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Gestao Administrativa No Setor Publico

Gestao Administrativa No Setor Publico

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Sections

  • Guia do Estudante
  • Apresentação do Curso
  • Antecedentes Históricos
  • CRONOLOGIA DOS PRINCIPAIS EVENTOS DOS PRIMÓRDIOS DA ADMINISTRAÇÃO
  • Anos Autores Eventos
  • Conclusão
  • Gestão - exercícios de auto-avaliação - Módulo I Aula 1
  • Administração Científica
  • Você sabe quem foi Henry FORD?
  • Gestão - exercícios de auto-avaliação - Módulo I Aula 2
  • TEORIA CLÁSSICA
  • Gestão - exercícios de auto-avaliação - Módulo I Aula 3
  • A ÊNFASE NAS RELAÇÕES HUMANAS
  • Gestão - exercícios de auto-avaliação - Módulo I Aula 4
  • A ORIGEM DA BUROCRACIA, SUAS FUNÇÕES E DISFUNÇÕES
  • Tipos de Sociedade
  • Tipos de Autoridades
  • Desenvolvimento da Burocracia
  • Características da Burocracia segundo Weber
  • Vantagens da Burocracia
  • Racionalidade Burocrática
  • Dilemas da Burocracia
  • Disfunções da Burocracia
  • Gestão - exercícios de auto-avaliação - Módulo I Aula 5
  • TIPOS DE ORGANIZAÇÃO
  • Comissões
  • Gestão - exercícios de auto-avaliação - Módulo I Aula 6
  • DEPARTAMENTALIZAÇÃO
  • Conceito de Departamentalização
  • Tipos de Departamentalização
  • Princípios de Departamentalização
  • Escolhas de alternativas de departamentalização
  • Gestão - exercícios de auto-avaliação - Módulo I Aula 7
  • EFICIÊNCIA E EFICÁCIA
  • Conceitos
  • Eficiência e Eficácia
  • Gestão - exercícios de auto-avaliação - Módulo I Aula 8
  • VISÃO SISTEMICA
  • Histórico
  • Sistemas
  • Hierarquia dos Sistemas
  • Características dos Sistemas Abertos
  • A Teoria de Sistemas nas Organizações
  • Gestão - exercícios de auto-avaliação - Módulo I Aula 9
  • VISÃO CONTINGENCIAL
  • Origem
  • Os Estudos de Woodward
  • O trabalho de Perrow - Tecnologia e Estrutura
  • Burns e Stalker
  • Os Estudos de Lawrence e Lorsch
  • Gestão - exercícios de auto-avaliação - Módulo I Aula 10
  • Avaliação Final de Módulo I
  • EVOLUÇÃO DO ESTADO
  • Formação
  • Evolução do Estado
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo II Aula 1
  • REFORMAS ADMINISTRATIVAS
  • Estratégia de implementação da reforma
  • Da Administração Pública burocrática à gerencial
  • Dimensões da reforma
  • Reforma Administrativa no Governo Collor
  • Reforma Administrativa no Governo Fernando Henrique Cardoso
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo II Aula 2
  • MODERNIZAÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
  • Modelos da Nova Administração Pública
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo II Aula 3
  • ESTRATÉGIA SOB A VISÃO DE MICHAEL PORTER
  • A função do planejamento estratégico
  • O diagnóstico estratégico
  • Análise externa: ambiente geral e o ambiente de negócio
  • Implementação da estratégia
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo II Aula 4
  • ESTRATÉGIA SOB A VISÃO DE HENRY MINTZBERG
  • Escola do Desenho – Selznick (1957)
  • Escola do Planejamento – Ansoff (1965)
  • Escola do Posicionamento - Purdue (1970) e Porter (1980/85)
  • Escola Empreendedora - Shumpeter (1950) e Cole (1959)
  • Escola Cognitiva – Simon (1947/57) March e Simon (1958)
  • Escola do Aprendizado - Vários (1959/80) Prahalad e Hamel (1990)
  • Escola do Poder - Vários (1971/84)
  • Escola Cultural - Final dos anos 60 na Suécia
  • Escola Ambiental - Teóricos das contingências (1977)
  • Escola da Configuração - Chandler (1972) – grupo de McGill
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo II Aula 5
  • FOCO NA PRÁTICA DO PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO PÚBLICO
  • Planejamento Estratégico e Situacional
  • Postulados Teóricos do Planejamento Estratégico
  • Características do Planejamento Estratégico
  • Planejamento Estratégico na Prática
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo II Aula 6
  • MEGATENDÊNCIAS FUTURAS
  • Megatendências sob a visão de alguns estudiosos
  • Mudança de Paradigma no Setor Público
  • Educação Continuada
  • Ensino a distância
  • GESTÃO PÚBLICA PARA O DESENVOLVIMENTO COM INCLUSÃO SOCIAL
  • Governo e Sociedade
  • Opinião Pública
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo II Aula 8
  • UMA NOVA GERAÇÃO DE TRANSFORMAÇÕES DA GESTÃO PÚBLICA
  • Características da Gestão Pública
  • Gestão Pública X Sociedade
  • Governo Empreendedor e Governo Burocrático
  • Sociedade do Conhecimento
  • AS TRANSFORMAÇÕES NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA COM FOCO NO LEGISLATIVO
  • Funções do Legislativo
  • As transformações com o foco no Legislativo
  • Gestão - exercícios de auto-avaliação - Módulo II Aula 10
  • Avaliação Final de Módulo II
  • MOTIVAÇÃO
  • Teoria de Maslow
  • A teoria dos dois fatores de Herzberg, segundo Chiavenato (2000):
  • Teoria dos dois fatores: os satisfacientes e os insatisfacientes
  • O modelo contingencial de motivação de Vroom, segundo Chiavenato (2000):
  • ESTILOS DE LIDERANÇA
  • O Líder
  • Os três componentes básicos para atingir as metas
  • Estilos de liderança para Robbins (1999)
  • O Estilo de Liderança pode ser classificado em cinco versões
  • Diferenças entre chefes e líderes
  • Diferenças primárias entre gerentes e líderes
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo III Aula 2
  • ORGANIZAÇÃO INFORMAL
  • Organização
  • Estrutura Organizacional
  • A organização informal
  • Grupos informais
  • Normas de conduta
  • Cultura Organizacional
  • Clima organizacional
  • Características da organização informal
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo III Aula 3
  • NEGOCIAÇÃO GANHA-GANHA
  • Tipos de negociação em uma empresa
  • Táticas de negociação
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo III Aula 4
  • INTELIGÊNCIA EMOCIONAL
  • O intrapessoal e o interpessoal
  • Intrapessoal
  • O uso interpessoal
  • A maneira correta de se comunicar
  • Desenvolvendo a destreza interpessoal
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo III Aula 5
  • INTELIGÊNCIAS MÚLTIPLAS
  • Inteligência Lingüística
  • Inteligência musical
  • Inteligência Lógico-Matemática
  • Inteligência Espacial
  • Inteligência Corporal Cinestésica
  • Inteligências Pessoais
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo III Aula 6
  • COMUNICAÇÃO INSTITUCIONAL
  • Eficiência e eficácia da comunicação institucional
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo III Aula 7
  • DINÂMICA DE GRUPO
  • Natureza do grupo
  • Divisão dos grupos
  • O animador
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo III Aula 8
  • FERRAMENTAS GERENCIAIS
  • Os métodos gerenciais
  • As Ferramentas
  • Diagrama de Causa e Efeito
  • Ferramenta de estratificação
  • Gráfico de Pareto
  • Diagrama de Dispersão
  • Fluxograma ou Diagrama de Processo
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo III Aula 9
  • JANELA DE JOHARI
  • O “eu aberto”
  • O “eu oculto”
  • O “eu desconhecido”
  • Você é neurótico (a)?
  • Como fazer para sua janela se tornar cada vez mais aberta?
  • Gestão - exercícios de auto-avaliação - Módulo III Aula 10
  • Avaliação Final de Módulo III
  • As Etapas do Ciclo PDCA:
  • Fonte: http://www.sakosta.de/geschaeftsfelder/managmentsys/pdca.gif
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo IV Aula1
  • Nas Organizações
  • Custeio Padrão x Kaizen
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo IV Aula 2
  • CONTROLE DA QUALIDADE TOTAL
  • História da Qualidade
  • Os 14 Princípios do Método Deming
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo IV Aula 3
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo IV Aula 4
  • O que é?
  • Nacional de Metrologia)
  • São 20 os elementos abordados nas séries ISO 9000
  • Modificações nas normas da Família ISO a partir de 2000
  • O que há de novidade na ISO 9000:2000?
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo IV Aula 6
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo IV Aula 7
  • O Processo de Premiação
  • Caso tenha alguma dúvida é só entrar em contato
  • Premiações Internas
  • A Banca Examinadora
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo IV Aula 8
  • O que é um ERP?
  • Como Surgiu?
  • Seu Impacto
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo IV Aula 9
  • BALANCED SCORECARD (BSC)
  • Os Sistemas Existentes
  • O Surgimento do Balanced Scorecard (BSC)
  • BSC - Perspectivas e indicadores essenciais
  • Resumo dos Indicadores (Fatores) do Balanced Scorecard:
  • O Reconhecimento do Controle da Qualidade
  • Gestão - exercícios de auto-avaliação - Módulo IV Aula 10
  • Avaliação Final do Módulo IV

Calendário

CALENDÁRIO

DIA

ATIVIDADE

16 de agosto

Início do curso. Ambientação na plataforma do curso. Abertura do Fórum de apresentação dos alunos e dos tutores.

25 de agosto

Prazo final para a participação no Fórum de Apresentação. O não cumprimento da atividade proposta implicará na exclusão do aluno e consequente convocação daqueles que estiverem aguardando a segunda chamada.

26 de agosto

Convocação de alunos inscritos em 2ª chamada.

08 de setembro Prazo final para envio da Avaliação Final do Módulo I.

29 de setembro Prazo final para envio da Avaliação Final do Módulo II.

10 de outubro Fórum Temático - debate sobre tema a ser sugerido pelo Professora Tutor. 21 de outubro 04 de novembro Prazo final para o envio da Avaliação Final do Módulo III.

25 de novembro Prazo final para o envio da Avaliação Final do Módulo IV.

29 de novembro Prazo final para a correção das avaliações.

Término do curso.
30 de novembro Encerramento do acesso à plataforma.

Guia do Estudante

Guia do Estudante
As orientações abaixo ajudarão você, estudante a distância, a utilizar melhor os recursos didáticos do nosso curso. Estas instruções visam a auxiliá-lo durante todo o seu percurso, levando-o a um maior aproveitamento e sucesso em seus estudos. A tutoria é um importante sistema de ajuda pedagógica do ensino a distância, oferecendo orientação e atendimento às dúvidas sobre os conteúdos. Nossa tutoria é composta de especialistas que atendem a todos os alunos, durante o período do curso. No menu Comunicação, você acessa tanto o ambiente do Fórum, oportunidade em que será ouvido por todos, quanto o da Mensagem, que é seu canal direto de comunicação com o Tutor, onde você deve postar todas as dúvidas, e, também, com seus colegas de curso. É tratado como um “e-mail interno”. Lembre-se de consultá-lo regularmente. No cabeçalho e no rodapé do ambiente “Trilhas”, você encontrará os botões de navegação Próximo/Anterior, que darão opção de avançar e recuar no conteúdo. Para navegar pelos módulos/unidades escolhidos, no botão de rolagem abra o índice e clique na opção desejada. Observe que acima do campo de navegação o sistema informa seu posicionamento no texto-base até o número da página. Para sua facilidade, caso deseje, o conteúdo do curso pode ser impresso clicando no menu de apoio na lateral da sua tela em Versão para imprimir. Atividades de estudos Diversas atividades irão auxiliá-lo, funcionando como reforço na aprendizagem. Após o estudo do conteúdo de cada aula e módulo, você deverá executar: Pelo painel de desempenho você acompanha suas atividades no curso. Observe pela cor indicada na legenda a situação dos exercícios, avaliações e fóruns.

Autoavaliação - Essa atividade, na qual você mesmo

verifica seu progresso, será corrigida automaticamente pelo sistema. Toda vez que visualizar o ícone indicado, acesse o menu Avaliação e no botão Avaliações busque a atividade referente a aula estudado. Ela pode ser refeita tantas vezes quanto necessário.

Avaliação de módulo - São exercícios subjetivos, disponíveis ao

final de cada módulo, que serão corrigidos pelos tutores. Espera-se que o aluno demonstre capacidade de análise e domínio dos temas estudados. O acesso é pelo menu Avaliação, botão Avaliações. Para visualizar a correção, clique na atividade pretendida no painel de desempenho. Dica: para não correr o risco de perder as respostas, orientamos os alunos a fazer a avaliação em um editor de texto (por exemplo: Word) e depois passar para o painel.
O fórum é um valioso instrumento de integração possibilitando que todos os participantes se conheçam e

compartilhem conhecimentos. Os fóruns de apresentação e temático são agendados previamente. Sua participação é obrigatória e será considerada na composição da nota final do curso. O aluno que não participar do fórum de apresentação até o 10º dia do início do curso será considerado reprovado. Localize o acesso por meio do menu Comunicação. Observação: A não participação do aluno no fórum de apresentação até o 10º dia do início do curso implicará na reprovação do mesmo para a convocação daqueles que estiverem aguardando a segunda chamada. O não cumprimento das atividades propostas nos prazos determinados, implicará na reprovação do aluno e consequente impedimento por 6 meses de nova pré-matrícula nos cursos do ILB.

página 02

CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO

MÓDULO I

MÓDULO II

MÓDULO III

MÓDULO IV

TOTAL PARCIAL 80 pontos TOTAL PARCIAL 20 pontos

20 pontos

20 pontos

20 pontos

20 pontos

FÓRUM DE APERSENTAÇÃO

FÓRUM TEMÁTICO

5 pontos

15 pontos

TOTAL GERAL

100 pontos

IMPORTANTE:

Ao acessar o ambiente virtual de aprendizagem, abaixo da "Agenda" busque a aba "Dados", lá a primeira opção é a foto. Clique em Procurar e anexe o arquivo que deve estar salvo em seu equipamento (deve ter a extensão .jpeg ou .jpg para ser reconhecido pelo sistema) e salve. Sua foto deverá ficar visível nessa mesma página, caso negativo, saia e acesse novamente o sistema. A foto identifica melhor você, minimizando a distância e ajudando na interatividade do grupo!

página 03

Certificação Eletrônica: Conseguindo desempenho suficiente nas atividades programadas, você estará apto à CERTIFICAÇÃO. Decorridos 10 dias após a data de conclusão do curso, entre com seu nome de usuário e senha e clique no ícone Emitir certificado. Você terá a opção de imprimir o CERTIFICADO e uma DECLARAÇÃO com o conteúdo programático. Poderá também salvar o arquivo, para posterior impressão.

Caso deseje uma impressão especial, bastará utilizar papel com gramatura ou textura diferenciada.

traduzidas em hábitos de estudo. Nossas sugestões para que você tenha um bom aproveitamento são as seguintes: · administre bem seu tempo . são fatores que ajudam o aluno a persistir e permanecer no curso. informando seu nome completo e o curso em que está inscrito. o ILB passou a fornecer autenticação digital. · consulte com regularidade a agenda contendo o cronograma do curso .gov. cujo código consta do certificado e que pode ser acessada na página inicial (a mesma em que é feito o login). determinando o sucesso final.o não cumprimento de algumas das datas implicará o cancelamento de sua matrícula. Suporte Técnico O Núcleo Web do ILB oferece apoio a problemas de acesso ao ambiente virtual de aprendizagem e orientações para a utilização dos recursos e ferramentas de EaD. E-mail: ilbead@senado.br (Identifique a mensagem. .Para os inscritos a partir do segundo semestre de 2011.assegure-se de que terá disponibilidade para se dedicar ao estudo.) Telefone: (00+55) (61) 3303-1475 Horários de atendimento ao aluno virtual: 10h às 12 h e 15h às 17h (dias úteis) Confira os ícones utilizados neste curso: Acesse o texto sugerido Comunique-se Exercício de autoavaliação Assista ao filme ou ao vídeo Literatura sugerida Avaliação Final de Módulo Atenção Conclusão página 04 Sugestões para um bom estudo: As atitudes do estudante a distância.

utilize o botão “Mensagem” no menu “Comunicação”. O material contém as informações e exercícios necessários ao aluno para o cumprimento dos objetivos propostos. seguramente. Apresentação do Curso O curso Gestão Administrativa no Setor Público tem por objetivo disseminar conhecimentos básicos e atualizados de liderança no setor público. Em seu escopo. · sempre que acessar a plataforma. Pretende. página 02 Do que se trata O curso trata especialmente de quatro grandes temas. Gestão Estratégica com foco na Administração Pública. e Gestão de Processos. · a plataforma é o melhor canal de comunicação com a tutoria . Apresentação Bem-vindo(a) à capacitação a distância promovida pelo Instituto Legislativo Brasileiro! Ela é uma das soluções para você complementar sua formação e sua atualização.os exercícios respondidos fora da ordem ficam aguardando a vez para serem corrigidos e você corre o risco de se esquecer de retomá-los.eles são planejados de forma a otimizar os resultados pretendidos e a pontualidade demonstra seu compromisso com o processo de aprendizagem. certamente liderados por servidores preparados. está dividido em quatro módulos. · participe dos fóruns de debates . serão empreendidas no contexto organizacional de atuação de cada um. além de integrarem a avaliação. · execute as atividades propostas em sequência de unidades/módulos . O conteúdo programático foi cuidadosamente desenvolvido para atender às necessidades e anseios próprios da Administração Pública.recorra preferencialmente ao tutor para sanar suas dúvidas de conteúdo. atualizados e dispostos à aplicação de novos instrumentos de trabalho que resultem numa melhor condição de enfrentar as transformações decorrentes do processo de globalização e do rápido avanço da tecnologia mundial. visto que o Estado brasileiro enfrenta hoje muitos desafios. pois. em linguagem clara e objetiva. voltados ao ambiente do Poder Legislativo: Teorias Administrativas. um deles o de aumentar a eficiência pela melhoria da gestão que resulte no correto uso dos recursos públicos. da ótica do Estado Brasileiro e das grandes tendências mundiais com vistas a um planejamento mais direcionado e uma visão mais abrangente do processo de Administração Pública. . Gestão de Pessoas e das Organizações.eles são instrumentos valiosíssimos de interação com o grupo. O material didático. é abordado o ambiente de mudança a que todos nos vemos envolvidos nestas últimas décadas. navegue pelos ambientes de estudo para ver se algo novo foi acrescentado. o embasamento teórico e o instrumental prático que muito contribuirá para a qualidade e eficácia das ações que. fornecer aos agentes públicos. elaborado conforme os preceitos da Educação a Distância. cujos conteúdos são colocados de maneira clara e compreensível.· procure realizar as atividades dentro dos prazos previstos .

decisão de trabalho. da Microsoft.Visão Contigencial aula 01 . seleção e direção de todo tipo de empresa e em qualquer nível”.A Origem da Burocracia. como se estivesse dentro de uma sala de aula. estabelecimento dos líderes e das tarefas.Conceitos Básicos e Antecedentes Históricos aula 02 . De acordo com Koontz (1989). CRONOLOGIA DOS PRINCIPAIS EVENTOS DOS PRIMÓRDIOS DA ADMINISTRAÇÃO .Visão Sistêmica aula 10 . Os arquivos abertos em sua extensão permitirão que o aluno acompanhe visualmente e audivelmente as aulas.Eficiência e Eficácia aula 09 . a caçada de um animal para o sustento era um empreendimento que envolvia planejamento. controle. suas Funções e Disfunções aula 06 . desenvolver estratégias. é necessário que o computador tenha caixas de sons (embutidas ou não). que já está incorporada no curso. enfim. por meio do qual o aluno poderá ouvir a aula gravada em áudio. dimensionar recursos. planejar aplicações. é necessário instalar um software.A Ênfase nas Relações Humanas aula 05 . O profissional que utiliza a Administração como meio de vida costuma solucionar problemas. Modulo I Módulo I aula 01 . Para ouvir o curso. ou similar.Esse ícone indica o acesso a aula no sistema Breeze.Conceitos Básicos e Antecedentes Históricos aula gravada em áudio Antecedentes Históricos Nas sociedades primitivas.Departamentalização aula 08 .Teoria Clássica aula 04 . tudo que for ligado à organização.Tipos de Organização aula 07 . acompanhem o curso sem maiores prejuízos. por exemplo). assim como o Adobe (extensão PDF). O curso pode ser visualizado e ouvido por meio de outra ferramenta – Breeze. A Administração revela-se nos dias de hoje como uma área do conhecimento humano permeado de complexidades e desafios.A Administração Científica aula 03 . tipo Media Player. e. “todo administrador possui cinco funções básicas: planejamento. efetuar diagnósticos. organização. Existem softwares livres para essa finalidade e possível de serem baixados (download) gratuitamente pela internet. Isso também permitirá que os portadores de cuidados especiais (deficientes visuais.

enunciado das qualidades de liderança. estudo de movimentos. amplitude administrativa. Descrição de funções Delegação de Autoridades Contabilidade de custos. Princípio da Especialização. Princípio do consenso e de coesão na organização. contabilidade de custos e controle de qualidade. estabelecimento de salário mínimo. Uso de consultoria de Staff Uso de controle escrito e testemunhal. princípio escalar. Administração de pessoal. especialização. arranjo físico e manuseio de materiais. controle de inventários. padronização. linha de montagem. Controle de produção e incentivos salariais Necessidade de sistemas e padrões Enunciado da universalidade da Administração. Conceito de organização. conceito de controle. organizar e controlar. balanços contábeis. 2600 aC 2000 aC Egípcios Egípcios 1800 aC Hamurabi (Babilônia) 1491 aC Hebreus 600 aC Nabucodonosor (Babilônia) 500 aC 400 aC Mencius (China) Sócrates (Grécia) Ciro (Pérsia) Platão (Grécia) 175 aC 284 1436 Cato (Roma) Dioclécio (Roma) Arzenal de Venenza 1525 Niccoló Machiavelli (Itália) 1767 Sir James Stuart (Inglaterra) 1776 Adam Smith (Inglaterra) Princípio de especialização dos operários. 1799 Eli Whitney (Estados Unidos) Método Cientifico. táticas políticas.Anos 4000 aC Autores Egípcios Eventos Necessidade de planejar. princípio da execução. impacto de automação. . diferenciação entre gerentes e operários. Descentralização na organização Necessidade de ordens escritas. Teoria da fonte de autoridade. Necessidade de Relações Humanas.

“administrar nada mais é do que conduzir racionalmente as atividades de uma organização. com qualidade e competência. lavradores e até profissionais autônomos que trabalhavam por conta própria. as poucas organizações que existiam eram muito pequenas: oficinas. treinamento dos operários. No entanto. contabilidade de custos. P. que produz o seu efeito específico. mas para seu surgimento foram necessários séculos de preparação. estudos de tempos e métodos. sem perdas ou desperdícios de tempo. No início do século XX. administrar é buscar otimizar resultados com os recursos disponíveis. 1810 Robert Owen (Inglaterra) 1832 Charles Bobbage (Inglaterra) 1856 Daniel C. que produz o resultado pretendido). tendência para) e minister (subordinação ou obediência). Toda organização precisa ser administrada para alcançar seus objetivos com a maior eficiência e economia de ações e de recursos. o que é administrar? A palavra Administração vem do latim ad (direção. Taylor (Estado Unidos) Fonte: CHIAVENATO. Administração sistemática em ferrovias. com nenhum ou com o mínimo de erros) e.1800 James Watt Mathew Boulton (Inglaterra) Procedimentos padronizados de operação. Mc Callum (EUA) 1886 Henry Metcalfe (Estados Unidos) 1900 Frederick W. planejamento. A tarefa básica é fazer as coisas por meio das pessoas de maneira eficiente (eficiência é a qualidade de fazer com excelência. aquele que presta um serviço a alguém. seja ela lucrativa ou não”. cooperação entre operários e gerência. especificações. ou seja. ciência da Administração. eficaz (eficácia é a realização perfeita de determinada tarefa ou função. gratificações natalinas. ao mesmo tempo. a Administração é praticada desde que existem os primeiros agrupamentos humanos. princípio de execução. planos de casas para os operários. métodos de trabalho. 22-23 pagina 02 No final do século XIX. tempos padrões. incentivo salarial. ênfase no planejamento e controle. isto é. dinheiro ou energia. estudo de temos e movimentos. Ênfase na abordagem cientifica e na especialização. 2000. que significa aquele que realiza uma função sob o comando de outrem. efeito das cores na eficiência do operário. artesãos independentes. decisão do trabalho. . afinal. segundo Chiavenato (2000). Mas. Conceitos Básicos Como acabamos de ver. surge a história da Administração. Arte de Administração. auditoria. Administração Cientifica. prêmios de produção. é aquilo ou aquele que chega ao resultado. Uso do organograma para a estrutura organizacional. Praticas de pessoal.

Com a filosofia moderna. No mesmo foco. da ordem e do controle. que parte do princípio de que a Administração depende das circunstâncias ambientais e tecnológicas da organização. cosmologia. baseada na psicologia organizacional e. as teorias administrativas precisam se adaptar às mudanças e incertezas que surgem no decorrer do tempo. inexperientes à época. filósofo francês que criou as coordenadas cartesianas e deu impulso à matemática e à geometria da época. ou é eficaz ou não é. que analisou a Administração como a habilidade pessoal separada do conhecimento técnico e da experiência. fundador da lógica moderna baseada em separar experimentalmente o que é essencial do que é acidental ou acessório.Você já sabe diferenciar eficácia de eficiência? O eficiente vai além do eficaz. veremos as principais influências que contribuíram para a Administração: Influências dos Filósofos Várias influências contribuíram para o desenvolvimento da história da Administração. Através da Administração Científica de Taylor. Podemos verificar que a ênfase no ambiente surgiu com a Teoria dos Sistemas. nosologia. e Aristóteles. página 03 A seguir. discípulo de Platão. já com ênfase na estrutura organizacional. a Teoria Geral da Administração teve como primeira e principal finalidade alcançar a eficiência industrial. página 04 A seguir. Como surgiram as teorias administrativas? Cada teoria surgiu como uma resposta aos problemas organizacionais relevantes de sua época. comparativa. e a Teoria da Burocracia de Weber buscaram a racionalização do trabalho. embora cada qual valorize uma ou algumas das cinco variáveis básicas: tarefa. mas sempre agindo em prol da organização. Nesse momento. que definiu os princípios gerais da Administração e as funções do administrador. detalharemos uma visão ampla. mais tarde desenvolvida pela Teoria Comportamental. o seu discípulo Platão. . tecnologia e ambiente. pessoas. Já a eficácia implica ser ou não ser: uma medicação. viabilizando a implementação dos princípios da divisão do trabalho. e René Descartes. apenas a igreja possuía um modelo estruturado por uma hierarquia de autoridade (um Estado maior e uma coordenação funcional para a integração). crítica de cada teoria da Administração. surge o filósofo inglês Francis Bacon. estrutura. sobretudo. ciências naturais e lógica. elevando a racionalização do trabalho com ênfase nas tarefas. É importante ressaltar que. a ênfase nas tarefas e na estrutura é substituída pela ênfase nas pessoas. A eficiência tem uma gradação: uma pessoa. Já nos próximos módulos. Em seguida. que expôs os problemas políticos e sociais decorrentes do desenvolvimento cultural e social dos gregos. abordaremos mais detalhadamente cada teoria. A influência de filósofos como o grego Sócrates. metafísica. Uma secretária pode ser mais eficiente hoje do que amanhã. Influência da Organização da Igreja Católica A organização eclesiástica serviu de modelo administrativo para as organizações. Mediante a Teoria das Relações Humanas. por exemplo. posteriormente. a Teoria Estruturalista promoveu a análise dentro das organizações e do ambiente organizacional. dando o impulso inicial à filosofia. máquina ou organização pode ser mais ou menos eficiente que outra. e. a Teoria Clássica de Fayol. para continuarem sempre úteis e aplicáveis. que abriu a perspectiva do conhecimento humano. que veio a ser complementada com a Teoria das Contingências. pela Teoria do Desenvolvimento Organizacional.

que. política e social. a partir do início do século XIX. Foi nesse momento que os capitães da indústria (pioneiros e empreendedores) cederam seu lugar para os organizadores. como Adam Smith. a descoberta de novas formas de energia. reforçaram a importância do planejamento e da organização dentro das funções organizacionais. surgiu uma nova concepção de trabalho que modificou completamente a estrutura social e comercial da época. a aplicação dos progressos científicos à produção. poucas empresas tinham uma estrutura administrativa que exigisse os serviços de um administrador em tempo integral. provocando profundas e rápidas mudanças de ordem econômica.br página 06 Influência dos Economistas Liberais A partir do século XVIII. e proporcionaram razoável suporte para o aparecimento de alguns princípios de Administração. Quais os fatores que impulsionaram essas mudanças? Podemos citar a ruptura das estruturas corporativas da Idade Média.geojornal2003. pois as empresas industriais eram pequenas e geralmente gerenciadas pela própria família.com. página 05 Influência da Revolução Industrial Com a Revolução Industrial. a enorme ampliação de mercados e a substituição do tipo artesanal por um tipo industrial de produção. inclusive. iniciada na Inglaterra. o avanço tecnológico. promoveram o surgimento do socialismo e do sindicalismo. Na virada do século XX. que preceitua que todo soldado precisa saber perfeitamente aquilo que deve fazer e o que se espera dele.ig.Influência da Organização da Militar A organização militar influenciou a Administração através do conceito de hierarquia e também do princípio de direção.hpg. . impulsionando as empresas capitalistas a implantarem métodos e processos de racionalização do trabalho e remuneração adequada. Tais princípios influenciaram. como Karl Marx e Friedrich Engels. grandes empresas passaram a entender que não era apenas uma questão de habilidade pessoal dirigir uma empresa e sim algo mais complexo. Como você agiria se trabalhasse em uma empresa que vivesse em plena revolução Industrial? Fonte: www. economistas não liberais. economistas liberais. Influência dos Pioneiros e Empreendedores Antes de 1850.

• Livre comércio. • Crescimento dos negócios das empresas”. é necessário administrar as pessoas. conclusão Conclusão Nesse contexto.exercícios de auto-avaliação . Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. Não é suficiente administrar as empresas. o estudante tem um papel central no estabelecimento de uma relação de qualidade com o conteúdo proposto. • Aumento da capacidade de investimento de capital e elevação dos níveis de ponto de equilíbrio.A Administração Científica . em Avaliações. percebemos que a ciência de administrar a existência do homem em uma sociedade vem evoluindo conforme suas necessidades. Acesso pelo menu "Avaliação".Módulo I Aula 1 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. aula 02 . Em um curso a distância. • Rapidez do ritmo de mudança tecnológica: que torna obsoleto um produto ou reduz drasticamente seus custos de produção.Enfim. porém quais fatores podem ser relevantes para o seu surgimento? Segundo Chiavenato (2000). Procure organizar-se para ter o melhor aproveitamento possível do curso. tudo isso. com o objetivo de proporcionar qualidade de vida à sociedade e seus membros. esses fatores podem ser classificados em: • “Desenvolvimento tecnológico: que proporcionou um crescente número de empresas e nações concorrendo nos mercados mundiais. • Mudança dos mercados vendedores para mercados compradores. sem esquecer da responsabilidade sócio-ambiental. os recursos escassos e o crescimento sustentável. Gestão . as condições para o aparecimento da teoria administrativa estavam se consolidando.

Dessa forma. Fonte:http://www. Dividida em duas orientações bem distintas: a de Frederick Taylor (norte-americano). foi o precursor da Administração Científica. A escola da Administração Científica. Mas quem foi Taylor? Frederick W. Os principais métodos científicos aplicáveis aos problemas da Administração são a observação e a mensuração. Taylor.edu/cas/. O principal objetivo da Administração é assegurar o máximo de prosperidade ao patrão e. Daí a ênfase na estrutura e na fisiologia.etsu.aula gravada em áudio Administração Científica As idéias de dois engenheiros constituem as bases da Abordagem Clássica da Administração.jpg No primeiro estágio de sua obra. tinha a preocupação de eliminar o desperdício e elevar a produtividade mediante a aplicação de técnicas da engenharia industrial. que foi o precursor da Teoria Clássica com a preocupação básica de aumentar a eficiência da empresa por meio da forma e disposição dos órgãos componentes da organização e suas relações estruturais. que desenvolveu a escola da Administração Científica com ênfase nas tarefas. e a de Henry Fayol (francês). ao empregado. engenheiro. preocupado com a necessidade de criar melhores condições para remunerar os . criada por Taylor no início do século XX. Taylor. ao mesmo tempo. é importante o interesse comum entre empregados e empregadores. norte-americano.

Em outras palavras. iluminação etc). resultando na linha de montagem como sua principal aplicação. a limitação de cada operário à execução de uma única tarefa de maneira repetitiva e padronizada. mas pela necessidade de sobreviver. . a adaptação do operário à própria tarefa e a maior especialização das atividades. voltou-se para a racionalização do trabalho dos operários que mais produzissem. buscou organizar e descrever os cargos e as tarefas para a racionalização do trabalho operário. Esse conceito deu origem ao termo “homo economicus”. trabalhando dentro dos padrões de tempo previstos. Fragmentação das Tarefas e Especialização do Operário Outra finalidade do estudo dos tempos e movimentos era elevar sua produtividade. Mas você sabe qual a diferença entre cargo e tarefa? Tarefa é toda atividade executada por uma pessoa dentro da organização. eliminar movimentos inúteis. determinar o tempo médio que um operário comum levaria para execução da tarefa. em sua Administração Científica. Já na segunda etapa. o estabelecimento de normas de execução. distribuir uniformemente cada tarefa. segundo a produtividade desses operários. o homem procurava o trabalho não porque gostava de trabalhar. enquanto que cargo é o conjunto de tarefas executadas de maneira rotineira e específica. mas também das condições físicas do ambiente de trabalho (ventilação. Determinava-se um padrão médio de produtividade e os operários que produzissem além da cota média eram melhor remunerados. a tarefa e seu tempo de execução são atribuídos ao operário que. enquanto o trabalhador executa a tarefa. permitindo. página 02 Estudo dos Tempos e Movimentos e Análise do Trabalho O instrumento básico para a racionalização do método de trabalho dos operários era o estudo de tempos e movimentos. O sistema ficou conhecido como “mais-valia”. prática não vigente à época. Com essa finalidade. estará pronto para colaborar com a empresa. Taylor. Taylor e seus seguidores desenvolveram planos de incentivos salariais e de prêmios por produção com base no tempo padrão e na convicção de que salário constitui a única fonte de motivação. quando vigorava o sistema de pagamento por peças produzidas ou tarefas. os operários não possuem capacidade para analisar e estabelecer racionalmente o processo mais eficiente. Taylor preocupou-se em definir os princípios de Administração (a ser detalhada mais tarde. Com a Administração Científica ocorre a divisão de responsabilidades: a Administração fica com o planejamento e a supervisão. Uma vez analisada. ou seja. Os objetivos desse processo são o treinamento dos operários. ruídos. página 03 Na Administração Científica verificou-se que a eficiência não depende somente do incentivo salarial e do método de trabalho. vadios e negligentes. selecionado e treinado. a fixação dos tempos padrões para execução das tarefas. apesar de considerá-los irresponsáveis.operários. e conseqüentemente. Para Taylor. racionalizada e padronizada. ainda nesta módulo). melhorar o rendimento e a eficiência do operário e oferecer uma base uniforme de salários. A idéia básica era que a eficiência aumentava com a especialização. assim.

princípio da produtividade. por meio da estrutura funcional. nem mesmo a linha de montagem. – Princípio da Execução: Distribuir atribuições e responsabilidades para que a execução da tarefa seja organizada. os engenheiros da Administração Científica passaram a se preocupar com os princípios de Administração capazes de vulgarizar o comportamento dos gerentes e chefes. Para envolver os escalões mais elevados. que permitiu a produção em série e em massa. . através do planejamento do método de trabalho.americaslibrary. idealizou a linha de montagem. a jornada variava entre dez e doze horas. enquanto na. Para tanto.Observou-se também que não adiantava racionalizar o trabalho do operário se os supervisores continuavam a trabalhar dentro do mesmo empirismo anterior. .princípio da economicidade (estoque mínimo e alta velocidade de vendas). .gov Através da racionalização da produção. Organização Funcional A organização funcional é a estrutura organizacional que aplica o princípio funcional ou da especialização das funções. – Princípio de Preparo: selecionar cientificamente os trabalhadores prepará-los e treiná-los. – Princípio do Controle: controlar o trabalho para se certificar de que este está sendo executado de acordo com métodos estabelecidos. Você sabe quem foi Henry FORD? Embora Ford não tenha inventado o automóvel.princípio da intensificação (diminuir o tempo de produção). Ford adotou três princípios básicos: . Taylor foi um dos defensores da organização funcional e acreditava que a especialização do operário deveria ser acompanhada pela especialização dos supervisores e da gerência. de acordo com suas aptidões. Princípios da Administração Científica de Taylor – Princípio de Planejamento: substituir a improvisação pela ciência. época. Ford inovou na organização do trabalho. Fonte: http://www. estabelecendo o salário mínimo de cinco dólares por dia e a jornada diária de oito horas.

Em caso de dúvidas. omitindo o restante da vida da empresa. Vejamos. contate o seu tutor por meio da Plataforma de Educação a Distância do ILB (menu "Comunicação" .a abordagem prescritiva. dentre outros elementos citados nesta aula. A partir daí. O filme é uma crítica muito bem humorada sobre a força da supervisão no controle das tarefas dos operários.a ausência de qualquer comprovação científica de suas afirmações e princípios. Ele está à sua disposição. .a limitação do campo de aplicação à fábrica. normativa e típica de sistema fechado. . O mecanicismo de sua teoria é o que impõe tarefas repetitivas aos operários em prol de uma maior produção e não se preocupa se o trabalhador possui outros interesses e motivações. principalmente a partir da contribuição de psicólogos e sociólogos. . do ponto de vista do trabalhador. por determinar o tempo médio de cada operário para executar uma determinada tarefa.a visão do operário como uma simples peça no processo de produção. os estudos de Taylor são vistos como distorcidos. iniciada com Elton Mayo e Mary Parker Follet. senão os representados pela recompensa financeira (homo economicus).a abordagem incompleta. .a superespecialização que robotiza o operário. as principais críticas às esses estudos: . motivadas no sentido da exploração do trabalhador como se fosse uma máquina.página 04 Críticas à Administração Científica A maior crítica relativa à influência negativa que os conceitos de Taylor tiveram na gestão de empresas – mais especificamente nas indústrias – pode ser claramente observada no filme de Charles Chaplin: "Tempos Modernos". por eliminar movimentos inúteis. a seguir.a visão microscópica do homem. e o surgimento da Escola de Relações Humanas. . pode ser considerada para alguns como eficaz por focar na racionalização do método de trabalho dos operários. outras pessoas acreditam que essa escola é incapaz de ver o operário como ser humano e sim como uma máquina. . . A partir daí. . As teorias desenvolvidas por Taylor sofreram críticas por serem mecanicistas e.a submissão do operário a uma supervisão rigorosa e opressiva. até mesmo. envolvendo apenas a organização formal. conclusão Conclusão A Administração Científica. isolado como um apêndice da máquina industrial. Porém."Mensagem") ou por e-mail. a escola peca por não analisar as necessidades e motivos que levam o homem a trabalhar com mais entusiasmo.

foi o primeiro a expressar sua mentalidade pragmática através do estudo de tempos e movimentos de tarefas. Entretanto. aula 03 . pelo predomínio da organização formal e pelos níveis de mensuração da produção nunca antes experimentado pelas indústrias. na França.exercícios de auto-avaliação . realizava suas pesquisas no sentido inverso. até então apenas observado empiricamente. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. Acesso pelo menu "Avaliação". nasceu em Constantinopla e. aos 19 anos. Gestão . como vimos no capítulo anterior. onde começou como engenheiro e chegou ao cargo de diretor (1888 a 1918). Fayol . seguindo uma hierarquia do topo para a base da pirâmide. Por isso. em Avaliações". sendo o primeiro a dimensionar tempos e movimentos nas atividades produtivas.cas. Fayol dedicou sua vida à introdução do método científico na administração das empresas. Taylor recebe o título de "Pai da Administração Científica". formou-se em Engenharia de Minas. Taylor foi duramente criticado por considerar o trabalhador como sendo preguiçoso e dedicado tão somente aos ganhos materiais.jpg Mas você sabe quem foi Henry Fayol? Ele foi o responsável pela fundação da Teoria Clássica.Teoria Clássica aula gravada em áudio TEORIA CLÁSSICA Assim como Taylor. a Administração Científica inaugura as teorias administrativas e baliza as demais por seu foco nas tarefas.ou.edu/images/jpg-100dpi-10in/misc/Wren/Portraits/Fayol. Fonte: http://hsci. enquanto nos Estados Unidos Taylor realizava seus estudos partindo das funções do operário chegando às atribuições da gerência. em 1916. proporcionando o início de um rigor um pouco mais científico nos locais de trabalho.Módulo I Aula 2 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. Entretanto. indo trabalhar em uma indústria metalúrgica e de mineração de carvão – Compagni Comenantry Four Chambault et Decazeville.Apesar de várias críticas. Fayol.

E por fim. o Fayolismo adquiriu impulso e popularidade. tornando-se conhecido como “uma escola de chefes”. toda empresa deveria ter seis funções básicas: As funções técnicas estavam relacionadas com a produção de bens ou serviços da empresa. balanços. as funções de segurança eram responsáveis por zelar pelos bens e pelas pessoas. como a maioria das organizações do século XX se dividem: . As funções contábeis eram relacionadas aos registros. Funções básicas da empresa Para Fayol. Já as funções comerciais referenciavam-se com a compra e venda de bens. essa visão de Fayol está totalmente ultrapassada. A partir da Primeira Guerra Mundial. temos as funções administrativas. estatísticas e custos da empresa.desenvolveu um conjunto de "princípios de Administração geral" que considerava útil para toda situação administrativa em qualquer tipo de empresa. a seguir. tendo as funções sido substituídas por áreas. Atualmente. Enquanto que as funções financeiras correspondiam ao gerenciamento de capitais. Como você montaria um organograma com as funções de cada visão? Você seria capaz de criar outras áreas? página 02 Mostraremos. como responsável pela integração dessas funções.

comando. Fayol relacionou 14 princípios básicos que podem ser estudados de forma complementar aos de Taylor. maleáveis e podem ser aplicados em qualquer circunstância. tempo ou lugar. o chefe ou o supervisor. você saberia definir o que é Administração? Algumas pessoas podem reconhecer Administração como sinônimo de organização. mais aumenta a extensão e o volume das funções administrativas. abrangendo somente o estabelecimento da estrutura. Para Fayol. o gerente. Diferença entre Administração e Organização Agora que já sabemos as funções básicas da Administração e do administrador.Funções do Administrador A teoria Clássica é caracterizada por definir as funções do administrador e como este deve agir no trabalho. O gráfico a seguir mostra claramente a proporcionalidade da função administrativa nos diferentes níveis hierárquicos da empresa e quanto mais se sobe na escala. Você já é capaz de descrevê-los? página 03 Os Princípios Gerais da Administração Segundo Fayol. organização. Fayol definiu que a função administrativa é distribuída proporcionalmente entre todos os níveis hierárquicos de uma organização e não importa se é o diretor. logo todos desempenham atividades de previsão. Administração é um todo. e a organização uma de suas partes. tais princípios são universais. pois todos são administradores. Os autores Clássicos utilizam o conceito de elementos da Administração ou funções do administrador para formar o processo administrativo. controle e coordenação. .

5.Centralização .Unidade de direção – uma cabeça e um plano centralizados possibilitam agrupar atividades com os mesmos objetivos.1. facilitado pela comunicação na equipe.regras de conduta e de trabalho válidas pra todos os funcionários. Nessa época. do passado.Unidade de comando .Os interesses gerais da organização devem prevalecer sobre os interesses individuais. através de um ensino organizado.um lugar pra cada coisa e cada coisa em seu lugar. 4.Deve ser suficiente para garantir a satisfação dos funcionários e da própria organização. Enquanto Taylor defendia o controle de um operário por diversos supervisores. a eficiência da produção e aumentando a produtividade.Remuneração . Fayol defendia o conceito de unidade de comando.A justiça deve prevalecer. com métodos pré-estabelecidos e com a finalidade de formar administradores a partir de suas aptidões e qualidades pessoais.Estabilidade dos funcionários .capacidade de estabelecer um plano e cumpri-lo.Um funcionário deve receber ordens de apenas um chefe. nesse aspecto. justificando a lealdade e a devoção de cada funcionário à empresa. A sua organização pessoal e a disponibilidade de um tempo diário e preciso para os estudos poderá contribuir para um melhor aproveitamento do curso. 10. 11. 3. evitando o ditado popular: “tem muito cacique e pouco índio”.O trabalho deve ser conjunto.Eqüidade .Prevalência dos interesses gerais . Para a Teoria Clássica. respeitando à risca uma linha de autoridade fixa.As atividades vitais da organização e sua autoridade devem ser centralizadas. 6. substituíram o empirismo e a improvisação por técnicas científicas. 12. segundo o qual um operário deve ter apenas um chefe. a estrutura organizacional é analisada de cima para baixo (da direção para a execução) e do todo para as partes (da síntese para a análise). cada um especializado em um aspecto da tarefa do operário. A Teoria Clássica pouco evoluiu em termos de teoria da organização.Hierarquia . 2.Espírito de corpo . 7. página 04 Teoria da Administração Os autores da Teoria Clássica.Disciplina .Autoridade é o direito dos superiores de atribuírem ações aos seus subordinados que terão a responsabilidade de cumpri-las.Autoridade e responsabilidade . . dessa forma.Defesa incondicional da estrutura hierárquica. como foi visto na unidade anterior. 13. favorecendo. 9.Uma rotatividade alta é negativa ao desempenho da empresa e o moral dos funcionários. 8. A ausência de disciplina gera o caos na organização.Iniciativa . 14.Ordem .Especialização dos funcionários desde o chefe até os operários da fábrica.Divisão do trabalho . não tendo se desligado. essa idéia era vista como novidade.

Em qualquer organização. unidade de comando: cada pessoa tem um único chefe. é impossível definir atividades sem enquadrá-las em duas direções: Verticalmente: quando a hierarquia define a graduação das responsabilidades (níveis de controle). Cada autor clássico define ao seu modo os elementos da Administração. comando. a Organização Linear era mais simples e seus princípios eram: 1. os elementos da Administração.Divisão do Trabalho A idéia básica era a de que as organizações com maior divisão de trabalho seriam mais eficientes do que aquelas com pouca divisão do trabalho. ou seja. Naquela época. em outra unidade. maiores seriam as necessidades de coordenação para assegurar a eficiência da organização. mas os seguidores de Fayol não aceitaram tais elementos. organização. cada departamento ou seção passa a ser responsável por uma atividade específica e própria (níveis de especialização). Veja. Mais adiante. mais eficiente ela seria. a Teoria Clássica se preocupava com a divisão dos departamentos. seções. coordenação e controle constituem as chamadas funções do administrador. 2. centralização da autoridade: no topo deve estar a autoridade máxima. as funções do administrador para Urwick e Gulick: . quanto mais departamentalizada a organização. Conceitos de Linha e Staff Para Fayol. a seguir. Isso é o oposto da supervisão funcional. Os cinco elementos que compõem a Administração: previsão. 3. estudaremos a departamentalização. absoluta e direta sobre seus subordinados. cada superior tinha autoridade única. Enquanto a Administração Científica se preocupava com a divisão do trabalho no nível operário. ou seja. divisões. 4. etc. Elementos da Administração Fayol acreditava que quanto maior a organização e a divisão do trabalho. É importante ressaltar que a divisão do trabalho no sentido horizontal é chamada de departamentalização. Horizontalmente: em um mesmo nível hierárquico. unidade de direção: planos para conduzir os objetivos da organização. página 05 Organização Linear Os autores Clássicos consideravam a estrutura organizacional baseada na autoridade linear (decorrente do princípio da unidade de comando). no nível gerencial. mas não se afastam muito da concepção Fayloriana.. cadeia escalar: autoridade de comando. Para a Teoria Clássica a divisão do trabalho é essencial para a razão da organização.

a abordagem está incompleta. O comportamento deste período fez com que a Teoria Clássica recebesse o nome de teoria da máquina por causa do comportamento mecânico da organização. Dentre elas. deixando de lado a organização informal. unidade de comando e amplitude de controle). pois não considera o comportamento humano na organização. Outra crítica pode ser observada. autoridade e responsabilidade de cada cargo deverão ser considerados por escrito e comunicado a todos. com esquemas pré-estabelecidos de como o administrador deve proceder. falta comprovação científica para as afirmações dos autores clássicos. especialização. que deveriam ser seguidos para a máxima eficiência. Críticas à Administração Clássica Várias críticas foram atribuídas à Teoria Clássica. “a teoria da organização formal não ignorava os problemas humanos da organização. porém não conseguia dar um tratamento sistemático à interação entre as pessoas e os grupos informais nem aos conflitos intra-organizacionais nem ao processo decisorial” Em outros termos. – Princípio da definição: Os deveres. conclusão Conclusão . segundo SCOTT (1967). em suma. deixando implícito a ausência de trabalhos experimentais para dar base científica a suas afirmações e princípios. Os autores clássicos fundamentam seus conceitos apenas em observações.página 06 Princípios de Urwick – Princípio da especialização: Cada pessoa deve exercer uma função. – Princípio da amplitude administrativa: Cada superior deve ter um número determinado de subordinados. e os princípios da Teoria Clássica (divisão do trabalho. podemos destacar a abordagem simplificada da organização formal. – Princípio da autoridade: Deve haver uma linha de autoridade claramente definida.

desenvolvida por Elton Mayo e seus colaboradores. a organização formal e os princípios da Administração cedam prioridade para a preocupação com as pessoas e grupos sociais. Foi basicamente um movimento de reação e de oposição à Teoria Clássica da Administração. Gestão . A Teoria Humanística surgiu com a necessidade de humanizar e democratizar a Administração. Acesso pelo menu "Avaliação". Comandar. principalmente a Psicologia e a Sociologia. Fayol dividiu em cinco níveis as funções administrativas. Para essa Escola. Apesar de algumas críticas. o método de trabalho. o famoso POC3 – Planejar. recebem as funções de administrar.drbrioschi.exercícios de auto-avaliação .A Ênfase nas Relações Humanas aula gravada em áudio A ÊNFASE NAS RELAÇÕES HUMANAS A Abordagem Humanística faz com que a preocupação com a máquina. Organizar.br Escola das Relações Humanas A Teoria das Relações Humanas surgiu nos Estados Unidos como conseqüência imediata das conclusões obtidas na Experiência em Hawthorne. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema.Módulo I Aula 3 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. aula 04 . os administradores são as pessoas que estão em posição de destaque na organização. Fonte: http://www. em Avaliações. Fayol abordou um assunto muito importante e o mesmo perdura até os dias atuais. seja diretor ou supervisor.com. libertando-a dos conceitos rígidos e mecanicistas da Teoria Clássica e adequando-a aos novos padrões de vida do povo americano.A Teoria Clássica teve uma consideração muito relevante para o administrador. Coordenar e Controlar. . Esta teoria foi criada graças ao desenvolvimento das chamadas Ciências Humanas.

. o resultado da pesquisa mostrou que. tinha por objetivo desvendar os motivos que levavam os funcionários a adotarem posturas tão diferentes nos seus departamentos e na sala de provas. É a capacidade social do trabalhador que estabelece seu nível de competência e de eficiência. Tentaram eliminar ou neutralizar o fator psicológico. onde anualmente seriam entrevistados todos os funcionários da empresa. a produção do grupo que estava sendo analisado também aumentava.gov. com a finalidade de realizar um estudo da fadiga no trabalho e dos efeitos gerados por mudanças de horários ou introdução de intervalos de descanso no período de trabalho. que veio a se estabelecer logo em seguida.br/. Os trabalhadores não reagem isoladamente. O comportamento social dos empregados se apóia totalmente no grupo. as principais conclusões: O nível de produção é resultante da integração social. Quarta fase – a sala de observações da montagem de terminais. o que lhe rendeu um clima organizacional sadio./noticias. as pesquisas passaram a ter um enfoque nas relações humanas e não mais na parte científica. Os pesquisadores verificaram que a eficiência dos operários era afetada por condições de natureza psicológica. até então estranho e impertinente. a seguir. das normas sociais e expectativas que envolvem o empregado. ao se reduzir a iluminação. que visava analisar a organização informal dos operários. e um diagnóstico preliminar nos diria que o moral na companhia era alto e os funcionários confiavam na competência de seus administradores. e não de sua capacidade física ou fisiológica (como afirmava a Teoria Clássica). Durante mais de 20 anos não se constatou nenhuma greve ou manifestação. A partir dessa fase. Terceira fase – o programa de entrevistas. Entretanto. Algumas conclusões da Experiência de Hawthorne A experiência em Hawthorne permitiu o delineamento dos princípios básicos da Escola das Relações Humanas.Os estudos em Hawthorne de Elton George Mayo (1880-1949) A Western Eletric era uma companhia norte-americana que fabricava equipamentos para empresas telefônicas e sempre se caracterizou pela preocupação com o bem-estar de seus funcionários.asp?idnoticia=2801 Os estudos básicos efetuados por Mayo e seu grupo tiveram quatro fases: Primeira fase – buscou-se estabelecer a existência de uma relação entre uma maior iluminação no local de trabalho e um aumento na produtividade. Destacamos. página 02 Segunda fase – a sala de provas de montagem de relés.. mas .rn. Fonte: www.

Relações Humanas são as ações e atitudes desenvolvidas pelos contatos entre pessoas e grupos. porém o clima pesado da empresa não o (a) deixa à vontade. Assim. É exatamente a compreensão da natureza dessas relações humanas que permite ao administrador melhores resultados de seus subordinados. As Relações Humanas são as ações e atitudes desenvolvidas pelos contatos entre pessoas e grupos.como membros de grupos informais.é responsável por proporcionar equilíbrio interno. Assim. todos os métodos convergem para a eficiência e não para a cooperação e objetivos humanos. . Mayo e seus colaboradores verificaram que a extrema especialização defendida pela Teoria Clássica não cria necessariamente a organização mais eficiente. cujos relatores . que são os definidores das quotas de produção e das punições aos indivíduos que saem das normas grupais (teoria de organização informal). Cada indivíduo é uma personalidade diferenciada que influi no comportamento e atitudes dos outros com quem mantém contatos. . página 03 A civilização industrializada e o homem Dentro da abordagem humanística. que compõem a organização como um conjunto desses grupos.a função econômica . não planejados e mesmo irracionais do comportamento humano. A importância do conteúdo do cargo: a maior especialização e.Roethlisberg e Dickson . Você já parou para pensar nisto? O que fazer para melhorar esta situação? Funções básicas da Organização Industrial Como podemos ver.visa produzir bens ou serviços através de equilíbrio externo. Essas duas funções são subsistemas interdependentes. Os indivíduos dentro da organização participam de grupos sociais e mantêm-se em uma constante interação social. Daí a necessidade de um tratamento preventivo do conflito industrial através de uma Administração humanizada. é fundamental que permaneçam em estado de equilíbrio para que não haja reação contrária de uma das partes. passam a merecer atenção especial por parte de quase todas as grandes figuras da Teoria das Relações Humanas. portanto.descreveram que toda organização industrial deve buscar duas formas para manter equilíbrio interno na organização: . preocupação fundamental da Teória Clássica.a função social . Imagine que a empresa em que você trabalha obtém excelentes resultados financeiros. gerando satisfação a seus participantes. Os aspectos emocionais. alguns dos novos conceitos sobre Administração surgiram através da experiência de Hawthorne. surge uma grande incompatibilidade entre os objetivos organizacionais da empresa e os objetivos individuaisdo empregado. a maior fragmentação do trabalho não é a forma mais eficiente do trabalho.

Em seguida. não são diretamente . cujo precursor foi Elton Mayo (ênfase nas pessoas)? página 04 O quadro a seguir mostra claramente uma comparação entre a Teoria Clássica e a Teoria das Relações Humanas: Críticas à abordagem da Teoria das Relações Humanas Assim como na Administração Científica e na Teoria Clássica. dentre as quais destacaremos algumas: Os fatores considerados importantes para a Teoria Clássica era rigidamente combatido pela Teoria das Relações Humanas. a Teoria Humanística tinha visão idealizada do operário feliz e integrado ao ambiente de trabalho. você já é capaz de distinguir a Administração Científica. a abordagem humanística foi alvo de muitas críticas. e. A produtividade do operário não pode estar condicionada a sua felicidade e.E então. mal focalizados. Além disso. As variáveis que uma escola considerava importantes eram ignoradas pela outra. muitas vezes. de Fayol (ênfase na estrutura) com a Teoria das Relações Humanas. o senso crítico. conseqüentemente. perdendo. as restrições decorrentes da disponibilidade de poucas variáveis a serem analisadas e a limitação destas apenas às fábricas resultou numa impossibilidade de generalização de resultados. de Taylor (ênfase nas tarefas) e a Teoria Clássica. portanto.

não esclareceu o que pode ou não pode ser feito para obtenção de melhores resultados. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. isto é. tanto da estrutura como dos participantes da organização. Acesso pelo menu "Avaliação". Assim. Max Weber. sociólogo alemão. tornou-se necessário um modelo de organização racional capaz de caracterizar todas as formas de organização humana e. principalmente. Avaliações. Ambas teorias revelam dois pontos de vista extremamente opostos e incompletos sobre a organização.A Origem da Burocracia. A crítica de "operários felizes. Além disso. porém. conclusão Conclusão A Escola das Relações Humanas preocupou-se com aquilo que as outras demais nem sequer comentaram: o homem. . porém improdutivos" foi perpetuada pelos estudiosos no assunto. no quesito administrar. a fim de garantir a máxima eficiência possível no alcance desses objetivos” CHIAVENATO (2000). gerando a necessidade de um enfoque mais amplo e completo. aula 05 . a Teoria Humanística não forneceu critérios de gestão. SUAS FUNÇÕES E DISFUNÇÕES A Teoria da Burocracia desenvolveu-se dentro da Administração a partir da década de 40. suas idéias e insatisfações estavam sendo espionadas. Tal fator representa apenas uma característica capaz de influenciar na produtividade. Outra crítica que deve ser abordada é o fato de que os funcionários. Nessa época. também importantes. as empresas passaram a exigir modelos organizacionais mais definidos devido ao crescente tamanho e complexidade das empresas. as empresas.exercícios de auto-avaliação . suas Funções e Disfunções aula gravada em áudio A ORIGEM DA BUROCRACIA. naquela época.Módulo I Aula 4 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. por fim. acredita-se que ela exagerou e esqueceu assuntos. Essa escola viu a necessidade de humanizar e democratizar a Administração.proporcionais (funcionários infelizes podem ser produtivos). quando surgiram as críticas à Teoria Clássica e à Teoria das Relações Humanas. não apresentou nenhuma visão sócio-econômica realista das relações empresa-funcionário. E. Você só é capaz de produzir quando está feliz? Existia uma supervalorização do fator "Integração Grupal" com relação à produtividade. eram iludidos a participar de decisões em reuniões enquanto. Gestão . propôs um modelo intitulado de Teoria da Burocracia em Administração. segundo a qual “a burocracia é uma forma de organização humana que se baseia na racionalidade. na adequação dos meios aos objetivos (fins) pretendidos. na verdade.

página 02 Tipos de Sociedade Weber distingue três tipos de sociedade. Como exemplo podemos destacar a família. Weber notou que o capitalismo. para cada tipo de sociedade deveria existir um tipo de autoridade correspondente. Tipos de Autoridades Pare e pense no significado da palavra autoridade. Nesse sentido. como afirmava Karl Marx. a organização burocrática e a ciência moderna constituem três formas de racionalidade que surgiram a partir dessas mudanças religiosas.Sociedade Carismática: podemos caracterizá-la como partidos políticos. . os exércitos e até mesmo os Estados Modernos. que detém a posse e o domínio de um patrimônio. Será que você pensou na mesma idéia que Weber pensava? Para ele. os clãs e os feudos medievais. grupos religiosos. As semelhanças entre o protestantismo e o comportamento capitalista são impressionantes. é um tipo de sociedade na qual há uma forte conotação mística/arbitrária ou dogmática/ideológica. trata-se de um conjunto de normas consideradas legítimas e das quais deriva o comando. . salienta Max Weber. Como exemplo podemos citar as empresas. racional e capitalista não se originou das mudanças tecnológicas nem das relações de propriedade. eleições. ou seja. ao arbítrio e às emoções. Na verdade. vamos ver quais são? . O governante é visto como uma pessoa que alcançou tal posição exclusivamente por procedimentos legais (como nomeação.Sociedade Tradicional: possui características patriarcais de cunho patrimonialista. Racional ou Burocrática: é constituída de uma sociedade onde predominam normas e regras impessoais que se sobrepõem à vontade individual. . Naquela época.Origens da Burocracia A burocracia teve sua origem nas mudanças religiosas verificadas após o Renascimento.) e é em virtude de sua posição alcançada que ele exerce o poder dentro dos limites fixados pelas regras e regulamentos sancionados legalmente.Sociedade Legal. “autoridade significa a probabilidade de que um comando ou ordem específica seja obedecido”. concursos etc. mas de um novo conjunto de normas sociais morais. São sociedades onde a racionalidade é empregada como meio de se alcançar os objetivos dessa sociedade. ocorridas inicialmente em países protestantes – como Inglaterra e Holanda – e não em países católicos. Vejamos quais são: – Autoridade Tradicional acontece quando os subordinados aceitam as ordens dos superiores e concordam com um conjunto de regras e regulamentos legais previamente estabelecidos. às quais denominou ética protestante. o moderno sistema de produção. porquanto essas três formas de racionalidade se apoiaram nas mudanças religiosas.

a superioridade técnica sobre qualquer outra forma de organização em termos de eficiência. Segundo Max Weber. permitindo a centralização da autoridade e o fortalecimento da administração burocrática. .gr/auto/news/imagens/big/ – Autoridade Legal. sendo. antecipada e detalhadamente. causando ineficiência à organização. instável e sem base racional. a burocracia especifica. com meios capazes de corrigir e impor disciplina. Racional ou Burocrática acontece quando os subordinados concordam com as normas e leis previamente estabelecidas e racionalmente definidas. naquela época. Outro fator é o crescimento quantitativo e qualitativo das tarefas administrativas do Estado Moderno e. elas devem ser detalhadas. possibilitando a padronização das atividades da organização burocrática e conferindo aos chefes poder de repressão sobre os empregados. com capacidade de regular tudo que ocorra dentro da organização. e. Normalmente ocorre quando os subordinados se identificam com o superior e atendem suas ordens com grande facilidade. autoridade carismática. por escrito. Fonte: http://assets. a burocracia tem as seguintes características principais: caráter legal das normas e regulamentos: a burocracia é uma organização definida por regulamentos e normas previamente estabelecidas. Você costuma ser uma pessoa carismática? Caso afirmativo. Princesa Diana... para serem interpretadas univocamente por todos os membros da organização. impedindo as soluções rápidas ou eficientes.– Autoridade Carismática é o tipo do poder que adquire facilmente características revolucionárias. as decisões e ações administrativas são formuladas. A burocracia é a organização eficiente por excelência. portanto. O leigo passou a dar o nome de burocracia aos defeitos do sistema (disfunções) e não ao sistema em si. a burocracia é visualizada em uma empresa ou organização onde o “papelório” se multiplica e se avoluma. como as coisas deverão ser feitas. Costuma ter fundamento legal. por último. você poderia ter. O conceito de burocracia para Max Weber é exatamente o contrário. Vejamos algumas das inúmeras personalidades carismáticas no mundo? Airton Senna.in. com o objetivo de proporcionar comprovação e documentação adequadas. Características da Burocracia segundo Weber Geralmente. O termo também é empregado com o sentido de apego dos funcionários aos regulamentos e rotinas. para conseguir essa eficiência. caráter formal das comunicações: as regras da burocracia. Gandhi. a moeda passa a assumir o lugar da remuneração em espécie para os funcionários. Logo. para assegurar uma interpretação ordenada e única do estatuto da empresa (privada). registradas e comunicadas por escrito. página 03 Desenvolvimento da Burocracia Weber identificou três fatores principais que favorecem o desenvolvimento da moderna burocracia: O primeiro é a racionalização de transações econômicas: através de uma economia monetária. Madre Tereza de Calcutá.

sim. daí a necessidade da hierarquia da autoridade e fixar as chefias nos diversos escalões de autoridade para proporcionar a estrutura hierárquica da organização. página 05 A organização informal aparece como um fator de imprevisibilidade das burocracias. mas ao cargo que o superior ocupa. competência técnica e meritocracia: a admissão. isto é. pois o sistema social racional puro de Weber pressupõe que as reações e o comportamento humano sejam perfeitamente previsíveis. completa previsibilidade do funcionamento: tudo na burocracia é estabelecido no sentido de prever as ocorrências e rotinizar sua execução. Assim. o poder de cada pessoa é impessoal e deriva do cargo que ocupa. especialização da Administração: o dirigente não é necessariamente o dono do negócio. a promoção dos funcionários e sua transferência são baseadas no mérito e na competência técnica e não em preferências pessoais. Cada empregado deve saber qual a sua tarefa. Mas você sabe o que significa o termo autoridade neste contexto? Serve para reduzir ao mínimo o atrito entre chefe e empregado. Pense. para não interferir na competência alheia nem prejudicar a estrutura existente. Assim. o subordinado está protegido da ação arbitrária do seu superior. não em consideração à sua pessoa. uma vez que tudo estará sob o controle de normas racionais. e as atividades são distribuídas de acordo com os objetivos a serem atingidos. assim como a obediência prestada pelo subordinado ao superior é impessoal.página 04 caráter racional e divisão do trabalho: A burocracia é uma organização que se caracteriza por uma sistemática divisão do trabalho para atender a uma racionalidade. escritas e legais. as regras e normas técnicas regulam a conduta do ocupante de cada cargo. Daí a necessidade de exames. mas um profissional especializado na sua administração. determinando privilégios e obrigações. o que a burocracia impõe que ele faça. o cargo que você ocupa hoje. A organização informal surge como uma derivação direta do sistema burocrático. para que a eficiência do sistema seja máxima. hierarquia da autoridade: cada cargo inferior deve estar sob o controle e supervisão de um posto superior. outras pessoas já o ocuparam. sobretudo. Assim. estreitamente. concursos. impessoalidade nas relações: a administração da burocracia não considera as pessoas como tal. cujas atividades devem ser executadas de acordo com rotinas e procedimentos previamente fixados. ela é adequada aos objetivos a serem atingidos: a eficiência da organização. as tarefas administrativas são altamente diferenciadas e especializadas. sua capacidade de comando sobre os outros e. dado que as ações de ambos se processam dentro de um conjunto mutuamente reconhecido de regras. mas. Ele obedece ao superior. testes e títulos para admissão e promoção dos funcionários. definidos por meio de regras limitadas e específicas. certo? A burocracia precisa garantir a sua continuidade ao longo do tempo: as pessoas vêm e vão. provavelmente. rotinas e procedimentos estandardizados: O ocupante de um cargo não pode fazer o que quiser. assim como o funcionário não pode vender. comprar ou herdar sua posição ou seu cargo. quais são seus limites de direitos e poderes. profissionalização dos participantes: cada funcionário da burocracia é um profissional. como uma conseqüência da impossibilidade prática de se bitolar e padronizar completamente o comportamento humano nas organizações . os cargos e funções permanecem. mas como ocupantes de cargos e de funções.

pois a hierarquia é formalizada. 3. por ser despersonalizado (no sentido de excluir sentimentos irracionais. 4. Precisão na definição do cargo e na operação. 9. o trabalho é dividido entre as pessoas de maneira ordenada. pois é fornecida apenas a quem deve recebê-la. Redução do atrito entre as pessoas. pois cada funcionário conhece aquilo que é exigido dele e quais são os limites entre suas responsabilidades e as dos outros. Benefícios para as pessoas na organização. As decisões são previsíveis e o processo decisório. Racionalidade em relação ao alcance dos objetivos da organização. pois os procedimentos são definidos por escrito. são: “1. Constância. elimina a discriminação pessoal. As vantagens da burocracia. as pessoas são treinadas para se tornarem especialistas em seus campos particulares. como o amor. 6. podendo encarreirar-se na organização em função de seu mérito pessoal e competência técnica” CHIAVENATO (2000). Por outro lado. a informação é discreta. Continuidade da organização através da substituição do pessoal que é afastado. o trabalho é profissionalizado. comparar os mecanismos burocráticos com outras organizações é o mesmo que comparar a produção da máquina com outros modos não-mecânicos de produção. página 06 5. 8. para Weber. pois cada um conhece o que deve ser feito e por quem e as ordens e papéis tramitam através de canais preestabelecidos. o nepotismo é evitado e as condições de trabalho favorecem a moralidade econômica e dificultam a corrupção. 10. 2. Nessas condições. Rapidez nas decisões. raiva. Confiabilidade.Vantagens da Burocracia Weber viu inúmeras razões para explicar o avanço da burocracia sobre as outras formas de associação. Univocidade de interpretação garantida pela regulamentação específica e escrita. A eqüidade das normas burocráticas. pois o negócio é conduzido de acordo com regras conhecidas. Além disso. pois os mesmos tipos de decisão devem ser tomados nas mesmas circunstâncias. os critérios de seleção e escolha do pessoal baseiam-se na capacidade e na competência técnica. pelo conhecimento exato dos deveres. redução de custos e de erros. tem a virtude de assegurar cooperação entre um grande . preferências pessoais). sendo que grande número de casos similares é metodicamente tratado dentro da mesma maneira sistemática. Uniformidade de rotinas e procedimentos que favorece a padronização. quase sempre baseadas em padrões universalísticos de justiça e de tratamento igualitário. Para ele. 7.

que a conduzem à máxima eficiência. da crescente burocratização do mundo moderno. Weber usa o termo burocratização referindo-se também às formas de agir e de pensar. e menos separadas das outras. cujos resultados. Disfunções da Burocracia Ao estudar as conseqüências previstas (ou desejadas) da burocracia. onde as relações disciplinares são mais "naturais" e "afetuosas". de outro lado. Assim. seja na tradicional. seja na direção carismática. página 07 Dilemas da Burocracia De um lado. principalmente quando repugnam os desejos da pessoa. fosse uma enorme ameaça à liberdade individual e às instituições democráticas das sociedades ocidentais. Weber notou também as conseqüências imprevistas (ou indesejadas). Embora considerasse a burocracia como a mais eficiente forma de organização criada pelo homem. a fim de poder ser dirigida para os seus objetivos e não para outros. Veja a seguir as características e as disfunções da burocracia . A capacidade para aceitar ordens e regras como legítimas. mas que permeiam toda a vida social. exige um nível de renúncia que é difícil de se manter. As pessoas cumprem as regras organizacionais principalmente porque os fins alcançados pela estrutura total são altamente valorizados e cada qual deve fazer a sua própria parte para que o objetivo seja alcançado. advinham. que existem não somente no contexto organizacional. Assim. o compromisso dos subordinados com as regras burocráticas tende a se enfraquecer gradativamente. Racionalidade Burocrática O fato de uma organização ser racional não implica necessariamente que seus membros ajam racionalmente no que concerne às suas próprias metas e aspirações. deu-se o nome de disfunções da burocracia. as organizações burocráticas apresentam uma tendência a se desfazerem. existem pressões constantes de forças exteriores para encorajar o burocrata a seguir outras normas diferentes das da organização e. A racionalidade da estrutura racional é frágil e precisa ser constantemente protegida contra pressões externas. Às conseqüências imprevistas. Weber temia que essa grande eficiência.número de pessoas sem que essas pessoas se sintam necessariamente cooperadoras.

Acesso pelo menu "Avaliação". poderá tender a entropia. aula 06 .conclusão Conclusão A burocracia surgiu para organizar e impor regras às empresas e aos funcionários. são entidades complexas que contêm uma série de elementos e são afetadas por fatores diversificados. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. Pois as mudanças globais pedem que as empresas as sigam a fim de permanecerem competitivas no mercado. fatalmente. em qualquer tipo de organização.Tipos de Organização aula gravada em áudio TIPOS DE ORGANIZAÇÃO Uma organização começa quase sempre quando uma pessoa necessita de mais alguém para fazer alguma coisa. o controle das atividades se tornava mais fácil. necessariamente. pois assim. Com estas observações em mente. Gestão . segundo Hall (1984). as causas das disfunções da burocracia residem basicamente no fato de que a burocracia não leva em conta a chamada organização informal que existe. As organizações. Weber acreditava na excelência da burocracia e suas rotinas.exercícios de auto-avaliação . com seus procedimentos e regras imutáveis. e nem se preocupa com a variabilidade humana (diferenças individuais entre as pessoas) que. introduz variações no desempenho das atividades organizacionais. Dependendo do tipo de empresa. a organização é feita de pessoas que se relacionam e cooperam para fazer algo em comum. Em suma. Possui um caráter racional com um enfoque extremamente hierárquico. quando estabelecida.Módulo I Aula 5 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. ou seja. . podemos buscar uma definição de organização que incorpore os elementos enunciados. Podemos ver inúmeras empresas burocráticas.

como Fayol (1841-1925). sendo a principal delas a de servir de “meio de comunicação discreta e inconteste para mostrar às pessoas como se posicionam na empresa. O organograma tem muitas utilidades. funcional e linha-staff. Mais adiante aparece o organograma de uma organização de estrutura linear. amplitude administrativa e o racionalismo da organização formal. p. as organizações podem ser estruturadas de acordo com a natureza do trabalho e de interesses ou necessidades específicas dos administradores em determinadas situações. Para atender a essas características que mudam de acordo com o ambiente institucional. 1986. especialização. hierarquia. Seguindo os princípios gerais clássicos da Administração. nos deixaram alguns princípios de organização do trabalho que são aplicados universalmente até os dias de hoje. a organização formal pode ser estruturada por meio de três tipos de organização: linear. Vamos resumi-los? Divisão do trabalho. Mas você sabe o que é um organograma? O organograma é um instrumento gráfico que representa a estrutura organizacional da empresa (Colenghi.Fonte: http://www.gc.dfait-maeci. a quem estão subordinadas e quais são os fluxos de mando e responsabilidade” (Richers.ca/trade/ner/site/images Autores clássicos da Administração. página 02 A seguir estudaremos cada tipo de organização: Organização Linear . 1997). 77).

congestiona as linhas formais de comunicação.autoridade única com base na hierarquia do superior para seus subordinados. é bom ter a consciência de que você está em desvantagem nessa relação. em primeiro lugar. à medida que se sobe na escala hierárquica. dentro da organização linear existem linhas diretas e únicas de autoridade e responsabilidade entre o superior e seus subordinados. diminui o número de cargos ou órgãos. que dificultam a inovação e a adaptação às novas situações. que tudo sabe e faz (monopólio das comunicações).pt Como lidar com um chefia centralizadora? Bem.A organização linear é o tipo de organização mais antiga e simples.centralização de comando. controle e disciplina. destacamos sua estrutura simples e de fácil compreensão para o subordinado. não havendo intervenção em área alheia. usualmente. ressaltamos que a estabilidade e a constância das relações formais podem levar à rigidez e a inflexibilidade. lembre-se que você não tem poderes para mudar o seu chefe (aliás. . inibe a especialização. nós não temos poder de mudar ninguém!). e "cutucar a onça com vara curta" pode ser fatal! . assim como a sobrecarga na função de chefia. sendo indicado para pequenas empresas. tornando-as demoradas. caracterizada da seguinte forma: . Há uma clara fixação de limites das responsabilidades de cada órgão ou cargo. funcionamento.linhas formais de comunicação. . em decorrência da centralização da autoridade no topo da organização. Como desvantagem. Baseada no princípio da unidade de comando. em uma autoridade máxima. Conseqüentemente.caricaturas. conferindo a esse tipo de organização facilidade em sua implantação. O que podemos fazer é apoiar e estimular as mudanças.no. A figura do chefe generalista. o poder de vida e morte sobre os subordinados.controle da organização e seu aspecto piramidal. página 03 Fonte: http://www. pois o chefe tem. . que só se relaciona hierarquicamente com seu superior. as quais são feitas unicamente através das linhas existentes no organograma. tornando-se típica das organizações militares e eclesiásticas. Entre suas vantagens.sapo. A autoridade linear de comando único e direto pode tornar-se autocrática e vir a prejudicar a cooperação e a iniciativa das pessoas. Em segundo lugar.

. .desenvolver comunicações diretas. página 04 As desvantagens consistem em: . talvez seja a hora de repensar a sua carreira.diminuição da concentração de autoridade e conseqüente perda de comando. permitindo a cada órgão ou cargo concentrar-se total e unicamente sobre seu trabalho e sua função. pois cada órgão ou cargo reporta-se a experts em seu campo de especialização.confusão quanto aos objetivos e a existência de tensões e de conflitos dentro da organização. mais rápidas e menos sujeitas a distorções de transmissão. A organização funcional apresenta as seguintes características: .subordinação múltipla. mas sobre o seu campo específico. ou seja.as comunicações são diretas e mais rápidas.as decisões são descentralizadas. . sem intermediação.perda da visão de conjunto da organização e a uma tendência de defender o seu ponto de vista em detrimento dos pontos de vista dos outros especialistas. A autoridade (especializada) será aquela que melhor dominar o assunto em questão e dará a voz de comando.permitir a melhor supervisão técnica possível. . .proporcionar o máximo de especialização nos diversos órgãos. Assim. a relação profissional e. levando à perda de tempo e a confusões imprevisíveis. na especialização.nenhum superior tem autoridade total sobre os subordinados. As vantagens residem em: . . Organização Funcional A organização funcional é baseada no princípio funcional. . e. pode ser que iniciar um plano de retirada seja a melhor idéia possível. . que dificulta aos órgãos ou cargos superiores o controle e o funcionamento dos órgãos ou cargos inferiores. se você ainda tem algo a fazer nessa empresa. os subordinados recebem ordens de vários chefes. . em que nem sempre as pessoas sabem a quem recorrer para resolver determinados assuntos.Nesse caso.separar funções de planejamento e de controle das funções de execução.a autoridade por conhecimento: cada subordinado reporta-se a muitos superiores. Organização Linha-Staff . a organização funcional é indicada quando a organização é pequena ou quando se pode delegar temporariamente autoridade funcional a alguns órgãos para implantar algo ou avaliar alguma atividade.

O tipo de organização linha-staff é o resultado da combinação dos tipos de organização linear e funcional, maximizando as vantagens de ambas e reduzindo as suas desvantagens, mas com a predominância das características lineares. Normalmente são utilizadas em um tipo de organização mais completa e complexa, para preservar a unidade de comando, sem desprezar a especialização. A estrutura "staff", ou simplesmente assessoria, é constituída por pessoas com conhecimento e domínio de assuntos específicos, que complementam e reforçam os dirigentes de uma organização. As pessoas não são investidas de autoridade formal e, por essa razão, não dão ordens, apenas recomendam, aconselham, emitem pareceres ou, simplesmente, informam os dirigentes para que estes tomem as decisões que julgarem convenientes. Na organização linha-staff coexistem órgãos de linha (órgãos de execução, caracterizados pela autoridade linear e princípio escalar) e de assessoria (órgãos de apoio, consultoria e serviços especializados).

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Principais características: - fusão da estrutura linear com a estrutura funcional, permitindo a coexistência da hierarquia de comando e da especialização técnica. Ou seja, cada órgão se reporta a um e apenas um órgão superior, situação típica da organização linear. Porém, cada órgão recebe também assessoria e serviços especializados de diversos órgãos de staff; - existência das linhas formais de comunicação entre superiores e subordinados e que representam a hierarquia de autoridade. Existem também linhas diretas de comunicação que ligam os órgãos e o staff e que representam a oferta de assessoria; - manutenção do princípio da hierarquia (cadeia escalar). A hierarquia (linha) assegura o comando e a disciplina, enquanto a especialização (staff) fornece os serviços de consultoria e de assessoria. Suas vantagens estão na oferta interna de assessoria especializada e inovadora, com a manutenção do princípio da unidade de comando e atividade conjunta, fator importante na especialização e competição. Dentre suas desvantagens podemos destacar a possibilidade de conflitos entre a operação (linha) e a assessoria (staff) e dificuldade no equilíbrio dinâmico entre o poder de linha e o poder de staff. Em suma, é difícil alcançar e manter uma situação de equilíbrio dinâmico e perfeita sincronização entre linha e staff, de modo que ambos tenham um comportamento cooperativo e integrativo. Esse tipo de estrutura é o mais utilizado nas empresas de grande porte. A seguir, veja as diferenças entre as três estruturas apresentadas:

Comissões As comissões surgem para resolver os assuntos de maior importância e são constituídas por conselhos, comitês ou grupos de trabalho, que analisam, aprovam e avaliam os resultados gerais alcançados pela organização. Por constituírem um órgão da estrutura organizacional, podem assumir uma variedade de formas e existir em períodos variados. Vantagens: proporcionar um processo de decisão e de julgamento em grupo, envolvimento e coordenação de pessoas e atividades diferenciadas, facilitando a transmissão rápida de informações. Desvantagens: perda de tempo na tomada de decisão na medida em que seu tamanho aumenta; o custo de tempo e de dinheiro das pessoas envolvidas; divisão da responsabilidade e necessidade de um coordenador eficiente.

conclusão

Conclusão

Vimos nesta aula alguns exemplos de estrutura organizacional, porém não podemos afirmar qual a melhor estrutura a ser utilizada. É necessário analisar a instituição, se tem ou não um perfil hierárquico e outras características, assim fica mais fácil de diagnosticar qual o tipo de organização ideal para aquela empresa. A linha-staff é a mais utilizada nas empresas de grande porte por ser constituída de pessoas com conhecimento e domínio de assuntos específicos. É uma assessoria de assuntos específicos que não perde o comando de linha. Ainda assim, possui suas desvantagens. Bem vindo ao mundo real das organizações, que não tem uma receita unicamente vencedora para todas as situações.

Gestão - exercícios de auto-avaliação - Módulo I Aula 6

Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. Acesso pelo menu "Avaliação", em Avaliações.

aula 07 - Departamentalização

aula gravada em áudio

DEPARTAMENTALIZAÇÃO Enquanto os estudiosos da Administração Científica preocupavam-se com a especialização do trabalho e os clássicos com a estrutura organizacional, a Teoria Neoclássica complementava essas duas teorias com abordagens sobre departamentalização. Conceito de Departamentalização Para os autores clássicos, a especialização pode dar-se em dois sentidos: vertical e horizontal. Assim, a especialização vertical caracteriza-se sempre pelos níveis de controle (chefia), impostos na cadeia escalar. Já a horizontal, também denominada funcional, é mais conhecida por departamentalização, pela tendência de criar departamentos especializados no mesmo nível hierárquico, cada qual em sua tarefa. A conjunção de ambas as diferenciações dá o perfil da estrutura organizacional. Na medida em que ocorre a especialização do trabalho, a organização passa a necessitar de coordenação para essas diferentes atividades e as funções devem ser designadas às unidades organizacionais na base da homogeneidade, com o objetivo de alcançar operações mais eficientes e econômicas. A departamentalização é uma característica das grandes organizações. As pequenas empresas não requerem diferenciação ou especialização para distinguir o trabalho de uma pessoa ou unidade dos demais; mas na proporção em que as empresas crescem e envolvem atividades mais diversificadas, elas necessitam dividir as tarefas e transformá-las em responsabilidades departamentais. Tipos de Departamentalização A departamentalização pode ser: funcional; por produtos e serviços; por base territorial; por clientela; por processo; e por projeto. Cada tipo de departamentalização apresenta características, vantagens e limitações que influirão nas decisões. A departamentalização funcional é modelo de grande parte das estruturas organizacionais e é utilizada para organizar atividades empresariais, ajustando-se bem ao princípio da especialização e favorecendo o controle exercido pela alta direção da empresa. Formada pelo somatório das atividades semelhantes, e de acordo com os objetivos da organização, suas vantagens consistem em adequar-se às atividades continuadas, rotineiras, estabelecidas no longo prazo e na maior utilização de pessoas especializadas e recursos.

Não acumule dúvidas. Procure saná-las logo que apareçam.

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Como desvantagem pode-se destacar que a departamentalização funcional é contra-indicada para circunstâncias de cooperação interdepartamental muito pequena e ambientais imprevisíveis e mutáveis.

possibilita maior ajuste às condições locais ou regionais.A departamentalização por produto é própria de empresas que fabricam ou comercializam diversos artigos. ser ideal para circunstâncias mutáveis e possuir a melhor coordenação interdepartamental. página 03 A departamentalização geográfica pode apresentar as seguintes vantagens: fixa responsabilidade por local ou região. A última a ser destacada é a departamentalização por projetos. requer diferenciação e agrupamento das atividades de acordo com o local de realização do trabalho ou com a área de mercado a ser atendida pela empresa. A departamentalização por processo. . Assim. e costuma ser ideal para firmas de varejo. com atividades física ou geograficamente dispersas. é a quebra do produto em partes seqüenciais. que procura reinventar as organizações através do total redesenho dos processos empresariais e costuma ser ideal quando a tecnologia e os produtos são estáveis e permanentes. facilitando a avaliação dos resultados. assim. A desvantagem relevante refere-se a falta de flexibilidade e adaptação a mudanças. sendo importante ressaltar que sua estrutura organizacional é muito influenciada pelos avanços tecnológicos. de que se vão ocupar as pessoas encarregadas de sua manutenção e montagem. Suas vantagens são: facilitar a análise dos resultados diferenciados por produtos. deverão ser agrupados com base nos interesses geográficos. similares ou não. suas falhas e pontos fortes. facilitando a avaliação. procura extrair vantagens econômicas oferecidas pelo processo. Com a ênfase nos processos surgiu a reengenharia. Uma desvantagem é estar mais voltada para o cliente do que para si mesma. que implica utilização de pessoal de alta qualificação técnica em virtude das exigentes demandas de cada projeto. pois. a execução e o controle da organização. Sua principal desvantagem é a dificuldade para exercer um controle eficaz sobre o conjunto da empresa. como lucro e produtividade. Como fator positivo. possibilitar o melhor conhecimento do produto. As vantagens consistem na predisposição que a organização tem para atender os clientes e por permitir concentrar conhecimentos sobre as diferentes exigências dos canais mercadológicos. também conhecida como territorial ou regional. A departamentalização por base territorial é geralmente utilizada por empresas que abrangem grandes áreas geográficas e cujos mercados são extensos. A departamentalização por clientela possui a estrutura totalmente centrada na satisfação cliente. as funções e os produtos/serviços. É comum em lojas de departamentos que visam um público determinado. favorecer a diversificação da produção e o estabelecimento da Administração por Objetivos. A departamentalização geográfica. É especialmente atrativa para empresas de larga escala. A estratégia é a de que a eficiência pode ser melhorada se todas as atividades relacionadas com um produto forem agrupadas em uma área geográfica específica. muito utilizada em indústrias. bem como todo o planejamento. as outras atividades da empresa se tornam secundárias e sacrificam outros objetivos. Como desvantagem podemos destacar o enfraquecimento da especialização.

Sua principal vantagem é a enorme concentração de diferentes recursos em uma atividade complexa e que exige prazos de início e término bem determinados. Escolhas de alternativas de departamentalização A aplicação de uma só técnica de departamentalização nem sempre é suficiente. o mesmo valor para todas as organizações. 4. podendo existir uma aplicação mista das várias técnicas aqui apresentadas. O agrupamento de atividade deve ser feito mediante a adoção de todas as técnicas de departamentalização ou estruturação. Princípio de Maior Uso: a unidade que mais faz uso de determinada atividade deve ter a responsabilidade por essa atividade. muitas vezes. A aplicação de uma técnica de departamentalização na organização concorrente não significa. quando finaliza um projeto. provocando forte ansiedade e angústia nas pessoas pela imprevisibilidade de emprego. 3. Princípio da Supressão da Concorrência: eliminação da concorrência entre departamentos. 1. necessariamente. Há detalhes e peculiaridades que fazem com que as soluções não tenham. Porém. Além disso. Princípio de Maior Interesse: toda atividade deve ser supervisionada pelo departamento mais interessado por essa atividade. Princípio de Separação do Controle: as atividades de controle devem estar dissociadas das atividades (semelhantes) a serem controladas. permitem resolver o problema de departamentalização. apesar de não serem absolutos e apresentarem alguns conflitos. portanto.Essa estratégia de organização adapta a estrutura da empresa aos projetos que ela se propõe a construir e. página 04 A departamentalização por projetos é contra-indicada quando a tecnologia é muito mutável. 2. A técnica nada mais é do que a facilitação do ato de pensar na organização em termos estruturais. além de ser ideal para produtos altamente complexos. a empresa pode ser obrigada a dispensar o pessoal se não tiver outro projeto em vista. O que diferencia e qualifica o gerente que realiza algum tipo de estruturação é a capacidade que este tem de saber usar adequadamente o dispositivo disponível. É importante ressaltar que o processo decisório é que vai apontar a melhor técnica para as atividades em análise. agrupando atividades diversas em um só departamento. requer estrutura organizacional flexível. . que a mesma técnica deverá ser aplicada na sua organização. Princípios de Departamentalização Podemos verificar quatro princípios de departamentalização.

departamentos. Acesso pelo menu "Avaliação".Módulo I Aula 7 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos.exercícios de auto-avaliação . aula 08 . dos quais o mais comum é o do agrupamento por funções. em Avaliações.Eficiência e Eficácia aula gravada em áudio EFICIÊNCIA E EFICÁCIA Histórico . setores. a departamentalização se refere à reunião das diversas atividades da empresa em seções. etc. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. Mas também é possível adotar uma departamentalização mista que obedeça de forma simultânea a diversos critérios. Gestão .conclusão Conclusão Como vimos. Esse agrupamento pode obedecer a diferentes critérios.

A eficiência preocupa-se com os meios e métodos. A análise do trabalho e do estudo dos tempos e movimentos buscava a melhor maneira de executar uma tarefa e elevar a eficiência do operário. Fonte:www. essa foi a era das grandes invenções e do surgimento das empresas que viriam a tornar-se os grandes conglomerados atuais. Taylor entendia os mecanismos da eficiência como auxiliares da Administração científica ou. Sem dúvida. O conceito de eficiência é fundamental para a Administração científica. Para ele. especialmente na indústria siderúrgica. Estudos de tempos e movimentos. engenharia de eficiência e racionalização do trabalho. A expansão da indústria estimulou o debate sobre o aumento da eficiência e da produtividade. sistematizar e disseminar um conjunto de princípios que vinham ao encontro de uma necessidade e. nos Estados Unidos.freephoto. que precisam ser planejados a fim de assegurar a otimização dos recursos disponíveis. Acompanhou Taylor em seu interesse pelo esforço humano como meio de aumentar a produtividade. No início de sua carreira como engenheiro. De 1911 em diante. uma revolução mental. por isso. em comparação com os métodos artesanais que até então dominavam as atividades produtivas. a indústria expandiu-se aceleradamente. foram algumas das idéias que a ação de Taylor colocou na ordem do dia e até hoje estão em pauta. Taylor teve o mérito de elaborar. Para Emerson.com/preview Frederick Winslow Taylor (1856-1915). sistematicamente. A conseqüência direta da eficiência é a produtividade”. . o criador do movimento da Administração Científica. Taylor ocupou-se da eficiência das operações fabris. “a eficiência é a relação entre o que é conseguido e o que pode ser conseguido. A eficiência (E) significa a correta utilização dos recursos (meios de produção) disponíveis. Pode ser definida pela equação: E = P/R. uma revolução na maneira de encarar o trabalho e as responsabilidades em relação à empresa e aos companheiros de trabalho. já havia chamado a atenção para os ganhos de produtividade decorrentes da divisão do trabalho. Harrington Emerson (1853-1931) foi também contemporâneo de Taylor. organização e métodos. página 02 Concluiu que todo trabalho manual poderia ser reduzido a movimentos elementares. para a realização de qualquer tarefa. Gilbreth (1868-1924) foi um engenheiro norte-americano contemporâneo de Taylor. o público tomou conhecimento dessas idéias. onde P são os produtos resultantes e o R os recursos utilizados. temas que desde o início da Revolução Industrial sempre foram objetos de interesse. como formas de colocar em prática os princípios da Administração Científica. Frank B.Entre o fim da Guerra Civil e o começo do século XX. a que denominou “therblig” (Gilbreth de trás para frente). descrições de cargos. no século XVIII. foram recebidos com grande entusiasmo. Popularizou a Administração Científica e desenvolveu os primeiros trabalhos sobre a seleção e treinamento de empregados. engenheiro que simplificou os métodos de trabalho. transformou esse debate em um conjunto de princípios e técnicas. Adam Smith.

Manter disciplina. ainda carece de eficiência na defesa. 6. . ou seja. Aquilo que é feito está relacionado com a eficiência (a ação) e aquilo que é alcançado refere-se à eficácia (o resultado). Manter registros precisos. Impor honestidade nos acordos. 9. eficiência é a ação. Traçar plano bem definido. Mesmo perdendo a partida. Em uma organização. Fixar normas padronizadas para as operações. mesmo tendo sido eficaz como um todo e tendo contemplado um ataque eficiente. A eficiência refere-se à relação entre as “entradas” e “saídas”. sempre. eficiência é fazer a operação funcionar de modo que os recursos sejam mais adequadamente utilizados. de acordo com os objetivos. Quanto mais saídas são obtidas com as mesmas entradas. poderíamos dizer que a defesa do Catanduva foi eficiente? A resposta também é não. 7. Oferecer orientação e supervisão competentes. em que o resultado da partida seja 5 x 4 para o Catanduva. Da mesma forma. Sendo eficácia a qualidade ou propriedade de produzir o efeito desejado. no tempo certo”. Assim. “fazer as coisas certas. Fixar normas padronizadas para o trabalho em si. 10. destinado a alcançar um objetivo ou resultado desejado. caro aluno. 8.Emerson listou doze princípios da eficiência no livro de mesmo título. 2. página 03 Conceitos Imagine uma partida de futebol entre o Catanduva Futebol Clube e o Grêmio Acadêmico Piri-Piri. poderíamos dizer que o ataque do Piri-Piri foi ineficiente? A resposta é não. Fixar normas padronizadas para as condições de trabalho. Oferecer incentivos ao maior rendimento e a eficiência. 4. do modo certo. Em um processo. Mesmo mostrando eficácia no resultado da partida a favor do time do Catanduva. o ataque do Piri-Piri foi eficiente porque marcou quatro gols. E = OR/RP onde OR são os objetivos realizados e o RP os resultados pretendidos. sua defesa amargou quatro gols. justiça social no trabalho. temos em mente que o time do Catanduva. Por definição. Oferecer remuneração proporcional ao trabalho. maior o grau de eficiência alcançada. 12. seria a medida da utilização dos recursos quando se produz alguma coisa. E eficácia é a comparação entre o que se pretendia fazer e o que efetivamente se conseguiu. imediatos e adequados. ou seja. Estabelecer instruções precisas. muito embora o time como um todo tenha sido ineficaz em perder a partida. 3. Pense bem. em que sistematizou a procura da eficiência nas indústrias da época: 1. a força de produzir um efeito adequado. 5. 11. todo e qualquer movimento que se faz deveria ser. Dessa forma. Estabelecer o predomínio do bom senso.

Por exemplo. muitas vezes. é necessário saber quais são os objetivos propostos e quais os resultados alcançados. Muitas organizações. ganhar a guerra. De certa forma. Por outro lado. analfabetismo. a empresa que é capaz de fabricar um produto competitivo ou resolver um problema no presente poderá não ter a mesma capacidade no futuro. A sobrevivência de uma organização é uma medida de eficácia quando se consideram longos períodos. Um oportuno resumo sobre eficiência e eficácia pode ser traduzido nos quadros a seguir: . em algum momento. no entanto. a eficácia é a função do atendimento da necessidade ou problema que a organização se propõe resolver. A eficácia varia com o tempo. atendimento de uma necessidade ou realização de um objetivo qualquer. porque os tempos não são estáticos. ou seja. trabalhar um velho e conhecido postulado maquiavélico: “os fins justificam os meios”. Por exemplo. pode-se vencer uma batalha. Assim. Dessa forma. esclarecer a quem pertencem os objetivos. utilizar tantos recursos que levem à perda da guerra. é possível sacrificar. ou seja. o sucesso ou a eficácia é uma condição definida pela solução de um problema. também. má distribuição de renda ou uso inadequado de recursos naturais. um governo é bem sucedido quando a população de seu país desfruta de boas condições de vida – quando não há doenças. a eficácia. Uma organização desse tipo tem uma missão muito específica. Genericamente. significando que suas missões encontram receptividade no ambiente ao longo do tempo. maior a chance da eficácia ser alcançada. “Por exemplo.página 04 Eficiência e Eficácia Para se avaliar o grau de eficácia de um sistema. disputando a preferência dos mesmos clientes e consumidores. pode-se pensar que a qualidade de vida de uma população é a principal medida de sucesso que podemos utilizar para um outro tipo de organização: o Governo”. página 05 Normalmente. As empresas têm uma natureza competitiva. Neste caso. quanto mais eficientemente o processo for realizado. seu sucesso é medido exclusivamente pela capacidade de resolver o problema para o qual foram criadas. elas concorrem entre si. porém. É preciso. competem unicamente com o seu próprio objetivo. a eficácia é conseqüência da eficiência. a eficiência visando objetivamente o resultado final. um excelente nível de eficiência não signifique eficácia ou que não se possa atingir a eficácia sem eficiência. “Ser eficaz no presente e preparar-se para ser eficaz no futuro são coisas diferentes”. ser momentaneamente eficiente mas não eficaz ao final do processo. O sucesso de uma empresa pode significar o fracasso de outra. embora.

assim. e a eficácia com o final vitorioso. Em tese. em Avaliações. estará no caminho certo para o sucesso. Gestão . sendo a eficiência um dos principais instrumentos para se atingir tal objetivo. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. a eficácia é um dos elementos fundamentais para sobrevivência da empresa ao longo do tempo.Módulo I Aula 8 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. pois assim. . A eficiência está relacionada com o desenvolvimento correto de algo. Acesso pelo menu "Avaliação". Espera-se.exercícios de auto-avaliação .conclusão Conclusão O ideal para qualquer tipo de empresa é conseguir desenvolver suas tarefas e procedimentos com eficiência e eficácia. atingir a eficiência e eficácia de um produto ou serviço.

que não pode ser separado em partes sem haver perdas das suas características essenciais. mas poderosa. A visão sistêmica completa a linha de raciocínio. desenvolvida por psicólogos alemães em 1924. sendo que. mecanizada. Histórico A teoria da forma (Gestalt). sistema) do ponto de vista dos múltiplos fatores que o provocam e afetam. ou seja. Modernamente. Sob a concepção de sistemas. em resumo. percepções elementares e assim por diante. cada uma das disciplinas científicas desenvolvidas apresentava uma visão atomística. os sistemas devem ser analisados como entidades e não como ajuntamento de partes. remete à visão sistêmica. Desse modo. uma abordagem que passa a correlacionar as organizações industriais e comerciais com os organismos biológicos. página 02 Segundo Silva. de grande utilidade na formação intelectual do dirigente moderno. que é. partindo-se da visão atomística para a visão holística.Visão Sistêmica aula gravada em áudio VISÃO SISTEMICA Segundo Maximiano. por si só. instintos. Ou seja. É uma idéia simples. Os especialistas em sistemas procuram explicar as partes em termos do todo em lugar de explicar o todo em termos das partes. algumas delas ligadas à antiga noção de que os fenômenos devem ser analisados sob a ótica de várias abordagens ao mesmo tempo. a Teoria de Sistemas é a “reorientação do pensamento e da visão do mundo a partir da introdução dos sistemas como um novo paradigma científico”. as pessoas pensam em dividir o todo em partes. Estava começando uma mudança de concepção dos aspectos organizacionais. A aplicação da TGS às organizações é denominada Teoria de Sistemas. que começa na visão técnica de Taylor e Ford e continua até a visão comportamental.aula 09 . elementos químicos. Dessa forma. a organização deve ser estudada como um todo. e também dos inúmeros efeitos que cada elemento causa no conjunto. De acordo com Bertalanffy. Formou-se a partir de linhas de pensamentos independentes. com a introdução de novos conceitos. conduziu seus estudos de sistemas gerais pensando no metabolismo. uma visão holística. cinemática e termodinâmica. por meio de conceitos encontrados na química-física. tais como átomos. analisar os conteúdos e experiências das partes “indivisíveis”. Sistemas Um sistema é um conjunto de elementos ou componentes interdependentes que interagem e produzem um ou mais . ou o que importa para o entendimento de qualquer entidade pode ser explicado pela compreensão das suas partes. porque sua idéia de que a finalidade do conjunto define a natureza de suas partes conduz a um raciocínio integrativo. surge a possibilidade de uma percepção mais global ou interdisciplinar das organizações. crescimento e sistemas abertos. um biólogo alemão. a partir da última metade do Século XX. Ludwig Von Bertalanffy. que considera qualquer fenômeno (objeto. No final dos anos 30. a essência da visão sistêmica é a idéia de elementos que interagem e se influenciam para realizar objetivos. a Teoria Geral dos Sistemas (TGS) começa a se desenvolver. uma tendência de unificação das disciplinas ou das ciências. Isto é. Após a II Guerra Mundial. evento. a concepção atomística estabelece que o mundo.

o departamento tende a se afastar da meta global. definidos em termos de operações identificáveis e factíveis de repetição. Usando a visão sistêmica. É um resultado importante no uso da visão sistêmica. escreveu um artigo em que descreve a natureza geral.resultados. mas da possibilidade prática da sua aplicabilidade ao mundo real. Esses sistemas não são independentes um do outro. O outro sistema é o “sistema social”. São fatores internos ao sistema. página 03 Dos proponentes de sistemas. Um dos sistemas é o “técnico”. mudanças são inevitáveis. divisão do trabalho e propósitos. Associada com as funções de planejamento e controle do sistema está a noção de fluxo de informações sobre os desempenhos do sistema (feedback). o que é rejeitado por Churchman por causa da natureza transcendental das funções de cada departamento. não somente do ponto de vista acadêmico. dinheiro. Churchman destaca cinco considerações básicas relativas ao pensamento de sistemas: objetivos – significa aquelas metas ou fins em direção aos quais o sistema tende. Os administradores devem estar certos de que os planos devem ser executados como concebidos. interdependências e cadeias de efeitos. As organizações são tradicionalmente departamentalizadas. Em qualquer sistema contínuo. por exemplo: recursos. Boulding destacou cuidadosamente que o propósito da TGS não era estabelecer uma simples teoria geral sobre praticamente todas as coisas que pudesse . tecnologia. que incluem tudo que o sistema pode mudar e usar para sua própria vantagem. Portanto. em 1956. do qual fazem parte todas as manifestações de comportamento dos indivíduos e dos grupos. é fundamental verificar o que ocorreu. A utilidade principal da visão sistêmica é considerar as interações. Dois elementos caracterizam o ambiente: o controle dos fatores internos do sistema e a determinação de como o sistema deve funcionar. muitas vezes. Churchman deseja incluir funções básicas que são: o planejamento e o controle do sistema. o comportamento e o desempenho do sistema sempre resulta da interação de todos os seus elementos. Somente dessa forma será possível medir o desempenho do sistema como um todo. tais como pessoas. O estabelecimento de metas é uma característica dos sistemas. pois aprendemos que há uma cadeia de causas e efeitos dentro da qual as ocorrências ou eventos numa parte do sistema provocam efeitos e conseqüências nas outras. senão. West Churchman talvez tenha dado uma das mais lógicas explanações. coordenação. o propósito e as necessidades para uma abordagem de sistemas de todos os fenômenos científicos. para alcançar sua meta específica. do qual fazem parte os componentes não humanos e que independem das pessoas. página 04 Hierarquia dos Sistemas O economista Kenneth Boulding. No entanto. administração – na administração do sistema. o que implica necessidade de revisões periódicas e reavaliações dos planos. Ambos os elementos devem atuar simultaneamente. C. em resumo: pessoas e comportamento. burocracia. os objetivos devem ser operacionalizados. equipamentos e outros. componentes – são todas as atividades que contribuem para a realização dos objetivos do sistema. ambiente – constitui tudo o que está do “lado de fora” do sistema. recursos – são todos os meios disponíveis para a realização das atividades necessárias no alcance da meta. o que constitui a função de controle no seu sentido mais primário. Ou seja. Qualquer alteração em um componente de qualquer dos sistemas provocará alterações nos demais. a organização mostra-se como dois sistemas que se influenciam mutuamente. ou seja.

recursos financeiros. O sistema aberto está em contínua interação com o seu ambiente e alcança um “estado estável” ou “equilíbrio dinâmico”.A entropia negativa – característica das organizações como sistemas abertos. indo do mais simples ao mais complexo. para sobreviver ou crescer. Isso pode ser entendido nas organizações quando se analisa a lucratividade em longo prazo. a seguir: sistemas de estrutura estática – os de níveis mais básicos. Para uma empresa de negócios. inevitáveis e irreconhecíveis. células. 2. com autoconsciência e a habilidade para usar a linguagem e os simbolismos no seu processo de comunicação. Aqui serão abordadas cinco das principais características: 1. nível em que começa a diferenciação entre vida e não-vida (como as células orgânicas). porque um sistema aberto.O processamento da informação . 3. a transcrição de imagens em registros históricos.O crescimento e a manutenção – essa característica apresenta ambas as tendências de “crescimento” e “manutenção”. música e poesia.O ciclo de eventos . sistemas transcendentais – aqueles últimos.substituir as teorias específicas de disciplinas particulares. que não tem significação. há forças nos sistemas que favorecem a estabilidade e resistem à mudança. comportamento teleológico e autoconsciência. . com a consideração do conteúdo e significado das mensagens. recursos humanos. etc. página 05 Características dos Sistemas Abertos Podem ser identificadas diversas características das organizações como sistemas abertos. e o geral. sistemas dinâmicos simples – aqueles que já incorporam necessariamente movimentos predeterminados (como os mecanismos de relógios). também chamados de níveis de armação (estruturação). sistemas humanos – os indivíduos considerados como sistemas. os sistemas devem ter processos de codificação que selecionam as informações entrantes. mas também há forças nos sistemas abertos que favorecem a mudança e procuram oportunidade para inovação. O termo energia reflete a influência da TGS como concebida nas ciências biológicas e está relacionado com a organização das coisas vivas. Boulding passou a descrever uma hierarquia de sistemas. as simbolizações da arte. a natureza e dimensões dos sistemas de valores.é essa característica que processa quais informações serão permitidas dentro do sistema. materiais. que também apresentam estrutura e relacionamento sistemáticos. que apresentam divisão de trabalho entre as partes. sistemas genético-sociais – aqueles tipificados pelas plantas. sistemas sociais – também chamados de sistemas de organizações humanas. renovação e crescimento. para a armazenagem e interpretação das informações e para decidir sobre as respostas para as informações analisadas. que não tem conteúdo”. a energia toma forma de insumos. seu propósito era estabelecer um meio adequado e justo entre “o específico. deve absorver. e a complexa gama de emoções humanas. 4. Pelo fato da capacidade de processamento de informação de qualquer sistema ser limitada. que possuem mais “entradas” de energia do que “saídas”. mobilidade. mais energia do que liberar. absolutos. Mais do que isso. transformação e saídas de energia. isto é. equipamentos e produtos/serviços.toda a organização se envolve em um ciclo de eventos que implica entradas. sistemas animais – caracterizados pelo aumento. classificados em nove níveis de sistemas. como a anatomia do universo. sistemas abertos – que são estruturas “auto-mantidas”. sistemas cibernéticos – os que se caracterizam por mecanismos automáticos de controle de feedback (como os termostatos).

em mudanças em outras partes do sistema é fundamental para os agentes de transformação tomarem decisões estratégicas dentro das organizações. as organizações de negócios são sistemas de partes inter-relacionadas que trabalham em união para alcançar um determinado número de metas. em Avaliações. consumidores.Módulo I Aula 9 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. mas um sistema definido. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. normalmente. A base do seu conceito é que um organismo vivo não é um conglomerado de elementos separados. conclusão Conclusão A Teoria dos Sistemas nas organizações tem a intenção de desenvolver um ambiente objetivo e compreensível para a tomada de decisão. organizações de mão-de-obra. Gestão . é possível pela ação de duas ou mais partes. aula 10 . Além do mais. então as decisões podem ser tomadas de maneira mais fácil. Acesso pelo menu "Avaliação". página 06 5. alcançar o efeito que qualquer das partes sozinhas não seria capaz. As organizações de negócios são sistemas construídos pelos indivíduos em interação com o ambiente.enquanto mantém a capacidade de trabalho ou a energia de transformação atuante.Eqüifinalidade .define que um sistema aberto pode alcançar o mesmo estado final a partir de diferentes condições iniciais e por meio de uma variedade de caminhos. Por exemplo. possuindo organização e totalidade. A visão sistêmica acredita que o desempenho de uma organização é produto da interação mais do que da soma de suas partes.Visão Contingencial aula gravada em áudio . Isso poderia ser denominado de Sinergia. destaca a flexibilidade na seleção dos meios que serão utilizados para alcançar os fins. a Teoria dos Sistemas fornece ferramentas para que se possa analisar e avaliar organizações. por exemplo. cliente. a soma dos benefícios das operações combinadas de uma organização é maior do que se as operações fossem realizadas separadamente. fornecedores. Enfim. Entender que mudanças em uma parte do sistema resulta. A Teoria de Sistemas nas Organizações Bertalanffy deu ênfase na parte da TGS que denominou sistemas abertos. assim. além de criar uma relação das metas com os métodos. governo e outras entidades. se o sistema dentro do qual os administradores tomam decisões pode ser provido de uma estrutura de trabalho clara e objetiva.exercícios de auto-avaliação . concorrente. Portanto. tanto na organização como dos indivíduos delas participantes.

seguida da produção. O conhecimento do ambiente passou a ser vital para a compreensão dos mecanismos organizacionais. Verificaram que não há um único e melhor jeito de organizar. O estudo de Woodward contemplou cerca de 100 empresas britânicas com. 100 empregados. dependendo das circunstâncias.eram também necessários uma integração mais próxima e contatos pessoais freqüentes. Até então. podendo suceder ou não. ao mesmo tempo. como greve.VISÃO CONTINGENCIAL Uma contingência é um evento futuro provável. A Teoria da Contingência surgiu a partir de várias pesquisas feitas para verificar os modelos de estruturas organizacionais mais eficazes em determinados tipos de empresas. tendo somente o marketing como primeira atividade.processo contínuo – a importância de manter um mercado significava que o marketing era a atividade central e crítica. a qual era a função mais importante. que pode afetar seriamente o trabalho de uma empresa. dirigiu um estudo de pesquisa que provou ser uma das mais significativas rupturas. As empresas foram classificadas de acordo com três tipos distintos de sistemas de produção: 1. página 02 Origem Os Estudos de Woodward Joan Woodward. avaliação e recomendação de uma solução potencial para resolver o problema gerencial. pelo marketing. Os resultados das pesquisas conduziram a uma nova concepção de organização: a estrutura da organização e o seu funcionamento são dependentes da interface com o ambiente externo. A pesquisa e o desenvolvimento eram a segunda atividade mais crítica.grande quantidade e produção em massa – os programas de produção não eram diretamente dependentes dos pedidos da empresa. depois. 2. e. Suas origens remontam às pesquisas de Chandler. Woodward. mas. Burns e Stalker. A organização formal era vista como uma estrutura e possivelmente um grupo de processos. mas não certo. Por causa da necessidade de flexibilidade. É algo que pode ser tanto incerto quanto eventual. A tecnologia era reconhecida somente como um conjunto de condições limitantes. mudanças de preços ou da política governamental. A primeira fase da fabricação era o desenvolvimento do produto. o que significa que um administrador pode fazer uso das técnicas gerenciais de outras abordagens da Administração quando a aplicação dessas várias técnicas. é a melhor solução para o problema específico. Uma tensão maior era colocada sobre os especialistas técnicos e sobre a qualidade e eficiência do produto.unitário e de pequenos lotes – a produção era baseada nos pedidos da empresa. A Teoria Contingencial é eclética e interativa. a maioria dos teóricos organizacionais tinha ignorado o papel da tecnologia. Verificou-se que as características das organizações são decorrentes do que existe fora delas: seu ambiente. Os produtos eram impossíveis ou difíceis de estocar ou a capacidade de estocagem era muito limitada. uma estrutura orgânica. O fluxo de . isto é. Ela considerou a tecnologia como responsável por um papel tão ou mais importante do que aquele da estrutura e dos processos na organização interna. a estrutura depende do ambiente no qual a organização opera. no mínimo. Ela se distingue por ser uma metodologia de solução de problemas que começa com uma análise e termina com a criação. guerra. socióloga industrial. ou uma combinação entre elas. Essas pesquisas revelaram que a teoria administrativa disponível era insuficiente para explicar os mecanismos de ajustamento das organizações aos seus ambientes de maneira proativa e dinâmica. inglesa. É a mais recente das teorias administrativas e marca um passo além da Teoria dos Sistemas. 3. dentro da teoria das organizações. relativista e situacional. Lawrence e Lorsch a respeito das organizações e seus ambientes.

ou em um sistema orgânico.produção era diretamente determinado pela situação do mercado. . A combinação das duas dimensões propicia um continuum de tecnologia rotineira e não-rotineira. A classificação de cada tipo de tecnologia se refere a uma estrutura particular de organização. página 03 A teoria de Woodward. com treinamento em sociologia. Esse modelo se parece com uma estrutura orgânica. Na organização de tipo rotineiro há um mínimo de critério tanto nos níveis tecnológicos quanto nos níveis supervisionais. um teórico de organizações. A variabilidade se refere ao número de casos excepcionais ou imprevisíveis e à extensão em que os problemas são conhecidos. as diversas responsabilidades e o poder. assim como as obrigações. o que pode ocorrer de modo espontâneo em muitos casos. expandiu os estudos de Woodward. representa interpretações posteriores à pesquisa. Sistema mecânico: é aquele no qual as especialidades funcionais têm uma classificação rígida. não pode ser considerada uma validação da teoria tecnológica. página 04 Burns e Stalker Para Tom Burns. a coordenação é realizada por meio do feedback e existe alta interdependência do grupo. A ênfase no conhecimento técnico era mais sobre como os produtos poderiam ser usados do que como eles poderiam ser feitos. como vimos na aula 5.a extensão para a qual a tecnologia pode ser analisada. . O trabalho de Perrow . O sucesso é função de uma adequada adaptação tecnologia-estrutura. Perrow sugere que a classificação das organizações pela sua tecnologia e previsibilidade das tarefas do trabalho conduzirá a uma predição da forma de estrutura mais eficaz e conveniente. psicólogo. chamando a atenção para duas dimensões importantes da tecnologia: . que pode ser conscientemente planejada para tornar a produção de grande quantidade e em massa. ambos ingleses. Numa organização de tipo não-rotineiro existe alto nível de discrição e o poder está distribuído entre os níveis tecnológicos e supervisionais. A análise da tecnologia se refere à medida que as atividades são desmembradas. Stalker. que.a extensão para qual a tarefa do trabalho é previsível ou variável. embora importante.Tecnologia e Estrutura Charles Perrow. resultando ou em um sistema mecânico. também chamada de determinismo tecnológico. sociólogo. bem como à extensão em que os problemas podem ser resolvidos de maneira conhecida ou pelo uso de procedimentos de rotina. as empresas seguem dois tipos básicos de procedimentos organizacionais. Com tecnologia não-rotineira existe grande número de casos excepcionais envolvendo dificuldades e variada solução de problemas. a coordenação é baseada em planejamento e é provável haver pouca interdependência entre os dois grupos. e George M. sustentando um fluxo de comunicação que transmite informações de baixo para cima e ordens de cima para baixo. O sucesso nos processos de produção intermediários da tecnologia está associado com um sistema mecanístico. Essa configuração aborda uma estrutura burocrática. A hipótese básica da teoria de Woodward é que as empresas que mais se aproximam da estrutura adequada para suas tecnologias deveriam ser as de maior sucesso. mas o poder do nível gerencial médio é alto. A hierarquia de comando é bem definida.

Segundo os resultados dessa pesquisa. as organizações costumam adotar sistemas que se situam em algum ponto da escala formada por ambos. Para Chandler. Standard Oil Company de New York e Sears Roebuck and Company. Uma organização. o segundo. A comunicação tende a ser um fluxo de mão dupla. “a tese deduzida das várias proposições é que a estrutura segue a estratégia e que o mais complexo tipo de estrutura é o resultado da concatenação de várias estratégias básicas”. sendo as atribuições de obrigações. em 1962. Na prática. A estratégia envolve ações em resposta . já uma organização com sistema orgânico se mostra mais flexível a novas situações ambientais. devem estar preparadas para se adaptar a elas. o fluxo de dados e informações através das linhas de autoridade e comunicações. com sistema mecânico. os resultados de uma pesquisa sobre inovação organizacional. Esse desenho tem dois aspectos: o primeiro são as linhas de autoridades e comunicação. realizada em quatro empresas americanas: DuPont. estrutura pode ser definida como o desenho da organização através do qual o empreendimento é administrado. Como as empresas estão sujeitas às mudanças ambientais. transmitindo consultas de cima para baixo e de baixo para cima. página 05 Alfred Chandler publicou. buscando dados que permitissem generalizações. pode ser adequada a situações ambientais estáveis. General Motors. responsabilidades e poderes mais adaptáveis.Sistema orgânico: apresenta maior flexibilidade.

que serão determinados de acordo com as exigências de seu respectivo ambiente. por meio do Menu Comunicação. comparando dez empresas de três diferentes setores industriais. Alguns críticos argumentam que a visão contingencial nem incorpora todos os aspectos da Teoria de Sistemas. Já os defensores da visão contingencial defendem justamente que o alerta de Fayol e outros foram ignorados: buscou-se estabelecer princípios universais que pudessem ser aplicados sem a dimensão situacional e que. a visão contingencial mostra que. As decisões tomadas são previamente confrontadas com as mudanças ocorridas no ambiente no qual a empresa encontra-se inserida. Caso não esteja seguro com relação ao domínio do conteúdo. Os Estudos de Lawrence e Lorsch Paul Lawrence e Jay Lorsch. Você deve consultar o seu Professor-Tutor em caso de dúvidas. Segundo Ferreira. portanto. A questão básica do estudo foi: “o que a organização faz para lidar com as diversas condições econômicas e de mercado?” Essa questão era muito diferente dos estudos empresariais da época. o ambiente é de extrema importância para a compreensão dos mecanismos organizacionais. existe um continuum entre teorias aparentemente posicionadas em extremos opostos. por sua vez. professores da Harvard Business School. visto que até Fayol já previa que os princípios deveriam ser aplicados com flexibilidade. não há novidade na visão contingencial. reveja suas anotações pessoais e releia o Módulo I. Com isso os administradores terão maior probabilidade de manter a viabilidade de suas empresas frente à constante transformação da tecnologia e do mercado. diferenciam-se em partes e o funcionamento dessas partes separadas tem de ser integrado para que o sistema inteiro seja viável. Assim. Argumentam que. apesar das críticas. em lugar de propor um único e melhor modo de organizar-se em quaisquer condições. processos essencialmente antagônicos. ao contrário . que. integrando conceitos de várias teorias administrativas e podendo ser considerada mais como uma visão de mundo do que como um modelo em si. página 06 Baseado nesses resultados. Segundo a pesquisa. na medida em que os sistemas crescem de tamanho. propõe que a empresa deve se concentrar na análise sistemática dos requisitos do ambiente e relacioná-los com as características exigidas da organização. Analisando a partir de uma visão contingencial. Acredita-se.às demandas e fontes de suprimentos variáveis. pesquisaram a relação entre as características estruturais das organizações complexas e as condições do ambiente que essas organizações enfrentam. Ao invés de teorias antagônicas. as indústrias com elevado desempenho apresentam melhor ajustamento às necessidades do ambiente. Para eles. na verdade. os autores criaram a Teoria da Contingência na empresa. é a estrutura do negócio que se adapta para atender à estratégia que é determinada pelas demandas de mercado. não necessariamente levariam aos resultados almejados. que focalizavam a melhor maneira de organizar as empresas sem levar em conta o ambiente e as condições externas. que é uma teoria eclética e bastante interativa. condições econômicas flutuantes. Os autores concluíram que os problemas básicos dos administradores são a diferenciação e a integração. a Teoria Contingencial é vista como eclética. Sua mensagem básica é que nada é absoluto. escolha a opção Mensagem na Plataforma de Educação a Distância do ILB. novos desenvolvimentos tecnológicos e ação dos competidores. que. definirá o grau requerido de diferenciação nos departamentos e de integração interdepartamental. conclusão Conclusão Vimos que a Teoria Contingencial age conforme as necessidades ambientais. de fato. nem se desenvolveu a ponto de poder ser considerada uma nova teoria.

Para visualizar a correção. clique na atividade pretendida no painel de desempenho.Evolução do Estado aula 02 .Megatendências Futuras aula 08 . Modulo II Módulo II aula 01 .Módulo I Aula 10 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema.exercícios de auto-avaliação . Avaliação Final de Módulo I Avaliação de módulo – São exercícios subjetivos. Gestão . outra relativa aos motivos .As transformações na Administração Pública com foco no legislativo aula 01 . botão Avaliações. A princípio. é necessário procurar entender a origem do Estado.Estratégia sob a visão de Michael Porter aula 05 .Evolução do Estado aula gravada em áudio EVOLUÇÃO DO ESTADO Origem Para entender a evolução do Estado.Foco na Prática do Planejamento Estratégico Público aula 07 .Gestão Pública para o Desenvolvimento com Inclusão Social aula 09 .As Reformas Administrativas aula 03 .de muitas que vimos nas aulas anteriores. Acesso pelo menu "Avaliação". caso em que ele enviará uma mensagem orientando-o nesse sentido.Uma Nova Geração de Transformaçãoes da Gestão Pública aula 10 . O acesso é pelo menu Avaliação. o Professor-Tutor pode solicitar que você reformule sua resposta.Modernização da Administração Pública aula 04 . que possuem a estagnação como característica. disponíveis ao final de cada módulo. que serão corrigidos pelos tutores. Espera-se que o aluno demonstre capacidade de análise e domínio dos temas estudados. Lembre-se de que caso seja necessário.Estratégia sob a visão de Henri Mintzberg aula 06 . duas questões se apresentam: uma a respeito da época do surgimento do Estado.

De qualquer forma. não por um ato puramente voluntário. existem inúmeras teorias. Dalmo Dallari consegue inserir no seu conceito todas as características do que é entendido modernamente como Estado. apresentando. como Eduardo Meyer. assim se expressa: “ Um Estado nasce das necessidades dos homens. A palavra “Estado” pode ser utilizada em inúmeras oportunidades.sustentam que a superioridade de força de um grupo social permitiu-lhe submeter um grupo mais fraco. encontrar um conceito que possa satisfazer todas as necessidades de entendimento de um instituto tão complexo quanto a sua forma e natureza. nascendo o Estado dessa união de dominantes e dominados. existiu sempre. o Estado. Dessa forma. Robert Filmer defendeu a explicação de que cada família primitiva se ampliou e deu origem a um Estado. três correntes prevalecem. o que. mas tendo todas em comum a afirmação de que o Estado se formou naturalmente. a crença de que foi a vontade de alguns homens. cada um vai recorrendo à ajuda deste para tal fim e daquele para tal outro. aparece pela primeira vez na obra “O Príncipe”. do latim. quando. E em seguida: “. Para alguns estudiosos. sem dúvida. nos “Diálogos”. de maneira sintética e abrangente. o Estado vai sendo formado conforme as condições concretas de cada lugar. no Livro II de “A República”. em comum. A terceira posição é a dos estudiosos que só admitem o conceito de Estado para sociedades dotadas de certas características bem definidas. mas todos nós precisamos de muitas coisas”. e. Sob a perspectiva da época do aparecimento do Estado. Uma segunda corrente de autores admite que o estado surge para atender às conveniências de grupos sociais."Mensagem") ou por e-mail. no entanto. No que se refere às causas que determinam o aparecimento do Estado. Ele está à sua disposição e pode ajudá-lo. ele acha-se integrado em uma organização social. ninguém basta a si mesmo. Dalmo de Abreu Dallari. existem também inúmeras teorias. o conjunto dos habitantes . como a soberania. ou de todos os homens. ou seja.há quem afirme que essa tenha sido a origem indicada por Platão. Em caso de dúvidas. Conceito O conceito de Estado pode ser abordado sob inúmeras perspectivas doutrinárias e é muito difícil. contate o seu tutor por meio da Plataforma de Educação a Distância do ILB (menu "Comunicação" . e também as que sustentam a formação contratual dos Estados.que determinaram ou determinam o surgimento do Estado. “estar firme”. de Maquiavel. desde que o homem vive sobre a terra. dificulta qualquer tentativa de enquadramento simplista e redutor. não havendo entre elas uma coincidência quanto à causa. disse que o Estado é “a ordem jurídica soberana que tem por fim o bem comum de um povo situado em determinado território”. origem em causas econômicas ou patrimoniais . o que só ocorre a partir do século XVII. quando esses associados e auxiliares se reúnem numa só habitação. de violência ou de conquista . que levou à criação do Estado. origem em atos de força. escrito em 1513. senão impossível.. as teorias não-contratualistas mais expressivas são: origem familial ou patriarcal . significando situação permanente de convivência e ligada à sociedade política. As mais importantes são as que afirmam a formação natural ou espontânea..o núcleo social fundamental situa-se na família. como temos muitas necessidades e fazem-se mister numerosas pessoas para supri-las. assim como a própria sociedade. página 02 Formação Sob o aspecto dos motivos ou causas do aparecimento do Estado. A denominação “Estado”.

religião. o Estado é um germe. Estado Grego. assim. representam o que podemos chamar de governo democrático. em todas as sociedade humanas. integrando-se as diferentes atividades profissionais e caracterizando-se. ou seja. Quando o Imperador Romano Caracala. a influência de fatores externos à sociedade. O caminho do Estado Romano no sentido de realizar a integração dos povos conquistados representou um avanço na construção da visão política moderna. além de negar que o Estado tenha nascido com a sociedade. a de maior repercussão prática foi e continua sendo a de Marx e Engels. onde ocorreram desmembramentos e a conseqüente criação de vários Estados. A noção de auto-suficiência. o Estado teria sido formado para se aproveitar os benefícios da divisão do trabalho. surge a idéia do Estado Universal. as quais. Desse modo. da Propriedade Privada e do Estado”. Mas aquelas sociedades que atingem maior grau de desenvolvimento e alcançam uma forma complexa têm absoluta necessidade do Estado. é praticamente impossível desvincular a relação entre o Estado e a divindade. Evolução do Estado Com relação à verificação da evolução do Estado. é certamente uma marca do Estado Grego. página 03 origem no desenvolvimento interno da sociedade . fiscal (obrigou todos a pagar impostos) e social (facilitou as decisões judiciais). “A Origem da Família. nem de interesse de indivíduos ou de grupos. existem ainda dois processos típicos e opostos que dão origem a novos Estados: o fracionamento e a união de novos Estados. as invasões dos povos bárbaros introduziram novos costumes e possibilitaram o surgimento de inúmeros Estados. Engels expõe claramente essa opinião. Entre as teorias que sustentam a origem do Estado por motivos econômicos. página 04 O Estado Romano. o motivo econômico. quando esta chega a determinado grau de desenvolvimento”. a idéia de integração de uma sociedade política. O Estado Antigo. Uma seqüência bastante aceita é a seguinte: Estado Antigo. genericamente o Estado Grego tem características comuns fundamentais entre todos os povos helênicos. Estado Medieval e Estado Moderno. cujo principal representante é Robert Lowie. embora se possa discutir sua unidade em função das diferenças entre Atenas e Esparta. levando à sua constituição. O Estado Medieval é marcado pela universalização do Cristianismo. é fundamental uma observação histórica das formas que o Estado tem adotado através dos tempos. Estado Romano. Os Estados do Vaticano e Israel são exemplos de criação atípicas de novos Estados. todavia. Em uma de suas principais obras. Ele afirma que o Estado “é um produto da sociedade. organização econômica e política e o próprio Estado. Com relação ao Estado Grego. a autarquia. Oriental ou Teocrático são as formas de Estado mais remotas e têm duas marcas fundamentais: a natureza unitária e a religiosidade. prescindem dele enquanto se mantêm simples e pouco desenvolvidas. Com o Cristianismo. firma-se a unidade da Igreja e.de acordo com essa teoria. conseguiu manter peculiaridades importantes como a base familiar da organização. Sob essa perspectiva. O conceito de cidade-Estado. mesmo passando por inúmeras transformações e com características de Império. adotar uma seqüência cronológica é senso comum entre os estudiosos. conseqüentemente. Assim. Como as ambições eram de que toda a Humanidade se tornasse cristã. Outra característica dessa forma de Estado é a confusão entre família.recebe o nome de cidade ou Estado”. mas é o próprio desenvolvimento espontâneo da sociedade que dá origem ao Estado. a “polis” como a sociedade política de maior expressão. mesmo que somente membros da elite. Os preceitos de cidade-Estado também estão presentes no Estado Romano.C. Não há. portanto. A África é um bom exemplo da primeira situação. concedeu a naturalização de todos os povos do Império. Modernamente. conseguiu com um só ato ser político (unificou o Império). e a posição do indivíduo nas decisões do Estado. em 212 D. uma potencialidade. Desse . religioso (aumentou os adoradores dos deuses de Roma). as invasões dos bárbaros e o feudalismo. No entanto.

as noções de ordem política e jurídica são implícitas ao conceito. como estruturas administrativas. Evidentemente. Dessa forma as características aceitas como componentes do conceito moderno de Estado são: a soberania. É justamente este o assunto que iremos desenvolver a seguir. O Estado Moderno é. É impressionante como a expressão “reformas administrativas” tem sido subdividida e ampliada de forma que o espaço resultante inclua procedimentos administrativos específicos. Ou seja. conclusão Conclusão Vimos nessa aula que mesmo com as etapas evolutivas pelas quais o Estado passou. na verdade. bem como a enorme instabilidade política. já que nenhuma sociedade pode prescindir dessas ordens para sobreviver. o povo e a finalidade. aula 02 . mas o estudo aprofundado das questões do Estado e sua evolução certamente implicam análises muito mais complexas e particulares. revisão e reforma de acertos estruturais do serviço público e importantes reformas constitucionais do Estado. pessoais e processos.organização e estrutura da máquina governamental. social. o território. na busca pela soberania. pode-se entender a evolução do estado baseado nessas premissas históricas e conceituais. . com a valorização da posse da terra e da organização militar e patrimonial. Gestão .Módulo II Aula 1 Para efeito de sua própria autoavaliação. As reformas administrativas são os esforços que têm como propósito induzir mudanças fundamentais nos sistemas de Administração Pública. sistemas de pessoal e programas locais de mudança. um retorno à antiga aspiração de unidade do Estado Romano. Vale citar que há uma nítida falta de critério bem estabelecido do que diferencia a reforma administrativa da modernização administrativa. é natural entender a necessidade de ordem e autoridade que possibilitam a evolução para o Estado Moderno. não deixa de ser um reflexo do Estado Romano.exercícios de autoavaliação . dentro de uma precisa delimitação territorial. de medidas que visem à melhoria de um ou mais de seus elementos-chave. econômica e religiosa deles decorrentes. o Estado Moderno. mediante reformas de todo o sistema ou.As Reformas Administrativas aula gravada em áudio REFORMAS ADMINISTRATIVAS Vamos iniciar este capítulo com uma breve definição do que se tratam as reformas administrativas. realize as atividades localizadas no menu lateral: "Avaliação". pelo menos. em Avaliações. De maneira geral.conflito e do fortalecimento do feudalismo. sob a óptica do Ocidente. a busca de um poder soberano reconhecido e aceito por todos. Vamos verificar algumas áreas importantes que foram incluídas no significado de reforma administrativa: 1.

atingidos pelas reformas e podem apresentar resistências a elas. qualidade total. 4.2. que era bastante precária no modelo anterior. o que exigiu a formação de um Estado mais eficiente e competitivo. e era comum a prática deliberada de nepotismo e de troca de favores.elaboração de orçamento público e administração financeira. pois não garantia rapidez. No patrimonialismo. profissionalismo. Na realidade esse modelo administrativo é lento. resultou em incompatibilidade com o capitalismo industrial e as democracias parlamentares. Reformas bem elaboradas devem conter promessas de benefícios potenciais para todos os servidores do quadro. verificou-se que a administração burocrática também não proporcionou a eficiência desejada. 8. serviços públicos voltados para o consumidor. dentre outras. com o passar dos tempos. desburocratização. Quem imaginaria que os órgãos públicos contratariam empresas de consultoria para tentarem atingir um modelo de gestão eficaz? Pois é. caro e ineficiente. são necessários servidores públicos que conduzam o novo “arcabouço” de regras.práticas de gestão Pública – O&M. o patrimônio público e o privado eram confundidos. isso tem acontecido bastante. em sua maioria. Por que revolucionário? Imagino que você tenha percebido que novos conceitos estão ocupando o lugar dos antigos – downsizing.execução de programas. é muito importante acentuar que as reformas na Administração Pública não buscam acabar com o corpo burocrático. Por essa razão. e não no de resultados (eficácia). A Administração Pública burocrática foi adotada para proporcionar um maior controle da coisa pública. o atendimento das demandas dos cidadãos ficou relegado em segundo plano. empowerment . Da Administração Pública burocrática à gerencial A Administração Pública burocrática apareceu para substituir a Administração patrimonialista. a Administração Pública encontra-se hoje em um contexto “revolucionário”.preservação e manutenção do capital público. página 02 Estratégia de implementação da reforma Os dois lados devem ser levados em consideração. pois. cuja função era. principalmente.ética Pública: honestidade. garantir a propriedade e os contratos. anti-corrupção. Sendo assim. Porém. pois isso reduz a resistência. e o custo dos serviços prestados ao público não era baixo. após as mudanças. 3. nem boa qualidade. Segundo alguns historiadores.participação do público: voluntarismo. 5. eficiência e qualidade. . Porém. Podemos afirmar que essa situação não era grave enquanto prevalecia um Estado pequeno. mostrou-se uma opção superior ao patrimonialismo. que surgiram no século XIX. Essa característica. 7. Os funcionários/empregados também precisam ser convencidos da necessidade das reformas. etc. 6. pagamento por desempenho. Os primeiros são. a qual predominou durante as monarquias absolutas.formulação de políticas Públicas. Seu foco concentra-se no controle de procedimentos (eficiência). a qual é comum no ser humano quando o assunto é mudança. atendimento de reclamações. os servidores e os funcionários/empregados.

que o problema brasileiro é essencialmente gerencial.Dimensão institucional – legal: é através da qual as leis são alteradas e as instituições são criadas ou modificadas. Vale lembrar que o nosso direito tem origem romana e napoleônica e. 2. .Dimensão gestão: Por que considerá-la a mais complexa? Trata-se de colocar em prática as novas idéias gerenciais e oferecer à comunidade um serviço público mais barato. qualquer reforma do Estado implica em uma vasta modificação do sistema legal.página 03 Porém. pois assim o Estado iria modificar a sua concepção de cidadão – usuário. por uma série de fatores. Foi uma tentativa de superar a rigidez burocrática. Dimensões da reforma A reforma administrativa possui três dimensões: dimensão institucional – legal. Porém. dimensão cultural e uma dimensão gestão. O que Tancredo quis dizer? Bem. Logo. com um melhor controle e uma melhor qualidade. assumindo uma variação de serviços sociais e de papéis econômicos. o problema da eficiência tornou-se essencial. mas também da ausência de legitimação da burocracia perante as demandas da sociedade. fracassou. passando a enxergar o cidadão–cliente e a trabalhar para o seu bem-estar.Dimensão cultural: significa sepultar o patrimonialismo e passar por uma transição burocrática – gerencial. não de um estadista. E é justamente isso que estamos buscando. mas de um gerente de ótima qualidade. no momento em que o Estado se transformou em um grande Estado social e econômico do século XX. O debate ocorrido em 1995 sobre a reforma constitucional do capítulo de Administração Pública foi um processo de mudança cultural. A primeira tentativa de reforma gerencial da Administração Pública aconteceu no final dos anos 60. 1. página 04 Que tal fazermos uma breve retrospectiva? Um dia Tancredo Neves afirmara que o Brasil necessitava. a necessidade de uma Administração Pública voltada para a eficiência gerencial decorre de situações advindas não só do crescimento da nação como um todo. e a crise política do regime militar dos anos 70 agravou ainda mais a situação da Administração Pública. por isso. 3. infelizmente. mediante o Decreto – Lei 200/1967.

figura com algum destaque a Emenda Constitucional no 19/1998. De início. Depois surgiu o “arrocho salarial” e a estrutura administrativa concentrada no Ministério da Economia. que formulou as políticas e diretrizes para a reforma do Estado e a administrativa. sob a responsabilidade do Ministro Luiz Carlos Bresser Pereira. conclusão Conclusão O processo de reforma administrativa pode ser entendido como uma atividade contínua do Estado. como é o caso da previdência pública.Reforma Administrativa no Governo Collor “A Reforma Administrativa aqui seguiu a mesma linha de um programa de governo que contemplava medidas de ajuste econômico. a tal reforma não vingou. Como todos sabemos. p. etc. Cláudia. A evolução do Estado e da sociedade é inevitável. que tentou transferir o foco da Administração Pública para os resultados de sua gestão. e ao seu lado deverá caminhar a evolução da Administração Pública. Dentre os novos instrumentos normativos introduzidos na legislação brasileira. Fazenda e Planejamento e no Ministério da Infra-Estrutura. com alterações menos amplas. Foi criado o Ministério da Administração Federal e Reforma do Estado. Essa grande reforma foi aprovada no Congresso Nacional em 1998. em lugar de concentrar seus esforços no controle de procedimentos. da legislação relativa ao controle da coisa pública. a Reforma previa a dispensa de 360 mil servidores públicos“ (Pereira. desestatização. com foco na otimização gerencial. Reforma Administrativa no Governo Fernando Henrique Cardoso Com a posse do presidente FHC a reforma administrativa voltou a ser discutida. desregulamentação. a qual será constituída de reformas administrativas. com foco em setores públicos específicos.87). E como era de se esperar. Collor foi associado a diversas denúncias e acabou sendo vítima do impeachment. 1998. Não há como imaginar uma reforma administrativa que venha a atender as demandas atuais e futuras da sociedade. . e o processo vem tendo continuidade. nos resultados e no cidadão-cliente. ao longo dos anos. a modernização da gestão. abertura e alegada modernidade. além da promoção da qualidade no serviço público.

a introdução de regulamentos externos. Como poderíamos resumir. aula 03 . com um foco contínuo nos valores fundamentais do serviço público. O aparecimento do movimento da moderna Administração Pública pode ser analisado como exemplo de um processo mais abrangente. de 4/6/1998). muitos concordam que a nova Administração Pública deve ser encarada como uma importante e significativa ruptura nos padrões da Administração do setor público.exercícios de autoavaliação . em Avaliações.Modernização da Administração Pública aula gravada em áudio MODERNIZAÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Podemos afirmar que. com as reestruturações feitas em diversas unidades do serviço público. Modelos da Nova Administração Pública Podemos verificar quatro modelos decorrentes da modernização da Administração Pública. em meio ao debate jurídico e político. no qual um conjunto de princípios administrativos surgem e desaparecem. podendo estar associados a componentes sociais. Os conjuntos de pensamentos contêm elementos tanto descritivos como normativos. Modelo 1: o impulso para a eficiência Foi o primeiro modelo a representar uma tentativa de tornar o setor público mais parecido com a iniciativa privada. o que seria a “modernização da Administração Pública”? Podemos afirmar ser um sistema de pensamento ideológico caracterizado pela importação de idéias geradas em áreas do setor privado para dentro das organizações do setor público. a administradores profissionais ou a intelectuais da área organizacional. Porém foi vista por outros como uma Administração híbrida. fala-se muito em "Nova Administração Pública". do downsizing (redução da diferenciação vertical e de quadros) e finalmente. em essência. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. Desde a aprovação da Emenda Constitucional da "Reforma Administrativa" (EC nº 19. um grande fenômeno chamado “moderna Administração Pública” surgiu. que. então. da terceirização e também oferecer incentivos mais fortes e concretos para o desempenho. página 02 Correto. . No entanto. embora expressa de uma nova maneira. mediante o desmantelamento dos sistemas de corrupção e cartelização. que também recebeu.Módulo II Aula 2 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. A modernização da Administração Pública tende a ser vista por alguns críticos como uma ideologia com base no mercado. representam uma tentativa inicial de construir uma tipologia de modelos ideais da nova Administração Pública. Acesso pelo menu "Avaliação". a alcunha de "Administração Gerencial". mas como isso seria feito? Uma solução bem aceita é a de eliminar o “desperdício” do governo.Gestão .

tem a sua grande ênfase na importância da cultura organizacional. pg. • conceito de cidadania. cultura. ao contrário deste. Esse modelo diagnosticou o setor público como arrogante. “Representa a fusão de idéias de gestão dos setores público e privado. Esse modelo busca uma maior flexibilidade organizacional. Falaremos sobre isso no capítulo referente à Gestão de Pessoas. Modelo 4: orientação para o serviço público. a revitalização dos administradores do setor público por meio do delineamento de uma missão de serviço público diferente. Tende a rejeitar a abordagem racional – vista no modelo 1 – e. Vamos relacionar alguns elementos – chave para que você possa compreender um pouco mais sobre o modelo 2. Ou seja. Para alguns críticos. mas compatível com as noções adquiridas sobre Administração de alta qualidade derivadas de práticas bem–sucedidas no setor privado” (Ferlie. • Redução na folha de pagamento. ritos e símbolos no modo como você e seus colegas se comportam no ambiente de trabalho. o modelo é inadequado. 1999. As características citadas acima são vistas como normais tanto no setor privado como no público.nas formas carismáticas de liderança em lugar das formas transacionais. excessivamente burocrático e com um nível de desempenho muito baixo. Na Administração Pública existe uma tendência de utilizar os instrumentos da Administração privada sem uma visão crítica de sua real validade. • abordagem voltada para o valor. esbanjador. Podemos observar que o modelo 3 demonstra um forte interesse na maneira como as organizações administram a mudança e a inovação. página 03 Modelo 3: em busca da excelência O modelo 3 está mais associado à corrente da “excelência”. o aumento da terceirização e a separação entre um pequeno núcleo estratégico e uma grande periferia operacional. Vejamos algumas características desse modelo: • grande preocupação com a qualidade do serviço. • Estruturas organizacionais mais horizontalizadas. 33). • Alianças estratégicas entre organizações. o abandono do alto grau de padronização. . enfatiza o papel dos valores. Esse modelo é considerado o menos desenvolvido e que necessita demonstrar toda a sua capacidade e potencial. • Mudança da gestão hierárquica para a gestão por contrato. porém baseada na missão de alcançar a excelência dos serviços públicos. o aumento da descentralização da responsabilidade estratégica e orçamentária. Tal modelo foi importado da Administração do setor privado e não considerou as características distintas das organizações do setor público. • confiança na opinião do usuário.orientado por noções rudimentares de eficiência. Modelo 2: downsizing e descentralização.

É certo que determinados princípios administrativos se aplicam ao setor público e ao privado com igual eficiência. Gestão . regulamento ou lei que o instituiu. não são indicados para a Administração Pública.É necessário desmistificar esses modismos da Administração do setor privado como se fossem remédios indicados para todos os males e idiossincrasias da Administração Pública no Brasil. definido por seu estatuto.Estratégia sob a visão de Michael Porter aula gravada em áudio . Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. a simples transposição de um modelo empresarial de Administração à esfera Pública pode gerar conseqüências danosas às instituições governamentais. A busca de um modelo gerencial eficiente. Desse modo. há que se identificar as diferenças entre uma e outra instituição. a aplicação de um modelo gerencial nesses órgãos deverá passar por adaptações específicas. na exata forma em que foram concebidos para a iniciativa privada. com base na estrutura da instituição que se quer “modernizar”.Módulo II Aula 3 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. Não acumule dúvidas. Sendo assim. Procure saná-las logo que apareçam. bem como de cada regulamento. portanto. Acesso pelo menu "Avaliação". passa por um amplo estudo de toda a máquina do estado. será possível identificar. aula 04 . página 04 Os instrumentos administrativos e as políticas que servem para a empresa global. conhecendo os princípios administrativos voltados à eficiência gerencial. Na fase de concepção de um modelo administrativo para o setor público. norma ou lei aplicada à esfera governamental. em que se faz necessário conhecer as funções de cada componente da estrutura estatal. entretanto. Cada órgão da Administração Pública tem um objetivo distinto. é um processo inevitável no desenvolvimento do setor governamental.exercícios de autoavaliação . Entretanto. seja ela da nacionalidade que for. conclusão Conclusão A modernização da Administração Pública. examinar e eliminar as deficiências de cada órgão do setor público. e com foco na atividade fim dessa entidade.

onde o gestor e sua equipe estabelecem os caminhos para a organização da empresa. Saber utilizar os instrumentos do planejamento de forma coerente. as mudanças que estão ocorrendo no contexto competitivo e as que influenciam na prática do planejamento. para planejamento dentro da empresa? Como definir um planejamento realista diante das mudanças que ocorrem numa velocidade tão grande? As respostas para essas perguntas não são simples e podemos afirmar que o crescimento das organizações está cheio de acidentes e eventos imprevisíveis. De fato. no corre-corre do dia-a-dia. É inegável que as empresas que crescem e conseguem competir no mercado possuem algo mais do que sorte e o que determina seu sucesso é a capacidade de se adaptar às mudanças do ambiente.gif Porter inicia a sua análise ao nível de uma indústria singular. . agindo como um bombeiro que vive apagando incêndios. definiu os fundamentos da competição e da estratégia competitiva e é conhecido por estabelecer a ponte entre a teoria econômica da gestão e a sua prática. A estrutura. Fonte: http://www.de/images/porter1. dissecando as fórmulas de negócio para empresas diversificadas. conseguindo transmitir a verdadeira essência da competição. Mas como evitar a armadilha do imediatismo na administração? Como garantir um tempo. suas funções. considerado uma autoridade mundial em estratégia competitiva. adaptando-os à realidade da empresa e às suas necessidades. Michael Porter diz que uma empresa sem planejamento pode se transformar em uma folha seca. antecipando-se aos seus concorrentes. a condução da liderança e o controle das atividades. a evolução e os meios pelos quais as empresas ganham e mantêm a sua vantagem competitiva são pontos fundamentais da competição. sem enxergar a causa do fogo. o administrador que não exerce a sua função de planejador acaba por se concentrar no planejamento operacional.ESTRATÉGIA SOB A VISÃO DE MICHAEL PORTER Michael Porter. mas é importante que os gestores conheçam os elementos do planejamento. sendo que a diversificação deve interligar a competição nos negócios individuais.ephorie. lançando alguns desafios para a gestão nas empresas. consultor e professor da Harvard Business School. pode ser uma excelente arma competitiva. que se move ao capricho dos ventos da concorrência. A função do planejamento estratégico O planejamento estratégico constitui uma das mais importantes funções administrativas. ajudando-os a atuar de forma a antecipar as mudanças que ocorrem no mercado. página 02 O objetivo do planejamento é fornecer aos gestores e suas equipes uma ferramenta de informações para a tomada de decisão.

agindo sobre o poder de compra dos clientes. mas uma grande oportunidade para as empresas produtoras de geradores. A influência desses aspectos pode variar de indústria para indústria. como.H. página 03 O diagnóstico estratégico O diagnóstico estratégico é o primeiro passo do planejamento e é nessa etapa que a organização obterá as informações para guiá-la em seu direcionamento estratégico. Atender essas necessidades produz resultados que alimentam as organizações.. a relação com o meio externo é um fator-chave da própria existência das organizações. Utilizar os instrumentos do planejamento de forma coerente pode ser uma excelente arma competitiva. O macro-ambiente é composto por variáveis gerais (inflação. governamental ou do chamado Terceiro Setor. Fonte: http://www. indiretamente. que são convertidos em bens e serviços. é um sistema aberto em constante interação com o ambiente. Pode-se dividir o ambiente organizacional em dois grandes grupos: o macro-ambiente ou ambiente geral e o microambiente ou indústria. Por exemplo. ou seja. a empresa.com/pt . recursos financeiros e materiais).businessinportugal. razão pela qual entender o ambiente e como ele se organiza torna-se essencial para a gestão das empresas.C. ampliando a competitividade nesse setor. índices de preços e taxa de desemprego) que influenciam. visando identificar e monitorar as variáveis competitivas que afetam sua performance. uma política governamental que incentive a abertura de mercado em um determinado setor irá provocar o aumento da concorrência. É com base no diagnóstico estratégico que a empresa irá se antecipar às mudanças e preparar-se para agir em seus ambientes internos e externos.Nesta unidade apresentaremos os elementos do ciclo de planejamento e os critérios para a sua definição e utilidade. que foi uma ameaça para muitas empresas do setor industrial (que tiveram que diminuir sua capacidade produtiva). quando ocorreu a crise energética no governo de F. Análise externa: ambiente geral e o ambiente de negócio Toda organização privada. que necessita de insumos (recursos humanos. devendo estar pronta para captar e atualizar o conhecimento do ambiente e de si própria. colocados no mercado visando o atendimento de uma determinada necessidade. página 04 O ambiente geral pode ser um conjunto de aspectos estruturais capazes de influenciar as diferentes empresas que possuem produtos com os mesmos atributos e atuam em determinado país.

a importância do seu insumo e as vantagens que ele oferece para a empresa cliente. a maneira como suas variáveis vão impactar na gestão poderá sofrer mudanças de um setor para o outro. integração das empresas e armas competitivas utilizadas). A indústria é formada por um grupo de empresas com produtos similares que competem entre si. • as tentativas que as empresas de outras indústrias fazem no mercado para conquistar os clientes com seus produtos substitutos (todos aqueles de outras indústrias que atendem à mesma necessidade). • políticos/governamentais: políticas governamentais de incentivo e/ou restrição. assim como pela reação dos concorrentes existentes. é necessário que o gestor considere as características do micro-ambiente em que sua empresa atua. Porter (1989) demonstrou que o estado de competição em uma indústria é sempre formado por cinco forças competitivas: • a rivalidade entre vendedores concorrentes na indústria. influências políticas e de demais grupos de interesse. Para analisar o ambiente geral.Assim. que é determinada pelo número de concorrentes. dependendo do tamanho do mercado e do horizonte que visa a atuar.br Apesar das diferenças existentes de uma indústria para outra. avanços tecnológicos e custos envolvidos. câmbio. página 05 Além de analisar o ambiente geral. que é determinado pela quantidade e intensidade das barreiras à entrada existentes no mercado. Entretanto. Fonte: http://www. inflação e índices de preços. nível educacional. • a potencial de entrada de novos concorrentes. Para ter valor gerencial. atua na indústria de bebidas e não apenas na de refrigerantes. para uma pequena fábrica regional de refrigerantes. distribuição etária e geográfica da população-alvo da empresa. impostos e taxas aplicáveis ao setor. pois ampliaria demais o seu foco competitivo. • legais: leis. renda. estilo de vida. • tecnológicos: pesquisa e desenvolvimento de produtos na área. . pois produz também água e sucos. nível de emprego. apesar do ambiente geral se apresentar da mesma forma para todas as empresas. talvez não seja interessante ser definida como uma indústria de bebidas. é importante que o gestor levante informações sobre os seguintes aspectos: • socioculturais: preferências. A Coca-Cola. por exemplo. e esta definição pode ser ou não mais ampla. • o poder de barganha dos fornecedores. • econômicos: juros.unisal. seu tamanho e as condições de competição existentes (demanda.am. cultura. é necessário que a empresa visualize a arena real onde está competindo. tendências populacionais. definido pelo tamanho do fornecedor.

quanto maior for à intensidade dessas forças. que é maior quando os consumidores têm mais opções de compra e possibilidade de trocar de marcas. página 07 Implementação da estratégia Um dos momentos mais importantes de todo o processo de planejamento é a implementação da estratégia. que serão determinantes para a lucratividade do setor. Já. maior será a competitividade da indústria e menor a lucratividade coletiva das empresas participantes. é importante ressaltar que o planejamento não deve ser definido com base em todas as oportunidades e ameaças identificadas. ou seja. os gestores buscam resolver este problema. As oportunidades são fatores do ambiente geral ou da indústria que. em geral. a alta gerência repassa aos demais níveis o planejamento a ser seguido e praticado como um processo contínuo de reflexão sobre onde se quer chegar (objetivos) e de como se chegará lá (estratégia). tático e operacional). o verdadeiro problema pode estar na separação entre formulação e implementação. É nessa fase que o planejamento irá se concretizar. onde o gestor irá avaliar as competências e as falhas da empresa. Muitas vezes. que servirão como referência e complemento na realização do diagnóstico. aquelas que afetam mais diretamente a empresa e a indústria em que ela atua. É fundamental que o gestor conheça o perfil das forças competitivas. Entretanto. priorizando as oportunidades do ambiente em que a empresa pode aproveitar as chances de sucesso. onde a formulação e a implementação se tornam indistinguíveis. se bem aproveitados. a implementação de restrições tarifárias por parte de um país importador dos produtos da empresa e a diminuição da demanda são aspectos que podem ser definidos como ameaças para a empresa. é mediante o desenvolvimento da gestão que os gestores e suas equipes definem e implementam as estratégias. sem maiores custos. buscando aprender com os erros cometidos. O planejamento é um aprendizado contínuo. passando a ser uma atribuição de todos os níveis (estratégico. ampliando o controle. A análise externa deve ser acompanhada da análise interna. durante a análise do ambiente externo. devem ser selecionadas aquelas que consistirem em maior preocupação para a gerência. Analisados os aspectos ambientais. a distância entre esses níveis hierárquicos também diminui. alegando que esses são incapazes de colocar em prática o que foi formulado. Por outro lado. ou seja. Estudos recentes sugerem que somente 10% das estratégias formuladas são implementadas e. É necessário que o gestor filtre as oportunidades e ameaças da sua empresa. na dissociação entre pensar e agir. a formulação e a implementação da estratégia se tornam cada vez mais interdependentes. deve-se partir para uma síntese para identificar as principais oportunidades e ameaças encontradas. o planejamento deixa de ser uma função exclusiva de um departamento da empresa. Atualmente é difícil a formulação ocorrer totalmente dissociada da implementação. buscando gerenciar a cultura organizacional ou ainda colocando a culpa nos executantes. podem fornecer vantagens competitivas para a empresa. no caso das ameaças. as oportunidades para que possua competências necessárias para desenvolver uma sustentável imagem no mercado. página 08 .página 06 • o poder de barganha dos compradores do produto. Nesses casos. No processo de top-down (de cima para baixo). Entretanto. em outras palavras. A entrada de um novo concorrente forte no mercado. ou seja.

Módulo II Aula 4 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. É necessário também ser flexível o bastante para perceber que planejar nem sempre é o contrário de fazer. Você sabe qual a fundamentação teórica que sua empresa usa para estabelecer o planejamento estratégico? . mostrando que o planejamento. e. a diferenciação ampliada dos produtos e o aumento da concorrência são alguns dos fatores que influenciam a prática do planejamento nas empresas.exercícios de autoavaliação . Bom estudo! Qualquer dúvida. atuando como um instrumento de comunicação. pelo qual novas estratégias podem emergir. é só entrar em contato. pode tornar a gestão empresarial mais competitiva. O diagnóstico estratégico. Gestão . O ambiente onde se desenvolve o processo de planejamento mudou muito nos últimos anos.Nesse sentido.Estratégia sob a visão de Henri Mintzberg aula gravada em áudio ESTRATÉGIA SOB A VISÃO DE HENRY MINTZBERG Para definir planejamento estratégico temos que entender que fundamentação teórica nos guiará na confecção das estratégias. visão e objetivos). O papel da liderança. principalmente na promoção do aprendizado nas organizações. suas funções e seus limites. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. para colocá-lo efetivamente em prática. a ampliação das exigências dos clientes. de acompanhamento. Será que é possível planejar com tantas incertezas e mudanças? O Planejamento é mais do que necessário à gestão da empresa. é importante levar em consideração que as estratégias podem surgir dos lugares mais estranhos e de pessoas que não se esperava. este capítulo ressaltou a importância do planejamento estratégico para a gestão das organizações na atualidade. parece fundamental que o gestor seja capaz de lidar com o imprevisível no processo de planejamento. a concepção e a implementação da estratégia foram abordados. segundo essa concepção. A globalização dos mercados. Assim. vai além de prever estratégias. é preciso que o gestor conheça bem cada um de seus elementos. se bem aplicado. Acesso pelo menu "Avaliações aula 05 . devendo ser flexível e capaz mudar o curso da implementação da estratégia. conclusão Conclusão Em suma. mas também de gerenciar o processo de aprendizado estratégico. a intensificação das redes e das parcerias. a definição das diretrizes organizacionais (missão.

já citadas acima. para dentro e para cima. enquanto que as demais escolas preocupam-se “como foram” formuladas. sendo uma estratégia muito usada nos anos 70 e até hoje usada como método de ensino e prática. a formulação se faz por etapas. simples e únicas. Mintzberg não nos oferece uma definição única e fácil. contraposto com as oportunidades (Opportunities) e das ameaças (Threats) em seu ambiente. As estratégias são claras. caminho que se pretende atingir.perspectiva: visão da empresa. . Os diversos caminhos ajudarão a definir os propósitos dos negócios de sua empresa.padrão: olhar o comportamento realizado.com Para Mintzberg. . ao contrário.player: É um truque específico para enganar um concorrente. estas cinco: . . sugere várias definições. página 02 Escola do Desenho – Selznick (1957) Um processo conceptivo. 1992). Nestas dez escolas ressaltamos que as três primeiras concentram-se em “como devem” ser formuladas as estratégias. .plano: direção. das partes para o todo. . Henry Mintzberg define a estratégia através de dez escolas de formação estratégica e cinco definições.posição: local dos produtos nos mercados (para baixo e para fora). no processo de pensamento consciente. Esta escola contribui com um modelo muito usado: “Análise SWOT” – avaliação dos pontos forte (Strenghts).Fonte: http://www. da organização. dos pontos fracos (Weaknesses). Mas o que é estratégia? Estratégia são planos da alta administração para atingir resultados (Wright. ou seja.internationalspeakers. A estratégia é algo que alcança a essência entre forças e fraquezas internas versus ameaças e oportunidades externas. em particular.

foco em custo e foco na diferenciação. Foca no processo de visão executiva. ameaça de produtos substitutos e intensidade da rivalidade entre empresas concorrentes.Fonte: http://www.Purdue (1970) e Porter (1980/85) Um processo analítico.atividades de suporte: existem para apoiar as atividades primárias. programas e planos operacionais). Dominante para estratégia dos anos 80 e difundida nos meios acadêmicos e nas grandes consultorias (BCG-Boston Consulting Group). poder de barganha dos clientes da empresa. O modelo de Porter analisa o escopo competitivo x vantagem competitiva onde estabelece quatro posições: liderança em custos. e .curva de experiência. deriva do livro de H. P&D (Pesquisa e Desenvolvimento). que reflete alguns pressupostos da escola do desenho (exceto por ser um processo formal) podendo ser decomposto em partes distintas.br/IMAGENS/construcao. Um modelo utilizado foi sugerido pelo Stanford Research Institute. opondo-se à escola do planejamento por se basear na . resume-se a posições genéricas relacionadas através de análises de conjunturas – o planejador torna-se analista.matriz de crescimento-participação (“planejamento de portifólio”).org. página 03 A cadeia de valor genérico também de Porter avalia as atividades das empresas.Shumpeter (1950) e Cole (1959) Um processo visionário.plano corporativo – desinvestimentos. em 400 a. marketing e financeiro. orçamentos. como: . delineadas por check-lists e sustentadas por técnicas (objetivos..plano das operações – produtos.gif Escola do Planejamento – Ansoff (1965) Um processo formal. Escola do Posicionamento .atividades primárias: fluxo de produtos até o cliente. onde o plano estratégico divide-se em duas partes: . Escola Empreendedora . aquisições e fusões. A consultoria BCG contribuiu com duas técnicas muito utilizada pelos estrategistas: . e . diversificação. e . Paralelo à escola do desenho. diferenciação. poder de barganha dos fornecedores da empresa.sinttelrs. Igor Ansoff (1965).C. O modelo de análise competitiva (Porter) identifica cinco forças no ambiente de uma organização: ameaça de novos entrantes. O conceito de estratégia militar de Sun Tzu.

intuição.Final dos anos 60 na Suécia Um processo social. e . estabelece novas combinações e faz coisas novas ou de maneira diferente. O processo se baseia na visão do líder criativo. É o mapeamento da estrutura do conhecimento utilizada para construir estratégias de forma criativa em vez de ser um simples mapa da realidade. Esta escola cognitiva é moldada pela experiência e é dividida em duas: . A formação estratégica desenvolvida pelo aprendizado é que define a estratégia a ser estabelecida e produzida. e é onde encontramos barreiras. pois o interesse cultural quase sempre impede mudanças. Compreender a mente humana e o cérebro humano. embora exista uma crítica: o conselho para formar uma visão não é concreto o suficiente para ser útil. join-ventures. alianças. fusões. mas reconhecer sua urgência e intervir quando necessário. Para Joseph Shumpeter. para podermos compreender a formação da estratégia. Fonte: http://www. Escola do Poder . Mintzeberg estabeleceu um modelo básico de estratégia para transformá-las em organizacionais ao se tornarem coletivas. A estratégia só é obtida através do poder. Gerenciar este processo não é estabelecer estratégia. Na escola cultural o interesse é comum e o sistema é integrador. que pode ser avaliado através da socialização e da exteriorização do conhecimento. . As organizações aprendem mais com o fracasso do que com o sucesso. às vezes poder político interno ou externo (parcerias. aquisições ou outras relações onde se conseguem negociações coletivas para seu próprio interesse).subjetiva: interpretação do mundo – cria o mundo. Escola Cognitiva – Simon (1947/57) March e Simon (1958) Um processo mental.net/ Escola Cultural .objetiva: estruturação do conhecimento – recria o mundo.Vários (1971/84) Um processo negocial. em perspectivas e senso de longo prazo.Vários (1959/80) Prahalad e Hamel (1990) Um processo emergente. é aquele que tem a idéia do negócio. empreendedor não é quem coloca dinheiro na empresa ou inventa o produto. O aprendizado como criação de conhecimento é a contraposição do conhecimento tácito com o conhecimento explícito. página 04 Escola do Aprendizado . A idéia é que os estrategistas utilizem o conhecimento para pensar estratégias através de experiências.comunications-plus.

Assim sendo.página 05 Escola Ambiental . Escola da Configuração . não existe uma definição única do que é estratégia.Configuração = estado da organização e todo seu contexto.Teóricos das contingências (1977) Um processo reativo.Módulo II Aula 5 Para efeito de sua própria autoavaliação.Transformação = processo de geração de estratégica. como vimos nesta aula. Conhecer o processo e o fundamento teórico aplicado facilitará a sua prática. . sendo a preferida dos consultores. pessoal. A organização é a configuração de agrupamentos de características e comportamentos. aula 06 . para Mintzberg. Integra as reivindicações das outras escolas e prevê saltos de um estado para outro. quando o assunto é empresa e objetivos. e todos os seus recursos (financeiros. o ambiente situacional.Chandler (1972) – grupo de McGill Um processo transformador. entender qual o cenário e o tipo de empreendimento é um trabalho necessário para o sucesso das estratégias a serem entendidas por todos. Fala sobre as exigências do ambiente. Dessa forma. resolveu defini-la mediante a classificação de dez escolas.Foco na Prática do Planejamento Estratégico Público aula gravada em áudio . Em suma. conclusão Conclusão Todos sabemos que estratégia são planos de alta administração com a finalidade de atingir resultados previamente estabelecidos. ou seja. realize as atividades localizadas no menu lateral: "Avaliação". também. A identificação pode levar o planejamento a seguir vários caminhos sem se perder. Gestão . Porém. . Não podemos afirmar que uma estratégia é mais eficaz que a outra e sim como já foi falado.) decorrem das decisões estratégicas que foram efetivamente implementadas ao longo de sua vida. o equilíbrio numa empresa é o momento de criar uma estratégia para saltar para um estado superior. etc. A organização atual da empresa é o reflexo de sua estratégia. estrutura. “Quanto mais estável o ambiente externo mais formalizada a estrutura interna”.exercícios de autoavaliação . utilizar a mais adequada para o tipo organizacional e analisar. analisa as respostas esperadas pelas empresas frente às condições ambientais. equipamentos. em Avaliações.

Qual o custo da postergação de problemas complexos? Que tipo de efeitos uma política pública resultará? Estes impactos aumentarão ou diminuirão a eficácia do nosso projeto de governo? Tais perguntas dizem respeito ao necessário exercício de simulação e previsão. Segundo HAX e MAJLUF (1984). cuja essência é organizar. Daí decorre a percepção da necessidade de estratégias e operações para cenários alternativos e situações. procedimentos metodológicos e técnicas de grupo que podem ser aplicados a qualquer tipo de organização social que demande um objetivo e que persiga uma mudança situacional futura. para que se possa satisfazer do melhor modo possível os objetivos da empresa”. página 02 O principal argumento para o Planejamento Estratégico e Situacional afirma que todas as decisões que tomamos têm múltiplos efeitos. inimagináveis. que observa o futuro como mera conseqüência do passado. estamos começando a debater o problema do planejamento. assim. diz respeito à gestão de governo. Na produção de fatos sociais que envolvem múltiplos atores que planejam. visando manter a eficiência operacional nos seus negócios e guiar a organização para um futuro melhor e inovador. o sistema de Planejamento Estratégico representa uma postura. sistematizado originalmente pelo Economista chileno Carlos Matus. ANSOFF e DECLERK (1987). alguns critérios a fim de decidir se as ações serão eficazes ou não. e utilizamos. com isso podemos analisar sua eficácia futura. para nós e para os outros. onde devemos adotar múltiplos critérios de avaliação e decisão.FOCO NA PRÁTICA DO PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO PÚBLICO Planejamento Estratégico é a “análise racional das oportunidades oferecidas pelo meio. Fonte: www. diz respeito a um conjunto de princípios teóricos. O processo de planejamento. a capacidade de previsão situacional deve substituir a previsão tradicional.brazilstockphotos. as maiores tarefas da empresa e encaminhá-las. dos pontos fortes e fracos das empresas e da escolha de um modo de compatibilizar a estratégica entre dois extremos. à arte de governar.com Planejamento Estratégico e Situacional O Planejamento Estratégico e Situacional. O planejamento estratégico se alimenta da experiência prática e do aprendizado institucional relacionado aos erros do . Quando nos perguntamos se estamos caminhando para onde queremos e se fazemos o necessário para atingir nossos objetivos. de maneira disciplinada. muitas vezes.

O processo de planejamento não substitui a perícia dos dirigentes. Ambos exigem intensa elaboração estratégica e um rigoroso sistema de gestão. e vice-versa. é influenciado e dependente das múltiplas explicações e perspectivas sobre a realidade. O “diagnóstico” tradicional. O enfoque proposto de planejamento é uma capacidade pessoal e institucional de governar. a negociação e o consenso. agregar e combinar diferentes operações em diferentes estratégias. . o governo e o planejamento. nem o carisma da liderança. uma relevância destacada.passado. ao contrário. no sentido mais original deste termo. e no seu lugar surgem várias explicações situacionais. o “juízo estratégico” de cada ator determina a complexidade do jogo aberto e sem fim. buscam a explicação da realidade em diferentes graus de governabilidade sobre o sistema social. pois nem sempre a decisão puramente técnica é mais racional que a política. sendo necessário desenvolver meios de gestão capazes de aprender com estes erros e colocá-los a serviço do planejamento. Há uma profunda diferença em relação ao antigo “planejamento do desenvolvimento econômico e social” tão comuns nos órgãos de planejamento de toda América Latina e particularmente na tradição brasileira. Não há mais comportamentos sociais previsíveis e relações de causa-efeito estabelecidas. O caráter modular do enfoque estratégico deriva da necessidade de redimensionar. que influenciam os demais atores do processo estratégico. já não existe mais. que. de fazer política. ninguém detém o monopólio sobre o cálculo estratégico e sistemático sobre o futuro.com. aumenta sua eficácia porque coloca estes aspectos a serviço de um projeto político coletivo. Daí surge o componente de incerteza permanente e o cálculo interativo. onde tudo se decide. com capacidades diferenciadas de planejamento. e é por isso que “planeja quem governa” e “governa quem. O processo de planejamento pode ser comparado a um grande cálculo que não é obvio ou simples.br/passeios Podemos resumir os postulados teóricos do planejamento estratégico nos seguintes argumentos: O sujeito que planeja está incluído no plano e este. A realidade social não pode mais ser explicada por modelos totalmente analíticos e a simulação estratégica assume. por sua vez. página 03 Postulados Teóricos do Planejamento Estratégico Fonte: www. e surge da síntese entre o saber técnico acumulado e a expertise política. O planejamento deve centrar sua atenção na conjuntura que representa uma permanente passagem entre o conflito. é constituído por outros sujeitos que também planejam e desenvolvem estratégias. nesse contexto. Na conjuntura concreta acumula-se ou não recursos de poder relacionados ao balanço político global das ações de governo. único e objetivo. Neste modo de ver a política.revistaturismo.

de fato, planeja”. Os problemas sociais são mal-estruturados, no sentido de que não dominamos, controlamos e sequer conhecemos as variáveis que influenciam os juízos estratégicos dos demais agentes sociais envolvidos. Não há como determinar com exatidão as possibilidades de eficácia do plano ou os resultados esperados em cada ação.

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Governar com plano estratégico é mais do que resolver problemas. É promover um intercâmbio entre problemas, ou seja, problemas mais complexos e de menor governabilidade dão lugar a problemas menos complexos e de maior governabilidade. Características do Planejamento Estratégico

Fonte: www.geocities.com/TheTropics/3416/noturne.jpg O enfoque participativo e estratégico do planejamento é estruturado através de quatro grandes passos, que podem ser recursivos e não-lineares, mas que representam uma seqüência lógica da elaboração teórica do planejamento, conforme segue: Momento Explicativo: no planejamento tradicional a realidade é dividida em setores e o método dos planejadores é tão fragmentado quanto são os departamentos dos órgãos. Já o planejamento estratégico situacional propõe trabalhar com o conceito de realidade composta de problemas, oportunidades e ameaças, permitindo sintetizar a explicação da realidade em suas múltiplas dimensões (interdisciplinaridade), onde o ator sabe selecionar e identificar problemas reais (atuais ou potenciais) e distinguir causas de sintomas e conseqüências. Explicar a realidade por problemas permite o diálogo e a participação de setores populares, que são os que sofrem problemas concretos, além de facilitar a aproximação entre “técnicos” e “políticos”. Momento Normativo: após a identificação, seleção e priorização de problemas, estamos prontos para desenhar o conjunto de ações ou operações necessárias para atacar as causas fundamentais dos problemas. O ponto central deste modelo de planejamento é discutir a eficácia de cada ação e qual o resultado que sua realização pretende. Os planos normativos normalmente terminam aqui, e é neste ponto onde o planejamento situacional começa para que as ações tenham impacto efetivo e real na causa dos problemas.

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Momento Estratégico: se a realidade social não pode ser fragmentada em diferentes “setores”, se outros “jogadores” existem e têm seus próprios planos, se o indeterminismo e as surpresas fazem parte do cotidiano, então o debate sobre a viabilidade estratégia das ações planejadas é indispensável. Há grande quantidade de conceitos que envolvem o termo “estratégia”, e aqui vamos adotá-lo com um conjunto de procedimentos práticos e teóricos para construir a viabilidade para o plano e para garantir sua realização com máxima eficácia. Existem dois instrumentos-processos que visam desenhar as melhores estratégias para a máxima eficácia ao plano: a análise criteriosa dos demais atores sociais e a análise de cenários. A análise dos demais agentes envolvidos no espaço do problema-alvo é imprescindível para identificar o possível interesse e motivação de cada um e o tipo de pressão que é (ou será) exercida em relação às ações planejadas. Já os cenários representam distintas reflexões, limitadas pela qualidade da informação disponível, sobre possíveis “arranjos” econômicos, institucionais, políticos, sociais, etc., capazes de influenciar positiva ou negativamente a execução das ações planejadas. Ao permitir a simulação sobre as condições futuras, os cenários permitem a antecipação das possíveis vulnerabilidades do plano e a elaboração de planos de contingência necessários para minimizar os impactos negativos. Momento Tático-Operacional: é um dos momentos mais importante, é o momento de fazer, de decidir as coisas, de finalmente agir sobre a realidade concreta. Neste momento é importante debater o sistema de gestão da organização e até que ponto ele está pronto para monitorar, sustentar e executar as estratégias propostas, sem esquecer os problemas originais. Deve-se reavaliar criticamente todo o processo interno de tomada de decisões; o sistema de suporte à direção, assim como os sistemas de informações; devem ser revistos e reformulados.

Fonte: http://www.artecult.com/keniadeangeli/Ilustracoes/humor/reuniao.jpg

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Outros temas vitais neste momento são a estrutura organizacional, o fluxo interno de informações, a coordenação e avaliação do plano, o sistema de prestação de contas, as ferramentas gerenciais existentes e necessárias, e finalmente, a forma, dinâmica e conteúdo da participação democrática na condução do plano. Não podemos esquecer que o planejamento estratégico só termina quando é executado e é o oposto à visão tradicional que separava os planejadores dos executores e estabelecia uma dicotomia insuperável entre o conhecer e o agir. Planejamento Estratégico na Prática É um método que pressupõe constante adaptação a cada situação concreta onde é aplicado e onde os principais momentos tendem a utilizar instrumentos metodológicos parecidos, trabalhados nesta ordem:

Momento Explicativo (substitui o antigo “diagnóstico”): análise do ator que planeja (limites e potencialidades, ambiente interno e externo), identificação e seleção de problemas estratégicos, montagem dos fluxos de explicação dos problemas com as respectivas cadeias causais, seleção das causas fundamentais (nós críticos) como centros práticos de ação, construção da Árvore de Decisão a partir de uma Situação-Objetivo definida pelo grupo. Momento Operacional: desenhar ações ou projetos concretos sobre cada nó crítico (as chamadas Operações do Plano); definir para cada operação os recursos necessários, os produtos esperados e os resultados previstos; construir cenários possíveis onde o plano será executado; analisar a trajetória do conjunto das operações em cada cenário e, a partir disso, tentar diminuir a vulnerabilidade do Plano. Momento Estratégico: analisar os atores sociais envolvidos no Plano, seus interesses, motivações e poder em cada uma das operações previstas e nos cenários imaginados; definir a melhor estratégia possível para cada trajetória traçada; estabelecer um programa direcional para o plano; construir viabilidade estratégica para atingir a Situação-Objetivo. Momento Tático-Operacional (sistema de gestão): debate sobre as formas organizativas, a cultura organizacional e o modus operandi da organização para garantir a execução do plano. Neste momento devem ser encaminhados os seguintes temas: funcionamento da agenda da direção, sistema de prestação de contas, participação dos envolvidos, gerenciamento do cotidiano, sala de situações e análise sistemática da conjuntura. O Método do Planejamento Estratégico e Situacional – PES é antes de tudo um potente enfoque metodológico, com alguns princípios e visões filosóficas sobre a produção social, a liberdade humana e o papel dos governos, governantes e governados. A análise de problemas, a identificação de cenários, a visualização de outros atores sociais, a ênfase na análise estratégica são elementos fundamentais e diferenciadores do PES em relação a outros métodos de planejamento. O método tem particular validade e resultados excepcionais, no setor público onde a presença de problemas verdadeiramente complexos e mal-estruturados compõe o cenário dominante. Além disso, o planejamento estratégico situacional, ao contrário de outros métodos ditos “estratégicos”, assume como dominante na análise estratégica as questões relativas às relações de poder entre atores sociais, isto é, a variável política preside a elaboração da viabilidade e vulnerabilidade do Plano. Essa é uma vantagem metodológica vital para uso em organizações públicas onde estas questões fazem parte indissociável da produção de políticas públicas e do relacionamento entre staff político-dirigente e quadro de funcionários permanentes.

conclusão

Conclusão

Observamos que em um planejamento estratégico é fundamental estabelecer, antecipadamente, as diretrizes a serem seguidas, pois assim, o alcance daquilo que foi almejado torna-se uma tarefa mais fácil de ser alcançada. Quando o assunto é problema social, este sim, deve ser ainda mais planejado, pois é um fator que não tem como controlar e nem dominar da forma como gostaríamos. Em suma, é válido analisar os passos da elaboração teórica do planejamento, a fim de não incorrer em erros graves.

Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo II Aula 6

Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. Acesso pelo menu "Avaliaçao", em Avaliações.

aula 07 - Megatendências Futuras

centrus. mas isto não ocorre do dia para a noite. Segundo a visão de Naisbitt e Aburdene: “As pessoas que dão as más notícias estão fazendo seu trabalho. ou incompreensível. Quando se trata de Economia. muitos parecem acostumados às notícias ruins. mas alguns acham até estranho. Nossa missão é diferente. Fonte: www. A construção de um mundo solidário. É importante ressaltar que essas incertezas mostram a necessidade de construir um mundo mais solidário e democrático para impedir a desordem econômica.com. A verdade é que a Economia mundial está mudando para melhor. que se possa falar de alternativas.br Outra preocupação são as mudanças econômicas decorrentes do atentado terrorista ocorrido nos Estados Unidos.aula gravada em áudio MEGATENDÊNCIAS FUTURAS O crescimento econômico desordenado e o aumento do número de desempregados agravam a crise do desemprego. em 11 de setembro de 2001. as respeitamos. . que começou há décadas e não terminará em uma semana. página 02 Megatendências sob a visão de alguns estudiosos Nas décadas de 80 e 90 os analistas de tendências econômicas não deram importância às premonições catastróficas e escreveram livros de impacto mundial sobre a construção de uma nova civilização solidária. E admiramos os ativistas cuja missão na vida é corrigir tudo o que está torto. solidariedade ou experiências construtivas. colocando no ar a seguinte questão: será possível uma transformação radical do cenário econômico? O que acontecerá com os empregos no caso de uma forte recessão? Estas perguntas fazem com que pensemos na formulação de estratégias econômicas que valorizem a justiça social e o respeito à vida humana.

gradualmente. os pequenos empreendedores econômicos adquirem importância cada vez mais decisiva no funcionamento da Economia global. Viver com simplicidade não é obter o resto que sobra quando consumimos menos. entre outras coisas. Naisbitt complementa afirmando que: “No mundo da política e da Economia. os valores da vida acima dos valores materiais.” Já o cientista Toffler. É o que obtemos como resultado de submeter a dimensão material a uma visão maior. conseqüentemente. É uma conquista. nos Três Poderes. por nossa parte.velardez. possibilitando uma melhor preservação ambiental. visando decidir. em geral. descreve com clareza a civilização global em que estamos ingressando e aproveita para mostrar. inúmeras empresas públicas se engajaram nas mudanças e entidades sem fins lucrativos se multiplicam pelo mundo. nós. em seu livro mais famoso. a simplicidade voluntária provocará prosperidade e avanço tecnológico. estas continuam dominadas por estratégias pouco eficazes. Conseguimos criar uma vida que é rica e estimulante nas suas dimensões estética. que culminou na Conferência da ONU (Organização das Nações Unidas) sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento. Essas análises facilitam a imagem do cidadão do futuro como mistura de inteligência com honestidade e de justiça social com livre iniciativa.Como os problemas do mundo atraem tanta atenção. intelectual. as prioridades dos vários níveis de orçamento público. É importante ressaltar que a mudança de pensamento deve chegar às políticas públicas e aos governos. com a popularização dos computadores e da Internet. em junho de 1992. que a criatividade social e econômica abre um futuro cada vez mais rico de alternativas e soluções. levou a uma mudança radical na visão do mundo por parte dos pensadores econômicos e. enquanto as possibilidades de guerra ficam cada vez menores. Para esses pesquisadores.” . Eles acreditam também que o desemprego será suprido pelo desenvimento de novas tecnologias. Seria possível optar pela vida simples e ter como resultado apenas um empobrecimento geral. Este processo.com. e que. apesar dos discursos bonitos. Em outro livro. em outras de suas obras. A Terceira Onda. de viver com menos ou de trabalhar menos.ar Desde os anos 70 uma nova visão da Ciência Econômica vem recolocando. página 03 Mudança de Paradigma no Setor Público Fonte: www. Tomando Aristóteles como ponto de partida. proporcionando qualidade de vida a diversos trabalhadores. que os administradores públicos aprenderão a prestar contas corretamente do que fazem e que os programas interativos de TV possibilitarão consultas populares freqüentes. espiritual e social. realizada no Rio de Janeiro. Segal (1999) revê os fundamentos da Economia moderna a partir da simplicidade voluntária com uma uma proposta de maior qualidade de vida no planeta: “Simplicidade voluntária não é apenas uma questão de agir em pequena escala. destacamos a informação e as circunstâncias que descrevem as tendências mundiais que oferecem oportunidades”.

torna-se imprescindível o desenvolvimento da educação continuada dos empregados da empresa.com. com a eliminação dos paraísos fiscais utilizados para a lavagem de dinheiro proveniente do tráfico de drogas. ecologicamente inteligentes e úteis à comunidade. mediante o desenvolvimento da capacidade de cada indivíduo. do tráfico de armas e de outros tipos de crime organizado. e sim por um conceito mais amplo do que significa sermos seres humanos”. Educação Continuada O foco central do capitalismo dos anos 90 está na alta competitividade da força de trabalho. Essa mudança de padrão deve ser promovida simultaneamente no espaço individual e no espaço coletivo. visando a melhor formação dos participantes.br O atual modelo econômico tende a colocar tanto a vida humana como a vida dos ambientes naturais a serviço do dinheiro. No plano público. exigindo que os profissionais estejam cada vez mais aptos para a criação. O futuro poderá confirmar as palavras de Naisbitt e Aburdene: “Os avanços mais definitivos e sensacionais do século 21 não serão produzidos pela tecnologia. O paradigma econômico da simplicidade propõe que o dinheiro seja colocado a serviço da vida. apesar de necessária. resolução e tomada de decisões frente às necessidades das instituições empregadoras. A mudança de modelo. as formas de produção não podem somente visar a obtenção do lucro.página 04 Você concorda que qualidade de vida é ter suas necessidades materiais básicas atendidas? Para alcançarmos esse objetivo. a expansão material é uma grave doença típica do capitalismo. Educaçao Continuada para o Funcionalismo Público . para que essas soluções sejam postas em prática. promovendo oportunidade de ensino. possibilitando a busca da felicidade e garantindo às pessoas segurança econômica e qualidade de vida.pontogemini. unicamente. É claro que. Assim. implica no reconhecimento de que o ser humano pode e deve expandir-se infinitamente no plano cultural e espiritual e que exagerar. a proposta sugere uma humanização do capitalismo. mas precisam ser socialmente justas. página 05 A solução apontada por diversos setores da sociedade é a de que a redistribuição democrática dos ganhos obtidos com o aumento da produtividade pode ser feita através da utilização inteligente dos impostos e com estímulos fiscais às empresas que valorizam sua mão-de-obra ou reduzem a jornada de trabalho sem reduzir o salário.blogger. Fonte: http://www. uma nova ética econômica deve surgir mundialmente. das organizações terroristas.

o “Ministério da Ciência e Tecnologia e com os esforços que o Ministério da Educação vem fazendo no sentido de informatizar toda a rede pública de ensino. que. Tem levado a educação a distância para pontos heterogêneos pelo Brasil afora. o caminho a ser buscado. acredita-se que num futuro próximo as condições de infra-estrutura de rede propiciarão um desenvolvimento de programas cada vez mais interativos em todos os níveis de ensino”. autoridades e dirigentes do Legislativo. apesar de inúmeras dificuldades.jpg Os investimentos em educação para a busca da qualidade de vida constituem-se no paradigma emergencial da atualidade. preparando-os para cumprir. mas também pela sociedade brasileira para que esta tenha a real dimensão da chamada sociedade do conhecimento.eurofarma. que comumente representam gastos elevados. Criar políticas que incluam o acesso indiscriminado ao ensino formal. em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). criada sob a égide da Lei de Diretrizes de Bases da Educação. de modernização e integração do Poder Legislativo. metodologias e informações desatualizadas e que. Em virtude da necessidade de profissionais capacitados para o alcance de metas e objetivos organizacionais. interessado nessa forma inovadora de ensino. o Senado Federal. o atual Governo. A Comunidade Virtual do Sistema Legislativo – Interlegis é um programa desenvolvido pelo Congresso Nacional. não somente para seus funcionários e para outras esferas do Poder Legislativo nacional. O ILB atua. com zelo e eficiência. com o passar do tempo. mas também na iniciativa privada. na capacitação técnico-profissional dos servidores. como as prefeituras municipais. e promove uma maior transparência e interação desse Poder com a sociedade. Na esfera legislativa. sem dúvida. A Universidade do Legislativo – UNILEGIS é uma instituição de ensino especializada por campo do saber. ao adquirirem maior grau de instrução. Ensino a distância Apesar da infra-estrutura da rede de informação no Brasil ainda estar longe das condições ideais para a implementação de programas de ensino a distância. mas também aberto ao público em geral.com. poderão ter maior empregabilidade e melhores condições de competir no mercado de trabalho.br/imagens/comunidade/img_ilustra01. tem discutido alternativas para garantir a seqüência dos programas e projetos tão almejados pelo setor público para que estes não sejam interrompidos sem uma justificativa plausível. à educação continuada. os funcionários acabam esquecendo. ao aperfeiçoamento profissional e técnico e ao crescimento pessoal são. não apenas pelo governo. não apenas governamental. poucos resultados. principalmente. embasados em conteúdos compatíveis com suas atribuições de assessoramento diário aos parlamentares. página 06 Em termos de educação continuada. suas atribuições. Nasceu de uma atitude pioneira do Senado Federal para constituir-se .Fonte: http:/www. De forma que. por meio do Instituto Legislativo Brasileiro – ILB tem incentivado a educação a distância oferecendo cursos de formação e capacitação profissional. o que se observa no setor público é a realização de modelos de treinamento padronizados e pouco adequados à realidade da instituição. os maiores interessados são os próprios funcionários. além do interesse do Governo Federal em seus servidores.

cada vez mais. servidores e profissionais diversos. Mas o que fazer se o dinheiro. conclusão Conclusão O cenário atual é preocupante. à disposição da sociedade. mas a sociedade já é capaz de reconhecer a importância que os Estados têm de fortalecer suas instituições.Gestão Pública para o Desenvolvimento com Inclusão Social aula gravada em áudio GESTÃO PÚBLICA PARA O DESENVOLVIMENTO COM INCLUSÃO SOCIAL Você já teve de estudar alguma vez sobre Gestão Pública? Hoje em dia este tema não é visto apenas nas escolas. a recomposição da força de trabalho. O importante é sabermos que o atual modelo econômico nos coloca em uma situação em que somos servidores do dinheiro.Módulo I Aula 7 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos.exercícios de auto-avaliação . para ser um fórum permanente de debates de idéias. porque se ajusta ao tempo e disponibilidade do educando. isso não é qualidade de vida. há necessidade de se criar um Estado mais participativo e socialmente justo. com o atual grau de desigualdade existente no nosso país.em mais um instrumento de ampliação das possibilidades do exercício da cidadania. lazer e entretenimentos. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. sendo importante ressaltar os seguintes pontos desta nova abordagem: “a redefinição das estratégias. principalmente aqueles que ainda se encontram em estágio de desenvolvimento. Chega a ser um desafio para o Governo desenvolver estratégias de transformação da gestão pública para reduzir o déficit institucional. proporcionando qualidade de vida a diversos trabalhadores. Avaliações. a reconfiguração das estruturas e processos e o redimensionamento de recursos em bases mais eficientes e direcionadas para resultados. de certa forma. sem ele não se compra lazer e nem entretenimentos? Somente nos resta torcer para as palavras de Naisbitt e Aburdene estarem corretas quando dizem que “os avanços mais definitivos e sensacionais do século XXI não serão produzidos pela tecnologia. pois precisamos tempo para dedicação à família. Afinal. Acesso pelo menu "Avaliação". aula 08 . as mudanças nos forçam a refletir sobre a nossa vida e o contexto no qual estamos inseridos. Inclui ainda a construção de um novo padrão de . Gestão . A educação continuada e a distância têm sido muito eficazes na formação e capacitação das pessoas. é algo absolutamente necessário para a sobrevivência e. O Senado brasileiro é o primeiro no mundo a criar sua universidade e também oferece atividades de ensino a distância. como os cursos de especialização em Direito Legislativo e Administração Legislativa. Talvez um dia as máquinas ocupem os nossos lugares no mercado de trabalho com a sua capacidade tecnológica avançada ou então o desemprego será suprido pelo desenvolvimento tecnológico. E realmente. Estão sendo adotadas pelo Poder Legislativo com resultados significativos. e sim por um conceito mais amplo do que significa sermos seres humanos”. na maioria das vezes.

de inclusão social e de aumento da eficiência na prestação dos serviços públicos. tudo isso.com/globo. Governar para as peculiaridades de cada região. Governo e Sociedade Descentralizar o governo e criar mecanismos inovadores de gestão e de participação cidadã é um projeto político de socialização do poder. democráticas e sustentáveis. tão comuns em um país de dimensões continentais como é o Brasil. impulsionar as potencialidades de desenvolvimento local.jpg página 02 A democratização e a descentralização da gestão das cidades são uma resposta à crise de governabilidade. Trata-se de buscar a garantia da retomada das cidades por seus cidadãos.relacionamento entre o governo e as empresas estatais. assentado em valores como paz. A criação de um governo transparente voltado para os interesses do cidadão considera que as cidades são construções históricas e únicas. Fonte: http://www. solidariedade. impulsionar novas formas de sociabilidade e o surgimento de uma nova cultura política. Devemos lembrar que existem várias concentrações e movimentações demográficas. à participação e colaboração de cada cidadão. e por que não dizer essencial. além de mudar o desenho das instituições e seu funcionamento para atender às dinâmicas sociais na perspectiva de construir sociedades justas. o que chamamos de regionalismos. permitirá a redução dos desequilíbrios territoriais e das desigualdades sociais. Esses mecanismos propõem romper com o controle político local e com as formas burocráticas. O principal objetivo é gerar uma transformação na gestão pública para descobrir soluções adequadas às situações resolvidas de maneira inadequada e/ou nunca abordadas pela iniciativa pública. no qual fiquem definidos os marcos da gestão empresarial e da gestão voltada ao interesse público”. respeito e garantia dos direitos pessoais e coletivos. página 03 . gerando.intercomtext. por parte da sociedade. atuando de maneira específica frente aos processos de exclusão social e às necessidades da população. que trazem à tona as diferenças entre cada região. ou seja. e mais do que isso é a compreensão. sociais e econômicas. impondo aos governos e à sociedade o predomínio da lógica do mercado. dessa forma. com o objetivo de recuperar a capacidade de intervenção e regulação dos cidadãos na vida social e nos governos. eqüidade. a criação de novos territórios públicos para a construção da cidadania. As ações dos governos locais a fim de atender e beneficiar todos os seus cidadãos deve opor-se aos interesses e à falta de ações de caráter político e burocrático. das ações pretendidas pelo governo da cidade ou localidade. justiça social. mais diretamente beneficiada ou prejudicada. visando garantir que a orientação de governar para as maiorias é necessária.

A estratégia é operar a gestão territorial da cidade. e. A partir das experiências acumuladas na gestão e avaliação municipal é possível propor um salto de qualidade. conclusão Conclusão A descentralização das ações governamentais. mostra-se uma alternativa bastante adequada à atual conjuntura social das diversas comunidades que constituem os municípios brasileiros. Esta proposta é o resultado de anos e anos de experiências. Isso permite iniciativas inovadoras e resultados positivos na melhoria dos serviços e da qualidade de vida dos moradores da cidade. vividos por muitos governos municipais. Essa orientação pode mobilizar. a eficiência.exercícios de autoavaliação . a publicação. sendo uma condição que não pode ser deixada de lado a divulgação dos atos e projetos de um governo participativo. caracterizando a figura de subprefeituras. não cabendo a apenas uma secretaria.Opinião Pública A questão da comunicação social apresenta-se como um grande desafio para conquistar o apoio da opinião pública para as mudanças que o governo se propõe a realizar. a forma descentralizada de administrar propicia maior transparência governamental. muitas vezes. de maneira total e descentralizada. que. em conjunto com os conselhos de representantes. Gestão . orientadas para resolver problemas específicos da população. em todos os níveis e classes que as compõem. erros e acertos. aspecto essencial para a desejada eficiência para as suas ações com foco nas demandas da sociedade. "cuidar do social" ou "cuidar do urbano". democrático e forte. participativo e regulador. integralmente. de responsabilidade de qualquer governo que busque o bem-estar social e o desenvolvimento coletivo. a Administração Pública. Além disso. devendo ser direta e objetiva. ou a uma área específica do governo. uma vez que coloca o cidadão-cliente bem próximo à estrutura administrativa. A adoção de um modelo descentralizado oferece aos cidadãos uma forma de administração mais voltada para as suas demandas. realize as atividades localizadas no menu lateral: "Avaliação". A conquista da opinião pública depende da capacidade de realização e da abertura do governo à participação da sociedade na gestão pública. Para a implementação desta proposta deve existir uma forma descentralizada de gestão. seguem as características e prioridades de cada região. Todos os Estados querem um governo central transparente. garantindo a transparência. a agilidade e a eficácia das ações de governo. com economia de recursos e bem direcionados para o interesse público. com maior participação da sociedade. ganha destaque o controle social das ações do Governo. especialmente dos mais pobres. . como parte integrante do processo decisório a que está sujeita a esfera governamental em questão. O Governo precisa demonstrar que os serviços públicos podem funcionar de maneira democrática e eficiente. além de ser de interesse direto da própria sociedade as gestões realizadas em seu nome e benefício. Desse modo. com um perfil protagonista. portanto. para atingir as mais diversas camadas da sociedade que são. de acordo com as aspirações e demandas de sua população. tendo em vista as especificidades de cada local ou comunidade separadamente.Módulo II Aula 8 Para efeito de sua própria autoavaliação. buscando a melhoria da qualidade dos serviços urbanos e das condições de vida da população. capaz de formular suas estratégias centradas em políticas públicas e negociá-las com as forças sociais existentes em cada cidade. e uma gestão integrada das políticas urbanas e sociais.

net Mas afinal o que significa uma boa gestão pública? Segundo o especialista Orlando Euler de Castro: “A boa gestão pública é aquela que busca uma nova postura. é preciso agir. para aumentar a qualidade de vida da população”. a sociedade brasileira está cobrando que as negociações públicas sejam mais transparentes e que mudanças sejam feitas para acompanhar a nova “cultura” organizacional. Já faz algum tempo que o mundo passou de sociedade industrial para sociedade do conhecimento.aula 09 .crosses. o papel fundamental de uma boa gestão pública é cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal e buscar a melhoria nas questões sociais. saúde. redução de custos e prazos. não podemos ficar de braços cruzados esperando as coisas acontecerem. revendo ou abandonando paradigmas da “cultura” vigente. econômico e tecnológico do País e proporcionar aos cidadãos desenvolvimento e bem-estar social para resgatar o respeito.Uma Nova Geração de Transformações da Gestão Pública aula gravada em áudio UMA NOVA GERAÇÃO DE TRANSFORMAÇÕES DA GESTÃO PÚBLICA Por que precisamos de uma nova forma de gestão pública? Com a crescente globalização e as transformações tecnológicas. . Características da Gestão Pública O papel da gestão pública é melhorar o desempenho da Administração Pública. A gestão pública objetiva criar condições para o desenvolvimento social. ansiosa por melhores resultados em educação. tem contribuído para a evolução da transformação da gestão pública. segurança e a obrigatoriedade de cumprimento da Responsabilidade Fiscal. viabilização da competitividade dos setores produtivos (bens e serviços). a credibilidade e a confiança da sociedade. para se adaptar aos novos tempos. É importante ressaltar que a pressão da sociedade. promovendo maior produtividade. promovendo mudanças e aperfeiçoando os métodos de Administração. assim. Contudo. Fonte: http://identidad-globalizacion.

o melhor uso dos recursos arrecadados pelo Governo. Governo Empreendedor e Governo Burocrático Assim surgiu nas duas últimas décadas uma postura de Governo Empreendedor voltado para o cidadão como cliente e buscando padrões otimizados de eficiência e eficácia. e hoje se manifesta sob a forma de uma maior exigência e fiscalização da sociedade quanto ao emprego dos recursos arrecadados pelo Governo. as sociedades demandam. o Capital Intelectual manifesta-se em todas as ações da vida humana. mas otimizem a aplicação desses recursos em políticas que atendam efetivamente as necessidades da sociedade”. que. estimulados a participar da vida sócio-política. voltado para o controle interno e para a mera conformidade com os custos orçados. O estímulo à avaliação constante do desempenho da gestão pública vem requerendo cada vez mais a mensuração dos objetivos. dos orçamentos. Para Peter Drucker. a cobrança de impostos sempre gerou tensão entre o cidadão contribuinte e o poder público. chegando a causar revoluções. são continuamente informados pelos meios de comunicação quanto aos impactos dos planos.página 02 Gestão Pública X Sociedade Nas duas últimas décadas. com ética e transparência. tanto em relação ao proposto e planejado.com/leonardo/inteligencia/imagenes/6.mmschool. a eficiência e a eficácia da gestão pública. dos déficits e superávits dos Governos na qualidade de vida de cada membro e setor da sociedade. Historicamente. na gestão dos recursos públicos com responsabilidade fiscal. metas e resultados alcançados.jpg De fato. o Governo caracteriza-se “pela busca pró-ativa de resultados. o modelo do Governo empreendedor se contrapõe ao modelo do Governo burocrático. cada vez mais. Fonte: http://www. inclusive com vista à legitimação de mandatos políticos pela via eleitoral. legitimados pela avaliação de uma sociedade que controla continuamente a transparência. a questão de como avaliar a gestão pública torna-se cada vez mais uma preocupação diária dos cidadãos. De acordo com Osborne (1995). que vigorou desde a Revolução Industrial até o final do Século XX. .” página 03 Sociedade do Conhecimento Desde os primórdios das sociedades organizadas. os cidadãos “demandam cada vez mais que os gestores públicos não apenas se atenham com disciplina aos limites dos escassos recursos orçados. das políticas. como em relação aos custos despendidos.

o conhecimento é a base de sua estrutura interna e externa. e. Dessa forma. mesmo que permaneçam.exercícios de auto-avaliação . muito mais do que contribuir para a valorização total da empresa. as empresas têm que investir em seus recursos humanos. a base tradicional do capitalismo.emocionol.As transformações na Administração Pública c/foco no Legislativo aula gravada em áudio . Para Sveiby (2000). para que os funcionários considerados como “Capital Intelectual” não mudem para outras áreas (ou empresas) e. não percam a motivação para o constante aperfeiçoamento. Gestão . há bem pouco tempo. capazes de promover. aula 10 .com/cerebro33. Na visão de Drucker (1996).Módulo I Aula 9 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. Fonte: http://www. sendo que. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. cenários racionais de aproveitamento da força do trabalho.jpg Os ativos baseados no conhecimento devem ser avaliados com extrema cautela. no ambiente interno das instituições e na sociedade na qual interferem. Acesso pelo menu "Avaliação". é fundamental que o Governo tenha alguns cuidados. criando oportunidades efetivas de desenvolvimento individual e corporativo. as organizações e seus administradores perceberam a sua influência e suas implicações nos resultados empresariais. estavam nas cabeças e mãos dos trabalhadores. em Avaliações. os meios de produção. conclusão Conclusão A nova tendência de gestão nas instituições públicas possui características marcantes e poderosas. para poder competir e enfrentar os desafios de um mercado cada vez mais exigente. porque seu impacto sobre o destino de qualquer negócio é tremendo.e até mesmo na sobrevivência da espécie.

pelos indivíduos. • Transparência dos processos decisórios. o concurso premiou até cinqüenta experiências implantadas e. de acordo com a doutrina de Montesquieu. a partir de 1999.desburocratizar. São elas: Poder Legislativo Originário e Derivado. • Responsabilização e trabalho em equipe. vamos analisá-las para uma melhor compreensão. Que tal falarmos um pouco sobre o Prêmio Helio Beltrão? O Prêmio Helio Beltrão é um concurso de Inovações na Gestão Pública Federal que ocorre desde 1996.br/img/helio3. sem alterar as normas fundamentais protegidas pela cláusula da imutabilidade. é a vez do Poder Legislativo Derivado. página 02 Fonte: http://www. nos primeiros anos. o que detém a função principal da produção das leis e de controle externo. Em seguida. O Poder Legislativo pode ser dividido em duas espécies. O Poder Legislativo Originário trata-se da entrega da prerrogativa de elaborar as leis básicas fundamentais da organização estatal a seus representantes. dos três Poderes. • Aumento da eficácia e eficiência.jpg Por que esse concurso foi criado? Porque havia o interesse de mostrar as transformações em curso na gestão pública federal.org. Uma visão inovadora é adotada nesse concurso. • Foco no cidadão – usuário. Uma breve introdução sobre o Poder Legislativo foi dada. que. nesse caso. premiou vinte experiências. . a inovação. tem pouco a ver com o ineditismo. que é exercido pelo Congresso com auxílio do Tribunal de Contas da União. Vale ressaltar que. possui o poder – dever de gerar as normas jurídicas válidas para todos e para o Estado.AS TRANSFORMAÇÕES NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA COM FOCO NO LEGISLATIVO O Poder Legislativo. e mais com a superação da cultura burocrática e adoção de princípios e instrumentos gerenciais. Vimos a importância de citá-lo neste trabalho porque esse concurso vem identificando experiências de gestão já implantadas na Administração Pública Federal daqueles que praticam os princípios da administração gerencial. revestidos do mandato da representação da coletividade. é. mediante os agentes públicos. Que tal analisarmos alguns princípios da administração gerencial? • Orientação para resultados e disposição para obter resultados mesmo com recursos escassos. Porém.

Esses conceitos são fundamentais para a compreensão do processo de transformação sobre o qual discorreremos mais adiante. Estamos acostumados a ouvir somente acontecimentos ruins. Por essa razão. mostram que as transformações realmente já começaram. nesses últimos anos de existência. eficiente e democrático. dada sua natureza constitucional. as principais transformações experimentadas na Administração Pública. portanto. Entretanto. página 04 É certo que o Poder Legislativo não possui. qualquer função administrativa. aqueles que se encontram representando seu povo dentro das casas legislativas devem ter consciência de que o poder que detêm lhes foi conferido por seus eleitores e. podemos afirmar que é o povo mesmo que detém o poder de exercê-las. página 05 . Por exemplo. servidores públicos que colaboram com a evolução da gestão pública. por meio de eleições diretas e periódicas. É sobre isso. Um ponto que o concurso considera relevante é a mensuração de resultados. de modo estrito. entendidos os conceitos iniciais. A Administração Pública Federal brasileira está voltando-se para o funcionamento mais ágil.O assunto reforma gerencial ou administrativa buscou mostrar que uma equipe ou instituição pública com as mesmas condições e possuindo os mesmos recursos pode ter resultados melhores se houver bom gerenciamento – é justamente esse o diferencial da gestão. faremos uma breve descrição acerca das funções que. Na presente unidade. não poderiam deixar de abordar suas funções constitucionais. fato que lhes obriga a agir sempre de modo a atender aos reais anseios da sociedade que representam. o Legislativo e o Judiciário. ficaremos restritos às transformações administrativas no âmbito do Poder Legislativo. busca reconhecer e valorizar as equipes. As transformações com o foco no Legislativo Sendo assim. o concurso tem premiado experiências diversas desde soluções singelas a reorganizações estratégicas de instituições inteiras. Além de que a imprensa não é acostumada a divulgar melhorias em organizações públicas. com custos menores. ao considerarmos a função ampla de administração que compete ao Estado. um simples rodízio de servidores a fim de quebrar a fragmentação excessiva pode ser citado no concurso. visando atender às demandas da sociedade. Os responsáveis por desempenhar as funções mencionadas são escolhidos pelo povo. Funções do Legislativo Antes de falar sobre as transformações na Administração Pública com foco no Poder Legislativo. Ambas têm o papel comum de atender a demandas dos cidadãos. As funções principais do Poder Legislativo. no modelo brasileiro. é um poder delegado. Desse modo. Enfim. Já a função de controle externo representa o papel de fiscalização sobre o uso da coisa pública. são a legislativa propriamente dita – elaboração de leis – e a de controle externo. que falaremos agora. no âmbito do Poder Legislativo. No caso da função legislativa. o Congresso assume o papel de regular as relações entre pessoas e instituições que integram a sociedade de uma nação. devemos levar em conta as atividades fim desenvolvidas pelos três Poderes: o Executivo. Os resultados do concurso. página 03 As transformações na gestão pública têm pouca visibilidade e também são consideradas por muitos como questões abstratas. então. por meio da elaboração de leis. são incumbidas ao Congresso Nacional. Imagino que os servidores seriam mais incentivados em realizar suas tarefas se houvesse uma mensuração e avaliação dos resultados obtidos.

forma de elaboração e o processo a que deveriam se submeter para ingressar no universo jurídico. O Congresso Nacional tem sua atuação definida na Constituição Federal.br/capa . vale ressaltar as transformações ocorridas desde a última Constituição até a que vigora atualmente.tancredo. Ambas são atos do chefe do Poder Executivo. introduzida no nosso sistema legal pela Carta de 1988. Fonte: http://www. estabelecendo competências. O processo legislativo sofreu diversas alterações ao longo do tempo. vedações. 58 da Carta vigente à época. A última grande transformação nesse setor foi a própria Constituição Federal de 1988. Ela definiu os tipos de normas e leis que fariam parte da legislação vigente. Um dos aspectos que merece ser tratado neste capítulo. Sob esse aspecto. competência e objetivos.adv. os quais foram modificados pela Constituição de 1988. O quadro abaixo mostra a situação anterior (relativa à Constituição de 1967) e a situação atual: Percebe-se. E tais alterações tiveram o objetivo de tornar mais eficiente a forma de atuação do Congresso. que a alteração substancial se deu pela substituição da figura do decreto-lei pela medida provisória. examinando o quadro acima. quanto sua forma. conforme disposto no art. na Constituição de 1967. o ponto principal da reforma diz respeito ao processo legislativo. esse ato somente poderia tratar de segurança nacional ou de finanças públicas. diz respeito aos tipos de normas que integram a legislação brasileira. Mais adiante trataremos da medida provisória. quanto às transformações atinentes ao Poder Legislativo.No que diz respeito à função legislativa. página 06 Entretanto.

Essa situação se agravava em razão da natureza do decreto-lei. foi concebido de forma a propiciar maior eficiência em sua execução. tentou minimizar o problema. as medidas provisórias podiam ser reeditadas indefinidamente. sob pena de provocar o trancamento da pauta sobre qualquer outra matéria pendente de apreciação. tudo que diz respeito ao processo legislativo sofreu diversas modificações ao longo do tempo. O Poder Executivo. As competências estão mais restritas e as limitações e vedações do poder regulamentar. Isso obrigou o Congresso Nacional a apreciar tais medidas ao fim do seu prazo. A forma de elaboração. Para tanto foram criados: o Plano Plurianual. caso contrário seria automaticamente transformado em lei. . órgão que presta auxílio ao Congresso Nacional em sua função de controle externo. conclusão Conclusão Vimos que o Legislativo sofreu inúmeras alterações ao longo do tempo. surgiu para dar mais força à ação fiscalizadora da sociedade. O efeito disso era bastante nocivo à sociedade. Essa foi uma das alterações ocorridas no âmbito do Poder Legislativo. o resultado não se mostrou melhor que o anterior. e espera-se do Estado que as transformações continuem a ocorrer.Com o instrumento do decreto-lei. permitindo uma única reedição. Além disso. enfim. rapidamente aprovava um decreto regulando determinada matéria. Sem submeter-se a qualquer discussão parlamentar. Outros pontos também foram objeto de transformações nos últimos anos. sobre as funções legislativas. em 2001. sobre o Prêmio Hélio Beltrão. o Executivo dispunha de um poder que. o quorum para aprovação de cada tipo normativo. O objetivo desse sistema é propiciar um mecanismo de controle mais eficiente das ações do Governo. a Lei de Diretrizes Orçamentárias e a Lei Orçamentária Anual. O Tribunal promove o controle dos gastos públicos com fundamento em norma constitucional. Algumas delas estão relacionadas abaixo: a) O ciclo orçamentário. É um sistema orçamentário voltado aos resultados da gestão governamental. mais amplas. deveria ser exclusivo do Legislativo. Em lugar de restringir os assuntos a serem regulamentados. o decreto deixava de atender às reais demandas da população. que tratam da edição de leis propriamente dita. de modo a propiciar uma maior eficiência do sistema em questão. diante de uma dificuldade imposta ao Governo. com a promulgação da Constituição de 1988 e alterações posteriores. que limitou a edição de medidas provisórias. No entanto. instituindo a medida provisória. Podemos citar ainda algumas outras. A função legislativa do Congresso estava sendo assumida indevidamente pelo Executivo. foi aprovada a Emenda Constitucional de nº 32. instrumento essencial ao planejamento econômico do país e ao desenvolvimento do Estado. em tese. um desvirtuamento da função legislativa do Congresso. Havia. no que diz respeito à Administração Pública em sentido amplo. Discorreu-se sobre o Poder Legislativo Originário e Derivado. algo que jamais havia ocorrido na história do país. A Constituição de 1988. por seu turno. sem apreciação das Casas Legislativas. em que é possível identificar o alcance de uma meta prevista em um programa de trabalho. que deveria ser apreciado pelo Congresso Nacional em trinta dias. página 07 O processo de transformação continuou e. a Carta Magna apenas citou as vedações que seriam impostas às normas baixadas pelo Executivo. o universo de matérias a serem regulamentadas foi mais bem definido na Constituição atual. o que terminava por produzir os mesmos efeitos indesejados do antigo decreto-lei. em um primeiro momento. O processo legislativo ganhou bastante em transparência e os direitos do cidadão tiveram prioridade na concepção da nova Carta. desse modo. É que o leque de matérias passíveis de regulamentação por medida provisória é bem maior que o anterior. b) O Tribunal de Contas da União. c) De uma maneira geral. as competências para proposição de projetos de lei.

Inteligência Emocional aula 06 . Para visualizar a correção. seria praticamente impossível compreender os relacionamentos existentes entre as pessoas . Todas essas mudanças evidenciaram o intento do Estado para efetivar ao longo do tempo.Negociação Ganha X Ganha aula 05 .Estilos de Liderança aula 03 . o poder fiscalizador do Tribunal de Contas da União. disponíveis ao final de cada módulo. O acesso é pelo menu Avaliação. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. clique na atividade pretendida no painel de desempenho.Organização Informal aula 04 . botão Avaliações. Espera-se que o aluno demonstre capacidade de análise e domínio dos temas estudados.sobre a transformação da Constituição anterior para a de 1988. caso em que ele enviará uma mensagem orientando-o nesse sentido. Modulo III Módulo III aula 01 .A Janela de Johari aula 01 . Acesso pelo menu "Avaliação". a mudança de um Estado burocrático para um Estado gerencial. o Professor-Tutor pode solicitar que você reformule sua resposta.Inteligências Múltiplas aula 07 . e uma maior transparência na coisa pública.Motivação aula gravada em áudio MOTIVAÇÃO Segundo Chiavenato (2000).Motivação aula 02 .Ferramentas Gerenciais aula 10 . o novo ciclo orçamentário.Módulo II Aula 10 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos.Comunicação Institucional aula 08 . Gestão . Lembre-se de que caso seja necessário. que serão corrigidos pelos tutores. evidenciando-se a mudança (ou não mudança) de decreto-lei para medida provisória.Dinâmica de Grupo aula 09 .exercícios de auto-avaliação . Avaliação Final de Módulo II Avaliação de módulo – São exercícios subjetivos.

Sendo assim. Neste caso. motivo é tudo aquilo que estimula a pessoa a agir de determinada forma. conforme a situação. Esse impulso à ação é provocado tanto por um estímulo externo. o processo do qual eles resultam é.sem um mínimo conhecimento da motivação de seu comportamento. O comportamento não é fortuito nem aleatório. De modo geral. teremos sempre à nossa frente algo a motivar-nos. é aconselhável o estudo inicial deste tema para. definir exatamente o conceito de motivação é algo complexo. Para um comportamento de atitude tomada. Você reage da mesma forma que seu colega de trabalho ao ser motivado (a)? É provável que não. O que seria motivação para você? Bem. nossos atos são conduzidos pela cognição – pelo que pensamos. a motivação está relacionada com o sistema de cognição de cada pessoa. Nesse caso. em cada um de nós. Porém. estudarmos os demais. concluímos que o comportamento não é espontâneo e nem isento de finalidade. uma incitação. ou seja. Apesar de os padrões de comportamento serem variados. porém sempre direcionado para uma finalidade. contate o seu tutor por meio da Plataforma de Educação a Distância do ILB (menu "Comunicação" . Em caso de dúvidas. Para dificultar ainda mais. o mesmo para todas as pessoas. Quais são elas? O comportamento é um efeito. página 02 A motivação tem um caráter contínuo. advindo do ambiente. As necessidades variam de pessoa para pessoa e também de situação para situação. Algo intrínseco. os valores sociais e as capacidades variam. acreditamos e prevemos. é baseado na motivação que iremos responder. Ou seja. O comportamento é causado por estímulos internos ou externos. Vale lembrar que as capacidades para atingir os objetivos são totalmente diferentes. O comportamento é motivado. . acarretando diversos padrões de comportamento e valores sociais variados. existe um impulso. quando alguém nos pergunta o motivo pelo qual agimos de uma certa maneira. praticamente. que possa ter um valor infinitamente superior ao que teria para outra pessoa. Podemos observar essa afirmativa no modelo básico de motivação ilustrado por Chiavenato (2000). Ele está à sua disposição e pode ajudá-lo. Haverá sempre algum objetivo implícito ou explícito para esclarecê-lo. O comportamento é orientado para objetivos. como também pode ser gerado internamente nos processos mentais do indivíduo. há três premissas que justificam o comportamento humano. Tanto o meio no qual o indivíduo está inserido como a própria hereditariedade são fatores que influenciam no comportamento de cada pessoa. As pessoas são diferentes no que tange à motivação. somente depois. as necessidades."Mensagem") ou por e-mail. uma necessidade. Analisando as suposições acima.

podendo levar-lhe ao desânimo.. Necessidades de estima: são as necessidades relacionadas com a forma pela qual você se analisa e se vê perante a sociedade.O modelo será o mesmo para todas as pessoas? Sim. . Caso contrário. dentre outros. Agora veremos o que representa cada uma delas. mas o resultado poderá variar de forma indefinida. Necessidades sociais: é o convívio que você tem com outras pessoas. Essa necessidade é fundamental em uma empresa. as mais sofisticadas e intelectualizadas. Observe a figura abaixo. pois é considerada por Maslow como ativadora do comportamento humano. cuja base contém as necessidades primárias. Necessidades Fisiológicas: é o nível mais baixo da pirâmide hierárquica. Já da metade da pirâmide para o seu ápice estão as necessidades secundárias. a troca de amizade. O que pode acontecer se tais necessidades não estiverem satisfeitas? É simples. surgem sentimentos de inferioridade. psicólogo americano. tais necessidades estão organizadas hierarquicamente e a busca pela satisfação de algumas ou todas elas é que nos motiva a tomar alguma direção. São as necessidades básicas de todo indivíduo. as necessidades mais baixas e recorrentes. A busca de proteção contra ameaça e a busca de estabilidade em um mundo previsível são manifestações típicas dessas necessidades. pode acarretar a solidão ou a falta de adaptação social para o indivíduo. Maslow distribuiu as necessidades humanas em forma de pirâmide. há o desejo de segurança. de abrigo e reprodução da espécie. São as necessidades que todos desejam possuir: a de aceitação por parte dos colegas. ou seja. ou seja. Tornar-se mais do que é e de vir a ser tudo o que pode ser” (Chiavenato. conforme o tempo). situam-se no topo da pirâmide hierárquica. “São as necessidades que levam cada pessoa a tentar realizar seu próprio potencial e se desenvolver continuamente como criatura humana ao longo de toda vida. como de alimentação (fome e sede). pois depende da percepção do estímulo (que modifica de pessoa para pessoa e na mesma pessoa. que a nomeou de Hierarquia das Necessidades Humanas. 2000.. você tem condições de possuir autoconfiança. poder. de repouso e descanso. tendo como parâmetro a questão das necessidades humanas. Para Maslow. desamparo. de afeto e amor. sentimentos de valor. Com essas necessidades satisfeitas. força. uma auto-avaliação e auto-estima. Necessidades de segurança: no momento em que as necessidades humanas estão relativamente satisfeitas. página 03 Teorias Motivacionais Teoria de Maslow Abraham Maslow. fraqueza. dentro ou fora do ambiente organizacional. Tais necessidades são denominadas necessidades biológicas. p. desenvolveu uma teoria.85). Necessidades de auto-realização: essas são as mais elevadas.

Por exemplo: o salário. reconhecimento. p. São dois os fatores motivacionais de Herzberg: 1. tornando o ambiente de trabalho agradável. Fatores higiênicos: referem-se às condições físicas e ambientais de trabalho. benefícios sociais. a pessoa sempre desejará mais e dificilmente atingirá a satisfação plena e absoluta. provocam insatisfação. vai depender daquilo que você . em sua teoria. quando precários. comumente. 2000. segundo Chiavenato (2000): Herzberg difere de Maslow ao fundamentar. p. “A expressão higiene serve exatamente para refletir seu caráter preventivo e profilático e para mostrar que se destinam simplesmente a evitar fontes de insatisfação do meio ambiente ou ameaças potenciais ao seu equilíbrio” (Chiavenato. são eles: 1. objetivos pessoais do indivíduo: podem ser considerados como as necessidades básicas de cada ser humano. aceitação social e até mesmo ter um trabalho mais interessante. por exemplo. Para Vroom. Fatores motivacionais: estão diretamente relacionados ao conteúdo do cargo em si. Teoria dos dois fatores: os satisfacientes e os insatisfacientes página 05 O modelo contingencial de motivação de Vroom. segurança no cargo. etc. Quando esses fatores estão em perfeita harmonia entre os funcionários. Contudo.Portanto. utilizados pelas organizações. Podemos conferir no diagrama abaixo a Teoria dos 2 fatores. dinheiro. A teoria dos dois fatores de Herzberg.90). Constituem os fatores que são. página 04 Agora. Os fatores tornam-se atrativos no momento em que atividades estimulantes são agregadas ao cargo. 2. Porém. iremos estudar a teoria de Herzberg.87). relação percebida entre satisfação dos objetivos e alta produtividade: nesse caso. os fatores externos e o trabalho do indivíduo como motivadores do comportamento humano. Sua teoria se restringe exclusivamente à motivação para produzir” (Chiavenato. mesmo que todas as necessidades sejam alcançadas. segundo Chiavenato (2000): “Victor H. políticas da empresa. três fatores são determinantes em cada indivíduo. Vroom desenvolveu uma teoria da motivação que rejeita noções preconcebidas e que reconhece essas diferenças individuais. 2000. 2. simplesmente evitam a insatisfação. tais fatores não têm uma forte influência no comportamento dos empregados.

como pôde ser visto na citação acima de Sun Tzu. use recursos que ajudem a desenvolver atitudes positivas na organização. Porém. que pessoas precisam ser motivadas e. 2001. Pois produzir um número que destoa da média poderá gerar a rejeição do grupo.. Pois. provavelmente. como foi visto no início. percepção de sua capacidade de influenciar sua produtividade: um funcionário pode acreditar que seu poder influencia seu próprio nível produtivo. Se a fé diminuir. alguns recursos praticados na gestão de pessoas são folgas. . terá uma forte motivação para produzir mais. se você tiver uma necessidade de aceitação muito elevada pelos membros do grupo. que poderão abrir-te caminho para dentro do estado e facilitar a tua vitória” (Maquiavel. se as recompensas forem deficientes. na frase de Maquiavel (2001). Ainda com relação ao trato entre chefia e subordinado. Os seres humanos sempre foram movidos a recompensas. provavelmente irá produzir abaixo do nível médio de produção. “Sempre se encontram descontentes e pessoas com desejo de inovar. dentre outros. “. p. mas ao mesmo tempo pode virar um nada caso as pessoas deixem de existir nas organizações. O que pode ser considerado importante para motivar funcionários? É preciso que o superior lhes passe pessoalmente algo inspirador e. Caso contrário. as ordens não serão respeitadas” (Sun Tzu. Porém todos precisam ser motivados. Isso se o salário for baseado na produção. 2002. Em uma empresa. p. se necessário. mantém-nos juntos pela boa fé e os torna serviçais com recompensas.19). é fundamental permanecer sempre atento a suas ações. podem trazer problemas à organização.” (Griffin. seja ela de natureza pública ou privada. cada indivíduo escolhe o grau com que deseja ser motivado. página 06 Pode-se verificar. Contudo. as demais também desaparecerão.. Por fim. das necessidades e da percepção que o indivíduo tem da realidade. 102). Concluiremos este capítulo com um pensamento sobre um possível fim para a Gestão de Pessoas. conclusão Conclusão Verificamos nesta aula que você reage de forma diferente das outras pessoas e que cada pessoa possui uma forma única de ser motivada. se assim o fizerem. é mister oferecer oportunidades aos funcionários e espaço para que possam concretizar suas ambições. No tratamento com os funcionários. Porém. Sendo assim notamos que a motivação é algo intrínseco. Muitos impérios e líderes tombaram devido às ações de funcionários que pareciam leais. festas. outros estão em uma eterna busca. 1994. mesmo fazendo isso para motivar os empregados. mesmo há 2. uma empresa é tudo.. é necessário dar-lhes oportunidade e espaço para concretizar suas ambições. não motivará seu colega. p.. conseqüentemente. automaticamente irá se esforçar menos. haverá separação. 3. dependerá dos valores. Caso tal área tenda à entropia. Diante disso. trarão somente benefícios àquele que o motivou.105). Um funcionário desmotivado pode causar sérios problemas à instituição.considerar como prioridade na sua vida pessoal. jantares. bonificação em função de desempenho. Sun Tzu afirma: “Comanda seus soldados com autoridade. Se você tem como objetivo obter um salário maior.500 anos. Aquilo que o motiva. se ele acreditar que o esforço despendido em um serviço teve pouco efeito no resultado. uns se contentam com pouco. para você ter sucesso é necessário desenvolver a capacidade de perceber mais além do que eles estão fazendo: o porque estão fazendo.

pela hierarquia.Gestão . aperfeiçoada e adaptada por todos que assim desejarem. Logo. o que exige confiança tanto do líder para com os liderados. o que pode dar certo em um grupo pode não funcionar em outro. Sendo assim. nas quais eles apenas eram os intermediários – nomeados pelas organizações – que faziam as ordens serem cumpridas. aparência e caráter distintos. mas é legitimado pelo grupo e não. Espera-se que os líderes que provêm do modelo patriarcal estejam preparados para atuar no cenário do novo milênio. Vários líderes atuais originaram-se de uma sociedade cujas empresas seguiam o modelo patriarcal de liderança. é notório o valor de um líder servindo de bússola. o poder de mando existe.Estilos de Liderança aula gravada em áudio ESTILOS DE LIDERANÇA Daremos início à aula de liderança com um breve conceito da palavra “liderar”. aula 02 . indicando a direção a ser seguida. liderança é uma técnica que pode ser assimilada. A fome no momento em que acordamos é um exemplo de necessidade comum a todos. Ao observarmos um líder. Observando as constantes mudanças no dia-a-dia. criativa.Módulo II Aula 1 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. porém isso demanda comprometimento entre líder e liderado. O primeiro estilo era considerado ‘mau’ e o segundo. Isso decorre pelo fato de o grupo ser formado por seres humanos. página 02 O Líder O líder é aquele indivíduo que todos querem seguir. e os indivíduos identificam no líder a sapiência de saber ouvi-los. Uma das muitas fontes de confusão sobre liderança foi a introdução da idéia dos assim chamados ‘estilos’: a liderança autocrática. Acesso pelo menu "Avaliação". dentro de uma mesma organização. Porém mesmo com todas essas diferenças. como dos liderados para com o líder. garantindo o sucesso e a eficácia organizacionais. ‘bom’. em Avaliações. Liderar é liberar a capacidade criativa existente nas pessoas. . A postura atual do líder deve ser empreendedora. Todavia. não existe um ‘estilo’ certo na escala da liderança. democrática e laissez-faire (ou ‘faça o que quiser’)”.exercícios de autoavaliação . Vale ressaltar que o estilo autoritário não tem relação com um estilo ‘mau’ e sim firme. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. veremos a seguir três áreas principais existentes nos grupos de trabalho. para a obtenção de resultados satisfatórios. que possuem personalidade. poderemos verificar que irá tomar variadas decisões no decurso de sua função. A liderança sugere que a pessoa aceita pelo grupo tenha o poder de dirigi-lo. Isto é. necessariamente. de forma diferenciada. Destarte. existem pontos em comum entre indivíduos.

2) Os líderes estão voltados para o serviço: podemos dizer que os líderes encaram a vida como uma missão e não como uma carreira. se assim desejassem e tivessem condições e virtude para tal façanha. Planejam cuidadosamente o futuro e adaptam-se com flexibilidade às circunstâncias mutáveis.Os três componentes básicos para atingir as metas Fonte: http://www. Qual a sua reação ao se deparar com energias negativas? Esses líderes tendem a neutralizar essas energias e com sabedoria conseguem lidar com elas. Os líderes vivem de maneira sensata o presente. desenvolvendo sempre novas habilidades e interesses. aprendem com os olhos e ouvidos bem abertos. Acreditam.10). assistem a aulas. Possuem vários amigos. p. São extremamente curiosos e estão sempre fazendo perguntas. direta e não manipuladora com que se comunicam” (Covey. 3) Os líderes irradiam energia positiva: “As pessoas baseadas em princípios têm uma aparência alegre. Sua atitude é otimista.br/info/artigos página 03 Veremos a seguir algumas características de líderes.9). agradável e feliz. Vamos fazer uma analogia com Maquiavel. 1994. (Covey. e seu espírito é entusiasta. 1994. p. descobrem que nada sabem. escutam os outros.indg. que se manifesta através de sua coragem e de sua integridade e através da falta de necessidade de gabar-se. baseadas em 8 princípios. . porém poucos confidentes. 5) Suas vidas são equilibradas: os líderes mantêm-se sempre atualizados em relação aos assuntos e eventos mais recentes. procuram treinamento. leitura especializada. conforme Covey (1994): 1) Os líderes estão continuamente aprendendo: há uma busca constante de conhecimento na vida desse tipo de indivíduo. esperançoso e cheio de fé”. para cima. ou seja. São abertas na maneira simples. pois ao mesmo tempo em que Maquiavel dava conselhos ao príncipe. Não gostam de serem detidas e são capazes de se adaptarem virtualmente a qualquer situação. positiva. um eterno aprendizado. 4) Os líderes acreditam nas outras pessoas: tais indivíduos não se sentem superiores ou engrandecidos pelo simples fato de se defrontarem com as fraquezas dos outros.com.. Quanto mais sabem. “São capazes de reconhecer seu próprio valor. no potencial subjacente de todas as pessoas. Acreditava que era possível a chegada deles ao poder. dava também ao povo. realmente.. página 04 6) Os líderes encaram a vida como uma aventura: pessoas assim fazem da vida uma verdadeira dádiva e resistem ao máximo tornarem-se discípulos de qualquer pessoa.

O líder expõe expectativas altas de desempenho e demonstra. pois “a teoria da atribuição diz que liderança é meramente uma atribuição que as pessoas fazem a outros indivíduos” (Robbins. Além de estar sempre mostrando a eles que.73). por isso se torna mais comum a aparição de um líder carismático na política ou na guerra. a maioria dos especialistas acredita que os indivíduos podem receber treinamento com o objetivo de demonstrar comportamentos carismáticos. “O general que avança sem desejar fama e recua sem temer o descrédito. p. normalmente. Quando algo acontece. verificou-se que são quatro as abordagens mais recentes.105). O mesmo ocorre com os líderes. domínio e fortes convicções em suas crenças. liderança carismática. pessoas sinérgicas são aquelas que se adaptam e aceitam facilmente uma mudança. são elas: a física. De acordo com uma revisão das teorias de liderança realizada por Robbins (1999). Esta teoria lida com pessoas tentando fazer uma ligação entre causa e efeito. 2002. Estilos de liderança para Robbins (1999). podemos adentrar nesse assunto. A liderança carismática é mais indicada quando existe um propósito ideológico. p. Depois de termos visto sobre alguns assuntos importantes dentro dos estilos de liderança. uma expectativa é criada nos seguidores fazendo com que surja uma ligação entre o presente e um melhor futuro para a organização. 1994. compreensivos e dispostos para o trabalho. se for necessário. Qual o comportamento desse tipo de líder? O carismático. além de serem bastante produtivas e criativas. Será que no seu trabalho existe algum líder carismático? Já dizia Maquiavel: “Nada torna um príncipe tão estimado quanto realizar grandes empreendimentos e dar de si raros exemplos” (Maquiavel. ou então quando uma empresa está introduzindo algo radicalmente novo ou passando por uma crise. ainda que alguns autores afirmem que carisma não pode ser aprendido. a mental. é a jóia do reino” (Sun Tzu. “Esses princípios da auto–renovação gradualmente produzem um caráter forte e saudável com uma força de vontade poderosamente disciplinada. 8) Os líderes exercitam-se pela auto–renovação: é fundamental cuidar das quatro dimensões da personalidade humana. inclusive você. liderança transacional versus transformacional e liderança visionária.14). Ou seja. 1994. propriamente dito. p. Podemos verificar um propósito ideológico na frase de Sun Tzu. A teoria de atribuição de liderança é utilizada como ajuda para explicar a percepção de liderança. influencia seus seguidores através de processos atraentes. p. a emocional e a espiritual. a seus seguidores. articulados por eles próprios. agressivos. Com isso.12). São considerados possuidores de fortes habilidades verbais. Porém. A teoria da liderança carismática é considerada como a extensão da atribuição de liderança.232). cujo único pensamento é proteger seu país e prestar um bom serviço ao soberano.7) Os líderes são pessoas sinérgicas: “Sinergia é o estado em que o todo é mais do que a soma das partes” (Covey. São elas: teoria de atribuição de liderança. Porém. faz auto–sacrifícios para atingir o desejado. voltada para o serviço” (Covey. . 2001. p. 1999. confiança de que eles conseguem alcançá-las. São elas: confiança extremamente alta. deve ser atribuído a algum fator. página 05 Os líderes dessa teoria possuem alguns traços marcantes de personalidade. os líderes carismáticos têm três características marcantes que os diferem de um líder não carismático.

Os perfis são os seguintes: destruidor. a partir de acontecimentos presentes e passados. antes deles. deve o príncipe ler as histórias e refletir sobre as ações dos homens excelentes.Destruidor: são líderes completamente egocêntricos e vêem o mundo a partir de suas próprias convicções. ver como se comportaram nas guerras. ele deve demonstrar tal visão através de comportamentos e estendê-la para a organização como um todo. em tempo real.Paralisador: esses tipos de líderes ficam parados no tempo. O objetivo dos líderes planejadores é expandir os conhecimentos. Praticamente vivem de algum passado glorioso e tentam de forma repetida revivê-lo. deve agir como antes agiram alguns homens excelentes que se espelharam no exemplo de outros que. Qual o motivo desta forte correlação? Será pelo fato de os líderes prestarem atenção nas necessidades individuais de seus seguidores? Observando esta pergunta. produtividade mais alta e satisfação de empregado mais alta” (Robbins.Planejador: o estilo de liderança dos líderes planejadores envolve lidar com o mundo real. A liderança transacional versus transformacional: na liderança transacional. paralisador. Por fim. 4. 5. podemos dizer que o indivíduo carece de uma atenção um pouco mais direcionada as suas necessidades individuais. a liderança visionária é aquela que possui a capacidade de criar e articular uma visão realista do futuro para o ambiente organizacional. Além de inquiridores e prestativos. E os líderes transformacionais inspiram seus seguidores a ultrapassarem seus interesses próprios para o bem da empresa e também prestam atenção nas necessidades individuais de seus seguidores. “A liderança transformacional está mais fortemente correlacionada do que a liderança transacional a taxas de rotatividade mais baixas. eles se interessam com o ambiente externo e também com o que podem aprender com você. Mas. é um exemplo de líder visionário. O Estilo de Liderança pode ser classificado em cinco versões. 2. em seu livro O Príncipe. A liderança transformacional possui uma ligação estreita com a carismática. e examinar as causas das vitórias e derrotas a fim de poder escapar destas e imitar aquelas. são de fácil convivência. Pode-se verificar no seguinte trecho: “Quanto aos exercícios da mente. p. 1999. p. onde todas as áreas tenham conhecimento do que se passa. planejador e realizador. ele deve explicar a visão aos outros. 2001. Além disso. 71). procrastinador. Não possuem consideração para com os outros e tiram vantagem daqueles que agem conforme o solicitado. explicando a eles quais são as exigências do papel e da tarefa em troca de recompensas pelos esforços realizados. haviam sido louvados e glorificados. Tendem a adiar as tarefas que necessitam execução ou se afastam delas. a qual afirma que cada indivíduo possui diversas formas de atingir a satisfação profissional. Sendo assim.235). além de fazerem com que os mesmos vejam velhos problemas de maneiras novas e os estimulem e inspirem a darem mais de si para alcançarem as metas estipuladas.página 06 O líder tem uma visão voltada para o bem da organização e a satisfação pessoal de atingir as metas estabelecidas. pode ser feito um paralelo à motivação.Realizador: os líderes realizadores são considerados indivíduos vibrantes e coerentes. mas têm princípios firmes e imutáveis. 1. Maquiavel. e cujos gestos e ações procuraram ter sempre em mente” (Maquiavel.Procrastinador: são indivíduos absolutamente nervosos e relutantes. sobretudo. página 07 Não basta o líder possuir apenas a visão. 3. Suas negociações são bem . e para isso é necessário que tenha comunicação oral e escrita claras. os líderes guiam ou motivam seus seguidores na direção de metas estabelecidas.

Líderes carismáticos ou autoritários. dependendo do modo como agir. Diferenças primárias entre gerentes e líderes Até mesmo nos dias atuais não seria possível identificar um conjunto de traços de personalidade comum a todos os líderes. Com a finalidade de agregar um pouco mais de conhecimento a respeito dos líderes. conforme podemos visualizar no quadro abaixo. eles incluem as pessoas comunicando a elas essa visão e motivando-as a vencer obstáculos. Quais as diferenças existentes entre os chefes e líderes? O bom chefe traz ordem e segurança ao se projetar planos formais.sucedidas. veremos algumas diferenças entre eles e os chefes. Além de trazer ordem e segurança. então. Alguns indivíduos possuem os mesmos traços. seus empreendimentos sempre são concluídos. porém não necessariamente todos são líderes. Procure saná-las logo que apareçam. Já o líder trata com a mudança. Chegamos à conclusão que não há estilos de liderança pré-estabelecidos. Porém o chefe pode se transformar em um líder. conclusão Conclusão . Não acumule dúvidas. página 08 Diferenças entre chefes e líderes Nem todo chefe é líder. os líderes estabelecem direção desenvolvendo uma visão do futuro. diversas nomenclaturas. As denominações de estilos são variadas. planejar estruturas organizacionais rígidas e observar os resultados dos planos. Silva (2002) realiza uma comparação entre chefes e líderes. suas estratégias são bem planejadas e comunicadas e seus liderados demonstram orgulho de ter um líder realizador. o estilo irá depender das características que o suposto líder apresentará. porém a essência é praticamente a mesma.

Organização Informal aula gravada em áudio ORGANIZAÇÃO INFORMAL Toda organização informal está inserida em uma estrutura organizacional. ao contrário. No entanto se a situação for de combate. . Estrutura Organizacional A estrutura organizacional estabelece como as tarefas de trabalho são formalmente divididas. podemos dar início às organizações informais. Acesso pelo menu "Avaliação". que visa ao alcance dos objetivos e resultados estabelecidos. Organização É a ordenação e agrupamento de atividades e recursos. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. Para que a organização de uma empresa seja adequada. Verificamos na aula que a liderança carismática é mais indicada quando existir um propósito ideológico. a organização informal é formada por um conjunto de interações e de relacionamentos que são criados entre os funcionários de uma organização e prega a importância do relacionamento interpessoal dentro e fora das organizações. pode ser carismático. A liderança utilizada dependerá do ambiente no qual a instituição estará inserida. cuja estrutura organizacional é composta de órgãos. aula 03 . isso se torna algo difícil de executar”. Porém. talvez fosse a melhor solução. pois em um mercado competitivo como o nosso. vamos discorrer um pouco sobre estrutura organizacional. níveis hierárquicos etc. Por exemplo: um líder carismático pode ser autoritário em algumas situações.Podemos concluir que a existência da figura de um líder em uma organização é imprescindível para o bom andamento das tarefas. Os estilos vistos nesta aula podem ser usados por uma mesma pessoa em situações diferentes. Porém. em Avaliações. não existe um estilo de liderança modelo ou desejado.exercícios de autoavaliação . Para isso daremos um breve conceito de organização. o qual diz que “seria muito vanglorioso um príncipe possuir apenas qualidades boas. Esses quesitos constituem a organização formal de uma empresa. estrutura organizacional e organização formal.Módulo III Aula 2 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. O importante é a postura de um líder. Em contraposição à organização formal. também. Depois de termos visto sobre organização. devido às próprias condições humanas e ambientais. relações funcionais. pode-se considerar notório o desenvolvimento da estrutura organizacional. cargos. Gestão . Essa postura deve ser empreendedora e criativa. Para entendermos melhor o que é e como funciona uma organização informal. devemos estar sempre buscando resultados satisfatórios e positivos. E o autoritário. a liderança autoritária não soaria mal. agrupadas e coordenadas. Finalizaremos este capítulo com um pensamento de Maquiavel (2001).

com isso nascem os sentimentos de amizade e interesse que são a base dos grupos informais. página 03 Grupos informais As organizações são formadas apenas por grupos formais? Não. com a Experiência de Hawthorne. que o comportamento dos indivíduos no trabalho não poderia ser perfeitamente compreendido sem que as organizações informais fossem consideradas. à semelhança social e aos problemas que qualquer ser humano defronta. grupos que se identificam ou não. como amizades ou inimizades. desenvolvida por Elton Mayo. para os indivíduos. Agora surge a pergunta: Qual a função dessa organização em uma empresa? A resposta é simples. precisa e didática. certamente algumas pessoas se sentiriam desmotivadas a ir trabalhar. Seja para organizar um grupo com a finalidade de jogar futebol nos fins de semana ou para reunir com objetivo de reivindicar pela posse de um espaço físico dentro da empresa e até o simples convívio de forma social são exemplos de grupos informais. já vimos a importância. Caso não existissem os grupos informais.página 02 A organização informal Alguns estudiosos da Teoria das Relações Humanas verificam. não aparecem no organograma. Em seguida discorreremos sobre cada um deles. todo indivíduo necessita de um mínimo de interação com outros indivíduos nesse sistema informal de relacionamentos. e é justamente essa variedade de comportamento que é denominada de organização informal. . tais componentes estão listados para que possamos visualizar de maneira clara. Os grupos informais são criados pela iniciativa dos próprios funcionários e desenvolvem-se para realizar tarefas variadas com interesses comuns. infelizmente. É importante observar que a organização informal possui alguns componentes que se entrelaçam. O comportamento e os tipos de relações que os funcionários mantêm dentro de uma empresa. No quadro abaixo. É a partir dos grupos formais que surgem os informais. da presença de grupos informais em uma empresa. devido à proximidade física.

as regras burocráticas perdem sua credibilidade entre esses funcionários. os colegas que mantêm essa conversa com você terão a mesma conduta. p. com características próprias. Daremos início ao terceiro componente. Essas normas surgem de opiniões e entendimentos implícitos ou explícitos entre os funcionários da organização. O expediente tem início às 8h. Imaginemos a seguinte situação. Agora vamos dar início ao segundo. Já vimos sobre o primeiro componente de uma organização informal. Cada organização é um sistema complexo e humano. pois esses 30 minutos são dedicados àquela boa conversa informal com seus colegas de trabalho. página 04 Normas de conduta As normas de conduta regularmente conflitam com o regulamento interno da organização. expectativas e valores. Ao se comportar dessa maneira. podendo acarretar problemas. um sistema de crenças.531). com a sua própria cultura e com um sistema de valores” (Chiavenato. uma norma de conduta foi estabelecida no departamento ou sala na qual trabalha e. só que você começa a trabalhar sempre às 8h30min. que são os grupos informais. 2000. uma forma de interação e relacionamento típicos de determinada organização. “Cultura organizacional significa um modo de vida. Cultura Organizacional Pode-se dizer que as normas de conduta estão entre os elementos mais significativos da cultura organizacional.Os grupos informais executam quatro tipos de papéis dentro das organizações. por meios implícitos. À medida que as normas de conduta ganham força nos grupos organizacionais. O quadro abaixo indica quais são esses papéis. página 05 .

São eles: página 06 Não iremos precisar de muitos artifícios para a compreensão desses componentes.Além das normas de conduta. . Como as normas de conduta já mencionadas. Vejamos alguns exemplos de crenças. Agora citaremos alguns indicadores que identificam e analisam a cultura das organizações. valores e preconceitos que ocorrem no nosso dia-a-dia. a cultura organizacional abrange outros elementos que veremos em breve.Funcionário ocupado é sinônimo de pessoa produtiva. os outros componentes da cultura organizacional serão citados conforme dito. .

“Crenças. 2000. o último componente a ser analisado da organização informal. O que pode ser para alguns uma excelente fonte motivacional. influenciando a maneira como os chefes tratam seus funcionários e. onde os funcionários irão assinalar apenas uma alternativa. Entendidos crenças. Por fim. Esse elemento é formado por palavras. Cerimônias e rituais estão relacionados a eventos sociais realizados para funcionários da própria organização. os símbolos. . p. ações ou eventos que significam algo para as pessoas e grupos da organização. de forma geral. . objetos. daremos continuidade com cerimônias e rituais. logotipos. possui um importante papel dentro de uma empresa. ademais de reconhecer publicamente o desempenho dos melhores funcionários. facilitando a mensuração da qualidade percebida por cada funcionário.A distinção dos funcionários de uma organização através dos elevadores.258). Exemplos de símbolos: uniformes. como as pessoas se relacionam” (Maximiano. Clima organizacional Clima organizacional. Elevador social para funcionários administrativos e o elevador de serviço para os funcionários da manutenção e limpeza. página 07 Questionários devem ser aplicados dentro da empresa com perguntas objetivas. valores e preconceitos estão na base das normas de conduta. decoração das instalações etc.. Naturalmente.A empresa é uma grande família. os símbolos são facilmente modificados em uma cultura organizacional. Como os níveis de satisfação ou insatisfação são apreciados no seu trabalho? Através de questionários. reuniões ou não se fala no assunto? É necessário que os sentimentos em relação à realidade objetiva da organização formal sejam mensurados. valores e preconceitos. O objetivo desses componentes é reforçar os valores organizacionais. Um exemplo de questionário objetivo pode ser observado na figura que segue. com direito a desavenças e o chefe representa o pai. os laços existentes entre funcionários e o senso de identidade comum.

g) A organização informal transcende a organização formal: a organização formal está presa a horários e normas. ele fará parte de outro grupo informal. o que resulta desarmonia com os objetivos da empresa. Cada funcionário terá uma realidade percebida. Porém é importante que participem pois. o que produzirá sentimentos individuais. por isso há a necessidade de aplicar questionários dentro da empresa com todos. Por exemplo. algumas mudanças podem ser trabalhadas de maneira direcionada ao foco. Podem ser maiores ou menores. A intensidade e duração desses relacionamentos são extremamente variáveis. os relacionamentos criados dentro de uma organização formal. a fim de verificar se a . Esses relacionamentos ao mesmo tempo em que podem ser úteis à empresa. Já a organização informal escapa a essas limitações. As relações desenvolvidas entre os funcionários de uma empresa não aparecem no organograma. A responsável pelos padrões de desempenho é a motivação individual com relação aos objetivos da empresa. simplesmente. quando é chamado para comparecer a uma reunião informal em um bar. pois exprimem os interesses do grupo. através dos resultados obtidos. página 08 Características da organização informal a) Relação de coesão ou de antagonismo: são as relações criadas entre pessoas de diferentes níveis. limpeza e integração com os colegas. Quando um indivíduo é solicitado em uma reunião de trabalho.Todos os elementos que compõem a organização formal afetam os sentimentos dos funcionários. infelizmente. h) Padrões de desempenho nos grupos informais: nem sempre esses padrões correspondem aos estabelecidos pela administração. conclusão Conclusão As organizações informais são. estando “presa” apenas às vontades que cada indivíduo tem. os funcionários que assim desejarem não precisam se identificar. c) Colaboração espontânea: em uma organização informal o nível de colaboração espontânea é infinitamente superior ao da organização formal. d) A possibilidade da oposição à organização formal: quando a organização informal é manipulada de forma inadequada pode ocorrer uma oposição à organização formal. conseqüentemente. podem trazer malefícios. não esquecendo dos salários. um funcionário sofreu um remanejamento e foi lotado em outro departamento. desde a localização física até os objetivos organizacionais. Porém. bem como podem estar em harmonia ou não com a organização. podendo ser relações pessoais de simpatia ou de antipatia. certamente esse funcionário se sentirá querido pelo grupo. b) Status: os indivíduos se sentem mais prestigiados pela sua importância em uma organização informal do que propriamente pela sua posição na organização formal. Contudo. f) Mudanças de níveis e alterações dos grupos informais: os grupos informais tendem a se modificar com as alterações realizadas na organização formal. e) Padrões de relações e atitudes: existem pessoas que desenvolvem espontaneamente padrões de relações e de atitudes e que são aceitos e assimilados pelos seus componentes. Seria interessante fazermos uma comparação do andamento da organização formal e da informal. O porquê disso? O prazer e a satisfação existentes na organização informal. Depois de termos estudado a organização informal você se considera apto (a) a listar algumas características desse tipo organizacional? É justamente isso que veremos agora. ele sabe que o desejado no momento é simplesmente seus serviços e conhecimentos.

conflitantes. Conclui que o prazo de 10 dias será pouco para finalizar o trabalho. Seu chefe lhe pede para realizar um trabalho em 10 dias. Ou seja. pode afetar o ambiente formal da empresa acarretando insatisfação pessoal. então. onde o funcionário conseguiu aumentar um pouco o prazo inicial e o chefe recebeu um bom trabalho alguns dias após o desejado inicialmente. a necessidade de existir uma organização informal dentro de uma empresa é imprescindível. Gestão . aula 04 . Para uma negociação ser bem-sucedida é necessário que um plano de ação seja estabelecido. Você analisa o trabalho e nota que é necessário pesquisar em livros. a preparação é relevante quando o assunto é negociar. Acesso pelo menu "Avaliação". quando você começou a trabalhar na empresa/instituição na qual está. este deve conter o objetivo final e a estratégia para alcançá-lo. em Avaliações. documentos históricos e também há a necessidade de elaborar gráficos.Módulo III Aula 3 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. comerciantes e também no local de trabalho. em sua maioria. Ou seja. um dos seus desejos era estabelecer relações satisfatórias informais com seus companheiros. As negociações acontecem todos os dias entre familiares.informal está coesa ou não com os objetivos organizacionais. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. Negocia junto a ele o tempo ideal e depois de muita conversa chegam a um acordo que em 15 dias o trabalho estará pronto. . um prazo de 20 dias e explica ao seu chefe que não terá condições de lhe entregar um trabalho de boa qualidade tão rapidamente. Pois. lados opostos com interesses. geralmente. quando uma relação agradável não é estabelecida. Acabamos de ver uma negociação ganha-ganha.Negociação Ganha x Ganha aula gravada em áudio NEGOCIAÇÃO GANHA-GANHA Uma negociação envolve.Pede. Concluímos que a organização informal tem sua origem na necessidade que cada pessoa possui em conviver com os demais seres humanos. Certamente.exercícios de autoavaliação . Esse módulo irá mostrar como tal processo se desenvolve e explanar algumas técnicas para que uma negociação seja conduzida com resultados satisfatórios a todos. Vejamos um exemplo simples de negociação no ambiente organizacional.

ninguém. talvez seja assim.planos ganha-ganha: considera importantes a própria meta e a de quem está negociando. ele não quererá mais jogar com você. inclusive você mesmo.cultivar um sentimento de confiança recíproco.página 02 O processo termina com resultados positivos ou negativos para ambos. É necessário fazer a manutenção do processo. ou seja. um acordo já pode ser discutido de igual para igual. nenhuma das partes sai vencida no arranjo. a solução é aprofundar ainda mais os pontos em desacordo. o acordo é mútuo. que traz. São eles: 1. manter um contato constante com os indivíduos que participaram da negociação. ao mesmo tempo em que se fazem ganhadores. Na vida. Porém. Por um razão ou por outra. uma vez conseguido um acordo satisfatório. plenamente. as pessoas não têm mais o empenho original em cumprir o acordo e acabam depositando suas energias e interesses em outro lugar. O problema reside na filosofia ganhador-perdedor. Em Marketing existe uma máxima que diz que “um cliente mantido é mais lucrativo que um cliente conquistado”. a negociação está encerrada. concorda? Se mesmo depois de todos os quesitos acima preenchidos ainda houver áreas nas quais ambas as partes discordam. À medida que um indivíduo é derrotado várias vezes. pois em um jogo. esgotando quaisquer tipos de diferenças que ainda perdurem para que o resultado final satisfaça as partes envolvidas na negociação. Como vimos no acordo traçado pelo chefe e seu subordinado. Depois de consolidado um relacionamento amigável. obtendo assim um desempenho satisfatório. também fazem perdedores. ou seja. é melhor conhecer quem será seu parceiro. quer sentir-se um perdedor. 2. Desenvolver uma relação ganha-ganha é fácil quando estamos dispostos a seguir estes passos: 1. principalmente pelo fato de existir essa relação de confiança. Provavelmente o erro mais comum no âmbito dos negócios é concluir que. pois a outra parte não terá motivo para ser desonesta ou evasiva em suas respostas. 3. o método ganha-ganha é composto por quatro passos.ganha. página 03 Você pode estar pensando que.relações ganha-ganha: fazer com que ambas as partes se sintam a vontade com a negociação. Porém para uma negociação ganha-ganha atingir o sucesso e perpetuar a relação de parceria durante longo prazo. Esses pontos foram citados para lembrar que antes de qualquer negociação é válido conhecer com quem se está negociando. Até soa mal! Em uma negociação ganha . jantares e conversas informais. com o acordo estabelecido. A negociação ganha-ganha não pode ser considerada um jogo. dentre outros benefícios. antes de discutir negócios para valer. 2. O mesmo acontece nas negociações. a manutenção deve ser feita. para um acordo ser bem-sucedido uma relação precisa ser bem desenvolvida. uma menor sensibilidade a preços durante a negociação.permitir que o relacionamento se desenvolva. Em suma. o que resta a fazer é transformar em documento todo o combinado. correto? Se considerarmos a negociação um processo que se completa em apenas uma negociação. . Afinal. Nos acordos ganha-ganha as metas de ambos os negociadores são conciliadas para chegar a um acordo mutuamente plausível e aceitável.planejar atividades que permitam desenvolver um relacionamento pessoal positivo com aquele que iremos negociar. Como a manutenção pode ser feita? Podemos fazê-la por meio de visitas.

Tipos de negociação em uma empresa Modalidades diferentes requerem formas diferentes de negociar. página 04 Esse processo em forma de círculo simboliza a continuidade. caracterizando a negociação ganha-ganha como algo que não tem fim. a negociação não é um ato isolado que começa com um contato visual e termina com um aperto de mãos. Compreendido o que é negociação ganha-ganha. A seguir podemos analisar três tipos de negociação que estão presentes no cotidiano de qualquer indivíduo. veremos os tipos de negociação existentes em uma empresa. 4.3.manutenção ganha-ganha: encoraja as pessoas a honrar seus compromissos como também manter as relações.acordos ganha-ganha: ambos atingem suas metas. ao contrário do que alguns pensam. .

ela segue um único caminho.página 05 Independente da área que se for travar uma negociação esteja preparado (a) para um acordo e não se esqueça de formular sua estratégia de acordo com o tipo de negociação. quando não há um planejamento prévio. o resultado poderá ter dois desdobramentos. Ao todo. teremos então três finais. Quando uma negociação é planejada anteriormente. Observe: .

Ao negociar. algumas questões que foram detectadas durante esse processo e tentar seguí-las. no momento da negociação. Volte ao assunto desejado! Acabamos de ver algumas táticas adotadas por alguns negociadores que não utilizam a negociação ganha-ganha.Táticas de negociação Um negociador que não costuma utilizar o ganha-ganha é facilmente identificado durante o processo de negociação. Se você está disposto (a) a manter uma negociação saudável por um longo período.tentam lhe distrair. Não confunda o outro negociador com idéias ou posições irrelevantes. tente ver sob todas as óticas possíveis. Assim. pense nas negociações que tem feito e tire suas conclusões. juntos. jamais com raiva. Rebata com bom humor. pensamento convergente e divergente a fim de buscar alternativas de ganho comum. o foco acaba desviando dos aspectos finais.fazem ataques pessoais. Para que você não seja surpreendido (a).induzem a encerrar as negociações antes que você esteja satisfeito (a) com as condições oferecidas. Vamos analisar. Concentre-se para não perder o ponto da negociação em que estava! 2. Ter. .tendem a introduzir de forma inesperada novos temas. Resista! 4. listaremos algumas manobras utilizadas por algumas pessoas durante relações de negócios: 1. 3.

Vamos tirar aquela idéia da cabeça de que só é bom quando ganhamos. Jamais indique ou coloque em pauta alguma fraqueza do outro negociador. é preciso convencê-las que o resultado ganha-ganha é uma possibilidade mais agradável. na negociação ganha-ganha o empate é o melhor resultado e principalmente se o relacionamento foi amigável e prazeroso.página 06 Em grande parte das negociações existe uma série de temores. Se não há mais dúvidas entre os negociadores e se as partes estão satisfeitas. Negociadores problemas: se for algo comum na sua vida se deparar com pessoas problemáticas. honestos e moderados. Formular adequadamente seus objetivos máximos e os mínimos. a negociação não termina como acordo finalizado ou. conclusão Conclusão Para que uma negociação seja satisfatória para as partes envolvidas. Ao contrário. O que esse tipo mais gosta de fazer é negar o que foi dito no encontro anterior. Existe uma fase muito importante. com o aperto de mãos. e quando há o empate. vamos conhecer mais um pouquinho sobre eles. Contudo. Repetir constantemente as mesmas táticas pode irritar o outro negociador. Isso não seria ético e nem caracterizado como negociação ganha-ganha. acreditar nele. O que podemos falar é para você se prevenir. Quando o assunto é negociação a dica é: anote tudo. preparar aquilo que se deseja conseguir. Tomadores de decisão indecisos: se já não é fácil conversar com alguém decidido. tempo e poder. a negociação ganha-ganha existe para provar . não fique retornando a pontos que já foram solucionados anteriormente. Porém. como conhecemos. Espero que você não conheça esse tipo. imaginemos um negociador indeciso. no qual um perde e o outro ganha. ou seja. a sua vida será maravilhosa se todos os indivíduos com quem você lida forem calmos. uma negociação não é um jogo. Mentirosos: esse tipo é complicado. mesmo que você saia arrasado (a) e acreditam que você está a mercê do dinheiro delas. O problema é que o caminho que vai percorrer pode ser bastante longo e também dispendioso. e o pior. A fim de saber se o resultado também agradou a outra parte e dar seguimento a futuras negociações. você até pode chegar ao seu destino. Assim sendo. Será que não tem informação relevante ou está desconfiando de algo? Se necessário faça um esboço do processo. No momento do fechamento de acordo. Você conhece algum tipo assim? Negociadores eu-ganho-você-perde: são pessoas que querem sempre sair por cima. Lembre-se. pois a negociação não termina com o acordo firmado. é capaz de ficar confuso. Se você não estiver bem preparado. Que tal finalizarmos este módulo com alguns tipos de negociadores? Afinal. Se o taxista quiser tirar vantagem. A negociação é como pegar um táxi em uma cidade desenvolvida. não há porque ficar desviando a celebração do acordo com assuntos já esgotados. ao contrário dos que muitos pensam. você é responsável pelo que acontece. Tenha formas de avaliar e controlar o que foi acordado. é necessário que seja feito um plano de ação. pois no caso de impasse você saberá quais objetivos foram atingidos e se compensará prosseguir a negociação. Procure desenvolver um bom repertório de táticas de informação. ambos saem insatisfeitos. é preciso se perguntar qual papel está interpretando nesses diálogos que faz os outros se comportarem desse modo. a manutenção. Caso conheça.

Como esses sentimentos irão lhe ajudar? Simples. Com esse estudo você estará apto (a) a apurar as técnicas da inteligência emocional não apenas no trabalho.que o resultado positivo para os dois negociadores é a melhor saída. e é justamente a mais significativa que vamos abordar agora. por exemplo. Voltemos à autoconsciência. comunicar e operar em . para que seus resultados sejam aperfeiçoados à medida que consegue ditar o comportamento e raciocínio. noventa e seis por cento estão relacionados a outras formas de inteligência.exercícios de autoavaliação . realize as atividades localizadas no menu lateral: "Avaliação". esse não é o nosso foco. eles irão lhe ajudar a compreender como reagir. Para isso é fundamental a compreensão de duas etapas: a) como aplicar a autoconsciência A autoconsciência é a percepção que você deve possuir com relação às suas reações. sensações. O foco do nosso estudo será dado à inteligência emocional no trabalho. ignoramos completamente as descobertas de que o QI está relacionado a apenas quatro por cento do sucesso no mundo real. de que o seu tom de voz está ficando cada vez mais alto com seu colega de trabalho por ele ter feito um serviço errado. página 02 Intrapessoal Primeiramente. Essas pessoas são um constante lembrete de que é necessário mais do que cultura acadêmica para se ter sucesso. inteligência emocional? Inteligência emocional é simplesmente o uso racional das emoções. aula 05 . Gestão .Inteligência Emocional aula gravada em áudio INTELIGÊNCIA EMOCIONAL Todos conhecemos pessoas cheias de bom senso ou criatividade que se saíram de maneira medíocre em testes acadêmicos ou levam anos tentando passar em um concurso público. Tendo consciência.Módulo III Aula 4 Para efeito de sua própria autoavaliação. O que é. Existem outros meios construtivos de indicar o erro de alguém. A primeira atitude a ser tomada é recorrer à “caixinha” de informações sobre si mesmo que. Porém. A ajuda é um deles. então. mas também fora dele. O intrapessoal e o interpessoal A inteligência emocional no trabalho divide-se em duas partes: o uso intrapessoal e o interpessoal. ações e intenções. é trabalhar as emoções a seu favor. por entendermos que é uma área de grande relevância. Com isso. avaliações. vamos falar sobre como expandir a sua inteligência emocional. está ao seu alcance. ou seja. com certeza. a intrapessoal. agir. ou seja. Algumas informações valiosas são sentimentos. Em outras palavras.

estamos no caminho certo. pois. Ao invés de concluir erroneamente que seu colega de trabalho é uma péssima companhia. a blusa estava “pinicando” e o barulho era insuportável. sua destreza interpessoal e suas habilidades como mentor emocional podem ser maximizadas. é através delas que aprendemos mais. Porém. vamos pensar no que essas brigas podem nos ser úteis.diversas situações. devido ao fato de a inteligência emocional somente se iniciar quando a informação pode ser percebida. fazendo com que você se torne ainda mais eficiente em seu ambiente de trabalho. no fim do passeio você fará uma avaliação correta do ocorrido. Foram poucas as que agregaram algo construtivo na sua vida. tato e paladar – são as fontes de todas as suas avaliações sobre o mundo. Respire fundo e tente identificar o maior número possível de odores (alguns quase imperceptíveis na correria do dia-a-dia). Assim. numa rua movimentada. Onde isso irá parar? Vamos parar por aqui e refletir nas inúmeras discussões e brigas que já tivemos ao longo desses anos. página 04 Por exemplo. você aprende a “sair do seu corpo” e observar-se em ação. Normalmente relutamos em relembrar certas emoções que nos perturbaram. ao prestar atenção em seus sentidos. etc. Observe as sensações do seu corpo: o tecido da sua blusa é macio. um avião distante. o passeio não foi agradável porque o sapato estava apertado. O ‘bate-boca’ continua. sobre outras pessoas e diferentes situações. b) como controlar suas emoções . Por exemplo. você necessita de um giroscópio. olfato. Sinta o aroma perfumado do sabão que sai da lavanderia ou o cheiro da comida que vem de um restaurante. e é através delas que você recebe informações sobre si mesmo (a). tendo ele ainda lhe dito que os resultados de seus colegas eram infinitamente superiores ao seu. saber o rumo certo e como permanecer nele. pelo qual todos já passamos. Daremos início a um passeio pela rua. com comércios e prédios nas proximidades. Seus sentidos – visão. se respondeu não. Até agora vimos que a autoconsciência requer prática. página 03 Para navegar com eficiência no seu mundo de trabalho. agora. Observamos. você será capaz de examinar. mesmo sem motivo? Vamos trabalhar isso mais adiante. um neném chorando do outro lado da rua. Provavelmente só lhe trarão malefícios. mas. Um bom exemplo para esse fato é o controle da raiva. você tem de ter consciência daquilo que a provoca e de como o afeta. uma crítica severa e bem fundada de seu chefe com relação à sua baixa produtividade no trabalho. Vamos fazer uma análise breve: você tem tendência a exagerar as conseqüências negativas? Sente vergonha com facilidade. Para controlar a raiva. audição. exercitar sua consciência sensorial. a maioria dos casos. Vejamos um exemplo claro. o que facilitará a distinção entre as informações sensoriais e avaliações. Preste atenção em todos os sons. Vejamos outro exercício. e você ainda não tem essa consciência. sim? Você tem o costume de não prosseguir uma suposta discussão com a finalidade de evitar desgastes futuros? Se a resposta foi sim. você e um colega de trabalho. só que regado por agressões verbais. Vamos. Você está discutindo com uma pessoa. que ao desenvolver sua capacidade de comunicação. Este possui um valor muito grande: reviva mentalmente uma situação aflitiva. Pense na sua autoconsciência como sendo um giroscópio que lhe manterá centrado (a) e o (a) alertará sempre que você se desviar do curso. porém essa discussão está pegando um caminho que lhe leva à raiva. A autoconsciência está no cerne de cada uma das aptidões citadas anteriormente. esclarecer e alterar suas avaliações. Agora irá aprender como controlar suas emoções. pois está dominado(a) pelas emoções. confortável ou áspero e incômodo? O sapato está apertado? O salto é muito alto que chega a incomodar? Sua consciência sensorial será aguçada com a prática desse exercício. Depois conversaremos sobre isso.

Na verdade. esteja fugindo ou lutando. caso esteja notória a sua raiva. Mas um pouco depois. quando é surpreendido com críticas a respeito de sua capacidade de realizar um projeto desse nível. Porém. você consegue desenvolver um diálogo interno construtivo: “Não vou deixar que ele perceba que estou com raiva. foram seus pensamentos sobre seu chefe. seu sangue ferve e a vontade que tem é de dar uma resposta à altura e certamente esse ato resultaria em uma severa repreensão. ele deve estar cheio de problemas em sua vida pessoal”. encontra um membro de uma tribo inimiga à sua. você ouviu: “É tão incapaz que nem sei como conseguiu esse emprego”. Isso era associado à sobrevivência: você está a procura de alimento na selva. porque suas células precisam de oxigênio para funcionar” (Weissinger. e se depara com um leão. 1997. tudo ficará mais fácil e perceberá que o poder de controlar a sua raiva pertence exclusivamente a você. seu coração tomado pela indignação que fizeram com que você sentisse raiva. e sim reconhecer como ocorreu uma alteração no seu nível de excitação. músculos e outras partes do seu corpo. A explicação para a ocorrência das alterações é que os seres humanos são programados para lutar ou fugir para conseguir lidar com situações de tensão. “vou tentar aprender com meu chefe como posso melhorar”. Se você conseguir pensar assim. é uma parte do seu cérebro chamada hipotálamo que recebeu a informação de “perigo” e comandou a liberação de adrenalina para que os movimentos do corpo tenham o dínamo necessário para fugir ou enfrentar o perigo. Nesse momento. órgãos. Você não teve tempo de esboçar nenhuma reação. de modo que. Entre algumas frases. acredita-se que não seja esse tipo de situação que você enfrenta no . 57). eles possam reagir melhor. Seguem alguns: “estou perfeitamente preparado (a)”. “não vou interrompê-lo”. Imaginemos que seu chefe lhe fez uma crítica ainda mais severa que a descrita anteriormente. O ritmo da sua respiração aumenta para que mais oxigênio seja levado para todas as partes do corpo. página 06 Como podemos observar. A situação é a seguinte: ele lhe chama em sua sala e mostra um projeto um pouco complexo e insinua que você o faça o mais rápido possível. ele também está desarmado.Ter o controle das emoções é bastante diferente de sufocá-las. Eis a maneira emocionalmente inteligente de lidar com essa situação. já será meio caminho andado. O que acontecerá em ambos os casos? “Seu ritmo cardíaco acelera para que mais sangue flua para o cérebro. depois atentar para os seus pensamentos. “vou escutar cuidadosamente o que ele tem a dizer”. olhe para suas atitudes e repare como está o seu semblante. Se você compreender isso. p. Esses pensamentos tranqüilizam e sugerem o curso a ser seguido. Significa compreendê-las e usar essa compreensão para modificar as situações em benefício próprio. recebendo mais nutrientes. dentre outros pensamentos um pouco piores. desarmado. o que você faz? Espero que fuja! Em seguida. Pronto. Primeiro você precisa ter a consciência de que está sentindo raiva. porém lhe chama para combate. Creio que esse ponto você entenda um pouco. O importante não é conhecer cada uma das emoções que resultam em alterações fisiológicas. afinal. Os pensamentos que vêm de imediato talvez não sejam os mais indicados: “Vou matar esse homem”. a reação lutar-fugir é extremamente útil para as situações de vida ou morte em que você precisa dessa infusão de sangue e oxigênio. São eles: Os pensamentos devem ser preferencialmente instrutivos. que tal um copo d’água em um lugar longe da sala do seu chefe? página 05 Os componentes do sistema emocional são aqueles que dirigem suas reações emocionais e não os atos de outrem. Como o exemplo citado acima.

ou até uma música tranqüila? Bem. ou então conte a seus familiares. um ser sem reação. no máximo atos de excitação. pois sua vida é cercada de pessoas e negociações.e agradeça de forma sutil. Vamos a um exemplo hipotético: seu chefe lhe chamou a sua sala para lhe dar a notícia de que foi promovido e terá uma gratificação salarial. O uso interpessoal Esse tipo de inteligência é tão importante quanto a intrapessoal. Adote uma atitude passiva. aprender a reconhecer as nossas atitudes. o uso intrapessoal de sua inteligência emocional foi minuciosamente analisado. perguntamos isso porque as dores atrapalham na concentração. tais como a alegria. e comente. pernas. vamos lá! Ao receber uma notícia boa ou ruim em seu trabalho. você conseguirá contornar qualquer mudança na sua excitação. cabeça. desenvolva um diálogo interno construtivo você é seu (sua) melhor amigo (a) .seu ambiente de trabalho. Vamos. faça em casa. Nada agradável. Você não se contém de tanta alegria e foi dar a notícia a seus colegas de sala. Você já tem algum tipo de exercício mental que o tranqüilize? Se sim. Pratique esse exercício mental todos os dias por 20 minutos e você verá os resultados. Até agora você aprendeu sobre os três componentes do seu sistema emocional – seus pensamentos. respire profundamente. Apesar de o foco estar nas reações negativas. o contentamento. sejam boas ou ruins. É fácil. página 07 Normalmente. então. de forma também sutil. se for ruim nada de exageros! Seus colegas. terá uma boa noção de suas reações e como usá-las em seu benefício. Sinta suas costas. Tente relaxar! Vamos dar algumas dicas de como desenvolver uma reação condicionada de relaxamento: Escolha um local apropriado. Encontre uma posição e roupas confortáveis. pessoas fracas. E no final de duas semanas. Caso não tenha. a solução é fácil. dentre outras inúmeras denominações. O que você faz quando recebe uma ótima notícia? E quando está desanimado (a)? Quando você está nervoso (a). não é? A partir de hoje. pense naquilo que achar mais agradável. agora. provavelmente. em uma bela cachoeira. página 08 Veremos. as reações positivas também necessitam de controle. E . O objetivo não é lhe transformar em um robô. suas alterações fisiológicas e seu comportamento. e sim em uma pessoa centrada e equilibrada que não se deixa ser dominada pelas emoções. Uma vez que conseguiu atingir esse condicionamento. a euforia e a confiança. não? Nesse caso. pense nele. E você não deseja fazer parte dessa lista. Caso não disponha de um lugar com essas características no seu trabalho. os que estão à sua volta percebem? Com isso. tranqüilo e com luminosidade adequada. podemos observar que as alterações fisiológicas perturbam a emoção quando você permite que fiquem descontroladas. não têm relação com seus problemas pessoais da mesma forma que você tem. Eles compartilharão dessa alegria com você até que possa celebrar a notícia com todos os seus colegas de trabalho. descontroladas. você irá observar suas reações ao receber notícias inesperadas. campo verde. que tal pensar em uma praia deserta. A passividade tende a ser considerada como o componente mais importante desse exercício. se for boa. Tente ignorar as distrações. como usar sua inteligência emocional nas relações com as outras pessoas. Alguma dor? Bem. Ou seja. um de seus colegas aspirava com grande expectativa por essa gratificação. Só que você não sabe de um detalhe. contenha sua euforia e aguarde que seu chefe passe a notícia. Alguns comportamentos tendem a ser associado a emoções específicas. e a meta é reduzir toda a tensão muscular. E vimos também a importância de mantê-los sob controle caso queira controlar suas emoções de maneira eficaz. Se for esse o problema. Isso vai ajudá-lo (a) a mudar a direção da sua mente. as pessoas que demonstram muito suas emoções levam a fama de desequilibradas.

O bom relacionamento é fundamental no ambiente profissional. A maneira correta de se comunicar Todos sabemos que a base de qualquer relacionamento é a comunicação. nas relações interpessoais. Você acha que ele irá permanecer nesse setor por muito tempo? Creio que não. vulgarmente chamado de puxa-saco. A boa notícia é que você não precisa ser nenhum especialista na área para analisar um relacionamento. o caminho é esse. porém a comunicação deve ser eficaz e produtiva. se o diplomático é alguém que trabalha com você. Agora. Já vimos sobre isso na aula referente à motivação. estados de espírito e necessidades da outra pessoa. sem a destreza interpessoal no setor de atendimento ao cliente. Vamos agora aplicar. página 09 Desenvolvendo a destreza interpessoal Você já ouviu alguém ser rotulado de diplomático? Se esse alguém é você.para que esses relacionamentos e interações sejam bem-sucedidos e beneficiem todos os envolvidos. algumas técnicas já foram estabelecidas por alguns estudiosos. ouvir barulhos não percebidos no dia-a-dia. aquilo que aprendemos sobre suas reações e comportamentos. bem como sua avaliação de diferentes situações. são elas: O elemento fundamental na condução correta e eficaz dessas técnicas citadas é a sensibilidade. Aquela sensibilidade que você usou para sentir o cheiro das coisas. Ao menos que ele aprenda algo com este capítulo e consiga mudar seu comportamento. inclusive você. em direção a outras pessoas. Uma pessoa diplomática é diferente de um bajulador. comece a prestar mais atenção nas atitudes dele. Vale lembrar como a sensibilidade é um fato relevante para a sua inteligência emocional. Existem alguns passos a serem seguidos: . Para que isso aconteça. Quantas vezes ouvimos alguém dizer que tudo se resolve com uma boa conversa? Tudo mesmo. O requisito para essa análise ser feita é a sua consciência dos sentimentos. identificar suas intenções e atitudes será a mesma utilizada para orientar sua consciência para o exterior. a inteligência emocional deve estar presente. Imaginemos um funcionário extremamente inteligente e esforçado. pois reflete na maior parte do que foi produzido durante o dia.

pois raramente conseguimos os objetivos na íntegra em um relacionamento. Para evitarmos que isso se torne comum em nossas vidas. como levar em conta as expectativas do relacionamento. analisarmos determinados diálogos? Um meio eficaz de entender um relacionamento é analisar os diálogos como se você fosse um observador imparcial.Que tal falarmos um pouquinho sobre cada um deles? Primeiro. Quando suas expectativas ultrapassam aquilo que você quer que uma pessoa faça. as pessoas de seu convívio profissional e social irão aceitar e reagir favoravelmente ao que falar. e. página 10 Alguma pessoa no seu ambiente profissional já lhe perguntou se você estava de mau humor? Se a resposta foi positiva. Sendo assim. quem sabe. Que tal. a programação prévia é válida nesses casos. Quantas vezes você já esperou mais do que seria razoável de um relacionamento? Todos temos esse tipo de comportamento. é provável que suas idéias sejam questionadas. os limites de um relacionamento raramente são mencionados e com isso você só ficará sabendo quando transgredi-los. Vamos imaginar que você começou a fazer um trabalho bastante complexo e está um pouco irritado diante dele. Aquilo que é programado tem um resultado mais satisfatório do que o não programado. É uma tarefa que exige sabedoria. o seu colega de sala já realizou uma tarefa semelhante e então resolve pedir-lhe ajuda. você tende a ficar decepcionado (a) e. tente conversar com alguém e busque uma solução plausível. O que você faz? Decerto você seria . pois você terá que se abstrair de suas opiniões. simplesmente. fazendo isso. frustrado (a). O motivo do seu mau humor é extrínseco ao trabalho? Sim? Bem. descobrir como mudar de curso ou corrigi-lo. observar experiências ocorridas anteriormente. Vamos a um exemplo. podemos concluir que a única forma de ter certeza das percepções e expectativas que as pessoas têm de você é. infelizmente as pessoas não se preocupam com isso. caso contrário. se o motivo estiver relacionado ao trabalho. Se você é percebido como competente e inteligente. pois. Porém. Porém. Ao analisarmos essa situação. elas também têm suas percepções a seu respeito. a sua linguagem subliminar. é necessário entender sobre os limites do relacionamento. Agora. você deseja que seu chefe lhe explique de maneira clara o trabalho a ser feito. cada um de nós conhece o bom senso e nessas horas é importantíssimo usá-lo. é sabido que as desculpas pessoais para faltar ao trabalho não são bem vistas nos relacionamentos profissionais. além disso. de forma inconsciente. Por exemplo. além de percebermos as suas reações. ou seja. se é percebido de maneira oposta. Então. Algumas vezes é útil conversar com as pessoas. vamos aprender a determinar o resultado esperado de cada relacionamento. devemos examinar nossas expectativas com base na realidade e. você estará em posição muito melhor para averiguar se está ou não no rumo certo. Vejamos agora. e com isso talvez obtenhamos mais informação a respeito do que desejamos saber. Que tal agora tentar conhecer a percepção que uma pessoa tem de você? Da mesma forma que você tem opiniões e conceitos formados sobre as outras pessoas. Às vezes. porém. muitas vezes. que sua secretária consiga ler sua mente e captar. analisar as reações que elas transmitem. programe suas atividades para que elas não interfiram no seu trabalho.

pois. medido por perguntas relacionadas a habilidades aritméticas. você terá que esquecer o que escutou falar sobre o conceito de inteligência como uma propriedade única da mente humana. Não temos como afirmar qual das duas inteligências é a mais importante para o desenvolvimento do homem.Inteligências Múltiplas aula gravada em áudio INTELIGÊNCIAS MÚLTIPLAS Antes de iniciarmos este capítulo. fica fácil você também desenvolver a sua inteligência interpessoal e reagir com as pessoas da maneira que mais lhe agradar. A dica foi dada. ele não tem obrigação nenhuma de parar o que está fazendo para lhe dar atenção. a sua inteligência intrapessoal. Você irá pensar dez vezes antes de entrar naquelas discussões que não levam ninguém a lugar nenhum. Em suma. Inteligência é a capacidade de resolver problemas ou de criar produtos que sejam valorizados dentro de um ou mais cenários culturais. A partir do momento que você tem o controle de suas emoções e se conhece muito bem a ponto de saber qual tipo de reação teria em uma determinada situação. pois infelizmente. professor de Harvard considerado a autoridade máxima nesse tema. você consegue estabelecer um vínculo nos relacionamentos e vale lembrar que é mediante comunicação que esse vínculo se estabelece. em Avaliações. Acredito que tudo se tornará mais fácil e seus momentos de euforia em situações não propícias diminuirão consideravelmente.exercícios de autoavaliação .quociente emocional. O quociente de inteligência (QI). ou seja.simpático (a) com ele e teria bastante cautela ao pedir-lhe algo. realize as atividades localizadas no menu lateral: "Avaliação". Lembre-se disso! conclusão Conclusão Vimos nesta unidade a importância de se autoconhecer e conhecer os outros também. pode parecer exercer um considerável efeito sobre o futuro das pessoas. as duas se completam e formam o que. vocabulário e outras capacidades. Assim. vale a pena desenvolver essas inteligências. Gestão . ou então sobre aquele instrumento conhecido como teste de inteligência que pretende medir a inteligência de modo definitivo. O resultado de um teste de inteligência pode até prever a habilidade do indivíduo com relação às matérias escolares que terá maior facilidade. chama de QE .Módulo III Aula 5 Para efeito de sua própria autoavaliação. . Já esqueceu? Então podemos iniciar. Daniel Goleman. aula 06 . embora preveja pouco sobre o sucesso na vida posterior.

qual a finalidade dessa unidade? Bem. Você deve estar se questionando. em uma escala de 0 a 10. jamais terminaríamos esse estudo. a sua inteligência lingüística é um tanto apurada. palavras cruzadas. que seja irrefutável e universalmente aceita sobre inteligências humanas. Podemos destacar quatro aspectos do conhecimento lingüístico de notável importância para nós. . “A competência lingüística é. de fato. dentre outros. Calma! Não estamos querendo que você seja um (a) poeta (isa) – nem mesmo um (a) amador (a) – e ainda assim podemos afirmar que você possui essas sensibilidades em graus significativos. transmitir informações ou simplesmente agradar.Vamos voltar ao passado. O que teremos aqui é um nível de análise (podemos dizer. 61). estimular. parabéns. Como você se comportava em sala de aula? Era uma criança inquieta? Foi um adolescente rebelde que não gostava de estudar? Pois bem. nem pela Ciência. Uma sensibilidade às diferentes funções da linguagem – seu potencial para entusiasmar. “deliberadamente” e “propositadamente”. há necessidade de uma melhor classificação de todas as competências intelectuais da que possuímos agora. página 02 Inteligência Lingüística Você tem sensibilidade quando o assunto é palavras? Mas o que é essa sensibilidade? É com relação ao significado das palavras. neurofisiológica). Não existe uma única mensuração. nem que seja um pouco. que não somos poetas praticantes. p. e com certeza você irá se identificar muito com algumas delas. Existem inúmeros exercícios para que você possa treinar a sua inteligência lingüística: telefone sem fio. Quantos de nós conhecemos adolescentes que não suportaram ter de estudar por mais de duas horas consecutivas e hoje são pessoas admiráveis no que fazem? A inteligência humana não é medida em sua totalidade por testes. pois se falássemos a respeito de alguma teoria decisiva sobre o alcance da inteligência humana. por meio das quais o indivíduo aprecia as sutis nuances de definição entre derramar tinta “intencionalmente”. convencer. a inteligência – a competência intelectual – que parece mais ampla e mais democraticamente compartilhada na espécie humana” (Gardner. quanto você mudou? Todos mudamos. forca. Mas se você é um (a) poeta (isa).

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Com relação ao aspecto retórico, quantas vezes você teve de usar seus argumentos para conseguir algo no trabalho ou na sua vida social? Você está com muito trabalho pendente e sem tempo de fazer uma pesquisa para seu chefe. Seu colega também está trabalhando e você precisa que ele faça isso para você. Pronto, é a hora de usar seu potencial retórico, afinal, precisa convencê-lo a fazer a pesquisa. Você é do tipo que sabe decorado todos os telefones da sua agenda, músicas antigas e detalhes minuciosos? Se a resposta for sim, sinal de elevado potencial mnemônico. É necessário conhecer qual a sua melhor forma de assimilar conhecimentos. Leitura, audição ou os dois? Pois, assim, você ganhará tempo e aprendizado. Existem os autodidatas, são os que não precisam de professor para aprender algo, contudo há indivíduos que não têm concentração e necessitam de professores que lhes expliquem aquilo que está nos livros. Bem, a primeira vista, os estudiosos (como historiadores ou críticos literários) aparentam maior dependência da linguagem. Essa dependência se dá não apenas como uma fonte do que eles estudam, mas também como um meio para transmitir suas conclusões. Você pode até não ter a retórica de Winston Churchill, celebrizada na entrada da Inglaterra na Segunda Grande Guerra, que inflamou multidões, e ainda, não ter a habilidade para escrever um livro como “Sangue, Suor e Lágrimas”; também pode não ter a arte da oratória de Adolph Hitler, que conduziu a Alemanha ao nazismo (mesmo tendo nascido na Áustria) e talvez você nunca venha a escrever um livro como “Minha Luta”, estando numa prisão; mas uma coisa é certa: você pode melhorar a habilidade de falar e escrever. Existem técnicas de oratória que permitem o pronunciamento de um discurso digno dos melhores oradores. E para se escrever com habilidade, bastam dois pequenos segredos: o primeiro é ler muito. O segundo é reler. Embora a linguagem possa ser transmitida através de gestos e da escrita, permanece no centro a forma oral e a auditiva. Vamos seguir com a inteligência musical.

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Inteligência musical Quando se fala em talento, o que surge mais cedo é o talento musical. O célebre compositor Mozart começou a compor quando não tinha mais de quatro ou cinco anos de idade. Mozart não era propenso a tornar-se um revolucionário musical ou político; ele vivia simplesmente para fazer música. Diz-se que Napoleão teria comentado que a Revolução Francesa começara nas páginas de Le Mariage de Figaro (As Bodas de Fígaro), uma das mais belas obras de Mozart. No século XVIII, ao tentar fugir de uma tempestade, um homem viu-se forçado a pedir abrigo em um galpão de ferreiros, num pequeno vilarejo perto de Edwiges. No galpão, vários trabalhadores malhavam o ferro sobre a bigorna, produzindo um barulho ensurdecedor. Porém aquilo que parecia motivo de irritação para tantas pessoas do vilarejo, para Georg Friedrich Haendel ou simplesmente Handel, tornou-se motivo de sua inspiração para a famosa ópera “O Ferreiro Harmonioso”. O mesmo Handel celebrizou-se com “O Oratório Messias” que foi encomendado ao compositor por um lorde irlandês, representante de uma casa de teatro, para fazer um concerto beneficente. Segundo Cantos, “Handel concluiu a obra em apenas 24 dias – tempo recorde – a partir de um libreto (texto) enviado por seu amigo, o inglês Charles Jennens”. E o que dizer de Ludwig Van Beethoven, que, mesmo depois de ficar completamente surdo, continuou a compor suas maravilhosas obras com a mesma destreza que tinha antes desse incidente? E para não ficarmos somente com exemplos importados, lembremo-nos do nosso brasileiríssimo compositor Sivuca. No programa do Jô, buscou um pedaço de fio dental, e com uma tampinha de caneta produziu o Hino Nacional Brasileiro, arrancando aplausos da platéia.

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Esses são alguns exemplos de pessoas que possuem inteligência musical admirável. Alguns especialistas colocaram os aspectos afetivos da música perto do seu centro. Arnold Schoenberg definiu de maneira única e bela o que é a música: “música é a sucessão e combinação de sons organizados de modo a exercer uma impressão agradável ao ouvido, e sua impressão à inteligência é ser compreensível”.

Essas impressões têm o poder de influenciar partes ocultas da nossa alma e das esferas sentimentais, e esta influência nos faz viver em um paraíso de desejos preenchidos ou em um inferno sonhado. Um fato que vale citar é a tentativa, ao longo dos séculos, de equiparar a música com a matemática, a fim de ressaltar a racionalidade (ou então, negar os poderes emocionais) da música. Porém, dificilmente alguém que conhece a música de forma íntima consegue abster-se de mencionar suas implicações emocionais. Mesmo àqueles que não têm uma profunda relação com a música, com certeza já se emocionou com algumas canções.

Enfim, se você desejar adquirir competência ou inteligência musical, deverá dominar a análise e a representação musical formal.

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Inteligência Lógico-Matemática O que caracteriza as pessoas que possuem a inteligência lógico-matemática ou talentos matemáticos? Podemos afirmar que raramente os poderes dos matemáticos ultrapassam a fronteira da disciplina, ou seja, os matemáticos raramente são talentosos em Direito ou Sociologia. O que caracteriza o indivíduo é um amor por tratar com a abstração.

O matemático deve ser absolutamente rigoroso e perenemente cético onde nenhum fato pode ser aceito a não ser que tenha sido provado por etapas derivadas de princípios universalmente aceitos. Em outras palavras, duvidam de quase tudo. Você é assim? É motivado pela crença de que você poderá criar resultados inteiramente novos, que mudarão para sempre a maneira como os demais pensam sobre a ordem matemática? Se respondeu sim, você possui inteligência lógico-matemática. Também foi assim com Newton, Einstein, Pitágoras, Bhaskara, Copérnico, Pascal e tantos outros matemáticos de renome. Galileu declarou que o livro do universo estava escrito em Matemática e que o seu alfabeto consistia em triângulos, círculos e formas geométricas. Hardy declarou que a experiência mais maravilhosa que um ser humano pode ter é descobrir uma verdade matemática, porque ela permanecerá para sempre. Howard Garner, considerado o maior especialista em Inteligências Múltiplas, concorda com seu colega de Harvard, Daniel Goleman, que, como vimos, é o maior exponencial do assunto relacionado a Inteligência Emocional: ambos afirmam que os atuais testes de QI privilegiam, com certos exageros, a lógica matemática. Isso faz com que, pessoas que não apresentam esse tipo de inteligência com grande evidência, pareçam “menos inteligentes” que outras. E isso não deve ser um axioma.

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Inteligência Espacial Vamos iniciar a inteligência espacial com uma pergunta. Você consegue chegar à Avenida Paulista sendo guiado por um mapa? É justamente um dos pontos relevantes desse tipo de inteligência, ou seja, baseia-se “na capacidade de perceber e administrar a idéia de espaço, elaborar e utilizar mapas, plantas e outras formas de representação. De identificar e de se localizar no mundo usual com precisão, de efetuar transformação sobre as percepções, imaginar movimento ou deslocamento interno entre as partes de uma configuração e ser capaz de recriar aspectos da experiência visual, mesmo sem estímulos físicos relevantes” (Antunes, 2000, p. 36).

mas o que esconde é essencial”. diagramas. 4. Inteligência Corporal Cinestésica. “como usar a palavra chuva para promover a venda de filtro-solar?” E por fim. 2. mais fácil será selecioná-las. análise de mapas. Algumas figuras notórias como: Oscar Niemayer. Quaisquer que sejam os usos do corpo. reconhecimento de locais. será bem-vinda. o que mostra é interessante. “a estatística é como biquíni. A inteligência espacial é comumente citada por Gardner como sendo a inteligência dos inventores. nenhum atingiu ápices maiores ou foi mais desenvolvido pelas culturas do que a dança.. além de ser divertido falar tudo aquilo que vem à cabeça. Que tal alguns exemplos para você ir treinando? Algumas frases boas para a prática dessa atividade são: “quais as utilidades para uma rosca?”. objetos. Se tivéssemos que optar por uma única área para ilustrar a centralidade da inteligência espacial. toda idéia. “a alegria é como uma piscina. gráficos. atividades também inerentes a pessoas dotadas de inteligência espacial.”. Podemos treinar esse tipo de inteligência com o estímulo “sonhar acordado” e fazer das conversas uma construção do tipo brainstorming. por mais louca que seja. Agora é a sua vez.Em que a inteligência espacial pode nos ajudar no dia-a-dia? Pode nos ajudar quando o assunto for orientação.. Temos exemplos marcantes desse tipo de inteligência: Darwin associou sua teoria à da vida. E também pessoas como Guimarães Rosa e Chico Buarque de Holanda constroem imagens físicas ou poéticas muito lúcidas com palavras. cenas. O brainstorming tem quatro princípios: página 08 1. fizeram sucesso por meio da arquitetura e do paisagismo. toda crítica deve ser banida na primeira fase da tempestade cerebral. a qual representa um meio alentador de desenvolvimento da inteligência espacial. quanto maior o número de idéias. A capacidade de antecipar jogadas e suas conseqüências parecem intimamente ligadas à forte imaginação. Dalton associou a imagem do átomo à do sistema solar. formas geométricas. Por que falamos isso? Vamos refletir a respeito do estilo de dança dentro do nosso país. Lúcio Costa e Burle Max. é bastante valioso combinar novas idéias com algumas já expostas. além de auxiliar a nossa sensibilidade para perceber metáforas. o jogo de xadrez seria um forte candidato. . 3. pois esses conseguem quebrar os seus próprios paradigmas e deixam fluir sua criatividade em busca de algo inusitado e inovador. um exercício de comparação.

Pelé. não tem dificuldade de morar sozinho. em uma visão externa. A própria inteligência corporal. e não fez feio. faz do indivíduo dotado de inteligência interpessoal um vencedor. Porém há uma certa pressão para que desenvolva o seu entendimento da esfera pessoal visando uma melhora no seu próprio bem-estar ou seu relacionamento com aqueles que o cercam. conseguem galgar posições hierárquicas de destaque dentro das grandes organizações. Segundo Goleman. Psicanálise. focalizada internamente. Pode ser boa conselheira: pastoreamentos. considerado o atleta do século. Não menos importante. Certa vez substituiu um goleiro expulso de campo numa das partidas da seleção brasileira. Pessoas dotadas de inteligência corporal cinestésica podem manifestar seus talentos também com atividades manuais. é limitada ao exercício do nosso próprio corpo. não era bom apenas com os pés. Índia. Em geral. grande astro do basquete norte-americano. e acabam perdoando mais o erro dos outros. A dança pode refletir e validar a organização social. . página 09 A inteligência lógico-matemática cresce a partir da padronização de objetos em conjuntos numéricos. Você já experimentou construir um navio feito de palitos de fósforos dentro de uma garrafa? Ou já experimentou construir uma gaiola de passarinhos? São atividades que requerem muita destreza e manifestação dessa inteligência. A habilidade de lidar com pessoas e de ser reconhecida como líder. e. Você deve ter notado que pessoas como Michael Jordan. a viagem para dentro de si mesmo – o auto-conhecimento – é característica de pessoas com inteligência intrapessoal. Inteligências Pessoais As inteligências pessoais representam uma simbiose entre a carga hereditária milenar desenhada no mapa genético de cada um e as interações do indivíduo com o ambiente social e consigo mesmo. também se expressava muito bem jogando baseball. esse tipo de pessoa convive muito bem consigo próprio. Para Gardner. Falamos sobre as duas inteligências no capítulo anterior – Inteligência Emocional. A inteligência espacial é focada na capacidade do indivíduo de transformar objetos dentro do seu meio e de orientar-se em meio a vários objetos no espaço.O jeito que os cariocas dançam é semelhante ao modo de dançar dos gaúchos? As bailarinas e os dançarinos de jazz? O que isso reflete? A dança está relacionada a seqüências culturalmente padronizadas de movimentos corporais não verbais que são propositais. enigmas e tudo que possa desafiar a sua própria descoberta. acarreta ações físicas sobre os objetos no mundo e completa o trio das inteligências ligadas a objetos. diante da Inglaterra. porque identifica em si alguma característica cognitiva para estabelecer uma analogia com o erro percebido. as inteligências pessoais são divididas em dois aspectos: a inteligência intrapessoal e a interpessoal. É fundamental notarmos que você pode ter uma vida social sem maiores problemas se não tiver as inteligências citadas anteriormente de forma aguçada. pessoas dotadas de habilidade nos relacionamentos interpessoais. página 10 Mahatma Ghandi celebrizou-se pelo pacifismo com que conduziu a independência de seu país. A pessoa dotada dessa inteligência gosta de Psicologia.

O que quero dizer? Uma pessoa não precisa ter todas as inteligências citadas nessa aula para ser considerada inteligente. quanto àquele que fizer coletivamente (tabulação coletiva). As janelas da inteligência começam a se abrir ainda no ventre materno. você terá um diagnóstico sob a sua ótica e a ótica dos outros. Vamos finalizar com uma pergunta: A inteligência envelhece? A resposta é sim. a inteligência lógico-matemática. Se alguém entregá-lo um mapa. não saberá o que fazer com aquilo. Um indivíduo pode ter vários tipos de inteligência: a inteligência lingüística.Módulo III Aula 6 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. Porém. Uma das causas de um suposto envelhecimento precoce é a falta de estímulos – o que seria o mesmo que ausência de “ginástica”. mas que à medida que forem sendo reveladas outras formas de manifestação da inteligência. em sete. Você mesmo deve alimentar a tabulação dos resultados. O teste serve para diagnosticar suas inteligências sob a sua própria ótica. a corporal cinestésica e a pessoal. conclusão Conclusão Vimos nesta aula algumas competências intelectuais as quais receberam o nome de inteligências múltiplas. mais o homem tem a ganhar com isso. não ter a mínima noção de espaço. tanto aquele que fizer individualmente (tabulação individual). aula 07 . ajudas são papéis de seu excelente desempenho. Podemos afirmar que as janelas ficam “escancaradas” entre os dois e os dezesseis anos. apesar de ter a inteligência lógico-matemática. Diz que não se pode simplesmente “engessar” os tipos de inteligência. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. Agora você está convidado a fazer um teste empírico para identificar as suas inteligências múltiplas. e continuam se abrindo no decorrer dos anos. Pois como foi dito.conselhos. Se você optar por preencher o teste e pedir para mais três pessoas avaliar você. Mas que vale como experiência virtuosa para uma identificação bastante plausível. terá uma versão mais completa na tabulação coletiva. as inteligências múltiplas têm relação com a competência que cada um possui. Assim. o envelhecimento não ocorre com todas as inteligências ao mesmo tempo. suscetível a erros sob o prisma científico. Acesso pelo menu "Avaliação". Depois disso. retraem-se um pouco e tendem a se fechar após os setenta e dois anos. Pessoas assim são visitadas por outras que estão experimentando problemas mais graves e que necessitam de refúgio nas suas sabedorias. oito ou nove tipos. sem prejuízo de outras que possam ser catalogadas num futuro próximo. tais como: ecológica e espiritual. Gestão . É importante ressaltar que é apenas um treino. Howard Gardner vem pesquisando sobre outros tipos de inteligência.exercícios de autoavaliação . Porém.Comunicação Institucional aula gravada em áudio COMUNICAÇÃO INSTITUCIONAL . simplesmente. e nem com a mesma intensidade nos dois hemisférios cerebrais. em Avaliações.

recebem tratamento ao nível do código lingüístico. não é mais do que um esforço deliberado e planeado para estabelecer relações de confiança entre o mundo empresarial e todo o seu público. é cabível a seguinte pergunta: Qual o objetivo dos profissionais que lidam com comunicação na empresa? Esses indivíduos devem produzir aceitação. mesmo que Empresarial ou Organizacional. não é fácil fazer com que todos os funcionários tenham a mesma compreensão daquilo que está sendo transmitido. que tal entendermos um pouquinho sobre o poder que a comunicação emana? Qualquer empresa/instituição é legitimada por inúmeras formas de poder e uma delas. estabelecer e manter relações duradouras de confiança com a sociedade em geral. é a comunicação. sem dúvida. A comunicação. os processos de recompensas. implementável em qualquer instituição: pública ou privada. objetivando um bom funcionamento organizacional. Vamos. uma maior notoriedade por parte do público externo. os sistemas de coerção que existem no seu local de trabalho passam por processos de codificação e decodificação. bem como.Antes de falarmos a respeito da comunicação institucional. então. a forma de discurso que será aceito ou não por você e seus colegas. Porém. enfim. Bem. ao final. pelo simples fato de existir. comunicação institucional. Vale lembrar que as normas. controla os participantes internos e externos. Consegue-se isso com uma combinação da eficácia enquanto sistema e seu sucesso em obter condições vantajosas ou . visando à concretização e alcance de um objetivo comum. tanto interno quanto externo. gera influências. promove uma maior aceitabilidade da ideologia empresarial. Mas o que seria eficácia institucional? Eficácia institucional é a extensão em que todas as formas de rendimento para a organização são maximizadas. assumindo. tivemos uma breve introdução da importância da comunicação. mas também provê a intermediação do discurso organizacional. A meta final da comunicação institucional é gerar consentimento e concordância. mostrar como o processo comunicativo no seu trabalho pode ser mais eficaz e eficiente. mediante a comunicação expressiva . Eficiência e eficácia da comunicação institucional Assim. E mais: exerce o tipo de poder expressivo e este tende a ligitimar os demais tipos de poderes existentes em uma organização. Ao analisarmos essa situação. pequenas/médias ou grandes empresas. A comunicação fundamenta-se não apenas nos conteúdos de diversas disciplinas do conhecimento humano.emocional. ajusta interesses. uma maior motivação e satisfação do seu público interno. vamos ver agora sobre a comunicação institucional. página 02 Afirmamos que a comunicação institucional é uma técnica de gestão.

se não tiver acontecido. Que tal analisarmos um exemplo de eficácia e ausência de eficiência para termos uma melhor compreensão? Você entregou na data correta. As falhas na comunicação estão entre as principais causas do fracasso ou da pouca praticidade dos programas de treinamento. Bem.inputs de que necessita. Nos projetos. do problema. a seu chefe. Ele pediu para você interpretar. qualquer tipo de tarefa feita no dia a dia pode haver falhas. você não elaborou uma crítica fundamentada. você atingiu a eficácia. você e ele estavam cientes de que a comunicação havia sido compreendida. Analisar a eficiência apenas pela ótica de produtividade pessoal é ter uma visão falha. Ocorreu. mas não alcançou a eficiência. Porém. então. com perdas mínimas de energia. podemos ser eficazes e não sermos eficientes ou atingirmos a eficiência. pesquisas. todos os processos que ele solicitou. Porém. entregou o processo na data marcada pelo seu chefe. um dos componentes fundamentais da eficácia é a eficiência. fazer as devidas modificações e que elaborasse uma crítica fundamentada. pois tiveram algumas falhas no percurso. página 03 Por que não fez as críticas fundamentadas? Talvez por não ter compreendido quando seu chefe lhe solicitou para realizar essa tarefa. mas é isso que deve ser evitado. Vejamos abaixo uma torre que representa o assunto abordado: . Quando seu chefe lhe passou o trabalho. uma falha na comunicação institucional. Notou como a comunicação é importante no ambiente de trabalho? Isso pode realmente acontecer com qualquer um de nós. podemos analisar a eficiência como o uso sinérgico de todas as formas para a geração de um produto. talvez míope. Nesse caso. porém não alcançarmos a eficácia.

vamos mergulhar um pouco mais nesse imenso mar de águas profundas. mas os resultados podem ser insatisfatórios ou até mesmo desastrosos. Antes de concluir. as empresas são compostas essencialmente de pessoas. Duas pessoas podem ter uma conversa eficiente. sua missão. com resultados claros para ambos. E eu disse t-o-d-a-s as empresas. A eficácia do desempenho comunicativo não é o mesmo que eficiência do encontro comunicativo. como todo ser humano. Ao finalizar a conversa. E como são compostas de pessoas sofrem – incrível – do mesmo mal. não façam julgamentos precipitados. Pode até soar falsa ou ingênua a generalização. sobre um projeto que sua equipe está desenvolvendo. Afinal. Pedro fala da importância de formarem uma parceria a fim de concluírem mais rapidamente o projeto. sua cultura. Sem exceção. Pois toda empresa é única. Você conversa durante uma hora e meia com seu colega de trabalho. página 04 Uma comunicação eficaz não é o que aparentava. Pedro lhe procura para dizer que ouviu um funcionário de sua equipe afirmar que ele . Depois de alguns dias. com a qual o receptor concordava. Cada empresa tem sua história. você acha que compreendeu todo o pensamento de Pedro e passa para sua equipe as diretrizes de Pedro.Podemos fazer uma analogia das empresas com os seres humanos. seus valores. Vamos verificar outro exemplo. O emissor pode ter compreendido de forma clara o objetivo de sua mensagem. Vamos mergulhar além das espumas das ondas. Pedro. A comparação com o ser humano é absolutamente justificável e óbvia. como se tivessem mensagens divergentes. Falou também sobre as diretrizes que devem ser seguidas para que o sucesso seja atingido. O mal da falta de comunicação. Por favor. um ato em que emissor e receptor se envolvem em uma mensagem.

a fim de que resultados desastrosos não façam parte da sua empresa ou de sua vida. Fluidez nas comunicações pode ser traduzida por relacionamentos saudáveis. vontades e também o potencial para ser afetado pelos outros. Bem. Como instrumento de inteligência empresarial. de outro modo. conclusão Conclusão Como foi dito. esse exemplo acontece inúmeras vezes no cotidiano quando o assunto é comunicação institucional. realize as atividades localizadas no menu lateral: "Avaliação". Ela requer planejamento. 1986. no processo de gestão e está afinada com a cultura organizacional. deve ser coordenada e praticada por especialistas. a comunicação institucional é utilizada para estabelecer relações de confiança entre o mundo empresarial e todo o público ao seu redor. o desenvolvimento das aptidões de alguém para receber comunicação é tão importante como o desenvolvimento das aptidões de um indivíduo para comunicar. os problemas de comunicação nunca deixarão de existir. mais a comunicação fluirá — e fluindo a comunicação. Em suma.falou algo que ele não disse.Módulo III Aula 7 Para efeito de sua própria autoavaliação. do emissor de afetar os outros. credibilidade. Por isso a comunicação se torna algo fundamental e as falhas devem ser eliminadas desse processo. mais a empresa/instituição será produtiva. Quanto mais a equipe estiver afinada com a missão e com as metas da empresa. adequação. 39). deve ser analisada como a potencialidade. de forma que sejam vantajosos para si ou para sua organização. p. insere-se. Gestão . “Relevância. a comunicação institucional no século XXI não tolera improvisações e amadorismo. em Avaliações. no que tange a eficiência comunicativa. Mas como as empresas/instituições são compostas de pessoas. entendimento. criatividade e inovação.exercícios de autoavaliação . pesquisa. Porém. tem como principal objetivo o bom funcionamento organizacional e sua meta é gerar consentimento e concordância naqueles que integram direta ou indiretamente a organização. Podemos dizer que a eficiência da comunicação se mede pelo relacionamento entre eficácia obtida e os custos necessários para sua obtenção: A comunicação institucional se define como moderna e estratégica. espírito crítico. de um lado. . talento. de modo a fazê-los seguir suas intenções. profunda e intensamente. sincronia são algumas características que podem ser analisadas no estudo da eficácia” (Torquato.

a planificação econômica e reestruturação do ensino. O nosso intuito é transmitir a você o pensamento dessa dinâmica e facilitar uma iniciação a algumas de suas técnicas. equipes de pesquisadores estudaram a psicologia dos grupos e chamaram essa nova ciência de “dinâmica de grupo”.aula 08 . Depois dele. seria utópico crer que elas são infalíveis e irão resolver de imediato todos os problemas. As dinâmicas de grupo são técnicas de discussão verbal. O conjunto de técnicas também é designado de dinâmica de grupo. em um clima de harmonia e de respeito. Vamos começar? Natureza do grupo Antes de qualquer coisa. praticamente uma interação psicológica. É justamente essa interação o critério essencial dos grupos autênticos. deu início a alguns estudos sobre esses problemas. com as quais se podem confrontar diferentes pontos de vistas . Kurt Lewin. Com o fim da automação. nós nos deparamos com fatos e problemas mais amplos e mais complexos. O que iremos falar neste capítulo não são receitas mágicas de como conduzir uma dinâmica de grupo com sucesso. Junto com a pesquisa científica surgiram várias técnicas que foram postas em prática com o intuito de aumentar a eficácia do trabalho em equipe. E por fim. porém o grau de intensidade não precisa ser o mesmo. página 02 Em seguida. o qual pode ser modificado com a chegada ou saída de um membro. nos vimos na obrigação de dar o máximo de nossas capacidades e assim melhorar a produtividade e a eficácia. Diante disso. . o dinamismo inerente ao grupo.Dinâmica de Grupo aula gravada em áudio DINÂMICA DE GRUPO Podemos afirmar que o trabalho em equipe está em voga. o grupo deve ter um objetivo em comum. em 1930. é relevante o “intercâmbio” estabelecido entre os integrantes do grupo. por exemplo. Às vezes uns desejam alcançar o objetivo estabelecido mais do que outros.

praticamente um brainstorming). crítica das propostas e tomada de decisão. algumas etapas devem ser seguidas.Grupos mistos: são aqueles que unem à eficiência do grupo de trabalho o realismo psicológico do grupo de formação. Ele deve estar sempre alimentando a imaginação dos participantes da dinâmica. alguém que faz intervenção junto ao grupo com o objetivo de estimular as idéias e conduzir os trabalhos para um resultado que se busca atingir. Independente do tipo de grupo. O animador É fundamental o papel do animador em uma dinâmica de grupo. E quais são as etapas que os grupos geralmente têm de passar para atingir seus objetivos? Conforme algumas experiências realizadas nesse campo por estudiosos. . ou seja.Grupos de trabalho: este grupo preocupa-se com a tarefa que lhe foi designada. o grupo tenderá a analisar se o motivo que lhe desagrada é emocional ou não. proposta dos elementos de solução (visa ampliar o conjunto de sugestões que cada um tem a fazer. São eles: grupos de trabalho. O trabalho primordial do animador pode ser dividido em cinco etapas: . . no tempo que dispõe para isso. A figura do animador é como a do mediador. de formação e mistos.Grupos de formação: há uma preocupação de analisar o processo em si e suas relações interpessoais. página 03 . são quatro etapas: determinação dos objetivos e definição dos termos. Ou seja.Um grupo deve possuir a seguinte estrutura: Divisão dos grupos Os grupos podem ser divididos conforme os objetivos estabelecidos. se você não concorda com o que seu colega disse.

No momento oportuno. você imprimirá e colocará em uma urna. Podemos fazer uma comparação entre os três tipos de comportamento desses indivíduos. A conversa paralela que foge ao tema é redimensionada pelo animador. o chefe de sessão marcará uma reunião. como todas as pessoas. via e-mail (para não haver o problema da sua letra ser reconhecida). Você deve estar se perguntando como a dinâmica de grupo lhe será útil no seu trabalho? Vamos imaginar que lhe entregassem uma folha como a que segue: página 05 Após preenchido o restante da lista. onde todos deverão tecer comentários sobre aquilo que . pois ele deve estar totalmente voltado para a opinião dos participantes.página 04 Um detalhe que vale ser lembrado é que o animador não pode colocar a opinião pessoal para o grupo. Os animadores têm perfis distintos.

utilizadas com o intuito de confrontar idéias. Procure saná-las logo que apareçam. em Avaliações. porém. nesses casos. Isso se deve ao fato de que as organizações estão buscando interagir o funcionário com a empresa. Essa técnica é igualmente proveitosa aos participantes do grupo (porém um pouco difícil fazer uma autocrítica verbalmente). A autocrítica objetiva assegurar um melhor aprendizado do trabalho/dinâmica em grupo. conclusão Conclusão Nos últimos tempos ouvimos com freqüência o termo “dinâmica de grupo”. Gestão . para o trabalho com dinâmica ter um desenvolvimento pleno.Módulo III Aula 8 Para efeito de sua própria autoavaliação. favorecendo uma tomada de consciência mais aguda dos componentes individuais e coletivos. realize as atividades localizadas no menu lateral: "Avaliação". Orientamos que. aula 09 . Outra técnica que pode ser aplicada no seu trabalho é a sessão autocrítica. É importante observarmos que. com um clima descontraído e de total harmonia. com certeza seu relacionamento com essas pessoas se tornará mais agradável. Caso você consiga assumir isso na frente de seus colegas. você gosta que as coisas sejam feitas da sua maneira e fica extremamente aborrecido (a) quando fazem o contrário. analisá-las e colocá-las em prática. o coordenador divida o plenário em subgrupos para o desenvolvimento dos trabalhos e reúna o grupo integral nos momentos de socialização e de síntese. em seminários e outros. Enfim. Não acumule dúvidas. em congressos. No momento em que você assume algo da sua personalidade.consta na pauta de debate. com o objetivo de ouvir as idéias que cada um possui. As dinâmicas são técnicas simples. é recomendável que os grupos tenham.Ferramentas Gerenciais aula gravada em áudio . não impossibilita que se faça o uso dessas técnicas em grupos maiores. Por exemplo. seja algo bom ou ruim. 20 participantes. Isto. citamos nessa aula algumas delas e para isso o papel do animador é relevante. as pessoas irão levar consigo o que foi falado e ponderarão quando você tiver o comportamento que foi explicitado.exercícios de autoavaliação . existem inúmeras técnicas que podem ser utilizadas para alcançar um objetivo comum. no máximo.

Devemos. sem comunicação entre elas. O triângulo de Joiner mostra uma maneira de descrever a essência da gerência do século XXI. quase todos responderiam: “Gostaríamos de eliminar as barreiras entre os departamentos”. mas sabem que os melhores resultados só podem ser obtidos mediante um aperfeiçoamento básico. 1995. Do. trabalhar em uma organização saudável onde haja dignidade. Outro método muito utilizado pelos gerentes é o Ciclo PDCA (Plan. . respeito. A necessidade de unir a organização como um sistema é desejado por todos os funcionários que nela trabalham. Action) de controle de processos. é fundamental a instituição estabelecer uma meta em comum e fazer com que seus funcionários tenham conhecimento a fundo de seu teor. criando raciocínio de processo. mas ir além para atender suas necessidades atuais e futuras. Trata-se de um método gerencial que necessita da participação de todos os setores e de todos os funcionários na condução do Controle de Qualidade. Para que essas barreiras sejam rompidas. .11). p. A prática do bom controle de qualidade significa desenvolver.Todos uma equipe: vimos sobre a importância dos grupos na aula anterior. Essa aula irá mostrar algumas das várias ferramentas que podem ser usadas na área gerencial. Check.FERRAMENTAS GERENCIAIS Uma das maiores dificuldades existentes nas empresas/instituições é saber qual a melhor forma de dizer aos nossos chefes onde estão os problemas. principalmente. página 02 . Ao perguntarem aos chefes o que eles mais gostariam de melhorar. Vamos falar de um método denominado TQC – Controle da Qualidade Total (Total Quality Control). Caso contrário.Abordagem Científica: “Aprender a dirigir a organização como um sistema. então. baseando as decisões em dados e entendendo a variação” (Joiner. confiança e. . produzir e gerar um produto/serviço que seja satisfatório para quem o receberá. Os métodos gerenciais Quando o assunto é gerência. a organização será um conjunto de ilhas. Ter em mente a obsessão por maravilhar o cliente e não apenas se satisfazer com aquilo que não os aborrece. desde que sejam artifícios éticos. podemos utilizar quaisquer artifícios a fim de alcançar o desejado. Vale ressaltar que os gerentes de hoje preocupam-se muito com os resultados.Qualidade: precisamos entender que a qualidade é definida a partir do público externo.

Tem como função mudar o nível de controle atual e alterar os procedimentos padrão de forma que o novo nível de controle seja alcançado. que é conhecido também como . Essas alterações visam a melhoria do nível de qualidade planejado inicialmente. As Ferramentas Diagrama de Causa e Efeito Uma das ferramentas utilizadas no controle de qualidade é o Diagrama de Causa e Efeito. caso o plano não tenha sido efetivado conforme o planejamento inicial. precisamos mostrar que o controle de processo compreende três ações principais. 2. estabelecer metas e estipular o método para alcançá-las.Estabelecimento da diretriz de controle é o planejamento da qualidade. 4. 2.Alteração de diretriz de controle: está relacionado às melhorias. 3. a partir dos dados coletados na etapa de execução. Existem duas maneiras de atuação possíveis: a primeira é utilizar como padrão o plano proposto.Manutenção do nível de controle: o mesmo que manutenção de padrões. 1. O Ciclo PDCA é um método gerencial de tomada de decisão para garantir o alcance das metas necessárias à sobrevivência de uma organização.Primeiramente. página 03 Vamos fazer uma breve análise do que consiste cada etapa. a educação e o treinamento no trabalho são essenciais. Execução (D): as tarefas devem ser executadas exatamente como foi previsto na etapa anterior e coletar dados que serão utilizados na próxima etapa de verificação do processo. Nesta etapa. 3. Ação corretiva (A): esta etapa atua no processo conforme os resultados obtidos. a segunda atua sobre as causas do não–atingimento das metas. Agora que analisamos alguns métodos de gerenciamento. Planejamento (P): esta etapa possui dois focos. Consiste em assegurar que a meta estabelecida no item 1 seja atingida. caso a meta tenha sido atingida. vamos listar várias ferramentas para que você possa fazer a sua análise e verificar qual a mais adequada para a sua área de atuação. Verificação (C): o resultado alcançado deve ser comparado com a meta planejada. 1.

devido à sua forma. Ferramenta de estratificação É o agrupamento da informação sob vários pontos de vista. ou seja. operador e tempo. um item de controle que não atinge o nível desejado. Podemos citar algumas categorias naturais para a estratificação de dados: equipamentos.Diagrama de Ishikawa ou Diagrama de “Espinha de Peixe”. . Com esta ferramenta o chefe tem a possibilidade de verificar se há algum resultado indesejável de um processo. pessoas e informações do processo de medidas. página 04 Vamos tentar fazer um Diagrama de Causa e Efeito de uma instituição pública. o Diagrama de Causa e Efeito é uma combinação dos elementos. de modo a focalizar a ação. material. métodos ou procedimentos. que será observada logo a seguir. insumos. condições ambientais. tendo como objetivo analisar o fornecimento de um produto ou serviço. Bem. equipamentos.

página 05 Gráfico de Pareto É um gráfico em forma de barras verticais que dispõe a informação de maneira a tornar evidente e visual a priorização de temas. o estabelecimento de metas numéricas a serem alcançadas. Vamos verificar como é essa ferramenta? Diagrama de Priorização . Diagrama de Dispersão É um gráfico utilizado para visualizar de forma eficiente o tipo de relacionamento existente entre duas variáveis. também. podendo ser duas causas de um processo. dois efeitos ou uma causa e um efeito. Permite.

entradas e saídas de um processo. desta forma. Os fluxogramas são ferramentas que servem para ilustrar de forma ordenada o conjunto de etapas.Esta ferramenta processa as informações contidas em um conjunto de dados constituído por um grande número de variáveis. Esta ferramenta serve para organizar a seqüência de tomada de decisões. Fluxograma ou Diagrama de Processo É o estudo da lógica de todas as possibilidades de ocorrência de eventos no caminho para se atingir a meta. variáveis. conclusão Conclusão . página 06 A matriz de priorização fornece um método de focar a atenção de um grupo de trabalho sobre as principais opções antes de partir para o planejamento das atividades. de modo que essas variáveis possam ser representadas por apenas duas ou três características gerais. atividade etc. permitindo. estabelecer uma classificação numérica de prioridade entre um dado conjunto de opções.

transformações e equipamentos que estão sobre a sua responsabilidade.Para que você assuma um papel ativo na melhoria contínua do funcionamento de seu trabalho é imprescindível que possua uma noção precisa. aula 10 .exercícios de autoavaliação . assim.Módulo III Aula 9 Para efeito de sua própria autoavaliação. devidamente estruturada e visualmente documentada dos processos. mediante a conscientização da importância de dar e receber feedback. O termo Johari foi uma junção dos dois nomes: Joseph e Harry. Precisamos saber quando a nossa auto–imagem difere daquela que os outros têm de nós e. Gestão . que visavam realizar uma abordagem da personalidade humana através de suas relações. Depois de analisarmos algumas ferramentas que podem ser utilizadas conforme a situação. . Foi criada em 1961 pelos Drs. podemos fazer uma auto–análise utilizando o recurso da “Janela de Johari”. Joseph Luft e Carry Inghan. em seu grupo. Para que serve a Janela de Johari e quem a criou? A Janela de Johari é um instrumento prático que serve para analisar a maneira como um indivíduo se relaciona com os outros. agora. No Módulo IV veremos com mais detalhes várias ferramentas gerenciais citadas nesta aula.A Janela de Johari aula gravada em áudio JANELA DE JOHARI A Janela de Johari pode ser utilizada para melhorar as relações interpessoais. fica a seu critério a escolha mais apropriada. realize as atividades localizadas no menu lateral: "Avaliação". interpretar a figura abaixo. Apenas uma curiosidade! Vamos.

E podemos verificar tais reações nas nossas palavras. vistas nas aulas cinco e seis. são caminhos jamais percorridos. ver-se como eles o vêem. o feedback precisa ser analisado de maneira racional. existem pessoas mais sensíveis que outras. É justamente aquilo que você é e passa para os outros. a fim de dar e receber feedback. retratam ou traem o teor de nossas atitudes. sentir. Que tal irmos um pouquinho mais a fundo em cada quadrante da Janela de Johari? O “eu aberto” O “eu aberto” é o mais fácil de ser compreendido. tensão nervosa. julgar. 2. embora sua vontade não tenha aflorado ou uma reação histérica sem que nem você e nem ninguém pudessem imaginar que um dia isso aconteceria.O “eu desconhecido”: desconhecido por você e pelos outros. Exemplo: ser uma pessoa educada. aquilo que você sabe que tem e os outros também. página 02 4. página 03 O “eu cego” . não podemos esquecer que o normal é projetar para o exterior os nossos pensamentos e reações.. mas isso pode afetar outras pessoas. precisamos confrontá-lo com reações de outras pessoas para verificar se devemos ou não mudar o nosso “eu” de maneira geral ou somente em relação à determinadas pessoas. não? Os dois principais elementos que necessitam análise na Janela de Johari são: a) a busca de feedback: está relacionado com a relevância de receber reações dos outros. O ser humano possui em sua natureza os aspectos de interpretar. sua agressividade. ou seja.O “eu cego”: é algo percebido pelos outros e desconhecido por você. Podemos considerá-lo o “eu transparente”. uma habilidade. porém desconhecido pelos outros. vamos dar continuidade ao assunto. Porém. bastante interessante. compreender.O “eu aberto”: é o conhecido por você e pelos outros. Muitas vezes o “eu oculto” é dissimulado. Por exemplo. Bem. Exemplo: Um indivíduo que aparenta estar trabalhando satisfeito. mas na verdade ele está ansioso para mudar de trabalho. Ele também é conhecido como “arena”. b) auto – exposição: consiste em dar feedback aos outros. que na maioria dos casos. de ser quem realmente somos. Não há dissimulação. Pois como sabemos. 3. Temos coisas que se encontram escondidas nos recônditos da nossa alma e talvez jamais tenhamos conhecimento que existam. Normalmente. No caso do “eu aberto” elas são retratadas e não existem barreiras que possam disfarçar algum comportamento. tendemos a encarar as nossas reações como algo normal. Exemplo: o dom de tocar algum instrumento. percepções e sentimentos de como o comportamento dos outros o está afetando. conquistando as inteligências pessoais (intra e inter). gestos e atos. divulgando seus próprios pensamentos. O ideal é que tenhamos esse “eu” o mais aberto possível. em termos verbais ou não. Por exemplo. O desconhecido é um nada dentro de você.. Porém.O “eu oculto”: conhecido por você.1. uma característica.

Vamos falar agora de um quadrante da Janela de Johari que requer mudanças. é necessário rever sua lente de aumento com relação aos defeitos dos outros e o seu ponto cego com relação aos seus. O “eu desconhecido” É simplesmente aquela característica. O exemplo dado anteriormente. são vistas pelas pessoas com desconfiança por não arriscar emitir opiniões sobre nada. comportamento. sem esboçar muitas reações. é apenas distração.juarezonline.jpg Quando um colega se decide a favor de um ponto de vista. atitude ou habilidade que nem você e nem outras pessoas sabem que têm. quando você o faz. . não dão feedback. Vamos analisar mais uma situação do “eu oculto”. porém “não se enxergam”.com/1/cromos/lupa. do funcionário que trabalha demonstrando satisfação e no fundo está insatisfeito com o que tem feito. ele é cabeça-dura e. Em geral. está sendo apenas firme. mas não estão dispostos a ouvir ninguém. Pessoas que possuem esse quadrante com muita evidência. foi o melhor exemplo que achamos para explicar a você sobre o eu oculto. apenas ouvem taciturnamente os outros. Vamos a um exemplo: um indivíduo pacato e tranqüilo que trabalha como voluntário numa instituição de idosos. Se você se identificou com alguma situação acima ou alguma semelhante. Quando o mesmo acontece com você. porém vive a base de tranqüilizantes. pega um revólver emprestado e comete um crime vicinal. mas em geral. Por que será que quando o seu colega de trabalho não faz uma determinada tarefa ele é preguiçoso e quando você não faz é porque está muito ocupado (a)? Quando um colega do seu trabalho passa por você e não o cumprimenta ele é um dissimulado. são pessoas vistas como confiáveis pelas outras. página 04 O “eu oculto” O indivíduo que é caracterizado por possuir o “eu oculto” é aquele que tem algo a esconder ou simplesmente não gosta que ninguém saiba o que se passa em sua vida. Fonte: http://www. normalmente dão muito feedback. Falam pelos cotovelos. ao ser confrontado com uma ameaça grave de um vizinho arrogante. Todos pensam que você é uma pessoa calma. Pessoas que possuem essa janela muito aberta.

E mais ainda . Porém. então? É a pessoa que vive de tal maneira que todos os problemas existenciais agregam-se de um padecimento provocado por um desequilíbrio ou desarmonia funcional do sistema nervoso. Porém. Mas o mesmo não acontece com feedbacks negativos. onde todo valor negativo deve ser precedido . ou seja. seus amigos e irmãos sociais e. eu oculto e o eu desconhecido. Acredito que podemos finalizar o tema Janela de Johari lembrando que a migração das janelas “oculta” e “cega” para a janela “aberta” se dá através de emissão e recepção de feedbacks. depois apresenta cautelosamente os valores negativos que quer lhe dar. Você é neurótico (a)? É impressionante como nos últimos tempos o número de pessoas que “sofrem dos nervos” tem aumentado. Esses devem ser dados em particular. e. premia-se o triunfo a qualquer preço. pode magoar profundamente. utilizando-se de uma técnica que chamamos de “sanduíche”. vale ressaltar que o eu desconhecido. coloca-se uma porção de valores positivos nela. ainda. conclusão Conclusão A Janela de Johari é dividida em 4 quadrantes: eu aberto. reduz-se potencialmente. Acontece que feedbacks positivos não há problemas algum para essa troca. O que é ser neurótico. os valores negativos devem ser dados individualmente para que não haja mágoas por parte de quem os estão recebendo. Além de não ser útil e nem eficaz para a sua mudança. mas isso não autoriza confundir esses dois males. antes de apresentar um valor negativo para outra pessoa. com o indivíduo que está descentrado na sua forma de pensar e sofre de manias. A técnica “sanduíche” é aquela que. isso não impede que os neuróticos sejam desequilibrados e nem o contrário. é dando e recebendo feedback. Um valor negativo colocado em público pode vir a constranger a pessoa que o está recebendo. Assim. Muitos confundem o neurótico com o desequilibrado. e termina colocando novamente outra pitada de valores positivos. o melindre que se tem na recepção de feedbacks negativos. O fato é que pode ter pessoas que sofrem de dor de cabeça e calos nos pés. nem você e nem ninguém conhece. página 05 Como fazer para sua janela se tornar cada vez mais aberta? A forma mais prática que se tem de migrar as janelas do “eu cego” e do “eu oculto” (já que a do “eu desconhecido” não tem uma receita). Um surto psicótico fez com que desencadeasse uma reação absolutamente imprevisível no seu comportamento. ainda que em público. Por isso a técnica “sanduíche” é recomendada. Nem ele esperava por isso e nem os outros. ao invés de colaboração. exalta-se a competição. Isso coloca o indivíduo em luta contra os que deveriam ser seus companheiros.devem estar enquadrados na técnica “sanduíche”. Porém. Esses quadrantes estão relacionados com aquilo que você é ou aquilo que as pessoas pensam e vêem em você.que nem ele imaginava que pudesse cometer. eu cego.

o Professor-Tutor pode solicitar que você reformule sua resposta.O. caso em que ele enviará uma mensagem orientando-o nesse sentido. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. em Avaliações". Modulo IV Módulo IV aula 01 aula 02 aula 03 aula 04 aula 05 aula 06 aula 07 aula 08 aula 09 aula 10 CICLO PDCA .Módulo III Aula 10 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos.Plan.P.Q. Acesso pelo menu "Avaliação.International Standartization Organization Supply Chain . clique na atividade pretendida no painel de desempenho. Espera-se que o aluno demonstre capacidade de análise e domínio dos temas estudados.e concluído entre valores positivos.N. Enterprise Resource Planning BSC .D. Lembre-se de que caso seja necessário. Do.P. ."Plan-Do-Control-Action" (ciclo do Planejamento composto de: Planejamento. Check e Act KAISEN C.C. Para visualizar a correção.Prêmio Nacional de Qualidade E.Cadeia de Suprimentos P. Gestão . Direção e Controle).A .R. O acesso é pelo menu Avaliação. disponíveis ao final de cada módulo.S. Avaliação Final de Módulo III Avaliação de módulo – São exercícios subjetivos. que serão corrigidos pelos tutores. Organização.Q .exercícios de auto-avaliação . botão Avaliações.Controle da Qualidade Reengenharia Gestão do Conhecimento e do Capital Intelectual Família I.T . aula gravada em áudio .Balanced Socrecard aula 01 .

Verificar e Agir de controle de processos é o principal método da Administração pela Qualidade Total nas organizações. estabelecer metas e definir os métodos que permitirão atingir as metas propostas. Do (Fazer. Fazer. o que planejou. O que você quer conseguir? Qual seu objetivo? Identifique as causas dos fatores negativos e elabore um plano de ação simples e consistente para atingir o objetivo. educar. Shewhart. Tornou-se mundialmente conhecido ao aplicá-lo nos conceitos de qualidade no Japão. Check e Act O que é? O método PDCA ou ciclo de Deming: Planejar. para atingir o próximo momento. Do. Bloqueie as causas do problema. Veja se o bloqueio ao problema foi efetivo. diversos indicadores para medir o desempenho podem ser criados nessa etapa. executar o planejado conforme as metas e métodos definidos. tal como uma linha de chegada. Fonte: http://www. mas foi Deming seu maior divulgador.ac. de forma continuada.jp O PDCA é uma ferramenta aplicada não apenas uma vez em determinado processo. É essencial para o acompanhamento e a avaliação do ciclo. esta atividade pode corresponder ao planejamento do sistema. uma deficiência ou uma possibilidade de melhoria que leve a uma meta. Foi desenvolvido na década de 30 pelo americano Walter A. Executar): Faça exatamente o que planejou. página 02 02. As Etapas do Ciclo PDCA: 01. Observe se existem diferenças entre o que planejou e o que fez e se a meta foi atingida. Tomar iniciativa. As análises e medições dos processos são relevantes para a manutenção e melhoria dos mesmos. Vale ressaltar que o ciclo deve sempre começar com a definição de uma meta. trabalha talentos e habilidades .Plan. para que a mudança seja concretizada e possa levar a novas melhorias. No caso de desenvolvimento de um sistema de informação. implementar. Definir o que queremos. Compare o resultado com seu plano. Plan (Planejar): Detectar um problema.jpa. mas sim sucessivas vezes. treinar. Check (Verificar): Conferir se o que foi feito está certo. 03. esta atividade pode corresponder ao desenvolvimento e uso do sistema. Execute com fidelidade seu plano.CICLO PDCA . No caso de desenvolvimento de um sistema de informação. tendo disciplina para colocar em prática. De acordo com o tipo de melhoria que se deseja obter. . planejar o que será feito. No plano pessoal. a padronização e a documentação destes. contemplando o planejamento.

se a avaliação do desempenho dos processos na etapa anterior não for satisfatória. se há problema. No caso de desenvolvimento de um sistema de informação. página 03 Fonte: www.gif Ou seja.de/geschaeftsfelder/managmentsys/pdca. Fonte: http://www. Se houver. Act (Agir): Verificar o resultado da etapa anterior. esta atividade pode corresponder aos testes. 04.org/programs O Programa 5 S . atuar para que não se repita. assumir ações corretivas ou de melhoria.ibiweb. preventiva (evitando futuros problemas) ou padrão (se tudo bem).No caso de desenvolvimento de um sistema de informação. esta atividade pode corresponder aos ajustes. Pense no tipo de ação que deve ser aplicada: corretiva (se houve problema). implementações e continuidade do sistema. análise das informações geradas e avaliação de qualidade do sistema.sakosta.

Definir um lugar para as coisas. com seus respectivos diretórios ou pastas de trabalho. Limpeza é forma de inspeção. armários. ordenação. facilitando ao próprio funcionário saber o que está certo e o que está errado. Manter a arrumação do local de trabalho. discos de computadores. O local de trabalho deve ser dividido em áreas de responsabilidade. asseio. o mesmo deve ocorrer com relação à organização da área de trabalho. gavetas. liberação de espaço. formando um todo único e simples que ajudam a encarar o ambiente de trabalho de uma maneira totalmente nova. Aplica-se a todos os aspectos do ambiente do trabalho: mesas. as áreas isentas de pó. Aplica-se em tudo que há no local de trabalho: pastas. utilização. gerando o descarte de coisas não necessárias. dia após dia. guardar as coisas e obedecer as regras. equipamentos ou ferramentas no local de trabalho. condições padronizadas que clareiam a mente do funcionário e a disciplina necessária para realizar um bom trabalho. pois possibilita a identificação de defeitos. A . materiais que se usa no dia a dia. deixa cada coisa em seu lugar para pronto uso. A denominação "5S" é devido às cinco palavras iniciadas pela letra "S". peças quebradas. quando pronunciadas em japonês (ou as equivalentes em inglês): página 04 As empresas que buscam melhorias da qualidade de vida no trabalho criaram no programa 5S uma base para o desenvolvimento dessa qualidade. No Programa 5S. O material deverá ser enviado à área de descarte. onde cada um deve cuidar da sua área. higiene. gerando descarte dos itens sem utilidade. armários. classificação de materiais. zelo. utilizando o Ciclo PDCA como suporte. para manter somente o que é útil. em equipe. etc. padrões de arrumação. onde cada coisa tem que ter nome. a limpeza. vazamentos. que buscam fortalecer 5 Sensos. inclusive discos de computadores.O "Programa 5 S" é uma prática desenvolvida no Japão e ocidentalizada como "Housekeeping" (ou “cuidar da casa”). ferramentas. não só os aspectos de qualidade e produtividade devem ser delegados aos funcionários. mantém o estado de limpeza. incluindo computadores (inclusive discos internos) e periféricos A PADRONIZAÇÃO ou ambientação. A ORGANIZAÇÃO ou seleção. conservação. mantém tudo sempre limpo. A LIMPEZA ou inspeção. A implantação dos 5Ss é conseguida por meio da operacionalização de cinco passos integrados. A ARRUMAÇÃO ou sistematização. etc.

A disciplina é a base de uma civilização. ventilação. mudar determinado comportamento. como forma de criar bons hábitos. O importante é estabelecer prioridades que são interessantes e poderão se concretizar com empenho e confiança. A DISCIPLINA ou auto-disciplina. Ele está à sua disposição e pode ajudá-lo.é um modelo mental muito simples. treinamento e desenvolvimento. Girá-lo de fato significa construir uma gestão baseada em etapas que caracterizam iniciativa e ação do gestor. análise de cenários. higiene pessoal e tudo o que causar uma impressão de limpeza. conclusão Conclusão A conexão do final de um ciclo PDCA e o início do outro (Agir → Planejar) é o núcleo do desenvolvimento que permite atingir níveis superiores. na trajetória para alcançar novos objetivos."Mensagem") ou por e-mail. Em caso de dúvidas. Acesso pelo menu "Avaliação".padronização inclui outras considerações. o mínimo para que a sociedade funcione em harmonia e o caminho para a melhoria do caráter das pessoas. padronização. O conjunto de práticas denominado 5S (organização. aula 02 . limpeza. para a melhoria contínua e eficiente dos processos empresariais ou individuais (falar outro idioma.Módulo IV Aula1 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. análise e ações corretivas. adquirir outra habilidade. medição para obter controle. Usar o PDCA de forma universal. contate o seu tutor por meio da Plataforma de Educação a Distância do ILB (menu "Comunicação" . execução de tarefas com registros de dados e fatos. Gestão . etc). num processo de repetição e prática. educação. formas. A padronização busca manter os três primeiros Ss (organização.Kaisen aula gravada em áudio .iluminação. O PDCA – PLANEJAR. disciplina) surgiu no Japão e se firmou como um conjunto de boas práticas para garantir um ambiente de trabalho saudável e agradável.exercícios de autoavaliação . mas seu ciclo completo exige muita fundamentação. padronização e reconhecimento de trabalhos bem feitos. diagnósticos. harmonia. com uma melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores e aumento da produtividade. arrumação e limpeza) de forma contínua. CONTROLAR E AGIR . arrumação. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. fazer uma pós-graduação. de forma natural e cotidiana. tais como: cores. alcançar um novo posto na empresa. É praticar e praticar para que as pessoas façam a coisa certa naturalmente. calor. DESENVOLVER. vestuário. que é a arte de fazer as coisas certas.

“Total Quality Management” . etc.com O objetivo ideal deste processo é atingir defeito zero. qual é a ligação do kaisen com a "gambiarra"? Não se pode negar que é uma melhoria que: . quando ocorrem mudanças drásticas.promove um certo benefício para os usuários. O conceito de Kaizen. . investimentos pequenos e gradativos diariamente. Um sistema de custo kaizen abrange o sistema contábil administrativo da empresa e seu programa de atividades kaizen no nível de chão de fábrica (“Just In Time” . já que os pequenos investimentos diários fazem com que a lucratividade acompanhe o ritmo. Propõe a empresa. custeio kaizen significa manter os níveis correntes de custo e trabalhar sistematicamente para reduzir os custos a valores desejados. provocadas pela introdução de novas tecnologias e/ou por investimentos em novos equipamentos envolvendo custos acumulados por aperfeiçoamentos contínuos.Conceito Kaisen é uma palavra japonesa que significa: "Kai" = Mudar e "Zen" = Para Melhor.kaisen. ao invés de altos investimentos para seu crescimento de tempos em tempos. a tradução que expressa melhor o significado da filosofia é "Melhoria Contínua". diz respeito a atitudes de "bom senso" que exigem baixos investimentos e envolvem toda a organização. O objetivo do custeio kaizen é buscar a redução de custos em todas as etapas da manufatura. A argumentação de Sakurai (1997) é de que o custo kaizen é utilizado no processo de manufatura para obter e manter o nível de inovação (ou seja. Imai comenta os conceitos de kaizen e os insere no contexto da Qualidade Total. página 02 Fonte: http://www. Nas Organizações Em muitas organizações já há grandes esforços. Para Ansari (1995).transcontinental. Em seu primeiro livro. ações e programas de Melhoria Contínua.JIT. Segundo Mondem (1999). custeio kaizen é um método para gerenciar melhoramentos contínuos de custos por meio de uma equipe interfuncional orientada para resolver problemas com foco no cliente.TQM. idealizado por Masaaki Imai.). Mas. editado em 1988 e publicado pelo IMAM. sempre emergindo. ajudando a eliminar diferenças entre os lucros-alvo (orçados) e os lucros estimados. Porém. O retorno se torna melhor. negócios e operações). Porém alguns interpretam o kaisen como "gambiarras". Kaisen é a denominação japonesa para o processo de contínuo melhoramento dos níveis de qualidade de uma organização. manter os padrões atualizados sobre tecnologia. Cooper&Slagmulder (1997) afirmam que custeio kaizen é uma aplicação de técnicas kaizen para reduzir custos dos componentes e produtos por um montante pré-estabelecido. bem como mudanças na estrutura gerencial.

Já o custeio kaizen objetiva a busca constante de reduções de custo em todas as etapas da produção. Isso significa que precisamos pensar um pouco para resolvermos problemas ergonômicos. página 03 Nos processos logísticos existem perdas como: . o objetivo não é alcançar o padrão. Fonte: www.dificuldade em encontrar os materiais estocados. conforme análises de Kaplan&Cooper. . embora seja uma melhoria. é necessário que a liderança esteja preparada para mudanças. O grande problema é que essas "gambiarras". tornando-a cada vez melhor.é a redução de custos dos processos. No custeio kaizen. mas superá-lo. não é contínua. de forma a pensar numa maneira de trabalhar mais inteligente. controle gerencial e aprendizado.com . mas no Kaizen é criado um mecanismo que estimula a participação de todos. Essas reduções de custos se conseguem através de uma análise do processo. de provisórias passam a ser definitivas. transformando-os em "cabeça-de-obra". na maioria das vezes. Não basta trabalhar com os braços duramente. é preciso usar a cabeça. nas empresas brasileiras. Kaisen poderia ser entendido como uma "gambiarra". . para que possa criar novas alternativas para reduzir os custos.é rapidamente implementada. seguida de sucessivos aperfeiçoamentos.má localização dos itens.os itens mais usados sem estar no mais fácil acesso.normalmente usa-se o "bom senso". . pelos próprios usuários. Custeio Padrão x Kaizen Apesar do sistema de custeio padrão propiciar redução de custos pela análise das variações entre o custo real e o orçado. Um dos principais resultados que se atinge com a Melhoria Contínua – Kaizen . Com isso. . . ..é praticada.não exige nova tecnologia.longa distância entre a área de armazenagem e a área de utilização. Portanto.esica. .contrafluxo de materiais. Quando se começa um processo de Kaisen numa organização. Normalmente. . nota-se que o pessoal operacional é chamado de "mão-de-obra". a força de trabalho é investida de poder. por deficiência no endereçamento.exige baixo investimento. O pessoal começa a dar sugestões de melhoria. como de quem caminha muito pela empresa. carrega muito peso ou até chega a se acidentar. ele tem suas limitações para custeio de produto.

página 04 Exemplos de diferenças conceituais e de procedimento: conclusão Conclusão .

Dos filósofos gregos (que pensaram na idéia da excelência) aos chi-neses.Controle da Qualidade Total aula gravada em áudio CONTROLE DA QUALIDADE TOTAL História da Qualidade Não se pode falar em Controle da Qualidade Total sem antes pesqui-sar o que significa “Qualidade”. em Avaliações. Acesso pelo menu "Avaliação". É necessário evoluir para sistemas de custeio voltados para a inovação. Por isso.Módulo IV Aula 2 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. A empresa que adotar tais métodos deverá fazê-lo dentro de um processo de mudança cultural (do individual para o coletivo).offoffoff.com/film/2003/moderntimes. O custeio padrão tem sua utilização limitada e ganha nova dimensão.php Entre as muitas definições para a idéia da qualidade. dos renascentistas aos engenheiros e fabricantes da Revolução Industrial. é uma palavra que faz parte do dia-a-dia e desempenha um papel importan-te em todos os tipos de organizações e em muitos aspectos da vida das pessoas. Segundo Maximiano (2000). pois o custeio kaizen tem foco nas equipes. de função e engenharia de valor.T . Fonte: www. mais do que nos indivíduos.Q. O processo de redução de custos kaizen inicia-se no processo de planejamento e controle do lucro e não dos custos. aula 03 . Algumas conclusões podem ser apontadas: a emergência para se estudar os melhores métodos de gerenciamento japonês.O tema é relativamente novo para o Brasil. tais como o custeio-alvo e o custeio kaizen. a idéia de qualidade tem uma história muito antiga. destacamos: . baseia-se na análise de valor. Como reflexo e testemunho dessa importância. Apenas de alguns anos para cá é que se intensificaram os estudos dos métodos de custeio japonês.C. permitindo a adaptação às mutações do ambiente econômico.exercícios de autoavaliação . Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. quando utilizado no processo de custeio kaizen. muitos pensadores ocuparam-se desse assunto. Gestão .

br/autosantigos/images/ .com. qualidade era sinônimo de identidade.página 02 Na Administração. até chegar à administração da qualidade total da atualidade. Da busca de soluções para o problema da uniformidade exigida pela fabricação massificada. que utiliza e produz grandes quantidades de peças virtualmente i-dênticas. Fonte: www.copiadorasatelite. inspirou os estudos dos primeiros especialistas da qualidade industrial. Para os engenheiros e industriais do início do século XX. a administração da qualidade passou por diversos estágios. o enfoque da qualidade surgiu para resolver inicial-mente o problema da uniformidade. A expansão da produção de mas-sa. Desse ponto de partida. nasceu o controle estatístico da qualidade.

A Era da Inspeção Desde antes da Revolução Industrial. a era do controle estatístico e a era da qualidade total ou qualidade as-segurada. nos supermercados e no comércio de produtos arte-sanais. filosofias ou eras principais: a era da inspeção. Ou seja. a qua-lidade não diz respeito apenas ao produto ou serviço. seleciona-se por amostragem uma certa quantida-de para inspecionar. sempre se praticou alguma es-pécie de controle da qualidade. As propriedades dessa amostra podem então ser estendidas ao lote do qual foi extraída. Shewhart. qualidade é uma questão sistêmica. Agora. Nos primórdios da indústria moderna. a ênfase está na quali-dade do produto ou serviço. alcançou a fabricação artesanal na passagem do século XIX para o XX e está presente até hoje em muitas modalidades de produção utilitária ou artística. a inspeção era feita pelo próprio artesão. a ênfase desloca-se para o sistema da qualidade. A Era do Controle Estatístico Com a ascensão da grande empresa industrial e da produção massifi-cada. nem é uma responsabilidade apenas do departamento da qualidade. A inspeção do produto continua sendo praticada pelos consumidores nas feiras livres. Essa mudança de filosofia significa a evolução para a era da qualidade total. com a finalidade de encontrar o que melhor atende suas ne-cessidades e interesses. página 03 Portanto. que atendessem suas próprias exigências estéticas ou que impressionassem positivamente os clientes. garante-se a quali-dade dos produtos e serviços. o contexto tornou-se favorável ao surgimento do controle estatístico da qualidade. que se baseia na amostragem. dos Laboratórios Bell. a era da qualidade total. O pioneiro da aplicação da estatística ao controle da qualidade foi Walter A. que em . Garantindo-se a qualidade do sistema. que tinha interesse em fa-zer produtos segundo especificações rigorosas. Por causa disso. A qualidade é uma preocupação de todos os funcionários e abrange todos os as-pectos da operação da empresa. Em lugar de inspecionar todos os produtos. a história da evolução do controle tradicional da qualidade tem três períodos. No estágio seguinte. Essa mentalidade influenciou desde os gregos até o Re-nascimento.Na era da inspeção ou do controle estatístico. tornou-se impraticável inspecionar a totalidade dos produtos que saíam aos milhares das linhas de montagem.

6. pois com o fim da Segunda Guerra Mundial. inspeção e testes: verificam a conformidade do produto com as especificações. 7. engenharia: transforma as expectativas e desejos do cliente em especificações. a JUSE convidou Dr.Union of Japanese Scientists and Enge-neers (Sindicato dos Cientistas e Engenheiros do Japão). da conquista de mercados e da expansão do emprego. fabricação e manutenção do produto ou serviço que satisfazem as expectativas do cliente”. com poucos recursos natu-rais. que deveria sobreviver com a exportação de produtos. mas muitas outras técnicas e conceitos de administração da qualidade. Este re-lativo desinteresse mudou rapidamente quando se descobriu que o Japão tinha prestado atenção e colocado em prática não apenas essas idéias. As idéias de Feigenbaum a respeito do TQC tiveram grande repercus-são. 2. Edwards Deming para ministrar um curso de estatística. embora sua adoção não acompanhasse o mesmo ritmo. da redução de custos. 8. página 05 A responsabilidade dos gestores começava na identificação das ne-cessidades do cliente ou consumidor e prosseguia . à qual deu o nome de controle da qualidade total (TQC – Total Quality Control). instalação e assistência técnica (serviço): a instalação e assis-tência técnica corretas ajudam a garantir o funcionamento correto do produto. tornou a qualidade uma obsessão nacional. Seus estudos constituem o núcleo da maioria das técnicas estatísticas de controle da qualidade que são usadas até hoje. produção: a supervisão e os operadores têm uma responsabilida-de importante pela qualidade durante a fabricação. no caso de produtos. compra e retém fornecedores de peças e materiais. nem o pes-soal de marketing ou a alta administração. 4. entidade privada e sem fins lucrativos que se tornaria o centro das atividades de controle da qualidade naquele país. 3. Em reunião com dirigentes das principais empre-sas do Japão. expedição: responsável pelas funções de embalagem e transpor-te. W. O fato de o Japão ser um país. que Feigenbaum enumerou em oito: 1. suprimentos: escolhe. (1983) A qualidade total abrangeria assim. engenharia de processo: escolhe as máquinas. marketing: avalia o nível de qualidade desejado pelo cliente e o custo que ele está disposto a pagar. ferramentas e métodos de produção. engenharia. Dodge e Roming. 5. A idéia do TQC tinha como pedra fundamental uma definição de qua-lidade em que o interesse do cliente era o ponto de partida: “A quali-dade quem estabelece é o cliente e não os engenheiros. através do aumento da produtividade. página 04 A Era da Qualidade Total A evolução dos conceitos não parou. foi criada a JUSE . Em 1950. disse que a melhoria da qualidade era o caminho para a prosperidade. todos os estágios do ciclo industrial. Em 1946. A qualidade de um produ-to ou serviço pode ser definida como o conjunto total das característi-cas de marketing. desenvolveram técnicas de amos-tragem.1924 preparou o primeiro rascunho da carta de controle. Feigenbaum apresentou em 1961 uma versão evoluída das proposições publicadas 10 anos antes. Dois colegas de Shewhart. paralelamente. a indústria precisava atender a uma crescente necessidade de bens de consumo.

Estabelecer a constância do propósito de melhorar o produto e o serviço. Iniciativas semelhantes só surgiram em 1987 com criação do Prêmio Malcolm Baldrige nos EUA (após 36 anos) e do Prêmio Europeu de Excelência em Qualidade na Comunidade Econômica Européia (CEE) em 1991. para melhorar a qualidade e a produtividade e. que apresenta um método para a administração da qua-lidade. 5. 3. para que todos possam trabalhar eficazmente pela empresa. Instituir um sólido programa de educação e auto-treinamento. Melhorar sempre e constantemente o sistema de produção e serviço. até chegar como produtos ou serviços ao mesmo cliente. Instituir a liderança. Agir no sentido de concretizar a transformação. A década de 1970 testemunhou a expansão da economia japonesa e sua penetração nos mercados ocidentais. Acabar com a dependência da inspeção em massa. deve-se procurar minimizar o custo total. Deve-se eliminar a necssidae de inspeção em massa construindo a qualidade junto com o produto desde o começo. de maneira coercitiva. exortações e metas exageradas para os empregados. Eliminar a ad-ministração por objetivos. assumir suas responsabilidades e assumir a liderança da mudança. em 1951. num relacionamento de longo prazo fundado na lealdade e na confiança. A transformação é o trabalho de todos. a importância da mentalidade preventiva e a necessidade do envolvimen-to da alta administração. a administração deve despertar para o desafio. 8. A responsabilidade dos supervisores deve mudar dos números para a qualidade. Eliminar as barreiras entre os departamentos. Afastar o medo. do Módulo I. 11. Adotar a nova filosofia. do Prêmio Deming de Qualidade. o primeiro do mundo nes-ta área e batizado em sua homenagem. de vendas e de produção. Essas exortações apenas criam relações hostis.pelos diversos es-tágios da transformação de insumos. Remover as barreiras que impedem ao trabalhador sentir orgulho pela tarefa bem-feita. Ao in-vés disso. É preciso desenvol-ver um fornecedor único para cada item. dessa ma-neira. Os japoneses ouviram. 4. Numa nova era econômica. já que a principal causa da má qualidade e má produtividade é o sistema. A visão é sistêmica. Quem trabalha nas áreas de pesquisa. Os 14 Princípios do Método Deming 1. Instituir o treinamento no serviço. A importância de Edward Deming fica clara com a criação no Japão. 7. Cessar a prática de comprar apenas com base no preço. que compreende 14 princípios. para antecipar problemas na produção e na utiliza-ção que possam afetar o produto ou serviço. 12. conforme vimos na Aula 9. Poucos anos depois a qualida-de dos produtos japoneses já começava a ameaçar fabricantes tradi-cionais. o qual encontra-se além do alcance da força de trabalho. permanecer no mercado e criar empregos. de projeto. deve agir como equipe. 14. reduzir constantemente os custos. 9. 2. . prestaram atenção e puseram em prática o que ele disse. 6. Deming publicou o livro Quality – productivity and competi-tive position. Eliminar as cotas numéricas no chão de fábrica. Eliminar slogans. 10. pois tinha como alicerce – a predominância do cliente. com a finalidade de a empresa tornar-se competitiva. 13. pedindo zero defeito e níveis mais altos de produtivida-de. é o Método Deming. Em 1982. especialmente através das indústrias eletrônica e automobilística.

Ishikawa. Deming. .página 06 Alguns dos responsáveis pelo desenvolvimento dos princípios e das técnicas da qualidade total são: Feigenbaum. Shewhart e Juran.

O Controle da Qualidade Total ainda está evoluindo. uma grande quantidade de técnicas têm por princípios gerais: faça certo da primeira vez para eliminar retrabalhos custosos. mas a Qualidade Total focaliza o cliente como sendo o vetor das suas ações em busca da qualidade. Entretanto. desenvolva trabalho de equipe. mas sim imbuídos de uma visão sistêmica e grupal. conclusão Conclusão A filosofia da Qualidade Total inspira as pessoas por toda a empresa a constantemente aperfeiçoar tudo o que a empresa faz. faça das melhorias contínuas um assunto diário. trabalham não por objetivos individuais. . escute e aprenda com seus clientes e colaboradores. confiança e respeito mútuo. Isso pode incluir melhorar qualquer coisa desde os produtos da empresa até seus métodos de produção ou até as maneiras como se administram as pessoas. As empresas trabalham para estar à frente da concorrência. Isso ocorre porque são elas mesmas que es-tabelecem o ritmo das tendências visando superar a si mesmas.

No entanto.antes que o artigo fosse publicado. precisam reinventar para conseguir um salto quantitativo e qualitativo em seu desempenho. em Avaliações. desafiando suas doutrinas.Reengenharia aula gravada em áudio REENGENHARIA Por vezes. Henry Ford. a idéia básica de reengenharia é o redesenho dos processos. à qualidade dos serviços ou produtos e à eficácia do atendimento ao cliente. qualidade. Hammer não inventou a reengenharia. de reconstrução dos mesmos. reformular completamente seus principais processos de trabalho. O objetivo é atingir grandes aperfeiçoamentos nas mensurações críticas de desempenho e custo. as empresas precisam mais do que mudar. inovação e velocidade. Hammer afirma que a tecnologia da informação tem sido usada de forma incorreta pela maioria das empresas. realize as atividades localizadas no menu lateral: acesso pelo menu "Avaliação". seu valor para os acionistas e sua contribuição para a sociedade. aperfeiçoar-se e aprender. Michael Hammer e James Champy vêem a reengenharia como o “repensar e o reprojetar”.Gestão . é reprojetar os processos. é freqüentemente citado como um dos principais “reengenheiros”. geralmente. redesenhar seus recursos de maneira inovadora. Nesse texto. Assim. a reengenharia é um dos mais populares. em seguida. de forma a conseguir melhorias anormalmente expressivas no que diz respeito ao aumento da produtividade. por exemplo. reconstruindo a empresa e revisando seu modo de fazer negócios. a reengenharia constitui o processo de iniciar tudo do zero. July/Aug. Hammer aplica o verbo to reengineer (sem equivalente em português – ficaria “reengenheirar”. Mais do que melhorar as coisas simplesmente consertando-as. processos fundamentais de todo o mundo dos negócios. aula 04 . O autor e disseminador desse conceito é Michael Hammer. ou melhor. 1990). Conceito Reengenharia é um esforço organizado que é conduzido de alto a baixo em uma companhia. é automatizar os processos de trabalho da forma como estão projetados. Fazer a reengenharia é reinventar a empresa. antes de tudo. se fosse traduzido literalmente) com o sentido de reformular a maneira de conduzir os negócios. De todos os novos conceitos de administração. O que elas fazem.Módulo IV Aula 3 Para efeito de sua própria autoavaliação. que divulgou suas idéias inicialmente no artigo “Promovendo a reengenharia do trabalho: não automatize. destrua” (Harvard Business Review. Essa reinvenção tem como objetivo otimizar a posição competitiva da organização. O que elas deveriam fazer.exercícios de autoavaliação . O que ele chamou de reengenharia já vinha sendo praticado por empresas e consultores. página 02 . Tem o objetivo de rever e se necessário. práticas e atividades existentes para. Hammer teve o mérito de criar um nome para vários esforços de aprimoramento de processos. em processos que integram as funções departamentais.

começando pelos insumos do produto e terminando com os produtos finais e os clientes. Um processo é.serviço de vendas pelo correio. . bem como muitas empresas pequenas. passaram pela reengenharia nos últimos anos.gerenciamento de pedidos (desde o preenchimento até o recebimento). Adotar a perspectiva do processo significa adotar o ponto de vista do cliente.administração de recursos humanos (desde o planejamento de mão-de-obra até o desligamento).gerenciamento de informações. . melhorando a qualidade das matérias-primas e outros insumoschaves. um processo toma um determinado insumo e o transforma para criar um resultado. portanto. com começo. que envolve toda a organização. Portanto. são os seguintes: . O importante é enxergar o processo e não a estrutura organizacional. uma medida importante de um processo é a satisfação do cliente com o resultado desse processo. Um processo é um conjunto de atividades. . A maioria das empresas. e que ocorrem naturalmente na operação diária da empresa.desenvolvimento de produtos (desde a identificação da necessidade do novo produto até a apresentação do protótipo). Bell Atlantic e Taco Bell. . Conseqüentemente. a palavra processo tem importância fundamental. . página 03 A perspectiva do processo implica a visão horizontal do negócio. mesmo as muito grandes e complexas. assegurando que cada processo de transformação adicione valor ao produto e também monitorando a satisfação no mercado. ligadas entre si.Processo Dentro da reengenharia. Alguns dos processos mais comuns. Centenas de grandes empresas. que se encontram na maioria das empresas. incluindo Kodak.administração de suprimentos. A reengenharia adota uma perspectiva de sistemas. . uma ordenação específica das atividades de trabalho no tempo e no espaço. fim e inputs e outputs claramente identificados: uma estrutura para a ação. Os processos são a estrutura de trabalho por meio da qual a organização faz o necessário para produzir valor para seus clientes. a estrutura funcional e hierárquica deixa de ser enfatizada. podem ser desmembradas em cerca de 20 processos principais.

Requer um conjunto de valores inteiramente novos.página 04 Nova Perspectiva A reengenharia requer uma perspectiva completamente diferente da prática da administração tradicional. conforme descrito na tabela abaixo: .

menores custos indiretos. O processo decisório passa a fazer parte das atividades operacionais. sempre há atividades que podem ser programadas para ocorrer simultaneamente. porque a mudança dos processos comprime verticalmente a organização. Procure saná-las logo que apareçam . os processos passam a ter mais de uma versão. sob responsabilidade de um “funcionário do assunto” ou “funcionário do processo”. Embora os processos sejam seqüenciais. resultando em menores esperas. são conjugadas e combinadas numa só. antes distintas. os passos do processo são feitos em paralelo. Às vezes. a responsabilidade é de uma “equipe de processo”. Os trabalhadores passam a tomar decisões. os processos que passam pela reengenharia apresentam os seguintes pontos em comum: Várias atividades.página 05 Não acumule dúvidas. reduzindo o tempo de execução. Às vezes. quando o processo é longo. Sempre que possível. A diversidade de mercados e clientes pode exigir que um . De acordo com Hammer e Champy. melhores respostas aos clientes e maior poder para os trabalhadores.

e sejam responsáveis pelo resultado dos negócios. A reengenharia. e os empregados terão mais independência que os trabalhadores do passado e será esperado que eles saibam mais sobre todo o negócio. substituirão os empregados da produção como uma “elite do trabalho”. A reengenharia reduz o número de pontos externos de contato. São comuns as operações híbridas do tipo centralizadas e descentralizadas. Característica mais marcante. O “gerente de processo” age como responsável pelo processo todo perante o cliente.mesmo processo tenha diferentes versões para atender a diferentes necessidades. que assumam maiores responsabilidades. aula 05 . Conciliação é o processo de uniformizar valores e informações oriundas de pontos externos de contato. O “gerente de processo” age como responsável pelo processo todo perante o cliente. conclusão Conclusão A adoção da reengenharia aponta para novas tendências durante o século XXI. “trabalhadores do conhecimento” altamente educados e orientados tecnicamente. corram riscos. da Unidade 1. A reengenharia foi derivada da departamentalização por processos. realize as atividades localizadas no menu lateral: "Avaliação". o trabalho tornar-se-á menos rotineiro e previsível e irá requerer aprendizado constante e pensamento complexo. “quebra tudo” e recomeça um processo inovador e criativo. O trabalho passa a ser executado no local onde faça mais sentido. Gestão . por meio da agregação dos controles locais em sistemas mais abrangentes. O “gerente de processo” proporciona um ponto de contato único.exercícios de autoavaliação . em Avaliações. Reduzem-se os controles e verificações. Ela deixa de lado as estruturas rígidas da departamentalização funcional e age com os olhos voltados para os processos organizacionais.Módulo IV Aula 4 Para efeito de sua própria autoavaliação.aos projetos de reengenharia. A reengenharia deixa o foco de “ficar melhorando as coisas” . o objetivo de um negócio será menos fazer um produto físico e mais prestar um serviço. os processos “reengenheirados” integram o trabalho que é realizado em unidades organizacionais independentes.Gestão do Conhecimento e do Capital Intelectual aula gravada em áudio GESTÃO DO CONHECIMENTO E DO CAPITAL INTELECTUAL Conhecimento . Usar “gerentes de processo” é outro ponto em comum aos projetos de reengenharia. Minimiza-se o esforço de conciliação. conforme vimos na Aula 7. Está previsto que a empresa média será muito menor que as grandes corporações do passado. possibilita às unidades organizacionais operar como se fossem completamente autônomas. por meio da tecnologia da informação.

A crescente internacionalização dos mercados e das Economias tem produzido efeitos surpreendentes em muitos âmbitos.A gestão do conhecimento. avaliação e decisão sobre alternativas e avaliação de resultados. está entre os temas mais discutidos atualmente. a conhecida globalização. a preferência por organizações enxutas e o espetacular avanço da tecnologia. Fonte: http://www. menores ciclos de vida de produtos e mudanças tecnológicas fazem com que a administração tenha papel fundamental na obtenção de sucesso ou fracasso de uma organização dentro desse ambiente. principalmente pela união das telecomunicações com a informática. mais facilmente poder-se-ia triunfar e sobressair perante os demais. os empresários.mayo. notadamente nos campos da informação e das telecomunicações. utilizar o conhecimento como recurso estratégico e capacitar as pessoas para adaptação à nova realidade.br/centropis/cerebro. sendo necessário. pois ao longo da história mundial os homens que se encontravam na vanguarda do conhecimento. e da necessidade de compartilhá-lo como a grande chave para vantagens competitivas e sucesso empresarial? Entre os vários fatores que poderiam explicar esse movimento estão: as mudanças na Economia global. não sendo desconhecido o fato de que. Fonte: http://www. então.jpg Sua importância não é uma descoberta nova. possuindo conhecimento. A utilização da Tecnologia da Informação é parte integrante do processo de transformação das organizações. .jpg página 02 Tecnologia e Informação Tanto a tecnologia como as informações são ferramentas para o sucesso da administração.edu/mshs/images/tech-res. Fatores preponderantes do processo de globalização como competição. utilizar sistemas de informações gerenciais. Por que.com.geocities. sempre estiveram em destaque. portanto. configuram recurso básico na definição de rumos e objetivos da empresa – fixação de estratégias e políticas. implementar o processo de mudança organizacional. também chamada por alguns autores de gestão do capital intelectual. investir em inovações tecnológicas. consultores e acadêmicos cada vez mais vêm falando do conhecimento como o principal ativo das organizações.yahoo. demanda por qualidade.

Mudanças Vivemos um tempo de mudanças contínuas. e. valores ou ideais dos indivíduos. os sistemas integrados. "Se a taxa de mudanças dentro da empresa for menor do que a taxa das ocorridas fora da mesma. e por isso. A diferenciação passa a vir do conhecimento. disseminá-los por toda a organização. e requer a distinção apresentada por Polanyi entre os dois tipos de conhecimento existentes nas organizações: o conhecimento explícito e o conhecimento tácito. numa época de desafios cada vez maiores. A conjunção das tecnologias de informática e telecomunicações tornou viável um grande número de atividades antes sequer imaginadas. etc. mas também o desenvolvimento de um trabalho que tenha sentido e do qual o trabalhador se orgulhe de estar participando. cujo principal negócio é a contínua inovação. e transformá-los em novas tecnologias e novos produtos. visualizar as organizações migrando do velho modelo. normas. transmitido ou armazenado. ou está. 1991). da preparação da pessoa. seu aprendizado assume papel fundamental. As organizações enxutas que emergiram dos processos de adoção indiscriminada de novas tecnologias (e terceirizações não planejadas) em muitos casos fizeram ver que a redução generalizada de custos redundasse em perdas de grandes valores.um dos quais o acirramento da concorrência e a necessidade de manter vantagens competitivas sustentáveis. com participação direta da tecnologia da informação como elemento de apoio. Essas atividades definem a empresa “criadora do conhecimento”. na capacidade de relacionar informações estruturadas e não estruturadas com regras constantemente modificadas e aplicadas pelas pessoas na empresa. experiências. portanto. por sua vez. uma organização não pode criar conhecimento sem as pessoas – o que pode é apoiar as pessoas criativas e prover contextos para que estas gerem conhecimento. portanto. página 03 De acordo com Nonaka e Takeuchi. vista como cidadão e trabalhador. A Gestão do Conhecimento reside. Trata-se. é aquele contido e decorrente das ações. Nesses tempos de grandes mudanças de mercado. Jack Welch Educação e Mudança . que trata exatamente de uma nova visão da educação profissional não mais apenas como preparação pontual para o desempenho de determinadas tarefas. e pode ser facilmente processado. os produtos e serviços transformam-se em agregados de idéias e o valor dos ativos intangíveis supera em muito os valores dos ativos financeiros. “Numa Economia na qual a única certeza é a incerteza. O conhecimento explícito é aquele que pode ser. em que o conhecimento é a maior alavanca de riquezas em todas as áreas. fundamentalmente. manuais. entre tantas outras. Pode-se. vídeo e teleconferências. dos relacionamentos e dos processos. O conhecimento é criado apenas pelos indivíduos e a eles pertence. emoções. A busca da melhoria do desempenho organizacional dentro desses enfoques faz-se por meio de um elemento fundamental – a informação – cuja gestão é ponto fundamental na gestão do conhecimento. como a experiência e o conhecimento tácito das pessoas. basicamente. para o desenvolvimento de competências que garantam tanto o sucesso da organização quanto seu sucesso e felicidade pessoal. criar novos conhecimentos. com consistência. para um modelo dinâmico que reconhece a força do material intelectual. O conhecimento tácito. a única fonte de vantagem competitiva é o conhecimento” (Nonaka. o fim está à vista”. proliferação de tecnologias. multiplicidade de competidores e produtos tornando-se obsoletos rapidamente. portanto. seja em computadores. como as redes globais e internas. no qual os insumos entravam numa espécie de caixa-preta e dela originavam-se os produtos finais. a essência para a criação efetiva do conhecimento organizacional está. registrado. A Educação Corporativa.. mediante uma carreira que privilegie não apenas o simples desempenho de funções mecânicas. as empresas de sucesso são aquelas que conseguem. na conversão do conhecimento tácito em explícito.

Existe hoje a necessidade de “reinventar” as organizações.htm São modelos que visavam um mercado pouco exigente e operam. quando afirmava termos “o mercado como a mais eficiente configuração para o fomento da capacidade produtiva de uma nação e para a escalada de seu processo de formação de capital” (apud Guerreiro Ramos. entre nossas motivações materiais de sobrevivência e nossas motivações espirituais de transcendência. E. no entanto. A natureza instrumental das organizações permanece. O próprio pensamento de Max Weber já refletia sobre a mudança de foco das organizações. O abandono de nossa transcendência. a única fonte segura de vantagem competitiva duradoura é o conhecimento” (Nonaka. página 04 O Processo de Mudança Vários modelos administrativos em execução nos dias de hoje ainda são um conjunto de princípios estabelecidos há praticamente dois séculos.alzheimers. Fonte: www. principalmente em função do avanço tecnológico que permite. globalização. por exemplo. pelo qual pode-se visualizar a organização como um conjunto de eventos interligados em um mesmo esquema. a riqueza é o conhecimento. hoje dominantes. por meio do Relatório Delors.org/unraveling/07. limitações de capital. mas com seu efetivo auxílio. A realidade. é outra. coloca quatro perguntas fundamentais: Como Aprender a Fazer? a Conhecer? a Ser? e a Conviver? O encontro entre a aprendizagem e o trabalho está baseado no duplo diálogo entre o conhecer e o fazer e entre o ser e o conviver. 1997). aplicadas em conjunto. pois no século XXI a capacidade de trabalho dependerá cada vez mais de um processo contínuo de aprendizagem. 1989). atualizadas e no tempo certo. tempo (velocidade) e custo. e a serem desenvolvidas adequadamente se tiverem como base informações com qualidade. reestruturações e menor lucro operacional. comunicações. conseguindo com que o processo de transformação organizacional ocorra não por causa da tecnologia. Na Era da Informação. brindou-nos de um lado com o totalitarismo das utopias estatizantes e. Ao repensarmos as organizações no contexto de uma Economia na qual o conhecimento passou a representar o ativo de produção mais importante. com o individualismo das sociedades capitalistas liberais. É importante ressaltar o papel da tecnologia da informação nesse ambiente competitivo. assim como a eliminação de empregos. efetivarmos as mudanças necessárias em face do novo panorama de mercado. ou seja. ao lado do trabalho. . mas reafirma-se a chave para a produtividade – o conhecimento. rever canais de distribuição. O aspecto importante a ser ressaltado é a utilização do conhecimento como recurso estratégico: “Nunca Economia na qual a única certeza é a incerteza. tudo gira em torno das expectativas dos clientes. desde que bem utilizado. a Unesco.Ao conceber os quatro pilares fundamentais da educação do futuro. que determinam como diferencial competitivo das empresas suas estratégias de qualidade (conformidade). do outro. precisamos também nos questionar sobre o novo papel da educação na vida de cada um de nós. a serem. precisamos de uma clara noção do papel que o trabalho representa em nossa vida. aumentar a capacidade de produção. que caracterizou boa parte da ciência e da filosofia da modernidade. em linhas de produção para um mercado de massa – nos quais a preocupação era produzir. com a aplicação do raciocínio sistêmico. e os componentes determinantes do cenário do mercado são avanços tecnológicos. Os antigos princípios não valem mais. naturalmente.

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Mudar é Preciso
Algumas mudanças são inevitáveis, mas é importante reconhecer que muitas forças agem no sentido de manter uma organização num estado de equilíbrio. As forças contrárias à mudança também são forças que apóiam a estabilidade das organizações. Em estudo sobre o processo de conseguir mudança efetiva, Lewin observou que as pessoas sentem dois grandes obstáculos à mudança. Não se dispõem a modificar atitudes e comportamentos antigos (ou simplesmente são incapazes disso). Muitas vezes, a mudança dura pouco – após breve período de tentativa de fazer as coisas de modo diferente, as pessoas quase sempre procuram voltar a seu padrão anterior. Para superar esses obstáculos, Lewin criou um modelo de três passos do processo de mudança, que foi refinado por Schein (1980), e pode ser aplicado a pessoas, grupos ou a organizações inteiras:

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Capital Intelectual

O capital humano significa pessoas estudadas e especializadas, que são o ponto central na transformação global. Segundo Richard Crawford, em seu livro “In the Era of Human Capital” a expressão capital humano apareceu pela primeira vez na literatura econômica em 1961, no artigo “Investindo em Capital Humano”, publicado na American Economic Review, escrito pelo economista Theodore W. Schultz, vencedor de Prêmio Nobel de Economia de 1979, reforçando os conceitos formulados no século XVIII por Adam Smith e outros. Tido como a característica mais marcante da era do conhecimento, o surgimento do capital humano aparece como a força dominante da Economia. Embora na sociedade industrial o capital físico e financeiro fosse um fator crítico para o sucesso, na Economia do conhecimento a importância relativa do capital físico diminui à medida que a tecnologia torna-se mais barata e a qualificação, o conhecimento e as habilidades das pessoas crescem em importância. O Japão é um exemplo clássico de Economia construída com base no capital humano. Após a Segunda Guerra, sua estrutura física estava em ruínas e não havia nenhuma matéria-prima de valor. Apesar disso, em menos de 50 anos, desenvolveram a Economia de maior sucesso do mundo, como fruto de uma população trabalhadora e, acima de tudo, bem educada. Conforme Peter Drucker (1999) é exatamente na área econômica que está a grande diferença entre o trabalhador manual e o trabalhador do conhecimento. Segundo o autor, a teoria econômica e a maior parte das empresas vêem o trabalhador manual como custo. Para que sejam produtivos, devem ser considerados ativos e, como qualquer ativo, precisam crescer. Os trabalhadores do conhecimento possuem os meios da produção. O conhecimento que eles detêm é um ativo. Assim como o capital físico deprecia, o capital humano também. No entanto, o problema maior é exatamente a rapidez com que o conhecimento e a tecnologia tornam-se obsoletos. “O único caminho para os trabalhadores da sociedade do conhecimento manterem suas habilidades e conhecimentos e atuarem efetivamente como capital humano é se comprometendo com um aprendizado contínuo e vitalício, o que afetará todos os trabalhadores, tanto como indivíduo quanto como empregados ou empregadores” (Crawford, 1994). Enquanto na sociedade industrial a educação era voltada exclusivamente para a alfabetização e o provimento de treinamento técnico, na sociedade do conhecimento a educação passa a ser universal e os níveis de educação crescem para as novas áreas de conhecimentos que requerem treinamentos e educação atualizada para sua aplicação. Outro ponto importante diz respeito ao valor do capital humano, que cresce com o aumento do capital físico, uma vez que equipamentos mais sofisticados aumentam o valor dos treinamentos especializados e da educação necessária. Isso quer dizer que os próprios capitais (físico e financeiro) adicionam valor ao capital humano, pois permitem que este aumente sua produtividade e suas habilidades profissionais. Entretanto, o capital humano é essencial para a produção do capital físico, seja na invenção de novos equipamentos, novos produtos, ou novos negócios.

conclusão

Conclusão

Durante a Revolução Industrial, as máquinas substituíram a força física. Na Economia do conhecimento, as máquinas complementam a capacidade intelectual do ser humano. É fundamental entender que o verdadeiro desenvolvimento organizacional depende essencialmente da aprendizagem organizacional e que um mundo em permanente transformação exige pessoas e organizações com total disponibilidade para aprender a aprender. É possível conquistar novos conhecimentos e criar novas sinapses em nosso cérebro privilegiado, mas também é possível preservar valores do coração e da dignidade humana. .

Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo IV Aula 5

Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. Acesso pelo menu "Avaliação", em Avaliações.

aula 06 - Família I.S.O - International Standartization Organization

aula gravada em áudio

FAMÍLIA ISO
O que é? ISO significa Internacional Organization for Standartization (Organização Internacional de Normatização) – é uma organização internacional privada, sem fins lucrativos, criada em 1947 e tem sede em Genebra, na Suíça. ISO não é apenas a sigla da organização, é o nome que deriva da palavra grega isos, que significa igual. Seu objetivo é promover o desenvolvimento de normas, testes e certificação, atividades relacionadas com a intenção de facilitar o intercâmbio internacional de bens e de serviços e para desenvolver a cooperação nas esferas: intelectual, científica, tecnológica e de atividade econômica. Esta organização é formada por representantes de 91 países, cada um representado por um organismo de normas. A ISO envolve mais de 180 comitês técnicos, abrangendo muitos setores e produtos industriais.

A ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas – membro fundador da ISO, é a organização nacional de normatização que representa o Brasil. Os membros da ISO são os representantes das entidades máximas de normatização nos respectivos países como, por exemplo, ANSI (American National Standards Institute), BSI (British Standards Institute), DIN (Deutsches Institut für Normung) e o INMETRO (Instituto Nacional de Metrologia).

Certificação e Normas
Certificação é uma declaração de um órgão independente de que a organização sob o processo de auditoria atende aos requisitos de uma norma especificada. A certificação atesta que a organização tem um Sistema de Gestão da Qualidade implantado e que demonstrou que tem capacidade para fornecer, de forma consistente, produtos e/ou serviços que atendam aos requisitos do cliente e às leis aplicáveis, além de ampliar a satisfação do cliente pela aplicação efetiva e melhoria contínua do Sistema.

Em 1987, a ISO publicou manuais de avaliação do sistema da qualidade, chamadas Normas ISO Série 9000 de Padrões Internacionais (ISO series of International Standards), que sintetizavam diversas normas nacionais já existentes. Em 1996, foram publicadas as Normas ISO 14000, que tratam da administração ambiental. Ambas fazem parte de um conjunto de mais de 11.000 padrões internacionais que a ISO produziu desde sua fundação. A ISO não tem como missão controlar a aplicação de suas normas, que é uma

as normas ISO passaram a ser utilizadas como mecanismos de auditoria da qualidade. Série 9000 A família ISO 9000 de normas representa uma espécie de consenso internacional a respeito das boas práticas de administração da qualidade. já que a organização não tem poder legal para obrigar sua adoção. A ISO 9000 não é uma norma internacional da qualidade revolucionária. ou seja. nem essas empresas têm qualquer delegação da ISO para fazê-lo.questão de entendimento voluntário entre fornecedores e seus clientes. A família compreendia. desenvolvida em 1963. mas não é uma garantia da qualidade de produtos. página 02 Devido a sua grande aceitação. ou de exigência que alguns compradores fazem a seus fornecedores. a certificação não é conferida pela ISO. No entanto. especialmente nas áreas da saúde. até o ano 2000. Além disso. evoluiu a partir de normas de qualidade existentes e amplamente usadas. que conferem certificados de conformidade com a ISO 9000. Suas origens remontam à norma militar inicial para a qualidade. cinco séries específicas: . Surgiram empresas especializadas nesse tipo de auditoria. Alguns de seus padrões foram adotados por governos nacionais. a adesão às normas ISO é voluntária. nem em seu nome. Ela é evolucionária. da segurança e ambiental.

página 03 A ISO 9000 serve de roteiro para implementar as demais. não significa uma hierarquia entre as séries. a inspeção e o ensaio final do produto seriam suficientes. 9004-2 e assim por diante). São 20 os elementos abordados nas séries ISO 9000. antes de ser retirada no ano 2000. testados. foi usada por companhias para as quais a ênfase estava na produção e na instalação. . A numeração. sendo a mais abrangente a ISO 9001 que é utilizada pelas companhias para controlar seus sistemas de qualidade durante todo o ciclo de desenvolvimento dos produtos. de 9000 até 9004. Esta norma da qualidade era utilizada por empresas cujos produtos já foram comercializados. antes de ser retirada no ano 2000. A norma ISO 9002. Essas séries específicas dividem-se em normas ainda mais especializadas (9004-1. A norma ISO 9003. melhorados e aprovados. desde o projeto até o serviço. foi dirigida para companhias nas quais sistemas abrangentes da qualidade podiam não ser tão relevantes.

.página 04 Certificação A certificação ISO é tipicamente voluntária.

treinamento dos funcionários na documentação da Qualidade. Os países desenvolvidos possuem esquemas de certificação muito bem desenvolvidos. Auditorias Internas: são aquelas realizadas por auditores que pertencem aos quadros da empresa. realização das auditorias internas.Conforme estabelecido na ISO 9000. elaboração do Manual da Qualidade. Dentre eles. palestra sobre qualidade para todos os funcionários. página 05 Etapas necessárias para a certificação: comprometimento da alta administração. Auditorias de Terceira Parte: são aquelas realizadas por um órgão independente. elaboração e divulgação da política da Qualidade. sobre o fornecedor. seleção e designação formal de um coordenador. estudo de cada um dos requisitos da norma e realização do diagnóstico da organização em relação ao requisito. plano de trabalho para a implantação de cada requisito. escolhidas em comum acordo entre comprador e produtor. treinamento. Auditorias de Segunda Parte: são aquelas realizadas pelo comprador. formação do Comitê de Coordenação. implantação das ações corretivas para as não conformidades. para determinar a capacidade deste fornecedor em atender os requisitos das Normas ISO e. seleção da Entidade Certificadora. está entre os mais respeitados e utilizados. requisitos suplementares. divulgação constante do assunto qualidade. formação dos Auditores Internos da Qualidade. conforme a relação entre auditores e empresas sob processos de auditoria. . o do Reino Unido. são reconhecidas três possibilidades de avaliações/auditorias. quando apropriado. formação de grupos de trabalho com a participação dos funcionários para elaborar as instruções de trabalho.” Internacionalmente. “avaliações do Sistema da Qualidade do fornecedor (quem produz e vende o produto) são utilizadas antes de um contrato.

. Por estes e outros motivos é que as normas ISO 9000 vêm tendo no mundo inteiro ampla aceitação. cria uma cultura voltada para a Qualidade. a implantação da ISO 9000 na empresa promove os seguintes ganhos. ênfase nas causas dos problemas e não nos "culpados". eliminação de fluxos irracionais ou desnecessários. entre outras. entre outros: foco no cliente. uniformidade e clareza de conceitos. ações baseadas em fatos e não em opiniões. paralelamente. a empresa é vista pelos funcionários com um todo. podendo-se ainda ressaltar o treinamento e a capacitação dos colaboradores e a abertura de canais de comunicação com os fornecedores. aumento do desempenho da empresa. melhorias contínuas e quebra de barreiras interdepartamentais. redução do desperdício. aproximação das áreas e eliminação de barreiras internas. mudança comportamental dos colaboradores. aumento da participação dos funcionários. outros processos fundamentais à qualidade: criação de um novo conceito de administração. Um processo que se inicie pela implementação de requisitos mínimos das normas ISO 9000 faz com que ocorram. aumento da capacitação dos funcionários. estabelecimento de carteira de clientes/fornecedores internos Essas são. com destaque para a parceria. início de um processo de potencialização dos funcionários. algumas das transformações pelas quais a empresa passa durante um processo de implementação das normas ISO 9000.página 06 O que as empresas ganham com o ISO 9000 Além dos motivos óbvios de manter seus clientes e conquistar novos mercados. cria bases sólidas para programas de Qualidade total página 07 Há muitos outros ganhos possíveis.

principalmente. pelos pequenos e médios empresários que não dispõem de especialistas ou de departamentos de gestão da qualidade para interpretar os requisitos da norma e implementá-los adequadamente. Sistemas de Gestão da Qualidade .Diretrizes para melhoria de desempenho. • Simplificar a linguagem para evitar as dificuldades encontradas. ."Princípios da Eficiência: Não temer o futuro nem idolatrar o passado.com. Henry Ford Modificações nas normas da Família ISO a partir de 2000 A partir do ano 2000.Requisitos. • Possibilitar a implementação integrada e de forma fácil de múltiplos sistemas gerenciais. • NBR ISO 9004:2000. notadamente dos sistemas de gestão de meio ambiente e de segurança e saúde ocupacional conclusão Conclusão As normas ISO tiveram uma grande aceitação e passaram a ser sinônimo de qualidade. a Família NBR ISO 9000 possui um pequeno número de normas adicionais contendo diretrizes e alguns relatórios e especificações técnicas para a implementação e/ou manutenção de um sistema de gestão da qualidade. Ela inclui os requisitos de satisfação do cliente. O passado só nos serve para mostrar nossas falhas e fornecer indicações para o progresso no futuro”. composta pelas NBR ISO 9000. NBR ISO 9001 e NBR ISO 9004 incorpora diversas alterações em relação à versão de 1994. conforme a própria FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) preconiza por meio de seu site: http://apps.htm “A Família NBR ISO 9000:2000 está composta da seguinte forma: • NBR ISO 9000:2000. O insucesso é apenas uma oportunidade de começar de novo com mais inteligência.fiesp. • Acompanhar a evolução das necessidades de usuários e clientes sofre mudanças radicais e rápidas. Sistemas de Gestão da Qualidade – Fundamentos e Vocabulário. • Consolidar e diminuir o número de normas de caráter orientativo. através de uma aplicação efetiva do sistema. A nova versão das normas da série NBR 9000:2000. Além destas 3 normas. Para cumprir esta diretiva.br/qualidade/faq. Vejamos algumas razões para esta revisão: • Dar resposta aos inúmeros problemas com o modelo de vinte elementos que se apresentavam distribuídos pelo texto das normas de forma pouco articulada. principalmente nas últimas duas décadas. Uma empresa que possui ISO pode ser melhor vista no mercado. dificultando seu uso nas organizações. • NBR ISO 9001:2000. Sistemas de Gestão da Qualidade . algumas modificações foram feitas nas normas ISO. • Dar orientação à gestão das organizações para melhorar o desempenho e não apenas quanto aos requisitos para a certificação ou registro dos sistemas da qualidade.” O que há de novidade na ISO 9000:2000? Todas as normas da ISO devem passar por um processo de revisão de tempos em tempos. a ISO 9000:2000 foi modificada.

administrativos e humanos. era composta pelas normas ISO 9000. começou a se desenvolver apenas no início dos anos 90. mas sim ao sistema de gerenciamento da qualidade e. se uma empresa deseja obter a ISO. estejam sob controle. e em nível acadêmico o conceito ainda pode ser considerado em fase de construção. Supply Chain Management (SCM).exercícios de autoavaliação . fatores técnicos. da prevenção de deficiências na qualidade. a Família ISO 9000 passou a ser composta apenas pela ISO 9000.Supply Chain . Mesmo em nível internacional. Redução do Tempo de Setup (SMED). são poucas as empresas que já conseguiram implementá-lo com sucesso. que afetem a qualidade. Kanban e Engenharia Simultânea. principalmente. ao atendimento das exigências do cliente.Módulo IV Aula 6 Para efeito de sua própria autoavaliação. ISO 9003 e ISO 9004. acima de tudo. Por fim.Cadeia de Suprimentos aula gravada em áudio SUPPLY CHAIN MANAGEMENT Histórico O movimento da qualidade total e o conceito de produção enxuta trouxeram consigo em conjunto de técnicas e procedimentos como o Just In Time (JIT). realize as atividades localizadas no menu lateral: "Avaliação". A versão da Família ISO 9000. A partir do ano 2000. Função da Qualidade de Desenvolvimento (QFD). ISO 9001. Na trilha das mudanças um novo conceito surgiu. Controle Estatístico de Processos (CEP). Todo este controle deve estar orientado no sentido da redução e. estas técnicas e procedimentos contribuíram para um grande avanço da qualidade e produtividade. ela deve se organizar de forma tal que. aula 07 . ISO 9001 e ISO 9004. até 1994. sem perder sua amplitude. . Amplamente adotadas em quase todos os países industrializados de economia de mercado. Gestão .É sempre importante esclarecer que estas normas não dizem respeito ao produto ou serviço. ou Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos.

e finanças para a estruturação do financiamento. Instrumento fundamental para a eficiência do processo de comercialização e distribuição de bens e serviços. uma ampliação da atividade logística para além das fronteiras organizacionais. uma simples extensão do conceito de logística integrada. pouco ainda se conhece sobre o verdadeiro significado deste novo conceito e principalmente sobre as barreiras e oportunidades para sua implementação. Compras e desenvolvimento de fornecedores são outras duas atividades que extrapolam funções tradicionais da logística. ou seja. Além disso. O desenvolvimento de novos produtos é talvez o mais óbvio deles. é fundamental entender o conceito de canal de distribuição já bastante consolidado e há muito utilizado por Marketing. existe uma crescente percepção de que o conceito de Supply Chain Management é mais do que uma simples extensão da logística integrada. página 02 Em contrapartida a esta visão. pesquisa e desenvolvimento para a formulação do produto. tais como: o marketing para estabelecer o conceito. existe uma clara e definitiva necessidade de integração de processos na cadeia de suprimentos. e que são críticas para a implementação do SCM. internos e externos. na direção de cliente e fornecedores na cadeia de suprimentos. que executam as funções que dão apoio ao Marketing de produtos e serviços de uma determinada empresa. o canal de distribuição pode ser definido como sendo o conjunto de unidades organizacionais. O que vem a ser Supply Chain (SCM)? Para melhor entender o conceito de Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos. Embora muito se tenha falado.Há profissionais que consideram o SCM como apenas um novo nome. fabricação e logística para executar as operações. instituições e agentes. pois vários aspectos do negócio deveriam ser incluídos nesta atividade. página 03 . pois inclui um conjunto de processos de negócios que em muito ultrapassa as atividades diretamente relacionadas com a logística integrada.

os canais de distribuição vêm se tornando cada vez mais complexos. Membros Especializados: são aqueles que participam indiretamente. a presença de membros especializados era pouco difundida. Existia uma forte tendência à integração vertical como forma de manter controle e coordenação. o aumento da competição e a instabilidade dos mercados levaram a uma crescente tendência à especialização. quando o conceito de Marketing era pouco desenvolvido e a idéia de segmentação de mercado era pouco utilizada. instituição ou agente que execute uma ou mais funções de suporte ao Marketing é considerado um membro do canal de distribuição Os diversos participantes de um canal de distribuição podem ser classificados em dois grupos: Membros Primários: participam diretamente do processo. vendas. assumindo o risco pela posse do produto. Em contrapartida. O crescente número de participantes trabalhando num ambiente competitivo e de pouca coordenação é a principal razão para o crescimento dos custos. processamento de dados e prestadores de serviços logísticos integrados. e incluem: fabricantes. A solução para este problema passa necessariamente pela busca de uma maior coordenação e sincronização. transporte. estoque. das práticas de segmentação de mercado e do lançamento contínuo de novos produtos. informações. Os exemplos mais comuns são as empresas de transporte. Com a evolução do conceito de Marketing e mais especificamente. não assumindo o risco da posse do produto. o surgimento de novos e variados formatos de varejo. basicamente através da prestação de serviços aos membros primários. através da desverticalização e/ou terceirização. página 04 O Surgimento do SCM A desverticalização levou à combinação de maior complexidade com menor controle. . por meio de um processo de cooperação e troca de informações. Qualquer unidade organizacional. armazenagem. Uma das principais conseqüências deste movimento foi o crescimento da importância dos prestadores de serviços logísticos. Até a década de 50. As estruturas dos canais de distribuição vêm se tornando mais complexas ao longo dos anos. O que muitas empresas buscam neste processo é o foco na sua competência central (core business). As relações entre os membros primários eram distantes e conflituosas.Dentre as funções de suporte ao Marketing incluem-se: compras. repassando para prestadores de serviços especializados a maioria das operações produtivas. levando ao aumento dos custos operacionais nos canais de distribuição. programação da produção e financiamento. distribuidores e varejistas. atacadistas. armazenagem.

armazenadores. Como exemplo. um menor custo logístico para o fabricante seria alcançado às custas de outros membros do canal. criou as condições ideais para se implementar processos eficientes de coordenação. combinado com a revolução nas telecomunicações. desde o consumidor final até o fornecedor inicial de matérias-primas. Numa estrutura onde o fabricante distribui diretamente para o consumidor final. página 05 No caso da distribuição indireta. o fabricante recebe um menor valor pelo seu produto. tende a forçar o atacadista a carregar mais estoque de segurança a fim de ser capaz de oferecer um nível aceitável de serviço para o varejista. referente a quem deve se responsabilizar pelos estoques e em que estágio as diversas atividades deveriam ser realizadas. O Supply Chain Management é uma abordagem sistêmica de razoável complexidade. Vai além das fronteiras organizacionais e considera tanto os elementos internos quanto os interorganizacionais. atacadistas e varejistas) assumem grande parte do controle e risco e. Neste caso. que está sendo denominado de Supply Chain Management. a empresa tem muito mais controle sobre as funções de Marketing. . por esta razão. Um fabricante que ofereça uma baixa disponibilidade de oferta e tempo de entrega inconsistente. Em outras palavras. ele representa o esforço de integração dos diversos participantes do canal de distribuição por meio da administração compartilhada de processos-chave de negócios que interligam as diversas unidades organizacionais e seus membros. através da integração de processos de negócios que interligam seus diversos participantes. o custo da distribuição tende a ser muito maior. podemos comparar os elementos existentes entre as opções de distribuição direta ou indireta por um dado fabricante. Implica em alta interação entre os participantes e exige a consideração simultânea de diversos elementos. No entanto. as instituições externas ou agentes (transportadores. exigindo do fabricante um alto volume de vendas ou uma saturação geográfica em um mercado regional. É exatamente este esforço de coordenação nos canais de distribuição.O avanço da informática. resultando provavelmente numa cadeia de suprimento menos eficiente e eficaz.

promovendo um controle muito seguro através da técnica de SCM. ou por meio da adoção de novos procedimentos ou tecnologias. a adoção de um sistema de processamento de pedidos automatizado em substituição a um sistema arcaico poderia permitir uma melhoria do nível de serviço. Por fim. serviço aos clientes 3. administração da demanda 4. a Miliken também tem seu sistema de controle de estoque ligado ao fabricante da fibra do brim. O pedido de compras que um faz do outro também foi definido com base no estoque mínimo mais um determinado percentual de segurança. página 06 Para que a implementação do SCM seja eficaz. que é a Miliken. Os mais citados são: 1. relacionamento com os clientes 2. devem ser considerados processos de negócios. redução nos custos de transporte e armazenagem. Como. redução de estoque. também tem seu sistema ligado ao fabricante do brim. Essa por sua vez. Assim temos: Esse é um exemplo de 4 empresas ligadas por um único sistema de controle de estoque. atendimento de pedidos 5. Ao fazer a leitura óptica da passagem de uma calça Levis no ponto de venda (caixa). compras/Suprimento 7. Esses 4 sistemas de estoque estão interligados por um único ponto de partida de um novo pedido: a passagem da calça jeans Levis no ponto de vendas da Sears.Uma maneira de evitar problemas seria através da mudança da estrutura. Os níveis de estoque foram previamente determinados. aceleração do ciclo de caixa e aumento do retorno sobre o investimento. administração do fluxo de produção 6. a busca e identificação de oportunidades deste tipo e sua implementação conjunta. que é a Du Pont. tidos como essenciais. Um exemplo muito eficaz de SCM é vindo das lojas Sears. desenvolvimento de novos produtos A adoção do conceito de Supply Chain Management incentiva. através do processo de coordenação e colaboração. por exemplo. Levis. o sistema de controle de estoque da Sears está ligado ao de seu fornecedor de calças jeans. nos Estados Unidos. .

Q . surpreende verificar que tão poucas empresas o tenham implementado. A primeira deriva da relativa novidade do conceito. Gestão . como a Fortune. pelo processo de coordenação e colaboração.conclusão Conclusão No Brasil. Tanto quanto possível dependem de uma estrutura tecnológica que permita um perfeito controle das variáveis que envolvem os sistemas de entrega. pois é uma abordagem que exige mudanças profundas em práticas arraigadas. que desperta a atenção de gestores das grandes e mais modernas organizações da atualidade.PNQ Histórico O Prêmio Nacional de Qualidade (PNQ) pretende promover a conscientização para a busca da excelência na gestão das . estão anunciando o SCM como a nova fonte de vantagens competitivas. no que diz respeito ao relacionamento entre os diversos participantes da cadeia. realize as atividades localizadas no menu lateral: "Avaliação". Embora seja um conceito em evolução. o SCM já está na agenda da maioria dos gerentes das grandes empresas internacionais. cuja utilização ainda se restringe a um conjunto de empresas mais avançadas. A adoção do conceito de Suppy Chain Management incentiva.P.Módulo IV Aula 7 Para efeito de sua própria autoavaliação. aula 08 . tanto dos procedimentos internos como nos externos. O enorme interesse pelo tema é justificado pela comparação dos exemplos de sucesso já conhecidos. Os bons resultados obtidos pelas empresas que já conseguiram implementar o Supply Chain com sucesso estampam a garantia de que este não é um modismo gerencial. mas algo consistente. a busca e identificação de oportunidades e sua implementação coordenada. com o nível de complexidade e descoordenação da maioria dos canais de distribuição hoje existentes.Prêmio Nacional de Qualidade aula gravada em áudio PRÊMIO NACIONAL DE QUALIDADE . Artigos na imprensa especializada. Pesquisas preliminares sobre os ganhos que empresas podem auferir com a utilização correta do conceito apontam para reduções substanciais nos custos operacionais da cadeia de suprimentos. As razões para tanto são basicamente duas.exercícios de autoavaliação . ainda em formação e pouco difundido entre os profissionais.N. Considerando os enormes benefícios que podem ser obtidos com a correta utilização do conceito de SCM. a onda do Supply Chain começou a se espalhar no final da década de 90. e a segunda com a complexidade e dificuldade de implementação do conceito. impulsionada pelo movimento da logística integrada que vem se acelerando no país. de fornecedor para fornecedor.

Prêmio Qualidade RS. dos quais muitos se candidataram para atuar como voluntários da Banca Examinadora e como Juízes. fundada por 39 organizações públicas e privadas. em todo o território nacional. Prêmio Qualidade do Governo Federal. página 02 Alguns prêmios passaram a utilizá-lo como referencial de avaliação. quase um terço internacionais. foi instituída a Fundação para o Prêmio Nacional da Qualidade . Foram realizados dezenas de Seminários . Desde sua criação. a partir da troca de informações com as instituições congêneres à Fundação no exterior."Em Busca da Excelência" – sendo.FPNQ. Por meio de sua área de edições técnicas distribuiu milhares de exemplares dos “Critérios de Excelência do PNQ”. milhares de profissionais foram treinados pela FPNQ na aplicação dos Critérios de Excelência. a Fundação conduziu dezenas de ciclos de premiação do PNQ e entregou centenas de relatórios de avaliação para todas as organizações candidatas. Prêmio Nacional ABRAPP de Qualidade. para administrar o PNQ e todas as atividades decorrentes da premiação. Prêmio Paulista de Qualidade da Gestão. Prêmio Gestão Qualidade Bahia. Examinadores Seniores. pequenas e microempresas. tais como: Prêmio ABES da Qualidade. De 1992 até hoje. Examinadores Relatores e Examinadores. Da experiência adquirida ao longo de vários ciclos de premiação. O domínio do conhecimento na área de avaliação. Em outubro de 1991. utilizando o modelo bem-sucedido do PNQ. cumprindo com a sua missão institucional. bem como as sucessivas atualizações implementadas nos Critérios de Excelência. médias empresas. órgãos da Administração Pública . aliado a um Código de Ética seguido rigorosamente pelas Bancas Examinadoras. Prêmio ANTP da Qualidade. O Processo de Premiação O Prêmio é concedido anualmente nas categorias: grandes empresas. organizações sem fins lucrativos. geraram a credibilidade e o prestígio que hoje sustentam o Prêmio Nacional da Qualidade. Prêmio Qualidade Rio. a FPNQ estimulou e participou da criação de diversas premiações setoriais e regionais.organizações e facilitar a transmissão de informações e conceitos relativos às técnicas e práticas bem-sucedidas. promotora do prêmio. Prêmio Gestão Qualidade Sergipe. e fazer a representação institucional externa do Prêmio Nacional da Qualidade nos fóruns internacionais. entidade privada e sem fins lucrativos.

dentre outras. promovendo a imagem e a reputação internacionais de excelência dos produtos e serviços brasileiros. da Sadia. página 03 A FPNQ edita. 3) servir como referencial de avaliação para iniciativas de premiações internas. ampla troca de informações sobre métodos e sistemas de gestão que alcançaram sucesso e sobre os benefícios decorrentes da utilização dessas estratégias. Com a atualização anual sistemática dos “Primeiros Passos para a Excelência”. da Siemens. do Senai. inclusive com a criação de premiações internas. desde 1996. da Gerdau. . que estão se desenvolvendo no Brasil. portanto. da Petrobrás. bem como o desenvolvimento de meios e processos que conduzam a uma melhor qualidade de vida. O Prêmio busca promover: amplo entendimento dos requisitos para alcançar a excelência do desempenho e. da ECT. Premiações Internas Várias organizações vêm utilizando internamente os Critérios de Excelência do PNQ. 2) permitir a auto-avaliação de qualquer tipo de organização. induzindo a reestruturação do sistema de gestão a partir dos resultados advindos da auto-avaliação. página 04 Critérios de Participação O Prêmio Nacional da Qualidade é um reconhecimento à excelência na gestão das organizações sediadas no Brasil. Portanto. os "Primeiros Passos para a Excelência". abordando os Itens dos Critérios de Excelência.Caso tenha alguma dúvida é só entrar em contato. das Delegacias Federais de Agricultura. o Prêmio Nacional da Qualidade estimula a melhoria da qualidade de produtos e serviços através da gestão para a excelência do desempenho e a utilização de referenciais reconhecidos mundialmente. a FPNQ buscou tornar disponível para entidades promotoras de prêmios setoriais e regionais um modelo de gestão e de avaliação simplificado. As organizações que desejam participar necessitam elaborar um Relatório da Gestão. a melhoria da competitividade. como no caso do Serpro. A publicação tem três objetivos: 1) apresentar os critérios de gestão do PNQ de forma simplificada. setoriais e regionais.

resultados. sobre seus processos de melhoria e sobre os resultados alcançados. sociedade. mas.relatório da gestão. princípios e valores definidos como essenciais para o exercício da excelência na gestão são apresentados por meio dos seguintes fundamentos: liderança e constância de propósito. criados a partir do compartilhamento de experiências entre organizações dos setores público e privado. Além disso. responsabilidade social e ética. agilidade. pessoas. seja qual for o tipo de organização. os Critérios de Excelência estabelecem requisitos para os temas de gestão relacionados com: liderança. Essas informações têm por objetivo demonstrar que a candidata utiliza enfoques eficazes e exemplares que possam ser úteis também para outras organizações.elegibilidade 2. valorização da pessoa.inscrição para candidatura e 3. aprendizado organizacional. Esses Critérios foram desenhados não somente para servir como referencial para o processo de premiação. visão de futuro. clientes. inovação.O Prêmio está baseado em um conjunto de critérios para a excelência do desempenho. contendo: perfil da organização e descrição da gestão. estratégias e planos. foco nos resultados. entre outros. página 05 As informações requeridas das candidatas podem ser subdivididas em três partes: 1. Especialistas em organizações empresariais afirmam que a aplicação de forma estruturada dos fundamentos e critérios de excelência nas empresas traz. As organizações candidatas ao Prêmio devem fornecer informações sobre seu sistema de gestão. no que se refere ao sistema de gestão do desempenho. Os conceitos. informações e conhecimento. decisões baseadas em fatos. principalmente. abordagem por processos. processo. de tal forma a permitir um diagnóstico. os seguintes benefícios: . de acordo com o que é solicitado em cada um dos Critérios de Excelência.

Etapa III – visita às instalações das candidatas bem-sucedidas na Etapa II. por até 6 membros da Banca Examinadora. que desempenham as seguintes funções: juízes instrutores examinadores seniores examinadores relatores examinadores Os juízes decidem com base nos Relatórios de Avaliação da Banca Examinadora e demais informações prestadas pela Fundação. 1 relator e os 4 melhores examinadores da etapa anterior.visão sistêmica da empresa. conclusão Conclusão As empresas premiadas são consideradas como modelos de organizações competentes. A decisão é encaminhada ao Conselho Curador para divulgação. As organizações premiadas podem fazer uso do Prêmio para publicidade. e suas estratégias de desempenho para alcançar o sucesso. Cada uma das Candidatas recebe um Relatório de Avaliação. Esse Relatório de Avaliação tem como base o Relatório da Gestão entregue pelas candidatas. submetidos a um rigoroso processo de qualificação. compartilhamento das informações e comprometimento da força de trabalho. por até 10 membros da Banca Examinadora. capacitação para auto-avaliação a gestão conduzida pela empresa. foco na realização de resultados. assim como. Etapa II – análise crítica de consenso. identificação de pontos fortes e oportunidades para melhorias. análise por 1 sênior. página 06 A Banca Examinadora A Banca Examinadora do PNQ é composta por profissionais voluntários. . A análise crítica é realizada de forma sigilosa por voluntários da Banca Examinadora. os benefícios decorrentes da utilização dessas estratégias são considerados como benchmarking e replicados por outras empresas na busca da melhoria da gestão. para as candidatas bem-sucedidas na Etapa I. O processo de avaliação divide-se em três etapas: Etapa I – análise crítica individual. Também é solicitado às organizações premiadas que compartilhem informações sobre suas estratégias de desempenho que alcançaram sucesso e sobre os benefícios decorrentes da utilização dessas estratégias. liderada por um examinador sênior. promoção da cooperação interna.

É a chave para a automação de processos empresariais. as engrenagens da organização de distribuição e o cérebro das atividades de planejamento.exercícios de autoavaliação .Enterprise Resource Planning aula gravada em áudio ENTERPRISE RESOURCE PLANNING (E. Ela representa o núcleo da empresa de manufatura.R. compras ou distribuição. serviços a clientes e acompanhamento de ordens de produção. um sistema ERP usa ou está integrado a uma base de dados relacional. em Avaliações. Acesso pelo menu "Avaliação". com informações on-line e em tempo real.) O que é um ERP? É um sistema integrado que possibilita um fluxo de informações contínuo e consistente por toda a empresa sob uma única base de dados. manutenção de estoques. . interação com os fornecedores. incluindo o desenvolvimento de produtos. . O ERP pode também incluir módulos aplicativos para os aspectos financeiros e até mesmo para a gestão de recursos humanos. página 02 Tipicamente. ERP é um termo genérico para um conjunto de atividades executadas por um software multi-modular. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. que tem por objetivo auxiliar o fabricante ou o gestor de uma empresa nas importantes fases do seu negócio.P.Gestão .Módulo IV Aula 8 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos.R.P. compra de itens.E. como produção. Ajuda a controlar o dia-a-dia da organização. aula 09 . É um instrumento para a melhoria de processos de negócios.

O ERP está cada vez mais vivo no atual mundo empresarial. A idéia de sistemas de informação integrados existe desde o início da utilização dos computadores em empresas na década de 60. o assunto deverá ser objeto de maior atenção em nosso ensino superior. Por isso. se possível levando à atualizações curriculares. Com isso. O amadurecimento das opções disponíveis no mercado. o ERP pode fornecer informações em tempo real sobre o estado dos negócios. as soluções ERP estão se tornando um novo paradigma para a computação dita "comercial". porém uma série de dificuldades de ordem prática e tecnológica não permitiu que esta visão fosse implementada em grande parte das empresas. ao mesmo tempo em que as empresas são pressionadas para terceirizarem todas as atividades que não pertençam ao seu foco principal de negócios. onde as empresas foram forçadas a rever seus processos e sua maneira de trabalhar. Os sistemas ERP surgiram da necessidade de rápido desenvolvimento de sistemas integrados. Seu Impacto Adotado e implementado no núcleo da corporação para obter o máximo de retorno sobre o investimento. reduzindo o custo e melhorando o tempo de respostas às mudanças e necessidades do mercado. sincronizar e completar todo esse . O ERP e o e-business são resultados do rápido crescimento da indústria de Tecnologia da Comunicação e da Informação. é necessário um modelo empresarial inovador que busque formas de ligar. Empresas com visão no futuro podem trocar informações e colaborar com parceiros comerciais e privados. o processamento cliente/servidor e algumas histórias de sucesso no início da década contribuíram para a sua expansão. sendo o Brasil o sexto mercado para esse tipo de produto. A busca de alternativas para a redução de custos e diferenciação de produtos e serviços descortinou um novo contexto. O sucesso da digitalização não está apenas na integração dentro da empresa. Porém. melhorar os serviços e reduzir os custos. ajudar a aumentar a eficiência. mas também na integração múltipla de canais fora da organização. a evolução da tecnologia utilizada por bancos de dados relacionais. página 03 É um assunto que tem recebido pouca atenção da área acadêmica no Brasil.Como Surgiu? A década de 90 apresentou um expressivo crescimento dos sistemas ERP (Enterprise Resource Planning) no mercado de soluções de informática. Era necessário coordenar com maior proximidade as atividades dentro da cadeia de valor e eliminar desperdícios de recursos.

etc. finanças. entendemos o ERP como uma arquitetura de software que facilita o fluxo de informações entre todas as atividades de uma empresa. finanças e recursos humanos. Normalmente. Em um sistema de ERP. Portanto. com interface gráfica com o usuário (GUI) e arquitetura cliente/servidor. segundo T. elimina-se a redundância de informações e re-digitação de dados. dentro de uma visão logística de administração de recursos. O ERP fundamenta-se em um processo evolutivo natural. estando numa extremidade os clientes e na outra os fornecedores. Desta forma. tais como: fabricação. Sua função básica é prover dados integrados e fidedignos e exemplos de módulos empresais. Abaixo está a estrutura típica de um sistema de ERP. operando em uma plataforma comum que interage com um conjunto de aplicações. como fabricação. temos uma base de dados central interagindo com os vários módulos.processo dentro e fora da empresa. Davenport (Harvard Business Review.121): página 04 Tecnologia Sistemas ERP são projetados para serem independentes de plataforma. A velocidade da mudança é essencial para que se aproveitem as oportunidades oferecidas pelo processo de digitalização. Tecnologia cliente/servidor significa que o usuário do sistema (cliente) roda uma aplicação (rotina de um módulo do sistema) que acessa as informações de uma base de dados única (servidor).H. de julho/agosto de 1998. logística. . p. o que assegura rapidez e integridade das informações obtidas e armazenadas. RH. é composto por um banco de dados único. O banco de dados interage com todos os aplicativos do sistema.

localização . distinguem os sistemas desenvolvidos internamente nas empresas e de outros tipos de pacotes comerciais.Por Que Usar? Alguns dos motivos que levam uma empresa a usar ERP: permanecer competitiva. melhorar a produtividade. página 05 Os sistemas ERP possuem uma série de características que. utilizam um banco de dados corporativo. customização – é a modificação de um sistema ERP para que este possa se adaptar a uma determinada situação empresarial. e requerem procedimentos de ajuste: adaptação – é o processo de eliminação das discrepâncias ou diferenças entre o pacote e a empresa. parametrização – definição dos valores de parâmetros já disponibilizados pela empresa.adaptação de sistemas ERP para a sua utilização em países diferentes daqueles onde foram desenvolvidos. Envolve legislação e impostos. reduzir custos. melhorar os serviços prestados aos clientes. tomadas em conjunto. possuem grande abrangência funcional. incorporam modelos padrão de processos. melhorar o planejamento e alocação de recursos. integram as diversas áreas da empresa. atualização – é o processo pelo qual o fornecedor disponibiliza novas versões do sistema com incrementos na funcionalidade e correções de problemas e erros. melhorar a qualidade. página 06 Componentes típicos de um ERP: . estoques. Essas características são importantes para a análise dos possíveis benefícios e dificuldades relacionados com a sua utilização e com os aspectos pertinentes ao sucesso de sua implementação. Podemos ver algumas características abaixo: pacotes de software comerciais.

Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema.Balanced Scorecard aula gravada em áudio BALANCED SCORECARD (BSC) . custos. de implementação.R. contabilidade.exercícios de autoavaliação . Conhecendo esses aspectos pode-se planejar melhor o processo de seleção. é uma opção muito interessante para empresas que querem construir um sistema de informações integrado.planejamento e Controle da produção. Os benefícios são evidentes. sempre acompanha a adoção destes sistemas. As empresas que estão planejando um sistema E.R. conclusão Conclusão A utilização de sistemas E. que. O Enterprise Resource Planning permite que a empresa conquiste diferenciais competitivos. outros.P (ou que já o implantaram) devem analisar cuidadosamente as dificuldades e os aspectos importantes em cada uma das fases do ciclo de vida. Acesso pelo menu "Avaliação". em Avaliações. recursos humanos. Gestão . aula 10 . de utilização e atualização dos sistemas ERP. tais como a integração decorrente da terceirização do desenvolvimento de sistemas. A expectativa é de que profissionais alertas a estas questões consigam resolver melhor os problemas inerentes a uma mudança organizacional de grande porte.P. marketing. a redução dos custos de informática e a permanente atualização tecnológica. por ser uma solução composta de vários módulos integrados que relaciona todas as necessidades de uma empresa às visões de processo que suportam seu negócio e promove maior integração entre as funções das diversas áreas. finanças. vendas. implicitamente.Módulo IV Aula 9 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos.

Uma delas. À medida que foi sendo utilizado. processos internos e aprendizado e crescimento. página 02 Um Pouco de História Durante a Era Industrial (de 1850 até 1975) o sucesso das empresas era determinado pela maneira como se aproveitavam dos benefícios das economias de escala e do escopo. conhecida como Balanced Business Scorecard (ou BSC . revelando-se como uma ferramenta capaz de atender às novas exigências de gerenciamento dentro dos cenários econômicos em constante mutação. significando painel ou placar de resultados balanceados ou combinados). O sistema de informação gerencial deve contribuir como suporte às estratégias adotadas para que elas possam ser acompanhadas e venham a produzir retornos positivos para a empresa. é uma das ferramentas que procuram fornecer a visão de conjunto dos fatores críticos de sucesso. evoluiu de um sistema de medição aperfeiçoado para se transformar em um sistema gerencial essencial. as empresas não conseguem mais obter vantagens competitivas sustentáveis apenas com a rápida alocação de novas tecnologias a ativos físicos e com a excelência da gestão eficaz dos . Durante esse período.não há uma tradução precisa em português. alguns sistemas de controle financeiro foram desenvolvidos com o intuito de facilitar e monitorar alocação eficiente de capital financeiro e físico. Nas últimas décadas do século XX o advento da Era da Informação tornou obsoletas muitas das premissas fundamentais da concorrência industrial. É utilizado por empresas que pretendem obter êxito com suas estratégias de curto. O Balanced Scorecard reúne medições baseadas em indicadores financeiros a outros três componentes (chamados de “perspectivas”): clientes. Segundo Reis (2001). melhorando assim sua situação no futuro. médio e longo prazo.Conceito Novas formas de gerenciamento são usadas pelas empresas para enfrentar o atual ambiente globalizado de alta competitividade e acirrada concorrência.

Os sistemas tradicionais de avaliação do desempenho da empresa não têm a capacidade de mostrar problemas que podem comprometer a organização no futuro. pesquisaram e desenvolveram um novo modelo que considera os objetivos em curto e longo prazos. era preocupação dos Estados Unidos medir a performance das organizações. Quando o resultado é positivo. indicadores de performance e as perspectivas interna e externa do desempenho empresarial. que mostra lucro ou prejuízo. mas também os fatores que os produzem. até então existentes. na opinião dos autores. pois os métodos existentes para avaliação do desempenho empresarial. Acadêmicos e executivos estudaram. Essa visão de conjunto deve mostrar não apenas os resultados finais. O que conta nos sistemas tradicionais é o demonstrativo de resultados financeiros. O Surgimento do Balanced Scorecard (BSC) Na década de 90. que era apoiado nos indicadores contábeis e financeiros. estavam se tornando obsoletos. sobretudo. da Harvard Business School. . já que. integrando medidas financeiras e não financeiras de desempenho. Os Sistemas Existentes Os sistemas tradicionais de avaliação e controle dos resultados da organização têm a tendência de enfatizar o resultado financeiro final. os modelos de avaliação de desempenho. No entanto. incentivando as empresas a medir também fatores como qualidade e satisfação do cliente. medidas financeiras e não-financeiras. de criar um novo modelo de medição de desempenho. Robert Kaplan e David Norton. destaca-se como instrumento da maior importância a construção de uma estrutura de indicadores estratégicos que possua abrangência e coerência compatível com a nova era do conhecimento e que permite. considerar a importância crescente dos valores intangíveis diante dos tradicionais valores físicos. O único objetivo era mostrar as desvantagens de usar apenas medidas financeiras para julgar o desempenho empresarial. baseavam-se muito em indicadores contábeis e financeiros. página 03 O Balanced Scorecard (BSC) surgiu da iniciativa dos Drs. há casos de empresas que tinham bottom line (última linha) positivo num período e ficaram em situação desfavorável no período seguinte.ativos e passivos financeiros. Nessa nova forma de gerenciamento. As deficiências dos sistemas tradicionais e os desafios que as organizações passaram a enfrentar na passagem para o século XXI criaram a necessidade de sistemas de controle que pudessem dar uma visão de conjunto das diferentes dimensões do desempenho. a administração tradicional considera favorável a situação da empresa.

de inovação. Estes critérios são as Medidas Essenciais dos Clientes: participação de mercado: representação da proporção de vendas da unidade de negócio no mercado em que atua . devendo também traduzir a visão e a estratégia de uma unidade de negócios em objetivos e medidas tangíveis. Em geral. BSC .Perspectivas e indicadores essenciais a. b.Segundo Rocha (2000). pelo seu crescimento e pelo incremento do valor para o acionista (Shareholder Value). Como o cliente nos enxerga? A perspectiva do cliente deve visar os seguintes pontos-chave: participação de mercado. Como atendemos aos interesses dos acionistas? página 04 Na perspectiva financeira.implementadas e executadas. que representam o equilíbrio entre indicadores externos voltados para acionistas e clientes. é mais do que um sistema de medidas. as medidas financeiras indicam se a empresa está obtendo êxito com as estratégias definidas. retenção. captação. as conseqüências dos esforços do passado. e os vetores de desempenho futuro. e medidas internas dos processos críticos. esse êxito é medido pela sua lucratividade. O importante é o equilíbrio entre as medidas de resultado. Se os indicadores financeiros não mostram o esperado. satisfação e lucratividade dos clientes. aprendizado e crescimento. pode haver problemas na execução. na implementação ou até mesmo na definição das estratégias.

lucratividade com o cliente: medição da lucratividade da empresa no negócio ou nos negócios com um cliente. capital investido. Em que processos precisamos ser eficientes? As medidas de processo interno devem ser voltadas para aqueles que terão maior impacto na satisfação do cliente e na consecução dos objetivos financeiros da empresa. retenção de clientes: acompanhamento. operação: as principais medidas operacionais genéricas são: custo. serviço pós-venda: esta é uma etapa de grande influência no processo de criação de imagem e reputação da organização na cadeia de valor do cliente. em termos absolutos ou relativos. em números absolutos ou relativos. do percentual de clientes novos ou de novos negócios ganhos pela organização. d. consertos. satisfação dos clientes: registro do nível de satisfação dos clientes em relação a critérios preestabelecidos de desempenho ou de valor agregado. captação de clientes: medição. depois de levantar as despesas específicas requeridas para atender esse cliente ou esse mercado. Em seguida são desenvolvidos os produtos e/ou serviços que deverão satisfazer as necessidades identificadas. Esse modelo inclui três processos principais: inovação: durante esse processo. garantias. página 05 c. ou com um segmento de mercado. unidades vendidas ou instaladas. Como melhorar e criar valor agregado? . devoluções e processamento de pagamentos. Tem início nesta etapa o recebimento de um pedido e termina com a entrega do produto ou prestação de serviço. qualidade e tempo de resposta. do percentual de clientes com os quais a unidade de negócio continua mantendo relações comerciais.determinada em termos de número de clientes. Deve se preocupar com a produção e disponibilidade dos produtos e serviços desenvolvidos durante o processo de inovação. Campos (2001) diz que devem ser pesquisadas as necessidades reais e futuras dos clientes-alvos. incluindo: treinamentos.

É um novo instrumento que integra as . O prêmio europeu estabelece que satisfação do cliente. recursos e processos. O resultado final é a excelência nos resultados empresariais. É necessário capacitar os funcionários. Para Costa (2001). administração de pessoas. intensificar a tecnologia e os sistemas de informação e alinhar os procedimentos e rotinas organizacionais para eliminar essa defasagem. dos sistemas e dos procedimentos e a requerida para alcançar os objetivos. 1987) e o Prêmio Europeu de Excelência em Qualidade na Comunidade Econômica Européia (CEE. promovendo o desempenho. que serve de base para um sistema de medição e gestão estratégica. acusam uma grande defasagem entre as capacitações das pessoas.página 06 O aprendizado e o crescimento da organização vêm de três principais fontes: as pessoas. os objetivos traçados através do Balanced Scorecard. página 07 BSC Como Sistema de Gestão Estratégica O Balanced Scorecard traduz a missão e a estratégia das empresas num conjunto abrangente de medidas de desempenho. Os principais são o Prêmio Deming de Qualidade (Japão. Resumo dos Indicadores (Fatores) do Balanced Scorecard: O Reconhecimento do Controle da Qualidade Outra contribuição importante para aumentar a abrangência dos sistemas de controle foi feita pelos prêmios de qualidade instituídos em diferentes países. o Prêmio Malcolm Baldrige (EUA. que impulsiona quatro fatores: política e estratégia. 1991) que procura evidenciar as relações de causa e efeito entre diversos fatores de sucesso. 1951). os sistemas e os procedimentos organizacionais. satisfação do empregado e impacto sobre a sociedade são resultados alcançados por meio de liderança.

. que consiste em reunir feedback. depois. o BSC trouxe à tona uma reflexão muito mais completa do valor de uma organização do que àquelas anteriormente baseadas apenas no aspecto financeiro. A técnica introduz quatro novos processos que ajudam as empresas a conectar os objetivos de longo prazo às ações de curto prazo: tradução da visão: ajuda os gerentes a desenvolver o consenso em torno da estratégia da empresa. nos processos internos e no aprendizado e crescimento da organização. Gestão . mas incorpora um conjunto de medidas mais genérico e integrado que vincula o desempenho sob a ótica dos clientes. e que mede o desempenho organizacional sob quatro perspectivas equilibradas. utilizá-lo. além de considerar também o valor financeiro. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. Cria condições para que as empresas modifiquem a estratégia em função do aprendizado em tempo real. sem menosprezar as medidas financeiras do desempenho passado. em Avaliações. funcionários e sistemas ao sucesso financeiro em longo prazo. testar as hipóteses em que se baseou a estratégia e efetuar os ajustes necessários. comunicação e conexão: permite que os gerentes comuniquem a estratégia para cima e para baixo na organização e a conectam às metas das unidades e dos indivíduos. O BSC não estabelece o valor de um negócio apenas sob a perspectiva financeira. a empresa monitora os resultados de curto prazo corretamente e avalia a estratégia de médio e longo prazo à luz do desempenho recente. Com isso. Acesso pelo menu "Avaliação". como os tradicionais balanços contábeis. Porém inclui valores baseados nos clientes. As empresas que pretendem usar o BSC terão duas tarefas: primeiro precisam elaborar o scorecard e. como a síntese final do desempenho gerencial e organizacional. feedback e aprendizado: proporciona à empresa a capacidade de aprendizado estratégico. processos internos. conclusão Conclusão Com o Balanced Scorecard (BSC) no centro do sistema gerencial.Módulo IV Aula 10 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. segundo Rocha&Pinto (2000). expressando-a em termos que orientam a ação no nível local. É mais do que um sistema de medidas táticas ou operacionais. planejamento de negócios: permite que a empresa integre o plano de negócios com o seu plano financeiro.exercícios de auto-avaliação . Ele preserva os indicadores financeiros.medidas derivadas da estratégia.

disponíveis ao final de cada módulo. Lembre-se de que caso seja necessário. caso em que ele enviará uma mensagem orientando-o nesse sentido. O acesso é pelo menu Avaliação. clique na atividade pretendida no painel de desempenho. botão Avaliações. Para visualizar a correção. o Professor-Tutor pode solicitar que você reformule sua resposta. que serão corrigidos pelos tutores. das Neves Junior Carlos Roberto Stuckert Rogério de Castro Pastore Lidia Glória dos Santos Dalva Maria Souza Moura Núcleo pedagógico Claudia Pohl Jenifer de Freitas Lucas Machado Marcelo Larroyed Polliana Alves Simone Dourado Tatiana Beust Valéria Maia e Souza Vinícius Henrique William Robespierre Athanazio Núcleo web Alessandra Brandão Bruno Carvalho Carlos Inocente Francisco Wenke Ítalo Fernandes Sônia Mendes Núcleo administrativo Espedito Marques de Azevedo Luciano Marques . Créditos Créditos Conteudista Evandro Lepletier Coordenação Claudia Pohl Professores-tutores Aderson Pimentel de Alencar Filho Aires P. Espera-se que o aluno demonstre capacidade de análise e domínio dos temas estudados.Avaliação Final do Módulo IV Avaliação de módulo – São exercícios subjetivos.

Maxlano Cardoso .

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