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Gestao Administrativa No Setor Publico

Gestao Administrativa No Setor Publico

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Sections

  • Guia do Estudante
  • Apresentação do Curso
  • Antecedentes Históricos
  • CRONOLOGIA DOS PRINCIPAIS EVENTOS DOS PRIMÓRDIOS DA ADMINISTRAÇÃO
  • Anos Autores Eventos
  • Conclusão
  • Gestão - exercícios de auto-avaliação - Módulo I Aula 1
  • Administração Científica
  • Você sabe quem foi Henry FORD?
  • Gestão - exercícios de auto-avaliação - Módulo I Aula 2
  • TEORIA CLÁSSICA
  • Gestão - exercícios de auto-avaliação - Módulo I Aula 3
  • A ÊNFASE NAS RELAÇÕES HUMANAS
  • Gestão - exercícios de auto-avaliação - Módulo I Aula 4
  • A ORIGEM DA BUROCRACIA, SUAS FUNÇÕES E DISFUNÇÕES
  • Tipos de Sociedade
  • Tipos de Autoridades
  • Desenvolvimento da Burocracia
  • Características da Burocracia segundo Weber
  • Vantagens da Burocracia
  • Racionalidade Burocrática
  • Dilemas da Burocracia
  • Disfunções da Burocracia
  • Gestão - exercícios de auto-avaliação - Módulo I Aula 5
  • TIPOS DE ORGANIZAÇÃO
  • Comissões
  • Gestão - exercícios de auto-avaliação - Módulo I Aula 6
  • DEPARTAMENTALIZAÇÃO
  • Conceito de Departamentalização
  • Tipos de Departamentalização
  • Princípios de Departamentalização
  • Escolhas de alternativas de departamentalização
  • Gestão - exercícios de auto-avaliação - Módulo I Aula 7
  • EFICIÊNCIA E EFICÁCIA
  • Conceitos
  • Eficiência e Eficácia
  • Gestão - exercícios de auto-avaliação - Módulo I Aula 8
  • VISÃO SISTEMICA
  • Histórico
  • Sistemas
  • Hierarquia dos Sistemas
  • Características dos Sistemas Abertos
  • A Teoria de Sistemas nas Organizações
  • Gestão - exercícios de auto-avaliação - Módulo I Aula 9
  • VISÃO CONTINGENCIAL
  • Origem
  • Os Estudos de Woodward
  • O trabalho de Perrow - Tecnologia e Estrutura
  • Burns e Stalker
  • Os Estudos de Lawrence e Lorsch
  • Gestão - exercícios de auto-avaliação - Módulo I Aula 10
  • Avaliação Final de Módulo I
  • EVOLUÇÃO DO ESTADO
  • Formação
  • Evolução do Estado
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo II Aula 1
  • REFORMAS ADMINISTRATIVAS
  • Estratégia de implementação da reforma
  • Da Administração Pública burocrática à gerencial
  • Dimensões da reforma
  • Reforma Administrativa no Governo Collor
  • Reforma Administrativa no Governo Fernando Henrique Cardoso
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo II Aula 2
  • MODERNIZAÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
  • Modelos da Nova Administração Pública
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo II Aula 3
  • ESTRATÉGIA SOB A VISÃO DE MICHAEL PORTER
  • A função do planejamento estratégico
  • O diagnóstico estratégico
  • Análise externa: ambiente geral e o ambiente de negócio
  • Implementação da estratégia
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo II Aula 4
  • ESTRATÉGIA SOB A VISÃO DE HENRY MINTZBERG
  • Escola do Desenho – Selznick (1957)
  • Escola do Planejamento – Ansoff (1965)
  • Escola do Posicionamento - Purdue (1970) e Porter (1980/85)
  • Escola Empreendedora - Shumpeter (1950) e Cole (1959)
  • Escola Cognitiva – Simon (1947/57) March e Simon (1958)
  • Escola do Aprendizado - Vários (1959/80) Prahalad e Hamel (1990)
  • Escola do Poder - Vários (1971/84)
  • Escola Cultural - Final dos anos 60 na Suécia
  • Escola Ambiental - Teóricos das contingências (1977)
  • Escola da Configuração - Chandler (1972) – grupo de McGill
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo II Aula 5
  • FOCO NA PRÁTICA DO PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO PÚBLICO
  • Planejamento Estratégico e Situacional
  • Postulados Teóricos do Planejamento Estratégico
  • Características do Planejamento Estratégico
  • Planejamento Estratégico na Prática
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo II Aula 6
  • MEGATENDÊNCIAS FUTURAS
  • Megatendências sob a visão de alguns estudiosos
  • Mudança de Paradigma no Setor Público
  • Educação Continuada
  • Ensino a distância
  • GESTÃO PÚBLICA PARA O DESENVOLVIMENTO COM INCLUSÃO SOCIAL
  • Governo e Sociedade
  • Opinião Pública
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo II Aula 8
  • UMA NOVA GERAÇÃO DE TRANSFORMAÇÕES DA GESTÃO PÚBLICA
  • Características da Gestão Pública
  • Gestão Pública X Sociedade
  • Governo Empreendedor e Governo Burocrático
  • Sociedade do Conhecimento
  • AS TRANSFORMAÇÕES NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA COM FOCO NO LEGISLATIVO
  • Funções do Legislativo
  • As transformações com o foco no Legislativo
  • Gestão - exercícios de auto-avaliação - Módulo II Aula 10
  • Avaliação Final de Módulo II
  • MOTIVAÇÃO
  • Teoria de Maslow
  • A teoria dos dois fatores de Herzberg, segundo Chiavenato (2000):
  • Teoria dos dois fatores: os satisfacientes e os insatisfacientes
  • O modelo contingencial de motivação de Vroom, segundo Chiavenato (2000):
  • ESTILOS DE LIDERANÇA
  • O Líder
  • Os três componentes básicos para atingir as metas
  • Estilos de liderança para Robbins (1999)
  • O Estilo de Liderança pode ser classificado em cinco versões
  • Diferenças entre chefes e líderes
  • Diferenças primárias entre gerentes e líderes
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo III Aula 2
  • ORGANIZAÇÃO INFORMAL
  • Organização
  • Estrutura Organizacional
  • A organização informal
  • Grupos informais
  • Normas de conduta
  • Cultura Organizacional
  • Clima organizacional
  • Características da organização informal
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo III Aula 3
  • NEGOCIAÇÃO GANHA-GANHA
  • Tipos de negociação em uma empresa
  • Táticas de negociação
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo III Aula 4
  • INTELIGÊNCIA EMOCIONAL
  • O intrapessoal e o interpessoal
  • Intrapessoal
  • O uso interpessoal
  • A maneira correta de se comunicar
  • Desenvolvendo a destreza interpessoal
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo III Aula 5
  • INTELIGÊNCIAS MÚLTIPLAS
  • Inteligência Lingüística
  • Inteligência musical
  • Inteligência Lógico-Matemática
  • Inteligência Espacial
  • Inteligência Corporal Cinestésica
  • Inteligências Pessoais
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo III Aula 6
  • COMUNICAÇÃO INSTITUCIONAL
  • Eficiência e eficácia da comunicação institucional
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo III Aula 7
  • DINÂMICA DE GRUPO
  • Natureza do grupo
  • Divisão dos grupos
  • O animador
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo III Aula 8
  • FERRAMENTAS GERENCIAIS
  • Os métodos gerenciais
  • As Ferramentas
  • Diagrama de Causa e Efeito
  • Ferramenta de estratificação
  • Gráfico de Pareto
  • Diagrama de Dispersão
  • Fluxograma ou Diagrama de Processo
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo III Aula 9
  • JANELA DE JOHARI
  • O “eu aberto”
  • O “eu oculto”
  • O “eu desconhecido”
  • Você é neurótico (a)?
  • Como fazer para sua janela se tornar cada vez mais aberta?
  • Gestão - exercícios de auto-avaliação - Módulo III Aula 10
  • Avaliação Final de Módulo III
  • As Etapas do Ciclo PDCA:
  • Fonte: http://www.sakosta.de/geschaeftsfelder/managmentsys/pdca.gif
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo IV Aula1
  • Nas Organizações
  • Custeio Padrão x Kaizen
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo IV Aula 2
  • CONTROLE DA QUALIDADE TOTAL
  • História da Qualidade
  • Os 14 Princípios do Método Deming
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo IV Aula 3
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo IV Aula 4
  • O que é?
  • Nacional de Metrologia)
  • São 20 os elementos abordados nas séries ISO 9000
  • Modificações nas normas da Família ISO a partir de 2000
  • O que há de novidade na ISO 9000:2000?
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo IV Aula 6
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo IV Aula 7
  • O Processo de Premiação
  • Caso tenha alguma dúvida é só entrar em contato
  • Premiações Internas
  • A Banca Examinadora
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo IV Aula 8
  • O que é um ERP?
  • Como Surgiu?
  • Seu Impacto
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo IV Aula 9
  • BALANCED SCORECARD (BSC)
  • Os Sistemas Existentes
  • O Surgimento do Balanced Scorecard (BSC)
  • BSC - Perspectivas e indicadores essenciais
  • Resumo dos Indicadores (Fatores) do Balanced Scorecard:
  • O Reconhecimento do Controle da Qualidade
  • Gestão - exercícios de auto-avaliação - Módulo IV Aula 10
  • Avaliação Final do Módulo IV

Calendário

CALENDÁRIO

DIA

ATIVIDADE

16 de agosto

Início do curso. Ambientação na plataforma do curso. Abertura do Fórum de apresentação dos alunos e dos tutores.

25 de agosto

Prazo final para a participação no Fórum de Apresentação. O não cumprimento da atividade proposta implicará na exclusão do aluno e consequente convocação daqueles que estiverem aguardando a segunda chamada.

26 de agosto

Convocação de alunos inscritos em 2ª chamada.

08 de setembro Prazo final para envio da Avaliação Final do Módulo I.

29 de setembro Prazo final para envio da Avaliação Final do Módulo II.

10 de outubro Fórum Temático - debate sobre tema a ser sugerido pelo Professora Tutor. 21 de outubro 04 de novembro Prazo final para o envio da Avaliação Final do Módulo III.

25 de novembro Prazo final para o envio da Avaliação Final do Módulo IV.

29 de novembro Prazo final para a correção das avaliações.

Término do curso.
30 de novembro Encerramento do acesso à plataforma.

Guia do Estudante

Guia do Estudante
As orientações abaixo ajudarão você, estudante a distância, a utilizar melhor os recursos didáticos do nosso curso. Estas instruções visam a auxiliá-lo durante todo o seu percurso, levando-o a um maior aproveitamento e sucesso em seus estudos. A tutoria é um importante sistema de ajuda pedagógica do ensino a distância, oferecendo orientação e atendimento às dúvidas sobre os conteúdos. Nossa tutoria é composta de especialistas que atendem a todos os alunos, durante o período do curso. No menu Comunicação, você acessa tanto o ambiente do Fórum, oportunidade em que será ouvido por todos, quanto o da Mensagem, que é seu canal direto de comunicação com o Tutor, onde você deve postar todas as dúvidas, e, também, com seus colegas de curso. É tratado como um “e-mail interno”. Lembre-se de consultá-lo regularmente. No cabeçalho e no rodapé do ambiente “Trilhas”, você encontrará os botões de navegação Próximo/Anterior, que darão opção de avançar e recuar no conteúdo. Para navegar pelos módulos/unidades escolhidos, no botão de rolagem abra o índice e clique na opção desejada. Observe que acima do campo de navegação o sistema informa seu posicionamento no texto-base até o número da página. Para sua facilidade, caso deseje, o conteúdo do curso pode ser impresso clicando no menu de apoio na lateral da sua tela em Versão para imprimir. Atividades de estudos Diversas atividades irão auxiliá-lo, funcionando como reforço na aprendizagem. Após o estudo do conteúdo de cada aula e módulo, você deverá executar: Pelo painel de desempenho você acompanha suas atividades no curso. Observe pela cor indicada na legenda a situação dos exercícios, avaliações e fóruns.

Autoavaliação - Essa atividade, na qual você mesmo

verifica seu progresso, será corrigida automaticamente pelo sistema. Toda vez que visualizar o ícone indicado, acesse o menu Avaliação e no botão Avaliações busque a atividade referente a aula estudado. Ela pode ser refeita tantas vezes quanto necessário.

Avaliação de módulo - São exercícios subjetivos, disponíveis ao

final de cada módulo, que serão corrigidos pelos tutores. Espera-se que o aluno demonstre capacidade de análise e domínio dos temas estudados. O acesso é pelo menu Avaliação, botão Avaliações. Para visualizar a correção, clique na atividade pretendida no painel de desempenho. Dica: para não correr o risco de perder as respostas, orientamos os alunos a fazer a avaliação em um editor de texto (por exemplo: Word) e depois passar para o painel.
O fórum é um valioso instrumento de integração possibilitando que todos os participantes se conheçam e

compartilhem conhecimentos. Os fóruns de apresentação e temático são agendados previamente. Sua participação é obrigatória e será considerada na composição da nota final do curso. O aluno que não participar do fórum de apresentação até o 10º dia do início do curso será considerado reprovado. Localize o acesso por meio do menu Comunicação. Observação: A não participação do aluno no fórum de apresentação até o 10º dia do início do curso implicará na reprovação do mesmo para a convocação daqueles que estiverem aguardando a segunda chamada. O não cumprimento das atividades propostas nos prazos determinados, implicará na reprovação do aluno e consequente impedimento por 6 meses de nova pré-matrícula nos cursos do ILB.

página 02

CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO

MÓDULO I

MÓDULO II

MÓDULO III

MÓDULO IV

TOTAL PARCIAL 80 pontos TOTAL PARCIAL 20 pontos

20 pontos

20 pontos

20 pontos

20 pontos

FÓRUM DE APERSENTAÇÃO

FÓRUM TEMÁTICO

5 pontos

15 pontos

TOTAL GERAL

100 pontos

IMPORTANTE:

Ao acessar o ambiente virtual de aprendizagem, abaixo da "Agenda" busque a aba "Dados", lá a primeira opção é a foto. Clique em Procurar e anexe o arquivo que deve estar salvo em seu equipamento (deve ter a extensão .jpeg ou .jpg para ser reconhecido pelo sistema) e salve. Sua foto deverá ficar visível nessa mesma página, caso negativo, saia e acesse novamente o sistema. A foto identifica melhor você, minimizando a distância e ajudando na interatividade do grupo!

página 03

Certificação Eletrônica: Conseguindo desempenho suficiente nas atividades programadas, você estará apto à CERTIFICAÇÃO. Decorridos 10 dias após a data de conclusão do curso, entre com seu nome de usuário e senha e clique no ícone Emitir certificado. Você terá a opção de imprimir o CERTIFICADO e uma DECLARAÇÃO com o conteúdo programático. Poderá também salvar o arquivo, para posterior impressão.

Caso deseje uma impressão especial, bastará utilizar papel com gramatura ou textura diferenciada.

o ILB passou a fornecer autenticação digital. E-mail: ilbead@senado.Para os inscritos a partir do segundo semestre de 2011.o não cumprimento de algumas das datas implicará o cancelamento de sua matrícula.) Telefone: (00+55) (61) 3303-1475 Horários de atendimento ao aluno virtual: 10h às 12 h e 15h às 17h (dias úteis) Confira os ícones utilizados neste curso: Acesse o texto sugerido Comunique-se Exercício de autoavaliação Assista ao filme ou ao vídeo Literatura sugerida Avaliação Final de Módulo Atenção Conclusão página 04 Sugestões para um bom estudo: As atitudes do estudante a distância. · consulte com regularidade a agenda contendo o cronograma do curso . cujo código consta do certificado e que pode ser acessada na página inicial (a mesma em que é feito o login). traduzidas em hábitos de estudo. Nossas sugestões para que você tenha um bom aproveitamento são as seguintes: · administre bem seu tempo .gov.assegure-se de que terá disponibilidade para se dedicar ao estudo. informando seu nome completo e o curso em que está inscrito. Suporte Técnico O Núcleo Web do ILB oferece apoio a problemas de acesso ao ambiente virtual de aprendizagem e orientações para a utilização dos recursos e ferramentas de EaD. . são fatores que ajudam o aluno a persistir e permanecer no curso.br (Identifique a mensagem. determinando o sucesso final.

em linguagem clara e objetiva. visto que o Estado brasileiro enfrenta hoje muitos desafios. fornecer aos agentes públicos. Apresentação Bem-vindo(a) à capacitação a distância promovida pelo Instituto Legislativo Brasileiro! Ela é uma das soluções para você complementar sua formação e sua atualização. O material didático.eles são planejados de forma a otimizar os resultados pretendidos e a pontualidade demonstra seu compromisso com o processo de aprendizagem. elaborado conforme os preceitos da Educação a Distância. Em seu escopo. seguramente. voltados ao ambiente do Poder Legislativo: Teorias Administrativas. um deles o de aumentar a eficiência pela melhoria da gestão que resulte no correto uso dos recursos públicos. navegue pelos ambientes de estudo para ver se algo novo foi acrescentado. . Gestão de Pessoas e das Organizações. · execute as atividades propostas em sequência de unidades/módulos . utilize o botão “Mensagem” no menu “Comunicação”.recorra preferencialmente ao tutor para sanar suas dúvidas de conteúdo. atualizados e dispostos à aplicação de novos instrumentos de trabalho que resultem numa melhor condição de enfrentar as transformações decorrentes do processo de globalização e do rápido avanço da tecnologia mundial.· procure realizar as atividades dentro dos prazos previstos . e Gestão de Processos. Pretende. O conteúdo programático foi cuidadosamente desenvolvido para atender às necessidades e anseios próprios da Administração Pública. · participe dos fóruns de debates . cujos conteúdos são colocados de maneira clara e compreensível. O material contém as informações e exercícios necessários ao aluno para o cumprimento dos objetivos propostos. serão empreendidas no contexto organizacional de atuação de cada um. o embasamento teórico e o instrumental prático que muito contribuirá para a qualidade e eficácia das ações que. pois. da ótica do Estado Brasileiro e das grandes tendências mundiais com vistas a um planejamento mais direcionado e uma visão mais abrangente do processo de Administração Pública. página 02 Do que se trata O curso trata especialmente de quatro grandes temas.eles são instrumentos valiosíssimos de interação com o grupo. certamente liderados por servidores preparados. Apresentação do Curso O curso Gestão Administrativa no Setor Público tem por objetivo disseminar conhecimentos básicos e atualizados de liderança no setor público. está dividido em quatro módulos. é abordado o ambiente de mudança a que todos nos vemos envolvidos nestas últimas décadas. Gestão Estratégica com foco na Administração Pública.os exercícios respondidos fora da ordem ficam aguardando a vez para serem corrigidos e você corre o risco de se esquecer de retomá-los. além de integrarem a avaliação. · sempre que acessar a plataforma. · a plataforma é o melhor canal de comunicação com a tutoria .

A Ênfase nas Relações Humanas aula 05 . “todo administrador possui cinco funções básicas: planejamento. é necessário instalar um software. desenvolver estratégias. por meio do qual o aluno poderá ouvir a aula gravada em áudio. tipo Media Player.Tipos de Organização aula 07 . seleção e direção de todo tipo de empresa e em qualquer nível”. enfim. A Administração revela-se nos dias de hoje como uma área do conhecimento humano permeado de complexidades e desafios. O curso pode ser visualizado e ouvido por meio de outra ferramenta – Breeze.Visão Sistêmica aula 10 . planejar aplicações. De acordo com Koontz (1989). e. organização. da Microsoft. é necessário que o computador tenha caixas de sons (embutidas ou não).Esse ícone indica o acesso a aula no sistema Breeze. CRONOLOGIA DOS PRINCIPAIS EVENTOS DOS PRIMÓRDIOS DA ADMINISTRAÇÃO .Departamentalização aula 08 . que já está incorporada no curso.A Administração Científica aula 03 . controle. Existem softwares livres para essa finalidade e possível de serem baixados (download) gratuitamente pela internet. dimensionar recursos. Para ouvir o curso. Os arquivos abertos em sua extensão permitirão que o aluno acompanhe visualmente e audivelmente as aulas. a caçada de um animal para o sustento era um empreendimento que envolvia planejamento. decisão de trabalho. como se estivesse dentro de uma sala de aula.Conceitos Básicos e Antecedentes Históricos aula 02 . estabelecimento dos líderes e das tarefas. por exemplo). O profissional que utiliza a Administração como meio de vida costuma solucionar problemas.Conceitos Básicos e Antecedentes Históricos aula gravada em áudio Antecedentes Históricos Nas sociedades primitivas. efetuar diagnósticos.Teoria Clássica aula 04 . suas Funções e Disfunções aula 06 . acompanhem o curso sem maiores prejuízos.Eficiência e Eficácia aula 09 .Visão Contigencial aula 01 .A Origem da Burocracia. ou similar. Isso também permitirá que os portadores de cuidados especiais (deficientes visuais. Modulo I Módulo I aula 01 . assim como o Adobe (extensão PDF). tudo que for ligado à organização.

controle de inventários. . padronização. Descrição de funções Delegação de Autoridades Contabilidade de custos. impacto de automação. contabilidade de custos e controle de qualidade. princípio escalar. conceito de controle. 1799 Eli Whitney (Estados Unidos) Método Cientifico. 2600 aC 2000 aC Egípcios Egípcios 1800 aC Hamurabi (Babilônia) 1491 aC Hebreus 600 aC Nabucodonosor (Babilônia) 500 aC 400 aC Mencius (China) Sócrates (Grécia) Ciro (Pérsia) Platão (Grécia) 175 aC 284 1436 Cato (Roma) Dioclécio (Roma) Arzenal de Venenza 1525 Niccoló Machiavelli (Itália) 1767 Sir James Stuart (Inglaterra) 1776 Adam Smith (Inglaterra) Princípio de especialização dos operários. balanços contábeis. especialização. Uso de consultoria de Staff Uso de controle escrito e testemunhal. Administração de pessoal. Teoria da fonte de autoridade. estabelecimento de salário mínimo. amplitude administrativa. estudo de movimentos. arranjo físico e manuseio de materiais. Necessidade de Relações Humanas. Descentralização na organização Necessidade de ordens escritas.Anos 4000 aC Autores Egípcios Eventos Necessidade de planejar. linha de montagem. princípio da execução. Conceito de organização. organizar e controlar. diferenciação entre gerentes e operários. enunciado das qualidades de liderança. Princípio do consenso e de coesão na organização. Controle de produção e incentivos salariais Necessidade de sistemas e padrões Enunciado da universalidade da Administração. táticas políticas. Princípio da Especialização.

surge a história da Administração. que significa aquele que realiza uma função sob o comando de outrem. efeito das cores na eficiência do operário. a Administração é praticada desde que existem os primeiros agrupamentos humanos. P. que produz o resultado pretendido). administrar é buscar otimizar resultados com os recursos disponíveis. auditoria. cooperação entre operários e gerência. lavradores e até profissionais autônomos que trabalhavam por conta própria. ciência da Administração. planos de casas para os operários. afinal. métodos de trabalho. 2000. é aquilo ou aquele que chega ao resultado. Arte de Administração. contabilidade de custos. artesãos independentes. treinamento dos operários. segundo Chiavenato (2000). planejamento. Administração Cientifica. Praticas de pessoal. Conceitos Básicos Como acabamos de ver. tempos padrões. mas para seu surgimento foram necessários séculos de preparação. prêmios de produção. . No entanto. com nenhum ou com o mínimo de erros) e. estudos de tempos e métodos. 1810 Robert Owen (Inglaterra) 1832 Charles Bobbage (Inglaterra) 1856 Daniel C. Uso do organograma para a estrutura organizacional. Taylor (Estado Unidos) Fonte: CHIAVENATO. A tarefa básica é fazer as coisas por meio das pessoas de maneira eficiente (eficiência é a qualidade de fazer com excelência. “administrar nada mais é do que conduzir racionalmente as atividades de uma organização. Mc Callum (EUA) 1886 Henry Metcalfe (Estados Unidos) 1900 Frederick W. as poucas organizações que existiam eram muito pequenas: oficinas. 22-23 pagina 02 No final do século XIX. Mas. tendência para) e minister (subordinação ou obediência). ênfase no planejamento e controle. Administração sistemática em ferrovias. Toda organização precisa ser administrada para alcançar seus objetivos com a maior eficiência e economia de ações e de recursos. isto é. No início do século XX. estudo de temos e movimentos.1800 James Watt Mathew Boulton (Inglaterra) Procedimentos padronizados de operação. com qualidade e competência. aquele que presta um serviço a alguém. especificações. sem perdas ou desperdícios de tempo. gratificações natalinas. dinheiro ou energia. seja ela lucrativa ou não”. princípio de execução. ao mesmo tempo. ou seja. decisão do trabalho. eficaz (eficácia é a realização perfeita de determinada tarefa ou função. Ênfase na abordagem cientifica e na especialização. que produz o seu efeito específico. incentivo salarial. o que é administrar? A palavra Administração vem do latim ad (direção.

dando o impulso inicial à filosofia. Já nos próximos módulos. a Teoria Clássica de Fayol. sobretudo. a Teoria Geral da Administração teve como primeira e principal finalidade alcançar a eficiência industrial. Já a eficácia implica ser ou não ser: uma medicação. Em seguida. Através da Administração Científica de Taylor. metafísica. que abriu a perspectiva do conhecimento humano. . a Teoria Estruturalista promoveu a análise dentro das organizações e do ambiente organizacional. e Aristóteles. ou é eficaz ou não é. A eficiência tem uma gradação: uma pessoa. para continuarem sempre úteis e aplicáveis. estrutura. mais tarde desenvolvida pela Teoria Comportamental. posteriormente. viabilizando a implementação dos princípios da divisão do trabalho. ciências naturais e lógica. que analisou a Administração como a habilidade pessoal separada do conhecimento técnico e da experiência. filósofo francês que criou as coordenadas cartesianas e deu impulso à matemática e à geometria da época. Uma secretária pode ser mais eficiente hoje do que amanhã. surge o filósofo inglês Francis Bacon. Como surgiram as teorias administrativas? Cada teoria surgiu como uma resposta aos problemas organizacionais relevantes de sua época. crítica de cada teoria da Administração. detalharemos uma visão ampla. Influência da Organização da Igreja Católica A organização eclesiástica serviu de modelo administrativo para as organizações. e René Descartes. pessoas. já com ênfase na estrutura organizacional. A influência de filósofos como o grego Sócrates. fundador da lógica moderna baseada em separar experimentalmente o que é essencial do que é acidental ou acessório. No mesmo foco. tecnologia e ambiente. por exemplo. que parte do princípio de que a Administração depende das circunstâncias ambientais e tecnológicas da organização. da ordem e do controle. as teorias administrativas precisam se adaptar às mudanças e incertezas que surgem no decorrer do tempo. veremos as principais influências que contribuíram para a Administração: Influências dos Filósofos Várias influências contribuíram para o desenvolvimento da história da Administração.Você já sabe diferenciar eficácia de eficiência? O eficiente vai além do eficaz. Com a filosofia moderna. cosmologia. baseada na psicologia organizacional e. abordaremos mais detalhadamente cada teoria. comparativa. a ênfase nas tarefas e na estrutura é substituída pela ênfase nas pessoas. Nesse momento. nosologia. embora cada qual valorize uma ou algumas das cinco variáveis básicas: tarefa. e a Teoria da Burocracia de Weber buscaram a racionalização do trabalho. Podemos verificar que a ênfase no ambiente surgiu com a Teoria dos Sistemas. o seu discípulo Platão. discípulo de Platão. pela Teoria do Desenvolvimento Organizacional. inexperientes à época. Mediante a Teoria das Relações Humanas. e. mas sempre agindo em prol da organização. que veio a ser complementada com a Teoria das Contingências. elevando a racionalização do trabalho com ênfase nas tarefas. que definiu os princípios gerais da Administração e as funções do administrador. É importante ressaltar que. máquina ou organização pode ser mais ou menos eficiente que outra. apenas a igreja possuía um modelo estruturado por uma hierarquia de autoridade (um Estado maior e uma coordenação funcional para a integração). que expôs os problemas políticos e sociais decorrentes do desenvolvimento cultural e social dos gregos. página 04 A seguir. página 03 A seguir.

promoveram o surgimento do socialismo e do sindicalismo. Como você agiria se trabalhasse em uma empresa que vivesse em plena revolução Industrial? Fonte: www. que. o avanço tecnológico.br página 06 Influência dos Economistas Liberais A partir do século XVIII. a descoberta de novas formas de energia. economistas não liberais.ig. a partir do início do século XIX. provocando profundas e rápidas mudanças de ordem econômica. Quais os fatores que impulsionaram essas mudanças? Podemos citar a ruptura das estruturas corporativas da Idade Média.geojornal2003. como Adam Smith. e proporcionaram razoável suporte para o aparecimento de alguns princípios de Administração. Influência dos Pioneiros e Empreendedores Antes de 1850. poucas empresas tinham uma estrutura administrativa que exigisse os serviços de um administrador em tempo integral.Influência da Organização da Militar A organização militar influenciou a Administração através do conceito de hierarquia e também do princípio de direção. a enorme ampliação de mercados e a substituição do tipo artesanal por um tipo industrial de produção.com. Tais princípios influenciaram. inclusive. reforçaram a importância do planejamento e da organização dentro das funções organizacionais. impulsionando as empresas capitalistas a implantarem métodos e processos de racionalização do trabalho e remuneração adequada. iniciada na Inglaterra. Foi nesse momento que os capitães da indústria (pioneiros e empreendedores) cederam seu lugar para os organizadores. . surgiu uma nova concepção de trabalho que modificou completamente a estrutura social e comercial da época.hpg. Na virada do século XX. que preceitua que todo soldado precisa saber perfeitamente aquilo que deve fazer e o que se espera dele. economistas liberais. pois as empresas industriais eram pequenas e geralmente gerenciadas pela própria família. política e social. como Karl Marx e Friedrich Engels. página 05 Influência da Revolução Industrial Com a Revolução Industrial. grandes empresas passaram a entender que não era apenas uma questão de habilidade pessoal dirigir uma empresa e sim algo mais complexo. a aplicação dos progressos científicos à produção.

com o objetivo de proporcionar qualidade de vida à sociedade e seus membros. esses fatores podem ser classificados em: • “Desenvolvimento tecnológico: que proporcionou um crescente número de empresas e nações concorrendo nos mercados mundiais. conclusão Conclusão Nesse contexto. • Aumento da capacidade de investimento de capital e elevação dos níveis de ponto de equilíbrio. as condições para o aparecimento da teoria administrativa estavam se consolidando. • Crescimento dos negócios das empresas”. os recursos escassos e o crescimento sustentável.A Administração Científica . sem esquecer da responsabilidade sócio-ambiental. em Avaliações. Acesso pelo menu "Avaliação". tudo isso. percebemos que a ciência de administrar a existência do homem em uma sociedade vem evoluindo conforme suas necessidades. • Rapidez do ritmo de mudança tecnológica: que torna obsoleto um produto ou reduz drasticamente seus custos de produção. o estudante tem um papel central no estabelecimento de uma relação de qualidade com o conteúdo proposto. Não é suficiente administrar as empresas. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. porém quais fatores podem ser relevantes para o seu surgimento? Segundo Chiavenato (2000).exercícios de auto-avaliação . • Mudança dos mercados vendedores para mercados compradores. Em um curso a distância.Módulo I Aula 1 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. é necessário administrar as pessoas. aula 02 . Procure organizar-se para ter o melhor aproveitamento possível do curso.Enfim. Gestão . • Livre comércio.

A escola da Administração Científica. tinha a preocupação de eliminar o desperdício e elevar a produtividade mediante a aplicação de técnicas da engenharia industrial. Taylor.aula gravada em áudio Administração Científica As idéias de dois engenheiros constituem as bases da Abordagem Clássica da Administração. ao mesmo tempo.jpg No primeiro estágio de sua obra. e a de Henry Fayol (francês). O principal objetivo da Administração é assegurar o máximo de prosperidade ao patrão e. Taylor. engenheiro. que desenvolveu a escola da Administração Científica com ênfase nas tarefas.edu/cas/. Dividida em duas orientações bem distintas: a de Frederick Taylor (norte-americano). que foi o precursor da Teoria Clássica com a preocupação básica de aumentar a eficiência da empresa por meio da forma e disposição dos órgãos componentes da organização e suas relações estruturais.etsu. Fonte:http://www. norte-americano. Os principais métodos científicos aplicáveis aos problemas da Administração são a observação e a mensuração. ao empregado. é importante o interesse comum entre empregados e empregadores. preocupado com a necessidade de criar melhores condições para remunerar os . Mas quem foi Taylor? Frederick W. foi o precursor da Administração Científica. Dessa forma. criada por Taylor no início do século XX. Daí a ênfase na estrutura e na fisiologia.

mas também das condições físicas do ambiente de trabalho (ventilação. Taylor e seus seguidores desenvolveram planos de incentivos salariais e de prêmios por produção com base no tempo padrão e na convicção de que salário constitui a única fonte de motivação. Com a Administração Científica ocorre a divisão de responsabilidades: a Administração fica com o planejamento e a supervisão. quando vigorava o sistema de pagamento por peças produzidas ou tarefas. resultando na linha de montagem como sua principal aplicação. melhorar o rendimento e a eficiência do operário e oferecer uma base uniforme de salários. Com essa finalidade. Uma vez analisada. determinar o tempo médio que um operário comum levaria para execução da tarefa. voltou-se para a racionalização do trabalho dos operários que mais produzissem. Mas você sabe qual a diferença entre cargo e tarefa? Tarefa é toda atividade executada por uma pessoa dentro da organização. em sua Administração Científica. . Para Taylor. selecionado e treinado. o homem procurava o trabalho não porque gostava de trabalhar. A idéia básica era que a eficiência aumentava com a especialização. ruídos. a fixação dos tempos padrões para execução das tarefas. vadios e negligentes. a tarefa e seu tempo de execução são atribuídos ao operário que. eliminar movimentos inúteis. a limitação de cada operário à execução de uma única tarefa de maneira repetitiva e padronizada. Fragmentação das Tarefas e Especialização do Operário Outra finalidade do estudo dos tempos e movimentos era elevar sua produtividade. Taylor preocupou-se em definir os princípios de Administração (a ser detalhada mais tarde. o estabelecimento de normas de execução. a adaptação do operário à própria tarefa e a maior especialização das atividades. estará pronto para colaborar com a empresa. Esse conceito deu origem ao termo “homo economicus”. racionalizada e padronizada. Os objetivos desse processo são o treinamento dos operários. segundo a produtividade desses operários. assim. ainda nesta módulo). página 03 Na Administração Científica verificou-se que a eficiência não depende somente do incentivo salarial e do método de trabalho. buscou organizar e descrever os cargos e as tarefas para a racionalização do trabalho operário. O sistema ficou conhecido como “mais-valia”. enquanto que cargo é o conjunto de tarefas executadas de maneira rotineira e específica.operários. Em outras palavras. página 02 Estudo dos Tempos e Movimentos e Análise do Trabalho O instrumento básico para a racionalização do método de trabalho dos operários era o estudo de tempos e movimentos. apesar de considerá-los irresponsáveis. permitindo. os operários não possuem capacidade para analisar e estabelecer racionalmente o processo mais eficiente. Determinava-se um padrão médio de produtividade e os operários que produzissem além da cota média eram melhor remunerados. mas pela necessidade de sobreviver. trabalhando dentro dos padrões de tempo previstos. ou seja. enquanto o trabalhador executa a tarefa. iluminação etc). Taylor. prática não vigente à época. distribuir uniformemente cada tarefa. e conseqüentemente. Já na segunda etapa.

estabelecendo o salário mínimo de cinco dólares por dia e a jornada diária de oito horas. época.americaslibrary. . de acordo com suas aptidões. Você sabe quem foi Henry FORD? Embora Ford não tenha inventado o automóvel. Taylor foi um dos defensores da organização funcional e acreditava que a especialização do operário deveria ser acompanhada pela especialização dos supervisores e da gerência.Observou-se também que não adiantava racionalizar o trabalho do operário se os supervisores continuavam a trabalhar dentro do mesmo empirismo anterior. Princípios da Administração Científica de Taylor – Princípio de Planejamento: substituir a improvisação pela ciência. Para envolver os escalões mais elevados. Para tanto. Ford adotou três princípios básicos: . – Princípio do Controle: controlar o trabalho para se certificar de que este está sendo executado de acordo com métodos estabelecidos. os engenheiros da Administração Científica passaram a se preocupar com os princípios de Administração capazes de vulgarizar o comportamento dos gerentes e chefes. que permitiu a produção em série e em massa. . por meio da estrutura funcional.gov Através da racionalização da produção. através do planejamento do método de trabalho.princípio da economicidade (estoque mínimo e alta velocidade de vendas). Ford inovou na organização do trabalho. Fonte: http://www. idealizou a linha de montagem. Organização Funcional A organização funcional é a estrutura organizacional que aplica o princípio funcional ou da especialização das funções. enquanto na.princípio da intensificação (diminuir o tempo de produção). – Princípio de Preparo: selecionar cientificamente os trabalhadores prepará-los e treiná-los. nem mesmo a linha de montagem.princípio da produtividade. – Princípio da Execução: Distribuir atribuições e responsabilidades para que a execução da tarefa seja organizada. . a jornada variava entre dez e doze horas.

. senão os representados pela recompensa financeira (homo economicus).a visão do operário como uma simples peça no processo de produção. . . normativa e típica de sistema fechado. dentre outros elementos citados nesta aula.a ausência de qualquer comprovação científica de suas afirmações e princípios. iniciada com Elton Mayo e Mary Parker Follet. As teorias desenvolvidas por Taylor sofreram críticas por serem mecanicistas e. isolado como um apêndice da máquina industrial. principalmente a partir da contribuição de psicólogos e sociólogos. omitindo o restante da vida da empresa. Em caso de dúvidas. . do ponto de vista do trabalhador. motivadas no sentido da exploração do trabalhador como se fosse uma máquina.a limitação do campo de aplicação à fábrica.a superespecialização que robotiza o operário. . Porém. envolvendo apenas a organização formal. Vejamos. O mecanicismo de sua teoria é o que impõe tarefas repetitivas aos operários em prol de uma maior produção e não se preocupa se o trabalhador possui outros interesses e motivações.a abordagem prescritiva. conclusão Conclusão A Administração Científica.a visão microscópica do homem. por eliminar movimentos inúteis. Ele está à sua disposição.página 04 Críticas à Administração Científica A maior crítica relativa à influência negativa que os conceitos de Taylor tiveram na gestão de empresas – mais especificamente nas indústrias – pode ser claramente observada no filme de Charles Chaplin: "Tempos Modernos". A partir daí. os estudos de Taylor são vistos como distorcidos. e o surgimento da Escola de Relações Humanas. por determinar o tempo médio de cada operário para executar uma determinada tarefa. pode ser considerada para alguns como eficaz por focar na racionalização do método de trabalho dos operários. a seguir. as principais críticas às esses estudos: . até mesmo. a escola peca por não analisar as necessidades e motivos que levam o homem a trabalhar com mais entusiasmo. A partir daí."Mensagem") ou por e-mail.a abordagem incompleta.a submissão do operário a uma supervisão rigorosa e opressiva. contate o seu tutor por meio da Plataforma de Educação a Distância do ILB (menu "Comunicação" . outras pessoas acreditam que essa escola é incapaz de ver o operário como ser humano e sim como uma máquina. . . . O filme é uma crítica muito bem humorada sobre a força da supervisão no controle das tarefas dos operários.

a Administração Científica inaugura as teorias administrativas e baliza as demais por seu foco nas tarefas. até então apenas observado empiricamente. proporcionando o início de um rigor um pouco mais científico nos locais de trabalho.Módulo I Aula 2 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. realizava suas pesquisas no sentido inverso. aula 03 .edu/images/jpg-100dpi-10in/misc/Wren/Portraits/Fayol. aos 19 anos. em 1916. seguindo uma hierarquia do topo para a base da pirâmide. Entretanto. sendo o primeiro a dimensionar tempos e movimentos nas atividades produtivas. Taylor recebe o título de "Pai da Administração Científica".Teoria Clássica aula gravada em áudio TEORIA CLÁSSICA Assim como Taylor. nasceu em Constantinopla e. Gestão . como vimos no capítulo anterior. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. Fayol dedicou sua vida à introdução do método científico na administração das empresas. Entretanto. Acesso pelo menu "Avaliação". Fayol . pelo predomínio da organização formal e pelos níveis de mensuração da produção nunca antes experimentado pelas indústrias. Por isso.cas.jpg Mas você sabe quem foi Henry Fayol? Ele foi o responsável pela fundação da Teoria Clássica. foi o primeiro a expressar sua mentalidade pragmática através do estudo de tempos e movimentos de tarefas.ou.exercícios de auto-avaliação . em Avaliações". Fonte: http://hsci. onde começou como engenheiro e chegou ao cargo de diretor (1888 a 1918). enquanto nos Estados Unidos Taylor realizava seus estudos partindo das funções do operário chegando às atribuições da gerência. Taylor foi duramente criticado por considerar o trabalhador como sendo preguiçoso e dedicado tão somente aos ganhos materiais. Fayol.Apesar de várias críticas. indo trabalhar em uma indústria metalúrgica e de mineração de carvão – Compagni Comenantry Four Chambault et Decazeville. formou-se em Engenharia de Minas. na França.

balanços. A partir da Primeira Guerra Mundial. como responsável pela integração dessas funções. As funções contábeis eram relacionadas aos registros. estatísticas e custos da empresa. tornando-se conhecido como “uma escola de chefes”. Já as funções comerciais referenciavam-se com a compra e venda de bens. essa visão de Fayol está totalmente ultrapassada. Funções básicas da empresa Para Fayol. temos as funções administrativas. como a maioria das organizações do século XX se dividem: . E por fim. toda empresa deveria ter seis funções básicas: As funções técnicas estavam relacionadas com a produção de bens ou serviços da empresa. tendo as funções sido substituídas por áreas. a seguir.desenvolveu um conjunto de "princípios de Administração geral" que considerava útil para toda situação administrativa em qualquer tipo de empresa. Enquanto que as funções financeiras correspondiam ao gerenciamento de capitais. o Fayolismo adquiriu impulso e popularidade. Como você montaria um organograma com as funções de cada visão? Você seria capaz de criar outras áreas? página 02 Mostraremos. as funções de segurança eram responsáveis por zelar pelos bens e pelas pessoas. Atualmente.

Você já é capaz de descrevê-los? página 03 Os Princípios Gerais da Administração Segundo Fayol. você saberia definir o que é Administração? Algumas pessoas podem reconhecer Administração como sinônimo de organização.Funções do Administrador A teoria Clássica é caracterizada por definir as funções do administrador e como este deve agir no trabalho. e a organização uma de suas partes. controle e coordenação. . Para Fayol. maleáveis e podem ser aplicados em qualquer circunstância. O gráfico a seguir mostra claramente a proporcionalidade da função administrativa nos diferentes níveis hierárquicos da empresa e quanto mais se sobe na escala. tempo ou lugar. pois todos são administradores. Os autores Clássicos utilizam o conceito de elementos da Administração ou funções do administrador para formar o processo administrativo. Fayol relacionou 14 princípios básicos que podem ser estudados de forma complementar aos de Taylor. Administração é um todo. Diferença entre Administração e Organização Agora que já sabemos as funções básicas da Administração e do administrador. o gerente. mais aumenta a extensão e o volume das funções administrativas. o chefe ou o supervisor. Fayol definiu que a função administrativa é distribuída proporcionalmente entre todos os níveis hierárquicos de uma organização e não importa se é o diretor. tais princípios são universais. logo todos desempenham atividades de previsão. organização. abrangendo somente o estabelecimento da estrutura. comando.

As atividades vitais da organização e sua autoridade devem ser centralizadas.Defesa incondicional da estrutura hierárquica. A Teoria Clássica pouco evoluiu em termos de teoria da organização. substituíram o empirismo e a improvisação por técnicas científicas. favorecendo. cada um especializado em um aspecto da tarefa do operário.Uma rotatividade alta é negativa ao desempenho da empresa e o moral dos funcionários. 6. evitando o ditado popular: “tem muito cacique e pouco índio”. como foi visto na unidade anterior.Iniciativa . justificando a lealdade e a devoção de cada funcionário à empresa. nesse aspecto. a estrutura organizacional é analisada de cima para baixo (da direção para a execução) e do todo para as partes (da síntese para a análise). 9.Um funcionário deve receber ordens de apenas um chefe.Prevalência dos interesses gerais .Unidade de comando . Nessa época.Hierarquia . não tendo se desligado. 10.Espírito de corpo . 4.Centralização . segundo o qual um operário deve ter apenas um chefe.Divisão do trabalho . 2.Deve ser suficiente para garantir a satisfação dos funcionários e da própria organização. através de um ensino organizado.Especialização dos funcionários desde o chefe até os operários da fábrica. página 04 Teoria da Administração Os autores da Teoria Clássica.um lugar pra cada coisa e cada coisa em seu lugar.Eqüidade . Fayol defendia o conceito de unidade de comando. . respeitando à risca uma linha de autoridade fixa. A ausência de disciplina gera o caos na organização. Enquanto Taylor defendia o controle de um operário por diversos supervisores.Disciplina . do passado.capacidade de estabelecer um plano e cumpri-lo. 7.Autoridade é o direito dos superiores de atribuírem ações aos seus subordinados que terão a responsabilidade de cumpri-las. 14. essa idéia era vista como novidade.O trabalho deve ser conjunto. 12. A sua organização pessoal e a disponibilidade de um tempo diário e preciso para os estudos poderá contribuir para um melhor aproveitamento do curso.A justiça deve prevalecer. com métodos pré-estabelecidos e com a finalidade de formar administradores a partir de suas aptidões e qualidades pessoais. Para a Teoria Clássica.Autoridade e responsabilidade .Os interesses gerais da organização devem prevalecer sobre os interesses individuais. 5. a eficiência da produção e aumentando a produtividade.Remuneração . facilitado pela comunicação na equipe.Unidade de direção – uma cabeça e um plano centralizados possibilitam agrupar atividades com os mesmos objetivos.Estabilidade dos funcionários .Ordem . 3. 11. dessa forma. 13.regras de conduta e de trabalho válidas pra todos os funcionários. 8.1.

3. unidade de comando: cada pessoa tem um único chefe. divisões. 4. Mais adiante. Conceitos de Linha e Staff Para Fayol. Para a Teoria Clássica a divisão do trabalho é essencial para a razão da organização. maiores seriam as necessidades de coordenação para assegurar a eficiência da organização. unidade de direção: planos para conduzir os objetivos da organização. Em qualquer organização. Isso é o oposto da supervisão funcional. a seguir. ou seja. Veja. Elementos da Administração Fayol acreditava que quanto maior a organização e a divisão do trabalho. é impossível definir atividades sem enquadrá-las em duas direções: Verticalmente: quando a hierarquia define a graduação das responsabilidades (níveis de controle). coordenação e controle constituem as chamadas funções do administrador. etc. mais eficiente ela seria. Cada autor clássico define ao seu modo os elementos da Administração. Horizontalmente: em um mesmo nível hierárquico. comando. 2.Divisão do Trabalho A idéia básica era a de que as organizações com maior divisão de trabalho seriam mais eficientes do que aquelas com pouca divisão do trabalho.. estudaremos a departamentalização. quanto mais departamentalizada a organização. página 05 Organização Linear Os autores Clássicos consideravam a estrutura organizacional baseada na autoridade linear (decorrente do princípio da unidade de comando). cada departamento ou seção passa a ser responsável por uma atividade específica e própria (níveis de especialização). cadeia escalar: autoridade de comando. seções. os elementos da Administração. mas os seguidores de Fayol não aceitaram tais elementos. as funções do administrador para Urwick e Gulick: . Os cinco elementos que compõem a Administração: previsão. É importante ressaltar que a divisão do trabalho no sentido horizontal é chamada de departamentalização. no nível gerencial. organização. a Teoria Clássica se preocupava com a divisão dos departamentos. mas não se afastam muito da concepção Fayloriana. absoluta e direta sobre seus subordinados. cada superior tinha autoridade única. centralização da autoridade: no topo deve estar a autoridade máxima. Naquela época. a Organização Linear era mais simples e seus princípios eram: 1. Enquanto a Administração Científica se preocupava com a divisão do trabalho no nível operário. em outra unidade. ou seja.

deixando implícito a ausência de trabalhos experimentais para dar base científica a suas afirmações e princípios. e os princípios da Teoria Clássica (divisão do trabalho. porém não conseguia dar um tratamento sistemático à interação entre as pessoas e os grupos informais nem aos conflitos intra-organizacionais nem ao processo decisorial” Em outros termos. especialização. autoridade e responsabilidade de cada cargo deverão ser considerados por escrito e comunicado a todos. Críticas à Administração Clássica Várias críticas foram atribuídas à Teoria Clássica. a abordagem está incompleta. conclusão Conclusão . deixando de lado a organização informal. com esquemas pré-estabelecidos de como o administrador deve proceder. – Princípio da definição: Os deveres. – Princípio da amplitude administrativa: Cada superior deve ter um número determinado de subordinados. – Princípio da autoridade: Deve haver uma linha de autoridade claramente definida. Os autores clássicos fundamentam seus conceitos apenas em observações. Outra crítica pode ser observada. pois não considera o comportamento humano na organização. Dentre elas. segundo SCOTT (1967). unidade de comando e amplitude de controle). falta comprovação científica para as afirmações dos autores clássicos. O comportamento deste período fez com que a Teoria Clássica recebesse o nome de teoria da máquina por causa do comportamento mecânico da organização. em suma. podemos destacar a abordagem simplificada da organização formal. que deveriam ser seguidos para a máxima eficiência.página 06 Princípios de Urwick – Princípio da especialização: Cada pessoa deve exercer uma função. “a teoria da organização formal não ignorava os problemas humanos da organização.

libertando-a dos conceitos rígidos e mecanicistas da Teoria Clássica e adequando-a aos novos padrões de vida do povo americano. seja diretor ou supervisor. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema.br Escola das Relações Humanas A Teoria das Relações Humanas surgiu nos Estados Unidos como conseqüência imediata das conclusões obtidas na Experiência em Hawthorne.A Teoria Clássica teve uma consideração muito relevante para o administrador. . Fayol abordou um assunto muito importante e o mesmo perdura até os dias atuais. aula 04 .drbrioschi. os administradores são as pessoas que estão em posição de destaque na organização. Acesso pelo menu "Avaliação".Módulo I Aula 3 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos.exercícios de auto-avaliação . recebem as funções de administrar. Fonte: http://www. o famoso POC3 – Planejar. Foi basicamente um movimento de reação e de oposição à Teoria Clássica da Administração. principalmente a Psicologia e a Sociologia. Fayol dividiu em cinco níveis as funções administrativas. desenvolvida por Elton Mayo e seus colaboradores. Coordenar e Controlar. Comandar. Esta teoria foi criada graças ao desenvolvimento das chamadas Ciências Humanas. A Teoria Humanística surgiu com a necessidade de humanizar e democratizar a Administração. em Avaliações. Apesar de algumas críticas. Organizar. Para essa Escola.A Ênfase nas Relações Humanas aula gravada em áudio A ÊNFASE NAS RELAÇÕES HUMANAS A Abordagem Humanística faz com que a preocupação com a máquina. a organização formal e os princípios da Administração cedam prioridade para a preocupação com as pessoas e grupos sociais.com. Gestão . o método de trabalho.

mas .gov. Tentaram eliminar ou neutralizar o fator psicológico. tinha por objetivo desvendar os motivos que levavam os funcionários a adotarem posturas tão diferentes nos seus departamentos e na sala de provas. Destacamos. as principais conclusões: O nível de produção é resultante da integração social. Durante mais de 20 anos não se constatou nenhuma greve ou manifestação. a produção do grupo que estava sendo analisado também aumentava. onde anualmente seriam entrevistados todos os funcionários da empresa. ao se reduzir a iluminação. e não de sua capacidade física ou fisiológica (como afirmava a Teoria Clássica).rn. o resultado da pesquisa mostrou que. das normas sociais e expectativas que envolvem o empregado.. que veio a se estabelecer logo em seguida. com a finalidade de realizar um estudo da fadiga no trabalho e dos efeitos gerados por mudanças de horários ou introdução de intervalos de descanso no período de trabalho. e um diagnóstico preliminar nos diria que o moral na companhia era alto e os funcionários confiavam na competência de seus administradores. página 02 Segunda fase – a sala de provas de montagem de relés. O comportamento social dos empregados se apóia totalmente no grupo. Fonte: www. Os pesquisadores verificaram que a eficiência dos operários era afetada por condições de natureza psicológica. até então estranho e impertinente. Entretanto.br/. Algumas conclusões da Experiência de Hawthorne A experiência em Hawthorne permitiu o delineamento dos princípios básicos da Escola das Relações Humanas. as pesquisas passaram a ter um enfoque nas relações humanas e não mais na parte científica. Os trabalhadores não reagem isoladamente.asp?idnoticia=2801 Os estudos básicos efetuados por Mayo e seu grupo tiveram quatro fases: Primeira fase – buscou-se estabelecer a existência de uma relação entre uma maior iluminação no local de trabalho e um aumento na produtividade./noticias.. Quarta fase – a sala de observações da montagem de terminais. que visava analisar a organização informal dos operários.Os estudos em Hawthorne de Elton George Mayo (1880-1949) A Western Eletric era uma companhia norte-americana que fabricava equipamentos para empresas telefônicas e sempre se caracterizou pela preocupação com o bem-estar de seus funcionários. o que lhe rendeu um clima organizacional sadio. A partir dessa fase. É a capacidade social do trabalhador que estabelece seu nível de competência e de eficiência. Terceira fase – o programa de entrevistas. a seguir.

A importância do conteúdo do cargo: a maior especialização e. Você já parou para pensar nisto? O que fazer para melhorar esta situação? Funções básicas da Organização Industrial Como podemos ver. Mayo e seus colaboradores verificaram que a extrema especialização defendida pela Teoria Clássica não cria necessariamente a organização mais eficiente. porém o clima pesado da empresa não o (a) deixa à vontade. é fundamental que permaneçam em estado de equilíbrio para que não haja reação contrária de uma das partes. a maior fragmentação do trabalho não é a forma mais eficiente do trabalho. .visa produzir bens ou serviços através de equilíbrio externo. Os indivíduos dentro da organização participam de grupos sociais e mantêm-se em uma constante interação social. portanto.descreveram que toda organização industrial deve buscar duas formas para manter equilíbrio interno na organização: . preocupação fundamental da Teória Clássica.a função econômica . Imagine que a empresa em que você trabalha obtém excelentes resultados financeiros. gerando satisfação a seus participantes. Daí a necessidade de um tratamento preventivo do conflito industrial através de uma Administração humanizada. passam a merecer atenção especial por parte de quase todas as grandes figuras da Teoria das Relações Humanas. Assim. surge uma grande incompatibilidade entre os objetivos organizacionais da empresa e os objetivos individuaisdo empregado.como membros de grupos informais. alguns dos novos conceitos sobre Administração surgiram através da experiência de Hawthorne.a função social . . todos os métodos convergem para a eficiência e não para a cooperação e objetivos humanos. Os aspectos emocionais. Relações Humanas são as ações e atitudes desenvolvidas pelos contatos entre pessoas e grupos. que são os definidores das quotas de produção e das punições aos indivíduos que saem das normas grupais (teoria de organização informal). cujos relatores . que compõem a organização como um conjunto desses grupos. É exatamente a compreensão da natureza dessas relações humanas que permite ao administrador melhores resultados de seus subordinados.é responsável por proporcionar equilíbrio interno. não planejados e mesmo irracionais do comportamento humano. Assim. página 03 A civilização industrializada e o homem Dentro da abordagem humanística. Cada indivíduo é uma personalidade diferenciada que influi no comportamento e atitudes dos outros com quem mantém contatos. Essas duas funções são subsistemas interdependentes.Roethlisberg e Dickson . As Relações Humanas são as ações e atitudes desenvolvidas pelos contatos entre pessoas e grupos.

a abordagem humanística foi alvo de muitas críticas. de Fayol (ênfase na estrutura) com a Teoria das Relações Humanas. a Teoria Humanística tinha visão idealizada do operário feliz e integrado ao ambiente de trabalho. cujo precursor foi Elton Mayo (ênfase nas pessoas)? página 04 O quadro a seguir mostra claramente uma comparação entre a Teoria Clássica e a Teoria das Relações Humanas: Críticas à abordagem da Teoria das Relações Humanas Assim como na Administração Científica e na Teoria Clássica. A produtividade do operário não pode estar condicionada a sua felicidade e.E então. o senso crítico. portanto. Além disso. mal focalizados. não são diretamente . as restrições decorrentes da disponibilidade de poucas variáveis a serem analisadas e a limitação destas apenas às fábricas resultou numa impossibilidade de generalização de resultados. conseqüentemente. As variáveis que uma escola considerava importantes eram ignoradas pela outra. perdendo. muitas vezes. de Taylor (ênfase nas tarefas) e a Teoria Clássica. Em seguida. você já é capaz de distinguir a Administração Científica. e. dentre as quais destacaremos algumas: Os fatores considerados importantes para a Teoria Clássica era rigidamente combatido pela Teoria das Relações Humanas.

Ambas teorias revelam dois pontos de vista extremamente opostos e incompletos sobre a organização. gerando a necessidade de um enfoque mais amplo e completo. Nessa época. Acesso pelo menu "Avaliação". Além disso. Você só é capaz de produzir quando está feliz? Existia uma supervalorização do fator "Integração Grupal" com relação à produtividade. conclusão Conclusão A Escola das Relações Humanas preocupou-se com aquilo que as outras demais nem sequer comentaram: o homem. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. sociólogo alemão. A crítica de "operários felizes. eram iludidos a participar de decisões em reuniões enquanto. . não apresentou nenhuma visão sócio-econômica realista das relações empresa-funcionário. acredita-se que ela exagerou e esqueceu assuntos. Gestão .Módulo I Aula 4 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. naquela época. não esclareceu o que pode ou não pode ser feito para obtenção de melhores resultados. quando surgiram as críticas à Teoria Clássica e à Teoria das Relações Humanas. na verdade. no quesito administrar. tanto da estrutura como dos participantes da organização. as empresas. a fim de garantir a máxima eficiência possível no alcance desses objetivos” CHIAVENATO (2000). SUAS FUNÇÕES E DISFUNÇÕES A Teoria da Burocracia desenvolveu-se dentro da Administração a partir da década de 40. Outra crítica que deve ser abordada é o fato de que os funcionários. na adequação dos meios aos objetivos (fins) pretendidos.A Origem da Burocracia. propôs um modelo intitulado de Teoria da Burocracia em Administração. segundo a qual “a burocracia é uma forma de organização humana que se baseia na racionalidade. também importantes. Essa escola viu a necessidade de humanizar e democratizar a Administração. principalmente. suas Funções e Disfunções aula gravada em áudio A ORIGEM DA BUROCRACIA. Assim. Avaliações.proporcionais (funcionários infelizes podem ser produtivos). a Teoria Humanística não forneceu critérios de gestão. Tal fator representa apenas uma característica capaz de influenciar na produtividade. porém. porém improdutivos" foi perpetuada pelos estudiosos no assunto. as empresas passaram a exigir modelos organizacionais mais definidos devido ao crescente tamanho e complexidade das empresas.exercícios de auto-avaliação . por fim. isto é. Max Weber. aula 05 . tornou-se necessário um modelo de organização racional capaz de caracterizar todas as formas de organização humana e. E. suas idéias e insatisfações estavam sendo espionadas.

“autoridade significa a probabilidade de que um comando ou ordem específica seja obedecido”. eleições.Sociedade Legal. ocorridas inicialmente em países protestantes – como Inglaterra e Holanda – e não em países católicos. página 02 Tipos de Sociedade Weber distingue três tipos de sociedade. Como exemplo podemos destacar a família. para cada tipo de sociedade deveria existir um tipo de autoridade correspondente. vamos ver quais são? . Racional ou Burocrática: é constituída de uma sociedade onde predominam normas e regras impessoais que se sobrepõem à vontade individual. Como exemplo podemos citar as empresas. racional e capitalista não se originou das mudanças tecnológicas nem das relações de propriedade. Vejamos quais são: – Autoridade Tradicional acontece quando os subordinados aceitam as ordens dos superiores e concordam com um conjunto de regras e regulamentos legais previamente estabelecidos.Sociedade Tradicional: possui características patriarcais de cunho patrimonialista.Sociedade Carismática: podemos caracterizá-la como partidos políticos. os exércitos e até mesmo os Estados Modernos. Nesse sentido. trata-se de um conjunto de normas consideradas legítimas e das quais deriva o comando. ao arbítrio e às emoções. . Weber notou que o capitalismo. Tipos de Autoridades Pare e pense no significado da palavra autoridade.) e é em virtude de sua posição alcançada que ele exerce o poder dentro dos limites fixados pelas regras e regulamentos sancionados legalmente. às quais denominou ética protestante.Origens da Burocracia A burocracia teve sua origem nas mudanças religiosas verificadas após o Renascimento. porquanto essas três formas de racionalidade se apoiaram nas mudanças religiosas. que detém a posse e o domínio de um patrimônio. mas de um novo conjunto de normas sociais morais. . os clãs e os feudos medievais. São sociedades onde a racionalidade é empregada como meio de se alcançar os objetivos dessa sociedade. grupos religiosos. Naquela época. é um tipo de sociedade na qual há uma forte conotação mística/arbitrária ou dogmática/ideológica. O governante é visto como uma pessoa que alcançou tal posição exclusivamente por procedimentos legais (como nomeação. como afirmava Karl Marx. Será que você pensou na mesma idéia que Weber pensava? Para ele. a organização burocrática e a ciência moderna constituem três formas de racionalidade que surgiram a partir dessas mudanças religiosas. . ou seja. Na verdade. As semelhanças entre o protestantismo e o comportamento capitalista são impressionantes. concursos etc. o moderno sistema de produção. salienta Max Weber.

com capacidade de regular tudo que ocorra dentro da organização. possibilitando a padronização das atividades da organização burocrática e conferindo aos chefes poder de repressão sobre os empregados. autoridade carismática.. com o objetivo de proporcionar comprovação e documentação adequadas. Características da Burocracia segundo Weber Geralmente. por último. registradas e comunicadas por escrito. portanto. para conseguir essa eficiência. com meios capazes de corrigir e impor disciplina. permitindo a centralização da autoridade e o fortalecimento da administração burocrática. para assegurar uma interpretação ordenada e única do estatuto da empresa (privada). Princesa Diana. para serem interpretadas univocamente por todos os membros da organização. Segundo Max Weber. a moeda passa a assumir o lugar da remuneração em espécie para os funcionários. . O leigo passou a dar o nome de burocracia aos defeitos do sistema (disfunções) e não ao sistema em si.in. Fonte: http://assets. caráter formal das comunicações: as regras da burocracia. Racional ou Burocrática acontece quando os subordinados concordam com as normas e leis previamente estabelecidas e racionalmente definidas. a burocracia tem as seguintes características principais: caráter legal das normas e regulamentos: a burocracia é uma organização definida por regulamentos e normas previamente estabelecidas. você poderia ter. antecipada e detalhadamente. as decisões e ações administrativas são formuladas. instável e sem base racional. O termo também é empregado com o sentido de apego dos funcionários aos regulamentos e rotinas. como as coisas deverão ser feitas..– Autoridade Carismática é o tipo do poder que adquire facilmente características revolucionárias. A burocracia é a organização eficiente por excelência. Gandhi. Outro fator é o crescimento quantitativo e qualitativo das tarefas administrativas do Estado Moderno e. Normalmente ocorre quando os subordinados se identificam com o superior e atendem suas ordens com grande facilidade. Você costuma ser uma pessoa carismática? Caso afirmativo. sendo. naquela época. Madre Tereza de Calcutá. O conceito de burocracia para Max Weber é exatamente o contrário. elas devem ser detalhadas. Vejamos algumas das inúmeras personalidades carismáticas no mundo? Airton Senna. Logo. Costuma ter fundamento legal.gr/auto/news/imagens/big/ – Autoridade Legal. causando ineficiência à organização. a burocracia especifica. página 03 Desenvolvimento da Burocracia Weber identificou três fatores principais que favorecem o desenvolvimento da moderna burocracia: O primeiro é a racionalização de transações econômicas: através de uma economia monetária. e. a burocracia é visualizada em uma empresa ou organização onde o “papelório” se multiplica e se avoluma. por escrito. impedindo as soluções rápidas ou eficientes. a superioridade técnica sobre qualquer outra forma de organização em termos de eficiência.

Ele obedece ao superior. o cargo que você ocupa hoje. mas. concursos. as regras e normas técnicas regulam a conduta do ocupante de cada cargo. dado que as ações de ambos se processam dentro de um conjunto mutuamente reconhecido de regras. especialização da Administração: o dirigente não é necessariamente o dono do negócio. para que a eficiência do sistema seja máxima. competência técnica e meritocracia: a admissão. rotinas e procedimentos estandardizados: O ocupante de um cargo não pode fazer o que quiser. testes e títulos para admissão e promoção dos funcionários. Assim. definidos por meio de regras limitadas e específicas. isto é. sim. pois o sistema social racional puro de Weber pressupõe que as reações e o comportamento humano sejam perfeitamente previsíveis. o poder de cada pessoa é impessoal e deriva do cargo que ocupa. a promoção dos funcionários e sua transferência são baseadas no mérito e na competência técnica e não em preferências pessoais. como uma conseqüência da impossibilidade prática de se bitolar e padronizar completamente o comportamento humano nas organizações . página 05 A organização informal aparece como um fator de imprevisibilidade das burocracias. as tarefas administrativas são altamente diferenciadas e especializadas. mas como ocupantes de cargos e de funções. comprar ou herdar sua posição ou seu cargo. completa previsibilidade do funcionamento: tudo na burocracia é estabelecido no sentido de prever as ocorrências e rotinizar sua execução. determinando privilégios e obrigações. para não interferir na competência alheia nem prejudicar a estrutura existente.página 04 caráter racional e divisão do trabalho: A burocracia é uma organização que se caracteriza por uma sistemática divisão do trabalho para atender a uma racionalidade. Cada empregado deve saber qual a sua tarefa. Assim. assim como a obediência prestada pelo subordinado ao superior é impessoal. o que a burocracia impõe que ele faça. Mas você sabe o que significa o termo autoridade neste contexto? Serve para reduzir ao mínimo o atrito entre chefe e empregado. quais são seus limites de direitos e poderes. mas um profissional especializado na sua administração. mas ao cargo que o superior ocupa. impessoalidade nas relações: a administração da burocracia não considera as pessoas como tal. assim como o funcionário não pode vender. e as atividades são distribuídas de acordo com os objetivos a serem atingidos. sua capacidade de comando sobre os outros e. Assim. os cargos e funções permanecem. ela é adequada aos objetivos a serem atingidos: a eficiência da organização. hierarquia da autoridade: cada cargo inferior deve estar sob o controle e supervisão de um posto superior. estreitamente. Daí a necessidade de exames. provavelmente. profissionalização dos participantes: cada funcionário da burocracia é um profissional. uma vez que tudo estará sob o controle de normas racionais. não em consideração à sua pessoa. o subordinado está protegido da ação arbitrária do seu superior. A organização informal surge como uma derivação direta do sistema burocrático. sobretudo. outras pessoas já o ocuparam. daí a necessidade da hierarquia da autoridade e fixar as chefias nos diversos escalões de autoridade para proporcionar a estrutura hierárquica da organização. escritas e legais. Pense. certo? A burocracia precisa garantir a sua continuidade ao longo do tempo: as pessoas vêm e vão. cujas atividades devem ser executadas de acordo com rotinas e procedimentos previamente fixados.

página 06 5. para Weber. Nessas condições. pois é fornecida apenas a quem deve recebê-la. 8. pois cada funcionário conhece aquilo que é exigido dele e quais são os limites entre suas responsabilidades e as dos outros. Constância. Além disso. 9. pois os mesmos tipos de decisão devem ser tomados nas mesmas circunstâncias. sendo que grande número de casos similares é metodicamente tratado dentro da mesma maneira sistemática. Continuidade da organização através da substituição do pessoal que é afastado. pelo conhecimento exato dos deveres. 7. Univocidade de interpretação garantida pela regulamentação específica e escrita. a informação é discreta. pois cada um conhece o que deve ser feito e por quem e as ordens e papéis tramitam através de canais preestabelecidos. por ser despersonalizado (no sentido de excluir sentimentos irracionais. 4. redução de custos e de erros. como o amor. Para ele. elimina a discriminação pessoal. 3. as pessoas são treinadas para se tornarem especialistas em seus campos particulares. são: “1. o trabalho é profissionalizado. tem a virtude de assegurar cooperação entre um grande . quase sempre baseadas em padrões universalísticos de justiça e de tratamento igualitário. raiva. Por outro lado. As decisões são previsíveis e o processo decisório. pois a hierarquia é formalizada. o nepotismo é evitado e as condições de trabalho favorecem a moralidade econômica e dificultam a corrupção. pois os procedimentos são definidos por escrito. Racionalidade em relação ao alcance dos objetivos da organização. A eqüidade das normas burocráticas. os critérios de seleção e escolha do pessoal baseiam-se na capacidade e na competência técnica. comparar os mecanismos burocráticos com outras organizações é o mesmo que comparar a produção da máquina com outros modos não-mecânicos de produção. o trabalho é dividido entre as pessoas de maneira ordenada. podendo encarreirar-se na organização em função de seu mérito pessoal e competência técnica” CHIAVENATO (2000). preferências pessoais).Vantagens da Burocracia Weber viu inúmeras razões para explicar o avanço da burocracia sobre as outras formas de associação. Precisão na definição do cargo e na operação. Uniformidade de rotinas e procedimentos que favorece a padronização. 6. Rapidez nas decisões. Benefícios para as pessoas na organização. 2. As vantagens da burocracia. pois o negócio é conduzido de acordo com regras conhecidas. 10. Redução do atrito entre as pessoas. Confiabilidade.

Embora considerasse a burocracia como a mais eficiente forma de organização criada pelo homem. As pessoas cumprem as regras organizacionais principalmente porque os fins alcançados pela estrutura total são altamente valorizados e cada qual deve fazer a sua própria parte para que o objetivo seja alcançado. existem pressões constantes de forças exteriores para encorajar o burocrata a seguir outras normas diferentes das da organização e. advinham. o compromisso dos subordinados com as regras burocráticas tende a se enfraquecer gradativamente. da crescente burocratização do mundo moderno. onde as relações disciplinares são mais "naturais" e "afetuosas". a fim de poder ser dirigida para os seus objetivos e não para outros. cujos resultados. Assim. de outro lado. página 07 Dilemas da Burocracia De um lado. fosse uma enorme ameaça à liberdade individual e às instituições democráticas das sociedades ocidentais. que a conduzem à máxima eficiência. Assim. seja na tradicional. A racionalidade da estrutura racional é frágil e precisa ser constantemente protegida contra pressões externas. Weber notou também as conseqüências imprevistas (ou indesejadas). Veja a seguir as características e as disfunções da burocracia . A capacidade para aceitar ordens e regras como legítimas. e menos separadas das outras. que existem não somente no contexto organizacional. as organizações burocráticas apresentam uma tendência a se desfazerem. Weber usa o termo burocratização referindo-se também às formas de agir e de pensar. mas que permeiam toda a vida social. exige um nível de renúncia que é difícil de se manter. Weber temia que essa grande eficiência. Racionalidade Burocrática O fato de uma organização ser racional não implica necessariamente que seus membros ajam racionalmente no que concerne às suas próprias metas e aspirações.número de pessoas sem que essas pessoas se sintam necessariamente cooperadoras. principalmente quando repugnam os desejos da pessoa. seja na direção carismática. Disfunções da Burocracia Ao estudar as conseqüências previstas (ou desejadas) da burocracia. Às conseqüências imprevistas. deu-se o nome de disfunções da burocracia.

Em suma. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema.exercícios de auto-avaliação . e nem se preocupa com a variabilidade humana (diferenças individuais entre as pessoas) que. são entidades complexas que contêm uma série de elementos e são afetadas por fatores diversificados. introduz variações no desempenho das atividades organizacionais. Acesso pelo menu "Avaliação". podemos buscar uma definição de organização que incorpore os elementos enunciados. pois assim. Dependendo do tipo de empresa. As organizações. Weber acreditava na excelência da burocracia e suas rotinas. ou seja. as causas das disfunções da burocracia residem basicamente no fato de que a burocracia não leva em conta a chamada organização informal que existe. a organização é feita de pessoas que se relacionam e cooperam para fazer algo em comum. segundo Hall (1984). . Podemos ver inúmeras empresas burocráticas.Módulo I Aula 5 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos.Tipos de Organização aula gravada em áudio TIPOS DE ORGANIZAÇÃO Uma organização começa quase sempre quando uma pessoa necessita de mais alguém para fazer alguma coisa. Possui um caráter racional com um enfoque extremamente hierárquico. em qualquer tipo de organização. quando estabelecida. aula 06 . com seus procedimentos e regras imutáveis. necessariamente. Gestão . Pois as mudanças globais pedem que as empresas as sigam a fim de permanecerem competitivas no mercado.conclusão Conclusão A burocracia surgiu para organizar e impor regras às empresas e aos funcionários. poderá tender a entropia. fatalmente. o controle das atividades se tornava mais fácil. Com estas observações em mente.

funcional e linha-staff.Fonte: http://www.gc. 77). Seguindo os princípios gerais clássicos da Administração.ca/trade/ner/site/images Autores clássicos da Administração. Vamos resumi-los? Divisão do trabalho. hierarquia. nos deixaram alguns princípios de organização do trabalho que são aplicados universalmente até os dias de hoje.dfait-maeci. Mais adiante aparece o organograma de uma organização de estrutura linear. como Fayol (1841-1925). a organização formal pode ser estruturada por meio de três tipos de organização: linear. página 02 A seguir estudaremos cada tipo de organização: Organização Linear . amplitude administrativa e o racionalismo da organização formal. O organograma tem muitas utilidades. Para atender a essas características que mudam de acordo com o ambiente institucional. Mas você sabe o que é um organograma? O organograma é um instrumento gráfico que representa a estrutura organizacional da empresa (Colenghi. p. sendo a principal delas a de servir de “meio de comunicação discreta e inconteste para mostrar às pessoas como se posicionam na empresa. especialização. a quem estão subordinadas e quais são os fluxos de mando e responsabilidade” (Richers. 1997). 1986. as organizações podem ser estruturadas de acordo com a natureza do trabalho e de interesses ou necessidades específicas dos administradores em determinadas situações.

Conseqüentemente. diminui o número de cargos ou órgãos. ressaltamos que a estabilidade e a constância das relações formais podem levar à rigidez e a inflexibilidade. Baseada no princípio da unidade de comando. em primeiro lugar. Entre suas vantagens. assim como a sobrecarga na função de chefia. . dentro da organização linear existem linhas diretas e únicas de autoridade e responsabilidade entre o superior e seus subordinados.controle da organização e seu aspecto piramidal. página 03 Fonte: http://www. .sapo. funcionamento. inibe a especialização. sendo indicado para pequenas empresas.centralização de comando. O que podemos fazer é apoiar e estimular as mudanças. é bom ter a consciência de que você está em desvantagem nessa relação. Como desvantagem.A organização linear é o tipo de organização mais antiga e simples. em uma autoridade máxima.pt Como lidar com um chefia centralizadora? Bem. lembre-se que você não tem poderes para mudar o seu chefe (aliás. em decorrência da centralização da autoridade no topo da organização. pois o chefe tem. as quais são feitas unicamente através das linhas existentes no organograma. A figura do chefe generalista.caricaturas. controle e disciplina. destacamos sua estrutura simples e de fácil compreensão para o subordinado. que só se relaciona hierarquicamente com seu superior. nós não temos poder de mudar ninguém!). usualmente. Há uma clara fixação de limites das responsabilidades de cada órgão ou cargo.linhas formais de comunicação. tornando-se típica das organizações militares e eclesiásticas. A autoridade linear de comando único e direto pode tornar-se autocrática e vir a prejudicar a cooperação e a iniciativa das pessoas. à medida que se sobe na escala hierárquica. Em segundo lugar. . e "cutucar a onça com vara curta" pode ser fatal! . que dificultam a inovação e a adaptação às novas situações.no. que tudo sabe e faz (monopólio das comunicações). congestiona as linhas formais de comunicação. o poder de vida e morte sobre os subordinados. não havendo intervenção em área alheia. caracterizada da seguinte forma: .autoridade única com base na hierarquia do superior para seus subordinados. conferindo a esse tipo de organização facilidade em sua implantação. tornando-as demoradas.

. .diminuição da concentração de autoridade e conseqüente perda de comando.nenhum superior tem autoridade total sobre os subordinados. .Nesse caso. sem intermediação. permitindo a cada órgão ou cargo concentrar-se total e unicamente sobre seu trabalho e sua função. e. A organização funcional apresenta as seguintes características: . Organização Funcional A organização funcional é baseada no princípio funcional.confusão quanto aos objetivos e a existência de tensões e de conflitos dentro da organização. . .permitir a melhor supervisão técnica possível.separar funções de planejamento e de controle das funções de execução. . talvez seja a hora de repensar a sua carreira. pode ser que iniciar um plano de retirada seja a melhor idéia possível. As vantagens residem em: . ou seja. pois cada órgão ou cargo reporta-se a experts em seu campo de especialização.as decisões são descentralizadas. a organização funcional é indicada quando a organização é pequena ou quando se pode delegar temporariamente autoridade funcional a alguns órgãos para implantar algo ou avaliar alguma atividade. a relação profissional e.perda da visão de conjunto da organização e a uma tendência de defender o seu ponto de vista em detrimento dos pontos de vista dos outros especialistas. mas sobre o seu campo específico. página 04 As desvantagens consistem em: .as comunicações são diretas e mais rápidas. Assim. levando à perda de tempo e a confusões imprevisíveis. na especialização. Organização Linha-Staff . que dificulta aos órgãos ou cargos superiores o controle e o funcionamento dos órgãos ou cargos inferiores.proporcionar o máximo de especialização nos diversos órgãos.desenvolver comunicações diretas. .subordinação múltipla. mais rápidas e menos sujeitas a distorções de transmissão. A autoridade (especializada) será aquela que melhor dominar o assunto em questão e dará a voz de comando.a autoridade por conhecimento: cada subordinado reporta-se a muitos superiores. . em que nem sempre as pessoas sabem a quem recorrer para resolver determinados assuntos. os subordinados recebem ordens de vários chefes. se você ainda tem algo a fazer nessa empresa. .

O tipo de organização linha-staff é o resultado da combinação dos tipos de organização linear e funcional, maximizando as vantagens de ambas e reduzindo as suas desvantagens, mas com a predominância das características lineares. Normalmente são utilizadas em um tipo de organização mais completa e complexa, para preservar a unidade de comando, sem desprezar a especialização. A estrutura "staff", ou simplesmente assessoria, é constituída por pessoas com conhecimento e domínio de assuntos específicos, que complementam e reforçam os dirigentes de uma organização. As pessoas não são investidas de autoridade formal e, por essa razão, não dão ordens, apenas recomendam, aconselham, emitem pareceres ou, simplesmente, informam os dirigentes para que estes tomem as decisões que julgarem convenientes. Na organização linha-staff coexistem órgãos de linha (órgãos de execução, caracterizados pela autoridade linear e princípio escalar) e de assessoria (órgãos de apoio, consultoria e serviços especializados).

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Principais características: - fusão da estrutura linear com a estrutura funcional, permitindo a coexistência da hierarquia de comando e da especialização técnica. Ou seja, cada órgão se reporta a um e apenas um órgão superior, situação típica da organização linear. Porém, cada órgão recebe também assessoria e serviços especializados de diversos órgãos de staff; - existência das linhas formais de comunicação entre superiores e subordinados e que representam a hierarquia de autoridade. Existem também linhas diretas de comunicação que ligam os órgãos e o staff e que representam a oferta de assessoria; - manutenção do princípio da hierarquia (cadeia escalar). A hierarquia (linha) assegura o comando e a disciplina, enquanto a especialização (staff) fornece os serviços de consultoria e de assessoria. Suas vantagens estão na oferta interna de assessoria especializada e inovadora, com a manutenção do princípio da unidade de comando e atividade conjunta, fator importante na especialização e competição. Dentre suas desvantagens podemos destacar a possibilidade de conflitos entre a operação (linha) e a assessoria (staff) e dificuldade no equilíbrio dinâmico entre o poder de linha e o poder de staff. Em suma, é difícil alcançar e manter uma situação de equilíbrio dinâmico e perfeita sincronização entre linha e staff, de modo que ambos tenham um comportamento cooperativo e integrativo. Esse tipo de estrutura é o mais utilizado nas empresas de grande porte. A seguir, veja as diferenças entre as três estruturas apresentadas:

Comissões As comissões surgem para resolver os assuntos de maior importância e são constituídas por conselhos, comitês ou grupos de trabalho, que analisam, aprovam e avaliam os resultados gerais alcançados pela organização. Por constituírem um órgão da estrutura organizacional, podem assumir uma variedade de formas e existir em períodos variados. Vantagens: proporcionar um processo de decisão e de julgamento em grupo, envolvimento e coordenação de pessoas e atividades diferenciadas, facilitando a transmissão rápida de informações. Desvantagens: perda de tempo na tomada de decisão na medida em que seu tamanho aumenta; o custo de tempo e de dinheiro das pessoas envolvidas; divisão da responsabilidade e necessidade de um coordenador eficiente.

conclusão

Conclusão

Vimos nesta aula alguns exemplos de estrutura organizacional, porém não podemos afirmar qual a melhor estrutura a ser utilizada. É necessário analisar a instituição, se tem ou não um perfil hierárquico e outras características, assim fica mais fácil de diagnosticar qual o tipo de organização ideal para aquela empresa. A linha-staff é a mais utilizada nas empresas de grande porte por ser constituída de pessoas com conhecimento e domínio de assuntos específicos. É uma assessoria de assuntos específicos que não perde o comando de linha. Ainda assim, possui suas desvantagens. Bem vindo ao mundo real das organizações, que não tem uma receita unicamente vencedora para todas as situações.

Gestão - exercícios de auto-avaliação - Módulo I Aula 6

Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. Acesso pelo menu "Avaliação", em Avaliações.

aula 07 - Departamentalização

aula gravada em áudio

DEPARTAMENTALIZAÇÃO Enquanto os estudiosos da Administração Científica preocupavam-se com a especialização do trabalho e os clássicos com a estrutura organizacional, a Teoria Neoclássica complementava essas duas teorias com abordagens sobre departamentalização. Conceito de Departamentalização Para os autores clássicos, a especialização pode dar-se em dois sentidos: vertical e horizontal. Assim, a especialização vertical caracteriza-se sempre pelos níveis de controle (chefia), impostos na cadeia escalar. Já a horizontal, também denominada funcional, é mais conhecida por departamentalização, pela tendência de criar departamentos especializados no mesmo nível hierárquico, cada qual em sua tarefa. A conjunção de ambas as diferenciações dá o perfil da estrutura organizacional. Na medida em que ocorre a especialização do trabalho, a organização passa a necessitar de coordenação para essas diferentes atividades e as funções devem ser designadas às unidades organizacionais na base da homogeneidade, com o objetivo de alcançar operações mais eficientes e econômicas. A departamentalização é uma característica das grandes organizações. As pequenas empresas não requerem diferenciação ou especialização para distinguir o trabalho de uma pessoa ou unidade dos demais; mas na proporção em que as empresas crescem e envolvem atividades mais diversificadas, elas necessitam dividir as tarefas e transformá-las em responsabilidades departamentais. Tipos de Departamentalização A departamentalização pode ser: funcional; por produtos e serviços; por base territorial; por clientela; por processo; e por projeto. Cada tipo de departamentalização apresenta características, vantagens e limitações que influirão nas decisões. A departamentalização funcional é modelo de grande parte das estruturas organizacionais e é utilizada para organizar atividades empresariais, ajustando-se bem ao princípio da especialização e favorecendo o controle exercido pela alta direção da empresa. Formada pelo somatório das atividades semelhantes, e de acordo com os objetivos da organização, suas vantagens consistem em adequar-se às atividades continuadas, rotineiras, estabelecidas no longo prazo e na maior utilização de pessoas especializadas e recursos.

Não acumule dúvidas. Procure saná-las logo que apareçam.

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Como desvantagem pode-se destacar que a departamentalização funcional é contra-indicada para circunstâncias de cooperação interdepartamental muito pequena e ambientais imprevisíveis e mutáveis.

A departamentalização por clientela possui a estrutura totalmente centrada na satisfação cliente. É especialmente atrativa para empresas de larga escala. as outras atividades da empresa se tornam secundárias e sacrificam outros objetivos. muito utilizada em indústrias. A departamentalização por base territorial é geralmente utilizada por empresas que abrangem grandes áreas geográficas e cujos mercados são extensos. Como fator positivo. É comum em lojas de departamentos que visam um público determinado. ser ideal para circunstâncias mutáveis e possuir a melhor coordenação interdepartamental. A desvantagem relevante refere-se a falta de flexibilidade e adaptação a mudanças. Sua principal desvantagem é a dificuldade para exercer um controle eficaz sobre o conjunto da empresa. possibilitar o melhor conhecimento do produto. de que se vão ocupar as pessoas encarregadas de sua manutenção e montagem. página 03 A departamentalização geográfica pode apresentar as seguintes vantagens: fixa responsabilidade por local ou região. que procura reinventar as organizações através do total redesenho dos processos empresariais e costuma ser ideal quando a tecnologia e os produtos são estáveis e permanentes. A estratégia é a de que a eficiência pode ser melhorada se todas as atividades relacionadas com um produto forem agrupadas em uma área geográfica específica. facilitando a avaliação dos resultados. sendo importante ressaltar que sua estrutura organizacional é muito influenciada pelos avanços tecnológicos. Suas vantagens são: facilitar a análise dos resultados diferenciados por produtos. . bem como todo o planejamento. Com a ênfase nos processos surgiu a reengenharia. que implica utilização de pessoal de alta qualificação técnica em virtude das exigentes demandas de cada projeto. também conhecida como territorial ou regional. A última a ser destacada é a departamentalização por projetos. favorecer a diversificação da produção e o estabelecimento da Administração por Objetivos. A departamentalização geográfica. Uma desvantagem é estar mais voltada para o cliente do que para si mesma. Como desvantagem podemos destacar o enfraquecimento da especialização. Assim. facilitando a avaliação. é a quebra do produto em partes seqüenciais. a execução e o controle da organização. e costuma ser ideal para firmas de varejo. possibilita maior ajuste às condições locais ou regionais. suas falhas e pontos fortes. As vantagens consistem na predisposição que a organização tem para atender os clientes e por permitir concentrar conhecimentos sobre as diferentes exigências dos canais mercadológicos. pois. procura extrair vantagens econômicas oferecidas pelo processo.A departamentalização por produto é própria de empresas que fabricam ou comercializam diversos artigos. as funções e os produtos/serviços. como lucro e produtividade. assim. A departamentalização por processo. similares ou não. deverão ser agrupados com base nos interesses geográficos. com atividades física ou geograficamente dispersas. requer diferenciação e agrupamento das atividades de acordo com o local de realização do trabalho ou com a área de mercado a ser atendida pela empresa.

necessariamente. Princípio de Separação do Controle: as atividades de controle devem estar dissociadas das atividades (semelhantes) a serem controladas. apesar de não serem absolutos e apresentarem alguns conflitos. 3. Há detalhes e peculiaridades que fazem com que as soluções não tenham. Princípio de Maior Uso: a unidade que mais faz uso de determinada atividade deve ter a responsabilidade por essa atividade. . portanto. provocando forte ansiedade e angústia nas pessoas pela imprevisibilidade de emprego. podendo existir uma aplicação mista das várias técnicas aqui apresentadas. quando finaliza um projeto. O que diferencia e qualifica o gerente que realiza algum tipo de estruturação é a capacidade que este tem de saber usar adequadamente o dispositivo disponível. muitas vezes. que a mesma técnica deverá ser aplicada na sua organização. Princípios de Departamentalização Podemos verificar quatro princípios de departamentalização. É importante ressaltar que o processo decisório é que vai apontar a melhor técnica para as atividades em análise. além de ser ideal para produtos altamente complexos. Porém. Sua principal vantagem é a enorme concentração de diferentes recursos em uma atividade complexa e que exige prazos de início e término bem determinados. O agrupamento de atividade deve ser feito mediante a adoção de todas as técnicas de departamentalização ou estruturação. 4. Princípio de Maior Interesse: toda atividade deve ser supervisionada pelo departamento mais interessado por essa atividade.Essa estratégia de organização adapta a estrutura da empresa aos projetos que ela se propõe a construir e. 2. Além disso. Escolhas de alternativas de departamentalização A aplicação de uma só técnica de departamentalização nem sempre é suficiente. o mesmo valor para todas as organizações. a empresa pode ser obrigada a dispensar o pessoal se não tiver outro projeto em vista. permitem resolver o problema de departamentalização. página 04 A departamentalização por projetos é contra-indicada quando a tecnologia é muito mutável. 1. Princípio da Supressão da Concorrência: eliminação da concorrência entre departamentos. A técnica nada mais é do que a facilitação do ato de pensar na organização em termos estruturais. agrupando atividades diversas em um só departamento. A aplicação de uma técnica de departamentalização na organização concorrente não significa. requer estrutura organizacional flexível.

etc. departamentos. Gestão . aula 08 . Esse agrupamento pode obedecer a diferentes critérios. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. Mas também é possível adotar uma departamentalização mista que obedeça de forma simultânea a diversos critérios.conclusão Conclusão Como vimos. a departamentalização se refere à reunião das diversas atividades da empresa em seções. setores.exercícios de auto-avaliação . dos quais o mais comum é o do agrupamento por funções. em Avaliações.Eficiência e Eficácia aula gravada em áudio EFICIÊNCIA E EFICÁCIA Histórico . Acesso pelo menu "Avaliação".Módulo I Aula 7 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos.

uma revolução na maneira de encarar o trabalho e as responsabilidades em relação à empresa e aos companheiros de trabalho. Pode ser definida pela equação: E = P/R. no século XVIII.freephoto. “a eficiência é a relação entre o que é conseguido e o que pode ser conseguido. descrições de cargos. onde P são os produtos resultantes e o R os recursos utilizados. Sem dúvida. Harrington Emerson (1853-1931) foi também contemporâneo de Taylor. a que denominou “therblig” (Gilbreth de trás para frente). De 1911 em diante. Frank B. O conceito de eficiência é fundamental para a Administração científica. engenharia de eficiência e racionalização do trabalho. o público tomou conhecimento dessas idéias. para a realização de qualquer tarefa.Entre o fim da Guerra Civil e o começo do século XX. Para Emerson. Popularizou a Administração Científica e desenvolveu os primeiros trabalhos sobre a seleção e treinamento de empregados. sistematizar e disseminar um conjunto de princípios que vinham ao encontro de uma necessidade e. A conseqüência direta da eficiência é a produtividade”. Adam Smith. Taylor ocupou-se da eficiência das operações fabris. No início de sua carreira como engenheiro. a indústria expandiu-se aceleradamente. Taylor teve o mérito de elaborar. A eficiência (E) significa a correta utilização dos recursos (meios de produção) disponíveis. por isso.com/preview Frederick Winslow Taylor (1856-1915). Fonte:www. engenheiro que simplificou os métodos de trabalho. organização e métodos. o criador do movimento da Administração Científica. Para ele. nos Estados Unidos. temas que desde o início da Revolução Industrial sempre foram objetos de interesse. . essa foi a era das grandes invenções e do surgimento das empresas que viriam a tornar-se os grandes conglomerados atuais. Gilbreth (1868-1924) foi um engenheiro norte-americano contemporâneo de Taylor. uma revolução mental. Acompanhou Taylor em seu interesse pelo esforço humano como meio de aumentar a produtividade. foram algumas das idéias que a ação de Taylor colocou na ordem do dia e até hoje estão em pauta. especialmente na indústria siderúrgica. A expansão da indústria estimulou o debate sobre o aumento da eficiência e da produtividade. transformou esse debate em um conjunto de princípios e técnicas. que precisam ser planejados a fim de assegurar a otimização dos recursos disponíveis. Taylor entendia os mecanismos da eficiência como auxiliares da Administração científica ou. sistematicamente. como formas de colocar em prática os princípios da Administração Científica. A eficiência preocupa-se com os meios e métodos. foram recebidos com grande entusiasmo. A análise do trabalho e do estudo dos tempos e movimentos buscava a melhor maneira de executar uma tarefa e elevar a eficiência do operário. em comparação com os métodos artesanais que até então dominavam as atividades produtivas. Estudos de tempos e movimentos. página 02 Concluiu que todo trabalho manual poderia ser reduzido a movimentos elementares. já havia chamado a atenção para os ganhos de produtividade decorrentes da divisão do trabalho.

Em uma organização. Quanto mais saídas são obtidas com as mesmas entradas. seria a medida da utilização dos recursos quando se produz alguma coisa. Manter registros precisos. justiça social no trabalho. no tempo certo”. E eficácia é a comparação entre o que se pretendia fazer e o que efetivamente se conseguiu. em que sistematizou a procura da eficiência nas indústrias da época: 1. Traçar plano bem definido. todo e qualquer movimento que se faz deveria ser. maior o grau de eficiência alcançada. “fazer as coisas certas. Assim. 8. caro aluno. a força de produzir um efeito adequado. poderíamos dizer que o ataque do Piri-Piri foi ineficiente? A resposta é não. Estabelecer instruções precisas. sua defesa amargou quatro gols. Mesmo perdendo a partida. imediatos e adequados.Emerson listou doze princípios da eficiência no livro de mesmo título. temos em mente que o time do Catanduva. 4. eficiência é a ação. ou seja. de acordo com os objetivos. página 03 Conceitos Imagine uma partida de futebol entre o Catanduva Futebol Clube e o Grêmio Acadêmico Piri-Piri. Dessa forma. Por definição. 10. Manter disciplina. Pense bem. Oferecer orientação e supervisão competentes. ainda carece de eficiência na defesa. 12. . Oferecer remuneração proporcional ao trabalho. E = OR/RP onde OR são os objetivos realizados e o RP os resultados pretendidos. o ataque do Piri-Piri foi eficiente porque marcou quatro gols. Em um processo. 5. sempre. Fixar normas padronizadas para o trabalho em si. 7. Mesmo mostrando eficácia no resultado da partida a favor do time do Catanduva. muito embora o time como um todo tenha sido ineficaz em perder a partida. 3. em que o resultado da partida seja 5 x 4 para o Catanduva. 2. ou seja. destinado a alcançar um objetivo ou resultado desejado. Fixar normas padronizadas para as condições de trabalho. Sendo eficácia a qualidade ou propriedade de produzir o efeito desejado. A eficiência refere-se à relação entre as “entradas” e “saídas”. 9. eficiência é fazer a operação funcionar de modo que os recursos sejam mais adequadamente utilizados. Oferecer incentivos ao maior rendimento e a eficiência. Estabelecer o predomínio do bom senso. mesmo tendo sido eficaz como um todo e tendo contemplado um ataque eficiente. Da mesma forma. Fixar normas padronizadas para as operações. 6. do modo certo. Impor honestidade nos acordos. poderíamos dizer que a defesa do Catanduva foi eficiente? A resposta também é não. Aquilo que é feito está relacionado com a eficiência (a ação) e aquilo que é alcançado refere-se à eficácia (o resultado). 11.

A sobrevivência de uma organização é uma medida de eficácia quando se consideram longos períodos. ou seja. “Por exemplo. no entanto. embora. em algum momento. Neste caso. a eficácia é a função do atendimento da necessidade ou problema que a organização se propõe resolver. A eficácia varia com o tempo. Por outro lado. Um oportuno resumo sobre eficiência e eficácia pode ser traduzido nos quadros a seguir: . também. As empresas têm uma natureza competitiva. é possível sacrificar. utilizar tantos recursos que levem à perda da guerra. a eficácia é conseqüência da eficiência. a eficiência visando objetivamente o resultado final. Uma organização desse tipo tem uma missão muito específica. porque os tempos não são estáticos. o sucesso ou a eficácia é uma condição definida pela solução de um problema. é necessário saber quais são os objetivos propostos e quais os resultados alcançados. um excelente nível de eficiência não signifique eficácia ou que não se possa atingir a eficácia sem eficiência. disputando a preferência dos mesmos clientes e consumidores. “Ser eficaz no presente e preparar-se para ser eficaz no futuro são coisas diferentes”. má distribuição de renda ou uso inadequado de recursos naturais. Muitas organizações.página 04 Eficiência e Eficácia Para se avaliar o grau de eficácia de um sistema. maior a chance da eficácia ser alcançada. Genericamente. pode-se pensar que a qualidade de vida de uma população é a principal medida de sucesso que podemos utilizar para um outro tipo de organização: o Governo”. Dessa forma. elas concorrem entre si. competem unicamente com o seu próprio objetivo. página 05 Normalmente. pode-se vencer uma batalha. ganhar a guerra. a empresa que é capaz de fabricar um produto competitivo ou resolver um problema no presente poderá não ter a mesma capacidade no futuro. Assim. quanto mais eficientemente o processo for realizado. analfabetismo. O sucesso de uma empresa pode significar o fracasso de outra. seu sucesso é medido exclusivamente pela capacidade de resolver o problema para o qual foram criadas. um governo é bem sucedido quando a população de seu país desfruta de boas condições de vida – quando não há doenças. trabalhar um velho e conhecido postulado maquiavélico: “os fins justificam os meios”. atendimento de uma necessidade ou realização de um objetivo qualquer. esclarecer a quem pertencem os objetivos. ser momentaneamente eficiente mas não eficaz ao final do processo. É preciso. significando que suas missões encontram receptividade no ambiente ao longo do tempo. Por exemplo. porém. Por exemplo. a eficácia. De certa forma. muitas vezes. ou seja.

e a eficácia com o final vitorioso. Em tese. pois assim. estará no caminho certo para o sucesso. atingir a eficiência e eficácia de um produto ou serviço. Espera-se. sendo a eficiência um dos principais instrumentos para se atingir tal objetivo. .conclusão Conclusão O ideal para qualquer tipo de empresa é conseguir desenvolver suas tarefas e procedimentos com eficiência e eficácia. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema.Módulo I Aula 8 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos.exercícios de auto-avaliação . em Avaliações. assim. a eficácia é um dos elementos fundamentais para sobrevivência da empresa ao longo do tempo. Gestão . Acesso pelo menu "Avaliação". A eficiência está relacionada com o desenvolvimento correto de algo.

Dessa forma. cada uma das disciplinas científicas desenvolvidas apresentava uma visão atomística. sistema) do ponto de vista dos múltiplos fatores que o provocam e afetam. uma visão holística. os sistemas devem ser analisados como entidades e não como ajuntamento de partes. Formou-se a partir de linhas de pensamentos independentes. Isto é. a concepção atomística estabelece que o mundo. que é. A aplicação da TGS às organizações é denominada Teoria de Sistemas. Desse modo. de grande utilidade na formação intelectual do dirigente moderno. No final dos anos 30. por si só. ou o que importa para o entendimento de qualquer entidade pode ser explicado pela compreensão das suas partes. É uma idéia simples. Histórico A teoria da forma (Gestalt). Os especialistas em sistemas procuram explicar as partes em termos do todo em lugar de explicar o todo em termos das partes. Estava começando uma mudança de concepção dos aspectos organizacionais. Após a II Guerra Mundial. Ludwig Von Bertalanffy. Sob a concepção de sistemas. a essência da visão sistêmica é a idéia de elementos que interagem e se influenciam para realizar objetivos. que considera qualquer fenômeno (objeto. e também dos inúmeros efeitos que cada elemento causa no conjunto. surge a possibilidade de uma percepção mais global ou interdisciplinar das organizações. porque sua idéia de que a finalidade do conjunto define a natureza de suas partes conduz a um raciocínio integrativo. remete à visão sistêmica. algumas delas ligadas à antiga noção de que os fenômenos devem ser analisados sob a ótica de várias abordagens ao mesmo tempo. uma abordagem que passa a correlacionar as organizações industriais e comerciais com os organismos biológicos. sendo que. que não pode ser separado em partes sem haver perdas das suas características essenciais. percepções elementares e assim por diante. mas poderosa. instintos. ou seja. por meio de conceitos encontrados na química-física. crescimento e sistemas abertos. em resumo. Sistemas Um sistema é um conjunto de elementos ou componentes interdependentes que interagem e produzem um ou mais . a Teoria Geral dos Sistemas (TGS) começa a se desenvolver. partindo-se da visão atomística para a visão holística. tais como átomos. cinemática e termodinâmica. que começa na visão técnica de Taylor e Ford e continua até a visão comportamental.aula 09 . Ou seja. página 02 Segundo Silva. Modernamente. mecanizada. com a introdução de novos conceitos. a organização deve ser estudada como um todo. conduziu seus estudos de sistemas gerais pensando no metabolismo. De acordo com Bertalanffy. evento. analisar os conteúdos e experiências das partes “indivisíveis”. elementos químicos. desenvolvida por psicólogos alemães em 1924. a partir da última metade do Século XX. a Teoria de Sistemas é a “reorientação do pensamento e da visão do mundo a partir da introdução dos sistemas como um novo paradigma científico”. um biólogo alemão. uma tendência de unificação das disciplinas ou das ciências. A visão sistêmica completa a linha de raciocínio. as pessoas pensam em dividir o todo em partes.Visão Sistêmica aula gravada em áudio VISÃO SISTEMICA Segundo Maximiano.

pois aprendemos que há uma cadeia de causas e efeitos dentro da qual as ocorrências ou eventos numa parte do sistema provocam efeitos e conseqüências nas outras. Ambos os elementos devem atuar simultaneamente. o que é rejeitado por Churchman por causa da natureza transcendental das funções de cada departamento. para alcançar sua meta específica. Esses sistemas não são independentes um do outro. definidos em termos de operações identificáveis e factíveis de repetição. O estabelecimento de metas é uma característica dos sistemas. tecnologia. em resumo: pessoas e comportamento. senão. componentes – são todas as atividades que contribuem para a realização dos objetivos do sistema. recursos – são todos os meios disponíveis para a realização das atividades necessárias no alcance da meta. em 1956. equipamentos e outros. A utilidade principal da visão sistêmica é considerar as interações. é fundamental verificar o que ocorreu. não somente do ponto de vista acadêmico. os objetivos devem ser operacionalizados. muitas vezes. o comportamento e o desempenho do sistema sempre resulta da interação de todos os seus elementos. coordenação. o propósito e as necessidades para uma abordagem de sistemas de todos os fenômenos científicos. por exemplo: recursos. O outro sistema é o “sistema social”. o departamento tende a se afastar da meta global. mas da possibilidade prática da sua aplicabilidade ao mundo real. página 03 Dos proponentes de sistemas. Churchman deseja incluir funções básicas que são: o planejamento e o controle do sistema. Portanto. que incluem tudo que o sistema pode mudar e usar para sua própria vantagem. Associada com as funções de planejamento e controle do sistema está a noção de fluxo de informações sobre os desempenhos do sistema (feedback). As organizações são tradicionalmente departamentalizadas. Ou seja. C. No entanto. mudanças são inevitáveis. Os administradores devem estar certos de que os planos devem ser executados como concebidos. escreveu um artigo em que descreve a natureza geral. West Churchman talvez tenha dado uma das mais lógicas explanações. o que implica necessidade de revisões periódicas e reavaliações dos planos. Em qualquer sistema contínuo. É um resultado importante no uso da visão sistêmica. ou seja. Churchman destaca cinco considerações básicas relativas ao pensamento de sistemas: objetivos – significa aquelas metas ou fins em direção aos quais o sistema tende. Um dos sistemas é o “técnico”. Dois elementos caracterizam o ambiente: o controle dos fatores internos do sistema e a determinação de como o sistema deve funcionar. burocracia. São fatores internos ao sistema. ambiente – constitui tudo o que está do “lado de fora” do sistema. interdependências e cadeias de efeitos. a organização mostra-se como dois sistemas que se influenciam mutuamente. página 04 Hierarquia dos Sistemas O economista Kenneth Boulding. administração – na administração do sistema.resultados. do qual fazem parte os componentes não humanos e que independem das pessoas. divisão do trabalho e propósitos. dinheiro. o que constitui a função de controle no seu sentido mais primário. Boulding destacou cuidadosamente que o propósito da TGS não era estabelecer uma simples teoria geral sobre praticamente todas as coisas que pudesse . Qualquer alteração em um componente de qualquer dos sistemas provocará alterações nos demais. do qual fazem parte todas as manifestações de comportamento dos indivíduos e dos grupos. Usando a visão sistêmica. Somente dessa forma será possível medir o desempenho do sistema como um todo. tais como pessoas.

2. a energia toma forma de insumos. indo do mais simples ao mais complexo. recursos humanos.O processamento da informação . página 05 Características dos Sistemas Abertos Podem ser identificadas diversas características das organizações como sistemas abertos.O ciclo de eventos . sistemas animais – caracterizados pelo aumento. 4. isto é. para a armazenagem e interpretação das informações e para decidir sobre as respostas para as informações analisadas. Isso pode ser entendido nas organizações quando se analisa a lucratividade em longo prazo. sistemas cibernéticos – os que se caracterizam por mecanismos automáticos de controle de feedback (como os termostatos). etc. que não tem significação.O crescimento e a manutenção – essa característica apresenta ambas as tendências de “crescimento” e “manutenção”. O termo energia reflete a influência da TGS como concebida nas ciências biológicas e está relacionado com a organização das coisas vivas. Para uma empresa de negócios. materiais. O sistema aberto está em contínua interação com o seu ambiente e alcança um “estado estável” ou “equilíbrio dinâmico”. sistemas genético-sociais – aqueles tipificados pelas plantas. nível em que começa a diferenciação entre vida e não-vida (como as células orgânicas). absolutos. com autoconsciência e a habilidade para usar a linguagem e os simbolismos no seu processo de comunicação. que apresentam divisão de trabalho entre as partes. sistemas humanos – os indivíduos considerados como sistemas. comportamento teleológico e autoconsciência. que possuem mais “entradas” de energia do que “saídas”. equipamentos e produtos/serviços. Aqui serão abordadas cinco das principais características: 1. deve absorver. também chamados de níveis de armação (estruturação). inevitáveis e irreconhecíveis. Pelo fato da capacidade de processamento de informação de qualquer sistema ser limitada. a seguir: sistemas de estrutura estática – os de níveis mais básicos. Boulding passou a descrever uma hierarquia de sistemas. como a anatomia do universo. as simbolizações da arte.é essa característica que processa quais informações serão permitidas dentro do sistema.toda a organização se envolve em um ciclo de eventos que implica entradas.substituir as teorias específicas de disciplinas particulares. sistemas abertos – que são estruturas “auto-mantidas”. há forças nos sistemas que favorecem a estabilidade e resistem à mudança. e a complexa gama de emoções humanas. classificados em nove níveis de sistemas. porque um sistema aberto. música e poesia. renovação e crescimento. que também apresentam estrutura e relacionamento sistemáticos. a transcrição de imagens em registros históricos. mais energia do que liberar. transformação e saídas de energia. 3. sistemas dinâmicos simples – aqueles que já incorporam necessariamente movimentos predeterminados (como os mecanismos de relógios).A entropia negativa – característica das organizações como sistemas abertos. seu propósito era estabelecer um meio adequado e justo entre “o específico. para sobreviver ou crescer. e o geral. células. mobilidade. Mais do que isso. a natureza e dimensões dos sistemas de valores. . recursos financeiros. que não tem conteúdo”. mas também há forças nos sistemas abertos que favorecem a mudança e procuram oportunidade para inovação. sistemas sociais – também chamados de sistemas de organizações humanas. com a consideração do conteúdo e significado das mensagens. sistemas transcendentais – aqueles últimos. os sistemas devem ter processos de codificação que selecionam as informações entrantes.

mas um sistema definido. aula 10 . alcançar o efeito que qualquer das partes sozinhas não seria capaz. página 06 5.exercícios de auto-avaliação . se o sistema dentro do qual os administradores tomam decisões pode ser provido de uma estrutura de trabalho clara e objetiva. A Teoria de Sistemas nas Organizações Bertalanffy deu ênfase na parte da TGS que denominou sistemas abertos. Acesso pelo menu "Avaliação".Eqüifinalidade . fornecedores. assim. conclusão Conclusão A Teoria dos Sistemas nas organizações tem a intenção de desenvolver um ambiente objetivo e compreensível para a tomada de decisão. A visão sistêmica acredita que o desempenho de uma organização é produto da interação mais do que da soma de suas partes. Além do mais.define que um sistema aberto pode alcançar o mesmo estado final a partir de diferentes condições iniciais e por meio de uma variedade de caminhos. Por exemplo. então as decisões podem ser tomadas de maneira mais fácil. Portanto. As organizações de negócios são sistemas construídos pelos indivíduos em interação com o ambiente. Entender que mudanças em uma parte do sistema resulta. Isso poderia ser denominado de Sinergia. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. consumidores. organizações de mão-de-obra. tanto na organização como dos indivíduos delas participantes. as organizações de negócios são sistemas de partes inter-relacionadas que trabalham em união para alcançar um determinado número de metas. Gestão . Enfim. em mudanças em outras partes do sistema é fundamental para os agentes de transformação tomarem decisões estratégicas dentro das organizações. a Teoria dos Sistemas fornece ferramentas para que se possa analisar e avaliar organizações. por exemplo. é possível pela ação de duas ou mais partes.enquanto mantém a capacidade de trabalho ou a energia de transformação atuante.Módulo I Aula 9 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. em Avaliações. a soma dos benefícios das operações combinadas de uma organização é maior do que se as operações fossem realizadas separadamente. além de criar uma relação das metas com os métodos.Visão Contingencial aula gravada em áudio . possuindo organização e totalidade. cliente. A base do seu conceito é que um organismo vivo não é um conglomerado de elementos separados. destaca a flexibilidade na seleção dos meios que serão utilizados para alcançar os fins. normalmente. concorrente. governo e outras entidades.

depois. Woodward. Ela considerou a tecnologia como responsável por um papel tão ou mais importante do que aquele da estrutura e dos processos na organização interna. socióloga industrial. Verificaram que não há um único e melhor jeito de organizar. A tecnologia era reconhecida somente como um conjunto de condições limitantes. ao mesmo tempo.unitário e de pequenos lotes – a produção era baseada nos pedidos da empresa. como greve. a qual era a função mais importante. Lawrence e Lorsch a respeito das organizações e seus ambientes. O estudo de Woodward contemplou cerca de 100 empresas britânicas com. ou uma combinação entre elas. A primeira fase da fabricação era o desenvolvimento do produto. Burns e Stalker.grande quantidade e produção em massa – os programas de produção não eram diretamente dependentes dos pedidos da empresa. é a melhor solução para o problema específico. É algo que pode ser tanto incerto quanto eventual. tendo somente o marketing como primeira atividade. isto é. Os produtos eram impossíveis ou difíceis de estocar ou a capacidade de estocagem era muito limitada. avaliação e recomendação de uma solução potencial para resolver o problema gerencial. É a mais recente das teorias administrativas e marca um passo além da Teoria dos Sistemas. dependendo das circunstâncias. A organização formal era vista como uma estrutura e possivelmente um grupo de processos.VISÃO CONTINGENCIAL Uma contingência é um evento futuro provável. no mínimo. a estrutura depende do ambiente no qual a organização opera. mas não certo. uma estrutura orgânica. A pesquisa e o desenvolvimento eram a segunda atividade mais crítica. Verificou-se que as características das organizações são decorrentes do que existe fora delas: seu ambiente. O fluxo de . 3. A Teoria da Contingência surgiu a partir de várias pesquisas feitas para verificar os modelos de estruturas organizacionais mais eficazes em determinados tipos de empresas.eram também necessários uma integração mais próxima e contatos pessoais freqüentes. a maioria dos teóricos organizacionais tinha ignorado o papel da tecnologia. A Teoria Contingencial é eclética e interativa. pelo marketing. Até então. Ela se distingue por ser uma metodologia de solução de problemas que começa com uma análise e termina com a criação. 2. mas. Suas origens remontam às pesquisas de Chandler. inglesa. O conhecimento do ambiente passou a ser vital para a compreensão dos mecanismos organizacionais. relativista e situacional.processo contínuo – a importância de manter um mercado significava que o marketing era a atividade central e crítica. e. guerra. seguida da produção. As empresas foram classificadas de acordo com três tipos distintos de sistemas de produção: 1. que pode afetar seriamente o trabalho de uma empresa. mudanças de preços ou da política governamental. o que significa que um administrador pode fazer uso das técnicas gerenciais de outras abordagens da Administração quando a aplicação dessas várias técnicas. dentro da teoria das organizações. Os resultados das pesquisas conduziram a uma nova concepção de organização: a estrutura da organização e o seu funcionamento são dependentes da interface com o ambiente externo. página 02 Origem Os Estudos de Woodward Joan Woodward. podendo suceder ou não. dirigiu um estudo de pesquisa que provou ser uma das mais significativas rupturas. Por causa da necessidade de flexibilidade. Essas pesquisas revelaram que a teoria administrativa disponível era insuficiente para explicar os mecanismos de ajustamento das organizações aos seus ambientes de maneira proativa e dinâmica. Uma tensão maior era colocada sobre os especialistas técnicos e sobre a qualidade e eficiência do produto. 100 empregados.

as empresas seguem dois tipos básicos de procedimentos organizacionais. a coordenação é realizada por meio do feedback e existe alta interdependência do grupo. embora importante. Essa configuração aborda uma estrutura burocrática. psicólogo. chamando a atenção para duas dimensões importantes da tecnologia: . página 04 Burns e Stalker Para Tom Burns. . A combinação das duas dimensões propicia um continuum de tecnologia rotineira e não-rotineira. O trabalho de Perrow . A ênfase no conhecimento técnico era mais sobre como os produtos poderiam ser usados do que como eles poderiam ser feitos. A hierarquia de comando é bem definida. mas o poder do nível gerencial médio é alto.a extensão para qual a tarefa do trabalho é previsível ou variável. e George M. Numa organização de tipo não-rotineiro existe alto nível de discrição e o poder está distribuído entre os níveis tecnológicos e supervisionais.produção era diretamente determinado pela situação do mercado.a extensão para a qual a tecnologia pode ser analisada. um teórico de organizações. . assim como as obrigações. como vimos na aula 5. ambos ingleses. expandiu os estudos de Woodward. bem como à extensão em que os problemas podem ser resolvidos de maneira conhecida ou pelo uso de procedimentos de rotina. representa interpretações posteriores à pesquisa. página 03 A teoria de Woodward. A hipótese básica da teoria de Woodward é que as empresas que mais se aproximam da estrutura adequada para suas tecnologias deveriam ser as de maior sucesso. que. ou em um sistema orgânico. O sucesso é função de uma adequada adaptação tecnologia-estrutura. sociólogo. o que pode ocorrer de modo espontâneo em muitos casos. Na organização de tipo rotineiro há um mínimo de critério tanto nos níveis tecnológicos quanto nos níveis supervisionais. também chamada de determinismo tecnológico. Perrow sugere que a classificação das organizações pela sua tecnologia e previsibilidade das tarefas do trabalho conduzirá a uma predição da forma de estrutura mais eficaz e conveniente. não pode ser considerada uma validação da teoria tecnológica.Tecnologia e Estrutura Charles Perrow. a coordenação é baseada em planejamento e é provável haver pouca interdependência entre os dois grupos. com treinamento em sociologia. Esse modelo se parece com uma estrutura orgânica. resultando ou em um sistema mecânico. A análise da tecnologia se refere à medida que as atividades são desmembradas. que pode ser conscientemente planejada para tornar a produção de grande quantidade e em massa. sustentando um fluxo de comunicação que transmite informações de baixo para cima e ordens de cima para baixo. A classificação de cada tipo de tecnologia se refere a uma estrutura particular de organização. Com tecnologia não-rotineira existe grande número de casos excepcionais envolvendo dificuldades e variada solução de problemas. O sucesso nos processos de produção intermediários da tecnologia está associado com um sistema mecanístico. A variabilidade se refere ao número de casos excepcionais ou imprevisíveis e à extensão em que os problemas são conhecidos. as diversas responsabilidades e o poder. Sistema mecânico: é aquele no qual as especialidades funcionais têm uma classificação rígida. Stalker.

estrutura pode ser definida como o desenho da organização através do qual o empreendimento é administrado. Uma organização. “a tese deduzida das várias proposições é que a estrutura segue a estratégia e que o mais complexo tipo de estrutura é o resultado da concatenação de várias estratégias básicas”. buscando dados que permitissem generalizações. Para Chandler. sendo as atribuições de obrigações. página 05 Alfred Chandler publicou. transmitindo consultas de cima para baixo e de baixo para cima. pode ser adequada a situações ambientais estáveis. os resultados de uma pesquisa sobre inovação organizacional. com sistema mecânico. Como as empresas estão sujeitas às mudanças ambientais. responsabilidades e poderes mais adaptáveis. A estratégia envolve ações em resposta . já uma organização com sistema orgânico se mostra mais flexível a novas situações ambientais. Esse desenho tem dois aspectos: o primeiro são as linhas de autoridades e comunicação. o segundo. A comunicação tende a ser um fluxo de mão dupla. realizada em quatro empresas americanas: DuPont. devem estar preparadas para se adaptar a elas. as organizações costumam adotar sistemas que se situam em algum ponto da escala formada por ambos. Standard Oil Company de New York e Sears Roebuck and Company. Segundo os resultados dessa pesquisa.Sistema orgânico: apresenta maior flexibilidade. Na prática. General Motors. em 1962. o fluxo de dados e informações através das linhas de autoridade e comunicações.

Você deve consultar o seu Professor-Tutor em caso de dúvidas. que focalizavam a melhor maneira de organizar as empresas sem levar em conta o ambiente e as condições externas. Caso não esteja seguro com relação ao domínio do conteúdo. apesar das críticas. não há novidade na visão contingencial. conclusão Conclusão Vimos que a Teoria Contingencial age conforme as necessidades ambientais. existe um continuum entre teorias aparentemente posicionadas em extremos opostos. por meio do Menu Comunicação. diferenciam-se em partes e o funcionamento dessas partes separadas tem de ser integrado para que o sistema inteiro seja viável. Alguns críticos argumentam que a visão contingencial nem incorpora todos os aspectos da Teoria de Sistemas. que serão determinados de acordo com as exigências de seu respectivo ambiente. na verdade. pesquisaram a relação entre as características estruturais das organizações complexas e as condições do ambiente que essas organizações enfrentam. integrando conceitos de várias teorias administrativas e podendo ser considerada mais como uma visão de mundo do que como um modelo em si. que é uma teoria eclética e bastante interativa. página 06 Baseado nesses resultados. por sua vez.às demandas e fontes de suprimentos variáveis. de fato. reveja suas anotações pessoais e releia o Módulo I. A questão básica do estudo foi: “o que a organização faz para lidar com as diversas condições econômicas e de mercado?” Essa questão era muito diferente dos estudos empresariais da época. novos desenvolvimentos tecnológicos e ação dos competidores. definirá o grau requerido de diferenciação nos departamentos e de integração interdepartamental. a Teoria Contingencial é vista como eclética. os autores criaram a Teoria da Contingência na empresa. Argumentam que. processos essencialmente antagônicos. Já os defensores da visão contingencial defendem justamente que o alerta de Fayol e outros foram ignorados: buscou-se estabelecer princípios universais que pudessem ser aplicados sem a dimensão situacional e que. professores da Harvard Business School. é a estrutura do negócio que se adapta para atender à estratégia que é determinada pelas demandas de mercado. as indústrias com elevado desempenho apresentam melhor ajustamento às necessidades do ambiente. ao contrário . o ambiente é de extrema importância para a compreensão dos mecanismos organizacionais. que. visto que até Fayol já previa que os princípios deveriam ser aplicados com flexibilidade. não necessariamente levariam aos resultados almejados. As decisões tomadas são previamente confrontadas com as mudanças ocorridas no ambiente no qual a empresa encontra-se inserida. portanto. Os Estudos de Lawrence e Lorsch Paul Lawrence e Jay Lorsch. Segundo a pesquisa. escolha a opção Mensagem na Plataforma de Educação a Distância do ILB. Os autores concluíram que os problemas básicos dos administradores são a diferenciação e a integração. Assim. Com isso os administradores terão maior probabilidade de manter a viabilidade de suas empresas frente à constante transformação da tecnologia e do mercado. nem se desenvolveu a ponto de poder ser considerada uma nova teoria. a visão contingencial mostra que. em lugar de propor um único e melhor modo de organizar-se em quaisquer condições. Sua mensagem básica é que nada é absoluto. Analisando a partir de uma visão contingencial. Ao invés de teorias antagônicas. Segundo Ferreira. Para eles. propõe que a empresa deve se concentrar na análise sistemática dos requisitos do ambiente e relacioná-los com as características exigidas da organização. que. comparando dez empresas de três diferentes setores industriais. condições econômicas flutuantes. na medida em que os sistemas crescem de tamanho. Acredita-se.

Estratégia sob a visão de Michael Porter aula 05 . O acesso é pelo menu Avaliação. outra relativa aos motivos . disponíveis ao final de cada módulo.Evolução do Estado aula gravada em áudio EVOLUÇÃO DO ESTADO Origem Para entender a evolução do Estado.exercícios de auto-avaliação . Gestão . botão Avaliações.de muitas que vimos nas aulas anteriores. Modulo II Módulo II aula 01 .Uma Nova Geração de Transformaçãoes da Gestão Pública aula 10 . o Professor-Tutor pode solicitar que você reformule sua resposta. Lembre-se de que caso seja necessário.Foco na Prática do Planejamento Estratégico Público aula 07 . Espera-se que o aluno demonstre capacidade de análise e domínio dos temas estudados. Avaliação Final de Módulo I Avaliação de módulo – São exercícios subjetivos.Módulo I Aula 10 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos.Evolução do Estado aula 02 . é necessário procurar entender a origem do Estado.As Reformas Administrativas aula 03 . Para visualizar a correção. A princípio. caso em que ele enviará uma mensagem orientando-o nesse sentido. clique na atividade pretendida no painel de desempenho.As transformações na Administração Pública com foco no legislativo aula 01 .Modernização da Administração Pública aula 04 .Megatendências Futuras aula 08 . Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. que serão corrigidos pelos tutores.Gestão Pública para o Desenvolvimento com Inclusão Social aula 09 . duas questões se apresentam: uma a respeito da época do surgimento do Estado. que possuem a estagnação como característica. Acesso pelo menu "Avaliação".Estratégia sob a visão de Henri Mintzberg aula 06 .

sustentam que a superioridade de força de um grupo social permitiu-lhe submeter um grupo mais fraco.o núcleo social fundamental situa-se na família. assim se expressa: “ Um Estado nasce das necessidades dos homens. como a soberania. “estar firme”. No que se refere às causas que determinam o aparecimento do Estado. senão impossível. ninguém basta a si mesmo. Em caso de dúvidas. quando esses associados e auxiliares se reúnem numa só habitação. não por um ato puramente voluntário. Dalmo Dallari consegue inserir no seu conceito todas as características do que é entendido modernamente como Estado. Uma segunda corrente de autores admite que o estado surge para atender às conveniências de grupos sociais.. origem em causas econômicas ou patrimoniais . ou seja. ele acha-se integrado em uma organização social. sem dúvida. página 02 Formação Sob o aspecto dos motivos ou causas do aparecimento do Estado. quando. de Maquiavel. o conjunto dos habitantes . disse que o Estado é “a ordem jurídica soberana que tem por fim o bem comum de um povo situado em determinado território”. Dessa forma. o que só ocorre a partir do século XVII. a crença de que foi a vontade de alguns homens. existem inúmeras teorias. no entanto. origem em atos de força. de violência ou de conquista . não havendo entre elas uma coincidência quanto à causa. ou de todos os homens. de maneira sintética e abrangente.há quem afirme que essa tenha sido a origem indicada por Platão. nos “Diálogos”."Mensagem") ou por e-mail. Ele está à sua disposição e pode ajudá-lo. desde que o homem vive sobre a terra. como temos muitas necessidades e fazem-se mister numerosas pessoas para supri-las. escrito em 1513. apresentando. Sob a perspectiva da época do aparecimento do Estado. cada um vai recorrendo à ajuda deste para tal fim e daquele para tal outro. no Livro II de “A República”. Robert Filmer defendeu a explicação de que cada família primitiva se ampliou e deu origem a um Estado. Para alguns estudiosos. do latim. contate o seu tutor por meio da Plataforma de Educação a Distância do ILB (menu "Comunicação" .que determinaram ou determinam o surgimento do Estado. existem também inúmeras teorias. mas tendo todas em comum a afirmação de que o Estado se formou naturalmente. assim como a própria sociedade. Dalmo de Abreu Dallari. o que. Conceito O conceito de Estado pode ser abordado sob inúmeras perspectivas doutrinárias e é muito difícil. que levou à criação do Estado. dificulta qualquer tentativa de enquadramento simplista e redutor. significando situação permanente de convivência e ligada à sociedade política. aparece pela primeira vez na obra “O Príncipe”. o Estado. A denominação “Estado”. mas todos nós precisamos de muitas coisas”. e também as que sustentam a formação contratual dos Estados. As mais importantes são as que afirmam a formação natural ou espontânea. três correntes prevalecem. E em seguida: “. encontrar um conceito que possa satisfazer todas as necessidades de entendimento de um instituto tão complexo quanto a sua forma e natureza. e. como Eduardo Meyer. o Estado vai sendo formado conforme as condições concretas de cada lugar. nascendo o Estado dessa união de dominantes e dominados. em comum. existiu sempre. as teorias não-contratualistas mais expressivas são: origem familial ou patriarcal . De qualquer forma. A terceira posição é a dos estudiosos que só admitem o conceito de Estado para sociedades dotadas de certas características bem definidas. A palavra “Estado” pode ser utilizada em inúmeras oportunidades..

Com relação ao Estado Grego. é certamente uma marca do Estado Grego. firma-se a unidade da Igreja e. em todas as sociedade humanas. “A Origem da Família. O Estado Antigo. Sob essa perspectiva. da Propriedade Privada e do Estado”. Desse . a influência de fatores externos à sociedade. adotar uma seqüência cronológica é senso comum entre os estudiosos. portanto. Quando o Imperador Romano Caracala. em 212 D.recebe o nome de cidade ou Estado”. Oriental ou Teocrático são as formas de Estado mais remotas e têm duas marcas fundamentais: a natureza unitária e a religiosidade. A noção de auto-suficiência. genericamente o Estado Grego tem características comuns fundamentais entre todos os povos helênicos. concedeu a naturalização de todos os povos do Império. prescindem dele enquanto se mantêm simples e pouco desenvolvidas. conseqüentemente. Os Estados do Vaticano e Israel são exemplos de criação atípicas de novos Estados. as invasões dos povos bárbaros introduziram novos costumes e possibilitaram o surgimento de inúmeros Estados. Como as ambições eram de que toda a Humanidade se tornasse cristã. conseguiu manter peculiaridades importantes como a base familiar da organização. integrando-se as diferentes atividades profissionais e caracterizando-se. página 04 O Estado Romano. Evolução do Estado Com relação à verificação da evolução do Estado. existem ainda dois processos típicos e opostos que dão origem a novos Estados: o fracionamento e a união de novos Estados. página 03 origem no desenvolvimento interno da sociedade . o Estado é um germe. Mas aquelas sociedades que atingem maior grau de desenvolvimento e alcançam uma forma complexa têm absoluta necessidade do Estado. é praticamente impossível desvincular a relação entre o Estado e a divindade. a de maior repercussão prática foi e continua sendo a de Marx e Engels. O caminho do Estado Romano no sentido de realizar a integração dos povos conquistados representou um avanço na construção da visão política moderna. A África é um bom exemplo da primeira situação. Outra característica dessa forma de Estado é a confusão entre família. e a posição do indivíduo nas decisões do Estado. as quais. fiscal (obrigou todos a pagar impostos) e social (facilitou as decisões judiciais). embora se possa discutir sua unidade em função das diferenças entre Atenas e Esparta. religião. Estado Grego. mesmo que somente membros da elite. onde ocorreram desmembramentos e a conseqüente criação de vários Estados. assim. Com o Cristianismo. levando à sua constituição. representam o que podemos chamar de governo democrático. Engels expõe claramente essa opinião. Desse modo. organização econômica e política e o próprio Estado. uma potencialidade. quando esta chega a determinado grau de desenvolvimento”. Modernamente. Estado Medieval e Estado Moderno. a “polis” como a sociedade política de maior expressão. Não há. a idéia de integração de uma sociedade política. o Estado teria sido formado para se aproveitar os benefícios da divisão do trabalho. Entre as teorias que sustentam a origem do Estado por motivos econômicos. religioso (aumentou os adoradores dos deuses de Roma). Em uma de suas principais obras. cujo principal representante é Robert Lowie. Assim. todavia. mesmo passando por inúmeras transformações e com características de Império. a autarquia. Os preceitos de cidade-Estado também estão presentes no Estado Romano. conseguiu com um só ato ser político (unificou o Império). é fundamental uma observação histórica das formas que o Estado tem adotado através dos tempos. nem de interesse de indivíduos ou de grupos. O Estado Medieval é marcado pela universalização do Cristianismo. as invasões dos bárbaros e o feudalismo. além de negar que o Estado tenha nascido com a sociedade.de acordo com essa teoria. Ele afirma que o Estado “é um produto da sociedade. surge a idéia do Estado Universal. No entanto. o motivo econômico. ou seja. O conceito de cidade-Estado.C. mas é o próprio desenvolvimento espontâneo da sociedade que dá origem ao Estado. Estado Romano. Uma seqüência bastante aceita é a seguinte: Estado Antigo.

É impressionante como a expressão “reformas administrativas” tem sido subdividida e ampliada de forma que o espaço resultante inclua procedimentos administrativos específicos. o Estado Moderno.Módulo II Aula 1 Para efeito de sua própria autoavaliação. a busca de um poder soberano reconhecido e aceito por todos. na verdade.exercícios de autoavaliação . social. mas o estudo aprofundado das questões do Estado e sua evolução certamente implicam análises muito mais complexas e particulares. As reformas administrativas são os esforços que têm como propósito induzir mudanças fundamentais nos sistemas de Administração Pública.organização e estrutura da máquina governamental. bem como a enorme instabilidade política. na busca pela soberania. Dessa forma as características aceitas como componentes do conceito moderno de Estado são: a soberania. como estruturas administrativas. . De maneira geral. o povo e a finalidade. realize as atividades localizadas no menu lateral: "Avaliação". conclusão Conclusão Vimos nessa aula que mesmo com as etapas evolutivas pelas quais o Estado passou. é natural entender a necessidade de ordem e autoridade que possibilitam a evolução para o Estado Moderno. já que nenhuma sociedade pode prescindir dessas ordens para sobreviver. de medidas que visem à melhoria de um ou mais de seus elementos-chave. sistemas de pessoal e programas locais de mudança. não deixa de ser um reflexo do Estado Romano. em Avaliações. pode-se entender a evolução do estado baseado nessas premissas históricas e conceituais. mediante reformas de todo o sistema ou. as noções de ordem política e jurídica são implícitas ao conceito. Gestão . Ou seja.As Reformas Administrativas aula gravada em áudio REFORMAS ADMINISTRATIVAS Vamos iniciar este capítulo com uma breve definição do que se tratam as reformas administrativas. É justamente este o assunto que iremos desenvolver a seguir. o território. Vale citar que há uma nítida falta de critério bem estabelecido do que diferencia a reforma administrativa da modernização administrativa. econômica e religiosa deles decorrentes. revisão e reforma de acertos estruturais do serviço público e importantes reformas constitucionais do Estado. dentro de uma precisa delimitação territorial. pelo menos. pessoais e processos. Evidentemente. Vamos verificar algumas áreas importantes que foram incluídas no significado de reforma administrativa: 1. um retorno à antiga aspiração de unidade do Estado Romano. aula 02 . com a valorização da posse da terra e da organização militar e patrimonial. sob a óptica do Ocidente. O Estado Moderno é.conflito e do fortalecimento do feudalismo.

em sua maioria. Da Administração Pública burocrática à gerencial A Administração Pública burocrática apareceu para substituir a Administração patrimonialista. No patrimonialismo. e era comum a prática deliberada de nepotismo e de troca de favores. mostrou-se uma opção superior ao patrimonialismo. Seu foco concentra-se no controle de procedimentos (eficiência). Por essa razão. o que exigiu a formação de um Estado mais eficiente e competitivo.2. isso tem acontecido bastante. profissionalismo. verificou-se que a administração burocrática também não proporcionou a eficiência desejada. garantir a propriedade e os contratos. Podemos afirmar que essa situação não era grave enquanto prevalecia um Estado pequeno. empowerment . o patrimônio público e o privado eram confundidos. Sendo assim. Os funcionários/empregados também precisam ser convencidos da necessidade das reformas. que surgiram no século XIX. pois isso reduz a resistência. 5. serviços públicos voltados para o consumidor. pagamento por desempenho. Segundo alguns historiadores. Reformas bem elaboradas devem conter promessas de benefícios potenciais para todos os servidores do quadro. etc. 7.práticas de gestão Pública – O&M. 8. caro e ineficiente. são necessários servidores públicos que conduzam o novo “arcabouço” de regras. Quem imaginaria que os órgãos públicos contratariam empresas de consultoria para tentarem atingir um modelo de gestão eficaz? Pois é. a qual é comum no ser humano quando o assunto é mudança. os servidores e os funcionários/empregados. atendimento de reclamações.formulação de políticas Públicas. após as mudanças. cuja função era.ética Pública: honestidade. o atendimento das demandas dos cidadãos ficou relegado em segundo plano. página 02 Estratégia de implementação da reforma Os dois lados devem ser levados em consideração. a Administração Pública encontra-se hoje em um contexto “revolucionário”. que era bastante precária no modelo anterior. Os primeiros são. pois. eficiência e qualidade. Na realidade esse modelo administrativo é lento. 4.preservação e manutenção do capital público.elaboração de orçamento público e administração financeira. nem boa qualidade. desburocratização. qualidade total. com o passar dos tempos. anti-corrupção. Porém.execução de programas.participação do público: voluntarismo. Por que revolucionário? Imagino que você tenha percebido que novos conceitos estão ocupando o lugar dos antigos – downsizing. A Administração Pública burocrática foi adotada para proporcionar um maior controle da coisa pública. atingidos pelas reformas e podem apresentar resistências a elas. 6. e o custo dos serviços prestados ao público não era baixo. Essa característica. Porém. é muito importante acentuar que as reformas na Administração Pública não buscam acabar com o corpo burocrático. resultou em incompatibilidade com o capitalismo industrial e as democracias parlamentares. a qual predominou durante as monarquias absolutas. e não no de resultados (eficácia). dentre outras. 3. pois não garantia rapidez. principalmente. .

. assumindo uma variação de serviços sociais e de papéis econômicos. Dimensões da reforma A reforma administrativa possui três dimensões: dimensão institucional – legal. que o problema brasileiro é essencialmente gerencial.Dimensão institucional – legal: é através da qual as leis são alteradas e as instituições são criadas ou modificadas. mediante o Decreto – Lei 200/1967.Dimensão gestão: Por que considerá-la a mais complexa? Trata-se de colocar em prática as novas idéias gerenciais e oferecer à comunidade um serviço público mais barato. E é justamente isso que estamos buscando. mas de um gerente de ótima qualidade. por isso. infelizmente. O que Tancredo quis dizer? Bem. dimensão cultural e uma dimensão gestão. página 04 Que tal fazermos uma breve retrospectiva? Um dia Tancredo Neves afirmara que o Brasil necessitava. a necessidade de uma Administração Pública voltada para a eficiência gerencial decorre de situações advindas não só do crescimento da nação como um todo. 3. no momento em que o Estado se transformou em um grande Estado social e econômico do século XX. Porém. Logo. mas também da ausência de legitimação da burocracia perante as demandas da sociedade.página 03 Porém. qualquer reforma do Estado implica em uma vasta modificação do sistema legal. Foi uma tentativa de superar a rigidez burocrática. pois assim o Estado iria modificar a sua concepção de cidadão – usuário. 1. fracassou. A primeira tentativa de reforma gerencial da Administração Pública aconteceu no final dos anos 60. não de um estadista. por uma série de fatores.Dimensão cultural: significa sepultar o patrimonialismo e passar por uma transição burocrática – gerencial. Vale lembrar que o nosso direito tem origem romana e napoleônica e. e a crise política do regime militar dos anos 70 agravou ainda mais a situação da Administração Pública. 2. passando a enxergar o cidadão–cliente e a trabalhar para o seu bem-estar. o problema da eficiência tornou-se essencial. O debate ocorrido em 1995 sobre a reforma constitucional do capítulo de Administração Pública foi um processo de mudança cultural. com um melhor controle e uma melhor qualidade.

que formulou as políticas e diretrizes para a reforma do Estado e a administrativa. Fazenda e Planejamento e no Ministério da Infra-Estrutura. que tentou transferir o foco da Administração Pública para os resultados de sua gestão. Foi criado o Ministério da Administração Federal e Reforma do Estado. e o processo vem tendo continuidade. com foco na otimização gerencial. como é o caso da previdência pública. Cláudia. Reforma Administrativa no Governo Fernando Henrique Cardoso Com a posse do presidente FHC a reforma administrativa voltou a ser discutida. E como era de se esperar. Depois surgiu o “arrocho salarial” e a estrutura administrativa concentrada no Ministério da Economia. A evolução do Estado e da sociedade é inevitável. ao longo dos anos. a tal reforma não vingou. sob a responsabilidade do Ministro Luiz Carlos Bresser Pereira. a Reforma previa a dispensa de 360 mil servidores públicos“ (Pereira. com foco em setores públicos específicos.87). Como todos sabemos. De início. figura com algum destaque a Emenda Constitucional no 19/1998. desregulamentação. 1998. . com alterações menos amplas. além da promoção da qualidade no serviço público. Não há como imaginar uma reforma administrativa que venha a atender as demandas atuais e futuras da sociedade. Collor foi associado a diversas denúncias e acabou sendo vítima do impeachment.Reforma Administrativa no Governo Collor “A Reforma Administrativa aqui seguiu a mesma linha de um programa de governo que contemplava medidas de ajuste econômico. a modernização da gestão. a qual será constituída de reformas administrativas. Essa grande reforma foi aprovada no Congresso Nacional em 1998. abertura e alegada modernidade. desestatização. Dentre os novos instrumentos normativos introduzidos na legislação brasileira. em lugar de concentrar seus esforços no controle de procedimentos. conclusão Conclusão O processo de reforma administrativa pode ser entendido como uma atividade contínua do Estado. e ao seu lado deverá caminhar a evolução da Administração Pública. da legislação relativa ao controle da coisa pública. p. nos resultados e no cidadão-cliente. etc.

fala-se muito em "Nova Administração Pública". no qual um conjunto de princípios administrativos surgem e desaparecem.Gestão . o que seria a “modernização da Administração Pública”? Podemos afirmar ser um sistema de pensamento ideológico caracterizado pela importação de idéias geradas em áreas do setor privado para dentro das organizações do setor público. em meio ao debate jurídico e político. com as reestruturações feitas em diversas unidades do serviço público. em essência. página 02 Correto. representam uma tentativa inicial de construir uma tipologia de modelos ideais da nova Administração Pública. de 4/6/1998). A modernização da Administração Pública tende a ser vista por alguns críticos como uma ideologia com base no mercado.Modernização da Administração Pública aula gravada em áudio MODERNIZAÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Podemos afirmar que. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema.Módulo II Aula 2 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. No entanto. mediante o desmantelamento dos sistemas de corrupção e cartelização. em Avaliações. que também recebeu. com um foco contínuo nos valores fundamentais do serviço público. um grande fenômeno chamado “moderna Administração Pública” surgiu.exercícios de autoavaliação . Modelo 1: o impulso para a eficiência Foi o primeiro modelo a representar uma tentativa de tornar o setor público mais parecido com a iniciativa privada. mas como isso seria feito? Uma solução bem aceita é a de eliminar o “desperdício” do governo. Modelos da Nova Administração Pública Podemos verificar quatro modelos decorrentes da modernização da Administração Pública. a introdução de regulamentos externos. do downsizing (redução da diferenciação vertical e de quadros) e finalmente. muitos concordam que a nova Administração Pública deve ser encarada como uma importante e significativa ruptura nos padrões da Administração do setor público. da terceirização e também oferecer incentivos mais fortes e concretos para o desempenho. a administradores profissionais ou a intelectuais da área organizacional. Como poderíamos resumir. Acesso pelo menu "Avaliação". O aparecimento do movimento da moderna Administração Pública pode ser analisado como exemplo de um processo mais abrangente. Porém foi vista por outros como uma Administração híbrida. que. Desde a aprovação da Emenda Constitucional da "Reforma Administrativa" (EC nº 19. aula 03 . podendo estar associados a componentes sociais. então. Os conjuntos de pensamentos contêm elementos tanto descritivos como normativos. a alcunha de "Administração Gerencial". . embora expressa de uma nova maneira.

Tende a rejeitar a abordagem racional – vista no modelo 1 – e. • Mudança da gestão hierárquica para a gestão por contrato. a revitalização dos administradores do setor público por meio do delineamento de uma missão de serviço público diferente. • confiança na opinião do usuário. o abandono do alto grau de padronização.orientado por noções rudimentares de eficiência. ao contrário deste. Tal modelo foi importado da Administração do setor privado e não considerou as características distintas das organizações do setor público. . Falaremos sobre isso no capítulo referente à Gestão de Pessoas. enfatiza o papel dos valores. Podemos observar que o modelo 3 demonstra um forte interesse na maneira como as organizações administram a mudança e a inovação. Esse modelo busca uma maior flexibilidade organizacional. cultura. Esse modelo diagnosticou o setor público como arrogante. tem a sua grande ênfase na importância da cultura organizacional. “Representa a fusão de idéias de gestão dos setores público e privado. ritos e símbolos no modo como você e seus colegas se comportam no ambiente de trabalho. Vejamos algumas características desse modelo: • grande preocupação com a qualidade do serviço. • conceito de cidadania. o modelo é inadequado. • Redução na folha de pagamento. porém baseada na missão de alcançar a excelência dos serviços públicos. o aumento da descentralização da responsabilidade estratégica e orçamentária. • abordagem voltada para o valor. pg. esbanjador. excessivamente burocrático e com um nível de desempenho muito baixo. 33). Modelo 4: orientação para o serviço público.nas formas carismáticas de liderança em lugar das formas transacionais. página 03 Modelo 3: em busca da excelência O modelo 3 está mais associado à corrente da “excelência”. Modelo 2: downsizing e descentralização. • Estruturas organizacionais mais horizontalizadas. o aumento da terceirização e a separação entre um pequeno núcleo estratégico e uma grande periferia operacional. Esse modelo é considerado o menos desenvolvido e que necessita demonstrar toda a sua capacidade e potencial. As características citadas acima são vistas como normais tanto no setor privado como no público. • Alianças estratégicas entre organizações. Na Administração Pública existe uma tendência de utilizar os instrumentos da Administração privada sem uma visão crítica de sua real validade. mas compatível com as noções adquiridas sobre Administração de alta qualidade derivadas de práticas bem–sucedidas no setor privado” (Ferlie. 1999. Para alguns críticos. Ou seja. Vamos relacionar alguns elementos – chave para que você possa compreender um pouco mais sobre o modelo 2.

conhecendo os princípios administrativos voltados à eficiência gerencial.Módulo II Aula 3 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. examinar e eliminar as deficiências de cada órgão do setor público. Cada órgão da Administração Pública tem um objetivo distinto. definido por seu estatuto.Estratégia sob a visão de Michael Porter aula gravada em áudio . aula 04 . regulamento ou lei que o instituiu. a simples transposição de um modelo empresarial de Administração à esfera Pública pode gerar conseqüências danosas às instituições governamentais. há que se identificar as diferenças entre uma e outra instituição. Entretanto. com base na estrutura da instituição que se quer “modernizar”. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. conclusão Conclusão A modernização da Administração Pública. Gestão . passa por um amplo estudo de toda a máquina do estado. na exata forma em que foram concebidos para a iniciativa privada. Desse modo.É necessário desmistificar esses modismos da Administração do setor privado como se fossem remédios indicados para todos os males e idiossincrasias da Administração Pública no Brasil. será possível identificar. Na fase de concepção de um modelo administrativo para o setor público. A busca de um modelo gerencial eficiente. Não acumule dúvidas. Procure saná-las logo que apareçam. não são indicados para a Administração Pública. Acesso pelo menu "Avaliação". página 04 Os instrumentos administrativos e as políticas que servem para a empresa global. Sendo assim. entretanto. seja ela da nacionalidade que for. a aplicação de um modelo gerencial nesses órgãos deverá passar por adaptações específicas.exercícios de autoavaliação . norma ou lei aplicada à esfera governamental. É certo que determinados princípios administrativos se aplicam ao setor público e ao privado com igual eficiência. portanto. bem como de cada regulamento. em que se faz necessário conhecer as funções de cada componente da estrutura estatal. é um processo inevitável no desenvolvimento do setor governamental. e com foco na atividade fim dessa entidade.

de/images/porter1. a condução da liderança e o controle das atividades. consultor e professor da Harvard Business School. no corre-corre do dia-a-dia. Saber utilizar os instrumentos do planejamento de forma coerente. conseguindo transmitir a verdadeira essência da competição.ephorie. lançando alguns desafios para a gestão nas empresas. adaptando-os à realidade da empresa e às suas necessidades. sem enxergar a causa do fogo. agindo como um bombeiro que vive apagando incêndios. A função do planejamento estratégico O planejamento estratégico constitui uma das mais importantes funções administrativas. pode ser uma excelente arma competitiva. as mudanças que estão ocorrendo no contexto competitivo e as que influenciam na prática do planejamento. De fato. Mas como evitar a armadilha do imediatismo na administração? Como garantir um tempo. sendo que a diversificação deve interligar a competição nos negócios individuais. Fonte: http://www. antecipando-se aos seus concorrentes. a evolução e os meios pelos quais as empresas ganham e mantêm a sua vantagem competitiva são pontos fundamentais da competição. É inegável que as empresas que crescem e conseguem competir no mercado possuem algo mais do que sorte e o que determina seu sucesso é a capacidade de se adaptar às mudanças do ambiente.gif Porter inicia a sua análise ao nível de uma indústria singular. página 02 O objetivo do planejamento é fornecer aos gestores e suas equipes uma ferramenta de informações para a tomada de decisão. o administrador que não exerce a sua função de planejador acaba por se concentrar no planejamento operacional. A estrutura. suas funções. considerado uma autoridade mundial em estratégia competitiva. Michael Porter diz que uma empresa sem planejamento pode se transformar em uma folha seca. dissecando as fórmulas de negócio para empresas diversificadas. definiu os fundamentos da competição e da estratégia competitiva e é conhecido por estabelecer a ponte entre a teoria econômica da gestão e a sua prática. para planejamento dentro da empresa? Como definir um planejamento realista diante das mudanças que ocorrem numa velocidade tão grande? As respostas para essas perguntas não são simples e podemos afirmar que o crescimento das organizações está cheio de acidentes e eventos imprevisíveis. . ajudando-os a atuar de forma a antecipar as mudanças que ocorrem no mercado. onde o gestor e sua equipe estabelecem os caminhos para a organização da empresa.ESTRATÉGIA SOB A VISÃO DE MICHAEL PORTER Michael Porter. mas é importante que os gestores conheçam os elementos do planejamento. que se move ao capricho dos ventos da concorrência.

Atender essas necessidades produz resultados que alimentam as organizações.C. Por exemplo. página 04 O ambiente geral pode ser um conjunto de aspectos estruturais capazes de influenciar as diferentes empresas que possuem produtos com os mesmos atributos e atuam em determinado país. Utilizar os instrumentos do planejamento de forma coerente pode ser uma excelente arma competitiva. Fonte: http://www. recursos financeiros e materiais). mas uma grande oportunidade para as empresas produtoras de geradores. página 03 O diagnóstico estratégico O diagnóstico estratégico é o primeiro passo do planejamento e é nessa etapa que a organização obterá as informações para guiá-la em seu direcionamento estratégico. colocados no mercado visando o atendimento de uma determinada necessidade. quando ocorreu a crise energética no governo de F. que foi uma ameaça para muitas empresas do setor industrial (que tiveram que diminuir sua capacidade produtiva). A influência desses aspectos pode variar de indústria para indústria. uma política governamental que incentive a abertura de mercado em um determinado setor irá provocar o aumento da concorrência. ampliando a competitividade nesse setor. que são convertidos em bens e serviços. É com base no diagnóstico estratégico que a empresa irá se antecipar às mudanças e preparar-se para agir em seus ambientes internos e externos.businessinportugal. é um sistema aberto em constante interação com o ambiente..H. que necessita de insumos (recursos humanos. índices de preços e taxa de desemprego) que influenciam. Pode-se dividir o ambiente organizacional em dois grandes grupos: o macro-ambiente ou ambiente geral e o microambiente ou indústria. a empresa. indiretamente. ou seja. governamental ou do chamado Terceiro Setor. O macro-ambiente é composto por variáveis gerais (inflação.Nesta unidade apresentaremos os elementos do ciclo de planejamento e os critérios para a sua definição e utilidade. razão pela qual entender o ambiente e como ele se organiza torna-se essencial para a gestão das empresas. devendo estar pronta para captar e atualizar o conhecimento do ambiente e de si própria. a relação com o meio externo é um fator-chave da própria existência das organizações. como. agindo sobre o poder de compra dos clientes. visando identificar e monitorar as variáveis competitivas que afetam sua performance. Análise externa: ambiente geral e o ambiente de negócio Toda organização privada.com/pt .

nível de emprego. inflação e índices de preços. Entretanto. apesar do ambiente geral se apresentar da mesma forma para todas as empresas. página 05 Além de analisar o ambiente geral. • legais: leis. pois ampliaria demais o seu foco competitivo. Para analisar o ambiente geral. dependendo do tamanho do mercado e do horizonte que visa a atuar. é importante que o gestor levante informações sobre os seguintes aspectos: • socioculturais: preferências. • a potencial de entrada de novos concorrentes. que é determinada pelo número de concorrentes. distribuição etária e geográfica da população-alvo da empresa. para uma pequena fábrica regional de refrigerantes.unisal. • políticos/governamentais: políticas governamentais de incentivo e/ou restrição. integração das empresas e armas competitivas utilizadas). seu tamanho e as condições de competição existentes (demanda. Fonte: http://www. e esta definição pode ser ou não mais ampla. atua na indústria de bebidas e não apenas na de refrigerantes. assim como pela reação dos concorrentes existentes. • tecnológicos: pesquisa e desenvolvimento de produtos na área. tendências populacionais. impostos e taxas aplicáveis ao setor. nível educacional. é necessário que o gestor considere as características do micro-ambiente em que sua empresa atua. a importância do seu insumo e as vantagens que ele oferece para a empresa cliente. influências políticas e de demais grupos de interesse.am. por exemplo. renda. • econômicos: juros. . câmbio. definido pelo tamanho do fornecedor. Para ter valor gerencial. que é determinado pela quantidade e intensidade das barreiras à entrada existentes no mercado.br Apesar das diferenças existentes de uma indústria para outra. a maneira como suas variáveis vão impactar na gestão poderá sofrer mudanças de um setor para o outro. • as tentativas que as empresas de outras indústrias fazem no mercado para conquistar os clientes com seus produtos substitutos (todos aqueles de outras indústrias que atendem à mesma necessidade). cultura. Porter (1989) demonstrou que o estado de competição em uma indústria é sempre formado por cinco forças competitivas: • a rivalidade entre vendedores concorrentes na indústria. é necessário que a empresa visualize a arena real onde está competindo. A Coca-Cola. estilo de vida. avanços tecnológicos e custos envolvidos. talvez não seja interessante ser definida como uma indústria de bebidas.Assim. pois produz também água e sucos. • o poder de barganha dos fornecedores. A indústria é formada por um grupo de empresas com produtos similares que competem entre si.

em geral. durante a análise do ambiente externo. que é maior quando os consumidores têm mais opções de compra e possibilidade de trocar de marcas. Por outro lado.página 06 • o poder de barganha dos compradores do produto. que serão determinantes para a lucratividade do setor. é importante ressaltar que o planejamento não deve ser definido com base em todas as oportunidades e ameaças identificadas. aquelas que afetam mais diretamente a empresa e a indústria em que ela atua. as oportunidades para que possua competências necessárias para desenvolver uma sustentável imagem no mercado. No processo de top-down (de cima para baixo). ou seja. podem fornecer vantagens competitivas para a empresa. a alta gerência repassa aos demais níveis o planejamento a ser seguido e praticado como um processo contínuo de reflexão sobre onde se quer chegar (objetivos) e de como se chegará lá (estratégia). a formulação e a implementação da estratégia se tornam cada vez mais interdependentes. passando a ser uma atribuição de todos os níveis (estratégico. Entretanto. o planejamento deixa de ser uma função exclusiva de um departamento da empresa. Estudos recentes sugerem que somente 10% das estratégias formuladas são implementadas e. página 08 . tático e operacional). devem ser selecionadas aquelas que consistirem em maior preocupação para a gerência. a implementação de restrições tarifárias por parte de um país importador dos produtos da empresa e a diminuição da demanda são aspectos que podem ser definidos como ameaças para a empresa. Muitas vezes. que servirão como referência e complemento na realização do diagnóstico. Atualmente é difícil a formulação ocorrer totalmente dissociada da implementação. O planejamento é um aprendizado contínuo. É necessário que o gestor filtre as oportunidades e ameaças da sua empresa. na dissociação entre pensar e agir. maior será a competitividade da indústria e menor a lucratividade coletiva das empresas participantes. Já. alegando que esses são incapazes de colocar em prática o que foi formulado. As oportunidades são fatores do ambiente geral ou da indústria que. priorizando as oportunidades do ambiente em que a empresa pode aproveitar as chances de sucesso. buscando gerenciar a cultura organizacional ou ainda colocando a culpa nos executantes. no caso das ameaças. onde a formulação e a implementação se tornam indistinguíveis. A entrada de um novo concorrente forte no mercado. o verdadeiro problema pode estar na separação entre formulação e implementação. página 07 Implementação da estratégia Um dos momentos mais importantes de todo o processo de planejamento é a implementação da estratégia. em outras palavras. os gestores buscam resolver este problema. Analisados os aspectos ambientais. a distância entre esses níveis hierárquicos também diminui. quanto maior for à intensidade dessas forças. É fundamental que o gestor conheça o perfil das forças competitivas. é mediante o desenvolvimento da gestão que os gestores e suas equipes definem e implementam as estratégias. ou seja. É nessa fase que o planejamento irá se concretizar. se bem aproveitados. deve-se partir para uma síntese para identificar as principais oportunidades e ameaças encontradas. onde o gestor irá avaliar as competências e as falhas da empresa. buscando aprender com os erros cometidos. ampliando o controle. Nesses casos. Entretanto. sem maiores custos. ou seja. A análise externa deve ser acompanhada da análise interna.

se bem aplicado. segundo essa concepção. é importante levar em consideração que as estratégias podem surgir dos lugares mais estranhos e de pessoas que não se esperava. Você sabe qual a fundamentação teórica que sua empresa usa para estabelecer o planejamento estratégico? . a concepção e a implementação da estratégia foram abordados. mostrando que o planejamento. conclusão Conclusão Em suma. Gestão . este capítulo ressaltou a importância do planejamento estratégico para a gestão das organizações na atualidade. a intensificação das redes e das parcerias. O diagnóstico estratégico. Bom estudo! Qualquer dúvida. atuando como um instrumento de comunicação. Assim. pode tornar a gestão empresarial mais competitiva. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. a ampliação das exigências dos clientes. é preciso que o gestor conheça bem cada um de seus elementos.Nesse sentido. parece fundamental que o gestor seja capaz de lidar com o imprevisível no processo de planejamento. a definição das diretrizes organizacionais (missão.exercícios de autoavaliação .Módulo II Aula 4 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. devendo ser flexível e capaz mudar o curso da implementação da estratégia. vai além de prever estratégias. e. suas funções e seus limites. O ambiente onde se desenvolve o processo de planejamento mudou muito nos últimos anos. É necessário também ser flexível o bastante para perceber que planejar nem sempre é o contrário de fazer. visão e objetivos). principalmente na promoção do aprendizado nas organizações. para colocá-lo efetivamente em prática. de acompanhamento.Estratégia sob a visão de Henri Mintzberg aula gravada em áudio ESTRATÉGIA SOB A VISÃO DE HENRY MINTZBERG Para definir planejamento estratégico temos que entender que fundamentação teórica nos guiará na confecção das estratégias. Será que é possível planejar com tantas incertezas e mudanças? O Planejamento é mais do que necessário à gestão da empresa. a diferenciação ampliada dos produtos e o aumento da concorrência são alguns dos fatores que influenciam a prática do planejamento nas empresas. Acesso pelo menu "Avaliações aula 05 . é só entrar em contato. pelo qual novas estratégias podem emergir. O papel da liderança. mas também de gerenciar o processo de aprendizado estratégico. A globalização dos mercados.

Fonte: http://www. das partes para o todo.internationalspeakers. ao contrário. contraposto com as oportunidades (Opportunities) e das ameaças (Threats) em seu ambiente. a formulação se faz por etapas. . da organização. sendo uma estratégia muito usada nos anos 70 e até hoje usada como método de ensino e prática. . Os diversos caminhos ajudarão a definir os propósitos dos negócios de sua empresa. simples e únicas. As estratégias são claras.perspectiva: visão da empresa.com Para Mintzberg. 1992). já citadas acima. Henry Mintzberg define a estratégia através de dez escolas de formação estratégica e cinco definições. estas cinco: . dos pontos fracos (Weaknesses). Mas o que é estratégia? Estratégia são planos da alta administração para atingir resultados (Wright. para dentro e para cima. . Nestas dez escolas ressaltamos que as três primeiras concentram-se em “como devem” ser formuladas as estratégias. caminho que se pretende atingir.player: É um truque específico para enganar um concorrente. ou seja. no processo de pensamento consciente. A estratégia é algo que alcança a essência entre forças e fraquezas internas versus ameaças e oportunidades externas. em particular.posição: local dos produtos nos mercados (para baixo e para fora).plano: direção. Mintzberg não nos oferece uma definição única e fácil.padrão: olhar o comportamento realizado. . Esta escola contribui com um modelo muito usado: “Análise SWOT” – avaliação dos pontos forte (Strenghts). página 02 Escola do Desenho – Selznick (1957) Um processo conceptivo. enquanto que as demais escolas preocupam-se “como foram” formuladas. . sugere várias definições.

onde o plano estratégico divide-se em duas partes: . diversificação.gif Escola do Planejamento – Ansoff (1965) Um processo formal. aquisições e fusões. resume-se a posições genéricas relacionadas através de análises de conjunturas – o planejador torna-se analista. A consultoria BCG contribuiu com duas técnicas muito utilizada pelos estrategistas: . Um modelo utilizado foi sugerido pelo Stanford Research Institute.Shumpeter (1950) e Cole (1959) Um processo visionário. foco em custo e foco na diferenciação. orçamentos. delineadas por check-lists e sustentadas por técnicas (objetivos.Purdue (1970) e Porter (1980/85) Um processo analítico. Igor Ansoff (1965).. e . O modelo de Porter analisa o escopo competitivo x vantagem competitiva onde estabelece quatro posições: liderança em custos.curva de experiência.plano corporativo – desinvestimentos.atividades de suporte: existem para apoiar as atividades primárias. opondo-se à escola do planejamento por se basear na . como: .Fonte: http://www.br/IMAGENS/construcao. Paralelo à escola do desenho. Foca no processo de visão executiva.matriz de crescimento-participação (“planejamento de portifólio”). O modelo de análise competitiva (Porter) identifica cinco forças no ambiente de uma organização: ameaça de novos entrantes. poder de barganha dos fornecedores da empresa. programas e planos operacionais).org. Escola do Posicionamento . P&D (Pesquisa e Desenvolvimento). que reflete alguns pressupostos da escola do desenho (exceto por ser um processo formal) podendo ser decomposto em partes distintas. poder de barganha dos clientes da empresa. diferenciação. marketing e financeiro. e . e . página 03 A cadeia de valor genérico também de Porter avalia as atividades das empresas. em 400 a. ameaça de produtos substitutos e intensidade da rivalidade entre empresas concorrentes. Escola Empreendedora .atividades primárias: fluxo de produtos até o cliente. Dominante para estratégia dos anos 80 e difundida nos meios acadêmicos e nas grandes consultorias (BCG-Boston Consulting Group).C. O conceito de estratégia militar de Sun Tzu.sinttelrs. deriva do livro de H.plano das operações – produtos.

objetiva: estruturação do conhecimento – recria o mundo.Final dos anos 60 na Suécia Um processo social. fusões. estabelece novas combinações e faz coisas novas ou de maneira diferente.intuição. página 04 Escola do Aprendizado . embora exista uma crítica: o conselho para formar uma visão não é concreto o suficiente para ser útil. e é onde encontramos barreiras. Esta escola cognitiva é moldada pela experiência e é dividida em duas: . .comunications-plus. A estratégia só é obtida através do poder.subjetiva: interpretação do mundo – cria o mundo. em perspectivas e senso de longo prazo. alianças. A idéia é que os estrategistas utilizem o conhecimento para pensar estratégias através de experiências. Para Joseph Shumpeter. Escola Cognitiva – Simon (1947/57) March e Simon (1958) Um processo mental. é aquele que tem a idéia do negócio.net/ Escola Cultural . aquisições ou outras relações onde se conseguem negociações coletivas para seu próprio interesse). join-ventures. As organizações aprendem mais com o fracasso do que com o sucesso. Na escola cultural o interesse é comum e o sistema é integrador. para podermos compreender a formação da estratégia. O processo se baseia na visão do líder criativo. empreendedor não é quem coloca dinheiro na empresa ou inventa o produto. Escola do Poder . que pode ser avaliado através da socialização e da exteriorização do conhecimento. às vezes poder político interno ou externo (parcerias. Gerenciar este processo não é estabelecer estratégia. É o mapeamento da estrutura do conhecimento utilizada para construir estratégias de forma criativa em vez de ser um simples mapa da realidade. pois o interesse cultural quase sempre impede mudanças. O aprendizado como criação de conhecimento é a contraposição do conhecimento tácito com o conhecimento explícito.Vários (1959/80) Prahalad e Hamel (1990) Um processo emergente. Fonte: http://www. e . mas reconhecer sua urgência e intervir quando necessário.Vários (1971/84) Um processo negocial. Compreender a mente humana e o cérebro humano. A formação estratégica desenvolvida pelo aprendizado é que define a estratégia a ser estabelecida e produzida. Mintzeberg estabeleceu um modelo básico de estratégia para transformá-las em organizacionais ao se tornarem coletivas.

) decorrem das decisões estratégicas que foram efetivamente implementadas ao longo de sua vida. “Quanto mais estável o ambiente externo mais formalizada a estrutura interna”. em Avaliações.exercícios de autoavaliação . Assim sendo. o equilíbrio numa empresa é o momento de criar uma estratégia para saltar para um estado superior. pessoal. Integra as reivindicações das outras escolas e prevê saltos de um estado para outro. etc. analisa as respostas esperadas pelas empresas frente às condições ambientais.Configuração = estado da organização e todo seu contexto. Gestão . o ambiente situacional. quando o assunto é empresa e objetivos. A organização atual da empresa é o reflexo de sua estratégia. . Dessa forma.página 05 Escola Ambiental . utilizar a mais adequada para o tipo organizacional e analisar. conclusão Conclusão Todos sabemos que estratégia são planos de alta administração com a finalidade de atingir resultados previamente estabelecidos. Fala sobre as exigências do ambiente.Chandler (1972) – grupo de McGill Um processo transformador.Teóricos das contingências (1977) Um processo reativo. equipamentos. não existe uma definição única do que é estratégia. estrutura. para Mintzberg. . como vimos nesta aula. aula 06 . resolveu defini-la mediante a classificação de dez escolas. Porém. Não podemos afirmar que uma estratégia é mais eficaz que a outra e sim como já foi falado. ou seja. realize as atividades localizadas no menu lateral: "Avaliação". entender qual o cenário e o tipo de empreendimento é um trabalho necessário para o sucesso das estratégias a serem entendidas por todos. Em suma.Transformação = processo de geração de estratégica. Conhecer o processo e o fundamento teórico aplicado facilitará a sua prática. também. A identificação pode levar o planejamento a seguir vários caminhos sem se perder.Foco na Prática do Planejamento Estratégico Público aula gravada em áudio . A organização é a configuração de agrupamentos de características e comportamentos.Módulo II Aula 5 Para efeito de sua própria autoavaliação. e todos os seus recursos (financeiros. Escola da Configuração . sendo a preferida dos consultores.

sistematizado originalmente pelo Economista chileno Carlos Matus.com Planejamento Estratégico e Situacional O Planejamento Estratégico e Situacional. O planejamento estratégico se alimenta da experiência prática e do aprendizado institucional relacionado aos erros do . Fonte: www. Quando nos perguntamos se estamos caminhando para onde queremos e se fazemos o necessário para atingir nossos objetivos. Qual o custo da postergação de problemas complexos? Que tipo de efeitos uma política pública resultará? Estes impactos aumentarão ou diminuirão a eficácia do nosso projeto de governo? Tais perguntas dizem respeito ao necessário exercício de simulação e previsão. alguns critérios a fim de decidir se as ações serão eficazes ou não. Na produção de fatos sociais que envolvem múltiplos atores que planejam. O processo de planejamento. Daí decorre a percepção da necessidade de estratégias e operações para cenários alternativos e situações. dos pontos fortes e fracos das empresas e da escolha de um modo de compatibilizar a estratégica entre dois extremos. para nós e para os outros. visando manter a eficiência operacional nos seus negócios e guiar a organização para um futuro melhor e inovador. e utilizamos. estamos começando a debater o problema do planejamento.FOCO NA PRÁTICA DO PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO PÚBLICO Planejamento Estratégico é a “análise racional das oportunidades oferecidas pelo meio. inimagináveis. onde devemos adotar múltiplos critérios de avaliação e decisão. para que se possa satisfazer do melhor modo possível os objetivos da empresa”. com isso podemos analisar sua eficácia futura. a capacidade de previsão situacional deve substituir a previsão tradicional. procedimentos metodológicos e técnicas de grupo que podem ser aplicados a qualquer tipo de organização social que demande um objetivo e que persiga uma mudança situacional futura. diz respeito à gestão de governo. o sistema de Planejamento Estratégico representa uma postura. as maiores tarefas da empresa e encaminhá-las.brazilstockphotos. de maneira disciplinada. cuja essência é organizar. Segundo HAX e MAJLUF (1984). muitas vezes. diz respeito a um conjunto de princípios teóricos. que observa o futuro como mera conseqüência do passado. ANSOFF e DECLERK (1987). assim. página 02 O principal argumento para o Planejamento Estratégico e Situacional afirma que todas as decisões que tomamos têm múltiplos efeitos. à arte de governar.

já não existe mais. página 03 Postulados Teóricos do Planejamento Estratégico Fonte: www. o governo e o planejamento. Há uma profunda diferença em relação ao antigo “planejamento do desenvolvimento econômico e social” tão comuns nos órgãos de planejamento de toda América Latina e particularmente na tradição brasileira. . O planejamento deve centrar sua atenção na conjuntura que representa uma permanente passagem entre o conflito. e no seu lugar surgem várias explicações situacionais. O processo de planejamento não substitui a perícia dos dirigentes. que influenciam os demais atores do processo estratégico. Ambos exigem intensa elaboração estratégica e um rigoroso sistema de gestão. nem o carisma da liderança. que. no sentido mais original deste termo.passado. sendo necessário desenvolver meios de gestão capazes de aprender com estes erros e colocá-los a serviço do planejamento. o “juízo estratégico” de cada ator determina a complexidade do jogo aberto e sem fim. por sua vez. Na conjuntura concreta acumula-se ou não recursos de poder relacionados ao balanço político global das ações de governo. e surge da síntese entre o saber técnico acumulado e a expertise política. Não há mais comportamentos sociais previsíveis e relações de causa-efeito estabelecidas. O caráter modular do enfoque estratégico deriva da necessidade de redimensionar. A realidade social não pode mais ser explicada por modelos totalmente analíticos e a simulação estratégica assume.br/passeios Podemos resumir os postulados teóricos do planejamento estratégico nos seguintes argumentos: O sujeito que planeja está incluído no plano e este. a negociação e o consenso. agregar e combinar diferentes operações em diferentes estratégias.revistaturismo. O enfoque proposto de planejamento é uma capacidade pessoal e institucional de governar.com. ninguém detém o monopólio sobre o cálculo estratégico e sistemático sobre o futuro. Daí surge o componente de incerteza permanente e o cálculo interativo. ao contrário. é influenciado e dependente das múltiplas explicações e perspectivas sobre a realidade. onde tudo se decide. aumenta sua eficácia porque coloca estes aspectos a serviço de um projeto político coletivo. uma relevância destacada. é constituído por outros sujeitos que também planejam e desenvolvem estratégias. e é por isso que “planeja quem governa” e “governa quem. O processo de planejamento pode ser comparado a um grande cálculo que não é obvio ou simples. O “diagnóstico” tradicional. nesse contexto. Neste modo de ver a política. com capacidades diferenciadas de planejamento. único e objetivo. pois nem sempre a decisão puramente técnica é mais racional que a política. buscam a explicação da realidade em diferentes graus de governabilidade sobre o sistema social. de fazer política. e vice-versa.

de fato, planeja”. Os problemas sociais são mal-estruturados, no sentido de que não dominamos, controlamos e sequer conhecemos as variáveis que influenciam os juízos estratégicos dos demais agentes sociais envolvidos. Não há como determinar com exatidão as possibilidades de eficácia do plano ou os resultados esperados em cada ação.

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Governar com plano estratégico é mais do que resolver problemas. É promover um intercâmbio entre problemas, ou seja, problemas mais complexos e de menor governabilidade dão lugar a problemas menos complexos e de maior governabilidade. Características do Planejamento Estratégico

Fonte: www.geocities.com/TheTropics/3416/noturne.jpg O enfoque participativo e estratégico do planejamento é estruturado através de quatro grandes passos, que podem ser recursivos e não-lineares, mas que representam uma seqüência lógica da elaboração teórica do planejamento, conforme segue: Momento Explicativo: no planejamento tradicional a realidade é dividida em setores e o método dos planejadores é tão fragmentado quanto são os departamentos dos órgãos. Já o planejamento estratégico situacional propõe trabalhar com o conceito de realidade composta de problemas, oportunidades e ameaças, permitindo sintetizar a explicação da realidade em suas múltiplas dimensões (interdisciplinaridade), onde o ator sabe selecionar e identificar problemas reais (atuais ou potenciais) e distinguir causas de sintomas e conseqüências. Explicar a realidade por problemas permite o diálogo e a participação de setores populares, que são os que sofrem problemas concretos, além de facilitar a aproximação entre “técnicos” e “políticos”. Momento Normativo: após a identificação, seleção e priorização de problemas, estamos prontos para desenhar o conjunto de ações ou operações necessárias para atacar as causas fundamentais dos problemas. O ponto central deste modelo de planejamento é discutir a eficácia de cada ação e qual o resultado que sua realização pretende. Os planos normativos normalmente terminam aqui, e é neste ponto onde o planejamento situacional começa para que as ações tenham impacto efetivo e real na causa dos problemas.

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Momento Estratégico: se a realidade social não pode ser fragmentada em diferentes “setores”, se outros “jogadores” existem e têm seus próprios planos, se o indeterminismo e as surpresas fazem parte do cotidiano, então o debate sobre a viabilidade estratégia das ações planejadas é indispensável. Há grande quantidade de conceitos que envolvem o termo “estratégia”, e aqui vamos adotá-lo com um conjunto de procedimentos práticos e teóricos para construir a viabilidade para o plano e para garantir sua realização com máxima eficácia. Existem dois instrumentos-processos que visam desenhar as melhores estratégias para a máxima eficácia ao plano: a análise criteriosa dos demais atores sociais e a análise de cenários. A análise dos demais agentes envolvidos no espaço do problema-alvo é imprescindível para identificar o possível interesse e motivação de cada um e o tipo de pressão que é (ou será) exercida em relação às ações planejadas. Já os cenários representam distintas reflexões, limitadas pela qualidade da informação disponível, sobre possíveis “arranjos” econômicos, institucionais, políticos, sociais, etc., capazes de influenciar positiva ou negativamente a execução das ações planejadas. Ao permitir a simulação sobre as condições futuras, os cenários permitem a antecipação das possíveis vulnerabilidades do plano e a elaboração de planos de contingência necessários para minimizar os impactos negativos. Momento Tático-Operacional: é um dos momentos mais importante, é o momento de fazer, de decidir as coisas, de finalmente agir sobre a realidade concreta. Neste momento é importante debater o sistema de gestão da organização e até que ponto ele está pronto para monitorar, sustentar e executar as estratégias propostas, sem esquecer os problemas originais. Deve-se reavaliar criticamente todo o processo interno de tomada de decisões; o sistema de suporte à direção, assim como os sistemas de informações; devem ser revistos e reformulados.

Fonte: http://www.artecult.com/keniadeangeli/Ilustracoes/humor/reuniao.jpg

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Outros temas vitais neste momento são a estrutura organizacional, o fluxo interno de informações, a coordenação e avaliação do plano, o sistema de prestação de contas, as ferramentas gerenciais existentes e necessárias, e finalmente, a forma, dinâmica e conteúdo da participação democrática na condução do plano. Não podemos esquecer que o planejamento estratégico só termina quando é executado e é o oposto à visão tradicional que separava os planejadores dos executores e estabelecia uma dicotomia insuperável entre o conhecer e o agir. Planejamento Estratégico na Prática É um método que pressupõe constante adaptação a cada situação concreta onde é aplicado e onde os principais momentos tendem a utilizar instrumentos metodológicos parecidos, trabalhados nesta ordem:

Momento Explicativo (substitui o antigo “diagnóstico”): análise do ator que planeja (limites e potencialidades, ambiente interno e externo), identificação e seleção de problemas estratégicos, montagem dos fluxos de explicação dos problemas com as respectivas cadeias causais, seleção das causas fundamentais (nós críticos) como centros práticos de ação, construção da Árvore de Decisão a partir de uma Situação-Objetivo definida pelo grupo. Momento Operacional: desenhar ações ou projetos concretos sobre cada nó crítico (as chamadas Operações do Plano); definir para cada operação os recursos necessários, os produtos esperados e os resultados previstos; construir cenários possíveis onde o plano será executado; analisar a trajetória do conjunto das operações em cada cenário e, a partir disso, tentar diminuir a vulnerabilidade do Plano. Momento Estratégico: analisar os atores sociais envolvidos no Plano, seus interesses, motivações e poder em cada uma das operações previstas e nos cenários imaginados; definir a melhor estratégia possível para cada trajetória traçada; estabelecer um programa direcional para o plano; construir viabilidade estratégica para atingir a Situação-Objetivo. Momento Tático-Operacional (sistema de gestão): debate sobre as formas organizativas, a cultura organizacional e o modus operandi da organização para garantir a execução do plano. Neste momento devem ser encaminhados os seguintes temas: funcionamento da agenda da direção, sistema de prestação de contas, participação dos envolvidos, gerenciamento do cotidiano, sala de situações e análise sistemática da conjuntura. O Método do Planejamento Estratégico e Situacional – PES é antes de tudo um potente enfoque metodológico, com alguns princípios e visões filosóficas sobre a produção social, a liberdade humana e o papel dos governos, governantes e governados. A análise de problemas, a identificação de cenários, a visualização de outros atores sociais, a ênfase na análise estratégica são elementos fundamentais e diferenciadores do PES em relação a outros métodos de planejamento. O método tem particular validade e resultados excepcionais, no setor público onde a presença de problemas verdadeiramente complexos e mal-estruturados compõe o cenário dominante. Além disso, o planejamento estratégico situacional, ao contrário de outros métodos ditos “estratégicos”, assume como dominante na análise estratégica as questões relativas às relações de poder entre atores sociais, isto é, a variável política preside a elaboração da viabilidade e vulnerabilidade do Plano. Essa é uma vantagem metodológica vital para uso em organizações públicas onde estas questões fazem parte indissociável da produção de políticas públicas e do relacionamento entre staff político-dirigente e quadro de funcionários permanentes.

conclusão

Conclusão

Observamos que em um planejamento estratégico é fundamental estabelecer, antecipadamente, as diretrizes a serem seguidas, pois assim, o alcance daquilo que foi almejado torna-se uma tarefa mais fácil de ser alcançada. Quando o assunto é problema social, este sim, deve ser ainda mais planejado, pois é um fator que não tem como controlar e nem dominar da forma como gostaríamos. Em suma, é válido analisar os passos da elaboração teórica do planejamento, a fim de não incorrer em erros graves.

Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo II Aula 6

Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. Acesso pelo menu "Avaliaçao", em Avaliações.

aula 07 - Megatendências Futuras

as respeitamos. muitos parecem acostumados às notícias ruins. Segundo a visão de Naisbitt e Aburdene: “As pessoas que dão as más notícias estão fazendo seu trabalho.com. A verdade é que a Economia mundial está mudando para melhor. mas alguns acham até estranho. em 11 de setembro de 2001. Fonte: www.br Outra preocupação são as mudanças econômicas decorrentes do atentado terrorista ocorrido nos Estados Unidos. . A construção de um mundo solidário. Nossa missão é diferente. Quando se trata de Economia. página 02 Megatendências sob a visão de alguns estudiosos Nas décadas de 80 e 90 os analistas de tendências econômicas não deram importância às premonições catastróficas e escreveram livros de impacto mundial sobre a construção de uma nova civilização solidária. mas isto não ocorre do dia para a noite. É importante ressaltar que essas incertezas mostram a necessidade de construir um mundo mais solidário e democrático para impedir a desordem econômica. colocando no ar a seguinte questão: será possível uma transformação radical do cenário econômico? O que acontecerá com os empregos no caso de uma forte recessão? Estas perguntas fazem com que pensemos na formulação de estratégias econômicas que valorizem a justiça social e o respeito à vida humana. solidariedade ou experiências construtivas. que começou há décadas e não terminará em uma semana. que se possa falar de alternativas. E admiramos os ativistas cuja missão na vida é corrigir tudo o que está torto. ou incompreensível.centrus.aula gravada em áudio MEGATENDÊNCIAS FUTURAS O crescimento econômico desordenado e o aumento do número de desempregados agravam a crise do desemprego.

inúmeras empresas públicas se engajaram nas mudanças e entidades sem fins lucrativos se multiplicam pelo mundo. Segal (1999) revê os fundamentos da Economia moderna a partir da simplicidade voluntária com uma uma proposta de maior qualidade de vida no planeta: “Simplicidade voluntária não é apenas uma questão de agir em pequena escala. Conseguimos criar uma vida que é rica e estimulante nas suas dimensões estética.” . Em outro livro. em seu livro mais famoso. espiritual e social. apesar dos discursos bonitos. Essas análises facilitam a imagem do cidadão do futuro como mistura de inteligência com honestidade e de justiça social com livre iniciativa. Tomando Aristóteles como ponto de partida. as prioridades dos vários níveis de orçamento público. em junho de 1992. em outras de suas obras. por nossa parte. estas continuam dominadas por estratégias pouco eficazes. enquanto as possibilidades de guerra ficam cada vez menores. a simplicidade voluntária provocará prosperidade e avanço tecnológico.Como os problemas do mundo atraem tanta atenção.velardez. visando decidir. e que. gradualmente. em geral. destacamos a informação e as circunstâncias que descrevem as tendências mundiais que oferecem oportunidades”. os valores da vida acima dos valores materiais. A Terceira Onda. página 03 Mudança de Paradigma no Setor Público Fonte: www. intelectual. levou a uma mudança radical na visão do mundo por parte dos pensadores econômicos e. que os administradores públicos aprenderão a prestar contas corretamente do que fazem e que os programas interativos de TV possibilitarão consultas populares freqüentes. nós. os pequenos empreendedores econômicos adquirem importância cada vez mais decisiva no funcionamento da Economia global. proporcionando qualidade de vida a diversos trabalhadores. Eles acreditam também que o desemprego será suprido pelo desenvimento de novas tecnologias. realizada no Rio de Janeiro. com a popularização dos computadores e da Internet. entre outras coisas. É o que obtemos como resultado de submeter a dimensão material a uma visão maior.com. conseqüentemente. descreve com clareza a civilização global em que estamos ingressando e aproveita para mostrar. de viver com menos ou de trabalhar menos. Para esses pesquisadores. Viver com simplicidade não é obter o resto que sobra quando consumimos menos. É uma conquista. que a criatividade social e econômica abre um futuro cada vez mais rico de alternativas e soluções. nos Três Poderes. Naisbitt complementa afirmando que: “No mundo da política e da Economia. Seria possível optar pela vida simples e ter como resultado apenas um empobrecimento geral.” Já o cientista Toffler. Este processo. que culminou na Conferência da ONU (Organização das Nações Unidas) sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento. É importante ressaltar que a mudança de pensamento deve chegar às políticas públicas e aos governos. possibilitando uma melhor preservação ambiental.ar Desde os anos 70 uma nova visão da Ciência Econômica vem recolocando.

Assim.br O atual modelo econômico tende a colocar tanto a vida humana como a vida dos ambientes naturais a serviço do dinheiro. apesar de necessária. a proposta sugere uma humanização do capitalismo. torna-se imprescindível o desenvolvimento da educação continuada dos empregados da empresa. uma nova ética econômica deve surgir mundialmente. Educação Continuada O foco central do capitalismo dos anos 90 está na alta competitividade da força de trabalho. mediante o desenvolvimento da capacidade de cada indivíduo.blogger. página 05 A solução apontada por diversos setores da sociedade é a de que a redistribuição democrática dos ganhos obtidos com o aumento da produtividade pode ser feita através da utilização inteligente dos impostos e com estímulos fiscais às empresas que valorizam sua mão-de-obra ou reduzem a jornada de trabalho sem reduzir o salário. Essa mudança de padrão deve ser promovida simultaneamente no espaço individual e no espaço coletivo. com a eliminação dos paraísos fiscais utilizados para a lavagem de dinheiro proveniente do tráfico de drogas. No plano público. Educaçao Continuada para o Funcionalismo Público . unicamente. e sim por um conceito mais amplo do que significa sermos seres humanos”. A mudança de modelo. O paradigma econômico da simplicidade propõe que o dinheiro seja colocado a serviço da vida. visando a melhor formação dos participantes. para que essas soluções sejam postas em prática. as formas de produção não podem somente visar a obtenção do lucro. resolução e tomada de decisões frente às necessidades das instituições empregadoras. a expansão material é uma grave doença típica do capitalismo. das organizações terroristas.página 04 Você concorda que qualidade de vida é ter suas necessidades materiais básicas atendidas? Para alcançarmos esse objetivo. O futuro poderá confirmar as palavras de Naisbitt e Aburdene: “Os avanços mais definitivos e sensacionais do século 21 não serão produzidos pela tecnologia. do tráfico de armas e de outros tipos de crime organizado. É claro que. promovendo oportunidade de ensino. implica no reconhecimento de que o ser humano pode e deve expandir-se infinitamente no plano cultural e espiritual e que exagerar.pontogemini. possibilitando a busca da felicidade e garantindo às pessoas segurança econômica e qualidade de vida. Fonte: http://www. ecologicamente inteligentes e úteis à comunidade. exigindo que os profissionais estejam cada vez mais aptos para a criação. mas precisam ser socialmente justas.com.

mas também aberto ao público em geral. A Universidade do Legislativo – UNILEGIS é uma instituição de ensino especializada por campo do saber. os funcionários acabam esquecendo. tem discutido alternativas para garantir a seqüência dos programas e projetos tão almejados pelo setor público para que estes não sejam interrompidos sem uma justificativa plausível. acredita-se que num futuro próximo as condições de infra-estrutura de rede propiciarão um desenvolvimento de programas cada vez mais interativos em todos os níveis de ensino”.eurofarma. Criar políticas que incluam o acesso indiscriminado ao ensino formal. que. metodologias e informações desatualizadas e que.br/imagens/comunidade/img_ilustra01. à educação continuada. o Senado Federal. preparando-os para cumprir. não apenas governamental. poucos resultados. de modernização e integração do Poder Legislativo. Ensino a distância Apesar da infra-estrutura da rede de informação no Brasil ainda estar longe das condições ideais para a implementação de programas de ensino a distância.com. página 06 Em termos de educação continuada. não apenas pelo governo.jpg Os investimentos em educação para a busca da qualidade de vida constituem-se no paradigma emergencial da atualidade. o que se observa no setor público é a realização de modelos de treinamento padronizados e pouco adequados à realidade da instituição. principalmente. não somente para seus funcionários e para outras esferas do Poder Legislativo nacional. apesar de inúmeras dificuldades. Tem levado a educação a distância para pontos heterogêneos pelo Brasil afora. e promove uma maior transparência e interação desse Poder com a sociedade. o “Ministério da Ciência e Tecnologia e com os esforços que o Ministério da Educação vem fazendo no sentido de informatizar toda a rede pública de ensino. mas também na iniciativa privada. com o passar do tempo.Fonte: http:/www. suas atribuições. criada sob a égide da Lei de Diretrizes de Bases da Educação. A Comunidade Virtual do Sistema Legislativo – Interlegis é um programa desenvolvido pelo Congresso Nacional. Na esfera legislativa. mas também pela sociedade brasileira para que esta tenha a real dimensão da chamada sociedade do conhecimento. autoridades e dirigentes do Legislativo. poderão ter maior empregabilidade e melhores condições de competir no mercado de trabalho. os maiores interessados são os próprios funcionários. o atual Governo. embasados em conteúdos compatíveis com suas atribuições de assessoramento diário aos parlamentares. sem dúvida. como as prefeituras municipais. o caminho a ser buscado. na capacitação técnico-profissional dos servidores. por meio do Instituto Legislativo Brasileiro – ILB tem incentivado a educação a distância oferecendo cursos de formação e capacitação profissional. De forma que. interessado nessa forma inovadora de ensino. em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). além do interesse do Governo Federal em seus servidores. ao adquirirem maior grau de instrução. ao aperfeiçoamento profissional e técnico e ao crescimento pessoal são. Em virtude da necessidade de profissionais capacitados para o alcance de metas e objetivos organizacionais. O ILB atua. que comumente representam gastos elevados. Nasceu de uma atitude pioneira do Senado Federal para constituir-se . com zelo e eficiência.

à disposição da sociedade. servidores e profissionais diversos. de certa forma. Avaliações. Estão sendo adotadas pelo Poder Legislativo com resultados significativos. é algo absolutamente necessário para a sobrevivência e. O Senado brasileiro é o primeiro no mundo a criar sua universidade e também oferece atividades de ensino a distância. E realmente. pois precisamos tempo para dedicação à família. Talvez um dia as máquinas ocupem os nossos lugares no mercado de trabalho com a sua capacidade tecnológica avançada ou então o desemprego será suprido pelo desenvolvimento tecnológico.Gestão Pública para o Desenvolvimento com Inclusão Social aula gravada em áudio GESTÃO PÚBLICA PARA O DESENVOLVIMENTO COM INCLUSÃO SOCIAL Você já teve de estudar alguma vez sobre Gestão Pública? Hoje em dia este tema não é visto apenas nas escolas. há necessidade de se criar um Estado mais participativo e socialmente justo. conclusão Conclusão O cenário atual é preocupante.exercícios de auto-avaliação . proporcionando qualidade de vida a diversos trabalhadores.em mais um instrumento de ampliação das possibilidades do exercício da cidadania. com o atual grau de desigualdade existente no nosso país. Gestão . a recomposição da força de trabalho. Inclui ainda a construção de um novo padrão de . A educação continuada e a distância têm sido muito eficazes na formação e capacitação das pessoas. sem ele não se compra lazer e nem entretenimentos? Somente nos resta torcer para as palavras de Naisbitt e Aburdene estarem corretas quando dizem que “os avanços mais definitivos e sensacionais do século XXI não serão produzidos pela tecnologia. Acesso pelo menu "Avaliação". isso não é qualidade de vida. e sim por um conceito mais amplo do que significa sermos seres humanos”. como os cursos de especialização em Direito Legislativo e Administração Legislativa. para ser um fórum permanente de debates de idéias. Afinal. Chega a ser um desafio para o Governo desenvolver estratégias de transformação da gestão pública para reduzir o déficit institucional. mas a sociedade já é capaz de reconhecer a importância que os Estados têm de fortalecer suas instituições. Mas o que fazer se o dinheiro. sendo importante ressaltar os seguintes pontos desta nova abordagem: “a redefinição das estratégias. lazer e entretenimentos.Módulo I Aula 7 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. cada vez mais. porque se ajusta ao tempo e disponibilidade do educando. principalmente aqueles que ainda se encontram em estágio de desenvolvimento. aula 08 . a reconfiguração das estruturas e processos e o redimensionamento de recursos em bases mais eficientes e direcionadas para resultados. as mudanças nos forçam a refletir sobre a nossa vida e o contexto no qual estamos inseridos. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. na maioria das vezes. O importante é sabermos que o atual modelo econômico nos coloca em uma situação em que somos servidores do dinheiro.

Esses mecanismos propõem romper com o controle político local e com as formas burocráticas. assentado em valores como paz. a criação de novos territórios públicos para a construção da cidadania. Fonte: http://www. justiça social. que trazem à tona as diferenças entre cada região. página 03 . Trata-se de buscar a garantia da retomada das cidades por seus cidadãos. e por que não dizer essencial. Governar para as peculiaridades de cada região. ou seja. de inclusão social e de aumento da eficiência na prestação dos serviços públicos. impulsionar as potencialidades de desenvolvimento local. tudo isso.intercomtext.jpg página 02 A democratização e a descentralização da gestão das cidades são uma resposta à crise de governabilidade. por parte da sociedade. impulsionar novas formas de sociabilidade e o surgimento de uma nova cultura política. com o objetivo de recuperar a capacidade de intervenção e regulação dos cidadãos na vida social e nos governos. visando garantir que a orientação de governar para as maiorias é necessária.relacionamento entre o governo e as empresas estatais. dessa forma. à participação e colaboração de cada cidadão. mais diretamente beneficiada ou prejudicada.com/globo. atuando de maneira específica frente aos processos de exclusão social e às necessidades da população. tão comuns em um país de dimensões continentais como é o Brasil. A criação de um governo transparente voltado para os interesses do cidadão considera que as cidades são construções históricas e únicas. no qual fiquem definidos os marcos da gestão empresarial e da gestão voltada ao interesse público”. As ações dos governos locais a fim de atender e beneficiar todos os seus cidadãos deve opor-se aos interesses e à falta de ações de caráter político e burocrático. democráticas e sustentáveis. solidariedade. além de mudar o desenho das instituições e seu funcionamento para atender às dinâmicas sociais na perspectiva de construir sociedades justas. sociais e econômicas. das ações pretendidas pelo governo da cidade ou localidade. Devemos lembrar que existem várias concentrações e movimentações demográficas. e mais do que isso é a compreensão. o que chamamos de regionalismos. respeito e garantia dos direitos pessoais e coletivos. gerando. Governo e Sociedade Descentralizar o governo e criar mecanismos inovadores de gestão e de participação cidadã é um projeto político de socialização do poder. permitirá a redução dos desequilíbrios territoriais e das desigualdades sociais. eqüidade. impondo aos governos e à sociedade o predomínio da lógica do mercado. O principal objetivo é gerar uma transformação na gestão pública para descobrir soluções adequadas às situações resolvidas de maneira inadequada e/ou nunca abordadas pela iniciativa pública.

de maneira total e descentralizada. . de acordo com as aspirações e demandas de sua população.Módulo II Aula 8 Para efeito de sua própria autoavaliação. Desse modo. a publicação. Isso permite iniciativas inovadoras e resultados positivos na melhoria dos serviços e da qualidade de vida dos moradores da cidade. com maior participação da sociedade. Além disso. buscando a melhoria da qualidade dos serviços urbanos e das condições de vida da população. tendo em vista as especificidades de cada local ou comunidade separadamente. orientadas para resolver problemas específicos da população. Essa orientação pode mobilizar. A partir das experiências acumuladas na gestão e avaliação municipal é possível propor um salto de qualidade. a agilidade e a eficácia das ações de governo. a eficiência.exercícios de autoavaliação . ganha destaque o controle social das ações do Governo. de responsabilidade de qualquer governo que busque o bem-estar social e o desenvolvimento coletivo. Todos os Estados querem um governo central transparente. mostra-se uma alternativa bastante adequada à atual conjuntura social das diversas comunidades que constituem os municípios brasileiros.Opinião Pública A questão da comunicação social apresenta-se como um grande desafio para conquistar o apoio da opinião pública para as mudanças que o governo se propõe a realizar. aspecto essencial para a desejada eficiência para as suas ações com foco nas demandas da sociedade. devendo ser direta e objetiva. portanto. uma vez que coloca o cidadão-cliente bem próximo à estrutura administrativa. Esta proposta é o resultado de anos e anos de experiências. O Governo precisa demonstrar que os serviços públicos podem funcionar de maneira democrática e eficiente. A conquista da opinião pública depende da capacidade de realização e da abertura do governo à participação da sociedade na gestão pública. com economia de recursos e bem direcionados para o interesse público. integralmente. e. "cuidar do social" ou "cuidar do urbano". seguem as características e prioridades de cada região. Para a implementação desta proposta deve existir uma forma descentralizada de gestão. a forma descentralizada de administrar propicia maior transparência governamental. especialmente dos mais pobres. vividos por muitos governos municipais. erros e acertos. caracterizando a figura de subprefeituras. além de ser de interesse direto da própria sociedade as gestões realizadas em seu nome e benefício. a Administração Pública. participativo e regulador. garantindo a transparência. em conjunto com os conselhos de representantes. como parte integrante do processo decisório a que está sujeita a esfera governamental em questão. e uma gestão integrada das políticas urbanas e sociais. democrático e forte. em todos os níveis e classes que as compõem. Gestão . capaz de formular suas estratégias centradas em políticas públicas e negociá-las com as forças sociais existentes em cada cidade. A adoção de um modelo descentralizado oferece aos cidadãos uma forma de administração mais voltada para as suas demandas. conclusão Conclusão A descentralização das ações governamentais. ou a uma área específica do governo. sendo uma condição que não pode ser deixada de lado a divulgação dos atos e projetos de um governo participativo. com um perfil protagonista. muitas vezes. para atingir as mais diversas camadas da sociedade que são. que. não cabendo a apenas uma secretaria. realize as atividades localizadas no menu lateral: "Avaliação". A estratégia é operar a gestão territorial da cidade.

Características da Gestão Pública O papel da gestão pública é melhorar o desempenho da Administração Pública. a sociedade brasileira está cobrando que as negociações públicas sejam mais transparentes e que mudanças sejam feitas para acompanhar a nova “cultura” organizacional. É importante ressaltar que a pressão da sociedade. é preciso agir. promovendo mudanças e aperfeiçoando os métodos de Administração. Já faz algum tempo que o mundo passou de sociedade industrial para sociedade do conhecimento. não podemos ficar de braços cruzados esperando as coisas acontecerem. o papel fundamental de uma boa gestão pública é cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal e buscar a melhoria nas questões sociais. redução de custos e prazos. econômico e tecnológico do País e proporcionar aos cidadãos desenvolvimento e bem-estar social para resgatar o respeito. revendo ou abandonando paradigmas da “cultura” vigente.aula 09 .crosses. Contudo. viabilização da competitividade dos setores produtivos (bens e serviços).Uma Nova Geração de Transformações da Gestão Pública aula gravada em áudio UMA NOVA GERAÇÃO DE TRANSFORMAÇÕES DA GESTÃO PÚBLICA Por que precisamos de uma nova forma de gestão pública? Com a crescente globalização e as transformações tecnológicas. saúde. a credibilidade e a confiança da sociedade. segurança e a obrigatoriedade de cumprimento da Responsabilidade Fiscal.net Mas afinal o que significa uma boa gestão pública? Segundo o especialista Orlando Euler de Castro: “A boa gestão pública é aquela que busca uma nova postura. . assim. para aumentar a qualidade de vida da população”. promovendo maior produtividade. Fonte: http://identidad-globalizacion. A gestão pública objetiva criar condições para o desenvolvimento social. para se adaptar aos novos tempos. tem contribuído para a evolução da transformação da gestão pública. ansiosa por melhores resultados em educação.

a questão de como avaliar a gestão pública torna-se cada vez mais uma preocupação diária dos cidadãos.com/leonardo/inteligencia/imagenes/6. com ética e transparência. Governo Empreendedor e Governo Burocrático Assim surgiu nas duas últimas décadas uma postura de Governo Empreendedor voltado para o cidadão como cliente e buscando padrões otimizados de eficiência e eficácia. a cobrança de impostos sempre gerou tensão entre o cidadão contribuinte e o poder público. são continuamente informados pelos meios de comunicação quanto aos impactos dos planos. Historicamente. como em relação aos custos despendidos. a eficiência e a eficácia da gestão pública. o melhor uso dos recursos arrecadados pelo Governo. chegando a causar revoluções. mas otimizem a aplicação desses recursos em políticas que atendam efetivamente as necessidades da sociedade”. metas e resultados alcançados. o Capital Intelectual manifesta-se em todas as ações da vida humana.jpg De fato. dos orçamentos. O estímulo à avaliação constante do desempenho da gestão pública vem requerendo cada vez mais a mensuração dos objetivos. o modelo do Governo empreendedor se contrapõe ao modelo do Governo burocrático. voltado para o controle interno e para a mera conformidade com os custos orçados.mmschool.página 02 Gestão Pública X Sociedade Nas duas últimas décadas.” página 03 Sociedade do Conhecimento Desde os primórdios das sociedades organizadas. das políticas. legitimados pela avaliação de uma sociedade que controla continuamente a transparência. Fonte: http://www. que. o Governo caracteriza-se “pela busca pró-ativa de resultados. cada vez mais. os cidadãos “demandam cada vez mais que os gestores públicos não apenas se atenham com disciplina aos limites dos escassos recursos orçados. dos déficits e superávits dos Governos na qualidade de vida de cada membro e setor da sociedade. e hoje se manifesta sob a forma de uma maior exigência e fiscalização da sociedade quanto ao emprego dos recursos arrecadados pelo Governo. . tanto em relação ao proposto e planejado. Para Peter Drucker. na gestão dos recursos públicos com responsabilidade fiscal. que vigorou desde a Revolução Industrial até o final do Século XX. estimulados a participar da vida sócio-política. inclusive com vista à legitimação de mandatos políticos pela via eleitoral. as sociedades demandam. De acordo com Osborne (1995).

para poder competir e enfrentar os desafios de um mercado cada vez mais exigente. muito mais do que contribuir para a valorização total da empresa. Acesso pelo menu "Avaliação". no ambiente interno das instituições e na sociedade na qual interferem. o conhecimento é a base de sua estrutura interna e externa.As transformações na Administração Pública c/foco no Legislativo aula gravada em áudio . Fonte: http://www.exercícios de auto-avaliação . cenários racionais de aproveitamento da força do trabalho. capazes de promover. aula 10 .jpg Os ativos baseados no conhecimento devem ser avaliados com extrema cautela.Módulo I Aula 9 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos.e até mesmo na sobrevivência da espécie. é fundamental que o Governo tenha alguns cuidados. criando oportunidades efetivas de desenvolvimento individual e corporativo. estavam nas cabeças e mãos dos trabalhadores. para que os funcionários considerados como “Capital Intelectual” não mudem para outras áreas (ou empresas) e. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. não percam a motivação para o constante aperfeiçoamento. conclusão Conclusão A nova tendência de gestão nas instituições públicas possui características marcantes e poderosas. há bem pouco tempo. Para Sveiby (2000).emocionol. Gestão . Dessa forma. as empresas têm que investir em seus recursos humanos. em Avaliações. mesmo que permaneçam. sendo que. porque seu impacto sobre o destino de qualquer negócio é tremendo.com/cerebro33. e. as organizações e seus administradores perceberam a sua influência e suas implicações nos resultados empresariais. os meios de produção. Na visão de Drucker (1996). a base tradicional do capitalismo.

• Responsabilização e trabalho em equipe. dos três Poderes. de acordo com a doutrina de Montesquieu. sem alterar as normas fundamentais protegidas pela cláusula da imutabilidade. pelos indivíduos. Que tal falarmos um pouco sobre o Prêmio Helio Beltrão? O Prêmio Helio Beltrão é um concurso de Inovações na Gestão Pública Federal que ocorre desde 1996. revestidos do mandato da representação da coletividade. que é exercido pelo Congresso com auxílio do Tribunal de Contas da União. • Foco no cidadão – usuário. Uma visão inovadora é adotada nesse concurso.jpg Por que esse concurso foi criado? Porque havia o interesse de mostrar as transformações em curso na gestão pública federal. página 02 Fonte: http://www. Vimos a importância de citá-lo neste trabalho porque esse concurso vem identificando experiências de gestão já implantadas na Administração Pública Federal daqueles que praticam os princípios da administração gerencial. mediante os agentes públicos. que. a inovação. premiou vinte experiências. vamos analisá-las para uma melhor compreensão. possui o poder – dever de gerar as normas jurídicas válidas para todos e para o Estado. o que detém a função principal da produção das leis e de controle externo. Uma breve introdução sobre o Poder Legislativo foi dada. .br/img/helio3. o concurso premiou até cinqüenta experiências implantadas e. tem pouco a ver com o ineditismo. nesse caso. Porém. Que tal analisarmos alguns princípios da administração gerencial? • Orientação para resultados e disposição para obter resultados mesmo com recursos escassos.desburocratizar. nos primeiros anos. O Poder Legislativo Originário trata-se da entrega da prerrogativa de elaborar as leis básicas fundamentais da organização estatal a seus representantes. e mais com a superação da cultura burocrática e adoção de princípios e instrumentos gerenciais. O Poder Legislativo pode ser dividido em duas espécies. Em seguida. Vale ressaltar que. • Transparência dos processos decisórios.org. é a vez do Poder Legislativo Derivado. é. a partir de 1999. São elas: Poder Legislativo Originário e Derivado. • Aumento da eficácia e eficiência.AS TRANSFORMAÇÕES NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA COM FOCO NO LEGISLATIVO O Poder Legislativo.

Enfim. devemos levar em conta as atividades fim desenvolvidas pelos três Poderes: o Executivo. eficiente e democrático. então. Os responsáveis por desempenhar as funções mencionadas são escolhidos pelo povo. Funções do Legislativo Antes de falar sobre as transformações na Administração Pública com foco no Poder Legislativo. Já a função de controle externo representa o papel de fiscalização sobre o uso da coisa pública. ficaremos restritos às transformações administrativas no âmbito do Poder Legislativo. não poderiam deixar de abordar suas funções constitucionais. no âmbito do Poder Legislativo. Por essa razão. são a legislativa propriamente dita – elaboração de leis – e a de controle externo. Além de que a imprensa não é acostumada a divulgar melhorias em organizações públicas. Ambas têm o papel comum de atender a demandas dos cidadãos. servidores públicos que colaboram com a evolução da gestão pública. Estamos acostumados a ouvir somente acontecimentos ruins. o concurso tem premiado experiências diversas desde soluções singelas a reorganizações estratégicas de instituições inteiras. Por exemplo. Esses conceitos são fundamentais para a compreensão do processo de transformação sobre o qual discorreremos mais adiante. podemos afirmar que é o povo mesmo que detém o poder de exercê-las. visando atender às demandas da sociedade. No caso da função legislativa. busca reconhecer e valorizar as equipes. ao considerarmos a função ampla de administração que compete ao Estado. página 04 É certo que o Poder Legislativo não possui. fato que lhes obriga a agir sempre de modo a atender aos reais anseios da sociedade que representam. Um ponto que o concurso considera relevante é a mensuração de resultados. página 03 As transformações na gestão pública têm pouca visibilidade e também são consideradas por muitos como questões abstratas. A Administração Pública Federal brasileira está voltando-se para o funcionamento mais ágil. aqueles que se encontram representando seu povo dentro das casas legislativas devem ter consciência de que o poder que detêm lhes foi conferido por seus eleitores e. As funções principais do Poder Legislativo. de modo estrito. Na presente unidade. um simples rodízio de servidores a fim de quebrar a fragmentação excessiva pode ser citado no concurso.O assunto reforma gerencial ou administrativa buscou mostrar que uma equipe ou instituição pública com as mesmas condições e possuindo os mesmos recursos pode ter resultados melhores se houver bom gerenciamento – é justamente esse o diferencial da gestão. dada sua natureza constitucional. as principais transformações experimentadas na Administração Pública. mostram que as transformações realmente já começaram. entendidos os conceitos iniciais. no modelo brasileiro. são incumbidas ao Congresso Nacional. o Congresso assume o papel de regular as relações entre pessoas e instituições que integram a sociedade de uma nação. portanto. faremos uma breve descrição acerca das funções que. As transformações com o foco no Legislativo Sendo assim. Desse modo. por meio de eleições diretas e periódicas. por meio da elaboração de leis. Imagino que os servidores seriam mais incentivados em realizar suas tarefas se houvesse uma mensuração e avaliação dos resultados obtidos. página 05 . o Legislativo e o Judiciário. nesses últimos anos de existência. é um poder delegado. Os resultados do concurso. qualquer função administrativa. com custos menores. Entretanto. É sobre isso. que falaremos agora.

na Constituição de 1967.tancredo. introduzida no nosso sistema legal pela Carta de 1988. Mais adiante trataremos da medida provisória. Sob esse aspecto. E tais alterações tiveram o objetivo de tornar mais eficiente a forma de atuação do Congresso. vedações. os quais foram modificados pela Constituição de 1988.br/capa . quanto às transformações atinentes ao Poder Legislativo. competência e objetivos. 58 da Carta vigente à época. Ambas são atos do chefe do Poder Executivo.adv. esse ato somente poderia tratar de segurança nacional ou de finanças públicas. Fonte: http://www. diz respeito aos tipos de normas que integram a legislação brasileira. vale ressaltar as transformações ocorridas desde a última Constituição até a que vigora atualmente. Um dos aspectos que merece ser tratado neste capítulo. quanto sua forma. O quadro abaixo mostra a situação anterior (relativa à Constituição de 1967) e a situação atual: Percebe-se. forma de elaboração e o processo a que deveriam se submeter para ingressar no universo jurídico. O processo legislativo sofreu diversas alterações ao longo do tempo. examinando o quadro acima.No que diz respeito à função legislativa. conforme disposto no art. O Congresso Nacional tem sua atuação definida na Constituição Federal. estabelecendo competências. o ponto principal da reforma diz respeito ao processo legislativo. página 06 Entretanto. A última grande transformação nesse setor foi a própria Constituição Federal de 1988. que a alteração substancial se deu pela substituição da figura do decreto-lei pela medida provisória. Ela definiu os tipos de normas e leis que fariam parte da legislação vigente.

O Poder Executivo. por seu turno. Discorreu-se sobre o Poder Legislativo Originário e Derivado. O efeito disso era bastante nocivo à sociedade. O Tribunal promove o controle dos gastos públicos com fundamento em norma constitucional. o universo de matérias a serem regulamentadas foi mais bem definido na Constituição atual. Algumas delas estão relacionadas abaixo: a) O ciclo orçamentário. o quorum para aprovação de cada tipo normativo. Havia. A Constituição de 1988. b) O Tribunal de Contas da União. enfim. rapidamente aprovava um decreto regulando determinada matéria. e espera-se do Estado que as transformações continuem a ocorrer. Isso obrigou o Congresso Nacional a apreciar tais medidas ao fim do seu prazo. sobre as funções legislativas. instituindo a medida provisória. No entanto. em que é possível identificar o alcance de uma meta prevista em um programa de trabalho. em um primeiro momento. O objetivo desse sistema é propiciar um mecanismo de controle mais eficiente das ações do Governo. órgão que presta auxílio ao Congresso Nacional em sua função de controle externo. no que diz respeito à Administração Pública em sentido amplo. Outros pontos também foram objeto de transformações nos últimos anos. sob pena de provocar o trancamento da pauta sobre qualquer outra matéria pendente de apreciação. . que limitou a edição de medidas provisórias. Além disso. as medidas provisórias podiam ser reeditadas indefinidamente. que deveria ser apreciado pelo Congresso Nacional em trinta dias. tudo que diz respeito ao processo legislativo sofreu diversas modificações ao longo do tempo. o Executivo dispunha de um poder que. diante de uma dificuldade imposta ao Governo. permitindo uma única reedição. um desvirtuamento da função legislativa do Congresso. foi aprovada a Emenda Constitucional de nº 32. desse modo. Em lugar de restringir os assuntos a serem regulamentados. de modo a propiciar uma maior eficiência do sistema em questão.Com o instrumento do decreto-lei. É um sistema orçamentário voltado aos resultados da gestão governamental. em 2001. página 07 O processo de transformação continuou e. Essa foi uma das alterações ocorridas no âmbito do Poder Legislativo. instrumento essencial ao planejamento econômico do país e ao desenvolvimento do Estado. sem apreciação das Casas Legislativas. As competências estão mais restritas e as limitações e vedações do poder regulamentar. deveria ser exclusivo do Legislativo. Podemos citar ainda algumas outras. mais amplas. A função legislativa do Congresso estava sendo assumida indevidamente pelo Executivo. Essa situação se agravava em razão da natureza do decreto-lei. conclusão Conclusão Vimos que o Legislativo sofreu inúmeras alterações ao longo do tempo. O processo legislativo ganhou bastante em transparência e os direitos do cidadão tiveram prioridade na concepção da nova Carta. as competências para proposição de projetos de lei. em tese. o decreto deixava de atender às reais demandas da população. tentou minimizar o problema. sobre o Prêmio Hélio Beltrão. que tratam da edição de leis propriamente dita. foi concebido de forma a propiciar maior eficiência em sua execução. surgiu para dar mais força à ação fiscalizadora da sociedade. o resultado não se mostrou melhor que o anterior. caso contrário seria automaticamente transformado em lei. É que o leque de matérias passíveis de regulamentação por medida provisória é bem maior que o anterior. a Carta Magna apenas citou as vedações que seriam impostas às normas baixadas pelo Executivo. com a promulgação da Constituição de 1988 e alterações posteriores. Sem submeter-se a qualquer discussão parlamentar. c) De uma maneira geral. a Lei de Diretrizes Orçamentárias e a Lei Orçamentária Anual. A forma de elaboração. o que terminava por produzir os mesmos efeitos indesejados do antigo decreto-lei. Para tanto foram criados: o Plano Plurianual. algo que jamais havia ocorrido na história do país.

caso em que ele enviará uma mensagem orientando-o nesse sentido.Inteligências Múltiplas aula 07 . Espera-se que o aluno demonstre capacidade de análise e domínio dos temas estudados. O acesso é pelo menu Avaliação. clique na atividade pretendida no painel de desempenho. evidenciando-se a mudança (ou não mudança) de decreto-lei para medida provisória. a mudança de um Estado burocrático para um Estado gerencial. Acesso pelo menu "Avaliação". seria praticamente impossível compreender os relacionamentos existentes entre as pessoas .Módulo II Aula 10 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. Para visualizar a correção.Motivação aula 02 . e uma maior transparência na coisa pública.Ferramentas Gerenciais aula 10 .Inteligência Emocional aula 06 . botão Avaliações.exercícios de auto-avaliação .Dinâmica de Grupo aula 09 . disponíveis ao final de cada módulo. Avaliação Final de Módulo II Avaliação de módulo – São exercícios subjetivos. Lembre-se de que caso seja necessário.A Janela de Johari aula 01 .sobre a transformação da Constituição anterior para a de 1988. Modulo III Módulo III aula 01 .Organização Informal aula 04 .Estilos de Liderança aula 03 .Motivação aula gravada em áudio MOTIVAÇÃO Segundo Chiavenato (2000).Negociação Ganha X Ganha aula 05 . o poder fiscalizador do Tribunal de Contas da União. Gestão . Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. que serão corrigidos pelos tutores. o Professor-Tutor pode solicitar que você reformule sua resposta. o novo ciclo orçamentário.Comunicação Institucional aula 08 . Todas essas mudanças evidenciaram o intento do Estado para efetivar ao longo do tempo.

motivo é tudo aquilo que estimula a pessoa a agir de determinada forma. Você reage da mesma forma que seu colega de trabalho ao ser motivado (a)? É provável que não. Analisando as suposições acima. advindo do ambiente. acreditamos e prevemos. é baseado na motivação que iremos responder. as necessidades. teremos sempre à nossa frente algo a motivar-nos. Nesse caso. As necessidades variam de pessoa para pessoa e também de situação para situação. há três premissas que justificam o comportamento humano. Ou seja. Haverá sempre algum objetivo implícito ou explícito para esclarecê-lo. uma incitação. O comportamento não é fortuito nem aleatório. acarretando diversos padrões de comportamento e valores sociais variados. porém sempre direcionado para uma finalidade. concluímos que o comportamento não é espontâneo e nem isento de finalidade. Sendo assim. somente depois. os valores sociais e as capacidades variam. como também pode ser gerado internamente nos processos mentais do indivíduo. nossos atos são conduzidos pela cognição – pelo que pensamos. As pessoas são diferentes no que tange à motivação. Podemos observar essa afirmativa no modelo básico de motivação ilustrado por Chiavenato (2000). é aconselhável o estudo inicial deste tema para. Em caso de dúvidas. contate o seu tutor por meio da Plataforma de Educação a Distância do ILB (menu "Comunicação" . Esse impulso à ação é provocado tanto por um estímulo externo. . Apesar de os padrões de comportamento serem variados.sem um mínimo conhecimento da motivação de seu comportamento."Mensagem") ou por e-mail. Para dificultar ainda mais. De modo geral. Para um comportamento de atitude tomada. quando alguém nos pergunta o motivo pelo qual agimos de uma certa maneira. O comportamento é causado por estímulos internos ou externos. O comportamento é motivado. página 02 A motivação tem um caráter contínuo. Porém. Ele está à sua disposição e pode ajudá-lo. uma necessidade. Vale lembrar que as capacidades para atingir os objetivos são totalmente diferentes. a motivação está relacionada com o sistema de cognição de cada pessoa. Tanto o meio no qual o indivíduo está inserido como a própria hereditariedade são fatores que influenciam no comportamento de cada pessoa. o mesmo para todas as pessoas. praticamente. estudarmos os demais. O que seria motivação para você? Bem. Algo intrínseco. que possa ter um valor infinitamente superior ao que teria para outra pessoa. em cada um de nós. O comportamento é orientado para objetivos. definir exatamente o conceito de motivação é algo complexo. Quais são elas? O comportamento é um efeito. conforme a situação. ou seja. o processo do qual eles resultam é. existe um impulso. Neste caso.

dentro ou fora do ambiente organizacional. poder. psicólogo americano. a troca de amizade. força. cuja base contém as necessidades primárias. p. de repouso e descanso. 2000. São as necessidades que todos desejam possuir: a de aceitação por parte dos colegas. as mais sofisticadas e intelectualizadas. as necessidades mais baixas e recorrentes. fraqueza. . Agora veremos o que representa cada uma delas. Tornar-se mais do que é e de vir a ser tudo o que pode ser” (Chiavenato. Necessidades de auto-realização: essas são as mais elevadas. sentimentos de valor. podendo levar-lhe ao desânimo. pois é considerada por Maslow como ativadora do comportamento humano. Maslow distribuiu as necessidades humanas em forma de pirâmide. Essa necessidade é fundamental em uma empresa. Necessidades de segurança: no momento em que as necessidades humanas estão relativamente satisfeitas. conforme o tempo). página 03 Teorias Motivacionais Teoria de Maslow Abraham Maslow. dentre outros. que a nomeou de Hierarquia das Necessidades Humanas. Com essas necessidades satisfeitas. tendo como parâmetro a questão das necessidades humanas. Necessidades Fisiológicas: é o nível mais baixo da pirâmide hierárquica. Observe a figura abaixo.. tais necessidades estão organizadas hierarquicamente e a busca pela satisfação de algumas ou todas elas é que nos motiva a tomar alguma direção.85). desenvolveu uma teoria. desamparo. Caso contrário. você tem condições de possuir autoconfiança. O que pode acontecer se tais necessidades não estiverem satisfeitas? É simples. de abrigo e reprodução da espécie.O modelo será o mesmo para todas as pessoas? Sim. ou seja. de afeto e amor. ou seja. mas o resultado poderá variar de forma indefinida. pode acarretar a solidão ou a falta de adaptação social para o indivíduo. Necessidades de estima: são as necessidades relacionadas com a forma pela qual você se analisa e se vê perante a sociedade. uma auto-avaliação e auto-estima. Tais necessidades são denominadas necessidades biológicas. como de alimentação (fome e sede). Já da metade da pirâmide para o seu ápice estão as necessidades secundárias. há o desejo de segurança. São as necessidades básicas de todo indivíduo. Para Maslow.. situam-se no topo da pirâmide hierárquica. surgem sentimentos de inferioridade. pois depende da percepção do estímulo (que modifica de pessoa para pessoa e na mesma pessoa. Necessidades sociais: é o convívio que você tem com outras pessoas. “São as necessidades que levam cada pessoa a tentar realizar seu próprio potencial e se desenvolver continuamente como criatura humana ao longo de toda vida. A busca de proteção contra ameaça e a busca de estabilidade em um mundo previsível são manifestações típicas dessas necessidades.

iremos estudar a teoria de Herzberg. vai depender daquilo que você .87). relação percebida entre satisfação dos objetivos e alta produtividade: nesse caso. benefícios sociais. simplesmente evitam a insatisfação. São dois os fatores motivacionais de Herzberg: 1. Os fatores tornam-se atrativos no momento em que atividades estimulantes são agregadas ao cargo. utilizados pelas organizações. 2. segundo Chiavenato (2000): “Victor H. em sua teoria. página 04 Agora. Vroom desenvolveu uma teoria da motivação que rejeita noções preconcebidas e que reconhece essas diferenças individuais. tais fatores não têm uma forte influência no comportamento dos empregados. 2000. Teoria dos dois fatores: os satisfacientes e os insatisfacientes página 05 O modelo contingencial de motivação de Vroom. 2000. quando precários. Contudo. Fatores motivacionais: estão diretamente relacionados ao conteúdo do cargo em si. aceitação social e até mesmo ter um trabalho mais interessante. os fatores externos e o trabalho do indivíduo como motivadores do comportamento humano. A teoria dos dois fatores de Herzberg. “A expressão higiene serve exatamente para refletir seu caráter preventivo e profilático e para mostrar que se destinam simplesmente a evitar fontes de insatisfação do meio ambiente ou ameaças potenciais ao seu equilíbrio” (Chiavenato. p. p. tornando o ambiente de trabalho agradável. a pessoa sempre desejará mais e dificilmente atingirá a satisfação plena e absoluta. segurança no cargo. comumente. Constituem os fatores que são. provocam insatisfação. etc. políticas da empresa. dinheiro. Porém. reconhecimento. Para Vroom.90). Fatores higiênicos: referem-se às condições físicas e ambientais de trabalho. três fatores são determinantes em cada indivíduo. Sua teoria se restringe exclusivamente à motivação para produzir” (Chiavenato. segundo Chiavenato (2000): Herzberg difere de Maslow ao fundamentar. 2. mesmo que todas as necessidades sejam alcançadas.Portanto. Por exemplo: o salário. são eles: 1. objetivos pessoais do indivíduo: podem ser considerados como as necessidades básicas de cada ser humano. Podemos conferir no diagrama abaixo a Teoria dos 2 fatores. Quando esses fatores estão em perfeita harmonia entre os funcionários. por exemplo.

Caso contrário. trarão somente benefícios àquele que o motivou. 1994. se ele acreditar que o esforço despendido em um serviço teve pouco efeito no resultado.105). Contudo. percepção de sua capacidade de influenciar sua produtividade: um funcionário pode acreditar que seu poder influencia seu próprio nível produtivo. se você tiver uma necessidade de aceitação muito elevada pelos membros do grupo. conseqüentemente. não motivará seu colega.considerar como prioridade na sua vida pessoal. Caso tal área tenda à entropia. 102). Os seres humanos sempre foram movidos a recompensas. mesmo fazendo isso para motivar os empregados. é necessário dar-lhes oportunidade e espaço para concretizar suas ambições. p. cada indivíduo escolhe o grau com que deseja ser motivado. página 06 Pode-se verificar. Um funcionário desmotivado pode causar sérios problemas à instituição. das necessidades e da percepção que o indivíduo tem da realidade. seja ela de natureza pública ou privada. p. Muitos impérios e líderes tombaram devido às ações de funcionários que pareciam leais. Em uma empresa. jantares. na frase de Maquiavel (2001). haverá separação. Sendo assim notamos que a motivação é algo intrínseco. Concluiremos este capítulo com um pensamento sobre um possível fim para a Gestão de Pessoas. é fundamental permanecer sempre atento a suas ações. mas ao mesmo tempo pode virar um nada caso as pessoas deixem de existir nas organizações. Sun Tzu afirma: “Comanda seus soldados com autoridade.. como foi visto no início. 3. Aquilo que o motiva... se assim o fizerem. Porém. outros estão em uma eterna busca. Isso se o salário for baseado na produção. mesmo há 2. automaticamente irá se esforçar menos. dentre outros. bonificação em função de desempenho.” (Griffin. mantém-nos juntos pela boa fé e os torna serviçais com recompensas. alguns recursos praticados na gestão de pessoas são folgas.500 anos. as demais também desaparecerão.19). O que pode ser considerado importante para motivar funcionários? É preciso que o superior lhes passe pessoalmente algo inspirador e.. Por fim. “Sempre se encontram descontentes e pessoas com desejo de inovar. Ainda com relação ao trato entre chefia e subordinado. Porém todos precisam ser motivados. use recursos que ajudem a desenvolver atitudes positivas na organização. as ordens não serão respeitadas” (Sun Tzu. . como pôde ser visto na citação acima de Sun Tzu. Porém. Se a fé diminuir. p. uma empresa é tudo. podem trazer problemas à organização. é mister oferecer oportunidades aos funcionários e espaço para que possam concretizar suas ambições. Pois produzir um número que destoa da média poderá gerar a rejeição do grupo. festas. Pois. conclusão Conclusão Verificamos nesta aula que você reage de forma diferente das outras pessoas e que cada pessoa possui uma forma única de ser motivada. uns se contentam com pouco. No tratamento com os funcionários. dependerá dos valores. se necessário. 2001. que poderão abrir-te caminho para dentro do estado e facilitar a tua vitória” (Maquiavel. Diante disso. se as recompensas forem deficientes. provavelmente. para você ter sucesso é necessário desenvolver a capacidade de perceber mais além do que eles estão fazendo: o porque estão fazendo. que pessoas precisam ser motivadas e. Se você tem como objetivo obter um salário maior. “. 2002. provavelmente irá produzir abaixo do nível médio de produção. terá uma forte motivação para produzir mais.

existem pontos em comum entre indivíduos. Logo. Sendo assim. ‘bom’.Módulo II Aula 1 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. para a obtenção de resultados satisfatórios. Vale ressaltar que o estilo autoritário não tem relação com um estilo ‘mau’ e sim firme. Observando as constantes mudanças no dia-a-dia. Acesso pelo menu "Avaliação". indicando a direção a ser seguida. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. o que exige confiança tanto do líder para com os liderados. como dos liderados para com o líder. A liderança sugere que a pessoa aceita pelo grupo tenha o poder de dirigi-lo. que possuem personalidade. Liderar é liberar a capacidade criativa existente nas pessoas.Estilos de Liderança aula gravada em áudio ESTILOS DE LIDERANÇA Daremos início à aula de liderança com um breve conceito da palavra “liderar”. de forma diferenciada. aperfeiçoada e adaptada por todos que assim desejarem. é notório o valor de um líder servindo de bússola. Uma das muitas fontes de confusão sobre liderança foi a introdução da idéia dos assim chamados ‘estilos’: a liderança autocrática. o que pode dar certo em um grupo pode não funcionar em outro. e os indivíduos identificam no líder a sapiência de saber ouvi-los.Gestão . liderança é uma técnica que pode ser assimilada. Ao observarmos um líder. dentro de uma mesma organização. garantindo o sucesso e a eficácia organizacionais. porém isso demanda comprometimento entre líder e liderado. não existe um ‘estilo’ certo na escala da liderança. O primeiro estilo era considerado ‘mau’ e o segundo. nas quais eles apenas eram os intermediários – nomeados pelas organizações – que faziam as ordens serem cumpridas. página 02 O Líder O líder é aquele indivíduo que todos querem seguir. Isso decorre pelo fato de o grupo ser formado por seres humanos. Destarte. Vários líderes atuais originaram-se de uma sociedade cujas empresas seguiam o modelo patriarcal de liderança. em Avaliações. necessariamente. criativa. Todavia. pela hierarquia. . Espera-se que os líderes que provêm do modelo patriarcal estejam preparados para atuar no cenário do novo milênio. Isto é. o poder de mando existe. poderemos verificar que irá tomar variadas decisões no decurso de sua função. aula 02 . aparência e caráter distintos.exercícios de autoavaliação . veremos a seguir três áreas principais existentes nos grupos de trabalho. A fome no momento em que acordamos é um exemplo de necessidade comum a todos. Porém mesmo com todas essas diferenças. A postura atual do líder deve ser empreendedora. mas é legitimado pelo grupo e não. democrática e laissez-faire (ou ‘faça o que quiser’)”.

1994. São abertas na maneira simples. p. descobrem que nada sabem.indg. Quanto mais sabem. 5) Suas vidas são equilibradas: os líderes mantêm-se sempre atualizados em relação aos assuntos e eventos mais recentes. Acreditam. Qual a sua reação ao se deparar com energias negativas? Esses líderes tendem a neutralizar essas energias e com sabedoria conseguem lidar com elas.com. escutam os outros. página 04 6) Os líderes encaram a vida como uma aventura: pessoas assim fazem da vida uma verdadeira dádiva e resistem ao máximo tornarem-se discípulos de qualquer pessoa. procuram treinamento.br/info/artigos página 03 Veremos a seguir algumas características de líderes. dava também ao povo. leitura especializada. 1994. “São capazes de reconhecer seu próprio valor. porém poucos confidentes. ou seja.9). um eterno aprendizado.. positiva. e seu espírito é entusiasta. Não gostam de serem detidas e são capazes de se adaptarem virtualmente a qualquer situação. Possuem vários amigos. agradável e feliz. 4) Os líderes acreditam nas outras pessoas: tais indivíduos não se sentem superiores ou engrandecidos pelo simples fato de se defrontarem com as fraquezas dos outros. Sua atitude é otimista. São extremamente curiosos e estão sempre fazendo perguntas. para cima. que se manifesta através de sua coragem e de sua integridade e através da falta de necessidade de gabar-se. assistem a aulas. realmente. direta e não manipuladora com que se comunicam” (Covey. aprendem com os olhos e ouvidos bem abertos.10). se assim desejassem e tivessem condições e virtude para tal façanha. p. desenvolvendo sempre novas habilidades e interesses.Os três componentes básicos para atingir as metas Fonte: http://www. no potencial subjacente de todas as pessoas. esperançoso e cheio de fé”. Vamos fazer uma analogia com Maquiavel. pois ao mesmo tempo em que Maquiavel dava conselhos ao príncipe. Os líderes vivem de maneira sensata o presente. . 2) Os líderes estão voltados para o serviço: podemos dizer que os líderes encaram a vida como uma missão e não como uma carreira. 3) Os líderes irradiam energia positiva: “As pessoas baseadas em princípios têm uma aparência alegre.. Acreditava que era possível a chegada deles ao poder. Planejam cuidadosamente o futuro e adaptam-se com flexibilidade às circunstâncias mutáveis. (Covey. baseadas em 8 princípios. conforme Covey (1994): 1) Os líderes estão continuamente aprendendo: há uma busca constante de conhecimento na vida desse tipo de indivíduo.

Estilos de liderança para Robbins (1999). propriamente dito. p. Ou seja. p. 2002. . podemos adentrar nesse assunto. 1994.232). a mental. além de serem bastante produtivas e criativas. A liderança carismática é mais indicada quando existe um propósito ideológico. os líderes carismáticos têm três características marcantes que os diferem de um líder não carismático. p. a seus seguidores. a maioria dos especialistas acredita que os indivíduos podem receber treinamento com o objetivo de demonstrar comportamentos carismáticos. Será que no seu trabalho existe algum líder carismático? Já dizia Maquiavel: “Nada torna um príncipe tão estimado quanto realizar grandes empreendimentos e dar de si raros exemplos” (Maquiavel. Podemos verificar um propósito ideológico na frase de Sun Tzu. O mesmo ocorre com os líderes. Depois de termos visto sobre alguns assuntos importantes dentro dos estilos de liderança. Qual o comportamento desse tipo de líder? O carismático. domínio e fortes convicções em suas crenças. página 05 Os líderes dessa teoria possuem alguns traços marcantes de personalidade. Porém. confiança de que eles conseguem alcançá-las. p. Esta teoria lida com pessoas tentando fazer uma ligação entre causa e efeito. 1999. compreensivos e dispostos para o trabalho. ainda que alguns autores afirmem que carisma não pode ser aprendido. São elas: confiança extremamente alta. O líder expõe expectativas altas de desempenho e demonstra. cujo único pensamento é proteger seu país e prestar um bom serviço ao soberano. “Esses princípios da auto–renovação gradualmente produzem um caráter forte e saudável com uma força de vontade poderosamente disciplinada.73). a emocional e a espiritual. “O general que avança sem desejar fama e recua sem temer o descrédito. é a jóia do reino” (Sun Tzu. inclusive você. 8) Os líderes exercitam-se pela auto–renovação: é fundamental cuidar das quatro dimensões da personalidade humana. Com isso. uma expectativa é criada nos seguidores fazendo com que surja uma ligação entre o presente e um melhor futuro para a organização. pessoas sinérgicas são aquelas que se adaptam e aceitam facilmente uma mudança. articulados por eles próprios. são elas: a física. Além de estar sempre mostrando a eles que. deve ser atribuído a algum fator.105). voltada para o serviço” (Covey. A teoria de atribuição de liderança é utilizada como ajuda para explicar a percepção de liderança. 2001.7) Os líderes são pessoas sinérgicas: “Sinergia é o estado em que o todo é mais do que a soma das partes” (Covey. verificou-se que são quatro as abordagens mais recentes. agressivos.12). pois “a teoria da atribuição diz que liderança é meramente uma atribuição que as pessoas fazem a outros indivíduos” (Robbins. normalmente. p. 1994. liderança transacional versus transformacional e liderança visionária.14). liderança carismática. Porém. por isso se torna mais comum a aparição de um líder carismático na política ou na guerra. São considerados possuidores de fortes habilidades verbais. ou então quando uma empresa está introduzindo algo radicalmente novo ou passando por uma crise. Quando algo acontece. faz auto–sacrifícios para atingir o desejado. São elas: teoria de atribuição de liderança. De acordo com uma revisão das teorias de liderança realizada por Robbins (1999). se for necessário. influencia seus seguidores através de processos atraentes. A teoria da liderança carismática é considerada como a extensão da atribuição de liderança.

planejador e realizador. ver como se comportaram nas guerras. E os líderes transformacionais inspiram seus seguidores a ultrapassarem seus interesses próprios para o bem da empresa e também prestam atenção nas necessidades individuais de seus seguidores. Sendo assim. a qual afirma que cada indivíduo possui diversas formas de atingir a satisfação profissional. produtividade mais alta e satisfação de empregado mais alta” (Robbins. Tendem a adiar as tarefas que necessitam execução ou se afastam delas. podemos dizer que o indivíduo carece de uma atenção um pouco mais direcionada as suas necessidades individuais.Destruidor: são líderes completamente egocêntricos e vêem o mundo a partir de suas próprias convicções.Paralisador: esses tipos de líderes ficam parados no tempo. a liderança visionária é aquela que possui a capacidade de criar e articular uma visão realista do futuro para o ambiente organizacional. 4. e examinar as causas das vitórias e derrotas a fim de poder escapar destas e imitar aquelas. mas têm princípios firmes e imutáveis. e para isso é necessário que tenha comunicação oral e escrita claras. 2001. Maquiavel. são de fácil convivência. Pode-se verificar no seguinte trecho: “Quanto aos exercícios da mente. e cujos gestos e ações procuraram ter sempre em mente” (Maquiavel. deve o príncipe ler as histórias e refletir sobre as ações dos homens excelentes. os líderes guiam ou motivam seus seguidores na direção de metas estabelecidas. onde todas as áreas tenham conhecimento do que se passa. Qual o motivo desta forte correlação? Será pelo fato de os líderes prestarem atenção nas necessidades individuais de seus seguidores? Observando esta pergunta.Planejador: o estilo de liderança dos líderes planejadores envolve lidar com o mundo real. a partir de acontecimentos presentes e passados. em seu livro O Príncipe. “A liderança transformacional está mais fortemente correlacionada do que a liderança transacional a taxas de rotatividade mais baixas. A liderança transacional versus transformacional: na liderança transacional. antes deles. procrastinador. ele deve explicar a visão aos outros. 1999. Mas.Procrastinador: são indivíduos absolutamente nervosos e relutantes. A liderança transformacional possui uma ligação estreita com a carismática. p. explicando a eles quais são as exigências do papel e da tarefa em troca de recompensas pelos esforços realizados.Realizador: os líderes realizadores são considerados indivíduos vibrantes e coerentes. eles se interessam com o ambiente externo e também com o que podem aprender com você. paralisador. página 07 Não basta o líder possuir apenas a visão.235).página 06 O líder tem uma visão voltada para o bem da organização e a satisfação pessoal de atingir as metas estabelecidas. é um exemplo de líder visionário. p. Além de inquiridores e prestativos. ele deve demonstrar tal visão através de comportamentos e estendê-la para a organização como um todo. O objetivo dos líderes planejadores é expandir os conhecimentos. sobretudo. em tempo real. Não possuem consideração para com os outros e tiram vantagem daqueles que agem conforme o solicitado. O Estilo de Liderança pode ser classificado em cinco versões. 5. pode ser feito um paralelo à motivação. Os perfis são os seguintes: destruidor. 2. deve agir como antes agiram alguns homens excelentes que se espelharam no exemplo de outros que. 1. 71). Além disso. Suas negociações são bem . 3. Por fim. além de fazerem com que os mesmos vejam velhos problemas de maneiras novas e os estimulem e inspirem a darem mais de si para alcançarem as metas estipuladas. Praticamente vivem de algum passado glorioso e tentam de forma repetida revivê-lo. haviam sido louvados e glorificados.

As denominações de estilos são variadas. Com a finalidade de agregar um pouco mais de conhecimento a respeito dos líderes. veremos algumas diferenças entre eles e os chefes. dependendo do modo como agir. Silva (2002) realiza uma comparação entre chefes e líderes. Porém o chefe pode se transformar em um líder. o estilo irá depender das características que o suposto líder apresentará. eles incluem as pessoas comunicando a elas essa visão e motivando-as a vencer obstáculos. Quais as diferenças existentes entre os chefes e líderes? O bom chefe traz ordem e segurança ao se projetar planos formais. Procure saná-las logo que apareçam. os líderes estabelecem direção desenvolvendo uma visão do futuro. Já o líder trata com a mudança. Não acumule dúvidas. seus empreendimentos sempre são concluídos. então. suas estratégias são bem planejadas e comunicadas e seus liderados demonstram orgulho de ter um líder realizador. Além de trazer ordem e segurança. porém não necessariamente todos são líderes. página 08 Diferenças entre chefes e líderes Nem todo chefe é líder. Diferenças primárias entre gerentes e líderes Até mesmo nos dias atuais não seria possível identificar um conjunto de traços de personalidade comum a todos os líderes. Líderes carismáticos ou autoritários. Alguns indivíduos possuem os mesmos traços. Chegamos à conclusão que não há estilos de liderança pré-estabelecidos. porém a essência é praticamente a mesma. diversas nomenclaturas. conclusão Conclusão .sucedidas. conforme podemos visualizar no quadro abaixo. planejar estruturas organizacionais rígidas e observar os resultados dos planos.

que visa ao alcance dos objetivos e resultados estabelecidos. em Avaliações. Para que a organização de uma empresa seja adequada. vamos discorrer um pouco sobre estrutura organizacional. Por exemplo: um líder carismático pode ser autoritário em algumas situações. cargos. Para entendermos melhor o que é e como funciona uma organização informal. No entanto se a situação for de combate. estrutura organizacional e organização formal. relações funcionais. devemos estar sempre buscando resultados satisfatórios e positivos. Para isso daremos um breve conceito de organização.exercícios de autoavaliação . talvez fosse a melhor solução.Módulo III Aula 2 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. Depois de termos visto sobre organização. Finalizaremos este capítulo com um pensamento de Maquiavel (2001). níveis hierárquicos etc. pois em um mercado competitivo como o nosso. Os estilos vistos nesta aula podem ser usados por uma mesma pessoa em situações diferentes. pode-se considerar notório o desenvolvimento da estrutura organizacional. Esses quesitos constituem a organização formal de uma empresa. Acesso pelo menu "Avaliação". a liderança autoritária não soaria mal. devido às próprias condições humanas e ambientais. Verificamos na aula que a liderança carismática é mais indicada quando existir um propósito ideológico.Podemos concluir que a existência da figura de um líder em uma organização é imprescindível para o bom andamento das tarefas. ao contrário. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. E o autoritário. a organização informal é formada por um conjunto de interações e de relacionamentos que são criados entre os funcionários de uma organização e prega a importância do relacionamento interpessoal dentro e fora das organizações. Porém. Em contraposição à organização formal. o qual diz que “seria muito vanglorioso um príncipe possuir apenas qualidades boas. Porém. Gestão .Organização Informal aula gravada em áudio ORGANIZAÇÃO INFORMAL Toda organização informal está inserida em uma estrutura organizacional. isso se torna algo difícil de executar”. Organização É a ordenação e agrupamento de atividades e recursos. aula 03 . agrupadas e coordenadas. pode ser carismático. Essa postura deve ser empreendedora e criativa. podemos dar início às organizações informais. Estrutura Organizacional A estrutura organizacional estabelece como as tarefas de trabalho são formalmente divididas. cuja estrutura organizacional é composta de órgãos. também. não existe um estilo de liderança modelo ou desejado. . O importante é a postura de um líder. A liderança utilizada dependerá do ambiente no qual a instituição estará inserida.

que o comportamento dos indivíduos no trabalho não poderia ser perfeitamente compreendido sem que as organizações informais fossem consideradas. É importante observar que a organização informal possui alguns componentes que se entrelaçam. já vimos a importância. como amizades ou inimizades. Em seguida discorreremos sobre cada um deles.página 02 A organização informal Alguns estudiosos da Teoria das Relações Humanas verificam. É a partir dos grupos formais que surgem os informais. com isso nascem os sentimentos de amizade e interesse que são a base dos grupos informais. tais componentes estão listados para que possamos visualizar de maneira clara. e é justamente essa variedade de comportamento que é denominada de organização informal. da presença de grupos informais em uma empresa. precisa e didática. certamente algumas pessoas se sentiriam desmotivadas a ir trabalhar. não aparecem no organograma. infelizmente. desenvolvida por Elton Mayo. O comportamento e os tipos de relações que os funcionários mantêm dentro de uma empresa. grupos que se identificam ou não. Os grupos informais são criados pela iniciativa dos próprios funcionários e desenvolvem-se para realizar tarefas variadas com interesses comuns. página 03 Grupos informais As organizações são formadas apenas por grupos formais? Não. No quadro abaixo. devido à proximidade física. Seja para organizar um grupo com a finalidade de jogar futebol nos fins de semana ou para reunir com objetivo de reivindicar pela posse de um espaço físico dentro da empresa e até o simples convívio de forma social são exemplos de grupos informais. para os indivíduos. à semelhança social e aos problemas que qualquer ser humano defronta. . todo indivíduo necessita de um mínimo de interação com outros indivíduos nesse sistema informal de relacionamentos. Caso não existissem os grupos informais. com a Experiência de Hawthorne. Agora surge a pergunta: Qual a função dessa organização em uma empresa? A resposta é simples.

pois esses 30 minutos são dedicados àquela boa conversa informal com seus colegas de trabalho. Agora vamos dar início ao segundo. 2000. podendo acarretar problemas. Cada organização é um sistema complexo e humano.Os grupos informais executam quatro tipos de papéis dentro das organizações. p. O expediente tem início às 8h. os colegas que mantêm essa conversa com você terão a mesma conduta. uma norma de conduta foi estabelecida no departamento ou sala na qual trabalha e. só que você começa a trabalhar sempre às 8h30min. Imaginemos a seguinte situação. por meios implícitos. Já vimos sobre o primeiro componente de uma organização informal. O quadro abaixo indica quais são esses papéis. página 05 . com a sua própria cultura e com um sistema de valores” (Chiavenato. Cultura Organizacional Pode-se dizer que as normas de conduta estão entre os elementos mais significativos da cultura organizacional. com características próprias. Daremos início ao terceiro componente. À medida que as normas de conduta ganham força nos grupos organizacionais. um sistema de crenças. expectativas e valores. Ao se comportar dessa maneira. uma forma de interação e relacionamento típicos de determinada organização. as regras burocráticas perdem sua credibilidade entre esses funcionários. Essas normas surgem de opiniões e entendimentos implícitos ou explícitos entre os funcionários da organização.531). “Cultura organizacional significa um modo de vida. que são os grupos informais. página 04 Normas de conduta As normas de conduta regularmente conflitam com o regulamento interno da organização.

Além das normas de conduta. . . Vejamos alguns exemplos de crenças. valores e preconceitos que ocorrem no nosso dia-a-dia. Como as normas de conduta já mencionadas. a cultura organizacional abrange outros elementos que veremos em breve. os outros componentes da cultura organizacional serão citados conforme dito. São eles: página 06 Não iremos precisar de muitos artifícios para a compreensão desses componentes. Agora citaremos alguns indicadores que identificam e analisam a cultura das organizações.Funcionário ocupado é sinônimo de pessoa produtiva.

facilitando a mensuração da qualidade percebida por cada funcionário. Cerimônias e rituais estão relacionados a eventos sociais realizados para funcionários da própria organização. os símbolos são facilmente modificados em uma cultura organizacional. Clima organizacional Clima organizacional. Como os níveis de satisfação ou insatisfação são apreciados no seu trabalho? Através de questionários. de forma geral. influenciando a maneira como os chefes tratam seus funcionários e.258). . decoração das instalações etc. . possui um importante papel dentro de uma empresa. Um exemplo de questionário objetivo pode ser observado na figura que segue. onde os funcionários irão assinalar apenas uma alternativa. ademais de reconhecer publicamente o desempenho dos melhores funcionários. Esse elemento é formado por palavras. Elevador social para funcionários administrativos e o elevador de serviço para os funcionários da manutenção e limpeza. Por fim. os laços existentes entre funcionários e o senso de identidade comum. 2000. p. Entendidos crenças. O que pode ser para alguns uma excelente fonte motivacional. os símbolos. como as pessoas se relacionam” (Maximiano. página 07 Questionários devem ser aplicados dentro da empresa com perguntas objetivas. O objetivo desses componentes é reforçar os valores organizacionais.. ações ou eventos que significam algo para as pessoas e grupos da organização. daremos continuidade com cerimônias e rituais. com direito a desavenças e o chefe representa o pai.A distinção dos funcionários de uma organização através dos elevadores. Exemplos de símbolos: uniformes.A empresa é uma grande família. objetos. logotipos. o último componente a ser analisado da organização informal. reuniões ou não se fala no assunto? É necessário que os sentimentos em relação à realidade objetiva da organização formal sejam mensurados. “Crenças. Naturalmente. valores e preconceitos estão na base das normas de conduta. valores e preconceitos.

o que produzirá sentimentos individuais. c) Colaboração espontânea: em uma organização informal o nível de colaboração espontânea é infinitamente superior ao da organização formal. As relações desenvolvidas entre os funcionários de uma empresa não aparecem no organograma. os funcionários que assim desejarem não precisam se identificar. Porém. e) Padrões de relações e atitudes: existem pessoas que desenvolvem espontaneamente padrões de relações e de atitudes e que são aceitos e assimilados pelos seus componentes. Cada funcionário terá uma realidade percebida. Quando um indivíduo é solicitado em uma reunião de trabalho. A responsável pelos padrões de desempenho é a motivação individual com relação aos objetivos da empresa. certamente esse funcionário se sentirá querido pelo grupo. o que resulta desarmonia com os objetivos da empresa. limpeza e integração com os colegas. os relacionamentos criados dentro de uma organização formal. pois exprimem os interesses do grupo. através dos resultados obtidos. quando é chamado para comparecer a uma reunião informal em um bar. Já a organização informal escapa a essas limitações. um funcionário sofreu um remanejamento e foi lotado em outro departamento. desde a localização física até os objetivos organizacionais. podem trazer malefícios. Porém é importante que participem pois. g) A organização informal transcende a organização formal: a organização formal está presa a horários e normas. podendo ser relações pessoais de simpatia ou de antipatia. Seria interessante fazermos uma comparação do andamento da organização formal e da informal. ele fará parte de outro grupo informal. f) Mudanças de níveis e alterações dos grupos informais: os grupos informais tendem a se modificar com as alterações realizadas na organização formal. não esquecendo dos salários. infelizmente. Depois de termos estudado a organização informal você se considera apto (a) a listar algumas características desse tipo organizacional? É justamente isso que veremos agora. ele sabe que o desejado no momento é simplesmente seus serviços e conhecimentos. h) Padrões de desempenho nos grupos informais: nem sempre esses padrões correspondem aos estabelecidos pela administração. simplesmente.Todos os elementos que compõem a organização formal afetam os sentimentos dos funcionários. conseqüentemente. estando “presa” apenas às vontades que cada indivíduo tem. por isso há a necessidade de aplicar questionários dentro da empresa com todos. Podem ser maiores ou menores. bem como podem estar em harmonia ou não com a organização. b) Status: os indivíduos se sentem mais prestigiados pela sua importância em uma organização informal do que propriamente pela sua posição na organização formal. algumas mudanças podem ser trabalhadas de maneira direcionada ao foco. A intensidade e duração desses relacionamentos são extremamente variáveis. Por exemplo. conclusão Conclusão As organizações informais são. página 08 Características da organização informal a) Relação de coesão ou de antagonismo: são as relações criadas entre pessoas de diferentes níveis. d) A possibilidade da oposição à organização formal: quando a organização informal é manipulada de forma inadequada pode ocorrer uma oposição à organização formal. O porquê disso? O prazer e a satisfação existentes na organização informal. a fim de verificar se a . Contudo. Esses relacionamentos ao mesmo tempo em que podem ser úteis à empresa.

Conclui que o prazo de 10 dias será pouco para finalizar o trabalho. pode afetar o ambiente formal da empresa acarretando insatisfação pessoal. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. Concluímos que a organização informal tem sua origem na necessidade que cada pessoa possui em conviver com os demais seres humanos. Você analisa o trabalho e nota que é necessário pesquisar em livros. onde o funcionário conseguiu aumentar um pouco o prazo inicial e o chefe recebeu um bom trabalho alguns dias após o desejado inicialmente. documentos históricos e também há a necessidade de elaborar gráficos. Acabamos de ver uma negociação ganha-ganha. Ou seja. Pois. lados opostos com interesses. Seu chefe lhe pede para realizar um trabalho em 10 dias. um prazo de 20 dias e explica ao seu chefe que não terá condições de lhe entregar um trabalho de boa qualidade tão rapidamente. quando uma relação agradável não é estabelecida. em sua maioria. um dos seus desejos era estabelecer relações satisfatórias informais com seus companheiros.Módulo III Aula 3 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. Vejamos um exemplo simples de negociação no ambiente organizacional. As negociações acontecem todos os dias entre familiares. Gestão . a preparação é relevante quando o assunto é negociar. geralmente.exercícios de autoavaliação . Esse módulo irá mostrar como tal processo se desenvolve e explanar algumas técnicas para que uma negociação seja conduzida com resultados satisfatórios a todos. Certamente.Pede. a necessidade de existir uma organização informal dentro de uma empresa é imprescindível.Negociação Ganha x Ganha aula gravada em áudio NEGOCIAÇÃO GANHA-GANHA Uma negociação envolve. conflitantes.informal está coesa ou não com os objetivos organizacionais. em Avaliações. comerciantes e também no local de trabalho. Ou seja. Para uma negociação ser bem-sucedida é necessário que um plano de ação seja estabelecido. este deve conter o objetivo final e a estratégia para alcançá-lo. . então. Negocia junto a ele o tempo ideal e depois de muita conversa chegam a um acordo que em 15 dias o trabalho estará pronto. Acesso pelo menu "Avaliação". quando você começou a trabalhar na empresa/instituição na qual está. aula 04 .

Por um razão ou por outra. plenamente. Porém para uma negociação ganha-ganha atingir o sucesso e perpetuar a relação de parceria durante longo prazo. uma vez conseguido um acordo satisfatório. correto? Se considerarmos a negociação um processo que se completa em apenas uma negociação. quer sentir-se um perdedor. 2. Em suma. Afinal.relações ganha-ganha: fazer com que ambas as partes se sintam a vontade com a negociação. dentre outros benefícios. Depois de consolidado um relacionamento amigável. 3.página 02 O processo termina com resultados positivos ou negativos para ambos. manter um contato constante com os indivíduos que participaram da negociação. Na vida. O problema reside na filosofia ganhador-perdedor. Porém. a manutenção deve ser feita.permitir que o relacionamento se desenvolva. pois a outra parte não terá motivo para ser desonesta ou evasiva em suas respostas.cultivar um sentimento de confiança recíproco.planejar atividades que permitam desenvolver um relacionamento pessoal positivo com aquele que iremos negociar. O mesmo acontece nas negociações. a negociação está encerrada. ele não quererá mais jogar com você. a solução é aprofundar ainda mais os pontos em desacordo. ao mesmo tempo em que se fazem ganhadores. Nos acordos ganha-ganha as metas de ambos os negociadores são conciliadas para chegar a um acordo mutuamente plausível e aceitável. as pessoas não têm mais o empenho original em cumprir o acordo e acabam depositando suas energias e interesses em outro lugar. Em Marketing existe uma máxima que diz que “um cliente mantido é mais lucrativo que um cliente conquistado”. é melhor conhecer quem será seu parceiro.planos ganha-ganha: considera importantes a própria meta e a de quem está negociando. para um acordo ser bem-sucedido uma relação precisa ser bem desenvolvida. Provavelmente o erro mais comum no âmbito dos negócios é concluir que. É necessário fazer a manutenção do processo. esgotando quaisquer tipos de diferenças que ainda perdurem para que o resultado final satisfaça as partes envolvidas na negociação. o acordo é mútuo. ninguém. ou seja. antes de discutir negócios para valer. A negociação ganha-ganha não pode ser considerada um jogo. À medida que um indivíduo é derrotado várias vezes. nenhuma das partes sai vencida no arranjo. 2.ganha. que traz. . o método ganha-ganha é composto por quatro passos. concorda? Se mesmo depois de todos os quesitos acima preenchidos ainda houver áreas nas quais ambas as partes discordam. ou seja. Como a manutenção pode ser feita? Podemos fazê-la por meio de visitas. página 03 Você pode estar pensando que. jantares e conversas informais. São eles: 1. pois em um jogo. também fazem perdedores. Desenvolver uma relação ganha-ganha é fácil quando estamos dispostos a seguir estes passos: 1. inclusive você mesmo. Como vimos no acordo traçado pelo chefe e seu subordinado. uma menor sensibilidade a preços durante a negociação. principalmente pelo fato de existir essa relação de confiança. Esses pontos foram citados para lembrar que antes de qualquer negociação é válido conhecer com quem se está negociando. o que resta a fazer é transformar em documento todo o combinado. um acordo já pode ser discutido de igual para igual. com o acordo estabelecido. obtendo assim um desempenho satisfatório. Até soa mal! Em uma negociação ganha . talvez seja assim.

manutenção ganha-ganha: encoraja as pessoas a honrar seus compromissos como também manter as relações. ao contrário do que alguns pensam.3. Compreendido o que é negociação ganha-ganha. a negociação não é um ato isolado que começa com um contato visual e termina com um aperto de mãos. .acordos ganha-ganha: ambos atingem suas metas. veremos os tipos de negociação existentes em uma empresa. Tipos de negociação em uma empresa Modalidades diferentes requerem formas diferentes de negociar. página 04 Esse processo em forma de círculo simboliza a continuidade. caracterizando a negociação ganha-ganha como algo que não tem fim. A seguir podemos analisar três tipos de negociação que estão presentes no cotidiano de qualquer indivíduo. 4.

Quando uma negociação é planejada anteriormente. Observe: . teremos então três finais. o resultado poderá ter dois desdobramentos. quando não há um planejamento prévio. ela segue um único caminho.página 05 Independente da área que se for travar uma negociação esteja preparado (a) para um acordo e não se esqueça de formular sua estratégia de acordo com o tipo de negociação. Ao todo.

no momento da negociação. pensamento convergente e divergente a fim de buscar alternativas de ganho comum. Vamos analisar. Resista! 4. Volte ao assunto desejado! Acabamos de ver algumas táticas adotadas por alguns negociadores que não utilizam a negociação ganha-ganha. Concentre-se para não perder o ponto da negociação em que estava! 2. . algumas questões que foram detectadas durante esse processo e tentar seguí-las. Não confunda o outro negociador com idéias ou posições irrelevantes.tentam lhe distrair.Táticas de negociação Um negociador que não costuma utilizar o ganha-ganha é facilmente identificado durante o processo de negociação. pense nas negociações que tem feito e tire suas conclusões. jamais com raiva.induzem a encerrar as negociações antes que você esteja satisfeito (a) com as condições oferecidas. Ao negociar. 3.fazem ataques pessoais. o foco acaba desviando dos aspectos finais. Se você está disposto (a) a manter uma negociação saudável por um longo período. Ter.tendem a introduzir de forma inesperada novos temas. listaremos algumas manobras utilizadas por algumas pessoas durante relações de negócios: 1. tente ver sob todas as óticas possíveis. Assim. Para que você não seja surpreendido (a). juntos. Rebata com bom humor.

é capaz de ficar confuso. ao contrário dos que muitos pensam. ou seja. Você conhece algum tipo assim? Negociadores eu-ganho-você-perde: são pessoas que querem sempre sair por cima. Se o taxista quiser tirar vantagem. tempo e poder. Repetir constantemente as mesmas táticas pode irritar o outro negociador. preparar aquilo que se deseja conseguir.página 06 Em grande parte das negociações existe uma série de temores. Contudo. O que podemos falar é para você se prevenir. Quando o assunto é negociação a dica é: anote tudo. você é responsável pelo que acontece. uma negociação não é um jogo. no qual um perde e o outro ganha. a manutenção. Se não há mais dúvidas entre os negociadores e se as partes estão satisfeitas. Se você não estiver bem preparado. é necessário que seja feito um plano de ação. você até pode chegar ao seu destino. a sua vida será maravilhosa se todos os indivíduos com quem você lida forem calmos. Caso conheça. mesmo que você saia arrasado (a) e acreditam que você está a mercê do dinheiro delas. a negociação não termina como acordo finalizado ou. pois no caso de impasse você saberá quais objetivos foram atingidos e se compensará prosseguir a negociação. Tomadores de decisão indecisos: se já não é fácil conversar com alguém decidido. não fique retornando a pontos que já foram solucionados anteriormente. Mentirosos: esse tipo é complicado. Que tal finalizarmos este módulo com alguns tipos de negociadores? Afinal. O que esse tipo mais gosta de fazer é negar o que foi dito no encontro anterior. conclusão Conclusão Para que uma negociação seja satisfatória para as partes envolvidas. A negociação é como pegar um táxi em uma cidade desenvolvida. No momento do fechamento de acordo. Porém. Espero que você não conheça esse tipo. Assim sendo. honestos e moderados. Tenha formas de avaliar e controlar o que foi acordado. Jamais indique ou coloque em pauta alguma fraqueza do outro negociador. não há porque ficar desviando a celebração do acordo com assuntos já esgotados. pois a negociação não termina com o acordo firmado. Ao contrário. Existe uma fase muito importante. Lembre-se. Procure desenvolver um bom repertório de táticas de informação. vamos conhecer mais um pouquinho sobre eles. e quando há o empate. a negociação ganha-ganha existe para provar . Formular adequadamente seus objetivos máximos e os mínimos. O problema é que o caminho que vai percorrer pode ser bastante longo e também dispendioso. Será que não tem informação relevante ou está desconfiando de algo? Se necessário faça um esboço do processo. acreditar nele. na negociação ganha-ganha o empate é o melhor resultado e principalmente se o relacionamento foi amigável e prazeroso. imaginemos um negociador indeciso. com o aperto de mãos. é preciso convencê-las que o resultado ganha-ganha é uma possibilidade mais agradável. Negociadores problemas: se for algo comum na sua vida se deparar com pessoas problemáticas. Isso não seria ético e nem caracterizado como negociação ganha-ganha. A fim de saber se o resultado também agradou a outra parte e dar seguimento a futuras negociações. Vamos tirar aquela idéia da cabeça de que só é bom quando ganhamos. como conhecemos. ambos saem insatisfeitos. e o pior. é preciso se perguntar qual papel está interpretando nesses diálogos que faz os outros se comportarem desse modo.

A primeira atitude a ser tomada é recorrer à “caixinha” de informações sobre si mesmo que. Voltemos à autoconsciência. com certeza. eles irão lhe ajudar a compreender como reagir. Porém. por exemplo. comunicar e operar em . O que é. Para isso é fundamental a compreensão de duas etapas: a) como aplicar a autoconsciência A autoconsciência é a percepção que você deve possuir com relação às suas reações. agir. e é justamente a mais significativa que vamos abordar agora. realize as atividades localizadas no menu lateral: "Avaliação". Como esses sentimentos irão lhe ajudar? Simples. para que seus resultados sejam aperfeiçoados à medida que consegue ditar o comportamento e raciocínio. O intrapessoal e o interpessoal A inteligência emocional no trabalho divide-se em duas partes: o uso intrapessoal e o interpessoal. noventa e seis por cento estão relacionados a outras formas de inteligência. Em outras palavras. a intrapessoal. O foco do nosso estudo será dado à inteligência emocional no trabalho. mas também fora dele. Gestão . avaliações. de que o seu tom de voz está ficando cada vez mais alto com seu colega de trabalho por ele ter feito um serviço errado. página 02 Intrapessoal Primeiramente.que o resultado positivo para os dois negociadores é a melhor saída. vamos falar sobre como expandir a sua inteligência emocional.Inteligência Emocional aula gravada em áudio INTELIGÊNCIA EMOCIONAL Todos conhecemos pessoas cheias de bom senso ou criatividade que se saíram de maneira medíocre em testes acadêmicos ou levam anos tentando passar em um concurso público. ignoramos completamente as descobertas de que o QI está relacionado a apenas quatro por cento do sucesso no mundo real. esse não é o nosso foco. aula 05 . Essas pessoas são um constante lembrete de que é necessário mais do que cultura acadêmica para se ter sucesso. Algumas informações valiosas são sentimentos.exercícios de autoavaliação . está ao seu alcance. então. inteligência emocional? Inteligência emocional é simplesmente o uso racional das emoções. ou seja. Com esse estudo você estará apto (a) a apurar as técnicas da inteligência emocional não apenas no trabalho. A ajuda é um deles. Tendo consciência. Com isso. Existem outros meios construtivos de indicar o erro de alguém.Módulo III Aula 4 Para efeito de sua própria autoavaliação. por entendermos que é uma área de grande relevância. ações e intenções. sensações. ou seja. é trabalhar as emoções a seu favor.

você tem de ter consciência daquilo que a provoca e de como o afeta. Até agora vimos que a autoconsciência requer prática. você será capaz de examinar. Daremos início a um passeio pela rua. Onde isso irá parar? Vamos parar por aqui e refletir nas inúmeras discussões e brigas que já tivemos ao longo desses anos. página 03 Para navegar com eficiência no seu mundo de trabalho. um avião distante. Sinta o aroma perfumado do sabão que sai da lavanderia ou o cheiro da comida que vem de um restaurante. Agora irá aprender como controlar suas emoções. Observamos. tato e paladar – são as fontes de todas as suas avaliações sobre o mundo. estamos no caminho certo. mesmo sem motivo? Vamos trabalhar isso mais adiante. pois está dominado(a) pelas emoções. você e um colega de trabalho. Normalmente relutamos em relembrar certas emoções que nos perturbaram. mas. Ao invés de concluir erroneamente que seu colega de trabalho é uma péssima companhia. um neném chorando do outro lado da rua. Seus sentidos – visão. ao prestar atenção em seus sentidos. sobre outras pessoas e diferentes situações. se respondeu não. pois. Este possui um valor muito grande: reviva mentalmente uma situação aflitiva. Você está discutindo com uma pessoa. A autoconsciência está no cerne de cada uma das aptidões citadas anteriormente. devido ao fato de a inteligência emocional somente se iniciar quando a informação pode ser percebida. Assim. Porém. você necessita de um giroscópio. esclarecer e alterar suas avaliações. b) como controlar suas emoções . agora. audição. numa rua movimentada. uma crítica severa e bem fundada de seu chefe com relação à sua baixa produtividade no trabalho. Pense na sua autoconsciência como sendo um giroscópio que lhe manterá centrado (a) e o (a) alertará sempre que você se desviar do curso. você aprende a “sair do seu corpo” e observar-se em ação. Um bom exemplo para esse fato é o controle da raiva. a blusa estava “pinicando” e o barulho era insuportável. e você ainda não tem essa consciência. o que facilitará a distinção entre as informações sensoriais e avaliações. olfato. Vamos fazer uma análise breve: você tem tendência a exagerar as conseqüências negativas? Sente vergonha com facilidade. é através delas que aprendemos mais. página 04 Por exemplo. só que regado por agressões verbais. pelo qual todos já passamos. tendo ele ainda lhe dito que os resultados de seus colegas eram infinitamente superiores ao seu. confortável ou áspero e incômodo? O sapato está apertado? O salto é muito alto que chega a incomodar? Sua consciência sensorial será aguçada com a prática desse exercício. Foram poucas as que agregaram algo construtivo na sua vida. e é através delas que você recebe informações sobre si mesmo (a). porém essa discussão está pegando um caminho que lhe leva à raiva.diversas situações. Vamos. fazendo com que você se torne ainda mais eficiente em seu ambiente de trabalho. com comércios e prédios nas proximidades. O ‘bate-boca’ continua. Respire fundo e tente identificar o maior número possível de odores (alguns quase imperceptíveis na correria do dia-a-dia). que ao desenvolver sua capacidade de comunicação. Observe as sensações do seu corpo: o tecido da sua blusa é macio. Vejamos outro exercício. sim? Você tem o costume de não prosseguir uma suposta discussão com a finalidade de evitar desgastes futuros? Se a resposta foi sim. o passeio não foi agradável porque o sapato estava apertado. no fim do passeio você fará uma avaliação correta do ocorrido. Por exemplo. Depois conversaremos sobre isso. Para controlar a raiva. etc. exercitar sua consciência sensorial. Preste atenção em todos os sons. vamos pensar no que essas brigas podem nos ser úteis. saber o rumo certo e como permanecer nele. Vejamos um exemplo claro. Provavelmente só lhe trarão malefícios. a maioria dos casos. sua destreza interpessoal e suas habilidades como mentor emocional podem ser maximizadas.

“não vou interrompê-lo”. dentre outros pensamentos um pouco piores. eles possam reagir melhor. a reação lutar-fugir é extremamente útil para as situações de vida ou morte em que você precisa dessa infusão de sangue e oxigênio. Primeiro você precisa ter a consciência de que está sentindo raiva.Ter o controle das emoções é bastante diferente de sufocá-las. Pronto. São eles: Os pensamentos devem ser preferencialmente instrutivos. Porém. Se você compreender isso. Os pensamentos que vêm de imediato talvez não sejam os mais indicados: “Vou matar esse homem”. Seguem alguns: “estou perfeitamente preparado (a)”. O que acontecerá em ambos os casos? “Seu ritmo cardíaco acelera para que mais sangue flua para o cérebro. página 06 Como podemos observar. Você não teve tempo de esboçar nenhuma reação. músculos e outras partes do seu corpo. “vou tentar aprender com meu chefe como posso melhorar”. quando é surpreendido com críticas a respeito de sua capacidade de realizar um projeto desse nível. p. depois atentar para os seus pensamentos. ele deve estar cheio de problemas em sua vida pessoal”. acredita-se que não seja esse tipo de situação que você enfrenta no . você ouviu: “É tão incapaz que nem sei como conseguiu esse emprego”. “vou escutar cuidadosamente o que ele tem a dizer”. Eis a maneira emocionalmente inteligente de lidar com essa situação. O importante não é conhecer cada uma das emoções que resultam em alterações fisiológicas. que tal um copo d’água em um lugar longe da sala do seu chefe? página 05 Os componentes do sistema emocional são aqueles que dirigem suas reações emocionais e não os atos de outrem. 57). Imaginemos que seu chefe lhe fez uma crítica ainda mais severa que a descrita anteriormente. seu sangue ferve e a vontade que tem é de dar uma resposta à altura e certamente esse ato resultaria em uma severa repreensão. ele também está desarmado. tudo ficará mais fácil e perceberá que o poder de controlar a sua raiva pertence exclusivamente a você. Nesse momento. seu coração tomado pela indignação que fizeram com que você sentisse raiva. afinal. Se você conseguir pensar assim. Mas um pouco depois. olhe para suas atitudes e repare como está o seu semblante. o que você faz? Espero que fuja! Em seguida. porque suas células precisam de oxigênio para funcionar” (Weissinger. e se depara com um leão. 1997. você consegue desenvolver um diálogo interno construtivo: “Não vou deixar que ele perceba que estou com raiva. Significa compreendê-las e usar essa compreensão para modificar as situações em benefício próprio. Isso era associado à sobrevivência: você está a procura de alimento na selva. esteja fugindo ou lutando. caso esteja notória a sua raiva. Entre algumas frases. recebendo mais nutrientes. A situação é a seguinte: ele lhe chama em sua sala e mostra um projeto um pouco complexo e insinua que você o faça o mais rápido possível. O ritmo da sua respiração aumenta para que mais oxigênio seja levado para todas as partes do corpo. encontra um membro de uma tribo inimiga à sua. e sim reconhecer como ocorreu uma alteração no seu nível de excitação. Creio que esse ponto você entenda um pouco. Esses pensamentos tranqüilizam e sugerem o curso a ser seguido. de modo que. A explicação para a ocorrência das alterações é que os seres humanos são programados para lutar ou fugir para conseguir lidar com situações de tensão. foram seus pensamentos sobre seu chefe. desarmado. já será meio caminho andado. porém lhe chama para combate. Como o exemplo citado acima. órgãos. é uma parte do seu cérebro chamada hipotálamo que recebeu a informação de “perigo” e comandou a liberação de adrenalina para que os movimentos do corpo tenham o dínamo necessário para fugir ou enfrentar o perigo. Na verdade.

descontroladas. o contentamento. ou então conte a seus familiares. então. Se for esse o problema. Sinta suas costas. E no final de duas semanas. Encontre uma posição e roupas confortáveis. cabeça. as pessoas que demonstram muito suas emoções levam a fama de desequilibradas. O objetivo não é lhe transformar em um robô. no máximo atos de excitação. se for boa. pense naquilo que achar mais agradável. Adote uma atitude passiva. desenvolva um diálogo interno construtivo você é seu (sua) melhor amigo (a) . e a meta é reduzir toda a tensão muscular. Nada agradável. Apesar de o foco estar nas reações negativas. contenha sua euforia e aguarde que seu chefe passe a notícia. o uso intrapessoal de sua inteligência emocional foi minuciosamente analisado. tais como a alegria. perguntamos isso porque as dores atrapalham na concentração. E você não deseja fazer parte dessa lista. faça em casa. um ser sem reação. Só que você não sabe de um detalhe. Isso vai ajudá-lo (a) a mudar a direção da sua mente. E vimos também a importância de mantê-los sob controle caso queira controlar suas emoções de maneira eficaz. suas alterações fisiológicas e seu comportamento. Até agora você aprendeu sobre os três componentes do seu sistema emocional – seus pensamentos. a euforia e a confiança. página 07 Normalmente. Tente ignorar as distrações. você conseguirá contornar qualquer mudança na sua excitação. não é? A partir de hoje. podemos observar que as alterações fisiológicas perturbam a emoção quando você permite que fiquem descontroladas. as reações positivas também necessitam de controle. vamos lá! Ao receber uma notícia boa ou ruim em seu trabalho. Você não se contém de tanta alegria e foi dar a notícia a seus colegas de sala. pernas. pense nele. tranqüilo e com luminosidade adequada. Alguma dor? Bem. Tente relaxar! Vamos dar algumas dicas de como desenvolver uma reação condicionada de relaxamento: Escolha um local apropriado. ou até uma música tranqüila? Bem. que tal pensar em uma praia deserta. se for ruim nada de exageros! Seus colegas. Vamos a um exemplo hipotético: seu chefe lhe chamou a sua sala para lhe dar a notícia de que foi promovido e terá uma gratificação salarial. os que estão à sua volta percebem? Com isso. a solução é fácil. Pratique esse exercício mental todos os dias por 20 minutos e você verá os resultados. sejam boas ou ruins. O uso interpessoal Esse tipo de inteligência é tão importante quanto a intrapessoal. em uma bela cachoeira. E . dentre outras inúmeras denominações. página 08 Veremos. Ou seja. respire profundamente. provavelmente. pessoas fracas. um de seus colegas aspirava com grande expectativa por essa gratificação. não têm relação com seus problemas pessoais da mesma forma que você tem. Uma vez que conseguiu atingir esse condicionamento. pois sua vida é cercada de pessoas e negociações. Você já tem algum tipo de exercício mental que o tranqüilize? Se sim. como usar sua inteligência emocional nas relações com as outras pessoas. O que você faz quando recebe uma ótima notícia? E quando está desanimado (a)? Quando você está nervoso (a). terá uma boa noção de suas reações e como usá-las em seu benefício. Alguns comportamentos tendem a ser associado a emoções específicas. e comente. Vamos. Eles compartilharão dessa alegria com você até que possa celebrar a notícia com todos os seus colegas de trabalho. Caso não tenha. aprender a reconhecer as nossas atitudes. e sim em uma pessoa centrada e equilibrada que não se deixa ser dominada pelas emoções. de forma também sutil. agora. A passividade tende a ser considerada como o componente mais importante desse exercício. É fácil.seu ambiente de trabalho. Caso não disponha de um lugar com essas características no seu trabalho. campo verde.e agradeça de forma sutil. você irá observar suas reações ao receber notícias inesperadas. não? Nesse caso.

para que esses relacionamentos e interações sejam bem-sucedidos e beneficiem todos os envolvidos. nas relações interpessoais. Para que isso aconteça. ouvir barulhos não percebidos no dia-a-dia. Quantas vezes ouvimos alguém dizer que tudo se resolve com uma boa conversa? Tudo mesmo. algumas técnicas já foram estabelecidas por alguns estudiosos. porém a comunicação deve ser eficaz e produtiva. Já vimos sobre isso na aula referente à motivação. identificar suas intenções e atitudes será a mesma utilizada para orientar sua consciência para o exterior. aquilo que aprendemos sobre suas reações e comportamentos. página 09 Desenvolvendo a destreza interpessoal Você já ouviu alguém ser rotulado de diplomático? Se esse alguém é você. O bom relacionamento é fundamental no ambiente profissional. vulgarmente chamado de puxa-saco. A maneira correta de se comunicar Todos sabemos que a base de qualquer relacionamento é a comunicação. estados de espírito e necessidades da outra pessoa. A boa notícia é que você não precisa ser nenhum especialista na área para analisar um relacionamento. Vamos agora aplicar. o caminho é esse. Existem alguns passos a serem seguidos: . sem a destreza interpessoal no setor de atendimento ao cliente. Ao menos que ele aprenda algo com este capítulo e consiga mudar seu comportamento. se o diplomático é alguém que trabalha com você. são elas: O elemento fundamental na condução correta e eficaz dessas técnicas citadas é a sensibilidade. Imaginemos um funcionário extremamente inteligente e esforçado. Você acha que ele irá permanecer nesse setor por muito tempo? Creio que não. O requisito para essa análise ser feita é a sua consciência dos sentimentos. a inteligência emocional deve estar presente. bem como sua avaliação de diferentes situações. Agora. Aquela sensibilidade que você usou para sentir o cheiro das coisas. inclusive você. comece a prestar mais atenção nas atitudes dele. em direção a outras pessoas. pois reflete na maior parte do que foi produzido durante o dia. Vale lembrar como a sensibilidade é um fato relevante para a sua inteligência emocional. Uma pessoa diplomática é diferente de um bajulador.

página 10 Alguma pessoa no seu ambiente profissional já lhe perguntou se você estava de mau humor? Se a resposta foi positiva. fazendo isso. a sua linguagem subliminar. O motivo do seu mau humor é extrínseco ao trabalho? Sim? Bem. os limites de um relacionamento raramente são mencionados e com isso você só ficará sabendo quando transgredi-los. Que tal agora tentar conhecer a percepção que uma pessoa tem de você? Da mesma forma que você tem opiniões e conceitos formados sobre as outras pessoas. é necessário entender sobre os limites do relacionamento. além disso. Agora. simplesmente. quem sabe. Sendo assim. Algumas vezes é útil conversar com as pessoas. caso contrário. cada um de nós conhece o bom senso e nessas horas é importantíssimo usá-lo. É uma tarefa que exige sabedoria. o seu colega de sala já realizou uma tarefa semelhante e então resolve pedir-lhe ajuda.Que tal falarmos um pouquinho sobre cada um deles? Primeiro. a programação prévia é válida nesses casos. Vejamos agora. pois. analisar as reações que elas transmitem. Porém. você tende a ficar decepcionado (a) e. O que você faz? Decerto você seria . Aquilo que é programado tem um resultado mais satisfatório do que o não programado. devemos examinar nossas expectativas com base na realidade e. Que tal. como levar em conta as expectativas do relacionamento. infelizmente as pessoas não se preocupam com isso. é sabido que as desculpas pessoais para faltar ao trabalho não são bem vistas nos relacionamentos profissionais. além de percebermos as suas reações. se é percebido de maneira oposta. e. Vamos a um exemplo. descobrir como mudar de curso ou corrigi-lo. se o motivo estiver relacionado ao trabalho. pois você terá que se abstrair de suas opiniões. podemos concluir que a única forma de ter certeza das percepções e expectativas que as pessoas têm de você é. as pessoas de seu convívio profissional e social irão aceitar e reagir favoravelmente ao que falar. ou seja. Então. Por exemplo. de forma inconsciente. é provável que suas idéias sejam questionadas. Quando suas expectativas ultrapassam aquilo que você quer que uma pessoa faça. Quantas vezes você já esperou mais do que seria razoável de um relacionamento? Todos temos esse tipo de comportamento. muitas vezes. elas também têm suas percepções a seu respeito. frustrado (a). você estará em posição muito melhor para averiguar se está ou não no rumo certo. você deseja que seu chefe lhe explique de maneira clara o trabalho a ser feito. Porém. observar experiências ocorridas anteriormente. Para evitarmos que isso se torne comum em nossas vidas. Às vezes. Vamos imaginar que você começou a fazer um trabalho bastante complexo e está um pouco irritado diante dele. Se você é percebido como competente e inteligente. que sua secretária consiga ler sua mente e captar. programe suas atividades para que elas não interfiram no seu trabalho. porém. tente conversar com alguém e busque uma solução plausível. pois raramente conseguimos os objetivos na íntegra em um relacionamento. vamos aprender a determinar o resultado esperado de cada relacionamento. e com isso talvez obtenhamos mais informação a respeito do que desejamos saber. analisarmos determinados diálogos? Um meio eficaz de entender um relacionamento é analisar os diálogos como se você fosse um observador imparcial. Ao analisarmos essa situação.

realize as atividades localizadas no menu lateral: "Avaliação". você consegue estabelecer um vínculo nos relacionamentos e vale lembrar que é mediante comunicação que esse vínculo se estabelece. a sua inteligência intrapessoal. pode parecer exercer um considerável efeito sobre o futuro das pessoas. Já esqueceu? Então podemos iniciar.exercícios de autoavaliação . Inteligência é a capacidade de resolver problemas ou de criar produtos que sejam valorizados dentro de um ou mais cenários culturais. embora preveja pouco sobre o sucesso na vida posterior. Assim. ele não tem obrigação nenhuma de parar o que está fazendo para lhe dar atenção. A partir do momento que você tem o controle de suas emoções e se conhece muito bem a ponto de saber qual tipo de reação teria em uma determinada situação.quociente emocional.Inteligências Múltiplas aula gravada em áudio INTELIGÊNCIAS MÚLTIPLAS Antes de iniciarmos este capítulo.simpático (a) com ele e teria bastante cautela ao pedir-lhe algo. em Avaliações. ou então sobre aquele instrumento conhecido como teste de inteligência que pretende medir a inteligência de modo definitivo. aula 06 . A dica foi dada. pois. professor de Harvard considerado a autoridade máxima nesse tema. Gestão . vale a pena desenvolver essas inteligências. Daniel Goleman.Módulo III Aula 5 Para efeito de sua própria autoavaliação. Você irá pensar dez vezes antes de entrar naquelas discussões que não levam ninguém a lugar nenhum. Em suma. fica fácil você também desenvolver a sua inteligência interpessoal e reagir com as pessoas da maneira que mais lhe agradar. as duas se completam e formam o que. O quociente de inteligência (QI). vocabulário e outras capacidades. Lembre-se disso! conclusão Conclusão Vimos nesta unidade a importância de se autoconhecer e conhecer os outros também. medido por perguntas relacionadas a habilidades aritméticas. ou seja. . chama de QE . Não temos como afirmar qual das duas inteligências é a mais importante para o desenvolvimento do homem. você terá que esquecer o que escutou falar sobre o conceito de inteligência como uma propriedade única da mente humana. Acredito que tudo se tornará mais fácil e seus momentos de euforia em situações não propícias diminuirão consideravelmente. O resultado de um teste de inteligência pode até prever a habilidade do indivíduo com relação às matérias escolares que terá maior facilidade. pois infelizmente.

pois se falássemos a respeito de alguma teoria decisiva sobre o alcance da inteligência humana. “deliberadamente” e “propositadamente”. neurofisiológica). transmitir informações ou simplesmente agradar. a inteligência – a competência intelectual – que parece mais ampla e mais democraticamente compartilhada na espécie humana” (Gardner. jamais terminaríamos esse estudo. Calma! Não estamos querendo que você seja um (a) poeta (isa) – nem mesmo um (a) amador (a) – e ainda assim podemos afirmar que você possui essas sensibilidades em graus significativos. Uma sensibilidade às diferentes funções da linguagem – seu potencial para entusiasmar. “A competência lingüística é. a sua inteligência lingüística é um tanto apurada. palavras cruzadas. estimular. p. dentre outros. 61). convencer. Quantos de nós conhecemos adolescentes que não suportaram ter de estudar por mais de duas horas consecutivas e hoje são pessoas admiráveis no que fazem? A inteligência humana não é medida em sua totalidade por testes. Não existe uma única mensuração. Você deve estar se questionando. que seja irrefutável e universalmente aceita sobre inteligências humanas. há necessidade de uma melhor classificação de todas as competências intelectuais da que possuímos agora. de fato. . Como você se comportava em sala de aula? Era uma criança inquieta? Foi um adolescente rebelde que não gostava de estudar? Pois bem. por meio das quais o indivíduo aprecia as sutis nuances de definição entre derramar tinta “intencionalmente”. e com certeza você irá se identificar muito com algumas delas. em uma escala de 0 a 10. página 02 Inteligência Lingüística Você tem sensibilidade quando o assunto é palavras? Mas o que é essa sensibilidade? É com relação ao significado das palavras. que não somos poetas praticantes. nem que seja um pouco. nem pela Ciência. parabéns. O que teremos aqui é um nível de análise (podemos dizer. qual a finalidade dessa unidade? Bem. Mas se você é um (a) poeta (isa). Existem inúmeros exercícios para que você possa treinar a sua inteligência lingüística: telefone sem fio. Podemos destacar quatro aspectos do conhecimento lingüístico de notável importância para nós. forca. quanto você mudou? Todos mudamos.Vamos voltar ao passado.

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Com relação ao aspecto retórico, quantas vezes você teve de usar seus argumentos para conseguir algo no trabalho ou na sua vida social? Você está com muito trabalho pendente e sem tempo de fazer uma pesquisa para seu chefe. Seu colega também está trabalhando e você precisa que ele faça isso para você. Pronto, é a hora de usar seu potencial retórico, afinal, precisa convencê-lo a fazer a pesquisa. Você é do tipo que sabe decorado todos os telefones da sua agenda, músicas antigas e detalhes minuciosos? Se a resposta for sim, sinal de elevado potencial mnemônico. É necessário conhecer qual a sua melhor forma de assimilar conhecimentos. Leitura, audição ou os dois? Pois, assim, você ganhará tempo e aprendizado. Existem os autodidatas, são os que não precisam de professor para aprender algo, contudo há indivíduos que não têm concentração e necessitam de professores que lhes expliquem aquilo que está nos livros. Bem, a primeira vista, os estudiosos (como historiadores ou críticos literários) aparentam maior dependência da linguagem. Essa dependência se dá não apenas como uma fonte do que eles estudam, mas também como um meio para transmitir suas conclusões. Você pode até não ter a retórica de Winston Churchill, celebrizada na entrada da Inglaterra na Segunda Grande Guerra, que inflamou multidões, e ainda, não ter a habilidade para escrever um livro como “Sangue, Suor e Lágrimas”; também pode não ter a arte da oratória de Adolph Hitler, que conduziu a Alemanha ao nazismo (mesmo tendo nascido na Áustria) e talvez você nunca venha a escrever um livro como “Minha Luta”, estando numa prisão; mas uma coisa é certa: você pode melhorar a habilidade de falar e escrever. Existem técnicas de oratória que permitem o pronunciamento de um discurso digno dos melhores oradores. E para se escrever com habilidade, bastam dois pequenos segredos: o primeiro é ler muito. O segundo é reler. Embora a linguagem possa ser transmitida através de gestos e da escrita, permanece no centro a forma oral e a auditiva. Vamos seguir com a inteligência musical.

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Inteligência musical Quando se fala em talento, o que surge mais cedo é o talento musical. O célebre compositor Mozart começou a compor quando não tinha mais de quatro ou cinco anos de idade. Mozart não era propenso a tornar-se um revolucionário musical ou político; ele vivia simplesmente para fazer música. Diz-se que Napoleão teria comentado que a Revolução Francesa começara nas páginas de Le Mariage de Figaro (As Bodas de Fígaro), uma das mais belas obras de Mozart. No século XVIII, ao tentar fugir de uma tempestade, um homem viu-se forçado a pedir abrigo em um galpão de ferreiros, num pequeno vilarejo perto de Edwiges. No galpão, vários trabalhadores malhavam o ferro sobre a bigorna, produzindo um barulho ensurdecedor. Porém aquilo que parecia motivo de irritação para tantas pessoas do vilarejo, para Georg Friedrich Haendel ou simplesmente Handel, tornou-se motivo de sua inspiração para a famosa ópera “O Ferreiro Harmonioso”. O mesmo Handel celebrizou-se com “O Oratório Messias” que foi encomendado ao compositor por um lorde irlandês, representante de uma casa de teatro, para fazer um concerto beneficente. Segundo Cantos, “Handel concluiu a obra em apenas 24 dias – tempo recorde – a partir de um libreto (texto) enviado por seu amigo, o inglês Charles Jennens”. E o que dizer de Ludwig Van Beethoven, que, mesmo depois de ficar completamente surdo, continuou a compor suas maravilhosas obras com a mesma destreza que tinha antes desse incidente? E para não ficarmos somente com exemplos importados, lembremo-nos do nosso brasileiríssimo compositor Sivuca. No programa do Jô, buscou um pedaço de fio dental, e com uma tampinha de caneta produziu o Hino Nacional Brasileiro, arrancando aplausos da platéia.

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Esses são alguns exemplos de pessoas que possuem inteligência musical admirável. Alguns especialistas colocaram os aspectos afetivos da música perto do seu centro. Arnold Schoenberg definiu de maneira única e bela o que é a música: “música é a sucessão e combinação de sons organizados de modo a exercer uma impressão agradável ao ouvido, e sua impressão à inteligência é ser compreensível”.

Essas impressões têm o poder de influenciar partes ocultas da nossa alma e das esferas sentimentais, e esta influência nos faz viver em um paraíso de desejos preenchidos ou em um inferno sonhado. Um fato que vale citar é a tentativa, ao longo dos séculos, de equiparar a música com a matemática, a fim de ressaltar a racionalidade (ou então, negar os poderes emocionais) da música. Porém, dificilmente alguém que conhece a música de forma íntima consegue abster-se de mencionar suas implicações emocionais. Mesmo àqueles que não têm uma profunda relação com a música, com certeza já se emocionou com algumas canções.

Enfim, se você desejar adquirir competência ou inteligência musical, deverá dominar a análise e a representação musical formal.

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Inteligência Lógico-Matemática O que caracteriza as pessoas que possuem a inteligência lógico-matemática ou talentos matemáticos? Podemos afirmar que raramente os poderes dos matemáticos ultrapassam a fronteira da disciplina, ou seja, os matemáticos raramente são talentosos em Direito ou Sociologia. O que caracteriza o indivíduo é um amor por tratar com a abstração.

O matemático deve ser absolutamente rigoroso e perenemente cético onde nenhum fato pode ser aceito a não ser que tenha sido provado por etapas derivadas de princípios universalmente aceitos. Em outras palavras, duvidam de quase tudo. Você é assim? É motivado pela crença de que você poderá criar resultados inteiramente novos, que mudarão para sempre a maneira como os demais pensam sobre a ordem matemática? Se respondeu sim, você possui inteligência lógico-matemática. Também foi assim com Newton, Einstein, Pitágoras, Bhaskara, Copérnico, Pascal e tantos outros matemáticos de renome. Galileu declarou que o livro do universo estava escrito em Matemática e que o seu alfabeto consistia em triângulos, círculos e formas geométricas. Hardy declarou que a experiência mais maravilhosa que um ser humano pode ter é descobrir uma verdade matemática, porque ela permanecerá para sempre. Howard Garner, considerado o maior especialista em Inteligências Múltiplas, concorda com seu colega de Harvard, Daniel Goleman, que, como vimos, é o maior exponencial do assunto relacionado a Inteligência Emocional: ambos afirmam que os atuais testes de QI privilegiam, com certos exageros, a lógica matemática. Isso faz com que, pessoas que não apresentam esse tipo de inteligência com grande evidência, pareçam “menos inteligentes” que outras. E isso não deve ser um axioma.

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Inteligência Espacial Vamos iniciar a inteligência espacial com uma pergunta. Você consegue chegar à Avenida Paulista sendo guiado por um mapa? É justamente um dos pontos relevantes desse tipo de inteligência, ou seja, baseia-se “na capacidade de perceber e administrar a idéia de espaço, elaborar e utilizar mapas, plantas e outras formas de representação. De identificar e de se localizar no mundo usual com precisão, de efetuar transformação sobre as percepções, imaginar movimento ou deslocamento interno entre as partes de uma configuração e ser capaz de recriar aspectos da experiência visual, mesmo sem estímulos físicos relevantes” (Antunes, 2000, p. 36).

Dalton associou a imagem do átomo à do sistema solar. 2. Por que falamos isso? Vamos refletir a respeito do estilo de dança dentro do nosso país. atividades também inerentes a pessoas dotadas de inteligência espacial. gráficos. toda crítica deve ser banida na primeira fase da tempestade cerebral. mais fácil será selecioná-las. 4. reconhecimento de locais. será bem-vinda. análise de mapas. o jogo de xadrez seria um forte candidato.. Algumas figuras notórias como: Oscar Niemayer. Que tal alguns exemplos para você ir treinando? Algumas frases boas para a prática dessa atividade são: “quais as utilidades para uma rosca?”. Lúcio Costa e Burle Max. Agora é a sua vez. “a estatística é como biquíni. “a alegria é como uma piscina. além de ser divertido falar tudo aquilo que vem à cabeça. toda idéia. diagramas. o que mostra é interessante.. fizeram sucesso por meio da arquitetura e do paisagismo. quanto maior o número de idéias. E também pessoas como Guimarães Rosa e Chico Buarque de Holanda constroem imagens físicas ou poéticas muito lúcidas com palavras. Podemos treinar esse tipo de inteligência com o estímulo “sonhar acordado” e fazer das conversas uma construção do tipo brainstorming. O brainstorming tem quatro princípios: página 08 1. pois esses conseguem quebrar os seus próprios paradigmas e deixam fluir sua criatividade em busca de algo inusitado e inovador. nenhum atingiu ápices maiores ou foi mais desenvolvido pelas culturas do que a dança. 3. é bastante valioso combinar novas idéias com algumas já expostas. formas geométricas. cenas. além de auxiliar a nossa sensibilidade para perceber metáforas. Se tivéssemos que optar por uma única área para ilustrar a centralidade da inteligência espacial. . A inteligência espacial é comumente citada por Gardner como sendo a inteligência dos inventores. Inteligência Corporal Cinestésica. mas o que esconde é essencial”. objetos. um exercício de comparação. A capacidade de antecipar jogadas e suas conseqüências parecem intimamente ligadas à forte imaginação. por mais louca que seja.”. a qual representa um meio alentador de desenvolvimento da inteligência espacial. Temos exemplos marcantes desse tipo de inteligência: Darwin associou sua teoria à da vida.Em que a inteligência espacial pode nos ajudar no dia-a-dia? Pode nos ajudar quando o assunto for orientação. “como usar a palavra chuva para promover a venda de filtro-solar?” E por fim. Quaisquer que sejam os usos do corpo.

não tem dificuldade de morar sozinho. grande astro do basquete norte-americano. é limitada ao exercício do nosso próprio corpo. Porém há uma certa pressão para que desenvolva o seu entendimento da esfera pessoal visando uma melhora no seu próprio bem-estar ou seu relacionamento com aqueles que o cercam. acarreta ações físicas sobre os objetos no mundo e completa o trio das inteligências ligadas a objetos. Falamos sobre as duas inteligências no capítulo anterior – Inteligência Emocional. esse tipo de pessoa convive muito bem consigo próprio. Não menos importante. . Você deve ter notado que pessoas como Michael Jordan. faz do indivíduo dotado de inteligência interpessoal um vencedor. as inteligências pessoais são divididas em dois aspectos: a inteligência intrapessoal e a interpessoal. diante da Inglaterra. Pessoas dotadas de inteligência corporal cinestésica podem manifestar seus talentos também com atividades manuais. página 09 A inteligência lógico-matemática cresce a partir da padronização de objetos em conjuntos numéricos. enigmas e tudo que possa desafiar a sua própria descoberta. porque identifica em si alguma característica cognitiva para estabelecer uma analogia com o erro percebido. não era bom apenas com os pés. pessoas dotadas de habilidade nos relacionamentos interpessoais. A pessoa dotada dessa inteligência gosta de Psicologia. em uma visão externa. Índia. Você já experimentou construir um navio feito de palitos de fósforos dentro de uma garrafa? Ou já experimentou construir uma gaiola de passarinhos? São atividades que requerem muita destreza e manifestação dessa inteligência. página 10 Mahatma Ghandi celebrizou-se pelo pacifismo com que conduziu a independência de seu país. conseguem galgar posições hierárquicas de destaque dentro das grandes organizações. Certa vez substituiu um goleiro expulso de campo numa das partidas da seleção brasileira. A inteligência espacial é focada na capacidade do indivíduo de transformar objetos dentro do seu meio e de orientar-se em meio a vários objetos no espaço. considerado o atleta do século. Em geral. focalizada internamente. É fundamental notarmos que você pode ter uma vida social sem maiores problemas se não tiver as inteligências citadas anteriormente de forma aguçada. Segundo Goleman. A habilidade de lidar com pessoas e de ser reconhecida como líder. A própria inteligência corporal. e acabam perdoando mais o erro dos outros.O jeito que os cariocas dançam é semelhante ao modo de dançar dos gaúchos? As bailarinas e os dançarinos de jazz? O que isso reflete? A dança está relacionada a seqüências culturalmente padronizadas de movimentos corporais não verbais que são propositais. e. também se expressava muito bem jogando baseball. Para Gardner. Pelé. a viagem para dentro de si mesmo – o auto-conhecimento – é característica de pessoas com inteligência intrapessoal. A dança pode refletir e validar a organização social. Psicanálise. e não fez feio. Inteligências Pessoais As inteligências pessoais representam uma simbiose entre a carga hereditária milenar desenhada no mapa genético de cada um e as interações do indivíduo com o ambiente social e consigo mesmo. Pode ser boa conselheira: pastoreamentos.

o envelhecimento não ocorre com todas as inteligências ao mesmo tempo. não ter a mínima noção de espaço. conclusão Conclusão Vimos nesta aula algumas competências intelectuais as quais receberam o nome de inteligências múltiplas. Depois disso. Howard Gardner vem pesquisando sobre outros tipos de inteligência. e continuam se abrindo no decorrer dos anos. e nem com a mesma intensidade nos dois hemisférios cerebrais. Podemos afirmar que as janelas ficam “escancaradas” entre os dois e os dezesseis anos. O teste serve para diagnosticar suas inteligências sob a sua própria ótica. Mas que vale como experiência virtuosa para uma identificação bastante plausível. a corporal cinestésica e a pessoal. Diz que não se pode simplesmente “engessar” os tipos de inteligência. sem prejuízo de outras que possam ser catalogadas num futuro próximo. oito ou nove tipos. não saberá o que fazer com aquilo. Se você optar por preencher o teste e pedir para mais três pessoas avaliar você. Vamos finalizar com uma pergunta: A inteligência envelhece? A resposta é sim. tais como: ecológica e espiritual. suscetível a erros sob o prisma científico. Pois como foi dito.Comunicação Institucional aula gravada em áudio COMUNICAÇÃO INSTITUCIONAL . você terá um diagnóstico sob a sua ótica e a ótica dos outros. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. quanto àquele que fizer coletivamente (tabulação coletiva). Você mesmo deve alimentar a tabulação dos resultados. Se alguém entregá-lo um mapa. Um indivíduo pode ter vários tipos de inteligência: a inteligência lingüística. retraem-se um pouco e tendem a se fechar após os setenta e dois anos. simplesmente. mas que à medida que forem sendo reveladas outras formas de manifestação da inteligência. a inteligência lógico-matemática. em sete. aula 07 . É importante ressaltar que é apenas um treino.conselhos. Agora você está convidado a fazer um teste empírico para identificar as suas inteligências múltiplas. Acesso pelo menu "Avaliação". Porém. Assim. As janelas da inteligência começam a se abrir ainda no ventre materno. apesar de ter a inteligência lógico-matemática. Pessoas assim são visitadas por outras que estão experimentando problemas mais graves e que necessitam de refúgio nas suas sabedorias. ajudas são papéis de seu excelente desempenho.exercícios de autoavaliação . em Avaliações. as inteligências múltiplas têm relação com a competência que cada um possui. terá uma versão mais completa na tabulação coletiva. mais o homem tem a ganhar com isso. Porém. O que quero dizer? Uma pessoa não precisa ter todas as inteligências citadas nessa aula para ser considerada inteligente.Módulo III Aula 6 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. Uma das causas de um suposto envelhecimento precoce é a falta de estímulos – o que seria o mesmo que ausência de “ginástica”. tanto aquele que fizer individualmente (tabulação individual). Gestão .

uma maior notoriedade por parte do público externo. Consegue-se isso com uma combinação da eficácia enquanto sistema e seu sucesso em obter condições vantajosas ou . promove uma maior aceitabilidade da ideologia empresarial. a forma de discurso que será aceito ou não por você e seus colegas. não é mais do que um esforço deliberado e planeado para estabelecer relações de confiança entre o mundo empresarial e todo o seu público. mostrar como o processo comunicativo no seu trabalho pode ser mais eficaz e eficiente. mas também provê a intermediação do discurso organizacional. Vamos. mediante a comunicação expressiva . tivemos uma breve introdução da importância da comunicação. ajusta interesses. Eficiência e eficácia da comunicação institucional Assim. A meta final da comunicação institucional é gerar consentimento e concordância.emocional. pequenas/médias ou grandes empresas. recebem tratamento ao nível do código lingüístico. implementável em qualquer instituição: pública ou privada. A comunicação. visando à concretização e alcance de um objetivo comum. controla os participantes internos e externos. ao final. Mas o que seria eficácia institucional? Eficácia institucional é a extensão em que todas as formas de rendimento para a organização são maximizadas. sem dúvida. pelo simples fato de existir. tanto interno quanto externo. então. não é fácil fazer com que todos os funcionários tenham a mesma compreensão daquilo que está sendo transmitido. Porém. E mais: exerce o tipo de poder expressivo e este tende a ligitimar os demais tipos de poderes existentes em uma organização. vamos ver agora sobre a comunicação institucional. uma maior motivação e satisfação do seu público interno. que tal entendermos um pouquinho sobre o poder que a comunicação emana? Qualquer empresa/instituição é legitimada por inúmeras formas de poder e uma delas.Antes de falarmos a respeito da comunicação institucional. A comunicação fundamenta-se não apenas nos conteúdos de diversas disciplinas do conhecimento humano. Bem. é cabível a seguinte pergunta: Qual o objetivo dos profissionais que lidam com comunicação na empresa? Esses indivíduos devem produzir aceitação. os processos de recompensas. estabelecer e manter relações duradouras de confiança com a sociedade em geral. mesmo que Empresarial ou Organizacional. enfim. assumindo. objetivando um bom funcionamento organizacional. bem como. comunicação institucional. página 02 Afirmamos que a comunicação institucional é uma técnica de gestão. gera influências. Ao analisarmos essa situação. Vale lembrar que as normas. os sistemas de coerção que existem no seu local de trabalho passam por processos de codificação e decodificação. é a comunicação.

com perdas mínimas de energia. mas não alcançou a eficiência. Que tal analisarmos um exemplo de eficácia e ausência de eficiência para termos uma melhor compreensão? Você entregou na data correta. Porém. você não elaborou uma crítica fundamentada. Bem. se não tiver acontecido. entregou o processo na data marcada pelo seu chefe. você e ele estavam cientes de que a comunicação havia sido compreendida. podemos ser eficazes e não sermos eficientes ou atingirmos a eficiência. página 03 Por que não fez as críticas fundamentadas? Talvez por não ter compreendido quando seu chefe lhe solicitou para realizar essa tarefa. Ocorreu. porém não alcançarmos a eficácia. Analisar a eficiência apenas pela ótica de produtividade pessoal é ter uma visão falha. qualquer tipo de tarefa feita no dia a dia pode haver falhas. então. a seu chefe. Nos projetos. Ele pediu para você interpretar. pesquisas. Notou como a comunicação é importante no ambiente de trabalho? Isso pode realmente acontecer com qualquer um de nós. Quando seu chefe lhe passou o trabalho. fazer as devidas modificações e que elaborasse uma crítica fundamentada. do problema. uma falha na comunicação institucional. podemos analisar a eficiência como o uso sinérgico de todas as formas para a geração de um produto. Vejamos abaixo uma torre que representa o assunto abordado: .inputs de que necessita. todos os processos que ele solicitou. um dos componentes fundamentais da eficácia é a eficiência. Nesse caso. você atingiu a eficácia. mas é isso que deve ser evitado. As falhas na comunicação estão entre as principais causas do fracasso ou da pouca praticidade dos programas de treinamento. Porém. talvez míope. pois tiveram algumas falhas no percurso.

Sem exceção. Duas pessoas podem ter uma conversa eficiente. com a qual o receptor concordava. A eficácia do desempenho comunicativo não é o mesmo que eficiência do encontro comunicativo. Depois de alguns dias. Pois toda empresa é única. Vamos verificar outro exemplo. você acha que compreendeu todo o pensamento de Pedro e passa para sua equipe as diretrizes de Pedro. sua cultura. Vamos mergulhar além das espumas das ondas. A comparação com o ser humano é absolutamente justificável e óbvia. como se tivessem mensagens divergentes. O mal da falta de comunicação. sua missão. E eu disse t-o-d-a-s as empresas. Pedro fala da importância de formarem uma parceria a fim de concluírem mais rapidamente o projeto. um ato em que emissor e receptor se envolvem em uma mensagem. Pedro lhe procura para dizer que ouviu um funcionário de sua equipe afirmar que ele . sobre um projeto que sua equipe está desenvolvendo. Cada empresa tem sua história. Ao finalizar a conversa. com resultados claros para ambos.Podemos fazer uma analogia das empresas com os seres humanos. Você conversa durante uma hora e meia com seu colega de trabalho. vamos mergulhar um pouco mais nesse imenso mar de águas profundas. Pode até soar falsa ou ingênua a generalização. seus valores. não façam julgamentos precipitados. E como são compostas de pessoas sofrem – incrível – do mesmo mal. como todo ser humano. Afinal. Falou também sobre as diretrizes que devem ser seguidas para que o sucesso seja atingido. página 04 Uma comunicação eficaz não é o que aparentava. Pedro. mas os resultados podem ser insatisfatórios ou até mesmo desastrosos. Antes de concluir. as empresas são compostas essencialmente de pessoas. Por favor. O emissor pode ter compreendido de forma clara o objetivo de sua mensagem.

Quanto mais a equipe estiver afinada com a missão e com as metas da empresa. de forma que sejam vantajosos para si ou para sua organização. mais a comunicação fluirá — e fluindo a comunicação. 1986. em Avaliações. Em suma. Por isso a comunicação se torna algo fundamental e as falhas devem ser eliminadas desse processo. o desenvolvimento das aptidões de alguém para receber comunicação é tão importante como o desenvolvimento das aptidões de um indivíduo para comunicar. os problemas de comunicação nunca deixarão de existir. de um lado. deve ser coordenada e praticada por especialistas. 39). no processo de gestão e está afinada com a cultura organizacional. pesquisa. mais a empresa/instituição será produtiva. de outro modo. insere-se. realize as atividades localizadas no menu lateral: "Avaliação". sincronia são algumas características que podem ser analisadas no estudo da eficácia” (Torquato. Fluidez nas comunicações pode ser traduzida por relacionamentos saudáveis. Bem. . Ela requer planejamento. Mas como as empresas/instituições são compostas de pessoas. a fim de que resultados desastrosos não façam parte da sua empresa ou de sua vida. do emissor de afetar os outros. a comunicação institucional no século XXI não tolera improvisações e amadorismo. Porém. esse exemplo acontece inúmeras vezes no cotidiano quando o assunto é comunicação institucional.Módulo III Aula 7 Para efeito de sua própria autoavaliação. no que tange a eficiência comunicativa. criatividade e inovação. credibilidade. profunda e intensamente.falou algo que ele não disse. de modo a fazê-los seguir suas intenções. p. vontades e também o potencial para ser afetado pelos outros. Como instrumento de inteligência empresarial. Podemos dizer que a eficiência da comunicação se mede pelo relacionamento entre eficácia obtida e os custos necessários para sua obtenção: A comunicação institucional se define como moderna e estratégica. deve ser analisada como a potencialidade. Gestão . espírito crítico. talento. a comunicação institucional é utilizada para estabelecer relações de confiança entre o mundo empresarial e todo o público ao seu redor. “Relevância. conclusão Conclusão Como foi dito. adequação.exercícios de autoavaliação . entendimento. tem como principal objetivo o bom funcionamento organizacional e sua meta é gerar consentimento e concordância naqueles que integram direta ou indiretamente a organização.

com as quais se podem confrontar diferentes pontos de vistas . As dinâmicas de grupo são técnicas de discussão verbal. em um clima de harmonia e de respeito. porém o grau de intensidade não precisa ser o mesmo. a planificação econômica e reestruturação do ensino. o dinamismo inerente ao grupo.aula 08 . é relevante o “intercâmbio” estabelecido entre os integrantes do grupo. praticamente uma interação psicológica. Kurt Lewin. O conjunto de técnicas também é designado de dinâmica de grupo. Vamos começar? Natureza do grupo Antes de qualquer coisa. Junto com a pesquisa científica surgiram várias técnicas que foram postas em prática com o intuito de aumentar a eficácia do trabalho em equipe. nos vimos na obrigação de dar o máximo de nossas capacidades e assim melhorar a produtividade e a eficácia. por exemplo. o qual pode ser modificado com a chegada ou saída de um membro. em 1930. nós nos deparamos com fatos e problemas mais amplos e mais complexos. deu início a alguns estudos sobre esses problemas. seria utópico crer que elas são infalíveis e irão resolver de imediato todos os problemas. E por fim. Depois dele. página 02 Em seguida. O que iremos falar neste capítulo não são receitas mágicas de como conduzir uma dinâmica de grupo com sucesso. É justamente essa interação o critério essencial dos grupos autênticos. Diante disso. equipes de pesquisadores estudaram a psicologia dos grupos e chamaram essa nova ciência de “dinâmica de grupo”. o grupo deve ter um objetivo em comum. O nosso intuito é transmitir a você o pensamento dessa dinâmica e facilitar uma iniciação a algumas de suas técnicas. Às vezes uns desejam alcançar o objetivo estabelecido mais do que outros. .Dinâmica de Grupo aula gravada em áudio DINÂMICA DE GRUPO Podemos afirmar que o trabalho em equipe está em voga. Com o fim da automação.

. o grupo tenderá a analisar se o motivo que lhe desagrada é emocional ou não.Grupos de formação: há uma preocupação de analisar o processo em si e suas relações interpessoais. proposta dos elementos de solução (visa ampliar o conjunto de sugestões que cada um tem a fazer. crítica das propostas e tomada de decisão. de formação e mistos.Um grupo deve possuir a seguinte estrutura: Divisão dos grupos Os grupos podem ser divididos conforme os objetivos estabelecidos. ou seja. A figura do animador é como a do mediador. algumas etapas devem ser seguidas. alguém que faz intervenção junto ao grupo com o objetivo de estimular as idéias e conduzir os trabalhos para um resultado que se busca atingir. Ele deve estar sempre alimentando a imaginação dos participantes da dinâmica. O animador É fundamental o papel do animador em uma dinâmica de grupo. E quais são as etapas que os grupos geralmente têm de passar para atingir seus objetivos? Conforme algumas experiências realizadas nesse campo por estudiosos. se você não concorda com o que seu colega disse. São eles: grupos de trabalho. Ou seja.Grupos de trabalho: este grupo preocupa-se com a tarefa que lhe foi designada. . página 03 . são quatro etapas: determinação dos objetivos e definição dos termos. Independente do tipo de grupo. praticamente um brainstorming). O trabalho primordial do animador pode ser dividido em cinco etapas: .Grupos mistos: são aqueles que unem à eficiência do grupo de trabalho o realismo psicológico do grupo de formação. no tempo que dispõe para isso.

A conversa paralela que foge ao tema é redimensionada pelo animador.página 04 Um detalhe que vale ser lembrado é que o animador não pode colocar a opinião pessoal para o grupo. o chefe de sessão marcará uma reunião. onde todos deverão tecer comentários sobre aquilo que . você imprimirá e colocará em uma urna. via e-mail (para não haver o problema da sua letra ser reconhecida). como todas as pessoas. Podemos fazer uma comparação entre os três tipos de comportamento desses indivíduos. Você deve estar se perguntando como a dinâmica de grupo lhe será útil no seu trabalho? Vamos imaginar que lhe entregassem uma folha como a que segue: página 05 Após preenchido o restante da lista. Os animadores têm perfis distintos. pois ele deve estar totalmente voltado para a opinião dos participantes. No momento oportuno.

seja algo bom ou ruim. com um clima descontraído e de total harmonia. aula 09 . Orientamos que. em seminários e outros. existem inúmeras técnicas que podem ser utilizadas para alcançar um objetivo comum. Isto.Ferramentas Gerenciais aula gravada em áudio . Gestão . citamos nessa aula algumas delas e para isso o papel do animador é relevante. utilizadas com o intuito de confrontar idéias. você gosta que as coisas sejam feitas da sua maneira e fica extremamente aborrecido (a) quando fazem o contrário. No momento em que você assume algo da sua personalidade. Procure saná-las logo que apareçam. as pessoas irão levar consigo o que foi falado e ponderarão quando você tiver o comportamento que foi explicitado. em Avaliações. com certeza seu relacionamento com essas pessoas se tornará mais agradável. Essa técnica é igualmente proveitosa aos participantes do grupo (porém um pouco difícil fazer uma autocrítica verbalmente). Não acumule dúvidas. para o trabalho com dinâmica ter um desenvolvimento pleno.Módulo III Aula 8 Para efeito de sua própria autoavaliação. com o objetivo de ouvir as idéias que cada um possui. Por exemplo. em congressos. não impossibilita que se faça o uso dessas técnicas em grupos maiores. As dinâmicas são técnicas simples. é recomendável que os grupos tenham. nesses casos. 20 participantes.exercícios de autoavaliação . no máximo. analisá-las e colocá-las em prática. realize as atividades localizadas no menu lateral: "Avaliação". Isso se deve ao fato de que as organizações estão buscando interagir o funcionário com a empresa. Caso você consiga assumir isso na frente de seus colegas. Enfim. A autocrítica objetiva assegurar um melhor aprendizado do trabalho/dinâmica em grupo. o coordenador divida o plenário em subgrupos para o desenvolvimento dos trabalhos e reúna o grupo integral nos momentos de socialização e de síntese.consta na pauta de debate. porém. Outra técnica que pode ser aplicada no seu trabalho é a sessão autocrítica. conclusão Conclusão Nos últimos tempos ouvimos com freqüência o termo “dinâmica de grupo”. favorecendo uma tomada de consciência mais aguda dos componentes individuais e coletivos. É importante observarmos que.

Ao perguntarem aos chefes o que eles mais gostariam de melhorar. criando raciocínio de processo. Caso contrário. Para que essas barreiras sejam rompidas. então. é fundamental a instituição estabelecer uma meta em comum e fazer com que seus funcionários tenham conhecimento a fundo de seu teor. Check.11). Vamos falar de um método denominado TQC – Controle da Qualidade Total (Total Quality Control). desde que sejam artifícios éticos. sem comunicação entre elas. O triângulo de Joiner mostra uma maneira de descrever a essência da gerência do século XXI.Qualidade: precisamos entender que a qualidade é definida a partir do público externo. . Action) de controle de processos. Essa aula irá mostrar algumas das várias ferramentas que podem ser usadas na área gerencial. Devemos. Outro método muito utilizado pelos gerentes é o Ciclo PDCA (Plan. Trata-se de um método gerencial que necessita da participação de todos os setores e de todos os funcionários na condução do Controle de Qualidade. a organização será um conjunto de ilhas. página 02 . Vale ressaltar que os gerentes de hoje preocupam-se muito com os resultados. . Do. mas sabem que os melhores resultados só podem ser obtidos mediante um aperfeiçoamento básico. confiança e. respeito. . quase todos responderiam: “Gostaríamos de eliminar as barreiras entre os departamentos”. A prática do bom controle de qualidade significa desenvolver. produzir e gerar um produto/serviço que seja satisfatório para quem o receberá.FERRAMENTAS GERENCIAIS Uma das maiores dificuldades existentes nas empresas/instituições é saber qual a melhor forma de dizer aos nossos chefes onde estão os problemas. A necessidade de unir a organização como um sistema é desejado por todos os funcionários que nela trabalham. Ter em mente a obsessão por maravilhar o cliente e não apenas se satisfazer com aquilo que não os aborrece. 1995. baseando as decisões em dados e entendendo a variação” (Joiner. Os métodos gerenciais Quando o assunto é gerência.Abordagem Científica: “Aprender a dirigir a organização como um sistema. mas ir além para atender suas necessidades atuais e futuras. podemos utilizar quaisquer artifícios a fim de alcançar o desejado.Todos uma equipe: vimos sobre a importância dos grupos na aula anterior. principalmente. trabalhar em uma organização saudável onde haja dignidade. p.

a partir dos dados coletados na etapa de execução. Execução (D): as tarefas devem ser executadas exatamente como foi previsto na etapa anterior e coletar dados que serão utilizados na próxima etapa de verificação do processo. 1. Planejamento (P): esta etapa possui dois focos. Existem duas maneiras de atuação possíveis: a primeira é utilizar como padrão o plano proposto. As Ferramentas Diagrama de Causa e Efeito Uma das ferramentas utilizadas no controle de qualidade é o Diagrama de Causa e Efeito. O Ciclo PDCA é um método gerencial de tomada de decisão para garantir o alcance das metas necessárias à sobrevivência de uma organização. Consiste em assegurar que a meta estabelecida no item 1 seja atingida. que é conhecido também como . 4. estabelecer metas e estipular o método para alcançá-las. Verificação (C): o resultado alcançado deve ser comparado com a meta planejada. a educação e o treinamento no trabalho são essenciais. vamos listar várias ferramentas para que você possa fazer a sua análise e verificar qual a mais adequada para a sua área de atuação. página 03 Vamos fazer uma breve análise do que consiste cada etapa. Tem como função mudar o nível de controle atual e alterar os procedimentos padrão de forma que o novo nível de controle seja alcançado. caso o plano não tenha sido efetivado conforme o planejamento inicial. Ação corretiva (A): esta etapa atua no processo conforme os resultados obtidos.Estabelecimento da diretriz de controle é o planejamento da qualidade.Primeiramente. 2. 3. Nesta etapa. 1. precisamos mostrar que o controle de processo compreende três ações principais. a segunda atua sobre as causas do não–atingimento das metas.Alteração de diretriz de controle: está relacionado às melhorias. Essas alterações visam a melhoria do nível de qualidade planejado inicialmente. 2. 3.Manutenção do nível de controle: o mesmo que manutenção de padrões. caso a meta tenha sido atingida. Agora que analisamos alguns métodos de gerenciamento.

devido à sua forma. métodos ou procedimentos. Ferramenta de estratificação É o agrupamento da informação sob vários pontos de vista. pessoas e informações do processo de medidas. . ou seja.Diagrama de Ishikawa ou Diagrama de “Espinha de Peixe”. Podemos citar algumas categorias naturais para a estratificação de dados: equipamentos. material. insumos. tendo como objetivo analisar o fornecimento de um produto ou serviço. que será observada logo a seguir. um item de controle que não atinge o nível desejado. condições ambientais. de modo a focalizar a ação. página 04 Vamos tentar fazer um Diagrama de Causa e Efeito de uma instituição pública. Bem. Com esta ferramenta o chefe tem a possibilidade de verificar se há algum resultado indesejável de um processo. o Diagrama de Causa e Efeito é uma combinação dos elementos. equipamentos. operador e tempo.

Vamos verificar como é essa ferramenta? Diagrama de Priorização . o estabelecimento de metas numéricas a serem alcançadas. dois efeitos ou uma causa e um efeito. Diagrama de Dispersão É um gráfico utilizado para visualizar de forma eficiente o tipo de relacionamento existente entre duas variáveis. Permite.página 05 Gráfico de Pareto É um gráfico em forma de barras verticais que dispõe a informação de maneira a tornar evidente e visual a priorização de temas. podendo ser duas causas de um processo. também.

desta forma. página 06 A matriz de priorização fornece um método de focar a atenção de um grupo de trabalho sobre as principais opções antes de partir para o planejamento das atividades. permitindo. entradas e saídas de um processo. atividade etc.Esta ferramenta processa as informações contidas em um conjunto de dados constituído por um grande número de variáveis. estabelecer uma classificação numérica de prioridade entre um dado conjunto de opções. conclusão Conclusão . Esta ferramenta serve para organizar a seqüência de tomada de decisões. Os fluxogramas são ferramentas que servem para ilustrar de forma ordenada o conjunto de etapas. de modo que essas variáveis possam ser representadas por apenas duas ou três características gerais. variáveis. Fluxograma ou Diagrama de Processo É o estudo da lógica de todas as possibilidades de ocorrência de eventos no caminho para se atingir a meta.

transformações e equipamentos que estão sobre a sua responsabilidade. que visavam realizar uma abordagem da personalidade humana através de suas relações.Para que você assuma um papel ativo na melhoria contínua do funcionamento de seu trabalho é imprescindível que possua uma noção precisa. Foi criada em 1961 pelos Drs. Depois de analisarmos algumas ferramentas que podem ser utilizadas conforme a situação. mediante a conscientização da importância de dar e receber feedback. Gestão .A Janela de Johari aula gravada em áudio JANELA DE JOHARI A Janela de Johari pode ser utilizada para melhorar as relações interpessoais. podemos fazer uma auto–análise utilizando o recurso da “Janela de Johari”. O termo Johari foi uma junção dos dois nomes: Joseph e Harry. fica a seu critério a escolha mais apropriada. Para que serve a Janela de Johari e quem a criou? A Janela de Johari é um instrumento prático que serve para analisar a maneira como um indivíduo se relaciona com os outros. realize as atividades localizadas no menu lateral: "Avaliação".Módulo III Aula 9 Para efeito de sua própria autoavaliação. interpretar a figura abaixo. devidamente estruturada e visualmente documentada dos processos. aula 10 . assim. No Módulo IV veremos com mais detalhes várias ferramentas gerenciais citadas nesta aula. em seu grupo. Precisamos saber quando a nossa auto–imagem difere daquela que os outros têm de nós e. Joseph Luft e Carry Inghan. agora.exercícios de autoavaliação . Apenas uma curiosidade! Vamos. .

Que tal irmos um pouquinho mais a fundo em cada quadrante da Janela de Johari? O “eu aberto” O “eu aberto” é o mais fácil de ser compreendido.O “eu aberto”: é o conhecido por você e pelos outros. percepções e sentimentos de como o comportamento dos outros o está afetando. 2. mas na verdade ele está ansioso para mudar de trabalho. O desconhecido é um nada dentro de você. Exemplo: ser uma pessoa educada. Porém. não? Os dois principais elementos que necessitam análise na Janela de Johari são: a) a busca de feedback: está relacionado com a relevância de receber reações dos outros. de ser quem realmente somos. tensão nervosa. É justamente aquilo que você é e passa para os outros. embora sua vontade não tenha aflorado ou uma reação histérica sem que nem você e nem ninguém pudessem imaginar que um dia isso aconteceria. Muitas vezes o “eu oculto” é dissimulado. O ser humano possui em sua natureza os aspectos de interpretar. página 02 4. julgar. aquilo que você sabe que tem e os outros também. Não há dissimulação. uma habilidade. sua agressividade. ou seja. Ele também é conhecido como “arena”. Pois como sabemos. Por exemplo. vistas nas aulas cinco e seis. compreender. precisamos confrontá-lo com reações de outras pessoas para verificar se devemos ou não mudar o nosso “eu” de maneira geral ou somente em relação à determinadas pessoas. conquistando as inteligências pessoais (intra e inter). o feedback precisa ser analisado de maneira racional. a fim de dar e receber feedback. vamos dar continuidade ao assunto. tendemos a encarar as nossas reações como algo normal. b) auto – exposição: consiste em dar feedback aos outros. ver-se como eles o vêem. Porém. uma característica. bastante interessante.1. Temos coisas que se encontram escondidas nos recônditos da nossa alma e talvez jamais tenhamos conhecimento que existam. E podemos verificar tais reações nas nossas palavras. Podemos considerá-lo o “eu transparente”. 3. Bem..O “eu cego”: é algo percebido pelos outros e desconhecido por você. mas isso pode afetar outras pessoas. Por exemplo.. No caso do “eu aberto” elas são retratadas e não existem barreiras que possam disfarçar algum comportamento. são caminhos jamais percorridos.O “eu desconhecido”: desconhecido por você e pelos outros. retratam ou traem o teor de nossas atitudes. página 03 O “eu cego” . divulgando seus próprios pensamentos.O “eu oculto”: conhecido por você. existem pessoas mais sensíveis que outras. que na maioria dos casos. porém desconhecido pelos outros. Exemplo: Um indivíduo que aparenta estar trabalhando satisfeito. sentir. gestos e atos. Normalmente. em termos verbais ou não. não podemos esquecer que o normal é projetar para o exterior os nossos pensamentos e reações. Exemplo: o dom de tocar algum instrumento. O ideal é que tenhamos esse “eu” o mais aberto possível.

Falam pelos cotovelos.Vamos falar agora de um quadrante da Janela de Johari que requer mudanças. não dão feedback. página 04 O “eu oculto” O indivíduo que é caracterizado por possuir o “eu oculto” é aquele que tem algo a esconder ou simplesmente não gosta que ninguém saiba o que se passa em sua vida. mas em geral. ao ser confrontado com uma ameaça grave de um vizinho arrogante. comportamento. Vamos a um exemplo: um indivíduo pacato e tranqüilo que trabalha como voluntário numa instituição de idosos. ele é cabeça-dura e. mas não estão dispostos a ouvir ninguém. é necessário rever sua lente de aumento com relação aos defeitos dos outros e o seu ponto cego com relação aos seus. . Pessoas que possuem essa janela muito aberta.com/1/cromos/lupa. atitude ou habilidade que nem você e nem outras pessoas sabem que têm. Por que será que quando o seu colega de trabalho não faz uma determinada tarefa ele é preguiçoso e quando você não faz é porque está muito ocupado (a)? Quando um colega do seu trabalho passa por você e não o cumprimenta ele é um dissimulado. Quando o mesmo acontece com você. são vistas pelas pessoas com desconfiança por não arriscar emitir opiniões sobre nada. O exemplo dado anteriormente. pega um revólver emprestado e comete um crime vicinal. porém “não se enxergam”. Todos pensam que você é uma pessoa calma. Pessoas que possuem esse quadrante com muita evidência. são pessoas vistas como confiáveis pelas outras. Fonte: http://www. O “eu desconhecido” É simplesmente aquela característica. do funcionário que trabalha demonstrando satisfação e no fundo está insatisfeito com o que tem feito. apenas ouvem taciturnamente os outros. porém vive a base de tranqüilizantes. Em geral. quando você o faz.jpg Quando um colega se decide a favor de um ponto de vista. sem esboçar muitas reações. Vamos analisar mais uma situação do “eu oculto”. foi o melhor exemplo que achamos para explicar a você sobre o eu oculto. normalmente dão muito feedback. está sendo apenas firme. é apenas distração.juarezonline. Se você se identificou com alguma situação acima ou alguma semelhante.

e. Por isso a técnica “sanduíche” é recomendada. eu cego. Acredito que podemos finalizar o tema Janela de Johari lembrando que a migração das janelas “oculta” e “cega” para a janela “aberta” se dá através de emissão e recepção de feedbacks. então? É a pessoa que vive de tal maneira que todos os problemas existenciais agregam-se de um padecimento provocado por um desequilíbrio ou desarmonia funcional do sistema nervoso. com o indivíduo que está descentrado na sua forma de pensar e sofre de manias. e termina colocando novamente outra pitada de valores positivos. Isso coloca o indivíduo em luta contra os que deveriam ser seus companheiros. conclusão Conclusão A Janela de Johari é dividida em 4 quadrantes: eu aberto. Porém. Um valor negativo colocado em público pode vir a constranger a pessoa que o está recebendo. Nem ele esperava por isso e nem os outros. o melindre que se tem na recepção de feedbacks negativos. ou seja. eu oculto e o eu desconhecido. é dando e recebendo feedback. depois apresenta cautelosamente os valores negativos que quer lhe dar. os valores negativos devem ser dados individualmente para que não haja mágoas por parte de quem os estão recebendo. exalta-se a competição. Muitos confundem o neurótico com o desequilibrado. reduz-se potencialmente. A técnica “sanduíche” é aquela que. Esses quadrantes estão relacionados com aquilo que você é ou aquilo que as pessoas pensam e vêem em você. mas isso não autoriza confundir esses dois males. Mas o mesmo não acontece com feedbacks negativos. O que é ser neurótico.que nem ele imaginava que pudesse cometer. seus amigos e irmãos sociais e. pode magoar profundamente. Acontece que feedbacks positivos não há problemas algum para essa troca. premia-se o triunfo a qualquer preço. nem você e nem ninguém conhece. E mais ainda . O fato é que pode ter pessoas que sofrem de dor de cabeça e calos nos pés. Porém. antes de apresentar um valor negativo para outra pessoa.devem estar enquadrados na técnica “sanduíche”. onde todo valor negativo deve ser precedido . Além de não ser útil e nem eficaz para a sua mudança. Esses devem ser dados em particular. ainda. Porém. página 05 Como fazer para sua janela se tornar cada vez mais aberta? A forma mais prática que se tem de migrar as janelas do “eu cego” e do “eu oculto” (já que a do “eu desconhecido” não tem uma receita). Um surto psicótico fez com que desencadeasse uma reação absolutamente imprevisível no seu comportamento. Assim. isso não impede que os neuróticos sejam desequilibrados e nem o contrário. vale ressaltar que o eu desconhecido. utilizando-se de uma técnica que chamamos de “sanduíche”. coloca-se uma porção de valores positivos nela. Você é neurótico (a)? É impressionante como nos últimos tempos o número de pessoas que “sofrem dos nervos” tem aumentado. ainda que em público. ao invés de colaboração.

Módulo III Aula 10 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos.T . Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. aula gravada em áudio .Q . Enterprise Resource Planning BSC . disponíveis ao final de cada módulo.C.International Standartization Organization Supply Chain . Check e Act KAISEN C.N. botão Avaliações.D. que serão corrigidos pelos tutores.e concluído entre valores positivos. Gestão . Para visualizar a correção. .exercícios de auto-avaliação . Avaliação Final de Módulo III Avaliação de módulo – São exercícios subjetivos.Q. Direção e Controle).P.S. Modulo IV Módulo IV aula 01 aula 02 aula 03 aula 04 aula 05 aula 06 aula 07 aula 08 aula 09 aula 10 CICLO PDCA . Espera-se que o aluno demonstre capacidade de análise e domínio dos temas estudados. Acesso pelo menu "Avaliação.O.Prêmio Nacional de Qualidade E.P.Cadeia de Suprimentos P. Do.A ."Plan-Do-Control-Action" (ciclo do Planejamento composto de: Planejamento. em Avaliações". Organização.Balanced Socrecard aula 01 . caso em que ele enviará uma mensagem orientando-o nesse sentido. clique na atividade pretendida no painel de desempenho. Lembre-se de que caso seja necessário.Plan. o Professor-Tutor pode solicitar que você reformule sua resposta.R.Controle da Qualidade Reengenharia Gestão do Conhecimento e do Capital Intelectual Família I. O acesso é pelo menu Avaliação.

Fazer. Tomar iniciativa. Definir o que queremos. mas foi Deming seu maior divulgador. No caso de desenvolvimento de um sistema de informação. Verificar e Agir de controle de processos é o principal método da Administração pela Qualidade Total nas organizações. Do (Fazer. Vale ressaltar que o ciclo deve sempre começar com a definição de uma meta. . educar. As análises e medições dos processos são relevantes para a manutenção e melhoria dos mesmos. diversos indicadores para medir o desempenho podem ser criados nessa etapa. para atingir o próximo momento. contemplando o planejamento. a padronização e a documentação destes. Fonte: http://www. 03. estabelecer metas e definir os métodos que permitirão atingir as metas propostas. Do. esta atividade pode corresponder ao planejamento do sistema. Tornou-se mundialmente conhecido ao aplicá-lo nos conceitos de qualidade no Japão. executar o planejado conforme as metas e métodos definidos. tal como uma linha de chegada. Foi desenvolvido na década de 30 pelo americano Walter A. para que a mudança seja concretizada e possa levar a novas melhorias. tendo disciplina para colocar em prática.Plan.CICLO PDCA . De acordo com o tipo de melhoria que se deseja obter. No plano pessoal. trabalha talentos e habilidades . implementar. uma deficiência ou uma possibilidade de melhoria que leve a uma meta. treinar. Observe se existem diferenças entre o que planejou e o que fez e se a meta foi atingida. Check e Act O que é? O método PDCA ou ciclo de Deming: Planejar. planejar o que será feito. Bloqueie as causas do problema. mas sim sucessivas vezes.ac. Check (Verificar): Conferir se o que foi feito está certo. Compare o resultado com seu plano. Executar): Faça exatamente o que planejou. esta atividade pode corresponder ao desenvolvimento e uso do sistema. página 02 02. o que planejou. Veja se o bloqueio ao problema foi efetivo. Plan (Planejar): Detectar um problema. No caso de desenvolvimento de um sistema de informação.jp O PDCA é uma ferramenta aplicada não apenas uma vez em determinado processo. Execute com fidelidade seu plano. O que você quer conseguir? Qual seu objetivo? Identifique as causas dos fatores negativos e elabore um plano de ação simples e consistente para atingir o objetivo. de forma continuada. Shewhart.jpa. As Etapas do Ciclo PDCA: 01. É essencial para o acompanhamento e a avaliação do ciclo.

sakosta.de/geschaeftsfelder/managmentsys/pdca.org/programs O Programa 5 S . Act (Agir): Verificar o resultado da etapa anterior.No caso de desenvolvimento de um sistema de informação. esta atividade pode corresponder aos ajustes.gif Ou seja.ibiweb. análise das informações geradas e avaliação de qualidade do sistema. assumir ações corretivas ou de melhoria. 04. preventiva (evitando futuros problemas) ou padrão (se tudo bem). esta atividade pode corresponder aos testes. página 03 Fonte: www. Fonte: http://www. Pense no tipo de ação que deve ser aplicada: corretiva (se houve problema). No caso de desenvolvimento de um sistema de informação. implementações e continuidade do sistema. atuar para que não se repita. se há problema. Se houver. se a avaliação do desempenho dos processos na etapa anterior não for satisfatória.

formando um todo único e simples que ajudam a encarar o ambiente de trabalho de uma maneira totalmente nova. etc. condições padronizadas que clareiam a mente do funcionário e a disciplina necessária para realizar um bom trabalho. A LIMPEZA ou inspeção. ordenação. inclusive discos de computadores. deixa cada coisa em seu lugar para pronto uso. armários.O "Programa 5 S" é uma prática desenvolvida no Japão e ocidentalizada como "Housekeeping" (ou “cuidar da casa”). ferramentas. para manter somente o que é útil. zelo. as áreas isentas de pó. Limpeza é forma de inspeção. onde cada um deve cuidar da sua área. A implantação dos 5Ss é conseguida por meio da operacionalização de cinco passos integrados. gerando o descarte de coisas não necessárias. armários. materiais que se usa no dia a dia. etc. discos de computadores. higiene. A . dia após dia. Aplica-se a todos os aspectos do ambiente do trabalho: mesas. em equipe. o mesmo deve ocorrer com relação à organização da área de trabalho. guardar as coisas e obedecer as regras. O local de trabalho deve ser dividido em áreas de responsabilidade. peças quebradas. onde cada coisa tem que ter nome. Manter a arrumação do local de trabalho. gerando descarte dos itens sem utilidade. O material deverá ser enviado à área de descarte. gavetas. conservação. vazamentos. utilização. a limpeza. equipamentos ou ferramentas no local de trabalho. incluindo computadores (inclusive discos internos) e periféricos A PADRONIZAÇÃO ou ambientação. liberação de espaço. A ARRUMAÇÃO ou sistematização. Definir um lugar para as coisas. mantém o estado de limpeza. mantém tudo sempre limpo. A denominação "5S" é devido às cinco palavras iniciadas pela letra "S". padrões de arrumação. No Programa 5S. classificação de materiais. com seus respectivos diretórios ou pastas de trabalho. asseio. facilitando ao próprio funcionário saber o que está certo e o que está errado. pois possibilita a identificação de defeitos. A ORGANIZAÇÃO ou seleção. Aplica-se em tudo que há no local de trabalho: pastas. quando pronunciadas em japonês (ou as equivalentes em inglês): página 04 As empresas que buscam melhorias da qualidade de vida no trabalho criaram no programa 5S uma base para o desenvolvimento dessa qualidade. não só os aspectos de qualidade e produtividade devem ser delegados aos funcionários. que buscam fortalecer 5 Sensos. utilizando o Ciclo PDCA como suporte.

ventilação. Ele está à sua disposição e pode ajudá-lo."Mensagem") ou por e-mail. de forma natural e cotidiana. com uma melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores e aumento da produtividade. execução de tarefas com registros de dados e fatos. formas. O importante é estabelecer prioridades que são interessantes e poderão se concretizar com empenho e confiança. disciplina) surgiu no Japão e se firmou como um conjunto de boas práticas para garantir um ambiente de trabalho saudável e agradável. arrumação e limpeza) de forma contínua. Acesso pelo menu "Avaliação". Usar o PDCA de forma universal. vestuário.é um modelo mental muito simples. adquirir outra habilidade. mudar determinado comportamento. A DISCIPLINA ou auto-disciplina. higiene pessoal e tudo o que causar uma impressão de limpeza. para a melhoria contínua e eficiente dos processos empresariais ou individuais (falar outro idioma. Gestão . treinamento e desenvolvimento. aula 02 . É praticar e praticar para que as pessoas façam a coisa certa naturalmente. padronização. padronização e reconhecimento de trabalhos bem feitos. análise e ações corretivas. o mínimo para que a sociedade funcione em harmonia e o caminho para a melhoria do caráter das pessoas.Módulo IV Aula1 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. CONTROLAR E AGIR . medição para obter controle. Em caso de dúvidas. limpeza. diagnósticos. O conjunto de práticas denominado 5S (organização. A padronização busca manter os três primeiros Ss (organização. calor. etc).exercícios de autoavaliação . tais como: cores. num processo de repetição e prática. que é a arte de fazer as coisas certas. análise de cenários. na trajetória para alcançar novos objetivos. O PDCA – PLANEJAR.Kaisen aula gravada em áudio . Girá-lo de fato significa construir uma gestão baseada em etapas que caracterizam iniciativa e ação do gestor.padronização inclui outras considerações. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. fazer uma pós-graduação.iluminação. mas seu ciclo completo exige muita fundamentação. como forma de criar bons hábitos. A disciplina é a base de uma civilização. contate o seu tutor por meio da Plataforma de Educação a Distância do ILB (menu "Comunicação" . arrumação. conclusão Conclusão A conexão do final de um ciclo PDCA e o início do outro (Agir → Planejar) é o núcleo do desenvolvimento que permite atingir níveis superiores. DESENVOLVER. alcançar um novo posto na empresa. harmonia. educação.

A argumentação de Sakurai (1997) é de que o custo kaizen é utilizado no processo de manufatura para obter e manter o nível de inovação (ou seja. Um sistema de custo kaizen abrange o sistema contábil administrativo da empresa e seu programa de atividades kaizen no nível de chão de fábrica (“Just In Time” . ajudando a eliminar diferenças entre os lucros-alvo (orçados) e os lucros estimados. . idealizado por Masaaki Imai. já que os pequenos investimentos diários fazem com que a lucratividade acompanhe o ritmo.Conceito Kaisen é uma palavra japonesa que significa: "Kai" = Mudar e "Zen" = Para Melhor. O objetivo do custeio kaizen é buscar a redução de custos em todas as etapas da manufatura. Para Ansari (1995). qual é a ligação do kaisen com a "gambiarra"? Não se pode negar que é uma melhoria que: . Mas. etc. Porém alguns interpretam o kaisen como "gambiarras". investimentos pequenos e gradativos diariamente. O retorno se torna melhor.TQM. custeio kaizen significa manter os níveis correntes de custo e trabalhar sistematicamente para reduzir os custos a valores desejados.JIT. O conceito de Kaizen.kaisen. Nas Organizações Em muitas organizações já há grandes esforços. editado em 1988 e publicado pelo IMAM. Cooper&Slagmulder (1997) afirmam que custeio kaizen é uma aplicação de técnicas kaizen para reduzir custos dos componentes e produtos por um montante pré-estabelecido.transcontinental.com O objetivo ideal deste processo é atingir defeito zero. diz respeito a atitudes de "bom senso" que exigem baixos investimentos e envolvem toda a organização. quando ocorrem mudanças drásticas.promove um certo benefício para os usuários. ações e programas de Melhoria Contínua. Segundo Mondem (1999). Porém. página 02 Fonte: http://www. Propõe a empresa. custeio kaizen é um método para gerenciar melhoramentos contínuos de custos por meio de uma equipe interfuncional orientada para resolver problemas com foco no cliente. Kaisen é a denominação japonesa para o processo de contínuo melhoramento dos níveis de qualidade de uma organização. a tradução que expressa melhor o significado da filosofia é "Melhoria Contínua". Imai comenta os conceitos de kaizen e os insere no contexto da Qualidade Total.). manter os padrões atualizados sobre tecnologia. “Total Quality Management” . Em seu primeiro livro. bem como mudanças na estrutura gerencial. sempre emergindo. negócios e operações). provocadas pela introdução de novas tecnologias e/ou por investimentos em novos equipamentos envolvendo custos acumulados por aperfeiçoamentos contínuos. ao invés de altos investimentos para seu crescimento de tempos em tempos.

No custeio kaizen. para que possa criar novas alternativas para reduzir os custos. o objetivo não é alcançar o padrão. Já o custeio kaizen objetiva a busca constante de reduções de custo em todas as etapas da produção. mas no Kaizen é criado um mecanismo que estimula a participação de todos.é praticada. nota-se que o pessoal operacional é chamado de "mão-de-obra".é rapidamente implementada. é necessário que a liderança esteja preparada para mudanças. . .os itens mais usados sem estar no mais fácil acesso.não exige nova tecnologia.dificuldade em encontrar os materiais estocados. .com . .. Portanto. seguida de sucessivos aperfeiçoamentos. página 03 Nos processos logísticos existem perdas como: . na maioria das vezes. a força de trabalho é investida de poder. Isso significa que precisamos pensar um pouco para resolvermos problemas ergonômicos.normalmente usa-se o "bom senso".esica.exige baixo investimento. Essas reduções de custos se conseguem através de uma análise do processo. . Custeio Padrão x Kaizen Apesar do sistema de custeio padrão propiciar redução de custos pela análise das variações entre o custo real e o orçado. ele tem suas limitações para custeio de produto. Fonte: www. Com isso.longa distância entre a área de armazenagem e a área de utilização.má localização dos itens. embora seja uma melhoria. como de quem caminha muito pela empresa. mas superá-lo. nas empresas brasileiras. Quando se começa um processo de Kaisen numa organização. transformando-os em "cabeça-de-obra". de provisórias passam a ser definitivas. é preciso usar a cabeça.é a redução de custos dos processos. controle gerencial e aprendizado. . . O pessoal começa a dar sugestões de melhoria. conforme análises de Kaplan&Cooper. por deficiência no endereçamento. . pelos próprios usuários. Não basta trabalhar com os braços duramente. tornando-a cada vez melhor. carrega muito peso ou até chega a se acidentar. de forma a pensar numa maneira de trabalhar mais inteligente. Kaisen poderia ser entendido como uma "gambiarra". não é contínua.contrafluxo de materiais. O grande problema é que essas "gambiarras". Um dos principais resultados que se atinge com a Melhoria Contínua – Kaizen . Normalmente.

página 04 Exemplos de diferenças conceituais e de procedimento: conclusão Conclusão .

Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. Algumas conclusões podem ser apontadas: a emergência para se estudar os melhores métodos de gerenciamento japonês.offoffoff. de função e engenharia de valor. aula 03 . O custeio padrão tem sua utilização limitada e ganha nova dimensão. Acesso pelo menu "Avaliação".com/film/2003/moderntimes. quando utilizado no processo de custeio kaizen. Dos filósofos gregos (que pensaram na idéia da excelência) aos chi-neses.Módulo IV Aula 2 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos.Q. dos renascentistas aos engenheiros e fabricantes da Revolução Industrial. Gestão . pois o custeio kaizen tem foco nas equipes. tais como o custeio-alvo e o custeio kaizen. é uma palavra que faz parte do dia-a-dia e desempenha um papel importan-te em todos os tipos de organizações e em muitos aspectos da vida das pessoas.php Entre as muitas definições para a idéia da qualidade. O processo de redução de custos kaizen inicia-se no processo de planejamento e controle do lucro e não dos custos. Por isso.C. permitindo a adaptação às mutações do ambiente econômico. a idéia de qualidade tem uma história muito antiga. destacamos: . Fonte: www. Como reflexo e testemunho dessa importância. mais do que nos indivíduos. muitos pensadores ocuparam-se desse assunto.O tema é relativamente novo para o Brasil. em Avaliações. Apenas de alguns anos para cá é que se intensificaram os estudos dos métodos de custeio japonês. A empresa que adotar tais métodos deverá fazê-lo dentro de um processo de mudança cultural (do individual para o coletivo).exercícios de autoavaliação .Controle da Qualidade Total aula gravada em áudio CONTROLE DA QUALIDADE TOTAL História da Qualidade Não se pode falar em Controle da Qualidade Total sem antes pesqui-sar o que significa “Qualidade”. Segundo Maximiano (2000). É necessário evoluir para sistemas de custeio voltados para a inovação.T . baseia-se na análise de valor.

até chegar à administração da qualidade total da atualidade. nasceu o controle estatístico da qualidade. A expansão da produção de mas-sa. Para os engenheiros e industriais do início do século XX. qualidade era sinônimo de identidade. o enfoque da qualidade surgiu para resolver inicial-mente o problema da uniformidade. Fonte: www.br/autosantigos/images/ .com. inspirou os estudos dos primeiros especialistas da qualidade industrial. Da busca de soluções para o problema da uniformidade exigida pela fabricação massificada. que utiliza e produz grandes quantidades de peças virtualmente i-dênticas.copiadorasatelite. Desse ponto de partida.página 02 Na Administração. a administração da qualidade passou por diversos estágios.

a ênfase desloca-se para o sistema da qualidade. seleciona-se por amostragem uma certa quantida-de para inspecionar. a ênfase está na quali-dade do produto ou serviço. As propriedades dessa amostra podem então ser estendidas ao lote do qual foi extraída. página 03 Portanto. que tinha interesse em fa-zer produtos segundo especificações rigorosas. A Era do Controle Estatístico Com a ascensão da grande empresa industrial e da produção massifi-cada. Agora. O pioneiro da aplicação da estatística ao controle da qualidade foi Walter A. que em . Garantindo-se a qualidade do sistema. a era do controle estatístico e a era da qualidade total ou qualidade as-segurada. Por causa disso. Ou seja. o contexto tornou-se favorável ao surgimento do controle estatístico da qualidade. sempre se praticou alguma es-pécie de controle da qualidade. No estágio seguinte. com a finalidade de encontrar o que melhor atende suas ne-cessidades e interesses. A inspeção do produto continua sendo praticada pelos consumidores nas feiras livres. Nos primórdios da indústria moderna. Essa mentalidade influenciou desde os gregos até o Re-nascimento. Shewhart. alcançou a fabricação artesanal na passagem do século XIX para o XX e está presente até hoje em muitas modalidades de produção utilitária ou artística. nem é uma responsabilidade apenas do departamento da qualidade. Em lugar de inspecionar todos os produtos. qualidade é uma questão sistêmica. a qua-lidade não diz respeito apenas ao produto ou serviço. tornou-se impraticável inspecionar a totalidade dos produtos que saíam aos milhares das linhas de montagem. filosofias ou eras principais: a era da inspeção. A qualidade é uma preocupação de todos os funcionários e abrange todos os as-pectos da operação da empresa. a história da evolução do controle tradicional da qualidade tem três períodos. garante-se a quali-dade dos produtos e serviços. A Era da Inspeção Desde antes da Revolução Industrial. dos Laboratórios Bell. que atendessem suas próprias exigências estéticas ou que impressionassem positivamente os clientes.Na era da inspeção ou do controle estatístico. a era da qualidade total. a inspeção era feita pelo próprio artesão. que se baseia na amostragem. nos supermercados e no comércio de produtos arte-sanais. Essa mudança de filosofia significa a evolução para a era da qualidade total.

4. Dodge e Roming. disse que a melhoria da qualidade era o caminho para a prosperidade. através do aumento da produtividade. que deveria sobreviver com a exportação de produtos. 3. A qualidade de um produ-to ou serviço pode ser definida como o conjunto total das característi-cas de marketing. engenharia: transforma as expectativas e desejos do cliente em especificações. engenharia de processo: escolhe as máquinas. página 04 A Era da Qualidade Total A evolução dos conceitos não parou. 5. todos os estágios do ciclo industrial. no caso de produtos. marketing: avalia o nível de qualidade desejado pelo cliente e o custo que ele está disposto a pagar. ferramentas e métodos de produção. nem o pes-soal de marketing ou a alta administração. Dois colegas de Shewhart. paralelamente. 8. Este re-lativo desinteresse mudou rapidamente quando se descobriu que o Japão tinha prestado atenção e colocado em prática não apenas essas idéias. (1983) A qualidade total abrangeria assim.1924 preparou o primeiro rascunho da carta de controle. Edwards Deming para ministrar um curso de estatística. entidade privada e sem fins lucrativos que se tornaria o centro das atividades de controle da qualidade naquele país. suprimentos: escolhe. a indústria precisava atender a uma crescente necessidade de bens de consumo. Em 1950. fabricação e manutenção do produto ou serviço que satisfazem as expectativas do cliente”. A idéia do TQC tinha como pedra fundamental uma definição de qua-lidade em que o interesse do cliente era o ponto de partida: “A quali-dade quem estabelece é o cliente e não os engenheiros. produção: a supervisão e os operadores têm uma responsabilida-de importante pela qualidade durante a fabricação. que Feigenbaum enumerou em oito: 1. foi criada a JUSE . da conquista de mercados e da expansão do emprego. Seus estudos constituem o núcleo da maioria das técnicas estatísticas de controle da qualidade que são usadas até hoje. inspeção e testes: verificam a conformidade do produto com as especificações. 7. As idéias de Feigenbaum a respeito do TQC tiveram grande repercus-são. Em reunião com dirigentes das principais empre-sas do Japão. Feigenbaum apresentou em 1961 uma versão evoluída das proposições publicadas 10 anos antes. mas muitas outras técnicas e conceitos de administração da qualidade. da redução de custos. compra e retém fornecedores de peças e materiais. a JUSE convidou Dr. engenharia.Union of Japanese Scientists and Enge-neers (Sindicato dos Cientistas e Engenheiros do Japão). 2. instalação e assistência técnica (serviço): a instalação e assis-tência técnica corretas ajudam a garantir o funcionamento correto do produto. O fato de o Japão ser um país. embora sua adoção não acompanhasse o mesmo ritmo. à qual deu o nome de controle da qualidade total (TQC – Total Quality Control). expedição: responsável pelas funções de embalagem e transpor-te. tornou a qualidade uma obsessão nacional. com poucos recursos natu-rais. Em 1946. 6. página 05 A responsabilidade dos gestores começava na identificação das ne-cessidades do cliente ou consumidor e prosseguia . W. desenvolveram técnicas de amos-tragem. pois com o fim da Segunda Guerra Mundial.

para melhorar a qualidade e a produtividade e. 3. Essas exortações apenas criam relações hostis. pois tinha como alicerce – a predominância do cliente. Quem trabalha nas áreas de pesquisa. 14. 5. Instituir um sólido programa de educação e auto-treinamento. reduzir constantemente os custos. 10.pelos diversos es-tágios da transformação de insumos. Numa nova era econômica. A importância de Edward Deming fica clara com a criação no Japão. 2. até chegar como produtos ou serviços ao mesmo cliente. permanecer no mercado e criar empregos. 13. 7. especialmente através das indústrias eletrônica e automobilística. dessa ma-neira. 12. num relacionamento de longo prazo fundado na lealdade e na confiança. do Prêmio Deming de Qualidade. Eliminar as cotas numéricas no chão de fábrica. do Módulo I. de maneira coercitiva. para antecipar problemas na produção e na utiliza-ção que possam afetar o produto ou serviço. a importância da mentalidade preventiva e a necessidade do envolvimen-to da alta administração. assumir suas responsabilidades e assumir a liderança da mudança. Remover as barreiras que impedem ao trabalhador sentir orgulho pela tarefa bem-feita. é o Método Deming. Ao in-vés disso. Acabar com a dependência da inspeção em massa. 11. Melhorar sempre e constantemente o sistema de produção e serviço. pedindo zero defeito e níveis mais altos de produtivida-de. o qual encontra-se além do alcance da força de trabalho. Cessar a prática de comprar apenas com base no preço. conforme vimos na Aula 9. a administração deve despertar para o desafio. Deming publicou o livro Quality – productivity and competi-tive position. de vendas e de produção. Em 1982. que compreende 14 princípios. Estabelecer a constância do propósito de melhorar o produto e o serviço. A década de 1970 testemunhou a expansão da economia japonesa e sua penetração nos mercados ocidentais. de projeto. A visão é sistêmica. que apresenta um método para a administração da qua-lidade. Agir no sentido de concretizar a transformação. Eliminar a ad-ministração por objetivos. Os 14 Princípios do Método Deming 1. 6. o primeiro do mundo nes-ta área e batizado em sua homenagem. em 1951. Instituir a liderança. É preciso desenvol-ver um fornecedor único para cada item. Poucos anos depois a qualida-de dos produtos japoneses já começava a ameaçar fabricantes tradi-cionais. Deve-se eliminar a necssidae de inspeção em massa construindo a qualidade junto com o produto desde o começo. já que a principal causa da má qualidade e má produtividade é o sistema. deve agir como equipe. Adotar a nova filosofia. 4. . prestaram atenção e puseram em prática o que ele disse. Os japoneses ouviram. Eliminar as barreiras entre os departamentos. Instituir o treinamento no serviço. para que todos possam trabalhar eficazmente pela empresa. A responsabilidade dos supervisores deve mudar dos números para a qualidade. 8. exortações e metas exageradas para os empregados. com a finalidade de a empresa tornar-se competitiva. Iniciativas semelhantes só surgiram em 1987 com criação do Prêmio Malcolm Baldrige nos EUA (após 36 anos) e do Prêmio Europeu de Excelência em Qualidade na Comunidade Econômica Européia (CEE) em 1991. deve-se procurar minimizar o custo total. Eliminar slogans. Afastar o medo. 9. A transformação é o trabalho de todos.

Ishikawa. Shewhart e Juran. Deming. .página 06 Alguns dos responsáveis pelo desenvolvimento dos princípios e das técnicas da qualidade total são: Feigenbaum.

trabalham não por objetivos individuais. confiança e respeito mútuo. Isso pode incluir melhorar qualquer coisa desde os produtos da empresa até seus métodos de produção ou até as maneiras como se administram as pessoas. Entretanto. escute e aprenda com seus clientes e colaboradores. mas a Qualidade Total focaliza o cliente como sendo o vetor das suas ações em busca da qualidade. . conclusão Conclusão A filosofia da Qualidade Total inspira as pessoas por toda a empresa a constantemente aperfeiçoar tudo o que a empresa faz. uma grande quantidade de técnicas têm por princípios gerais: faça certo da primeira vez para eliminar retrabalhos custosos. Isso ocorre porque são elas mesmas que es-tabelecem o ritmo das tendências visando superar a si mesmas. As empresas trabalham para estar à frente da concorrência.O Controle da Qualidade Total ainda está evoluindo. mas sim imbuídos de uma visão sistêmica e grupal. faça das melhorias contínuas um assunto diário. desenvolva trabalho de equipe.

as empresas precisam mais do que mudar. precisam reinventar para conseguir um salto quantitativo e qualitativo em seu desempenho. aula 04 . página 02 . é automatizar os processos de trabalho da forma como estão projetados. em processos que integram as funções departamentais. Michael Hammer e James Champy vêem a reengenharia como o “repensar e o reprojetar”. é reprojetar os processos. processos fundamentais de todo o mundo dos negócios. reformular completamente seus principais processos de trabalho. Mais do que melhorar as coisas simplesmente consertando-as. em seguida. a idéia básica de reengenharia é o redesenho dos processos.Reengenharia aula gravada em áudio REENGENHARIA Por vezes. Hammer aplica o verbo to reengineer (sem equivalente em português – ficaria “reengenheirar”. seu valor para os acionistas e sua contribuição para a sociedade.Módulo IV Aula 3 Para efeito de sua própria autoavaliação. de forma a conseguir melhorias anormalmente expressivas no que diz respeito ao aumento da produtividade. O que ele chamou de reengenharia já vinha sendo praticado por empresas e consultores. O objetivo é atingir grandes aperfeiçoamentos nas mensurações críticas de desempenho e custo. De todos os novos conceitos de administração. Assim. Fazer a reengenharia é reinventar a empresa. No entanto. Hammer não inventou a reengenharia. geralmente. Conceito Reengenharia é um esforço organizado que é conduzido de alto a baixo em uma companhia. antes de tudo.Gestão . qualidade. O que elas deveriam fazer. desafiando suas doutrinas. Hammer afirma que a tecnologia da informação tem sido usada de forma incorreta pela maioria das empresas. realize as atividades localizadas no menu lateral: acesso pelo menu "Avaliação". O que elas fazem.exercícios de autoavaliação . Essa reinvenção tem como objetivo otimizar a posição competitiva da organização. inovação e velocidade. aperfeiçoar-se e aprender. Hammer teve o mérito de criar um nome para vários esforços de aprimoramento de processos. a reengenharia constitui o processo de iniciar tudo do zero. destrua” (Harvard Business Review. se fosse traduzido literalmente) com o sentido de reformular a maneira de conduzir os negócios. redesenhar seus recursos de maneira inovadora. é freqüentemente citado como um dos principais “reengenheiros”. ou melhor. por exemplo. Nesse texto. práticas e atividades existentes para. em Avaliações. Tem o objetivo de rever e se necessário. de reconstrução dos mesmos.antes que o artigo fosse publicado. 1990). July/Aug. que divulgou suas idéias inicialmente no artigo “Promovendo a reengenharia do trabalho: não automatize. a reengenharia é um dos mais populares. O autor e disseminador desse conceito é Michael Hammer. reconstruindo a empresa e revisando seu modo de fazer negócios. à qualidade dos serviços ou produtos e à eficácia do atendimento ao cliente. Henry Ford.

a estrutura funcional e hierárquica deixa de ser enfatizada. bem como muitas empresas pequenas. fim e inputs e outputs claramente identificados: uma estrutura para a ação. assegurando que cada processo de transformação adicione valor ao produto e também monitorando a satisfação no mercado. Adotar a perspectiva do processo significa adotar o ponto de vista do cliente. uma medida importante de um processo é a satisfação do cliente com o resultado desse processo.desenvolvimento de produtos (desde a identificação da necessidade do novo produto até a apresentação do protótipo). passaram pela reengenharia nos últimos anos. . Os processos são a estrutura de trabalho por meio da qual a organização faz o necessário para produzir valor para seus clientes. . portanto.serviço de vendas pelo correio.administração de suprimentos. a palavra processo tem importância fundamental. com começo. Conseqüentemente. que envolve toda a organização. A reengenharia adota uma perspectiva de sistemas. mesmo as muito grandes e complexas. e que ocorrem naturalmente na operação diária da empresa. Portanto.gerenciamento de pedidos (desde o preenchimento até o recebimento). Um processo é. que se encontram na maioria das empresas.gerenciamento de informações. uma ordenação específica das atividades de trabalho no tempo e no espaço. podem ser desmembradas em cerca de 20 processos principais. Bell Atlantic e Taco Bell. A maioria das empresas. .administração de recursos humanos (desde o planejamento de mão-de-obra até o desligamento). incluindo Kodak. . página 03 A perspectiva do processo implica a visão horizontal do negócio. começando pelos insumos do produto e terminando com os produtos finais e os clientes. .Processo Dentro da reengenharia. melhorando a qualidade das matérias-primas e outros insumoschaves. um processo toma um determinado insumo e o transforma para criar um resultado. são os seguintes: . Alguns dos processos mais comuns. Um processo é um conjunto de atividades. Centenas de grandes empresas. ligadas entre si. O importante é enxergar o processo e não a estrutura organizacional. .

Requer um conjunto de valores inteiramente novos.página 04 Nova Perspectiva A reengenharia requer uma perspectiva completamente diferente da prática da administração tradicional. conforme descrito na tabela abaixo: .

página 05 Não acumule dúvidas. quando o processo é longo. Sempre que possível. antes distintas. reduzindo o tempo de execução. De acordo com Hammer e Champy. porque a mudança dos processos comprime verticalmente a organização. resultando em menores esperas. Procure saná-las logo que apareçam . Às vezes. O processo decisório passa a fazer parte das atividades operacionais. Os trabalhadores passam a tomar decisões. são conjugadas e combinadas numa só. A diversidade de mercados e clientes pode exigir que um . Às vezes. melhores respostas aos clientes e maior poder para os trabalhadores. os processos que passam pela reengenharia apresentam os seguintes pontos em comum: Várias atividades. sob responsabilidade de um “funcionário do assunto” ou “funcionário do processo”. os passos do processo são feitos em paralelo. sempre há atividades que podem ser programadas para ocorrer simultaneamente. os processos passam a ter mais de uma versão. a responsabilidade é de uma “equipe de processo”. menores custos indiretos. Embora os processos sejam seqüenciais.

o objetivo de um negócio será menos fazer um produto físico e mais prestar um serviço. conclusão Conclusão A adoção da reengenharia aponta para novas tendências durante o século XXI. os processos “reengenheirados” integram o trabalho que é realizado em unidades organizacionais independentes. possibilita às unidades organizacionais operar como se fossem completamente autônomas. e sejam responsáveis pelo resultado dos negócios. O “gerente de processo” proporciona um ponto de contato único. “trabalhadores do conhecimento” altamente educados e orientados tecnicamente.Módulo IV Aula 4 Para efeito de sua própria autoavaliação. Reduzem-se os controles e verificações. Conciliação é o processo de uniformizar valores e informações oriundas de pontos externos de contato. Usar “gerentes de processo” é outro ponto em comum aos projetos de reengenharia. Está previsto que a empresa média será muito menor que as grandes corporações do passado. A reengenharia deixa o foco de “ficar melhorando as coisas” . O “gerente de processo” age como responsável pelo processo todo perante o cliente. por meio da agregação dos controles locais em sistemas mais abrangentes. Minimiza-se o esforço de conciliação. que assumam maiores responsabilidades. A reengenharia. substituirão os empregados da produção como uma “elite do trabalho”. por meio da tecnologia da informação. e os empregados terão mais independência que os trabalhadores do passado e será esperado que eles saibam mais sobre todo o negócio.mesmo processo tenha diferentes versões para atender a diferentes necessidades. aula 05 . em Avaliações. corram riscos. o trabalho tornar-se-á menos rotineiro e previsível e irá requerer aprendizado constante e pensamento complexo. O trabalho passa a ser executado no local onde faça mais sentido. realize as atividades localizadas no menu lateral: "Avaliação". “quebra tudo” e recomeça um processo inovador e criativo. da Unidade 1. São comuns as operações híbridas do tipo centralizadas e descentralizadas. A reengenharia reduz o número de pontos externos de contato. O “gerente de processo” age como responsável pelo processo todo perante o cliente. Gestão . Característica mais marcante.Gestão do Conhecimento e do Capital Intelectual aula gravada em áudio GESTÃO DO CONHECIMENTO E DO CAPITAL INTELECTUAL Conhecimento . Ela deixa de lado as estruturas rígidas da departamentalização funcional e age com os olhos voltados para os processos organizacionais. conforme vimos na Aula 7.exercícios de autoavaliação .aos projetos de reengenharia. A reengenharia foi derivada da departamentalização por processos.

Fatores preponderantes do processo de globalização como competição. avaliação e decisão sobre alternativas e avaliação de resultados. também chamada por alguns autores de gestão do capital intelectual. menores ciclos de vida de produtos e mudanças tecnológicas fazem com que a administração tenha papel fundamental na obtenção de sucesso ou fracasso de uma organização dentro desse ambiente. mais facilmente poder-se-ia triunfar e sobressair perante os demais. implementar o processo de mudança organizacional.com. está entre os temas mais discutidos atualmente. Fonte: http://www.A gestão do conhecimento.jpg Sua importância não é uma descoberta nova. possuindo conhecimento. a preferência por organizações enxutas e o espetacular avanço da tecnologia. sendo necessário. A utilização da Tecnologia da Informação é parte integrante do processo de transformação das organizações. sempre estiveram em destaque. consultores e acadêmicos cada vez mais vêm falando do conhecimento como o principal ativo das organizações. demanda por qualidade. A crescente internacionalização dos mercados e das Economias tem produzido efeitos surpreendentes em muitos âmbitos. pois ao longo da história mundial os homens que se encontravam na vanguarda do conhecimento. não sendo desconhecido o fato de que. notadamente nos campos da informação e das telecomunicações. .edu/mshs/images/tech-res. Fonte: http://www. Por que. investir em inovações tecnológicas. então. e da necessidade de compartilhá-lo como a grande chave para vantagens competitivas e sucesso empresarial? Entre os vários fatores que poderiam explicar esse movimento estão: as mudanças na Economia global. portanto. utilizar o conhecimento como recurso estratégico e capacitar as pessoas para adaptação à nova realidade. a conhecida globalização. utilizar sistemas de informações gerenciais.jpg página 02 Tecnologia e Informação Tanto a tecnologia como as informações são ferramentas para o sucesso da administração.br/centropis/cerebro.mayo.geocities. configuram recurso básico na definição de rumos e objetivos da empresa – fixação de estratégias e políticas. os empresários.yahoo. principalmente pela união das telecomunicações com a informática.

um dos quais o acirramento da concorrência e a necessidade de manter vantagens competitivas sustentáveis. e requer a distinção apresentada por Polanyi entre os dois tipos de conhecimento existentes nas organizações: o conhecimento explícito e o conhecimento tácito. O conhecimento é criado apenas pelos indivíduos e a eles pertence. como as redes globais e internas. manuais. como a experiência e o conhecimento tácito das pessoas. que trata exatamente de uma nova visão da educação profissional não mais apenas como preparação pontual para o desempenho de determinadas tarefas. Pode-se. “Numa Economia na qual a única certeza é a incerteza. vídeo e teleconferências. cujo principal negócio é a contínua inovação. e. página 03 De acordo com Nonaka e Takeuchi. portanto. registrado. fundamentalmente. multiplicidade de competidores e produtos tornando-se obsoletos rapidamente. e transformá-los em novas tecnologias e novos produtos. proliferação de tecnologias. a única fonte de vantagem competitiva é o conhecimento” (Nonaka. é aquele contido e decorrente das ações. valores ou ideais dos indivíduos. experiências. ou está. na conversão do conhecimento tácito em explícito. seu aprendizado assume papel fundamental. no qual os insumos entravam numa espécie de caixa-preta e dela originavam-se os produtos finais. por sua vez. transmitido ou armazenado. O conhecimento explícito é aquele que pode ser. criar novos conhecimentos. Nesses tempos de grandes mudanças de mercado. A busca da melhoria do desempenho organizacional dentro desses enfoques faz-se por meio de um elemento fundamental – a informação – cuja gestão é ponto fundamental na gestão do conhecimento. mas também o desenvolvimento de um trabalho que tenha sentido e do qual o trabalhador se orgulhe de estar participando. A Educação Corporativa. Jack Welch Educação e Mudança . "Se a taxa de mudanças dentro da empresa for menor do que a taxa das ocorridas fora da mesma. numa época de desafios cada vez maiores.. O conhecimento tácito. visualizar as organizações migrando do velho modelo. uma organização não pode criar conhecimento sem as pessoas – o que pode é apoiar as pessoas criativas e prover contextos para que estas gerem conhecimento. da preparação da pessoa. vista como cidadão e trabalhador. para um modelo dinâmico que reconhece a força do material intelectual. 1991). portanto. As organizações enxutas que emergiram dos processos de adoção indiscriminada de novas tecnologias (e terceirizações não planejadas) em muitos casos fizeram ver que a redução generalizada de custos redundasse em perdas de grandes valores. seja em computadores. o fim está à vista”. com consistência. A conjunção das tecnologias de informática e telecomunicações tornou viável um grande número de atividades antes sequer imaginadas. Mudanças Vivemos um tempo de mudanças contínuas. na capacidade de relacionar informações estruturadas e não estruturadas com regras constantemente modificadas e aplicadas pelas pessoas na empresa. disseminá-los por toda a organização. dos relacionamentos e dos processos. para o desenvolvimento de competências que garantam tanto o sucesso da organização quanto seu sucesso e felicidade pessoal. normas. basicamente. Trata-se. A diferenciação passa a vir do conhecimento. etc. com participação direta da tecnologia da informação como elemento de apoio. os sistemas integrados. os produtos e serviços transformam-se em agregados de idéias e o valor dos ativos intangíveis supera em muito os valores dos ativos financeiros. entre tantas outras. emoções. e por isso. A Gestão do Conhecimento reside. e pode ser facilmente processado. em que o conhecimento é a maior alavanca de riquezas em todas as áreas. Essas atividades definem a empresa “criadora do conhecimento”. as empresas de sucesso são aquelas que conseguem. mediante uma carreira que privilegie não apenas o simples desempenho de funções mecânicas. portanto. a essência para a criação efetiva do conhecimento organizacional está.

quando afirmava termos “o mercado como a mais eficiente configuração para o fomento da capacidade produtiva de uma nação e para a escalada de seu processo de formação de capital” (apud Guerreiro Ramos. 1989). no entanto. desde que bem utilizado. 1997). pelo qual pode-se visualizar a organização como um conjunto de eventos interligados em um mesmo esquema. Na Era da Informação. O abandono de nossa transcendência. . a serem. É importante ressaltar o papel da tecnologia da informação nesse ambiente competitivo. rever canais de distribuição. do outro. a riqueza é o conhecimento. com a aplicação do raciocínio sistêmico. atualizadas e no tempo certo. principalmente em função do avanço tecnológico que permite. naturalmente. E. ou seja. O próprio pensamento de Max Weber já refletia sobre a mudança de foco das organizações. hoje dominantes. Existe hoje a necessidade de “reinventar” as organizações. e a serem desenvolvidas adequadamente se tiverem como base informações com qualidade. e os componentes determinantes do cenário do mercado são avanços tecnológicos. O aspecto importante a ser ressaltado é a utilização do conhecimento como recurso estratégico: “Nunca Economia na qual a única certeza é a incerteza. é outra. por exemplo. por meio do Relatório Delors. reestruturações e menor lucro operacional. tempo (velocidade) e custo. mas reafirma-se a chave para a produtividade – o conhecimento. conseguindo com que o processo de transformação organizacional ocorra não por causa da tecnologia. entre nossas motivações materiais de sobrevivência e nossas motivações espirituais de transcendência. Os antigos princípios não valem mais. limitações de capital. Fonte: www. em linhas de produção para um mercado de massa – nos quais a preocupação era produzir. aumentar a capacidade de produção. brindou-nos de um lado com o totalitarismo das utopias estatizantes e. A realidade. coloca quatro perguntas fundamentais: Como Aprender a Fazer? a Conhecer? a Ser? e a Conviver? O encontro entre a aprendizagem e o trabalho está baseado no duplo diálogo entre o conhecer e o fazer e entre o ser e o conviver. aplicadas em conjunto. globalização. assim como a eliminação de empregos.htm São modelos que visavam um mercado pouco exigente e operam.alzheimers.Ao conceber os quatro pilares fundamentais da educação do futuro. A natureza instrumental das organizações permanece. Ao repensarmos as organizações no contexto de uma Economia na qual o conhecimento passou a representar o ativo de produção mais importante. mas com seu efetivo auxílio. com o individualismo das sociedades capitalistas liberais. tudo gira em torno das expectativas dos clientes. pois no século XXI a capacidade de trabalho dependerá cada vez mais de um processo contínuo de aprendizagem. precisamos também nos questionar sobre o novo papel da educação na vida de cada um de nós. precisamos de uma clara noção do papel que o trabalho representa em nossa vida. a única fonte segura de vantagem competitiva duradoura é o conhecimento” (Nonaka. comunicações. página 04 O Processo de Mudança Vários modelos administrativos em execução nos dias de hoje ainda são um conjunto de princípios estabelecidos há praticamente dois séculos. efetivarmos as mudanças necessárias em face do novo panorama de mercado. que caracterizou boa parte da ciência e da filosofia da modernidade. que determinam como diferencial competitivo das empresas suas estratégias de qualidade (conformidade).org/unraveling/07. ao lado do trabalho. a Unesco.

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Mudar é Preciso
Algumas mudanças são inevitáveis, mas é importante reconhecer que muitas forças agem no sentido de manter uma organização num estado de equilíbrio. As forças contrárias à mudança também são forças que apóiam a estabilidade das organizações. Em estudo sobre o processo de conseguir mudança efetiva, Lewin observou que as pessoas sentem dois grandes obstáculos à mudança. Não se dispõem a modificar atitudes e comportamentos antigos (ou simplesmente são incapazes disso). Muitas vezes, a mudança dura pouco – após breve período de tentativa de fazer as coisas de modo diferente, as pessoas quase sempre procuram voltar a seu padrão anterior. Para superar esses obstáculos, Lewin criou um modelo de três passos do processo de mudança, que foi refinado por Schein (1980), e pode ser aplicado a pessoas, grupos ou a organizações inteiras:

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Capital Intelectual

O capital humano significa pessoas estudadas e especializadas, que são o ponto central na transformação global. Segundo Richard Crawford, em seu livro “In the Era of Human Capital” a expressão capital humano apareceu pela primeira vez na literatura econômica em 1961, no artigo “Investindo em Capital Humano”, publicado na American Economic Review, escrito pelo economista Theodore W. Schultz, vencedor de Prêmio Nobel de Economia de 1979, reforçando os conceitos formulados no século XVIII por Adam Smith e outros. Tido como a característica mais marcante da era do conhecimento, o surgimento do capital humano aparece como a força dominante da Economia. Embora na sociedade industrial o capital físico e financeiro fosse um fator crítico para o sucesso, na Economia do conhecimento a importância relativa do capital físico diminui à medida que a tecnologia torna-se mais barata e a qualificação, o conhecimento e as habilidades das pessoas crescem em importância. O Japão é um exemplo clássico de Economia construída com base no capital humano. Após a Segunda Guerra, sua estrutura física estava em ruínas e não havia nenhuma matéria-prima de valor. Apesar disso, em menos de 50 anos, desenvolveram a Economia de maior sucesso do mundo, como fruto de uma população trabalhadora e, acima de tudo, bem educada. Conforme Peter Drucker (1999) é exatamente na área econômica que está a grande diferença entre o trabalhador manual e o trabalhador do conhecimento. Segundo o autor, a teoria econômica e a maior parte das empresas vêem o trabalhador manual como custo. Para que sejam produtivos, devem ser considerados ativos e, como qualquer ativo, precisam crescer. Os trabalhadores do conhecimento possuem os meios da produção. O conhecimento que eles detêm é um ativo. Assim como o capital físico deprecia, o capital humano também. No entanto, o problema maior é exatamente a rapidez com que o conhecimento e a tecnologia tornam-se obsoletos. “O único caminho para os trabalhadores da sociedade do conhecimento manterem suas habilidades e conhecimentos e atuarem efetivamente como capital humano é se comprometendo com um aprendizado contínuo e vitalício, o que afetará todos os trabalhadores, tanto como indivíduo quanto como empregados ou empregadores” (Crawford, 1994). Enquanto na sociedade industrial a educação era voltada exclusivamente para a alfabetização e o provimento de treinamento técnico, na sociedade do conhecimento a educação passa a ser universal e os níveis de educação crescem para as novas áreas de conhecimentos que requerem treinamentos e educação atualizada para sua aplicação. Outro ponto importante diz respeito ao valor do capital humano, que cresce com o aumento do capital físico, uma vez que equipamentos mais sofisticados aumentam o valor dos treinamentos especializados e da educação necessária. Isso quer dizer que os próprios capitais (físico e financeiro) adicionam valor ao capital humano, pois permitem que este aumente sua produtividade e suas habilidades profissionais. Entretanto, o capital humano é essencial para a produção do capital físico, seja na invenção de novos equipamentos, novos produtos, ou novos negócios.

conclusão

Conclusão

Durante a Revolução Industrial, as máquinas substituíram a força física. Na Economia do conhecimento, as máquinas complementam a capacidade intelectual do ser humano. É fundamental entender que o verdadeiro desenvolvimento organizacional depende essencialmente da aprendizagem organizacional e que um mundo em permanente transformação exige pessoas e organizações com total disponibilidade para aprender a aprender. É possível conquistar novos conhecimentos e criar novas sinapses em nosso cérebro privilegiado, mas também é possível preservar valores do coração e da dignidade humana. .

Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo IV Aula 5

Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. Acesso pelo menu "Avaliação", em Avaliações.

aula 06 - Família I.S.O - International Standartization Organization

aula gravada em áudio

FAMÍLIA ISO
O que é? ISO significa Internacional Organization for Standartization (Organização Internacional de Normatização) – é uma organização internacional privada, sem fins lucrativos, criada em 1947 e tem sede em Genebra, na Suíça. ISO não é apenas a sigla da organização, é o nome que deriva da palavra grega isos, que significa igual. Seu objetivo é promover o desenvolvimento de normas, testes e certificação, atividades relacionadas com a intenção de facilitar o intercâmbio internacional de bens e de serviços e para desenvolver a cooperação nas esferas: intelectual, científica, tecnológica e de atividade econômica. Esta organização é formada por representantes de 91 países, cada um representado por um organismo de normas. A ISO envolve mais de 180 comitês técnicos, abrangendo muitos setores e produtos industriais.

A ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas – membro fundador da ISO, é a organização nacional de normatização que representa o Brasil. Os membros da ISO são os representantes das entidades máximas de normatização nos respectivos países como, por exemplo, ANSI (American National Standards Institute), BSI (British Standards Institute), DIN (Deutsches Institut für Normung) e o INMETRO (Instituto Nacional de Metrologia).

Certificação e Normas
Certificação é uma declaração de um órgão independente de que a organização sob o processo de auditoria atende aos requisitos de uma norma especificada. A certificação atesta que a organização tem um Sistema de Gestão da Qualidade implantado e que demonstrou que tem capacidade para fornecer, de forma consistente, produtos e/ou serviços que atendam aos requisitos do cliente e às leis aplicáveis, além de ampliar a satisfação do cliente pela aplicação efetiva e melhoria contínua do Sistema.

Em 1987, a ISO publicou manuais de avaliação do sistema da qualidade, chamadas Normas ISO Série 9000 de Padrões Internacionais (ISO series of International Standards), que sintetizavam diversas normas nacionais já existentes. Em 1996, foram publicadas as Normas ISO 14000, que tratam da administração ambiental. Ambas fazem parte de um conjunto de mais de 11.000 padrões internacionais que a ISO produziu desde sua fundação. A ISO não tem como missão controlar a aplicação de suas normas, que é uma

nem em seu nome. A família compreendia. especialmente nas áreas da saúde. Ela é evolucionária.questão de entendimento voluntário entre fornecedores e seus clientes. Série 9000 A família ISO 9000 de normas representa uma espécie de consenso internacional a respeito das boas práticas de administração da qualidade. já que a organização não tem poder legal para obrigar sua adoção. evoluiu a partir de normas de qualidade existentes e amplamente usadas. que conferem certificados de conformidade com a ISO 9000. da segurança e ambiental. página 02 Devido a sua grande aceitação. desenvolvida em 1963. cinco séries específicas: . ou de exigência que alguns compradores fazem a seus fornecedores. A ISO 9000 não é uma norma internacional da qualidade revolucionária. Alguns de seus padrões foram adotados por governos nacionais. nem essas empresas têm qualquer delegação da ISO para fazê-lo. até o ano 2000. ou seja. mas não é uma garantia da qualidade de produtos. a adesão às normas ISO é voluntária. a certificação não é conferida pela ISO. Suas origens remontam à norma militar inicial para a qualidade. Além disso. Surgiram empresas especializadas nesse tipo de auditoria. No entanto. as normas ISO passaram a ser utilizadas como mecanismos de auditoria da qualidade.

São 20 os elementos abordados nas séries ISO 9000. A norma ISO 9002. Esta norma da qualidade era utilizada por empresas cujos produtos já foram comercializados. antes de ser retirada no ano 2000. melhorados e aprovados. sendo a mais abrangente a ISO 9001 que é utilizada pelas companhias para controlar seus sistemas de qualidade durante todo o ciclo de desenvolvimento dos produtos. 9004-2 e assim por diante). A numeração. . A norma ISO 9003. antes de ser retirada no ano 2000. foi usada por companhias para as quais a ênfase estava na produção e na instalação. Essas séries específicas dividem-se em normas ainda mais especializadas (9004-1. desde o projeto até o serviço. testados. foi dirigida para companhias nas quais sistemas abrangentes da qualidade podiam não ser tão relevantes. de 9000 até 9004.página 03 A ISO 9000 serve de roteiro para implementar as demais. a inspeção e o ensaio final do produto seriam suficientes. não significa uma hierarquia entre as séries.

página 04 Certificação A certificação ISO é tipicamente voluntária. .

formação dos Auditores Internos da Qualidade. realização das auditorias internas. Os países desenvolvidos possuem esquemas de certificação muito bem desenvolvidos. Dentre eles. formação de grupos de trabalho com a participação dos funcionários para elaborar as instruções de trabalho. conforme a relação entre auditores e empresas sob processos de auditoria. treinamento dos funcionários na documentação da Qualidade. .Conforme estabelecido na ISO 9000. elaboração do Manual da Qualidade. seleção da Entidade Certificadora. está entre os mais respeitados e utilizados. “avaliações do Sistema da Qualidade do fornecedor (quem produz e vende o produto) são utilizadas antes de um contrato. palestra sobre qualidade para todos os funcionários. são reconhecidas três possibilidades de avaliações/auditorias. escolhidas em comum acordo entre comprador e produtor. treinamento. quando apropriado. formação do Comitê de Coordenação. Auditorias Internas: são aquelas realizadas por auditores que pertencem aos quadros da empresa. para determinar a capacidade deste fornecedor em atender os requisitos das Normas ISO e. elaboração e divulgação da política da Qualidade. divulgação constante do assunto qualidade. página 05 Etapas necessárias para a certificação: comprometimento da alta administração. estudo de cada um dos requisitos da norma e realização do diagnóstico da organização em relação ao requisito. requisitos suplementares. seleção e designação formal de um coordenador. o do Reino Unido. plano de trabalho para a implantação de cada requisito. implantação das ações corretivas para as não conformidades. sobre o fornecedor. Auditorias de Terceira Parte: são aquelas realizadas por um órgão independente. Auditorias de Segunda Parte: são aquelas realizadas pelo comprador.” Internacionalmente.

página 06 O que as empresas ganham com o ISO 9000 Além dos motivos óbvios de manter seus clientes e conquistar novos mercados. aproximação das áreas e eliminação de barreiras internas. aumento da capacitação dos funcionários. mudança comportamental dos colaboradores. a implantação da ISO 9000 na empresa promove os seguintes ganhos. Por estes e outros motivos é que as normas ISO 9000 vêm tendo no mundo inteiro ampla aceitação. . aumento do desempenho da empresa. com destaque para a parceria. início de um processo de potencialização dos funcionários. paralelamente. ênfase nas causas dos problemas e não nos "culpados". podendo-se ainda ressaltar o treinamento e a capacitação dos colaboradores e a abertura de canais de comunicação com os fornecedores. entre outras. entre outros: foco no cliente. eliminação de fluxos irracionais ou desnecessários. uniformidade e clareza de conceitos. redução do desperdício. cria uma cultura voltada para a Qualidade. Um processo que se inicie pela implementação de requisitos mínimos das normas ISO 9000 faz com que ocorram. outros processos fundamentais à qualidade: criação de um novo conceito de administração. estabelecimento de carteira de clientes/fornecedores internos Essas são. aumento da participação dos funcionários. cria bases sólidas para programas de Qualidade total página 07 Há muitos outros ganhos possíveis. ações baseadas em fatos e não em opiniões. a empresa é vista pelos funcionários com um todo. algumas das transformações pelas quais a empresa passa durante um processo de implementação das normas ISO 9000. melhorias contínuas e quebra de barreiras interdepartamentais.

algumas modificações foram feitas nas normas ISO.com. • Acompanhar a evolução das necessidades de usuários e clientes sofre mudanças radicais e rápidas. notadamente dos sistemas de gestão de meio ambiente e de segurança e saúde ocupacional conclusão Conclusão As normas ISO tiveram uma grande aceitação e passaram a ser sinônimo de qualidade. . pelos pequenos e médios empresários que não dispõem de especialistas ou de departamentos de gestão da qualidade para interpretar os requisitos da norma e implementá-los adequadamente. dificultando seu uso nas organizações. através de uma aplicação efetiva do sistema. Uma empresa que possui ISO pode ser melhor vista no mercado. • NBR ISO 9004:2000. NBR ISO 9001 e NBR ISO 9004 incorpora diversas alterações em relação à versão de 1994. O insucesso é apenas uma oportunidade de começar de novo com mais inteligência. a ISO 9000:2000 foi modificada. Ela inclui os requisitos de satisfação do cliente. conforme a própria FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) preconiza por meio de seu site: http://apps. • NBR ISO 9001:2000. Henry Ford Modificações nas normas da Família ISO a partir de 2000 A partir do ano 2000. O passado só nos serve para mostrar nossas falhas e fornecer indicações para o progresso no futuro”. • Dar orientação à gestão das organizações para melhorar o desempenho e não apenas quanto aos requisitos para a certificação ou registro dos sistemas da qualidade. Sistemas de Gestão da Qualidade – Fundamentos e Vocabulário.Diretrizes para melhoria de desempenho.htm “A Família NBR ISO 9000:2000 está composta da seguinte forma: • NBR ISO 9000:2000. • Consolidar e diminuir o número de normas de caráter orientativo.fiesp. Sistemas de Gestão da Qualidade . • Possibilitar a implementação integrada e de forma fácil de múltiplos sistemas gerenciais. Além destas 3 normas. principalmente nas últimas duas décadas. Vejamos algumas razões para esta revisão: • Dar resposta aos inúmeros problemas com o modelo de vinte elementos que se apresentavam distribuídos pelo texto das normas de forma pouco articulada. Para cumprir esta diretiva. • Simplificar a linguagem para evitar as dificuldades encontradas. A nova versão das normas da série NBR 9000:2000.Requisitos.” O que há de novidade na ISO 9000:2000? Todas as normas da ISO devem passar por um processo de revisão de tempos em tempos."Princípios da Eficiência: Não temer o futuro nem idolatrar o passado.br/qualidade/faq. principalmente. Sistemas de Gestão da Qualidade . composta pelas NBR ISO 9000. a Família NBR ISO 9000 possui um pequeno número de normas adicionais contendo diretrizes e alguns relatórios e especificações técnicas para a implementação e/ou manutenção de um sistema de gestão da qualidade.

. fatores técnicos. Kanban e Engenharia Simultânea. ISO 9003 e ISO 9004. ou Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos. que afetem a qualidade. principalmente. ao atendimento das exigências do cliente. a Família ISO 9000 passou a ser composta apenas pela ISO 9000. da prevenção de deficiências na qualidade. estas técnicas e procedimentos contribuíram para um grande avanço da qualidade e produtividade.exercícios de autoavaliação . Na trilha das mudanças um novo conceito surgiu. acima de tudo. era composta pelas normas ISO 9000. Todo este controle deve estar orientado no sentido da redução e. Por fim. A versão da Família ISO 9000.Cadeia de Suprimentos aula gravada em áudio SUPPLY CHAIN MANAGEMENT Histórico O movimento da qualidade total e o conceito de produção enxuta trouxeram consigo em conjunto de técnicas e procedimentos como o Just In Time (JIT). administrativos e humanos. e em nível acadêmico o conceito ainda pode ser considerado em fase de construção. Função da Qualidade de Desenvolvimento (QFD). Mesmo em nível internacional. aula 07 . ISO 9001 e ISO 9004. Controle Estatístico de Processos (CEP). ela deve se organizar de forma tal que. sem perder sua amplitude. realize as atividades localizadas no menu lateral: "Avaliação". ISO 9001. Gestão . estejam sob controle.É sempre importante esclarecer que estas normas não dizem respeito ao produto ou serviço. Amplamente adotadas em quase todos os países industrializados de economia de mercado. Redução do Tempo de Setup (SMED). são poucas as empresas que já conseguiram implementá-lo com sucesso. Supply Chain Management (SCM).Módulo IV Aula 6 Para efeito de sua própria autoavaliação. começou a se desenvolver apenas no início dos anos 90. A partir do ano 2000. se uma empresa deseja obter a ISO. mas sim ao sistema de gerenciamento da qualidade e.Supply Chain . até 1994.

O que vem a ser Supply Chain (SCM)? Para melhor entender o conceito de Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos. página 02 Em contrapartida a esta visão.Há profissionais que consideram o SCM como apenas um novo nome. página 03 . pesquisa e desenvolvimento para a formulação do produto. ou seja. instituições e agentes. uma ampliação da atividade logística para além das fronteiras organizacionais. fabricação e logística para executar as operações. Além disso. é fundamental entender o conceito de canal de distribuição já bastante consolidado e há muito utilizado por Marketing. existe uma crescente percepção de que o conceito de Supply Chain Management é mais do que uma simples extensão da logística integrada. internos e externos. e que são críticas para a implementação do SCM. Embora muito se tenha falado. e finanças para a estruturação do financiamento. na direção de cliente e fornecedores na cadeia de suprimentos. pouco ainda se conhece sobre o verdadeiro significado deste novo conceito e principalmente sobre as barreiras e oportunidades para sua implementação. que executam as funções que dão apoio ao Marketing de produtos e serviços de uma determinada empresa. tais como: o marketing para estabelecer o conceito. pois inclui um conjunto de processos de negócios que em muito ultrapassa as atividades diretamente relacionadas com a logística integrada. pois vários aspectos do negócio deveriam ser incluídos nesta atividade. O desenvolvimento de novos produtos é talvez o mais óbvio deles. Compras e desenvolvimento de fornecedores são outras duas atividades que extrapolam funções tradicionais da logística. o canal de distribuição pode ser definido como sendo o conjunto de unidades organizacionais. Instrumento fundamental para a eficiência do processo de comercialização e distribuição de bens e serviços. existe uma clara e definitiva necessidade de integração de processos na cadeia de suprimentos. uma simples extensão do conceito de logística integrada.

As estruturas dos canais de distribuição vêm se tornando mais complexas ao longo dos anos. página 04 O Surgimento do SCM A desverticalização levou à combinação de maior complexidade com menor controle. Em contrapartida. não assumindo o risco da posse do produto. e incluem: fabricantes. repassando para prestadores de serviços especializados a maioria das operações produtivas. por meio de um processo de cooperação e troca de informações. As relações entre os membros primários eram distantes e conflituosas. Até a década de 50. Existia uma forte tendência à integração vertical como forma de manter controle e coordenação. levando ao aumento dos custos operacionais nos canais de distribuição. O que muitas empresas buscam neste processo é o foco na sua competência central (core business). transporte. armazenagem. quando o conceito de Marketing era pouco desenvolvido e a idéia de segmentação de mercado era pouco utilizada. . basicamente através da prestação de serviços aos membros primários. Membros Especializados: são aqueles que participam indiretamente. assumindo o risco pela posse do produto. armazenagem. instituição ou agente que execute uma ou mais funções de suporte ao Marketing é considerado um membro do canal de distribuição Os diversos participantes de um canal de distribuição podem ser classificados em dois grupos: Membros Primários: participam diretamente do processo. distribuidores e varejistas. das práticas de segmentação de mercado e do lançamento contínuo de novos produtos. programação da produção e financiamento.Dentre as funções de suporte ao Marketing incluem-se: compras. o surgimento de novos e variados formatos de varejo. estoque. Os exemplos mais comuns são as empresas de transporte. vendas. os canais de distribuição vêm se tornando cada vez mais complexos. O crescente número de participantes trabalhando num ambiente competitivo e de pouca coordenação é a principal razão para o crescimento dos custos. Com a evolução do conceito de Marketing e mais especificamente. A solução para este problema passa necessariamente pela busca de uma maior coordenação e sincronização. a presença de membros especializados era pouco difundida. processamento de dados e prestadores de serviços logísticos integrados. informações. Qualquer unidade organizacional. através da desverticalização e/ou terceirização. Uma das principais conseqüências deste movimento foi o crescimento da importância dos prestadores de serviços logísticos. atacadistas. o aumento da competição e a instabilidade dos mercados levaram a uma crescente tendência à especialização.

Numa estrutura onde o fabricante distribui diretamente para o consumidor final. Um fabricante que ofereça uma baixa disponibilidade de oferta e tempo de entrega inconsistente. resultando provavelmente numa cadeia de suprimento menos eficiente e eficaz. tende a forçar o atacadista a carregar mais estoque de segurança a fim de ser capaz de oferecer um nível aceitável de serviço para o varejista. por esta razão. O Supply Chain Management é uma abordagem sistêmica de razoável complexidade. que está sendo denominado de Supply Chain Management. Vai além das fronteiras organizacionais e considera tanto os elementos internos quanto os interorganizacionais. armazenadores. Neste caso. atacadistas e varejistas) assumem grande parte do controle e risco e. Em outras palavras. podemos comparar os elementos existentes entre as opções de distribuição direta ou indireta por um dado fabricante. ele representa o esforço de integração dos diversos participantes do canal de distribuição por meio da administração compartilhada de processos-chave de negócios que interligam as diversas unidades organizacionais e seus membros.O avanço da informática. Implica em alta interação entre os participantes e exige a consideração simultânea de diversos elementos. referente a quem deve se responsabilizar pelos estoques e em que estágio as diversas atividades deveriam ser realizadas. No entanto. desde o consumidor final até o fornecedor inicial de matérias-primas. página 05 No caso da distribuição indireta. combinado com a revolução nas telecomunicações. exigindo do fabricante um alto volume de vendas ou uma saturação geográfica em um mercado regional. . criou as condições ideais para se implementar processos eficientes de coordenação. um menor custo logístico para o fabricante seria alcançado às custas de outros membros do canal. as instituições externas ou agentes (transportadores. através da integração de processos de negócios que interligam seus diversos participantes. Como exemplo. o custo da distribuição tende a ser muito maior. É exatamente este esforço de coordenação nos canais de distribuição. a empresa tem muito mais controle sobre as funções de Marketing. o fabricante recebe um menor valor pelo seu produto.

desenvolvimento de novos produtos A adoção do conceito de Supply Chain Management incentiva. através do processo de coordenação e colaboração. atendimento de pedidos 5. Levis. a Miliken também tem seu sistema de controle de estoque ligado ao fabricante da fibra do brim. Esses 4 sistemas de estoque estão interligados por um único ponto de partida de um novo pedido: a passagem da calça jeans Levis no ponto de vendas da Sears. por exemplo. também tem seu sistema ligado ao fabricante do brim. o sistema de controle de estoque da Sears está ligado ao de seu fornecedor de calças jeans. Assim temos: Esse é um exemplo de 4 empresas ligadas por um único sistema de controle de estoque. Um exemplo muito eficaz de SCM é vindo das lojas Sears. Como. ou por meio da adoção de novos procedimentos ou tecnologias. relacionamento com os clientes 2. tidos como essenciais. a adoção de um sistema de processamento de pedidos automatizado em substituição a um sistema arcaico poderia permitir uma melhoria do nível de serviço. aceleração do ciclo de caixa e aumento do retorno sobre o investimento. a busca e identificação de oportunidades deste tipo e sua implementação conjunta. redução de estoque. devem ser considerados processos de negócios. que é a Miliken. que é a Du Pont. Por fim. O pedido de compras que um faz do outro também foi definido com base no estoque mínimo mais um determinado percentual de segurança. compras/Suprimento 7. promovendo um controle muito seguro através da técnica de SCM. administração da demanda 4. Essa por sua vez. administração do fluxo de produção 6. Os níveis de estoque foram previamente determinados. Os mais citados são: 1. Ao fazer a leitura óptica da passagem de uma calça Levis no ponto de venda (caixa).Uma maneira de evitar problemas seria através da mudança da estrutura. serviço aos clientes 3. redução nos custos de transporte e armazenagem. página 06 Para que a implementação do SCM seja eficaz. nos Estados Unidos. .

Q . A adoção do conceito de Suppy Chain Management incentiva.exercícios de autoavaliação . O enorme interesse pelo tema é justificado pela comparação dos exemplos de sucesso já conhecidos. Considerando os enormes benefícios que podem ser obtidos com a correta utilização do conceito de SCM.PNQ Histórico O Prêmio Nacional de Qualidade (PNQ) pretende promover a conscientização para a busca da excelência na gestão das . como a Fortune. a busca e identificação de oportunidades e sua implementação coordenada. e a segunda com a complexidade e dificuldade de implementação do conceito. Pesquisas preliminares sobre os ganhos que empresas podem auferir com a utilização correta do conceito apontam para reduções substanciais nos custos operacionais da cadeia de suprimentos. As razões para tanto são basicamente duas. Gestão . tanto dos procedimentos internos como nos externos. pelo processo de coordenação e colaboração. com o nível de complexidade e descoordenação da maioria dos canais de distribuição hoje existentes. impulsionada pelo movimento da logística integrada que vem se acelerando no país.Prêmio Nacional de Qualidade aula gravada em áudio PRÊMIO NACIONAL DE QUALIDADE . ainda em formação e pouco difundido entre os profissionais. a onda do Supply Chain começou a se espalhar no final da década de 90. que desperta a atenção de gestores das grandes e mais modernas organizações da atualidade. Os bons resultados obtidos pelas empresas que já conseguiram implementar o Supply Chain com sucesso estampam a garantia de que este não é um modismo gerencial. mas algo consistente. surpreende verificar que tão poucas empresas o tenham implementado. pois é uma abordagem que exige mudanças profundas em práticas arraigadas. no que diz respeito ao relacionamento entre os diversos participantes da cadeia.Módulo IV Aula 7 Para efeito de sua própria autoavaliação.conclusão Conclusão No Brasil. cuja utilização ainda se restringe a um conjunto de empresas mais avançadas. o SCM já está na agenda da maioria dos gerentes das grandes empresas internacionais. Tanto quanto possível dependem de uma estrutura tecnológica que permita um perfeito controle das variáveis que envolvem os sistemas de entrega. Embora seja um conceito em evolução. aula 08 .N.P. A primeira deriva da relativa novidade do conceito. Artigos na imprensa especializada. estão anunciando o SCM como a nova fonte de vantagens competitivas. de fornecedor para fornecedor. realize as atividades localizadas no menu lateral: "Avaliação".

Prêmio ANTP da Qualidade. cumprindo com a sua missão institucional. milhares de profissionais foram treinados pela FPNQ na aplicação dos Critérios de Excelência. Prêmio Gestão Qualidade Bahia. organizações sem fins lucrativos. Por meio de sua área de edições técnicas distribuiu milhares de exemplares dos “Critérios de Excelência do PNQ”. Prêmio Qualidade Rio. Da experiência adquirida ao longo de vários ciclos de premiação. O Processo de Premiação O Prêmio é concedido anualmente nas categorias: grandes empresas. Examinadores Relatores e Examinadores. entidade privada e sem fins lucrativos. geraram a credibilidade e o prestígio que hoje sustentam o Prêmio Nacional da Qualidade. utilizando o modelo bem-sucedido do PNQ.FPNQ. Em outubro de 1991. quase um terço internacionais. Prêmio Qualidade RS. foi instituída a Fundação para o Prêmio Nacional da Qualidade . página 02 Alguns prêmios passaram a utilizá-lo como referencial de avaliação. órgãos da Administração Pública . O domínio do conhecimento na área de avaliação. fundada por 39 organizações públicas e privadas. Prêmio Nacional ABRAPP de Qualidade. Prêmio Qualidade do Governo Federal. Examinadores Seniores. pequenas e microempresas. aliado a um Código de Ética seguido rigorosamente pelas Bancas Examinadoras.organizações e facilitar a transmissão de informações e conceitos relativos às técnicas e práticas bem-sucedidas. tais como: Prêmio ABES da Qualidade."Em Busca da Excelência" – sendo. Desde sua criação. Prêmio Paulista de Qualidade da Gestão. e fazer a representação institucional externa do Prêmio Nacional da Qualidade nos fóruns internacionais. De 1992 até hoje. a Fundação conduziu dezenas de ciclos de premiação do PNQ e entregou centenas de relatórios de avaliação para todas as organizações candidatas. Prêmio Gestão Qualidade Sergipe. promotora do prêmio. Foram realizados dezenas de Seminários . bem como as sucessivas atualizações implementadas nos Critérios de Excelência. a partir da troca de informações com as instituições congêneres à Fundação no exterior. a FPNQ estimulou e participou da criação de diversas premiações setoriais e regionais. médias empresas. para administrar o PNQ e todas as atividades decorrentes da premiação. dos quais muitos se candidataram para atuar como voluntários da Banca Examinadora e como Juízes. em todo o território nacional.

a melhoria da competitividade. como no caso do Serpro. página 03 A FPNQ edita. ampla troca de informações sobre métodos e sistemas de gestão que alcançaram sucesso e sobre os benefícios decorrentes da utilização dessas estratégias. 3) servir como referencial de avaliação para iniciativas de premiações internas. o Prêmio Nacional da Qualidade estimula a melhoria da qualidade de produtos e serviços através da gestão para a excelência do desempenho e a utilização de referenciais reconhecidos mundialmente. Portanto. da ECT.Caso tenha alguma dúvida é só entrar em contato. página 04 Critérios de Participação O Prêmio Nacional da Qualidade é um reconhecimento à excelência na gestão das organizações sediadas no Brasil. 2) permitir a auto-avaliação de qualquer tipo de organização. promovendo a imagem e a reputação internacionais de excelência dos produtos e serviços brasileiros. setoriais e regionais. da Siemens. . do Senai. a FPNQ buscou tornar disponível para entidades promotoras de prêmios setoriais e regionais um modelo de gestão e de avaliação simplificado. bem como o desenvolvimento de meios e processos que conduzam a uma melhor qualidade de vida. Premiações Internas Várias organizações vêm utilizando internamente os Critérios de Excelência do PNQ. os "Primeiros Passos para a Excelência". induzindo a reestruturação do sistema de gestão a partir dos resultados advindos da auto-avaliação. abordando os Itens dos Critérios de Excelência. das Delegacias Federais de Agricultura. Com a atualização anual sistemática dos “Primeiros Passos para a Excelência”. As organizações que desejam participar necessitam elaborar um Relatório da Gestão. da Sadia. A publicação tem três objetivos: 1) apresentar os critérios de gestão do PNQ de forma simplificada. da Gerdau. desde 1996. dentre outras. O Prêmio busca promover: amplo entendimento dos requisitos para alcançar a excelência do desempenho e. portanto. da Petrobrás. inclusive com a criação de premiações internas. que estão se desenvolvendo no Brasil.

Essas informações têm por objetivo demonstrar que a candidata utiliza enfoques eficazes e exemplares que possam ser úteis também para outras organizações. valorização da pessoa. processo.O Prêmio está baseado em um conjunto de critérios para a excelência do desempenho. sobre seus processos de melhoria e sobre os resultados alcançados. página 05 As informações requeridas das candidatas podem ser subdivididas em três partes: 1. inovação. seja qual for o tipo de organização. clientes. Os conceitos. estratégias e planos. resultados. Esses Critérios foram desenhados não somente para servir como referencial para o processo de premiação. Além disso. abordagem por processos. pessoas. foco nos resultados. no que se refere ao sistema de gestão do desempenho. informações e conhecimento. sociedade. responsabilidade social e ética. princípios e valores definidos como essenciais para o exercício da excelência na gestão são apresentados por meio dos seguintes fundamentos: liderança e constância de propósito. criados a partir do compartilhamento de experiências entre organizações dos setores público e privado. As organizações candidatas ao Prêmio devem fornecer informações sobre seu sistema de gestão. contendo: perfil da organização e descrição da gestão.relatório da gestão. aprendizado organizacional. principalmente. de acordo com o que é solicitado em cada um dos Critérios de Excelência. mas. os Critérios de Excelência estabelecem requisitos para os temas de gestão relacionados com: liderança. agilidade. visão de futuro.inscrição para candidatura e 3. de tal forma a permitir um diagnóstico.elegibilidade 2. os seguintes benefícios: . Especialistas em organizações empresariais afirmam que a aplicação de forma estruturada dos fundamentos e critérios de excelência nas empresas traz. entre outros. decisões baseadas em fatos.

e suas estratégias de desempenho para alcançar o sucesso. liderada por um examinador sênior. As organizações premiadas podem fazer uso do Prêmio para publicidade. que desempenham as seguintes funções: juízes instrutores examinadores seniores examinadores relatores examinadores Os juízes decidem com base nos Relatórios de Avaliação da Banca Examinadora e demais informações prestadas pela Fundação. para as candidatas bem-sucedidas na Etapa I. por até 10 membros da Banca Examinadora. O processo de avaliação divide-se em três etapas: Etapa I – análise crítica individual. Esse Relatório de Avaliação tem como base o Relatório da Gestão entregue pelas candidatas. identificação de pontos fortes e oportunidades para melhorias. por até 6 membros da Banca Examinadora. A análise crítica é realizada de forma sigilosa por voluntários da Banca Examinadora. página 06 A Banca Examinadora A Banca Examinadora do PNQ é composta por profissionais voluntários. 1 relator e os 4 melhores examinadores da etapa anterior. capacitação para auto-avaliação a gestão conduzida pela empresa. . os benefícios decorrentes da utilização dessas estratégias são considerados como benchmarking e replicados por outras empresas na busca da melhoria da gestão. A decisão é encaminhada ao Conselho Curador para divulgação. Também é solicitado às organizações premiadas que compartilhem informações sobre suas estratégias de desempenho que alcançaram sucesso e sobre os benefícios decorrentes da utilização dessas estratégias. Cada uma das Candidatas recebe um Relatório de Avaliação. assim como. compartilhamento das informações e comprometimento da força de trabalho.visão sistêmica da empresa. foco na realização de resultados. Etapa II – análise crítica de consenso. análise por 1 sênior. submetidos a um rigoroso processo de qualificação. conclusão Conclusão As empresas premiadas são consideradas como modelos de organizações competentes. promoção da cooperação interna. Etapa III – visita às instalações das candidatas bem-sucedidas na Etapa II.

página 02 Tipicamente. compra de itens.Gestão . aula 09 . serviços a clientes e acompanhamento de ordens de produção. É a chave para a automação de processos empresariais.R. O ERP pode também incluir módulos aplicativos para os aspectos financeiros e até mesmo para a gestão de recursos humanos.R.exercícios de autoavaliação . compras ou distribuição. as engrenagens da organização de distribuição e o cérebro das atividades de planejamento. . Ela representa o núcleo da empresa de manufatura. Acesso pelo menu "Avaliação".E. manutenção de estoques.Módulo IV Aula 8 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. .) O que é um ERP? É um sistema integrado que possibilita um fluxo de informações contínuo e consistente por toda a empresa sob uma única base de dados. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. incluindo o desenvolvimento de produtos. com informações on-line e em tempo real.Enterprise Resource Planning aula gravada em áudio ENTERPRISE RESOURCE PLANNING (E. ERP é um termo genérico para um conjunto de atividades executadas por um software multi-modular. Ajuda a controlar o dia-a-dia da organização. em Avaliações.P. como produção. É um instrumento para a melhoria de processos de negócios.P. interação com os fornecedores. que tem por objetivo auxiliar o fabricante ou o gestor de uma empresa nas importantes fases do seu negócio. um sistema ERP usa ou está integrado a uma base de dados relacional.

O ERP está cada vez mais vivo no atual mundo empresarial. Seu Impacto Adotado e implementado no núcleo da corporação para obter o máximo de retorno sobre o investimento. Porém. é necessário um modelo empresarial inovador que busque formas de ligar. Com isso. o ERP pode fornecer informações em tempo real sobre o estado dos negócios. página 03 É um assunto que tem recebido pouca atenção da área acadêmica no Brasil. O ERP e o e-business são resultados do rápido crescimento da indústria de Tecnologia da Comunicação e da Informação. mas também na integração múltipla de canais fora da organização. O sucesso da digitalização não está apenas na integração dentro da empresa. Os sistemas ERP surgiram da necessidade de rápido desenvolvimento de sistemas integrados. Empresas com visão no futuro podem trocar informações e colaborar com parceiros comerciais e privados. sendo o Brasil o sexto mercado para esse tipo de produto. ajudar a aumentar a eficiência. Era necessário coordenar com maior proximidade as atividades dentro da cadeia de valor e eliminar desperdícios de recursos. A busca de alternativas para a redução de custos e diferenciação de produtos e serviços descortinou um novo contexto. as soluções ERP estão se tornando um novo paradigma para a computação dita "comercial". melhorar os serviços e reduzir os custos. ao mesmo tempo em que as empresas são pressionadas para terceirizarem todas as atividades que não pertençam ao seu foco principal de negócios. a evolução da tecnologia utilizada por bancos de dados relacionais. o assunto deverá ser objeto de maior atenção em nosso ensino superior. sincronizar e completar todo esse . O amadurecimento das opções disponíveis no mercado. porém uma série de dificuldades de ordem prática e tecnológica não permitiu que esta visão fosse implementada em grande parte das empresas. A idéia de sistemas de informação integrados existe desde o início da utilização dos computadores em empresas na década de 60. Por isso. reduzindo o custo e melhorando o tempo de respostas às mudanças e necessidades do mercado. onde as empresas foram forçadas a rever seus processos e sua maneira de trabalhar. se possível levando à atualizações curriculares. o processamento cliente/servidor e algumas histórias de sucesso no início da década contribuíram para a sua expansão.Como Surgiu? A década de 90 apresentou um expressivo crescimento dos sistemas ERP (Enterprise Resource Planning) no mercado de soluções de informática.

Tecnologia cliente/servidor significa que o usuário do sistema (cliente) roda uma aplicação (rotina de um módulo do sistema) que acessa as informações de uma base de dados única (servidor). Em um sistema de ERP. Desta forma. finanças e recursos humanos. o que assegura rapidez e integridade das informações obtidas e armazenadas.processo dentro e fora da empresa. RH. finanças.H. etc. operando em uma plataforma comum que interage com um conjunto de aplicações. como fabricação. . temos uma base de dados central interagindo com os vários módulos. entendemos o ERP como uma arquitetura de software que facilita o fluxo de informações entre todas as atividades de uma empresa. Normalmente. Sua função básica é prover dados integrados e fidedignos e exemplos de módulos empresais. é composto por um banco de dados único. elimina-se a redundância de informações e re-digitação de dados. dentro de uma visão logística de administração de recursos. segundo T. logística. Davenport (Harvard Business Review. estando numa extremidade os clientes e na outra os fornecedores. O banco de dados interage com todos os aplicativos do sistema. p. O ERP fundamenta-se em um processo evolutivo natural.121): página 04 Tecnologia Sistemas ERP são projetados para serem independentes de plataforma. A velocidade da mudança é essencial para que se aproveitem as oportunidades oferecidas pelo processo de digitalização. tais como: fabricação. com interface gráfica com o usuário (GUI) e arquitetura cliente/servidor. Abaixo está a estrutura típica de um sistema de ERP. de julho/agosto de 1998. Portanto.

melhorar o planejamento e alocação de recursos. parametrização – definição dos valores de parâmetros já disponibilizados pela empresa. utilizam um banco de dados corporativo. Podemos ver algumas características abaixo: pacotes de software comerciais. melhorar a produtividade. localização . e requerem procedimentos de ajuste: adaptação – é o processo de eliminação das discrepâncias ou diferenças entre o pacote e a empresa. integram as diversas áreas da empresa. tomadas em conjunto. Essas características são importantes para a análise dos possíveis benefícios e dificuldades relacionados com a sua utilização e com os aspectos pertinentes ao sucesso de sua implementação. estoques. página 06 Componentes típicos de um ERP: . incorporam modelos padrão de processos. customização – é a modificação de um sistema ERP para que este possa se adaptar a uma determinada situação empresarial.Por Que Usar? Alguns dos motivos que levam uma empresa a usar ERP: permanecer competitiva. melhorar os serviços prestados aos clientes. reduzir custos.adaptação de sistemas ERP para a sua utilização em países diferentes daqueles onde foram desenvolvidos. distinguem os sistemas desenvolvidos internamente nas empresas e de outros tipos de pacotes comerciais. atualização – é o processo pelo qual o fornecedor disponibiliza novas versões do sistema com incrementos na funcionalidade e correções de problemas e erros. Envolve legislação e impostos. possuem grande abrangência funcional. melhorar a qualidade. página 05 Os sistemas ERP possuem uma série de características que.

A expectativa é de que profissionais alertas a estas questões consigam resolver melhor os problemas inerentes a uma mudança organizacional de grande porte. Conhecendo esses aspectos pode-se planejar melhor o processo de seleção. de implementação. implicitamente. que. a redução dos custos de informática e a permanente atualização tecnológica. Acesso pelo menu "Avaliação". finanças.P. recursos humanos.exercícios de autoavaliação .R. As empresas que estão planejando um sistema E. em Avaliações. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. O Enterprise Resource Planning permite que a empresa conquiste diferenciais competitivos.P (ou que já o implantaram) devem analisar cuidadosamente as dificuldades e os aspectos importantes em cada uma das fases do ciclo de vida.Módulo IV Aula 9 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. conclusão Conclusão A utilização de sistemas E. aula 10 . outros. Gestão .Balanced Scorecard aula gravada em áudio BALANCED SCORECARD (BSC) . de utilização e atualização dos sistemas ERP. tais como a integração decorrente da terceirização do desenvolvimento de sistemas. contabilidade. vendas. sempre acompanha a adoção destes sistemas. custos. marketing. por ser uma solução composta de vários módulos integrados que relaciona todas as necessidades de uma empresa às visões de processo que suportam seu negócio e promove maior integração entre as funções das diversas áreas.planejamento e Controle da produção. Os benefícios são evidentes.R. é uma opção muito interessante para empresas que querem construir um sistema de informações integrado.

Durante esse período. alguns sistemas de controle financeiro foram desenvolvidos com o intuito de facilitar e monitorar alocação eficiente de capital financeiro e físico. Segundo Reis (2001). Nas últimas décadas do século XX o advento da Era da Informação tornou obsoletas muitas das premissas fundamentais da concorrência industrial. É utilizado por empresas que pretendem obter êxito com suas estratégias de curto. evoluiu de um sistema de medição aperfeiçoado para se transformar em um sistema gerencial essencial.não há uma tradução precisa em português. melhorando assim sua situação no futuro. conhecida como Balanced Business Scorecard (ou BSC . Uma delas. O sistema de informação gerencial deve contribuir como suporte às estratégias adotadas para que elas possam ser acompanhadas e venham a produzir retornos positivos para a empresa. À medida que foi sendo utilizado. processos internos e aprendizado e crescimento. as empresas não conseguem mais obter vantagens competitivas sustentáveis apenas com a rápida alocação de novas tecnologias a ativos físicos e com a excelência da gestão eficaz dos . página 02 Um Pouco de História Durante a Era Industrial (de 1850 até 1975) o sucesso das empresas era determinado pela maneira como se aproveitavam dos benefícios das economias de escala e do escopo. O Balanced Scorecard reúne medições baseadas em indicadores financeiros a outros três componentes (chamados de “perspectivas”): clientes.Conceito Novas formas de gerenciamento são usadas pelas empresas para enfrentar o atual ambiente globalizado de alta competitividade e acirrada concorrência. revelando-se como uma ferramenta capaz de atender às novas exigências de gerenciamento dentro dos cenários econômicos em constante mutação. é uma das ferramentas que procuram fornecer a visão de conjunto dos fatores críticos de sucesso. médio e longo prazo. significando painel ou placar de resultados balanceados ou combinados).

pesquisaram e desenvolveram um novo modelo que considera os objetivos em curto e longo prazos. integrando medidas financeiras e não financeiras de desempenho. Robert Kaplan e David Norton. da Harvard Business School. As deficiências dos sistemas tradicionais e os desafios que as organizações passaram a enfrentar na passagem para o século XXI criaram a necessidade de sistemas de controle que pudessem dar uma visão de conjunto das diferentes dimensões do desempenho. os modelos de avaliação de desempenho. medidas financeiras e não-financeiras. há casos de empresas que tinham bottom line (última linha) positivo num período e ficaram em situação desfavorável no período seguinte. até então existentes. mas também os fatores que os produzem. estavam se tornando obsoletos. O único objetivo era mostrar as desvantagens de usar apenas medidas financeiras para julgar o desempenho empresarial. Essa visão de conjunto deve mostrar não apenas os resultados finais. Os Sistemas Existentes Os sistemas tradicionais de avaliação e controle dos resultados da organização têm a tendência de enfatizar o resultado financeiro final. era preocupação dos Estados Unidos medir a performance das organizações. na opinião dos autores. No entanto. Nessa nova forma de gerenciamento.ativos e passivos financeiros. a administração tradicional considera favorável a situação da empresa. destaca-se como instrumento da maior importância a construção de uma estrutura de indicadores estratégicos que possua abrangência e coerência compatível com a nova era do conhecimento e que permite. sobretudo. O que conta nos sistemas tradicionais é o demonstrativo de resultados financeiros. de criar um novo modelo de medição de desempenho. Acadêmicos e executivos estudaram. pois os métodos existentes para avaliação do desempenho empresarial. página 03 O Balanced Scorecard (BSC) surgiu da iniciativa dos Drs. . incentivando as empresas a medir também fatores como qualidade e satisfação do cliente. Quando o resultado é positivo. já que. Os sistemas tradicionais de avaliação do desempenho da empresa não têm a capacidade de mostrar problemas que podem comprometer a organização no futuro. que era apoiado nos indicadores contábeis e financeiros. que mostra lucro ou prejuízo. O Surgimento do Balanced Scorecard (BSC) Na década de 90. baseavam-se muito em indicadores contábeis e financeiros. considerar a importância crescente dos valores intangíveis diante dos tradicionais valores físicos. indicadores de performance e as perspectivas interna e externa do desempenho empresarial.

Perspectivas e indicadores essenciais a. de inovação.implementadas e executadas. que representam o equilíbrio entre indicadores externos voltados para acionistas e clientes. e os vetores de desempenho futuro. b. Como atendemos aos interesses dos acionistas? página 04 Na perspectiva financeira. esse êxito é medido pela sua lucratividade. Se os indicadores financeiros não mostram o esperado. Como o cliente nos enxerga? A perspectiva do cliente deve visar os seguintes pontos-chave: participação de mercado. aprendizado e crescimento. O importante é o equilíbrio entre as medidas de resultado. pelo seu crescimento e pelo incremento do valor para o acionista (Shareholder Value). na implementação ou até mesmo na definição das estratégias. as conseqüências dos esforços do passado. e medidas internas dos processos críticos. satisfação e lucratividade dos clientes. Em geral. devendo também traduzir a visão e a estratégia de uma unidade de negócios em objetivos e medidas tangíveis.Segundo Rocha (2000). as medidas financeiras indicam se a empresa está obtendo êxito com as estratégias definidas. BSC . captação. pode haver problemas na execução. é mais do que um sistema de medidas. retenção. Estes critérios são as Medidas Essenciais dos Clientes: participação de mercado: representação da proporção de vendas da unidade de negócio no mercado em que atua .

consertos. captação de clientes: medição. lucratividade com o cliente: medição da lucratividade da empresa no negócio ou nos negócios com um cliente. satisfação dos clientes: registro do nível de satisfação dos clientes em relação a critérios preestabelecidos de desempenho ou de valor agregado. ou com um segmento de mercado. operação: as principais medidas operacionais genéricas são: custo. Tem início nesta etapa o recebimento de um pedido e termina com a entrega do produto ou prestação de serviço.determinada em termos de número de clientes. do percentual de clientes com os quais a unidade de negócio continua mantendo relações comerciais. Em que processos precisamos ser eficientes? As medidas de processo interno devem ser voltadas para aqueles que terão maior impacto na satisfação do cliente e na consecução dos objetivos financeiros da empresa. serviço pós-venda: esta é uma etapa de grande influência no processo de criação de imagem e reputação da organização na cadeia de valor do cliente. depois de levantar as despesas específicas requeridas para atender esse cliente ou esse mercado. garantias. incluindo: treinamentos. unidades vendidas ou instaladas. Esse modelo inclui três processos principais: inovação: durante esse processo. devoluções e processamento de pagamentos. Em seguida são desenvolvidos os produtos e/ou serviços que deverão satisfazer as necessidades identificadas. do percentual de clientes novos ou de novos negócios ganhos pela organização. capital investido. em termos absolutos ou relativos. d. Deve se preocupar com a produção e disponibilidade dos produtos e serviços desenvolvidos durante o processo de inovação. página 05 c. retenção de clientes: acompanhamento. Como melhorar e criar valor agregado? . Campos (2001) diz que devem ser pesquisadas as necessidades reais e futuras dos clientes-alvos. em números absolutos ou relativos. qualidade e tempo de resposta.

intensificar a tecnologia e os sistemas de informação e alinhar os procedimentos e rotinas organizacionais para eliminar essa defasagem. os objetivos traçados através do Balanced Scorecard. promovendo o desempenho. administração de pessoas. dos sistemas e dos procedimentos e a requerida para alcançar os objetivos. 1991) que procura evidenciar as relações de causa e efeito entre diversos fatores de sucesso. o Prêmio Malcolm Baldrige (EUA. página 07 BSC Como Sistema de Gestão Estratégica O Balanced Scorecard traduz a missão e a estratégia das empresas num conjunto abrangente de medidas de desempenho. É necessário capacitar os funcionários. satisfação do empregado e impacto sobre a sociedade são resultados alcançados por meio de liderança. 1951).página 06 O aprendizado e o crescimento da organização vêm de três principais fontes: as pessoas. que impulsiona quatro fatores: política e estratégia. Os principais são o Prêmio Deming de Qualidade (Japão. recursos e processos. que serve de base para um sistema de medição e gestão estratégica. os sistemas e os procedimentos organizacionais. O resultado final é a excelência nos resultados empresariais. 1987) e o Prêmio Europeu de Excelência em Qualidade na Comunidade Econômica Européia (CEE. Resumo dos Indicadores (Fatores) do Balanced Scorecard: O Reconhecimento do Controle da Qualidade Outra contribuição importante para aumentar a abrangência dos sistemas de controle foi feita pelos prêmios de qualidade instituídos em diferentes países. É um novo instrumento que integra as . acusam uma grande defasagem entre as capacitações das pessoas. O prêmio europeu estabelece que satisfação do cliente. Para Costa (2001).

Módulo IV Aula 10 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. segundo Rocha&Pinto (2000).medidas derivadas da estratégia. em Avaliações. expressando-a em termos que orientam a ação no nível local. como a síntese final do desempenho gerencial e organizacional. o BSC trouxe à tona uma reflexão muito mais completa do valor de uma organização do que àquelas anteriormente baseadas apenas no aspecto financeiro. Gestão . Com isso. e que mede o desempenho organizacional sob quatro perspectivas equilibradas. Ele preserva os indicadores financeiros. feedback e aprendizado: proporciona à empresa a capacidade de aprendizado estratégico. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. . que consiste em reunir feedback. além de considerar também o valor financeiro. planejamento de negócios: permite que a empresa integre o plano de negócios com o seu plano financeiro. As empresas que pretendem usar o BSC terão duas tarefas: primeiro precisam elaborar o scorecard e. utilizá-lo. como os tradicionais balanços contábeis. nos processos internos e no aprendizado e crescimento da organização.exercícios de auto-avaliação . a empresa monitora os resultados de curto prazo corretamente e avalia a estratégia de médio e longo prazo à luz do desempenho recente. Cria condições para que as empresas modifiquem a estratégia em função do aprendizado em tempo real. depois. conclusão Conclusão Com o Balanced Scorecard (BSC) no centro do sistema gerencial. testar as hipóteses em que se baseou a estratégia e efetuar os ajustes necessários. comunicação e conexão: permite que os gerentes comuniquem a estratégia para cima e para baixo na organização e a conectam às metas das unidades e dos indivíduos. sem menosprezar as medidas financeiras do desempenho passado. A técnica introduz quatro novos processos que ajudam as empresas a conectar os objetivos de longo prazo às ações de curto prazo: tradução da visão: ajuda os gerentes a desenvolver o consenso em torno da estratégia da empresa. Acesso pelo menu "Avaliação". É mais do que um sistema de medidas táticas ou operacionais. mas incorpora um conjunto de medidas mais genérico e integrado que vincula o desempenho sob a ótica dos clientes. Porém inclui valores baseados nos clientes. funcionários e sistemas ao sucesso financeiro em longo prazo. O BSC não estabelece o valor de um negócio apenas sob a perspectiva financeira. processos internos.

das Neves Junior Carlos Roberto Stuckert Rogério de Castro Pastore Lidia Glória dos Santos Dalva Maria Souza Moura Núcleo pedagógico Claudia Pohl Jenifer de Freitas Lucas Machado Marcelo Larroyed Polliana Alves Simone Dourado Tatiana Beust Valéria Maia e Souza Vinícius Henrique William Robespierre Athanazio Núcleo web Alessandra Brandão Bruno Carvalho Carlos Inocente Francisco Wenke Ítalo Fernandes Sônia Mendes Núcleo administrativo Espedito Marques de Azevedo Luciano Marques . clique na atividade pretendida no painel de desempenho. botão Avaliações. o Professor-Tutor pode solicitar que você reformule sua resposta. Para visualizar a correção. que serão corrigidos pelos tutores. O acesso é pelo menu Avaliação. disponíveis ao final de cada módulo. Espera-se que o aluno demonstre capacidade de análise e domínio dos temas estudados.Avaliação Final do Módulo IV Avaliação de módulo – São exercícios subjetivos. caso em que ele enviará uma mensagem orientando-o nesse sentido. Créditos Créditos Conteudista Evandro Lepletier Coordenação Claudia Pohl Professores-tutores Aderson Pimentel de Alencar Filho Aires P. Lembre-se de que caso seja necessário.

Maxlano Cardoso .

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