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Pequenos Comerciantes

Nunca é cedo demais para se ganhar o próprio dinheiro. Laura Antunes Bloch tem 9 anos e já aprendeu a
essa lição. Aluna da terceira série da Escola Senador Correia, em Laranjeiras, no Rio de Janeiro, há um mês ela
aproveita o horário do recreio para vender tortinhas feitas por sua tia.
- Trago dez tortas por dia e vendo umas sete, a R$ 2,00 cada. Ganho R$ 0,60 por torta e estou guardando o
dinheiro todo – conta ela.
Como Laura, outros alunos da escola multiplicam lucros no intervalo. Isabel Flaksman Rondinelli, de 10
anos, e Kim Freire Adam, de 11 anos, por exemplo, fazem colares e pulseiras de miçangas. Isabel trabalha em
sociedade com sua irmã mais velha, Marina, de 13 anos, que estuda no Colégio São Vicente.
- Foi a namorada do meu pai que nos ensinou a fazer as pulseiras. Estamos juntando o dinheiro para
comprar alguma coisa bem legal no final do ano. Às vezes eu quero gastar, mas minha irmã não deixa – conta
Isabel, que calcula que ganha cerca de R$ 10,00 por semana.
Menos organizada, Kim gasta tudo em balas e coisas para o seu cachorro. Entre os alunos da Senador
Correia, João Feliz, de 12 anos, é o que mais tem tino para os negócios. Ele chega a vender uma caixa de chicletes
por dia.
- O baleiro que fica na frente da escola cobra R$ 0,20 por chiclete. É um roubo. Eu vendo por R$ 0,10 e já
tenho lucro – conta João, que ganha R$ 15,00 por semana. – O legal deste dinheiro é que eu trabalhei para consegui
– lo e posso fazer o que quiser com ele.
O GLOBO, Rio de Janeiro, 11/11/1996
1. O que você entende por lucro e prejuízo?
2. Você já vendeu alguma coisa em sua vida? Teve lucro ou prejuízo?
3. Cite cinco produtos que você considera caros e cinco produtos que você considera baratos. Na sua opinião, é
mais fácil ganhar dinheiro vendendo produtos caros ou vendendo produtos baratos? Por quê?
4. Você recebe mesada de seus pais ou ganha dinheiro fazendo algum trabalho? Como você gasta o seu dinheiro?
5. Imagine – se dentro de um supermercado. Você tem na carteira apenas R$ 1,00. Faça uma lista de possíveis
produtos que você pode comprar.
6. Retire do texto:
a) todos os nomes próprios:
b) palavras que estão no plural:
c) 4 palavras com encontro vocálico:
d) 4 palavras com encontro consonantal:
e) todas as palavras acentuadas e depois separe – as em sílabas.
7. Procure no texto o antônimo de:
a) triste b) atrás c) compro d) chato
e) perder f) nova g) sempre h) pouco
i) prejuízo j) multiplicar k) separando
8. Escreva por extenso todos os valores que aparecem no texto.
9. Por que o texto chama – se pequenos comerciantes.
10. O que indicam os parágrafos que estão precedidos de travessão.
11. O que significa a informação que aparece no final do texto: O GLOBO, Rio de Janeiro, 11.11.1996
12. Você saberia calcular há quantos dias, meses e anos esta reportagem foi publicada?
13. Kim Freire Adam é uma menina ou menino. Retire do texto a expressão que justifica a sua resposta.
14. Explorar o sistema monetário brasileiro.
15. Produção de Texto: Pense em alguma coisa que você poderia vender em sua escola. Componha um texto,
fazendo da resposta de cada parágrafo, explicando como você começaria um negócio.
a) Qual o produto que você gostaria de vender? E por que?
b) Qual seria o preço dele?
c) Onde seria o seu ponto de vendas?
d) Quantas pessoas você chamaria para trabalhar com você? Quem seriam elas? No que elas ajudariam?
e) Quem poderia se interessar em comprar o seu produto?
f) Como você faria para que as pessoas se interessassem em comprar o que você está vendendo.
16. Faça uma propaganda para seu produto.
PRA SER CAIPIRA EMOÇÕES

Pra ser Caipira, A tristeza é um sentimento


Não basta só dizer que é. que às vezes a gente tem.
Mas não dura muito tempo,
Tem qui sinti a natureza di perto. Que a alegria logo vem.
Vê o sor raiá. Nós às vezes temos medo
E nem sempre é por covardia.
Pra ser Caipira, Outras vezes, de repente,
Não basta estar no campo. Vem uma grande valentia.
Para nós ficarmos calmos
Tem qui sabê dos animar, Contar até dez faz bem.
Cada passarinho, cada canto. Mas se a raiva for muito grande,
O melhor é contar até cem...
Pra ser Caipira, Mudar da calma para a raiva,
Não basta falar diferente. Da alegria para a tristeza,
Do medo para a coragem,
Tem qui gostá do lugar, Podemos Ter a certeza,
Ficá debaixo da arve sentado. Que é o mais natural...
Da nossa natureza!
Pra ser Caipira,
Não basta ouvir de noite a viola. 1. Escreva coisas que deixam
você alegre.
Tem qui i na quermesse, 2. Agora, coisas que deixam
I jogá argola. você triste.
3. O que deixa você com raiva.
Pra ser Caipira, 4. De que você tem medo?
Não basta acordar com a aurora.

Tem qui ovi história,


Tê medo de caipora?

Pra ser Caipira


Não basta brincar no rio.

Têm qui tê um cachorro,


Prá chamá no assobiu.

Pra ser Caipira,


Tem que se esforçar.

Num tem não !


Basta gosta da natureza,
Sabendo a respeitrar.

Gliccielma Bueno, 12 anos

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