P. 1
A Leitura de Mundo Precede a Leitura Da Palavra

A Leitura de Mundo Precede a Leitura Da Palavra

|Views: 121|Likes:
Publicado porMarcos Rosendo

More info:

Published by: Marcos Rosendo on Oct 07, 2011
Direitos Autorais:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as DOC, PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

10/21/2012

pdf

text

original

1

“A LEITURA DE MUNDO PRECEDE A LEITURA DA PALAVRA”: UMA PERSPECTIVA INTERACIONISTA DO ATO DE LER
José Marcos Rosendo de Souza - FECR Luana Régia de Oliveira - FIP

Resumo O incentivo à leitura sempre foi uma tarefa árdua e desafiadora para o professor em suas aulas de leituras. E diante dessa realidade se elabora o presente artigo intitulado “A leitura de mundo precede a leitura da palavra: uma perspectiva interacionista do ato de ler”, que visa discutir as concepções de leitura que norteiam as práticas pedagógicas no Ensino Fundamental, e priorizar a prática de leitura baseada num viés interacionista, uma vez que concebe a leitura como um processo do qual participa o leitor, o seu contexto e conhecimento de mundo, bem como o autor do texto e, este, por sua vez, deixa “pistas” ao longo do texto para tornar possível a atribuição de sentidos. E, vale salientar que, ainda não se encontrou a 'fórmula' exata para desenvolver e criar nos educandos o interesse pelo universo das leituras, mas, o que se pode e se deve fazer, como estímulo fundamental, é apresentar o "valor" triunfante que a leitura traz para as pessoas que dela fazem uso e o seu progresso na abertura de 'portas' para um futuro eficaz e próspero na vida do cidadão que lê. Para tanto optou-se por uma pesquisa bibliográfica, visto que, através dela é possível reunir pesquisas na área que fundamentem o presente trabalho, logo, autores como Duran (2009), Freire (1989), Gomes & Souza (2010), dentre outros, subsídios foram necessários a sua construção. Palavras-chave: Concepções de leitura. Leitor. Prática pedagógica.

INTRODUÇÃO Transformação, este é o contexto no qual a sociedade se encontra, onde tudo que é sólido se desmancha no ar; e diante desse movimento de criação e recriação próprio da modernidade, torna-se perceptível que o ato de ler, demasiadamente, tenha ficado em segundo plano no cotidiano de cada cidadão, mais especificamente do cotidiano do educando. Mesmo, havendo incentivos para o desenvolvimento dessa prática. Sendo notório afirmar que ler, nesse contexto, não deixa de ser um movimento letárgico, isto é, sem grandes possibilidades, ocorrendo a simples decodificação de sentenças em um texto, fugindo ao seu papel de possibilitar ao

permitiria uma interação. Logo. dentre outros. fortalecendo o interesse pelo ato de ler. do leitor com o texto e o seu próprio contexto. e visto que ler liberta a imaginação. CONCEPÇÕES DE LEITURA Na atualidade. a sociedade vive o advento da modernização. convém inserir no cotidiano escolar do educando textos que façam parte de seu contexto. deve-se considerar este ato como primordial e indispensável ao homem. no cotidiano escolar. convém ratificar que as iniciativas para o desenvolvimento do ato ler devem partir não só da escola. e instalou-se na escola. fornecendo uma gama de textos. Contudo. baseados não só na leitura superficial. cotidianamente. Sendo assim. para elaborá-la. Isto é. para que o desenvolvimento se torne eficaz. subsídios necessários a sua construção. intervindo no seu contexto. que permite o incentivo e o amadurecimento desse ato. Sendo assim. podendo levar o leitor ao País das Maravilhas e dar Uma Volta ao Mundo em Oitenta Dias. mas. ainda. E. também. tendo em vista que um texto que trate de futebol não agradará a um aluno que se interesse por animais. Gomes & Souza (2010). E. Mas. todo aparato tecnológico assume maior importância para .2 leitor desenvolver o pensamento crítico. deve ser uma iniciativa tomada pela própria família. pela qual o avanço tecnológico rompeu as barreiras sócias. Esse envolvimento. visto que o contexto social contribui significativamente para esse desenvolvimento. mesmo que seja uma tarefa árdua. Freire (1989). se teve como embasamento teórico Duran (2009). de diversificados gêneros. Em função disso. a leitura deve ser ensinada como um ato que torna possível se desfrutar de um universo plurissignificativo que os textos podem reservar. desbravando os diversos sentidos que o texto pode oferecer. é nesta perspectiva de interação que se deve desenvolver o ato de ler. e garantindo a maturação do conhecimento já adquirido durante o seu desenvolvimento ao longo de sua vida. a leitura de textos descontextualizados torna o ato de ler apenas mecanicista de decodificação de letras e sentenças. por exemplo. sobretudo.

por meio dessa compreensão é que o homem adquire conhecimento de tudo que está ao seu alcance. tendo em vista que o mesmo abarca diferentes concepções. torna-se perceptível que a leitura assume um papel de fundamental importância para construção do homem. 36) afirma que “A leitura é um dos meios mais importantes na escola para a concepção de novas aprendizagens”. e até mesmo. inicialmente. compreendendo os significados que ela pode expressar. segundo Silva (2000) a leitura é uma atividade essencial a qualquer área do conhecimento e mais essencial ainda à própria vida do homem. Logo. além disso. a partir das informações que o texto proporciona o leitor formula inferências que o auxiliam a compreensão de mundo. tendo em vista. oferecidas por mensagens. mas também é um meio de comunicação entre pessoas e o mundo. os quais deixaram “de lado” a leitura. levando o leitor a questionar e avaliar o texto lido. é notório afirmar que a realidade oferece ao homem uma gama de conhecimentos representados através da leitura. em decodificar palavras ou sentenças. também. isto é. além disso. em seu cotidiano introduzindo-o às diversas aprendizagens. oferece. Que. visto que a mesma concebe um grande passo para aquisição do conhecimento. que ela o acompanha desde as séries iniciais. imagens e sons. diante de . Solé (1998. a leitura pode ser vista como ampliadora de horizontes. subentende-se que a compreensão é a base para se compreender os significados que a leitura proporciona. E ainda. Então. Por conseguinte. dentro de um referencial próprio de seus conhecimentos. considera-se que um bom leitor seja aquele que consegue entender o que está lendo. Contudo. Nessa perspectiva. p. próprio da modernização. apenas. pois é por meio dela que se adquire uma percepção diversificada do mundo e. que outrora assumira diferentes concepções e conceitos. conceitos e valores. um exercício intelectual de prazer que possibilita ao leitor uma interpretação da realidade. facilitando o processo de compreensão humana. forma de contemplação do real ao imaginário. acima de tudo. Sendo assim.3 os alunos. deve-se levar em consideração que a leitura não se restringe. ainda. faz-se necessário ratificar algumas concepções que norteiam o ato de ler. contribuições no funcionamento e desenvolvimento do pensamento crítico.

Concepção Bottom-up – considera a decodificação do texto como processo do ato de ler. (TIEPOLO. algumas abordagens tornaram-se ineficazes durante anos.] a leitura é a possiblidade de transitar por outros mundos. para um mundo de incríveis possibilidades. que enfatizam elementos irrisórios do texto. Contrapondo-se a essa afirmação. (DURAN. nas quais. Assim. a partir dos seus objetivos. a leitura é um processo constante de construção e reconstrução de sentidos. No entanto. deixando o aluno as margens do sentido. pode-se considerar que [. . que o texto e leitor compartilham. do seu conhecimento sobre o assunto. se assim quiser. onde tudo é possível e se pode abandonar a brincadeira e voltar a brincar depois. PCN (BRASIL. abordagens estas. que eram praticadas desde o início do processo educativo em instituições de ensino. obtido através de perguntas vagas. no qual a partir da decodificação de palavras o leitor compreende o texto. o ato de ler pode ser compreendido como o despertar de uma realidade fria e dura. de tudo o que sabe sobre a língua”.4 diversos contextos e aplicações. adversa a uma perspectiva interacionista. paradoxais. p. é o faz de conta que eu era o herói e você a princesa. isto é. sobre o autor. desde que seja exercido de maneira eficaz. isto é. Reportando-se à citação. o texto oferece seu próprio sentido. 2010. pode-se enfatizar a concepção Bottom-up. p. Sendo assim. essa concepção de leitura também é denominada ascendente. que em alguns casos se faz presente no cotidiano das escolas do século XXI.. entende o seu sentido. Nesta perspectiva. de viver outras emoções. 2009 apud GOMES & SOUZA. em sua própria singularidade. ao desenvolvimento do ato ler. Diante desta asserção. 3). tempos. privilegiando o texto como o possuidor de todos os significas.. 53) afirma que “A leitura é um processo no qual o leitor realiza um trabalho ativo de construção do significado do texto. levando em consideração as interpretações dadas pelo leitor. o ato de ler é abrangente. transitável. p. convém expor tais concepções. torna-se perceptível que o processo de decodificação é uma constante no processo educativo. alargador de conhecimentos. 2001. 3). 2006.

levantando informações. apenas. desenvolvendo as capacidades sociais. sejam elas verbais ou não verbais. que o ato de ler ser partilhado e compartilhado com as ideias de ambos. que o aluno lê somente para encontrar respostas vagas. mas sobre tudo. conforme a necessidade para cada situação de leitura. terá como grande desafio a melhoria de sua qualidade. Tendo em vista que. e diante de dificuldades. Logo. E assim. assumir-se como atividade de interação. defender e reivindicar seus direito e que saibam emitir sua opinião diante de quaisquer situações e que exerça ativamente os mais variados recursos linguísticos. conjuntamente com as do autor. ora a do texto. que saibam argumentar. Diante disso. e ainda. faz-se possível o aperfeiçoamento da comunicação. outro grande desafio à educação . que o leitor traz consigo ao ato de ler. 4). a sociedade necessita de indivíduos capazes. antecipando hipóteses e ideias. como algo obrigatório. (DURAN. a leitura não pode ser vista. Isso quer dizer que a interação entre texto e leitor ocorre de maneira a se retomarem ora a perspectiva do leitor. que a qualquer momento os participantes podem utilizar os conhecimentos adquiridos através da leitura. deve ser vista como um meio de interação e acesso a sociedade a que este pertence. mas que aceite que o produto da relação entre leitor e texto é o sentido da leitura. e assim o leitor contribuirá para sua interpretação. Além disso. Assim. o ato de ler pode ser entendido como um processo que ocorre por meio da interação dos conhecimentos prévios do leitor e das informações gráficas. Uma perspectiva interacionista do ato de ler Ao se observar o atual sistema educacional brasileiro.5 Assim sendo. 2009. tão pouco ao sentido dado pelo próprio texto. p. […] não apenas enfatize o papel do leitor ou do texto. entre ambos. E. ao iniciar a leitura o aluno compartilha suas ideias com a do texto e através desta transferência de informações. esse processo de construção da leitura ocorre a partir dos pressupostos. mas. espera-se que o ato de ler não se baseie somente no sentido dado pelo leitor. percebe-se que o ensino tem se mostrado insuficiente.

devem ser desenvolvidas competências que capacitem os educando para compreensão textual. e que desenvolvam uma produção discursiva. faz-se necessário levar o educando se envolver proficuamente no mundo da leitura. 113). para tanto. Para tanto. 4) podem ser discriminadas do seguinte modo: • “A formativa. e ainda. Gomes & Souza (2010. que torna possível classificar e produzir os diferentes tipos de textos”. faz-se necessário antes de se aprofundar nas concepções de leitura. compreendendo a importância da leitura em sua vida.] “pode-se definir texto. de qualquer tamanho. isto é. mas. mas. infere-se que as definições de textos extrapolam o sentido do próprio texto. Sendo assim. a que se torna pertinente a este estudo é a de que todo ato de interlocução que participe duas ou mais pessoas. além do que. para fortalecer o interesse do leitor pelo ato de ler. compreender-se a concepção de texto. realizar um verdadeiro mergulho nos diversos sentidos que podem ser construídos. que permite o usuário da língua criar. tornando-se desinteressante.. são inúmeras as definições de texto que norteiam a prática pedagógica. Segundo tais competências. • E a qualitativa. .. Visto que a leitura não se restringe em apenas decodificar palavras ou sentenças. a leitura precede o texto. o texto é apresentado ao educando de maneira errônea. • A transformativa. E. Diante disso. julgando apropriadas ou não as transformações feitas. 2004. que possibilita modificar. (COSTA VAL. Mas. entender e avaliar um número significativo de texto. Neste sentido. contribuindo para formação de verdadeiros cidadãos capazes de agir eficientemente. um bom leitor é aquele que consegue entender o que está lendo. numa situação de interação”. visto que. comprometendo o interesse pela leitura. isto é. hoje. o que contrariamente. [. p. parafrasear um texto. não apenas desenvolvendo a leitura superficial de um texto. deveria ser incentivado. como qualquer produção linguística. leitura e texto fazem parte de um mesmo contexto.6 na atualidade se concretiza pela busca por uma maior participação social nas escolas. falada ou escrita. que essa interlocução também está presente entre o leitor e o texto. considera-se texto. p. que possa fazer sentido numa situação de comunicação humana. resumir.

sua forma e conteúdo. p. contexto e texto. Segundo Kato (1990. ao iniciar a leitura o educando compartilha suas ideias com texto e através desta partilha de informações. As concepções interacionistas consideram a leitura como um processo cognitivo e perceptivo. a prática leitora condensa tanto as informações presentes no texto. e desenvolve um senso crítico e ativo. as próprias experiências e a necessidade de inserir-se no mundo da escrita. pode-se inferir que a leitura pode ser entendida como atividade cognitiva. devem partilhar de um mesmo universo. 26) Leitura é condição essencial para que se possa compreender o mundo. e interagindo com o texto. desperta a imaginação. Para tanto.7 Contrariamente. isto é. como as informações que o leitor traz consigo e a construção dos sentidos ocorre através da interação entre leitor e texto. E que. isto é. Mas. os outros. e é através desta que o homem . torna-se necessário ratificar que tais concepções serão desenvolvidas se houver um contato do leitor com as diversas formas e gêneros textuais existente em seu cotidiano. desenvolve. possibilitando a integração do leitor ao mundo. a leitura é considerada a base fundamental para o desenvolvimento intelectual da humanidade. do qual participam tanto o texto. quanto o leitor. Diante desta asserção. convém esclarecer que o educando faça suas próprias leituras. que se relacionam com o falar e compreender o que está representada através da leitura e escrita. atividade de processamento de informações. o ato de ler pode ser compreendido como um processo que ocorre por meio da interação: leitor. utilizando-o coerentemente nas mais diversas situações de diálogo. torna-se imperativo que o aluno desenvolva habilidades lingüísticas para que possa ir além da simples decodificação de palavras. lançando-se ao universo da leitura. o leitor que desfruta de um texto que faça parte de seu contexto poderá compreendê-lo dando-lhe maiores significações. suas expectativas e conhecimentos prévios. Solé (1998) considera o modelo interacional como o mais apropriado para o entendimento do ato de leitura como um processo de compreensão. Logo. sendo fundamental que ouça também a leitura do professor incorporando-as as suas próprias histórias. Sendo assim. o ato de ler amplia os horizontes de quem a pratica.

que liberta o indivíduo para o resto de sua vida. seria o reflexo de uma educação ancestral. a partir do híbrido de ambos. sobretudo. uma vez que a mudança do sistema econômico o qual “aboliu” o socialismo priorizando o modo capitalista acarretou a divisão em classes. isto é. seria reflexo de tempos arcaicos da educação. Isto é. a sociedade na qual estamos inseridos está dividida em blocos econômicos. Podemos afirmar que esse despreparo de alunos ao iniciar no universo da leitura. se construirá o sentido. na qual todos os cidadãos dispõem dos mesmos direitos de forma igualitária. a educação a qual se conhece. a decodificação de palavras.8 consegue obter informações e o seu conhecimento de mundo. As concepções abordadas acerca de leitura não a limita. isto é. pois como o próprio texto. isto não ocorre de fato. A escola deve preparar leitores assíduos que gostem de ler e que consigam. para além dos muros que os cercam. e vítima de políticas educacionais. e adquiram suportes que possibilitem a aprendizagem na escola. na qual se privilegiava o ensino de classes. e saibam ler os mais diversos gêneros textuais. vivemos em uma sociedade a qual se diz democrática. apresenta-se desconfigurada de seus padrões vigentes. somente. levando em consideração o próprio texto. tais concepções ratificam que o processo de leitura é visto como um ato interacional. mas. preparar os alunos para o universo da escrita e da leitura. E bem como. a mesma apresenta-se diversificada. as informações que o cercam e bem como o conhecimento prévio do leitor que. No entanto. na realidade. e que não se limitem. porém. Desse modo. visto que o ato de ler é algo constante. que seria. visto . tanto a escola como aos professores reaverem a prática educacional. deve proporcionar prazer e fazer parte da vida cotidiana do educando. os quais são heterogêneos. influenciando diretamente a Educação. com o intuito de preparar leitores competentes que leiam e saibam o que realmente estão lendo. com a influência dos diversos contextos que a compõem. pelo qual se constrói o conhecimento. também. Considerações Finais Diante das dificuldades encontradas pelos alunos durante o desenvolvimento do hábito de ler. Sendo assim. percebemos que a escola. convém. de nobres.

apenas. com o desenvolvimento da presente pesquisa. E. favorecendo assim a interação como elo de ligação do conhecimento. o educador iniciará o ingresso do educando ao universo da leitura. pelas quais. desprestigiando o conhecimento do aluno. os textos fornecem multiplicidades de leituras. perguntas superficiais a cerca de um texto. ainda é necessário que o professor adote uma postura de incentivador deste hábito. o leitor e o contexto. uma lástima termos conhecimento de que a escola passou a desempenhar a função principal de educar. os quais são considerados autoridades supremas. proporcionando o acesso dos educandos aos mais variados tipos de leituras através de infinitas possibilidades de compreensão. a escola é um dos meios necessários ao desenvolvimento do hábito de ler. tornou-se perceptível a estreita relação entre o texto. ideias fornecidas pelos textos e também pelos colegas. visto que. E não podemos esquecer do contexto de cada um desses membros. com as ideias que irão surgir durante a leitura. torna-se imprescindível que o educar aborde todos os conhecimentos que aluno possui. buscando os mais variados significados. porém em grande maioria mostra-se despreocupada em relação à qualidade do ensino oferecido aos alunos. no qual deveria haver a interação entre todos os membros prioriza as ideias do professor. sendo necessário. que também fornecem informações e saberes. sua intenção de compreendê-los. Então. deve estigar o educando a se desdobrar em um texto. . possibilitando a interação daqueles. também. como também dos professores. Além disso. E ainda.entre o leitor e o texto. a partir das relações criadas em sala de aula. não limitando o aluno a respostas apenas de esquematização. torna-se indispensável que o educador adeque-se a sua realidade. estes fazem parte do cotidiano de todo sujeito. livrando-se do estigma de detentor do conhecimento. saberes tanto dos alunos. ou seja.9 que. Por conseguinte. sendo que o leitor é o elo construtor dos significados construídos a partir de seu contexto e do texto. Diante disso. visto que é lugar de interação e de compartilhamento de saberes. É impossível camuflar as lacunas encontradas no processo da leitura uma vez que no próprio espaço de construção de saberes. dono do saber e da verdade absoluta. Logo.

KATO. SOLÉ. Ezequiel Theodoro da. São Paulo: Unesp. Texto. De 2009. Brasília: MEC/SEC. 2006. F. 6 ed. F. Aula de português: encontro e interação. . Acesso em 10 de janeiro de 2011. COLOMER. Catolé do Rocha – PB. a concepção de leitura que o educador deve adotar é a interacionista que tem sua origem nas linhas diagnósticas. Ensinar a ler. Pedagogia Cidadã: Cadernos de formação: Língua Portuguesa. 2003. Guilherme Rocha. DURAN. palavras e sentenças.com. Literatura e Cultura Brasileira. mas sim a leitura como uma construção do significado. & SOUZA. Elisiani Vitória. Anna. cognitivo-processual e discursiva. L. O ato de Ler. 8 ed. R.10 Mas. SILVA.apps. Maria da Graça. (orgs). Irandé. Língua. ensinar a compreender. textualidade e textualização. a fim de amenizar esta realidade. R. No mundo da Escrita. 1998. A (de) formação de leitores na escola. nº 01. 2002. Estratégias de leitura. Revista Prolíngua – ISSN 1983-9979. Zanchetta Jr.. TIEPOLO. Tápias Ceccantini. Trad. 2001. Porto Alegre: Armed. Disponível em: <http://www. Ministério da Educação e do Desporto. número 2 – Jul. In: J. prograd.unibrasil. 1993. M.br/revista>. São Paulo: Parábola Editoial. V Semana de Letras – Linguagem e entrechoques culturais. trazendo luz à escuridão da ignorância. As concepções de leitura e a produção do sentido no texto. Fátima Murad. 2004. São Paulo: Cortez. superando a leitura como mera decodificação de letras. COSTA VAL. 1. Cadernos da Escola de Educação e Humanidades. Parâmetros Curriculares Nacionais: língua portuguesa. Mary A. Secretaria de Educação Fundamental. Volume 2. Isabel. J. 2010. numa perspectiva de interação entre estes dois mundos: o do autor e do leitor do texto. GOMES. BRASIL. L. 2000. Pereira & J. criando e recriando mundos. Porto Alegre: Artmed. Os caminhos para um ensino produtivo de Língua Portuguesa. Referências ANTUNES. v. São Paulo: Ática./Dez. F. Teresa & CAMPS.

You're Reading a Free Preview

Descarregar
scribd
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->