P. 1
NOÇÕES BÁSICAS DE ECOLOGIA

NOÇÕES BÁSICAS DE ECOLOGIA

|Views: 4.039|Likes:
Publicado porreivax xilef oslec

More info:

Published by: reivax xilef oslec on Oct 02, 2011
Direitos Autorais:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as TXT, PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

06/07/2013

pdf

text

original

NOÇÕES BÁSICAS DE ECOLOGIA O que é Ecologia?

Ecologia é o estudo das relações entre os seres vivos e o ambiente onde vivem.

O termo "ecologia" (do grego oikos, casa, e logos, ciência) foi originalmente empr egado em 1866, pelo zoólogo alemão Ernst Haeckel (1834-1919). No final do século XIX e início do século XX foram publicados diversos trabalhos trata ndo das relações entre seres vivos e o ambiente. Apenas a partir de 1930, porém, o estudo da Ecologia ganhou um espaço independente d entro da Biologia. Hoje os danos ambientais causados pelo aumento da população humana, pela escassez de recursos naturais e pela poluição ambiental fazem com que a Ecologia seja um dos ma is importantes ramos da ciência atual. A Ecologia é muito abrangente, envolvendo diversos ramos do conhecimento. Além da Bi ologia, da Física e da Química, também as Ciências Econômicas e Sociais têm de ser integrad s, para que se possa entender a incrível complexidade das relações existentes entre o homem, os seres vivos e o planeta. O estudo da Ecologia é fundamental: " Para a compreensão e equacionamento dos problemas gerais das sociedades co ntemporâneas, enquanto dependentes do sistema total da biosfera; " Para a compreensão dos problemas de saúde humana dependente do sistema de re lações existentes entre o homem e o meio ambiente que o cerca; " Como fonte de suporte e informação da metodologia de estudo da formação social c ontemporânea. A divisão clássica da Ecologia, efetuada por Schroter, em 1896 e 1902, compreende do is grandes ramos: " a Auto-ecologia que estuda a influência dos fatores externos sobre o anima l e o vegetal, ou sobre uma espécie determinada. É, por assim dizer, o estudo individual de um organismo, ou de uma espécie, em que é p osta em destaque a sua biologia e o comportamento que apresenta na adaptação a um me io determinado. " A Sinecologia estuda os grupos de organismos associados entre si, quer d izer, o estudo das comunidades naturais, incluindo animais e vegetais. A tendência atual é a de considerar a Ecologia dividida em quatro subdivisões, não tendo em conta nem a Auto-Ecologia nem a Sinecologia. Essas quatro subdivisões são: " Ecologia das espécies; " Ecologia das populações; " Ecologia das comunidades; " Ecologia dos ecossistemas. Esta divisão é mais vantajosa, quando se trata do estudo dos princípios básicos. Pode, igualmente, dividir-se a Ecologia tendo por base as diferentes naturezas d o habitat, tendo-se então: " Ecologia marítima; " Ecologia de água doce; " Ecologia terrestre, etc. BIOSFERA E ECOSSISTEMAS

Cerca de 1 milhão de anos após ter se formado, a Terra ainda era um globo rochoso e quente, com alguma água acumulada na superfície. Sua atmosfera era provavelmente con stituída por metano, amônia, gás hidrogênio e vapor de água, entre outros compostos. À medida que o planeta foi se esfriando, acumulou-se água nas depressões da crosta, e assim se originaram os primeiros lagos e mares da Terra. O intenso bombardeament o por radiações provenientes do Sol teria ocasionado alterações químicas e físicas nos comp

nentes da atmosfera e da crosta terrestre, e, nesse cenário, a vida surgiu, há cerca de 3,5 milhões de anos. Com o aparecimento dos seres vivos, uma nova entidade passou a fazer parte da co nstituição da Terra: além da litosfera (constituída pelas rochas e pelo solo), da hidros fera (constituída pelas águas) e da atmosfera (constituída pelo ar), passou a existir a biosfera, representada pelos seres vivos e pelo ambiente em que vivem. O conceito de biosfera: é o conjunto de regiões da Terra onde existe vida ou é o conju nto formado por todos os ecossistemas da Terra. Constitui a porção do planeta habita da por seres vivos. O termo "biosfera" foi introduzido em 1875 pelo geólogo austríaco Eduard Suess (1831 -1914), durante uma discussão sobre os vários envoltórios da Terra. Em 1926 e 1929, o mineralogista russo Vladimir Vernandsky (1863-1945) consagrou definitivamente o termo. A espessura da biosfera é um tanto irregular, devido ao fato de haver locais onde a vida é escassa ou mesmo inexistente. Por exemplo, em mares, lagos, florestas, pântanos e campos a vida é abundante e vari ada. Há, porém, áreas tão secas ou tão frias que dificultam, ou até impedem, o desenvolvime to da maioria dos seres vivos. É o caso das regiões quentes e desertas localizadas n a faixa equatorial e das regiões geladas situadas junto aos pólos, onde poucas espécie s conseguem viver. A maioria dos seres terrestres vive em regiões situadas até 5 mil metros acima do níve l do mar. Entretanto, no Monte Everest, foi encontrada uma aranha vivendo a quas e 7 mil metros de altitude, e já se observou aves migradoras voando a 8,8 mil metr os de altitude. No mar, a maioria dos seres vivos habita a faixa que vai da superfície até 150 metro s de profundidade, embora algumas espécies de animais e de bactérias vivam a mais de 9 mil metros de profundidade. De acordo com essas considerações, a biosfera teria espessura máxima de aproximadament e 17 ou 18 Km, formando uma película finíssima quando comparada aos que 13.000 Km de diâmetro da Terra. Se o planeta fosse comparado a uma laranja, a biosfera não passa ria de um fino papel de seda sobre sua superfície. População, Biocenose, biótopo, habitat e ecossistema. População - conjunto de organismos da mesma espécie, que ocupam uma determinada área na mesma unidade de tempo. Biocenose ou comunidade biológica ou biota: São as diversas espécies que vivem em uma mesma região constituindo uma comunidade biológica, também chamada biota ou biocenose ou conjunto de populações interdependentes que vivem na mesma área em determinado loca l. "biocenose" (do grego bios, vida, e koinos, comum, público) foi criado pelo zoólogo alemão K.A. Möbius, em 1877, para ressaltar a relação de vida em comum dos seres que hab itam determinada região. A biocenose de uma floresta, por exemplo, compõe-se de populações de arbustos, árvores, pássaros, formigas, microorganismos etc., que convivem e se inter-relacionam. Biótopo: Para viver, a biocenose depende de fatores componentes físicos e químicos do ambiente. Em seu conjunto, esses componentes formam o biótopo (do grego bios, vida , e topos, lugar), que significa "o local onde vive a biocenose". No exemplo da floresta, o biótopo é a área que contém o solo (com seus minerais e água) e a atmosfera (c om seus gases, umidade, temperatura, grau de luminosidade etc.). Habitat significa "o local onde vive determinada espécie". É o local onde uma espécie pode ser encontrada, seu "endereço" dentro de um ecossistema. Exemplos: cavernas, pântanos, florestas. Tem sentido mais restrito de que biótopo, que se refere ao local onde vive toda a biocenose. Por exemplo, se quisermos falar do local onde vivem as girafas, devem os usar o termo habitat. Mas se quisermos nos referir ao local onde vive a bioce nose da savana, falamos em biótopo. Nicho ecológico é o conjunto das relações e atividades próprias de uma espécie, ou seja, o modo de vida" único e particular que cada espécie explora no habitat (ecólogo norte-am ericano C. Elton, no final da década de 1920).

ECOSSISTEMA Conjunto formado pela comunidade e pelo meio ambiente. O conjunto vivo formado pela biocenose e pelo biótopo em interação é chamado ecossistema . Uma floresta, considerada em sua totalidade, isto é, com seus fatores abióticos e comunidades de seres vivos em interação, constitui um ecossistema. O ecossistema, considerado a unidade ecológica básica, compreende o conjunto das inf luências mútuas existentes entre a comunidade ou biocenose e o mundo físico ou biótopo.

COMPONENTES DOS ECOSSISTEMAS Todos ecossistemas apresentam componentes: bióticos, representados pelos seres vivos que vivem numa determinada área, e abióticos, que em conjunto constituem o biótopo: ambiente físico (ar, água e solo) e fat ores químicos e físicos do meio. þ. fatores físicos, luminosidade, temperatura, ventos, umidade etc., þ. fatores químicos, como a quantidade relativa dos diversos elementos químicos presen te na água e no solo. Componentes abióticos Os fatores abióticos podem ser físicos, como radiação solar, temperatura, luz, umidade, ventos, ou químicos, como os nutrientes presentes na água e nos solos. A radiação solar é um dos principais fatores físicos dos ecossistemas terrestres, pois é a través dela que as plantas realizam fotossíntese, liberando o oxigênio para a atmosfer a e transformando a energia luminosa em energia química, única forma de energia que pode ser aproveitada pelos demais seres vivos. Além disso, a radiação solar, interagin do com a atmosfera e a superfície terrestre, interfere em outros fatores físicos com o temperatura, umidade e pluviosidade de uma região. A atmosfera é fundamental para a biosfera, pois além de conter gases essenciais para a vida, impede que a Terra perca calor, atuando como um "cobertor" ou como uma estufa. É por isso que se fala em efeito de cobertura ou efeito estufa da atmosfer a. Os principais componentes da atmosfera que contribuem para o efeito estufa são o gás carbônico e o vapor d'água. A atmosfera é transparente à energia radiante do Sol, mas não é transparente à energia térm ca irradiada pela Terra. Fenômeno semelhante ocorre em uma estufa. O vidro da estufa é transparente à energia d o Sol; essa energia é absorvida pelas plantas e pelo solo e re-irradiada como ener gia térmica, com comprimentos de onda infravermelhos. Como o vidro não é atravessado p or esses raios, há, portanto, retenção de calor dentro da estufa. A atmosfera impede assim, que o calor se dissipe, evitando o resfriamento da Ter ra. O aquecimento da atmosfera ocorre, portanto, da superfície da Terra em direção às ca madas mais altas. Componentes bióticos Podem ser de dois tipos: " Os organismos autótrofos: que sintetizam seus próprios alimentos a partir de uma fonte não-orgânica de energia; " Os organismos heterótrofos: que não são capazes de sintetizar seus própios alime ntos. Os heterótrofos utilizam, rearranjam ou decompõem a matéria orgânica sintetizada d ireta ou indiretamente pelos autótrofos, obtendo a matéria prima para o seu crescime nto, reprodução e reparação de perdas e a energia necessária para a realização de seus proc os vitais. Os organismos autótrofos são chamados produtores. Dentre eles, os mais importantes e m termos ecológicos são os organismos que realizam a fotossíntese. Através desse process o, moléculas de gás carbônico e de água reagem em presença de energia luminosa, dando orig em a moléculas orgânicas. Assim a energia luminosa é transformada em energia química, qu e fica armazenada nas moléculas orgânicas. Parte dessas moléculas é utilizada pelo próprio organismo fotossintetizante como matéria-prima para formar o seu corpo e obter en ergia para seus processos vitais. Outra parte fica disponível como alimento para o s heterótrofos. Os principais produtores da Terra são as plantas e as algas microscópicas, organismo

s fotossintetizantes. Os heterótrofos podem ser: " Consumidores: organismos que se alimentam de outros organismos. Todos os animais são consumidores. Os animais que se alimentam de produtores são chamados consumidores primários. Os herbívoros, animais que se alimentam de plantas, são, portanto, consumidores primár ios. Os animais que se alimentam de herbívoros são consumidores secundários; os que se alim entam de consumidores secundários são consumidores terciários e assim por diante. " Decompositores: organismos heterótrofos que degradam a matéria orgânica contid a em produtores e em consumidores, utilizando alguns produtos da decomposição como a limento e liberando para o meio ambiente minerais e outras substâncias, que podem ser novamente utilizadas pelos produtores. Os decompositores mais importantes são as bactérias e os fungos. Esses organismos são também chamados saprófitas ou sapróbios. Essa verdadeira demolição dos compostos orgânicos, chamada decomposição ou mineralização é mental para a reciclagem da matéria e fazem dos decompositores as grandes "usinas processadoras de lixo" do mundo. A ação decompositora, portanto, impede que o planet a fique inteiramente recoberto por uma camada orgânica morta, fato que inviabiliza ria a existência da vida na Terra. BIOMAS TERRESTRES Biosfera: Conjunto de todas as áreas da Terra onde existe vida (incluindo zonas pr ofundas dos oceanos e parte da atmosfera · O "ecossistema" inteiro da Terra).No sécu lo 19, muito antes do uso de satélites, os exploradores começaram a notar que grande s regiões da terra possuíam vegetação semelhante, mesmo em continentes diferentes. Começam então a aparecer classificações das grandes formações vegetais ou biomas da Terra. Notara m que as formações vegetais eram determinadas principalmente pelo clima, temperatura e a pluviosidade. É possível prever, em termos bem gerais, o tipo de bioma que ocor re em uma determinada região simplesmente sabendo quais as médias de temperatura e p luviosidade da mesma. FORMAÇÕES VEGETAIS DA TERRA Como os biomas constituem verdadeiros trechos de paisagem viva, podemos dizer qu e as diferentes formações vegetais que cobrem nosso planeta constituem diferentes bi omas. Os principais são a tundra, a taiga, as florestas temperadas decíduas, as flor estas tropicais, os campos e os desertos. Essas diversas formações vegetais também abr igam formas de vida animal adaptado a elas. TUNDRA Localizada ao norte do planeta, em alta latitude no circulo polar Ártico, correspo nde ao norte da América do Norte e Eurásia. Dispõe de pouca luminosidade, fato que lim ita o desenvolvimento de uma vegetação exuberante. Assim, no rápido verão (cerca de dois meses, com temperatura ao redor de 100C), nas áreas onde o solo degela superficia lmente, desenvolve-se uma vegetação típica constituída de musgos, liquens, capins e plan tas herbáceas. Essas plantas servem de alimento a animais herbívoros como a rena, o caribu, o boi-almiscarado, os lemingues (roedores) e as lebres árticas, que, por s ua vez, nutrem os carnívoros como o lobo ártico, o urso polar, a raposa ártica e a cor uja-das-neves. Todo animal que vive na região de tundra apresenta adaptações ao frio, tais como: pres ença de pêlos longos, camada gordurosa sob a derme bastante desenvolvida; as aves ap resentam penas volumosas, que retêm o calor liberado do corpo, e na grande maioria apresentam coloração branca no inverno, o que lhes permite camuflar-se contra possíve is predadores. Nas regiões típicas de tundra, o inverno é rigoroso e se estende pela maior parte do a no (cerca de dez meses). Durante este período, o solo e o subsolo apresentam-se co ngelados e a vegetação praticamente desaparece; o frio intenso constitui um fator qu e limita a instalação de diversos grupos de seres vivos não adaptados a seus efeitos.

Apesar das duras condições, frio no inverno, ventos de alta velocidade e sol intenso , as regiões alpinas sustentam grande variedade de plantas floríferas. Na primavera, nas áreas menos arborizadas, o alto das montanhas é recoberto por um brilhante mant o de cores. Nesses prados alpinos florescem centenas de espécies perenes, a maior parte dotada de folhas pequenas, hastes curtas e flores coloridas. O vermelho e o azul são as cores mais comuns, devido à presença da antocianina, pigmen to benéfico para as plantas de clima frio, pois permite que absorvam calor da luz solar, na primavera, e resistam ao congelamento no inverno. Assim que chega a pr imavera, os botões estão prontos para abrir, aproveitando a maior quantidade possível de dias de temperatura elevada para as sementes amadurecerem e os novos brotos s e formarem. Nas regiões de tundra, a estação de crescimento pode ser curta demais para que as plan tas anuais floresçam e dêem sementes. As perenes armazenam nas raízes a energia que lh es permite germinar na primavera. TAIGA Localizada ao sul da tundra ==> regiões do Canadá, Estados Unidos, Europa e Ásia. Enco ntra-se mais próxima da linha do Equador e, portanto, apresenta as estações do ano mai s definidas. Apesar do inverno rigoroso, as estações são mais duradouras que a tundra ==> aumento de seres vivos. Caracteriza-se por possuir floresta de coníferas. Flora ==> vegetação pouco diversificada ==> pinheiros, coníferas ==> árvores sempre verd es e com folhas em forma de agulha. Trata-se de árvores de folhas perenes e rígidas (que não caem). Fauna ==> animais de grande e médio porte ==> ursos, renas, linces, martas e de pe quenos portes ==> esquilos, lebres, insetos e aves. Resumo oTaigas = florestas de coníferas ou floresta boreal oHemisfério norte, ao sul da tundra ártica. oClima frio, com invernos tão rigorosos quanto os da tundra, embora a estação quente s eja mais longa e amena. oConstituída por coníferas (pinheiros e abetos), também musgos e liquens.oLatitudes al tas (especialmente hemisfério norte), abaixo da tundra. oMaioria das árvores perenes com folhas em forma de agulha, poucas com folhas larg as (caducifólias). oInverno muito frio, verão curto, porém mais longo que na tundra. oMuitos insetos, aproveitados por aves migratórias para alimentar filhotes. oAves insetívoras ou predadoras, cervos, ursos, lobo, raposas, gatos

A Ecologia é o estudo científico da distribuição e abundância dos seres vivos e das interaç que determinam a distribuição e a abundância . As interações podem ser entre seres vivos e/ou com o meio ambiente. A palavra Ecologia tem origem no grego "oikos", que si gnifica casa, e "logos", estudo. Logo, por extensão seria o estudo da casa, ou de forma mais genérica, do lugar onde se vive. A Ecologia pode ser dividida de diferentes formas. Uma classificação antiga divide e cologia em: Autoecologia, Demoecologia e Sinecologia. Ecologia do Organismo (Autoecologia), Ecologia de populações (Demoecologia), Ecologi a de comunidades (Sinecologia) e Ecologia de ecossistemas. As relações entre os diversos seres vivos existentes num ecossistema também influencia na distribuição e abundância deles próprios. Como exemplo, incluem a competição pelo espaç pelo alimento ou por parceiros para a reprodução, a predação de organismos por outros, a simbiose entre diferentes espécies que cooperam para a sua mútua sobrevivência, o com ensalismo, o parasitismo. Indivíduo: é a unidade de vida que se manifesta. É um representante de uma espécie. Espécie: é o conjunto de indivíduos altamente semelhantes, que na natureza são capazes d e intercruzarem, produzindo descendentes férteis. População: grupo de indivíduos de mesma espécie Genericamente, uma população é o conjunto d rganismos de uma mesma espécie que habitam uma determinada área, num espaço de tempo d

efinido Comunidade: conjunto de espécies diferentes que sofrem interferência umas nas outras . Uma comunidade pode ter seus limites definidos de acordo com características que s ignifiquem algo para nós, investigadores humanos. Mas ela também pode ser definida a partir da perspectiva de um determinado organismo da comunidade. Por exemplo, a s comunidades possuem estrutura trófica, fluxo de energia, diversidade de espécies, processos de sucessão, entre outros componentes e propriedades. Nicho Ecológico - é o modo de vida de cada espécie no seu habitat. Representa o conjun to de atividades que a espécie desempenha, incluindo relações alimentares, obtenção de abr igos e locais de reprodução, ou seja, como, onde e à custa de quem a espécie se alimenta , para quem serve de alimento, quando, como e onde busca abrigo, como e onde se reproduz. Numa comparação clássica, o habitat representa o "endereço" da espécie, e o nich o ecológico equivale à "participação, ativa ou passiva, no ambiente". Redundância funcional - Em ecologia, o conceito de redundância funcional é uma caracte rística das comunidades biológicas que descreve o quão sobrepostas são as espécies quanto ao seu desempenho no funcionamento do ecossistema. Relações Ecológicas - Nas comunidades bióticas dentro de um ecossistema encontram-se vári as formas de interações entre os seres vivos que as formam, denominadas relações ecológica s ou intera(c)ções biológicas. Essas relações se diferenciam pelos tipos de dependência que os organismos vivos mantêm entre si. Algumas dessas interações se caracterizam pelo be nefício mútuo de ambos os seres vivos, ou de apenas um deles, sem o prejuízo do outro. Essas relações são denominadas harmônicas ou positivas. Outras formas de interações são caracterizadas pelo prejuízo de um de seus participantes em benefício do outro. Esses tipos de relações recebem o nome de desarmônicas ou negati vas. Tanto as relações harmônicas como as desarmônicas podem ocorrer entre indivíduos da mesma espécie e indivíduos de espécies diferentes. Quando as interações ocorrem entre organismos da mesma espécie, são denominadas relações intra-específicas ou homotípicas. Quando as rel acontecem entre organismos de espécies diferentes, recebem o nome de interespecífic as ou heterotípicas. Ecótono é a região de transição entre duas comunidades ou entre dois ecossistemas. Na área e transição (ecótono) vamos encontrar grande número de espécies e, por conseguinte, grande número de nichos ecológicos. Biotópo ou ecótopo, ou seja, lugar onde se encontra vida é uma região que apresenta regu laridade nas condições ambientais e nas populações animais e vegetais, das quais é o habit at. Biomas é uma comunidade biológica, ou seja, fauna e flora e suas interações entre si e c om o ambiente físico: solo, água e ar. Biosfera é o conjunto de todos os ecossistemas da Terra.

You're Reading a Free Preview

Descarregar
scribd
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->