferior. no plano das terças da figura 48. 5. para estruturas com comprimentos superiores a esFig.Apostila de Estruturas de Aço e Madeira . basicamente. A largura da escada deve ser definida em função da quantidade de pessoas que podem ter UEM . Escadas de lances As escadas de lances ou inclinadas. Os principais materiais empregados nos contraventamentos são: barras redondas. Deve-se distinguir os contraventamentos horizontais que se encontram no plano das terças ou das cordas das tesouras ou vigas do pórtico.3 Contraventamentos O contraventamento é um sistema de barras colocadas nas estruturas com a finalidade de garantir a estabilidade do conjunto durante a vida útil e durante a fase de montagem. é responsável pela condução das cargas de vento na parte superior da estrutura (ou de ponte rolante) até as fundações. Existem basicamente dois tipos de escadas metálicas. ou nó superior das treliças) e que tem por finalidade dar estabilidade às colunas no sentido longitudinal.Prof. Contraventamentos horizontais Os contraventamentos horizontais.DTC/Umuarama . são escadas cujo ângulo varia de 20º a 45º em relação ao plano do piso. as de lance e as paralelas.Escora do beiral São barras simples ou compostas localizadas nos topos das colunas. que se encontram entre os pilares. para dar ao edifício uma rigidez espacial. e ainda. além de garantir a rigidez e estabilidade. tes. cantoneiras (simples ou compostas). 5. perfis U (simples ou compostos) e perfis I. com os verticais. Olindo Savi Pág 45 . o contraventamento vertical (Plano das colunas da figura 48). Contraventamentos verticais Além de garantir a estabilidade da estrutura.Universidade Estadual de Maringá .

que deverá ter comprimento mínimo de 90 cm.10 metros. Quando o número de degraus ultrapassar a 20 é aconselhável a colocação de um patamar. As normas de segurança recomendam o uso de proteção contra quedas dos usuárias para alturas superiores a 2. Sua aplicação se prende mais a acessos nos locais em que a área não permite a instalação de escadas de lances.DTC/Umuarama . Olindo Savi Pág 46 . são escadas cujo ângulo varia entre 75º e 90º em relação ao plano do piso. Escadas paralelas As escadas paralelas. UEM . e escadas para três pessoas é recomendável a largura mínima de 1. Os tipos variam dos perfis U voltados para cima e cheios de concreto.acesso a ela simultaneamente: uma. Escadas para acesso de uma pessoa deve ter largura superior a 76cm. duas. montantes e chapas de rodapé. Escadas para acesso de duas pessoas deve ter largura superior a 1. A altura total entre o piso acabado e o topo do corrimão varia de 1. Corrimãos Os corrimãos são utilizados para proteção lateral para escadas e passadiços. aos formados por chapa xadrez dobrados e por grelhas padronizadas. para os de tubo ou de barra redonda.Prof. para o caso de corrimão de cantoneira e 1. três. etc. A escolha do tipo de degrau está ligada a finalidade de uso da estrutura.Apostila de Estruturas de Aço e Madeira .50 metros.25 metros. e o espaçamento entre os montantes não deve ultrapassar 2. sendo recomendável 1. torres de resfriamento. Nos corrimãos inclinados é dispensada a chapa de rodapé. tais como poços de visita.875 metros. um intermediário. também conhecidas como escadas marinheiro. etc. alguns acessos para manutenção. A relação recomendada para espelhos e pisos é: 2e + p = 63.30 metros. sendo "e" o espelho (degrau) e "p" o piso. A proteção padrão consiste em um corrimão superior.Universidade Estadual de Maringá .10 metros.10 metros. Os corrimãos podem ser montados diretamento no canteiro de obras ou pré-fabricados e montados na obra.00 metro a 1.

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