A IMPORTÂ CIA DAS ATIVIDADES PRATICAS A ÁREA DA BIOLOGIA

RESUMO: Os grandes avanços da ciência, especialmente na área biológica, sempre ocorreram após a descoberta de novas tecnologias e o desenvolvimento de novos instrumentos e metodologias de investigação. Assim, à medida que os avanços tecnológicos ocorrerem, o conhecimento científico vai sendo acumulado. Como este enorme progresso científico se deu muito rapidamente nos últimos anos, certamente houve uma natural dificuldade, por parte dos cursos universitários relacionados a esta área no país, em manter atualizado o processo de ensino-aprendizagem. As principais funções das aulas práticas, são: estimular a curiosidade científica de alunos de diferentes cursos de graduação e até mesmo de Pós-Graduação, envolver-se em investigações científicas, desenvolver a capacidade de resolver problemas, compreender conceitos básicos e desenvolver habilidades de modo a permitir que os alunos tenham contato direto com fenômenos, manipulando os materiais e equipamentos e observando organismos. Além disso, somente nas aulas práticas os alunos enfrentam os resultados não previstos, cuja interpretação desafia sua imaginação e raciocínio. E no decorrer dos cursos de graduação é preciso que sejam feitos exercícios de vários níveis garantindose que haja oportunidade para o aluno, autonomamente, tomar decisões, pô-las em prática e analisar os resultados de seus empreendimentos. Embora a importância das aulas práticas seja amplamente reconhecida, de forma geral constituem-se numa parcela muito pequena nos cursos de graduação porque, segundo os professores, não há tempo suficiente para a preparação do material; falta-lhes segurança para controlar a classe, conhecimento para organizar experiências e também não dispõem de equipamentos e instalações adequadas. Mas mesmo que alguns fatores sejam limitantes nenhum deles justifica a ausência de aulas práticas. Um pequeno número de atividades interessantes e desafiadoras para o aluno será o suficiente para suprir as necessidades básicas desse componente essencial à formação de jovens, que lhes permite relacionar os fatos às soluções de problemas, dando-lhes oportunidades de identificar questões para investigação, elaborarem hipóteses e planejar experimentos para testá-las, organizar e interpretar dados e, a partir deles, fazer generalizações e inferências. Palavras - chave: Educação, atividades práticas, biologia, ensino-aprendizagem.
____________________________ Ludimilla Ronqui1, Marco Rodrigo de Souza2, Fernando Jorge Coreia de Freitas3. 1 Docente da Faculdade de Ciências Biomédicas de Cacoal. 2 Acadêmico da Faculdade de Ciências Biomédicas de Cacoal. 3 Coordenador Pedagógico da Faculdade de Ciências Biomédicas de Cacoal.

2002) mostra que já passam trezentos anos desde que John Locke (1632-1704) apontou a necessidade do uso de atividades práticas pelos estudantes. uma notável revolução nas técnicas de Biologia Molecular. A origem do trabalho experimental aconteceu há mais de cem anos. Com este enorme progresso científico se deu muito rapidamente nos últimos anos. embora fazendo uma distinção entre a educação destinada às classes dominantes e a transmissão de habilidades manuais entre os artesãos. o principal objetivo do trabalho prático no laboratório era o de confirmar uma teoria que já havia sido ensinada e estas atividades eram desenvolvidas dentro de uma perspectiva demonstrativa. O uso de atividades práticas no ensino não é recente.I TRODUÇÃO A história da educação contada por Mario Manacorda (2001apud RABONI. OKADA e DINIZ. Muito antes disso. certamente houve uma natural dificuldade. mas sim de despertar interesse aos alunos. que desempenham importantes funções na formação de profissionais capacitados (KRASILCHIK. em manter atualizado o processo de ensino-aprendizagem. influenciada pelo trabalho que era desenvolvido nas universidades. mas não sabiam aplicá-los. 2007). .. Este trabalho teve como objetivo realizar uma revisão de literatura referente ao tema apresentando a importância das atividades práticas na área da biologia. pois os alunos aprendiam os conteúdos. mas de uma relação teóricaprática. No entanto a aprendizagem não se dá pelo fato de ouvir e folhear o caderno. com intuito não de comparar. No século XX. o objetivo ainda era o mesmo. 1996). mas as atividades práticas eram separadas das demonstrações do professor (BARRETO FILHO. na antiga Grécia havia a preocupação da educação na formação para as funções hierarquicamente definidas. No início do século XIX. Mais recentemente. gerando discussões e melhor aproveitamento das aulas (POSSOBOM. sendo amplamente utilizada a aprendizagem por imitação nas atividades práticas. 2002). As descobertas de novas tecnologias que surgem com o avanço da ciência geram novos instrumentos e metodologias para as atividades praticas. e tinha por objetivo melhorar a aprendizagem do conteúdo científico. em que se incluem a Biologia Celular e a Genética. de parte dos cursos universitários relacionados a esta área no país. 2002 apud QUEVEDO JESUS et al. percebendo-se porém grande variação no modo de fazê-lo nas diferentes tendências e movimentos dos últimos anos. possibilitam um extraordinário progresso das funções de moléculas e macromoléculas em processos vitais até então pouco explicados.

. como ela está representando as idéias para si. concentração. É preciso tentar conhecer como a criança estava pensando (o que a leva a chegar a conclusões diferentes das nossas). 1999). por outro. o registro sistematizado de dados. esquecidos em poucas semanas ou poucos meses. por um lado. para que eles possam “confirmar” na prática a verdade daquilo que lhes foi ensinado. funcionar como um contraponto das aulas teóricas. como um poderoso catalisador no processo de aquisição de novos conhecimentos. não se deve descartar o fato de que o aluno tenha raciocinado para chegar à conclusão. são apenas memorizados por um curto período de tempo e. Fracalanza (1986). Essa concepção de aula prática com caráter meramente ilustrativo materializa-se numa seqüência de procedimentos em que o professor. limitando ao ensino experimental o papel de um recurso auxiliar. A idéia de uma postura experimental está ligada à exploração do novo e à incerteza de se alcançar o sucesso nos resultados da pesquisa e também às idéias de ação e de contato com o fenômeno estudado e é comumente considerada como sinônimo de método científico . Os alunos fazem papel de ouvintes e. depois de expor e apresentar uma “teoria”. descartando-se a idéia de que as atividades experimentais devem servir somente para a ilustração da teoria (CAPELETTO. Além de ser um local de aprendizagem. organização. os conhecimentos passados pelos professores não são realmente absorvidos por eles. pois a vivência de uma certa experiência facilita a fixação do conteúdo a ela relacionado. no qual os educadores levantam problemas do cotidiano (questões reais) para que os alunos busquem as soluções. denominado modelo cognitivo. na maioria das vezes. 1992). o laboratório é um local de desenvolvimento do aluno como um todo. exercitar habilidades como cooperação. tal modelo de educação trata o conhecimento como um conjunto de informações que são simplesmente passadas dos professores para os alunos. o que segue a perspectiva verificacionista/demonstrativista citada por Arruda e Laburú (1998) e Moraes (1998). conduz seus alunos ao laboratório. existe uma fundamentação psicológica e pedagógica que sustenta a necessidade de proporcionar à criança e ao adolescente a oportunidade de. o que nem sempre resulta em aprendizado efetivo.DESE VOLVIME TO O modelo tradicional de ensino é ainda amplamente utilizado por muitos educadores nas nossas escolas de Ensino Fundamental e Médio. capaz de assegurar uma transmissão eficaz de conhecimento científico (LIMA et al. vivenciar o método científico. defende um modelo alternativo. a formulação e o teste de hipóteses e a inferência de conclusões. geralmente. Segundo Fracalanza (1986). Mesmo que a resposta não seja satisfatória para o professor. Segundo Capeletto (1992). As aulas de laboratório podem. comprovando a não ocorrência de um verdadeiro aprendizado. assim. entendendo como tal a observação de fenômenos. manipulação de equipamentos e.

(BRASIL. que é essencial para que os estudantes sejam guiados em suas observações. expliquem aqueles obtidos e os comparem aos esperados. o simples fazer não significa necessariamente construir conhecimento e aprender ciência (BRASIL. Para Capelleto (1992). ao lado de conhecimentos de procedimentos e atitudes. é possível seguir o modelo alternativo de ensino desde que o professor solicite que os estudantes apresentem expectativas de resultados. até onde for possível. Ao redigir um roteiro de aula prática.(FRACALANZA et al. O planejamento das atividades práticas deve ser acompanhado por uma profunda reflexão não apenas sobre sua pertinência pedagógica. 1998). permitir que o próprio aluno raciocine e realize as diversas etapas da investigação científica (incluindo. todas as instruções devem ser muito precisas e explícitas. é importante que o próprio grupo de alunos. Deve-se intercalar a seqüência de ações e observações com questões para discussão. sem solicitar constantemente a presença do professor. 1992). Quando o professor ouve os estudantes. ao terminar suas atividades. outro aspecto importante de um laboratório é que não pode ser silencioso como uma biblioteca. Para que as aulas de laboratório se tornem mais interessantes. cada um em seu ritmo. é importante uma ambientalização do laboratório com plantas. uma vez que vários grupos de alunos estarão trabalhando ao mesmo tempo. como também sobre os riscos reais ou potenciais à integridade física dos estudantes. 1998). 1992). 1998). As atividades práticas não devem se limitar a nomeações e manipulações de vidrarias e reagentes. falta de materiais necessários ou devido ao grande número de alunos. devido às condições adversas. Do ponto de vista dos autores dos Parâmetros Curriculares Nacionais. de modo que os alunos registrem suas observações e conclusões à medida que a atividade se desenvolve (CAPELETTO. sempre orientando discussões e levantando problemas. Mesmo que exista um técnico de laboratório encarregado de preparar e guardar o material das aulas. Daí a importância da problematização. deixe tudo como foi encontrado (CAPELETTO. Além disso. desenvolvimento e construção de idéias. para que os alunos tenham contato direto com os seres vivos. 1986).. sendo fundamental que se garanta o espaço de reflexão. sabe quais suas interpretações e como podem ser instigados a olhar de outro modo para o objeto em estudo (BRASIL. peixes e invertebrados. como falta de tempo. . a descoberta) é a finalidade primordial de uma aula de laboratório. e não deve ser confundida com o conjunto de objetivos e métodos do ensino de Ciências Naturais. Mas deve-se evitar o excesso de barulho e limitar o trânsito de pessoas ao mínimo necessário. Mesmo em aulas práticas demonstrativas. de modo que cada grupo de alunos possa trabalhar seguindo seu próprio ritmo.

não são necessários aparelhos e equipamentos caros e sofisticados. Caminhos apenas vistos à distância ou vividos intensamente. trocar.. fato que efetiva o aprendizado (CARRAHER. FRACALANZA et al. Na vida cotidiana ou na sala de aula vivemos constantemente a necessidade de escolhas entre diferentes caminhos. para que o processo de ensino seja efetivado. superpõem ou correm paralelos. necessariamente. se reestruture cognitivamente e aprenda. O modelo educacional que tem por objetivo formar cidadãos. Durante os anos que desenvolvemos as atividades de Prática de Ensino que serão analisadas nesta pesquisa. as atitudes desejáveis. muitos modelos de ensino baseiam-se na teoria do desenvolvimento cognitivo de Jean Piaget. provocar o desequilíbrio no organismo (mente) da criança para que ela. a fim de construir novos esquemas de assimilação e atingir novo equilíbrio. para que estimulem o raciocínio para a obtenção de soluções para os questionamentos. discutir e organizar. de acordo com a realidade de cada escola... Caminhos pelos quais passamos – professores e alunos . tanto pelo sucesso ao final da caminhada mas. sob a mediação do professor. Caminhos que algumas vezes foram abandonados ou esquecidos. pode facultar ao aluno esses desenvolvimentos.Para a realização de práticas de laboratório. é possível. no ensino de Ciências não devem ser priorizadas as definições ou mesmo apenas a compreensão de conceitos científicos mas. De acordo com Moreira (1999 apud QUEVEDO JESUS et al.com maior ou menor dificuldade. 1986. 2002). utilize materiais de baixo custo e de fácil acesso (CAPELETTO. Outros aspectos importantes a serem destacados. Dessa forma. também. pois. os valores socialmente orientados e a capacidade de reflexão. sim. construiu-se uma intrincada rede de caminhos que se cruzam. . 2002). Planejamos um caminhar. permanentemente. Parte-se da perspectiva de que a mente humana tende. Muito provavelmente é essa imagem que nossos alunos da Licenciatura em Ciências Biológicas podem ter criado durante as atividades da disciplina de Prática de Ensino. A possibilidade de investigar. 2002). mas muitas vezes precisamos construir o caminho. Na falta deles. ler. colocá-los em prática (QUEVEDO JESUS et al. 1992). 1986 apud QUEVEDO JESUS et al. garantindo um maior grau de desenvolvimento cognitivo. a aumentar seu grau de organização interna e de adaptação ao meio. muitos dos quais conhecemos apenas o projeto. procurando o reequilíbrio. pela qualidade do caminho por eles construído. comparar. precisa ter em conta não apenas o desenvolvimento de conceitos científicos mas também a reflexão. Diante de novas informações ocorrem desequilíbrios e conseqüente reestruturação. são: a existência de problematizações prévias do conteúdo como pontos de partida. ainda.. ensinar significa. experimentar. Dessa forma. que o professor realize adaptações nas suas aulas práticas a partir do material existente e. Colocamos a eles um desafio e os cobramos.

Segundo Carraher (1986 apud POSSOBOM. até onde for possível. 2007). Dessa forma o aluno desenvolve o raciocínio prático no sentido de um comportamento inerentemente social e interpretativo próprio da condição humana e necessário para a práxis. (MORAES. Para os professores. segundo o qual. as atividades práticas têm a função de desenvolver destrezas de manipulação. As aulas práticas podem funcionar como um contraponto das aulas teóricas. que é essencial para que os estudantes sejam guiados em suas observações. preferencialmente nos locais onde normalmente acontecem. 2007). a experimentação inter-relaciona o aprendiz e os objetos. organização. 2002). vivenciar o método científico. Para Capelleto (1992 apud POSSOBOM. sendo aparentemente forte o apelo empírico-positivista. a descoberta) é a finalidade primordial de uma aula de laboratório. por outro. A organização dos experimentos em torno de problemas e hipóteses possibilita. 2002). Quando o professor ouve os estudantes. como um poderoso catalisador no processo de aquisição de novos conhecimentos. o laboratório é um local de desenvolvimento do aluno como um todo. é recomendável colocar os alunos em contato direto com os objetos. seres e fenômenos a serem estudados. E existe uma fundamentação psicológica e pedagógica que sustenta a oportunidade de exercitar habilidades como cooperação. descartando-se a idéia de que as atividades experimentais devem servir somente para a ilustração da teoria. permitir que o próprio aluno raciocine e realize as diversas etapas da investigação científica (incluindo. Daí a importância da problematização. por um lado. 2007). superar a concepção empirista que entende que o conhecimento se origina unicamente a partir da observação e. um tipo de atividade na qual o desenvolvimento progressivo do entendimento dos objetivos que se persegue emerge durante o exercício da própria atividade (RABONI. notou-se as diferenças marcantes nas opiniões sobre as funções que essas atividades devem desempenhar. o conhecimento é produto direto das relações materiais entre sujeito e objeto. sabe quais suas interpretações e como podem ser instigados a olhar de outro modo para o objeto em estudo. OKADA e DINIZ. por outro lado. Além ser um local de aprendizagem. de ajudar na compreensão dos princípios teóricos e de permitir posterior descobrimento dos princípios a partir da organização dos dados e fatos. Segundo Raboni (2002) em um levantamento junto a estudantes e professores sobre o uso de atividades práticas no laboratório. OKADA e DINIZ. 1998 apud POSSOBOM. concentração. relacionar o conteúdo a ser aprendido com os conhecimentos prévios dos alunos. (1999 apud RABONI. a formulação e o teste de hipóteses e a inferência de conclusões. manipulação de equipamentos e. o modelo tradicional de ensino da educação trata o conhecimento como um conjunto de informações que são . o registro sistematizado de dados. OKADA e DINIZ. pois a vivência de uma certa experiência facilita a fixação do conteúdo a ela relacionado. Em algumas situações de dificuldades para trabalhar com os conhecimentos abstratos.Segundo Lima et al.

No entanto. o dilema frente às atividades práticas esconde mais do que dificuldades práticas (RABONI. esquecidos em poucas semanas ou poucos meses. de “trazer o concreto para suas aulas”. Muitas vezes na realização das atividades. elas estão quase ausentes da sala de aula. dessa forma impossibilita uma aprendizagem de boa qualidade. porque as atividades tendem a abrir as discussões. mas também para coordenar as falas dos alunos e torná-las produtivas no sentido de subsidiarem a construção de conhecimento. e um conflito se instaura nas tentativas do professor do seguinte modo: as atividades práticas não ocorrem quando. Evidência disso é o fato de que mesmo em escolas que contam com a infra-estrutura necessária para o desenvolvimento de aulas experimentais. de “usar o laboratório”. as atividades práticas não estão sistematicamente no cotidiano das aulas porque acrescentam dificuldades ao professor. gastam mais tempo para preparo do que as aulas expositivas. os professores perdem de vista o que é central à utilização dessas atividades. tempo que em geral os professores não têm. na maioria das vezes. 2002). Muitas vezes o número de aluno é grande e a carga horária do curso é curta. geralmente. o que nem sempre resulta em aprendizado efetivo.simplesmente passadas dos professores para os alunos. e até mesmo conflitantes com eles. No entanto. reduzindo o trabalho de laboratório a uma simples atividade manual (KRASILCHIK. a menos que as atividades sejam organizadas de modo que os alunos sigam apenas instruções detalhadas para encontrar as respostas certas e não para resolver problemas. Segundo Raboni (2002) muitas vezes falta de conhecimento dos docentes. os conhecimentos passados pelos professores não são realmente absorvidos por eles. e isso leva à conclusão apressada de incapacidade do professor de lidar com uma questão aparentemente simples. 2002). comprovando a não ocorrência de um verdadeiro aprendizado. são apenas memorizados por um curto período de tempo e. Os alunos fazem papel de ouvintes e. 1996). . muito mais do que ajuda para os problemas percebidos. Os professores consideram como fatores inviabilizadores da atividade prática. ocorrendo apenas esporadicamente e com objetivos diversos daqueles explicitados nas propostas que as defendem. Não somente para dar as respostas que os alunos costumeiramente solicitam. pois as atividades práticas exigem muito conhecimento. a falta de uma infra-estrutura com equipamentos adequados para realização de experimentos. deveriam ocorrer. Isso ocorre. e mesmo assim não levam aos resultados esperados (BARBERÁ e VALDÉS. Segundo Raboni (2002) alguns resultados parciais em sondagens com professores. com laboratórios bem montados. embora as atividades práticas figurem no ideário de professores e professoras como elemento fundamental do ensino de ciências. segundo o ideário existente. 1996 apud RABONI.

elaborarem hipóteses e planejar experimentos para testá-las. falta-lhes segurança para controlar a classe. OKADA e DINIZ. CO SIDERAÇÕES FI AIS Embora a importância das aulas práticas seja amplamente reconhecida. Mas mesmo que alguns fatores sejam limitantes nenhum deles justifica a ausência de aulas práticas. dessa forma. o interesse pelo mundo dos seres vivos. para que o cidadão seja capaz de usar o que aprendeu ao tomar decisões de interesse individual e coletivo. dando-lhes oportunidades de identificar questões para investigação. e a importância da ciência e da tecnologia na vida moderna. nenhum deles justifica ausência de aulas práticas. ao permitir que os alunos aliem a teoria à prática. fazer generalizações e inferências (KRASILCHIK. a partir deles. também. pois depende do professor e também do aluno e ambos devem e estar motivados. Além da motivação. que lhes permite relacionar os fatos às soluções de problemas. (KRASILCHIK. contribua para que cada indivíduo seja capaz de compreender e aprofundar as explicações atualizadas de processos e de conceitos biológicos. segundo os professores. fazer generalizações e inferências. Esses conhecimentos devem contribuir. 2007). conhecimento para organizar experiências e também não dispõem de equipamentos e instalações adequadas. Um pequeno número de atividades interessantes e desafiadoras para o aluno já será suficiente para suprir as necessidades básicas desse componente essencial à formação dos jovens. E. para que possa ser realizada com ótimos resultados. Mesmo que alguns dos fatores sejam limitantes. E no decorrer dos cursos é preciso que sejam feitos exercícios de vários níveis garantindo-se que haja oportunidade para o aluno autonomamente tomar decisões. no contexto de um quadro ético de responsabilidade e respeito que leve em conta o papel do Homem na Biosfera. enfim. 1996). não há tempo suficiente para a preparação do material. de forma geral formam uma parcela muito pequena nos cursos de graduação porque. pô-las em prática e analisar os resultados de seus empreendimentos. Um pequeno número de atividades interessantes e desafiadoras para o aluno será o suficiente para suprir as necessidades básicas desse componente essencial á formação de jovens. (POSSOBOM. as aulas de laboratório inicialmente necessitam de preparo das atividades experimentais e que o professor esteja familiarizado com o laboratório e conteúdo da aula a ser realizada.Sabemos que aula de laboratório ideal é difícil de acontecer. 1996). a partir deles. organizar e interpretar dados e. . elaborar hipóteses e planejar experimentos para testa-las organizar e interpretar dados e. o que contribui para formação de profissionais completos que o mundo de trabalho procura. dando-lhes oportunidades de identificar questões para investigação. que lhes permite relacionar os fatos às soluções de problemas.

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