P. 1
A força normativa dos princípios constitucionais

A força normativa dos princípios constitucionais

|Views: 282|Likes:
Publicado porJoacks Lemos

More info:

Published by: Joacks Lemos on Oct 05, 2011
Direitos Autorais:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as DOCX, PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

10/21/2014

pdf

text

original

A força normativa dos princípios constitucionais

Flávio Ribeiro da Costa

Advogado e Pós-graduando em Direito Público na Universidade Federal de Uberlândia-MG.

Inserido em 15/9/2006

Parte integrante da Edição no 195

Código da publicação: 1543

Resumo: O presente opúsculo tem como finalidade tratar da força normativa dos princípios constitucionais, tema esse que, apesar das intermináveis discussões em torno do direito natural, é reconhecido neste trabalho que os princípios não necessitam estar expressos num determinado diploma jurídico para ter força vinculante, vez que eles podem ser encontrados "de forma latente" no ordenamento jurídico. O objetivo fim é apresentar conforme ensinamento doutrinário que os princípios, ao lado das regras, são normas jurídicas. E mais: os princípios, cuja ambiência natural é a Constituição, são normas jurídicas com um grau máximo de juridicidade, cuja normatividade é, por conseguinte, potencializada. A metodologia constitui na pesquisa doutrinaria e jurisprudencial sobre o tema e a realização de grupos de estudos, no sentido de buscar o melhor entendimento constitucional. O resultado é a afirmação de que o não reconhecimento da força normativa trata-se de uma completa inversão de valores, como se fosse o princípio que girasse em torno da lei, e não o inverso. Logo a falta de concreção normativa dos princípios, expressão da certeza jurídica pode trazer certo grau de insegurança.

Palavras-chaves: Direito Constitucional-principios-força normativa-judicialidade.

Sumário: 1. Acepção do Termo princípio - 2. Normas, princípios e regras - 3. Princípios expressos e não expressos:- 4. Pode um princípio embasar uma pretensão em juízo - 5. Afronta a princípios constitucionais 6. Conclusão – Bibliografia.

1. ACEPÇÃO DO TERMO PRINCÍPIO

embora seja palavra principio um termo equivocado. numa acepção vulgar. sendo o alicerce. explica-nos PAULO BONAVIDES. o sentido que adotamos quando nos referimos aos "princípios constitucionais". o termo foi introduzido por Anaximandro com o significado de fundamento. afigura-se acertada a noção desenvolvida por CRISAFULI. é ela indispensável à ciência e a filosofia e. o tecido do ordenamento jurídico. significa. que dela tira seu fundamento de validade. pois. que condicionam todas as estruturas subseqüentes. no que lhe confere a tônica e lhe dá sentido harmônico. fundamentais. começo. princípios de uma ciência são as proposições básicas. seu significado não difere dos acima mencionados. mas a razão de ser da coisa ensina J. deriva da linguagem da geometria.. Malheiros. a Corte Constitucional italiana assim definiu princípios: "são aquelas orientações e aquelas diretivas de caráter geral e fundamental que se possam deduzir da conexão sistemática. 1998. exatamente por definir a lógica e a racionalidade do sistema normativo. Na linguagem filosófica. Não é este. do latim pricipium. Tal noção." . no âmbito d filosofia. porém. Enfim. os fundamentos da ciência. principio é o fundamento ou razão para justificar por que é que as coisas são o que são.p. causa. típicas. nomeadamente em Direito Constitucional. aqui a palavra princípio conota a idéia de "mandamento nuclear de um sistema". São Paulo. logo princípio é. disposição fundamental que se irradia sobre diferentes normas compondo-lhes o espírito e servindo de critério para sua exata compreensão e inteligência.apud BONAVIDES. 228). p. Paulo. “mandamento nuclear de um sistema”. Curso. verdadeiro alicerce dele. 7a ed. Realmente. no Direito. num dado momento histórico. aparecendo em sentidos diversos. Em sentido semelhante.Cretella Júnior. Não indica a coisa. início.A palavra "Princípio". Mas como. por definição.. ponto de partida. já em 1952: . origem das coisas. da coordenação e da íntima racionalidade das normas. "onde designa as verdades primeiras" (Curso de Direito Constitucional. por envolver a idéia de Constituição como norma suprema e condicionante de todo o ordenamento jurídico. 230) Dada a fundamental característica normativa dos princípios. que concorrem para formar assim.

"(. o conteúdo: sejam. por transcender aos estreitos limites do objeto desse estudo. O próximo tópico tratará do assunto. que alguns autores (Perez Luño. enquanto considerada como determinante de uma ou de muitas outras subordinadas.). PRINCÍPIOS E REGRAS Durante muito tempo houve uma dissociação dos conceitos de normas e princípios. com efeito. e.. não são. pois. 2 os princípios tem um peso ou importância relativa. tendo em vista a enorme carga valorativa que nele está inserida). Porém. o que leva. a grandes juristas incorrerem no erro primário de igualar as regras às normas. o conceito . os princípios ao exigem um comportamento especifico..) apesar de terem positividade. estas efetivamente postas. propõe alguns critérios distintivos: 1.. já as regas embora admitam exceções. que são. são especificas ou em pautas.p. 210). ARNALDO VASCONCELOS: "Os princípios gerais de Direito. tanto que não lhe falta a possibilidade de sancionamento". São Paulo. 3. p. Em sentido contrário. ao contrário. mais do que isso: uma norma jurídica iguais às outras. deixaremos de tratar dos valores como espécie de normas. nem menos. ao lado dos princípios e das regras. Paulo. as duas espécies de normas (Deve ser ressaltado. não constituem normas jurídicas" (p. normas jurídicas no sentido formal do termo" (Teoria da Norma Jurídica. Curso. isto é. como espécies de norma. 3a ed. Porém. o professor cearense. Dissertando sobre princípios e regras. igualmente. 1993. ao contrário.. contraditoriamente. estabelecem ou pontos de partida ou metas genéricas. preferindo incluí-los como parte componente do próprio princípio. 210). que a pressupõem. Malheiros. 2. potencialmente. sem mais.. cumpre fazer uma melhor distinção entre regras e princípios. sem que a substituição de um por outro de maior peso signifique a exclusão do primeiro. NORMAS. ainda hoje.p. as regras. mais à frente. ao passo que as regras tem uma inponibilidade mais estrita. nada obstante sua força vinculante. os princípios comportam avaliações. 230.. sejam. Partindo dessa "pré-compreensão" de princípio como norma jurídica. apenas dedutíveis do respectivo princípio geral que as contém" (Apud BONAVIDES. desenvolvendo e especificando ulteriormente o preceito em direções mais particulares (menos gerais). toda norma jurídica. Pietro Sanchis e García de Enterria) incluem os valores. Tercio Sampaio Ferraz Jr. portanto resumem. na atual fase de evolução da Teoria Geral do Direito. assim. sustenta que o princípio "não representa mera aspiração ideológica (. 208). quando contraditadas provocam a exclusão do dispositivo colidente. contudo. das quais determinam."Princípio é.

maior teor de abstração e uma finalidade mais destacada dentro do sistema. A palavra princípios leva ao engano. não se vê por que não devam ser normas também eles: se abstraio da espécie animal obtenho sempre animais. e as normas constitucionais. normalmente. têm. princípios são as bases orgânicos do Estado. e ás paixões dos homens. sem os quais não existiria esta União tal qual é nas suas características essenciais" (apud ESPÍNDOLA. 109). em geral. e ambos válidos: antes de tudo. ou simplesmente princípios. essa dissociação foi superada: A dogmática moderna avaliza o entendimento de que as normas jurídicas. sucessor de HERBERT HART na cátedra de Jurisprudence na Universidade de Oxford. isto é. BOBBIO faz um clara análise dos princípios gerais do Direito (Segundo PAULO BONAVIDES. em trabalho pioneiro escrito em 1926 (!). por serem submetidos a avaliação de importância. mas não para os princípios que. E com que finalidade são extraídos em caso de lacuna? Para regular um comportamento não-regulamentado: mas então servem ao mesmo escopo que servem as normas. no meu entendimento. Em segundo lugar. Teoria do Ordenamento Jurídico. têm eficácia restrita às situações específicas as quais se dirigem. em particular. que como naus da civilização devem sobrenadar ás tempestades políticas. tanto que é velha questão entre juristas se os princípios gerais são normas. 159). Revista dos Tribunais. através de um procedimento de generalização sucessiva. a função para qual são extraídos e empregados é a mesma cumprida por todas as normas. 7a ed. Conceito de Princípios Constitucionais. 1999. em grande parte.de validade cabe bem para as regras. também referidas como regras. E por que não deveriam ser normas?"( BOBBIO. Graças. as normas mais gerais. Unb. p. Vale ressaltar que SAMPAIO DÓRIA. e não flores ou estrelas. A meu ver não há dúvida: os princípios gerais são normas como todas as outras. aos estudos de ROBERT ALEXY e do jus filósofo norte-americano RONALD DWORKIN. os princípios gerais do direito foram os antecedentes históricos dos princípios constitucionais. Seguindo esta trilha. aquelas generalidades do direito publico. Os princípios constitucionais da União brasileira são aqueles cânones. 1996. a função de regular um caso. mais bem se encaixam no conceito de legitimidade. São Paulo. inserindo-os no amplo conceito de normas: "Os princípios gerais são apenas. tendo como referência a Constituição Republicana de 1891. p. os argumentos são dois. cujo título era Princípios Constitucionais. em direito constitucional. normas fundamentais ou generalíssimas do sistema. já definia os princípios como normas: Assim. E esta é também a tese sustentada por Crisafulli. E. Ruy Samuel. Norbeto. podem ser enquadradas em duas categorias diversas: as normas-princípios e as normas-disposição. . As normas-disposição. Já as normas-princípio. Para sustentar que os princípios gerais são normas. Brasília. os princípios se entendem por normas gerais e fundamentais que inferem leis. se são normas aquelas das quais os princípios gerais são extraídos.

o estudioso do direito equiparar a norma jurídica às regras. para os que aceitam essa tese). b) Grau de determinabilidade na aplicação do caso concreto: os princípios. as regras possuem uma abstração relativamente reduzida. legal ou mesmo infralegal) para bem entender seu posicionamento no ordenamento jurídico. no âmbito do conceito norma. O jurista. que se diferenciam lógica e qualitativamente. Não pode. por serem vagos e indeterminados. por conseguinte. que. deve aferir-lhes a espécie (princípios ou regras) e a hierarquia (norma constitucional. com a ajuda de doutrinadores. ao analisá-las. pois. norma é o gênero do qual são espécies as regras e os princípios (e os valores. podendo. . na atual classificação. é uma tarefa particularmente complexa. c) Caráter de fundamentalidade no sistema de fontes de direito: os princípios são normas de natureza ou com um papel fundamental no ordenamento jurídico devido à sua posição hierárquica no sistema das fontes (ex: princípios constitucionais) ou à sua importância estruturante dentro do sistema jurídico (ex: princípio do Estado de Direito). carecem de mediações concretizadoras (do legislador? do juiz?). enquanto as regras são susceptíveis de aplicação direta. E qual seria a diferença entre regras e princípios? A resposta não é simples. mas se pode. Estas são apenas uma das faces das normas. de cunho pós-positivista. as regras podem ser normas vinculantes com um conteúdo meramente formal. chegarem a uma distinção satisfatória. de modo diverso. entre regras e princípios. ser utilizado os seguintes critérios por ele sugeridos CANOTILHO: "a) O grau de abstração: os princípios são normas com um grau de abstração relativamente elevado. porém. Para saber como distinguir. d) ´Proximidade da idéia de direito` : os princípios são ´Standards` juridicamente vinculantes radicados nas exigências de ´justiça` (DWORKIN) ou na ´idéia de direito` (LARENZ).Dessume-se.

deverá nomear à autoria o proprietário ou o possuidor" (art. 62 do CPC). Na lição de WILLIS SANTIAGO GUERRA FILHO. Em outras palavras: a) as regras descrevem uma situação jurídica. onde a igualdade surge como a instância valorativa adotada pela Carta Magna. Revista dos Tribunais. "aquele que detiver a coisa em nome alheio. p. Como se observa. ao que se acrescenta a sua qualificação prescritiva. Coor. nem se reportar a um fato particular. preenchidos os pressupostos por ela descrito. outros princípios igualmente adotados. Porto Alegre. "todos são iguais perante a lei". in abstracto. antinômicos entre si" (Direitos Fundamentais. P. Conceito de Princípios Constitucionais. P. Já os princípios fundamentais prossegue o jurista -. vinculam fatos hipotéticos específicos. quando já não são mesmo. porém.. que. exigem. Livraria do Advogado. amparada em uma sanção (ou na ausência dela. processo e princípio da proporcionalidade. sendo-lhe demandada em nome próprio. b) os princípios. ex. In: Dos Direitos Humanos aos Direitos Fundamentais. sem descrever uma situação jurídica. a diferença entre os princípios e as regras são quantitativas e qualitativas. 1999. 1997. irradiam-se por diferentes partes do sistemas. a realização de algo. são normas que estão na base ou constituem a ratio de regras jurídicas. não se reportam a um fato específico. 65). as regras "possuem a estrutura lógica que tradicionalmente se atribui às normas do Direito. juntamente com outras tantas opções dessas. por sua vez. por isso. observadas as possibilidades fáticas e jurídicas (reserva do possível). que se possa precisar com facilidade a ocorrência. ex. no caso da qualificação como "fato permitido"). Possuem um maior grau de abstração e. dando unidade e harmonia ao sistema normativo. Ruy Samuel. proíbem ou permitem algo em termos definitivos (direito definitivo). igualmente dotados de validade positiva e de um modo geral estabelecidos na constituição. isto é. extraindo a conseqüência prevista normativamente. uma função normogenética fundamentante" (Apud ESPÍNDOLA. da melhor maneira possível. sem qualquer exceção. exigindo. portanto. 17).e) Natureza normogenética: os princípios são fundamento de regras. desempenhando. informando a compreensão das regras. ou melhor. . expressam um valor ou uma diretriz. São Paulo. p. WILLIS SANTIAGO GUERRA FILHO. Ed. a ser levada em conta na apreciação jurídica de uma infinidade de fatos e situações possíveis. que em determinado caso concreto podem se conflitar uns com os outros. Eles devem ser entendidos como indicadores de uma opção pelo favorecimento de determinado valor. com a descrição (ou "tipificação") de um fato.

na lição de CANOTILHO: "Um modelo ou sistema constituído exclusivamente por regras conduzir-nos-ia a um sistema jurídico de limitada racionalidade prática. Uma vez mais o vocábulo é a fonte de confusão: a generalidade da regra jurídica não se deve entender da mesma maneira que a generalidade de um princípio" (BONAVIDES. 14. 1995.. Corresponderia a uma organização política monodimensional (. Importante salientar que tanto as regras quanto os princípios são necessários à composição do sistema jurídico. 1999. 1997. só poderiam conduzir a um sistema falho de segurança jurídica e tendencialmente incapaz de reduzir a complexidade . p. p. de uma sociedade pluralista e aberta. ou seja. Pode-se dizer. do balanceamento de valores e interesses. as premissas e os resultados das regras jurídicas.. Hermenêutica. fixando.Já no século passado. ao hermeneuta extrair da regra o sentido que melhor se coadune com a diretriz dada pelo princípio que fundamenta essa regra mesma). Raimundo Bezerra. É a natureza normogenética dos princípios. dizia: "Há entre princípio e regra jurídica não somente uma disparidade de importância mas uma diferença de natureza. a dependência do ´possível` fático e jurídico. que é necessariamente um sistema aberto. segundo PAULO BONAVIDES. pois. que. p.do mundo da vida. Idem. assim. Malheiros. São Paulo.. Conseguir-se-ia um ´sistema de segurança`. 239). um legalismo estrito de regras não permitiria a introdução dos conflitos. Afinal.legalismo . Ressalte-se que Alexy é um dos grandes expoentes dessa dogmática principialista que domina os discursos constitucionais da atualidade) das regras. como o constitucional.) levar-nos-ía a conseqüências também inaceitáveis.. que as regras são "concreções dos princípios" (GRAU. pois. Exigiria uma disciplina legislativa exaustiva e completa . mas não haveria qualquer espaço livre para a complementação e desenvolvimento de um sistema. A indeterminação. em termos definitivos. a coexistência de princípios conflitantes. Celso Bastos Editor. conforme SANTOS. 16). e estes são "mandamentos de otimização" (A expressão é de Alexy. vem logo à tona a famosa frase do jurisconsulto WACH de que "a lei é mais sábia que o legislador". foi o mais insigne predecessor da normatividade dos princípios. JEAN BOULANGER. Eros Roberto. das concordâncias.). O modelo ou sistema baseado exclusivamente em princípios (. a regra "tem no espírito do intérprete sua usina e complemento de produção" (FALCÃO. Por outro lado. a inexistência de regras precisas. Malheiros. Princípio Constitucional da Dignidade da Pessoa Humana. Licitação e Contrato Administrativo. São Paulo. Paulo. Fernando Ferreira dos. São Paulo. Cabe. por trás de toda regra há um princípio que a fundamenta (Dessa assertiva. p. 265).

Ainda hoje. seguindo a lição de CANOTILHO. uma prescrição. Densificar. Trata-se. 186). ou seja. uma ordem. é fazer com o princípio "construa" a norma jurídica concreta. Conceito de Princípios Constitucionais. não obstante a paradoxal equivocidade que longamente campeou nesta matéria. Realmente. passando de normas generalíssimas abstratas (dos textos normativos-constitucionais) a normas concretas de decisão (contextos jurídicos-decisionais). como qualquer outra norma. por sua vez. especialmente carecido de concretização. é fazer com que ele chegue até a norma de decisão. Concretizar o princípio. impondo sua aplicação sempre e sempre. Tratava-se mais de disposição política do que jurídica. é um sistema de normas. 1999. Assim. As normas constitucionais. considerando-as prescrições desprovidas de sanção. De regra. Malgrado possa parecer que essa idéia de sistema jurídico como o somatório de regras e princípios tenha valor meramente doutrinário. porém. de cumprimento forçado. de uma visão distorcida e desatualizada que. o certo é que ela enfatiza a força normativa e vinculante dos princípios. na antiga noção que distinguia as normas dos princípios. no caso. a fim de tornar possível a solução. inclusive pelo estabelecimento das conseqüências de insubmissão ao seu comando. por possuírem grande traços de indeterminação. quando muito. por exemplo. uma vez posta em vigência. considerando que a Constituição é um sistema de normas. As disposições constitucionais são não apenas normas jurídicas. elas contêm um mandamento.do próprio sistema" (Apud ESPÍNDOLA. conservam os atributos essenciais destas. dos problemas concretos. vez que. Logo. De fato. mero ideário não-jurídico. meramente indicativo. significa preencher. subsidiário. como têm um caráter hierarquicamente superior. dentre os quais a imperatividade. não haveria um "direito" líquido e certo a ser protegido. há juristas que não compreendem a verdadeira força normativa dos princípios. na verdade. Constituição. apto a garantir-lhe a imperatividade. há quem entenda que a violação a um princípio não justifica a concessão de um mandado de segurança. Revista dos Tribunais. . tinham valor suplementar. é um documento jurídico. retira grande parte da eficácia protetiva do mandado de segurança. a violação a direito líquido e certo ocorre por transgressão a princípios. como espécie do gênero normas jurídicas. a sua inobservância há de deflagrar um mecanismo próprio de coação. São Paulo. estes. complementar e precisar o espaço normativo de um preceito constitucional. Ruy Samuel. com força jurídica e não apenas moral. porquanto. por esse preceito. na maioria dos casos. p.

sendo de se destacar que a recente Lei do Processo . na jurisprudência etc. Por outro lado. portanto. XXIII. por isso mesmo. e. por uma análise sistemática do texto constitucional. devem ser tratados como normas capazes de impor obrigações e direitos no mundo fático. explícito no art. podem ser encontrados tanto no próprio texto constitucional. a densificação de um princípio é uma tarefa complexa. isto é. a densificação do princípio é qualquer atividade capaz de fornecer subsídios hábeis a melhorar a compreensão do significado da norma.As tarefas de concretização e de densificação de normas andam pois. Quanto ao princípio da proporcionalidade. que se inicia com a leitura isolada do texto que enuncia o princípio. passando. da CF/88. Com efeito. pois. sobretudo por se tratar de norma elevada à categoria de cláusula pétrea ou. pelo que devem ser tidos como normas jurídicas. ninguém duvida que o "princípio da função social da propriedade". inc. uma vez incorporados a Constituição. entre principio e normas jurídicas não resulta na negação dos princípios como espécie normativa: uma vez positivados no texto constitucional. ascendem os princípios a categoria normativa . Seria o caso então de indagar da força normativa dos princípios. Ademais. os princípios fundamentais passam a suscitar interesse no tocante a sua tipificação ou enquadramento normativo. se os mesmos tem alguma ou acentuada expressão normativa. 3. deve ser por todos observado. a partir daí. A distinção. associadas: densifica-se um espaço normativo (= preenche-se uma norma) para tornar possível sua concretização e a conseqüente aplicação a um caso concreto. Ou seja. em uma segunda fase. garantia de eternidade. como preferem alguns. é de se anotar que várias leis infraconstitucionais fazem a ele referência. De fato. Esses "contornos". 5o. o mesmo não se pode afirmar quando nos referimos aos princípios não expressos. buscando os contornos capazes de preencher o significado do princípio. que carecem de disposição expressa. É de grande importância ter em mente que a densificação não é tarefa apenas do legislador. ou mesmo da unidade da Constituição. quanto na lei. PRINCÍPIOS EXPRESSOS E NÃO EXPRESSOS: "DESCOBRINDO" OS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS Se por um lado parece fácil aceitar a idéia de que os princípios expressos são normas jurídicas e. na doutrina. bem mais difícil é admitir a juridicidade de princípios tais qual o da proporcionalidade.

Ou seja. os princípios jurídicos podem estar expressamente enunciados em normas explícitas ou podem ser descobertos no ordenamento jurídico. ao "valorizar" a norma. mas sim elevá-lo à condição de norma. vez que eles podem ser encontrados "de forma latente" no ordenamento. No entanto. destarte. Assim como quem tem vida física. mas também aos que. 2o.784. de 29 de janeiro de 1999). Reconhece-se. 1999. alvitrar.e isto já é pacífico. apesar das intermináveis discussões em torno do Direito Natural. expressa e explicitamente. Com efeito. figurem ou não nos Códigos. expressão da certeza jurídica. não é por não ser expresso que o princípio deixará de ser norma jurídica. em seu art. aconselhar. São elas comandos imperativos. São Paulo. por óbvio que possa parecer. o mais prudente é que os princípios sejam. na medida do possível. p. são anunciados pela doutrina e descobertos no ato de aplicar o Direito (ESPÍNDOLA. pensamos que a falta de concreção normativa dos princípios. é fundamental que se diga. os princípios não necessitariam de formulação normativa explícita. Crítica interessante acerca da necessidade de se "normatizar" a Constituição em matéria de Direito Constitucional. defluentes de seu sistema. JOSÉ DE ALBUQUERQUE ROCHA: "Segundo alguns. No entanto. Conceito de Princípios Constitucionais. expressos. O resgate da imperatividade do texto constitucional. Não é próprio das normas e das normas constitucionais . deve-se ter em conta . Revista dos Tribunais. 55). sendo que. Apesar disso. eles continuam possuindo força normativa.Administrativo Federal (9. pode trazer certo grau de insegurança. . ser positivista não significa reduzir o direito a norma. que parece estar superada em face do surgimento dessa nova teoria pós-positivista que. pois ele tem sido menos que isto. considera que o Direito Natural está "positivado" que os princípios não necessitam estar expressos num determinado diploma jurídico para ter força vinculante. Ruy Samuel. contemplados no âmago da ordem jurídica. neste último caso.sugerir. a fim de que se prestigiem a segurança jurídica e a harmonia sistemática do direito Neste sentido. esteja ou não inscrito no Registro Civil. é uma instigante novidade neste País habituado a maltratar suas instituições. inclui expressamente a proporcionalidade entre os informadores do procedimento administrativo. normatividade não só aos princípios que são. também os princípios ´gozam de vida própria e valor substantivo pelo mero fato de serem princípios.

4. de per si. sobretudo em face de tudo o que foi exposto acerca da normatividade dos princípios. PODE UM PRINCÍPIO EMBASAR UMA PRETENSÃO EM JUÍZO? Feitas essas considerações.como ainda hoje para alguns juristas não o é . 198) LUÍS ROBERTO BARROSO. estão positivados. p. já a . que os princípios não poderiam. Revista dos Tribunais. embora não expressos no texto constitucional ou em qualquer outro diploma escrito. mais especificamente à possibilidade jurídica do pedido: pode um princípio. 5o). do art. Conceito de Princípios Constitucionais. Ruy Samuel. embora não constem no texto constitucional. enumera alguns princípios que. princípio da interpretação conforme a Constituição. podemos agora formular e responder uma questão processual que atormenta deveras os juristas. Diz respeito às condições da ação. por si só. Até CANOTILHO já defendeu. são de comum observância: princípio da supremacia da Constituição. Em suma: são princípios que. é interessante notar que a própria Constituição pátria vigente "positiva" este entendimento quando afirma que "os direitos e garantias expressos nesta Constituição não excluem outros decorrentes do regime e dos princípios por ela adotados" (§2o. o certo é que não foi fácil .aceitar que os princípios podem gerar direitos subjetivos. nos seus primeiros estudos. fundamentar autonomamente pretensões: "enquanto um direito constitucional pode ser diretamente invocado em tribunal como justificativo de um recurso de direito público. 1999.Vale a pena reproduzir o ensinamento de CANOTILHO sobre o assunto: "Mas o que deve entender-se por princípios consignados na constituição? Apenas os princípios constitucionais escritos ou também os princípios constitucionais não escritos? A resposta mais aceitável. no mesmo texto já citado. fundamentar uma pretensão em juízo? Em outras palavras: decorrem direitos subjetivos dos princípios ou seria "juridicamente impossível" recorrer ao judiciário fundamentado tão-somente em um princípio constitucional? Nossa resposta a essa pergunta é categórica: é óbvio que os princípios. dentro da perceptiva principialista. é a de que a consideração de princípios constitucionais não escritos como elementos integrantes do bloco da constitucionalidade só merece aplauso relativamente a princípios reconduzíveis a uma densificação ou revelação específica de princípios constitucionais positivamente plasmados" . Aliás. São Paulo. pois decorrem do próprio sistema em que estão inseridos. enquanto normas jurídicas podem fundamentar autonomamente uma pretensão! Embora possa não parecer difícil essa assimilação. princípio da continuidade da ordem jurídica. princípio da unidade da Constituição.ESPÍNDOLA.

Seria. é que o mestre português passou a ter um posicionamento mais principialista. os . Do contrário. cuja normatividade é. destituído do força sancionatória. não possuem normatividade individualizadora que os torne suscetíveis de aplicação imediata e autônoma" (Esse texto pode ser encontrado na primeira edição de seu Direito Constitucional. AFRONTA A PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS E O RECURSO EXTRAORDINÁRIO No nosso entender. que é a contrariedade a princípio. de 1977). e não o inverso. por exemplo. Os princípios fundamentais. se a decisão recorrida contrariar princípio constitucional. CONCLUSÃO Os princípios. passando a reconhecer a força normativa imediata dos princípios constitucionais. nesse ponto. E o pior: fazem uma completa inversão de valores. por que então os nossos Tribunais insistem em não reconhecer a força normativa dos princípios. em busca de sua normatividade. E mais: os princípios. cuja ambiência natural é a Constituição. após seu "encontro teórico" com ALEXY e DWORDIN. como se fosse o princípio que girasse em torno da lei. se resume no seguinte: não há distinção entre princípios e normas. Nem se diga que. Se isso é verdade .e. a contrariedade seria "reflexa" ou "mediata". fazendo com o princípio tenha que se rebaixar à lei para ser aplicado. violar um princípio constitucional não é violar a própria Constituição. fundamentar autonomamente um recurso contencioso. 102. por isso. parece que não há mais tanta discussão quanto havia outrora -. Somente posteriormente. ao lado das regras. no caso. difícil fazer valer uma pretensão em tribunal invocando-se tão somente o princípio da proporcionalidade. por si só. III. porque os princípios constitucionais são normas jurídicas e. 6. são normas jurídicas com um grau máximo de juridicidade. Primeiro.inobservância de um princípio é considerada insusceptível de. potencializada. configurado está o pressuposto para o cabimento do recurso extraordinário. Tudo quanto escrevemos fartamente acerca dos princípios. por conseguinte. o princípio constitucional seria mero ideário político. fornecendo embora directivas jurídicas para uma correta análise dos problemas constitucionais. segundo. é inegável que. de forma direta? A resposta para todas essas questões é bem simples: os nossos juristas ainda não dão o devido valor à força normativa dos princípios. são normas jurídicas. sempre que a decisão contrariar o princípio estará contrariando a norma constitucional diretamente e na sua pior forma de violação. e todos se sentiriam "à vontade" para os contrariar. quando a Constituição determina que caberá recurso extraordinário quando a decisão recorrida contrariar dispositivo da Constituição (art. a). porque a Constituição não exige que a contrariedade seja direta. 5.

e as regras e os princípios a espécie. entre princípios e normas. as normas compreendem regras e princípios. como nos primórdios da doutrina. a distinção relevante não é. .princípios são dotados de normatividade. mas entre regras e princípios. sendo as normas o gênero.

°¾sj n¯°¯f¾½ ¯f n° n°f°    °f¯ °© n   ff¾  €° f¯ ° f f    f¯ ° ff½fff½°n½n°ff xf  ¯f° f¯ °°n f ¯¾¾ ¯f  –½°n½x ½ €°sj #¯f° f¯ °°n f ¯¾¾ ¯f#   f fn n    ¾½¾sj€° f¯ °f ¾ f f¾   €  ° ¾°¯f¾n¯½°   ¾ ¾½ ¾ °  nx½ff¾f ffn¯½ °¾j ° –y°nf  ff¯ ° ½ €°f –nf ffn°f f  ¾¾ ¯f°¯f °  n°€  f´°nf   h¾ °  f¯´°n   ¯¾ ° ¾ ¯ f° f.

 .

°¾n°fff°ff¾¾¯ €°½°n½¾  ¾jf f¾  °fsµ ¾ f f¾  f¾ nfh – f €° f¯ °f ¾ ½¾¾f¯  f n° j¾¾ ¯hnf  fn °fsj  f°¯ffn°f f  f¾°¯f¾  n°n ¯ ½ff€¯ff¾¾¯ °¯ f ¯¯ °¾n  n   °f¯ °© n  f½  -I 9f .

¾ ½ %  f ff€° f¯ °fnffn ¾nf°¯ff ¾½°n½¾ f€–f ¾ fn f ff°sj ¾ ° f½.

D ©h ¯  .

 9°n½x n¯ €   f°¯f© nf  °f°n°¾ f fn¯  ¯°f°   ¯f ¯f¾f¾¾  °f f¾  f½ ¾¾½µ ¯  ¾ ° °   ¾½ n€nf°   ¯ ° ½ n  ¯  sµ ¾¯f¾½fnf ¾%¯ °¾– f¾%  f¾f¾  ¯°f¯  ½f° ¾¯ ¯ ½ °nf¯ ° n°   ¾ ©f¯ ½¾  ¾f¾ € f¯ ° ½¾f¾  ¾ ©f¯ fn°h f½ °f¾  ¾  ¾½ n½°n½– f f¾n°x¯ %½  -I 9f .

¾ ½    ¯¾ ° n°h -I.

-.

 9-.f ¾ j9f  ½ %  % %f½ ¾f   ¯ ½¾ f °jn°¾ ¯°¯f¾© nf¾ %½ % 9x¯ ¯f¾g€ ° ½€ ¾¾ n f °¾ n°f f¯ ° ¾¾ °f ½°n½ °j ½ ¾ °f¯ ff¾½fsj  –nf% % ¯f¾  ¾¾ ¯f°¯f© nf–f¾g¾f¾ ¾ ¯¯f¾ ° ¯¯ °¾  f° °j €fff½¾¾  f  ¾f°n°f¯ ° ½ %   9f°  ¾¾f ½x n¯½ °¾j  ½°n½n¯°¯f© nf n¯½ €f ¯f ¯  ¾°sj °  –f¾ ½°n½¾  ¾j °fff€f¾   sj f@ f f   f¾ f¾ ¾½xn ¾ °¯f¾%  ¾  ¾¾ff  –f¯ °  f–°¾f ¾ %9  ³ 9 f°n¾ fnf ° f%°n ¯¾f ¾ ff  ¾½°n½¾  f¾ –f¾ n¯ ¾½xn ¾ °¯f 9x¯ ½f°¾n ° f¾ ¾ ¾¯ ¾  ©  ¾¾  ¾   f ¯¾ ff ¾f ¾n¯ ¾½xn  °¯f¾ ½ € ° °n ¾ n¯½f n¯½° °  ½½½°n½  °  ¯¾ff °¯ nf–ffff  °   ¾h°¾  f% ½¯½nffh f¾¾°    -.  ¾½°n½¾– f¾   °f f ¾f°  ¾f€sf°nf° °j¾j n°  °¯f¾© nf¾°¾ ° €¯f  ¯ %@ f f-¯f nf f .

9  f° ¯ ¯½ ¯f ¾¾nfsj ¾n°n ¾ °¯f¾ ½°n½¾   f  f° f© f–f° ¾©¾f¾°n  ¯° ½¯h –fff¾ –f¾g¾°¯f¾   ¾¾ f° ¾  ½°n½¾  –f¾ @ nf¯½f f ½½µ f–°¾nx¾ ¾°¾  ¾½°n½¾f – ¯¯n¯½f¯ ° ¾½ n€n ¾x  ¾f  n ¯ ½°¾ ½f f¯ f¾– °xnf¾ f¾ –f¾ fn°h ¾j ¾½ n€nf¾ ¯½ff¾  ¾½°n½¾ ¯¯½ ¾¯½i°nf ff f½f¾¾ f¾ –f¾ ¯¯f °½°  f ¯f¾ ¾f f¾¾¯ ¾½°n½¾n¯½f¯fffsµ ¾ ¾ ¯ f¾ ¾sj ¯½ ¯f½ ¾¾–°€ f n¾j ½¯  ©hf¾ –f¾ ¯ ff ¯f¯ n sµ ¾ f° n°f f f¾½nf¯f n¾j  ¾½¾n °  n°n  .

¾n ¾¾  @@°fnh f ¾½ °n °fD° ¾ f  €  ¾¾f ¾¾nfsj€¾½ f f    –¯hnf¯ °ffff ° ° ¯ °  f¾°¯f¾© nf¾  ¯– f  f¾ °¯f¾n°¾n°f¾  ¯½fnf ½ ¯¾  °f f f¾ ¯ f¾nf –f¾  ¾f¾ f¾ °¯f¾ ½°n½¾ f¾°¯f¾ ¾½¾sj ¾°¯f¾ ¾½¾sj f¯ x¯ €  f¾n¯  –f¾ y¯ €nhnf ¾fg¾¾fsµ ¾ ¾½ n€nf¾f¾f¾¾  – ¯ hf¾°¯f¾ ½°n½  ¾¯½ ¾¯ ° ½°n½¾ y¯ °¯f¯ ° ¯f  f ¾fsj ¯f€°f f  ¯f¾ ¾fnf f ° ¾¾ ¯f    –°  ¾ff   €f¯nfff°h¾  ¾½°n½¾– f¾  % –°  9D -I ¾½°n½¾– f¾   €f¯¾f° n ° ¾¾n¾ ¾ ½°n½¾n°¾n°f¾ If  ¾¾ff . f f nf  ¯½fff¾ –f¾ ¯f¾°j½ff¾½°n½¾ ½¾  ¯¾ ¯  ¾f fffsj ¯½i°nf ¯f¾ ¯¾  °nff¯°n°n   –¯ f   fsf¾  ¯–f° ½f f¾ ¾ ¾  @O  ©¾€¾€° f¯ nf° -J.9  ¯f f½°  ¾n ¯ %"% n© f9°n½¾.

°¾n°f¾  ° n¯ € y°nff.

°¾sj  ½ nf°f  ©h €°f¾½°n½¾n¯°¯f¾ ¾¾¯ ¾½°n½¾¾  ° ° ¯ ½°¯f¾– f¾ €° f¯ °f¾ °€  ¯ ¾   ¯  n°¾n°f ½°n½¾¾j f¾ f¾ ¾–i°n¾ ¾f  f f¾– ° f f ¾   ½ n  n¯°f¾ f nfsj  ¯¾  °f fh¾ ¯½ ¾f ¾½nf¾  h¾½fµ ¾ ¾¯ °¾ ¾½°n½¾ n°¾n°f¾ fD°j f¾ f¾jf  ¾ni°° ¾ ¾ ¯¾f¾°j ¾f ¾fD°j ffx°f¾¾f¾nffn ¾nf¾ ¾¾ °nf¾ %f½ 9- f¯  .

°n   9°n½¾.

°¾n°f¾  ¾f ¾@ °f¾ j9f  ½ % °¾ °  ¾° f¯½n°n  °¯f¾   ¾½°n½¾– f¾¾jf½ °f¾ °¯  ° ° ¯ ° °¯f¾€° f¯ °f¾ – ° f¾¾¯f¾ ¾¾ ¯f f¾°¯f¾¯f¾– f¾ ½fff½°n½¾ ff °–f° f°  x f ¾j ° ©¾f¾¾ ¾½°n½¾– f¾¾j°¯f¾ ¯  °jh  f  ¾½°n½¾– f¾¾j°¯f¾n¯ f¾f¾f¾  ¾fxf¯ x¯f ¾ ¾¾ °f f½ .

¾f€ 9ff¾¾ °f ¾½°n½¾– f¾¾j°¯f¾ ¾f–¯ °¾¾j ¾  f¯ ¾ h ¾ f° ¾   ¾ ¾j°¯f¾f f¾ f¾f¾¾½°n½¾– f¾¾j f ¾  ffx¾ ¯½n ¯ ° – ° ffsj¾n ¾¾f °j¾ y½ °j f¯¾  °¯f¾f¯ x¯  ¾ ¾ f ¾f f ¾½xn f°¯f  °¾ ¯½ f°¯f¾  °j€ ¾ ¾ f¾ ¯¾ –° –f f€°sj½fff¾j f ¾  ¯½ –f ¾xf¯ ¾¯f n¯½ f½ f¾f¾°¯f¾ ¾x f€°sj  –f¯nf¾ n¯ €°f f ¾j f ¾ ¯nf¾ fn°f"9ff –f¯n¯½f¯ °°j  –f¯ °f  ¯f¾ °j ¾  ¯f¯ ¾¯ ¾n½ ¾  ¯f¾°¯f¾ ½ °j  f¯¾ °¯f¾" %   -  @ f  °f¯ ° n f D°  f¾f  ½ %  .

  ¾¾¯ ¾ ½n°¾ –°  °fffnf¾¾€nfsj  n°½¾ ½¾¾f °¯fx –y°  f¾j ¾½xn ¾f¾ –f¾ ¾½°n½¾% ¾f ¾ ½ff¾ fn f¯ ¾¾f  ¾ %  ¾  €  °nf¯–nf fff¯ ° -j½ ½¾  ¾ ¾    ½fff°¯f© nfg¾ –f¾ ¾f¾¾jf½ °f¾¯f f¾€fn ¾ f¾°¯f¾ ©¾f f f°f¾h f¾   f€   ¾f ¾½xn %½°n½¾ –f¾% f ff%°¯f n°¾n°f  –f¯ ¾¯°€f –f%½ff ¯ ° ° ¾ ½¾n°f¯ °°  °f¯ °© n   f¾ ff €  °sf °  –f¾ ½°n½¾"   ¾½¾f°jx¾¯½ ¾ ¯f¾¾ ½ n¯ff© f  °f  ¾ n –f ¯f¯f ¾°sj¾f¾€ff   9ff¾f n¯ ¾°– °i¯  n°n °¯f  °  –f¾ ½°n½¾ x¯f f €f½fnf¯ ° n¯½ f ½ °  ½x¯ ¾ f ¾¾ –° ¾nx¾½   ¾–  ¾.

-@   f%–f f ¾fsj ¾½°n½¾¾j°¯f¾n¯¯–f f ¾fsj ff¯ °   f   ¯   ¾ f¾ –f¾½¾¾ ¯¯ff ¾fsj ff¯ °   f   %f   ¯°f  f °ff½nfsj nf¾n°n  ¾½°n½¾ ½¾  ¯f–¾  °  ¯°f ¾ nf n ¯ ¯ fsµ ¾n°n f f¾%  –¾f " ©"%  °f°f¾  –f¾¾j¾¾n ½ ¾ f½nfsj  f   n%.

fh  €° f¯ °f f °¾¾ ¯f €° ¾    ¾½°n½¾¾j°¯f¾  °f fn¯¯½f½ €° f¯ °f° °f¯ °© n  g¾f½¾sj  hnf°¾¾ ¯f f¾€° ¾%  ½°n½¾n°¾n°f¾%g¾f¯½i°nf ¾f°  ° ¾¾ ¯f© n%  ½°n½ ¾f   %   %9¯ f  f xf    ¾½°n½¾¾jf° f ¾© nf¯ ° °nf° ¾ f nf ¾°f¾ –y°nf¾ ©¾sf%J-%°f xf   %-% f¾ –f¾ ½ ¯¾ °¯f¾°nf° ¾n¯¯n°  ¯ f¯ ° €¯f   .

%-f f°¯– °xnf ¾½°n½¾¾j€° f¯ °  –f¾ ¾x ¾j°¯f¾  ¾j°f f¾ n°¾ ¯ff  –f¾© nf¾  ¾ ¯½ °f°  ½¾¾ ¯f€°sj °¯– °xnf€° f¯ °f° %½ 9- f¯  .

°n  9°n½¾ .

°¾n°f¾  ¾f ¾@ °f¾ j9f  ½ %   -fsj J-@D f¾ –f¾ ½¾¾ ¯f ¾f–nf  f n°f¯ ° ¾ f g¾°¯f¾   n¯f ¾nsj% ½€nfsj % ¯ €f f ¾ fn ¾n °ff¾ff€nfsj½ ¾nf f¯½ff f ¯¯f¾f°sj%°f f¾y°nf f °nf¾ ff€nfsjn¯ €f½ ¯  % h¾½°n½¾€° f¯ °f¾  ½¾¾ – ©¾f –f¯ °  f ¾ f f ½¾f  ¯¯ – f ¾f  n ¾°fn°¾sj °j¾  ½f¯f¯€f ¾½ n€n  ¾ ½¾¾f½ n¾f n¯€fn f fny°nf  f° fn°¾ y°nf½ ¾f°¯ff¯ °  ¾  ¯ ¾  ° °  ¾n¯° nf  ¾ ¯f½sj½ €f n¯ °   ¯°f f f ¾  f f ¯n°f°ff½ nfsj© nf ¯f°€° f  €f¾ ¾fsµ ¾½¾¾ ¾  ©°f¯ ° n¯f¾f°f¾½sµ ¾ ¾¾f¾ ¾½°n½¾–f¯ ° f f ¾   ¯  ¯°f nf¾n°n ½ ¯¾ n°€f°¾n¯¾¾ f° ©h°j¾j¯ ¾¯  °f ¾fn f°°´¯n¾ ° ¾ % ¾° f¯ °f¾ ½n ¾¾ ½°n½ f ½½n°f f ° ¾ ¾¯f°¾f¾ ¾° f¯ °f¾ .

 J -@D  ff  –f  9 –  ½ %   ¯f¾½fff¾   f%f¾ –f¾ ¾n  ¯¯f¾fsj© nf ¯  °nf¯€f¾½xn¾ ¾½ n€n¾  ½ °n ¾¾½ ¾¾½¾¾½ f ¾n  – ¯ ½ ¯½ ¯ ¯ f– ¯ ¯¾ €°¾%   €°% ¾ ¯f  n sj 9    f     fn¾f ¯°¯ f  ¾ °    ¯f° f f ¯°¯ ½½   h°¯ fg ff½½ h½¾¾  %f  .

9.

%   %¾½°n½¾ ½¾f   ½ ¾¾f¯¯f¯f   ¾ ¯ ¾n  ¯f¾fsj © nf ° ¯¾  ½ff¯€f½fnf  –°  ½x¯ f ffsj f–  f¯  ¯f° f½¾¾   ¾ f f¾f¾½¾¾  f ¾€hnf¾ © nf¾% ¾ f ½¾¾ %  9¾¾ ¯¯¯f–f f ¾fsj ½f° f f¯ ¾ ½ €  ° ¾½f ¾  ¾¾ ¯f¾ °€¯f° fn¯½ °¾j f¾ –f¾  f° ° f  f¯°ff¾¾ ¯f °¯f 9     ¾¾j–f¾½ f° f  ° f–f f ¾– n¯f°¾i°nf ffff f f½ f.

ff.f–°f   .

¯¾  ¾ f f €  °sf ° ¾½°n½¾ f¾ –f¾¾jf°ff¾ fff¾   .

h°¾xn½f¾¾f  - D-  ¾ –° 9D -I €¯f¾°¾–°  ½ n ¾¾ f°¯f f  ¾½°n½¾  f   h ° ½°n½  –f© nf°j¾¯ ° ¯f ¾½f f  ¯½i°nf¯f¾¯f €  °sf °f f D¯f ¯f¾nh xf€°  n°€¾j f– ° f f  f  –f© nf°j¾    ° °  f¯ ¾¯f¯f° f f– ° f f  ¯½°n½  % -I 9f  ¯ ½ %   9 ¾    f¾¾¯  f¾ –f¾¾j n°n sµ ¾ ¾½°n½¾ %D ¾   nfsj .

f ¾ j9f  ½ %   ¾ ¾¾j ¯f° f¯ °¾ ¯fsj % ½ ¾¾jx   n°€¯ -@  °f°   f ¾ 9°n½.°f ¯°¾f .

°¾n°f f–° f  f9 ¾¾f¯f°f .

¾ f¾¾  j9f   ½   ¾¾f ¾   x¯ ¾–f° ¾ ½ ° ¾ ¾¾f –¯hnf½°n½f¾f   ¯°f¾ ¾n¾¾n°¾n°f¾ fff f % f¾ –f¾ €°f ½h¾  f  –fh¯½°n½ f€° f¯ °f% ¾¾ff¾¾ f  ¯–g°ff€f¯¾f€f¾   ©¾n°¾J.

   f x¯f¾¾h f  –¾f  ¾ ©f f –f  ¯° ¾½ °x½  ¾f¾°f n¯½ ¯ ° ½ sj %.

 f¯°   f   ¯ °ynf .f ¾ j9f  ½ % .

f ½¾ f ¯ ° f f f –f ¾ °  ¯ ¾ nf ° n¯f   f f½ ½°n½ €° f¯ °f ¾¾f  –f¯ ¾¯f% f°f f°¯– °xnf ¾½°n½¾   ¯½f° ¾f °f f°f¾ –f¾f°¾½°n½¾¾j° n ¾¾h¾gn¯½¾sj  ¾¾ ¯f© n ½¾ °fsj .

-@   D¯¯ ¾¾ ¯fn°¾  n¾f¯ ° ½ –f¾n°  °¾ ff¯¾¾ ¯f © n ¯f ffn°f f ½hnf –f¯f ¾n½°f –¾ff f¾f  n¯½ f  –f¾¯  ¯°  f f €f°   ¯ ¯¾ €°¾ f¾½ ¯¾¾f¾ ¾  ¾f ¾ f¾ –f¾© nf¾ .

°¾ – ¾ f¯¾¾ ¯f ¾ –f°sf ¯f¾°jf f f  ¾½fs ½fffn¯½ ¯ °fsj  ¾ °¯ ° ¯¾¾ ¯f n¯ n°¾n°f  x° n ¾¾ff¯ ° ¯¾¾ ¯ff  9f  ¯ –f¾¯ ¾  –f¾°j½ ¯ff° sj ¾n°€¾  f¾n°n i°nf¾   ff°n f¯ °  f ¾ °  ¾¾ ¾  ¯f¾n f ½f¾f f f .

 ¾½° ff¯f–f°fsj ½nf¯° ¯ °¾°f% %   ¯ ¾¾ ¯f f¾ f  n¾f¯ °  ¯½°n½¾% % f °¾ ffn°¾ y°nf¾ f¯ x¯°fn h ¾ °  ¯°fsj f° ¾y°nf  –f¾½ n¾f¾ fn ¾y°nf  ½°n½¾n°€f° ¾ f ½ ° y°nf ½¾¾ €hn © n ¾½ f¯n° f ¯¾¾ ¯f€f ¾ –f°sf© nf  ° °nf¯ ° °nf½f  fn¯½  f  .

½½¾¾ ¯f %½ 9- f¯  .

°n  9°n½¾.

f–f ½¾¾f½f n   ¾¾f xf ¾¾ ¯f© nn¯¾¯f  –f¾  ½°n½¾ °ff¯ f¯ °  °h n x  f °€fff€sf°¯ff  °nf°  ¾½°n½¾ ¯½° ¾ff½nfsj¾ ¯½  ¾ ¯½    €f °ff°–f°sj  ¾°–ff¾°¯f¾ ¾½°n½¾  ¾ ¾ ½½¾¾ ¯–f°  fs¾ °  ¯°fsj °f¯f¾½ ¯ °f ¯ f¯ ° ° nf f° ¯  ¾ ¾ h @fff ¾ ¯f¾  ¾½¾sj½nf  © nf ° f© h©¾f¾  °jn¯½ ° ¯f  f f€sf°¯ff ¾½°n½¾ ¾¾¯ ½  ¯½ h ¯ ° ° f ffsjf¯½°n½°j©¾€nffn°n ¾¾j ¯¯f° f  ¾ –f°sf  ½f° °nf¾ °jf f¯     n f¾ ½ –  @ff ¾ ½x¯  ¯f¾j ¾n f  ¾fff f °f  f  f–f° ½f  f €nhnf ½ f ¯f° f  ¾ –f°sf   °f¯ff ¾nf¾¾ ffsjf    n n ½f°¾– ¾¾jf½°n½¾    f¯ ° n°¾ f°  f.°¾n°f¾   ¾f ¾@ °f¾ j9f  ½ %   .

°¾sjx¯¾¾ ¯f °¯f¾ .

°¾sj ¯f  ½¾f ¯–y°nf x¯ n¯ °© n x¯¾¾ ¯f °¯f¾ ¾°¯f¾ n°¾n°f¾ n¯ ¾½xn  –y° °¯f¾© nf¾ n°¾ f¯¾f ¾ ¾¾ °nf¾ ¾f¾  ° ¾f¾f¯½ f f   –f n¯f f°¯f  f¾n°y¯ ¯¯f° f¯ ° ¯f½ ¾nsj ¯f ¯ n¯€sf© nf °jf½ °f¾¯f – f ¾f° ¾ i°nfh  €f–f¯¯ nf°¾¯½½ nfsj  n¯½¯ °€sf   f½f–ff°  f¯½ f f °n¾ ½  ¾f  n¯ ° f¾n°¾ y°nf¾  °¾ ¯¾¾jf¾ n¯f°  ¾ ¾½¾sµ ¾n°¾n°f¾¾j°jf½ °f¾°¯f¾© nf¾  n¯y¯¯nfh  fnf¯ ° ¾½  °j ¾f° f½ff f n f   °–f¯ ° nf¯½ ° ¾f¯fxf n°¾ f°  f¾½ ¾nsµ ¾ ¾½ f¾ ¾f°sj  ¯  h°j © n   .

°n f½°n½ ¾ –° fsj .

-@ x€f n¯   n – fxf °¯f  n¾j ¾ ©f x€f n¯½°n½ n°¾f f°¯f© nfn°n f  ½f¾¾f°  °¯f¾– ° f¾¾¯f¾f ¾ff¾% ¾ ¾°¯f¾ n°¾n°f¾%f °¯f¾n°n f¾  n¾j%n° ¾© n¾ n¾°f¾%    °¾€nf ½¾f  ¾–°€nf½ °n  n¯½ ¯ °f ½ n¾f ¾½fs°¯f  ¯½ n n°¾n°f  ¾½ nf¯ ° nf n  n°n fsj f€¯ °f½¾¾  f¾sj ½ ¾¾ ½ n   ¾½  ¯f¾n°n ¾   .

¾f €f¾ n°n fsj   °¾€nfsj °¯f¾f° f¯½¾ f¾¾nf f¾  °¾€nf ¾  ¯ ¾½fs°¯f% ½ °n ¾ ¯f°¯f%½ff°f½¾¾ ¾fn°n fsj f n°¾  ° f½nfsjf¯nf¾n°n     –f° ¯½i°nf  ¯¯ °  f °¾€nfsj°jxf €ff½ °f¾  –¾f    €f f °¾€nfsj ¯½°n½x¯ff €fn¯½ f  ¾ °nfn¯f f ¾f f    °°nf½°n½ ½f¾¾f°   ¯¯f¾ –° f€f¾ ½¯ff°h¾  ¾¾ ¯hnf  n°¾n°f  f½f f  ¾nf° ¾n°°¾nf½f ¾  ½ °n ¾–°€nf  ½°n½ ¾¾ ¾ n°°¾ ½f° ½ ¯¾  °n°f ¾ f°°½½ n°¾n°f f°°f  °f °f °f©¾½ y°nf n  ¾ ©f f °¾€nfsj ½°n½xf f f nf½f €° n ¾ ¾ ¾h ¾f ¯ ffn¯½ °¾j ¾–°€nf  f°¯f    9-.

9O9-O9  .

 - 9-.

9 .

-@@D.

-   ½¯f ½f n €hnfn ff xf  ¾½°n½¾ ½ ¾¾¾¾j°¯f¾© nf¾ ½¾¾¯ ¾¯   ¯¾ ff ¾n¯°¯f¾nf½f ¾ ¯½ –fsµ ¾   ¾ °¯° €hn ¯ ¾¯°j¾ ½ f€¯ff° °¾ € ¯¾f¾½°n½¾°j ½ ¾¾¾    ¯f¾ ¯f °n½f ¾f.

°¾sj ¾½°n½¾€° f¯ °f¾½f¾¾f¯f¾¾nf °  ¾¾ °nf° f¾f½€nfsj °f f¯ °°¯f  fnf¾ °j  ° f–f f€sf°¯ff ¾½°n½¾ ¾x ¾ ¾¯ ¾¯¾ ¯f–¯ffn °f f ½ ¾¾j°¯ff  ¾°sj ½¾  ° ½°n½ °¯f¾© nf¾°j ¾f°f ° –fsj ¾½°n½¾n¯ ¾½xn °¯ff ¯f ½¾f ¾° n°¾n°f  f¾n ° ¯¾½°n½¾fnf –f°¯ff ½    ¯¾  ¾n¯°¯f¾ © nf¾   .

¯ €  °°–x¯  f  ½°n½ f€°sj¾nf f½½ f  ½n° f  °n OO  f.

$   ¾ ½ ¾ ¾ f  ¾   ½¾ ff °¯f  f fgnf –f nh¾f½x f n¯½ €  ¯f–°¾ –ff°f   ° f   9f   ¯¯f¾ €nxf ¯f© n f  ½°n½¾f¾f f ½½n°f f ¯ ¾¯ f° f  f.

°¾sj  nf n ¯  ¾½¾sj ½ ¾¾f .f°f½°n½ f½½n°f f x ¾ f°f hf¾ ¾ °€fn°¾n°f¾€f ¯f   € y°nf ¾ °  ¾  ¾fnf f n °   9n ¾¾ .

 ¯°¾f f%    ©f°  %  ¯¾ f  °n ½ ¾¾f¯ °  f½½n°f f  ° ¾°€¯f  ¾ ½n ¯ °f ¯°¾f   - °f°   ¾   ¯n°f  ¾©hx½fn€n f½ ¾f f¾° ¯°h ¾ ¾n¾¾µ ¾ ¯ °  -ff  ½f n  ¾f¾½ f f ¯€fn  ¾–¯ ° ¾¾f°f f ½¾ ½¾¾f f ff f°¯f n°¾ f  -ff ¾h ½¾f     ¾½°n½¾°j° n ¾¾f¯ ¾f ½ ¾¾¾°¯  ¯°f  ½¯f© n½ff  €sf°nf°     ¾½ ¯¾  °n°f ¾ €¯ff ° ° °f¯ °  ¾¾¯n¯ ¯ ¯ f€¾nf  ¾ ©f°j°¾n° –¾.

 f¯ x¯¾ ½°n½¾–f¯  f½½f f¾ ¾f°½ ¯ €f ¾  ¯½°n½¾  €– ¯°j°¾.

 –¾   .

nf°  ¾¾f° fn nf f° n ¾¾ f  ¾  °¯ff f.

°¾sj ¯¯fxf   .

°¾n°f x€° f¯ °f ¾  –f ¾ ½¾¾f°j¾–°€nf    f°¯f ¯f¾¾¯  h gn° sj °¯f ½¾   ¯¾ ¯ °¾ ¾ -jx ½½ f¾°¯f¾  f¾°¯f¾n°¾n°f¾ ¾–  fn°¾ f ff j f¾ n¯f° ¾¯½ f¾  ¾–f  f¯½ f f   n°¾n°f ½   ½¾¾f½f n  x¯f°¾–f° ° f ° ¾ 9f¾f f f¯fff¾f¾°¾sµ ¾   .

¯ €  ¾½°n½¾© n¾½ ¯ ¾f ½ ¾¾f¯ °  °°nf ¾ ¯°¯f¾ ½nf¾½ ¯¾  ¾n ¾° °f¯ °© n ¾ °  ° ¾ ¯nf¾   ¾n°°f¯½¾¾° €sf°¯ff ¾ ©f °jx½°j¾  ½ ¾¾ ½°n½ fh ¾ °¯f© nf  n° n ¾  ¾f °¯f f °j¾f¾½°n½¾  ¾j  ½ ¾¾f  ½nf¯ ° n° ¯½f ¾°i¯f– f ¯© nf ¯f¾f¯ x¯ f¾  € ° ¾ ¾ ¾¾ ¯f ¾jf°°nf ¾½ f °f  ¾n ¾°f  f½nf %9- f¯  .

°n  9°n½¾.

D.D.°¾n°f¾  ¾f ¾ @ °f¾ j9f  ½ %   ½ ¾f ¾¾ ¯f¾½ ° x ¾½°n½¾¾ ©f¯ °f¯  f ½¾¾   ½ ¾¾¾ f €¯  ¾ ½ ¾– ¯f¾ –f°sf© nf ff¯°f¾¾ ¯hnf   - ¾  ¾ °   D.

   –° f–°¾ ¾½°n½¾°j° n ¾¾ff¯  €¯fsj°¯ff ½nf   - °f° ½ °¾f¯¾ f€ff n°n sj°¯ff ¾½°n½¾  ½ ¾¾j f n  f© nf ½ f n –f °¾ –f°sf   .

If f½ °f ½  °¾°f¯ ° .

-@¾  f¾¾°  .f¾    ° °  ¾ ½½°n½¾n°¾–°f ¾°fn°¾sj"½ °f¾¾½°n½¾n°¾n°f¾ ¾n¾f¯ x¯¾½°n½¾n°¾n°f¾°j ¾n¾" ¾½¾f¯f¾fn h   ° f½ n ½f½°n½f¾f xf  fn°¾ fsj ½°n½¾n°¾n°f¾°j ¾n¾n¯  ¯ °¾° –f° ¾  n fn°¾n°f f ¾¯  n f½f¾  ff¯ ° f½°n½¾ n°  ¾f¯f °¾€nfsj  fsj ¾½ n€nf  ½°n½¾n°¾n°f¾½¾f¯ ° ½f¾¯f ¾  9- f¯  .

°n   9°n½¾.

°¾n°f¾  ¾f ¾@ °f¾ j9f  ½ %  D @  °¯ ¾¯ ©hnf   °¯ ff–°¾½°n½¾  ¯ f °j ½ ¾¾¾° n°¾n°f ¯f  ½¯f ¾n ¾j n¯¯  ¾ i°nf ½°n½ f¾½ ¯fnf f.

°¾sj ½°n½ f° f  f.

°¾sj  ½°n½ fn°° f  f ¯© nf ½°n½ f° ½ fsjn°€¯ f .

°¾sj ¯¾¯f ¾j½°n½¾  ¯ f°jn°¾ ¯° n°¾n°f  ¾j ½¾f ¾ ½¾ n ¯ ½½¾¾ ¯f ¯  ¾j°¾  ¾   h¾ x°  ¾¾f° °f f½½f.

°¾sj½hf– °  ½¾f  ¾  ° ° ¯ °f° f€¯f  ¾  ¾ –ff°f¾ ½ ¾¾¾° ¾f.

9-.°¾sj°j n ¯¾ n ° ¾  –¯   ¾½°n½¾½ ff f ¾ %   f %    9D.

D.9.D"   f¾ ¾¾f¾n°¾ fsµ ¾ ½ ¯¾f–f€¯f  ¾½° ¯f ¾j½n ¾¾f  f¯ °f  f¾¾©¾f¾  ¾½ g¾n° sµ ¾ ffsj ¯f¾ ¾½ n€nf¯ ° g ½¾¾  f © nf ½   ½ ¯½°n½ ½¾¾ €° f¯ °f¯f½  °¾j ¯ ©"¯f¾½fff¾  n ¯  ¾¾ © ¾ ¾½°n½¾¾ f © nf¯ °  ¯½¾¾   n f© nh€° f¯ °f j ¾¯ °  ¯¯½°n½n°¾n°f"  -¾¾f ¾½¾ff ¾¾f½ –°fxnf –nf x  ¾½°n½¾  °f°°¯f¾ © nf¾½ ¯€° f¯ °ff°¯f¯ ° ¯f½  °¾j"  ¯ f½¾¾f°j½f n  €n ¾¾ff¾¾¯fsj ¾    ¯€fn    € ½¾fn nf f°¯f f  ¾½°n½¾ n x °j€€hn n¯f° f©  ½fff–°¾©¾f¾°jx fn f ¾½°n½¾½ ¯– f  ¾¾ © ¾ x .9@-.

-@©h € °  °¾¾ ¾½¯ ¾ ¾ ¾  ¾½°n½¾°j½ f¯  ½  ¾ €° f¯ °ff°¯f¯ ° ½  °¾µ ¾  °f°¯  n°¾n°f½ ¾   f¯ ° °nf  ¯ °fn¯©¾€nf ¯ n¾   ½ n ©hf .

° ¾ i°nf ¯½°n½xn°¾ f f°¾¾n ½  ½¾¾ €° f¯ °f f°¯f¯ ° ¯ n¾n° °n¾  f ½  ¯½  €n€f f ¯f½  °¾j ¯ °f°nf°  ¾ j¾¯ ° ½°n½ f½½n°f f ¾½°n½¾ €° f¯ °f¾ €° n °  ¯ f  nf¾© nf¾½ff¯fn ff°h¾  ¾½  ¯f¾ n°¾n°f¾ °j½¾¾ ¯°¯f f °  ff f ¾° ¾¾n  ¾  f½nfsj¯ ff f´°¯f %¾¾  ½ ¾  °n°f °f½¯ f sj ¾   .

°¾n°f  % ¯ ° ½¾ ¯ ° f½¾¾  °n° n n¯ O J.x ¯ ¾ ½–y¾½f¾¾f ¯½¾n°f¯ °¯f¾ ½°n½f¾f ½f¾¾f° f n° n f€sf°¯ff¯ ff ¾½°n½¾ n°¾n°f¾    -@9-.

9.

-@@D.

-.

DO@-  -°¾¾ ° °  f° f.

°¾sj  ¯°f nf h n¾ f °h f° f n¾j n fn°ff ¾½¾ f.

°¾sj%f   f% x° –h   ¾ f n¾j n fn°ff½°n½n°¾n°f n°€–f  ¾h½ ¾¾½¾ ½ffnf ¯ °  n¾ f °h   - ¯¾  –f °nf¾ fn°f f ¾ f  € f  ¯ ff 9¯  ½ f .

°¾sj°j –  fn°f f ¾ ©f  f ¾ –°  ½ ¾½°n½¾ n°¾n°f¾¾j°¯f¾© nf¾ ½¾¾ ¾ ¯½  f n¾jn°ff½°n½ ¾fhn°ff° f°¯fn°¾n°f  f¯ °  °f¾f½€¯f fsj  x fn°f f f½°n½ n°h ½°n½n°¾n°f¾ f¯  h½n  ¾  €sf¾f°n°ff   ¾¾ ¾ °f¯ g°f ½ff¾n°ff    .

-.

D  ¾½°n½¾ ff  f¾ –f¾ ¾j°¯f¾© nf¾ ¯f¾ ¾½°n½¾ n©ff¯ y°nf °ffxf.

°¾sj ¾j°¯f¾© nf¾n¯¯–f¯h¯ © n f n©f °¯f f x ½n°¾ –° ½ °nff f  ¾¾x  f   ° ¾¾ ½° ½f n   °jh¯f¾f°f ¾n¾¾jf°fff ½  °j¾°¾¾¾@ °f¾ °¾¾ ¯ ¯°j n° n f€sf°¯ff ¾½°n½¾ f¯½°n½ n°¾n°f°jxff½½f.

°¾sj  €¯f  f" ¾½¾f½ff f¾ ¾¾f¾  ¾µ ¾x ¯¾¯½ ¾ ¾°¾¾¾©¾f¾f° f°j j  fg€sf°¯ff ¾ ½°n½¾ ½ €f ¯¯fn¯½ f° ¾j f ¾ €f ° n¯½°n½ °f  ¾  ffg ½ff¾ f½nf  n¯¾ €¾¾ ½°n½ –f¾¾  ¯° f    °j° ¾ @ f° ¾n  ¯¾€ff¯ ° fn nf ¾½°n½¾  ¯ ¾nf ¾f °¯f f ¾  ¾¯ °¾ –° °jh ¾°sj ° ½°n½¾ °¯f¾ ¾ .

½°n½¾¾j f ¾ °¯f f f¾°¯f¾n¯½ ° ¯ –f¾ ½°n½¾ f ¾°sj  f° °jx n¯°¾½¯ ¾ f °f  ° ½°n½¾ °¯f¾ ¯f¾ °  –f¾ ½°n½¾ ¾ ° f¾°¯f¾–y°   f¾ –f¾ ¾½°n½¾f ¾½xn  .

You're Reading a Free Preview

Descarregar
scribd
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->