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Tcc Asilamento Idoso

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A análise do material coletado nos permite retornar às indagações iniciais para

algumas considerações pertinentes. Foram determinados alguns fatores de

riscos para a institucionalização de idoso, algumas de ordem estrutural: morar

só, ausência de pessoas adultas disponíveis para cuidar do idoso, perda do

cônjuge; de ordem psicológica: incipiência de respaldo familiar, vínculos

familiares ausentes ou fragilizados, conflitos intergeracionais; comparece

também, comprometimento de saúde; dependência para realizar atividades

diárias, nesse caso o internamento surge como opção quando se esgotam os

recursos da família.

A situação econômica não aparece diretamente vinculada à decisão pelo

asilamento. No entanto todos os idosos têm rendimentos com valores abaixo

do necessário para se manter com dignidade considerando as demandas

específicas da pessoa idosa, principalmente com medicamentos e alimentação.

É possível que este fato sugira a indicação para o internamento do idoso em

instituições asilares como forma de transferir o atendimento de suas

necessidades básicas.

O relato dos três homens entrevistados nos leva a uma reflexão acerca da

fragilização dos vínculos familiares como conseqüência do excesso da ingestão

de bebidas alcoólicas, as históricas se repetiram: homens que abandonam

mulher e filhos e não tem com quem contar quando a velhice traz a diminuição

de sua capacidade funcional, então o asilamento surge como única alternativa

de suporte.

Das cinco mulheres entrevistadas, quatro são viúvas e uma solteira, trazendo a

confirmação da perda do cônjuge como um dos fatores de risco do asilamento,

Quanto às questões dos vínculos, foi possível entender que não foram

construído, ao longo de toda a vida, laços fortes entre os idosos entrevistados e

as famílias. No primeiro momento há uma afirmação de que o convívio familiar

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foi bom, logo após aparece nos relatos indicações de conflitos, intolerância e

abandono. Esta negação inicial pode indicar a tendência de negar a condição

de sofrimento por ser velho, a dor de ser sozinho e a solidão.

Finalmente, pontua-se que o assunto “envelhecimento e asilamento” é fecundo,

aqui não se esgota, ao contrário, a pretensão desta pesquisa é apontar para

uma infinidade de possibilidades de novos estudos que possam subsidiar a

busca de alternativas viáveis para questões urgentes e emergentes.

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