Segundo José Paulo netto o processo de renovação do serviço social constitui em três momentos de ruptura, a primeira diz respeita

a perspectiva modernizadora que encontra a sua formulação afirmada nos seminários de teorização do serviço social organizado pelo CBCISS em Araxá (março 1967) e Teresópolis (janeiro 1970) no sentido de inserir os profissionais num viés moderno de teorias e técnicas para novos instrumentos que possam responder as demandas da ordem do desenvolvimento capitalista. Com o golpe de abril, ocorreu uma ampliação do mercado de trabalho dos assistentes sociais com criações de instituição e organizações estatais que por sua vez submetida ao estado ditatorial e sua racionalidade burocrática assim contribuindo para reduzir as suas expressões na (auto)-reapresentação dos assistentes sociais. Outro ponto que teve influência neste conservadorismo do serviço social foi o seminário de Araxá que se manifestou de diversas forma uma delas é a diferenciação entre níveis de intervenção macrossocial e microssocial. No macrossocial o perfil do profissional do assistente social está voltado para a formulação de políticas sociais (moderna), e no nível do microssocial o papel do assistente social esta na execução terminal das políticas (tradicional), numa relação direta com o usuário dos serviços. Por ter como pano de fundo o positivismo na forma de estrutural-funcionalismo, trata-se de um principio de globalidade que sustenta o individuo que deve se analisado na sociedade para uma analise baseada na cristalização, desenvolvendo assim um comportamento adaptativo. Outro seminário que marcou também foi o de Teresópolis, com o propósito de analisar a questão da metodologia do serviço social, onde três documentos constituíram o objetivo desta reflexão são eles Lucena Dantas, costa e Soeiro. Neste sentido as idéias apresentadas por Lucena Dantas são as mais relevantes, para Dantas o método do profissional é o método cientifico que opera através de diagnósticos e a intervenção planejada. Outro fator que entra em destaque neste mesmo documento foi o debate de dois grupos (A e B), onde poderão analisar e colocar suas propostas e conclusões. O grupo A expressou o alto nível de natalidade, já no grupo B supões três nives de atuação para o serviço social (prestação direta de serviços, administração de serviços sociais e planejamento) mais tanto o “A” como o “B” procura uma teoria que esteja relacionada com á pratica do serviço social. Conforme nos escritos de J. P. Netto “depois de Araxá e Teresópolis, vieram na sua esteira os colóquios realizados nos centros de estudos do Sumaré (da arquidiose carioca) e o Alto da Boa Vista (no colégio coração de Jesus) respectivamente em 1978 e 1984 (Netto, 2010 p.1940)”. Refletindo ai então no surgimento de novo organismo de expressão e representação, as observações feitas ao contexto social brasileiro. Onde dois elementos estreitamente conexos entram em destaque. “O primeiro diz respeita ao que se pode aludir como a expectativa das vanguardas profissionais que tendia a tornar céticas aquelas vanguardas em relação a promoções inscritas num veio que justamente estavam colocando em causa. O segundo elemento refere-se ás dimensões e direções propriamente ideopolíticas a que se viam remetidos quer aquela entidade quer suas iniciativas anteriores, que experimentavam uma nítida politização na fase em que a resistência democrática á ditadura empolgava setores sociais cada vez mais amplos.” (Netto, 2010p. 195). Ocorrendo assim um deslocamento para o conservadorismo com aberturas a referências distintas. Segundo momento foi a reatualização do conservadorismo que consisti na recuperação da herança conservadora da profissão, recorrendo ao pensamento críticodialetico, onde na tese de livre-docencia de Anna Augusta de Almeida expressa novas idéias direcionada para produções teóricas do próprio assistente social. Neste sentido mostra uma preocupação em oferecer apenas suportes teóricos para que os profissionais interpretassem e compreendesse as necessidades do cliente, descobrindo possibilidades

Este conservadorismo não se reside apenas referencial ideocultural do cristianismo. visa romper com tradicionalismo para que possa estar dando respostas adequadas às demandas do desenvolvimento brasileiro. Outro ponto que Netto aponta é o “marxismo sem Max que enforma a reflexão belohorizontina. método e prática profissional e simplifica indevidamente as mediações entre profissão e sociedade.”(Netto2010. consiste na busca para ampliar o espaço . seguindo a seqüência: primeiro momento. surgem vários métodos para acompanhar a revolução social e assim amenizarem a questão social. Assim é que o método Belo Horizonte. Procura-se utilizar o método dialético como um processo de abstração e concreção. aparecendo assim com uma nova roupagem. o método Belo Horizonte. dessa forma construindo uma relação do serviço social com o seu objetivo e possibilitando uma análise critica e rigorosa das realidades macros societária e contribuindo para que as intervenções profissionais sejam avaliadas por critérios sociais objetivos e teóricos. momento sensível que se materializava no contato sensível com a população. O terceiro momento é a intenção de ruptura que por sua vez critica o tradicionalismo e seus suportes ideológicos. a capacitação e a organização. seguia em termos gerais em três grandes momentos: sensível e cientifico. com a definição de delimitação dos objetos das ciências humanas. Neste sentido na medida em que a sociedade se desenvolve. estabelecida vínculos iluministas entre concepção teórica e intervenção profissional.P. “Os formuladores de Belo Horizonte expressam a base ideopoliticas da sua projeção. como objetivo a transformação da sociedade e do homem. Que por sua vez postulava como objeto de profissional a ação social da classe oprimida. contribuindo assim para uma incorporação rigorosa. metodológicos. com a forma empírica de envolvimento dos profissionais do serviço social. precisamente á falta de uma sustentação ontológica-dialética e na escala em que devia conectar teoria e intervenção pratico-profissional. manifestava na formação de grupos de discussão e por ultima o cientifico quando os trabalhadores dos diversos grupos se sintetizavam em reuniões plenárias.metodológico. combinando o formalismo e o empirismo na sua redução epistemológica da práxis. Sendo reconhecida e revelada em sua pratica proposta conservadoras. surgindo assim também documentos que colocaram em pauta a necessidade de romper com o tradicionalismo. Referindo assim ao paradigma fenomenológico. Consistindo em encontrar neste profissional uma discussão e uma exposição da postura fenomenológica. buscando no serviço social um uma transformação pela recuperação do ser. vai na direção da conjunção do fatalismo mecanicista com o voluntarismo idealista. Outra referência apontada por J. para uma reelaboração teórica e pratica da profissão.287288). no âmbito do serviço social do influxo teórico. No uso desta fenomenologia são ressaltadas três problemáticas sua produção com o uso de fontes teóricas não originais é apresentado sem contestação aceitável e a produção é um empobrecimento das teorias de Husserl. Na pratica a aplicação deste método. possui um embasamento cientifico. Contudo. concretizado nas filosofias sistematizada por Husserl.p. 278). mas antes. ao definirem seus objetos e objetivos. Os meios para alcançar estes objetivos seriam a conscientização.P. deforma as efetivas relações entre teoria. até então não encontrada. (paradigmas positivistas e neopositivistas).” (Netto. Segundo J.Netto a intenção de ruptura foi desenvolvida na universidade católica de minas gerais.Netto relacionada também com o conservadorismo é a recusa da fenomenologia. sendo assim o método de Belo Horizonte foi uma alternava global ao tradicionalismo. logo o momento abstrato. 2010p.para que se realizem de acordo com seus propósitos humanos.

profissional buscando ganhar autonomia profissional para poder desenvolver uma prática profissional crítica. .

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