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Gestao Administrativa No Setor Publico

Gestao Administrativa No Setor Publico

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Sections

  • Guia do Estudante
  • Apresentação do Curso
  • Antecedentes Históricos
  • CRONOLOGIA DOS PRINCIPAIS EVENTOS DOS PRIMÓRDIOS DA ADMINISTRAÇÃO
  • Anos Autores Eventos
  • Conclusão
  • Gestão - exercícios de auto-avaliação - Módulo I Aula 1
  • Administração Científica
  • Você sabe quem foi Henry FORD?
  • Gestão - exercícios de auto-avaliação - Módulo I Aula 2
  • TEORIA CLÁSSICA
  • Gestão - exercícios de auto-avaliação - Módulo I Aula 3
  • A ÊNFASE NAS RELAÇÕES HUMANAS
  • Gestão - exercícios de auto-avaliação - Módulo I Aula 4
  • A ORIGEM DA BUROCRACIA, SUAS FUNÇÕES E DISFUNÇÕES
  • Tipos de Sociedade
  • Tipos de Autoridades
  • Desenvolvimento da Burocracia
  • Características da Burocracia segundo Weber
  • Vantagens da Burocracia
  • Racionalidade Burocrática
  • Dilemas da Burocracia
  • Disfunções da Burocracia
  • Gestão - exercícios de auto-avaliação - Módulo I Aula 5
  • TIPOS DE ORGANIZAÇÃO
  • Comissões
  • Gestão - exercícios de auto-avaliação - Módulo I Aula 6
  • DEPARTAMENTALIZAÇÃO
  • Conceito de Departamentalização
  • Tipos de Departamentalização
  • Princípios de Departamentalização
  • Escolhas de alternativas de departamentalização
  • Gestão - exercícios de auto-avaliação - Módulo I Aula 7
  • EFICIÊNCIA E EFICÁCIA
  • Conceitos
  • Eficiência e Eficácia
  • Gestão - exercícios de auto-avaliação - Módulo I Aula 8
  • VISÃO SISTEMICA
  • Histórico
  • Sistemas
  • Hierarquia dos Sistemas
  • Características dos Sistemas Abertos
  • A Teoria de Sistemas nas Organizações
  • Gestão - exercícios de auto-avaliação - Módulo I Aula 9
  • VISÃO CONTINGENCIAL
  • Origem
  • Os Estudos de Woodward
  • O trabalho de Perrow - Tecnologia e Estrutura
  • Burns e Stalker
  • Os Estudos de Lawrence e Lorsch
  • Gestão - exercícios de auto-avaliação - Módulo I Aula 10
  • Avaliação Final de Módulo I
  • EVOLUÇÃO DO ESTADO
  • Formação
  • Evolução do Estado
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo II Aula 1
  • REFORMAS ADMINISTRATIVAS
  • Estratégia de implementação da reforma
  • Da Administração Pública burocrática à gerencial
  • Dimensões da reforma
  • Reforma Administrativa no Governo Collor
  • Reforma Administrativa no Governo Fernando Henrique Cardoso
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo II Aula 2
  • MODERNIZAÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
  • Modelos da Nova Administração Pública
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo II Aula 3
  • ESTRATÉGIA SOB A VISÃO DE MICHAEL PORTER
  • A função do planejamento estratégico
  • O diagnóstico estratégico
  • Análise externa: ambiente geral e o ambiente de negócio
  • Implementação da estratégia
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo II Aula 4
  • ESTRATÉGIA SOB A VISÃO DE HENRY MINTZBERG
  • Escola do Desenho – Selznick (1957)
  • Escola do Planejamento – Ansoff (1965)
  • Escola do Posicionamento - Purdue (1970) e Porter (1980/85)
  • Escola Empreendedora - Shumpeter (1950) e Cole (1959)
  • Escola Cognitiva – Simon (1947/57) March e Simon (1958)
  • Escola do Aprendizado - Vários (1959/80) Prahalad e Hamel (1990)
  • Escola do Poder - Vários (1971/84)
  • Escola Cultural - Final dos anos 60 na Suécia
  • Escola Ambiental - Teóricos das contingências (1977)
  • Escola da Configuração - Chandler (1972) – grupo de McGill
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo II Aula 5
  • FOCO NA PRÁTICA DO PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO PÚBLICO
  • Planejamento Estratégico e Situacional
  • Postulados Teóricos do Planejamento Estratégico
  • Características do Planejamento Estratégico
  • Planejamento Estratégico na Prática
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo II Aula 6
  • MEGATENDÊNCIAS FUTURAS
  • Megatendências sob a visão de alguns estudiosos
  • Mudança de Paradigma no Setor Público
  • Educação Continuada
  • Ensino a distância
  • GESTÃO PÚBLICA PARA O DESENVOLVIMENTO COM INCLUSÃO SOCIAL
  • Governo e Sociedade
  • Opinião Pública
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo II Aula 8
  • UMA NOVA GERAÇÃO DE TRANSFORMAÇÕES DA GESTÃO PÚBLICA
  • Características da Gestão Pública
  • Gestão Pública X Sociedade
  • Governo Empreendedor e Governo Burocrático
  • Sociedade do Conhecimento
  • AS TRANSFORMAÇÕES NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA COM FOCO NO LEGISLATIVO
  • Funções do Legislativo
  • As transformações com o foco no Legislativo
  • Gestão - exercícios de auto-avaliação - Módulo II Aula 10
  • Avaliação Final de Módulo II
  • MOTIVAÇÃO
  • Teoria de Maslow
  • A teoria dos dois fatores de Herzberg, segundo Chiavenato (2000):
  • Teoria dos dois fatores: os satisfacientes e os insatisfacientes
  • O modelo contingencial de motivação de Vroom, segundo Chiavenato (2000):
  • ESTILOS DE LIDERANÇA
  • O Líder
  • Os três componentes básicos para atingir as metas
  • Estilos de liderança para Robbins (1999)
  • O Estilo de Liderança pode ser classificado em cinco versões
  • Diferenças entre chefes e líderes
  • Diferenças primárias entre gerentes e líderes
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo III Aula 2
  • ORGANIZAÇÃO INFORMAL
  • Organização
  • Estrutura Organizacional
  • A organização informal
  • Grupos informais
  • Normas de conduta
  • Cultura Organizacional
  • Clima organizacional
  • Características da organização informal
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo III Aula 3
  • NEGOCIAÇÃO GANHA-GANHA
  • Tipos de negociação em uma empresa
  • Táticas de negociação
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo III Aula 4
  • INTELIGÊNCIA EMOCIONAL
  • O intrapessoal e o interpessoal
  • Intrapessoal
  • O uso interpessoal
  • A maneira correta de se comunicar
  • Desenvolvendo a destreza interpessoal
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo III Aula 5
  • INTELIGÊNCIAS MÚLTIPLAS
  • Inteligência Lingüística
  • Inteligência musical
  • Inteligência Lógico-Matemática
  • Inteligência Espacial
  • Inteligência Corporal Cinestésica
  • Inteligências Pessoais
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo III Aula 6
  • COMUNICAÇÃO INSTITUCIONAL
  • Eficiência e eficácia da comunicação institucional
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo III Aula 7
  • DINÂMICA DE GRUPO
  • Natureza do grupo
  • Divisão dos grupos
  • O animador
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo III Aula 8
  • FERRAMENTAS GERENCIAIS
  • Os métodos gerenciais
  • As Ferramentas
  • Diagrama de Causa e Efeito
  • Ferramenta de estratificação
  • Gráfico de Pareto
  • Diagrama de Dispersão
  • Fluxograma ou Diagrama de Processo
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo III Aula 9
  • JANELA DE JOHARI
  • O “eu aberto”
  • O “eu oculto”
  • O “eu desconhecido”
  • Você é neurótico (a)?
  • Como fazer para sua janela se tornar cada vez mais aberta?
  • Gestão - exercícios de auto-avaliação - Módulo III Aula 10
  • Avaliação Final de Módulo III
  • As Etapas do Ciclo PDCA:
  • Fonte: http://www.sakosta.de/geschaeftsfelder/managmentsys/pdca.gif
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo IV Aula1
  • Nas Organizações
  • Custeio Padrão x Kaizen
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo IV Aula 2
  • CONTROLE DA QUALIDADE TOTAL
  • História da Qualidade
  • Os 14 Princípios do Método Deming
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo IV Aula 3
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo IV Aula 4
  • O que é?
  • Nacional de Metrologia)
  • São 20 os elementos abordados nas séries ISO 9000
  • Modificações nas normas da Família ISO a partir de 2000
  • O que há de novidade na ISO 9000:2000?
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo IV Aula 6
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo IV Aula 7
  • O Processo de Premiação
  • Caso tenha alguma dúvida é só entrar em contato
  • Premiações Internas
  • A Banca Examinadora
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo IV Aula 8
  • O que é um ERP?
  • Como Surgiu?
  • Seu Impacto
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo IV Aula 9
  • BALANCED SCORECARD (BSC)
  • Os Sistemas Existentes
  • O Surgimento do Balanced Scorecard (BSC)
  • BSC - Perspectivas e indicadores essenciais
  • Resumo dos Indicadores (Fatores) do Balanced Scorecard:
  • O Reconhecimento do Controle da Qualidade
  • Gestão - exercícios de auto-avaliação - Módulo IV Aula 10
  • Avaliação Final do Módulo IV

Calendário

CALENDÁRIO

DIA

ATIVIDADE

16 de agosto

Início do curso. Ambientação na plataforma do curso. Abertura do Fórum de apresentação dos alunos e dos tutores.

25 de agosto

Prazo final para a participação no Fórum de Apresentação. O não cumprimento da atividade proposta implicará na exclusão do aluno e consequente convocação daqueles que estiverem aguardando a segunda chamada.

26 de agosto

Convocação de alunos inscritos em 2ª chamada.

08 de setembro Prazo final para envio da Avaliação Final do Módulo I.

29 de setembro Prazo final para envio da Avaliação Final do Módulo II.

10 de outubro Fórum Temático - debate sobre tema a ser sugerido pelo Professora Tutor. 21 de outubro 04 de novembro Prazo final para o envio da Avaliação Final do Módulo III.

25 de novembro Prazo final para o envio da Avaliação Final do Módulo IV.

29 de novembro Prazo final para a correção das avaliações.

Término do curso.
30 de novembro Encerramento do acesso à plataforma.

Guia do Estudante

Guia do Estudante
As orientações abaixo ajudarão você, estudante a distância, a utilizar melhor os recursos didáticos do nosso curso. Estas instruções visam a auxiliá-lo durante todo o seu percurso, levando-o a um maior aproveitamento e sucesso em seus estudos. A tutoria é um importante sistema de ajuda pedagógica do ensino a distância, oferecendo orientação e atendimento às dúvidas sobre os conteúdos. Nossa tutoria é composta de especialistas que atendem a todos os alunos, durante o período do curso. No menu Comunicação, você acessa tanto o ambiente do Fórum, oportunidade em que será ouvido por todos, quanto o da Mensagem, que é seu canal direto de comunicação com o Tutor, onde você deve postar todas as dúvidas, e, também, com seus colegas de curso. É tratado como um “e-mail interno”. Lembre-se de consultá-lo regularmente. No cabeçalho e no rodapé do ambiente “Trilhas”, você encontrará os botões de navegação Próximo/Anterior, que darão opção de avançar e recuar no conteúdo. Para navegar pelos módulos/unidades escolhidos, no botão de rolagem abra o índice e clique na opção desejada. Observe que acima do campo de navegação o sistema informa seu posicionamento no texto-base até o número da página. Para sua facilidade, caso deseje, o conteúdo do curso pode ser impresso clicando no menu de apoio na lateral da sua tela em Versão para imprimir. Atividades de estudos Diversas atividades irão auxiliá-lo, funcionando como reforço na aprendizagem. Após o estudo do conteúdo de cada aula e módulo, você deverá executar: Pelo painel de desempenho você acompanha suas atividades no curso. Observe pela cor indicada na legenda a situação dos exercícios, avaliações e fóruns.

Autoavaliação - Essa atividade, na qual você mesmo

verifica seu progresso, será corrigida automaticamente pelo sistema. Toda vez que visualizar o ícone indicado, acesse o menu Avaliação e no botão Avaliações busque a atividade referente a aula estudado. Ela pode ser refeita tantas vezes quanto necessário.

Avaliação de módulo - São exercícios subjetivos, disponíveis ao

final de cada módulo, que serão corrigidos pelos tutores. Espera-se que o aluno demonstre capacidade de análise e domínio dos temas estudados. O acesso é pelo menu Avaliação, botão Avaliações. Para visualizar a correção, clique na atividade pretendida no painel de desempenho. Dica: para não correr o risco de perder as respostas, orientamos os alunos a fazer a avaliação em um editor de texto (por exemplo: Word) e depois passar para o painel.
O fórum é um valioso instrumento de integração possibilitando que todos os participantes se conheçam e

compartilhem conhecimentos. Os fóruns de apresentação e temático são agendados previamente. Sua participação é obrigatória e será considerada na composição da nota final do curso. O aluno que não participar do fórum de apresentação até o 10º dia do início do curso será considerado reprovado. Localize o acesso por meio do menu Comunicação. Observação: A não participação do aluno no fórum de apresentação até o 10º dia do início do curso implicará na reprovação do mesmo para a convocação daqueles que estiverem aguardando a segunda chamada. O não cumprimento das atividades propostas nos prazos determinados, implicará na reprovação do aluno e consequente impedimento por 6 meses de nova pré-matrícula nos cursos do ILB.

página 02

CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO

MÓDULO I

MÓDULO II

MÓDULO III

MÓDULO IV

TOTAL PARCIAL 80 pontos TOTAL PARCIAL 20 pontos

20 pontos

20 pontos

20 pontos

20 pontos

FÓRUM DE APERSENTAÇÃO

FÓRUM TEMÁTICO

5 pontos

15 pontos

TOTAL GERAL

100 pontos

IMPORTANTE:

Ao acessar o ambiente virtual de aprendizagem, abaixo da "Agenda" busque a aba "Dados", lá a primeira opção é a foto. Clique em Procurar e anexe o arquivo que deve estar salvo em seu equipamento (deve ter a extensão .jpeg ou .jpg para ser reconhecido pelo sistema) e salve. Sua foto deverá ficar visível nessa mesma página, caso negativo, saia e acesse novamente o sistema. A foto identifica melhor você, minimizando a distância e ajudando na interatividade do grupo!

página 03

Certificação Eletrônica: Conseguindo desempenho suficiente nas atividades programadas, você estará apto à CERTIFICAÇÃO. Decorridos 10 dias após a data de conclusão do curso, entre com seu nome de usuário e senha e clique no ícone Emitir certificado. Você terá a opção de imprimir o CERTIFICADO e uma DECLARAÇÃO com o conteúdo programático. Poderá também salvar o arquivo, para posterior impressão.

Caso deseje uma impressão especial, bastará utilizar papel com gramatura ou textura diferenciada.

o ILB passou a fornecer autenticação digital. Nossas sugestões para que você tenha um bom aproveitamento são as seguintes: · administre bem seu tempo .br (Identifique a mensagem.) Telefone: (00+55) (61) 3303-1475 Horários de atendimento ao aluno virtual: 10h às 12 h e 15h às 17h (dias úteis) Confira os ícones utilizados neste curso: Acesse o texto sugerido Comunique-se Exercício de autoavaliação Assista ao filme ou ao vídeo Literatura sugerida Avaliação Final de Módulo Atenção Conclusão página 04 Sugestões para um bom estudo: As atitudes do estudante a distância. determinando o sucesso final.gov.assegure-se de que terá disponibilidade para se dedicar ao estudo. são fatores que ajudam o aluno a persistir e permanecer no curso. · consulte com regularidade a agenda contendo o cronograma do curso . cujo código consta do certificado e que pode ser acessada na página inicial (a mesma em que é feito o login). informando seu nome completo e o curso em que está inscrito.o não cumprimento de algumas das datas implicará o cancelamento de sua matrícula.Para os inscritos a partir do segundo semestre de 2011. E-mail: ilbead@senado. Suporte Técnico O Núcleo Web do ILB oferece apoio a problemas de acesso ao ambiente virtual de aprendizagem e orientações para a utilização dos recursos e ferramentas de EaD. . traduzidas em hábitos de estudo.

Apresentação Bem-vindo(a) à capacitação a distância promovida pelo Instituto Legislativo Brasileiro! Ela é uma das soluções para você complementar sua formação e sua atualização. além de integrarem a avaliação. Gestão Estratégica com foco na Administração Pública. está dividido em quatro módulos. . navegue pelos ambientes de estudo para ver se algo novo foi acrescentado. pois.eles são instrumentos valiosíssimos de interação com o grupo. utilize o botão “Mensagem” no menu “Comunicação”. · participe dos fóruns de debates . atualizados e dispostos à aplicação de novos instrumentos de trabalho que resultem numa melhor condição de enfrentar as transformações decorrentes do processo de globalização e do rápido avanço da tecnologia mundial. voltados ao ambiente do Poder Legislativo: Teorias Administrativas. serão empreendidas no contexto organizacional de atuação de cada um. O material didático. é abordado o ambiente de mudança a que todos nos vemos envolvidos nestas últimas décadas.eles são planejados de forma a otimizar os resultados pretendidos e a pontualidade demonstra seu compromisso com o processo de aprendizagem. O material contém as informações e exercícios necessários ao aluno para o cumprimento dos objetivos propostos. cujos conteúdos são colocados de maneira clara e compreensível. seguramente. Apresentação do Curso O curso Gestão Administrativa no Setor Público tem por objetivo disseminar conhecimentos básicos e atualizados de liderança no setor público. fornecer aos agentes públicos. Em seu escopo. e Gestão de Processos.os exercícios respondidos fora da ordem ficam aguardando a vez para serem corrigidos e você corre o risco de se esquecer de retomá-los. O conteúdo programático foi cuidadosamente desenvolvido para atender às necessidades e anseios próprios da Administração Pública. em linguagem clara e objetiva.· procure realizar as atividades dentro dos prazos previstos . Pretende. · sempre que acessar a plataforma. página 02 Do que se trata O curso trata especialmente de quatro grandes temas.recorra preferencialmente ao tutor para sanar suas dúvidas de conteúdo. · a plataforma é o melhor canal de comunicação com a tutoria . elaborado conforme os preceitos da Educação a Distância. o embasamento teórico e o instrumental prático que muito contribuirá para a qualidade e eficácia das ações que. um deles o de aumentar a eficiência pela melhoria da gestão que resulte no correto uso dos recursos públicos. · execute as atividades propostas em sequência de unidades/módulos . visto que o Estado brasileiro enfrenta hoje muitos desafios. Gestão de Pessoas e das Organizações. da ótica do Estado Brasileiro e das grandes tendências mundiais com vistas a um planejamento mais direcionado e uma visão mais abrangente do processo de Administração Pública. certamente liderados por servidores preparados.

seleção e direção de todo tipo de empresa e em qualquer nível”. Isso também permitirá que os portadores de cuidados especiais (deficientes visuais. da Microsoft. A Administração revela-se nos dias de hoje como uma área do conhecimento humano permeado de complexidades e desafios. enfim.Conceitos Básicos e Antecedentes Históricos aula 02 .A Administração Científica aula 03 . suas Funções e Disfunções aula 06 . estabelecimento dos líderes e das tarefas. por meio do qual o aluno poderá ouvir a aula gravada em áudio.Departamentalização aula 08 . é necessário instalar um software. desenvolver estratégias. dimensionar recursos. De acordo com Koontz (1989). CRONOLOGIA DOS PRINCIPAIS EVENTOS DOS PRIMÓRDIOS DA ADMINISTRAÇÃO . decisão de trabalho.Visão Sistêmica aula 10 .Visão Contigencial aula 01 .Conceitos Básicos e Antecedentes Históricos aula gravada em áudio Antecedentes Históricos Nas sociedades primitivas. tipo Media Player. controle.A Origem da Burocracia. “todo administrador possui cinco funções básicas: planejamento. ou similar. por exemplo).Teoria Clássica aula 04 . Para ouvir o curso. Modulo I Módulo I aula 01 .Esse ícone indica o acesso a aula no sistema Breeze.Eficiência e Eficácia aula 09 . assim como o Adobe (extensão PDF). planejar aplicações. como se estivesse dentro de uma sala de aula. que já está incorporada no curso.A Ênfase nas Relações Humanas aula 05 . tudo que for ligado à organização. efetuar diagnósticos.Tipos de Organização aula 07 . é necessário que o computador tenha caixas de sons (embutidas ou não). acompanhem o curso sem maiores prejuízos. Existem softwares livres para essa finalidade e possível de serem baixados (download) gratuitamente pela internet. O profissional que utiliza a Administração como meio de vida costuma solucionar problemas. Os arquivos abertos em sua extensão permitirão que o aluno acompanhe visualmente e audivelmente as aulas. organização. e. a caçada de um animal para o sustento era um empreendimento que envolvia planejamento. O curso pode ser visualizado e ouvido por meio de outra ferramenta – Breeze.

Teoria da fonte de autoridade. arranjo físico e manuseio de materiais. Administração de pessoal. princípio escalar. Descentralização na organização Necessidade de ordens escritas. balanços contábeis. diferenciação entre gerentes e operários. táticas políticas. padronização. 2600 aC 2000 aC Egípcios Egípcios 1800 aC Hamurabi (Babilônia) 1491 aC Hebreus 600 aC Nabucodonosor (Babilônia) 500 aC 400 aC Mencius (China) Sócrates (Grécia) Ciro (Pérsia) Platão (Grécia) 175 aC 284 1436 Cato (Roma) Dioclécio (Roma) Arzenal de Venenza 1525 Niccoló Machiavelli (Itália) 1767 Sir James Stuart (Inglaterra) 1776 Adam Smith (Inglaterra) Princípio de especialização dos operários. linha de montagem. . amplitude administrativa. Controle de produção e incentivos salariais Necessidade de sistemas e padrões Enunciado da universalidade da Administração. Conceito de organização. contabilidade de custos e controle de qualidade. Princípio da Especialização. princípio da execução. Uso de consultoria de Staff Uso de controle escrito e testemunhal. organizar e controlar. conceito de controle. Necessidade de Relações Humanas.Anos 4000 aC Autores Egípcios Eventos Necessidade de planejar. estudo de movimentos. controle de inventários. especialização. 1799 Eli Whitney (Estados Unidos) Método Cientifico. impacto de automação. Descrição de funções Delegação de Autoridades Contabilidade de custos. estabelecimento de salário mínimo. enunciado das qualidades de liderança. Princípio do consenso e de coesão na organização.

ao mesmo tempo. com nenhum ou com o mínimo de erros) e. Arte de Administração. especificações. Administração sistemática em ferrovias. ênfase no planejamento e controle. seja ela lucrativa ou não”. tendência para) e minister (subordinação ou obediência). é aquilo ou aquele que chega ao resultado. Conceitos Básicos Como acabamos de ver. isto é. cooperação entre operários e gerência. planos de casas para os operários. artesãos independentes. dinheiro ou energia. ciência da Administração. 2000.1800 James Watt Mathew Boulton (Inglaterra) Procedimentos padronizados de operação. segundo Chiavenato (2000). A tarefa básica é fazer as coisas por meio das pessoas de maneira eficiente (eficiência é a qualidade de fazer com excelência. Taylor (Estado Unidos) Fonte: CHIAVENATO. afinal. sem perdas ou desperdícios de tempo. Mc Callum (EUA) 1886 Henry Metcalfe (Estados Unidos) 1900 Frederick W. efeito das cores na eficiência do operário. auditoria. Ênfase na abordagem cientifica e na especialização. Mas. contabilidade de custos. . Praticas de pessoal. que produz o resultado pretendido). métodos de trabalho. ou seja. tempos padrões. estudos de tempos e métodos. mas para seu surgimento foram necessários séculos de preparação. lavradores e até profissionais autônomos que trabalhavam por conta própria. princípio de execução. decisão do trabalho. estudo de temos e movimentos. No entanto. surge a história da Administração. planejamento. que produz o seu efeito específico. aquele que presta um serviço a alguém. administrar é buscar otimizar resultados com os recursos disponíveis. gratificações natalinas. o que é administrar? A palavra Administração vem do latim ad (direção. P. prêmios de produção. No início do século XX. 1810 Robert Owen (Inglaterra) 1832 Charles Bobbage (Inglaterra) 1856 Daniel C. com qualidade e competência. Toda organização precisa ser administrada para alcançar seus objetivos com a maior eficiência e economia de ações e de recursos. Administração Cientifica. incentivo salarial. as poucas organizações que existiam eram muito pequenas: oficinas. 22-23 pagina 02 No final do século XIX. eficaz (eficácia é a realização perfeita de determinada tarefa ou função. treinamento dos operários. Uso do organograma para a estrutura organizacional. a Administração é praticada desde que existem os primeiros agrupamentos humanos. “administrar nada mais é do que conduzir racionalmente as atividades de uma organização. que significa aquele que realiza uma função sob o comando de outrem.

a Teoria Estruturalista promoveu a análise dentro das organizações e do ambiente organizacional. abordaremos mais detalhadamente cada teoria. baseada na psicologia organizacional e. A eficiência tem uma gradação: uma pessoa. e Aristóteles. pessoas. A influência de filósofos como o grego Sócrates. . elevando a racionalização do trabalho com ênfase nas tarefas.Você já sabe diferenciar eficácia de eficiência? O eficiente vai além do eficaz. mas sempre agindo em prol da organização. que veio a ser complementada com a Teoria das Contingências. É importante ressaltar que. mais tarde desenvolvida pela Teoria Comportamental. ou é eficaz ou não é. que expôs os problemas políticos e sociais decorrentes do desenvolvimento cultural e social dos gregos. página 04 A seguir. que parte do princípio de que a Administração depende das circunstâncias ambientais e tecnológicas da organização. e René Descartes. Através da Administração Científica de Taylor. que definiu os princípios gerais da Administração e as funções do administrador. inexperientes à época. No mesmo foco. que abriu a perspectiva do conhecimento humano. máquina ou organização pode ser mais ou menos eficiente que outra. o seu discípulo Platão. para continuarem sempre úteis e aplicáveis. filósofo francês que criou as coordenadas cartesianas e deu impulso à matemática e à geometria da época. comparativa. que analisou a Administração como a habilidade pessoal separada do conhecimento técnico e da experiência. Já a eficácia implica ser ou não ser: uma medicação. metafísica. discípulo de Platão. nosologia. sobretudo. Podemos verificar que a ênfase no ambiente surgiu com a Teoria dos Sistemas. e a Teoria da Burocracia de Weber buscaram a racionalização do trabalho. Com a filosofia moderna. da ordem e do controle. Uma secretária pode ser mais eficiente hoje do que amanhã. Nesse momento. e. a Teoria Clássica de Fayol. fundador da lógica moderna baseada em separar experimentalmente o que é essencial do que é acidental ou acessório. a Teoria Geral da Administração teve como primeira e principal finalidade alcançar a eficiência industrial. Como surgiram as teorias administrativas? Cada teoria surgiu como uma resposta aos problemas organizacionais relevantes de sua época. página 03 A seguir. tecnologia e ambiente. crítica de cada teoria da Administração. dando o impulso inicial à filosofia. pela Teoria do Desenvolvimento Organizacional. ciências naturais e lógica. embora cada qual valorize uma ou algumas das cinco variáveis básicas: tarefa. as teorias administrativas precisam se adaptar às mudanças e incertezas que surgem no decorrer do tempo. estrutura. Já nos próximos módulos. a ênfase nas tarefas e na estrutura é substituída pela ênfase nas pessoas. Mediante a Teoria das Relações Humanas. já com ênfase na estrutura organizacional. Influência da Organização da Igreja Católica A organização eclesiástica serviu de modelo administrativo para as organizações. surge o filósofo inglês Francis Bacon. cosmologia. por exemplo. Em seguida. veremos as principais influências que contribuíram para a Administração: Influências dos Filósofos Várias influências contribuíram para o desenvolvimento da história da Administração. detalharemos uma visão ampla. apenas a igreja possuía um modelo estruturado por uma hierarquia de autoridade (um Estado maior e uma coordenação funcional para a integração). viabilizando a implementação dos princípios da divisão do trabalho. posteriormente.

a descoberta de novas formas de energia. Quais os fatores que impulsionaram essas mudanças? Podemos citar a ruptura das estruturas corporativas da Idade Média. Como você agiria se trabalhasse em uma empresa que vivesse em plena revolução Industrial? Fonte: www. como Karl Marx e Friedrich Engels. grandes empresas passaram a entender que não era apenas uma questão de habilidade pessoal dirigir uma empresa e sim algo mais complexo. que.ig. que preceitua que todo soldado precisa saber perfeitamente aquilo que deve fazer e o que se espera dele. . a enorme ampliação de mercados e a substituição do tipo artesanal por um tipo industrial de produção. Influência dos Pioneiros e Empreendedores Antes de 1850. o avanço tecnológico. reforçaram a importância do planejamento e da organização dentro das funções organizacionais. promoveram o surgimento do socialismo e do sindicalismo. economistas liberais. economistas não liberais.br página 06 Influência dos Economistas Liberais A partir do século XVIII. pois as empresas industriais eram pequenas e geralmente gerenciadas pela própria família. e proporcionaram razoável suporte para o aparecimento de alguns princípios de Administração. a aplicação dos progressos científicos à produção. página 05 Influência da Revolução Industrial Com a Revolução Industrial. poucas empresas tinham uma estrutura administrativa que exigisse os serviços de um administrador em tempo integral.Influência da Organização da Militar A organização militar influenciou a Administração através do conceito de hierarquia e também do princípio de direção. inclusive.hpg. política e social. provocando profundas e rápidas mudanças de ordem econômica. Na virada do século XX. como Adam Smith. Tais princípios influenciaram. a partir do início do século XIX.geojornal2003.com. Foi nesse momento que os capitães da indústria (pioneiros e empreendedores) cederam seu lugar para os organizadores. iniciada na Inglaterra. surgiu uma nova concepção de trabalho que modificou completamente a estrutura social e comercial da época. impulsionando as empresas capitalistas a implantarem métodos e processos de racionalização do trabalho e remuneração adequada.

Acesso pelo menu "Avaliação".Módulo I Aula 1 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos.exercícios de auto-avaliação . esses fatores podem ser classificados em: • “Desenvolvimento tecnológico: que proporcionou um crescente número de empresas e nações concorrendo nos mercados mundiais. os recursos escassos e o crescimento sustentável. o estudante tem um papel central no estabelecimento de uma relação de qualidade com o conteúdo proposto. Em um curso a distância. • Mudança dos mercados vendedores para mercados compradores. com o objetivo de proporcionar qualidade de vida à sociedade e seus membros. as condições para o aparecimento da teoria administrativa estavam se consolidando. • Livre comércio. conclusão Conclusão Nesse contexto. percebemos que a ciência de administrar a existência do homem em uma sociedade vem evoluindo conforme suas necessidades. • Rapidez do ritmo de mudança tecnológica: que torna obsoleto um produto ou reduz drasticamente seus custos de produção. Gestão . em Avaliações.Enfim. Não é suficiente administrar as empresas. porém quais fatores podem ser relevantes para o seu surgimento? Segundo Chiavenato (2000). • Crescimento dos negócios das empresas”. Procure organizar-se para ter o melhor aproveitamento possível do curso. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. é necessário administrar as pessoas. • Aumento da capacidade de investimento de capital e elevação dos níveis de ponto de equilíbrio. tudo isso. sem esquecer da responsabilidade sócio-ambiental.A Administração Científica . aula 02 .

norte-americano. Dessa forma.edu/cas/. Mas quem foi Taylor? Frederick W. A escola da Administração Científica. e a de Henry Fayol (francês). que foi o precursor da Teoria Clássica com a preocupação básica de aumentar a eficiência da empresa por meio da forma e disposição dos órgãos componentes da organização e suas relações estruturais. criada por Taylor no início do século XX. ao mesmo tempo.aula gravada em áudio Administração Científica As idéias de dois engenheiros constituem as bases da Abordagem Clássica da Administração. que desenvolveu a escola da Administração Científica com ênfase nas tarefas. preocupado com a necessidade de criar melhores condições para remunerar os .jpg No primeiro estágio de sua obra.etsu. Fonte:http://www. O principal objetivo da Administração é assegurar o máximo de prosperidade ao patrão e. Os principais métodos científicos aplicáveis aos problemas da Administração são a observação e a mensuração. Dividida em duas orientações bem distintas: a de Frederick Taylor (norte-americano). engenheiro. ao empregado. Taylor. é importante o interesse comum entre empregados e empregadores. foi o precursor da Administração Científica. Taylor. tinha a preocupação de eliminar o desperdício e elevar a produtividade mediante a aplicação de técnicas da engenharia industrial. Daí a ênfase na estrutura e na fisiologia.

Fragmentação das Tarefas e Especialização do Operário Outra finalidade do estudo dos tempos e movimentos era elevar sua produtividade. os operários não possuem capacidade para analisar e estabelecer racionalmente o processo mais eficiente. buscou organizar e descrever os cargos e as tarefas para a racionalização do trabalho operário. vadios e negligentes. trabalhando dentro dos padrões de tempo previstos. O sistema ficou conhecido como “mais-valia”. quando vigorava o sistema de pagamento por peças produzidas ou tarefas. estará pronto para colaborar com a empresa. voltou-se para a racionalização do trabalho dos operários que mais produzissem. Com essa finalidade. página 02 Estudo dos Tempos e Movimentos e Análise do Trabalho O instrumento básico para a racionalização do método de trabalho dos operários era o estudo de tempos e movimentos. permitindo. a tarefa e seu tempo de execução são atribuídos ao operário que. página 03 Na Administração Científica verificou-se que a eficiência não depende somente do incentivo salarial e do método de trabalho.operários. resultando na linha de montagem como sua principal aplicação. a limitação de cada operário à execução de uma única tarefa de maneira repetitiva e padronizada. enquanto o trabalhador executa a tarefa. ruídos. e conseqüentemente. melhorar o rendimento e a eficiência do operário e oferecer uma base uniforme de salários. Em outras palavras. Taylor. ainda nesta módulo). Determinava-se um padrão médio de produtividade e os operários que produzissem além da cota média eram melhor remunerados. prática não vigente à época. Taylor preocupou-se em definir os princípios de Administração (a ser detalhada mais tarde. ou seja. Mas você sabe qual a diferença entre cargo e tarefa? Tarefa é toda atividade executada por uma pessoa dentro da organização. segundo a produtividade desses operários. A idéia básica era que a eficiência aumentava com a especialização. Esse conceito deu origem ao termo “homo economicus”. iluminação etc). Para Taylor. mas pela necessidade de sobreviver. Taylor e seus seguidores desenvolveram planos de incentivos salariais e de prêmios por produção com base no tempo padrão e na convicção de que salário constitui a única fonte de motivação. Uma vez analisada. em sua Administração Científica. a fixação dos tempos padrões para execução das tarefas. racionalizada e padronizada. mas também das condições físicas do ambiente de trabalho (ventilação. Os objetivos desse processo são o treinamento dos operários. selecionado e treinado. a adaptação do operário à própria tarefa e a maior especialização das atividades. Com a Administração Científica ocorre a divisão de responsabilidades: a Administração fica com o planejamento e a supervisão. o homem procurava o trabalho não porque gostava de trabalhar. . apesar de considerá-los irresponsáveis. assim. Já na segunda etapa. distribuir uniformemente cada tarefa. eliminar movimentos inúteis. enquanto que cargo é o conjunto de tarefas executadas de maneira rotineira e específica. determinar o tempo médio que um operário comum levaria para execução da tarefa. o estabelecimento de normas de execução.

Organização Funcional A organização funcional é a estrutura organizacional que aplica o princípio funcional ou da especialização das funções. os engenheiros da Administração Científica passaram a se preocupar com os princípios de Administração capazes de vulgarizar o comportamento dos gerentes e chefes. a jornada variava entre dez e doze horas.princípio da produtividade. Fonte: http://www.princípio da economicidade (estoque mínimo e alta velocidade de vendas). época. enquanto na. que permitiu a produção em série e em massa. . de acordo com suas aptidões. por meio da estrutura funcional. Princípios da Administração Científica de Taylor – Princípio de Planejamento: substituir a improvisação pela ciência. estabelecendo o salário mínimo de cinco dólares por dia e a jornada diária de oito horas. idealizou a linha de montagem. Taylor foi um dos defensores da organização funcional e acreditava que a especialização do operário deveria ser acompanhada pela especialização dos supervisores e da gerência. nem mesmo a linha de montagem. através do planejamento do método de trabalho. .gov Através da racionalização da produção. Ford inovou na organização do trabalho. Para tanto. – Princípio da Execução: Distribuir atribuições e responsabilidades para que a execução da tarefa seja organizada. Ford adotou três princípios básicos: . – Princípio do Controle: controlar o trabalho para se certificar de que este está sendo executado de acordo com métodos estabelecidos. Para envolver os escalões mais elevados.americaslibrary. – Princípio de Preparo: selecionar cientificamente os trabalhadores prepará-los e treiná-los. Você sabe quem foi Henry FORD? Embora Ford não tenha inventado o automóvel.princípio da intensificação (diminuir o tempo de produção).Observou-se também que não adiantava racionalizar o trabalho do operário se os supervisores continuavam a trabalhar dentro do mesmo empirismo anterior. .

A partir daí. por eliminar movimentos inúteis. normativa e típica de sistema fechado. . . Porém. . Vejamos.a visão do operário como uma simples peça no processo de produção. por determinar o tempo médio de cada operário para executar uma determinada tarefa.a abordagem incompleta. até mesmo. principalmente a partir da contribuição de psicólogos e sociólogos. . os estudos de Taylor são vistos como distorcidos. Ele está à sua disposição. senão os representados pela recompensa financeira (homo economicus). isolado como um apêndice da máquina industrial. . contate o seu tutor por meio da Plataforma de Educação a Distância do ILB (menu "Comunicação" . O mecanicismo de sua teoria é o que impõe tarefas repetitivas aos operários em prol de uma maior produção e não se preocupa se o trabalhador possui outros interesses e motivações.a abordagem prescritiva. a escola peca por não analisar as necessidades e motivos que levam o homem a trabalhar com mais entusiasmo.página 04 Críticas à Administração Científica A maior crítica relativa à influência negativa que os conceitos de Taylor tiveram na gestão de empresas – mais especificamente nas indústrias – pode ser claramente observada no filme de Charles Chaplin: "Tempos Modernos". e o surgimento da Escola de Relações Humanas. . envolvendo apenas a organização formal. a seguir.a ausência de qualquer comprovação científica de suas afirmações e princípios.a superespecialização que robotiza o operário. iniciada com Elton Mayo e Mary Parker Follet. outras pessoas acreditam que essa escola é incapaz de ver o operário como ser humano e sim como uma máquina. motivadas no sentido da exploração do trabalhador como se fosse uma máquina. . O filme é uma crítica muito bem humorada sobre a força da supervisão no controle das tarefas dos operários. dentre outros elementos citados nesta aula.a submissão do operário a uma supervisão rigorosa e opressiva. conclusão Conclusão A Administração Científica.a visão microscópica do homem. do ponto de vista do trabalhador. A partir daí. ."Mensagem") ou por e-mail. As teorias desenvolvidas por Taylor sofreram críticas por serem mecanicistas e. as principais críticas às esses estudos: . omitindo o restante da vida da empresa. Em caso de dúvidas.a limitação do campo de aplicação à fábrica. pode ser considerada para alguns como eficaz por focar na racionalização do método de trabalho dos operários.

ou. Entretanto.cas.exercícios de auto-avaliação . realizava suas pesquisas no sentido inverso. onde começou como engenheiro e chegou ao cargo de diretor (1888 a 1918). proporcionando o início de um rigor um pouco mais científico nos locais de trabalho. até então apenas observado empiricamente. Entretanto.jpg Mas você sabe quem foi Henry Fayol? Ele foi o responsável pela fundação da Teoria Clássica. pelo predomínio da organização formal e pelos níveis de mensuração da produção nunca antes experimentado pelas indústrias. formou-se em Engenharia de Minas. na França. em 1916. foi o primeiro a expressar sua mentalidade pragmática através do estudo de tempos e movimentos de tarefas. Fonte: http://hsci. sendo o primeiro a dimensionar tempos e movimentos nas atividades produtivas. seguindo uma hierarquia do topo para a base da pirâmide. aos 19 anos. Fayol dedicou sua vida à introdução do método científico na administração das empresas. Taylor recebe o título de "Pai da Administração Científica". indo trabalhar em uma indústria metalúrgica e de mineração de carvão – Compagni Comenantry Four Chambault et Decazeville. Fayol. em Avaliações". Gestão . nasceu em Constantinopla e.Módulo I Aula 2 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. Fayol . a Administração Científica inaugura as teorias administrativas e baliza as demais por seu foco nas tarefas. Por isso.edu/images/jpg-100dpi-10in/misc/Wren/Portraits/Fayol.Teoria Clássica aula gravada em áudio TEORIA CLÁSSICA Assim como Taylor. aula 03 . Taylor foi duramente criticado por considerar o trabalhador como sendo preguiçoso e dedicado tão somente aos ganhos materiais. enquanto nos Estados Unidos Taylor realizava seus estudos partindo das funções do operário chegando às atribuições da gerência.Apesar de várias críticas. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. Acesso pelo menu "Avaliação". como vimos no capítulo anterior.

tendo as funções sido substituídas por áreas. as funções de segurança eram responsáveis por zelar pelos bens e pelas pessoas. A partir da Primeira Guerra Mundial. a seguir. E por fim. Atualmente. toda empresa deveria ter seis funções básicas: As funções técnicas estavam relacionadas com a produção de bens ou serviços da empresa. como responsável pela integração dessas funções. Enquanto que as funções financeiras correspondiam ao gerenciamento de capitais. balanços. o Fayolismo adquiriu impulso e popularidade.desenvolveu um conjunto de "princípios de Administração geral" que considerava útil para toda situação administrativa em qualquer tipo de empresa. Já as funções comerciais referenciavam-se com a compra e venda de bens. essa visão de Fayol está totalmente ultrapassada. temos as funções administrativas. como a maioria das organizações do século XX se dividem: . Funções básicas da empresa Para Fayol. estatísticas e custos da empresa. Como você montaria um organograma com as funções de cada visão? Você seria capaz de criar outras áreas? página 02 Mostraremos. tornando-se conhecido como “uma escola de chefes”. As funções contábeis eram relacionadas aos registros.

Para Fayol. organização. tais princípios são universais. o gerente. Fayol definiu que a função administrativa é distribuída proporcionalmente entre todos os níveis hierárquicos de uma organização e não importa se é o diretor. . abrangendo somente o estabelecimento da estrutura. Fayol relacionou 14 princípios básicos que podem ser estudados de forma complementar aos de Taylor. Administração é um todo. Diferença entre Administração e Organização Agora que já sabemos as funções básicas da Administração e do administrador. controle e coordenação. comando. pois todos são administradores. Você já é capaz de descrevê-los? página 03 Os Princípios Gerais da Administração Segundo Fayol. O gráfico a seguir mostra claramente a proporcionalidade da função administrativa nos diferentes níveis hierárquicos da empresa e quanto mais se sobe na escala. maleáveis e podem ser aplicados em qualquer circunstância. tempo ou lugar.Funções do Administrador A teoria Clássica é caracterizada por definir as funções do administrador e como este deve agir no trabalho. você saberia definir o que é Administração? Algumas pessoas podem reconhecer Administração como sinônimo de organização. e a organização uma de suas partes. Os autores Clássicos utilizam o conceito de elementos da Administração ou funções do administrador para formar o processo administrativo. o chefe ou o supervisor. logo todos desempenham atividades de previsão. mais aumenta a extensão e o volume das funções administrativas.

8.Divisão do trabalho .Estabilidade dos funcionários . com métodos pré-estabelecidos e com a finalidade de formar administradores a partir de suas aptidões e qualidades pessoais. 3. segundo o qual um operário deve ter apenas um chefe.O trabalho deve ser conjunto.um lugar pra cada coisa e cada coisa em seu lugar. do passado.regras de conduta e de trabalho válidas pra todos os funcionários.Iniciativa .Autoridade é o direito dos superiores de atribuírem ações aos seus subordinados que terão a responsabilidade de cumpri-las.Unidade de comando . 12. a eficiência da produção e aumentando a produtividade. 14.Espírito de corpo . cada um especializado em um aspecto da tarefa do operário. 6. Enquanto Taylor defendia o controle de um operário por diversos supervisores. Para a Teoria Clássica. não tendo se desligado. a estrutura organizacional é analisada de cima para baixo (da direção para a execução) e do todo para as partes (da síntese para a análise).Autoridade e responsabilidade . evitando o ditado popular: “tem muito cacique e pouco índio”. 10.As atividades vitais da organização e sua autoridade devem ser centralizadas. 13. Nessa época.A justiça deve prevalecer.Centralização . 4.Disciplina . .Unidade de direção – uma cabeça e um plano centralizados possibilitam agrupar atividades com os mesmos objetivos. 9.1.Deve ser suficiente para garantir a satisfação dos funcionários e da própria organização.Uma rotatividade alta é negativa ao desempenho da empresa e o moral dos funcionários.Remuneração . substituíram o empirismo e a improvisação por técnicas científicas. 5. essa idéia era vista como novidade. 2.Ordem . justificando a lealdade e a devoção de cada funcionário à empresa.Eqüidade . página 04 Teoria da Administração Os autores da Teoria Clássica.capacidade de estabelecer um plano e cumpri-lo. como foi visto na unidade anterior. A sua organização pessoal e a disponibilidade de um tempo diário e preciso para os estudos poderá contribuir para um melhor aproveitamento do curso. 11.Os interesses gerais da organização devem prevalecer sobre os interesses individuais. 7. respeitando à risca uma linha de autoridade fixa.Prevalência dos interesses gerais .Hierarquia . nesse aspecto.Defesa incondicional da estrutura hierárquica.Um funcionário deve receber ordens de apenas um chefe. A ausência de disciplina gera o caos na organização. A Teoria Clássica pouco evoluiu em termos de teoria da organização. Fayol defendia o conceito de unidade de comando. através de um ensino organizado. dessa forma.Especialização dos funcionários desde o chefe até os operários da fábrica. facilitado pela comunicação na equipe. favorecendo.

Conceitos de Linha e Staff Para Fayol. comando. Em qualquer organização. cadeia escalar: autoridade de comando. 3. 2. mas não se afastam muito da concepção Fayloriana. é impossível definir atividades sem enquadrá-las em duas direções: Verticalmente: quando a hierarquia define a graduação das responsabilidades (níveis de controle). Cada autor clássico define ao seu modo os elementos da Administração. organização. as funções do administrador para Urwick e Gulick: . Elementos da Administração Fayol acreditava que quanto maior a organização e a divisão do trabalho. seções. mais eficiente ela seria. no nível gerencial.. os elementos da Administração. em outra unidade. coordenação e controle constituem as chamadas funções do administrador. Mais adiante. a seguir. cada departamento ou seção passa a ser responsável por uma atividade específica e própria (níveis de especialização). a Teoria Clássica se preocupava com a divisão dos departamentos. Isso é o oposto da supervisão funcional. maiores seriam as necessidades de coordenação para assegurar a eficiência da organização. página 05 Organização Linear Os autores Clássicos consideravam a estrutura organizacional baseada na autoridade linear (decorrente do princípio da unidade de comando).Divisão do Trabalho A idéia básica era a de que as organizações com maior divisão de trabalho seriam mais eficientes do que aquelas com pouca divisão do trabalho. centralização da autoridade: no topo deve estar a autoridade máxima. É importante ressaltar que a divisão do trabalho no sentido horizontal é chamada de departamentalização. mas os seguidores de Fayol não aceitaram tais elementos. Naquela época. ou seja. 4. Para a Teoria Clássica a divisão do trabalho é essencial para a razão da organização. Enquanto a Administração Científica se preocupava com a divisão do trabalho no nível operário. Horizontalmente: em um mesmo nível hierárquico. absoluta e direta sobre seus subordinados. Os cinco elementos que compõem a Administração: previsão. quanto mais departamentalizada a organização. ou seja. divisões. unidade de comando: cada pessoa tem um único chefe. unidade de direção: planos para conduzir os objetivos da organização. etc. Veja. a Organização Linear era mais simples e seus princípios eram: 1. estudaremos a departamentalização. cada superior tinha autoridade única.

conclusão Conclusão . – Princípio da autoridade: Deve haver uma linha de autoridade claramente definida. unidade de comando e amplitude de controle).página 06 Princípios de Urwick – Princípio da especialização: Cada pessoa deve exercer uma função. que deveriam ser seguidos para a máxima eficiência. deixando implícito a ausência de trabalhos experimentais para dar base científica a suas afirmações e princípios. com esquemas pré-estabelecidos de como o administrador deve proceder. em suma. especialização. – Princípio da amplitude administrativa: Cada superior deve ter um número determinado de subordinados. porém não conseguia dar um tratamento sistemático à interação entre as pessoas e os grupos informais nem aos conflitos intra-organizacionais nem ao processo decisorial” Em outros termos. – Princípio da definição: Os deveres. “a teoria da organização formal não ignorava os problemas humanos da organização. Críticas à Administração Clássica Várias críticas foram atribuídas à Teoria Clássica. Dentre elas. a abordagem está incompleta. Outra crítica pode ser observada. podemos destacar a abordagem simplificada da organização formal. Os autores clássicos fundamentam seus conceitos apenas em observações. deixando de lado a organização informal. segundo SCOTT (1967). e os princípios da Teoria Clássica (divisão do trabalho. pois não considera o comportamento humano na organização. O comportamento deste período fez com que a Teoria Clássica recebesse o nome de teoria da máquina por causa do comportamento mecânico da organização. falta comprovação científica para as afirmações dos autores clássicos. autoridade e responsabilidade de cada cargo deverão ser considerados por escrito e comunicado a todos.

Fonte: http://www. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. Esta teoria foi criada graças ao desenvolvimento das chamadas Ciências Humanas. .br Escola das Relações Humanas A Teoria das Relações Humanas surgiu nos Estados Unidos como conseqüência imediata das conclusões obtidas na Experiência em Hawthorne. desenvolvida por Elton Mayo e seus colaboradores. Fayol dividiu em cinco níveis as funções administrativas. os administradores são as pessoas que estão em posição de destaque na organização. a organização formal e os princípios da Administração cedam prioridade para a preocupação com as pessoas e grupos sociais. Foi basicamente um movimento de reação e de oposição à Teoria Clássica da Administração. A Teoria Humanística surgiu com a necessidade de humanizar e democratizar a Administração.drbrioschi.exercícios de auto-avaliação . libertando-a dos conceitos rígidos e mecanicistas da Teoria Clássica e adequando-a aos novos padrões de vida do povo americano. Acesso pelo menu "Avaliação". o método de trabalho. aula 04 .Módulo I Aula 3 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. Apesar de algumas críticas. Para essa Escola.com. Coordenar e Controlar. Fayol abordou um assunto muito importante e o mesmo perdura até os dias atuais. seja diretor ou supervisor. Comandar. recebem as funções de administrar.A Teoria Clássica teve uma consideração muito relevante para o administrador. o famoso POC3 – Planejar.A Ênfase nas Relações Humanas aula gravada em áudio A ÊNFASE NAS RELAÇÕES HUMANAS A Abordagem Humanística faz com que a preocupação com a máquina. Organizar. em Avaliações. Gestão . principalmente a Psicologia e a Sociologia.

e um diagnóstico preliminar nos diria que o moral na companhia era alto e os funcionários confiavam na competência de seus administradores./noticias. que veio a se estabelecer logo em seguida. que visava analisar a organização informal dos operários. É a capacidade social do trabalhador que estabelece seu nível de competência e de eficiência.asp?idnoticia=2801 Os estudos básicos efetuados por Mayo e seu grupo tiveram quatro fases: Primeira fase – buscou-se estabelecer a existência de uma relação entre uma maior iluminação no local de trabalho e um aumento na produtividade. e não de sua capacidade física ou fisiológica (como afirmava a Teoria Clássica). Terceira fase – o programa de entrevistas. Destacamos.rn.br/. o que lhe rendeu um clima organizacional sadio. O comportamento social dos empregados se apóia totalmente no grupo. Os pesquisadores verificaram que a eficiência dos operários era afetada por condições de natureza psicológica. A partir dessa fase. mas . as pesquisas passaram a ter um enfoque nas relações humanas e não mais na parte científica. tinha por objetivo desvendar os motivos que levavam os funcionários a adotarem posturas tão diferentes nos seus departamentos e na sala de provas.gov. com a finalidade de realizar um estudo da fadiga no trabalho e dos efeitos gerados por mudanças de horários ou introdução de intervalos de descanso no período de trabalho.Os estudos em Hawthorne de Elton George Mayo (1880-1949) A Western Eletric era uma companhia norte-americana que fabricava equipamentos para empresas telefônicas e sempre se caracterizou pela preocupação com o bem-estar de seus funcionários. Durante mais de 20 anos não se constatou nenhuma greve ou manifestação. das normas sociais e expectativas que envolvem o empregado. até então estranho e impertinente. página 02 Segunda fase – a sala de provas de montagem de relés. as principais conclusões: O nível de produção é resultante da integração social. Quarta fase – a sala de observações da montagem de terminais. o resultado da pesquisa mostrou que.. Fonte: www. ao se reduzir a iluminação. Entretanto.. Os trabalhadores não reagem isoladamente. a seguir. Tentaram eliminar ou neutralizar o fator psicológico. onde anualmente seriam entrevistados todos os funcionários da empresa. a produção do grupo que estava sendo analisado também aumentava. Algumas conclusões da Experiência de Hawthorne A experiência em Hawthorne permitiu o delineamento dos princípios básicos da Escola das Relações Humanas.

Você já parou para pensar nisto? O que fazer para melhorar esta situação? Funções básicas da Organização Industrial Como podemos ver.Roethlisberg e Dickson . página 03 A civilização industrializada e o homem Dentro da abordagem humanística. Os aspectos emocionais. Mayo e seus colaboradores verificaram que a extrema especialização defendida pela Teoria Clássica não cria necessariamente a organização mais eficiente.a função econômica . . Relações Humanas são as ações e atitudes desenvolvidas pelos contatos entre pessoas e grupos.descreveram que toda organização industrial deve buscar duas formas para manter equilíbrio interno na organização: .é responsável por proporcionar equilíbrio interno. não planejados e mesmo irracionais do comportamento humano. que compõem a organização como um conjunto desses grupos.como membros de grupos informais. É exatamente a compreensão da natureza dessas relações humanas que permite ao administrador melhores resultados de seus subordinados. a maior fragmentação do trabalho não é a forma mais eficiente do trabalho. portanto. porém o clima pesado da empresa não o (a) deixa à vontade. passam a merecer atenção especial por parte de quase todas as grandes figuras da Teoria das Relações Humanas. Assim. Imagine que a empresa em que você trabalha obtém excelentes resultados financeiros. preocupação fundamental da Teória Clássica. Daí a necessidade de um tratamento preventivo do conflito industrial através de uma Administração humanizada. que são os definidores das quotas de produção e das punições aos indivíduos que saem das normas grupais (teoria de organização informal). cujos relatores . surge uma grande incompatibilidade entre os objetivos organizacionais da empresa e os objetivos individuaisdo empregado. . Cada indivíduo é uma personalidade diferenciada que influi no comportamento e atitudes dos outros com quem mantém contatos.visa produzir bens ou serviços através de equilíbrio externo. é fundamental que permaneçam em estado de equilíbrio para que não haja reação contrária de uma das partes. gerando satisfação a seus participantes. A importância do conteúdo do cargo: a maior especialização e. todos os métodos convergem para a eficiência e não para a cooperação e objetivos humanos. Os indivíduos dentro da organização participam de grupos sociais e mantêm-se em uma constante interação social. Essas duas funções são subsistemas interdependentes. alguns dos novos conceitos sobre Administração surgiram através da experiência de Hawthorne. Assim.a função social . As Relações Humanas são as ações e atitudes desenvolvidas pelos contatos entre pessoas e grupos.

As variáveis que uma escola considerava importantes eram ignoradas pela outra.E então. de Taylor (ênfase nas tarefas) e a Teoria Clássica. Em seguida. perdendo. portanto. você já é capaz de distinguir a Administração Científica. a Teoria Humanística tinha visão idealizada do operário feliz e integrado ao ambiente de trabalho. dentre as quais destacaremos algumas: Os fatores considerados importantes para a Teoria Clássica era rigidamente combatido pela Teoria das Relações Humanas. e. a abordagem humanística foi alvo de muitas críticas. muitas vezes. conseqüentemente. as restrições decorrentes da disponibilidade de poucas variáveis a serem analisadas e a limitação destas apenas às fábricas resultou numa impossibilidade de generalização de resultados. o senso crítico. Além disso. não são diretamente . de Fayol (ênfase na estrutura) com a Teoria das Relações Humanas. mal focalizados. A produtividade do operário não pode estar condicionada a sua felicidade e. cujo precursor foi Elton Mayo (ênfase nas pessoas)? página 04 O quadro a seguir mostra claramente uma comparação entre a Teoria Clássica e a Teoria das Relações Humanas: Críticas à abordagem da Teoria das Relações Humanas Assim como na Administração Científica e na Teoria Clássica.

A crítica de "operários felizes. eram iludidos a participar de decisões em reuniões enquanto. aula 05 . Essa escola viu a necessidade de humanizar e democratizar a Administração. Nessa época. a Teoria Humanística não forneceu critérios de gestão. conclusão Conclusão A Escola das Relações Humanas preocupou-se com aquilo que as outras demais nem sequer comentaram: o homem. quando surgiram as críticas à Teoria Clássica e à Teoria das Relações Humanas. porém improdutivos" foi perpetuada pelos estudiosos no assunto. principalmente. as empresas passaram a exigir modelos organizacionais mais definidos devido ao crescente tamanho e complexidade das empresas. não apresentou nenhuma visão sócio-econômica realista das relações empresa-funcionário. Gestão . . Você só é capaz de produzir quando está feliz? Existia uma supervalorização do fator "Integração Grupal" com relação à produtividade. acredita-se que ela exagerou e esqueceu assuntos. na verdade. Outra crítica que deve ser abordada é o fato de que os funcionários. não esclareceu o que pode ou não pode ser feito para obtenção de melhores resultados.A Origem da Burocracia. segundo a qual “a burocracia é uma forma de organização humana que se baseia na racionalidade.Módulo I Aula 4 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. tanto da estrutura como dos participantes da organização. Além disso. naquela época. porém. Acesso pelo menu "Avaliação".proporcionais (funcionários infelizes podem ser produtivos). suas Funções e Disfunções aula gravada em áudio A ORIGEM DA BUROCRACIA. tornou-se necessário um modelo de organização racional capaz de caracterizar todas as formas de organização humana e. também importantes. no quesito administrar. a fim de garantir a máxima eficiência possível no alcance desses objetivos” CHIAVENATO (2000). as empresas. propôs um modelo intitulado de Teoria da Burocracia em Administração. sociólogo alemão. gerando a necessidade de um enfoque mais amplo e completo. Assim. suas idéias e insatisfações estavam sendo espionadas. E. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. Tal fator representa apenas uma característica capaz de influenciar na produtividade. na adequação dos meios aos objetivos (fins) pretendidos. SUAS FUNÇÕES E DISFUNÇÕES A Teoria da Burocracia desenvolveu-se dentro da Administração a partir da década de 40. Avaliações.exercícios de auto-avaliação . isto é. Ambas teorias revelam dois pontos de vista extremamente opostos e incompletos sobre a organização. Max Weber. por fim.

ao arbítrio e às emoções. salienta Max Weber. . ou seja. São sociedades onde a racionalidade é empregada como meio de se alcançar os objetivos dessa sociedade. O governante é visto como uma pessoa que alcançou tal posição exclusivamente por procedimentos legais (como nomeação. trata-se de um conjunto de normas consideradas legítimas e das quais deriva o comando. os exércitos e até mesmo os Estados Modernos. Como exemplo podemos destacar a família. como afirmava Karl Marx. para cada tipo de sociedade deveria existir um tipo de autoridade correspondente. concursos etc.Sociedade Tradicional: possui características patriarcais de cunho patrimonialista. o moderno sistema de produção. às quais denominou ética protestante. que detém a posse e o domínio de um patrimônio.Origens da Burocracia A burocracia teve sua origem nas mudanças religiosas verificadas após o Renascimento. ocorridas inicialmente em países protestantes – como Inglaterra e Holanda – e não em países católicos. porquanto essas três formas de racionalidade se apoiaram nas mudanças religiosas.Sociedade Legal. Nesse sentido. mas de um novo conjunto de normas sociais morais. Será que você pensou na mesma idéia que Weber pensava? Para ele. eleições. Vejamos quais são: – Autoridade Tradicional acontece quando os subordinados aceitam as ordens dos superiores e concordam com um conjunto de regras e regulamentos legais previamente estabelecidos. página 02 Tipos de Sociedade Weber distingue três tipos de sociedade. racional e capitalista não se originou das mudanças tecnológicas nem das relações de propriedade. Naquela época. . Na verdade. As semelhanças entre o protestantismo e o comportamento capitalista são impressionantes. Racional ou Burocrática: é constituída de uma sociedade onde predominam normas e regras impessoais que se sobrepõem à vontade individual. . Tipos de Autoridades Pare e pense no significado da palavra autoridade. vamos ver quais são? . os clãs e os feudos medievais. Weber notou que o capitalismo. a organização burocrática e a ciência moderna constituem três formas de racionalidade que surgiram a partir dessas mudanças religiosas.) e é em virtude de sua posição alcançada que ele exerce o poder dentro dos limites fixados pelas regras e regulamentos sancionados legalmente. “autoridade significa a probabilidade de que um comando ou ordem específica seja obedecido”. Como exemplo podemos citar as empresas. é um tipo de sociedade na qual há uma forte conotação mística/arbitrária ou dogmática/ideológica.Sociedade Carismática: podemos caracterizá-la como partidos políticos. grupos religiosos.

possibilitando a padronização das atividades da organização burocrática e conferindo aos chefes poder de repressão sobre os empregados. . Costuma ter fundamento legal. autoridade carismática. O conceito de burocracia para Max Weber é exatamente o contrário. A burocracia é a organização eficiente por excelência. permitindo a centralização da autoridade e o fortalecimento da administração burocrática. página 03 Desenvolvimento da Burocracia Weber identificou três fatores principais que favorecem o desenvolvimento da moderna burocracia: O primeiro é a racionalização de transações econômicas: através de uma economia monetária. Você costuma ser uma pessoa carismática? Caso afirmativo. Características da Burocracia segundo Weber Geralmente. com meios capazes de corrigir e impor disciplina. Madre Tereza de Calcutá. sendo. Princesa Diana. a moeda passa a assumir o lugar da remuneração em espécie para os funcionários. como as coisas deverão ser feitas.. caráter formal das comunicações: as regras da burocracia. para conseguir essa eficiência. com capacidade de regular tudo que ocorra dentro da organização. a superioridade técnica sobre qualquer outra forma de organização em termos de eficiência. Gandhi. para assegurar uma interpretação ordenada e única do estatuto da empresa (privada).in. a burocracia especifica. O leigo passou a dar o nome de burocracia aos defeitos do sistema (disfunções) e não ao sistema em si.– Autoridade Carismática é o tipo do poder que adquire facilmente características revolucionárias. causando ineficiência à organização. registradas e comunicadas por escrito. para serem interpretadas univocamente por todos os membros da organização. a burocracia tem as seguintes características principais: caráter legal das normas e regulamentos: a burocracia é uma organização definida por regulamentos e normas previamente estabelecidas. por escrito.. portanto. O termo também é empregado com o sentido de apego dos funcionários aos regulamentos e rotinas. a burocracia é visualizada em uma empresa ou organização onde o “papelório” se multiplica e se avoluma. com o objetivo de proporcionar comprovação e documentação adequadas. antecipada e detalhadamente. impedindo as soluções rápidas ou eficientes. Normalmente ocorre quando os subordinados se identificam com o superior e atendem suas ordens com grande facilidade.gr/auto/news/imagens/big/ – Autoridade Legal. elas devem ser detalhadas. instável e sem base racional. Segundo Max Weber. naquela época. você poderia ter. as decisões e ações administrativas são formuladas. Logo. Racional ou Burocrática acontece quando os subordinados concordam com as normas e leis previamente estabelecidas e racionalmente definidas. e. por último. Vejamos algumas das inúmeras personalidades carismáticas no mundo? Airton Senna. Outro fator é o crescimento quantitativo e qualitativo das tarefas administrativas do Estado Moderno e. Fonte: http://assets.

Ele obedece ao superior. isto é. e as atividades são distribuídas de acordo com os objetivos a serem atingidos. provavelmente. especialização da Administração: o dirigente não é necessariamente o dono do negócio. Pense. mas. comprar ou herdar sua posição ou seu cargo. o poder de cada pessoa é impessoal e deriva do cargo que ocupa. competência técnica e meritocracia: a admissão. Mas você sabe o que significa o termo autoridade neste contexto? Serve para reduzir ao mínimo o atrito entre chefe e empregado. testes e títulos para admissão e promoção dos funcionários. para não interferir na competência alheia nem prejudicar a estrutura existente. impessoalidade nas relações: a administração da burocracia não considera as pessoas como tal. assim como o funcionário não pode vender. Assim. para que a eficiência do sistema seja máxima. outras pessoas já o ocuparam. as regras e normas técnicas regulam a conduta do ocupante de cada cargo. Assim. uma vez que tudo estará sob o controle de normas racionais. sim.página 04 caráter racional e divisão do trabalho: A burocracia é uma organização que se caracteriza por uma sistemática divisão do trabalho para atender a uma racionalidade. certo? A burocracia precisa garantir a sua continuidade ao longo do tempo: as pessoas vêm e vão. a promoção dos funcionários e sua transferência são baseadas no mérito e na competência técnica e não em preferências pessoais. pois o sistema social racional puro de Weber pressupõe que as reações e o comportamento humano sejam perfeitamente previsíveis. estreitamente. profissionalização dos participantes: cada funcionário da burocracia é um profissional. mas um profissional especializado na sua administração. o subordinado está protegido da ação arbitrária do seu superior. os cargos e funções permanecem. sobretudo. A organização informal surge como uma derivação direta do sistema burocrático. dado que as ações de ambos se processam dentro de um conjunto mutuamente reconhecido de regras. Daí a necessidade de exames. mas como ocupantes de cargos e de funções. definidos por meio de regras limitadas e específicas. cujas atividades devem ser executadas de acordo com rotinas e procedimentos previamente fixados. rotinas e procedimentos estandardizados: O ocupante de um cargo não pode fazer o que quiser. o que a burocracia impõe que ele faça. completa previsibilidade do funcionamento: tudo na burocracia é estabelecido no sentido de prever as ocorrências e rotinizar sua execução. Assim. hierarquia da autoridade: cada cargo inferior deve estar sob o controle e supervisão de um posto superior. não em consideração à sua pessoa. ela é adequada aos objetivos a serem atingidos: a eficiência da organização. daí a necessidade da hierarquia da autoridade e fixar as chefias nos diversos escalões de autoridade para proporcionar a estrutura hierárquica da organização. determinando privilégios e obrigações. quais são seus limites de direitos e poderes. escritas e legais. assim como a obediência prestada pelo subordinado ao superior é impessoal. Cada empregado deve saber qual a sua tarefa. como uma conseqüência da impossibilidade prática de se bitolar e padronizar completamente o comportamento humano nas organizações . concursos. mas ao cargo que o superior ocupa. as tarefas administrativas são altamente diferenciadas e especializadas. o cargo que você ocupa hoje. página 05 A organização informal aparece como um fator de imprevisibilidade das burocracias. sua capacidade de comando sobre os outros e.

o nepotismo é evitado e as condições de trabalho favorecem a moralidade econômica e dificultam a corrupção. sendo que grande número de casos similares é metodicamente tratado dentro da mesma maneira sistemática. comparar os mecanismos burocráticos com outras organizações é o mesmo que comparar a produção da máquina com outros modos não-mecânicos de produção. 4. Univocidade de interpretação garantida pela regulamentação específica e escrita. tem a virtude de assegurar cooperação entre um grande . Precisão na definição do cargo e na operação. Além disso. por ser despersonalizado (no sentido de excluir sentimentos irracionais. 2. elimina a discriminação pessoal. pois cada um conhece o que deve ser feito e por quem e as ordens e papéis tramitam através de canais preestabelecidos. são: “1. Constância. Benefícios para as pessoas na organização. preferências pessoais). A eqüidade das normas burocráticas. para Weber. pois o negócio é conduzido de acordo com regras conhecidas. Confiabilidade. Continuidade da organização através da substituição do pessoal que é afastado. Uniformidade de rotinas e procedimentos que favorece a padronização. Nessas condições. pois a hierarquia é formalizada. o trabalho é dividido entre as pessoas de maneira ordenada. Por outro lado. os critérios de seleção e escolha do pessoal baseiam-se na capacidade e na competência técnica. Para ele. 9. o trabalho é profissionalizado. a informação é discreta. pelo conhecimento exato dos deveres. Rapidez nas decisões. redução de custos e de erros. pois os mesmos tipos de decisão devem ser tomados nas mesmas circunstâncias. 6. As vantagens da burocracia. 10. pois cada funcionário conhece aquilo que é exigido dele e quais são os limites entre suas responsabilidades e as dos outros. 8. pois os procedimentos são definidos por escrito. podendo encarreirar-se na organização em função de seu mérito pessoal e competência técnica” CHIAVENATO (2000). como o amor. 7. quase sempre baseadas em padrões universalísticos de justiça e de tratamento igualitário. 3. Redução do atrito entre as pessoas. raiva. as pessoas são treinadas para se tornarem especialistas em seus campos particulares.Vantagens da Burocracia Weber viu inúmeras razões para explicar o avanço da burocracia sobre as outras formas de associação. pois é fornecida apenas a quem deve recebê-la. página 06 5. Racionalidade em relação ao alcance dos objetivos da organização. As decisões são previsíveis e o processo decisório.

Às conseqüências imprevistas. A racionalidade da estrutura racional é frágil e precisa ser constantemente protegida contra pressões externas. exige um nível de renúncia que é difícil de se manter. A capacidade para aceitar ordens e regras como legítimas. e menos separadas das outras. da crescente burocratização do mundo moderno. mas que permeiam toda a vida social. existem pressões constantes de forças exteriores para encorajar o burocrata a seguir outras normas diferentes das da organização e. Embora considerasse a burocracia como a mais eficiente forma de organização criada pelo homem. cujos resultados. As pessoas cumprem as regras organizacionais principalmente porque os fins alcançados pela estrutura total são altamente valorizados e cada qual deve fazer a sua própria parte para que o objetivo seja alcançado.número de pessoas sem que essas pessoas se sintam necessariamente cooperadoras. deu-se o nome de disfunções da burocracia. de outro lado. onde as relações disciplinares são mais "naturais" e "afetuosas". o compromisso dos subordinados com as regras burocráticas tende a se enfraquecer gradativamente. fosse uma enorme ameaça à liberdade individual e às instituições democráticas das sociedades ocidentais. Weber usa o termo burocratização referindo-se também às formas de agir e de pensar. Racionalidade Burocrática O fato de uma organização ser racional não implica necessariamente que seus membros ajam racionalmente no que concerne às suas próprias metas e aspirações. Disfunções da Burocracia Ao estudar as conseqüências previstas (ou desejadas) da burocracia. página 07 Dilemas da Burocracia De um lado. Assim. seja na tradicional. a fim de poder ser dirigida para os seus objetivos e não para outros. Weber temia que essa grande eficiência. Weber notou também as conseqüências imprevistas (ou indesejadas). que existem não somente no contexto organizacional. seja na direção carismática. principalmente quando repugnam os desejos da pessoa. as organizações burocráticas apresentam uma tendência a se desfazerem. advinham. Veja a seguir as características e as disfunções da burocracia . Assim. que a conduzem à máxima eficiência.

com seus procedimentos e regras imutáveis. introduz variações no desempenho das atividades organizacionais. o controle das atividades se tornava mais fácil.Tipos de Organização aula gravada em áudio TIPOS DE ORGANIZAÇÃO Uma organização começa quase sempre quando uma pessoa necessita de mais alguém para fazer alguma coisa. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. podemos buscar uma definição de organização que incorpore os elementos enunciados. quando estabelecida.Módulo I Aula 5 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. poderá tender a entropia. Dependendo do tipo de empresa.exercícios de auto-avaliação . Weber acreditava na excelência da burocracia e suas rotinas. em qualquer tipo de organização. Possui um caráter racional com um enfoque extremamente hierárquico. pois assim. Com estas observações em mente. As organizações. a organização é feita de pessoas que se relacionam e cooperam para fazer algo em comum. . ou seja. Pois as mudanças globais pedem que as empresas as sigam a fim de permanecerem competitivas no mercado.conclusão Conclusão A burocracia surgiu para organizar e impor regras às empresas e aos funcionários. segundo Hall (1984). Acesso pelo menu "Avaliação". fatalmente. aula 06 . Podemos ver inúmeras empresas burocráticas. Gestão . são entidades complexas que contêm uma série de elementos e são afetadas por fatores diversificados. as causas das disfunções da burocracia residem basicamente no fato de que a burocracia não leva em conta a chamada organização informal que existe. Em suma. necessariamente. e nem se preocupa com a variabilidade humana (diferenças individuais entre as pessoas) que.

Fonte: http://www.ca/trade/ner/site/images Autores clássicos da Administração.gc. nos deixaram alguns princípios de organização do trabalho que são aplicados universalmente até os dias de hoje. a quem estão subordinadas e quais são os fluxos de mando e responsabilidade” (Richers. Para atender a essas características que mudam de acordo com o ambiente institucional. 1997). p. a organização formal pode ser estruturada por meio de três tipos de organização: linear. funcional e linha-staff. O organograma tem muitas utilidades. Mais adiante aparece o organograma de uma organização de estrutura linear. 1986. hierarquia. especialização.dfait-maeci. como Fayol (1841-1925). sendo a principal delas a de servir de “meio de comunicação discreta e inconteste para mostrar às pessoas como se posicionam na empresa. Mas você sabe o que é um organograma? O organograma é um instrumento gráfico que representa a estrutura organizacional da empresa (Colenghi. Seguindo os princípios gerais clássicos da Administração. as organizações podem ser estruturadas de acordo com a natureza do trabalho e de interesses ou necessidades específicas dos administradores em determinadas situações. 77). amplitude administrativa e o racionalismo da organização formal. Vamos resumi-los? Divisão do trabalho. página 02 A seguir estudaremos cada tipo de organização: Organização Linear .

A autoridade linear de comando único e direto pode tornar-se autocrática e vir a prejudicar a cooperação e a iniciativa das pessoas. destacamos sua estrutura simples e de fácil compreensão para o subordinado. Conseqüentemente. . em decorrência da centralização da autoridade no topo da organização. à medida que se sobe na escala hierárquica. em primeiro lugar. tornando-as demoradas. caracterizada da seguinte forma: . controle e disciplina. nós não temos poder de mudar ninguém!). inibe a especialização. Entre suas vantagens.autoridade única com base na hierarquia do superior para seus subordinados. ressaltamos que a estabilidade e a constância das relações formais podem levar à rigidez e a inflexibilidade. assim como a sobrecarga na função de chefia. o poder de vida e morte sobre os subordinados.controle da organização e seu aspecto piramidal. A figura do chefe generalista. . funcionamento. . conferindo a esse tipo de organização facilidade em sua implantação. usualmente.pt Como lidar com um chefia centralizadora? Bem. O que podemos fazer é apoiar e estimular as mudanças. tornando-se típica das organizações militares e eclesiásticas. que só se relaciona hierarquicamente com seu superior. não havendo intervenção em área alheia. Como desvantagem. é bom ter a consciência de que você está em desvantagem nessa relação. pois o chefe tem. diminui o número de cargos ou órgãos. Em segundo lugar. que tudo sabe e faz (monopólio das comunicações).no.A organização linear é o tipo de organização mais antiga e simples. Há uma clara fixação de limites das responsabilidades de cada órgão ou cargo. as quais são feitas unicamente através das linhas existentes no organograma. em uma autoridade máxima.centralização de comando.sapo. e "cutucar a onça com vara curta" pode ser fatal! . que dificultam a inovação e a adaptação às novas situações. congestiona as linhas formais de comunicação.caricaturas. lembre-se que você não tem poderes para mudar o seu chefe (aliás. página 03 Fonte: http://www. Baseada no princípio da unidade de comando.linhas formais de comunicação. dentro da organização linear existem linhas diretas e únicas de autoridade e responsabilidade entre o superior e seus subordinados. sendo indicado para pequenas empresas.

sem intermediação. A organização funcional apresenta as seguintes características: . . . A autoridade (especializada) será aquela que melhor dominar o assunto em questão e dará a voz de comando. . pode ser que iniciar um plano de retirada seja a melhor idéia possível.perda da visão de conjunto da organização e a uma tendência de defender o seu ponto de vista em detrimento dos pontos de vista dos outros especialistas. os subordinados recebem ordens de vários chefes.desenvolver comunicações diretas.nenhum superior tem autoridade total sobre os subordinados. na especialização. se você ainda tem algo a fazer nessa empresa. ou seja. que dificulta aos órgãos ou cargos superiores o controle e o funcionamento dos órgãos ou cargos inferiores. e. .as comunicações são diretas e mais rápidas. mais rápidas e menos sujeitas a distorções de transmissão.a autoridade por conhecimento: cada subordinado reporta-se a muitos superiores. pois cada órgão ou cargo reporta-se a experts em seu campo de especialização. Organização Linha-Staff . . a organização funcional é indicada quando a organização é pequena ou quando se pode delegar temporariamente autoridade funcional a alguns órgãos para implantar algo ou avaliar alguma atividade.diminuição da concentração de autoridade e conseqüente perda de comando.separar funções de planejamento e de controle das funções de execução. Organização Funcional A organização funcional é baseada no princípio funcional.confusão quanto aos objetivos e a existência de tensões e de conflitos dentro da organização. a relação profissional e.Nesse caso. levando à perda de tempo e a confusões imprevisíveis. . em que nem sempre as pessoas sabem a quem recorrer para resolver determinados assuntos. . mas sobre o seu campo específico. . talvez seja a hora de repensar a sua carreira.as decisões são descentralizadas. .permitir a melhor supervisão técnica possível. As vantagens residem em: . Assim.proporcionar o máximo de especialização nos diversos órgãos. permitindo a cada órgão ou cargo concentrar-se total e unicamente sobre seu trabalho e sua função. página 04 As desvantagens consistem em: .subordinação múltipla.

O tipo de organização linha-staff é o resultado da combinação dos tipos de organização linear e funcional, maximizando as vantagens de ambas e reduzindo as suas desvantagens, mas com a predominância das características lineares. Normalmente são utilizadas em um tipo de organização mais completa e complexa, para preservar a unidade de comando, sem desprezar a especialização. A estrutura "staff", ou simplesmente assessoria, é constituída por pessoas com conhecimento e domínio de assuntos específicos, que complementam e reforçam os dirigentes de uma organização. As pessoas não são investidas de autoridade formal e, por essa razão, não dão ordens, apenas recomendam, aconselham, emitem pareceres ou, simplesmente, informam os dirigentes para que estes tomem as decisões que julgarem convenientes. Na organização linha-staff coexistem órgãos de linha (órgãos de execução, caracterizados pela autoridade linear e princípio escalar) e de assessoria (órgãos de apoio, consultoria e serviços especializados).

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Principais características: - fusão da estrutura linear com a estrutura funcional, permitindo a coexistência da hierarquia de comando e da especialização técnica. Ou seja, cada órgão se reporta a um e apenas um órgão superior, situação típica da organização linear. Porém, cada órgão recebe também assessoria e serviços especializados de diversos órgãos de staff; - existência das linhas formais de comunicação entre superiores e subordinados e que representam a hierarquia de autoridade. Existem também linhas diretas de comunicação que ligam os órgãos e o staff e que representam a oferta de assessoria; - manutenção do princípio da hierarquia (cadeia escalar). A hierarquia (linha) assegura o comando e a disciplina, enquanto a especialização (staff) fornece os serviços de consultoria e de assessoria. Suas vantagens estão na oferta interna de assessoria especializada e inovadora, com a manutenção do princípio da unidade de comando e atividade conjunta, fator importante na especialização e competição. Dentre suas desvantagens podemos destacar a possibilidade de conflitos entre a operação (linha) e a assessoria (staff) e dificuldade no equilíbrio dinâmico entre o poder de linha e o poder de staff. Em suma, é difícil alcançar e manter uma situação de equilíbrio dinâmico e perfeita sincronização entre linha e staff, de modo que ambos tenham um comportamento cooperativo e integrativo. Esse tipo de estrutura é o mais utilizado nas empresas de grande porte. A seguir, veja as diferenças entre as três estruturas apresentadas:

Comissões As comissões surgem para resolver os assuntos de maior importância e são constituídas por conselhos, comitês ou grupos de trabalho, que analisam, aprovam e avaliam os resultados gerais alcançados pela organização. Por constituírem um órgão da estrutura organizacional, podem assumir uma variedade de formas e existir em períodos variados. Vantagens: proporcionar um processo de decisão e de julgamento em grupo, envolvimento e coordenação de pessoas e atividades diferenciadas, facilitando a transmissão rápida de informações. Desvantagens: perda de tempo na tomada de decisão na medida em que seu tamanho aumenta; o custo de tempo e de dinheiro das pessoas envolvidas; divisão da responsabilidade e necessidade de um coordenador eficiente.

conclusão

Conclusão

Vimos nesta aula alguns exemplos de estrutura organizacional, porém não podemos afirmar qual a melhor estrutura a ser utilizada. É necessário analisar a instituição, se tem ou não um perfil hierárquico e outras características, assim fica mais fácil de diagnosticar qual o tipo de organização ideal para aquela empresa. A linha-staff é a mais utilizada nas empresas de grande porte por ser constituída de pessoas com conhecimento e domínio de assuntos específicos. É uma assessoria de assuntos específicos que não perde o comando de linha. Ainda assim, possui suas desvantagens. Bem vindo ao mundo real das organizações, que não tem uma receita unicamente vencedora para todas as situações.

Gestão - exercícios de auto-avaliação - Módulo I Aula 6

Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. Acesso pelo menu "Avaliação", em Avaliações.

aula 07 - Departamentalização

aula gravada em áudio

DEPARTAMENTALIZAÇÃO Enquanto os estudiosos da Administração Científica preocupavam-se com a especialização do trabalho e os clássicos com a estrutura organizacional, a Teoria Neoclássica complementava essas duas teorias com abordagens sobre departamentalização. Conceito de Departamentalização Para os autores clássicos, a especialização pode dar-se em dois sentidos: vertical e horizontal. Assim, a especialização vertical caracteriza-se sempre pelos níveis de controle (chefia), impostos na cadeia escalar. Já a horizontal, também denominada funcional, é mais conhecida por departamentalização, pela tendência de criar departamentos especializados no mesmo nível hierárquico, cada qual em sua tarefa. A conjunção de ambas as diferenciações dá o perfil da estrutura organizacional. Na medida em que ocorre a especialização do trabalho, a organização passa a necessitar de coordenação para essas diferentes atividades e as funções devem ser designadas às unidades organizacionais na base da homogeneidade, com o objetivo de alcançar operações mais eficientes e econômicas. A departamentalização é uma característica das grandes organizações. As pequenas empresas não requerem diferenciação ou especialização para distinguir o trabalho de uma pessoa ou unidade dos demais; mas na proporção em que as empresas crescem e envolvem atividades mais diversificadas, elas necessitam dividir as tarefas e transformá-las em responsabilidades departamentais. Tipos de Departamentalização A departamentalização pode ser: funcional; por produtos e serviços; por base territorial; por clientela; por processo; e por projeto. Cada tipo de departamentalização apresenta características, vantagens e limitações que influirão nas decisões. A departamentalização funcional é modelo de grande parte das estruturas organizacionais e é utilizada para organizar atividades empresariais, ajustando-se bem ao princípio da especialização e favorecendo o controle exercido pela alta direção da empresa. Formada pelo somatório das atividades semelhantes, e de acordo com os objetivos da organização, suas vantagens consistem em adequar-se às atividades continuadas, rotineiras, estabelecidas no longo prazo e na maior utilização de pessoas especializadas e recursos.

Não acumule dúvidas. Procure saná-las logo que apareçam.

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Como desvantagem pode-se destacar que a departamentalização funcional é contra-indicada para circunstâncias de cooperação interdepartamental muito pequena e ambientais imprevisíveis e mutáveis.

similares ou não. as outras atividades da empresa se tornam secundárias e sacrificam outros objetivos. deverão ser agrupados com base nos interesses geográficos. . é a quebra do produto em partes seqüenciais. como lucro e produtividade. Assim. também conhecida como territorial ou regional. muito utilizada em indústrias. e costuma ser ideal para firmas de varejo. possibilita maior ajuste às condições locais ou regionais. A estratégia é a de que a eficiência pode ser melhorada se todas as atividades relacionadas com um produto forem agrupadas em uma área geográfica específica. Suas vantagens são: facilitar a análise dos resultados diferenciados por produtos. Com a ênfase nos processos surgiu a reengenharia. as funções e os produtos/serviços. requer diferenciação e agrupamento das atividades de acordo com o local de realização do trabalho ou com a área de mercado a ser atendida pela empresa. página 03 A departamentalização geográfica pode apresentar as seguintes vantagens: fixa responsabilidade por local ou região. bem como todo o planejamento. favorecer a diversificação da produção e o estabelecimento da Administração por Objetivos. A departamentalização por base territorial é geralmente utilizada por empresas que abrangem grandes áreas geográficas e cujos mercados são extensos. Como fator positivo. É especialmente atrativa para empresas de larga escala. de que se vão ocupar as pessoas encarregadas de sua manutenção e montagem. com atividades física ou geograficamente dispersas. A desvantagem relevante refere-se a falta de flexibilidade e adaptação a mudanças. assim. facilitando a avaliação dos resultados. suas falhas e pontos fortes.A departamentalização por produto é própria de empresas que fabricam ou comercializam diversos artigos. possibilitar o melhor conhecimento do produto. Como desvantagem podemos destacar o enfraquecimento da especialização. sendo importante ressaltar que sua estrutura organizacional é muito influenciada pelos avanços tecnológicos. As vantagens consistem na predisposição que a organização tem para atender os clientes e por permitir concentrar conhecimentos sobre as diferentes exigências dos canais mercadológicos. que implica utilização de pessoal de alta qualificação técnica em virtude das exigentes demandas de cada projeto. A departamentalização por processo. A departamentalização por clientela possui a estrutura totalmente centrada na satisfação cliente. ser ideal para circunstâncias mutáveis e possuir a melhor coordenação interdepartamental. pois. facilitando a avaliação. que procura reinventar as organizações através do total redesenho dos processos empresariais e costuma ser ideal quando a tecnologia e os produtos são estáveis e permanentes. É comum em lojas de departamentos que visam um público determinado. a execução e o controle da organização. Uma desvantagem é estar mais voltada para o cliente do que para si mesma. procura extrair vantagens econômicas oferecidas pelo processo. A departamentalização geográfica. A última a ser destacada é a departamentalização por projetos. Sua principal desvantagem é a dificuldade para exercer um controle eficaz sobre o conjunto da empresa.

1. Princípio de Separação do Controle: as atividades de controle devem estar dissociadas das atividades (semelhantes) a serem controladas. Há detalhes e peculiaridades que fazem com que as soluções não tenham. agrupando atividades diversas em um só departamento. 4. Além disso. Princípios de Departamentalização Podemos verificar quatro princípios de departamentalização. . o mesmo valor para todas as organizações. Sua principal vantagem é a enorme concentração de diferentes recursos em uma atividade complexa e que exige prazos de início e término bem determinados. Princípio da Supressão da Concorrência: eliminação da concorrência entre departamentos. portanto. permitem resolver o problema de departamentalização. A técnica nada mais é do que a facilitação do ato de pensar na organização em termos estruturais. que a mesma técnica deverá ser aplicada na sua organização. provocando forte ansiedade e angústia nas pessoas pela imprevisibilidade de emprego. muitas vezes.Essa estratégia de organização adapta a estrutura da empresa aos projetos que ela se propõe a construir e. 2. apesar de não serem absolutos e apresentarem alguns conflitos. É importante ressaltar que o processo decisório é que vai apontar a melhor técnica para as atividades em análise. a empresa pode ser obrigada a dispensar o pessoal se não tiver outro projeto em vista. 3. Porém. Princípio de Maior Uso: a unidade que mais faz uso de determinada atividade deve ter a responsabilidade por essa atividade. O agrupamento de atividade deve ser feito mediante a adoção de todas as técnicas de departamentalização ou estruturação. além de ser ideal para produtos altamente complexos. podendo existir uma aplicação mista das várias técnicas aqui apresentadas. quando finaliza um projeto. necessariamente. Princípio de Maior Interesse: toda atividade deve ser supervisionada pelo departamento mais interessado por essa atividade. A aplicação de uma técnica de departamentalização na organização concorrente não significa. O que diferencia e qualifica o gerente que realiza algum tipo de estruturação é a capacidade que este tem de saber usar adequadamente o dispositivo disponível. Escolhas de alternativas de departamentalização A aplicação de uma só técnica de departamentalização nem sempre é suficiente. requer estrutura organizacional flexível. página 04 A departamentalização por projetos é contra-indicada quando a tecnologia é muito mutável.

departamentos. Gestão . aula 08 . dos quais o mais comum é o do agrupamento por funções.exercícios de auto-avaliação .conclusão Conclusão Como vimos. Esse agrupamento pode obedecer a diferentes critérios. a departamentalização se refere à reunião das diversas atividades da empresa em seções. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. em Avaliações. Acesso pelo menu "Avaliação". Mas também é possível adotar uma departamentalização mista que obedeça de forma simultânea a diversos critérios. etc.Módulo I Aula 7 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. setores.Eficiência e Eficácia aula gravada em áudio EFICIÊNCIA E EFICÁCIA Histórico .

o público tomou conhecimento dessas idéias. em comparação com os métodos artesanais que até então dominavam as atividades produtivas. organização e métodos. foram algumas das idéias que a ação de Taylor colocou na ordem do dia e até hoje estão em pauta. sistematizar e disseminar um conjunto de princípios que vinham ao encontro de uma necessidade e. foram recebidos com grande entusiasmo. página 02 Concluiu que todo trabalho manual poderia ser reduzido a movimentos elementares. sistematicamente. No início de sua carreira como engenheiro. “a eficiência é a relação entre o que é conseguido e o que pode ser conseguido. Taylor ocupou-se da eficiência das operações fabris. Adam Smith. Estudos de tempos e movimentos. especialmente na indústria siderúrgica. já havia chamado a atenção para os ganhos de produtividade decorrentes da divisão do trabalho. A eficiência (E) significa a correta utilização dos recursos (meios de produção) disponíveis. A conseqüência direta da eficiência é a produtividade”. Gilbreth (1868-1924) foi um engenheiro norte-americano contemporâneo de Taylor. engenheiro que simplificou os métodos de trabalho. como formas de colocar em prática os princípios da Administração Científica. Taylor entendia os mecanismos da eficiência como auxiliares da Administração científica ou. O conceito de eficiência é fundamental para a Administração científica. Harrington Emerson (1853-1931) foi também contemporâneo de Taylor. Para Emerson. . A eficiência preocupa-se com os meios e métodos. Popularizou a Administração Científica e desenvolveu os primeiros trabalhos sobre a seleção e treinamento de empregados. a indústria expandiu-se aceleradamente. A expansão da indústria estimulou o debate sobre o aumento da eficiência e da produtividade. a que denominou “therblig” (Gilbreth de trás para frente). Taylor teve o mérito de elaborar. por isso. Fonte:www. Acompanhou Taylor em seu interesse pelo esforço humano como meio de aumentar a produtividade. onde P são os produtos resultantes e o R os recursos utilizados. engenharia de eficiência e racionalização do trabalho. essa foi a era das grandes invenções e do surgimento das empresas que viriam a tornar-se os grandes conglomerados atuais.com/preview Frederick Winslow Taylor (1856-1915). que precisam ser planejados a fim de assegurar a otimização dos recursos disponíveis. para a realização de qualquer tarefa. temas que desde o início da Revolução Industrial sempre foram objetos de interesse. nos Estados Unidos. uma revolução na maneira de encarar o trabalho e as responsabilidades em relação à empresa e aos companheiros de trabalho. Para ele. transformou esse debate em um conjunto de princípios e técnicas. Frank B. Pode ser definida pela equação: E = P/R.freephoto. A análise do trabalho e do estudo dos tempos e movimentos buscava a melhor maneira de executar uma tarefa e elevar a eficiência do operário. no século XVIII. o criador do movimento da Administração Científica. uma revolução mental. descrições de cargos. Sem dúvida. De 1911 em diante.Entre o fim da Guerra Civil e o começo do século XX.

Manter registros precisos. maior o grau de eficiência alcançada. Aquilo que é feito está relacionado com a eficiência (a ação) e aquilo que é alcançado refere-se à eficácia (o resultado). A eficiência refere-se à relação entre as “entradas” e “saídas”. . Estabelecer instruções precisas. ou seja. muito embora o time como um todo tenha sido ineficaz em perder a partida. o ataque do Piri-Piri foi eficiente porque marcou quatro gols. 6. temos em mente que o time do Catanduva. em que sistematizou a procura da eficiência nas indústrias da época: 1. Estabelecer o predomínio do bom senso. destinado a alcançar um objetivo ou resultado desejado. Dessa forma. sempre. ou seja. Fixar normas padronizadas para as operações. em que o resultado da partida seja 5 x 4 para o Catanduva. 7. Fixar normas padronizadas para o trabalho em si. Manter disciplina. Mesmo perdendo a partida. Pense bem. 8. Impor honestidade nos acordos. todo e qualquer movimento que se faz deveria ser. Quanto mais saídas são obtidas com as mesmas entradas. Por definição. Oferecer remuneração proporcional ao trabalho. página 03 Conceitos Imagine uma partida de futebol entre o Catanduva Futebol Clube e o Grêmio Acadêmico Piri-Piri. ainda carece de eficiência na defesa. Fixar normas padronizadas para as condições de trabalho. a força de produzir um efeito adequado. Sendo eficácia a qualidade ou propriedade de produzir o efeito desejado. Assim. imediatos e adequados. Da mesma forma. 4. justiça social no trabalho. 2. 12. E = OR/RP onde OR são os objetivos realizados e o RP os resultados pretendidos. E eficácia é a comparação entre o que se pretendia fazer e o que efetivamente se conseguiu. Em um processo. poderíamos dizer que a defesa do Catanduva foi eficiente? A resposta também é não. mesmo tendo sido eficaz como um todo e tendo contemplado um ataque eficiente. 3. caro aluno. 11. no tempo certo”. Oferecer orientação e supervisão competentes. sua defesa amargou quatro gols.Emerson listou doze princípios da eficiência no livro de mesmo título. 9. Em uma organização. “fazer as coisas certas. Traçar plano bem definido. Oferecer incentivos ao maior rendimento e a eficiência. eficiência é a ação. seria a medida da utilização dos recursos quando se produz alguma coisa. do modo certo. poderíamos dizer que o ataque do Piri-Piri foi ineficiente? A resposta é não. Mesmo mostrando eficácia no resultado da partida a favor do time do Catanduva. de acordo com os objetivos. eficiência é fazer a operação funcionar de modo que os recursos sejam mais adequadamente utilizados. 5. 10.

O sucesso de uma empresa pode significar o fracasso de outra. também. Por outro lado. ou seja. pode-se pensar que a qualidade de vida de uma população é a principal medida de sucesso que podemos utilizar para um outro tipo de organização: o Governo”. pode-se vencer uma batalha. ser momentaneamente eficiente mas não eficaz ao final do processo. o sucesso ou a eficácia é uma condição definida pela solução de um problema. maior a chance da eficácia ser alcançada. “Por exemplo. Por exemplo. Por exemplo. Um oportuno resumo sobre eficiência e eficácia pode ser traduzido nos quadros a seguir: . Assim. É preciso. página 05 Normalmente. Neste caso. quanto mais eficientemente o processo for realizado. é necessário saber quais são os objetivos propostos e quais os resultados alcançados. a eficácia é conseqüência da eficiência. a empresa que é capaz de fabricar um produto competitivo ou resolver um problema no presente poderá não ter a mesma capacidade no futuro. atendimento de uma necessidade ou realização de um objetivo qualquer. a eficácia. esclarecer a quem pertencem os objetivos. má distribuição de renda ou uso inadequado de recursos naturais. um excelente nível de eficiência não signifique eficácia ou que não se possa atingir a eficácia sem eficiência. um governo é bem sucedido quando a população de seu país desfruta de boas condições de vida – quando não há doenças. Uma organização desse tipo tem uma missão muito específica. muitas vezes. trabalhar um velho e conhecido postulado maquiavélico: “os fins justificam os meios”. ou seja. Muitas organizações. ganhar a guerra. embora. competem unicamente com o seu próprio objetivo. disputando a preferência dos mesmos clientes e consumidores. seu sucesso é medido exclusivamente pela capacidade de resolver o problema para o qual foram criadas.página 04 Eficiência e Eficácia Para se avaliar o grau de eficácia de um sistema. A sobrevivência de uma organização é uma medida de eficácia quando se consideram longos períodos. Dessa forma. porque os tempos não são estáticos. Genericamente. A eficácia varia com o tempo. significando que suas missões encontram receptividade no ambiente ao longo do tempo. As empresas têm uma natureza competitiva. “Ser eficaz no presente e preparar-se para ser eficaz no futuro são coisas diferentes”. é possível sacrificar. elas concorrem entre si. utilizar tantos recursos que levem à perda da guerra. a eficiência visando objetivamente o resultado final. analfabetismo. porém. a eficácia é a função do atendimento da necessidade ou problema que a organização se propõe resolver. em algum momento. no entanto. De certa forma.

em Avaliações.Módulo I Aula 8 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. assim. atingir a eficiência e eficácia de um produto ou serviço. sendo a eficiência um dos principais instrumentos para se atingir tal objetivo. a eficácia é um dos elementos fundamentais para sobrevivência da empresa ao longo do tempo. Em tese. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. A eficiência está relacionada com o desenvolvimento correto de algo. . estará no caminho certo para o sucesso. pois assim.exercícios de auto-avaliação . Gestão . Espera-se. Acesso pelo menu "Avaliação". e a eficácia com o final vitorioso.conclusão Conclusão O ideal para qualquer tipo de empresa é conseguir desenvolver suas tarefas e procedimentos com eficiência e eficácia.

a concepção atomística estabelece que o mundo. evento. por meio de conceitos encontrados na química-física. sendo que. ou o que importa para o entendimento de qualquer entidade pode ser explicado pela compreensão das suas partes. surge a possibilidade de uma percepção mais global ou interdisciplinar das organizações. conduziu seus estudos de sistemas gerais pensando no metabolismo. a organização deve ser estudada como um todo. mas poderosa. Formou-se a partir de linhas de pensamentos independentes. crescimento e sistemas abertos. a Teoria Geral dos Sistemas (TGS) começa a se desenvolver. analisar os conteúdos e experiências das partes “indivisíveis”. A aplicação da TGS às organizações é denominada Teoria de Sistemas. que não pode ser separado em partes sem haver perdas das suas características essenciais. uma visão holística. Isto é. a essência da visão sistêmica é a idéia de elementos que interagem e se influenciam para realizar objetivos. elementos químicos. e também dos inúmeros efeitos que cada elemento causa no conjunto. Sob a concepção de sistemas. a Teoria de Sistemas é a “reorientação do pensamento e da visão do mundo a partir da introdução dos sistemas como um novo paradigma científico”. Estava começando uma mudança de concepção dos aspectos organizacionais.Visão Sistêmica aula gravada em áudio VISÃO SISTEMICA Segundo Maximiano. Ludwig Von Bertalanffy. em resumo. No final dos anos 30. percepções elementares e assim por diante. De acordo com Bertalanffy. ou seja. Modernamente. Histórico A teoria da forma (Gestalt). porque sua idéia de que a finalidade do conjunto define a natureza de suas partes conduz a um raciocínio integrativo. os sistemas devem ser analisados como entidades e não como ajuntamento de partes. que começa na visão técnica de Taylor e Ford e continua até a visão comportamental. cada uma das disciplinas científicas desenvolvidas apresentava uma visão atomística. partindo-se da visão atomística para a visão holística. Os especialistas em sistemas procuram explicar as partes em termos do todo em lugar de explicar o todo em termos das partes. por si só. É uma idéia simples.aula 09 . uma abordagem que passa a correlacionar as organizações industriais e comerciais com os organismos biológicos. Desse modo. uma tendência de unificação das disciplinas ou das ciências. Dessa forma. a partir da última metade do Século XX. A visão sistêmica completa a linha de raciocínio. cinemática e termodinâmica. instintos. algumas delas ligadas à antiga noção de que os fenômenos devem ser analisados sob a ótica de várias abordagens ao mesmo tempo. página 02 Segundo Silva. que é. desenvolvida por psicólogos alemães em 1924. de grande utilidade na formação intelectual do dirigente moderno. que considera qualquer fenômeno (objeto. Ou seja. Sistemas Um sistema é um conjunto de elementos ou componentes interdependentes que interagem e produzem um ou mais . sistema) do ponto de vista dos múltiplos fatores que o provocam e afetam. um biólogo alemão. remete à visão sistêmica. Após a II Guerra Mundial. tais como átomos. as pessoas pensam em dividir o todo em partes. mecanizada. com a introdução de novos conceitos.

tais como pessoas. administração – na administração do sistema. o departamento tende a se afastar da meta global. senão. West Churchman talvez tenha dado uma das mais lógicas explanações. Ou seja. mudanças são inevitáveis. componentes – são todas as atividades que contribuem para a realização dos objetivos do sistema. ambiente – constitui tudo o que está do “lado de fora” do sistema. Os administradores devem estar certos de que os planos devem ser executados como concebidos. equipamentos e outros. que incluem tudo que o sistema pode mudar e usar para sua própria vantagem. No entanto. Um dos sistemas é o “técnico”. o propósito e as necessidades para uma abordagem de sistemas de todos os fenômenos científicos. A utilidade principal da visão sistêmica é considerar as interações. é fundamental verificar o que ocorreu. O estabelecimento de metas é uma característica dos sistemas. muitas vezes. Esses sistemas não são independentes um do outro. para alcançar sua meta específica. O outro sistema é o “sistema social”. pois aprendemos que há uma cadeia de causas e efeitos dentro da qual as ocorrências ou eventos numa parte do sistema provocam efeitos e conseqüências nas outras. burocracia. É um resultado importante no uso da visão sistêmica. página 04 Hierarquia dos Sistemas O economista Kenneth Boulding. o que constitui a função de controle no seu sentido mais primário. coordenação. Dois elementos caracterizam o ambiente: o controle dos fatores internos do sistema e a determinação de como o sistema deve funcionar. São fatores internos ao sistema. definidos em termos de operações identificáveis e factíveis de repetição. Somente dessa forma será possível medir o desempenho do sistema como um todo. a organização mostra-se como dois sistemas que se influenciam mutuamente. ou seja. mas da possibilidade prática da sua aplicabilidade ao mundo real. os objetivos devem ser operacionalizados. Em qualquer sistema contínuo. em resumo: pessoas e comportamento. o que é rejeitado por Churchman por causa da natureza transcendental das funções de cada departamento. Churchman destaca cinco considerações básicas relativas ao pensamento de sistemas: objetivos – significa aquelas metas ou fins em direção aos quais o sistema tende. Portanto. Boulding destacou cuidadosamente que o propósito da TGS não era estabelecer uma simples teoria geral sobre praticamente todas as coisas que pudesse . página 03 Dos proponentes de sistemas.resultados. Usando a visão sistêmica. recursos – são todos os meios disponíveis para a realização das atividades necessárias no alcance da meta. o comportamento e o desempenho do sistema sempre resulta da interação de todos os seus elementos. por exemplo: recursos. As organizações são tradicionalmente departamentalizadas. dinheiro. interdependências e cadeias de efeitos. Ambos os elementos devem atuar simultaneamente. em 1956. Qualquer alteração em um componente de qualquer dos sistemas provocará alterações nos demais. escreveu um artigo em que descreve a natureza geral. tecnologia. não somente do ponto de vista acadêmico. Churchman deseja incluir funções básicas que são: o planejamento e o controle do sistema. Associada com as funções de planejamento e controle do sistema está a noção de fluxo de informações sobre os desempenhos do sistema (feedback). C. divisão do trabalho e propósitos. o que implica necessidade de revisões periódicas e reavaliações dos planos. do qual fazem parte todas as manifestações de comportamento dos indivíduos e dos grupos. do qual fazem parte os componentes não humanos e que independem das pessoas.

seu propósito era estabelecer um meio adequado e justo entre “o específico. para a armazenagem e interpretação das informações e para decidir sobre as respostas para as informações analisadas. com a consideração do conteúdo e significado das mensagens. que não tem significação. mobilidade. transformação e saídas de energia. as simbolizações da arte. Para uma empresa de negócios. materiais. como a anatomia do universo. os sistemas devem ter processos de codificação que selecionam as informações entrantes. inevitáveis e irreconhecíveis. Pelo fato da capacidade de processamento de informação de qualquer sistema ser limitada. indo do mais simples ao mais complexo. recursos financeiros. O termo energia reflete a influência da TGS como concebida nas ciências biológicas e está relacionado com a organização das coisas vivas. O sistema aberto está em contínua interação com o seu ambiente e alcança um “estado estável” ou “equilíbrio dinâmico”. a seguir: sistemas de estrutura estática – os de níveis mais básicos. classificados em nove níveis de sistemas. há forças nos sistemas que favorecem a estabilidade e resistem à mudança. sistemas animais – caracterizados pelo aumento. para sobreviver ou crescer. recursos humanos. a energia toma forma de insumos. renovação e crescimento. equipamentos e produtos/serviços. Aqui serão abordadas cinco das principais características: 1. sistemas sociais – também chamados de sistemas de organizações humanas.toda a organização se envolve em um ciclo de eventos que implica entradas. a transcrição de imagens em registros históricos. . sistemas cibernéticos – os que se caracterizam por mecanismos automáticos de controle de feedback (como os termostatos). página 05 Características dos Sistemas Abertos Podem ser identificadas diversas características das organizações como sistemas abertos. Mais do que isso. que não tem conteúdo”. 4.é essa característica que processa quais informações serão permitidas dentro do sistema. 2.A entropia negativa – característica das organizações como sistemas abertos. Isso pode ser entendido nas organizações quando se analisa a lucratividade em longo prazo.O processamento da informação . comportamento teleológico e autoconsciência. 3. e o geral. a natureza e dimensões dos sistemas de valores. mas também há forças nos sistemas abertos que favorecem a mudança e procuram oportunidade para inovação.substituir as teorias específicas de disciplinas particulares. sistemas abertos – que são estruturas “auto-mantidas”. sistemas dinâmicos simples – aqueles que já incorporam necessariamente movimentos predeterminados (como os mecanismos de relógios). sistemas genético-sociais – aqueles tipificados pelas plantas. também chamados de níveis de armação (estruturação). mais energia do que liberar. Boulding passou a descrever uma hierarquia de sistemas. isto é. sistemas humanos – os indivíduos considerados como sistemas. porque um sistema aberto. etc. que possuem mais “entradas” de energia do que “saídas”. que apresentam divisão de trabalho entre as partes. sistemas transcendentais – aqueles últimos. células. e a complexa gama de emoções humanas. absolutos. deve absorver. música e poesia. que também apresentam estrutura e relacionamento sistemáticos.O ciclo de eventos . com autoconsciência e a habilidade para usar a linguagem e os simbolismos no seu processo de comunicação. nível em que começa a diferenciação entre vida e não-vida (como as células orgânicas).O crescimento e a manutenção – essa característica apresenta ambas as tendências de “crescimento” e “manutenção”.

tanto na organização como dos indivíduos delas participantes. alcançar o efeito que qualquer das partes sozinhas não seria capaz. a Teoria dos Sistemas fornece ferramentas para que se possa analisar e avaliar organizações.enquanto mantém a capacidade de trabalho ou a energia de transformação atuante.Eqüifinalidade . as organizações de negócios são sistemas de partes inter-relacionadas que trabalham em união para alcançar um determinado número de metas. página 06 5. em mudanças em outras partes do sistema é fundamental para os agentes de transformação tomarem decisões estratégicas dentro das organizações. em Avaliações.define que um sistema aberto pode alcançar o mesmo estado final a partir de diferentes condições iniciais e por meio de uma variedade de caminhos. Isso poderia ser denominado de Sinergia. As organizações de negócios são sistemas construídos pelos indivíduos em interação com o ambiente. por exemplo. consumidores. fornecedores. a soma dos benefícios das operações combinadas de uma organização é maior do que se as operações fossem realizadas separadamente. se o sistema dentro do qual os administradores tomam decisões pode ser provido de uma estrutura de trabalho clara e objetiva. é possível pela ação de duas ou mais partes. então as decisões podem ser tomadas de maneira mais fácil. cliente. mas um sistema definido.Visão Contingencial aula gravada em áudio . A Teoria de Sistemas nas Organizações Bertalanffy deu ênfase na parte da TGS que denominou sistemas abertos. conclusão Conclusão A Teoria dos Sistemas nas organizações tem a intenção de desenvolver um ambiente objetivo e compreensível para a tomada de decisão. Portanto. assim. Por exemplo. aula 10 . Além do mais.Módulo I Aula 9 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. organizações de mão-de-obra. Gestão . A base do seu conceito é que um organismo vivo não é um conglomerado de elementos separados. Enfim. destaca a flexibilidade na seleção dos meios que serão utilizados para alcançar os fins. A visão sistêmica acredita que o desempenho de uma organização é produto da interação mais do que da soma de suas partes. normalmente. Entender que mudanças em uma parte do sistema resulta. Acesso pelo menu "Avaliação". possuindo organização e totalidade. concorrente. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema.exercícios de auto-avaliação . além de criar uma relação das metas com os métodos. governo e outras entidades.

eram também necessários uma integração mais próxima e contatos pessoais freqüentes. A Teoria Contingencial é eclética e interativa. inglesa. Verificaram que não há um único e melhor jeito de organizar.grande quantidade e produção em massa – os programas de produção não eram diretamente dependentes dos pedidos da empresa. 3. ao mesmo tempo. A tecnologia era reconhecida somente como um conjunto de condições limitantes. é a melhor solução para o problema específico. Suas origens remontam às pesquisas de Chandler. a maioria dos teóricos organizacionais tinha ignorado o papel da tecnologia. O estudo de Woodward contemplou cerca de 100 empresas britânicas com. Ela se distingue por ser uma metodologia de solução de problemas que começa com uma análise e termina com a criação. mudanças de preços ou da política governamental. 100 empregados. dentro da teoria das organizações. que pode afetar seriamente o trabalho de uma empresa. O fluxo de . É a mais recente das teorias administrativas e marca um passo além da Teoria dos Sistemas. isto é. Os resultados das pesquisas conduziram a uma nova concepção de organização: a estrutura da organização e o seu funcionamento são dependentes da interface com o ambiente externo. relativista e situacional. dirigiu um estudo de pesquisa que provou ser uma das mais significativas rupturas. As empresas foram classificadas de acordo com três tipos distintos de sistemas de produção: 1. guerra. podendo suceder ou não. É algo que pode ser tanto incerto quanto eventual. Lawrence e Lorsch a respeito das organizações e seus ambientes. A pesquisa e o desenvolvimento eram a segunda atividade mais crítica. o que significa que um administrador pode fazer uso das técnicas gerenciais de outras abordagens da Administração quando a aplicação dessas várias técnicas. página 02 Origem Os Estudos de Woodward Joan Woodward. a qual era a função mais importante. Essas pesquisas revelaram que a teoria administrativa disponível era insuficiente para explicar os mecanismos de ajustamento das organizações aos seus ambientes de maneira proativa e dinâmica. avaliação e recomendação de uma solução potencial para resolver o problema gerencial. Os produtos eram impossíveis ou difíceis de estocar ou a capacidade de estocagem era muito limitada. socióloga industrial. Uma tensão maior era colocada sobre os especialistas técnicos e sobre a qualidade e eficiência do produto.unitário e de pequenos lotes – a produção era baseada nos pedidos da empresa. A organização formal era vista como uma estrutura e possivelmente um grupo de processos. pelo marketing.processo contínuo – a importância de manter um mercado significava que o marketing era a atividade central e crítica. tendo somente o marketing como primeira atividade. Woodward. ou uma combinação entre elas. Por causa da necessidade de flexibilidade. a estrutura depende do ambiente no qual a organização opera. Ela considerou a tecnologia como responsável por um papel tão ou mais importante do que aquele da estrutura e dos processos na organização interna. dependendo das circunstâncias. mas não certo. Burns e Stalker. uma estrutura orgânica. seguida da produção. A Teoria da Contingência surgiu a partir de várias pesquisas feitas para verificar os modelos de estruturas organizacionais mais eficazes em determinados tipos de empresas. A primeira fase da fabricação era o desenvolvimento do produto. Verificou-se que as características das organizações são decorrentes do que existe fora delas: seu ambiente.VISÃO CONTINGENCIAL Uma contingência é um evento futuro provável. Até então. depois. no mínimo. como greve. O conhecimento do ambiente passou a ser vital para a compreensão dos mecanismos organizacionais. e. 2. mas.

produção era diretamente determinado pela situação do mercado. também chamada de determinismo tecnológico. Esse modelo se parece com uma estrutura orgânica. O sucesso nos processos de produção intermediários da tecnologia está associado com um sistema mecanístico. sociólogo. um teórico de organizações. Numa organização de tipo não-rotineiro existe alto nível de discrição e o poder está distribuído entre os níveis tecnológicos e supervisionais. e George M.a extensão para a qual a tecnologia pode ser analisada. representa interpretações posteriores à pesquisa. como vimos na aula 5. ambos ingleses. Essa configuração aborda uma estrutura burocrática. O sucesso é função de uma adequada adaptação tecnologia-estrutura. Perrow sugere que a classificação das organizações pela sua tecnologia e previsibilidade das tarefas do trabalho conduzirá a uma predição da forma de estrutura mais eficaz e conveniente. O trabalho de Perrow .Tecnologia e Estrutura Charles Perrow. página 03 A teoria de Woodward. Stalker. Com tecnologia não-rotineira existe grande número de casos excepcionais envolvendo dificuldades e variada solução de problemas. A análise da tecnologia se refere à medida que as atividades são desmembradas. . Na organização de tipo rotineiro há um mínimo de critério tanto nos níveis tecnológicos quanto nos níveis supervisionais. as empresas seguem dois tipos básicos de procedimentos organizacionais. página 04 Burns e Stalker Para Tom Burns. bem como à extensão em que os problemas podem ser resolvidos de maneira conhecida ou pelo uso de procedimentos de rotina. psicólogo. que. ou em um sistema orgânico. a coordenação é baseada em planejamento e é provável haver pouca interdependência entre os dois grupos. expandiu os estudos de Woodward.a extensão para qual a tarefa do trabalho é previsível ou variável. . assim como as obrigações. A hipótese básica da teoria de Woodward é que as empresas que mais se aproximam da estrutura adequada para suas tecnologias deveriam ser as de maior sucesso. A hierarquia de comando é bem definida. A variabilidade se refere ao número de casos excepcionais ou imprevisíveis e à extensão em que os problemas são conhecidos. embora importante. sustentando um fluxo de comunicação que transmite informações de baixo para cima e ordens de cima para baixo. Sistema mecânico: é aquele no qual as especialidades funcionais têm uma classificação rígida. A classificação de cada tipo de tecnologia se refere a uma estrutura particular de organização. A combinação das duas dimensões propicia um continuum de tecnologia rotineira e não-rotineira. chamando a atenção para duas dimensões importantes da tecnologia: . resultando ou em um sistema mecânico. não pode ser considerada uma validação da teoria tecnológica. o que pode ocorrer de modo espontâneo em muitos casos. que pode ser conscientemente planejada para tornar a produção de grande quantidade e em massa. A ênfase no conhecimento técnico era mais sobre como os produtos poderiam ser usados do que como eles poderiam ser feitos. a coordenação é realizada por meio do feedback e existe alta interdependência do grupo. com treinamento em sociologia. as diversas responsabilidades e o poder. mas o poder do nível gerencial médio é alto.

Sistema orgânico: apresenta maior flexibilidade. com sistema mecânico. Esse desenho tem dois aspectos: o primeiro são as linhas de autoridades e comunicação. “a tese deduzida das várias proposições é que a estrutura segue a estratégia e que o mais complexo tipo de estrutura é o resultado da concatenação de várias estratégias básicas”. as organizações costumam adotar sistemas que se situam em algum ponto da escala formada por ambos. em 1962. General Motors. página 05 Alfred Chandler publicou. os resultados de uma pesquisa sobre inovação organizacional. responsabilidades e poderes mais adaptáveis. transmitindo consultas de cima para baixo e de baixo para cima. já uma organização com sistema orgânico se mostra mais flexível a novas situações ambientais. Standard Oil Company de New York e Sears Roebuck and Company. sendo as atribuições de obrigações. Para Chandler. Segundo os resultados dessa pesquisa. Na prática. Como as empresas estão sujeitas às mudanças ambientais. o fluxo de dados e informações através das linhas de autoridade e comunicações. o segundo. A comunicação tende a ser um fluxo de mão dupla. devem estar preparadas para se adaptar a elas. pode ser adequada a situações ambientais estáveis. Uma organização. A estratégia envolve ações em resposta . buscando dados que permitissem generalizações. estrutura pode ser definida como o desenho da organização através do qual o empreendimento é administrado. realizada em quatro empresas americanas: DuPont.

a Teoria Contingencial é vista como eclética. é a estrutura do negócio que se adapta para atender à estratégia que é determinada pelas demandas de mercado. Sua mensagem básica é que nada é absoluto. conclusão Conclusão Vimos que a Teoria Contingencial age conforme as necessidades ambientais. reveja suas anotações pessoais e releia o Módulo I. Ao invés de teorias antagônicas. pesquisaram a relação entre as características estruturais das organizações complexas e as condições do ambiente que essas organizações enfrentam. Analisando a partir de uma visão contingencial. Os autores concluíram que os problemas básicos dos administradores são a diferenciação e a integração. ao contrário . na medida em que os sistemas crescem de tamanho. Argumentam que. Os Estudos de Lawrence e Lorsch Paul Lawrence e Jay Lorsch. por sua vez. As decisões tomadas são previamente confrontadas com as mudanças ocorridas no ambiente no qual a empresa encontra-se inserida. existe um continuum entre teorias aparentemente posicionadas em extremos opostos. de fato. Já os defensores da visão contingencial defendem justamente que o alerta de Fayol e outros foram ignorados: buscou-se estabelecer princípios universais que pudessem ser aplicados sem a dimensão situacional e que. professores da Harvard Business School. nem se desenvolveu a ponto de poder ser considerada uma nova teoria. página 06 Baseado nesses resultados. não há novidade na visão contingencial. que. escolha a opção Mensagem na Plataforma de Educação a Distância do ILB. que focalizavam a melhor maneira de organizar as empresas sem levar em conta o ambiente e as condições externas. diferenciam-se em partes e o funcionamento dessas partes separadas tem de ser integrado para que o sistema inteiro seja viável. definirá o grau requerido de diferenciação nos departamentos e de integração interdepartamental. condições econômicas flutuantes. na verdade. comparando dez empresas de três diferentes setores industriais. Segundo Ferreira. portanto. que serão determinados de acordo com as exigências de seu respectivo ambiente. novos desenvolvimentos tecnológicos e ação dos competidores. que é uma teoria eclética e bastante interativa. Você deve consultar o seu Professor-Tutor em caso de dúvidas. por meio do Menu Comunicação. Com isso os administradores terão maior probabilidade de manter a viabilidade de suas empresas frente à constante transformação da tecnologia e do mercado. os autores criaram a Teoria da Contingência na empresa. Alguns críticos argumentam que a visão contingencial nem incorpora todos os aspectos da Teoria de Sistemas. as indústrias com elevado desempenho apresentam melhor ajustamento às necessidades do ambiente. em lugar de propor um único e melhor modo de organizar-se em quaisquer condições. não necessariamente levariam aos resultados almejados. Assim. Para eles. A questão básica do estudo foi: “o que a organização faz para lidar com as diversas condições econômicas e de mercado?” Essa questão era muito diferente dos estudos empresariais da época. processos essencialmente antagônicos. integrando conceitos de várias teorias administrativas e podendo ser considerada mais como uma visão de mundo do que como um modelo em si. que. Acredita-se.às demandas e fontes de suprimentos variáveis. o ambiente é de extrema importância para a compreensão dos mecanismos organizacionais. apesar das críticas. propõe que a empresa deve se concentrar na análise sistemática dos requisitos do ambiente e relacioná-los com as características exigidas da organização. Segundo a pesquisa. Caso não esteja seguro com relação ao domínio do conteúdo. a visão contingencial mostra que. visto que até Fayol já previa que os princípios deveriam ser aplicados com flexibilidade.

botão Avaliações.Foco na Prática do Planejamento Estratégico Público aula 07 . que serão corrigidos pelos tutores.Uma Nova Geração de Transformaçãoes da Gestão Pública aula 10 .As Reformas Administrativas aula 03 .Estratégia sob a visão de Michael Porter aula 05 . duas questões se apresentam: uma a respeito da época do surgimento do Estado. que possuem a estagnação como característica.As transformações na Administração Pública com foco no legislativo aula 01 . caso em que ele enviará uma mensagem orientando-o nesse sentido.Megatendências Futuras aula 08 . Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema.Evolução do Estado aula 02 . disponíveis ao final de cada módulo.Evolução do Estado aula gravada em áudio EVOLUÇÃO DO ESTADO Origem Para entender a evolução do Estado.exercícios de auto-avaliação . Modulo II Módulo II aula 01 .Modernização da Administração Pública aula 04 . Acesso pelo menu "Avaliação". Lembre-se de que caso seja necessário. Espera-se que o aluno demonstre capacidade de análise e domínio dos temas estudados. outra relativa aos motivos . Avaliação Final de Módulo I Avaliação de módulo – São exercícios subjetivos. clique na atividade pretendida no painel de desempenho.Módulo I Aula 10 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos.Estratégia sob a visão de Henri Mintzberg aula 06 .de muitas que vimos nas aulas anteriores. O acesso é pelo menu Avaliação.Gestão Pública para o Desenvolvimento com Inclusão Social aula 09 . A princípio. é necessário procurar entender a origem do Estado. Gestão . o Professor-Tutor pode solicitar que você reformule sua resposta. Para visualizar a correção.

senão impossível. a crença de que foi a vontade de alguns homens. De qualquer forma. dificulta qualquer tentativa de enquadramento simplista e redutor. mas todos nós precisamos de muitas coisas”. cada um vai recorrendo à ajuda deste para tal fim e daquele para tal outro. Para alguns estudiosos. Conceito O conceito de Estado pode ser abordado sob inúmeras perspectivas doutrinárias e é muito difícil. origem em causas econômicas ou patrimoniais . e. existem também inúmeras teorias. quando esses associados e auxiliares se reúnem numa só habitação. Dalmo de Abreu Dallari. o conjunto dos habitantes ."Mensagem") ou por e-mail. disse que o Estado é “a ordem jurídica soberana que tem por fim o bem comum de um povo situado em determinado território”. de Maquiavel. de maneira sintética e abrangente. as teorias não-contratualistas mais expressivas são: origem familial ou patriarcal . Em caso de dúvidas. em comum. nos “Diálogos”. ele acha-se integrado em uma organização social. significando situação permanente de convivência e ligada à sociedade política. contate o seu tutor por meio da Plataforma de Educação a Distância do ILB (menu "Comunicação" .que determinaram ou determinam o surgimento do Estado. aparece pela primeira vez na obra “O Príncipe”. E em seguida: “.há quem afirme que essa tenha sido a origem indicada por Platão. mas tendo todas em comum a afirmação de que o Estado se formou naturalmente. não havendo entre elas uma coincidência quanto à causa. de violência ou de conquista . no entanto. como temos muitas necessidades e fazem-se mister numerosas pessoas para supri-las. no Livro II de “A República”. quando. encontrar um conceito que possa satisfazer todas as necessidades de entendimento de um instituto tão complexo quanto a sua forma e natureza. ninguém basta a si mesmo. escrito em 1513. e também as que sustentam a formação contratual dos Estados.. “estar firme”. que levou à criação do Estado. Dessa forma. assim se expressa: “ Um Estado nasce das necessidades dos homens. A terceira posição é a dos estudiosos que só admitem o conceito de Estado para sociedades dotadas de certas características bem definidas. página 02 Formação Sob o aspecto dos motivos ou causas do aparecimento do Estado. origem em atos de força. A palavra “Estado” pode ser utilizada em inúmeras oportunidades. nascendo o Estado dessa união de dominantes e dominados. No que se refere às causas que determinam o aparecimento do Estado. três correntes prevalecem. sem dúvida. o Estado.sustentam que a superioridade de força de um grupo social permitiu-lhe submeter um grupo mais fraco. o Estado vai sendo formado conforme as condições concretas de cada lugar. Dalmo Dallari consegue inserir no seu conceito todas as características do que é entendido modernamente como Estado. Uma segunda corrente de autores admite que o estado surge para atender às conveniências de grupos sociais. ou seja. ou de todos os homens. A denominação “Estado”.o núcleo social fundamental situa-se na família. desde que o homem vive sobre a terra. Ele está à sua disposição e pode ajudá-lo. As mais importantes são as que afirmam a formação natural ou espontânea. do latim. existem inúmeras teorias. Sob a perspectiva da época do aparecimento do Estado. como Eduardo Meyer. assim como a própria sociedade. apresentando. não por um ato puramente voluntário. o que. como a soberania. Robert Filmer defendeu a explicação de que cada família primitiva se ampliou e deu origem a um Estado. o que só ocorre a partir do século XVII. existiu sempre..

a “polis” como a sociedade política de maior expressão. as quais. Engels expõe claramente essa opinião. Sob essa perspectiva. mesmo que somente membros da elite. Modernamente. cujo principal representante é Robert Lowie. Assim. adotar uma seqüência cronológica é senso comum entre os estudiosos. página 04 O Estado Romano. as invasões dos povos bárbaros introduziram novos costumes e possibilitaram o surgimento de inúmeros Estados. conseqüentemente. surge a idéia do Estado Universal. organização econômica e política e o próprio Estado. Com relação ao Estado Grego. representam o que podemos chamar de governo democrático. “A Origem da Família. quando esta chega a determinado grau de desenvolvimento”. e a posição do indivíduo nas decisões do Estado. religião. Estado Medieval e Estado Moderno. integrando-se as diferentes atividades profissionais e caracterizando-se. a influência de fatores externos à sociedade. A noção de auto-suficiência. embora se possa discutir sua unidade em função das diferenças entre Atenas e Esparta. religioso (aumentou os adoradores dos deuses de Roma). levando à sua constituição. é certamente uma marca do Estado Grego. Entre as teorias que sustentam a origem do Estado por motivos econômicos. Como as ambições eram de que toda a Humanidade se tornasse cristã. Outra característica dessa forma de Estado é a confusão entre família. conseguiu manter peculiaridades importantes como a base familiar da organização. Quando o Imperador Romano Caracala. todavia. mesmo passando por inúmeras transformações e com características de Império. Estado Grego. o Estado é um germe. página 03 origem no desenvolvimento interno da sociedade . Oriental ou Teocrático são as formas de Estado mais remotas e têm duas marcas fundamentais: a natureza unitária e a religiosidade. No entanto. é fundamental uma observação histórica das formas que o Estado tem adotado através dos tempos. O conceito de cidade-Estado. em 212 D.recebe o nome de cidade ou Estado”. da Propriedade Privada e do Estado”. Mas aquelas sociedades que atingem maior grau de desenvolvimento e alcançam uma forma complexa têm absoluta necessidade do Estado. é praticamente impossível desvincular a relação entre o Estado e a divindade. Os preceitos de cidade-Estado também estão presentes no Estado Romano. conseguiu com um só ato ser político (unificou o Império). genericamente o Estado Grego tem características comuns fundamentais entre todos os povos helênicos. em todas as sociedade humanas. Estado Romano. Desse modo. Evolução do Estado Com relação à verificação da evolução do Estado. O Estado Antigo. portanto. Desse . a idéia de integração de uma sociedade política. Ele afirma que o Estado “é um produto da sociedade.de acordo com essa teoria. A África é um bom exemplo da primeira situação. onde ocorreram desmembramentos e a conseqüente criação de vários Estados. assim. ou seja. Com o Cristianismo. O Estado Medieval é marcado pela universalização do Cristianismo. existem ainda dois processos típicos e opostos que dão origem a novos Estados: o fracionamento e a união de novos Estados. uma potencialidade. as invasões dos bárbaros e o feudalismo. Os Estados do Vaticano e Israel são exemplos de criação atípicas de novos Estados. o Estado teria sido formado para se aproveitar os benefícios da divisão do trabalho. nem de interesse de indivíduos ou de grupos. mas é o próprio desenvolvimento espontâneo da sociedade que dá origem ao Estado. o motivo econômico. a autarquia. firma-se a unidade da Igreja e. O caminho do Estado Romano no sentido de realizar a integração dos povos conquistados representou um avanço na construção da visão política moderna. prescindem dele enquanto se mantêm simples e pouco desenvolvidas. Em uma de suas principais obras. fiscal (obrigou todos a pagar impostos) e social (facilitou as decisões judiciais). concedeu a naturalização de todos os povos do Império. a de maior repercussão prática foi e continua sendo a de Marx e Engels. além de negar que o Estado tenha nascido com a sociedade. Uma seqüência bastante aceita é a seguinte: Estado Antigo.C. Não há.

já que nenhuma sociedade pode prescindir dessas ordens para sobreviver. bem como a enorme instabilidade política. Gestão . com a valorização da posse da terra e da organização militar e patrimonial. aula 02 . o território. dentro de uma precisa delimitação territorial. como estruturas administrativas. realize as atividades localizadas no menu lateral: "Avaliação". O Estado Moderno é. pelo menos. Vamos verificar algumas áreas importantes que foram incluídas no significado de reforma administrativa: 1. na busca pela soberania. pessoais e processos. sistemas de pessoal e programas locais de mudança. de medidas que visem à melhoria de um ou mais de seus elementos-chave. na verdade. Ou seja. De maneira geral. pode-se entender a evolução do estado baseado nessas premissas históricas e conceituais. o Estado Moderno. econômica e religiosa deles decorrentes. revisão e reforma de acertos estruturais do serviço público e importantes reformas constitucionais do Estado. Dessa forma as características aceitas como componentes do conceito moderno de Estado são: a soberania. a busca de um poder soberano reconhecido e aceito por todos. mas o estudo aprofundado das questões do Estado e sua evolução certamente implicam análises muito mais complexas e particulares. em Avaliações. É justamente este o assunto que iremos desenvolver a seguir. é natural entender a necessidade de ordem e autoridade que possibilitam a evolução para o Estado Moderno.organização e estrutura da máquina governamental.exercícios de autoavaliação . as noções de ordem política e jurídica são implícitas ao conceito. sob a óptica do Ocidente. mediante reformas de todo o sistema ou. um retorno à antiga aspiração de unidade do Estado Romano. não deixa de ser um reflexo do Estado Romano. social. É impressionante como a expressão “reformas administrativas” tem sido subdividida e ampliada de forma que o espaço resultante inclua procedimentos administrativos específicos.As Reformas Administrativas aula gravada em áudio REFORMAS ADMINISTRATIVAS Vamos iniciar este capítulo com uma breve definição do que se tratam as reformas administrativas. o povo e a finalidade. conclusão Conclusão Vimos nessa aula que mesmo com as etapas evolutivas pelas quais o Estado passou.conflito e do fortalecimento do feudalismo. Vale citar que há uma nítida falta de critério bem estabelecido do que diferencia a reforma administrativa da modernização administrativa.Módulo II Aula 1 Para efeito de sua própria autoavaliação. . As reformas administrativas são os esforços que têm como propósito induzir mudanças fundamentais nos sistemas de Administração Pública. Evidentemente.

os servidores e os funcionários/empregados. após as mudanças. 8. isso tem acontecido bastante. o atendimento das demandas dos cidadãos ficou relegado em segundo plano. 5. 6. 4. Reformas bem elaboradas devem conter promessas de benefícios potenciais para todos os servidores do quadro. que era bastante precária no modelo anterior. anti-corrupção. No patrimonialismo. é muito importante acentuar que as reformas na Administração Pública não buscam acabar com o corpo burocrático. Porém. garantir a propriedade e os contratos. com o passar dos tempos. Da Administração Pública burocrática à gerencial A Administração Pública burocrática apareceu para substituir a Administração patrimonialista.preservação e manutenção do capital público. Por essa razão. serviços públicos voltados para o consumidor. página 02 Estratégia de implementação da reforma Os dois lados devem ser levados em consideração. A Administração Pública burocrática foi adotada para proporcionar um maior controle da coisa pública. a qual predominou durante as monarquias absolutas. dentre outras. Segundo alguns historiadores. pois. qualidade total.ética Pública: honestidade. atendimento de reclamações. Na realidade esse modelo administrativo é lento. pagamento por desempenho. Sendo assim. em sua maioria. nem boa qualidade.formulação de políticas Públicas. desburocratização. são necessários servidores públicos que conduzam o novo “arcabouço” de regras. Podemos afirmar que essa situação não era grave enquanto prevalecia um Estado pequeno. o que exigiu a formação de um Estado mais eficiente e competitivo.participação do público: voluntarismo. a qual é comum no ser humano quando o assunto é mudança. a Administração Pública encontra-se hoje em um contexto “revolucionário”. Os primeiros são.elaboração de orçamento público e administração financeira. etc.2. eficiência e qualidade. mostrou-se uma opção superior ao patrimonialismo. cuja função era. Porém. 7. verificou-se que a administração burocrática também não proporcionou a eficiência desejada. . pois isso reduz a resistência. e era comum a prática deliberada de nepotismo e de troca de favores. Seu foco concentra-se no controle de procedimentos (eficiência). empowerment . profissionalismo. atingidos pelas reformas e podem apresentar resistências a elas. 3. Quem imaginaria que os órgãos públicos contratariam empresas de consultoria para tentarem atingir um modelo de gestão eficaz? Pois é. caro e ineficiente. Essa característica. pois não garantia rapidez. Os funcionários/empregados também precisam ser convencidos da necessidade das reformas. que surgiram no século XIX.execução de programas. resultou em incompatibilidade com o capitalismo industrial e as democracias parlamentares. e o custo dos serviços prestados ao público não era baixo. principalmente. Por que revolucionário? Imagino que você tenha percebido que novos conceitos estão ocupando o lugar dos antigos – downsizing. o patrimônio público e o privado eram confundidos. e não no de resultados (eficácia).práticas de gestão Pública – O&M.

a necessidade de uma Administração Pública voltada para a eficiência gerencial decorre de situações advindas não só do crescimento da nação como um todo. passando a enxergar o cidadão–cliente e a trabalhar para o seu bem-estar. dimensão cultural e uma dimensão gestão. não de um estadista. Foi uma tentativa de superar a rigidez burocrática. assumindo uma variação de serviços sociais e de papéis econômicos.Dimensão gestão: Por que considerá-la a mais complexa? Trata-se de colocar em prática as novas idéias gerenciais e oferecer à comunidade um serviço público mais barato. Logo. por uma série de fatores. O que Tancredo quis dizer? Bem. 3. Dimensões da reforma A reforma administrativa possui três dimensões: dimensão institucional – legal. e a crise política do regime militar dos anos 70 agravou ainda mais a situação da Administração Pública. por isso. que o problema brasileiro é essencialmente gerencial. mas também da ausência de legitimação da burocracia perante as demandas da sociedade. E é justamente isso que estamos buscando.Dimensão institucional – legal: é através da qual as leis são alteradas e as instituições são criadas ou modificadas. mas de um gerente de ótima qualidade. fracassou. O debate ocorrido em 1995 sobre a reforma constitucional do capítulo de Administração Pública foi um processo de mudança cultural. página 04 Que tal fazermos uma breve retrospectiva? Um dia Tancredo Neves afirmara que o Brasil necessitava. Porém. infelizmente. . pois assim o Estado iria modificar a sua concepção de cidadão – usuário. qualquer reforma do Estado implica em uma vasta modificação do sistema legal. 1. no momento em que o Estado se transformou em um grande Estado social e econômico do século XX. com um melhor controle e uma melhor qualidade. 2. mediante o Decreto – Lei 200/1967. A primeira tentativa de reforma gerencial da Administração Pública aconteceu no final dos anos 60.página 03 Porém. o problema da eficiência tornou-se essencial. Vale lembrar que o nosso direito tem origem romana e napoleônica e.Dimensão cultural: significa sepultar o patrimonialismo e passar por uma transição burocrática – gerencial.

. em lugar de concentrar seus esforços no controle de procedimentos. E como era de se esperar. desregulamentação. Essa grande reforma foi aprovada no Congresso Nacional em 1998. ao longo dos anos. com foco em setores públicos específicos. p. Depois surgiu o “arrocho salarial” e a estrutura administrativa concentrada no Ministério da Economia. De início. e ao seu lado deverá caminhar a evolução da Administração Pública. da legislação relativa ao controle da coisa pública. que tentou transferir o foco da Administração Pública para os resultados de sua gestão. com alterações menos amplas. que formulou as políticas e diretrizes para a reforma do Estado e a administrativa. além da promoção da qualidade no serviço público. Dentre os novos instrumentos normativos introduzidos na legislação brasileira. Reforma Administrativa no Governo Fernando Henrique Cardoso Com a posse do presidente FHC a reforma administrativa voltou a ser discutida. 1998. Collor foi associado a diversas denúncias e acabou sendo vítima do impeachment. a tal reforma não vingou. Não há como imaginar uma reforma administrativa que venha a atender as demandas atuais e futuras da sociedade. e o processo vem tendo continuidade. a qual será constituída de reformas administrativas. com foco na otimização gerencial. a Reforma previa a dispensa de 360 mil servidores públicos“ (Pereira. Foi criado o Ministério da Administração Federal e Reforma do Estado. sob a responsabilidade do Ministro Luiz Carlos Bresser Pereira.87). Fazenda e Planejamento e no Ministério da Infra-Estrutura. abertura e alegada modernidade. Cláudia. nos resultados e no cidadão-cliente. A evolução do Estado e da sociedade é inevitável. conclusão Conclusão O processo de reforma administrativa pode ser entendido como uma atividade contínua do Estado. figura com algum destaque a Emenda Constitucional no 19/1998.Reforma Administrativa no Governo Collor “A Reforma Administrativa aqui seguiu a mesma linha de um programa de governo que contemplava medidas de ajuste econômico. Como todos sabemos. a modernização da gestão. como é o caso da previdência pública. desestatização. etc.

muitos concordam que a nova Administração Pública deve ser encarada como uma importante e significativa ruptura nos padrões da Administração do setor público. um grande fenômeno chamado “moderna Administração Pública” surgiu. a introdução de regulamentos externos. com um foco contínuo nos valores fundamentais do serviço público. A modernização da Administração Pública tende a ser vista por alguns críticos como uma ideologia com base no mercado. embora expressa de uma nova maneira. Como poderíamos resumir. a alcunha de "Administração Gerencial". Modelo 1: o impulso para a eficiência Foi o primeiro modelo a representar uma tentativa de tornar o setor público mais parecido com a iniciativa privada. em meio ao debate jurídico e político. O aparecimento do movimento da moderna Administração Pública pode ser analisado como exemplo de um processo mais abrangente. mas como isso seria feito? Uma solução bem aceita é a de eliminar o “desperdício” do governo. mediante o desmantelamento dos sistemas de corrupção e cartelização. com as reestruturações feitas em diversas unidades do serviço público. No entanto. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. do downsizing (redução da diferenciação vertical e de quadros) e finalmente. fala-se muito em "Nova Administração Pública". o que seria a “modernização da Administração Pública”? Podemos afirmar ser um sistema de pensamento ideológico caracterizado pela importação de idéias geradas em áreas do setor privado para dentro das organizações do setor público. Acesso pelo menu "Avaliação".Gestão . Porém foi vista por outros como uma Administração híbrida. que também recebeu.Modernização da Administração Pública aula gravada em áudio MODERNIZAÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Podemos afirmar que.exercícios de autoavaliação . em Avaliações. em essência. Modelos da Nova Administração Pública Podemos verificar quatro modelos decorrentes da modernização da Administração Pública. da terceirização e também oferecer incentivos mais fortes e concretos para o desempenho. de 4/6/1998). página 02 Correto. Desde a aprovação da Emenda Constitucional da "Reforma Administrativa" (EC nº 19. que. então. no qual um conjunto de princípios administrativos surgem e desaparecem. a administradores profissionais ou a intelectuais da área organizacional. aula 03 . . representam uma tentativa inicial de construir uma tipologia de modelos ideais da nova Administração Pública. podendo estar associados a componentes sociais.Módulo II Aula 2 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. Os conjuntos de pensamentos contêm elementos tanto descritivos como normativos.

Tal modelo foi importado da Administração do setor privado e não considerou as características distintas das organizações do setor público. • abordagem voltada para o valor. . • confiança na opinião do usuário. Esse modelo busca uma maior flexibilidade organizacional. • Alianças estratégicas entre organizações. o aumento da descentralização da responsabilidade estratégica e orçamentária. Falaremos sobre isso no capítulo referente à Gestão de Pessoas. Esse modelo diagnosticou o setor público como arrogante. As características citadas acima são vistas como normais tanto no setor privado como no público. esbanjador. excessivamente burocrático e com um nível de desempenho muito baixo. • conceito de cidadania. cultura.orientado por noções rudimentares de eficiência. a revitalização dos administradores do setor público por meio do delineamento de uma missão de serviço público diferente. Vamos relacionar alguns elementos – chave para que você possa compreender um pouco mais sobre o modelo 2. ao contrário deste. Podemos observar que o modelo 3 demonstra um forte interesse na maneira como as organizações administram a mudança e a inovação. Vejamos algumas características desse modelo: • grande preocupação com a qualidade do serviço. ritos e símbolos no modo como você e seus colegas se comportam no ambiente de trabalho. tem a sua grande ênfase na importância da cultura organizacional. página 03 Modelo 3: em busca da excelência O modelo 3 está mais associado à corrente da “excelência”. enfatiza o papel dos valores. porém baseada na missão de alcançar a excelência dos serviços públicos. pg. o modelo é inadequado. “Representa a fusão de idéias de gestão dos setores público e privado. Modelo 2: downsizing e descentralização. Para alguns críticos. • Redução na folha de pagamento. 33). o abandono do alto grau de padronização.nas formas carismáticas de liderança em lugar das formas transacionais. o aumento da terceirização e a separação entre um pequeno núcleo estratégico e uma grande periferia operacional. Na Administração Pública existe uma tendência de utilizar os instrumentos da Administração privada sem uma visão crítica de sua real validade. • Estruturas organizacionais mais horizontalizadas. Esse modelo é considerado o menos desenvolvido e que necessita demonstrar toda a sua capacidade e potencial. • Mudança da gestão hierárquica para a gestão por contrato. mas compatível com as noções adquiridas sobre Administração de alta qualidade derivadas de práticas bem–sucedidas no setor privado” (Ferlie. Tende a rejeitar a abordagem racional – vista no modelo 1 – e. 1999. Modelo 4: orientação para o serviço público. Ou seja.

Cada órgão da Administração Pública tem um objetivo distinto. bem como de cada regulamento. e com foco na atividade fim dessa entidade. será possível identificar. Desse modo. A busca de um modelo gerencial eficiente. Sendo assim. não são indicados para a Administração Pública. Acesso pelo menu "Avaliação". a aplicação de um modelo gerencial nesses órgãos deverá passar por adaptações específicas. definido por seu estatuto.É necessário desmistificar esses modismos da Administração do setor privado como se fossem remédios indicados para todos os males e idiossincrasias da Administração Pública no Brasil. entretanto. seja ela da nacionalidade que for. Procure saná-las logo que apareçam. portanto.Módulo II Aula 3 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. aula 04 . Na fase de concepção de um modelo administrativo para o setor público. com base na estrutura da instituição que se quer “modernizar”. há que se identificar as diferenças entre uma e outra instituição.Estratégia sob a visão de Michael Porter aula gravada em áudio . conclusão Conclusão A modernização da Administração Pública. passa por um amplo estudo de toda a máquina do estado. Não acumule dúvidas. É certo que determinados princípios administrativos se aplicam ao setor público e ao privado com igual eficiência. é um processo inevitável no desenvolvimento do setor governamental. Entretanto. conhecendo os princípios administrativos voltados à eficiência gerencial. página 04 Os instrumentos administrativos e as políticas que servem para a empresa global. norma ou lei aplicada à esfera governamental. na exata forma em que foram concebidos para a iniciativa privada. examinar e eliminar as deficiências de cada órgão do setor público. Gestão . a simples transposição de um modelo empresarial de Administração à esfera Pública pode gerar conseqüências danosas às instituições governamentais. regulamento ou lei que o instituiu.exercícios de autoavaliação . em que se faz necessário conhecer as funções de cada componente da estrutura estatal. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema.

no corre-corre do dia-a-dia. suas funções. ajudando-os a atuar de forma a antecipar as mudanças que ocorrem no mercado. lançando alguns desafios para a gestão nas empresas. Fonte: http://www. as mudanças que estão ocorrendo no contexto competitivo e as que influenciam na prática do planejamento. para planejamento dentro da empresa? Como definir um planejamento realista diante das mudanças que ocorrem numa velocidade tão grande? As respostas para essas perguntas não são simples e podemos afirmar que o crescimento das organizações está cheio de acidentes e eventos imprevisíveis. De fato. . mas é importante que os gestores conheçam os elementos do planejamento. Mas como evitar a armadilha do imediatismo na administração? Como garantir um tempo. Michael Porter diz que uma empresa sem planejamento pode se transformar em uma folha seca. pode ser uma excelente arma competitiva. o administrador que não exerce a sua função de planejador acaba por se concentrar no planejamento operacional. consultor e professor da Harvard Business School. A função do planejamento estratégico O planejamento estratégico constitui uma das mais importantes funções administrativas. A estrutura. dissecando as fórmulas de negócio para empresas diversificadas. considerado uma autoridade mundial em estratégia competitiva. que se move ao capricho dos ventos da concorrência. sem enxergar a causa do fogo. a condução da liderança e o controle das atividades. adaptando-os à realidade da empresa e às suas necessidades.ESTRATÉGIA SOB A VISÃO DE MICHAEL PORTER Michael Porter. sendo que a diversificação deve interligar a competição nos negócios individuais.ephorie. a evolução e os meios pelos quais as empresas ganham e mantêm a sua vantagem competitiva são pontos fundamentais da competição.de/images/porter1. conseguindo transmitir a verdadeira essência da competição. É inegável que as empresas que crescem e conseguem competir no mercado possuem algo mais do que sorte e o que determina seu sucesso é a capacidade de se adaptar às mudanças do ambiente. antecipando-se aos seus concorrentes.gif Porter inicia a sua análise ao nível de uma indústria singular. página 02 O objetivo do planejamento é fornecer aos gestores e suas equipes uma ferramenta de informações para a tomada de decisão. agindo como um bombeiro que vive apagando incêndios. Saber utilizar os instrumentos do planejamento de forma coerente. definiu os fundamentos da competição e da estratégia competitiva e é conhecido por estabelecer a ponte entre a teoria econômica da gestão e a sua prática. onde o gestor e sua equipe estabelecem os caminhos para a organização da empresa.

H. Atender essas necessidades produz resultados que alimentam as organizações. governamental ou do chamado Terceiro Setor. agindo sobre o poder de compra dos clientes.. visando identificar e monitorar as variáveis competitivas que afetam sua performance. O macro-ambiente é composto por variáveis gerais (inflação.com/pt . Pode-se dividir o ambiente organizacional em dois grandes grupos: o macro-ambiente ou ambiente geral e o microambiente ou indústria. Fonte: http://www. A influência desses aspectos pode variar de indústria para indústria.C. mas uma grande oportunidade para as empresas produtoras de geradores. indiretamente.businessinportugal. página 04 O ambiente geral pode ser um conjunto de aspectos estruturais capazes de influenciar as diferentes empresas que possuem produtos com os mesmos atributos e atuam em determinado país. a relação com o meio externo é um fator-chave da própria existência das organizações. razão pela qual entender o ambiente e como ele se organiza torna-se essencial para a gestão das empresas. a empresa. colocados no mercado visando o atendimento de uma determinada necessidade. Por exemplo. como. índices de preços e taxa de desemprego) que influenciam.Nesta unidade apresentaremos os elementos do ciclo de planejamento e os critérios para a sua definição e utilidade. É com base no diagnóstico estratégico que a empresa irá se antecipar às mudanças e preparar-se para agir em seus ambientes internos e externos. uma política governamental que incentive a abertura de mercado em um determinado setor irá provocar o aumento da concorrência. Utilizar os instrumentos do planejamento de forma coerente pode ser uma excelente arma competitiva. página 03 O diagnóstico estratégico O diagnóstico estratégico é o primeiro passo do planejamento e é nessa etapa que a organização obterá as informações para guiá-la em seu direcionamento estratégico. recursos financeiros e materiais). devendo estar pronta para captar e atualizar o conhecimento do ambiente e de si própria. Análise externa: ambiente geral e o ambiente de negócio Toda organização privada. é um sistema aberto em constante interação com o ambiente. quando ocorreu a crise energética no governo de F. ou seja. ampliando a competitividade nesse setor. que foi uma ameaça para muitas empresas do setor industrial (que tiveram que diminuir sua capacidade produtiva). que são convertidos em bens e serviços. que necessita de insumos (recursos humanos.

.am.unisal. • econômicos: juros. por exemplo. • tecnológicos: pesquisa e desenvolvimento de produtos na área. talvez não seja interessante ser definida como uma indústria de bebidas.br Apesar das diferenças existentes de uma indústria para outra. página 05 Além de analisar o ambiente geral. distribuição etária e geográfica da população-alvo da empresa. é importante que o gestor levante informações sobre os seguintes aspectos: • socioculturais: preferências. a importância do seu insumo e as vantagens que ele oferece para a empresa cliente. A Coca-Cola. a maneira como suas variáveis vão impactar na gestão poderá sofrer mudanças de um setor para o outro. influências políticas e de demais grupos de interesse. renda. estilo de vida. assim como pela reação dos concorrentes existentes. Porter (1989) demonstrou que o estado de competição em uma indústria é sempre formado por cinco forças competitivas: • a rivalidade entre vendedores concorrentes na indústria. que é determinada pelo número de concorrentes. inflação e índices de preços. que é determinado pela quantidade e intensidade das barreiras à entrada existentes no mercado. • legais: leis. Fonte: http://www. impostos e taxas aplicáveis ao setor. para uma pequena fábrica regional de refrigerantes. avanços tecnológicos e custos envolvidos. dependendo do tamanho do mercado e do horizonte que visa a atuar. • políticos/governamentais: políticas governamentais de incentivo e/ou restrição.Assim. é necessário que a empresa visualize a arena real onde está competindo. é necessário que o gestor considere as características do micro-ambiente em que sua empresa atua. pois ampliaria demais o seu foco competitivo. pois produz também água e sucos. definido pelo tamanho do fornecedor. • as tentativas que as empresas de outras indústrias fazem no mercado para conquistar os clientes com seus produtos substitutos (todos aqueles de outras indústrias que atendem à mesma necessidade). seu tamanho e as condições de competição existentes (demanda. atua na indústria de bebidas e não apenas na de refrigerantes. • o poder de barganha dos fornecedores. Para ter valor gerencial. nível de emprego. e esta definição pode ser ou não mais ampla. • a potencial de entrada de novos concorrentes. Entretanto. tendências populacionais. apesar do ambiente geral se apresentar da mesma forma para todas as empresas. nível educacional. integração das empresas e armas competitivas utilizadas). A indústria é formada por um grupo de empresas com produtos similares que competem entre si. câmbio. Para analisar o ambiente geral. cultura.

devem ser selecionadas aquelas que consistirem em maior preocupação para a gerência. o planejamento deixa de ser uma função exclusiva de um departamento da empresa. quanto maior for à intensidade dessas forças. A entrada de um novo concorrente forte no mercado. em outras palavras. no caso das ameaças. na dissociação entre pensar e agir. aquelas que afetam mais diretamente a empresa e a indústria em que ela atua. página 08 . ampliando o controle. maior será a competitividade da indústria e menor a lucratividade coletiva das empresas participantes.página 06 • o poder de barganha dos compradores do produto. ou seja. Estudos recentes sugerem que somente 10% das estratégias formuladas são implementadas e. que é maior quando os consumidores têm mais opções de compra e possibilidade de trocar de marcas. A análise externa deve ser acompanhada da análise interna. Muitas vezes. É fundamental que o gestor conheça o perfil das forças competitivas. passando a ser uma atribuição de todos os níveis (estratégico. Analisados os aspectos ambientais. a formulação e a implementação da estratégia se tornam cada vez mais interdependentes. Nesses casos. que serão determinantes para a lucratividade do setor. Por outro lado. onde a formulação e a implementação se tornam indistinguíveis. é mediante o desenvolvimento da gestão que os gestores e suas equipes definem e implementam as estratégias. ou seja. buscando gerenciar a cultura organizacional ou ainda colocando a culpa nos executantes. O planejamento é um aprendizado contínuo. É necessário que o gestor filtre as oportunidades e ameaças da sua empresa. Entretanto. É nessa fase que o planejamento irá se concretizar. é importante ressaltar que o planejamento não deve ser definido com base em todas as oportunidades e ameaças identificadas. página 07 Implementação da estratégia Um dos momentos mais importantes de todo o processo de planejamento é a implementação da estratégia. Já. durante a análise do ambiente externo. deve-se partir para uma síntese para identificar as principais oportunidades e ameaças encontradas. o verdadeiro problema pode estar na separação entre formulação e implementação. a implementação de restrições tarifárias por parte de um país importador dos produtos da empresa e a diminuição da demanda são aspectos que podem ser definidos como ameaças para a empresa. Atualmente é difícil a formulação ocorrer totalmente dissociada da implementação. podem fornecer vantagens competitivas para a empresa. priorizando as oportunidades do ambiente em que a empresa pode aproveitar as chances de sucesso. que servirão como referência e complemento na realização do diagnóstico. buscando aprender com os erros cometidos. No processo de top-down (de cima para baixo). ou seja. as oportunidades para que possua competências necessárias para desenvolver uma sustentável imagem no mercado. onde o gestor irá avaliar as competências e as falhas da empresa. alegando que esses são incapazes de colocar em prática o que foi formulado. a alta gerência repassa aos demais níveis o planejamento a ser seguido e praticado como um processo contínuo de reflexão sobre onde se quer chegar (objetivos) e de como se chegará lá (estratégia). a distância entre esses níveis hierárquicos também diminui. Entretanto. As oportunidades são fatores do ambiente geral ou da indústria que. tático e operacional). sem maiores custos. em geral. os gestores buscam resolver este problema. se bem aproveitados.

segundo essa concepção. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. pelo qual novas estratégias podem emergir. Será que é possível planejar com tantas incertezas e mudanças? O Planejamento é mais do que necessário à gestão da empresa. Gestão . O diagnóstico estratégico. este capítulo ressaltou a importância do planejamento estratégico para a gestão das organizações na atualidade.exercícios de autoavaliação . é importante levar em consideração que as estratégias podem surgir dos lugares mais estranhos e de pessoas que não se esperava. se bem aplicado. suas funções e seus limites. A globalização dos mercados. a intensificação das redes e das parcerias. mas também de gerenciar o processo de aprendizado estratégico. a definição das diretrizes organizacionais (missão. O ambiente onde se desenvolve o processo de planejamento mudou muito nos últimos anos. a concepção e a implementação da estratégia foram abordados.Módulo II Aula 4 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. é só entrar em contato. mostrando que o planejamento. é preciso que o gestor conheça bem cada um de seus elementos. conclusão Conclusão Em suma.Estratégia sob a visão de Henri Mintzberg aula gravada em áudio ESTRATÉGIA SOB A VISÃO DE HENRY MINTZBERG Para definir planejamento estratégico temos que entender que fundamentação teórica nos guiará na confecção das estratégias. atuando como um instrumento de comunicação.Nesse sentido. vai além de prever estratégias. de acompanhamento. Assim. Bom estudo! Qualquer dúvida. principalmente na promoção do aprendizado nas organizações. a ampliação das exigências dos clientes. para colocá-lo efetivamente em prática. a diferenciação ampliada dos produtos e o aumento da concorrência são alguns dos fatores que influenciam a prática do planejamento nas empresas. visão e objetivos). pode tornar a gestão empresarial mais competitiva. O papel da liderança. e. Você sabe qual a fundamentação teórica que sua empresa usa para estabelecer o planejamento estratégico? . parece fundamental que o gestor seja capaz de lidar com o imprevisível no processo de planejamento. Acesso pelo menu "Avaliações aula 05 . É necessário também ser flexível o bastante para perceber que planejar nem sempre é o contrário de fazer. devendo ser flexível e capaz mudar o curso da implementação da estratégia.

As estratégias são claras.Fonte: http://www. . ao contrário. Os diversos caminhos ajudarão a definir os propósitos dos negócios de sua empresa. para dentro e para cima.padrão: olhar o comportamento realizado. Mintzberg não nos oferece uma definição única e fácil. simples e únicas. . Nestas dez escolas ressaltamos que as três primeiras concentram-se em “como devem” ser formuladas as estratégias. contraposto com as oportunidades (Opportunities) e das ameaças (Threats) em seu ambiente. caminho que se pretende atingir.player: É um truque específico para enganar um concorrente. das partes para o todo. a formulação se faz por etapas. Henry Mintzberg define a estratégia através de dez escolas de formação estratégica e cinco definições. enquanto que as demais escolas preocupam-se “como foram” formuladas. ou seja. página 02 Escola do Desenho – Selznick (1957) Um processo conceptivo. . estas cinco: . .perspectiva: visão da empresa. Mas o que é estratégia? Estratégia são planos da alta administração para atingir resultados (Wright.posição: local dos produtos nos mercados (para baixo e para fora). Esta escola contribui com um modelo muito usado: “Análise SWOT” – avaliação dos pontos forte (Strenghts). 1992). dos pontos fracos (Weaknesses). já citadas acima. da organização.plano: direção. . no processo de pensamento consciente.internationalspeakers. A estratégia é algo que alcança a essência entre forças e fraquezas internas versus ameaças e oportunidades externas. em particular. sendo uma estratégia muito usada nos anos 70 e até hoje usada como método de ensino e prática. sugere várias definições.com Para Mintzberg.

ameaça de produtos substitutos e intensidade da rivalidade entre empresas concorrentes.Shumpeter (1950) e Cole (1959) Um processo visionário. marketing e financeiro. Um modelo utilizado foi sugerido pelo Stanford Research Institute. poder de barganha dos fornecedores da empresa.curva de experiência. Escola Empreendedora . página 03 A cadeia de valor genérico também de Porter avalia as atividades das empresas. Dominante para estratégia dos anos 80 e difundida nos meios acadêmicos e nas grandes consultorias (BCG-Boston Consulting Group).matriz de crescimento-participação (“planejamento de portifólio”).Purdue (1970) e Porter (1980/85) Um processo analítico. diversificação. onde o plano estratégico divide-se em duas partes: .. Foca no processo de visão executiva.plano corporativo – desinvestimentos. P&D (Pesquisa e Desenvolvimento). poder de barganha dos clientes da empresa. opondo-se à escola do planejamento por se basear na . orçamentos. deriva do livro de H. foco em custo e foco na diferenciação. Paralelo à escola do desenho. e . Igor Ansoff (1965). resume-se a posições genéricas relacionadas através de análises de conjunturas – o planejador torna-se analista.gif Escola do Planejamento – Ansoff (1965) Um processo formal. aquisições e fusões. A consultoria BCG contribuiu com duas técnicas muito utilizada pelos estrategistas: . como: . delineadas por check-lists e sustentadas por técnicas (objetivos. em 400 a.plano das operações – produtos. diferenciação. e .atividades de suporte: existem para apoiar as atividades primárias.C. O modelo de Porter analisa o escopo competitivo x vantagem competitiva onde estabelece quatro posições: liderança em custos.Fonte: http://www. O modelo de análise competitiva (Porter) identifica cinco forças no ambiente de uma organização: ameaça de novos entrantes. O conceito de estratégia militar de Sun Tzu. Escola do Posicionamento .org.br/IMAGENS/construcao. e . que reflete alguns pressupostos da escola do desenho (exceto por ser um processo formal) podendo ser decomposto em partes distintas.atividades primárias: fluxo de produtos até o cliente.sinttelrs. programas e planos operacionais).

A estratégia só é obtida através do poder. Compreender a mente humana e o cérebro humano. empreendedor não é quem coloca dinheiro na empresa ou inventa o produto. pois o interesse cultural quase sempre impede mudanças. embora exista uma crítica: o conselho para formar uma visão não é concreto o suficiente para ser útil. alianças. fusões. Fonte: http://www.subjetiva: interpretação do mundo – cria o mundo. e é onde encontramos barreiras. Gerenciar este processo não é estabelecer estratégia.objetiva: estruturação do conhecimento – recria o mundo. em perspectivas e senso de longo prazo.Vários (1959/80) Prahalad e Hamel (1990) Um processo emergente. às vezes poder político interno ou externo (parcerias. mas reconhecer sua urgência e intervir quando necessário. é aquele que tem a idéia do negócio. aquisições ou outras relações onde se conseguem negociações coletivas para seu próprio interesse). join-ventures.intuição. e . estabelece novas combinações e faz coisas novas ou de maneira diferente. Para Joseph Shumpeter. Escola do Poder . A idéia é que os estrategistas utilizem o conhecimento para pensar estratégias através de experiências. Escola Cognitiva – Simon (1947/57) March e Simon (1958) Um processo mental. O processo se baseia na visão do líder criativo. Esta escola cognitiva é moldada pela experiência e é dividida em duas: .Vários (1971/84) Um processo negocial. A formação estratégica desenvolvida pelo aprendizado é que define a estratégia a ser estabelecida e produzida. . As organizações aprendem mais com o fracasso do que com o sucesso. O aprendizado como criação de conhecimento é a contraposição do conhecimento tácito com o conhecimento explícito. É o mapeamento da estrutura do conhecimento utilizada para construir estratégias de forma criativa em vez de ser um simples mapa da realidade.net/ Escola Cultural . que pode ser avaliado através da socialização e da exteriorização do conhecimento. página 04 Escola do Aprendizado . para podermos compreender a formação da estratégia. Mintzeberg estabeleceu um modelo básico de estratégia para transformá-las em organizacionais ao se tornarem coletivas. Na escola cultural o interesse é comum e o sistema é integrador.Final dos anos 60 na Suécia Um processo social.comunications-plus.

Assim sendo. . Não podemos afirmar que uma estratégia é mais eficaz que a outra e sim como já foi falado. resolveu defini-la mediante a classificação de dez escolas. analisa as respostas esperadas pelas empresas frente às condições ambientais. e todos os seus recursos (financeiros. .Transformação = processo de geração de estratégica. como vimos nesta aula. quando o assunto é empresa e objetivos. etc. utilizar a mais adequada para o tipo organizacional e analisar.exercícios de autoavaliação . Porém.Módulo II Aula 5 Para efeito de sua própria autoavaliação. Em suma. ou seja.) decorrem das decisões estratégicas que foram efetivamente implementadas ao longo de sua vida. aula 06 . sendo a preferida dos consultores. A identificação pode levar o planejamento a seguir vários caminhos sem se perder. conclusão Conclusão Todos sabemos que estratégia são planos de alta administração com a finalidade de atingir resultados previamente estabelecidos.Teóricos das contingências (1977) Um processo reativo. A organização atual da empresa é o reflexo de sua estratégia.página 05 Escola Ambiental . Fala sobre as exigências do ambiente. não existe uma definição única do que é estratégia. A organização é a configuração de agrupamentos de características e comportamentos. realize as atividades localizadas no menu lateral: "Avaliação". Dessa forma. também. Gestão . o ambiente situacional.Chandler (1972) – grupo de McGill Um processo transformador. Integra as reivindicações das outras escolas e prevê saltos de um estado para outro. entender qual o cenário e o tipo de empreendimento é um trabalho necessário para o sucesso das estratégias a serem entendidas por todos. estrutura. Conhecer o processo e o fundamento teórico aplicado facilitará a sua prática. pessoal. em Avaliações.Foco na Prática do Planejamento Estratégico Público aula gravada em áudio . o equilíbrio numa empresa é o momento de criar uma estratégia para saltar para um estado superior. Escola da Configuração . “Quanto mais estável o ambiente externo mais formalizada a estrutura interna”. para Mintzberg. equipamentos.Configuração = estado da organização e todo seu contexto.

inimagináveis. a capacidade de previsão situacional deve substituir a previsão tradicional. Quando nos perguntamos se estamos caminhando para onde queremos e se fazemos o necessário para atingir nossos objetivos. para que se possa satisfazer do melhor modo possível os objetivos da empresa”. o sistema de Planejamento Estratégico representa uma postura. procedimentos metodológicos e técnicas de grupo que podem ser aplicados a qualquer tipo de organização social que demande um objetivo e que persiga uma mudança situacional futura. alguns critérios a fim de decidir se as ações serão eficazes ou não.com Planejamento Estratégico e Situacional O Planejamento Estratégico e Situacional. O processo de planejamento. Fonte: www. Daí decorre a percepção da necessidade de estratégias e operações para cenários alternativos e situações. assim. estamos começando a debater o problema do planejamento. de maneira disciplinada. O planejamento estratégico se alimenta da experiência prática e do aprendizado institucional relacionado aos erros do . muitas vezes. para nós e para os outros. Segundo HAX e MAJLUF (1984). as maiores tarefas da empresa e encaminhá-las. ANSOFF e DECLERK (1987). visando manter a eficiência operacional nos seus negócios e guiar a organização para um futuro melhor e inovador. diz respeito à gestão de governo. cuja essência é organizar. e utilizamos. dos pontos fortes e fracos das empresas e da escolha de um modo de compatibilizar a estratégica entre dois extremos. Qual o custo da postergação de problemas complexos? Que tipo de efeitos uma política pública resultará? Estes impactos aumentarão ou diminuirão a eficácia do nosso projeto de governo? Tais perguntas dizem respeito ao necessário exercício de simulação e previsão. com isso podemos analisar sua eficácia futura. sistematizado originalmente pelo Economista chileno Carlos Matus.brazilstockphotos. Na produção de fatos sociais que envolvem múltiplos atores que planejam. que observa o futuro como mera conseqüência do passado. página 02 O principal argumento para o Planejamento Estratégico e Situacional afirma que todas as decisões que tomamos têm múltiplos efeitos. à arte de governar. onde devemos adotar múltiplos critérios de avaliação e decisão.FOCO NA PRÁTICA DO PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO PÚBLICO Planejamento Estratégico é a “análise racional das oportunidades oferecidas pelo meio. diz respeito a um conjunto de princípios teóricos.

ao contrário. sendo necessário desenvolver meios de gestão capazes de aprender com estes erros e colocá-los a serviço do planejamento. Não há mais comportamentos sociais previsíveis e relações de causa-efeito estabelecidas. o “juízo estratégico” de cada ator determina a complexidade do jogo aberto e sem fim. é influenciado e dependente das múltiplas explicações e perspectivas sobre a realidade.com. O planejamento deve centrar sua atenção na conjuntura que representa uma permanente passagem entre o conflito. e é por isso que “planeja quem governa” e “governa quem. Há uma profunda diferença em relação ao antigo “planejamento do desenvolvimento econômico e social” tão comuns nos órgãos de planejamento de toda América Latina e particularmente na tradição brasileira. que. A realidade social não pode mais ser explicada por modelos totalmente analíticos e a simulação estratégica assume. ninguém detém o monopólio sobre o cálculo estratégico e sistemático sobre o futuro. por sua vez. O processo de planejamento não substitui a perícia dos dirigentes. único e objetivo.revistaturismo. O processo de planejamento pode ser comparado a um grande cálculo que não é obvio ou simples. o governo e o planejamento. e surge da síntese entre o saber técnico acumulado e a expertise política. O enfoque proposto de planejamento é uma capacidade pessoal e institucional de governar. Daí surge o componente de incerteza permanente e o cálculo interativo. e vice-versa. buscam a explicação da realidade em diferentes graus de governabilidade sobre o sistema social. pois nem sempre a decisão puramente técnica é mais racional que a política. com capacidades diferenciadas de planejamento. uma relevância destacada. Na conjuntura concreta acumula-se ou não recursos de poder relacionados ao balanço político global das ações de governo.br/passeios Podemos resumir os postulados teóricos do planejamento estratégico nos seguintes argumentos: O sujeito que planeja está incluído no plano e este. que influenciam os demais atores do processo estratégico. agregar e combinar diferentes operações em diferentes estratégias. O “diagnóstico” tradicional. aumenta sua eficácia porque coloca estes aspectos a serviço de um projeto político coletivo. já não existe mais. nem o carisma da liderança. onde tudo se decide. nesse contexto. Neste modo de ver a política. O caráter modular do enfoque estratégico deriva da necessidade de redimensionar. Ambos exigem intensa elaboração estratégica e um rigoroso sistema de gestão.passado. . de fazer política. a negociação e o consenso. é constituído por outros sujeitos que também planejam e desenvolvem estratégias. no sentido mais original deste termo. página 03 Postulados Teóricos do Planejamento Estratégico Fonte: www. e no seu lugar surgem várias explicações situacionais.

de fato, planeja”. Os problemas sociais são mal-estruturados, no sentido de que não dominamos, controlamos e sequer conhecemos as variáveis que influenciam os juízos estratégicos dos demais agentes sociais envolvidos. Não há como determinar com exatidão as possibilidades de eficácia do plano ou os resultados esperados em cada ação.

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Governar com plano estratégico é mais do que resolver problemas. É promover um intercâmbio entre problemas, ou seja, problemas mais complexos e de menor governabilidade dão lugar a problemas menos complexos e de maior governabilidade. Características do Planejamento Estratégico

Fonte: www.geocities.com/TheTropics/3416/noturne.jpg O enfoque participativo e estratégico do planejamento é estruturado através de quatro grandes passos, que podem ser recursivos e não-lineares, mas que representam uma seqüência lógica da elaboração teórica do planejamento, conforme segue: Momento Explicativo: no planejamento tradicional a realidade é dividida em setores e o método dos planejadores é tão fragmentado quanto são os departamentos dos órgãos. Já o planejamento estratégico situacional propõe trabalhar com o conceito de realidade composta de problemas, oportunidades e ameaças, permitindo sintetizar a explicação da realidade em suas múltiplas dimensões (interdisciplinaridade), onde o ator sabe selecionar e identificar problemas reais (atuais ou potenciais) e distinguir causas de sintomas e conseqüências. Explicar a realidade por problemas permite o diálogo e a participação de setores populares, que são os que sofrem problemas concretos, além de facilitar a aproximação entre “técnicos” e “políticos”. Momento Normativo: após a identificação, seleção e priorização de problemas, estamos prontos para desenhar o conjunto de ações ou operações necessárias para atacar as causas fundamentais dos problemas. O ponto central deste modelo de planejamento é discutir a eficácia de cada ação e qual o resultado que sua realização pretende. Os planos normativos normalmente terminam aqui, e é neste ponto onde o planejamento situacional começa para que as ações tenham impacto efetivo e real na causa dos problemas.

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Momento Estratégico: se a realidade social não pode ser fragmentada em diferentes “setores”, se outros “jogadores” existem e têm seus próprios planos, se o indeterminismo e as surpresas fazem parte do cotidiano, então o debate sobre a viabilidade estratégia das ações planejadas é indispensável. Há grande quantidade de conceitos que envolvem o termo “estratégia”, e aqui vamos adotá-lo com um conjunto de procedimentos práticos e teóricos para construir a viabilidade para o plano e para garantir sua realização com máxima eficácia. Existem dois instrumentos-processos que visam desenhar as melhores estratégias para a máxima eficácia ao plano: a análise criteriosa dos demais atores sociais e a análise de cenários. A análise dos demais agentes envolvidos no espaço do problema-alvo é imprescindível para identificar o possível interesse e motivação de cada um e o tipo de pressão que é (ou será) exercida em relação às ações planejadas. Já os cenários representam distintas reflexões, limitadas pela qualidade da informação disponível, sobre possíveis “arranjos” econômicos, institucionais, políticos, sociais, etc., capazes de influenciar positiva ou negativamente a execução das ações planejadas. Ao permitir a simulação sobre as condições futuras, os cenários permitem a antecipação das possíveis vulnerabilidades do plano e a elaboração de planos de contingência necessários para minimizar os impactos negativos. Momento Tático-Operacional: é um dos momentos mais importante, é o momento de fazer, de decidir as coisas, de finalmente agir sobre a realidade concreta. Neste momento é importante debater o sistema de gestão da organização e até que ponto ele está pronto para monitorar, sustentar e executar as estratégias propostas, sem esquecer os problemas originais. Deve-se reavaliar criticamente todo o processo interno de tomada de decisões; o sistema de suporte à direção, assim como os sistemas de informações; devem ser revistos e reformulados.

Fonte: http://www.artecult.com/keniadeangeli/Ilustracoes/humor/reuniao.jpg

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Outros temas vitais neste momento são a estrutura organizacional, o fluxo interno de informações, a coordenação e avaliação do plano, o sistema de prestação de contas, as ferramentas gerenciais existentes e necessárias, e finalmente, a forma, dinâmica e conteúdo da participação democrática na condução do plano. Não podemos esquecer que o planejamento estratégico só termina quando é executado e é o oposto à visão tradicional que separava os planejadores dos executores e estabelecia uma dicotomia insuperável entre o conhecer e o agir. Planejamento Estratégico na Prática É um método que pressupõe constante adaptação a cada situação concreta onde é aplicado e onde os principais momentos tendem a utilizar instrumentos metodológicos parecidos, trabalhados nesta ordem:

Momento Explicativo (substitui o antigo “diagnóstico”): análise do ator que planeja (limites e potencialidades, ambiente interno e externo), identificação e seleção de problemas estratégicos, montagem dos fluxos de explicação dos problemas com as respectivas cadeias causais, seleção das causas fundamentais (nós críticos) como centros práticos de ação, construção da Árvore de Decisão a partir de uma Situação-Objetivo definida pelo grupo. Momento Operacional: desenhar ações ou projetos concretos sobre cada nó crítico (as chamadas Operações do Plano); definir para cada operação os recursos necessários, os produtos esperados e os resultados previstos; construir cenários possíveis onde o plano será executado; analisar a trajetória do conjunto das operações em cada cenário e, a partir disso, tentar diminuir a vulnerabilidade do Plano. Momento Estratégico: analisar os atores sociais envolvidos no Plano, seus interesses, motivações e poder em cada uma das operações previstas e nos cenários imaginados; definir a melhor estratégia possível para cada trajetória traçada; estabelecer um programa direcional para o plano; construir viabilidade estratégica para atingir a Situação-Objetivo. Momento Tático-Operacional (sistema de gestão): debate sobre as formas organizativas, a cultura organizacional e o modus operandi da organização para garantir a execução do plano. Neste momento devem ser encaminhados os seguintes temas: funcionamento da agenda da direção, sistema de prestação de contas, participação dos envolvidos, gerenciamento do cotidiano, sala de situações e análise sistemática da conjuntura. O Método do Planejamento Estratégico e Situacional – PES é antes de tudo um potente enfoque metodológico, com alguns princípios e visões filosóficas sobre a produção social, a liberdade humana e o papel dos governos, governantes e governados. A análise de problemas, a identificação de cenários, a visualização de outros atores sociais, a ênfase na análise estratégica são elementos fundamentais e diferenciadores do PES em relação a outros métodos de planejamento. O método tem particular validade e resultados excepcionais, no setor público onde a presença de problemas verdadeiramente complexos e mal-estruturados compõe o cenário dominante. Além disso, o planejamento estratégico situacional, ao contrário de outros métodos ditos “estratégicos”, assume como dominante na análise estratégica as questões relativas às relações de poder entre atores sociais, isto é, a variável política preside a elaboração da viabilidade e vulnerabilidade do Plano. Essa é uma vantagem metodológica vital para uso em organizações públicas onde estas questões fazem parte indissociável da produção de políticas públicas e do relacionamento entre staff político-dirigente e quadro de funcionários permanentes.

conclusão

Conclusão

Observamos que em um planejamento estratégico é fundamental estabelecer, antecipadamente, as diretrizes a serem seguidas, pois assim, o alcance daquilo que foi almejado torna-se uma tarefa mais fácil de ser alcançada. Quando o assunto é problema social, este sim, deve ser ainda mais planejado, pois é um fator que não tem como controlar e nem dominar da forma como gostaríamos. Em suma, é válido analisar os passos da elaboração teórica do planejamento, a fim de não incorrer em erros graves.

Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo II Aula 6

Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. Acesso pelo menu "Avaliaçao", em Avaliações.

aula 07 - Megatendências Futuras

A verdade é que a Economia mundial está mudando para melhor. Fonte: www. Nossa missão é diferente. muitos parecem acostumados às notícias ruins. . A construção de um mundo solidário. ou incompreensível. as respeitamos. que começou há décadas e não terminará em uma semana. que se possa falar de alternativas. página 02 Megatendências sob a visão de alguns estudiosos Nas décadas de 80 e 90 os analistas de tendências econômicas não deram importância às premonições catastróficas e escreveram livros de impacto mundial sobre a construção de uma nova civilização solidária. colocando no ar a seguinte questão: será possível uma transformação radical do cenário econômico? O que acontecerá com os empregos no caso de uma forte recessão? Estas perguntas fazem com que pensemos na formulação de estratégias econômicas que valorizem a justiça social e o respeito à vida humana. solidariedade ou experiências construtivas.aula gravada em áudio MEGATENDÊNCIAS FUTURAS O crescimento econômico desordenado e o aumento do número de desempregados agravam a crise do desemprego. É importante ressaltar que essas incertezas mostram a necessidade de construir um mundo mais solidário e democrático para impedir a desordem econômica. E admiramos os ativistas cuja missão na vida é corrigir tudo o que está torto.br Outra preocupação são as mudanças econômicas decorrentes do atentado terrorista ocorrido nos Estados Unidos.com. em 11 de setembro de 2001. mas isto não ocorre do dia para a noite. Segundo a visão de Naisbitt e Aburdene: “As pessoas que dão as más notícias estão fazendo seu trabalho. Quando se trata de Economia.centrus. mas alguns acham até estranho.

conseqüentemente. e que.” Já o cientista Toffler. É importante ressaltar que a mudança de pensamento deve chegar às políticas públicas e aos governos. inúmeras empresas públicas se engajaram nas mudanças e entidades sem fins lucrativos se multiplicam pelo mundo. Essas análises facilitam a imagem do cidadão do futuro como mistura de inteligência com honestidade e de justiça social com livre iniciativa.” . Conseguimos criar uma vida que é rica e estimulante nas suas dimensões estética.velardez. realizada no Rio de Janeiro. Seria possível optar pela vida simples e ter como resultado apenas um empobrecimento geral. que a criatividade social e econômica abre um futuro cada vez mais rico de alternativas e soluções.ar Desde os anos 70 uma nova visão da Ciência Econômica vem recolocando. página 03 Mudança de Paradigma no Setor Público Fonte: www. em junho de 1992. A Terceira Onda. com a popularização dos computadores e da Internet. nos Três Poderes. entre outras coisas. levou a uma mudança radical na visão do mundo por parte dos pensadores econômicos e. possibilitando uma melhor preservação ambiental. de viver com menos ou de trabalhar menos. visando decidir. em seu livro mais famoso. em outras de suas obras. destacamos a informação e as circunstâncias que descrevem as tendências mundiais que oferecem oportunidades”.com. Este processo.Como os problemas do mundo atraem tanta atenção. estas continuam dominadas por estratégias pouco eficazes. Eles acreditam também que o desemprego será suprido pelo desenvimento de novas tecnologias. intelectual. a simplicidade voluntária provocará prosperidade e avanço tecnológico. É uma conquista. enquanto as possibilidades de guerra ficam cada vez menores. proporcionando qualidade de vida a diversos trabalhadores. Em outro livro. Segal (1999) revê os fundamentos da Economia moderna a partir da simplicidade voluntária com uma uma proposta de maior qualidade de vida no planeta: “Simplicidade voluntária não é apenas uma questão de agir em pequena escala. É o que obtemos como resultado de submeter a dimensão material a uma visão maior. as prioridades dos vários níveis de orçamento público. Viver com simplicidade não é obter o resto que sobra quando consumimos menos. descreve com clareza a civilização global em que estamos ingressando e aproveita para mostrar. nós. que culminou na Conferência da ONU (Organização das Nações Unidas) sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento. apesar dos discursos bonitos. por nossa parte. Tomando Aristóteles como ponto de partida. os pequenos empreendedores econômicos adquirem importância cada vez mais decisiva no funcionamento da Economia global. Naisbitt complementa afirmando que: “No mundo da política e da Economia. os valores da vida acima dos valores materiais. que os administradores públicos aprenderão a prestar contas corretamente do que fazem e que os programas interativos de TV possibilitarão consultas populares freqüentes. espiritual e social. gradualmente. Para esses pesquisadores. em geral.

br O atual modelo econômico tende a colocar tanto a vida humana como a vida dos ambientes naturais a serviço do dinheiro. implica no reconhecimento de que o ser humano pode e deve expandir-se infinitamente no plano cultural e espiritual e que exagerar. O paradigma econômico da simplicidade propõe que o dinheiro seja colocado a serviço da vida.pontogemini. A mudança de modelo.com. a expansão material é uma grave doença típica do capitalismo. Educação Continuada O foco central do capitalismo dos anos 90 está na alta competitividade da força de trabalho. uma nova ética econômica deve surgir mundialmente. mediante o desenvolvimento da capacidade de cada indivíduo. para que essas soluções sejam postas em prática. do tráfico de armas e de outros tipos de crime organizado. No plano público. exigindo que os profissionais estejam cada vez mais aptos para a criação. Essa mudança de padrão deve ser promovida simultaneamente no espaço individual e no espaço coletivo. mas precisam ser socialmente justas. a proposta sugere uma humanização do capitalismo.página 04 Você concorda que qualidade de vida é ter suas necessidades materiais básicas atendidas? Para alcançarmos esse objetivo. apesar de necessária. Assim. torna-se imprescindível o desenvolvimento da educação continuada dos empregados da empresa. Educaçao Continuada para o Funcionalismo Público . ecologicamente inteligentes e úteis à comunidade. e sim por um conceito mais amplo do que significa sermos seres humanos”. O futuro poderá confirmar as palavras de Naisbitt e Aburdene: “Os avanços mais definitivos e sensacionais do século 21 não serão produzidos pela tecnologia. possibilitando a busca da felicidade e garantindo às pessoas segurança econômica e qualidade de vida. visando a melhor formação dos participantes. promovendo oportunidade de ensino. das organizações terroristas. com a eliminação dos paraísos fiscais utilizados para a lavagem de dinheiro proveniente do tráfico de drogas. página 05 A solução apontada por diversos setores da sociedade é a de que a redistribuição democrática dos ganhos obtidos com o aumento da produtividade pode ser feita através da utilização inteligente dos impostos e com estímulos fiscais às empresas que valorizam sua mão-de-obra ou reduzem a jornada de trabalho sem reduzir o salário. É claro que. Fonte: http://www. resolução e tomada de decisões frente às necessidades das instituições empregadoras. unicamente. as formas de produção não podem somente visar a obtenção do lucro.blogger.

não apenas pelo governo. com zelo e eficiência. A Comunidade Virtual do Sistema Legislativo – Interlegis é um programa desenvolvido pelo Congresso Nacional. poderão ter maior empregabilidade e melhores condições de competir no mercado de trabalho. tem discutido alternativas para garantir a seqüência dos programas e projetos tão almejados pelo setor público para que estes não sejam interrompidos sem uma justificativa plausível. Criar políticas que incluam o acesso indiscriminado ao ensino formal. por meio do Instituto Legislativo Brasileiro – ILB tem incentivado a educação a distância oferecendo cursos de formação e capacitação profissional. não somente para seus funcionários e para outras esferas do Poder Legislativo nacional. De forma que. A Universidade do Legislativo – UNILEGIS é uma instituição de ensino especializada por campo do saber.Fonte: http:/www. na capacitação técnico-profissional dos servidores. e promove uma maior transparência e interação desse Poder com a sociedade. Ensino a distância Apesar da infra-estrutura da rede de informação no Brasil ainda estar longe das condições ideais para a implementação de programas de ensino a distância. suas atribuições. os maiores interessados são os próprios funcionários. Tem levado a educação a distância para pontos heterogêneos pelo Brasil afora. embasados em conteúdos compatíveis com suas atribuições de assessoramento diário aos parlamentares. preparando-os para cumprir. o que se observa no setor público é a realização de modelos de treinamento padronizados e pouco adequados à realidade da instituição. mas também na iniciativa privada. mas também pela sociedade brasileira para que esta tenha a real dimensão da chamada sociedade do conhecimento.br/imagens/comunidade/img_ilustra01. mas também aberto ao público em geral. com o passar do tempo. autoridades e dirigentes do Legislativo. que comumente representam gastos elevados. em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). à educação continuada. Na esfera legislativa. o caminho a ser buscado. principalmente. Nasceu de uma atitude pioneira do Senado Federal para constituir-se . interessado nessa forma inovadora de ensino. metodologias e informações desatualizadas e que. os funcionários acabam esquecendo. o Senado Federal. não apenas governamental. Em virtude da necessidade de profissionais capacitados para o alcance de metas e objetivos organizacionais. sem dúvida. ao adquirirem maior grau de instrução. acredita-se que num futuro próximo as condições de infra-estrutura de rede propiciarão um desenvolvimento de programas cada vez mais interativos em todos os níveis de ensino”. apesar de inúmeras dificuldades.jpg Os investimentos em educação para a busca da qualidade de vida constituem-se no paradigma emergencial da atualidade.com. o atual Governo. como as prefeituras municipais. poucos resultados. ao aperfeiçoamento profissional e técnico e ao crescimento pessoal são. o “Ministério da Ciência e Tecnologia e com os esforços que o Ministério da Educação vem fazendo no sentido de informatizar toda a rede pública de ensino. criada sob a égide da Lei de Diretrizes de Bases da Educação. de modernização e integração do Poder Legislativo.eurofarma. que. além do interesse do Governo Federal em seus servidores. O ILB atua. página 06 Em termos de educação continuada.

mas a sociedade já é capaz de reconhecer a importância que os Estados têm de fortalecer suas instituições. pois precisamos tempo para dedicação à família. Chega a ser um desafio para o Governo desenvolver estratégias de transformação da gestão pública para reduzir o déficit institucional. com o atual grau de desigualdade existente no nosso país. à disposição da sociedade. Estão sendo adotadas pelo Poder Legislativo com resultados significativos. sendo importante ressaltar os seguintes pontos desta nova abordagem: “a redefinição das estratégias.em mais um instrumento de ampliação das possibilidades do exercício da cidadania. A educação continuada e a distância têm sido muito eficazes na formação e capacitação das pessoas.Gestão Pública para o Desenvolvimento com Inclusão Social aula gravada em áudio GESTÃO PÚBLICA PARA O DESENVOLVIMENTO COM INCLUSÃO SOCIAL Você já teve de estudar alguma vez sobre Gestão Pública? Hoje em dia este tema não é visto apenas nas escolas. Gestão . servidores e profissionais diversos. na maioria das vezes. para ser um fórum permanente de debates de idéias. O Senado brasileiro é o primeiro no mundo a criar sua universidade e também oferece atividades de ensino a distância. sem ele não se compra lazer e nem entretenimentos? Somente nos resta torcer para as palavras de Naisbitt e Aburdene estarem corretas quando dizem que “os avanços mais definitivos e sensacionais do século XXI não serão produzidos pela tecnologia.exercícios de auto-avaliação . Talvez um dia as máquinas ocupem os nossos lugares no mercado de trabalho com a sua capacidade tecnológica avançada ou então o desemprego será suprido pelo desenvolvimento tecnológico. principalmente aqueles que ainda se encontram em estágio de desenvolvimento. e sim por um conceito mais amplo do que significa sermos seres humanos”. Avaliações. O importante é sabermos que o atual modelo econômico nos coloca em uma situação em que somos servidores do dinheiro. Inclui ainda a construção de um novo padrão de . há necessidade de se criar um Estado mais participativo e socialmente justo. é algo absolutamente necessário para a sobrevivência e. conclusão Conclusão O cenário atual é preocupante. isso não é qualidade de vida. lazer e entretenimentos. a recomposição da força de trabalho. aula 08 . Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. Afinal. as mudanças nos forçam a refletir sobre a nossa vida e o contexto no qual estamos inseridos. cada vez mais.Módulo I Aula 7 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. E realmente. como os cursos de especialização em Direito Legislativo e Administração Legislativa. a reconfiguração das estruturas e processos e o redimensionamento de recursos em bases mais eficientes e direcionadas para resultados. proporcionando qualidade de vida a diversos trabalhadores. porque se ajusta ao tempo e disponibilidade do educando. Mas o que fazer se o dinheiro. de certa forma. Acesso pelo menu "Avaliação".

respeito e garantia dos direitos pessoais e coletivos. a criação de novos territórios públicos para a construção da cidadania. dessa forma. impulsionar novas formas de sociabilidade e o surgimento de uma nova cultura política. de inclusão social e de aumento da eficiência na prestação dos serviços públicos. das ações pretendidas pelo governo da cidade ou localidade. que trazem à tona as diferenças entre cada região. assentado em valores como paz. à participação e colaboração de cada cidadão.intercomtext. sociais e econômicas. por parte da sociedade. ou seja. no qual fiquem definidos os marcos da gestão empresarial e da gestão voltada ao interesse público”. impondo aos governos e à sociedade o predomínio da lógica do mercado.relacionamento entre o governo e as empresas estatais. Governo e Sociedade Descentralizar o governo e criar mecanismos inovadores de gestão e de participação cidadã é um projeto político de socialização do poder. gerando. visando garantir que a orientação de governar para as maiorias é necessária. eqüidade. solidariedade.jpg página 02 A democratização e a descentralização da gestão das cidades são uma resposta à crise de governabilidade. Governar para as peculiaridades de cada região. Trata-se de buscar a garantia da retomada das cidades por seus cidadãos. democráticas e sustentáveis. mais diretamente beneficiada ou prejudicada. além de mudar o desenho das instituições e seu funcionamento para atender às dinâmicas sociais na perspectiva de construir sociedades justas. Devemos lembrar que existem várias concentrações e movimentações demográficas. O principal objetivo é gerar uma transformação na gestão pública para descobrir soluções adequadas às situações resolvidas de maneira inadequada e/ou nunca abordadas pela iniciativa pública. e por que não dizer essencial. e mais do que isso é a compreensão. tudo isso. Esses mecanismos propõem romper com o controle político local e com as formas burocráticas. tão comuns em um país de dimensões continentais como é o Brasil. A criação de um governo transparente voltado para os interesses do cidadão considera que as cidades são construções históricas e únicas. impulsionar as potencialidades de desenvolvimento local. As ações dos governos locais a fim de atender e beneficiar todos os seus cidadãos deve opor-se aos interesses e à falta de ações de caráter político e burocrático. página 03 . com o objetivo de recuperar a capacidade de intervenção e regulação dos cidadãos na vida social e nos governos. atuando de maneira específica frente aos processos de exclusão social e às necessidades da população.com/globo. Fonte: http://www. justiça social. permitirá a redução dos desequilíbrios territoriais e das desigualdades sociais. o que chamamos de regionalismos.

integralmente. . Gestão . sendo uma condição que não pode ser deixada de lado a divulgação dos atos e projetos de um governo participativo. para atingir as mais diversas camadas da sociedade que são. mostra-se uma alternativa bastante adequada à atual conjuntura social das diversas comunidades que constituem os municípios brasileiros. com um perfil protagonista. como parte integrante do processo decisório a que está sujeita a esfera governamental em questão. de acordo com as aspirações e demandas de sua população.Opinião Pública A questão da comunicação social apresenta-se como um grande desafio para conquistar o apoio da opinião pública para as mudanças que o governo se propõe a realizar. e. uma vez que coloca o cidadão-cliente bem próximo à estrutura administrativa. A estratégia é operar a gestão territorial da cidade. a agilidade e a eficácia das ações de governo. Para a implementação desta proposta deve existir uma forma descentralizada de gestão. em conjunto com os conselhos de representantes. erros e acertos. seguem as características e prioridades de cada região. com economia de recursos e bem direcionados para o interesse público. A partir das experiências acumuladas na gestão e avaliação municipal é possível propor um salto de qualidade. Todos os Estados querem um governo central transparente. buscando a melhoria da qualidade dos serviços urbanos e das condições de vida da população. não cabendo a apenas uma secretaria. A adoção de um modelo descentralizado oferece aos cidadãos uma forma de administração mais voltada para as suas demandas. especialmente dos mais pobres. e uma gestão integrada das políticas urbanas e sociais. tendo em vista as especificidades de cada local ou comunidade separadamente. Isso permite iniciativas inovadoras e resultados positivos na melhoria dos serviços e da qualidade de vida dos moradores da cidade. orientadas para resolver problemas específicos da população. portanto. democrático e forte. "cuidar do social" ou "cuidar do urbano". ou a uma área específica do governo. O Governo precisa demonstrar que os serviços públicos podem funcionar de maneira democrática e eficiente. Desse modo. conclusão Conclusão A descentralização das ações governamentais.Módulo II Aula 8 Para efeito de sua própria autoavaliação. garantindo a transparência. vividos por muitos governos municipais. realize as atividades localizadas no menu lateral: "Avaliação". com maior participação da sociedade. ganha destaque o controle social das ações do Governo. em todos os níveis e classes que as compõem. A conquista da opinião pública depende da capacidade de realização e da abertura do governo à participação da sociedade na gestão pública. que. participativo e regulador. a publicação. além de ser de interesse direto da própria sociedade as gestões realizadas em seu nome e benefício. caracterizando a figura de subprefeituras. aspecto essencial para a desejada eficiência para as suas ações com foco nas demandas da sociedade. Além disso. devendo ser direta e objetiva. a Administração Pública. muitas vezes. de maneira total e descentralizada. capaz de formular suas estratégias centradas em políticas públicas e negociá-las com as forças sociais existentes em cada cidade. a forma descentralizada de administrar propicia maior transparência governamental. Esta proposta é o resultado de anos e anos de experiências. de responsabilidade de qualquer governo que busque o bem-estar social e o desenvolvimento coletivo. a eficiência.exercícios de autoavaliação . Essa orientação pode mobilizar.

segurança e a obrigatoriedade de cumprimento da Responsabilidade Fiscal. não podemos ficar de braços cruzados esperando as coisas acontecerem. viabilização da competitividade dos setores produtivos (bens e serviços). econômico e tecnológico do País e proporcionar aos cidadãos desenvolvimento e bem-estar social para resgatar o respeito.aula 09 . a credibilidade e a confiança da sociedade. . tem contribuído para a evolução da transformação da gestão pública. promovendo mudanças e aperfeiçoando os métodos de Administração. Já faz algum tempo que o mundo passou de sociedade industrial para sociedade do conhecimento. Características da Gestão Pública O papel da gestão pública é melhorar o desempenho da Administração Pública.net Mas afinal o que significa uma boa gestão pública? Segundo o especialista Orlando Euler de Castro: “A boa gestão pública é aquela que busca uma nova postura. É importante ressaltar que a pressão da sociedade. A gestão pública objetiva criar condições para o desenvolvimento social. para aumentar a qualidade de vida da população”.crosses. a sociedade brasileira está cobrando que as negociações públicas sejam mais transparentes e que mudanças sejam feitas para acompanhar a nova “cultura” organizacional. Contudo. para se adaptar aos novos tempos. redução de custos e prazos. é preciso agir. saúde. ansiosa por melhores resultados em educação.Uma Nova Geração de Transformações da Gestão Pública aula gravada em áudio UMA NOVA GERAÇÃO DE TRANSFORMAÇÕES DA GESTÃO PÚBLICA Por que precisamos de uma nova forma de gestão pública? Com a crescente globalização e as transformações tecnológicas. o papel fundamental de uma boa gestão pública é cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal e buscar a melhoria nas questões sociais. assim. revendo ou abandonando paradigmas da “cultura” vigente. promovendo maior produtividade. Fonte: http://identidad-globalizacion.

De acordo com Osborne (1995). cada vez mais. que. são continuamente informados pelos meios de comunicação quanto aos impactos dos planos. legitimados pela avaliação de uma sociedade que controla continuamente a transparência. das políticas. .” página 03 Sociedade do Conhecimento Desde os primórdios das sociedades organizadas. as sociedades demandam. mas otimizem a aplicação desses recursos em políticas que atendam efetivamente as necessidades da sociedade”. a eficiência e a eficácia da gestão pública. e hoje se manifesta sob a forma de uma maior exigência e fiscalização da sociedade quanto ao emprego dos recursos arrecadados pelo Governo. que vigorou desde a Revolução Industrial até o final do Século XX. o melhor uso dos recursos arrecadados pelo Governo. Governo Empreendedor e Governo Burocrático Assim surgiu nas duas últimas décadas uma postura de Governo Empreendedor voltado para o cidadão como cliente e buscando padrões otimizados de eficiência e eficácia. o Capital Intelectual manifesta-se em todas as ações da vida humana. voltado para o controle interno e para a mera conformidade com os custos orçados.jpg De fato. inclusive com vista à legitimação de mandatos políticos pela via eleitoral. tanto em relação ao proposto e planejado. estimulados a participar da vida sócio-política.mmschool. Para Peter Drucker. metas e resultados alcançados.página 02 Gestão Pública X Sociedade Nas duas últimas décadas. chegando a causar revoluções. com ética e transparência. dos orçamentos. a questão de como avaliar a gestão pública torna-se cada vez mais uma preocupação diária dos cidadãos. a cobrança de impostos sempre gerou tensão entre o cidadão contribuinte e o poder público. na gestão dos recursos públicos com responsabilidade fiscal. o modelo do Governo empreendedor se contrapõe ao modelo do Governo burocrático. como em relação aos custos despendidos. o Governo caracteriza-se “pela busca pró-ativa de resultados.com/leonardo/inteligencia/imagenes/6. Fonte: http://www. Historicamente. dos déficits e superávits dos Governos na qualidade de vida de cada membro e setor da sociedade. os cidadãos “demandam cada vez mais que os gestores públicos não apenas se atenham com disciplina aos limites dos escassos recursos orçados. O estímulo à avaliação constante do desempenho da gestão pública vem requerendo cada vez mais a mensuração dos objetivos.

Acesso pelo menu "Avaliação". a base tradicional do capitalismo. sendo que.Módulo I Aula 9 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. mesmo que permaneçam. Para Sveiby (2000).com/cerebro33. as empresas têm que investir em seus recursos humanos. há bem pouco tempo. conclusão Conclusão A nova tendência de gestão nas instituições públicas possui características marcantes e poderosas. Dessa forma. Na visão de Drucker (1996). em Avaliações. os meios de produção. o conhecimento é a base de sua estrutura interna e externa. e.exercícios de auto-avaliação . para poder competir e enfrentar os desafios de um mercado cada vez mais exigente. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. porque seu impacto sobre o destino de qualquer negócio é tremendo.emocionol. aula 10 . no ambiente interno das instituições e na sociedade na qual interferem. as organizações e seus administradores perceberam a sua influência e suas implicações nos resultados empresariais. cenários racionais de aproveitamento da força do trabalho.As transformações na Administração Pública c/foco no Legislativo aula gravada em áudio . capazes de promover. para que os funcionários considerados como “Capital Intelectual” não mudem para outras áreas (ou empresas) e. muito mais do que contribuir para a valorização total da empresa.e até mesmo na sobrevivência da espécie. Fonte: http://www. estavam nas cabeças e mãos dos trabalhadores.jpg Os ativos baseados no conhecimento devem ser avaliados com extrema cautela. é fundamental que o Governo tenha alguns cuidados. Gestão . não percam a motivação para o constante aperfeiçoamento. criando oportunidades efetivas de desenvolvimento individual e corporativo.

São elas: Poder Legislativo Originário e Derivado. mediante os agentes públicos. é a vez do Poder Legislativo Derivado. a inovação. Vale ressaltar que. o que detém a função principal da produção das leis e de controle externo. O Poder Legislativo pode ser dividido em duas espécies. tem pouco a ver com o ineditismo. o concurso premiou até cinqüenta experiências implantadas e. • Aumento da eficácia e eficiência. página 02 Fonte: http://www. sem alterar as normas fundamentais protegidas pela cláusula da imutabilidade. vamos analisá-las para uma melhor compreensão. que é exercido pelo Congresso com auxílio do Tribunal de Contas da União. • Responsabilização e trabalho em equipe. Em seguida. possui o poder – dever de gerar as normas jurídicas válidas para todos e para o Estado. Porém. O Poder Legislativo Originário trata-se da entrega da prerrogativa de elaborar as leis básicas fundamentais da organização estatal a seus representantes. revestidos do mandato da representação da coletividade. a partir de 1999. . é. Vimos a importância de citá-lo neste trabalho porque esse concurso vem identificando experiências de gestão já implantadas na Administração Pública Federal daqueles que praticam os princípios da administração gerencial. Uma visão inovadora é adotada nesse concurso.org. premiou vinte experiências. pelos indivíduos. nos primeiros anos. • Transparência dos processos decisórios.jpg Por que esse concurso foi criado? Porque havia o interesse de mostrar as transformações em curso na gestão pública federal. e mais com a superação da cultura burocrática e adoção de princípios e instrumentos gerenciais. Uma breve introdução sobre o Poder Legislativo foi dada.desburocratizar. Que tal analisarmos alguns princípios da administração gerencial? • Orientação para resultados e disposição para obter resultados mesmo com recursos escassos. nesse caso. • Foco no cidadão – usuário. Que tal falarmos um pouco sobre o Prêmio Helio Beltrão? O Prêmio Helio Beltrão é um concurso de Inovações na Gestão Pública Federal que ocorre desde 1996. dos três Poderes.AS TRANSFORMAÇÕES NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA COM FOCO NO LEGISLATIVO O Poder Legislativo.br/img/helio3. que. de acordo com a doutrina de Montesquieu.

Imagino que os servidores seriam mais incentivados em realizar suas tarefas se houvesse uma mensuração e avaliação dos resultados obtidos. Os responsáveis por desempenhar as funções mencionadas são escolhidos pelo povo. por meio da elaboração de leis. É sobre isso. o concurso tem premiado experiências diversas desde soluções singelas a reorganizações estratégicas de instituições inteiras. com custos menores. dada sua natureza constitucional. A Administração Pública Federal brasileira está voltando-se para o funcionamento mais ágil. busca reconhecer e valorizar as equipes. por meio de eleições diretas e periódicas. ao considerarmos a função ampla de administração que compete ao Estado. Os resultados do concurso. Estamos acostumados a ouvir somente acontecimentos ruins. Por essa razão. As funções principais do Poder Legislativo. página 05 . servidores públicos que colaboram com a evolução da gestão pública. Esses conceitos são fundamentais para a compreensão do processo de transformação sobre o qual discorreremos mais adiante.O assunto reforma gerencial ou administrativa buscou mostrar que uma equipe ou instituição pública com as mesmas condições e possuindo os mesmos recursos pode ter resultados melhores se houver bom gerenciamento – é justamente esse o diferencial da gestão. Entretanto. fato que lhes obriga a agir sempre de modo a atender aos reais anseios da sociedade que representam. página 03 As transformações na gestão pública têm pouca visibilidade e também são consideradas por muitos como questões abstratas. Desse modo. qualquer função administrativa. podemos afirmar que é o povo mesmo que detém o poder de exercê-las. faremos uma breve descrição acerca das funções que. No caso da função legislativa. nesses últimos anos de existência. no âmbito do Poder Legislativo. mostram que as transformações realmente já começaram. entendidos os conceitos iniciais. um simples rodízio de servidores a fim de quebrar a fragmentação excessiva pode ser citado no concurso. Ambas têm o papel comum de atender a demandas dos cidadãos. eficiente e democrático. aqueles que se encontram representando seu povo dentro das casas legislativas devem ter consciência de que o poder que detêm lhes foi conferido por seus eleitores e. o Legislativo e o Judiciário. são incumbidas ao Congresso Nacional. portanto. o Congresso assume o papel de regular as relações entre pessoas e instituições que integram a sociedade de uma nação. Já a função de controle externo representa o papel de fiscalização sobre o uso da coisa pública. de modo estrito. que falaremos agora. Enfim. Além de que a imprensa não é acostumada a divulgar melhorias em organizações públicas. Na presente unidade. Um ponto que o concurso considera relevante é a mensuração de resultados. as principais transformações experimentadas na Administração Pública. Funções do Legislativo Antes de falar sobre as transformações na Administração Pública com foco no Poder Legislativo. então. Por exemplo. devemos levar em conta as atividades fim desenvolvidas pelos três Poderes: o Executivo. é um poder delegado. página 04 É certo que o Poder Legislativo não possui. no modelo brasileiro. ficaremos restritos às transformações administrativas no âmbito do Poder Legislativo. não poderiam deixar de abordar suas funções constitucionais. são a legislativa propriamente dita – elaboração de leis – e a de controle externo. visando atender às demandas da sociedade. As transformações com o foco no Legislativo Sendo assim.

O Congresso Nacional tem sua atuação definida na Constituição Federal. forma de elaboração e o processo a que deveriam se submeter para ingressar no universo jurídico. os quais foram modificados pela Constituição de 1988. na Constituição de 1967.adv. Ela definiu os tipos de normas e leis que fariam parte da legislação vigente. vedações. Um dos aspectos que merece ser tratado neste capítulo. esse ato somente poderia tratar de segurança nacional ou de finanças públicas. Ambas são atos do chefe do Poder Executivo. quanto às transformações atinentes ao Poder Legislativo. introduzida no nosso sistema legal pela Carta de 1988. conforme disposto no art.tancredo. página 06 Entretanto.br/capa . Sob esse aspecto. O processo legislativo sofreu diversas alterações ao longo do tempo. vale ressaltar as transformações ocorridas desde a última Constituição até a que vigora atualmente. quanto sua forma. diz respeito aos tipos de normas que integram a legislação brasileira. competência e objetivos. 58 da Carta vigente à época. Mais adiante trataremos da medida provisória. estabelecendo competências. A última grande transformação nesse setor foi a própria Constituição Federal de 1988. examinando o quadro acima. que a alteração substancial se deu pela substituição da figura do decreto-lei pela medida provisória.No que diz respeito à função legislativa. E tais alterações tiveram o objetivo de tornar mais eficiente a forma de atuação do Congresso. o ponto principal da reforma diz respeito ao processo legislativo. O quadro abaixo mostra a situação anterior (relativa à Constituição de 1967) e a situação atual: Percebe-se. Fonte: http://www.

É um sistema orçamentário voltado aos resultados da gestão governamental. O Poder Executivo. que limitou a edição de medidas provisórias. A função legislativa do Congresso estava sendo assumida indevidamente pelo Executivo. Essa foi uma das alterações ocorridas no âmbito do Poder Legislativo. o quorum para aprovação de cada tipo normativo. por seu turno. em 2001. que tratam da edição de leis propriamente dita. no que diz respeito à Administração Pública em sentido amplo. rapidamente aprovava um decreto regulando determinada matéria. O objetivo desse sistema é propiciar um mecanismo de controle mais eficiente das ações do Governo. O Tribunal promove o controle dos gastos públicos com fundamento em norma constitucional. O efeito disso era bastante nocivo à sociedade. As competências estão mais restritas e as limitações e vedações do poder regulamentar. caso contrário seria automaticamente transformado em lei. sob pena de provocar o trancamento da pauta sobre qualquer outra matéria pendente de apreciação. em tese. foi aprovada a Emenda Constitucional de nº 32. as medidas provisórias podiam ser reeditadas indefinidamente. em que é possível identificar o alcance de uma meta prevista em um programa de trabalho. Essa situação se agravava em razão da natureza do decreto-lei. . a Carta Magna apenas citou as vedações que seriam impostas às normas baixadas pelo Executivo. desse modo. diante de uma dificuldade imposta ao Governo. A Constituição de 1988. o Executivo dispunha de um poder que.Com o instrumento do decreto-lei. É que o leque de matérias passíveis de regulamentação por medida provisória é bem maior que o anterior. página 07 O processo de transformação continuou e. o que terminava por produzir os mesmos efeitos indesejados do antigo decreto-lei. as competências para proposição de projetos de lei. a Lei de Diretrizes Orçamentárias e a Lei Orçamentária Anual. sobre as funções legislativas. mais amplas. Para tanto foram criados: o Plano Plurianual. foi concebido de forma a propiciar maior eficiência em sua execução. o universo de matérias a serem regulamentadas foi mais bem definido na Constituição atual. Havia. o decreto deixava de atender às reais demandas da população. Outros pontos também foram objeto de transformações nos últimos anos. No entanto. órgão que presta auxílio ao Congresso Nacional em sua função de controle externo. A forma de elaboração. e espera-se do Estado que as transformações continuem a ocorrer. c) De uma maneira geral. um desvirtuamento da função legislativa do Congresso. O processo legislativo ganhou bastante em transparência e os direitos do cidadão tiveram prioridade na concepção da nova Carta. Em lugar de restringir os assuntos a serem regulamentados. algo que jamais havia ocorrido na história do país. enfim. em um primeiro momento. deveria ser exclusivo do Legislativo. Sem submeter-se a qualquer discussão parlamentar. sem apreciação das Casas Legislativas. que deveria ser apreciado pelo Congresso Nacional em trinta dias. tentou minimizar o problema. tudo que diz respeito ao processo legislativo sofreu diversas modificações ao longo do tempo. com a promulgação da Constituição de 1988 e alterações posteriores. permitindo uma única reedição. b) O Tribunal de Contas da União. conclusão Conclusão Vimos que o Legislativo sofreu inúmeras alterações ao longo do tempo. Isso obrigou o Congresso Nacional a apreciar tais medidas ao fim do seu prazo. sobre o Prêmio Hélio Beltrão. Algumas delas estão relacionadas abaixo: a) O ciclo orçamentário. instrumento essencial ao planejamento econômico do país e ao desenvolvimento do Estado. instituindo a medida provisória. de modo a propiciar uma maior eficiência do sistema em questão. o resultado não se mostrou melhor que o anterior. Podemos citar ainda algumas outras. Discorreu-se sobre o Poder Legislativo Originário e Derivado. surgiu para dar mais força à ação fiscalizadora da sociedade. Além disso.

O acesso é pelo menu Avaliação.Estilos de Liderança aula 03 .Motivação aula 02 . evidenciando-se a mudança (ou não mudança) de decreto-lei para medida provisória. Espera-se que o aluno demonstre capacidade de análise e domínio dos temas estudados. disponíveis ao final de cada módulo.Inteligências Múltiplas aula 07 . a mudança de um Estado burocrático para um Estado gerencial. Todas essas mudanças evidenciaram o intento do Estado para efetivar ao longo do tempo.Organização Informal aula 04 . Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. Lembre-se de que caso seja necessário. que serão corrigidos pelos tutores.Ferramentas Gerenciais aula 10 .exercícios de auto-avaliação .Módulo II Aula 10 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. o poder fiscalizador do Tribunal de Contas da União. Modulo III Módulo III aula 01 . o Professor-Tutor pode solicitar que você reformule sua resposta. clique na atividade pretendida no painel de desempenho.A Janela de Johari aula 01 . e uma maior transparência na coisa pública. o novo ciclo orçamentário. botão Avaliações. Gestão . caso em que ele enviará uma mensagem orientando-o nesse sentido. Avaliação Final de Módulo II Avaliação de módulo – São exercícios subjetivos.Dinâmica de Grupo aula 09 .sobre a transformação da Constituição anterior para a de 1988.Motivação aula gravada em áudio MOTIVAÇÃO Segundo Chiavenato (2000). Acesso pelo menu "Avaliação". seria praticamente impossível compreender os relacionamentos existentes entre as pessoas . Para visualizar a correção.Negociação Ganha X Ganha aula 05 .Inteligência Emocional aula 06 .Comunicação Institucional aula 08 .

há três premissas que justificam o comportamento humano. definir exatamente o conceito de motivação é algo complexo. o processo do qual eles resultam é. Algo intrínseco. concluímos que o comportamento não é espontâneo e nem isento de finalidade. Tanto o meio no qual o indivíduo está inserido como a própria hereditariedade são fatores que influenciam no comportamento de cada pessoa. praticamente. As necessidades variam de pessoa para pessoa e também de situação para situação. os valores sociais e as capacidades variam. Para dificultar ainda mais. Você reage da mesma forma que seu colega de trabalho ao ser motivado (a)? É provável que não. Apesar de os padrões de comportamento serem variados. nossos atos são conduzidos pela cognição – pelo que pensamos. a motivação está relacionada com o sistema de cognição de cada pessoa.sem um mínimo conhecimento da motivação de seu comportamento. o mesmo para todas as pessoas. estudarmos os demais. conforme a situação. O comportamento não é fortuito nem aleatório. advindo do ambiente. Quais são elas? O comportamento é um efeito. em cada um de nós. somente depois. existe um impulso. Haverá sempre algum objetivo implícito ou explícito para esclarecê-lo. Neste caso. Vale lembrar que as capacidades para atingir os objetivos são totalmente diferentes. é baseado na motivação que iremos responder. De modo geral. Ou seja. que possa ter um valor infinitamente superior ao que teria para outra pessoa. Podemos observar essa afirmativa no modelo básico de motivação ilustrado por Chiavenato (2000). O comportamento é motivado. O que seria motivação para você? Bem. é aconselhável o estudo inicial deste tema para. O comportamento é orientado para objetivos. quando alguém nos pergunta o motivo pelo qual agimos de uma certa maneira. acarretando diversos padrões de comportamento e valores sociais variados. teremos sempre à nossa frente algo a motivar-nos. acreditamos e prevemos. uma necessidade."Mensagem") ou por e-mail. ou seja. Sendo assim. Nesse caso. uma incitação. . Ele está à sua disposição e pode ajudá-lo. contate o seu tutor por meio da Plataforma de Educação a Distância do ILB (menu "Comunicação" . As pessoas são diferentes no que tange à motivação. O comportamento é causado por estímulos internos ou externos. Em caso de dúvidas. Analisando as suposições acima. Para um comportamento de atitude tomada. porém sempre direcionado para uma finalidade. página 02 A motivação tem um caráter contínuo. motivo é tudo aquilo que estimula a pessoa a agir de determinada forma. Esse impulso à ação é provocado tanto por um estímulo externo. Porém. como também pode ser gerado internamente nos processos mentais do indivíduo. as necessidades.

você tem condições de possuir autoconfiança. “São as necessidades que levam cada pessoa a tentar realizar seu próprio potencial e se desenvolver continuamente como criatura humana ao longo de toda vida. força. pode acarretar a solidão ou a falta de adaptação social para o indivíduo. que a nomeou de Hierarquia das Necessidades Humanas. Necessidades Fisiológicas: é o nível mais baixo da pirâmide hierárquica. Para Maslow. sentimentos de valor. A busca de proteção contra ameaça e a busca de estabilidade em um mundo previsível são manifestações típicas dessas necessidades. Agora veremos o que representa cada uma delas. podendo levar-lhe ao desânimo. mas o resultado poderá variar de forma indefinida. pois é considerada por Maslow como ativadora do comportamento humano. Necessidades de auto-realização: essas são as mais elevadas. Maslow distribuiu as necessidades humanas em forma de pirâmide. fraqueza. cuja base contém as necessidades primárias. Necessidades de segurança: no momento em que as necessidades humanas estão relativamente satisfeitas. tendo como parâmetro a questão das necessidades humanas. conforme o tempo). página 03 Teorias Motivacionais Teoria de Maslow Abraham Maslow. poder. as necessidades mais baixas e recorrentes. há o desejo de segurança. situam-se no topo da pirâmide hierárquica. Já da metade da pirâmide para o seu ápice estão as necessidades secundárias. O que pode acontecer se tais necessidades não estiverem satisfeitas? É simples. . Necessidades sociais: é o convívio que você tem com outras pessoas.O modelo será o mesmo para todas as pessoas? Sim. Observe a figura abaixo. psicólogo americano.. de afeto e amor. desenvolveu uma teoria. Tornar-se mais do que é e de vir a ser tudo o que pode ser” (Chiavenato. Caso contrário. tais necessidades estão organizadas hierarquicamente e a busca pela satisfação de algumas ou todas elas é que nos motiva a tomar alguma direção. Tais necessidades são denominadas necessidades biológicas. 2000. Essa necessidade é fundamental em uma empresa. Necessidades de estima: são as necessidades relacionadas com a forma pela qual você se analisa e se vê perante a sociedade. ou seja. a troca de amizade. dentro ou fora do ambiente organizacional. ou seja.85). surgem sentimentos de inferioridade. as mais sofisticadas e intelectualizadas. São as necessidades básicas de todo indivíduo. de repouso e descanso. Com essas necessidades satisfeitas. uma auto-avaliação e auto-estima. de abrigo e reprodução da espécie. pois depende da percepção do estímulo (que modifica de pessoa para pessoa e na mesma pessoa.. São as necessidades que todos desejam possuir: a de aceitação por parte dos colegas. desamparo. p. dentre outros. como de alimentação (fome e sede).

2000. 2. p. por exemplo. políticas da empresa. 2000. benefícios sociais. Quando esses fatores estão em perfeita harmonia entre os funcionários. aceitação social e até mesmo ter um trabalho mais interessante. segurança no cargo. relação percebida entre satisfação dos objetivos e alta produtividade: nesse caso. são eles: 1. Para Vroom. etc. a pessoa sempre desejará mais e dificilmente atingirá a satisfação plena e absoluta. simplesmente evitam a insatisfação. tais fatores não têm uma forte influência no comportamento dos empregados.Portanto. em sua teoria. A teoria dos dois fatores de Herzberg. três fatores são determinantes em cada indivíduo. mesmo que todas as necessidades sejam alcançadas. objetivos pessoais do indivíduo: podem ser considerados como as necessidades básicas de cada ser humano. tornando o ambiente de trabalho agradável. Constituem os fatores que são.90). página 04 Agora. São dois os fatores motivacionais de Herzberg: 1. utilizados pelas organizações. comumente. Fatores motivacionais: estão diretamente relacionados ao conteúdo do cargo em si. Contudo. 2. p. vai depender daquilo que você . Vroom desenvolveu uma teoria da motivação que rejeita noções preconcebidas e que reconhece essas diferenças individuais. os fatores externos e o trabalho do indivíduo como motivadores do comportamento humano. Por exemplo: o salário. Os fatores tornam-se atrativos no momento em que atividades estimulantes são agregadas ao cargo. segundo Chiavenato (2000): “Victor H. dinheiro.87). Teoria dos dois fatores: os satisfacientes e os insatisfacientes página 05 O modelo contingencial de motivação de Vroom. Porém. Podemos conferir no diagrama abaixo a Teoria dos 2 fatores. segundo Chiavenato (2000): Herzberg difere de Maslow ao fundamentar. Fatores higiênicos: referem-se às condições físicas e ambientais de trabalho. quando precários. reconhecimento. iremos estudar a teoria de Herzberg. provocam insatisfação. “A expressão higiene serve exatamente para refletir seu caráter preventivo e profilático e para mostrar que se destinam simplesmente a evitar fontes de insatisfação do meio ambiente ou ameaças potenciais ao seu equilíbrio” (Chiavenato. Sua teoria se restringe exclusivamente à motivação para produzir” (Chiavenato.

O que pode ser considerado importante para motivar funcionários? É preciso que o superior lhes passe pessoalmente algo inspirador e. que poderão abrir-te caminho para dentro do estado e facilitar a tua vitória” (Maquiavel. na frase de Maquiavel (2001). se as recompensas forem deficientes. as ordens não serão respeitadas” (Sun Tzu. Por fim. das necessidades e da percepção que o indivíduo tem da realidade. Sendo assim notamos que a motivação é algo intrínseco. conseqüentemente. 2001. se assim o fizerem. uma empresa é tudo. Ainda com relação ao trato entre chefia e subordinado. dentre outros. Se você tem como objetivo obter um salário maior. “Sempre se encontram descontentes e pessoas com desejo de inovar. Um funcionário desmotivado pode causar sérios problemas à instituição. como pôde ser visto na citação acima de Sun Tzu. como foi visto no início. é fundamental permanecer sempre atento a suas ações. automaticamente irá se esforçar menos. é mister oferecer oportunidades aos funcionários e espaço para que possam concretizar suas ambições. Muitos impérios e líderes tombaram devido às ações de funcionários que pareciam leais. cada indivíduo escolhe o grau com que deseja ser motivado. se ele acreditar que o esforço despendido em um serviço teve pouco efeito no resultado. Se a fé diminuir. haverá separação. outros estão em uma eterna busca. 3.. bonificação em função de desempenho. Porém. Em uma empresa. trarão somente benefícios àquele que o motivou. para você ter sucesso é necessário desenvolver a capacidade de perceber mais além do que eles estão fazendo: o porque estão fazendo. Porém todos precisam ser motivados. Pois produzir um número que destoa da média poderá gerar a rejeição do grupo. Caso contrário. dependerá dos valores. p. terá uma forte motivação para produzir mais. 1994. Isso se o salário for baseado na produção.. Caso tal área tenda à entropia. se necessário.500 anos. página 06 Pode-se verificar. Concluiremos este capítulo com um pensamento sobre um possível fim para a Gestão de Pessoas. p. . Os seres humanos sempre foram movidos a recompensas. use recursos que ajudem a desenvolver atitudes positivas na organização. festas. não motivará seu colega. Sun Tzu afirma: “Comanda seus soldados com autoridade. mesmo há 2. percepção de sua capacidade de influenciar sua produtividade: um funcionário pode acreditar que seu poder influencia seu próprio nível produtivo. 102). mas ao mesmo tempo pode virar um nada caso as pessoas deixem de existir nas organizações. Aquilo que o motiva.” (Griffin. Porém. No tratamento com os funcionários. Contudo. “. provavelmente irá produzir abaixo do nível médio de produção. mantém-nos juntos pela boa fé e os torna serviçais com recompensas. se você tiver uma necessidade de aceitação muito elevada pelos membros do grupo.. 2002. é necessário dar-lhes oportunidade e espaço para concretizar suas ambições. Diante disso. mesmo fazendo isso para motivar os empregados. p. seja ela de natureza pública ou privada. Pois.considerar como prioridade na sua vida pessoal.105). alguns recursos praticados na gestão de pessoas são folgas. conclusão Conclusão Verificamos nesta aula que você reage de forma diferente das outras pessoas e que cada pessoa possui uma forma única de ser motivada.19). podem trazer problemas à organização. que pessoas precisam ser motivadas e. uns se contentam com pouco. provavelmente. jantares. as demais também desaparecerão..

A postura atual do líder deve ser empreendedora. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. em Avaliações. é notório o valor de um líder servindo de bússola. liderança é uma técnica que pode ser assimilada.Estilos de Liderança aula gravada em áudio ESTILOS DE LIDERANÇA Daremos início à aula de liderança com um breve conceito da palavra “liderar”. como dos liderados para com o líder. o que exige confiança tanto do líder para com os liderados. página 02 O Líder O líder é aquele indivíduo que todos querem seguir. garantindo o sucesso e a eficácia organizacionais. aperfeiçoada e adaptada por todos que assim desejarem. o que pode dar certo em um grupo pode não funcionar em outro. ‘bom’. A fome no momento em que acordamos é um exemplo de necessidade comum a todos. Observando as constantes mudanças no dia-a-dia. dentro de uma mesma organização. necessariamente. Uma das muitas fontes de confusão sobre liderança foi a introdução da idéia dos assim chamados ‘estilos’: a liderança autocrática. O primeiro estilo era considerado ‘mau’ e o segundo. Liderar é liberar a capacidade criativa existente nas pessoas.Módulo II Aula 1 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. Espera-se que os líderes que provêm do modelo patriarcal estejam preparados para atuar no cenário do novo milênio. poderemos verificar que irá tomar variadas decisões no decurso de sua função.exercícios de autoavaliação . Isso decorre pelo fato de o grupo ser formado por seres humanos. Isto é. Sendo assim. Porém mesmo com todas essas diferenças. que possuem personalidade. aula 02 . Ao observarmos um líder. aparência e caráter distintos. criativa. . e os indivíduos identificam no líder a sapiência de saber ouvi-los. Vários líderes atuais originaram-se de uma sociedade cujas empresas seguiam o modelo patriarcal de liderança. pela hierarquia. mas é legitimado pelo grupo e não. existem pontos em comum entre indivíduos. Acesso pelo menu "Avaliação". nas quais eles apenas eram os intermediários – nomeados pelas organizações – que faziam as ordens serem cumpridas.Gestão . porém isso demanda comprometimento entre líder e liderado. democrática e laissez-faire (ou ‘faça o que quiser’)”. não existe um ‘estilo’ certo na escala da liderança. veremos a seguir três áreas principais existentes nos grupos de trabalho. Todavia. Destarte. A liderança sugere que a pessoa aceita pelo grupo tenha o poder de dirigi-lo. para a obtenção de resultados satisfatórios. Vale ressaltar que o estilo autoritário não tem relação com um estilo ‘mau’ e sim firme. de forma diferenciada. indicando a direção a ser seguida. o poder de mando existe. Logo.

p. Qual a sua reação ao se deparar com energias negativas? Esses líderes tendem a neutralizar essas energias e com sabedoria conseguem lidar com elas.. . (Covey. Sua atitude é otimista. Acreditam. conforme Covey (1994): 1) Os líderes estão continuamente aprendendo: há uma busca constante de conhecimento na vida desse tipo de indivíduo. positiva. agradável e feliz. esperançoso e cheio de fé”. São extremamente curiosos e estão sempre fazendo perguntas.9). porém poucos confidentes. 2) Os líderes estão voltados para o serviço: podemos dizer que os líderes encaram a vida como uma missão e não como uma carreira. escutam os outros. pois ao mesmo tempo em que Maquiavel dava conselhos ao príncipe. 4) Os líderes acreditam nas outras pessoas: tais indivíduos não se sentem superiores ou engrandecidos pelo simples fato de se defrontarem com as fraquezas dos outros.com. Acreditava que era possível a chegada deles ao poder. dava também ao povo. Planejam cuidadosamente o futuro e adaptam-se com flexibilidade às circunstâncias mutáveis. Possuem vários amigos. Quanto mais sabem. descobrem que nada sabem. Não gostam de serem detidas e são capazes de se adaptarem virtualmente a qualquer situação. 5) Suas vidas são equilibradas: os líderes mantêm-se sempre atualizados em relação aos assuntos e eventos mais recentes. que se manifesta através de sua coragem e de sua integridade e através da falta de necessidade de gabar-se.Os três componentes básicos para atingir as metas Fonte: http://www. página 04 6) Os líderes encaram a vida como uma aventura: pessoas assim fazem da vida uma verdadeira dádiva e resistem ao máximo tornarem-se discípulos de qualquer pessoa. direta e não manipuladora com que se comunicam” (Covey. procuram treinamento..indg. para cima.br/info/artigos página 03 Veremos a seguir algumas características de líderes. Os líderes vivem de maneira sensata o presente. leitura especializada.10). baseadas em 8 princípios. 1994. São abertas na maneira simples. ou seja. desenvolvendo sempre novas habilidades e interesses. 3) Os líderes irradiam energia positiva: “As pessoas baseadas em princípios têm uma aparência alegre. Vamos fazer uma analogia com Maquiavel. p. e seu espírito é entusiasta. no potencial subjacente de todas as pessoas. um eterno aprendizado. “São capazes de reconhecer seu próprio valor. se assim desejassem e tivessem condições e virtude para tal façanha. realmente. 1994. assistem a aulas. aprendem com os olhos e ouvidos bem abertos.

“Esses princípios da auto–renovação gradualmente produzem um caráter forte e saudável com uma força de vontade poderosamente disciplinada. p. Estilos de liderança para Robbins (1999). “O general que avança sem desejar fama e recua sem temer o descrédito.12). p.105). domínio e fortes convicções em suas crenças. O líder expõe expectativas altas de desempenho e demonstra. cujo único pensamento é proteger seu país e prestar um bom serviço ao soberano.7) Os líderes são pessoas sinérgicas: “Sinergia é o estado em que o todo é mais do que a soma das partes” (Covey. O mesmo ocorre com os líderes. ou então quando uma empresa está introduzindo algo radicalmente novo ou passando por uma crise. agressivos. são elas: a física. 1994. A teoria de atribuição de liderança é utilizada como ajuda para explicar a percepção de liderança. De acordo com uma revisão das teorias de liderança realizada por Robbins (1999). p. Depois de termos visto sobre alguns assuntos importantes dentro dos estilos de liderança. Ou seja. compreensivos e dispostos para o trabalho. A teoria da liderança carismática é considerada como a extensão da atribuição de liderança.232). influencia seus seguidores através de processos atraentes. a maioria dos especialistas acredita que os indivíduos podem receber treinamento com o objetivo de demonstrar comportamentos carismáticos. 1994. Podemos verificar um propósito ideológico na frase de Sun Tzu. p. São elas: teoria de atribuição de liderança. 1999. p. 2002. a seus seguidores. a mental. . Com isso. confiança de que eles conseguem alcançá-las. a emocional e a espiritual. se for necessário. São elas: confiança extremamente alta. Porém. A liderança carismática é mais indicada quando existe um propósito ideológico. liderança carismática. 8) Os líderes exercitam-se pela auto–renovação: é fundamental cuidar das quatro dimensões da personalidade humana. Esta teoria lida com pessoas tentando fazer uma ligação entre causa e efeito. Qual o comportamento desse tipo de líder? O carismático. por isso se torna mais comum a aparição de um líder carismático na política ou na guerra. ainda que alguns autores afirmem que carisma não pode ser aprendido. articulados por eles próprios. deve ser atribuído a algum fator. Além de estar sempre mostrando a eles que. Será que no seu trabalho existe algum líder carismático? Já dizia Maquiavel: “Nada torna um príncipe tão estimado quanto realizar grandes empreendimentos e dar de si raros exemplos” (Maquiavel.14). liderança transacional versus transformacional e liderança visionária. verificou-se que são quatro as abordagens mais recentes. página 05 Os líderes dessa teoria possuem alguns traços marcantes de personalidade. propriamente dito. os líderes carismáticos têm três características marcantes que os diferem de um líder não carismático. é a jóia do reino” (Sun Tzu. Quando algo acontece. uma expectativa é criada nos seguidores fazendo com que surja uma ligação entre o presente e um melhor futuro para a organização. Porém. pessoas sinérgicas são aquelas que se adaptam e aceitam facilmente uma mudança. pois “a teoria da atribuição diz que liderança é meramente uma atribuição que as pessoas fazem a outros indivíduos” (Robbins. faz auto–sacrifícios para atingir o desejado.73). podemos adentrar nesse assunto. normalmente. voltada para o serviço” (Covey. além de serem bastante produtivas e criativas. 2001. São considerados possuidores de fortes habilidades verbais. inclusive você.

Paralisador: esses tipos de líderes ficam parados no tempo. paralisador. produtividade mais alta e satisfação de empregado mais alta” (Robbins. Além de inquiridores e prestativos.página 06 O líder tem uma visão voltada para o bem da organização e a satisfação pessoal de atingir as metas estabelecidas. 2. procrastinador. os líderes guiam ou motivam seus seguidores na direção de metas estabelecidas. Por fim. p. Pode-se verificar no seguinte trecho: “Quanto aos exercícios da mente. Sendo assim.Procrastinador: são indivíduos absolutamente nervosos e relutantes. deve agir como antes agiram alguns homens excelentes que se espelharam no exemplo de outros que. 3.Destruidor: são líderes completamente egocêntricos e vêem o mundo a partir de suas próprias convicções.235). A liderança transacional versus transformacional: na liderança transacional.Realizador: os líderes realizadores são considerados indivíduos vibrantes e coerentes. além de fazerem com que os mesmos vejam velhos problemas de maneiras novas e os estimulem e inspirem a darem mais de si para alcançarem as metas estipuladas. 1999. Mas. haviam sido louvados e glorificados. Suas negociações são bem . em tempo real. Praticamente vivem de algum passado glorioso e tentam de forma repetida revivê-lo. Qual o motivo desta forte correlação? Será pelo fato de os líderes prestarem atenção nas necessidades individuais de seus seguidores? Observando esta pergunta. O objetivo dos líderes planejadores é expandir os conhecimentos. página 07 Não basta o líder possuir apenas a visão. ver como se comportaram nas guerras. “A liderança transformacional está mais fortemente correlacionada do que a liderança transacional a taxas de rotatividade mais baixas. a liderança visionária é aquela que possui a capacidade de criar e articular uma visão realista do futuro para o ambiente organizacional. 71). a qual afirma que cada indivíduo possui diversas formas de atingir a satisfação profissional. ele deve explicar a visão aos outros. Maquiavel. planejador e realizador. deve o príncipe ler as histórias e refletir sobre as ações dos homens excelentes. sobretudo. e para isso é necessário que tenha comunicação oral e escrita claras. ele deve demonstrar tal visão através de comportamentos e estendê-la para a organização como um todo. antes deles. 1. Não possuem consideração para com os outros e tiram vantagem daqueles que agem conforme o solicitado.Planejador: o estilo de liderança dos líderes planejadores envolve lidar com o mundo real. 5. Além disso. e examinar as causas das vitórias e derrotas a fim de poder escapar destas e imitar aquelas. 4. Os perfis são os seguintes: destruidor. Tendem a adiar as tarefas que necessitam execução ou se afastam delas. a partir de acontecimentos presentes e passados. explicando a eles quais são as exigências do papel e da tarefa em troca de recompensas pelos esforços realizados. mas têm princípios firmes e imutáveis. E os líderes transformacionais inspiram seus seguidores a ultrapassarem seus interesses próprios para o bem da empresa e também prestam atenção nas necessidades individuais de seus seguidores. e cujos gestos e ações procuraram ter sempre em mente” (Maquiavel. são de fácil convivência. eles se interessam com o ambiente externo e também com o que podem aprender com você. podemos dizer que o indivíduo carece de uma atenção um pouco mais direcionada as suas necessidades individuais. pode ser feito um paralelo à motivação. p. 2001. é um exemplo de líder visionário. A liderança transformacional possui uma ligação estreita com a carismática. O Estilo de Liderança pode ser classificado em cinco versões. em seu livro O Príncipe. onde todas as áreas tenham conhecimento do que se passa.

Porém o chefe pode se transformar em um líder. Não acumule dúvidas. dependendo do modo como agir. página 08 Diferenças entre chefes e líderes Nem todo chefe é líder. os líderes estabelecem direção desenvolvendo uma visão do futuro. Com a finalidade de agregar um pouco mais de conhecimento a respeito dos líderes. Líderes carismáticos ou autoritários. As denominações de estilos são variadas. Alguns indivíduos possuem os mesmos traços. suas estratégias são bem planejadas e comunicadas e seus liderados demonstram orgulho de ter um líder realizador. então. seus empreendimentos sempre são concluídos. veremos algumas diferenças entre eles e os chefes. planejar estruturas organizacionais rígidas e observar os resultados dos planos. Chegamos à conclusão que não há estilos de liderança pré-estabelecidos. Silva (2002) realiza uma comparação entre chefes e líderes. diversas nomenclaturas. Já o líder trata com a mudança. Procure saná-las logo que apareçam. porém não necessariamente todos são líderes. conforme podemos visualizar no quadro abaixo. conclusão Conclusão . eles incluem as pessoas comunicando a elas essa visão e motivando-as a vencer obstáculos. porém a essência é praticamente a mesma. Além de trazer ordem e segurança. Quais as diferenças existentes entre os chefes e líderes? O bom chefe traz ordem e segurança ao se projetar planos formais.sucedidas. o estilo irá depender das características que o suposto líder apresentará. Diferenças primárias entre gerentes e líderes Até mesmo nos dias atuais não seria possível identificar um conjunto de traços de personalidade comum a todos os líderes.

Essa postura deve ser empreendedora e criativa. relações funcionais. O importante é a postura de um líder. estrutura organizacional e organização formal.Módulo III Aula 2 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. o qual diz que “seria muito vanglorioso um príncipe possuir apenas qualidades boas. em Avaliações. cargos. pode ser carismático. Para entendermos melhor o que é e como funciona uma organização informal. Organização É a ordenação e agrupamento de atividades e recursos. Para isso daremos um breve conceito de organização. não existe um estilo de liderança modelo ou desejado. Para que a organização de uma empresa seja adequada. Em contraposição à organização formal. Por exemplo: um líder carismático pode ser autoritário em algumas situações. Acesso pelo menu "Avaliação". A liderança utilizada dependerá do ambiente no qual a instituição estará inserida. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. também. isso se torna algo difícil de executar”. Estrutura Organizacional A estrutura organizacional estabelece como as tarefas de trabalho são formalmente divididas. a organização informal é formada por um conjunto de interações e de relacionamentos que são criados entre os funcionários de uma organização e prega a importância do relacionamento interpessoal dentro e fora das organizações. Os estilos vistos nesta aula podem ser usados por uma mesma pessoa em situações diferentes. Gestão . agrupadas e coordenadas. cuja estrutura organizacional é composta de órgãos. Depois de termos visto sobre organização. talvez fosse a melhor solução. que visa ao alcance dos objetivos e resultados estabelecidos. pois em um mercado competitivo como o nosso. E o autoritário.Organização Informal aula gravada em áudio ORGANIZAÇÃO INFORMAL Toda organização informal está inserida em uma estrutura organizacional. devemos estar sempre buscando resultados satisfatórios e positivos. . vamos discorrer um pouco sobre estrutura organizacional. podemos dar início às organizações informais.Podemos concluir que a existência da figura de um líder em uma organização é imprescindível para o bom andamento das tarefas. Porém. No entanto se a situação for de combate. devido às próprias condições humanas e ambientais. pode-se considerar notório o desenvolvimento da estrutura organizacional. aula 03 . ao contrário. Verificamos na aula que a liderança carismática é mais indicada quando existir um propósito ideológico.exercícios de autoavaliação . a liderança autoritária não soaria mal. Esses quesitos constituem a organização formal de uma empresa. Porém. Finalizaremos este capítulo com um pensamento de Maquiavel (2001). níveis hierárquicos etc.

todo indivíduo necessita de um mínimo de interação com outros indivíduos nesse sistema informal de relacionamentos. como amizades ou inimizades. certamente algumas pessoas se sentiriam desmotivadas a ir trabalhar. É importante observar que a organização informal possui alguns componentes que se entrelaçam. grupos que se identificam ou não. Os grupos informais são criados pela iniciativa dos próprios funcionários e desenvolvem-se para realizar tarefas variadas com interesses comuns. que o comportamento dos indivíduos no trabalho não poderia ser perfeitamente compreendido sem que as organizações informais fossem consideradas.página 02 A organização informal Alguns estudiosos da Teoria das Relações Humanas verificam. página 03 Grupos informais As organizações são formadas apenas por grupos formais? Não. devido à proximidade física. desenvolvida por Elton Mayo. infelizmente. É a partir dos grupos formais que surgem os informais. à semelhança social e aos problemas que qualquer ser humano defronta. Seja para organizar um grupo com a finalidade de jogar futebol nos fins de semana ou para reunir com objetivo de reivindicar pela posse de um espaço físico dentro da empresa e até o simples convívio de forma social são exemplos de grupos informais. Em seguida discorreremos sobre cada um deles. com a Experiência de Hawthorne. para os indivíduos. já vimos a importância. com isso nascem os sentimentos de amizade e interesse que são a base dos grupos informais. Agora surge a pergunta: Qual a função dessa organização em uma empresa? A resposta é simples. Caso não existissem os grupos informais. tais componentes estão listados para que possamos visualizar de maneira clara. . e é justamente essa variedade de comportamento que é denominada de organização informal. O comportamento e os tipos de relações que os funcionários mantêm dentro de uma empresa. precisa e didática. não aparecem no organograma. da presença de grupos informais em uma empresa. No quadro abaixo.

Os grupos informais executam quatro tipos de papéis dentro das organizações. expectativas e valores. 2000. podendo acarretar problemas. pois esses 30 minutos são dedicados àquela boa conversa informal com seus colegas de trabalho.531). p. Essas normas surgem de opiniões e entendimentos implícitos ou explícitos entre os funcionários da organização. uma forma de interação e relacionamento típicos de determinada organização. os colegas que mantêm essa conversa com você terão a mesma conduta. página 05 . Agora vamos dar início ao segundo. com a sua própria cultura e com um sistema de valores” (Chiavenato. com características próprias. Imaginemos a seguinte situação. um sistema de crenças. só que você começa a trabalhar sempre às 8h30min. Cultura Organizacional Pode-se dizer que as normas de conduta estão entre os elementos mais significativos da cultura organizacional. Já vimos sobre o primeiro componente de uma organização informal. as regras burocráticas perdem sua credibilidade entre esses funcionários. por meios implícitos. uma norma de conduta foi estabelecida no departamento ou sala na qual trabalha e. página 04 Normas de conduta As normas de conduta regularmente conflitam com o regulamento interno da organização. que são os grupos informais. “Cultura organizacional significa um modo de vida. Daremos início ao terceiro componente. O expediente tem início às 8h. Ao se comportar dessa maneira. À medida que as normas de conduta ganham força nos grupos organizacionais. O quadro abaixo indica quais são esses papéis. Cada organização é um sistema complexo e humano.

. valores e preconceitos que ocorrem no nosso dia-a-dia. os outros componentes da cultura organizacional serão citados conforme dito. . Agora citaremos alguns indicadores que identificam e analisam a cultura das organizações.Funcionário ocupado é sinônimo de pessoa produtiva. a cultura organizacional abrange outros elementos que veremos em breve. Vejamos alguns exemplos de crenças.Além das normas de conduta. São eles: página 06 Não iremos precisar de muitos artifícios para a compreensão desses componentes. Como as normas de conduta já mencionadas.

2000.258). Exemplos de símbolos: uniformes. O objetivo desses componentes é reforçar os valores organizacionais. Clima organizacional Clima organizacional. O que pode ser para alguns uma excelente fonte motivacional. Naturalmente. Cerimônias e rituais estão relacionados a eventos sociais realizados para funcionários da própria organização. Um exemplo de questionário objetivo pode ser observado na figura que segue. decoração das instalações etc. como as pessoas se relacionam” (Maximiano. com direito a desavenças e o chefe representa o pai. p. reuniões ou não se fala no assunto? É necessário que os sentimentos em relação à realidade objetiva da organização formal sejam mensurados. os símbolos são facilmente modificados em uma cultura organizacional.. Elevador social para funcionários administrativos e o elevador de serviço para os funcionários da manutenção e limpeza. Por fim. possui um importante papel dentro de uma empresa. valores e preconceitos estão na base das normas de conduta. . ademais de reconhecer publicamente o desempenho dos melhores funcionários. onde os funcionários irão assinalar apenas uma alternativa. “Crenças. daremos continuidade com cerimônias e rituais. objetos. os símbolos. de forma geral. . ações ou eventos que significam algo para as pessoas e grupos da organização. valores e preconceitos. Esse elemento é formado por palavras. o último componente a ser analisado da organização informal. página 07 Questionários devem ser aplicados dentro da empresa com perguntas objetivas. Como os níveis de satisfação ou insatisfação são apreciados no seu trabalho? Através de questionários.A distinção dos funcionários de uma organização através dos elevadores. Entendidos crenças. logotipos. facilitando a mensuração da qualidade percebida por cada funcionário.A empresa é uma grande família. influenciando a maneira como os chefes tratam seus funcionários e. os laços existentes entre funcionários e o senso de identidade comum.

Todos os elementos que compõem a organização formal afetam os sentimentos dos funcionários. Depois de termos estudado a organização informal você se considera apto (a) a listar algumas características desse tipo organizacional? É justamente isso que veremos agora. Quando um indivíduo é solicitado em uma reunião de trabalho. conseqüentemente. certamente esse funcionário se sentirá querido pelo grupo. As relações desenvolvidas entre os funcionários de uma empresa não aparecem no organograma. desde a localização física até os objetivos organizacionais. g) A organização informal transcende a organização formal: a organização formal está presa a horários e normas. página 08 Características da organização informal a) Relação de coesão ou de antagonismo: são as relações criadas entre pessoas de diferentes níveis. estando “presa” apenas às vontades que cada indivíduo tem. podendo ser relações pessoais de simpatia ou de antipatia. conclusão Conclusão As organizações informais são. f) Mudanças de níveis e alterações dos grupos informais: os grupos informais tendem a se modificar com as alterações realizadas na organização formal. Por exemplo. Já a organização informal escapa a essas limitações. os relacionamentos criados dentro de uma organização formal. um funcionário sofreu um remanejamento e foi lotado em outro departamento. b) Status: os indivíduos se sentem mais prestigiados pela sua importância em uma organização informal do que propriamente pela sua posição na organização formal. ele fará parte de outro grupo informal. Seria interessante fazermos uma comparação do andamento da organização formal e da informal. algumas mudanças podem ser trabalhadas de maneira direcionada ao foco. bem como podem estar em harmonia ou não com a organização. Esses relacionamentos ao mesmo tempo em que podem ser úteis à empresa. Porém é importante que participem pois. simplesmente. podem trazer malefícios. d) A possibilidade da oposição à organização formal: quando a organização informal é manipulada de forma inadequada pode ocorrer uma oposição à organização formal. A intensidade e duração desses relacionamentos são extremamente variáveis. o que resulta desarmonia com os objetivos da empresa. Contudo. a fim de verificar se a . o que produzirá sentimentos individuais. ele sabe que o desejado no momento é simplesmente seus serviços e conhecimentos. c) Colaboração espontânea: em uma organização informal o nível de colaboração espontânea é infinitamente superior ao da organização formal. pois exprimem os interesses do grupo. através dos resultados obtidos. infelizmente. por isso há a necessidade de aplicar questionários dentro da empresa com todos. quando é chamado para comparecer a uma reunião informal em um bar. limpeza e integração com os colegas. A responsável pelos padrões de desempenho é a motivação individual com relação aos objetivos da empresa. h) Padrões de desempenho nos grupos informais: nem sempre esses padrões correspondem aos estabelecidos pela administração. não esquecendo dos salários. Cada funcionário terá uma realidade percebida. O porquê disso? O prazer e a satisfação existentes na organização informal. Porém. Podem ser maiores ou menores. e) Padrões de relações e atitudes: existem pessoas que desenvolvem espontaneamente padrões de relações e de atitudes e que são aceitos e assimilados pelos seus componentes. os funcionários que assim desejarem não precisam se identificar.

lados opostos com interesses. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. a necessidade de existir uma organização informal dentro de uma empresa é imprescindível. em sua maioria.Negociação Ganha x Ganha aula gravada em áudio NEGOCIAÇÃO GANHA-GANHA Uma negociação envolve. Você analisa o trabalho e nota que é necessário pesquisar em livros. conflitantes. Certamente. Gestão .exercícios de autoavaliação . onde o funcionário conseguiu aumentar um pouco o prazo inicial e o chefe recebeu um bom trabalho alguns dias após o desejado inicialmente. Seu chefe lhe pede para realizar um trabalho em 10 dias. As negociações acontecem todos os dias entre familiares. aula 04 . Ou seja. comerciantes e também no local de trabalho. Acesso pelo menu "Avaliação". Ou seja. Para uma negociação ser bem-sucedida é necessário que um plano de ação seja estabelecido. Negocia junto a ele o tempo ideal e depois de muita conversa chegam a um acordo que em 15 dias o trabalho estará pronto. quando você começou a trabalhar na empresa/instituição na qual está. Vejamos um exemplo simples de negociação no ambiente organizacional. Conclui que o prazo de 10 dias será pouco para finalizar o trabalho. Acabamos de ver uma negociação ganha-ganha. documentos históricos e também há a necessidade de elaborar gráficos. em Avaliações. um prazo de 20 dias e explica ao seu chefe que não terá condições de lhe entregar um trabalho de boa qualidade tão rapidamente.Pede. quando uma relação agradável não é estabelecida. . então. Pois. Concluímos que a organização informal tem sua origem na necessidade que cada pessoa possui em conviver com os demais seres humanos. a preparação é relevante quando o assunto é negociar.informal está coesa ou não com os objetivos organizacionais. este deve conter o objetivo final e a estratégia para alcançá-lo. um dos seus desejos era estabelecer relações satisfatórias informais com seus companheiros. geralmente. pode afetar o ambiente formal da empresa acarretando insatisfação pessoal.Módulo III Aula 3 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. Esse módulo irá mostrar como tal processo se desenvolve e explanar algumas técnicas para que uma negociação seja conduzida com resultados satisfatórios a todos.

2. Provavelmente o erro mais comum no âmbito dos negócios é concluir que. esgotando quaisquer tipos de diferenças que ainda perdurem para que o resultado final satisfaça as partes envolvidas na negociação. o que resta a fazer é transformar em documento todo o combinado. um acordo já pode ser discutido de igual para igual. o método ganha-ganha é composto por quatro passos. também fazem perdedores. Como vimos no acordo traçado pelo chefe e seu subordinado. com o acordo estabelecido. nenhuma das partes sai vencida no arranjo. pois em um jogo. Porém para uma negociação ganha-ganha atingir o sucesso e perpetuar a relação de parceria durante longo prazo. antes de discutir negócios para valer. . O problema reside na filosofia ganhador-perdedor.ganha. Em suma. O mesmo acontece nas negociações. Na vida. o acordo é mútuo.planejar atividades que permitam desenvolver um relacionamento pessoal positivo com aquele que iremos negociar. quer sentir-se um perdedor. ao mesmo tempo em que se fazem ganhadores. À medida que um indivíduo é derrotado várias vezes. a solução é aprofundar ainda mais os pontos em desacordo. para um acordo ser bem-sucedido uma relação precisa ser bem desenvolvida. ou seja. principalmente pelo fato de existir essa relação de confiança. ele não quererá mais jogar com você. 2. Desenvolver uma relação ganha-ganha é fácil quando estamos dispostos a seguir estes passos: 1. É necessário fazer a manutenção do processo. Em Marketing existe uma máxima que diz que “um cliente mantido é mais lucrativo que um cliente conquistado”. uma vez conseguido um acordo satisfatório. Nos acordos ganha-ganha as metas de ambos os negociadores são conciliadas para chegar a um acordo mutuamente plausível e aceitável.permitir que o relacionamento se desenvolva. ninguém. que traz. a negociação está encerrada. página 03 Você pode estar pensando que. a manutenção deve ser feita. Por um razão ou por outra. pois a outra parte não terá motivo para ser desonesta ou evasiva em suas respostas. plenamente. manter um contato constante com os indivíduos que participaram da negociação.planos ganha-ganha: considera importantes a própria meta e a de quem está negociando. é melhor conhecer quem será seu parceiro. Esses pontos foram citados para lembrar que antes de qualquer negociação é válido conhecer com quem se está negociando. A negociação ganha-ganha não pode ser considerada um jogo. Como a manutenção pode ser feita? Podemos fazê-la por meio de visitas. ou seja. jantares e conversas informais. Porém. Até soa mal! Em uma negociação ganha . São eles: 1. inclusive você mesmo. Depois de consolidado um relacionamento amigável. Afinal.cultivar um sentimento de confiança recíproco. concorda? Se mesmo depois de todos os quesitos acima preenchidos ainda houver áreas nas quais ambas as partes discordam. as pessoas não têm mais o empenho original em cumprir o acordo e acabam depositando suas energias e interesses em outro lugar. 3. correto? Se considerarmos a negociação um processo que se completa em apenas uma negociação. talvez seja assim. dentre outros benefícios. obtendo assim um desempenho satisfatório. uma menor sensibilidade a preços durante a negociação.relações ganha-ganha: fazer com que ambas as partes se sintam a vontade com a negociação.página 02 O processo termina com resultados positivos ou negativos para ambos.

veremos os tipos de negociação existentes em uma empresa. A seguir podemos analisar três tipos de negociação que estão presentes no cotidiano de qualquer indivíduo. a negociação não é um ato isolado que começa com um contato visual e termina com um aperto de mãos. ao contrário do que alguns pensam.manutenção ganha-ganha: encoraja as pessoas a honrar seus compromissos como também manter as relações.3. Tipos de negociação em uma empresa Modalidades diferentes requerem formas diferentes de negociar. página 04 Esse processo em forma de círculo simboliza a continuidade.acordos ganha-ganha: ambos atingem suas metas. . 4. caracterizando a negociação ganha-ganha como algo que não tem fim. Compreendido o que é negociação ganha-ganha.

Ao todo. quando não há um planejamento prévio. teremos então três finais. Observe: . Quando uma negociação é planejada anteriormente. ela segue um único caminho.página 05 Independente da área que se for travar uma negociação esteja preparado (a) para um acordo e não se esqueça de formular sua estratégia de acordo com o tipo de negociação. o resultado poderá ter dois desdobramentos.

3. tente ver sob todas as óticas possíveis. Para que você não seja surpreendido (a). Se você está disposto (a) a manter uma negociação saudável por um longo período.tendem a introduzir de forma inesperada novos temas. pensamento convergente e divergente a fim de buscar alternativas de ganho comum. . juntos. Ter.tentam lhe distrair. Volte ao assunto desejado! Acabamos de ver algumas táticas adotadas por alguns negociadores que não utilizam a negociação ganha-ganha.induzem a encerrar as negociações antes que você esteja satisfeito (a) com as condições oferecidas. Ao negociar.Táticas de negociação Um negociador que não costuma utilizar o ganha-ganha é facilmente identificado durante o processo de negociação. Vamos analisar. o foco acaba desviando dos aspectos finais.fazem ataques pessoais. Resista! 4. no momento da negociação. listaremos algumas manobras utilizadas por algumas pessoas durante relações de negócios: 1. pense nas negociações que tem feito e tire suas conclusões. jamais com raiva. Rebata com bom humor. Assim. algumas questões que foram detectadas durante esse processo e tentar seguí-las. Não confunda o outro negociador com idéias ou posições irrelevantes. Concentre-se para não perder o ponto da negociação em que estava! 2.

não há porque ficar desviando a celebração do acordo com assuntos já esgotados. ambos saem insatisfeitos. a negociação ganha-ganha existe para provar . no qual um perde e o outro ganha. Repetir constantemente as mesmas táticas pode irritar o outro negociador. No momento do fechamento de acordo. a negociação não termina como acordo finalizado ou. Contudo. você é responsável pelo que acontece. e o pior. você até pode chegar ao seu destino. Isso não seria ético e nem caracterizado como negociação ganha-ganha. vamos conhecer mais um pouquinho sobre eles. é preciso se perguntar qual papel está interpretando nesses diálogos que faz os outros se comportarem desse modo. preparar aquilo que se deseja conseguir. na negociação ganha-ganha o empate é o melhor resultado e principalmente se o relacionamento foi amigável e prazeroso. como conhecemos. Será que não tem informação relevante ou está desconfiando de algo? Se necessário faça um esboço do processo. Espero que você não conheça esse tipo. A fim de saber se o resultado também agradou a outra parte e dar seguimento a futuras negociações. Mentirosos: esse tipo é complicado. tempo e poder. pois a negociação não termina com o acordo firmado. é capaz de ficar confuso. Se o taxista quiser tirar vantagem. Tenha formas de avaliar e controlar o que foi acordado. Quando o assunto é negociação a dica é: anote tudo. a sua vida será maravilhosa se todos os indivíduos com quem você lida forem calmos. Ao contrário. ao contrário dos que muitos pensam. Jamais indique ou coloque em pauta alguma fraqueza do outro negociador. O que podemos falar é para você se prevenir. Procure desenvolver um bom repertório de táticas de informação. é necessário que seja feito um plano de ação. O que esse tipo mais gosta de fazer é negar o que foi dito no encontro anterior. honestos e moderados. é preciso convencê-las que o resultado ganha-ganha é uma possibilidade mais agradável. imaginemos um negociador indeciso. A negociação é como pegar um táxi em uma cidade desenvolvida. conclusão Conclusão Para que uma negociação seja satisfatória para as partes envolvidas. Que tal finalizarmos este módulo com alguns tipos de negociadores? Afinal. O problema é que o caminho que vai percorrer pode ser bastante longo e também dispendioso. Você conhece algum tipo assim? Negociadores eu-ganho-você-perde: são pessoas que querem sempre sair por cima. com o aperto de mãos. Lembre-se. Formular adequadamente seus objetivos máximos e os mínimos. Se não há mais dúvidas entre os negociadores e se as partes estão satisfeitas. a manutenção. Porém. e quando há o empate. Tomadores de decisão indecisos: se já não é fácil conversar com alguém decidido. Vamos tirar aquela idéia da cabeça de que só é bom quando ganhamos. Existe uma fase muito importante. uma negociação não é um jogo. pois no caso de impasse você saberá quais objetivos foram atingidos e se compensará prosseguir a negociação. Assim sendo.página 06 Em grande parte das negociações existe uma série de temores. ou seja. não fique retornando a pontos que já foram solucionados anteriormente. Se você não estiver bem preparado. acreditar nele. Negociadores problemas: se for algo comum na sua vida se deparar com pessoas problemáticas. Caso conheça. mesmo que você saia arrasado (a) e acreditam que você está a mercê do dinheiro delas.

Porém. por exemplo. de que o seu tom de voz está ficando cada vez mais alto com seu colega de trabalho por ele ter feito um serviço errado. A ajuda é um deles. para que seus resultados sejam aperfeiçoados à medida que consegue ditar o comportamento e raciocínio. Com esse estudo você estará apto (a) a apurar as técnicas da inteligência emocional não apenas no trabalho. com certeza. mas também fora dele. Tendo consciência. eles irão lhe ajudar a compreender como reagir. Existem outros meios construtivos de indicar o erro de alguém.que o resultado positivo para os dois negociadores é a melhor saída.Módulo III Aula 4 Para efeito de sua própria autoavaliação.exercícios de autoavaliação . sensações. Algumas informações valiosas são sentimentos. O que é. O intrapessoal e o interpessoal A inteligência emocional no trabalho divide-se em duas partes: o uso intrapessoal e o interpessoal. ignoramos completamente as descobertas de que o QI está relacionado a apenas quatro por cento do sucesso no mundo real. ou seja. ações e intenções. O foco do nosso estudo será dado à inteligência emocional no trabalho. esse não é o nosso foco. Essas pessoas são um constante lembrete de que é necessário mais do que cultura acadêmica para se ter sucesso. Voltemos à autoconsciência. está ao seu alcance.Inteligência Emocional aula gravada em áudio INTELIGÊNCIA EMOCIONAL Todos conhecemos pessoas cheias de bom senso ou criatividade que se saíram de maneira medíocre em testes acadêmicos ou levam anos tentando passar em um concurso público. então. Como esses sentimentos irão lhe ajudar? Simples. inteligência emocional? Inteligência emocional é simplesmente o uso racional das emoções. A primeira atitude a ser tomada é recorrer à “caixinha” de informações sobre si mesmo que. aula 05 . avaliações. agir. vamos falar sobre como expandir a sua inteligência emocional. realize as atividades localizadas no menu lateral: "Avaliação". Para isso é fundamental a compreensão de duas etapas: a) como aplicar a autoconsciência A autoconsciência é a percepção que você deve possuir com relação às suas reações. e é justamente a mais significativa que vamos abordar agora. Em outras palavras. Com isso. noventa e seis por cento estão relacionados a outras formas de inteligência. a intrapessoal. página 02 Intrapessoal Primeiramente. ou seja. Gestão . comunicar e operar em . por entendermos que é uma área de grande relevância. é trabalhar as emoções a seu favor.

esclarecer e alterar suas avaliações. exercitar sua consciência sensorial. Assim. a maioria dos casos. e é através delas que você recebe informações sobre si mesmo (a). Por exemplo. você tem de ter consciência daquilo que a provoca e de como o afeta. com comércios e prédios nas proximidades. Observamos. se respondeu não. é através delas que aprendemos mais. sobre outras pessoas e diferentes situações. uma crítica severa e bem fundada de seu chefe com relação à sua baixa produtividade no trabalho. ao prestar atenção em seus sentidos. agora. o que facilitará a distinção entre as informações sensoriais e avaliações. um neném chorando do outro lado da rua. Para controlar a raiva. e você ainda não tem essa consciência. você aprende a “sair do seu corpo” e observar-se em ação. olfato. Você está discutindo com uma pessoa. Vamos. Pense na sua autoconsciência como sendo um giroscópio que lhe manterá centrado (a) e o (a) alertará sempre que você se desviar do curso. a blusa estava “pinicando” e o barulho era insuportável. um avião distante. Foram poucas as que agregaram algo construtivo na sua vida. que ao desenvolver sua capacidade de comunicação. Até agora vimos que a autoconsciência requer prática. sua destreza interpessoal e suas habilidades como mentor emocional podem ser maximizadas. A autoconsciência está no cerne de cada uma das aptidões citadas anteriormente. Agora irá aprender como controlar suas emoções. você e um colega de trabalho. Depois conversaremos sobre isso. no fim do passeio você fará uma avaliação correta do ocorrido. pelo qual todos já passamos. Vejamos um exemplo claro. mesmo sem motivo? Vamos trabalhar isso mais adiante. O ‘bate-boca’ continua. só que regado por agressões verbais. sim? Você tem o costume de não prosseguir uma suposta discussão com a finalidade de evitar desgastes futuros? Se a resposta foi sim. saber o rumo certo e como permanecer nele. Este possui um valor muito grande: reviva mentalmente uma situação aflitiva. Seus sentidos – visão. o passeio não foi agradável porque o sapato estava apertado. Vamos fazer uma análise breve: você tem tendência a exagerar as conseqüências negativas? Sente vergonha com facilidade. Onde isso irá parar? Vamos parar por aqui e refletir nas inúmeras discussões e brigas que já tivemos ao longo desses anos. Um bom exemplo para esse fato é o controle da raiva. etc.diversas situações. mas. audição. Observe as sensações do seu corpo: o tecido da sua blusa é macio. tendo ele ainda lhe dito que os resultados de seus colegas eram infinitamente superiores ao seu. página 03 Para navegar com eficiência no seu mundo de trabalho. Preste atenção em todos os sons. devido ao fato de a inteligência emocional somente se iniciar quando a informação pode ser percebida. confortável ou áspero e incômodo? O sapato está apertado? O salto é muito alto que chega a incomodar? Sua consciência sensorial será aguçada com a prática desse exercício. numa rua movimentada. página 04 Por exemplo. fazendo com que você se torne ainda mais eficiente em seu ambiente de trabalho. pois. Respire fundo e tente identificar o maior número possível de odores (alguns quase imperceptíveis na correria do dia-a-dia). b) como controlar suas emoções . pois está dominado(a) pelas emoções. Vejamos outro exercício. Provavelmente só lhe trarão malefícios. Daremos início a um passeio pela rua. porém essa discussão está pegando um caminho que lhe leva à raiva. Normalmente relutamos em relembrar certas emoções que nos perturbaram. vamos pensar no que essas brigas podem nos ser úteis. estamos no caminho certo. Porém. você necessita de um giroscópio. Sinta o aroma perfumado do sabão que sai da lavanderia ou o cheiro da comida que vem de um restaurante. Ao invés de concluir erroneamente que seu colega de trabalho é uma péssima companhia. tato e paladar – são as fontes de todas as suas avaliações sobre o mundo. você será capaz de examinar.

encontra um membro de uma tribo inimiga à sua. caso esteja notória a sua raiva. ele também está desarmado. depois atentar para os seus pensamentos. esteja fugindo ou lutando. Nesse momento. “vou escutar cuidadosamente o que ele tem a dizer”. Se você compreender isso. Creio que esse ponto você entenda um pouco. você ouviu: “É tão incapaz que nem sei como conseguiu esse emprego”. a reação lutar-fugir é extremamente útil para as situações de vida ou morte em que você precisa dessa infusão de sangue e oxigênio. Seguem alguns: “estou perfeitamente preparado (a)”. desarmado. o que você faz? Espero que fuja! Em seguida. recebendo mais nutrientes. já será meio caminho andado. órgãos. Isso era associado à sobrevivência: você está a procura de alimento na selva. tudo ficará mais fácil e perceberá que o poder de controlar a sua raiva pertence exclusivamente a você. que tal um copo d’água em um lugar longe da sala do seu chefe? página 05 Os componentes do sistema emocional são aqueles que dirigem suas reações emocionais e não os atos de outrem. A situação é a seguinte: ele lhe chama em sua sala e mostra um projeto um pouco complexo e insinua que você o faça o mais rápido possível. Os pensamentos que vêm de imediato talvez não sejam os mais indicados: “Vou matar esse homem”. de modo que. p. São eles: Os pensamentos devem ser preferencialmente instrutivos. Esses pensamentos tranqüilizam e sugerem o curso a ser seguido. Porém. Você não teve tempo de esboçar nenhuma reação. ele deve estar cheio de problemas em sua vida pessoal”. dentre outros pensamentos um pouco piores. Mas um pouco depois. página 06 Como podemos observar. Primeiro você precisa ter a consciência de que está sentindo raiva. Significa compreendê-las e usar essa compreensão para modificar as situações em benefício próprio. afinal. Como o exemplo citado acima. A explicação para a ocorrência das alterações é que os seres humanos são programados para lutar ou fugir para conseguir lidar com situações de tensão. Imaginemos que seu chefe lhe fez uma crítica ainda mais severa que a descrita anteriormente. porém lhe chama para combate. olhe para suas atitudes e repare como está o seu semblante.Ter o controle das emoções é bastante diferente de sufocá-las. e sim reconhecer como ocorreu uma alteração no seu nível de excitação. quando é surpreendido com críticas a respeito de sua capacidade de realizar um projeto desse nível. músculos e outras partes do seu corpo. você consegue desenvolver um diálogo interno construtivo: “Não vou deixar que ele perceba que estou com raiva. O que acontecerá em ambos os casos? “Seu ritmo cardíaco acelera para que mais sangue flua para o cérebro. porque suas células precisam de oxigênio para funcionar” (Weissinger. Entre algumas frases. 57). e se depara com um leão. O importante não é conhecer cada uma das emoções que resultam em alterações fisiológicas. Na verdade. eles possam reagir melhor. foram seus pensamentos sobre seu chefe. O ritmo da sua respiração aumenta para que mais oxigênio seja levado para todas as partes do corpo. “vou tentar aprender com meu chefe como posso melhorar”. seu coração tomado pela indignação que fizeram com que você sentisse raiva. Eis a maneira emocionalmente inteligente de lidar com essa situação. 1997. “não vou interrompê-lo”. acredita-se que não seja esse tipo de situação que você enfrenta no . Se você conseguir pensar assim. seu sangue ferve e a vontade que tem é de dar uma resposta à altura e certamente esse ato resultaria em uma severa repreensão. é uma parte do seu cérebro chamada hipotálamo que recebeu a informação de “perigo” e comandou a liberação de adrenalina para que os movimentos do corpo tenham o dínamo necessário para fugir ou enfrentar o perigo. Pronto.

e comente. Eles compartilharão dessa alegria com você até que possa celebrar a notícia com todos os seus colegas de trabalho. O objetivo não é lhe transformar em um robô. Pratique esse exercício mental todos os dias por 20 minutos e você verá os resultados. pois sua vida é cercada de pessoas e negociações. Ou seja. O que você faz quando recebe uma ótima notícia? E quando está desanimado (a)? Quando você está nervoso (a). as reações positivas também necessitam de controle. as pessoas que demonstram muito suas emoções levam a fama de desequilibradas. em uma bela cachoeira. contenha sua euforia e aguarde que seu chefe passe a notícia.seu ambiente de trabalho. Você não se contém de tanta alegria e foi dar a notícia a seus colegas de sala. os que estão à sua volta percebem? Com isso. terá uma boa noção de suas reações e como usá-las em seu benefício. a solução é fácil. tais como a alegria. você conseguirá contornar qualquer mudança na sua excitação. E vimos também a importância de mantê-los sob controle caso queira controlar suas emoções de maneira eficaz. se for ruim nada de exageros! Seus colegas. dentre outras inúmeras denominações. então. não têm relação com seus problemas pessoais da mesma forma que você tem. no máximo atos de excitação. Sinta suas costas. ou até uma música tranqüila? Bem. E no final de duas semanas. cabeça. agora. O uso interpessoal Esse tipo de inteligência é tão importante quanto a intrapessoal. Vamos a um exemplo hipotético: seu chefe lhe chamou a sua sala para lhe dar a notícia de que foi promovido e terá uma gratificação salarial. faça em casa. a euforia e a confiança. Alguma dor? Bem. respire profundamente. não é? A partir de hoje. ou então conte a seus familiares. descontroladas. um de seus colegas aspirava com grande expectativa por essa gratificação. suas alterações fisiológicas e seu comportamento. podemos observar que as alterações fisiológicas perturbam a emoção quando você permite que fiquem descontroladas. o uso intrapessoal de sua inteligência emocional foi minuciosamente analisado. Adote uma atitude passiva. página 07 Normalmente. E . Tente relaxar! Vamos dar algumas dicas de como desenvolver uma reação condicionada de relaxamento: Escolha um local apropriado. pense naquilo que achar mais agradável. Se for esse o problema. E você não deseja fazer parte dessa lista. se for boa. Você já tem algum tipo de exercício mental que o tranqüilize? Se sim. página 08 Veremos. Isso vai ajudá-lo (a) a mudar a direção da sua mente. campo verde. vamos lá! Ao receber uma notícia boa ou ruim em seu trabalho. pessoas fracas. perguntamos isso porque as dores atrapalham na concentração. Caso não disponha de um lugar com essas características no seu trabalho. que tal pensar em uma praia deserta. sejam boas ou ruins. Tente ignorar as distrações. Vamos. Alguns comportamentos tendem a ser associado a emoções específicas. Apesar de o foco estar nas reações negativas. A passividade tende a ser considerada como o componente mais importante desse exercício. você irá observar suas reações ao receber notícias inesperadas. Só que você não sabe de um detalhe. pense nele. como usar sua inteligência emocional nas relações com as outras pessoas. Até agora você aprendeu sobre os três componentes do seu sistema emocional – seus pensamentos. aprender a reconhecer as nossas atitudes. de forma também sutil. tranqüilo e com luminosidade adequada. e sim em uma pessoa centrada e equilibrada que não se deixa ser dominada pelas emoções. desenvolva um diálogo interno construtivo você é seu (sua) melhor amigo (a) . e a meta é reduzir toda a tensão muscular.e agradeça de forma sutil. pernas. Caso não tenha. É fácil. não? Nesse caso. um ser sem reação. Uma vez que conseguiu atingir esse condicionamento. Nada agradável. Encontre uma posição e roupas confortáveis. o contentamento. provavelmente.

Imaginemos um funcionário extremamente inteligente e esforçado. Ao menos que ele aprenda algo com este capítulo e consiga mudar seu comportamento. algumas técnicas já foram estabelecidas por alguns estudiosos. Para que isso aconteça. Uma pessoa diplomática é diferente de um bajulador. Aquela sensibilidade que você usou para sentir o cheiro das coisas. se o diplomático é alguém que trabalha com você. Vale lembrar como a sensibilidade é um fato relevante para a sua inteligência emocional. O bom relacionamento é fundamental no ambiente profissional. Vamos agora aplicar. o caminho é esse. ouvir barulhos não percebidos no dia-a-dia.para que esses relacionamentos e interações sejam bem-sucedidos e beneficiem todos os envolvidos. a inteligência emocional deve estar presente. Existem alguns passos a serem seguidos: . A boa notícia é que você não precisa ser nenhum especialista na área para analisar um relacionamento. estados de espírito e necessidades da outra pessoa. porém a comunicação deve ser eficaz e produtiva. inclusive você. são elas: O elemento fundamental na condução correta e eficaz dessas técnicas citadas é a sensibilidade. A maneira correta de se comunicar Todos sabemos que a base de qualquer relacionamento é a comunicação. identificar suas intenções e atitudes será a mesma utilizada para orientar sua consciência para o exterior. sem a destreza interpessoal no setor de atendimento ao cliente. página 09 Desenvolvendo a destreza interpessoal Você já ouviu alguém ser rotulado de diplomático? Se esse alguém é você. Você acha que ele irá permanecer nesse setor por muito tempo? Creio que não. bem como sua avaliação de diferentes situações. Agora. em direção a outras pessoas. aquilo que aprendemos sobre suas reações e comportamentos. vulgarmente chamado de puxa-saco. O requisito para essa análise ser feita é a sua consciência dos sentimentos. pois reflete na maior parte do que foi produzido durante o dia. comece a prestar mais atenção nas atitudes dele. nas relações interpessoais. Quantas vezes ouvimos alguém dizer que tudo se resolve com uma boa conversa? Tudo mesmo. Já vimos sobre isso na aula referente à motivação.

caso contrário. Ao analisarmos essa situação. Que tal. Porém. pois. Algumas vezes é útil conversar com as pessoas. programe suas atividades para que elas não interfiram no seu trabalho. Vamos imaginar que você começou a fazer um trabalho bastante complexo e está um pouco irritado diante dele. Aquilo que é programado tem um resultado mais satisfatório do que o não programado. pois você terá que se abstrair de suas opiniões. se o motivo estiver relacionado ao trabalho. ou seja. Às vezes. Quantas vezes você já esperou mais do que seria razoável de um relacionamento? Todos temos esse tipo de comportamento. observar experiências ocorridas anteriormente. Por exemplo. Se você é percebido como competente e inteligente.Que tal falarmos um pouquinho sobre cada um deles? Primeiro. os limites de um relacionamento raramente são mencionados e com isso você só ficará sabendo quando transgredi-los. analisarmos determinados diálogos? Um meio eficaz de entender um relacionamento é analisar os diálogos como se você fosse um observador imparcial. você estará em posição muito melhor para averiguar se está ou não no rumo certo. descobrir como mudar de curso ou corrigi-lo. quem sabe. É uma tarefa que exige sabedoria. frustrado (a). é sabido que as desculpas pessoais para faltar ao trabalho não são bem vistas nos relacionamentos profissionais. página 10 Alguma pessoa no seu ambiente profissional já lhe perguntou se você estava de mau humor? Se a resposta foi positiva. além disso. Agora. como levar em conta as expectativas do relacionamento. e com isso talvez obtenhamos mais informação a respeito do que desejamos saber. a programação prévia é válida nesses casos. infelizmente as pessoas não se preocupam com isso. de forma inconsciente. fazendo isso. porém. Porém. tente conversar com alguém e busque uma solução plausível. devemos examinar nossas expectativas com base na realidade e. pois raramente conseguimos os objetivos na íntegra em um relacionamento. você deseja que seu chefe lhe explique de maneira clara o trabalho a ser feito. Vamos a um exemplo. você tende a ficar decepcionado (a) e. o seu colega de sala já realizou uma tarefa semelhante e então resolve pedir-lhe ajuda. e. é necessário entender sobre os limites do relacionamento. Que tal agora tentar conhecer a percepção que uma pessoa tem de você? Da mesma forma que você tem opiniões e conceitos formados sobre as outras pessoas. Vejamos agora. Quando suas expectativas ultrapassam aquilo que você quer que uma pessoa faça. Sendo assim. muitas vezes. analisar as reações que elas transmitem. que sua secretária consiga ler sua mente e captar. as pessoas de seu convívio profissional e social irão aceitar e reagir favoravelmente ao que falar. O que você faz? Decerto você seria . além de percebermos as suas reações. se é percebido de maneira oposta. Então. é provável que suas idéias sejam questionadas. simplesmente. Para evitarmos que isso se torne comum em nossas vidas. podemos concluir que a única forma de ter certeza das percepções e expectativas que as pessoas têm de você é. O motivo do seu mau humor é extrínseco ao trabalho? Sim? Bem. a sua linguagem subliminar. elas também têm suas percepções a seu respeito. cada um de nós conhece o bom senso e nessas horas é importantíssimo usá-lo. vamos aprender a determinar o resultado esperado de cada relacionamento.

você consegue estabelecer um vínculo nos relacionamentos e vale lembrar que é mediante comunicação que esse vínculo se estabelece.Módulo III Aula 5 Para efeito de sua própria autoavaliação. Assim. pois. realize as atividades localizadas no menu lateral: "Avaliação". . ele não tem obrigação nenhuma de parar o que está fazendo para lhe dar atenção. você terá que esquecer o que escutou falar sobre o conceito de inteligência como uma propriedade única da mente humana. Gestão . Já esqueceu? Então podemos iniciar.exercícios de autoavaliação . as duas se completam e formam o que. A dica foi dada. Inteligência é a capacidade de resolver problemas ou de criar produtos que sejam valorizados dentro de um ou mais cenários culturais. medido por perguntas relacionadas a habilidades aritméticas. Lembre-se disso! conclusão Conclusão Vimos nesta unidade a importância de se autoconhecer e conhecer os outros também. Em suma. ou então sobre aquele instrumento conhecido como teste de inteligência que pretende medir a inteligência de modo definitivo. pode parecer exercer um considerável efeito sobre o futuro das pessoas. Não temos como afirmar qual das duas inteligências é a mais importante para o desenvolvimento do homem. aula 06 . Você irá pensar dez vezes antes de entrar naquelas discussões que não levam ninguém a lugar nenhum. Daniel Goleman. professor de Harvard considerado a autoridade máxima nesse tema. A partir do momento que você tem o controle de suas emoções e se conhece muito bem a ponto de saber qual tipo de reação teria em uma determinada situação. ou seja. Acredito que tudo se tornará mais fácil e seus momentos de euforia em situações não propícias diminuirão consideravelmente.quociente emocional. em Avaliações.Inteligências Múltiplas aula gravada em áudio INTELIGÊNCIAS MÚLTIPLAS Antes de iniciarmos este capítulo. embora preveja pouco sobre o sucesso na vida posterior. pois infelizmente. vocabulário e outras capacidades. O resultado de um teste de inteligência pode até prever a habilidade do indivíduo com relação às matérias escolares que terá maior facilidade. vale a pena desenvolver essas inteligências. O quociente de inteligência (QI). a sua inteligência intrapessoal.simpático (a) com ele e teria bastante cautela ao pedir-lhe algo. fica fácil você também desenvolver a sua inteligência interpessoal e reagir com as pessoas da maneira que mais lhe agradar. chama de QE .

jamais terminaríamos esse estudo. a sua inteligência lingüística é um tanto apurada. “A competência lingüística é. “deliberadamente” e “propositadamente”. Quantos de nós conhecemos adolescentes que não suportaram ter de estudar por mais de duas horas consecutivas e hoje são pessoas admiráveis no que fazem? A inteligência humana não é medida em sua totalidade por testes. Como você se comportava em sala de aula? Era uma criança inquieta? Foi um adolescente rebelde que não gostava de estudar? Pois bem. nem que seja um pouco. qual a finalidade dessa unidade? Bem. transmitir informações ou simplesmente agradar. Calma! Não estamos querendo que você seja um (a) poeta (isa) – nem mesmo um (a) amador (a) – e ainda assim podemos afirmar que você possui essas sensibilidades em graus significativos. estimular. que não somos poetas praticantes. por meio das quais o indivíduo aprecia as sutis nuances de definição entre derramar tinta “intencionalmente”. neurofisiológica). O que teremos aqui é um nível de análise (podemos dizer. forca. 61). Existem inúmeros exercícios para que você possa treinar a sua inteligência lingüística: telefone sem fio. nem pela Ciência. página 02 Inteligência Lingüística Você tem sensibilidade quando o assunto é palavras? Mas o que é essa sensibilidade? É com relação ao significado das palavras. de fato. p.Vamos voltar ao passado. e com certeza você irá se identificar muito com algumas delas. . dentre outros. quanto você mudou? Todos mudamos. parabéns. Podemos destacar quatro aspectos do conhecimento lingüístico de notável importância para nós. que seja irrefutável e universalmente aceita sobre inteligências humanas. em uma escala de 0 a 10. Não existe uma única mensuração. convencer. Você deve estar se questionando. Uma sensibilidade às diferentes funções da linguagem – seu potencial para entusiasmar. pois se falássemos a respeito de alguma teoria decisiva sobre o alcance da inteligência humana. Mas se você é um (a) poeta (isa). a inteligência – a competência intelectual – que parece mais ampla e mais democraticamente compartilhada na espécie humana” (Gardner. há necessidade de uma melhor classificação de todas as competências intelectuais da que possuímos agora. palavras cruzadas.

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Com relação ao aspecto retórico, quantas vezes você teve de usar seus argumentos para conseguir algo no trabalho ou na sua vida social? Você está com muito trabalho pendente e sem tempo de fazer uma pesquisa para seu chefe. Seu colega também está trabalhando e você precisa que ele faça isso para você. Pronto, é a hora de usar seu potencial retórico, afinal, precisa convencê-lo a fazer a pesquisa. Você é do tipo que sabe decorado todos os telefones da sua agenda, músicas antigas e detalhes minuciosos? Se a resposta for sim, sinal de elevado potencial mnemônico. É necessário conhecer qual a sua melhor forma de assimilar conhecimentos. Leitura, audição ou os dois? Pois, assim, você ganhará tempo e aprendizado. Existem os autodidatas, são os que não precisam de professor para aprender algo, contudo há indivíduos que não têm concentração e necessitam de professores que lhes expliquem aquilo que está nos livros. Bem, a primeira vista, os estudiosos (como historiadores ou críticos literários) aparentam maior dependência da linguagem. Essa dependência se dá não apenas como uma fonte do que eles estudam, mas também como um meio para transmitir suas conclusões. Você pode até não ter a retórica de Winston Churchill, celebrizada na entrada da Inglaterra na Segunda Grande Guerra, que inflamou multidões, e ainda, não ter a habilidade para escrever um livro como “Sangue, Suor e Lágrimas”; também pode não ter a arte da oratória de Adolph Hitler, que conduziu a Alemanha ao nazismo (mesmo tendo nascido na Áustria) e talvez você nunca venha a escrever um livro como “Minha Luta”, estando numa prisão; mas uma coisa é certa: você pode melhorar a habilidade de falar e escrever. Existem técnicas de oratória que permitem o pronunciamento de um discurso digno dos melhores oradores. E para se escrever com habilidade, bastam dois pequenos segredos: o primeiro é ler muito. O segundo é reler. Embora a linguagem possa ser transmitida através de gestos e da escrita, permanece no centro a forma oral e a auditiva. Vamos seguir com a inteligência musical.

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Inteligência musical Quando se fala em talento, o que surge mais cedo é o talento musical. O célebre compositor Mozart começou a compor quando não tinha mais de quatro ou cinco anos de idade. Mozart não era propenso a tornar-se um revolucionário musical ou político; ele vivia simplesmente para fazer música. Diz-se que Napoleão teria comentado que a Revolução Francesa começara nas páginas de Le Mariage de Figaro (As Bodas de Fígaro), uma das mais belas obras de Mozart. No século XVIII, ao tentar fugir de uma tempestade, um homem viu-se forçado a pedir abrigo em um galpão de ferreiros, num pequeno vilarejo perto de Edwiges. No galpão, vários trabalhadores malhavam o ferro sobre a bigorna, produzindo um barulho ensurdecedor. Porém aquilo que parecia motivo de irritação para tantas pessoas do vilarejo, para Georg Friedrich Haendel ou simplesmente Handel, tornou-se motivo de sua inspiração para a famosa ópera “O Ferreiro Harmonioso”. O mesmo Handel celebrizou-se com “O Oratório Messias” que foi encomendado ao compositor por um lorde irlandês, representante de uma casa de teatro, para fazer um concerto beneficente. Segundo Cantos, “Handel concluiu a obra em apenas 24 dias – tempo recorde – a partir de um libreto (texto) enviado por seu amigo, o inglês Charles Jennens”. E o que dizer de Ludwig Van Beethoven, que, mesmo depois de ficar completamente surdo, continuou a compor suas maravilhosas obras com a mesma destreza que tinha antes desse incidente? E para não ficarmos somente com exemplos importados, lembremo-nos do nosso brasileiríssimo compositor Sivuca. No programa do Jô, buscou um pedaço de fio dental, e com uma tampinha de caneta produziu o Hino Nacional Brasileiro, arrancando aplausos da platéia.

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Esses são alguns exemplos de pessoas que possuem inteligência musical admirável. Alguns especialistas colocaram os aspectos afetivos da música perto do seu centro. Arnold Schoenberg definiu de maneira única e bela o que é a música: “música é a sucessão e combinação de sons organizados de modo a exercer uma impressão agradável ao ouvido, e sua impressão à inteligência é ser compreensível”.

Essas impressões têm o poder de influenciar partes ocultas da nossa alma e das esferas sentimentais, e esta influência nos faz viver em um paraíso de desejos preenchidos ou em um inferno sonhado. Um fato que vale citar é a tentativa, ao longo dos séculos, de equiparar a música com a matemática, a fim de ressaltar a racionalidade (ou então, negar os poderes emocionais) da música. Porém, dificilmente alguém que conhece a música de forma íntima consegue abster-se de mencionar suas implicações emocionais. Mesmo àqueles que não têm uma profunda relação com a música, com certeza já se emocionou com algumas canções.

Enfim, se você desejar adquirir competência ou inteligência musical, deverá dominar a análise e a representação musical formal.

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Inteligência Lógico-Matemática O que caracteriza as pessoas que possuem a inteligência lógico-matemática ou talentos matemáticos? Podemos afirmar que raramente os poderes dos matemáticos ultrapassam a fronteira da disciplina, ou seja, os matemáticos raramente são talentosos em Direito ou Sociologia. O que caracteriza o indivíduo é um amor por tratar com a abstração.

O matemático deve ser absolutamente rigoroso e perenemente cético onde nenhum fato pode ser aceito a não ser que tenha sido provado por etapas derivadas de princípios universalmente aceitos. Em outras palavras, duvidam de quase tudo. Você é assim? É motivado pela crença de que você poderá criar resultados inteiramente novos, que mudarão para sempre a maneira como os demais pensam sobre a ordem matemática? Se respondeu sim, você possui inteligência lógico-matemática. Também foi assim com Newton, Einstein, Pitágoras, Bhaskara, Copérnico, Pascal e tantos outros matemáticos de renome. Galileu declarou que o livro do universo estava escrito em Matemática e que o seu alfabeto consistia em triângulos, círculos e formas geométricas. Hardy declarou que a experiência mais maravilhosa que um ser humano pode ter é descobrir uma verdade matemática, porque ela permanecerá para sempre. Howard Garner, considerado o maior especialista em Inteligências Múltiplas, concorda com seu colega de Harvard, Daniel Goleman, que, como vimos, é o maior exponencial do assunto relacionado a Inteligência Emocional: ambos afirmam que os atuais testes de QI privilegiam, com certos exageros, a lógica matemática. Isso faz com que, pessoas que não apresentam esse tipo de inteligência com grande evidência, pareçam “menos inteligentes” que outras. E isso não deve ser um axioma.

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Inteligência Espacial Vamos iniciar a inteligência espacial com uma pergunta. Você consegue chegar à Avenida Paulista sendo guiado por um mapa? É justamente um dos pontos relevantes desse tipo de inteligência, ou seja, baseia-se “na capacidade de perceber e administrar a idéia de espaço, elaborar e utilizar mapas, plantas e outras formas de representação. De identificar e de se localizar no mundo usual com precisão, de efetuar transformação sobre as percepções, imaginar movimento ou deslocamento interno entre as partes de uma configuração e ser capaz de recriar aspectos da experiência visual, mesmo sem estímulos físicos relevantes” (Antunes, 2000, p. 36).

. além de ser divertido falar tudo aquilo que vem à cabeça. diagramas. Temos exemplos marcantes desse tipo de inteligência: Darwin associou sua teoria à da vida. 4. fizeram sucesso por meio da arquitetura e do paisagismo.. cenas. Lúcio Costa e Burle Max. “como usar a palavra chuva para promover a venda de filtro-solar?” E por fim. Algumas figuras notórias como: Oscar Niemayer. quanto maior o número de idéias.Em que a inteligência espacial pode nos ajudar no dia-a-dia? Pode nos ajudar quando o assunto for orientação. Podemos treinar esse tipo de inteligência com o estímulo “sonhar acordado” e fazer das conversas uma construção do tipo brainstorming. toda crítica deve ser banida na primeira fase da tempestade cerebral. o jogo de xadrez seria um forte candidato. “a estatística é como biquíni. mas o que esconde é essencial”. por mais louca que seja. a qual representa um meio alentador de desenvolvimento da inteligência espacial. Dalton associou a imagem do átomo à do sistema solar. 3.. o que mostra é interessante. Quaisquer que sejam os usos do corpo. A capacidade de antecipar jogadas e suas conseqüências parecem intimamente ligadas à forte imaginação. reconhecimento de locais. Se tivéssemos que optar por uma única área para ilustrar a centralidade da inteligência espacial. formas geométricas. “a alegria é como uma piscina. será bem-vinda. análise de mapas. pois esses conseguem quebrar os seus próprios paradigmas e deixam fluir sua criatividade em busca de algo inusitado e inovador.”. A inteligência espacial é comumente citada por Gardner como sendo a inteligência dos inventores. atividades também inerentes a pessoas dotadas de inteligência espacial. um exercício de comparação. Por que falamos isso? Vamos refletir a respeito do estilo de dança dentro do nosso país. Agora é a sua vez. Inteligência Corporal Cinestésica. é bastante valioso combinar novas idéias com algumas já expostas. Que tal alguns exemplos para você ir treinando? Algumas frases boas para a prática dessa atividade são: “quais as utilidades para uma rosca?”. E também pessoas como Guimarães Rosa e Chico Buarque de Holanda constroem imagens físicas ou poéticas muito lúcidas com palavras. nenhum atingiu ápices maiores ou foi mais desenvolvido pelas culturas do que a dança. O brainstorming tem quatro princípios: página 08 1. mais fácil será selecioná-las. toda idéia. além de auxiliar a nossa sensibilidade para perceber metáforas. gráficos. 2. objetos.

Segundo Goleman. porque identifica em si alguma característica cognitiva para estabelecer uma analogia com o erro percebido. . diante da Inglaterra. Você já experimentou construir um navio feito de palitos de fósforos dentro de uma garrafa? Ou já experimentou construir uma gaiola de passarinhos? São atividades que requerem muita destreza e manifestação dessa inteligência. pessoas dotadas de habilidade nos relacionamentos interpessoais. as inteligências pessoais são divididas em dois aspectos: a inteligência intrapessoal e a interpessoal. Certa vez substituiu um goleiro expulso de campo numa das partidas da seleção brasileira. enigmas e tudo que possa desafiar a sua própria descoberta. acarreta ações físicas sobre os objetos no mundo e completa o trio das inteligências ligadas a objetos. a viagem para dentro de si mesmo – o auto-conhecimento – é característica de pessoas com inteligência intrapessoal. É fundamental notarmos que você pode ter uma vida social sem maiores problemas se não tiver as inteligências citadas anteriormente de forma aguçada. Pelé. faz do indivíduo dotado de inteligência interpessoal um vencedor. página 10 Mahatma Ghandi celebrizou-se pelo pacifismo com que conduziu a independência de seu país. e não fez feio. conseguem galgar posições hierárquicas de destaque dentro das grandes organizações. Falamos sobre as duas inteligências no capítulo anterior – Inteligência Emocional. Pode ser boa conselheira: pastoreamentos. não tem dificuldade de morar sozinho. A própria inteligência corporal. e. focalizada internamente. Índia. Você deve ter notado que pessoas como Michael Jordan. é limitada ao exercício do nosso próprio corpo. Inteligências Pessoais As inteligências pessoais representam uma simbiose entre a carga hereditária milenar desenhada no mapa genético de cada um e as interações do indivíduo com o ambiente social e consigo mesmo. Em geral. não era bom apenas com os pés. Psicanálise. em uma visão externa. Pessoas dotadas de inteligência corporal cinestésica podem manifestar seus talentos também com atividades manuais. página 09 A inteligência lógico-matemática cresce a partir da padronização de objetos em conjuntos numéricos. considerado o atleta do século. também se expressava muito bem jogando baseball. A inteligência espacial é focada na capacidade do indivíduo de transformar objetos dentro do seu meio e de orientar-se em meio a vários objetos no espaço. A dança pode refletir e validar a organização social. grande astro do basquete norte-americano. A pessoa dotada dessa inteligência gosta de Psicologia. Porém há uma certa pressão para que desenvolva o seu entendimento da esfera pessoal visando uma melhora no seu próprio bem-estar ou seu relacionamento com aqueles que o cercam.O jeito que os cariocas dançam é semelhante ao modo de dançar dos gaúchos? As bailarinas e os dançarinos de jazz? O que isso reflete? A dança está relacionada a seqüências culturalmente padronizadas de movimentos corporais não verbais que são propositais. e acabam perdoando mais o erro dos outros. Para Gardner. A habilidade de lidar com pessoas e de ser reconhecida como líder. Não menos importante. esse tipo de pessoa convive muito bem consigo próprio.

simplesmente. Depois disso. Uma das causas de um suposto envelhecimento precoce é a falta de estímulos – o que seria o mesmo que ausência de “ginástica”. Acesso pelo menu "Avaliação". quanto àquele que fizer coletivamente (tabulação coletiva). você terá um diagnóstico sob a sua ótica e a ótica dos outros.Módulo III Aula 6 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. e nem com a mesma intensidade nos dois hemisférios cerebrais. tanto aquele que fizer individualmente (tabulação individual). suscetível a erros sob o prisma científico. sem prejuízo de outras que possam ser catalogadas num futuro próximo. oito ou nove tipos. O que quero dizer? Uma pessoa não precisa ter todas as inteligências citadas nessa aula para ser considerada inteligente. O teste serve para diagnosticar suas inteligências sob a sua própria ótica. Gestão . tais como: ecológica e espiritual. mas que à medida que forem sendo reveladas outras formas de manifestação da inteligência. Mas que vale como experiência virtuosa para uma identificação bastante plausível. em sete. Howard Gardner vem pesquisando sobre outros tipos de inteligência. É importante ressaltar que é apenas um treino. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. Pois como foi dito.Comunicação Institucional aula gravada em áudio COMUNICAÇÃO INSTITUCIONAL .conselhos. terá uma versão mais completa na tabulação coletiva. a corporal cinestésica e a pessoal. em Avaliações. Agora você está convidado a fazer um teste empírico para identificar as suas inteligências múltiplas. Assim. e continuam se abrindo no decorrer dos anos. ajudas são papéis de seu excelente desempenho. Porém. As janelas da inteligência começam a se abrir ainda no ventre materno. conclusão Conclusão Vimos nesta aula algumas competências intelectuais as quais receberam o nome de inteligências múltiplas. Pessoas assim são visitadas por outras que estão experimentando problemas mais graves e que necessitam de refúgio nas suas sabedorias. mais o homem tem a ganhar com isso. Podemos afirmar que as janelas ficam “escancaradas” entre os dois e os dezesseis anos. aula 07 . Diz que não se pode simplesmente “engessar” os tipos de inteligência. não saberá o que fazer com aquilo. Porém. Vamos finalizar com uma pergunta: A inteligência envelhece? A resposta é sim. o envelhecimento não ocorre com todas as inteligências ao mesmo tempo. Você mesmo deve alimentar a tabulação dos resultados. não ter a mínima noção de espaço.exercícios de autoavaliação . Se alguém entregá-lo um mapa. Um indivíduo pode ter vários tipos de inteligência: a inteligência lingüística. a inteligência lógico-matemática. as inteligências múltiplas têm relação com a competência que cada um possui. retraem-se um pouco e tendem a se fechar após os setenta e dois anos. apesar de ter a inteligência lógico-matemática. Se você optar por preencher o teste e pedir para mais três pessoas avaliar você.

ao final. Ao analisarmos essa situação. A comunicação fundamenta-se não apenas nos conteúdos de diversas disciplinas do conhecimento humano. visando à concretização e alcance de um objetivo comum. pelo simples fato de existir. página 02 Afirmamos que a comunicação institucional é uma técnica de gestão. Bem. é cabível a seguinte pergunta: Qual o objetivo dos profissionais que lidam com comunicação na empresa? Esses indivíduos devem produzir aceitação. A comunicação. Mas o que seria eficácia institucional? Eficácia institucional é a extensão em que todas as formas de rendimento para a organização são maximizadas. não é fácil fazer com que todos os funcionários tenham a mesma compreensão daquilo que está sendo transmitido. comunicação institucional. uma maior notoriedade por parte do público externo. mediante a comunicação expressiva . vamos ver agora sobre a comunicação institucional. é a comunicação. mesmo que Empresarial ou Organizacional. Vale lembrar que as normas. promove uma maior aceitabilidade da ideologia empresarial. recebem tratamento ao nível do código lingüístico. objetivando um bom funcionamento organizacional. enfim.Antes de falarmos a respeito da comunicação institucional. Porém. implementável em qualquer instituição: pública ou privada. mas também provê a intermediação do discurso organizacional. bem como. controla os participantes internos e externos. não é mais do que um esforço deliberado e planeado para estabelecer relações de confiança entre o mundo empresarial e todo o seu público. que tal entendermos um pouquinho sobre o poder que a comunicação emana? Qualquer empresa/instituição é legitimada por inúmeras formas de poder e uma delas. então.emocional. A meta final da comunicação institucional é gerar consentimento e concordância. ajusta interesses. a forma de discurso que será aceito ou não por você e seus colegas. assumindo. E mais: exerce o tipo de poder expressivo e este tende a ligitimar os demais tipos de poderes existentes em uma organização. Consegue-se isso com uma combinação da eficácia enquanto sistema e seu sucesso em obter condições vantajosas ou . mostrar como o processo comunicativo no seu trabalho pode ser mais eficaz e eficiente. os sistemas de coerção que existem no seu local de trabalho passam por processos de codificação e decodificação. pequenas/médias ou grandes empresas. tivemos uma breve introdução da importância da comunicação. uma maior motivação e satisfação do seu público interno. estabelecer e manter relações duradouras de confiança com a sociedade em geral. os processos de recompensas. tanto interno quanto externo. gera influências. sem dúvida. Eficiência e eficácia da comunicação institucional Assim. Vamos.

pois tiveram algumas falhas no percurso. entregou o processo na data marcada pelo seu chefe. mas é isso que deve ser evitado. você não elaborou uma crítica fundamentada. uma falha na comunicação institucional. Nesse caso. você e ele estavam cientes de que a comunicação havia sido compreendida. a seu chefe. As falhas na comunicação estão entre as principais causas do fracasso ou da pouca praticidade dos programas de treinamento. porém não alcançarmos a eficácia. fazer as devidas modificações e que elaborasse uma crítica fundamentada. Porém. Quando seu chefe lhe passou o trabalho. mas não alcançou a eficiência. Notou como a comunicação é importante no ambiente de trabalho? Isso pode realmente acontecer com qualquer um de nós. um dos componentes fundamentais da eficácia é a eficiência. todos os processos que ele solicitou. Nos projetos. Vejamos abaixo uma torre que representa o assunto abordado: . do problema. Ele pediu para você interpretar. se não tiver acontecido. podemos analisar a eficiência como o uso sinérgico de todas as formas para a geração de um produto. Analisar a eficiência apenas pela ótica de produtividade pessoal é ter uma visão falha. pesquisas. então. talvez míope. Porém. Bem. Que tal analisarmos um exemplo de eficácia e ausência de eficiência para termos uma melhor compreensão? Você entregou na data correta.inputs de que necessita. Ocorreu. com perdas mínimas de energia. página 03 Por que não fez as críticas fundamentadas? Talvez por não ter compreendido quando seu chefe lhe solicitou para realizar essa tarefa. qualquer tipo de tarefa feita no dia a dia pode haver falhas. você atingiu a eficácia. podemos ser eficazes e não sermos eficientes ou atingirmos a eficiência.

Duas pessoas podem ter uma conversa eficiente. Pedro. E eu disse t-o-d-a-s as empresas. Sem exceção. Pedro fala da importância de formarem uma parceria a fim de concluírem mais rapidamente o projeto. O emissor pode ter compreendido de forma clara o objetivo de sua mensagem. Cada empresa tem sua história. como se tivessem mensagens divergentes. sua missão. as empresas são compostas essencialmente de pessoas. mas os resultados podem ser insatisfatórios ou até mesmo desastrosos. Antes de concluir. não façam julgamentos precipitados. vamos mergulhar um pouco mais nesse imenso mar de águas profundas. Depois de alguns dias. Ao finalizar a conversa. A comparação com o ser humano é absolutamente justificável e óbvia. Vamos verificar outro exemplo. Afinal. Falou também sobre as diretrizes que devem ser seguidas para que o sucesso seja atingido. Pode até soar falsa ou ingênua a generalização. seus valores. Por favor.Podemos fazer uma analogia das empresas com os seres humanos. como todo ser humano. sua cultura. com resultados claros para ambos. você acha que compreendeu todo o pensamento de Pedro e passa para sua equipe as diretrizes de Pedro. Vamos mergulhar além das espumas das ondas. A eficácia do desempenho comunicativo não é o mesmo que eficiência do encontro comunicativo. Pedro lhe procura para dizer que ouviu um funcionário de sua equipe afirmar que ele . E como são compostas de pessoas sofrem – incrível – do mesmo mal. Você conversa durante uma hora e meia com seu colega de trabalho. O mal da falta de comunicação. página 04 Uma comunicação eficaz não é o que aparentava. Pois toda empresa é única. com a qual o receptor concordava. sobre um projeto que sua equipe está desenvolvendo. um ato em que emissor e receptor se envolvem em uma mensagem.

Mas como as empresas/instituições são compostas de pessoas. Em suma. Podemos dizer que a eficiência da comunicação se mede pelo relacionamento entre eficácia obtida e os custos necessários para sua obtenção: A comunicação institucional se define como moderna e estratégica. Fluidez nas comunicações pode ser traduzida por relacionamentos saudáveis. “Relevância. de outro modo.falou algo que ele não disse. de forma que sejam vantajosos para si ou para sua organização. o desenvolvimento das aptidões de alguém para receber comunicação é tão importante como o desenvolvimento das aptidões de um indivíduo para comunicar. Porém. esse exemplo acontece inúmeras vezes no cotidiano quando o assunto é comunicação institucional. Quanto mais a equipe estiver afinada com a missão e com as metas da empresa. espírito crítico.exercícios de autoavaliação . sincronia são algumas características que podem ser analisadas no estudo da eficácia” (Torquato. Gestão . profunda e intensamente.Módulo III Aula 7 Para efeito de sua própria autoavaliação. mais a comunicação fluirá — e fluindo a comunicação. no que tange a eficiência comunicativa. pesquisa. 1986. adequação. talento. credibilidade. Ela requer planejamento. os problemas de comunicação nunca deixarão de existir. mais a empresa/instituição será produtiva. deve ser analisada como a potencialidade. em Avaliações. p. do emissor de afetar os outros. entendimento. a comunicação institucional no século XXI não tolera improvisações e amadorismo. realize as atividades localizadas no menu lateral: "Avaliação". Bem. conclusão Conclusão Como foi dito. vontades e também o potencial para ser afetado pelos outros. a comunicação institucional é utilizada para estabelecer relações de confiança entre o mundo empresarial e todo o público ao seu redor. a fim de que resultados desastrosos não façam parte da sua empresa ou de sua vida. Como instrumento de inteligência empresarial. de modo a fazê-los seguir suas intenções. . de um lado. tem como principal objetivo o bom funcionamento organizacional e sua meta é gerar consentimento e concordância naqueles que integram direta ou indiretamente a organização. criatividade e inovação. no processo de gestão e está afinada com a cultura organizacional. deve ser coordenada e praticada por especialistas. insere-se. 39). Por isso a comunicação se torna algo fundamental e as falhas devem ser eliminadas desse processo.

porém o grau de intensidade não precisa ser o mesmo. por exemplo. seria utópico crer que elas são infalíveis e irão resolver de imediato todos os problemas. . Junto com a pesquisa científica surgiram várias técnicas que foram postas em prática com o intuito de aumentar a eficácia do trabalho em equipe. nós nos deparamos com fatos e problemas mais amplos e mais complexos. o dinamismo inerente ao grupo. com as quais se podem confrontar diferentes pontos de vistas . o grupo deve ter um objetivo em comum.aula 08 . O que iremos falar neste capítulo não são receitas mágicas de como conduzir uma dinâmica de grupo com sucesso. em 1930. o qual pode ser modificado com a chegada ou saída de um membro. equipes de pesquisadores estudaram a psicologia dos grupos e chamaram essa nova ciência de “dinâmica de grupo”. Diante disso. Depois dele. página 02 Em seguida. E por fim.Dinâmica de Grupo aula gravada em áudio DINÂMICA DE GRUPO Podemos afirmar que o trabalho em equipe está em voga. deu início a alguns estudos sobre esses problemas. O conjunto de técnicas também é designado de dinâmica de grupo. As dinâmicas de grupo são técnicas de discussão verbal. praticamente uma interação psicológica. Vamos começar? Natureza do grupo Antes de qualquer coisa. Às vezes uns desejam alcançar o objetivo estabelecido mais do que outros. Kurt Lewin. nos vimos na obrigação de dar o máximo de nossas capacidades e assim melhorar a produtividade e a eficácia. O nosso intuito é transmitir a você o pensamento dessa dinâmica e facilitar uma iniciação a algumas de suas técnicas. a planificação econômica e reestruturação do ensino. É justamente essa interação o critério essencial dos grupos autênticos. Com o fim da automação. é relevante o “intercâmbio” estabelecido entre os integrantes do grupo. em um clima de harmonia e de respeito.

Ele deve estar sempre alimentando a imaginação dos participantes da dinâmica. E quais são as etapas que os grupos geralmente têm de passar para atingir seus objetivos? Conforme algumas experiências realizadas nesse campo por estudiosos. praticamente um brainstorming). proposta dos elementos de solução (visa ampliar o conjunto de sugestões que cada um tem a fazer. alguém que faz intervenção junto ao grupo com o objetivo de estimular as idéias e conduzir os trabalhos para um resultado que se busca atingir. no tempo que dispõe para isso. o grupo tenderá a analisar se o motivo que lhe desagrada é emocional ou não. de formação e mistos. O trabalho primordial do animador pode ser dividido em cinco etapas: . crítica das propostas e tomada de decisão.Grupos de formação: há uma preocupação de analisar o processo em si e suas relações interpessoais. algumas etapas devem ser seguidas. A figura do animador é como a do mediador. página 03 . O animador É fundamental o papel do animador em uma dinâmica de grupo. Independente do tipo de grupo. ou seja. Ou seja. se você não concorda com o que seu colega disse.Grupos mistos: são aqueles que unem à eficiência do grupo de trabalho o realismo psicológico do grupo de formação. .Grupos de trabalho: este grupo preocupa-se com a tarefa que lhe foi designada. São eles: grupos de trabalho. .Um grupo deve possuir a seguinte estrutura: Divisão dos grupos Os grupos podem ser divididos conforme os objetivos estabelecidos. são quatro etapas: determinação dos objetivos e definição dos termos.

página 04 Um detalhe que vale ser lembrado é que o animador não pode colocar a opinião pessoal para o grupo. Os animadores têm perfis distintos. Você deve estar se perguntando como a dinâmica de grupo lhe será útil no seu trabalho? Vamos imaginar que lhe entregassem uma folha como a que segue: página 05 Após preenchido o restante da lista. como todas as pessoas. via e-mail (para não haver o problema da sua letra ser reconhecida). Podemos fazer uma comparação entre os três tipos de comportamento desses indivíduos. o chefe de sessão marcará uma reunião. você imprimirá e colocará em uma urna. No momento oportuno. pois ele deve estar totalmente voltado para a opinião dos participantes. A conversa paralela que foge ao tema é redimensionada pelo animador. onde todos deverão tecer comentários sobre aquilo que .

aula 09 . 20 participantes. É importante observarmos que. seja algo bom ou ruim. No momento em que você assume algo da sua personalidade. existem inúmeras técnicas que podem ser utilizadas para alcançar um objetivo comum. A autocrítica objetiva assegurar um melhor aprendizado do trabalho/dinâmica em grupo. Enfim. As dinâmicas são técnicas simples. é recomendável que os grupos tenham. Outra técnica que pode ser aplicada no seu trabalho é a sessão autocrítica. Orientamos que.Ferramentas Gerenciais aula gravada em áudio . com o objetivo de ouvir as idéias que cada um possui. com certeza seu relacionamento com essas pessoas se tornará mais agradável. favorecendo uma tomada de consciência mais aguda dos componentes individuais e coletivos.Módulo III Aula 8 Para efeito de sua própria autoavaliação. com um clima descontraído e de total harmonia. em seminários e outros. as pessoas irão levar consigo o que foi falado e ponderarão quando você tiver o comportamento que foi explicitado. Por exemplo. utilizadas com o intuito de confrontar idéias. Gestão . em Avaliações. Caso você consiga assumir isso na frente de seus colegas. conclusão Conclusão Nos últimos tempos ouvimos com freqüência o termo “dinâmica de grupo”. porém. Essa técnica é igualmente proveitosa aos participantes do grupo (porém um pouco difícil fazer uma autocrítica verbalmente). Procure saná-las logo que apareçam. não impossibilita que se faça o uso dessas técnicas em grupos maiores. realize as atividades localizadas no menu lateral: "Avaliação".exercícios de autoavaliação . o coordenador divida o plenário em subgrupos para o desenvolvimento dos trabalhos e reúna o grupo integral nos momentos de socialização e de síntese. em congressos. citamos nessa aula algumas delas e para isso o papel do animador é relevante. Isso se deve ao fato de que as organizações estão buscando interagir o funcionário com a empresa. para o trabalho com dinâmica ter um desenvolvimento pleno. Não acumule dúvidas. Isto. nesses casos. analisá-las e colocá-las em prática. você gosta que as coisas sejam feitas da sua maneira e fica extremamente aborrecido (a) quando fazem o contrário. no máximo.consta na pauta de debate.

Essa aula irá mostrar algumas das várias ferramentas que podem ser usadas na área gerencial. principalmente. é fundamental a instituição estabelecer uma meta em comum e fazer com que seus funcionários tenham conhecimento a fundo de seu teor. Vale ressaltar que os gerentes de hoje preocupam-se muito com os resultados. Action) de controle de processos.Qualidade: precisamos entender que a qualidade é definida a partir do público externo. confiança e. Check. quase todos responderiam: “Gostaríamos de eliminar as barreiras entre os departamentos”. Vamos falar de um método denominado TQC – Controle da Qualidade Total (Total Quality Control).Todos uma equipe: vimos sobre a importância dos grupos na aula anterior. Caso contrário. A necessidade de unir a organização como um sistema é desejado por todos os funcionários que nela trabalham. Trata-se de um método gerencial que necessita da participação de todos os setores e de todos os funcionários na condução do Controle de Qualidade. então. respeito. . Ter em mente a obsessão por maravilhar o cliente e não apenas se satisfazer com aquilo que não os aborrece. O triângulo de Joiner mostra uma maneira de descrever a essência da gerência do século XXI.FERRAMENTAS GERENCIAIS Uma das maiores dificuldades existentes nas empresas/instituições é saber qual a melhor forma de dizer aos nossos chefes onde estão os problemas. . Para que essas barreiras sejam rompidas. sem comunicação entre elas. .11). criando raciocínio de processo. Os métodos gerenciais Quando o assunto é gerência.Abordagem Científica: “Aprender a dirigir a organização como um sistema. produzir e gerar um produto/serviço que seja satisfatório para quem o receberá. Devemos. 1995. página 02 . baseando as decisões em dados e entendendo a variação” (Joiner. p. a organização será um conjunto de ilhas. A prática do bom controle de qualidade significa desenvolver. podemos utilizar quaisquer artifícios a fim de alcançar o desejado. trabalhar em uma organização saudável onde haja dignidade. mas ir além para atender suas necessidades atuais e futuras. desde que sejam artifícios éticos. Ao perguntarem aos chefes o que eles mais gostariam de melhorar. Outro método muito utilizado pelos gerentes é o Ciclo PDCA (Plan. Do. mas sabem que os melhores resultados só podem ser obtidos mediante um aperfeiçoamento básico.

Agora que analisamos alguns métodos de gerenciamento. 1. Nesta etapa. 3. Existem duas maneiras de atuação possíveis: a primeira é utilizar como padrão o plano proposto. vamos listar várias ferramentas para que você possa fazer a sua análise e verificar qual a mais adequada para a sua área de atuação. página 03 Vamos fazer uma breve análise do que consiste cada etapa. 2. a partir dos dados coletados na etapa de execução. Essas alterações visam a melhoria do nível de qualidade planejado inicialmente. caso o plano não tenha sido efetivado conforme o planejamento inicial. 1.Alteração de diretriz de controle: está relacionado às melhorias. Consiste em assegurar que a meta estabelecida no item 1 seja atingida.Manutenção do nível de controle: o mesmo que manutenção de padrões.Primeiramente. As Ferramentas Diagrama de Causa e Efeito Uma das ferramentas utilizadas no controle de qualidade é o Diagrama de Causa e Efeito. precisamos mostrar que o controle de processo compreende três ações principais. Execução (D): as tarefas devem ser executadas exatamente como foi previsto na etapa anterior e coletar dados que serão utilizados na próxima etapa de verificação do processo. a segunda atua sobre as causas do não–atingimento das metas. O Ciclo PDCA é um método gerencial de tomada de decisão para garantir o alcance das metas necessárias à sobrevivência de uma organização. Tem como função mudar o nível de controle atual e alterar os procedimentos padrão de forma que o novo nível de controle seja alcançado. Ação corretiva (A): esta etapa atua no processo conforme os resultados obtidos. 3. 4.Estabelecimento da diretriz de controle é o planejamento da qualidade. caso a meta tenha sido atingida. que é conhecido também como . Verificação (C): o resultado alcançado deve ser comparado com a meta planejada. Planejamento (P): esta etapa possui dois focos. a educação e o treinamento no trabalho são essenciais. estabelecer metas e estipular o método para alcançá-las. 2.

página 04 Vamos tentar fazer um Diagrama de Causa e Efeito de uma instituição pública. devido à sua forma. tendo como objetivo analisar o fornecimento de um produto ou serviço. pessoas e informações do processo de medidas. Com esta ferramenta o chefe tem a possibilidade de verificar se há algum resultado indesejável de um processo. condições ambientais. um item de controle que não atinge o nível desejado. Podemos citar algumas categorias naturais para a estratificação de dados: equipamentos. . o Diagrama de Causa e Efeito é uma combinação dos elementos. Ferramenta de estratificação É o agrupamento da informação sob vários pontos de vista. insumos. ou seja. métodos ou procedimentos. Bem. equipamentos.Diagrama de Ishikawa ou Diagrama de “Espinha de Peixe”. de modo a focalizar a ação. material. operador e tempo. que será observada logo a seguir.

o estabelecimento de metas numéricas a serem alcançadas. dois efeitos ou uma causa e um efeito. podendo ser duas causas de um processo. Permite. Vamos verificar como é essa ferramenta? Diagrama de Priorização .página 05 Gráfico de Pareto É um gráfico em forma de barras verticais que dispõe a informação de maneira a tornar evidente e visual a priorização de temas. Diagrama de Dispersão É um gráfico utilizado para visualizar de forma eficiente o tipo de relacionamento existente entre duas variáveis. também.

entradas e saídas de um processo. atividade etc. página 06 A matriz de priorização fornece um método de focar a atenção de um grupo de trabalho sobre as principais opções antes de partir para o planejamento das atividades. desta forma. Esta ferramenta serve para organizar a seqüência de tomada de decisões. Os fluxogramas são ferramentas que servem para ilustrar de forma ordenada o conjunto de etapas. de modo que essas variáveis possam ser representadas por apenas duas ou três características gerais. conclusão Conclusão . estabelecer uma classificação numérica de prioridade entre um dado conjunto de opções. permitindo. Fluxograma ou Diagrama de Processo É o estudo da lógica de todas as possibilidades de ocorrência de eventos no caminho para se atingir a meta.Esta ferramenta processa as informações contidas em um conjunto de dados constituído por um grande número de variáveis. variáveis.

A Janela de Johari aula gravada em áudio JANELA DE JOHARI A Janela de Johari pode ser utilizada para melhorar as relações interpessoais.exercícios de autoavaliação . interpretar a figura abaixo. aula 10 . transformações e equipamentos que estão sobre a sua responsabilidade. . Precisamos saber quando a nossa auto–imagem difere daquela que os outros têm de nós e. agora. em seu grupo. Depois de analisarmos algumas ferramentas que podem ser utilizadas conforme a situação. mediante a conscientização da importância de dar e receber feedback. fica a seu critério a escolha mais apropriada. devidamente estruturada e visualmente documentada dos processos. realize as atividades localizadas no menu lateral: "Avaliação". Joseph Luft e Carry Inghan. que visavam realizar uma abordagem da personalidade humana através de suas relações. Foi criada em 1961 pelos Drs. No Módulo IV veremos com mais detalhes várias ferramentas gerenciais citadas nesta aula. Para que serve a Janela de Johari e quem a criou? A Janela de Johari é um instrumento prático que serve para analisar a maneira como um indivíduo se relaciona com os outros.Para que você assuma um papel ativo na melhoria contínua do funcionamento de seu trabalho é imprescindível que possua uma noção precisa. O termo Johari foi uma junção dos dois nomes: Joseph e Harry. Gestão . Apenas uma curiosidade! Vamos. podemos fazer uma auto–análise utilizando o recurso da “Janela de Johari”. assim.Módulo III Aula 9 Para efeito de sua própria autoavaliação.

em termos verbais ou não. Que tal irmos um pouquinho mais a fundo em cada quadrante da Janela de Johari? O “eu aberto” O “eu aberto” é o mais fácil de ser compreendido. O ser humano possui em sua natureza os aspectos de interpretar. existem pessoas mais sensíveis que outras. porém desconhecido pelos outros.. Pois como sabemos. uma característica. a fim de dar e receber feedback. uma habilidade.1. Exemplo: o dom de tocar algum instrumento. julgar. bastante interessante. ver-se como eles o vêem. Bem. vistas nas aulas cinco e seis. mas na verdade ele está ansioso para mudar de trabalho. de ser quem realmente somos. Porém. Por exemplo.O “eu desconhecido”: desconhecido por você e pelos outros. vamos dar continuidade ao assunto. não podemos esquecer que o normal é projetar para o exterior os nossos pensamentos e reações. página 03 O “eu cego” . divulgando seus próprios pensamentos. No caso do “eu aberto” elas são retratadas e não existem barreiras que possam disfarçar algum comportamento. O desconhecido é um nada dentro de você. E podemos verificar tais reações nas nossas palavras.. 2. 3. b) auto – exposição: consiste em dar feedback aos outros. o feedback precisa ser analisado de maneira racional. Não há dissimulação. não? Os dois principais elementos que necessitam análise na Janela de Johari são: a) a busca de feedback: está relacionado com a relevância de receber reações dos outros. sua agressividade. Por exemplo. aquilo que você sabe que tem e os outros também. Exemplo: ser uma pessoa educada. tendemos a encarar as nossas reações como algo normal. que na maioria dos casos. mas isso pode afetar outras pessoas. É justamente aquilo que você é e passa para os outros.O “eu cego”: é algo percebido pelos outros e desconhecido por você. O ideal é que tenhamos esse “eu” o mais aberto possível. conquistando as inteligências pessoais (intra e inter). tensão nervosa.O “eu aberto”: é o conhecido por você e pelos outros. sentir. embora sua vontade não tenha aflorado ou uma reação histérica sem que nem você e nem ninguém pudessem imaginar que um dia isso aconteceria. são caminhos jamais percorridos. Porém. ou seja. compreender. Podemos considerá-lo o “eu transparente”. Exemplo: Um indivíduo que aparenta estar trabalhando satisfeito. Muitas vezes o “eu oculto” é dissimulado. Temos coisas que se encontram escondidas nos recônditos da nossa alma e talvez jamais tenhamos conhecimento que existam.O “eu oculto”: conhecido por você. percepções e sentimentos de como o comportamento dos outros o está afetando. página 02 4. retratam ou traem o teor de nossas atitudes. precisamos confrontá-lo com reações de outras pessoas para verificar se devemos ou não mudar o nosso “eu” de maneira geral ou somente em relação à determinadas pessoas. gestos e atos. Normalmente. Ele também é conhecido como “arena”.

normalmente dão muito feedback. Todos pensam que você é uma pessoa calma. O “eu desconhecido” É simplesmente aquela característica. são vistas pelas pessoas com desconfiança por não arriscar emitir opiniões sobre nada. quando você o faz. porém vive a base de tranqüilizantes.jpg Quando um colega se decide a favor de um ponto de vista. O exemplo dado anteriormente. está sendo apenas firme. são pessoas vistas como confiáveis pelas outras. ao ser confrontado com uma ameaça grave de um vizinho arrogante. ele é cabeça-dura e. Por que será que quando o seu colega de trabalho não faz uma determinada tarefa ele é preguiçoso e quando você não faz é porque está muito ocupado (a)? Quando um colega do seu trabalho passa por você e não o cumprimenta ele é um dissimulado. Se você se identificou com alguma situação acima ou alguma semelhante. comportamento. Pessoas que possuem esse quadrante com muita evidência. sem esboçar muitas reações. Fonte: http://www.com/1/cromos/lupa. página 04 O “eu oculto” O indivíduo que é caracterizado por possuir o “eu oculto” é aquele que tem algo a esconder ou simplesmente não gosta que ninguém saiba o que se passa em sua vida. do funcionário que trabalha demonstrando satisfação e no fundo está insatisfeito com o que tem feito. é apenas distração. Em geral. Falam pelos cotovelos. porém “não se enxergam”. foi o melhor exemplo que achamos para explicar a você sobre o eu oculto.Vamos falar agora de um quadrante da Janela de Johari que requer mudanças. Vamos analisar mais uma situação do “eu oculto”. . atitude ou habilidade que nem você e nem outras pessoas sabem que têm. Vamos a um exemplo: um indivíduo pacato e tranqüilo que trabalha como voluntário numa instituição de idosos. mas não estão dispostos a ouvir ninguém. pega um revólver emprestado e comete um crime vicinal. não dão feedback. é necessário rever sua lente de aumento com relação aos defeitos dos outros e o seu ponto cego com relação aos seus. Pessoas que possuem essa janela muito aberta.juarezonline. mas em geral. apenas ouvem taciturnamente os outros. Quando o mesmo acontece com você.

vale ressaltar que o eu desconhecido. utilizando-se de uma técnica que chamamos de “sanduíche”. ao invés de colaboração. mas isso não autoriza confundir esses dois males. E mais ainda . página 05 Como fazer para sua janela se tornar cada vez mais aberta? A forma mais prática que se tem de migrar as janelas do “eu cego” e do “eu oculto” (já que a do “eu desconhecido” não tem uma receita). onde todo valor negativo deve ser precedido . ou seja. Assim. Mas o mesmo não acontece com feedbacks negativos. premia-se o triunfo a qualquer preço. Porém. O fato é que pode ter pessoas que sofrem de dor de cabeça e calos nos pés. Isso coloca o indivíduo em luta contra os que deveriam ser seus companheiros. e termina colocando novamente outra pitada de valores positivos. Esses quadrantes estão relacionados com aquilo que você é ou aquilo que as pessoas pensam e vêem em você. Muitos confundem o neurótico com o desequilibrado. pode magoar profundamente. Acontece que feedbacks positivos não há problemas algum para essa troca. é dando e recebendo feedback. Um valor negativo colocado em público pode vir a constranger a pessoa que o está recebendo.que nem ele imaginava que pudesse cometer. seus amigos e irmãos sociais e. antes de apresentar um valor negativo para outra pessoa. e. Um surto psicótico fez com que desencadeasse uma reação absolutamente imprevisível no seu comportamento. então? É a pessoa que vive de tal maneira que todos os problemas existenciais agregam-se de um padecimento provocado por um desequilíbrio ou desarmonia funcional do sistema nervoso. nem você e nem ninguém conhece. Além de não ser útil e nem eficaz para a sua mudança. eu cego. eu oculto e o eu desconhecido. Por isso a técnica “sanduíche” é recomendada. com o indivíduo que está descentrado na sua forma de pensar e sofre de manias. coloca-se uma porção de valores positivos nela. Acredito que podemos finalizar o tema Janela de Johari lembrando que a migração das janelas “oculta” e “cega” para a janela “aberta” se dá através de emissão e recepção de feedbacks. isso não impede que os neuróticos sejam desequilibrados e nem o contrário. Nem ele esperava por isso e nem os outros. O que é ser neurótico. os valores negativos devem ser dados individualmente para que não haja mágoas por parte de quem os estão recebendo. Porém. reduz-se potencialmente. depois apresenta cautelosamente os valores negativos que quer lhe dar. A técnica “sanduíche” é aquela que. ainda que em público.devem estar enquadrados na técnica “sanduíche”. Você é neurótico (a)? É impressionante como nos últimos tempos o número de pessoas que “sofrem dos nervos” tem aumentado. Esses devem ser dados em particular. Porém. ainda. conclusão Conclusão A Janela de Johari é dividida em 4 quadrantes: eu aberto. exalta-se a competição. o melindre que se tem na recepção de feedbacks negativos.

Gestão . em Avaliações". Enterprise Resource Planning BSC . Direção e Controle). disponíveis ao final de cada módulo.O. . Acesso pelo menu "Avaliação. botão Avaliações. Modulo IV Módulo IV aula 01 aula 02 aula 03 aula 04 aula 05 aula 06 aula 07 aula 08 aula 09 aula 10 CICLO PDCA . O acesso é pelo menu Avaliação.S.A .Balanced Socrecard aula 01 .P.T . caso em que ele enviará uma mensagem orientando-o nesse sentido. Para visualizar a correção.International Standartization Organization Supply Chain ."Plan-Do-Control-Action" (ciclo do Planejamento composto de: Planejamento. que serão corrigidos pelos tutores. Check e Act KAISEN C.exercícios de auto-avaliação .e concluído entre valores positivos.Cadeia de Suprimentos P.Plan.R.Prêmio Nacional de Qualidade E.Q. o Professor-Tutor pode solicitar que você reformule sua resposta. aula gravada em áudio . Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. Do.N. Avaliação Final de Módulo III Avaliação de módulo – São exercícios subjetivos.D.Q . Lembre-se de que caso seja necessário. clique na atividade pretendida no painel de desempenho. Espera-se que o aluno demonstre capacidade de análise e domínio dos temas estudados.P.C.Módulo III Aula 10 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. Organização.Controle da Qualidade Reengenharia Gestão do Conhecimento e do Capital Intelectual Família I.

No plano pessoal. Fazer. 03. O que você quer conseguir? Qual seu objetivo? Identifique as causas dos fatores negativos e elabore um plano de ação simples e consistente para atingir o objetivo. No caso de desenvolvimento de um sistema de informação. Plan (Planejar): Detectar um problema. a padronização e a documentação destes. planejar o que será feito. As análises e medições dos processos são relevantes para a manutenção e melhoria dos mesmos. mas sim sucessivas vezes. Vale ressaltar que o ciclo deve sempre começar com a definição de uma meta.ac. Tornou-se mundialmente conhecido ao aplicá-lo nos conceitos de qualidade no Japão. Bloqueie as causas do problema. As Etapas do Ciclo PDCA: 01. Verificar e Agir de controle de processos é o principal método da Administração pela Qualidade Total nas organizações.jp O PDCA é uma ferramenta aplicada não apenas uma vez em determinado processo. Veja se o bloqueio ao problema foi efetivo. executar o planejado conforme as metas e métodos definidos. página 02 02. treinar. Shewhart. Observe se existem diferenças entre o que planejou e o que fez e se a meta foi atingida. Foi desenvolvido na década de 30 pelo americano Walter A. esta atividade pode corresponder ao planejamento do sistema. contemplando o planejamento. . mas foi Deming seu maior divulgador. uma deficiência ou uma possibilidade de melhoria que leve a uma meta. Compare o resultado com seu plano. tal como uma linha de chegada. de forma continuada. implementar.CICLO PDCA . o que planejou. para que a mudança seja concretizada e possa levar a novas melhorias. para atingir o próximo momento. educar.Plan. Fonte: http://www. Executar): Faça exatamente o que planejou. Do (Fazer. estabelecer metas e definir os métodos que permitirão atingir as metas propostas. Do. Check e Act O que é? O método PDCA ou ciclo de Deming: Planejar. Tomar iniciativa.jpa. esta atividade pode corresponder ao desenvolvimento e uso do sistema. trabalha talentos e habilidades . No caso de desenvolvimento de um sistema de informação. Execute com fidelidade seu plano. Check (Verificar): Conferir se o que foi feito está certo. De acordo com o tipo de melhoria que se deseja obter. É essencial para o acompanhamento e a avaliação do ciclo. tendo disciplina para colocar em prática. Definir o que queremos. diversos indicadores para medir o desempenho podem ser criados nessa etapa.

Act (Agir): Verificar o resultado da etapa anterior. 04.ibiweb. análise das informações geradas e avaliação de qualidade do sistema. página 03 Fonte: www. implementações e continuidade do sistema.org/programs O Programa 5 S . esta atividade pode corresponder aos ajustes. assumir ações corretivas ou de melhoria. No caso de desenvolvimento de um sistema de informação.sakosta. esta atividade pode corresponder aos testes. atuar para que não se repita. preventiva (evitando futuros problemas) ou padrão (se tudo bem).gif Ou seja. Pense no tipo de ação que deve ser aplicada: corretiva (se houve problema). Se houver. Fonte: http://www.de/geschaeftsfelder/managmentsys/pdca. se a avaliação do desempenho dos processos na etapa anterior não for satisfatória. se há problema.No caso de desenvolvimento de um sistema de informação.

discos de computadores. incluindo computadores (inclusive discos internos) e periféricos A PADRONIZAÇÃO ou ambientação. materiais que se usa no dia a dia. quando pronunciadas em japonês (ou as equivalentes em inglês): página 04 As empresas que buscam melhorias da qualidade de vida no trabalho criaram no programa 5S uma base para o desenvolvimento dessa qualidade. padrões de arrumação. guardar as coisas e obedecer as regras. equipamentos ou ferramentas no local de trabalho. pois possibilita a identificação de defeitos. formando um todo único e simples que ajudam a encarar o ambiente de trabalho de uma maneira totalmente nova. inclusive discos de computadores. zelo. Aplica-se em tudo que há no local de trabalho: pastas. peças quebradas. A ARRUMAÇÃO ou sistematização. No Programa 5S. deixa cada coisa em seu lugar para pronto uso. O local de trabalho deve ser dividido em áreas de responsabilidade. condições padronizadas que clareiam a mente do funcionário e a disciplina necessária para realizar um bom trabalho. a limpeza. Aplica-se a todos os aspectos do ambiente do trabalho: mesas. A ORGANIZAÇÃO ou seleção. utilizando o Ciclo PDCA como suporte. conservação. ordenação. A . asseio. armários. mantém o estado de limpeza. dia após dia. utilização. Manter a arrumação do local de trabalho. etc. gavetas. higiene. facilitando ao próprio funcionário saber o que está certo e o que está errado. O material deverá ser enviado à área de descarte. classificação de materiais. o mesmo deve ocorrer com relação à organização da área de trabalho. A implantação dos 5Ss é conseguida por meio da operacionalização de cinco passos integrados. para manter somente o que é útil. A denominação "5S" é devido às cinco palavras iniciadas pela letra "S". Definir um lugar para as coisas. mantém tudo sempre limpo. vazamentos. etc. ferramentas. A LIMPEZA ou inspeção. liberação de espaço. onde cada um deve cuidar da sua área. gerando o descarte de coisas não necessárias. Limpeza é forma de inspeção. em equipe.O "Programa 5 S" é uma prática desenvolvida no Japão e ocidentalizada como "Housekeeping" (ou “cuidar da casa”). não só os aspectos de qualidade e produtividade devem ser delegados aos funcionários. gerando descarte dos itens sem utilidade. onde cada coisa tem que ter nome. que buscam fortalecer 5 Sensos. com seus respectivos diretórios ou pastas de trabalho. as áreas isentas de pó. armários.

limpeza.é um modelo mental muito simples. na trajetória para alcançar novos objetivos. O conjunto de práticas denominado 5S (organização. ventilação. medição para obter controle. Usar o PDCA de forma universal. higiene pessoal e tudo o que causar uma impressão de limpeza. padronização e reconhecimento de trabalhos bem feitos. A padronização busca manter os três primeiros Ss (organização. de forma natural e cotidiana. vestuário. arrumação. O importante é estabelecer prioridades que são interessantes e poderão se concretizar com empenho e confiança. conclusão Conclusão A conexão do final de um ciclo PDCA e o início do outro (Agir → Planejar) é o núcleo do desenvolvimento que permite atingir níveis superiores. mas seu ciclo completo exige muita fundamentação. contate o seu tutor por meio da Plataforma de Educação a Distância do ILB (menu "Comunicação" .padronização inclui outras considerações. Girá-lo de fato significa construir uma gestão baseada em etapas que caracterizam iniciativa e ação do gestor. O PDCA – PLANEJAR.exercícios de autoavaliação . padronização. educação.iluminação. harmonia.Módulo IV Aula1 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. análise e ações corretivas. A disciplina é a base de uma civilização. CONTROLAR E AGIR . Acesso pelo menu "Avaliação". calor. num processo de repetição e prática. que é a arte de fazer as coisas certas."Mensagem") ou por e-mail. aula 02 . Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. etc). diagnósticos. adquirir outra habilidade. Gestão . mudar determinado comportamento. arrumação e limpeza) de forma contínua. disciplina) surgiu no Japão e se firmou como um conjunto de boas práticas para garantir um ambiente de trabalho saudável e agradável. análise de cenários. para a melhoria contínua e eficiente dos processos empresariais ou individuais (falar outro idioma. A DISCIPLINA ou auto-disciplina. o mínimo para que a sociedade funcione em harmonia e o caminho para a melhoria do caráter das pessoas. execução de tarefas com registros de dados e fatos. alcançar um novo posto na empresa. fazer uma pós-graduação. formas. tais como: cores.Kaisen aula gravada em áudio . com uma melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores e aumento da produtividade. Ele está à sua disposição e pode ajudá-lo. DESENVOLVER. como forma de criar bons hábitos. É praticar e praticar para que as pessoas façam a coisa certa naturalmente. treinamento e desenvolvimento. Em caso de dúvidas.

ajudando a eliminar diferenças entre os lucros-alvo (orçados) e os lucros estimados. A argumentação de Sakurai (1997) é de que o custo kaizen é utilizado no processo de manufatura para obter e manter o nível de inovação (ou seja. Nas Organizações Em muitas organizações já há grandes esforços.JIT.com O objetivo ideal deste processo é atingir defeito zero. Em seu primeiro livro. custeio kaizen significa manter os níveis correntes de custo e trabalhar sistematicamente para reduzir os custos a valores desejados. O conceito de Kaizen. Porém alguns interpretam o kaisen como "gambiarras".kaisen. a tradução que expressa melhor o significado da filosofia é "Melhoria Contínua". quando ocorrem mudanças drásticas. ao invés de altos investimentos para seu crescimento de tempos em tempos. sempre emergindo. “Total Quality Management” . diz respeito a atitudes de "bom senso" que exigem baixos investimentos e envolvem toda a organização. bem como mudanças na estrutura gerencial. provocadas pela introdução de novas tecnologias e/ou por investimentos em novos equipamentos envolvendo custos acumulados por aperfeiçoamentos contínuos. Imai comenta os conceitos de kaizen e os insere no contexto da Qualidade Total. O objetivo do custeio kaizen é buscar a redução de custos em todas as etapas da manufatura. ações e programas de Melhoria Contínua. Propõe a empresa. já que os pequenos investimentos diários fazem com que a lucratividade acompanhe o ritmo. Mas. custeio kaizen é um método para gerenciar melhoramentos contínuos de custos por meio de uma equipe interfuncional orientada para resolver problemas com foco no cliente.transcontinental. investimentos pequenos e gradativos diariamente. Um sistema de custo kaizen abrange o sistema contábil administrativo da empresa e seu programa de atividades kaizen no nível de chão de fábrica (“Just In Time” . editado em 1988 e publicado pelo IMAM. negócios e operações). Kaisen é a denominação japonesa para o processo de contínuo melhoramento dos níveis de qualidade de uma organização.). . manter os padrões atualizados sobre tecnologia. O retorno se torna melhor.TQM. Segundo Mondem (1999). Porém. idealizado por Masaaki Imai.promove um certo benefício para os usuários. página 02 Fonte: http://www.Conceito Kaisen é uma palavra japonesa que significa: "Kai" = Mudar e "Zen" = Para Melhor. Cooper&Slagmulder (1997) afirmam que custeio kaizen é uma aplicação de técnicas kaizen para reduzir custos dos componentes e produtos por um montante pré-estabelecido. Para Ansari (1995). qual é a ligação do kaisen com a "gambiarra"? Não se pode negar que é uma melhoria que: . etc.

dificuldade em encontrar os materiais estocados. não é contínua. para que possa criar novas alternativas para reduzir os custos.contrafluxo de materiais.exige baixo investimento. Quando se começa um processo de Kaisen numa organização. Já o custeio kaizen objetiva a busca constante de reduções de custo em todas as etapas da produção. pelos próprios usuários. O grande problema é que essas "gambiarras". é necessário que a liderança esteja preparada para mudanças. é preciso usar a cabeça.esica. Não basta trabalhar com os braços duramente. No custeio kaizen. . . . por deficiência no endereçamento. ele tem suas limitações para custeio de produto.normalmente usa-se o "bom senso". página 03 Nos processos logísticos existem perdas como: . conforme análises de Kaplan&Cooper.os itens mais usados sem estar no mais fácil acesso.é a redução de custos dos processos.é praticada. de forma a pensar numa maneira de trabalhar mais inteligente. de provisórias passam a ser definitivas. nota-se que o pessoal operacional é chamado de "mão-de-obra". embora seja uma melhoria. Kaisen poderia ser entendido como uma "gambiarra". a força de trabalho é investida de poder. Normalmente. carrega muito peso ou até chega a se acidentar. . Portanto.é rapidamente implementada. Essas reduções de custos se conseguem através de uma análise do processo. transformando-os em "cabeça-de-obra". seguida de sucessivos aperfeiçoamentos.não exige nova tecnologia. como de quem caminha muito pela empresa..má localização dos itens. Fonte: www. . tornando-a cada vez melhor. . Isso significa que precisamos pensar um pouco para resolvermos problemas ergonômicos. Com isso. . controle gerencial e aprendizado.com . O pessoal começa a dar sugestões de melhoria. nas empresas brasileiras. Um dos principais resultados que se atinge com a Melhoria Contínua – Kaizen . Custeio Padrão x Kaizen Apesar do sistema de custeio padrão propiciar redução de custos pela análise das variações entre o custo real e o orçado. . mas superá-lo. o objetivo não é alcançar o padrão.longa distância entre a área de armazenagem e a área de utilização. mas no Kaizen é criado um mecanismo que estimula a participação de todos. na maioria das vezes.

página 04 Exemplos de diferenças conceituais e de procedimento: conclusão Conclusão .

T . de função e engenharia de valor. em Avaliações. muitos pensadores ocuparam-se desse assunto. baseia-se na análise de valor. é uma palavra que faz parte do dia-a-dia e desempenha um papel importan-te em todos os tipos de organizações e em muitos aspectos da vida das pessoas. Como reflexo e testemunho dessa importância. Algumas conclusões podem ser apontadas: a emergência para se estudar os melhores métodos de gerenciamento japonês. destacamos: .php Entre as muitas definições para a idéia da qualidade. A empresa que adotar tais métodos deverá fazê-lo dentro de um processo de mudança cultural (do individual para o coletivo). Gestão . Segundo Maximiano (2000). Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. Por isso. a idéia de qualidade tem uma história muito antiga. O processo de redução de custos kaizen inicia-se no processo de planejamento e controle do lucro e não dos custos. mais do que nos indivíduos. Acesso pelo menu "Avaliação". Apenas de alguns anos para cá é que se intensificaram os estudos dos métodos de custeio japonês.Q. Fonte: www. O custeio padrão tem sua utilização limitada e ganha nova dimensão. quando utilizado no processo de custeio kaizen. É necessário evoluir para sistemas de custeio voltados para a inovação. Dos filósofos gregos (que pensaram na idéia da excelência) aos chi-neses.C.Módulo IV Aula 2 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos.Controle da Qualidade Total aula gravada em áudio CONTROLE DA QUALIDADE TOTAL História da Qualidade Não se pode falar em Controle da Qualidade Total sem antes pesqui-sar o que significa “Qualidade”.offoffoff. tais como o custeio-alvo e o custeio kaizen.exercícios de autoavaliação .com/film/2003/moderntimes.O tema é relativamente novo para o Brasil. pois o custeio kaizen tem foco nas equipes. aula 03 . permitindo a adaptação às mutações do ambiente econômico. dos renascentistas aos engenheiros e fabricantes da Revolução Industrial.

que utiliza e produz grandes quantidades de peças virtualmente i-dênticas. Fonte: www. Da busca de soluções para o problema da uniformidade exigida pela fabricação massificada.br/autosantigos/images/ . inspirou os estudos dos primeiros especialistas da qualidade industrial.com. Desse ponto de partida. nasceu o controle estatístico da qualidade. até chegar à administração da qualidade total da atualidade. Para os engenheiros e industriais do início do século XX.página 02 Na Administração.copiadorasatelite. a administração da qualidade passou por diversos estágios. o enfoque da qualidade surgiu para resolver inicial-mente o problema da uniformidade. A expansão da produção de mas-sa. qualidade era sinônimo de identidade.

Agora. página 03 Portanto. Ou seja. seleciona-se por amostragem uma certa quantida-de para inspecionar. Essa mudança de filosofia significa a evolução para a era da qualidade total. nos supermercados e no comércio de produtos arte-sanais. que se baseia na amostragem. alcançou a fabricação artesanal na passagem do século XIX para o XX e está presente até hoje em muitas modalidades de produção utilitária ou artística. a história da evolução do controle tradicional da qualidade tem três períodos. Nos primórdios da indústria moderna. sempre se praticou alguma es-pécie de controle da qualidade. a ênfase desloca-se para o sistema da qualidade. filosofias ou eras principais: a era da inspeção. qualidade é uma questão sistêmica. A Era do Controle Estatístico Com a ascensão da grande empresa industrial e da produção massifi-cada. garante-se a quali-dade dos produtos e serviços. que atendessem suas próprias exigências estéticas ou que impressionassem positivamente os clientes. tornou-se impraticável inspecionar a totalidade dos produtos que saíam aos milhares das linhas de montagem. a era da qualidade total. a qua-lidade não diz respeito apenas ao produto ou serviço. a inspeção era feita pelo próprio artesão. que em . A qualidade é uma preocupação de todos os funcionários e abrange todos os as-pectos da operação da empresa. Por causa disso. Shewhart. No estágio seguinte. Essa mentalidade influenciou desde os gregos até o Re-nascimento. que tinha interesse em fa-zer produtos segundo especificações rigorosas. Em lugar de inspecionar todos os produtos. A Era da Inspeção Desde antes da Revolução Industrial. O pioneiro da aplicação da estatística ao controle da qualidade foi Walter A. A inspeção do produto continua sendo praticada pelos consumidores nas feiras livres. o contexto tornou-se favorável ao surgimento do controle estatístico da qualidade. As propriedades dessa amostra podem então ser estendidas ao lote do qual foi extraída. nem é uma responsabilidade apenas do departamento da qualidade. Garantindo-se a qualidade do sistema. com a finalidade de encontrar o que melhor atende suas ne-cessidades e interesses. dos Laboratórios Bell.Na era da inspeção ou do controle estatístico. a ênfase está na quali-dade do produto ou serviço. a era do controle estatístico e a era da qualidade total ou qualidade as-segurada.

Feigenbaum apresentou em 1961 uma versão evoluída das proposições publicadas 10 anos antes. nem o pes-soal de marketing ou a alta administração. disse que a melhoria da qualidade era o caminho para a prosperidade. entidade privada e sem fins lucrativos que se tornaria o centro das atividades de controle da qualidade naquele país. ferramentas e métodos de produção. foi criada a JUSE . através do aumento da produtividade. página 04 A Era da Qualidade Total A evolução dos conceitos não parou. compra e retém fornecedores de peças e materiais. 6. que deveria sobreviver com a exportação de produtos. engenharia. que Feigenbaum enumerou em oito: 1. da redução de custos. fabricação e manutenção do produto ou serviço que satisfazem as expectativas do cliente”. Edwards Deming para ministrar um curso de estatística. pois com o fim da Segunda Guerra Mundial. tornou a qualidade uma obsessão nacional. As idéias de Feigenbaum a respeito do TQC tiveram grande repercus-são. marketing: avalia o nível de qualidade desejado pelo cliente e o custo que ele está disposto a pagar. 7. 4. mas muitas outras técnicas e conceitos de administração da qualidade. a JUSE convidou Dr. desenvolveram técnicas de amos-tragem. engenharia de processo: escolhe as máquinas. todos os estágios do ciclo industrial. Dois colegas de Shewhart. A idéia do TQC tinha como pedra fundamental uma definição de qua-lidade em que o interesse do cliente era o ponto de partida: “A quali-dade quem estabelece é o cliente e não os engenheiros. à qual deu o nome de controle da qualidade total (TQC – Total Quality Control). Dodge e Roming. da conquista de mercados e da expansão do emprego.Union of Japanese Scientists and Enge-neers (Sindicato dos Cientistas e Engenheiros do Japão). Este re-lativo desinteresse mudou rapidamente quando se descobriu que o Japão tinha prestado atenção e colocado em prática não apenas essas idéias. O fato de o Japão ser um país. com poucos recursos natu-rais. (1983) A qualidade total abrangeria assim. expedição: responsável pelas funções de embalagem e transpor-te. no caso de produtos. 5. 2. Em reunião com dirigentes das principais empre-sas do Japão. embora sua adoção não acompanhasse o mesmo ritmo. Em 1946. suprimentos: escolhe. engenharia: transforma as expectativas e desejos do cliente em especificações.1924 preparou o primeiro rascunho da carta de controle. produção: a supervisão e os operadores têm uma responsabilida-de importante pela qualidade durante a fabricação. Seus estudos constituem o núcleo da maioria das técnicas estatísticas de controle da qualidade que são usadas até hoje. inspeção e testes: verificam a conformidade do produto com as especificações. instalação e assistência técnica (serviço): a instalação e assis-tência técnica corretas ajudam a garantir o funcionamento correto do produto. Em 1950. a indústria precisava atender a uma crescente necessidade de bens de consumo. A qualidade de um produ-to ou serviço pode ser definida como o conjunto total das característi-cas de marketing. página 05 A responsabilidade dos gestores começava na identificação das ne-cessidades do cliente ou consumidor e prosseguia . 3. W. paralelamente. 8.

permanecer no mercado e criar empregos. Agir no sentido de concretizar a transformação.pelos diversos es-tágios da transformação de insumos. Os 14 Princípios do Método Deming 1. 13. . 11. deve-se procurar minimizar o custo total. do Prêmio Deming de Qualidade. Adotar a nova filosofia. A década de 1970 testemunhou a expansão da economia japonesa e sua penetração nos mercados ocidentais. Essas exortações apenas criam relações hostis. já que a principal causa da má qualidade e má produtividade é o sistema. Deming publicou o livro Quality – productivity and competi-tive position. assumir suas responsabilidades e assumir a liderança da mudança. A importância de Edward Deming fica clara com a criação no Japão. até chegar como produtos ou serviços ao mesmo cliente. Eliminar as cotas numéricas no chão de fábrica. Ao in-vés disso. em 1951. de maneira coercitiva. especialmente através das indústrias eletrônica e automobilística. Cessar a prática de comprar apenas com base no preço. A transformação é o trabalho de todos. 3. Eliminar as barreiras entre os departamentos. deve agir como equipe. conforme vimos na Aula 9. 9. pois tinha como alicerce – a predominância do cliente. para antecipar problemas na produção e na utiliza-ção que possam afetar o produto ou serviço. Poucos anos depois a qualida-de dos produtos japoneses já começava a ameaçar fabricantes tradi-cionais. dessa ma-neira. pedindo zero defeito e níveis mais altos de produtivida-de. prestaram atenção e puseram em prática o que ele disse. A responsabilidade dos supervisores deve mudar dos números para a qualidade. num relacionamento de longo prazo fundado na lealdade e na confiança. 14. Melhorar sempre e constantemente o sistema de produção e serviço. 7. é o Método Deming. É preciso desenvol-ver um fornecedor único para cada item. 6. 4. o primeiro do mundo nes-ta área e batizado em sua homenagem. a importância da mentalidade preventiva e a necessidade do envolvimen-to da alta administração. Eliminar slogans. para melhorar a qualidade e a produtividade e. o qual encontra-se além do alcance da força de trabalho. que apresenta um método para a administração da qua-lidade. de projeto. exortações e metas exageradas para os empregados. Iniciativas semelhantes só surgiram em 1987 com criação do Prêmio Malcolm Baldrige nos EUA (após 36 anos) e do Prêmio Europeu de Excelência em Qualidade na Comunidade Econômica Européia (CEE) em 1991. Deve-se eliminar a necssidae de inspeção em massa construindo a qualidade junto com o produto desde o começo. Em 1982. Os japoneses ouviram. A visão é sistêmica. Instituir o treinamento no serviço. Acabar com a dependência da inspeção em massa. Afastar o medo. reduzir constantemente os custos. de vendas e de produção. Instituir a liderança. 2. Numa nova era econômica. 5. 12. para que todos possam trabalhar eficazmente pela empresa. Estabelecer a constância do propósito de melhorar o produto e o serviço. 10. Quem trabalha nas áreas de pesquisa. Remover as barreiras que impedem ao trabalhador sentir orgulho pela tarefa bem-feita. do Módulo I. a administração deve despertar para o desafio. 8. com a finalidade de a empresa tornar-se competitiva. que compreende 14 princípios. Eliminar a ad-ministração por objetivos. Instituir um sólido programa de educação e auto-treinamento.

Ishikawa. . Shewhart e Juran.página 06 Alguns dos responsáveis pelo desenvolvimento dos princípios e das técnicas da qualidade total são: Feigenbaum. Deming.

Entretanto. Isso pode incluir melhorar qualquer coisa desde os produtos da empresa até seus métodos de produção ou até as maneiras como se administram as pessoas. mas a Qualidade Total focaliza o cliente como sendo o vetor das suas ações em busca da qualidade. faça das melhorias contínuas um assunto diário. desenvolva trabalho de equipe. Isso ocorre porque são elas mesmas que es-tabelecem o ritmo das tendências visando superar a si mesmas. escute e aprenda com seus clientes e colaboradores. trabalham não por objetivos individuais. uma grande quantidade de técnicas têm por princípios gerais: faça certo da primeira vez para eliminar retrabalhos custosos. . mas sim imbuídos de uma visão sistêmica e grupal. conclusão Conclusão A filosofia da Qualidade Total inspira as pessoas por toda a empresa a constantemente aperfeiçoar tudo o que a empresa faz. confiança e respeito mútuo.O Controle da Qualidade Total ainda está evoluindo. As empresas trabalham para estar à frente da concorrência.

qualidade. práticas e atividades existentes para.Reengenharia aula gravada em áudio REENGENHARIA Por vezes. ou melhor. em seguida. Tem o objetivo de rever e se necessário. Conceito Reengenharia é um esforço organizado que é conduzido de alto a baixo em uma companhia. Assim. Essa reinvenção tem como objetivo otimizar a posição competitiva da organização. é automatizar os processos de trabalho da forma como estão projetados. reconstruindo a empresa e revisando seu modo de fazer negócios. página 02 .exercícios de autoavaliação . redesenhar seus recursos de maneira inovadora. reformular completamente seus principais processos de trabalho. por exemplo. a reengenharia é um dos mais populares. precisam reinventar para conseguir um salto quantitativo e qualitativo em seu desempenho. as empresas precisam mais do que mudar. Hammer aplica o verbo to reengineer (sem equivalente em português – ficaria “reengenheirar”. desafiando suas doutrinas. aula 04 . O que ele chamou de reengenharia já vinha sendo praticado por empresas e consultores. Nesse texto. em processos que integram as funções departamentais. seu valor para os acionistas e sua contribuição para a sociedade. No entanto. Mais do que melhorar as coisas simplesmente consertando-as. Hammer afirma que a tecnologia da informação tem sido usada de forma incorreta pela maioria das empresas. se fosse traduzido literalmente) com o sentido de reformular a maneira de conduzir os negócios. O que elas deveriam fazer. em Avaliações. Hammer teve o mérito de criar um nome para vários esforços de aprimoramento de processos. Michael Hammer e James Champy vêem a reengenharia como o “repensar e o reprojetar”. Henry Ford. é reprojetar os processos. Fazer a reengenharia é reinventar a empresa. que divulgou suas idéias inicialmente no artigo “Promovendo a reengenharia do trabalho: não automatize. a idéia básica de reengenharia é o redesenho dos processos. de forma a conseguir melhorias anormalmente expressivas no que diz respeito ao aumento da produtividade. O autor e disseminador desse conceito é Michael Hammer. aperfeiçoar-se e aprender. antes de tudo. realize as atividades localizadas no menu lateral: acesso pelo menu "Avaliação". geralmente. De todos os novos conceitos de administração. O objetivo é atingir grandes aperfeiçoamentos nas mensurações críticas de desempenho e custo. inovação e velocidade. de reconstrução dos mesmos. destrua” (Harvard Business Review. Hammer não inventou a reengenharia.antes que o artigo fosse publicado. a reengenharia constitui o processo de iniciar tudo do zero.Módulo IV Aula 3 Para efeito de sua própria autoavaliação. processos fundamentais de todo o mundo dos negócios. July/Aug. à qualidade dos serviços ou produtos e à eficácia do atendimento ao cliente. é freqüentemente citado como um dos principais “reengenheiros”. 1990). O que elas fazem.Gestão .

um processo toma um determinado insumo e o transforma para criar um resultado. . . começando pelos insumos do produto e terminando com os produtos finais e os clientes. O importante é enxergar o processo e não a estrutura organizacional. a estrutura funcional e hierárquica deixa de ser enfatizada. portanto. podem ser desmembradas em cerca de 20 processos principais. ligadas entre si. Conseqüentemente. . que se encontram na maioria das empresas. a palavra processo tem importância fundamental.serviço de vendas pelo correio.gerenciamento de pedidos (desde o preenchimento até o recebimento). Adotar a perspectiva do processo significa adotar o ponto de vista do cliente. passaram pela reengenharia nos últimos anos. incluindo Kodak. e que ocorrem naturalmente na operação diária da empresa.desenvolvimento de produtos (desde a identificação da necessidade do novo produto até a apresentação do protótipo). Portanto. . que envolve toda a organização. . Os processos são a estrutura de trabalho por meio da qual a organização faz o necessário para produzir valor para seus clientes. A maioria das empresas. . uma ordenação específica das atividades de trabalho no tempo e no espaço. mesmo as muito grandes e complexas.Processo Dentro da reengenharia. Centenas de grandes empresas. com começo. melhorando a qualidade das matérias-primas e outros insumoschaves. assegurando que cada processo de transformação adicione valor ao produto e também monitorando a satisfação no mercado. uma medida importante de um processo é a satisfação do cliente com o resultado desse processo. Um processo é. Alguns dos processos mais comuns. fim e inputs e outputs claramente identificados: uma estrutura para a ação. Um processo é um conjunto de atividades.administração de suprimentos.gerenciamento de informações. bem como muitas empresas pequenas. são os seguintes: .administração de recursos humanos (desde o planejamento de mão-de-obra até o desligamento). A reengenharia adota uma perspectiva de sistemas. página 03 A perspectiva do processo implica a visão horizontal do negócio. Bell Atlantic e Taco Bell.

Requer um conjunto de valores inteiramente novos.página 04 Nova Perspectiva A reengenharia requer uma perspectiva completamente diferente da prática da administração tradicional. conforme descrito na tabela abaixo: .

O processo decisório passa a fazer parte das atividades operacionais. Embora os processos sejam seqüenciais. os processos passam a ter mais de uma versão. Às vezes. os processos que passam pela reengenharia apresentam os seguintes pontos em comum: Várias atividades. resultando em menores esperas. Sempre que possível. sob responsabilidade de um “funcionário do assunto” ou “funcionário do processo”. sempre há atividades que podem ser programadas para ocorrer simultaneamente. antes distintas. porque a mudança dos processos comprime verticalmente a organização. reduzindo o tempo de execução. Os trabalhadores passam a tomar decisões. a responsabilidade é de uma “equipe de processo”. melhores respostas aos clientes e maior poder para os trabalhadores. Às vezes. De acordo com Hammer e Champy. menores custos indiretos. são conjugadas e combinadas numa só. A diversidade de mercados e clientes pode exigir que um . os passos do processo são feitos em paralelo. Procure saná-las logo que apareçam .página 05 Não acumule dúvidas. quando o processo é longo.

possibilita às unidades organizacionais operar como se fossem completamente autônomas. O “gerente de processo” proporciona um ponto de contato único. que assumam maiores responsabilidades. Usar “gerentes de processo” é outro ponto em comum aos projetos de reengenharia. A reengenharia. “trabalhadores do conhecimento” altamente educados e orientados tecnicamente. A reengenharia reduz o número de pontos externos de contato. A reengenharia deixa o foco de “ficar melhorando as coisas” .Módulo IV Aula 4 Para efeito de sua própria autoavaliação. Está previsto que a empresa média será muito menor que as grandes corporações do passado. o objetivo de um negócio será menos fazer um produto físico e mais prestar um serviço. “quebra tudo” e recomeça um processo inovador e criativo. os processos “reengenheirados” integram o trabalho que é realizado em unidades organizacionais independentes. Minimiza-se o esforço de conciliação. por meio da agregação dos controles locais em sistemas mais abrangentes. São comuns as operações híbridas do tipo centralizadas e descentralizadas. por meio da tecnologia da informação.mesmo processo tenha diferentes versões para atender a diferentes necessidades. e sejam responsáveis pelo resultado dos negócios. corram riscos.exercícios de autoavaliação . aula 05 . Gestão . o trabalho tornar-se-á menos rotineiro e previsível e irá requerer aprendizado constante e pensamento complexo. Reduzem-se os controles e verificações. Ela deixa de lado as estruturas rígidas da departamentalização funcional e age com os olhos voltados para os processos organizacionais. da Unidade 1.Gestão do Conhecimento e do Capital Intelectual aula gravada em áudio GESTÃO DO CONHECIMENTO E DO CAPITAL INTELECTUAL Conhecimento . A reengenharia foi derivada da departamentalização por processos. O trabalho passa a ser executado no local onde faça mais sentido. O “gerente de processo” age como responsável pelo processo todo perante o cliente. Conciliação é o processo de uniformizar valores e informações oriundas de pontos externos de contato. conforme vimos na Aula 7. e os empregados terão mais independência que os trabalhadores do passado e será esperado que eles saibam mais sobre todo o negócio. O “gerente de processo” age como responsável pelo processo todo perante o cliente.aos projetos de reengenharia. Característica mais marcante. conclusão Conclusão A adoção da reengenharia aponta para novas tendências durante o século XXI. substituirão os empregados da produção como uma “elite do trabalho”. em Avaliações. realize as atividades localizadas no menu lateral: "Avaliação".

geocities. não sendo desconhecido o fato de que.jpg página 02 Tecnologia e Informação Tanto a tecnologia como as informações são ferramentas para o sucesso da administração. implementar o processo de mudança organizacional.edu/mshs/images/tech-res. avaliação e decisão sobre alternativas e avaliação de resultados.br/centropis/cerebro. utilizar sistemas de informações gerenciais. sendo necessário.com.mayo. Fatores preponderantes do processo de globalização como competição. Fonte: http://www. Por que.A gestão do conhecimento. investir em inovações tecnológicas. configuram recurso básico na definição de rumos e objetivos da empresa – fixação de estratégias e políticas. notadamente nos campos da informação e das telecomunicações. também chamada por alguns autores de gestão do capital intelectual. mais facilmente poder-se-ia triunfar e sobressair perante os demais. e da necessidade de compartilhá-lo como a grande chave para vantagens competitivas e sucesso empresarial? Entre os vários fatores que poderiam explicar esse movimento estão: as mudanças na Economia global. A utilização da Tecnologia da Informação é parte integrante do processo de transformação das organizações. a conhecida globalização. principalmente pela união das telecomunicações com a informática. utilizar o conhecimento como recurso estratégico e capacitar as pessoas para adaptação à nova realidade. portanto. A crescente internacionalização dos mercados e das Economias tem produzido efeitos surpreendentes em muitos âmbitos. pois ao longo da história mundial os homens que se encontravam na vanguarda do conhecimento. sempre estiveram em destaque. Fonte: http://www.jpg Sua importância não é uma descoberta nova. menores ciclos de vida de produtos e mudanças tecnológicas fazem com que a administração tenha papel fundamental na obtenção de sucesso ou fracasso de uma organização dentro desse ambiente. então. . os empresários. demanda por qualidade. possuindo conhecimento. a preferência por organizações enxutas e o espetacular avanço da tecnologia. consultores e acadêmicos cada vez mais vêm falando do conhecimento como o principal ativo das organizações.yahoo. está entre os temas mais discutidos atualmente.

mediante uma carreira que privilegie não apenas o simples desempenho de funções mecânicas. visualizar as organizações migrando do velho modelo. O conhecimento é criado apenas pelos indivíduos e a eles pertence. por sua vez. e transformá-los em novas tecnologias e novos produtos. criar novos conhecimentos. emoções. normas. no qual os insumos entravam numa espécie de caixa-preta e dela originavam-se os produtos finais. proliferação de tecnologias. disseminá-los por toda a organização. Mudanças Vivemos um tempo de mudanças contínuas. Essas atividades definem a empresa “criadora do conhecimento”. numa época de desafios cada vez maiores. para o desenvolvimento de competências que garantam tanto o sucesso da organização quanto seu sucesso e felicidade pessoal. dos relacionamentos e dos processos. A Educação Corporativa. com participação direta da tecnologia da informação como elemento de apoio. transmitido ou armazenado. na capacidade de relacionar informações estruturadas e não estruturadas com regras constantemente modificadas e aplicadas pelas pessoas na empresa. registrado. portanto. as empresas de sucesso são aquelas que conseguem. na conversão do conhecimento tácito em explícito.um dos quais o acirramento da concorrência e a necessidade de manter vantagens competitivas sustentáveis. página 03 De acordo com Nonaka e Takeuchi.. etc. Pode-se. portanto. A Gestão do Conhecimento reside. como a experiência e o conhecimento tácito das pessoas. Trata-se. e por isso. As organizações enxutas que emergiram dos processos de adoção indiscriminada de novas tecnologias (e terceirizações não planejadas) em muitos casos fizeram ver que a redução generalizada de custos redundasse em perdas de grandes valores. valores ou ideais dos indivíduos. fundamentalmente. é aquele contido e decorrente das ações. em que o conhecimento é a maior alavanca de riquezas em todas as áreas. “Numa Economia na qual a única certeza é a incerteza. manuais. O conhecimento tácito. basicamente. os produtos e serviços transformam-se em agregados de idéias e o valor dos ativos intangíveis supera em muito os valores dos ativos financeiros. 1991). da preparação da pessoa. vista como cidadão e trabalhador. vídeo e teleconferências. experiências. mas também o desenvolvimento de um trabalho que tenha sentido e do qual o trabalhador se orgulhe de estar participando. como as redes globais e internas. "Se a taxa de mudanças dentro da empresa for menor do que a taxa das ocorridas fora da mesma. portanto. e requer a distinção apresentada por Polanyi entre os dois tipos de conhecimento existentes nas organizações: o conhecimento explícito e o conhecimento tácito. Nesses tempos de grandes mudanças de mercado. e. a única fonte de vantagem competitiva é o conhecimento” (Nonaka. ou está. Jack Welch Educação e Mudança . multiplicidade de competidores e produtos tornando-se obsoletos rapidamente. a essência para a criação efetiva do conhecimento organizacional está. O conhecimento explícito é aquele que pode ser. e pode ser facilmente processado. o fim está à vista”. que trata exatamente de uma nova visão da educação profissional não mais apenas como preparação pontual para o desempenho de determinadas tarefas. com consistência. A diferenciação passa a vir do conhecimento. seu aprendizado assume papel fundamental. os sistemas integrados. uma organização não pode criar conhecimento sem as pessoas – o que pode é apoiar as pessoas criativas e prover contextos para que estas gerem conhecimento. A conjunção das tecnologias de informática e telecomunicações tornou viável um grande número de atividades antes sequer imaginadas. entre tantas outras. A busca da melhoria do desempenho organizacional dentro desses enfoques faz-se por meio de um elemento fundamental – a informação – cuja gestão é ponto fundamental na gestão do conhecimento. seja em computadores. cujo principal negócio é a contínua inovação. para um modelo dinâmico que reconhece a força do material intelectual.

A realidade. com o individualismo das sociedades capitalistas liberais. 1997). ao lado do trabalho. a única fonte segura de vantagem competitiva duradoura é o conhecimento” (Nonaka.org/unraveling/07. 1989). atualizadas e no tempo certo. . principalmente em função do avanço tecnológico que permite.Ao conceber os quatro pilares fundamentais da educação do futuro. O abandono de nossa transcendência.htm São modelos que visavam um mercado pouco exigente e operam. E. entre nossas motivações materiais de sobrevivência e nossas motivações espirituais de transcendência.alzheimers. a Unesco. por meio do Relatório Delors. Fonte: www. pelo qual pode-se visualizar a organização como um conjunto de eventos interligados em um mesmo esquema. que caracterizou boa parte da ciência e da filosofia da modernidade. página 04 O Processo de Mudança Vários modelos administrativos em execução nos dias de hoje ainda são um conjunto de princípios estabelecidos há praticamente dois séculos. coloca quatro perguntas fundamentais: Como Aprender a Fazer? a Conhecer? a Ser? e a Conviver? O encontro entre a aprendizagem e o trabalho está baseado no duplo diálogo entre o conhecer e o fazer e entre o ser e o conviver. que determinam como diferencial competitivo das empresas suas estratégias de qualidade (conformidade). brindou-nos de um lado com o totalitarismo das utopias estatizantes e. naturalmente. aplicadas em conjunto. É importante ressaltar o papel da tecnologia da informação nesse ambiente competitivo. rever canais de distribuição. e a serem desenvolvidas adequadamente se tiverem como base informações com qualidade. O próprio pensamento de Max Weber já refletia sobre a mudança de foco das organizações. por exemplo. do outro. reestruturações e menor lucro operacional. desde que bem utilizado. Existe hoje a necessidade de “reinventar” as organizações. a serem. tudo gira em torno das expectativas dos clientes. a riqueza é o conhecimento. Os antigos princípios não valem mais. com a aplicação do raciocínio sistêmico. é outra. comunicações. efetivarmos as mudanças necessárias em face do novo panorama de mercado. O aspecto importante a ser ressaltado é a utilização do conhecimento como recurso estratégico: “Nunca Economia na qual a única certeza é a incerteza. precisamos também nos questionar sobre o novo papel da educação na vida de cada um de nós. A natureza instrumental das organizações permanece. pois no século XXI a capacidade de trabalho dependerá cada vez mais de um processo contínuo de aprendizagem. hoje dominantes. mas com seu efetivo auxílio. precisamos de uma clara noção do papel que o trabalho representa em nossa vida. e os componentes determinantes do cenário do mercado são avanços tecnológicos. Ao repensarmos as organizações no contexto de uma Economia na qual o conhecimento passou a representar o ativo de produção mais importante. quando afirmava termos “o mercado como a mais eficiente configuração para o fomento da capacidade produtiva de uma nação e para a escalada de seu processo de formação de capital” (apud Guerreiro Ramos. Na Era da Informação. tempo (velocidade) e custo. no entanto. em linhas de produção para um mercado de massa – nos quais a preocupação era produzir. mas reafirma-se a chave para a produtividade – o conhecimento. limitações de capital. aumentar a capacidade de produção. ou seja. globalização. assim como a eliminação de empregos. conseguindo com que o processo de transformação organizacional ocorra não por causa da tecnologia.

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Mudar é Preciso
Algumas mudanças são inevitáveis, mas é importante reconhecer que muitas forças agem no sentido de manter uma organização num estado de equilíbrio. As forças contrárias à mudança também são forças que apóiam a estabilidade das organizações. Em estudo sobre o processo de conseguir mudança efetiva, Lewin observou que as pessoas sentem dois grandes obstáculos à mudança. Não se dispõem a modificar atitudes e comportamentos antigos (ou simplesmente são incapazes disso). Muitas vezes, a mudança dura pouco – após breve período de tentativa de fazer as coisas de modo diferente, as pessoas quase sempre procuram voltar a seu padrão anterior. Para superar esses obstáculos, Lewin criou um modelo de três passos do processo de mudança, que foi refinado por Schein (1980), e pode ser aplicado a pessoas, grupos ou a organizações inteiras:

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Capital Intelectual

O capital humano significa pessoas estudadas e especializadas, que são o ponto central na transformação global. Segundo Richard Crawford, em seu livro “In the Era of Human Capital” a expressão capital humano apareceu pela primeira vez na literatura econômica em 1961, no artigo “Investindo em Capital Humano”, publicado na American Economic Review, escrito pelo economista Theodore W. Schultz, vencedor de Prêmio Nobel de Economia de 1979, reforçando os conceitos formulados no século XVIII por Adam Smith e outros. Tido como a característica mais marcante da era do conhecimento, o surgimento do capital humano aparece como a força dominante da Economia. Embora na sociedade industrial o capital físico e financeiro fosse um fator crítico para o sucesso, na Economia do conhecimento a importância relativa do capital físico diminui à medida que a tecnologia torna-se mais barata e a qualificação, o conhecimento e as habilidades das pessoas crescem em importância. O Japão é um exemplo clássico de Economia construída com base no capital humano. Após a Segunda Guerra, sua estrutura física estava em ruínas e não havia nenhuma matéria-prima de valor. Apesar disso, em menos de 50 anos, desenvolveram a Economia de maior sucesso do mundo, como fruto de uma população trabalhadora e, acima de tudo, bem educada. Conforme Peter Drucker (1999) é exatamente na área econômica que está a grande diferença entre o trabalhador manual e o trabalhador do conhecimento. Segundo o autor, a teoria econômica e a maior parte das empresas vêem o trabalhador manual como custo. Para que sejam produtivos, devem ser considerados ativos e, como qualquer ativo, precisam crescer. Os trabalhadores do conhecimento possuem os meios da produção. O conhecimento que eles detêm é um ativo. Assim como o capital físico deprecia, o capital humano também. No entanto, o problema maior é exatamente a rapidez com que o conhecimento e a tecnologia tornam-se obsoletos. “O único caminho para os trabalhadores da sociedade do conhecimento manterem suas habilidades e conhecimentos e atuarem efetivamente como capital humano é se comprometendo com um aprendizado contínuo e vitalício, o que afetará todos os trabalhadores, tanto como indivíduo quanto como empregados ou empregadores” (Crawford, 1994). Enquanto na sociedade industrial a educação era voltada exclusivamente para a alfabetização e o provimento de treinamento técnico, na sociedade do conhecimento a educação passa a ser universal e os níveis de educação crescem para as novas áreas de conhecimentos que requerem treinamentos e educação atualizada para sua aplicação. Outro ponto importante diz respeito ao valor do capital humano, que cresce com o aumento do capital físico, uma vez que equipamentos mais sofisticados aumentam o valor dos treinamentos especializados e da educação necessária. Isso quer dizer que os próprios capitais (físico e financeiro) adicionam valor ao capital humano, pois permitem que este aumente sua produtividade e suas habilidades profissionais. Entretanto, o capital humano é essencial para a produção do capital físico, seja na invenção de novos equipamentos, novos produtos, ou novos negócios.

conclusão

Conclusão

Durante a Revolução Industrial, as máquinas substituíram a força física. Na Economia do conhecimento, as máquinas complementam a capacidade intelectual do ser humano. É fundamental entender que o verdadeiro desenvolvimento organizacional depende essencialmente da aprendizagem organizacional e que um mundo em permanente transformação exige pessoas e organizações com total disponibilidade para aprender a aprender. É possível conquistar novos conhecimentos e criar novas sinapses em nosso cérebro privilegiado, mas também é possível preservar valores do coração e da dignidade humana. .

Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo IV Aula 5

Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. Acesso pelo menu "Avaliação", em Avaliações.

aula 06 - Família I.S.O - International Standartization Organization

aula gravada em áudio

FAMÍLIA ISO
O que é? ISO significa Internacional Organization for Standartization (Organização Internacional de Normatização) – é uma organização internacional privada, sem fins lucrativos, criada em 1947 e tem sede em Genebra, na Suíça. ISO não é apenas a sigla da organização, é o nome que deriva da palavra grega isos, que significa igual. Seu objetivo é promover o desenvolvimento de normas, testes e certificação, atividades relacionadas com a intenção de facilitar o intercâmbio internacional de bens e de serviços e para desenvolver a cooperação nas esferas: intelectual, científica, tecnológica e de atividade econômica. Esta organização é formada por representantes de 91 países, cada um representado por um organismo de normas. A ISO envolve mais de 180 comitês técnicos, abrangendo muitos setores e produtos industriais.

A ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas – membro fundador da ISO, é a organização nacional de normatização que representa o Brasil. Os membros da ISO são os representantes das entidades máximas de normatização nos respectivos países como, por exemplo, ANSI (American National Standards Institute), BSI (British Standards Institute), DIN (Deutsches Institut für Normung) e o INMETRO (Instituto Nacional de Metrologia).

Certificação e Normas
Certificação é uma declaração de um órgão independente de que a organização sob o processo de auditoria atende aos requisitos de uma norma especificada. A certificação atesta que a organização tem um Sistema de Gestão da Qualidade implantado e que demonstrou que tem capacidade para fornecer, de forma consistente, produtos e/ou serviços que atendam aos requisitos do cliente e às leis aplicáveis, além de ampliar a satisfação do cliente pela aplicação efetiva e melhoria contínua do Sistema.

Em 1987, a ISO publicou manuais de avaliação do sistema da qualidade, chamadas Normas ISO Série 9000 de Padrões Internacionais (ISO series of International Standards), que sintetizavam diversas normas nacionais já existentes. Em 1996, foram publicadas as Normas ISO 14000, que tratam da administração ambiental. Ambas fazem parte de um conjunto de mais de 11.000 padrões internacionais que a ISO produziu desde sua fundação. A ISO não tem como missão controlar a aplicação de suas normas, que é uma

mas não é uma garantia da qualidade de produtos. A ISO 9000 não é uma norma internacional da qualidade revolucionária. desenvolvida em 1963. cinco séries específicas: . ou de exigência que alguns compradores fazem a seus fornecedores. Série 9000 A família ISO 9000 de normas representa uma espécie de consenso internacional a respeito das boas práticas de administração da qualidade. Além disso. Alguns de seus padrões foram adotados por governos nacionais. as normas ISO passaram a ser utilizadas como mecanismos de auditoria da qualidade. a certificação não é conferida pela ISO. página 02 Devido a sua grande aceitação. Surgiram empresas especializadas nesse tipo de auditoria. especialmente nas áreas da saúde. a adesão às normas ISO é voluntária. nem em seu nome. Suas origens remontam à norma militar inicial para a qualidade. Ela é evolucionária. que conferem certificados de conformidade com a ISO 9000. até o ano 2000. nem essas empresas têm qualquer delegação da ISO para fazê-lo. ou seja. No entanto.questão de entendimento voluntário entre fornecedores e seus clientes. já que a organização não tem poder legal para obrigar sua adoção. A família compreendia. da segurança e ambiental. evoluiu a partir de normas de qualidade existentes e amplamente usadas.

a inspeção e o ensaio final do produto seriam suficientes. desde o projeto até o serviço. melhorados e aprovados. não significa uma hierarquia entre as séries. Essas séries específicas dividem-se em normas ainda mais especializadas (9004-1. Esta norma da qualidade era utilizada por empresas cujos produtos já foram comercializados. antes de ser retirada no ano 2000. 9004-2 e assim por diante). sendo a mais abrangente a ISO 9001 que é utilizada pelas companhias para controlar seus sistemas de qualidade durante todo o ciclo de desenvolvimento dos produtos. antes de ser retirada no ano 2000. São 20 os elementos abordados nas séries ISO 9000. foi dirigida para companhias nas quais sistemas abrangentes da qualidade podiam não ser tão relevantes. A norma ISO 9002. . foi usada por companhias para as quais a ênfase estava na produção e na instalação. de 9000 até 9004.página 03 A ISO 9000 serve de roteiro para implementar as demais. testados. A numeração. A norma ISO 9003.

.página 04 Certificação A certificação ISO é tipicamente voluntária.

formação do Comitê de Coordenação. Auditorias Internas: são aquelas realizadas por auditores que pertencem aos quadros da empresa. quando apropriado. o do Reino Unido. treinamento dos funcionários na documentação da Qualidade. Os países desenvolvidos possuem esquemas de certificação muito bem desenvolvidos. divulgação constante do assunto qualidade. elaboração do Manual da Qualidade. escolhidas em comum acordo entre comprador e produtor. plano de trabalho para a implantação de cada requisito. formação de grupos de trabalho com a participação dos funcionários para elaborar as instruções de trabalho. seleção da Entidade Certificadora. conforme a relação entre auditores e empresas sob processos de auditoria. Auditorias de Segunda Parte: são aquelas realizadas pelo comprador. implantação das ações corretivas para as não conformidades. sobre o fornecedor. treinamento.Conforme estabelecido na ISO 9000. seleção e designação formal de um coordenador. elaboração e divulgação da política da Qualidade. página 05 Etapas necessárias para a certificação: comprometimento da alta administração. realização das auditorias internas. . estudo de cada um dos requisitos da norma e realização do diagnóstico da organização em relação ao requisito. formação dos Auditores Internos da Qualidade. para determinar a capacidade deste fornecedor em atender os requisitos das Normas ISO e.” Internacionalmente. Auditorias de Terceira Parte: são aquelas realizadas por um órgão independente. “avaliações do Sistema da Qualidade do fornecedor (quem produz e vende o produto) são utilizadas antes de um contrato. Dentre eles. requisitos suplementares. está entre os mais respeitados e utilizados. são reconhecidas três possibilidades de avaliações/auditorias. palestra sobre qualidade para todos os funcionários.

aumento do desempenho da empresa. ênfase nas causas dos problemas e não nos "culpados". outros processos fundamentais à qualidade: criação de um novo conceito de administração. melhorias contínuas e quebra de barreiras interdepartamentais. entre outras. início de um processo de potencialização dos funcionários. uniformidade e clareza de conceitos. eliminação de fluxos irracionais ou desnecessários. podendo-se ainda ressaltar o treinamento e a capacitação dos colaboradores e a abertura de canais de comunicação com os fornecedores. redução do desperdício. algumas das transformações pelas quais a empresa passa durante um processo de implementação das normas ISO 9000. entre outros: foco no cliente.página 06 O que as empresas ganham com o ISO 9000 Além dos motivos óbvios de manter seus clientes e conquistar novos mercados. mudança comportamental dos colaboradores. ações baseadas em fatos e não em opiniões. aproximação das áreas e eliminação de barreiras internas. aumento da capacitação dos funcionários. a implantação da ISO 9000 na empresa promove os seguintes ganhos. cria bases sólidas para programas de Qualidade total página 07 Há muitos outros ganhos possíveis. Um processo que se inicie pela implementação de requisitos mínimos das normas ISO 9000 faz com que ocorram. aumento da participação dos funcionários. estabelecimento de carteira de clientes/fornecedores internos Essas são. a empresa é vista pelos funcionários com um todo. com destaque para a parceria. cria uma cultura voltada para a Qualidade. paralelamente. Por estes e outros motivos é que as normas ISO 9000 vêm tendo no mundo inteiro ampla aceitação. .

principalmente. NBR ISO 9001 e NBR ISO 9004 incorpora diversas alterações em relação à versão de 1994. composta pelas NBR ISO 9000. dificultando seu uso nas organizações. • NBR ISO 9001:2000. • Dar orientação à gestão das organizações para melhorar o desempenho e não apenas quanto aos requisitos para a certificação ou registro dos sistemas da qualidade. Sistemas de Gestão da Qualidade ."Princípios da Eficiência: Não temer o futuro nem idolatrar o passado. Vejamos algumas razões para esta revisão: • Dar resposta aos inúmeros problemas com o modelo de vinte elementos que se apresentavam distribuídos pelo texto das normas de forma pouco articulada.Requisitos. Henry Ford Modificações nas normas da Família ISO a partir de 2000 A partir do ano 2000. principalmente nas últimas duas décadas. através de uma aplicação efetiva do sistema. Uma empresa que possui ISO pode ser melhor vista no mercado.com. O passado só nos serve para mostrar nossas falhas e fornecer indicações para o progresso no futuro”. O insucesso é apenas uma oportunidade de começar de novo com mais inteligência. Sistemas de Gestão da Qualidade . • Possibilitar a implementação integrada e de forma fácil de múltiplos sistemas gerenciais.Diretrizes para melhoria de desempenho.fiesp. notadamente dos sistemas de gestão de meio ambiente e de segurança e saúde ocupacional conclusão Conclusão As normas ISO tiveram uma grande aceitação e passaram a ser sinônimo de qualidade. • Simplificar a linguagem para evitar as dificuldades encontradas. Sistemas de Gestão da Qualidade – Fundamentos e Vocabulário. Ela inclui os requisitos de satisfação do cliente. conforme a própria FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) preconiza por meio de seu site: http://apps.” O que há de novidade na ISO 9000:2000? Todas as normas da ISO devem passar por um processo de revisão de tempos em tempos. • NBR ISO 9004:2000. . Além destas 3 normas. • Consolidar e diminuir o número de normas de caráter orientativo.br/qualidade/faq. algumas modificações foram feitas nas normas ISO. A nova versão das normas da série NBR 9000:2000. • Acompanhar a evolução das necessidades de usuários e clientes sofre mudanças radicais e rápidas.htm “A Família NBR ISO 9000:2000 está composta da seguinte forma: • NBR ISO 9000:2000. a ISO 9000:2000 foi modificada. Para cumprir esta diretiva. a Família NBR ISO 9000 possui um pequeno número de normas adicionais contendo diretrizes e alguns relatórios e especificações técnicas para a implementação e/ou manutenção de um sistema de gestão da qualidade. pelos pequenos e médios empresários que não dispõem de especialistas ou de departamentos de gestão da qualidade para interpretar os requisitos da norma e implementá-los adequadamente.

Cadeia de Suprimentos aula gravada em áudio SUPPLY CHAIN MANAGEMENT Histórico O movimento da qualidade total e o conceito de produção enxuta trouxeram consigo em conjunto de técnicas e procedimentos como o Just In Time (JIT). Por fim. estejam sob controle. ISO 9001 e ISO 9004. que afetem a qualidade. começou a se desenvolver apenas no início dos anos 90. A versão da Família ISO 9000. a Família ISO 9000 passou a ser composta apenas pela ISO 9000. administrativos e humanos. principalmente. ISO 9001. Kanban e Engenharia Simultânea.exercícios de autoavaliação .Supply Chain .Módulo IV Aula 6 Para efeito de sua própria autoavaliação. são poucas as empresas que já conseguiram implementá-lo com sucesso. era composta pelas normas ISO 9000. ela deve se organizar de forma tal que. A partir do ano 2000. Supply Chain Management (SCM). ISO 9003 e ISO 9004. ou Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos. Redução do Tempo de Setup (SMED). Controle Estatístico de Processos (CEP). Na trilha das mudanças um novo conceito surgiu. acima de tudo. sem perder sua amplitude. e em nível acadêmico o conceito ainda pode ser considerado em fase de construção. estas técnicas e procedimentos contribuíram para um grande avanço da qualidade e produtividade. da prevenção de deficiências na qualidade. Todo este controle deve estar orientado no sentido da redução e. fatores técnicos. Amplamente adotadas em quase todos os países industrializados de economia de mercado. até 1994. Mesmo em nível internacional. . ao atendimento das exigências do cliente. mas sim ao sistema de gerenciamento da qualidade e. se uma empresa deseja obter a ISO.É sempre importante esclarecer que estas normas não dizem respeito ao produto ou serviço. aula 07 . Função da Qualidade de Desenvolvimento (QFD). Gestão . realize as atividades localizadas no menu lateral: "Avaliação".

ou seja. Embora muito se tenha falado. página 03 . Instrumento fundamental para a eficiência do processo de comercialização e distribuição de bens e serviços. Compras e desenvolvimento de fornecedores são outras duas atividades que extrapolam funções tradicionais da logística. uma ampliação da atividade logística para além das fronteiras organizacionais. tais como: o marketing para estabelecer o conceito. página 02 Em contrapartida a esta visão. é fundamental entender o conceito de canal de distribuição já bastante consolidado e há muito utilizado por Marketing. instituições e agentes. uma simples extensão do conceito de logística integrada. O desenvolvimento de novos produtos é talvez o mais óbvio deles. internos e externos. pesquisa e desenvolvimento para a formulação do produto. o canal de distribuição pode ser definido como sendo o conjunto de unidades organizacionais. na direção de cliente e fornecedores na cadeia de suprimentos. pois inclui um conjunto de processos de negócios que em muito ultrapassa as atividades diretamente relacionadas com a logística integrada. que executam as funções que dão apoio ao Marketing de produtos e serviços de uma determinada empresa. e finanças para a estruturação do financiamento. O que vem a ser Supply Chain (SCM)? Para melhor entender o conceito de Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos.Há profissionais que consideram o SCM como apenas um novo nome. pois vários aspectos do negócio deveriam ser incluídos nesta atividade. existe uma crescente percepção de que o conceito de Supply Chain Management é mais do que uma simples extensão da logística integrada. Além disso. e que são críticas para a implementação do SCM. pouco ainda se conhece sobre o verdadeiro significado deste novo conceito e principalmente sobre as barreiras e oportunidades para sua implementação. fabricação e logística para executar as operações. existe uma clara e definitiva necessidade de integração de processos na cadeia de suprimentos.

Existia uma forte tendência à integração vertical como forma de manter controle e coordenação. A solução para este problema passa necessariamente pela busca de uma maior coordenação e sincronização. o aumento da competição e a instabilidade dos mercados levaram a uma crescente tendência à especialização. Até a década de 50. vendas. quando o conceito de Marketing era pouco desenvolvido e a idéia de segmentação de mercado era pouco utilizada. transporte. armazenagem. O crescente número de participantes trabalhando num ambiente competitivo e de pouca coordenação é a principal razão para o crescimento dos custos. através da desverticalização e/ou terceirização.Dentre as funções de suporte ao Marketing incluem-se: compras. distribuidores e varejistas. Membros Especializados: são aqueles que participam indiretamente. processamento de dados e prestadores de serviços logísticos integrados. informações. . estoque. programação da produção e financiamento. O que muitas empresas buscam neste processo é o foco na sua competência central (core business). o surgimento de novos e variados formatos de varejo. página 04 O Surgimento do SCM A desverticalização levou à combinação de maior complexidade com menor controle. por meio de um processo de cooperação e troca de informações. Qualquer unidade organizacional. Os exemplos mais comuns são as empresas de transporte. repassando para prestadores de serviços especializados a maioria das operações produtivas. basicamente através da prestação de serviços aos membros primários. Com a evolução do conceito de Marketing e mais especificamente. As estruturas dos canais de distribuição vêm se tornando mais complexas ao longo dos anos. Uma das principais conseqüências deste movimento foi o crescimento da importância dos prestadores de serviços logísticos. As relações entre os membros primários eram distantes e conflituosas. atacadistas. armazenagem. não assumindo o risco da posse do produto. assumindo o risco pela posse do produto. os canais de distribuição vêm se tornando cada vez mais complexos. levando ao aumento dos custos operacionais nos canais de distribuição. instituição ou agente que execute uma ou mais funções de suporte ao Marketing é considerado um membro do canal de distribuição Os diversos participantes de um canal de distribuição podem ser classificados em dois grupos: Membros Primários: participam diretamente do processo. e incluem: fabricantes. a presença de membros especializados era pouco difundida. Em contrapartida. das práticas de segmentação de mercado e do lançamento contínuo de novos produtos.

o custo da distribuição tende a ser muito maior. combinado com a revolução nas telecomunicações. que está sendo denominado de Supply Chain Management. Implica em alta interação entre os participantes e exige a consideração simultânea de diversos elementos. ele representa o esforço de integração dos diversos participantes do canal de distribuição por meio da administração compartilhada de processos-chave de negócios que interligam as diversas unidades organizacionais e seus membros. o fabricante recebe um menor valor pelo seu produto. as instituições externas ou agentes (transportadores. podemos comparar os elementos existentes entre as opções de distribuição direta ou indireta por um dado fabricante. atacadistas e varejistas) assumem grande parte do controle e risco e. armazenadores. resultando provavelmente numa cadeia de suprimento menos eficiente e eficaz. a empresa tem muito mais controle sobre as funções de Marketing. página 05 No caso da distribuição indireta. Como exemplo. No entanto. por esta razão. através da integração de processos de negócios que interligam seus diversos participantes. referente a quem deve se responsabilizar pelos estoques e em que estágio as diversas atividades deveriam ser realizadas. um menor custo logístico para o fabricante seria alcançado às custas de outros membros do canal. tende a forçar o atacadista a carregar mais estoque de segurança a fim de ser capaz de oferecer um nível aceitável de serviço para o varejista. . criou as condições ideais para se implementar processos eficientes de coordenação.O avanço da informática. É exatamente este esforço de coordenação nos canais de distribuição. O Supply Chain Management é uma abordagem sistêmica de razoável complexidade. desde o consumidor final até o fornecedor inicial de matérias-primas. exigindo do fabricante um alto volume de vendas ou uma saturação geográfica em um mercado regional. Neste caso. Em outras palavras. Vai além das fronteiras organizacionais e considera tanto os elementos internos quanto os interorganizacionais. Um fabricante que ofereça uma baixa disponibilidade de oferta e tempo de entrega inconsistente. Numa estrutura onde o fabricante distribui diretamente para o consumidor final.

administração do fluxo de produção 6. redução nos custos de transporte e armazenagem. a busca e identificação de oportunidades deste tipo e sua implementação conjunta. nos Estados Unidos. que é a Du Pont. Ao fazer a leitura óptica da passagem de uma calça Levis no ponto de venda (caixa). também tem seu sistema ligado ao fabricante do brim. que é a Miliken. O pedido de compras que um faz do outro também foi definido com base no estoque mínimo mais um determinado percentual de segurança. Os mais citados são: 1. o sistema de controle de estoque da Sears está ligado ao de seu fornecedor de calças jeans. . através do processo de coordenação e colaboração. aceleração do ciclo de caixa e aumento do retorno sobre o investimento. serviço aos clientes 3. a adoção de um sistema de processamento de pedidos automatizado em substituição a um sistema arcaico poderia permitir uma melhoria do nível de serviço. a Miliken também tem seu sistema de controle de estoque ligado ao fabricante da fibra do brim. Levis. devem ser considerados processos de negócios.Uma maneira de evitar problemas seria através da mudança da estrutura. página 06 Para que a implementação do SCM seja eficaz. Um exemplo muito eficaz de SCM é vindo das lojas Sears. administração da demanda 4. desenvolvimento de novos produtos A adoção do conceito de Supply Chain Management incentiva. Os níveis de estoque foram previamente determinados. tidos como essenciais. redução de estoque. atendimento de pedidos 5. promovendo um controle muito seguro através da técnica de SCM. Essa por sua vez. por exemplo. ou por meio da adoção de novos procedimentos ou tecnologias. Como. Por fim. relacionamento com os clientes 2. compras/Suprimento 7. Assim temos: Esse é um exemplo de 4 empresas ligadas por um único sistema de controle de estoque. Esses 4 sistemas de estoque estão interligados por um único ponto de partida de um novo pedido: a passagem da calça jeans Levis no ponto de vendas da Sears.

Considerando os enormes benefícios que podem ser obtidos com a correta utilização do conceito de SCM. tanto dos procedimentos internos como nos externos. A adoção do conceito de Suppy Chain Management incentiva.Prêmio Nacional de Qualidade aula gravada em áudio PRÊMIO NACIONAL DE QUALIDADE . de fornecedor para fornecedor. e a segunda com a complexidade e dificuldade de implementação do conceito.N. realize as atividades localizadas no menu lateral: "Avaliação".exercícios de autoavaliação . cuja utilização ainda se restringe a um conjunto de empresas mais avançadas. que desperta a atenção de gestores das grandes e mais modernas organizações da atualidade. Artigos na imprensa especializada.Módulo IV Aula 7 Para efeito de sua própria autoavaliação. Gestão . mas algo consistente. a onda do Supply Chain começou a se espalhar no final da década de 90.P.conclusão Conclusão No Brasil. impulsionada pelo movimento da logística integrada que vem se acelerando no país. pois é uma abordagem que exige mudanças profundas em práticas arraigadas. no que diz respeito ao relacionamento entre os diversos participantes da cadeia. com o nível de complexidade e descoordenação da maioria dos canais de distribuição hoje existentes. Pesquisas preliminares sobre os ganhos que empresas podem auferir com a utilização correta do conceito apontam para reduções substanciais nos custos operacionais da cadeia de suprimentos. a busca e identificação de oportunidades e sua implementação coordenada. Tanto quanto possível dependem de uma estrutura tecnológica que permita um perfeito controle das variáveis que envolvem os sistemas de entrega.Q . ainda em formação e pouco difundido entre os profissionais. Os bons resultados obtidos pelas empresas que já conseguiram implementar o Supply Chain com sucesso estampam a garantia de que este não é um modismo gerencial. surpreende verificar que tão poucas empresas o tenham implementado. o SCM já está na agenda da maioria dos gerentes das grandes empresas internacionais. estão anunciando o SCM como a nova fonte de vantagens competitivas.PNQ Histórico O Prêmio Nacional de Qualidade (PNQ) pretende promover a conscientização para a busca da excelência na gestão das . A primeira deriva da relativa novidade do conceito. Embora seja um conceito em evolução. como a Fortune. As razões para tanto são basicamente duas. pelo processo de coordenação e colaboração. aula 08 . O enorme interesse pelo tema é justificado pela comparação dos exemplos de sucesso já conhecidos.

Examinadores Relatores e Examinadores."Em Busca da Excelência" – sendo. entidade privada e sem fins lucrativos. para administrar o PNQ e todas as atividades decorrentes da premiação.FPNQ. Em outubro de 1991. O domínio do conhecimento na área de avaliação. Da experiência adquirida ao longo de vários ciclos de premiação. Foram realizados dezenas de Seminários . quase um terço internacionais. Desde sua criação. foi instituída a Fundação para o Prêmio Nacional da Qualidade . Prêmio Qualidade do Governo Federal. tais como: Prêmio ABES da Qualidade. fundada por 39 organizações públicas e privadas. Prêmio Nacional ABRAPP de Qualidade. dos quais muitos se candidataram para atuar como voluntários da Banca Examinadora e como Juízes. pequenas e microempresas. organizações sem fins lucrativos. bem como as sucessivas atualizações implementadas nos Critérios de Excelência.organizações e facilitar a transmissão de informações e conceitos relativos às técnicas e práticas bem-sucedidas. geraram a credibilidade e o prestígio que hoje sustentam o Prêmio Nacional da Qualidade. médias empresas. Prêmio Gestão Qualidade Bahia. O Processo de Premiação O Prêmio é concedido anualmente nas categorias: grandes empresas. De 1992 até hoje. Prêmio Qualidade Rio. Examinadores Seniores. milhares de profissionais foram treinados pela FPNQ na aplicação dos Critérios de Excelência. Prêmio Gestão Qualidade Sergipe. a partir da troca de informações com as instituições congêneres à Fundação no exterior. Prêmio Qualidade RS. cumprindo com a sua missão institucional. utilizando o modelo bem-sucedido do PNQ. Por meio de sua área de edições técnicas distribuiu milhares de exemplares dos “Critérios de Excelência do PNQ”. órgãos da Administração Pública . página 02 Alguns prêmios passaram a utilizá-lo como referencial de avaliação. Prêmio Paulista de Qualidade da Gestão. Prêmio ANTP da Qualidade. a FPNQ estimulou e participou da criação de diversas premiações setoriais e regionais. e fazer a representação institucional externa do Prêmio Nacional da Qualidade nos fóruns internacionais. a Fundação conduziu dezenas de ciclos de premiação do PNQ e entregou centenas de relatórios de avaliação para todas as organizações candidatas. promotora do prêmio. aliado a um Código de Ética seguido rigorosamente pelas Bancas Examinadoras. em todo o território nacional.

A publicação tem três objetivos: 1) apresentar os critérios de gestão do PNQ de forma simplificada. do Senai. página 04 Critérios de Participação O Prêmio Nacional da Qualidade é um reconhecimento à excelência na gestão das organizações sediadas no Brasil. Portanto. induzindo a reestruturação do sistema de gestão a partir dos resultados advindos da auto-avaliação. que estão se desenvolvendo no Brasil. da ECT. da Sadia. como no caso do Serpro. da Gerdau. 2) permitir a auto-avaliação de qualquer tipo de organização. da Petrobrás. setoriais e regionais. inclusive com a criação de premiações internas. da Siemens.Caso tenha alguma dúvida é só entrar em contato. a FPNQ buscou tornar disponível para entidades promotoras de prêmios setoriais e regionais um modelo de gestão e de avaliação simplificado. As organizações que desejam participar necessitam elaborar um Relatório da Gestão. abordando os Itens dos Critérios de Excelência. a melhoria da competitividade. Com a atualização anual sistemática dos “Primeiros Passos para a Excelência”. 3) servir como referencial de avaliação para iniciativas de premiações internas. Premiações Internas Várias organizações vêm utilizando internamente os Critérios de Excelência do PNQ. promovendo a imagem e a reputação internacionais de excelência dos produtos e serviços brasileiros. portanto. ampla troca de informações sobre métodos e sistemas de gestão que alcançaram sucesso e sobre os benefícios decorrentes da utilização dessas estratégias. página 03 A FPNQ edita. . bem como o desenvolvimento de meios e processos que conduzam a uma melhor qualidade de vida. dentre outras. O Prêmio busca promover: amplo entendimento dos requisitos para alcançar a excelência do desempenho e. os "Primeiros Passos para a Excelência". das Delegacias Federais de Agricultura. desde 1996. o Prêmio Nacional da Qualidade estimula a melhoria da qualidade de produtos e serviços através da gestão para a excelência do desempenho e a utilização de referenciais reconhecidos mundialmente.

Esses Critérios foram desenhados não somente para servir como referencial para o processo de premiação. Especialistas em organizações empresariais afirmam que a aplicação de forma estruturada dos fundamentos e critérios de excelência nas empresas traz. página 05 As informações requeridas das candidatas podem ser subdivididas em três partes: 1. sociedade. resultados. visão de futuro. sobre seus processos de melhoria e sobre os resultados alcançados. Os conceitos. de acordo com o que é solicitado em cada um dos Critérios de Excelência. clientes. pessoas. informações e conhecimento. no que se refere ao sistema de gestão do desempenho. Além disso. responsabilidade social e ética. processo. principalmente. inovação. entre outros. os seguintes benefícios: . abordagem por processos. Essas informações têm por objetivo demonstrar que a candidata utiliza enfoques eficazes e exemplares que possam ser úteis também para outras organizações. foco nos resultados. agilidade. valorização da pessoa. mas. contendo: perfil da organização e descrição da gestão. princípios e valores definidos como essenciais para o exercício da excelência na gestão são apresentados por meio dos seguintes fundamentos: liderança e constância de propósito. aprendizado organizacional.O Prêmio está baseado em um conjunto de critérios para a excelência do desempenho. os Critérios de Excelência estabelecem requisitos para os temas de gestão relacionados com: liderança. seja qual for o tipo de organização.elegibilidade 2. estratégias e planos. decisões baseadas em fatos.inscrição para candidatura e 3. de tal forma a permitir um diagnóstico. criados a partir do compartilhamento de experiências entre organizações dos setores público e privado. As organizações candidatas ao Prêmio devem fornecer informações sobre seu sistema de gestão.relatório da gestão.

Cada uma das Candidatas recebe um Relatório de Avaliação. liderada por um examinador sênior. e suas estratégias de desempenho para alcançar o sucesso. identificação de pontos fortes e oportunidades para melhorias. promoção da cooperação interna. os benefícios decorrentes da utilização dessas estratégias são considerados como benchmarking e replicados por outras empresas na busca da melhoria da gestão. capacitação para auto-avaliação a gestão conduzida pela empresa. para as candidatas bem-sucedidas na Etapa I. submetidos a um rigoroso processo de qualificação. A decisão é encaminhada ao Conselho Curador para divulgação.visão sistêmica da empresa. foco na realização de resultados. As organizações premiadas podem fazer uso do Prêmio para publicidade. O processo de avaliação divide-se em três etapas: Etapa I – análise crítica individual. Etapa III – visita às instalações das candidatas bem-sucedidas na Etapa II. Esse Relatório de Avaliação tem como base o Relatório da Gestão entregue pelas candidatas. página 06 A Banca Examinadora A Banca Examinadora do PNQ é composta por profissionais voluntários. Etapa II – análise crítica de consenso. A análise crítica é realizada de forma sigilosa por voluntários da Banca Examinadora. conclusão Conclusão As empresas premiadas são consideradas como modelos de organizações competentes. Também é solicitado às organizações premiadas que compartilhem informações sobre suas estratégias de desempenho que alcançaram sucesso e sobre os benefícios decorrentes da utilização dessas estratégias. por até 6 membros da Banca Examinadora. compartilhamento das informações e comprometimento da força de trabalho. . por até 10 membros da Banca Examinadora. 1 relator e os 4 melhores examinadores da etapa anterior. que desempenham as seguintes funções: juízes instrutores examinadores seniores examinadores relatores examinadores Os juízes decidem com base nos Relatórios de Avaliação da Banca Examinadora e demais informações prestadas pela Fundação. análise por 1 sênior. assim como.

) O que é um ERP? É um sistema integrado que possibilita um fluxo de informações contínuo e consistente por toda a empresa sob uma única base de dados. que tem por objetivo auxiliar o fabricante ou o gestor de uma empresa nas importantes fases do seu negócio. interação com os fornecedores. em Avaliações. com informações on-line e em tempo real.Gestão .P. Ela representa o núcleo da empresa de manufatura.exercícios de autoavaliação .Módulo IV Aula 8 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. serviços a clientes e acompanhamento de ordens de produção. É um instrumento para a melhoria de processos de negócios.R. página 02 Tipicamente. ERP é um termo genérico para um conjunto de atividades executadas por um software multi-modular. incluindo o desenvolvimento de produtos. compras ou distribuição. compra de itens. Acesso pelo menu "Avaliação".Enterprise Resource Planning aula gravada em áudio ENTERPRISE RESOURCE PLANNING (E. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. . aula 09 . as engrenagens da organização de distribuição e o cérebro das atividades de planejamento. É a chave para a automação de processos empresariais. Ajuda a controlar o dia-a-dia da organização. .R. um sistema ERP usa ou está integrado a uma base de dados relacional.P. O ERP pode também incluir módulos aplicativos para os aspectos financeiros e até mesmo para a gestão de recursos humanos. como produção. manutenção de estoques.E.

sincronizar e completar todo esse . as soluções ERP estão se tornando um novo paradigma para a computação dita "comercial". se possível levando à atualizações curriculares. onde as empresas foram forçadas a rever seus processos e sua maneira de trabalhar. ajudar a aumentar a eficiência. a evolução da tecnologia utilizada por bancos de dados relacionais. O sucesso da digitalização não está apenas na integração dentro da empresa. porém uma série de dificuldades de ordem prática e tecnológica não permitiu que esta visão fosse implementada em grande parte das empresas. Por isso. Era necessário coordenar com maior proximidade as atividades dentro da cadeia de valor e eliminar desperdícios de recursos. Porém. o processamento cliente/servidor e algumas histórias de sucesso no início da década contribuíram para a sua expansão. é necessário um modelo empresarial inovador que busque formas de ligar. O ERP está cada vez mais vivo no atual mundo empresarial. Seu Impacto Adotado e implementado no núcleo da corporação para obter o máximo de retorno sobre o investimento. A busca de alternativas para a redução de custos e diferenciação de produtos e serviços descortinou um novo contexto. sendo o Brasil o sexto mercado para esse tipo de produto. Os sistemas ERP surgiram da necessidade de rápido desenvolvimento de sistemas integrados. o assunto deverá ser objeto de maior atenção em nosso ensino superior. página 03 É um assunto que tem recebido pouca atenção da área acadêmica no Brasil. mas também na integração múltipla de canais fora da organização.Como Surgiu? A década de 90 apresentou um expressivo crescimento dos sistemas ERP (Enterprise Resource Planning) no mercado de soluções de informática. reduzindo o custo e melhorando o tempo de respostas às mudanças e necessidades do mercado. O amadurecimento das opções disponíveis no mercado. A idéia de sistemas de informação integrados existe desde o início da utilização dos computadores em empresas na década de 60. ao mesmo tempo em que as empresas são pressionadas para terceirizarem todas as atividades que não pertençam ao seu foco principal de negócios. o ERP pode fornecer informações em tempo real sobre o estado dos negócios. melhorar os serviços e reduzir os custos. Empresas com visão no futuro podem trocar informações e colaborar com parceiros comerciais e privados. Com isso. O ERP e o e-business são resultados do rápido crescimento da indústria de Tecnologia da Comunicação e da Informação.

operando em uma plataforma comum que interage com um conjunto de aplicações. estando numa extremidade os clientes e na outra os fornecedores. Portanto. Normalmente. Davenport (Harvard Business Review. tais como: fabricação.121): página 04 Tecnologia Sistemas ERP são projetados para serem independentes de plataforma. o que assegura rapidez e integridade das informações obtidas e armazenadas. temos uma base de dados central interagindo com os vários módulos. Desta forma. com interface gráfica com o usuário (GUI) e arquitetura cliente/servidor.processo dentro e fora da empresa. O ERP fundamenta-se em um processo evolutivo natural.H. Em um sistema de ERP. de julho/agosto de 1998. etc. é composto por um banco de dados único. logística. RH. O banco de dados interage com todos os aplicativos do sistema. Abaixo está a estrutura típica de um sistema de ERP. elimina-se a redundância de informações e re-digitação de dados. como fabricação. entendemos o ERP como uma arquitetura de software que facilita o fluxo de informações entre todas as atividades de uma empresa. dentro de uma visão logística de administração de recursos. segundo T. finanças e recursos humanos. . p. A velocidade da mudança é essencial para que se aproveitem as oportunidades oferecidas pelo processo de digitalização. Sua função básica é prover dados integrados e fidedignos e exemplos de módulos empresais. Tecnologia cliente/servidor significa que o usuário do sistema (cliente) roda uma aplicação (rotina de um módulo do sistema) que acessa as informações de uma base de dados única (servidor). finanças.

e requerem procedimentos de ajuste: adaptação – é o processo de eliminação das discrepâncias ou diferenças entre o pacote e a empresa. utilizam um banco de dados corporativo. página 05 Os sistemas ERP possuem uma série de características que. localização .Por Que Usar? Alguns dos motivos que levam uma empresa a usar ERP: permanecer competitiva. parametrização – definição dos valores de parâmetros já disponibilizados pela empresa. atualização – é o processo pelo qual o fornecedor disponibiliza novas versões do sistema com incrementos na funcionalidade e correções de problemas e erros. distinguem os sistemas desenvolvidos internamente nas empresas e de outros tipos de pacotes comerciais. reduzir custos. possuem grande abrangência funcional. melhorar os serviços prestados aos clientes. customização – é a modificação de um sistema ERP para que este possa se adaptar a uma determinada situação empresarial. integram as diversas áreas da empresa. melhorar a produtividade. Envolve legislação e impostos. incorporam modelos padrão de processos. Podemos ver algumas características abaixo: pacotes de software comerciais. melhorar a qualidade. página 06 Componentes típicos de um ERP: . tomadas em conjunto.adaptação de sistemas ERP para a sua utilização em países diferentes daqueles onde foram desenvolvidos. melhorar o planejamento e alocação de recursos. estoques. Essas características são importantes para a análise dos possíveis benefícios e dificuldades relacionados com a sua utilização e com os aspectos pertinentes ao sucesso de sua implementação.

R. custos. vendas. aula 10 . sempre acompanha a adoção destes sistemas. As empresas que estão planejando um sistema E. Gestão . por ser uma solução composta de vários módulos integrados que relaciona todas as necessidades de uma empresa às visões de processo que suportam seu negócio e promove maior integração entre as funções das diversas áreas. que.exercícios de autoavaliação .P.Balanced Scorecard aula gravada em áudio BALANCED SCORECARD (BSC) .R. é uma opção muito interessante para empresas que querem construir um sistema de informações integrado. Conhecendo esses aspectos pode-se planejar melhor o processo de seleção. recursos humanos. A expectativa é de que profissionais alertas a estas questões consigam resolver melhor os problemas inerentes a uma mudança organizacional de grande porte.Módulo IV Aula 9 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. tais como a integração decorrente da terceirização do desenvolvimento de sistemas. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. O Enterprise Resource Planning permite que a empresa conquiste diferenciais competitivos. outros. em Avaliações. de utilização e atualização dos sistemas ERP. Acesso pelo menu "Avaliação". implicitamente. Os benefícios são evidentes.P (ou que já o implantaram) devem analisar cuidadosamente as dificuldades e os aspectos importantes em cada uma das fases do ciclo de vida. conclusão Conclusão A utilização de sistemas E. marketing. de implementação. contabilidade. a redução dos custos de informática e a permanente atualização tecnológica. finanças.planejamento e Controle da produção.

conhecida como Balanced Business Scorecard (ou BSC .não há uma tradução precisa em português. Uma delas. processos internos e aprendizado e crescimento. Durante esse período. O Balanced Scorecard reúne medições baseadas em indicadores financeiros a outros três componentes (chamados de “perspectivas”): clientes. Segundo Reis (2001). é uma das ferramentas que procuram fornecer a visão de conjunto dos fatores críticos de sucesso. À medida que foi sendo utilizado. Nas últimas décadas do século XX o advento da Era da Informação tornou obsoletas muitas das premissas fundamentais da concorrência industrial. médio e longo prazo. significando painel ou placar de resultados balanceados ou combinados). É utilizado por empresas que pretendem obter êxito com suas estratégias de curto. alguns sistemas de controle financeiro foram desenvolvidos com o intuito de facilitar e monitorar alocação eficiente de capital financeiro e físico. O sistema de informação gerencial deve contribuir como suporte às estratégias adotadas para que elas possam ser acompanhadas e venham a produzir retornos positivos para a empresa. as empresas não conseguem mais obter vantagens competitivas sustentáveis apenas com a rápida alocação de novas tecnologias a ativos físicos e com a excelência da gestão eficaz dos . evoluiu de um sistema de medição aperfeiçoado para se transformar em um sistema gerencial essencial. página 02 Um Pouco de História Durante a Era Industrial (de 1850 até 1975) o sucesso das empresas era determinado pela maneira como se aproveitavam dos benefícios das economias de escala e do escopo. revelando-se como uma ferramenta capaz de atender às novas exigências de gerenciamento dentro dos cenários econômicos em constante mutação. melhorando assim sua situação no futuro.Conceito Novas formas de gerenciamento são usadas pelas empresas para enfrentar o atual ambiente globalizado de alta competitividade e acirrada concorrência.

que mostra lucro ou prejuízo. O Surgimento do Balanced Scorecard (BSC) Na década de 90. até então existentes. já que. Quando o resultado é positivo. pesquisaram e desenvolveram um novo modelo que considera os objetivos em curto e longo prazos. na opinião dos autores. sobretudo. da Harvard Business School. a administração tradicional considera favorável a situação da empresa. pois os métodos existentes para avaliação do desempenho empresarial. integrando medidas financeiras e não financeiras de desempenho. Os Sistemas Existentes Os sistemas tradicionais de avaliação e controle dos resultados da organização têm a tendência de enfatizar o resultado financeiro final. baseavam-se muito em indicadores contábeis e financeiros. O único objetivo era mostrar as desvantagens de usar apenas medidas financeiras para julgar o desempenho empresarial. de criar um novo modelo de medição de desempenho. página 03 O Balanced Scorecard (BSC) surgiu da iniciativa dos Drs. mas também os fatores que os produzem. considerar a importância crescente dos valores intangíveis diante dos tradicionais valores físicos. . destaca-se como instrumento da maior importância a construção de uma estrutura de indicadores estratégicos que possua abrangência e coerência compatível com a nova era do conhecimento e que permite. incentivando as empresas a medir também fatores como qualidade e satisfação do cliente. indicadores de performance e as perspectivas interna e externa do desempenho empresarial. os modelos de avaliação de desempenho. era preocupação dos Estados Unidos medir a performance das organizações. estavam se tornando obsoletos. Acadêmicos e executivos estudaram. Robert Kaplan e David Norton. medidas financeiras e não-financeiras. que era apoiado nos indicadores contábeis e financeiros. Os sistemas tradicionais de avaliação do desempenho da empresa não têm a capacidade de mostrar problemas que podem comprometer a organização no futuro. há casos de empresas que tinham bottom line (última linha) positivo num período e ficaram em situação desfavorável no período seguinte. Nessa nova forma de gerenciamento. O que conta nos sistemas tradicionais é o demonstrativo de resultados financeiros.ativos e passivos financeiros. As deficiências dos sistemas tradicionais e os desafios que as organizações passaram a enfrentar na passagem para o século XXI criaram a necessidade de sistemas de controle que pudessem dar uma visão de conjunto das diferentes dimensões do desempenho. No entanto. Essa visão de conjunto deve mostrar não apenas os resultados finais.

na implementação ou até mesmo na definição das estratégias.Segundo Rocha (2000). e os vetores de desempenho futuro. Estes critérios são as Medidas Essenciais dos Clientes: participação de mercado: representação da proporção de vendas da unidade de negócio no mercado em que atua . captação. e medidas internas dos processos críticos. Como o cliente nos enxerga? A perspectiva do cliente deve visar os seguintes pontos-chave: participação de mercado. retenção. BSC . pelo seu crescimento e pelo incremento do valor para o acionista (Shareholder Value). as conseqüências dos esforços do passado. aprendizado e crescimento. as medidas financeiras indicam se a empresa está obtendo êxito com as estratégias definidas. esse êxito é medido pela sua lucratividade. é mais do que um sistema de medidas. Se os indicadores financeiros não mostram o esperado. pode haver problemas na execução. satisfação e lucratividade dos clientes. de inovação. que representam o equilíbrio entre indicadores externos voltados para acionistas e clientes. O importante é o equilíbrio entre as medidas de resultado.implementadas e executadas. devendo também traduzir a visão e a estratégia de uma unidade de negócios em objetivos e medidas tangíveis.Perspectivas e indicadores essenciais a. b. Em geral. Como atendemos aos interesses dos acionistas? página 04 Na perspectiva financeira.

consertos. devoluções e processamento de pagamentos. em termos absolutos ou relativos. Deve se preocupar com a produção e disponibilidade dos produtos e serviços desenvolvidos durante o processo de inovação.determinada em termos de número de clientes. qualidade e tempo de resposta. serviço pós-venda: esta é uma etapa de grande influência no processo de criação de imagem e reputação da organização na cadeia de valor do cliente. Como melhorar e criar valor agregado? . Tem início nesta etapa o recebimento de um pedido e termina com a entrega do produto ou prestação de serviço. d. captação de clientes: medição. lucratividade com o cliente: medição da lucratividade da empresa no negócio ou nos negócios com um cliente. do percentual de clientes com os quais a unidade de negócio continua mantendo relações comerciais. Em que processos precisamos ser eficientes? As medidas de processo interno devem ser voltadas para aqueles que terão maior impacto na satisfação do cliente e na consecução dos objetivos financeiros da empresa. ou com um segmento de mercado. incluindo: treinamentos. em números absolutos ou relativos. satisfação dos clientes: registro do nível de satisfação dos clientes em relação a critérios preestabelecidos de desempenho ou de valor agregado. depois de levantar as despesas específicas requeridas para atender esse cliente ou esse mercado. retenção de clientes: acompanhamento. operação: as principais medidas operacionais genéricas são: custo. Esse modelo inclui três processos principais: inovação: durante esse processo. Em seguida são desenvolvidos os produtos e/ou serviços que deverão satisfazer as necessidades identificadas. Campos (2001) diz que devem ser pesquisadas as necessidades reais e futuras dos clientes-alvos. capital investido. página 05 c. garantias. do percentual de clientes novos ou de novos negócios ganhos pela organização. unidades vendidas ou instaladas.

que serve de base para um sistema de medição e gestão estratégica. É um novo instrumento que integra as . acusam uma grande defasagem entre as capacitações das pessoas. Para Costa (2001). satisfação do empregado e impacto sobre a sociedade são resultados alcançados por meio de liderança. É necessário capacitar os funcionários. intensificar a tecnologia e os sistemas de informação e alinhar os procedimentos e rotinas organizacionais para eliminar essa defasagem. 1951). 1991) que procura evidenciar as relações de causa e efeito entre diversos fatores de sucesso. dos sistemas e dos procedimentos e a requerida para alcançar os objetivos. página 07 BSC Como Sistema de Gestão Estratégica O Balanced Scorecard traduz a missão e a estratégia das empresas num conjunto abrangente de medidas de desempenho. os objetivos traçados através do Balanced Scorecard. O prêmio europeu estabelece que satisfação do cliente. O resultado final é a excelência nos resultados empresariais. administração de pessoas. 1987) e o Prêmio Europeu de Excelência em Qualidade na Comunidade Econômica Européia (CEE. que impulsiona quatro fatores: política e estratégia. promovendo o desempenho. Resumo dos Indicadores (Fatores) do Balanced Scorecard: O Reconhecimento do Controle da Qualidade Outra contribuição importante para aumentar a abrangência dos sistemas de controle foi feita pelos prêmios de qualidade instituídos em diferentes países. o Prêmio Malcolm Baldrige (EUA. recursos e processos.página 06 O aprendizado e o crescimento da organização vêm de três principais fontes: as pessoas. os sistemas e os procedimentos organizacionais. Os principais são o Prêmio Deming de Qualidade (Japão.

comunicação e conexão: permite que os gerentes comuniquem a estratégia para cima e para baixo na organização e a conectam às metas das unidades e dos indivíduos. Gestão . e que mede o desempenho organizacional sob quatro perspectivas equilibradas. feedback e aprendizado: proporciona à empresa a capacidade de aprendizado estratégico. como a síntese final do desempenho gerencial e organizacional. a empresa monitora os resultados de curto prazo corretamente e avalia a estratégia de médio e longo prazo à luz do desempenho recente. funcionários e sistemas ao sucesso financeiro em longo prazo. em Avaliações. Acesso pelo menu "Avaliação". expressando-a em termos que orientam a ação no nível local. . utilizá-lo. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema.Módulo IV Aula 10 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. A técnica introduz quatro novos processos que ajudam as empresas a conectar os objetivos de longo prazo às ações de curto prazo: tradução da visão: ajuda os gerentes a desenvolver o consenso em torno da estratégia da empresa. Cria condições para que as empresas modifiquem a estratégia em função do aprendizado em tempo real. o BSC trouxe à tona uma reflexão muito mais completa do valor de uma organização do que àquelas anteriormente baseadas apenas no aspecto financeiro. segundo Rocha&Pinto (2000). processos internos. Com isso. planejamento de negócios: permite que a empresa integre o plano de negócios com o seu plano financeiro. além de considerar também o valor financeiro. As empresas que pretendem usar o BSC terão duas tarefas: primeiro precisam elaborar o scorecard e. que consiste em reunir feedback.exercícios de auto-avaliação . É mais do que um sistema de medidas táticas ou operacionais. mas incorpora um conjunto de medidas mais genérico e integrado que vincula o desempenho sob a ótica dos clientes. nos processos internos e no aprendizado e crescimento da organização. Ele preserva os indicadores financeiros. testar as hipóteses em que se baseou a estratégia e efetuar os ajustes necessários. como os tradicionais balanços contábeis. conclusão Conclusão Com o Balanced Scorecard (BSC) no centro do sistema gerencial. sem menosprezar as medidas financeiras do desempenho passado. Porém inclui valores baseados nos clientes. depois.medidas derivadas da estratégia. O BSC não estabelece o valor de um negócio apenas sob a perspectiva financeira.

Para visualizar a correção. das Neves Junior Carlos Roberto Stuckert Rogério de Castro Pastore Lidia Glória dos Santos Dalva Maria Souza Moura Núcleo pedagógico Claudia Pohl Jenifer de Freitas Lucas Machado Marcelo Larroyed Polliana Alves Simone Dourado Tatiana Beust Valéria Maia e Souza Vinícius Henrique William Robespierre Athanazio Núcleo web Alessandra Brandão Bruno Carvalho Carlos Inocente Francisco Wenke Ítalo Fernandes Sônia Mendes Núcleo administrativo Espedito Marques de Azevedo Luciano Marques .Avaliação Final do Módulo IV Avaliação de módulo – São exercícios subjetivos. Lembre-se de que caso seja necessário. botão Avaliações. Espera-se que o aluno demonstre capacidade de análise e domínio dos temas estudados. o Professor-Tutor pode solicitar que você reformule sua resposta. caso em que ele enviará uma mensagem orientando-o nesse sentido. que serão corrigidos pelos tutores. disponíveis ao final de cada módulo. clique na atividade pretendida no painel de desempenho. O acesso é pelo menu Avaliação. Créditos Créditos Conteudista Evandro Lepletier Coordenação Claudia Pohl Professores-tutores Aderson Pimentel de Alencar Filho Aires P.

Maxlano Cardoso .

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