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Gestao Administrativa No Setor Publico

Gestao Administrativa No Setor Publico

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Sections

  • Guia do Estudante
  • Apresentação do Curso
  • Antecedentes Históricos
  • CRONOLOGIA DOS PRINCIPAIS EVENTOS DOS PRIMÓRDIOS DA ADMINISTRAÇÃO
  • Anos Autores Eventos
  • Conclusão
  • Gestão - exercícios de auto-avaliação - Módulo I Aula 1
  • Administração Científica
  • Você sabe quem foi Henry FORD?
  • Gestão - exercícios de auto-avaliação - Módulo I Aula 2
  • TEORIA CLÁSSICA
  • Gestão - exercícios de auto-avaliação - Módulo I Aula 3
  • A ÊNFASE NAS RELAÇÕES HUMANAS
  • Gestão - exercícios de auto-avaliação - Módulo I Aula 4
  • A ORIGEM DA BUROCRACIA, SUAS FUNÇÕES E DISFUNÇÕES
  • Tipos de Sociedade
  • Tipos de Autoridades
  • Desenvolvimento da Burocracia
  • Características da Burocracia segundo Weber
  • Vantagens da Burocracia
  • Racionalidade Burocrática
  • Dilemas da Burocracia
  • Disfunções da Burocracia
  • Gestão - exercícios de auto-avaliação - Módulo I Aula 5
  • TIPOS DE ORGANIZAÇÃO
  • Comissões
  • Gestão - exercícios de auto-avaliação - Módulo I Aula 6
  • DEPARTAMENTALIZAÇÃO
  • Conceito de Departamentalização
  • Tipos de Departamentalização
  • Princípios de Departamentalização
  • Escolhas de alternativas de departamentalização
  • Gestão - exercícios de auto-avaliação - Módulo I Aula 7
  • EFICIÊNCIA E EFICÁCIA
  • Conceitos
  • Eficiência e Eficácia
  • Gestão - exercícios de auto-avaliação - Módulo I Aula 8
  • VISÃO SISTEMICA
  • Histórico
  • Sistemas
  • Hierarquia dos Sistemas
  • Características dos Sistemas Abertos
  • A Teoria de Sistemas nas Organizações
  • Gestão - exercícios de auto-avaliação - Módulo I Aula 9
  • VISÃO CONTINGENCIAL
  • Origem
  • Os Estudos de Woodward
  • O trabalho de Perrow - Tecnologia e Estrutura
  • Burns e Stalker
  • Os Estudos de Lawrence e Lorsch
  • Gestão - exercícios de auto-avaliação - Módulo I Aula 10
  • Avaliação Final de Módulo I
  • EVOLUÇÃO DO ESTADO
  • Formação
  • Evolução do Estado
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo II Aula 1
  • REFORMAS ADMINISTRATIVAS
  • Estratégia de implementação da reforma
  • Da Administração Pública burocrática à gerencial
  • Dimensões da reforma
  • Reforma Administrativa no Governo Collor
  • Reforma Administrativa no Governo Fernando Henrique Cardoso
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo II Aula 2
  • MODERNIZAÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
  • Modelos da Nova Administração Pública
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo II Aula 3
  • ESTRATÉGIA SOB A VISÃO DE MICHAEL PORTER
  • A função do planejamento estratégico
  • O diagnóstico estratégico
  • Análise externa: ambiente geral e o ambiente de negócio
  • Implementação da estratégia
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo II Aula 4
  • ESTRATÉGIA SOB A VISÃO DE HENRY MINTZBERG
  • Escola do Desenho – Selznick (1957)
  • Escola do Planejamento – Ansoff (1965)
  • Escola do Posicionamento - Purdue (1970) e Porter (1980/85)
  • Escola Empreendedora - Shumpeter (1950) e Cole (1959)
  • Escola Cognitiva – Simon (1947/57) March e Simon (1958)
  • Escola do Aprendizado - Vários (1959/80) Prahalad e Hamel (1990)
  • Escola do Poder - Vários (1971/84)
  • Escola Cultural - Final dos anos 60 na Suécia
  • Escola Ambiental - Teóricos das contingências (1977)
  • Escola da Configuração - Chandler (1972) – grupo de McGill
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo II Aula 5
  • FOCO NA PRÁTICA DO PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO PÚBLICO
  • Planejamento Estratégico e Situacional
  • Postulados Teóricos do Planejamento Estratégico
  • Características do Planejamento Estratégico
  • Planejamento Estratégico na Prática
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo II Aula 6
  • MEGATENDÊNCIAS FUTURAS
  • Megatendências sob a visão de alguns estudiosos
  • Mudança de Paradigma no Setor Público
  • Educação Continuada
  • Ensino a distância
  • GESTÃO PÚBLICA PARA O DESENVOLVIMENTO COM INCLUSÃO SOCIAL
  • Governo e Sociedade
  • Opinião Pública
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo II Aula 8
  • UMA NOVA GERAÇÃO DE TRANSFORMAÇÕES DA GESTÃO PÚBLICA
  • Características da Gestão Pública
  • Gestão Pública X Sociedade
  • Governo Empreendedor e Governo Burocrático
  • Sociedade do Conhecimento
  • AS TRANSFORMAÇÕES NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA COM FOCO NO LEGISLATIVO
  • Funções do Legislativo
  • As transformações com o foco no Legislativo
  • Gestão - exercícios de auto-avaliação - Módulo II Aula 10
  • Avaliação Final de Módulo II
  • MOTIVAÇÃO
  • Teoria de Maslow
  • A teoria dos dois fatores de Herzberg, segundo Chiavenato (2000):
  • Teoria dos dois fatores: os satisfacientes e os insatisfacientes
  • O modelo contingencial de motivação de Vroom, segundo Chiavenato (2000):
  • ESTILOS DE LIDERANÇA
  • O Líder
  • Os três componentes básicos para atingir as metas
  • Estilos de liderança para Robbins (1999)
  • O Estilo de Liderança pode ser classificado em cinco versões
  • Diferenças entre chefes e líderes
  • Diferenças primárias entre gerentes e líderes
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo III Aula 2
  • ORGANIZAÇÃO INFORMAL
  • Organização
  • Estrutura Organizacional
  • A organização informal
  • Grupos informais
  • Normas de conduta
  • Cultura Organizacional
  • Clima organizacional
  • Características da organização informal
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo III Aula 3
  • NEGOCIAÇÃO GANHA-GANHA
  • Tipos de negociação em uma empresa
  • Táticas de negociação
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo III Aula 4
  • INTELIGÊNCIA EMOCIONAL
  • O intrapessoal e o interpessoal
  • Intrapessoal
  • O uso interpessoal
  • A maneira correta de se comunicar
  • Desenvolvendo a destreza interpessoal
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo III Aula 5
  • INTELIGÊNCIAS MÚLTIPLAS
  • Inteligência Lingüística
  • Inteligência musical
  • Inteligência Lógico-Matemática
  • Inteligência Espacial
  • Inteligência Corporal Cinestésica
  • Inteligências Pessoais
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo III Aula 6
  • COMUNICAÇÃO INSTITUCIONAL
  • Eficiência e eficácia da comunicação institucional
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo III Aula 7
  • DINÂMICA DE GRUPO
  • Natureza do grupo
  • Divisão dos grupos
  • O animador
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo III Aula 8
  • FERRAMENTAS GERENCIAIS
  • Os métodos gerenciais
  • As Ferramentas
  • Diagrama de Causa e Efeito
  • Ferramenta de estratificação
  • Gráfico de Pareto
  • Diagrama de Dispersão
  • Fluxograma ou Diagrama de Processo
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo III Aula 9
  • JANELA DE JOHARI
  • O “eu aberto”
  • O “eu oculto”
  • O “eu desconhecido”
  • Você é neurótico (a)?
  • Como fazer para sua janela se tornar cada vez mais aberta?
  • Gestão - exercícios de auto-avaliação - Módulo III Aula 10
  • Avaliação Final de Módulo III
  • As Etapas do Ciclo PDCA:
  • Fonte: http://www.sakosta.de/geschaeftsfelder/managmentsys/pdca.gif
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo IV Aula1
  • Nas Organizações
  • Custeio Padrão x Kaizen
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo IV Aula 2
  • CONTROLE DA QUALIDADE TOTAL
  • História da Qualidade
  • Os 14 Princípios do Método Deming
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo IV Aula 3
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo IV Aula 4
  • O que é?
  • Nacional de Metrologia)
  • São 20 os elementos abordados nas séries ISO 9000
  • Modificações nas normas da Família ISO a partir de 2000
  • O que há de novidade na ISO 9000:2000?
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo IV Aula 6
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo IV Aula 7
  • O Processo de Premiação
  • Caso tenha alguma dúvida é só entrar em contato
  • Premiações Internas
  • A Banca Examinadora
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo IV Aula 8
  • O que é um ERP?
  • Como Surgiu?
  • Seu Impacto
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo IV Aula 9
  • BALANCED SCORECARD (BSC)
  • Os Sistemas Existentes
  • O Surgimento do Balanced Scorecard (BSC)
  • BSC - Perspectivas e indicadores essenciais
  • Resumo dos Indicadores (Fatores) do Balanced Scorecard:
  • O Reconhecimento do Controle da Qualidade
  • Gestão - exercícios de auto-avaliação - Módulo IV Aula 10
  • Avaliação Final do Módulo IV

Calendário

CALENDÁRIO

DIA

ATIVIDADE

16 de agosto

Início do curso. Ambientação na plataforma do curso. Abertura do Fórum de apresentação dos alunos e dos tutores.

25 de agosto

Prazo final para a participação no Fórum de Apresentação. O não cumprimento da atividade proposta implicará na exclusão do aluno e consequente convocação daqueles que estiverem aguardando a segunda chamada.

26 de agosto

Convocação de alunos inscritos em 2ª chamada.

08 de setembro Prazo final para envio da Avaliação Final do Módulo I.

29 de setembro Prazo final para envio da Avaliação Final do Módulo II.

10 de outubro Fórum Temático - debate sobre tema a ser sugerido pelo Professora Tutor. 21 de outubro 04 de novembro Prazo final para o envio da Avaliação Final do Módulo III.

25 de novembro Prazo final para o envio da Avaliação Final do Módulo IV.

29 de novembro Prazo final para a correção das avaliações.

Término do curso.
30 de novembro Encerramento do acesso à plataforma.

Guia do Estudante

Guia do Estudante
As orientações abaixo ajudarão você, estudante a distância, a utilizar melhor os recursos didáticos do nosso curso. Estas instruções visam a auxiliá-lo durante todo o seu percurso, levando-o a um maior aproveitamento e sucesso em seus estudos. A tutoria é um importante sistema de ajuda pedagógica do ensino a distância, oferecendo orientação e atendimento às dúvidas sobre os conteúdos. Nossa tutoria é composta de especialistas que atendem a todos os alunos, durante o período do curso. No menu Comunicação, você acessa tanto o ambiente do Fórum, oportunidade em que será ouvido por todos, quanto o da Mensagem, que é seu canal direto de comunicação com o Tutor, onde você deve postar todas as dúvidas, e, também, com seus colegas de curso. É tratado como um “e-mail interno”. Lembre-se de consultá-lo regularmente. No cabeçalho e no rodapé do ambiente “Trilhas”, você encontrará os botões de navegação Próximo/Anterior, que darão opção de avançar e recuar no conteúdo. Para navegar pelos módulos/unidades escolhidos, no botão de rolagem abra o índice e clique na opção desejada. Observe que acima do campo de navegação o sistema informa seu posicionamento no texto-base até o número da página. Para sua facilidade, caso deseje, o conteúdo do curso pode ser impresso clicando no menu de apoio na lateral da sua tela em Versão para imprimir. Atividades de estudos Diversas atividades irão auxiliá-lo, funcionando como reforço na aprendizagem. Após o estudo do conteúdo de cada aula e módulo, você deverá executar: Pelo painel de desempenho você acompanha suas atividades no curso. Observe pela cor indicada na legenda a situação dos exercícios, avaliações e fóruns.

Autoavaliação - Essa atividade, na qual você mesmo

verifica seu progresso, será corrigida automaticamente pelo sistema. Toda vez que visualizar o ícone indicado, acesse o menu Avaliação e no botão Avaliações busque a atividade referente a aula estudado. Ela pode ser refeita tantas vezes quanto necessário.

Avaliação de módulo - São exercícios subjetivos, disponíveis ao

final de cada módulo, que serão corrigidos pelos tutores. Espera-se que o aluno demonstre capacidade de análise e domínio dos temas estudados. O acesso é pelo menu Avaliação, botão Avaliações. Para visualizar a correção, clique na atividade pretendida no painel de desempenho. Dica: para não correr o risco de perder as respostas, orientamos os alunos a fazer a avaliação em um editor de texto (por exemplo: Word) e depois passar para o painel.
O fórum é um valioso instrumento de integração possibilitando que todos os participantes se conheçam e

compartilhem conhecimentos. Os fóruns de apresentação e temático são agendados previamente. Sua participação é obrigatória e será considerada na composição da nota final do curso. O aluno que não participar do fórum de apresentação até o 10º dia do início do curso será considerado reprovado. Localize o acesso por meio do menu Comunicação. Observação: A não participação do aluno no fórum de apresentação até o 10º dia do início do curso implicará na reprovação do mesmo para a convocação daqueles que estiverem aguardando a segunda chamada. O não cumprimento das atividades propostas nos prazos determinados, implicará na reprovação do aluno e consequente impedimento por 6 meses de nova pré-matrícula nos cursos do ILB.

página 02

CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO

MÓDULO I

MÓDULO II

MÓDULO III

MÓDULO IV

TOTAL PARCIAL 80 pontos TOTAL PARCIAL 20 pontos

20 pontos

20 pontos

20 pontos

20 pontos

FÓRUM DE APERSENTAÇÃO

FÓRUM TEMÁTICO

5 pontos

15 pontos

TOTAL GERAL

100 pontos

IMPORTANTE:

Ao acessar o ambiente virtual de aprendizagem, abaixo da "Agenda" busque a aba "Dados", lá a primeira opção é a foto. Clique em Procurar e anexe o arquivo que deve estar salvo em seu equipamento (deve ter a extensão .jpeg ou .jpg para ser reconhecido pelo sistema) e salve. Sua foto deverá ficar visível nessa mesma página, caso negativo, saia e acesse novamente o sistema. A foto identifica melhor você, minimizando a distância e ajudando na interatividade do grupo!

página 03

Certificação Eletrônica: Conseguindo desempenho suficiente nas atividades programadas, você estará apto à CERTIFICAÇÃO. Decorridos 10 dias após a data de conclusão do curso, entre com seu nome de usuário e senha e clique no ícone Emitir certificado. Você terá a opção de imprimir o CERTIFICADO e uma DECLARAÇÃO com o conteúdo programático. Poderá também salvar o arquivo, para posterior impressão.

Caso deseje uma impressão especial, bastará utilizar papel com gramatura ou textura diferenciada.

br (Identifique a mensagem.assegure-se de que terá disponibilidade para se dedicar ao estudo.) Telefone: (00+55) (61) 3303-1475 Horários de atendimento ao aluno virtual: 10h às 12 h e 15h às 17h (dias úteis) Confira os ícones utilizados neste curso: Acesse o texto sugerido Comunique-se Exercício de autoavaliação Assista ao filme ou ao vídeo Literatura sugerida Avaliação Final de Módulo Atenção Conclusão página 04 Sugestões para um bom estudo: As atitudes do estudante a distância. traduzidas em hábitos de estudo. o ILB passou a fornecer autenticação digital. informando seu nome completo e o curso em que está inscrito. determinando o sucesso final. Nossas sugestões para que você tenha um bom aproveitamento são as seguintes: · administre bem seu tempo .Para os inscritos a partir do segundo semestre de 2011.o não cumprimento de algumas das datas implicará o cancelamento de sua matrícula. · consulte com regularidade a agenda contendo o cronograma do curso . cujo código consta do certificado e que pode ser acessada na página inicial (a mesma em que é feito o login). Suporte Técnico O Núcleo Web do ILB oferece apoio a problemas de acesso ao ambiente virtual de aprendizagem e orientações para a utilização dos recursos e ferramentas de EaD. . são fatores que ajudam o aluno a persistir e permanecer no curso.gov. E-mail: ilbead@senado.

· execute as atividades propostas em sequência de unidades/módulos . . elaborado conforme os preceitos da Educação a Distância. serão empreendidas no contexto organizacional de atuação de cada um. em linguagem clara e objetiva. visto que o Estado brasileiro enfrenta hoje muitos desafios. Apresentação do Curso O curso Gestão Administrativa no Setor Público tem por objetivo disseminar conhecimentos básicos e atualizados de liderança no setor público. Gestão Estratégica com foco na Administração Pública. Em seu escopo. além de integrarem a avaliação. voltados ao ambiente do Poder Legislativo: Teorias Administrativas. O material didático. · participe dos fóruns de debates . Gestão de Pessoas e das Organizações.eles são planejados de forma a otimizar os resultados pretendidos e a pontualidade demonstra seu compromisso com o processo de aprendizagem. um deles o de aumentar a eficiência pela melhoria da gestão que resulte no correto uso dos recursos públicos. seguramente. Apresentação Bem-vindo(a) à capacitação a distância promovida pelo Instituto Legislativo Brasileiro! Ela é uma das soluções para você complementar sua formação e sua atualização. navegue pelos ambientes de estudo para ver se algo novo foi acrescentado. Pretende. o embasamento teórico e o instrumental prático que muito contribuirá para a qualidade e eficácia das ações que.os exercícios respondidos fora da ordem ficam aguardando a vez para serem corrigidos e você corre o risco de se esquecer de retomá-los. cujos conteúdos são colocados de maneira clara e compreensível. pois. e Gestão de Processos.eles são instrumentos valiosíssimos de interação com o grupo. fornecer aos agentes públicos. atualizados e dispostos à aplicação de novos instrumentos de trabalho que resultem numa melhor condição de enfrentar as transformações decorrentes do processo de globalização e do rápido avanço da tecnologia mundial. O conteúdo programático foi cuidadosamente desenvolvido para atender às necessidades e anseios próprios da Administração Pública.· procure realizar as atividades dentro dos prazos previstos . O material contém as informações e exercícios necessários ao aluno para o cumprimento dos objetivos propostos. certamente liderados por servidores preparados.recorra preferencialmente ao tutor para sanar suas dúvidas de conteúdo. utilize o botão “Mensagem” no menu “Comunicação”. página 02 Do que se trata O curso trata especialmente de quatro grandes temas. é abordado o ambiente de mudança a que todos nos vemos envolvidos nestas últimas décadas. · a plataforma é o melhor canal de comunicação com a tutoria . · sempre que acessar a plataforma. da ótica do Estado Brasileiro e das grandes tendências mundiais com vistas a um planejamento mais direcionado e uma visão mais abrangente do processo de Administração Pública. está dividido em quatro módulos.

tipo Media Player. decisão de trabalho. De acordo com Koontz (1989).Conceitos Básicos e Antecedentes Históricos aula gravada em áudio Antecedentes Históricos Nas sociedades primitivas. Existem softwares livres para essa finalidade e possível de serem baixados (download) gratuitamente pela internet. Os arquivos abertos em sua extensão permitirão que o aluno acompanhe visualmente e audivelmente as aulas. “todo administrador possui cinco funções básicas: planejamento. A Administração revela-se nos dias de hoje como uma área do conhecimento humano permeado de complexidades e desafios. CRONOLOGIA DOS PRINCIPAIS EVENTOS DOS PRIMÓRDIOS DA ADMINISTRAÇÃO . suas Funções e Disfunções aula 06 .Conceitos Básicos e Antecedentes Históricos aula 02 . ou similar. enfim. desenvolver estratégias. é necessário que o computador tenha caixas de sons (embutidas ou não). a caçada de um animal para o sustento era um empreendimento que envolvia planejamento. organização. efetuar diagnósticos.Eficiência e Eficácia aula 09 . e. Isso também permitirá que os portadores de cuidados especiais (deficientes visuais. assim como o Adobe (extensão PDF). controle. O profissional que utiliza a Administração como meio de vida costuma solucionar problemas. como se estivesse dentro de uma sala de aula. seleção e direção de todo tipo de empresa e em qualquer nível”. acompanhem o curso sem maiores prejuízos.A Ênfase nas Relações Humanas aula 05 .Esse ícone indica o acesso a aula no sistema Breeze.Visão Sistêmica aula 10 .Tipos de Organização aula 07 . Modulo I Módulo I aula 01 . O curso pode ser visualizado e ouvido por meio de outra ferramenta – Breeze.Teoria Clássica aula 04 . planejar aplicações. por meio do qual o aluno poderá ouvir a aula gravada em áudio. por exemplo). estabelecimento dos líderes e das tarefas. é necessário instalar um software.Visão Contigencial aula 01 .A Administração Científica aula 03 . tudo que for ligado à organização. dimensionar recursos. Para ouvir o curso. que já está incorporada no curso.A Origem da Burocracia.Departamentalização aula 08 . da Microsoft.

especialização. Necessidade de Relações Humanas. . 1799 Eli Whitney (Estados Unidos) Método Cientifico. Conceito de organização. impacto de automação. conceito de controle. Controle de produção e incentivos salariais Necessidade de sistemas e padrões Enunciado da universalidade da Administração. Princípio da Especialização. Administração de pessoal. estudo de movimentos. diferenciação entre gerentes e operários. organizar e controlar. linha de montagem. táticas políticas. controle de inventários. contabilidade de custos e controle de qualidade. 2600 aC 2000 aC Egípcios Egípcios 1800 aC Hamurabi (Babilônia) 1491 aC Hebreus 600 aC Nabucodonosor (Babilônia) 500 aC 400 aC Mencius (China) Sócrates (Grécia) Ciro (Pérsia) Platão (Grécia) 175 aC 284 1436 Cato (Roma) Dioclécio (Roma) Arzenal de Venenza 1525 Niccoló Machiavelli (Itália) 1767 Sir James Stuart (Inglaterra) 1776 Adam Smith (Inglaterra) Princípio de especialização dos operários. princípio escalar. Teoria da fonte de autoridade. princípio da execução. estabelecimento de salário mínimo. Descentralização na organização Necessidade de ordens escritas. Uso de consultoria de Staff Uso de controle escrito e testemunhal. amplitude administrativa. arranjo físico e manuseio de materiais. padronização. Princípio do consenso e de coesão na organização. enunciado das qualidades de liderança. Descrição de funções Delegação de Autoridades Contabilidade de custos. balanços contábeis.Anos 4000 aC Autores Egípcios Eventos Necessidade de planejar.

1800 James Watt Mathew Boulton (Inglaterra) Procedimentos padronizados de operação. prêmios de produção. contabilidade de custos. No entanto. 22-23 pagina 02 No final do século XIX. efeito das cores na eficiência do operário. sem perdas ou desperdícios de tempo. aquele que presta um serviço a alguém. planos de casas para os operários. treinamento dos operários. 2000. Conceitos Básicos Como acabamos de ver. isto é. decisão do trabalho. estudos de tempos e métodos. com qualidade e competência. Ênfase na abordagem cientifica e na especialização. o que é administrar? A palavra Administração vem do latim ad (direção. . Praticas de pessoal. administrar é buscar otimizar resultados com os recursos disponíveis. princípio de execução. afinal. planejamento. Toda organização precisa ser administrada para alcançar seus objetivos com a maior eficiência e economia de ações e de recursos. incentivo salarial. ciência da Administração. 1810 Robert Owen (Inglaterra) 1832 Charles Bobbage (Inglaterra) 1856 Daniel C. estudo de temos e movimentos. Administração sistemática em ferrovias. gratificações natalinas. Administração Cientifica. Uso do organograma para a estrutura organizacional. que significa aquele que realiza uma função sob o comando de outrem. dinheiro ou energia. lavradores e até profissionais autônomos que trabalhavam por conta própria. especificações. métodos de trabalho. artesãos independentes. A tarefa básica é fazer as coisas por meio das pessoas de maneira eficiente (eficiência é a qualidade de fazer com excelência. que produz o seu efeito específico. ênfase no planejamento e controle. eficaz (eficácia é a realização perfeita de determinada tarefa ou função. tempos padrões. mas para seu surgimento foram necessários séculos de preparação. ou seja. as poucas organizações que existiam eram muito pequenas: oficinas. No início do século XX. com nenhum ou com o mínimo de erros) e. seja ela lucrativa ou não”. cooperação entre operários e gerência. P. ao mesmo tempo. que produz o resultado pretendido). Taylor (Estado Unidos) Fonte: CHIAVENATO. Mc Callum (EUA) 1886 Henry Metcalfe (Estados Unidos) 1900 Frederick W. tendência para) e minister (subordinação ou obediência). auditoria. Mas. “administrar nada mais é do que conduzir racionalmente as atividades de uma organização. segundo Chiavenato (2000). a Administração é praticada desde que existem os primeiros agrupamentos humanos. Arte de Administração. surge a história da Administração. é aquilo ou aquele que chega ao resultado.

pela Teoria do Desenvolvimento Organizacional. embora cada qual valorize uma ou algumas das cinco variáveis básicas: tarefa. fundador da lógica moderna baseada em separar experimentalmente o que é essencial do que é acidental ou acessório. comparativa. Como surgiram as teorias administrativas? Cada teoria surgiu como uma resposta aos problemas organizacionais relevantes de sua época. surge o filósofo inglês Francis Bacon. detalharemos uma visão ampla. a ênfase nas tarefas e na estrutura é substituída pela ênfase nas pessoas. que definiu os princípios gerais da Administração e as funções do administrador. por exemplo. que expôs os problemas políticos e sociais decorrentes do desenvolvimento cultural e social dos gregos. que analisou a Administração como a habilidade pessoal separada do conhecimento técnico e da experiência. dando o impulso inicial à filosofia. posteriormente. a Teoria Estruturalista promoveu a análise dentro das organizações e do ambiente organizacional. Podemos verificar que a ênfase no ambiente surgiu com a Teoria dos Sistemas. apenas a igreja possuía um modelo estruturado por uma hierarquia de autoridade (um Estado maior e uma coordenação funcional para a integração). No mesmo foco. ou é eficaz ou não é.Você já sabe diferenciar eficácia de eficiência? O eficiente vai além do eficaz. ciências naturais e lógica. nosologia. Já nos próximos módulos. a Teoria Clássica de Fayol. e René Descartes. Uma secretária pode ser mais eficiente hoje do que amanhã. pessoas. página 03 A seguir. inexperientes à época. que veio a ser complementada com a Teoria das Contingências. baseada na psicologia organizacional e. filósofo francês que criou as coordenadas cartesianas e deu impulso à matemática e à geometria da época. e a Teoria da Burocracia de Weber buscaram a racionalização do trabalho. que parte do princípio de que a Administração depende das circunstâncias ambientais e tecnológicas da organização. Influência da Organização da Igreja Católica A organização eclesiástica serviu de modelo administrativo para as organizações. A influência de filósofos como o grego Sócrates. Já a eficácia implica ser ou não ser: uma medicação. da ordem e do controle. veremos as principais influências que contribuíram para a Administração: Influências dos Filósofos Várias influências contribuíram para o desenvolvimento da história da Administração. Mediante a Teoria das Relações Humanas. metafísica. cosmologia. mas sempre agindo em prol da organização. discípulo de Platão. sobretudo. e. estrutura. viabilizando a implementação dos princípios da divisão do trabalho. máquina ou organização pode ser mais ou menos eficiente que outra. Nesse momento. que abriu a perspectiva do conhecimento humano. abordaremos mais detalhadamente cada teoria. a Teoria Geral da Administração teve como primeira e principal finalidade alcançar a eficiência industrial. página 04 A seguir. para continuarem sempre úteis e aplicáveis. tecnologia e ambiente. as teorias administrativas precisam se adaptar às mudanças e incertezas que surgem no decorrer do tempo. mais tarde desenvolvida pela Teoria Comportamental. Em seguida. elevando a racionalização do trabalho com ênfase nas tarefas. É importante ressaltar que. Através da Administração Científica de Taylor. e Aristóteles. já com ênfase na estrutura organizacional. Com a filosofia moderna. o seu discípulo Platão. . A eficiência tem uma gradação: uma pessoa. crítica de cada teoria da Administração.

Quais os fatores que impulsionaram essas mudanças? Podemos citar a ruptura das estruturas corporativas da Idade Média. a descoberta de novas formas de energia. Tais princípios influenciaram. economistas não liberais. como Adam Smith. a aplicação dos progressos científicos à produção. Foi nesse momento que os capitães da indústria (pioneiros e empreendedores) cederam seu lugar para os organizadores. provocando profundas e rápidas mudanças de ordem econômica.hpg. que preceitua que todo soldado precisa saber perfeitamente aquilo que deve fazer e o que se espera dele. inclusive. impulsionando as empresas capitalistas a implantarem métodos e processos de racionalização do trabalho e remuneração adequada. Na virada do século XX. o avanço tecnológico. a partir do início do século XIX. que.com.br página 06 Influência dos Economistas Liberais A partir do século XVIII. Influência dos Pioneiros e Empreendedores Antes de 1850.Influência da Organização da Militar A organização militar influenciou a Administração através do conceito de hierarquia e também do princípio de direção. Como você agiria se trabalhasse em uma empresa que vivesse em plena revolução Industrial? Fonte: www. a enorme ampliação de mercados e a substituição do tipo artesanal por um tipo industrial de produção. reforçaram a importância do planejamento e da organização dentro das funções organizacionais. . pois as empresas industriais eram pequenas e geralmente gerenciadas pela própria família. grandes empresas passaram a entender que não era apenas uma questão de habilidade pessoal dirigir uma empresa e sim algo mais complexo. surgiu uma nova concepção de trabalho que modificou completamente a estrutura social e comercial da época. economistas liberais. e proporcionaram razoável suporte para o aparecimento de alguns princípios de Administração. página 05 Influência da Revolução Industrial Com a Revolução Industrial. política e social. promoveram o surgimento do socialismo e do sindicalismo. iniciada na Inglaterra.geojornal2003. como Karl Marx e Friedrich Engels. poucas empresas tinham uma estrutura administrativa que exigisse os serviços de um administrador em tempo integral.ig.

esses fatores podem ser classificados em: • “Desenvolvimento tecnológico: que proporcionou um crescente número de empresas e nações concorrendo nos mercados mundiais. • Rapidez do ritmo de mudança tecnológica: que torna obsoleto um produto ou reduz drasticamente seus custos de produção. percebemos que a ciência de administrar a existência do homem em uma sociedade vem evoluindo conforme suas necessidades. os recursos escassos e o crescimento sustentável. • Crescimento dos negócios das empresas”. Não é suficiente administrar as empresas. é necessário administrar as pessoas. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. tudo isso. o estudante tem um papel central no estabelecimento de uma relação de qualidade com o conteúdo proposto. • Aumento da capacidade de investimento de capital e elevação dos níveis de ponto de equilíbrio. conclusão Conclusão Nesse contexto. aula 02 . em Avaliações. sem esquecer da responsabilidade sócio-ambiental. com o objetivo de proporcionar qualidade de vida à sociedade e seus membros.exercícios de auto-avaliação . Em um curso a distância.Enfim. porém quais fatores podem ser relevantes para o seu surgimento? Segundo Chiavenato (2000). Acesso pelo menu "Avaliação". Procure organizar-se para ter o melhor aproveitamento possível do curso. • Livre comércio. as condições para o aparecimento da teoria administrativa estavam se consolidando.A Administração Científica . • Mudança dos mercados vendedores para mercados compradores. Gestão .Módulo I Aula 1 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos.

foi o precursor da Administração Científica. criada por Taylor no início do século XX. tinha a preocupação de eliminar o desperdício e elevar a produtividade mediante a aplicação de técnicas da engenharia industrial. Taylor. que foi o precursor da Teoria Clássica com a preocupação básica de aumentar a eficiência da empresa por meio da forma e disposição dos órgãos componentes da organização e suas relações estruturais. Fonte:http://www. ao mesmo tempo. é importante o interesse comum entre empregados e empregadores. engenheiro.edu/cas/.etsu. Os principais métodos científicos aplicáveis aos problemas da Administração são a observação e a mensuração. O principal objetivo da Administração é assegurar o máximo de prosperidade ao patrão e. e a de Henry Fayol (francês).jpg No primeiro estágio de sua obra. Daí a ênfase na estrutura e na fisiologia. Dessa forma. Taylor. que desenvolveu a escola da Administração Científica com ênfase nas tarefas. norte-americano. A escola da Administração Científica.aula gravada em áudio Administração Científica As idéias de dois engenheiros constituem as bases da Abordagem Clássica da Administração. preocupado com a necessidade de criar melhores condições para remunerar os . Mas quem foi Taylor? Frederick W. ao empregado. Dividida em duas orientações bem distintas: a de Frederick Taylor (norte-americano).

buscou organizar e descrever os cargos e as tarefas para a racionalização do trabalho operário. voltou-se para a racionalização do trabalho dos operários que mais produzissem. Com a Administração Científica ocorre a divisão de responsabilidades: a Administração fica com o planejamento e a supervisão. Mas você sabe qual a diferença entre cargo e tarefa? Tarefa é toda atividade executada por uma pessoa dentro da organização. determinar o tempo médio que um operário comum levaria para execução da tarefa.operários. o homem procurava o trabalho não porque gostava de trabalhar. Em outras palavras. o estabelecimento de normas de execução. assim. Taylor e seus seguidores desenvolveram planos de incentivos salariais e de prêmios por produção com base no tempo padrão e na convicção de que salário constitui a única fonte de motivação. mas pela necessidade de sobreviver. página 03 Na Administração Científica verificou-se que a eficiência não depende somente do incentivo salarial e do método de trabalho. enquanto que cargo é o conjunto de tarefas executadas de maneira rotineira e específica. trabalhando dentro dos padrões de tempo previstos. página 02 Estudo dos Tempos e Movimentos e Análise do Trabalho O instrumento básico para a racionalização do método de trabalho dos operários era o estudo de tempos e movimentos. distribuir uniformemente cada tarefa. Fragmentação das Tarefas e Especialização do Operário Outra finalidade do estudo dos tempos e movimentos era elevar sua produtividade. enquanto o trabalhador executa a tarefa. racionalizada e padronizada. e conseqüentemente. permitindo. Os objetivos desse processo são o treinamento dos operários. eliminar movimentos inúteis. Para Taylor. resultando na linha de montagem como sua principal aplicação. Taylor. a tarefa e seu tempo de execução são atribuídos ao operário que. os operários não possuem capacidade para analisar e estabelecer racionalmente o processo mais eficiente. prática não vigente à época. ou seja. Uma vez analisada. O sistema ficou conhecido como “mais-valia”. a fixação dos tempos padrões para execução das tarefas. quando vigorava o sistema de pagamento por peças produzidas ou tarefas. em sua Administração Científica. ainda nesta módulo). a limitação de cada operário à execução de uma única tarefa de maneira repetitiva e padronizada. selecionado e treinado. mas também das condições físicas do ambiente de trabalho (ventilação. segundo a produtividade desses operários. Taylor preocupou-se em definir os princípios de Administração (a ser detalhada mais tarde. vadios e negligentes. estará pronto para colaborar com a empresa. Com essa finalidade. iluminação etc). A idéia básica era que a eficiência aumentava com a especialização. . Esse conceito deu origem ao termo “homo economicus”. melhorar o rendimento e a eficiência do operário e oferecer uma base uniforme de salários. Determinava-se um padrão médio de produtividade e os operários que produzissem além da cota média eram melhor remunerados. a adaptação do operário à própria tarefa e a maior especialização das atividades. apesar de considerá-los irresponsáveis. Já na segunda etapa. ruídos.

Taylor foi um dos defensores da organização funcional e acreditava que a especialização do operário deveria ser acompanhada pela especialização dos supervisores e da gerência. que permitiu a produção em série e em massa. – Princípio do Controle: controlar o trabalho para se certificar de que este está sendo executado de acordo com métodos estabelecidos. idealizou a linha de montagem. por meio da estrutura funcional. – Princípio de Preparo: selecionar cientificamente os trabalhadores prepará-los e treiná-los. a jornada variava entre dez e doze horas. – Princípio da Execução: Distribuir atribuições e responsabilidades para que a execução da tarefa seja organizada. Você sabe quem foi Henry FORD? Embora Ford não tenha inventado o automóvel.americaslibrary.princípio da economicidade (estoque mínimo e alta velocidade de vendas). Para envolver os escalões mais elevados. . nem mesmo a linha de montagem.princípio da produtividade. época.Observou-se também que não adiantava racionalizar o trabalho do operário se os supervisores continuavam a trabalhar dentro do mesmo empirismo anterior. de acordo com suas aptidões. através do planejamento do método de trabalho. Ford inovou na organização do trabalho. Ford adotou três princípios básicos: .princípio da intensificação (diminuir o tempo de produção). Princípios da Administração Científica de Taylor – Princípio de Planejamento: substituir a improvisação pela ciência. Para tanto. estabelecendo o salário mínimo de cinco dólares por dia e a jornada diária de oito horas. enquanto na. . Organização Funcional A organização funcional é a estrutura organizacional que aplica o princípio funcional ou da especialização das funções. os engenheiros da Administração Científica passaram a se preocupar com os princípios de Administração capazes de vulgarizar o comportamento dos gerentes e chefes.gov Através da racionalização da produção. Fonte: http://www. .

os estudos de Taylor são vistos como distorcidos. até mesmo.a visão microscópica do homem.a superespecialização que robotiza o operário. motivadas no sentido da exploração do trabalhador como se fosse uma máquina. . . pode ser considerada para alguns como eficaz por focar na racionalização do método de trabalho dos operários. e o surgimento da Escola de Relações Humanas. as principais críticas às esses estudos: . A partir daí. senão os representados pela recompensa financeira (homo economicus). Porém.página 04 Críticas à Administração Científica A maior crítica relativa à influência negativa que os conceitos de Taylor tiveram na gestão de empresas – mais especificamente nas indústrias – pode ser claramente observada no filme de Charles Chaplin: "Tempos Modernos".a abordagem incompleta. conclusão Conclusão A Administração Científica. a escola peca por não analisar as necessidades e motivos que levam o homem a trabalhar com mais entusiasmo. dentre outros elementos citados nesta aula. do ponto de vista do trabalhador. por eliminar movimentos inúteis. . A partir daí. . omitindo o restante da vida da empresa. outras pessoas acreditam que essa escola é incapaz de ver o operário como ser humano e sim como uma máquina.a visão do operário como uma simples peça no processo de produção. normativa e típica de sistema fechado. principalmente a partir da contribuição de psicólogos e sociólogos. Vejamos.a ausência de qualquer comprovação científica de suas afirmações e princípios. iniciada com Elton Mayo e Mary Parker Follet.a abordagem prescritiva. . . por determinar o tempo médio de cada operário para executar uma determinada tarefa. contate o seu tutor por meio da Plataforma de Educação a Distância do ILB (menu "Comunicação" .a submissão do operário a uma supervisão rigorosa e opressiva. envolvendo apenas a organização formal. Em caso de dúvidas. O filme é uma crítica muito bem humorada sobre a força da supervisão no controle das tarefas dos operários. isolado como um apêndice da máquina industrial.a limitação do campo de aplicação à fábrica. As teorias desenvolvidas por Taylor sofreram críticas por serem mecanicistas e. O mecanicismo de sua teoria é o que impõe tarefas repetitivas aos operários em prol de uma maior produção e não se preocupa se o trabalhador possui outros interesses e motivações. ."Mensagem") ou por e-mail. Ele está à sua disposição. . a seguir.

cas. Fayol dedicou sua vida à introdução do método científico na administração das empresas. como vimos no capítulo anterior. Fayol . Gestão . Acesso pelo menu "Avaliação". realizava suas pesquisas no sentido inverso. seguindo uma hierarquia do topo para a base da pirâmide. Entretanto. até então apenas observado empiricamente. Taylor recebe o título de "Pai da Administração Científica". Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. indo trabalhar em uma indústria metalúrgica e de mineração de carvão – Compagni Comenantry Four Chambault et Decazeville. enquanto nos Estados Unidos Taylor realizava seus estudos partindo das funções do operário chegando às atribuições da gerência. em Avaliações". Entretanto. aos 19 anos. Fonte: http://hsci. proporcionando o início de um rigor um pouco mais científico nos locais de trabalho. a Administração Científica inaugura as teorias administrativas e baliza as demais por seu foco nas tarefas. formou-se em Engenharia de Minas.exercícios de auto-avaliação . Por isso. foi o primeiro a expressar sua mentalidade pragmática através do estudo de tempos e movimentos de tarefas. Taylor foi duramente criticado por considerar o trabalhador como sendo preguiçoso e dedicado tão somente aos ganhos materiais. pelo predomínio da organização formal e pelos níveis de mensuração da produção nunca antes experimentado pelas indústrias. onde começou como engenheiro e chegou ao cargo de diretor (1888 a 1918).edu/images/jpg-100dpi-10in/misc/Wren/Portraits/Fayol. em 1916. na França.Teoria Clássica aula gravada em áudio TEORIA CLÁSSICA Assim como Taylor.Apesar de várias críticas. nasceu em Constantinopla e. Fayol.ou. aula 03 .jpg Mas você sabe quem foi Henry Fayol? Ele foi o responsável pela fundação da Teoria Clássica. sendo o primeiro a dimensionar tempos e movimentos nas atividades produtivas.Módulo I Aula 2 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos.

Atualmente. As funções contábeis eram relacionadas aos registros. temos as funções administrativas. Como você montaria um organograma com as funções de cada visão? Você seria capaz de criar outras áreas? página 02 Mostraremos. a seguir. A partir da Primeira Guerra Mundial. Já as funções comerciais referenciavam-se com a compra e venda de bens. o Fayolismo adquiriu impulso e popularidade. tornando-se conhecido como “uma escola de chefes”. toda empresa deveria ter seis funções básicas: As funções técnicas estavam relacionadas com a produção de bens ou serviços da empresa. como responsável pela integração dessas funções. balanços. como a maioria das organizações do século XX se dividem: . E por fim. Enquanto que as funções financeiras correspondiam ao gerenciamento de capitais. tendo as funções sido substituídas por áreas.desenvolveu um conjunto de "princípios de Administração geral" que considerava útil para toda situação administrativa em qualquer tipo de empresa. estatísticas e custos da empresa. as funções de segurança eram responsáveis por zelar pelos bens e pelas pessoas. Funções básicas da empresa Para Fayol. essa visão de Fayol está totalmente ultrapassada.

controle e coordenação. Você já é capaz de descrevê-los? página 03 Os Princípios Gerais da Administração Segundo Fayol. organização. maleáveis e podem ser aplicados em qualquer circunstância. Os autores Clássicos utilizam o conceito de elementos da Administração ou funções do administrador para formar o processo administrativo. tempo ou lugar. e a organização uma de suas partes. Administração é um todo. comando. Diferença entre Administração e Organização Agora que já sabemos as funções básicas da Administração e do administrador. . o chefe ou o supervisor. Para Fayol. abrangendo somente o estabelecimento da estrutura. logo todos desempenham atividades de previsão. o gerente. mais aumenta a extensão e o volume das funções administrativas. pois todos são administradores. tais princípios são universais.Funções do Administrador A teoria Clássica é caracterizada por definir as funções do administrador e como este deve agir no trabalho. você saberia definir o que é Administração? Algumas pessoas podem reconhecer Administração como sinônimo de organização. Fayol relacionou 14 princípios básicos que podem ser estudados de forma complementar aos de Taylor. Fayol definiu que a função administrativa é distribuída proporcionalmente entre todos os níveis hierárquicos de uma organização e não importa se é o diretor. O gráfico a seguir mostra claramente a proporcionalidade da função administrativa nos diferentes níveis hierárquicos da empresa e quanto mais se sobe na escala.

11. 7.Remuneração . favorecendo. 5. respeitando à risca uma linha de autoridade fixa. substituíram o empirismo e a improvisação por técnicas científicas.Ordem . A ausência de disciplina gera o caos na organização. Nessa época. 9. .regras de conduta e de trabalho válidas pra todos os funcionários. Enquanto Taylor defendia o controle de um operário por diversos supervisores. Para a Teoria Clássica. como foi visto na unidade anterior.Espírito de corpo . 14. essa idéia era vista como novidade. dessa forma.Eqüidade .um lugar pra cada coisa e cada coisa em seu lugar.Disciplina .O trabalho deve ser conjunto.Unidade de comando .Iniciativa .Uma rotatividade alta é negativa ao desempenho da empresa e o moral dos funcionários. a eficiência da produção e aumentando a produtividade. 13. 10.Hierarquia . 4.Estabilidade dos funcionários .capacidade de estabelecer um plano e cumpri-lo. cada um especializado em um aspecto da tarefa do operário. do passado.Centralização .Defesa incondicional da estrutura hierárquica. com métodos pré-estabelecidos e com a finalidade de formar administradores a partir de suas aptidões e qualidades pessoais. nesse aspecto. 12. 8.Unidade de direção – uma cabeça e um plano centralizados possibilitam agrupar atividades com os mesmos objetivos. 2. não tendo se desligado.Prevalência dos interesses gerais . segundo o qual um operário deve ter apenas um chefe. através de um ensino organizado.A justiça deve prevalecer. justificando a lealdade e a devoção de cada funcionário à empresa. 6.Autoridade é o direito dos superiores de atribuírem ações aos seus subordinados que terão a responsabilidade de cumpri-las.Os interesses gerais da organização devem prevalecer sobre os interesses individuais. facilitado pela comunicação na equipe. Fayol defendia o conceito de unidade de comando.Divisão do trabalho .Autoridade e responsabilidade . a estrutura organizacional é analisada de cima para baixo (da direção para a execução) e do todo para as partes (da síntese para a análise). A Teoria Clássica pouco evoluiu em termos de teoria da organização.Especialização dos funcionários desde o chefe até os operários da fábrica. evitando o ditado popular: “tem muito cacique e pouco índio”. A sua organização pessoal e a disponibilidade de um tempo diário e preciso para os estudos poderá contribuir para um melhor aproveitamento do curso.Um funcionário deve receber ordens de apenas um chefe. página 04 Teoria da Administração Os autores da Teoria Clássica.1. 3.As atividades vitais da organização e sua autoridade devem ser centralizadas.Deve ser suficiente para garantir a satisfação dos funcionários e da própria organização.

comando. ou seja. 4. Isso é o oposto da supervisão funcional. Conceitos de Linha e Staff Para Fayol. estudaremos a departamentalização. a seguir. ou seja. Mais adiante. a Teoria Clássica se preocupava com a divisão dos departamentos. Os cinco elementos que compõem a Administração: previsão. É importante ressaltar que a divisão do trabalho no sentido horizontal é chamada de departamentalização. unidade de direção: planos para conduzir os objetivos da organização. a Organização Linear era mais simples e seus princípios eram: 1. mais eficiente ela seria. mas não se afastam muito da concepção Fayloriana. absoluta e direta sobre seus subordinados. centralização da autoridade: no topo deve estar a autoridade máxima.Divisão do Trabalho A idéia básica era a de que as organizações com maior divisão de trabalho seriam mais eficientes do que aquelas com pouca divisão do trabalho. seções. Enquanto a Administração Científica se preocupava com a divisão do trabalho no nível operário. cada superior tinha autoridade única. Horizontalmente: em um mesmo nível hierárquico. etc. no nível gerencial. 2. em outra unidade. Veja. cadeia escalar: autoridade de comando. quanto mais departamentalizada a organização.. Em qualquer organização. Para a Teoria Clássica a divisão do trabalho é essencial para a razão da organização. organização. Naquela época. divisões. mas os seguidores de Fayol não aceitaram tais elementos. 3. os elementos da Administração. coordenação e controle constituem as chamadas funções do administrador. Elementos da Administração Fayol acreditava que quanto maior a organização e a divisão do trabalho. maiores seriam as necessidades de coordenação para assegurar a eficiência da organização. é impossível definir atividades sem enquadrá-las em duas direções: Verticalmente: quando a hierarquia define a graduação das responsabilidades (níveis de controle). cada departamento ou seção passa a ser responsável por uma atividade específica e própria (níveis de especialização). Cada autor clássico define ao seu modo os elementos da Administração. as funções do administrador para Urwick e Gulick: . unidade de comando: cada pessoa tem um único chefe. página 05 Organização Linear Os autores Clássicos consideravam a estrutura organizacional baseada na autoridade linear (decorrente do princípio da unidade de comando).

falta comprovação científica para as afirmações dos autores clássicos. pois não considera o comportamento humano na organização. “a teoria da organização formal não ignorava os problemas humanos da organização. – Princípio da autoridade: Deve haver uma linha de autoridade claramente definida. que deveriam ser seguidos para a máxima eficiência. – Princípio da definição: Os deveres. unidade de comando e amplitude de controle). porém não conseguia dar um tratamento sistemático à interação entre as pessoas e os grupos informais nem aos conflitos intra-organizacionais nem ao processo decisorial” Em outros termos. segundo SCOTT (1967). Outra crítica pode ser observada. em suma. deixando de lado a organização informal. autoridade e responsabilidade de cada cargo deverão ser considerados por escrito e comunicado a todos. especialização.página 06 Princípios de Urwick – Princípio da especialização: Cada pessoa deve exercer uma função. Dentre elas. conclusão Conclusão . com esquemas pré-estabelecidos de como o administrador deve proceder. a abordagem está incompleta. O comportamento deste período fez com que a Teoria Clássica recebesse o nome de teoria da máquina por causa do comportamento mecânico da organização. Críticas à Administração Clássica Várias críticas foram atribuídas à Teoria Clássica. Os autores clássicos fundamentam seus conceitos apenas em observações. – Princípio da amplitude administrativa: Cada superior deve ter um número determinado de subordinados. e os princípios da Teoria Clássica (divisão do trabalho. podemos destacar a abordagem simplificada da organização formal. deixando implícito a ausência de trabalhos experimentais para dar base científica a suas afirmações e princípios.

Coordenar e Controlar. desenvolvida por Elton Mayo e seus colaboradores. a organização formal e os princípios da Administração cedam prioridade para a preocupação com as pessoas e grupos sociais. Gestão .A Ênfase nas Relações Humanas aula gravada em áudio A ÊNFASE NAS RELAÇÕES HUMANAS A Abordagem Humanística faz com que a preocupação com a máquina. Apesar de algumas críticas.com.Módulo I Aula 3 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. . Esta teoria foi criada graças ao desenvolvimento das chamadas Ciências Humanas. recebem as funções de administrar. Fonte: http://www. A Teoria Humanística surgiu com a necessidade de humanizar e democratizar a Administração.drbrioschi. principalmente a Psicologia e a Sociologia. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. Fayol abordou um assunto muito importante e o mesmo perdura até os dias atuais. os administradores são as pessoas que estão em posição de destaque na organização. Organizar. libertando-a dos conceitos rígidos e mecanicistas da Teoria Clássica e adequando-a aos novos padrões de vida do povo americano.A Teoria Clássica teve uma consideração muito relevante para o administrador.exercícios de auto-avaliação . Foi basicamente um movimento de reação e de oposição à Teoria Clássica da Administração. Fayol dividiu em cinco níveis as funções administrativas. seja diretor ou supervisor.br Escola das Relações Humanas A Teoria das Relações Humanas surgiu nos Estados Unidos como conseqüência imediata das conclusões obtidas na Experiência em Hawthorne. Acesso pelo menu "Avaliação". em Avaliações. Comandar. o famoso POC3 – Planejar. o método de trabalho. Para essa Escola. aula 04 .

a produção do grupo que estava sendo analisado também aumentava. Tentaram eliminar ou neutralizar o fator psicológico. com a finalidade de realizar um estudo da fadiga no trabalho e dos efeitos gerados por mudanças de horários ou introdução de intervalos de descanso no período de trabalho./noticias. Destacamos.rn. o resultado da pesquisa mostrou que. O comportamento social dos empregados se apóia totalmente no grupo.Os estudos em Hawthorne de Elton George Mayo (1880-1949) A Western Eletric era uma companhia norte-americana que fabricava equipamentos para empresas telefônicas e sempre se caracterizou pela preocupação com o bem-estar de seus funcionários. A partir dessa fase. as principais conclusões: O nível de produção é resultante da integração social. Algumas conclusões da Experiência de Hawthorne A experiência em Hawthorne permitiu o delineamento dos princípios básicos da Escola das Relações Humanas. Os trabalhadores não reagem isoladamente. a seguir. Durante mais de 20 anos não se constatou nenhuma greve ou manifestação. onde anualmente seriam entrevistados todos os funcionários da empresa.br/. e não de sua capacidade física ou fisiológica (como afirmava a Teoria Clássica). até então estranho e impertinente. e um diagnóstico preliminar nos diria que o moral na companhia era alto e os funcionários confiavam na competência de seus administradores. Quarta fase – a sala de observações da montagem de terminais. mas . página 02 Segunda fase – a sala de provas de montagem de relés. as pesquisas passaram a ter um enfoque nas relações humanas e não mais na parte científica. Terceira fase – o programa de entrevistas. É a capacidade social do trabalhador que estabelece seu nível de competência e de eficiência.. das normas sociais e expectativas que envolvem o empregado. que veio a se estabelecer logo em seguida.. Os pesquisadores verificaram que a eficiência dos operários era afetada por condições de natureza psicológica. ao se reduzir a iluminação.asp?idnoticia=2801 Os estudos básicos efetuados por Mayo e seu grupo tiveram quatro fases: Primeira fase – buscou-se estabelecer a existência de uma relação entre uma maior iluminação no local de trabalho e um aumento na produtividade. Entretanto. tinha por objetivo desvendar os motivos que levavam os funcionários a adotarem posturas tão diferentes nos seus departamentos e na sala de provas. Fonte: www. o que lhe rendeu um clima organizacional sadio. que visava analisar a organização informal dos operários.gov.

Os indivíduos dentro da organização participam de grupos sociais e mantêm-se em uma constante interação social. portanto. Cada indivíduo é uma personalidade diferenciada que influi no comportamento e atitudes dos outros com quem mantém contatos.descreveram que toda organização industrial deve buscar duas formas para manter equilíbrio interno na organização: . Mayo e seus colaboradores verificaram que a extrema especialização defendida pela Teoria Clássica não cria necessariamente a organização mais eficiente. página 03 A civilização industrializada e o homem Dentro da abordagem humanística. .a função social .visa produzir bens ou serviços através de equilíbrio externo. As Relações Humanas são as ações e atitudes desenvolvidas pelos contatos entre pessoas e grupos. A importância do conteúdo do cargo: a maior especialização e. Você já parou para pensar nisto? O que fazer para melhorar esta situação? Funções básicas da Organização Industrial Como podemos ver. Assim. é fundamental que permaneçam em estado de equilíbrio para que não haja reação contrária de uma das partes. que compõem a organização como um conjunto desses grupos. todos os métodos convergem para a eficiência e não para a cooperação e objetivos humanos. alguns dos novos conceitos sobre Administração surgiram através da experiência de Hawthorne.como membros de grupos informais. que são os definidores das quotas de produção e das punições aos indivíduos que saem das normas grupais (teoria de organização informal). Assim.é responsável por proporcionar equilíbrio interno. preocupação fundamental da Teória Clássica. porém o clima pesado da empresa não o (a) deixa à vontade. a maior fragmentação do trabalho não é a forma mais eficiente do trabalho. Os aspectos emocionais. Imagine que a empresa em que você trabalha obtém excelentes resultados financeiros. passam a merecer atenção especial por parte de quase todas as grandes figuras da Teoria das Relações Humanas. Daí a necessidade de um tratamento preventivo do conflito industrial através de uma Administração humanizada. Essas duas funções são subsistemas interdependentes. Relações Humanas são as ações e atitudes desenvolvidas pelos contatos entre pessoas e grupos. É exatamente a compreensão da natureza dessas relações humanas que permite ao administrador melhores resultados de seus subordinados.Roethlisberg e Dickson .a função econômica . gerando satisfação a seus participantes. cujos relatores . . não planejados e mesmo irracionais do comportamento humano. surge uma grande incompatibilidade entre os objetivos organizacionais da empresa e os objetivos individuaisdo empregado.

a abordagem humanística foi alvo de muitas críticas. As variáveis que uma escola considerava importantes eram ignoradas pela outra. a Teoria Humanística tinha visão idealizada do operário feliz e integrado ao ambiente de trabalho. de Fayol (ênfase na estrutura) com a Teoria das Relações Humanas. as restrições decorrentes da disponibilidade de poucas variáveis a serem analisadas e a limitação destas apenas às fábricas resultou numa impossibilidade de generalização de resultados. de Taylor (ênfase nas tarefas) e a Teoria Clássica. portanto. dentre as quais destacaremos algumas: Os fatores considerados importantes para a Teoria Clássica era rigidamente combatido pela Teoria das Relações Humanas. não são diretamente . e. conseqüentemente. Além disso. muitas vezes. Em seguida. o senso crítico. cujo precursor foi Elton Mayo (ênfase nas pessoas)? página 04 O quadro a seguir mostra claramente uma comparação entre a Teoria Clássica e a Teoria das Relações Humanas: Críticas à abordagem da Teoria das Relações Humanas Assim como na Administração Científica e na Teoria Clássica. perdendo. você já é capaz de distinguir a Administração Científica.E então. A produtividade do operário não pode estar condicionada a sua felicidade e. mal focalizados.

. propôs um modelo intitulado de Teoria da Burocracia em Administração. suas Funções e Disfunções aula gravada em áudio A ORIGEM DA BUROCRACIA. a fim de garantir a máxima eficiência possível no alcance desses objetivos” CHIAVENATO (2000). principalmente. gerando a necessidade de um enfoque mais amplo e completo. naquela época. no quesito administrar. Ambas teorias revelam dois pontos de vista extremamente opostos e incompletos sobre a organização. porém improdutivos" foi perpetuada pelos estudiosos no assunto. também importantes. sociólogo alemão. Você só é capaz de produzir quando está feliz? Existia uma supervalorização do fator "Integração Grupal" com relação à produtividade. Além disso. eram iludidos a participar de decisões em reuniões enquanto. Essa escola viu a necessidade de humanizar e democratizar a Administração. Acesso pelo menu "Avaliação". isto é. Avaliações. Nessa época. Outra crítica que deve ser abordada é o fato de que os funcionários. por fim.exercícios de auto-avaliação . as empresas passaram a exigir modelos organizacionais mais definidos devido ao crescente tamanho e complexidade das empresas. suas idéias e insatisfações estavam sendo espionadas. segundo a qual “a burocracia é uma forma de organização humana que se baseia na racionalidade. aula 05 .Módulo I Aula 4 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. a Teoria Humanística não forneceu critérios de gestão. Assim.proporcionais (funcionários infelizes podem ser produtivos). as empresas. quando surgiram as críticas à Teoria Clássica e à Teoria das Relações Humanas. não esclareceu o que pode ou não pode ser feito para obtenção de melhores resultados. Tal fator representa apenas uma característica capaz de influenciar na produtividade. conclusão Conclusão A Escola das Relações Humanas preocupou-se com aquilo que as outras demais nem sequer comentaram: o homem. na adequação dos meios aos objetivos (fins) pretendidos. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. A crítica de "operários felizes. porém. Max Weber. tanto da estrutura como dos participantes da organização. na verdade.A Origem da Burocracia. E. SUAS FUNÇÕES E DISFUNÇÕES A Teoria da Burocracia desenvolveu-se dentro da Administração a partir da década de 40. não apresentou nenhuma visão sócio-econômica realista das relações empresa-funcionário. tornou-se necessário um modelo de organização racional capaz de caracterizar todas as formas de organização humana e. acredita-se que ela exagerou e esqueceu assuntos. Gestão .

como afirmava Karl Marx. Tipos de Autoridades Pare e pense no significado da palavra autoridade. Será que você pensou na mesma idéia que Weber pensava? Para ele.Sociedade Tradicional: possui características patriarcais de cunho patrimonialista. grupos religiosos. . mas de um novo conjunto de normas sociais morais. Weber notou que o capitalismo.Sociedade Legal. Na verdade. As semelhanças entre o protestantismo e o comportamento capitalista são impressionantes. . . salienta Max Weber. “autoridade significa a probabilidade de que um comando ou ordem específica seja obedecido”. o moderno sistema de produção.Origens da Burocracia A burocracia teve sua origem nas mudanças religiosas verificadas após o Renascimento. O governante é visto como uma pessoa que alcançou tal posição exclusivamente por procedimentos legais (como nomeação. os exércitos e até mesmo os Estados Modernos. ocorridas inicialmente em países protestantes – como Inglaterra e Holanda – e não em países católicos. porquanto essas três formas de racionalidade se apoiaram nas mudanças religiosas. é um tipo de sociedade na qual há uma forte conotação mística/arbitrária ou dogmática/ideológica. São sociedades onde a racionalidade é empregada como meio de se alcançar os objetivos dessa sociedade. Nesse sentido. para cada tipo de sociedade deveria existir um tipo de autoridade correspondente. os clãs e os feudos medievais. que detém a posse e o domínio de um patrimônio. Naquela época. ou seja. a organização burocrática e a ciência moderna constituem três formas de racionalidade que surgiram a partir dessas mudanças religiosas. ao arbítrio e às emoções. trata-se de um conjunto de normas consideradas legítimas e das quais deriva o comando.Sociedade Carismática: podemos caracterizá-la como partidos políticos. página 02 Tipos de Sociedade Weber distingue três tipos de sociedade. vamos ver quais são? . às quais denominou ética protestante. Como exemplo podemos citar as empresas. Vejamos quais são: – Autoridade Tradicional acontece quando os subordinados aceitam as ordens dos superiores e concordam com um conjunto de regras e regulamentos legais previamente estabelecidos.) e é em virtude de sua posição alcançada que ele exerce o poder dentro dos limites fixados pelas regras e regulamentos sancionados legalmente. Como exemplo podemos destacar a família. eleições. Racional ou Burocrática: é constituída de uma sociedade onde predominam normas e regras impessoais que se sobrepõem à vontade individual. concursos etc. racional e capitalista não se originou das mudanças tecnológicas nem das relações de propriedade.

Vejamos algumas das inúmeras personalidades carismáticas no mundo? Airton Senna. Madre Tereza de Calcutá. para conseguir essa eficiência. registradas e comunicadas por escrito. autoridade carismática. para assegurar uma interpretação ordenada e única do estatuto da empresa (privada). Você costuma ser uma pessoa carismática? Caso afirmativo. O termo também é empregado com o sentido de apego dos funcionários aos regulamentos e rotinas. com o objetivo de proporcionar comprovação e documentação adequadas. instável e sem base racional. a superioridade técnica sobre qualquer outra forma de organização em termos de eficiência. para serem interpretadas univocamente por todos os membros da organização. por escrito. impedindo as soluções rápidas ou eficientes. Princesa Diana. Racional ou Burocrática acontece quando os subordinados concordam com as normas e leis previamente estabelecidas e racionalmente definidas. Gandhi. você poderia ter.– Autoridade Carismática é o tipo do poder que adquire facilmente características revolucionárias. sendo. elas devem ser detalhadas. naquela época. Segundo Max Weber.in. Costuma ter fundamento legal. causando ineficiência à organização.. Fonte: http://assets. . possibilitando a padronização das atividades da organização burocrática e conferindo aos chefes poder de repressão sobre os empregados. O leigo passou a dar o nome de burocracia aos defeitos do sistema (disfunções) e não ao sistema em si.. como as coisas deverão ser feitas. com capacidade de regular tudo que ocorra dentro da organização. Outro fator é o crescimento quantitativo e qualitativo das tarefas administrativas do Estado Moderno e. Normalmente ocorre quando os subordinados se identificam com o superior e atendem suas ordens com grande facilidade. página 03 Desenvolvimento da Burocracia Weber identificou três fatores principais que favorecem o desenvolvimento da moderna burocracia: O primeiro é a racionalização de transações econômicas: através de uma economia monetária. Logo. e. as decisões e ações administrativas são formuladas. a burocracia especifica. O conceito de burocracia para Max Weber é exatamente o contrário. antecipada e detalhadamente. Características da Burocracia segundo Weber Geralmente. portanto. a moeda passa a assumir o lugar da remuneração em espécie para os funcionários. caráter formal das comunicações: as regras da burocracia.gr/auto/news/imagens/big/ – Autoridade Legal. permitindo a centralização da autoridade e o fortalecimento da administração burocrática. A burocracia é a organização eficiente por excelência. com meios capazes de corrigir e impor disciplina. a burocracia é visualizada em uma empresa ou organização onde o “papelório” se multiplica e se avoluma. a burocracia tem as seguintes características principais: caráter legal das normas e regulamentos: a burocracia é uma organização definida por regulamentos e normas previamente estabelecidas. por último.

página 05 A organização informal aparece como um fator de imprevisibilidade das burocracias. Assim. Ele obedece ao superior. Assim. mas um profissional especializado na sua administração. definidos por meio de regras limitadas e específicas. pois o sistema social racional puro de Weber pressupõe que as reações e o comportamento humano sejam perfeitamente previsíveis. rotinas e procedimentos estandardizados: O ocupante de um cargo não pode fazer o que quiser. testes e títulos para admissão e promoção dos funcionários. Mas você sabe o que significa o termo autoridade neste contexto? Serve para reduzir ao mínimo o atrito entre chefe e empregado. competência técnica e meritocracia: a admissão. para que a eficiência do sistema seja máxima. comprar ou herdar sua posição ou seu cargo. Daí a necessidade de exames. ela é adequada aos objetivos a serem atingidos: a eficiência da organização. Assim. e as atividades são distribuídas de acordo com os objetivos a serem atingidos. impessoalidade nas relações: a administração da burocracia não considera as pessoas como tal. daí a necessidade da hierarquia da autoridade e fixar as chefias nos diversos escalões de autoridade para proporcionar a estrutura hierárquica da organização. assim como a obediência prestada pelo subordinado ao superior é impessoal. mas como ocupantes de cargos e de funções. outras pessoas já o ocuparam. escritas e legais. A organização informal surge como uma derivação direta do sistema burocrático. concursos. cujas atividades devem ser executadas de acordo com rotinas e procedimentos previamente fixados. hierarquia da autoridade: cada cargo inferior deve estar sob o controle e supervisão de um posto superior. o subordinado está protegido da ação arbitrária do seu superior. sua capacidade de comando sobre os outros e. os cargos e funções permanecem. certo? A burocracia precisa garantir a sua continuidade ao longo do tempo: as pessoas vêm e vão. como uma conseqüência da impossibilidade prática de se bitolar e padronizar completamente o comportamento humano nas organizações . as tarefas administrativas são altamente diferenciadas e especializadas. dado que as ações de ambos se processam dentro de um conjunto mutuamente reconhecido de regras. assim como o funcionário não pode vender. estreitamente. o que a burocracia impõe que ele faça. para não interferir na competência alheia nem prejudicar a estrutura existente. mas. completa previsibilidade do funcionamento: tudo na burocracia é estabelecido no sentido de prever as ocorrências e rotinizar sua execução. especialização da Administração: o dirigente não é necessariamente o dono do negócio. sim. determinando privilégios e obrigações. profissionalização dos participantes: cada funcionário da burocracia é um profissional. quais são seus limites de direitos e poderes. Pense. a promoção dos funcionários e sua transferência são baseadas no mérito e na competência técnica e não em preferências pessoais. o cargo que você ocupa hoje. sobretudo. isto é. provavelmente. uma vez que tudo estará sob o controle de normas racionais. as regras e normas técnicas regulam a conduta do ocupante de cada cargo. não em consideração à sua pessoa. Cada empregado deve saber qual a sua tarefa. mas ao cargo que o superior ocupa. o poder de cada pessoa é impessoal e deriva do cargo que ocupa.página 04 caráter racional e divisão do trabalho: A burocracia é uma organização que se caracteriza por uma sistemática divisão do trabalho para atender a uma racionalidade.

pois é fornecida apenas a quem deve recebê-la. os critérios de seleção e escolha do pessoal baseiam-se na capacidade e na competência técnica. Redução do atrito entre as pessoas. as pessoas são treinadas para se tornarem especialistas em seus campos particulares. pois os mesmos tipos de decisão devem ser tomados nas mesmas circunstâncias. pelo conhecimento exato dos deveres. As decisões são previsíveis e o processo decisório. 8. Além disso. 10. redução de custos e de erros. Racionalidade em relação ao alcance dos objetivos da organização. o trabalho é profissionalizado. o trabalho é dividido entre as pessoas de maneira ordenada. o nepotismo é evitado e as condições de trabalho favorecem a moralidade econômica e dificultam a corrupção. pois o negócio é conduzido de acordo com regras conhecidas. como o amor. tem a virtude de assegurar cooperação entre um grande . pois cada um conhece o que deve ser feito e por quem e as ordens e papéis tramitam através de canais preestabelecidos. Continuidade da organização através da substituição do pessoal que é afastado. As vantagens da burocracia. 6. para Weber. Nessas condições. Confiabilidade. 9. por ser despersonalizado (no sentido de excluir sentimentos irracionais. 3. Para ele. comparar os mecanismos burocráticos com outras organizações é o mesmo que comparar a produção da máquina com outros modos não-mecânicos de produção. pois os procedimentos são definidos por escrito. Univocidade de interpretação garantida pela regulamentação específica e escrita. sendo que grande número de casos similares é metodicamente tratado dentro da mesma maneira sistemática. a informação é discreta. quase sempre baseadas em padrões universalísticos de justiça e de tratamento igualitário. pois a hierarquia é formalizada. preferências pessoais). Uniformidade de rotinas e procedimentos que favorece a padronização. A eqüidade das normas burocráticas. 2. elimina a discriminação pessoal. 4. são: “1. Constância. Rapidez nas decisões. podendo encarreirar-se na organização em função de seu mérito pessoal e competência técnica” CHIAVENATO (2000). página 06 5. pois cada funcionário conhece aquilo que é exigido dele e quais são os limites entre suas responsabilidades e as dos outros. Precisão na definição do cargo e na operação. 7. raiva. Por outro lado. Benefícios para as pessoas na organização.Vantagens da Burocracia Weber viu inúmeras razões para explicar o avanço da burocracia sobre as outras formas de associação.

deu-se o nome de disfunções da burocracia. seja na direção carismática. advinham. exige um nível de renúncia que é difícil de se manter. Weber usa o termo burocratização referindo-se também às formas de agir e de pensar. o compromisso dos subordinados com as regras burocráticas tende a se enfraquecer gradativamente. de outro lado. a fim de poder ser dirigida para os seus objetivos e não para outros. As pessoas cumprem as regras organizacionais principalmente porque os fins alcançados pela estrutura total são altamente valorizados e cada qual deve fazer a sua própria parte para que o objetivo seja alcançado. Racionalidade Burocrática O fato de uma organização ser racional não implica necessariamente que seus membros ajam racionalmente no que concerne às suas próprias metas e aspirações. que a conduzem à máxima eficiência. Assim. que existem não somente no contexto organizacional.número de pessoas sem que essas pessoas se sintam necessariamente cooperadoras. Weber temia que essa grande eficiência. e menos separadas das outras. Às conseqüências imprevistas. Assim. fosse uma enorme ameaça à liberdade individual e às instituições democráticas das sociedades ocidentais. Veja a seguir as características e as disfunções da burocracia . da crescente burocratização do mundo moderno. Weber notou também as conseqüências imprevistas (ou indesejadas). mas que permeiam toda a vida social. seja na tradicional. página 07 Dilemas da Burocracia De um lado. as organizações burocráticas apresentam uma tendência a se desfazerem. onde as relações disciplinares são mais "naturais" e "afetuosas". Embora considerasse a burocracia como a mais eficiente forma de organização criada pelo homem. Disfunções da Burocracia Ao estudar as conseqüências previstas (ou desejadas) da burocracia. A capacidade para aceitar ordens e regras como legítimas. A racionalidade da estrutura racional é frágil e precisa ser constantemente protegida contra pressões externas. existem pressões constantes de forças exteriores para encorajar o burocrata a seguir outras normas diferentes das da organização e. principalmente quando repugnam os desejos da pessoa. cujos resultados.

conclusão Conclusão A burocracia surgiu para organizar e impor regras às empresas e aos funcionários. ou seja. Gestão . a organização é feita de pessoas que se relacionam e cooperam para fazer algo em comum. e nem se preocupa com a variabilidade humana (diferenças individuais entre as pessoas) que. As organizações. aula 06 . Dependendo do tipo de empresa. Em suma.Tipos de Organização aula gravada em áudio TIPOS DE ORGANIZAÇÃO Uma organização começa quase sempre quando uma pessoa necessita de mais alguém para fazer alguma coisa. quando estabelecida. necessariamente. Com estas observações em mente. são entidades complexas que contêm uma série de elementos e são afetadas por fatores diversificados. Acesso pelo menu "Avaliação". Pois as mudanças globais pedem que as empresas as sigam a fim de permanecerem competitivas no mercado. Weber acreditava na excelência da burocracia e suas rotinas. Possui um caráter racional com um enfoque extremamente hierárquico. as causas das disfunções da burocracia residem basicamente no fato de que a burocracia não leva em conta a chamada organização informal que existe. poderá tender a entropia. em qualquer tipo de organização.exercícios de auto-avaliação . pois assim. introduz variações no desempenho das atividades organizacionais. com seus procedimentos e regras imutáveis. podemos buscar uma definição de organização que incorpore os elementos enunciados. . segundo Hall (1984). fatalmente. o controle das atividades se tornava mais fácil. Podemos ver inúmeras empresas burocráticas.Módulo I Aula 5 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema.

a quem estão subordinadas e quais são os fluxos de mando e responsabilidade” (Richers. a organização formal pode ser estruturada por meio de três tipos de organização: linear.ca/trade/ner/site/images Autores clássicos da Administração. especialização. 1986. amplitude administrativa e o racionalismo da organização formal. sendo a principal delas a de servir de “meio de comunicação discreta e inconteste para mostrar às pessoas como se posicionam na empresa. as organizações podem ser estruturadas de acordo com a natureza do trabalho e de interesses ou necessidades específicas dos administradores em determinadas situações. Para atender a essas características que mudam de acordo com o ambiente institucional. Mas você sabe o que é um organograma? O organograma é um instrumento gráfico que representa a estrutura organizacional da empresa (Colenghi. hierarquia.dfait-maeci. funcional e linha-staff. como Fayol (1841-1925).Fonte: http://www. Seguindo os princípios gerais clássicos da Administração. 77). Vamos resumi-los? Divisão do trabalho. 1997). Mais adiante aparece o organograma de uma organização de estrutura linear. nos deixaram alguns princípios de organização do trabalho que são aplicados universalmente até os dias de hoje. p. O organograma tem muitas utilidades. página 02 A seguir estudaremos cada tipo de organização: Organização Linear .gc.

A autoridade linear de comando único e direto pode tornar-se autocrática e vir a prejudicar a cooperação e a iniciativa das pessoas. conferindo a esse tipo de organização facilidade em sua implantação. não havendo intervenção em área alheia. Como desvantagem. em decorrência da centralização da autoridade no topo da organização. Conseqüentemente. A figura do chefe generalista.linhas formais de comunicação. controle e disciplina. usualmente. O que podemos fazer é apoiar e estimular as mudanças. tornando-as demoradas. .sapo. Entre suas vantagens.no. congestiona as linhas formais de comunicação. em uma autoridade máxima. tornando-se típica das organizações militares e eclesiásticas. caracterizada da seguinte forma: . destacamos sua estrutura simples e de fácil compreensão para o subordinado. sendo indicado para pequenas empresas. ressaltamos que a estabilidade e a constância das relações formais podem levar à rigidez e a inflexibilidade. página 03 Fonte: http://www. lembre-se que você não tem poderes para mudar o seu chefe (aliás. Baseada no princípio da unidade de comando. dentro da organização linear existem linhas diretas e únicas de autoridade e responsabilidade entre o superior e seus subordinados. e "cutucar a onça com vara curta" pode ser fatal! . que tudo sabe e faz (monopólio das comunicações).pt Como lidar com um chefia centralizadora? Bem. funcionamento. em primeiro lugar.controle da organização e seu aspecto piramidal.centralização de comando.A organização linear é o tipo de organização mais antiga e simples. inibe a especialização.autoridade única com base na hierarquia do superior para seus subordinados. é bom ter a consciência de que você está em desvantagem nessa relação. Em segundo lugar. que só se relaciona hierarquicamente com seu superior. Há uma clara fixação de limites das responsabilidades de cada órgão ou cargo. nós não temos poder de mudar ninguém!). à medida que se sobe na escala hierárquica. que dificultam a inovação e a adaptação às novas situações. .caricaturas. pois o chefe tem. as quais são feitas unicamente através das linhas existentes no organograma. o poder de vida e morte sobre os subordinados. diminui o número de cargos ou órgãos. assim como a sobrecarga na função de chefia. .

pois cada órgão ou cargo reporta-se a experts em seu campo de especialização.permitir a melhor supervisão técnica possível. e.perda da visão de conjunto da organização e a uma tendência de defender o seu ponto de vista em detrimento dos pontos de vista dos outros especialistas. mas sobre o seu campo específico. em que nem sempre as pessoas sabem a quem recorrer para resolver determinados assuntos. sem intermediação. . .a autoridade por conhecimento: cada subordinado reporta-se a muitos superiores. .subordinação múltipla.desenvolver comunicações diretas. . os subordinados recebem ordens de vários chefes. . pode ser que iniciar um plano de retirada seja a melhor idéia possível. A autoridade (especializada) será aquela que melhor dominar o assunto em questão e dará a voz de comando.confusão quanto aos objetivos e a existência de tensões e de conflitos dentro da organização. A organização funcional apresenta as seguintes características: .nenhum superior tem autoridade total sobre os subordinados. na especialização. . Assim.Nesse caso. ou seja. Organização Linha-Staff . a organização funcional é indicada quando a organização é pequena ou quando se pode delegar temporariamente autoridade funcional a alguns órgãos para implantar algo ou avaliar alguma atividade. . permitindo a cada órgão ou cargo concentrar-se total e unicamente sobre seu trabalho e sua função.diminuição da concentração de autoridade e conseqüente perda de comando.as comunicações são diretas e mais rápidas. Organização Funcional A organização funcional é baseada no princípio funcional. As vantagens residem em: .separar funções de planejamento e de controle das funções de execução.proporcionar o máximo de especialização nos diversos órgãos. se você ainda tem algo a fazer nessa empresa. . . mais rápidas e menos sujeitas a distorções de transmissão. talvez seja a hora de repensar a sua carreira. página 04 As desvantagens consistem em: .as decisões são descentralizadas. a relação profissional e. levando à perda de tempo e a confusões imprevisíveis. que dificulta aos órgãos ou cargos superiores o controle e o funcionamento dos órgãos ou cargos inferiores.

O tipo de organização linha-staff é o resultado da combinação dos tipos de organização linear e funcional, maximizando as vantagens de ambas e reduzindo as suas desvantagens, mas com a predominância das características lineares. Normalmente são utilizadas em um tipo de organização mais completa e complexa, para preservar a unidade de comando, sem desprezar a especialização. A estrutura "staff", ou simplesmente assessoria, é constituída por pessoas com conhecimento e domínio de assuntos específicos, que complementam e reforçam os dirigentes de uma organização. As pessoas não são investidas de autoridade formal e, por essa razão, não dão ordens, apenas recomendam, aconselham, emitem pareceres ou, simplesmente, informam os dirigentes para que estes tomem as decisões que julgarem convenientes. Na organização linha-staff coexistem órgãos de linha (órgãos de execução, caracterizados pela autoridade linear e princípio escalar) e de assessoria (órgãos de apoio, consultoria e serviços especializados).

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Principais características: - fusão da estrutura linear com a estrutura funcional, permitindo a coexistência da hierarquia de comando e da especialização técnica. Ou seja, cada órgão se reporta a um e apenas um órgão superior, situação típica da organização linear. Porém, cada órgão recebe também assessoria e serviços especializados de diversos órgãos de staff; - existência das linhas formais de comunicação entre superiores e subordinados e que representam a hierarquia de autoridade. Existem também linhas diretas de comunicação que ligam os órgãos e o staff e que representam a oferta de assessoria; - manutenção do princípio da hierarquia (cadeia escalar). A hierarquia (linha) assegura o comando e a disciplina, enquanto a especialização (staff) fornece os serviços de consultoria e de assessoria. Suas vantagens estão na oferta interna de assessoria especializada e inovadora, com a manutenção do princípio da unidade de comando e atividade conjunta, fator importante na especialização e competição. Dentre suas desvantagens podemos destacar a possibilidade de conflitos entre a operação (linha) e a assessoria (staff) e dificuldade no equilíbrio dinâmico entre o poder de linha e o poder de staff. Em suma, é difícil alcançar e manter uma situação de equilíbrio dinâmico e perfeita sincronização entre linha e staff, de modo que ambos tenham um comportamento cooperativo e integrativo. Esse tipo de estrutura é o mais utilizado nas empresas de grande porte. A seguir, veja as diferenças entre as três estruturas apresentadas:

Comissões As comissões surgem para resolver os assuntos de maior importância e são constituídas por conselhos, comitês ou grupos de trabalho, que analisam, aprovam e avaliam os resultados gerais alcançados pela organização. Por constituírem um órgão da estrutura organizacional, podem assumir uma variedade de formas e existir em períodos variados. Vantagens: proporcionar um processo de decisão e de julgamento em grupo, envolvimento e coordenação de pessoas e atividades diferenciadas, facilitando a transmissão rápida de informações. Desvantagens: perda de tempo na tomada de decisão na medida em que seu tamanho aumenta; o custo de tempo e de dinheiro das pessoas envolvidas; divisão da responsabilidade e necessidade de um coordenador eficiente.

conclusão

Conclusão

Vimos nesta aula alguns exemplos de estrutura organizacional, porém não podemos afirmar qual a melhor estrutura a ser utilizada. É necessário analisar a instituição, se tem ou não um perfil hierárquico e outras características, assim fica mais fácil de diagnosticar qual o tipo de organização ideal para aquela empresa. A linha-staff é a mais utilizada nas empresas de grande porte por ser constituída de pessoas com conhecimento e domínio de assuntos específicos. É uma assessoria de assuntos específicos que não perde o comando de linha. Ainda assim, possui suas desvantagens. Bem vindo ao mundo real das organizações, que não tem uma receita unicamente vencedora para todas as situações.

Gestão - exercícios de auto-avaliação - Módulo I Aula 6

Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. Acesso pelo menu "Avaliação", em Avaliações.

aula 07 - Departamentalização

aula gravada em áudio

DEPARTAMENTALIZAÇÃO Enquanto os estudiosos da Administração Científica preocupavam-se com a especialização do trabalho e os clássicos com a estrutura organizacional, a Teoria Neoclássica complementava essas duas teorias com abordagens sobre departamentalização. Conceito de Departamentalização Para os autores clássicos, a especialização pode dar-se em dois sentidos: vertical e horizontal. Assim, a especialização vertical caracteriza-se sempre pelos níveis de controle (chefia), impostos na cadeia escalar. Já a horizontal, também denominada funcional, é mais conhecida por departamentalização, pela tendência de criar departamentos especializados no mesmo nível hierárquico, cada qual em sua tarefa. A conjunção de ambas as diferenciações dá o perfil da estrutura organizacional. Na medida em que ocorre a especialização do trabalho, a organização passa a necessitar de coordenação para essas diferentes atividades e as funções devem ser designadas às unidades organizacionais na base da homogeneidade, com o objetivo de alcançar operações mais eficientes e econômicas. A departamentalização é uma característica das grandes organizações. As pequenas empresas não requerem diferenciação ou especialização para distinguir o trabalho de uma pessoa ou unidade dos demais; mas na proporção em que as empresas crescem e envolvem atividades mais diversificadas, elas necessitam dividir as tarefas e transformá-las em responsabilidades departamentais. Tipos de Departamentalização A departamentalização pode ser: funcional; por produtos e serviços; por base territorial; por clientela; por processo; e por projeto. Cada tipo de departamentalização apresenta características, vantagens e limitações que influirão nas decisões. A departamentalização funcional é modelo de grande parte das estruturas organizacionais e é utilizada para organizar atividades empresariais, ajustando-se bem ao princípio da especialização e favorecendo o controle exercido pela alta direção da empresa. Formada pelo somatório das atividades semelhantes, e de acordo com os objetivos da organização, suas vantagens consistem em adequar-se às atividades continuadas, rotineiras, estabelecidas no longo prazo e na maior utilização de pessoas especializadas e recursos.

Não acumule dúvidas. Procure saná-las logo que apareçam.

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Como desvantagem pode-se destacar que a departamentalização funcional é contra-indicada para circunstâncias de cooperação interdepartamental muito pequena e ambientais imprevisíveis e mutáveis.

as funções e os produtos/serviços. Suas vantagens são: facilitar a análise dos resultados diferenciados por produtos. sendo importante ressaltar que sua estrutura organizacional é muito influenciada pelos avanços tecnológicos. possibilitar o melhor conhecimento do produto. A última a ser destacada é a departamentalização por projetos. Assim. é a quebra do produto em partes seqüenciais. as outras atividades da empresa se tornam secundárias e sacrificam outros objetivos. . A departamentalização geográfica. As vantagens consistem na predisposição que a organização tem para atender os clientes e por permitir concentrar conhecimentos sobre as diferentes exigências dos canais mercadológicos. favorecer a diversificação da produção e o estabelecimento da Administração por Objetivos. Como fator positivo. facilitando a avaliação. Uma desvantagem é estar mais voltada para o cliente do que para si mesma. suas falhas e pontos fortes. e costuma ser ideal para firmas de varejo. Com a ênfase nos processos surgiu a reengenharia. ser ideal para circunstâncias mutáveis e possuir a melhor coordenação interdepartamental. requer diferenciação e agrupamento das atividades de acordo com o local de realização do trabalho ou com a área de mercado a ser atendida pela empresa. A departamentalização por clientela possui a estrutura totalmente centrada na satisfação cliente. muito utilizada em indústrias. bem como todo o planejamento. similares ou não. também conhecida como territorial ou regional. A desvantagem relevante refere-se a falta de flexibilidade e adaptação a mudanças. procura extrair vantagens econômicas oferecidas pelo processo. A departamentalização por processo. Sua principal desvantagem é a dificuldade para exercer um controle eficaz sobre o conjunto da empresa. de que se vão ocupar as pessoas encarregadas de sua manutenção e montagem. com atividades física ou geograficamente dispersas.A departamentalização por produto é própria de empresas que fabricam ou comercializam diversos artigos. página 03 A departamentalização geográfica pode apresentar as seguintes vantagens: fixa responsabilidade por local ou região. É comum em lojas de departamentos que visam um público determinado. deverão ser agrupados com base nos interesses geográficos. A estratégia é a de que a eficiência pode ser melhorada se todas as atividades relacionadas com um produto forem agrupadas em uma área geográfica específica. facilitando a avaliação dos resultados. pois. assim. A departamentalização por base territorial é geralmente utilizada por empresas que abrangem grandes áreas geográficas e cujos mercados são extensos. como lucro e produtividade. possibilita maior ajuste às condições locais ou regionais. É especialmente atrativa para empresas de larga escala. que implica utilização de pessoal de alta qualificação técnica em virtude das exigentes demandas de cada projeto. que procura reinventar as organizações através do total redesenho dos processos empresariais e costuma ser ideal quando a tecnologia e os produtos são estáveis e permanentes. a execução e o controle da organização. Como desvantagem podemos destacar o enfraquecimento da especialização.

muitas vezes. Princípio de Maior Interesse: toda atividade deve ser supervisionada pelo departamento mais interessado por essa atividade. o mesmo valor para todas as organizações. que a mesma técnica deverá ser aplicada na sua organização. Há detalhes e peculiaridades que fazem com que as soluções não tenham. Princípio da Supressão da Concorrência: eliminação da concorrência entre departamentos. apesar de não serem absolutos e apresentarem alguns conflitos.Essa estratégia de organização adapta a estrutura da empresa aos projetos que ela se propõe a construir e. provocando forte ansiedade e angústia nas pessoas pela imprevisibilidade de emprego. 2. Escolhas de alternativas de departamentalização A aplicação de uma só técnica de departamentalização nem sempre é suficiente. Sua principal vantagem é a enorme concentração de diferentes recursos em uma atividade complexa e que exige prazos de início e término bem determinados. necessariamente. Além disso. a empresa pode ser obrigada a dispensar o pessoal se não tiver outro projeto em vista. O que diferencia e qualifica o gerente que realiza algum tipo de estruturação é a capacidade que este tem de saber usar adequadamente o dispositivo disponível. Princípios de Departamentalização Podemos verificar quatro princípios de departamentalização. É importante ressaltar que o processo decisório é que vai apontar a melhor técnica para as atividades em análise. 1. além de ser ideal para produtos altamente complexos. requer estrutura organizacional flexível. agrupando atividades diversas em um só departamento. Porém. A técnica nada mais é do que a facilitação do ato de pensar na organização em termos estruturais. 3. Princípio de Maior Uso: a unidade que mais faz uso de determinada atividade deve ter a responsabilidade por essa atividade. A aplicação de uma técnica de departamentalização na organização concorrente não significa. portanto. 4. Princípio de Separação do Controle: as atividades de controle devem estar dissociadas das atividades (semelhantes) a serem controladas. O agrupamento de atividade deve ser feito mediante a adoção de todas as técnicas de departamentalização ou estruturação. página 04 A departamentalização por projetos é contra-indicada quando a tecnologia é muito mutável. . podendo existir uma aplicação mista das várias técnicas aqui apresentadas. permitem resolver o problema de departamentalização. quando finaliza um projeto.

Mas também é possível adotar uma departamentalização mista que obedeça de forma simultânea a diversos critérios.exercícios de auto-avaliação . a departamentalização se refere à reunião das diversas atividades da empresa em seções.Eficiência e Eficácia aula gravada em áudio EFICIÊNCIA E EFICÁCIA Histórico . aula 08 .Módulo I Aula 7 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. dos quais o mais comum é o do agrupamento por funções. em Avaliações. Esse agrupamento pode obedecer a diferentes critérios. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. departamentos. setores.conclusão Conclusão Como vimos. etc. Acesso pelo menu "Avaliação". Gestão .

foram recebidos com grande entusiasmo. por isso. Estudos de tempos e movimentos. “a eficiência é a relação entre o que é conseguido e o que pode ser conseguido. engenheiro que simplificou os métodos de trabalho. essa foi a era das grandes invenções e do surgimento das empresas que viriam a tornar-se os grandes conglomerados atuais. A eficiência preocupa-se com os meios e métodos. Fonte:www. Taylor entendia os mecanismos da eficiência como auxiliares da Administração científica ou. temas que desde o início da Revolução Industrial sempre foram objetos de interesse. A conseqüência direta da eficiência é a produtividade”. o público tomou conhecimento dessas idéias. descrições de cargos. o criador do movimento da Administração Científica. Para ele. organização e métodos. Gilbreth (1868-1924) foi um engenheiro norte-americano contemporâneo de Taylor. . Acompanhou Taylor em seu interesse pelo esforço humano como meio de aumentar a produtividade. sistematizar e disseminar um conjunto de princípios que vinham ao encontro de uma necessidade e. Sem dúvida. Harrington Emerson (1853-1931) foi também contemporâneo de Taylor. nos Estados Unidos.freephoto. Adam Smith. transformou esse debate em um conjunto de princípios e técnicas.Entre o fim da Guerra Civil e o começo do século XX. sistematicamente. a indústria expandiu-se aceleradamente.com/preview Frederick Winslow Taylor (1856-1915). especialmente na indústria siderúrgica. O conceito de eficiência é fundamental para a Administração científica. Taylor teve o mérito de elaborar. uma revolução mental. Taylor ocupou-se da eficiência das operações fabris. Pode ser definida pela equação: E = P/R. De 1911 em diante. em comparação com os métodos artesanais que até então dominavam as atividades produtivas. que precisam ser planejados a fim de assegurar a otimização dos recursos disponíveis. para a realização de qualquer tarefa. A expansão da indústria estimulou o debate sobre o aumento da eficiência e da produtividade. uma revolução na maneira de encarar o trabalho e as responsabilidades em relação à empresa e aos companheiros de trabalho. A eficiência (E) significa a correta utilização dos recursos (meios de produção) disponíveis. Frank B. Popularizou a Administração Científica e desenvolveu os primeiros trabalhos sobre a seleção e treinamento de empregados. a que denominou “therblig” (Gilbreth de trás para frente). onde P são os produtos resultantes e o R os recursos utilizados. engenharia de eficiência e racionalização do trabalho. no século XVIII. No início de sua carreira como engenheiro. como formas de colocar em prática os princípios da Administração Científica. A análise do trabalho e do estudo dos tempos e movimentos buscava a melhor maneira de executar uma tarefa e elevar a eficiência do operário. Para Emerson. já havia chamado a atenção para os ganhos de produtividade decorrentes da divisão do trabalho. foram algumas das idéias que a ação de Taylor colocou na ordem do dia e até hoje estão em pauta. página 02 Concluiu que todo trabalho manual poderia ser reduzido a movimentos elementares.

2. Da mesma forma. Estabelecer instruções precisas. Sendo eficácia a qualidade ou propriedade de produzir o efeito desejado. o ataque do Piri-Piri foi eficiente porque marcou quatro gols. muito embora o time como um todo tenha sido ineficaz em perder a partida. Impor honestidade nos acordos. A eficiência refere-se à relação entre as “entradas” e “saídas”. maior o grau de eficiência alcançada. no tempo certo”. Manter disciplina. Fixar normas padronizadas para as operações. “fazer as coisas certas. Fixar normas padronizadas para as condições de trabalho. todo e qualquer movimento que se faz deveria ser. caro aluno. 9. Em uma organização. Aquilo que é feito está relacionado com a eficiência (a ação) e aquilo que é alcançado refere-se à eficácia (o resultado). ou seja. em que o resultado da partida seja 5 x 4 para o Catanduva. Estabelecer o predomínio do bom senso. Manter registros precisos. Traçar plano bem definido. Por definição. sua defesa amargou quatro gols. 11. 5. Fixar normas padronizadas para o trabalho em si. eficiência é a ação. página 03 Conceitos Imagine uma partida de futebol entre o Catanduva Futebol Clube e o Grêmio Acadêmico Piri-Piri. temos em mente que o time do Catanduva. Assim. Dessa forma. em que sistematizou a procura da eficiência nas indústrias da época: 1. Oferecer orientação e supervisão competentes. 12. Pense bem. 10. seria a medida da utilização dos recursos quando se produz alguma coisa. Mesmo mostrando eficácia no resultado da partida a favor do time do Catanduva.Emerson listou doze princípios da eficiência no livro de mesmo título. 3. Oferecer incentivos ao maior rendimento e a eficiência. 6. poderíamos dizer que o ataque do Piri-Piri foi ineficiente? A resposta é não. Em um processo. 8. imediatos e adequados. Oferecer remuneração proporcional ao trabalho. 7. ainda carece de eficiência na defesa. . do modo certo. Quanto mais saídas são obtidas com as mesmas entradas. mesmo tendo sido eficaz como um todo e tendo contemplado um ataque eficiente. sempre. de acordo com os objetivos. a força de produzir um efeito adequado. E = OR/RP onde OR são os objetivos realizados e o RP os resultados pretendidos. 4. ou seja. justiça social no trabalho. eficiência é fazer a operação funcionar de modo que os recursos sejam mais adequadamente utilizados. destinado a alcançar um objetivo ou resultado desejado. Mesmo perdendo a partida. poderíamos dizer que a defesa do Catanduva foi eficiente? A resposta também é não. E eficácia é a comparação entre o que se pretendia fazer e o que efetivamente se conseguiu.

Muitas organizações. A sobrevivência de uma organização é uma medida de eficácia quando se consideram longos períodos. é necessário saber quais são os objetivos propostos e quais os resultados alcançados. O sucesso de uma empresa pode significar o fracasso de outra. um governo é bem sucedido quando a população de seu país desfruta de boas condições de vida – quando não há doenças. disputando a preferência dos mesmos clientes e consumidores. pode-se pensar que a qualidade de vida de uma população é a principal medida de sucesso que podemos utilizar para um outro tipo de organização: o Governo”. Um oportuno resumo sobre eficiência e eficácia pode ser traduzido nos quadros a seguir: . É preciso. ganhar a guerra. Uma organização desse tipo tem uma missão muito específica. a eficácia. ser momentaneamente eficiente mas não eficaz ao final do processo. utilizar tantos recursos que levem à perda da guerra. Neste caso. Por exemplo. pode-se vencer uma batalha. De certa forma. também. no entanto. quanto mais eficientemente o processo for realizado. Por outro lado. ou seja. o sucesso ou a eficácia é uma condição definida pela solução de um problema. seu sucesso é medido exclusivamente pela capacidade de resolver o problema para o qual foram criadas. Dessa forma. Genericamente. página 05 Normalmente. esclarecer a quem pertencem os objetivos. é possível sacrificar. porque os tempos não são estáticos. a empresa que é capaz de fabricar um produto competitivo ou resolver um problema no presente poderá não ter a mesma capacidade no futuro. a eficácia é a função do atendimento da necessidade ou problema que a organização se propõe resolver. ou seja.página 04 Eficiência e Eficácia Para se avaliar o grau de eficácia de um sistema. competem unicamente com o seu próprio objetivo. significando que suas missões encontram receptividade no ambiente ao longo do tempo. Por exemplo. má distribuição de renda ou uso inadequado de recursos naturais. As empresas têm uma natureza competitiva. embora. elas concorrem entre si. Assim. “Ser eficaz no presente e preparar-se para ser eficaz no futuro são coisas diferentes”. trabalhar um velho e conhecido postulado maquiavélico: “os fins justificam os meios”. a eficiência visando objetivamente o resultado final. “Por exemplo. analfabetismo. porém. A eficácia varia com o tempo. atendimento de uma necessidade ou realização de um objetivo qualquer. um excelente nível de eficiência não signifique eficácia ou que não se possa atingir a eficácia sem eficiência. maior a chance da eficácia ser alcançada. a eficácia é conseqüência da eficiência. muitas vezes. em algum momento.

pois assim. Gestão . Em tese. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema.Módulo I Aula 8 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos.conclusão Conclusão O ideal para qualquer tipo de empresa é conseguir desenvolver suas tarefas e procedimentos com eficiência e eficácia.exercícios de auto-avaliação . estará no caminho certo para o sucesso. a eficácia é um dos elementos fundamentais para sobrevivência da empresa ao longo do tempo. e a eficácia com o final vitorioso. em Avaliações. sendo a eficiência um dos principais instrumentos para se atingir tal objetivo. atingir a eficiência e eficácia de um produto ou serviço. A eficiência está relacionada com o desenvolvimento correto de algo. assim. Acesso pelo menu "Avaliação". Espera-se. .

tais como átomos. e também dos inúmeros efeitos que cada elemento causa no conjunto. instintos. A visão sistêmica completa a linha de raciocínio. elementos químicos. partindo-se da visão atomística para a visão holística. por si só. analisar os conteúdos e experiências das partes “indivisíveis”. de grande utilidade na formação intelectual do dirigente moderno. com a introdução de novos conceitos. que considera qualquer fenômeno (objeto. uma abordagem que passa a correlacionar as organizações industriais e comerciais com os organismos biológicos. que começa na visão técnica de Taylor e Ford e continua até a visão comportamental. uma tendência de unificação das disciplinas ou das ciências. ou o que importa para o entendimento de qualquer entidade pode ser explicado pela compreensão das suas partes. Histórico A teoria da forma (Gestalt). É uma idéia simples. evento. ou seja. a partir da última metade do Século XX. percepções elementares e assim por diante. as pessoas pensam em dividir o todo em partes. a organização deve ser estudada como um todo.Visão Sistêmica aula gravada em áudio VISÃO SISTEMICA Segundo Maximiano. Estava começando uma mudança de concepção dos aspectos organizacionais. uma visão holística. Sob a concepção de sistemas. página 02 Segundo Silva. surge a possibilidade de uma percepção mais global ou interdisciplinar das organizações. algumas delas ligadas à antiga noção de que os fenômenos devem ser analisados sob a ótica de várias abordagens ao mesmo tempo. De acordo com Bertalanffy. conduziu seus estudos de sistemas gerais pensando no metabolismo. Ludwig Von Bertalanffy. os sistemas devem ser analisados como entidades e não como ajuntamento de partes. Sistemas Um sistema é um conjunto de elementos ou componentes interdependentes que interagem e produzem um ou mais . sendo que. desenvolvida por psicólogos alemães em 1924. Formou-se a partir de linhas de pensamentos independentes. sistema) do ponto de vista dos múltiplos fatores que o provocam e afetam. Modernamente. a concepção atomística estabelece que o mundo. Desse modo. cada uma das disciplinas científicas desenvolvidas apresentava uma visão atomística. cinemática e termodinâmica. em resumo. mas poderosa. que não pode ser separado em partes sem haver perdas das suas características essenciais. a essência da visão sistêmica é a idéia de elementos que interagem e se influenciam para realizar objetivos. que é. Isto é. No final dos anos 30. crescimento e sistemas abertos. a Teoria de Sistemas é a “reorientação do pensamento e da visão do mundo a partir da introdução dos sistemas como um novo paradigma científico”. um biólogo alemão.aula 09 . Os especialistas em sistemas procuram explicar as partes em termos do todo em lugar de explicar o todo em termos das partes. porque sua idéia de que a finalidade do conjunto define a natureza de suas partes conduz a um raciocínio integrativo. a Teoria Geral dos Sistemas (TGS) começa a se desenvolver. Dessa forma. Ou seja. A aplicação da TGS às organizações é denominada Teoria de Sistemas. por meio de conceitos encontrados na química-física. Após a II Guerra Mundial. remete à visão sistêmica. mecanizada.

o que implica necessidade de revisões periódicas e reavaliações dos planos. página 03 Dos proponentes de sistemas. pois aprendemos que há uma cadeia de causas e efeitos dentro da qual as ocorrências ou eventos numa parte do sistema provocam efeitos e conseqüências nas outras. definidos em termos de operações identificáveis e factíveis de repetição. Esses sistemas não são independentes um do outro. Portanto. coordenação. o departamento tende a se afastar da meta global. os objetivos devem ser operacionalizados. O outro sistema é o “sistema social”. não somente do ponto de vista acadêmico. Um dos sistemas é o “técnico”. em 1956. É um resultado importante no uso da visão sistêmica. Dois elementos caracterizam o ambiente: o controle dos fatores internos do sistema e a determinação de como o sistema deve funcionar. burocracia. senão. que incluem tudo que o sistema pode mudar e usar para sua própria vantagem. Somente dessa forma será possível medir o desempenho do sistema como um todo. O estabelecimento de metas é uma característica dos sistemas. Os administradores devem estar certos de que os planos devem ser executados como concebidos. Qualquer alteração em um componente de qualquer dos sistemas provocará alterações nos demais. Ambos os elementos devem atuar simultaneamente. o que constitui a função de controle no seu sentido mais primário. No entanto. o comportamento e o desempenho do sistema sempre resulta da interação de todos os seus elementos. muitas vezes. São fatores internos ao sistema. recursos – são todos os meios disponíveis para a realização das atividades necessárias no alcance da meta. escreveu um artigo em que descreve a natureza geral. mudanças são inevitáveis. mas da possibilidade prática da sua aplicabilidade ao mundo real. é fundamental verificar o que ocorreu. para alcançar sua meta específica. Usando a visão sistêmica. do qual fazem parte todas as manifestações de comportamento dos indivíduos e dos grupos. em resumo: pessoas e comportamento. por exemplo: recursos. a organização mostra-se como dois sistemas que se influenciam mutuamente. C. Churchman deseja incluir funções básicas que são: o planejamento e o controle do sistema. do qual fazem parte os componentes não humanos e que independem das pessoas. ambiente – constitui tudo o que está do “lado de fora” do sistema. As organizações são tradicionalmente departamentalizadas. o que é rejeitado por Churchman por causa da natureza transcendental das funções de cada departamento. A utilidade principal da visão sistêmica é considerar as interações. página 04 Hierarquia dos Sistemas O economista Kenneth Boulding. o propósito e as necessidades para uma abordagem de sistemas de todos os fenômenos científicos. Em qualquer sistema contínuo. ou seja. Boulding destacou cuidadosamente que o propósito da TGS não era estabelecer uma simples teoria geral sobre praticamente todas as coisas que pudesse . dinheiro. Ou seja. componentes – são todas as atividades que contribuem para a realização dos objetivos do sistema. Associada com as funções de planejamento e controle do sistema está a noção de fluxo de informações sobre os desempenhos do sistema (feedback). West Churchman talvez tenha dado uma das mais lógicas explanações. equipamentos e outros. Churchman destaca cinco considerações básicas relativas ao pensamento de sistemas: objetivos – significa aquelas metas ou fins em direção aos quais o sistema tende. divisão do trabalho e propósitos. tais como pessoas. administração – na administração do sistema. tecnologia. interdependências e cadeias de efeitos.resultados.

sistemas abertos – que são estruturas “auto-mantidas”. . sistemas dinâmicos simples – aqueles que já incorporam necessariamente movimentos predeterminados (como os mecanismos de relógios). há forças nos sistemas que favorecem a estabilidade e resistem à mudança. transformação e saídas de energia. sistemas sociais – também chamados de sistemas de organizações humanas. 3. isto é. que não tem conteúdo”. os sistemas devem ter processos de codificação que selecionam as informações entrantes. que também apresentam estrutura e relacionamento sistemáticos. sistemas cibernéticos – os que se caracterizam por mecanismos automáticos de controle de feedback (como os termostatos).O crescimento e a manutenção – essa característica apresenta ambas as tendências de “crescimento” e “manutenção”. com a consideração do conteúdo e significado das mensagens. O termo energia reflete a influência da TGS como concebida nas ciências biológicas e está relacionado com a organização das coisas vivas. absolutos. para sobreviver ou crescer. equipamentos e produtos/serviços. que apresentam divisão de trabalho entre as partes. mobilidade.O ciclo de eventos . recursos financeiros. para a armazenagem e interpretação das informações e para decidir sobre as respostas para as informações analisadas. sistemas animais – caracterizados pelo aumento. nível em que começa a diferenciação entre vida e não-vida (como as células orgânicas). Pelo fato da capacidade de processamento de informação de qualquer sistema ser limitada. a natureza e dimensões dos sistemas de valores. sistemas transcendentais – aqueles últimos. etc. música e poesia. como a anatomia do universo. recursos humanos. indo do mais simples ao mais complexo. a energia toma forma de insumos. O sistema aberto está em contínua interação com o seu ambiente e alcança um “estado estável” ou “equilíbrio dinâmico”. Boulding passou a descrever uma hierarquia de sistemas. mais energia do que liberar.toda a organização se envolve em um ciclo de eventos que implica entradas.O processamento da informação . sistemas humanos – os indivíduos considerados como sistemas. células. página 05 Características dos Sistemas Abertos Podem ser identificadas diversas características das organizações como sistemas abertos.A entropia negativa – característica das organizações como sistemas abertos. renovação e crescimento. Isso pode ser entendido nas organizações quando se analisa a lucratividade em longo prazo. sistemas genético-sociais – aqueles tipificados pelas plantas. porque um sistema aberto. 2. materiais. Mais do que isso. inevitáveis e irreconhecíveis. e a complexa gama de emoções humanas. deve absorver. mas também há forças nos sistemas abertos que favorecem a mudança e procuram oportunidade para inovação. também chamados de níveis de armação (estruturação). as simbolizações da arte. classificados em nove níveis de sistemas. Para uma empresa de negócios. a seguir: sistemas de estrutura estática – os de níveis mais básicos. e o geral. com autoconsciência e a habilidade para usar a linguagem e os simbolismos no seu processo de comunicação. que possuem mais “entradas” de energia do que “saídas”.é essa característica que processa quais informações serão permitidas dentro do sistema. comportamento teleológico e autoconsciência. seu propósito era estabelecer um meio adequado e justo entre “o específico.substituir as teorias específicas de disciplinas particulares. que não tem significação. a transcrição de imagens em registros históricos. Aqui serão abordadas cinco das principais características: 1. 4.

tanto na organização como dos indivíduos delas participantes. As organizações de negócios são sistemas construídos pelos indivíduos em interação com o ambiente. Além do mais. A Teoria de Sistemas nas Organizações Bertalanffy deu ênfase na parte da TGS que denominou sistemas abertos.Módulo I Aula 9 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. destaca a flexibilidade na seleção dos meios que serão utilizados para alcançar os fins. conclusão Conclusão A Teoria dos Sistemas nas organizações tem a intenção de desenvolver um ambiente objetivo e compreensível para a tomada de decisão. se o sistema dentro do qual os administradores tomam decisões pode ser provido de uma estrutura de trabalho clara e objetiva. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. concorrente. fornecedores. Isso poderia ser denominado de Sinergia. Acesso pelo menu "Avaliação". as organizações de negócios são sistemas de partes inter-relacionadas que trabalham em união para alcançar um determinado número de metas. página 06 5. assim. então as decisões podem ser tomadas de maneira mais fácil. A base do seu conceito é que um organismo vivo não é um conglomerado de elementos separados. Enfim.Visão Contingencial aula gravada em áudio . em mudanças em outras partes do sistema é fundamental para os agentes de transformação tomarem decisões estratégicas dentro das organizações. normalmente. consumidores.exercícios de auto-avaliação . Gestão . Por exemplo.Eqüifinalidade . a soma dos benefícios das operações combinadas de uma organização é maior do que se as operações fossem realizadas separadamente. além de criar uma relação das metas com os métodos. A visão sistêmica acredita que o desempenho de uma organização é produto da interação mais do que da soma de suas partes. possuindo organização e totalidade.enquanto mantém a capacidade de trabalho ou a energia de transformação atuante. governo e outras entidades. aula 10 . cliente. é possível pela ação de duas ou mais partes. Entender que mudanças em uma parte do sistema resulta.define que um sistema aberto pode alcançar o mesmo estado final a partir de diferentes condições iniciais e por meio de uma variedade de caminhos. alcançar o efeito que qualquer das partes sozinhas não seria capaz. em Avaliações. a Teoria dos Sistemas fornece ferramentas para que se possa analisar e avaliar organizações. organizações de mão-de-obra. por exemplo. mas um sistema definido. Portanto.

isto é. A tecnologia era reconhecida somente como um conjunto de condições limitantes. Burns e Stalker. Suas origens remontam às pesquisas de Chandler. guerra. a qual era a função mais importante. Ela se distingue por ser uma metodologia de solução de problemas que começa com uma análise e termina com a criação. ou uma combinação entre elas.unitário e de pequenos lotes – a produção era baseada nos pedidos da empresa. inglesa. mudanças de preços ou da política governamental. mas. avaliação e recomendação de uma solução potencial para resolver o problema gerencial. a maioria dos teóricos organizacionais tinha ignorado o papel da tecnologia. Lawrence e Lorsch a respeito das organizações e seus ambientes. A pesquisa e o desenvolvimento eram a segunda atividade mais crítica. mas não certo. o que significa que um administrador pode fazer uso das técnicas gerenciais de outras abordagens da Administração quando a aplicação dessas várias técnicas. seguida da produção. página 02 Origem Os Estudos de Woodward Joan Woodward. O estudo de Woodward contemplou cerca de 100 empresas britânicas com. que pode afetar seriamente o trabalho de uma empresa. uma estrutura orgânica. 2. Essas pesquisas revelaram que a teoria administrativa disponível era insuficiente para explicar os mecanismos de ajustamento das organizações aos seus ambientes de maneira proativa e dinâmica. Woodward. relativista e situacional. As empresas foram classificadas de acordo com três tipos distintos de sistemas de produção: 1. É a mais recente das teorias administrativas e marca um passo além da Teoria dos Sistemas. 3. pelo marketing.processo contínuo – a importância de manter um mercado significava que o marketing era a atividade central e crítica.grande quantidade e produção em massa – os programas de produção não eram diretamente dependentes dos pedidos da empresa. e. Uma tensão maior era colocada sobre os especialistas técnicos e sobre a qualidade e eficiência do produto. 100 empregados. como greve. Verificou-se que as características das organizações são decorrentes do que existe fora delas: seu ambiente. Até então. O conhecimento do ambiente passou a ser vital para a compreensão dos mecanismos organizacionais. Ela considerou a tecnologia como responsável por um papel tão ou mais importante do que aquele da estrutura e dos processos na organização interna. depois. dirigiu um estudo de pesquisa que provou ser uma das mais significativas rupturas. a estrutura depende do ambiente no qual a organização opera. tendo somente o marketing como primeira atividade. dependendo das circunstâncias.eram também necessários uma integração mais próxima e contatos pessoais freqüentes. dentro da teoria das organizações. no mínimo. é a melhor solução para o problema específico. A Teoria Contingencial é eclética e interativa. A primeira fase da fabricação era o desenvolvimento do produto. A Teoria da Contingência surgiu a partir de várias pesquisas feitas para verificar os modelos de estruturas organizacionais mais eficazes em determinados tipos de empresas. podendo suceder ou não. Os resultados das pesquisas conduziram a uma nova concepção de organização: a estrutura da organização e o seu funcionamento são dependentes da interface com o ambiente externo. socióloga industrial. Os produtos eram impossíveis ou difíceis de estocar ou a capacidade de estocagem era muito limitada. Verificaram que não há um único e melhor jeito de organizar. Por causa da necessidade de flexibilidade. O fluxo de . A organização formal era vista como uma estrutura e possivelmente um grupo de processos.VISÃO CONTINGENCIAL Uma contingência é um evento futuro provável. ao mesmo tempo. É algo que pode ser tanto incerto quanto eventual.

e George M. mas o poder do nível gerencial médio é alto. A variabilidade se refere ao número de casos excepcionais ou imprevisíveis e à extensão em que os problemas são conhecidos. a coordenação é realizada por meio do feedback e existe alta interdependência do grupo.a extensão para a qual a tecnologia pode ser analisada. A análise da tecnologia se refere à medida que as atividades são desmembradas.Tecnologia e Estrutura Charles Perrow. que pode ser conscientemente planejada para tornar a produção de grande quantidade e em massa. sustentando um fluxo de comunicação que transmite informações de baixo para cima e ordens de cima para baixo. . não pode ser considerada uma validação da teoria tecnológica.a extensão para qual a tarefa do trabalho é previsível ou variável. como vimos na aula 5. A hierarquia de comando é bem definida. que. A classificação de cada tipo de tecnologia se refere a uma estrutura particular de organização. assim como as obrigações. bem como à extensão em que os problemas podem ser resolvidos de maneira conhecida ou pelo uso de procedimentos de rotina. Numa organização de tipo não-rotineiro existe alto nível de discrição e o poder está distribuído entre os níveis tecnológicos e supervisionais. expandiu os estudos de Woodward. a coordenação é baseada em planejamento e é provável haver pouca interdependência entre os dois grupos. Essa configuração aborda uma estrutura burocrática. Sistema mecânico: é aquele no qual as especialidades funcionais têm uma classificação rígida. O trabalho de Perrow . as empresas seguem dois tipos básicos de procedimentos organizacionais. O sucesso nos processos de produção intermediários da tecnologia está associado com um sistema mecanístico. Perrow sugere que a classificação das organizações pela sua tecnologia e previsibilidade das tarefas do trabalho conduzirá a uma predição da forma de estrutura mais eficaz e conveniente. Na organização de tipo rotineiro há um mínimo de critério tanto nos níveis tecnológicos quanto nos níveis supervisionais. . Stalker. embora importante. também chamada de determinismo tecnológico. um teórico de organizações. A combinação das duas dimensões propicia um continuum de tecnologia rotineira e não-rotineira. O sucesso é função de uma adequada adaptação tecnologia-estrutura. as diversas responsabilidades e o poder. resultando ou em um sistema mecânico. ou em um sistema orgânico. sociólogo.produção era diretamente determinado pela situação do mercado. com treinamento em sociologia. psicólogo. Esse modelo se parece com uma estrutura orgânica. ambos ingleses. A ênfase no conhecimento técnico era mais sobre como os produtos poderiam ser usados do que como eles poderiam ser feitos. representa interpretações posteriores à pesquisa. Com tecnologia não-rotineira existe grande número de casos excepcionais envolvendo dificuldades e variada solução de problemas. chamando a atenção para duas dimensões importantes da tecnologia: . A hipótese básica da teoria de Woodward é que as empresas que mais se aproximam da estrutura adequada para suas tecnologias deveriam ser as de maior sucesso. página 03 A teoria de Woodward. o que pode ocorrer de modo espontâneo em muitos casos. página 04 Burns e Stalker Para Tom Burns.

A estratégia envolve ações em resposta . já uma organização com sistema orgânico se mostra mais flexível a novas situações ambientais. pode ser adequada a situações ambientais estáveis. Como as empresas estão sujeitas às mudanças ambientais. os resultados de uma pesquisa sobre inovação organizacional. buscando dados que permitissem generalizações. Standard Oil Company de New York e Sears Roebuck and Company. Para Chandler. transmitindo consultas de cima para baixo e de baixo para cima. o fluxo de dados e informações através das linhas de autoridade e comunicações. Segundo os resultados dessa pesquisa. o segundo. “a tese deduzida das várias proposições é que a estrutura segue a estratégia e que o mais complexo tipo de estrutura é o resultado da concatenação de várias estratégias básicas”. devem estar preparadas para se adaptar a elas. Na prática. página 05 Alfred Chandler publicou. sendo as atribuições de obrigações. com sistema mecânico. Uma organização. em 1962. General Motors. as organizações costumam adotar sistemas que se situam em algum ponto da escala formada por ambos. estrutura pode ser definida como o desenho da organização através do qual o empreendimento é administrado. A comunicação tende a ser um fluxo de mão dupla. Esse desenho tem dois aspectos: o primeiro são as linhas de autoridades e comunicação. responsabilidades e poderes mais adaptáveis. realizada em quatro empresas americanas: DuPont.Sistema orgânico: apresenta maior flexibilidade.

condições econômicas flutuantes. Segundo a pesquisa. Acredita-se. que. que. os autores criaram a Teoria da Contingência na empresa. não necessariamente levariam aos resultados almejados. Com isso os administradores terão maior probabilidade de manter a viabilidade de suas empresas frente à constante transformação da tecnologia e do mercado. comparando dez empresas de três diferentes setores industriais. a visão contingencial mostra que. integrando conceitos de várias teorias administrativas e podendo ser considerada mais como uma visão de mundo do que como um modelo em si. conclusão Conclusão Vimos que a Teoria Contingencial age conforme as necessidades ambientais. por sua vez. portanto. visto que até Fayol já previa que os princípios deveriam ser aplicados com flexibilidade. As decisões tomadas são previamente confrontadas com as mudanças ocorridas no ambiente no qual a empresa encontra-se inserida. Assim. em lugar de propor um único e melhor modo de organizar-se em quaisquer condições. apesar das críticas. pesquisaram a relação entre as características estruturais das organizações complexas e as condições do ambiente que essas organizações enfrentam. Para eles. propõe que a empresa deve se concentrar na análise sistemática dos requisitos do ambiente e relacioná-los com as características exigidas da organização. reveja suas anotações pessoais e releia o Módulo I. Ao invés de teorias antagônicas. diferenciam-se em partes e o funcionamento dessas partes separadas tem de ser integrado para que o sistema inteiro seja viável. não há novidade na visão contingencial. Segundo Ferreira. escolha a opção Mensagem na Plataforma de Educação a Distância do ILB. nem se desenvolveu a ponto de poder ser considerada uma nova teoria. Os autores concluíram que os problemas básicos dos administradores são a diferenciação e a integração. na medida em que os sistemas crescem de tamanho. definirá o grau requerido de diferenciação nos departamentos e de integração interdepartamental. existe um continuum entre teorias aparentemente posicionadas em extremos opostos.às demandas e fontes de suprimentos variáveis. página 06 Baseado nesses resultados. a Teoria Contingencial é vista como eclética. Analisando a partir de uma visão contingencial. que focalizavam a melhor maneira de organizar as empresas sem levar em conta o ambiente e as condições externas. ao contrário . processos essencialmente antagônicos. novos desenvolvimentos tecnológicos e ação dos competidores. Sua mensagem básica é que nada é absoluto. Alguns críticos argumentam que a visão contingencial nem incorpora todos os aspectos da Teoria de Sistemas. Argumentam que. professores da Harvard Business School. na verdade. Os Estudos de Lawrence e Lorsch Paul Lawrence e Jay Lorsch. A questão básica do estudo foi: “o que a organização faz para lidar com as diversas condições econômicas e de mercado?” Essa questão era muito diferente dos estudos empresariais da época. Você deve consultar o seu Professor-Tutor em caso de dúvidas. é a estrutura do negócio que se adapta para atender à estratégia que é determinada pelas demandas de mercado. o ambiente é de extrema importância para a compreensão dos mecanismos organizacionais. Caso não esteja seguro com relação ao domínio do conteúdo. que serão determinados de acordo com as exigências de seu respectivo ambiente. Já os defensores da visão contingencial defendem justamente que o alerta de Fayol e outros foram ignorados: buscou-se estabelecer princípios universais que pudessem ser aplicados sem a dimensão situacional e que. de fato. por meio do Menu Comunicação. que é uma teoria eclética e bastante interativa. as indústrias com elevado desempenho apresentam melhor ajustamento às necessidades do ambiente.

outra relativa aos motivos . Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. Espera-se que o aluno demonstre capacidade de análise e domínio dos temas estudados. que possuem a estagnação como característica. O acesso é pelo menu Avaliação. disponíveis ao final de cada módulo.Megatendências Futuras aula 08 . o Professor-Tutor pode solicitar que você reformule sua resposta.de muitas que vimos nas aulas anteriores. Para visualizar a correção.Estratégia sob a visão de Michael Porter aula 05 . Avaliação Final de Módulo I Avaliação de módulo – São exercícios subjetivos.Estratégia sob a visão de Henri Mintzberg aula 06 . é necessário procurar entender a origem do Estado.As Reformas Administrativas aula 03 . Lembre-se de que caso seja necessário. A princípio. Modulo II Módulo II aula 01 . que serão corrigidos pelos tutores. botão Avaliações.Evolução do Estado aula gravada em áudio EVOLUÇÃO DO ESTADO Origem Para entender a evolução do Estado. duas questões se apresentam: uma a respeito da época do surgimento do Estado.Evolução do Estado aula 02 .exercícios de auto-avaliação .Modernização da Administração Pública aula 04 . Acesso pelo menu "Avaliação".Gestão Pública para o Desenvolvimento com Inclusão Social aula 09 .Foco na Prática do Planejamento Estratégico Público aula 07 .Módulo I Aula 10 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos.Uma Nova Geração de Transformaçãoes da Gestão Pública aula 10 . caso em que ele enviará uma mensagem orientando-o nesse sentido. clique na atividade pretendida no painel de desempenho. Gestão .As transformações na Administração Pública com foco no legislativo aula 01 .

disse que o Estado é “a ordem jurídica soberana que tem por fim o bem comum de um povo situado em determinado território”. desde que o homem vive sobre a terra. Para alguns estudiosos. aparece pela primeira vez na obra “O Príncipe”. A terceira posição é a dos estudiosos que só admitem o conceito de Estado para sociedades dotadas de certas características bem definidas. de violência ou de conquista . significando situação permanente de convivência e ligada à sociedade política. o conjunto dos habitantes . três correntes prevalecem."Mensagem") ou por e-mail. Uma segunda corrente de autores admite que o estado surge para atender às conveniências de grupos sociais. As mais importantes são as que afirmam a formação natural ou espontânea. a crença de que foi a vontade de alguns homens. Dalmo de Abreu Dallari. o que só ocorre a partir do século XVII. como a soberania. mas todos nós precisamos de muitas coisas”. existiu sempre. De qualquer forma. ninguém basta a si mesmo. o que. o Estado. Conceito O conceito de Estado pode ser abordado sob inúmeras perspectivas doutrinárias e é muito difícil. quando. existem também inúmeras teorias. não por um ato puramente voluntário.. que levou à criação do Estado. e. ou de todos os homens. sem dúvida. no entanto. cada um vai recorrendo à ajuda deste para tal fim e daquele para tal outro. existem inúmeras teorias. encontrar um conceito que possa satisfazer todas as necessidades de entendimento de um instituto tão complexo quanto a sua forma e natureza. no Livro II de “A República”..o núcleo social fundamental situa-se na família. Dalmo Dallari consegue inserir no seu conceito todas as características do que é entendido modernamente como Estado.há quem afirme que essa tenha sido a origem indicada por Platão. nos “Diálogos”. A palavra “Estado” pode ser utilizada em inúmeras oportunidades. nascendo o Estado dessa união de dominantes e dominados. Robert Filmer defendeu a explicação de que cada família primitiva se ampliou e deu origem a um Estado. de maneira sintética e abrangente.que determinaram ou determinam o surgimento do Estado. A denominação “Estado”. não havendo entre elas uma coincidência quanto à causa. Em caso de dúvidas. origem em atos de força. de Maquiavel. ou seja. em comum. escrito em 1513. mas tendo todas em comum a afirmação de que o Estado se formou naturalmente. apresentando. assim se expressa: “ Um Estado nasce das necessidades dos homens. página 02 Formação Sob o aspecto dos motivos ou causas do aparecimento do Estado. e também as que sustentam a formação contratual dos Estados. as teorias não-contratualistas mais expressivas são: origem familial ou patriarcal . No que se refere às causas que determinam o aparecimento do Estado. origem em causas econômicas ou patrimoniais . como Eduardo Meyer. como temos muitas necessidades e fazem-se mister numerosas pessoas para supri-las. Dessa forma. assim como a própria sociedade. do latim. contate o seu tutor por meio da Plataforma de Educação a Distância do ILB (menu "Comunicação" . E em seguida: “. quando esses associados e auxiliares se reúnem numa só habitação. Sob a perspectiva da época do aparecimento do Estado. senão impossível. ele acha-se integrado em uma organização social. dificulta qualquer tentativa de enquadramento simplista e redutor.sustentam que a superioridade de força de um grupo social permitiu-lhe submeter um grupo mais fraco. o Estado vai sendo formado conforme as condições concretas de cada lugar. “estar firme”. Ele está à sua disposição e pode ajudá-lo.

Outra característica dessa forma de Estado é a confusão entre família. Entre as teorias que sustentam a origem do Estado por motivos econômicos. fiscal (obrigou todos a pagar impostos) e social (facilitou as decisões judiciais).recebe o nome de cidade ou Estado”. concedeu a naturalização de todos os povos do Império. todavia. O caminho do Estado Romano no sentido de realizar a integração dos povos conquistados representou um avanço na construção da visão política moderna. Modernamente. firma-se a unidade da Igreja e. mesmo passando por inúmeras transformações e com características de Império. Estado Romano. existem ainda dois processos típicos e opostos que dão origem a novos Estados: o fracionamento e a união de novos Estados. “A Origem da Família. cujo principal representante é Robert Lowie. a “polis” como a sociedade política de maior expressão. quando esta chega a determinado grau de desenvolvimento”. a influência de fatores externos à sociedade. da Propriedade Privada e do Estado”. prescindem dele enquanto se mantêm simples e pouco desenvolvidas. ou seja. Os Estados do Vaticano e Israel são exemplos de criação atípicas de novos Estados. Com o Cristianismo. a de maior repercussão prática foi e continua sendo a de Marx e Engels. Estado Medieval e Estado Moderno. Assim. organização econômica e política e o próprio Estado. página 04 O Estado Romano. Não há. conseguiu com um só ato ser político (unificou o Império). representam o que podemos chamar de governo democrático. Uma seqüência bastante aceita é a seguinte: Estado Antigo. religioso (aumentou os adoradores dos deuses de Roma). Os preceitos de cidade-Estado também estão presentes no Estado Romano. em 212 D. Desse . em todas as sociedade humanas. as invasões dos bárbaros e o feudalismo. as quais. conseqüentemente. embora se possa discutir sua unidade em função das diferenças entre Atenas e Esparta. A África é um bom exemplo da primeira situação.de acordo com essa teoria. a autarquia. Oriental ou Teocrático são as formas de Estado mais remotas e têm duas marcas fundamentais: a natureza unitária e a religiosidade. adotar uma seqüência cronológica é senso comum entre os estudiosos. Engels expõe claramente essa opinião. Evolução do Estado Com relação à verificação da evolução do Estado. mas é o próprio desenvolvimento espontâneo da sociedade que dá origem ao Estado. assim. é certamente uma marca do Estado Grego. Como as ambições eram de que toda a Humanidade se tornasse cristã. O Estado Antigo. portanto. Estado Grego. e a posição do indivíduo nas decisões do Estado. No entanto. conseguiu manter peculiaridades importantes como a base familiar da organização. Mas aquelas sociedades que atingem maior grau de desenvolvimento e alcançam uma forma complexa têm absoluta necessidade do Estado. Ele afirma que o Estado “é um produto da sociedade. o Estado teria sido formado para se aproveitar os benefícios da divisão do trabalho. integrando-se as diferentes atividades profissionais e caracterizando-se. A noção de auto-suficiência. além de negar que o Estado tenha nascido com a sociedade. é fundamental uma observação histórica das formas que o Estado tem adotado através dos tempos. Desse modo.C. o motivo econômico. nem de interesse de indivíduos ou de grupos. O Estado Medieval é marcado pela universalização do Cristianismo. religião. é praticamente impossível desvincular a relação entre o Estado e a divindade. Quando o Imperador Romano Caracala. as invasões dos povos bárbaros introduziram novos costumes e possibilitaram o surgimento de inúmeros Estados. levando à sua constituição. Com relação ao Estado Grego. mesmo que somente membros da elite. surge a idéia do Estado Universal. a idéia de integração de uma sociedade política. onde ocorreram desmembramentos e a conseqüente criação de vários Estados. página 03 origem no desenvolvimento interno da sociedade . Em uma de suas principais obras. Sob essa perspectiva. genericamente o Estado Grego tem características comuns fundamentais entre todos os povos helênicos. O conceito de cidade-Estado. o Estado é um germe. uma potencialidade.

sistemas de pessoal e programas locais de mudança. . É justamente este o assunto que iremos desenvolver a seguir. Dessa forma as características aceitas como componentes do conceito moderno de Estado são: a soberania. mediante reformas de todo o sistema ou. Vamos verificar algumas áreas importantes que foram incluídas no significado de reforma administrativa: 1. Ou seja. revisão e reforma de acertos estruturais do serviço público e importantes reformas constitucionais do Estado.exercícios de autoavaliação . um retorno à antiga aspiração de unidade do Estado Romano. já que nenhuma sociedade pode prescindir dessas ordens para sobreviver. social.Módulo II Aula 1 Para efeito de sua própria autoavaliação. com a valorização da posse da terra e da organização militar e patrimonial. as noções de ordem política e jurídica são implícitas ao conceito. pelo menos.conflito e do fortalecimento do feudalismo. Evidentemente. O Estado Moderno é. o Estado Moderno. na verdade.organização e estrutura da máquina governamental. como estruturas administrativas. o povo e a finalidade. conclusão Conclusão Vimos nessa aula que mesmo com as etapas evolutivas pelas quais o Estado passou. sob a óptica do Ocidente. realize as atividades localizadas no menu lateral: "Avaliação". aula 02 .As Reformas Administrativas aula gravada em áudio REFORMAS ADMINISTRATIVAS Vamos iniciar este capítulo com uma breve definição do que se tratam as reformas administrativas. dentro de uma precisa delimitação territorial. É impressionante como a expressão “reformas administrativas” tem sido subdividida e ampliada de forma que o espaço resultante inclua procedimentos administrativos específicos. mas o estudo aprofundado das questões do Estado e sua evolução certamente implicam análises muito mais complexas e particulares. Gestão . de medidas que visem à melhoria de um ou mais de seus elementos-chave. pessoais e processos. econômica e religiosa deles decorrentes. bem como a enorme instabilidade política. em Avaliações. pode-se entender a evolução do estado baseado nessas premissas históricas e conceituais. na busca pela soberania. As reformas administrativas são os esforços que têm como propósito induzir mudanças fundamentais nos sistemas de Administração Pública. a busca de um poder soberano reconhecido e aceito por todos. o território. não deixa de ser um reflexo do Estado Romano. De maneira geral. Vale citar que há uma nítida falta de critério bem estabelecido do que diferencia a reforma administrativa da modernização administrativa. é natural entender a necessidade de ordem e autoridade que possibilitam a evolução para o Estado Moderno.

cuja função era. atingidos pelas reformas e podem apresentar resistências a elas. atendimento de reclamações. Segundo alguns historiadores. com o passar dos tempos. serviços públicos voltados para o consumidor. eficiência e qualidade.participação do público: voluntarismo. em sua maioria.formulação de políticas Públicas. Podemos afirmar que essa situação não era grave enquanto prevalecia um Estado pequeno. 4. e era comum a prática deliberada de nepotismo e de troca de favores. e não no de resultados (eficácia). Porém. são necessários servidores públicos que conduzam o novo “arcabouço” de regras. Sendo assim. profissionalismo. A Administração Pública burocrática foi adotada para proporcionar um maior controle da coisa pública. qualidade total. o que exigiu a formação de um Estado mais eficiente e competitivo. pois.preservação e manutenção do capital público. página 02 Estratégia de implementação da reforma Os dois lados devem ser levados em consideração. Essa característica. 5. principalmente.elaboração de orçamento público e administração financeira. 3. pois isso reduz a resistência. mostrou-se uma opção superior ao patrimonialismo. caro e ineficiente. Os primeiros são.2. a Administração Pública encontra-se hoje em um contexto “revolucionário”. isso tem acontecido bastante. nem boa qualidade. 7. pois não garantia rapidez. 6. garantir a propriedade e os contratos. Por que revolucionário? Imagino que você tenha percebido que novos conceitos estão ocupando o lugar dos antigos – downsizing. Por essa razão. Seu foco concentra-se no controle de procedimentos (eficiência). Na realidade esse modelo administrativo é lento. a qual predominou durante as monarquias absolutas.execução de programas. é muito importante acentuar que as reformas na Administração Pública não buscam acabar com o corpo burocrático. e o custo dos serviços prestados ao público não era baixo. pagamento por desempenho. 8. que era bastante precária no modelo anterior. desburocratização. anti-corrupção. No patrimonialismo. os servidores e os funcionários/empregados. dentre outras. o patrimônio público e o privado eram confundidos. . a qual é comum no ser humano quando o assunto é mudança. Da Administração Pública burocrática à gerencial A Administração Pública burocrática apareceu para substituir a Administração patrimonialista. após as mudanças.práticas de gestão Pública – O&M. Quem imaginaria que os órgãos públicos contratariam empresas de consultoria para tentarem atingir um modelo de gestão eficaz? Pois é. resultou em incompatibilidade com o capitalismo industrial e as democracias parlamentares. verificou-se que a administração burocrática também não proporcionou a eficiência desejada. Reformas bem elaboradas devem conter promessas de benefícios potenciais para todos os servidores do quadro. Porém. Os funcionários/empregados também precisam ser convencidos da necessidade das reformas. o atendimento das demandas dos cidadãos ficou relegado em segundo plano.ética Pública: honestidade. etc. que surgiram no século XIX. empowerment .

O debate ocorrido em 1995 sobre a reforma constitucional do capítulo de Administração Pública foi um processo de mudança cultural. Vale lembrar que o nosso direito tem origem romana e napoleônica e. o problema da eficiência tornou-se essencial. página 04 Que tal fazermos uma breve retrospectiva? Um dia Tancredo Neves afirmara que o Brasil necessitava. 1. A primeira tentativa de reforma gerencial da Administração Pública aconteceu no final dos anos 60. Logo. no momento em que o Estado se transformou em um grande Estado social e econômico do século XX.Dimensão cultural: significa sepultar o patrimonialismo e passar por uma transição burocrática – gerencial. dimensão cultural e uma dimensão gestão. não de um estadista. Porém. e a crise política do regime militar dos anos 70 agravou ainda mais a situação da Administração Pública. por uma série de fatores. com um melhor controle e uma melhor qualidade. mediante o Decreto – Lei 200/1967.Dimensão institucional – legal: é através da qual as leis são alteradas e as instituições são criadas ou modificadas.Dimensão gestão: Por que considerá-la a mais complexa? Trata-se de colocar em prática as novas idéias gerenciais e oferecer à comunidade um serviço público mais barato. qualquer reforma do Estado implica em uma vasta modificação do sistema legal. E é justamente isso que estamos buscando. . Dimensões da reforma A reforma administrativa possui três dimensões: dimensão institucional – legal. mas também da ausência de legitimação da burocracia perante as demandas da sociedade. por isso. infelizmente. assumindo uma variação de serviços sociais e de papéis econômicos. que o problema brasileiro é essencialmente gerencial.página 03 Porém. Foi uma tentativa de superar a rigidez burocrática. 3. O que Tancredo quis dizer? Bem. fracassou. mas de um gerente de ótima qualidade. pois assim o Estado iria modificar a sua concepção de cidadão – usuário. 2. a necessidade de uma Administração Pública voltada para a eficiência gerencial decorre de situações advindas não só do crescimento da nação como um todo. passando a enxergar o cidadão–cliente e a trabalhar para o seu bem-estar.

A evolução do Estado e da sociedade é inevitável. Collor foi associado a diversas denúncias e acabou sendo vítima do impeachment. desregulamentação. nos resultados e no cidadão-cliente. a tal reforma não vingou. figura com algum destaque a Emenda Constitucional no 19/1998. abertura e alegada modernidade. De início. Foi criado o Ministério da Administração Federal e Reforma do Estado. Como todos sabemos. e o processo vem tendo continuidade. com foco em setores públicos específicos. a qual será constituída de reformas administrativas. E como era de se esperar. Depois surgiu o “arrocho salarial” e a estrutura administrativa concentrada no Ministério da Economia. conclusão Conclusão O processo de reforma administrativa pode ser entendido como uma atividade contínua do Estado.87). além da promoção da qualidade no serviço público. a modernização da gestão. p. Dentre os novos instrumentos normativos introduzidos na legislação brasileira. Essa grande reforma foi aprovada no Congresso Nacional em 1998. a Reforma previa a dispensa de 360 mil servidores públicos“ (Pereira. Não há como imaginar uma reforma administrativa que venha a atender as demandas atuais e futuras da sociedade. da legislação relativa ao controle da coisa pública. 1998. ao longo dos anos. como é o caso da previdência pública. . em lugar de concentrar seus esforços no controle de procedimentos. Cláudia. Fazenda e Planejamento e no Ministério da Infra-Estrutura. Reforma Administrativa no Governo Fernando Henrique Cardoso Com a posse do presidente FHC a reforma administrativa voltou a ser discutida. com alterações menos amplas. com foco na otimização gerencial. e ao seu lado deverá caminhar a evolução da Administração Pública. que tentou transferir o foco da Administração Pública para os resultados de sua gestão. sob a responsabilidade do Ministro Luiz Carlos Bresser Pereira. que formulou as políticas e diretrizes para a reforma do Estado e a administrativa. etc.Reforma Administrativa no Governo Collor “A Reforma Administrativa aqui seguiu a mesma linha de um programa de governo que contemplava medidas de ajuste econômico. desestatização.

de 4/6/1998).exercícios de autoavaliação . a alcunha de "Administração Gerencial".Módulo II Aula 2 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. a administradores profissionais ou a intelectuais da área organizacional. O aparecimento do movimento da moderna Administração Pública pode ser analisado como exemplo de um processo mais abrangente. mas como isso seria feito? Uma solução bem aceita é a de eliminar o “desperdício” do governo. que. em meio ao debate jurídico e político. Acesso pelo menu "Avaliação". da terceirização e também oferecer incentivos mais fortes e concretos para o desempenho.Gestão . um grande fenômeno chamado “moderna Administração Pública” surgiu. Como poderíamos resumir. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. mediante o desmantelamento dos sistemas de corrupção e cartelização. a introdução de regulamentos externos. . Desde a aprovação da Emenda Constitucional da "Reforma Administrativa" (EC nº 19.Modernização da Administração Pública aula gravada em áudio MODERNIZAÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Podemos afirmar que. que também recebeu. aula 03 . Porém foi vista por outros como uma Administração híbrida. representam uma tentativa inicial de construir uma tipologia de modelos ideais da nova Administração Pública. podendo estar associados a componentes sociais. em essência. no qual um conjunto de princípios administrativos surgem e desaparecem. em Avaliações. com as reestruturações feitas em diversas unidades do serviço público. Modelos da Nova Administração Pública Podemos verificar quatro modelos decorrentes da modernização da Administração Pública. embora expressa de uma nova maneira. No entanto. o que seria a “modernização da Administração Pública”? Podemos afirmar ser um sistema de pensamento ideológico caracterizado pela importação de idéias geradas em áreas do setor privado para dentro das organizações do setor público. página 02 Correto. com um foco contínuo nos valores fundamentais do serviço público. Os conjuntos de pensamentos contêm elementos tanto descritivos como normativos. fala-se muito em "Nova Administração Pública". A modernização da Administração Pública tende a ser vista por alguns críticos como uma ideologia com base no mercado. muitos concordam que a nova Administração Pública deve ser encarada como uma importante e significativa ruptura nos padrões da Administração do setor público. então. do downsizing (redução da diferenciação vertical e de quadros) e finalmente. Modelo 1: o impulso para a eficiência Foi o primeiro modelo a representar uma tentativa de tornar o setor público mais parecido com a iniciativa privada.

Vamos relacionar alguns elementos – chave para que você possa compreender um pouco mais sobre o modelo 2. o aumento da terceirização e a separação entre um pequeno núcleo estratégico e uma grande periferia operacional.orientado por noções rudimentares de eficiência. • Mudança da gestão hierárquica para a gestão por contrato. excessivamente burocrático e com um nível de desempenho muito baixo. • Alianças estratégicas entre organizações. 1999. enfatiza o papel dos valores. • Estruturas organizacionais mais horizontalizadas. porém baseada na missão de alcançar a excelência dos serviços públicos. página 03 Modelo 3: em busca da excelência O modelo 3 está mais associado à corrente da “excelência”. • abordagem voltada para o valor. Podemos observar que o modelo 3 demonstra um forte interesse na maneira como as organizações administram a mudança e a inovação. Tende a rejeitar a abordagem racional – vista no modelo 1 – e.nas formas carismáticas de liderança em lugar das formas transacionais. pg. . esbanjador. Vejamos algumas características desse modelo: • grande preocupação com a qualidade do serviço. o abandono do alto grau de padronização. As características citadas acima são vistas como normais tanto no setor privado como no público. a revitalização dos administradores do setor público por meio do delineamento de uma missão de serviço público diferente. mas compatível com as noções adquiridas sobre Administração de alta qualidade derivadas de práticas bem–sucedidas no setor privado” (Ferlie. Esse modelo busca uma maior flexibilidade organizacional. • conceito de cidadania. o aumento da descentralização da responsabilidade estratégica e orçamentária. Na Administração Pública existe uma tendência de utilizar os instrumentos da Administração privada sem uma visão crítica de sua real validade. Para alguns críticos. Tal modelo foi importado da Administração do setor privado e não considerou as características distintas das organizações do setor público. tem a sua grande ênfase na importância da cultura organizacional. Esse modelo é considerado o menos desenvolvido e que necessita demonstrar toda a sua capacidade e potencial. Modelo 4: orientação para o serviço público. o modelo é inadequado. Falaremos sobre isso no capítulo referente à Gestão de Pessoas. 33). • Redução na folha de pagamento. Modelo 2: downsizing e descentralização. cultura. ao contrário deste. Esse modelo diagnosticou o setor público como arrogante. • confiança na opinião do usuário. “Representa a fusão de idéias de gestão dos setores público e privado. Ou seja. ritos e símbolos no modo como você e seus colegas se comportam no ambiente de trabalho.

Desse modo. conclusão Conclusão A modernização da Administração Pública. Acesso pelo menu "Avaliação". Cada órgão da Administração Pública tem um objetivo distinto. entretanto. não são indicados para a Administração Pública. portanto. bem como de cada regulamento. a aplicação de um modelo gerencial nesses órgãos deverá passar por adaptações específicas. passa por um amplo estudo de toda a máquina do estado.exercícios de autoavaliação . será possível identificar. Sendo assim. examinar e eliminar as deficiências de cada órgão do setor público. A busca de um modelo gerencial eficiente. Na fase de concepção de um modelo administrativo para o setor público. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. a simples transposição de um modelo empresarial de Administração à esfera Pública pode gerar conseqüências danosas às instituições governamentais. e com foco na atividade fim dessa entidade.É necessário desmistificar esses modismos da Administração do setor privado como se fossem remédios indicados para todos os males e idiossincrasias da Administração Pública no Brasil.Estratégia sob a visão de Michael Porter aula gravada em áudio . definido por seu estatuto. aula 04 . Gestão . conhecendo os princípios administrativos voltados à eficiência gerencial. regulamento ou lei que o instituiu. com base na estrutura da instituição que se quer “modernizar”. Não acumule dúvidas. é um processo inevitável no desenvolvimento do setor governamental.Módulo II Aula 3 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. É certo que determinados princípios administrativos se aplicam ao setor público e ao privado com igual eficiência. há que se identificar as diferenças entre uma e outra instituição. na exata forma em que foram concebidos para a iniciativa privada. Entretanto. página 04 Os instrumentos administrativos e as políticas que servem para a empresa global. Procure saná-las logo que apareçam. em que se faz necessário conhecer as funções de cada componente da estrutura estatal. norma ou lei aplicada à esfera governamental. seja ela da nacionalidade que for.

a condução da liderança e o controle das atividades. Mas como evitar a armadilha do imediatismo na administração? Como garantir um tempo.de/images/porter1. suas funções. definiu os fundamentos da competição e da estratégia competitiva e é conhecido por estabelecer a ponte entre a teoria econômica da gestão e a sua prática. dissecando as fórmulas de negócio para empresas diversificadas.ESTRATÉGIA SOB A VISÃO DE MICHAEL PORTER Michael Porter. mas é importante que os gestores conheçam os elementos do planejamento. o administrador que não exerce a sua função de planejador acaba por se concentrar no planejamento operacional. De fato. a evolução e os meios pelos quais as empresas ganham e mantêm a sua vantagem competitiva são pontos fundamentais da competição. Fonte: http://www. agindo como um bombeiro que vive apagando incêndios. sendo que a diversificação deve interligar a competição nos negócios individuais. as mudanças que estão ocorrendo no contexto competitivo e as que influenciam na prática do planejamento. página 02 O objetivo do planejamento é fornecer aos gestores e suas equipes uma ferramenta de informações para a tomada de decisão. conseguindo transmitir a verdadeira essência da competição. lançando alguns desafios para a gestão nas empresas. pode ser uma excelente arma competitiva. Michael Porter diz que uma empresa sem planejamento pode se transformar em uma folha seca. considerado uma autoridade mundial em estratégia competitiva.gif Porter inicia a sua análise ao nível de uma indústria singular. A estrutura. A função do planejamento estratégico O planejamento estratégico constitui uma das mais importantes funções administrativas. antecipando-se aos seus concorrentes.ephorie. onde o gestor e sua equipe estabelecem os caminhos para a organização da empresa. Saber utilizar os instrumentos do planejamento de forma coerente. sem enxergar a causa do fogo. . consultor e professor da Harvard Business School. para planejamento dentro da empresa? Como definir um planejamento realista diante das mudanças que ocorrem numa velocidade tão grande? As respostas para essas perguntas não são simples e podemos afirmar que o crescimento das organizações está cheio de acidentes e eventos imprevisíveis. adaptando-os à realidade da empresa e às suas necessidades. no corre-corre do dia-a-dia. É inegável que as empresas que crescem e conseguem competir no mercado possuem algo mais do que sorte e o que determina seu sucesso é a capacidade de se adaptar às mudanças do ambiente. ajudando-os a atuar de forma a antecipar as mudanças que ocorrem no mercado. que se move ao capricho dos ventos da concorrência.

agindo sobre o poder de compra dos clientes. ou seja.Nesta unidade apresentaremos os elementos do ciclo de planejamento e os critérios para a sua definição e utilidade.H. mas uma grande oportunidade para as empresas produtoras de geradores. ampliando a competitividade nesse setor. como. É com base no diagnóstico estratégico que a empresa irá se antecipar às mudanças e preparar-se para agir em seus ambientes internos e externos. devendo estar pronta para captar e atualizar o conhecimento do ambiente e de si própria. página 04 O ambiente geral pode ser um conjunto de aspectos estruturais capazes de influenciar as diferentes empresas que possuem produtos com os mesmos atributos e atuam em determinado país. que necessita de insumos (recursos humanos. a relação com o meio externo é um fator-chave da própria existência das organizações. Fonte: http://www. recursos financeiros e materiais). uma política governamental que incentive a abertura de mercado em um determinado setor irá provocar o aumento da concorrência. que são convertidos em bens e serviços. índices de preços e taxa de desemprego) que influenciam. colocados no mercado visando o atendimento de uma determinada necessidade. Utilizar os instrumentos do planejamento de forma coerente pode ser uma excelente arma competitiva.com/pt . Por exemplo. a empresa. é um sistema aberto em constante interação com o ambiente. O macro-ambiente é composto por variáveis gerais (inflação. Análise externa: ambiente geral e o ambiente de negócio Toda organização privada. governamental ou do chamado Terceiro Setor. razão pela qual entender o ambiente e como ele se organiza torna-se essencial para a gestão das empresas.C. quando ocorreu a crise energética no governo de F.businessinportugal. visando identificar e monitorar as variáveis competitivas que afetam sua performance. A influência desses aspectos pode variar de indústria para indústria.. Atender essas necessidades produz resultados que alimentam as organizações. página 03 O diagnóstico estratégico O diagnóstico estratégico é o primeiro passo do planejamento e é nessa etapa que a organização obterá as informações para guiá-la em seu direcionamento estratégico. indiretamente. que foi uma ameaça para muitas empresas do setor industrial (que tiveram que diminuir sua capacidade produtiva). Pode-se dividir o ambiente organizacional em dois grandes grupos: o macro-ambiente ou ambiente geral e o microambiente ou indústria.

Para analisar o ambiente geral. página 05 Além de analisar o ambiente geral. seu tamanho e as condições de competição existentes (demanda. a maneira como suas variáveis vão impactar na gestão poderá sofrer mudanças de um setor para o outro. definido pelo tamanho do fornecedor. é necessário que o gestor considere as características do micro-ambiente em que sua empresa atua. dependendo do tamanho do mercado e do horizonte que visa a atuar. e esta definição pode ser ou não mais ampla. que é determinada pelo número de concorrentes. talvez não seja interessante ser definida como uma indústria de bebidas.Assim. Para ter valor gerencial. inflação e índices de preços. assim como pela reação dos concorrentes existentes. • a potencial de entrada de novos concorrentes. . integração das empresas e armas competitivas utilizadas). • tecnológicos: pesquisa e desenvolvimento de produtos na área. avanços tecnológicos e custos envolvidos. por exemplo. pois produz também água e sucos. • econômicos: juros. renda. cultura. estilo de vida. impostos e taxas aplicáveis ao setor. Entretanto. Porter (1989) demonstrou que o estado de competição em uma indústria é sempre formado por cinco forças competitivas: • a rivalidade entre vendedores concorrentes na indústria.br Apesar das diferenças existentes de uma indústria para outra. que é determinado pela quantidade e intensidade das barreiras à entrada existentes no mercado. pois ampliaria demais o seu foco competitivo. influências políticas e de demais grupos de interesse. A indústria é formada por um grupo de empresas com produtos similares que competem entre si.unisal. • políticos/governamentais: políticas governamentais de incentivo e/ou restrição. distribuição etária e geográfica da população-alvo da empresa. apesar do ambiente geral se apresentar da mesma forma para todas as empresas. é necessário que a empresa visualize a arena real onde está competindo. A Coca-Cola. a importância do seu insumo e as vantagens que ele oferece para a empresa cliente.am. atua na indústria de bebidas e não apenas na de refrigerantes. câmbio. Fonte: http://www. • legais: leis. • as tentativas que as empresas de outras indústrias fazem no mercado para conquistar os clientes com seus produtos substitutos (todos aqueles de outras indústrias que atendem à mesma necessidade). nível de emprego. nível educacional. é importante que o gestor levante informações sobre os seguintes aspectos: • socioculturais: preferências. • o poder de barganha dos fornecedores. para uma pequena fábrica regional de refrigerantes. tendências populacionais.

que é maior quando os consumidores têm mais opções de compra e possibilidade de trocar de marcas. podem fornecer vantagens competitivas para a empresa. onde o gestor irá avaliar as competências e as falhas da empresa.página 06 • o poder de barganha dos compradores do produto. a alta gerência repassa aos demais níveis o planejamento a ser seguido e praticado como um processo contínuo de reflexão sobre onde se quer chegar (objetivos) e de como se chegará lá (estratégia). em geral. onde a formulação e a implementação se tornam indistinguíveis. devem ser selecionadas aquelas que consistirem em maior preocupação para a gerência. é mediante o desenvolvimento da gestão que os gestores e suas equipes definem e implementam as estratégias. ou seja. sem maiores custos. em outras palavras. alegando que esses são incapazes de colocar em prática o que foi formulado. na dissociação entre pensar e agir. ou seja. buscando gerenciar a cultura organizacional ou ainda colocando a culpa nos executantes. É nessa fase que o planejamento irá se concretizar. Entretanto. página 07 Implementação da estratégia Um dos momentos mais importantes de todo o processo de planejamento é a implementação da estratégia. maior será a competitividade da indústria e menor a lucratividade coletiva das empresas participantes. passando a ser uma atribuição de todos os níveis (estratégico. buscando aprender com os erros cometidos. Entretanto. O planejamento é um aprendizado contínuo. Analisados os aspectos ambientais. a distância entre esses níveis hierárquicos também diminui. As oportunidades são fatores do ambiente geral ou da indústria que. priorizando as oportunidades do ambiente em que a empresa pode aproveitar as chances de sucesso. deve-se partir para uma síntese para identificar as principais oportunidades e ameaças encontradas. A análise externa deve ser acompanhada da análise interna. no caso das ameaças. tático e operacional). a formulação e a implementação da estratégia se tornam cada vez mais interdependentes. o verdadeiro problema pode estar na separação entre formulação e implementação. que serão determinantes para a lucratividade do setor. É necessário que o gestor filtre as oportunidades e ameaças da sua empresa. durante a análise do ambiente externo. aquelas que afetam mais diretamente a empresa e a indústria em que ela atua. Nesses casos. Já. os gestores buscam resolver este problema. No processo de top-down (de cima para baixo). as oportunidades para que possua competências necessárias para desenvolver uma sustentável imagem no mercado. é importante ressaltar que o planejamento não deve ser definido com base em todas as oportunidades e ameaças identificadas. que servirão como referência e complemento na realização do diagnóstico. Atualmente é difícil a formulação ocorrer totalmente dissociada da implementação. Muitas vezes. É fundamental que o gestor conheça o perfil das forças competitivas. Estudos recentes sugerem que somente 10% das estratégias formuladas são implementadas e. se bem aproveitados. ou seja. Por outro lado. A entrada de um novo concorrente forte no mercado. quanto maior for à intensidade dessas forças. o planejamento deixa de ser uma função exclusiva de um departamento da empresa. a implementação de restrições tarifárias por parte de um país importador dos produtos da empresa e a diminuição da demanda são aspectos que podem ser definidos como ameaças para a empresa. ampliando o controle. página 08 .

mostrando que o planejamento. Será que é possível planejar com tantas incertezas e mudanças? O Planejamento é mais do que necessário à gestão da empresa. Bom estudo! Qualquer dúvida. a ampliação das exigências dos clientes. a definição das diretrizes organizacionais (missão. Gestão . pode tornar a gestão empresarial mais competitiva. de acompanhamento. O diagnóstico estratégico. a diferenciação ampliada dos produtos e o aumento da concorrência são alguns dos fatores que influenciam a prática do planejamento nas empresas. se bem aplicado. este capítulo ressaltou a importância do planejamento estratégico para a gestão das organizações na atualidade. Acesso pelo menu "Avaliações aula 05 . Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. visão e objetivos).exercícios de autoavaliação . conclusão Conclusão Em suma. vai além de prever estratégias. segundo essa concepção. principalmente na promoção do aprendizado nas organizações. O papel da liderança. O ambiente onde se desenvolve o processo de planejamento mudou muito nos últimos anos. a concepção e a implementação da estratégia foram abordados. e. pelo qual novas estratégias podem emergir. A globalização dos mercados. mas também de gerenciar o processo de aprendizado estratégico. atuando como um instrumento de comunicação. Assim. devendo ser flexível e capaz mudar o curso da implementação da estratégia. é só entrar em contato.Estratégia sob a visão de Henri Mintzberg aula gravada em áudio ESTRATÉGIA SOB A VISÃO DE HENRY MINTZBERG Para definir planejamento estratégico temos que entender que fundamentação teórica nos guiará na confecção das estratégias.Nesse sentido.Módulo II Aula 4 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. a intensificação das redes e das parcerias. é importante levar em consideração que as estratégias podem surgir dos lugares mais estranhos e de pessoas que não se esperava. suas funções e seus limites. é preciso que o gestor conheça bem cada um de seus elementos. É necessário também ser flexível o bastante para perceber que planejar nem sempre é o contrário de fazer. parece fundamental que o gestor seja capaz de lidar com o imprevisível no processo de planejamento. para colocá-lo efetivamente em prática. Você sabe qual a fundamentação teórica que sua empresa usa para estabelecer o planejamento estratégico? .

. enquanto que as demais escolas preocupam-se “como foram” formuladas. . sendo uma estratégia muito usada nos anos 70 e até hoje usada como método de ensino e prática. estas cinco: . já citadas acima. . . ou seja. a formulação se faz por etapas.com Para Mintzberg. Henry Mintzberg define a estratégia através de dez escolas de formação estratégica e cinco definições.plano: direção. dos pontos fracos (Weaknesses). no processo de pensamento consciente. Mas o que é estratégia? Estratégia são planos da alta administração para atingir resultados (Wright.perspectiva: visão da empresa.posição: local dos produtos nos mercados (para baixo e para fora). das partes para o todo.player: É um truque específico para enganar um concorrente. contraposto com as oportunidades (Opportunities) e das ameaças (Threats) em seu ambiente. Mintzberg não nos oferece uma definição única e fácil. A estratégia é algo que alcança a essência entre forças e fraquezas internas versus ameaças e oportunidades externas. caminho que se pretende atingir. para dentro e para cima.padrão: olhar o comportamento realizado. As estratégias são claras. sugere várias definições. Esta escola contribui com um modelo muito usado: “Análise SWOT” – avaliação dos pontos forte (Strenghts). Nestas dez escolas ressaltamos que as três primeiras concentram-se em “como devem” ser formuladas as estratégias. em particular. da organização. página 02 Escola do Desenho – Selznick (1957) Um processo conceptivo. . ao contrário. Os diversos caminhos ajudarão a definir os propósitos dos negócios de sua empresa.internationalspeakers. 1992). simples e únicas.Fonte: http://www.

Fonte: http://www. e . Escola do Posicionamento . Dominante para estratégia dos anos 80 e difundida nos meios acadêmicos e nas grandes consultorias (BCG-Boston Consulting Group). Escola Empreendedora . diversificação.Shumpeter (1950) e Cole (1959) Um processo visionário. Um modelo utilizado foi sugerido pelo Stanford Research Institute.br/IMAGENS/construcao.atividades de suporte: existem para apoiar as atividades primárias.plano das operações – produtos. O modelo de Porter analisa o escopo competitivo x vantagem competitiva onde estabelece quatro posições: liderança em custos.Purdue (1970) e Porter (1980/85) Um processo analítico. orçamentos. deriva do livro de H. foco em custo e foco na diferenciação.gif Escola do Planejamento – Ansoff (1965) Um processo formal. diferenciação. em 400 a. poder de barganha dos fornecedores da empresa. aquisições e fusões. página 03 A cadeia de valor genérico também de Porter avalia as atividades das empresas. onde o plano estratégico divide-se em duas partes: .atividades primárias: fluxo de produtos até o cliente. e . programas e planos operacionais). Foca no processo de visão executiva. e .matriz de crescimento-participação (“planejamento de portifólio”). O conceito de estratégia militar de Sun Tzu. poder de barganha dos clientes da empresa.plano corporativo – desinvestimentos. resume-se a posições genéricas relacionadas através de análises de conjunturas – o planejador torna-se analista.sinttelrs.. O modelo de análise competitiva (Porter) identifica cinco forças no ambiente de uma organização: ameaça de novos entrantes.org. delineadas por check-lists e sustentadas por técnicas (objetivos. A consultoria BCG contribuiu com duas técnicas muito utilizada pelos estrategistas: . Igor Ansoff (1965). que reflete alguns pressupostos da escola do desenho (exceto por ser um processo formal) podendo ser decomposto em partes distintas. Paralelo à escola do desenho. marketing e financeiro. ameaça de produtos substitutos e intensidade da rivalidade entre empresas concorrentes.curva de experiência.C. P&D (Pesquisa e Desenvolvimento). como: . opondo-se à escola do planejamento por se basear na .

embora exista uma crítica: o conselho para formar uma visão não é concreto o suficiente para ser útil.intuição. fusões. para podermos compreender a formação da estratégia. às vezes poder político interno ou externo (parcerias. e . . join-ventures.Vários (1959/80) Prahalad e Hamel (1990) Um processo emergente. Na escola cultural o interesse é comum e o sistema é integrador. Escola do Poder .comunications-plus. empreendedor não é quem coloca dinheiro na empresa ou inventa o produto. em perspectivas e senso de longo prazo. estabelece novas combinações e faz coisas novas ou de maneira diferente.subjetiva: interpretação do mundo – cria o mundo. é aquele que tem a idéia do negócio. A formação estratégica desenvolvida pelo aprendizado é que define a estratégia a ser estabelecida e produzida.Final dos anos 60 na Suécia Um processo social. O aprendizado como criação de conhecimento é a contraposição do conhecimento tácito com o conhecimento explícito. alianças. Para Joseph Shumpeter. A idéia é que os estrategistas utilizem o conhecimento para pensar estratégias através de experiências.net/ Escola Cultural . Escola Cognitiva – Simon (1947/57) March e Simon (1958) Um processo mental. O processo se baseia na visão do líder criativo. É o mapeamento da estrutura do conhecimento utilizada para construir estratégias de forma criativa em vez de ser um simples mapa da realidade. Gerenciar este processo não é estabelecer estratégia. e é onde encontramos barreiras. As organizações aprendem mais com o fracasso do que com o sucesso. Mintzeberg estabeleceu um modelo básico de estratégia para transformá-las em organizacionais ao se tornarem coletivas.objetiva: estruturação do conhecimento – recria o mundo. aquisições ou outras relações onde se conseguem negociações coletivas para seu próprio interesse). Esta escola cognitiva é moldada pela experiência e é dividida em duas: . página 04 Escola do Aprendizado . pois o interesse cultural quase sempre impede mudanças. A estratégia só é obtida através do poder. Compreender a mente humana e o cérebro humano. Fonte: http://www.Vários (1971/84) Um processo negocial. mas reconhecer sua urgência e intervir quando necessário. que pode ser avaliado através da socialização e da exteriorização do conhecimento.

entender qual o cenário e o tipo de empreendimento é um trabalho necessário para o sucesso das estratégias a serem entendidas por todos. Gestão . como vimos nesta aula.exercícios de autoavaliação .Configuração = estado da organização e todo seu contexto. e todos os seus recursos (financeiros. A organização é a configuração de agrupamentos de características e comportamentos. em Avaliações. A organização atual da empresa é o reflexo de sua estratégia. realize as atividades localizadas no menu lateral: "Avaliação". o ambiente situacional.Foco na Prática do Planejamento Estratégico Público aula gravada em áudio . quando o assunto é empresa e objetivos. utilizar a mais adequada para o tipo organizacional e analisar. sendo a preferida dos consultores. analisa as respostas esperadas pelas empresas frente às condições ambientais.Chandler (1972) – grupo de McGill Um processo transformador. pessoal. Dessa forma. resolveu defini-la mediante a classificação de dez escolas. ou seja. Assim sendo. Porém.) decorrem das decisões estratégicas que foram efetivamente implementadas ao longo de sua vida.Módulo II Aula 5 Para efeito de sua própria autoavaliação. Escola da Configuração . etc.página 05 Escola Ambiental . . equipamentos. Em suma. conclusão Conclusão Todos sabemos que estratégia são planos de alta administração com a finalidade de atingir resultados previamente estabelecidos. não existe uma definição única do que é estratégia. estrutura. aula 06 . A identificação pode levar o planejamento a seguir vários caminhos sem se perder. . Não podemos afirmar que uma estratégia é mais eficaz que a outra e sim como já foi falado. “Quanto mais estável o ambiente externo mais formalizada a estrutura interna”. o equilíbrio numa empresa é o momento de criar uma estratégia para saltar para um estado superior. Conhecer o processo e o fundamento teórico aplicado facilitará a sua prática.Transformação = processo de geração de estratégica.Teóricos das contingências (1977) Um processo reativo. também. para Mintzberg. Fala sobre as exigências do ambiente. Integra as reivindicações das outras escolas e prevê saltos de um estado para outro.

e utilizamos. Quando nos perguntamos se estamos caminhando para onde queremos e se fazemos o necessário para atingir nossos objetivos. visando manter a eficiência operacional nos seus negócios e guiar a organização para um futuro melhor e inovador. Daí decorre a percepção da necessidade de estratégias e operações para cenários alternativos e situações. sistematizado originalmente pelo Economista chileno Carlos Matus. para que se possa satisfazer do melhor modo possível os objetivos da empresa”. as maiores tarefas da empresa e encaminhá-las. para nós e para os outros. diz respeito a um conjunto de princípios teóricos. a capacidade de previsão situacional deve substituir a previsão tradicional. procedimentos metodológicos e técnicas de grupo que podem ser aplicados a qualquer tipo de organização social que demande um objetivo e que persiga uma mudança situacional futura. alguns critérios a fim de decidir se as ações serão eficazes ou não. onde devemos adotar múltiplos critérios de avaliação e decisão. que observa o futuro como mera conseqüência do passado. Na produção de fatos sociais que envolvem múltiplos atores que planejam. Segundo HAX e MAJLUF (1984).com Planejamento Estratégico e Situacional O Planejamento Estratégico e Situacional. Fonte: www. estamos começando a debater o problema do planejamento. página 02 O principal argumento para o Planejamento Estratégico e Situacional afirma que todas as decisões que tomamos têm múltiplos efeitos. Qual o custo da postergação de problemas complexos? Que tipo de efeitos uma política pública resultará? Estes impactos aumentarão ou diminuirão a eficácia do nosso projeto de governo? Tais perguntas dizem respeito ao necessário exercício de simulação e previsão. o sistema de Planejamento Estratégico representa uma postura. cuja essência é organizar. dos pontos fortes e fracos das empresas e da escolha de um modo de compatibilizar a estratégica entre dois extremos. O processo de planejamento.brazilstockphotos. com isso podemos analisar sua eficácia futura. muitas vezes. à arte de governar. inimagináveis. O planejamento estratégico se alimenta da experiência prática e do aprendizado institucional relacionado aos erros do . ANSOFF e DECLERK (1987). assim. diz respeito à gestão de governo.FOCO NA PRÁTICA DO PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO PÚBLICO Planejamento Estratégico é a “análise racional das oportunidades oferecidas pelo meio. de maneira disciplinada.

sendo necessário desenvolver meios de gestão capazes de aprender com estes erros e colocá-los a serviço do planejamento. Há uma profunda diferença em relação ao antigo “planejamento do desenvolvimento econômico e social” tão comuns nos órgãos de planejamento de toda América Latina e particularmente na tradição brasileira.passado. onde tudo se decide. O planejamento deve centrar sua atenção na conjuntura que representa uma permanente passagem entre o conflito. uma relevância destacada. Daí surge o componente de incerteza permanente e o cálculo interativo. e é por isso que “planeja quem governa” e “governa quem. Não há mais comportamentos sociais previsíveis e relações de causa-efeito estabelecidas. O caráter modular do enfoque estratégico deriva da necessidade de redimensionar. Neste modo de ver a política. A realidade social não pode mais ser explicada por modelos totalmente analíticos e a simulação estratégica assume. . Ambos exigem intensa elaboração estratégica e um rigoroso sistema de gestão. ao contrário. por sua vez. buscam a explicação da realidade em diferentes graus de governabilidade sobre o sistema social. e no seu lugar surgem várias explicações situacionais. único e objetivo. página 03 Postulados Teóricos do Planejamento Estratégico Fonte: www. agregar e combinar diferentes operações em diferentes estratégias. nem o carisma da liderança. O processo de planejamento pode ser comparado a um grande cálculo que não é obvio ou simples.br/passeios Podemos resumir os postulados teóricos do planejamento estratégico nos seguintes argumentos: O sujeito que planeja está incluído no plano e este. nesse contexto. o governo e o planejamento. que influenciam os demais atores do processo estratégico. é constituído por outros sujeitos que também planejam e desenvolvem estratégias. com capacidades diferenciadas de planejamento. a negociação e o consenso. O processo de planejamento não substitui a perícia dos dirigentes. é influenciado e dependente das múltiplas explicações e perspectivas sobre a realidade. ninguém detém o monopólio sobre o cálculo estratégico e sistemático sobre o futuro. aumenta sua eficácia porque coloca estes aspectos a serviço de um projeto político coletivo. já não existe mais.com. e vice-versa. O enfoque proposto de planejamento é uma capacidade pessoal e institucional de governar. e surge da síntese entre o saber técnico acumulado e a expertise política. no sentido mais original deste termo.revistaturismo. O “diagnóstico” tradicional. que. pois nem sempre a decisão puramente técnica é mais racional que a política. de fazer política. Na conjuntura concreta acumula-se ou não recursos de poder relacionados ao balanço político global das ações de governo. o “juízo estratégico” de cada ator determina a complexidade do jogo aberto e sem fim.

de fato, planeja”. Os problemas sociais são mal-estruturados, no sentido de que não dominamos, controlamos e sequer conhecemos as variáveis que influenciam os juízos estratégicos dos demais agentes sociais envolvidos. Não há como determinar com exatidão as possibilidades de eficácia do plano ou os resultados esperados em cada ação.

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Governar com plano estratégico é mais do que resolver problemas. É promover um intercâmbio entre problemas, ou seja, problemas mais complexos e de menor governabilidade dão lugar a problemas menos complexos e de maior governabilidade. Características do Planejamento Estratégico

Fonte: www.geocities.com/TheTropics/3416/noturne.jpg O enfoque participativo e estratégico do planejamento é estruturado através de quatro grandes passos, que podem ser recursivos e não-lineares, mas que representam uma seqüência lógica da elaboração teórica do planejamento, conforme segue: Momento Explicativo: no planejamento tradicional a realidade é dividida em setores e o método dos planejadores é tão fragmentado quanto são os departamentos dos órgãos. Já o planejamento estratégico situacional propõe trabalhar com o conceito de realidade composta de problemas, oportunidades e ameaças, permitindo sintetizar a explicação da realidade em suas múltiplas dimensões (interdisciplinaridade), onde o ator sabe selecionar e identificar problemas reais (atuais ou potenciais) e distinguir causas de sintomas e conseqüências. Explicar a realidade por problemas permite o diálogo e a participação de setores populares, que são os que sofrem problemas concretos, além de facilitar a aproximação entre “técnicos” e “políticos”. Momento Normativo: após a identificação, seleção e priorização de problemas, estamos prontos para desenhar o conjunto de ações ou operações necessárias para atacar as causas fundamentais dos problemas. O ponto central deste modelo de planejamento é discutir a eficácia de cada ação e qual o resultado que sua realização pretende. Os planos normativos normalmente terminam aqui, e é neste ponto onde o planejamento situacional começa para que as ações tenham impacto efetivo e real na causa dos problemas.

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Momento Estratégico: se a realidade social não pode ser fragmentada em diferentes “setores”, se outros “jogadores” existem e têm seus próprios planos, se o indeterminismo e as surpresas fazem parte do cotidiano, então o debate sobre a viabilidade estratégia das ações planejadas é indispensável. Há grande quantidade de conceitos que envolvem o termo “estratégia”, e aqui vamos adotá-lo com um conjunto de procedimentos práticos e teóricos para construir a viabilidade para o plano e para garantir sua realização com máxima eficácia. Existem dois instrumentos-processos que visam desenhar as melhores estratégias para a máxima eficácia ao plano: a análise criteriosa dos demais atores sociais e a análise de cenários. A análise dos demais agentes envolvidos no espaço do problema-alvo é imprescindível para identificar o possível interesse e motivação de cada um e o tipo de pressão que é (ou será) exercida em relação às ações planejadas. Já os cenários representam distintas reflexões, limitadas pela qualidade da informação disponível, sobre possíveis “arranjos” econômicos, institucionais, políticos, sociais, etc., capazes de influenciar positiva ou negativamente a execução das ações planejadas. Ao permitir a simulação sobre as condições futuras, os cenários permitem a antecipação das possíveis vulnerabilidades do plano e a elaboração de planos de contingência necessários para minimizar os impactos negativos. Momento Tático-Operacional: é um dos momentos mais importante, é o momento de fazer, de decidir as coisas, de finalmente agir sobre a realidade concreta. Neste momento é importante debater o sistema de gestão da organização e até que ponto ele está pronto para monitorar, sustentar e executar as estratégias propostas, sem esquecer os problemas originais. Deve-se reavaliar criticamente todo o processo interno de tomada de decisões; o sistema de suporte à direção, assim como os sistemas de informações; devem ser revistos e reformulados.

Fonte: http://www.artecult.com/keniadeangeli/Ilustracoes/humor/reuniao.jpg

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Outros temas vitais neste momento são a estrutura organizacional, o fluxo interno de informações, a coordenação e avaliação do plano, o sistema de prestação de contas, as ferramentas gerenciais existentes e necessárias, e finalmente, a forma, dinâmica e conteúdo da participação democrática na condução do plano. Não podemos esquecer que o planejamento estratégico só termina quando é executado e é o oposto à visão tradicional que separava os planejadores dos executores e estabelecia uma dicotomia insuperável entre o conhecer e o agir. Planejamento Estratégico na Prática É um método que pressupõe constante adaptação a cada situação concreta onde é aplicado e onde os principais momentos tendem a utilizar instrumentos metodológicos parecidos, trabalhados nesta ordem:

Momento Explicativo (substitui o antigo “diagnóstico”): análise do ator que planeja (limites e potencialidades, ambiente interno e externo), identificação e seleção de problemas estratégicos, montagem dos fluxos de explicação dos problemas com as respectivas cadeias causais, seleção das causas fundamentais (nós críticos) como centros práticos de ação, construção da Árvore de Decisão a partir de uma Situação-Objetivo definida pelo grupo. Momento Operacional: desenhar ações ou projetos concretos sobre cada nó crítico (as chamadas Operações do Plano); definir para cada operação os recursos necessários, os produtos esperados e os resultados previstos; construir cenários possíveis onde o plano será executado; analisar a trajetória do conjunto das operações em cada cenário e, a partir disso, tentar diminuir a vulnerabilidade do Plano. Momento Estratégico: analisar os atores sociais envolvidos no Plano, seus interesses, motivações e poder em cada uma das operações previstas e nos cenários imaginados; definir a melhor estratégia possível para cada trajetória traçada; estabelecer um programa direcional para o plano; construir viabilidade estratégica para atingir a Situação-Objetivo. Momento Tático-Operacional (sistema de gestão): debate sobre as formas organizativas, a cultura organizacional e o modus operandi da organização para garantir a execução do plano. Neste momento devem ser encaminhados os seguintes temas: funcionamento da agenda da direção, sistema de prestação de contas, participação dos envolvidos, gerenciamento do cotidiano, sala de situações e análise sistemática da conjuntura. O Método do Planejamento Estratégico e Situacional – PES é antes de tudo um potente enfoque metodológico, com alguns princípios e visões filosóficas sobre a produção social, a liberdade humana e o papel dos governos, governantes e governados. A análise de problemas, a identificação de cenários, a visualização de outros atores sociais, a ênfase na análise estratégica são elementos fundamentais e diferenciadores do PES em relação a outros métodos de planejamento. O método tem particular validade e resultados excepcionais, no setor público onde a presença de problemas verdadeiramente complexos e mal-estruturados compõe o cenário dominante. Além disso, o planejamento estratégico situacional, ao contrário de outros métodos ditos “estratégicos”, assume como dominante na análise estratégica as questões relativas às relações de poder entre atores sociais, isto é, a variável política preside a elaboração da viabilidade e vulnerabilidade do Plano. Essa é uma vantagem metodológica vital para uso em organizações públicas onde estas questões fazem parte indissociável da produção de políticas públicas e do relacionamento entre staff político-dirigente e quadro de funcionários permanentes.

conclusão

Conclusão

Observamos que em um planejamento estratégico é fundamental estabelecer, antecipadamente, as diretrizes a serem seguidas, pois assim, o alcance daquilo que foi almejado torna-se uma tarefa mais fácil de ser alcançada. Quando o assunto é problema social, este sim, deve ser ainda mais planejado, pois é um fator que não tem como controlar e nem dominar da forma como gostaríamos. Em suma, é válido analisar os passos da elaboração teórica do planejamento, a fim de não incorrer em erros graves.

Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo II Aula 6

Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. Acesso pelo menu "Avaliaçao", em Avaliações.

aula 07 - Megatendências Futuras

as respeitamos. que se possa falar de alternativas. A construção de um mundo solidário. em 11 de setembro de 2001. Segundo a visão de Naisbitt e Aburdene: “As pessoas que dão as más notícias estão fazendo seu trabalho.aula gravada em áudio MEGATENDÊNCIAS FUTURAS O crescimento econômico desordenado e o aumento do número de desempregados agravam a crise do desemprego. Quando se trata de Economia. . A verdade é que a Economia mundial está mudando para melhor.br Outra preocupação são as mudanças econômicas decorrentes do atentado terrorista ocorrido nos Estados Unidos. mas isto não ocorre do dia para a noite. ou incompreensível. Fonte: www.centrus. E admiramos os ativistas cuja missão na vida é corrigir tudo o que está torto. colocando no ar a seguinte questão: será possível uma transformação radical do cenário econômico? O que acontecerá com os empregos no caso de uma forte recessão? Estas perguntas fazem com que pensemos na formulação de estratégias econômicas que valorizem a justiça social e o respeito à vida humana. mas alguns acham até estranho. que começou há décadas e não terminará em uma semana. página 02 Megatendências sob a visão de alguns estudiosos Nas décadas de 80 e 90 os analistas de tendências econômicas não deram importância às premonições catastróficas e escreveram livros de impacto mundial sobre a construção de uma nova civilização solidária. solidariedade ou experiências construtivas. É importante ressaltar que essas incertezas mostram a necessidade de construir um mundo mais solidário e democrático para impedir a desordem econômica.com. muitos parecem acostumados às notícias ruins. Nossa missão é diferente.

as prioridades dos vários níveis de orçamento público. espiritual e social. em geral. Segal (1999) revê os fundamentos da Economia moderna a partir da simplicidade voluntária com uma uma proposta de maior qualidade de vida no planeta: “Simplicidade voluntária não é apenas uma questão de agir em pequena escala. visando decidir. Viver com simplicidade não é obter o resto que sobra quando consumimos menos. A Terceira Onda. de viver com menos ou de trabalhar menos. possibilitando uma melhor preservação ambiental. É uma conquista.Como os problemas do mundo atraem tanta atenção. a simplicidade voluntária provocará prosperidade e avanço tecnológico. que a criatividade social e econômica abre um futuro cada vez mais rico de alternativas e soluções.” Já o cientista Toffler. em outras de suas obras. que os administradores públicos aprenderão a prestar contas corretamente do que fazem e que os programas interativos de TV possibilitarão consultas populares freqüentes. que culminou na Conferência da ONU (Organização das Nações Unidas) sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento.velardez. Conseguimos criar uma vida que é rica e estimulante nas suas dimensões estética. Essas análises facilitam a imagem do cidadão do futuro como mistura de inteligência com honestidade e de justiça social com livre iniciativa. Este processo. por nossa parte. proporcionando qualidade de vida a diversos trabalhadores. Em outro livro. É importante ressaltar que a mudança de pensamento deve chegar às políticas públicas e aos governos. conseqüentemente. Para esses pesquisadores. Tomando Aristóteles como ponto de partida. página 03 Mudança de Paradigma no Setor Público Fonte: www. nos Três Poderes. descreve com clareza a civilização global em que estamos ingressando e aproveita para mostrar. É o que obtemos como resultado de submeter a dimensão material a uma visão maior. Naisbitt complementa afirmando que: “No mundo da política e da Economia. inúmeras empresas públicas se engajaram nas mudanças e entidades sem fins lucrativos se multiplicam pelo mundo. apesar dos discursos bonitos. em seu livro mais famoso. os valores da vida acima dos valores materiais. realizada no Rio de Janeiro. os pequenos empreendedores econômicos adquirem importância cada vez mais decisiva no funcionamento da Economia global. e que. nós.com.” . Eles acreditam também que o desemprego será suprido pelo desenvimento de novas tecnologias. levou a uma mudança radical na visão do mundo por parte dos pensadores econômicos e.ar Desde os anos 70 uma nova visão da Ciência Econômica vem recolocando. intelectual. Seria possível optar pela vida simples e ter como resultado apenas um empobrecimento geral. em junho de 1992. estas continuam dominadas por estratégias pouco eficazes. gradualmente. com a popularização dos computadores e da Internet. destacamos a informação e as circunstâncias que descrevem as tendências mundiais que oferecem oportunidades”. entre outras coisas. enquanto as possibilidades de guerra ficam cada vez menores.

implica no reconhecimento de que o ser humano pode e deve expandir-se infinitamente no plano cultural e espiritual e que exagerar. mas precisam ser socialmente justas.com. Fonte: http://www. com a eliminação dos paraísos fiscais utilizados para a lavagem de dinheiro proveniente do tráfico de drogas.br O atual modelo econômico tende a colocar tanto a vida humana como a vida dos ambientes naturais a serviço do dinheiro. Educaçao Continuada para o Funcionalismo Público . resolução e tomada de decisões frente às necessidades das instituições empregadoras.pontogemini. O futuro poderá confirmar as palavras de Naisbitt e Aburdene: “Os avanços mais definitivos e sensacionais do século 21 não serão produzidos pela tecnologia. as formas de produção não podem somente visar a obtenção do lucro. mediante o desenvolvimento da capacidade de cada indivíduo. Educação Continuada O foco central do capitalismo dos anos 90 está na alta competitividade da força de trabalho. Essa mudança de padrão deve ser promovida simultaneamente no espaço individual e no espaço coletivo. O paradigma econômico da simplicidade propõe que o dinheiro seja colocado a serviço da vida. visando a melhor formação dos participantes. das organizações terroristas. No plano público.página 04 Você concorda que qualidade de vida é ter suas necessidades materiais básicas atendidas? Para alcançarmos esse objetivo. página 05 A solução apontada por diversos setores da sociedade é a de que a redistribuição democrática dos ganhos obtidos com o aumento da produtividade pode ser feita através da utilização inteligente dos impostos e com estímulos fiscais às empresas que valorizam sua mão-de-obra ou reduzem a jornada de trabalho sem reduzir o salário. a proposta sugere uma humanização do capitalismo.blogger. uma nova ética econômica deve surgir mundialmente. unicamente. A mudança de modelo. É claro que. do tráfico de armas e de outros tipos de crime organizado. Assim. torna-se imprescindível o desenvolvimento da educação continuada dos empregados da empresa. apesar de necessária. promovendo oportunidade de ensino. possibilitando a busca da felicidade e garantindo às pessoas segurança econômica e qualidade de vida. e sim por um conceito mais amplo do que significa sermos seres humanos”. para que essas soluções sejam postas em prática. exigindo que os profissionais estejam cada vez mais aptos para a criação. ecologicamente inteligentes e úteis à comunidade. a expansão material é uma grave doença típica do capitalismo.

como as prefeituras municipais. ao aperfeiçoamento profissional e técnico e ao crescimento pessoal são. não apenas pelo governo. por meio do Instituto Legislativo Brasileiro – ILB tem incentivado a educação a distância oferecendo cursos de formação e capacitação profissional. e promove uma maior transparência e interação desse Poder com a sociedade. interessado nessa forma inovadora de ensino.com.eurofarma. poderão ter maior empregabilidade e melhores condições de competir no mercado de trabalho. à educação continuada. poucos resultados. preparando-os para cumprir. apesar de inúmeras dificuldades. principalmente. autoridades e dirigentes do Legislativo.jpg Os investimentos em educação para a busca da qualidade de vida constituem-se no paradigma emergencial da atualidade.br/imagens/comunidade/img_ilustra01. não somente para seus funcionários e para outras esferas do Poder Legislativo nacional. o “Ministério da Ciência e Tecnologia e com os esforços que o Ministério da Educação vem fazendo no sentido de informatizar toda a rede pública de ensino. embasados em conteúdos compatíveis com suas atribuições de assessoramento diário aos parlamentares. de modernização e integração do Poder Legislativo. com o passar do tempo. mas também aberto ao público em geral. Em virtude da necessidade de profissionais capacitados para o alcance de metas e objetivos organizacionais. Criar políticas que incluam o acesso indiscriminado ao ensino formal. Na esfera legislativa. não apenas governamental. O ILB atua. o atual Governo. tem discutido alternativas para garantir a seqüência dos programas e projetos tão almejados pelo setor público para que estes não sejam interrompidos sem uma justificativa plausível. Tem levado a educação a distância para pontos heterogêneos pelo Brasil afora. o Senado Federal. metodologias e informações desatualizadas e que. criada sob a égide da Lei de Diretrizes de Bases da Educação. mas também na iniciativa privada. sem dúvida. na capacitação técnico-profissional dos servidores. Nasceu de uma atitude pioneira do Senado Federal para constituir-se . Ensino a distância Apesar da infra-estrutura da rede de informação no Brasil ainda estar longe das condições ideais para a implementação de programas de ensino a distância. De forma que. A Comunidade Virtual do Sistema Legislativo – Interlegis é um programa desenvolvido pelo Congresso Nacional. em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). suas atribuições. o caminho a ser buscado. acredita-se que num futuro próximo as condições de infra-estrutura de rede propiciarão um desenvolvimento de programas cada vez mais interativos em todos os níveis de ensino”. página 06 Em termos de educação continuada. além do interesse do Governo Federal em seus servidores.Fonte: http:/www. com zelo e eficiência. os maiores interessados são os próprios funcionários. A Universidade do Legislativo – UNILEGIS é uma instituição de ensino especializada por campo do saber. que. mas também pela sociedade brasileira para que esta tenha a real dimensão da chamada sociedade do conhecimento. o que se observa no setor público é a realização de modelos de treinamento padronizados e pouco adequados à realidade da instituição. que comumente representam gastos elevados. ao adquirirem maior grau de instrução. os funcionários acabam esquecendo.

A educação continuada e a distância têm sido muito eficazes na formação e capacitação das pessoas. pois precisamos tempo para dedicação à família.em mais um instrumento de ampliação das possibilidades do exercício da cidadania.Gestão Pública para o Desenvolvimento com Inclusão Social aula gravada em áudio GESTÃO PÚBLICA PARA O DESENVOLVIMENTO COM INCLUSÃO SOCIAL Você já teve de estudar alguma vez sobre Gestão Pública? Hoje em dia este tema não é visto apenas nas escolas.exercícios de auto-avaliação . a recomposição da força de trabalho. isso não é qualidade de vida. as mudanças nos forçam a refletir sobre a nossa vida e o contexto no qual estamos inseridos.Módulo I Aula 7 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. lazer e entretenimentos. Acesso pelo menu "Avaliação". porque se ajusta ao tempo e disponibilidade do educando. Gestão . com o atual grau de desigualdade existente no nosso país. e sim por um conceito mais amplo do que significa sermos seres humanos”. há necessidade de se criar um Estado mais participativo e socialmente justo. como os cursos de especialização em Direito Legislativo e Administração Legislativa. Estão sendo adotadas pelo Poder Legislativo com resultados significativos. de certa forma. Talvez um dia as máquinas ocupem os nossos lugares no mercado de trabalho com a sua capacidade tecnológica avançada ou então o desemprego será suprido pelo desenvolvimento tecnológico. aula 08 . cada vez mais. Afinal. para ser um fórum permanente de debates de idéias. mas a sociedade já é capaz de reconhecer a importância que os Estados têm de fortalecer suas instituições. conclusão Conclusão O cenário atual é preocupante. Inclui ainda a construção de um novo padrão de . sem ele não se compra lazer e nem entretenimentos? Somente nos resta torcer para as palavras de Naisbitt e Aburdene estarem corretas quando dizem que “os avanços mais definitivos e sensacionais do século XXI não serão produzidos pela tecnologia. à disposição da sociedade. é algo absolutamente necessário para a sobrevivência e. Avaliações. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. principalmente aqueles que ainda se encontram em estágio de desenvolvimento. Mas o que fazer se o dinheiro. a reconfiguração das estruturas e processos e o redimensionamento de recursos em bases mais eficientes e direcionadas para resultados. O Senado brasileiro é o primeiro no mundo a criar sua universidade e também oferece atividades de ensino a distância. Chega a ser um desafio para o Governo desenvolver estratégias de transformação da gestão pública para reduzir o déficit institucional. sendo importante ressaltar os seguintes pontos desta nova abordagem: “a redefinição das estratégias. na maioria das vezes. O importante é sabermos que o atual modelo econômico nos coloca em uma situação em que somos servidores do dinheiro. E realmente. proporcionando qualidade de vida a diversos trabalhadores. servidores e profissionais diversos.

A criação de um governo transparente voltado para os interesses do cidadão considera que as cidades são construções históricas e únicas. mais diretamente beneficiada ou prejudicada. sociais e econômicas. eqüidade. por parte da sociedade. impulsionar as potencialidades de desenvolvimento local. justiça social. gerando.relacionamento entre o governo e as empresas estatais. Governar para as peculiaridades de cada região. Fonte: http://www. tudo isso. Esses mecanismos propõem romper com o controle político local e com as formas burocráticas. de inclusão social e de aumento da eficiência na prestação dos serviços públicos. Governo e Sociedade Descentralizar o governo e criar mecanismos inovadores de gestão e de participação cidadã é um projeto político de socialização do poder. assentado em valores como paz.com/globo. das ações pretendidas pelo governo da cidade ou localidade.intercomtext. impondo aos governos e à sociedade o predomínio da lógica do mercado. Devemos lembrar que existem várias concentrações e movimentações demográficas. permitirá a redução dos desequilíbrios territoriais e das desigualdades sociais. O principal objetivo é gerar uma transformação na gestão pública para descobrir soluções adequadas às situações resolvidas de maneira inadequada e/ou nunca abordadas pela iniciativa pública. solidariedade. e mais do que isso é a compreensão. com o objetivo de recuperar a capacidade de intervenção e regulação dos cidadãos na vida social e nos governos. As ações dos governos locais a fim de atender e beneficiar todos os seus cidadãos deve opor-se aos interesses e à falta de ações de caráter político e burocrático. ou seja. atuando de maneira específica frente aos processos de exclusão social e às necessidades da população. a criação de novos territórios públicos para a construção da cidadania. respeito e garantia dos direitos pessoais e coletivos. página 03 . democráticas e sustentáveis. que trazem à tona as diferenças entre cada região. impulsionar novas formas de sociabilidade e o surgimento de uma nova cultura política. o que chamamos de regionalismos. além de mudar o desenho das instituições e seu funcionamento para atender às dinâmicas sociais na perspectiva de construir sociedades justas. visando garantir que a orientação de governar para as maiorias é necessária.jpg página 02 A democratização e a descentralização da gestão das cidades são uma resposta à crise de governabilidade. dessa forma. Trata-se de buscar a garantia da retomada das cidades por seus cidadãos. à participação e colaboração de cada cidadão. e por que não dizer essencial. tão comuns em um país de dimensões continentais como é o Brasil. no qual fiquem definidos os marcos da gestão empresarial e da gestão voltada ao interesse público”.

além de ser de interesse direto da própria sociedade as gestões realizadas em seu nome e benefício. em todos os níveis e classes que as compõem. Esta proposta é o resultado de anos e anos de experiências. conclusão Conclusão A descentralização das ações governamentais. ou a uma área específica do governo. A conquista da opinião pública depende da capacidade de realização e da abertura do governo à participação da sociedade na gestão pública. de acordo com as aspirações e demandas de sua população. tendo em vista as especificidades de cada local ou comunidade separadamente. com um perfil protagonista. buscando a melhoria da qualidade dos serviços urbanos e das condições de vida da população. integralmente. Além disso. para atingir as mais diversas camadas da sociedade que são. e uma gestão integrada das políticas urbanas e sociais. mostra-se uma alternativa bastante adequada à atual conjuntura social das diversas comunidades que constituem os municípios brasileiros. realize as atividades localizadas no menu lateral: "Avaliação". garantindo a transparência. "cuidar do social" ou "cuidar do urbano". sendo uma condição que não pode ser deixada de lado a divulgação dos atos e projetos de um governo participativo. Gestão . A partir das experiências acumuladas na gestão e avaliação municipal é possível propor um salto de qualidade. caracterizando a figura de subprefeituras. a forma descentralizada de administrar propicia maior transparência governamental. de responsabilidade de qualquer governo que busque o bem-estar social e o desenvolvimento coletivo. uma vez que coloca o cidadão-cliente bem próximo à estrutura administrativa. O Governo precisa demonstrar que os serviços públicos podem funcionar de maneira democrática e eficiente. . orientadas para resolver problemas específicos da população. muitas vezes. Desse modo. Para a implementação desta proposta deve existir uma forma descentralizada de gestão. com economia de recursos e bem direcionados para o interesse público. devendo ser direta e objetiva. A estratégia é operar a gestão territorial da cidade. vividos por muitos governos municipais. não cabendo a apenas uma secretaria. erros e acertos. como parte integrante do processo decisório a que está sujeita a esfera governamental em questão.Opinião Pública A questão da comunicação social apresenta-se como um grande desafio para conquistar o apoio da opinião pública para as mudanças que o governo se propõe a realizar.exercícios de autoavaliação . A adoção de um modelo descentralizado oferece aos cidadãos uma forma de administração mais voltada para as suas demandas. especialmente dos mais pobres. Essa orientação pode mobilizar. a Administração Pública.Módulo II Aula 8 Para efeito de sua própria autoavaliação. de maneira total e descentralizada. Todos os Estados querem um governo central transparente. a agilidade e a eficácia das ações de governo. com maior participação da sociedade. que. aspecto essencial para a desejada eficiência para as suas ações com foco nas demandas da sociedade. a eficiência. ganha destaque o controle social das ações do Governo. Isso permite iniciativas inovadoras e resultados positivos na melhoria dos serviços e da qualidade de vida dos moradores da cidade. seguem as características e prioridades de cada região. capaz de formular suas estratégias centradas em políticas públicas e negociá-las com as forças sociais existentes em cada cidade. em conjunto com os conselhos de representantes. participativo e regulador. democrático e forte. a publicação. e. portanto.

saúde.aula 09 . o papel fundamental de uma boa gestão pública é cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal e buscar a melhoria nas questões sociais. promovendo maior produtividade. viabilização da competitividade dos setores produtivos (bens e serviços).crosses. segurança e a obrigatoriedade de cumprimento da Responsabilidade Fiscal. a credibilidade e a confiança da sociedade.net Mas afinal o que significa uma boa gestão pública? Segundo o especialista Orlando Euler de Castro: “A boa gestão pública é aquela que busca uma nova postura.Uma Nova Geração de Transformações da Gestão Pública aula gravada em áudio UMA NOVA GERAÇÃO DE TRANSFORMAÇÕES DA GESTÃO PÚBLICA Por que precisamos de uma nova forma de gestão pública? Com a crescente globalização e as transformações tecnológicas. para se adaptar aos novos tempos. assim. econômico e tecnológico do País e proporcionar aos cidadãos desenvolvimento e bem-estar social para resgatar o respeito. tem contribuído para a evolução da transformação da gestão pública. Características da Gestão Pública O papel da gestão pública é melhorar o desempenho da Administração Pública. Já faz algum tempo que o mundo passou de sociedade industrial para sociedade do conhecimento. ansiosa por melhores resultados em educação. é preciso agir. promovendo mudanças e aperfeiçoando os métodos de Administração. redução de custos e prazos. . Contudo. para aumentar a qualidade de vida da população”. não podemos ficar de braços cruzados esperando as coisas acontecerem. É importante ressaltar que a pressão da sociedade. Fonte: http://identidad-globalizacion. A gestão pública objetiva criar condições para o desenvolvimento social. a sociedade brasileira está cobrando que as negociações públicas sejam mais transparentes e que mudanças sejam feitas para acompanhar a nova “cultura” organizacional. revendo ou abandonando paradigmas da “cultura” vigente.

na gestão dos recursos públicos com responsabilidade fiscal.” página 03 Sociedade do Conhecimento Desde os primórdios das sociedades organizadas. mas otimizem a aplicação desses recursos em políticas que atendam efetivamente as necessidades da sociedade”. legitimados pela avaliação de uma sociedade que controla continuamente a transparência. . que vigorou desde a Revolução Industrial até o final do Século XX. com ética e transparência. cada vez mais.com/leonardo/inteligencia/imagenes/6. a questão de como avaliar a gestão pública torna-se cada vez mais uma preocupação diária dos cidadãos. o Governo caracteriza-se “pela busca pró-ativa de resultados.página 02 Gestão Pública X Sociedade Nas duas últimas décadas. metas e resultados alcançados. que. Governo Empreendedor e Governo Burocrático Assim surgiu nas duas últimas décadas uma postura de Governo Empreendedor voltado para o cidadão como cliente e buscando padrões otimizados de eficiência e eficácia. o Capital Intelectual manifesta-se em todas as ações da vida humana. a cobrança de impostos sempre gerou tensão entre o cidadão contribuinte e o poder público. inclusive com vista à legitimação de mandatos políticos pela via eleitoral. Historicamente. Fonte: http://www. tanto em relação ao proposto e planejado. como em relação aos custos despendidos. e hoje se manifesta sob a forma de uma maior exigência e fiscalização da sociedade quanto ao emprego dos recursos arrecadados pelo Governo. das políticas. voltado para o controle interno e para a mera conformidade com os custos orçados. dos orçamentos. são continuamente informados pelos meios de comunicação quanto aos impactos dos planos. Para Peter Drucker. a eficiência e a eficácia da gestão pública. chegando a causar revoluções. os cidadãos “demandam cada vez mais que os gestores públicos não apenas se atenham com disciplina aos limites dos escassos recursos orçados. o melhor uso dos recursos arrecadados pelo Governo.jpg De fato. O estímulo à avaliação constante do desempenho da gestão pública vem requerendo cada vez mais a mensuração dos objetivos. dos déficits e superávits dos Governos na qualidade de vida de cada membro e setor da sociedade. estimulados a participar da vida sócio-política. as sociedades demandam.mmschool. De acordo com Osborne (1995). o modelo do Governo empreendedor se contrapõe ao modelo do Governo burocrático.

para poder competir e enfrentar os desafios de um mercado cada vez mais exigente. os meios de produção. porque seu impacto sobre o destino de qualquer negócio é tremendo.Módulo I Aula 9 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. a base tradicional do capitalismo. não percam a motivação para o constante aperfeiçoamento. o conhecimento é a base de sua estrutura interna e externa.emocionol. Gestão . Fonte: http://www. capazes de promover. sendo que. as empresas têm que investir em seus recursos humanos. em Avaliações. é fundamental que o Governo tenha alguns cuidados. cenários racionais de aproveitamento da força do trabalho. mesmo que permaneçam.com/cerebro33.e até mesmo na sobrevivência da espécie. Na visão de Drucker (1996). Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. no ambiente interno das instituições e na sociedade na qual interferem. aula 10 .exercícios de auto-avaliação .jpg Os ativos baseados no conhecimento devem ser avaliados com extrema cautela. Para Sveiby (2000). e. muito mais do que contribuir para a valorização total da empresa. Dessa forma. criando oportunidades efetivas de desenvolvimento individual e corporativo. para que os funcionários considerados como “Capital Intelectual” não mudem para outras áreas (ou empresas) e. estavam nas cabeças e mãos dos trabalhadores. Acesso pelo menu "Avaliação".As transformações na Administração Pública c/foco no Legislativo aula gravada em áudio . as organizações e seus administradores perceberam a sua influência e suas implicações nos resultados empresariais. há bem pouco tempo. conclusão Conclusão A nova tendência de gestão nas instituições públicas possui características marcantes e poderosas.

Uma breve introdução sobre o Poder Legislativo foi dada. Vimos a importância de citá-lo neste trabalho porque esse concurso vem identificando experiências de gestão já implantadas na Administração Pública Federal daqueles que praticam os princípios da administração gerencial. • Responsabilização e trabalho em equipe. tem pouco a ver com o ineditismo.br/img/helio3. sem alterar as normas fundamentais protegidas pela cláusula da imutabilidade.org. é. dos três Poderes. O Poder Legislativo pode ser dividido em duas espécies. possui o poder – dever de gerar as normas jurídicas válidas para todos e para o Estado. vamos analisá-las para uma melhor compreensão. nesse caso. Uma visão inovadora é adotada nesse concurso. o que detém a função principal da produção das leis e de controle externo. • Transparência dos processos decisórios. mediante os agentes públicos. São elas: Poder Legislativo Originário e Derivado. Porém. o concurso premiou até cinqüenta experiências implantadas e. Vale ressaltar que. e mais com a superação da cultura burocrática e adoção de princípios e instrumentos gerenciais. premiou vinte experiências. que é exercido pelo Congresso com auxílio do Tribunal de Contas da União. nos primeiros anos. que. • Aumento da eficácia e eficiência. revestidos do mandato da representação da coletividade. Que tal analisarmos alguns princípios da administração gerencial? • Orientação para resultados e disposição para obter resultados mesmo com recursos escassos. a inovação. O Poder Legislativo Originário trata-se da entrega da prerrogativa de elaborar as leis básicas fundamentais da organização estatal a seus representantes.desburocratizar.AS TRANSFORMAÇÕES NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA COM FOCO NO LEGISLATIVO O Poder Legislativo. . Que tal falarmos um pouco sobre o Prêmio Helio Beltrão? O Prêmio Helio Beltrão é um concurso de Inovações na Gestão Pública Federal que ocorre desde 1996.jpg Por que esse concurso foi criado? Porque havia o interesse de mostrar as transformações em curso na gestão pública federal. • Foco no cidadão – usuário. de acordo com a doutrina de Montesquieu. Em seguida. a partir de 1999. pelos indivíduos. é a vez do Poder Legislativo Derivado. página 02 Fonte: http://www.

As transformações com o foco no Legislativo Sendo assim. que falaremos agora. A Administração Pública Federal brasileira está voltando-se para o funcionamento mais ágil. com custos menores. Os resultados do concurso. visando atender às demandas da sociedade. ficaremos restritos às transformações administrativas no âmbito do Poder Legislativo. faremos uma breve descrição acerca das funções que. Já a função de controle externo representa o papel de fiscalização sobre o uso da coisa pública. Entretanto. As funções principais do Poder Legislativo. Além de que a imprensa não é acostumada a divulgar melhorias em organizações públicas. devemos levar em conta as atividades fim desenvolvidas pelos três Poderes: o Executivo. Por essa razão. página 05 . dada sua natureza constitucional. não poderiam deixar de abordar suas funções constitucionais. um simples rodízio de servidores a fim de quebrar a fragmentação excessiva pode ser citado no concurso. podemos afirmar que é o povo mesmo que detém o poder de exercê-las. é um poder delegado. Ambas têm o papel comum de atender a demandas dos cidadãos. então. Por exemplo. o concurso tem premiado experiências diversas desde soluções singelas a reorganizações estratégicas de instituições inteiras. busca reconhecer e valorizar as equipes. no âmbito do Poder Legislativo. aqueles que se encontram representando seu povo dentro das casas legislativas devem ter consciência de que o poder que detêm lhes foi conferido por seus eleitores e. fato que lhes obriga a agir sempre de modo a atender aos reais anseios da sociedade que representam. por meio da elaboração de leis. Desse modo. por meio de eleições diretas e periódicas. Funções do Legislativo Antes de falar sobre as transformações na Administração Pública com foco no Poder Legislativo. são incumbidas ao Congresso Nacional. no modelo brasileiro. É sobre isso. portanto. Estamos acostumados a ouvir somente acontecimentos ruins. Enfim. de modo estrito. nesses últimos anos de existência. qualquer função administrativa. No caso da função legislativa. Imagino que os servidores seriam mais incentivados em realizar suas tarefas se houvesse uma mensuração e avaliação dos resultados obtidos. eficiente e democrático. o Legislativo e o Judiciário. ao considerarmos a função ampla de administração que compete ao Estado. são a legislativa propriamente dita – elaboração de leis – e a de controle externo. página 04 É certo que o Poder Legislativo não possui. Os responsáveis por desempenhar as funções mencionadas são escolhidos pelo povo.O assunto reforma gerencial ou administrativa buscou mostrar que uma equipe ou instituição pública com as mesmas condições e possuindo os mesmos recursos pode ter resultados melhores se houver bom gerenciamento – é justamente esse o diferencial da gestão. Um ponto que o concurso considera relevante é a mensuração de resultados. página 03 As transformações na gestão pública têm pouca visibilidade e também são consideradas por muitos como questões abstratas. mostram que as transformações realmente já começaram. o Congresso assume o papel de regular as relações entre pessoas e instituições que integram a sociedade de uma nação. entendidos os conceitos iniciais. as principais transformações experimentadas na Administração Pública. Esses conceitos são fundamentais para a compreensão do processo de transformação sobre o qual discorreremos mais adiante. servidores públicos que colaboram com a evolução da gestão pública. Na presente unidade.

E tais alterações tiveram o objetivo de tornar mais eficiente a forma de atuação do Congresso. introduzida no nosso sistema legal pela Carta de 1988.tancredo. 58 da Carta vigente à época. vedações. que a alteração substancial se deu pela substituição da figura do decreto-lei pela medida provisória. A última grande transformação nesse setor foi a própria Constituição Federal de 1988. estabelecendo competências. competência e objetivos.No que diz respeito à função legislativa. Mais adiante trataremos da medida provisória. O processo legislativo sofreu diversas alterações ao longo do tempo. O quadro abaixo mostra a situação anterior (relativa à Constituição de 1967) e a situação atual: Percebe-se. o ponto principal da reforma diz respeito ao processo legislativo. Ela definiu os tipos de normas e leis que fariam parte da legislação vigente. Ambas são atos do chefe do Poder Executivo. vale ressaltar as transformações ocorridas desde a última Constituição até a que vigora atualmente.br/capa . na Constituição de 1967. examinando o quadro acima. esse ato somente poderia tratar de segurança nacional ou de finanças públicas.adv. diz respeito aos tipos de normas que integram a legislação brasileira. página 06 Entretanto. quanto sua forma. conforme disposto no art. quanto às transformações atinentes ao Poder Legislativo. forma de elaboração e o processo a que deveriam se submeter para ingressar no universo jurídico. Fonte: http://www. os quais foram modificados pela Constituição de 1988. Um dos aspectos que merece ser tratado neste capítulo. O Congresso Nacional tem sua atuação definida na Constituição Federal. Sob esse aspecto.

Além disso. desse modo. As competências estão mais restritas e as limitações e vedações do poder regulamentar. O objetivo desse sistema é propiciar um mecanismo de controle mais eficiente das ações do Governo. b) O Tribunal de Contas da União. tentou minimizar o problema. foi aprovada a Emenda Constitucional de nº 32. tudo que diz respeito ao processo legislativo sofreu diversas modificações ao longo do tempo. a Lei de Diretrizes Orçamentárias e a Lei Orçamentária Anual. que deveria ser apreciado pelo Congresso Nacional em trinta dias. enfim. foi concebido de forma a propiciar maior eficiência em sua execução. com a promulgação da Constituição de 1988 e alterações posteriores. A forma de elaboração. o resultado não se mostrou melhor que o anterior. Essa situação se agravava em razão da natureza do decreto-lei. em 2001. instrumento essencial ao planejamento econômico do país e ao desenvolvimento do Estado. permitindo uma única reedição.Com o instrumento do decreto-lei. Podemos citar ainda algumas outras. Sem submeter-se a qualquer discussão parlamentar. um desvirtuamento da função legislativa do Congresso. O processo legislativo ganhou bastante em transparência e os direitos do cidadão tiveram prioridade na concepção da nova Carta. as medidas provisórias podiam ser reeditadas indefinidamente. Outros pontos também foram objeto de transformações nos últimos anos. página 07 O processo de transformação continuou e. a Carta Magna apenas citou as vedações que seriam impostas às normas baixadas pelo Executivo. no que diz respeito à Administração Pública em sentido amplo. em um primeiro momento. Discorreu-se sobre o Poder Legislativo Originário e Derivado. O Tribunal promove o controle dos gastos públicos com fundamento em norma constitucional. O efeito disso era bastante nocivo à sociedade. A Constituição de 1988. e espera-se do Estado que as transformações continuem a ocorrer. que limitou a edição de medidas provisórias. Em lugar de restringir os assuntos a serem regulamentados. É que o leque de matérias passíveis de regulamentação por medida provisória é bem maior que o anterior. O Poder Executivo. diante de uma dificuldade imposta ao Governo. o quorum para aprovação de cada tipo normativo. o que terminava por produzir os mesmos efeitos indesejados do antigo decreto-lei. deveria ser exclusivo do Legislativo. rapidamente aprovava um decreto regulando determinada matéria. o Executivo dispunha de um poder que. surgiu para dar mais força à ação fiscalizadora da sociedade. Para tanto foram criados: o Plano Plurianual. o universo de matérias a serem regulamentadas foi mais bem definido na Constituição atual. Isso obrigou o Congresso Nacional a apreciar tais medidas ao fim do seu prazo. algo que jamais havia ocorrido na história do país. sem apreciação das Casas Legislativas. Havia. É um sistema orçamentário voltado aos resultados da gestão governamental. por seu turno. instituindo a medida provisória. conclusão Conclusão Vimos que o Legislativo sofreu inúmeras alterações ao longo do tempo. mais amplas. Algumas delas estão relacionadas abaixo: a) O ciclo orçamentário. que tratam da edição de leis propriamente dita. c) De uma maneira geral. sob pena de provocar o trancamento da pauta sobre qualquer outra matéria pendente de apreciação. órgão que presta auxílio ao Congresso Nacional em sua função de controle externo. A função legislativa do Congresso estava sendo assumida indevidamente pelo Executivo. sobre as funções legislativas. o decreto deixava de atender às reais demandas da população. em que é possível identificar o alcance de uma meta prevista em um programa de trabalho. em tese. No entanto. . Essa foi uma das alterações ocorridas no âmbito do Poder Legislativo. de modo a propiciar uma maior eficiência do sistema em questão. sobre o Prêmio Hélio Beltrão. caso contrário seria automaticamente transformado em lei. as competências para proposição de projetos de lei.

Inteligência Emocional aula 06 . o Professor-Tutor pode solicitar que você reformule sua resposta. Lembre-se de que caso seja necessário.Motivação aula 02 . a mudança de um Estado burocrático para um Estado gerencial. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. Todas essas mudanças evidenciaram o intento do Estado para efetivar ao longo do tempo.Estilos de Liderança aula 03 .Organização Informal aula 04 . botão Avaliações. o novo ciclo orçamentário. caso em que ele enviará uma mensagem orientando-o nesse sentido. Gestão .Negociação Ganha X Ganha aula 05 . Para visualizar a correção.Ferramentas Gerenciais aula 10 . O acesso é pelo menu Avaliação.Motivação aula gravada em áudio MOTIVAÇÃO Segundo Chiavenato (2000).exercícios de auto-avaliação . Avaliação Final de Módulo II Avaliação de módulo – São exercícios subjetivos.A Janela de Johari aula 01 .Comunicação Institucional aula 08 . que serão corrigidos pelos tutores. clique na atividade pretendida no painel de desempenho.sobre a transformação da Constituição anterior para a de 1988. Acesso pelo menu "Avaliação". disponíveis ao final de cada módulo. Espera-se que o aluno demonstre capacidade de análise e domínio dos temas estudados. seria praticamente impossível compreender os relacionamentos existentes entre as pessoas .Dinâmica de Grupo aula 09 . evidenciando-se a mudança (ou não mudança) de decreto-lei para medida provisória. e uma maior transparência na coisa pública.Módulo II Aula 10 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. Modulo III Módulo III aula 01 . o poder fiscalizador do Tribunal de Contas da União.Inteligências Múltiplas aula 07 .

Apesar de os padrões de comportamento serem variados.sem um mínimo conhecimento da motivação de seu comportamento. praticamente. acarretando diversos padrões de comportamento e valores sociais variados. Nesse caso. em cada um de nós. há três premissas que justificam o comportamento humano. Você reage da mesma forma que seu colega de trabalho ao ser motivado (a)? É provável que não. Algo intrínseco. página 02 A motivação tem um caráter contínuo. uma incitação. O que seria motivação para você? Bem. As pessoas são diferentes no que tange à motivação. as necessidades. De modo geral. Sendo assim. Haverá sempre algum objetivo implícito ou explícito para esclarecê-lo. acreditamos e prevemos. nossos atos são conduzidos pela cognição – pelo que pensamos. teremos sempre à nossa frente algo a motivar-nos. contate o seu tutor por meio da Plataforma de Educação a Distância do ILB (menu "Comunicação" . Neste caso. Tanto o meio no qual o indivíduo está inserido como a própria hereditariedade são fatores que influenciam no comportamento de cada pessoa. O comportamento é orientado para objetivos. O comportamento é motivado. As necessidades variam de pessoa para pessoa e também de situação para situação. Analisando as suposições acima. motivo é tudo aquilo que estimula a pessoa a agir de determinada forma. Podemos observar essa afirmativa no modelo básico de motivação ilustrado por Chiavenato (2000). advindo do ambiente. os valores sociais e as capacidades variam. ou seja. . conforme a situação. Esse impulso à ação é provocado tanto por um estímulo externo. que possa ter um valor infinitamente superior ao que teria para outra pessoa. Ou seja. o mesmo para todas as pessoas. o processo do qual eles resultam é."Mensagem") ou por e-mail. quando alguém nos pergunta o motivo pelo qual agimos de uma certa maneira. Para dificultar ainda mais. existe um impulso. é aconselhável o estudo inicial deste tema para. estudarmos os demais. O comportamento não é fortuito nem aleatório. Quais são elas? O comportamento é um efeito. Em caso de dúvidas. a motivação está relacionada com o sistema de cognição de cada pessoa. Para um comportamento de atitude tomada. Porém. porém sempre direcionado para uma finalidade. é baseado na motivação que iremos responder. Vale lembrar que as capacidades para atingir os objetivos são totalmente diferentes. concluímos que o comportamento não é espontâneo e nem isento de finalidade. Ele está à sua disposição e pode ajudá-lo. uma necessidade. O comportamento é causado por estímulos internos ou externos. somente depois. como também pode ser gerado internamente nos processos mentais do indivíduo. definir exatamente o conceito de motivação é algo complexo.

as necessidades mais baixas e recorrentes. de repouso e descanso. Já da metade da pirâmide para o seu ápice estão as necessidades secundárias. página 03 Teorias Motivacionais Teoria de Maslow Abraham Maslow. surgem sentimentos de inferioridade. Observe a figura abaixo. p. desenvolveu uma teoria. desamparo. força. ou seja. Para Maslow. de abrigo e reprodução da espécie. cuja base contém as necessidades primárias. Com essas necessidades satisfeitas. tendo como parâmetro a questão das necessidades humanas. 2000.O modelo será o mesmo para todas as pessoas? Sim. uma auto-avaliação e auto-estima. a troca de amizade. mas o resultado poderá variar de forma indefinida. há o desejo de segurança. Tais necessidades são denominadas necessidades biológicas. “São as necessidades que levam cada pessoa a tentar realizar seu próprio potencial e se desenvolver continuamente como criatura humana ao longo de toda vida. Essa necessidade é fundamental em uma empresa. sentimentos de valor. tais necessidades estão organizadas hierarquicamente e a busca pela satisfação de algumas ou todas elas é que nos motiva a tomar alguma direção.. . Necessidades de auto-realização: essas são as mais elevadas. você tem condições de possuir autoconfiança. A busca de proteção contra ameaça e a busca de estabilidade em um mundo previsível são manifestações típicas dessas necessidades. São as necessidades que todos desejam possuir: a de aceitação por parte dos colegas. pois depende da percepção do estímulo (que modifica de pessoa para pessoa e na mesma pessoa. Maslow distribuiu as necessidades humanas em forma de pirâmide. dentre outros. ou seja. Agora veremos o que representa cada uma delas. as mais sofisticadas e intelectualizadas. Tornar-se mais do que é e de vir a ser tudo o que pode ser” (Chiavenato. poder. Necessidades Fisiológicas: é o nível mais baixo da pirâmide hierárquica. conforme o tempo). situam-se no topo da pirâmide hierárquica. Necessidades sociais: é o convívio que você tem com outras pessoas. dentro ou fora do ambiente organizacional. que a nomeou de Hierarquia das Necessidades Humanas. como de alimentação (fome e sede). O que pode acontecer se tais necessidades não estiverem satisfeitas? É simples. São as necessidades básicas de todo indivíduo.. Necessidades de segurança: no momento em que as necessidades humanas estão relativamente satisfeitas. pode acarretar a solidão ou a falta de adaptação social para o indivíduo. Necessidades de estima: são as necessidades relacionadas com a forma pela qual você se analisa e se vê perante a sociedade. pois é considerada por Maslow como ativadora do comportamento humano. psicólogo americano. de afeto e amor.85). Caso contrário. podendo levar-lhe ao desânimo. fraqueza.

políticas da empresa. por exemplo. dinheiro. Fatores motivacionais: estão diretamente relacionados ao conteúdo do cargo em si. Porém. a pessoa sempre desejará mais e dificilmente atingirá a satisfação plena e absoluta. p. A teoria dos dois fatores de Herzberg. 2000. utilizados pelas organizações. Por exemplo: o salário. “A expressão higiene serve exatamente para refletir seu caráter preventivo e profilático e para mostrar que se destinam simplesmente a evitar fontes de insatisfação do meio ambiente ou ameaças potenciais ao seu equilíbrio” (Chiavenato. iremos estudar a teoria de Herzberg. são eles: 1.90). benefícios sociais. objetivos pessoais do indivíduo: podem ser considerados como as necessidades básicas de cada ser humano. Quando esses fatores estão em perfeita harmonia entre os funcionários. provocam insatisfação. Contudo. Fatores higiênicos: referem-se às condições físicas e ambientais de trabalho. 2. segundo Chiavenato (2000): Herzberg difere de Maslow ao fundamentar. relação percebida entre satisfação dos objetivos e alta produtividade: nesse caso. Para Vroom.87). simplesmente evitam a insatisfação. aceitação social e até mesmo ter um trabalho mais interessante. quando precários. os fatores externos e o trabalho do indivíduo como motivadores do comportamento humano. 2000. segurança no cargo. comumente. Vroom desenvolveu uma teoria da motivação que rejeita noções preconcebidas e que reconhece essas diferenças individuais. tais fatores não têm uma forte influência no comportamento dos empregados. segundo Chiavenato (2000): “Victor H. Podemos conferir no diagrama abaixo a Teoria dos 2 fatores. etc. São dois os fatores motivacionais de Herzberg: 1. vai depender daquilo que você . Os fatores tornam-se atrativos no momento em que atividades estimulantes são agregadas ao cargo. Sua teoria se restringe exclusivamente à motivação para produzir” (Chiavenato. página 04 Agora. p. Constituem os fatores que são. reconhecimento.Portanto. em sua teoria. 2. mesmo que todas as necessidades sejam alcançadas. Teoria dos dois fatores: os satisfacientes e os insatisfacientes página 05 O modelo contingencial de motivação de Vroom. três fatores são determinantes em cada indivíduo. tornando o ambiente de trabalho agradável.

mesmo fazendo isso para motivar os empregados. Porém. como foi visto no início.. Isso se o salário for baseado na produção. para você ter sucesso é necessário desenvolver a capacidade de perceber mais além do que eles estão fazendo: o porque estão fazendo. se assim o fizerem. como pôde ser visto na citação acima de Sun Tzu. Concluiremos este capítulo com um pensamento sobre um possível fim para a Gestão de Pessoas.19). das necessidades e da percepção que o indivíduo tem da realidade. Sun Tzu afirma: “Comanda seus soldados com autoridade.500 anos. as demais também desaparecerão. jantares. provavelmente. seja ela de natureza pública ou privada. Contudo. Muitos impérios e líderes tombaram devido às ações de funcionários que pareciam leais. haverá separação. que poderão abrir-te caminho para dentro do estado e facilitar a tua vitória” (Maquiavel. terá uma forte motivação para produzir mais. Pois produzir um número que destoa da média poderá gerar a rejeição do grupo.. página 06 Pode-se verificar. é fundamental permanecer sempre atento a suas ações. Se você tem como objetivo obter um salário maior. mesmo há 2. Diante disso.considerar como prioridade na sua vida pessoal. conclusão Conclusão Verificamos nesta aula que você reage de forma diferente das outras pessoas e que cada pessoa possui uma forma única de ser motivada. Porém.105). percepção de sua capacidade de influenciar sua produtividade: um funcionário pode acreditar que seu poder influencia seu próprio nível produtivo. 3.” (Griffin. 2001. conseqüentemente. se ele acreditar que o esforço despendido em um serviço teve pouco efeito no resultado. Caso contrário. festas. Pois. Ainda com relação ao trato entre chefia e subordinado. é necessário dar-lhes oportunidade e espaço para concretizar suas ambições. se as recompensas forem deficientes. uns se contentam com pouco. O que pode ser considerado importante para motivar funcionários? É preciso que o superior lhes passe pessoalmente algo inspirador e. dependerá dos valores. mantém-nos juntos pela boa fé e os torna serviçais com recompensas. “. provavelmente irá produzir abaixo do nível médio de produção. p. podem trazer problemas à organização. não motivará seu colega. Caso tal área tenda à entropia. cada indivíduo escolhe o grau com que deseja ser motivado.. na frase de Maquiavel (2001).. Porém todos precisam ser motivados. Por fim. uma empresa é tudo. No tratamento com os funcionários. se você tiver uma necessidade de aceitação muito elevada pelos membros do grupo. p. . mas ao mesmo tempo pode virar um nada caso as pessoas deixem de existir nas organizações. Sendo assim notamos que a motivação é algo intrínseco. use recursos que ajudem a desenvolver atitudes positivas na organização. se necessário. Em uma empresa. “Sempre se encontram descontentes e pessoas com desejo de inovar. alguns recursos praticados na gestão de pessoas são folgas. bonificação em função de desempenho. Um funcionário desmotivado pode causar sérios problemas à instituição. automaticamente irá se esforçar menos. 102). outros estão em uma eterna busca. Aquilo que o motiva. Se a fé diminuir. que pessoas precisam ser motivadas e. trarão somente benefícios àquele que o motivou. as ordens não serão respeitadas” (Sun Tzu. 2002. 1994. Os seres humanos sempre foram movidos a recompensas. dentre outros. é mister oferecer oportunidades aos funcionários e espaço para que possam concretizar suas ambições. p.

que possuem personalidade.Estilos de Liderança aula gravada em áudio ESTILOS DE LIDERANÇA Daremos início à aula de liderança com um breve conceito da palavra “liderar”. de forma diferenciada. Porém mesmo com todas essas diferenças. Acesso pelo menu "Avaliação". existem pontos em comum entre indivíduos. Uma das muitas fontes de confusão sobre liderança foi a introdução da idéia dos assim chamados ‘estilos’: a liderança autocrática. dentro de uma mesma organização. Isto é. garantindo o sucesso e a eficácia organizacionais. ‘bom’. como dos liderados para com o líder. mas é legitimado pelo grupo e não. porém isso demanda comprometimento entre líder e liderado. A fome no momento em que acordamos é um exemplo de necessidade comum a todos.Gestão . o que pode dar certo em um grupo pode não funcionar em outro. o poder de mando existe. Todavia. . em Avaliações. Vários líderes atuais originaram-se de uma sociedade cujas empresas seguiam o modelo patriarcal de liderança. é notório o valor de um líder servindo de bússola. Vale ressaltar que o estilo autoritário não tem relação com um estilo ‘mau’ e sim firme. veremos a seguir três áreas principais existentes nos grupos de trabalho.Módulo II Aula 1 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. indicando a direção a ser seguida.exercícios de autoavaliação . nas quais eles apenas eram os intermediários – nomeados pelas organizações – que faziam as ordens serem cumpridas. aperfeiçoada e adaptada por todos que assim desejarem. Logo. criativa. aula 02 . não existe um ‘estilo’ certo na escala da liderança. A liderança sugere que a pessoa aceita pelo grupo tenha o poder de dirigi-lo. Liderar é liberar a capacidade criativa existente nas pessoas. Observando as constantes mudanças no dia-a-dia. página 02 O Líder O líder é aquele indivíduo que todos querem seguir. e os indivíduos identificam no líder a sapiência de saber ouvi-los. liderança é uma técnica que pode ser assimilada. O primeiro estilo era considerado ‘mau’ e o segundo. Sendo assim. Isso decorre pelo fato de o grupo ser formado por seres humanos. Ao observarmos um líder. A postura atual do líder deve ser empreendedora. Destarte. necessariamente. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. para a obtenção de resultados satisfatórios. pela hierarquia. Espera-se que os líderes que provêm do modelo patriarcal estejam preparados para atuar no cenário do novo milênio. o que exige confiança tanto do líder para com os liderados. aparência e caráter distintos. poderemos verificar que irá tomar variadas decisões no decurso de sua função. democrática e laissez-faire (ou ‘faça o que quiser’)”.

aprendem com os olhos e ouvidos bem abertos. p. . Acreditam. 3) Os líderes irradiam energia positiva: “As pessoas baseadas em princípios têm uma aparência alegre. Acreditava que era possível a chegada deles ao poder. direta e não manipuladora com que se comunicam” (Covey. p. positiva. procuram treinamento. conforme Covey (1994): 1) Os líderes estão continuamente aprendendo: há uma busca constante de conhecimento na vida desse tipo de indivíduo. 2) Os líderes estão voltados para o serviço: podemos dizer que os líderes encaram a vida como uma missão e não como uma carreira. (Covey. 4) Os líderes acreditam nas outras pessoas: tais indivíduos não se sentem superiores ou engrandecidos pelo simples fato de se defrontarem com as fraquezas dos outros. 5) Suas vidas são equilibradas: os líderes mantêm-se sempre atualizados em relação aos assuntos e eventos mais recentes. Planejam cuidadosamente o futuro e adaptam-se com flexibilidade às circunstâncias mutáveis. que se manifesta através de sua coragem e de sua integridade e através da falta de necessidade de gabar-se. leitura especializada. agradável e feliz. São abertas na maneira simples.. ou seja. 1994. baseadas em 8 princípios.. 1994. Sua atitude é otimista. e seu espírito é entusiasta.10).Os três componentes básicos para atingir as metas Fonte: http://www. Não gostam de serem detidas e são capazes de se adaptarem virtualmente a qualquer situação. Qual a sua reação ao se deparar com energias negativas? Esses líderes tendem a neutralizar essas energias e com sabedoria conseguem lidar com elas. “São capazes de reconhecer seu próprio valor.9). pois ao mesmo tempo em que Maquiavel dava conselhos ao príncipe. escutam os outros. um eterno aprendizado. São extremamente curiosos e estão sempre fazendo perguntas. para cima.indg. assistem a aulas. realmente. página 04 6) Os líderes encaram a vida como uma aventura: pessoas assim fazem da vida uma verdadeira dádiva e resistem ao máximo tornarem-se discípulos de qualquer pessoa. Quanto mais sabem. Os líderes vivem de maneira sensata o presente. Vamos fazer uma analogia com Maquiavel. descobrem que nada sabem. esperançoso e cheio de fé”.br/info/artigos página 03 Veremos a seguir algumas características de líderes. desenvolvendo sempre novas habilidades e interesses. se assim desejassem e tivessem condições e virtude para tal façanha. porém poucos confidentes. no potencial subjacente de todas as pessoas.com. dava também ao povo. Possuem vários amigos.

Podemos verificar um propósito ideológico na frase de Sun Tzu. 1999. Estilos de liderança para Robbins (1999). faz auto–sacrifícios para atingir o desejado. é a jóia do reino” (Sun Tzu. deve ser atribuído a algum fator. articulados por eles próprios.12). liderança carismática. os líderes carismáticos têm três características marcantes que os diferem de um líder não carismático.232). cujo único pensamento é proteger seu país e prestar um bom serviço ao soberano. Esta teoria lida com pessoas tentando fazer uma ligação entre causa e efeito. São elas: teoria de atribuição de liderança. normalmente. inclusive você. ou então quando uma empresa está introduzindo algo radicalmente novo ou passando por uma crise. agressivos. p. 2002.14). São considerados possuidores de fortes habilidades verbais. . p. propriamente dito. a seus seguidores. Depois de termos visto sobre alguns assuntos importantes dentro dos estilos de liderança. compreensivos e dispostos para o trabalho. podemos adentrar nesse assunto. A teoria de atribuição de liderança é utilizada como ajuda para explicar a percepção de liderança. se for necessário. a emocional e a espiritual. voltada para o serviço” (Covey. uma expectativa é criada nos seguidores fazendo com que surja uma ligação entre o presente e um melhor futuro para a organização. confiança de que eles conseguem alcançá-las. a mental. além de serem bastante produtivas e criativas. pois “a teoria da atribuição diz que liderança é meramente uma atribuição que as pessoas fazem a outros indivíduos” (Robbins. “O general que avança sem desejar fama e recua sem temer o descrédito. 1994. a maioria dos especialistas acredita que os indivíduos podem receber treinamento com o objetivo de demonstrar comportamentos carismáticos. Será que no seu trabalho existe algum líder carismático? Já dizia Maquiavel: “Nada torna um príncipe tão estimado quanto realizar grandes empreendimentos e dar de si raros exemplos” (Maquiavel. Quando algo acontece. 1994. Ou seja. influencia seus seguidores através de processos atraentes. Qual o comportamento desse tipo de líder? O carismático. liderança transacional versus transformacional e liderança visionária. ainda que alguns autores afirmem que carisma não pode ser aprendido. Porém. A liderança carismática é mais indicada quando existe um propósito ideológico. são elas: a física. verificou-se que são quatro as abordagens mais recentes. “Esses princípios da auto–renovação gradualmente produzem um caráter forte e saudável com uma força de vontade poderosamente disciplinada. A teoria da liderança carismática é considerada como a extensão da atribuição de liderança. São elas: confiança extremamente alta. Porém. página 05 Os líderes dessa teoria possuem alguns traços marcantes de personalidade. pessoas sinérgicas são aquelas que se adaptam e aceitam facilmente uma mudança. Com isso. p. p. por isso se torna mais comum a aparição de um líder carismático na política ou na guerra. Além de estar sempre mostrando a eles que.105). 8) Os líderes exercitam-se pela auto–renovação: é fundamental cuidar das quatro dimensões da personalidade humana. De acordo com uma revisão das teorias de liderança realizada por Robbins (1999).73). O mesmo ocorre com os líderes. p. 2001. O líder expõe expectativas altas de desempenho e demonstra.7) Os líderes são pessoas sinérgicas: “Sinergia é o estado em que o todo é mais do que a soma das partes” (Covey. domínio e fortes convicções em suas crenças.

procrastinador. Suas negociações são bem . mas têm princípios firmes e imutáveis. produtividade mais alta e satisfação de empregado mais alta” (Robbins. a partir de acontecimentos presentes e passados. Praticamente vivem de algum passado glorioso e tentam de forma repetida revivê-lo. Mas. 2. p. 1. 5. 71). ver como se comportaram nas guerras. 4. é um exemplo de líder visionário.235). O objetivo dos líderes planejadores é expandir os conhecimentos. deve agir como antes agiram alguns homens excelentes que se espelharam no exemplo de outros que. planejador e realizador. 2001. 1999. A liderança transformacional possui uma ligação estreita com a carismática. A liderança transacional versus transformacional: na liderança transacional. e examinar as causas das vitórias e derrotas a fim de poder escapar destas e imitar aquelas. Por fim.Procrastinador: são indivíduos absolutamente nervosos e relutantes. Maquiavel. Os perfis são os seguintes: destruidor. p. paralisador. os líderes guiam ou motivam seus seguidores na direção de metas estabelecidas. pode ser feito um paralelo à motivação. “A liderança transformacional está mais fortemente correlacionada do que a liderança transacional a taxas de rotatividade mais baixas. ele deve demonstrar tal visão através de comportamentos e estendê-la para a organização como um todo.página 06 O líder tem uma visão voltada para o bem da organização e a satisfação pessoal de atingir as metas estabelecidas. onde todas as áreas tenham conhecimento do que se passa. O Estilo de Liderança pode ser classificado em cinco versões.Destruidor: são líderes completamente egocêntricos e vêem o mundo a partir de suas próprias convicções. Qual o motivo desta forte correlação? Será pelo fato de os líderes prestarem atenção nas necessidades individuais de seus seguidores? Observando esta pergunta. haviam sido louvados e glorificados.Planejador: o estilo de liderança dos líderes planejadores envolve lidar com o mundo real. e para isso é necessário que tenha comunicação oral e escrita claras. Além disso. em tempo real. e cujos gestos e ações procuraram ter sempre em mente” (Maquiavel. eles se interessam com o ambiente externo e também com o que podem aprender com você. sobretudo. página 07 Não basta o líder possuir apenas a visão. ele deve explicar a visão aos outros. em seu livro O Príncipe. antes deles. 3. Sendo assim. Além de inquiridores e prestativos. Não possuem consideração para com os outros e tiram vantagem daqueles que agem conforme o solicitado. Pode-se verificar no seguinte trecho: “Quanto aos exercícios da mente. deve o príncipe ler as histórias e refletir sobre as ações dos homens excelentes. E os líderes transformacionais inspiram seus seguidores a ultrapassarem seus interesses próprios para o bem da empresa e também prestam atenção nas necessidades individuais de seus seguidores.Paralisador: esses tipos de líderes ficam parados no tempo.Realizador: os líderes realizadores são considerados indivíduos vibrantes e coerentes. são de fácil convivência. a qual afirma que cada indivíduo possui diversas formas de atingir a satisfação profissional. explicando a eles quais são as exigências do papel e da tarefa em troca de recompensas pelos esforços realizados. além de fazerem com que os mesmos vejam velhos problemas de maneiras novas e os estimulem e inspirem a darem mais de si para alcançarem as metas estipuladas. Tendem a adiar as tarefas que necessitam execução ou se afastam delas. podemos dizer que o indivíduo carece de uma atenção um pouco mais direcionada as suas necessidades individuais. a liderança visionária é aquela que possui a capacidade de criar e articular uma visão realista do futuro para o ambiente organizacional.

Com a finalidade de agregar um pouco mais de conhecimento a respeito dos líderes. diversas nomenclaturas. então. Silva (2002) realiza uma comparação entre chefes e líderes. Chegamos à conclusão que não há estilos de liderança pré-estabelecidos. Quais as diferenças existentes entre os chefes e líderes? O bom chefe traz ordem e segurança ao se projetar planos formais. porém não necessariamente todos são líderes. Além de trazer ordem e segurança. Porém o chefe pode se transformar em um líder. página 08 Diferenças entre chefes e líderes Nem todo chefe é líder. Já o líder trata com a mudança. porém a essência é praticamente a mesma. os líderes estabelecem direção desenvolvendo uma visão do futuro. eles incluem as pessoas comunicando a elas essa visão e motivando-as a vencer obstáculos.sucedidas. dependendo do modo como agir. o estilo irá depender das características que o suposto líder apresentará. suas estratégias são bem planejadas e comunicadas e seus liderados demonstram orgulho de ter um líder realizador. Alguns indivíduos possuem os mesmos traços. As denominações de estilos são variadas. Diferenças primárias entre gerentes e líderes Até mesmo nos dias atuais não seria possível identificar um conjunto de traços de personalidade comum a todos os líderes. Procure saná-las logo que apareçam. conclusão Conclusão . veremos algumas diferenças entre eles e os chefes. seus empreendimentos sempre são concluídos. Não acumule dúvidas. planejar estruturas organizacionais rígidas e observar os resultados dos planos. conforme podemos visualizar no quadro abaixo. Líderes carismáticos ou autoritários.

Porém. devido às próprias condições humanas e ambientais. Esses quesitos constituem a organização formal de uma empresa. relações funcionais. não existe um estilo de liderança modelo ou desejado. o qual diz que “seria muito vanglorioso um príncipe possuir apenas qualidades boas. Os estilos vistos nesta aula podem ser usados por uma mesma pessoa em situações diferentes. aula 03 . talvez fosse a melhor solução. Gestão . A liderança utilizada dependerá do ambiente no qual a instituição estará inserida. cargos.exercícios de autoavaliação . a liderança autoritária não soaria mal. Essa postura deve ser empreendedora e criativa.Módulo III Aula 2 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. ao contrário. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema.Podemos concluir que a existência da figura de um líder em uma organização é imprescindível para o bom andamento das tarefas. pode-se considerar notório o desenvolvimento da estrutura organizacional. Para isso daremos um breve conceito de organização. Por exemplo: um líder carismático pode ser autoritário em algumas situações. que visa ao alcance dos objetivos e resultados estabelecidos. Para que a organização de uma empresa seja adequada. Estrutura Organizacional A estrutura organizacional estabelece como as tarefas de trabalho são formalmente divididas. vamos discorrer um pouco sobre estrutura organizacional. Depois de termos visto sobre organização. podemos dar início às organizações informais. Finalizaremos este capítulo com um pensamento de Maquiavel (2001).Organização Informal aula gravada em áudio ORGANIZAÇÃO INFORMAL Toda organização informal está inserida em uma estrutura organizacional. No entanto se a situação for de combate. níveis hierárquicos etc. pois em um mercado competitivo como o nosso. em Avaliações. . pode ser carismático. Porém. E o autoritário. também. O importante é a postura de um líder. cuja estrutura organizacional é composta de órgãos. isso se torna algo difícil de executar”. agrupadas e coordenadas. devemos estar sempre buscando resultados satisfatórios e positivos. Organização É a ordenação e agrupamento de atividades e recursos. Em contraposição à organização formal. Para entendermos melhor o que é e como funciona uma organização informal. Acesso pelo menu "Avaliação". a organização informal é formada por um conjunto de interações e de relacionamentos que são criados entre os funcionários de uma organização e prega a importância do relacionamento interpessoal dentro e fora das organizações. Verificamos na aula que a liderança carismática é mais indicada quando existir um propósito ideológico. estrutura organizacional e organização formal.

Caso não existissem os grupos informais. desenvolvida por Elton Mayo. à semelhança social e aos problemas que qualquer ser humano defronta. É importante observar que a organização informal possui alguns componentes que se entrelaçam. O comportamento e os tipos de relações que os funcionários mantêm dentro de uma empresa. página 03 Grupos informais As organizações são formadas apenas por grupos formais? Não. devido à proximidade física. e é justamente essa variedade de comportamento que é denominada de organização informal. infelizmente. da presença de grupos informais em uma empresa. que o comportamento dos indivíduos no trabalho não poderia ser perfeitamente compreendido sem que as organizações informais fossem consideradas. com a Experiência de Hawthorne. . como amizades ou inimizades. todo indivíduo necessita de um mínimo de interação com outros indivíduos nesse sistema informal de relacionamentos. É a partir dos grupos formais que surgem os informais. certamente algumas pessoas se sentiriam desmotivadas a ir trabalhar. Os grupos informais são criados pela iniciativa dos próprios funcionários e desenvolvem-se para realizar tarefas variadas com interesses comuns. com isso nascem os sentimentos de amizade e interesse que são a base dos grupos informais. Em seguida discorreremos sobre cada um deles.página 02 A organização informal Alguns estudiosos da Teoria das Relações Humanas verificam. já vimos a importância. não aparecem no organograma. grupos que se identificam ou não. para os indivíduos. tais componentes estão listados para que possamos visualizar de maneira clara. Agora surge a pergunta: Qual a função dessa organização em uma empresa? A resposta é simples. Seja para organizar um grupo com a finalidade de jogar futebol nos fins de semana ou para reunir com objetivo de reivindicar pela posse de um espaço físico dentro da empresa e até o simples convívio de forma social são exemplos de grupos informais. precisa e didática. No quadro abaixo.

um sistema de crenças. página 04 Normas de conduta As normas de conduta regularmente conflitam com o regulamento interno da organização. “Cultura organizacional significa um modo de vida. uma norma de conduta foi estabelecida no departamento ou sala na qual trabalha e. Ao se comportar dessa maneira. só que você começa a trabalhar sempre às 8h30min. que são os grupos informais. 2000. Cultura Organizacional Pode-se dizer que as normas de conduta estão entre os elementos mais significativos da cultura organizacional. por meios implícitos. as regras burocráticas perdem sua credibilidade entre esses funcionários. podendo acarretar problemas. p. os colegas que mantêm essa conversa com você terão a mesma conduta.531). O expediente tem início às 8h. Imaginemos a seguinte situação. O quadro abaixo indica quais são esses papéis. com características próprias.Os grupos informais executam quatro tipos de papéis dentro das organizações. Daremos início ao terceiro componente. Essas normas surgem de opiniões e entendimentos implícitos ou explícitos entre os funcionários da organização. À medida que as normas de conduta ganham força nos grupos organizacionais. página 05 . com a sua própria cultura e com um sistema de valores” (Chiavenato. expectativas e valores. Cada organização é um sistema complexo e humano. Agora vamos dar início ao segundo. uma forma de interação e relacionamento típicos de determinada organização. pois esses 30 minutos são dedicados àquela boa conversa informal com seus colegas de trabalho. Já vimos sobre o primeiro componente de uma organização informal.

valores e preconceitos que ocorrem no nosso dia-a-dia. São eles: página 06 Não iremos precisar de muitos artifícios para a compreensão desses componentes.Funcionário ocupado é sinônimo de pessoa produtiva.Além das normas de conduta. a cultura organizacional abrange outros elementos que veremos em breve. Como as normas de conduta já mencionadas. Agora citaremos alguns indicadores que identificam e analisam a cultura das organizações. . os outros componentes da cultura organizacional serão citados conforme dito. Vejamos alguns exemplos de crenças. .

daremos continuidade com cerimônias e rituais. os símbolos são facilmente modificados em uma cultura organizacional. Clima organizacional Clima organizacional. Exemplos de símbolos: uniformes. de forma geral. página 07 Questionários devem ser aplicados dentro da empresa com perguntas objetivas. Como os níveis de satisfação ou insatisfação são apreciados no seu trabalho? Através de questionários. Por fim. onde os funcionários irão assinalar apenas uma alternativa. Esse elemento é formado por palavras. decoração das instalações etc. p.A distinção dos funcionários de uma organização através dos elevadores. “Crenças. 2000. os laços existentes entre funcionários e o senso de identidade comum. ademais de reconhecer publicamente o desempenho dos melhores funcionários. os símbolos. logotipos. valores e preconceitos estão na base das normas de conduta. ações ou eventos que significam algo para as pessoas e grupos da organização. Elevador social para funcionários administrativos e o elevador de serviço para os funcionários da manutenção e limpeza. Entendidos crenças. facilitando a mensuração da qualidade percebida por cada funcionário. Naturalmente. O que pode ser para alguns uma excelente fonte motivacional. o último componente a ser analisado da organização informal.258). Cerimônias e rituais estão relacionados a eventos sociais realizados para funcionários da própria organização. . reuniões ou não se fala no assunto? É necessário que os sentimentos em relação à realidade objetiva da organização formal sejam mensurados. O objetivo desses componentes é reforçar os valores organizacionais.A empresa é uma grande família. Um exemplo de questionário objetivo pode ser observado na figura que segue. objetos.. possui um importante papel dentro de uma empresa. . com direito a desavenças e o chefe representa o pai. valores e preconceitos. influenciando a maneira como os chefes tratam seus funcionários e. como as pessoas se relacionam” (Maximiano.

quando é chamado para comparecer a uma reunião informal em um bar. h) Padrões de desempenho nos grupos informais: nem sempre esses padrões correspondem aos estabelecidos pela administração. estando “presa” apenas às vontades que cada indivíduo tem. limpeza e integração com os colegas. As relações desenvolvidas entre os funcionários de uma empresa não aparecem no organograma. Porém. Contudo. desde a localização física até os objetivos organizacionais. um funcionário sofreu um remanejamento e foi lotado em outro departamento. Já a organização informal escapa a essas limitações. podendo ser relações pessoais de simpatia ou de antipatia. Esses relacionamentos ao mesmo tempo em que podem ser úteis à empresa. a fim de verificar se a . os relacionamentos criados dentro de uma organização formal. c) Colaboração espontânea: em uma organização informal o nível de colaboração espontânea é infinitamente superior ao da organização formal. bem como podem estar em harmonia ou não com a organização. Porém é importante que participem pois. os funcionários que assim desejarem não precisam se identificar. Cada funcionário terá uma realidade percebida. f) Mudanças de níveis e alterações dos grupos informais: os grupos informais tendem a se modificar com as alterações realizadas na organização formal. e) Padrões de relações e atitudes: existem pessoas que desenvolvem espontaneamente padrões de relações e de atitudes e que são aceitos e assimilados pelos seus componentes. A intensidade e duração desses relacionamentos são extremamente variáveis. conseqüentemente. A responsável pelos padrões de desempenho é a motivação individual com relação aos objetivos da empresa. d) A possibilidade da oposição à organização formal: quando a organização informal é manipulada de forma inadequada pode ocorrer uma oposição à organização formal. Depois de termos estudado a organização informal você se considera apto (a) a listar algumas características desse tipo organizacional? É justamente isso que veremos agora. página 08 Características da organização informal a) Relação de coesão ou de antagonismo: são as relações criadas entre pessoas de diferentes níveis. Podem ser maiores ou menores.Todos os elementos que compõem a organização formal afetam os sentimentos dos funcionários. Por exemplo. o que produzirá sentimentos individuais. ele fará parte de outro grupo informal. simplesmente. não esquecendo dos salários. Quando um indivíduo é solicitado em uma reunião de trabalho. infelizmente. por isso há a necessidade de aplicar questionários dentro da empresa com todos. podem trazer malefícios. g) A organização informal transcende a organização formal: a organização formal está presa a horários e normas. b) Status: os indivíduos se sentem mais prestigiados pela sua importância em uma organização informal do que propriamente pela sua posição na organização formal. O porquê disso? O prazer e a satisfação existentes na organização informal. Seria interessante fazermos uma comparação do andamento da organização formal e da informal. certamente esse funcionário se sentirá querido pelo grupo. o que resulta desarmonia com os objetivos da empresa. algumas mudanças podem ser trabalhadas de maneira direcionada ao foco. através dos resultados obtidos. conclusão Conclusão As organizações informais são. pois exprimem os interesses do grupo. ele sabe que o desejado no momento é simplesmente seus serviços e conhecimentos.

lados opostos com interesses. Negocia junto a ele o tempo ideal e depois de muita conversa chegam a um acordo que em 15 dias o trabalho estará pronto. Vejamos um exemplo simples de negociação no ambiente organizacional. a preparação é relevante quando o assunto é negociar. geralmente. onde o funcionário conseguiu aumentar um pouco o prazo inicial e o chefe recebeu um bom trabalho alguns dias após o desejado inicialmente. conflitantes. Conclui que o prazo de 10 dias será pouco para finalizar o trabalho. Esse módulo irá mostrar como tal processo se desenvolve e explanar algumas técnicas para que uma negociação seja conduzida com resultados satisfatórios a todos. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. documentos históricos e também há a necessidade de elaborar gráficos. Concluímos que a organização informal tem sua origem na necessidade que cada pessoa possui em conviver com os demais seres humanos. Acabamos de ver uma negociação ganha-ganha.Módulo III Aula 3 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. em Avaliações. Ou seja. um prazo de 20 dias e explica ao seu chefe que não terá condições de lhe entregar um trabalho de boa qualidade tão rapidamente.exercícios de autoavaliação .Negociação Ganha x Ganha aula gravada em áudio NEGOCIAÇÃO GANHA-GANHA Uma negociação envolve. comerciantes e também no local de trabalho. Seu chefe lhe pede para realizar um trabalho em 10 dias. Certamente. Pois. Você analisa o trabalho e nota que é necessário pesquisar em livros. este deve conter o objetivo final e a estratégia para alcançá-lo.informal está coesa ou não com os objetivos organizacionais. . a necessidade de existir uma organização informal dentro de uma empresa é imprescindível. então. aula 04 . um dos seus desejos era estabelecer relações satisfatórias informais com seus companheiros. Para uma negociação ser bem-sucedida é necessário que um plano de ação seja estabelecido. em sua maioria. quando você começou a trabalhar na empresa/instituição na qual está. quando uma relação agradável não é estabelecida. As negociações acontecem todos os dias entre familiares. Acesso pelo menu "Avaliação".Pede. Gestão . pode afetar o ambiente formal da empresa acarretando insatisfação pessoal. Ou seja.

À medida que um indivíduo é derrotado várias vezes. O mesmo acontece nas negociações. 2. antes de discutir negócios para valer. o que resta a fazer é transformar em documento todo o combinado. correto? Se considerarmos a negociação um processo que se completa em apenas uma negociação. as pessoas não têm mais o empenho original em cumprir o acordo e acabam depositando suas energias e interesses em outro lugar. Por um razão ou por outra. concorda? Se mesmo depois de todos os quesitos acima preenchidos ainda houver áreas nas quais ambas as partes discordam. dentre outros benefícios. . São eles: 1.permitir que o relacionamento se desenvolva. manter um contato constante com os indivíduos que participaram da negociação. jantares e conversas informais. Na vida. Em suma. Depois de consolidado um relacionamento amigável. 2. uma vez conseguido um acordo satisfatório. é melhor conhecer quem será seu parceiro. Em Marketing existe uma máxima que diz que “um cliente mantido é mais lucrativo que um cliente conquistado”. pois a outra parte não terá motivo para ser desonesta ou evasiva em suas respostas. pois em um jogo. com o acordo estabelecido. plenamente. quer sentir-se um perdedor. Nos acordos ganha-ganha as metas de ambos os negociadores são conciliadas para chegar a um acordo mutuamente plausível e aceitável. Porém. principalmente pelo fato de existir essa relação de confiança.planos ganha-ganha: considera importantes a própria meta e a de quem está negociando. Até soa mal! Em uma negociação ganha .relações ganha-ganha: fazer com que ambas as partes se sintam a vontade com a negociação. Provavelmente o erro mais comum no âmbito dos negócios é concluir que. Como vimos no acordo traçado pelo chefe e seu subordinado. Porém para uma negociação ganha-ganha atingir o sucesso e perpetuar a relação de parceria durante longo prazo. a manutenção deve ser feita.cultivar um sentimento de confiança recíproco. obtendo assim um desempenho satisfatório. ninguém. ele não quererá mais jogar com você. talvez seja assim. Esses pontos foram citados para lembrar que antes de qualquer negociação é válido conhecer com quem se está negociando. ao mesmo tempo em que se fazem ganhadores. que traz. o método ganha-ganha é composto por quatro passos. inclusive você mesmo. também fazem perdedores. esgotando quaisquer tipos de diferenças que ainda perdurem para que o resultado final satisfaça as partes envolvidas na negociação. Como a manutenção pode ser feita? Podemos fazê-la por meio de visitas. a solução é aprofundar ainda mais os pontos em desacordo. O problema reside na filosofia ganhador-perdedor. ou seja. para um acordo ser bem-sucedido uma relação precisa ser bem desenvolvida.planejar atividades que permitam desenvolver um relacionamento pessoal positivo com aquele que iremos negociar. nenhuma das partes sai vencida no arranjo. uma menor sensibilidade a preços durante a negociação. ou seja. o acordo é mútuo.página 02 O processo termina com resultados positivos ou negativos para ambos. Afinal.ganha. É necessário fazer a manutenção do processo. 3. Desenvolver uma relação ganha-ganha é fácil quando estamos dispostos a seguir estes passos: 1. A negociação ganha-ganha não pode ser considerada um jogo. um acordo já pode ser discutido de igual para igual. a negociação está encerrada. página 03 Você pode estar pensando que.

ao contrário do que alguns pensam. . Tipos de negociação em uma empresa Modalidades diferentes requerem formas diferentes de negociar. Compreendido o que é negociação ganha-ganha. A seguir podemos analisar três tipos de negociação que estão presentes no cotidiano de qualquer indivíduo. caracterizando a negociação ganha-ganha como algo que não tem fim. 4. a negociação não é um ato isolado que começa com um contato visual e termina com um aperto de mãos.manutenção ganha-ganha: encoraja as pessoas a honrar seus compromissos como também manter as relações. página 04 Esse processo em forma de círculo simboliza a continuidade. veremos os tipos de negociação existentes em uma empresa.acordos ganha-ganha: ambos atingem suas metas.3.

teremos então três finais. ela segue um único caminho. Observe: . o resultado poderá ter dois desdobramentos. quando não há um planejamento prévio. Ao todo. Quando uma negociação é planejada anteriormente.página 05 Independente da área que se for travar uma negociação esteja preparado (a) para um acordo e não se esqueça de formular sua estratégia de acordo com o tipo de negociação.

pense nas negociações que tem feito e tire suas conclusões. Ao negociar. pensamento convergente e divergente a fim de buscar alternativas de ganho comum. algumas questões que foram detectadas durante esse processo e tentar seguí-las. juntos. jamais com raiva. Rebata com bom humor. no momento da negociação. Para que você não seja surpreendido (a). Se você está disposto (a) a manter uma negociação saudável por um longo período. . listaremos algumas manobras utilizadas por algumas pessoas durante relações de negócios: 1. Resista! 4. Ter. o foco acaba desviando dos aspectos finais. Volte ao assunto desejado! Acabamos de ver algumas táticas adotadas por alguns negociadores que não utilizam a negociação ganha-ganha. Não confunda o outro negociador com idéias ou posições irrelevantes.Táticas de negociação Um negociador que não costuma utilizar o ganha-ganha é facilmente identificado durante o processo de negociação. Assim. tente ver sob todas as óticas possíveis.induzem a encerrar as negociações antes que você esteja satisfeito (a) com as condições oferecidas. Concentre-se para não perder o ponto da negociação em que estava! 2.tendem a introduzir de forma inesperada novos temas.fazem ataques pessoais. 3.tentam lhe distrair. Vamos analisar.

é preciso se perguntar qual papel está interpretando nesses diálogos que faz os outros se comportarem desse modo. com o aperto de mãos. a manutenção. a sua vida será maravilhosa se todos os indivíduos com quem você lida forem calmos. Contudo. você até pode chegar ao seu destino. você é responsável pelo que acontece. Existe uma fase muito importante. Mentirosos: esse tipo é complicado. O que esse tipo mais gosta de fazer é negar o que foi dito no encontro anterior. mesmo que você saia arrasado (a) e acreditam que você está a mercê do dinheiro delas. A fim de saber se o resultado também agradou a outra parte e dar seguimento a futuras negociações. ou seja. Espero que você não conheça esse tipo. Repetir constantemente as mesmas táticas pode irritar o outro negociador. uma negociação não é um jogo. acreditar nele. Será que não tem informação relevante ou está desconfiando de algo? Se necessário faça um esboço do processo. Vamos tirar aquela idéia da cabeça de que só é bom quando ganhamos. na negociação ganha-ganha o empate é o melhor resultado e principalmente se o relacionamento foi amigável e prazeroso. O que podemos falar é para você se prevenir. vamos conhecer mais um pouquinho sobre eles. e o pior. não fique retornando a pontos que já foram solucionados anteriormente. Lembre-se. Se o taxista quiser tirar vantagem. Se não há mais dúvidas entre os negociadores e se as partes estão satisfeitas. Caso conheça. ambos saem insatisfeitos. é capaz de ficar confuso. ao contrário dos que muitos pensam. Ao contrário. no qual um perde e o outro ganha. como conhecemos. a negociação ganha-ganha existe para provar . imaginemos um negociador indeciso. pois no caso de impasse você saberá quais objetivos foram atingidos e se compensará prosseguir a negociação. não há porque ficar desviando a celebração do acordo com assuntos já esgotados. Porém. A negociação é como pegar um táxi em uma cidade desenvolvida. a negociação não termina como acordo finalizado ou. Quando o assunto é negociação a dica é: anote tudo. Você conhece algum tipo assim? Negociadores eu-ganho-você-perde: são pessoas que querem sempre sair por cima. Se você não estiver bem preparado. é preciso convencê-las que o resultado ganha-ganha é uma possibilidade mais agradável. Tomadores de decisão indecisos: se já não é fácil conversar com alguém decidido. Negociadores problemas: se for algo comum na sua vida se deparar com pessoas problemáticas. é necessário que seja feito um plano de ação. honestos e moderados. conclusão Conclusão Para que uma negociação seja satisfatória para as partes envolvidas. Assim sendo. Isso não seria ético e nem caracterizado como negociação ganha-ganha. tempo e poder. Formular adequadamente seus objetivos máximos e os mínimos. Que tal finalizarmos este módulo com alguns tipos de negociadores? Afinal. O problema é que o caminho que vai percorrer pode ser bastante longo e também dispendioso. No momento do fechamento de acordo. Procure desenvolver um bom repertório de táticas de informação. Tenha formas de avaliar e controlar o que foi acordado. pois a negociação não termina com o acordo firmado. Jamais indique ou coloque em pauta alguma fraqueza do outro negociador. preparar aquilo que se deseja conseguir. e quando há o empate.página 06 Em grande parte das negociações existe uma série de temores.

e é justamente a mais significativa que vamos abordar agora. Em outras palavras. A primeira atitude a ser tomada é recorrer à “caixinha” de informações sobre si mesmo que. agir.exercícios de autoavaliação . noventa e seis por cento estão relacionados a outras formas de inteligência. Para isso é fundamental a compreensão de duas etapas: a) como aplicar a autoconsciência A autoconsciência é a percepção que você deve possuir com relação às suas reações. por entendermos que é uma área de grande relevância. comunicar e operar em . ações e intenções. Algumas informações valiosas são sentimentos. Tendo consciência. Com isso. vamos falar sobre como expandir a sua inteligência emocional. Gestão . então. realize as atividades localizadas no menu lateral: "Avaliação". Com esse estudo você estará apto (a) a apurar as técnicas da inteligência emocional não apenas no trabalho. mas também fora dele. ou seja. Existem outros meios construtivos de indicar o erro de alguém. Voltemos à autoconsciência. O intrapessoal e o interpessoal A inteligência emocional no trabalho divide-se em duas partes: o uso intrapessoal e o interpessoal. A ajuda é um deles. Como esses sentimentos irão lhe ajudar? Simples.Inteligência Emocional aula gravada em áudio INTELIGÊNCIA EMOCIONAL Todos conhecemos pessoas cheias de bom senso ou criatividade que se saíram de maneira medíocre em testes acadêmicos ou levam anos tentando passar em um concurso público. inteligência emocional? Inteligência emocional é simplesmente o uso racional das emoções. sensações. ignoramos completamente as descobertas de que o QI está relacionado a apenas quatro por cento do sucesso no mundo real. O foco do nosso estudo será dado à inteligência emocional no trabalho. por exemplo. é trabalhar as emoções a seu favor. para que seus resultados sejam aperfeiçoados à medida que consegue ditar o comportamento e raciocínio. página 02 Intrapessoal Primeiramente.Módulo III Aula 4 Para efeito de sua própria autoavaliação. O que é. esse não é o nosso foco. com certeza.que o resultado positivo para os dois negociadores é a melhor saída. de que o seu tom de voz está ficando cada vez mais alto com seu colega de trabalho por ele ter feito um serviço errado. Porém. aula 05 . Essas pessoas são um constante lembrete de que é necessário mais do que cultura acadêmica para se ter sucesso. ou seja. está ao seu alcance. eles irão lhe ajudar a compreender como reagir. a intrapessoal. avaliações.

Daremos início a um passeio pela rua. mesmo sem motivo? Vamos trabalhar isso mais adiante. Vejamos um exemplo claro. Depois conversaremos sobre isso. sim? Você tem o costume de não prosseguir uma suposta discussão com a finalidade de evitar desgastes futuros? Se a resposta foi sim. saber o rumo certo e como permanecer nele. Respire fundo e tente identificar o maior número possível de odores (alguns quase imperceptíveis na correria do dia-a-dia). etc. um neném chorando do outro lado da rua. ao prestar atenção em seus sentidos. página 04 Por exemplo. sua destreza interpessoal e suas habilidades como mentor emocional podem ser maximizadas. porém essa discussão está pegando um caminho que lhe leva à raiva. Assim. agora. você tem de ter consciência daquilo que a provoca e de como o afeta. Observe as sensações do seu corpo: o tecido da sua blusa é macio. mas. no fim do passeio você fará uma avaliação correta do ocorrido. a maioria dos casos. Vejamos outro exercício. Vamos. Vamos fazer uma análise breve: você tem tendência a exagerar as conseqüências negativas? Sente vergonha com facilidade. Foram poucas as que agregaram algo construtivo na sua vida. você e um colega de trabalho. o passeio não foi agradável porque o sapato estava apertado. com comércios e prédios nas proximidades. audição. confortável ou áspero e incômodo? O sapato está apertado? O salto é muito alto que chega a incomodar? Sua consciência sensorial será aguçada com a prática desse exercício. olfato. tendo ele ainda lhe dito que os resultados de seus colegas eram infinitamente superiores ao seu. e é através delas que você recebe informações sobre si mesmo (a). Até agora vimos que a autoconsciência requer prática. A autoconsciência está no cerne de cada uma das aptidões citadas anteriormente. tato e paladar – são as fontes de todas as suas avaliações sobre o mundo. pois. Seus sentidos – visão. Você está discutindo com uma pessoa. Pense na sua autoconsciência como sendo um giroscópio que lhe manterá centrado (a) e o (a) alertará sempre que você se desviar do curso. Sinta o aroma perfumado do sabão que sai da lavanderia ou o cheiro da comida que vem de um restaurante. só que regado por agressões verbais. esclarecer e alterar suas avaliações. e você ainda não tem essa consciência. sobre outras pessoas e diferentes situações.diversas situações. numa rua movimentada. você será capaz de examinar. Por exemplo. Preste atenção em todos os sons. devido ao fato de a inteligência emocional somente se iniciar quando a informação pode ser percebida. estamos no caminho certo. você necessita de um giroscópio. que ao desenvolver sua capacidade de comunicação. Observamos. um avião distante. pois está dominado(a) pelas emoções. Para controlar a raiva. Este possui um valor muito grande: reviva mentalmente uma situação aflitiva. o que facilitará a distinção entre as informações sensoriais e avaliações. Porém. Normalmente relutamos em relembrar certas emoções que nos perturbaram. exercitar sua consciência sensorial. Onde isso irá parar? Vamos parar por aqui e refletir nas inúmeras discussões e brigas que já tivemos ao longo desses anos. Provavelmente só lhe trarão malefícios. fazendo com que você se torne ainda mais eficiente em seu ambiente de trabalho. vamos pensar no que essas brigas podem nos ser úteis. página 03 Para navegar com eficiência no seu mundo de trabalho. O ‘bate-boca’ continua. a blusa estava “pinicando” e o barulho era insuportável. você aprende a “sair do seu corpo” e observar-se em ação. é através delas que aprendemos mais. se respondeu não. Um bom exemplo para esse fato é o controle da raiva. Agora irá aprender como controlar suas emoções. uma crítica severa e bem fundada de seu chefe com relação à sua baixa produtividade no trabalho. Ao invés de concluir erroneamente que seu colega de trabalho é uma péssima companhia. pelo qual todos já passamos. b) como controlar suas emoções .

O ritmo da sua respiração aumenta para que mais oxigênio seja levado para todas as partes do corpo. São eles: Os pensamentos devem ser preferencialmente instrutivos. de modo que. Pronto. acredita-se que não seja esse tipo de situação que você enfrenta no . você ouviu: “É tão incapaz que nem sei como conseguiu esse emprego”. porque suas células precisam de oxigênio para funcionar” (Weissinger. A explicação para a ocorrência das alterações é que os seres humanos são programados para lutar ou fugir para conseguir lidar com situações de tensão. Se você conseguir pensar assim. afinal. encontra um membro de uma tribo inimiga à sua. 57). músculos e outras partes do seu corpo. p. Esses pensamentos tranqüilizam e sugerem o curso a ser seguido. O que acontecerá em ambos os casos? “Seu ritmo cardíaco acelera para que mais sangue flua para o cérebro. ele também está desarmado. 1997. Imaginemos que seu chefe lhe fez uma crítica ainda mais severa que a descrita anteriormente. porém lhe chama para combate. “vou escutar cuidadosamente o que ele tem a dizer”. seu coração tomado pela indignação que fizeram com que você sentisse raiva. esteja fugindo ou lutando. Entre algumas frases. a reação lutar-fugir é extremamente útil para as situações de vida ou morte em que você precisa dessa infusão de sangue e oxigênio. Porém. e se depara com um leão. Seguem alguns: “estou perfeitamente preparado (a)”. eles possam reagir melhor. ele deve estar cheio de problemas em sua vida pessoal”. seu sangue ferve e a vontade que tem é de dar uma resposta à altura e certamente esse ato resultaria em uma severa repreensão. você consegue desenvolver um diálogo interno construtivo: “Não vou deixar que ele perceba que estou com raiva. Como o exemplo citado acima. o que você faz? Espero que fuja! Em seguida. olhe para suas atitudes e repare como está o seu semblante. quando é surpreendido com críticas a respeito de sua capacidade de realizar um projeto desse nível. foram seus pensamentos sobre seu chefe. O importante não é conhecer cada uma das emoções que resultam em alterações fisiológicas. recebendo mais nutrientes. e sim reconhecer como ocorreu uma alteração no seu nível de excitação. depois atentar para os seus pensamentos. “não vou interrompê-lo”. página 06 Como podemos observar. já será meio caminho andado. que tal um copo d’água em um lugar longe da sala do seu chefe? página 05 Os componentes do sistema emocional são aqueles que dirigem suas reações emocionais e não os atos de outrem.Ter o controle das emoções é bastante diferente de sufocá-las. é uma parte do seu cérebro chamada hipotálamo que recebeu a informação de “perigo” e comandou a liberação de adrenalina para que os movimentos do corpo tenham o dínamo necessário para fugir ou enfrentar o perigo. tudo ficará mais fácil e perceberá que o poder de controlar a sua raiva pertence exclusivamente a você. caso esteja notória a sua raiva. Significa compreendê-las e usar essa compreensão para modificar as situações em benefício próprio. Na verdade. Primeiro você precisa ter a consciência de que está sentindo raiva. órgãos. Mas um pouco depois. Creio que esse ponto você entenda um pouco. dentre outros pensamentos um pouco piores. A situação é a seguinte: ele lhe chama em sua sala e mostra um projeto um pouco complexo e insinua que você o faça o mais rápido possível. desarmado. Os pensamentos que vêm de imediato talvez não sejam os mais indicados: “Vou matar esse homem”. Isso era associado à sobrevivência: você está a procura de alimento na selva. “vou tentar aprender com meu chefe como posso melhorar”. Eis a maneira emocionalmente inteligente de lidar com essa situação. Se você compreender isso. Você não teve tempo de esboçar nenhuma reação. Nesse momento.

Ou seja. aprender a reconhecer as nossas atitudes. Você não se contém de tanta alegria e foi dar a notícia a seus colegas de sala. A passividade tende a ser considerada como o componente mais importante desse exercício. e a meta é reduzir toda a tensão muscular. de forma também sutil. É fácil. O objetivo não é lhe transformar em um robô. Caso não tenha. contenha sua euforia e aguarde que seu chefe passe a notícia.seu ambiente de trabalho. página 08 Veremos. faça em casa. se for ruim nada de exageros! Seus colegas. Tente ignorar as distrações. o uso intrapessoal de sua inteligência emocional foi minuciosamente analisado. E . O que você faz quando recebe uma ótima notícia? E quando está desanimado (a)? Quando você está nervoso (a). que tal pensar em uma praia deserta. vamos lá! Ao receber uma notícia boa ou ruim em seu trabalho. a euforia e a confiança. Pratique esse exercício mental todos os dias por 20 minutos e você verá os resultados. o contentamento. ou então conte a seus familiares. página 07 Normalmente. os que estão à sua volta percebem? Com isso.e agradeça de forma sutil. tranqüilo e com luminosidade adequada. O uso interpessoal Esse tipo de inteligência é tão importante quanto a intrapessoal. em uma bela cachoeira. provavelmente. perguntamos isso porque as dores atrapalham na concentração. Encontre uma posição e roupas confortáveis. Só que você não sabe de um detalhe. não têm relação com seus problemas pessoais da mesma forma que você tem. desenvolva um diálogo interno construtivo você é seu (sua) melhor amigo (a) . então. dentre outras inúmeras denominações. respire profundamente. um ser sem reação. pessoas fracas. Eles compartilharão dessa alegria com você até que possa celebrar a notícia com todos os seus colegas de trabalho. podemos observar que as alterações fisiológicas perturbam a emoção quando você permite que fiquem descontroladas. as pessoas que demonstram muito suas emoções levam a fama de desequilibradas. como usar sua inteligência emocional nas relações com as outras pessoas. cabeça. no máximo atos de excitação. pense naquilo que achar mais agradável. Isso vai ajudá-lo (a) a mudar a direção da sua mente. Nada agradável. campo verde. Tente relaxar! Vamos dar algumas dicas de como desenvolver uma reação condicionada de relaxamento: Escolha um local apropriado. Vamos. não? Nesse caso. um de seus colegas aspirava com grande expectativa por essa gratificação. E você não deseja fazer parte dessa lista. Caso não disponha de um lugar com essas características no seu trabalho. Adote uma atitude passiva. descontroladas. você conseguirá contornar qualquer mudança na sua excitação. e sim em uma pessoa centrada e equilibrada que não se deixa ser dominada pelas emoções. pois sua vida é cercada de pessoas e negociações. Alguns comportamentos tendem a ser associado a emoções específicas. você irá observar suas reações ao receber notícias inesperadas. não é? A partir de hoje. Até agora você aprendeu sobre os três componentes do seu sistema emocional – seus pensamentos. pense nele. agora. ou até uma música tranqüila? Bem. a solução é fácil. sejam boas ou ruins. E vimos também a importância de mantê-los sob controle caso queira controlar suas emoções de maneira eficaz. Se for esse o problema. tais como a alegria. as reações positivas também necessitam de controle. se for boa. e comente. Vamos a um exemplo hipotético: seu chefe lhe chamou a sua sala para lhe dar a notícia de que foi promovido e terá uma gratificação salarial. suas alterações fisiológicas e seu comportamento. Você já tem algum tipo de exercício mental que o tranqüilize? Se sim. terá uma boa noção de suas reações e como usá-las em seu benefício. Uma vez que conseguiu atingir esse condicionamento. Alguma dor? Bem. E no final de duas semanas. Apesar de o foco estar nas reações negativas. Sinta suas costas. pernas.

Você acha que ele irá permanecer nesse setor por muito tempo? Creio que não. A boa notícia é que você não precisa ser nenhum especialista na área para analisar um relacionamento. Ao menos que ele aprenda algo com este capítulo e consiga mudar seu comportamento. bem como sua avaliação de diferentes situações. Quantas vezes ouvimos alguém dizer que tudo se resolve com uma boa conversa? Tudo mesmo. em direção a outras pessoas. pois reflete na maior parte do que foi produzido durante o dia.para que esses relacionamentos e interações sejam bem-sucedidos e beneficiem todos os envolvidos. comece a prestar mais atenção nas atitudes dele. página 09 Desenvolvendo a destreza interpessoal Você já ouviu alguém ser rotulado de diplomático? Se esse alguém é você. O requisito para essa análise ser feita é a sua consciência dos sentimentos. se o diplomático é alguém que trabalha com você. estados de espírito e necessidades da outra pessoa. ouvir barulhos não percebidos no dia-a-dia. a inteligência emocional deve estar presente. Já vimos sobre isso na aula referente à motivação. aquilo que aprendemos sobre suas reações e comportamentos. Agora. o caminho é esse. sem a destreza interpessoal no setor de atendimento ao cliente. inclusive você. nas relações interpessoais. Vale lembrar como a sensibilidade é um fato relevante para a sua inteligência emocional. A maneira correta de se comunicar Todos sabemos que a base de qualquer relacionamento é a comunicação. Aquela sensibilidade que você usou para sentir o cheiro das coisas. O bom relacionamento é fundamental no ambiente profissional. Uma pessoa diplomática é diferente de um bajulador. são elas: O elemento fundamental na condução correta e eficaz dessas técnicas citadas é a sensibilidade. Existem alguns passos a serem seguidos: . algumas técnicas já foram estabelecidas por alguns estudiosos. Vamos agora aplicar. identificar suas intenções e atitudes será a mesma utilizada para orientar sua consciência para o exterior. Para que isso aconteça. Imaginemos um funcionário extremamente inteligente e esforçado. vulgarmente chamado de puxa-saco. porém a comunicação deve ser eficaz e produtiva.

Algumas vezes é útil conversar com as pessoas. as pessoas de seu convívio profissional e social irão aceitar e reagir favoravelmente ao que falar. Para evitarmos que isso se torne comum em nossas vidas. elas também têm suas percepções a seu respeito. devemos examinar nossas expectativas com base na realidade e. fazendo isso. Agora. analisar as reações que elas transmitem. ou seja. de forma inconsciente. Que tal. se o motivo estiver relacionado ao trabalho. É uma tarefa que exige sabedoria. pois raramente conseguimos os objetivos na íntegra em um relacionamento. vamos aprender a determinar o resultado esperado de cada relacionamento. Então. como levar em conta as expectativas do relacionamento. simplesmente. pois você terá que se abstrair de suas opiniões. que sua secretária consiga ler sua mente e captar. é provável que suas idéias sejam questionadas. Aquilo que é programado tem um resultado mais satisfatório do que o não programado. cada um de nós conhece o bom senso e nessas horas é importantíssimo usá-lo. Porém. o seu colega de sala já realizou uma tarefa semelhante e então resolve pedir-lhe ajuda. se é percebido de maneira oposta. Porém. é sabido que as desculpas pessoais para faltar ao trabalho não são bem vistas nos relacionamentos profissionais. quem sabe. porém. tente conversar com alguém e busque uma solução plausível. descobrir como mudar de curso ou corrigi-lo. Ao analisarmos essa situação. Às vezes. Vamos a um exemplo. O motivo do seu mau humor é extrínseco ao trabalho? Sim? Bem. frustrado (a). Que tal agora tentar conhecer a percepção que uma pessoa tem de você? Da mesma forma que você tem opiniões e conceitos formados sobre as outras pessoas. pois. Quantas vezes você já esperou mais do que seria razoável de um relacionamento? Todos temos esse tipo de comportamento. Vamos imaginar que você começou a fazer um trabalho bastante complexo e está um pouco irritado diante dele. e com isso talvez obtenhamos mais informação a respeito do que desejamos saber. página 10 Alguma pessoa no seu ambiente profissional já lhe perguntou se você estava de mau humor? Se a resposta foi positiva. Vejamos agora. podemos concluir que a única forma de ter certeza das percepções e expectativas que as pessoas têm de você é. você deseja que seu chefe lhe explique de maneira clara o trabalho a ser feito. a programação prévia é válida nesses casos. caso contrário. você tende a ficar decepcionado (a) e. observar experiências ocorridas anteriormente. O que você faz? Decerto você seria . analisarmos determinados diálogos? Um meio eficaz de entender um relacionamento é analisar os diálogos como se você fosse um observador imparcial. os limites de um relacionamento raramente são mencionados e com isso você só ficará sabendo quando transgredi-los. programe suas atividades para que elas não interfiram no seu trabalho. além de percebermos as suas reações. além disso. você estará em posição muito melhor para averiguar se está ou não no rumo certo. muitas vezes. a sua linguagem subliminar. é necessário entender sobre os limites do relacionamento.Que tal falarmos um pouquinho sobre cada um deles? Primeiro. Por exemplo. Sendo assim. Se você é percebido como competente e inteligente. Quando suas expectativas ultrapassam aquilo que você quer que uma pessoa faça. e. infelizmente as pessoas não se preocupam com isso.

Assim. vocabulário e outras capacidades. Já esqueceu? Então podemos iniciar. você consegue estabelecer um vínculo nos relacionamentos e vale lembrar que é mediante comunicação que esse vínculo se estabelece. Daniel Goleman. as duas se completam e formam o que. Inteligência é a capacidade de resolver problemas ou de criar produtos que sejam valorizados dentro de um ou mais cenários culturais. em Avaliações. ou então sobre aquele instrumento conhecido como teste de inteligência que pretende medir a inteligência de modo definitivo.simpático (a) com ele e teria bastante cautela ao pedir-lhe algo. chama de QE . pois. professor de Harvard considerado a autoridade máxima nesse tema. medido por perguntas relacionadas a habilidades aritméticas. você terá que esquecer o que escutou falar sobre o conceito de inteligência como uma propriedade única da mente humana.Módulo III Aula 5 Para efeito de sua própria autoavaliação. A dica foi dada. fica fácil você também desenvolver a sua inteligência interpessoal e reagir com as pessoas da maneira que mais lhe agradar. Gestão . Em suma. a sua inteligência intrapessoal. Lembre-se disso! conclusão Conclusão Vimos nesta unidade a importância de se autoconhecer e conhecer os outros também. aula 06 .Inteligências Múltiplas aula gravada em áudio INTELIGÊNCIAS MÚLTIPLAS Antes de iniciarmos este capítulo.quociente emocional. Não temos como afirmar qual das duas inteligências é a mais importante para o desenvolvimento do homem. embora preveja pouco sobre o sucesso na vida posterior. A partir do momento que você tem o controle de suas emoções e se conhece muito bem a ponto de saber qual tipo de reação teria em uma determinada situação. O quociente de inteligência (QI). ele não tem obrigação nenhuma de parar o que está fazendo para lhe dar atenção. Você irá pensar dez vezes antes de entrar naquelas discussões que não levam ninguém a lugar nenhum. realize as atividades localizadas no menu lateral: "Avaliação". pode parecer exercer um considerável efeito sobre o futuro das pessoas. ou seja.exercícios de autoavaliação . Acredito que tudo se tornará mais fácil e seus momentos de euforia em situações não propícias diminuirão consideravelmente. pois infelizmente. vale a pena desenvolver essas inteligências. O resultado de um teste de inteligência pode até prever a habilidade do indivíduo com relação às matérias escolares que terá maior facilidade. .

61). Existem inúmeros exercícios para que você possa treinar a sua inteligência lingüística: telefone sem fio. parabéns. convencer. a inteligência – a competência intelectual – que parece mais ampla e mais democraticamente compartilhada na espécie humana” (Gardner. Mas se você é um (a) poeta (isa).Vamos voltar ao passado. neurofisiológica). p. Você deve estar se questionando. O que teremos aqui é um nível de análise (podemos dizer. dentre outros. . pois se falássemos a respeito de alguma teoria decisiva sobre o alcance da inteligência humana. nem que seja um pouco. que seja irrefutável e universalmente aceita sobre inteligências humanas. Não existe uma única mensuração. quanto você mudou? Todos mudamos. “A competência lingüística é. jamais terminaríamos esse estudo. de fato. a sua inteligência lingüística é um tanto apurada. nem pela Ciência. e com certeza você irá se identificar muito com algumas delas. página 02 Inteligência Lingüística Você tem sensibilidade quando o assunto é palavras? Mas o que é essa sensibilidade? É com relação ao significado das palavras. Podemos destacar quatro aspectos do conhecimento lingüístico de notável importância para nós. Como você se comportava em sala de aula? Era uma criança inquieta? Foi um adolescente rebelde que não gostava de estudar? Pois bem. Calma! Não estamos querendo que você seja um (a) poeta (isa) – nem mesmo um (a) amador (a) – e ainda assim podemos afirmar que você possui essas sensibilidades em graus significativos. “deliberadamente” e “propositadamente”. forca. por meio das quais o indivíduo aprecia as sutis nuances de definição entre derramar tinta “intencionalmente”. qual a finalidade dessa unidade? Bem. há necessidade de uma melhor classificação de todas as competências intelectuais da que possuímos agora. estimular. Uma sensibilidade às diferentes funções da linguagem – seu potencial para entusiasmar. que não somos poetas praticantes. palavras cruzadas. Quantos de nós conhecemos adolescentes que não suportaram ter de estudar por mais de duas horas consecutivas e hoje são pessoas admiráveis no que fazem? A inteligência humana não é medida em sua totalidade por testes. transmitir informações ou simplesmente agradar. em uma escala de 0 a 10.

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Com relação ao aspecto retórico, quantas vezes você teve de usar seus argumentos para conseguir algo no trabalho ou na sua vida social? Você está com muito trabalho pendente e sem tempo de fazer uma pesquisa para seu chefe. Seu colega também está trabalhando e você precisa que ele faça isso para você. Pronto, é a hora de usar seu potencial retórico, afinal, precisa convencê-lo a fazer a pesquisa. Você é do tipo que sabe decorado todos os telefones da sua agenda, músicas antigas e detalhes minuciosos? Se a resposta for sim, sinal de elevado potencial mnemônico. É necessário conhecer qual a sua melhor forma de assimilar conhecimentos. Leitura, audição ou os dois? Pois, assim, você ganhará tempo e aprendizado. Existem os autodidatas, são os que não precisam de professor para aprender algo, contudo há indivíduos que não têm concentração e necessitam de professores que lhes expliquem aquilo que está nos livros. Bem, a primeira vista, os estudiosos (como historiadores ou críticos literários) aparentam maior dependência da linguagem. Essa dependência se dá não apenas como uma fonte do que eles estudam, mas também como um meio para transmitir suas conclusões. Você pode até não ter a retórica de Winston Churchill, celebrizada na entrada da Inglaterra na Segunda Grande Guerra, que inflamou multidões, e ainda, não ter a habilidade para escrever um livro como “Sangue, Suor e Lágrimas”; também pode não ter a arte da oratória de Adolph Hitler, que conduziu a Alemanha ao nazismo (mesmo tendo nascido na Áustria) e talvez você nunca venha a escrever um livro como “Minha Luta”, estando numa prisão; mas uma coisa é certa: você pode melhorar a habilidade de falar e escrever. Existem técnicas de oratória que permitem o pronunciamento de um discurso digno dos melhores oradores. E para se escrever com habilidade, bastam dois pequenos segredos: o primeiro é ler muito. O segundo é reler. Embora a linguagem possa ser transmitida através de gestos e da escrita, permanece no centro a forma oral e a auditiva. Vamos seguir com a inteligência musical.

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Inteligência musical Quando se fala em talento, o que surge mais cedo é o talento musical. O célebre compositor Mozart começou a compor quando não tinha mais de quatro ou cinco anos de idade. Mozart não era propenso a tornar-se um revolucionário musical ou político; ele vivia simplesmente para fazer música. Diz-se que Napoleão teria comentado que a Revolução Francesa começara nas páginas de Le Mariage de Figaro (As Bodas de Fígaro), uma das mais belas obras de Mozart. No século XVIII, ao tentar fugir de uma tempestade, um homem viu-se forçado a pedir abrigo em um galpão de ferreiros, num pequeno vilarejo perto de Edwiges. No galpão, vários trabalhadores malhavam o ferro sobre a bigorna, produzindo um barulho ensurdecedor. Porém aquilo que parecia motivo de irritação para tantas pessoas do vilarejo, para Georg Friedrich Haendel ou simplesmente Handel, tornou-se motivo de sua inspiração para a famosa ópera “O Ferreiro Harmonioso”. O mesmo Handel celebrizou-se com “O Oratório Messias” que foi encomendado ao compositor por um lorde irlandês, representante de uma casa de teatro, para fazer um concerto beneficente. Segundo Cantos, “Handel concluiu a obra em apenas 24 dias – tempo recorde – a partir de um libreto (texto) enviado por seu amigo, o inglês Charles Jennens”. E o que dizer de Ludwig Van Beethoven, que, mesmo depois de ficar completamente surdo, continuou a compor suas maravilhosas obras com a mesma destreza que tinha antes desse incidente? E para não ficarmos somente com exemplos importados, lembremo-nos do nosso brasileiríssimo compositor Sivuca. No programa do Jô, buscou um pedaço de fio dental, e com uma tampinha de caneta produziu o Hino Nacional Brasileiro, arrancando aplausos da platéia.

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Esses são alguns exemplos de pessoas que possuem inteligência musical admirável. Alguns especialistas colocaram os aspectos afetivos da música perto do seu centro. Arnold Schoenberg definiu de maneira única e bela o que é a música: “música é a sucessão e combinação de sons organizados de modo a exercer uma impressão agradável ao ouvido, e sua impressão à inteligência é ser compreensível”.

Essas impressões têm o poder de influenciar partes ocultas da nossa alma e das esferas sentimentais, e esta influência nos faz viver em um paraíso de desejos preenchidos ou em um inferno sonhado. Um fato que vale citar é a tentativa, ao longo dos séculos, de equiparar a música com a matemática, a fim de ressaltar a racionalidade (ou então, negar os poderes emocionais) da música. Porém, dificilmente alguém que conhece a música de forma íntima consegue abster-se de mencionar suas implicações emocionais. Mesmo àqueles que não têm uma profunda relação com a música, com certeza já se emocionou com algumas canções.

Enfim, se você desejar adquirir competência ou inteligência musical, deverá dominar a análise e a representação musical formal.

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Inteligência Lógico-Matemática O que caracteriza as pessoas que possuem a inteligência lógico-matemática ou talentos matemáticos? Podemos afirmar que raramente os poderes dos matemáticos ultrapassam a fronteira da disciplina, ou seja, os matemáticos raramente são talentosos em Direito ou Sociologia. O que caracteriza o indivíduo é um amor por tratar com a abstração.

O matemático deve ser absolutamente rigoroso e perenemente cético onde nenhum fato pode ser aceito a não ser que tenha sido provado por etapas derivadas de princípios universalmente aceitos. Em outras palavras, duvidam de quase tudo. Você é assim? É motivado pela crença de que você poderá criar resultados inteiramente novos, que mudarão para sempre a maneira como os demais pensam sobre a ordem matemática? Se respondeu sim, você possui inteligência lógico-matemática. Também foi assim com Newton, Einstein, Pitágoras, Bhaskara, Copérnico, Pascal e tantos outros matemáticos de renome. Galileu declarou que o livro do universo estava escrito em Matemática e que o seu alfabeto consistia em triângulos, círculos e formas geométricas. Hardy declarou que a experiência mais maravilhosa que um ser humano pode ter é descobrir uma verdade matemática, porque ela permanecerá para sempre. Howard Garner, considerado o maior especialista em Inteligências Múltiplas, concorda com seu colega de Harvard, Daniel Goleman, que, como vimos, é o maior exponencial do assunto relacionado a Inteligência Emocional: ambos afirmam que os atuais testes de QI privilegiam, com certos exageros, a lógica matemática. Isso faz com que, pessoas que não apresentam esse tipo de inteligência com grande evidência, pareçam “menos inteligentes” que outras. E isso não deve ser um axioma.

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Inteligência Espacial Vamos iniciar a inteligência espacial com uma pergunta. Você consegue chegar à Avenida Paulista sendo guiado por um mapa? É justamente um dos pontos relevantes desse tipo de inteligência, ou seja, baseia-se “na capacidade de perceber e administrar a idéia de espaço, elaborar e utilizar mapas, plantas e outras formas de representação. De identificar e de se localizar no mundo usual com precisão, de efetuar transformação sobre as percepções, imaginar movimento ou deslocamento interno entre as partes de uma configuração e ser capaz de recriar aspectos da experiência visual, mesmo sem estímulos físicos relevantes” (Antunes, 2000, p. 36).

E também pessoas como Guimarães Rosa e Chico Buarque de Holanda constroem imagens físicas ou poéticas muito lúcidas com palavras. A inteligência espacial é comumente citada por Gardner como sendo a inteligência dos inventores. “como usar a palavra chuva para promover a venda de filtro-solar?” E por fim. Quaisquer que sejam os usos do corpo. toda idéia. Inteligência Corporal Cinestésica. Se tivéssemos que optar por uma única área para ilustrar a centralidade da inteligência espacial. 3. Dalton associou a imagem do átomo à do sistema solar. Podemos treinar esse tipo de inteligência com o estímulo “sonhar acordado” e fazer das conversas uma construção do tipo brainstorming. Lúcio Costa e Burle Max. reconhecimento de locais. análise de mapas. Por que falamos isso? Vamos refletir a respeito do estilo de dança dentro do nosso país. toda crítica deve ser banida na primeira fase da tempestade cerebral. fizeram sucesso por meio da arquitetura e do paisagismo. 4. mais fácil será selecioná-las. Que tal alguns exemplos para você ir treinando? Algumas frases boas para a prática dessa atividade são: “quais as utilidades para uma rosca?”. a qual representa um meio alentador de desenvolvimento da inteligência espacial.. o jogo de xadrez seria um forte candidato.”. . além de ser divertido falar tudo aquilo que vem à cabeça. O brainstorming tem quatro princípios: página 08 1. Algumas figuras notórias como: Oscar Niemayer. pois esses conseguem quebrar os seus próprios paradigmas e deixam fluir sua criatividade em busca de algo inusitado e inovador. além de auxiliar a nossa sensibilidade para perceber metáforas. gráficos. diagramas. o que mostra é interessante. por mais louca que seja. atividades também inerentes a pessoas dotadas de inteligência espacial. 2. é bastante valioso combinar novas idéias com algumas já expostas. quanto maior o número de idéias. cenas. Agora é a sua vez. objetos. “a alegria é como uma piscina. “a estatística é como biquíni. formas geométricas. A capacidade de antecipar jogadas e suas conseqüências parecem intimamente ligadas à forte imaginação. nenhum atingiu ápices maiores ou foi mais desenvolvido pelas culturas do que a dança.Em que a inteligência espacial pode nos ajudar no dia-a-dia? Pode nos ajudar quando o assunto for orientação. Temos exemplos marcantes desse tipo de inteligência: Darwin associou sua teoria à da vida. mas o que esconde é essencial”. um exercício de comparação. será bem-vinda..

pessoas dotadas de habilidade nos relacionamentos interpessoais. Índia. Não menos importante. e acabam perdoando mais o erro dos outros. também se expressava muito bem jogando baseball. Certa vez substituiu um goleiro expulso de campo numa das partidas da seleção brasileira. Falamos sobre as duas inteligências no capítulo anterior – Inteligência Emocional. A própria inteligência corporal. enigmas e tudo que possa desafiar a sua própria descoberta. . A dança pode refletir e validar a organização social. Porém há uma certa pressão para que desenvolva o seu entendimento da esfera pessoal visando uma melhora no seu próprio bem-estar ou seu relacionamento com aqueles que o cercam. e não fez feio. conseguem galgar posições hierárquicas de destaque dentro das grandes organizações. Em geral. acarreta ações físicas sobre os objetos no mundo e completa o trio das inteligências ligadas a objetos. porque identifica em si alguma característica cognitiva para estabelecer uma analogia com o erro percebido. em uma visão externa. Pelé. Você deve ter notado que pessoas como Michael Jordan. Psicanálise. e. as inteligências pessoais são divididas em dois aspectos: a inteligência intrapessoal e a interpessoal. Segundo Goleman. A pessoa dotada dessa inteligência gosta de Psicologia. Você já experimentou construir um navio feito de palitos de fósforos dentro de uma garrafa? Ou já experimentou construir uma gaiola de passarinhos? São atividades que requerem muita destreza e manifestação dessa inteligência. Para Gardner. grande astro do basquete norte-americano. é limitada ao exercício do nosso próprio corpo. não tem dificuldade de morar sozinho. considerado o atleta do século. página 09 A inteligência lógico-matemática cresce a partir da padronização de objetos em conjuntos numéricos. A inteligência espacial é focada na capacidade do indivíduo de transformar objetos dentro do seu meio e de orientar-se em meio a vários objetos no espaço. A habilidade de lidar com pessoas e de ser reconhecida como líder. É fundamental notarmos que você pode ter uma vida social sem maiores problemas se não tiver as inteligências citadas anteriormente de forma aguçada. faz do indivíduo dotado de inteligência interpessoal um vencedor. Pessoas dotadas de inteligência corporal cinestésica podem manifestar seus talentos também com atividades manuais. não era bom apenas com os pés. Pode ser boa conselheira: pastoreamentos. diante da Inglaterra.O jeito que os cariocas dançam é semelhante ao modo de dançar dos gaúchos? As bailarinas e os dançarinos de jazz? O que isso reflete? A dança está relacionada a seqüências culturalmente padronizadas de movimentos corporais não verbais que são propositais. Inteligências Pessoais As inteligências pessoais representam uma simbiose entre a carga hereditária milenar desenhada no mapa genético de cada um e as interações do indivíduo com o ambiente social e consigo mesmo. esse tipo de pessoa convive muito bem consigo próprio. a viagem para dentro de si mesmo – o auto-conhecimento – é característica de pessoas com inteligência intrapessoal. página 10 Mahatma Ghandi celebrizou-se pelo pacifismo com que conduziu a independência de seu país. focalizada internamente.

Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. Depois disso. suscetível a erros sob o prisma científico. Pois como foi dito. as inteligências múltiplas têm relação com a competência que cada um possui. ajudas são papéis de seu excelente desempenho. Diz que não se pode simplesmente “engessar” os tipos de inteligência. Porém. a inteligência lógico-matemática. conclusão Conclusão Vimos nesta aula algumas competências intelectuais as quais receberam o nome de inteligências múltiplas. Pessoas assim são visitadas por outras que estão experimentando problemas mais graves e que necessitam de refúgio nas suas sabedorias. simplesmente. você terá um diagnóstico sob a sua ótica e a ótica dos outros. aula 07 . oito ou nove tipos. Acesso pelo menu "Avaliação". a corporal cinestésica e a pessoal. Vamos finalizar com uma pergunta: A inteligência envelhece? A resposta é sim. O que quero dizer? Uma pessoa não precisa ter todas as inteligências citadas nessa aula para ser considerada inteligente.Módulo III Aula 6 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. Podemos afirmar que as janelas ficam “escancaradas” entre os dois e os dezesseis anos.Comunicação Institucional aula gravada em áudio COMUNICAÇÃO INSTITUCIONAL . Agora você está convidado a fazer um teste empírico para identificar as suas inteligências múltiplas.exercícios de autoavaliação . Um indivíduo pode ter vários tipos de inteligência: a inteligência lingüística. e nem com a mesma intensidade nos dois hemisférios cerebrais. Assim. Uma das causas de um suposto envelhecimento precoce é a falta de estímulos – o que seria o mesmo que ausência de “ginástica”. mas que à medida que forem sendo reveladas outras formas de manifestação da inteligência. As janelas da inteligência começam a se abrir ainda no ventre materno. Porém. sem prejuízo de outras que possam ser catalogadas num futuro próximo. não ter a mínima noção de espaço. e continuam se abrindo no decorrer dos anos. Mas que vale como experiência virtuosa para uma identificação bastante plausível. mais o homem tem a ganhar com isso. terá uma versão mais completa na tabulação coletiva. O teste serve para diagnosticar suas inteligências sob a sua própria ótica. não saberá o que fazer com aquilo. Gestão . É importante ressaltar que é apenas um treino. Howard Gardner vem pesquisando sobre outros tipos de inteligência. em Avaliações.conselhos. Você mesmo deve alimentar a tabulação dos resultados. Se você optar por preencher o teste e pedir para mais três pessoas avaliar você. o envelhecimento não ocorre com todas as inteligências ao mesmo tempo. em sete. tais como: ecológica e espiritual. Se alguém entregá-lo um mapa. tanto aquele que fizer individualmente (tabulação individual). quanto àquele que fizer coletivamente (tabulação coletiva). apesar de ter a inteligência lógico-matemática. retraem-se um pouco e tendem a se fechar após os setenta e dois anos.

objetivando um bom funcionamento organizacional. A meta final da comunicação institucional é gerar consentimento e concordância. Bem. estabelecer e manter relações duradouras de confiança com a sociedade em geral. mediante a comunicação expressiva . é a comunicação. Ao analisarmos essa situação. pelo simples fato de existir.emocional. uma maior motivação e satisfação do seu público interno. a forma de discurso que será aceito ou não por você e seus colegas. Vale lembrar que as normas. implementável em qualquer instituição: pública ou privada. Consegue-se isso com uma combinação da eficácia enquanto sistema e seu sucesso em obter condições vantajosas ou . sem dúvida. os sistemas de coerção que existem no seu local de trabalho passam por processos de codificação e decodificação. página 02 Afirmamos que a comunicação institucional é uma técnica de gestão. que tal entendermos um pouquinho sobre o poder que a comunicação emana? Qualquer empresa/instituição é legitimada por inúmeras formas de poder e uma delas. assumindo. mostrar como o processo comunicativo no seu trabalho pode ser mais eficaz e eficiente. comunicação institucional. mesmo que Empresarial ou Organizacional. enfim. é cabível a seguinte pergunta: Qual o objetivo dos profissionais que lidam com comunicação na empresa? Esses indivíduos devem produzir aceitação. recebem tratamento ao nível do código lingüístico. Vamos. Porém. tanto interno quanto externo. não é fácil fazer com que todos os funcionários tenham a mesma compreensão daquilo que está sendo transmitido. uma maior notoriedade por parte do público externo. mas também provê a intermediação do discurso organizacional. vamos ver agora sobre a comunicação institucional. A comunicação. controla os participantes internos e externos. promove uma maior aceitabilidade da ideologia empresarial. E mais: exerce o tipo de poder expressivo e este tende a ligitimar os demais tipos de poderes existentes em uma organização. bem como. Eficiência e eficácia da comunicação institucional Assim. ajusta interesses. os processos de recompensas. tivemos uma breve introdução da importância da comunicação.Antes de falarmos a respeito da comunicação institucional. pequenas/médias ou grandes empresas. A comunicação fundamenta-se não apenas nos conteúdos de diversas disciplinas do conhecimento humano. ao final. não é mais do que um esforço deliberado e planeado para estabelecer relações de confiança entre o mundo empresarial e todo o seu público. então. visando à concretização e alcance de um objetivo comum. gera influências. Mas o que seria eficácia institucional? Eficácia institucional é a extensão em que todas as formas de rendimento para a organização são maximizadas.

você e ele estavam cientes de que a comunicação havia sido compreendida. do problema. Vejamos abaixo uma torre que representa o assunto abordado: . Porém. um dos componentes fundamentais da eficácia é a eficiência. pois tiveram algumas falhas no percurso. com perdas mínimas de energia. Ele pediu para você interpretar. entregou o processo na data marcada pelo seu chefe. a seu chefe. Bem. Que tal analisarmos um exemplo de eficácia e ausência de eficiência para termos uma melhor compreensão? Você entregou na data correta. então. Nesse caso. Quando seu chefe lhe passou o trabalho. Ocorreu. pesquisas. Analisar a eficiência apenas pela ótica de produtividade pessoal é ter uma visão falha. você atingiu a eficácia. fazer as devidas modificações e que elaborasse uma crítica fundamentada. página 03 Por que não fez as críticas fundamentadas? Talvez por não ter compreendido quando seu chefe lhe solicitou para realizar essa tarefa. As falhas na comunicação estão entre as principais causas do fracasso ou da pouca praticidade dos programas de treinamento. se não tiver acontecido. podemos ser eficazes e não sermos eficientes ou atingirmos a eficiência. todos os processos que ele solicitou. qualquer tipo de tarefa feita no dia a dia pode haver falhas. Notou como a comunicação é importante no ambiente de trabalho? Isso pode realmente acontecer com qualquer um de nós. mas é isso que deve ser evitado. podemos analisar a eficiência como o uso sinérgico de todas as formas para a geração de um produto.inputs de que necessita. talvez míope. Porém. Nos projetos. uma falha na comunicação institucional. mas não alcançou a eficiência. você não elaborou uma crítica fundamentada. porém não alcançarmos a eficácia.

Você conversa durante uma hora e meia com seu colega de trabalho. as empresas são compostas essencialmente de pessoas. sua cultura. Pedro fala da importância de formarem uma parceria a fim de concluírem mais rapidamente o projeto. com a qual o receptor concordava. E como são compostas de pessoas sofrem – incrível – do mesmo mal. Falou também sobre as diretrizes que devem ser seguidas para que o sucesso seja atingido. Pode até soar falsa ou ingênua a generalização. O emissor pode ter compreendido de forma clara o objetivo de sua mensagem. sua missão. Ao finalizar a conversa. mas os resultados podem ser insatisfatórios ou até mesmo desastrosos. seus valores. você acha que compreendeu todo o pensamento de Pedro e passa para sua equipe as diretrizes de Pedro. Pedro. com resultados claros para ambos.Podemos fazer uma analogia das empresas com os seres humanos. vamos mergulhar um pouco mais nesse imenso mar de águas profundas. Pois toda empresa é única. sobre um projeto que sua equipe está desenvolvendo. Por favor. Antes de concluir. Pedro lhe procura para dizer que ouviu um funcionário de sua equipe afirmar que ele . O mal da falta de comunicação. um ato em que emissor e receptor se envolvem em uma mensagem. Afinal. Vamos verificar outro exemplo. página 04 Uma comunicação eficaz não é o que aparentava. Sem exceção. não façam julgamentos precipitados. Vamos mergulhar além das espumas das ondas. A comparação com o ser humano é absolutamente justificável e óbvia. A eficácia do desempenho comunicativo não é o mesmo que eficiência do encontro comunicativo. Depois de alguns dias. como todo ser humano. Duas pessoas podem ter uma conversa eficiente. E eu disse t-o-d-a-s as empresas. Cada empresa tem sua história. como se tivessem mensagens divergentes.

Podemos dizer que a eficiência da comunicação se mede pelo relacionamento entre eficácia obtida e os custos necessários para sua obtenção: A comunicação institucional se define como moderna e estratégica. de forma que sejam vantajosos para si ou para sua organização. p. o desenvolvimento das aptidões de alguém para receber comunicação é tão importante como o desenvolvimento das aptidões de um indivíduo para comunicar. talento. Fluidez nas comunicações pode ser traduzida por relacionamentos saudáveis. Como instrumento de inteligência empresarial. Gestão . pesquisa. Em suma. conclusão Conclusão Como foi dito. “Relevância.Módulo III Aula 7 Para efeito de sua própria autoavaliação. tem como principal objetivo o bom funcionamento organizacional e sua meta é gerar consentimento e concordância naqueles que integram direta ou indiretamente a organização. 1986. credibilidade. Mas como as empresas/instituições são compostas de pessoas. mais a comunicação fluirá — e fluindo a comunicação. adequação. a fim de que resultados desastrosos não façam parte da sua empresa ou de sua vida. Ela requer planejamento. esse exemplo acontece inúmeras vezes no cotidiano quando o assunto é comunicação institucional. 39). entendimento. mais a empresa/instituição será produtiva. . a comunicação institucional é utilizada para estabelecer relações de confiança entre o mundo empresarial e todo o público ao seu redor. deve ser coordenada e praticada por especialistas. de modo a fazê-los seguir suas intenções. do emissor de afetar os outros. em Avaliações. a comunicação institucional no século XXI não tolera improvisações e amadorismo. de um lado. os problemas de comunicação nunca deixarão de existir. Por isso a comunicação se torna algo fundamental e as falhas devem ser eliminadas desse processo. profunda e intensamente. espírito crítico.falou algo que ele não disse. no que tange a eficiência comunicativa. Bem. criatividade e inovação. vontades e também o potencial para ser afetado pelos outros. no processo de gestão e está afinada com a cultura organizacional. de outro modo. deve ser analisada como a potencialidade.exercícios de autoavaliação . insere-se. realize as atividades localizadas no menu lateral: "Avaliação". Porém. Quanto mais a equipe estiver afinada com a missão e com as metas da empresa. sincronia são algumas características que podem ser analisadas no estudo da eficácia” (Torquato.

seria utópico crer que elas são infalíveis e irão resolver de imediato todos os problemas. porém o grau de intensidade não precisa ser o mesmo. em um clima de harmonia e de respeito. nos vimos na obrigação de dar o máximo de nossas capacidades e assim melhorar a produtividade e a eficácia. nós nos deparamos com fatos e problemas mais amplos e mais complexos. por exemplo. Depois dele. o dinamismo inerente ao grupo. equipes de pesquisadores estudaram a psicologia dos grupos e chamaram essa nova ciência de “dinâmica de grupo”. Com o fim da automação. o grupo deve ter um objetivo em comum. deu início a alguns estudos sobre esses problemas. As dinâmicas de grupo são técnicas de discussão verbal. Diante disso.Dinâmica de Grupo aula gravada em áudio DINÂMICA DE GRUPO Podemos afirmar que o trabalho em equipe está em voga. O nosso intuito é transmitir a você o pensamento dessa dinâmica e facilitar uma iniciação a algumas de suas técnicas. O conjunto de técnicas também é designado de dinâmica de grupo. em 1930. é relevante o “intercâmbio” estabelecido entre os integrantes do grupo. Às vezes uns desejam alcançar o objetivo estabelecido mais do que outros. Junto com a pesquisa científica surgiram várias técnicas que foram postas em prática com o intuito de aumentar a eficácia do trabalho em equipe. o qual pode ser modificado com a chegada ou saída de um membro. Vamos começar? Natureza do grupo Antes de qualquer coisa. a planificação econômica e reestruturação do ensino. praticamente uma interação psicológica. com as quais se podem confrontar diferentes pontos de vistas . . E por fim. Kurt Lewin. O que iremos falar neste capítulo não são receitas mágicas de como conduzir uma dinâmica de grupo com sucesso.aula 08 . página 02 Em seguida. É justamente essa interação o critério essencial dos grupos autênticos.

Grupos mistos: são aqueles que unem à eficiência do grupo de trabalho o realismo psicológico do grupo de formação. praticamente um brainstorming). algumas etapas devem ser seguidas.Grupos de trabalho: este grupo preocupa-se com a tarefa que lhe foi designada. alguém que faz intervenção junto ao grupo com o objetivo de estimular as idéias e conduzir os trabalhos para um resultado que se busca atingir.Um grupo deve possuir a seguinte estrutura: Divisão dos grupos Os grupos podem ser divididos conforme os objetivos estabelecidos. página 03 . São eles: grupos de trabalho. Ou seja. ou seja. O trabalho primordial do animador pode ser dividido em cinco etapas: . Independente do tipo de grupo.Grupos de formação: há uma preocupação de analisar o processo em si e suas relações interpessoais. de formação e mistos. Ele deve estar sempre alimentando a imaginação dos participantes da dinâmica. . O animador É fundamental o papel do animador em uma dinâmica de grupo. A figura do animador é como a do mediador. proposta dos elementos de solução (visa ampliar o conjunto de sugestões que cada um tem a fazer. . são quatro etapas: determinação dos objetivos e definição dos termos. o grupo tenderá a analisar se o motivo que lhe desagrada é emocional ou não. no tempo que dispõe para isso. se você não concorda com o que seu colega disse. crítica das propostas e tomada de decisão. E quais são as etapas que os grupos geralmente têm de passar para atingir seus objetivos? Conforme algumas experiências realizadas nesse campo por estudiosos.

página 04 Um detalhe que vale ser lembrado é que o animador não pode colocar a opinião pessoal para o grupo. Você deve estar se perguntando como a dinâmica de grupo lhe será útil no seu trabalho? Vamos imaginar que lhe entregassem uma folha como a que segue: página 05 Após preenchido o restante da lista. pois ele deve estar totalmente voltado para a opinião dos participantes. como todas as pessoas. No momento oportuno. Os animadores têm perfis distintos. via e-mail (para não haver o problema da sua letra ser reconhecida). Podemos fazer uma comparação entre os três tipos de comportamento desses indivíduos. você imprimirá e colocará em uma urna. o chefe de sessão marcará uma reunião. onde todos deverão tecer comentários sobre aquilo que . A conversa paralela que foge ao tema é redimensionada pelo animador.

Não acumule dúvidas. existem inúmeras técnicas que podem ser utilizadas para alcançar um objetivo comum. As dinâmicas são técnicas simples. No momento em que você assume algo da sua personalidade. conclusão Conclusão Nos últimos tempos ouvimos com freqüência o termo “dinâmica de grupo”. Enfim. com o objetivo de ouvir as idéias que cada um possui. você gosta que as coisas sejam feitas da sua maneira e fica extremamente aborrecido (a) quando fazem o contrário. não impossibilita que se faça o uso dessas técnicas em grupos maiores. nesses casos.Módulo III Aula 8 Para efeito de sua própria autoavaliação. no máximo. Caso você consiga assumir isso na frente de seus colegas. seja algo bom ou ruim. o coordenador divida o plenário em subgrupos para o desenvolvimento dos trabalhos e reúna o grupo integral nos momentos de socialização e de síntese.exercícios de autoavaliação . Essa técnica é igualmente proveitosa aos participantes do grupo (porém um pouco difícil fazer uma autocrítica verbalmente). Orientamos que. Outra técnica que pode ser aplicada no seu trabalho é a sessão autocrítica. é recomendável que os grupos tenham. com certeza seu relacionamento com essas pessoas se tornará mais agradável.Ferramentas Gerenciais aula gravada em áudio . A autocrítica objetiva assegurar um melhor aprendizado do trabalho/dinâmica em grupo. Isto. porém. favorecendo uma tomada de consciência mais aguda dos componentes individuais e coletivos. em seminários e outros. para o trabalho com dinâmica ter um desenvolvimento pleno. Procure saná-las logo que apareçam. realize as atividades localizadas no menu lateral: "Avaliação". analisá-las e colocá-las em prática. com um clima descontraído e de total harmonia. em Avaliações. Gestão . citamos nessa aula algumas delas e para isso o papel do animador é relevante. 20 participantes. utilizadas com o intuito de confrontar idéias. Isso se deve ao fato de que as organizações estão buscando interagir o funcionário com a empresa. as pessoas irão levar consigo o que foi falado e ponderarão quando você tiver o comportamento que foi explicitado. aula 09 . É importante observarmos que. Por exemplo.consta na pauta de debate. em congressos.

Os métodos gerenciais Quando o assunto é gerência.Qualidade: precisamos entender que a qualidade é definida a partir do público externo. Ao perguntarem aos chefes o que eles mais gostariam de melhorar. baseando as decisões em dados e entendendo a variação” (Joiner. trabalhar em uma organização saudável onde haja dignidade. A necessidade de unir a organização como um sistema é desejado por todos os funcionários que nela trabalham. podemos utilizar quaisquer artifícios a fim de alcançar o desejado. Vamos falar de um método denominado TQC – Controle da Qualidade Total (Total Quality Control). Essa aula irá mostrar algumas das várias ferramentas que podem ser usadas na área gerencial.Abordagem Científica: “Aprender a dirigir a organização como um sistema. quase todos responderiam: “Gostaríamos de eliminar as barreiras entre os departamentos”. Vale ressaltar que os gerentes de hoje preocupam-se muito com os resultados. a organização será um conjunto de ilhas. produzir e gerar um produto/serviço que seja satisfatório para quem o receberá. desde que sejam artifícios éticos. Para que essas barreiras sejam rompidas. sem comunicação entre elas. página 02 . respeito. então. . mas sabem que os melhores resultados só podem ser obtidos mediante um aperfeiçoamento básico. p. confiança e.FERRAMENTAS GERENCIAIS Uma das maiores dificuldades existentes nas empresas/instituições é saber qual a melhor forma de dizer aos nossos chefes onde estão os problemas. O triângulo de Joiner mostra uma maneira de descrever a essência da gerência do século XXI.Todos uma equipe: vimos sobre a importância dos grupos na aula anterior. Check. principalmente. Ter em mente a obsessão por maravilhar o cliente e não apenas se satisfazer com aquilo que não os aborrece. A prática do bom controle de qualidade significa desenvolver. Outro método muito utilizado pelos gerentes é o Ciclo PDCA (Plan. é fundamental a instituição estabelecer uma meta em comum e fazer com que seus funcionários tenham conhecimento a fundo de seu teor. Action) de controle de processos. Trata-se de um método gerencial que necessita da participação de todos os setores e de todos os funcionários na condução do Controle de Qualidade. criando raciocínio de processo. Caso contrário.11). 1995. Do. mas ir além para atender suas necessidades atuais e futuras. . . Devemos.

Essas alterações visam a melhoria do nível de qualidade planejado inicialmente. As Ferramentas Diagrama de Causa e Efeito Uma das ferramentas utilizadas no controle de qualidade é o Diagrama de Causa e Efeito. página 03 Vamos fazer uma breve análise do que consiste cada etapa.Estabelecimento da diretriz de controle é o planejamento da qualidade. Existem duas maneiras de atuação possíveis: a primeira é utilizar como padrão o plano proposto. vamos listar várias ferramentas para que você possa fazer a sua análise e verificar qual a mais adequada para a sua área de atuação. 2.Primeiramente. 2. Planejamento (P): esta etapa possui dois focos. O Ciclo PDCA é um método gerencial de tomada de decisão para garantir o alcance das metas necessárias à sobrevivência de uma organização. a educação e o treinamento no trabalho são essenciais. 3. Verificação (C): o resultado alcançado deve ser comparado com a meta planejada. 1.Manutenção do nível de controle: o mesmo que manutenção de padrões. estabelecer metas e estipular o método para alcançá-las. Ação corretiva (A): esta etapa atua no processo conforme os resultados obtidos. a segunda atua sobre as causas do não–atingimento das metas. Tem como função mudar o nível de controle atual e alterar os procedimentos padrão de forma que o novo nível de controle seja alcançado.Alteração de diretriz de controle: está relacionado às melhorias. 1. caso a meta tenha sido atingida. a partir dos dados coletados na etapa de execução. Execução (D): as tarefas devem ser executadas exatamente como foi previsto na etapa anterior e coletar dados que serão utilizados na próxima etapa de verificação do processo. Consiste em assegurar que a meta estabelecida no item 1 seja atingida. Agora que analisamos alguns métodos de gerenciamento. Nesta etapa. 3. 4. caso o plano não tenha sido efetivado conforme o planejamento inicial. precisamos mostrar que o controle de processo compreende três ações principais. que é conhecido também como .

Podemos citar algumas categorias naturais para a estratificação de dados: equipamentos. um item de controle que não atinge o nível desejado. pessoas e informações do processo de medidas. Com esta ferramenta o chefe tem a possibilidade de verificar se há algum resultado indesejável de um processo.Diagrama de Ishikawa ou Diagrama de “Espinha de Peixe”. . material. tendo como objetivo analisar o fornecimento de um produto ou serviço. Ferramenta de estratificação É o agrupamento da informação sob vários pontos de vista. condições ambientais. métodos ou procedimentos. operador e tempo. o Diagrama de Causa e Efeito é uma combinação dos elementos. que será observada logo a seguir. insumos. equipamentos. ou seja. devido à sua forma. de modo a focalizar a ação. Bem. página 04 Vamos tentar fazer um Diagrama de Causa e Efeito de uma instituição pública.

Permite. também. podendo ser duas causas de um processo.página 05 Gráfico de Pareto É um gráfico em forma de barras verticais que dispõe a informação de maneira a tornar evidente e visual a priorização de temas. dois efeitos ou uma causa e um efeito. o estabelecimento de metas numéricas a serem alcançadas. Diagrama de Dispersão É um gráfico utilizado para visualizar de forma eficiente o tipo de relacionamento existente entre duas variáveis. Vamos verificar como é essa ferramenta? Diagrama de Priorização .

Fluxograma ou Diagrama de Processo É o estudo da lógica de todas as possibilidades de ocorrência de eventos no caminho para se atingir a meta. permitindo. Esta ferramenta serve para organizar a seqüência de tomada de decisões.Esta ferramenta processa as informações contidas em um conjunto de dados constituído por um grande número de variáveis. conclusão Conclusão . variáveis. entradas e saídas de um processo. página 06 A matriz de priorização fornece um método de focar a atenção de um grupo de trabalho sobre as principais opções antes de partir para o planejamento das atividades. de modo que essas variáveis possam ser representadas por apenas duas ou três características gerais. Os fluxogramas são ferramentas que servem para ilustrar de forma ordenada o conjunto de etapas. atividade etc. estabelecer uma classificação numérica de prioridade entre um dado conjunto de opções. desta forma.

assim. Precisamos saber quando a nossa auto–imagem difere daquela que os outros têm de nós e. aula 10 . agora. Gestão . interpretar a figura abaixo. mediante a conscientização da importância de dar e receber feedback. devidamente estruturada e visualmente documentada dos processos. Apenas uma curiosidade! Vamos. transformações e equipamentos que estão sobre a sua responsabilidade. Joseph Luft e Carry Inghan. fica a seu critério a escolha mais apropriada. . O termo Johari foi uma junção dos dois nomes: Joseph e Harry. que visavam realizar uma abordagem da personalidade humana através de suas relações. Para que serve a Janela de Johari e quem a criou? A Janela de Johari é um instrumento prático que serve para analisar a maneira como um indivíduo se relaciona com os outros. em seu grupo. No Módulo IV veremos com mais detalhes várias ferramentas gerenciais citadas nesta aula.exercícios de autoavaliação .Módulo III Aula 9 Para efeito de sua própria autoavaliação. Foi criada em 1961 pelos Drs. podemos fazer uma auto–análise utilizando o recurso da “Janela de Johari”. realize as atividades localizadas no menu lateral: "Avaliação".Para que você assuma um papel ativo na melhoria contínua do funcionamento de seu trabalho é imprescindível que possua uma noção precisa.A Janela de Johari aula gravada em áudio JANELA DE JOHARI A Janela de Johari pode ser utilizada para melhorar as relações interpessoais. Depois de analisarmos algumas ferramentas que podem ser utilizadas conforme a situação.

mas isso pode afetar outras pessoas.O “eu desconhecido”: desconhecido por você e pelos outros. Muitas vezes o “eu oculto” é dissimulado.O “eu cego”: é algo percebido pelos outros e desconhecido por você. a fim de dar e receber feedback. Por exemplo. vamos dar continuidade ao assunto. O ser humano possui em sua natureza os aspectos de interpretar. ou seja. tensão nervosa. não podemos esquecer que o normal é projetar para o exterior os nossos pensamentos e reações. compreender. No caso do “eu aberto” elas são retratadas e não existem barreiras que possam disfarçar algum comportamento. divulgando seus próprios pensamentos. Porém. mas na verdade ele está ansioso para mudar de trabalho. são caminhos jamais percorridos. de ser quem realmente somos. ver-se como eles o vêem. sua agressividade. Ele também é conhecido como “arena”. embora sua vontade não tenha aflorado ou uma reação histérica sem que nem você e nem ninguém pudessem imaginar que um dia isso aconteceria. percepções e sentimentos de como o comportamento dos outros o está afetando. Por exemplo. Porém. Temos coisas que se encontram escondidas nos recônditos da nossa alma e talvez jamais tenhamos conhecimento que existam..O “eu oculto”: conhecido por você. aquilo que você sabe que tem e os outros também. porém desconhecido pelos outros. que na maioria dos casos. bastante interessante. em termos verbais ou não. Podemos considerá-lo o “eu transparente”. julgar. gestos e atos. 3. vistas nas aulas cinco e seis.. E podemos verificar tais reações nas nossas palavras. Bem. sentir. uma característica. conquistando as inteligências pessoais (intra e inter). Que tal irmos um pouquinho mais a fundo em cada quadrante da Janela de Johari? O “eu aberto” O “eu aberto” é o mais fácil de ser compreendido. tendemos a encarar as nossas reações como algo normal. Não há dissimulação. Exemplo: Um indivíduo que aparenta estar trabalhando satisfeito. uma habilidade. Normalmente. b) auto – exposição: consiste em dar feedback aos outros. Exemplo: ser uma pessoa educada. página 03 O “eu cego” .O “eu aberto”: é o conhecido por você e pelos outros.1. É justamente aquilo que você é e passa para os outros. Pois como sabemos. página 02 4. 2. precisamos confrontá-lo com reações de outras pessoas para verificar se devemos ou não mudar o nosso “eu” de maneira geral ou somente em relação à determinadas pessoas. o feedback precisa ser analisado de maneira racional. O desconhecido é um nada dentro de você. O ideal é que tenhamos esse “eu” o mais aberto possível. existem pessoas mais sensíveis que outras. não? Os dois principais elementos que necessitam análise na Janela de Johari são: a) a busca de feedback: está relacionado com a relevância de receber reações dos outros. retratam ou traem o teor de nossas atitudes. Exemplo: o dom de tocar algum instrumento.

Em geral.jpg Quando um colega se decide a favor de um ponto de vista. porém “não se enxergam”. Vamos analisar mais uma situação do “eu oculto”. Se você se identificou com alguma situação acima ou alguma semelhante.Vamos falar agora de um quadrante da Janela de Johari que requer mudanças. pega um revólver emprestado e comete um crime vicinal. foi o melhor exemplo que achamos para explicar a você sobre o eu oculto. Pessoas que possuem esse quadrante com muita evidência. porém vive a base de tranqüilizantes. comportamento. do funcionário que trabalha demonstrando satisfação e no fundo está insatisfeito com o que tem feito.juarezonline. Quando o mesmo acontece com você. O “eu desconhecido” É simplesmente aquela característica. são pessoas vistas como confiáveis pelas outras. sem esboçar muitas reações. Todos pensam que você é uma pessoa calma. mas não estão dispostos a ouvir ninguém. Pessoas que possuem essa janela muito aberta. mas em geral. não dão feedback. são vistas pelas pessoas com desconfiança por não arriscar emitir opiniões sobre nada. Vamos a um exemplo: um indivíduo pacato e tranqüilo que trabalha como voluntário numa instituição de idosos. O exemplo dado anteriormente. está sendo apenas firme.com/1/cromos/lupa. página 04 O “eu oculto” O indivíduo que é caracterizado por possuir o “eu oculto” é aquele que tem algo a esconder ou simplesmente não gosta que ninguém saiba o que se passa em sua vida. ele é cabeça-dura e. é necessário rever sua lente de aumento com relação aos defeitos dos outros e o seu ponto cego com relação aos seus. quando você o faz. Falam pelos cotovelos. apenas ouvem taciturnamente os outros. Por que será que quando o seu colega de trabalho não faz uma determinada tarefa ele é preguiçoso e quando você não faz é porque está muito ocupado (a)? Quando um colega do seu trabalho passa por você e não o cumprimenta ele é um dissimulado. ao ser confrontado com uma ameaça grave de um vizinho arrogante. . Fonte: http://www. normalmente dão muito feedback. atitude ou habilidade que nem você e nem outras pessoas sabem que têm. é apenas distração.

Você é neurótico (a)? É impressionante como nos últimos tempos o número de pessoas que “sofrem dos nervos” tem aumentado. Isso coloca o indivíduo em luta contra os que deveriam ser seus companheiros. O que é ser neurótico.que nem ele imaginava que pudesse cometer. e termina colocando novamente outra pitada de valores positivos. Porém. o melindre que se tem na recepção de feedbacks negativos. premia-se o triunfo a qualquer preço. mas isso não autoriza confundir esses dois males. com o indivíduo que está descentrado na sua forma de pensar e sofre de manias. eu oculto e o eu desconhecido. conclusão Conclusão A Janela de Johari é dividida em 4 quadrantes: eu aberto. Assim. isso não impede que os neuróticos sejam desequilibrados e nem o contrário. Muitos confundem o neurótico com o desequilibrado. pode magoar profundamente. Por isso a técnica “sanduíche” é recomendada. então? É a pessoa que vive de tal maneira que todos os problemas existenciais agregam-se de um padecimento provocado por um desequilíbrio ou desarmonia funcional do sistema nervoso. ainda. depois apresenta cautelosamente os valores negativos que quer lhe dar. Porém. E mais ainda . Porém. é dando e recebendo feedback. ao invés de colaboração. Esses devem ser dados em particular.devem estar enquadrados na técnica “sanduíche”. Acredito que podemos finalizar o tema Janela de Johari lembrando que a migração das janelas “oculta” e “cega” para a janela “aberta” se dá através de emissão e recepção de feedbacks. Mas o mesmo não acontece com feedbacks negativos. antes de apresentar um valor negativo para outra pessoa. Nem ele esperava por isso e nem os outros. Acontece que feedbacks positivos não há problemas algum para essa troca. vale ressaltar que o eu desconhecido. eu cego. seus amigos e irmãos sociais e. reduz-se potencialmente. ainda que em público. Um surto psicótico fez com que desencadeasse uma reação absolutamente imprevisível no seu comportamento. ou seja. coloca-se uma porção de valores positivos nela. Esses quadrantes estão relacionados com aquilo que você é ou aquilo que as pessoas pensam e vêem em você. A técnica “sanduíche” é aquela que. página 05 Como fazer para sua janela se tornar cada vez mais aberta? A forma mais prática que se tem de migrar as janelas do “eu cego” e do “eu oculto” (já que a do “eu desconhecido” não tem uma receita). onde todo valor negativo deve ser precedido . Um valor negativo colocado em público pode vir a constranger a pessoa que o está recebendo. e. Além de não ser útil e nem eficaz para a sua mudança. exalta-se a competição. O fato é que pode ter pessoas que sofrem de dor de cabeça e calos nos pés. os valores negativos devem ser dados individualmente para que não haja mágoas por parte de quem os estão recebendo. nem você e nem ninguém conhece. utilizando-se de uma técnica que chamamos de “sanduíche”.

N. Check e Act KAISEN C.T .Plan. Acesso pelo menu "Avaliação.Controle da Qualidade Reengenharia Gestão do Conhecimento e do Capital Intelectual Família I. clique na atividade pretendida no painel de desempenho.O. Organização.C. o Professor-Tutor pode solicitar que você reformule sua resposta. caso em que ele enviará uma mensagem orientando-o nesse sentido.R.e concluído entre valores positivos. Do.P.Módulo III Aula 10 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos.exercícios de auto-avaliação .Balanced Socrecard aula 01 . .A . Direção e Controle).Q. Gestão ."Plan-Do-Control-Action" (ciclo do Planejamento composto de: Planejamento. O acesso é pelo menu Avaliação. Para visualizar a correção. Modulo IV Módulo IV aula 01 aula 02 aula 03 aula 04 aula 05 aula 06 aula 07 aula 08 aula 09 aula 10 CICLO PDCA . Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. aula gravada em áudio . que serão corrigidos pelos tutores. botão Avaliações. Enterprise Resource Planning BSC . em Avaliações".Prêmio Nacional de Qualidade E.Q .S.International Standartization Organization Supply Chain . Lembre-se de que caso seja necessário. Avaliação Final de Módulo III Avaliação de módulo – São exercícios subjetivos. Espera-se que o aluno demonstre capacidade de análise e domínio dos temas estudados.P.Cadeia de Suprimentos P.D. disponíveis ao final de cada módulo.

É essencial para o acompanhamento e a avaliação do ciclo. No caso de desenvolvimento de um sistema de informação. Veja se o bloqueio ao problema foi efetivo. No plano pessoal. O que você quer conseguir? Qual seu objetivo? Identifique as causas dos fatores negativos e elabore um plano de ação simples e consistente para atingir o objetivo. para que a mudança seja concretizada e possa levar a novas melhorias. estabelecer metas e definir os métodos que permitirão atingir as metas propostas. Shewhart. Executar): Faça exatamente o que planejou. tendo disciplina para colocar em prática. implementar. Foi desenvolvido na década de 30 pelo americano Walter A. Compare o resultado com seu plano. 03. educar. planejar o que será feito. diversos indicadores para medir o desempenho podem ser criados nessa etapa.CICLO PDCA . Tornou-se mundialmente conhecido ao aplicá-lo nos conceitos de qualidade no Japão. o que planejou.jp O PDCA é uma ferramenta aplicada não apenas uma vez em determinado processo. Fazer. Observe se existem diferenças entre o que planejou e o que fez e se a meta foi atingida. . contemplando o planejamento.Plan. Tomar iniciativa.ac. Check e Act O que é? O método PDCA ou ciclo de Deming: Planejar. de forma continuada. esta atividade pode corresponder ao desenvolvimento e uso do sistema. As análises e medições dos processos são relevantes para a manutenção e melhoria dos mesmos. Do (Fazer. Execute com fidelidade seu plano. tal como uma linha de chegada. executar o planejado conforme as metas e métodos definidos. mas foi Deming seu maior divulgador. trabalha talentos e habilidades . uma deficiência ou uma possibilidade de melhoria que leve a uma meta. para atingir o próximo momento. De acordo com o tipo de melhoria que se deseja obter. mas sim sucessivas vezes.jpa. Bloqueie as causas do problema. Vale ressaltar que o ciclo deve sempre começar com a definição de uma meta. treinar. As Etapas do Ciclo PDCA: 01. página 02 02. Verificar e Agir de controle de processos é o principal método da Administração pela Qualidade Total nas organizações. Do. a padronização e a documentação destes. Check (Verificar): Conferir se o que foi feito está certo. Fonte: http://www. esta atividade pode corresponder ao planejamento do sistema. Definir o que queremos. Plan (Planejar): Detectar um problema. No caso de desenvolvimento de um sistema de informação.

preventiva (evitando futuros problemas) ou padrão (se tudo bem). se há problema. Pense no tipo de ação que deve ser aplicada: corretiva (se houve problema).org/programs O Programa 5 S . implementações e continuidade do sistema.No caso de desenvolvimento de um sistema de informação.de/geschaeftsfelder/managmentsys/pdca.ibiweb. esta atividade pode corresponder aos testes.sakosta. análise das informações geradas e avaliação de qualidade do sistema. página 03 Fonte: www. se a avaliação do desempenho dos processos na etapa anterior não for satisfatória. 04. Se houver. Act (Agir): Verificar o resultado da etapa anterior. No caso de desenvolvimento de um sistema de informação. esta atividade pode corresponder aos ajustes. atuar para que não se repita. Fonte: http://www. assumir ações corretivas ou de melhoria.gif Ou seja.

A . classificação de materiais. inclusive discos de computadores. formando um todo único e simples que ajudam a encarar o ambiente de trabalho de uma maneira totalmente nova. incluindo computadores (inclusive discos internos) e periféricos A PADRONIZAÇÃO ou ambientação. armários. deixa cada coisa em seu lugar para pronto uso. Aplica-se em tudo que há no local de trabalho: pastas. o mesmo deve ocorrer com relação à organização da área de trabalho. O material deverá ser enviado à área de descarte. onde cada coisa tem que ter nome. vazamentos. A LIMPEZA ou inspeção. materiais que se usa no dia a dia. ferramentas. gavetas. quando pronunciadas em japonês (ou as equivalentes em inglês): página 04 As empresas que buscam melhorias da qualidade de vida no trabalho criaram no programa 5S uma base para o desenvolvimento dessa qualidade. equipamentos ou ferramentas no local de trabalho. No Programa 5S. condições padronizadas que clareiam a mente do funcionário e a disciplina necessária para realizar um bom trabalho. dia após dia. utilização. asseio. higiene. facilitando ao próprio funcionário saber o que está certo e o que está errado. A ARRUMAÇÃO ou sistematização. padrões de arrumação. etc. Definir um lugar para as coisas. em equipe. as áreas isentas de pó. guardar as coisas e obedecer as regras. armários. mantém tudo sempre limpo. liberação de espaço. Aplica-se a todos os aspectos do ambiente do trabalho: mesas. onde cada um deve cuidar da sua área. utilizando o Ciclo PDCA como suporte. pois possibilita a identificação de defeitos. peças quebradas. para manter somente o que é útil. ordenação.O "Programa 5 S" é uma prática desenvolvida no Japão e ocidentalizada como "Housekeeping" (ou “cuidar da casa”). que buscam fortalecer 5 Sensos. discos de computadores. Limpeza é forma de inspeção. gerando descarte dos itens sem utilidade. mantém o estado de limpeza. conservação. A implantação dos 5Ss é conseguida por meio da operacionalização de cinco passos integrados. a limpeza. Manter a arrumação do local de trabalho. não só os aspectos de qualidade e produtividade devem ser delegados aos funcionários. A denominação "5S" é devido às cinco palavras iniciadas pela letra "S". com seus respectivos diretórios ou pastas de trabalho. gerando o descarte de coisas não necessárias. A ORGANIZAÇÃO ou seleção. O local de trabalho deve ser dividido em áreas de responsabilidade. zelo. etc.

Módulo IV Aula1 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. fazer uma pós-graduação. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. arrumação. É praticar e praticar para que as pessoas façam a coisa certa naturalmente. Ele está à sua disposição e pode ajudá-lo. vestuário. CONTROLAR E AGIR . contate o seu tutor por meio da Plataforma de Educação a Distância do ILB (menu "Comunicação" .exercícios de autoavaliação . aula 02 . que é a arte de fazer as coisas certas. ventilação. na trajetória para alcançar novos objetivos. adquirir outra habilidade. higiene pessoal e tudo o que causar uma impressão de limpeza. formas. harmonia.é um modelo mental muito simples. como forma de criar bons hábitos. disciplina) surgiu no Japão e se firmou como um conjunto de boas práticas para garantir um ambiente de trabalho saudável e agradável. padronização e reconhecimento de trabalhos bem feitos. com uma melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores e aumento da produtividade. alcançar um novo posto na empresa. execução de tarefas com registros de dados e fatos. Acesso pelo menu "Avaliação". limpeza. análise de cenários. num processo de repetição e prática. A disciplina é a base de uma civilização. Girá-lo de fato significa construir uma gestão baseada em etapas que caracterizam iniciativa e ação do gestor. Gestão .padronização inclui outras considerações. diagnósticos. A padronização busca manter os três primeiros Ss (organização. conclusão Conclusão A conexão do final de um ciclo PDCA e o início do outro (Agir → Planejar) é o núcleo do desenvolvimento que permite atingir níveis superiores. Usar o PDCA de forma universal. padronização. medição para obter controle. treinamento e desenvolvimento. calor. educação. O importante é estabelecer prioridades que são interessantes e poderão se concretizar com empenho e confiança. para a melhoria contínua e eficiente dos processos empresariais ou individuais (falar outro idioma. Em caso de dúvidas. de forma natural e cotidiana. A DISCIPLINA ou auto-disciplina.iluminação. O conjunto de práticas denominado 5S (organização. mas seu ciclo completo exige muita fundamentação. etc)."Mensagem") ou por e-mail. análise e ações corretivas. mudar determinado comportamento. tais como: cores. O PDCA – PLANEJAR.Kaisen aula gravada em áudio . DESENVOLVER. o mínimo para que a sociedade funcione em harmonia e o caminho para a melhoria do caráter das pessoas. arrumação e limpeza) de forma contínua.

O conceito de Kaizen. etc. Um sistema de custo kaizen abrange o sistema contábil administrativo da empresa e seu programa de atividades kaizen no nível de chão de fábrica (“Just In Time” .promove um certo benefício para os usuários. Mas. custeio kaizen significa manter os níveis correntes de custo e trabalhar sistematicamente para reduzir os custos a valores desejados. qual é a ligação do kaisen com a "gambiarra"? Não se pode negar que é uma melhoria que: .JIT. ações e programas de Melhoria Contínua. quando ocorrem mudanças drásticas. Em seu primeiro livro. O objetivo do custeio kaizen é buscar a redução de custos em todas as etapas da manufatura. manter os padrões atualizados sobre tecnologia.transcontinental. Imai comenta os conceitos de kaizen e os insere no contexto da Qualidade Total. investimentos pequenos e gradativos diariamente. bem como mudanças na estrutura gerencial. diz respeito a atitudes de "bom senso" que exigem baixos investimentos e envolvem toda a organização. já que os pequenos investimentos diários fazem com que a lucratividade acompanhe o ritmo. idealizado por Masaaki Imai.kaisen. provocadas pela introdução de novas tecnologias e/ou por investimentos em novos equipamentos envolvendo custos acumulados por aperfeiçoamentos contínuos. .Conceito Kaisen é uma palavra japonesa que significa: "Kai" = Mudar e "Zen" = Para Melhor. Porém alguns interpretam o kaisen como "gambiarras". A argumentação de Sakurai (1997) é de que o custo kaizen é utilizado no processo de manufatura para obter e manter o nível de inovação (ou seja. editado em 1988 e publicado pelo IMAM. Nas Organizações Em muitas organizações já há grandes esforços. Porém.com O objetivo ideal deste processo é atingir defeito zero. O retorno se torna melhor. “Total Quality Management” . negócios e operações). Para Ansari (1995). Cooper&Slagmulder (1997) afirmam que custeio kaizen é uma aplicação de técnicas kaizen para reduzir custos dos componentes e produtos por um montante pré-estabelecido. Kaisen é a denominação japonesa para o processo de contínuo melhoramento dos níveis de qualidade de uma organização. ao invés de altos investimentos para seu crescimento de tempos em tempos.). ajudando a eliminar diferenças entre os lucros-alvo (orçados) e os lucros estimados. Segundo Mondem (1999). sempre emergindo. página 02 Fonte: http://www. custeio kaizen é um método para gerenciar melhoramentos contínuos de custos por meio de uma equipe interfuncional orientada para resolver problemas com foco no cliente. a tradução que expressa melhor o significado da filosofia é "Melhoria Contínua".TQM. Propõe a empresa.

Já o custeio kaizen objetiva a busca constante de reduções de custo em todas as etapas da produção. de provisórias passam a ser definitivas. Essas reduções de custos se conseguem através de uma análise do processo. é necessário que a liderança esteja preparada para mudanças. Quando se começa um processo de Kaisen numa organização. .exige baixo investimento.é a redução de custos dos processos. a força de trabalho é investida de poder. embora seja uma melhoria. Normalmente. mas superá-lo. Kaisen poderia ser entendido como uma "gambiarra". Isso significa que precisamos pensar um pouco para resolvermos problemas ergonômicos. controle gerencial e aprendizado. página 03 Nos processos logísticos existem perdas como: . de forma a pensar numa maneira de trabalhar mais inteligente. O pessoal começa a dar sugestões de melhoria. tornando-a cada vez melhor. . .dificuldade em encontrar os materiais estocados.má localização dos itens. . mas no Kaizen é criado um mecanismo que estimula a participação de todos.é rapidamente implementada. por deficiência no endereçamento. . Um dos principais resultados que se atinge com a Melhoria Contínua – Kaizen . transformando-os em "cabeça-de-obra".com . não é contínua.esica. conforme análises de Kaplan&Cooper.longa distância entre a área de armazenagem e a área de utilização. . carrega muito peso ou até chega a se acidentar. é preciso usar a cabeça.é praticada. como de quem caminha muito pela empresa. Custeio Padrão x Kaizen Apesar do sistema de custeio padrão propiciar redução de custos pela análise das variações entre o custo real e o orçado. Fonte: www. na maioria das vezes. nota-se que o pessoal operacional é chamado de "mão-de-obra". Não basta trabalhar com os braços duramente. o objetivo não é alcançar o padrão.normalmente usa-se o "bom senso".os itens mais usados sem estar no mais fácil acesso.. seguida de sucessivos aperfeiçoamentos. Portanto. Com isso.contrafluxo de materiais. para que possa criar novas alternativas para reduzir os custos. pelos próprios usuários.não exige nova tecnologia. ele tem suas limitações para custeio de produto. nas empresas brasileiras. . . No custeio kaizen. O grande problema é que essas "gambiarras".

página 04 Exemplos de diferenças conceituais e de procedimento: conclusão Conclusão .

A empresa que adotar tais métodos deverá fazê-lo dentro de um processo de mudança cultural (do individual para o coletivo). quando utilizado no processo de custeio kaizen. dos renascentistas aos engenheiros e fabricantes da Revolução Industrial. É necessário evoluir para sistemas de custeio voltados para a inovação. baseia-se na análise de valor. destacamos: .offoffoff.O tema é relativamente novo para o Brasil. Apenas de alguns anos para cá é que se intensificaram os estudos dos métodos de custeio japonês. aula 03 . O processo de redução de custos kaizen inicia-se no processo de planejamento e controle do lucro e não dos custos. tais como o custeio-alvo e o custeio kaizen.exercícios de autoavaliação .php Entre as muitas definições para a idéia da qualidade.Controle da Qualidade Total aula gravada em áudio CONTROLE DA QUALIDADE TOTAL História da Qualidade Não se pode falar em Controle da Qualidade Total sem antes pesqui-sar o que significa “Qualidade”.C. Como reflexo e testemunho dessa importância. muitos pensadores ocuparam-se desse assunto. Segundo Maximiano (2000). Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. em Avaliações. Algumas conclusões podem ser apontadas: a emergência para se estudar os melhores métodos de gerenciamento japonês. de função e engenharia de valor. Gestão . O custeio padrão tem sua utilização limitada e ganha nova dimensão. é uma palavra que faz parte do dia-a-dia e desempenha um papel importan-te em todos os tipos de organizações e em muitos aspectos da vida das pessoas.Q. Acesso pelo menu "Avaliação". pois o custeio kaizen tem foco nas equipes.com/film/2003/moderntimes. mais do que nos indivíduos. a idéia de qualidade tem uma história muito antiga.Módulo IV Aula 2 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. Por isso. permitindo a adaptação às mutações do ambiente econômico. Fonte: www. Dos filósofos gregos (que pensaram na idéia da excelência) aos chi-neses.T .

Desse ponto de partida. nasceu o controle estatístico da qualidade. inspirou os estudos dos primeiros especialistas da qualidade industrial. até chegar à administração da qualidade total da atualidade. que utiliza e produz grandes quantidades de peças virtualmente i-dênticas.br/autosantigos/images/ . qualidade era sinônimo de identidade.página 02 Na Administração. A expansão da produção de mas-sa.copiadorasatelite. a administração da qualidade passou por diversos estágios. Para os engenheiros e industriais do início do século XX. Fonte: www.com. Da busca de soluções para o problema da uniformidade exigida pela fabricação massificada. o enfoque da qualidade surgiu para resolver inicial-mente o problema da uniformidade.

qualidade é uma questão sistêmica. que tinha interesse em fa-zer produtos segundo especificações rigorosas. Ou seja. Shewhart. o contexto tornou-se favorável ao surgimento do controle estatístico da qualidade. O pioneiro da aplicação da estatística ao controle da qualidade foi Walter A. seleciona-se por amostragem uma certa quantida-de para inspecionar. a era do controle estatístico e a era da qualidade total ou qualidade as-segurada. A inspeção do produto continua sendo praticada pelos consumidores nas feiras livres. a inspeção era feita pelo próprio artesão. que em . tornou-se impraticável inspecionar a totalidade dos produtos que saíam aos milhares das linhas de montagem.Na era da inspeção ou do controle estatístico. a história da evolução do controle tradicional da qualidade tem três períodos. página 03 Portanto. que se baseia na amostragem. a qua-lidade não diz respeito apenas ao produto ou serviço. a era da qualidade total. nem é uma responsabilidade apenas do departamento da qualidade. a ênfase está na quali-dade do produto ou serviço. nos supermercados e no comércio de produtos arte-sanais. Por causa disso. Agora. sempre se praticou alguma es-pécie de controle da qualidade. garante-se a quali-dade dos produtos e serviços. Em lugar de inspecionar todos os produtos. A Era da Inspeção Desde antes da Revolução Industrial. As propriedades dessa amostra podem então ser estendidas ao lote do qual foi extraída. Essa mudança de filosofia significa a evolução para a era da qualidade total. Nos primórdios da indústria moderna. a ênfase desloca-se para o sistema da qualidade. A qualidade é uma preocupação de todos os funcionários e abrange todos os as-pectos da operação da empresa. com a finalidade de encontrar o que melhor atende suas ne-cessidades e interesses. filosofias ou eras principais: a era da inspeção. alcançou a fabricação artesanal na passagem do século XIX para o XX e está presente até hoje em muitas modalidades de produção utilitária ou artística. dos Laboratórios Bell. Garantindo-se a qualidade do sistema. No estágio seguinte. A Era do Controle Estatístico Com a ascensão da grande empresa industrial e da produção massifi-cada. Essa mentalidade influenciou desde os gregos até o Re-nascimento. que atendessem suas próprias exigências estéticas ou que impressionassem positivamente os clientes.

Em 1946. compra e retém fornecedores de peças e materiais. A qualidade de um produ-to ou serviço pode ser definida como o conjunto total das característi-cas de marketing. disse que a melhoria da qualidade era o caminho para a prosperidade. Em 1950. fabricação e manutenção do produto ou serviço que satisfazem as expectativas do cliente”. tornou a qualidade uma obsessão nacional. 6. com poucos recursos natu-rais. desenvolveram técnicas de amos-tragem. 5. produção: a supervisão e os operadores têm uma responsabilida-de importante pela qualidade durante a fabricação. inspeção e testes: verificam a conformidade do produto com as especificações. 8.Union of Japanese Scientists and Enge-neers (Sindicato dos Cientistas e Engenheiros do Japão). no caso de produtos. Em reunião com dirigentes das principais empre-sas do Japão. à qual deu o nome de controle da qualidade total (TQC – Total Quality Control). através do aumento da produtividade. 2. nem o pes-soal de marketing ou a alta administração. embora sua adoção não acompanhasse o mesmo ritmo. marketing: avalia o nível de qualidade desejado pelo cliente e o custo que ele está disposto a pagar. página 05 A responsabilidade dos gestores começava na identificação das ne-cessidades do cliente ou consumidor e prosseguia . Edwards Deming para ministrar um curso de estatística. ferramentas e métodos de produção. mas muitas outras técnicas e conceitos de administração da qualidade. engenharia. a indústria precisava atender a uma crescente necessidade de bens de consumo. Feigenbaum apresentou em 1961 uma versão evoluída das proposições publicadas 10 anos antes. A idéia do TQC tinha como pedra fundamental uma definição de qua-lidade em que o interesse do cliente era o ponto de partida: “A quali-dade quem estabelece é o cliente e não os engenheiros. (1983) A qualidade total abrangeria assim. foi criada a JUSE . que deveria sobreviver com a exportação de produtos. todos os estágios do ciclo industrial. 3. expedição: responsável pelas funções de embalagem e transpor-te. engenharia: transforma as expectativas e desejos do cliente em especificações. pois com o fim da Segunda Guerra Mundial. Dois colegas de Shewhart. da conquista de mercados e da expansão do emprego. paralelamente. suprimentos: escolhe. a JUSE convidou Dr. O fato de o Japão ser um país. que Feigenbaum enumerou em oito: 1. 7. instalação e assistência técnica (serviço): a instalação e assis-tência técnica corretas ajudam a garantir o funcionamento correto do produto. engenharia de processo: escolhe as máquinas. Este re-lativo desinteresse mudou rapidamente quando se descobriu que o Japão tinha prestado atenção e colocado em prática não apenas essas idéias. Dodge e Roming. As idéias de Feigenbaum a respeito do TQC tiveram grande repercus-são. 4.1924 preparou o primeiro rascunho da carta de controle. Seus estudos constituem o núcleo da maioria das técnicas estatísticas de controle da qualidade que são usadas até hoje. página 04 A Era da Qualidade Total A evolução dos conceitos não parou. W. entidade privada e sem fins lucrativos que se tornaria o centro das atividades de controle da qualidade naquele país. da redução de custos.

o primeiro do mundo nes-ta área e batizado em sua homenagem. Eliminar as cotas numéricas no chão de fábrica. com a finalidade de a empresa tornar-se competitiva. Melhorar sempre e constantemente o sistema de produção e serviço. que compreende 14 princípios. Iniciativas semelhantes só surgiram em 1987 com criação do Prêmio Malcolm Baldrige nos EUA (após 36 anos) e do Prêmio Europeu de Excelência em Qualidade na Comunidade Econômica Européia (CEE) em 1991. para melhorar a qualidade e a produtividade e. Numa nova era econômica. Instituir um sólido programa de educação e auto-treinamento. para antecipar problemas na produção e na utiliza-ção que possam afetar o produto ou serviço. É preciso desenvol-ver um fornecedor único para cada item. Agir no sentido de concretizar a transformação. dessa ma-neira. 8. é o Método Deming. para que todos possam trabalhar eficazmente pela empresa. Quem trabalha nas áreas de pesquisa. até chegar como produtos ou serviços ao mesmo cliente. em 1951. deve agir como equipe. 7. Adotar a nova filosofia. 6. o qual encontra-se além do alcance da força de trabalho. 5. Deming publicou o livro Quality – productivity and competi-tive position. prestaram atenção e puseram em prática o que ele disse. A visão é sistêmica. 13. reduzir constantemente os custos. pedindo zero defeito e níveis mais altos de produtivida-de. permanecer no mercado e criar empregos. Ao in-vés disso. Instituir a liderança. 11. Os japoneses ouviram. Essas exortações apenas criam relações hostis. A transformação é o trabalho de todos. A importância de Edward Deming fica clara com a criação no Japão. deve-se procurar minimizar o custo total. Poucos anos depois a qualida-de dos produtos japoneses já começava a ameaçar fabricantes tradi-cionais. assumir suas responsabilidades e assumir a liderança da mudança. especialmente através das indústrias eletrônica e automobilística. 2. de vendas e de produção. de projeto. Os 14 Princípios do Método Deming 1. Eliminar a ad-ministração por objetivos. exortações e metas exageradas para os empregados. Deve-se eliminar a necssidae de inspeção em massa construindo a qualidade junto com o produto desde o começo. do Módulo I. 12. que apresenta um método para a administração da qua-lidade. pois tinha como alicerce – a predominância do cliente. Cessar a prática de comprar apenas com base no preço. de maneira coercitiva. a importância da mentalidade preventiva e a necessidade do envolvimen-to da alta administração. Remover as barreiras que impedem ao trabalhador sentir orgulho pela tarefa bem-feita. . Instituir o treinamento no serviço. já que a principal causa da má qualidade e má produtividade é o sistema. 10. Estabelecer a constância do propósito de melhorar o produto e o serviço. 14. A responsabilidade dos supervisores deve mudar dos números para a qualidade. conforme vimos na Aula 9. 9.pelos diversos es-tágios da transformação de insumos. 3. Eliminar slogans. do Prêmio Deming de Qualidade. a administração deve despertar para o desafio. Em 1982. Eliminar as barreiras entre os departamentos. Acabar com a dependência da inspeção em massa. num relacionamento de longo prazo fundado na lealdade e na confiança. Afastar o medo. A década de 1970 testemunhou a expansão da economia japonesa e sua penetração nos mercados ocidentais. 4.

Shewhart e Juran. Ishikawa. Deming. .página 06 Alguns dos responsáveis pelo desenvolvimento dos princípios e das técnicas da qualidade total são: Feigenbaum.

Isso pode incluir melhorar qualquer coisa desde os produtos da empresa até seus métodos de produção ou até as maneiras como se administram as pessoas. Isso ocorre porque são elas mesmas que es-tabelecem o ritmo das tendências visando superar a si mesmas. faça das melhorias contínuas um assunto diário. . trabalham não por objetivos individuais. Entretanto. As empresas trabalham para estar à frente da concorrência. mas a Qualidade Total focaliza o cliente como sendo o vetor das suas ações em busca da qualidade. confiança e respeito mútuo. conclusão Conclusão A filosofia da Qualidade Total inspira as pessoas por toda a empresa a constantemente aperfeiçoar tudo o que a empresa faz. mas sim imbuídos de uma visão sistêmica e grupal. escute e aprenda com seus clientes e colaboradores.O Controle da Qualidade Total ainda está evoluindo. uma grande quantidade de técnicas têm por princípios gerais: faça certo da primeira vez para eliminar retrabalhos custosos. desenvolva trabalho de equipe.

Hammer aplica o verbo to reengineer (sem equivalente em português – ficaria “reengenheirar”. a reengenharia é um dos mais populares. Henry Ford. O objetivo é atingir grandes aperfeiçoamentos nas mensurações críticas de desempenho e custo. geralmente. que divulgou suas idéias inicialmente no artigo “Promovendo a reengenharia do trabalho: não automatize. redesenhar seus recursos de maneira inovadora. Mais do que melhorar as coisas simplesmente consertando-as. as empresas precisam mais do que mudar. em Avaliações. aperfeiçoar-se e aprender. O autor e disseminador desse conceito é Michael Hammer. O que elas fazem. O que elas deveriam fazer. é automatizar os processos de trabalho da forma como estão projetados. 1990). reformular completamente seus principais processos de trabalho. Assim. desafiando suas doutrinas. Hammer afirma que a tecnologia da informação tem sido usada de forma incorreta pela maioria das empresas.antes que o artigo fosse publicado. precisam reinventar para conseguir um salto quantitativo e qualitativo em seu desempenho.exercícios de autoavaliação . Michael Hammer e James Champy vêem a reengenharia como o “repensar e o reprojetar”. qualidade. ou melhor. Essa reinvenção tem como objetivo otimizar a posição competitiva da organização.Gestão . Tem o objetivo de rever e se necessário. é freqüentemente citado como um dos principais “reengenheiros”. O que ele chamou de reengenharia já vinha sendo praticado por empresas e consultores. de forma a conseguir melhorias anormalmente expressivas no que diz respeito ao aumento da produtividade. seu valor para os acionistas e sua contribuição para a sociedade.Reengenharia aula gravada em áudio REENGENHARIA Por vezes. Fazer a reengenharia é reinventar a empresa. Hammer não inventou a reengenharia. July/Aug. inovação e velocidade. aula 04 . em seguida. é reprojetar os processos.Módulo IV Aula 3 Para efeito de sua própria autoavaliação. por exemplo. reconstruindo a empresa e revisando seu modo de fazer negócios. práticas e atividades existentes para. realize as atividades localizadas no menu lateral: acesso pelo menu "Avaliação". destrua” (Harvard Business Review. a idéia básica de reengenharia é o redesenho dos processos. antes de tudo. em processos que integram as funções departamentais. Hammer teve o mérito de criar um nome para vários esforços de aprimoramento de processos. se fosse traduzido literalmente) com o sentido de reformular a maneira de conduzir os negócios. página 02 . a reengenharia constitui o processo de iniciar tudo do zero. à qualidade dos serviços ou produtos e à eficácia do atendimento ao cliente. Nesse texto. No entanto. Conceito Reengenharia é um esforço organizado que é conduzido de alto a baixo em uma companhia. De todos os novos conceitos de administração. de reconstrução dos mesmos. processos fundamentais de todo o mundo dos negócios.

página 03 A perspectiva do processo implica a visão horizontal do negócio. a palavra processo tem importância fundamental. são os seguintes: . ligadas entre si. que se encontram na maioria das empresas. portanto. . Conseqüentemente. assegurando que cada processo de transformação adicione valor ao produto e também monitorando a satisfação no mercado.Processo Dentro da reengenharia.gerenciamento de pedidos (desde o preenchimento até o recebimento). . . mesmo as muito grandes e complexas.gerenciamento de informações. A maioria das empresas. Portanto.administração de suprimentos.administração de recursos humanos (desde o planejamento de mão-de-obra até o desligamento). que envolve toda a organização. uma ordenação específica das atividades de trabalho no tempo e no espaço. A reengenharia adota uma perspectiva de sistemas. e que ocorrem naturalmente na operação diária da empresa. . incluindo Kodak.serviço de vendas pelo correio. podem ser desmembradas em cerca de 20 processos principais. Alguns dos processos mais comuns. . com começo. uma medida importante de um processo é a satisfação do cliente com o resultado desse processo. O importante é enxergar o processo e não a estrutura organizacional. a estrutura funcional e hierárquica deixa de ser enfatizada. bem como muitas empresas pequenas. Adotar a perspectiva do processo significa adotar o ponto de vista do cliente. melhorando a qualidade das matérias-primas e outros insumoschaves.desenvolvimento de produtos (desde a identificação da necessidade do novo produto até a apresentação do protótipo). fim e inputs e outputs claramente identificados: uma estrutura para a ação. Centenas de grandes empresas. começando pelos insumos do produto e terminando com os produtos finais e os clientes. um processo toma um determinado insumo e o transforma para criar um resultado. Os processos são a estrutura de trabalho por meio da qual a organização faz o necessário para produzir valor para seus clientes. Bell Atlantic e Taco Bell. passaram pela reengenharia nos últimos anos. Um processo é um conjunto de atividades. . Um processo é.

Requer um conjunto de valores inteiramente novos. conforme descrito na tabela abaixo: .página 04 Nova Perspectiva A reengenharia requer uma perspectiva completamente diferente da prática da administração tradicional.

Os trabalhadores passam a tomar decisões. antes distintas. sempre há atividades que podem ser programadas para ocorrer simultaneamente. os passos do processo são feitos em paralelo. Procure saná-las logo que apareçam .página 05 Não acumule dúvidas. os processos passam a ter mais de uma versão. quando o processo é longo. melhores respostas aos clientes e maior poder para os trabalhadores. O processo decisório passa a fazer parte das atividades operacionais. menores custos indiretos. resultando em menores esperas. A diversidade de mercados e clientes pode exigir que um . De acordo com Hammer e Champy. Às vezes. são conjugadas e combinadas numa só. a responsabilidade é de uma “equipe de processo”. porque a mudança dos processos comprime verticalmente a organização. os processos que passam pela reengenharia apresentam os seguintes pontos em comum: Várias atividades. Sempre que possível. reduzindo o tempo de execução. sob responsabilidade de um “funcionário do assunto” ou “funcionário do processo”. Às vezes. Embora os processos sejam seqüenciais.

os processos “reengenheirados” integram o trabalho que é realizado em unidades organizacionais independentes. A reengenharia reduz o número de pontos externos de contato. conforme vimos na Aula 7. corram riscos. Usar “gerentes de processo” é outro ponto em comum aos projetos de reengenharia. possibilita às unidades organizacionais operar como se fossem completamente autônomas. Está previsto que a empresa média será muito menor que as grandes corporações do passado. e os empregados terão mais independência que os trabalhadores do passado e será esperado que eles saibam mais sobre todo o negócio. Minimiza-se o esforço de conciliação. Conciliação é o processo de uniformizar valores e informações oriundas de pontos externos de contato. por meio da tecnologia da informação. conclusão Conclusão A adoção da reengenharia aponta para novas tendências durante o século XXI. aula 05 .Gestão do Conhecimento e do Capital Intelectual aula gravada em áudio GESTÃO DO CONHECIMENTO E DO CAPITAL INTELECTUAL Conhecimento . da Unidade 1. A reengenharia foi derivada da departamentalização por processos.mesmo processo tenha diferentes versões para atender a diferentes necessidades. e sejam responsáveis pelo resultado dos negócios. O “gerente de processo” proporciona um ponto de contato único. em Avaliações. Reduzem-se os controles e verificações. substituirão os empregados da produção como uma “elite do trabalho”. o objetivo de um negócio será menos fazer um produto físico e mais prestar um serviço. Característica mais marcante. São comuns as operações híbridas do tipo centralizadas e descentralizadas. realize as atividades localizadas no menu lateral: "Avaliação". “quebra tudo” e recomeça um processo inovador e criativo. A reengenharia deixa o foco de “ficar melhorando as coisas” .Módulo IV Aula 4 Para efeito de sua própria autoavaliação. A reengenharia. Ela deixa de lado as estruturas rígidas da departamentalização funcional e age com os olhos voltados para os processos organizacionais.aos projetos de reengenharia. o trabalho tornar-se-á menos rotineiro e previsível e irá requerer aprendizado constante e pensamento complexo. O trabalho passa a ser executado no local onde faça mais sentido. Gestão . O “gerente de processo” age como responsável pelo processo todo perante o cliente. que assumam maiores responsabilidades.exercícios de autoavaliação . “trabalhadores do conhecimento” altamente educados e orientados tecnicamente. O “gerente de processo” age como responsável pelo processo todo perante o cliente. por meio da agregação dos controles locais em sistemas mais abrangentes.

os empresários. investir em inovações tecnológicas. a conhecida globalização. A utilização da Tecnologia da Informação é parte integrante do processo de transformação das organizações. utilizar sistemas de informações gerenciais. A crescente internacionalização dos mercados e das Economias tem produzido efeitos surpreendentes em muitos âmbitos. sendo necessário. Fonte: http://www. Fonte: http://www. não sendo desconhecido o fato de que. está entre os temas mais discutidos atualmente. então. demanda por qualidade. pois ao longo da história mundial os homens que se encontravam na vanguarda do conhecimento.A gestão do conhecimento. portanto.geocities. e da necessidade de compartilhá-lo como a grande chave para vantagens competitivas e sucesso empresarial? Entre os vários fatores que poderiam explicar esse movimento estão: as mudanças na Economia global.mayo. Fatores preponderantes do processo de globalização como competição.yahoo.edu/mshs/images/tech-res.jpg Sua importância não é uma descoberta nova. menores ciclos de vida de produtos e mudanças tecnológicas fazem com que a administração tenha papel fundamental na obtenção de sucesso ou fracasso de uma organização dentro desse ambiente. consultores e acadêmicos cada vez mais vêm falando do conhecimento como o principal ativo das organizações. notadamente nos campos da informação e das telecomunicações.com. principalmente pela união das telecomunicações com a informática. implementar o processo de mudança organizacional. avaliação e decisão sobre alternativas e avaliação de resultados. mais facilmente poder-se-ia triunfar e sobressair perante os demais.jpg página 02 Tecnologia e Informação Tanto a tecnologia como as informações são ferramentas para o sucesso da administração.br/centropis/cerebro. também chamada por alguns autores de gestão do capital intelectual. configuram recurso básico na definição de rumos e objetivos da empresa – fixação de estratégias e políticas. sempre estiveram em destaque. . Por que. possuindo conhecimento. a preferência por organizações enxutas e o espetacular avanço da tecnologia. utilizar o conhecimento como recurso estratégico e capacitar as pessoas para adaptação à nova realidade.

valores ou ideais dos indivíduos. 1991). A Educação Corporativa. cujo principal negócio é a contínua inovação. e pode ser facilmente processado. como as redes globais e internas. Jack Welch Educação e Mudança . ou está. criar novos conhecimentos. dos relacionamentos e dos processos. visualizar as organizações migrando do velho modelo. A busca da melhoria do desempenho organizacional dentro desses enfoques faz-se por meio de um elemento fundamental – a informação – cuja gestão é ponto fundamental na gestão do conhecimento. por sua vez. O conhecimento tácito. os produtos e serviços transformam-se em agregados de idéias e o valor dos ativos intangíveis supera em muito os valores dos ativos financeiros.um dos quais o acirramento da concorrência e a necessidade de manter vantagens competitivas sustentáveis. "Se a taxa de mudanças dentro da empresa for menor do que a taxa das ocorridas fora da mesma. que trata exatamente de uma nova visão da educação profissional não mais apenas como preparação pontual para o desempenho de determinadas tarefas. e por isso. Mudanças Vivemos um tempo de mudanças contínuas.. emoções. na conversão do conhecimento tácito em explícito. disseminá-los por toda a organização. e requer a distinção apresentada por Polanyi entre os dois tipos de conhecimento existentes nas organizações: o conhecimento explícito e o conhecimento tácito. vídeo e teleconferências. O conhecimento é criado apenas pelos indivíduos e a eles pertence. As organizações enxutas que emergiram dos processos de adoção indiscriminada de novas tecnologias (e terceirizações não planejadas) em muitos casos fizeram ver que a redução generalizada de custos redundasse em perdas de grandes valores. A diferenciação passa a vir do conhecimento. da preparação da pessoa. etc. registrado. O conhecimento explícito é aquele que pode ser. A Gestão do Conhecimento reside. página 03 De acordo com Nonaka e Takeuchi. e transformá-los em novas tecnologias e novos produtos. no qual os insumos entravam numa espécie de caixa-preta e dela originavam-se os produtos finais. normas. basicamente. para o desenvolvimento de competências que garantam tanto o sucesso da organização quanto seu sucesso e felicidade pessoal. Essas atividades definem a empresa “criadora do conhecimento”. a única fonte de vantagem competitiva é o conhecimento” (Nonaka. uma organização não pode criar conhecimento sem as pessoas – o que pode é apoiar as pessoas criativas e prover contextos para que estas gerem conhecimento. transmitido ou armazenado. seja em computadores. com participação direta da tecnologia da informação como elemento de apoio. entre tantas outras. os sistemas integrados. vista como cidadão e trabalhador. como a experiência e o conhecimento tácito das pessoas. fundamentalmente. na capacidade de relacionar informações estruturadas e não estruturadas com regras constantemente modificadas e aplicadas pelas pessoas na empresa. “Numa Economia na qual a única certeza é a incerteza. proliferação de tecnologias. a essência para a criação efetiva do conhecimento organizacional está. manuais. Nesses tempos de grandes mudanças de mercado. mediante uma carreira que privilegie não apenas o simples desempenho de funções mecânicas. seu aprendizado assume papel fundamental. mas também o desenvolvimento de um trabalho que tenha sentido e do qual o trabalhador se orgulhe de estar participando. e. Pode-se. o fim está à vista”. em que o conhecimento é a maior alavanca de riquezas em todas as áreas. portanto. numa época de desafios cada vez maiores. portanto. Trata-se. experiências. com consistência. as empresas de sucesso são aquelas que conseguem. multiplicidade de competidores e produtos tornando-se obsoletos rapidamente. é aquele contido e decorrente das ações. portanto. A conjunção das tecnologias de informática e telecomunicações tornou viável um grande número de atividades antes sequer imaginadas. para um modelo dinâmico que reconhece a força do material intelectual.

pois no século XXI a capacidade de trabalho dependerá cada vez mais de um processo contínuo de aprendizagem. A natureza instrumental das organizações permanece. globalização. naturalmente. aplicadas em conjunto. reestruturações e menor lucro operacional. que caracterizou boa parte da ciência e da filosofia da modernidade. a Unesco.org/unraveling/07. no entanto. E. brindou-nos de um lado com o totalitarismo das utopias estatizantes e. ou seja. Fonte: www. a serem. conseguindo com que o processo de transformação organizacional ocorra não por causa da tecnologia. O abandono de nossa transcendência. efetivarmos as mudanças necessárias em face do novo panorama de mercado. Ao repensarmos as organizações no contexto de uma Economia na qual o conhecimento passou a representar o ativo de produção mais importante. 1989). a única fonte segura de vantagem competitiva duradoura é o conhecimento” (Nonaka. ao lado do trabalho. precisamos de uma clara noção do papel que o trabalho representa em nossa vida. pelo qual pode-se visualizar a organização como um conjunto de eventos interligados em um mesmo esquema. tudo gira em torno das expectativas dos clientes. do outro. por exemplo. assim como a eliminação de empregos. mas com seu efetivo auxílio. tempo (velocidade) e custo. limitações de capital. . com o individualismo das sociedades capitalistas liberais. entre nossas motivações materiais de sobrevivência e nossas motivações espirituais de transcendência. que determinam como diferencial competitivo das empresas suas estratégias de qualidade (conformidade). quando afirmava termos “o mercado como a mais eficiente configuração para o fomento da capacidade produtiva de uma nação e para a escalada de seu processo de formação de capital” (apud Guerreiro Ramos. página 04 O Processo de Mudança Vários modelos administrativos em execução nos dias de hoje ainda são um conjunto de princípios estabelecidos há praticamente dois séculos. principalmente em função do avanço tecnológico que permite. por meio do Relatório Delors.alzheimers. comunicações. e os componentes determinantes do cenário do mercado são avanços tecnológicos. O próprio pensamento de Max Weber já refletia sobre a mudança de foco das organizações. é outra. O aspecto importante a ser ressaltado é a utilização do conhecimento como recurso estratégico: “Nunca Economia na qual a única certeza é a incerteza. precisamos também nos questionar sobre o novo papel da educação na vida de cada um de nós. aumentar a capacidade de produção. coloca quatro perguntas fundamentais: Como Aprender a Fazer? a Conhecer? a Ser? e a Conviver? O encontro entre a aprendizagem e o trabalho está baseado no duplo diálogo entre o conhecer e o fazer e entre o ser e o conviver.htm São modelos que visavam um mercado pouco exigente e operam. mas reafirma-se a chave para a produtividade – o conhecimento. Existe hoje a necessidade de “reinventar” as organizações. hoje dominantes. A realidade. rever canais de distribuição. e a serem desenvolvidas adequadamente se tiverem como base informações com qualidade. com a aplicação do raciocínio sistêmico. É importante ressaltar o papel da tecnologia da informação nesse ambiente competitivo. a riqueza é o conhecimento. Na Era da Informação. 1997). atualizadas e no tempo certo. desde que bem utilizado. em linhas de produção para um mercado de massa – nos quais a preocupação era produzir. Os antigos princípios não valem mais.Ao conceber os quatro pilares fundamentais da educação do futuro.

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Mudar é Preciso
Algumas mudanças são inevitáveis, mas é importante reconhecer que muitas forças agem no sentido de manter uma organização num estado de equilíbrio. As forças contrárias à mudança também são forças que apóiam a estabilidade das organizações. Em estudo sobre o processo de conseguir mudança efetiva, Lewin observou que as pessoas sentem dois grandes obstáculos à mudança. Não se dispõem a modificar atitudes e comportamentos antigos (ou simplesmente são incapazes disso). Muitas vezes, a mudança dura pouco – após breve período de tentativa de fazer as coisas de modo diferente, as pessoas quase sempre procuram voltar a seu padrão anterior. Para superar esses obstáculos, Lewin criou um modelo de três passos do processo de mudança, que foi refinado por Schein (1980), e pode ser aplicado a pessoas, grupos ou a organizações inteiras:

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Capital Intelectual

O capital humano significa pessoas estudadas e especializadas, que são o ponto central na transformação global. Segundo Richard Crawford, em seu livro “In the Era of Human Capital” a expressão capital humano apareceu pela primeira vez na literatura econômica em 1961, no artigo “Investindo em Capital Humano”, publicado na American Economic Review, escrito pelo economista Theodore W. Schultz, vencedor de Prêmio Nobel de Economia de 1979, reforçando os conceitos formulados no século XVIII por Adam Smith e outros. Tido como a característica mais marcante da era do conhecimento, o surgimento do capital humano aparece como a força dominante da Economia. Embora na sociedade industrial o capital físico e financeiro fosse um fator crítico para o sucesso, na Economia do conhecimento a importância relativa do capital físico diminui à medida que a tecnologia torna-se mais barata e a qualificação, o conhecimento e as habilidades das pessoas crescem em importância. O Japão é um exemplo clássico de Economia construída com base no capital humano. Após a Segunda Guerra, sua estrutura física estava em ruínas e não havia nenhuma matéria-prima de valor. Apesar disso, em menos de 50 anos, desenvolveram a Economia de maior sucesso do mundo, como fruto de uma população trabalhadora e, acima de tudo, bem educada. Conforme Peter Drucker (1999) é exatamente na área econômica que está a grande diferença entre o trabalhador manual e o trabalhador do conhecimento. Segundo o autor, a teoria econômica e a maior parte das empresas vêem o trabalhador manual como custo. Para que sejam produtivos, devem ser considerados ativos e, como qualquer ativo, precisam crescer. Os trabalhadores do conhecimento possuem os meios da produção. O conhecimento que eles detêm é um ativo. Assim como o capital físico deprecia, o capital humano também. No entanto, o problema maior é exatamente a rapidez com que o conhecimento e a tecnologia tornam-se obsoletos. “O único caminho para os trabalhadores da sociedade do conhecimento manterem suas habilidades e conhecimentos e atuarem efetivamente como capital humano é se comprometendo com um aprendizado contínuo e vitalício, o que afetará todos os trabalhadores, tanto como indivíduo quanto como empregados ou empregadores” (Crawford, 1994). Enquanto na sociedade industrial a educação era voltada exclusivamente para a alfabetização e o provimento de treinamento técnico, na sociedade do conhecimento a educação passa a ser universal e os níveis de educação crescem para as novas áreas de conhecimentos que requerem treinamentos e educação atualizada para sua aplicação. Outro ponto importante diz respeito ao valor do capital humano, que cresce com o aumento do capital físico, uma vez que equipamentos mais sofisticados aumentam o valor dos treinamentos especializados e da educação necessária. Isso quer dizer que os próprios capitais (físico e financeiro) adicionam valor ao capital humano, pois permitem que este aumente sua produtividade e suas habilidades profissionais. Entretanto, o capital humano é essencial para a produção do capital físico, seja na invenção de novos equipamentos, novos produtos, ou novos negócios.

conclusão

Conclusão

Durante a Revolução Industrial, as máquinas substituíram a força física. Na Economia do conhecimento, as máquinas complementam a capacidade intelectual do ser humano. É fundamental entender que o verdadeiro desenvolvimento organizacional depende essencialmente da aprendizagem organizacional e que um mundo em permanente transformação exige pessoas e organizações com total disponibilidade para aprender a aprender. É possível conquistar novos conhecimentos e criar novas sinapses em nosso cérebro privilegiado, mas também é possível preservar valores do coração e da dignidade humana. .

Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo IV Aula 5

Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. Acesso pelo menu "Avaliação", em Avaliações.

aula 06 - Família I.S.O - International Standartization Organization

aula gravada em áudio

FAMÍLIA ISO
O que é? ISO significa Internacional Organization for Standartization (Organização Internacional de Normatização) – é uma organização internacional privada, sem fins lucrativos, criada em 1947 e tem sede em Genebra, na Suíça. ISO não é apenas a sigla da organização, é o nome que deriva da palavra grega isos, que significa igual. Seu objetivo é promover o desenvolvimento de normas, testes e certificação, atividades relacionadas com a intenção de facilitar o intercâmbio internacional de bens e de serviços e para desenvolver a cooperação nas esferas: intelectual, científica, tecnológica e de atividade econômica. Esta organização é formada por representantes de 91 países, cada um representado por um organismo de normas. A ISO envolve mais de 180 comitês técnicos, abrangendo muitos setores e produtos industriais.

A ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas – membro fundador da ISO, é a organização nacional de normatização que representa o Brasil. Os membros da ISO são os representantes das entidades máximas de normatização nos respectivos países como, por exemplo, ANSI (American National Standards Institute), BSI (British Standards Institute), DIN (Deutsches Institut für Normung) e o INMETRO (Instituto Nacional de Metrologia).

Certificação e Normas
Certificação é uma declaração de um órgão independente de que a organização sob o processo de auditoria atende aos requisitos de uma norma especificada. A certificação atesta que a organização tem um Sistema de Gestão da Qualidade implantado e que demonstrou que tem capacidade para fornecer, de forma consistente, produtos e/ou serviços que atendam aos requisitos do cliente e às leis aplicáveis, além de ampliar a satisfação do cliente pela aplicação efetiva e melhoria contínua do Sistema.

Em 1987, a ISO publicou manuais de avaliação do sistema da qualidade, chamadas Normas ISO Série 9000 de Padrões Internacionais (ISO series of International Standards), que sintetizavam diversas normas nacionais já existentes. Em 1996, foram publicadas as Normas ISO 14000, que tratam da administração ambiental. Ambas fazem parte de um conjunto de mais de 11.000 padrões internacionais que a ISO produziu desde sua fundação. A ISO não tem como missão controlar a aplicação de suas normas, que é uma

a certificação não é conferida pela ISO. Surgiram empresas especializadas nesse tipo de auditoria. Alguns de seus padrões foram adotados por governos nacionais. cinco séries específicas: . No entanto. que conferem certificados de conformidade com a ISO 9000. a adesão às normas ISO é voluntária. página 02 Devido a sua grande aceitação. evoluiu a partir de normas de qualidade existentes e amplamente usadas. já que a organização não tem poder legal para obrigar sua adoção. A família compreendia. nem essas empresas têm qualquer delegação da ISO para fazê-lo. mas não é uma garantia da qualidade de produtos. nem em seu nome. A ISO 9000 não é uma norma internacional da qualidade revolucionária. as normas ISO passaram a ser utilizadas como mecanismos de auditoria da qualidade. Além disso. desenvolvida em 1963. Suas origens remontam à norma militar inicial para a qualidade. da segurança e ambiental. Série 9000 A família ISO 9000 de normas representa uma espécie de consenso internacional a respeito das boas práticas de administração da qualidade. Ela é evolucionária. especialmente nas áreas da saúde.questão de entendimento voluntário entre fornecedores e seus clientes. até o ano 2000. ou de exigência que alguns compradores fazem a seus fornecedores. ou seja.

9004-2 e assim por diante). A norma ISO 9002. . desde o projeto até o serviço. antes de ser retirada no ano 2000. testados. A numeração. sendo a mais abrangente a ISO 9001 que é utilizada pelas companhias para controlar seus sistemas de qualidade durante todo o ciclo de desenvolvimento dos produtos. Essas séries específicas dividem-se em normas ainda mais especializadas (9004-1. de 9000 até 9004. foi usada por companhias para as quais a ênfase estava na produção e na instalação. foi dirigida para companhias nas quais sistemas abrangentes da qualidade podiam não ser tão relevantes. Esta norma da qualidade era utilizada por empresas cujos produtos já foram comercializados. melhorados e aprovados. não significa uma hierarquia entre as séries. a inspeção e o ensaio final do produto seriam suficientes. A norma ISO 9003. antes de ser retirada no ano 2000.página 03 A ISO 9000 serve de roteiro para implementar as demais. São 20 os elementos abordados nas séries ISO 9000.

.página 04 Certificação A certificação ISO é tipicamente voluntária.

conforme a relação entre auditores e empresas sob processos de auditoria. estudo de cada um dos requisitos da norma e realização do diagnóstico da organização em relação ao requisito. requisitos suplementares. formação dos Auditores Internos da Qualidade. plano de trabalho para a implantação de cada requisito. seleção da Entidade Certificadora. treinamento dos funcionários na documentação da Qualidade. está entre os mais respeitados e utilizados. Dentre eles. são reconhecidas três possibilidades de avaliações/auditorias. divulgação constante do assunto qualidade. Os países desenvolvidos possuem esquemas de certificação muito bem desenvolvidos. quando apropriado. realização das auditorias internas. Auditorias Internas: são aquelas realizadas por auditores que pertencem aos quadros da empresa. formação do Comitê de Coordenação. Auditorias de Segunda Parte: são aquelas realizadas pelo comprador. escolhidas em comum acordo entre comprador e produtor. . palestra sobre qualidade para todos os funcionários. sobre o fornecedor. para determinar a capacidade deste fornecedor em atender os requisitos das Normas ISO e. página 05 Etapas necessárias para a certificação: comprometimento da alta administração. o do Reino Unido. elaboração e divulgação da política da Qualidade.” Internacionalmente.Conforme estabelecido na ISO 9000. implantação das ações corretivas para as não conformidades. treinamento. Auditorias de Terceira Parte: são aquelas realizadas por um órgão independente. formação de grupos de trabalho com a participação dos funcionários para elaborar as instruções de trabalho. seleção e designação formal de um coordenador. elaboração do Manual da Qualidade. “avaliações do Sistema da Qualidade do fornecedor (quem produz e vende o produto) são utilizadas antes de um contrato.

Por estes e outros motivos é que as normas ISO 9000 vêm tendo no mundo inteiro ampla aceitação. com destaque para a parceria. a empresa é vista pelos funcionários com um todo. podendo-se ainda ressaltar o treinamento e a capacitação dos colaboradores e a abertura de canais de comunicação com os fornecedores. eliminação de fluxos irracionais ou desnecessários. outros processos fundamentais à qualidade: criação de um novo conceito de administração. entre outras.página 06 O que as empresas ganham com o ISO 9000 Além dos motivos óbvios de manter seus clientes e conquistar novos mercados. cria bases sólidas para programas de Qualidade total página 07 Há muitos outros ganhos possíveis. paralelamente. aumento do desempenho da empresa. uniformidade e clareza de conceitos. aumento da participação dos funcionários. melhorias contínuas e quebra de barreiras interdepartamentais. aproximação das áreas e eliminação de barreiras internas. aumento da capacitação dos funcionários. algumas das transformações pelas quais a empresa passa durante um processo de implementação das normas ISO 9000. entre outros: foco no cliente. ênfase nas causas dos problemas e não nos "culpados". estabelecimento de carteira de clientes/fornecedores internos Essas são. cria uma cultura voltada para a Qualidade. a implantação da ISO 9000 na empresa promove os seguintes ganhos. redução do desperdício. ações baseadas em fatos e não em opiniões. mudança comportamental dos colaboradores. . início de um processo de potencialização dos funcionários. Um processo que se inicie pela implementação de requisitos mínimos das normas ISO 9000 faz com que ocorram.

O insucesso é apenas uma oportunidade de começar de novo com mais inteligência. Ela inclui os requisitos de satisfação do cliente. dificultando seu uso nas organizações. • Consolidar e diminuir o número de normas de caráter orientativo. • Possibilitar a implementação integrada e de forma fácil de múltiplos sistemas gerenciais. conforme a própria FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) preconiza por meio de seu site: http://apps.Diretrizes para melhoria de desempenho.com. Henry Ford Modificações nas normas da Família ISO a partir de 2000 A partir do ano 2000.Requisitos. Sistemas de Gestão da Qualidade – Fundamentos e Vocabulário. composta pelas NBR ISO 9000. pelos pequenos e médios empresários que não dispõem de especialistas ou de departamentos de gestão da qualidade para interpretar os requisitos da norma e implementá-los adequadamente. . a ISO 9000:2000 foi modificada. Além destas 3 normas. principalmente nas últimas duas décadas. Uma empresa que possui ISO pode ser melhor vista no mercado. Para cumprir esta diretiva. • Simplificar a linguagem para evitar as dificuldades encontradas."Princípios da Eficiência: Não temer o futuro nem idolatrar o passado. através de uma aplicação efetiva do sistema. principalmente. Sistemas de Gestão da Qualidade .fiesp. O passado só nos serve para mostrar nossas falhas e fornecer indicações para o progresso no futuro”. • Dar orientação à gestão das organizações para melhorar o desempenho e não apenas quanto aos requisitos para a certificação ou registro dos sistemas da qualidade.” O que há de novidade na ISO 9000:2000? Todas as normas da ISO devem passar por um processo de revisão de tempos em tempos. NBR ISO 9001 e NBR ISO 9004 incorpora diversas alterações em relação à versão de 1994. algumas modificações foram feitas nas normas ISO.htm “A Família NBR ISO 9000:2000 está composta da seguinte forma: • NBR ISO 9000:2000. a Família NBR ISO 9000 possui um pequeno número de normas adicionais contendo diretrizes e alguns relatórios e especificações técnicas para a implementação e/ou manutenção de um sistema de gestão da qualidade.br/qualidade/faq. notadamente dos sistemas de gestão de meio ambiente e de segurança e saúde ocupacional conclusão Conclusão As normas ISO tiveram uma grande aceitação e passaram a ser sinônimo de qualidade. A nova versão das normas da série NBR 9000:2000. • NBR ISO 9004:2000. • Acompanhar a evolução das necessidades de usuários e clientes sofre mudanças radicais e rápidas. • NBR ISO 9001:2000. Sistemas de Gestão da Qualidade . Vejamos algumas razões para esta revisão: • Dar resposta aos inúmeros problemas com o modelo de vinte elementos que se apresentavam distribuídos pelo texto das normas de forma pouco articulada.

Todo este controle deve estar orientado no sentido da redução e. se uma empresa deseja obter a ISO. da prevenção de deficiências na qualidade. sem perder sua amplitude. Gestão . estas técnicas e procedimentos contribuíram para um grande avanço da qualidade e produtividade. Supply Chain Management (SCM). são poucas as empresas que já conseguiram implementá-lo com sucesso. a Família ISO 9000 passou a ser composta apenas pela ISO 9000. fatores técnicos. A partir do ano 2000. era composta pelas normas ISO 9000. ISO 9003 e ISO 9004. Função da Qualidade de Desenvolvimento (QFD).É sempre importante esclarecer que estas normas não dizem respeito ao produto ou serviço. Amplamente adotadas em quase todos os países industrializados de economia de mercado. ao atendimento das exigências do cliente. realize as atividades localizadas no menu lateral: "Avaliação". ISO 9001. Por fim. Kanban e Engenharia Simultânea. e em nível acadêmico o conceito ainda pode ser considerado em fase de construção. Redução do Tempo de Setup (SMED). começou a se desenvolver apenas no início dos anos 90. mas sim ao sistema de gerenciamento da qualidade e. A versão da Família ISO 9000. principalmente. Mesmo em nível internacional. Controle Estatístico de Processos (CEP). acima de tudo. que afetem a qualidade. estejam sob controle. administrativos e humanos. aula 07 .Cadeia de Suprimentos aula gravada em áudio SUPPLY CHAIN MANAGEMENT Histórico O movimento da qualidade total e o conceito de produção enxuta trouxeram consigo em conjunto de técnicas e procedimentos como o Just In Time (JIT).exercícios de autoavaliação .Módulo IV Aula 6 Para efeito de sua própria autoavaliação. até 1994. ou Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos. Na trilha das mudanças um novo conceito surgiu.Supply Chain . ela deve se organizar de forma tal que. ISO 9001 e ISO 9004. .

que executam as funções que dão apoio ao Marketing de produtos e serviços de uma determinada empresa. O que vem a ser Supply Chain (SCM)? Para melhor entender o conceito de Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos. existe uma crescente percepção de que o conceito de Supply Chain Management é mais do que uma simples extensão da logística integrada. Além disso. e finanças para a estruturação do financiamento. existe uma clara e definitiva necessidade de integração de processos na cadeia de suprimentos. e que são críticas para a implementação do SCM. Embora muito se tenha falado. o canal de distribuição pode ser definido como sendo o conjunto de unidades organizacionais. uma simples extensão do conceito de logística integrada. instituições e agentes. O desenvolvimento de novos produtos é talvez o mais óbvio deles. pesquisa e desenvolvimento para a formulação do produto. página 03 . pois vários aspectos do negócio deveriam ser incluídos nesta atividade. Instrumento fundamental para a eficiência do processo de comercialização e distribuição de bens e serviços. ou seja. uma ampliação da atividade logística para além das fronteiras organizacionais. tais como: o marketing para estabelecer o conceito. Compras e desenvolvimento de fornecedores são outras duas atividades que extrapolam funções tradicionais da logística. fabricação e logística para executar as operações. internos e externos. é fundamental entender o conceito de canal de distribuição já bastante consolidado e há muito utilizado por Marketing.Há profissionais que consideram o SCM como apenas um novo nome. pois inclui um conjunto de processos de negócios que em muito ultrapassa as atividades diretamente relacionadas com a logística integrada. pouco ainda se conhece sobre o verdadeiro significado deste novo conceito e principalmente sobre as barreiras e oportunidades para sua implementação. página 02 Em contrapartida a esta visão. na direção de cliente e fornecedores na cadeia de suprimentos.

não assumindo o risco da posse do produto. . O que muitas empresas buscam neste processo é o foco na sua competência central (core business). Membros Especializados: são aqueles que participam indiretamente. e incluem: fabricantes. Os exemplos mais comuns são as empresas de transporte. atacadistas. Em contrapartida. basicamente através da prestação de serviços aos membros primários. armazenagem. informações. O crescente número de participantes trabalhando num ambiente competitivo e de pouca coordenação é a principal razão para o crescimento dos custos. quando o conceito de Marketing era pouco desenvolvido e a idéia de segmentação de mercado era pouco utilizada. por meio de um processo de cooperação e troca de informações. o surgimento de novos e variados formatos de varejo. processamento de dados e prestadores de serviços logísticos integrados. através da desverticalização e/ou terceirização. Com a evolução do conceito de Marketing e mais especificamente. repassando para prestadores de serviços especializados a maioria das operações produtivas. transporte. o aumento da competição e a instabilidade dos mercados levaram a uma crescente tendência à especialização. os canais de distribuição vêm se tornando cada vez mais complexos. A solução para este problema passa necessariamente pela busca de uma maior coordenação e sincronização. vendas. Qualquer unidade organizacional. Até a década de 50. página 04 O Surgimento do SCM A desverticalização levou à combinação de maior complexidade com menor controle. a presença de membros especializados era pouco difundida. armazenagem. levando ao aumento dos custos operacionais nos canais de distribuição. As relações entre os membros primários eram distantes e conflituosas. distribuidores e varejistas. estoque.Dentre as funções de suporte ao Marketing incluem-se: compras. das práticas de segmentação de mercado e do lançamento contínuo de novos produtos. instituição ou agente que execute uma ou mais funções de suporte ao Marketing é considerado um membro do canal de distribuição Os diversos participantes de um canal de distribuição podem ser classificados em dois grupos: Membros Primários: participam diretamente do processo. Existia uma forte tendência à integração vertical como forma de manter controle e coordenação. assumindo o risco pela posse do produto. As estruturas dos canais de distribuição vêm se tornando mais complexas ao longo dos anos. Uma das principais conseqüências deste movimento foi o crescimento da importância dos prestadores de serviços logísticos. programação da produção e financiamento.

o custo da distribuição tende a ser muito maior. Um fabricante que ofereça uma baixa disponibilidade de oferta e tempo de entrega inconsistente. um menor custo logístico para o fabricante seria alcançado às custas de outros membros do canal. combinado com a revolução nas telecomunicações. através da integração de processos de negócios que interligam seus diversos participantes. Implica em alta interação entre os participantes e exige a consideração simultânea de diversos elementos. tende a forçar o atacadista a carregar mais estoque de segurança a fim de ser capaz de oferecer um nível aceitável de serviço para o varejista. Neste caso. É exatamente este esforço de coordenação nos canais de distribuição. O Supply Chain Management é uma abordagem sistêmica de razoável complexidade. página 05 No caso da distribuição indireta. Em outras palavras. a empresa tem muito mais controle sobre as funções de Marketing. atacadistas e varejistas) assumem grande parte do controle e risco e. resultando provavelmente numa cadeia de suprimento menos eficiente e eficaz. por esta razão. Como exemplo. . Vai além das fronteiras organizacionais e considera tanto os elementos internos quanto os interorganizacionais. criou as condições ideais para se implementar processos eficientes de coordenação. o fabricante recebe um menor valor pelo seu produto. Numa estrutura onde o fabricante distribui diretamente para o consumidor final. referente a quem deve se responsabilizar pelos estoques e em que estágio as diversas atividades deveriam ser realizadas. podemos comparar os elementos existentes entre as opções de distribuição direta ou indireta por um dado fabricante. armazenadores. exigindo do fabricante um alto volume de vendas ou uma saturação geográfica em um mercado regional. as instituições externas ou agentes (transportadores.O avanço da informática. No entanto. desde o consumidor final até o fornecedor inicial de matérias-primas. ele representa o esforço de integração dos diversos participantes do canal de distribuição por meio da administração compartilhada de processos-chave de negócios que interligam as diversas unidades organizacionais e seus membros. que está sendo denominado de Supply Chain Management.

a busca e identificação de oportunidades deste tipo e sua implementação conjunta. redução nos custos de transporte e armazenagem. atendimento de pedidos 5. aceleração do ciclo de caixa e aumento do retorno sobre o investimento. a adoção de um sistema de processamento de pedidos automatizado em substituição a um sistema arcaico poderia permitir uma melhoria do nível de serviço. Assim temos: Esse é um exemplo de 4 empresas ligadas por um único sistema de controle de estoque. Ao fazer a leitura óptica da passagem de uma calça Levis no ponto de venda (caixa). o sistema de controle de estoque da Sears está ligado ao de seu fornecedor de calças jeans. devem ser considerados processos de negócios. promovendo um controle muito seguro através da técnica de SCM. Os mais citados são: 1. Por fim. relacionamento com os clientes 2. Esses 4 sistemas de estoque estão interligados por um único ponto de partida de um novo pedido: a passagem da calça jeans Levis no ponto de vendas da Sears. que é a Du Pont. administração do fluxo de produção 6. redução de estoque. nos Estados Unidos. serviço aos clientes 3. tidos como essenciais. através do processo de coordenação e colaboração. a Miliken também tem seu sistema de controle de estoque ligado ao fabricante da fibra do brim. .Uma maneira de evitar problemas seria através da mudança da estrutura. ou por meio da adoção de novos procedimentos ou tecnologias. Levis. compras/Suprimento 7. Como. desenvolvimento de novos produtos A adoção do conceito de Supply Chain Management incentiva. página 06 Para que a implementação do SCM seja eficaz. Um exemplo muito eficaz de SCM é vindo das lojas Sears. Os níveis de estoque foram previamente determinados. administração da demanda 4. Essa por sua vez. que é a Miliken. O pedido de compras que um faz do outro também foi definido com base no estoque mínimo mais um determinado percentual de segurança. também tem seu sistema ligado ao fabricante do brim. por exemplo.

Q . realize as atividades localizadas no menu lateral: "Avaliação".Módulo IV Aula 7 Para efeito de sua própria autoavaliação. no que diz respeito ao relacionamento entre os diversos participantes da cadeia. surpreende verificar que tão poucas empresas o tenham implementado. estão anunciando o SCM como a nova fonte de vantagens competitivas. aula 08 . A adoção do conceito de Suppy Chain Management incentiva. impulsionada pelo movimento da logística integrada que vem se acelerando no país. Artigos na imprensa especializada. cuja utilização ainda se restringe a um conjunto de empresas mais avançadas. mas algo consistente. a busca e identificação de oportunidades e sua implementação coordenada.Prêmio Nacional de Qualidade aula gravada em áudio PRÊMIO NACIONAL DE QUALIDADE .exercícios de autoavaliação . com o nível de complexidade e descoordenação da maioria dos canais de distribuição hoje existentes. e a segunda com a complexidade e dificuldade de implementação do conceito. Embora seja um conceito em evolução. As razões para tanto são basicamente duas. Pesquisas preliminares sobre os ganhos que empresas podem auferir com a utilização correta do conceito apontam para reduções substanciais nos custos operacionais da cadeia de suprimentos. que desperta a atenção de gestores das grandes e mais modernas organizações da atualidade. o SCM já está na agenda da maioria dos gerentes das grandes empresas internacionais. Tanto quanto possível dependem de uma estrutura tecnológica que permita um perfeito controle das variáveis que envolvem os sistemas de entrega. ainda em formação e pouco difundido entre os profissionais. como a Fortune. Os bons resultados obtidos pelas empresas que já conseguiram implementar o Supply Chain com sucesso estampam a garantia de que este não é um modismo gerencial. Considerando os enormes benefícios que podem ser obtidos com a correta utilização do conceito de SCM. pelo processo de coordenação e colaboração.conclusão Conclusão No Brasil. pois é uma abordagem que exige mudanças profundas em práticas arraigadas. a onda do Supply Chain começou a se espalhar no final da década de 90. Gestão . A primeira deriva da relativa novidade do conceito.N. de fornecedor para fornecedor. tanto dos procedimentos internos como nos externos. O enorme interesse pelo tema é justificado pela comparação dos exemplos de sucesso já conhecidos.P.PNQ Histórico O Prêmio Nacional de Qualidade (PNQ) pretende promover a conscientização para a busca da excelência na gestão das .

Prêmio Qualidade do Governo Federal."Em Busca da Excelência" – sendo. tais como: Prêmio ABES da Qualidade. Prêmio Qualidade Rio.organizações e facilitar a transmissão de informações e conceitos relativos às técnicas e práticas bem-sucedidas. Prêmio Paulista de Qualidade da Gestão. O domínio do conhecimento na área de avaliação. entidade privada e sem fins lucrativos. Da experiência adquirida ao longo de vários ciclos de premiação. Desde sua criação. fundada por 39 organizações públicas e privadas. milhares de profissionais foram treinados pela FPNQ na aplicação dos Critérios de Excelência. aliado a um Código de Ética seguido rigorosamente pelas Bancas Examinadoras. Prêmio Gestão Qualidade Sergipe. geraram a credibilidade e o prestígio que hoje sustentam o Prêmio Nacional da Qualidade. Em outubro de 1991. órgãos da Administração Pública . a FPNQ estimulou e participou da criação de diversas premiações setoriais e regionais. Prêmio ANTP da Qualidade. Prêmio Nacional ABRAPP de Qualidade. página 02 Alguns prêmios passaram a utilizá-lo como referencial de avaliação. De 1992 até hoje.FPNQ. Por meio de sua área de edições técnicas distribuiu milhares de exemplares dos “Critérios de Excelência do PNQ”. a partir da troca de informações com as instituições congêneres à Fundação no exterior. organizações sem fins lucrativos. promotora do prêmio. utilizando o modelo bem-sucedido do PNQ. dos quais muitos se candidataram para atuar como voluntários da Banca Examinadora e como Juízes. e fazer a representação institucional externa do Prêmio Nacional da Qualidade nos fóruns internacionais. Prêmio Gestão Qualidade Bahia. pequenas e microempresas. cumprindo com a sua missão institucional. foi instituída a Fundação para o Prêmio Nacional da Qualidade . Prêmio Qualidade RS. quase um terço internacionais. Foram realizados dezenas de Seminários . Examinadores Seniores. em todo o território nacional. a Fundação conduziu dezenas de ciclos de premiação do PNQ e entregou centenas de relatórios de avaliação para todas as organizações candidatas. médias empresas. para administrar o PNQ e todas as atividades decorrentes da premiação. O Processo de Premiação O Prêmio é concedido anualmente nas categorias: grandes empresas. bem como as sucessivas atualizações implementadas nos Critérios de Excelência. Examinadores Relatores e Examinadores.

Com a atualização anual sistemática dos “Primeiros Passos para a Excelência”. setoriais e regionais. Premiações Internas Várias organizações vêm utilizando internamente os Critérios de Excelência do PNQ. abordando os Itens dos Critérios de Excelência. das Delegacias Federais de Agricultura. do Senai. 2) permitir a auto-avaliação de qualquer tipo de organização. dentre outras. da Sadia. da Siemens. página 03 A FPNQ edita. ampla troca de informações sobre métodos e sistemas de gestão que alcançaram sucesso e sobre os benefícios decorrentes da utilização dessas estratégias. o Prêmio Nacional da Qualidade estimula a melhoria da qualidade de produtos e serviços através da gestão para a excelência do desempenho e a utilização de referenciais reconhecidos mundialmente. da Petrobrás. induzindo a reestruturação do sistema de gestão a partir dos resultados advindos da auto-avaliação. os "Primeiros Passos para a Excelência". página 04 Critérios de Participação O Prêmio Nacional da Qualidade é um reconhecimento à excelência na gestão das organizações sediadas no Brasil. que estão se desenvolvendo no Brasil. promovendo a imagem e a reputação internacionais de excelência dos produtos e serviços brasileiros.Caso tenha alguma dúvida é só entrar em contato. O Prêmio busca promover: amplo entendimento dos requisitos para alcançar a excelência do desempenho e. Portanto. a FPNQ buscou tornar disponível para entidades promotoras de prêmios setoriais e regionais um modelo de gestão e de avaliação simplificado. . portanto. desde 1996. As organizações que desejam participar necessitam elaborar um Relatório da Gestão. inclusive com a criação de premiações internas. da ECT. como no caso do Serpro. 3) servir como referencial de avaliação para iniciativas de premiações internas. A publicação tem três objetivos: 1) apresentar os critérios de gestão do PNQ de forma simplificada. bem como o desenvolvimento de meios e processos que conduzam a uma melhor qualidade de vida. a melhoria da competitividade. da Gerdau.

entre outros. contendo: perfil da organização e descrição da gestão. Os conceitos. visão de futuro. As organizações candidatas ao Prêmio devem fornecer informações sobre seu sistema de gestão. Esses Critérios foram desenhados não somente para servir como referencial para o processo de premiação. inovação. responsabilidade social e ética. estratégias e planos. abordagem por processos. processo. de tal forma a permitir um diagnóstico. pessoas. Essas informações têm por objetivo demonstrar que a candidata utiliza enfoques eficazes e exemplares que possam ser úteis também para outras organizações. os seguintes benefícios: . sobre seus processos de melhoria e sobre os resultados alcançados. seja qual for o tipo de organização. sociedade. Além disso. de acordo com o que é solicitado em cada um dos Critérios de Excelência. clientes. mas. foco nos resultados. resultados. no que se refere ao sistema de gestão do desempenho. princípios e valores definidos como essenciais para o exercício da excelência na gestão são apresentados por meio dos seguintes fundamentos: liderança e constância de propósito. principalmente. aprendizado organizacional. os Critérios de Excelência estabelecem requisitos para os temas de gestão relacionados com: liderança. Especialistas em organizações empresariais afirmam que a aplicação de forma estruturada dos fundamentos e critérios de excelência nas empresas traz. criados a partir do compartilhamento de experiências entre organizações dos setores público e privado.elegibilidade 2. decisões baseadas em fatos.O Prêmio está baseado em um conjunto de critérios para a excelência do desempenho. valorização da pessoa.relatório da gestão. informações e conhecimento. agilidade.inscrição para candidatura e 3. página 05 As informações requeridas das candidatas podem ser subdivididas em três partes: 1.

Etapa III – visita às instalações das candidatas bem-sucedidas na Etapa II. compartilhamento das informações e comprometimento da força de trabalho. para as candidatas bem-sucedidas na Etapa I. que desempenham as seguintes funções: juízes instrutores examinadores seniores examinadores relatores examinadores Os juízes decidem com base nos Relatórios de Avaliação da Banca Examinadora e demais informações prestadas pela Fundação. foco na realização de resultados. Também é solicitado às organizações premiadas que compartilhem informações sobre suas estratégias de desempenho que alcançaram sucesso e sobre os benefícios decorrentes da utilização dessas estratégias. O processo de avaliação divide-se em três etapas: Etapa I – análise crítica individual. A decisão é encaminhada ao Conselho Curador para divulgação. . liderada por um examinador sênior. por até 6 membros da Banca Examinadora.visão sistêmica da empresa. 1 relator e os 4 melhores examinadores da etapa anterior. e suas estratégias de desempenho para alcançar o sucesso. identificação de pontos fortes e oportunidades para melhorias. Cada uma das Candidatas recebe um Relatório de Avaliação. os benefícios decorrentes da utilização dessas estratégias são considerados como benchmarking e replicados por outras empresas na busca da melhoria da gestão. submetidos a um rigoroso processo de qualificação. por até 10 membros da Banca Examinadora. As organizações premiadas podem fazer uso do Prêmio para publicidade. assim como. promoção da cooperação interna. A análise crítica é realizada de forma sigilosa por voluntários da Banca Examinadora. análise por 1 sênior. Esse Relatório de Avaliação tem como base o Relatório da Gestão entregue pelas candidatas. página 06 A Banca Examinadora A Banca Examinadora do PNQ é composta por profissionais voluntários. conclusão Conclusão As empresas premiadas são consideradas como modelos de organizações competentes. capacitação para auto-avaliação a gestão conduzida pela empresa. Etapa II – análise crítica de consenso.

P.Gestão . página 02 Tipicamente. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. um sistema ERP usa ou está integrado a uma base de dados relacional. que tem por objetivo auxiliar o fabricante ou o gestor de uma empresa nas importantes fases do seu negócio. ERP é um termo genérico para um conjunto de atividades executadas por um software multi-modular. serviços a clientes e acompanhamento de ordens de produção. as engrenagens da organização de distribuição e o cérebro das atividades de planejamento. em Avaliações.exercícios de autoavaliação .R.) O que é um ERP? É um sistema integrado que possibilita um fluxo de informações contínuo e consistente por toda a empresa sob uma única base de dados. compras ou distribuição.R. O ERP pode também incluir módulos aplicativos para os aspectos financeiros e até mesmo para a gestão de recursos humanos. como produção. com informações on-line e em tempo real. aula 09 . Acesso pelo menu "Avaliação". Ajuda a controlar o dia-a-dia da organização. É um instrumento para a melhoria de processos de negócios. incluindo o desenvolvimento de produtos. manutenção de estoques. interação com os fornecedores. Ela representa o núcleo da empresa de manufatura. compra de itens.E.P. .Enterprise Resource Planning aula gravada em áudio ENTERPRISE RESOURCE PLANNING (E.Módulo IV Aula 8 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. . É a chave para a automação de processos empresariais.

Seu Impacto Adotado e implementado no núcleo da corporação para obter o máximo de retorno sobre o investimento. Porém. onde as empresas foram forçadas a rever seus processos e sua maneira de trabalhar. A busca de alternativas para a redução de custos e diferenciação de produtos e serviços descortinou um novo contexto. se possível levando à atualizações curriculares. O amadurecimento das opções disponíveis no mercado. O ERP está cada vez mais vivo no atual mundo empresarial. Por isso.Como Surgiu? A década de 90 apresentou um expressivo crescimento dos sistemas ERP (Enterprise Resource Planning) no mercado de soluções de informática. ajudar a aumentar a eficiência. o processamento cliente/servidor e algumas histórias de sucesso no início da década contribuíram para a sua expansão. Com isso. reduzindo o custo e melhorando o tempo de respostas às mudanças e necessidades do mercado. porém uma série de dificuldades de ordem prática e tecnológica não permitiu que esta visão fosse implementada em grande parte das empresas. as soluções ERP estão se tornando um novo paradigma para a computação dita "comercial". A idéia de sistemas de informação integrados existe desde o início da utilização dos computadores em empresas na década de 60. O sucesso da digitalização não está apenas na integração dentro da empresa. sendo o Brasil o sexto mercado para esse tipo de produto. o ERP pode fornecer informações em tempo real sobre o estado dos negócios. a evolução da tecnologia utilizada por bancos de dados relacionais. o assunto deverá ser objeto de maior atenção em nosso ensino superior. O ERP e o e-business são resultados do rápido crescimento da indústria de Tecnologia da Comunicação e da Informação. é necessário um modelo empresarial inovador que busque formas de ligar. sincronizar e completar todo esse . ao mesmo tempo em que as empresas são pressionadas para terceirizarem todas as atividades que não pertençam ao seu foco principal de negócios. Era necessário coordenar com maior proximidade as atividades dentro da cadeia de valor e eliminar desperdícios de recursos. mas também na integração múltipla de canais fora da organização. Empresas com visão no futuro podem trocar informações e colaborar com parceiros comerciais e privados. melhorar os serviços e reduzir os custos. página 03 É um assunto que tem recebido pouca atenção da área acadêmica no Brasil. Os sistemas ERP surgiram da necessidade de rápido desenvolvimento de sistemas integrados.

elimina-se a redundância de informações e re-digitação de dados. como fabricação. . Desta forma. entendemos o ERP como uma arquitetura de software que facilita o fluxo de informações entre todas as atividades de uma empresa. Em um sistema de ERP. de julho/agosto de 1998. Normalmente.processo dentro e fora da empresa. p. o que assegura rapidez e integridade das informações obtidas e armazenadas. tais como: fabricação. etc. O banco de dados interage com todos os aplicativos do sistema. dentro de uma visão logística de administração de recursos. A velocidade da mudança é essencial para que se aproveitem as oportunidades oferecidas pelo processo de digitalização. finanças. RH. Tecnologia cliente/servidor significa que o usuário do sistema (cliente) roda uma aplicação (rotina de um módulo do sistema) que acessa as informações de uma base de dados única (servidor).H. temos uma base de dados central interagindo com os vários módulos. segundo T. Davenport (Harvard Business Review. Sua função básica é prover dados integrados e fidedignos e exemplos de módulos empresais. com interface gráfica com o usuário (GUI) e arquitetura cliente/servidor. Abaixo está a estrutura típica de um sistema de ERP.121): página 04 Tecnologia Sistemas ERP são projetados para serem independentes de plataforma. estando numa extremidade os clientes e na outra os fornecedores. finanças e recursos humanos. O ERP fundamenta-se em um processo evolutivo natural. operando em uma plataforma comum que interage com um conjunto de aplicações. Portanto. logística. é composto por um banco de dados único.

melhorar o planejamento e alocação de recursos. reduzir custos. Envolve legislação e impostos. melhorar os serviços prestados aos clientes. integram as diversas áreas da empresa. atualização – é o processo pelo qual o fornecedor disponibiliza novas versões do sistema com incrementos na funcionalidade e correções de problemas e erros. localização . Essas características são importantes para a análise dos possíveis benefícios e dificuldades relacionados com a sua utilização e com os aspectos pertinentes ao sucesso de sua implementação. distinguem os sistemas desenvolvidos internamente nas empresas e de outros tipos de pacotes comerciais. página 05 Os sistemas ERP possuem uma série de características que. utilizam um banco de dados corporativo. estoques.adaptação de sistemas ERP para a sua utilização em países diferentes daqueles onde foram desenvolvidos. Podemos ver algumas características abaixo: pacotes de software comerciais. melhorar a qualidade. e requerem procedimentos de ajuste: adaptação – é o processo de eliminação das discrepâncias ou diferenças entre o pacote e a empresa. customização – é a modificação de um sistema ERP para que este possa se adaptar a uma determinada situação empresarial. parametrização – definição dos valores de parâmetros já disponibilizados pela empresa. página 06 Componentes típicos de um ERP: . tomadas em conjunto. incorporam modelos padrão de processos.Por Que Usar? Alguns dos motivos que levam uma empresa a usar ERP: permanecer competitiva. melhorar a produtividade. possuem grande abrangência funcional.

que. de utilização e atualização dos sistemas ERP. A expectativa é de que profissionais alertas a estas questões consigam resolver melhor os problemas inerentes a uma mudança organizacional de grande porte. marketing. custos. é uma opção muito interessante para empresas que querem construir um sistema de informações integrado. por ser uma solução composta de vários módulos integrados que relaciona todas as necessidades de uma empresa às visões de processo que suportam seu negócio e promove maior integração entre as funções das diversas áreas. aula 10 .R. outros. Gestão . de implementação. vendas. O Enterprise Resource Planning permite que a empresa conquiste diferenciais competitivos. recursos humanos. finanças.exercícios de autoavaliação . Os benefícios são evidentes.P (ou que já o implantaram) devem analisar cuidadosamente as dificuldades e os aspectos importantes em cada uma das fases do ciclo de vida. conclusão Conclusão A utilização de sistemas E.P. Conhecendo esses aspectos pode-se planejar melhor o processo de seleção.planejamento e Controle da produção. implicitamente. a redução dos custos de informática e a permanente atualização tecnológica.Balanced Scorecard aula gravada em áudio BALANCED SCORECARD (BSC) .Módulo IV Aula 9 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. contabilidade. Acesso pelo menu "Avaliação". em Avaliações. tais como a integração decorrente da terceirização do desenvolvimento de sistemas. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. As empresas que estão planejando um sistema E. sempre acompanha a adoção destes sistemas.R.

não há uma tradução precisa em português. O sistema de informação gerencial deve contribuir como suporte às estratégias adotadas para que elas possam ser acompanhadas e venham a produzir retornos positivos para a empresa. as empresas não conseguem mais obter vantagens competitivas sustentáveis apenas com a rápida alocação de novas tecnologias a ativos físicos e com a excelência da gestão eficaz dos . Nas últimas décadas do século XX o advento da Era da Informação tornou obsoletas muitas das premissas fundamentais da concorrência industrial. significando painel ou placar de resultados balanceados ou combinados). página 02 Um Pouco de História Durante a Era Industrial (de 1850 até 1975) o sucesso das empresas era determinado pela maneira como se aproveitavam dos benefícios das economias de escala e do escopo. À medida que foi sendo utilizado. alguns sistemas de controle financeiro foram desenvolvidos com o intuito de facilitar e monitorar alocação eficiente de capital financeiro e físico. médio e longo prazo. É utilizado por empresas que pretendem obter êxito com suas estratégias de curto. processos internos e aprendizado e crescimento. Durante esse período. evoluiu de um sistema de medição aperfeiçoado para se transformar em um sistema gerencial essencial. Uma delas. conhecida como Balanced Business Scorecard (ou BSC .Conceito Novas formas de gerenciamento são usadas pelas empresas para enfrentar o atual ambiente globalizado de alta competitividade e acirrada concorrência. é uma das ferramentas que procuram fornecer a visão de conjunto dos fatores críticos de sucesso. Segundo Reis (2001). O Balanced Scorecard reúne medições baseadas em indicadores financeiros a outros três componentes (chamados de “perspectivas”): clientes. melhorando assim sua situação no futuro. revelando-se como uma ferramenta capaz de atender às novas exigências de gerenciamento dentro dos cenários econômicos em constante mutação.

O que conta nos sistemas tradicionais é o demonstrativo de resultados financeiros. baseavam-se muito em indicadores contábeis e financeiros. considerar a importância crescente dos valores intangíveis diante dos tradicionais valores físicos. da Harvard Business School. incentivando as empresas a medir também fatores como qualidade e satisfação do cliente. que mostra lucro ou prejuízo. mas também os fatores que os produzem. há casos de empresas que tinham bottom line (última linha) positivo num período e ficaram em situação desfavorável no período seguinte. Quando o resultado é positivo. O único objetivo era mostrar as desvantagens de usar apenas medidas financeiras para julgar o desempenho empresarial. que era apoiado nos indicadores contábeis e financeiros. Essa visão de conjunto deve mostrar não apenas os resultados finais.ativos e passivos financeiros. As deficiências dos sistemas tradicionais e os desafios que as organizações passaram a enfrentar na passagem para o século XXI criaram a necessidade de sistemas de controle que pudessem dar uma visão de conjunto das diferentes dimensões do desempenho. até então existentes. Os Sistemas Existentes Os sistemas tradicionais de avaliação e controle dos resultados da organização têm a tendência de enfatizar o resultado financeiro final. destaca-se como instrumento da maior importância a construção de uma estrutura de indicadores estratégicos que possua abrangência e coerência compatível com a nova era do conhecimento e que permite. página 03 O Balanced Scorecard (BSC) surgiu da iniciativa dos Drs. os modelos de avaliação de desempenho. sobretudo. de criar um novo modelo de medição de desempenho. já que. Robert Kaplan e David Norton. . Acadêmicos e executivos estudaram. estavam se tornando obsoletos. Os sistemas tradicionais de avaliação do desempenho da empresa não têm a capacidade de mostrar problemas que podem comprometer a organização no futuro. indicadores de performance e as perspectivas interna e externa do desempenho empresarial. No entanto. Nessa nova forma de gerenciamento. medidas financeiras e não-financeiras. a administração tradicional considera favorável a situação da empresa. integrando medidas financeiras e não financeiras de desempenho. pesquisaram e desenvolveram um novo modelo que considera os objetivos em curto e longo prazos. pois os métodos existentes para avaliação do desempenho empresarial. O Surgimento do Balanced Scorecard (BSC) Na década de 90. era preocupação dos Estados Unidos medir a performance das organizações. na opinião dos autores.

as conseqüências dos esforços do passado. na implementação ou até mesmo na definição das estratégias. pode haver problemas na execução. é mais do que um sistema de medidas.Perspectivas e indicadores essenciais a. aprendizado e crescimento. e os vetores de desempenho futuro. devendo também traduzir a visão e a estratégia de uma unidade de negócios em objetivos e medidas tangíveis. retenção. e medidas internas dos processos críticos. esse êxito é medido pela sua lucratividade. b. as medidas financeiras indicam se a empresa está obtendo êxito com as estratégias definidas. Se os indicadores financeiros não mostram o esperado.implementadas e executadas. pelo seu crescimento e pelo incremento do valor para o acionista (Shareholder Value). Estes critérios são as Medidas Essenciais dos Clientes: participação de mercado: representação da proporção de vendas da unidade de negócio no mercado em que atua . captação. BSC . Como o cliente nos enxerga? A perspectiva do cliente deve visar os seguintes pontos-chave: participação de mercado. que representam o equilíbrio entre indicadores externos voltados para acionistas e clientes. Em geral.Segundo Rocha (2000). O importante é o equilíbrio entre as medidas de resultado. satisfação e lucratividade dos clientes. de inovação. Como atendemos aos interesses dos acionistas? página 04 Na perspectiva financeira.

capital investido. lucratividade com o cliente: medição da lucratividade da empresa no negócio ou nos negócios com um cliente. consertos. Deve se preocupar com a produção e disponibilidade dos produtos e serviços desenvolvidos durante o processo de inovação. do percentual de clientes com os quais a unidade de negócio continua mantendo relações comerciais. unidades vendidas ou instaladas. incluindo: treinamentos. garantias. devoluções e processamento de pagamentos. Esse modelo inclui três processos principais: inovação: durante esse processo. retenção de clientes: acompanhamento.determinada em termos de número de clientes. d. qualidade e tempo de resposta. satisfação dos clientes: registro do nível de satisfação dos clientes em relação a critérios preestabelecidos de desempenho ou de valor agregado. Em que processos precisamos ser eficientes? As medidas de processo interno devem ser voltadas para aqueles que terão maior impacto na satisfação do cliente e na consecução dos objetivos financeiros da empresa. Campos (2001) diz que devem ser pesquisadas as necessidades reais e futuras dos clientes-alvos. Como melhorar e criar valor agregado? . serviço pós-venda: esta é uma etapa de grande influência no processo de criação de imagem e reputação da organização na cadeia de valor do cliente. depois de levantar as despesas específicas requeridas para atender esse cliente ou esse mercado. captação de clientes: medição. Em seguida são desenvolvidos os produtos e/ou serviços que deverão satisfazer as necessidades identificadas. Tem início nesta etapa o recebimento de um pedido e termina com a entrega do produto ou prestação de serviço. operação: as principais medidas operacionais genéricas são: custo. página 05 c. ou com um segmento de mercado. em números absolutos ou relativos. do percentual de clientes novos ou de novos negócios ganhos pela organização. em termos absolutos ou relativos.

É um novo instrumento que integra as . O resultado final é a excelência nos resultados empresariais. que serve de base para um sistema de medição e gestão estratégica. recursos e processos.página 06 O aprendizado e o crescimento da organização vêm de três principais fontes: as pessoas. administração de pessoas. 1951). É necessário capacitar os funcionários. página 07 BSC Como Sistema de Gestão Estratégica O Balanced Scorecard traduz a missão e a estratégia das empresas num conjunto abrangente de medidas de desempenho. 1991) que procura evidenciar as relações de causa e efeito entre diversos fatores de sucesso. que impulsiona quatro fatores: política e estratégia. os sistemas e os procedimentos organizacionais. 1987) e o Prêmio Europeu de Excelência em Qualidade na Comunidade Econômica Européia (CEE. Para Costa (2001). os objetivos traçados através do Balanced Scorecard. Resumo dos Indicadores (Fatores) do Balanced Scorecard: O Reconhecimento do Controle da Qualidade Outra contribuição importante para aumentar a abrangência dos sistemas de controle foi feita pelos prêmios de qualidade instituídos em diferentes países. dos sistemas e dos procedimentos e a requerida para alcançar os objetivos. Os principais são o Prêmio Deming de Qualidade (Japão. promovendo o desempenho. intensificar a tecnologia e os sistemas de informação e alinhar os procedimentos e rotinas organizacionais para eliminar essa defasagem. satisfação do empregado e impacto sobre a sociedade são resultados alcançados por meio de liderança. o Prêmio Malcolm Baldrige (EUA. acusam uma grande defasagem entre as capacitações das pessoas. O prêmio europeu estabelece que satisfação do cliente.

funcionários e sistemas ao sucesso financeiro em longo prazo. processos internos.medidas derivadas da estratégia. além de considerar também o valor financeiro. sem menosprezar as medidas financeiras do desempenho passado. segundo Rocha&Pinto (2000). que consiste em reunir feedback. o BSC trouxe à tona uma reflexão muito mais completa do valor de uma organização do que àquelas anteriormente baseadas apenas no aspecto financeiro. mas incorpora um conjunto de medidas mais genérico e integrado que vincula o desempenho sob a ótica dos clientes. planejamento de negócios: permite que a empresa integre o plano de negócios com o seu plano financeiro. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. As empresas que pretendem usar o BSC terão duas tarefas: primeiro precisam elaborar o scorecard e. a empresa monitora os resultados de curto prazo corretamente e avalia a estratégia de médio e longo prazo à luz do desempenho recente. utilizá-lo. testar as hipóteses em que se baseou a estratégia e efetuar os ajustes necessários. conclusão Conclusão Com o Balanced Scorecard (BSC) no centro do sistema gerencial.Módulo IV Aula 10 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. em Avaliações. como a síntese final do desempenho gerencial e organizacional. como os tradicionais balanços contábeis. depois. A técnica introduz quatro novos processos que ajudam as empresas a conectar os objetivos de longo prazo às ações de curto prazo: tradução da visão: ajuda os gerentes a desenvolver o consenso em torno da estratégia da empresa. É mais do que um sistema de medidas táticas ou operacionais. O BSC não estabelece o valor de um negócio apenas sob a perspectiva financeira. Acesso pelo menu "Avaliação". Porém inclui valores baseados nos clientes. . expressando-a em termos que orientam a ação no nível local. nos processos internos e no aprendizado e crescimento da organização. e que mede o desempenho organizacional sob quatro perspectivas equilibradas. Cria condições para que as empresas modifiquem a estratégia em função do aprendizado em tempo real. Gestão .exercícios de auto-avaliação . Ele preserva os indicadores financeiros. Com isso. comunicação e conexão: permite que os gerentes comuniquem a estratégia para cima e para baixo na organização e a conectam às metas das unidades e dos indivíduos. feedback e aprendizado: proporciona à empresa a capacidade de aprendizado estratégico.

Para visualizar a correção. disponíveis ao final de cada módulo. Créditos Créditos Conteudista Evandro Lepletier Coordenação Claudia Pohl Professores-tutores Aderson Pimentel de Alencar Filho Aires P. o Professor-Tutor pode solicitar que você reformule sua resposta. Lembre-se de que caso seja necessário.Avaliação Final do Módulo IV Avaliação de módulo – São exercícios subjetivos. que serão corrigidos pelos tutores. caso em que ele enviará uma mensagem orientando-o nesse sentido. Espera-se que o aluno demonstre capacidade de análise e domínio dos temas estudados. botão Avaliações. O acesso é pelo menu Avaliação. clique na atividade pretendida no painel de desempenho. das Neves Junior Carlos Roberto Stuckert Rogério de Castro Pastore Lidia Glória dos Santos Dalva Maria Souza Moura Núcleo pedagógico Claudia Pohl Jenifer de Freitas Lucas Machado Marcelo Larroyed Polliana Alves Simone Dourado Tatiana Beust Valéria Maia e Souza Vinícius Henrique William Robespierre Athanazio Núcleo web Alessandra Brandão Bruno Carvalho Carlos Inocente Francisco Wenke Ítalo Fernandes Sônia Mendes Núcleo administrativo Espedito Marques de Azevedo Luciano Marques .

Maxlano Cardoso .

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