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Alimentos Funcionais 2 - Vários Exemplos de Alimentos Funcionais - Ana Lucia Cunha - Nutricionista

Alimentos Funcionais 2 - Vários Exemplos de Alimentos Funcionais - Ana Lucia Cunha - Nutricionista

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ALIMENTOS FUNCIONAIS

Ana Lúcia Cunha

Via Nutri

Incluem uma grande variedade de alimentos, contendo diferentes componentes que afetam diversas funções corporais

ALIMENTOS FUNCIONAIS

ALIMENTOS FUNCIONAIS
Todo alimento ou ingrediente que, além das funções nutricionais básicas, quando consumidos como parte da dieta usual, produza efeitos metabólicos e/ou fisiológicos e/ou efeitos benéficos à saúde devendo, ser seguro para consumo sem supervisão médica.
(Portaria 398 – 30/04/99 – Sec. Vigilância Sanitária do MS)

SOJA

ALIMENTOS FUNCIONAIS
FARELO e GRÃOS INTEGRAIS TOMATE AZEITE DE OLIVA AVEIA ALHO

LINHAÇA UVA

CEBOLA CHÁ VERDE OLEAGINOSAS

ALGAS

SOJA - Composição

PEIXES

daidzeína Isoflavonas (fitoestrógenos) genisteína
Compostos difenólicos → Flavonóides (antioxidante) Metabolismo e biodisponibilidade ≅ humanos e animais • Aglicona (forma ativa) • Glicosídica (forma inativa) etapas de desconjugação e conjugação
(absorção e metabolismo)

Hidrolisadas flora intestinal saudável

SOJA - Composição
Qualidade Proteica PER ( Protein Efficiency Ratio) OMS e FDA adotaram → PDCAAS (Protein Didestibility Correct Amino Acid Score) Soja = 1 → AVB (0,6g ptn/kg atende necessidade proteicas crianças e adultos) < teor aas sulfurados (metionina) Fonte de minerais: Fe, Zn, Mg, K, Ca, Mn e Se Fonte vitaminas: B1, B2, B6 e ác. fólico Fonte de fibras (15g/ 100g)

SOJA - Composição

Contém componentes com propriedades antinutricionais (?) - Inibidores tripsina : ↓ digestão ptns
cozimento reduz antitripsina em até 80-90%. - Fitatos (hexafosfato de inositol) : ↓ ptns, Zn e Fe. etapas germinação e cocção → perde fosfatos ↓ ação ↓ risco câncer de cólon (efeitos antioxidantes). - Saponinas: ação hipocolesterolêmica.
(Angelis, 2001)

↓ abs. colesterol - ↑ sua excreção.

(Potter, 2000)

• Doenças cardiovasculares e dislipidemias • Menopausa • Osteoporose • Câncer • Obesidade

SOJA – Quando utilizar ?

Efeitos Hipocolesterolêmicos Isoflavonas

SOJA – Doenças Cardiovasculares Mecanismos Propostos

• HMG CoA (3-hidroxi 3-metilglutaril coenzima A)

⇒ regula metabolismo do colesterol no fígado - remove o colesterol e LDL-col via ác. biliares; - ↑ ativ. dos receptores de LDL-col.

(Tham et al,1998; Potter et al, 2000) • Conteúdo de fibras e oligossacarídeos

- fermentação no cólon → AGCC diminuem síntese hepática do colesterol; - alteram a concentração pós-prandial das lipoptns séricas (modificam esvaziamento gástrico e trânsito intestinal, secreção pancreática → ↓ absorção lipídica).
(Everson et al, 1992)

SOJA – Doenças Cardiovasculares Mecanismos Propostos
Redução da Agregação Plaquetária
• Ação antioxidante das isoflavonas → ↓ oxidação

LDL-col → alteração

céls. endoteliais ↓ aterogênese (Raines et al; Wei et al, 1995)
• Inibição da adesão celular e altera a ativ. dos fatores

de crescimento (fibroblastos) → lesões céls. ↓ proliferação celular e inibe a trombina (converte fibrinogênio em fibrina) → formação coágulo Efeitos mediados pela inibição da tirosina-quinase agregação plaquetária e aterosclerose
(Raines & Ross, 1995)

Influências endócrinas
• Hormônios tireoidianos:

SOJA – Doenças Cardiovasculares Mecanismos Propostos

- > conversão de T4 em T3. (Iritian et al, 1996) • Glucagon: (fonte arginina e glicina) - ↓ lipogênese e a síntese do colesterol e de LDL-col.

(Mc Carty,1999)

- estimula adenil ciclase → ↑ AMP cíclico → ↓ enzimas lipogênicas • Estrógeno: - efeito estrogênio-símile, isoflavonas atuam nos receptores → efeitos

cardioprotetores em mulheres pós-menopausadas.
(Lobo, 2001)

Composição de ácidos graxos

SOJA – Doenças Cardiovasculares Mecanismos Propostos

- ↓ teor lipídios → rica ác. graxos insaturados 51% ác. linoleico/7% ác. α-linoLênico (Lorgeril et al, 1994)

Composição aminoácidos

- < teor metionina → ↓ homocisteína plasmática 30-50g PS + dieta hipocolesterolêmica
(Tonstand et al, 2001)

SOJA – Doenças Cardiovasculares Mecanismos Propostos
Presença PS é indispensável na ↓ colesterol

Isoflavonas isoladamente não demonstraram mesma efetividade
(Hodgson et al, 1998; Tovar-Palacio et al, 1998; Greaves et al, 1999; Nestel et al, 1999)

Principais estudos sobre os efeitos da soja nos níveis de colesterol
Método Resultados

Meta análise 38 estudos ↓ 9,3% colesterol e (1995) 12,9% LDL-col 47g PS/dia ↑ 2,4% HDL-col Teixeira et al, Efeito PSI (50g/dia) durante ↓ 2,6% colesterol (2000) 6 semana em homens Sugere 20g/dia PS hipercolesterolêmicos Clifton-Bligh et al Efeitos das isoflavonas ↑ HDL 15,7% para (2001) (28,5 e 85,5 mg/dia) 28,6% após 6 meses em mulheres pós-menopausadas Mizaei (2001) Consumo 75g PS 3x/sem ↓ 30% LDL-col Guthrie et al Consumo 25g PS 6 semnas ↓ 2,4% colesterol (2001) ↓ 1,5% LDL-col Anderson Nova meta análise 8 estudos ↓ 6,1% LDL-col e Stephenson PIS ( ± 53g/dia) ↓ 15% risco DCV (2001) Considerando a quantidade PS rica em isoflavo de isoflavonas nas + efetivas Anderson et al, indivíduos

Autor

743

SOJA – Estudo Recente
Efeito de uma bebida de soja x leite desnatado no perfil lipídico e peroxidação lipídica em portadores de hipercolesterolemia primária

↓ 3,5% LDL-col ↑ 9,9% HDL-col ↓ 16,6% peroxidação lipídica
Estudo duplo cego, randomizado e cruzado 60 pacientes, 18 semanas 25g PS ( ± 80 mg isoflavonas)
(Bricarello, LP et al. 2002)

SOJA – Doenças Cardiovasculares
↓ 1% do LDL-col ↑ 1 mg/dl HDL-col ↓ 2 a 3% risco DCV ↓ DCV 2% homens e 3% mulheres

↓ de cada unidade do Índice de Castelli I (Col/HDL) ↓ 50% risco coronariano
(American Heart Association, 1996)

SOJA – Doenças Cardiovasculares
HEALTH CLAIMS aprovado FDA Dietas pobres em gordura saturada e colesterol que incluam 25g PS/dia podem reduzir o risco de doenças cardiovasculares.
(Anderson et al. Meta-analysis of the effects of soy protein intake on serum lipids. New Engl J Med, 333:276-282, 1995)

ADA → 25g PS ↓ LDL-col
(Funtional Foods –Position of ADA. J Am Diet Assoc, 99:1278-1285, 1999)

Recomendação Soc. Bras. Cardiologia

SOJA – Doenças Cardiovasculares

Produtos contendo 6,25g PS ou mais, menos 3g gordura total, menos de 1g de gordura saturada e com menos 20 mg colesterol podem ser consumidos para a redução do LDL-col.
(Diretrizes de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose. Arq Bras Card, 77, S III, 2001)

SOJA – Menopausa
Isoflavonas → estrutura química semelhante ao estrógeno (17 ßestradiol) Ação estrogênio- símile Podem ligar-se aos receptores nas células alvo
(mamas, cérebro, sistema reprodutor)

Mecanismos Propostos

Efeito antiestrogênicos → pré-menopausa Efeito estrogênico → pós-menopausa

SOJA – Menopausa
Principais Estudos
• Fukutake et al (1996) → ↓ sintomas da menopausa com consumo 45 mg/dia
equivalente a 60g PS. • Brenzinski et al (1997) → 145 mulheres pós-menopausadas recebendo dieta rica em isoflavonas em 3 refeições > 60 mg/dia por 12 semanas → ↓ 50% dos sintomas da menopausa ( ↓ 54% dos fogachos, ↓ 60% ressecamento vaginal). • Yim et al (2000) → ↓ sintomas em 80% das mulheres alimentadas 100mg/dia x grupo placebo ↓ 12,5%.

60g PS/dia ↓ sintomas da menopausa (ADA/1999)

SOJA – Osteoporose
Perda da massa óssea com envelhecimento > nas mulheres pós-menopausa
Estudos: < incidência de osteoporose no oriente onde consumo de soja é maior.

Consumo 40g/dia PS (2,25 mg isoflavonas/g) →↑ densidade mineral óssea região lombar mulheres pós-menopausadas. Soja < teor aas sulfurados (metionina) → ↑ pH renal → ↓ excreção de Ca+ → ↓ risco osteoporose e cálculos renais. Consumo PS x ptns animais → ↑ excreção Ca+ urina.
(Mahalco et al, 1983) (Messina e Messina, 1996) (Potter et al,1998)

Consumo 40-50 mg/dia → promover benefícios na prevenção e tratamento da osteoporose (Anderson & Garner, 1997)

SOJA – Obesidade
Fonte de arginina e glicina
↑ glucagon e ↓ insulina (Sanches e Hubbard, 1991) • Efeito termogênico • ↓ lipogênese e estoques de gorduras (↓ enz. lipogênicas) • ↓ síntese do colesterol e do LDL-col circulante • ↑ oxidação hepática dos ác. graxos
Dietas à base de soja ↓

(↑ receptores LDL e ↓ níveis HMG CoA redutase)

(Anderson et al,1995; Tham et al, 1996; Potter et al, 1998; Teixeira et al, 2000)

peso corporal (Iritani et al, 1996) e fatores de risco cardiovasculares (Yamashita et al, 1998)

SOJA – Câncer
Ação efetiva da soja na prevenção de câncer Povos orientais X ocidentais → < prevalência de câncer
(50-100 mg/dia) (< 3mg/dia) (estudos epidemiológicos, animais e “in vitro’)

Relação inversa: ↑ fitoestrógenos X ↓ câncer Genisteína → inibe angiogênese (Aldercreutz & Mazur, 1997) Inibe ptn TIROSINA QUINASE (fosforilação subst. oncogênicas) e enzimas TOPO-ISOMERASES I e II (alterações do DNA) → ↓ proliferação céls. cancerígenas. ↑ Hormônios sexuais (andrógenos e estrógenos) ↑ Ca próstata, mama e ovário.

SOJA – Câncer
Mecanismos Propostos
Efeitos anti-carcinogênicos da soja (Tham et al, 1998) • ↓ níveis circulantes de andrógenos. • ↑ [ ] SHBG (glob.ligadora de horm. sexuais) → ↓ ativ. IGF –1.

→ Dieta vegetariana ↓ níveis de IGF-1:
- IGF-1 inibe síntese hepática SHGB (Singh et al, 1990; Key, et al, 1990) - IGF -1 ↑ mitose das céls. cancerígenas (Mc Carty, 1997)

• Competição pela ligação aos receptores celulares dos hormônios. • Isoflavonas ↓ conversão testosterona em dihitestosterona. Efeito anticancerígeno: 1,5 a 2 mg/kg PC
(Hendrich et al, 1994)

• Variam de acordo com: - condições geográficas e ambientais - tipo de extração: alcoólica X aquosa

QUANTIDADE E CONCENTRAÇÃO ISOFLAVONAS / SOJA

→ Produtos derivados da soja: formas e quantidades variáveis de isoflavonas • Efeitos benéficos quantidade e tempo de consumo

• Biodisponibilidade: estrutura das isoflavonas, processamento industrial, composição do produto, dieta, sensibilidade individual e fase da vida

FDA → 6,25g PS por porção, com base 25g de PS na redução do colesterol. ADA → 25g PS ↓ LDL-col e 60g ↓ sintomas da menopausa.

QUANTIDADE E CONCENTRAÇÃO ISOFLAVONAS / SOJA

Estudos evidenciaram sinergismo forte entre a proteína de soja e as isoflavonas Proposta ao FDA aprovação 2mg/g PS
(Crouse et al, 1998; Hodgson et al, 1998)

Produtos da Soja
extrato de soja.

Produtos não desengordurados: farinha integral de soja, “leite” de soja e Produtos do farelo desengordurado:

- farinhas e farelos (trituração grãos e remoção óleo) = 54% ptn - concentrados (remoção componentes solúveis em água) = 65% ptn - isolados (mais refinado, remoção quase todos outros constituintes) = 95% ptn (> teor formas agliconas) 3) Produtos do óleo bruto : óleos, margarinas e lecitinas.

4) Alimentos naturais:
-

Fermentados: shoyu, tofu, cottage de tofu, molho de soja, misso Não fermentados: grão seco verde, grão seco, bebidas de soja, maionese de soja, polpa de soja

Adaptado: MORAIS, 2000 in Bricarrello, LP. Soja e suas aplicações práticas. Rev Nutr Saúde Perf; 3(13): 37-9, 2001.

Conteúdo de Proteína e Isoflavona nos Produtos da Soja

Adaptado: ANDERSON et al, 1999.

Avaliação do Conteúdo e Perfil de Isoflavonas nos Produtos à Base de Soja Consumidos no Brasil

NI- Não informado

Adaptado: GENOVESE & LAJOLO, 2002

Como e Quanto Consumir da Soja ?
• Grão de soja : 2 CS = 40g (14,8g ptn / 75,5 mg/ 102 mg Ca) → Cozido, saladas, ensopados, pastas, etc. • Soja assada : 1 CS = 20g (7g ptn / 38,8 mg/ 36 mg Ca ) → Lanches, saladas, etc.

• Prot. text. de soja: 5 CS = 100g (53g ptn / 93,5 mg/ 340 mg )

Ensopada, molhos, recheios, etc. • Bebida de soja : 1 copo = 200 ml

AdeS® → 5g ptn / 17 mg / 18,2 mg Ca Previna® (3 CS/ 2 medidas) → 17 g / 45 mg / 360 mg Ca Supra Soy Light® (2 CS) → 7g ptn / NI / 260 mg Ca Soy Milke® (3 CS) → 7g ptn/ NI / 277mg Ca MegaSoy® (2 CS) → 9g / 23 mg / 266 mg Ca

Desjejum, lanches, ceia, etc.

Como e Quanto Consumir da Soja ?
• Tofu : 2 fatias grandes = 100g (8g ptn/ 6,8 mg / 111mg Ca)
→ Sopas, saladas, pastas, molhos, refogado com legumes, etc.

• Cottage de Tofu : 3 CS = 60g ( 4g ptn/ NI / 82,6 mg Ca)
→ Sopas, saladas, pastas, molhos, refogado com legumes, etc.

• Missô : 1 CS = 10g (1,13g ptn/ 2mg / 7,07 mg Ca)
→ Molhos, ensopados, sopas

• Polpa de soja: 1 xícara = 130g ( 5,5g ptn/ NI/ 104 mg Ca)
→ Bolinhos, burguers, saladas, refogados, sopas, etc.
Fontes: Informações fabricantes (rótulos), Tabelas Comp. de Alimentos e adaptado Genovese & Lajolo, 2002.

- Bebida de soja instantânea (2 CS/200 ml) batida com frutas - Salada de soja à vinagrete (2 CS = 40g) - Sanduíche de pasta de tofu c/ ervas (50g = 1 fatia) TOTAL = 25,8g PS / 95,9 mg ISOFLAVONAS g Menopausa - Bebida de soja (2 CS /200 ml) - Proteína de soja ensopada (5 CS = 100g) - Soja assada (3 CS = 60g) TOTAL = 77,5g PS/ 254,9 mg ISOFL./ 808 mg Ca
Fontes: Informações fabricantes (rótulos), Tabelas Comp. de Alimentos e adaptado Genovese & Lajolo, 2002.

g Doenças Cardiovasculares

Quanto Consumir da Soja ? Exemplos

Fontes de fibras, amido resistente e oligossacarídeos.

FARELOS E GRÃOS INTEGRAIS

Retardo esvaziamento gástrico e absorção intestino delgado ↑ Volume fecal Fermentação fibras solúveis → AGCC

Consumo 1 porção de alimentos à base grãos integrais
• Efeitos benéficos: - ↓ colesterol total e LDL-col (↓ riscos DCV); - ↓ risco de câncer (gástrico e coloretal). Outros componentes: carotenóides, tocoferóis e tocotrienóis, selênio, esteróis, flavóides, lignanas., ác. oleico e linoleico.
(Jacobs et al, 1995; Andreasen et al, 2001) (Jacobs et al, 1998)

(Thompson, 1994 e Clydescale, 1994)

Um dos cereais mais estudados → fonte Alta qualidade nutricional

ß- GLUCANAS

Fibras solúveis que formam os componentes estruturais das paredes celulares dos grãos Polissacarídeos lineares unidos por ligações glicosídicas Resistentes aos processos digestivos humanos Produzem soluções alta viscosidade (farelo)

Dietas c/farelo de aveia (hipercolesterolêmicos)

↓ colesterol-total, LDL-col e rel. HDL/LDL- col.

(Davidson et al, 1991; Braaten et al, 1994; Behall et al, 1997; Bell et al, 1999; De Sá et al, 1998)

• ↑ síntese ác. biliares e sua excreção fecal
↓ absorção do colesterol → ↓ colesterol sanguíneo
(Martlett et al, 1997; Duarte e Costa, 1997)

• Efeito protetor no desenvolvimento de câncer • ↓ absorção de glicose em diabéticos

(Wood et al, 1998; De Sá et al, 1998)

(Wood et al, 1998; De Sá et al, 1998; Hall-Frish et al, 1995; Rick et al, 1996))

Principais Estudos dos Efeitos da Aveia nos Níveis de Colesterol

De Sá et al. Ciência e Tecnologia de Alimentos, 18(4): 425,1998.

Quanto Consumir da Aveia ?
HEALTH CLAIMS aprovado FDA Dietas suplementadas com ß-glucanas 3g/dia promovem diminuição do colesterol total e LDLcolesterol 40g farelo de aveia (± 2 CS ch) 60g farinha de aveia (± 3 CS ch)
Produtos de aveia integral podem trazer nos rótulos o benefício promovido pela aveia na redução riscos doenças cardiovasculares

COGUMELOS

Presentes todo mundo (10 mil espécies) Champignom (Agaricus bisporus) Shiitake (Lentinus edodes) Proteínas: 19-35% (Japão, China e Ásia) Carboidratos: 51-88% (Mattila et al, 2000)

Beta-Glucana
Ação Hipocolesterolêmica : ↑ síntese ác. biliares e ↓ absorção colesterol Mais estudos : biodisponibilidade

Beta-Glucana

COGUMELOS

Ação mediada células T e macrófagos (Borches et al, 1999) Aumento atividade céls. natural killers (Paschoal, 2001) → Ação imunomoduladora

Ação Anti-cancerígena : Inibe a metástase 53,2% - Shiitake 43,3% - Maitake (Kidd, 2000)

Mais estudos: esclarecer quais receptores envolvidos e o que estimula a ligação das glucanas céls. alvo.
(Borches et al, 1999)

ALCACHOFRA e CHICÓRIA
Fontes de inulina (prebiótico)
15g inulina/dia = ↑ proporção lactobacilos (20-70%)
(Biggs & HancocK, 2001; Casey et al, 2000)

20g inulina (raiz chicória) + sorvete de baunilha = ( ∆ hipercolesterolêmicos) Alcachofra → fonte SILIMARINA
(Casey et al, 2000)

↓ TG e colesterol

Flavonóide composto 3 isômeros: silibina, silidianina e silicristina → Proteção contra

hepatotoxicidade → Inibe ativ. indutores tumores
(Agarwal & Mukhtar, 1996)

LINHAÇA
• Da família das lináceas, a linhaça ou linho, planta nativa da Europa,
Ásia e Região Mediterrânea. • Usada desde a antiguidade para fazer cordas e tecidos.

• No Egito antigo o óleo era usado para mumificações. • Antes de serem usadas na culinária as sementes eram trituradas e
aplicadas em ferimentos e partes doloridas do corpo

SEMENTE DE LINHAÇA
• Semente oleaginosa rica em fibras, proteínas e gorduras.
57% W3 16% W6 18% W9 Rel. W6: W3 = 0,3:1

• Contém mais dobro de W3 encontrado nos peixes

(100g = 16,5g)

Prevenção e controle da agregação plaquetária ↓ TG plasmáticos → inibição secreção VLDL-col pelo fígado

↓ níveis da pressão arterial Efeito antiinflamatório

Proteção cardiovascular Teor W3 Lignanas LIGNANAS → compostos fenólicos, que são metabolizados no intestino (flora
saudável) e se transformam em ENTERODIOL e ENTEROLACTONA ⇒ Estruturas semelhantes aos estrógenos
(efeitos ≅ isoflavonas da soja) (Bennet, 1998)

SEMENTE DE LINHAÇA

45g semente de linhaça = 2,2g de lignanas
Estudo 50g semente de linhaça dourada em 4 semanas e 6% LDL-col (Kritchevsky, 1995) ↓ 9% colesterol total

LIGNANAS
Flavonóides Propriedades Biológicas: Antimitótica Antifúngica Antioxidante Potente inibidor ativ. plaquetas e mediador das inflamações. Fontes: sementes secas, óleos de sementes, leguminosas, grãos e cereais integrais e vegetais. LINHAÇA = maior teor (até 800 vezes)

COMPOSIÇÃO
SEMENTE DE LINHAÇA DOURADA

COMPOSIÇÃO

SEMENTE DE LINHAÇA DOURADA

SEMENTE DE LINHAÇA

Como e Quanto Usar ?
• Semente linhaça dourada
-

x marrom Cultivada em climas frios (EUA e Canadá) Cultivo orgânico (< índice metais pesados) > teor e biodisponibilidade de lignanas (35 – 45%) Casca mais lisa, fina e brilhante - sabor e textura mais suave ↑ Biodisponibilidade → triturar as sementes

manter em refrigeração por 3 dias Adicionar em frutas, suco, sobremesas, sopas, saladas, etc. Recomenda-se o consumo de 25g (2 CS rasas) a 45g (4 CS rasas)/ dia (↑ gradativo)

• Fonte de LICOPENO → carotenóide (pigmento vegetal lipossolúvel) - Potente antioxidante - > [ ] fruto maduro e produtos derivados - Também presente: goiaba, melancia, ameixa, etc. • Localizado dentro da matriz tecidual Processamento ↑ biodisponibilidade → TRANS CIS (> temperatura e tempo)
(ISOMERIZAÇÃO)
(Bramley, 2000) (Shi & Le Maguer,2000)

TOMATE

• Tomate e derivados contribuem com 85% de licopeno ingerido/dia

Conteúdo de Licopeno nos Alimentos

Fonte: Adaptado Bramley, PM. Is lycopene beneficial to human health? Phytochemestry, 54: 233-6,2000. (*) Pinheiro, AB et al. Tabela para Avaliação de Consumo Alimentar em Medidas Caseiras, 1994.

Câncer: - Revisão de 57 dos 72 estudos → consumo de tomate = ↑ licopeno no sangue = ↓ Câncer (próstata)
- Licopeno parece prevenir a carcinogênese e aterogênese ao ↓ danos
(Giovannucci,1999)

TOMATE Principais Estudos

oxidativos ao DNA e lipoproteínas

(Gester, 1997; Clinton, 1997)

Ca próstata → Giovannucci, 1995 e Clinton, 1996. Ca trato digestivo → Franceschi, 1994 e Balch, 2000. Ca vesícula → Helzisour, 1989.

Ca mama → Dorgan, 1998. Ca colo de útero → Balch, 2000.

-

Consumo suco tomate (330ml/ 40 mg licopeno) x outros → oxidado. (Bub et al,2000) Suco de tomate (500 ml/dia) ↑ resistência para oxidação LDL.
(Upritchard et al (2000)

Doenças Cardiovasculares

TOMATE Principais Estudos
↓ RL 12%, ↓ LDL

Licopeno (60 mg/dia) → inibidor HMG CoA redutase → ↓ síntese colesterol e ↑ ativ. receptores LDL. (Fuhrman et al, 1997) Licopeno age sinergicamente com outros antioxidantes (vit. E, flanonóides, e ác. fenólicos) → > ação antiaterogênica.
(Fuhrman et al, 2000)

-

Não é recomendado o consumo de preparados isolados de desconhecida a dose ideal → recomenda-se inclusão alimentos fonte como o tomate
(Angelis, 2001)

licopenos por ainda ser

Tomate processado x crú = > absorção licopeno no processado
Agarwal, 2000 e Rosati et al, 2000)

Como Consumir o Tomate?

(Rao &

↑ Atividade antioxidante do plasma no consumo de produtos derivados do tomate quando consumidos com óleo de oliva (extra-virgem) (Lee et
al, 2000)

Cuidados:

- tomates orgânicos e fazer higiene - tomates mais maduros ou derivados + óleo - molhos caseiros (cozinhar e bater no liquidificador)

Alto conteúdo beta-caroteno → vitamina A Antioxidante
DC-2 e DC-3 (glicosídeos de cumarina) propriedade hipotensiva (Gilani et al, 2000)

CENOURA

Biodisponibilidade:

- > perda carotenóides cenoura crua ralada X cozida (exposição à luz e - Gordura dietética ↑ absorção. - Efeitos métodos cocção: retenção 56 – 89,1%
(Santa’ana et al, 1998)

> superfície contato c/ ar)

perda cocção úmida e seca > cocção água s/ pressão e c/ pressão > vapor.

ALHO
• Uso fins medicinais (Egito Antigo e Hipócrates) •
Pasteur (1848) – propriedades antiinfecciosas Presente na culinária de diversos países Estudos: efeitos DCV, câncer, inflamações e infecções
1999; Garcia-Gomez et al, 2000) (Juzwiak,

• Identificados diversos compostos bioativos
Compostos sulfurados (qte 3 x > cebola e brócolis) Obtidos após processamento do alho em curto período de tempo Aliina Alicina e outros tiossulfinatos (alinase) odor característico

ALHO Possíveis Atividades Biológicas
Compostos Sulfurados
Aliina → hipotensor e hipoglicemiante. Ajoene (ajocisteína) → prevenção coágulos, antiinflamatório, vasodilatador, hipotensor e antibiótico. Alicina e tiossulfinatos → antibiótica, antifúngica e antiviral. Alil maercaptano e sulfeto dialil→ hipocolesterolemiante. S-alil-cisteína e compostos γ-glutâmicos → hipocolesterolemiante, antioxidante e quimioprotetor. Adenosina → vasodilatadora, hipotensora e miorelaxante. Quercetina → antialergênica. Selênio → antioxidante. Ácidos fenólicos → antiviral e antibacteriana.

Compostos não Sulfurados

Fonte: Garcia-Gomez & Sánches-Muniz, 2000.

Estudos resultados conflitantes → diferentes preparações, dosagens e protocolos.
(Garcia-Gomez et al, 2000)

ALHO Mecanismos Propostos

- Ação antioxidante → inibe peroxidação lipídica por inibição da enzima xantina oxidase Presença quercetina, campferol e do selênio - Meta análise: consumo alho ↓ 4-6% colesterol (Stevinson et al, 2000)

Ação sobre LDL:

Ação anticarcinogênica: - Compostos sulfurados → ↓ formação nitrosaminas, supressão carcinogênicos, ↑
reparo DNA e ↓ proliferação celular

ALHO Quanto e Como Consumir?

600 a 900mg/dia = 1 dente de alho fresco ↓ Pressão arterial e níveis séricos de colesterol (ADA, 1999) ↑ Biodisponibilidade : amassado, cortado, mastigado ou quando desidratado e exposto à água.
(Sivam GP. J Nutr, 2001)

Alicina → extremamente instável, ↓ biodisponibilidade Nenhuma preparação com alho comercialmente disponível contém (Paschoal, 2001) alicina.

- Durante armazenamento do alho em baixas temperaturas, a aliina se

ALHO Como Consumir?
(Paschoal, 2001)

acumula naturalmente. - Efeitos aquecimento: 60 seg. microondas e 45 min. forno → bloqueiam ação anticarcinogênica (destruição composto alil) → após amassado repouso por 10 minutos. (Song & Milner. J Nutr, 2001) Cápsulas de alho → perda ajoene (volátil), encontrado em pequenas quantidades nas formulações à base de óleo.
(Andlauser et al, 1998; Zink & Chaffin, 1998)

Fonte de flavonóides e compostos sulfurados
• ↓ Câncer de estômago (Dorant et al, 1996) • Dieta rica em quercetina (150g de cebola/ 89,7 mg) → > concentração plasmática quercetina → ↓ danos DNA • ↓ Pressão arterial e da viscosidade plasmática (Kalus et al, 2000)
(Beatty et al, 2000)

CEBOLA

Absorção: > 30% quercetina da cebola X maçã

Métodos de Cocção → conteúdo quercetina e vit C: - Microondas: > retenção - Frituras (óleo e manteiga) : não afetou - Cozimento: perda 30% compostos para água de cocção
(Ioku et al, 2001)

(Hollman & Katan, 2000)

Repolho, brócolis, couve-flor, nabo, agrião, couve de bruxelas.
Compostos Organosulfurados:
(Messina & Messina, 1996)

HORTALIÇAS CRUCÍFERAS
ISOTIOCIANATOS

GLUCOSINOLATOS Propriedades xenobióticas → ↓ toxicidade e carcinogenecidade químicos ambientais. - Efeito protetor contra câncer (isotiocianatos e dialil sulfido) → inibem enzimas fase I (responsáveis pela bioativação carcinogênicos). - Propriedades cardioprotetoras (isotiocianatos) → ↓ agregação plaquetária. (Paschoal, 2001)
(Paschoal, 2001)

Biodisponibilidade:

HORTALIÇAS CRUCÍFERAS

- Conservação : → refrigeração (4º C) e congelamento = manutenção glucosinolatos. → armazenado exposto ao ar (ou sob condições atmosféricas controladas 7 dias) = ↑ até 15 vezes glucosinolatos no brócolis. → na ausência oxigênio = perda total (Dekker et al, 2000) - Cocção → perda fitoquímicos e vitaminas (vit. C) na água cocção.
( Paschoal, 2001)

Opção = cozimento no vapor ou usar água preparações.

cozimento para outras

Usado há muitos anos agente antiinflamatório. Doenças músculo-esqueléticas ( ex.: reumatismo) Parece inibir a cicloxigenase e lipoxigenase → ↓ síntese leucotrienos (LT4). Componentes: beta-caroteno, capsaicina e curcuma. Vutyavanich et al (2001) → ↓ episódios de náuseas e vômitos gestantes = 1 g gengibre por 4 dias. Efeito anti-flatulento.
(Obstet Gynecol, 97(4):577-82, 2001) (Altman & Marcussem. Arth & Rheum, 44(11): 2531,2001)

GENGIBRE

Cascas de uvas vermelho-roxas escuras ricas compostos fenólicos antioxidantes • RESVERATROL - Câncer : captura RL antes destruírem as células (metástase) - Doenças cardiovasculares: ↓ oxidação LDL e inibe agregação plaquetária Biodisponibilidade: ↑ na presença da quercetina, catequinas, campferol e apigenina (↓ glucoronidação e sulfatação)
(Santi et al, 2000) (Paschoal & Naves, 1999)

UVAS

-

• ANTOCIANINAS e PROANTOCIANINAS Responsável pelo pigmento das uvas, cerejas, berinjela, etc. Inibem produção RL (Netzel et al, 2001) Habilidade em se quelar aos metais tóxicos (proantocianinas)

UVAS
Biodisponibilidade: - Aquecimento acelera as perdas (antocianinas) - Presença do açúcar + ác. ascórbico = perda da cor → Além da casca as sementes das uvas também são ricas. → Suco e vinho: esmagamento polpa, casca e sementes > teor flavonóides. Dados epidemiológicos (início década 90) < incidência de mortalidade por DCV: franceses X americanos níveis ≅ colesterol plasmático e > consumo gorduras saturadas (“Paradoxo Francês”) (Shrikhande,2000)

(Frankel et al, 1995; Fuhrman et al, 1995; Nigidikar et al, 1998; Yamakoshi et al, 1999) VINHO BRANCO (20VINHO TINTO (100-400mg/100 ml) 30mg/100 ml) (Dreosti,2000) - Efeito álcool no ↑ do HDL-col e ↓ fibrinogênio e agregação plaquetária.

→ VINHO: - Efeito dos flavonóides do vinho na inibição da oxidação da LDL- col.

VINHO TINTO X SUCO de UVA

- Efeitos deletérios álcool:

- ↑ TG : estímulo da produção VLDL fígado, - ↑ PA e do peso corporal, - alterações gastrointestinais (cirrose, ca pâncreas).

→ SUCO DE UVA : - Ricos em flavonóides (19,4 e 84,28 mg/100 ml).

VINHO TINTO X SUCO de UVA
(Ross et al, 2000)

- Antioxidantes suco permanecem > tempo sangue.

- Pode ser consumido em maiores quantidades.

- Álcool ↑ RL → danos nos tecidos vasos. Suco de uva é melhor para saúde do que o vinho tinto, não provoca os malefícios do álcool.

Vinho X Suco Quanto Consumir ?
240 ml de vinho/dia e 240 - 480 ml de suco de uva/dia ↓ risco agregação plaquetária
(ADA, 1999)

É uma das bebidas mais consumidas no mundo Rico em flavonóides → CATEQUINAS

CHÁS (Camellia sinensis)

Epicatequina, Epicatequina-3-galato, Epigalocatequina, Epigalocatequina-3-galato Antioxidantes mais potentes do que vit E, C e carotenóides

Chá verde – secagem ou vaporização
(< perda = 0,5 a 1g catequinas/ litro)

Chá Oolong – semi-fermentado Chá preto – fermentado (< qde 1/3)

Câncer → inibição do início, promoção e progressão Doenças coronarianas → estudos epidemiológicos rel. inversa entre consumo catequinas e risco DCV, protegendo oxidação LDL-col. (Dreosti, → ↓colesterol, pressão arterial e agregação plaquetária
2000) (Asano et al, 1997)

CHÁS (Camellia sinensis)

Obesidade → efeito termogênico chá verde pelo

↑ oxidação

gorduras

(Duloo et al, 2000)

Gastrite → relação inversa consumo chá verde e a gastrite crônica e risco de câncer de estômago
(Setiawan et al, 2001)

CHÁS - Como Consumir ?
Chá verde Chá preto Chá preto c/ leite
↑ níveis catequinas após 2h ingestão 1 dose retornando depois ao basal após 8h com exceção chá c/ leite
(300 ml leite + 200 ml chá) (Van Het Hof, 1998)

↓ Biodisponibilidade →
al, 2001)

Leite (proteínas?)

15 ml leite + 135 ml chá → não observaram ≠ na absorção dos flavonóides (Holmann et Aquecimento do chá = ↓ 50% catequinas (Paschoal, 2001) Deve ser consumido fora das refeições → quela ferro, cobre e cálcio

CHÁS - Quanto Consumir ?
Recomendação ADA (1999)

4 a 6 xícaras/dia
↓ risco de câncer esofágico e gástrico

CHOCOLATE
Alimento calórico (100g = 500kcal) 50% Gorduras e 50% carboidratos 34% manteiga cacau → ác. esteárico Efeito neutralizador no colesterol sérico (láurico, mirístico, palmítico → ↑ colesterol) Fonte de minerais: Magnésio- ↓ período pré-mestrual (↑ vontade comer chocolate) Cobre, Potássio, Zinco, Manganês, Fósforo, etc. Identificados + 300 componentes chocolate → subst. biologicamente ativas

- Dietas com achocolatados (283g) → Não elevou LDL-col - Comparação manteiga cacau → não ↑ colesterol sérico azeite oliva ↓ 5 e 15% colesterol óleo de soja sanguíneo manteiga → ↑ colesterol sérico 8%
(Kris-Etherton et al, 1993 e 1994)

Estudos:

CHOCOLATE

- Capacidade antioxidante cacau em pó 36g/dia durante 2 semanas (2,6g polifenóis) no LDL-col.
(Osakabe et al, 2001)

FLAVONÓIDES CATEQUINAS e EPICATEQUINAS - Propriedades antioxidantes e cardioprotetoras.
(Peason et al, 2001)

CHOCOLATE - Propriedades

- Relação inversa entre consumo catequinas e risco DCV → protegendo oxidação LDL-col. (Dreosti, 2000) RESVERATROL - ↓ risco câncer e DCV (↓ oxidação LDL-col e agregação plaquetária).

AMINAS BIOGÊNICAS - ↑ atividade neurotransmissores - Induzem efeitos neurofisiológicos ≅ drogas Ex.: Feniletilamina → liberação dopamina nos centros de prazer (excitação, euforia, atração, etc.) Outras: Tiramina, Normetanefrina, Sinefrina, Etilamina, Isobutilamina, Isoamilamina, Triptamina ANANDAMINAS - isoladas chocolate, também produzidas no cérebro - ativa receptores cerebrais tetrahidrocanabinol → sensação prazer - promovem e prolongam sensação bem estar
(Bruinsma & Taren. J Am Diet Assoc, 99: 1249, 1999)

CHOCOLATE Efeitos Cerebrais

PEPTÍDIOS OPIÓIDES (Encefalinas e Endorfinas) - Produzidos durante o consumo → alimento palatável METILXANTINAS (Cafeína e Teobromina)

CHOCOLATE Efeitos Cerebrais

- Estimulantes contribuem efeito viciante SEROTONINA - Chocolate rico Mg, triptofano e CHO → Favorece síntese e promove melhora humor - TPM → ↓ serotonina FLUTUAÇÕES HORMONAIS - Alterações níveis progesterona e estrógeno afetam neurotransmissores, estoque e liberação gorduras e apetite → ↑desejo consumo chocolate NEUROPEPTÍDIOS (Galanina e Neuropeptídio γ ) - Regulam consumo gorduras e CHO (+ fome) →↑desejo consumo chocolate

Chocolate amargo → > quantidade POLIFENÓIS 40g chocolate ao leite = 394mg 40g chocolate amargo = 951 mg Leite parece ↓ biodisponibilidade catequinas Chocolate amargo > absorção epicatequinas
(Richelle et al, 1999) (Vinson et al, 1999)

CHOCOLATE Como e Quanto Consumir?

20 – 50g → garante propriedades chocolate Cuidado: ↑ [ ] açúcar e calorias

OLEAGINOSAS
Castanha do pará, avelãs, pistache, nozes, etc. • Ricas em antioxidantes: Segunda maior fonte de RESVERATROL Vit. E, selênio, zinco, manganês e magnésio • Ricas em ác. graxos insaturados (oléico e α- linolênico) • Presença FITOESTERÓIS (Awad et al, 200) → Efeito protetor contra câncer e DCV → Ação hipocolesterolêmica: estrutura semelhante • Contém arginina → óxido nítrico : dilatação dos vasos
e outros benefícios cardiovasculares ao colesterol = ↓ absorção
(Jones et al, 1997)

Devem ser incluídas na alimentação diariamente

Década 70 - ↓ incidência DCV regiões banhadas pelo Mediterrâneo

AZEITE DE OLIVA

Azeite de oliva = principal fonte de gordura

Fonte: ác. graxos, compostos fenólicos, triterpenos,

(Owen et al, 2000; Smith, 2000; Visioli & Galli, 2000)

escalenos e lignanas.

77% monoinsaturados 10% poliinsaturados 13% saturados

(Rel. W6: W3= 9:1)
(Esquivel, 2002)

20 ml = 20% IDR vit E

AZEITE DE OLIVA
Qualidade do azeite: Fatores ambientais (solo, clima) , genéticos (tipo azeitona), técnicas de cultivo e extração. Azeite virgem → obtido do fruto da oliveira por processos mecânicos e extração a frio (> qualidade nutricional). Extra virgem → primeira prensagem, acidez < 1%*. Azeite → mescla do refinado com azeite virgem (perda propriedades). (*) Acidez mede a proporção ác. graxos livres (ác. oleico), quanto mais baixa melhor.

• Azeite extra virgem – ideal consumir crú • Azeite refinado – usado para cocção
fusão alto 200°C)

AZEITE DE OLIVA Como e Quanto Utilizar?

Evitar altas temperaturas: perda ômega 3 e 6 e dos tocoferóis (ponto de Sabor suave = > versatilidade (salgados ou doces) Cuidados no armazenamento: - longe do calor - local escuro e embalagens vidro escuro - sempre tampado Recomendação do FDA → 15 ml/dia (± 1 a 2 CS)

Prevenção e tratamento diversas patologias

AZEITE DE OLIVA Quando Utilizar?

Mecanismo propostos: - antiaterogênico: ↓ produção e oxidação LDL-col (Hargrove et al, 2001) ↑ ativ. receptores LDL ↑ HDL-col

- anticancerígeno - imunológica - funcionamento digestivo (sistema hepato-biliar) - absorção vitaminas lipossolúveis - efeito protetor epiderme (acnes) (Esquivel, 2002)
Bang & Dyerberg (1976) → ↓ incidência DCV esquimós

PEIXES

Componente funcional = W3 (LNA, EPA e DHA) ADA (1999) → > 180g/semana = ↓ riscos DCV
Fontes: cavala, arenque, salmão, sardinha, truta e bacalhau Benefícios: - doenças cardiovasculares - doenças auto-imunes - doenças inflamatórias (↓ PGE2 e LCT4) - depressão (estudo com óleo de peixe 6,2g EPA e 3,4g DHA – Stoll et al, 1999) - inflamações cutâneas - câncer (↓ angiogênese e metástase)

Concentração W3 nos Alimentos

Fonte: Schmidit,EB & Dyerberg, J. Drugs; 47: 405-24, 1994. In Paschoal, V & Baptistella, ABP. Aplicações
clínicas ác. graxos ômega 3. Rev. Nut Saúde Perf 4(17); 39-43, 2002.

Alto valor nutricional → proteínas, carboidratos, EPA

ALGAS – Vegetais Marinhos

vitaminas: beta-caroteno, comp. B (Vit B12 e ác. fólico) minerais: cálcio, potássio, iodo, magnésio, sódio, ferro, selênio, cobre, zinco, manganês, cromo, molibdênio, etc.

Efeitos DCV: ↓ colesterol e aterogênese, anticoagulante, ↓ pressão arterial, etc.

Ação desintoxificante: quela metais pesados (ác. alginico) kombu, wakame, hiziki e arame (algas marrons) nori (alga vermelha) Cuidado! Usar sempre as algas colhidas oceanos profundos

Kombu – cozinhar com leguminosas (facilita cozimento e diminui flatulência) ou com vegetais. Não precisa demolhar. Usada como base pratos culinária japonesa e chinesa. Cozinham em 30 a 45 min. Wakame – sabor suave. Usadas em sopas e legumes cozidos. Cozinham em 15 a 20 minutos. Colocar de molho por 20 min. e cozinhar em 15 a 20 min. Nori – alga usada no sushi. Preparada tostada no fogo. Pode ser usada picada em saladas, sopas e feijões. Aramé – alga mais fina (retalhada) e sabor suave. Deve ser demolhada (5 min.) e depois espremida e refogada antes do cozimento (25 min.). Usar no refogado de vegetais e tofú. Hiziki - mais espessa e sabor mais forte. Modo preparo semelhante a aramé (demolho em 10 min. e cozinha 40 min.) Kanten ou agar-agar – encontrada em flocos ou pó (ou barras). Muito usada para preparo de gelatinas de frutas ou de vegetais. Poder espessante. Deve ficar de molho 15 min. e depois fervidas por 3 a 5 min. e cozida por mais 3 min. Depois deve ser refrigerada.

ALGAS – Como usar?

ALGAS – Como usar?

ALGAS - Composição

Fonte: Adaptado site Inst. Macrobiótico de Portugal (www.e-macrobiotica.com)

CONCLUSÕES

Mais estudos precisam ser realizados para conhecermos mais sobre a presença dos fitoquímicos, suas quantidades, mecanismos de ação e biodisponibilidades. Indicarmos sempre uma dieta variada e conscientizarmos os pacientes sobre hábitos alimentares mais saudáveis, importantes para prevenção e tratamento diversas patologias associados a prática regular de atividade física melhorar qualidade de vida e favorecer um bem estar físico, psíquico e emocional.

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