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_Transmissão OBRIGACOES TRABALHO

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Centro de Ciências Jurídicas – CCJU Curso de Direito

TRANSMISSÃO DAS OBRIGAÇÕES

Trabalho acadêmico apresentado como requisito parcial na disciplina de Direito Civil – Obrigações I. Docente: Alexandre Cortez Fernandes Alunos: Carlos Augusto Zatti Baretta e Jéssica Apolo Camargo Branco

Caxias do Sul, RS - 21 de Junho de 2011

...Página 05 6.............................................Página 04 6..................3..................SUMÁRIO 1..............................Página 03 3....................................................................................................................................... Transmissão das Obrigações.......................................... Cessão de crédito..Página 07 8.................................. Referências Bibliográficas........................................1................................................................Página 03 2.... Assunção de dívida...........................................Página 03 3................. Considerações Finais...........1 Relações entre cedido e cedente......1.............2......Página 02 2............Página 03 5......Página 04 4............... Introdução................... Assunção de Dívida.................Página 08 ...................................................Página 06 7......................... Jurisprudência..Página 05 6...Página 03 3................ Endosso..................2 Diferenças entre cessão de crédito e cessão de débito...Página 05 6................... Modalidades.. Endosso............................ Cessão de Crédito.............................................................................................................................................

A cessão de crédito independe da aprovação do devedor. Quando o credor transmite o direito. INTRODUÇÃO As obrigações podem ser transmitidas de um patrimônio a outro. Em nosso trabalho explanaremos sobre a cessão de crédito e a assunção de dívida. chama-se assunção de dívida. credor da obrigação pode transferir seus direitos a terceiros. . na relação obrigacional. como por exemplo. devedor primário. O sujeito ativo. Depende da aprovação expressa do credor e gera a liberação do devedor originário da obrigação. for proibido por lei ou contrato. o negócio jurídico denomina-se cessão de crédito e quando o devedor é que transmite seu dever. as prestações personalíssimas.02 1. A assunção de dívida ocorre quando um terceiro substitui o sujeito passivo. exceto se isso conflitar com a natureza da obrigação.

1. gratuito ou oneroso. pois a sua natureza veta a transmissão. salário ou pensão alimentícia não pode ser cedido. não pode ser cedido em razão de expressa proibição em lei e se as partes estabeleceram em contrato que não seria aceita a cessão de crédito. O credor só está impedido de ceder seu crédito se a cessão for incompatível com a natureza da obrigação ou for contrária a lei ou ao contrato com o devedor. pelo qual o cedente ou credor de uma obrigação transfere sua posição na relação obrigacional. na assunção de dívida e quando gratuito não ocorrem estes ganhos. Falecendo o credor. A partir . Créditos personalíssimos. CESSÃO DE CRÉDITO A cessão de crédito é um negócio jurídico bilateral. Pode também ser negocial. a um terceiro (cessionário). No caso de o devedor falecer não ocorre transmissão. 3. é acompanhado por um ganho em favor do cessionário. Quando oneroso. com todos os acessórios e garantias. seu direito é transmitido aos herdeiros. Relações entre cedido e cedente A cessão é uma obrigação que tem como prestação outra obrigação. toda ou em parte. antes de partilhar os bens paga-se as dívidas deixadas por ele. os herdeiros não se tornam devedores. o sucessor é o novo titular do direito à prestação da obrigação. causa mortis. extinguindo-se assim a obrigação. Se os bens não forem de valor suficiente. inter vivos ou derivar da morte do sujeito obrigado. como por exemplo. esta se impossibilita. Depois de concluído o inventário.02 2. O direito de crédito a auxílio social do governo.1 Modalidades A transmissão da obrigação pode ser um negócio jurídico oneroso ou gratuito. 3. TRANSMISSÃO DAS OBRIGAÇÕES 2. no caso de se tratar da cessão de crédito ou do alienante. geralmente quando os sujeitos são familiares e amigos. vencimentos. independentemente do consentimento do devedor (cedido).

4. substituindo-o. ele deve ser comunicado. portanto. uma vez que a pessoa do devedor é de suma importância para ele em virtude da dependência do cumprimento da obrigação à solvência e idoneidade patrimonial do devedor. pelo qual o devedor. com anuência expressa do credor.03 disso o cessionário passa a ter relação jurídica não só com o cedente. deve devolver ao cessionário o valor da transmissão e arcar com os danos que possa ter causado. Ele deve ser apenas cientificado da cessão. Para ser eficaz em relação ao devedor (cedido). a notificação pode ser extrajudicial. ASSUNÇÃO DE DÍVIDA É um negócio jurídico bilateral. a observância dos requisitos atinentes aos negócios . transfere a um terceiro os encargos obrigacionais. assim responsabilizando-se pela dívida. Ela não altera em nada a extensão da obrigação. Após a ciência estará obrigado a entregar a prestação ao cessionário e não mais ao antigo credor. Se transmitir um direito que não possui. inalterado. 3. Para a validade da cessão de débito é exigida a concordância do credor para efetivação do negócio jurídico. a substituição do devedor com permanência na substância do vínculo obrigacional e a concordância do credor. de modo que este assume a sua posição na relação obrigacional. que subsiste com todos os seus acessórios. A pessoa do devedor é de grande relevância para o credor. motivo pelo qual é dispensado seu assentimento.2 Diferenças entre cessão de crédito e cessão de débito A anuência do devedor é irrelevante na cessão de crédito. O cedido continua devedor da prestação como já era antes da transmissão. O débito originário permanecerá. o ônus a que sujeita o devedor não se agrava em virtude da alteração do credor. mas também com o cedido. o qual dependerá da solvência daquele para ter seu crédito satisfeito. como a existência e validade da obrigação transferida. Há pressupostos para a validade. Se o direito de crédito que ele transmitiu existia. não há como responsabilizá-lo pela insolvência do devedor. O cedente é responsável pela existência da do crédito ao tempo da cessão perante o cessionário.

cujo requisito para validade consiste na aceitação do credor. conferindo-lhe os direitos que lhe competiam. ou seja. verifica-se a assunção liberatória. ENDOSSO O endosso é o ato pelo qual a pessoa proprietária de um título de crédito o transfere para outra pessoa. Outra forma também que poderá ser efetuada a assunção de dívida é pela delegação. 5. sobrevivência das garantias reais. tornando o endossante um coobrigado solidário ao cumprimento da obrigação nele contida. solidaria com o novo. costas). o qual ainda permanece na relação. há a transferência do débito a terceiro. É uma espécie de garantia integrada ao título. ocorre a cessação dos privilégios e garantias pessoais do devedor primitivo. A denominação vem do fato de que é realizado no verso do título (dorso. sucedendo o devedor principal. com todas as suas garantias. que se investirá na conditio debitoris. ocorre a assunção cumulativa. através de um contrato entre o credor e o terceiro que assume o pólo passivo da relação jurídica obrigacional. Somente títulos nominativos ou à ordem podem ser endossáveis. possibilidade de o adquirente do imóvel hipotecado tomar a seu cargo o pagamento do crédito garantido. poderá ser efetuada por expromissão. caracterizada pelo acordo entre o devedor originário e o terceiro que vai assumir a dívida. Contudo. os títulos ao portador não necessitam do endosso para que mudem de proprietário desde que a transmissão ocorra pela simples entrega do documento. segundo nossos doutrinadores. Quando ocorre a liberação do devedor primitivo. através da assinatura do endossante. sem que ocorra a liberação do devedor primitivo. Necessário se faz elencar os passos e efeitos produzidos pela expromissão: o credor procura o terceiro (assuntor) liberando o devedor primitivo e subsistindo o vínculo obrigacional. havendo anulação da substituição do devedor. restauração da dívida.04 jurídicos. quando ocorre o ingresso do terceiro no pólo passivo da obrigação. . As duas modalidades podem surtir efeitos liberatórios ou cumulativos. A assunção.

deveria o endossante declarar seu endereço abaixo da assinatura. Assunção de dívida Ementa: APELAÇÃO CÍVEL. apesar de não ser exigida. já o endosso em preto requer mais declarações do proprietário. O endosso em branco é dado pela simples assinatura do proprietário do título no verso do mesmo. Tanto no endosso em preto quanto no endosso em branco. Décima Oitava Câmara Cível. IMPROCEDÊNCIA. Notificação da cessão de crédito tem apenas o efeito de comunicar o devedor a quem pagar. em branco e em preto. 6. Julgado em 09/06/2011). UNÂNIME. NEGARAM PROVIMENTO AO RECURSO. NEGÓCIOS JURÍDICOS BANCÁRIOS. CESSÃO DE CRÉDITO.20ha. 451/454). NO PERÍODO DE JANEIRO DE 1989 E MARÇO DE 1990. AÇÃO DE REPETIÇÃO DO INDÉBITO. Mantida a sentença que julgou improcedente o pedido. Ré que comprovou a existência da cessão de crédito.00. pagos pela . (Apelação Cível Nº 70042708909. 6. pelo valor de R$ 580. Tribunal de Justiça do RS.05 Existem duas espécies de endosso.1. CÉDULA DE CRÉDITO RURAL. Relator: Nelson José Gonzaga. mas sem excluir a exigibilidade do crédito cedido. JURISPRUDÊNCIA A seguir citaremos algumas decisões do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul. oriundo de contrato celebrado pela devedora com empresa de telefonia cedente. em que os ora demandantes efetuaram a venda a terceiros de uma área de terra de 197. AÇÃO DECLARATÓRIA DE INEXISTÊNCIA DE DÉBITO E CANCELAMENTO DE INSCRIÇÃO NOS ÓRGÃOS DE PROTEÇÃO AO CRÉDITO. acerca dos assuntos tratados no trabalho: 6.000. Contrato particular de compra e venda com assunção de dívida (fls. ILEGITIMIDADE ATIVA. Cessão de crédito Ementa: APELAÇÃO CÍVEL. NA QUAL POSTULADO O RESSARCIMENTO DOS VALORES PAGOS A MAIOR A TÍTULO DE JUROS REMUNERATÓRIOS E CORREÇÃO MONETÁRIA.2.

Recurso não provido. Embargos à execução julgados improcedentes.ENDOSSO TRANSLATIVO DA CÁRTULA EM OPERAÇÃO DE FACTORING . Litigância de má-fé não reconhecida. Endosso Ementa: CAMBIAL . Décima Primeira Câmara Cível.AUTONOMIA DAS OBRIGAÇÕES CAMBIÁRIAS.CHEQUE . Autonomia da relação cambiaria. (Apelação Cível Nº 70042754358. SEM RESOLUÇÃO. Portador legítimo e de boa-fé. Julgado em 01/06/2011). ACOLHERAM A PRELIMINAR E EXTINGUIRAM O PROCESSO. Alegação de rescisão contratual.06 assunção dos compradores das cédulas rurais hipotecárias celebradas com o demandado. Tribunal de Justiça do RS. Inadmissibilidade da desconstituição do titulo. UNÂNIME. 6.EMBARGOS À EXECUÇÃO PAGAMENTO EM CHEQUE PARA AQUISIÇÃO DE TÍTULO DE SÓCIO VITALÍCIO . Pretenso prejuízo do emitente ressarcível mediante ação adequada em face do contratante que supostamente o lesou. . Transmissão do título por endosso à embargada. Relator: Katia Elenise Oliveira da Silva. Expressa transferência de todos os direitos e obrigações oriundos das referidas Cédulas. Principio da inoponibilidade das exceções pessoais.3.

Ao tratar transmissão de obrigações. com a busca em doutrinadores renomados que nos levaram ao entendimento entre as formas de transmissões de obrigações e suas características diferenciadoras. espécies e efeitos na busca da melhor caracterização para cada uma delas. CONSIDERAÇÕES FINAIS O direito das obrigações tem por objeto o estudo e regulamentação do vínculo jurídico que une dois ou mais sujeitos em uma relação de direito e dever a uma prestação aferível pecuniariamente.07 7. buscando assegurar as diferenças entre cada uma delas. Evidenciando suas características. explicitando a respeito das formas de transmissão de obrigações. . A transmissão de obrigações é um tópico de extrema importância para melhor regular instâncias das relações obrigacionais. com clara diferenciação de cada forma de transmissão.

Curso de Direito Civil Brasileiro. de 10-01-2002). Rio de Janeiro: Forense.08 8. 2º volume. c) SILVA. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS a) COELHO. 2º volume. São Paulo: Saraiva. 2003. 1 ed. 1892-1964. São Paulo: Atlas. 17 ed. b) DINIS. São Paulo: Saraiva. Atualizadores Nagib Slaibi Filho e Gláucia Carvalho. Curso de Direito Civil. De Plácido e. Fábio Ulhoa. 2003.406. . d) VENOSA. 2005. Maria Helena. Sílvio de Salvo. 2 ed. 2008. Vocabulário Jurídico Consiso. Direito Civil II – Teoria Geral das Obrigações. 3 ed. Atual. de acordo com o novo Código Civil (Lei nº 10.

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