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Gestao Administrativa No Setor Publico

Gestao Administrativa No Setor Publico

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Sections

  • Guia do Estudante
  • Apresentação do Curso
  • Antecedentes Históricos
  • CRONOLOGIA DOS PRINCIPAIS EVENTOS DOS PRIMÓRDIOS DA ADMINISTRAÇÃO
  • Anos Autores Eventos
  • Conclusão
  • Gestão - exercícios de auto-avaliação - Módulo I Aula 1
  • Administração Científica
  • Você sabe quem foi Henry FORD?
  • Gestão - exercícios de auto-avaliação - Módulo I Aula 2
  • TEORIA CLÁSSICA
  • Gestão - exercícios de auto-avaliação - Módulo I Aula 3
  • A ÊNFASE NAS RELAÇÕES HUMANAS
  • Gestão - exercícios de auto-avaliação - Módulo I Aula 4
  • A ORIGEM DA BUROCRACIA, SUAS FUNÇÕES E DISFUNÇÕES
  • Tipos de Sociedade
  • Tipos de Autoridades
  • Desenvolvimento da Burocracia
  • Características da Burocracia segundo Weber
  • Vantagens da Burocracia
  • Racionalidade Burocrática
  • Dilemas da Burocracia
  • Disfunções da Burocracia
  • Gestão - exercícios de auto-avaliação - Módulo I Aula 5
  • TIPOS DE ORGANIZAÇÃO
  • Comissões
  • Gestão - exercícios de auto-avaliação - Módulo I Aula 6
  • DEPARTAMENTALIZAÇÃO
  • Conceito de Departamentalização
  • Tipos de Departamentalização
  • Princípios de Departamentalização
  • Escolhas de alternativas de departamentalização
  • Gestão - exercícios de auto-avaliação - Módulo I Aula 7
  • EFICIÊNCIA E EFICÁCIA
  • Conceitos
  • Eficiência e Eficácia
  • Gestão - exercícios de auto-avaliação - Módulo I Aula 8
  • VISÃO SISTEMICA
  • Histórico
  • Sistemas
  • Hierarquia dos Sistemas
  • Características dos Sistemas Abertos
  • A Teoria de Sistemas nas Organizações
  • Gestão - exercícios de auto-avaliação - Módulo I Aula 9
  • VISÃO CONTINGENCIAL
  • Origem
  • Os Estudos de Woodward
  • O trabalho de Perrow - Tecnologia e Estrutura
  • Burns e Stalker
  • Os Estudos de Lawrence e Lorsch
  • Gestão - exercícios de auto-avaliação - Módulo I Aula 10
  • Avaliação Final de Módulo I
  • EVOLUÇÃO DO ESTADO
  • Formação
  • Evolução do Estado
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo II Aula 1
  • REFORMAS ADMINISTRATIVAS
  • Estratégia de implementação da reforma
  • Da Administração Pública burocrática à gerencial
  • Dimensões da reforma
  • Reforma Administrativa no Governo Collor
  • Reforma Administrativa no Governo Fernando Henrique Cardoso
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo II Aula 2
  • MODERNIZAÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
  • Modelos da Nova Administração Pública
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo II Aula 3
  • ESTRATÉGIA SOB A VISÃO DE MICHAEL PORTER
  • A função do planejamento estratégico
  • O diagnóstico estratégico
  • Análise externa: ambiente geral e o ambiente de negócio
  • Implementação da estratégia
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo II Aula 4
  • ESTRATÉGIA SOB A VISÃO DE HENRY MINTZBERG
  • Escola do Desenho – Selznick (1957)
  • Escola do Planejamento – Ansoff (1965)
  • Escola do Posicionamento - Purdue (1970) e Porter (1980/85)
  • Escola Empreendedora - Shumpeter (1950) e Cole (1959)
  • Escola Cognitiva – Simon (1947/57) March e Simon (1958)
  • Escola do Aprendizado - Vários (1959/80) Prahalad e Hamel (1990)
  • Escola do Poder - Vários (1971/84)
  • Escola Cultural - Final dos anos 60 na Suécia
  • Escola Ambiental - Teóricos das contingências (1977)
  • Escola da Configuração - Chandler (1972) – grupo de McGill
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo II Aula 5
  • FOCO NA PRÁTICA DO PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO PÚBLICO
  • Planejamento Estratégico e Situacional
  • Postulados Teóricos do Planejamento Estratégico
  • Características do Planejamento Estratégico
  • Planejamento Estratégico na Prática
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo II Aula 6
  • MEGATENDÊNCIAS FUTURAS
  • Megatendências sob a visão de alguns estudiosos
  • Mudança de Paradigma no Setor Público
  • Educação Continuada
  • Ensino a distância
  • GESTÃO PÚBLICA PARA O DESENVOLVIMENTO COM INCLUSÃO SOCIAL
  • Governo e Sociedade
  • Opinião Pública
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo II Aula 8
  • UMA NOVA GERAÇÃO DE TRANSFORMAÇÕES DA GESTÃO PÚBLICA
  • Características da Gestão Pública
  • Gestão Pública X Sociedade
  • Governo Empreendedor e Governo Burocrático
  • Sociedade do Conhecimento
  • AS TRANSFORMAÇÕES NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA COM FOCO NO LEGISLATIVO
  • Funções do Legislativo
  • As transformações com o foco no Legislativo
  • Gestão - exercícios de auto-avaliação - Módulo II Aula 10
  • Avaliação Final de Módulo II
  • MOTIVAÇÃO
  • Teoria de Maslow
  • A teoria dos dois fatores de Herzberg, segundo Chiavenato (2000):
  • Teoria dos dois fatores: os satisfacientes e os insatisfacientes
  • O modelo contingencial de motivação de Vroom, segundo Chiavenato (2000):
  • ESTILOS DE LIDERANÇA
  • O Líder
  • Os três componentes básicos para atingir as metas
  • Estilos de liderança para Robbins (1999)
  • O Estilo de Liderança pode ser classificado em cinco versões
  • Diferenças entre chefes e líderes
  • Diferenças primárias entre gerentes e líderes
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo III Aula 2
  • ORGANIZAÇÃO INFORMAL
  • Organização
  • Estrutura Organizacional
  • A organização informal
  • Grupos informais
  • Normas de conduta
  • Cultura Organizacional
  • Clima organizacional
  • Características da organização informal
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo III Aula 3
  • NEGOCIAÇÃO GANHA-GANHA
  • Tipos de negociação em uma empresa
  • Táticas de negociação
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo III Aula 4
  • INTELIGÊNCIA EMOCIONAL
  • O intrapessoal e o interpessoal
  • Intrapessoal
  • O uso interpessoal
  • A maneira correta de se comunicar
  • Desenvolvendo a destreza interpessoal
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo III Aula 5
  • INTELIGÊNCIAS MÚLTIPLAS
  • Inteligência Lingüística
  • Inteligência musical
  • Inteligência Lógico-Matemática
  • Inteligência Espacial
  • Inteligência Corporal Cinestésica
  • Inteligências Pessoais
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo III Aula 6
  • COMUNICAÇÃO INSTITUCIONAL
  • Eficiência e eficácia da comunicação institucional
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo III Aula 7
  • DINÂMICA DE GRUPO
  • Natureza do grupo
  • Divisão dos grupos
  • O animador
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo III Aula 8
  • FERRAMENTAS GERENCIAIS
  • Os métodos gerenciais
  • As Ferramentas
  • Diagrama de Causa e Efeito
  • Ferramenta de estratificação
  • Gráfico de Pareto
  • Diagrama de Dispersão
  • Fluxograma ou Diagrama de Processo
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo III Aula 9
  • JANELA DE JOHARI
  • O “eu aberto”
  • O “eu oculto”
  • O “eu desconhecido”
  • Você é neurótico (a)?
  • Como fazer para sua janela se tornar cada vez mais aberta?
  • Gestão - exercícios de auto-avaliação - Módulo III Aula 10
  • Avaliação Final de Módulo III
  • As Etapas do Ciclo PDCA:
  • Fonte: http://www.sakosta.de/geschaeftsfelder/managmentsys/pdca.gif
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo IV Aula1
  • Nas Organizações
  • Custeio Padrão x Kaizen
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo IV Aula 2
  • CONTROLE DA QUALIDADE TOTAL
  • História da Qualidade
  • Os 14 Princípios do Método Deming
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo IV Aula 3
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo IV Aula 4
  • O que é?
  • Nacional de Metrologia)
  • São 20 os elementos abordados nas séries ISO 9000
  • Modificações nas normas da Família ISO a partir de 2000
  • O que há de novidade na ISO 9000:2000?
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo IV Aula 6
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo IV Aula 7
  • O Processo de Premiação
  • Caso tenha alguma dúvida é só entrar em contato
  • Premiações Internas
  • A Banca Examinadora
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo IV Aula 8
  • O que é um ERP?
  • Como Surgiu?
  • Seu Impacto
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo IV Aula 9
  • BALANCED SCORECARD (BSC)
  • Os Sistemas Existentes
  • O Surgimento do Balanced Scorecard (BSC)
  • BSC - Perspectivas e indicadores essenciais
  • Resumo dos Indicadores (Fatores) do Balanced Scorecard:
  • O Reconhecimento do Controle da Qualidade
  • Gestão - exercícios de auto-avaliação - Módulo IV Aula 10
  • Avaliação Final do Módulo IV

Calendário

CALENDÁRIO

DIA

ATIVIDADE

16 de agosto

Início do curso. Ambientação na plataforma do curso. Abertura do Fórum de apresentação dos alunos e dos tutores.

25 de agosto

Prazo final para a participação no Fórum de Apresentação. O não cumprimento da atividade proposta implicará na exclusão do aluno e consequente convocação daqueles que estiverem aguardando a segunda chamada.

26 de agosto

Convocação de alunos inscritos em 2ª chamada.

08 de setembro Prazo final para envio da Avaliação Final do Módulo I.

29 de setembro Prazo final para envio da Avaliação Final do Módulo II.

10 de outubro Fórum Temático - debate sobre tema a ser sugerido pelo Professora Tutor. 21 de outubro 04 de novembro Prazo final para o envio da Avaliação Final do Módulo III.

25 de novembro Prazo final para o envio da Avaliação Final do Módulo IV.

29 de novembro Prazo final para a correção das avaliações.

Término do curso.
30 de novembro Encerramento do acesso à plataforma.

Guia do Estudante

Guia do Estudante
As orientações abaixo ajudarão você, estudante a distância, a utilizar melhor os recursos didáticos do nosso curso. Estas instruções visam a auxiliá-lo durante todo o seu percurso, levando-o a um maior aproveitamento e sucesso em seus estudos. A tutoria é um importante sistema de ajuda pedagógica do ensino a distância, oferecendo orientação e atendimento às dúvidas sobre os conteúdos. Nossa tutoria é composta de especialistas que atendem a todos os alunos, durante o período do curso. No menu Comunicação, você acessa tanto o ambiente do Fórum, oportunidade em que será ouvido por todos, quanto o da Mensagem, que é seu canal direto de comunicação com o Tutor, onde você deve postar todas as dúvidas, e, também, com seus colegas de curso. É tratado como um “e-mail interno”. Lembre-se de consultá-lo regularmente. No cabeçalho e no rodapé do ambiente “Trilhas”, você encontrará os botões de navegação Próximo/Anterior, que darão opção de avançar e recuar no conteúdo. Para navegar pelos módulos/unidades escolhidos, no botão de rolagem abra o índice e clique na opção desejada. Observe que acima do campo de navegação o sistema informa seu posicionamento no texto-base até o número da página. Para sua facilidade, caso deseje, o conteúdo do curso pode ser impresso clicando no menu de apoio na lateral da sua tela em Versão para imprimir. Atividades de estudos Diversas atividades irão auxiliá-lo, funcionando como reforço na aprendizagem. Após o estudo do conteúdo de cada aula e módulo, você deverá executar: Pelo painel de desempenho você acompanha suas atividades no curso. Observe pela cor indicada na legenda a situação dos exercícios, avaliações e fóruns.

Autoavaliação - Essa atividade, na qual você mesmo

verifica seu progresso, será corrigida automaticamente pelo sistema. Toda vez que visualizar o ícone indicado, acesse o menu Avaliação e no botão Avaliações busque a atividade referente a aula estudado. Ela pode ser refeita tantas vezes quanto necessário.

Avaliação de módulo - São exercícios subjetivos, disponíveis ao

final de cada módulo, que serão corrigidos pelos tutores. Espera-se que o aluno demonstre capacidade de análise e domínio dos temas estudados. O acesso é pelo menu Avaliação, botão Avaliações. Para visualizar a correção, clique na atividade pretendida no painel de desempenho. Dica: para não correr o risco de perder as respostas, orientamos os alunos a fazer a avaliação em um editor de texto (por exemplo: Word) e depois passar para o painel.
O fórum é um valioso instrumento de integração possibilitando que todos os participantes se conheçam e

compartilhem conhecimentos. Os fóruns de apresentação e temático são agendados previamente. Sua participação é obrigatória e será considerada na composição da nota final do curso. O aluno que não participar do fórum de apresentação até o 10º dia do início do curso será considerado reprovado. Localize o acesso por meio do menu Comunicação. Observação: A não participação do aluno no fórum de apresentação até o 10º dia do início do curso implicará na reprovação do mesmo para a convocação daqueles que estiverem aguardando a segunda chamada. O não cumprimento das atividades propostas nos prazos determinados, implicará na reprovação do aluno e consequente impedimento por 6 meses de nova pré-matrícula nos cursos do ILB.

página 02

CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO

MÓDULO I

MÓDULO II

MÓDULO III

MÓDULO IV

TOTAL PARCIAL 80 pontos TOTAL PARCIAL 20 pontos

20 pontos

20 pontos

20 pontos

20 pontos

FÓRUM DE APERSENTAÇÃO

FÓRUM TEMÁTICO

5 pontos

15 pontos

TOTAL GERAL

100 pontos

IMPORTANTE:

Ao acessar o ambiente virtual de aprendizagem, abaixo da "Agenda" busque a aba "Dados", lá a primeira opção é a foto. Clique em Procurar e anexe o arquivo que deve estar salvo em seu equipamento (deve ter a extensão .jpeg ou .jpg para ser reconhecido pelo sistema) e salve. Sua foto deverá ficar visível nessa mesma página, caso negativo, saia e acesse novamente o sistema. A foto identifica melhor você, minimizando a distância e ajudando na interatividade do grupo!

página 03

Certificação Eletrônica: Conseguindo desempenho suficiente nas atividades programadas, você estará apto à CERTIFICAÇÃO. Decorridos 10 dias após a data de conclusão do curso, entre com seu nome de usuário e senha e clique no ícone Emitir certificado. Você terá a opção de imprimir o CERTIFICADO e uma DECLARAÇÃO com o conteúdo programático. Poderá também salvar o arquivo, para posterior impressão.

Caso deseje uma impressão especial, bastará utilizar papel com gramatura ou textura diferenciada.

o ILB passou a fornecer autenticação digital. determinando o sucesso final.o não cumprimento de algumas das datas implicará o cancelamento de sua matrícula. Nossas sugestões para que você tenha um bom aproveitamento são as seguintes: · administre bem seu tempo .) Telefone: (00+55) (61) 3303-1475 Horários de atendimento ao aluno virtual: 10h às 12 h e 15h às 17h (dias úteis) Confira os ícones utilizados neste curso: Acesse o texto sugerido Comunique-se Exercício de autoavaliação Assista ao filme ou ao vídeo Literatura sugerida Avaliação Final de Módulo Atenção Conclusão página 04 Sugestões para um bom estudo: As atitudes do estudante a distância.gov. · consulte com regularidade a agenda contendo o cronograma do curso . Suporte Técnico O Núcleo Web do ILB oferece apoio a problemas de acesso ao ambiente virtual de aprendizagem e orientações para a utilização dos recursos e ferramentas de EaD. informando seu nome completo e o curso em que está inscrito. são fatores que ajudam o aluno a persistir e permanecer no curso. traduzidas em hábitos de estudo.br (Identifique a mensagem. .Para os inscritos a partir do segundo semestre de 2011.assegure-se de que terá disponibilidade para se dedicar ao estudo. E-mail: ilbead@senado. cujo código consta do certificado e que pode ser acessada na página inicial (a mesma em que é feito o login).

um deles o de aumentar a eficiência pela melhoria da gestão que resulte no correto uso dos recursos públicos. certamente liderados por servidores preparados. Pretende. Gestão Estratégica com foco na Administração Pública. · a plataforma é o melhor canal de comunicação com a tutoria .· procure realizar as atividades dentro dos prazos previstos . seguramente. O conteúdo programático foi cuidadosamente desenvolvido para atender às necessidades e anseios próprios da Administração Pública. pois.eles são instrumentos valiosíssimos de interação com o grupo. Apresentação do Curso O curso Gestão Administrativa no Setor Público tem por objetivo disseminar conhecimentos básicos e atualizados de liderança no setor público.os exercícios respondidos fora da ordem ficam aguardando a vez para serem corrigidos e você corre o risco de se esquecer de retomá-los.eles são planejados de forma a otimizar os resultados pretendidos e a pontualidade demonstra seu compromisso com o processo de aprendizagem. Em seu escopo. e Gestão de Processos. elaborado conforme os preceitos da Educação a Distância. . O material contém as informações e exercícios necessários ao aluno para o cumprimento dos objetivos propostos. fornecer aos agentes públicos. página 02 Do que se trata O curso trata especialmente de quatro grandes temas. em linguagem clara e objetiva. atualizados e dispostos à aplicação de novos instrumentos de trabalho que resultem numa melhor condição de enfrentar as transformações decorrentes do processo de globalização e do rápido avanço da tecnologia mundial. Gestão de Pessoas e das Organizações.recorra preferencialmente ao tutor para sanar suas dúvidas de conteúdo. da ótica do Estado Brasileiro e das grandes tendências mundiais com vistas a um planejamento mais direcionado e uma visão mais abrangente do processo de Administração Pública. · participe dos fóruns de debates . é abordado o ambiente de mudança a que todos nos vemos envolvidos nestas últimas décadas. utilize o botão “Mensagem” no menu “Comunicação”. · sempre que acessar a plataforma. serão empreendidas no contexto organizacional de atuação de cada um. O material didático. cujos conteúdos são colocados de maneira clara e compreensível. navegue pelos ambientes de estudo para ver se algo novo foi acrescentado. Apresentação Bem-vindo(a) à capacitação a distância promovida pelo Instituto Legislativo Brasileiro! Ela é uma das soluções para você complementar sua formação e sua atualização. o embasamento teórico e o instrumental prático que muito contribuirá para a qualidade e eficácia das ações que. voltados ao ambiente do Poder Legislativo: Teorias Administrativas. está dividido em quatro módulos. visto que o Estado brasileiro enfrenta hoje muitos desafios. além de integrarem a avaliação. · execute as atividades propostas em sequência de unidades/módulos .

“todo administrador possui cinco funções básicas: planejamento. Isso também permitirá que os portadores de cuidados especiais (deficientes visuais.Visão Sistêmica aula 10 . Modulo I Módulo I aula 01 . seleção e direção de todo tipo de empresa e em qualquer nível”.A Administração Científica aula 03 . decisão de trabalho. planejar aplicações. O profissional que utiliza a Administração como meio de vida costuma solucionar problemas. O curso pode ser visualizado e ouvido por meio de outra ferramenta – Breeze. é necessário que o computador tenha caixas de sons (embutidas ou não). assim como o Adobe (extensão PDF). De acordo com Koontz (1989). estabelecimento dos líderes e das tarefas.Eficiência e Eficácia aula 09 . é necessário instalar um software.Conceitos Básicos e Antecedentes Históricos aula 02 . controle.A Origem da Burocracia. enfim.Tipos de Organização aula 07 . tipo Media Player.Conceitos Básicos e Antecedentes Históricos aula gravada em áudio Antecedentes Históricos Nas sociedades primitivas. por meio do qual o aluno poderá ouvir a aula gravada em áudio. a caçada de um animal para o sustento era um empreendimento que envolvia planejamento.Teoria Clássica aula 04 . suas Funções e Disfunções aula 06 . Existem softwares livres para essa finalidade e possível de serem baixados (download) gratuitamente pela internet. e.Esse ícone indica o acesso a aula no sistema Breeze. efetuar diagnósticos. acompanhem o curso sem maiores prejuízos.Departamentalização aula 08 . CRONOLOGIA DOS PRINCIPAIS EVENTOS DOS PRIMÓRDIOS DA ADMINISTRAÇÃO . Para ouvir o curso. ou similar. organização. que já está incorporada no curso. Os arquivos abertos em sua extensão permitirão que o aluno acompanhe visualmente e audivelmente as aulas.A Ênfase nas Relações Humanas aula 05 . A Administração revela-se nos dias de hoje como uma área do conhecimento humano permeado de complexidades e desafios. desenvolver estratégias. como se estivesse dentro de uma sala de aula. por exemplo). da Microsoft.Visão Contigencial aula 01 . tudo que for ligado à organização. dimensionar recursos.

controle de inventários. táticas políticas. . especialização. princípio da execução. 2600 aC 2000 aC Egípcios Egípcios 1800 aC Hamurabi (Babilônia) 1491 aC Hebreus 600 aC Nabucodonosor (Babilônia) 500 aC 400 aC Mencius (China) Sócrates (Grécia) Ciro (Pérsia) Platão (Grécia) 175 aC 284 1436 Cato (Roma) Dioclécio (Roma) Arzenal de Venenza 1525 Niccoló Machiavelli (Itália) 1767 Sir James Stuart (Inglaterra) 1776 Adam Smith (Inglaterra) Princípio de especialização dos operários. organizar e controlar. estudo de movimentos. enunciado das qualidades de liderança. padronização. Controle de produção e incentivos salariais Necessidade de sistemas e padrões Enunciado da universalidade da Administração. Descrição de funções Delegação de Autoridades Contabilidade de custos.Anos 4000 aC Autores Egípcios Eventos Necessidade de planejar. estabelecimento de salário mínimo. Teoria da fonte de autoridade. Princípio da Especialização. Necessidade de Relações Humanas. Uso de consultoria de Staff Uso de controle escrito e testemunhal. impacto de automação. contabilidade de custos e controle de qualidade. 1799 Eli Whitney (Estados Unidos) Método Cientifico. princípio escalar. Princípio do consenso e de coesão na organização. linha de montagem. Conceito de organização. Descentralização na organização Necessidade de ordens escritas. diferenciação entre gerentes e operários. balanços contábeis. arranjo físico e manuseio de materiais. Administração de pessoal. conceito de controle. amplitude administrativa.

mas para seu surgimento foram necessários séculos de preparação. métodos de trabalho. A tarefa básica é fazer as coisas por meio das pessoas de maneira eficiente (eficiência é a qualidade de fazer com excelência. eficaz (eficácia é a realização perfeita de determinada tarefa ou função. estudos de tempos e métodos. planejamento. tendência para) e minister (subordinação ou obediência). Arte de Administração. sem perdas ou desperdícios de tempo. incentivo salarial. ou seja. decisão do trabalho. é aquilo ou aquele que chega ao resultado. afinal. contabilidade de custos. 1810 Robert Owen (Inglaterra) 1832 Charles Bobbage (Inglaterra) 1856 Daniel C. Mc Callum (EUA) 1886 Henry Metcalfe (Estados Unidos) 1900 Frederick W. princípio de execução. tempos padrões. Praticas de pessoal. aquele que presta um serviço a alguém. Toda organização precisa ser administrada para alcançar seus objetivos com a maior eficiência e economia de ações e de recursos. 2000. auditoria. Taylor (Estado Unidos) Fonte: CHIAVENATO. Mas. com nenhum ou com o mínimo de erros) e. cooperação entre operários e gerência. treinamento dos operários. dinheiro ou energia. Administração Cientifica. especificações. lavradores e até profissionais autônomos que trabalhavam por conta própria. Administração sistemática em ferrovias. gratificações natalinas. ao mesmo tempo. Conceitos Básicos Como acabamos de ver. planos de casas para os operários. que produz o seu efeito específico. estudo de temos e movimentos. ênfase no planejamento e controle. segundo Chiavenato (2000). prêmios de produção. seja ela lucrativa ou não”. que significa aquele que realiza uma função sob o comando de outrem. surge a história da Administração. . isto é. as poucas organizações que existiam eram muito pequenas: oficinas. artesãos independentes. No início do século XX. “administrar nada mais é do que conduzir racionalmente as atividades de uma organização. P.1800 James Watt Mathew Boulton (Inglaterra) Procedimentos padronizados de operação. administrar é buscar otimizar resultados com os recursos disponíveis. o que é administrar? A palavra Administração vem do latim ad (direção. Uso do organograma para a estrutura organizacional. efeito das cores na eficiência do operário. No entanto. que produz o resultado pretendido). a Administração é praticada desde que existem os primeiros agrupamentos humanos. Ênfase na abordagem cientifica e na especialização. ciência da Administração. com qualidade e competência. 22-23 pagina 02 No final do século XIX.

apenas a igreja possuía um modelo estruturado por uma hierarquia de autoridade (um Estado maior e uma coordenação funcional para a integração). já com ênfase na estrutura organizacional. sobretudo. elevando a racionalização do trabalho com ênfase nas tarefas. as teorias administrativas precisam se adaptar às mudanças e incertezas que surgem no decorrer do tempo. que veio a ser complementada com a Teoria das Contingências. página 04 A seguir. para continuarem sempre úteis e aplicáveis. Já nos próximos módulos. Através da Administração Científica de Taylor. A eficiência tem uma gradação: uma pessoa. que definiu os princípios gerais da Administração e as funções do administrador. mais tarde desenvolvida pela Teoria Comportamental. ou é eficaz ou não é. cosmologia. Uma secretária pode ser mais eficiente hoje do que amanhã. abordaremos mais detalhadamente cada teoria. que abriu a perspectiva do conhecimento humano. e. Influência da Organização da Igreja Católica A organização eclesiástica serviu de modelo administrativo para as organizações. A influência de filósofos como o grego Sócrates. É importante ressaltar que. página 03 A seguir. viabilizando a implementação dos princípios da divisão do trabalho. baseada na psicologia organizacional e. Já a eficácia implica ser ou não ser: uma medicação. máquina ou organização pode ser mais ou menos eficiente que outra. metafísica. crítica de cada teoria da Administração. ciências naturais e lógica. veremos as principais influências que contribuíram para a Administração: Influências dos Filósofos Várias influências contribuíram para o desenvolvimento da história da Administração. filósofo francês que criou as coordenadas cartesianas e deu impulso à matemática e à geometria da época. Podemos verificar que a ênfase no ambiente surgiu com a Teoria dos Sistemas. inexperientes à época. e René Descartes. mas sempre agindo em prol da organização. que parte do princípio de que a Administração depende das circunstâncias ambientais e tecnológicas da organização. da ordem e do controle. embora cada qual valorize uma ou algumas das cinco variáveis básicas: tarefa. Como surgiram as teorias administrativas? Cada teoria surgiu como uma resposta aos problemas organizacionais relevantes de sua época. Em seguida. e Aristóteles.Você já sabe diferenciar eficácia de eficiência? O eficiente vai além do eficaz. Nesse momento. nosologia. estrutura. pessoas. que expôs os problemas políticos e sociais decorrentes do desenvolvimento cultural e social dos gregos. surge o filósofo inglês Francis Bacon. a Teoria Geral da Administração teve como primeira e principal finalidade alcançar a eficiência industrial. e a Teoria da Burocracia de Weber buscaram a racionalização do trabalho. a Teoria Estruturalista promoveu a análise dentro das organizações e do ambiente organizacional. o seu discípulo Platão. pela Teoria do Desenvolvimento Organizacional. No mesmo foco. comparativa. Mediante a Teoria das Relações Humanas. por exemplo. detalharemos uma visão ampla. posteriormente. fundador da lógica moderna baseada em separar experimentalmente o que é essencial do que é acidental ou acessório. Com a filosofia moderna. que analisou a Administração como a habilidade pessoal separada do conhecimento técnico e da experiência. tecnologia e ambiente. . a ênfase nas tarefas e na estrutura é substituída pela ênfase nas pessoas. a Teoria Clássica de Fayol. discípulo de Platão. dando o impulso inicial à filosofia.

br página 06 Influência dos Economistas Liberais A partir do século XVIII. iniciada na Inglaterra. . economistas liberais. que.com. pois as empresas industriais eram pequenas e geralmente gerenciadas pela própria família. Quais os fatores que impulsionaram essas mudanças? Podemos citar a ruptura das estruturas corporativas da Idade Média. poucas empresas tinham uma estrutura administrativa que exigisse os serviços de um administrador em tempo integral. promoveram o surgimento do socialismo e do sindicalismo. surgiu uma nova concepção de trabalho que modificou completamente a estrutura social e comercial da época. Tais princípios influenciaram. o avanço tecnológico. Na virada do século XX. inclusive. reforçaram a importância do planejamento e da organização dentro das funções organizacionais. que preceitua que todo soldado precisa saber perfeitamente aquilo que deve fazer e o que se espera dele. a aplicação dos progressos científicos à produção. economistas não liberais. Como você agiria se trabalhasse em uma empresa que vivesse em plena revolução Industrial? Fonte: www. Influência dos Pioneiros e Empreendedores Antes de 1850.Influência da Organização da Militar A organização militar influenciou a Administração através do conceito de hierarquia e também do princípio de direção. como Adam Smith. política e social. provocando profundas e rápidas mudanças de ordem econômica.ig. Foi nesse momento que os capitães da indústria (pioneiros e empreendedores) cederam seu lugar para os organizadores. página 05 Influência da Revolução Industrial Com a Revolução Industrial. a enorme ampliação de mercados e a substituição do tipo artesanal por um tipo industrial de produção.hpg. impulsionando as empresas capitalistas a implantarem métodos e processos de racionalização do trabalho e remuneração adequada.geojornal2003. a descoberta de novas formas de energia. grandes empresas passaram a entender que não era apenas uma questão de habilidade pessoal dirigir uma empresa e sim algo mais complexo. e proporcionaram razoável suporte para o aparecimento de alguns princípios de Administração. como Karl Marx e Friedrich Engels. a partir do início do século XIX.

tudo isso. Em um curso a distância. Gestão . • Crescimento dos negócios das empresas”. • Livre comércio. Procure organizar-se para ter o melhor aproveitamento possível do curso. • Mudança dos mercados vendedores para mercados compradores. • Aumento da capacidade de investimento de capital e elevação dos níveis de ponto de equilíbrio. os recursos escassos e o crescimento sustentável. o estudante tem um papel central no estabelecimento de uma relação de qualidade com o conteúdo proposto. esses fatores podem ser classificados em: • “Desenvolvimento tecnológico: que proporcionou um crescente número de empresas e nações concorrendo nos mercados mundiais. Acesso pelo menu "Avaliação". aula 02 . percebemos que a ciência de administrar a existência do homem em uma sociedade vem evoluindo conforme suas necessidades. conclusão Conclusão Nesse contexto.A Administração Científica . Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema.exercícios de auto-avaliação . • Rapidez do ritmo de mudança tecnológica: que torna obsoleto um produto ou reduz drasticamente seus custos de produção. em Avaliações. Não é suficiente administrar as empresas. as condições para o aparecimento da teoria administrativa estavam se consolidando. com o objetivo de proporcionar qualidade de vida à sociedade e seus membros.Módulo I Aula 1 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. porém quais fatores podem ser relevantes para o seu surgimento? Segundo Chiavenato (2000).Enfim. sem esquecer da responsabilidade sócio-ambiental. é necessário administrar as pessoas.

edu/cas/. Fonte:http://www. que desenvolveu a escola da Administração Científica com ênfase nas tarefas. Daí a ênfase na estrutura e na fisiologia. norte-americano. que foi o precursor da Teoria Clássica com a preocupação básica de aumentar a eficiência da empresa por meio da forma e disposição dos órgãos componentes da organização e suas relações estruturais. Mas quem foi Taylor? Frederick W.aula gravada em áudio Administração Científica As idéias de dois engenheiros constituem as bases da Abordagem Clássica da Administração. Dividida em duas orientações bem distintas: a de Frederick Taylor (norte-americano). é importante o interesse comum entre empregados e empregadores. preocupado com a necessidade de criar melhores condições para remunerar os . Taylor. criada por Taylor no início do século XX. ao empregado. tinha a preocupação de eliminar o desperdício e elevar a produtividade mediante a aplicação de técnicas da engenharia industrial. engenheiro. A escola da Administração Científica. O principal objetivo da Administração é assegurar o máximo de prosperidade ao patrão e. Dessa forma.jpg No primeiro estágio de sua obra. e a de Henry Fayol (francês). Os principais métodos científicos aplicáveis aos problemas da Administração são a observação e a mensuração. Taylor.etsu. foi o precursor da Administração Científica. ao mesmo tempo.

vadios e negligentes. ou seja. enquanto o trabalhador executa a tarefa. Determinava-se um padrão médio de produtividade e os operários que produzissem além da cota média eram melhor remunerados. a tarefa e seu tempo de execução são atribuídos ao operário que. mas pela necessidade de sobreviver. voltou-se para a racionalização do trabalho dos operários que mais produzissem. ainda nesta módulo). estará pronto para colaborar com a empresa. página 02 Estudo dos Tempos e Movimentos e Análise do Trabalho O instrumento básico para a racionalização do método de trabalho dos operários era o estudo de tempos e movimentos. Fragmentação das Tarefas e Especialização do Operário Outra finalidade do estudo dos tempos e movimentos era elevar sua produtividade. quando vigorava o sistema de pagamento por peças produzidas ou tarefas. segundo a produtividade desses operários. Taylor e seus seguidores desenvolveram planos de incentivos salariais e de prêmios por produção com base no tempo padrão e na convicção de que salário constitui a única fonte de motivação. melhorar o rendimento e a eficiência do operário e oferecer uma base uniforme de salários. página 03 Na Administração Científica verificou-se que a eficiência não depende somente do incentivo salarial e do método de trabalho. racionalizada e padronizada. resultando na linha de montagem como sua principal aplicação. buscou organizar e descrever os cargos e as tarefas para a racionalização do trabalho operário. em sua Administração Científica. . eliminar movimentos inúteis. prática não vigente à época. A idéia básica era que a eficiência aumentava com a especialização. Já na segunda etapa. enquanto que cargo é o conjunto de tarefas executadas de maneira rotineira e específica. Os objetivos desse processo são o treinamento dos operários. o estabelecimento de normas de execução. Com a Administração Científica ocorre a divisão de responsabilidades: a Administração fica com o planejamento e a supervisão. Para Taylor. Taylor preocupou-se em definir os princípios de Administração (a ser detalhada mais tarde. determinar o tempo médio que um operário comum levaria para execução da tarefa. Esse conceito deu origem ao termo “homo economicus”. ruídos. o homem procurava o trabalho não porque gostava de trabalhar. Uma vez analisada. e conseqüentemente. iluminação etc). Taylor. Mas você sabe qual a diferença entre cargo e tarefa? Tarefa é toda atividade executada por uma pessoa dentro da organização. permitindo.operários. selecionado e treinado. distribuir uniformemente cada tarefa. Em outras palavras. a limitação de cada operário à execução de uma única tarefa de maneira repetitiva e padronizada. Com essa finalidade. a adaptação do operário à própria tarefa e a maior especialização das atividades. a fixação dos tempos padrões para execução das tarefas. assim. O sistema ficou conhecido como “mais-valia”. mas também das condições físicas do ambiente de trabalho (ventilação. os operários não possuem capacidade para analisar e estabelecer racionalmente o processo mais eficiente. apesar de considerá-los irresponsáveis. trabalhando dentro dos padrões de tempo previstos.

gov Através da racionalização da produção. nem mesmo a linha de montagem. Você sabe quem foi Henry FORD? Embora Ford não tenha inventado o automóvel. a jornada variava entre dez e doze horas. – Princípio de Preparo: selecionar cientificamente os trabalhadores prepará-los e treiná-los. época.Observou-se também que não adiantava racionalizar o trabalho do operário se os supervisores continuavam a trabalhar dentro do mesmo empirismo anterior. Para envolver os escalões mais elevados. . .americaslibrary. Ford adotou três princípios básicos: . que permitiu a produção em série e em massa. Para tanto. enquanto na. estabelecendo o salário mínimo de cinco dólares por dia e a jornada diária de oito horas. Fonte: http://www. Ford inovou na organização do trabalho.princípio da intensificação (diminuir o tempo de produção). Organização Funcional A organização funcional é a estrutura organizacional que aplica o princípio funcional ou da especialização das funções.princípio da economicidade (estoque mínimo e alta velocidade de vendas). os engenheiros da Administração Científica passaram a se preocupar com os princípios de Administração capazes de vulgarizar o comportamento dos gerentes e chefes. – Princípio da Execução: Distribuir atribuições e responsabilidades para que a execução da tarefa seja organizada. de acordo com suas aptidões. . Taylor foi um dos defensores da organização funcional e acreditava que a especialização do operário deveria ser acompanhada pela especialização dos supervisores e da gerência. idealizou a linha de montagem.princípio da produtividade. Princípios da Administração Científica de Taylor – Princípio de Planejamento: substituir a improvisação pela ciência. por meio da estrutura funcional. – Princípio do Controle: controlar o trabalho para se certificar de que este está sendo executado de acordo com métodos estabelecidos. através do planejamento do método de trabalho.

dentre outros elementos citados nesta aula. motivadas no sentido da exploração do trabalhador como se fosse uma máquina.a visão do operário como uma simples peça no processo de produção.a abordagem incompleta. . pode ser considerada para alguns como eficaz por focar na racionalização do método de trabalho dos operários. a escola peca por não analisar as necessidades e motivos que levam o homem a trabalhar com mais entusiasmo. contate o seu tutor por meio da Plataforma de Educação a Distância do ILB (menu "Comunicação" . principalmente a partir da contribuição de psicólogos e sociólogos. senão os representados pela recompensa financeira (homo economicus). omitindo o restante da vida da empresa. A partir daí. do ponto de vista do trabalhador. conclusão Conclusão A Administração Científica. . ."Mensagem") ou por e-mail. por determinar o tempo médio de cada operário para executar uma determinada tarefa.página 04 Críticas à Administração Científica A maior crítica relativa à influência negativa que os conceitos de Taylor tiveram na gestão de empresas – mais especificamente nas indústrias – pode ser claramente observada no filme de Charles Chaplin: "Tempos Modernos". . envolvendo apenas a organização formal. Vejamos. os estudos de Taylor são vistos como distorcidos. . isolado como um apêndice da máquina industrial. O mecanicismo de sua teoria é o que impõe tarefas repetitivas aos operários em prol de uma maior produção e não se preocupa se o trabalhador possui outros interesses e motivações. Porém. . a seguir. Ele está à sua disposição. As teorias desenvolvidas por Taylor sofreram críticas por serem mecanicistas e. até mesmo.a submissão do operário a uma supervisão rigorosa e opressiva. outras pessoas acreditam que essa escola é incapaz de ver o operário como ser humano e sim como uma máquina.a abordagem prescritiva.a visão microscópica do homem. A partir daí. .a superespecialização que robotiza o operário. e o surgimento da Escola de Relações Humanas. O filme é uma crítica muito bem humorada sobre a força da supervisão no controle das tarefas dos operários.a ausência de qualquer comprovação científica de suas afirmações e princípios. iniciada com Elton Mayo e Mary Parker Follet. Em caso de dúvidas. . normativa e típica de sistema fechado.a limitação do campo de aplicação à fábrica. as principais críticas às esses estudos: . por eliminar movimentos inúteis.

Fayol. Taylor recebe o título de "Pai da Administração Científica".edu/images/jpg-100dpi-10in/misc/Wren/Portraits/Fayol.exercícios de auto-avaliação .Módulo I Aula 2 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. sendo o primeiro a dimensionar tempos e movimentos nas atividades produtivas. indo trabalhar em uma indústria metalúrgica e de mineração de carvão – Compagni Comenantry Four Chambault et Decazeville. aula 03 . formou-se em Engenharia de Minas. Taylor foi duramente criticado por considerar o trabalhador como sendo preguiçoso e dedicado tão somente aos ganhos materiais. Por isso.Apesar de várias críticas. como vimos no capítulo anterior. Fayol .cas. seguindo uma hierarquia do topo para a base da pirâmide. proporcionando o início de um rigor um pouco mais científico nos locais de trabalho. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. na França.jpg Mas você sabe quem foi Henry Fayol? Ele foi o responsável pela fundação da Teoria Clássica. nasceu em Constantinopla e. Entretanto. Fayol dedicou sua vida à introdução do método científico na administração das empresas.ou. Entretanto. até então apenas observado empiricamente. foi o primeiro a expressar sua mentalidade pragmática através do estudo de tempos e movimentos de tarefas. Gestão . em 1916. onde começou como engenheiro e chegou ao cargo de diretor (1888 a 1918).Teoria Clássica aula gravada em áudio TEORIA CLÁSSICA Assim como Taylor. Acesso pelo menu "Avaliação". aos 19 anos. Fonte: http://hsci. em Avaliações". realizava suas pesquisas no sentido inverso. enquanto nos Estados Unidos Taylor realizava seus estudos partindo das funções do operário chegando às atribuições da gerência. pelo predomínio da organização formal e pelos níveis de mensuração da produção nunca antes experimentado pelas indústrias. a Administração Científica inaugura as teorias administrativas e baliza as demais por seu foco nas tarefas.

o Fayolismo adquiriu impulso e popularidade. Como você montaria um organograma com as funções de cada visão? Você seria capaz de criar outras áreas? página 02 Mostraremos. As funções contábeis eram relacionadas aos registros. Funções básicas da empresa Para Fayol. as funções de segurança eram responsáveis por zelar pelos bens e pelas pessoas. a seguir. Enquanto que as funções financeiras correspondiam ao gerenciamento de capitais. balanços.desenvolveu um conjunto de "princípios de Administração geral" que considerava útil para toda situação administrativa em qualquer tipo de empresa. Já as funções comerciais referenciavam-se com a compra e venda de bens. A partir da Primeira Guerra Mundial. tornando-se conhecido como “uma escola de chefes”. como responsável pela integração dessas funções. temos as funções administrativas. tendo as funções sido substituídas por áreas. estatísticas e custos da empresa. Atualmente. essa visão de Fayol está totalmente ultrapassada. toda empresa deveria ter seis funções básicas: As funções técnicas estavam relacionadas com a produção de bens ou serviços da empresa. E por fim. como a maioria das organizações do século XX se dividem: .

Os autores Clássicos utilizam o conceito de elementos da Administração ou funções do administrador para formar o processo administrativo. Para Fayol. controle e coordenação.Funções do Administrador A teoria Clássica é caracterizada por definir as funções do administrador e como este deve agir no trabalho. o chefe ou o supervisor. mais aumenta a extensão e o volume das funções administrativas. comando. Fayol relacionou 14 princípios básicos que podem ser estudados de forma complementar aos de Taylor. e a organização uma de suas partes. organização. Administração é um todo. tais princípios são universais. você saberia definir o que é Administração? Algumas pessoas podem reconhecer Administração como sinônimo de organização. Diferença entre Administração e Organização Agora que já sabemos as funções básicas da Administração e do administrador. Fayol definiu que a função administrativa é distribuída proporcionalmente entre todos os níveis hierárquicos de uma organização e não importa se é o diretor. pois todos são administradores. tempo ou lugar. Você já é capaz de descrevê-los? página 03 Os Princípios Gerais da Administração Segundo Fayol. . abrangendo somente o estabelecimento da estrutura. O gráfico a seguir mostra claramente a proporcionalidade da função administrativa nos diferentes níveis hierárquicos da empresa e quanto mais se sobe na escala. logo todos desempenham atividades de previsão. maleáveis e podem ser aplicados em qualquer circunstância. o gerente.

3.capacidade de estabelecer um plano e cumpri-lo. 12.Defesa incondicional da estrutura hierárquica. dessa forma. como foi visto na unidade anterior. Fayol defendia o conceito de unidade de comando.Prevalência dos interesses gerais . essa idéia era vista como novidade.Eqüidade . substituíram o empirismo e a improvisação por técnicas científicas.Uma rotatividade alta é negativa ao desempenho da empresa e o moral dos funcionários. nesse aspecto. página 04 Teoria da Administração Os autores da Teoria Clássica.Deve ser suficiente para garantir a satisfação dos funcionários e da própria organização.Divisão do trabalho . 10. 5.Unidade de comando .As atividades vitais da organização e sua autoridade devem ser centralizadas.Iniciativa . 7. 8.Espírito de corpo . 4.um lugar pra cada coisa e cada coisa em seu lugar.1. justificando a lealdade e a devoção de cada funcionário à empresa. segundo o qual um operário deve ter apenas um chefe.regras de conduta e de trabalho válidas pra todos os funcionários. 13. 2. Nessa época. A sua organização pessoal e a disponibilidade de um tempo diário e preciso para os estudos poderá contribuir para um melhor aproveitamento do curso.Remuneração .Unidade de direção – uma cabeça e um plano centralizados possibilitam agrupar atividades com os mesmos objetivos.Ordem .Hierarquia . a estrutura organizacional é analisada de cima para baixo (da direção para a execução) e do todo para as partes (da síntese para a análise).Os interesses gerais da organização devem prevalecer sobre os interesses individuais. 11. A ausência de disciplina gera o caos na organização.Estabilidade dos funcionários . . Enquanto Taylor defendia o controle de um operário por diversos supervisores. 6. favorecendo.Especialização dos funcionários desde o chefe até os operários da fábrica. cada um especializado em um aspecto da tarefa do operário.Um funcionário deve receber ordens de apenas um chefe.O trabalho deve ser conjunto.Autoridade e responsabilidade . facilitado pela comunicação na equipe.Autoridade é o direito dos superiores de atribuírem ações aos seus subordinados que terão a responsabilidade de cumpri-las.A justiça deve prevalecer. não tendo se desligado. a eficiência da produção e aumentando a produtividade. com métodos pré-estabelecidos e com a finalidade de formar administradores a partir de suas aptidões e qualidades pessoais.Disciplina . A Teoria Clássica pouco evoluiu em termos de teoria da organização. evitando o ditado popular: “tem muito cacique e pouco índio”. do passado.Centralização . 14. através de um ensino organizado. Para a Teoria Clássica. 9. respeitando à risca uma linha de autoridade fixa.

divisões. mas não se afastam muito da concepção Fayloriana. em outra unidade. Mais adiante. mas os seguidores de Fayol não aceitaram tais elementos. unidade de direção: planos para conduzir os objetivos da organização. Horizontalmente: em um mesmo nível hierárquico. a Teoria Clássica se preocupava com a divisão dos departamentos. Para a Teoria Clássica a divisão do trabalho é essencial para a razão da organização. absoluta e direta sobre seus subordinados. 2.. Elementos da Administração Fayol acreditava que quanto maior a organização e a divisão do trabalho. é impossível definir atividades sem enquadrá-las em duas direções: Verticalmente: quando a hierarquia define a graduação das responsabilidades (níveis de controle). Naquela época. as funções do administrador para Urwick e Gulick: . etc. Cada autor clássico define ao seu modo os elementos da Administração. 4. 3. mais eficiente ela seria. página 05 Organização Linear Os autores Clássicos consideravam a estrutura organizacional baseada na autoridade linear (decorrente do princípio da unidade de comando). coordenação e controle constituem as chamadas funções do administrador. a Organização Linear era mais simples e seus princípios eram: 1. comando. maiores seriam as necessidades de coordenação para assegurar a eficiência da organização. cada superior tinha autoridade única. a seguir. cada departamento ou seção passa a ser responsável por uma atividade específica e própria (níveis de especialização). ou seja. organização. Veja. quanto mais departamentalizada a organização. estudaremos a departamentalização. seções.Divisão do Trabalho A idéia básica era a de que as organizações com maior divisão de trabalho seriam mais eficientes do que aquelas com pouca divisão do trabalho. Enquanto a Administração Científica se preocupava com a divisão do trabalho no nível operário. no nível gerencial. cadeia escalar: autoridade de comando. Conceitos de Linha e Staff Para Fayol. ou seja. centralização da autoridade: no topo deve estar a autoridade máxima. Isso é o oposto da supervisão funcional. Os cinco elementos que compõem a Administração: previsão. unidade de comando: cada pessoa tem um único chefe. É importante ressaltar que a divisão do trabalho no sentido horizontal é chamada de departamentalização. Em qualquer organização. os elementos da Administração.

Outra crítica pode ser observada. podemos destacar a abordagem simplificada da organização formal. – Princípio da definição: Os deveres. especialização.página 06 Princípios de Urwick – Princípio da especialização: Cada pessoa deve exercer uma função. – Princípio da autoridade: Deve haver uma linha de autoridade claramente definida. Os autores clássicos fundamentam seus conceitos apenas em observações. a abordagem está incompleta. falta comprovação científica para as afirmações dos autores clássicos. Dentre elas. unidade de comando e amplitude de controle). com esquemas pré-estabelecidos de como o administrador deve proceder. deixando implícito a ausência de trabalhos experimentais para dar base científica a suas afirmações e princípios. deixando de lado a organização informal. Críticas à Administração Clássica Várias críticas foram atribuídas à Teoria Clássica. conclusão Conclusão . segundo SCOTT (1967). “a teoria da organização formal não ignorava os problemas humanos da organização. em suma. porém não conseguia dar um tratamento sistemático à interação entre as pessoas e os grupos informais nem aos conflitos intra-organizacionais nem ao processo decisorial” Em outros termos. pois não considera o comportamento humano na organização. – Princípio da amplitude administrativa: Cada superior deve ter um número determinado de subordinados. e os princípios da Teoria Clássica (divisão do trabalho. que deveriam ser seguidos para a máxima eficiência. O comportamento deste período fez com que a Teoria Clássica recebesse o nome de teoria da máquina por causa do comportamento mecânico da organização. autoridade e responsabilidade de cada cargo deverão ser considerados por escrito e comunicado a todos.

Organizar. Fayol dividiu em cinco níveis as funções administrativas. A Teoria Humanística surgiu com a necessidade de humanizar e democratizar a Administração. libertando-a dos conceitos rígidos e mecanicistas da Teoria Clássica e adequando-a aos novos padrões de vida do povo americano. Fayol abordou um assunto muito importante e o mesmo perdura até os dias atuais. o método de trabalho. Esta teoria foi criada graças ao desenvolvimento das chamadas Ciências Humanas.A Ênfase nas Relações Humanas aula gravada em áudio A ÊNFASE NAS RELAÇÕES HUMANAS A Abordagem Humanística faz com que a preocupação com a máquina.Módulo I Aula 3 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. seja diretor ou supervisor. desenvolvida por Elton Mayo e seus colaboradores. Foi basicamente um movimento de reação e de oposição à Teoria Clássica da Administração. . Comandar. Coordenar e Controlar. a organização formal e os princípios da Administração cedam prioridade para a preocupação com as pessoas e grupos sociais.br Escola das Relações Humanas A Teoria das Relações Humanas surgiu nos Estados Unidos como conseqüência imediata das conclusões obtidas na Experiência em Hawthorne. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. Fonte: http://www. o famoso POC3 – Planejar. Apesar de algumas críticas.drbrioschi. os administradores são as pessoas que estão em posição de destaque na organização. Gestão . aula 04 .exercícios de auto-avaliação .com. em Avaliações. Para essa Escola.A Teoria Clássica teve uma consideração muito relevante para o administrador. recebem as funções de administrar. Acesso pelo menu "Avaliação". principalmente a Psicologia e a Sociologia.

A partir dessa fase. Os pesquisadores verificaram que a eficiência dos operários era afetada por condições de natureza psicológica. Tentaram eliminar ou neutralizar o fator psicológico. Fonte: www. que visava analisar a organização informal dos operários.rn. ao se reduzir a iluminação. página 02 Segunda fase – a sala de provas de montagem de relés. Quarta fase – a sala de observações da montagem de terminais. o que lhe rendeu um clima organizacional sadio./noticias. o resultado da pesquisa mostrou que. que veio a se estabelecer logo em seguida. e um diagnóstico preliminar nos diria que o moral na companhia era alto e os funcionários confiavam na competência de seus administradores.gov. onde anualmente seriam entrevistados todos os funcionários da empresa. Os trabalhadores não reagem isoladamente.br/. Algumas conclusões da Experiência de Hawthorne A experiência em Hawthorne permitiu o delineamento dos princípios básicos da Escola das Relações Humanas. Entretanto. das normas sociais e expectativas que envolvem o empregado.. Terceira fase – o programa de entrevistas. É a capacidade social do trabalhador que estabelece seu nível de competência e de eficiência. as principais conclusões: O nível de produção é resultante da integração social. até então estranho e impertinente.. com a finalidade de realizar um estudo da fadiga no trabalho e dos efeitos gerados por mudanças de horários ou introdução de intervalos de descanso no período de trabalho.asp?idnoticia=2801 Os estudos básicos efetuados por Mayo e seu grupo tiveram quatro fases: Primeira fase – buscou-se estabelecer a existência de uma relação entre uma maior iluminação no local de trabalho e um aumento na produtividade. tinha por objetivo desvendar os motivos que levavam os funcionários a adotarem posturas tão diferentes nos seus departamentos e na sala de provas.Os estudos em Hawthorne de Elton George Mayo (1880-1949) A Western Eletric era uma companhia norte-americana que fabricava equipamentos para empresas telefônicas e sempre se caracterizou pela preocupação com o bem-estar de seus funcionários. a seguir. e não de sua capacidade física ou fisiológica (como afirmava a Teoria Clássica). Durante mais de 20 anos não se constatou nenhuma greve ou manifestação. as pesquisas passaram a ter um enfoque nas relações humanas e não mais na parte científica. O comportamento social dos empregados se apóia totalmente no grupo. Destacamos. mas . a produção do grupo que estava sendo analisado também aumentava.

Roethlisberg e Dickson . Daí a necessidade de um tratamento preventivo do conflito industrial através de uma Administração humanizada. Imagine que a empresa em que você trabalha obtém excelentes resultados financeiros. é fundamental que permaneçam em estado de equilíbrio para que não haja reação contrária de uma das partes. que compõem a organização como um conjunto desses grupos. passam a merecer atenção especial por parte de quase todas as grandes figuras da Teoria das Relações Humanas. Essas duas funções são subsistemas interdependentes. .como membros de grupos informais. alguns dos novos conceitos sobre Administração surgiram através da experiência de Hawthorne.a função econômica . todos os métodos convergem para a eficiência e não para a cooperação e objetivos humanos. cujos relatores .a função social . a maior fragmentação do trabalho não é a forma mais eficiente do trabalho.é responsável por proporcionar equilíbrio interno. Cada indivíduo é uma personalidade diferenciada que influi no comportamento e atitudes dos outros com quem mantém contatos. Mayo e seus colaboradores verificaram que a extrema especialização defendida pela Teoria Clássica não cria necessariamente a organização mais eficiente. Os indivíduos dentro da organização participam de grupos sociais e mantêm-se em uma constante interação social. não planejados e mesmo irracionais do comportamento humano. que são os definidores das quotas de produção e das punições aos indivíduos que saem das normas grupais (teoria de organização informal). Os aspectos emocionais. As Relações Humanas são as ações e atitudes desenvolvidas pelos contatos entre pessoas e grupos. preocupação fundamental da Teória Clássica.visa produzir bens ou serviços através de equilíbrio externo. A importância do conteúdo do cargo: a maior especialização e. página 03 A civilização industrializada e o homem Dentro da abordagem humanística. porém o clima pesado da empresa não o (a) deixa à vontade.descreveram que toda organização industrial deve buscar duas formas para manter equilíbrio interno na organização: . É exatamente a compreensão da natureza dessas relações humanas que permite ao administrador melhores resultados de seus subordinados. portanto. surge uma grande incompatibilidade entre os objetivos organizacionais da empresa e os objetivos individuaisdo empregado. Assim. . Relações Humanas são as ações e atitudes desenvolvidas pelos contatos entre pessoas e grupos. gerando satisfação a seus participantes. Assim. Você já parou para pensar nisto? O que fazer para melhorar esta situação? Funções básicas da Organização Industrial Como podemos ver.

as restrições decorrentes da disponibilidade de poucas variáveis a serem analisadas e a limitação destas apenas às fábricas resultou numa impossibilidade de generalização de resultados. muitas vezes. e. As variáveis que uma escola considerava importantes eram ignoradas pela outra. perdendo. a Teoria Humanística tinha visão idealizada do operário feliz e integrado ao ambiente de trabalho. de Fayol (ênfase na estrutura) com a Teoria das Relações Humanas.E então. de Taylor (ênfase nas tarefas) e a Teoria Clássica. conseqüentemente. mal focalizados. Além disso. você já é capaz de distinguir a Administração Científica. Em seguida. a abordagem humanística foi alvo de muitas críticas. não são diretamente . o senso crítico. dentre as quais destacaremos algumas: Os fatores considerados importantes para a Teoria Clássica era rigidamente combatido pela Teoria das Relações Humanas. portanto. A produtividade do operário não pode estar condicionada a sua felicidade e. cujo precursor foi Elton Mayo (ênfase nas pessoas)? página 04 O quadro a seguir mostra claramente uma comparação entre a Teoria Clássica e a Teoria das Relações Humanas: Críticas à abordagem da Teoria das Relações Humanas Assim como na Administração Científica e na Teoria Clássica.

Essa escola viu a necessidade de humanizar e democratizar a Administração. segundo a qual “a burocracia é uma forma de organização humana que se baseia na racionalidade. propôs um modelo intitulado de Teoria da Burocracia em Administração. sociólogo alemão. tornou-se necessário um modelo de organização racional capaz de caracterizar todas as formas de organização humana e. Nessa época. E. quando surgiram as críticas à Teoria Clássica e à Teoria das Relações Humanas. suas Funções e Disfunções aula gravada em áudio A ORIGEM DA BUROCRACIA.proporcionais (funcionários infelizes podem ser produtivos). porém improdutivos" foi perpetuada pelos estudiosos no assunto. acredita-se que ela exagerou e esqueceu assuntos. Acesso pelo menu "Avaliação". . gerando a necessidade de um enfoque mais amplo e completo. a fim de garantir a máxima eficiência possível no alcance desses objetivos” CHIAVENATO (2000). Tal fator representa apenas uma característica capaz de influenciar na produtividade. Ambas teorias revelam dois pontos de vista extremamente opostos e incompletos sobre a organização. Outra crítica que deve ser abordada é o fato de que os funcionários. não apresentou nenhuma visão sócio-econômica realista das relações empresa-funcionário. isto é.Módulo I Aula 4 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. Avaliações. eram iludidos a participar de decisões em reuniões enquanto. porém. conclusão Conclusão A Escola das Relações Humanas preocupou-se com aquilo que as outras demais nem sequer comentaram: o homem. também importantes. na verdade. suas idéias e insatisfações estavam sendo espionadas. SUAS FUNÇÕES E DISFUNÇÕES A Teoria da Burocracia desenvolveu-se dentro da Administração a partir da década de 40. na adequação dos meios aos objetivos (fins) pretendidos. Max Weber. não esclareceu o que pode ou não pode ser feito para obtenção de melhores resultados. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. A crítica de "operários felizes. Gestão . por fim. as empresas passaram a exigir modelos organizacionais mais definidos devido ao crescente tamanho e complexidade das empresas. principalmente. naquela época. aula 05 . no quesito administrar. a Teoria Humanística não forneceu critérios de gestão. Assim.exercícios de auto-avaliação . Além disso. as empresas. Você só é capaz de produzir quando está feliz? Existia uma supervalorização do fator "Integração Grupal" com relação à produtividade.A Origem da Burocracia. tanto da estrutura como dos participantes da organização.

Naquela época. racional e capitalista não se originou das mudanças tecnológicas nem das relações de propriedade. os clãs e os feudos medievais.Sociedade Carismática: podemos caracterizá-la como partidos políticos. o moderno sistema de produção. . As semelhanças entre o protestantismo e o comportamento capitalista são impressionantes. Será que você pensou na mesma idéia que Weber pensava? Para ele. como afirmava Karl Marx. porquanto essas três formas de racionalidade se apoiaram nas mudanças religiosas. . mas de um novo conjunto de normas sociais morais. Weber notou que o capitalismo. “autoridade significa a probabilidade de que um comando ou ordem específica seja obedecido”. Nesse sentido. trata-se de um conjunto de normas consideradas legítimas e das quais deriva o comando. Racional ou Burocrática: é constituída de uma sociedade onde predominam normas e regras impessoais que se sobrepõem à vontade individual. eleições. vamos ver quais são? . às quais denominou ética protestante. para cada tipo de sociedade deveria existir um tipo de autoridade correspondente. os exércitos e até mesmo os Estados Modernos. Vejamos quais são: – Autoridade Tradicional acontece quando os subordinados aceitam as ordens dos superiores e concordam com um conjunto de regras e regulamentos legais previamente estabelecidos. salienta Max Weber. ou seja. Na verdade. ao arbítrio e às emoções. Como exemplo podemos citar as empresas.Sociedade Tradicional: possui características patriarcais de cunho patrimonialista. ocorridas inicialmente em países protestantes – como Inglaterra e Holanda – e não em países católicos.Sociedade Legal. a organização burocrática e a ciência moderna constituem três formas de racionalidade que surgiram a partir dessas mudanças religiosas. Como exemplo podemos destacar a família. grupos religiosos. O governante é visto como uma pessoa que alcançou tal posição exclusivamente por procedimentos legais (como nomeação. Tipos de Autoridades Pare e pense no significado da palavra autoridade. que detém a posse e o domínio de um patrimônio. concursos etc. . é um tipo de sociedade na qual há uma forte conotação mística/arbitrária ou dogmática/ideológica. São sociedades onde a racionalidade é empregada como meio de se alcançar os objetivos dessa sociedade.Origens da Burocracia A burocracia teve sua origem nas mudanças religiosas verificadas após o Renascimento. página 02 Tipos de Sociedade Weber distingue três tipos de sociedade.) e é em virtude de sua posição alcançada que ele exerce o poder dentro dos limites fixados pelas regras e regulamentos sancionados legalmente.

por escrito. instável e sem base racional. O conceito de burocracia para Max Weber é exatamente o contrário. Fonte: http://assets. elas devem ser detalhadas. a moeda passa a assumir o lugar da remuneração em espécie para os funcionários. possibilitando a padronização das atividades da organização burocrática e conferindo aos chefes poder de repressão sobre os empregados. a burocracia tem as seguintes características principais: caráter legal das normas e regulamentos: a burocracia é uma organização definida por regulamentos e normas previamente estabelecidas. você poderia ter. O termo também é empregado com o sentido de apego dos funcionários aos regulamentos e rotinas. Você costuma ser uma pessoa carismática? Caso afirmativo. para conseguir essa eficiência. como as coisas deverão ser feitas. Outro fator é o crescimento quantitativo e qualitativo das tarefas administrativas do Estado Moderno e. com meios capazes de corrigir e impor disciplina. Princesa Diana. registradas e comunicadas por escrito. para assegurar uma interpretação ordenada e única do estatuto da empresa (privada). com capacidade de regular tudo que ocorra dentro da organização. página 03 Desenvolvimento da Burocracia Weber identificou três fatores principais que favorecem o desenvolvimento da moderna burocracia: O primeiro é a racionalização de transações econômicas: através de uma economia monetária. naquela época. . para serem interpretadas univocamente por todos os membros da organização. Racional ou Burocrática acontece quando os subordinados concordam com as normas e leis previamente estabelecidas e racionalmente definidas. autoridade carismática. permitindo a centralização da autoridade e o fortalecimento da administração burocrática. portanto. Logo.. sendo. Segundo Max Weber. com o objetivo de proporcionar comprovação e documentação adequadas. causando ineficiência à organização.. por último.in. A burocracia é a organização eficiente por excelência. Costuma ter fundamento legal. a burocracia especifica. Vejamos algumas das inúmeras personalidades carismáticas no mundo? Airton Senna. antecipada e detalhadamente.gr/auto/news/imagens/big/ – Autoridade Legal. as decisões e ações administrativas são formuladas.– Autoridade Carismática é o tipo do poder que adquire facilmente características revolucionárias. impedindo as soluções rápidas ou eficientes. a superioridade técnica sobre qualquer outra forma de organização em termos de eficiência. a burocracia é visualizada em uma empresa ou organização onde o “papelório” se multiplica e se avoluma. Normalmente ocorre quando os subordinados se identificam com o superior e atendem suas ordens com grande facilidade. Características da Burocracia segundo Weber Geralmente. e. O leigo passou a dar o nome de burocracia aos defeitos do sistema (disfunções) e não ao sistema em si. Gandhi. Madre Tereza de Calcutá. caráter formal das comunicações: as regras da burocracia.

determinando privilégios e obrigações. definidos por meio de regras limitadas e específicas. certo? A burocracia precisa garantir a sua continuidade ao longo do tempo: as pessoas vêm e vão. rotinas e procedimentos estandardizados: O ocupante de um cargo não pode fazer o que quiser. testes e títulos para admissão e promoção dos funcionários. Assim. hierarquia da autoridade: cada cargo inferior deve estar sob o controle e supervisão de um posto superior. outras pessoas já o ocuparam. profissionalização dos participantes: cada funcionário da burocracia é um profissional. mas como ocupantes de cargos e de funções. Ele obedece ao superior. completa previsibilidade do funcionamento: tudo na burocracia é estabelecido no sentido de prever as ocorrências e rotinizar sua execução. A organização informal surge como uma derivação direta do sistema burocrático. escritas e legais. competência técnica e meritocracia: a admissão. a promoção dos funcionários e sua transferência são baseadas no mérito e na competência técnica e não em preferências pessoais. sim. cujas atividades devem ser executadas de acordo com rotinas e procedimentos previamente fixados. as tarefas administrativas são altamente diferenciadas e especializadas. para que a eficiência do sistema seja máxima. daí a necessidade da hierarquia da autoridade e fixar as chefias nos diversos escalões de autoridade para proporcionar a estrutura hierárquica da organização. impessoalidade nas relações: a administração da burocracia não considera as pessoas como tal. Assim. o poder de cada pessoa é impessoal e deriva do cargo que ocupa. ela é adequada aos objetivos a serem atingidos: a eficiência da organização. assim como a obediência prestada pelo subordinado ao superior é impessoal. mas um profissional especializado na sua administração. o que a burocracia impõe que ele faça. página 05 A organização informal aparece como um fator de imprevisibilidade das burocracias. Mas você sabe o que significa o termo autoridade neste contexto? Serve para reduzir ao mínimo o atrito entre chefe e empregado. Cada empregado deve saber qual a sua tarefa. os cargos e funções permanecem.página 04 caráter racional e divisão do trabalho: A burocracia é uma organização que se caracteriza por uma sistemática divisão do trabalho para atender a uma racionalidade. estreitamente. provavelmente. quais são seus limites de direitos e poderes. não em consideração à sua pessoa. assim como o funcionário não pode vender. Pense. isto é. o subordinado está protegido da ação arbitrária do seu superior. sobretudo. dado que as ações de ambos se processam dentro de um conjunto mutuamente reconhecido de regras. e as atividades são distribuídas de acordo com os objetivos a serem atingidos. sua capacidade de comando sobre os outros e. para não interferir na competência alheia nem prejudicar a estrutura existente. concursos. mas ao cargo que o superior ocupa. como uma conseqüência da impossibilidade prática de se bitolar e padronizar completamente o comportamento humano nas organizações . as regras e normas técnicas regulam a conduta do ocupante de cada cargo. o cargo que você ocupa hoje. Daí a necessidade de exames. especialização da Administração: o dirigente não é necessariamente o dono do negócio. Assim. mas. uma vez que tudo estará sob o controle de normas racionais. comprar ou herdar sua posição ou seu cargo. pois o sistema social racional puro de Weber pressupõe que as reações e o comportamento humano sejam perfeitamente previsíveis.

preferências pessoais). tem a virtude de assegurar cooperação entre um grande . 8. Univocidade de interpretação garantida pela regulamentação específica e escrita. o trabalho é dividido entre as pessoas de maneira ordenada. Precisão na definição do cargo e na operação. para Weber. As vantagens da burocracia. como o amor. comparar os mecanismos burocráticos com outras organizações é o mesmo que comparar a produção da máquina com outros modos não-mecânicos de produção. quase sempre baseadas em padrões universalísticos de justiça e de tratamento igualitário. A eqüidade das normas burocráticas. pois cada um conhece o que deve ser feito e por quem e as ordens e papéis tramitam através de canais preestabelecidos. os critérios de seleção e escolha do pessoal baseiam-se na capacidade e na competência técnica. página 06 5. pois cada funcionário conhece aquilo que é exigido dele e quais são os limites entre suas responsabilidades e as dos outros. pois os mesmos tipos de decisão devem ser tomados nas mesmas circunstâncias. pois é fornecida apenas a quem deve recebê-la. Constância. o nepotismo é evitado e as condições de trabalho favorecem a moralidade econômica e dificultam a corrupção. pelo conhecimento exato dos deveres. pois os procedimentos são definidos por escrito. Uniformidade de rotinas e procedimentos que favorece a padronização. Nessas condições. As decisões são previsíveis e o processo decisório. Para ele. raiva. sendo que grande número de casos similares é metodicamente tratado dentro da mesma maneira sistemática. Continuidade da organização através da substituição do pessoal que é afastado. Racionalidade em relação ao alcance dos objetivos da organização. 2. Por outro lado. podendo encarreirar-se na organização em função de seu mérito pessoal e competência técnica” CHIAVENATO (2000). 4. 3. 6. redução de custos e de erros. Confiabilidade. 9. o trabalho é profissionalizado. a informação é discreta. pois a hierarquia é formalizada. Redução do atrito entre as pessoas. Benefícios para as pessoas na organização. Rapidez nas decisões. são: “1. elimina a discriminação pessoal. por ser despersonalizado (no sentido de excluir sentimentos irracionais. pois o negócio é conduzido de acordo com regras conhecidas. 10. Além disso. as pessoas são treinadas para se tornarem especialistas em seus campos particulares.Vantagens da Burocracia Weber viu inúmeras razões para explicar o avanço da burocracia sobre as outras formas de associação. 7.

Embora considerasse a burocracia como a mais eficiente forma de organização criada pelo homem. que existem não somente no contexto organizacional. onde as relações disciplinares são mais "naturais" e "afetuosas". deu-se o nome de disfunções da burocracia. as organizações burocráticas apresentam uma tendência a se desfazerem. cujos resultados.número de pessoas sem que essas pessoas se sintam necessariamente cooperadoras. A capacidade para aceitar ordens e regras como legítimas. principalmente quando repugnam os desejos da pessoa. a fim de poder ser dirigida para os seus objetivos e não para outros. Weber temia que essa grande eficiência. As pessoas cumprem as regras organizacionais principalmente porque os fins alcançados pela estrutura total são altamente valorizados e cada qual deve fazer a sua própria parte para que o objetivo seja alcançado. o compromisso dos subordinados com as regras burocráticas tende a se enfraquecer gradativamente. página 07 Dilemas da Burocracia De um lado. Weber notou também as conseqüências imprevistas (ou indesejadas). Racionalidade Burocrática O fato de uma organização ser racional não implica necessariamente que seus membros ajam racionalmente no que concerne às suas próprias metas e aspirações. que a conduzem à máxima eficiência. seja na direção carismática. Assim. A racionalidade da estrutura racional é frágil e precisa ser constantemente protegida contra pressões externas. mas que permeiam toda a vida social. Às conseqüências imprevistas. existem pressões constantes de forças exteriores para encorajar o burocrata a seguir outras normas diferentes das da organização e. Veja a seguir as características e as disfunções da burocracia . fosse uma enorme ameaça à liberdade individual e às instituições democráticas das sociedades ocidentais. Assim. Weber usa o termo burocratização referindo-se também às formas de agir e de pensar. de outro lado. advinham. da crescente burocratização do mundo moderno. seja na tradicional. exige um nível de renúncia que é difícil de se manter. Disfunções da Burocracia Ao estudar as conseqüências previstas (ou desejadas) da burocracia. e menos separadas das outras.

Tipos de Organização aula gravada em áudio TIPOS DE ORGANIZAÇÃO Uma organização começa quase sempre quando uma pessoa necessita de mais alguém para fazer alguma coisa.Módulo I Aula 5 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos.conclusão Conclusão A burocracia surgiu para organizar e impor regras às empresas e aos funcionários. pois assim. necessariamente. ou seja. Pois as mudanças globais pedem que as empresas as sigam a fim de permanecerem competitivas no mercado. . quando estabelecida. a organização é feita de pessoas que se relacionam e cooperam para fazer algo em comum. Dependendo do tipo de empresa. podemos buscar uma definição de organização que incorpore os elementos enunciados. aula 06 . as causas das disfunções da burocracia residem basicamente no fato de que a burocracia não leva em conta a chamada organização informal que existe. Em suma. são entidades complexas que contêm uma série de elementos e são afetadas por fatores diversificados. Acesso pelo menu "Avaliação". segundo Hall (1984). Gestão . o controle das atividades se tornava mais fácil. em qualquer tipo de organização. Podemos ver inúmeras empresas burocráticas. e nem se preocupa com a variabilidade humana (diferenças individuais entre as pessoas) que. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema.exercícios de auto-avaliação . As organizações. Possui um caráter racional com um enfoque extremamente hierárquico. poderá tender a entropia. introduz variações no desempenho das atividades organizacionais. fatalmente. com seus procedimentos e regras imutáveis. Weber acreditava na excelência da burocracia e suas rotinas. Com estas observações em mente.

1986. Para atender a essas características que mudam de acordo com o ambiente institucional. 77). Seguindo os princípios gerais clássicos da Administração. especialização. funcional e linha-staff.dfait-maeci. p. página 02 A seguir estudaremos cada tipo de organização: Organização Linear . O organograma tem muitas utilidades. 1997). as organizações podem ser estruturadas de acordo com a natureza do trabalho e de interesses ou necessidades específicas dos administradores em determinadas situações.Fonte: http://www. Mas você sabe o que é um organograma? O organograma é um instrumento gráfico que representa a estrutura organizacional da empresa (Colenghi. como Fayol (1841-1925). hierarquia.gc.ca/trade/ner/site/images Autores clássicos da Administração. Vamos resumi-los? Divisão do trabalho. a quem estão subordinadas e quais são os fluxos de mando e responsabilidade” (Richers. a organização formal pode ser estruturada por meio de três tipos de organização: linear. nos deixaram alguns princípios de organização do trabalho que são aplicados universalmente até os dias de hoje. amplitude administrativa e o racionalismo da organização formal. Mais adiante aparece o organograma de uma organização de estrutura linear. sendo a principal delas a de servir de “meio de comunicação discreta e inconteste para mostrar às pessoas como se posicionam na empresa.

A autoridade linear de comando único e direto pode tornar-se autocrática e vir a prejudicar a cooperação e a iniciativa das pessoas. não havendo intervenção em área alheia.pt Como lidar com um chefia centralizadora? Bem. controle e disciplina.A organização linear é o tipo de organização mais antiga e simples. o poder de vida e morte sobre os subordinados. Baseada no princípio da unidade de comando. que dificultam a inovação e a adaptação às novas situações. tornando-as demoradas. à medida que se sobe na escala hierárquica. Em segundo lugar. . e "cutucar a onça com vara curta" pode ser fatal! . que só se relaciona hierarquicamente com seu superior. página 03 Fonte: http://www. congestiona as linhas formais de comunicação. é bom ter a consciência de que você está em desvantagem nessa relação. A figura do chefe generalista. Entre suas vantagens. . lembre-se que você não tem poderes para mudar o seu chefe (aliás.centralização de comando. em primeiro lugar. O que podemos fazer é apoiar e estimular as mudanças. as quais são feitas unicamente através das linhas existentes no organograma.controle da organização e seu aspecto piramidal. usualmente. dentro da organização linear existem linhas diretas e únicas de autoridade e responsabilidade entre o superior e seus subordinados. tornando-se típica das organizações militares e eclesiásticas. em decorrência da centralização da autoridade no topo da organização.caricaturas.autoridade única com base na hierarquia do superior para seus subordinados. conferindo a esse tipo de organização facilidade em sua implantação.no. ressaltamos que a estabilidade e a constância das relações formais podem levar à rigidez e a inflexibilidade. sendo indicado para pequenas empresas. funcionamento. destacamos sua estrutura simples e de fácil compreensão para o subordinado.linhas formais de comunicação. assim como a sobrecarga na função de chefia. Conseqüentemente.sapo. caracterizada da seguinte forma: . diminui o número de cargos ou órgãos. Como desvantagem. Há uma clara fixação de limites das responsabilidades de cada órgão ou cargo. . que tudo sabe e faz (monopólio das comunicações). em uma autoridade máxima. inibe a especialização. pois o chefe tem. nós não temos poder de mudar ninguém!).

Nesse caso.separar funções de planejamento e de controle das funções de execução. talvez seja a hora de repensar a sua carreira. .desenvolver comunicações diretas. Organização Linha-Staff . a organização funcional é indicada quando a organização é pequena ou quando se pode delegar temporariamente autoridade funcional a alguns órgãos para implantar algo ou avaliar alguma atividade. .confusão quanto aos objetivos e a existência de tensões e de conflitos dentro da organização. . que dificulta aos órgãos ou cargos superiores o controle e o funcionamento dos órgãos ou cargos inferiores. os subordinados recebem ordens de vários chefes. mas sobre o seu campo específico. levando à perda de tempo e a confusões imprevisíveis. a relação profissional e. página 04 As desvantagens consistem em: .permitir a melhor supervisão técnica possível. Assim.nenhum superior tem autoridade total sobre os subordinados.perda da visão de conjunto da organização e a uma tendência de defender o seu ponto de vista em detrimento dos pontos de vista dos outros especialistas. .proporcionar o máximo de especialização nos diversos órgãos. A organização funcional apresenta as seguintes características: . . . em que nem sempre as pessoas sabem a quem recorrer para resolver determinados assuntos.a autoridade por conhecimento: cada subordinado reporta-se a muitos superiores. mais rápidas e menos sujeitas a distorções de transmissão. . . As vantagens residem em: . sem intermediação. A autoridade (especializada) será aquela que melhor dominar o assunto em questão e dará a voz de comando. pode ser que iniciar um plano de retirada seja a melhor idéia possível.as comunicações são diretas e mais rápidas. permitindo a cada órgão ou cargo concentrar-se total e unicamente sobre seu trabalho e sua função.subordinação múltipla. Organização Funcional A organização funcional é baseada no princípio funcional.diminuição da concentração de autoridade e conseqüente perda de comando. . na especialização. e. ou seja.as decisões são descentralizadas. se você ainda tem algo a fazer nessa empresa. pois cada órgão ou cargo reporta-se a experts em seu campo de especialização.

O tipo de organização linha-staff é o resultado da combinação dos tipos de organização linear e funcional, maximizando as vantagens de ambas e reduzindo as suas desvantagens, mas com a predominância das características lineares. Normalmente são utilizadas em um tipo de organização mais completa e complexa, para preservar a unidade de comando, sem desprezar a especialização. A estrutura "staff", ou simplesmente assessoria, é constituída por pessoas com conhecimento e domínio de assuntos específicos, que complementam e reforçam os dirigentes de uma organização. As pessoas não são investidas de autoridade formal e, por essa razão, não dão ordens, apenas recomendam, aconselham, emitem pareceres ou, simplesmente, informam os dirigentes para que estes tomem as decisões que julgarem convenientes. Na organização linha-staff coexistem órgãos de linha (órgãos de execução, caracterizados pela autoridade linear e princípio escalar) e de assessoria (órgãos de apoio, consultoria e serviços especializados).

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Principais características: - fusão da estrutura linear com a estrutura funcional, permitindo a coexistência da hierarquia de comando e da especialização técnica. Ou seja, cada órgão se reporta a um e apenas um órgão superior, situação típica da organização linear. Porém, cada órgão recebe também assessoria e serviços especializados de diversos órgãos de staff; - existência das linhas formais de comunicação entre superiores e subordinados e que representam a hierarquia de autoridade. Existem também linhas diretas de comunicação que ligam os órgãos e o staff e que representam a oferta de assessoria; - manutenção do princípio da hierarquia (cadeia escalar). A hierarquia (linha) assegura o comando e a disciplina, enquanto a especialização (staff) fornece os serviços de consultoria e de assessoria. Suas vantagens estão na oferta interna de assessoria especializada e inovadora, com a manutenção do princípio da unidade de comando e atividade conjunta, fator importante na especialização e competição. Dentre suas desvantagens podemos destacar a possibilidade de conflitos entre a operação (linha) e a assessoria (staff) e dificuldade no equilíbrio dinâmico entre o poder de linha e o poder de staff. Em suma, é difícil alcançar e manter uma situação de equilíbrio dinâmico e perfeita sincronização entre linha e staff, de modo que ambos tenham um comportamento cooperativo e integrativo. Esse tipo de estrutura é o mais utilizado nas empresas de grande porte. A seguir, veja as diferenças entre as três estruturas apresentadas:

Comissões As comissões surgem para resolver os assuntos de maior importância e são constituídas por conselhos, comitês ou grupos de trabalho, que analisam, aprovam e avaliam os resultados gerais alcançados pela organização. Por constituírem um órgão da estrutura organizacional, podem assumir uma variedade de formas e existir em períodos variados. Vantagens: proporcionar um processo de decisão e de julgamento em grupo, envolvimento e coordenação de pessoas e atividades diferenciadas, facilitando a transmissão rápida de informações. Desvantagens: perda de tempo na tomada de decisão na medida em que seu tamanho aumenta; o custo de tempo e de dinheiro das pessoas envolvidas; divisão da responsabilidade e necessidade de um coordenador eficiente.

conclusão

Conclusão

Vimos nesta aula alguns exemplos de estrutura organizacional, porém não podemos afirmar qual a melhor estrutura a ser utilizada. É necessário analisar a instituição, se tem ou não um perfil hierárquico e outras características, assim fica mais fácil de diagnosticar qual o tipo de organização ideal para aquela empresa. A linha-staff é a mais utilizada nas empresas de grande porte por ser constituída de pessoas com conhecimento e domínio de assuntos específicos. É uma assessoria de assuntos específicos que não perde o comando de linha. Ainda assim, possui suas desvantagens. Bem vindo ao mundo real das organizações, que não tem uma receita unicamente vencedora para todas as situações.

Gestão - exercícios de auto-avaliação - Módulo I Aula 6

Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. Acesso pelo menu "Avaliação", em Avaliações.

aula 07 - Departamentalização

aula gravada em áudio

DEPARTAMENTALIZAÇÃO Enquanto os estudiosos da Administração Científica preocupavam-se com a especialização do trabalho e os clássicos com a estrutura organizacional, a Teoria Neoclássica complementava essas duas teorias com abordagens sobre departamentalização. Conceito de Departamentalização Para os autores clássicos, a especialização pode dar-se em dois sentidos: vertical e horizontal. Assim, a especialização vertical caracteriza-se sempre pelos níveis de controle (chefia), impostos na cadeia escalar. Já a horizontal, também denominada funcional, é mais conhecida por departamentalização, pela tendência de criar departamentos especializados no mesmo nível hierárquico, cada qual em sua tarefa. A conjunção de ambas as diferenciações dá o perfil da estrutura organizacional. Na medida em que ocorre a especialização do trabalho, a organização passa a necessitar de coordenação para essas diferentes atividades e as funções devem ser designadas às unidades organizacionais na base da homogeneidade, com o objetivo de alcançar operações mais eficientes e econômicas. A departamentalização é uma característica das grandes organizações. As pequenas empresas não requerem diferenciação ou especialização para distinguir o trabalho de uma pessoa ou unidade dos demais; mas na proporção em que as empresas crescem e envolvem atividades mais diversificadas, elas necessitam dividir as tarefas e transformá-las em responsabilidades departamentais. Tipos de Departamentalização A departamentalização pode ser: funcional; por produtos e serviços; por base territorial; por clientela; por processo; e por projeto. Cada tipo de departamentalização apresenta características, vantagens e limitações que influirão nas decisões. A departamentalização funcional é modelo de grande parte das estruturas organizacionais e é utilizada para organizar atividades empresariais, ajustando-se bem ao princípio da especialização e favorecendo o controle exercido pela alta direção da empresa. Formada pelo somatório das atividades semelhantes, e de acordo com os objetivos da organização, suas vantagens consistem em adequar-se às atividades continuadas, rotineiras, estabelecidas no longo prazo e na maior utilização de pessoas especializadas e recursos.

Não acumule dúvidas. Procure saná-las logo que apareçam.

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Como desvantagem pode-se destacar que a departamentalização funcional é contra-indicada para circunstâncias de cooperação interdepartamental muito pequena e ambientais imprevisíveis e mutáveis.

as outras atividades da empresa se tornam secundárias e sacrificam outros objetivos. requer diferenciação e agrupamento das atividades de acordo com o local de realização do trabalho ou com a área de mercado a ser atendida pela empresa. A desvantagem relevante refere-se a falta de flexibilidade e adaptação a mudanças. e costuma ser ideal para firmas de varejo. possibilita maior ajuste às condições locais ou regionais. A departamentalização por clientela possui a estrutura totalmente centrada na satisfação cliente. similares ou não. como lucro e produtividade. facilitando a avaliação. página 03 A departamentalização geográfica pode apresentar as seguintes vantagens: fixa responsabilidade por local ou região. suas falhas e pontos fortes. Como fator positivo. é a quebra do produto em partes seqüenciais. possibilitar o melhor conhecimento do produto. a execução e o controle da organização. As vantagens consistem na predisposição que a organização tem para atender os clientes e por permitir concentrar conhecimentos sobre as diferentes exigências dos canais mercadológicos. muito utilizada em indústrias. A departamentalização por base territorial é geralmente utilizada por empresas que abrangem grandes áreas geográficas e cujos mercados são extensos. deverão ser agrupados com base nos interesses geográficos. ser ideal para circunstâncias mutáveis e possuir a melhor coordenação interdepartamental. Uma desvantagem é estar mais voltada para o cliente do que para si mesma. procura extrair vantagens econômicas oferecidas pelo processo. Com a ênfase nos processos surgiu a reengenharia.A departamentalização por produto é própria de empresas que fabricam ou comercializam diversos artigos. É comum em lojas de departamentos que visam um público determinado. favorecer a diversificação da produção e o estabelecimento da Administração por Objetivos. facilitando a avaliação dos resultados. Assim. sendo importante ressaltar que sua estrutura organizacional é muito influenciada pelos avanços tecnológicos. de que se vão ocupar as pessoas encarregadas de sua manutenção e montagem. as funções e os produtos/serviços. A última a ser destacada é a departamentalização por projetos. também conhecida como territorial ou regional. . pois. com atividades física ou geograficamente dispersas. Suas vantagens são: facilitar a análise dos resultados diferenciados por produtos. Como desvantagem podemos destacar o enfraquecimento da especialização. A estratégia é a de que a eficiência pode ser melhorada se todas as atividades relacionadas com um produto forem agrupadas em uma área geográfica específica. Sua principal desvantagem é a dificuldade para exercer um controle eficaz sobre o conjunto da empresa. assim. que implica utilização de pessoal de alta qualificação técnica em virtude das exigentes demandas de cada projeto. bem como todo o planejamento. É especialmente atrativa para empresas de larga escala. que procura reinventar as organizações através do total redesenho dos processos empresariais e costuma ser ideal quando a tecnologia e os produtos são estáveis e permanentes. A departamentalização geográfica. A departamentalização por processo.

Há detalhes e peculiaridades que fazem com que as soluções não tenham. O agrupamento de atividade deve ser feito mediante a adoção de todas as técnicas de departamentalização ou estruturação. 1. podendo existir uma aplicação mista das várias técnicas aqui apresentadas. requer estrutura organizacional flexível. muitas vezes. Princípio de Separação do Controle: as atividades de controle devem estar dissociadas das atividades (semelhantes) a serem controladas. 4. Sua principal vantagem é a enorme concentração de diferentes recursos em uma atividade complexa e que exige prazos de início e término bem determinados. 2. A técnica nada mais é do que a facilitação do ato de pensar na organização em termos estruturais. Escolhas de alternativas de departamentalização A aplicação de uma só técnica de departamentalização nem sempre é suficiente. portanto. agrupando atividades diversas em um só departamento. Princípio da Supressão da Concorrência: eliminação da concorrência entre departamentos. O que diferencia e qualifica o gerente que realiza algum tipo de estruturação é a capacidade que este tem de saber usar adequadamente o dispositivo disponível. apesar de não serem absolutos e apresentarem alguns conflitos. o mesmo valor para todas as organizações. A aplicação de uma técnica de departamentalização na organização concorrente não significa. necessariamente. além de ser ideal para produtos altamente complexos. . permitem resolver o problema de departamentalização. Além disso. Porém.Essa estratégia de organização adapta a estrutura da empresa aos projetos que ela se propõe a construir e. a empresa pode ser obrigada a dispensar o pessoal se não tiver outro projeto em vista. 3. Princípios de Departamentalização Podemos verificar quatro princípios de departamentalização. Princípio de Maior Uso: a unidade que mais faz uso de determinada atividade deve ter a responsabilidade por essa atividade. provocando forte ansiedade e angústia nas pessoas pela imprevisibilidade de emprego. É importante ressaltar que o processo decisório é que vai apontar a melhor técnica para as atividades em análise. página 04 A departamentalização por projetos é contra-indicada quando a tecnologia é muito mutável. Princípio de Maior Interesse: toda atividade deve ser supervisionada pelo departamento mais interessado por essa atividade. quando finaliza um projeto. que a mesma técnica deverá ser aplicada na sua organização.

Gestão . Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. aula 08 . etc. Mas também é possível adotar uma departamentalização mista que obedeça de forma simultânea a diversos critérios.Módulo I Aula 7 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos.conclusão Conclusão Como vimos. dos quais o mais comum é o do agrupamento por funções.exercícios de auto-avaliação . setores. Esse agrupamento pode obedecer a diferentes critérios. a departamentalização se refere à reunião das diversas atividades da empresa em seções.Eficiência e Eficácia aula gravada em áudio EFICIÊNCIA E EFICÁCIA Histórico . Acesso pelo menu "Avaliação". departamentos. em Avaliações.

nos Estados Unidos. A expansão da indústria estimulou o debate sobre o aumento da eficiência e da produtividade. foram recebidos com grande entusiasmo. Estudos de tempos e movimentos. organização e métodos. Harrington Emerson (1853-1931) foi também contemporâneo de Taylor. que precisam ser planejados a fim de assegurar a otimização dos recursos disponíveis. Adam Smith. Para ele. A análise do trabalho e do estudo dos tempos e movimentos buscava a melhor maneira de executar uma tarefa e elevar a eficiência do operário. uma revolução mental. Frank B.freephoto. A conseqüência direta da eficiência é a produtividade”. Pode ser definida pela equação: E = P/R. O conceito de eficiência é fundamental para a Administração científica. foram algumas das idéias que a ação de Taylor colocou na ordem do dia e até hoje estão em pauta. Taylor ocupou-se da eficiência das operações fabris. Taylor teve o mérito de elaborar. engenharia de eficiência e racionalização do trabalho. transformou esse debate em um conjunto de princípios e técnicas. . a indústria expandiu-se aceleradamente. em comparação com os métodos artesanais que até então dominavam as atividades produtivas. por isso. No início de sua carreira como engenheiro. o criador do movimento da Administração Científica. A eficiência preocupa-se com os meios e métodos. A eficiência (E) significa a correta utilização dos recursos (meios de produção) disponíveis. para a realização de qualquer tarefa. onde P são os produtos resultantes e o R os recursos utilizados. Popularizou a Administração Científica e desenvolveu os primeiros trabalhos sobre a seleção e treinamento de empregados. especialmente na indústria siderúrgica. o público tomou conhecimento dessas idéias. engenheiro que simplificou os métodos de trabalho. a que denominou “therblig” (Gilbreth de trás para frente). página 02 Concluiu que todo trabalho manual poderia ser reduzido a movimentos elementares. essa foi a era das grandes invenções e do surgimento das empresas que viriam a tornar-se os grandes conglomerados atuais. De 1911 em diante. Gilbreth (1868-1924) foi um engenheiro norte-americano contemporâneo de Taylor. Sem dúvida. Acompanhou Taylor em seu interesse pelo esforço humano como meio de aumentar a produtividade. descrições de cargos. temas que desde o início da Revolução Industrial sempre foram objetos de interesse. “a eficiência é a relação entre o que é conseguido e o que pode ser conseguido. Para Emerson. Fonte:www.com/preview Frederick Winslow Taylor (1856-1915). sistematizar e disseminar um conjunto de princípios que vinham ao encontro de uma necessidade e. sistematicamente. como formas de colocar em prática os princípios da Administração Científica.Entre o fim da Guerra Civil e o começo do século XX. uma revolução na maneira de encarar o trabalho e as responsabilidades em relação à empresa e aos companheiros de trabalho. no século XVIII. Taylor entendia os mecanismos da eficiência como auxiliares da Administração científica ou. já havia chamado a atenção para os ganhos de produtividade decorrentes da divisão do trabalho.

de acordo com os objetivos. Estabelecer instruções precisas. Aquilo que é feito está relacionado com a eficiência (a ação) e aquilo que é alcançado refere-se à eficácia (o resultado). “fazer as coisas certas. Sendo eficácia a qualidade ou propriedade de produzir o efeito desejado. . Oferecer remuneração proporcional ao trabalho. maior o grau de eficiência alcançada. Por definição. no tempo certo”. Quanto mais saídas são obtidas com as mesmas entradas. seria a medida da utilização dos recursos quando se produz alguma coisa. A eficiência refere-se à relação entre as “entradas” e “saídas”. Impor honestidade nos acordos. temos em mente que o time do Catanduva. em que sistematizou a procura da eficiência nas indústrias da época: 1.Emerson listou doze princípios da eficiência no livro de mesmo título. Manter disciplina. 12. caro aluno. Fixar normas padronizadas para as condições de trabalho. 10. Dessa forma. poderíamos dizer que a defesa do Catanduva foi eficiente? A resposta também é não. do modo certo. 5. Traçar plano bem definido. Oferecer incentivos ao maior rendimento e a eficiência. E = OR/RP onde OR são os objetivos realizados e o RP os resultados pretendidos. Oferecer orientação e supervisão competentes. 2. justiça social no trabalho. E eficácia é a comparação entre o que se pretendia fazer e o que efetivamente se conseguiu. muito embora o time como um todo tenha sido ineficaz em perder a partida. Pense bem. mesmo tendo sido eficaz como um todo e tendo contemplado um ataque eficiente. Em um processo. Em uma organização. ou seja. 3. em que o resultado da partida seja 5 x 4 para o Catanduva. destinado a alcançar um objetivo ou resultado desejado. eficiência é a ação. o ataque do Piri-Piri foi eficiente porque marcou quatro gols. poderíamos dizer que o ataque do Piri-Piri foi ineficiente? A resposta é não. 7. 11. página 03 Conceitos Imagine uma partida de futebol entre o Catanduva Futebol Clube e o Grêmio Acadêmico Piri-Piri. sempre. Da mesma forma. Estabelecer o predomínio do bom senso. a força de produzir um efeito adequado. 6. 4. ainda carece de eficiência na defesa. Assim. 8. todo e qualquer movimento que se faz deveria ser. Mesmo mostrando eficácia no resultado da partida a favor do time do Catanduva. Mesmo perdendo a partida. Fixar normas padronizadas para as operações. imediatos e adequados. ou seja. 9. eficiência é fazer a operação funcionar de modo que os recursos sejam mais adequadamente utilizados. Manter registros precisos. sua defesa amargou quatro gols. Fixar normas padronizadas para o trabalho em si.

utilizar tantos recursos que levem à perda da guerra. ou seja. a eficácia. Por exemplo. pode-se pensar que a qualidade de vida de uma população é a principal medida de sucesso que podemos utilizar para um outro tipo de organização: o Governo”. A sobrevivência de uma organização é uma medida de eficácia quando se consideram longos períodos. porque os tempos não são estáticos. em algum momento.página 04 Eficiência e Eficácia Para se avaliar o grau de eficácia de um sistema. esclarecer a quem pertencem os objetivos. também. a eficácia é conseqüência da eficiência. Neste caso. Muitas organizações. a eficiência visando objetivamente o resultado final. muitas vezes. porém. atendimento de uma necessidade ou realização de um objetivo qualquer. a empresa que é capaz de fabricar um produto competitivo ou resolver um problema no presente poderá não ter a mesma capacidade no futuro. significando que suas missões encontram receptividade no ambiente ao longo do tempo. Uma organização desse tipo tem uma missão muito específica. É preciso. A eficácia varia com o tempo. um governo é bem sucedido quando a população de seu país desfruta de boas condições de vida – quando não há doenças. Por exemplo. o sucesso ou a eficácia é uma condição definida pela solução de um problema. “Por exemplo. a eficácia é a função do atendimento da necessidade ou problema que a organização se propõe resolver. Dessa forma. De certa forma. ganhar a guerra. trabalhar um velho e conhecido postulado maquiavélico: “os fins justificam os meios”. analfabetismo. maior a chance da eficácia ser alcançada. quanto mais eficientemente o processo for realizado. má distribuição de renda ou uso inadequado de recursos naturais. elas concorrem entre si. Genericamente. é necessário saber quais são os objetivos propostos e quais os resultados alcançados. página 05 Normalmente. seu sucesso é medido exclusivamente pela capacidade de resolver o problema para o qual foram criadas. disputando a preferência dos mesmos clientes e consumidores. As empresas têm uma natureza competitiva. embora. Assim. ser momentaneamente eficiente mas não eficaz ao final do processo. Por outro lado. pode-se vencer uma batalha. é possível sacrificar. Um oportuno resumo sobre eficiência e eficácia pode ser traduzido nos quadros a seguir: . competem unicamente com o seu próprio objetivo. no entanto. O sucesso de uma empresa pode significar o fracasso de outra. um excelente nível de eficiência não signifique eficácia ou que não se possa atingir a eficácia sem eficiência. ou seja. “Ser eficaz no presente e preparar-se para ser eficaz no futuro são coisas diferentes”.

exercícios de auto-avaliação . e a eficácia com o final vitorioso. sendo a eficiência um dos principais instrumentos para se atingir tal objetivo. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. estará no caminho certo para o sucesso. Gestão .conclusão Conclusão O ideal para qualquer tipo de empresa é conseguir desenvolver suas tarefas e procedimentos com eficiência e eficácia. atingir a eficiência e eficácia de um produto ou serviço. A eficiência está relacionada com o desenvolvimento correto de algo. . a eficácia é um dos elementos fundamentais para sobrevivência da empresa ao longo do tempo. em Avaliações. assim.Módulo I Aula 8 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. Acesso pelo menu "Avaliação". Espera-se. Em tese. pois assim.

que começa na visão técnica de Taylor e Ford e continua até a visão comportamental. a Teoria Geral dos Sistemas (TGS) começa a se desenvolver. com a introdução de novos conceitos. sistema) do ponto de vista dos múltiplos fatores que o provocam e afetam. desenvolvida por psicólogos alemães em 1924. cada uma das disciplinas científicas desenvolvidas apresentava uma visão atomística. mas poderosa. De acordo com Bertalanffy. elementos químicos. a organização deve ser estudada como um todo. Formou-se a partir de linhas de pensamentos independentes. Histórico A teoria da forma (Gestalt). uma tendência de unificação das disciplinas ou das ciências. crescimento e sistemas abertos. que considera qualquer fenômeno (objeto. que não pode ser separado em partes sem haver perdas das suas características essenciais. a Teoria de Sistemas é a “reorientação do pensamento e da visão do mundo a partir da introdução dos sistemas como um novo paradigma científico”. um biólogo alemão. conduziu seus estudos de sistemas gerais pensando no metabolismo.Visão Sistêmica aula gravada em áudio VISÃO SISTEMICA Segundo Maximiano. uma abordagem que passa a correlacionar as organizações industriais e comerciais com os organismos biológicos. em resumo. Isto é. Estava começando uma mudança de concepção dos aspectos organizacionais. algumas delas ligadas à antiga noção de que os fenômenos devem ser analisados sob a ótica de várias abordagens ao mesmo tempo. Sistemas Um sistema é um conjunto de elementos ou componentes interdependentes que interagem e produzem um ou mais . surge a possibilidade de uma percepção mais global ou interdisciplinar das organizações. É uma idéia simples. evento. de grande utilidade na formação intelectual do dirigente moderno. ou seja. Sob a concepção de sistemas. Após a II Guerra Mundial. No final dos anos 30. instintos. Modernamente. partindo-se da visão atomística para a visão holística. página 02 Segundo Silva. A visão sistêmica completa a linha de raciocínio. remete à visão sistêmica. as pessoas pensam em dividir o todo em partes. uma visão holística. e também dos inúmeros efeitos que cada elemento causa no conjunto. Dessa forma. A aplicação da TGS às organizações é denominada Teoria de Sistemas. cinemática e termodinâmica. que é. a essência da visão sistêmica é a idéia de elementos que interagem e se influenciam para realizar objetivos. Ou seja. Desse modo. Os especialistas em sistemas procuram explicar as partes em termos do todo em lugar de explicar o todo em termos das partes. a concepção atomística estabelece que o mundo. por meio de conceitos encontrados na química-física. analisar os conteúdos e experiências das partes “indivisíveis”. ou o que importa para o entendimento de qualquer entidade pode ser explicado pela compreensão das suas partes. tais como átomos. sendo que. Ludwig Von Bertalanffy. mecanizada. a partir da última metade do Século XX.aula 09 . percepções elementares e assim por diante. os sistemas devem ser analisados como entidades e não como ajuntamento de partes. por si só. porque sua idéia de que a finalidade do conjunto define a natureza de suas partes conduz a um raciocínio integrativo.

equipamentos e outros. Dois elementos caracterizam o ambiente: o controle dos fatores internos do sistema e a determinação de como o sistema deve funcionar. Ambos os elementos devem atuar simultaneamente. o departamento tende a se afastar da meta global. página 04 Hierarquia dos Sistemas O economista Kenneth Boulding. senão. ambiente – constitui tudo o que está do “lado de fora” do sistema. do qual fazem parte os componentes não humanos e que independem das pessoas. escreveu um artigo em que descreve a natureza geral. ou seja. o propósito e as necessidades para uma abordagem de sistemas de todos os fenômenos científicos. dinheiro. não somente do ponto de vista acadêmico. do qual fazem parte todas as manifestações de comportamento dos indivíduos e dos grupos. muitas vezes. em 1956. No entanto. é fundamental verificar o que ocorreu. o que é rejeitado por Churchman por causa da natureza transcendental das funções de cada departamento. tecnologia. Ou seja. C. interdependências e cadeias de efeitos. Associada com as funções de planejamento e controle do sistema está a noção de fluxo de informações sobre os desempenhos do sistema (feedback). definidos em termos de operações identificáveis e factíveis de repetição. que incluem tudo que o sistema pode mudar e usar para sua própria vantagem. por exemplo: recursos. tais como pessoas. Churchman deseja incluir funções básicas que são: o planejamento e o controle do sistema. mudanças são inevitáveis. componentes – são todas as atividades que contribuem para a realização dos objetivos do sistema. Em qualquer sistema contínuo. coordenação. As organizações são tradicionalmente departamentalizadas. A utilidade principal da visão sistêmica é considerar as interações. para alcançar sua meta específica. o que constitui a função de controle no seu sentido mais primário. São fatores internos ao sistema. administração – na administração do sistema. pois aprendemos que há uma cadeia de causas e efeitos dentro da qual as ocorrências ou eventos numa parte do sistema provocam efeitos e conseqüências nas outras. O outro sistema é o “sistema social”. recursos – são todos os meios disponíveis para a realização das atividades necessárias no alcance da meta. Usando a visão sistêmica. Os administradores devem estar certos de que os planos devem ser executados como concebidos. É um resultado importante no uso da visão sistêmica. mas da possibilidade prática da sua aplicabilidade ao mundo real. Somente dessa forma será possível medir o desempenho do sistema como um todo. burocracia. Qualquer alteração em um componente de qualquer dos sistemas provocará alterações nos demais. em resumo: pessoas e comportamento. a organização mostra-se como dois sistemas que se influenciam mutuamente. página 03 Dos proponentes de sistemas. Esses sistemas não são independentes um do outro. o que implica necessidade de revisões periódicas e reavaliações dos planos.resultados. os objetivos devem ser operacionalizados. Um dos sistemas é o “técnico”. Churchman destaca cinco considerações básicas relativas ao pensamento de sistemas: objetivos – significa aquelas metas ou fins em direção aos quais o sistema tende. o comportamento e o desempenho do sistema sempre resulta da interação de todos os seus elementos. Boulding destacou cuidadosamente que o propósito da TGS não era estabelecer uma simples teoria geral sobre praticamente todas as coisas que pudesse . O estabelecimento de metas é uma característica dos sistemas. West Churchman talvez tenha dado uma das mais lógicas explanações. divisão do trabalho e propósitos. Portanto.

que não tem significação. isto é. para a armazenagem e interpretação das informações e para decidir sobre as respostas para as informações analisadas. indo do mais simples ao mais complexo. a seguir: sistemas de estrutura estática – os de níveis mais básicos. música e poesia. mobilidade. sistemas sociais – também chamados de sistemas de organizações humanas. mas também há forças nos sistemas abertos que favorecem a mudança e procuram oportunidade para inovação. porque um sistema aberto. O sistema aberto está em contínua interação com o seu ambiente e alcança um “estado estável” ou “equilíbrio dinâmico”. com autoconsciência e a habilidade para usar a linguagem e os simbolismos no seu processo de comunicação.A entropia negativa – característica das organizações como sistemas abertos. a transcrição de imagens em registros históricos. absolutos. O termo energia reflete a influência da TGS como concebida nas ciências biológicas e está relacionado com a organização das coisas vivas. Pelo fato da capacidade de processamento de informação de qualquer sistema ser limitada. deve absorver. 3. também chamados de níveis de armação (estruturação). Para uma empresa de negócios. para sobreviver ou crescer. classificados em nove níveis de sistemas. sistemas genético-sociais – aqueles tipificados pelas plantas. células. 2. sistemas humanos – os indivíduos considerados como sistemas. que apresentam divisão de trabalho entre as partes.é essa característica que processa quais informações serão permitidas dentro do sistema. página 05 Características dos Sistemas Abertos Podem ser identificadas diversas características das organizações como sistemas abertos. recursos financeiros. que não tem conteúdo”. etc.O processamento da informação . que possuem mais “entradas” de energia do que “saídas”. que também apresentam estrutura e relacionamento sistemáticos. comportamento teleológico e autoconsciência. Boulding passou a descrever uma hierarquia de sistemas. e a complexa gama de emoções humanas. e o geral. os sistemas devem ter processos de codificação que selecionam as informações entrantes.O ciclo de eventos . sistemas dinâmicos simples – aqueles que já incorporam necessariamente movimentos predeterminados (como os mecanismos de relógios). sistemas cibernéticos – os que se caracterizam por mecanismos automáticos de controle de feedback (como os termostatos). como a anatomia do universo. Aqui serão abordadas cinco das principais características: 1. nível em que começa a diferenciação entre vida e não-vida (como as células orgânicas). sistemas abertos – que são estruturas “auto-mantidas”. seu propósito era estabelecer um meio adequado e justo entre “o específico.substituir as teorias específicas de disciplinas particulares. sistemas transcendentais – aqueles últimos. . sistemas animais – caracterizados pelo aumento. recursos humanos. Mais do que isso.O crescimento e a manutenção – essa característica apresenta ambas as tendências de “crescimento” e “manutenção”. inevitáveis e irreconhecíveis. mais energia do que liberar. renovação e crescimento.toda a organização se envolve em um ciclo de eventos que implica entradas. Isso pode ser entendido nas organizações quando se analisa a lucratividade em longo prazo. 4. com a consideração do conteúdo e significado das mensagens. há forças nos sistemas que favorecem a estabilidade e resistem à mudança. a energia toma forma de insumos. transformação e saídas de energia. a natureza e dimensões dos sistemas de valores. equipamentos e produtos/serviços. materiais. as simbolizações da arte.

normalmente.Eqüifinalidade . A Teoria de Sistemas nas Organizações Bertalanffy deu ênfase na parte da TGS que denominou sistemas abertos. alcançar o efeito que qualquer das partes sozinhas não seria capaz. conclusão Conclusão A Teoria dos Sistemas nas organizações tem a intenção de desenvolver um ambiente objetivo e compreensível para a tomada de decisão. em mudanças em outras partes do sistema é fundamental para os agentes de transformação tomarem decisões estratégicas dentro das organizações. A visão sistêmica acredita que o desempenho de uma organização é produto da interação mais do que da soma de suas partes. A base do seu conceito é que um organismo vivo não é um conglomerado de elementos separados. é possível pela ação de duas ou mais partes. Entender que mudanças em uma parte do sistema resulta. Enfim. mas um sistema definido. Além do mais. destaca a flexibilidade na seleção dos meios que serão utilizados para alcançar os fins. consumidores.Visão Contingencial aula gravada em áudio . Acesso pelo menu "Avaliação". Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. além de criar uma relação das metas com os métodos. assim. então as decisões podem ser tomadas de maneira mais fácil. Portanto. se o sistema dentro do qual os administradores tomam decisões pode ser provido de uma estrutura de trabalho clara e objetiva. cliente. a Teoria dos Sistemas fornece ferramentas para que se possa analisar e avaliar organizações. concorrente.exercícios de auto-avaliação . tanto na organização como dos indivíduos delas participantes. por exemplo. em Avaliações.define que um sistema aberto pode alcançar o mesmo estado final a partir de diferentes condições iniciais e por meio de uma variedade de caminhos.Módulo I Aula 9 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. organizações de mão-de-obra. Isso poderia ser denominado de Sinergia. página 06 5. aula 10 .enquanto mantém a capacidade de trabalho ou a energia de transformação atuante. As organizações de negócios são sistemas construídos pelos indivíduos em interação com o ambiente. possuindo organização e totalidade. governo e outras entidades. Gestão . fornecedores. a soma dos benefícios das operações combinadas de uma organização é maior do que se as operações fossem realizadas separadamente. Por exemplo. as organizações de negócios são sistemas de partes inter-relacionadas que trabalham em união para alcançar um determinado número de metas.

página 02 Origem Os Estudos de Woodward Joan Woodward. Essas pesquisas revelaram que a teoria administrativa disponível era insuficiente para explicar os mecanismos de ajustamento das organizações aos seus ambientes de maneira proativa e dinâmica. Uma tensão maior era colocada sobre os especialistas técnicos e sobre a qualidade e eficiência do produto. que pode afetar seriamente o trabalho de uma empresa. mudanças de preços ou da política governamental. Lawrence e Lorsch a respeito das organizações e seus ambientes. é a melhor solução para o problema específico. A organização formal era vista como uma estrutura e possivelmente um grupo de processos. isto é. Suas origens remontam às pesquisas de Chandler. a qual era a função mais importante. 2. Os resultados das pesquisas conduziram a uma nova concepção de organização: a estrutura da organização e o seu funcionamento são dependentes da interface com o ambiente externo. Ela considerou a tecnologia como responsável por um papel tão ou mais importante do que aquele da estrutura e dos processos na organização interna. Burns e Stalker. dentro da teoria das organizações.unitário e de pequenos lotes – a produção era baseada nos pedidos da empresa. 100 empregados. O conhecimento do ambiente passou a ser vital para a compreensão dos mecanismos organizacionais. É a mais recente das teorias administrativas e marca um passo além da Teoria dos Sistemas. Verificou-se que as características das organizações são decorrentes do que existe fora delas: seu ambiente. A Teoria Contingencial é eclética e interativa. seguida da produção. A Teoria da Contingência surgiu a partir de várias pesquisas feitas para verificar os modelos de estruturas organizacionais mais eficazes em determinados tipos de empresas. Até então. o que significa que um administrador pode fazer uso das técnicas gerenciais de outras abordagens da Administração quando a aplicação dessas várias técnicas. como greve. Ela se distingue por ser uma metodologia de solução de problemas que começa com uma análise e termina com a criação.processo contínuo – a importância de manter um mercado significava que o marketing era a atividade central e crítica. Woodward. dirigiu um estudo de pesquisa que provou ser uma das mais significativas rupturas. Verificaram que não há um único e melhor jeito de organizar. pelo marketing. e. inglesa. A primeira fase da fabricação era o desenvolvimento do produto. relativista e situacional. depois. avaliação e recomendação de uma solução potencial para resolver o problema gerencial. As empresas foram classificadas de acordo com três tipos distintos de sistemas de produção: 1.eram também necessários uma integração mais próxima e contatos pessoais freqüentes. Por causa da necessidade de flexibilidade. mas não certo. dependendo das circunstâncias. O fluxo de .VISÃO CONTINGENCIAL Uma contingência é um evento futuro provável. Os produtos eram impossíveis ou difíceis de estocar ou a capacidade de estocagem era muito limitada. A pesquisa e o desenvolvimento eram a segunda atividade mais crítica. ao mesmo tempo. A tecnologia era reconhecida somente como um conjunto de condições limitantes. guerra. ou uma combinação entre elas. podendo suceder ou não. 3. O estudo de Woodward contemplou cerca de 100 empresas britânicas com. mas. no mínimo. É algo que pode ser tanto incerto quanto eventual.grande quantidade e produção em massa – os programas de produção não eram diretamente dependentes dos pedidos da empresa. a estrutura depende do ambiente no qual a organização opera. uma estrutura orgânica. tendo somente o marketing como primeira atividade. a maioria dos teóricos organizacionais tinha ignorado o papel da tecnologia. socióloga industrial.

Tecnologia e Estrutura Charles Perrow. que pode ser conscientemente planejada para tornar a produção de grande quantidade e em massa. ambos ingleses. a coordenação é realizada por meio do feedback e existe alta interdependência do grupo.a extensão para a qual a tecnologia pode ser analisada. A combinação das duas dimensões propicia um continuum de tecnologia rotineira e não-rotineira. Perrow sugere que a classificação das organizações pela sua tecnologia e previsibilidade das tarefas do trabalho conduzirá a uma predição da forma de estrutura mais eficaz e conveniente. bem como à extensão em que os problemas podem ser resolvidos de maneira conhecida ou pelo uso de procedimentos de rotina. A variabilidade se refere ao número de casos excepcionais ou imprevisíveis e à extensão em que os problemas são conhecidos. resultando ou em um sistema mecânico. mas o poder do nível gerencial médio é alto. e George M.produção era diretamente determinado pela situação do mercado. . representa interpretações posteriores à pesquisa. a coordenação é baseada em planejamento e é provável haver pouca interdependência entre os dois grupos. Esse modelo se parece com uma estrutura orgânica. A ênfase no conhecimento técnico era mais sobre como os produtos poderiam ser usados do que como eles poderiam ser feitos. não pode ser considerada uma validação da teoria tecnológica. A hipótese básica da teoria de Woodward é que as empresas que mais se aproximam da estrutura adequada para suas tecnologias deveriam ser as de maior sucesso. chamando a atenção para duas dimensões importantes da tecnologia: . embora importante. . Numa organização de tipo não-rotineiro existe alto nível de discrição e o poder está distribuído entre os níveis tecnológicos e supervisionais. página 04 Burns e Stalker Para Tom Burns. como vimos na aula 5. que. também chamada de determinismo tecnológico. A classificação de cada tipo de tecnologia se refere a uma estrutura particular de organização. O sucesso é função de uma adequada adaptação tecnologia-estrutura. o que pode ocorrer de modo espontâneo em muitos casos. ou em um sistema orgânico. as diversas responsabilidades e o poder. Essa configuração aborda uma estrutura burocrática. sustentando um fluxo de comunicação que transmite informações de baixo para cima e ordens de cima para baixo. sociólogo.a extensão para qual a tarefa do trabalho é previsível ou variável. expandiu os estudos de Woodward. O sucesso nos processos de produção intermediários da tecnologia está associado com um sistema mecanístico. um teórico de organizações. Stalker. página 03 A teoria de Woodward. Sistema mecânico: é aquele no qual as especialidades funcionais têm uma classificação rígida. O trabalho de Perrow . Com tecnologia não-rotineira existe grande número de casos excepcionais envolvendo dificuldades e variada solução de problemas. A hierarquia de comando é bem definida. psicólogo. A análise da tecnologia se refere à medida que as atividades são desmembradas. Na organização de tipo rotineiro há um mínimo de critério tanto nos níveis tecnológicos quanto nos níveis supervisionais. assim como as obrigações. com treinamento em sociologia. as empresas seguem dois tipos básicos de procedimentos organizacionais.

as organizações costumam adotar sistemas que se situam em algum ponto da escala formada por ambos. o fluxo de dados e informações através das linhas de autoridade e comunicações. “a tese deduzida das várias proposições é que a estrutura segue a estratégia e que o mais complexo tipo de estrutura é o resultado da concatenação de várias estratégias básicas”. realizada em quatro empresas americanas: DuPont. responsabilidades e poderes mais adaptáveis. página 05 Alfred Chandler publicou. em 1962. Esse desenho tem dois aspectos: o primeiro são as linhas de autoridades e comunicação. Segundo os resultados dessa pesquisa. já uma organização com sistema orgânico se mostra mais flexível a novas situações ambientais. Standard Oil Company de New York e Sears Roebuck and Company. buscando dados que permitissem generalizações. Como as empresas estão sujeitas às mudanças ambientais. com sistema mecânico. sendo as atribuições de obrigações. estrutura pode ser definida como o desenho da organização através do qual o empreendimento é administrado. o segundo. Uma organização. A comunicação tende a ser um fluxo de mão dupla. os resultados de uma pesquisa sobre inovação organizacional. pode ser adequada a situações ambientais estáveis. A estratégia envolve ações em resposta .Sistema orgânico: apresenta maior flexibilidade. devem estar preparadas para se adaptar a elas. General Motors. transmitindo consultas de cima para baixo e de baixo para cima. Para Chandler. Na prática.

escolha a opção Mensagem na Plataforma de Educação a Distância do ILB. que focalizavam a melhor maneira de organizar as empresas sem levar em conta o ambiente e as condições externas. novos desenvolvimentos tecnológicos e ação dos competidores. por sua vez. professores da Harvard Business School. o ambiente é de extrema importância para a compreensão dos mecanismos organizacionais. que é uma teoria eclética e bastante interativa. Argumentam que. Os autores concluíram que os problemas básicos dos administradores são a diferenciação e a integração. condições econômicas flutuantes. visto que até Fayol já previa que os princípios deveriam ser aplicados com flexibilidade. reveja suas anotações pessoais e releia o Módulo I. existe um continuum entre teorias aparentemente posicionadas em extremos opostos. nem se desenvolveu a ponto de poder ser considerada uma nova teoria.às demandas e fontes de suprimentos variáveis. as indústrias com elevado desempenho apresentam melhor ajustamento às necessidades do ambiente. apesar das críticas. Alguns críticos argumentam que a visão contingencial nem incorpora todos os aspectos da Teoria de Sistemas. Você deve consultar o seu Professor-Tutor em caso de dúvidas. processos essencialmente antagônicos. As decisões tomadas são previamente confrontadas com as mudanças ocorridas no ambiente no qual a empresa encontra-se inserida. ao contrário . que. portanto. Ao invés de teorias antagônicas. a Teoria Contingencial é vista como eclética. Sua mensagem básica é que nada é absoluto. Os Estudos de Lawrence e Lorsch Paul Lawrence e Jay Lorsch. que. propõe que a empresa deve se concentrar na análise sistemática dos requisitos do ambiente e relacioná-los com as características exigidas da organização. integrando conceitos de várias teorias administrativas e podendo ser considerada mais como uma visão de mundo do que como um modelo em si. Para eles. Analisando a partir de uma visão contingencial. pesquisaram a relação entre as características estruturais das organizações complexas e as condições do ambiente que essas organizações enfrentam. os autores criaram a Teoria da Contingência na empresa. Assim. Segundo Ferreira. não necessariamente levariam aos resultados almejados. A questão básica do estudo foi: “o que a organização faz para lidar com as diversas condições econômicas e de mercado?” Essa questão era muito diferente dos estudos empresariais da época. em lugar de propor um único e melhor modo de organizar-se em quaisquer condições. na medida em que os sistemas crescem de tamanho. diferenciam-se em partes e o funcionamento dessas partes separadas tem de ser integrado para que o sistema inteiro seja viável. por meio do Menu Comunicação. Acredita-se. na verdade. Já os defensores da visão contingencial defendem justamente que o alerta de Fayol e outros foram ignorados: buscou-se estabelecer princípios universais que pudessem ser aplicados sem a dimensão situacional e que. a visão contingencial mostra que. página 06 Baseado nesses resultados. Segundo a pesquisa. comparando dez empresas de três diferentes setores industriais. definirá o grau requerido de diferenciação nos departamentos e de integração interdepartamental. Caso não esteja seguro com relação ao domínio do conteúdo. Com isso os administradores terão maior probabilidade de manter a viabilidade de suas empresas frente à constante transformação da tecnologia e do mercado. de fato. é a estrutura do negócio que se adapta para atender à estratégia que é determinada pelas demandas de mercado. não há novidade na visão contingencial. conclusão Conclusão Vimos que a Teoria Contingencial age conforme as necessidades ambientais. que serão determinados de acordo com as exigências de seu respectivo ambiente.

Evolução do Estado aula gravada em áudio EVOLUÇÃO DO ESTADO Origem Para entender a evolução do Estado. que serão corrigidos pelos tutores. outra relativa aos motivos . Modulo II Módulo II aula 01 . O acesso é pelo menu Avaliação.exercícios de auto-avaliação . duas questões se apresentam: uma a respeito da época do surgimento do Estado. clique na atividade pretendida no painel de desempenho.Foco na Prática do Planejamento Estratégico Público aula 07 .As transformações na Administração Pública com foco no legislativo aula 01 . é necessário procurar entender a origem do Estado.Megatendências Futuras aula 08 . Acesso pelo menu "Avaliação". Avaliação Final de Módulo I Avaliação de módulo – São exercícios subjetivos. que possuem a estagnação como característica. Para visualizar a correção. caso em que ele enviará uma mensagem orientando-o nesse sentido.Módulo I Aula 10 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. Gestão . Lembre-se de que caso seja necessário.As Reformas Administrativas aula 03 . Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema.Evolução do Estado aula 02 .Gestão Pública para o Desenvolvimento com Inclusão Social aula 09 . botão Avaliações.Modernização da Administração Pública aula 04 . Espera-se que o aluno demonstre capacidade de análise e domínio dos temas estudados.de muitas que vimos nas aulas anteriores.Estratégia sob a visão de Michael Porter aula 05 .Uma Nova Geração de Transformaçãoes da Gestão Pública aula 10 . disponíveis ao final de cada módulo.Estratégia sob a visão de Henri Mintzberg aula 06 . A princípio. o Professor-Tutor pode solicitar que você reformule sua resposta.

De qualquer forma. significando situação permanente de convivência e ligada à sociedade política. e também as que sustentam a formação contratual dos Estados. “estar firme”. existem inúmeras teorias. como Eduardo Meyer. a crença de que foi a vontade de alguns homens. As mais importantes são as que afirmam a formação natural ou espontânea. e. no entanto. sem dúvida. de maneira sintética e abrangente. o Estado vai sendo formado conforme as condições concretas de cada lugar. Sob a perspectiva da época do aparecimento do Estado. Robert Filmer defendeu a explicação de que cada família primitiva se ampliou e deu origem a um Estado. não por um ato puramente voluntário. cada um vai recorrendo à ajuda deste para tal fim e daquele para tal outro. página 02 Formação Sob o aspecto dos motivos ou causas do aparecimento do Estado. três correntes prevalecem. Uma segunda corrente de autores admite que o estado surge para atender às conveniências de grupos sociais. Ele está à sua disposição e pode ajudá-lo. do latim.sustentam que a superioridade de força de um grupo social permitiu-lhe submeter um grupo mais fraco.que determinaram ou determinam o surgimento do Estado. Dalmo de Abreu Dallari."Mensagem") ou por e-mail. escrito em 1513. E em seguida: “. Para alguns estudiosos. Conceito O conceito de Estado pode ser abordado sob inúmeras perspectivas doutrinárias e é muito difícil. ninguém basta a si mesmo. nos “Diálogos”. No que se refere às causas que determinam o aparecimento do Estado. ele acha-se integrado em uma organização social.. aparece pela primeira vez na obra “O Príncipe”. de Maquiavel. como temos muitas necessidades e fazem-se mister numerosas pessoas para supri-las. existem também inúmeras teorias. o que. não havendo entre elas uma coincidência quanto à causa. no Livro II de “A República”. Dalmo Dallari consegue inserir no seu conceito todas as características do que é entendido modernamente como Estado. o que só ocorre a partir do século XVII. mas todos nós precisamos de muitas coisas”. mas tendo todas em comum a afirmação de que o Estado se formou naturalmente. contate o seu tutor por meio da Plataforma de Educação a Distância do ILB (menu "Comunicação" . em comum. A palavra “Estado” pode ser utilizada em inúmeras oportunidades. assim como a própria sociedade. encontrar um conceito que possa satisfazer todas as necessidades de entendimento de um instituto tão complexo quanto a sua forma e natureza. ou seja. apresentando. o conjunto dos habitantes . A terceira posição é a dos estudiosos que só admitem o conceito de Estado para sociedades dotadas de certas características bem definidas. desde que o homem vive sobre a terra. existiu sempre. quando esses associados e auxiliares se reúnem numa só habitação.o núcleo social fundamental situa-se na família. ou de todos os homens. A denominação “Estado”. disse que o Estado é “a ordem jurídica soberana que tem por fim o bem comum de um povo situado em determinado território”. como a soberania. que levou à criação do Estado. senão impossível. assim se expressa: “ Um Estado nasce das necessidades dos homens. o Estado. de violência ou de conquista . nascendo o Estado dessa união de dominantes e dominados.há quem afirme que essa tenha sido a origem indicada por Platão. Em caso de dúvidas.. dificulta qualquer tentativa de enquadramento simplista e redutor. origem em causas econômicas ou patrimoniais . quando. Dessa forma. origem em atos de força. as teorias não-contratualistas mais expressivas são: origem familial ou patriarcal .

firma-se a unidade da Igreja e. uma potencialidade. “A Origem da Família. organização econômica e política e o próprio Estado. Em uma de suas principais obras. Ele afirma que o Estado “é um produto da sociedade. a “polis” como a sociedade política de maior expressão. Evolução do Estado Com relação à verificação da evolução do Estado. fiscal (obrigou todos a pagar impostos) e social (facilitou as decisões judiciais). o Estado é um germe. todavia. além de negar que o Estado tenha nascido com a sociedade. as invasões dos bárbaros e o feudalismo. é certamente uma marca do Estado Grego. surge a idéia do Estado Universal. Engels expõe claramente essa opinião. embora se possa discutir sua unidade em função das diferenças entre Atenas e Esparta. em 212 D. integrando-se as diferentes atividades profissionais e caracterizando-se. a influência de fatores externos à sociedade. o Estado teria sido formado para se aproveitar os benefícios da divisão do trabalho. Como as ambições eram de que toda a Humanidade se tornasse cristã.de acordo com essa teoria.recebe o nome de cidade ou Estado”.C. Desse modo. Desse . Modernamente. mesmo que somente membros da elite. Estado Grego. Não há. Assim. A noção de auto-suficiência. é praticamente impossível desvincular a relação entre o Estado e a divindade. Estado Romano. prescindem dele enquanto se mantêm simples e pouco desenvolvidas. Entre as teorias que sustentam a origem do Estado por motivos econômicos. O Estado Medieval é marcado pela universalização do Cristianismo. genericamente o Estado Grego tem características comuns fundamentais entre todos os povos helênicos. a idéia de integração de uma sociedade política. Os Estados do Vaticano e Israel são exemplos de criação atípicas de novos Estados. página 03 origem no desenvolvimento interno da sociedade . as quais. as invasões dos povos bárbaros introduziram novos costumes e possibilitaram o surgimento de inúmeros Estados. quando esta chega a determinado grau de desenvolvimento”. em todas as sociedade humanas. Com o Cristianismo. Sob essa perspectiva. O Estado Antigo. conseguiu com um só ato ser político (unificou o Império). O caminho do Estado Romano no sentido de realizar a integração dos povos conquistados representou um avanço na construção da visão política moderna. Com relação ao Estado Grego. cujo principal representante é Robert Lowie. conseqüentemente. existem ainda dois processos típicos e opostos que dão origem a novos Estados: o fracionamento e a união de novos Estados. a de maior repercussão prática foi e continua sendo a de Marx e Engels. religioso (aumentou os adoradores dos deuses de Roma). da Propriedade Privada e do Estado”. portanto. O conceito de cidade-Estado. Outra característica dessa forma de Estado é a confusão entre família. levando à sua constituição. Oriental ou Teocrático são as formas de Estado mais remotas e têm duas marcas fundamentais: a natureza unitária e a religiosidade. No entanto. Quando o Imperador Romano Caracala. religião. assim. Mas aquelas sociedades que atingem maior grau de desenvolvimento e alcançam uma forma complexa têm absoluta necessidade do Estado. ou seja. mesmo passando por inúmeras transformações e com características de Império. página 04 O Estado Romano. A África é um bom exemplo da primeira situação. Uma seqüência bastante aceita é a seguinte: Estado Antigo. Os preceitos de cidade-Estado também estão presentes no Estado Romano. representam o que podemos chamar de governo democrático. e a posição do indivíduo nas decisões do Estado. nem de interesse de indivíduos ou de grupos. o motivo econômico. Estado Medieval e Estado Moderno. onde ocorreram desmembramentos e a conseqüente criação de vários Estados. a autarquia. conseguiu manter peculiaridades importantes como a base familiar da organização. adotar uma seqüência cronológica é senso comum entre os estudiosos. concedeu a naturalização de todos os povos do Império. é fundamental uma observação histórica das formas que o Estado tem adotado através dos tempos. mas é o próprio desenvolvimento espontâneo da sociedade que dá origem ao Estado.

Ou seja. econômica e religiosa deles decorrentes. o Estado Moderno. o território. O Estado Moderno é. dentro de uma precisa delimitação territorial. na busca pela soberania. É impressionante como a expressão “reformas administrativas” tem sido subdividida e ampliada de forma que o espaço resultante inclua procedimentos administrativos específicos.conflito e do fortalecimento do feudalismo. De maneira geral. com a valorização da posse da terra e da organização militar e patrimonial. como estruturas administrativas. a busca de um poder soberano reconhecido e aceito por todos. conclusão Conclusão Vimos nessa aula que mesmo com as etapas evolutivas pelas quais o Estado passou. . aula 02 . É justamente este o assunto que iremos desenvolver a seguir. na verdade. Dessa forma as características aceitas como componentes do conceito moderno de Estado são: a soberania. As reformas administrativas são os esforços que têm como propósito induzir mudanças fundamentais nos sistemas de Administração Pública. sistemas de pessoal e programas locais de mudança. as noções de ordem política e jurídica são implícitas ao conceito.organização e estrutura da máquina governamental. o povo e a finalidade.exercícios de autoavaliação . não deixa de ser um reflexo do Estado Romano.As Reformas Administrativas aula gravada em áudio REFORMAS ADMINISTRATIVAS Vamos iniciar este capítulo com uma breve definição do que se tratam as reformas administrativas. Evidentemente. Vamos verificar algumas áreas importantes que foram incluídas no significado de reforma administrativa: 1. mediante reformas de todo o sistema ou. em Avaliações. sob a óptica do Ocidente. pelo menos. já que nenhuma sociedade pode prescindir dessas ordens para sobreviver. de medidas que visem à melhoria de um ou mais de seus elementos-chave. é natural entender a necessidade de ordem e autoridade que possibilitam a evolução para o Estado Moderno. um retorno à antiga aspiração de unidade do Estado Romano. pessoais e processos. bem como a enorme instabilidade política. social. realize as atividades localizadas no menu lateral: "Avaliação". pode-se entender a evolução do estado baseado nessas premissas históricas e conceituais.Módulo II Aula 1 Para efeito de sua própria autoavaliação. Vale citar que há uma nítida falta de critério bem estabelecido do que diferencia a reforma administrativa da modernização administrativa. revisão e reforma de acertos estruturais do serviço público e importantes reformas constitucionais do Estado. Gestão . mas o estudo aprofundado das questões do Estado e sua evolução certamente implicam análises muito mais complexas e particulares.

nem boa qualidade. que era bastante precária no modelo anterior. eficiência e qualidade. e o custo dos serviços prestados ao público não era baixo.ética Pública: honestidade. 4. Porém. e não no de resultados (eficácia). o atendimento das demandas dos cidadãos ficou relegado em segundo plano. empowerment .elaboração de orçamento público e administração financeira. a Administração Pública encontra-se hoje em um contexto “revolucionário”. Da Administração Pública burocrática à gerencial A Administração Pública burocrática apareceu para substituir a Administração patrimonialista. etc. é muito importante acentuar que as reformas na Administração Pública não buscam acabar com o corpo burocrático. pagamento por desempenho. resultou em incompatibilidade com o capitalismo industrial e as democracias parlamentares. caro e ineficiente.práticas de gestão Pública – O&M. mostrou-se uma opção superior ao patrimonialismo. 8. profissionalismo. No patrimonialismo. Na realidade esse modelo administrativo é lento. com o passar dos tempos. que surgiram no século XIX. após as mudanças. atendimento de reclamações. e era comum a prática deliberada de nepotismo e de troca de favores.formulação de políticas Públicas. isso tem acontecido bastante. Por que revolucionário? Imagino que você tenha percebido que novos conceitos estão ocupando o lugar dos antigos – downsizing. o que exigiu a formação de um Estado mais eficiente e competitivo. Os primeiros são. Seu foco concentra-se no controle de procedimentos (eficiência). dentre outras. 3. Sendo assim. pois não garantia rapidez. são necessários servidores públicos que conduzam o novo “arcabouço” de regras. os servidores e os funcionários/empregados. garantir a propriedade e os contratos. a qual é comum no ser humano quando o assunto é mudança. principalmente. 7. página 02 Estratégia de implementação da reforma Os dois lados devem ser levados em consideração. Essa característica. Por essa razão. pois. Quem imaginaria que os órgãos públicos contratariam empresas de consultoria para tentarem atingir um modelo de gestão eficaz? Pois é. o patrimônio público e o privado eram confundidos. a qual predominou durante as monarquias absolutas. 5. Podemos afirmar que essa situação não era grave enquanto prevalecia um Estado pequeno. Reformas bem elaboradas devem conter promessas de benefícios potenciais para todos os servidores do quadro.2. Os funcionários/empregados também precisam ser convencidos da necessidade das reformas.execução de programas. qualidade total. desburocratização. serviços públicos voltados para o consumidor. 6.preservação e manutenção do capital público. . cuja função era. verificou-se que a administração burocrática também não proporcionou a eficiência desejada. Segundo alguns historiadores. A Administração Pública burocrática foi adotada para proporcionar um maior controle da coisa pública. em sua maioria.participação do público: voluntarismo. Porém. atingidos pelas reformas e podem apresentar resistências a elas. anti-corrupção. pois isso reduz a resistência.

Dimensão cultural: significa sepultar o patrimonialismo e passar por uma transição burocrática – gerencial.Dimensão gestão: Por que considerá-la a mais complexa? Trata-se de colocar em prática as novas idéias gerenciais e oferecer à comunidade um serviço público mais barato. O debate ocorrido em 1995 sobre a reforma constitucional do capítulo de Administração Pública foi um processo de mudança cultural. A primeira tentativa de reforma gerencial da Administração Pública aconteceu no final dos anos 60. E é justamente isso que estamos buscando. 1.página 03 Porém. mas também da ausência de legitimação da burocracia perante as demandas da sociedade. . 3. Vale lembrar que o nosso direito tem origem romana e napoleônica e. não de um estadista. por isso. infelizmente. por uma série de fatores. Foi uma tentativa de superar a rigidez burocrática. O que Tancredo quis dizer? Bem. passando a enxergar o cidadão–cliente e a trabalhar para o seu bem-estar. pois assim o Estado iria modificar a sua concepção de cidadão – usuário. página 04 Que tal fazermos uma breve retrospectiva? Um dia Tancredo Neves afirmara que o Brasil necessitava. Logo. assumindo uma variação de serviços sociais e de papéis econômicos. que o problema brasileiro é essencialmente gerencial. mediante o Decreto – Lei 200/1967. qualquer reforma do Estado implica em uma vasta modificação do sistema legal. Dimensões da reforma A reforma administrativa possui três dimensões: dimensão institucional – legal. no momento em que o Estado se transformou em um grande Estado social e econômico do século XX. Porém. a necessidade de uma Administração Pública voltada para a eficiência gerencial decorre de situações advindas não só do crescimento da nação como um todo. o problema da eficiência tornou-se essencial. 2. fracassou. mas de um gerente de ótima qualidade. com um melhor controle e uma melhor qualidade. dimensão cultural e uma dimensão gestão.Dimensão institucional – legal: é através da qual as leis são alteradas e as instituições são criadas ou modificadas. e a crise política do regime militar dos anos 70 agravou ainda mais a situação da Administração Pública.

De início. como é o caso da previdência pública. Cláudia. Como todos sabemos. Collor foi associado a diversas denúncias e acabou sendo vítima do impeachment. desregulamentação. Depois surgiu o “arrocho salarial” e a estrutura administrativa concentrada no Ministério da Economia. A evolução do Estado e da sociedade é inevitável. desestatização. Reforma Administrativa no Governo Fernando Henrique Cardoso Com a posse do presidente FHC a reforma administrativa voltou a ser discutida. além da promoção da qualidade no serviço público. a modernização da gestão. 1998. Fazenda e Planejamento e no Ministério da Infra-Estrutura. nos resultados e no cidadão-cliente. p. Essa grande reforma foi aprovada no Congresso Nacional em 1998. com foco na otimização gerencial. abertura e alegada modernidade. que formulou as políticas e diretrizes para a reforma do Estado e a administrativa. sob a responsabilidade do Ministro Luiz Carlos Bresser Pereira. em lugar de concentrar seus esforços no controle de procedimentos. etc. . E como era de se esperar.87). Foi criado o Ministério da Administração Federal e Reforma do Estado. ao longo dos anos. a Reforma previa a dispensa de 360 mil servidores públicos“ (Pereira. da legislação relativa ao controle da coisa pública. Dentre os novos instrumentos normativos introduzidos na legislação brasileira. a qual será constituída de reformas administrativas. com alterações menos amplas. figura com algum destaque a Emenda Constitucional no 19/1998. que tentou transferir o foco da Administração Pública para os resultados de sua gestão. e o processo vem tendo continuidade. a tal reforma não vingou. com foco em setores públicos específicos. conclusão Conclusão O processo de reforma administrativa pode ser entendido como uma atividade contínua do Estado. Não há como imaginar uma reforma administrativa que venha a atender as demandas atuais e futuras da sociedade.Reforma Administrativa no Governo Collor “A Reforma Administrativa aqui seguiu a mesma linha de um programa de governo que contemplava medidas de ajuste econômico. e ao seu lado deverá caminhar a evolução da Administração Pública.

representam uma tentativa inicial de construir uma tipologia de modelos ideais da nova Administração Pública. do downsizing (redução da diferenciação vertical e de quadros) e finalmente. da terceirização e também oferecer incentivos mais fortes e concretos para o desempenho. em essência. Acesso pelo menu "Avaliação". então. Os conjuntos de pensamentos contêm elementos tanto descritivos como normativos.Gestão . que. em meio ao debate jurídico e político. A modernização da Administração Pública tende a ser vista por alguns críticos como uma ideologia com base no mercado. O aparecimento do movimento da moderna Administração Pública pode ser analisado como exemplo de um processo mais abrangente. No entanto. embora expressa de uma nova maneira. . Como poderíamos resumir. Porém foi vista por outros como uma Administração híbrida. o que seria a “modernização da Administração Pública”? Podemos afirmar ser um sistema de pensamento ideológico caracterizado pela importação de idéias geradas em áreas do setor privado para dentro das organizações do setor público. Desde a aprovação da Emenda Constitucional da "Reforma Administrativa" (EC nº 19. a alcunha de "Administração Gerencial". com um foco contínuo nos valores fundamentais do serviço público. aula 03 . no qual um conjunto de princípios administrativos surgem e desaparecem. um grande fenômeno chamado “moderna Administração Pública” surgiu.Modernização da Administração Pública aula gravada em áudio MODERNIZAÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Podemos afirmar que.exercícios de autoavaliação . página 02 Correto. a administradores profissionais ou a intelectuais da área organizacional. Modelo 1: o impulso para a eficiência Foi o primeiro modelo a representar uma tentativa de tornar o setor público mais parecido com a iniciativa privada. mediante o desmantelamento dos sistemas de corrupção e cartelização. mas como isso seria feito? Uma solução bem aceita é a de eliminar o “desperdício” do governo. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. que também recebeu. fala-se muito em "Nova Administração Pública". em Avaliações. a introdução de regulamentos externos. muitos concordam que a nova Administração Pública deve ser encarada como uma importante e significativa ruptura nos padrões da Administração do setor público. com as reestruturações feitas em diversas unidades do serviço público. podendo estar associados a componentes sociais. Modelos da Nova Administração Pública Podemos verificar quatro modelos decorrentes da modernização da Administração Pública.Módulo II Aula 2 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. de 4/6/1998).

excessivamente burocrático e com um nível de desempenho muito baixo. Vamos relacionar alguns elementos – chave para que você possa compreender um pouco mais sobre o modelo 2. porém baseada na missão de alcançar a excelência dos serviços públicos. • confiança na opinião do usuário. Vejamos algumas características desse modelo: • grande preocupação com a qualidade do serviço. Tal modelo foi importado da Administração do setor privado e não considerou as características distintas das organizações do setor público. • Estruturas organizacionais mais horizontalizadas. pg. ritos e símbolos no modo como você e seus colegas se comportam no ambiente de trabalho. a revitalização dos administradores do setor público por meio do delineamento de uma missão de serviço público diferente. As características citadas acima são vistas como normais tanto no setor privado como no público. página 03 Modelo 3: em busca da excelência O modelo 3 está mais associado à corrente da “excelência”. . Na Administração Pública existe uma tendência de utilizar os instrumentos da Administração privada sem uma visão crítica de sua real validade. cultura.orientado por noções rudimentares de eficiência. Podemos observar que o modelo 3 demonstra um forte interesse na maneira como as organizações administram a mudança e a inovação. Esse modelo é considerado o menos desenvolvido e que necessita demonstrar toda a sua capacidade e potencial.nas formas carismáticas de liderança em lugar das formas transacionais. Esse modelo diagnosticou o setor público como arrogante. Modelo 4: orientação para o serviço público. • Redução na folha de pagamento. Modelo 2: downsizing e descentralização. ao contrário deste. 1999. • Mudança da gestão hierárquica para a gestão por contrato. enfatiza o papel dos valores. o abandono do alto grau de padronização. mas compatível com as noções adquiridas sobre Administração de alta qualidade derivadas de práticas bem–sucedidas no setor privado” (Ferlie. o aumento da terceirização e a separação entre um pequeno núcleo estratégico e uma grande periferia operacional. Tende a rejeitar a abordagem racional – vista no modelo 1 – e. 33). Para alguns críticos. Esse modelo busca uma maior flexibilidade organizacional. Ou seja. tem a sua grande ênfase na importância da cultura organizacional. esbanjador. • Alianças estratégicas entre organizações. • conceito de cidadania. o aumento da descentralização da responsabilidade estratégica e orçamentária. “Representa a fusão de idéias de gestão dos setores público e privado. o modelo é inadequado. • abordagem voltada para o valor. Falaremos sobre isso no capítulo referente à Gestão de Pessoas.

a aplicação de um modelo gerencial nesses órgãos deverá passar por adaptações específicas. na exata forma em que foram concebidos para a iniciativa privada.Módulo II Aula 3 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos.Estratégia sob a visão de Michael Porter aula gravada em áudio . Gestão . seja ela da nacionalidade que for. não são indicados para a Administração Pública. Sendo assim. regulamento ou lei que o instituiu. será possível identificar. entretanto. Procure saná-las logo que apareçam. passa por um amplo estudo de toda a máquina do estado. é um processo inevitável no desenvolvimento do setor governamental. conclusão Conclusão A modernização da Administração Pública. Acesso pelo menu "Avaliação". página 04 Os instrumentos administrativos e as políticas que servem para a empresa global. Cada órgão da Administração Pública tem um objetivo distinto. definido por seu estatuto. aula 04 .É necessário desmistificar esses modismos da Administração do setor privado como se fossem remédios indicados para todos os males e idiossincrasias da Administração Pública no Brasil. Não acumule dúvidas.exercícios de autoavaliação . portanto. conhecendo os princípios administrativos voltados à eficiência gerencial. e com foco na atividade fim dessa entidade. examinar e eliminar as deficiências de cada órgão do setor público. bem como de cada regulamento. A busca de um modelo gerencial eficiente. Na fase de concepção de um modelo administrativo para o setor público. há que se identificar as diferenças entre uma e outra instituição. É certo que determinados princípios administrativos se aplicam ao setor público e ao privado com igual eficiência. norma ou lei aplicada à esfera governamental. em que se faz necessário conhecer as funções de cada componente da estrutura estatal. com base na estrutura da instituição que se quer “modernizar”. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. Desse modo. Entretanto. a simples transposição de um modelo empresarial de Administração à esfera Pública pode gerar conseqüências danosas às instituições governamentais.

definiu os fundamentos da competição e da estratégia competitiva e é conhecido por estabelecer a ponte entre a teoria econômica da gestão e a sua prática. pode ser uma excelente arma competitiva. onde o gestor e sua equipe estabelecem os caminhos para a organização da empresa. Michael Porter diz que uma empresa sem planejamento pode se transformar em uma folha seca. dissecando as fórmulas de negócio para empresas diversificadas. que se move ao capricho dos ventos da concorrência. o administrador que não exerce a sua função de planejador acaba por se concentrar no planejamento operacional. para planejamento dentro da empresa? Como definir um planejamento realista diante das mudanças que ocorrem numa velocidade tão grande? As respostas para essas perguntas não são simples e podemos afirmar que o crescimento das organizações está cheio de acidentes e eventos imprevisíveis. antecipando-se aos seus concorrentes. a evolução e os meios pelos quais as empresas ganham e mantêm a sua vantagem competitiva são pontos fundamentais da competição.gif Porter inicia a sua análise ao nível de uma indústria singular. Mas como evitar a armadilha do imediatismo na administração? Como garantir um tempo. a condução da liderança e o controle das atividades. ajudando-os a atuar de forma a antecipar as mudanças que ocorrem no mercado. Fonte: http://www. suas funções. agindo como um bombeiro que vive apagando incêndios.de/images/porter1. É inegável que as empresas que crescem e conseguem competir no mercado possuem algo mais do que sorte e o que determina seu sucesso é a capacidade de se adaptar às mudanças do ambiente.ephorie. página 02 O objetivo do planejamento é fornecer aos gestores e suas equipes uma ferramenta de informações para a tomada de decisão. lançando alguns desafios para a gestão nas empresas. adaptando-os à realidade da empresa e às suas necessidades. . A função do planejamento estratégico O planejamento estratégico constitui uma das mais importantes funções administrativas. as mudanças que estão ocorrendo no contexto competitivo e as que influenciam na prática do planejamento.ESTRATÉGIA SOB A VISÃO DE MICHAEL PORTER Michael Porter. consultor e professor da Harvard Business School. Saber utilizar os instrumentos do planejamento de forma coerente. mas é importante que os gestores conheçam os elementos do planejamento. no corre-corre do dia-a-dia. conseguindo transmitir a verdadeira essência da competição. sem enxergar a causa do fogo. sendo que a diversificação deve interligar a competição nos negócios individuais. considerado uma autoridade mundial em estratégia competitiva. De fato. A estrutura.

a relação com o meio externo é um fator-chave da própria existência das organizações. visando identificar e monitorar as variáveis competitivas que afetam sua performance. como. indiretamente. razão pela qual entender o ambiente e como ele se organiza torna-se essencial para a gestão das empresas. quando ocorreu a crise energética no governo de F. que são convertidos em bens e serviços. ou seja. índices de preços e taxa de desemprego) que influenciam.H.C. É com base no diagnóstico estratégico que a empresa irá se antecipar às mudanças e preparar-se para agir em seus ambientes internos e externos.Nesta unidade apresentaremos os elementos do ciclo de planejamento e os critérios para a sua definição e utilidade. Fonte: http://www. O macro-ambiente é composto por variáveis gerais (inflação. a empresa. uma política governamental que incentive a abertura de mercado em um determinado setor irá provocar o aumento da concorrência. Pode-se dividir o ambiente organizacional em dois grandes grupos: o macro-ambiente ou ambiente geral e o microambiente ou indústria. agindo sobre o poder de compra dos clientes. recursos financeiros e materiais). Por exemplo. Análise externa: ambiente geral e o ambiente de negócio Toda organização privada. colocados no mercado visando o atendimento de uma determinada necessidade.com/pt . Utilizar os instrumentos do planejamento de forma coerente pode ser uma excelente arma competitiva.businessinportugal. página 04 O ambiente geral pode ser um conjunto de aspectos estruturais capazes de influenciar as diferentes empresas que possuem produtos com os mesmos atributos e atuam em determinado país. devendo estar pronta para captar e atualizar o conhecimento do ambiente e de si própria. que necessita de insumos (recursos humanos. A influência desses aspectos pode variar de indústria para indústria.. Atender essas necessidades produz resultados que alimentam as organizações. página 03 O diagnóstico estratégico O diagnóstico estratégico é o primeiro passo do planejamento e é nessa etapa que a organização obterá as informações para guiá-la em seu direcionamento estratégico. é um sistema aberto em constante interação com o ambiente. mas uma grande oportunidade para as empresas produtoras de geradores. governamental ou do chamado Terceiro Setor. ampliando a competitividade nesse setor. que foi uma ameaça para muitas empresas do setor industrial (que tiveram que diminuir sua capacidade produtiva).

impostos e taxas aplicáveis ao setor. • as tentativas que as empresas de outras indústrias fazem no mercado para conquistar os clientes com seus produtos substitutos (todos aqueles de outras indústrias que atendem à mesma necessidade). • legais: leis. pois ampliaria demais o seu foco competitivo. • econômicos: juros. Para ter valor gerencial. é necessário que o gestor considere as características do micro-ambiente em que sua empresa atua. influências políticas e de demais grupos de interesse. tendências populacionais. câmbio. que é determinada pelo número de concorrentes. pois produz também água e sucos. distribuição etária e geográfica da população-alvo da empresa. a importância do seu insumo e as vantagens que ele oferece para a empresa cliente. • o poder de barganha dos fornecedores. A Coca-Cola. Entretanto. Porter (1989) demonstrou que o estado de competição em uma indústria é sempre formado por cinco forças competitivas: • a rivalidade entre vendedores concorrentes na indústria. estilo de vida.am. e esta definição pode ser ou não mais ampla. • a potencial de entrada de novos concorrentes. página 05 Além de analisar o ambiente geral. talvez não seja interessante ser definida como uma indústria de bebidas.br Apesar das diferenças existentes de uma indústria para outra. é necessário que a empresa visualize a arena real onde está competindo. Para analisar o ambiente geral.Assim. definido pelo tamanho do fornecedor. . dependendo do tamanho do mercado e do horizonte que visa a atuar. nível educacional. é importante que o gestor levante informações sobre os seguintes aspectos: • socioculturais: preferências. que é determinado pela quantidade e intensidade das barreiras à entrada existentes no mercado. seu tamanho e as condições de competição existentes (demanda. avanços tecnológicos e custos envolvidos. atua na indústria de bebidas e não apenas na de refrigerantes. cultura. apesar do ambiente geral se apresentar da mesma forma para todas as empresas. • tecnológicos: pesquisa e desenvolvimento de produtos na área.unisal. integração das empresas e armas competitivas utilizadas). por exemplo. A indústria é formada por um grupo de empresas com produtos similares que competem entre si. • políticos/governamentais: políticas governamentais de incentivo e/ou restrição. Fonte: http://www. inflação e índices de preços. assim como pela reação dos concorrentes existentes. renda. para uma pequena fábrica regional de refrigerantes. a maneira como suas variáveis vão impactar na gestão poderá sofrer mudanças de um setor para o outro. nível de emprego.

ou seja. a formulação e a implementação da estratégia se tornam cada vez mais interdependentes. a alta gerência repassa aos demais níveis o planejamento a ser seguido e praticado como um processo contínuo de reflexão sobre onde se quer chegar (objetivos) e de como se chegará lá (estratégia). durante a análise do ambiente externo. Estudos recentes sugerem que somente 10% das estratégias formuladas são implementadas e. A análise externa deve ser acompanhada da análise interna. A entrada de um novo concorrente forte no mercado. passando a ser uma atribuição de todos os níveis (estratégico. maior será a competitividade da indústria e menor a lucratividade coletiva das empresas participantes. em geral. Muitas vezes. buscando gerenciar a cultura organizacional ou ainda colocando a culpa nos executantes. as oportunidades para que possua competências necessárias para desenvolver uma sustentável imagem no mercado. É necessário que o gestor filtre as oportunidades e ameaças da sua empresa. onde o gestor irá avaliar as competências e as falhas da empresa. o planejamento deixa de ser uma função exclusiva de um departamento da empresa. buscando aprender com os erros cometidos. aquelas que afetam mais diretamente a empresa e a indústria em que ela atua. o verdadeiro problema pode estar na separação entre formulação e implementação. O planejamento é um aprendizado contínuo. a implementação de restrições tarifárias por parte de um país importador dos produtos da empresa e a diminuição da demanda são aspectos que podem ser definidos como ameaças para a empresa. no caso das ameaças. os gestores buscam resolver este problema. No processo de top-down (de cima para baixo). Nesses casos. ou seja. quanto maior for à intensidade dessas forças. É fundamental que o gestor conheça o perfil das forças competitivas. que é maior quando os consumidores têm mais opções de compra e possibilidade de trocar de marcas. em outras palavras. se bem aproveitados. onde a formulação e a implementação se tornam indistinguíveis. podem fornecer vantagens competitivas para a empresa. Por outro lado. ou seja. É nessa fase que o planejamento irá se concretizar. Analisados os aspectos ambientais. priorizando as oportunidades do ambiente em que a empresa pode aproveitar as chances de sucesso. Já. é importante ressaltar que o planejamento não deve ser definido com base em todas as oportunidades e ameaças identificadas. As oportunidades são fatores do ambiente geral ou da indústria que. alegando que esses são incapazes de colocar em prática o que foi formulado. deve-se partir para uma síntese para identificar as principais oportunidades e ameaças encontradas. é mediante o desenvolvimento da gestão que os gestores e suas equipes definem e implementam as estratégias. ampliando o controle. a distância entre esses níveis hierárquicos também diminui. devem ser selecionadas aquelas que consistirem em maior preocupação para a gerência. página 07 Implementação da estratégia Um dos momentos mais importantes de todo o processo de planejamento é a implementação da estratégia. Entretanto. Atualmente é difícil a formulação ocorrer totalmente dissociada da implementação. Entretanto. que servirão como referência e complemento na realização do diagnóstico. sem maiores custos. página 08 . tático e operacional). na dissociação entre pensar e agir.página 06 • o poder de barganha dos compradores do produto. que serão determinantes para a lucratividade do setor.

Bom estudo! Qualquer dúvida.Módulo II Aula 4 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. O ambiente onde se desenvolve o processo de planejamento mudou muito nos últimos anos. suas funções e seus limites. se bem aplicado. este capítulo ressaltou a importância do planejamento estratégico para a gestão das organizações na atualidade. devendo ser flexível e capaz mudar o curso da implementação da estratégia. O papel da liderança. Acesso pelo menu "Avaliações aula 05 . O diagnóstico estratégico. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. a definição das diretrizes organizacionais (missão. é importante levar em consideração que as estratégias podem surgir dos lugares mais estranhos e de pessoas que não se esperava. atuando como um instrumento de comunicação. Assim. pelo qual novas estratégias podem emergir. segundo essa concepção. Você sabe qual a fundamentação teórica que sua empresa usa para estabelecer o planejamento estratégico? . mostrando que o planejamento. a diferenciação ampliada dos produtos e o aumento da concorrência são alguns dos fatores que influenciam a prática do planejamento nas empresas.Estratégia sob a visão de Henri Mintzberg aula gravada em áudio ESTRATÉGIA SOB A VISÃO DE HENRY MINTZBERG Para definir planejamento estratégico temos que entender que fundamentação teórica nos guiará na confecção das estratégias. pode tornar a gestão empresarial mais competitiva.exercícios de autoavaliação . É necessário também ser flexível o bastante para perceber que planejar nem sempre é o contrário de fazer. mas também de gerenciar o processo de aprendizado estratégico. A globalização dos mercados. Gestão . conclusão Conclusão Em suma. e. parece fundamental que o gestor seja capaz de lidar com o imprevisível no processo de planejamento. principalmente na promoção do aprendizado nas organizações. a ampliação das exigências dos clientes. vai além de prever estratégias. de acompanhamento. é preciso que o gestor conheça bem cada um de seus elementos. Será que é possível planejar com tantas incertezas e mudanças? O Planejamento é mais do que necessário à gestão da empresa. para colocá-lo efetivamente em prática. a concepção e a implementação da estratégia foram abordados. a intensificação das redes e das parcerias.Nesse sentido. é só entrar em contato. visão e objetivos).

em particular. no processo de pensamento consciente. já citadas acima. .padrão: olhar o comportamento realizado. .com Para Mintzberg. para dentro e para cima. sendo uma estratégia muito usada nos anos 70 e até hoje usada como método de ensino e prática. estas cinco: . página 02 Escola do Desenho – Selznick (1957) Um processo conceptivo. da organização. Mintzberg não nos oferece uma definição única e fácil. ao contrário.player: É um truque específico para enganar um concorrente. Esta escola contribui com um modelo muito usado: “Análise SWOT” – avaliação dos pontos forte (Strenghts). Os diversos caminhos ajudarão a definir os propósitos dos negócios de sua empresa. caminho que se pretende atingir.plano: direção. A estratégia é algo que alcança a essência entre forças e fraquezas internas versus ameaças e oportunidades externas. enquanto que as demais escolas preocupam-se “como foram” formuladas. . As estratégias são claras.internationalspeakers. sugere várias definições. simples e únicas.posição: local dos produtos nos mercados (para baixo e para fora). a formulação se faz por etapas. dos pontos fracos (Weaknesses). Mas o que é estratégia? Estratégia são planos da alta administração para atingir resultados (Wright. 1992). ou seja. Henry Mintzberg define a estratégia através de dez escolas de formação estratégica e cinco definições. contraposto com as oportunidades (Opportunities) e das ameaças (Threats) em seu ambiente. . das partes para o todo.Fonte: http://www. Nestas dez escolas ressaltamos que as três primeiras concentram-se em “como devem” ser formuladas as estratégias. .perspectiva: visão da empresa.

marketing e financeiro. foco em custo e foco na diferenciação.matriz de crescimento-participação (“planejamento de portifólio”).atividades primárias: fluxo de produtos até o cliente.Fonte: http://www. e . P&D (Pesquisa e Desenvolvimento). página 03 A cadeia de valor genérico também de Porter avalia as atividades das empresas. programas e planos operacionais). poder de barganha dos clientes da empresa. onde o plano estratégico divide-se em duas partes: . em 400 a.plano corporativo – desinvestimentos.br/IMAGENS/construcao. ameaça de produtos substitutos e intensidade da rivalidade entre empresas concorrentes.atividades de suporte: existem para apoiar as atividades primárias. diferenciação. A consultoria BCG contribuiu com duas técnicas muito utilizada pelos estrategistas: . Paralelo à escola do desenho.. poder de barganha dos fornecedores da empresa. resume-se a posições genéricas relacionadas através de análises de conjunturas – o planejador torna-se analista.Purdue (1970) e Porter (1980/85) Um processo analítico. Escola Empreendedora . O modelo de análise competitiva (Porter) identifica cinco forças no ambiente de uma organização: ameaça de novos entrantes. Igor Ansoff (1965). diversificação. Escola do Posicionamento . O conceito de estratégia militar de Sun Tzu. Dominante para estratégia dos anos 80 e difundida nos meios acadêmicos e nas grandes consultorias (BCG-Boston Consulting Group).gif Escola do Planejamento – Ansoff (1965) Um processo formal.curva de experiência. aquisições e fusões. e .C. orçamentos. opondo-se à escola do planejamento por se basear na .sinttelrs. como: .org. delineadas por check-lists e sustentadas por técnicas (objetivos. deriva do livro de H. que reflete alguns pressupostos da escola do desenho (exceto por ser um processo formal) podendo ser decomposto em partes distintas. Um modelo utilizado foi sugerido pelo Stanford Research Institute. Foca no processo de visão executiva.plano das operações – produtos. O modelo de Porter analisa o escopo competitivo x vantagem competitiva onde estabelece quatro posições: liderança em custos. e .Shumpeter (1950) e Cole (1959) Um processo visionário.

que pode ser avaliado através da socialização e da exteriorização do conhecimento. Mintzeberg estabeleceu um modelo básico de estratégia para transformá-las em organizacionais ao se tornarem coletivas. embora exista uma crítica: o conselho para formar uma visão não é concreto o suficiente para ser útil.intuição. aquisições ou outras relações onde se conseguem negociações coletivas para seu próprio interesse). As organizações aprendem mais com o fracasso do que com o sucesso. . A formação estratégica desenvolvida pelo aprendizado é que define a estratégia a ser estabelecida e produzida.Vários (1971/84) Um processo negocial. e . para podermos compreender a formação da estratégia. O processo se baseia na visão do líder criativo. página 04 Escola do Aprendizado . alianças. Compreender a mente humana e o cérebro humano. A idéia é que os estrategistas utilizem o conhecimento para pensar estratégias através de experiências. Esta escola cognitiva é moldada pela experiência e é dividida em duas: . fusões. Para Joseph Shumpeter. é aquele que tem a idéia do negócio.objetiva: estruturação do conhecimento – recria o mundo. pois o interesse cultural quase sempre impede mudanças. É o mapeamento da estrutura do conhecimento utilizada para construir estratégias de forma criativa em vez de ser um simples mapa da realidade. join-ventures. às vezes poder político interno ou externo (parcerias. mas reconhecer sua urgência e intervir quando necessário.net/ Escola Cultural . Escola do Poder . em perspectivas e senso de longo prazo.Vários (1959/80) Prahalad e Hamel (1990) Um processo emergente.comunications-plus. Escola Cognitiva – Simon (1947/57) March e Simon (1958) Um processo mental. Gerenciar este processo não é estabelecer estratégia. e é onde encontramos barreiras. Na escola cultural o interesse é comum e o sistema é integrador. O aprendizado como criação de conhecimento é a contraposição do conhecimento tácito com o conhecimento explícito. Fonte: http://www. empreendedor não é quem coloca dinheiro na empresa ou inventa o produto.Final dos anos 60 na Suécia Um processo social.subjetiva: interpretação do mundo – cria o mundo. estabelece novas combinações e faz coisas novas ou de maneira diferente. A estratégia só é obtida através do poder.

para Mintzberg. Em suma. A identificação pode levar o planejamento a seguir vários caminhos sem se perder. “Quanto mais estável o ambiente externo mais formalizada a estrutura interna”. . A organização atual da empresa é o reflexo de sua estratégia. realize as atividades localizadas no menu lateral: "Avaliação". equipamentos. em Avaliações.exercícios de autoavaliação . entender qual o cenário e o tipo de empreendimento é um trabalho necessário para o sucesso das estratégias a serem entendidas por todos. como vimos nesta aula. conclusão Conclusão Todos sabemos que estratégia são planos de alta administração com a finalidade de atingir resultados previamente estabelecidos. Porém. Fala sobre as exigências do ambiente. A organização é a configuração de agrupamentos de características e comportamentos. Não podemos afirmar que uma estratégia é mais eficaz que a outra e sim como já foi falado. . também. utilizar a mais adequada para o tipo organizacional e analisar. Gestão . sendo a preferida dos consultores.Teóricos das contingências (1977) Um processo reativo. etc. aula 06 .Módulo II Aula 5 Para efeito de sua própria autoavaliação. Assim sendo. Escola da Configuração . o equilíbrio numa empresa é o momento de criar uma estratégia para saltar para um estado superior.página 05 Escola Ambiental . o ambiente situacional. analisa as respostas esperadas pelas empresas frente às condições ambientais.Chandler (1972) – grupo de McGill Um processo transformador. resolveu defini-la mediante a classificação de dez escolas.Configuração = estado da organização e todo seu contexto. Integra as reivindicações das outras escolas e prevê saltos de um estado para outro. quando o assunto é empresa e objetivos.) decorrem das decisões estratégicas que foram efetivamente implementadas ao longo de sua vida.Foco na Prática do Planejamento Estratégico Público aula gravada em áudio . ou seja. e todos os seus recursos (financeiros. não existe uma definição única do que é estratégia.Transformação = processo de geração de estratégica. Conhecer o processo e o fundamento teórico aplicado facilitará a sua prática. pessoal. estrutura. Dessa forma.

inimagináveis. ANSOFF e DECLERK (1987). cuja essência é organizar.com Planejamento Estratégico e Situacional O Planejamento Estratégico e Situacional. alguns critérios a fim de decidir se as ações serão eficazes ou não. que observa o futuro como mera conseqüência do passado. dos pontos fortes e fracos das empresas e da escolha de um modo de compatibilizar a estratégica entre dois extremos. Segundo HAX e MAJLUF (1984). com isso podemos analisar sua eficácia futura. Qual o custo da postergação de problemas complexos? Que tipo de efeitos uma política pública resultará? Estes impactos aumentarão ou diminuirão a eficácia do nosso projeto de governo? Tais perguntas dizem respeito ao necessário exercício de simulação e previsão. para que se possa satisfazer do melhor modo possível os objetivos da empresa”. à arte de governar. Daí decorre a percepção da necessidade de estratégias e operações para cenários alternativos e situações. Fonte: www. diz respeito a um conjunto de princípios teóricos. de maneira disciplinada. O processo de planejamento. muitas vezes. visando manter a eficiência operacional nos seus negócios e guiar a organização para um futuro melhor e inovador.FOCO NA PRÁTICA DO PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO PÚBLICO Planejamento Estratégico é a “análise racional das oportunidades oferecidas pelo meio. e utilizamos. assim. procedimentos metodológicos e técnicas de grupo que podem ser aplicados a qualquer tipo de organização social que demande um objetivo e que persiga uma mudança situacional futura. a capacidade de previsão situacional deve substituir a previsão tradicional. página 02 O principal argumento para o Planejamento Estratégico e Situacional afirma que todas as decisões que tomamos têm múltiplos efeitos. para nós e para os outros. onde devemos adotar múltiplos critérios de avaliação e decisão. as maiores tarefas da empresa e encaminhá-las. sistematizado originalmente pelo Economista chileno Carlos Matus. O planejamento estratégico se alimenta da experiência prática e do aprendizado institucional relacionado aos erros do . Quando nos perguntamos se estamos caminhando para onde queremos e se fazemos o necessário para atingir nossos objetivos. estamos começando a debater o problema do planejamento. Na produção de fatos sociais que envolvem múltiplos atores que planejam.brazilstockphotos. diz respeito à gestão de governo. o sistema de Planejamento Estratégico representa uma postura.

que. no sentido mais original deste termo. Neste modo de ver a política. Daí surge o componente de incerteza permanente e o cálculo interativo. O caráter modular do enfoque estratégico deriva da necessidade de redimensionar. ninguém detém o monopólio sobre o cálculo estratégico e sistemático sobre o futuro. nesse contexto. buscam a explicação da realidade em diferentes graus de governabilidade sobre o sistema social. é constituído por outros sujeitos que também planejam e desenvolvem estratégias. Não há mais comportamentos sociais previsíveis e relações de causa-efeito estabelecidas. página 03 Postulados Teóricos do Planejamento Estratégico Fonte: www. e é por isso que “planeja quem governa” e “governa quem. e surge da síntese entre o saber técnico acumulado e a expertise política. único e objetivo. O enfoque proposto de planejamento é uma capacidade pessoal e institucional de governar.passado. A realidade social não pode mais ser explicada por modelos totalmente analíticos e a simulação estratégica assume. a negociação e o consenso. O processo de planejamento pode ser comparado a um grande cálculo que não é obvio ou simples. com capacidades diferenciadas de planejamento. que influenciam os demais atores do processo estratégico. e no seu lugar surgem várias explicações situacionais.br/passeios Podemos resumir os postulados teóricos do planejamento estratégico nos seguintes argumentos: O sujeito que planeja está incluído no plano e este. o governo e o planejamento. onde tudo se decide. agregar e combinar diferentes operações em diferentes estratégias. nem o carisma da liderança. O “diagnóstico” tradicional. de fazer política.com.revistaturismo. por sua vez. o “juízo estratégico” de cada ator determina a complexidade do jogo aberto e sem fim. é influenciado e dependente das múltiplas explicações e perspectivas sobre a realidade. O planejamento deve centrar sua atenção na conjuntura que representa uma permanente passagem entre o conflito. pois nem sempre a decisão puramente técnica é mais racional que a política. . O processo de planejamento não substitui a perícia dos dirigentes. sendo necessário desenvolver meios de gestão capazes de aprender com estes erros e colocá-los a serviço do planejamento. uma relevância destacada. Na conjuntura concreta acumula-se ou não recursos de poder relacionados ao balanço político global das ações de governo. Há uma profunda diferença em relação ao antigo “planejamento do desenvolvimento econômico e social” tão comuns nos órgãos de planejamento de toda América Latina e particularmente na tradição brasileira. e vice-versa. ao contrário. aumenta sua eficácia porque coloca estes aspectos a serviço de um projeto político coletivo. já não existe mais. Ambos exigem intensa elaboração estratégica e um rigoroso sistema de gestão.

de fato, planeja”. Os problemas sociais são mal-estruturados, no sentido de que não dominamos, controlamos e sequer conhecemos as variáveis que influenciam os juízos estratégicos dos demais agentes sociais envolvidos. Não há como determinar com exatidão as possibilidades de eficácia do plano ou os resultados esperados em cada ação.

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Governar com plano estratégico é mais do que resolver problemas. É promover um intercâmbio entre problemas, ou seja, problemas mais complexos e de menor governabilidade dão lugar a problemas menos complexos e de maior governabilidade. Características do Planejamento Estratégico

Fonte: www.geocities.com/TheTropics/3416/noturne.jpg O enfoque participativo e estratégico do planejamento é estruturado através de quatro grandes passos, que podem ser recursivos e não-lineares, mas que representam uma seqüência lógica da elaboração teórica do planejamento, conforme segue: Momento Explicativo: no planejamento tradicional a realidade é dividida em setores e o método dos planejadores é tão fragmentado quanto são os departamentos dos órgãos. Já o planejamento estratégico situacional propõe trabalhar com o conceito de realidade composta de problemas, oportunidades e ameaças, permitindo sintetizar a explicação da realidade em suas múltiplas dimensões (interdisciplinaridade), onde o ator sabe selecionar e identificar problemas reais (atuais ou potenciais) e distinguir causas de sintomas e conseqüências. Explicar a realidade por problemas permite o diálogo e a participação de setores populares, que são os que sofrem problemas concretos, além de facilitar a aproximação entre “técnicos” e “políticos”. Momento Normativo: após a identificação, seleção e priorização de problemas, estamos prontos para desenhar o conjunto de ações ou operações necessárias para atacar as causas fundamentais dos problemas. O ponto central deste modelo de planejamento é discutir a eficácia de cada ação e qual o resultado que sua realização pretende. Os planos normativos normalmente terminam aqui, e é neste ponto onde o planejamento situacional começa para que as ações tenham impacto efetivo e real na causa dos problemas.

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Momento Estratégico: se a realidade social não pode ser fragmentada em diferentes “setores”, se outros “jogadores” existem e têm seus próprios planos, se o indeterminismo e as surpresas fazem parte do cotidiano, então o debate sobre a viabilidade estratégia das ações planejadas é indispensável. Há grande quantidade de conceitos que envolvem o termo “estratégia”, e aqui vamos adotá-lo com um conjunto de procedimentos práticos e teóricos para construir a viabilidade para o plano e para garantir sua realização com máxima eficácia. Existem dois instrumentos-processos que visam desenhar as melhores estratégias para a máxima eficácia ao plano: a análise criteriosa dos demais atores sociais e a análise de cenários. A análise dos demais agentes envolvidos no espaço do problema-alvo é imprescindível para identificar o possível interesse e motivação de cada um e o tipo de pressão que é (ou será) exercida em relação às ações planejadas. Já os cenários representam distintas reflexões, limitadas pela qualidade da informação disponível, sobre possíveis “arranjos” econômicos, institucionais, políticos, sociais, etc., capazes de influenciar positiva ou negativamente a execução das ações planejadas. Ao permitir a simulação sobre as condições futuras, os cenários permitem a antecipação das possíveis vulnerabilidades do plano e a elaboração de planos de contingência necessários para minimizar os impactos negativos. Momento Tático-Operacional: é um dos momentos mais importante, é o momento de fazer, de decidir as coisas, de finalmente agir sobre a realidade concreta. Neste momento é importante debater o sistema de gestão da organização e até que ponto ele está pronto para monitorar, sustentar e executar as estratégias propostas, sem esquecer os problemas originais. Deve-se reavaliar criticamente todo o processo interno de tomada de decisões; o sistema de suporte à direção, assim como os sistemas de informações; devem ser revistos e reformulados.

Fonte: http://www.artecult.com/keniadeangeli/Ilustracoes/humor/reuniao.jpg

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Outros temas vitais neste momento são a estrutura organizacional, o fluxo interno de informações, a coordenação e avaliação do plano, o sistema de prestação de contas, as ferramentas gerenciais existentes e necessárias, e finalmente, a forma, dinâmica e conteúdo da participação democrática na condução do plano. Não podemos esquecer que o planejamento estratégico só termina quando é executado e é o oposto à visão tradicional que separava os planejadores dos executores e estabelecia uma dicotomia insuperável entre o conhecer e o agir. Planejamento Estratégico na Prática É um método que pressupõe constante adaptação a cada situação concreta onde é aplicado e onde os principais momentos tendem a utilizar instrumentos metodológicos parecidos, trabalhados nesta ordem:

Momento Explicativo (substitui o antigo “diagnóstico”): análise do ator que planeja (limites e potencialidades, ambiente interno e externo), identificação e seleção de problemas estratégicos, montagem dos fluxos de explicação dos problemas com as respectivas cadeias causais, seleção das causas fundamentais (nós críticos) como centros práticos de ação, construção da Árvore de Decisão a partir de uma Situação-Objetivo definida pelo grupo. Momento Operacional: desenhar ações ou projetos concretos sobre cada nó crítico (as chamadas Operações do Plano); definir para cada operação os recursos necessários, os produtos esperados e os resultados previstos; construir cenários possíveis onde o plano será executado; analisar a trajetória do conjunto das operações em cada cenário e, a partir disso, tentar diminuir a vulnerabilidade do Plano. Momento Estratégico: analisar os atores sociais envolvidos no Plano, seus interesses, motivações e poder em cada uma das operações previstas e nos cenários imaginados; definir a melhor estratégia possível para cada trajetória traçada; estabelecer um programa direcional para o plano; construir viabilidade estratégica para atingir a Situação-Objetivo. Momento Tático-Operacional (sistema de gestão): debate sobre as formas organizativas, a cultura organizacional e o modus operandi da organização para garantir a execução do plano. Neste momento devem ser encaminhados os seguintes temas: funcionamento da agenda da direção, sistema de prestação de contas, participação dos envolvidos, gerenciamento do cotidiano, sala de situações e análise sistemática da conjuntura. O Método do Planejamento Estratégico e Situacional – PES é antes de tudo um potente enfoque metodológico, com alguns princípios e visões filosóficas sobre a produção social, a liberdade humana e o papel dos governos, governantes e governados. A análise de problemas, a identificação de cenários, a visualização de outros atores sociais, a ênfase na análise estratégica são elementos fundamentais e diferenciadores do PES em relação a outros métodos de planejamento. O método tem particular validade e resultados excepcionais, no setor público onde a presença de problemas verdadeiramente complexos e mal-estruturados compõe o cenário dominante. Além disso, o planejamento estratégico situacional, ao contrário de outros métodos ditos “estratégicos”, assume como dominante na análise estratégica as questões relativas às relações de poder entre atores sociais, isto é, a variável política preside a elaboração da viabilidade e vulnerabilidade do Plano. Essa é uma vantagem metodológica vital para uso em organizações públicas onde estas questões fazem parte indissociável da produção de políticas públicas e do relacionamento entre staff político-dirigente e quadro de funcionários permanentes.

conclusão

Conclusão

Observamos que em um planejamento estratégico é fundamental estabelecer, antecipadamente, as diretrizes a serem seguidas, pois assim, o alcance daquilo que foi almejado torna-se uma tarefa mais fácil de ser alcançada. Quando o assunto é problema social, este sim, deve ser ainda mais planejado, pois é um fator que não tem como controlar e nem dominar da forma como gostaríamos. Em suma, é válido analisar os passos da elaboração teórica do planejamento, a fim de não incorrer em erros graves.

Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo II Aula 6

Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. Acesso pelo menu "Avaliaçao", em Avaliações.

aula 07 - Megatendências Futuras

mas isto não ocorre do dia para a noite. E admiramos os ativistas cuja missão na vida é corrigir tudo o que está torto. muitos parecem acostumados às notícias ruins. solidariedade ou experiências construtivas. Quando se trata de Economia. A construção de um mundo solidário. Segundo a visão de Naisbitt e Aburdene: “As pessoas que dão as más notícias estão fazendo seu trabalho. que se possa falar de alternativas. ou incompreensível. em 11 de setembro de 2001.centrus. página 02 Megatendências sob a visão de alguns estudiosos Nas décadas de 80 e 90 os analistas de tendências econômicas não deram importância às premonições catastróficas e escreveram livros de impacto mundial sobre a construção de uma nova civilização solidária. Nossa missão é diferente. É importante ressaltar que essas incertezas mostram a necessidade de construir um mundo mais solidário e democrático para impedir a desordem econômica. A verdade é que a Economia mundial está mudando para melhor. Fonte: www.br Outra preocupação são as mudanças econômicas decorrentes do atentado terrorista ocorrido nos Estados Unidos. . mas alguns acham até estranho.com.aula gravada em áudio MEGATENDÊNCIAS FUTURAS O crescimento econômico desordenado e o aumento do número de desempregados agravam a crise do desemprego. as respeitamos. colocando no ar a seguinte questão: será possível uma transformação radical do cenário econômico? O que acontecerá com os empregos no caso de uma forte recessão? Estas perguntas fazem com que pensemos na formulação de estratégias econômicas que valorizem a justiça social e o respeito à vida humana. que começou há décadas e não terminará em uma semana.

proporcionando qualidade de vida a diversos trabalhadores.Como os problemas do mundo atraem tanta atenção. em geral. as prioridades dos vários níveis de orçamento público. Conseguimos criar uma vida que é rica e estimulante nas suas dimensões estética. intelectual. realizada no Rio de Janeiro. inúmeras empresas públicas se engajaram nas mudanças e entidades sem fins lucrativos se multiplicam pelo mundo. É o que obtemos como resultado de submeter a dimensão material a uma visão maior.com. e que. em seu livro mais famoso. Em outro livro. A Terceira Onda. É importante ressaltar que a mudança de pensamento deve chegar às políticas públicas e aos governos. descreve com clareza a civilização global em que estamos ingressando e aproveita para mostrar. nos Três Poderes. Seria possível optar pela vida simples e ter como resultado apenas um empobrecimento geral. que os administradores públicos aprenderão a prestar contas corretamente do que fazem e que os programas interativos de TV possibilitarão consultas populares freqüentes. os pequenos empreendedores econômicos adquirem importância cada vez mais decisiva no funcionamento da Economia global. Essas análises facilitam a imagem do cidadão do futuro como mistura de inteligência com honestidade e de justiça social com livre iniciativa. apesar dos discursos bonitos. em junho de 1992.ar Desde os anos 70 uma nova visão da Ciência Econômica vem recolocando. os valores da vida acima dos valores materiais. entre outras coisas. estas continuam dominadas por estratégias pouco eficazes. destacamos a informação e as circunstâncias que descrevem as tendências mundiais que oferecem oportunidades”. nós. de viver com menos ou de trabalhar menos. levou a uma mudança radical na visão do mundo por parte dos pensadores econômicos e. gradualmente.” . conseqüentemente. Naisbitt complementa afirmando que: “No mundo da política e da Economia. É uma conquista. por nossa parte.” Já o cientista Toffler. Viver com simplicidade não é obter o resto que sobra quando consumimos menos. página 03 Mudança de Paradigma no Setor Público Fonte: www. Segal (1999) revê os fundamentos da Economia moderna a partir da simplicidade voluntária com uma uma proposta de maior qualidade de vida no planeta: “Simplicidade voluntária não é apenas uma questão de agir em pequena escala. que a criatividade social e econômica abre um futuro cada vez mais rico de alternativas e soluções. espiritual e social. Este processo. com a popularização dos computadores e da Internet. Para esses pesquisadores. visando decidir.velardez. possibilitando uma melhor preservação ambiental. Tomando Aristóteles como ponto de partida. Eles acreditam também que o desemprego será suprido pelo desenvimento de novas tecnologias. que culminou na Conferência da ONU (Organização das Nações Unidas) sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento. em outras de suas obras. a simplicidade voluntária provocará prosperidade e avanço tecnológico. enquanto as possibilidades de guerra ficam cada vez menores.

br O atual modelo econômico tende a colocar tanto a vida humana como a vida dos ambientes naturais a serviço do dinheiro. das organizações terroristas. A mudança de modelo.pontogemini.com. possibilitando a busca da felicidade e garantindo às pessoas segurança econômica e qualidade de vida. torna-se imprescindível o desenvolvimento da educação continuada dos empregados da empresa. unicamente. No plano público. mas precisam ser socialmente justas. Educaçao Continuada para o Funcionalismo Público . e sim por um conceito mais amplo do que significa sermos seres humanos”. a proposta sugere uma humanização do capitalismo. a expansão material é uma grave doença típica do capitalismo. apesar de necessária.blogger. mediante o desenvolvimento da capacidade de cada indivíduo. O paradigma econômico da simplicidade propõe que o dinheiro seja colocado a serviço da vida. com a eliminação dos paraísos fiscais utilizados para a lavagem de dinheiro proveniente do tráfico de drogas. do tráfico de armas e de outros tipos de crime organizado. O futuro poderá confirmar as palavras de Naisbitt e Aburdene: “Os avanços mais definitivos e sensacionais do século 21 não serão produzidos pela tecnologia. as formas de produção não podem somente visar a obtenção do lucro. Fonte: http://www. implica no reconhecimento de que o ser humano pode e deve expandir-se infinitamente no plano cultural e espiritual e que exagerar. Essa mudança de padrão deve ser promovida simultaneamente no espaço individual e no espaço coletivo. promovendo oportunidade de ensino. Assim. exigindo que os profissionais estejam cada vez mais aptos para a criação. visando a melhor formação dos participantes. página 05 A solução apontada por diversos setores da sociedade é a de que a redistribuição democrática dos ganhos obtidos com o aumento da produtividade pode ser feita através da utilização inteligente dos impostos e com estímulos fiscais às empresas que valorizam sua mão-de-obra ou reduzem a jornada de trabalho sem reduzir o salário. para que essas soluções sejam postas em prática. ecologicamente inteligentes e úteis à comunidade. resolução e tomada de decisões frente às necessidades das instituições empregadoras.página 04 Você concorda que qualidade de vida é ter suas necessidades materiais básicas atendidas? Para alcançarmos esse objetivo. É claro que. uma nova ética econômica deve surgir mundialmente. Educação Continuada O foco central do capitalismo dos anos 90 está na alta competitividade da força de trabalho.

que comumente representam gastos elevados. à educação continuada. O ILB atua. embasados em conteúdos compatíveis com suas atribuições de assessoramento diário aos parlamentares. o atual Governo. o “Ministério da Ciência e Tecnologia e com os esforços que o Ministério da Educação vem fazendo no sentido de informatizar toda a rede pública de ensino. autoridades e dirigentes do Legislativo. poucos resultados. Criar políticas que incluam o acesso indiscriminado ao ensino formal. sem dúvida. ao aperfeiçoamento profissional e técnico e ao crescimento pessoal são. ao adquirirem maior grau de instrução.Fonte: http:/www. A Comunidade Virtual do Sistema Legislativo – Interlegis é um programa desenvolvido pelo Congresso Nacional. não apenas governamental. mas também pela sociedade brasileira para que esta tenha a real dimensão da chamada sociedade do conhecimento.br/imagens/comunidade/img_ilustra01. em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Ensino a distância Apesar da infra-estrutura da rede de informação no Brasil ainda estar longe das condições ideais para a implementação de programas de ensino a distância. A Universidade do Legislativo – UNILEGIS é uma instituição de ensino especializada por campo do saber. apesar de inúmeras dificuldades.com. mas também aberto ao público em geral. não somente para seus funcionários e para outras esferas do Poder Legislativo nacional. Nasceu de uma atitude pioneira do Senado Federal para constituir-se . De forma que. Na esfera legislativa. interessado nessa forma inovadora de ensino. com o passar do tempo. principalmente. de modernização e integração do Poder Legislativo. suas atribuições. acredita-se que num futuro próximo as condições de infra-estrutura de rede propiciarão um desenvolvimento de programas cada vez mais interativos em todos os níveis de ensino”. tem discutido alternativas para garantir a seqüência dos programas e projetos tão almejados pelo setor público para que estes não sejam interrompidos sem uma justificativa plausível. por meio do Instituto Legislativo Brasileiro – ILB tem incentivado a educação a distância oferecendo cursos de formação e capacitação profissional. os maiores interessados são os próprios funcionários. o caminho a ser buscado. não apenas pelo governo. além do interesse do Governo Federal em seus servidores. Tem levado a educação a distância para pontos heterogêneos pelo Brasil afora. e promove uma maior transparência e interação desse Poder com a sociedade. o Senado Federal. os funcionários acabam esquecendo.eurofarma. preparando-os para cumprir. poderão ter maior empregabilidade e melhores condições de competir no mercado de trabalho. metodologias e informações desatualizadas e que. Em virtude da necessidade de profissionais capacitados para o alcance de metas e objetivos organizacionais. mas também na iniciativa privada. página 06 Em termos de educação continuada.jpg Os investimentos em educação para a busca da qualidade de vida constituem-se no paradigma emergencial da atualidade. o que se observa no setor público é a realização de modelos de treinamento padronizados e pouco adequados à realidade da instituição. na capacitação técnico-profissional dos servidores. que. como as prefeituras municipais. com zelo e eficiência. criada sob a égide da Lei de Diretrizes de Bases da Educação.

como os cursos de especialização em Direito Legislativo e Administração Legislativa. Gestão . Chega a ser um desafio para o Governo desenvolver estratégias de transformação da gestão pública para reduzir o déficit institucional. Mas o que fazer se o dinheiro. na maioria das vezes. principalmente aqueles que ainda se encontram em estágio de desenvolvimento. a recomposição da força de trabalho. à disposição da sociedade. E realmente. mas a sociedade já é capaz de reconhecer a importância que os Estados têm de fortalecer suas instituições. isso não é qualidade de vida. sendo importante ressaltar os seguintes pontos desta nova abordagem: “a redefinição das estratégias. é algo absolutamente necessário para a sobrevivência e. de certa forma. servidores e profissionais diversos. Acesso pelo menu "Avaliação". Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. pois precisamos tempo para dedicação à família. com o atual grau de desigualdade existente no nosso país. proporcionando qualidade de vida a diversos trabalhadores. porque se ajusta ao tempo e disponibilidade do educando. sem ele não se compra lazer e nem entretenimentos? Somente nos resta torcer para as palavras de Naisbitt e Aburdene estarem corretas quando dizem que “os avanços mais definitivos e sensacionais do século XXI não serão produzidos pela tecnologia. para ser um fórum permanente de debates de idéias. as mudanças nos forçam a refletir sobre a nossa vida e o contexto no qual estamos inseridos. Afinal. A educação continuada e a distância têm sido muito eficazes na formação e capacitação das pessoas. Avaliações.Módulo I Aula 7 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. e sim por um conceito mais amplo do que significa sermos seres humanos”. aula 08 . a reconfiguração das estruturas e processos e o redimensionamento de recursos em bases mais eficientes e direcionadas para resultados. Talvez um dia as máquinas ocupem os nossos lugares no mercado de trabalho com a sua capacidade tecnológica avançada ou então o desemprego será suprido pelo desenvolvimento tecnológico.Gestão Pública para o Desenvolvimento com Inclusão Social aula gravada em áudio GESTÃO PÚBLICA PARA O DESENVOLVIMENTO COM INCLUSÃO SOCIAL Você já teve de estudar alguma vez sobre Gestão Pública? Hoje em dia este tema não é visto apenas nas escolas. lazer e entretenimentos.em mais um instrumento de ampliação das possibilidades do exercício da cidadania. Inclui ainda a construção de um novo padrão de .exercícios de auto-avaliação . há necessidade de se criar um Estado mais participativo e socialmente justo. Estão sendo adotadas pelo Poder Legislativo com resultados significativos. O Senado brasileiro é o primeiro no mundo a criar sua universidade e também oferece atividades de ensino a distância. conclusão Conclusão O cenário atual é preocupante. O importante é sabermos que o atual modelo econômico nos coloca em uma situação em que somos servidores do dinheiro. cada vez mais.

com/globo. Trata-se de buscar a garantia da retomada das cidades por seus cidadãos. e mais do que isso é a compreensão. tudo isso. Esses mecanismos propõem romper com o controle político local e com as formas burocráticas. com o objetivo de recuperar a capacidade de intervenção e regulação dos cidadãos na vida social e nos governos. de inclusão social e de aumento da eficiência na prestação dos serviços públicos.relacionamento entre o governo e as empresas estatais. A criação de um governo transparente voltado para os interesses do cidadão considera que as cidades são construções históricas e únicas.jpg página 02 A democratização e a descentralização da gestão das cidades são uma resposta à crise de governabilidade. solidariedade. Fonte: http://www. impulsionar novas formas de sociabilidade e o surgimento de uma nova cultura política. justiça social. que trazem à tona as diferenças entre cada região. O principal objetivo é gerar uma transformação na gestão pública para descobrir soluções adequadas às situações resolvidas de maneira inadequada e/ou nunca abordadas pela iniciativa pública. a criação de novos territórios públicos para a construção da cidadania. As ações dos governos locais a fim de atender e beneficiar todos os seus cidadãos deve opor-se aos interesses e à falta de ações de caráter político e burocrático. democráticas e sustentáveis. Governo e Sociedade Descentralizar o governo e criar mecanismos inovadores de gestão e de participação cidadã é um projeto político de socialização do poder. Devemos lembrar que existem várias concentrações e movimentações demográficas. assentado em valores como paz. dessa forma. página 03 . permitirá a redução dos desequilíbrios territoriais e das desigualdades sociais. respeito e garantia dos direitos pessoais e coletivos. e por que não dizer essencial. atuando de maneira específica frente aos processos de exclusão social e às necessidades da população. impondo aos governos e à sociedade o predomínio da lógica do mercado. visando garantir que a orientação de governar para as maiorias é necessária. sociais e econômicas. tão comuns em um país de dimensões continentais como é o Brasil. além de mudar o desenho das instituições e seu funcionamento para atender às dinâmicas sociais na perspectiva de construir sociedades justas. eqüidade. no qual fiquem definidos os marcos da gestão empresarial e da gestão voltada ao interesse público”. ou seja. Governar para as peculiaridades de cada região. mais diretamente beneficiada ou prejudicada. das ações pretendidas pelo governo da cidade ou localidade. impulsionar as potencialidades de desenvolvimento local.intercomtext. gerando. por parte da sociedade. o que chamamos de regionalismos. à participação e colaboração de cada cidadão.

mostra-se uma alternativa bastante adequada à atual conjuntura social das diversas comunidades que constituem os municípios brasileiros. e uma gestão integrada das políticas urbanas e sociais. de maneira total e descentralizada. especialmente dos mais pobres. Para a implementação desta proposta deve existir uma forma descentralizada de gestão. Todos os Estados querem um governo central transparente. capaz de formular suas estratégias centradas em políticas públicas e negociá-las com as forças sociais existentes em cada cidade. Isso permite iniciativas inovadoras e resultados positivos na melhoria dos serviços e da qualidade de vida dos moradores da cidade. com economia de recursos e bem direcionados para o interesse público. A adoção de um modelo descentralizado oferece aos cidadãos uma forma de administração mais voltada para as suas demandas. A conquista da opinião pública depende da capacidade de realização e da abertura do governo à participação da sociedade na gestão pública. vividos por muitos governos municipais. e. muitas vezes. a Administração Pública. como parte integrante do processo decisório a que está sujeita a esfera governamental em questão. com um perfil protagonista. com maior participação da sociedade. além de ser de interesse direto da própria sociedade as gestões realizadas em seu nome e benefício. garantindo a transparência. participativo e regulador. a agilidade e a eficácia das ações de governo. "cuidar do social" ou "cuidar do urbano". de acordo com as aspirações e demandas de sua população. de responsabilidade de qualquer governo que busque o bem-estar social e o desenvolvimento coletivo. A estratégia é operar a gestão territorial da cidade. a forma descentralizada de administrar propicia maior transparência governamental. não cabendo a apenas uma secretaria. O Governo precisa demonstrar que os serviços públicos podem funcionar de maneira democrática e eficiente. Esta proposta é o resultado de anos e anos de experiências. a eficiência.Módulo II Aula 8 Para efeito de sua própria autoavaliação. seguem as características e prioridades de cada região. conclusão Conclusão A descentralização das ações governamentais. aspecto essencial para a desejada eficiência para as suas ações com foco nas demandas da sociedade. Desse modo. ou a uma área específica do governo.exercícios de autoavaliação . caracterizando a figura de subprefeituras. que. Essa orientação pode mobilizar. Gestão . para atingir as mais diversas camadas da sociedade que são. ganha destaque o controle social das ações do Governo. sendo uma condição que não pode ser deixada de lado a divulgação dos atos e projetos de um governo participativo. em conjunto com os conselhos de representantes. tendo em vista as especificidades de cada local ou comunidade separadamente. devendo ser direta e objetiva. a publicação.Opinião Pública A questão da comunicação social apresenta-se como um grande desafio para conquistar o apoio da opinião pública para as mudanças que o governo se propõe a realizar. democrático e forte. integralmente. Além disso. orientadas para resolver problemas específicos da população. . realize as atividades localizadas no menu lateral: "Avaliação". buscando a melhoria da qualidade dos serviços urbanos e das condições de vida da população. uma vez que coloca o cidadão-cliente bem próximo à estrutura administrativa. portanto. A partir das experiências acumuladas na gestão e avaliação municipal é possível propor um salto de qualidade. erros e acertos. em todos os níveis e classes que as compõem.

para aumentar a qualidade de vida da população”. saúde. para se adaptar aos novos tempos. redução de custos e prazos. viabilização da competitividade dos setores produtivos (bens e serviços). A gestão pública objetiva criar condições para o desenvolvimento social. revendo ou abandonando paradigmas da “cultura” vigente. é preciso agir. promovendo maior produtividade. econômico e tecnológico do País e proporcionar aos cidadãos desenvolvimento e bem-estar social para resgatar o respeito. Contudo. É importante ressaltar que a pressão da sociedade.crosses. . tem contribuído para a evolução da transformação da gestão pública.net Mas afinal o que significa uma boa gestão pública? Segundo o especialista Orlando Euler de Castro: “A boa gestão pública é aquela que busca uma nova postura. assim. Já faz algum tempo que o mundo passou de sociedade industrial para sociedade do conhecimento. Características da Gestão Pública O papel da gestão pública é melhorar o desempenho da Administração Pública. Fonte: http://identidad-globalizacion. a sociedade brasileira está cobrando que as negociações públicas sejam mais transparentes e que mudanças sejam feitas para acompanhar a nova “cultura” organizacional.Uma Nova Geração de Transformações da Gestão Pública aula gravada em áudio UMA NOVA GERAÇÃO DE TRANSFORMAÇÕES DA GESTÃO PÚBLICA Por que precisamos de uma nova forma de gestão pública? Com a crescente globalização e as transformações tecnológicas. promovendo mudanças e aperfeiçoando os métodos de Administração. não podemos ficar de braços cruzados esperando as coisas acontecerem. segurança e a obrigatoriedade de cumprimento da Responsabilidade Fiscal. a credibilidade e a confiança da sociedade. ansiosa por melhores resultados em educação. o papel fundamental de uma boa gestão pública é cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal e buscar a melhoria nas questões sociais.aula 09 .

legitimados pela avaliação de uma sociedade que controla continuamente a transparência. metas e resultados alcançados. dos orçamentos. O estímulo à avaliação constante do desempenho da gestão pública vem requerendo cada vez mais a mensuração dos objetivos. o Governo caracteriza-se “pela busca pró-ativa de resultados. a questão de como avaliar a gestão pública torna-se cada vez mais uma preocupação diária dos cidadãos. Historicamente. mas otimizem a aplicação desses recursos em políticas que atendam efetivamente as necessidades da sociedade”. tanto em relação ao proposto e planejado. a cobrança de impostos sempre gerou tensão entre o cidadão contribuinte e o poder público. Para Peter Drucker.” página 03 Sociedade do Conhecimento Desde os primórdios das sociedades organizadas.mmschool. com ética e transparência. na gestão dos recursos públicos com responsabilidade fiscal. estimulados a participar da vida sócio-política. voltado para o controle interno e para a mera conformidade com os custos orçados. o modelo do Governo empreendedor se contrapõe ao modelo do Governo burocrático. o Capital Intelectual manifesta-se em todas as ações da vida humana. o melhor uso dos recursos arrecadados pelo Governo. inclusive com vista à legitimação de mandatos políticos pela via eleitoral. as sociedades demandam.jpg De fato. chegando a causar revoluções. que. e hoje se manifesta sob a forma de uma maior exigência e fiscalização da sociedade quanto ao emprego dos recursos arrecadados pelo Governo. como em relação aos custos despendidos. .com/leonardo/inteligencia/imagenes/6. que vigorou desde a Revolução Industrial até o final do Século XX. a eficiência e a eficácia da gestão pública. dos déficits e superávits dos Governos na qualidade de vida de cada membro e setor da sociedade.página 02 Gestão Pública X Sociedade Nas duas últimas décadas. os cidadãos “demandam cada vez mais que os gestores públicos não apenas se atenham com disciplina aos limites dos escassos recursos orçados. são continuamente informados pelos meios de comunicação quanto aos impactos dos planos. das políticas. Governo Empreendedor e Governo Burocrático Assim surgiu nas duas últimas décadas uma postura de Governo Empreendedor voltado para o cidadão como cliente e buscando padrões otimizados de eficiência e eficácia. Fonte: http://www. De acordo com Osborne (1995). cada vez mais.

no ambiente interno das instituições e na sociedade na qual interferem. o conhecimento é a base de sua estrutura interna e externa. para poder competir e enfrentar os desafios de um mercado cada vez mais exigente. Acesso pelo menu "Avaliação".Módulo I Aula 9 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. muito mais do que contribuir para a valorização total da empresa.e até mesmo na sobrevivência da espécie. a base tradicional do capitalismo. conclusão Conclusão A nova tendência de gestão nas instituições públicas possui características marcantes e poderosas. criando oportunidades efetivas de desenvolvimento individual e corporativo. Dessa forma. as empresas têm que investir em seus recursos humanos. em Avaliações. há bem pouco tempo. as organizações e seus administradores perceberam a sua influência e suas implicações nos resultados empresariais. aula 10 . não percam a motivação para o constante aperfeiçoamento. os meios de produção. sendo que.jpg Os ativos baseados no conhecimento devem ser avaliados com extrema cautela. é fundamental que o Governo tenha alguns cuidados. capazes de promover. Fonte: http://www. cenários racionais de aproveitamento da força do trabalho.As transformações na Administração Pública c/foco no Legislativo aula gravada em áudio . Para Sveiby (2000). porque seu impacto sobre o destino de qualquer negócio é tremendo.emocionol. mesmo que permaneçam. e. estavam nas cabeças e mãos dos trabalhadores. Na visão de Drucker (1996).exercícios de auto-avaliação . para que os funcionários considerados como “Capital Intelectual” não mudem para outras áreas (ou empresas) e.com/cerebro33. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. Gestão .

Que tal analisarmos alguns princípios da administração gerencial? • Orientação para resultados e disposição para obter resultados mesmo com recursos escassos. é. Vimos a importância de citá-lo neste trabalho porque esse concurso vem identificando experiências de gestão já implantadas na Administração Pública Federal daqueles que praticam os princípios da administração gerencial. tem pouco a ver com o ineditismo. é a vez do Poder Legislativo Derivado. O Poder Legislativo pode ser dividido em duas espécies. Porém.AS TRANSFORMAÇÕES NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA COM FOCO NO LEGISLATIVO O Poder Legislativo. Uma visão inovadora é adotada nesse concurso.br/img/helio3. de acordo com a doutrina de Montesquieu. premiou vinte experiências.desburocratizar. dos três Poderes. • Transparência dos processos decisórios. pelos indivíduos. mediante os agentes públicos. revestidos do mandato da representação da coletividade. • Aumento da eficácia e eficiência. nesse caso. página 02 Fonte: http://www. Que tal falarmos um pouco sobre o Prêmio Helio Beltrão? O Prêmio Helio Beltrão é um concurso de Inovações na Gestão Pública Federal que ocorre desde 1996.org. possui o poder – dever de gerar as normas jurídicas válidas para todos e para o Estado. nos primeiros anos. São elas: Poder Legislativo Originário e Derivado. que. a partir de 1999. o que detém a função principal da produção das leis e de controle externo. • Responsabilização e trabalho em equipe. que é exercido pelo Congresso com auxílio do Tribunal de Contas da União. Em seguida.jpg Por que esse concurso foi criado? Porque havia o interesse de mostrar as transformações em curso na gestão pública federal. e mais com a superação da cultura burocrática e adoção de princípios e instrumentos gerenciais. • Foco no cidadão – usuário. Uma breve introdução sobre o Poder Legislativo foi dada. O Poder Legislativo Originário trata-se da entrega da prerrogativa de elaborar as leis básicas fundamentais da organização estatal a seus representantes. sem alterar as normas fundamentais protegidas pela cláusula da imutabilidade. . a inovação. o concurso premiou até cinqüenta experiências implantadas e. Vale ressaltar que. vamos analisá-las para uma melhor compreensão.

o concurso tem premiado experiências diversas desde soluções singelas a reorganizações estratégicas de instituições inteiras. visando atender às demandas da sociedade. de modo estrito. devemos levar em conta as atividades fim desenvolvidas pelos três Poderes: o Executivo. Por exemplo. são incumbidas ao Congresso Nacional. servidores públicos que colaboram com a evolução da gestão pública. Os responsáveis por desempenhar as funções mencionadas são escolhidos pelo povo. Já a função de controle externo representa o papel de fiscalização sobre o uso da coisa pública. Enfim. Entretanto. É sobre isso. aqueles que se encontram representando seu povo dentro das casas legislativas devem ter consciência de que o poder que detêm lhes foi conferido por seus eleitores e. que falaremos agora. qualquer função administrativa. dada sua natureza constitucional. No caso da função legislativa. as principais transformações experimentadas na Administração Pública. um simples rodízio de servidores a fim de quebrar a fragmentação excessiva pode ser citado no concurso. Desse modo. Um ponto que o concurso considera relevante é a mensuração de resultados. são a legislativa propriamente dita – elaboração de leis – e a de controle externo.O assunto reforma gerencial ou administrativa buscou mostrar que uma equipe ou instituição pública com as mesmas condições e possuindo os mesmos recursos pode ter resultados melhores se houver bom gerenciamento – é justamente esse o diferencial da gestão. Funções do Legislativo Antes de falar sobre as transformações na Administração Pública com foco no Poder Legislativo. fato que lhes obriga a agir sempre de modo a atender aos reais anseios da sociedade que representam. entendidos os conceitos iniciais. página 04 É certo que o Poder Legislativo não possui. Por essa razão. por meio de eleições diretas e periódicas. Os resultados do concurso. é um poder delegado. eficiente e democrático. Imagino que os servidores seriam mais incentivados em realizar suas tarefas se houvesse uma mensuração e avaliação dos resultados obtidos. faremos uma breve descrição acerca das funções que. o Legislativo e o Judiciário. Ambas têm o papel comum de atender a demandas dos cidadãos. com custos menores. o Congresso assume o papel de regular as relações entre pessoas e instituições que integram a sociedade de uma nação. não poderiam deixar de abordar suas funções constitucionais. ficaremos restritos às transformações administrativas no âmbito do Poder Legislativo. portanto. As funções principais do Poder Legislativo. A Administração Pública Federal brasileira está voltando-se para o funcionamento mais ágil. busca reconhecer e valorizar as equipes. podemos afirmar que é o povo mesmo que detém o poder de exercê-las. no âmbito do Poder Legislativo. Além de que a imprensa não é acostumada a divulgar melhorias em organizações públicas. por meio da elaboração de leis. Na presente unidade. ao considerarmos a função ampla de administração que compete ao Estado. Estamos acostumados a ouvir somente acontecimentos ruins. página 05 . então. mostram que as transformações realmente já começaram. página 03 As transformações na gestão pública têm pouca visibilidade e também são consideradas por muitos como questões abstratas. nesses últimos anos de existência. no modelo brasileiro. Esses conceitos são fundamentais para a compreensão do processo de transformação sobre o qual discorreremos mais adiante. As transformações com o foco no Legislativo Sendo assim.

Mais adiante trataremos da medida provisória. examinando o quadro acima. 58 da Carta vigente à época. conforme disposto no art. introduzida no nosso sistema legal pela Carta de 1988. Ambas são atos do chefe do Poder Executivo. forma de elaboração e o processo a que deveriam se submeter para ingressar no universo jurídico. O quadro abaixo mostra a situação anterior (relativa à Constituição de 1967) e a situação atual: Percebe-se. Um dos aspectos que merece ser tratado neste capítulo. estabelecendo competências. O Congresso Nacional tem sua atuação definida na Constituição Federal. quanto sua forma. Ela definiu os tipos de normas e leis que fariam parte da legislação vigente. que a alteração substancial se deu pela substituição da figura do decreto-lei pela medida provisória. diz respeito aos tipos de normas que integram a legislação brasileira. os quais foram modificados pela Constituição de 1988.br/capa . E tais alterações tiveram o objetivo de tornar mais eficiente a forma de atuação do Congresso.adv.No que diz respeito à função legislativa. competência e objetivos. quanto às transformações atinentes ao Poder Legislativo. A última grande transformação nesse setor foi a própria Constituição Federal de 1988. Sob esse aspecto. vedações. O processo legislativo sofreu diversas alterações ao longo do tempo. na Constituição de 1967. Fonte: http://www. esse ato somente poderia tratar de segurança nacional ou de finanças públicas. o ponto principal da reforma diz respeito ao processo legislativo.tancredo. vale ressaltar as transformações ocorridas desde a última Constituição até a que vigora atualmente. página 06 Entretanto.

as competências para proposição de projetos de lei. desse modo. surgiu para dar mais força à ação fiscalizadora da sociedade. em que é possível identificar o alcance de uma meta prevista em um programa de trabalho. . que limitou a edição de medidas provisórias. Sem submeter-se a qualquer discussão parlamentar. foi concebido de forma a propiciar maior eficiência em sua execução. O processo legislativo ganhou bastante em transparência e os direitos do cidadão tiveram prioridade na concepção da nova Carta. o decreto deixava de atender às reais demandas da população. instituindo a medida provisória. A função legislativa do Congresso estava sendo assumida indevidamente pelo Executivo. instrumento essencial ao planejamento econômico do país e ao desenvolvimento do Estado. o Executivo dispunha de um poder que. de modo a propiciar uma maior eficiência do sistema em questão. As competências estão mais restritas e as limitações e vedações do poder regulamentar. Essa foi uma das alterações ocorridas no âmbito do Poder Legislativo. algo que jamais havia ocorrido na história do país. sem apreciação das Casas Legislativas. Para tanto foram criados: o Plano Plurianual. tentou minimizar o problema. permitindo uma única reedição. Discorreu-se sobre o Poder Legislativo Originário e Derivado. em um primeiro momento. deveria ser exclusivo do Legislativo. Outros pontos também foram objeto de transformações nos últimos anos. É que o leque de matérias passíveis de regulamentação por medida provisória é bem maior que o anterior. que tratam da edição de leis propriamente dita. conclusão Conclusão Vimos que o Legislativo sofreu inúmeras alterações ao longo do tempo. O Tribunal promove o controle dos gastos públicos com fundamento em norma constitucional. no que diz respeito à Administração Pública em sentido amplo. a Carta Magna apenas citou as vedações que seriam impostas às normas baixadas pelo Executivo. A forma de elaboração. Essa situação se agravava em razão da natureza do decreto-lei. página 07 O processo de transformação continuou e. por seu turno.Com o instrumento do decreto-lei. mais amplas. diante de uma dificuldade imposta ao Governo. caso contrário seria automaticamente transformado em lei. Além disso. O Poder Executivo. que deveria ser apreciado pelo Congresso Nacional em trinta dias. O objetivo desse sistema é propiciar um mecanismo de controle mais eficiente das ações do Governo. No entanto. em 2001. e espera-se do Estado que as transformações continuem a ocorrer. Podemos citar ainda algumas outras. c) De uma maneira geral. o resultado não se mostrou melhor que o anterior. com a promulgação da Constituição de 1988 e alterações posteriores. Algumas delas estão relacionadas abaixo: a) O ciclo orçamentário. órgão que presta auxílio ao Congresso Nacional em sua função de controle externo. tudo que diz respeito ao processo legislativo sofreu diversas modificações ao longo do tempo. sobre as funções legislativas. É um sistema orçamentário voltado aos resultados da gestão governamental. em tese. foi aprovada a Emenda Constitucional de nº 32. enfim. Em lugar de restringir os assuntos a serem regulamentados. rapidamente aprovava um decreto regulando determinada matéria. o quorum para aprovação de cada tipo normativo. o universo de matérias a serem regulamentadas foi mais bem definido na Constituição atual. a Lei de Diretrizes Orçamentárias e a Lei Orçamentária Anual. Havia. o que terminava por produzir os mesmos efeitos indesejados do antigo decreto-lei. b) O Tribunal de Contas da União. O efeito disso era bastante nocivo à sociedade. as medidas provisórias podiam ser reeditadas indefinidamente. um desvirtuamento da função legislativa do Congresso. A Constituição de 1988. sob pena de provocar o trancamento da pauta sobre qualquer outra matéria pendente de apreciação. Isso obrigou o Congresso Nacional a apreciar tais medidas ao fim do seu prazo. sobre o Prêmio Hélio Beltrão.

a mudança de um Estado burocrático para um Estado gerencial. Espera-se que o aluno demonstre capacidade de análise e domínio dos temas estudados. Acesso pelo menu "Avaliação". Para visualizar a correção.Motivação aula 02 .Estilos de Liderança aula 03 . caso em que ele enviará uma mensagem orientando-o nesse sentido. Gestão .A Janela de Johari aula 01 . clique na atividade pretendida no painel de desempenho.exercícios de auto-avaliação .sobre a transformação da Constituição anterior para a de 1988. e uma maior transparência na coisa pública. Lembre-se de que caso seja necessário.Ferramentas Gerenciais aula 10 . seria praticamente impossível compreender os relacionamentos existentes entre as pessoas .Comunicação Institucional aula 08 . O acesso é pelo menu Avaliação. disponíveis ao final de cada módulo. o Professor-Tutor pode solicitar que você reformule sua resposta.Negociação Ganha X Ganha aula 05 .Inteligências Múltiplas aula 07 .Módulo II Aula 10 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. o novo ciclo orçamentário.Motivação aula gravada em áudio MOTIVAÇÃO Segundo Chiavenato (2000). Todas essas mudanças evidenciaram o intento do Estado para efetivar ao longo do tempo. que serão corrigidos pelos tutores.Inteligência Emocional aula 06 . Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema.Dinâmica de Grupo aula 09 . Avaliação Final de Módulo II Avaliação de módulo – São exercícios subjetivos. botão Avaliações. o poder fiscalizador do Tribunal de Contas da União. Modulo III Módulo III aula 01 . evidenciando-se a mudança (ou não mudança) de decreto-lei para medida provisória.Organização Informal aula 04 .

como também pode ser gerado internamente nos processos mentais do indivíduo. O comportamento é orientado para objetivos. o processo do qual eles resultam é. ou seja. Nesse caso. uma necessidade. os valores sociais e as capacidades variam. nossos atos são conduzidos pela cognição – pelo que pensamos. O comportamento não é fortuito nem aleatório. O comportamento é motivado. teremos sempre à nossa frente algo a motivar-nos. estudarmos os demais. página 02 A motivação tem um caráter contínuo. definir exatamente o conceito de motivação é algo complexo. De modo geral. Para dificultar ainda mais."Mensagem") ou por e-mail. Analisando as suposições acima. é aconselhável o estudo inicial deste tema para. Vale lembrar que as capacidades para atingir os objetivos são totalmente diferentes. concluímos que o comportamento não é espontâneo e nem isento de finalidade. Algo intrínseco. uma incitação. é baseado na motivação que iremos responder. . contate o seu tutor por meio da Plataforma de Educação a Distância do ILB (menu "Comunicação" . praticamente. que possa ter um valor infinitamente superior ao que teria para outra pessoa. Para um comportamento de atitude tomada. existe um impulso. a motivação está relacionada com o sistema de cognição de cada pessoa. quando alguém nos pergunta o motivo pelo qual agimos de uma certa maneira. advindo do ambiente. O que seria motivação para você? Bem. em cada um de nós. conforme a situação. acarretando diversos padrões de comportamento e valores sociais variados. Ou seja. somente depois. Tanto o meio no qual o indivíduo está inserido como a própria hereditariedade são fatores que influenciam no comportamento de cada pessoa. Apesar de os padrões de comportamento serem variados. o mesmo para todas as pessoas. As pessoas são diferentes no que tange à motivação. O comportamento é causado por estímulos internos ou externos. As necessidades variam de pessoa para pessoa e também de situação para situação. Porém. porém sempre direcionado para uma finalidade. Neste caso. Esse impulso à ação é provocado tanto por um estímulo externo. Em caso de dúvidas. Podemos observar essa afirmativa no modelo básico de motivação ilustrado por Chiavenato (2000). as necessidades. há três premissas que justificam o comportamento humano. acreditamos e prevemos. Você reage da mesma forma que seu colega de trabalho ao ser motivado (a)? É provável que não. Ele está à sua disposição e pode ajudá-lo. Quais são elas? O comportamento é um efeito. motivo é tudo aquilo que estimula a pessoa a agir de determinada forma. Sendo assim.sem um mínimo conhecimento da motivação de seu comportamento. Haverá sempre algum objetivo implícito ou explícito para esclarecê-lo.

tendo como parâmetro a questão das necessidades humanas. mas o resultado poderá variar de forma indefinida. Necessidades Fisiológicas: é o nível mais baixo da pirâmide hierárquica. a troca de amizade. pois depende da percepção do estímulo (que modifica de pessoa para pessoa e na mesma pessoa. fraqueza. conforme o tempo). São as necessidades que todos desejam possuir: a de aceitação por parte dos colegas. que a nomeou de Hierarquia das Necessidades Humanas. dentre outros. psicólogo americano. você tem condições de possuir autoconfiança. p. pode acarretar a solidão ou a falta de adaptação social para o indivíduo. as necessidades mais baixas e recorrentes. A busca de proteção contra ameaça e a busca de estabilidade em um mundo previsível são manifestações típicas dessas necessidades. de repouso e descanso. desenvolveu uma teoria. poder. pois é considerada por Maslow como ativadora do comportamento humano. sentimentos de valor. Necessidades de auto-realização: essas são as mais elevadas. força. Já da metade da pirâmide para o seu ápice estão as necessidades secundárias. há o desejo de segurança. Tais necessidades são denominadas necessidades biológicas. desamparo. Tornar-se mais do que é e de vir a ser tudo o que pode ser” (Chiavenato. uma auto-avaliação e auto-estima. São as necessidades básicas de todo indivíduo. Observe a figura abaixo. Para Maslow. Caso contrário. . situam-se no topo da pirâmide hierárquica. 2000. podendo levar-lhe ao desânimo. ou seja.O modelo será o mesmo para todas as pessoas? Sim. Necessidades de estima: são as necessidades relacionadas com a forma pela qual você se analisa e se vê perante a sociedade. como de alimentação (fome e sede).. ou seja. página 03 Teorias Motivacionais Teoria de Maslow Abraham Maslow. Maslow distribuiu as necessidades humanas em forma de pirâmide. de abrigo e reprodução da espécie.. Necessidades de segurança: no momento em que as necessidades humanas estão relativamente satisfeitas. O que pode acontecer se tais necessidades não estiverem satisfeitas? É simples. tais necessidades estão organizadas hierarquicamente e a busca pela satisfação de algumas ou todas elas é que nos motiva a tomar alguma direção. Com essas necessidades satisfeitas. dentro ou fora do ambiente organizacional. “São as necessidades que levam cada pessoa a tentar realizar seu próprio potencial e se desenvolver continuamente como criatura humana ao longo de toda vida. de afeto e amor. Agora veremos o que representa cada uma delas. as mais sofisticadas e intelectualizadas. cuja base contém as necessidades primárias. surgem sentimentos de inferioridade.85). Essa necessidade é fundamental em uma empresa. Necessidades sociais: é o convívio que você tem com outras pessoas.

Contudo. Quando esses fatores estão em perfeita harmonia entre os funcionários. iremos estudar a teoria de Herzberg.90). provocam insatisfação. objetivos pessoais do indivíduo: podem ser considerados como as necessidades básicas de cada ser humano. etc. utilizados pelas organizações. 2. segundo Chiavenato (2000): “Victor H. Podemos conferir no diagrama abaixo a Teoria dos 2 fatores. tais fatores não têm uma forte influência no comportamento dos empregados. segundo Chiavenato (2000): Herzberg difere de Maslow ao fundamentar. Teoria dos dois fatores: os satisfacientes e os insatisfacientes página 05 O modelo contingencial de motivação de Vroom. são eles: 1. p. Vroom desenvolveu uma teoria da motivação que rejeita noções preconcebidas e que reconhece essas diferenças individuais.Portanto. em sua teoria. São dois os fatores motivacionais de Herzberg: 1. Constituem os fatores que são. 2. políticas da empresa. Fatores motivacionais: estão diretamente relacionados ao conteúdo do cargo em si. tornando o ambiente de trabalho agradável. quando precários. por exemplo. comumente. três fatores são determinantes em cada indivíduo. página 04 Agora. Por exemplo: o salário. mesmo que todas as necessidades sejam alcançadas. a pessoa sempre desejará mais e dificilmente atingirá a satisfação plena e absoluta. benefícios sociais. relação percebida entre satisfação dos objetivos e alta produtividade: nesse caso. simplesmente evitam a insatisfação. vai depender daquilo que você . “A expressão higiene serve exatamente para refletir seu caráter preventivo e profilático e para mostrar que se destinam simplesmente a evitar fontes de insatisfação do meio ambiente ou ameaças potenciais ao seu equilíbrio” (Chiavenato.87). Os fatores tornam-se atrativos no momento em que atividades estimulantes são agregadas ao cargo. os fatores externos e o trabalho do indivíduo como motivadores do comportamento humano. dinheiro. 2000. p. Fatores higiênicos: referem-se às condições físicas e ambientais de trabalho. A teoria dos dois fatores de Herzberg. 2000. Porém. Sua teoria se restringe exclusivamente à motivação para produzir” (Chiavenato. segurança no cargo. reconhecimento. aceitação social e até mesmo ter um trabalho mais interessante. Para Vroom.

cada indivíduo escolhe o grau com que deseja ser motivado. Pois. conclusão Conclusão Verificamos nesta aula que você reage de forma diferente das outras pessoas e que cada pessoa possui uma forma única de ser motivada. haverá separação. Em uma empresa. Um funcionário desmotivado pode causar sérios problemas à instituição. Se você tem como objetivo obter um salário maior. Porém. para você ter sucesso é necessário desenvolver a capacidade de perceber mais além do que eles estão fazendo: o porque estão fazendo. 2001. No tratamento com os funcionários. p. Diante disso. 102). Sendo assim notamos que a motivação é algo intrínseco. use recursos que ajudem a desenvolver atitudes positivas na organização.considerar como prioridade na sua vida pessoal. mesmo fazendo isso para motivar os empregados. não motivará seu colega. uma empresa é tudo. é fundamental permanecer sempre atento a suas ações. se ele acreditar que o esforço despendido em um serviço teve pouco efeito no resultado. Concluiremos este capítulo com um pensamento sobre um possível fim para a Gestão de Pessoas.500 anos. mesmo há 2. jantares. festas. Caso tal área tenda à entropia. as demais também desaparecerão. provavelmente irá produzir abaixo do nível médio de produção. se você tiver uma necessidade de aceitação muito elevada pelos membros do grupo.105). página 06 Pode-se verificar. Aquilo que o motiva. é mister oferecer oportunidades aos funcionários e espaço para que possam concretizar suas ambições. . Contudo. automaticamente irá se esforçar menos. mantém-nos juntos pela boa fé e os torna serviçais com recompensas. Se a fé diminuir. as ordens não serão respeitadas” (Sun Tzu. seja ela de natureza pública ou privada. provavelmente. trarão somente benefícios àquele que o motivou. uns se contentam com pouco. O que pode ser considerado importante para motivar funcionários? É preciso que o superior lhes passe pessoalmente algo inspirador e. Ainda com relação ao trato entre chefia e subordinado. podem trazer problemas à organização. Muitos impérios e líderes tombaram devido às ações de funcionários que pareciam leais. Pois produzir um número que destoa da média poderá gerar a rejeição do grupo. p. se necessário. 1994.. das necessidades e da percepção que o indivíduo tem da realidade. que pessoas precisam ser motivadas e.” (Griffin. outros estão em uma eterna busca. dependerá dos valores.. Porém. 3. dentre outros. p. terá uma forte motivação para produzir mais. percepção de sua capacidade de influenciar sua produtividade: um funcionário pode acreditar que seu poder influencia seu próprio nível produtivo. Caso contrário. bonificação em função de desempenho. mas ao mesmo tempo pode virar um nada caso as pessoas deixem de existir nas organizações.19). Isso se o salário for baseado na produção.. é necessário dar-lhes oportunidade e espaço para concretizar suas ambições.. se as recompensas forem deficientes. na frase de Maquiavel (2001). que poderão abrir-te caminho para dentro do estado e facilitar a tua vitória” (Maquiavel. “Sempre se encontram descontentes e pessoas com desejo de inovar. conseqüentemente. Por fim. como pôde ser visto na citação acima de Sun Tzu. como foi visto no início. Os seres humanos sempre foram movidos a recompensas. “. alguns recursos praticados na gestão de pessoas são folgas. Porém todos precisam ser motivados. Sun Tzu afirma: “Comanda seus soldados com autoridade. 2002. se assim o fizerem.

Módulo II Aula 1 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. Acesso pelo menu "Avaliação". criativa. o que pode dar certo em um grupo pode não funcionar em outro. Vários líderes atuais originaram-se de uma sociedade cujas empresas seguiam o modelo patriarcal de liderança.exercícios de autoavaliação . porém isso demanda comprometimento entre líder e liderado. A postura atual do líder deve ser empreendedora. indicando a direção a ser seguida. Isto é. Todavia. A fome no momento em que acordamos é um exemplo de necessidade comum a todos. aula 02 . existem pontos em comum entre indivíduos. necessariamente. não existe um ‘estilo’ certo na escala da liderança. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. A liderança sugere que a pessoa aceita pelo grupo tenha o poder de dirigi-lo. dentro de uma mesma organização. é notório o valor de um líder servindo de bússola. como dos liderados para com o líder.Estilos de Liderança aula gravada em áudio ESTILOS DE LIDERANÇA Daremos início à aula de liderança com um breve conceito da palavra “liderar”. Espera-se que os líderes que provêm do modelo patriarcal estejam preparados para atuar no cenário do novo milênio. para a obtenção de resultados satisfatórios. Observando as constantes mudanças no dia-a-dia. em Avaliações. o poder de mando existe. garantindo o sucesso e a eficácia organizacionais. o que exige confiança tanto do líder para com os liderados. . página 02 O Líder O líder é aquele indivíduo que todos querem seguir.Gestão . nas quais eles apenas eram os intermediários – nomeados pelas organizações – que faziam as ordens serem cumpridas. de forma diferenciada. aperfeiçoada e adaptada por todos que assim desejarem. O primeiro estilo era considerado ‘mau’ e o segundo. democrática e laissez-faire (ou ‘faça o que quiser’)”. poderemos verificar que irá tomar variadas decisões no decurso de sua função. pela hierarquia. aparência e caráter distintos. liderança é uma técnica que pode ser assimilada. mas é legitimado pelo grupo e não. Porém mesmo com todas essas diferenças. Isso decorre pelo fato de o grupo ser formado por seres humanos. ‘bom’. Uma das muitas fontes de confusão sobre liderança foi a introdução da idéia dos assim chamados ‘estilos’: a liderança autocrática. Vale ressaltar que o estilo autoritário não tem relação com um estilo ‘mau’ e sim firme. e os indivíduos identificam no líder a sapiência de saber ouvi-los. que possuem personalidade. Sendo assim. Destarte. Ao observarmos um líder. veremos a seguir três áreas principais existentes nos grupos de trabalho. Liderar é liberar a capacidade criativa existente nas pessoas. Logo.

Não gostam de serem detidas e são capazes de se adaptarem virtualmente a qualquer situação. se assim desejassem e tivessem condições e virtude para tal façanha. leitura especializada. p. São abertas na maneira simples.indg. para cima. . 1994. São extremamente curiosos e estão sempre fazendo perguntas. Acreditava que era possível a chegada deles ao poder. conforme Covey (1994): 1) Os líderes estão continuamente aprendendo: há uma busca constante de conhecimento na vida desse tipo de indivíduo. ou seja. aprendem com os olhos e ouvidos bem abertos. Possuem vários amigos. Qual a sua reação ao se deparar com energias negativas? Esses líderes tendem a neutralizar essas energias e com sabedoria conseguem lidar com elas. direta e não manipuladora com que se comunicam” (Covey. Vamos fazer uma analogia com Maquiavel.com. realmente. que se manifesta através de sua coragem e de sua integridade e através da falta de necessidade de gabar-se. 5) Suas vidas são equilibradas: os líderes mantêm-se sempre atualizados em relação aos assuntos e eventos mais recentes. dava também ao povo. Acreditam. 4) Os líderes acreditam nas outras pessoas: tais indivíduos não se sentem superiores ou engrandecidos pelo simples fato de se defrontarem com as fraquezas dos outros.. porém poucos confidentes. descobrem que nada sabem.br/info/artigos página 03 Veremos a seguir algumas características de líderes. 2) Os líderes estão voltados para o serviço: podemos dizer que os líderes encaram a vida como uma missão e não como uma carreira. 1994. positiva. Sua atitude é otimista. escutam os outros. Quanto mais sabem. baseadas em 8 princípios. Planejam cuidadosamente o futuro e adaptam-se com flexibilidade às circunstâncias mutáveis. esperançoso e cheio de fé”. (Covey. assistem a aulas. procuram treinamento. e seu espírito é entusiasta. página 04 6) Os líderes encaram a vida como uma aventura: pessoas assim fazem da vida uma verdadeira dádiva e resistem ao máximo tornarem-se discípulos de qualquer pessoa. um eterno aprendizado. p.Os três componentes básicos para atingir as metas Fonte: http://www.10).. Os líderes vivem de maneira sensata o presente. “São capazes de reconhecer seu próprio valor. pois ao mesmo tempo em que Maquiavel dava conselhos ao príncipe. desenvolvendo sempre novas habilidades e interesses. 3) Os líderes irradiam energia positiva: “As pessoas baseadas em princípios têm uma aparência alegre. agradável e feliz. no potencial subjacente de todas as pessoas.9).

1999. ainda que alguns autores afirmem que carisma não pode ser aprendido. pessoas sinérgicas são aquelas que se adaptam e aceitam facilmente uma mudança. página 05 Os líderes dessa teoria possuem alguns traços marcantes de personalidade. a emocional e a espiritual. A liderança carismática é mais indicada quando existe um propósito ideológico. se for necessário. Esta teoria lida com pessoas tentando fazer uma ligação entre causa e efeito. agressivos. p.105). A teoria de atribuição de liderança é utilizada como ajuda para explicar a percepção de liderança. p. Porém. Será que no seu trabalho existe algum líder carismático? Já dizia Maquiavel: “Nada torna um príncipe tão estimado quanto realizar grandes empreendimentos e dar de si raros exemplos” (Maquiavel. por isso se torna mais comum a aparição de um líder carismático na política ou na guerra. O mesmo ocorre com os líderes. podemos adentrar nesse assunto. A teoria da liderança carismática é considerada como a extensão da atribuição de liderança. Depois de termos visto sobre alguns assuntos importantes dentro dos estilos de liderança.14). confiança de que eles conseguem alcançá-las. além de serem bastante produtivas e criativas.232). cujo único pensamento é proteger seu país e prestar um bom serviço ao soberano. “O general que avança sem desejar fama e recua sem temer o descrédito. liderança carismática. Quando algo acontece. uma expectativa é criada nos seguidores fazendo com que surja uma ligação entre o presente e um melhor futuro para a organização. ou então quando uma empresa está introduzindo algo radicalmente novo ou passando por uma crise. Além de estar sempre mostrando a eles que. Qual o comportamento desse tipo de líder? O carismático. a maioria dos especialistas acredita que os indivíduos podem receber treinamento com o objetivo de demonstrar comportamentos carismáticos. 1994. inclusive você. Porém. é a jóia do reino” (Sun Tzu.12). influencia seus seguidores através de processos atraentes. a mental. Ou seja. 2002. propriamente dito. São elas: confiança extremamente alta. .7) Os líderes são pessoas sinérgicas: “Sinergia é o estado em que o todo é mais do que a soma das partes” (Covey. verificou-se que são quatro as abordagens mais recentes. “Esses princípios da auto–renovação gradualmente produzem um caráter forte e saudável com uma força de vontade poderosamente disciplinada. 1994. p. voltada para o serviço” (Covey. compreensivos e dispostos para o trabalho. normalmente. faz auto–sacrifícios para atingir o desejado. articulados por eles próprios. liderança transacional versus transformacional e liderança visionária. O líder expõe expectativas altas de desempenho e demonstra. Com isso. p. 2001. os líderes carismáticos têm três características marcantes que os diferem de um líder não carismático. são elas: a física. 8) Os líderes exercitam-se pela auto–renovação: é fundamental cuidar das quatro dimensões da personalidade humana. p. a seus seguidores. pois “a teoria da atribuição diz que liderança é meramente uma atribuição que as pessoas fazem a outros indivíduos” (Robbins. Estilos de liderança para Robbins (1999). deve ser atribuído a algum fator. domínio e fortes convicções em suas crenças. São considerados possuidores de fortes habilidades verbais.73). São elas: teoria de atribuição de liderança. De acordo com uma revisão das teorias de liderança realizada por Robbins (1999). Podemos verificar um propósito ideológico na frase de Sun Tzu.

Maquiavel. haviam sido louvados e glorificados.Planejador: o estilo de liderança dos líderes planejadores envolve lidar com o mundo real.página 06 O líder tem uma visão voltada para o bem da organização e a satisfação pessoal de atingir as metas estabelecidas. 1. 71). O objetivo dos líderes planejadores é expandir os conhecimentos. ver como se comportaram nas guerras. planejador e realizador. 1999.Destruidor: são líderes completamente egocêntricos e vêem o mundo a partir de suas próprias convicções. produtividade mais alta e satisfação de empregado mais alta” (Robbins. em seu livro O Príncipe. e examinar as causas das vitórias e derrotas a fim de poder escapar destas e imitar aquelas. sobretudo.235).Realizador: os líderes realizadores são considerados indivíduos vibrantes e coerentes. deve o príncipe ler as histórias e refletir sobre as ações dos homens excelentes. ele deve explicar a visão aos outros. 2. deve agir como antes agiram alguns homens excelentes que se espelharam no exemplo de outros que. Qual o motivo desta forte correlação? Será pelo fato de os líderes prestarem atenção nas necessidades individuais de seus seguidores? Observando esta pergunta. ele deve demonstrar tal visão através de comportamentos e estendê-la para a organização como um todo. paralisador. Pode-se verificar no seguinte trecho: “Quanto aos exercícios da mente. A liderança transacional versus transformacional: na liderança transacional. pode ser feito um paralelo à motivação. Tendem a adiar as tarefas que necessitam execução ou se afastam delas. Por fim. Sendo assim. O Estilo de Liderança pode ser classificado em cinco versões. é um exemplo de líder visionário. Suas negociações são bem . e cujos gestos e ações procuraram ter sempre em mente” (Maquiavel. “A liderança transformacional está mais fortemente correlacionada do que a liderança transacional a taxas de rotatividade mais baixas. explicando a eles quais são as exigências do papel e da tarefa em troca de recompensas pelos esforços realizados. podemos dizer que o indivíduo carece de uma atenção um pouco mais direcionada as suas necessidades individuais. além de fazerem com que os mesmos vejam velhos problemas de maneiras novas e os estimulem e inspirem a darem mais de si para alcançarem as metas estipuladas.Procrastinador: são indivíduos absolutamente nervosos e relutantes. eles se interessam com o ambiente externo e também com o que podem aprender com você. 3. E os líderes transformacionais inspiram seus seguidores a ultrapassarem seus interesses próprios para o bem da empresa e também prestam atenção nas necessidades individuais de seus seguidores. 5. Não possuem consideração para com os outros e tiram vantagem daqueles que agem conforme o solicitado. Mas. em tempo real. Praticamente vivem de algum passado glorioso e tentam de forma repetida revivê-lo. mas têm princípios firmes e imutáveis. Além de inquiridores e prestativos. a partir de acontecimentos presentes e passados. p. onde todas as áreas tenham conhecimento do que se passa. página 07 Não basta o líder possuir apenas a visão. antes deles. procrastinador. p. a liderança visionária é aquela que possui a capacidade de criar e articular uma visão realista do futuro para o ambiente organizacional. e para isso é necessário que tenha comunicação oral e escrita claras. A liderança transformacional possui uma ligação estreita com a carismática. os líderes guiam ou motivam seus seguidores na direção de metas estabelecidas. 2001. Os perfis são os seguintes: destruidor.Paralisador: esses tipos de líderes ficam parados no tempo. são de fácil convivência. Além disso. 4. a qual afirma que cada indivíduo possui diversas formas de atingir a satisfação profissional.

eles incluem as pessoas comunicando a elas essa visão e motivando-as a vencer obstáculos. porém não necessariamente todos são líderes. planejar estruturas organizacionais rígidas e observar os resultados dos planos. As denominações de estilos são variadas. Além de trazer ordem e segurança. Porém o chefe pode se transformar em um líder. diversas nomenclaturas. conforme podemos visualizar no quadro abaixo. conclusão Conclusão . Quais as diferenças existentes entre os chefes e líderes? O bom chefe traz ordem e segurança ao se projetar planos formais. então. Alguns indivíduos possuem os mesmos traços. Não acumule dúvidas. Líderes carismáticos ou autoritários. porém a essência é praticamente a mesma. Diferenças primárias entre gerentes e líderes Até mesmo nos dias atuais não seria possível identificar um conjunto de traços de personalidade comum a todos os líderes. Já o líder trata com a mudança.sucedidas. os líderes estabelecem direção desenvolvendo uma visão do futuro. página 08 Diferenças entre chefes e líderes Nem todo chefe é líder. Com a finalidade de agregar um pouco mais de conhecimento a respeito dos líderes. veremos algumas diferenças entre eles e os chefes. seus empreendimentos sempre são concluídos. dependendo do modo como agir. suas estratégias são bem planejadas e comunicadas e seus liderados demonstram orgulho de ter um líder realizador. Procure saná-las logo que apareçam. Chegamos à conclusão que não há estilos de liderança pré-estabelecidos. o estilo irá depender das características que o suposto líder apresentará. Silva (2002) realiza uma comparação entre chefes e líderes.

ao contrário. O importante é a postura de um líder. Depois de termos visto sobre organização. Finalizaremos este capítulo com um pensamento de Maquiavel (2001). Gestão . pode ser carismático. níveis hierárquicos etc. podemos dar início às organizações informais. Porém. No entanto se a situação for de combate. devemos estar sempre buscando resultados satisfatórios e positivos. agrupadas e coordenadas.exercícios de autoavaliação . talvez fosse a melhor solução. também. Porém. Organização É a ordenação e agrupamento de atividades e recursos. Esses quesitos constituem a organização formal de uma empresa. devido às próprias condições humanas e ambientais. Os estilos vistos nesta aula podem ser usados por uma mesma pessoa em situações diferentes. estrutura organizacional e organização formal. aula 03 . . que visa ao alcance dos objetivos e resultados estabelecidos. o qual diz que “seria muito vanglorioso um príncipe possuir apenas qualidades boas. E o autoritário. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. isso se torna algo difícil de executar”. vamos discorrer um pouco sobre estrutura organizacional. Para entendermos melhor o que é e como funciona uma organização informal.Módulo III Aula 2 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. Verificamos na aula que a liderança carismática é mais indicada quando existir um propósito ideológico. cargos. pode-se considerar notório o desenvolvimento da estrutura organizacional. relações funcionais.Organização Informal aula gravada em áudio ORGANIZAÇÃO INFORMAL Toda organização informal está inserida em uma estrutura organizacional. Essa postura deve ser empreendedora e criativa. em Avaliações. Estrutura Organizacional A estrutura organizacional estabelece como as tarefas de trabalho são formalmente divididas. cuja estrutura organizacional é composta de órgãos. não existe um estilo de liderança modelo ou desejado. Para isso daremos um breve conceito de organização. Por exemplo: um líder carismático pode ser autoritário em algumas situações. Para que a organização de uma empresa seja adequada.Podemos concluir que a existência da figura de um líder em uma organização é imprescindível para o bom andamento das tarefas. a liderança autoritária não soaria mal. A liderança utilizada dependerá do ambiente no qual a instituição estará inserida. a organização informal é formada por um conjunto de interações e de relacionamentos que são criados entre os funcionários de uma organização e prega a importância do relacionamento interpessoal dentro e fora das organizações. pois em um mercado competitivo como o nosso. Acesso pelo menu "Avaliação". Em contraposição à organização formal.

É importante observar que a organização informal possui alguns componentes que se entrelaçam. tais componentes estão listados para que possamos visualizar de maneira clara. Em seguida discorreremos sobre cada um deles. com isso nascem os sentimentos de amizade e interesse que são a base dos grupos informais. desenvolvida por Elton Mayo. para os indivíduos. Seja para organizar um grupo com a finalidade de jogar futebol nos fins de semana ou para reunir com objetivo de reivindicar pela posse de um espaço físico dentro da empresa e até o simples convívio de forma social são exemplos de grupos informais. É a partir dos grupos formais que surgem os informais. Caso não existissem os grupos informais.página 02 A organização informal Alguns estudiosos da Teoria das Relações Humanas verificam. precisa e didática. da presença de grupos informais em uma empresa. infelizmente. certamente algumas pessoas se sentiriam desmotivadas a ir trabalhar. devido à proximidade física. não aparecem no organograma. grupos que se identificam ou não. com a Experiência de Hawthorne. já vimos a importância. que o comportamento dos indivíduos no trabalho não poderia ser perfeitamente compreendido sem que as organizações informais fossem consideradas. No quadro abaixo. como amizades ou inimizades. Agora surge a pergunta: Qual a função dessa organização em uma empresa? A resposta é simples. à semelhança social e aos problemas que qualquer ser humano defronta. todo indivíduo necessita de um mínimo de interação com outros indivíduos nesse sistema informal de relacionamentos. Os grupos informais são criados pela iniciativa dos próprios funcionários e desenvolvem-se para realizar tarefas variadas com interesses comuns. O comportamento e os tipos de relações que os funcionários mantêm dentro de uma empresa. e é justamente essa variedade de comportamento que é denominada de organização informal. . página 03 Grupos informais As organizações são formadas apenas por grupos formais? Não.

uma forma de interação e relacionamento típicos de determinada organização. com a sua própria cultura e com um sistema de valores” (Chiavenato. Daremos início ao terceiro componente. Cultura Organizacional Pode-se dizer que as normas de conduta estão entre os elementos mais significativos da cultura organizacional. que são os grupos informais. Já vimos sobre o primeiro componente de uma organização informal. as regras burocráticas perdem sua credibilidade entre esses funcionários. uma norma de conduta foi estabelecida no departamento ou sala na qual trabalha e.531). podendo acarretar problemas. os colegas que mantêm essa conversa com você terão a mesma conduta. só que você começa a trabalhar sempre às 8h30min. por meios implícitos. O expediente tem início às 8h. 2000. p. Imaginemos a seguinte situação. À medida que as normas de conduta ganham força nos grupos organizacionais. Agora vamos dar início ao segundo. “Cultura organizacional significa um modo de vida. pois esses 30 minutos são dedicados àquela boa conversa informal com seus colegas de trabalho. Ao se comportar dessa maneira. expectativas e valores. página 05 . O quadro abaixo indica quais são esses papéis. um sistema de crenças. com características próprias. página 04 Normas de conduta As normas de conduta regularmente conflitam com o regulamento interno da organização. Cada organização é um sistema complexo e humano. Essas normas surgem de opiniões e entendimentos implícitos ou explícitos entre os funcionários da organização.Os grupos informais executam quatro tipos de papéis dentro das organizações.

valores e preconceitos que ocorrem no nosso dia-a-dia. a cultura organizacional abrange outros elementos que veremos em breve.Funcionário ocupado é sinônimo de pessoa produtiva. . São eles: página 06 Não iremos precisar de muitos artifícios para a compreensão desses componentes. Vejamos alguns exemplos de crenças. Como as normas de conduta já mencionadas.Além das normas de conduta. . Agora citaremos alguns indicadores que identificam e analisam a cultura das organizações. os outros componentes da cultura organizacional serão citados conforme dito.

.A empresa é uma grande família. os símbolos. onde os funcionários irão assinalar apenas uma alternativa. Esse elemento é formado por palavras. Por fim. Como os níveis de satisfação ou insatisfação são apreciados no seu trabalho? Através de questionários. o último componente a ser analisado da organização informal. Um exemplo de questionário objetivo pode ser observado na figura que segue. Clima organizacional Clima organizacional. Naturalmente. objetos. reuniões ou não se fala no assunto? É necessário que os sentimentos em relação à realidade objetiva da organização formal sejam mensurados. Elevador social para funcionários administrativos e o elevador de serviço para os funcionários da manutenção e limpeza. os laços existentes entre funcionários e o senso de identidade comum. com direito a desavenças e o chefe representa o pai.A distinção dos funcionários de uma organização através dos elevadores. decoração das instalações etc. página 07 Questionários devem ser aplicados dentro da empresa com perguntas objetivas.258). O objetivo desses componentes é reforçar os valores organizacionais.. daremos continuidade com cerimônias e rituais. Cerimônias e rituais estão relacionados a eventos sociais realizados para funcionários da própria organização. os símbolos são facilmente modificados em uma cultura organizacional. ademais de reconhecer publicamente o desempenho dos melhores funcionários. “Crenças. como as pessoas se relacionam” (Maximiano. possui um importante papel dentro de uma empresa. influenciando a maneira como os chefes tratam seus funcionários e. logotipos. de forma geral. Entendidos crenças. p. 2000. facilitando a mensuração da qualidade percebida por cada funcionário. ações ou eventos que significam algo para as pessoas e grupos da organização. O que pode ser para alguns uma excelente fonte motivacional. valores e preconceitos. . Exemplos de símbolos: uniformes. valores e preconceitos estão na base das normas de conduta.

Depois de termos estudado a organização informal você se considera apto (a) a listar algumas características desse tipo organizacional? É justamente isso que veremos agora. podem trazer malefícios. As relações desenvolvidas entre os funcionários de uma empresa não aparecem no organograma. bem como podem estar em harmonia ou não com a organização. o que resulta desarmonia com os objetivos da empresa. o que produzirá sentimentos individuais. Esses relacionamentos ao mesmo tempo em que podem ser úteis à empresa. os relacionamentos criados dentro de uma organização formal. O porquê disso? O prazer e a satisfação existentes na organização informal. por isso há a necessidade de aplicar questionários dentro da empresa com todos. e) Padrões de relações e atitudes: existem pessoas que desenvolvem espontaneamente padrões de relações e de atitudes e que são aceitos e assimilados pelos seus componentes. ele fará parte de outro grupo informal. página 08 Características da organização informal a) Relação de coesão ou de antagonismo: são as relações criadas entre pessoas de diferentes níveis. simplesmente. b) Status: os indivíduos se sentem mais prestigiados pela sua importância em uma organização informal do que propriamente pela sua posição na organização formal. Já a organização informal escapa a essas limitações. desde a localização física até os objetivos organizacionais. A intensidade e duração desses relacionamentos são extremamente variáveis. Quando um indivíduo é solicitado em uma reunião de trabalho. ele sabe que o desejado no momento é simplesmente seus serviços e conhecimentos. A responsável pelos padrões de desempenho é a motivação individual com relação aos objetivos da empresa. d) A possibilidade da oposição à organização formal: quando a organização informal é manipulada de forma inadequada pode ocorrer uma oposição à organização formal. Seria interessante fazermos uma comparação do andamento da organização formal e da informal. podendo ser relações pessoais de simpatia ou de antipatia. Cada funcionário terá uma realidade percebida. h) Padrões de desempenho nos grupos informais: nem sempre esses padrões correspondem aos estabelecidos pela administração. através dos resultados obtidos. g) A organização informal transcende a organização formal: a organização formal está presa a horários e normas. Porém é importante que participem pois. Podem ser maiores ou menores. a fim de verificar se a . pois exprimem os interesses do grupo. Contudo. os funcionários que assim desejarem não precisam se identificar. limpeza e integração com os colegas. conclusão Conclusão As organizações informais são. algumas mudanças podem ser trabalhadas de maneira direcionada ao foco. não esquecendo dos salários. conseqüentemente. c) Colaboração espontânea: em uma organização informal o nível de colaboração espontânea é infinitamente superior ao da organização formal. f) Mudanças de níveis e alterações dos grupos informais: os grupos informais tendem a se modificar com as alterações realizadas na organização formal.Todos os elementos que compõem a organização formal afetam os sentimentos dos funcionários. um funcionário sofreu um remanejamento e foi lotado em outro departamento. Porém. certamente esse funcionário se sentirá querido pelo grupo. Por exemplo. infelizmente. quando é chamado para comparecer a uma reunião informal em um bar. estando “presa” apenas às vontades que cada indivíduo tem.

Conclui que o prazo de 10 dias será pouco para finalizar o trabalho. em Avaliações. Você analisa o trabalho e nota que é necessário pesquisar em livros. Vejamos um exemplo simples de negociação no ambiente organizacional. comerciantes e também no local de trabalho.informal está coesa ou não com os objetivos organizacionais. a necessidade de existir uma organização informal dentro de uma empresa é imprescindível. conflitantes.Pede. Concluímos que a organização informal tem sua origem na necessidade que cada pessoa possui em conviver com os demais seres humanos. um prazo de 20 dias e explica ao seu chefe que não terá condições de lhe entregar um trabalho de boa qualidade tão rapidamente. Acabamos de ver uma negociação ganha-ganha. Para uma negociação ser bem-sucedida é necessário que um plano de ação seja estabelecido.Negociação Ganha x Ganha aula gravada em áudio NEGOCIAÇÃO GANHA-GANHA Uma negociação envolve. em sua maioria. este deve conter o objetivo final e a estratégia para alcançá-lo. Ou seja. Seu chefe lhe pede para realizar um trabalho em 10 dias. Gestão . Certamente. Ou seja. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. documentos históricos e também há a necessidade de elaborar gráficos. Acesso pelo menu "Avaliação". a preparação é relevante quando o assunto é negociar. quando você começou a trabalhar na empresa/instituição na qual está. onde o funcionário conseguiu aumentar um pouco o prazo inicial e o chefe recebeu um bom trabalho alguns dias após o desejado inicialmente. . então.Módulo III Aula 3 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. As negociações acontecem todos os dias entre familiares. um dos seus desejos era estabelecer relações satisfatórias informais com seus companheiros. lados opostos com interesses. geralmente. Negocia junto a ele o tempo ideal e depois de muita conversa chegam a um acordo que em 15 dias o trabalho estará pronto. Pois. quando uma relação agradável não é estabelecida. pode afetar o ambiente formal da empresa acarretando insatisfação pessoal. aula 04 .exercícios de autoavaliação . Esse módulo irá mostrar como tal processo se desenvolve e explanar algumas técnicas para que uma negociação seja conduzida com resultados satisfatórios a todos.

Em Marketing existe uma máxima que diz que “um cliente mantido é mais lucrativo que um cliente conquistado”. concorda? Se mesmo depois de todos os quesitos acima preenchidos ainda houver áreas nas quais ambas as partes discordam. uma menor sensibilidade a preços durante a negociação. o que resta a fazer é transformar em documento todo o combinado. a solução é aprofundar ainda mais os pontos em desacordo. esgotando quaisquer tipos de diferenças que ainda perdurem para que o resultado final satisfaça as partes envolvidas na negociação. é melhor conhecer quem será seu parceiro. Esses pontos foram citados para lembrar que antes de qualquer negociação é válido conhecer com quem se está negociando. Provavelmente o erro mais comum no âmbito dos negócios é concluir que. correto? Se considerarmos a negociação um processo que se completa em apenas uma negociação.planejar atividades que permitam desenvolver um relacionamento pessoal positivo com aquele que iremos negociar. Na vida. Porém. antes de discutir negócios para valer. pois em um jogo. uma vez conseguido um acordo satisfatório. inclusive você mesmo. também fazem perdedores. Até soa mal! Em uma negociação ganha . ninguém. principalmente pelo fato de existir essa relação de confiança. ou seja. A negociação ganha-ganha não pode ser considerada um jogo. . Como a manutenção pode ser feita? Podemos fazê-la por meio de visitas. pois a outra parte não terá motivo para ser desonesta ou evasiva em suas respostas. página 03 Você pode estar pensando que. o método ganha-ganha é composto por quatro passos. quer sentir-se um perdedor. Afinal. Porém para uma negociação ganha-ganha atingir o sucesso e perpetuar a relação de parceria durante longo prazo. as pessoas não têm mais o empenho original em cumprir o acordo e acabam depositando suas energias e interesses em outro lugar. 2. o acordo é mútuo. manter um contato constante com os indivíduos que participaram da negociação.relações ganha-ganha: fazer com que ambas as partes se sintam a vontade com a negociação.permitir que o relacionamento se desenvolva.cultivar um sentimento de confiança recíproco.planos ganha-ganha: considera importantes a própria meta e a de quem está negociando.ganha. para um acordo ser bem-sucedido uma relação precisa ser bem desenvolvida. plenamente. Por um razão ou por outra. 3. nenhuma das partes sai vencida no arranjo. que traz. Desenvolver uma relação ganha-ganha é fácil quando estamos dispostos a seguir estes passos: 1. Nos acordos ganha-ganha as metas de ambos os negociadores são conciliadas para chegar a um acordo mutuamente plausível e aceitável. À medida que um indivíduo é derrotado várias vezes. ou seja. Como vimos no acordo traçado pelo chefe e seu subordinado. O mesmo acontece nas negociações. É necessário fazer a manutenção do processo. ele não quererá mais jogar com você. Depois de consolidado um relacionamento amigável. obtendo assim um desempenho satisfatório. 2. a negociação está encerrada. São eles: 1. jantares e conversas informais. O problema reside na filosofia ganhador-perdedor. com o acordo estabelecido. talvez seja assim.página 02 O processo termina com resultados positivos ou negativos para ambos. ao mesmo tempo em que se fazem ganhadores. a manutenção deve ser feita. dentre outros benefícios. Em suma. um acordo já pode ser discutido de igual para igual.

veremos os tipos de negociação existentes em uma empresa. A seguir podemos analisar três tipos de negociação que estão presentes no cotidiano de qualquer indivíduo. Compreendido o que é negociação ganha-ganha. . a negociação não é um ato isolado que começa com um contato visual e termina com um aperto de mãos. Tipos de negociação em uma empresa Modalidades diferentes requerem formas diferentes de negociar.acordos ganha-ganha: ambos atingem suas metas. ao contrário do que alguns pensam. 4.manutenção ganha-ganha: encoraja as pessoas a honrar seus compromissos como também manter as relações.3. página 04 Esse processo em forma de círculo simboliza a continuidade. caracterizando a negociação ganha-ganha como algo que não tem fim.

quando não há um planejamento prévio. Ao todo. teremos então três finais.página 05 Independente da área que se for travar uma negociação esteja preparado (a) para um acordo e não se esqueça de formular sua estratégia de acordo com o tipo de negociação. Observe: . ela segue um único caminho. Quando uma negociação é planejada anteriormente. o resultado poderá ter dois desdobramentos.

Para que você não seja surpreendido (a).fazem ataques pessoais. Rebata com bom humor. jamais com raiva. Ter. pense nas negociações que tem feito e tire suas conclusões. Ao negociar. tente ver sob todas as óticas possíveis.Táticas de negociação Um negociador que não costuma utilizar o ganha-ganha é facilmente identificado durante o processo de negociação. Vamos analisar.induzem a encerrar as negociações antes que você esteja satisfeito (a) com as condições oferecidas. algumas questões que foram detectadas durante esse processo e tentar seguí-las. Não confunda o outro negociador com idéias ou posições irrelevantes. Concentre-se para não perder o ponto da negociação em que estava! 2.tentam lhe distrair. Assim. juntos. o foco acaba desviando dos aspectos finais. Resista! 4.tendem a introduzir de forma inesperada novos temas. Se você está disposto (a) a manter uma negociação saudável por um longo período. 3. . listaremos algumas manobras utilizadas por algumas pessoas durante relações de negócios: 1. pensamento convergente e divergente a fim de buscar alternativas de ganho comum. no momento da negociação. Volte ao assunto desejado! Acabamos de ver algumas táticas adotadas por alguns negociadores que não utilizam a negociação ganha-ganha.

O problema é que o caminho que vai percorrer pode ser bastante longo e também dispendioso. a negociação ganha-ganha existe para provar . No momento do fechamento de acordo. Lembre-se. Porém. Tenha formas de avaliar e controlar o que foi acordado. não fique retornando a pontos que já foram solucionados anteriormente. é necessário que seja feito um plano de ação. O que esse tipo mais gosta de fazer é negar o que foi dito no encontro anterior. ao contrário dos que muitos pensam. Vamos tirar aquela idéia da cabeça de que só é bom quando ganhamos. Espero que você não conheça esse tipo. imaginemos um negociador indeciso. Formular adequadamente seus objetivos máximos e os mínimos. Isso não seria ético e nem caracterizado como negociação ganha-ganha. Existe uma fase muito importante. vamos conhecer mais um pouquinho sobre eles. Quando o assunto é negociação a dica é: anote tudo. é preciso se perguntar qual papel está interpretando nesses diálogos que faz os outros se comportarem desse modo. Jamais indique ou coloque em pauta alguma fraqueza do outro negociador. Ao contrário. na negociação ganha-ganha o empate é o melhor resultado e principalmente se o relacionamento foi amigável e prazeroso. Caso conheça. você é responsável pelo que acontece. no qual um perde e o outro ganha. com o aperto de mãos. Assim sendo. O que podemos falar é para você se prevenir. é capaz de ficar confuso. ambos saem insatisfeitos. a negociação não termina como acordo finalizado ou. e quando há o empate. conclusão Conclusão Para que uma negociação seja satisfatória para as partes envolvidas. Tomadores de decisão indecisos: se já não é fácil conversar com alguém decidido. pois no caso de impasse você saberá quais objetivos foram atingidos e se compensará prosseguir a negociação. A fim de saber se o resultado também agradou a outra parte e dar seguimento a futuras negociações. Procure desenvolver um bom repertório de táticas de informação. Contudo. uma negociação não é um jogo. a sua vida será maravilhosa se todos os indivíduos com quem você lida forem calmos. tempo e poder. ou seja. Você conhece algum tipo assim? Negociadores eu-ganho-você-perde: são pessoas que querem sempre sair por cima. Repetir constantemente as mesmas táticas pode irritar o outro negociador. você até pode chegar ao seu destino. Que tal finalizarmos este módulo com alguns tipos de negociadores? Afinal. Mentirosos: esse tipo é complicado. Se não há mais dúvidas entre os negociadores e se as partes estão satisfeitas. Se o taxista quiser tirar vantagem. A negociação é como pegar um táxi em uma cidade desenvolvida. é preciso convencê-las que o resultado ganha-ganha é uma possibilidade mais agradável.página 06 Em grande parte das negociações existe uma série de temores. mesmo que você saia arrasado (a) e acreditam que você está a mercê do dinheiro delas. não há porque ficar desviando a celebração do acordo com assuntos já esgotados. Será que não tem informação relevante ou está desconfiando de algo? Se necessário faça um esboço do processo. acreditar nele. a manutenção. preparar aquilo que se deseja conseguir. honestos e moderados. Se você não estiver bem preparado. Negociadores problemas: se for algo comum na sua vida se deparar com pessoas problemáticas. como conhecemos. pois a negociação não termina com o acordo firmado. e o pior.

Inteligência Emocional aula gravada em áudio INTELIGÊNCIA EMOCIONAL Todos conhecemos pessoas cheias de bom senso ou criatividade que se saíram de maneira medíocre em testes acadêmicos ou levam anos tentando passar em um concurso público. de que o seu tom de voz está ficando cada vez mais alto com seu colega de trabalho por ele ter feito um serviço errado. página 02 Intrapessoal Primeiramente. vamos falar sobre como expandir a sua inteligência emocional. para que seus resultados sejam aperfeiçoados à medida que consegue ditar o comportamento e raciocínio. a intrapessoal. então. A primeira atitude a ser tomada é recorrer à “caixinha” de informações sobre si mesmo que. ações e intenções. Essas pessoas são um constante lembrete de que é necessário mais do que cultura acadêmica para se ter sucesso. comunicar e operar em .Módulo III Aula 4 Para efeito de sua própria autoavaliação. O que é. sensações. Voltemos à autoconsciência. e é justamente a mais significativa que vamos abordar agora. realize as atividades localizadas no menu lateral: "Avaliação". por entendermos que é uma área de grande relevância. Gestão . Como esses sentimentos irão lhe ajudar? Simples. noventa e seis por cento estão relacionados a outras formas de inteligência. com certeza. agir. ou seja. é trabalhar as emoções a seu favor. eles irão lhe ajudar a compreender como reagir. avaliações. Tendo consciência. inteligência emocional? Inteligência emocional é simplesmente o uso racional das emoções. Com esse estudo você estará apto (a) a apurar as técnicas da inteligência emocional não apenas no trabalho. esse não é o nosso foco.que o resultado positivo para os dois negociadores é a melhor saída. Algumas informações valiosas são sentimentos. Em outras palavras. ignoramos completamente as descobertas de que o QI está relacionado a apenas quatro por cento do sucesso no mundo real.exercícios de autoavaliação . aula 05 . Com isso. Porém. O intrapessoal e o interpessoal A inteligência emocional no trabalho divide-se em duas partes: o uso intrapessoal e o interpessoal. está ao seu alcance. Existem outros meios construtivos de indicar o erro de alguém. ou seja. O foco do nosso estudo será dado à inteligência emocional no trabalho. por exemplo. Para isso é fundamental a compreensão de duas etapas: a) como aplicar a autoconsciência A autoconsciência é a percepção que você deve possuir com relação às suas reações. A ajuda é um deles. mas também fora dele.

Preste atenção em todos os sons. Seus sentidos – visão. tendo ele ainda lhe dito que os resultados de seus colegas eram infinitamente superiores ao seu. Agora irá aprender como controlar suas emoções. etc. olfato. Daremos início a um passeio pela rua. fazendo com que você se torne ainda mais eficiente em seu ambiente de trabalho. Normalmente relutamos em relembrar certas emoções que nos perturbaram. o passeio não foi agradável porque o sapato estava apertado. Vejamos um exemplo claro. página 03 Para navegar com eficiência no seu mundo de trabalho. confortável ou áspero e incômodo? O sapato está apertado? O salto é muito alto que chega a incomodar? Sua consciência sensorial será aguçada com a prática desse exercício. um neném chorando do outro lado da rua.diversas situações. Porém. sua destreza interpessoal e suas habilidades como mentor emocional podem ser maximizadas. sim? Você tem o costume de não prosseguir uma suposta discussão com a finalidade de evitar desgastes futuros? Se a resposta foi sim. Observe as sensações do seu corpo: o tecido da sua blusa é macio. Depois conversaremos sobre isso. numa rua movimentada. Onde isso irá parar? Vamos parar por aqui e refletir nas inúmeras discussões e brigas que já tivemos ao longo desses anos. exercitar sua consciência sensorial. A autoconsciência está no cerne de cada uma das aptidões citadas anteriormente. Observamos. pois. página 04 Por exemplo. pois está dominado(a) pelas emoções. Para controlar a raiva. pelo qual todos já passamos. Assim. audição. Este possui um valor muito grande: reviva mentalmente uma situação aflitiva. Provavelmente só lhe trarão malefícios. sobre outras pessoas e diferentes situações. com comércios e prédios nas proximidades. a maioria dos casos. só que regado por agressões verbais. Por exemplo. agora. você necessita de um giroscópio. que ao desenvolver sua capacidade de comunicação. Vejamos outro exercício. Vamos. se respondeu não. O ‘bate-boca’ continua. a blusa estava “pinicando” e o barulho era insuportável. no fim do passeio você fará uma avaliação correta do ocorrido. Um bom exemplo para esse fato é o controle da raiva. Ao invés de concluir erroneamente que seu colega de trabalho é uma péssima companhia. e é através delas que você recebe informações sobre si mesmo (a). saber o rumo certo e como permanecer nele. e você ainda não tem essa consciência. você aprende a “sair do seu corpo” e observar-se em ação. estamos no caminho certo. ao prestar atenção em seus sentidos. Foram poucas as que agregaram algo construtivo na sua vida. mesmo sem motivo? Vamos trabalhar isso mais adiante. Pense na sua autoconsciência como sendo um giroscópio que lhe manterá centrado (a) e o (a) alertará sempre que você se desviar do curso. você será capaz de examinar. vamos pensar no que essas brigas podem nos ser úteis. uma crítica severa e bem fundada de seu chefe com relação à sua baixa produtividade no trabalho. esclarecer e alterar suas avaliações. Você está discutindo com uma pessoa. é através delas que aprendemos mais. mas. Sinta o aroma perfumado do sabão que sai da lavanderia ou o cheiro da comida que vem de um restaurante. b) como controlar suas emoções . um avião distante. Respire fundo e tente identificar o maior número possível de odores (alguns quase imperceptíveis na correria do dia-a-dia). você tem de ter consciência daquilo que a provoca e de como o afeta. você e um colega de trabalho. porém essa discussão está pegando um caminho que lhe leva à raiva. devido ao fato de a inteligência emocional somente se iniciar quando a informação pode ser percebida. o que facilitará a distinção entre as informações sensoriais e avaliações. tato e paladar – são as fontes de todas as suas avaliações sobre o mundo. Vamos fazer uma análise breve: você tem tendência a exagerar as conseqüências negativas? Sente vergonha com facilidade. Até agora vimos que a autoconsciência requer prática.

desarmado. O que acontecerá em ambos os casos? “Seu ritmo cardíaco acelera para que mais sangue flua para o cérebro. A explicação para a ocorrência das alterações é que os seres humanos são programados para lutar ou fugir para conseguir lidar com situações de tensão. e sim reconhecer como ocorreu uma alteração no seu nível de excitação. quando é surpreendido com críticas a respeito de sua capacidade de realizar um projeto desse nível. Se você compreender isso. Seguem alguns: “estou perfeitamente preparado (a)”. recebendo mais nutrientes. São eles: Os pensamentos devem ser preferencialmente instrutivos. e se depara com um leão. Imaginemos que seu chefe lhe fez uma crítica ainda mais severa que a descrita anteriormente. p. Eis a maneira emocionalmente inteligente de lidar com essa situação. Os pensamentos que vêm de imediato talvez não sejam os mais indicados: “Vou matar esse homem”. 1997. músculos e outras partes do seu corpo. “não vou interrompê-lo”. Na verdade. foram seus pensamentos sobre seu chefe. “vou escutar cuidadosamente o que ele tem a dizer”. é uma parte do seu cérebro chamada hipotálamo que recebeu a informação de “perigo” e comandou a liberação de adrenalina para que os movimentos do corpo tenham o dínamo necessário para fugir ou enfrentar o perigo. seu coração tomado pela indignação que fizeram com que você sentisse raiva.Ter o controle das emoções é bastante diferente de sufocá-las. encontra um membro de uma tribo inimiga à sua. Primeiro você precisa ter a consciência de que está sentindo raiva. Significa compreendê-las e usar essa compreensão para modificar as situações em benefício próprio. depois atentar para os seus pensamentos. Nesse momento. “vou tentar aprender com meu chefe como posso melhorar”. Se você conseguir pensar assim. Porém. ele também está desarmado. Esses pensamentos tranqüilizam e sugerem o curso a ser seguido. Isso era associado à sobrevivência: você está a procura de alimento na selva. O importante não é conhecer cada uma das emoções que resultam em alterações fisiológicas. você ouviu: “É tão incapaz que nem sei como conseguiu esse emprego”. afinal. O ritmo da sua respiração aumenta para que mais oxigênio seja levado para todas as partes do corpo. o que você faz? Espero que fuja! Em seguida. órgãos. Pronto. esteja fugindo ou lutando. página 06 Como podemos observar. porque suas células precisam de oxigênio para funcionar” (Weissinger. a reação lutar-fugir é extremamente útil para as situações de vida ou morte em que você precisa dessa infusão de sangue e oxigênio. dentre outros pensamentos um pouco piores. olhe para suas atitudes e repare como está o seu semblante. eles possam reagir melhor. que tal um copo d’água em um lugar longe da sala do seu chefe? página 05 Os componentes do sistema emocional são aqueles que dirigem suas reações emocionais e não os atos de outrem. tudo ficará mais fácil e perceberá que o poder de controlar a sua raiva pertence exclusivamente a você. Entre algumas frases. caso esteja notória a sua raiva. acredita-se que não seja esse tipo de situação que você enfrenta no . A situação é a seguinte: ele lhe chama em sua sala e mostra um projeto um pouco complexo e insinua que você o faça o mais rápido possível. Mas um pouco depois. de modo que. Como o exemplo citado acima. Você não teve tempo de esboçar nenhuma reação. porém lhe chama para combate. já será meio caminho andado. seu sangue ferve e a vontade que tem é de dar uma resposta à altura e certamente esse ato resultaria em uma severa repreensão. você consegue desenvolver um diálogo interno construtivo: “Não vou deixar que ele perceba que estou com raiva. Creio que esse ponto você entenda um pouco. ele deve estar cheio de problemas em sua vida pessoal”. 57).

Caso não disponha de um lugar com essas características no seu trabalho. Ou seja. aprender a reconhecer as nossas atitudes. O que você faz quando recebe uma ótima notícia? E quando está desanimado (a)? Quando você está nervoso (a). não? Nesse caso. A passividade tende a ser considerada como o componente mais importante desse exercício. o uso intrapessoal de sua inteligência emocional foi minuciosamente analisado. Tente ignorar as distrações. Só que você não sabe de um detalhe. descontroladas. em uma bela cachoeira. suas alterações fisiológicas e seu comportamento. e comente. desenvolva um diálogo interno construtivo você é seu (sua) melhor amigo (a) . Eles compartilharão dessa alegria com você até que possa celebrar a notícia com todos os seus colegas de trabalho. página 07 Normalmente. se for boa. Alguns comportamentos tendem a ser associado a emoções específicas. pense nele. um de seus colegas aspirava com grande expectativa por essa gratificação. ou então conte a seus familiares. cabeça. podemos observar que as alterações fisiológicas perturbam a emoção quando você permite que fiquem descontroladas. Vamos. os que estão à sua volta percebem? Com isso. então.seu ambiente de trabalho. Você não se contém de tanta alegria e foi dar a notícia a seus colegas de sala. Apesar de o foco estar nas reações negativas. faça em casa. sejam boas ou ruins. vamos lá! Ao receber uma notícia boa ou ruim em seu trabalho. E vimos também a importância de mantê-los sob controle caso queira controlar suas emoções de maneira eficaz. pessoas fracas. as pessoas que demonstram muito suas emoções levam a fama de desequilibradas. Pratique esse exercício mental todos os dias por 20 minutos e você verá os resultados. pois sua vida é cercada de pessoas e negociações. Encontre uma posição e roupas confortáveis. pense naquilo que achar mais agradável. pernas. Sinta suas costas. tranqüilo e com luminosidade adequada. contenha sua euforia e aguarde que seu chefe passe a notícia. Alguma dor? Bem. que tal pensar em uma praia deserta. E no final de duas semanas. você conseguirá contornar qualquer mudança na sua excitação. e sim em uma pessoa centrada e equilibrada que não se deixa ser dominada pelas emoções. O objetivo não é lhe transformar em um robô. perguntamos isso porque as dores atrapalham na concentração. Adote uma atitude passiva. você irá observar suas reações ao receber notícias inesperadas. É fácil. o contentamento. tais como a alegria. Uma vez que conseguiu atingir esse condicionamento. a euforia e a confiança. e a meta é reduzir toda a tensão muscular. provavelmente. se for ruim nada de exageros! Seus colegas. O uso interpessoal Esse tipo de inteligência é tão importante quanto a intrapessoal. não têm relação com seus problemas pessoais da mesma forma que você tem. um ser sem reação. ou até uma música tranqüila? Bem. como usar sua inteligência emocional nas relações com as outras pessoas. Isso vai ajudá-lo (a) a mudar a direção da sua mente. a solução é fácil. Vamos a um exemplo hipotético: seu chefe lhe chamou a sua sala para lhe dar a notícia de que foi promovido e terá uma gratificação salarial. campo verde. dentre outras inúmeras denominações. as reações positivas também necessitam de controle. de forma também sutil. Caso não tenha. Até agora você aprendeu sobre os três componentes do seu sistema emocional – seus pensamentos. E . terá uma boa noção de suas reações e como usá-las em seu benefício. página 08 Veremos.e agradeça de forma sutil. não é? A partir de hoje. Tente relaxar! Vamos dar algumas dicas de como desenvolver uma reação condicionada de relaxamento: Escolha um local apropriado. no máximo atos de excitação. Nada agradável. agora. E você não deseja fazer parte dessa lista. Você já tem algum tipo de exercício mental que o tranqüilize? Se sim. Se for esse o problema. respire profundamente.

algumas técnicas já foram estabelecidas por alguns estudiosos. sem a destreza interpessoal no setor de atendimento ao cliente. em direção a outras pessoas. são elas: O elemento fundamental na condução correta e eficaz dessas técnicas citadas é a sensibilidade. Vale lembrar como a sensibilidade é um fato relevante para a sua inteligência emocional. Existem alguns passos a serem seguidos: . O requisito para essa análise ser feita é a sua consciência dos sentimentos. A boa notícia é que você não precisa ser nenhum especialista na área para analisar um relacionamento. comece a prestar mais atenção nas atitudes dele. inclusive você. vulgarmente chamado de puxa-saco. nas relações interpessoais. Vamos agora aplicar. estados de espírito e necessidades da outra pessoa. Ao menos que ele aprenda algo com este capítulo e consiga mudar seu comportamento. Agora. Para que isso aconteça. O bom relacionamento é fundamental no ambiente profissional. identificar suas intenções e atitudes será a mesma utilizada para orientar sua consciência para o exterior. aquilo que aprendemos sobre suas reações e comportamentos. A maneira correta de se comunicar Todos sabemos que a base de qualquer relacionamento é a comunicação. Uma pessoa diplomática é diferente de um bajulador. Imaginemos um funcionário extremamente inteligente e esforçado. Aquela sensibilidade que você usou para sentir o cheiro das coisas. ouvir barulhos não percebidos no dia-a-dia. Você acha que ele irá permanecer nesse setor por muito tempo? Creio que não. página 09 Desenvolvendo a destreza interpessoal Você já ouviu alguém ser rotulado de diplomático? Se esse alguém é você. bem como sua avaliação de diferentes situações. Já vimos sobre isso na aula referente à motivação. se o diplomático é alguém que trabalha com você. a inteligência emocional deve estar presente.para que esses relacionamentos e interações sejam bem-sucedidos e beneficiem todos os envolvidos. Quantas vezes ouvimos alguém dizer que tudo se resolve com uma boa conversa? Tudo mesmo. o caminho é esse. pois reflete na maior parte do que foi produzido durante o dia. porém a comunicação deve ser eficaz e produtiva.

Quantas vezes você já esperou mais do que seria razoável de um relacionamento? Todos temos esse tipo de comportamento. Porém. além disso. a sua linguagem subliminar. Que tal. cada um de nós conhece o bom senso e nessas horas é importantíssimo usá-lo. Então. você deseja que seu chefe lhe explique de maneira clara o trabalho a ser feito. que sua secretária consiga ler sua mente e captar. de forma inconsciente. Sendo assim. ou seja. Por exemplo. Para evitarmos que isso se torne comum em nossas vidas. O que você faz? Decerto você seria . quem sabe. analisarmos determinados diálogos? Um meio eficaz de entender um relacionamento é analisar os diálogos como se você fosse um observador imparcial. página 10 Alguma pessoa no seu ambiente profissional já lhe perguntou se você estava de mau humor? Se a resposta foi positiva. Agora. observar experiências ocorridas anteriormente. O motivo do seu mau humor é extrínseco ao trabalho? Sim? Bem. Vamos imaginar que você começou a fazer um trabalho bastante complexo e está um pouco irritado diante dele. é sabido que as desculpas pessoais para faltar ao trabalho não são bem vistas nos relacionamentos profissionais.Que tal falarmos um pouquinho sobre cada um deles? Primeiro. Ao analisarmos essa situação. muitas vezes. é provável que suas idéias sejam questionadas. pois. analisar as reações que elas transmitem. frustrado (a). tente conversar com alguém e busque uma solução plausível. como levar em conta as expectativas do relacionamento. infelizmente as pessoas não se preocupam com isso. Se você é percebido como competente e inteligente. podemos concluir que a única forma de ter certeza das percepções e expectativas que as pessoas têm de você é. o seu colega de sala já realizou uma tarefa semelhante e então resolve pedir-lhe ajuda. Porém. devemos examinar nossas expectativas com base na realidade e. elas também têm suas percepções a seu respeito. pois raramente conseguimos os objetivos na íntegra em um relacionamento. se o motivo estiver relacionado ao trabalho. além de percebermos as suas reações. vamos aprender a determinar o resultado esperado de cada relacionamento. porém. Aquilo que é programado tem um resultado mais satisfatório do que o não programado. você tende a ficar decepcionado (a) e. Que tal agora tentar conhecer a percepção que uma pessoa tem de você? Da mesma forma que você tem opiniões e conceitos formados sobre as outras pessoas. é necessário entender sobre os limites do relacionamento. fazendo isso. e com isso talvez obtenhamos mais informação a respeito do que desejamos saber. programe suas atividades para que elas não interfiram no seu trabalho. simplesmente. Às vezes. e. as pessoas de seu convívio profissional e social irão aceitar e reagir favoravelmente ao que falar. Vejamos agora. você estará em posição muito melhor para averiguar se está ou não no rumo certo. os limites de um relacionamento raramente são mencionados e com isso você só ficará sabendo quando transgredi-los. caso contrário. pois você terá que se abstrair de suas opiniões. Vamos a um exemplo. Quando suas expectativas ultrapassam aquilo que você quer que uma pessoa faça. Algumas vezes é útil conversar com as pessoas. a programação prévia é válida nesses casos. É uma tarefa que exige sabedoria. se é percebido de maneira oposta. descobrir como mudar de curso ou corrigi-lo.

exercícios de autoavaliação . vocabulário e outras capacidades. realize as atividades localizadas no menu lateral: "Avaliação".quociente emocional.simpático (a) com ele e teria bastante cautela ao pedir-lhe algo. embora preveja pouco sobre o sucesso na vida posterior. Acredito que tudo se tornará mais fácil e seus momentos de euforia em situações não propícias diminuirão consideravelmente. Lembre-se disso! conclusão Conclusão Vimos nesta unidade a importância de se autoconhecer e conhecer os outros também. O quociente de inteligência (QI). você terá que esquecer o que escutou falar sobre o conceito de inteligência como uma propriedade única da mente humana. fica fácil você também desenvolver a sua inteligência interpessoal e reagir com as pessoas da maneira que mais lhe agradar. ele não tem obrigação nenhuma de parar o que está fazendo para lhe dar atenção. Gestão . em Avaliações. as duas se completam e formam o que.Módulo III Aula 5 Para efeito de sua própria autoavaliação. Inteligência é a capacidade de resolver problemas ou de criar produtos que sejam valorizados dentro de um ou mais cenários culturais. ou então sobre aquele instrumento conhecido como teste de inteligência que pretende medir a inteligência de modo definitivo. Já esqueceu? Então podemos iniciar. Não temos como afirmar qual das duas inteligências é a mais importante para o desenvolvimento do homem. ou seja. A dica foi dada. Você irá pensar dez vezes antes de entrar naquelas discussões que não levam ninguém a lugar nenhum. professor de Harvard considerado a autoridade máxima nesse tema. você consegue estabelecer um vínculo nos relacionamentos e vale lembrar que é mediante comunicação que esse vínculo se estabelece.Inteligências Múltiplas aula gravada em áudio INTELIGÊNCIAS MÚLTIPLAS Antes de iniciarmos este capítulo. a sua inteligência intrapessoal. pode parecer exercer um considerável efeito sobre o futuro das pessoas. vale a pena desenvolver essas inteligências. Assim. A partir do momento que você tem o controle de suas emoções e se conhece muito bem a ponto de saber qual tipo de reação teria em uma determinada situação. pois. aula 06 . pois infelizmente. O resultado de um teste de inteligência pode até prever a habilidade do indivíduo com relação às matérias escolares que terá maior facilidade. . Daniel Goleman. medido por perguntas relacionadas a habilidades aritméticas. Em suma. chama de QE .

jamais terminaríamos esse estudo. transmitir informações ou simplesmente agradar. nem que seja um pouco. por meio das quais o indivíduo aprecia as sutis nuances de definição entre derramar tinta “intencionalmente”. parabéns. “A competência lingüística é. O que teremos aqui é um nível de análise (podemos dizer. Mas se você é um (a) poeta (isa). Você deve estar se questionando. convencer. a inteligência – a competência intelectual – que parece mais ampla e mais democraticamente compartilhada na espécie humana” (Gardner. Quantos de nós conhecemos adolescentes que não suportaram ter de estudar por mais de duas horas consecutivas e hoje são pessoas admiráveis no que fazem? A inteligência humana não é medida em sua totalidade por testes. Calma! Não estamos querendo que você seja um (a) poeta (isa) – nem mesmo um (a) amador (a) – e ainda assim podemos afirmar que você possui essas sensibilidades em graus significativos. p. nem pela Ciência. que seja irrefutável e universalmente aceita sobre inteligências humanas. Não existe uma única mensuração. quanto você mudou? Todos mudamos.Vamos voltar ao passado. estimular. que não somos poetas praticantes. palavras cruzadas. 61). e com certeza você irá se identificar muito com algumas delas. Uma sensibilidade às diferentes funções da linguagem – seu potencial para entusiasmar. página 02 Inteligência Lingüística Você tem sensibilidade quando o assunto é palavras? Mas o que é essa sensibilidade? É com relação ao significado das palavras. “deliberadamente” e “propositadamente”. neurofisiológica). Podemos destacar quatro aspectos do conhecimento lingüístico de notável importância para nós. em uma escala de 0 a 10. de fato. . há necessidade de uma melhor classificação de todas as competências intelectuais da que possuímos agora. qual a finalidade dessa unidade? Bem. forca. dentre outros. Existem inúmeros exercícios para que você possa treinar a sua inteligência lingüística: telefone sem fio. a sua inteligência lingüística é um tanto apurada. pois se falássemos a respeito de alguma teoria decisiva sobre o alcance da inteligência humana. Como você se comportava em sala de aula? Era uma criança inquieta? Foi um adolescente rebelde que não gostava de estudar? Pois bem.

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Com relação ao aspecto retórico, quantas vezes você teve de usar seus argumentos para conseguir algo no trabalho ou na sua vida social? Você está com muito trabalho pendente e sem tempo de fazer uma pesquisa para seu chefe. Seu colega também está trabalhando e você precisa que ele faça isso para você. Pronto, é a hora de usar seu potencial retórico, afinal, precisa convencê-lo a fazer a pesquisa. Você é do tipo que sabe decorado todos os telefones da sua agenda, músicas antigas e detalhes minuciosos? Se a resposta for sim, sinal de elevado potencial mnemônico. É necessário conhecer qual a sua melhor forma de assimilar conhecimentos. Leitura, audição ou os dois? Pois, assim, você ganhará tempo e aprendizado. Existem os autodidatas, são os que não precisam de professor para aprender algo, contudo há indivíduos que não têm concentração e necessitam de professores que lhes expliquem aquilo que está nos livros. Bem, a primeira vista, os estudiosos (como historiadores ou críticos literários) aparentam maior dependência da linguagem. Essa dependência se dá não apenas como uma fonte do que eles estudam, mas também como um meio para transmitir suas conclusões. Você pode até não ter a retórica de Winston Churchill, celebrizada na entrada da Inglaterra na Segunda Grande Guerra, que inflamou multidões, e ainda, não ter a habilidade para escrever um livro como “Sangue, Suor e Lágrimas”; também pode não ter a arte da oratória de Adolph Hitler, que conduziu a Alemanha ao nazismo (mesmo tendo nascido na Áustria) e talvez você nunca venha a escrever um livro como “Minha Luta”, estando numa prisão; mas uma coisa é certa: você pode melhorar a habilidade de falar e escrever. Existem técnicas de oratória que permitem o pronunciamento de um discurso digno dos melhores oradores. E para se escrever com habilidade, bastam dois pequenos segredos: o primeiro é ler muito. O segundo é reler. Embora a linguagem possa ser transmitida através de gestos e da escrita, permanece no centro a forma oral e a auditiva. Vamos seguir com a inteligência musical.

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Inteligência musical Quando se fala em talento, o que surge mais cedo é o talento musical. O célebre compositor Mozart começou a compor quando não tinha mais de quatro ou cinco anos de idade. Mozart não era propenso a tornar-se um revolucionário musical ou político; ele vivia simplesmente para fazer música. Diz-se que Napoleão teria comentado que a Revolução Francesa começara nas páginas de Le Mariage de Figaro (As Bodas de Fígaro), uma das mais belas obras de Mozart. No século XVIII, ao tentar fugir de uma tempestade, um homem viu-se forçado a pedir abrigo em um galpão de ferreiros, num pequeno vilarejo perto de Edwiges. No galpão, vários trabalhadores malhavam o ferro sobre a bigorna, produzindo um barulho ensurdecedor. Porém aquilo que parecia motivo de irritação para tantas pessoas do vilarejo, para Georg Friedrich Haendel ou simplesmente Handel, tornou-se motivo de sua inspiração para a famosa ópera “O Ferreiro Harmonioso”. O mesmo Handel celebrizou-se com “O Oratório Messias” que foi encomendado ao compositor por um lorde irlandês, representante de uma casa de teatro, para fazer um concerto beneficente. Segundo Cantos, “Handel concluiu a obra em apenas 24 dias – tempo recorde – a partir de um libreto (texto) enviado por seu amigo, o inglês Charles Jennens”. E o que dizer de Ludwig Van Beethoven, que, mesmo depois de ficar completamente surdo, continuou a compor suas maravilhosas obras com a mesma destreza que tinha antes desse incidente? E para não ficarmos somente com exemplos importados, lembremo-nos do nosso brasileiríssimo compositor Sivuca. No programa do Jô, buscou um pedaço de fio dental, e com uma tampinha de caneta produziu o Hino Nacional Brasileiro, arrancando aplausos da platéia.

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Esses são alguns exemplos de pessoas que possuem inteligência musical admirável. Alguns especialistas colocaram os aspectos afetivos da música perto do seu centro. Arnold Schoenberg definiu de maneira única e bela o que é a música: “música é a sucessão e combinação de sons organizados de modo a exercer uma impressão agradável ao ouvido, e sua impressão à inteligência é ser compreensível”.

Essas impressões têm o poder de influenciar partes ocultas da nossa alma e das esferas sentimentais, e esta influência nos faz viver em um paraíso de desejos preenchidos ou em um inferno sonhado. Um fato que vale citar é a tentativa, ao longo dos séculos, de equiparar a música com a matemática, a fim de ressaltar a racionalidade (ou então, negar os poderes emocionais) da música. Porém, dificilmente alguém que conhece a música de forma íntima consegue abster-se de mencionar suas implicações emocionais. Mesmo àqueles que não têm uma profunda relação com a música, com certeza já se emocionou com algumas canções.

Enfim, se você desejar adquirir competência ou inteligência musical, deverá dominar a análise e a representação musical formal.

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Inteligência Lógico-Matemática O que caracteriza as pessoas que possuem a inteligência lógico-matemática ou talentos matemáticos? Podemos afirmar que raramente os poderes dos matemáticos ultrapassam a fronteira da disciplina, ou seja, os matemáticos raramente são talentosos em Direito ou Sociologia. O que caracteriza o indivíduo é um amor por tratar com a abstração.

O matemático deve ser absolutamente rigoroso e perenemente cético onde nenhum fato pode ser aceito a não ser que tenha sido provado por etapas derivadas de princípios universalmente aceitos. Em outras palavras, duvidam de quase tudo. Você é assim? É motivado pela crença de que você poderá criar resultados inteiramente novos, que mudarão para sempre a maneira como os demais pensam sobre a ordem matemática? Se respondeu sim, você possui inteligência lógico-matemática. Também foi assim com Newton, Einstein, Pitágoras, Bhaskara, Copérnico, Pascal e tantos outros matemáticos de renome. Galileu declarou que o livro do universo estava escrito em Matemática e que o seu alfabeto consistia em triângulos, círculos e formas geométricas. Hardy declarou que a experiência mais maravilhosa que um ser humano pode ter é descobrir uma verdade matemática, porque ela permanecerá para sempre. Howard Garner, considerado o maior especialista em Inteligências Múltiplas, concorda com seu colega de Harvard, Daniel Goleman, que, como vimos, é o maior exponencial do assunto relacionado a Inteligência Emocional: ambos afirmam que os atuais testes de QI privilegiam, com certos exageros, a lógica matemática. Isso faz com que, pessoas que não apresentam esse tipo de inteligência com grande evidência, pareçam “menos inteligentes” que outras. E isso não deve ser um axioma.

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Inteligência Espacial Vamos iniciar a inteligência espacial com uma pergunta. Você consegue chegar à Avenida Paulista sendo guiado por um mapa? É justamente um dos pontos relevantes desse tipo de inteligência, ou seja, baseia-se “na capacidade de perceber e administrar a idéia de espaço, elaborar e utilizar mapas, plantas e outras formas de representação. De identificar e de se localizar no mundo usual com precisão, de efetuar transformação sobre as percepções, imaginar movimento ou deslocamento interno entre as partes de uma configuração e ser capaz de recriar aspectos da experiência visual, mesmo sem estímulos físicos relevantes” (Antunes, 2000, p. 36).

reconhecimento de locais. Inteligência Corporal Cinestésica.”. fizeram sucesso por meio da arquitetura e do paisagismo. atividades também inerentes a pessoas dotadas de inteligência espacial. objetos. análise de mapas. Temos exemplos marcantes desse tipo de inteligência: Darwin associou sua teoria à da vida. mais fácil será selecioná-las. Quaisquer que sejam os usos do corpo. Podemos treinar esse tipo de inteligência com o estímulo “sonhar acordado” e fazer das conversas uma construção do tipo brainstorming. Agora é a sua vez. toda crítica deve ser banida na primeira fase da tempestade cerebral.. além de auxiliar a nossa sensibilidade para perceber metáforas. será bem-vinda. . nenhum atingiu ápices maiores ou foi mais desenvolvido pelas culturas do que a dança. diagramas. além de ser divertido falar tudo aquilo que vem à cabeça. Se tivéssemos que optar por uma única área para ilustrar a centralidade da inteligência espacial. “como usar a palavra chuva para promover a venda de filtro-solar?” E por fim. Lúcio Costa e Burle Max.. Algumas figuras notórias como: Oscar Niemayer. cenas. Que tal alguns exemplos para você ir treinando? Algumas frases boas para a prática dessa atividade são: “quais as utilidades para uma rosca?”. A capacidade de antecipar jogadas e suas conseqüências parecem intimamente ligadas à forte imaginação. o que mostra é interessante. Por que falamos isso? Vamos refletir a respeito do estilo de dança dentro do nosso país. toda idéia. “a alegria é como uma piscina. gráficos. formas geométricas. E também pessoas como Guimarães Rosa e Chico Buarque de Holanda constroem imagens físicas ou poéticas muito lúcidas com palavras. Dalton associou a imagem do átomo à do sistema solar. 3. mas o que esconde é essencial”. quanto maior o número de idéias. é bastante valioso combinar novas idéias com algumas já expostas. O brainstorming tem quatro princípios: página 08 1. “a estatística é como biquíni. pois esses conseguem quebrar os seus próprios paradigmas e deixam fluir sua criatividade em busca de algo inusitado e inovador. 4. 2. A inteligência espacial é comumente citada por Gardner como sendo a inteligência dos inventores.Em que a inteligência espacial pode nos ajudar no dia-a-dia? Pode nos ajudar quando o assunto for orientação. por mais louca que seja. a qual representa um meio alentador de desenvolvimento da inteligência espacial. um exercício de comparação. o jogo de xadrez seria um forte candidato.

Você deve ter notado que pessoas como Michael Jordan. não tem dificuldade de morar sozinho. não era bom apenas com os pés. e acabam perdoando mais o erro dos outros. grande astro do basquete norte-americano. Em geral. Você já experimentou construir um navio feito de palitos de fósforos dentro de uma garrafa? Ou já experimentou construir uma gaiola de passarinhos? São atividades que requerem muita destreza e manifestação dessa inteligência. Certa vez substituiu um goleiro expulso de campo numa das partidas da seleção brasileira. conseguem galgar posições hierárquicas de destaque dentro das grandes organizações. pessoas dotadas de habilidade nos relacionamentos interpessoais. e. também se expressava muito bem jogando baseball. em uma visão externa. Pessoas dotadas de inteligência corporal cinestésica podem manifestar seus talentos também com atividades manuais. Índia. diante da Inglaterra. considerado o atleta do século. A habilidade de lidar com pessoas e de ser reconhecida como líder. porque identifica em si alguma característica cognitiva para estabelecer uma analogia com o erro percebido. e não fez feio. A inteligência espacial é focada na capacidade do indivíduo de transformar objetos dentro do seu meio e de orientar-se em meio a vários objetos no espaço. Segundo Goleman. focalizada internamente. Falamos sobre as duas inteligências no capítulo anterior – Inteligência Emocional. as inteligências pessoais são divididas em dois aspectos: a inteligência intrapessoal e a interpessoal. página 10 Mahatma Ghandi celebrizou-se pelo pacifismo com que conduziu a independência de seu país.O jeito que os cariocas dançam é semelhante ao modo de dançar dos gaúchos? As bailarinas e os dançarinos de jazz? O que isso reflete? A dança está relacionada a seqüências culturalmente padronizadas de movimentos corporais não verbais que são propositais. Porém há uma certa pressão para que desenvolva o seu entendimento da esfera pessoal visando uma melhora no seu próprio bem-estar ou seu relacionamento com aqueles que o cercam. Não menos importante. Pelé. Psicanálise. É fundamental notarmos que você pode ter uma vida social sem maiores problemas se não tiver as inteligências citadas anteriormente de forma aguçada. enigmas e tudo que possa desafiar a sua própria descoberta. . Pode ser boa conselheira: pastoreamentos. a viagem para dentro de si mesmo – o auto-conhecimento – é característica de pessoas com inteligência intrapessoal. página 09 A inteligência lógico-matemática cresce a partir da padronização de objetos em conjuntos numéricos. A própria inteligência corporal. A dança pode refletir e validar a organização social. acarreta ações físicas sobre os objetos no mundo e completa o trio das inteligências ligadas a objetos. Para Gardner. Inteligências Pessoais As inteligências pessoais representam uma simbiose entre a carga hereditária milenar desenhada no mapa genético de cada um e as interações do indivíduo com o ambiente social e consigo mesmo. A pessoa dotada dessa inteligência gosta de Psicologia. é limitada ao exercício do nosso próprio corpo. faz do indivíduo dotado de inteligência interpessoal um vencedor. esse tipo de pessoa convive muito bem consigo próprio.

Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. Diz que não se pode simplesmente “engessar” os tipos de inteligência. mais o homem tem a ganhar com isso. quanto àquele que fizer coletivamente (tabulação coletiva). em Avaliações. Howard Gardner vem pesquisando sobre outros tipos de inteligência. conclusão Conclusão Vimos nesta aula algumas competências intelectuais as quais receberam o nome de inteligências múltiplas. Porém. Depois disso. terá uma versão mais completa na tabulação coletiva.Módulo III Aula 6 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. você terá um diagnóstico sob a sua ótica e a ótica dos outros. tanto aquele que fizer individualmente (tabulação individual). em sete. Se você optar por preencher o teste e pedir para mais três pessoas avaliar você. As janelas da inteligência começam a se abrir ainda no ventre materno.conselhos. É importante ressaltar que é apenas um treino. Você mesmo deve alimentar a tabulação dos resultados. as inteligências múltiplas têm relação com a competência que cada um possui. Se alguém entregá-lo um mapa. ajudas são papéis de seu excelente desempenho. Gestão . não ter a mínima noção de espaço. a corporal cinestésica e a pessoal. Pessoas assim são visitadas por outras que estão experimentando problemas mais graves e que necessitam de refúgio nas suas sabedorias. Podemos afirmar que as janelas ficam “escancaradas” entre os dois e os dezesseis anos. Vamos finalizar com uma pergunta: A inteligência envelhece? A resposta é sim. Pois como foi dito. aula 07 . e nem com a mesma intensidade nos dois hemisférios cerebrais. Agora você está convidado a fazer um teste empírico para identificar as suas inteligências múltiplas. e continuam se abrindo no decorrer dos anos. tais como: ecológica e espiritual. não saberá o que fazer com aquilo. O teste serve para diagnosticar suas inteligências sob a sua própria ótica. Um indivíduo pode ter vários tipos de inteligência: a inteligência lingüística. Uma das causas de um suposto envelhecimento precoce é a falta de estímulos – o que seria o mesmo que ausência de “ginástica”. sem prejuízo de outras que possam ser catalogadas num futuro próximo. apesar de ter a inteligência lógico-matemática. Porém. oito ou nove tipos. Mas que vale como experiência virtuosa para uma identificação bastante plausível. O que quero dizer? Uma pessoa não precisa ter todas as inteligências citadas nessa aula para ser considerada inteligente. mas que à medida que forem sendo reveladas outras formas de manifestação da inteligência.Comunicação Institucional aula gravada em áudio COMUNICAÇÃO INSTITUCIONAL . Assim. retraem-se um pouco e tendem a se fechar após os setenta e dois anos. Acesso pelo menu "Avaliação". suscetível a erros sob o prisma científico. a inteligência lógico-matemática. simplesmente. o envelhecimento não ocorre com todas as inteligências ao mesmo tempo.exercícios de autoavaliação .

a forma de discurso que será aceito ou não por você e seus colegas. ao final. então. mas também provê a intermediação do discurso organizacional. não é mais do que um esforço deliberado e planeado para estabelecer relações de confiança entre o mundo empresarial e todo o seu público. Eficiência e eficácia da comunicação institucional Assim. pelo simples fato de existir. tanto interno quanto externo.Antes de falarmos a respeito da comunicação institucional. Porém. assumindo. tivemos uma breve introdução da importância da comunicação. gera influências. mediante a comunicação expressiva . Bem. Consegue-se isso com uma combinação da eficácia enquanto sistema e seu sucesso em obter condições vantajosas ou . mesmo que Empresarial ou Organizacional. uma maior notoriedade por parte do público externo. visando à concretização e alcance de um objetivo comum. uma maior motivação e satisfação do seu público interno. mostrar como o processo comunicativo no seu trabalho pode ser mais eficaz e eficiente. Ao analisarmos essa situação. A meta final da comunicação institucional é gerar consentimento e concordância. os processos de recompensas. enfim. é a comunicação. estabelecer e manter relações duradouras de confiança com a sociedade em geral. os sistemas de coerção que existem no seu local de trabalho passam por processos de codificação e decodificação. Vale lembrar que as normas. que tal entendermos um pouquinho sobre o poder que a comunicação emana? Qualquer empresa/instituição é legitimada por inúmeras formas de poder e uma delas. recebem tratamento ao nível do código lingüístico. sem dúvida. ajusta interesses. promove uma maior aceitabilidade da ideologia empresarial. Vamos. é cabível a seguinte pergunta: Qual o objetivo dos profissionais que lidam com comunicação na empresa? Esses indivíduos devem produzir aceitação. A comunicação fundamenta-se não apenas nos conteúdos de diversas disciplinas do conhecimento humano. objetivando um bom funcionamento organizacional. implementável em qualquer instituição: pública ou privada. não é fácil fazer com que todos os funcionários tenham a mesma compreensão daquilo que está sendo transmitido. vamos ver agora sobre a comunicação institucional. bem como. E mais: exerce o tipo de poder expressivo e este tende a ligitimar os demais tipos de poderes existentes em uma organização. controla os participantes internos e externos. Mas o que seria eficácia institucional? Eficácia institucional é a extensão em que todas as formas de rendimento para a organização são maximizadas. comunicação institucional.emocional. página 02 Afirmamos que a comunicação institucional é uma técnica de gestão. pequenas/médias ou grandes empresas. A comunicação.

Nesse caso. se não tiver acontecido. qualquer tipo de tarefa feita no dia a dia pode haver falhas. você e ele estavam cientes de que a comunicação havia sido compreendida. você atingiu a eficácia. Vejamos abaixo uma torre que representa o assunto abordado: . pois tiveram algumas falhas no percurso. Analisar a eficiência apenas pela ótica de produtividade pessoal é ter uma visão falha. a seu chefe. com perdas mínimas de energia. do problema. Que tal analisarmos um exemplo de eficácia e ausência de eficiência para termos uma melhor compreensão? Você entregou na data correta. uma falha na comunicação institucional. mas é isso que deve ser evitado. Notou como a comunicação é importante no ambiente de trabalho? Isso pode realmente acontecer com qualquer um de nós. um dos componentes fundamentais da eficácia é a eficiência. você não elaborou uma crítica fundamentada. Porém. então. Porém. porém não alcançarmos a eficácia. Ocorreu. Bem. Ele pediu para você interpretar. Quando seu chefe lhe passou o trabalho. mas não alcançou a eficiência. página 03 Por que não fez as críticas fundamentadas? Talvez por não ter compreendido quando seu chefe lhe solicitou para realizar essa tarefa.inputs de que necessita. Nos projetos. entregou o processo na data marcada pelo seu chefe. fazer as devidas modificações e que elaborasse uma crítica fundamentada. podemos analisar a eficiência como o uso sinérgico de todas as formas para a geração de um produto. todos os processos que ele solicitou. podemos ser eficazes e não sermos eficientes ou atingirmos a eficiência. talvez míope. As falhas na comunicação estão entre as principais causas do fracasso ou da pouca praticidade dos programas de treinamento. pesquisas.

mas os resultados podem ser insatisfatórios ou até mesmo desastrosos.Podemos fazer uma analogia das empresas com os seres humanos. Vamos verificar outro exemplo. Cada empresa tem sua história. Depois de alguns dias. Você conversa durante uma hora e meia com seu colega de trabalho. Pois toda empresa é única. com a qual o receptor concordava. Vamos mergulhar além das espumas das ondas. sobre um projeto que sua equipe está desenvolvendo. Pedro lhe procura para dizer que ouviu um funcionário de sua equipe afirmar que ele . as empresas são compostas essencialmente de pessoas. sua missão. como todo ser humano. sua cultura. A eficácia do desempenho comunicativo não é o mesmo que eficiência do encontro comunicativo. seus valores. não façam julgamentos precipitados. O emissor pode ter compreendido de forma clara o objetivo de sua mensagem. com resultados claros para ambos. página 04 Uma comunicação eficaz não é o que aparentava. E como são compostas de pessoas sofrem – incrível – do mesmo mal. E eu disse t-o-d-a-s as empresas. Pedro fala da importância de formarem uma parceria a fim de concluírem mais rapidamente o projeto. Por favor. Afinal. Ao finalizar a conversa. um ato em que emissor e receptor se envolvem em uma mensagem. A comparação com o ser humano é absolutamente justificável e óbvia. você acha que compreendeu todo o pensamento de Pedro e passa para sua equipe as diretrizes de Pedro. Duas pessoas podem ter uma conversa eficiente. vamos mergulhar um pouco mais nesse imenso mar de águas profundas. Antes de concluir. Sem exceção. Falou também sobre as diretrizes que devem ser seguidas para que o sucesso seja atingido. como se tivessem mensagens divergentes. Pedro. Pode até soar falsa ou ingênua a generalização. O mal da falta de comunicação.

. a comunicação institucional no século XXI não tolera improvisações e amadorismo. Gestão . entendimento. espírito crítico. a fim de que resultados desastrosos não façam parte da sua empresa ou de sua vida. de um lado. Como instrumento de inteligência empresarial. Podemos dizer que a eficiência da comunicação se mede pelo relacionamento entre eficácia obtida e os custos necessários para sua obtenção: A comunicação institucional se define como moderna e estratégica. insere-se. conclusão Conclusão Como foi dito. no que tange a eficiência comunicativa. de forma que sejam vantajosos para si ou para sua organização. adequação. esse exemplo acontece inúmeras vezes no cotidiano quando o assunto é comunicação institucional. de outro modo. o desenvolvimento das aptidões de alguém para receber comunicação é tão importante como o desenvolvimento das aptidões de um indivíduo para comunicar. mais a comunicação fluirá — e fluindo a comunicação. Em suma. 39). criatividade e inovação. Mas como as empresas/instituições são compostas de pessoas. do emissor de afetar os outros.Módulo III Aula 7 Para efeito de sua própria autoavaliação. em Avaliações. credibilidade.falou algo que ele não disse. tem como principal objetivo o bom funcionamento organizacional e sua meta é gerar consentimento e concordância naqueles que integram direta ou indiretamente a organização. Bem. Fluidez nas comunicações pode ser traduzida por relacionamentos saudáveis. mais a empresa/instituição será produtiva. os problemas de comunicação nunca deixarão de existir.exercícios de autoavaliação . a comunicação institucional é utilizada para estabelecer relações de confiança entre o mundo empresarial e todo o público ao seu redor. Por isso a comunicação se torna algo fundamental e as falhas devem ser eliminadas desse processo. de modo a fazê-los seguir suas intenções. deve ser analisada como a potencialidade. sincronia são algumas características que podem ser analisadas no estudo da eficácia” (Torquato. realize as atividades localizadas no menu lateral: "Avaliação". no processo de gestão e está afinada com a cultura organizacional. talento. pesquisa. vontades e também o potencial para ser afetado pelos outros. profunda e intensamente. Ela requer planejamento. 1986. Porém. p. deve ser coordenada e praticada por especialistas. “Relevância. Quanto mais a equipe estiver afinada com a missão e com as metas da empresa.

Com o fim da automação. deu início a alguns estudos sobre esses problemas. por exemplo. com as quais se podem confrontar diferentes pontos de vistas . a planificação econômica e reestruturação do ensino.Dinâmica de Grupo aula gravada em áudio DINÂMICA DE GRUPO Podemos afirmar que o trabalho em equipe está em voga. Diante disso. Depois dele. seria utópico crer que elas são infalíveis e irão resolver de imediato todos os problemas. em um clima de harmonia e de respeito. Vamos começar? Natureza do grupo Antes de qualquer coisa. o dinamismo inerente ao grupo. o qual pode ser modificado com a chegada ou saída de um membro.aula 08 . Junto com a pesquisa científica surgiram várias técnicas que foram postas em prática com o intuito de aumentar a eficácia do trabalho em equipe. Às vezes uns desejam alcançar o objetivo estabelecido mais do que outros. porém o grau de intensidade não precisa ser o mesmo. As dinâmicas de grupo são técnicas de discussão verbal. equipes de pesquisadores estudaram a psicologia dos grupos e chamaram essa nova ciência de “dinâmica de grupo”. O que iremos falar neste capítulo não são receitas mágicas de como conduzir uma dinâmica de grupo com sucesso. nos vimos na obrigação de dar o máximo de nossas capacidades e assim melhorar a produtividade e a eficácia. É justamente essa interação o critério essencial dos grupos autênticos. . praticamente uma interação psicológica. em 1930. é relevante o “intercâmbio” estabelecido entre os integrantes do grupo. E por fim. Kurt Lewin. O conjunto de técnicas também é designado de dinâmica de grupo. nós nos deparamos com fatos e problemas mais amplos e mais complexos. o grupo deve ter um objetivo em comum. página 02 Em seguida. O nosso intuito é transmitir a você o pensamento dessa dinâmica e facilitar uma iniciação a algumas de suas técnicas.

algumas etapas devem ser seguidas. . . são quatro etapas: determinação dos objetivos e definição dos termos. o grupo tenderá a analisar se o motivo que lhe desagrada é emocional ou não. O trabalho primordial do animador pode ser dividido em cinco etapas: . crítica das propostas e tomada de decisão. Ele deve estar sempre alimentando a imaginação dos participantes da dinâmica. A figura do animador é como a do mediador.Grupos mistos: são aqueles que unem à eficiência do grupo de trabalho o realismo psicológico do grupo de formação. ou seja. São eles: grupos de trabalho. Independente do tipo de grupo. praticamente um brainstorming). proposta dos elementos de solução (visa ampliar o conjunto de sugestões que cada um tem a fazer. E quais são as etapas que os grupos geralmente têm de passar para atingir seus objetivos? Conforme algumas experiências realizadas nesse campo por estudiosos. página 03 .Grupos de trabalho: este grupo preocupa-se com a tarefa que lhe foi designada. se você não concorda com o que seu colega disse.Grupos de formação: há uma preocupação de analisar o processo em si e suas relações interpessoais. de formação e mistos. Ou seja.Um grupo deve possuir a seguinte estrutura: Divisão dos grupos Os grupos podem ser divididos conforme os objetivos estabelecidos. no tempo que dispõe para isso. O animador É fundamental o papel do animador em uma dinâmica de grupo. alguém que faz intervenção junto ao grupo com o objetivo de estimular as idéias e conduzir os trabalhos para um resultado que se busca atingir.

No momento oportuno. onde todos deverão tecer comentários sobre aquilo que . Você deve estar se perguntando como a dinâmica de grupo lhe será útil no seu trabalho? Vamos imaginar que lhe entregassem uma folha como a que segue: página 05 Após preenchido o restante da lista. Podemos fazer uma comparação entre os três tipos de comportamento desses indivíduos.página 04 Um detalhe que vale ser lembrado é que o animador não pode colocar a opinião pessoal para o grupo. você imprimirá e colocará em uma urna. Os animadores têm perfis distintos. como todas as pessoas. via e-mail (para não haver o problema da sua letra ser reconhecida). A conversa paralela que foge ao tema é redimensionada pelo animador. o chefe de sessão marcará uma reunião. pois ele deve estar totalmente voltado para a opinião dos participantes.

nesses casos.consta na pauta de debate. as pessoas irão levar consigo o que foi falado e ponderarão quando você tiver o comportamento que foi explicitado. com o objetivo de ouvir as idéias que cada um possui. aula 09 . em congressos. 20 participantes. Isso se deve ao fato de que as organizações estão buscando interagir o funcionário com a empresa. Gestão . Caso você consiga assumir isso na frente de seus colegas. para o trabalho com dinâmica ter um desenvolvimento pleno. Essa técnica é igualmente proveitosa aos participantes do grupo (porém um pouco difícil fazer uma autocrítica verbalmente). em Avaliações. o coordenador divida o plenário em subgrupos para o desenvolvimento dos trabalhos e reúna o grupo integral nos momentos de socialização e de síntese. no máximo. Isto. A autocrítica objetiva assegurar um melhor aprendizado do trabalho/dinâmica em grupo. é recomendável que os grupos tenham. você gosta que as coisas sejam feitas da sua maneira e fica extremamente aborrecido (a) quando fazem o contrário. porém. favorecendo uma tomada de consciência mais aguda dos componentes individuais e coletivos.exercícios de autoavaliação . Orientamos que. não impossibilita que se faça o uso dessas técnicas em grupos maiores. citamos nessa aula algumas delas e para isso o papel do animador é relevante. É importante observarmos que. Enfim. utilizadas com o intuito de confrontar idéias. conclusão Conclusão Nos últimos tempos ouvimos com freqüência o termo “dinâmica de grupo”.Módulo III Aula 8 Para efeito de sua própria autoavaliação. Não acumule dúvidas. Procure saná-las logo que apareçam. existem inúmeras técnicas que podem ser utilizadas para alcançar um objetivo comum. em seminários e outros. seja algo bom ou ruim. Outra técnica que pode ser aplicada no seu trabalho é a sessão autocrítica. analisá-las e colocá-las em prática. com um clima descontraído e de total harmonia. As dinâmicas são técnicas simples. No momento em que você assume algo da sua personalidade. Por exemplo.Ferramentas Gerenciais aula gravada em áudio . com certeza seu relacionamento com essas pessoas se tornará mais agradável. realize as atividades localizadas no menu lateral: "Avaliação".

1995. respeito. Para que essas barreiras sejam rompidas. Vale ressaltar que os gerentes de hoje preocupam-se muito com os resultados.Qualidade: precisamos entender que a qualidade é definida a partir do público externo. . podemos utilizar quaisquer artifícios a fim de alcançar o desejado. então. Do. mas sabem que os melhores resultados só podem ser obtidos mediante um aperfeiçoamento básico. . A necessidade de unir a organização como um sistema é desejado por todos os funcionários que nela trabalham.Todos uma equipe: vimos sobre a importância dos grupos na aula anterior. Ter em mente a obsessão por maravilhar o cliente e não apenas se satisfazer com aquilo que não os aborrece. Outro método muito utilizado pelos gerentes é o Ciclo PDCA (Plan. Caso contrário. baseando as decisões em dados e entendendo a variação” (Joiner. mas ir além para atender suas necessidades atuais e futuras. sem comunicação entre elas. desde que sejam artifícios éticos. criando raciocínio de processo. principalmente. O triângulo de Joiner mostra uma maneira de descrever a essência da gerência do século XXI. Action) de controle de processos. . é fundamental a instituição estabelecer uma meta em comum e fazer com que seus funcionários tenham conhecimento a fundo de seu teor. Check. A prática do bom controle de qualidade significa desenvolver. Os métodos gerenciais Quando o assunto é gerência. p. página 02 . Devemos.11). quase todos responderiam: “Gostaríamos de eliminar as barreiras entre os departamentos”. Trata-se de um método gerencial que necessita da participação de todos os setores e de todos os funcionários na condução do Controle de Qualidade. Ao perguntarem aos chefes o que eles mais gostariam de melhorar. trabalhar em uma organização saudável onde haja dignidade.Abordagem Científica: “Aprender a dirigir a organização como um sistema. a organização será um conjunto de ilhas. Essa aula irá mostrar algumas das várias ferramentas que podem ser usadas na área gerencial.FERRAMENTAS GERENCIAIS Uma das maiores dificuldades existentes nas empresas/instituições é saber qual a melhor forma de dizer aos nossos chefes onde estão os problemas. confiança e. produzir e gerar um produto/serviço que seja satisfatório para quem o receberá. Vamos falar de um método denominado TQC – Controle da Qualidade Total (Total Quality Control).

Ação corretiva (A): esta etapa atua no processo conforme os resultados obtidos. Nesta etapa. estabelecer metas e estipular o método para alcançá-las. Agora que analisamos alguns métodos de gerenciamento. 2. que é conhecido também como . a educação e o treinamento no trabalho são essenciais. As Ferramentas Diagrama de Causa e Efeito Uma das ferramentas utilizadas no controle de qualidade é o Diagrama de Causa e Efeito. caso o plano não tenha sido efetivado conforme o planejamento inicial. caso a meta tenha sido atingida. 3. 1.Manutenção do nível de controle: o mesmo que manutenção de padrões.Estabelecimento da diretriz de controle é o planejamento da qualidade. Planejamento (P): esta etapa possui dois focos. Verificação (C): o resultado alcançado deve ser comparado com a meta planejada.Alteração de diretriz de controle: está relacionado às melhorias. 2. a segunda atua sobre as causas do não–atingimento das metas. 4. página 03 Vamos fazer uma breve análise do que consiste cada etapa. 3. Consiste em assegurar que a meta estabelecida no item 1 seja atingida. vamos listar várias ferramentas para que você possa fazer a sua análise e verificar qual a mais adequada para a sua área de atuação.Primeiramente. precisamos mostrar que o controle de processo compreende três ações principais. Tem como função mudar o nível de controle atual e alterar os procedimentos padrão de forma que o novo nível de controle seja alcançado. Execução (D): as tarefas devem ser executadas exatamente como foi previsto na etapa anterior e coletar dados que serão utilizados na próxima etapa de verificação do processo. a partir dos dados coletados na etapa de execução. 1. O Ciclo PDCA é um método gerencial de tomada de decisão para garantir o alcance das metas necessárias à sobrevivência de uma organização. Existem duas maneiras de atuação possíveis: a primeira é utilizar como padrão o plano proposto. Essas alterações visam a melhoria do nível de qualidade planejado inicialmente.

métodos ou procedimentos. condições ambientais. um item de controle que não atinge o nível desejado. operador e tempo. o Diagrama de Causa e Efeito é uma combinação dos elementos. insumos. Ferramenta de estratificação É o agrupamento da informação sob vários pontos de vista. página 04 Vamos tentar fazer um Diagrama de Causa e Efeito de uma instituição pública. . tendo como objetivo analisar o fornecimento de um produto ou serviço. Com esta ferramenta o chefe tem a possibilidade de verificar se há algum resultado indesejável de um processo. equipamentos. Bem. ou seja. devido à sua forma. Podemos citar algumas categorias naturais para a estratificação de dados: equipamentos.Diagrama de Ishikawa ou Diagrama de “Espinha de Peixe”. que será observada logo a seguir. de modo a focalizar a ação. pessoas e informações do processo de medidas. material.

dois efeitos ou uma causa e um efeito. Vamos verificar como é essa ferramenta? Diagrama de Priorização . Permite. podendo ser duas causas de um processo. Diagrama de Dispersão É um gráfico utilizado para visualizar de forma eficiente o tipo de relacionamento existente entre duas variáveis. o estabelecimento de metas numéricas a serem alcançadas. também.página 05 Gráfico de Pareto É um gráfico em forma de barras verticais que dispõe a informação de maneira a tornar evidente e visual a priorização de temas.

variáveis. conclusão Conclusão . atividade etc. estabelecer uma classificação numérica de prioridade entre um dado conjunto de opções. Os fluxogramas são ferramentas que servem para ilustrar de forma ordenada o conjunto de etapas. Esta ferramenta serve para organizar a seqüência de tomada de decisões. página 06 A matriz de priorização fornece um método de focar a atenção de um grupo de trabalho sobre as principais opções antes de partir para o planejamento das atividades. entradas e saídas de um processo. permitindo. desta forma. Fluxograma ou Diagrama de Processo É o estudo da lógica de todas as possibilidades de ocorrência de eventos no caminho para se atingir a meta.Esta ferramenta processa as informações contidas em um conjunto de dados constituído por um grande número de variáveis. de modo que essas variáveis possam ser representadas por apenas duas ou três características gerais.

podemos fazer uma auto–análise utilizando o recurso da “Janela de Johari”. Gestão .exercícios de autoavaliação . devidamente estruturada e visualmente documentada dos processos. Precisamos saber quando a nossa auto–imagem difere daquela que os outros têm de nós e. assim. Depois de analisarmos algumas ferramentas que podem ser utilizadas conforme a situação. Foi criada em 1961 pelos Drs. fica a seu critério a escolha mais apropriada. Joseph Luft e Carry Inghan. agora. Apenas uma curiosidade! Vamos.Módulo III Aula 9 Para efeito de sua própria autoavaliação. aula 10 . que visavam realizar uma abordagem da personalidade humana através de suas relações. mediante a conscientização da importância de dar e receber feedback. Para que serve a Janela de Johari e quem a criou? A Janela de Johari é um instrumento prático que serve para analisar a maneira como um indivíduo se relaciona com os outros. em seu grupo. interpretar a figura abaixo. No Módulo IV veremos com mais detalhes várias ferramentas gerenciais citadas nesta aula.Para que você assuma um papel ativo na melhoria contínua do funcionamento de seu trabalho é imprescindível que possua uma noção precisa.A Janela de Johari aula gravada em áudio JANELA DE JOHARI A Janela de Johari pode ser utilizada para melhorar as relações interpessoais. transformações e equipamentos que estão sobre a sua responsabilidade. O termo Johari foi uma junção dos dois nomes: Joseph e Harry. . realize as atividades localizadas no menu lateral: "Avaliação".

Exemplo: ser uma pessoa educada. No caso do “eu aberto” elas são retratadas e não existem barreiras que possam disfarçar algum comportamento. 3. mas na verdade ele está ansioso para mudar de trabalho. Exemplo: o dom de tocar algum instrumento. de ser quem realmente somos. precisamos confrontá-lo com reações de outras pessoas para verificar se devemos ou não mudar o nosso “eu” de maneira geral ou somente em relação à determinadas pessoas. bastante interessante. Porém. Porém. percepções e sentimentos de como o comportamento dos outros o está afetando. embora sua vontade não tenha aflorado ou uma reação histérica sem que nem você e nem ninguém pudessem imaginar que um dia isso aconteceria. Pois como sabemos. gestos e atos. E podemos verificar tais reações nas nossas palavras. julgar. É justamente aquilo que você é e passa para os outros. compreender. tendemos a encarar as nossas reações como algo normal. a fim de dar e receber feedback. O ser humano possui em sua natureza os aspectos de interpretar. conquistando as inteligências pessoais (intra e inter). Temos coisas que se encontram escondidas nos recônditos da nossa alma e talvez jamais tenhamos conhecimento que existam.O “eu aberto”: é o conhecido por você e pelos outros.. são caminhos jamais percorridos. b) auto – exposição: consiste em dar feedback aos outros. ver-se como eles o vêem. vamos dar continuidade ao assunto. página 03 O “eu cego” . que na maioria dos casos. Por exemplo. em termos verbais ou não. existem pessoas mais sensíveis que outras. O ideal é que tenhamos esse “eu” o mais aberto possível. o feedback precisa ser analisado de maneira racional. Muitas vezes o “eu oculto” é dissimulado. retratam ou traem o teor de nossas atitudes. Exemplo: Um indivíduo que aparenta estar trabalhando satisfeito. sua agressividade. não podemos esquecer que o normal é projetar para o exterior os nossos pensamentos e reações.O “eu oculto”: conhecido por você.O “eu cego”: é algo percebido pelos outros e desconhecido por você. 2. Por exemplo. aquilo que você sabe que tem e os outros também. mas isso pode afetar outras pessoas. Não há dissimulação. Ele também é conhecido como “arena”. Podemos considerá-lo o “eu transparente”. ou seja. tensão nervosa. Bem.O “eu desconhecido”: desconhecido por você e pelos outros. porém desconhecido pelos outros. Normalmente. divulgando seus próprios pensamentos. uma característica.1. não? Os dois principais elementos que necessitam análise na Janela de Johari são: a) a busca de feedback: está relacionado com a relevância de receber reações dos outros. uma habilidade. página 02 4.. Que tal irmos um pouquinho mais a fundo em cada quadrante da Janela de Johari? O “eu aberto” O “eu aberto” é o mais fácil de ser compreendido. sentir. O desconhecido é um nada dentro de você. vistas nas aulas cinco e seis.

porém “não se enxergam”. O “eu desconhecido” É simplesmente aquela característica. ao ser confrontado com uma ameaça grave de um vizinho arrogante. são vistas pelas pessoas com desconfiança por não arriscar emitir opiniões sobre nada. são pessoas vistas como confiáveis pelas outras. comportamento. atitude ou habilidade que nem você e nem outras pessoas sabem que têm. Vamos a um exemplo: um indivíduo pacato e tranqüilo que trabalha como voluntário numa instituição de idosos.com/1/cromos/lupa. Em geral. O exemplo dado anteriormente. Vamos analisar mais uma situação do “eu oculto”. . Todos pensam que você é uma pessoa calma. apenas ouvem taciturnamente os outros. ele é cabeça-dura e.Vamos falar agora de um quadrante da Janela de Johari que requer mudanças. foi o melhor exemplo que achamos para explicar a você sobre o eu oculto. Quando o mesmo acontece com você. não dão feedback. porém vive a base de tranqüilizantes. Falam pelos cotovelos. mas em geral.jpg Quando um colega se decide a favor de um ponto de vista. do funcionário que trabalha demonstrando satisfação e no fundo está insatisfeito com o que tem feito. Fonte: http://www. Por que será que quando o seu colega de trabalho não faz uma determinada tarefa ele é preguiçoso e quando você não faz é porque está muito ocupado (a)? Quando um colega do seu trabalho passa por você e não o cumprimenta ele é um dissimulado. página 04 O “eu oculto” O indivíduo que é caracterizado por possuir o “eu oculto” é aquele que tem algo a esconder ou simplesmente não gosta que ninguém saiba o que se passa em sua vida. quando você o faz. Se você se identificou com alguma situação acima ou alguma semelhante. é apenas distração. sem esboçar muitas reações. normalmente dão muito feedback. Pessoas que possuem esse quadrante com muita evidência.juarezonline. é necessário rever sua lente de aumento com relação aos defeitos dos outros e o seu ponto cego com relação aos seus. pega um revólver emprestado e comete um crime vicinal. está sendo apenas firme. mas não estão dispostos a ouvir ninguém. Pessoas que possuem essa janela muito aberta.

pode magoar profundamente. Acontece que feedbacks positivos não há problemas algum para essa troca. ao invés de colaboração. Porém. vale ressaltar que o eu desconhecido. nem você e nem ninguém conhece. então? É a pessoa que vive de tal maneira que todos os problemas existenciais agregam-se de um padecimento provocado por um desequilíbrio ou desarmonia funcional do sistema nervoso. e. exalta-se a competição. ou seja.devem estar enquadrados na técnica “sanduíche”. Assim. os valores negativos devem ser dados individualmente para que não haja mágoas por parte de quem os estão recebendo. com o indivíduo que está descentrado na sua forma de pensar e sofre de manias. o melindre que se tem na recepção de feedbacks negativos. onde todo valor negativo deve ser precedido . seus amigos e irmãos sociais e. depois apresenta cautelosamente os valores negativos que quer lhe dar. Um valor negativo colocado em público pode vir a constranger a pessoa que o está recebendo. antes de apresentar um valor negativo para outra pessoa. Porém. Por isso a técnica “sanduíche” é recomendada. conclusão Conclusão A Janela de Johari é dividida em 4 quadrantes: eu aberto. premia-se o triunfo a qualquer preço. Muitos confundem o neurótico com o desequilibrado. Além de não ser útil e nem eficaz para a sua mudança. Porém. ainda. Mas o mesmo não acontece com feedbacks negativos. O que é ser neurótico. Você é neurótico (a)? É impressionante como nos últimos tempos o número de pessoas que “sofrem dos nervos” tem aumentado.que nem ele imaginava que pudesse cometer. Acredito que podemos finalizar o tema Janela de Johari lembrando que a migração das janelas “oculta” e “cega” para a janela “aberta” se dá através de emissão e recepção de feedbacks. eu cego. E mais ainda . isso não impede que os neuróticos sejam desequilibrados e nem o contrário. Nem ele esperava por isso e nem os outros. Esses devem ser dados em particular. mas isso não autoriza confundir esses dois males. coloca-se uma porção de valores positivos nela. utilizando-se de uma técnica que chamamos de “sanduíche”. Um surto psicótico fez com que desencadeasse uma reação absolutamente imprevisível no seu comportamento. página 05 Como fazer para sua janela se tornar cada vez mais aberta? A forma mais prática que se tem de migrar as janelas do “eu cego” e do “eu oculto” (já que a do “eu desconhecido” não tem uma receita). O fato é que pode ter pessoas que sofrem de dor de cabeça e calos nos pés. ainda que em público. e termina colocando novamente outra pitada de valores positivos. Esses quadrantes estão relacionados com aquilo que você é ou aquilo que as pessoas pensam e vêem em você. A técnica “sanduíche” é aquela que. é dando e recebendo feedback. Isso coloca o indivíduo em luta contra os que deveriam ser seus companheiros. reduz-se potencialmente. eu oculto e o eu desconhecido.

P.Cadeia de Suprimentos P. que serão corrigidos pelos tutores. Lembre-se de que caso seja necessário. disponíveis ao final de cada módulo.Q .exercícios de auto-avaliação .C. Direção e Controle). botão Avaliações.Controle da Qualidade Reengenharia Gestão do Conhecimento e do Capital Intelectual Família I.Q. Gestão . Espera-se que o aluno demonstre capacidade de análise e domínio dos temas estudados.O. O acesso é pelo menu Avaliação. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. Organização. Acesso pelo menu "Avaliação.S. em Avaliações".e concluído entre valores positivos. Modulo IV Módulo IV aula 01 aula 02 aula 03 aula 04 aula 05 aula 06 aula 07 aula 08 aula 09 aula 10 CICLO PDCA .A .D.International Standartization Organization Supply Chain . Avaliação Final de Módulo III Avaliação de módulo – São exercícios subjetivos. Do. o Professor-Tutor pode solicitar que você reformule sua resposta.R.P. Enterprise Resource Planning BSC . Check e Act KAISEN C.Módulo III Aula 10 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. caso em que ele enviará uma mensagem orientando-o nesse sentido.Plan.T .Balanced Socrecard aula 01 .Prêmio Nacional de Qualidade E. clique na atividade pretendida no painel de desempenho.N. . aula gravada em áudio ."Plan-Do-Control-Action" (ciclo do Planejamento composto de: Planejamento. Para visualizar a correção.

executar o planejado conforme as metas e métodos definidos. diversos indicadores para medir o desempenho podem ser criados nessa etapa. o que planejou. É essencial para o acompanhamento e a avaliação do ciclo. treinar.ac. Executar): Faça exatamente o que planejou. a padronização e a documentação destes. No caso de desenvolvimento de um sistema de informação. estabelecer metas e definir os métodos que permitirão atingir as metas propostas. 03. mas sim sucessivas vezes. Shewhart. de forma continuada. uma deficiência ou uma possibilidade de melhoria que leve a uma meta. Do. Fazer. Vale ressaltar que o ciclo deve sempre começar com a definição de uma meta. . Plan (Planejar): Detectar um problema. para atingir o próximo momento. página 02 02. Definir o que queremos. De acordo com o tipo de melhoria que se deseja obter. tal como uma linha de chegada. mas foi Deming seu maior divulgador. Compare o resultado com seu plano.Plan. para que a mudança seja concretizada e possa levar a novas melhorias. esta atividade pode corresponder ao desenvolvimento e uso do sistema.jp O PDCA é uma ferramenta aplicada não apenas uma vez em determinado processo. Execute com fidelidade seu plano. As análises e medições dos processos são relevantes para a manutenção e melhoria dos mesmos. Bloqueie as causas do problema. Tornou-se mundialmente conhecido ao aplicá-lo nos conceitos de qualidade no Japão. No plano pessoal. Foi desenvolvido na década de 30 pelo americano Walter A. Do (Fazer. tendo disciplina para colocar em prática. Fonte: http://www. O que você quer conseguir? Qual seu objetivo? Identifique as causas dos fatores negativos e elabore um plano de ação simples e consistente para atingir o objetivo. Observe se existem diferenças entre o que planejou e o que fez e se a meta foi atingida. contemplando o planejamento. planejar o que será feito. Verificar e Agir de controle de processos é o principal método da Administração pela Qualidade Total nas organizações. esta atividade pode corresponder ao planejamento do sistema.jpa. Check e Act O que é? O método PDCA ou ciclo de Deming: Planejar.CICLO PDCA . implementar. As Etapas do Ciclo PDCA: 01. educar. Veja se o bloqueio ao problema foi efetivo. trabalha talentos e habilidades . Check (Verificar): Conferir se o que foi feito está certo. Tomar iniciativa. No caso de desenvolvimento de um sistema de informação.

página 03 Fonte: www. esta atividade pode corresponder aos testes.org/programs O Programa 5 S .gif Ou seja. se a avaliação do desempenho dos processos na etapa anterior não for satisfatória.ibiweb. 04.de/geschaeftsfelder/managmentsys/pdca. se há problema. assumir ações corretivas ou de melhoria. implementações e continuidade do sistema. preventiva (evitando futuros problemas) ou padrão (se tudo bem).sakosta. Pense no tipo de ação que deve ser aplicada: corretiva (se houve problema). esta atividade pode corresponder aos ajustes. Se houver. atuar para que não se repita. análise das informações geradas e avaliação de qualidade do sistema. Act (Agir): Verificar o resultado da etapa anterior. Fonte: http://www.No caso de desenvolvimento de um sistema de informação. No caso de desenvolvimento de um sistema de informação.

com seus respectivos diretórios ou pastas de trabalho. para manter somente o que é útil. equipamentos ou ferramentas no local de trabalho. gerando descarte dos itens sem utilidade. quando pronunciadas em japonês (ou as equivalentes em inglês): página 04 As empresas que buscam melhorias da qualidade de vida no trabalho criaram no programa 5S uma base para o desenvolvimento dessa qualidade. as áreas isentas de pó. discos de computadores. peças quebradas. liberação de espaço. que buscam fortalecer 5 Sensos. A ORGANIZAÇÃO ou seleção. A denominação "5S" é devido às cinco palavras iniciadas pela letra "S". A ARRUMAÇÃO ou sistematização. No Programa 5S. deixa cada coisa em seu lugar para pronto uso. utilização. higiene. inclusive discos de computadores. facilitando ao próprio funcionário saber o que está certo e o que está errado. a limpeza. Limpeza é forma de inspeção. Definir um lugar para as coisas. Aplica-se em tudo que há no local de trabalho: pastas. gerando o descarte de coisas não necessárias. dia após dia. etc. ordenação. padrões de arrumação. mantém tudo sempre limpo. utilizando o Ciclo PDCA como suporte. asseio. O local de trabalho deve ser dividido em áreas de responsabilidade. armários. O material deverá ser enviado à área de descarte. mantém o estado de limpeza. condições padronizadas que clareiam a mente do funcionário e a disciplina necessária para realizar um bom trabalho. materiais que se usa no dia a dia. etc. pois possibilita a identificação de defeitos. não só os aspectos de qualidade e produtividade devem ser delegados aos funcionários. A . onde cada um deve cuidar da sua área. classificação de materiais. zelo. A LIMPEZA ou inspeção. formando um todo único e simples que ajudam a encarar o ambiente de trabalho de uma maneira totalmente nova. A implantação dos 5Ss é conseguida por meio da operacionalização de cinco passos integrados. armários. onde cada coisa tem que ter nome. gavetas. vazamentos. guardar as coisas e obedecer as regras. Manter a arrumação do local de trabalho.O "Programa 5 S" é uma prática desenvolvida no Japão e ocidentalizada como "Housekeeping" (ou “cuidar da casa”). conservação. incluindo computadores (inclusive discos internos) e periféricos A PADRONIZAÇÃO ou ambientação. Aplica-se a todos os aspectos do ambiente do trabalho: mesas. em equipe. o mesmo deve ocorrer com relação à organização da área de trabalho. ferramentas.

Em caso de dúvidas. na trajetória para alcançar novos objetivos. formas. padronização e reconhecimento de trabalhos bem feitos.iluminação. diagnósticos. calor. tais como: cores. conclusão Conclusão A conexão do final de um ciclo PDCA e o início do outro (Agir → Planejar) é o núcleo do desenvolvimento que permite atingir níveis superiores.é um modelo mental muito simples. com uma melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores e aumento da produtividade. A padronização busca manter os três primeiros Ss (organização. medição para obter controle. É praticar e praticar para que as pessoas façam a coisa certa naturalmente."Mensagem") ou por e-mail. A disciplina é a base de uma civilização. limpeza. como forma de criar bons hábitos. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. ventilação. Acesso pelo menu "Avaliação". A DISCIPLINA ou auto-disciplina. vestuário.exercícios de autoavaliação . higiene pessoal e tudo o que causar uma impressão de limpeza. etc). análise e ações corretivas. CONTROLAR E AGIR . Ele está à sua disposição e pode ajudá-lo. arrumação e limpeza) de forma contínua. O conjunto de práticas denominado 5S (organização. análise de cenários. aula 02 . harmonia.Módulo IV Aula1 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. O importante é estabelecer prioridades que são interessantes e poderão se concretizar com empenho e confiança. alcançar um novo posto na empresa. num processo de repetição e prática. para a melhoria contínua e eficiente dos processos empresariais ou individuais (falar outro idioma. que é a arte de fazer as coisas certas. disciplina) surgiu no Japão e se firmou como um conjunto de boas práticas para garantir um ambiente de trabalho saudável e agradável. padronização. Usar o PDCA de forma universal. mudar determinado comportamento. educação. arrumação. contate o seu tutor por meio da Plataforma de Educação a Distância do ILB (menu "Comunicação" . execução de tarefas com registros de dados e fatos. o mínimo para que a sociedade funcione em harmonia e o caminho para a melhoria do caráter das pessoas. O PDCA – PLANEJAR. Girá-lo de fato significa construir uma gestão baseada em etapas que caracterizam iniciativa e ação do gestor. DESENVOLVER. fazer uma pós-graduação. Gestão . mas seu ciclo completo exige muita fundamentação.Kaisen aula gravada em áudio . treinamento e desenvolvimento.padronização inclui outras considerações. de forma natural e cotidiana. adquirir outra habilidade.

página 02 Fonte: http://www. etc. bem como mudanças na estrutura gerencial. O objetivo do custeio kaizen é buscar a redução de custos em todas as etapas da manufatura. ações e programas de Melhoria Contínua. Cooper&Slagmulder (1997) afirmam que custeio kaizen é uma aplicação de técnicas kaizen para reduzir custos dos componentes e produtos por um montante pré-estabelecido. Imai comenta os conceitos de kaizen e os insere no contexto da Qualidade Total. O retorno se torna melhor. .JIT. editado em 1988 e publicado pelo IMAM. Para Ansari (1995). Porém alguns interpretam o kaisen como "gambiarras". ajudando a eliminar diferenças entre os lucros-alvo (orçados) e os lucros estimados.promove um certo benefício para os usuários. já que os pequenos investimentos diários fazem com que a lucratividade acompanhe o ritmo. O conceito de Kaizen. qual é a ligação do kaisen com a "gambiarra"? Não se pode negar que é uma melhoria que: .TQM. manter os padrões atualizados sobre tecnologia.Conceito Kaisen é uma palavra japonesa que significa: "Kai" = Mudar e "Zen" = Para Melhor. Porém. a tradução que expressa melhor o significado da filosofia é "Melhoria Contínua". custeio kaizen é um método para gerenciar melhoramentos contínuos de custos por meio de uma equipe interfuncional orientada para resolver problemas com foco no cliente. investimentos pequenos e gradativos diariamente. ao invés de altos investimentos para seu crescimento de tempos em tempos.com O objetivo ideal deste processo é atingir defeito zero. Um sistema de custo kaizen abrange o sistema contábil administrativo da empresa e seu programa de atividades kaizen no nível de chão de fábrica (“Just In Time” .). provocadas pela introdução de novas tecnologias e/ou por investimentos em novos equipamentos envolvendo custos acumulados por aperfeiçoamentos contínuos. Em seu primeiro livro. Segundo Mondem (1999). “Total Quality Management” . A argumentação de Sakurai (1997) é de que o custo kaizen é utilizado no processo de manufatura para obter e manter o nível de inovação (ou seja. idealizado por Masaaki Imai. Nas Organizações Em muitas organizações já há grandes esforços. custeio kaizen significa manter os níveis correntes de custo e trabalhar sistematicamente para reduzir os custos a valores desejados. Propõe a empresa. Kaisen é a denominação japonesa para o processo de contínuo melhoramento dos níveis de qualidade de uma organização. sempre emergindo. negócios e operações).transcontinental. quando ocorrem mudanças drásticas. diz respeito a atitudes de "bom senso" que exigem baixos investimentos e envolvem toda a organização.kaisen. Mas.

não é contínua. . seguida de sucessivos aperfeiçoamentos. O grande problema é que essas "gambiarras".não exige nova tecnologia. No custeio kaizen. por deficiência no endereçamento. Quando se começa um processo de Kaisen numa organização. página 03 Nos processos logísticos existem perdas como: .com . mas no Kaizen é criado um mecanismo que estimula a participação de todos. . .longa distância entre a área de armazenagem e a área de utilização. . Já o custeio kaizen objetiva a busca constante de reduções de custo em todas as etapas da produção. de forma a pensar numa maneira de trabalhar mais inteligente. . como de quem caminha muito pela empresa. para que possa criar novas alternativas para reduzir os custos. Custeio Padrão x Kaizen Apesar do sistema de custeio padrão propiciar redução de custos pela análise das variações entre o custo real e o orçado. Com isso.contrafluxo de materiais. O pessoal começa a dar sugestões de melhoria.é praticada.. Essas reduções de custos se conseguem através de uma análise do processo.os itens mais usados sem estar no mais fácil acesso. pelos próprios usuários. na maioria das vezes. embora seja uma melhoria. mas superá-lo. a força de trabalho é investida de poder. Isso significa que precisamos pensar um pouco para resolvermos problemas ergonômicos. Um dos principais resultados que se atinge com a Melhoria Contínua – Kaizen . ele tem suas limitações para custeio de produto. Portanto.normalmente usa-se o "bom senso". Não basta trabalhar com os braços duramente.é a redução de custos dos processos. Kaisen poderia ser entendido como uma "gambiarra". nas empresas brasileiras. tornando-a cada vez melhor. o objetivo não é alcançar o padrão. de provisórias passam a ser definitivas. controle gerencial e aprendizado.exige baixo investimento. transformando-os em "cabeça-de-obra". Fonte: www.dificuldade em encontrar os materiais estocados. Normalmente. conforme análises de Kaplan&Cooper. nota-se que o pessoal operacional é chamado de "mão-de-obra". . é preciso usar a cabeça. carrega muito peso ou até chega a se acidentar.má localização dos itens. . .esica. é necessário que a liderança esteja preparada para mudanças.é rapidamente implementada.

página 04 Exemplos de diferenças conceituais e de procedimento: conclusão Conclusão .

quando utilizado no processo de custeio kaizen.offoffoff.Módulo IV Aula 2 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. tais como o custeio-alvo e o custeio kaizen. em Avaliações. O processo de redução de custos kaizen inicia-se no processo de planejamento e controle do lucro e não dos custos. mais do que nos indivíduos. O custeio padrão tem sua utilização limitada e ganha nova dimensão. pois o custeio kaizen tem foco nas equipes. Por isso. Dos filósofos gregos (que pensaram na idéia da excelência) aos chi-neses. dos renascentistas aos engenheiros e fabricantes da Revolução Industrial. Segundo Maximiano (2000). É necessário evoluir para sistemas de custeio voltados para a inovação. Fonte: www. Como reflexo e testemunho dessa importância.T .C. é uma palavra que faz parte do dia-a-dia e desempenha um papel importan-te em todos os tipos de organizações e em muitos aspectos da vida das pessoas.exercícios de autoavaliação . de função e engenharia de valor. destacamos: . Algumas conclusões podem ser apontadas: a emergência para se estudar os melhores métodos de gerenciamento japonês. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. A empresa que adotar tais métodos deverá fazê-lo dentro de um processo de mudança cultural (do individual para o coletivo). a idéia de qualidade tem uma história muito antiga. baseia-se na análise de valor.O tema é relativamente novo para o Brasil.com/film/2003/moderntimes.php Entre as muitas definições para a idéia da qualidade.Q. Acesso pelo menu "Avaliação".Controle da Qualidade Total aula gravada em áudio CONTROLE DA QUALIDADE TOTAL História da Qualidade Não se pode falar em Controle da Qualidade Total sem antes pesqui-sar o que significa “Qualidade”. Apenas de alguns anos para cá é que se intensificaram os estudos dos métodos de custeio japonês. Gestão . permitindo a adaptação às mutações do ambiente econômico. muitos pensadores ocuparam-se desse assunto. aula 03 .

com. até chegar à administração da qualidade total da atualidade. a administração da qualidade passou por diversos estágios. Da busca de soluções para o problema da uniformidade exigida pela fabricação massificada. A expansão da produção de mas-sa.copiadorasatelite. qualidade era sinônimo de identidade. Para os engenheiros e industriais do início do século XX. o enfoque da qualidade surgiu para resolver inicial-mente o problema da uniformidade.página 02 Na Administração. Desse ponto de partida. inspirou os estudos dos primeiros especialistas da qualidade industrial.br/autosantigos/images/ . que utiliza e produz grandes quantidades de peças virtualmente i-dênticas. Fonte: www. nasceu o controle estatístico da qualidade.

o contexto tornou-se favorável ao surgimento do controle estatístico da qualidade. a era do controle estatístico e a era da qualidade total ou qualidade as-segurada. que em . A qualidade é uma preocupação de todos os funcionários e abrange todos os as-pectos da operação da empresa. que se baseia na amostragem. As propriedades dessa amostra podem então ser estendidas ao lote do qual foi extraída. nos supermercados e no comércio de produtos arte-sanais. nem é uma responsabilidade apenas do departamento da qualidade. Shewhart. a história da evolução do controle tradicional da qualidade tem três períodos. a era da qualidade total. a ênfase está na quali-dade do produto ou serviço. Ou seja. Agora. alcançou a fabricação artesanal na passagem do século XIX para o XX e está presente até hoje em muitas modalidades de produção utilitária ou artística. dos Laboratórios Bell. tornou-se impraticável inspecionar a totalidade dos produtos que saíam aos milhares das linhas de montagem. a inspeção era feita pelo próprio artesão. qualidade é uma questão sistêmica. a ênfase desloca-se para o sistema da qualidade. O pioneiro da aplicação da estatística ao controle da qualidade foi Walter A.Na era da inspeção ou do controle estatístico. a qua-lidade não diz respeito apenas ao produto ou serviço. com a finalidade de encontrar o que melhor atende suas ne-cessidades e interesses. garante-se a quali-dade dos produtos e serviços. Por causa disso. seleciona-se por amostragem uma certa quantida-de para inspecionar. Garantindo-se a qualidade do sistema. A Era da Inspeção Desde antes da Revolução Industrial. Nos primórdios da indústria moderna. filosofias ou eras principais: a era da inspeção. página 03 Portanto. que tinha interesse em fa-zer produtos segundo especificações rigorosas. No estágio seguinte. sempre se praticou alguma es-pécie de controle da qualidade. Essa mentalidade influenciou desde os gregos até o Re-nascimento. Em lugar de inspecionar todos os produtos. Essa mudança de filosofia significa a evolução para a era da qualidade total. A inspeção do produto continua sendo praticada pelos consumidores nas feiras livres. A Era do Controle Estatístico Com a ascensão da grande empresa industrial e da produção massifi-cada. que atendessem suas próprias exigências estéticas ou que impressionassem positivamente os clientes.

foi criada a JUSE . no caso de produtos. 7. marketing: avalia o nível de qualidade desejado pelo cliente e o custo que ele está disposto a pagar. 5. página 05 A responsabilidade dos gestores começava na identificação das ne-cessidades do cliente ou consumidor e prosseguia . engenharia. 4. fabricação e manutenção do produto ou serviço que satisfazem as expectativas do cliente”. O fato de o Japão ser um país. nem o pes-soal de marketing ou a alta administração. Feigenbaum apresentou em 1961 uma versão evoluída das proposições publicadas 10 anos antes. da redução de custos. (1983) A qualidade total abrangeria assim. W. Dois colegas de Shewhart. Este re-lativo desinteresse mudou rapidamente quando se descobriu que o Japão tinha prestado atenção e colocado em prática não apenas essas idéias. da conquista de mercados e da expansão do emprego. tornou a qualidade uma obsessão nacional. Em 1950. a indústria precisava atender a uma crescente necessidade de bens de consumo. que Feigenbaum enumerou em oito: 1. 6. desenvolveram técnicas de amos-tragem. expedição: responsável pelas funções de embalagem e transpor-te. através do aumento da produtividade. pois com o fim da Segunda Guerra Mundial. Dodge e Roming. Em reunião com dirigentes das principais empre-sas do Japão. 3. engenharia de processo: escolhe as máquinas. disse que a melhoria da qualidade era o caminho para a prosperidade. paralelamente.Union of Japanese Scientists and Enge-neers (Sindicato dos Cientistas e Engenheiros do Japão). Edwards Deming para ministrar um curso de estatística. página 04 A Era da Qualidade Total A evolução dos conceitos não parou. engenharia: transforma as expectativas e desejos do cliente em especificações. mas muitas outras técnicas e conceitos de administração da qualidade. entidade privada e sem fins lucrativos que se tornaria o centro das atividades de controle da qualidade naquele país. todos os estágios do ciclo industrial. compra e retém fornecedores de peças e materiais. a JUSE convidou Dr. 8. embora sua adoção não acompanhasse o mesmo ritmo. produção: a supervisão e os operadores têm uma responsabilida-de importante pela qualidade durante a fabricação. suprimentos: escolhe. As idéias de Feigenbaum a respeito do TQC tiveram grande repercus-são. A qualidade de um produ-to ou serviço pode ser definida como o conjunto total das característi-cas de marketing. com poucos recursos natu-rais. Em 1946. ferramentas e métodos de produção. Seus estudos constituem o núcleo da maioria das técnicas estatísticas de controle da qualidade que são usadas até hoje. que deveria sobreviver com a exportação de produtos. A idéia do TQC tinha como pedra fundamental uma definição de qua-lidade em que o interesse do cliente era o ponto de partida: “A quali-dade quem estabelece é o cliente e não os engenheiros. à qual deu o nome de controle da qualidade total (TQC – Total Quality Control). instalação e assistência técnica (serviço): a instalação e assis-tência técnica corretas ajudam a garantir o funcionamento correto do produto.1924 preparou o primeiro rascunho da carta de controle. inspeção e testes: verificam a conformidade do produto com as especificações. 2.

6. Instituir um sólido programa de educação e auto-treinamento. Os japoneses ouviram. permanecer no mercado e criar empregos. exortações e metas exageradas para os empregados. prestaram atenção e puseram em prática o que ele disse. 13. 7. Numa nova era econômica. 11. de projeto. A visão é sistêmica. 9. Deming publicou o livro Quality – productivity and competi-tive position. . A década de 1970 testemunhou a expansão da economia japonesa e sua penetração nos mercados ocidentais. para que todos possam trabalhar eficazmente pela empresa. Eliminar as barreiras entre os departamentos. assumir suas responsabilidades e assumir a liderança da mudança. Instituir a liderança. É preciso desenvol-ver um fornecedor único para cada item. pois tinha como alicerce – a predominância do cliente.pelos diversos es-tágios da transformação de insumos. 2. Ao in-vés disso. Afastar o medo. Em 1982. pedindo zero defeito e níveis mais altos de produtivida-de. já que a principal causa da má qualidade e má produtividade é o sistema. em 1951. Melhorar sempre e constantemente o sistema de produção e serviço. que compreende 14 princípios. o primeiro do mundo nes-ta área e batizado em sua homenagem. Cessar a prática de comprar apenas com base no preço. a administração deve despertar para o desafio. para melhorar a qualidade e a produtividade e. do Prêmio Deming de Qualidade. Essas exortações apenas criam relações hostis. Deve-se eliminar a necssidae de inspeção em massa construindo a qualidade junto com o produto desde o começo. do Módulo I. 4. reduzir constantemente os custos. de maneira coercitiva. 14. Quem trabalha nas áreas de pesquisa. 5. num relacionamento de longo prazo fundado na lealdade e na confiança. Poucos anos depois a qualida-de dos produtos japoneses já começava a ameaçar fabricantes tradi-cionais. Adotar a nova filosofia. deve-se procurar minimizar o custo total. 8. Instituir o treinamento no serviço. Acabar com a dependência da inspeção em massa. 12. Os 14 Princípios do Método Deming 1. a importância da mentalidade preventiva e a necessidade do envolvimen-to da alta administração. Eliminar as cotas numéricas no chão de fábrica. especialmente através das indústrias eletrônica e automobilística. deve agir como equipe. até chegar como produtos ou serviços ao mesmo cliente. é o Método Deming. Agir no sentido de concretizar a transformação. Eliminar slogans. A transformação é o trabalho de todos. Estabelecer a constância do propósito de melhorar o produto e o serviço. 10. conforme vimos na Aula 9. o qual encontra-se além do alcance da força de trabalho. Eliminar a ad-ministração por objetivos. Remover as barreiras que impedem ao trabalhador sentir orgulho pela tarefa bem-feita. para antecipar problemas na produção e na utiliza-ção que possam afetar o produto ou serviço. de vendas e de produção. Iniciativas semelhantes só surgiram em 1987 com criação do Prêmio Malcolm Baldrige nos EUA (após 36 anos) e do Prêmio Europeu de Excelência em Qualidade na Comunidade Econômica Européia (CEE) em 1991. que apresenta um método para a administração da qua-lidade. dessa ma-neira. 3. com a finalidade de a empresa tornar-se competitiva. A responsabilidade dos supervisores deve mudar dos números para a qualidade. A importância de Edward Deming fica clara com a criação no Japão.

página 06 Alguns dos responsáveis pelo desenvolvimento dos princípios e das técnicas da qualidade total são: Feigenbaum. Shewhart e Juran. Ishikawa. Deming. .

trabalham não por objetivos individuais. mas a Qualidade Total focaliza o cliente como sendo o vetor das suas ações em busca da qualidade. conclusão Conclusão A filosofia da Qualidade Total inspira as pessoas por toda a empresa a constantemente aperfeiçoar tudo o que a empresa faz. uma grande quantidade de técnicas têm por princípios gerais: faça certo da primeira vez para eliminar retrabalhos custosos. Isso pode incluir melhorar qualquer coisa desde os produtos da empresa até seus métodos de produção ou até as maneiras como se administram as pessoas. escute e aprenda com seus clientes e colaboradores.O Controle da Qualidade Total ainda está evoluindo. confiança e respeito mútuo. . Isso ocorre porque são elas mesmas que es-tabelecem o ritmo das tendências visando superar a si mesmas. desenvolva trabalho de equipe. faça das melhorias contínuas um assunto diário. mas sim imbuídos de uma visão sistêmica e grupal. Entretanto. As empresas trabalham para estar à frente da concorrência.

as empresas precisam mais do que mudar.Reengenharia aula gravada em áudio REENGENHARIA Por vezes. que divulgou suas idéias inicialmente no artigo “Promovendo a reengenharia do trabalho: não automatize. em Avaliações. Hammer não inventou a reengenharia.Módulo IV Aula 3 Para efeito de sua própria autoavaliação. Mais do que melhorar as coisas simplesmente consertando-as. realize as atividades localizadas no menu lateral: acesso pelo menu "Avaliação". em seguida. desafiando suas doutrinas.antes que o artigo fosse publicado. de forma a conseguir melhorias anormalmente expressivas no que diz respeito ao aumento da produtividade. No entanto.exercícios de autoavaliação . é freqüentemente citado como um dos principais “reengenheiros”. se fosse traduzido literalmente) com o sentido de reformular a maneira de conduzir os negócios. Tem o objetivo de rever e se necessário. por exemplo. reconstruindo a empresa e revisando seu modo de fazer negócios. reformular completamente seus principais processos de trabalho. ou melhor. à qualidade dos serviços ou produtos e à eficácia do atendimento ao cliente. Hammer afirma que a tecnologia da informação tem sido usada de forma incorreta pela maioria das empresas. processos fundamentais de todo o mundo dos negócios. em processos que integram as funções departamentais. O que elas fazem. a reengenharia é um dos mais populares. é automatizar os processos de trabalho da forma como estão projetados. Nesse texto. aula 04 . De todos os novos conceitos de administração. a idéia básica de reengenharia é o redesenho dos processos. qualidade. antes de tudo. aperfeiçoar-se e aprender. é reprojetar os processos. a reengenharia constitui o processo de iniciar tudo do zero. O autor e disseminador desse conceito é Michael Hammer. inovação e velocidade. Assim. destrua” (Harvard Business Review. de reconstrução dos mesmos. O que ele chamou de reengenharia já vinha sendo praticado por empresas e consultores. July/Aug. 1990). Hammer teve o mérito de criar um nome para vários esforços de aprimoramento de processos. O que elas deveriam fazer. precisam reinventar para conseguir um salto quantitativo e qualitativo em seu desempenho. geralmente. O objetivo é atingir grandes aperfeiçoamentos nas mensurações críticas de desempenho e custo. seu valor para os acionistas e sua contribuição para a sociedade. Fazer a reengenharia é reinventar a empresa. página 02 . redesenhar seus recursos de maneira inovadora. Conceito Reengenharia é um esforço organizado que é conduzido de alto a baixo em uma companhia. Hammer aplica o verbo to reengineer (sem equivalente em português – ficaria “reengenheirar”. práticas e atividades existentes para. Henry Ford.Gestão . Michael Hammer e James Champy vêem a reengenharia como o “repensar e o reprojetar”. Essa reinvenção tem como objetivo otimizar a posição competitiva da organização.

Conseqüentemente. . uma medida importante de um processo é a satisfação do cliente com o resultado desse processo.gerenciamento de pedidos (desde o preenchimento até o recebimento). Portanto. A maioria das empresas. que envolve toda a organização. Os processos são a estrutura de trabalho por meio da qual a organização faz o necessário para produzir valor para seus clientes. bem como muitas empresas pequenas. que se encontram na maioria das empresas. . Adotar a perspectiva do processo significa adotar o ponto de vista do cliente. . podem ser desmembradas em cerca de 20 processos principais. com começo. Alguns dos processos mais comuns. são os seguintes: . incluindo Kodak. passaram pela reengenharia nos últimos anos. O importante é enxergar o processo e não a estrutura organizacional. ligadas entre si. uma ordenação específica das atividades de trabalho no tempo e no espaço. a estrutura funcional e hierárquica deixa de ser enfatizada. assegurando que cada processo de transformação adicione valor ao produto e também monitorando a satisfação no mercado. começando pelos insumos do produto e terminando com os produtos finais e os clientes.administração de suprimentos.administração de recursos humanos (desde o planejamento de mão-de-obra até o desligamento). fim e inputs e outputs claramente identificados: uma estrutura para a ação. mesmo as muito grandes e complexas. . Um processo é um conjunto de atividades. página 03 A perspectiva do processo implica a visão horizontal do negócio. a palavra processo tem importância fundamental.serviço de vendas pelo correio. portanto. Bell Atlantic e Taco Bell. .desenvolvimento de produtos (desde a identificação da necessidade do novo produto até a apresentação do protótipo). um processo toma um determinado insumo e o transforma para criar um resultado.Processo Dentro da reengenharia. Um processo é. e que ocorrem naturalmente na operação diária da empresa. melhorando a qualidade das matérias-primas e outros insumoschaves. A reengenharia adota uma perspectiva de sistemas. Centenas de grandes empresas.gerenciamento de informações. .

Requer um conjunto de valores inteiramente novos. conforme descrito na tabela abaixo: .página 04 Nova Perspectiva A reengenharia requer uma perspectiva completamente diferente da prática da administração tradicional.

A diversidade de mercados e clientes pode exigir que um . os passos do processo são feitos em paralelo. a responsabilidade é de uma “equipe de processo”. Às vezes. resultando em menores esperas. os processos que passam pela reengenharia apresentam os seguintes pontos em comum: Várias atividades.página 05 Não acumule dúvidas. quando o processo é longo. melhores respostas aos clientes e maior poder para os trabalhadores. Procure saná-las logo que apareçam . Às vezes. antes distintas. os processos passam a ter mais de uma versão. Sempre que possível. sob responsabilidade de um “funcionário do assunto” ou “funcionário do processo”. menores custos indiretos. são conjugadas e combinadas numa só. reduzindo o tempo de execução. Embora os processos sejam seqüenciais. O processo decisório passa a fazer parte das atividades operacionais. Os trabalhadores passam a tomar decisões. porque a mudança dos processos comprime verticalmente a organização. De acordo com Hammer e Champy. sempre há atividades que podem ser programadas para ocorrer simultaneamente.

possibilita às unidades organizacionais operar como se fossem completamente autônomas. “trabalhadores do conhecimento” altamente educados e orientados tecnicamente.Gestão do Conhecimento e do Capital Intelectual aula gravada em áudio GESTÃO DO CONHECIMENTO E DO CAPITAL INTELECTUAL Conhecimento . Está previsto que a empresa média será muito menor que as grandes corporações do passado. e os empregados terão mais independência que os trabalhadores do passado e será esperado que eles saibam mais sobre todo o negócio.mesmo processo tenha diferentes versões para atender a diferentes necessidades. Característica mais marcante. Conciliação é o processo de uniformizar valores e informações oriundas de pontos externos de contato. os processos “reengenheirados” integram o trabalho que é realizado em unidades organizacionais independentes.aos projetos de reengenharia. O trabalho passa a ser executado no local onde faça mais sentido. por meio da agregação dos controles locais em sistemas mais abrangentes. São comuns as operações híbridas do tipo centralizadas e descentralizadas. o objetivo de um negócio será menos fazer um produto físico e mais prestar um serviço. A reengenharia. “quebra tudo” e recomeça um processo inovador e criativo. conclusão Conclusão A adoção da reengenharia aponta para novas tendências durante o século XXI. substituirão os empregados da produção como uma “elite do trabalho”.Módulo IV Aula 4 Para efeito de sua própria autoavaliação. da Unidade 1. O “gerente de processo” proporciona um ponto de contato único. que assumam maiores responsabilidades. A reengenharia deixa o foco de “ficar melhorando as coisas” . O “gerente de processo” age como responsável pelo processo todo perante o cliente. aula 05 . A reengenharia reduz o número de pontos externos de contato. em Avaliações. Usar “gerentes de processo” é outro ponto em comum aos projetos de reengenharia. o trabalho tornar-se-á menos rotineiro e previsível e irá requerer aprendizado constante e pensamento complexo. corram riscos. conforme vimos na Aula 7.exercícios de autoavaliação . realize as atividades localizadas no menu lateral: "Avaliação". e sejam responsáveis pelo resultado dos negócios. Gestão . A reengenharia foi derivada da departamentalização por processos. por meio da tecnologia da informação. Reduzem-se os controles e verificações. Minimiza-se o esforço de conciliação. Ela deixa de lado as estruturas rígidas da departamentalização funcional e age com os olhos voltados para os processos organizacionais. O “gerente de processo” age como responsável pelo processo todo perante o cliente.

menores ciclos de vida de produtos e mudanças tecnológicas fazem com que a administração tenha papel fundamental na obtenção de sucesso ou fracasso de uma organização dentro desse ambiente.mayo. portanto. A crescente internacionalização dos mercados e das Economias tem produzido efeitos surpreendentes em muitos âmbitos. principalmente pela união das telecomunicações com a informática.edu/mshs/images/tech-res. configuram recurso básico na definição de rumos e objetivos da empresa – fixação de estratégias e políticas. Fatores preponderantes do processo de globalização como competição. mais facilmente poder-se-ia triunfar e sobressair perante os demais. Fonte: http://www. Fonte: http://www. utilizar o conhecimento como recurso estratégico e capacitar as pessoas para adaptação à nova realidade. . A utilização da Tecnologia da Informação é parte integrante do processo de transformação das organizações.geocities. então. a preferência por organizações enxutas e o espetacular avanço da tecnologia. consultores e acadêmicos cada vez mais vêm falando do conhecimento como o principal ativo das organizações.jpg página 02 Tecnologia e Informação Tanto a tecnologia como as informações são ferramentas para o sucesso da administração. também chamada por alguns autores de gestão do capital intelectual.com. notadamente nos campos da informação e das telecomunicações. não sendo desconhecido o fato de que. avaliação e decisão sobre alternativas e avaliação de resultados. utilizar sistemas de informações gerenciais.yahoo. pois ao longo da história mundial os homens que se encontravam na vanguarda do conhecimento. sempre estiveram em destaque. está entre os temas mais discutidos atualmente. possuindo conhecimento.jpg Sua importância não é uma descoberta nova. investir em inovações tecnológicas. implementar o processo de mudança organizacional. a conhecida globalização.br/centropis/cerebro. e da necessidade de compartilhá-lo como a grande chave para vantagens competitivas e sucesso empresarial? Entre os vários fatores que poderiam explicar esse movimento estão: as mudanças na Economia global.A gestão do conhecimento. sendo necessário. os empresários. demanda por qualidade. Por que.

que trata exatamente de uma nova visão da educação profissional não mais apenas como preparação pontual para o desempenho de determinadas tarefas. na capacidade de relacionar informações estruturadas e não estruturadas com regras constantemente modificadas e aplicadas pelas pessoas na empresa. por sua vez. "Se a taxa de mudanças dentro da empresa for menor do que a taxa das ocorridas fora da mesma. O conhecimento tácito. vista como cidadão e trabalhador. portanto. disseminá-los por toda a organização. dos relacionamentos e dos processos. da preparação da pessoa. 1991). fundamentalmente. portanto. Nesses tempos de grandes mudanças de mercado. e requer a distinção apresentada por Polanyi entre os dois tipos de conhecimento existentes nas organizações: o conhecimento explícito e o conhecimento tácito. é aquele contido e decorrente das ações. etc. registrado. com consistência. vídeo e teleconferências. A conjunção das tecnologias de informática e telecomunicações tornou viável um grande número de atividades antes sequer imaginadas. transmitido ou armazenado. na conversão do conhecimento tácito em explícito. Pode-se. Mudanças Vivemos um tempo de mudanças contínuas. manuais. os produtos e serviços transformam-se em agregados de idéias e o valor dos ativos intangíveis supera em muito os valores dos ativos financeiros. Essas atividades definem a empresa “criadora do conhecimento”.um dos quais o acirramento da concorrência e a necessidade de manter vantagens competitivas sustentáveis. e pode ser facilmente processado. mas também o desenvolvimento de um trabalho que tenha sentido e do qual o trabalhador se orgulhe de estar participando. com participação direta da tecnologia da informação como elemento de apoio. cujo principal negócio é a contínua inovação. experiências. as empresas de sucesso são aquelas que conseguem. Jack Welch Educação e Mudança . o fim está à vista”. Trata-se. página 03 De acordo com Nonaka e Takeuchi. como a experiência e o conhecimento tácito das pessoas. As organizações enxutas que emergiram dos processos de adoção indiscriminada de novas tecnologias (e terceirizações não planejadas) em muitos casos fizeram ver que a redução generalizada de custos redundasse em perdas de grandes valores. multiplicidade de competidores e produtos tornando-se obsoletos rapidamente.. normas. para um modelo dinâmico que reconhece a força do material intelectual. O conhecimento explícito é aquele que pode ser. e transformá-los em novas tecnologias e novos produtos. a única fonte de vantagem competitiva é o conhecimento” (Nonaka. O conhecimento é criado apenas pelos indivíduos e a eles pertence. entre tantas outras. a essência para a criação efetiva do conhecimento organizacional está. portanto. numa época de desafios cada vez maiores. A diferenciação passa a vir do conhecimento. ou está. “Numa Economia na qual a única certeza é a incerteza. emoções. A busca da melhoria do desempenho organizacional dentro desses enfoques faz-se por meio de um elemento fundamental – a informação – cuja gestão é ponto fundamental na gestão do conhecimento. valores ou ideais dos indivíduos. os sistemas integrados. e. basicamente. criar novos conhecimentos. para o desenvolvimento de competências que garantam tanto o sucesso da organização quanto seu sucesso e felicidade pessoal. visualizar as organizações migrando do velho modelo. A Educação Corporativa. como as redes globais e internas. no qual os insumos entravam numa espécie de caixa-preta e dela originavam-se os produtos finais. proliferação de tecnologias. e por isso. uma organização não pode criar conhecimento sem as pessoas – o que pode é apoiar as pessoas criativas e prover contextos para que estas gerem conhecimento. mediante uma carreira que privilegie não apenas o simples desempenho de funções mecânicas. seja em computadores. em que o conhecimento é a maior alavanca de riquezas em todas as áreas. seu aprendizado assume papel fundamental. A Gestão do Conhecimento reside.

precisamos também nos questionar sobre o novo papel da educação na vida de cada um de nós. por meio do Relatório Delors. reestruturações e menor lucro operacional. ao lado do trabalho. do outro. a serem. pois no século XXI a capacidade de trabalho dependerá cada vez mais de um processo contínuo de aprendizagem. no entanto. Os antigos princípios não valem mais. A realidade. E. principalmente em função do avanço tecnológico que permite. quando afirmava termos “o mercado como a mais eficiente configuração para o fomento da capacidade produtiva de uma nação e para a escalada de seu processo de formação de capital” (apud Guerreiro Ramos. efetivarmos as mudanças necessárias em face do novo panorama de mercado. O próprio pensamento de Max Weber já refletia sobre a mudança de foco das organizações. a riqueza é o conhecimento. entre nossas motivações materiais de sobrevivência e nossas motivações espirituais de transcendência. e a serem desenvolvidas adequadamente se tiverem como base informações com qualidade. e os componentes determinantes do cenário do mercado são avanços tecnológicos. hoje dominantes. que caracterizou boa parte da ciência e da filosofia da modernidade. 1989). aplicadas em conjunto. mas com seu efetivo auxílio. brindou-nos de um lado com o totalitarismo das utopias estatizantes e. que determinam como diferencial competitivo das empresas suas estratégias de qualidade (conformidade). com o individualismo das sociedades capitalistas liberais. pelo qual pode-se visualizar a organização como um conjunto de eventos interligados em um mesmo esquema. aumentar a capacidade de produção. 1997). com a aplicação do raciocínio sistêmico. Fonte: www. rever canais de distribuição.htm São modelos que visavam um mercado pouco exigente e operam. coloca quatro perguntas fundamentais: Como Aprender a Fazer? a Conhecer? a Ser? e a Conviver? O encontro entre a aprendizagem e o trabalho está baseado no duplo diálogo entre o conhecer e o fazer e entre o ser e o conviver. conseguindo com que o processo de transformação organizacional ocorra não por causa da tecnologia. atualizadas e no tempo certo. limitações de capital. O aspecto importante a ser ressaltado é a utilização do conhecimento como recurso estratégico: “Nunca Economia na qual a única certeza é a incerteza. mas reafirma-se a chave para a produtividade – o conhecimento. A natureza instrumental das organizações permanece. tudo gira em torno das expectativas dos clientes. comunicações. Ao repensarmos as organizações no contexto de uma Economia na qual o conhecimento passou a representar o ativo de produção mais importante. naturalmente. O abandono de nossa transcendência. tempo (velocidade) e custo. a Unesco. Na Era da Informação. em linhas de produção para um mercado de massa – nos quais a preocupação era produzir. desde que bem utilizado. a única fonte segura de vantagem competitiva duradoura é o conhecimento” (Nonaka. página 04 O Processo de Mudança Vários modelos administrativos em execução nos dias de hoje ainda são um conjunto de princípios estabelecidos há praticamente dois séculos. ou seja. precisamos de uma clara noção do papel que o trabalho representa em nossa vida. assim como a eliminação de empregos. Existe hoje a necessidade de “reinventar” as organizações.alzheimers. é outra. por exemplo.org/unraveling/07. globalização.Ao conceber os quatro pilares fundamentais da educação do futuro. É importante ressaltar o papel da tecnologia da informação nesse ambiente competitivo. .

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Mudar é Preciso
Algumas mudanças são inevitáveis, mas é importante reconhecer que muitas forças agem no sentido de manter uma organização num estado de equilíbrio. As forças contrárias à mudança também são forças que apóiam a estabilidade das organizações. Em estudo sobre o processo de conseguir mudança efetiva, Lewin observou que as pessoas sentem dois grandes obstáculos à mudança. Não se dispõem a modificar atitudes e comportamentos antigos (ou simplesmente são incapazes disso). Muitas vezes, a mudança dura pouco – após breve período de tentativa de fazer as coisas de modo diferente, as pessoas quase sempre procuram voltar a seu padrão anterior. Para superar esses obstáculos, Lewin criou um modelo de três passos do processo de mudança, que foi refinado por Schein (1980), e pode ser aplicado a pessoas, grupos ou a organizações inteiras:

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Capital Intelectual

O capital humano significa pessoas estudadas e especializadas, que são o ponto central na transformação global. Segundo Richard Crawford, em seu livro “In the Era of Human Capital” a expressão capital humano apareceu pela primeira vez na literatura econômica em 1961, no artigo “Investindo em Capital Humano”, publicado na American Economic Review, escrito pelo economista Theodore W. Schultz, vencedor de Prêmio Nobel de Economia de 1979, reforçando os conceitos formulados no século XVIII por Adam Smith e outros. Tido como a característica mais marcante da era do conhecimento, o surgimento do capital humano aparece como a força dominante da Economia. Embora na sociedade industrial o capital físico e financeiro fosse um fator crítico para o sucesso, na Economia do conhecimento a importância relativa do capital físico diminui à medida que a tecnologia torna-se mais barata e a qualificação, o conhecimento e as habilidades das pessoas crescem em importância. O Japão é um exemplo clássico de Economia construída com base no capital humano. Após a Segunda Guerra, sua estrutura física estava em ruínas e não havia nenhuma matéria-prima de valor. Apesar disso, em menos de 50 anos, desenvolveram a Economia de maior sucesso do mundo, como fruto de uma população trabalhadora e, acima de tudo, bem educada. Conforme Peter Drucker (1999) é exatamente na área econômica que está a grande diferença entre o trabalhador manual e o trabalhador do conhecimento. Segundo o autor, a teoria econômica e a maior parte das empresas vêem o trabalhador manual como custo. Para que sejam produtivos, devem ser considerados ativos e, como qualquer ativo, precisam crescer. Os trabalhadores do conhecimento possuem os meios da produção. O conhecimento que eles detêm é um ativo. Assim como o capital físico deprecia, o capital humano também. No entanto, o problema maior é exatamente a rapidez com que o conhecimento e a tecnologia tornam-se obsoletos. “O único caminho para os trabalhadores da sociedade do conhecimento manterem suas habilidades e conhecimentos e atuarem efetivamente como capital humano é se comprometendo com um aprendizado contínuo e vitalício, o que afetará todos os trabalhadores, tanto como indivíduo quanto como empregados ou empregadores” (Crawford, 1994). Enquanto na sociedade industrial a educação era voltada exclusivamente para a alfabetização e o provimento de treinamento técnico, na sociedade do conhecimento a educação passa a ser universal e os níveis de educação crescem para as novas áreas de conhecimentos que requerem treinamentos e educação atualizada para sua aplicação. Outro ponto importante diz respeito ao valor do capital humano, que cresce com o aumento do capital físico, uma vez que equipamentos mais sofisticados aumentam o valor dos treinamentos especializados e da educação necessária. Isso quer dizer que os próprios capitais (físico e financeiro) adicionam valor ao capital humano, pois permitem que este aumente sua produtividade e suas habilidades profissionais. Entretanto, o capital humano é essencial para a produção do capital físico, seja na invenção de novos equipamentos, novos produtos, ou novos negócios.

conclusão

Conclusão

Durante a Revolução Industrial, as máquinas substituíram a força física. Na Economia do conhecimento, as máquinas complementam a capacidade intelectual do ser humano. É fundamental entender que o verdadeiro desenvolvimento organizacional depende essencialmente da aprendizagem organizacional e que um mundo em permanente transformação exige pessoas e organizações com total disponibilidade para aprender a aprender. É possível conquistar novos conhecimentos e criar novas sinapses em nosso cérebro privilegiado, mas também é possível preservar valores do coração e da dignidade humana. .

Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo IV Aula 5

Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. Acesso pelo menu "Avaliação", em Avaliações.

aula 06 - Família I.S.O - International Standartization Organization

aula gravada em áudio

FAMÍLIA ISO
O que é? ISO significa Internacional Organization for Standartization (Organização Internacional de Normatização) – é uma organização internacional privada, sem fins lucrativos, criada em 1947 e tem sede em Genebra, na Suíça. ISO não é apenas a sigla da organização, é o nome que deriva da palavra grega isos, que significa igual. Seu objetivo é promover o desenvolvimento de normas, testes e certificação, atividades relacionadas com a intenção de facilitar o intercâmbio internacional de bens e de serviços e para desenvolver a cooperação nas esferas: intelectual, científica, tecnológica e de atividade econômica. Esta organização é formada por representantes de 91 países, cada um representado por um organismo de normas. A ISO envolve mais de 180 comitês técnicos, abrangendo muitos setores e produtos industriais.

A ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas – membro fundador da ISO, é a organização nacional de normatização que representa o Brasil. Os membros da ISO são os representantes das entidades máximas de normatização nos respectivos países como, por exemplo, ANSI (American National Standards Institute), BSI (British Standards Institute), DIN (Deutsches Institut für Normung) e o INMETRO (Instituto Nacional de Metrologia).

Certificação e Normas
Certificação é uma declaração de um órgão independente de que a organização sob o processo de auditoria atende aos requisitos de uma norma especificada. A certificação atesta que a organização tem um Sistema de Gestão da Qualidade implantado e que demonstrou que tem capacidade para fornecer, de forma consistente, produtos e/ou serviços que atendam aos requisitos do cliente e às leis aplicáveis, além de ampliar a satisfação do cliente pela aplicação efetiva e melhoria contínua do Sistema.

Em 1987, a ISO publicou manuais de avaliação do sistema da qualidade, chamadas Normas ISO Série 9000 de Padrões Internacionais (ISO series of International Standards), que sintetizavam diversas normas nacionais já existentes. Em 1996, foram publicadas as Normas ISO 14000, que tratam da administração ambiental. Ambas fazem parte de um conjunto de mais de 11.000 padrões internacionais que a ISO produziu desde sua fundação. A ISO não tem como missão controlar a aplicação de suas normas, que é uma

Série 9000 A família ISO 9000 de normas representa uma espécie de consenso internacional a respeito das boas práticas de administração da qualidade. que conferem certificados de conformidade com a ISO 9000. já que a organização não tem poder legal para obrigar sua adoção.questão de entendimento voluntário entre fornecedores e seus clientes. nem essas empresas têm qualquer delegação da ISO para fazê-lo. as normas ISO passaram a ser utilizadas como mecanismos de auditoria da qualidade. a certificação não é conferida pela ISO. da segurança e ambiental. Surgiram empresas especializadas nesse tipo de auditoria. A família compreendia. A ISO 9000 não é uma norma internacional da qualidade revolucionária. ou seja. Alguns de seus padrões foram adotados por governos nacionais. página 02 Devido a sua grande aceitação. No entanto. evoluiu a partir de normas de qualidade existentes e amplamente usadas. Suas origens remontam à norma militar inicial para a qualidade. especialmente nas áreas da saúde. cinco séries específicas: . Além disso. Ela é evolucionária. ou de exigência que alguns compradores fazem a seus fornecedores. mas não é uma garantia da qualidade de produtos. nem em seu nome. a adesão às normas ISO é voluntária. até o ano 2000. desenvolvida em 1963.

melhorados e aprovados. desde o projeto até o serviço. São 20 os elementos abordados nas séries ISO 9000. foi usada por companhias para as quais a ênfase estava na produção e na instalação. A norma ISO 9002. sendo a mais abrangente a ISO 9001 que é utilizada pelas companhias para controlar seus sistemas de qualidade durante todo o ciclo de desenvolvimento dos produtos. A numeração. 9004-2 e assim por diante). de 9000 até 9004. não significa uma hierarquia entre as séries. a inspeção e o ensaio final do produto seriam suficientes. testados. Esta norma da qualidade era utilizada por empresas cujos produtos já foram comercializados. . antes de ser retirada no ano 2000.página 03 A ISO 9000 serve de roteiro para implementar as demais. antes de ser retirada no ano 2000. A norma ISO 9003. Essas séries específicas dividem-se em normas ainda mais especializadas (9004-1. foi dirigida para companhias nas quais sistemas abrangentes da qualidade podiam não ser tão relevantes.

.página 04 Certificação A certificação ISO é tipicamente voluntária.

divulgação constante do assunto qualidade. Auditorias Internas: são aquelas realizadas por auditores que pertencem aos quadros da empresa. o do Reino Unido. Auditorias de Terceira Parte: são aquelas realizadas por um órgão independente. para determinar a capacidade deste fornecedor em atender os requisitos das Normas ISO e. formação dos Auditores Internos da Qualidade. seleção e designação formal de um coordenador. escolhidas em comum acordo entre comprador e produtor. “avaliações do Sistema da Qualidade do fornecedor (quem produz e vende o produto) são utilizadas antes de um contrato. implantação das ações corretivas para as não conformidades. página 05 Etapas necessárias para a certificação: comprometimento da alta administração. Os países desenvolvidos possuem esquemas de certificação muito bem desenvolvidos. formação do Comitê de Coordenação. são reconhecidas três possibilidades de avaliações/auditorias. quando apropriado. elaboração do Manual da Qualidade. palestra sobre qualidade para todos os funcionários. sobre o fornecedor. conforme a relação entre auditores e empresas sob processos de auditoria.” Internacionalmente. requisitos suplementares. realização das auditorias internas. está entre os mais respeitados e utilizados. estudo de cada um dos requisitos da norma e realização do diagnóstico da organização em relação ao requisito. elaboração e divulgação da política da Qualidade. Dentre eles. Auditorias de Segunda Parte: são aquelas realizadas pelo comprador. seleção da Entidade Certificadora. .Conforme estabelecido na ISO 9000. treinamento. formação de grupos de trabalho com a participação dos funcionários para elaborar as instruções de trabalho. plano de trabalho para a implantação de cada requisito. treinamento dos funcionários na documentação da Qualidade.

mudança comportamental dos colaboradores. ações baseadas em fatos e não em opiniões. aumento da capacitação dos funcionários. entre outros: foco no cliente. início de um processo de potencialização dos funcionários. cria uma cultura voltada para a Qualidade. podendo-se ainda ressaltar o treinamento e a capacitação dos colaboradores e a abertura de canais de comunicação com os fornecedores. a empresa é vista pelos funcionários com um todo.página 06 O que as empresas ganham com o ISO 9000 Além dos motivos óbvios de manter seus clientes e conquistar novos mercados. eliminação de fluxos irracionais ou desnecessários. a implantação da ISO 9000 na empresa promove os seguintes ganhos. Por estes e outros motivos é que as normas ISO 9000 vêm tendo no mundo inteiro ampla aceitação. redução do desperdício. aproximação das áreas e eliminação de barreiras internas. aumento do desempenho da empresa. paralelamente. com destaque para a parceria. ênfase nas causas dos problemas e não nos "culpados". estabelecimento de carteira de clientes/fornecedores internos Essas são. outros processos fundamentais à qualidade: criação de um novo conceito de administração. algumas das transformações pelas quais a empresa passa durante um processo de implementação das normas ISO 9000. uniformidade e clareza de conceitos. entre outras. aumento da participação dos funcionários. Um processo que se inicie pela implementação de requisitos mínimos das normas ISO 9000 faz com que ocorram. melhorias contínuas e quebra de barreiras interdepartamentais. cria bases sólidas para programas de Qualidade total página 07 Há muitos outros ganhos possíveis. .

a Família NBR ISO 9000 possui um pequeno número de normas adicionais contendo diretrizes e alguns relatórios e especificações técnicas para a implementação e/ou manutenção de um sistema de gestão da qualidade.br/qualidade/faq. Uma empresa que possui ISO pode ser melhor vista no mercado. principalmente. Para cumprir esta diretiva. Vejamos algumas razões para esta revisão: • Dar resposta aos inúmeros problemas com o modelo de vinte elementos que se apresentavam distribuídos pelo texto das normas de forma pouco articulada. dificultando seu uso nas organizações.htm “A Família NBR ISO 9000:2000 está composta da seguinte forma: • NBR ISO 9000:2000.” O que há de novidade na ISO 9000:2000? Todas as normas da ISO devem passar por um processo de revisão de tempos em tempos. conforme a própria FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) preconiza por meio de seu site: http://apps. • Acompanhar a evolução das necessidades de usuários e clientes sofre mudanças radicais e rápidas. . Sistemas de Gestão da Qualidade – Fundamentos e Vocabulário. • Consolidar e diminuir o número de normas de caráter orientativo.fiesp. algumas modificações foram feitas nas normas ISO. a ISO 9000:2000 foi modificada. Ela inclui os requisitos de satisfação do cliente. • NBR ISO 9004:2000.Diretrizes para melhoria de desempenho. O passado só nos serve para mostrar nossas falhas e fornecer indicações para o progresso no futuro”. • NBR ISO 9001:2000.Requisitos."Princípios da Eficiência: Não temer o futuro nem idolatrar o passado. pelos pequenos e médios empresários que não dispõem de especialistas ou de departamentos de gestão da qualidade para interpretar os requisitos da norma e implementá-los adequadamente. Sistemas de Gestão da Qualidade . Além destas 3 normas. composta pelas NBR ISO 9000. Henry Ford Modificações nas normas da Família ISO a partir de 2000 A partir do ano 2000. • Possibilitar a implementação integrada e de forma fácil de múltiplos sistemas gerenciais. principalmente nas últimas duas décadas. A nova versão das normas da série NBR 9000:2000. notadamente dos sistemas de gestão de meio ambiente e de segurança e saúde ocupacional conclusão Conclusão As normas ISO tiveram uma grande aceitação e passaram a ser sinônimo de qualidade. O insucesso é apenas uma oportunidade de começar de novo com mais inteligência. Sistemas de Gestão da Qualidade . através de uma aplicação efetiva do sistema. • Simplificar a linguagem para evitar as dificuldades encontradas. • Dar orientação à gestão das organizações para melhorar o desempenho e não apenas quanto aos requisitos para a certificação ou registro dos sistemas da qualidade.com. NBR ISO 9001 e NBR ISO 9004 incorpora diversas alterações em relação à versão de 1994.

sem perder sua amplitude. da prevenção de deficiências na qualidade. se uma empresa deseja obter a ISO. . ISO 9001 e ISO 9004. fatores técnicos. A versão da Família ISO 9000. Mesmo em nível internacional.Módulo IV Aula 6 Para efeito de sua própria autoavaliação.exercícios de autoavaliação .Cadeia de Suprimentos aula gravada em áudio SUPPLY CHAIN MANAGEMENT Histórico O movimento da qualidade total e o conceito de produção enxuta trouxeram consigo em conjunto de técnicas e procedimentos como o Just In Time (JIT). ISO 9003 e ISO 9004. são poucas as empresas que já conseguiram implementá-lo com sucesso. Controle Estatístico de Processos (CEP). Amplamente adotadas em quase todos os países industrializados de economia de mercado. ou Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos. realize as atividades localizadas no menu lateral: "Avaliação". que afetem a qualidade. Gestão . ela deve se organizar de forma tal que. mas sim ao sistema de gerenciamento da qualidade e. A partir do ano 2000. estejam sob controle. ao atendimento das exigências do cliente. a Família ISO 9000 passou a ser composta apenas pela ISO 9000. era composta pelas normas ISO 9000. Supply Chain Management (SCM). Kanban e Engenharia Simultânea. começou a se desenvolver apenas no início dos anos 90. aula 07 .Supply Chain . Todo este controle deve estar orientado no sentido da redução e. Redução do Tempo de Setup (SMED). Função da Qualidade de Desenvolvimento (QFD). acima de tudo. principalmente. administrativos e humanos. e em nível acadêmico o conceito ainda pode ser considerado em fase de construção. Na trilha das mudanças um novo conceito surgiu.É sempre importante esclarecer que estas normas não dizem respeito ao produto ou serviço. estas técnicas e procedimentos contribuíram para um grande avanço da qualidade e produtividade. até 1994. ISO 9001. Por fim.

Há profissionais que consideram o SCM como apenas um novo nome. página 03 . internos e externos. Instrumento fundamental para a eficiência do processo de comercialização e distribuição de bens e serviços. Embora muito se tenha falado. Além disso. ou seja. que executam as funções que dão apoio ao Marketing de produtos e serviços de uma determinada empresa. é fundamental entender o conceito de canal de distribuição já bastante consolidado e há muito utilizado por Marketing. O desenvolvimento de novos produtos é talvez o mais óbvio deles. pesquisa e desenvolvimento para a formulação do produto. página 02 Em contrapartida a esta visão. e que são críticas para a implementação do SCM. instituições e agentes. pois inclui um conjunto de processos de negócios que em muito ultrapassa as atividades diretamente relacionadas com a logística integrada. uma ampliação da atividade logística para além das fronteiras organizacionais. pouco ainda se conhece sobre o verdadeiro significado deste novo conceito e principalmente sobre as barreiras e oportunidades para sua implementação. na direção de cliente e fornecedores na cadeia de suprimentos. fabricação e logística para executar as operações. Compras e desenvolvimento de fornecedores são outras duas atividades que extrapolam funções tradicionais da logística. O que vem a ser Supply Chain (SCM)? Para melhor entender o conceito de Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos. tais como: o marketing para estabelecer o conceito. e finanças para a estruturação do financiamento. existe uma clara e definitiva necessidade de integração de processos na cadeia de suprimentos. o canal de distribuição pode ser definido como sendo o conjunto de unidades organizacionais. pois vários aspectos do negócio deveriam ser incluídos nesta atividade. uma simples extensão do conceito de logística integrada. existe uma crescente percepção de que o conceito de Supply Chain Management é mais do que uma simples extensão da logística integrada.

das práticas de segmentação de mercado e do lançamento contínuo de novos produtos. estoque. O crescente número de participantes trabalhando num ambiente competitivo e de pouca coordenação é a principal razão para o crescimento dos custos. atacadistas. . não assumindo o risco da posse do produto. Qualquer unidade organizacional.Dentre as funções de suporte ao Marketing incluem-se: compras. informações. programação da produção e financiamento. quando o conceito de Marketing era pouco desenvolvido e a idéia de segmentação de mercado era pouco utilizada. assumindo o risco pela posse do produto. levando ao aumento dos custos operacionais nos canais de distribuição. O que muitas empresas buscam neste processo é o foco na sua competência central (core business). os canais de distribuição vêm se tornando cada vez mais complexos. processamento de dados e prestadores de serviços logísticos integrados. repassando para prestadores de serviços especializados a maioria das operações produtivas. a presença de membros especializados era pouco difundida. página 04 O Surgimento do SCM A desverticalização levou à combinação de maior complexidade com menor controle. basicamente através da prestação de serviços aos membros primários. vendas. o aumento da competição e a instabilidade dos mercados levaram a uma crescente tendência à especialização. Com a evolução do conceito de Marketing e mais especificamente. Os exemplos mais comuns são as empresas de transporte. Até a década de 50. transporte. Membros Especializados: são aqueles que participam indiretamente. através da desverticalização e/ou terceirização. Uma das principais conseqüências deste movimento foi o crescimento da importância dos prestadores de serviços logísticos. e incluem: fabricantes. o surgimento de novos e variados formatos de varejo. As estruturas dos canais de distribuição vêm se tornando mais complexas ao longo dos anos. armazenagem. Em contrapartida. por meio de um processo de cooperação e troca de informações. armazenagem. As relações entre os membros primários eram distantes e conflituosas. A solução para este problema passa necessariamente pela busca de uma maior coordenação e sincronização. distribuidores e varejistas. instituição ou agente que execute uma ou mais funções de suporte ao Marketing é considerado um membro do canal de distribuição Os diversos participantes de um canal de distribuição podem ser classificados em dois grupos: Membros Primários: participam diretamente do processo. Existia uma forte tendência à integração vertical como forma de manter controle e coordenação.

armazenadores. tende a forçar o atacadista a carregar mais estoque de segurança a fim de ser capaz de oferecer um nível aceitável de serviço para o varejista. um menor custo logístico para o fabricante seria alcançado às custas de outros membros do canal. que está sendo denominado de Supply Chain Management. ele representa o esforço de integração dos diversos participantes do canal de distribuição por meio da administração compartilhada de processos-chave de negócios que interligam as diversas unidades organizacionais e seus membros. Implica em alta interação entre os participantes e exige a consideração simultânea de diversos elementos. as instituições externas ou agentes (transportadores. É exatamente este esforço de coordenação nos canais de distribuição. exigindo do fabricante um alto volume de vendas ou uma saturação geográfica em um mercado regional. O Supply Chain Management é uma abordagem sistêmica de razoável complexidade. desde o consumidor final até o fornecedor inicial de matérias-primas. Em outras palavras. através da integração de processos de negócios que interligam seus diversos participantes. Como exemplo. criou as condições ideais para se implementar processos eficientes de coordenação. Neste caso. por esta razão. Numa estrutura onde o fabricante distribui diretamente para o consumidor final. página 05 No caso da distribuição indireta. Um fabricante que ofereça uma baixa disponibilidade de oferta e tempo de entrega inconsistente. resultando provavelmente numa cadeia de suprimento menos eficiente e eficaz. Vai além das fronteiras organizacionais e considera tanto os elementos internos quanto os interorganizacionais. combinado com a revolução nas telecomunicações. No entanto.O avanço da informática. podemos comparar os elementos existentes entre as opções de distribuição direta ou indireta por um dado fabricante. referente a quem deve se responsabilizar pelos estoques e em que estágio as diversas atividades deveriam ser realizadas. . a empresa tem muito mais controle sobre as funções de Marketing. o custo da distribuição tende a ser muito maior. atacadistas e varejistas) assumem grande parte do controle e risco e. o fabricante recebe um menor valor pelo seu produto.

devem ser considerados processos de negócios. tidos como essenciais. administração da demanda 4. . que é a Miliken.Uma maneira de evitar problemas seria através da mudança da estrutura. Os mais citados são: 1. Os níveis de estoque foram previamente determinados. redução nos custos de transporte e armazenagem. o sistema de controle de estoque da Sears está ligado ao de seu fornecedor de calças jeans. administração do fluxo de produção 6. Um exemplo muito eficaz de SCM é vindo das lojas Sears. ou por meio da adoção de novos procedimentos ou tecnologias. também tem seu sistema ligado ao fabricante do brim. Assim temos: Esse é um exemplo de 4 empresas ligadas por um único sistema de controle de estoque. que é a Du Pont. atendimento de pedidos 5. Esses 4 sistemas de estoque estão interligados por um único ponto de partida de um novo pedido: a passagem da calça jeans Levis no ponto de vendas da Sears. Levis. a Miliken também tem seu sistema de controle de estoque ligado ao fabricante da fibra do brim. nos Estados Unidos. Ao fazer a leitura óptica da passagem de uma calça Levis no ponto de venda (caixa). relacionamento com os clientes 2. aceleração do ciclo de caixa e aumento do retorno sobre o investimento. redução de estoque. promovendo um controle muito seguro através da técnica de SCM. Como. compras/Suprimento 7. desenvolvimento de novos produtos A adoção do conceito de Supply Chain Management incentiva. página 06 Para que a implementação do SCM seja eficaz. Por fim. a busca e identificação de oportunidades deste tipo e sua implementação conjunta. Essa por sua vez. O pedido de compras que um faz do outro também foi definido com base no estoque mínimo mais um determinado percentual de segurança. a adoção de um sistema de processamento de pedidos automatizado em substituição a um sistema arcaico poderia permitir uma melhoria do nível de serviço. por exemplo. serviço aos clientes 3. através do processo de coordenação e colaboração.

exercícios de autoavaliação . O enorme interesse pelo tema é justificado pela comparação dos exemplos de sucesso já conhecidos. A adoção do conceito de Suppy Chain Management incentiva. ainda em formação e pouco difundido entre os profissionais. As razões para tanto são basicamente duas. o SCM já está na agenda da maioria dos gerentes das grandes empresas internacionais. como a Fortune. estão anunciando o SCM como a nova fonte de vantagens competitivas.Q . e a segunda com a complexidade e dificuldade de implementação do conceito. realize as atividades localizadas no menu lateral: "Avaliação". a busca e identificação de oportunidades e sua implementação coordenada.conclusão Conclusão No Brasil. tanto dos procedimentos internos como nos externos. impulsionada pelo movimento da logística integrada que vem se acelerando no país. Artigos na imprensa especializada. A primeira deriva da relativa novidade do conceito. Gestão . surpreende verificar que tão poucas empresas o tenham implementado. com o nível de complexidade e descoordenação da maioria dos canais de distribuição hoje existentes. Embora seja um conceito em evolução. aula 08 .Módulo IV Aula 7 Para efeito de sua própria autoavaliação. que desperta a atenção de gestores das grandes e mais modernas organizações da atualidade. Tanto quanto possível dependem de uma estrutura tecnológica que permita um perfeito controle das variáveis que envolvem os sistemas de entrega.Prêmio Nacional de Qualidade aula gravada em áudio PRÊMIO NACIONAL DE QUALIDADE .PNQ Histórico O Prêmio Nacional de Qualidade (PNQ) pretende promover a conscientização para a busca da excelência na gestão das . pois é uma abordagem que exige mudanças profundas em práticas arraigadas. de fornecedor para fornecedor. Considerando os enormes benefícios que podem ser obtidos com a correta utilização do conceito de SCM.P. Pesquisas preliminares sobre os ganhos que empresas podem auferir com a utilização correta do conceito apontam para reduções substanciais nos custos operacionais da cadeia de suprimentos. pelo processo de coordenação e colaboração.N. no que diz respeito ao relacionamento entre os diversos participantes da cadeia. cuja utilização ainda se restringe a um conjunto de empresas mais avançadas. a onda do Supply Chain começou a se espalhar no final da década de 90. Os bons resultados obtidos pelas empresas que já conseguiram implementar o Supply Chain com sucesso estampam a garantia de que este não é um modismo gerencial. mas algo consistente.

promotora do prêmio. a partir da troca de informações com as instituições congêneres à Fundação no exterior. geraram a credibilidade e o prestígio que hoje sustentam o Prêmio Nacional da Qualidade. Prêmio Qualidade Rio. Prêmio Gestão Qualidade Bahia. a Fundação conduziu dezenas de ciclos de premiação do PNQ e entregou centenas de relatórios de avaliação para todas as organizações candidatas."Em Busca da Excelência" – sendo. pequenas e microempresas. tais como: Prêmio ABES da Qualidade.FPNQ. De 1992 até hoje. organizações sem fins lucrativos. milhares de profissionais foram treinados pela FPNQ na aplicação dos Critérios de Excelência. em todo o território nacional. dos quais muitos se candidataram para atuar como voluntários da Banca Examinadora e como Juízes.organizações e facilitar a transmissão de informações e conceitos relativos às técnicas e práticas bem-sucedidas. cumprindo com a sua missão institucional. Prêmio Paulista de Qualidade da Gestão. foi instituída a Fundação para o Prêmio Nacional da Qualidade . para administrar o PNQ e todas as atividades decorrentes da premiação. Examinadores Seniores. Foram realizados dezenas de Seminários . utilizando o modelo bem-sucedido do PNQ. bem como as sucessivas atualizações implementadas nos Critérios de Excelência. Prêmio Qualidade do Governo Federal. médias empresas. Prêmio Qualidade RS. quase um terço internacionais. Prêmio Gestão Qualidade Sergipe. Examinadores Relatores e Examinadores. aliado a um Código de Ética seguido rigorosamente pelas Bancas Examinadoras. Por meio de sua área de edições técnicas distribuiu milhares de exemplares dos “Critérios de Excelência do PNQ”. Da experiência adquirida ao longo de vários ciclos de premiação. fundada por 39 organizações públicas e privadas. O Processo de Premiação O Prêmio é concedido anualmente nas categorias: grandes empresas. a FPNQ estimulou e participou da criação de diversas premiações setoriais e regionais. Desde sua criação. órgãos da Administração Pública . entidade privada e sem fins lucrativos. O domínio do conhecimento na área de avaliação. Prêmio ANTP da Qualidade. Em outubro de 1991. página 02 Alguns prêmios passaram a utilizá-lo como referencial de avaliação. e fazer a representação institucional externa do Prêmio Nacional da Qualidade nos fóruns internacionais. Prêmio Nacional ABRAPP de Qualidade.

dentre outras. Com a atualização anual sistemática dos “Primeiros Passos para a Excelência”. da Sadia. os "Primeiros Passos para a Excelência". ampla troca de informações sobre métodos e sistemas de gestão que alcançaram sucesso e sobre os benefícios decorrentes da utilização dessas estratégias. 3) servir como referencial de avaliação para iniciativas de premiações internas. como no caso do Serpro.Caso tenha alguma dúvida é só entrar em contato. da Petrobrás. O Prêmio busca promover: amplo entendimento dos requisitos para alcançar a excelência do desempenho e. Portanto. da Siemens. bem como o desenvolvimento de meios e processos que conduzam a uma melhor qualidade de vida. induzindo a reestruturação do sistema de gestão a partir dos resultados advindos da auto-avaliação. inclusive com a criação de premiações internas. desde 1996. página 04 Critérios de Participação O Prêmio Nacional da Qualidade é um reconhecimento à excelência na gestão das organizações sediadas no Brasil. portanto. a FPNQ buscou tornar disponível para entidades promotoras de prêmios setoriais e regionais um modelo de gestão e de avaliação simplificado. As organizações que desejam participar necessitam elaborar um Relatório da Gestão. . o Prêmio Nacional da Qualidade estimula a melhoria da qualidade de produtos e serviços através da gestão para a excelência do desempenho e a utilização de referenciais reconhecidos mundialmente. página 03 A FPNQ edita. da ECT. 2) permitir a auto-avaliação de qualquer tipo de organização. das Delegacias Federais de Agricultura. da Gerdau. promovendo a imagem e a reputação internacionais de excelência dos produtos e serviços brasileiros. A publicação tem três objetivos: 1) apresentar os critérios de gestão do PNQ de forma simplificada. a melhoria da competitividade. do Senai. abordando os Itens dos Critérios de Excelência. Premiações Internas Várias organizações vêm utilizando internamente os Critérios de Excelência do PNQ. que estão se desenvolvendo no Brasil. setoriais e regionais.

valorização da pessoa. visão de futuro. os Critérios de Excelência estabelecem requisitos para os temas de gestão relacionados com: liderança. contendo: perfil da organização e descrição da gestão. seja qual for o tipo de organização. inovação. responsabilidade social e ética. de acordo com o que é solicitado em cada um dos Critérios de Excelência. abordagem por processos. Esses Critérios foram desenhados não somente para servir como referencial para o processo de premiação. As organizações candidatas ao Prêmio devem fornecer informações sobre seu sistema de gestão. aprendizado organizacional. pessoas.elegibilidade 2. sociedade. Especialistas em organizações empresariais afirmam que a aplicação de forma estruturada dos fundamentos e critérios de excelência nas empresas traz.inscrição para candidatura e 3. clientes. sobre seus processos de melhoria e sobre os resultados alcançados. Os conceitos. no que se refere ao sistema de gestão do desempenho. de tal forma a permitir um diagnóstico. processo. estratégias e planos. foco nos resultados. página 05 As informações requeridas das candidatas podem ser subdivididas em três partes: 1. informações e conhecimento. os seguintes benefícios: .relatório da gestão. Essas informações têm por objetivo demonstrar que a candidata utiliza enfoques eficazes e exemplares que possam ser úteis também para outras organizações. decisões baseadas em fatos.O Prêmio está baseado em um conjunto de critérios para a excelência do desempenho. resultados. entre outros. Além disso. mas. princípios e valores definidos como essenciais para o exercício da excelência na gestão são apresentados por meio dos seguintes fundamentos: liderança e constância de propósito. agilidade. principalmente. criados a partir do compartilhamento de experiências entre organizações dos setores público e privado.

A análise crítica é realizada de forma sigilosa por voluntários da Banca Examinadora.visão sistêmica da empresa. identificação de pontos fortes e oportunidades para melhorias. Esse Relatório de Avaliação tem como base o Relatório da Gestão entregue pelas candidatas. que desempenham as seguintes funções: juízes instrutores examinadores seniores examinadores relatores examinadores Os juízes decidem com base nos Relatórios de Avaliação da Banca Examinadora e demais informações prestadas pela Fundação. promoção da cooperação interna. Etapa II – análise crítica de consenso. os benefícios decorrentes da utilização dessas estratégias são considerados como benchmarking e replicados por outras empresas na busca da melhoria da gestão. e suas estratégias de desempenho para alcançar o sucesso. assim como. conclusão Conclusão As empresas premiadas são consideradas como modelos de organizações competentes. página 06 A Banca Examinadora A Banca Examinadora do PNQ é composta por profissionais voluntários. Cada uma das Candidatas recebe um Relatório de Avaliação. análise por 1 sênior. para as candidatas bem-sucedidas na Etapa I. O processo de avaliação divide-se em três etapas: Etapa I – análise crítica individual. compartilhamento das informações e comprometimento da força de trabalho. Também é solicitado às organizações premiadas que compartilhem informações sobre suas estratégias de desempenho que alcançaram sucesso e sobre os benefícios decorrentes da utilização dessas estratégias. 1 relator e os 4 melhores examinadores da etapa anterior. foco na realização de resultados. liderada por um examinador sênior. submetidos a um rigoroso processo de qualificação. As organizações premiadas podem fazer uso do Prêmio para publicidade. capacitação para auto-avaliação a gestão conduzida pela empresa. por até 6 membros da Banca Examinadora. por até 10 membros da Banca Examinadora. A decisão é encaminhada ao Conselho Curador para divulgação. . Etapa III – visita às instalações das candidatas bem-sucedidas na Etapa II.

em Avaliações. serviços a clientes e acompanhamento de ordens de produção. as engrenagens da organização de distribuição e o cérebro das atividades de planejamento.R. Ajuda a controlar o dia-a-dia da organização. que tem por objetivo auxiliar o fabricante ou o gestor de uma empresa nas importantes fases do seu negócio. incluindo o desenvolvimento de produtos. manutenção de estoques.P. compra de itens.Gestão .R. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema.) O que é um ERP? É um sistema integrado que possibilita um fluxo de informações contínuo e consistente por toda a empresa sob uma única base de dados. Acesso pelo menu "Avaliação". ERP é um termo genérico para um conjunto de atividades executadas por um software multi-modular. um sistema ERP usa ou está integrado a uma base de dados relacional. Ela representa o núcleo da empresa de manufatura.E. compras ou distribuição. . interação com os fornecedores.exercícios de autoavaliação . com informações on-line e em tempo real.Enterprise Resource Planning aula gravada em áudio ENTERPRISE RESOURCE PLANNING (E.P. aula 09 . página 02 Tipicamente. como produção. É a chave para a automação de processos empresariais.Módulo IV Aula 8 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. . É um instrumento para a melhoria de processos de negócios. O ERP pode também incluir módulos aplicativos para os aspectos financeiros e até mesmo para a gestão de recursos humanos.

página 03 É um assunto que tem recebido pouca atenção da área acadêmica no Brasil. Porém. Os sistemas ERP surgiram da necessidade de rápido desenvolvimento de sistemas integrados. Por isso. onde as empresas foram forçadas a rever seus processos e sua maneira de trabalhar. sincronizar e completar todo esse . melhorar os serviços e reduzir os custos. mas também na integração múltipla de canais fora da organização. o assunto deverá ser objeto de maior atenção em nosso ensino superior. O ERP está cada vez mais vivo no atual mundo empresarial. ajudar a aumentar a eficiência. O ERP e o e-business são resultados do rápido crescimento da indústria de Tecnologia da Comunicação e da Informação. Com isso. o processamento cliente/servidor e algumas histórias de sucesso no início da década contribuíram para a sua expansão. Empresas com visão no futuro podem trocar informações e colaborar com parceiros comerciais e privados. se possível levando à atualizações curriculares. porém uma série de dificuldades de ordem prática e tecnológica não permitiu que esta visão fosse implementada em grande parte das empresas. o ERP pode fornecer informações em tempo real sobre o estado dos negócios. sendo o Brasil o sexto mercado para esse tipo de produto. reduzindo o custo e melhorando o tempo de respostas às mudanças e necessidades do mercado. é necessário um modelo empresarial inovador que busque formas de ligar. A idéia de sistemas de informação integrados existe desde o início da utilização dos computadores em empresas na década de 60. as soluções ERP estão se tornando um novo paradigma para a computação dita "comercial". Seu Impacto Adotado e implementado no núcleo da corporação para obter o máximo de retorno sobre o investimento.Como Surgiu? A década de 90 apresentou um expressivo crescimento dos sistemas ERP (Enterprise Resource Planning) no mercado de soluções de informática. A busca de alternativas para a redução de custos e diferenciação de produtos e serviços descortinou um novo contexto. O sucesso da digitalização não está apenas na integração dentro da empresa. O amadurecimento das opções disponíveis no mercado. Era necessário coordenar com maior proximidade as atividades dentro da cadeia de valor e eliminar desperdícios de recursos. ao mesmo tempo em que as empresas são pressionadas para terceirizarem todas as atividades que não pertençam ao seu foco principal de negócios. a evolução da tecnologia utilizada por bancos de dados relacionais.

RH.processo dentro e fora da empresa. de julho/agosto de 1998. entendemos o ERP como uma arquitetura de software que facilita o fluxo de informações entre todas as atividades de uma empresa. o que assegura rapidez e integridade das informações obtidas e armazenadas.H. A velocidade da mudança é essencial para que se aproveitem as oportunidades oferecidas pelo processo de digitalização. . finanças. segundo T. operando em uma plataforma comum que interage com um conjunto de aplicações. com interface gráfica com o usuário (GUI) e arquitetura cliente/servidor. etc. tais como: fabricação. dentro de uma visão logística de administração de recursos. Em um sistema de ERP. elimina-se a redundância de informações e re-digitação de dados. Davenport (Harvard Business Review. temos uma base de dados central interagindo com os vários módulos. O banco de dados interage com todos os aplicativos do sistema. é composto por um banco de dados único. Normalmente.121): página 04 Tecnologia Sistemas ERP são projetados para serem independentes de plataforma. estando numa extremidade os clientes e na outra os fornecedores. p. O ERP fundamenta-se em um processo evolutivo natural. Abaixo está a estrutura típica de um sistema de ERP. Desta forma. Portanto. logística. como fabricação. Tecnologia cliente/servidor significa que o usuário do sistema (cliente) roda uma aplicação (rotina de um módulo do sistema) que acessa as informações de uma base de dados única (servidor). finanças e recursos humanos. Sua função básica é prover dados integrados e fidedignos e exemplos de módulos empresais.

Essas características são importantes para a análise dos possíveis benefícios e dificuldades relacionados com a sua utilização e com os aspectos pertinentes ao sucesso de sua implementação. utilizam um banco de dados corporativo. incorporam modelos padrão de processos. página 06 Componentes típicos de um ERP: . reduzir custos.Por Que Usar? Alguns dos motivos que levam uma empresa a usar ERP: permanecer competitiva. parametrização – definição dos valores de parâmetros já disponibilizados pela empresa. atualização – é o processo pelo qual o fornecedor disponibiliza novas versões do sistema com incrementos na funcionalidade e correções de problemas e erros.adaptação de sistemas ERP para a sua utilização em países diferentes daqueles onde foram desenvolvidos. melhorar a qualidade. melhorar a produtividade. estoques. melhorar o planejamento e alocação de recursos. customização – é a modificação de um sistema ERP para que este possa se adaptar a uma determinada situação empresarial. Podemos ver algumas características abaixo: pacotes de software comerciais. página 05 Os sistemas ERP possuem uma série de características que. possuem grande abrangência funcional. localização . melhorar os serviços prestados aos clientes. integram as diversas áreas da empresa. distinguem os sistemas desenvolvidos internamente nas empresas e de outros tipos de pacotes comerciais. e requerem procedimentos de ajuste: adaptação – é o processo de eliminação das discrepâncias ou diferenças entre o pacote e a empresa. Envolve legislação e impostos. tomadas em conjunto.

contabilidade. conclusão Conclusão A utilização de sistemas E. custos. que. vendas. outros. em Avaliações.P (ou que já o implantaram) devem analisar cuidadosamente as dificuldades e os aspectos importantes em cada uma das fases do ciclo de vida. de implementação. A expectativa é de que profissionais alertas a estas questões consigam resolver melhor os problemas inerentes a uma mudança organizacional de grande porte. por ser uma solução composta de vários módulos integrados que relaciona todas as necessidades de uma empresa às visões de processo que suportam seu negócio e promove maior integração entre as funções das diversas áreas. As empresas que estão planejando um sistema E.planejamento e Controle da produção.R. marketing. Acesso pelo menu "Avaliação". recursos humanos. implicitamente.P. de utilização e atualização dos sistemas ERP. Os benefícios são evidentes. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema.Balanced Scorecard aula gravada em áudio BALANCED SCORECARD (BSC) . Gestão . é uma opção muito interessante para empresas que querem construir um sistema de informações integrado. Conhecendo esses aspectos pode-se planejar melhor o processo de seleção. sempre acompanha a adoção destes sistemas. O Enterprise Resource Planning permite que a empresa conquiste diferenciais competitivos. a redução dos custos de informática e a permanente atualização tecnológica.Módulo IV Aula 9 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. tais como a integração decorrente da terceirização do desenvolvimento de sistemas.exercícios de autoavaliação . aula 10 .R. finanças.

não há uma tradução precisa em português. é uma das ferramentas que procuram fornecer a visão de conjunto dos fatores críticos de sucesso. processos internos e aprendizado e crescimento. À medida que foi sendo utilizado. página 02 Um Pouco de História Durante a Era Industrial (de 1850 até 1975) o sucesso das empresas era determinado pela maneira como se aproveitavam dos benefícios das economias de escala e do escopo. Nas últimas décadas do século XX o advento da Era da Informação tornou obsoletas muitas das premissas fundamentais da concorrência industrial. Uma delas. as empresas não conseguem mais obter vantagens competitivas sustentáveis apenas com a rápida alocação de novas tecnologias a ativos físicos e com a excelência da gestão eficaz dos . Durante esse período.Conceito Novas formas de gerenciamento são usadas pelas empresas para enfrentar o atual ambiente globalizado de alta competitividade e acirrada concorrência. revelando-se como uma ferramenta capaz de atender às novas exigências de gerenciamento dentro dos cenários econômicos em constante mutação. O sistema de informação gerencial deve contribuir como suporte às estratégias adotadas para que elas possam ser acompanhadas e venham a produzir retornos positivos para a empresa. Segundo Reis (2001). evoluiu de um sistema de medição aperfeiçoado para se transformar em um sistema gerencial essencial. alguns sistemas de controle financeiro foram desenvolvidos com o intuito de facilitar e monitorar alocação eficiente de capital financeiro e físico. médio e longo prazo. É utilizado por empresas que pretendem obter êxito com suas estratégias de curto. conhecida como Balanced Business Scorecard (ou BSC . significando painel ou placar de resultados balanceados ou combinados). O Balanced Scorecard reúne medições baseadas em indicadores financeiros a outros três componentes (chamados de “perspectivas”): clientes. melhorando assim sua situação no futuro.

baseavam-se muito em indicadores contábeis e financeiros. Robert Kaplan e David Norton. medidas financeiras e não-financeiras. No entanto. Os Sistemas Existentes Os sistemas tradicionais de avaliação e controle dos resultados da organização têm a tendência de enfatizar o resultado financeiro final. de criar um novo modelo de medição de desempenho. da Harvard Business School. O Surgimento do Balanced Scorecard (BSC) Na década de 90. que era apoiado nos indicadores contábeis e financeiros. Os sistemas tradicionais de avaliação do desempenho da empresa não têm a capacidade de mostrar problemas que podem comprometer a organização no futuro. estavam se tornando obsoletos. O que conta nos sistemas tradicionais é o demonstrativo de resultados financeiros. Acadêmicos e executivos estudaram. destaca-se como instrumento da maior importância a construção de uma estrutura de indicadores estratégicos que possua abrangência e coerência compatível com a nova era do conhecimento e que permite. indicadores de performance e as perspectivas interna e externa do desempenho empresarial. O único objetivo era mostrar as desvantagens de usar apenas medidas financeiras para julgar o desempenho empresarial. Essa visão de conjunto deve mostrar não apenas os resultados finais. era preocupação dos Estados Unidos medir a performance das organizações. . há casos de empresas que tinham bottom line (última linha) positivo num período e ficaram em situação desfavorável no período seguinte. sobretudo. incentivando as empresas a medir também fatores como qualidade e satisfação do cliente. os modelos de avaliação de desempenho. já que. Quando o resultado é positivo. Nessa nova forma de gerenciamento.ativos e passivos financeiros. na opinião dos autores. a administração tradicional considera favorável a situação da empresa. até então existentes. página 03 O Balanced Scorecard (BSC) surgiu da iniciativa dos Drs. mas também os fatores que os produzem. pesquisaram e desenvolveram um novo modelo que considera os objetivos em curto e longo prazos. que mostra lucro ou prejuízo. As deficiências dos sistemas tradicionais e os desafios que as organizações passaram a enfrentar na passagem para o século XXI criaram a necessidade de sistemas de controle que pudessem dar uma visão de conjunto das diferentes dimensões do desempenho. considerar a importância crescente dos valores intangíveis diante dos tradicionais valores físicos. integrando medidas financeiras e não financeiras de desempenho. pois os métodos existentes para avaliação do desempenho empresarial.

aprendizado e crescimento. que representam o equilíbrio entre indicadores externos voltados para acionistas e clientes. pode haver problemas na execução. e os vetores de desempenho futuro. de inovação.Segundo Rocha (2000). na implementação ou até mesmo na definição das estratégias. retenção. captação. BSC . Como o cliente nos enxerga? A perspectiva do cliente deve visar os seguintes pontos-chave: participação de mercado. Em geral. b.Perspectivas e indicadores essenciais a. as medidas financeiras indicam se a empresa está obtendo êxito com as estratégias definidas. pelo seu crescimento e pelo incremento do valor para o acionista (Shareholder Value). esse êxito é medido pela sua lucratividade. as conseqüências dos esforços do passado. é mais do que um sistema de medidas. O importante é o equilíbrio entre as medidas de resultado. devendo também traduzir a visão e a estratégia de uma unidade de negócios em objetivos e medidas tangíveis. satisfação e lucratividade dos clientes. Se os indicadores financeiros não mostram o esperado. Como atendemos aos interesses dos acionistas? página 04 Na perspectiva financeira.implementadas e executadas. Estes critérios são as Medidas Essenciais dos Clientes: participação de mercado: representação da proporção de vendas da unidade de negócio no mercado em que atua . e medidas internas dos processos críticos.

d. operação: as principais medidas operacionais genéricas são: custo. retenção de clientes: acompanhamento. em termos absolutos ou relativos. Campos (2001) diz que devem ser pesquisadas as necessidades reais e futuras dos clientes-alvos. consertos. incluindo: treinamentos.determinada em termos de número de clientes. em números absolutos ou relativos. página 05 c. Como melhorar e criar valor agregado? . do percentual de clientes novos ou de novos negócios ganhos pela organização. unidades vendidas ou instaladas. qualidade e tempo de resposta. satisfação dos clientes: registro do nível de satisfação dos clientes em relação a critérios preestabelecidos de desempenho ou de valor agregado. Tem início nesta etapa o recebimento de um pedido e termina com a entrega do produto ou prestação de serviço. Deve se preocupar com a produção e disponibilidade dos produtos e serviços desenvolvidos durante o processo de inovação. lucratividade com o cliente: medição da lucratividade da empresa no negócio ou nos negócios com um cliente. depois de levantar as despesas específicas requeridas para atender esse cliente ou esse mercado. garantias. ou com um segmento de mercado. devoluções e processamento de pagamentos. do percentual de clientes com os quais a unidade de negócio continua mantendo relações comerciais. Em que processos precisamos ser eficientes? As medidas de processo interno devem ser voltadas para aqueles que terão maior impacto na satisfação do cliente e na consecução dos objetivos financeiros da empresa. Esse modelo inclui três processos principais: inovação: durante esse processo. captação de clientes: medição. Em seguida são desenvolvidos os produtos e/ou serviços que deverão satisfazer as necessidades identificadas. capital investido. serviço pós-venda: esta é uma etapa de grande influência no processo de criação de imagem e reputação da organização na cadeia de valor do cliente.

Para Costa (2001). que serve de base para um sistema de medição e gestão estratégica. os objetivos traçados através do Balanced Scorecard. satisfação do empregado e impacto sobre a sociedade são resultados alcançados por meio de liderança. O prêmio europeu estabelece que satisfação do cliente. promovendo o desempenho. página 07 BSC Como Sistema de Gestão Estratégica O Balanced Scorecard traduz a missão e a estratégia das empresas num conjunto abrangente de medidas de desempenho. o Prêmio Malcolm Baldrige (EUA. administração de pessoas. acusam uma grande defasagem entre as capacitações das pessoas. dos sistemas e dos procedimentos e a requerida para alcançar os objetivos. O resultado final é a excelência nos resultados empresariais. que impulsiona quatro fatores: política e estratégia. 1987) e o Prêmio Europeu de Excelência em Qualidade na Comunidade Econômica Européia (CEE. Os principais são o Prêmio Deming de Qualidade (Japão.página 06 O aprendizado e o crescimento da organização vêm de três principais fontes: as pessoas. intensificar a tecnologia e os sistemas de informação e alinhar os procedimentos e rotinas organizacionais para eliminar essa defasagem. É necessário capacitar os funcionários. Resumo dos Indicadores (Fatores) do Balanced Scorecard: O Reconhecimento do Controle da Qualidade Outra contribuição importante para aumentar a abrangência dos sistemas de controle foi feita pelos prêmios de qualidade instituídos em diferentes países. recursos e processos. 1951). É um novo instrumento que integra as . 1991) que procura evidenciar as relações de causa e efeito entre diversos fatores de sucesso. os sistemas e os procedimentos organizacionais.

É mais do que um sistema de medidas táticas ou operacionais. e que mede o desempenho organizacional sob quatro perspectivas equilibradas. feedback e aprendizado: proporciona à empresa a capacidade de aprendizado estratégico. planejamento de negócios: permite que a empresa integre o plano de negócios com o seu plano financeiro. processos internos.Módulo IV Aula 10 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. . comunicação e conexão: permite que os gerentes comuniquem a estratégia para cima e para baixo na organização e a conectam às metas das unidades e dos indivíduos. Com isso. nos processos internos e no aprendizado e crescimento da organização. Cria condições para que as empresas modifiquem a estratégia em função do aprendizado em tempo real. segundo Rocha&Pinto (2000). testar as hipóteses em que se baseou a estratégia e efetuar os ajustes necessários. além de considerar também o valor financeiro. a empresa monitora os resultados de curto prazo corretamente e avalia a estratégia de médio e longo prazo à luz do desempenho recente. em Avaliações. funcionários e sistemas ao sucesso financeiro em longo prazo. sem menosprezar as medidas financeiras do desempenho passado. o BSC trouxe à tona uma reflexão muito mais completa do valor de uma organização do que àquelas anteriormente baseadas apenas no aspecto financeiro. conclusão Conclusão Com o Balanced Scorecard (BSC) no centro do sistema gerencial. depois. Acesso pelo menu "Avaliação".exercícios de auto-avaliação . Porém inclui valores baseados nos clientes. mas incorpora um conjunto de medidas mais genérico e integrado que vincula o desempenho sob a ótica dos clientes. O BSC não estabelece o valor de um negócio apenas sob a perspectiva financeira. como a síntese final do desempenho gerencial e organizacional. como os tradicionais balanços contábeis.medidas derivadas da estratégia. As empresas que pretendem usar o BSC terão duas tarefas: primeiro precisam elaborar o scorecard e. Gestão . Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. que consiste em reunir feedback. A técnica introduz quatro novos processos que ajudam as empresas a conectar os objetivos de longo prazo às ações de curto prazo: tradução da visão: ajuda os gerentes a desenvolver o consenso em torno da estratégia da empresa. Ele preserva os indicadores financeiros. utilizá-lo. expressando-a em termos que orientam a ação no nível local.

que serão corrigidos pelos tutores.Avaliação Final do Módulo IV Avaliação de módulo – São exercícios subjetivos. Espera-se que o aluno demonstre capacidade de análise e domínio dos temas estudados. Para visualizar a correção. botão Avaliações. o Professor-Tutor pode solicitar que você reformule sua resposta. clique na atividade pretendida no painel de desempenho. caso em que ele enviará uma mensagem orientando-o nesse sentido. O acesso é pelo menu Avaliação. disponíveis ao final de cada módulo. das Neves Junior Carlos Roberto Stuckert Rogério de Castro Pastore Lidia Glória dos Santos Dalva Maria Souza Moura Núcleo pedagógico Claudia Pohl Jenifer de Freitas Lucas Machado Marcelo Larroyed Polliana Alves Simone Dourado Tatiana Beust Valéria Maia e Souza Vinícius Henrique William Robespierre Athanazio Núcleo web Alessandra Brandão Bruno Carvalho Carlos Inocente Francisco Wenke Ítalo Fernandes Sônia Mendes Núcleo administrativo Espedito Marques de Azevedo Luciano Marques . Créditos Créditos Conteudista Evandro Lepletier Coordenação Claudia Pohl Professores-tutores Aderson Pimentel de Alencar Filho Aires P. Lembre-se de que caso seja necessário.

Maxlano Cardoso .

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