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Constelações Sistêmicas Familiares

Perguntas e Respostas

Quem é Bert Hellinger?

Bert Hellinger (psicoterapeuta ), Nascido na Alemanha em 1925, formou-se em


teologia e em pedagogia e trabalhou 16 anos como membro de uma ordem
missionária católica entre os Zulus na África do Sul. Através de uma formação e
experiência em campos variados, como Psicanálise, Terapia Primal, Análise
Transacional, Hipnoterapia e Terapia Familiar, desenvolveu um método original de
constelações sistêmicas, largamente difundido em todos os continentes. Seus
livros, traduzidos em muitas línguas, incluem reprodução de workshops, ensaios
teóricos, pensamentos, poemas e contos breves; em contextos de genuína e forte
espiritualidade.

O que é Constelação Sistêmica Familiar ?


• Constelação Sistêmica Familiar é um trabalho filosófico e terapêutico que
foi desenvolvido pelo pedagogo, psicoterapeuta e filósofo alemão Bert
Hellinger.

O que são Constelações Familiares?


• As Constelações Familiares são uma inovadora abordagem
psicoterapêutica que promove a identificação das Ordens do Amor, pondo
em evidência os profundos laços que unem uma pessoa à sua família,
inclusive às gerações mais longínquas. Estes laços são de tal maneira
poderosos que quando membros de uma dada geração deixam situações
por resolver, membros das gerações posteriores sentir-se-ão
irresistivelmente empurrados para a sua resolução permanecendo
prisioneiros de fatos pelos quais não são minimamente responsáveis.
Existe uma transmissão transgeracional dos problemas familiares que cria
uma cadeia de destinos trágicos. No entanto, este amor capaz de criar
sofrimento é o mesmo que traz consigo a sabedoria da solução logo que se
torna consciente ao emergir no decurso da configuração de uma
Constelação Familiar.
• As constelações familiares são uma das formas mais eficazes de resolver
problemas familiares, empresariais e outros. Com origem na Alemanha,
foram criadas por Bert Hellinger. Como o seu nome indica as constelações
familiares visam criar uma constelação (agrupamento ou conjunto - que
pode ser a família ou outra situação) por forma a que se encontre a
harmonia entre as pessoas ou situações. As constelações familiares são
criadas por um conjunto de pessoas que representam e recriam uma
situação a resolver de forma a encontrarem as respostas aos problemas

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com que a pessoa se debate. Numa constelação o cliente tem a
oportunidade de conhecer a sua "imagem interior" de sua família de origem
ou da família atual. Para isso se escolhe para si e para sua família pessoas
do grupo de trabalho como representantes. Então o cliente posiciona essas
pessoas umas em relação às outras como ele sente que elas estão ou
estiveram. Desta forma o cliente recria uma constelação de acordo com a
sua "imagem interior" para que consiga ver e sentir aquilo que está errado e
dessa forma se encontre a melhor solução. Freqüentemente a pessoa
procura dentro de si ou nos outros a razão dos seus problemas ou doenças
mas muitas das vezes sem a encontrar. As constelações familiares
mostram-nos que muitos dos nossos problemas físicos e emocionais muitas
vezes não têm origem em nós mas em situações que existem ou que
existiram na nossa família e de que muitas vezes nem temos
conhecimento. E as constelações familiares trazem-nos isso à nossa
compreensão, libertando-nos das causas de muitos dos nossos problemas
e infelicidades. Muitas das vezes essa razão encontra-se enraízada em
acontecimentos familiares passados que agora se manifestam em si
ou na sua família.

• A Constelação Familiar é uma abordagem terapêutica, inovadora, criada


por Bert Hellinger, onde traz à luz o que está oculto nos relacionamentos
familiares e interpessoais. Este método coloca em evidência a conexão
profunda que temos com a nossa família, em uma ou mais gerações. Traz à
tona os vínculos de amor e lealdade que podem estar emaranhados nos
nossos destinos, sejam positivos ou negativos. O enfoque é
fenomenológico, pois Bert Hellinger trabalha com a alma. Em uma sessão
pode-se trabalhar os problemas familiares transformando o "amor que
adoece" em "amor que cura". Quando a família provoca doenças é porque
atuam destinos dentro dela que influenciam a todos. E, se algo de grave
aconteceu numa família, existe ao longo de gerações, uma necessidade de
compensação. Mas o sistema familiar tem uma força tão grande que,
quando aprendemos a usar esta força para restaurar a ordem, podemos
mudar um destino negativo.

• Técnica criada por Bert Hellinger (psicoterapeuta alemão), onde se cria


"Esculturas Vivas" reconstruindo a árvore genealógica, o que permite
localizar e remover bloqueios do fluxo amoroso de qualquer geração ou
membro da família. Muitas dificuldades pessoais, assim como os problemas
de relacionamento são resultado de confusões nos sistemas familiares.
Esta confusão ocorre quando incorporamos em nossa vida o destino de
outra pessoa viva ou que já viveu no passado, de nossa própria família sem
estar consciente disto e sem querer. Isto nos faz repetir o destino dos
membros familiares que foram excluídos, esquecidos ou não reconhecidos
no lugar que pertencia a eles.

Como é Constelação Individual?

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A Constelação Individual é oferecida para atendimento no consultório; onde
apenas o cliente e o terapeuta fazem parte do processo. No contato pessoal com
o cliente, o terapeuta pode fazer experiências com a estrutura do processo, com
as frases e seus efeitos na percepção corporal e nas sensações, a fim de
encontrar um lugar seguro e boas imagens para o cliente. Este trabalho é
realizado montando imagens com "bonecos" ou "papéis" no chão, substituindo
assim os representantes experimentados pelas pessoas quando a Constelação é
de grupo.

Como é Constelação Educacional?

Criada por Marianne Franke - une o trabalho sistêmico do Bert Hellinger com a
rotina diária de uma escola.Trabalhando com situações referentes à problemas
experimentados pelos professores em suas atividades cotidianas, como
dificuldades de aprendizagem, conflitos entre alunos ou entre eles e os
professores, comportamentos agressivos das crianças, entre outros. Assim a
Constelação Educacional não apenas contempla indivíduos isolados, mas como
parte viva de suas famílias, grupos diversificados e meio-ambiente.

Como é Constelação Organizacional?

É uma técnica criada a partir da Constelação Familiar, onde trabalhamos para


reproduzir e definir situações ligadas à empresa. Esta técnica complementa e
apóia o trabalho de consultoria de uma empresa; pois a colocação organizacional
pode servir de subsídios para a tomada de decisões iminentes como por exemplo:
questões sucessórias, preenchimento de cargos e outras mudanças pessoais ou
econômicas. Colocações organizacionais informam sobre a falta de apoio e de
recursos, sobre riscos de saúde, orientação de uma organização em tarefas, no
cliente ou em objetivos, e sobre a energia e o clima dentro de um grupo de
trabalho.

Como se desenvolve o trabalho de Constelações Familiares ?


O trabalho de Constelações Familiares pode ser desenvolvido individualmente ou
em grupo. Individualmente, o cliente traz um tema pessoal em que o constelador
pode trabalhar com bonecos para representar papéis da situação em questão, ou
o constelador pode trabalhar sem nenhum recurso externo onde ele próprio e o
cliente podem representar os papéis dentro da constelação. Em grupo, o cliente
também traz um tema que depois de abordado, o constelador ou o próprio cliente
escolhem pessoas desconhecidas para representar os papéis da situação.

Como Funciona?

O cliente escolhe, dentre os participantes, representantes para os membros de


sua família que são importantes. Coloca-os uns em relação aos outros. Os
representantes então colocam-se à disposição e sentem como as pessoas que

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representam. Daquilo que vem à luz resulta, então, cada passo para uma solução.
Trabalha-se com a s forças que se mostram no sistema, na família, com as forças
positivas.

Qual o objetivo do trabalho com Constelações Sistêmicas Familiares ?


O objetivo principal do trabalho é se expor à tudo que atua no cliente e no sistema
no qual ele(a) está inserido.

O que é um sistema ?
Sistema é um grupo de pessoas ou coisas, que permanecem unidos ou
vinculados, em função de um interesse comum ou forças que os permeiam,
independente de que tenham consciência ou não.

Quais temas podem ser trabalhado nas Constelações Sistêmicas Familiares ?


Qualquer tema importante para o cliente onde ele(a) não esteja conseguindo
solução pode ser trabalhado, tais como: relacionamentos, desequilíbrios
emocionais, separações, doenças crônicas, problemas financeiros, falência, vida
profissional, entre outras.

O que pode ser trabalhado?

Pode-se trabalhar problemas familiares, aspectos da personalidade, sensações de


exclusão, angústias, inseguranças, problemas que ocorrem regularmente numa
família, decisões, mortes, suicídios, doenças, desaparecimentos, alcoolismo,
drogas, ou qualquer problema que o indivíduo sente que o impede de seguir seu
próprio rumo.

As constelações familiares são indicadas para quais situações:

Se vive situações repetitivas.


Se está agarrado/o a um hábito ou padrão que se repete sem causa aparente.
Se os "azares" o perseguem a si ou à sua família.
Se não percebe porque atrai as pessoas erradas para a sua vida.
Se as suas relações não funcionam ou não se mantêm.
Se as coisas na sua vida não avançam apesar de todo o trabalho e empenho que
coloca.
Se apesar de tudo o que faz, as coisas não funcionam ou não correm como
deviam.
Se não tem explicações para o que lhe acontece a si ou à sua família.
Se o seu casamento não funciona.
Se a sua separação ou divórcio não foram o melhor ou se ou se não se sente bem
com isso.
Se procura soluções ou respostas para problemas de saúde.
Se gostaria de lidar com os seus medos e ansiedades, fobias, etc.

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As constelações familiares podem possibilitar a compreensão e dar respostas para
estas e muitas outras questões.
Encontrar respostas e soluções é agora possível com as constelações
familiares!
As constelações demonstram as energias dos acontecimentos que ocorreram no
passado quer consigo quer com a sua família (pais, avós etc.) e mostram o
caminho da mudança dessas imagens interiores e assim podem desbloquear a
razão pela qual você agora está na condição em que se encontra.
Atualmente vou fazendo muito deste trabalho nas minhas consultas assim como
com grupos de pessoas.

Quais as diferenças entre Movimentos da Alma e Constelações Sistêmicas


Familiares ?
Movimentos da Alma é a nova denominação que Bert Hellinger adotou para o
trabalho de Constelações Sistêmicas Familiares. É uma nova fase de seu
trabalho. Antigamente, no antigo trabalho de constelações familiares ainda se
procurava uma solução para a constelação. No novo trabalho de Constelações
Sistêmicas Familiares ou Movimentos da Alma o constelador renuncia até mesmo
à intenção de encontrar uma solução para o cliente e deixa-se guiar pelos
movimentos de todo sistema em uma postura totalmente fenomenológica.

O que é Fenômeno?

Fato, aspecto ou ocorrência passível de observação. Fato de interesse científico,


suscetível de descrição ou explicação. Tudo que é objeto de experiência possível,
e que se pode manifestar no tempo e no espaço através da intuição sensível e
segundo as leis do entendimento.

O que é uma postura fenomenológica ?


É uma postura interna onde a pessoa se isenta de qualquer interpretação,
julgamento, conhecimento prévio ou intenção e passa a observar e acompanhar
os fenômenos do que jeito que se apresentam com total presença.

Informação Fenomenológica

A percepção fenomenológica é ajudada a maior parte das vezes, pedindo somente


a informação mais essencial, e isso a ser feito, deve ser quando se está a fazer a
constelação, não antes.

As perguntas essenciais são:

1 - Quem pertence à família?


2 - Há na família algum nado-morto, ou alguém que tenha morrido? Houve algum
destino especial na família, por exemplo: alguém com uma deficiência?
3 - Alguns dos pais ou avós viveu maritalmente com algum parceiro, foi casado
antes, ou teve algum relacionamento anterior significativo?

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Alguma questão adicional geralmente impede a abertura à informação fenomenal
que emerge. Isto é verdadeiro tanto para o terapeuta como para os
representantes. Esta é também a razão pela qual o terapeuta declina todas as
conversações prévias com o cliente ou os questionários extensivos. Além disso, é
melhor se o cliente permanecer silencioso durante a constelação, e que os
representantes não façam ao cliente perguntas.

Sobre a teoria e a técnica do trabalho sistêmico com constelações


O trabalho com constelações familiares é um procedimento psicoterapêutico
relativamente recente e controvertido. Ainda menos numerosas são até agora as
experiências realizadas através dessa abordagem com pessoas que exibem
comportamento psicótico. Tais experiências, contudo, são animadoras a ponto de
justificar nosso relato a seu respeito. Dispensamos-nos aqui de apresentar os
princípios que fundamentam esse trabalho, ( Ordens do amor, consciência pessoal
e consciência do grupo familiar, etc). Apresentamos apenas uma breve introdução,
dedicando maior atenção aos aspectos que nesse trabalho com pacientes com
diagnósticos de psicose nos aparecem como especialmente importantes.
O desenvolvimento do trabalho com constelações familiares
A técnica das constelações familiares foi desenvolvida em seus elementos básicos
por Bert Hellinger, sobretudo nos anos 80. Desenvolveu-se e expandiu-se
rapidamente no espaço cultural de língua alemã e, nos últimos anos, também em
escala internacional. Tem suas raízes na abordagem da terapia familiar através de
várias gerações. Abordagens da terapia familiar orientada para o crescimento já
utilizavam há mais tempo representações espaciais para entender constelações
de relacionamentos e para estimular modificações. Depois que Bert Hellinger
entrou em contato com representantes da terapia familiar, nos Estados Unidos, e
com o trabalho de escultura familiar, na Alemanha, ele começou a condensar
insights sobre a dinâmica familiar, - sobretudo os que tinham caráter estrutural e
envolviam várias gerações -, com procedimentos da análise transacional, numa
terapia breve de grupo, sob a condução de um diretor. Essa terapia ele denominou
de Familien-Stellen (método de colocar ou de constelar famílias). Esse trabalho
era complementado, nas assim chamadas rodadas, por intervenções
hipnoterapêuticas ou outras, de que se valia Hellinger, através do humor, da
confrontação ou da narração de histórias para quebrar padrões rotineiros de
pensamento e estimular novas alternativas de ação. Infelizmente, essa técnica de
rodadas, onde os participantes relatavam, cada um por seu turno, seus
sentimentos e suas questões, tiveram de ser abandonada quando Bert Hellinger
passou a trabalhar com grupos muito numerosos.
Compreensão do sistema e dos sintomas
Numa constelação são levados em conta todos os membros de um sistema
familiar no âmbito de três gerações, de maneira a incluir os vivos e os mortos.
Todos os membros da família tomam parte numa ordem básica à qual estão

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permanentemente vinculados. Essa ordem básica inclui, por exemplo, o direito de
todos a pertencer ao sistema e a precedência dos que vêm antes sobre os que
vêm depois. As famílias onde os sintomas aparecem estão freqüentemente em
desordem no que toca a essas leis.
Os sintomas que estejam condicionados por implicações sistêmicas manifestam a
existência de um profundo amor resultante do vínculo, uma ligação inconsciente
do indivíduo com seu grupo de origem. Isto faz com que alguns repitam os
destinos de outros e queiram, em lugar deles, assumir algo de pesado, expiar ou
até mesmo morrer. Tal necessidade de compensar se radica num pensamento
mágico de caráter infantil, já que tal atitude não tem o poder de redimir essas
pessoas nem de aliviar ou de anular seus destinos. Outra base para o
desenvolvimento de problemas é a perda de conexão com as fontes dos laços
familiares. Isto acontece, por exemplo, quando membros da família não são
respeitados ou são esquecidos. Além da implicação sistêmica, devem ser ainda
considerados, na geração de dificuldades psíquicas, os aspectos associados à
evolução pessoal, por exemplo, a interrupção do movimento precoce da criança,
dirigido geralmente para a mãe. No presente trabalho focalizamos
preferencialmente as dinâmicas sistêmicas, dando menos espaço ao significado
da história individual da vida e do processo da aprendizagem.
O processo da constelação
Em nossos seminários, que duram de dois dias e meio a quatro dias, trabalhamos
com grupos de 12 a 14 participantes e com um máximo de 10 observadores
participantes. Na constelação familiar cada participante do grupo monta
espacialmente sua imagem interna de um dos seus sistemas (o de sua família de
origem ou da atual, ou ainda de suas relações de trabalho), com a ajuda de
representantes, escolhidos entre os integrantes do grupo. Esses representantes
geralmente possuem pouquíssimas informações prévias sobre as circunstâncias
da vida e da história das pessoas representadas. O terapeuta interroga os
representantes sobre suas sensações e sentimentos nos lugares que ocupam. As
percepções dos representantes fornecem indicações importantes sobre as
dinâmicas familiares e as conexões sistêmicas, pois é incrível como refletem
exatamente, muitas vezes, as pessoas representadas, que não são conhecidas
pelos representantes. O dirigente do grupo tenta a seguir mudanças de posição
para os interessados, buscando, na medida do possível, o melhor lugar para cada
um do sistema. Quando se consegue isto, o terapeuta geralmente introduz o
próprio cliente em seu lugar (até então ocupado por seu representante). Em
conexão com determinadas frases que diz às pessoas importantes de suas
relações, ele muitas vezes experimenta de novo uma dor antiga e emoções que
aliviam, e ganha novas perspectivas. A imagem da solução, quando ele a
consegue acolher e interiorizar desenvolve nele freqüentemente efeitos que
perduram por longo tempo.
A inserção da constelação familiar no processo terapêutico
Evolução progressiva ou experiência de iluminação?

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A forte expansão do trabalho com constelações tem despertado junto ao público,
de um lado, expectativas fora da realidade e, de outro, críticas de simplificação
sem seriedade. De acordo com nossas experiências, o trabalho da constelação
familiar, justamente com pacientes que exibem comportamento psicótico, só se
recomenda no contexto de uma relação terapêutica e com uma acurada
preparação. Os pacientes se inscrevem para os seminários de forma autônoma e
sob a própria responsabilidade, mas geralmente são advertidos dessa
possibilidade por seus terapeutas, que freqüentemente também os acompanham
nos seminários. Não devem apresentar sintomas psicóticos agudos. Muitos
pacientes comparecem inicialmente a seminários, uma vez ou várias, como
observadores participantes, não fazendo inicialmente suas próprias constelações
mas presenciando as de outros ou delas participando como representantes. Os
terapeutas que lhes recomendam o trabalho ou os acompanham nele deveriam
conhecer o trabalho com as constelações e suas premissas, e o terapeuta que
conduz a constelação deveria ter experiência com pacientes desses grupos de
diagnóstico. Em seguimento a uma constelação familiar podem eventualmente
surgir no pacientes reações depreciadoras ou agressivas e até mesmos episódios
psicóticos. Tais reações, que inicialmente interpretávamos como sinal de
insucesso, hoje encaramos como medidas distanciadoras, que visam restabelecer
a autonomia do paciente para poder lidar com o intenso desejo de estar próximo e
de ser olhado, que se reavivou nesses seminários e foi satisfeito apenas por um
curto período de tempo. Ultimamente, justamente em seguida a tais pioras, temos
recebido com freqüência excelentes retornos de terapeutas relatando
desenvolvimentos positivos depois de constelações familiares.
Elementos terapêuticos do trabalho com constelações familiares
Esclarecimento da solicitação
Um fator importante do seminário de constelações é o esclarecimento do que se
deseja do terapeuta. Quanto mais concretamente forem formuladas as questões e
os objetivos, tanto melhor se poderá decidir qual corte do sistema deverá ser
representado ou levado em consideração. A ampla dispensa de uma anamnese
detalhada e o enfoque dirigido para soluções e recursos choca-se, às vezes com
resistências, justamente por parte de pacientes com longa história de tratamento,
como se estes tivessem de defender seu status de doentes e justificar seus
problemas. Contudo, se os pacientes com diagnósticos de psicose recebem nos
seminários o mesmo tratamento como todos os demais, eles logo mostram, muitas
vezes, incríveis habilidades sociais e geralmente se integram em problemas ao
grupo.
A representação
O que se exige dos representantes nas constelações é que se desprendam em
larga medida de suas histórias pessoais, que percebam! Sem intenções! E
comuniquem as reações corporais, sentimentos ou sensações que emergem nos
lugares que ocupam como representantes. Esta exigência de deixar de fora à
própria história e as hipóteses de uma psicologia corriqueira (por exemplo, Aquela

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pessoa está longe de mim - com ela não devo ter muito a ver), e de se entregar
sem reservas ao que se sente, oferece a cada participante um exercício de
percepção que no decurso do seminário vai sendo cada vez melhor dominado.
Tem-nos surpreendido, repetidas vezes, a maneira diferenciada e sensível que
exibem, como representantes, pacientes que antes apresentavam um
comportamento psicótico. Alguns ainda precisam de uma ajuda inicial, tanto para
entrarem num papel quanto para se despedirem dele, mas muitos vão apreciando
cada vez mais a possibilidade de vivenciar papéis e lugares totalmente diferentes
nas famílias. Numa constelação é possível perceber onde esses pacientes
freqüentemente encontram problemas: em viver relações intensas e em seguida
voltar a si mesmos (quando, depois de uma constelação, abandonam os papéis
que representavam).
A vivência da imagem
Através do método de posicionar membros da família, com a ajuda de
representantes, manifesta-se um aspecto vivencial que, à exceção do trabalho
com esculturas familiares, raramente aparece em outras abordagens terapêuticas:
a experiência subjetiva direta, realizada simultaneamente em muitos canais
sensórios, envolvendo o lado fisiológico, o expressivo-motor, o emocional e então
também o cognitivo. Através dessa experiência direta que envolve o corpo e os
sentidos, as imagens consteladas têm muitas vezes fortes efeitos emocionais e
com isto podem ser revividas e trabalhadas. O que se procura, em termos de
imagem sensível, é um lugar melhor para o protagonista. As mudanças nas
sensações corporais e nas emoções dos representantes e do próprio cliente
servem de instrumentos para validar a solução. Na imagem da solução ganham
um lugar informações e pessoas até então excluídas. Quando o processo da
constelação, com a imagem da solução, é significativo para o cliente, ele ativa
novas formas de ver e de proceder em constelações familiares até então
experimentadas como problemáticas. Como num rito de passagem, os passos
individuais (as imagens intermediárias) são condensados numa experiência que
se pode apreender e compreender.
Experiências já resultantes do trabalho de constelações com pessoas com
diagnóstico de psicose
Em contraposição às teorias e procedimentos de abordagens terapêuticas
estabelecidas, exaustivamente formuladas e diferenciadas através de decênios, o
trabalho com constelações, especialmente com pacientes de psicoses, só
apresenta algumas experiências iniciais. Essas experiências indicam que
determinados padrões de relacionamento e determinadas dinâmicas sistêmicas
aparecem mais freqüentemente em sistemas com pacientes de psicose do que em
outros sistemas. Isto não implica em afirmar que esses padrões estejam
condicionando o aparecimento de psicoses. Entretanto, podemos verificar que
processo de trazê-los à luz e resolvê-los através das constelações freqüentemente
influencia positivamente e de forma duradoura o comportamento dos envolvidos.

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Descrevemos a seguir algumas dessas características e dinâmicas de
relacionamento em pacientes com diagnoses de formas esquizofrênicas, inclusive
alguns exemplos de casos.
Fragilidade na diferenciação entre o eu e os outros.
Nestas constelações, com mais freqüência e de modo mais drástico do que em
outras, os representantes expressam percepções que, num sentido mais amplo,
se relacionam ao tema da diferenciação entre si mesmo e outras pessoas no
sistema. Os representantes se confundem com outros, sentem-se enredados e
ligados como se fossem siameses e carecem de um espaço próprio perceptível;
ou então se sentem colocados inteiramente diante do sistema ou para fora dele.
Exprimem-se com marcada ambivalência, oscilam entre sentimentos de estarem
fundidos, amarrados e obrigados, desejando ter autonomia e espaço livre, ou
então se apresentam desorientados, desesperados ou mudos. Estas
manifestações de participantes ingênuos do curso em posições de representantes
correspondem às descrições da dinâmica psíquica nas abordagens da terapia
individual. Nas constelações pode-se mostrar com freqüência que esses estados
psíquicos perturbadores, opacos e quase insuportavelmente contraditórios
possuem o seu equivalente em acontecimentos e processos relacionais obscuros,
traumáticos e cercados de segredos do sistema familiar, em que os interessados
estão implicados de forma muitas vezes inconsciente. Trata-se aí de dinâmicas
que atuam através de gerações. Nas constelações, o comportamento psicótico se
manifesta como um esforço ativo para dominar inconciliáveis tensões e oposições,
de caráter interpessoal e intrapsíquico.
Ligação profunda e identificação
Denominamos identificada uma pessoa que, de modo inconsciente, está implicada
com aspectos de um ou de vários membros da família e tenta imitar ou superar
aspectos da vida dele(s). Segundo nossa experiência, tais identificações surgem
principalmente quando membros do sistema tiveram um destino especial, ou
quando não são respeitados ou foram excluídos. Membros que se seguem no
sistema familiar caem então em contextos de relacionamento em que muitas
vezes, de forma inconsciente, repetem aspectos do destino dessa(s) pessoa(s) ou
sentem a necessidade de resolver algo em seu lugar. Em famílias com formações
sintomáticas esquizofrênicas, encontramos freqüentemente formas especiais de
identificação que descrevemos a seguir.
Identificação transexual
Exemplo 1:
A mais velha de duas filhas desenvolvera um comportamento psicótico ao terminar
seus estudos superiores. Apaixonara-se por um de seus professores, mas também
não estava certa de que ela própria não fosse um homem, e durante semanas
apresentou-se em suas aulas com trajes masculinos. Jamais conseguira trabalhar
em sua profissão. Na constelação, sua representante se postou ao lado da mãe e
o pai afirmou que não tinha nada a ver com aquilo. Através de perguntas apurou-

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se que a mãe tivera um noivo e que o casamento fora impedido pelas injunções da
guerra. Durante toda a sua vida, ela rejeitara seu marido, desvalorizando-o em
presença das filhas e também idealizando o noivo por sua melhor instrução. A
cliente tinha cursara a mesma disciplina do antigo noivo da mãe e, como ela
própria dizia, tomara o lugar dele junto da mãe.
Ela se sentiu liberada quando o noivo foi introduzido na constelação e quando ela
disse, tanto a ele quanto à sua mãe, que nada tinha a ver com ele e que só queria
viver a própria vida e aceitar-se plenamente como mulher. Em seguida colocou-se
junto do pai e disse-lhe que ele era o responsável pela mãe.
Exemplo 2:
Um paciente, que vinha sendo diagnosticado como doente psíquico crônico e que
fora criado num círculo de muitas mulheres, após um seminário assumiu-se
abertamente como homossexual. A partir daí passou a mostrar sintomas bem mais
raramente, completou com acompanhamento terapêutico uma exigente formação
e há dois anos exerce sua profissão.
Identificações duplas
Particularmente pesada é a identificação simultânea com dois excluídos. Uma
forma especial dela é a identificação simultânea com vítima(s) e autor(es).
Um exemplo:
Uma participante de um seminário, de cerca de 50 anos, com uma carreira
psiquiátrica de muitos anos, tinha um pai de mãe solteira, que entrou na policia
especial nazista e mais tarde foi vigia num campo de concentração. Através de
perguntas, apurou-se durante a constelação que o pai dele era judeu e que nada
se sabia sobre seu destino. Com isto a paciente passou a compreender melhor
seus sintomas, que já duravam anos, de ser simultaneamente perseguida e
perseguidora. Essa dinâmica foi por nós encontrada diversas vezes, por exemplo,
nos chamados doentes mentais transgressores. Seja frisado, neste contexto, que
com muita freqüência tomamos à letra conteúdos de manias, que se revelam
carregados de sentido. Se alguém se sente perseguido ou envenenado,
perguntamos: quem na família foi perseguido ou envenenado? Ou, se alguém
sente compulsão de lavar-se, perguntamos: quem na família precisava lavar-se?
Não dispomos aqui do espaço necessário para entrar mais fundo nesta matéria.
Segredos e tabus
Em constelações de pacientes de psicoses pudemos verificar repetidas vezes que
provocavam perturbação nesses pacientes relacionamentos confusos e mal
definidos, como paternidade obscura, adoções mantidas em segredo, ocultação
de um irmão gêmeo que morreu no parto ou durante a gravidez, causas de morte
obscuras ou ocultadas (por exemplo, um suicídio apresentado como um acidente).
Devido a sentimentos de lealdade, os pacientes freqüentemente não se atrevem a

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comunicar as incertezas que experimentam, fazer perguntas sobre elas ou
investigá-las.
Seqüelas de culpa e de violência na família
Em famílias onde há psicoses parece também haver um número bem maior de
segredos de família e de tabus relacionados com atos de violência, crimes e
injustiças de que participaram, como autores ou como vítimas, membros da família
(geralmente de gerações precedentes). A culpa cometida ou experimentada
geralmente não era encarada nem exteriorizada.
Ilustro com um exemplo de um seminário de constelações familiares:
Um homem de 33 anos, após uma grave tentativa de suicídio, procurou-me para
uma terapia. Contou que nos últimos meses, quando estava se separando de sua
namorada, retraiu-se de todo contato social e desenvolveu fantasias de
perseguido e de perseguidor. Finalmente abriu a própria veia jugular e só foi salvo
devido a circunstâncias felizes. Na época do início da terapia não mostrava
sintomas psicóticos agudos, mas todos os sinais de uma grave crise de identidade
e de auto-valorização. Estava fortemente deprimido e padecia de sentimentos
massivos de culpa, insuficiência e fracasso.Experimentava uma forte diminuição
de seus impulsos e um retardamento motor, falava por monossílabos e estava
grandemente limitado em sua expressão.Durante um ano de acompanhamento
psicoterapêutico aconteceram vários episódios de crise e conversas em família
com o pai e o irmão mais novo, que sempre exprimiam medo de uma recaída e
pela vida dele. Ele se estabilizou, mas voltou a viver com os pais e cortou quase
todo contato com o mundo exterior. Ele mesmo se queixava de falta de acesso
emocional a si mesmo e à tentativa de suicídio, experimentava-se como se
estivesse cortado de alguma coisa e não sentisse mais a si mesmo.
Sua participação num seminário de constelações familiares tinha o objetivo
principal de retomar contato com outros (interessados). No decurso do seminário
ele constelou sua família de origem (os pais, ele próprio e um irmão mais novo).
Os representantes de todos eles disseram que tinham pouco contato com os
próprios sentimentos. Como o representante do pai, na constelação da família, se
virou e olhava para fora, interrogamos o cliente sobre destinos ou acontecimentos
especiais em sua família de origem. Apuramos que dois de seus irmãos tombaram
na guerra e que seu avô voltara para casa ferido por um tiro na barriga. Fizemos
com que o cliente incluísse na constelação os dois tios e o avô. Ele reverenciou
cada um deles. Os representantes dos tios se sentiram olhados e honrados em
seu destino, mas o representante do avô disse que não se devia reverenciá-lo,
pois cometera algo muito grave. Paralelamente já se tinham modificado antes os
sentimentos dos demais representantes da família, de forma incomum e
dramática. Todos eles se afastaram do representante do avô e mostravam um
forte medo. Respondendo às perguntas, o cliente só pôde informar que o avô tinha
sido um participante entusiasta da guerra. Experimentalmente foram então
introduzidos representantes de vítimas da guerra, que se deitaram no chão. Sua
presença provocou no representante do cliente uma veemente compaixão,

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enquanto o representante do avô permaneceu frio e distante. O representante do
cliente se inclinou diante das vítimas, despediu-se também do avô, que fora
colocado à parte da família, e deixou com ele a culpa. Em seguida foi colocado ao
lado do pai. Depois da constelação o cliente contou que da herança do pai ele
tinha pedido para si a mochila de guerra (na ocasião, tinha sete anos). Essa
mochila continha, entre outros objetos de uso, o livro de Hitler Mein Kampf (Minha
Luta) e uma velha pistola. Foi com essa arma que ele tentou suicidar-se e só
recorreu à faca quando a pistola falhou. Foi profundamente tocante, para o cliente,
sua vivência num grupo onde nem ele nem seu avô foram moralmente julgados, e
no qual ele, de forma comovente, se dirigiu a seu pai e seu pai a ele. Por desejo
próprio, ele terminou a terapia, depois umas cinco sessões adicionais, separadas
por intervalos mais longos. Dois anos depois, apareceu no consultório do
terapeuta com um ramo de flores nas mãos. Relatou que tinha prestado com êxito
seus exames finais como engenheiro, assumido um emprego e iniciado uma nova
relação. Sentia que tinha?Aterrissado bem na vida. Disse que o seminário da
constelação tinha sido a coisa mais difícil que conseguira na vida, e que fora
incrivelmente importante para ele.
Outros dilemas que pesam
Certas situações se tornam também insustentáveis para tais pacientes quando,
além das implicações sistêmicas, se defrontam com vários dilemas de
relacionamento. Podem estar colocados, por exemplo, entre duas pessoas
relacionadas que estejam em conflito total entre si (por exemplo, seus pais ou a
mãe e uma avó que também more em casa). Pode ser ainda que alguém tenha
colocado para eles expectativas comportamento totalmente contraditórias e
inconciliáveis, ou que várias pessoas ao mesmo tempo lhes tenham colocado
expectativas diferentes e estressantes. Isto aconteceu, por exemplo, com uma
paciente simultaneamente identificada com agressora e vítima. Na constelação ela
ficou em posição transversa entre a representante da mãe e a da avó paterna, que
se odiavam mutuamente. Tais triangulações adicionais marcantes dessas crianças
foram freqüentemente encontradas por nós nas constelações. Suas soluções
proporcionaram claros alívios adicionais. Quando os pais provinham de países
diferentes ou pertenciam a diferentes comunidades religiosas, isto trazia aos filhos
novos dilemas.
Conclusão
Requer-se uma grande experiência terapêutica para se lidar cuidadosamente com
as informações reveladas nas constelações, tomando-as, sim, a sério, não, porém
excessivamente à letra. Talvez mais do que em outros métodos, existe aqui,
conforme a formação e a mentalidade do praticante, o perigo da simplificação, de
uma abreviação sem seriedade e da manipulação. Além disto, cada família tem o
direito de manter seus segredos. Pode ser útil que, depois de uma constelação,
familiares acrescentem às percepções, até então tomadas como?Loucas.
Informações que esclareçam os acontecimentos já registrados. Quando, porém,
aquilo que emerge nas constelações passa a ser considerado como a única
verdade válida, a confusão e as manias apenas ficam piores. Em nossa

13
apreciação, o trabalho da constelação familiar, com sua perspectiva sistêmica que
abrange gerações e a utilização da representação espacial, é uma
complementação e um prolongamento essencial do espectro terapêutico no
tratamento de pessoas que exibem um comportamento psicótico. Nossas
experiências apóiam as tentativas de pessoas versadas em assuntos psíquicos,
no sentido de buscar um entendimento de seus sintomas aparentemente
incompreensíveis como mensagens do mundo interior. Nossa tendência é de
interpretá-los, antes, como indicações de implicações sistêmicas até então não
compreendidas.

Caso: Devolução na Constelação Familiar

Moça casada com alcoólatra. Não consegue se desvencilhar do casamento


negativo. Sente-se responsável pelo parceiro, apesar deste não estar trabalhando
nem procurando trabalho. Há anos separam-se e voltam juntos. Durante o
trabalho descobrimos que ela perdeu um irmão muito querido, quando era criança.
Este irmão era alcoólatra e gostava muito dela. Na verdade, foi um verdadeiro pai
para ela. O laço entre eles era forte demais. Ela ficou sem saber que ele havia
morrido. Sentiu-se “morta” e abandonada. Durante a constelação, ficou provado
que esta perda não tinha sido trabalhada e que havia no coração da menina o
desejo de “morrer” junto com o irmão. Ao mesmo tempo, havia também o desejo
de “continuar” este amor do irmão através dos cuidados com o marido, que tem a
mesma doença. Foi feito o reconhecimento do amor do irmão, o reconhecimento
da “lealdade” e identificação com o sofrimento do irmão, e o reconhecimento da
situação atual. Houve um enorme alívio da cliente. O semblante transformou-se.
Houve uma grande compreensão. Processou-se o verdadeiro luto pelo irmão.
Agora, ela tem mais condição de resolver sua situação atual.

Como é desenvolvido o trabalho ?

O trabalho com constelação sistêmica pode ser realizado em grupo


(workshop, Grupos de Desenvolvimento da Consciência) ou individualmente
(workshop, terapia).

Em grupo, o cliente escolhe participantes presentes no workshop para


representar membros da sua própria família ou da situação que deseja
constelar. Por exemplo, num conflito entre pai e filho, o cliente poderia
escolher uma pessoa para ser ele próprio e a outra para ser o seu pai se
fosse este o caso. Essas pessoas assumiriam uma postura dentro do
campo da constelação, onde a partir de então o importante é apenas
perceber qual a necessidade de cada um, respeitá-la e viabilizar a
oportunidade para que isso aconteça para que ambos se sintam livres e
vivam em harmonia. O trabalho pode acontecer também diretamente com o
próprio cliente dentro da constelação, o que depende muito de cada caso.

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No atendimento individual o modelo é o mesmo, porém o processo é todo
com o cliente, pois é ele próprio perceber o que está acontecendo, ou seja,
é ele que vai colaborar no desenrolar do conflito.

Constelações Sistêmicas Familiares e os Movimentos da Alma

O trabalho sistêmico vem a partir da concepção da vida, do fluir no


desenvolvimento natural. Estamos inseridos dentro de um grande sistema
contínuo, de diversos elementos que se interagem e de certa forma são inter-
dependentes uns com os outros. Nós, por exemplo, precisamos dos elementos
básicos da natureza como os alimentos, a água e a luz solar. Nenhum organismo
é um sistema estático, fechado ao mundo exterior; e sim um sistema aberto num
estado (quase) estacionário, onde há uma constante troca de informações entre
os mais diversos níveis. Não temos como falar de constelação familiar sem falar
da visão sistêmica. Nascemos dentro de um sistema familiar, que existe há muitos
anos e onde não sabemos direito o seu histórico por completo. Foram gerações
atrás de gerações, com muitas histórias, acontecimentos, e situações felizes e
trágicas. Herdamos através dos nossos pais e ancestrais toda a carga
morfogenética (morfo=forma) e não damos conta dos padrões, das crenças e até
mesmo dos "repetecos" de histórias dentro da nossa família. Algumas teorias
afirmam que até a sétima geração precedente pode influenciar significativamente
nossos padrões. Por exemplo, quando temos algum comportamento como
violência, ciúmes, envolvimentos com drogas, ou sentimentos de depressão entre
outras manifestações, muitas vezes podemos estar identificados com um membro
da família seja pai, avô, tio ou mesmo de gerações ainda anteriores, sejam elas
pessoas vivas ou falecidas. O trabalho de constelação familiar é uma oportunidade
de identificarmos de forma consciente o que está acontecendo com o sistema
familiar, podendo assim resolver os conflitos a partir da escolha interna de cada
um.

O que posso trabalhar dentro da constelação sistêmica familiar?

Como é um trabalho de pulsação da vida, do fluir, então tudo que está relacionado
com a vida pode ser trabalhado, desde que traga um significado importante para
você. Os curiosos dificilmente entrariam em uma constelação e mesmo se
entrassem não teriam como dar continuidade ao trabalho, pois não haveria força
suficiente no campo para que o trabalho acontecesse.

Alguns dos temas trabalhados em uma constelação podem ser:

• Conflitos familiares (pais, filhos, irmãos, tios, avôs);


• Conflitos entre casais;
• Dificuldade em lidar com perdas de parentes, pessoas queridas ou o
parceiros;
• Dificuldade em relacionar-se de uma forma geral;

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• Dificuldade em comunicar-se;
• Problemas de saúde;
• Conflitos entre sócios, funcionários e clientes;
• Problemas financeiros;
• Entre outros temas.
As crenças

Cada pessoa vê a realidade com seu próprio olhar. A Realidade não é a Verdade;
a Realidade depende das nossas crenças. As nossas crenças vêm das
transmissões familiares, culturais e religiosas. Por exemplo, em certas famílias, a
crença é "todos os homens são violentes" ou "todos os homens são inúteis" ou
"não sou capaz de ser uma boa mãe". Construímos a nossa realidade, as nossas
relações a partir das nossas crenças.

O sistema familiar é o mais importante dos sistemas?

A família é um sistema de relações humanas continuas que estão sempre


interligadas. Quando há mudança num membro da família, há mudança nos outros
membros. Essas interações são exprimidas por palavras, pelo toque, os olhares, a
postura do corpo e os outros comportamentos verbais e não verbais. Uma pessoa
vive em diferentes sistemas. Esses sistemas influenciam-se mutuamente. "A
unidade maior de crescimento da vida humana não é o trabalho individual ou o
trabalho de grupo nem ainda o grupo social, é a Família".

Como é a aproximação Fenomenológica?

No inquérito fenomenológico temos que nos abrir até perceber uma variedade de
fenômenos sem julgar ou focalizar num qualquer ponto em particular. Este tipo de
investigação requer um estado interno liberto de preconceitos, intenções e
julgamentos, particularmente relacionados com os movimentos internos, tais como
sensações, sentimentos ou idéias. A atenção é ao mesmo tempo dirigida e sem
sentido, focalizada e aberta. Um estado fenomenológico exige rapidez de ação e
no entanto refreia a ação. Na dinâmica destes opostos a nossa percepção
intensifica-se. Se puder tolerar a tensão provocada por estes opostos, logo um
contexto emerge, em que uma variedade de impressões parece organizar-se em
torno de um tema central, talvez uma verdade mais profunda, e a etapa seguinte
aparecerá.

O que acontece realmente na psicoterapia quando um cliente faz uma


constelação da sua família?

Inicialmente seleciona representantes para cada membro da sua família no grupo


de participantes. Por outras palavras, representantes para a sua mãe, pai, irmãos
e também para si. É irrelevante quem ele escolhe para os vários membros, ou
mesmo se ele seleciona membros do mesmo sexo. Até pode ser melhor se

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negligenciar completamente as parecenças externas e escolher os representantes
sem nenhuma intenção em particular. Isto representa uma primeira etapa para
recolher-se internamente, recebendo-se a si próprio, e o libertar-se de velhas
imagens e idéias sobre a sua família. O participante que escolhe um
representante de acordo com a idade ou o tipo do corpo físico, não está
verdadeiramente aberto ao que pode ser essencial e ainda permanecer invisível.
Considerando fatores externos, limita a força do que a constelação pode revelar, e
a constelação pode já estar condenada ao fracasso. É por esta razão que pode
mesmo ser melhor se for o próprio terapeuta a selecionar os representantes para
o cliente. Uma vez que os representantes são selecionados, o cliente coloca-os
em relação uns aos outros no espaço. Durante esta etapa é útil se os guiar por
detrás colocando ambas as mãos nos seus ombros, estando assim conectado
energeticamente com eles quando os mover para o seu lugar. O cliente
permanece centrado, detectando e escutando com cuidado o seu movimento
interno, seguindo as suas orientações e impulsos subtis, até que chegue com eles
a um lugar que sinta instintivamente que é o certo para o representante. Durante o
processo de colocar o representante ele permanece em contacto não só com ele
próprio e o representante, mas também com um campo maior. Este campo cerca-
o e pode guiá-lo, se estiver aberto a receber os sinais. Esta orientação subtil
ajudar-lhe-á a encontrar o lugar apropriado para o representante. Segue o mesmo
procedimento para colocar os outros representantes. Durante este tempo o cliente
bloqueia-se a tudo o que o envolve e só retorna deste estado completamente
focalizado depois que cada representante foi colocado no seu lugar. Às vezes é
útil se depois andar em torno da constelação inteira e corrigir o que quer que
pareça fora do lugar. Então volta a sentar-se. É imediatamente visível se um
cliente não está concentrado nesta postura de humildade e recolhimento interno.
Neste caso ele pode tentar, por exemplo, sugerir ao representante alguma postura
corporal, similar a criar uma escultura; ou pode mover-se rapidamente, ao ajustar
os representantes, como se estivesse a seguir um retrato interno preconcebido; ou
pode esquecer-se completamente de colocar um dos representantes; ou pode
declarar que um determinado representante está no lugar certo embora o mesmo
não se tenha movido. A maioria das constelações que não forem construídas de
uma forma séria, concentrada, alcançarão um impasse ou terminarão em
confusão.

Para que uma constelação seja bem sucedida o que deve fazer o Terapeuta?

Para que uma constelação seja bem sucedida, o terapeuta tem que se abstrair de
todas as idéias e teorias. Ao retirar-se para um vácuo interno, e expondo-se
inteiramente à constelação tal como ela é, reconhecerá imediatamente se um
cliente estiver a tentar influenciar a constelação, ou se o cliente estiver a tentar
fugir de uma realidade que esteja a começar a emergir, ajustando imagens pré-
concebidas. Neste caso o terapeuta tenta ajudar o cliente a manter-se objetivo, e a
abrir-se à experiência tal como ela se apresenta. Se isso não funcionar, perde-se a
constelação.

Qual a postura dos representantes?

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A mesma postura de manter-se internamente afastado das intenções, medos, e
idéias teóricas, é requerida também aos representantes. Durante o processo de
ajuste é-lhes pedido para prestar muita atenção aos indícios subtis de alterações
no seu estado físico ou emocional, por exemplo, se a sua freqüência cardíaca
mudar, ou se sentirem atraídos para olhar para o chão, ou se sentirem de repente
mais leves ou mais pesados, irritados, ou zangados. Além disso, todas as imagens
que possam chegar, sons ou palavras que se recordem, devem ser relatadas,
mesmo se não fizerem sentido. Por exemplo, havia um americano, que estava a
aprender alemão, que ouviu repetidamente a frase, "Sagen Sie Albert," a
atravessar a sua cabeça, durante uma constelação, enquanto representava um
pai. Perguntou mais tarde ao cliente se o nome "Albert" lhe dizia qualquer coisa.
"Sim, naturalmente" respondeu o cliente, "era o nome do meu pai e do meu avô, e
o meu nome do meio também é Albert." Um outro participante, que representava o
filho de um homem que morrera num acidente de helicóptero, ouviu
continuamente os sons do rotor de um helicóptero. Este filho tinha também sofrido
uma vez um acidente de helicóptero, sendo ele o piloto e seu pai o passageiro,
mas sobreviveram ambos ao acidente. Obviamente, para que isto aconteça é
necessário possuir sensibilidade e intuição, assim como uma capacidade
voluntária de se abstrair dos motivos ulteriores para que este processo ocorra. O
terapeuta tem que permanecer alerta para que os representantes não confundam
as suas fantasias por percepções reais. Quanto menos informação prévia o
terapeuta e os representantes tiverem sobre uma família, mais fácil é evitar esta
tendência.

No coração das constelações familiares


O psicoterapeuta alemão Bert Helinger é o criador de uma abordagem de
psicoterapia sistêmica que tem como base à energia que flui entre os membros de
uma família, de forma a constituir a chamada "constelação familiar": No desenrolar
do trabalho, aponta no texto a seguir o Bert Helinger é possível reconhecer
emaranhados entre as gerações, que mantêm as pessoas presas de forma
negativa ao sistema energético da família.

Bert Hellinger trabalha com a energia básica de todo sistema familiar: essa
energia se expressa através do amor. Quando dizemos amor, pensamos em um
sentimento positivo que dá força e ajuda a crescer (o amor positivo), porém não
devemos esquecer que existe também um amor negativo, que adoece e
escraviza. Muita gente julga que o amor positivo tem o poder de superar tudo, que
é preciso apenas amar bastante e tudo ficará bem. Contudo isto não é verdade.
Muitos pais, apesar do amor positivo, sincero e libertador são forçados a ver seus
filhos adoecerem gravemente, desenvolveram dependência de drogas ou se
suicidarem. Nem sempre as causas estão em acontecimentos desta vida e sim na
energia básica que flui na família, no sistema familiar, envolvendo relações
interpessoais de gerações anteriores. Para que o amor "dê certo", é necessário
que haja o conhecimento e o reconhecimento da energia oculta do amor negativo.
O primeiro ponto é que os pais não só dão vida, mas dão a seus filhos também as

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energias positiva e negativa que possuem. Eles não podem influenciar essa
energia. Os filhos nada podem excluir, nem acrescentar à ela. Só aceitando-a,
essa energia poderá fluir de forma positiva e benéfica, apesar de muitas vezes
estar repleta de amor negativo. Aceitar significa assumir a vida e o próprio destino,
tal como nos foi dado através dos nossos pais. Com os limites
que nos são impostos e com as possibilidades que são concedidas. Com a
energia, destinos, sucessos e culpas de nossa família. Com tudo o que houver
nela de bom e de ruim, de leve e de pesado. Ato de libertação
Aqui cabe um esclarecimento: faz parte da aceitação dos filhos que digam a seus
pais: "Eu sei que vocês me deram tudo que possuíam. Eu sei que o que recebi é o
bastante para assumir minha vida. Eu aceito com amor". O efeito destas frases
atua muito fundo: os pais concluem sua tarefa e os filhos se tornam livres para
viverem a própria vida com respeito aos pais, mas sem dependência energética.
Imagine agora a situação de um filho que diz aos pais: "O que vocês me deram foi
errado" ou "o que vocês me deram foi muito pouco". Esse filho não consegue
soltar-se de seus pais, simplesmente pela vontade de receber mais. Sua
dependência, seu ódio, sua censura e suas reivindicações o vinculam a eles. O
filho se torna infeliz e incapaz de solucionar seus próprios problemas e passará
sua energia negativa para seus próprios filhos. Entretanto, conforme foi dito acima,
pertencemos também a um grupo familiar, a um sistema maior. Nossa vinculação
não se limita aos nossos pais. O grupo familiar se comporta como se fosse dirigido
por uma instância comum e superior (energia básica) que influencia todos os
membros, a saber:

*Todos os filhos, inclusive os que morreram ou foram abortados.


*Os pais e todos os seus irmãos.
*Os avós.
*Os bisavós ou até mesmo um antepassado ainda mais distante, principalmente
se teve um destino ruim.
*Pessoas sem relação de parentesco, aquelas de cujo o destino, seja bom ou
ruim, pessoas da família se beneficiaram.
*As vítimas de violência ou morte causadas por membros anteriores dessa família.

Lei Fundamental

Para todas as famílias vigora uma lei fundamental: todas as pessoas ligadas ao
grupo familiar possuem o mesmo direito de se relacionar. Em muitas famílias
determinados membros são excluídos. Alguns dizem, por exemplo: "Essa tia não
vale nada e por isso não pertence a nós". Ou então: "Dessa criança ilegítima não
queremos saber". Com isso, -negam a essas pessoas o direito de pertencer.
O excesso de moral de algumas pessoas que se sentem melhores e superiores a
outras, ou quando alguém condena uma pessoa ou a considera má, na prática
significa dizer-lhes: "Tenho mais direito de pertencer que você". Ou seja,
praticamente está lhe dizendo: "Você não tem direito de pertencer a essa família",
"Eu tenho mais direitos que você".

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Um exemplo: quando alguém morre prematuramente em uma família e seus
parentes dão seu nome a um filho, estão dizendo à criança "seja ele" - ou dizendo
a quem morreu, "você não pertence mais à família". Assim a pessoa morta não
ocupa o seu lugar na família. Com freqüência, não é mais considerada, nem
mencionada. Assim lhe é negado e retirado o direito de pertencer a essa família.
Isso tanto pode ocorrer com parentes vivos como mortos. A carga que as crianças
assumem ao receberem um nome repleto de história pode tornar-se um fardo.
Essa lei fundamental, que assegura a todos o mesmo direito de pertencer, não
aceita nenhuma violação. Quando isso acontece, existe no sistema um
desequilíbrio e uma necessidade inconsciente de compensação, que faz com que
os excluídos ou desprezados sejam mais tarde representados por algum outro
membro da família. Essa pessoa, mesmo não tendo consciência do fato, buscará
a compensação.

Uma questão de hierarquia

Mais um exemplo: quando um casamento se desfaz e o casal briga, inventa falsas


razões para a separação e comete injustiças um contra o outro, a energia que
circula na família é negativa e passa para os filhos, desta e da próxima união. Um
dos filhos do segundo casamento, por exemplo, poderá combater os pais com o
mesmo ódio do ou da parceira rejeitada, sem que tenha a menor consciência
dessa "compensação". Aqui atua a força secreta da lei fundamental, para que a
injustiça feita à primeira pessoa seja "compensada" por uma segunda. Essa
compensação pode ser buscada em até duas ou mais gerações descendentes.
Existe dentro de cada família uma ordem básica hierárquica onde todas as
pessoas são, em primeiro lugar, filhos; em segundo, parceiros ou "casal"; em
terceiro, pai ou mãe dos filhos do primeiro casamento; só em quarto lugar são
novamente "casal" e, por último, são pais de seus filhos do segundo casamento.
Esta é a ordem natural das relações dentro de uma família. Quando se aceita isto,
pode-se resolver ou evitar diversos conflitos em muitas famílias. Afinal, marido ou
esposa não é uma relação que sempre dura "até que a morte os separe". Mas "ex-
marido" ou "ex-esposa" realmente não deixam nunca de ser "ex".
A solução de muitos conflitos só é possível quando a lei fundamental que
assegura a todos o mesmo direito de pertencer deixa de ser violada e os excluídos
voltam a fazer parte da energia da família e a serem respeitados. No exemplo da
separação, pertence à aceitação energética que o novo casal diga: "Eu reconheço
a sua dor e respeito o seu destino. Por favor aceite a mim como eu sou e queria
bem aos meus filhos". Desta forma é reconhecido o direito de pertencer e a
energia estará equilibrada.

O que é o Curador?
Curador é toda aquela pessoa que cura; desde a pessoa que usa um sorriso e
"cura" uma cara triste, àquela que usa técnicas ou conhecimentos para ajudar
alguém a restabelecer-se ou a curar-se. Da mesma forma um curador tanto pode
ser um cirurgião como aquele que aplica um curativo ou que aplica um penso
rápido. O curador é toda a pessoa que usa os seus conhecimentos para ajudar

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alguém em algum problema seja ele sentimental, emocional, de saúde, etc. ou
apenas ajudar alguém a sentir-se melhor. Os seus conhecimentos podem implicar
o uso de técnicas, terapias, experiências, etc. com vista a ajudar alguém em
determinado problema. Os conhecimentos podem ser adquiridos nos mais
diversos locais desde a escola, universidades, livros, prática, experiência,
conversas, etc. O conhecimento existe em qualquer lugar e em qualquer pessoa e
da mesma forma ele é e deve ser usado por toda e qualquer pessoa. Quando
esse conhecimento é usado e aplicado, as pessoas ganham um sorriso e
começam a ver a vida de outra forma. O sorriso é uma das melhores formas de
cura que existem e que está ao alcance de qualquer pessoa. Qualquer pessoa
pode sorrir para as que tem à sua volta e dessa forma curá-las de tristezas, de
más disposições ou maus humores e de muitas outras situações. Se todos
sorríssemos, o mundo seria curado em pouco tempo pois todos somos curadores
independentemente de acreditarmos ou não que possamos fazer alguma
diferença. Mas muitas das vezes o termo curador é usado por aqueles que fazem
curas que saem do campo da ciência. Ou seja por aqueles que fazem curas
psíquicas, espirituais, energéticas, etc. No fundo um curador pode usar Deus,
anjos, espíritos de luz, etc. para curar ou ser um intermediário para a cura. Ele
pode ser apenas um canal para que a energia, Deus, anjos, espíritos de luz, etc.
passem ou trabalhem através dele. Pode também ser alguém com capacidades
psíquicas, espirituais, mediúnicas, etc. ou apenas um qualquer profissional que
zela pelo bem estar das pessoas à sua volta. No fundo pode ser qualquer pessoa
que atue para curar ou obter resultados. Freqüentemente os Curadores fazem uso
das suas capacidades mentais, psíquicas, espirituais e outras, para resolver as
causas dos problemas conseguindo dessa forma aquilo que a ciência sabe ser
possível mas que tem negado ao longo dos séculos. Um curador usa as suas
capacidades e conhecimentos para levar as pessoas a encontrarem as suas
soluções e a encontrarem as suas capacidades de auto cura. É sempre a própria
pessoa que quer e permite a sua cura. O Curador está um passo acima do
Facilitador.

O que é Facilitador?

O facilitador é toda a pessoa que facilita que algo ocorra ou aconteça. Isto pode
ser visto no amigo que ajuda a resolver ou a apoiar na resolução de um problema
como na pessoa que aplica técnicas e terapias para chegar a algum resultado. A
diferença entre curador e facilitador é que o curador é suposto curar ou ajudar a
curar enquanto o facilitador apenas facilita que as coisas e situações aconteçam.
O facilitador sabe que ele não tem poder para mudar nada nem ninguém e dessa
forma sabe que os resultados não dependem dele mas sim da pessoa que ele
ajuda. Ele apenas facilita a que algo aconteça mas é a pessoa que tem de fazer e
de deixar que as mudanças aconteçam. Para que o Facilitador consiga resultados,
ele precisa de ter conhecimentos acerca do que fazer e como fazer para que os
resultados aconteçam. O Facilitador não se impõe ao corpo nem à pessoa e
apenas ajuda a pessoa e o seu corpo a encontrarem o equilíbrio. Desde sempre
que se sabe que uma doença ou um problema é apenas um desequilíbrio em
algum lugar ou alguma área. Uma vez conseguido o equilíbrio, o problema acaba

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por desaparecer. Um facilitador por norma socorre-se de técnicas e terapias para
facilitar a obtenção de resultados e o equilíbrio do corpo e da pessoa. Ele ajuda
(facilita) a pessoa a entrar de novo em equilíbrio. Um Curador faz mais uso das
suas capacidades e dons. Ele não usa apenas os seus conhecimentos, formações
e experiências pessoais. Quer um quer outro, podem ter ou não formação
superior. O Facilitador está um passo acima do terapeuta.

O que é o Terapeuta?

Um terapeuta é todo aquele que aplica terapias e soluções para obter resultados
quer essas terapias sejam ou não de formação acadêmica. Ele faz uso de
conhecimentos e aplica-os para obter resultados. Uma vez que ele faz uso de
conhecimentos e informações, ele muitas das vezes não consegue um ponto de
equilíbrio e dessa forma os seus resultados acabam por ser "impostos" e por não
serem naturais. Os seus resultados apesar de serem bons ficam muito aquém dos
resultados que um facilitador consegue e ainda mais atrás daqueles que um
curador consegue.

A LÓGICA DA EMOÇÃO Da Psicanálise à Física Quântica.

Conhecer-nos, nossas capacidades e limitações, nossas emoções e necessidades


e a forma como nos relacionamos é essencial para que tenhamos saúde. Esse
estado que temos buscado desde o início dos tempos, de todas as formas,
sempre procurando restaurar um equilíbrio que foi perdido quando nos tornamos
racionais. Quando fomos "expulsos do paraíso" e jogados na aventura de uma
amplificação da consciência que nos tornou seres especiais, capazes de criar.
Habilitados, como nenhum outro ser vivo que conhecemos, a imitar a natureza
neste ato fundamental que é a criação.

Esta aventura chega ao momento de desenlace quando já temos poder e


conhecimento para destruir tudo à nossa volta e para produzir outros seres
humanos sem a ajuda dos processos naturais. Sem dúvida, chegamos muito
longe! Agora é melhor olharmos para dentro e percebermos quem realmente
somos e o que desejamos, o que é válido e o que é para nós perigoso equívoco.

A Lógica da Emoção, parte das descobertas da psicanálise passa pelo


conhecimento das religiões antigas e chega à nova física, numa trajetória que
busca explicar o funcionamento de nossas mentes, as leis que a regem e o papel
da emoção.

Por que nos tornamos inteligentes? O que nos torna capazes de criar? Quais são
as formas de comunicação entre nós? Qual a qualidade e a realidade do mundo
que construímos? Todas são perguntas que só podem ser respondidas se
usarmos uma lógica mais abrangente que passa, necessariamente, por este
sentido especial: a emoção, que nos distingue e eleva acima da. Irracionalidade.
Este é o território a ser desbravado pela humanidade nos próximos anos.

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Estaremos tão interessados no poder sobre nossa natureza subjetiva por
descobrirmos que somente nele reside a possibilidade de êxito em alcançar um
estado de bem estar que prevaleça na maior parte do tempo, obedecendo ao
conceito de saúde formulado pela O.M.S.

Leitura Recomendada

A Alma do Negócio - Jan Jakob Stam - Ed. Atman


A Fonte não Precisa Perguntar pelo Caminho - Bert Hellinger - Ed. Atman
A Paz Começa na Alma - Bert Hellinger - Ed. Atman
A Simetria Oculta do Amor - Bert Hellinger - Ed. Cultrix
Ah! Que bom que eu sei! - Jakob Schneider e Brigitte Gross - Ed. Atman
Amor à Segunda Vista - Bert Hellinger - Ed. Atman
Constelações Familiares - Bert Hellinger - Ed. Cultrix
Desatando os Laços do Destino - Bert Hellinger - Ed. Cultrix
Liberados Somos Concluídos - Bert Hellinger - Ed. Atman
No Centro Sentimos Leveza - Bert Hellinger - Ed. Cultrix
O Essencial é Simples - Bert Hellinger - Ed. Atman
Ordens da Ajuda - Bert Hellinger - Ed. Atman
Ordens do Amor - Bert Hellinger - Ed. Cultrix
Para que o Amor Dê Certo - Bert Hellinger - Ed. Cultrix
Pensamentos a Caminho - Bert Hellinger - Ed. Atman
Quando fecho os olhos vejo você - Ursula Franke - Ed. Atman
Religião, Psicoterapia e Aconselhamento Espiritual - Bert Hellinger - Ed. Cultrix
Você é um de Nós - Marianne Franke-Grickeh - Ed. Atman

Reflexão:

"Quando alguém pára no caminho, e não quer avançar, o problema não está no
saber. Ele busca segurança quando é preciso coragem, e quer liberdade quando o
certo não lhe deixa escolha. Assim, fica dando voltas." - Bert Hellinger

"O coração tem razões que a razão desconhece."

Depoimentos - Nossas Experiências!!!

Oi, pessoal! Penso que seria legal a gente conversar sobre as experiências
pessoais de cada um com a constelação. Quem já fez, quem ainda não mas
deseja fazer, quem ainda não conhece. Quem se habilita a começar?

... Profundo e Transformador Fiz a minha constelação há mais de um ano e


transformou minha vida. Me identifiquei totalmente com a qualidade desse
trabalho e estou fazendo a formação. Também sou de Brasília e fiz o meu trabalho
com o Regis. Os Alemães que dão a formação são fantásticos. Que bom que
possamos dispor desse novo conhecimento...

23
...Descobri na abordagem terapêutica desenvolvida por Bert Hellinger pode ser
utilizada com sucesso somente pelos terapeutas e orientadores de grupo que
conseguem manter uma atitude interior de maior respeito pela individualidade do
cliente. Além disso, devem estar livres de preconceitos e convenções moralistas.
O olhar intuitivo é a atitude fundamental: uma posição de um movimento amoroso
em direção ao mundo tal como ele é – seja aparentemente bom ou aparentemente
mau. Assim, o terapeuta tem a possibilidade de reconhecer o amor enredado e de
iniciar os passos que levam à solução...

...A constelação familiar nos coloca em contato com heranças de nossos


antepassados que levamos conosco inconscientemente. O grande amor que flui
dentro do universo familiar se manifesta muitas vezes de maneira equívoca
através de sacrifícios, renúncias e sofrimentos. Através dos sentimentos e
sensações que experimentam os representantes de nossos antepassados, as
verdades do amor em nossas famílias nos são reveladas. E todos que participam
aprendem pela experiência da constelação os movimentos que adoecem as
relações familiares e os movimentos que curam deixando fluir a verdadeira força
do Amor...

...Já fiz diversas constelações para mim, inclusive com bonecos, além de ter
participado em inúmeras outras. Ainda assim, continuo a me impressionar, diria
ser quase inacreditável! É mágico. É surpreendente a possibilidade que a
constelação familiar oferece de resgatar questões familiares, recentes ou
vinculadas a nossos antepassados, através da atualização de sentimentos e
sensações em geral desconhecidos e por vezes inesperados. Só vendo ou
participando para crer!...

...Tomei conhecimento da Constelação Familiar por intermédio da minha


terapeuta. Sem ter muita explicação do que se tratava, assisti a duas
Constelações e me encantei com o trabalho! Pude participar como representante
logo na primeira vez, e achei muito curioso as sensações e sentimentos que tive. A
partir daí, fiz duas Constelações para mim e participei de muitas outras.
Atualmente estou inscrita na Constelação Familiar em grupo e estou adorando! De
tudo que já experimentei para meu auto-conhecimento, a Constelação familiar é a
maneira mais objetiva de entender a origem dos problemas. A cada Constelação
que participo aprendo cada vez mais sobre mim mesma e minha família. Agradeço
ao Bert Hellinger pela oportunidade que tive de conhecer e de participar deste
trabalho maravilhoso...

...Conheci o trabalho com constelação familiar no primeiro semestre de 2003,


através de uma amiga. Meu primeiro contato direto com a técnica, após uma breve
explicação durante uma entrevista prévia com uma amiga foi com a minha própria
constelação. O primeiro impacto que senti durante a minha primeira constelação
foi a grande onda de amor que se criou durante a formação do meu sistema
familiar e que permaneceu durante o tempo de duração da constelação, em que
as pessoas, a maioria delas totalmente desconhecidas, representavam os
membros da minha família. A intensidade do amor que senti era tão grande que

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saí de lá muito impressionada. Só por isso, a constelação familiar já me fascinou e
continua fascinando. O segundo ponto marcante foi a imagem clara do meu
sistema familiar. Pude perceber como estava inegavelmente ligada aos meus
antepassados, pude enxergar com clareza e força onde estava o meu bloqueio e
ao recuperar com amor os emaranhamentos dos meus ascendentes, pude olhar
para o que buscava -- a minha imagem de cura. Ao se montar pela constelação
qualquer sistema familiar, a imagem é clara, límpida, verdadeira, forte, mesmo que
em alguns casos não queiramos ver... Impossível questionar, duvidar. A imagem
fala por si só, confirmada pela reação dos representantes...

...Não há palavras, não há forma de se mascarar ou negar a verdade que surge


diante da montagem de um sistema em uma constelação. A verdade das relações,
os emaranhados, os excluídos e a força que nos une, cada um em seu sistema,
surge imperativa, com a mesma intensidade do amor e mais uma vez permite ver
como, por amor, assumimos destinos que não são nossos. Desde então, sou
sempre voluntária para participar de qualquer grupo de constelação, venho
estudando os livros de Hellinger sobre o tema, e sinto em minha vida a força dos
resultados desta técnica. Com o tempo e os temas tratados em constelação, pude
também confirmar a eficácia da técnica. Há um trabalho que se efetua e que
parece vibrar até se materializar em solução. Participo regularmente dos grupos
organizados no Rio e de alguns em Niterói desde então, e também usufruo muito
das diferentes vivências propostas na primeira parte de cada encontro. Impossível
enumerar aqui tudo o que tenho aprendido nos grupos de Estudos. Quero então
dizer à ao Bert Hellinger em um encontro casual em um elevador: Obrigada, Bert
Hellinger! Ter te conhecido e através de você ter conhecido a constelação familiar,
as ordens do amor, trouxe muito mais luz e colorido à minha vida. Agradeço
também o carinho e o amor que você dedica a cada um de seus clientes
constelados e tenho certeza que aí também reside a força e o sucesso do teu
trabalho...

... Enquanto os procedimentos médicos estavam a decorrer, outras questões


faziam eco na minha cabeça: o que tenho eu a aprender com isto? Que parte de
mim foi esquecida e maltratada para estar a lidar com estas seqüelas? O que é
que a vida me está a mostrar? Procurei respostas para estas questões junto de
uns queridos amigos e Mestres que já me acompanham há alguns anos. A
abordagem através das Constelações Familiares (do Dr. Bert Hellinger) veio trazer
muitas surpresas. Mas partindo do princípio de que poucas pessoas sabem que
terapia é esta e não querendo perder uma óptima oportunidade para a divulgar um
pouco, vou socorrer-me de alguns textos que constam do site desses “anjos” de
que vos falei: http://www.portais.org . Este sítio é já o espaço onde existe mais
informação em português sobre esta terapia e em breve estará disponível muito
mais informação sobre a mesma, assim como, tudo aquilo que a envolve (inclusive
a teoria dos Campos Morfogenéticos de Rupert Sheldrake). ''Campo
morfogenético'' é o nome dado a um campo hipotético que explica a emergência
simultânea da mesma função adaptativa em populações biológicas não-contíguas.
Segundo o holismo, os campos morfogenéticos são a memórias coletiva a que
recorre cada membro da espécie e para a qual cada um deles contribui. De uma

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forma simples, a base das Constelações Familiares é a seguinte: todos temos
gravadas dentro de nós, imagens conhecidas e desconhecidas, da nossa família.
Estas imagens impõem-nos, duma forma inconsciente, os seus laços subtis, seja
no modo como nos relacionamos conosco próprios, seja com aqueles que nos
rodeiam, levando a que na nossa vida, surjam situações por vezes problemáticas,
causadoras de sofrimento, que em última instância originam, doenças ou
comportamentos doentios, os quais, aparentemente, não têm uma explicação
racional. Estas imagens inconscientes, causadoras de desarmonias, têm com
freqüência origem, numa quebra do fluxo do amor. O objetivo da Terapia
Constelações Familiares é localizar onde o amor deixou de fluir, e, duma forma
vivencial e profunda trazer à luz essa quebra e, se possível, ajudar a que o amor
volte a fluir. E quando o amor volta a fluir, podem acontecer surpresas nos
sintomas atuais, ou seja, a sua cura. feito… Outra coisa que quero que conheçam
foi a descoberta de um padrão familiar que, por o desconhecer, também a mim me
surpreendeu. Pude comprovar mais tarde, através de registros de um tio já
falecido, que eram completamente exatas as datas que emergiram das sessões
de terapia. Remeto para um parágrafo anterior em que se diz que “somos todos
um só ser” e acrescento que as escolhas da nossa alma nem sempre são
compreendidas pelo nosso consciente. Mas é por elas que a nossa vida nos
conduz. O meu avô paterno morreu (com cancro) quando o meu pai tinha
dezesseis anos. Não consigo avaliar os danos que este acontecimento lhe
causou, mas parece que foi de tal maneira devastador que o meu pai esperou até
que eu tivesse dezesseis anos e também ele partiu com um cancro. Continuo a
não conseguir (ainda não consigo) avaliar os danos que isso me causou, mas
espanta-vos que me tenha sido diagnosticado um cancro exatamente quando a
minha filha tinha dezesseis anos? Que escolha tinha eu feito? E quem me poderia
ajudar a alterar o rumo?...

... Bom dia, Estou invadida por um sentimento de gratidão e reconhecimento pelo
seu trabalho, penso o tempo inteiro... Cada vez mais sinto necessidade de
conhecer e me aprofundar sobre constelações, não lembro exatamente onde tinha
visto, não conhecia ninguém que tinha feito constelação, mas repercute muito bem
em mim os princípios teóricos, a forma de trabalhar e as dimensões abrangidas.
Gostaria de participar de outros encontros, como constelante e se possível como
aprendiz. Pra isto peço que me comunique sobre próximos encontros, cursos de
formação, etc. Posso, continuar em Brasília...

... Grande abraço. P.S. Lembra-se daquele trabalho A, B e C, que fizemos no final
da manhã de domingo? Participamos do mesmo grupo, quando posicionai todos, e
você sentiu uma sensação de que estava esperando pelo outro, uma sensação de
birra. Pois é, logo após sair do Hotel, a pessoa, ( que visualizei) me ligou, pedindo
que eu o perdoasse, e perguntou se eu estava esperando que ele ligasse? Na
verdade não tinha o que perdoar, apenas dar uma lição, entre eu e esta pessoa
existe um amor imenso, que é reconhecido por ambos e que ultrapassa aspectos
físicos. Sei da simplicidade da situação, mas foi muito bom a rapidez da resposta,
fiquei com vontade de compartilhar com você...

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... Que LINDO! As fotos transbordam felicidade, que maravilha! É a materialização
do resultado de uma constelação familiar, que muitas vezes fica restrito aos que
participam...

... É com muita satisfação que relato sobre o momento especial que estou
vivenciando no trabalho e na minha vida pessoal, após ter feito a constelação do
trabalho e participado dos wokshops e do Curso sobre Constelação Familiar. Há
muito tempo vinha pasando por sérias dificuldades no trabalho, das quais não
conseguia me desvenciar, por mais que eu me esforçasse ou mudasse de setor e
na minha vida pessoal estava sempre angustiada e insatisfeita...

... Hoje estou desenvolvendo o trabalho forma tranqüila, sendo valorizada e


completamente integrada à equipe. Na vida pessoal saí da estagnação e estou me
movimentando sem esfoço e em alguns momentos sentido uma enorme felicidade,
que há muitos anos não sentia. Muito obrigada pela competência, dedicação e
amorozidade que você tem dispensado a esse trabalho. Um grande abraço...

... Muito grata por ter me recebido e feito este trabalho lindo na minha vida as
vésperas do meu casamento. Já posso sentir as mudanças em mim e no meu dia-
a-dia... Esta cerimônia será realmente uma celebração de união e não teria a
emoção que promete sem a sua ajuda. Um abraço carinhoso...

... Após um longo tempo sem noticias, ou melhor talvez minha mãe tenha dado
noticias minhas nesse sábado já que ela participou do grupo de constelação...
estou no Rio. Consegui me mudar e estou bem satisfeita. Por favor me mantenha
na sua lista de e-mail principalmente para que eu seja informada das constelações
aqui no Rio.Gostaria de agradecer por todo o suporte que você me deu quando
mais precisei e também de expressar a minha alegria por ter encontrado na
constelação um caminho para melhor compreender minha historia de vida. Apesar
de ter participado de uma constelação já há algum tempo sinto mudanças até
hoje. Obrigada por tudo.Bjs...

... Eu e minha irmã, fizemos juntas uma Constelação com você, no final de 2004.
Gostaríamos de fazer outra para dar continuidade. Após a constelação, alguns
resultados positivos para a família, foram alcançados. De 2004 para cá, algumas
coisas na família mudaram, mas muitas ainda estão empacadas, parece que há
um ciclo de coisas que nos rodeiam e não se resolvem. Gostaria de saber qual é o
preço da constelação. Posso fazê-la novamente junto com minha irmã?...

... Gostei muito do texto e aproveito para dizer que o trabalho de constelação no
último dia 5 no CLIAMA foi excelente. Tudo estava perfeito, do local (especial e
muito agradável), à alimentação natural e, é claro, as constelações. Valeu muito a
pena e todos perceberam que foi feito um grande trabalho. Parabéns e continue
com este trabalho maravilhoso e muito necessário! Quanto ao "pós-constelação",
sei que ela continua atuando por um bom tempo e os resultados vão sendo vistos
progressivamente. Mas, de imediato, posso dizer que minha relação com minha
mãe já melhorou bastante. Antes eu me sentia irritada com ela e com freqüentes

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atritos. Tb, se eu me colocava no lugar da 1ª mulher do meu pai (como a
constelação mostrou) ficava difícil! Ela, por seu lado, se colocava entre eu e meu
marido - talvez vendo meu marido como o dela e eu como a 1ª mulher dele. Agora
entendo melhor o fato de ela ter se metido muito no meu casamento e sentia que
ela queria muito ficar no meu lugar, viver minha vida! Também estou mais tranqüila
e deixando as coisas correrem. Ou melhor, seguindo a corrente e mergulhando
nela, como diz Bert Hellinger!...

... Posso dizer que mudou minha vida... tive a chance de me despedir dos que
morreram e entender muito "emaranhado" brabo!...

... Entrei num grupo de estudos, pois quero aprender mais, honrar e respeitar os q
fizeram suas opções, embora deseje viver as minhas!...

... A minha também Tive a graça de ter 2 constelações, uma da relação com a
minha mãe e outra da relação com meu ex-companheiro e ainda estão mudando a
minha vida. Muita coisa vai vindo pro plano consciente e a minha atitude vai
mudando aos poucos. Recomendo a todos!...

... Também recomendo...Parece que a turma aqui é meio tímida... bom, acho
importante lembrar que a constelação pode abrir muitas portas em nossas vidas,
mas é preciso estar preparado, pois se pode ouvir o que não se quer, ok?...

... Ganhei uma constelação de presente e foi tudo que eu precisava. Me deu muita
força pra seguir a vida e entender melhor as coisas. E principalmente a aceitar,
amar mais e aproveitar a minha família. Foi bom pra a família inteira. Mudou muita
coisa na minha vida e um pouquinho na vida de cada um que estava "presente"
naquele dia. Foi um dia abençoado...

... Realmente, a Constelação é algo maravilhoso demais. Fiz no início do ano, aqui
em Brasília, com a orientação do Régis, de BH, e mudou minha vida tb. E é
impressionante, como participar de outras tb nos dá oura visão das coisas. Tenho
vontade de indicar todas as pessoas que eu conheço pra fazer. Quem sabe um
dia...

... Conheci este trabalho há 8 anos e foi e continua sendo uma dádiva que hoje
partilho com todos que chegam. Para mim, antes de uma cura familiar, este
trabalho é uma grande investigação sobre a origem de nossos sofrimentos
individuais(nossa família) e os sofrimentos coletivos(Culturais). Os encontros de
constelação familiar, me fazem tocar cada vez mais no Ser, limpo de crenças e
pactos e assim, mais amoroso e inclusivo...

... Conheci a Constelação bem recentemente através de uma amiga terapeuta.


Participei de duas vivência, inclusive um 'encontro de almas'que realmente me
facilitou muito minhas reflexões perante muitos ângulos ante não percebidos por
mim anteriormente. Abraços!...

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... Cura pelas constelações feliz em fazer parte. constelando há quase dois anos
“tirando cascas da cebola" - aceitando os meus pais, exercício continuado e
amoroso, repassando pra quem amo...

...Através da constelação eu toda minha familiar descobrimos que a mesma dor


que afetou muitas vezes todo o sistema familiar da minha família resgata o amor
entre seus membros...

... Fiz mais de 7 constelações Sou do Rio. Todas fiz com a Cida. Nossa terapeuta.
Amei !!! Após conhecer esse trabalho consegui entrar em contato com meus
sentimentos. Que mundo maravilhoso se descortinou para mim. Passei a viver
minha vida dentro de minhas opções e entendi que posso optar por ser feliz. Tudo
depende apenas de mim. O fantástico disso tudo é que na teoria sabia de muita
coisa mas através das constelações foi que consegui praticar e optar por um
caminho mais meu, mas fácil pra mim, mais feliz...

... Constelação Familiar Minha participação na constelação familiar se dá com o


convite de Viviane minha amada, e desde a primeira vez senti-me me senti
envolvido e identificado e cada vez mais com a Constelação Familiar as quais eu
participei. Quando vai ter a próxima? Já estou com saudades das pessoas e da
Constelação Familiar...

... Sou outra pessoa Esse trabalho simplesmente mudou a minha vida por
completo. Faço constelações há 5 anos e só tenho a agradecer à Deus que
iluminou o Bert Hellinger para desenvolver esse trabalho tão maravilhoso e poder
expandí-lo pelos 4 cantos do mundo.Atualmente organizou as constelações do
meu noivo, o terapeuta Homero Zolli aqui em São Paulo e tenho visto verdadeiros
milagres acontecerem na vida das pessoas...

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