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Os elementos metais alcalinos terrosos

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Introdução Os elementos metais alcalinos terrosos Os elementos do grupo 2 da tabela periódica, mais conhecidos como metais alcalinos terrosos, formam uma série de metais altamente reativos, mas menos reativos que os metais alcalinos. Geralmente, são divalentes e formam compostos iônicos incolores. Os óxidos e hidróxidos são menos básicos que os metais alcalinos; portanto seus oxossais (carbonato, sulfatos e nitratos) são mais susceptíveis ao calor. O magnésio é um importante metal estrutural, sendo usado em grandes quantidades (303.000 toneladas em 1993). Diversos compostos são utilizados em grandes quantidades: calcário (CaCO3) é utilizado para a preparação de cal virgem ( CaO: 127,9 milhões de toneladas em 1993) e cimento (1.396 milhões de toneladas em 1993), além de 14,2 milhões de toneladas de giz. Outros compostos usados em grandes quantidades incluem o gesso CaSO4 (88,2 milhões de toneladas em 1992), fluorita, CaF2(3,6 milhões de toneladas em 1992), magnésia; MgCO3 (10,8 milhões de toneladas em 1992) e barita, BaSO 4 (4,9 milhões de toneladas em 1992). Mg2+ e Ca2+ são íons essenciais ao ser humano; Mg2+ é um importante constituinte de clorofila. Estrutura eletrônica Todos os elementos do grupo dois possuem dois elétrons s no nível eletrônico mais externo. Ignorando os níveis internos preenchidos, as suas estruturas eletrônicas podem ser representadas como 2s2, 3 s2 , 4s2, 5 s2, 6 s2 e 7 s2 . Ocorrência e abundancia: O berílio não é muito comum, em parte porque ele não é muito abundante (2 ppm) e em parte por causa de sua difícil extração. É encontrado em pequenas quantidades em minerais do grupo dos silicatos, como berílio Be3Al2Si6O18 e fenacita Be2SiO4. A pedra preciosa esmeralda tem a mesma formula mínima do berílo, mas contem pequenas quantidades de cromo responsável por sua coloração verde. O magnésio é o sexto elemento mais abundante da crosta terrestre (27.640 ppm ou 2,76%). Sais de magnésio estão dissolvidos na água do mar, na proporção de até 013%.

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Montanhas inteiras (por exemplo, as dolomitas na Itália) são constituídas pelo mineral dolomita [Mgco3. CaCO3]. A dolomita é utilizada na construção de rodovias. Quando calcinada se transforma num material refratário, usado no revestimento interno de altos fornos. O Mg também está presentes em diversos minerais do grupo dos silicatos, por exemplo a olivina (Mg, Fe)2 ,talco Mg3(oH)2Si4O10, crisotilo Mg3(OH)4Si2O5 (asbesto) e micas, tais como K+[Mg3(OH)2 (AlSI3O10)]-. O Cálcio é o quinto elemento mais abundante na crosta terrestre (46.000 ppm ou 4,66%), sendo um dos constituintes de diversos minerais bastante comuns, disseminados por todo o planeta. Há vastos depósitos sedimentares de CaCO3.formando montanhas inteiras de calcário, mármore de greda( os penhascos brancos de Dover), e também na forma de corais . Estes elementos se originam no acumulo de conchas de animais marinhos. Embora o calcário seja tipicamente branco em muitos locais ele apresenta coloração amarela, laranja ou marrom devido à presença de quantidades traço de ferro. O estrôncio (384 ppm) e o bário (390 ppm) são muito menos abundantes, mas bem conhecidos, porque ocorrem na forma de minérios concentrados, que permitem fácil extração. O estrôncio é minerado como celestita, SrSO4 e estroncianita, SrCO3. O Ba é obtido como barita, BaSO4. O radio é extremamente raro e radioativo. Já foi usado no tratamento radioterápico do câncer. Atualmente outras fontes de radiação são utilizadas para essa finalidade (60Co, raios X ou um acelerador linear). Obtenção dos metais: Os metais alcalinos terrosos não podem ser obtidos facilmente por redução química, porque eles próprios são fortes agentes redutores, alem de reagirem com carbono formando carbetos. São fortemente eletropositivos e reagem com água. Assim, soluções aquosas não podem ser usadas nos deslocamentos dos mesmos por outro metal, ou na obtenção por via eletrolítica. A eletrolise de soluções aquosas pode ser efetuada usando um cátodo de mercúrio, mas a separação do metal da amalgama é difícil. Todos os metais podem ser obtidos por eletrolise de seus cloretos fundidos, embora o estrôncio e o bário tenham a tendência de formar uma suspensão coloidal.

mas menores do que do grupo 1.62 5.85 1. Logo esses elementos possuem densidades maiores que os metais do grupo um. principalmente porque os metais assumem diferentes estruturas cristalinas.5 Tamanho dos átomos e dos íons: Os átomos dos elementos do grupo 2 são grandes.35 1.12 1.50 Tabela A: Tamanho e densidade dos átomos dos metais alcalinos terrosos. suas energias de ligação são maiores e seus pontos de fusão e de ebulição são muito mais elevados que os dos metais alcalinos (ver tabela 2). mas os metais são relativamente moles.500) 1.347 881 766 688 705 Tabela B: Pontos de fusão e Pontos de ebulição dos elementos dos grupos 1 e 2.287 649 839 768 727 (700) Pontos de ebulição (⁰C) (2. Os metais alcalinos terrosos têm a cor branca prateada. principalmente porque a retirada de dois elétrons aumenta ainda mais a carga nuclear efetiva. enquanto que os metais alcalinos possuem apenas um elétron.494 1.60 1. pois a carga adicional do núcleo faz com que esta atraia mais fortemente os elétrons. Pontos de Elementos Be Mg Ca Sr Ba Ra fusão (⁰C) 1. .97 2. Eles possuem dois elétrons de valência que podem participar de ligações metálicas.18 1.74 1.72 1.22 Densidade (g cm-3) 1.00 1. Em conseqüência. 850) (1.15 2.381 (1.55 2.105 1.700) Elementos Li Na K Rb Cs Pontos de fusão (⁰C) 181 98 63 39 28.63 3.5 Pontos de ebulição (⁰C) 1.31 0.48 Elementos Be Mg Ca Sr Ba Ra Raio metálico (Ă) 1. os metais alcalinos terrosos são mais duros. Os pontos de fusão não variam de modo regular. Raio iônico Mg2+ (Ă) Hexacoordenado 0.

sendo considerado um composto covalente. a diferença de eletronegatividade será grande e os compostos formados serão iônicos. Eletronegatividade Os valores de eletronegatividade dos metais alcalinos terrosos são baixos. Sr e Ba reagem com elementos tais como halogênios e o oxigênio. de modo que a energia necessária para remover o primeiro elétron é maior que dos elementos dos metais alcalinos. Visto que os átomos são menores que o dos correspondentes elementos do grupo 1. A eletronegatividade do Be é maior do que os demais elementos. O BeF 2 exibe a maior diferença de eletronegatividade de todos os compostos de berílio com o maior caráter iônico. . sugere que a energia liberada quando se forma o retículo cristalino mais que compensa a energia necessária para produzir os íons. A energia total requerida para obter os íons divalentes gasosos dos elementos dos metais alcalinos terrosos (primeira energia de ionização + segunda energia de ionização) é mais de quatro vezes maior que a energia necessária para formar um íon M + a partir dos correspondentes elementos metais alcalinos. sendo seus compostos tipicamente covalentes. O fato de se formarem compostos iônicos.6 Energia de ionização: A terceira energia de ionização é tão elevada que os íons M3+ nunca são formados. A energia de ionização do Be2+ é alta. Ca. Todavia. os elétrons estão mais fortemente ligados. o BeF2 fundido apresenta uma baixíssima condutividade. Quando Mg. Assim. a relação entre cargas do núcleo e dos elétrons circundantes aumenta de modo que os elétrons remanescentes estão ainda mais firmemente ligados. Ca. situados a direita da tabela periódica . a energia necessária para remover o segundo elétron é quase o dobro daquela necessária para remover o primeiro. Sr e Ba são predominantemente iônicos e os metais se encontram em forma divalentes. mas maiores do que do grupo dos metais alcalinos. os compostos formados pelo Mg. O Mg também forma alguns compostos covalentes contudo. Depois de removido um elétron.

Energias de ionização e eletronegatividade Energias de hidratação As energias de hidratação dos íons dos elementos metais alcalinos terrosos são 4 a 5 vezes maiores que a dos metais alcalinos. a medida que o tamanho dos íons aumenta.459 -2. A solubilidade depende da energia reticular de um solido e da energia de hidratação dos íons.9 Tabela C . como explicando abaixo.2 H2O possuem águas de cristalização. NaCl e KCl são anidros. Por exemplo.367 MI2 -2.5 1.517 -3.178 -2. 6H2O e BaCl2.906 -2. Solubilidade e Energia Reticular Solubilidade da maioria dos sais diminui com o aumento de seu peso atômico.614 MF2 -2.6H2O.312 -3.757 1.450 1.120 MCO3 -3. mas o MgCl2.610 -2. Isso se deve principalmente ao seu menor tamanho e sua maior carga.731 4.058 Tabela D .292 -2. CaCl2.064 965 979 3º 14. de modo que os valores de ΔH hid .986 -2. embora se observe a tendência inversa no caso dos fluoretos e hidróxidos deste grupo. decrescem de cima para baixo dentro do grupo.7 Metais alcalinos terrosos Be Mg Ca Sr Ba Ra Energias de ionização (KJ mol-1) 1º 899 737 590 549 503 509 2º 1. Note que o numero de moléculas de água de cristalização diminui á medida que os íons se tornam maiores. Metais alcalinos terrosos Mg Ca Sr Ba MO -3.2 1.281) Eletronegatividade de Pauling 1. No caso do Be existe um fator adicional que é a formação de um íon complexo muito estável: o [Be (H2O4)]2+.0 1.0 0.910 (3.145 1.847 7.718 -2.923 -3.Energias reticulares para alguns compostos (KJ mol-1) Metais alcalinos terrosos ΔH (KJ mol-1) . Os compostos cristalinos dos metais alcalinos terrosos contem mais moléculas de água de cristalização do que os metais alcalinos.

Na maioria dos casos. considerando-se os casos dos elementos formados pelos metais alcalinos terrosos. Há duvidas se ele reage com 2+ ІMg -2.entalpias de hidratação As energias reticulares são muito maiores do que dos metais alcalinos por causa do efeito do aumento da carga na equação de Born. a energia reticular diminui mais rapidamente que a energia de hidratação. portanto os compostos se tornam menos solúveis a medida o metal aumenta de tamanho. Mg -2. Sr 2+ ІSr -2. Um decréscimo na energia reticular favorece um aumento de solubilidade. Considerando-se um íon negativo qualquer. Isso indica que o berílio é muito menos eletropositivo (menos metálico) que os outros elementos do grupo.85.92 volts). a energia de hidratação deve ser maior que a energia reticular. de modo que a solubilidade desses compostos aumenta de cima para baixo dentro do grupo.89. por exemplo. e não reage com água. Considere um grupo de compostos correlatos. Descendo pelo grupo dos íons metálicos se tornam maiores.577 -1.87. Propriedades químicas • Reação com água: O potencial de redução do berílio é muito menor que aqueles dos demais elementos dos metais alcalinos terrosos (potencial padrão do eletrodo. Para uma substancia ser solúvel. e o efeito global depende do qual dos dois apresenta uma variação relativa maior. Ra2ІRa . Ba2+ІBa -2.921 -1. de modo que tanto a energia de hidratação quanto a energia reticular se tornam cada vez menores.8 Be2+ Mg2+ Ca2+ Sr2+ Ba2+ -2. Contudo no caso dos fluoretos e dos hidróxidos.305 Tabela E . E ⁰. do Be2+ІBe -1.Landé.37. a energia reticular decresce á medida que aumenta o tamanho do metal. A energia de hidratação também diminui á medida que os íons metálicos se tornam maiores. Os dois fatores portando variam em sentidos opostos. a energia de hidratação decresce mais rapidamente que a energia reticular. os cloretos de todos os metais alcalinos terrosos.494 -1. Ca2+ІCa -2.91.443 -1.

Nesse aspecto. apesar de seu potencial de redução favorável. ou seja. 2H2O Be é anfótero Todos os membros do grupo formam 2M+O2 2MO Com excesso de oxigênio Ba+ O2 Ba O2 Ca. mas é capaz de decompor água quente: Ca + 2H2O Ca(OH)2 + H2 ou Mg +H2O  MgO + H2 O Mg forma uma camada protetora de óxido. e Ba formam. Sr reagem rapidamente com água fria. Sr e Ba tem potenciais de redução semelhantes aqueles dos correspondentes metais do grupo dos metais alcalinos. não reage facilmente a não ser que a camada de óxido seja removida por amalgamação com mercúrio. O bário também forma o peróxido Na2[Be(OH)4]+H2 “salinos” Todos os elementos do grupo formam nitretos a temperaturas elevadas Todos os metais do grupo formal . Todos os metais reagem com ácidos liberando hidrogênio. com água nem mesmo Ca. iônicos. ele se assemelha ao alumínio. Assim. M+ H2 M H2 3M +N2 + M3 N2 3M+2P M3P 2 Sr. óxidos normais. e Ca. e se situam em posições no topo da série eletroquímica. Ca+ 2H2O Ca(OH)2+ H2 O magnésio apresenta um valor Eº intermediário e não reage com água fria. ou se não reage nessas condições. liberando hidrogênio e formando hidróxidos. Reagem facilmente com água fria. reação M + 2H2O  M (OH)2 + H2 M + HCl  MCl2 + H2 Be + 2NaOH + Observações Be provavelmente reage com vapor Mg reage com água quente.9 vapor d’água para formar oxido BeO. formação do filme óxido. hidretos a altas temperaturas.

tal como ocorria com os metais alcalinos. Ca. Sr e Ba são básicos. Hidróxidos O Be(OH)2 é anfotero. A força da base aumenta do Mg ao Ba.+ H2 A evaporação da amônia das soluções dos metais alcalinos fornece os metais mas no caso dos metais alcalinos terrosos a evaporação da amônia leva a formação de hexaamoniatos dos metais correspondentes.Reações gerais dos metais alcalinos e alcalino-terrosos Soluções dos metais em amônia liquida Todos esses metais se dissolvem em amônia liquida. mas a reação é catalisada por muitos metais de transição e seus compostos. Essas soluções se decompõem muito lentamente formando amidetos e liberando hidrogênio. Estes se decompõem lentamente. mas os hidróxidos de Mg. devido ao aspecto do elétron solvatado. 2NH3 +2e 2NH2. M(NH3) M(NH2) + 4 NH3 + H2 Soluções concentradas desses metais em amônia têm cor de bronze. de modo que os elementos do grupo dos metais alcalinos terrosos apresentam a tendência normal de aumento de suas propriedades básicas. de cima para baixo dentro do grupo. por causa da formação de agregados metálicos (“clusters”). .10 M+SMS M+SeMse M+TeMTe M+F2 M F2 M+Cl2M Cl2 M+Br2M Br2 M+I2 M I2 2M+ 2NH32M(NH2) 2+H2 fosfetos a temperaturas elevadas Todos o metais formam sulfetos Todos os metais formam selenetos Todos os metais formam teluretos Todos os metais formam fluoretos Todos os metais formam cloretos Todos os metais formam brometos Todos os metais formam iodetos Todos os metais do grupo formam amidetos a altas temperaturas Tabela F . formando amidretos. Soluções diluídas são de coloração azul brilhante.

Ca. Essas reações ilustram o caráter básico crescente dos elementos. O berílio é anfótero. Ca2+(H CO3-)2  CaCO3 + CO2 + H2O Reações com ácidos e bases Todos os metais alcalinos terrosos reagem com ácidos liberando H2. isto é. que leva á formação de uma fina película de oxido sobre a superfície do metal.11 As soluções aquosas de Ca(OH)2 e Ba(OH)2 são denominadas água de cal e de barita. formando H2 e berilato de sódio. protegendo-o de um posterior ataque pelo ácido. o que provoca o lento crescimento das estalactites e estalagmites. Sr e Ba não reagem com o NaOH. não reage. Caso um excesso de CO2 seja borbulhado. O berílio se torna “passivo” quando na presença de HNO3 concentrado. a turbidez desaparece. sendo tipicamente básicos. Isso ocorre porque o HNO 3 é um forte agente oxidante. Mg. Quando o CO2 é borbulhado nessas soluções. As cavernas em regiões de terreno calcário geralmente possuem estalactites crescendo do teto e estalagmites crescendo do solo contém Ca2+(HCO3-)2 dissolvido. . elas se tornam turvas ou leitosas devido á formação de uma suspensão de partículas sólidas CaCO3 ou BaCO3 . pois nesse caso formam-se os bicarbonatos solúveis. Ca2+(OH-)2 + CO2  CaCO3 + H2O + excesso de CO2 Ca2+(HCO3-)2 CaCO3 =precipitado branco insolúvel (HCO3-)2 =solúvel Os bicarbonatos dos metais alcalinos terrosos somente são estáveis em solução. respectivamente. e são utilizados para detectar a presença de dióxido de carbono. embora o berílio reaja lentamente. ao descer pelo grupo dos metais alcalinos terrosos. pois também reagem com NaOH. pois dá um resultado positivo mesmo quando apenas se expira sobre ela. A água de barita é muito mais sensível ao teste. O bicarbonato solúvel decompõe-se lentamente ao carbonato insolúvel. ao passo que com a água de cal o ar expirado (ou outro gás) deve ser borbulhado na mesma.

2H2O + H2 Sulfatos A solubilidade dos sulfatos em água diminui ao descer pelo grupo dos metais alcalinos terrosos: Be>Mg>Ca>Sr>Ba. Todos o sulfatos do grupo dos metais alcalinos terrosos se decompõem por aquecimento formando óxidos: MgSO4 + calor MgO +SO3 Analogamente ao comportamento térmico dos carbonatos. A anidrona não deve ser usada com materiais orgânicos. importante na construção civil como “gesso de Paris”. Mg SO4. A maioria dos compostos de bário é obtida a partir do sulfeto de bário. bem menores que os demais. CaSO4. com estruturas muito semelhantes às dos sulfatos: o íon SO42-.12 Mg+2HClMgCl2 + H2 Be +2NaOH +2H2O Na2[Be(OH)4] + H2 ou NaBeO2. Isso é evidenciado pelas temperaturas de decomposição dos sulfatos.7H2O. enquanto que os sulfatos de Sr. Ba.Temperaturas de decomposição de alguns compostos de metais alcalino-terrosos. e Ra são praticamente insolúveis. mas o CaSO4 é pouco solúvel. porque é um forte agente . As solubilidades muito maiores do BeSO4 e do Mg SO4 são decorrentes das elevadas entalpias de solvatação dos íons Be 2+ e Mg2+. Contudo. eles são quimicamente diferentes.1/2H2O. Assim. O aquecimento dos sulfatos com C reduzem a sulfetos. Substância Temperatura de decomposição BeSO4 500ºC MgSO4 895ºC CaSO4 1149ºC SrSO4 1374ºC Tabela G . quanto mais básico for o metal mais estável será ao sulfato. é usado como laxante suave. pois os percloratos são agentes oxidantes fortes. BeSO4 e Mg SO4 são solúveis. MClO4. O perclorato de magnésio é usado com agente secante conhecido como “anidrona”. O sal de espom. BaSO4 + 4CBaS +4CO Os elementos do grupo dos metais alcalinos terrosos também formam percloratos. O sulfato de cálcio pode existir como hemihidratado.

. .Água destilada. .(1) Objetivos Observar as características e o comportamento dos metais alcalino-terrosos e seus compostos em reações químicas. .Béquer.Solução de ácido clorídrico.Fenolftaleína. .Espátula.Hidróxido de sódio.Procedimento experimental a) Materiais Utilizados .Cloreto de magnésio. e um contato acidental com materiais orgânicos poderia provocar uma explosão.13 oxidante. . . . 4 .Magnésio em aparas.Tubos de ensaio. .Carbonato de cálcio. . .Pinça de madeira. .Cloreto de amônio. .Bico de Bunsen.

b) Procedimento Propriedades Redutoras do Magnésio. . Logo após levou-se o primeiro tubo contendo água e fita de magnésio a chama do bico de Bunsen. Foram adicionados aos dois tubos pequenos pedaços de fitas de magnésio. Separou-se dois tubos de ensaio em cada um deles foram adicionados aproximadamente 2 ml de MgCl2 e 4 gotas de NaOH.14 . No tubo de ensaio contendo o carbonato de cálcio adicionou-se uma pequena quantidade de ácido clorídrico. Adicionou-se algumas gotas de fenolftaleína ao tubo com a solução de água e fitas de magnésio. fazendo comque houvesse formação de precipitado.5 g de carbonato de cálcio (CaCO3). Então. Foram coletados os produtos resultantes da queima da fita de magnésio e colocados em um tubo de ensaio contendo uma pequena quantidade de água. Ação de ácidos sobre o carbonato de cálcio. Obtenção do hidróxido de magnésio e sua dissolução em ácido e sal de amônio. Pegou-se pedaços de fita de magnésio com a ajuda de uma pinça metálica e levouse as fitas de magnésio a chama do bico de bunsen. ao primeiro tubo foram adicionadas 6 gotas de HCl. Primeiramente pegou-se dois tubos de ensaio e no primeiro tubo adicionou-se uma pequena quantidade de água e no segundo adicionou-se uma pequena quantidade de acido clorídrico.Cloreto de Cálcio. Preparação do MgO e do Mg(OH)2. Adicionou-se em um tubo de ensaio a quantidade aproximada de 0.

Após. e ao tubo 2. foram adicionadas 20 gotas de .foram adiconados 2 ml de solução de H2SO4 concentrado a cada tubo. até que o precipitado solubilizasse completamente novamente. observando-se as tranformações ocorridas. 4 ml de H2O. observando-se a formação ou não de precipitado. adicionou-se ao tubo 1 4 ml de solução de HCl 2 mol/L. na seguinte ordem: TUBO 1 – CaCl2 TUBO 2 – SrCl2 TUBO 3 – BaCl2 Em seguida.observando-se as transformações ocorridas. Após este procedimento. foram adiconadas algumas gotas de fenolftaleína no tubo 2 para confirmação da reação de formação de um hidróxido.15 e ao segundo tubo foram adicionadas 12 gotas de NH2Cl.76 mol/L a dois tubos. Após. foi adicionado 1 ml de solução de K2CrO4. foram adicionados 2 ml de solução de MgCl2 0. e a eles foram adicionados 2 ml de solução de cloretos de metais alcalino-terrosos. adicionou-se 1ml de solução de NH4OH 3. Cromatos de metais alcalino-terrosos Foram separados e numerados três tubos de ensaio. Ent]ap. Solubilidade comparativa de sulfato de metais alcalino-terrosos. Após. foram adicionadas 10 gotas de (NH4)2SO4 aos tubos onde houve a formação de precipitado. Ação da solução de amônia sobre sais de magnésio em presença e em ausência de sais se amônio. e foram adicionados a estes tubos cloretos de metais alcalino-terrosos. observando-se as transformações ocorridas nas soluções. na seguinte ordem: TUBO 1 – MgCl2 TUBO 2 – CaCl2 TUBO 3 – SrCl2 TUBO 4 – BaCl2 Em seguida. Foram separados e numerados 4 tubos de ensaio. Primeiramente.25mol/L aos dois tubos.

Após a filtração. seguindo-se as especificações da apostila. Com o aquecimento.452g de Sr(NO3)2. pesou-se 2. conforme a solubilidade deste sal encontrada no Merck Index. A reação ocorre em duas etapas. demonstrando que o magnésio reage mais rápido em água quente.Propriedades redutoras do Mg. com os quais preparou-se uma solução saturada. e a partir da massa obtida. Ao adicionar-se as aparas de magnésio em água. calculou-se o rendimento da reação. que indicavam que a reação teria que ser calculada considerando-se um rendimento da reação de 65%. Misturou-se então as duas soluções. foram calculadas as massas de reagentes necessárias para a realização do experimento. Síntese do hidróxido de estrôncio Primeiramente. nota-se que a formação de bolhas é muito mais rápida. Resultados e Discussão 1 .6 ml de água. para separar o hidróxido. Pesou-se também 1. nota-se a formação de pequenas bolhas. observando-se novamente as transformações ocorridas. com 5. decorrentes da reação resultando na liberação de hidrogênio gasoso. Desta forma.112g de NaOH. a fim de provocar a reação e formar o hidróxido de estrôncio octahidratado. Obtendo-se o precipitado formado pelo hidróxido de estrôncio octahidratado. a amostra foi secada e pesada. e pode ser descrita por: . por estar em meio aquoso. resultando em 2g de hidróxido de de estrôncio octahidratado. o sistema foi filtrado à vácuo.6 ml de água. e também considerando-se que a massa de NaOH utilizada deveria ser 20% maior do que a quantidade estequiométrica. correspondendo a 6.16 CH3COOH aos tubos onde houve precipitação. os quais foram dissolvidos no triplo de água suficiente para solubilizar completamente a amostra.

a reação ocorre de forma muito mais rápida. na forma de cloreto. alterando seu nox de -1. oxidando-se e tendo variação de nox de 0. A reação ocorrida pode ser descrita por: Mg(s) + 2HCl(aq) → MgCl2(aq) + H2(g) ↑ A diferença da velocidade e também na liberação de calor durante a reação se deve a diferenças de eletronegatividade entre o oxigênio e o cloro ligados ao hidrogênio e à diferenças de energia reticular dos compostos formados. na forma de cloreto. ocorre de forma mais rápida. Como o oxigênio é mais eletronegativo. no estado sólido. enquanto que o hidrogênio reduz. não é possível observar a formação do precipitado. e. com liberação de gás com odor característico de hidrogênio e nota-se o aquecimento do sistema. o aquecimento durante a formação do MgCl 2 se deve à maior energia reticular em relação à energia reticular do MgO e do Mg(OH)2. Quanto à energia liberada. . Desta forma. visto que apenas uma pequena parte do magnésio metálico reage por a reação ocorrer de forma lenta. portanto. a reação com o cloro é facilitada. Nas duas reações percebe-se que o magnésio atua como agente redutor. Quando se adiciona as aparas de magnésio no ácido clorídrico.17 Mg(s) + H2O(l) → MgO(aq) + H2(g) ↑ MgO(aq) + H2O(l) → Mg(OH)2(s) ↓ Como a concentração de Mg(OH)2 é muito baixa. para 2+. causando grande efervescência. atrai mais fortemente o hidrogênio sendo mais difícil deslocá-lo do que quando está ligado ao cloro. para 0 na forma gasosa. que é menos eletronegativo do que o oxigênio.

Ação dos ácidos sobre o carbonato de cálcio.2 . tem-se a formação do óxido de magnésio. que produz como um dos produtos o gás carbônico: CaCO3(s) + 2HCl(aq) → CaCl2(s) + H2O(l) + CO2(g)↑ Observa-se que o sistema final tem aspecto branco leitoso. A reação ocorrida é: Mg(s) + O2(g) MgO(s) Quando se adiciona água no tubo onde a apara contendo o óxido de magnésio. que é a própria substância branca.3 . Também observa-se um brilho intenso. .18 4. 4. devido à liberação de parte da energia recebida durante o aquecimento em forma de radiação eletromagnética.pode ser detectada em solução). porque mesmo que o cloreto de cálcio seja um sal extremamente solúvel. Após a reação. Isto ocorre devido á reação entre os compostos. Quando se adicionou ácido clorídrico ao carbonato de cálcio sólido. pela reação do magnésio metálico com o oxigênio presente no ar. Mg(OH)2. e a presença de íons OH. nota-se a formação de uma camada de uma substância em forma de pó branco em torno de toda a apara. caracterizado pela formação do óxido. observou-se a formação de bolhas com grande efervescência. pela coloração vermelha apresentada (apesar de ter solubilidade muito baixa. que indicou a presença de uma substância básica. se adicionou algumas gotas de fenolftaleína. em uma reação endotérmica (é necessário fornecer calor para que a reação ocorra). há a formação do hidróxido.Preparação do MgO e do Mg(OH)2 Ao aquecer-se a apara de magnésio na chama. não há água suficiente para solubilizar todo o sal formado. pela reação: MgO(s) + H2O(l) → Mg(OH)2(aq) Para confirmar a formação do hidróxido. uma pequena parte do Mg(OH)2 solubiliza.

devido à reação ocorrida entre o Mg(OH)2 e o HCl: Mg(OH)2(s) + 2HCl(aq) → MgCl2(aq) + 2H2O(l) No tubo 2. forma-se um precipitado esbranquiçado.19 4.25 mol/L aos dois tubos. Na adição de 4 ml de NH4Cl 2 mol/L ao tubo 1. a concentração de íons Cl. também houve total dissolução do precipitado.Ação da solução de amônia sobre sais de magnésio em presença e em ausência de sais de amônio. enquanto no tubo 2. há processos diferentes também. enquanto que no tubo 2.Obtenção do hidróxido de magnésio e sua dissolução em ácido e sal de amônio. o sistema permanece incolor. o NH4OH apenas ficou mais diluído. indicando uma coloração rosa característica da presença de hidroxilas com este indicador. Ao adicionar-se substâncias diferentes a 1 ml de solução de NH4OH 3. devido à reação: MgCl2(aq) + 2NaOH((aq) → Mg(OH)2(s)↓ + 2NaCl(aq) No tubo 1. não há a formação de novo precipitado. devido à reação ocorrida entre o Mg(OH)2 e o NH4Cl: Mg(OH)2(s) + 2NH4Cl(aq) → MgCl2(aq) + 2NH4OH(aq) Como tanto o MgCl2 e o NH4OH são solúveis em água. Quando se adiciona 2 ml de solução de MgCl2 0. onde houve adição de água. hidróxido de magnésio. ao qual se adicionou 12 gotas de NH 4Cl 2 mol/L. Quando se adicionou 2 ml de solução de MgCl2 0. 4. houve formação de precipitado. houve a dissolução de todo o precipitado. sem formação de precipitado. no tubo 1. ao qual se adicionou 6 gotas de solução de HCl 2 mol/L.4 . No tubo 2. .25 mol/L e 4 gotas de NaOH.76 mol/L.5 .aumentou. há a confirmação da formação de um hidróxido solúvel pela adição de algumas gotas de fenolftaleína.

após a adição de H2SO4. não há reação entre as substâncias. Já no tubo 2. No segundo tubo. elas permanecem solubilizadas. porque o sal formado é bastante solúvel: CaCl2(aq) + H2SO4(aq) → 2HCl(aq) + CaSO4(aq) . portanto. o íons amônio e o íons cloreto. no tubo 2. a reação ocorrida pode ser escrita por: NH4OH(aq) + H2O(l) → NH4OH(aq) (não há reação. Isto não deveria ter ocorrido.Solubilidade comparativa de sulfatos de metais alcalino-terrosos. não deveria haver formação de precipitado. apresentou somente uma coloração levemente esbranquiçada. não há formação de precipitado. e. apenas diluição) 2NH4OH(aq) + MgCl2(aq) → 2NH4Cl(aq) + Mg(OH)2(s)↓ O precipitado formado é o hidróxido de magnésio. Como todas as substâncias adicionadas são solúveis. A tabela a seguir apresenta os resultados obtidos na adição de solução de H 2SO4 à soluções de cloretos de metais alcalino-terrosos: Cloreto de metal alcalino-terroso Características observadas na adição de H2SO4 MgCl2 CaCl2 SrCl2 BaCl2 Levemente esbranquiçado Solução incolor Precipitado branco no fundo Precipitado branco com aspecto leitoso O tubo onde continha MgCl2. onde havia solução de CaCl2. a mudança de coloração na solução deve-se a algum resíduo contido no tubo antes mesmo do experimento ser realizado. 4. Então. O efeito do íon comum faz com que a ocorrência de reações seja desfavorecida. insolúvel em água. há íons comuns nas substâncias adicionadas.5 . não havendo formação de precipitado (mesmo porque não há reação química). pelo menos não devido aos produtos formados pela reação entre o MgCl2 e o H2SO4: MgCl2(aq) + H2SO4(aq) → 2HCl(aq) + MgSO4(aq) Como o MgSO4 é um sal solúvel.20 Isso ocorre porque.

Cromatos de metais alcalino-terrosos Ao reagir compostos de metais alcalino-terrosos com cromato de potássio. e que. forma-se um sal insolúvel. e isto favorece e completa a precipitação dos dois sais já precipitados. comum aos dois sais. pois o sal formado é bastante insolúvel: SrCl2(aq) + H2SO4(aq) → 2HCl(aq) + SrSO4(s)↓ No quarto tubo.6 . portanto. há a formação de precipitado. também ocorre o mesmo processo. precipita: BaCl2(aq) + H2SO4(aq) → 2HCl(aq) + BaSO4(s)↓ Adicionando-se solução de (NH4)2SO4 às soluções em que houve formação de precipitado. portanto. há um aumento no íon sulfato. há a formação de . não há formação de precipitado. 4. Já nas duas reações seguintes.21 No terceiro tubo. obtevese os seguintes resultados: Sal de metal alcalino-terroso CaCl2 SrCl2 BaCl2 Características observadas após a adição de solução de K2CrO4 Não há precipitação. solução amarela Há formação de precipitado amarelo Há formação de precipitado amarelo As reações ocorridas são: • CaCl2: CaCl2(aq) + K2CrO4(aq) → CaCrO4(aq) + 2KCl(aq) • SrCl2: SrCl2(aq) + K2CrO4(aq) → SrCrO4(s)↓ + 2KCl(aq) • BaCl2: BaCl2(aq) + K2CrO4(aq) → BaCrO4(s)↓ + 2KCl(aq) Nota-se que na primeira reação os produtos formados são solúveis.

há maior precipitação. e a energia de hidratação não supera a ligação entre os íons. como os íons envolvidos são muito grandes. calculou-se a massa teoricamente obtida com rendimento de 100%: 65% ----------------. já que como os cátions e o ânion são grandes. já que. que também são insolúveis: BaCrO4(s) + 2CH3COOH(aq) → Ba(CH3COO)2(s)↓ + H2CrO4(aq) SrCrO4(s) + 2CH3COOH(aq) → Sr(CH3COO)2(s)↓ + H2CrO4(aq) 4.62 g/mol 40 g/mol 265.x .22 precipitado porque o cromato de metal alcalino-terroso formado é insolúvel. é necessária uma energia de hidratação muito grande para que eles se solubilizem. deixando o precipitado bem depositado no fundo do recipiente.8H2O + 2NaNO3 Calculando-se as massas molares das substâncias envolvidas.62 g/mol Considerando que. Ocorre uma reação neste processo.7 .8H2O Massa molar 211. foi possível calcular as massas dos reagentes necessárias: Substância Sr(NO3)2 NaOH Sr(OH)2. ficam estabilizados. com rendimento de 65% a massa final obtida seria de 2g. formando acetatos de metais alcalino-terrosos. 8H2O considerando-se que o rendimento seria de 65%: Sr(NO3)2 + 2NaOH + 8H2O → Sr(OH)2. Com a adição de 20 gotas de solução de ácido acético aos tubos onde ocorreu precipitação. foi necessário determinar a reação que iria ocorrer e as quantidades de reagentes necessárias para se obter 2g de Sr(OH) 2 . Para realizar esta etapa do experimento.2g 100% ---------------.Síntese do hidróxido de estrôncio.

24 x = 111. se 211.16 / 265.100% x ---------------------------.927g -------------------.3. visto que são necessários 80g de NaOH para se obter 265.62g Sr(OH)2.24 / 100 x = 11.077 265.1g .077 265.8H2O 265.120% 100 x = 120 .62g Sr(NO3)2 ----------------.077g Desta forma.265.077g Sr(OH)2. 3.62 .62 x = 0. a massa utilizada foi: 0.62 x = 2.62 x = 211.8H2O.62 x = 80 . é: 80g NaOH ---------------------.8H2O 265.8H2O x ------------------------------------.45g E a massa de NaOH necessária para se obter esta massa de Sr(OH)2. de acordo com o procedimento.077g Sr(OH)2.15 x = 651.62g Sr(OH)2.23 65 x = 2 .16 x = 246.927 100 x = 111.8H2O x -----------------------------------. 0. a massa de nitrato de estrôncio necessária para se obter 3. 100 65 x = 200 x = 200 / 65 x = 3.077g de hidróxido de estrôncio octahidratado foi: 211.62g de Sr(NO3)2 formam 265.62 x = 651.3.62g de Sr(OH)2. Portanto. a massa de NaOH utilizada teria que ser 20% maior do que a quantidade estequiométrica.8H2O. 3.15 / 265.62g de Sr(OH)2.265.927g Porém.8H2O.62 x = 246.

2g/100ml de água.11 50.100ml H2O 1.8H2O foi: . constatou-se que a solubilidade do NaOH.45g Sr(NO3)2 -------------------. 1.002g.8 x = 2.2g Sr(NO3)2 ---------------.24 Consultando o Merck Index.45 44.54 ml Misturando-se as duas soluções. Após a filtração à vácuo e a secagem deste precipitado. o rendimento da reação.8H2O obtida com rendimento de 65% seria de 2g. aproximadamente a temperatura em que foi realizado o experimento.8 x = 111 x = 111 / 50.x 44.8g/100ml de água.2 x = 5. de aspecto gelatinoso e bastante espesso.8 x = 100 . a massa final obtida foi de 1. conforme o procedimento recomendado. o volume de água necessário foi: 50.100ml H2O 2.2 x = 245 x = 245 / 44.8g NaOH ---------------.2 x = 100 . consultou-se o Merck Index para verificar a solubilidade do Sr(NO3)2 para saber a quantidade de água necessária para preparar uma solução saturada com a massa de nitrato pesada previamente.19 ml 3 . 2. Assim. o volume de água necessário para dissolver completamente a massa de Sr(NO3)2 foi: 44. é de 50. Como a solubilidade deste composto é de 44. Como a massa de Sr(OH)2.57 ml Da mesma forma.19 ml = 6. constituído pelo hidróxido de estrôncio octahidratado.x 50. formando 1.002g de Sr(OH)2. a 25ºC. obteve-se um precipitado branco.11g NaOH -------------------. de hidróxido de sódio e de nitrato de estrôncio. 2. para adicionar uma quantidade 3 vezes maior.

Toma. Reagem com água formando bases. Referências LEE.2g x ----------------.002 2 x = 65. de forma geral.D. por exemplo.1.13 / 2 x = 32. como os ácidos. e com o oxigênio formando óxidos. . São Paulo: Edgard Blücher.57% Conclusões A partir destes experimentos.13 x = 65. Química Inorgânica não tão Concisa. Reagem de forma altamente espontânea na presença de compostos que tenham hidrogênio como cátion.002g 2 x = 65 . diminui conforme aumenta o raio atômico. pode-se concluir que os metais alcalino-terrosos são bastante reativos. J. Tradução de Henrique E.25 65% ------------. e a solubilidade dos seus compostos. atuam como agentes redutores. com exceção dos hidróxidos. Por serem bastante reativos e tenderem a perder elétrons. 1. 1999.

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