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A síndrome de burnout em enfermeiros da equipe de resgate pré-hospitalar

A síndrome de burnout em enfermeiros da equipe de resgate pré-hospitalar

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A síndrome de burnout em enfermeiros da equipe de resgate pré-hospitalar
Burnout syndrome in nurses of prehospital rescue team
Rosemeire Pereira Bezerra1, Ruth Beresin2

rESUMo
objetivo: Verificar a presença e avaliar os níveis da síndrome de burnout em enfermeiros da equipe de resgate pré-hospitalar. Métodos: Estudo transversal em uma amostra de 17 enfermeiros da equipe de resgate pré-hospitalar, sendo aplicado o Inventário de burnout de Maslach e um questionário elaborado pelas autoras. resultados: No grupo estudado, 76% dos enfermeiros da equipe de resgate préhospitalar eram do sexo feminino. A idade variou entre 30 a 49 anos. Quanto ao tempo de atuação na profissão, 59% referiram trabalhar de cinco a dez anos no resgate pré-hospitalar. No grupo estudado de 17 enfermeiros da equipe de resgate pré-hospitalar, verificou-se quanto às médias das subescalas do Inventário de burnout de Maslach, uma média baixa/moderada (31,53) em reduzida realização profissional, média baixa/moderada (18,41) em exaustão emocional e média baixa/ moderada (8,88) em despersonalização. Quanto aos níveis de burnout em dimensões, verificou-se que 76,47% dos enfermeiros apresentaram baixo/moderado nível de exaustão emocional, despersonalização e reduzida realização profissional. Conclusões: Demonstrou-se que nesta amostra não há presença da síndrome de burnout, pois somente é indicativa quando ocorrem altas pontuações em exaustão emocional, despersonalização e em reduzida realização profissional. Descritores: Estafa profissional/enfermagem; Estresse psicológico/ enfermagem; Doenças profissionais/enfermagem

analyzed of 17 prehospital rescue team nurses, low/moderate level (31.53) of reduced professional accomplishment, low/moderate level (18.41) of emotional exhaustion, and low/moderate level (8.88) of depersonalization were observed. As to dimensions of burnout levels, it was noted that 76.47% of the nurses displayed a low/moderate level of emotional exhaustion, depersonalization, and reduced professional accomplishment. Conclusions: It was demonstrated that this sample showed no evidence of burnout syndrome, since its presence is proven only when there are high scores of emotional exhaustion, depersonalization, and reduced professional accomplishment. Keywords: Burnout, professional/nursing; Stress, psychological/ nursing; Occupational diseases/nursing

ABStrACt
objective: To verify the presence and evaluate the levels of burnout syndrome in nurses of the prehospital rescue team. Methods: A cross-sectional study with a sample of 17 nurses from the prehospital rescue team, by application of the Maslach burnout Inventory and a questionnaire prepared by the authors. results: In the group studied, 76% of the nurses of the prehospital rescue team were female. Ages varied from 30 to 49 years old. As to time already in the profession, 59% reported having worked from five to ten years in prehospital rescue. As to Maslach burnout Inventory subscale means, in the group

introDUÇÃo Atualmente o burnout é considerado um problema importante no mundo do trabalho e vem sendo tema de várias pesquisas no Brasil e outros países. Estes estudos são direcionados no impacto do trabalho interferindo na saúde física e mental do trabalhador. O termo burnout foi primeiramente divulgado pelo médico Herbert Freundenberger em uma Revista de Psicologia em 1974, porém, Maslach e Pines, psicólogos sociais, foram os divulgadores do termo em 1977, no Congresso Anual da Associação Americana de Psicólogos(1). A maioria dos autores afirma que burnout é uma síndrome característica do meio laboral e que é um processo que se ocorre devido à cronificação do estresse ocupacional, trazendo consigo consequências negativas tanto em nível individual, como no profissional, familiar e social(2). A palavra burnout, que pode ser interpretada como “consumir-se em chamas”, refere-se a um tipo diferenciado de estresse ocupacional, caracterizado por um

Trabalho realizado na Faculdade de Enfermagem do Hospital Israelita Albert Einstein – HIAE, São Paulo (SP), Brasil.
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Enfermeira pela Faculdade de Enfermagem do Hospital Israelita Albert Einstein –FEHIAE, São Paulo (SP), Brasil. Psicóloga; Mestre em Ciências pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – USP; Professora responsável pelas disciplinas Psicologia aplicada à saúde e Sociologia e Antropologia da Faculdade de Enfermagem do Hospital Israelita Albert Einstein – HIAE, São Paulo (SP), Brasil. Autor correspondente: Rosemeire Pereira Bezerra – Estrada M Boi Mirim, 820 – BL 11 – apto. 44 – Jardim das Flores – CEP 04905-020 – São Paulo (SP), Brasil – Tel.: 11 5894-3319 – e-mail: rpb_ smile@hotmail.com Data de submissão: 16/1/2009 – Data de aceite: 25/6/2009

einstein. 2009; 7(3 Pt 1):351-6

MÉtoDoS O presente estudo caracteriza-se por ser de abordagem quantitativa descritiva e exploratória. e um questionário elaborado pelas autoras com dados de caracterização sociodemográfica. despersonalização (DE) e sentimentos de reduzida realização profissional (RRP)(5). A EE consiste em nove itens e refere-se ao esgotamento tanto físico como mental. Casa Verde e Itaquera. A DE demonstra que o mesmo está sofrendo alterações em sua personalidade. trazendo consequências indesejáveis para o cliente e para a organização (absenteísmo. Dentro desta perspectiva. Já a DE possui cinco itens e consiste em alterações das atitudes do indivíduo ao entrar em contato com os usuários de seus serviços. conta. desgaste e perda do comprometimento. e foi realizado einstein. a amostra do presente estudo foi composta por 17 enfermeiros da equipe de resgate pré-hospitalar do município de São Paulo. Campo de estudo A pesquisa foi desenvolvida nas dependências de quatro distritos do Corpo de Bombeiros. dos quatro distritos do Corpo de Bombeiros: Cambuci. A EE refere-se ao esgotamento tanto físico quanto mental. são os mais suscetíveis a adquirir a síndrome de burnout. refletindo em um profissional frio e impessoal com seus clientes. O pesquisador que conduz o estudo observa. localizados no município de São Paulo. Já a RRP evidencia a insatisfação com suas atividades. como insatisfação. População e amostra De um total de 28 enfermeiros. 7(3 Pt 1):351-6 . explora dados. abandono do emprego e baixa produtividade)(4). junto a enfermeiros da equipe de resgate pré-hospitalar no município de São Paulo. utilizou-se o MBI. O estudo de abordagem quantitativa descritiva ou exploratória é caracterizado pela busca de informações a respeito do sujeito a ser investigado. Ao se tratar de estresse ocupacional. Butantã. considera-se importante identificar e analisar a síndrome de burnout em enfermeiros da equipe de resgate pré-hospitalar. pois estes profissionais lidam constantemente com uma forte carga afetiva. como: estar face a face com a morte ou com cenas fortes de sofrimento em seu trabalho e em contato com outros estressores ocupacionais capazes de gerar a exaustão física e emocional(7-8). ao sentimento de haver chegado ao limite das possibilidades. enfermeiros. por fim. com baixa autoestima. quando o indivíduo não dispõe mais de energia. instrumento Como instrumento de avaliação do presente estudo. Beresin R profundo sentimento de frustração e exaustão em relação às atividades desempenhadas no trabalho(3). e outros. Este apresenta três subescalas: EE. 2009. Robayo-Tamayo adaptou o MBI para a língua portuguesa (Anexo A)(5). com enfermeiros da equipe de resgate pré-hospitalar por meio da aplicação do instrumento de avaliação “Inventário Síndrome de burnout de Maslach” (MBI). tendo como finalidade aprofundar o conhecimento acerca dos riscos ocupacionais desta atividade profissional. É notável o impacto multiplicador que o alto nível de estresse pode causar não só para o indivíduo em si. Delineamento do estudo Foi realizado um estudo transversal de Julho a Agosto de 2008.352 Bezerra RP. Burnout é uma experiência subjetiva interna que gera sentimentos e atitudes negativas no indivíduo em relação ao seu trabalho. pesquisas apontam que os profissionais que exercem funções cuja profissão exige contatos interpessoais muito intensos. sentindo-se desmotivado. preenchendo e assinando o termo de consentimento livre e esclarecido. O MBI é um questionário para ser respondido por uma escala de frequência de cinco pontos que vai de um (nunca) até cinco (sempre). revelando baixa eficiência profissional. mas também para os recebedores de seus serviços(5-6). bem como propor formas de prevenção. DE e RRP. tais como médicos. como em profissões de ajuda e/ou assistenciais. passando a demonstrar um contato frio e impessoal ao sofrimento. a RRP tem oito oBJEtiVo Verificar a presença e avaliar os níveis da síndrome de burnout em enfermeiros da equipe de resgate pré-hospitalar. O critério de inclusão da amostra foi estar disponível e consentir em participar da pesquisa. A síndrome de burnout manifesta-se a partir de sintomas específicos e pode ser concebida por três fatores: exaustão emocional (EE). O estudo transversal tem como característica realizar a coleta de dados com um ou mais grupos de sujeitos em determinado momento do tempo(10). elaborado por Cristina Maslach. E. bombeiros. o trabalho dentro da equipe de resgate pré-hospitalar é considerado também uma atividade profissional sujeita a desenvolver a síndrome de burnout. grupo ou a instituição para evidenciar um perfil(9-10). interferindo em seu desempenho profissional. descreve e classifica o sujeito. ocasionando muitas vezes na vontade de abandonar o trabalho(5). Portanto.

Procedimentos Coleta de dados Os dados foram coletados após a aprovação pela Comissão Científica da Faculdade de Enfermagem do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE) e pelo Comitê de Ética em Pesquisa do HIAE. einstein. verificou-se que a média de 31. 76% eram do sexo feminino. Como o burnout reflete alto nível em suas dimensões. Assim sendo. também. sendo que 17 deles foram respondidos e devolvidos. Ressaltase que. quando existirem altas pontuações em EE e DE associados a baixos valores em RRP.41 pontos na subescala de EE e 8. E 53% da amostra estudada referiram não terem filhos. o bem-estar com o trabalho bem como a relação dos enfermeiros da equipe de resgate pré-hospitalar com seus problemas. 47% dos enfermeiros nasceram em São Paulo (Capital). Distribuição das características sociodemográficas dos enfermeiros da equipe de resgate pré-hospitalar Variável Sexo Feminino Masculino Idade 30 . foi necessário classificar os escores de cada dimensão em nível baixo/moderado ou alto. elaborado pelas autoras.88 pontos na subescala de DE correspondem ao nível baixo/moderado nestas dimensões (Tabela 2). composto por seis questões abertas e fechadas. o mesmo utilizado no estudo de validação do MBI no Brasil. 59% referiu ter de cinco a dez anos de atuação na profissão.53 pontos na subescala de reduzida realização profissional. Para isso. Os níveis foram analisados pela soma dos escores referentes às dimensões de burnout para a população estudada. 18.49 anos Estado civil Solteiro Casado Separado/divorciado Filhos Sim Não Número de filhos Um Dois Nenhum Tempo atuação na profissão 1 . Os resultados foram analisados por estatística descritiva dos dados (média. desvio padrão de quatro anos e mediana de 38). um questionário de caracterização sociodemográfica da amostra. Características sociodemográficas No grupo estudado de 17 enfermeiros. A maioria dos enfermeiros. aplicativo do Office 10 da Microsoft Windows XP Home Edition 2005. 7(3 Pt 1):351-6 . para a dimensão “reduzida realização profissional”. mediana e porcentagens). por Lautert. Toda a amostra deste estudo é composta por brasileiros (Tabela 1). Análise dos dados Os dados sociodemográficos foram tabulados manualmente. houve igual frequência de profissionais casados e solteiros (35% cada).10 anos Mais de 10 anos Naturalidade São Paulo (capital) São Paulo (interior ) Outros Nacionalidade Brasileira Total n 13 4 11 6 6 6 5 8 9 1 7 9 2 10 5 8 6 3 17 17 % 76 24 65 35 35 35 30 47 53 6 41 53 12 59 29 47 35 18 100 100 rESUltADoS Distribuiu-se um total de 28 questionários aos enfermeiros da equipe de resgate pré-hospitalar.A síndrome de burnout em enfermeiros da equipe de resgate pré-hospitalar 353 itens mensurando a percepção da influência dos outros. 2009. As pesquisadoras comprometeram-se a utilizar os dados obtidos exclusivamente para este estudo de acordo com os preceitos éticos e legais da resolução 196/1996. pelo programa Excel®. já que esta possui escore reverso(11).5 anos 5 . optou-se por utilizar o percentil 75. tabela 1. versão 2000. Com relação à naturalidade. e apresentados sob a forma de tabelas. evidenciando o sentimento de insatisfação(5). desvio padrão. passando para a próxima etapa que consistiu em responder ao MIB (Anexo A) e em preencher os dados sociodemográficos. Síndrome de burnout em enfermeiros da equipe de resgate pré-hospitalar Presença ou não da síndrome de burnout quanto às médias de MBI No grupo estudado de 17 enfermeiros. Foi utilizado. Os enfermeiros da equipe de resgate pré-hospitalar foram instruídos e convidados a assinar o termo de consentimento livre e esclarecido. utilizou-se o percentil 25. o indivíduo apresentará a síndrome de burnout(5). A idade teve uma variação de 30 a 49 anos (média de 37 anos. Quanto ao estado civil. Os questionários foram aplicados após a autorização do supervisor de Enfermagem do Grupo de Resgate e Atendimento às Urgências.39 anos 40 .

53% dos enfermeiros com escores entre 23 a 29 apresentaram alto nível nesta dimensão (Tabela 6).47% dos enfermeiros da equipe de resgate pré-hospitalar com escores de 31 a 36 apresentaram baixo/moderado nível de RRP. Avaliação dos níveis de síndrome de burnout em enfermeiros da equipe de resgate pré-hospitalar de acordo com as dimensões Distribuição dos escores dos enfermeiros da equipe de resgate pré-hospitalar em EE No grupo estudado.53% dos enfermeiros com escores entre 21 a 26 apresentaram alto nível nesta dimensão (Tabela 4). Escores dos enfermeiros da equipe de resgate pré-hospitalar em reduzida realização profissional Escores 23 29 31 32 33 34 35 36 Total n 1 3 3 3 4 1 1 1 17 % 5. tabela 5. Escores dos enfermeiros da equipe de resgate pré-hospitalar em exaustão emocional Escores 13 14 16 18 19 20 21 23 24 26 Total n 1 2 3 4 2 1 1 1 1 1 17 % 5. RRP: reduzida realização profissional. de 17 enfermeiros da equipe de resgate pré-hospitalar. 2009.82 82.88 11. Esses dados apontam que. tem-se que 76.12 100 100 Distribuição dos escores dos enfermeiros da equipe de resgate pré-hospitalar em RRP No grupo estudado.24 94.65 23.88 100 % acumulada 5. DE e RRP (Tabela 3).47 rrP (%) 23.47% dos enfermeiros da equipe de resgate pré-hospitalar com escores de 5 a 11 apresentaram baixo/moderado nível de DE e 23.24 94.88 17.88 11.65 5.47%) apresentou baixo/moderado nível de EE.3 58.65 17.88 5.53 11. e 23.47% dos enfermeiros da equipe de resgate pré-hospitalar tiveram escore até 20 em EE. tabela 6. tabela 4.53 35.88 100 % acumulada 5.53 76.94 70. que não houve a presença da síndrome de burnout.76 5.59 76.65 17. O escore 29 foi utilizado como nota de corte para a dimensão “RRP” no presente estudo. 76.47 88.88 11.88 5.53 11.96 3.88 5.88 23. Com base nesta nota de corte. 76.59 3. Com base nesta nota de corte.59 76.47 DE (%) 23.47 EE: exaustão emocional.65 23.53 5. tabela 3.12 100 100 Distribuição dos escores dos enfermeiros da equipe de resgate pré-hospitalar em DE No grupo estudado.12 100 100 Síndrome de burnout quanto aos níveis do MBi No grupo estudado de 17 enfermeiros verificou-se que a maioria da amostra (76.24 94. tem-se que 76. O escore 11 foi utilizado como nota de corte para einstein.53% dos enfermeiros com escores entre 12 a 15 apresentaram alto nível nesta dimensão (Tabela 5). Médias das subescalas do MBI Subescalas de MBi Reduzida realização profissional Exaustão emocional Despersonalização MBI: Inventário de burnout de Maslach. possivelmente.29 41.88 100 % acumulada 23.47 82.53 41. Distribuição por níveis do MBI níveis da síndrome de burnout Alto Baixo/moderado EE (%) 23. os enfermeiros da .88 5.77 17.88 5. Média em pontos 31.18 58.53 76.88 5. MBI: Inventário de burnout de Maslach.18 52.41 8.47% dos enfermeiros da equipe de resgate pré-hospitalar com escores de 13 a 20 apresentaram baixo/moderado nível de DE e 23. tem-se que 76. 23. Com base nesta nota de corte.82 70. DE: despersonalização.88 5. Escores dos enfermeiros da equipe de resgate pré-hospitalar em despersonalização Escores 5 6 8 9 10 11 12 13 15 Total n 4 2 1 2 3 1 2 1 1 17 % 23.77 5. 7(3 Pt 1):351-6 DiSCUSSÃo No grupo estudado.77 5.77 17.354 Bezerra RP.88 Desvio padrão 2. O escore 20 foi utilizado como nota de corte para a dimensão “EE” no presente estudo.16 a dimensão “DE” no presente estudo.65 35.53 76.53% dos enfermeiros da equipe de resgate pré-hospitalar tiveram escore até 29 em RRP. Beresin R tabela 2.47% dos enfermeiros da equipe de resgate pré-hospitalar tiveram escore até 11 em DE. DE e em RRP.88 17.35 88. verificou-se quanto às médias das subescalas do MBI.35 88.53 18. pois somente é indicativa quando ocorrem altas pontuações em EE.

Os dados da presente pesquisa também foram similares aos resultados encontrados em estudo realizado no General Hospital Sveti Duh. São Paulo: Casa do Psicólogo. São Paulo: Casa do Psicólogo. rEFErÊnCiAS 1. onde se avaliou a síndrome de burnout em uma equipe de cuidados intensivos constando níveis moderados em EE. Com isso. 2007. o que dificulta a comparação entre os resultados obtidos. O estresse em uma equipe militar de resgate pré-hospitalar. Trabalho de conclusão de curso: guia prático para docentes e alunos da área da saúde. Pesenti C.6% dos profissionais de uma enfermaria de cuidados críticos apresentavam baixo/moderado nível de EE. Benevides-Pereira AMT. In: Lipp MN.fen. sobre avaliação da síndrome de burnout com enfermeiros de um hospital geral. Esses resultados possivelmente confirmam que os enfermeiros da equipe de resgate pré-hospitalar não foram acometidos pela EE. onde os enfermeiros apresentaram a síndrome de burnout(1. Fundamentos de pesquisa em enfermagem: método.1:4-11. 9. no qual em relação à dimensão RRP. predominância dos indivíduos com baixo/moderado nível de EE. Guimarães LAM. Observou-se que não houve presença da síndrome de burnout nos enfermeiros da equipe de resgate préhospitalar. Souza PR. Hungler BP. estando de acordo com os resultados de um estudo espanhol. Lima FV. apesar de se tratar de uma população considerada de riscos ocupacionais. 2000 [citado 2008 Jan 20]. 2003 Ago [citado 2007 Nov 18].A síndrome de burnout em enfermeiros da equipe de resgate pré-hospitalar 355 equipe de resgate pré-hospitalar possuem satisfação no trabalho. 2004. Tamayo MR. Reintrold HH. Vieira LC.br/revista/revista2_2/estress. já que a síndrome de burnout associa-se a fatores de satisfação(5. 143 p. A comparação foi realizada por meio de estudos em que os autores utilizaram MBI. Saúde mental e trabalho. AgrADECiMEntoS Agradecemos a dedicação e colaboração do supervisor de Enfermagem do GRAU. 79. nível baixo/moderado de DE e nível baixo/moderado de RRP. p. Benevides-Pereira AMT. em relação à dimensão DE apresentou 54. 197p. 7(3 Pt 1):351-6 . 6. Da mesma forma. na cidade de Zagreb. O burnout. 2. Bottega D.7(1):37-46. O stress do professor. Rev Eletrôn Enferm [Internet].saudeetrabalho. que somente é indicativa quando ocorrem altas pontuações em EE. 2006. insensibilidade e indiferença em relação à pessoa enferma(5. embora esta seja uma profissão considerada de riscos ocupacionais. senhor Antônio Cláudio de Oliveira. organizadoras. Machado FR.27(3):554-65. Rodrigues AB. 2(2): [cerca de 7p. 487p. Disponível em: http://www. Minas Gerais. 2002. às professoras Edna Barbosa da Silva Peixoto. Carniel LB.]. Silva ALAC. p. O estresse ocupacional em enfermeiros. 2002. o qual utilizou o MBI com enfermeiras que trabalhavam em hospital. 279 p. a maioria dos enfermeiros da equipe de resgate pré-hospitalar apresentou nível de baixo/moderado. Disponível em: http://www. realizada com enfermeiros de unidades psiquiátricas e neurológicas na cidade de Bialystok – Polônia. Exaustão emocional: relações com a percepção de suporte organizacional e com as estratégias de coping no trabalho. Os dados desta pesquisa apresentaram similaridade com o estudo de Lautert. 3a ed. Stacciarini JMR. por contribuírem em todas as fases do processo desta pesquisa. 2002. ConClUSÕES No presente estudo demonstrou-se que nesta amostra. O estado de arte do burnout no Brasil.pdf 3. Esses dados diferem aos da pesquisa sobre a síndrome de burnout com profissionais de uma enfermaria de cuidados críticos.ufg. Polit DF. São Paulo: Iátria. verifica-se que a maioria dos enfermeiros da equipe de resgate pré-hospitalar não apresentou sentimentos negativos como distanciamento emocional. 4. 169-85. burnout e estilos de coping em enfermeiros que assistem pacientes oncológicos [Tese de doutorado]. Quanto à dimensão de RRP. 2006. É importante ressaltar que não foram identificados estudos sobre o burnout em enfermeiros da equipe de resgate pré-hospitalar. a maioria dos enfermeiros da equipe de resgate pré-hospitalar apresentou nível baixo/moderado.15). burnout: quando o trabalho ameaça o bem-estar do trabalhador. outra pesquisa sobre a síndrome de burnout com enfermeiros oncologistas. Rev Eletrôn Interação Psy [Internet]. einstein. Martins DA.com. Psicol Cienc Prof. 5a ed. Beck CT.html 8. Na dimensão DE.5% dos profissionais apresentaram alto nível(16). 5. Andréa Bezerra Rodrigues e Ana Villares Musetti e à bibliotecária Denise de Moura. Aguiar KN. 2009. Estud Psicol. In: Guimarães LAM. não houve presença da síndrome de burnout. Croácia. no qual 56. São Paulo: Universidade de São Paulo. 63-94. 10. no Rio Grande do Sul. no qual os resultados quanto às médias das subescalas apresentaram nível moderado de EE.14). Esse dado foi divergente ao de um estudo em Uberaba. Faria CR. Monteiro JK. mesmo em condições de sobrecarga e com a agravante no que se refere à instabilidade do estado do paciente nas situações de emergência(16-18).12-13). Porto Alegre: Artmed. Grubits S. organizadora.br/download_2/burnoutbenevides. DE e RRP(11.17% em alto nível. Domenico EBL. avaliação e utilização. verificou-se quanto às médias das subescalas do MBI. Maus D. DE e em RRP. DE e RRP. 1999. Nos aspectos relativos à dimensão EE. São Paulo: Papirus. Brevidelli MM. Bombeiros: um olhar sobre a qualidade de vida no trabalho. na cidade de Porto Alegre. a maioria dos enfermeiros da equipe de resgate pré-hospitalar apresentaram baixo/moderado nível desta. Os resultados do presente estudo diferem daqueles encontrados em pesquisa sobre a síndrome de burnout. 7. Tróccoli BT. no qual.19).

Se você poucas vezes se sente deprimido no trabalho (raramente). Hueb MFD. Nas próximas páginas você encontrará 22 afirmações relacionadas com sentimentos pelo trabalho. Urek R. 19.91(1):102-9. A sobrecarga de trabalho na percepção de enfermeiras que trabalham em hospital. Rev Soc Bras Psicol Hospitalar. _______ Eu me sinto frustrado com meu trabalho. _______ Eu sinto que estou trabalhando demais no meu emprego. Górna K. 13. 02. 17. você poderia escrever o número 2. 08. _______ Eu não me importo realmente com o que acontece com alguns dos meus pacientes. Cubrilo TM. Avaliação de depressão. 2005. Rocz Akad Med Bialymst. Não escreva seu nome em nenhum lugar para que suas respostas fiquem totalmente anônimas. 16. Síndrome de burnout e satisfação no trabalho em profissionais de uma instituição hospitalar. 03. Se você sempre se sente deprimido no trabalho marque o número 5. leia cada afirmação cuidadosamente e decida se você se sente desta forma com respeito ao seu trabalho. 16. _______ Eu sinto que me tornei mais insensível com as pessoas desde que comecei este trabalho. O desgaste profissional: estudo empírico com enfermeiras que trabalham em hospitais. Rev Latinoam Enferm. _______ Eu sinto que os pacientes me culpam por alguns dos seus problemas. Moreno MF. _______ Eu sinto que estou influenciando positivamente a vida de outras pessoas através do meu trabalho. 15. Caso você ache que nunca teve esse sentimento marque 1 (um) no espaço antes da afirmação. lembrando-se que suas respostas serão ANÔNIMAS e mantidas em SIGILO. Jaracz K. _______ No meu trabalho. 2005. marque o número (de 2 a 5) que melhor descreva com que frequência você se sente desta maneira. Carlotto MS. Os dados desta pesquisa serão analisados em conjunto e de einstein. síndrome de burnout e qualidade de vida em bombeiros. _______ Eu trato de forma adequada os problemas dos meus pacientes. 10. Síndrome de burnout en profesionales de enfermería de cuidados críticos. _______ Eu sinto que este trabalho está me endurecendo emocionalmente. _______ Eu me sinto estimulado depois de trabalhar lado a lado com os meus pacientes.30(1):131-5. _______ Eu me sinto emocionalmente exausto pelo meu trabalho. eu lido com os problemas emocionais com calma. 14. o que importa é a sua opinião sincera. burnout. Cunha AF. você poderia escrever o número 3. Se os seus sentimentos de depressão aparecem algumas vezes. Não existem respostas certas nem erradas. 18. _______ Eu me sinto esgotado ao final de um dia de trabalho. 12. Vidal PH. Souza GO. _______ Eu me sinto muito cheio de energia. Enferm Intensiva. 17. Baptista MN.356 Bezerra RP. Frequência 1–5 ____ Afirmação Eu me sinto deprimido no meu trabalho Se você nunca se sente deprimido no trabalho. 19. _______ Trabalhar diretamente com pessoas me deixa muito estressado. 12. A avaliação da Síndrome de burnout com enfermeiros de um hospital geral. AnEXo A Maslach Burnout inventory Prezado (a) Senhor (a) O presente estudo tem como finalidade acadêmica os seguintes objetivos: verificar a presença e avaliar os níveis da síndrome de burnout em enfermeiros da equipe de resgate pré-hospitalar. Ferrer AR. 1999. Beresin R 11. Sinta-se inteiramente à vontade para dar suas opiniões. 15. _______ Eu posso criar facilmente um ambiente tranquilo com os meus pacientes. _______ Eu sinto que trato alguns dos meus pacientes como se eles fossem objetos. Ruiz MCS.50 Suppl 1:216-9. 7(3 Pt 1):351-6 . Lautert L.assessment of a stressful job among intensive care staff.20(2):50-64. Rev Gaúcha Enferm. 2002.13(1):9-16. _______ Trabalhar com pessoas o dia inteiro é realmente um grande esforço. Rev Soc Psicol Triângulo Mineiro. Batista KM. Se os seus sentimentos de depressão aparecem muitas vezes (frequentemente) você poderia escrever o número 4. 04. 22. stress and styles of coping among hospital nurses. Um exemplo é apresentado a seguir: Frequência 1 Nunca 2 Raramente 3 Algumas vezes 4 Frequentemente 5 Sempre forma confidencial. 2006. Bianchi ERF. 21. Estresse do enfermeiro em unidade de emergência.18(2):133-44. 11. Lautert L. Atenção! Responda a todas as frases que compõem este questionário.23(42):47-54. Por favor. Psicol Argum. 2009. _______ Eu me sinto cansado quando me levanto de manhã e tenho que encarar outro dia de trabalho. Turek S. Você poderia escrever o número 1 (um) embaixo do título “Frequência”. 07. 05. Caso tenha esse sentimento. 20. Lacerda PN. 2006. Morais PR. 1997. 2005. _______ Eu tenho realizado muitas coisas importantes neste trabalho. burnout syndrome -.8(2):1-15. Frequência 1 Nunca 2 Raramente 3 Algumas vezes 4 Frequentemente 5 Sempre Frequência 1–5 Afirmações 01. 13. _______ Eu posso entender facilmente o que sentem os meus pacientes acerca das coisas que acontecem no dia a dia. _______ No meu trabalho. Coll Antropol.14(4):534-9. Rosa C. Carmo NC. eu me sinto como se tivesse no final do meu limite. 06. _______ Eu me sinto esgotado com o meu trabalho. 18. Rev Gaúcha Enferm. 09. Pedimos apenas que nos informe sobre alguns dados complementares no final. Konieczna J. 14. 2005.

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