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Meishu Sama e a Luta Entre o Bem e o Mal - Sobre as Crises Na Igreja

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MEISHU SAMA E A LUTA ENTRE O BEM E O MAL

Revisado em agosto de 2005

Meishu Sama e a luta entre o Bem e o Mal

ÍNDICE
MEISHU SAMA E A LUTA ENTRE O BEM E O MAL..................................... ............................1 REVISADO EM AGOSTO DE 2005............................................................................................... .........1 ÍNDICE........................................................................................................................ .................2 PREFÁCIO............................................................................................................................ .......4 INTRODUÇÃO - O SIGNIFICADO DA ÚLTIMA CRISE........................................................... ....6 PARTE I - PROCESSO E ASPECTOS DA CRISE................................................. .....................7 1 - ORIGEM DO CONFLITO................................................................................................ .....8 a) Autoritarismo do assessor.......................................................................................8 b) O Sistema de unificação e a fé centralizada no Solo Sagrado..........................10 c) Germinação da ambição.........................................................................................12 d) Irregularidade financeira como arma de ataque..................................................13 2 - CONSPIRAÇÃO PARA TOMAR O PODER................................................................... ....15 a) Eclosão do Conflito................................................................................................15 b) Aproveitamento da autoridade de Kyoshu-Sama................................................16 c) Origem do Concílio de Renovação........................................................................18 d) O Concílio de Renovação como esconderijo estratégico..................................20 e) Viagem Missionária de Kyoshu-Sama e operação destruidora da Igreja.........25 3 - RECONSTRUÇÃO DA FÉ DIANTE DO MAL.................................................... ................28 a) A reformulação dos estatutos e o domínio da Igreja..........................................28 b) O quadro de Leonardo Da Vinci............................................................................29 c) Destituição de Matsumoto e tomada do Templo Messiânico.............................29 d) A reconstrução da Igreja é prova de fé em Meishu Sama..................................33 PARTE II - O SIGNIFICADO DA ÚLTIMA CRISE...................................................... ................37 1 - O QUE DEVEMOS BUSCAR PARA NOSSA FÉ............................................ ...................37 2 - UMA FE UNIDA EM MEISHU SAMA.................................................................... .............39 CAPÍTULO I - A EVOLUÇÃO DA FÉ MESSIÂNICA....................................................41
Parte I - A Igreja Messiânica após a ascensão de Meishu Sama............................................................ ..........42 1 - A ASCENSÃO DE MEISHU SAMA E A POSSE DE NIDAI-SAMA........................... ......................42 2 - POLÍTICA RELIGIOSA DA SEGUNDA LÍDER ESPIRITUAL............................................ .............45 3 - ESTABELECIMENTO DA ESTRUTURA RELIGIOSA POR NIDAI-SAMA.......................... ..........49 PARTE II - A IGREJA MESSIÂNICA MUNDIAL APÓS A ASCENSÃO DA SEGUNDA LÍDER ESPIRITUAL..................................................................................................................................... ............50 1 - TERCEIRA LÍDER ESPIRITUAL E A ORGANIZAÇÃO DA SEKAI KYUSSEI KYO.....................50 2 - PERIGO DA IGREJA E UNIFICAÇÃO............................................................................................. ..53 3 - VENCENDO A CRISE — EDIFICAR A FÉ SINTONIZADA COM O PLANO DIVINO..................56

CAPITULO II - O NÍVEL DIVINO DE MEISHU SAMA E O PROCESSO DO PLANO DIVINO..........................................................................................................................58
PARTE I - ORIGEM DA FUNDAÇÃO DA IGREJA POR MEISHU SAMA..................................... ...........59 1 - A RELAÇÃO ENTRE MEISHU SAMA E A "BOLA DE LUZ"......................................... .................59 2 - MEISHU SAMA INTUI A TRANSIÇÃO DA NOITE PARA O DIA NO MUNDO ESPIRITUAL.....65 3 - SALVAÇÃO PELO JOHREI E AÇÃO DE IMPEDIMENTO........................................ ......................68 4 - FUNDAÇÃO DA IGREJA POR MEISHU SAMA............................................................................. ..71 PARTE II - O PLANO DIVINO DE MEISHU SAMA NA LUTA ENTRE O BEM E O MAL......................74 Construção, destruição e, depois, o caminho da construção................................................... ....................74 1 - OBRA DIVINA DE MEISHU SAMA E IMPEDIMENTOS......................................... ......................74 a) Dissolução do Dai Nippon Kannon Kai e proibição de atos de tratamento...................... ..................75 b) ReinÍcio e suspensão da atividade de cura............................................................................ .............76 c) Reinício da atividade religiosa................................................................................................ ...........77 2 - ELEVAÇÃO DO NÍVEL DIVINO VENCENDO A LUTA................................................ ..................83 ORAÇÃO ZENGUEN SANJI............................................................................................. ......................88 3 - SOFRIMENTO, DEPOIS A REVELAÇÃO......................................................................... ................90 PARTE III - PROCESSO DO PLANO DIVINO DE MEISHU SAMA NUM ESTADO DE UNIÃO COM DEUS............................................................................................................................................. ................95 1 - MEISHU SAMA EM ESTADO DE UNIÃO COM DEUS......................................................... ..........95 2 - ESTADO DE UNIÃO COM DEUS E PLANO DIVINO..................................................................... .99

POSFÁCIO............................................................................................................................. ..108

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Meishu Sama e a luta entre o Bem e o Mal COMO DEVEMOS BUSCAR AGORA MEISHU SAMA......................................................... ..108

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PREFÁCIO O Instituto de Estudos sobre Mokiti Okada, desde a sua fundação, vem maximizando os esforços no sentido de abrir caminho para o estudo sobre "Mokiti Okada", em escala internacional. Como primeiro passo, publicou um livrete sob o título de "Meishu Sama e Seu Estado de União com Deus", em 1982, ano em que se completou o Zuiun-Kyo (Solo Sagrado) de Atami. Nesse livrete esclarecemos que Meishu Sama não é simplesmente fundador de uma entidade religiosa, a Sekai Kyusei Kyo, mas sim o possuidor de um elevado nível divino que fará desenvolver mundialmente sua obra de salvação ultra-religiosa. Questionamos, ao mesmo tempo, como devemos buscá-lo na vida cotidiana para sintonizarmo-nos com sua vontade. Posteriormente, em meio à busca constante em pesquisas e estudos, através do livrete "Meishu Sama e a MOA", procuramos definir a salvação de forma concreta — as atividades que podem ligar-se à "criação da nova civilização", objetivo final do Processo do Plano Divino de Meishu Sama. Neste livrete, portanto, com base nos que já foram publicados, intencionamos esclarecer o sentido que a última purificação da Sekai Kyussei Kyo encerra, já que, atualmente, como resultado destes anos de crise, está sendo questionado, pelo mundo afora, o significado de sua própria existência. Por intermédio de fatos registrados e trabalhos deixados por Meishu Sama, ou da força que ele irradiou e dos Ensaios que publicou, queremos deixar clara a sua posição. Ao mesmo tempo, procuramos tornar compreensível como ele deseja que sejam as nossas atitudes e como deve ser a imagem verdadeira da Sekai Kyussei Kyo por ele dirigida.

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Atualmente, a Igreja empreende-se voltada para uma grande tarefa. Alicerçada em pessoas que venceram os sofrimentos dos últimos três anos, ela caminha com o dever de "edificar uma fé absoluta em Meishu Sama", procurando aproximar-se ao máximo dos seus Ensinamentos no cotidiano, para concretizar uma sociedade fundamentada nessa doutrina. Como a tarefa que empreendemos é grande, não podemos permanecer apenas a nível teórico. Precisamos concretizá-la verdadeiramente. Somente assim sentiremos alegrias e emoções. Mas, para concretizá-la, dentro de uma grande organização como é a nossa, que reúne inúmeros fiéis, necessita-se de um "manual" que seja de fácil compreensão e que possa convencer qualquer pessoa, não dando margem a quaisquer interpretações erradas, possibilitando a todos divulgarem o tema. Esperamos que, neste sentido, este livrete seja útil aos que se dedicam de corpo e alma à Obra de Meishu Sama, que fará criar a civilização do século XXI. Fazemos votos de que este sirva, também, como manual de busca dos Ensinamentos de nosso Mestre e, através da sua prática, aprimorem-se ainda mais junto ao maior número de colegas e amigos de fé, edificando, desta forma, dentro de si, uma inabalável e absoluta fé em Meishu Sama, que veio a este mundo como Salvador. Abril de 1987 - Instituto de Estudos sobre Mokiti Okada

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INTRODUÇÃO - O SIGNIFICADO DA ÚLTIMA CRISE Em virtude da crise ocorrida na Igreja, atualmente é questionada, pela sociedade, a validade da Fé da Sekai Kyussei Kyo, bem como o significado de sua existência, obrigando-nos a esclarecer o sentido da crise desses últimos anos. Aqui, partindo do ponto de vista histórico da Igreja, explicaremos alguns aspectos e a crise propriamente dita, para depois esclarecermos o sentido que ela encerra.

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PARTE I - PROCESSO E ASPECTOS DA CRISE Revisando o passado, vimos que durante a existência de Meishu Sama entre nós e em meio à grande expansão da Obra Divina, surgiram diversas crises e que até ele próprio foi detido. Na época da Segunda Líder Espiritual, ou mesmo na da atual Líder, em meio ao franco progresso do programa divino, é verdade que surgiram diversos tipos de crise. Entretanto, esses problemas aconteceram por causa de nossos administradores não terem tido suficiente conhecimento das leis, ou ainda, na maioria das vezes, causados por terceiros que armaram sobre a Igreja com segundas intenções. Mas a crise destes últimos anos surgiu da intriga de elementos que queriam apossar-se do poder interno da Igreja, perdendo de vista o verdadeiro objetivo da Kyussei Kyo. Se existem dentro da entidade elementos ou grupos que possuem constante apego ao poder, eles podem usar de vários estratagemas para alcançar seus objetivos, o que pode tornar-se no estopim de uma profunda crise, fazendo perder de vista até o significado da existência da própria Sekai Kyussei Kyo. Aqui, num ponto de vista de luta entre as duas partes — uma, daqueles que se utilizam de ações ardilosas para mudar e perder a atitude original da Igreja baseada nos Ensinamentos de Meishu Sama e, outra, que salvaguarda o significado existencial da Igreja, tornando-a mais forte — gostaríamos de concatenar o processo e aspectos da crise em questão.

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1 - ORIGEM DO CONFLITO a) Autoritarismo do assessor Quando pensamos na origem do conflito hoje existente, o que não podemos esquecer é a explicação sobre o que se passou à época da Unificação da nossa Igreja. Desde o tempo de Nidai-Sama (Segunda Líder Espiritual), havia um elemento que entrou para a Igreja como assessor. Conhecendo o ponto fraco da organização em assuntos de leis, impostos e finanças, ele foi fortalecendo gradualmente sua influência e, traiçoeiramente, chegou ao ponto de controlar o setor pessoal, financeiro e até a difusão da Igreja. O poder desse assessor, já em 1969, estava em seu limite máximo, quando as pessoas conscientes, sob o comando do então Presidente Teruaki Kawai, ergueram-se corajosamente para salvaguardar a Fé Messiânica, resultando na sua saída da Igreja. Esse incidente constituiu um grande golpe para a Igreja, fazendo-a mergulhar numa grande crise. Mas, graças à atuação daqueles que não mediram esforços para defendê-la, ela renasceu e, mais tarde, foi movida para a Unificação. Descrevemos, aqui, o resumo dessas lutas. O ex-assessor, que fracassou em tomar a Igreja, teve que pedir demissão. A partir daí, então, ele iniciou seus ataques, começando por pressionar a Igreja usando vários elementos com os quais mantinha, já há algum tempo, relações amistosas. Por exemplo: hostilizando a entidade por meio de publicações, obstruindo o reconhecimento do novo regulamento, abrindo processo para atacar o Johrei por infringir as leis médicas, encaminhando requerimento para a dissolução da Igreja, etc.

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Diante disso, a Kyussei Kyo, que era muito fraca em termos sociais, formou uma Comissão para Assuntos Externos; sob a chefia de Akishigue Matsumoto e comando do Presidente Kawai, tomou as medidas necessárias diante dos ataques do ex-assessor. Graças à proteção de Meishu Sama e aos esforços de muitos, conseguiu-se a resolução dos difíceis problemas, um após outro. Por outro lado, os messiânicos refletiram sobre a sua constituição que permitira a atuação arbitrária do ex-assessor, tomando, a seguir, consciência de que, mesmo em termos religiosos e administrativos, deveriam reformulá-la. Isto é, transformar a descentralização das igrejas em centralização, fazendo existir uma única diretriz para toda a messiânica. Se isso não fosse feito, seria difícil cumprir "a missão de construir o Paraíso Terrestre confiada a nós por Meishu Sama". Foi dado, assim, o grande passo para a Unificação. Em 20 de novembro de 1972, finalmente foi reconhecida juridicamente a Unificação da Igreja (absorção e centralização de 63 igrejas). Mas para chegar até aí, ela teve de trilhar caminhos árduos. As pessoas que ofereceram suas vidas a Meishu Sama, partindo de uma posição sem qualquer recurso, humano e monetário, dedicaram-se com toda sinceridade à Obra de Salvação. Conseguiram adeptos e formaram suas próprias igrejas. Justamente nesse momento, tiveram que devolver tudo em nome de Meishu Sama: seu direito doutrinário, os poderes relacionados ao pessoal e à contabilidade (administração) e deixar uma conduta independente, para abraçar uma que leva em consideração, em primeiro lugar a nossa entidade. Embora isso fosse possível na teoria, pô-la em prática exigia de cada dirigente uma verdadeira fé em Meishu Sama.

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Na Sede Geral promovia-se, quase que diariamente, reuniões com dirigentes de igrejas que, voltando ao ponto de origem da fé Messiânica, inteiravam-se dos objetivos da Unificação. Com isso, cada dirigente foi consolidando sua determinação de dirigir-se a qualquer lugar como missionário a serviço da difusão, devolvendo incondicionalmente a igreja da qual tinha sido dono e autoridade máxima por longos anos. Realmente, assim, a Unificação da Igreja não visava somente a integração organizacional, pessoal e contábil, mas também uma unificação em termos da fé daqueles dirigentes no sentido de "oferecer sua fé à Kyussei Kyo com sentimento puro, tornando-se novamente discípulos de Meishu Sama". Diante desse grande movimento de Unificação, 19 igrejas manifestaram-se contra e, posteriormente, apesar do esforço em convencê-las, sete delas acabaram por se afastar. A origem do conflito dos últimos anos podemos encontrar naqueles que, até o último instante, não puderam compreender a verdadeira intenção da Unificação. b) O Sistema de unificação e a fé centralizada no Solo Sagrado A Unificação teve início com o retorno ao ponto de origem da fé Messiânica que é, em outra palavras, buscar a vontade de Meishu Sama, convergindo o sentimento de fé ao Solo Sagrado. Mesmo em termos de organização, o sistema unido, composto de Sede Regional — Sede Provincial — Casa de Difusão, foi posto em prática, tendo como eixo a Sede Geral, possibilitando, dessa forma, tornar aberta e ampla a constituição da Fé, que antes era muitas vezes fechada e restrita. Em virtude dos esforços de dirigentes, ministros e membros no sentido de centralizar sua fé no Solo Sagrado, a Igreja conseguiu obter um caráter social incomparável. Não apenas na atividade de Johrei,
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como também em outras atividades, encontrou meios para contribuir com a sociedade, ganhando sua confiança. Tanto a eficácia da fé centralizada no Solo Sagrado como a do Sistema de Unificação foram comprovadas e motivaram, de uma forma diferente, o início de novas atividades, realizadas uma após outra, tais como: — inauguração do Edifício Messiânico de Quioto (1971); — abertura do Instituto de Pesquisa Científica do Meio Ambiente (1971); — abertura do Colégio Messiânico (1972); — instalação de Consultório Médico (1972); — fundação da Academia Sanguetsu de Arranjo Floral (1972); — instituição da Fundação Brasil-Japão de Artes Plásticas (1973); — instituição da Fundação de Pesquisa de Indústria e Economia (1973); — instalação do Centro de Aprimoramento Juvenil em Okinawa (1975); — formação do Escotismo Messiânico (1976); — abertura do Jardim da Infância Messiânico (1977); — instituição da Associação MOA (1980); — instituição do Movimento para Formação da Sociedade Feliz (1981); — abertura da Escola de Cerâmica e Porcelana de Toluca, México (1981); — inauguração do Museu de Belas Artes MOA (1982); — conclusão do Zuiun-Kyo, protótipo do Paraíso Terrestre; — formação do Instituto de Estudos sobre Mokiti Okada (1982); — abertura do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento para a Agricultura Natural — Fazenda Experimental em Oohito (1982); — instituição da Federação Messiânica do Partido Liberal Democrata; — atividade de Intercâmbio Cultural realizado entre diversos países do mundo;

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— atividades beneficente, cultural, política, preparação do Sistema para Divulgação Mundial, etc. Especialmente, de um período inicial da construção do Museu de Belas-Artes MOA até seu término, a fé centralizada no Solo Sagrado era levada com afinco. Todos voltavam seus pensamentos para estender a virtude de Meishu Sama ao mundo, oferecendo em seu favor a mais sincera dedicação à construção do Museu. Mediante isto, comemoramos o Centenário do Nascimento de Meishu Sama com emoção e alegria. As pessoas da sociedade, que acompanhavam de perto a dedicação dos membros, elogiavam de coração a maravilha da nossa Igreja, depositando-nos grande esperanças. O futuro da Igreja era, assim, cheio de expectativas positivas. c) Germinação da ambição Entretanto, em meio a esse crescimento normal, havia elementos que aguardavam uma oportunidade para satisfazer suas ambições. Trata-se de pai e filho Watanabe e seu grupo que vêm se preparando clandestinamente por longo tempo, visando apossar-se da direção, partindo do ódio da época da Unificação. Katsuichi Watanabe formou algumas igrejas no sistema antigo e sobre elas exerceu grande influência e domínio. Portanto, tinha aversão em perder seus direitos especiais com a Unificação. Isto fez com que, desde o começo, se movesse contra esse novo sistema. Mas a corrente naquela época se movia a favor da Unificação. Ele concordava aparentemente, mas não inteiramente. A Igreja Chukyo que Watanabe formara foi absorvida pela Kyussei Kyo com a Unificação. Por isso, foi aumentando seu ódio pelo corpo diretivo da Unificação, especialmente ao então Presidente Teruaki Kawai.
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Por outro lado, o filho, Tetsuo Watanabe, que ambicionava apossar-se do poder da Igreja, desejava tornar-se presidente da mesma, pois considerava ser este o caminho para dar prosseguimento aos passos de seu pai Katsuichi. Para isso, foi se tornando amigo pessoal de Kenji Nakagawa, que conhecia bem os problemas internos da Igreja, pois era secretário de Akishigue Matsumoto, que ocupava um cargo de destaque na entidade. d) Irregularidade financeira como arma de ataque A ambição de Watanabe veio à tona em 22 de dezembro de 1983, quando Tetsuo Watanabe e seu aliado, Kenji Nakagawa, acusaram o corpo diretivo da Unificação de ser responsável por irregularidade financeira sob o comando de Teruaki Kawai. Convocaram, na ocasião, Teruaki Kawai, Tsutomu Nakamura, Yukio Ishihara e Yassushi Matsumoto e pediram-lhes que se demitissem de seus cargos. O problema que Watanabe e Nakagawa atacaram foi aquele relacionado com Akishigue Matsumoto, Presidente da Comissão de Assuntos Externos, com quem Teruaki Kawai, há mais de dez anos, vinha trabalhando para concretizar o Sistema de Unificação. Em 1980, Akishigue Matsumoto afastou-se desse cargo por motivo de saúde. Além disso, por ter servido arduamente, durante dez anos, à Igreja como presidente da referida Comissão, não lhe tinha sido possível cumprir satisfatoriamente sua missão no "Movimento Público". Portanto, não havia qualquer problema que ele se afastasse dos destinos da Igreja. Com a retirada de Akishigue Matsumoto, o corpo diretivo da Igreja fez de tudo para não surgir, posteriormente, qualquer problema. Indicou o advogado e contador oficial, Hideo Kawata, para tomar as providências necessárias entre a Igreja e a Nihon Minshu Doshi-Kai (Associação de Voluntários Democráticos do Japão) e
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também entre a Comissão de Assuntos Externos e a Nihon Minshu DoshiKai. Hideo Kawata fez, em vários sentidos, uma rigorosa averiguação sobre os assuntos que poderiam ressurgir como problema entre a Igreja e Matsumoto, bem como entre ele e a Comissão. Encerrando seu trabalho com responsablidade, assim disse: "Tudo ficou claro. Nos documentos que preparei não há margem para quaisquer dúvidas. Poderia submetê-los à apreciação do Tribunal de Contas, do Departamento de Polícia Nacional e do Departamento de Fiscalização, que jamais surgiriam problemas." Akishigue Matsumoto ficou satisfeito com esse resultado e dizendo palavras como "nunca jogues pedras a que vai sair" afastouse em paz, desejando o progresso da Kyussei Kyo que, por sua vez, reconheceu seus trabalhos meritórios. Mas Watanabe e Nakagawa criticaram e atacaram esse ponto como problema. Especialmente porque Nakagawa sabia que seu mestre, Akishigue Matsumoto, tinha lutado de corpo e alma por uma missão especial para salvaguardar a Igreja de terceiros. Houve, inclusive, um acordo firmado com o corpo diretivo da entidade. Sabia que, para conter os ataques de terceiros, precisava dispor de extras. Mas, ignorando-o, fez crítica e acusações sobre esse aspecto, como irregularidade financeira, à direção daquela época. Teruaki Kawai pediu que ele fizesse profunda reflexão "se poderia como homem tomar tal atitude.” Porém, não foi ouvido. Nessa oportunidade, Teruaki Kawai tinha a preocupação de que os assuntos sigilosos da Igreja, acumulados durante os dez anos em que fora presidente, fossem aproveitados por pessoas ambiciosas. A entidade poderia vir a sofrer uma grande crise. Portanto, para evitar que isso acontecesse, decidiu permanecer quieto. Contudo disse: "O problema, em questão, é interno. Eu me responsabilizarei por tudo isso. Não leve esse problema a terceiros. Eu gostaria que isso fosse debatido na reunião dos dirigentes."
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Pediu também: "Não vamos criar crises desnecessárias, peço que sejam empreendidos esforços para o bem da Igreja com a união de todos". Assim, ele se afastou da entidade. 2 - CONSPIRAÇÃO PARA TOMAR O PODER a) Eclosão do Conflito O grupo Watanabe / Nakagawa, já na primeira fase (22 de setembro) em que ia apossar-se do poder, teria se aliado ao então presidente Tsutomu Nakamura. Isso ficou claro posteriormente. Como Tsutomu Nakamura e Hiroshi Hashizume tinham intenções de concentrar o poder em suas mãos, foi fácil se aliarem para tirar Teruaki Kawai da linha de frente. Logo que Teruaki Kawai se afastou, o grupo Watanabe / Nakagawa, com o pretexto de fazer uma revisão no sistema organizacional para unir em uma direção a entidade religiosa Sekai Kyusei Kyo, a Fundação MOA de Arte e Cultura e a Empresa MOA de Indústria e Comércio — os quais, devido à diferença de seu caráter, são independentes entre si — formou um órgão chamado Consultoria do Planejamento Global. Na verdade, essa Consultoria era um lugar de negociações entre Tsutomu Nakamura e o grupo Watanabe / Nakagawa, onde se discutiam planos para obterem maior poder. Dessa forma, uma vez que a direção da Igreja começa deslocar seus objetivos, a Fé em Meishu Sama também começa a apagar-se. As conspirações, que tinham o poder em mira, tornaram-se ainda mais complexas, obscuras em vários movimentos da Igreja daquela época. E, ainda, em virtude disso, surgia uma situação em que cada um tomava atitudes individuais. Diante do parcial deslocamento do pessoal de Watanabe para a direção, em fins de 1983, a Igreja reage em janeiro do ano seguinte, mas logo iniciam-se as interferências de terceiros com pedidos de
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"reconciliação" e "promessa" entre Tsutomu Nakamura e Watanabe / Nakagawa. Dessa forma, a direção da Igreja mergulhou na crise. Durante a ofensiva de Tsutomu Nakamura, que era o então presidente da entidade, o grupo distribuiu folheto anônimo divulgando uma suspeita de ter havido desvio da soma de 600 milhões de ienes, tentando, dessa maneira, destruir de uma só vez Tsutomu Nakamura. Novamente, a entidade entra em crise. Nessa divergência de ambos os lados e na desarmonia gerada por isso, e ainda, sem sequer tomarem qualquer providência para solucionar o problema, a crise da Igreja alastrou-se, atingindo os ministros e até mesmo os membros, constituindo-se um grande conflito. b) Aproveitamento da autoridade de Kyoshu-Sama O grupo ambicioso, que era minoria, não medindo esforços, integrou os advogados de origem esquerdista. Para esconder sua ambição diante da autoridade do Governo e dos meios de comunicação de massa, usou o nome da "Comissão de Restauração da Igreja" (simplesmente chamado Seijyoka) como máscara da Justiça. Até aos membros inocentes distribuiu informações sem antes ter procurado saber se estas constituíam verdades ou mentiras, ampliando a crise a âmbito internacional. Diante disso, os ministros e funcionários da Igreja, quase leigos aos pensamentos de Nakamura e à verdade de conspiração do grupo Watanabe / Nakagawa, formaram a "Comissão de Salvaguarda da Igreja" (simplesmente chamado Goji) para protegêla, lutando contra o grupo Seijoka. Resultado: o grupo Watanabe teve de sair do Escritório Central e ocupar a seguir uma das salas do Edifício Dai-ichi de Atami (que era usada como escritório da entidade), repetindo os ataques, com distribuição de informação interna e secreta à autoridade e aos meios de comunicação de massa.
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Mas assim que a sua situação começou a andar de mal a pior, Tetsuo Watanabe, Nakagawa, Seiji Kamiyama e mais um advogado esquerdista foram procurar Kyoshu-Sama, no dia 14 de maio de 1984, em sua residência particular. Transmitiram-lhe informações falsas sobre a situação difícil a que eram submetidos e imploraram a ajuda dela para que participasse da Reunião dos Dirigentes do dia seguinte e lá se pronunciasse. Isso feito, o resultado foi seu comparecimento inesperado e incomum à Reunião dos Dirigentes do dia 15 de maio, ocasião em que comunicou ter escolhido o diretor Yoji Yoshioka do Museu para presidente da Igreja e solicitou que ambas as partes parassem o conflito. Mas logo ficou evidente que Kyoshu-Sama foi induzida a isso pelo grupo ambicioso e que o diretor do Museu, Yoshioka, por sua vez, apresentou sua intenção de não aceitar a Presidência. Esse fato terminou por ferir a autoridade de Kyoshu-Sama. A partir de então, o grupo Seijyoka começou a pregar em voz alta a "autoridade eclesiástica de Kyoshu-Sama". Já em todas as localidades levantavam-se versões e mais versões sobre as palavras de Kyoshu-Sama e viam-se, cada vez mais, maiores confrontos. Finalmente o grupo ambicioso criou uma "Associação para Impulsionar a Construção do Mundo Cristal", formada pelos membros que tiveram o apoio teórico do elemento de origem esquerdista, Massanori Umehara. Nessa situação crítica, o grupo Seijyoka trouxe à tona a questão da "autoridade eclesiástica de Kyoshu-Sama". Mas qual foi o verdadeiro sentido dessa "autoridade" que eles pregavam?

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c) Origem do Concílio de Renovação Em fins de maio de 1984, em meio ao conflito entre os grupos Seijyoka e Goji, Kenji Nakagawa pediu a Teruaki Kawai uma audiência acompanhado dos advogados Kawata e Sakaoka. Dirigiu-se ao Hotel Dai-ichi em Shimbashi, Tóquio, indo ao encontro de Kawai. Nessa ocasião disse: "Chegamos até esse ponto. Não sei o que fazer daqui em diante. Minha frente está cheia de escuridão. Ajude-me, por favor. Eu me ergui pensando no Justo e no Bem, mas isso foi um grande erro. Peço-lhe sinceramente perdão pelo que fiz: desonrar seu nome, criticar e revoltar-me contra o senhor. Peço que me perdoe por meus atos. Gostaria que, de agora em diante, me incluísse entre seus discípulos e que me desse suas orientações." Mais tarde, Tetsuo Watanabe, acompanhado de Takaaki Nakano, veio ao encontro de Kawai e disse: "Fui muito imprudente em minhas ações. Eu não possuo força doutrinária nessa perspectiva. A situação chegou a um ponto em que nem posso tomar mais responsabilidade. Perdoe-me e me oriente, por favor." Assim, com atitude humilde, pediu perdão a Teruaki Kawai e implorou sua ajuda. Então, dias antes do Culto do Paraíso Terrestre, ele fez de tudo para abrir caminho à reconciliação. Em primeiro lugar, relatou a Kyoshu-Sama e, depois de haver se encontrado com Katsuichi, Watanabe e Sakae Iwamatsu, reuniu-se com Tsutomu Nakamura, Yukio Ishihara e Yassushi Matsumoto, representantes da Igreja, Fundação e Empresa MOA, respectivamente. Essas três pessoas concordaram basicamente com a concepção de estabelecer o Concílio de Renovação, movidos pelos sentimentos de Teruaki Kawai, que entregava tudo a Meishu Sama com grande amor, até a justiça dos atos de Nakagawa e Watanabe, que causaram a crise e os conflitos dentro da Igreja, aproveitando-se dos meios estratégicos do Departamento de Fiscalização e dos veículos de Comunicação de massa.

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Comprometeram-se em dar o máximo para contornar a situação crítica despojando-se de seus próprios interesses, até que a Igreja restaurasse suas atividades com a participação ativa de dirigentes, ministros e membros, vencendo inclusive obstáculos de confronto temperamental. Ouvia-se boatos de que o Culto do Paraíso Terrestre, uma das cerimônias mais importantes de nossa Igreja, se transformaria, possivelmente, num lugar de tumulto pelo grupo Seijyoka. Portanto, a fim de evitar o perigo de uma situação que não teria respaldo, foi feita uma preparação das mais minuciosas dentro de pouco tempo. Dessa forma, finalmente, realizou-se a reunião dos membros fundadores do Concílio de Renovação. Foi discutido na reunião que, reciprocamente, deveriam esquecer os conflitos do passado e pensar, para o presente e futuro, no bem de Meishu Sama e Kyoshu-Sama, assim como, diante da sociedade e dos membros que feriram, deveriam formar um órgão de confiança e de responsabilidade. Com essa promessa firme, oficialmente, em julho de 1984, deuse a criação do Concílio de Renovação, tendo Kyoshu-Sama na liderança e os três conselheiros, Teruaki Kawai, Katsuichi Watanabe e Sakae Iwamatsu como representantes e, inclusive, a participação de três advogados, Tatsuo Soma, Hideo Kawata e Makoto Sakaoka. Em conseqüência disso, Watanabe e outros conseguiram se reabilitar.

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d) O Concílio de Renovação como esconderijo estratégico Entretanto, já no momento de criação do Concílio de Renovação, o grupo ambicioso havia começado a segunda fase de sua estratégia. Tsutomu Nakamura, que era o então presidente, mantinha a posição de "não tomar atitude notável até conhecer o resultado das investigações da autoridade judiciária, por ser ele o homem acusado de suspeita de irregularidades financeiras de 600 milhões de ienes". Portanto, quem participava do Concílio era seu substituto. Mas todos consideravam importante que ele próprio, como Presidente que era, participasse diretamente para que os dois órgãos, Concílio de Renovação e Conselho Diretor Executivo, funcionassem regularmente. Foi criado então um outro posto abaixo dos três representantes, o do Presidente, cuja presença era solicitada. Com isso, o ex-grupo Seijyoka fez o seguinte pedido: "Já que Tsutomu Nakamura fará parte do Concílio, Nakagawa também deve participar" — surgindo, naturalmente, a opinião de que "é estranho que, na qualidade de simples membro, participe como titular do Concílio de Renovação". Contudo, foi reconhecido o direito de sua participação, sem poder conter a forte voz do ex-grupo Seijyoka. Entretanto, Tsutomu Nakamura, que deveria ser importante elemento de articulação, continuou negando-se a participar do Concílio. Em conseqüência, fortaleciam-se somente a "presença" e o direito de Nakagawa. Aos poucos, através de sua secretaria, o Concílio foi se impondo sobre a administração da entidade, revelando atitudes que não lhe competiam. Watanabe e seu grupo aproveitaram ao máximo este potencial de autoridade conferido ao Concílio de Renovação. Por intermédio da "Reunião de Preparação das palavras de Kyoshu-Sama", a questão da autoridade de Líder Espiritual era tazida à superfície e as
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palavras "Renovação e União" eram usadas como trunfo para ocultar seu passado. No começo, eles mantinham uma postura humilde: "nós somos os culpados". Mas logo mudou: "ambos os lados, o grupo Goji e o Seijyoka, estavam errados". Promoviam reuniões em todas as localidades do Japão para "pedirem perdão" aos membros. E, assim, tentavam controlar a ira, a vacilação e a crítica dos ministros e membros, aumentando, por outro lado, o seu terreno. Finalmente, dizendo que "nós" é que trouxemos KyoshuSama à superfície, afirmaram ser eles os justos e correios, ampliando, dessa maneira, o poderio do grupo ambicioso que era minoria no começo, não chegando a atingir dos 10% de membros. Tsutomu Nakamura que, desde o começo, estava insatisfeito com o Sistema do Concílio de Renovação e que não teve vez de participar nesse Concílio, sem poder conter a impaciência, repentinamente, no dia 30 de outubro de 1984, ordenou a dissolução do Concílio de Renovação.Os diretores executivos, então, tentaram convencêlo de sua imprudência e parcialidade, pedindo que refletisse melhor. Como se isso não bastasse, o sr. Nakamura ainda queria demitir cinco diretores executivos: Yassushi Matsumoto, Takaaki Nakano, Seiji Kawai, Masao Shiga e Kenzo Shimbo. Dividiu pelas próprias mãos os colaboradores da "Comissão de Salvagarda da Igreja", que era pronome da facção da maioria, e formou a sua nova "Comissão de Salvaguarda" (grupo Goji) ocupando o quinto andar do Escritório Central da Sede Geral. O Concílio de Renovação, fortalecido pela voz do ex-grupo Seijoka, reagiu imediatamente e, no dia seguinte, 31 de outubro, na reunião do Conselho Diretor Executivo, destituiu Nakamura do cargo de Presidente da Igreja, logo elegendo seu substituto, Yassushi Matsumoto. No Culto do mês de novembro, a própria Líder Espiritual dirigiu suas palavras aos presentes, referindo-se ao erro cometido por Tsutomu Nakamura. No começo do mês de novembro, para averiguar a "suspeita de irregularidade financeira de 600 milhões de ienes" sobre
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Tsutomu Nakamura, criou-se, sob a chefia do advogado Toichiro Kikawa, a "Comissão Averiguadora". Para tratar dos problemas externos da Igreja, estabeleceu-se um órgão ligado ao Concílio — o "Comitê de Assuntos Externos". Esse movimento logo se propagou em todo o Japão e, mais uma vez, a Igreja encontrava-se em estado crítico. A facção da maioria passou a ser atacada por duas facções. Uma, da nova Comissão Goji / Nakamura e, outra, da ex-Seijyoka / Watanabe. Em virtude disso, o ex-grupo Seijyoka foi fortalecendo, mais e mais, o seu vigor e justificando suas ações, quando começou a usar a expressão "facção contra Kyoshu", referindo-se à facção da maioria que praticamente dirigia a Igreja. Como contramedida às ações dos membros que apoiavam a Comissão Goji, foram designados principalmente os ministros e dirigentes da facção da maioria. Mas os dirigentes da ex-Seijyoka criticavam a medida que estava sendo tomada, dizendo que era branda demais e exigiam, assim, uma medida mais radical. Por outro lado, eles jamais esqueciam de se esforçar para aumentar o campo de sua atuação. "Renovação e União", era essa a meta. Mas, contrariando essas lindas palavras, o grupo ambicioso intentava tomar o poder, causando conflito dentro da Igreja, o que pode se perceber por intermédio de seus atos: I - convidava o crítico religioso esquerdista, Massanori Umeha-ra, aos estabelecimentos da Igreja para nela ministrar a teoria revolucionária; II - os dirigentes da ex-Comissão Seijyoka faziam viagens a várias localidades do Japão e fomentavam a crítica à entidade, reunindo pessoas somente de seu grupo;

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III - distribuía folhetos anônimos com os dizeres "buscando a origem da purificação", promovendo clandestinamente "aulas de aprimoramento"; IV - nunca abriu mão das unidades religiosas pertecentes a ele e, embora não preenchessem as condições requeridas, promovia-as para Casas de Difusão jamais tentando uni-las a outras; V- mantendo ligação com a Associação para Impulsionar a Construção do Mundo Cristal, dava apoio a atividades para fomentar críticas à Entidade. Era isso que estava sendo desenvolvido nas áreas de difusão no momento em que Kyoshu-Sama e membros de bom senso não mediam esforços em obediência à Renovação e União. De fato, o grupo ambicioso aproveitou-se ao máximo do nome do Concílio de Renovação. Em especial, o que gostaríamos de enfatizar aqui diz respeito ao folheto anônimo "Buscando a Origem da Purificação". Esse folheto trata a facção da maioria da Igreja como sendo o grupo Kawai e diz que sua origem remonta à Tengoku-Kai. Divulgou entre ministros e membros, de maneira maliciosa, que a referida Tengoku-Kai é um grupo egoísta que não está de acordo com a vontade de Meishu Sama, tentando dessa forma incutir nos membros uma impressão desvirtuada. Yoshifumi Shibui e outros, que prepararam tais folhetos anônimos, são pessoas de linhagem de Sosai Shibui, orientador da Miroku-Kai. Mas por quem foi conduzido ao caminho da fé? Kiseko Nakajima, esposa de Issai Nakajima, ex-orientador da Tengoku-Kai, certa vez, sentiu-se penalizada por uma pessoa desnorteada, trazendo-a para sua casa, onde lhe deu alimento e ministrou-lhe Johrei. Essa pessoa sentiu-se muito grata pela assistência que recebeu da família Nakajima e encaminhou outra

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pessoa a Issai Nakajima, que foi justamente Sosai Shibui que, na ocasião, era proprietário de uma alfaiataria. Issai Nakajima orientou Sosai Shibui de que Meishu Sama é o Salvador e o levou para junto dele. Conhecendo, então, a grandiosidade de Meishu Sama e, sensibilizado pelo amor de Issai Nakajima, Shibui foi tomando contato com os Ensinamentos. Depois, adquirindo convicção de que Meishu Sama é o verdadeiro Salvador, decidiu abraçar a carreira sacerdotal e passou a receber orientação direta do Mestre. Portanto, sem mencionar Issai Nakajima, jamais podemos falar sobre Sosai Shibui e, muito menos, sobre seus discípulos como foram Watanabe e outros. As pessoas que ignoram a realidade, distorcendo-a e provocando equívocos, jamais compreenderão o sentido profundo do Processo do Plano Divino de Meishu Sama. Diante desta atitude, que deturpa os fatos sem qualquer fundamento, convergiam as vozes dos membros de toda parte do Japão que sentiam-se contrariados. De fato, Issai Nakajima foi a primeira pessoa a descobrir em Meishu Sama o Salvador. Por isso, se ele não nos tivesse indicado o caminho, não poderíamos compreender nem afirmar nada sobre o nível divino de Meishu Sama. Ele foi o grande pioneiro desde a época da religião Oomoto, quando se questionava sobre quem era o Salvador, se Onisaburo Deguchi ou Meishu Sama, buscando a verdade na escrita sagrada da Oomoto. Finalmente teve a convicção de que era Meishu Sama. Não é fácil chegar a essa convicção, pois, apesar de existirem, dentre os pioneiros, aqueles que afirmam ser Meishu Sama um deus, não houve quem chegasse a afirmar, categoricamente, que ele fosse o Salvador. O próprio Meishu Sama, posteriormente, respondendo à pergunta de um dirigente, reconheceu que Nakajima tinha sido o primeiro a descobrir e a compreender profundamente esse mistério. Fizemos aqui uma ressalva especial a Nakajima porque cremos que ele constitui ponto chave, tanto no sentido de
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esclarecer a verdade, como no de pregar o nível divino de Meishu Sama. e) Viagem Missionária de Kyoshu-Sama e operação destruidora da Igreja Os ministros e membros que esperavam a resolução da crise e do conflito internos pelo Concílio de Renovação, conhecendo agora a sua realidade, começavam a vacilar sem saber "em que e em quem acreditar". Watanabe e seu grupo, então, aproveitando-se dessa chance, estendiam triunfantemente a "autoridade eclesiástica de Kyoshu-Sama" e se preparavam, passo a passo, para mudar o sistema de fé cultivado na Unificação. No início, publicaram o livro "Buscando a Renovação da Igreja" num estilo de entrevista entre Masanori Umehara — esquerdista, crítico religioso e inspirador teórico da "Associação para Impulsionar a Construção do Mundo Cristal" — e Koji Fukuoka — genro de Katsuichi Watanabe. Esse livro desenvolve a teoria religiosa de que "após o falecimento do Fundador, o Líder Espiritual é quem dá continuidade à qualidade carismática dele", ocultando sutilmente a fé em Meishu Sama, que é o fundamento principal da fé messiânica, podendo causar até sua destruição. Chegaram ao ponto de convencer Kyoshu-Sama a recomendar a leitura desse livro. Dessa forma, o grupo ambicioso, a fim de alcançar o seu objetivo, escondia-se por trás das belíssimas palavras da "autoridade eclesiástica de Kyoshu-Sama", nada fazendo a seu respeito e apoiando, ao contrário, a ideologia de terceiros para destruir a Igreja, invadindo até o pensamento da própria Líder Espiritual.

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Por outro lado, para dar o significado de que a "Viagem Missionária de Kyoshu-Sama" é a "segunda instituição da Igreja", através das palestras de Katsuichi Watanabe e Sakae Iwamatsu, foram ministrando idéias para colocar no mesmo nível Meishu Sama e Kyoshu-Sama. Especialmente, Sakae Iwamatsu, que chegou a ponto de se referir a assuntos que não haviam sido pregados por Meishu Sama, tal foi sua presunção de "conhecedor" das coisas espirituais. Por exemplo, a partir de uma interpretação tendenciosa do nome "Itsuki" (nome de Kyoshu-Sama) que quer dizer "consagração ou culto", atribuía um significado todo especial ao trono de Kyoshu. Afirmou também que a "Bola de Luz" de Meishu Sama passara para Kyoshu-Sama, e que ela adquirira as mesmas características dele. Dessa forma, ele divulgou essa questão de suma importância, como é a da fé messiânica, segundo sua própria concepção. Com esses preparativos, o grupo Watanabe posicionou a "Viagem Missionária da Líder Espiritual", como a oportunidade mais propícia para revelar que Kyoshu-Sama e Yassushi Matsumoto estavam a favor de suas diretrizes. Executou, dessa maneira, os planos da viagem missionária, praticamente com o seu grupo, sob o nome de Concílio de Renovação. Durante um ano, em todos os locais por onde passou a viagem missionária, inclusive nos Estados Unidos e no Brasil, preparou-se as falas da Líder Espiritual referindo-se à Unificação como um sistema do tipo "matéria precede o espírito". Referia-se, também, "ao desrespeito de Teruaki Kawai em relação ao assessor da Líder Espiritual, Fujieda", e "ao sofrimento de Kyoshu-Sama por ser tratada como símbolo", etc. Dessa forma, exigiu a responsabilidade de Teruaki Kawai que, à frente de todos, veio lutando para defender a Igreja, vencendo inúmeras barreiras, com base na fé em Meishu Sama. Forçou-o a escrever uma carta pedindo perdão a Kyoshu-Sama e a se afastar de
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todos os seus cargos da Igreja, pois, se assim fizesse, não mais faria crítica à Unificação. Com essa atitude, tentava excluir a influência que Kawai exercia sobre a Igreja. Desde o começo, portanto, eram eles que indicavam as pessoas que iriam compor a comitiva que acompanharia Kyoshu-Sama em sua viagem missionária. Mesmo em se trantando das palavras proferidas na ocasião, Watanabe e seu grupo prestavam relatos a Kyoshu-Sama de que essas estavam sendo recebidas com simpatia ou compaixão, apesar de, na verdade, a maioria dos membros ter revelado contrariedade. Por isso, em todas as oportunidades, eles estavam quebrando o compromisso havido com Kawai, fazendo com que a própria Kyoshu-Sama criticasse e se referisse negativamente à Unificação. De fato, a viagem missionária da Líder Espiritual foi aproveitada como o melhor momento de representação para Watanabe e seu grupo apossarem-se do poder. Assim, aproveitando ao máximo essa viagem, os dirigentes e membros da ex-Seijyoka incutiam, mais e mais, a crítica ao corpo diretivo do passado, taxando-o de "podridão financeira", afirmando que o Sistema da Unificação é que levaria a destruição à Igreja por ser "matéria precede o espírito". Diziam, ainda, que colocar Kyoshu-Sama como símbolo é uma conspiração para negar a sua existência, etc. Caluniando e criticando, dessa maneira, o grupo revoltoso tentou condenar todo o passado da Kyussei Kyo. Preparou terreno, propagando a errada e radical idéia em relação a Kyoshu-Sama. — "Primeiro é Kyoshu-Sama, segundo é Kyoshu-Sama também e nada sem ela." — "Alojou-se a Bola de Luz no ventre de Kyoshu-Sama." — "Meishu Sama, agora, está unido com Kyoshu-Sama e ela é quem fará desenvolver a Obra Divina daqui por diante."

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— "Quem critica essa Kyoshu-Sama e quem não lhe oferece sua absoluta fé, não será jamais dirigente da Kyussei Kyo. Não serão ministros e nem membros". — "Meishu Sama, que partiu para o Mundo Espiritual, não tem mais relação. Kyoshu-Sama é que é o salvador que substituiu Meishu Sama." Esse tipo de fé fanática, destituído de bom senso, é que chegou a dominar a Igreja. O grupo Watanabe, a fim de atingir sua ambição de apoderar-se da Igreja, aproveitou-se também de Kyoshu-Sama, tentando tirar da linha de ação Teruaki Kawai, que pregava a fé em Meishu Sama. Dessa forma, mesmo distorcendo a fé dos messiânicos, levou com afinco seus planos 3 - RECONSTRUÇÃO DA FÉ DIANTE DO MAL a) A reformulação dos estatutos e o domínio da Igreja Confirmando o andamento normal da Viagem Missionária de Kyoshu-Sama, eles intentaram tomar o poder da Igreja legalmente e começaram a preparar a reformulação dos Estatutos da Entidade, por volta do mês de agosto de 1985. Tendo como integrantes principais Yassushi Matsumoto, que se aliou ao grupo Watanabe enquanto fazia parte da comitiva que acompanhava a viagem de Kyoshu-Sama, e o advogado Kikawa, de quem dependiam basicamente suas ações, formou-se a comissão preparatória para mudar o sistema estatutário em "santidademundanismo", separando a atividade religiosa da administrativa, com o que objetivaram dominar o Conselho Diretor Executivo. Entretanto, aos pensamentos por eles expostos, muitos dirigentes e ministros se manifestaram contra, argumentando que o modo de pensar deles não estaria de acordo com os Ensinamentos de "Identidade de Espírito-Matéria" e Ultra-religiosos, como também ao se perceberam que ali se escondiam suas estratégias.

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b) O quadro de Leonardo Da Vinci Ainda, Yassushi Matsumoto, Tetsuo Watanabe, Kenji Nakagawa, Masahisa Katsuno, Shuhei Shimpo e outros aliaram-se com o advogado Kikawa e levantaram o problema do quadro de Da Vinci, forçando a Igreja a adquiri-lo com o pretexto de resolver de vez a suspeita de irregularidade financeira de Tsutomu Nakamura. O plano era de comprar o quadro (esboço) falso por uma quantia exorbitante de 2,1 bilhões de ienes, que terminou fracassando graças à reação contrária de Takaaki Nakano, Seiji Kawai, Massao Shiga, Koichiro Arashi, Kenzo Shimbo e Seihachiro Nakajima, com o apoio de numerosos ministros e também representantes dos membros que formam a "Associação para criar a Sociedade Feliz". c) Destituição de Matsumoto e tomada do Templo Messiânico Em virtude do grupo ambicioso, centralizado em Tetsuo Watanabe e Matsumoto, ter causado problemas na reformulação dos Estatutos, no caso do dualismo, no quadro de Da Vinci e em outros, ficou claro que eles aproveitaram o Concílio de Renovação para aumentar seu poderio. O Concílio de Renovação teve que ser dissolvido e o presidente Matsumoto, responsabilizado por seus atos, mostrava sua intenção de renunciar ao cargo. Por outro lado, pessoas que, com paciência, vinham interpretando as atitudes de Watanabe, Matsumoto e seu grupo, como provação religiosa, sempre tendo uma firme fé em Meishu Sama, faziam preparativos para restaurar a Fé e reconstruir a Igreja que se encontrava em situação caótica. Entretanto, o grupo Watanabe entendeu que, se Matsumoto renunciasse, não poderia alcançar seus objetivos, pois havia armado uma estratégia maliciosa para transferir a responsabilidade a
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outros, dizendo que "toda a crise da Igreja está em Teruaki Kawai". Na Comissão Averiguadora, comandada pelo advogado Kikawa. com base no "memorando Motomoti" que Nakagawa e outros mandaram fazer, o grupo preparou a suspeita de irregularidade financeira, de modo que parecesse verdade. Preparou também um relatório sobre o resultado das averiguações, usando isso como meio de ataque para expulsar Kawai, taxando-o de "causador do mal", enfatizando ainda mais a suspeita de fraude que fora divulgada anteriormente aos membros. Ainda, com a ação de Nakagawa, o grupo Watanabe usou a Nippon Minshu Doshi Kai (Associação Democrática do Japão), afirmando que, "desde o começo da viagem missionária de Kyoshu-Sama, o fato de Teruaki Kawai não estar presente na comitiva ocorreu porque ele era suspeito de ter cometido irregularidades financeiras. Em virtude disso, Kawai escreveu uma carta pedindo perdão a Kyoshu e se isolou. Toda crise da Igreja está nele". Com esse tipo de crítica, foi publicado um jornal, "Nikan Kanko", que foi distribuído ao público. E, nas imediações da residência de Teruaki Kawai, diariamente veiculou-se propagandas, através de carro com alto-falante, referente a tais fatos. Sem pensar no incômodo que causariam à vizinhança, promoviam imenso barulho. Dessa forma, o grupo Watanabe não só maculou o nome de Kawai, como também tentou isolá-lo perante a sociedade, através de meios abomináveis. Todavia, formou-se uma "Comissão Especial de Averiguação" com representantes de dirigentes, ministros e membros que desejavam a reconstrução da Igreja. Através dessa comissão, foi esclarecido que o relatório Kikawa estava destituído de qualquer fundamento e que a eliminação de Kawai não passava de uma estratégia do grupo ambicioso. Dessa maneira, mais e mais fortaleceu-se o movimento de reconstrução da Kyussei Kyo.

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Assim, o grupo ambicioso, que vem acumulando estratégias descabidas, gradualmente foi sendo colocado numa situação difícil, como se estivesse cavando sua própria sepultura. Vendo a situação de desvantagem em que se encontrava, Matsumoto anulou a promessa anterior de que renunciaria ao cargo na véspera do Culto da Primavera, dizendo que "não queria renunciar sozinho, mas junto com todos os diretores executivos.” Finalmente, não levando em consideração a opinião da diretoria, dirigiu suas palavras no Culto de maneira tendenciosa. Por motivos de má administração da Igreja, Matsumoto foi aos poucos perdendo a confiança de Kyoshu-Sama, o que resultou na convocação de Takaaki Nakano para representar o Conselho Diretor Executivo, todas as vezes que ela concedia audiência a Matsumoto, procurando encontrar soluções para os problemas. Mas Matsumoto se mostrava cada vez mais inflexível em suas atitudes, não dando mais atenção ao Conselho. Certamente, tudo isso teria preocupado Kyoshu-Sama, que finalmente deixou de atender quaisquer serviços referentes à liturgia e cerimônia religiosa. E declarou que entregaria esses ofícios nas mãos do Conselho Diretor Executivo. No dia 16 de abril de 1986, foi destituído o presidente Matsumoto pelo Conselho Diretor Executivo, por sete votos a favor e três contra. Para substituí-lo foi eleito Takaaki Nakano. Logo após a destituição de Matsumoto, os que foram instruídos pelo grupo ambicioso tentaram ocupar o Escritório Central em Atami, mas não conseguiram devido à defesa de ministros e funcionários. Porém, no dia 19 de abril, violentamente, tomaram o Templo Messiânico. Eles acabaram por colocar arames farpados e tubos metálicos como proteção no Templo Messiânico. Colocaram, ainda, portas de
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aço na entrada, interrompendo a Luz de Meishu Sama. Trancaramse no Templo, proclamando a "autoridade eclesiástica de Kyoshu-Sama" e a sua participação no Culto. Diante dessa situação crítica, em termos de fé, os dirigentes, ministros e membros, que desejavam a reconstrução da Igreja, concentraram-se, imediantamente, no Solo Sagrado, e se ergueram manifestando fé em Meishu Sama, rogando a mais breve abertura do Templo Messânico. "Tomar o Templo Messiânico que é o centro do Solo Sagrado do Zuiun-Kyo, construído com total esmero de Meishu Sama, é um ato semelhante a amarrar com arame farpado o corpo dele e colocá-lo dentro de uma cela com grades de ferro. Assim, a grande revolta, manifestada diante de membros violentos, motivou a instalação da Sede do Movimento de Reconstrução da Igreja que, fortalecendo-se, expandiu-se por várias localidades do Japão. Surgia, por outro lado, uma atitude que colocava pessoas numa posição neutra, uma fé imparcial, pois defendia-se que a fé que presta fidelidade única a Kyoshu-Sama devia ser neutra. Apareceram, então, pessoas que ficavam tranquilas e indiferentes, defendendo o neutralismo, justamente quando o Solo Sagrado encontrava-se em crise, enquanto outras, sentido-se revoltadas, dedicavam-se para salvaguardar a Igreja, suportando tudo, inclusive ataques dos meios de comuicação de massa dirigida à nossa Entidade. Para aquelas pessoas, bastava a própria salvação, pois, mesmo que a tempestade viesse, procuravam esconder-se atrás de algo que evitasse o vento. Possuiam uma fé que busca apenas o benefício próprio e a própria proteção.

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Em virtude de ter surgido uma fé oportunista, que deseja a conservação de si mesmo, somado à heresia fanática do grupo ambicioso, os fiéis de toda parte do Japão, bem como de todo o mundo, foram submetidos a uma provação religiosa, questionando-se sobre qual caminho escolher: erguer-se numa fé verdadeira em Meishu Sama, ou professar uma fé fanática em Kyoshu-Sama? Ou, ainda, seguir ou não a fé conservadora em Kyoshu-Sama? d) A reconstrução da Igreja é prova de fé em Meishu Sama Teruaki Kawai, que se encontrava afastado, com a tomada do Templo Messiânico, entrevistou-se com Kyoshu-Sama e declarou seu sentimento: "Agora que a Igreja se encontra envolta pelo perigo de destruição, embora eu espere minha morte isolado, tomarei uma atitude perante os membros que crêem em Meishu Sama, mesmo que eu caia no inferno." Desta forma, mostrando-se decidido, começou a agir. Diante dos dirigentes e ministros que se ergueram com o Movimento de Reconstrução, Kawai disse que as afirmações de que "Meishu Sama partiu para o Mundo Espiritual e, por isso, seu Ensinamento já é ultrapassado, e que agora a centralização deve ser em Kyoshu-Sama", constituem pretexto para esconder ambições e o egoísmo do grupo Watanabe. Por isso não passa de heresia, fazer com que se perca e distorça a pura fé dos membros em fé em Meishu Sama e, ainda, se centralize em Kyoshu-Sama, de forma conservadora, como têm afirmado os mais indiferentes. Assim, Kawai mostrou seu forte desejo de lutar pela fé em Meishu Sama. Correspondendo, então, a esse desejo, os dirigentes, ministros e membros de todo o Japão, corrigindo os erros da fé fanática ou conservadora, reuniram-se em Hakone, a Terra Primordial, para reconstruir a Igreja. Objetivando fortalecer, ainda mais, a atitude de fé dos messiânicos decidiram "revisar a verdadeira Fé
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Messiânica" desde a sua fundação até os dias de hoje e colocá-la em prática, para estender o nome de Meishu Sama ao mundo e à humanidade". A partir dessa época, através dos Ensinamentos de Meishu Sama em relação ao Solo Sagrado de Hakone e dos vários processos porque a Igreja vem passando, tornou-se claro que a crise constitui a vontade de Meishu Sama, que desenvolverá sua Obra Divina dentro do plano "destruição e construção". Com a fé fanática ou conservadora em Kyoshu-Sama, o grupo revoltoso, que atraía os membros dizendo que "Kyoshu-Sama aparecerá no Culto do Paraíso Terrestre" e que "no Culto dos Antepassados ela aparecerá sem falta", finalmente tomou pela violência a Loja MOA, em setembro de 1986, revelando ao público em geral seu caráter bárbaro. Também ficou claro que o fato do grupo continuar ocupando o Templo Messiânico é para causar obstáculo ao andamento da Igreja e, como meio para removê-lo, convencer a direção da Entidade com a proposta de restaurar o antigo sistema de igrejas independentes. Várias atitudes do grupo revoltoso fizeram com que explodisse um sentimento de fé naqueles ministros e membros que, até então, aguardavam o momento certo salvaguardando o Solo Sagrado Zuiun-Kyo das forças negativas. Surgiram até opiniões de que deveria haver contraataque. Se fosse possível, pela violência diante da violência. Dentro desse ambiente, foi enviado um processo de acusação de crime por agressão física e crime de reunião de armas perigosas, chegando ao ponto de, se continuasse a violência, receber interferência do governo. De qualquer forma, negar a Unificação da Igreja — conseguida com grande sacrifício, objetivando, com a união de todos os membros, contribuir com a humanidade e construir a verdadeira civilização — bem como macular com a violência o Solo Sagrado — construído por Meishu Sama como o protótipo do Belo — já mostra que,

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diante dessa realidade, eles não têm mais direito a falar em qualquer assunto sobre fé ou religiosidade. A energia para a reconstrução da Igreja, nascida da união e esforço daqueles que convergiram ao Solo Sagrado de Hakone, agora foi transferida para uma meta indicada por Meishu Sama: "destruição" para a "construção". Crescendo, dia após dia, através do aprimoramento e de Cultos, a fé em Meishu Sama faz nascer a alegria e a esperança. Aproveitando todas as oportunidades, foram dadas orientações, pela direção, sobre a imagem verdadeira da Igreja Messiânica Mundial e de seus membros. Como resultado dessas práticas, conseguimos obter a vitória em termos de fé. Além disso, no Culto do Natalício de Meishu Sama, do ano passado, concluímos a construção provisória do Templo Koomyo. Em meio ao conflito e às crises destruidoras, evidenciaram-se fatos felizes e construtivos. Hoje pode-se sentir a mão salvadora de Meishu Sama. Sucederam-se maravilhosos milagres como prova da precisão da fé dirigida a Meishu Sama, que sempre quis que a nossa Igreja desenvolvesse a Obra de Salvação em prol da humanidade. Portanto, recebemos dele a permissão para participar do seu Novo Plano de Construir o Templo Koomyo, a Sede Principal da Religião que fará unir todas as religiões, assim como abrir caminho alegre e positivo para o próximo século. No Culto da Primavera passado, formou-se um órgão, em escala nacional, para impulsionar a construção do Solo Sagrado de Hakone a começar do Templo Koomyo. Naquela ocasião, estabeleceu-se a diretriz que visará o século XXI, por unanimidade. Agora, nós, procurando nos aprofundar ainda mais em nossa fé messiânica, buscando verdadeiramente Meishu Sama, estamos

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imbuídos do desejo de dar o máximo de nós mesmos para o caminho que cremos ser útil ao nosso semelhante.

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PARTE II - O SIGNIFICADO DA ÚLTIMA CRISE Procuramos, na Parte I, concatenar as ideias sobre o processo e aspectos da crise. Por meio dessa crise, partindo do questionamento sobre a fé em relação ao nosso Mestre, que é a origem de nossa crença, avançamos nesse contexto para a tarefa de adquirir uma fé absoluta em Meishu Sama. Agora, a passos firmes e felizes, estamos assumindo uma nova missão: a de construir o Templo Koomyo e participar do Plano Divino rumo ao século XXI. Mas, ainda hoje, a estrutura da Igreja continua abalada e o Templo Messiânico com aspecto semelhante ao de uma prisão. O que significa isso? Na história da Sekai Kyussei Kyo, onde está o erro e como devemos corrigi-lo para que Meishu Sama nos perdoe? Sobre esses assuntos é que gostaríamos de desenvolver nosso ponto de vista, questionando a nós mesmos sobre o que precisamos entender e compreender por intermédio da última crise. 1 - O QUE DEVEMOS BUSCAR PARA NOSSA FÉ Quando se concluiu o Sistema de Unificação saindo do sistema antigo de igrejas descentralizadas, seus dirigentes, despojando-se de seus próprios sentimentos, ofereceram, em nome de Meishu Sama, os seus esforços acumulados por longo período de luta e sacrifício. Enfim, ofereceram até o seu patrimônio privado, formando assim a Sekai Kyussei Kyo. No estágio em que se desenvolveu o Plano Divino, não eram mais permitidas atividades que só compreendiam uma igreja do sistema antigo. Somente unificadas e centralizadas no Solo Sagrado é que se tornavam viáveis as palavras de Meishu Sama
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que dizia: "Tendo como órgão a Sekai Kyussei Kyo, será desenvolvido o plano da construção do Paraíso Terrestre". Naturalmente, se existem muitos centros, não se conseguirá a união de forças. O individualismo e a descentralização das igrejas não funcionam. Somente com a Unificação de todas é que se torna possível pensar sobre a transformação do Mundo em Paraíso. Fundamentados nesse espírito, a Igreja veio acumulando esforços para cultivar a Fé centralizada no Solo Sagrado, razão pela qual, mesmo estando numa situação de quase destruição, o Sistema de Unificação não sofreu qualquer dano. Ao contrário, foi protegido pelos ministros e membros que centralizaram sua fé no Solo Sagrado. Ainda, para não molestar Kyoshu-Sama, pedimos a ela que se mantivesse na posição de símbolo. Nessa posição, ela veio desempenhando várias atividades apropriadas à sua elevada hierarquia religiosa, encorajando e dando-nos exemplos. Por isso, continua e continuará existindo o mesmo respeito e afeição que temos por ela. Quanto à reformulação dos Estatutos, que tentava desvanecer o orgulho e o fervor da Fé messiânica, trazendo o Trono de Kyoshu para o plano inferior, considerando-o como "trono de poder", foi debatida francamente, com toda a justiça. Foi confirmado que não passava de heresia o fato de afirmar a fé centralizada em Kyoshu, ocultando a imagem de Meishu Sama, considerando-o apenas como um dos fundadores de religiões. A relação de Meishu Sama e o Trono de Kyoshu, pode-se dizer, é semelhante a de Jesus Cristo e o Papa, no Catolicismo. O . Trono de Kyoshu, portanto, deve ter em primeiro plano Meishu Sama como Salvador deixando para pensar depois em suas atividades.

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Acreditamos que o Trono de Kyoshu da Sekai Kyussei Kyo existe para os dirigentes, ministros e membros. Dessa maneira, alcançamos hoje um estágio em que podemos, mais uma vez, analisar bem como deveria ser o verdadeiro Trono de Kyoshu. Cremos que somente com a definição do nível divino de Meishu Sama é que será automaticamente estabelecido o trono, conforme o desejo e a vontade de todos os membros. O Museu de Belas Artes almejado por Meishu Sama se concretizou maravilhosamente graças à união, ao amor e à sinceridade dos membros que tinham por base a fé centralizada no Solo Sagrado. Hoje este Museu é renomado e tido como um "Museu do Mundo". De fato, embora a nossa Igreja se encontre em situação crítica, ele é visitado diariamente por milhares de pessoas, o que demonstra claramente que: as coisas a que a Igreja vem empenhando esforços estavam e estão certas. Mas qual é a verdadeira causa do conflito de três anos, que fez a Igreja mergulhar na lama? A verdadeira causa é a fraqueza da nossa fé, por não estar muito claro dentro de nós qual é o centro do Solo Sagrado. Devemos, todos nós, reconhecer isso. 2 - UMA FE UNIDA EM MEISHU SAMA Para os fiéis da Sekai Kyussei Kyo, quem é o objeto de crença? Sem dúvida é Meishu Sama, o fundador da Sekai Kyussei Kyo. Mas por que a nossa fé, sem ao menos percebermos, foi transferida para Kyoshu-Sama? É porque o fundamento básico da nossa fé não estava bem claro. Isto é, o nível divino de Meishu Sama não estava sendo compreendido claramente.
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Seguir a fé significa entregar todo o seu ser ao objeto de sua crença. Portanto, se nosso sentimento em relação a esse objeto for incerto, quer dizer, não estiver firme, tudo fica incerto. No passado, viemos cometendo o erro de colocar esse objeto, de entregar a si próprio, ao Conselho Diretor Executivo, ao Concílio de Renovação ou, ainda, ao presidente e à Kyoshu-Sama. Às vezes, seguíamos o exemplo daqueles que nos haviam conduzido (como o presidente de área de Difusão ou o chefe de Casa de Difusão) sem possuirmos uma firme convicção. Se é assim a nossa atitude, não podemos adquirir uma verdadeira fé. Quanto mais se torna complexo o problema, mais nos desviamos do ponto essencial das coisas. Assim sendo, ficamos apegados às situações que nos rodeiam e mesmo por uma simples pergunta: de onde vem a Luz Divina que recebemos no peito? "De Meishu Sama." Essa resposta, que pode parecer simples e clara, pode ficar, não sabemos como, "incerta". Nós dizemos que o Johrei é maravilhoso e afirmamos que a característica da salvação da Kyussei Kyo está nele. Mas a pureza de nossa fé perde até o seu brilho se não formos firmes naquilo que cremos, mesmo sabendo responder muito bem, obedientemente, tal como pregam os Ensinamentos, que "vem de Meishu Sama" a cada vez que nos perguntam: "de onde vem a força do Johrei e de quem recebemos?" Muitas vezes, em virtude de não estar claro dentro de nós o nível divino de Meishu Sama, que deveria ser o fundamento da nossa crença, é que a nossa fé perde sua solidez e dá margem à entrada de forças negativas.

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Para não mais repetirmos dentro da Igreja um conflito semelhante à crise lamentável como a destes últimos anos, não podemos continuar "cobrando" a responsabilidade individual. Mas partindo de quem percebeu a falha de entendimento sobre o nível de divindade de Meishu Sama, deve corrigir suas próprias condutas e buscar, por si mesmo, a verdadeira visão sobre Meishu Sama. Se não houver essa consciência, jamais poderemos edificar a verdadeira Fé. Se não for, ainda, a Igreja apoiada por tais membros, ela não poderá desenvolver atividades futuras. A nós faltava uma firme fé, a ponto de afirmar que Meishu Sama não é simplesmente o fundador de uma religião, mas sim o "Salvador" que apareceu na Terra a fim de salvar o maior número de pessoas, no momento do Juízo Final, e construir o Paraíso Terrestre, criando a verdadeira civilização do Mundo. A causa maior, que fez surgir a última crise na Igreja, estava no fato de encontrar-se obscuro e turvo o "foco", ou seja, o objeto de nossa crença. Esta foi a maior razão que nos obrigou a questionarmo-nos sobre a fé absoluta no "Salvador — Meishu Sama". Portanto, só se erguendo assim é que nos será possível vencer a época crucial de "Transição da Noite para o Dia", o chamado Juízo Final. Assim, constituir-se-á a chave para criar um século XXI repleto de esperança. CAPÍTULO I - A EVOLUÇÃO DA FÉ MESSIÂNICA O último conflito da Igreja trouxe à tona uma situação que não estava clara, apesar de passados mais de trinta anos da ascensão de nosso Mestre: o nível divino de Meishu Sama e visão de Deus pregada por ele, temas de grande importância em nossa vida de fé. Quem é Meishu Sama? Qual é a essência da Fé da Sekai Kyussei Kyo?

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Em que consiste a natureza da nossa fé, embora citemos freqüentemente "Fé Messiânica"? A crise inédita ocorrida dentro da Igreja nos últimos anos fez emergir, para nós membros, tais questões. Estamos, assim, no momento de, com toda fé, procurar respostas a estas perguntas de suma importância, que se referem à visão de Deus e visão de fundador. A chave para corrigir o ponto inseguro corresponde ao núcleo da fé da Kyussei Kyo; é, sem dúvida, buscar o próprio Meishu Sama, que criou nossa Igreja. Neste capítulo, antes de abraçarmos esse tema religioso de importante teor religioso, vejamos a evolução da Fé Messiânica após a ascensão de Meishu Sama. Parte I - A Igreja Messiânica após a ascensão de Meishu Sama Como é a visão de Deus e visão do Fundador da Sekai Kyussei Kyo, a nós ensinada? Como elas vieram se estabelecendo dentro de nós? Após a ascensão de Meishu Sama, a própria existência da Igreja passou por sério perigo. Para reconstruí-la naquela situação caótica, Nidai-Sama discerniu que é importante fortalecer a religiosidade da Igreja, tanto no que se refere aos Ensinamentos quanto ao sistema. 1 - A ASCENSÃO DE MEISHU SAMA E A POSSE DE NIDAI-SAMA Como a Igreja começou a dar seus passos, então, depois de ter sofrido um grande golpe com a ascensão de Meishu Sama? Os fiéis que perderam Meishu Sama, o objeto de sua crença, que era tido como ser absoluto e de existência imortal, encontravam-se atônitos e em extrema pertubação. Os olhos da sociedade da época, inclusive do mundo religioso, eram frios e
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críticos como se podia ver nas manchetes dos jornais: "Para onde irá a Sekai Kyussei Kyo?". A cúpula da Igreja teve que acalmar a perturbação do membros e, ao mesmo tempo, assegurar a existência da Sekai Kyussei Kyo e sua organização dentro daquela situação. Realizou-se, portanto, na primeira noite em que ocorrera a ascensão de Meishu Sama, uma reunião extraordinária com os Diretores. Meishu Sama não tinha sequer mencionado algo sobre a sucessão da Obra Divina. Mas — considerando, em primeiro lugar, a estabilidade da Entidade e a política da Igreja de prevenir-se o melhor possível para conter a crise que porventura pudesse ocorrer — deliberou receber Yoshi Okada, esposa de Meishu Sama, no trono de Líder Espiritual. Proporcionar alegria ou dedicar-se inteiramente a Meishu Sama era a forma de manifestação da crença da Sekai Kyussei Kyo. Os membros compreendiam que qualquer sofrimento e infortúnio era uma maneira de remir os pecados e que a fé deveria constituir-se em algo capaz de proteger aquilo que Meishu Sama construiu. Sem dúvida, vencendo as dificuldades que haviam, buscaram por ele perseverantemente. A nossa Igreja não era como as religiões existentes na época que, com base nas teorias religiosas, desenvolviam suas atividades. Tendo Meishu Sama no topo da Igreja, objetivava principalmente colher os frutos da difusão, salvando verdadeiramente as pessoas dos sofrimentos. A maioria dos ministros se dedicava mais à obra de salvação do que à atividade religiosa nas cerimônias e nos cultos. Era essa a realidade. Naqueles dias, mesmo em meio à censura e calúnia ou perseguições, os ministros e membros identificavam-se em sua fé com apenas a convicção de dirigir-se a Meishu Sama. Com a perda do ser absoluto diante de seus olhos, houve quem tenha perdido a base da fé,
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transformando, assim, a própria convicção e experiência em apoio à sua própria conduta: começaram por si mesmos a correr ao fanatismo religioso. Yoshihiko Kihara, que na época era diretor-presidente do Conselho, reagiu diante da resolução de receber Nidai-Sama como Líder Espiritual e disse: "Eu sou o primeiro discípulo de Meishu Sama. Eu quem devo sucedê-lo e ser responsável pela Igreja". Mas, percebendo logo que sua opinião não seria aceita, afastou-se da Igreja levando consigo seus seguidores. Houve, também, quem tenha se afastado por ter trilhado parcialmente o caminho dos fenômenos espirituais, dizendo que "Meishu Sama apossou-se de meu corpo" ou que "a Bola de Luz passou para mim", etc. Houve, ainda, quem fosse considerado, pela sociedade, como herege devido a suas ações egoístas e exclusivistas de querer justificar que estava correto e a sociedade errada. Divulgavam os Ensinamentos interpretando-os de maneira temperamental e dogmática ao público em geral, sem considerar o senso comum da época, ainda que fosse reconhecível a sua convicção de fé em afirmar que as palavras de Meishu Sama eram a verdade absoluta, ou que Johrei é absoluto. Por causa disso, muitas vezes, sem poder transmitir a salvação original do Johrei, pregado por Meishu Sama, criaram a ilusão entre as pessoas de que a crença da Sekai Kyussei Kyo é simplesmente pregar sobre os efeitos negativos da toxina e negar a Medicina. Assim criaram certos equívocos quanto às questões de Johrei e Medicina, Agricultura Natural e fertilizantes, o que, de vez em quando, acarretavam problemas sociais. Quando Meishu Sama estava entre nós, ele dizia: "Se tiverem dúvidas, façam-me perguntas durante as entrevistas, que logo darei as respostas". Assim, nos reservando tempo para as perguntas e, ainda, para melhor esclarecer as dúvidas, ele nos advertia: "Vocês
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estão lendo meus Ensinamentos? Tudo está escrito nos Ensinamentos. Leiam diversas vezes, até assimilarem bem o seu conteúdo." Dessa maneira, por sua virtude, a Igreja estava controlada e protegida. Mas, após a ascensão de Meishu Sama, ela mergulhou numa situação quase incontrolável. Portanto, esse fato não somente provocou uma crise na Igreja, como também colocou-a à exposição do público, criando uma expectativa sobre como se reergueria visando o futuro. Em todos os aspectos, a Igreja, que perdera a presença de Meishu Sama, encontrava-se num período de grande transformação. Em 30 de março de 1955, foi oficiada a cerimônia de Recebimento de Yoshi Okada no Trono de Líder Espiritual, mostrando, com isso, interna e externamente, a atitude da Igreja de continuar, com a sua liderança, a desenvolver suas atividades. 2 - POLÍTICA RELIGIOSA DA SEGUNDA LÍDER ESPIRITUAL Novas interpretações: visão de Deus, Fundador, Líder Espiritual e Johrei A segurança da organização de uma religião pode influenciar muito na estabilidade em termos de Fé dos seguidores. Por isso, o estabelecimento da doutrina que regulamenta a crença é um dos pontos de maior importância. Quando o Mestre ascendeu, desde os dirigentes até os membros, havia naturalmente uma forte crença em Meishu Sama. Contudo, a fé apegada à imagem, ao corpo de Meishu Sama, poderia distorcer sua verdadeira conduta. Discernindo dessa maneira, Nidai-Sama estabeleceu a seguinte doutrina e deu orientações baseando-se em sua própria concepção religiosa: a) Visão de Deus, Fundador e Kyoshu
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Nidai-Sama discerniu que: Deus — conforme o próprio Meishu Sama acreditava e nos indicou — é Miroku Oomikami. Por isso, crendo nele, podemos edificar uma fé eterna. Ela nos orientou que o objeto de fé da Sekai Kyussei Kyo é este "Deus Miroku Oomikami", o Deus manifestado do Supremo Deus. Meishu Sama rendia sua fé em "Miroku Oomikami" e fundou a Sekai Kyussei Kyo. Portanto, ele é o Fundador, o Mensageiro de Deus e o Grande Anjo. A "Bola de Luz", que se encontrava em seu ventre, retornou ao Deus Criador (Deus que criou todo o Universo) e seu corpo — seguindo as leis da Grande Natureza — transformou-se em terra. Portanto, agora Meishu Sama é "Oshiemi-Oya". É venerado e querido, e seus trabalhos continuam sendo desenvolvidos por seus fiéis. Assim posicionou-se Meishu Sama como Líder Espiritual-Homem. A seguir, Nidai-Sama estabeleceu a nova imagem de Deus. Colocou como objeto de fé a imagem de "Miroku Oomikami", escrito de próprio punho com pincel. Para Meishu Sama, então, resolveu não adorá-lo como Deus ou fazer orações a ele, limitando-se a manifestar seu sentimento de amor e respeito como fundador da Sekai Kyussei Kyo. Além disso, estava confirmado e fortalecido seu trono de Líder Espiritual que disse ter recebido de Meishu Sama — que foi primeiro Líder Espiritual — a autoridade eclesiástica de Kyoshu-Sama. Em virtude disso, era até divinizado, entre alguns membros, o trono de Líder Espiritual.

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b) Visão sobre Johrei Nidai-Sama observou que, se a Igreja pregasse abertamente os Ensinamentos como "Transição da Noite para o Dia" — cuja revelação constitui o motivo principal de Meishu Sama ter começado a salvação da humanidade e a construção do Paraíso Terrestre — ou, ainda, pregar sobre a vinda da "Época do Grande Terror" e "Época da Grande Purificação" — ocorrências essas do período de transição, e dar a entender que o Johrei é a salvação para isso — poderia ser considerada pela sociedade e pelo próprio País como uma religião herética que engana os sentimentos dos homens. Para evitar isso, Nidai-Sama considerou brandamente que a Transição da Noite para o Dia representa os fenômenos que acontecem no Mundo Espiritual e, assim, deixou de publicar Ensinamentos como A luta entre o Bem e o Mal e outros semelhantes. Foram compilados os Ensinamentos, que seriam "alimento para o espírito" na vida cotidiana dos membros, e publicados no livro "Alicerce do Paraíso". O método de salvação, que é o Johrei, foi posicionado como ato religioso independente da "Transição da Noite para o Dia", como sendo o amor de Deus e prece em ação altruísta. Portanto, havia uma linha divisória entre o tratamento ou Medicina. O Johrei foi incluído nas práticas básicas de fé junto ao Culto e à Dedicação, interpretando-o como o melhor meio para conduzir os novos membros. A segunda Líder Espiritual ainda discerniu que a Kyussei Kyo estaria à margem da sociedade se ela não mudasse sua maneira de ser exclusiva e egoísta, considerando somente Meishu Sama como ser absoluto, e que além dele ninguém mais existe. A salvação da humanidade que Meishu Sama deseja e o Johrei como seu meio são atitudes dignas que inspiram simpatia a
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todos, mas quando o ministrante do Johrei tiver pensamento restrito e, por respeitar demais o valor do Johrei, caluniar e atacar a Medicina, certamente a religião dessa pessoa será considerada pela sociedade como exclusivista e egoísta ou fanática. A fim de corrigir esse tipo de erro, ou evitá-lo, o Johrei foi colocado dentro das ações religiosas como prece em ação. Mesmo assim, surgiram problemas de tratamento medicinal relacionados com o Johrei. Todas as vezes buscavam-se reflexões dizendo que isso acontecia por falta de considerações religiosas, fortalecendo ainda mais o lado religioso do Johrei. Entregavam a solução dos problemas à responsabilidade dos dirigentes de cada Igreja. Com base nessas visões sobre Deus, Fundador, Líder Espiritual e Johrei, Nidai-Sama preparou, uma após outra, a estrutura e a formalidade de uma religião e, fazendo viagem missionária a todo o Japão, pregou a importância de união e concentração de fé. Através da reforma em todos os aspectos da religião, conseguiu-se salvaguardar a Igreja das críticas e ataques da sociedade de até então e deu-se fim à crise interna, fazendo despertar uma firme fé nos fiéis. Para alguns dos pioneiros que, até aquele momento, consideravam Meishu Sama o tudo, e que a atuação do grandioso espírito divino do Mestre é o que supera tudo e todas as coisas, a diretriz tomada por Nidai-Sama parecia não ser a imagem original da Igreja, mas, para não causar transtorno à Igreja fundada por Meishu Sama, por causa de convicções pessoais, interpretavam a situação como sendo a sua vontade. Mesmo aqueles que não sentiam qualquer contradição em crer que Meishu Sama é "Miroku Oomikami", e que ele é o "último salvador", esperaram pelo "tempo" certo confiando nele, dando o
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apoio aos serviços prosseguimento.

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3 - ESTABELECIMENTO DA ESTRUTURA RELIGIOSA POR NIDAI-SAMA Nidai-Sama coordenou a teoria religiosa sobre Miroku Oomikami e Meishu Sama. Escreveu também a imagem da Luz Divina e, com base na formalidade da religião xintoísta, valorizou ao máximo o "Culto", que tem o sentido de "harmonia" ou "sintonia" entre Deus e Homem, dando significado aos Cultos Mensais e Especiais. Mas a messiânica da época ainda não estava unida, pois, mesmo com a grande virtude com que Nidai-Sama dirigia a Igreja, havia limites de sua autoridade. Isto porque, na prática, recebia restrições das leis da entidade religiosa. Ela entregou, portanto, aos dirigentes de cada Igreja o cargo de ensino e doutrinação dos membros. Além disso, o corpo diretivo da Sede Geral estava sob o regime de um assessor de grande poder. Mesmo em meio a essa dificuldade, Nidai-Sama estabeleceu o Soreisha — Santuário dos Antepassados — no Shinsen-kyo de Hakone, criando, assim, na qualidade de Sede Geral da Igreja, o caminho para sufragar os antepassados, que são cultuados em cada família, junto ao Solo Sagrado de Hakone, a Terra Primordial. E, com o Culto de Inauguração do Altar do Santuário Messiânico de Atami, em outubro de 1961 — depois de completar a estrutura religiosa da Sekai Kyussei Kyo — Nidai-Sama ascendeu em janeiro do ano seguinte, em 1962.

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PARTE II - A IGREJA MESSIÂNICA MUNDIAL APÓS A ASCENSÃO DA SEGUNDA LÍDER ESPIRITUAL Como ficou então a nossa Igreja, após Nidai-Sama partir para o Mundo Espiritual, terminando a missão como Segunda Líder Espiritual? Vamos observar aqui os processos que se seguiram. 1 - TERCEIRA LÍDER ESPIRITUAL E A ORGANIZAÇÃO DA SEKAI KYUSSEI KYO Pela ascensão repentina da Segunda Líder Espiritual, a terceira filha de Meishu Sama, Itsuki Fujieda, foi escolhida como Terceira Líder Espiritual para dar continuidade à Obra Divina, tomando posse em 4 de fevereiro de 1962. A época ainda era de "trepidações" constantes. A Terceira Líder, baseando-se na política religiosa de Nidai-Sama e recebendo assessoramento do Conselho de Diretores — que era apenas em nome, pois na verdade a administração da Igreja estava sob o controle do assessor — deu prosseguimento à Obra Divina. Por outro lado, a orientação religiosa feita em cada área de difusão era a mesma da época da Segunda Líder, não havendo vez de indagar sobre a própria fé, no que tange ao nível divino de Meishu Sama, ou seja, visão sobre o Fundador. Isto ocorreu porque as atividades eram desenvolvidas com base no antigo sistema de igrejas. Como nos referimos nas páginas anteriores, apesar de Deus Miroku Oomikami e Meishu Sama serem uma existência una, em termos de fé estavam separados. À relação de "Bola de Luz" e Meishu Sama também eram dadas novas interpretações. Diziam que, com a ascensão do Mestre, a "Bola de Luz" retornaria ao Deus da Criação e o seu corpo ao solo.

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Em consequência disso, apesar da fonte da força do Johrei ter estreita ligação com a "Bola de Luz", unindo esta com Meishu Sama, foi envolta num véu de mistério com a separação de ambos, tornando-se uma coisa vaga. Aqui devemos uma explicação, em resumo, sobre a relação entre Meishu Sama e Johrei. O nascimento de Meishu Sama e sua "Bola de Luz" é o que revela, sem dúvida, o grande Processo do Plano Divino de| Transição da Noite para o Dia no Mundo Material, tal como a Meishu Sama foi revelado em 15 de junho de 1931, no Monte Nokoguiri. Portanto, quem crê nisso também pode crer no aparecimento da "Bola de Luz", isto é, força de salvação neste Mundo. Poderá conhecer a salvação do Johrei como absoluta. Se não pode crer nisso, a nossa compreensão sobre o Johrei poderá permanecer como "tratamento" um pouco mais avançado daqueles já existentes. Num aspecto religioso, pode ser tratado como espécie de "oração ou prece", com grandes benefícios. A visão de Nidai-Sama sobre o Johrei, ainda hoje, é interpretada como resultado de oração e empenho de Meishu Sama, pois é verdade que também existe esta parcela. “Experimentei todos os tipos de doenças.", disse Meishu Sama, que desde a nascença fora muito doente. Ele próprio, em meio a lutas constantes com o sofrimento, foi comprovando verdades. Por exemplo: quando estava sofrendo com fortes dores de dentes, a ponto de querer suicidar-se, Meishu Sama conheceu um asceta da Nitiren, apresentado por seu conhecido e, seguindo a orientação dele, deixou de ir ao médico. Então, viu que as dores

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diminuíram e percebeu que "por usar os remédios as dores de dentes aumentavam". Certa vez, no caminho em que estava sendo levado ao hospital por causa de tifo intestinal, ele próprio sentiu não ter mais esperanças: "Pensei comigo que aquela seria a última vez que veria gente". Ele conta que o fato de ter-se desapegado completamente da vida é que motivou a sua cura do perigoso tifo. A visão sobre o Johrei mostrada por Nidai-Sama também constitui verdade. Porém, precisamos entender que o Johrei surgiu com a chegada do Mundo do Dia, como está indicado nos Ensinamentos "Transição da Noite para o Dia", "Princípio do Johrei", etc. A chegada do Mundo do Dia significa o aumento do elemento fogo no Mundo Espiritual e, com isso, aumentar-se-á a força purificadora, ocorrendo uma grande mudança no Mundo Material. Em termos de saúde humana, o tratamento convencional de solidificar as toxinas, que até então produzia efeito, perde ano após ano a sua eficácia. A eficácia do Johrei, pelo contrário, que tem base praticamente no elemento fogo e faz dissolver as toxinas, aumentará a cada ano evidentemente. Baseando-nos neste princípio fundamental, devemos nos conscientizar a fundo que a relação entre Meishu Sama, que alcançou o "estado de união com Deus" e que possui a "Bola de Luz", e Johrei, constituem-se no núcleo da doutrina messiânica. Voltando ao assunto em questão, continuaremos a nossa explicação. Em virtude da política escolhida por Nidai-Sama, foi-se apagando a fé dogmática. Mesmo assim, a Igreja, que visava cooperação e harmonia entre ela e a sociedade, encontrava-se realmente numa época de grande trepidação.

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O Conselho de Diretores daquela época, a quem cabia a missão de assessorar a Terceira Líder, teve que dar, por si mesmo, continuidade à trilha aberta pela Segunda Líder. Entretanto, havia um problema: o proseguimento da política religiosa tal como foi indicada pela Segunda Líder, logo após a ascensão do Fundador, poderia ocultar ainda mais a fé centralizada em Meishu Sama. Supondo que Meishu Sama fosse o primeiro corredor que deu início à construção do Paraíso Terrestre, prosseguido pelo segundo corredor, a Segunda Líder, e agora, prosseguindo a caminhada com o terceiro corredor que seria a Terceira Líder e, assim sucessivamente, o que seria de Meishu Sama se continuar esse processo? Por mais que elogiemos "de boca" a grandiosidade dele, sua presença se tornaria infalivelmente pequena. Os membros, cada um na prática de sua fé, podiam buscar Meishu Sama e receber várias graças. Mas, quando se tratava da posição da Líder, a situação era diferente. Além desta possuir autoridade eclesiástica, era Diretora Presidente do Conselho de Diretores; cabia-lhe toda a responsabilidade de dar frente à política religiosa, tomando medidas certas de acordo com o Plano Divino, de tempos em tempos. Por isso, muito mais necessitava-se de uma transição política a ser seguida. E, justamente nessa época, em que eram examinados os Planos da Igreja, seu trono foi exposto a uma situação crítica. 2 - PERIGO DA IGREJA E UNIFICAÇÃO Esse fato, ocorrido em 1969, repercutiu como um golpe à Igreja. Em virtude de ter-se continuado atividades de difusão com o mesmo regime estabelecido na época caótica de pós-guerra, e não ter
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levado em consideração o avanço do tempo, começaram a aparecer problemas no sistema de igrejas em que se baseava a divulgação da Igreja. Esse fato deu oportunidade ao assessor que intentava o domínio da Igreja. Por isso, o trono de Kyoshu e até a estrutura da própria entidade foram expostos a grande perigo. A oposição entre o Conselho de Diretores e o assessor, quanto à administração, tornava-se cada vez mais forte e constituía-se em sério sofrimento para a Terceira Líder Espiritual. O Presidente Fujieda, que tomou o posto de comando depois do Presidente Okusa, ergueu-se para eliminar a pressão que o assessor exercia sobre o Conselho de Diretores. Mas todas as tentativas sucederam em fracasso e, finalmente, ele teve que afastar-se do cargo de Presidente. Em meio a essa difícil situação, quem deu prosseguimento à presidência da Igreja foi Teruaki Kawai, que já havia recebido incumbências por parte de Kyoshu-Sama. Portanto, teve que se erguer para realmente eliminar o regime de assessoramento e edificar, em teor e forma, um Conselho de Diretores forte e funcional. Finalmente, o Conselho de Diretores, por uma tática de renúncia total, eliminou o regime de assessoramento. O assessor, todavia, logo que se afastou do poder, iniciou seu ataque, por todos os meios de comunicação de massa, distribuindo folhetos com dizeres como "acuso a Kyussei Kyo". Diante disso, tanto o corpo diretivo quanto os dirigentes da Igreja tiveram que tomar uma decisão: continuar o sistema de igrejas ou absorvê-las e uni-las à Sekai Kyussei Kyo ou, ainda, se iria escolher o caminho da Unificação. A inquietação era igual em ambos os caminhos. "Então vamos escolher a Unificação". Era essa a vontade e o pensamento de todos os dirigentes da Kyussei Kyo.
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Diante de difíceis problemas e barreiras, com fé em Meishu Sama se ergueram, apreendendo uma a uma a vontade de Meishu Sama ao fundar a nossa Igreja. Salvaguardando-a, bem como assessorando a Líder Espiritual, fizeram a Kyussei Kyo ressuscitar de uma condição de perigo até da sua própria existência. Daí em diante, para que nunca mais os problemas viessem a ferir a posição de Kyoshu-Sama, estabeleceu-se o regime de símbolo à Líder Espiritual, caminhando, assim, em direção à Unificação de toda a Igreja. Graças à Unificação abriu-se caminho para divulgar ampla e claramente a existência de Meishu Sama a todos os messiânicos. As atividades de Arranjo Floral Sanguetsu, da Agricultura Natural e de seus produtos naturais foram levadas avante como a obra de salvação de Meishu Sama. Isso deu origem a várias outras atividades sociais, aumentando também a confiança do público. A construção do Museu de Belas Artes, o grande desejo de Meishu Sama, foi tocada à frente. Essa santa tarefa de construção, que reuniu as forças de membros, constituiu-se para nós numa prática no sentido de "tirar o véu" que encobria a existência de Meishu Sama, por uma necessidade do passado. Através da ampla atividade começou-se a descobrir toda a imagem de Meishu Sama. Houve a conscientização de que a salvação não se limita ao campo religioso e, sim, abrange todos os setores da vida humana. A sociedade em geral deveria buscar suas idéias e diretrizes como orientadoras da humanidade. À fundação MOA coube a divulgação dessas idéias, que compreendem atividades em escala mundial.

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3 - VENCENDO A CRISE — EDIFICAR A FÉ SINTONIZADA COM O PLANO DIVINO A conclusão do Zuiun-kyo criou um palco onde se permite representar mundialmente a Obra de salvação ultra-religiosa. Conforme as palavras de Meishu Sama, estamos no tempo de expandir mundialmente a Luz de Salvação. Talvez, se não tivéssemos uma fé ou uma atividade que busque Meishu Sama e o Solo Sagrado, como a Unificação e outras, teríamos perdido de vista a essência de Meishu Sama. Acreditamos que a construção do Museu de Belas Artes MOA, que levou dez anos, foi um processo em que Meishu Sama nos conduziu ao núcleo da fé Messiânica. No ano do Centenário do Mestre foram lançados os livros "Luz do Oriente", "A Saúde Revelada por Deus" e, ainda, pelo Instituto MOA "Meishu Sama e o Estado de União com Deus". Podemos dizer que essas publicações foram os preparativos necessários para buscarmos o nível divino de Meishu Sama com espírito renovado, justamente nessa época em que começa a se expandir mundialmente a Luz da Salvação. Entrentanto, o que aconteceu após a conclusão do Zuiun-kyo, o protótipo do Paraíso Terrestre de Atami? Aconteceram a crise e o conflito, já citados na parte introdutória. Resumindo, as atitudes tomadas naquela época visavam ocultar Meishu Sama e obstar o estudo sobre seu ser, além de barrar a fé, aproveitando maliciosamente a visão sobre Deus e Fundador estabelecida por Nidai-Sama após a ascensão do nosso Mestre

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Crise gerou crise porque o grupo de oposição nos criticava dizendo que somos a "facção contra a Líder", entendendo distorcidamente a autoridade eclesiástica de Kyoshu-Sama. Dizia-se que a "Bola de Luz" passou para ela, mal aplicando ainda os direitos que competem ao Presidente da Igreja. Quanto mais se invocava a fé centralizada em Kyoshu-Sama de modo fanático e dogmático, usando o registro de Presidente, mais a Igreja mergulhava no abismo. Mas tornou-se claro que a essência da fé messiânica não está no "trono de Kyoshu", tal como pregavam o Presidente e alguns dirigentes. Foi-nos revelado nitidamente sobre o quanto poderíamos submeter a existência da nova religião ao perigo, se deixássemos obscura e incerta a existência de Meishu Sama no aspecto homemFundador. Depois que o Templo Messiânico foi tomado, nós seguimos em direção ao Solo Sagrado de Hakone obedecendo as palavras de Meishu Sama que diz: "Hakone completado, passa-se a Atami e este concluído volta-se novamente a Hakone". "Daquele (Templo Messiânico) pretendo fazer um lugar exclusivo para espetáculo. Portanto, não tem sentido como Sede Principal Religiosa". "Naquela colina (Koomyo-dai), futuramente, pretendo construir a Sede Principal." Baseando-nos nessas palavras, podemos dizer que estamos no ponto de onde, do Solo Primordial, daremos partida, de acordo com a Obra Divina de Meishu Sama que fará desenvolver o seu segundo estágio. É hora de buscarmos, no dia-a-dia, o nível máximo de Meishu Sama e gravarmos dentro de nossa alma o ponto de origem da nossa fé.

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Diante da catástrofe mundial a nós apresentada, precisamos saber o que a atual Sekai Kyussei Kyo deve buscar, em que base ela deve estar assentada, para que seja verdadeiramente uma ultra-religião. Urge, para tanto, a edificação da nossa fé sintonizada com o Processo de Plano Divino de Meishu Sama. CAPITULO II - O NÍVEL DIVINO DE MEISHU SAMA E O PROCESSO DO PLANO DIVINO Como vimos até agora, separar a relação existente entre "Miroku Oomikami" e Meishu Sama, considerando este último como fundador de uma religião, trouxe como resultado o fim da crise ocorrida logo após a ascensão do Mestre. Porém, neste último conflito, essa visão foi aproveitada como pretexto para ocultar Meishu Sama. Após a sua ascensão, por ser considerado Líder EspiritualHomem, não foram discutidos abertamente os Ensinamentos como "Transição da Noite para o Dia", "A Luta entre o Bem e o Mal", "A Época de Grande Terror", etc., que têm estreita ligação com a construção do Paraíso Terrestre. Desta maneira, a intensidade da fé em relação ao Programa Divino de Meishu Sama enfraqueceu. Porém, com a busca da vontade de Meishu Sama, essa fraqueza foi desaparecendo com o processo da Unificação, através da fé centralizada no Solo Sagrado. A conclusão do Museu de Belas Artes MOA veio completar o Zuium-Kyo de Atami e, em termos de fé, pudemos conscientizar-nos da precisão do Plano Divino desenvolvido por Meishu Sama. Entretanto, a crise que a Igreja está atravessando provou que ainda temos essa fraqueza. A falta de convicção de que "Meishu Sama é quem está desenvolvendo o Programa Divino da Construção do Paraíso

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Terrestre" permitiu a infiltração da força negativa, que causou obstáculos ao desenvolvimento do Plano Divino. Aqui esclarecemos, através de Ensinamentos, a relação entre o crescimento do nível divino de Meishu Sama e o progresso do Plano Divino, objetivando estabelecer dentro de nós "a fé absoluta em Meishu Sama". PARTE I - ORIGEM DA FUNDAÇÃO DA IGREJA POR MEISHU SAMA Será que Meishu Sama fundou a Kyussei Kyo professando a fé em Deus Miroku Oomikami? Não, pelo contrário, os membros da época buscavam Meishu Sama como "Salvador", almejado pela humanidade que poderá ser salva dos sofrimentos deste Mundo pela absoluta força do Johrei que ele possui. Antes de explicar isso, deixamos claro que os Ensaios que aqui vão ser mencionados são aqueles já revelados após a guerra. Dessa maneira, a luta entre "Bem e o Mal" ocorreu numa época tão turbulenta que poderia ter atingido a própria vida de Meishu Sama. 1 - A RELAÇÃO ENTRE MEISHU SAMA E A "BOLA DE LUZ" Meishu Sama disse: “Quando eu era jovem, era completamente atencioso e gostava de fazer boas coisas". E também: "Nunca cheguei a fazer oração diante de uma escrita no papel ou em frente a uma pedra". Era essa a atitude que ele tomava. Mas por volta do ano 13 da era Taisho (1924) começaram a acontecer fenômenos, como o aparecimento da imagem de Kannon (Avalokitesvara) por trás de Meishu Sama, fazendo os mesmos movimentos dele. Uma pessoa que viu esse fenômeno, por achar estranho, perguntou a Meishu Sama sobre a afinidade dele e Kannon. Mas, mesmo com essa indagação, ele ficou indiferente e, no começo, deixava passar, crendo somente que poderia haver tal coisa
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estranha. Porém, esses fenômenos se repetiam ao redor de Meishu Sama. Então, pela primeira vez, ele toma consciência de uma profunda afinidade sua com Kannon. Mas, mesmo acontecendo tais fatos, não se verificava nenhuma diferença em Meishu Sama. Ele continuava com seu caráter de edokko, nativo de Tokyo, povo alegre e rico de sentimentos. Nem sequer rezava a Kannon, nem mesmo fazia algum chamamento nem qualquer espécie de oração ou prece, para que acontecesse aquele fenômeno. Finalmente, em fins de 1926, Meishu Sama passa por uma experiência mística jamais registrada em sua vida. Sobre sua experiência, ele nos conta da seguinte maneira: "(...) A cada dia aumentava o número de milagres, até que finalmente recebi a revelação espiritual, diante de meus olhos, sobre o passado, o presente e o futuro, além de ser investido de um poder sobre-humano e da grande missão de salvar a humanidade. Um fenômeno que achei muito curioso, nessa época, foi que uma força grandiosa me manejava livremente, fazendo com que, por meio de milagres, eu me encontrasse, pouco a pouco, com o Mundo de Deus. A minha alegria, nessas horas, era irrefreável. Era uma sensação indescritivelmente profunda, nítida e elevada. Além do mais, os milagres continuavam e, ao mesmo tempo, aconteciam fatos interessantíssimos. Não sei quantas vezes cheguei a provar essas sensações num só dia. O maior de todos os milagres foi o que ocorreu em dezembro de 1926, último ano do reinado do Imperador Taisho." 1952 "Por volta das 24 horas em certo dia do mês de dezembro de 1926, ocorreu-me uma sensação muito estranha, jamais experimentada até então. Ao mesmo tempo que experimentava essa agradável e inexplicável sensação, sentia-me induzindo a falar.
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Mesmo desejando deter esse impulso, não conseguia. Insurportável força compelia-me de dentro para fora. Não podendo a ela resistir, deixei-a expressar-se livremente; as primeiras palavras foram: "Prepare papel e pincel" — pedi à minha esposa que assim procedesse. Após isso, as palavras que brotavam initerrupta e compassadamente eram apenas sobre fatos surpreendentes. Primeiramente, relatos que podiam ser chamados de História dos tempos primitivos do Japão. Era o registro da formação do Japão de 500.000 anos antes..." 5 de outubro de 1949 Depois, sem que Meishu Sama soubesse, a "Bola de Luz" alojou-se em seu ventre. Ele mesmo disse uma vez que não sabe quando nem como aconteceu. Sem ao menos perceber, a "Bola de Luz", ou seja, um Espírito Divino, teria tomado seu corpo e, depois, começou a manejá-lo livremente, chegando mesmo a dizer-lhe: "Você é a pessoa que tem a missão de se erguer daqui em diante para a salvação da humanidade. Portanto, pare com todo o serviço". Diante desse fenômeno, com surpresa e dúvida, Meishu Sama repetia, consigo mesmo, perguntas e respostas: "Será que eu tenho dentro de mim uma força para salvar a humanidade?". "Uma Obra tão grande como a de salvar a humanidade jamais eu poderei executar". "Se eu deixar meus serviços que sustentam a minha vida, logo sofrerei. Então, quem é que vai me dar segurança? Não, eu não posso." As perguntas e respostas, entre a "Bola de Luz" e Meishu Sama, repetiam-se com grande freqüência, ou seja, diariamente.

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Se negasse aquilo que a "Bola de Luz" ordenava, Meishu Sama era conduzido a uma situação difícil, mas, ao obedecê-la, entregando seu destino, as coisas resultavam em sucesso inesperado. Ainda, sem tempo para pensar, se certa coisa vinha à sua mente ou quando lhe eram feitas perguntas, as respostas fluíam-lhe espontaneamente, etc. Eram inúmeras as experiências realmente misteriosas que ele vivenciava. Meishu Sama disse: "Eu, com 45 anos de idade, alcancei o estado de Kenshinjitsu (o estado mais alto de iluminação)." e declarou ter chegado a um estado em que conheceu a verdade de todas as coisas do passado, do presente e do futuro. Meishu Sama, ao passar por essa misteriosa experiência, deixou finalmente os seus serviços a cargo de outra pessoa e se dedicou inteiramente ao estudo dos espíritos. Sobre isso, ele nos diz o seguinte: "(...) Dentre aqueles manuscritos, havia muitas coisas com relação ao futuro, mas publicá-los, no momento, é difícil em virtude do fator tempo. O incidente da Manchúria, a Guerra do Pacífico, a situação atual do mundo, aconteceram tal como foram anunciados. Constam, ainda, informações sobre o futuro do mundo e sinto-me realmente pesaroso em não poder publicá-las. Ao tomar conhecimento de que nasci com tão grandiosa missão, ocorreu uma total mudança em meu coração. Não posso ficar indiferente. Ao mesmo tempo em que tomei a resolução de lançar-me à grandiosa Obra de corpo e alma, no dia abençoado do início da Primavera, em 4 de fevereiro de 1928, passei todos os meus negócios para meu gerente, sem nenhuma compensação para mim, entrando para a vida religiosa."
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5 de outubro de 1949 Nesse ensaio, Meishu Sama disse ainda estar muito pesaroso em não poder publicar nada sobre o registro de formação do Japão e nem sobre o futuro do mundo. Acontece que Meishu Sama queimou esses manuscritos, já que se sentia em perigo de vida, devido ao rigoroso controle de idéias da época. Aqui também notamos uma parte da luta entre o Bem e o Mal que ultrapassa a nossa imaginação. No ensaio "Eu, visto por mim mesmo", que transcrevemos abaixo, Meishu Sama nos fala, francamente, sobre seu misterioso sentimento. "Os leitores que vêem este título certamente o acharão estranho, mas acredito que, no decorrer da leitura, se convencerão. Em primeiro lugar, creio que minha existência é por demais estranha. Isso porque, na história da humanidade, não houve registro de nenhum homem como eu. Aqui escreverei sobre mim de maneira objetiva, evitando ao máximo a visão subjetiva. Por isso, gostaria que lessem com esse pensamento. Escreverei começando por meus trabalhos. O objetivo do meu trabalho, naturalmente, está na salvação da humanidade. Portanto, todos os meus atos jamais se desviam dessa linha. Dentre os meus serviços, aquele a que tenho mais me dedicado, ultimamente, é à escrita de ideogramas. É ao ideograma propriamente dito. Eu me esforço nesse sentido para satisfazer, ao máximo, o desejo de muitos membros que me fazem pedidos. Os membros o penduram no pecoço colocando-o no peito como talismã e fazem a irradiação do "espírito" a um paciente, levantando a mão a uma distância de 50 a 100 centímetros. Com esse ato diminuem os sofrimentos e as dores do paciente, sem exceção.

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(...) A esse método nós chamamos de Johrei. Por intermédio do Johrei, observam-se inúmeros fatos, como o da fuga do bandido que estava prestes a arrombar a porta; ou outros que foram salvos sem nenhum arranhão, como aquele que caiu de um precipício, bem como aquele que foi atropelado por um carro. Há também casos em que as pessoas não sofreram grande prejuízos em incêndios. (...) Existem casos de milagres, desde antigamente, em que grandes santos ou religiosos conseguiram salvar pessoas enfermas, uma de cada vez. Existem outros em que, convertendo-se a uma religião, conseguiu-se a graça da cura de uma doença, ou em que se manifestou a força de curar doenças. Entretanto, quando comparada com a força manifestada através da ministração do Johrei por um discípulo meu, talvez não haja equivalência. Existem fatos como os que se seguem: — ao observar as letras escritas por mim, elas espalham-se no espaço, movimentando-se em partículas de luz, formando a figura de acordo com o que está escrito. Esse é um fato narrado por inúmeras pessoas. Ainda existe quem veja uma bola de luz, do tamanho de uma bola de borracha (mais ou menos de seis centímentos de diâmetro), no meu ventre. Há inúmeras pessoas que observaram a luz saindo da palma da minha mão. Algumas vezes foi retratado o estado em que a luz jorrava como onda saindo da "Bola de Luz". Em outras ocasiões, a luz preencheu todo o espaço de uma sala. Eu faço entrevista a mais de cem membros, estabelecendo uma hora por dia. Antecipadamente peço aos membros que façam qualquer tipo de pergunta, mesmo que elas sejam difíceis. Assim, dentro de uma hora, chegam a atingir mais de uma dezena de perguntas, porém quase não há casos em que eu não tenha uma resposta satisfatória; naturalmente as perguntas são variadas. De vez em quando, aparecem casos em que eu não saberia como responder, mas só de ouvir a questão, imediatamente, me vem a

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resposta. Assim, ocorre um fenômeno anormal e eu aprendo comigo mesmo. (...) Nesse sentido, tudo que eu faço não é por minha própria vontade, mas Deus é que me utiliza livremente. Por isso, é o mesmo que ser um boneco manejado por Deus. É um fato inédito no mundo. Diante disso, eu fico a me observar com profundo interesse, pensando como é que Deus vai me utilizar na próxima vez. (...) Tudo isso é a realidade do "Eu, visto por mim mesmo"." 30 de janeiro de 1950 2 - MEISHU SAMA INTUI A TRANSIÇÃO DA NOITE PARA O DIA NO MUNDO ESPIRITUAL Meishu Sama foi se conscientizando cada vez mais de sua relação com a força salvadora e a sabedoria manifestadas pelo "Kanzeon Bossatsu", que se tornou uno com ele. Nesse Ínterim, Meishu Sama recebeu a ordem divina: "Vá ao Templo Nihon no Monte Nokoguiri, em Booshu". Na madrugada do dia 15 de junho de 1931, juntamente com sua esposa Yoshi e 28 acompanhantes, num total de 30 pessoas, entoaram a oração Amatsu Norito, no topo do Monte Nokoguiri. Foi justamente nesse momento que Meishu Sama recebeu a grande revelação da Transição da Noite para o Dia. Ele relatou sobre esse acontecimento da seguinte maneira: "Com relação à Transição da Noite para o Dia, que menciono constantemente, creio que há a necessidade de explicar qual o seu real significado. Esse fato ocorreu no dia 15 de junho de 1931. Naquela ocasião, recebi instrução de Deus e, então, passei à sua execução. Vou escrever, aqui, sobre o ocorrido.
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Houve uma revelação Divina no dia anterior a 15 de junho de 1931. Era para eu visitar e orar no famoso Templo Nihon, no Monte Nokoguiri em Booshu. Deveria me fazer acompanhar por mais de trinta pessoas, pousando ali por uma noite. Imediatamente iniciei os preparativos necessários. Felizmente, entre os fiéis, havia um amigo íntimo do famoso sacerdote Zen, Tanaka Jossetsu, abade responsável pelo Templo Nihon. Então, incumbi-o de dar andamento às combinações. Reunindo todos, parti com trinta pessoas da estação Ryogoku, na manhã do dia 14. Chegamos ao Templo por volta das 21 horas desse dia. Esse Templo Zen-Budista situa-se no meio da encosta de uma montanha relativamente alta. Sua construção é ampla e as cores esmaecidas pelo tempo. Evidentemente, para nós da cidade, acostumados a ruídos e tumultos no nosso cotidiano, era como passear na terra encantada que está além da imaginação. Na manhã seguinte, antes do alvorecer, saímos do Templo em direção ao cume da montanha, iluminando o caminho com lanternas. Com aproximadamente uma hora de caminhada alcançamos o topo. Felizmente fazia bom tempo. A vista panorâmica era algo indescritível: descortinava-se, na névoa do amanhecer, o monte Kiyomizu entremeado pelo mar de Booshu ao longe, onde o famoso Nitiren entoou a Oração NamumyoHorenguekyo, com o ardente desejo de difundir mais e mais o budismo. Em direção ao sol que se levantava, rompendo o alvorecer, todos nós entoamos a Oração Amatsu Norito. Não há adjetivos que possam qualificar a sensação sublime experimentada naquele momento, com as palavras ecoando no ar puro do amanhecer. Logo mais, iniciamos a descida. Oramos reverentemente diante da imagem principal de Buda no Templo Nihon. Após o café da manhã, tiramos uma foto de lembrança e empreendemos o caminho de volta. Vou agora narrar alguns fatos misteriosos.
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Diante do prédio principal do Templo havia um grande pé de figueira-dos-pagodes. Um pé de figueira tão grande é novidade no Japão. Conta-se que Sakyamuni praticou o ascetismo e que dorme o sono eterno debaixo de uma dessas árvores. Essa montanha também é conhecida como Monte Kenkon e, do meio dela até o topo, havia aproximadamente cem estátuas de pedra com mais ou menos 93 cm de altura. Começando pelas estátuas de Sakyamuni, Amida, Kannon, Daruma, Fudô, Aizen, os quatro reis Kujaku, os dez discípulos de Sakyamuni, de Rakan, etc., inclui as mais variadas estátuas búdicas. Realmente mostra o mundo búdico do Japão. Mas, misteriosamente, em novembro de 1943, foram consumidas completamente pelo incêndio que se iniciou no Templo. Segundo os artigos dos jornais da época, seria impossível conseguir sua restauração. Na ocasião, um pensamento me ocorreu: "o que seria isso, senão a amostra do fim do mundo do budismo?" (Com respeito ao artigo sobre a viagem até o Templo Nihon, já escrevi na Coletânea de poemas "Yama to Mizu". Tomem como referência). Finalmente pegamos o trem de volta, chegando à Estação Ryogoku ao entardecer. Passei em seguida na casa de Akaishi, no bairro Midori Mata, naquela cidade, para realizar um culto que havíamos combinado anteriormente. Isto não é do conhecimento de ninguém, e somente eu fiquei surpreso e em júbilo, continuando como segredo dos segredos até o presente momento. Mas, chegando o tempo oportuno, quero fazer uma publicação sobre este assunto." 15 de junho de 1953

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Dessa forma, Meishu Sama teve a convicção de que o fenômeno da Transição da Noite para o Dia, que ninguém conseguiu prever em que época aconteceria, em breve tornar-se-á realidade, provocando uma grande transformação na humanidade. E, logo após esse episódio, por intermédio de vários fenômenos, em pequenina forma, foi-lhe revelado o futuro do Japão e do mundo. O que aconteceu na família Akashi pode-se considerar também uma espécie de "forma" a que Meishu Sama costuma se referir. Dia 15 de junho de 1931 Neste belíssimo dia Abrem-se tão mansamente As portas dos Céus. Mas Meishu Sama, embora passasse por experiências realmente misteriosas como está expresso nesse poema, não teve nenhum comportamento que possa ser comparado ao de possessão de espírito conhecida no mundo. Ele levou, sim, uma vida normal, como um homem comum, esperando pelo amadurecimento do "tempo". 3 - SALVAÇÃO PELO JOHREI E AÇÃO DE IMPEDIMENTO Mas, apesar da vida comum aparente, ele se inteirava das pesquisas do espírito divino e intuiu a "lei da purificação", criando, finalmente, o "método do Johrei", método que manifesta a força de Salvação absoluta. Depois, adotando uma forma de tratamento privado, dedicavase pessoalmente à atividade salvadora através do Johrei. Ao tomar contato com Meishu Sama, que manifestava uma força misteriosa, surgiam pessoas que acreditavam "ser ele possuidor de um elevado nível divino". E foi surgindo uma fé entre os seguidores que se reuniram, atraídos pela sua maravilhosa força e personalidade, alcançando, assim, o alvorecer da "Fé em Meishu Sama".
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Expressou seu estado de espírito, em poema, da seguinte maneira: Para o meu bem Pessoas se dão ao máximo Em suas dedicações. O meu espírito torna-se alegre Só de pensar em suas felicidades. Pessoas vêm alegremente À minha procura Dizendo estarem salvas O que me faz ainda mais alegre e feliz. A força manifestada através do Johrei foi gerando milagres após milagres e, dia-a-dia, aumentavam pessoas que iam à procura de Meishu Sama. Mas, por outro lado, surgiram ações que causavam o impedimento de sua Obra Salvadora. Meishu Sama, que na época era missionário da religião Oomoto, fora considerado herege e pessoa perigosa que toma ações desvirtuosas diante da organização. No dia 11 de fevereiro de 1932 aconteceu um caso que ilustra bem esse fato. Nesse dia, o jovem Yoshikawa, fiel da Oomoto, foi à residência de Meishu Sama, em Oomori, Tóquio e disse: "Eu te mato porque tu és um homem insolente, que distorce a ordem da Oomoto." Pegando uma faca, ameaçava a vida de Meishu Sama e, referindo-se ao método de salvação (Johrei), continuava a dizer: "Pare de fazer isso! Se não parar, eu te mato! Como vai ser?" "Não posso parar.", disse Meishu Sama, reagindo. Então, mais nervoso ainda, o rapaz o hostilizava. De repente, Yoshikawa, com a mão na altura do abdômen, começou a sofrer terrivelmente. Meishu Sama, vendo Yoshikawa sofrer ofegando, salvou-o com o Johrei.
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Meishu Sama explicou esse episódio da seguinte maneira: "O dragão vermelho tomou o corpo desse jovem e, querendo acabar comigo, desafiou o dragão dourado para uma luta. Essa é a ação de Satã." Esse acontecimento foi, sem dúvida, uma luta espiritual que tentava impedir a obra salvadora de Meishu Sama. Mas, mesmo depois desse fato, em vez de diminuir, aumentava cada vez mais o movimento para excluir Meishu Sama da religião Oomoto, chegando a ponto dele não mais poder continuar lá dentro. Meishu Sama, naquela época, já pensava em se desligar da mesma, uma vez que notava em Onisaburo Deguchi, o Líder Espiritual da religião, atitudes descabidas e sem fundamento, como a de vestir quimono com estampas de crisântemo ou montar num cavalo branco, imitando o imperador. Foi armado, então, um plano, clandestinamente, por Issai Nakajima, para dirigir severas críticas à pessoa de Onisaburo Deguchi, chegando, portanto, a ser demitidos os que acreditavam em Meishu Sama. Responsabilizado pelos atos de seus seguidores, pediu demissão, afastando-se, enfim, da Oomoto em 15 de setembro de 1934. Por trás desse incidente, tal como Meishu Sama nos contou depois, houve a ajuda de Deus. No dia 8 de dezembro do ano seguinte, a Oomoto é submetida a uma grande perseguição de autoridades do governo. Mas, como o nome de Meishu Sama já havia sido publicado na revista da Oomoto, mencionando seu afastamento da mesma, conseguiu escapar, por um fio, da referida perseguição. Como se ainda endossasse a qualidade de que era possuidor, Onisaburo Deguichi disse certa vez a Meishu Sama: "Daqui para
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frente, se você se dedicar à cura de doenças, poderá curá-las quando quiser. Faça-o o mais que puder. Se, por acaso, você colocar água num copo e disser que a tomem porque é remédio, essa água se transformará em remédio." Pode-se dizer que essas palavras do mestre religioso nasceram da percepção de que Meishu Sama possuía um especial nível de espiritualidade. Referindo-se à religião Oomoto, Meishu Sama disse, posteriormente, o seguinte: "A religião Oomoto nasceu com a missão de criar minha pessoa (Meishu Sama). Isto é, o fundador (Nao Deguchi), em termos búdicos, significa Sakyamuni e o Líder Espiritual (Onisaburo Deguchi) é Amitaba. Como Sakyamuni e Amitaba fazem nascer Kannon, eu sou filho deles, eu nasci da religião Oomoto." Por meio dessas palavras, Meishu Sama pregou o mistério sobre o "Encontro de três Miroku". Sobre este assunto, falaremos em outra oportunidade, com explicações pormenorizadas. 4 - FUNDAÇÃO DA IGREJA POR MEISHU SAMA Por intermédio de misteriosos fenômenos, Meishu Sama conscientizou-se da "Bola de Luz" que tem estreita relação com Kannon. E, segundo a revelação no Monte Nokoguiri, a "Transição da Noite para o Dia" conheceu sua sublime missão de salvar a humanidade que deveria ser cumprida. Portanto, vencendo a luta entre o Bem e o Mal, havida no momento de afastamento da Oomoto, funda, finalmente, a Associação Dai Nippon Kannon Kai, em 1º de janeiro de 1935. Esse dia deu início, propriamente dito, à obra salvadora pela grande força emanada da "Bola de Luz" de Meishu Sama. Foi o

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começo da fé absoluta em Meishu Sama por aqueles que perceberam o seu divino nível. Sobre o processo e o estado de seu espírito, Meishu Sama explicou o seguinte: "Parabéns pela passagem do Ano Novo. Graças a Deus, a Associação Dai Nippon Kannon Kai acaba de ser inaugurada, motivo pelo qual sinto-me bastante feliz. Esta inauguração estava prevista para mais tarde, mas Kannon estava com muita pressa de que a realizássemos no dia de hoje. Antecedendo, no dia 23 passado, realizamos no Ooshindo a cerimônia de abertura da Associação Kannon Kai, reunindo naquela ocasião pouco número de dirigentes e apenas os que serão futuramente chefes de Casas de Difusão. Até aquela data, não tínhamos resolvido ainda o local onde seria a nova Sede, mas, na noite do dia 23, Kannon me alertou para que fosse feita a cerimônia inaugural da mesma nesta casa que era a difusão de Oomoto. Como se tratava de coisa que nem em sonho havia me ocorrido, eu mesmo fiquei surpreso. Mas logo percebi os motivos de sua realização neste local. Assim sendo, imediatamente, dia 24, começamos a fazer os preparativos para a comemoração do dia de hoje e celebrar a cerimônia de inauguração, o que considero ser ótimo. Gostaria, nesta ocasião, de dar rápidas explicações sobre o objetivo, a atividade e alguns programas da Associação Kannon Kai, que são bastante ricos. (...) Esta noite, porém, farei explicação sobre a construção do Mundo de Miroku, que é o objetivo da nossa Associação. O Mundo de Miroku (Mundo da Luz Divina), como já a própria palavra indica, significa que, através da "Luz de Kannon", formar-se-á
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um mundo sem escuridão. O mundo sem escuridão quer dizer o mundo sem sofrimento nem angústia, ou mundo sem pecados. Há milênios de anos, vários santos ou grandes religiosos vêm pregando sobre este mundo almejado, fazendo esforços para contruí-lo. Mas não foi possível criar esse mundo até hoje. Nem mesmo um mundo parecido com o que todos almejavam. Por isso, só permaneceu como ideal da humanidade, persistindo as dúvidas em construí-lo ou não. Essa é a situação até hoje. No entanto, tal mundo certamente se concretizará. Agora, sofrendo uma rápida guinada, está para se concretizar. A mim foi revelado sobre isso há justamente sete anos, através de Kannon, ou seja, Deus Izunome. Naquele tempo, eu mesmo, para ser honesto, tive dúvida sobre isto. Mas, a partir de então, sucederam-se incontáveis milagres. Todos eles foram surpreendentes, difíceis de serem medidos e até inexplicáveis pela inteligência e experiência humana. Esses milagres vieram comprovar que, sem nenhuma falha, poderá ser construído o Mundo de Miroku, fortalecendo cada vez mais a minha convicção, compreendendo perfeitamente que através de mim será feito tal mundo. Ou melhor, Kannon, usando meu corpo como instrumento, fará nascer tal mundo." 1º de janeiro de 1935 A sociedade japonesa, na época que foi fundada a Igreja, passava por uma crise econômica, isolamento de outros países, insegurança pública, etc. Era uma época em que imperava o militarismo. Além da insegurança da vida e confusão social, a autoridade era rigorosa com o pensamento da nação. Jamais, portanto, podia se pensar em fundar uma religião.
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Por exemplo: o caso de "desrespeito à majestade" da religião "Hito-no-Miti", a ordem de dissolução da religião Hito-no-Miti e, mais grave, o incidente da Oomoto, em que as autoridades explodiram com dinamite o seu altar-mor e outras instalações. Só de ver esses acontecimentos relacionados às religiões, entende-se que não era, de forma alguma, ocasião propícia para fundar uma nova religião. Nem o País nem a sociedade esperavam ser ajudados ela religião de Meishu Sama. Mas, apesar da crescente pressão e impedimento, tanto espiritual quanto material, Meishu Sama ergueu-se corajosamente guiado pela "Bola de Luz", ou seja, por Kannon, apoiado na força absoluta do Johrei, para "construir o Mundo de Miroku". PARTE II - O PLANO DIVINO DE MEISHU SAMA NA LUTA ENTRE O BEM E O MAL Construção, destruição e, depois, o caminho da construção Na Parte I, vimos que Meishu Sama se ergueu para cumprir sua missão de "construir o Mundo de Miroku", lutando contra vários obstáculos, mas sempre sustentado na "revelação da Transição da Noite para o Dia" e na "Bola de Luz". Analisaremos, a seguir, seguindo os feitos do Mestre e o desenvolvimento do Processo de Plano Divino, com a elevação do seu nível divino, as ocasiões em que Meishu Sama deparava-se com algum impedimento. 1 - OBRA DIVINA DE MEISHU SAMA E IMPEDIMENTOS Em 1935, logo que iniciou suas atividades adotando a forma de religião com o nome de Associação Dai Nippon Kannon Kai, Meishu Sama encontrou vários impedimentos.

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a) Dissolução do Dai Nippon Kannon Kai e proibição de atos de tratamento A Associação Dai Nippon Kannon Kai, que acabava de ser fundada com sede em Kojimachi, Tóquio, dia após dia, foi se expandindo e, depois de passar alguns meses, essa Sede Provisória tornou-se pequena, a ponto de ter que se transferir para Tamagawa, em outubro daquele ano. Entretanto, naquela atmosfera do País, que se inclinava cada vez mais para o militarismo, a pressão que as autoridades exerciam sobre as religiões, como Oomoto e Hito-no-Miti, tornava-se mais violenta ainda. Meishu Sama também não foi exceção, pairando sobre ele a ameaça da suspeita de "ser sobrevivente da Oomoto", obrigando-o a submeter-se à grande pena de dissolução da "Dai Nippon Kannon Kai". Aí, em maio de 1936, Meishu Sama, a fim de abrir caminho para a salvação, mesmo para aqueles que não acreditavam em religião, separou a atitude religiosa do tratamento de cura, instituindo a "Associação de Saúde do Japão", com o Tratamento do Estilo Okada. Mas logo esta também sofreu repressão, com a repentina "ordem de proibição de atos de cura" por parte do Superintendente da Polícia e a investigação da Delegacia de Oomiya e de Tamagawa. Foi barrado o caminho de salvação. Assim que foi proibida essa ação privada de cura e tratamento, Meishu Sama instituiu a "Associação das Cem Imagens de Kannon" e, por meio da pintura de quadros, secretamente, empenhou-se na formação de discípulos e na salvação, e, àqueles que vinham à sua procura, outorgava a imagem de Kannon pintada por ele como objeto de adoração.

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b) ReinÍcio e suspensão da atividade de cura Por intermédio de um discípulo, assim formado, foi apresentada a Meishu Sama a filha de um tenente general do Exército, que se curou de uma enfermidade, fato que motivou a anulação da proibição da cura, possibilitando o reinício de sua atividade com o nome de "Tratamento Espiritual de Digitopuntura no Estilo Okada". Graças a isso, aumentavam, a cada dia, os discípulos e as pessoas que recebiam Johrei. Entretanto, esse crescimento, outra vez, estimulou as autoridades policiais, sendo Meishu Sama detido por contrariar as leis médicas. Em dezembro de 1940, ele teve que suspender o tratamento com a promessa escrita de que "nunca mais na vida, repetiria atos de tratamento". Sobre isso, Meishu Sama se referiu assim aos discípulos da época: "Aquele ato, em termos espirituais, significa que subimos mais um degrau. Por isso, internamente, constitui para mim motivo de grande alegria. Isso porque há limites para aquele estilo de tratamento; é um serviço como o de um soldado que está, de corpo e alma, na linha de frente." Esclareceu, dessa maneira, que aquele acontecimento constituía o avanço no Processo do Programa Divino para um novo estágio, o que, à primeira vista, parecia um grande infortúnio. Em outras palavras, podemos dizer que, a cada vez que ocorre algum impedimento ou pressão, sobe o nível espiritual de Meishu Sama. Isso porque sai vitorioso na luta entre o Bem e o Mal e, cada vez que isso acontece, sua Luz aumenta, elevando-se, também, o Nível Divino de Meishu Sama. Quanto mistério!

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Através de fenômenos claros, percebemos que nós, homens, jamais poderemos conhecer ou medir pela nossa inteligência o insondável e misterioso Programa Divino de Meishu Sama. c) Reinício da atividade religiosa A Guerra no Oceano Pacífico tornava-se cada vez mais forte e Tokyo estava a ponto de ser atingida, segundo a percepção de Meishu Sama, pois dizia a seus membros que se afastassem de lá. Ele também se afastou desse lugar que era, então, centro de suas atividades e, prevendo o progresso da Obra Divina, disse: "Gostaria de ter um templo onde possa divulgar a minha Verdade." Mudou-se para Gora, Hakone, em maio de 1944 e, depois, para Atami, construindo nesses locais os protótipos do Paraíso Terrestre, que constituem pontos indispensáveis do Processo do Plano Divino, preparando, assim, a grande expansão da Obra Divina, após a Guerra. Nesse momento, refletia nitidamente nas vistas de Meishu Sama o aspecto do término da Guerra. Com o término da Guerra, as atividades religiosas foram liberadas, mas Meishu Sama não recomeçou as suas imediatamente. Porém, reunindo discípulos espalhados em todo o Japão por causa do refúgio, uniu a organização numa só, com o nome de "Associação Propagadora da Purificação Espiritual Japão", ocupando ele próprio a presidência da Associação, restaurando, assim, a atividade salvadora ainda em forma de tratamento terapêutico civil - esperando o momento oportuno.

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Em 1947, assim que foi assegurada pela lei a liberdade religiosa, instituiu a Igreja Kannon do Japão, reiniciando a atividade religiosa propriamente dita. Em sua saudação pela abertura da Igreja Kannon do Japão, Meishu Sama disse: "Devido à pressão da autoridade policial, nós nos afastamos da atividade religiosa e viemos trabalhando exclusivamente no tratamento terapêutico, que teve grande expansão. Mas isso foi por causa da atuação de Ooshin Miroku" (que possui todas as facetas de atuação que mudam conforme a situação se apresente). Como a atuação de Kannon pode ser dita como a de "bola", que não tem arestas, ela toma todas as formas livremente. Portanto, só de se entregar ao avanço da Obra Divina, com o tempo abrem-se novos caminhos, o que justamente aconteceu com Meishu Sama. Essa atuação de Kannon, de acordo com o tempo, e mudando suas formas e aspectos, sempre tem sido desenvolvida ora sob “forma” de destruição, ora apresentando "forma" de construção, mas sempre se desenvolvendo no sentido de concretizar o ideal em escala mundial. Meishu Sama, referindo-se aos acontecimentos que ocorriam ao seu redor, que à primeira vista pareciam absurdo e estranho, explicou em seu Ensinamento "A Luta entre o Bem e o Mal" da seguinte maneira: "Refiro-me aqui a um assunto que todos já conhecem. Desde antigamente, as religiões, em todas as épocas, são criadas por homens que diferem de outros, pois eles, com o desejo de salvar o mundo, formam sua doutrina. Enquanto ajudam a um número considerável de pessoas, são reconhecidos pelo mundo e, na hora que começam a se erguer, sem falta, aparecem-lhe os

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impedimentos. Os melhores exemplos são Sakyamuni contra Daiba e Jesus Cristo contra Satã, que todos conhecem. Interessante é que, quanto maior a força e o futuro que tem essa religião, mais rigorosas serão a perseguição e a pressão. Os espíritos malignos, no começo, recorrem aos homens do poder e, a fim de criar no povo o sentimento de ódio, inventam, em sigilo, teorias falsas e esforçam-se na propaganda delas. Dizem que "aquela religião engana a gente e acaba com a família; é uma superstição perigosa e, portanto, jamais se deve tomar contato com ela". Taxando-as dessa forma, insinuam-se egoisticamente. Controlam livremente as pessoas de confiança da sociedade e até aquelas relacionadas a órgãos de primeira categoria, como imprensa. Tudo isso devido à possessão de espíritos malignos, que fazem as pessoas pensarem dessa forma. Entretanto, por não perceberem isso, acham tratar-se da sua própria vontade. Ao mesmo tempo, o público que ouve também é apossado pelos companheiros daqueles espíritos malignos, pois, com reciprocidade de ambos os lados, é possível fomentar a crítica e ódio à religião. Eis o plano da Força Negativa. Nesse sentido, hoje em dia, as novas religiões, com poderes que superam os das religiões antigas e que contribuem grandemente com a sociedade, são tidas como mira dos espíritos malignos, os quais fazem de tudo para impedir sua atuação. A nossa religião é tida como alvo número um deles. Portanto, não é fácil avançar eliminando seus impedimentos. Sobre isso, escreverei sua causa fundamental. No Mundo Espiritual existem o Mundo do Mal chamado de Mundo da Força Negativa e o Mundo do Bem chamado de Mundo da Força Positiva, os quais estão em constantes lutas. No Mundo da Força
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Negativa existe um chefe, que governa com muito poder e utiliza livremente os seus bilhões de subordinados. Seu objetivo é apossarse do poder do mundo em geral e, sobre esse surpreendente plano, tem conseguido, passo a passo, seu resultado. Num sentido, o maior impedimento para ele vem a ser o religioso que prega o Bem e objetiva a justiça. Assim que surge, então, um grande religioso, pressiona-o por todos os meios possíveis, tentando destruí-lo. Muitas religiões até agora, que temporariamente foram bem sucedidas, mas que imperceptivelmente tornaram-se sem osso, sem qualquer característica, revelam que foram vencidas pelo Mal. O motivo disso é que, como sempre prego, até agora o mundo era Noturno, isto é, estava sob a direção do Deus da Lua e, portanto, com luz fraca. Assim sendo, mesmo que não fossem fatais, as religiões preservaram somente seus formatos. Isso é mostrado até nas religiões relativamente novas do nosso País (Japão). Primeiramente temos as perseguições de fundadores de novas religiões num período que foi do fim do shogunato Tokugawa até a Era Meiji. Os principais foram Tenry-Kyo, Oomoto-Kyo, Tokko-Kyo e Hitono-Miti. O fundador da Tenry-Kyo, por exemplo, experimentou sofrimentos tais como o de ser aprisionado mais de dez vezes. Onisaburo Deguti, da Oomoto, permaneceu durante sete anos na cadeia e teve pouco tempo de alegria, pois após ser libertado, faleceu; a causa, naturalmente, foi o cansaço e as severas investigações durante o longo tempo de prisão. O sr. Kaneda, fundador da Tokko-Kyo, era sempre vigiado por um guarda, e ouvi dizer que, até à hora da morte, não teve quase liberdade. O fundador da Hito-no-Miti, Sr. Tokuiti Miki, também ficou alguns anos na prisão e veio a falecer assim que saiu dela. A razão de
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sua morte, conta-se, foi devido aos sofrimentos insuportáveis que passara. Entrando agora para a Era Showa, a pessoa mais perseguida poderia ser eu. Escreverei a esse respeito. Como já vimos, o Mundo Espiritual encontrava-se por muito tempo na Era Noturna, quando o grupo de espíritos malignos atuava a seu bei prazer, causando confusão no Mundo, sonhando ainda ser longa a noite. Mas de repente e para a grande frustração deles, apareceu a nossa Kyussei Kyo. Como a nossa Igreja é a Religião da Era Diurna, jamais revelada neste mundo, isto é, sob a presidência do Deus do Sol, eles ficaram atônitos e finalmente começaram a se afobar. Aí, então, querendo dar um "jeito" em nossa Igreja, não mediram esforços. Manifestação disso foram as constantes perseguições: o caso de sonegação de impostos de 1948; as investigações de grande envergadura das tropas americanas e, depois, o caso de irregularidades financeiras em Shizuoka, etc. Em virtude da grande pressão sofrida nessa época, parecia, temporariamente, difícil até de reerguer-se. Mas vencemos todos esses obstáculos e estamos hoje em franco progresso, o que é prova de que a Força do Bem saiu vitoriosa. Entretanto, durante esse tempo todo, pela incompreensão da imprensa em geral ou pela transmissão falsa dos noticiários, dirigidos pelos jornalistas, a tropa de força do Mal continuou me atacando sem cessar, o que me causou muito aborrecimento. Dessa maneira, no Mundo Espiritual continuam as lutas reais e despercebidas, em mil formas, entre o Bem e o Mal. Isso porque a nossa Igreja é, para eles, um grande inimigo sem precedentes. Por conseguinte, Deus Todo Poderoso vem se preparando meticulosamente porque, se a nossa Igreja sair perdendo, o mundo será dominado pelo Mal. Uma prova disso é a democracia (estabelecida após a II Guerra) que fez com que, apesar das várias perseguições, a nossa Igreja, em sentido global, não sofresse grande influência. Fato é que ela caminha em franco progresso, motivo pelo qual sinto-me feliz.
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Isso devido à Luz forte de Deus do Sol, pois à medida que desponta o Sol, as tropas da força do Mal só tendem a afastar-se e serem vencidas. Assim se concretizará o Mundo do Bem." 25 de julho de 1953 Em meio à guerra, enquanto o Japão caminhava no perigo, até de sua existência, numa direção de quase destruição total, Meishu Sama dava a mão para a construção do protótipo do Paraíso Terrestre, completamente oposto do Mundo Infernal que atravessava o Japão. Isso é, naturalmente, a manifestação da convicção de Meishu Sama. Essa convicção podemos notar em várias citações dele feitas durante a Guerra. Certa vez, numa entrevista, ele disse: "Quando esta guerra terminar, haverá a liberdade de religião e desaparecerá a Polícia Especial de Investigação." No dia em que terminou a Guerra (15.08.1945), numa entrevista em Hakone, em frente aos 50 membros presentes, logo em seguida à transmissão de rádio comunicando a rendição incondicional, Meishu Sama disse: "Daqui em diante, o Japão ficará bom. Está bem assim." A Obra Divina de Meishu Sama, mesmo em situações que pela força do indivíduo não poderia ser feita qualquer coisa diante da guerra, desenvolvia-se adotando diversas formas. Porém, mesmo após ser reconhecida pela lei a "liberdade de crença e opinião", Meishu Sama trilhou um caminho de luta realmente severa. Amante da paz que era Meishu Sama, por natureza, para cumprir sua grande missão de salvar a Humanidade, teve que, ininterruptamente, lutar contra a força do Mal, de modo jamais experimentado nem mesmo por Buda ou Cristo. Esse é o ponto que nós
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membros devemos assimilar bem, transformando-o em alimento para nosso espírito para seguir a fé messiânica. 2 - ELEVAÇÃO DO NÍVEL DIVINO VENCENDO A LUTA Por mais difícil que fosse o caminho que Meishu Sama trilhou, seu Programa Divino desenvolveu-se sem cessar. Podemos dizer que sua obra expandiu-se dentro da luta contra o Mal que impedia o seu caminho, tendo elevado também o próprio nível divino. Meishu Sama, referindo-se ao Processo do Plano Divino insondável, escreveu o seguinte ensaio: "O Plano Divino do Supremo Deus, como é a Construção do Paraíso Terrestre, deve fazer progredir até certo nível a cultura material. Com esse intuito, Ele criou o Bem e o Mal. Porque, pelo conflito dessas duas forças, conseguiu formar uma cultura material tão magnífica como vemos atualmente, estando agora próxima da concretização do Paraíso. (...) No Mundo Espiritual, desde a época em que foi criado o Homem, começou a luta entre eles. Quem tinha mais poder ocupava toda extensão daquela época. Com a ambição de governar livremente, ou tornar realidade esse desejo, o Mal usava de todas as violências, indiscriminadamente. Em semelhante aspecto, isso ocorre no Mundo Material." 25 de dezembro de 1950 "Ao nos referirmos sobre os espíritos maus, é preciso entender que eles existem em vários níveis: alto, médio e baixo, sendo que o homem de maior quantidade de máculas é manipulado livremente por intermédio dos elos espirituais malignos e, sem ao menos perceber, toma atitudes de impedimento a Deus. Entretanto, como os espíritos malignos trabalhavam livremente, durante milênios, desconhecem a Transição do Mundo Espiritual, e continuam, ainda, sua atuação. Mas, finalmente, a Transição do Mundo Espiritual está por ocorrer e eles, sem despertar completamente, começaram a precipitar-se. Isso
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porque o que a força do Mal mais teme é a Luz. À medida em que o Mundo Espiritual vai se transformando em Dia, sua Luz torna-se mais forte, significando a chegada da época de terror para a força do Mal. Assim, a Luz vai de encontro com a força do Mal, encolhendo-a e enfraquecendo a sua atuação." 20 de novembro de 1949 "Tudo está dentro do Programa do Supremo Deus, pois para desenvolver a cultura existe a luta entre o Bem e o Mal, a mistura de claridade e escuridão, beleza e feiúra. Assim, passo a passo, o mundo se aproxima do ideal. Mas como se trata da insondável vontade de Deus, é difícil de se conhecer e de se imaginar esse Programa pela inteligência humana." 25 de dezembro de 1950 Pela nova concepção de Meishu Sama, dissolveram-se a Nippon Kannon Kyodan (Igreja Kannon do Japão) e Nippon Miroku Kyodan (Igreja Miroku do Japão) e, unindo essas duas, instituiu-se a Sekai Messiya Kyo (Sekai Kyussei Kyo), em 4 de fevereiro de 1950. O ano de 1950 foi o ano talvez mais importante, com relação ao nível divino do Programa de Meishu Sama. Cremos que isso é evidente tanto na atuação de Meishu Sama, quanto na estrutura da Igreja de modo completo. É também uma mostra de que torna-se cada vez mais forte a luta entre o Bem e o Mal. Nesse ano, o próprio Meishu Sama conscientiza-se de que seu nível divino também deveria sofrer grande transição e muda o seu nome, até então de Grão Mestre, para Meishu Sama. Vamos atentar aqui em sua palestra da ocasião da abertura da Sekai Kyussei Kyo: "A Igreja Nippon Kannon Kyodan, fundada como entidade religiosa em 30 de agosto de 1947, bem como a Igreja Miroku
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Kyodan, instituída igualmente em 30 de outubro de 1948, dissolvem-se desta vez automaticamente e, agora, unidas com base na nova concepção, nesta data, 4 de fevereiro, dia de início da primavera, é fundada a Sekai Messiya Kyo. Nisto encerra-se um grande significado e uma profunda providência de Deus e, portanto, não compete à vontade do ser humano. Como dizemos sempre, o Mundo Espiritual entrou finalmente no período de sua Transição. Esse fato tem muita relação com a salvação do budismo, que foi realizada no período noturno, significando que, com o desaparecimento da Noite, o trabalho de Kanzeon Bossatsu (ou simplesmente Kannon) terá uma mudança e progresso. Isto, em uma só palavra, significa a "destruição de Buda". Por conseguinte, a atuação de Kannon transforma-se naturalmente em atuação de Salvador. Quer dizer, Kannon, que havia encarnado em Buda, desmascarando-se, volta agora ao seu trono original e passa a exercer o trabalho de Deus. Nesse sentido, o Mundo Espiritual, tornando-se Dia, refletirá esse fenômeno no Mundo Material, havendo, em conseqüência, a extinção daquilo que for inútil da cultura noturna, sobrando somente as coisas úteis. E não será só isso. Durante os longos anos do período de escuridão, deve-se ter acumulado uma quantidade enorme de pecados e impurezas da humanidade, que deverão ser limpos pela ação purificadora. "Coisas inúteis que deverão ser extintas" — expressão usada anteriormente, indica exatamente isso. Mas, ao mesmo tempo, será iniciada a construção da Cultura Diurna. O que indica, então, a grande Transição sem precedentes? É exatamente o que diz respeito ao Programa de Deus estabelecido há milênios e milênios. Em outras palavras, podemos dizer que ocorrerão a destruição e construção em escala mundial. Essa época de grande significado está por chegar neste momento. Devemos conhecer, portanto, como será manifestado o grande amor de Deus.
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No período de Transição, tudo será decidido: um que será destruído e outro que sobreviverá. No entanto, mesmo que isso não tenha mais jeito para os pecadores, a bênção de Deus é de salvar o maior número de pessoas da extinção. Escolheu, para tanto, o Seu representante a fim de exercer a grande Obra de Salvação, e como órgão complementar dessa missão Ele utiliza a nossa Igreja. Nisso reside a importância da grande missão da Kyussei Kyo. Nesse sentido, deve ser observada com olhos abertos a atividade que será desenvolvida nesse período final que está prestes a chegar. Como resultado disso, devemos ter em mente que o Paraíso que pregamos é o último objetivo de todos nós. Eu, até agora, vim me esforçando como assessor, quer dizer, sigilosamente vim executando o Processo do Plano Divino, mas como finalmente concretizou-se o alicerce, poderei agora passar para atividade evidente. Simplesmente falando, significa que me apresentarei ao palco, ao vivo. Por conseguinte, é lógico que, em todos os aspectos, deve-se gradualmente consolidar a organização e criar uma nova forma de atividades. Os nomes que aparecem na Oração Zenguen Sanji (feita por Meishu Sama com base na Sutra-Kannon) como Kanzeon Bossatsu, Koomyo Nyoorai, Messias (Salvador), Deus Miroku, etc., embora sejam diferentes, são um único Espírito Divino e, portanto, não muda a sua essência. Com a evolução do tempo, a escala de atuação do Espírito Divino também será ampliada. Por isso, a Imagem da Luz Divina e Ohikari podem continuar como estão, até um tempo determinado. Devo esclarecer ainda outras coisas, mas só com o passar do tempo, quando alcançaremos o estágio que me permita apresentá-las. O que devo falar, agora, é sobre a atuação de Kanzeon Bossatsu, que até o presente momento compreendia somente o plano oriental, mas que, com a chegada do tempo, deve dar um grande salto no seu nível e salvar toda a humanidade. Assim
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sendo, necessita expandir-se para o mundo todo. Por isso, o nome da nossa organização mudou para Sekai Kyussei Kyo. Originariamente, a salvação de Kanzeon Bossatsu era uma salvação indiscriminada do Bem e do Mal. Mas como finalmente estamos próximos à realização do Paraíso Terrestre, é necessária, agora, a separação do Bem e do Mal e fomentar o Bem e destruir o Mal. Isto é, dar fim ao Mal, devendo ser decisiva Sua força salvadora, força essa que é manifestada no Messias." 4 de fevereiro de 1950 São palavras de Meishu Sama na abertura da Igreja. Não é exagero dizer que ele se referiu à própria missão. Em outras palavras, significa que a "Bola de Luz" alojada em seu ventre, a começar da atuação de Kanzeon Bossatsu, passa para a de Koomyo Nyoorai e depois para a de Ooshin Miroku e, finalmente, para a do Messias, desenvolvendo realmente a atividade de salvação em escala mundial. O trabalho da Sekai Kyussei Kyo, portanto, a atuação do próprio Meishu Sama, o dono da "Bola de Luz". Neste momento, Meishu Sama inseriu a palavra "Salvador (Messias)" para a Oração Zenguen Sanji, posicionando-se como superintendente da Sekai Kyussei Kyo. Nós membros, desde a fundação da Igreja, viemos entoando a Oração Zenguen Sanji nos Cultos e nas cerimônias religiosas. Ela é a única oração feita por Meishu Sama e constitui para nós um tesouro. Seu conteúdo encerra a situação do Paraíso Terrestre e também apresenta a atuação de Meishu Sama de tempos em tempos, bem como do programa da construção do Paraíso na Terra.

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Meishu Sama usou várias expressões como "Plano Divino", "Programa de Deus", "Programa Histórico" ou "Terra de Deus", referindo-se à construção do Paraíso Terrestre, mas o que expressou de maneira simples, clara e ainda resumida é justamente esta Oração Zenguen Sanji. É ela que nos conta sobre a mudança da "Bola de Luz" e o desenrolar de sua Obra Divina. ORAÇÃO ZENGUEN SANJI Com profundo respeito e reverência Lembramo-nos e compreendemos Que Vós, o respeitado Kanzeon Bossatsu Desceste do Céu para esta Terra Manifestastes-Vos em Koomyo Nyoorai Transformastes-Vos em Ooshin Miroku E tornastes-Vos Salvador (Messias) Elimina os três males E purifica as cinco impurezas De todo o Universo! Faz nascer nesta Terra O lugar de eterna Luz O Paraíso almejado por todos e Por toda a Humanidade Um Mundo ordenado E perfeito em Luz e gozo: De cinco em cinco dias, ventar; De dez em dez dias, chover, Na harmonia de toda a Natureza! Pelo Vosso amor de grande misericórdia Infinito e profundo Obedecem e se arrependem Todos os espíritos malignos Alcançam os mestres e justos Seu ideal de Bem Campos, montanhas, matas e rios São dóceis à Vossa Glória!
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Aves, animais, insetos e peixes Tudo tem seu próprio lugar! É o Mundo de Luz! Aves celestiais revoam! Há, no céu, alvissareira nuvem! Fragrância de flores cobre a terra E Santuários, solares... Do Templo da Salvação Como que pairando no Céu, Resplandece o dourado teto Na fulgurância do sol! Farta colheita enche o celeiro, Rica é a pesca; Em todos os recantos, Vozes alegres e contentes. Tudo é vida. Os países sem fronteiras! As criaturas, sem ódios! Entre os homens, os conflitos Se esvaecem como num sonho. Seja no Céu ou na Terra, Tudo que existe Retorna às Vossas mãos Envolto em manto de amor! Ao nosso viver cotidiano Concedei Verdade e Saber; Que a família prospere sempre Com saúde e longevidade, sem remédios Dignai-Vos fazer transbordar A virtude somada ao Bem. A Infinita Graça da felicidade Humildemente rogamos, E fervorosos, sinceros, Vos adoramos! No livro "Luz dos Ensinamentos" publicado no dia 10 de maio de 1951, Meishu Sama expressou, resumidamente, o sentido da mudança do seu nível divino.

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"Não se deve pensar de maneira inflexível nas coisas que se referem a Deus. Ele é flexível e livre." Jesus Cristo profetizou a chegada do Juízo Final e, ao mesmo tempo, previu que o Reino dos Céus está próximo. Buda chamou este mundo de sofrimento e nos ensinou a resignação, anunciando que daqui 5 bilhões e 670 milhões de anos estaria chegando o "Mundo de Miroku". Entretanto, os fundadores de religiões não chegaram a propor à humanidade o Programa de construção do Paraíso. Não esclareceram, também, o seu "tempo". Vieram apresentando ao Mundo que Deus é uma existência deveras misteriosa e oculta. Meishu Sama, porém, é um único ser que expressou as palavras "Processo de Plano Divino" e que apresentou em todas as oportunidades o Programa de Deus de Construção do Mundo Ideal, do Mundo Diurno. Em seu poema, Meishu Sama assim se expressou: "Para construir o Paraíso Terrestre O Deus Miroku Oomikami Manifesta Sua grandiosa força Depois de uma espera de milênios de anos, O Processo de Plano de Deus está, agora, No limiar de sua realização. O Deus da Salvação, há tanto tempo Esperado pela humanidade, já Se manifestou." 3 - SOFRIMENTO, DEPOIS A REVELAÇÃO Entretanto, o novo caminho da Kyussei Kyo, após dois meses de sua fundação, mergulha em casos sem precedentes, a começar do incêndio da cidade de Atami, até a detenção de Meishu Sama com suspeita de sonegação de Imposto e suborno, este último ocorrido no dia 29 de maio de 1950.
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No dia seguinte, 30 de maio, a prisão de Meishu Sama foi assim noticiada nos jornais de maior circulação: "O Fundador Okada foi preso. A Igreja Messiânica Mundial sonegou impostos por meio de suborno" (Jornal Mainichi) "O Ohikari-Sama foi preso. Suspeita de ter sonegado impostos. Invadida a Igreja Kannon em Atami e Hakone" (Jornal Yomiuri) Mas, por trás desses obstáculos, houve um acontecimento muito importante em relação ao nível divino e virtude de Meishu Sama. Em primeiro lugar, apesar do incêndio que arrasou a cidade de Atami, a Sede provisória de Shimizu-cho não foi atingida totalmente, conforme previra Meishu Sama. O primeiro jornal da Igreja, "Luz", que estava lá, não se queimou por inteiro, sobrando parte da primeira página que trazia a fotografia de Meishu Sama. Havia sobrado ainda o desenho da imagem de "Miroku", feito por ele e editado no jornal Kyusei nº 53. Por esse fato verídico, mesmo os não membros reconheceram a grandiosidade de Meishu Sama. Mas, logo depois, aconteceu sua prisão. Os dirigentes e membros daquela época, que acompanhavam as investigações feitas a Meishu Sama, com forte desejo de vê-lo em liberdade, fizeram um requerimento ao Tribunal com abaixo assinado e, através de um representante, o entregaram ao procurador-chefe, o qual respondeu: "Vocês ainda crêem naquele que infringiu a Lei e cometeu delito, como sendo Deus vivo? Ele é delinqüente e mesmo assim vocês continuam tendo fé nele?!! Fanático é temeroso! Acredito que se não acabar esse tipo de crença herética, a sociedade não vai melhorar. Refutam bem e o mais rápido possível. O melhor é vocês deixarem essa crença." E não recebeu o requerimento.

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Mas esse acontecimento passa a ter um significado decisivo e ímpar em relação ao nível divino de Meishu Sama. Sobre os processos que se seguiram, o Mestre escreveu da seguite maneira: "Dias passados, quando estive preso, aconteceram vários mistérios, mas, devido ainda não ter chegado o tempo certo, não posso esclarecer tudo. Porém, somente sobre um deles escreverei a seguir. Não posso esquecer: fui preso no dia 29 de maio de 1950 e, sem muita demora, fui avisado por Deus que o período de detenção seria de 18 dias, significando que, justamente no dia 15 de junho estaria livre. Dois ou três dias antes do dia 15, aconteceu um grande mistério. Sobre isso, também, posso revelar somente até certo ponto. Escreverei apenas aquilo que me é permitido para o momento. Certamente foi em 13 de junho. Desde o amanhecer me sentia com um pouco de dor no ventre, mas não me preocupei muito. Mas, chegando o pendo da tarde, a dor se alastrara por todo o abdômen, de maneira insuportável. Pensei que talvez fosse peritonite aguda, porque em meu corpo, também, ainda restava uma quantidade relativamente grande de toxina de remédios antigos e que, portanto, começava a se dissolver aquelas que estavam solidificadas. Ministrei-me Johrei e a dor acalmou a ponto de eu poder aguentar, apesar de ainda continuar o mal estar com pequenas dores. Normalmente, bastava ministrar 20 ou 30 minutos para sentir melhora completa. Mas naquela ocasião, mesmo passando metade do dia ou um dia inteiro, não me sentia completamente bem e acabei passando a noite toda com dores, apesar de brandas. Por ser estranho demais, pedi a Deus que me orientasse. Então, Ele me disse que, como se tratava do Plano Divino, eu deveria aguentar mais um pouco. Sem jeito, aguentei.

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Aí, intuitivamente, me veio a idéia: É mesmo! Amanhã será justamente o 18º dia, o dia 15 de junho. E, como está escrito em meus livros, como o primeiro passo do alvorecer do Mundo Diurno aconteceu no dia 15 de junho de 1931, a minha dor deverá ter relação com isso, pois trata-se da purificação para limpar suficientemente por dentro do meu abdômen. Assim compreendi claramente. Interessante foi que, na madrugada do dia 14, eu tive um maravilhoso sonho divino. Havia subido no topo do Monte Fuji coberto de neve, e encontrado lá uma casa semelhante a um palácio. Entrei nessa casa e sentei-me numa das salas. Mas, na hora de ver a paisagem de neve, despertei do sono. Eu senti uma emoção jamais experimentada no passado. Desde antigamente, dizem que sonhar com o Monte Fuji, falcão e beringela, um desses três, é um bom presságio. Mas, no meu caso, foi sonho com Monte Fuji, o melhor entre eles. Ainda sonhei ter subido ao topo desse Monte. Por isso, talvez, não exista melhor sonho que este. Até a idade de 67 anos, que tenho hoje, nunca tinha tido um sonho tão maravilhoso. Portanto, só de pensar nisso, ficava cheio de alegria, a ponto de esquecer a dor branda que ainda sentia no abdômen. Finalmente, assim, veio o dia 15 de junho. Tornou-se claro, já na madrugada, o importante significado daquele dia. Nos livros que escrevi antes, já me referi sobre a "Bola de Luz", que está dentro do meu corpo. Quem os leu, compreenderá a respeito do que digo agora. Nessa "Bola de Luz" até agora não houve espírito. Mas hoje acaba de descer do Céu o espírito de um Deus de elevada categoria. Isso significa que esse espírito divino acaba de nascer neste mundo. Assim sendo, de agora em diante, esse espírito crescerá gradativamente e, à medida que for Se tornando adulto, aumentará, mais e mais, o brilho de Sua luz, chegando a manisfestar futuramente uma grande virtude e força.

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Um acontecimento interessante foi que, desde a manhã seguinte, dia 16, não tive nenhum apetite. Só por volta de meio-dia é que senti vontade de tomar leite. Então o pedi à pessoa de plantão. Bebi um copo e senti que era realmente gostoso. Um gosto fora de série. No momento pensei que isso era devido à "criança recémnascida" e que, por isso, era natural que quisesse tomar leite, além de entender que aquilo foi de fato uma "forma", um "exemplo". Dessa maneira, enfim, chegou o momento de dar o primeiro passo ao Programa Divino. Quer dizer, as flores caem e dão seus frutos e, nesse fruto, uma partícula no centro da semente alojou-se dentro de meu ventre. Realmente um grande acontecimento, jubiloso desde a criação da humanidade. Entretanto, uma Obra tão importante e sem precedente, que toda criatura deveria na verdade felicitar, foi realizada, por irônico que pareça, dentro de uma cela horrível, onde não havia sequer um seguidor que a presenciasse. Esse fato fez-me pensar muito profundamente sobre o quão insondável e místico é o Plano de Deus, que não permite interferência da inteligência humana." 20 de dezembro de 1950 Ainda Meishu Sama, em relação a esse acontecimento, disse o seguinte: "Gostaria de me referir, aqui, sobre a minha pessoa atual. Já falei uma vez sobre tão misteriosa Obra Divina que ocorrera dentro de uma cela quando se sucedeu o incidente de Shizuoka. Naquela oportunidade, o Espírito do Deus, de mais elevado e sublime grau divino, entrou dentro de mim. (...) A partir de então, não tive mais necessidade de pedir orientação a Deus como antes. Isto porque o Espírito Divino está presente em meu corpo, não existindo mais a separação entre Deus e o Homem como antigamente. É o estado de união entre Deus e o Homem. Assim sendo, o que é feito por mim constitui uma ação direta de Deus, bastando, portanto, eu agir conforme a minha vontade." 25 de fevereiro de 1954
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PARTE III - PROCESSO DO PLANO DIVINO DE MEISHU SAMA NUM ESTADO DE UNIÃO COM DEUS Nós vimos nas partes anteriores os fenômenos ocorridos ao redor da "Bola de Luz" e a situação da sociedade que cercava Meishu Sama. O estado de Kenshinjitsu que Meishu Sama alcançou, em 1925, a revelação da Transição da Noite para o Dia, em 1931, a fundação da Igreja em 1935, e a Obra maravilhosa de união entre Deus e o Homem, em 1950. Através desses fatos, pudemos observar que sempre houve a atuação da força negativa querendo ocultar sua presença. Mas vencendo todos os impedimentos e agora em estado de união com Deus, ele passou a desenvolver o seu novo plano. 1 - MEISHU SAMA EM ESTADO DE UNIÃO COM DEUS Podemos dizer que a Obra misteriosa de 1950, em que Meishu Sama se uniu completamente com Deus, refere-se ao núcleo da fé messiânica. Devemos com isso deixar claro o nível divino de Meishu Sama e a visão do fundador, os quais não estavam devidamente definidos após a ascensão de Meishu Sama. Ele nos ensinou o seguinte: "Desde os tempos antigos, muito se tem falado sobre pessoas que vivem em estado de perfeita união com Deus. Eu creio, porém, que jamais existiu alguém que realmente tivesse vivido nesse estado. De fato, os três grandes religiosos — Sakyamuni, Jesus Cristo e Maomé — pareciam unos com Deus, mas, em verdade, eram apenas mensageiros da vontade divina; em termos mais claros, eram mensageiros de Deus. Dessa forma, não se sabia fazer diferença entre uma pessoa em estado de união com Deus e um mensageiro de Deus. Os mensageiros de Deus atuam através de encostos ou seguindo as determinações divinas. Por isso, sempre rezam a Deus e pedem Sua proteção. Eu, porém, não faço nada disso. Como os fiéis sabem,
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não oro a Deus nem Lhe peço orientação. Basta que eu aja de acordo com a minha própria vontade, o que é muito fácil. Visto que poderão estranhar o que estou dizendo, por ser algo inédito, explicarei apenas os pontos que não acarretam nenhum problema. Como sempre digo, há uma "Bola de Luz" em meu ventre. Essa "Bola" é o Espírito de Deus, de modo que Ele mesmo maneja livremente meus atos, minhas palavras, tudo. Ou seja: em mim não há distinção entre Deus e o homem. Este é o verdadeiro Estado de União com Deus. Como o Espírito de Deus que habita o meu ser é o mais elevado, não existindo nenhum deus superior a Este, não faz sentido reverenciar outros deuses. A melhor prova são os milagres manifestados diariamente pelos fiéis. Ora, se até os meus discípulos evidenciam milagres que não são inferiores aos manifestados por Cristo, poder-se-á, através desse único fato, imaginar a minha hierarquia divina. Acrescente-se, ainda, que todos os religiosos existentes até agora previram a concretização de um mundo paradisíaco, mas não disseram que seriam eles os construtores desse mundo. Isto porque seu nível divino era inferior, e seu poder, insuficiente. Mas eu afirmo que o Paraíso Terrestre, mundo sem doença, miséria e conflito, será construído por mim. Daqui para a frente evidenciarei inúmeras realizações surpreendentes, nunca vistas até agora. Por isso, gostaria que as observassem com muita atenção. Surgirão inúmeras ocorrências inconcebíveis, em termos de realização humana." 7 de maio de 1952 Meishu Sama, passando por misteriosos fenômenos, finalmente deixou claro seu próprio nível divino. Talvez não exista outro Ensinamento tão claro, como este, que se refira à hierarquia divina de que é possuidor. "Os membros já sabem que eu não rezo a Deus. Talvez nunca tenha existido, desde a Antigüidade, um fundador de religião que tenha
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procedido desta forma. (...) Como eu estou numa posição mais alta em termos de nível divino, não existe Deus superior a mim neste mundo. Esta é a razão porque não rezo a Deus." 25 de dezembro de 1953 Esse é o ponto que talvez deixa atôito o povo em geral. Talvez pela concepção que nós temos diante da religião ou da fé. Se alguém disser que não reza a Deus, poderia criar polêmica. Diriam que "isso não é fé. Pessoa assim não é um crente"; a polêmica poderia partir até de uma pessoa materialista. Mesmo estudando histórias de religião, os fundadores ou criadores de uma religião sempre tiveram um Deus específico para quem rendiam orações, preces e até mesmo recebiam uma espécie de revelação através Dele, quer dizer, para cada fundador existia um Deus para o qual era dirigida a sua fé. Por conseguinte, a existência de Meishu Sama, que expressou aquela atitude tomada diante de Deus, ultrapassa a imaginação, ou mesmo os exemplos existentes na história da religião. Os fundadores de religião até então consideravam que o objeto de fé deve ser imutável. Vieram ensinando ao povo sobre Deus como uma existência absoluta, abstrata, referindo-se, por exemplo, a Deus Criador de todas as coisas, atendendo a necessidade religiosa do homem. Isso porque, dentro das coisas imutáveis, valorizavam as partes que deveriam ser aprimoradas pelo homem, que está em constante progresso. Talvez isso seja devido, também, ao fato dele não ter podido apreender claramente o próprio Deus. Entretanto, em se tratando de Meishu Sama, é uma existência una com Espírito Divino grandioso e que, com o passar do tempo, manifestará sua grande virtude. Assim, podemos dizer que é uma existência que veio provando a existência própria de Deus. Diante da humanidade, que só podia apreender Deus teoricamente no mundo de idéias, Meishu Sama mostrou um Deus existencial, derrubando completamente as idéias preconcebidas sobre Ele. Além do mais, como resultado de muitos
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anos de estudos e pesquisas sobre o Espírito Divino, Meishu Sama exclareceu a realidade do Mundo Espiritual, explicando que é constituído de 181 degraus, sendo que o primeiro grau é onde o Supremo Deus toma assento. "O Mundo Espiritual está dividido em três planos: Superior, Intermediário e Inferior. Cada plano é constituído de três níveis e cada nível de vinte camadas. Ao todo, são 180 camadas, mais uma — acima de todas — ocupada por Deus. Temos, pois, 181 camadas. Qualquer entidade, por mais elevada que seja, acha-se numa das 180 camadas." 25 de março de 1852 Meishu Sama disse que o Espírito Divino mais elevado e sublime, isto é, Espírito do Supremo Deus, alojou-se na "Bola de Luz" que está em seu ventre. Disse, também, que está num estado de união completa com Deus. Mas apenas afirmar essa visão sobre Meishu Sama, que alcançou tal estado de união, não teria sentido, mesmo que pregássemos que ele é possuidor do nível mais elevado, que salvará a humanidade no Juízo Final. Para as pessoas de bom senso da sociedade, só causaria equívocos, jamais podendo comprovar sua grandiosa virtude. A nossa afirmação deve ser endossada pela realidade do desenvolvimento do Programa Divino da construção do Paraíso Terrestre. Isto é, com o aumento do elemento fogo, que tem como fonte a Transição da Noite para o Dia no Mundo Espiritual, ocorrerá infalivelmente a luta entre o Bem e Mal. Virá, então, a época de grande terror e o julgamento final, pois, passada essa fase, o Plano de Construção se processará no sentido da realização do Paraíso Terrestre e a Criação da verdadeira Civilização.

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Podemos dizer que a última crise da nossa Igreja está baseada no insondável Processo do Programa Divino de destruição e construção, num plano inimaginável aos olhos humanos. Esse fenômeno, que não podíamos evitar, procedente da Transição da Noite para o Dia e da Lei do Espírito Precede a Matéria, foi justamente uma indicação de Meishu Sama para nós. 2 - ESTADO DE UNIÃO COM DEUS E PLANO DIVINO Meishu Sama esclareceu seu nível divino, jamais atingido por qualquer ser. Como desenvolveu, posteriormente, o Processo do Plano Divino e quais foram suas palavras e trabalhos? Logo após a perseguição de 1950, Meishu Sama se afastou da posição de superintendente da Kyussei Kyo. Não porque foi preso ou devido à imperfeição organizacional ou de Estatutos, nem pela falta de conhecimento das leis, uma vez que ele ocupava a posição de DiretorPresidente, posição esta que deveria responder com todas as responsabilidades inerentes à Igreja. Meishu Sama, a fim de trabalhar como Salvador do Mundo, crendo que esse momento havia chegado, tinha assim se posicionado meses depois, quando surgiu um acontecimento imprevisto: foi levado à delegacia. Porém, por incrível que pareça, ele se deparou com a Obra Sagrada recebendo a revelação de Deus dentro da prisão. É possível, portanto, percebermos uma importante vontade inserida neste acontecimento. Após a perseguição do ano de 1950, Meishu Sama se referiu da seguinte forma aos dedicantes próximos: "É Deus quem está fazendo. Eu também, como homem, tenho orgulho - ser mal interpretado e receber impedimentos a ponto de não poder me movimentar me dá até revolta. Fico com sentimento de que um dia mostrarei como eu sou. O povo vive como se estivesse dormindo com portas e janelas fechadas e, mesmo com o amanhecer,
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esqueceu-se de abri-las, e agora se o fizer de repente, pode sentir tontura de tanta claridade. Eu estou fazendo exatamente esta Obra Divina. Por isso, quando começar será rápido." Com a perseguição de Meishu Sama, o número de membros diminuiu notavelmente. Mesmo em meio a esta situação da Igreja, ele iniciou a construção dos jardins de Shinsen-Kyo de Hakone e a construção do protótipo do Paraíso Terrestre no Zuiun-Kyo de Atami. Então ele começou contar os fatos ocorridos, coisas a que antes e durante a guerra não se referia, como seu próprio grau divino, fazendo os membros compreenderem sua grandiosidade de modo gradativo. Ensaios como o "Estado de União com Deus" e o que versa sobre o motivo de não rezar a Deus são alguns deles. Com relação a isso, numa entrevista realizada em abril de 1952, ele contou da seguinte maneira: "Os fundadores da Tenri-Kyo ou da Oomoto afirmam que Deus disse desta ou daquela forma e sempre orando a esse Deus, mas eu não oro. Isso porque Deus está dentro de mim. O que eu falo e faço é Deus que está fazendo diretamente, pois eu não faço oração e também não tenho necessidade disso. O Deus que está dentro de mim, como é mais elevado, é natural que seja orado por outros, mas não existe deus que possa ser rezado por mim, por ser deuses de nível baixo. Basta eu, então, proceder como eu penso que significa que isso é ação de Deus. Essa é a razão porque eu não faço reverência à Imagem Divina. Assunto como este não existe em outras religiões; mesmo Buda, Jesus Cristo e Maomé rezaram a Deus e receberam suas orientações. Mas eu não necessito dessas coisas. 5 de abril de 1952

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"Trata-se de Deus do mais elevado nível, por isso não faço pedido nem consulta a Ele. Mesmo para escrever Ohikari (Luz Divina) ou fazer orações, outros fundadores de religião, geralmente, costumam vestir roupas especiais. Mas eu não procedo assim. No verão, por exemplo, tiro minhas roupas de cima e cruzo as pernas. A pessoa que me vê não se sente muito grata, mas eu posso fazer assim. É Deus quem escreve. Até agora não me referi a essas coisas, mas é bom que saibam isto." 6 de abril de 1952 Por outro lado, no dia 15 de junho de 1952, com a conclusão do Museu de Belas Artes de Hakone, completou-se o protótipo do Paraíso graças à dedicação e sinceridade de todos os membros. Meishu Sama, no Culto de Outono daquele ano, proferiu as seguintes palavras: "Finalmente concluímos o Shinsen-Kyo. Isto, como digo sempre, é o protótipo do Paraíso nesta Terra. Este, daqui em diante, se expandirá em escala mundial. No Centro do Mundo Espiritual, já está pronto o Paraíso Terreste, que, gradualmente, se refletirá no Mundo Material e se expandirá mundialmente. É isto que vai acontecer. Em compensação, à medida em que vão se expandindo coisas dignas e bonitas, vão sendo eliminadas as sujeiras ou aquilo que provoque impedimentos. Por isso, por parte de Deus, significa um acontecimento agradável, mas por parte dos espíritos malignos ou força negativa, significa um grande temor. Isso porque eles perdem o sustentáculo que para eles foi motivo de tranqüilidade. É isso que mundialmente e de modo global vai acontecer. Os espíritos malignos vão sentir medo deste acontecimento, mas o Bem sentir-se-á grato; será até agradável para ele. É isso que dizemos: a destruição e a criação vão acontecer no mesmo momento. Para se fazer a criação deve ser feita primeiro a destruição, o que ocorrerá gradualmente, aumentando cada vez mais sua velocidade. Portanto, o Shinsen-Kyo encerra um grande significado."
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23 de setembro de 1952 Aqui Meishu Sama revelou que, no Processo do Programa Divino de construção do Paraíso Terrestre, existe rigorosamente o processo de destruição e criação. Fazendo a construção, a Luz será expandida. Porém, sempre há a força negativa que tenta barrá-la. Mas vencendo esta luta, será permitida ainda maior força. Podemos dizer que esta é a essência da fé da Sekai Kyussei Kyo. Depois, com o passar dos anos, Meishu Sama deixou clara a relação entre ele e a imagem de Deus, ou, ainda, ele e a sua fotografia. No ano de 1952, Meishu Sama disse: "Quando se faz algum pedido, costuma-se fazer para Koomyo Nyoorai (Imagem da Luz Divina da época) e Meishu Sama; no entanto, basta pedir a Meishu Sama, porque sou eu quem faço o trabalho na qualidade de Koomyo Nyoorai, eu sou a origem e, por isso, basta fazer o pedido à origem. São coisas que até agora não deixei muito claras a todos, mas gradativamete, com a chegada do tempo, esclarecerei várias outras coisas." Em 1953, disse: "A minha fotografia atual é mais importante. Na Imagem da Luz Divina está escrito Koomyo Nyoorai, mas ela é escrita por mim; isso significa que sou mais alto em relação ao Koomyo Nyoorai. Há, porém, pessoas que colocam Koomyo Nyoorai acima e a fotografia abaixo, o que é um gravíssimo erro." Assim, Meishu Sama chamou a atenção sobre a interpretação dele e a Imagem da Luz Divina. Através de suas palavras podemos discernir que o objeto da fé deve ser ele próprio e que a sua fotografia deve ser colocada no centro do tokonoma (altar), o que vem a ser o verdadeiro procedimento em relação a Meishu Sama. Relacionado a isso, Meishu Sama disse:
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"É fácil de ser interpretado erradamente quando esse procedimento é visto por terceiros. Por isso, não estamos fazendo assim, apesar de ser esta a verdadeira atitude." Essa vontade de Meishu Sama foi transmitida a todos por intermédio do presidente Okusa em exercício na época. Assim, à medida em que foi transmitido, através da própria boca de Meishu Sama, o nível divino sem precedente, os membros da Sekai Kyussei Kyo. foram aprofundando suas convicções de que o objeto de fé deve ser unicamente Meishu Sama. Essa busca de Meishu Sama, busca da sua grandiosa virtude, dele finalmente foi concentrada na Cerimônia de Comemoração Provisória da Vinda do Messias. Um acontecimento inédito que consideramos ser também uma forma mostrada divinamente. Em 4 de outubro de 1952, um jornalista, em uma entrevista com Meishu Sama, fez a seguinte pergunta: "Só Meishu Sama possui a chamada "Bola de Luz"?" "Sim". Meishu Sama respondeu. "Assim sendo, se por acaso daqui a cem anos, Meishu Sama passar para o Mundo Espiritual, significa que essa "Bola de Luz" desaparecerá?" "Não. — Meishu Sama respondeu — Vai ser igual porque emitirei sua Luz do Mundo Espiritual, e, ao contrário, será mais intensa porque o corpo pode causar obstáculo." Mesmo que seu corpo se transformasse em terra, o seu espírito junto à "Bola de Luz", como Salvador do mais alto nível divino, continuará emitindo a Luz a partir do Mundo Espiritual. É como se Meishu Sama estivesse dando um grande alerta, questionando-nos — "Messiânicos, em quem vocês crêem?" —
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procurando despertar-nos com relação à sua posição dessa maneira, mesmo após a sua ascensão. No Culto de Outono de 1953, referindo-se à "Bola de Luz", Meishu Sama disse o seguinte: "A Bola de Luz do meu ventre já está bem crescida. Mais e mais ela crescerá. E, quando abranger uma escala mundial, concretizar-se-á o Mundo de Miroku. Antes de crescer até aí, as coisas que não devem continuar existindo serão dissolvidas. A minha Luz ainda tem o tamanho correspondente a este salão (Nikko-den), mas crescerá cada vez mais, significando o aumento do elemento fogo. Assim, a purificação será verdadeiramente forte. Então, naturalmente, haverá a distinção entre o Bem e o Mal. Daqui a dois ou três anos as coisas ficarão mais nítidas." Mas em sua saudação do Ano Novo de 1954 (5 de janeiro), observou que sua força tinha se fortalecido e que a construção do protótipo do Paraíso Terrestre do Zuiun-Kyo de Atami teria um grande significado à Obra Divina, e ainda que em breve teria início o estudo sobre Mokiti Okada. "Ultimamente fiquei mais rápido em escrever o ideograma Luz; só levo seis segundos para cada uma (no Ensinamento "Minha Luz" ele disse que levava sete segundos). Por intermédio deste, que é escrito em seis segundos, pode-se salvar centenas e milhares de pessoas. Em termos de rapidez e força, eu mesmo estou surpreso. Nesse sentido, quando o protótipo do Paraíso Terrestre de Atami estiver concluído, a Igreja será conhecida no mundo. E finalmente o público começará a dizer: "É maravilhosa a obra da Sekai Kyussei Kyo", "Quem estará executando aquilo?", "Dizem ser um tal de Mokiti Okada", "Mokiti Okada era um simples fundador de uma nova religião, mas deverá ser feito um estudo profundo sobre ele". Surgirá, assim, uma espécie de polêmica em torno de mim, quando começará o "Estudo sobre Mokiti Okada". Assim sendo, muitos
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pensarão: — "para isso devemos ler seus livros" — quando então meus livros serão bastante vendidos e todo o mundo os lerá. (...) Deus toma várias providências, mas, diferindo do homem, as d'Ele são originais, fantásticas e inimagináveis. Nós seres humanos, jamais poderemos imaginar que o protótipo do Paraíso e o Museu de Arte pudessem surtir tal efeito. Mas, se não fosse assim, curando, por exemplo, um a um de sua doença e depois fazendo-os compreender, não poderíamos saber quanto tempo levaríamos (para concretizar o Paraíso). Mas depois de completar este protótipo do Paraíso na Terra de uma só vez, a nossa Igreja será conhecida pelo mundo. Por isso, a conclusão do Modelo do Paraíso tem grande significado. O que tenho em mente, no próximo ano, será concretizado. Assim, por sua maravilha, até os nossos membros ficarão surpresos." Centralizados nas terras de Hakone e Atami, Meishu Sama impulsionou sua Obra Divina. Contudo, não podemos esquecer, também, da importância de suas viagens missionárias a outras regiões, porque todas elas tiveram grande significado. Nessas viagens, a começar pela aquisição do Heian-Kyo de Quioto, ocorreram diversos acontecimentos misteriosos. Aqui apresentaremos um episódio relacionado com o nível divino de Meishu Sama em sua última viagem à região de Kansai do Japão, em abril de 1954. Terminada a sua palestra no Auditório de Nara, Meishu Sama dirigiu-se ao Templo Muroji. A pessoa que o acompanhava tinha comunicado antecipadamente à administração do Templo que fosse reservado a melhor sala, mas infelizmente a resposta foi negativa. No entanto, nesse dia, chegando Meishu Sama e sua comitiva ao

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Templo, o monge, vestindo roupa formal, o recebeu respeitosamente e o conduziu à sala nobre do fundo. Diante dessa repentina mudança, o dirigente encarregado de tal preparação ficou atônito. Perguntou, então, o porquê disso e responderam-lhe que existe uma lenda desde a Antigüidade de que quando o Muroji é visitado por um nobre, costumava chover algumas horas antes. Mas na hora da chegada a chuva parava, purificando, assim, o jardim do Templo. Além disso, o rio Murogawa, que corre em frente ao Templo, nem sequer se turvara, apesar da chuva. A chegada de Meishu Sama ao local provou, sem dúvida, o ressurgimento da lenda lá existente. Após essa viagem missionária, Meishu Sama passa por misteriosa purificação e, pouco tempo depois, em junho de 1954, acontecem em seu cabelo e na mão fenômenos realmente misteriosos. Começaram a nascer-lhe fios de cabelo preto e, ao mesmo tempo, surgiam novas linhas na palma da mão esquerda. Convocou, então, os dirigentes à sua residência Hekium-so, onde deu explicação sobre a mudança que ocorrera em seu corpo. "Fala-se sobre a vinda de Messias, não? Pois o Messias nasceu. Não são apenas palavras, é realidade mesmo. Eu próprio fiquei surpreso. E não se trata de renascer, mas de um novo nascimento. É esquisito nascer depois de velho, mas o mais interessante é que minha pele ficou delicada como a pele de um bebê. Além disso, como podem constatar, surgiram-me estes cabelos pretos. Ao vê-los, o barbeiro disse que pareciam cabelos de criança. Os fios brancos foram sumindo gradativamente e só nasciam fios pretos. (...) Esse Messias tem a posição mais elevada na hierarquia do mundo. No Ocidente, ele é considerado Rei dos Reis. Assim, a minha vinda reveste-se da maior importância, pois graças a ela a humanidade será salva."

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5 de junho de 1954 Dez dias depois, ou seja, em 15 de junho, foi solenemente realizada no Templo Messiânico, que estava 90% pronto, a Cerimônia de Comemoração Provisória da Vinda do Messias. Os membros que ali se reuniam, então, dirigindo-se a Meishu Sama, entoaram uma oração, comemorando o nascimento do Salvador. Depois, Meishu Sama, que apressara a construção do Palácio de Cristal, logo que o vira terminado, passou nele a noite de 11 de dezembro, quando convocou os dirigentes e proferiu estas palavras: "Finalmente entramos no verdadeiro eixo da Obra Divina. Daqui em diante acontecerão muitos fatos estranhos. Por isso, não vacilem..." Depois, o Palácio de Cristal, que recebia unicamente Meishu Sama, foi envolto pela misteriosa Luz Branca e, mais tarde, formouse uma coluna de Luz lançando magníficos raios em direção ao céu, colocando, assim, o Palácio num fenômeno difícil de ser expresso em palavras. Dessa maneira, desde o dia 15 de junho de 1950, esclarecendo e posicionando-se como "ser unido completamente com Deus" e com o desenvolver da Obra Divina revelando misteriosos acontecimentos, Meishu Sama veio a ascender no dia 10 de fevereiro, fazendo sua última aparição física no Culto de Início da Primavera de 1955.

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POSFÁCIO COMO DEVEMOS BUSCAR AGORA MEISHU SAMA Retrocedendo há mais de 30 anos, viemos analisando nossa fé, questionando a nós mesmos o que perdemos com a ascensão de Meishu Sama. Vimos que a vida de Meishu Sama era inteiramente dedicada à sagrada missão de salvar a humanidade e construir o Paraíso Terrestre e, como pioneira da Transição da Noite para o Dia, ele a levou em meio à constante luta entre o Bem e o Mal. Satã para o Cristo Daiba para o Buda Contra mim também sempre Existem forças do Mal. Refletindo sobre meu passado De sessenta anos Vejo como foi possível Trilhar tão espinhosos caminhos! Entretanto, o próprio Meishu Sama jamais preferiu lutar. Desde jovem ele teve inclinação pelo Belo, amava a flor, compreendia os sentimentos e a dor do próximo, qualidades essas expressas em seu ensaio "Minha Natureza": (...)"Desde jovem gosto de dar alegria ao próximo, a ponto disso se tornar quase um "hobby" para mim. Sempre estou pensando no que devo fazer para que todos fiquem felizes. (...) Por esse motivo, algo que me deixa muito triste é escutar gritos de raiva, lamentações inúteis e reclamações. Também me é difícil ouvir repetidas vezes um mesmo assunto. Minha natureza é sempre pacífica e alegre."

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30 de agosto de 1949 Assim, desde que nasceu, foi amante da paz. Se lermos agora o Ensinamento "O Herói da Paz", compreenderemos melhor sua imagem, o seu instinto de amor à paz, embora tenha tido que lutar corajosamente contra o Mal. (...) "Agora, torna-se necessário que eu fale a meu respeito. Como todos sabem, escolhi três pontos para Solo Sagrado -Hakone, Atami e Quioto, no Japão - lugares extremamente aprazíveis, onde estou construindo atualmente um pequeno protótipo do Paraíso Terrestre. Meu objetivo é construir um ambiente paradisíaco cujas características internas e externas estejam harmonizadas: enormes jardins com a beleza das montanhas e das águas, um palácio das belas artes, construções inéditas entre as religiões, etc. Dedico-me também ao desenvolvimento revolucionário da medicina e da agricultura; além disso, através de infinitos e fabulosos milagres, empenho-me em fazer com que o homem se conscientize da existência de Deus. Enfim, faço difusão religiosa através de métodos ainda não explorados, não utilizados por nenhum homem. Estas atividades constituem o importantíssimo alicerce do mundo de perfeita Verdade, Bem e Belo. Gostaria de acrescentar que todas as atividades de construção a serem realizadas de agora em diante, da primeira à última, já estão elaboradas na minha cabeça, só restando esperar pelo tempo certo. Com o passar do tempo, tudo irá se concretizando. Trata-se de um plano por demais grandioso; pode-se dizer que é a criação da nova civilização mundial. Como se pode ver, a nossa Igreja não é propriamente uma religião, e não estamos conseguindo sequer dar-lhe um nome adequado. Além disso, tudo veio se concretizando conforme o Plano
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de Deus; eu mesmo chego a ficar assustado com a exatidão com que isso vem se processando. Segundo registra a história desta Igreja, iniciada como religião em agosto de 1947, ela conseguiu, em apenas seis anos, a magnífica expansão que vemos atualmente. Se observarmos que ela conseguiu tamanho progresso enfrentando pressão das autoridades, a incompreensão dos jornalistas e os mais variados obstáculos durante esse período, teremos de admitir que isso não é obra do homem. Naturalmente, daqui por diante, continuaremos caminhando de acordo com o programa definido por Deus e, dessa forma, um dia se descortinará o grande Drama Divino que tem o mundo como palco. A esse simples pensamento, sentimo-nos tomados de grande interesse e curiosodade. Além do mais, doravante se evidenciarão, uns após outros, milagres surpreendentes e cenas de eufórica alegria. Portanto, desejo que aguardem com muita atenção. Em suma, eu me considero um Herói da Paz." 11 de março de 1953 Dessa maneira, Meishu Sama nos conta que sua Obra de construção do Paraíso Terrestre não pode ser desenvolvida sem a luta entre o Bem e o Mal. Por isso, ele próprio, na qualidade de "herói da paz", trilhou o seu caminho eliminando os impedimentos da força do Mal. Nós vimos, neste livrete, que Meishu Sama, na grande luta, alcançou seu estado de união com Deus no dia 15 de junho de 1950, quando ocorreu a descida do Espírito Divino da mais elevada hierarquia para a sua "Bola de Luz". Vimos também que, até a sua ascensão durante cinco anos, sua atuação foi se elevando de nível como Salvador do Mundo. Entretanto, referindo-se ao seu trabalho como Salvador do Mundo, ele diz o seguinte: "Devo confessar que não gosto de afirmar que sou o Salvador, mas , por outro lado, também não posso dizer que não o seja." 20 de outubro de 1948
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Ele diz, também, em outro ensaio: "O milagre manifestado por mim deve deve ser reconhecido como de Messias, mesmo vendo pelo ponto de vista sereno. (...) Mas, quanto a isso, devo entregar ao livre critério das pessoas. Porém, chegando ao fim, todo mundo saberá que foi verdade." Fevereiro de 1954 "Eu ainda não me chamo de Salvador, apesar de já estar manifestando a força salvadora do mundo." 24 de janeiro de 1951 Entregou, assim, a aceitação dessa definição ao critério das pessoas e à fé de cada um, assim como ao tempo. A trajetória da nossa Igreja, cheia de turbulências, foi um caminho para provar que Meishu Sama é o Salvador. Por isso, devemos agora, mesmo dentro da crise da Igreja — jamais experimentada como esta última — restaurar a nossa fé em Meishu Sama e dar fim à nossa história de fé imprecisa e obscura de trinta anos, em relação ao nível divino de Meishu Sama e visão sobre Deus. A tão esperada força de Messias E a Força que eu manifesto São idênticas Somente uma pessoa, Eu sozinho recebendo a missão de Deus Procuro salvar o mundo Sem a sabedoria divina que eu possuo Como poderia criar A verdadeira civilização?

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Agora, a Obra da Sekai Kyussei Kyo, terminando o primeiro estágio da construção, obedecendo À Lei do "Espírito precede a Matéria", isto é, construção de Hakone, depois a de Atami, novamente está voltando para as construções de Hakone, da Terra Primordial, entrando assim no segundo estágio em que se manifesta a força divina, como Salvador, de Meishu Sama. Nesse sentido, podemos dizer que a construção do Templo Koomyo é o nosso novo caminho, avançando para o segundo estágio da Obra Divina. Cada um de nós deve, portanto, oferecer sua dedicação sincera a Meishu Sama, permitindo a sua conclusão.Talvez para isso devemos conscientizar-nos do que nos espera: uma rigorosa luta entre o Bem e o Mal. Mas acreditando no Processo do Programa Divino de Transição da Noite para o Dia, devemos contribuir com nossa dedicação para a atividade salvadora, diante do Juízo Final, com o qual a humanidade infalivelmente se deparará. E a hora de edificarmos nosso caminho contribuindo sinceramente para a "Criação da Verdadeira Civilização do século XXI". Oferecer a fé absoluta a Meishu Sama significa crer que ele é o Salvador do período crítico decorrente da Transição da Noite para o Dia e, também, que ele é o criador da civilização do século XXI Portanto, devemos nos entregar a esse trabalho de corpo e alma para provar isso. Estamos conscientes de que Meishu Sama levou uma vida inteira lutando contra o Mal, mas esse fato nos faz pensar, refletir. que não existe coisa mais abominável que o conflito dentro da religião. A religião é símbolo da paz e deve ser exemplo disso. A luta entre os religiosos, o conflito interno, são as piores coisas. Naturalmente existe esse ponto de vista comum. As pessoas que defenderam sua posição neutra, dentro do processo dessa última crise, partiram justamente desse ponto de vista.
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Mas, originalmente, qual é a missão da religião? É ir contra o Mal que se alastra pelo mundo; é fazê-lo arrepender-se, eliminá-lo e salvar os que sofrem e, ainda, construir uma sociedade onde o Bem progrida. Para os que estão no caminho da fé, será que podemos evitar a luta contra o Mal e pregar a paz para o mundo ideal? É verdade que a luta e o conflito dentro da religião são coisas que não podem existir, mas acontecem porque o próprio religioso não consegue vencer o próprio Mal. Por isso mesmo, nós membros, que sentimos na pele o conflito, desta vez, devemos assimilar bem o sentido da vida de luta contra o Mal que Meishu Sama levou para salvar justamente o homem que possui esse caráter. Em toda a obra de Meishu Sama, seja ela prática do Johrei, contribuição de donativo, prática da Agricultura Natural, divulgação dos produtos naturais, atividades de arte, de Sanguetsu, no setor de política, beneficente, escotismo, educação, cultura, enfim, ele nos ensina que há sempre impedimentos que seriam uma pequena forma de luta entre o Bem e o Mal. Na obra de Meishu Sama, que vai transformar o mundo infernal em Paraíso, ele nos indicou por si mesmo essa pequena "forma" e, cada vez que vencia os obstáculos, sua "Luz" aumentava, recebendo, assim, sua inteligência e força, podendo vencer o próximo obstáculo e nessa repetição, gradativamente, o Paraíso foi-se concretizando. Em outras palavras siginifica que, à medida em que eliminamos os impedimentos da força do Mal, podemos aproximar-nos da concretização do Paraíso Terrestre, que é o desejo de toda a humanidade. Já que Meishu Sama está manifestando sua absoluta força como Salvador e, ainda, o "tempo" está se transformando da Noite para o Dia, significa que a justiça vai vencer. Basta que nós nos empenhemos, buscando-o compenetradamente. Dentro dessa busca é que poderemos encontrar a força para vencer o próprio Mal.

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Baseando-nos no caminho trilhado corajosamente por Meishu Sama, devemos vencer obstáculos e impedimentos, mesmo que sejam pequenos, para dar o máximo de cada um à construção do Templo Koomyo, onde se manifestará a força de Meishu Sama.

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