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Transporte Ferroviário

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ESCOLA TÉCNICA DO RIO DE JANEIRO

Transporte Ferroviário

Autores: Gabriel Gouveia José Vinícius Kleyton Laurindo Matheus Henriques Rafael de Souza Rodrigo Teixeira

Turma: 1311

Professor Orientador: Jorge

9617 Santíssimo Transporte Ferroviário Autores: Gabriel Gouveia José Vinícius Kleyton Laurindo Matheus Henriques Rafael de Souza Rodrigo Teixeira Turma: 1311 Professor Orientador: Jorge 2 .Outubro / 2011 ESCOLA TÉCNICA DO RIO DE JANEIRO Avenida Santa Cruz.

.......................................................................................................................................Outubro / 2011 Sumário Introdução......5........................................................2 Expansão da rede..............................................................................................7 A era estatal.........................5..................................................................................................10 Privatização.........12 Conclusão............................................................14 3 ............................................................................................................................13 Bibliografia..................1 Implantação.......4 História..5 Antecedentes...............................................................................................................................................

A implantação das primeiras ferrovias no país foi estimulada por capitais privados nacionais e estrangeiros (principalmente inglês) que almejavam um sistema de transporte capaz de levar (de maneira segura e econômica) aos crescentes centros urbanos e portos do país toda a produção agrícola e de minério produzida principalmente no interior brasileiro. aliados ao crescimento do transporte rodoviário fizeram com que parte da rede fosse erradicada. tanto por parte da iniciativa privada como do poder público.600(1. divididos em 4 tipos de bitolas:     Larga (irlandesa) .207 km.Introdução A rede ferroviária brasileira possui 29.1. porém crises econômicas e a falta de investimentos em modernização. Chegou a possuir 34. O governo brasileiro também participou da expansão ferroviária.600 e 0.489 km Mista .1.435 m: 202.4 km Métrica . 4 . Bolívia e Uruguai.000m : 336 km Também existem bitolas de 0.706 quilômetros de extensão (1121 eletrificados).1.600 m: 4. espalhados por 22 (e o Distrito Federal) dos 26 estados brasileiros.000 m: 23.1.057 km Padrão (internacional) .435)/1. O país possui ligações ferroviárias com Argentina. ora iniciando empreendimentos visando a integração do território nacional através desse meio de transporte ora encampando companhias privadas falidas para impedir o colapso econômico de regiões dependentes desse meio de transporte.762 m em trechos turísticos.

Estima-se que chegavam anualmente ao porto de Santos cerca de 200 mil mulas que transportavam sacas de café e outros produtos. São Paulo.História Antecedentes: Até a inauguração das primeiras ferrovias. Em 1840. onde o governo autorizou a construção de estradas (de rodagem e de ferro) no país por meio de Carta de Lei (a chamada Lei José Clemente). A Inglaterra fora o cerne da Revolução Industrial. de 31 de outubro de 1835 que outorgava a investidores privados uma concessão de construção e operação por 40 anos de estradas de ferro ligando Rio de Janeiro. o empresário Irineu Evangelista de Sousa. Rio Grande do Sul e Bahia. fundições de ferro e o mundo dos empreendimentos capitalistas. Anos depois o doutor Cochrane consegue uma concessão e implanta o primeiro sistema de bondes a tração animal do país. durante o reinado de Dom Pedro I. o médico inglês Thomas Cochrane (sogro do escritor José de Alencar e primo-irmão do almirante Thomas Cochrane) obtém uma concessão para a construção de uma ferrovia ligando Rio de Janeiro e São Paulo. diante da decretação da chamada tarifa Alves Branco (1844) e da alta dos preços do café no mercado 5 . o Barão de Mauá. Posteriormente no período da regência provisória foi apresentada a Lei nº 101. Minas Gerais. sendo esse o primeiro esforço para a implantação do transporte ferroviário no Brasil. o transporte de mercadorias no Brasil era feito através de centenas de tropas de muares que levavam a produção agrícola do interior do país aos centros urbanos e portos para exportação. Por falta de capital essa ferrovia nunca foi construída. Implantação: Durante meados da década de 1840. A primeira ação de incentivo á implantação de ferrovias no país se deu em 1828. e o Brasil ainda era um país de produção rural. convencendo-o de que o Brasil deveria trilhar o caminho da industrialização. Ao retornar. Apesar dessas ações nenhum investidor demonstrou interesse. no Rio de Janeiro através da Companhia Carris de Ferro. faz uma viagem de negócios à Inglaterra onde conheceu fábricas.

incluindo a ferroviária. o imperador Dom Pedro II concedeu a Irineu Evangelista de Souza o título de Barão de Mauá. Após os estudos preliminares serem aprovados.º 987 de 12 de Junho de 1852. em pouco tempo ganha fama se estabelecendo como o maior empresário do país. As obras de construção foram iniciadas em 29 de agosto. divididos em 10 mil ações de duzentos mil réis cada. por William Fair Barin & Sons. fez a viagem inaugural da ferrovia no dia 30 de abril de 1854. Presente na viagem. ampliando a linha para 16. decidiu tornar-se um industrial. em 29 de maio. Somente em 1 de novembro foi iniciado o transporte de mercadorias e em 16 de dezembro foram concluídos os trabalhos de construção do trecho até a Raiz da Serra.5 km entre a praia de Estrela e Fragoso. a Imperial Companhia de Navegação a Vapor e Estrada de Ferro de Petrópolis com um capital de 2 mil contos de réis. Um ano depois foi efetuado em 3 de setembro o primeiro teste com uma locomotiva no país. Por causa de sua fama. em 1852. Irineu Evangelista foi contratado pela província do Rio de Janeiro em 27 de abril de 1852 que almejava uma ligação ferroviária entre a praia da Estrela.815 metros em 4 minutos a uma velocidade de 42 km/h. percorreu um trecho de 2. na presença do imperador Dom Pedro II. Batizada de Baronesa (em homenagem à mulher de Irineu). e a Raiz da Serra de Petrópolis.1 km. investindo nas mais diversas áreas. Inglaterra. O transporte regular de passageiros se iniciou no dia seguinte. Graças à habilidade como conduzia seus negócios. Irineu Evangelista cria. Fabricada em Manchester. na Baía da Guanabara. No mês seguinte o governo imperial lhe concedeu o direito de construção e exploração de navegação através do Decreto do Governo Geral N. 6 .internacional no período. percorrendo a distância de 14.

Expansão da rede: Após a inauguração da Estrada de Ferro Petrópolis. outras companhias ferroviárias ampliaram a malha ferroviária por 22 (mais o distrito federal) dos 26 estados atuais do país: Companhia Inauguração do 1º trecho 1ª ferrovia Estrada de Ferro Recife ao São 8 de fevereiro de 1858 Francisco Estrada de Ferro Bahia ao São 28 de junho de 1860 Francisco São Paulo Railway Companhia Baiana de Navegação Estrada de Ferro de Baturité 16 de fevereiro de 1867 25 de março de 1868 14 de setembro de 1873 Pernambuco Bahia São Paulo Alagoas Ceará The Porto Alegre & New Hamburg 15 de abril de 1874 Brazilian Railway Company Estrada de Ferro Leopoldina Estrada de Ferro Carangola Great Western Companhia Conde D’Eu Estrada de Ferro 8 de outubro de 1874 13 de junho de 1879 28 de setembro de 1881 Rio Grande do Sul Minas Gerais Espírito Santo Rio Grande do Norte 7 de setembro de 1883 Paraíba Companhia Progresso Agrícola do 13 de setembro de 1883 Maranhão 7 .

mas foi no início do século XX que 8 . já existiam no Brasil cerca de dez mil quilômetros de ferrovias. posteriormente Mato Grosso do Sul Madeira-Mamoré Railway Company 1910 Estrada de Ferro Goiás 28 de setembro de 1911 Estrada de Ferro Noroeste do 31 de dezembro de 1912 Brasil Compagnie de Chemins de Fer 10 de julho de 1913 Fédéraux de l'Est Brésilien Estrada de Ferro Central do Piauí Estrada de Ferro Amapá Viação Férrea Centro-Oeste Ferronorte Ferrovia Norte-Sul/Vale S. em 1889.Maranhão Estrada de Ferro Paraná 19 de dezembro de 1883 Paraná Estrada de Ferro Donna Thereza 4 de setembro de 1884 Christina Estrada de Ferro de Bragança 9 de novembro de 1884 Santa Catarina Pará Rondônia Goiás sul de Mato Grosso. 1 de maio de 1922 Janeiro de 1957 21 de abril de 1968 29 de maio de 1998 Outubro de 2007 Sergipe Piauí Amapá Distrito Federal Mato Grosso Tocantins Mesmo na Proclamação da República.A.

As locomotivas diesel-elétricas eram mais eficientes e econômicas em relação as locomotivas de tração a vapor. sendo a bitola métrica mais implantada por questões de economia.  A implantação da tração diesel feita pela Viação Férrea Federal do Leste Brasileiro em outubro de 1938.se deu um grande passo no desenvolvimento das ferrovias. construídos visando uma redução de custos de construção ou garantindo uma grande margem de lucros aos construtores (pois durante o início do século XX. mas prejudicando a eficiência do transporte ferroviário. tendo sido construídos entre 1911 e 1916 mais cinco mil quilômetros de linhas férreas. que culminam com a implantação do primeiro trecho de tensão 3000 VCC entre Jundiaí e Campinas pela Companhia Paulista de Estradas de Ferro que seria inaugurado em 23 de junho de 1922. sendo que em pouco tempo entravam em falência.o estado pagava construtores de ferroviais públicas por quilômetro construído). Essa expansão desenfreada trouxe alguns problemas que perduram até hoje: Diversos tipos de bitolas que impediram uma unificação eficiente da malha ferroviária nacional. Estado e iniciativa privada tiveram de investir na correção/retificação de parte desses traçados e erradicando outros antieconômicos durante todo o século XX. inaugurada na presença de Getúlio Vargas em 10 de julho de 1937. obrigando o estado a encampar várias ferrovias para impedir falências e o colapso econômico de regiões dependentes desse meio de transporte.  9 . Durante as décadas de 30 e 40 o estado investiu na reorganização financeira e técnica das ferrovias públicas.  Traçados sinuosos. A então capital federal foi a primeira cidade do país a contar com um serviço de trens urbanos elétricos. minando investimentos em modernização da rede ferroviária.  Em 1916 são iniciados os primeiros estudos de implantação de eletrificação em ferrovias no país. Os fatos mais importantes desse período foram: A eletrificação dos subúrbios do Rio de Janeiro.  Pequenas ferrovias dispersas e isoladas foram construídas por todo o território nacional.

sendo que muitas companhias foram estatizadas para evitar uma série de falências. que até aquela época detinha a concessão sobre a única ligação ferroviária ao Porto de Santos. A locomotiva V8 . a Sorocabana.cuja velocidade de cruzeiro era de 160 km/h foi a locomotiva mais rápida do país. criando um sistema regional composto por 22 estradas de ferro: 10 . detendo até hoje o recorde brasileiro de velocidade ferroviária de 164 km/h. as deficiências da rede ferroviária foram cada vez mais expostas. sendo o pior acidente ferroviário do Brasil. ocorrido em 1946.Belo Horizonte). Dois dias antes do término da concessão.  Durante a década de 1950. sede da SPR sofre um incêndio criminoso que destrói a maior parte da estação.  A implantação do serviço ferroviário Cruzeiro do Sul (Rio-São Paulo) pela Estrada de Ferro Central do Brasil. quebrava o monopólio da São Paulo Railway.  O descarrilamento de uma composição da Viação Férrea Federal do Leste Brasileiro em Aracaju ocorrido em 7 de março de 1946. que rebatizaria a empresa de Estrada de Ferro Santos Jundiaí. a estação da Luz. criando em 1949 os serviços ferroviários Expresso Santa Cruz (Rio São Paulo) e Vera Cruz (Rio . Posteriormente a Central do Brasil importaria locomotivas diesel-elétricas ALCo FA-1 e carros Budd de aço inox.Inauguração da Ferrovia Mairinque-Santos pela Estrada de Ferro Sorocabana em 26 de julho de 1938. vital para o escoamento de produtos oriundos do interior do estado.  A importação das locomotivas GE 2-C+C-2 (V8) e carros de passageiros Pullman pela Companhia Paulista de Estradas de Ferro em 1946. Em 30 de setembro de 1957 é criada a Rede Ferroviária Federal(RFFSA) que unificou 42 ferrovias.  O término da concessão de 90 anos da São Paulo Railway (SPR). estatizada pelo governo paulista em 1919. Com essa ligação ferroviária ao Porto de Santos. A era estatal: Após estatizar várias ferrovias. o Estado brasileiro resolveu unificá-las administrativamente. incluindo documentos da empresa. que deixou um saldo de 185 mortos e centenas de feridos. que entregaria a ferrovia entre Santos e Jundiaí ao governo federal. com chegada do modal rodoviário.

sendo erradicada logo em seguida. o governo de São Paulo resolveu unificá-las administrativamente a exemplo da RFFSA. Após estatizar suas principais ferrovias. Por motivo desconhecido a Estrada de Ferro Nazaré só foi incorporada à RFFSA em 1968. sendo posteriormente absorvidas pela Rede. quando foi erradicada. 11 . formando em 1971 a estatal Fepasa. formando assim a Ferrovia Paulista SA (FEPASA) em 10 de novembro de 1971. A Estrada de Ferro Tocantins permaneceu sob regime especial de administração até 1974. A Estrada de Ferro Santa Catarina e a Viação Férrea do Rio Grande do Sul encontravam-se arrendadas aos governos dos respectivos Estados.                  Estrada de Ferro Madeira-Mamoré Estrada de Ferro de Bragança Estrada de Ferro São Luís-Teresina Estrada de Ferro Central do Piauí Rede de Viação Cearense Estrada de Ferro Mossoró-Sousa Estrada de Ferro Sampaio Correia Rede Ferroviária do Nordeste Viação Férrea Federal do Leste Brasileiro Estrada de Ferro Bahia-Minas Estrada de Ferro Leopoldina Estrada de Ferro Central do Brasil Rede Mineira de Viação Estrada de Ferro Goiás Estrada de Ferro Santos a Jundiaí Estrada de Ferro Noroeste do Brasil Rede de Viação Paraná-Santa Catarina Estrada de Ferro Dona Teresa Cristina. A Fepasa foi formada pelas seguintes ferrovias:  Estrada de Ferro Araraquara (estatizada em 1919). A Estrada de Ferro Ilhéus só foi incorporada à RFFSA em 1959 após 2 anos de brigas judiciais entre seus proprietários ingleses e o governo brasileiro. na época. Somente as ferrovias estatizadas pelo governo de São Paulo ficaram de fora da RFFSA.

Ferrovia Centro Atlântica. Estrada de Ferro São Paulo e Minas (estatizada em 1930). 12 . Com essa unificação. a Rede é extinta oficialmente. a exceção do Trem de Prata (Rio São Paulo). Nesse mesmo ano os trens de passageiros da RFFSA são extintos. que em breve faria a concessão do transporte de cargas das ferrovias paulistas. Privatização: Em 1992 a RFFSA entrou em liquidação. sendo que a empresa seria absorvida anos depois por outra concessionária. operado pela Rede em parceria com um consórcio privado. recuperando-se parcialmente das perdas durante o fim da era estatal. Em 2007. a Fepasa continuou investindo na retificação de trechos. Novoeste. As dívidas da RFFSA e Fepasa não paravam de crescer e o governo decidiu pela concessão do transporte ferroviário de cargas à iniciativa privada. Companhia Mogiana de Estradas de Ferro (estatizada em 1952). retificando vários trechos de ferrovias e erradicando outros antieconômicos. na erradicação de trechos antieconômicos e principalmente na ampliação do transporte de cargas. a RFFSA pode trabalhar na modernização da malha ferroviária nacional. MRS Logística. enquanto o governo preparava o processo de concessão do transporte de cargas à iniciativa privada. Os leilões de concessão ocorreram a partir de 1996. Inicialmente a empresa Ferroban venceu o leilão de concessão. enquanto que o transporte de passageiros foi relegado a segundo plano. Companhia Ferroviária do Nordeste. Companhia Paulista de Estradas de Ferro (estatizada em 1963). Em 1998. entrou no caminho da liquidação a partir de 1999. iniciando uma gestão problemática da malha paulista.    Estrada de Ferro Sorocabana (estatizada em 1919). As linhas da RFFSA foram divididas por várias empresas: América Latina Logística. então. o governo paulista resolveu incorporar a malha da Fepasa á da RFFSA. Durante as crises do petróleo e as econômicas da década de 1980. causando o sucateamento parcial de algumas ferrovias. Ferrovia Teresa Cristina. O trem de prata deixaria de funcionar em 1998. a América Latina Logística. Após a unificação. Atualmente o transporte de cargas pela iniciativa privada entra uma boa fase. os investimentos estatais em ferrovias foram sendo diminuídos. A RFFSA.

o governo federal anunciou a construção do Trem de Alta Velocidade Rio-São Paulo. Conclusão O transporte ferroviário é o ideal para o transporte de mercadorias pesadas e que necessitam percorrer longas distâncias. e com isso. ano após ano. vem sendo considerado antiquado e decadente. pois os trens não têm a possibilidade de sair de seus trajetos. incluindo o projeto na cartilha do PAC. Seus maiores problemas são a dificuldade de percorrer áreas com declives e aclives acentuados e a necessidade de reembarcar a mercadoria em caminhões para entregá-las na porta do consumidor. 13 . a quantidade de passageiros no Brasil e no mundo vem decaindo. De modo geral. em quase todo o mundo. podemos afirmar que o transporte ferroviário.Em 2008.

brasilescola.br/ http://www.com/ http://www. 2007.Bibliografia Sites pesquisados: http://www.gov.com/ http://www. Universidade de São Paulo/ Faculdade de Filosofia . 14 .br/ Livro: • STEFANI.antt. Letras e Ciências Humanas/Departamento de Geografia. Celia Regina Baider .antf.gov. São Paulo.O sistema ferroviário paulista um estudo sobre a evolução do transporte de passageiros sobre trilhos.infoescola.

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