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Gestao Administrativa No Setor Publico

Gestao Administrativa No Setor Publico

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Sections

  • Guia do Estudante
  • Apresentação do Curso
  • Antecedentes Históricos
  • CRONOLOGIA DOS PRINCIPAIS EVENTOS DOS PRIMÓRDIOS DA ADMINISTRAÇÃO
  • Anos Autores Eventos
  • Conclusão
  • Gestão - exercícios de auto-avaliação - Módulo I Aula 1
  • Administração Científica
  • Você sabe quem foi Henry FORD?
  • Gestão - exercícios de auto-avaliação - Módulo I Aula 2
  • TEORIA CLÁSSICA
  • Gestão - exercícios de auto-avaliação - Módulo I Aula 3
  • A ÊNFASE NAS RELAÇÕES HUMANAS
  • Gestão - exercícios de auto-avaliação - Módulo I Aula 4
  • A ORIGEM DA BUROCRACIA, SUAS FUNÇÕES E DISFUNÇÕES
  • Tipos de Sociedade
  • Tipos de Autoridades
  • Desenvolvimento da Burocracia
  • Características da Burocracia segundo Weber
  • Vantagens da Burocracia
  • Racionalidade Burocrática
  • Dilemas da Burocracia
  • Disfunções da Burocracia
  • Gestão - exercícios de auto-avaliação - Módulo I Aula 5
  • TIPOS DE ORGANIZAÇÃO
  • Comissões
  • Gestão - exercícios de auto-avaliação - Módulo I Aula 6
  • DEPARTAMENTALIZAÇÃO
  • Conceito de Departamentalização
  • Tipos de Departamentalização
  • Princípios de Departamentalização
  • Escolhas de alternativas de departamentalização
  • Gestão - exercícios de auto-avaliação - Módulo I Aula 7
  • EFICIÊNCIA E EFICÁCIA
  • Conceitos
  • Eficiência e Eficácia
  • Gestão - exercícios de auto-avaliação - Módulo I Aula 8
  • VISÃO SISTEMICA
  • Histórico
  • Sistemas
  • Hierarquia dos Sistemas
  • Características dos Sistemas Abertos
  • A Teoria de Sistemas nas Organizações
  • Gestão - exercícios de auto-avaliação - Módulo I Aula 9
  • VISÃO CONTINGENCIAL
  • Origem
  • Os Estudos de Woodward
  • O trabalho de Perrow - Tecnologia e Estrutura
  • Burns e Stalker
  • Os Estudos de Lawrence e Lorsch
  • Gestão - exercícios de auto-avaliação - Módulo I Aula 10
  • Avaliação Final de Módulo I
  • EVOLUÇÃO DO ESTADO
  • Formação
  • Evolução do Estado
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo II Aula 1
  • REFORMAS ADMINISTRATIVAS
  • Estratégia de implementação da reforma
  • Da Administração Pública burocrática à gerencial
  • Dimensões da reforma
  • Reforma Administrativa no Governo Collor
  • Reforma Administrativa no Governo Fernando Henrique Cardoso
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo II Aula 2
  • MODERNIZAÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
  • Modelos da Nova Administração Pública
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo II Aula 3
  • ESTRATÉGIA SOB A VISÃO DE MICHAEL PORTER
  • A função do planejamento estratégico
  • O diagnóstico estratégico
  • Análise externa: ambiente geral e o ambiente de negócio
  • Implementação da estratégia
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo II Aula 4
  • ESTRATÉGIA SOB A VISÃO DE HENRY MINTZBERG
  • Escola do Desenho – Selznick (1957)
  • Escola do Planejamento – Ansoff (1965)
  • Escola do Posicionamento - Purdue (1970) e Porter (1980/85)
  • Escola Empreendedora - Shumpeter (1950) e Cole (1959)
  • Escola Cognitiva – Simon (1947/57) March e Simon (1958)
  • Escola do Aprendizado - Vários (1959/80) Prahalad e Hamel (1990)
  • Escola do Poder - Vários (1971/84)
  • Escola Cultural - Final dos anos 60 na Suécia
  • Escola Ambiental - Teóricos das contingências (1977)
  • Escola da Configuração - Chandler (1972) – grupo de McGill
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo II Aula 5
  • FOCO NA PRÁTICA DO PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO PÚBLICO
  • Planejamento Estratégico e Situacional
  • Postulados Teóricos do Planejamento Estratégico
  • Características do Planejamento Estratégico
  • Planejamento Estratégico na Prática
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo II Aula 6
  • MEGATENDÊNCIAS FUTURAS
  • Megatendências sob a visão de alguns estudiosos
  • Mudança de Paradigma no Setor Público
  • Educação Continuada
  • Ensino a distância
  • GESTÃO PÚBLICA PARA O DESENVOLVIMENTO COM INCLUSÃO SOCIAL
  • Governo e Sociedade
  • Opinião Pública
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo II Aula 8
  • UMA NOVA GERAÇÃO DE TRANSFORMAÇÕES DA GESTÃO PÚBLICA
  • Características da Gestão Pública
  • Gestão Pública X Sociedade
  • Governo Empreendedor e Governo Burocrático
  • Sociedade do Conhecimento
  • AS TRANSFORMAÇÕES NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA COM FOCO NO LEGISLATIVO
  • Funções do Legislativo
  • As transformações com o foco no Legislativo
  • Gestão - exercícios de auto-avaliação - Módulo II Aula 10
  • Avaliação Final de Módulo II
  • MOTIVAÇÃO
  • Teoria de Maslow
  • A teoria dos dois fatores de Herzberg, segundo Chiavenato (2000):
  • Teoria dos dois fatores: os satisfacientes e os insatisfacientes
  • O modelo contingencial de motivação de Vroom, segundo Chiavenato (2000):
  • ESTILOS DE LIDERANÇA
  • O Líder
  • Os três componentes básicos para atingir as metas
  • Estilos de liderança para Robbins (1999)
  • O Estilo de Liderança pode ser classificado em cinco versões
  • Diferenças entre chefes e líderes
  • Diferenças primárias entre gerentes e líderes
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo III Aula 2
  • ORGANIZAÇÃO INFORMAL
  • Organização
  • Estrutura Organizacional
  • A organização informal
  • Grupos informais
  • Normas de conduta
  • Cultura Organizacional
  • Clima organizacional
  • Características da organização informal
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo III Aula 3
  • NEGOCIAÇÃO GANHA-GANHA
  • Tipos de negociação em uma empresa
  • Táticas de negociação
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo III Aula 4
  • INTELIGÊNCIA EMOCIONAL
  • O intrapessoal e o interpessoal
  • Intrapessoal
  • O uso interpessoal
  • A maneira correta de se comunicar
  • Desenvolvendo a destreza interpessoal
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo III Aula 5
  • INTELIGÊNCIAS MÚLTIPLAS
  • Inteligência Lingüística
  • Inteligência musical
  • Inteligência Lógico-Matemática
  • Inteligência Espacial
  • Inteligência Corporal Cinestésica
  • Inteligências Pessoais
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo III Aula 6
  • COMUNICAÇÃO INSTITUCIONAL
  • Eficiência e eficácia da comunicação institucional
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo III Aula 7
  • DINÂMICA DE GRUPO
  • Natureza do grupo
  • Divisão dos grupos
  • O animador
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo III Aula 8
  • FERRAMENTAS GERENCIAIS
  • Os métodos gerenciais
  • As Ferramentas
  • Diagrama de Causa e Efeito
  • Ferramenta de estratificação
  • Gráfico de Pareto
  • Diagrama de Dispersão
  • Fluxograma ou Diagrama de Processo
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo III Aula 9
  • JANELA DE JOHARI
  • O “eu aberto”
  • O “eu oculto”
  • O “eu desconhecido”
  • Você é neurótico (a)?
  • Como fazer para sua janela se tornar cada vez mais aberta?
  • Gestão - exercícios de auto-avaliação - Módulo III Aula 10
  • Avaliação Final de Módulo III
  • As Etapas do Ciclo PDCA:
  • Fonte: http://www.sakosta.de/geschaeftsfelder/managmentsys/pdca.gif
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo IV Aula1
  • Nas Organizações
  • Custeio Padrão x Kaizen
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo IV Aula 2
  • CONTROLE DA QUALIDADE TOTAL
  • História da Qualidade
  • Os 14 Princípios do Método Deming
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo IV Aula 3
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo IV Aula 4
  • O que é?
  • Nacional de Metrologia)
  • São 20 os elementos abordados nas séries ISO 9000
  • Modificações nas normas da Família ISO a partir de 2000
  • O que há de novidade na ISO 9000:2000?
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo IV Aula 6
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo IV Aula 7
  • O Processo de Premiação
  • Caso tenha alguma dúvida é só entrar em contato
  • Premiações Internas
  • A Banca Examinadora
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo IV Aula 8
  • O que é um ERP?
  • Como Surgiu?
  • Seu Impacto
  • Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo IV Aula 9
  • BALANCED SCORECARD (BSC)
  • Os Sistemas Existentes
  • O Surgimento do Balanced Scorecard (BSC)
  • BSC - Perspectivas e indicadores essenciais
  • Resumo dos Indicadores (Fatores) do Balanced Scorecard:
  • O Reconhecimento do Controle da Qualidade
  • Gestão - exercícios de auto-avaliação - Módulo IV Aula 10
  • Avaliação Final do Módulo IV

Calendário

CALENDÁRIO

DIA

ATIVIDADE

16 de agosto

Início do curso. Ambientação na plataforma do curso. Abertura do Fórum de apresentação dos alunos e dos tutores.

25 de agosto

Prazo final para a participação no Fórum de Apresentação. O não cumprimento da atividade proposta implicará na exclusão do aluno e consequente convocação daqueles que estiverem aguardando a segunda chamada.

26 de agosto

Convocação de alunos inscritos em 2ª chamada.

08 de setembro Prazo final para envio da Avaliação Final do Módulo I.

29 de setembro Prazo final para envio da Avaliação Final do Módulo II.

10 de outubro Fórum Temático - debate sobre tema a ser sugerido pelo Professora Tutor. 21 de outubro 04 de novembro Prazo final para o envio da Avaliação Final do Módulo III.

25 de novembro Prazo final para o envio da Avaliação Final do Módulo IV.

29 de novembro Prazo final para a correção das avaliações.

Término do curso.
30 de novembro Encerramento do acesso à plataforma.

Guia do Estudante

Guia do Estudante
As orientações abaixo ajudarão você, estudante a distância, a utilizar melhor os recursos didáticos do nosso curso. Estas instruções visam a auxiliá-lo durante todo o seu percurso, levando-o a um maior aproveitamento e sucesso em seus estudos. A tutoria é um importante sistema de ajuda pedagógica do ensino a distância, oferecendo orientação e atendimento às dúvidas sobre os conteúdos. Nossa tutoria é composta de especialistas que atendem a todos os alunos, durante o período do curso. No menu Comunicação, você acessa tanto o ambiente do Fórum, oportunidade em que será ouvido por todos, quanto o da Mensagem, que é seu canal direto de comunicação com o Tutor, onde você deve postar todas as dúvidas, e, também, com seus colegas de curso. É tratado como um “e-mail interno”. Lembre-se de consultá-lo regularmente. No cabeçalho e no rodapé do ambiente “Trilhas”, você encontrará os botões de navegação Próximo/Anterior, que darão opção de avançar e recuar no conteúdo. Para navegar pelos módulos/unidades escolhidos, no botão de rolagem abra o índice e clique na opção desejada. Observe que acima do campo de navegação o sistema informa seu posicionamento no texto-base até o número da página. Para sua facilidade, caso deseje, o conteúdo do curso pode ser impresso clicando no menu de apoio na lateral da sua tela em Versão para imprimir. Atividades de estudos Diversas atividades irão auxiliá-lo, funcionando como reforço na aprendizagem. Após o estudo do conteúdo de cada aula e módulo, você deverá executar: Pelo painel de desempenho você acompanha suas atividades no curso. Observe pela cor indicada na legenda a situação dos exercícios, avaliações e fóruns.

Autoavaliação - Essa atividade, na qual você mesmo

verifica seu progresso, será corrigida automaticamente pelo sistema. Toda vez que visualizar o ícone indicado, acesse o menu Avaliação e no botão Avaliações busque a atividade referente a aula estudado. Ela pode ser refeita tantas vezes quanto necessário.

Avaliação de módulo - São exercícios subjetivos, disponíveis ao

final de cada módulo, que serão corrigidos pelos tutores. Espera-se que o aluno demonstre capacidade de análise e domínio dos temas estudados. O acesso é pelo menu Avaliação, botão Avaliações. Para visualizar a correção, clique na atividade pretendida no painel de desempenho. Dica: para não correr o risco de perder as respostas, orientamos os alunos a fazer a avaliação em um editor de texto (por exemplo: Word) e depois passar para o painel.
O fórum é um valioso instrumento de integração possibilitando que todos os participantes se conheçam e

compartilhem conhecimentos. Os fóruns de apresentação e temático são agendados previamente. Sua participação é obrigatória e será considerada na composição da nota final do curso. O aluno que não participar do fórum de apresentação até o 10º dia do início do curso será considerado reprovado. Localize o acesso por meio do menu Comunicação. Observação: A não participação do aluno no fórum de apresentação até o 10º dia do início do curso implicará na reprovação do mesmo para a convocação daqueles que estiverem aguardando a segunda chamada. O não cumprimento das atividades propostas nos prazos determinados, implicará na reprovação do aluno e consequente impedimento por 6 meses de nova pré-matrícula nos cursos do ILB.

página 02

CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO

MÓDULO I

MÓDULO II

MÓDULO III

MÓDULO IV

TOTAL PARCIAL 80 pontos TOTAL PARCIAL 20 pontos

20 pontos

20 pontos

20 pontos

20 pontos

FÓRUM DE APERSENTAÇÃO

FÓRUM TEMÁTICO

5 pontos

15 pontos

TOTAL GERAL

100 pontos

IMPORTANTE:

Ao acessar o ambiente virtual de aprendizagem, abaixo da "Agenda" busque a aba "Dados", lá a primeira opção é a foto. Clique em Procurar e anexe o arquivo que deve estar salvo em seu equipamento (deve ter a extensão .jpeg ou .jpg para ser reconhecido pelo sistema) e salve. Sua foto deverá ficar visível nessa mesma página, caso negativo, saia e acesse novamente o sistema. A foto identifica melhor você, minimizando a distância e ajudando na interatividade do grupo!

página 03

Certificação Eletrônica: Conseguindo desempenho suficiente nas atividades programadas, você estará apto à CERTIFICAÇÃO. Decorridos 10 dias após a data de conclusão do curso, entre com seu nome de usuário e senha e clique no ícone Emitir certificado. Você terá a opção de imprimir o CERTIFICADO e uma DECLARAÇÃO com o conteúdo programático. Poderá também salvar o arquivo, para posterior impressão.

Caso deseje uma impressão especial, bastará utilizar papel com gramatura ou textura diferenciada.

são fatores que ajudam o aluno a persistir e permanecer no curso. informando seu nome completo e o curso em que está inscrito.gov.assegure-se de que terá disponibilidade para se dedicar ao estudo. determinando o sucesso final.o não cumprimento de algumas das datas implicará o cancelamento de sua matrícula. · consulte com regularidade a agenda contendo o cronograma do curso . Nossas sugestões para que você tenha um bom aproveitamento são as seguintes: · administre bem seu tempo . . traduzidas em hábitos de estudo.Para os inscritos a partir do segundo semestre de 2011. E-mail: ilbead@senado.) Telefone: (00+55) (61) 3303-1475 Horários de atendimento ao aluno virtual: 10h às 12 h e 15h às 17h (dias úteis) Confira os ícones utilizados neste curso: Acesse o texto sugerido Comunique-se Exercício de autoavaliação Assista ao filme ou ao vídeo Literatura sugerida Avaliação Final de Módulo Atenção Conclusão página 04 Sugestões para um bom estudo: As atitudes do estudante a distância.br (Identifique a mensagem. cujo código consta do certificado e que pode ser acessada na página inicial (a mesma em que é feito o login). o ILB passou a fornecer autenticação digital. Suporte Técnico O Núcleo Web do ILB oferece apoio a problemas de acesso ao ambiente virtual de aprendizagem e orientações para a utilização dos recursos e ferramentas de EaD.

os exercícios respondidos fora da ordem ficam aguardando a vez para serem corrigidos e você corre o risco de se esquecer de retomá-los. cujos conteúdos são colocados de maneira clara e compreensível. navegue pelos ambientes de estudo para ver se algo novo foi acrescentado.· procure realizar as atividades dentro dos prazos previstos . é abordado o ambiente de mudança a que todos nos vemos envolvidos nestas últimas décadas. além de integrarem a avaliação. atualizados e dispostos à aplicação de novos instrumentos de trabalho que resultem numa melhor condição de enfrentar as transformações decorrentes do processo de globalização e do rápido avanço da tecnologia mundial. Gestão de Pessoas e das Organizações. · execute as atividades propostas em sequência de unidades/módulos . · a plataforma é o melhor canal de comunicação com a tutoria . visto que o Estado brasileiro enfrenta hoje muitos desafios. O material contém as informações e exercícios necessários ao aluno para o cumprimento dos objetivos propostos. Pretende.eles são planejados de forma a otimizar os resultados pretendidos e a pontualidade demonstra seu compromisso com o processo de aprendizagem.eles são instrumentos valiosíssimos de interação com o grupo. e Gestão de Processos. Gestão Estratégica com foco na Administração Pública. Em seu escopo.recorra preferencialmente ao tutor para sanar suas dúvidas de conteúdo. Apresentação do Curso O curso Gestão Administrativa no Setor Público tem por objetivo disseminar conhecimentos básicos e atualizados de liderança no setor público. · sempre que acessar a plataforma. O material didático. o embasamento teórico e o instrumental prático que muito contribuirá para a qualidade e eficácia das ações que. certamente liderados por servidores preparados. serão empreendidas no contexto organizacional de atuação de cada um. em linguagem clara e objetiva. Apresentação Bem-vindo(a) à capacitação a distância promovida pelo Instituto Legislativo Brasileiro! Ela é uma das soluções para você complementar sua formação e sua atualização. um deles o de aumentar a eficiência pela melhoria da gestão que resulte no correto uso dos recursos públicos. · participe dos fóruns de debates . . fornecer aos agentes públicos. página 02 Do que se trata O curso trata especialmente de quatro grandes temas. pois. seguramente. elaborado conforme os preceitos da Educação a Distância. da ótica do Estado Brasileiro e das grandes tendências mundiais com vistas a um planejamento mais direcionado e uma visão mais abrangente do processo de Administração Pública. voltados ao ambiente do Poder Legislativo: Teorias Administrativas. está dividido em quatro módulos. O conteúdo programático foi cuidadosamente desenvolvido para atender às necessidades e anseios próprios da Administração Pública. utilize o botão “Mensagem” no menu “Comunicação”.

Teoria Clássica aula 04 . tudo que for ligado à organização. seleção e direção de todo tipo de empresa e em qualquer nível”. De acordo com Koontz (1989). assim como o Adobe (extensão PDF). é necessário que o computador tenha caixas de sons (embutidas ou não).Departamentalização aula 08 . “todo administrador possui cinco funções básicas: planejamento. estabelecimento dos líderes e das tarefas. controle. O profissional que utiliza a Administração como meio de vida costuma solucionar problemas. ou similar. enfim. Modulo I Módulo I aula 01 . da Microsoft.Conceitos Básicos e Antecedentes Históricos aula gravada em áudio Antecedentes Históricos Nas sociedades primitivas. Os arquivos abertos em sua extensão permitirão que o aluno acompanhe visualmente e audivelmente as aulas.A Administração Científica aula 03 .A Ênfase nas Relações Humanas aula 05 . acompanhem o curso sem maiores prejuízos. e. A Administração revela-se nos dias de hoje como uma área do conhecimento humano permeado de complexidades e desafios. suas Funções e Disfunções aula 06 . dimensionar recursos.Visão Contigencial aula 01 . organização. desenvolver estratégias. CRONOLOGIA DOS PRINCIPAIS EVENTOS DOS PRIMÓRDIOS DA ADMINISTRAÇÃO . tipo Media Player. é necessário instalar um software.Tipos de Organização aula 07 . decisão de trabalho.Visão Sistêmica aula 10 . Para ouvir o curso. que já está incorporada no curso. O curso pode ser visualizado e ouvido por meio de outra ferramenta – Breeze. Isso também permitirá que os portadores de cuidados especiais (deficientes visuais. Existem softwares livres para essa finalidade e possível de serem baixados (download) gratuitamente pela internet. por meio do qual o aluno poderá ouvir a aula gravada em áudio.A Origem da Burocracia. por exemplo). efetuar diagnósticos.Conceitos Básicos e Antecedentes Históricos aula 02 .Esse ícone indica o acesso a aula no sistema Breeze.Eficiência e Eficácia aula 09 . como se estivesse dentro de uma sala de aula. planejar aplicações. a caçada de um animal para o sustento era um empreendimento que envolvia planejamento.

balanços contábeis. estabelecimento de salário mínimo. . diferenciação entre gerentes e operários. impacto de automação. Descentralização na organização Necessidade de ordens escritas. contabilidade de custos e controle de qualidade. princípio escalar. amplitude administrativa. Necessidade de Relações Humanas. enunciado das qualidades de liderança. Teoria da fonte de autoridade. Uso de consultoria de Staff Uso de controle escrito e testemunhal. 1799 Eli Whitney (Estados Unidos) Método Cientifico. Conceito de organização. padronização. táticas políticas. Princípio da Especialização. arranjo físico e manuseio de materiais. 2600 aC 2000 aC Egípcios Egípcios 1800 aC Hamurabi (Babilônia) 1491 aC Hebreus 600 aC Nabucodonosor (Babilônia) 500 aC 400 aC Mencius (China) Sócrates (Grécia) Ciro (Pérsia) Platão (Grécia) 175 aC 284 1436 Cato (Roma) Dioclécio (Roma) Arzenal de Venenza 1525 Niccoló Machiavelli (Itália) 1767 Sir James Stuart (Inglaterra) 1776 Adam Smith (Inglaterra) Princípio de especialização dos operários. Descrição de funções Delegação de Autoridades Contabilidade de custos. Controle de produção e incentivos salariais Necessidade de sistemas e padrões Enunciado da universalidade da Administração. controle de inventários.Anos 4000 aC Autores Egípcios Eventos Necessidade de planejar. linha de montagem. especialização. conceito de controle. estudo de movimentos. Administração de pessoal. princípio da execução. organizar e controlar. Princípio do consenso e de coesão na organização.

ou seja. que produz o resultado pretendido). prêmios de produção. com qualidade e competência. ciência da Administração. segundo Chiavenato (2000). surge a história da Administração. No início do século XX. 1810 Robert Owen (Inglaterra) 1832 Charles Bobbage (Inglaterra) 1856 Daniel C. isto é. com nenhum ou com o mínimo de erros) e. decisão do trabalho. treinamento dos operários. o que é administrar? A palavra Administração vem do latim ad (direção. Ênfase na abordagem cientifica e na especialização. estudos de tempos e métodos. sem perdas ou desperdícios de tempo. estudo de temos e movimentos. A tarefa básica é fazer as coisas por meio das pessoas de maneira eficiente (eficiência é a qualidade de fazer com excelência. planos de casas para os operários. princípio de execução. ênfase no planejamento e controle. gratificações natalinas. artesãos independentes. Toda organização precisa ser administrada para alcançar seus objetivos com a maior eficiência e economia de ações e de recursos. é aquilo ou aquele que chega ao resultado. as poucas organizações que existiam eram muito pequenas: oficinas. seja ela lucrativa ou não”. aquele que presta um serviço a alguém. que significa aquele que realiza uma função sob o comando de outrem. Praticas de pessoal. dinheiro ou energia. tendência para) e minister (subordinação ou obediência). contabilidade de custos. Mc Callum (EUA) 1886 Henry Metcalfe (Estados Unidos) 1900 Frederick W. mas para seu surgimento foram necessários séculos de preparação. . Mas. Arte de Administração. administrar é buscar otimizar resultados com os recursos disponíveis. ao mesmo tempo. “administrar nada mais é do que conduzir racionalmente as atividades de uma organização. Uso do organograma para a estrutura organizacional. Administração Cientifica. efeito das cores na eficiência do operário. 2000. planejamento. auditoria. que produz o seu efeito específico. Administração sistemática em ferrovias. métodos de trabalho. especificações. tempos padrões. lavradores e até profissionais autônomos que trabalhavam por conta própria. eficaz (eficácia é a realização perfeita de determinada tarefa ou função. incentivo salarial. Conceitos Básicos Como acabamos de ver.1800 James Watt Mathew Boulton (Inglaterra) Procedimentos padronizados de operação. 22-23 pagina 02 No final do século XIX. Taylor (Estado Unidos) Fonte: CHIAVENATO. afinal. No entanto. cooperação entre operários e gerência. a Administração é praticada desde que existem os primeiros agrupamentos humanos. P.

que analisou a Administração como a habilidade pessoal separada do conhecimento técnico e da experiência. baseada na psicologia organizacional e. A eficiência tem uma gradação: uma pessoa. Em seguida. as teorias administrativas precisam se adaptar às mudanças e incertezas que surgem no decorrer do tempo. abordaremos mais detalhadamente cada teoria. posteriormente. mas sempre agindo em prol da organização. a Teoria Estruturalista promoveu a análise dentro das organizações e do ambiente organizacional. o seu discípulo Platão. a Teoria Geral da Administração teve como primeira e principal finalidade alcançar a eficiência industrial. detalharemos uma visão ampla. que parte do princípio de que a Administração depende das circunstâncias ambientais e tecnológicas da organização. A influência de filósofos como o grego Sócrates. pessoas. Já a eficácia implica ser ou não ser: uma medicação. É importante ressaltar que. metafísica. surge o filósofo inglês Francis Bacon. Já nos próximos módulos. Com a filosofia moderna. cosmologia. No mesmo foco. sobretudo. Mediante a Teoria das Relações Humanas. discípulo de Platão. nosologia. Influência da Organização da Igreja Católica A organização eclesiástica serviu de modelo administrativo para as organizações. e a Teoria da Burocracia de Weber buscaram a racionalização do trabalho. Como surgiram as teorias administrativas? Cada teoria surgiu como uma resposta aos problemas organizacionais relevantes de sua época. ciências naturais e lógica. . a Teoria Clássica de Fayol. fundador da lógica moderna baseada em separar experimentalmente o que é essencial do que é acidental ou acessório. mais tarde desenvolvida pela Teoria Comportamental. Podemos verificar que a ênfase no ambiente surgiu com a Teoria dos Sistemas. Através da Administração Científica de Taylor. que veio a ser complementada com a Teoria das Contingências. da ordem e do controle. dando o impulso inicial à filosofia. página 03 A seguir. que expôs os problemas políticos e sociais decorrentes do desenvolvimento cultural e social dos gregos. tecnologia e ambiente. máquina ou organização pode ser mais ou menos eficiente que outra. crítica de cada teoria da Administração. por exemplo. Uma secretária pode ser mais eficiente hoje do que amanhã. já com ênfase na estrutura organizacional. Nesse momento. inexperientes à época. pela Teoria do Desenvolvimento Organizacional. que definiu os princípios gerais da Administração e as funções do administrador. a ênfase nas tarefas e na estrutura é substituída pela ênfase nas pessoas. ou é eficaz ou não é. página 04 A seguir. embora cada qual valorize uma ou algumas das cinco variáveis básicas: tarefa. veremos as principais influências que contribuíram para a Administração: Influências dos Filósofos Várias influências contribuíram para o desenvolvimento da história da Administração. apenas a igreja possuía um modelo estruturado por uma hierarquia de autoridade (um Estado maior e uma coordenação funcional para a integração). e Aristóteles. e. e René Descartes. viabilizando a implementação dos princípios da divisão do trabalho. estrutura. filósofo francês que criou as coordenadas cartesianas e deu impulso à matemática e à geometria da época.Você já sabe diferenciar eficácia de eficiência? O eficiente vai além do eficaz. para continuarem sempre úteis e aplicáveis. comparativa. que abriu a perspectiva do conhecimento humano. elevando a racionalização do trabalho com ênfase nas tarefas.

política e social. impulsionando as empresas capitalistas a implantarem métodos e processos de racionalização do trabalho e remuneração adequada. a descoberta de novas formas de energia.hpg. provocando profundas e rápidas mudanças de ordem econômica. a partir do início do século XIX. Quais os fatores que impulsionaram essas mudanças? Podemos citar a ruptura das estruturas corporativas da Idade Média. Como você agiria se trabalhasse em uma empresa que vivesse em plena revolução Industrial? Fonte: www. que. Foi nesse momento que os capitães da indústria (pioneiros e empreendedores) cederam seu lugar para os organizadores. iniciada na Inglaterra.com. poucas empresas tinham uma estrutura administrativa que exigisse os serviços de um administrador em tempo integral. inclusive. a enorme ampliação de mercados e a substituição do tipo artesanal por um tipo industrial de produção. grandes empresas passaram a entender que não era apenas uma questão de habilidade pessoal dirigir uma empresa e sim algo mais complexo.br página 06 Influência dos Economistas Liberais A partir do século XVIII. página 05 Influência da Revolução Industrial Com a Revolução Industrial. como Karl Marx e Friedrich Engels. como Adam Smith. Influência dos Pioneiros e Empreendedores Antes de 1850. promoveram o surgimento do socialismo e do sindicalismo. que preceitua que todo soldado precisa saber perfeitamente aquilo que deve fazer e o que se espera dele. reforçaram a importância do planejamento e da organização dentro das funções organizacionais. e proporcionaram razoável suporte para o aparecimento de alguns princípios de Administração. Na virada do século XX. surgiu uma nova concepção de trabalho que modificou completamente a estrutura social e comercial da época. Tais princípios influenciaram.Influência da Organização da Militar A organização militar influenciou a Administração através do conceito de hierarquia e também do princípio de direção.geojornal2003. o avanço tecnológico. economistas não liberais.ig. . economistas liberais. pois as empresas industriais eram pequenas e geralmente gerenciadas pela própria família. a aplicação dos progressos científicos à produção.

esses fatores podem ser classificados em: • “Desenvolvimento tecnológico: que proporcionou um crescente número de empresas e nações concorrendo nos mercados mundiais. Não é suficiente administrar as empresas. conclusão Conclusão Nesse contexto.Módulo I Aula 1 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. aula 02 . Acesso pelo menu "Avaliação". • Rapidez do ritmo de mudança tecnológica: que torna obsoleto um produto ou reduz drasticamente seus custos de produção. é necessário administrar as pessoas.Enfim. em Avaliações. as condições para o aparecimento da teoria administrativa estavam se consolidando.exercícios de auto-avaliação . sem esquecer da responsabilidade sócio-ambiental. Em um curso a distância. com o objetivo de proporcionar qualidade de vida à sociedade e seus membros. porém quais fatores podem ser relevantes para o seu surgimento? Segundo Chiavenato (2000).A Administração Científica . o estudante tem um papel central no estabelecimento de uma relação de qualidade com o conteúdo proposto. percebemos que a ciência de administrar a existência do homem em uma sociedade vem evoluindo conforme suas necessidades. Gestão . • Aumento da capacidade de investimento de capital e elevação dos níveis de ponto de equilíbrio. Procure organizar-se para ter o melhor aproveitamento possível do curso. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. • Livre comércio. • Crescimento dos negócios das empresas”. tudo isso. • Mudança dos mercados vendedores para mercados compradores. os recursos escassos e o crescimento sustentável.

que desenvolveu a escola da Administração Científica com ênfase nas tarefas. norte-americano. Taylor. e a de Henry Fayol (francês). Taylor. O principal objetivo da Administração é assegurar o máximo de prosperidade ao patrão e. Fonte:http://www. criada por Taylor no início do século XX. Mas quem foi Taylor? Frederick W. engenheiro. ao empregado.aula gravada em áudio Administração Científica As idéias de dois engenheiros constituem as bases da Abordagem Clássica da Administração. A escola da Administração Científica. tinha a preocupação de eliminar o desperdício e elevar a produtividade mediante a aplicação de técnicas da engenharia industrial. ao mesmo tempo. é importante o interesse comum entre empregados e empregadores. preocupado com a necessidade de criar melhores condições para remunerar os . que foi o precursor da Teoria Clássica com a preocupação básica de aumentar a eficiência da empresa por meio da forma e disposição dos órgãos componentes da organização e suas relações estruturais.edu/cas/. Dessa forma. Daí a ênfase na estrutura e na fisiologia. foi o precursor da Administração Científica.jpg No primeiro estágio de sua obra. Dividida em duas orientações bem distintas: a de Frederick Taylor (norte-americano). Os principais métodos científicos aplicáveis aos problemas da Administração são a observação e a mensuração.etsu.

mas também das condições físicas do ambiente de trabalho (ventilação. vadios e negligentes. O sistema ficou conhecido como “mais-valia”. o homem procurava o trabalho não porque gostava de trabalhar. a fixação dos tempos padrões para execução das tarefas.operários. enquanto o trabalhador executa a tarefa. Taylor e seus seguidores desenvolveram planos de incentivos salariais e de prêmios por produção com base no tempo padrão e na convicção de que salário constitui a única fonte de motivação. enquanto que cargo é o conjunto de tarefas executadas de maneira rotineira e específica. determinar o tempo médio que um operário comum levaria para execução da tarefa. Esse conceito deu origem ao termo “homo economicus”. distribuir uniformemente cada tarefa. Taylor preocupou-se em definir os princípios de Administração (a ser detalhada mais tarde. Com a Administração Científica ocorre a divisão de responsabilidades: a Administração fica com o planejamento e a supervisão. segundo a produtividade desses operários. melhorar o rendimento e a eficiência do operário e oferecer uma base uniforme de salários. eliminar movimentos inúteis. selecionado e treinado. Mas você sabe qual a diferença entre cargo e tarefa? Tarefa é toda atividade executada por uma pessoa dentro da organização. Determinava-se um padrão médio de produtividade e os operários que produzissem além da cota média eram melhor remunerados. trabalhando dentro dos padrões de tempo previstos. buscou organizar e descrever os cargos e as tarefas para a racionalização do trabalho operário. ou seja. Para Taylor. a tarefa e seu tempo de execução são atribuídos ao operário que. Com essa finalidade. . voltou-se para a racionalização do trabalho dos operários que mais produzissem. quando vigorava o sistema de pagamento por peças produzidas ou tarefas. os operários não possuem capacidade para analisar e estabelecer racionalmente o processo mais eficiente. Taylor. assim. página 02 Estudo dos Tempos e Movimentos e Análise do Trabalho O instrumento básico para a racionalização do método de trabalho dos operários era o estudo de tempos e movimentos. resultando na linha de montagem como sua principal aplicação. Os objetivos desse processo são o treinamento dos operários. mas pela necessidade de sobreviver. em sua Administração Científica. Já na segunda etapa. prática não vigente à época. A idéia básica era que a eficiência aumentava com a especialização. o estabelecimento de normas de execução. a adaptação do operário à própria tarefa e a maior especialização das atividades. Fragmentação das Tarefas e Especialização do Operário Outra finalidade do estudo dos tempos e movimentos era elevar sua produtividade. ruídos. apesar de considerá-los irresponsáveis. ainda nesta módulo). permitindo. a limitação de cada operário à execução de uma única tarefa de maneira repetitiva e padronizada. e conseqüentemente. racionalizada e padronizada. iluminação etc). página 03 Na Administração Científica verificou-se que a eficiência não depende somente do incentivo salarial e do método de trabalho. estará pronto para colaborar com a empresa. Uma vez analisada. Em outras palavras.

– Princípio da Execução: Distribuir atribuições e responsabilidades para que a execução da tarefa seja organizada.gov Através da racionalização da produção. Para envolver os escalões mais elevados. – Princípio do Controle: controlar o trabalho para se certificar de que este está sendo executado de acordo com métodos estabelecidos. nem mesmo a linha de montagem. os engenheiros da Administração Científica passaram a se preocupar com os princípios de Administração capazes de vulgarizar o comportamento dos gerentes e chefes.princípio da intensificação (diminuir o tempo de produção). Você sabe quem foi Henry FORD? Embora Ford não tenha inventado o automóvel. Ford adotou três princípios básicos: . Fonte: http://www. de acordo com suas aptidões. Para tanto. idealizou a linha de montagem. época. através do planejamento do método de trabalho. enquanto na. Ford inovou na organização do trabalho. Taylor foi um dos defensores da organização funcional e acreditava que a especialização do operário deveria ser acompanhada pela especialização dos supervisores e da gerência. . – Princípio de Preparo: selecionar cientificamente os trabalhadores prepará-los e treiná-los. a jornada variava entre dez e doze horas.Observou-se também que não adiantava racionalizar o trabalho do operário se os supervisores continuavam a trabalhar dentro do mesmo empirismo anterior.princípio da produtividade. .americaslibrary. . que permitiu a produção em série e em massa. Organização Funcional A organização funcional é a estrutura organizacional que aplica o princípio funcional ou da especialização das funções. estabelecendo o salário mínimo de cinco dólares por dia e a jornada diária de oito horas. Princípios da Administração Científica de Taylor – Princípio de Planejamento: substituir a improvisação pela ciência.princípio da economicidade (estoque mínimo e alta velocidade de vendas). por meio da estrutura funcional.

a superespecialização que robotiza o operário. senão os representados pela recompensa financeira (homo economicus).a limitação do campo de aplicação à fábrica. a escola peca por não analisar as necessidades e motivos que levam o homem a trabalhar com mais entusiasmo. os estudos de Taylor são vistos como distorcidos. . ."Mensagem") ou por e-mail. .a ausência de qualquer comprovação científica de suas afirmações e princípios. do ponto de vista do trabalhador.a abordagem incompleta. Porém. iniciada com Elton Mayo e Mary Parker Follet. As teorias desenvolvidas por Taylor sofreram críticas por serem mecanicistas e. envolvendo apenas a organização formal. outras pessoas acreditam que essa escola é incapaz de ver o operário como ser humano e sim como uma máquina. O mecanicismo de sua teoria é o que impõe tarefas repetitivas aos operários em prol de uma maior produção e não se preocupa se o trabalhador possui outros interesses e motivações. a seguir. Vejamos. . até mesmo. as principais críticas às esses estudos: . e o surgimento da Escola de Relações Humanas. normativa e típica de sistema fechado. omitindo o restante da vida da empresa.a visão microscópica do homem. A partir daí. por determinar o tempo médio de cada operário para executar uma determinada tarefa. conclusão Conclusão A Administração Científica.a visão do operário como uma simples peça no processo de produção. . .a abordagem prescritiva. . dentre outros elementos citados nesta aula. por eliminar movimentos inúteis. contate o seu tutor por meio da Plataforma de Educação a Distância do ILB (menu "Comunicação" . Em caso de dúvidas. principalmente a partir da contribuição de psicólogos e sociólogos.página 04 Críticas à Administração Científica A maior crítica relativa à influência negativa que os conceitos de Taylor tiveram na gestão de empresas – mais especificamente nas indústrias – pode ser claramente observada no filme de Charles Chaplin: "Tempos Modernos".a submissão do operário a uma supervisão rigorosa e opressiva. Ele está à sua disposição. . O filme é uma crítica muito bem humorada sobre a força da supervisão no controle das tarefas dos operários. A partir daí. isolado como um apêndice da máquina industrial. pode ser considerada para alguns como eficaz por focar na racionalização do método de trabalho dos operários. motivadas no sentido da exploração do trabalhador como se fosse uma máquina.

pelo predomínio da organização formal e pelos níveis de mensuração da produção nunca antes experimentado pelas indústrias. em 1916. formou-se em Engenharia de Minas. Por isso. Fonte: http://hsci. indo trabalhar em uma indústria metalúrgica e de mineração de carvão – Compagni Comenantry Four Chambault et Decazeville. enquanto nos Estados Unidos Taylor realizava seus estudos partindo das funções do operário chegando às atribuições da gerência. Acesso pelo menu "Avaliação".Apesar de várias críticas. Gestão . realizava suas pesquisas no sentido inverso. em Avaliações".Módulo I Aula 2 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. Fayol dedicou sua vida à introdução do método científico na administração das empresas. foi o primeiro a expressar sua mentalidade pragmática através do estudo de tempos e movimentos de tarefas.ou.jpg Mas você sabe quem foi Henry Fayol? Ele foi o responsável pela fundação da Teoria Clássica.exercícios de auto-avaliação . Fayol . como vimos no capítulo anterior.Teoria Clássica aula gravada em áudio TEORIA CLÁSSICA Assim como Taylor. Entretanto. Taylor recebe o título de "Pai da Administração Científica". sendo o primeiro a dimensionar tempos e movimentos nas atividades produtivas. aos 19 anos.cas.edu/images/jpg-100dpi-10in/misc/Wren/Portraits/Fayol. a Administração Científica inaugura as teorias administrativas e baliza as demais por seu foco nas tarefas. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. na França. onde começou como engenheiro e chegou ao cargo de diretor (1888 a 1918). Fayol. seguindo uma hierarquia do topo para a base da pirâmide. até então apenas observado empiricamente. nasceu em Constantinopla e. aula 03 . Taylor foi duramente criticado por considerar o trabalhador como sendo preguiçoso e dedicado tão somente aos ganhos materiais. proporcionando o início de um rigor um pouco mais científico nos locais de trabalho. Entretanto.

as funções de segurança eram responsáveis por zelar pelos bens e pelas pessoas. Atualmente. a seguir. As funções contábeis eram relacionadas aos registros. balanços. essa visão de Fayol está totalmente ultrapassada. toda empresa deveria ter seis funções básicas: As funções técnicas estavam relacionadas com a produção de bens ou serviços da empresa. tornando-se conhecido como “uma escola de chefes”. tendo as funções sido substituídas por áreas.desenvolveu um conjunto de "princípios de Administração geral" que considerava útil para toda situação administrativa em qualquer tipo de empresa. E por fim. Enquanto que as funções financeiras correspondiam ao gerenciamento de capitais. o Fayolismo adquiriu impulso e popularidade. Já as funções comerciais referenciavam-se com a compra e venda de bens. A partir da Primeira Guerra Mundial. estatísticas e custos da empresa. como responsável pela integração dessas funções. temos as funções administrativas. Funções básicas da empresa Para Fayol. como a maioria das organizações do século XX se dividem: . Como você montaria um organograma com as funções de cada visão? Você seria capaz de criar outras áreas? página 02 Mostraremos.

o gerente. O gráfico a seguir mostra claramente a proporcionalidade da função administrativa nos diferentes níveis hierárquicos da empresa e quanto mais se sobe na escala. comando. Fayol definiu que a função administrativa é distribuída proporcionalmente entre todos os níveis hierárquicos de uma organização e não importa se é o diretor. maleáveis e podem ser aplicados em qualquer circunstância. você saberia definir o que é Administração? Algumas pessoas podem reconhecer Administração como sinônimo de organização. mais aumenta a extensão e o volume das funções administrativas. Para Fayol. Você já é capaz de descrevê-los? página 03 Os Princípios Gerais da Administração Segundo Fayol. Diferença entre Administração e Organização Agora que já sabemos as funções básicas da Administração e do administrador. tempo ou lugar. organização. pois todos são administradores. controle e coordenação. logo todos desempenham atividades de previsão. . o chefe ou o supervisor.Funções do Administrador A teoria Clássica é caracterizada por definir as funções do administrador e como este deve agir no trabalho. Os autores Clássicos utilizam o conceito de elementos da Administração ou funções do administrador para formar o processo administrativo. e a organização uma de suas partes. tais princípios são universais. Administração é um todo. Fayol relacionou 14 princípios básicos que podem ser estudados de forma complementar aos de Taylor. abrangendo somente o estabelecimento da estrutura.

nesse aspecto. dessa forma. substituíram o empirismo e a improvisação por técnicas científicas.Especialização dos funcionários desde o chefe até os operários da fábrica. a eficiência da produção e aumentando a produtividade. favorecendo. 8. 13.Defesa incondicional da estrutura hierárquica. 2. Fayol defendia o conceito de unidade de comando.Unidade de direção – uma cabeça e um plano centralizados possibilitam agrupar atividades com os mesmos objetivos.Um funcionário deve receber ordens de apenas um chefe. Enquanto Taylor defendia o controle de um operário por diversos supervisores.Os interesses gerais da organização devem prevalecer sobre os interesses individuais. do passado. A sua organização pessoal e a disponibilidade de um tempo diário e preciso para os estudos poderá contribuir para um melhor aproveitamento do curso.regras de conduta e de trabalho válidas pra todos os funcionários.Unidade de comando . não tendo se desligado. 5. 11. 3. 9. 14.Estabilidade dos funcionários .Centralização . 7.Disciplina . justificando a lealdade e a devoção de cada funcionário à empresa. Para a Teoria Clássica. através de um ensino organizado. respeitando à risca uma linha de autoridade fixa.capacidade de estabelecer um plano e cumpri-lo. evitando o ditado popular: “tem muito cacique e pouco índio”. essa idéia era vista como novidade.1. 10.Uma rotatividade alta é negativa ao desempenho da empresa e o moral dos funcionários.Remuneração .Iniciativa .Prevalência dos interesses gerais . Nessa época.Eqüidade .um lugar pra cada coisa e cada coisa em seu lugar.Espírito de corpo .Divisão do trabalho . facilitado pela comunicação na equipe.Deve ser suficiente para garantir a satisfação dos funcionários e da própria organização. A Teoria Clássica pouco evoluiu em termos de teoria da organização.A justiça deve prevalecer. 6. cada um especializado em um aspecto da tarefa do operário.Autoridade e responsabilidade . como foi visto na unidade anterior. página 04 Teoria da Administração Os autores da Teoria Clássica.Ordem . com métodos pré-estabelecidos e com a finalidade de formar administradores a partir de suas aptidões e qualidades pessoais.Autoridade é o direito dos superiores de atribuírem ações aos seus subordinados que terão a responsabilidade de cumpri-las. a estrutura organizacional é analisada de cima para baixo (da direção para a execução) e do todo para as partes (da síntese para a análise). A ausência de disciplina gera o caos na organização. segundo o qual um operário deve ter apenas um chefe. 4.O trabalho deve ser conjunto. 12. .Hierarquia .As atividades vitais da organização e sua autoridade devem ser centralizadas.

a seguir. a Teoria Clássica se preocupava com a divisão dos departamentos. Para a Teoria Clássica a divisão do trabalho é essencial para a razão da organização. a Organização Linear era mais simples e seus princípios eram: 1. etc. Os cinco elementos que compõem a Administração: previsão. absoluta e direta sobre seus subordinados. os elementos da Administração. Horizontalmente: em um mesmo nível hierárquico. é impossível definir atividades sem enquadrá-las em duas direções: Verticalmente: quando a hierarquia define a graduação das responsabilidades (níveis de controle). as funções do administrador para Urwick e Gulick: . página 05 Organização Linear Os autores Clássicos consideravam a estrutura organizacional baseada na autoridade linear (decorrente do princípio da unidade de comando). Naquela época. unidade de comando: cada pessoa tem um único chefe. organização. 2. Cada autor clássico define ao seu modo os elementos da Administração.. quanto mais departamentalizada a organização. mais eficiente ela seria. 4. 3. Mais adiante. divisões. estudaremos a departamentalização. comando. Elementos da Administração Fayol acreditava que quanto maior a organização e a divisão do trabalho. Veja. no nível gerencial. em outra unidade. Enquanto a Administração Científica se preocupava com a divisão do trabalho no nível operário. ou seja. cada superior tinha autoridade única. ou seja. Conceitos de Linha e Staff Para Fayol.Divisão do Trabalho A idéia básica era a de que as organizações com maior divisão de trabalho seriam mais eficientes do que aquelas com pouca divisão do trabalho. maiores seriam as necessidades de coordenação para assegurar a eficiência da organização. mas os seguidores de Fayol não aceitaram tais elementos. coordenação e controle constituem as chamadas funções do administrador. Isso é o oposto da supervisão funcional. mas não se afastam muito da concepção Fayloriana. Em qualquer organização. cada departamento ou seção passa a ser responsável por uma atividade específica e própria (níveis de especialização). É importante ressaltar que a divisão do trabalho no sentido horizontal é chamada de departamentalização. unidade de direção: planos para conduzir os objetivos da organização. centralização da autoridade: no topo deve estar a autoridade máxima. seções. cadeia escalar: autoridade de comando.

especialização. deixando implícito a ausência de trabalhos experimentais para dar base científica a suas afirmações e princípios. Outra crítica pode ser observada. unidade de comando e amplitude de controle). conclusão Conclusão . pois não considera o comportamento humano na organização. – Princípio da amplitude administrativa: Cada superior deve ter um número determinado de subordinados. que deveriam ser seguidos para a máxima eficiência. “a teoria da organização formal não ignorava os problemas humanos da organização. deixando de lado a organização informal. autoridade e responsabilidade de cada cargo deverão ser considerados por escrito e comunicado a todos. – Princípio da autoridade: Deve haver uma linha de autoridade claramente definida. podemos destacar a abordagem simplificada da organização formal. segundo SCOTT (1967). Os autores clássicos fundamentam seus conceitos apenas em observações. e os princípios da Teoria Clássica (divisão do trabalho.página 06 Princípios de Urwick – Princípio da especialização: Cada pessoa deve exercer uma função. Críticas à Administração Clássica Várias críticas foram atribuídas à Teoria Clássica. Dentre elas. – Princípio da definição: Os deveres. em suma. O comportamento deste período fez com que a Teoria Clássica recebesse o nome de teoria da máquina por causa do comportamento mecânico da organização. falta comprovação científica para as afirmações dos autores clássicos. a abordagem está incompleta. porém não conseguia dar um tratamento sistemático à interação entre as pessoas e os grupos informais nem aos conflitos intra-organizacionais nem ao processo decisorial” Em outros termos. com esquemas pré-estabelecidos de como o administrador deve proceder.

Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. Comandar.A Ênfase nas Relações Humanas aula gravada em áudio A ÊNFASE NAS RELAÇÕES HUMANAS A Abordagem Humanística faz com que a preocupação com a máquina. Organizar. Fayol abordou um assunto muito importante e o mesmo perdura até os dias atuais. Esta teoria foi criada graças ao desenvolvimento das chamadas Ciências Humanas. em Avaliações.br Escola das Relações Humanas A Teoria das Relações Humanas surgiu nos Estados Unidos como conseqüência imediata das conclusões obtidas na Experiência em Hawthorne.exercícios de auto-avaliação . o método de trabalho. Para essa Escola. os administradores são as pessoas que estão em posição de destaque na organização. libertando-a dos conceitos rígidos e mecanicistas da Teoria Clássica e adequando-a aos novos padrões de vida do povo americano.drbrioschi. Acesso pelo menu "Avaliação". Foi basicamente um movimento de reação e de oposição à Teoria Clássica da Administração. Fonte: http://www. desenvolvida por Elton Mayo e seus colaboradores. seja diretor ou supervisor. .A Teoria Clássica teve uma consideração muito relevante para o administrador. a organização formal e os princípios da Administração cedam prioridade para a preocupação com as pessoas e grupos sociais. principalmente a Psicologia e a Sociologia. Coordenar e Controlar.Módulo I Aula 3 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. Gestão . Fayol dividiu em cinco níveis as funções administrativas. aula 04 . Apesar de algumas críticas. A Teoria Humanística surgiu com a necessidade de humanizar e democratizar a Administração. recebem as funções de administrar.com. o famoso POC3 – Planejar.

Terceira fase – o programa de entrevistas. Os trabalhadores não reagem isoladamente.rn. Os pesquisadores verificaram que a eficiência dos operários era afetada por condições de natureza psicológica. É a capacidade social do trabalhador que estabelece seu nível de competência e de eficiência.Os estudos em Hawthorne de Elton George Mayo (1880-1949) A Western Eletric era uma companhia norte-americana que fabricava equipamentos para empresas telefônicas e sempre se caracterizou pela preocupação com o bem-estar de seus funcionários. das normas sociais e expectativas que envolvem o empregado. Quarta fase – a sala de observações da montagem de terminais. até então estranho e impertinente. O comportamento social dos empregados se apóia totalmente no grupo. e um diagnóstico preliminar nos diria que o moral na companhia era alto e os funcionários confiavam na competência de seus administradores. mas . Algumas conclusões da Experiência de Hawthorne A experiência em Hawthorne permitiu o delineamento dos princípios básicos da Escola das Relações Humanas. Durante mais de 20 anos não se constatou nenhuma greve ou manifestação./noticias. tinha por objetivo desvendar os motivos que levavam os funcionários a adotarem posturas tão diferentes nos seus departamentos e na sala de provas.. Entretanto. as principais conclusões: O nível de produção é resultante da integração social. que veio a se estabelecer logo em seguida. a seguir. que visava analisar a organização informal dos operários. página 02 Segunda fase – a sala de provas de montagem de relés. ao se reduzir a iluminação. o que lhe rendeu um clima organizacional sadio. as pesquisas passaram a ter um enfoque nas relações humanas e não mais na parte científica.asp?idnoticia=2801 Os estudos básicos efetuados por Mayo e seu grupo tiveram quatro fases: Primeira fase – buscou-se estabelecer a existência de uma relação entre uma maior iluminação no local de trabalho e um aumento na produtividade. Tentaram eliminar ou neutralizar o fator psicológico.gov. a produção do grupo que estava sendo analisado também aumentava.br/. onde anualmente seriam entrevistados todos os funcionários da empresa. e não de sua capacidade física ou fisiológica (como afirmava a Teoria Clássica). A partir dessa fase. o resultado da pesquisa mostrou que. Fonte: www. Destacamos. com a finalidade de realizar um estudo da fadiga no trabalho e dos efeitos gerados por mudanças de horários ou introdução de intervalos de descanso no período de trabalho..

Daí a necessidade de um tratamento preventivo do conflito industrial através de uma Administração humanizada. é fundamental que permaneçam em estado de equilíbrio para que não haja reação contrária de uma das partes. .a função econômica .visa produzir bens ou serviços através de equilíbrio externo.descreveram que toda organização industrial deve buscar duas formas para manter equilíbrio interno na organização: . portanto.a função social . A importância do conteúdo do cargo: a maior especialização e. As Relações Humanas são as ações e atitudes desenvolvidas pelos contatos entre pessoas e grupos. Cada indivíduo é uma personalidade diferenciada que influi no comportamento e atitudes dos outros com quem mantém contatos. a maior fragmentação do trabalho não é a forma mais eficiente do trabalho. não planejados e mesmo irracionais do comportamento humano. gerando satisfação a seus participantes. porém o clima pesado da empresa não o (a) deixa à vontade. página 03 A civilização industrializada e o homem Dentro da abordagem humanística. surge uma grande incompatibilidade entre os objetivos organizacionais da empresa e os objetivos individuaisdo empregado. Os aspectos emocionais. preocupação fundamental da Teória Clássica.Roethlisberg e Dickson . Relações Humanas são as ações e atitudes desenvolvidas pelos contatos entre pessoas e grupos. . É exatamente a compreensão da natureza dessas relações humanas que permite ao administrador melhores resultados de seus subordinados. cujos relatores . todos os métodos convergem para a eficiência e não para a cooperação e objetivos humanos.como membros de grupos informais. Assim. que são os definidores das quotas de produção e das punições aos indivíduos que saem das normas grupais (teoria de organização informal). que compõem a organização como um conjunto desses grupos. Essas duas funções são subsistemas interdependentes. Mayo e seus colaboradores verificaram que a extrema especialização defendida pela Teoria Clássica não cria necessariamente a organização mais eficiente. passam a merecer atenção especial por parte de quase todas as grandes figuras da Teoria das Relações Humanas. alguns dos novos conceitos sobre Administração surgiram através da experiência de Hawthorne. Imagine que a empresa em que você trabalha obtém excelentes resultados financeiros. Assim. Os indivíduos dentro da organização participam de grupos sociais e mantêm-se em uma constante interação social.é responsável por proporcionar equilíbrio interno. Você já parou para pensar nisto? O que fazer para melhorar esta situação? Funções básicas da Organização Industrial Como podemos ver.

de Taylor (ênfase nas tarefas) e a Teoria Clássica. e. A produtividade do operário não pode estar condicionada a sua felicidade e. Em seguida. de Fayol (ênfase na estrutura) com a Teoria das Relações Humanas. não são diretamente . dentre as quais destacaremos algumas: Os fatores considerados importantes para a Teoria Clássica era rigidamente combatido pela Teoria das Relações Humanas. a Teoria Humanística tinha visão idealizada do operário feliz e integrado ao ambiente de trabalho. muitas vezes. portanto. o senso crítico. as restrições decorrentes da disponibilidade de poucas variáveis a serem analisadas e a limitação destas apenas às fábricas resultou numa impossibilidade de generalização de resultados. cujo precursor foi Elton Mayo (ênfase nas pessoas)? página 04 O quadro a seguir mostra claramente uma comparação entre a Teoria Clássica e a Teoria das Relações Humanas: Críticas à abordagem da Teoria das Relações Humanas Assim como na Administração Científica e na Teoria Clássica. conseqüentemente. mal focalizados. a abordagem humanística foi alvo de muitas críticas. perdendo. Além disso. você já é capaz de distinguir a Administração Científica. As variáveis que uma escola considerava importantes eram ignoradas pela outra.E então.

Além disso. . eram iludidos a participar de decisões em reuniões enquanto. Nessa época. na verdade. propôs um modelo intitulado de Teoria da Burocracia em Administração. a Teoria Humanística não forneceu critérios de gestão. aula 05 . suas idéias e insatisfações estavam sendo espionadas. Outra crítica que deve ser abordada é o fato de que os funcionários.A Origem da Burocracia. Assim.proporcionais (funcionários infelizes podem ser produtivos). Você só é capaz de produzir quando está feliz? Existia uma supervalorização do fator "Integração Grupal" com relação à produtividade. naquela época. principalmente. na adequação dos meios aos objetivos (fins) pretendidos. Avaliações. A crítica de "operários felizes. a fim de garantir a máxima eficiência possível no alcance desses objetivos” CHIAVENATO (2000). Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. segundo a qual “a burocracia é uma forma de organização humana que se baseia na racionalidade. gerando a necessidade de um enfoque mais amplo e completo. Essa escola viu a necessidade de humanizar e democratizar a Administração. quando surgiram as críticas à Teoria Clássica e à Teoria das Relações Humanas. sociólogo alemão. SUAS FUNÇÕES E DISFUNÇÕES A Teoria da Burocracia desenvolveu-se dentro da Administração a partir da década de 40. conclusão Conclusão A Escola das Relações Humanas preocupou-se com aquilo que as outras demais nem sequer comentaram: o homem. tornou-se necessário um modelo de organização racional capaz de caracterizar todas as formas de organização humana e. também importantes. não apresentou nenhuma visão sócio-econômica realista das relações empresa-funcionário. não esclareceu o que pode ou não pode ser feito para obtenção de melhores resultados. suas Funções e Disfunções aula gravada em áudio A ORIGEM DA BUROCRACIA. porém improdutivos" foi perpetuada pelos estudiosos no assunto. isto é. por fim. no quesito administrar.exercícios de auto-avaliação . Acesso pelo menu "Avaliação". Ambas teorias revelam dois pontos de vista extremamente opostos e incompletos sobre a organização. as empresas passaram a exigir modelos organizacionais mais definidos devido ao crescente tamanho e complexidade das empresas. acredita-se que ela exagerou e esqueceu assuntos.Módulo I Aula 4 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. Max Weber. porém. Gestão . E. tanto da estrutura como dos participantes da organização. Tal fator representa apenas uma característica capaz de influenciar na produtividade. as empresas.

racional e capitalista não se originou das mudanças tecnológicas nem das relações de propriedade. para cada tipo de sociedade deveria existir um tipo de autoridade correspondente.Sociedade Carismática: podemos caracterizá-la como partidos políticos. . Como exemplo podemos citar as empresas. a organização burocrática e a ciência moderna constituem três formas de racionalidade que surgiram a partir dessas mudanças religiosas. eleições. ocorridas inicialmente em países protestantes – como Inglaterra e Holanda – e não em países católicos. Como exemplo podemos destacar a família. ao arbítrio e às emoções. concursos etc. os exércitos e até mesmo os Estados Modernos. . “autoridade significa a probabilidade de que um comando ou ordem específica seja obedecido”.Sociedade Legal. Naquela época. o moderno sistema de produção. Racional ou Burocrática: é constituída de uma sociedade onde predominam normas e regras impessoais que se sobrepõem à vontade individual. As semelhanças entre o protestantismo e o comportamento capitalista são impressionantes. . ou seja. porquanto essas três formas de racionalidade se apoiaram nas mudanças religiosas. como afirmava Karl Marx. Nesse sentido. é um tipo de sociedade na qual há uma forte conotação mística/arbitrária ou dogmática/ideológica.Origens da Burocracia A burocracia teve sua origem nas mudanças religiosas verificadas após o Renascimento.Sociedade Tradicional: possui características patriarcais de cunho patrimonialista. São sociedades onde a racionalidade é empregada como meio de se alcançar os objetivos dessa sociedade. às quais denominou ética protestante. vamos ver quais são? . grupos religiosos.) e é em virtude de sua posição alcançada que ele exerce o poder dentro dos limites fixados pelas regras e regulamentos sancionados legalmente. O governante é visto como uma pessoa que alcançou tal posição exclusivamente por procedimentos legais (como nomeação. Será que você pensou na mesma idéia que Weber pensava? Para ele. Tipos de Autoridades Pare e pense no significado da palavra autoridade. salienta Max Weber. trata-se de um conjunto de normas consideradas legítimas e das quais deriva o comando. Na verdade. Vejamos quais são: – Autoridade Tradicional acontece quando os subordinados aceitam as ordens dos superiores e concordam com um conjunto de regras e regulamentos legais previamente estabelecidos. Weber notou que o capitalismo. que detém a posse e o domínio de um patrimônio. os clãs e os feudos medievais. mas de um novo conjunto de normas sociais morais. página 02 Tipos de Sociedade Weber distingue três tipos de sociedade.

as decisões e ações administrativas são formuladas. impedindo as soluções rápidas ou eficientes. elas devem ser detalhadas. página 03 Desenvolvimento da Burocracia Weber identificou três fatores principais que favorecem o desenvolvimento da moderna burocracia: O primeiro é a racionalização de transações econômicas: através de uma economia monetária. Costuma ter fundamento legal. A burocracia é a organização eficiente por excelência. e. Normalmente ocorre quando os subordinados se identificam com o superior e atendem suas ordens com grande facilidade. para assegurar uma interpretação ordenada e única do estatuto da empresa (privada). autoridade carismática. Vejamos algumas das inúmeras personalidades carismáticas no mundo? Airton Senna. como as coisas deverão ser feitas.gr/auto/news/imagens/big/ – Autoridade Legal. instável e sem base racional. Fonte: http://assets. caráter formal das comunicações: as regras da burocracia. sendo. a burocracia é visualizada em uma empresa ou organização onde o “papelório” se multiplica e se avoluma. Você costuma ser uma pessoa carismática? Caso afirmativo. Racional ou Burocrática acontece quando os subordinados concordam com as normas e leis previamente estabelecidas e racionalmente definidas. a burocracia especifica. Características da Burocracia segundo Weber Geralmente. Madre Tereza de Calcutá.. por último. antecipada e detalhadamente. a burocracia tem as seguintes características principais: caráter legal das normas e regulamentos: a burocracia é uma organização definida por regulamentos e normas previamente estabelecidas. O termo também é empregado com o sentido de apego dos funcionários aos regulamentos e rotinas. por escrito.in. a superioridade técnica sobre qualquer outra forma de organização em termos de eficiência. Princesa Diana. O conceito de burocracia para Max Weber é exatamente o contrário. com o objetivo de proporcionar comprovação e documentação adequadas. permitindo a centralização da autoridade e o fortalecimento da administração burocrática.– Autoridade Carismática é o tipo do poder que adquire facilmente características revolucionárias. registradas e comunicadas por escrito. naquela época. com meios capazes de corrigir e impor disciplina. Segundo Max Weber. para conseguir essa eficiência. você poderia ter. . Logo. causando ineficiência à organização. Gandhi. para serem interpretadas univocamente por todos os membros da organização. Outro fator é o crescimento quantitativo e qualitativo das tarefas administrativas do Estado Moderno e.. O leigo passou a dar o nome de burocracia aos defeitos do sistema (disfunções) e não ao sistema em si. com capacidade de regular tudo que ocorra dentro da organização. possibilitando a padronização das atividades da organização burocrática e conferindo aos chefes poder de repressão sobre os empregados. a moeda passa a assumir o lugar da remuneração em espécie para os funcionários. portanto.

ela é adequada aos objetivos a serem atingidos: a eficiência da organização. Ele obedece ao superior. outras pessoas já o ocuparam. mas um profissional especializado na sua administração. comprar ou herdar sua posição ou seu cargo. sim. testes e títulos para admissão e promoção dos funcionários. Pense. sua capacidade de comando sobre os outros e. especialização da Administração: o dirigente não é necessariamente o dono do negócio. competência técnica e meritocracia: a admissão. concursos. a promoção dos funcionários e sua transferência são baseadas no mérito e na competência técnica e não em preferências pessoais. estreitamente. o poder de cada pessoa é impessoal e deriva do cargo que ocupa. não em consideração à sua pessoa. assim como o funcionário não pode vender.página 04 caráter racional e divisão do trabalho: A burocracia é uma organização que se caracteriza por uma sistemática divisão do trabalho para atender a uma racionalidade. o que a burocracia impõe que ele faça. dado que as ações de ambos se processam dentro de um conjunto mutuamente reconhecido de regras. assim como a obediência prestada pelo subordinado ao superior é impessoal. mas. mas como ocupantes de cargos e de funções. impessoalidade nas relações: a administração da burocracia não considera as pessoas como tal. Assim. certo? A burocracia precisa garantir a sua continuidade ao longo do tempo: as pessoas vêm e vão. uma vez que tudo estará sob o controle de normas racionais. Assim. as tarefas administrativas são altamente diferenciadas e especializadas. os cargos e funções permanecem. e as atividades são distribuídas de acordo com os objetivos a serem atingidos. daí a necessidade da hierarquia da autoridade e fixar as chefias nos diversos escalões de autoridade para proporcionar a estrutura hierárquica da organização. provavelmente. mas ao cargo que o superior ocupa. escritas e legais. sobretudo. definidos por meio de regras limitadas e específicas. determinando privilégios e obrigações. pois o sistema social racional puro de Weber pressupõe que as reações e o comportamento humano sejam perfeitamente previsíveis. para não interferir na competência alheia nem prejudicar a estrutura existente. isto é. hierarquia da autoridade: cada cargo inferior deve estar sob o controle e supervisão de um posto superior. Daí a necessidade de exames. como uma conseqüência da impossibilidade prática de se bitolar e padronizar completamente o comportamento humano nas organizações . para que a eficiência do sistema seja máxima. A organização informal surge como uma derivação direta do sistema burocrático. quais são seus limites de direitos e poderes. Assim. profissionalização dos participantes: cada funcionário da burocracia é um profissional. cujas atividades devem ser executadas de acordo com rotinas e procedimentos previamente fixados. completa previsibilidade do funcionamento: tudo na burocracia é estabelecido no sentido de prever as ocorrências e rotinizar sua execução. rotinas e procedimentos estandardizados: O ocupante de um cargo não pode fazer o que quiser. o cargo que você ocupa hoje. Cada empregado deve saber qual a sua tarefa. o subordinado está protegido da ação arbitrária do seu superior. as regras e normas técnicas regulam a conduta do ocupante de cada cargo. página 05 A organização informal aparece como um fator de imprevisibilidade das burocracias. Mas você sabe o que significa o termo autoridade neste contexto? Serve para reduzir ao mínimo o atrito entre chefe e empregado.

Vantagens da Burocracia Weber viu inúmeras razões para explicar o avanço da burocracia sobre as outras formas de associação. Racionalidade em relação ao alcance dos objetivos da organização. página 06 5. pois os mesmos tipos de decisão devem ser tomados nas mesmas circunstâncias. o nepotismo é evitado e as condições de trabalho favorecem a moralidade econômica e dificultam a corrupção. 2. Benefícios para as pessoas na organização. são: “1. Rapidez nas decisões. quase sempre baseadas em padrões universalísticos de justiça e de tratamento igualitário. as pessoas são treinadas para se tornarem especialistas em seus campos particulares. pois a hierarquia é formalizada. Além disso. Constância. Precisão na definição do cargo e na operação. o trabalho é profissionalizado. Por outro lado. Continuidade da organização através da substituição do pessoal que é afastado. os critérios de seleção e escolha do pessoal baseiam-se na capacidade e na competência técnica. pois cada um conhece o que deve ser feito e por quem e as ordens e papéis tramitam através de canais preestabelecidos. pois cada funcionário conhece aquilo que é exigido dele e quais são os limites entre suas responsabilidades e as dos outros. podendo encarreirar-se na organização em função de seu mérito pessoal e competência técnica” CHIAVENATO (2000). pelo conhecimento exato dos deveres. tem a virtude de assegurar cooperação entre um grande . 7. o trabalho é dividido entre as pessoas de maneira ordenada. a informação é discreta. comparar os mecanismos burocráticos com outras organizações é o mesmo que comparar a produção da máquina com outros modos não-mecânicos de produção. Nessas condições. 10. 8. As decisões são previsíveis e o processo decisório. Para ele. 6. pois o negócio é conduzido de acordo com regras conhecidas. A eqüidade das normas burocráticas. Univocidade de interpretação garantida pela regulamentação específica e escrita. pois é fornecida apenas a quem deve recebê-la. 9. 4. Redução do atrito entre as pessoas. por ser despersonalizado (no sentido de excluir sentimentos irracionais. sendo que grande número de casos similares é metodicamente tratado dentro da mesma maneira sistemática. raiva. Uniformidade de rotinas e procedimentos que favorece a padronização. para Weber. redução de custos e de erros. como o amor. pois os procedimentos são definidos por escrito. 3. preferências pessoais). As vantagens da burocracia. elimina a discriminação pessoal. Confiabilidade.

onde as relações disciplinares são mais "naturais" e "afetuosas". Weber notou também as conseqüências imprevistas (ou indesejadas). A capacidade para aceitar ordens e regras como legítimas. Disfunções da Burocracia Ao estudar as conseqüências previstas (ou desejadas) da burocracia. seja na direção carismática. página 07 Dilemas da Burocracia De um lado. Racionalidade Burocrática O fato de uma organização ser racional não implica necessariamente que seus membros ajam racionalmente no que concerne às suas próprias metas e aspirações. o compromisso dos subordinados com as regras burocráticas tende a se enfraquecer gradativamente. de outro lado. seja na tradicional. da crescente burocratização do mundo moderno. as organizações burocráticas apresentam uma tendência a se desfazerem. A racionalidade da estrutura racional é frágil e precisa ser constantemente protegida contra pressões externas. principalmente quando repugnam os desejos da pessoa. As pessoas cumprem as regras organizacionais principalmente porque os fins alcançados pela estrutura total são altamente valorizados e cada qual deve fazer a sua própria parte para que o objetivo seja alcançado.número de pessoas sem que essas pessoas se sintam necessariamente cooperadoras. a fim de poder ser dirigida para os seus objetivos e não para outros. advinham. Weber usa o termo burocratização referindo-se também às formas de agir e de pensar. Às conseqüências imprevistas. exige um nível de renúncia que é difícil de se manter. deu-se o nome de disfunções da burocracia. que a conduzem à máxima eficiência. existem pressões constantes de forças exteriores para encorajar o burocrata a seguir outras normas diferentes das da organização e. Weber temia que essa grande eficiência. Embora considerasse a burocracia como a mais eficiente forma de organização criada pelo homem. cujos resultados. Veja a seguir as características e as disfunções da burocracia . mas que permeiam toda a vida social. e menos separadas das outras. que existem não somente no contexto organizacional. Assim. fosse uma enorme ameaça à liberdade individual e às instituições democráticas das sociedades ocidentais. Assim.

introduz variações no desempenho das atividades organizacionais. quando estabelecida. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. são entidades complexas que contêm uma série de elementos e são afetadas por fatores diversificados. a organização é feita de pessoas que se relacionam e cooperam para fazer algo em comum. Com estas observações em mente. fatalmente. As organizações. com seus procedimentos e regras imutáveis. Em suma. Pois as mudanças globais pedem que as empresas as sigam a fim de permanecerem competitivas no mercado.conclusão Conclusão A burocracia surgiu para organizar e impor regras às empresas e aos funcionários. Acesso pelo menu "Avaliação".exercícios de auto-avaliação . Dependendo do tipo de empresa. ou seja. poderá tender a entropia. Weber acreditava na excelência da burocracia e suas rotinas.Módulo I Aula 5 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. o controle das atividades se tornava mais fácil.Tipos de Organização aula gravada em áudio TIPOS DE ORGANIZAÇÃO Uma organização começa quase sempre quando uma pessoa necessita de mais alguém para fazer alguma coisa. aula 06 . segundo Hall (1984). Podemos ver inúmeras empresas burocráticas. . Possui um caráter racional com um enfoque extremamente hierárquico. e nem se preocupa com a variabilidade humana (diferenças individuais entre as pessoas) que. as causas das disfunções da burocracia residem basicamente no fato de que a burocracia não leva em conta a chamada organização informal que existe. Gestão . pois assim. necessariamente. em qualquer tipo de organização. podemos buscar uma definição de organização que incorpore os elementos enunciados.

77). O organograma tem muitas utilidades. funcional e linha-staff. Mas você sabe o que é um organograma? O organograma é um instrumento gráfico que representa a estrutura organizacional da empresa (Colenghi. Para atender a essas características que mudam de acordo com o ambiente institucional. 1997). a organização formal pode ser estruturada por meio de três tipos de organização: linear. 1986. sendo a principal delas a de servir de “meio de comunicação discreta e inconteste para mostrar às pessoas como se posicionam na empresa. a quem estão subordinadas e quais são os fluxos de mando e responsabilidade” (Richers. página 02 A seguir estudaremos cada tipo de organização: Organização Linear .ca/trade/ner/site/images Autores clássicos da Administração. Seguindo os princípios gerais clássicos da Administração.gc. hierarquia. p. as organizações podem ser estruturadas de acordo com a natureza do trabalho e de interesses ou necessidades específicas dos administradores em determinadas situações. Mais adiante aparece o organograma de uma organização de estrutura linear. como Fayol (1841-1925). Vamos resumi-los? Divisão do trabalho. nos deixaram alguns princípios de organização do trabalho que são aplicados universalmente até os dias de hoje.dfait-maeci.Fonte: http://www. amplitude administrativa e o racionalismo da organização formal. especialização.

centralização de comando. que dificultam a inovação e a adaptação às novas situações. O que podemos fazer é apoiar e estimular as mudanças. A autoridade linear de comando único e direto pode tornar-se autocrática e vir a prejudicar a cooperação e a iniciativa das pessoas. inibe a especialização.sapo. tornando-as demoradas. funcionamento. que tudo sabe e faz (monopólio das comunicações). Como desvantagem. conferindo a esse tipo de organização facilidade em sua implantação. à medida que se sobe na escala hierárquica. sendo indicado para pequenas empresas.linhas formais de comunicação. usualmente. Conseqüentemente. A figura do chefe generalista.pt Como lidar com um chefia centralizadora? Bem. página 03 Fonte: http://www. diminui o número de cargos ou órgãos. as quais são feitas unicamente através das linhas existentes no organograma. controle e disciplina. que só se relaciona hierarquicamente com seu superior. não havendo intervenção em área alheia. em decorrência da centralização da autoridade no topo da organização. em uma autoridade máxima. e "cutucar a onça com vara curta" pode ser fatal! . Em segundo lugar. o poder de vida e morte sobre os subordinados. em primeiro lugar. . Há uma clara fixação de limites das responsabilidades de cada órgão ou cargo. é bom ter a consciência de que você está em desvantagem nessa relação. dentro da organização linear existem linhas diretas e únicas de autoridade e responsabilidade entre o superior e seus subordinados. caracterizada da seguinte forma: .caricaturas. . destacamos sua estrutura simples e de fácil compreensão para o subordinado.autoridade única com base na hierarquia do superior para seus subordinados.A organização linear é o tipo de organização mais antiga e simples. pois o chefe tem. ressaltamos que a estabilidade e a constância das relações formais podem levar à rigidez e a inflexibilidade. Entre suas vantagens.no. assim como a sobrecarga na função de chefia. lembre-se que você não tem poderes para mudar o seu chefe (aliás. tornando-se típica das organizações militares e eclesiásticas. congestiona as linhas formais de comunicação. nós não temos poder de mudar ninguém!).controle da organização e seu aspecto piramidal. Baseada no princípio da unidade de comando. .

mas sobre o seu campo específico.diminuição da concentração de autoridade e conseqüente perda de comando. na especialização.subordinação múltipla. pode ser que iniciar um plano de retirada seja a melhor idéia possível. . .proporcionar o máximo de especialização nos diversos órgãos.desenvolver comunicações diretas. sem intermediação. . .as comunicações são diretas e mais rápidas.confusão quanto aos objetivos e a existência de tensões e de conflitos dentro da organização.a autoridade por conhecimento: cada subordinado reporta-se a muitos superiores. ou seja. página 04 As desvantagens consistem em: . se você ainda tem algo a fazer nessa empresa. que dificulta aos órgãos ou cargos superiores o controle e o funcionamento dos órgãos ou cargos inferiores. As vantagens residem em: .separar funções de planejamento e de controle das funções de execução. Assim. talvez seja a hora de repensar a sua carreira. . permitindo a cada órgão ou cargo concentrar-se total e unicamente sobre seu trabalho e sua função. levando à perda de tempo e a confusões imprevisíveis. e.perda da visão de conjunto da organização e a uma tendência de defender o seu ponto de vista em detrimento dos pontos de vista dos outros especialistas.Nesse caso. . A organização funcional apresenta as seguintes características: . A autoridade (especializada) será aquela que melhor dominar o assunto em questão e dará a voz de comando.nenhum superior tem autoridade total sobre os subordinados.permitir a melhor supervisão técnica possível. . Organização Linha-Staff . a relação profissional e. os subordinados recebem ordens de vários chefes. pois cada órgão ou cargo reporta-se a experts em seu campo de especialização. em que nem sempre as pessoas sabem a quem recorrer para resolver determinados assuntos.as decisões são descentralizadas. . mais rápidas e menos sujeitas a distorções de transmissão. a organização funcional é indicada quando a organização é pequena ou quando se pode delegar temporariamente autoridade funcional a alguns órgãos para implantar algo ou avaliar alguma atividade. . Organização Funcional A organização funcional é baseada no princípio funcional.

O tipo de organização linha-staff é o resultado da combinação dos tipos de organização linear e funcional, maximizando as vantagens de ambas e reduzindo as suas desvantagens, mas com a predominância das características lineares. Normalmente são utilizadas em um tipo de organização mais completa e complexa, para preservar a unidade de comando, sem desprezar a especialização. A estrutura "staff", ou simplesmente assessoria, é constituída por pessoas com conhecimento e domínio de assuntos específicos, que complementam e reforçam os dirigentes de uma organização. As pessoas não são investidas de autoridade formal e, por essa razão, não dão ordens, apenas recomendam, aconselham, emitem pareceres ou, simplesmente, informam os dirigentes para que estes tomem as decisões que julgarem convenientes. Na organização linha-staff coexistem órgãos de linha (órgãos de execução, caracterizados pela autoridade linear e princípio escalar) e de assessoria (órgãos de apoio, consultoria e serviços especializados).

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Principais características: - fusão da estrutura linear com a estrutura funcional, permitindo a coexistência da hierarquia de comando e da especialização técnica. Ou seja, cada órgão se reporta a um e apenas um órgão superior, situação típica da organização linear. Porém, cada órgão recebe também assessoria e serviços especializados de diversos órgãos de staff; - existência das linhas formais de comunicação entre superiores e subordinados e que representam a hierarquia de autoridade. Existem também linhas diretas de comunicação que ligam os órgãos e o staff e que representam a oferta de assessoria; - manutenção do princípio da hierarquia (cadeia escalar). A hierarquia (linha) assegura o comando e a disciplina, enquanto a especialização (staff) fornece os serviços de consultoria e de assessoria. Suas vantagens estão na oferta interna de assessoria especializada e inovadora, com a manutenção do princípio da unidade de comando e atividade conjunta, fator importante na especialização e competição. Dentre suas desvantagens podemos destacar a possibilidade de conflitos entre a operação (linha) e a assessoria (staff) e dificuldade no equilíbrio dinâmico entre o poder de linha e o poder de staff. Em suma, é difícil alcançar e manter uma situação de equilíbrio dinâmico e perfeita sincronização entre linha e staff, de modo que ambos tenham um comportamento cooperativo e integrativo. Esse tipo de estrutura é o mais utilizado nas empresas de grande porte. A seguir, veja as diferenças entre as três estruturas apresentadas:

Comissões As comissões surgem para resolver os assuntos de maior importância e são constituídas por conselhos, comitês ou grupos de trabalho, que analisam, aprovam e avaliam os resultados gerais alcançados pela organização. Por constituírem um órgão da estrutura organizacional, podem assumir uma variedade de formas e existir em períodos variados. Vantagens: proporcionar um processo de decisão e de julgamento em grupo, envolvimento e coordenação de pessoas e atividades diferenciadas, facilitando a transmissão rápida de informações. Desvantagens: perda de tempo na tomada de decisão na medida em que seu tamanho aumenta; o custo de tempo e de dinheiro das pessoas envolvidas; divisão da responsabilidade e necessidade de um coordenador eficiente.

conclusão

Conclusão

Vimos nesta aula alguns exemplos de estrutura organizacional, porém não podemos afirmar qual a melhor estrutura a ser utilizada. É necessário analisar a instituição, se tem ou não um perfil hierárquico e outras características, assim fica mais fácil de diagnosticar qual o tipo de organização ideal para aquela empresa. A linha-staff é a mais utilizada nas empresas de grande porte por ser constituída de pessoas com conhecimento e domínio de assuntos específicos. É uma assessoria de assuntos específicos que não perde o comando de linha. Ainda assim, possui suas desvantagens. Bem vindo ao mundo real das organizações, que não tem uma receita unicamente vencedora para todas as situações.

Gestão - exercícios de auto-avaliação - Módulo I Aula 6

Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. Acesso pelo menu "Avaliação", em Avaliações.

aula 07 - Departamentalização

aula gravada em áudio

DEPARTAMENTALIZAÇÃO Enquanto os estudiosos da Administração Científica preocupavam-se com a especialização do trabalho e os clássicos com a estrutura organizacional, a Teoria Neoclássica complementava essas duas teorias com abordagens sobre departamentalização. Conceito de Departamentalização Para os autores clássicos, a especialização pode dar-se em dois sentidos: vertical e horizontal. Assim, a especialização vertical caracteriza-se sempre pelos níveis de controle (chefia), impostos na cadeia escalar. Já a horizontal, também denominada funcional, é mais conhecida por departamentalização, pela tendência de criar departamentos especializados no mesmo nível hierárquico, cada qual em sua tarefa. A conjunção de ambas as diferenciações dá o perfil da estrutura organizacional. Na medida em que ocorre a especialização do trabalho, a organização passa a necessitar de coordenação para essas diferentes atividades e as funções devem ser designadas às unidades organizacionais na base da homogeneidade, com o objetivo de alcançar operações mais eficientes e econômicas. A departamentalização é uma característica das grandes organizações. As pequenas empresas não requerem diferenciação ou especialização para distinguir o trabalho de uma pessoa ou unidade dos demais; mas na proporção em que as empresas crescem e envolvem atividades mais diversificadas, elas necessitam dividir as tarefas e transformá-las em responsabilidades departamentais. Tipos de Departamentalização A departamentalização pode ser: funcional; por produtos e serviços; por base territorial; por clientela; por processo; e por projeto. Cada tipo de departamentalização apresenta características, vantagens e limitações que influirão nas decisões. A departamentalização funcional é modelo de grande parte das estruturas organizacionais e é utilizada para organizar atividades empresariais, ajustando-se bem ao princípio da especialização e favorecendo o controle exercido pela alta direção da empresa. Formada pelo somatório das atividades semelhantes, e de acordo com os objetivos da organização, suas vantagens consistem em adequar-se às atividades continuadas, rotineiras, estabelecidas no longo prazo e na maior utilização de pessoas especializadas e recursos.

Não acumule dúvidas. Procure saná-las logo que apareçam.

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Como desvantagem pode-se destacar que a departamentalização funcional é contra-indicada para circunstâncias de cooperação interdepartamental muito pequena e ambientais imprevisíveis e mutáveis.

A departamentalização geográfica. de que se vão ocupar as pessoas encarregadas de sua manutenção e montagem. A departamentalização por clientela possui a estrutura totalmente centrada na satisfação cliente. A departamentalização por processo. É especialmente atrativa para empresas de larga escala. a execução e o controle da organização. Uma desvantagem é estar mais voltada para o cliente do que para si mesma. sendo importante ressaltar que sua estrutura organizacional é muito influenciada pelos avanços tecnológicos. e costuma ser ideal para firmas de varejo.A departamentalização por produto é própria de empresas que fabricam ou comercializam diversos artigos. é a quebra do produto em partes seqüenciais. pois. possibilitar o melhor conhecimento do produto. as outras atividades da empresa se tornam secundárias e sacrificam outros objetivos. Sua principal desvantagem é a dificuldade para exercer um controle eficaz sobre o conjunto da empresa. favorecer a diversificação da produção e o estabelecimento da Administração por Objetivos. as funções e os produtos/serviços. A departamentalização por base territorial é geralmente utilizada por empresas que abrangem grandes áreas geográficas e cujos mercados são extensos. que procura reinventar as organizações através do total redesenho dos processos empresariais e costuma ser ideal quando a tecnologia e os produtos são estáveis e permanentes. com atividades física ou geograficamente dispersas. ser ideal para circunstâncias mutáveis e possuir a melhor coordenação interdepartamental. similares ou não. também conhecida como territorial ou regional. bem como todo o planejamento. Como desvantagem podemos destacar o enfraquecimento da especialização. como lucro e produtividade. requer diferenciação e agrupamento das atividades de acordo com o local de realização do trabalho ou com a área de mercado a ser atendida pela empresa. Suas vantagens são: facilitar a análise dos resultados diferenciados por produtos. É comum em lojas de departamentos que visam um público determinado. assim. que implica utilização de pessoal de alta qualificação técnica em virtude das exigentes demandas de cada projeto. página 03 A departamentalização geográfica pode apresentar as seguintes vantagens: fixa responsabilidade por local ou região. facilitando a avaliação. possibilita maior ajuste às condições locais ou regionais. Como fator positivo. A desvantagem relevante refere-se a falta de flexibilidade e adaptação a mudanças. Assim. . A estratégia é a de que a eficiência pode ser melhorada se todas as atividades relacionadas com um produto forem agrupadas em uma área geográfica específica. muito utilizada em indústrias. Com a ênfase nos processos surgiu a reengenharia. As vantagens consistem na predisposição que a organização tem para atender os clientes e por permitir concentrar conhecimentos sobre as diferentes exigências dos canais mercadológicos. suas falhas e pontos fortes. A última a ser destacada é a departamentalização por projetos. deverão ser agrupados com base nos interesses geográficos. facilitando a avaliação dos resultados. procura extrair vantagens econômicas oferecidas pelo processo.

Princípios de Departamentalização Podemos verificar quatro princípios de departamentalização. Sua principal vantagem é a enorme concentração de diferentes recursos em uma atividade complexa e que exige prazos de início e término bem determinados. a empresa pode ser obrigada a dispensar o pessoal se não tiver outro projeto em vista. portanto. Além disso. que a mesma técnica deverá ser aplicada na sua organização. página 04 A departamentalização por projetos é contra-indicada quando a tecnologia é muito mutável. necessariamente. muitas vezes. requer estrutura organizacional flexível. A técnica nada mais é do que a facilitação do ato de pensar na organização em termos estruturais. apesar de não serem absolutos e apresentarem alguns conflitos. 4. permitem resolver o problema de departamentalização. A aplicação de uma técnica de departamentalização na organização concorrente não significa. 3. quando finaliza um projeto. Escolhas de alternativas de departamentalização A aplicação de uma só técnica de departamentalização nem sempre é suficiente. provocando forte ansiedade e angústia nas pessoas pela imprevisibilidade de emprego. 2. O agrupamento de atividade deve ser feito mediante a adoção de todas as técnicas de departamentalização ou estruturação. O que diferencia e qualifica o gerente que realiza algum tipo de estruturação é a capacidade que este tem de saber usar adequadamente o dispositivo disponível.Essa estratégia de organização adapta a estrutura da empresa aos projetos que ela se propõe a construir e. 1. Princípio de Separação do Controle: as atividades de controle devem estar dissociadas das atividades (semelhantes) a serem controladas. É importante ressaltar que o processo decisório é que vai apontar a melhor técnica para as atividades em análise. Há detalhes e peculiaridades que fazem com que as soluções não tenham. Princípio da Supressão da Concorrência: eliminação da concorrência entre departamentos. agrupando atividades diversas em um só departamento. Porém. Princípio de Maior Uso: a unidade que mais faz uso de determinada atividade deve ter a responsabilidade por essa atividade. . além de ser ideal para produtos altamente complexos. o mesmo valor para todas as organizações. podendo existir uma aplicação mista das várias técnicas aqui apresentadas. Princípio de Maior Interesse: toda atividade deve ser supervisionada pelo departamento mais interessado por essa atividade.

Eficiência e Eficácia aula gravada em áudio EFICIÊNCIA E EFICÁCIA Histórico .exercícios de auto-avaliação . Mas também é possível adotar uma departamentalização mista que obedeça de forma simultânea a diversos critérios. Esse agrupamento pode obedecer a diferentes critérios. departamentos. setores. aula 08 . Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. a departamentalização se refere à reunião das diversas atividades da empresa em seções.Módulo I Aula 7 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. dos quais o mais comum é o do agrupamento por funções. em Avaliações. Gestão . Acesso pelo menu "Avaliação".conclusão Conclusão Como vimos. etc.

Acompanhou Taylor em seu interesse pelo esforço humano como meio de aumentar a produtividade. no século XVIII. “a eficiência é a relação entre o que é conseguido e o que pode ser conseguido.freephoto. sistematicamente. Adam Smith. No início de sua carreira como engenheiro. descrições de cargos. temas que desde o início da Revolução Industrial sempre foram objetos de interesse.Entre o fim da Guerra Civil e o começo do século XX. De 1911 em diante. que precisam ser planejados a fim de assegurar a otimização dos recursos disponíveis. especialmente na indústria siderúrgica. foram recebidos com grande entusiasmo. A conseqüência direta da eficiência é a produtividade”. Sem dúvida. foram algumas das idéias que a ação de Taylor colocou na ordem do dia e até hoje estão em pauta. A expansão da indústria estimulou o debate sobre o aumento da eficiência e da produtividade. para a realização de qualquer tarefa. o público tomou conhecimento dessas idéias. engenheiro que simplificou os métodos de trabalho. como formas de colocar em prática os princípios da Administração Científica. nos Estados Unidos. o criador do movimento da Administração Científica. Gilbreth (1868-1924) foi um engenheiro norte-americano contemporâneo de Taylor. A eficiência preocupa-se com os meios e métodos. Para Emerson. Taylor ocupou-se da eficiência das operações fabris. . a que denominou “therblig” (Gilbreth de trás para frente). Harrington Emerson (1853-1931) foi também contemporâneo de Taylor. onde P são os produtos resultantes e o R os recursos utilizados. engenharia de eficiência e racionalização do trabalho. Para ele. A análise do trabalho e do estudo dos tempos e movimentos buscava a melhor maneira de executar uma tarefa e elevar a eficiência do operário. Frank B. organização e métodos. uma revolução na maneira de encarar o trabalho e as responsabilidades em relação à empresa e aos companheiros de trabalho. transformou esse debate em um conjunto de princípios e técnicas.com/preview Frederick Winslow Taylor (1856-1915). Taylor teve o mérito de elaborar. Pode ser definida pela equação: E = P/R. essa foi a era das grandes invenções e do surgimento das empresas que viriam a tornar-se os grandes conglomerados atuais. Estudos de tempos e movimentos. em comparação com os métodos artesanais que até então dominavam as atividades produtivas. a indústria expandiu-se aceleradamente. já havia chamado a atenção para os ganhos de produtividade decorrentes da divisão do trabalho. por isso. página 02 Concluiu que todo trabalho manual poderia ser reduzido a movimentos elementares. Taylor entendia os mecanismos da eficiência como auxiliares da Administração científica ou. uma revolução mental. Fonte:www. A eficiência (E) significa a correta utilização dos recursos (meios de produção) disponíveis. O conceito de eficiência é fundamental para a Administração científica. Popularizou a Administração Científica e desenvolveu os primeiros trabalhos sobre a seleção e treinamento de empregados. sistematizar e disseminar um conjunto de princípios que vinham ao encontro de uma necessidade e.

Traçar plano bem definido. Mesmo mostrando eficácia no resultado da partida a favor do time do Catanduva. poderíamos dizer que o ataque do Piri-Piri foi ineficiente? A resposta é não. Oferecer incentivos ao maior rendimento e a eficiência. ainda carece de eficiência na defesa. Dessa forma. A eficiência refere-se à relação entre as “entradas” e “saídas”. . sua defesa amargou quatro gols. Oferecer remuneração proporcional ao trabalho. no tempo certo”. 9. destinado a alcançar um objetivo ou resultado desejado. seria a medida da utilização dos recursos quando se produz alguma coisa. do modo certo. 7. E = OR/RP onde OR são os objetivos realizados e o RP os resultados pretendidos. 2. E eficácia é a comparação entre o que se pretendia fazer e o que efetivamente se conseguiu. Fixar normas padronizadas para o trabalho em si. em que sistematizou a procura da eficiência nas indústrias da época: 1. 8. Manter disciplina. muito embora o time como um todo tenha sido ineficaz em perder a partida. Oferecer orientação e supervisão competentes. poderíamos dizer que a defesa do Catanduva foi eficiente? A resposta também é não. Estabelecer o predomínio do bom senso. Manter registros precisos. em que o resultado da partida seja 5 x 4 para o Catanduva.Emerson listou doze princípios da eficiência no livro de mesmo título. caro aluno. Por definição. Fixar normas padronizadas para as operações. Quanto mais saídas são obtidas com as mesmas entradas. Estabelecer instruções precisas. Impor honestidade nos acordos. 3. a força de produzir um efeito adequado. Fixar normas padronizadas para as condições de trabalho. 10. eficiência é a ação. eficiência é fazer a operação funcionar de modo que os recursos sejam mais adequadamente utilizados. 5. 4. Sendo eficácia a qualidade ou propriedade de produzir o efeito desejado. “fazer as coisas certas. temos em mente que o time do Catanduva. de acordo com os objetivos. página 03 Conceitos Imagine uma partida de futebol entre o Catanduva Futebol Clube e o Grêmio Acadêmico Piri-Piri. justiça social no trabalho. Em um processo. Aquilo que é feito está relacionado com a eficiência (a ação) e aquilo que é alcançado refere-se à eficácia (o resultado). Em uma organização. sempre. maior o grau de eficiência alcançada. Da mesma forma. Assim. mesmo tendo sido eficaz como um todo e tendo contemplado um ataque eficiente. 12. ou seja. 6. todo e qualquer movimento que se faz deveria ser. ou seja. Mesmo perdendo a partida. o ataque do Piri-Piri foi eficiente porque marcou quatro gols. imediatos e adequados. 11. Pense bem.

a empresa que é capaz de fabricar um produto competitivo ou resolver um problema no presente poderá não ter a mesma capacidade no futuro. elas concorrem entre si. Por outro lado. “Ser eficaz no presente e preparar-se para ser eficaz no futuro são coisas diferentes”. o sucesso ou a eficácia é uma condição definida pela solução de um problema. seu sucesso é medido exclusivamente pela capacidade de resolver o problema para o qual foram criadas.página 04 Eficiência e Eficácia Para se avaliar o grau de eficácia de um sistema. Dessa forma. Por exemplo. a eficácia é conseqüência da eficiência. no entanto. um excelente nível de eficiência não signifique eficácia ou que não se possa atingir a eficácia sem eficiência. utilizar tantos recursos que levem à perda da guerra. competem unicamente com o seu próprio objetivo. é possível sacrificar. página 05 Normalmente. Assim. trabalhar um velho e conhecido postulado maquiavélico: “os fins justificam os meios”. embora. significando que suas missões encontram receptividade no ambiente ao longo do tempo. porém. É preciso. Por exemplo. maior a chance da eficácia ser alcançada. em algum momento. a eficácia é a função do atendimento da necessidade ou problema que a organização se propõe resolver. Neste caso. atendimento de uma necessidade ou realização de um objetivo qualquer. a eficiência visando objetivamente o resultado final. As empresas têm uma natureza competitiva. um governo é bem sucedido quando a população de seu país desfruta de boas condições de vida – quando não há doenças. é necessário saber quais são os objetivos propostos e quais os resultados alcançados. De certa forma. Uma organização desse tipo tem uma missão muito específica. muitas vezes. disputando a preferência dos mesmos clientes e consumidores. Muitas organizações. a eficácia. Um oportuno resumo sobre eficiência e eficácia pode ser traduzido nos quadros a seguir: . A eficácia varia com o tempo. ganhar a guerra. ou seja. pode-se vencer uma batalha. ou seja. má distribuição de renda ou uso inadequado de recursos naturais. quanto mais eficientemente o processo for realizado. Genericamente. também. A sobrevivência de uma organização é uma medida de eficácia quando se consideram longos períodos. analfabetismo. pode-se pensar que a qualidade de vida de uma população é a principal medida de sucesso que podemos utilizar para um outro tipo de organização: o Governo”. O sucesso de uma empresa pode significar o fracasso de outra. “Por exemplo. porque os tempos não são estáticos. ser momentaneamente eficiente mas não eficaz ao final do processo. esclarecer a quem pertencem os objetivos.

Em tese. em Avaliações. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. Espera-se. a eficácia é um dos elementos fundamentais para sobrevivência da empresa ao longo do tempo. . sendo a eficiência um dos principais instrumentos para se atingir tal objetivo. pois assim. atingir a eficiência e eficácia de um produto ou serviço.conclusão Conclusão O ideal para qualquer tipo de empresa é conseguir desenvolver suas tarefas e procedimentos com eficiência e eficácia. Acesso pelo menu "Avaliação". estará no caminho certo para o sucesso. Gestão . A eficiência está relacionada com o desenvolvimento correto de algo.Módulo I Aula 8 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. e a eficácia com o final vitorioso. assim.exercícios de auto-avaliação .

as pessoas pensam em dividir o todo em partes. Os especialistas em sistemas procuram explicar as partes em termos do todo em lugar de explicar o todo em termos das partes. por meio de conceitos encontrados na química-física.aula 09 . Sistemas Um sistema é um conjunto de elementos ou componentes interdependentes que interagem e produzem um ou mais . evento. Após a II Guerra Mundial. sendo que. a partir da última metade do Século XX. a concepção atomística estabelece que o mundo. conduziu seus estudos de sistemas gerais pensando no metabolismo. Modernamente. partindo-se da visão atomística para a visão holística. percepções elementares e assim por diante. De acordo com Bertalanffy. de grande utilidade na formação intelectual do dirigente moderno. que é. uma abordagem que passa a correlacionar as organizações industriais e comerciais com os organismos biológicos.Visão Sistêmica aula gravada em áudio VISÃO SISTEMICA Segundo Maximiano. que considera qualquer fenômeno (objeto. elementos químicos. um biólogo alemão. Desse modo. sistema) do ponto de vista dos múltiplos fatores que o provocam e afetam. a Teoria de Sistemas é a “reorientação do pensamento e da visão do mundo a partir da introdução dos sistemas como um novo paradigma científico”. Isto é. e também dos inúmeros efeitos que cada elemento causa no conjunto. que começa na visão técnica de Taylor e Ford e continua até a visão comportamental. A aplicação da TGS às organizações é denominada Teoria de Sistemas. Dessa forma. Ludwig Von Bertalanffy. Estava começando uma mudança de concepção dos aspectos organizacionais. que não pode ser separado em partes sem haver perdas das suas características essenciais. cinemática e termodinâmica. A visão sistêmica completa a linha de raciocínio. mecanizada. com a introdução de novos conceitos. mas poderosa. em resumo. a essência da visão sistêmica é a idéia de elementos que interagem e se influenciam para realizar objetivos. Sob a concepção de sistemas. surge a possibilidade de uma percepção mais global ou interdisciplinar das organizações. Histórico A teoria da forma (Gestalt). crescimento e sistemas abertos. instintos. No final dos anos 30. uma tendência de unificação das disciplinas ou das ciências. os sistemas devem ser analisados como entidades e não como ajuntamento de partes. uma visão holística. Formou-se a partir de linhas de pensamentos independentes. algumas delas ligadas à antiga noção de que os fenômenos devem ser analisados sob a ótica de várias abordagens ao mesmo tempo. a organização deve ser estudada como um todo. por si só. cada uma das disciplinas científicas desenvolvidas apresentava uma visão atomística. página 02 Segundo Silva. Ou seja. É uma idéia simples. porque sua idéia de que a finalidade do conjunto define a natureza de suas partes conduz a um raciocínio integrativo. a Teoria Geral dos Sistemas (TGS) começa a se desenvolver. tais como átomos. ou o que importa para o entendimento de qualquer entidade pode ser explicado pela compreensão das suas partes. remete à visão sistêmica. desenvolvida por psicólogos alemães em 1924. ou seja. analisar os conteúdos e experiências das partes “indivisíveis”.

equipamentos e outros. dinheiro. o que implica necessidade de revisões periódicas e reavaliações dos planos. coordenação. Dois elementos caracterizam o ambiente: o controle dos fatores internos do sistema e a determinação de como o sistema deve funcionar. definidos em termos de operações identificáveis e factíveis de repetição. administração – na administração do sistema. É um resultado importante no uso da visão sistêmica. escreveu um artigo em que descreve a natureza geral. Em qualquer sistema contínuo. página 04 Hierarquia dos Sistemas O economista Kenneth Boulding. São fatores internos ao sistema. Os administradores devem estar certos de que os planos devem ser executados como concebidos. Ambos os elementos devem atuar simultaneamente. Churchman destaca cinco considerações básicas relativas ao pensamento de sistemas: objetivos – significa aquelas metas ou fins em direção aos quais o sistema tende. em 1956. do qual fazem parte todas as manifestações de comportamento dos indivíduos e dos grupos. divisão do trabalho e propósitos. ambiente – constitui tudo o que está do “lado de fora” do sistema. os objetivos devem ser operacionalizados. Esses sistemas não são independentes um do outro. do qual fazem parte os componentes não humanos e que independem das pessoas. muitas vezes. Um dos sistemas é o “técnico”. o propósito e as necessidades para uma abordagem de sistemas de todos os fenômenos científicos. mas da possibilidade prática da sua aplicabilidade ao mundo real. página 03 Dos proponentes de sistemas. componentes – são todas as atividades que contribuem para a realização dos objetivos do sistema.resultados. recursos – são todos os meios disponíveis para a realização das atividades necessárias no alcance da meta. tecnologia. Associada com as funções de planejamento e controle do sistema está a noção de fluxo de informações sobre os desempenhos do sistema (feedback). o comportamento e o desempenho do sistema sempre resulta da interação de todos os seus elementos. O estabelecimento de metas é uma característica dos sistemas. Usando a visão sistêmica. West Churchman talvez tenha dado uma das mais lógicas explanações. o departamento tende a se afastar da meta global. Churchman deseja incluir funções básicas que são: o planejamento e o controle do sistema. o que é rejeitado por Churchman por causa da natureza transcendental das funções de cada departamento. C. por exemplo: recursos. senão. A utilidade principal da visão sistêmica é considerar as interações. o que constitui a função de controle no seu sentido mais primário. No entanto. Ou seja. Portanto. é fundamental verificar o que ocorreu. não somente do ponto de vista acadêmico. As organizações são tradicionalmente departamentalizadas. burocracia. mudanças são inevitáveis. interdependências e cadeias de efeitos. em resumo: pessoas e comportamento. Boulding destacou cuidadosamente que o propósito da TGS não era estabelecer uma simples teoria geral sobre praticamente todas as coisas que pudesse . pois aprendemos que há uma cadeia de causas e efeitos dentro da qual as ocorrências ou eventos numa parte do sistema provocam efeitos e conseqüências nas outras. Somente dessa forma será possível medir o desempenho do sistema como um todo. tais como pessoas. para alcançar sua meta específica. O outro sistema é o “sistema social”. a organização mostra-se como dois sistemas que se influenciam mutuamente. Qualquer alteração em um componente de qualquer dos sistemas provocará alterações nos demais. que incluem tudo que o sistema pode mudar e usar para sua própria vantagem. ou seja.

O crescimento e a manutenção – essa característica apresenta ambas as tendências de “crescimento” e “manutenção”. comportamento teleológico e autoconsciência. . 3.toda a organização se envolve em um ciclo de eventos que implica entradas. Mais do que isso. transformação e saídas de energia. como a anatomia do universo. equipamentos e produtos/serviços. 2. recursos financeiros. mas também há forças nos sistemas abertos que favorecem a mudança e procuram oportunidade para inovação. sistemas abertos – que são estruturas “auto-mantidas”. etc. Boulding passou a descrever uma hierarquia de sistemas. nível em que começa a diferenciação entre vida e não-vida (como as células orgânicas). Pelo fato da capacidade de processamento de informação de qualquer sistema ser limitada.O ciclo de eventos .substituir as teorias específicas de disciplinas particulares. página 05 Características dos Sistemas Abertos Podem ser identificadas diversas características das organizações como sistemas abertos. seu propósito era estabelecer um meio adequado e justo entre “o específico. que também apresentam estrutura e relacionamento sistemáticos. materiais. sistemas animais – caracterizados pelo aumento. a seguir: sistemas de estrutura estática – os de níveis mais básicos. sistemas dinâmicos simples – aqueles que já incorporam necessariamente movimentos predeterminados (como os mecanismos de relógios). sistemas sociais – também chamados de sistemas de organizações humanas. que possuem mais “entradas” de energia do que “saídas”. para a armazenagem e interpretação das informações e para decidir sobre as respostas para as informações analisadas. com autoconsciência e a habilidade para usar a linguagem e os simbolismos no seu processo de comunicação. indo do mais simples ao mais complexo. 4.O processamento da informação . células. a transcrição de imagens em registros históricos. música e poesia. deve absorver.A entropia negativa – característica das organizações como sistemas abertos. absolutos. sistemas transcendentais – aqueles últimos. Isso pode ser entendido nas organizações quando se analisa a lucratividade em longo prazo. com a consideração do conteúdo e significado das mensagens. Para uma empresa de negócios. a energia toma forma de insumos. para sobreviver ou crescer. O termo energia reflete a influência da TGS como concebida nas ciências biológicas e está relacionado com a organização das coisas vivas. sistemas genético-sociais – aqueles tipificados pelas plantas. inevitáveis e irreconhecíveis. que não tem conteúdo”. os sistemas devem ter processos de codificação que selecionam as informações entrantes. sistemas cibernéticos – os que se caracterizam por mecanismos automáticos de controle de feedback (como os termostatos). Aqui serão abordadas cinco das principais características: 1. a natureza e dimensões dos sistemas de valores. e a complexa gama de emoções humanas. há forças nos sistemas que favorecem a estabilidade e resistem à mudança.é essa característica que processa quais informações serão permitidas dentro do sistema. isto é. que apresentam divisão de trabalho entre as partes. as simbolizações da arte. mais energia do que liberar. porque um sistema aberto. renovação e crescimento. também chamados de níveis de armação (estruturação). que não tem significação. sistemas humanos – os indivíduos considerados como sistemas. recursos humanos. e o geral. mobilidade. O sistema aberto está em contínua interação com o seu ambiente e alcança um “estado estável” ou “equilíbrio dinâmico”. classificados em nove níveis de sistemas.

Isso poderia ser denominado de Sinergia. A base do seu conceito é que um organismo vivo não é um conglomerado de elementos separados. Além do mais. Enfim. Entender que mudanças em uma parte do sistema resulta. As organizações de negócios são sistemas construídos pelos indivíduos em interação com o ambiente. fornecedores. cliente. consumidores. tanto na organização como dos indivíduos delas participantes. A Teoria de Sistemas nas Organizações Bertalanffy deu ênfase na parte da TGS que denominou sistemas abertos. Portanto.Eqüifinalidade . governo e outras entidades.exercícios de auto-avaliação . aula 10 . A visão sistêmica acredita que o desempenho de uma organização é produto da interação mais do que da soma de suas partes. concorrente.enquanto mantém a capacidade de trabalho ou a energia de transformação atuante. Acesso pelo menu "Avaliação". é possível pela ação de duas ou mais partes. as organizações de negócios são sistemas de partes inter-relacionadas que trabalham em união para alcançar um determinado número de metas.Visão Contingencial aula gravada em áudio . possuindo organização e totalidade. alcançar o efeito que qualquer das partes sozinhas não seria capaz. a soma dos benefícios das operações combinadas de uma organização é maior do que se as operações fossem realizadas separadamente. se o sistema dentro do qual os administradores tomam decisões pode ser provido de uma estrutura de trabalho clara e objetiva. então as decisões podem ser tomadas de maneira mais fácil. assim. por exemplo. Gestão . Por exemplo. mas um sistema definido. em Avaliações. organizações de mão-de-obra. página 06 5.Módulo I Aula 9 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. a Teoria dos Sistemas fornece ferramentas para que se possa analisar e avaliar organizações. destaca a flexibilidade na seleção dos meios que serão utilizados para alcançar os fins. normalmente. em mudanças em outras partes do sistema é fundamental para os agentes de transformação tomarem decisões estratégicas dentro das organizações. além de criar uma relação das metas com os métodos. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema.define que um sistema aberto pode alcançar o mesmo estado final a partir de diferentes condições iniciais e por meio de uma variedade de caminhos. conclusão Conclusão A Teoria dos Sistemas nas organizações tem a intenção de desenvolver um ambiente objetivo e compreensível para a tomada de decisão.

Os resultados das pesquisas conduziram a uma nova concepção de organização: a estrutura da organização e o seu funcionamento são dependentes da interface com o ambiente externo. Essas pesquisas revelaram que a teoria administrativa disponível era insuficiente para explicar os mecanismos de ajustamento das organizações aos seus ambientes de maneira proativa e dinâmica. e. Woodward. Até então. relativista e situacional. que pode afetar seriamente o trabalho de uma empresa. mas não certo. Os produtos eram impossíveis ou difíceis de estocar ou a capacidade de estocagem era muito limitada. 2. É a mais recente das teorias administrativas e marca um passo além da Teoria dos Sistemas. é a melhor solução para o problema específico. 3. Por causa da necessidade de flexibilidade. no mínimo. a qual era a função mais importante. A tecnologia era reconhecida somente como um conjunto de condições limitantes. Burns e Stalker. A pesquisa e o desenvolvimento eram a segunda atividade mais crítica. ou uma combinação entre elas. 100 empregados. A primeira fase da fabricação era o desenvolvimento do produto. avaliação e recomendação de uma solução potencial para resolver o problema gerencial. O fluxo de . O conhecimento do ambiente passou a ser vital para a compreensão dos mecanismos organizacionais. uma estrutura orgânica. mas. guerra. Ela se distingue por ser uma metodologia de solução de problemas que começa com uma análise e termina com a criação. A Teoria da Contingência surgiu a partir de várias pesquisas feitas para verificar os modelos de estruturas organizacionais mais eficazes em determinados tipos de empresas. como greve.eram também necessários uma integração mais próxima e contatos pessoais freqüentes. Verificaram que não há um único e melhor jeito de organizar. depois.VISÃO CONTINGENCIAL Uma contingência é um evento futuro provável. página 02 Origem Os Estudos de Woodward Joan Woodward. isto é. tendo somente o marketing como primeira atividade. a estrutura depende do ambiente no qual a organização opera. O estudo de Woodward contemplou cerca de 100 empresas britânicas com. Uma tensão maior era colocada sobre os especialistas técnicos e sobre a qualidade e eficiência do produto. o que significa que um administrador pode fazer uso das técnicas gerenciais de outras abordagens da Administração quando a aplicação dessas várias técnicas. pelo marketing. A Teoria Contingencial é eclética e interativa. seguida da produção. dependendo das circunstâncias. Verificou-se que as características das organizações são decorrentes do que existe fora delas: seu ambiente.unitário e de pequenos lotes – a produção era baseada nos pedidos da empresa. podendo suceder ou não. socióloga industrial. dentro da teoria das organizações. ao mesmo tempo. inglesa. dirigiu um estudo de pesquisa que provou ser uma das mais significativas rupturas. A organização formal era vista como uma estrutura e possivelmente um grupo de processos. Ela considerou a tecnologia como responsável por um papel tão ou mais importante do que aquele da estrutura e dos processos na organização interna. É algo que pode ser tanto incerto quanto eventual. Lawrence e Lorsch a respeito das organizações e seus ambientes. Suas origens remontam às pesquisas de Chandler. mudanças de preços ou da política governamental.grande quantidade e produção em massa – os programas de produção não eram diretamente dependentes dos pedidos da empresa. a maioria dos teóricos organizacionais tinha ignorado o papel da tecnologia.processo contínuo – a importância de manter um mercado significava que o marketing era a atividade central e crítica. As empresas foram classificadas de acordo com três tipos distintos de sistemas de produção: 1.

Numa organização de tipo não-rotineiro existe alto nível de discrição e o poder está distribuído entre os níveis tecnológicos e supervisionais. Stalker. Esse modelo se parece com uma estrutura orgânica.Tecnologia e Estrutura Charles Perrow.a extensão para a qual a tecnologia pode ser analisada. um teórico de organizações. sociólogo. não pode ser considerada uma validação da teoria tecnológica. . Essa configuração aborda uma estrutura burocrática. chamando a atenção para duas dimensões importantes da tecnologia: . com treinamento em sociologia. que pode ser conscientemente planejada para tornar a produção de grande quantidade e em massa. página 04 Burns e Stalker Para Tom Burns. A análise da tecnologia se refere à medida que as atividades são desmembradas. as empresas seguem dois tipos básicos de procedimentos organizacionais. e George M. que. expandiu os estudos de Woodward. A ênfase no conhecimento técnico era mais sobre como os produtos poderiam ser usados do que como eles poderiam ser feitos. bem como à extensão em que os problemas podem ser resolvidos de maneira conhecida ou pelo uso de procedimentos de rotina. . resultando ou em um sistema mecânico. mas o poder do nível gerencial médio é alto. A hierarquia de comando é bem definida. Perrow sugere que a classificação das organizações pela sua tecnologia e previsibilidade das tarefas do trabalho conduzirá a uma predição da forma de estrutura mais eficaz e conveniente. o que pode ocorrer de modo espontâneo em muitos casos. também chamada de determinismo tecnológico. a coordenação é realizada por meio do feedback e existe alta interdependência do grupo. embora importante. a coordenação é baseada em planejamento e é provável haver pouca interdependência entre os dois grupos. representa interpretações posteriores à pesquisa. Com tecnologia não-rotineira existe grande número de casos excepcionais envolvendo dificuldades e variada solução de problemas.produção era diretamente determinado pela situação do mercado. como vimos na aula 5. O sucesso é função de uma adequada adaptação tecnologia-estrutura. assim como as obrigações. página 03 A teoria de Woodward. O sucesso nos processos de produção intermediários da tecnologia está associado com um sistema mecanístico. Na organização de tipo rotineiro há um mínimo de critério tanto nos níveis tecnológicos quanto nos níveis supervisionais. A combinação das duas dimensões propicia um continuum de tecnologia rotineira e não-rotineira. Sistema mecânico: é aquele no qual as especialidades funcionais têm uma classificação rígida. A hipótese básica da teoria de Woodward é que as empresas que mais se aproximam da estrutura adequada para suas tecnologias deveriam ser as de maior sucesso. as diversas responsabilidades e o poder.a extensão para qual a tarefa do trabalho é previsível ou variável. O trabalho de Perrow . sustentando um fluxo de comunicação que transmite informações de baixo para cima e ordens de cima para baixo. A variabilidade se refere ao número de casos excepcionais ou imprevisíveis e à extensão em que os problemas são conhecidos. ou em um sistema orgânico. A classificação de cada tipo de tecnologia se refere a uma estrutura particular de organização. ambos ingleses. psicólogo.

buscando dados que permitissem generalizações. página 05 Alfred Chandler publicou. estrutura pode ser definida como o desenho da organização através do qual o empreendimento é administrado. Para Chandler. os resultados de uma pesquisa sobre inovação organizacional. em 1962. Uma organização. Segundo os resultados dessa pesquisa. Na prática. sendo as atribuições de obrigações. o fluxo de dados e informações através das linhas de autoridade e comunicações. “a tese deduzida das várias proposições é que a estrutura segue a estratégia e que o mais complexo tipo de estrutura é o resultado da concatenação de várias estratégias básicas”. Esse desenho tem dois aspectos: o primeiro são as linhas de autoridades e comunicação. as organizações costumam adotar sistemas que se situam em algum ponto da escala formada por ambos. A estratégia envolve ações em resposta . Como as empresas estão sujeitas às mudanças ambientais. com sistema mecânico. General Motors. responsabilidades e poderes mais adaptáveis. devem estar preparadas para se adaptar a elas. Standard Oil Company de New York e Sears Roebuck and Company.Sistema orgânico: apresenta maior flexibilidade. o segundo. realizada em quatro empresas americanas: DuPont. já uma organização com sistema orgânico se mostra mais flexível a novas situações ambientais. pode ser adequada a situações ambientais estáveis. transmitindo consultas de cima para baixo e de baixo para cima. A comunicação tende a ser um fluxo de mão dupla.

integrando conceitos de várias teorias administrativas e podendo ser considerada mais como uma visão de mundo do que como um modelo em si. não há novidade na visão contingencial. as indústrias com elevado desempenho apresentam melhor ajustamento às necessidades do ambiente. que. visto que até Fayol já previa que os princípios deveriam ser aplicados com flexibilidade. Já os defensores da visão contingencial defendem justamente que o alerta de Fayol e outros foram ignorados: buscou-se estabelecer princípios universais que pudessem ser aplicados sem a dimensão situacional e que. Os autores concluíram que os problemas básicos dos administradores são a diferenciação e a integração. que focalizavam a melhor maneira de organizar as empresas sem levar em conta o ambiente e as condições externas. diferenciam-se em partes e o funcionamento dessas partes separadas tem de ser integrado para que o sistema inteiro seja viável. a visão contingencial mostra que. é a estrutura do negócio que se adapta para atender à estratégia que é determinada pelas demandas de mercado. Analisando a partir de uma visão contingencial. ao contrário . que é uma teoria eclética e bastante interativa. de fato. conclusão Conclusão Vimos que a Teoria Contingencial age conforme as necessidades ambientais. por sua vez. Ao invés de teorias antagônicas. a Teoria Contingencial é vista como eclética. que. página 06 Baseado nesses resultados. na medida em que os sistemas crescem de tamanho. nem se desenvolveu a ponto de poder ser considerada uma nova teoria. Segundo Ferreira. escolha a opção Mensagem na Plataforma de Educação a Distância do ILB. apesar das críticas. na verdade. portanto.às demandas e fontes de suprimentos variáveis. processos essencialmente antagônicos. Alguns críticos argumentam que a visão contingencial nem incorpora todos os aspectos da Teoria de Sistemas. reveja suas anotações pessoais e releia o Módulo I. Com isso os administradores terão maior probabilidade de manter a viabilidade de suas empresas frente à constante transformação da tecnologia e do mercado. Caso não esteja seguro com relação ao domínio do conteúdo. pesquisaram a relação entre as características estruturais das organizações complexas e as condições do ambiente que essas organizações enfrentam. Para eles. por meio do Menu Comunicação. As decisões tomadas são previamente confrontadas com as mudanças ocorridas no ambiente no qual a empresa encontra-se inserida. A questão básica do estudo foi: “o que a organização faz para lidar com as diversas condições econômicas e de mercado?” Essa questão era muito diferente dos estudos empresariais da época. comparando dez empresas de três diferentes setores industriais. os autores criaram a Teoria da Contingência na empresa. novos desenvolvimentos tecnológicos e ação dos competidores. o ambiente é de extrema importância para a compreensão dos mecanismos organizacionais. Assim. Sua mensagem básica é que nada é absoluto. existe um continuum entre teorias aparentemente posicionadas em extremos opostos. Você deve consultar o seu Professor-Tutor em caso de dúvidas. Acredita-se. não necessariamente levariam aos resultados almejados. Argumentam que. condições econômicas flutuantes. Os Estudos de Lawrence e Lorsch Paul Lawrence e Jay Lorsch. propõe que a empresa deve se concentrar na análise sistemática dos requisitos do ambiente e relacioná-los com as características exigidas da organização. professores da Harvard Business School. em lugar de propor um único e melhor modo de organizar-se em quaisquer condições. definirá o grau requerido de diferenciação nos departamentos e de integração interdepartamental. Segundo a pesquisa. que serão determinados de acordo com as exigências de seu respectivo ambiente.

Espera-se que o aluno demonstre capacidade de análise e domínio dos temas estudados.As Reformas Administrativas aula 03 . O acesso é pelo menu Avaliação. Para visualizar a correção.Foco na Prática do Planejamento Estratégico Público aula 07 . Gestão .Estratégia sob a visão de Michael Porter aula 05 . Lembre-se de que caso seja necessário.de muitas que vimos nas aulas anteriores. A princípio.Evolução do Estado aula 02 .As transformações na Administração Pública com foco no legislativo aula 01 .Megatendências Futuras aula 08 . que possuem a estagnação como característica. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. clique na atividade pretendida no painel de desempenho. caso em que ele enviará uma mensagem orientando-o nesse sentido.Evolução do Estado aula gravada em áudio EVOLUÇÃO DO ESTADO Origem Para entender a evolução do Estado.Uma Nova Geração de Transformaçãoes da Gestão Pública aula 10 . o Professor-Tutor pode solicitar que você reformule sua resposta.exercícios de auto-avaliação . Avaliação Final de Módulo I Avaliação de módulo – São exercícios subjetivos. outra relativa aos motivos . duas questões se apresentam: uma a respeito da época do surgimento do Estado. Modulo II Módulo II aula 01 . botão Avaliações. Acesso pelo menu "Avaliação".Estratégia sob a visão de Henri Mintzberg aula 06 . é necessário procurar entender a origem do Estado.Módulo I Aula 10 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos.Modernização da Administração Pública aula 04 . disponíveis ao final de cada módulo. que serão corrigidos pelos tutores.Gestão Pública para o Desenvolvimento com Inclusão Social aula 09 .

Dalmo Dallari consegue inserir no seu conceito todas as características do que é entendido modernamente como Estado. Em caso de dúvidas. De qualquer forma. A terceira posição é a dos estudiosos que só admitem o conceito de Estado para sociedades dotadas de certas características bem definidas. no entanto. a crença de que foi a vontade de alguns homens. encontrar um conceito que possa satisfazer todas as necessidades de entendimento de um instituto tão complexo quanto a sua forma e natureza. sem dúvida. o conjunto dos habitantes . desde que o homem vive sobre a terra. no Livro II de “A República”. existem também inúmeras teorias. Robert Filmer defendeu a explicação de que cada família primitiva se ampliou e deu origem a um Estado. quando.. senão impossível. “estar firme”. e também as que sustentam a formação contratual dos Estados. Uma segunda corrente de autores admite que o estado surge para atender às conveniências de grupos sociais. o Estado. As mais importantes são as que afirmam a formação natural ou espontânea. quando esses associados e auxiliares se reúnem numa só habitação. página 02 Formação Sob o aspecto dos motivos ou causas do aparecimento do Estado. cada um vai recorrendo à ajuda deste para tal fim e daquele para tal outro. em comum. Para alguns estudiosos. disse que o Estado é “a ordem jurídica soberana que tem por fim o bem comum de um povo situado em determinado território”. não por um ato puramente voluntário. mas todos nós precisamos de muitas coisas”. aparece pela primeira vez na obra “O Príncipe”. existem inúmeras teorias.que determinaram ou determinam o surgimento do Estado. de maneira sintética e abrangente. origem em causas econômicas ou patrimoniais . de violência ou de conquista . dificulta qualquer tentativa de enquadramento simplista e redutor. assim como a própria sociedade. No que se refere às causas que determinam o aparecimento do Estado. Ele está à sua disposição e pode ajudá-lo. que levou à criação do Estado. mas tendo todas em comum a afirmação de que o Estado se formou naturalmente. como a soberania. existiu sempre. Dalmo de Abreu Dallari.há quem afirme que essa tenha sido a origem indicada por Platão. ou de todos os homens. Dessa forma. escrito em 1513. Sob a perspectiva da época do aparecimento do Estado. três correntes prevalecem. e. as teorias não-contratualistas mais expressivas são: origem familial ou patriarcal . ninguém basta a si mesmo. do latim. como temos muitas necessidades e fazem-se mister numerosas pessoas para supri-las.. o que só ocorre a partir do século XVII. significando situação permanente de convivência e ligada à sociedade política.sustentam que a superioridade de força de um grupo social permitiu-lhe submeter um grupo mais fraco. ele acha-se integrado em uma organização social. Conceito O conceito de Estado pode ser abordado sob inúmeras perspectivas doutrinárias e é muito difícil. A palavra “Estado” pode ser utilizada em inúmeras oportunidades. nascendo o Estado dessa união de dominantes e dominados. não havendo entre elas uma coincidência quanto à causa. como Eduardo Meyer. assim se expressa: “ Um Estado nasce das necessidades dos homens. origem em atos de força. A denominação “Estado”. o que. apresentando. o Estado vai sendo formado conforme as condições concretas de cada lugar. nos “Diálogos”.o núcleo social fundamental situa-se na família. E em seguida: “. de Maquiavel. contate o seu tutor por meio da Plataforma de Educação a Distância do ILB (menu "Comunicação" . ou seja."Mensagem") ou por e-mail.

em todas as sociedade humanas. Engels expõe claramente essa opinião. a “polis” como a sociedade política de maior expressão. A noção de auto-suficiência. O Estado Medieval é marcado pela universalização do Cristianismo. genericamente o Estado Grego tem características comuns fundamentais entre todos os povos helênicos. mesmo que somente membros da elite. e a posição do indivíduo nas decisões do Estado. surge a idéia do Estado Universal. Com relação ao Estado Grego. a idéia de integração de uma sociedade política. Uma seqüência bastante aceita é a seguinte: Estado Antigo. o Estado teria sido formado para se aproveitar os benefícios da divisão do trabalho. Evolução do Estado Com relação à verificação da evolução do Estado. O caminho do Estado Romano no sentido de realizar a integração dos povos conquistados representou um avanço na construção da visão política moderna. uma potencialidade.C. as invasões dos bárbaros e o feudalismo. Em uma de suas principais obras.de acordo com essa teoria. portanto. representam o que podemos chamar de governo democrático. Desse modo. página 04 O Estado Romano. da Propriedade Privada e do Estado”. Não há. conseguiu com um só ato ser político (unificou o Império). Quando o Imperador Romano Caracala. as invasões dos povos bárbaros introduziram novos costumes e possibilitaram o surgimento de inúmeros Estados. Os Estados do Vaticano e Israel são exemplos de criação atípicas de novos Estados. é certamente uma marca do Estado Grego. o motivo econômico. é praticamente impossível desvincular a relação entre o Estado e a divindade. Estado Medieval e Estado Moderno. levando à sua constituição. integrando-se as diferentes atividades profissionais e caracterizando-se. a influência de fatores externos à sociedade. Outra característica dessa forma de Estado é a confusão entre família. Com o Cristianismo. prescindem dele enquanto se mantêm simples e pouco desenvolvidas. as quais. é fundamental uma observação histórica das formas que o Estado tem adotado através dos tempos. em 212 D. Ele afirma que o Estado “é um produto da sociedade. A África é um bom exemplo da primeira situação. Entre as teorias que sustentam a origem do Estado por motivos econômicos. ou seja. todavia. O conceito de cidade-Estado. religioso (aumentou os adoradores dos deuses de Roma). Desse . concedeu a naturalização de todos os povos do Império. firma-se a unidade da Igreja e. página 03 origem no desenvolvimento interno da sociedade . adotar uma seqüência cronológica é senso comum entre os estudiosos. cujo principal representante é Robert Lowie. existem ainda dois processos típicos e opostos que dão origem a novos Estados: o fracionamento e a união de novos Estados. organização econômica e política e o próprio Estado. Estado Grego. Sob essa perspectiva. Modernamente. Assim. o Estado é um germe. nem de interesse de indivíduos ou de grupos. Como as ambições eram de que toda a Humanidade se tornasse cristã. a de maior repercussão prática foi e continua sendo a de Marx e Engels. O Estado Antigo. assim. além de negar que o Estado tenha nascido com a sociedade. Os preceitos de cidade-Estado também estão presentes no Estado Romano. onde ocorreram desmembramentos e a conseqüente criação de vários Estados. fiscal (obrigou todos a pagar impostos) e social (facilitou as decisões judiciais). conseguiu manter peculiaridades importantes como a base familiar da organização. quando esta chega a determinado grau de desenvolvimento”. Mas aquelas sociedades que atingem maior grau de desenvolvimento e alcançam uma forma complexa têm absoluta necessidade do Estado. Estado Romano. conseqüentemente. a autarquia. Oriental ou Teocrático são as formas de Estado mais remotas e têm duas marcas fundamentais: a natureza unitária e a religiosidade. No entanto. religião. “A Origem da Família.recebe o nome de cidade ou Estado”. embora se possa discutir sua unidade em função das diferenças entre Atenas e Esparta. mas é o próprio desenvolvimento espontâneo da sociedade que dá origem ao Estado. mesmo passando por inúmeras transformações e com características de Império.

sistemas de pessoal e programas locais de mudança.organização e estrutura da máquina governamental. dentro de uma precisa delimitação territorial. o território. As reformas administrativas são os esforços que têm como propósito induzir mudanças fundamentais nos sistemas de Administração Pública. pelo menos. de medidas que visem à melhoria de um ou mais de seus elementos-chave. conclusão Conclusão Vimos nessa aula que mesmo com as etapas evolutivas pelas quais o Estado passou. Gestão . De maneira geral. já que nenhuma sociedade pode prescindir dessas ordens para sobreviver.conflito e do fortalecimento do feudalismo. o Estado Moderno. revisão e reforma de acertos estruturais do serviço público e importantes reformas constitucionais do Estado. . Dessa forma as características aceitas como componentes do conceito moderno de Estado são: a soberania. bem como a enorme instabilidade política. um retorno à antiga aspiração de unidade do Estado Romano. É impressionante como a expressão “reformas administrativas” tem sido subdividida e ampliada de forma que o espaço resultante inclua procedimentos administrativos específicos. pessoais e processos. econômica e religiosa deles decorrentes. aula 02 . na verdade. Evidentemente. Vamos verificar algumas áreas importantes que foram incluídas no significado de reforma administrativa: 1. É justamente este o assunto que iremos desenvolver a seguir. a busca de um poder soberano reconhecido e aceito por todos. Ou seja. O Estado Moderno é.As Reformas Administrativas aula gravada em áudio REFORMAS ADMINISTRATIVAS Vamos iniciar este capítulo com uma breve definição do que se tratam as reformas administrativas. mas o estudo aprofundado das questões do Estado e sua evolução certamente implicam análises muito mais complexas e particulares. na busca pela soberania. as noções de ordem política e jurídica são implícitas ao conceito. não deixa de ser um reflexo do Estado Romano. com a valorização da posse da terra e da organização militar e patrimonial. sob a óptica do Ocidente. realize as atividades localizadas no menu lateral: "Avaliação".Módulo II Aula 1 Para efeito de sua própria autoavaliação. social. pode-se entender a evolução do estado baseado nessas premissas históricas e conceituais. é natural entender a necessidade de ordem e autoridade que possibilitam a evolução para o Estado Moderno. Vale citar que há uma nítida falta de critério bem estabelecido do que diferencia a reforma administrativa da modernização administrativa. como estruturas administrativas. em Avaliações. o povo e a finalidade. mediante reformas de todo o sistema ou.exercícios de autoavaliação .

mostrou-se uma opção superior ao patrimonialismo. que surgiram no século XIX. resultou em incompatibilidade com o capitalismo industrial e as democracias parlamentares. 6. profissionalismo. nem boa qualidade. e não no de resultados (eficácia). caro e ineficiente. Da Administração Pública burocrática à gerencial A Administração Pública burocrática apareceu para substituir a Administração patrimonialista. o que exigiu a formação de um Estado mais eficiente e competitivo. eficiência e qualidade.execução de programas. pois. Quem imaginaria que os órgãos públicos contratariam empresas de consultoria para tentarem atingir um modelo de gestão eficaz? Pois é. dentre outras. o patrimônio público e o privado eram confundidos. desburocratização. Os primeiros são. garantir a propriedade e os contratos.elaboração de orçamento público e administração financeira. cuja função era. 3. que era bastante precária no modelo anterior. atingidos pelas reformas e podem apresentar resistências a elas. Podemos afirmar que essa situação não era grave enquanto prevalecia um Estado pequeno. pois não garantia rapidez. Porém. Essa característica. Segundo alguns historiadores. e o custo dos serviços prestados ao público não era baixo. a Administração Pública encontra-se hoje em um contexto “revolucionário”. Porém. atendimento de reclamações. a qual predominou durante as monarquias absolutas. Reformas bem elaboradas devem conter promessas de benefícios potenciais para todos os servidores do quadro.preservação e manutenção do capital público. 7. Seu foco concentra-se no controle de procedimentos (eficiência). No patrimonialismo. principalmente. e era comum a prática deliberada de nepotismo e de troca de favores. Na realidade esse modelo administrativo é lento. 8. em sua maioria.práticas de gestão Pública – O&M. página 02 Estratégia de implementação da reforma Os dois lados devem ser levados em consideração. isso tem acontecido bastante. empowerment . com o passar dos tempos. Os funcionários/empregados também precisam ser convencidos da necessidade das reformas. Sendo assim. é muito importante acentuar que as reformas na Administração Pública não buscam acabar com o corpo burocrático. Por essa razão. 5. serviços públicos voltados para o consumidor. a qual é comum no ser humano quando o assunto é mudança. são necessários servidores públicos que conduzam o novo “arcabouço” de regras. etc. A Administração Pública burocrática foi adotada para proporcionar um maior controle da coisa pública. anti-corrupção. verificou-se que a administração burocrática também não proporcionou a eficiência desejada. pois isso reduz a resistência. Por que revolucionário? Imagino que você tenha percebido que novos conceitos estão ocupando o lugar dos antigos – downsizing.2.ética Pública: honestidade. após as mudanças. 4. qualidade total. pagamento por desempenho. o atendimento das demandas dos cidadãos ficou relegado em segundo plano. os servidores e os funcionários/empregados.formulação de políticas Públicas. .participação do público: voluntarismo.

1. por uma série de fatores. no momento em que o Estado se transformou em um grande Estado social e econômico do século XX. dimensão cultural e uma dimensão gestão. assumindo uma variação de serviços sociais e de papéis econômicos. não de um estadista. infelizmente.Dimensão gestão: Por que considerá-la a mais complexa? Trata-se de colocar em prática as novas idéias gerenciais e oferecer à comunidade um serviço público mais barato. a necessidade de uma Administração Pública voltada para a eficiência gerencial decorre de situações advindas não só do crescimento da nação como um todo. Logo. O que Tancredo quis dizer? Bem. E é justamente isso que estamos buscando. e a crise política do regime militar dos anos 70 agravou ainda mais a situação da Administração Pública.Dimensão cultural: significa sepultar o patrimonialismo e passar por uma transição burocrática – gerencial. Vale lembrar que o nosso direito tem origem romana e napoleônica e. mas também da ausência de legitimação da burocracia perante as demandas da sociedade. por isso. pois assim o Estado iria modificar a sua concepção de cidadão – usuário. . que o problema brasileiro é essencialmente gerencial. página 04 Que tal fazermos uma breve retrospectiva? Um dia Tancredo Neves afirmara que o Brasil necessitava. 2. passando a enxergar o cidadão–cliente e a trabalhar para o seu bem-estar. O debate ocorrido em 1995 sobre a reforma constitucional do capítulo de Administração Pública foi um processo de mudança cultural. qualquer reforma do Estado implica em uma vasta modificação do sistema legal. o problema da eficiência tornou-se essencial. mas de um gerente de ótima qualidade. A primeira tentativa de reforma gerencial da Administração Pública aconteceu no final dos anos 60.Dimensão institucional – legal: é através da qual as leis são alteradas e as instituições são criadas ou modificadas. fracassou. mediante o Decreto – Lei 200/1967.página 03 Porém. Dimensões da reforma A reforma administrativa possui três dimensões: dimensão institucional – legal. Foi uma tentativa de superar a rigidez burocrática. com um melhor controle e uma melhor qualidade. Porém. 3.

1998. Fazenda e Planejamento e no Ministério da Infra-Estrutura. figura com algum destaque a Emenda Constitucional no 19/1998. p. com foco em setores públicos específicos.Reforma Administrativa no Governo Collor “A Reforma Administrativa aqui seguiu a mesma linha de um programa de governo que contemplava medidas de ajuste econômico. E como era de se esperar. como é o caso da previdência pública. Como todos sabemos. desregulamentação. abertura e alegada modernidade. além da promoção da qualidade no serviço público. ao longo dos anos.87). Essa grande reforma foi aprovada no Congresso Nacional em 1998. Dentre os novos instrumentos normativos introduzidos na legislação brasileira. Reforma Administrativa no Governo Fernando Henrique Cardoso Com a posse do presidente FHC a reforma administrativa voltou a ser discutida. em lugar de concentrar seus esforços no controle de procedimentos. sob a responsabilidade do Ministro Luiz Carlos Bresser Pereira. a Reforma previa a dispensa de 360 mil servidores públicos“ (Pereira. De início. nos resultados e no cidadão-cliente. a modernização da gestão. com alterações menos amplas. Não há como imaginar uma reforma administrativa que venha a atender as demandas atuais e futuras da sociedade. a qual será constituída de reformas administrativas. Collor foi associado a diversas denúncias e acabou sendo vítima do impeachment. desestatização. que tentou transferir o foco da Administração Pública para os resultados de sua gestão. etc. e ao seu lado deverá caminhar a evolução da Administração Pública. Foi criado o Ministério da Administração Federal e Reforma do Estado. conclusão Conclusão O processo de reforma administrativa pode ser entendido como uma atividade contínua do Estado. que formulou as políticas e diretrizes para a reforma do Estado e a administrativa. Cláudia. com foco na otimização gerencial. a tal reforma não vingou. e o processo vem tendo continuidade. . da legislação relativa ao controle da coisa pública. Depois surgiu o “arrocho salarial” e a estrutura administrativa concentrada no Ministério da Economia. A evolução do Estado e da sociedade é inevitável.

Modelos da Nova Administração Pública Podemos verificar quatro modelos decorrentes da modernização da Administração Pública.exercícios de autoavaliação . com as reestruturações feitas em diversas unidades do serviço público. em essência. fala-se muito em "Nova Administração Pública".Módulo II Aula 2 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. de 4/6/1998). representam uma tentativa inicial de construir uma tipologia de modelos ideais da nova Administração Pública. da terceirização e também oferecer incentivos mais fortes e concretos para o desempenho. o que seria a “modernização da Administração Pública”? Podemos afirmar ser um sistema de pensamento ideológico caracterizado pela importação de idéias geradas em áreas do setor privado para dentro das organizações do setor público. Acesso pelo menu "Avaliação". . mediante o desmantelamento dos sistemas de corrupção e cartelização. aula 03 . O aparecimento do movimento da moderna Administração Pública pode ser analisado como exemplo de um processo mais abrangente. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. em meio ao debate jurídico e político. embora expressa de uma nova maneira. Desde a aprovação da Emenda Constitucional da "Reforma Administrativa" (EC nº 19.Modernização da Administração Pública aula gravada em áudio MODERNIZAÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Podemos afirmar que. que também recebeu. a administradores profissionais ou a intelectuais da área organizacional. muitos concordam que a nova Administração Pública deve ser encarada como uma importante e significativa ruptura nos padrões da Administração do setor público. Porém foi vista por outros como uma Administração híbrida. no qual um conjunto de princípios administrativos surgem e desaparecem. a alcunha de "Administração Gerencial". A modernização da Administração Pública tende a ser vista por alguns críticos como uma ideologia com base no mercado. então.Gestão . Modelo 1: o impulso para a eficiência Foi o primeiro modelo a representar uma tentativa de tornar o setor público mais parecido com a iniciativa privada. do downsizing (redução da diferenciação vertical e de quadros) e finalmente. página 02 Correto. No entanto. Os conjuntos de pensamentos contêm elementos tanto descritivos como normativos. Como poderíamos resumir. em Avaliações. mas como isso seria feito? Uma solução bem aceita é a de eliminar o “desperdício” do governo. a introdução de regulamentos externos. podendo estar associados a componentes sociais. um grande fenômeno chamado “moderna Administração Pública” surgiu. com um foco contínuo nos valores fundamentais do serviço público. que.

• confiança na opinião do usuário. Para alguns críticos. 1999. . o modelo é inadequado. • abordagem voltada para o valor. a revitalização dos administradores do setor público por meio do delineamento de uma missão de serviço público diferente. página 03 Modelo 3: em busca da excelência O modelo 3 está mais associado à corrente da “excelência”. ritos e símbolos no modo como você e seus colegas se comportam no ambiente de trabalho. porém baseada na missão de alcançar a excelência dos serviços públicos. • Alianças estratégicas entre organizações. 33). As características citadas acima são vistas como normais tanto no setor privado como no público. • Mudança da gestão hierárquica para a gestão por contrato. o aumento da terceirização e a separação entre um pequeno núcleo estratégico e uma grande periferia operacional. o abandono do alto grau de padronização. Podemos observar que o modelo 3 demonstra um forte interesse na maneira como as organizações administram a mudança e a inovação.nas formas carismáticas de liderança em lugar das formas transacionais.orientado por noções rudimentares de eficiência. Vamos relacionar alguns elementos – chave para que você possa compreender um pouco mais sobre o modelo 2. Ou seja. cultura. enfatiza o papel dos valores. mas compatível com as noções adquiridas sobre Administração de alta qualidade derivadas de práticas bem–sucedidas no setor privado” (Ferlie. Falaremos sobre isso no capítulo referente à Gestão de Pessoas. • Estruturas organizacionais mais horizontalizadas. Tal modelo foi importado da Administração do setor privado e não considerou as características distintas das organizações do setor público. o aumento da descentralização da responsabilidade estratégica e orçamentária. Tende a rejeitar a abordagem racional – vista no modelo 1 – e. “Representa a fusão de idéias de gestão dos setores público e privado. Esse modelo é considerado o menos desenvolvido e que necessita demonstrar toda a sua capacidade e potencial. tem a sua grande ênfase na importância da cultura organizacional. Vejamos algumas características desse modelo: • grande preocupação com a qualidade do serviço. Esse modelo busca uma maior flexibilidade organizacional. esbanjador. excessivamente burocrático e com um nível de desempenho muito baixo. Modelo 2: downsizing e descentralização. • Redução na folha de pagamento. Esse modelo diagnosticou o setor público como arrogante. • conceito de cidadania. Modelo 4: orientação para o serviço público. pg. Na Administração Pública existe uma tendência de utilizar os instrumentos da Administração privada sem uma visão crítica de sua real validade. ao contrário deste.

não são indicados para a Administração Pública. portanto. Gestão . Procure saná-las logo que apareçam. é um processo inevitável no desenvolvimento do setor governamental. conhecendo os princípios administrativos voltados à eficiência gerencial. entretanto. Acesso pelo menu "Avaliação". definido por seu estatuto. conclusão Conclusão A modernização da Administração Pública. na exata forma em que foram concebidos para a iniciativa privada. examinar e eliminar as deficiências de cada órgão do setor público. bem como de cada regulamento. página 04 Os instrumentos administrativos e as políticas que servem para a empresa global. Entretanto. a simples transposição de um modelo empresarial de Administração à esfera Pública pode gerar conseqüências danosas às instituições governamentais.Módulo II Aula 3 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos.Estratégia sob a visão de Michael Porter aula gravada em áudio .exercícios de autoavaliação . Desse modo. passa por um amplo estudo de toda a máquina do estado. em que se faz necessário conhecer as funções de cada componente da estrutura estatal. será possível identificar. seja ela da nacionalidade que for.É necessário desmistificar esses modismos da Administração do setor privado como se fossem remédios indicados para todos os males e idiossincrasias da Administração Pública no Brasil. Sendo assim. norma ou lei aplicada à esfera governamental. Cada órgão da Administração Pública tem um objetivo distinto. a aplicação de um modelo gerencial nesses órgãos deverá passar por adaptações específicas. Não acumule dúvidas. aula 04 . É certo que determinados princípios administrativos se aplicam ao setor público e ao privado com igual eficiência. A busca de um modelo gerencial eficiente. regulamento ou lei que o instituiu. Na fase de concepção de um modelo administrativo para o setor público. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. com base na estrutura da instituição que se quer “modernizar”. há que se identificar as diferenças entre uma e outra instituição. e com foco na atividade fim dessa entidade.

Mas como evitar a armadilha do imediatismo na administração? Como garantir um tempo. Saber utilizar os instrumentos do planejamento de forma coerente. sem enxergar a causa do fogo.de/images/porter1. a evolução e os meios pelos quais as empresas ganham e mantêm a sua vantagem competitiva são pontos fundamentais da competição. lançando alguns desafios para a gestão nas empresas. A estrutura. ajudando-os a atuar de forma a antecipar as mudanças que ocorrem no mercado. considerado uma autoridade mundial em estratégia competitiva. Michael Porter diz que uma empresa sem planejamento pode se transformar em uma folha seca. consultor e professor da Harvard Business School. no corre-corre do dia-a-dia. definiu os fundamentos da competição e da estratégia competitiva e é conhecido por estabelecer a ponte entre a teoria econômica da gestão e a sua prática. É inegável que as empresas que crescem e conseguem competir no mercado possuem algo mais do que sorte e o que determina seu sucesso é a capacidade de se adaptar às mudanças do ambiente. antecipando-se aos seus concorrentes. que se move ao capricho dos ventos da concorrência. o administrador que não exerce a sua função de planejador acaba por se concentrar no planejamento operacional. onde o gestor e sua equipe estabelecem os caminhos para a organização da empresa. as mudanças que estão ocorrendo no contexto competitivo e as que influenciam na prática do planejamento.ephorie. conseguindo transmitir a verdadeira essência da competição. a condução da liderança e o controle das atividades. De fato. mas é importante que os gestores conheçam os elementos do planejamento. agindo como um bombeiro que vive apagando incêndios.ESTRATÉGIA SOB A VISÃO DE MICHAEL PORTER Michael Porter. pode ser uma excelente arma competitiva. suas funções. sendo que a diversificação deve interligar a competição nos negócios individuais. dissecando as fórmulas de negócio para empresas diversificadas. A função do planejamento estratégico O planejamento estratégico constitui uma das mais importantes funções administrativas. para planejamento dentro da empresa? Como definir um planejamento realista diante das mudanças que ocorrem numa velocidade tão grande? As respostas para essas perguntas não são simples e podemos afirmar que o crescimento das organizações está cheio de acidentes e eventos imprevisíveis. Fonte: http://www.gif Porter inicia a sua análise ao nível de uma indústria singular. adaptando-os à realidade da empresa e às suas necessidades. . página 02 O objetivo do planejamento é fornecer aos gestores e suas equipes uma ferramenta de informações para a tomada de decisão.

C. página 03 O diagnóstico estratégico O diagnóstico estratégico é o primeiro passo do planejamento e é nessa etapa que a organização obterá as informações para guiá-la em seu direcionamento estratégico. a empresa. Utilizar os instrumentos do planejamento de forma coerente pode ser uma excelente arma competitiva.Nesta unidade apresentaremos os elementos do ciclo de planejamento e os critérios para a sua definição e utilidade. ou seja. colocados no mercado visando o atendimento de uma determinada necessidade. indiretamente. É com base no diagnóstico estratégico que a empresa irá se antecipar às mudanças e preparar-se para agir em seus ambientes internos e externos. mas uma grande oportunidade para as empresas produtoras de geradores. Fonte: http://www. Pode-se dividir o ambiente organizacional em dois grandes grupos: o macro-ambiente ou ambiente geral e o microambiente ou indústria. que são convertidos em bens e serviços. governamental ou do chamado Terceiro Setor..businessinportugal. O macro-ambiente é composto por variáveis gerais (inflação.com/pt . Por exemplo. devendo estar pronta para captar e atualizar o conhecimento do ambiente e de si própria. quando ocorreu a crise energética no governo de F. ampliando a competitividade nesse setor. uma política governamental que incentive a abertura de mercado em um determinado setor irá provocar o aumento da concorrência. visando identificar e monitorar as variáveis competitivas que afetam sua performance. índices de preços e taxa de desemprego) que influenciam. Análise externa: ambiente geral e o ambiente de negócio Toda organização privada.H. é um sistema aberto em constante interação com o ambiente. página 04 O ambiente geral pode ser um conjunto de aspectos estruturais capazes de influenciar as diferentes empresas que possuem produtos com os mesmos atributos e atuam em determinado país. que necessita de insumos (recursos humanos. A influência desses aspectos pode variar de indústria para indústria. que foi uma ameaça para muitas empresas do setor industrial (que tiveram que diminuir sua capacidade produtiva). agindo sobre o poder de compra dos clientes. recursos financeiros e materiais). razão pela qual entender o ambiente e como ele se organiza torna-se essencial para a gestão das empresas. como. a relação com o meio externo é um fator-chave da própria existência das organizações. Atender essas necessidades produz resultados que alimentam as organizações.

nível educacional. é necessário que o gestor considere as características do micro-ambiente em que sua empresa atua. Para analisar o ambiente geral. avanços tecnológicos e custos envolvidos. • legais: leis. seu tamanho e as condições de competição existentes (demanda. A Coca-Cola.Assim. • o poder de barganha dos fornecedores. é importante que o gestor levante informações sobre os seguintes aspectos: • socioculturais: preferências. • econômicos: juros. cultura. a importância do seu insumo e as vantagens que ele oferece para a empresa cliente. integração das empresas e armas competitivas utilizadas).am. impostos e taxas aplicáveis ao setor. Fonte: http://www. pois ampliaria demais o seu foco competitivo. nível de emprego. definido pelo tamanho do fornecedor. . a maneira como suas variáveis vão impactar na gestão poderá sofrer mudanças de um setor para o outro. para uma pequena fábrica regional de refrigerantes. dependendo do tamanho do mercado e do horizonte que visa a atuar. influências políticas e de demais grupos de interesse. Entretanto. assim como pela reação dos concorrentes existentes. Porter (1989) demonstrou que o estado de competição em uma indústria é sempre formado por cinco forças competitivas: • a rivalidade entre vendedores concorrentes na indústria. talvez não seja interessante ser definida como uma indústria de bebidas. • tecnológicos: pesquisa e desenvolvimento de produtos na área. pois produz também água e sucos. inflação e índices de preços. que é determinada pelo número de concorrentes. • as tentativas que as empresas de outras indústrias fazem no mercado para conquistar os clientes com seus produtos substitutos (todos aqueles de outras indústrias que atendem à mesma necessidade). câmbio. por exemplo. • a potencial de entrada de novos concorrentes. distribuição etária e geográfica da população-alvo da empresa. e esta definição pode ser ou não mais ampla. página 05 Além de analisar o ambiente geral. A indústria é formada por um grupo de empresas com produtos similares que competem entre si. Para ter valor gerencial. atua na indústria de bebidas e não apenas na de refrigerantes. estilo de vida.unisal.br Apesar das diferenças existentes de uma indústria para outra. apesar do ambiente geral se apresentar da mesma forma para todas as empresas. renda. • políticos/governamentais: políticas governamentais de incentivo e/ou restrição. é necessário que a empresa visualize a arena real onde está competindo. que é determinado pela quantidade e intensidade das barreiras à entrada existentes no mercado. tendências populacionais.

Já. onde a formulação e a implementação se tornam indistinguíveis. No processo de top-down (de cima para baixo). ou seja. a alta gerência repassa aos demais níveis o planejamento a ser seguido e praticado como um processo contínuo de reflexão sobre onde se quer chegar (objetivos) e de como se chegará lá (estratégia). Entretanto. que serão determinantes para a lucratividade do setor. o planejamento deixa de ser uma função exclusiva de um departamento da empresa. maior será a competitividade da indústria e menor a lucratividade coletiva das empresas participantes. As oportunidades são fatores do ambiente geral ou da indústria que. a formulação e a implementação da estratégia se tornam cada vez mais interdependentes. É nessa fase que o planejamento irá se concretizar. se bem aproveitados. É necessário que o gestor filtre as oportunidades e ameaças da sua empresa. O planejamento é um aprendizado contínuo. passando a ser uma atribuição de todos os níveis (estratégico. devem ser selecionadas aquelas que consistirem em maior preocupação para a gerência. podem fornecer vantagens competitivas para a empresa. página 07 Implementação da estratégia Um dos momentos mais importantes de todo o processo de planejamento é a implementação da estratégia. que é maior quando os consumidores têm mais opções de compra e possibilidade de trocar de marcas. Analisados os aspectos ambientais. Entretanto. na dissociação entre pensar e agir. buscando gerenciar a cultura organizacional ou ainda colocando a culpa nos executantes. buscando aprender com os erros cometidos. no caso das ameaças. durante a análise do ambiente externo. alegando que esses são incapazes de colocar em prática o que foi formulado. página 08 . a distância entre esses níveis hierárquicos também diminui. quanto maior for à intensidade dessas forças. em geral. Estudos recentes sugerem que somente 10% das estratégias formuladas são implementadas e. priorizando as oportunidades do ambiente em que a empresa pode aproveitar as chances de sucesso. ou seja. o verdadeiro problema pode estar na separação entre formulação e implementação. tático e operacional). é importante ressaltar que o planejamento não deve ser definido com base em todas as oportunidades e ameaças identificadas. é mediante o desenvolvimento da gestão que os gestores e suas equipes definem e implementam as estratégias. É fundamental que o gestor conheça o perfil das forças competitivas. em outras palavras. Atualmente é difícil a formulação ocorrer totalmente dissociada da implementação. Nesses casos. as oportunidades para que possua competências necessárias para desenvolver uma sustentável imagem no mercado. ou seja. aquelas que afetam mais diretamente a empresa e a indústria em que ela atua. sem maiores custos. que servirão como referência e complemento na realização do diagnóstico. A entrada de um novo concorrente forte no mercado. a implementação de restrições tarifárias por parte de um país importador dos produtos da empresa e a diminuição da demanda são aspectos que podem ser definidos como ameaças para a empresa.página 06 • o poder de barganha dos compradores do produto. os gestores buscam resolver este problema. ampliando o controle. Por outro lado. deve-se partir para uma síntese para identificar as principais oportunidades e ameaças encontradas. onde o gestor irá avaliar as competências e as falhas da empresa. Muitas vezes. A análise externa deve ser acompanhada da análise interna.

se bem aplicado. de acompanhamento. a intensificação das redes e das parcerias.exercícios de autoavaliação . a definição das diretrizes organizacionais (missão. a concepção e a implementação da estratégia foram abordados. A globalização dos mercados. devendo ser flexível e capaz mudar o curso da implementação da estratégia. pelo qual novas estratégias podem emergir. Será que é possível planejar com tantas incertezas e mudanças? O Planejamento é mais do que necessário à gestão da empresa. O diagnóstico estratégico. e. este capítulo ressaltou a importância do planejamento estratégico para a gestão das organizações na atualidade. principalmente na promoção do aprendizado nas organizações.Estratégia sob a visão de Henri Mintzberg aula gravada em áudio ESTRATÉGIA SOB A VISÃO DE HENRY MINTZBERG Para definir planejamento estratégico temos que entender que fundamentação teórica nos guiará na confecção das estratégias. é importante levar em consideração que as estratégias podem surgir dos lugares mais estranhos e de pessoas que não se esperava. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema.Nesse sentido. a diferenciação ampliada dos produtos e o aumento da concorrência são alguns dos fatores que influenciam a prática do planejamento nas empresas. Acesso pelo menu "Avaliações aula 05 . é só entrar em contato. suas funções e seus limites. a ampliação das exigências dos clientes. Assim. mostrando que o planejamento. É necessário também ser flexível o bastante para perceber que planejar nem sempre é o contrário de fazer. Gestão . O papel da liderança. O ambiente onde se desenvolve o processo de planejamento mudou muito nos últimos anos. mas também de gerenciar o processo de aprendizado estratégico. atuando como um instrumento de comunicação.Módulo II Aula 4 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. Você sabe qual a fundamentação teórica que sua empresa usa para estabelecer o planejamento estratégico? . pode tornar a gestão empresarial mais competitiva. para colocá-lo efetivamente em prática. vai além de prever estratégias. é preciso que o gestor conheça bem cada um de seus elementos. parece fundamental que o gestor seja capaz de lidar com o imprevisível no processo de planejamento. conclusão Conclusão Em suma. visão e objetivos). Bom estudo! Qualquer dúvida. segundo essa concepção.

. . A estratégia é algo que alcança a essência entre forças e fraquezas internas versus ameaças e oportunidades externas. a formulação se faz por etapas.perspectiva: visão da empresa. 1992). página 02 Escola do Desenho – Selznick (1957) Um processo conceptivo. já citadas acima.posição: local dos produtos nos mercados (para baixo e para fora). simples e únicas. Nestas dez escolas ressaltamos que as três primeiras concentram-se em “como devem” ser formuladas as estratégias. Henry Mintzberg define a estratégia através de dez escolas de formação estratégica e cinco definições.padrão: olhar o comportamento realizado. Mintzberg não nos oferece uma definição única e fácil. no processo de pensamento consciente. enquanto que as demais escolas preocupam-se “como foram” formuladas. sendo uma estratégia muito usada nos anos 70 e até hoje usada como método de ensino e prática. Esta escola contribui com um modelo muito usado: “Análise SWOT” – avaliação dos pontos forte (Strenghts). dos pontos fracos (Weaknesses).player: É um truque específico para enganar um concorrente. ao contrário. Os diversos caminhos ajudarão a definir os propósitos dos negócios de sua empresa.plano: direção. sugere várias definições.Fonte: http://www. . Mas o que é estratégia? Estratégia são planos da alta administração para atingir resultados (Wright. . estas cinco: . As estratégias são claras. das partes para o todo. . em particular. para dentro e para cima.com Para Mintzberg. contraposto com as oportunidades (Opportunities) e das ameaças (Threats) em seu ambiente. caminho que se pretende atingir. ou seja. da organização.internationalspeakers.

sinttelrs. programas e planos operacionais). aquisições e fusões. em 400 a.plano corporativo – desinvestimentos.Shumpeter (1950) e Cole (1959) Um processo visionário. onde o plano estratégico divide-se em duas partes: .Purdue (1970) e Porter (1980/85) Um processo analítico. delineadas por check-lists e sustentadas por técnicas (objetivos.atividades de suporte: existem para apoiar as atividades primárias. orçamentos. que reflete alguns pressupostos da escola do desenho (exceto por ser um processo formal) podendo ser decomposto em partes distintas. e .Fonte: http://www. deriva do livro de H.curva de experiência. foco em custo e foco na diferenciação. Paralelo à escola do desenho.br/IMAGENS/construcao. página 03 A cadeia de valor genérico também de Porter avalia as atividades das empresas. Dominante para estratégia dos anos 80 e difundida nos meios acadêmicos e nas grandes consultorias (BCG-Boston Consulting Group). Foca no processo de visão executiva. marketing e financeiro. A consultoria BCG contribuiu com duas técnicas muito utilizada pelos estrategistas: . Igor Ansoff (1965). poder de barganha dos fornecedores da empresa.atividades primárias: fluxo de produtos até o cliente.org. diferenciação. opondo-se à escola do planejamento por se basear na . diversificação. e ..gif Escola do Planejamento – Ansoff (1965) Um processo formal. e . como: .matriz de crescimento-participação (“planejamento de portifólio”). Escola do Posicionamento . poder de barganha dos clientes da empresa. Escola Empreendedora . O modelo de Porter analisa o escopo competitivo x vantagem competitiva onde estabelece quatro posições: liderança em custos.plano das operações – produtos. O conceito de estratégia militar de Sun Tzu.C. O modelo de análise competitiva (Porter) identifica cinco forças no ambiente de uma organização: ameaça de novos entrantes. Um modelo utilizado foi sugerido pelo Stanford Research Institute. ameaça de produtos substitutos e intensidade da rivalidade entre empresas concorrentes. P&D (Pesquisa e Desenvolvimento). resume-se a posições genéricas relacionadas através de análises de conjunturas – o planejador torna-se analista.

Vários (1971/84) Um processo negocial. embora exista uma crítica: o conselho para formar uma visão não é concreto o suficiente para ser útil. . empreendedor não é quem coloca dinheiro na empresa ou inventa o produto. fusões. pois o interesse cultural quase sempre impede mudanças.intuição. mas reconhecer sua urgência e intervir quando necessário. Compreender a mente humana e o cérebro humano. A idéia é que os estrategistas utilizem o conhecimento para pensar estratégias através de experiências.net/ Escola Cultural .comunications-plus. Na escola cultural o interesse é comum e o sistema é integrador. O aprendizado como criação de conhecimento é a contraposição do conhecimento tácito com o conhecimento explícito.objetiva: estruturação do conhecimento – recria o mundo. estabelece novas combinações e faz coisas novas ou de maneira diferente. página 04 Escola do Aprendizado .Vários (1959/80) Prahalad e Hamel (1990) Um processo emergente. alianças. em perspectivas e senso de longo prazo. que pode ser avaliado através da socialização e da exteriorização do conhecimento. As organizações aprendem mais com o fracasso do que com o sucesso.subjetiva: interpretação do mundo – cria o mundo. aquisições ou outras relações onde se conseguem negociações coletivas para seu próprio interesse). Fonte: http://www.Final dos anos 60 na Suécia Um processo social. join-ventures. Gerenciar este processo não é estabelecer estratégia. Escola do Poder . às vezes poder político interno ou externo (parcerias. e . para podermos compreender a formação da estratégia. O processo se baseia na visão do líder criativo. Para Joseph Shumpeter. e é onde encontramos barreiras. A estratégia só é obtida através do poder. Escola Cognitiva – Simon (1947/57) March e Simon (1958) Um processo mental. A formação estratégica desenvolvida pelo aprendizado é que define a estratégia a ser estabelecida e produzida. Esta escola cognitiva é moldada pela experiência e é dividida em duas: . é aquele que tem a idéia do negócio. Mintzeberg estabeleceu um modelo básico de estratégia para transformá-las em organizacionais ao se tornarem coletivas. É o mapeamento da estrutura do conhecimento utilizada para construir estratégias de forma criativa em vez de ser um simples mapa da realidade.

aula 06 . o ambiente situacional. equipamentos. Porém. Dessa forma.Chandler (1972) – grupo de McGill Um processo transformador. estrutura. conclusão Conclusão Todos sabemos que estratégia são planos de alta administração com a finalidade de atingir resultados previamente estabelecidos.Configuração = estado da organização e todo seu contexto.Transformação = processo de geração de estratégica. para Mintzberg. Não podemos afirmar que uma estratégia é mais eficaz que a outra e sim como já foi falado.Teóricos das contingências (1977) Um processo reativo.exercícios de autoavaliação . pessoal. como vimos nesta aula.Foco na Prática do Planejamento Estratégico Público aula gravada em áudio . analisa as respostas esperadas pelas empresas frente às condições ambientais. A organização é a configuração de agrupamentos de características e comportamentos. em Avaliações. . Conhecer o processo e o fundamento teórico aplicado facilitará a sua prática. “Quanto mais estável o ambiente externo mais formalizada a estrutura interna”. Escola da Configuração .página 05 Escola Ambiental . Em suma. resolveu defini-la mediante a classificação de dez escolas. Integra as reivindicações das outras escolas e prevê saltos de um estado para outro. e todos os seus recursos (financeiros.Módulo II Aula 5 Para efeito de sua própria autoavaliação. entender qual o cenário e o tipo de empreendimento é um trabalho necessário para o sucesso das estratégias a serem entendidas por todos. não existe uma definição única do que é estratégia. o equilíbrio numa empresa é o momento de criar uma estratégia para saltar para um estado superior. ou seja. quando o assunto é empresa e objetivos. realize as atividades localizadas no menu lateral: "Avaliação". utilizar a mais adequada para o tipo organizacional e analisar. A organização atual da empresa é o reflexo de sua estratégia. Fala sobre as exigências do ambiente. Assim sendo. sendo a preferida dos consultores. etc.) decorrem das decisões estratégicas que foram efetivamente implementadas ao longo de sua vida. A identificação pode levar o planejamento a seguir vários caminhos sem se perder. . também. Gestão .

e utilizamos. assim. alguns critérios a fim de decidir se as ações serão eficazes ou não. estamos começando a debater o problema do planejamento. sistematizado originalmente pelo Economista chileno Carlos Matus. para que se possa satisfazer do melhor modo possível os objetivos da empresa”. procedimentos metodológicos e técnicas de grupo que podem ser aplicados a qualquer tipo de organização social que demande um objetivo e que persiga uma mudança situacional futura. para nós e para os outros. Daí decorre a percepção da necessidade de estratégias e operações para cenários alternativos e situações. Segundo HAX e MAJLUF (1984). O planejamento estratégico se alimenta da experiência prática e do aprendizado institucional relacionado aos erros do . à arte de governar. visando manter a eficiência operacional nos seus negócios e guiar a organização para um futuro melhor e inovador. diz respeito a um conjunto de princípios teóricos. que observa o futuro como mera conseqüência do passado. página 02 O principal argumento para o Planejamento Estratégico e Situacional afirma que todas as decisões que tomamos têm múltiplos efeitos. as maiores tarefas da empresa e encaminhá-las. cuja essência é organizar. muitas vezes. Qual o custo da postergação de problemas complexos? Que tipo de efeitos uma política pública resultará? Estes impactos aumentarão ou diminuirão a eficácia do nosso projeto de governo? Tais perguntas dizem respeito ao necessário exercício de simulação e previsão. O processo de planejamento. a capacidade de previsão situacional deve substituir a previsão tradicional. Na produção de fatos sociais que envolvem múltiplos atores que planejam. de maneira disciplinada. com isso podemos analisar sua eficácia futura. diz respeito à gestão de governo. dos pontos fortes e fracos das empresas e da escolha de um modo de compatibilizar a estratégica entre dois extremos. Quando nos perguntamos se estamos caminhando para onde queremos e se fazemos o necessário para atingir nossos objetivos.FOCO NA PRÁTICA DO PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO PÚBLICO Planejamento Estratégico é a “análise racional das oportunidades oferecidas pelo meio.brazilstockphotos. onde devemos adotar múltiplos critérios de avaliação e decisão. inimagináveis. o sistema de Planejamento Estratégico representa uma postura.com Planejamento Estratégico e Situacional O Planejamento Estratégico e Situacional. ANSOFF e DECLERK (1987). Fonte: www.

A realidade social não pode mais ser explicada por modelos totalmente analíticos e a simulação estratégica assume. Não há mais comportamentos sociais previsíveis e relações de causa-efeito estabelecidas.passado. O enfoque proposto de planejamento é uma capacidade pessoal e institucional de governar. sendo necessário desenvolver meios de gestão capazes de aprender com estes erros e colocá-los a serviço do planejamento. O “diagnóstico” tradicional. e é por isso que “planeja quem governa” e “governa quem. Ambos exigem intensa elaboração estratégica e um rigoroso sistema de gestão. é constituído por outros sujeitos que também planejam e desenvolvem estratégias. único e objetivo. o governo e o planejamento. agregar e combinar diferentes operações em diferentes estratégias. . no sentido mais original deste termo. a negociação e o consenso. com capacidades diferenciadas de planejamento. página 03 Postulados Teóricos do Planejamento Estratégico Fonte: www. e no seu lugar surgem várias explicações situacionais. Na conjuntura concreta acumula-se ou não recursos de poder relacionados ao balanço político global das ações de governo. O planejamento deve centrar sua atenção na conjuntura que representa uma permanente passagem entre o conflito. que. e vice-versa. buscam a explicação da realidade em diferentes graus de governabilidade sobre o sistema social. nem o carisma da liderança. que influenciam os demais atores do processo estratégico. O processo de planejamento pode ser comparado a um grande cálculo que não é obvio ou simples. nesse contexto. aumenta sua eficácia porque coloca estes aspectos a serviço de um projeto político coletivo. pois nem sempre a decisão puramente técnica é mais racional que a política.revistaturismo. Daí surge o componente de incerteza permanente e o cálculo interativo. ninguém detém o monopólio sobre o cálculo estratégico e sistemático sobre o futuro. é influenciado e dependente das múltiplas explicações e perspectivas sobre a realidade. O caráter modular do enfoque estratégico deriva da necessidade de redimensionar.br/passeios Podemos resumir os postulados teóricos do planejamento estratégico nos seguintes argumentos: O sujeito que planeja está incluído no plano e este. já não existe mais. Neste modo de ver a política. Há uma profunda diferença em relação ao antigo “planejamento do desenvolvimento econômico e social” tão comuns nos órgãos de planejamento de toda América Latina e particularmente na tradição brasileira.com. por sua vez. onde tudo se decide. O processo de planejamento não substitui a perícia dos dirigentes. e surge da síntese entre o saber técnico acumulado e a expertise política. uma relevância destacada. ao contrário. o “juízo estratégico” de cada ator determina a complexidade do jogo aberto e sem fim. de fazer política.

de fato, planeja”. Os problemas sociais são mal-estruturados, no sentido de que não dominamos, controlamos e sequer conhecemos as variáveis que influenciam os juízos estratégicos dos demais agentes sociais envolvidos. Não há como determinar com exatidão as possibilidades de eficácia do plano ou os resultados esperados em cada ação.

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Governar com plano estratégico é mais do que resolver problemas. É promover um intercâmbio entre problemas, ou seja, problemas mais complexos e de menor governabilidade dão lugar a problemas menos complexos e de maior governabilidade. Características do Planejamento Estratégico

Fonte: www.geocities.com/TheTropics/3416/noturne.jpg O enfoque participativo e estratégico do planejamento é estruturado através de quatro grandes passos, que podem ser recursivos e não-lineares, mas que representam uma seqüência lógica da elaboração teórica do planejamento, conforme segue: Momento Explicativo: no planejamento tradicional a realidade é dividida em setores e o método dos planejadores é tão fragmentado quanto são os departamentos dos órgãos. Já o planejamento estratégico situacional propõe trabalhar com o conceito de realidade composta de problemas, oportunidades e ameaças, permitindo sintetizar a explicação da realidade em suas múltiplas dimensões (interdisciplinaridade), onde o ator sabe selecionar e identificar problemas reais (atuais ou potenciais) e distinguir causas de sintomas e conseqüências. Explicar a realidade por problemas permite o diálogo e a participação de setores populares, que são os que sofrem problemas concretos, além de facilitar a aproximação entre “técnicos” e “políticos”. Momento Normativo: após a identificação, seleção e priorização de problemas, estamos prontos para desenhar o conjunto de ações ou operações necessárias para atacar as causas fundamentais dos problemas. O ponto central deste modelo de planejamento é discutir a eficácia de cada ação e qual o resultado que sua realização pretende. Os planos normativos normalmente terminam aqui, e é neste ponto onde o planejamento situacional começa para que as ações tenham impacto efetivo e real na causa dos problemas.

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Momento Estratégico: se a realidade social não pode ser fragmentada em diferentes “setores”, se outros “jogadores” existem e têm seus próprios planos, se o indeterminismo e as surpresas fazem parte do cotidiano, então o debate sobre a viabilidade estratégia das ações planejadas é indispensável. Há grande quantidade de conceitos que envolvem o termo “estratégia”, e aqui vamos adotá-lo com um conjunto de procedimentos práticos e teóricos para construir a viabilidade para o plano e para garantir sua realização com máxima eficácia. Existem dois instrumentos-processos que visam desenhar as melhores estratégias para a máxima eficácia ao plano: a análise criteriosa dos demais atores sociais e a análise de cenários. A análise dos demais agentes envolvidos no espaço do problema-alvo é imprescindível para identificar o possível interesse e motivação de cada um e o tipo de pressão que é (ou será) exercida em relação às ações planejadas. Já os cenários representam distintas reflexões, limitadas pela qualidade da informação disponível, sobre possíveis “arranjos” econômicos, institucionais, políticos, sociais, etc., capazes de influenciar positiva ou negativamente a execução das ações planejadas. Ao permitir a simulação sobre as condições futuras, os cenários permitem a antecipação das possíveis vulnerabilidades do plano e a elaboração de planos de contingência necessários para minimizar os impactos negativos. Momento Tático-Operacional: é um dos momentos mais importante, é o momento de fazer, de decidir as coisas, de finalmente agir sobre a realidade concreta. Neste momento é importante debater o sistema de gestão da organização e até que ponto ele está pronto para monitorar, sustentar e executar as estratégias propostas, sem esquecer os problemas originais. Deve-se reavaliar criticamente todo o processo interno de tomada de decisões; o sistema de suporte à direção, assim como os sistemas de informações; devem ser revistos e reformulados.

Fonte: http://www.artecult.com/keniadeangeli/Ilustracoes/humor/reuniao.jpg

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Outros temas vitais neste momento são a estrutura organizacional, o fluxo interno de informações, a coordenação e avaliação do plano, o sistema de prestação de contas, as ferramentas gerenciais existentes e necessárias, e finalmente, a forma, dinâmica e conteúdo da participação democrática na condução do plano. Não podemos esquecer que o planejamento estratégico só termina quando é executado e é o oposto à visão tradicional que separava os planejadores dos executores e estabelecia uma dicotomia insuperável entre o conhecer e o agir. Planejamento Estratégico na Prática É um método que pressupõe constante adaptação a cada situação concreta onde é aplicado e onde os principais momentos tendem a utilizar instrumentos metodológicos parecidos, trabalhados nesta ordem:

Momento Explicativo (substitui o antigo “diagnóstico”): análise do ator que planeja (limites e potencialidades, ambiente interno e externo), identificação e seleção de problemas estratégicos, montagem dos fluxos de explicação dos problemas com as respectivas cadeias causais, seleção das causas fundamentais (nós críticos) como centros práticos de ação, construção da Árvore de Decisão a partir de uma Situação-Objetivo definida pelo grupo. Momento Operacional: desenhar ações ou projetos concretos sobre cada nó crítico (as chamadas Operações do Plano); definir para cada operação os recursos necessários, os produtos esperados e os resultados previstos; construir cenários possíveis onde o plano será executado; analisar a trajetória do conjunto das operações em cada cenário e, a partir disso, tentar diminuir a vulnerabilidade do Plano. Momento Estratégico: analisar os atores sociais envolvidos no Plano, seus interesses, motivações e poder em cada uma das operações previstas e nos cenários imaginados; definir a melhor estratégia possível para cada trajetória traçada; estabelecer um programa direcional para o plano; construir viabilidade estratégica para atingir a Situação-Objetivo. Momento Tático-Operacional (sistema de gestão): debate sobre as formas organizativas, a cultura organizacional e o modus operandi da organização para garantir a execução do plano. Neste momento devem ser encaminhados os seguintes temas: funcionamento da agenda da direção, sistema de prestação de contas, participação dos envolvidos, gerenciamento do cotidiano, sala de situações e análise sistemática da conjuntura. O Método do Planejamento Estratégico e Situacional – PES é antes de tudo um potente enfoque metodológico, com alguns princípios e visões filosóficas sobre a produção social, a liberdade humana e o papel dos governos, governantes e governados. A análise de problemas, a identificação de cenários, a visualização de outros atores sociais, a ênfase na análise estratégica são elementos fundamentais e diferenciadores do PES em relação a outros métodos de planejamento. O método tem particular validade e resultados excepcionais, no setor público onde a presença de problemas verdadeiramente complexos e mal-estruturados compõe o cenário dominante. Além disso, o planejamento estratégico situacional, ao contrário de outros métodos ditos “estratégicos”, assume como dominante na análise estratégica as questões relativas às relações de poder entre atores sociais, isto é, a variável política preside a elaboração da viabilidade e vulnerabilidade do Plano. Essa é uma vantagem metodológica vital para uso em organizações públicas onde estas questões fazem parte indissociável da produção de políticas públicas e do relacionamento entre staff político-dirigente e quadro de funcionários permanentes.

conclusão

Conclusão

Observamos que em um planejamento estratégico é fundamental estabelecer, antecipadamente, as diretrizes a serem seguidas, pois assim, o alcance daquilo que foi almejado torna-se uma tarefa mais fácil de ser alcançada. Quando o assunto é problema social, este sim, deve ser ainda mais planejado, pois é um fator que não tem como controlar e nem dominar da forma como gostaríamos. Em suma, é válido analisar os passos da elaboração teórica do planejamento, a fim de não incorrer em erros graves.

Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo II Aula 6

Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. Acesso pelo menu "Avaliaçao", em Avaliações.

aula 07 - Megatendências Futuras

em 11 de setembro de 2001. mas alguns acham até estranho. muitos parecem acostumados às notícias ruins. E admiramos os ativistas cuja missão na vida é corrigir tudo o que está torto. ou incompreensível. solidariedade ou experiências construtivas. Segundo a visão de Naisbitt e Aburdene: “As pessoas que dão as más notícias estão fazendo seu trabalho. Quando se trata de Economia. página 02 Megatendências sob a visão de alguns estudiosos Nas décadas de 80 e 90 os analistas de tendências econômicas não deram importância às premonições catastróficas e escreveram livros de impacto mundial sobre a construção de uma nova civilização solidária. colocando no ar a seguinte questão: será possível uma transformação radical do cenário econômico? O que acontecerá com os empregos no caso de uma forte recessão? Estas perguntas fazem com que pensemos na formulação de estratégias econômicas que valorizem a justiça social e o respeito à vida humana. que se possa falar de alternativas. que começou há décadas e não terminará em uma semana. A verdade é que a Economia mundial está mudando para melhor. A construção de um mundo solidário.br Outra preocupação são as mudanças econômicas decorrentes do atentado terrorista ocorrido nos Estados Unidos. mas isto não ocorre do dia para a noite. Fonte: www.com. as respeitamos.aula gravada em áudio MEGATENDÊNCIAS FUTURAS O crescimento econômico desordenado e o aumento do número de desempregados agravam a crise do desemprego.centrus. . Nossa missão é diferente. É importante ressaltar que essas incertezas mostram a necessidade de construir um mundo mais solidário e democrático para impedir a desordem econômica.

entre outras coisas. espiritual e social. destacamos a informação e as circunstâncias que descrevem as tendências mundiais que oferecem oportunidades”. intelectual. É importante ressaltar que a mudança de pensamento deve chegar às políticas públicas e aos governos. A Terceira Onda.” Já o cientista Toffler. visando decidir.velardez. gradualmente. os valores da vida acima dos valores materiais. conseqüentemente. Conseguimos criar uma vida que é rica e estimulante nas suas dimensões estética. de viver com menos ou de trabalhar menos. por nossa parte. que os administradores públicos aprenderão a prestar contas corretamente do que fazem e que os programas interativos de TV possibilitarão consultas populares freqüentes. Segal (1999) revê os fundamentos da Economia moderna a partir da simplicidade voluntária com uma uma proposta de maior qualidade de vida no planeta: “Simplicidade voluntária não é apenas uma questão de agir em pequena escala. levou a uma mudança radical na visão do mundo por parte dos pensadores econômicos e. Tomando Aristóteles como ponto de partida. Para esses pesquisadores. nos Três Poderes. possibilitando uma melhor preservação ambiental. com a popularização dos computadores e da Internet.Como os problemas do mundo atraem tanta atenção. Em outro livro. as prioridades dos vários níveis de orçamento público. enquanto as possibilidades de guerra ficam cada vez menores. Este processo. em junho de 1992. proporcionando qualidade de vida a diversos trabalhadores.ar Desde os anos 70 uma nova visão da Ciência Econômica vem recolocando. Seria possível optar pela vida simples e ter como resultado apenas um empobrecimento geral. que a criatividade social e econômica abre um futuro cada vez mais rico de alternativas e soluções. e que. realizada no Rio de Janeiro. que culminou na Conferência da ONU (Organização das Nações Unidas) sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento. Viver com simplicidade não é obter o resto que sobra quando consumimos menos. descreve com clareza a civilização global em que estamos ingressando e aproveita para mostrar. em seu livro mais famoso. Eles acreditam também que o desemprego será suprido pelo desenvimento de novas tecnologias. É o que obtemos como resultado de submeter a dimensão material a uma visão maior. inúmeras empresas públicas se engajaram nas mudanças e entidades sem fins lucrativos se multiplicam pelo mundo. Essas análises facilitam a imagem do cidadão do futuro como mistura de inteligência com honestidade e de justiça social com livre iniciativa. em outras de suas obras. É uma conquista. Naisbitt complementa afirmando que: “No mundo da política e da Economia. página 03 Mudança de Paradigma no Setor Público Fonte: www.com. em geral. a simplicidade voluntária provocará prosperidade e avanço tecnológico. nós. estas continuam dominadas por estratégias pouco eficazes.” . os pequenos empreendedores econômicos adquirem importância cada vez mais decisiva no funcionamento da Economia global. apesar dos discursos bonitos.

O futuro poderá confirmar as palavras de Naisbitt e Aburdene: “Os avanços mais definitivos e sensacionais do século 21 não serão produzidos pela tecnologia. torna-se imprescindível o desenvolvimento da educação continuada dos empregados da empresa. Essa mudança de padrão deve ser promovida simultaneamente no espaço individual e no espaço coletivo. mediante o desenvolvimento da capacidade de cada indivíduo. das organizações terroristas. a proposta sugere uma humanização do capitalismo. É claro que. No plano público. com a eliminação dos paraísos fiscais utilizados para a lavagem de dinheiro proveniente do tráfico de drogas. uma nova ética econômica deve surgir mundialmente.pontogemini. exigindo que os profissionais estejam cada vez mais aptos para a criação. visando a melhor formação dos participantes. Educação Continuada O foco central do capitalismo dos anos 90 está na alta competitividade da força de trabalho. resolução e tomada de decisões frente às necessidades das instituições empregadoras. possibilitando a busca da felicidade e garantindo às pessoas segurança econômica e qualidade de vida. O paradigma econômico da simplicidade propõe que o dinheiro seja colocado a serviço da vida. a expansão material é uma grave doença típica do capitalismo. A mudança de modelo. apesar de necessária. unicamente. ecologicamente inteligentes e úteis à comunidade. Assim. página 05 A solução apontada por diversos setores da sociedade é a de que a redistribuição democrática dos ganhos obtidos com o aumento da produtividade pode ser feita através da utilização inteligente dos impostos e com estímulos fiscais às empresas que valorizam sua mão-de-obra ou reduzem a jornada de trabalho sem reduzir o salário.página 04 Você concorda que qualidade de vida é ter suas necessidades materiais básicas atendidas? Para alcançarmos esse objetivo. as formas de produção não podem somente visar a obtenção do lucro. implica no reconhecimento de que o ser humano pode e deve expandir-se infinitamente no plano cultural e espiritual e que exagerar. do tráfico de armas e de outros tipos de crime organizado. promovendo oportunidade de ensino.br O atual modelo econômico tende a colocar tanto a vida humana como a vida dos ambientes naturais a serviço do dinheiro. e sim por um conceito mais amplo do que significa sermos seres humanos”.blogger. para que essas soluções sejam postas em prática. mas precisam ser socialmente justas. Fonte: http://www.com. Educaçao Continuada para o Funcionalismo Público .

os maiores interessados são os próprios funcionários. e promove uma maior transparência e interação desse Poder com a sociedade. por meio do Instituto Legislativo Brasileiro – ILB tem incentivado a educação a distância oferecendo cursos de formação e capacitação profissional. preparando-os para cumprir.br/imagens/comunidade/img_ilustra01. não apenas governamental. com o passar do tempo. que. Tem levado a educação a distância para pontos heterogêneos pelo Brasil afora. mas também na iniciativa privada. não apenas pelo governo. como as prefeituras municipais. página 06 Em termos de educação continuada. de modernização e integração do Poder Legislativo. autoridades e dirigentes do Legislativo.com. A Universidade do Legislativo – UNILEGIS é uma instituição de ensino especializada por campo do saber. o atual Governo. sem dúvida. Criar políticas que incluam o acesso indiscriminado ao ensino formal. mas também aberto ao público em geral. criada sob a égide da Lei de Diretrizes de Bases da Educação. além do interesse do Governo Federal em seus servidores. principalmente. o caminho a ser buscado. suas atribuições. que comumente representam gastos elevados. metodologias e informações desatualizadas e que. O ILB atua. Em virtude da necessidade de profissionais capacitados para o alcance de metas e objetivos organizacionais. o que se observa no setor público é a realização de modelos de treinamento padronizados e pouco adequados à realidade da instituição. o “Ministério da Ciência e Tecnologia e com os esforços que o Ministério da Educação vem fazendo no sentido de informatizar toda a rede pública de ensino. poucos resultados. à educação continuada. Ensino a distância Apesar da infra-estrutura da rede de informação no Brasil ainda estar longe das condições ideais para a implementação de programas de ensino a distância. apesar de inúmeras dificuldades. acredita-se que num futuro próximo as condições de infra-estrutura de rede propiciarão um desenvolvimento de programas cada vez mais interativos em todos os níveis de ensino”. interessado nessa forma inovadora de ensino. embasados em conteúdos compatíveis com suas atribuições de assessoramento diário aos parlamentares. poderão ter maior empregabilidade e melhores condições de competir no mercado de trabalho. ao aperfeiçoamento profissional e técnico e ao crescimento pessoal são. mas também pela sociedade brasileira para que esta tenha a real dimensão da chamada sociedade do conhecimento. em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). na capacitação técnico-profissional dos servidores. ao adquirirem maior grau de instrução. não somente para seus funcionários e para outras esferas do Poder Legislativo nacional. os funcionários acabam esquecendo.jpg Os investimentos em educação para a busca da qualidade de vida constituem-se no paradigma emergencial da atualidade. o Senado Federal. A Comunidade Virtual do Sistema Legislativo – Interlegis é um programa desenvolvido pelo Congresso Nacional.eurofarma.Fonte: http:/www. Na esfera legislativa. tem discutido alternativas para garantir a seqüência dos programas e projetos tão almejados pelo setor público para que estes não sejam interrompidos sem uma justificativa plausível. com zelo e eficiência. De forma que. Nasceu de uma atitude pioneira do Senado Federal para constituir-se .

porque se ajusta ao tempo e disponibilidade do educando. pois precisamos tempo para dedicação à família. Inclui ainda a construção de um novo padrão de . Mas o que fazer se o dinheiro. O Senado brasileiro é o primeiro no mundo a criar sua universidade e também oferece atividades de ensino a distância. Avaliações. as mudanças nos forçam a refletir sobre a nossa vida e o contexto no qual estamos inseridos. como os cursos de especialização em Direito Legislativo e Administração Legislativa. A educação continuada e a distância têm sido muito eficazes na formação e capacitação das pessoas. servidores e profissionais diversos. principalmente aqueles que ainda se encontram em estágio de desenvolvimento.Módulo I Aula 7 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. proporcionando qualidade de vida a diversos trabalhadores. sendo importante ressaltar os seguintes pontos desta nova abordagem: “a redefinição das estratégias. mas a sociedade já é capaz de reconhecer a importância que os Estados têm de fortalecer suas instituições.em mais um instrumento de ampliação das possibilidades do exercício da cidadania. para ser um fórum permanente de debates de idéias. na maioria das vezes. é algo absolutamente necessário para a sobrevivência e.Gestão Pública para o Desenvolvimento com Inclusão Social aula gravada em áudio GESTÃO PÚBLICA PARA O DESENVOLVIMENTO COM INCLUSÃO SOCIAL Você já teve de estudar alguma vez sobre Gestão Pública? Hoje em dia este tema não é visto apenas nas escolas. com o atual grau de desigualdade existente no nosso país. Acesso pelo menu "Avaliação". conclusão Conclusão O cenário atual é preocupante. lazer e entretenimentos. sem ele não se compra lazer e nem entretenimentos? Somente nos resta torcer para as palavras de Naisbitt e Aburdene estarem corretas quando dizem que “os avanços mais definitivos e sensacionais do século XXI não serão produzidos pela tecnologia. a recomposição da força de trabalho. isso não é qualidade de vida. a reconfiguração das estruturas e processos e o redimensionamento de recursos em bases mais eficientes e direcionadas para resultados. cada vez mais. Gestão . Estão sendo adotadas pelo Poder Legislativo com resultados significativos. de certa forma. O importante é sabermos que o atual modelo econômico nos coloca em uma situação em que somos servidores do dinheiro. à disposição da sociedade.exercícios de auto-avaliação . E realmente. Chega a ser um desafio para o Governo desenvolver estratégias de transformação da gestão pública para reduzir o déficit institucional. há necessidade de se criar um Estado mais participativo e socialmente justo. Afinal. Talvez um dia as máquinas ocupem os nossos lugares no mercado de trabalho com a sua capacidade tecnológica avançada ou então o desemprego será suprido pelo desenvolvimento tecnológico. aula 08 . Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. e sim por um conceito mais amplo do que significa sermos seres humanos”.

ou seja. As ações dos governos locais a fim de atender e beneficiar todos os seus cidadãos deve opor-se aos interesses e à falta de ações de caráter político e burocrático. com o objetivo de recuperar a capacidade de intervenção e regulação dos cidadãos na vida social e nos governos. mais diretamente beneficiada ou prejudicada. página 03 .intercomtext. Governar para as peculiaridades de cada região. solidariedade. impulsionar novas formas de sociabilidade e o surgimento de uma nova cultura política. gerando. à participação e colaboração de cada cidadão. além de mudar o desenho das instituições e seu funcionamento para atender às dinâmicas sociais na perspectiva de construir sociedades justas. e mais do que isso é a compreensão. tudo isso. de inclusão social e de aumento da eficiência na prestação dos serviços públicos. democráticas e sustentáveis. o que chamamos de regionalismos. impulsionar as potencialidades de desenvolvimento local. Governo e Sociedade Descentralizar o governo e criar mecanismos inovadores de gestão e de participação cidadã é um projeto político de socialização do poder. A criação de um governo transparente voltado para os interesses do cidadão considera que as cidades são construções históricas e únicas. assentado em valores como paz. Devemos lembrar que existem várias concentrações e movimentações demográficas. dessa forma.com/globo. impondo aos governos e à sociedade o predomínio da lógica do mercado. que trazem à tona as diferenças entre cada região. das ações pretendidas pelo governo da cidade ou localidade. Trata-se de buscar a garantia da retomada das cidades por seus cidadãos. tão comuns em um país de dimensões continentais como é o Brasil. permitirá a redução dos desequilíbrios territoriais e das desigualdades sociais.relacionamento entre o governo e as empresas estatais. sociais e econômicas. no qual fiquem definidos os marcos da gestão empresarial e da gestão voltada ao interesse público”. Esses mecanismos propõem romper com o controle político local e com as formas burocráticas. Fonte: http://www. respeito e garantia dos direitos pessoais e coletivos. O principal objetivo é gerar uma transformação na gestão pública para descobrir soluções adequadas às situações resolvidas de maneira inadequada e/ou nunca abordadas pela iniciativa pública. atuando de maneira específica frente aos processos de exclusão social e às necessidades da população. a criação de novos territórios públicos para a construção da cidadania. justiça social. por parte da sociedade. e por que não dizer essencial.jpg página 02 A democratização e a descentralização da gestão das cidades são uma resposta à crise de governabilidade. visando garantir que a orientação de governar para as maiorias é necessária. eqüidade.

de acordo com as aspirações e demandas de sua população. a eficiência. em conjunto com os conselhos de representantes. mostra-se uma alternativa bastante adequada à atual conjuntura social das diversas comunidades que constituem os municípios brasileiros. A adoção de um modelo descentralizado oferece aos cidadãos uma forma de administração mais voltada para as suas demandas. .Opinião Pública A questão da comunicação social apresenta-se como um grande desafio para conquistar o apoio da opinião pública para as mudanças que o governo se propõe a realizar. Gestão . com um perfil protagonista. democrático e forte. não cabendo a apenas uma secretaria. O Governo precisa demonstrar que os serviços públicos podem funcionar de maneira democrática e eficiente. realize as atividades localizadas no menu lateral: "Avaliação". Essa orientação pode mobilizar. e. integralmente. portanto. e uma gestão integrada das políticas urbanas e sociais. como parte integrante do processo decisório a que está sujeita a esfera governamental em questão. com economia de recursos e bem direcionados para o interesse público. de maneira total e descentralizada. Todos os Estados querem um governo central transparente. Para a implementação desta proposta deve existir uma forma descentralizada de gestão.exercícios de autoavaliação . para atingir as mais diversas camadas da sociedade que são. devendo ser direta e objetiva. Isso permite iniciativas inovadoras e resultados positivos na melhoria dos serviços e da qualidade de vida dos moradores da cidade. ou a uma área específica do governo. Desse modo. A partir das experiências acumuladas na gestão e avaliação municipal é possível propor um salto de qualidade. "cuidar do social" ou "cuidar do urbano". uma vez que coloca o cidadão-cliente bem próximo à estrutura administrativa. tendo em vista as especificidades de cada local ou comunidade separadamente. buscando a melhoria da qualidade dos serviços urbanos e das condições de vida da população. Além disso. aspecto essencial para a desejada eficiência para as suas ações com foco nas demandas da sociedade. garantindo a transparência. conclusão Conclusão A descentralização das ações governamentais. muitas vezes. sendo uma condição que não pode ser deixada de lado a divulgação dos atos e projetos de um governo participativo. a Administração Pública. além de ser de interesse direto da própria sociedade as gestões realizadas em seu nome e benefício. a forma descentralizada de administrar propicia maior transparência governamental. em todos os níveis e classes que as compõem. seguem as características e prioridades de cada região. A conquista da opinião pública depende da capacidade de realização e da abertura do governo à participação da sociedade na gestão pública. capaz de formular suas estratégias centradas em políticas públicas e negociá-las com as forças sociais existentes em cada cidade. de responsabilidade de qualquer governo que busque o bem-estar social e o desenvolvimento coletivo. ganha destaque o controle social das ações do Governo. A estratégia é operar a gestão territorial da cidade. que. a publicação. orientadas para resolver problemas específicos da população. com maior participação da sociedade. especialmente dos mais pobres.Módulo II Aula 8 Para efeito de sua própria autoavaliação. vividos por muitos governos municipais. Esta proposta é o resultado de anos e anos de experiências. caracterizando a figura de subprefeituras. participativo e regulador. erros e acertos. a agilidade e a eficácia das ações de governo.

o papel fundamental de uma boa gestão pública é cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal e buscar a melhoria nas questões sociais. não podemos ficar de braços cruzados esperando as coisas acontecerem. a sociedade brasileira está cobrando que as negociações públicas sejam mais transparentes e que mudanças sejam feitas para acompanhar a nova “cultura” organizacional. redução de custos e prazos. A gestão pública objetiva criar condições para o desenvolvimento social. revendo ou abandonando paradigmas da “cultura” vigente. promovendo mudanças e aperfeiçoando os métodos de Administração. a credibilidade e a confiança da sociedade. Contudo.Uma Nova Geração de Transformações da Gestão Pública aula gravada em áudio UMA NOVA GERAÇÃO DE TRANSFORMAÇÕES DA GESTÃO PÚBLICA Por que precisamos de uma nova forma de gestão pública? Com a crescente globalização e as transformações tecnológicas.crosses. é preciso agir. para aumentar a qualidade de vida da população”. ansiosa por melhores resultados em educação. É importante ressaltar que a pressão da sociedade. . tem contribuído para a evolução da transformação da gestão pública. segurança e a obrigatoriedade de cumprimento da Responsabilidade Fiscal.aula 09 . assim.net Mas afinal o que significa uma boa gestão pública? Segundo o especialista Orlando Euler de Castro: “A boa gestão pública é aquela que busca uma nova postura. econômico e tecnológico do País e proporcionar aos cidadãos desenvolvimento e bem-estar social para resgatar o respeito. Já faz algum tempo que o mundo passou de sociedade industrial para sociedade do conhecimento. promovendo maior produtividade. viabilização da competitividade dos setores produtivos (bens e serviços). Características da Gestão Pública O papel da gestão pública é melhorar o desempenho da Administração Pública. para se adaptar aos novos tempos. saúde. Fonte: http://identidad-globalizacion.

o Capital Intelectual manifesta-se em todas as ações da vida humana. com ética e transparência. metas e resultados alcançados. o Governo caracteriza-se “pela busca pró-ativa de resultados. dos orçamentos. . estimulados a participar da vida sócio-política. Fonte: http://www. que vigorou desde a Revolução Industrial até o final do Século XX.jpg De fato. tanto em relação ao proposto e planejado. De acordo com Osborne (1995). o modelo do Governo empreendedor se contrapõe ao modelo do Governo burocrático.página 02 Gestão Pública X Sociedade Nas duas últimas décadas. das políticas. a eficiência e a eficácia da gestão pública. a questão de como avaliar a gestão pública torna-se cada vez mais uma preocupação diária dos cidadãos.” página 03 Sociedade do Conhecimento Desde os primórdios das sociedades organizadas. cada vez mais. a cobrança de impostos sempre gerou tensão entre o cidadão contribuinte e o poder público. na gestão dos recursos públicos com responsabilidade fiscal. dos déficits e superávits dos Governos na qualidade de vida de cada membro e setor da sociedade. como em relação aos custos despendidos. Para Peter Drucker.mmschool.com/leonardo/inteligencia/imagenes/6. o melhor uso dos recursos arrecadados pelo Governo. são continuamente informados pelos meios de comunicação quanto aos impactos dos planos. mas otimizem a aplicação desses recursos em políticas que atendam efetivamente as necessidades da sociedade”. as sociedades demandam. que. legitimados pela avaliação de uma sociedade que controla continuamente a transparência. chegando a causar revoluções. Historicamente. Governo Empreendedor e Governo Burocrático Assim surgiu nas duas últimas décadas uma postura de Governo Empreendedor voltado para o cidadão como cliente e buscando padrões otimizados de eficiência e eficácia. e hoje se manifesta sob a forma de uma maior exigência e fiscalização da sociedade quanto ao emprego dos recursos arrecadados pelo Governo. inclusive com vista à legitimação de mandatos políticos pela via eleitoral. O estímulo à avaliação constante do desempenho da gestão pública vem requerendo cada vez mais a mensuração dos objetivos. voltado para o controle interno e para a mera conformidade com os custos orçados. os cidadãos “demandam cada vez mais que os gestores públicos não apenas se atenham com disciplina aos limites dos escassos recursos orçados.

os meios de produção. não percam a motivação para o constante aperfeiçoamento. criando oportunidades efetivas de desenvolvimento individual e corporativo.As transformações na Administração Pública c/foco no Legislativo aula gravada em áudio . conclusão Conclusão A nova tendência de gestão nas instituições públicas possui características marcantes e poderosas. capazes de promover. Para Sveiby (2000). Acesso pelo menu "Avaliação". e. cenários racionais de aproveitamento da força do trabalho. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. a base tradicional do capitalismo.jpg Os ativos baseados no conhecimento devem ser avaliados com extrema cautela. para poder competir e enfrentar os desafios de um mercado cada vez mais exigente. Gestão . no ambiente interno das instituições e na sociedade na qual interferem. as organizações e seus administradores perceberam a sua influência e suas implicações nos resultados empresariais. mesmo que permaneçam.exercícios de auto-avaliação . há bem pouco tempo. muito mais do que contribuir para a valorização total da empresa.emocionol. aula 10 . Fonte: http://www. porque seu impacto sobre o destino de qualquer negócio é tremendo.com/cerebro33. em Avaliações. estavam nas cabeças e mãos dos trabalhadores. Dessa forma. as empresas têm que investir em seus recursos humanos. Na visão de Drucker (1996). o conhecimento é a base de sua estrutura interna e externa. sendo que.Módulo I Aula 9 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos.e até mesmo na sobrevivência da espécie. é fundamental que o Governo tenha alguns cuidados. para que os funcionários considerados como “Capital Intelectual” não mudem para outras áreas (ou empresas) e.

O Poder Legislativo Originário trata-se da entrega da prerrogativa de elaborar as leis básicas fundamentais da organização estatal a seus representantes. nos primeiros anos. o que detém a função principal da produção das leis e de controle externo. dos três Poderes. . revestidos do mandato da representação da coletividade. sem alterar as normas fundamentais protegidas pela cláusula da imutabilidade. Que tal falarmos um pouco sobre o Prêmio Helio Beltrão? O Prêmio Helio Beltrão é um concurso de Inovações na Gestão Pública Federal que ocorre desde 1996. a inovação. pelos indivíduos. vamos analisá-las para uma melhor compreensão. a partir de 1999. mediante os agentes públicos. Que tal analisarmos alguns princípios da administração gerencial? • Orientação para resultados e disposição para obter resultados mesmo com recursos escassos. que é exercido pelo Congresso com auxílio do Tribunal de Contas da União. • Transparência dos processos decisórios. Porém. de acordo com a doutrina de Montesquieu. Vale ressaltar que. o concurso premiou até cinqüenta experiências implantadas e. possui o poder – dever de gerar as normas jurídicas válidas para todos e para o Estado. Uma visão inovadora é adotada nesse concurso. • Aumento da eficácia e eficiência. e mais com a superação da cultura burocrática e adoção de princípios e instrumentos gerenciais.desburocratizar. que. São elas: Poder Legislativo Originário e Derivado. Vimos a importância de citá-lo neste trabalho porque esse concurso vem identificando experiências de gestão já implantadas na Administração Pública Federal daqueles que praticam os princípios da administração gerencial. • Foco no cidadão – usuário.AS TRANSFORMAÇÕES NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA COM FOCO NO LEGISLATIVO O Poder Legislativo. Uma breve introdução sobre o Poder Legislativo foi dada.jpg Por que esse concurso foi criado? Porque havia o interesse de mostrar as transformações em curso na gestão pública federal.org. premiou vinte experiências. nesse caso. Em seguida.br/img/helio3. O Poder Legislativo pode ser dividido em duas espécies. • Responsabilização e trabalho em equipe. é a vez do Poder Legislativo Derivado. é. tem pouco a ver com o ineditismo. página 02 Fonte: http://www.

mostram que as transformações realmente já começaram. então. por meio da elaboração de leis. A Administração Pública Federal brasileira está voltando-se para o funcionamento mais ágil. As funções principais do Poder Legislativo. Ambas têm o papel comum de atender a demandas dos cidadãos. servidores públicos que colaboram com a evolução da gestão pública. não poderiam deixar de abordar suas funções constitucionais. por meio de eleições diretas e periódicas. as principais transformações experimentadas na Administração Pública. faremos uma breve descrição acerca das funções que. nesses últimos anos de existência. Os resultados do concurso. podemos afirmar que é o povo mesmo que detém o poder de exercê-las. é um poder delegado. Já a função de controle externo representa o papel de fiscalização sobre o uso da coisa pública. Um ponto que o concurso considera relevante é a mensuração de resultados. ficaremos restritos às transformações administrativas no âmbito do Poder Legislativo. dada sua natureza constitucional. com custos menores. As transformações com o foco no Legislativo Sendo assim. visando atender às demandas da sociedade. Por exemplo. Na presente unidade. Além de que a imprensa não é acostumada a divulgar melhorias em organizações públicas. são incumbidas ao Congresso Nacional. É sobre isso. entendidos os conceitos iniciais.O assunto reforma gerencial ou administrativa buscou mostrar que uma equipe ou instituição pública com as mesmas condições e possuindo os mesmos recursos pode ter resultados melhores se houver bom gerenciamento – é justamente esse o diferencial da gestão. qualquer função administrativa. são a legislativa propriamente dita – elaboração de leis – e a de controle externo. portanto. o concurso tem premiado experiências diversas desde soluções singelas a reorganizações estratégicas de instituições inteiras. no âmbito do Poder Legislativo. Por essa razão. Desse modo. Funções do Legislativo Antes de falar sobre as transformações na Administração Pública com foco no Poder Legislativo. Imagino que os servidores seriam mais incentivados em realizar suas tarefas se houvesse uma mensuração e avaliação dos resultados obtidos. eficiente e democrático. Entretanto. que falaremos agora. o Legislativo e o Judiciário. o Congresso assume o papel de regular as relações entre pessoas e instituições que integram a sociedade de uma nação. ao considerarmos a função ampla de administração que compete ao Estado. aqueles que se encontram representando seu povo dentro das casas legislativas devem ter consciência de que o poder que detêm lhes foi conferido por seus eleitores e. fato que lhes obriga a agir sempre de modo a atender aos reais anseios da sociedade que representam. busca reconhecer e valorizar as equipes. um simples rodízio de servidores a fim de quebrar a fragmentação excessiva pode ser citado no concurso. Enfim. de modo estrito. devemos levar em conta as atividades fim desenvolvidas pelos três Poderes: o Executivo. Os responsáveis por desempenhar as funções mencionadas são escolhidos pelo povo. página 04 É certo que o Poder Legislativo não possui. página 05 . Estamos acostumados a ouvir somente acontecimentos ruins. Esses conceitos são fundamentais para a compreensão do processo de transformação sobre o qual discorreremos mais adiante. No caso da função legislativa. no modelo brasileiro. página 03 As transformações na gestão pública têm pouca visibilidade e também são consideradas por muitos como questões abstratas.

Ela definiu os tipos de normas e leis que fariam parte da legislação vigente.tancredo. diz respeito aos tipos de normas que integram a legislação brasileira. Um dos aspectos que merece ser tratado neste capítulo. vale ressaltar as transformações ocorridas desde a última Constituição até a que vigora atualmente. página 06 Entretanto. 58 da Carta vigente à época. E tais alterações tiveram o objetivo de tornar mais eficiente a forma de atuação do Congresso. quanto às transformações atinentes ao Poder Legislativo. introduzida no nosso sistema legal pela Carta de 1988. estabelecendo competências. Ambas são atos do chefe do Poder Executivo. quanto sua forma. conforme disposto no art. forma de elaboração e o processo a que deveriam se submeter para ingressar no universo jurídico.No que diz respeito à função legislativa. examinando o quadro acima. que a alteração substancial se deu pela substituição da figura do decreto-lei pela medida provisória. A última grande transformação nesse setor foi a própria Constituição Federal de 1988. os quais foram modificados pela Constituição de 1988.adv. O Congresso Nacional tem sua atuação definida na Constituição Federal. vedações. Sob esse aspecto. o ponto principal da reforma diz respeito ao processo legislativo. Mais adiante trataremos da medida provisória.br/capa . na Constituição de 1967. O processo legislativo sofreu diversas alterações ao longo do tempo. esse ato somente poderia tratar de segurança nacional ou de finanças públicas. competência e objetivos. O quadro abaixo mostra a situação anterior (relativa à Constituição de 1967) e a situação atual: Percebe-se. Fonte: http://www.

o universo de matérias a serem regulamentadas foi mais bem definido na Constituição atual. instrumento essencial ao planejamento econômico do país e ao desenvolvimento do Estado. As competências estão mais restritas e as limitações e vedações do poder regulamentar. o que terminava por produzir os mesmos efeitos indesejados do antigo decreto-lei. No entanto. O Poder Executivo. no que diz respeito à Administração Pública em sentido amplo. tudo que diz respeito ao processo legislativo sofreu diversas modificações ao longo do tempo.Com o instrumento do decreto-lei. sobre o Prêmio Hélio Beltrão. permitindo uma única reedição. Isso obrigou o Congresso Nacional a apreciar tais medidas ao fim do seu prazo. e espera-se do Estado que as transformações continuem a ocorrer. É um sistema orçamentário voltado aos resultados da gestão governamental. Podemos citar ainda algumas outras. em um primeiro momento. foi aprovada a Emenda Constitucional de nº 32. algo que jamais havia ocorrido na história do país. um desvirtuamento da função legislativa do Congresso. deveria ser exclusivo do Legislativo. página 07 O processo de transformação continuou e. enfim. b) O Tribunal de Contas da União. sobre as funções legislativas. rapidamente aprovava um decreto regulando determinada matéria. órgão que presta auxílio ao Congresso Nacional em sua função de controle externo. tentou minimizar o problema. A função legislativa do Congresso estava sendo assumida indevidamente pelo Executivo. desse modo. em 2001. Essa foi uma das alterações ocorridas no âmbito do Poder Legislativo. que deveria ser apreciado pelo Congresso Nacional em trinta dias. O processo legislativo ganhou bastante em transparência e os direitos do cidadão tiveram prioridade na concepção da nova Carta. c) De uma maneira geral. Algumas delas estão relacionadas abaixo: a) O ciclo orçamentário. Para tanto foram criados: o Plano Plurianual. de modo a propiciar uma maior eficiência do sistema em questão. A Constituição de 1988. por seu turno. caso contrário seria automaticamente transformado em lei. Discorreu-se sobre o Poder Legislativo Originário e Derivado. as competências para proposição de projetos de lei. . A forma de elaboração. Sem submeter-se a qualquer discussão parlamentar. O objetivo desse sistema é propiciar um mecanismo de controle mais eficiente das ações do Governo. sem apreciação das Casas Legislativas. que tratam da edição de leis propriamente dita. instituindo a medida provisória. diante de uma dificuldade imposta ao Governo. conclusão Conclusão Vimos que o Legislativo sofreu inúmeras alterações ao longo do tempo. o quorum para aprovação de cada tipo normativo. sob pena de provocar o trancamento da pauta sobre qualquer outra matéria pendente de apreciação. a Lei de Diretrizes Orçamentárias e a Lei Orçamentária Anual. O efeito disso era bastante nocivo à sociedade. que limitou a edição de medidas provisórias. a Carta Magna apenas citou as vedações que seriam impostas às normas baixadas pelo Executivo. em que é possível identificar o alcance de uma meta prevista em um programa de trabalho. o Executivo dispunha de um poder que. Essa situação se agravava em razão da natureza do decreto-lei. com a promulgação da Constituição de 1988 e alterações posteriores. em tese. Outros pontos também foram objeto de transformações nos últimos anos. surgiu para dar mais força à ação fiscalizadora da sociedade. Além disso. O Tribunal promove o controle dos gastos públicos com fundamento em norma constitucional. mais amplas. Havia. o decreto deixava de atender às reais demandas da população. É que o leque de matérias passíveis de regulamentação por medida provisória é bem maior que o anterior. o resultado não se mostrou melhor que o anterior. as medidas provisórias podiam ser reeditadas indefinidamente. Em lugar de restringir os assuntos a serem regulamentados. foi concebido de forma a propiciar maior eficiência em sua execução.

Dinâmica de Grupo aula 09 . Espera-se que o aluno demonstre capacidade de análise e domínio dos temas estudados. Modulo III Módulo III aula 01 . Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. seria praticamente impossível compreender os relacionamentos existentes entre as pessoas . o poder fiscalizador do Tribunal de Contas da União. o novo ciclo orçamentário.Organização Informal aula 04 .Comunicação Institucional aula 08 . Gestão . Avaliação Final de Módulo II Avaliação de módulo – São exercícios subjetivos.exercícios de auto-avaliação . Acesso pelo menu "Avaliação". caso em que ele enviará uma mensagem orientando-o nesse sentido. clique na atividade pretendida no painel de desempenho.Motivação aula 02 . a mudança de um Estado burocrático para um Estado gerencial.Motivação aula gravada em áudio MOTIVAÇÃO Segundo Chiavenato (2000). e uma maior transparência na coisa pública.Módulo II Aula 10 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos.Negociação Ganha X Ganha aula 05 .sobre a transformação da Constituição anterior para a de 1988. Para visualizar a correção. o Professor-Tutor pode solicitar que você reformule sua resposta. O acesso é pelo menu Avaliação.Inteligências Múltiplas aula 07 . evidenciando-se a mudança (ou não mudança) de decreto-lei para medida provisória. disponíveis ao final de cada módulo. que serão corrigidos pelos tutores.A Janela de Johari aula 01 .Estilos de Liderança aula 03 .Ferramentas Gerenciais aula 10 .Inteligência Emocional aula 06 . Todas essas mudanças evidenciaram o intento do Estado para efetivar ao longo do tempo. Lembre-se de que caso seja necessário. botão Avaliações.

Ou seja. Analisando as suposições acima. é aconselhável o estudo inicial deste tema para. De modo geral. ou seja. O comportamento é orientado para objetivos. uma necessidade. O comportamento não é fortuito nem aleatório. porém sempre direcionado para uma finalidade. Neste caso. Para dificultar ainda mais. Sendo assim. Porém. Em caso de dúvidas.sem um mínimo conhecimento da motivação de seu comportamento. é baseado na motivação que iremos responder. Nesse caso. concluímos que o comportamento não é espontâneo e nem isento de finalidade. em cada um de nós. acarretando diversos padrões de comportamento e valores sociais variados. Você reage da mesma forma que seu colega de trabalho ao ser motivado (a)? É provável que não. Tanto o meio no qual o indivíduo está inserido como a própria hereditariedade são fatores que influenciam no comportamento de cada pessoa. motivo é tudo aquilo que estimula a pessoa a agir de determinada forma. Ele está à sua disposição e pode ajudá-lo. Podemos observar essa afirmativa no modelo básico de motivação ilustrado por Chiavenato (2000). As pessoas são diferentes no que tange à motivação. Para um comportamento de atitude tomada. há três premissas que justificam o comportamento humano. página 02 A motivação tem um caráter contínuo. advindo do ambiente. Vale lembrar que as capacidades para atingir os objetivos são totalmente diferentes. teremos sempre à nossa frente algo a motivar-nos. acreditamos e prevemos. o mesmo para todas as pessoas. O comportamento é motivado. conforme a situação. a motivação está relacionada com o sistema de cognição de cada pessoa. somente depois. Quais são elas? O comportamento é um efeito."Mensagem") ou por e-mail. O comportamento é causado por estímulos internos ou externos. uma incitação. existe um impulso. quando alguém nos pergunta o motivo pelo qual agimos de uma certa maneira. . estudarmos os demais. As necessidades variam de pessoa para pessoa e também de situação para situação. praticamente. que possa ter um valor infinitamente superior ao que teria para outra pessoa. Algo intrínseco. Esse impulso à ação é provocado tanto por um estímulo externo. definir exatamente o conceito de motivação é algo complexo. o processo do qual eles resultam é. os valores sociais e as capacidades variam. como também pode ser gerado internamente nos processos mentais do indivíduo. O que seria motivação para você? Bem. as necessidades. Haverá sempre algum objetivo implícito ou explícito para esclarecê-lo. nossos atos são conduzidos pela cognição – pelo que pensamos. contate o seu tutor por meio da Plataforma de Educação a Distância do ILB (menu "Comunicação" . Apesar de os padrões de comportamento serem variados.

85). você tem condições de possuir autoconfiança. . situam-se no topo da pirâmide hierárquica. sentimentos de valor. dentre outros. de afeto e amor. desenvolveu uma teoria. Necessidades de auto-realização: essas são as mais elevadas. uma auto-avaliação e auto-estima. Tais necessidades são denominadas necessidades biológicas. as necessidades mais baixas e recorrentes. Já da metade da pirâmide para o seu ápice estão as necessidades secundárias. surgem sentimentos de inferioridade. 2000. Agora veremos o que representa cada uma delas. O que pode acontecer se tais necessidades não estiverem satisfeitas? É simples. psicólogo americano. de abrigo e reprodução da espécie. há o desejo de segurança.. pode acarretar a solidão ou a falta de adaptação social para o indivíduo. Necessidades sociais: é o convívio que você tem com outras pessoas. de repouso e descanso. Para Maslow. fraqueza. p. conforme o tempo). pois depende da percepção do estímulo (que modifica de pessoa para pessoa e na mesma pessoa.. Essa necessidade é fundamental em uma empresa. como de alimentação (fome e sede). A busca de proteção contra ameaça e a busca de estabilidade em um mundo previsível são manifestações típicas dessas necessidades. Necessidades de estima: são as necessidades relacionadas com a forma pela qual você se analisa e se vê perante a sociedade. poder. Tornar-se mais do que é e de vir a ser tudo o que pode ser” (Chiavenato. “São as necessidades que levam cada pessoa a tentar realizar seu próprio potencial e se desenvolver continuamente como criatura humana ao longo de toda vida. ou seja. São as necessidades básicas de todo indivíduo. São as necessidades que todos desejam possuir: a de aceitação por parte dos colegas. pois é considerada por Maslow como ativadora do comportamento humano. ou seja. podendo levar-lhe ao desânimo. cuja base contém as necessidades primárias. dentro ou fora do ambiente organizacional. página 03 Teorias Motivacionais Teoria de Maslow Abraham Maslow. a troca de amizade.O modelo será o mesmo para todas as pessoas? Sim. desamparo. Com essas necessidades satisfeitas. que a nomeou de Hierarquia das Necessidades Humanas. mas o resultado poderá variar de forma indefinida. tais necessidades estão organizadas hierarquicamente e a busca pela satisfação de algumas ou todas elas é que nos motiva a tomar alguma direção. as mais sofisticadas e intelectualizadas. Caso contrário. Observe a figura abaixo. Necessidades de segurança: no momento em que as necessidades humanas estão relativamente satisfeitas. tendo como parâmetro a questão das necessidades humanas. força. Maslow distribuiu as necessidades humanas em forma de pirâmide. Necessidades Fisiológicas: é o nível mais baixo da pirâmide hierárquica.

etc. Os fatores tornam-se atrativos no momento em que atividades estimulantes são agregadas ao cargo.Portanto. Constituem os fatores que são. segundo Chiavenato (2000): Herzberg difere de Maslow ao fundamentar. dinheiro. por exemplo. São dois os fatores motivacionais de Herzberg: 1. Para Vroom. “A expressão higiene serve exatamente para refletir seu caráter preventivo e profilático e para mostrar que se destinam simplesmente a evitar fontes de insatisfação do meio ambiente ou ameaças potenciais ao seu equilíbrio” (Chiavenato. reconhecimento. vai depender daquilo que você . segurança no cargo. provocam insatisfação.90). p. simplesmente evitam a insatisfação. três fatores são determinantes em cada indivíduo. 2. tornando o ambiente de trabalho agradável. 2. Sua teoria se restringe exclusivamente à motivação para produzir” (Chiavenato. Vroom desenvolveu uma teoria da motivação que rejeita noções preconcebidas e que reconhece essas diferenças individuais. 2000. objetivos pessoais do indivíduo: podem ser considerados como as necessidades básicas de cada ser humano. relação percebida entre satisfação dos objetivos e alta produtividade: nesse caso. iremos estudar a teoria de Herzberg. tais fatores não têm uma forte influência no comportamento dos empregados.87). mesmo que todas as necessidades sejam alcançadas. Fatores higiênicos: referem-se às condições físicas e ambientais de trabalho. Podemos conferir no diagrama abaixo a Teoria dos 2 fatores. aceitação social e até mesmo ter um trabalho mais interessante. Quando esses fatores estão em perfeita harmonia entre os funcionários. benefícios sociais. políticas da empresa. quando precários. segundo Chiavenato (2000): “Victor H. A teoria dos dois fatores de Herzberg. p. Contudo. Fatores motivacionais: estão diretamente relacionados ao conteúdo do cargo em si. Porém. Teoria dos dois fatores: os satisfacientes e os insatisfacientes página 05 O modelo contingencial de motivação de Vroom. a pessoa sempre desejará mais e dificilmente atingirá a satisfação plena e absoluta. página 04 Agora. são eles: 1. em sua teoria. 2000. utilizados pelas organizações. comumente. os fatores externos e o trabalho do indivíduo como motivadores do comportamento humano. Por exemplo: o salário.

Por fim.500 anos. Isso se o salário for baseado na produção. Pois produzir um número que destoa da média poderá gerar a rejeição do grupo. alguns recursos praticados na gestão de pessoas são folgas.19). p. dependerá dos valores. Em uma empresa. é mister oferecer oportunidades aos funcionários e espaço para que possam concretizar suas ambições. automaticamente irá se esforçar menos. das necessidades e da percepção que o indivíduo tem da realidade. Os seres humanos sempre foram movidos a recompensas. festas. terá uma forte motivação para produzir mais. . 2001. mas ao mesmo tempo pode virar um nada caso as pessoas deixem de existir nas organizações.. seja ela de natureza pública ou privada. p. p. para você ter sucesso é necessário desenvolver a capacidade de perceber mais além do que eles estão fazendo: o porque estão fazendo. Ainda com relação ao trato entre chefia e subordinado. Porém todos precisam ser motivados. Aquilo que o motiva. conclusão Conclusão Verificamos nesta aula que você reage de forma diferente das outras pessoas e que cada pessoa possui uma forma única de ser motivada. as ordens não serão respeitadas” (Sun Tzu.. conseqüentemente. Se você tem como objetivo obter um salário maior. se ele acreditar que o esforço despendido em um serviço teve pouco efeito no resultado. se assim o fizerem. 3. Um funcionário desmotivado pode causar sérios problemas à instituição. Porém. página 06 Pode-se verificar.” (Griffin. podem trazer problemas à organização. Sun Tzu afirma: “Comanda seus soldados com autoridade. 102). Sendo assim notamos que a motivação é algo intrínseco. outros estão em uma eterna busca. 1994. trarão somente benefícios àquele que o motivou. na frase de Maquiavel (2001).105). Caso tal área tenda à entropia. Se a fé diminuir. mesmo fazendo isso para motivar os empregados. Diante disso.. mesmo há 2. uma empresa é tudo. as demais também desaparecerão. cada indivíduo escolhe o grau com que deseja ser motivado. Muitos impérios e líderes tombaram devido às ações de funcionários que pareciam leais. use recursos que ajudem a desenvolver atitudes positivas na organização. que poderão abrir-te caminho para dentro do estado e facilitar a tua vitória” (Maquiavel. Porém. “. O que pode ser considerado importante para motivar funcionários? É preciso que o superior lhes passe pessoalmente algo inspirador e. haverá separação. como pôde ser visto na citação acima de Sun Tzu. jantares. se necessário. “Sempre se encontram descontentes e pessoas com desejo de inovar. percepção de sua capacidade de influenciar sua produtividade: um funcionário pode acreditar que seu poder influencia seu próprio nível produtivo. dentre outros. se você tiver uma necessidade de aceitação muito elevada pelos membros do grupo. não motivará seu colega. é necessário dar-lhes oportunidade e espaço para concretizar suas ambições. Caso contrário. como foi visto no início. provavelmente irá produzir abaixo do nível médio de produção. No tratamento com os funcionários. mantém-nos juntos pela boa fé e os torna serviçais com recompensas.considerar como prioridade na sua vida pessoal. Pois. provavelmente. Concluiremos este capítulo com um pensamento sobre um possível fim para a Gestão de Pessoas. 2002. que pessoas precisam ser motivadas e. se as recompensas forem deficientes. Contudo.. uns se contentam com pouco. é fundamental permanecer sempre atento a suas ações. bonificação em função de desempenho.

Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. Espera-se que os líderes que provêm do modelo patriarcal estejam preparados para atuar no cenário do novo milênio. Acesso pelo menu "Avaliação". Todavia. de forma diferenciada. Vários líderes atuais originaram-se de uma sociedade cujas empresas seguiam o modelo patriarcal de liderança.Gestão . necessariamente.Estilos de Liderança aula gravada em áudio ESTILOS DE LIDERANÇA Daremos início à aula de liderança com um breve conceito da palavra “liderar”.Módulo II Aula 1 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. A liderança sugere que a pessoa aceita pelo grupo tenha o poder de dirigi-lo. criativa. O primeiro estilo era considerado ‘mau’ e o segundo. Ao observarmos um líder. existem pontos em comum entre indivíduos. Destarte. é notório o valor de um líder servindo de bússola. o poder de mando existe. Liderar é liberar a capacidade criativa existente nas pessoas. Porém mesmo com todas essas diferenças. Logo. como dos liderados para com o líder. dentro de uma mesma organização. o que pode dar certo em um grupo pode não funcionar em outro. liderança é uma técnica que pode ser assimilada. . nas quais eles apenas eram os intermediários – nomeados pelas organizações – que faziam as ordens serem cumpridas. página 02 O Líder O líder é aquele indivíduo que todos querem seguir. aula 02 . pela hierarquia. aperfeiçoada e adaptada por todos que assim desejarem. Vale ressaltar que o estilo autoritário não tem relação com um estilo ‘mau’ e sim firme. ‘bom’. não existe um ‘estilo’ certo na escala da liderança. Observando as constantes mudanças no dia-a-dia. poderemos verificar que irá tomar variadas decisões no decurso de sua função. Isso decorre pelo fato de o grupo ser formado por seres humanos. aparência e caráter distintos. porém isso demanda comprometimento entre líder e liderado. indicando a direção a ser seguida. garantindo o sucesso e a eficácia organizacionais.exercícios de autoavaliação . que possuem personalidade. Isto é. e os indivíduos identificam no líder a sapiência de saber ouvi-los. Sendo assim. veremos a seguir três áreas principais existentes nos grupos de trabalho. em Avaliações. mas é legitimado pelo grupo e não. Uma das muitas fontes de confusão sobre liderança foi a introdução da idéia dos assim chamados ‘estilos’: a liderança autocrática. democrática e laissez-faire (ou ‘faça o que quiser’)”. para a obtenção de resultados satisfatórios. A fome no momento em que acordamos é um exemplo de necessidade comum a todos. A postura atual do líder deve ser empreendedora. o que exige confiança tanto do líder para com os liderados.

3) Os líderes irradiam energia positiva: “As pessoas baseadas em princípios têm uma aparência alegre. esperançoso e cheio de fé”. p. São abertas na maneira simples.10). Planejam cuidadosamente o futuro e adaptam-se com flexibilidade às circunstâncias mutáveis. Acreditam. 1994. baseadas em 8 princípios. procuram treinamento. São extremamente curiosos e estão sempre fazendo perguntas. porém poucos confidentes.indg. Quanto mais sabem. direta e não manipuladora com que se comunicam” (Covey. se assim desejassem e tivessem condições e virtude para tal façanha. no potencial subjacente de todas as pessoas. pois ao mesmo tempo em que Maquiavel dava conselhos ao príncipe. dava também ao povo. .. Os líderes vivem de maneira sensata o presente.. conforme Covey (1994): 1) Os líderes estão continuamente aprendendo: há uma busca constante de conhecimento na vida desse tipo de indivíduo. um eterno aprendizado.br/info/artigos página 03 Veremos a seguir algumas características de líderes. ou seja. Vamos fazer uma analogia com Maquiavel. p. para cima. Sua atitude é otimista. Qual a sua reação ao se deparar com energias negativas? Esses líderes tendem a neutralizar essas energias e com sabedoria conseguem lidar com elas. realmente. 1994. “São capazes de reconhecer seu próprio valor. Possuem vários amigos. assistem a aulas. (Covey. agradável e feliz. aprendem com os olhos e ouvidos bem abertos. Não gostam de serem detidas e são capazes de se adaptarem virtualmente a qualquer situação. página 04 6) Os líderes encaram a vida como uma aventura: pessoas assim fazem da vida uma verdadeira dádiva e resistem ao máximo tornarem-se discípulos de qualquer pessoa. 5) Suas vidas são equilibradas: os líderes mantêm-se sempre atualizados em relação aos assuntos e eventos mais recentes. leitura especializada. que se manifesta através de sua coragem e de sua integridade e através da falta de necessidade de gabar-se.Os três componentes básicos para atingir as metas Fonte: http://www. positiva. 2) Os líderes estão voltados para o serviço: podemos dizer que os líderes encaram a vida como uma missão e não como uma carreira. escutam os outros.com. e seu espírito é entusiasta. desenvolvendo sempre novas habilidades e interesses. descobrem que nada sabem. Acreditava que era possível a chegada deles ao poder. 4) Os líderes acreditam nas outras pessoas: tais indivíduos não se sentem superiores ou engrandecidos pelo simples fato de se defrontarem com as fraquezas dos outros.9).

São elas: confiança extremamente alta. 8) Os líderes exercitam-se pela auto–renovação: é fundamental cuidar das quatro dimensões da personalidade humana. p. Porém. A liderança carismática é mais indicada quando existe um propósito ideológico. 1994.14). 1994. Além de estar sempre mostrando a eles que.12). voltada para o serviço” (Covey. agressivos. página 05 Os líderes dessa teoria possuem alguns traços marcantes de personalidade. por isso se torna mais comum a aparição de um líder carismático na política ou na guerra.105). Estilos de liderança para Robbins (1999). “O general que avança sem desejar fama e recua sem temer o descrédito. A teoria da liderança carismática é considerada como a extensão da atribuição de liderança. a maioria dos especialistas acredita que os indivíduos podem receber treinamento com o objetivo de demonstrar comportamentos carismáticos. Ou seja. Esta teoria lida com pessoas tentando fazer uma ligação entre causa e efeito. deve ser atribuído a algum fator. p. Será que no seu trabalho existe algum líder carismático? Já dizia Maquiavel: “Nada torna um príncipe tão estimado quanto realizar grandes empreendimentos e dar de si raros exemplos” (Maquiavel. propriamente dito. é a jóia do reino” (Sun Tzu. 2001. a seus seguidores. Com isso. confiança de que eles conseguem alcançá-las. se for necessário. a emocional e a espiritual. p. Porém. 2002. O mesmo ocorre com os líderes. normalmente. domínio e fortes convicções em suas crenças. “Esses princípios da auto–renovação gradualmente produzem um caráter forte e saudável com uma força de vontade poderosamente disciplinada. A teoria de atribuição de liderança é utilizada como ajuda para explicar a percepção de liderança. 1999. . p. Depois de termos visto sobre alguns assuntos importantes dentro dos estilos de liderança. Quando algo acontece. a mental. os líderes carismáticos têm três características marcantes que os diferem de um líder não carismático. inclusive você. uma expectativa é criada nos seguidores fazendo com que surja uma ligação entre o presente e um melhor futuro para a organização.73). pois “a teoria da atribuição diz que liderança é meramente uma atribuição que as pessoas fazem a outros indivíduos” (Robbins. São elas: teoria de atribuição de liderança. De acordo com uma revisão das teorias de liderança realizada por Robbins (1999).7) Os líderes são pessoas sinérgicas: “Sinergia é o estado em que o todo é mais do que a soma das partes” (Covey. liderança carismática. São considerados possuidores de fortes habilidades verbais. verificou-se que são quatro as abordagens mais recentes. compreensivos e dispostos para o trabalho. faz auto–sacrifícios para atingir o desejado. pessoas sinérgicas são aquelas que se adaptam e aceitam facilmente uma mudança. ainda que alguns autores afirmem que carisma não pode ser aprendido. articulados por eles próprios. cujo único pensamento é proteger seu país e prestar um bom serviço ao soberano. influencia seus seguidores através de processos atraentes. Podemos verificar um propósito ideológico na frase de Sun Tzu. O líder expõe expectativas altas de desempenho e demonstra. liderança transacional versus transformacional e liderança visionária. p. podemos adentrar nesse assunto. são elas: a física. além de serem bastante produtivas e criativas. ou então quando uma empresa está introduzindo algo radicalmente novo ou passando por uma crise. Qual o comportamento desse tipo de líder? O carismático.232).

p. onde todas as áreas tenham conhecimento do que se passa. a qual afirma que cada indivíduo possui diversas formas de atingir a satisfação profissional. 71). “A liderança transformacional está mais fortemente correlacionada do que a liderança transacional a taxas de rotatividade mais baixas. a liderança visionária é aquela que possui a capacidade de criar e articular uma visão realista do futuro para o ambiente organizacional.235). Além de inquiridores e prestativos.Destruidor: são líderes completamente egocêntricos e vêem o mundo a partir de suas próprias convicções. A liderança transformacional possui uma ligação estreita com a carismática. Qual o motivo desta forte correlação? Será pelo fato de os líderes prestarem atenção nas necessidades individuais de seus seguidores? Observando esta pergunta. Sendo assim. é um exemplo de líder visionário. O objetivo dos líderes planejadores é expandir os conhecimentos. sobretudo. Suas negociações são bem . p. os líderes guiam ou motivam seus seguidores na direção de metas estabelecidas. 4. A liderança transacional versus transformacional: na liderança transacional. 2. Maquiavel. 3. produtividade mais alta e satisfação de empregado mais alta” (Robbins.Procrastinador: são indivíduos absolutamente nervosos e relutantes. além de fazerem com que os mesmos vejam velhos problemas de maneiras novas e os estimulem e inspirem a darem mais de si para alcançarem as metas estipuladas. pode ser feito um paralelo à motivação. 1. Além disso. O Estilo de Liderança pode ser classificado em cinco versões. em seu livro O Príncipe. e para isso é necessário que tenha comunicação oral e escrita claras. Não possuem consideração para com os outros e tiram vantagem daqueles que agem conforme o solicitado. a partir de acontecimentos presentes e passados. Por fim. 5. Praticamente vivem de algum passado glorioso e tentam de forma repetida revivê-lo. deve agir como antes agiram alguns homens excelentes que se espelharam no exemplo de outros que. explicando a eles quais são as exigências do papel e da tarefa em troca de recompensas pelos esforços realizados. Os perfis são os seguintes: destruidor. são de fácil convivência. podemos dizer que o indivíduo carece de uma atenção um pouco mais direcionada as suas necessidades individuais. paralisador. eles se interessam com o ambiente externo e também com o que podem aprender com você. 1999.Paralisador: esses tipos de líderes ficam parados no tempo. procrastinador.Planejador: o estilo de liderança dos líderes planejadores envolve lidar com o mundo real.página 06 O líder tem uma visão voltada para o bem da organização e a satisfação pessoal de atingir as metas estabelecidas. mas têm princípios firmes e imutáveis. página 07 Não basta o líder possuir apenas a visão. ele deve explicar a visão aos outros. ver como se comportaram nas guerras. antes deles. planejador e realizador. haviam sido louvados e glorificados. Pode-se verificar no seguinte trecho: “Quanto aos exercícios da mente. E os líderes transformacionais inspiram seus seguidores a ultrapassarem seus interesses próprios para o bem da empresa e também prestam atenção nas necessidades individuais de seus seguidores. Mas. em tempo real.Realizador: os líderes realizadores são considerados indivíduos vibrantes e coerentes. 2001. Tendem a adiar as tarefas que necessitam execução ou se afastam delas. deve o príncipe ler as histórias e refletir sobre as ações dos homens excelentes. ele deve demonstrar tal visão através de comportamentos e estendê-la para a organização como um todo. e examinar as causas das vitórias e derrotas a fim de poder escapar destas e imitar aquelas. e cujos gestos e ações procuraram ter sempre em mente” (Maquiavel.

Além de trazer ordem e segurança. então. Alguns indivíduos possuem os mesmos traços. Líderes carismáticos ou autoritários. Diferenças primárias entre gerentes e líderes Até mesmo nos dias atuais não seria possível identificar um conjunto de traços de personalidade comum a todos os líderes. eles incluem as pessoas comunicando a elas essa visão e motivando-as a vencer obstáculos. o estilo irá depender das características que o suposto líder apresentará. os líderes estabelecem direção desenvolvendo uma visão do futuro. dependendo do modo como agir. Porém o chefe pode se transformar em um líder. Já o líder trata com a mudança. Silva (2002) realiza uma comparação entre chefes e líderes. Quais as diferenças existentes entre os chefes e líderes? O bom chefe traz ordem e segurança ao se projetar planos formais. Chegamos à conclusão que não há estilos de liderança pré-estabelecidos. Não acumule dúvidas. conforme podemos visualizar no quadro abaixo. Com a finalidade de agregar um pouco mais de conhecimento a respeito dos líderes. As denominações de estilos são variadas. diversas nomenclaturas. planejar estruturas organizacionais rígidas e observar os resultados dos planos. suas estratégias são bem planejadas e comunicadas e seus liderados demonstram orgulho de ter um líder realizador. seus empreendimentos sempre são concluídos. veremos algumas diferenças entre eles e os chefes.sucedidas. conclusão Conclusão . porém a essência é praticamente a mesma. porém não necessariamente todos são líderes. Procure saná-las logo que apareçam. página 08 Diferenças entre chefes e líderes Nem todo chefe é líder.

O importante é a postura de um líder.Módulo III Aula 2 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. em Avaliações. também. Estrutura Organizacional A estrutura organizacional estabelece como as tarefas de trabalho são formalmente divididas. Verificamos na aula que a liderança carismática é mais indicada quando existir um propósito ideológico. ao contrário.Organização Informal aula gravada em áudio ORGANIZAÇÃO INFORMAL Toda organização informal está inserida em uma estrutura organizacional. Depois de termos visto sobre organização. devemos estar sempre buscando resultados satisfatórios e positivos. isso se torna algo difícil de executar”. que visa ao alcance dos objetivos e resultados estabelecidos. Porém. Para que a organização de uma empresa seja adequada. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. A liderança utilizada dependerá do ambiente no qual a instituição estará inserida. Porém. relações funcionais. talvez fosse a melhor solução. cuja estrutura organizacional é composta de órgãos. aula 03 . pois em um mercado competitivo como o nosso. No entanto se a situação for de combate. Gestão .Podemos concluir que a existência da figura de um líder em uma organização é imprescindível para o bom andamento das tarefas. pode ser carismático.exercícios de autoavaliação . Em contraposição à organização formal. cargos. Os estilos vistos nesta aula podem ser usados por uma mesma pessoa em situações diferentes. vamos discorrer um pouco sobre estrutura organizacional. podemos dar início às organizações informais. níveis hierárquicos etc. Esses quesitos constituem a organização formal de uma empresa. Por exemplo: um líder carismático pode ser autoritário em algumas situações. Finalizaremos este capítulo com um pensamento de Maquiavel (2001). a organização informal é formada por um conjunto de interações e de relacionamentos que são criados entre os funcionários de uma organização e prega a importância do relacionamento interpessoal dentro e fora das organizações. devido às próprias condições humanas e ambientais. a liderança autoritária não soaria mal. o qual diz que “seria muito vanglorioso um príncipe possuir apenas qualidades boas. Organização É a ordenação e agrupamento de atividades e recursos. Essa postura deve ser empreendedora e criativa. Para isso daremos um breve conceito de organização. pode-se considerar notório o desenvolvimento da estrutura organizacional. Para entendermos melhor o que é e como funciona uma organização informal. não existe um estilo de liderança modelo ou desejado. E o autoritário. Acesso pelo menu "Avaliação". estrutura organizacional e organização formal. . agrupadas e coordenadas.

No quadro abaixo. Agora surge a pergunta: Qual a função dessa organização em uma empresa? A resposta é simples. É a partir dos grupos formais que surgem os informais. tais componentes estão listados para que possamos visualizar de maneira clara. . precisa e didática. desenvolvida por Elton Mayo. É importante observar que a organização informal possui alguns componentes que se entrelaçam. para os indivíduos.página 02 A organização informal Alguns estudiosos da Teoria das Relações Humanas verificam. com a Experiência de Hawthorne. Em seguida discorreremos sobre cada um deles. infelizmente. e é justamente essa variedade de comportamento que é denominada de organização informal. página 03 Grupos informais As organizações são formadas apenas por grupos formais? Não. Os grupos informais são criados pela iniciativa dos próprios funcionários e desenvolvem-se para realizar tarefas variadas com interesses comuns. Caso não existissem os grupos informais. como amizades ou inimizades. todo indivíduo necessita de um mínimo de interação com outros indivíduos nesse sistema informal de relacionamentos. que o comportamento dos indivíduos no trabalho não poderia ser perfeitamente compreendido sem que as organizações informais fossem consideradas. com isso nascem os sentimentos de amizade e interesse que são a base dos grupos informais. não aparecem no organograma. já vimos a importância. O comportamento e os tipos de relações que os funcionários mantêm dentro de uma empresa. à semelhança social e aos problemas que qualquer ser humano defronta. certamente algumas pessoas se sentiriam desmotivadas a ir trabalhar. da presença de grupos informais em uma empresa. devido à proximidade física. Seja para organizar um grupo com a finalidade de jogar futebol nos fins de semana ou para reunir com objetivo de reivindicar pela posse de um espaço físico dentro da empresa e até o simples convívio de forma social são exemplos de grupos informais. grupos que se identificam ou não.

Agora vamos dar início ao segundo. com características próprias. “Cultura organizacional significa um modo de vida. Daremos início ao terceiro componente. página 05 . uma norma de conduta foi estabelecida no departamento ou sala na qual trabalha e. Essas normas surgem de opiniões e entendimentos implícitos ou explícitos entre os funcionários da organização.531). só que você começa a trabalhar sempre às 8h30min. que são os grupos informais. O expediente tem início às 8h. expectativas e valores. À medida que as normas de conduta ganham força nos grupos organizacionais. Ao se comportar dessa maneira. Já vimos sobre o primeiro componente de uma organização informal. um sistema de crenças. página 04 Normas de conduta As normas de conduta regularmente conflitam com o regulamento interno da organização. Imaginemos a seguinte situação. por meios implícitos. Cultura Organizacional Pode-se dizer que as normas de conduta estão entre os elementos mais significativos da cultura organizacional. os colegas que mantêm essa conversa com você terão a mesma conduta. podendo acarretar problemas. com a sua própria cultura e com um sistema de valores” (Chiavenato. O quadro abaixo indica quais são esses papéis. 2000. uma forma de interação e relacionamento típicos de determinada organização. pois esses 30 minutos são dedicados àquela boa conversa informal com seus colegas de trabalho. Cada organização é um sistema complexo e humano. p.Os grupos informais executam quatro tipos de papéis dentro das organizações. as regras burocráticas perdem sua credibilidade entre esses funcionários.

. Como as normas de conduta já mencionadas. a cultura organizacional abrange outros elementos que veremos em breve. os outros componentes da cultura organizacional serão citados conforme dito. São eles: página 06 Não iremos precisar de muitos artifícios para a compreensão desses componentes. Agora citaremos alguns indicadores que identificam e analisam a cultura das organizações.Funcionário ocupado é sinônimo de pessoa produtiva. . Vejamos alguns exemplos de crenças.Além das normas de conduta. valores e preconceitos que ocorrem no nosso dia-a-dia.

Um exemplo de questionário objetivo pode ser observado na figura que segue. 2000. Exemplos de símbolos: uniformes. os símbolos. Por fim. Elevador social para funcionários administrativos e o elevador de serviço para os funcionários da manutenção e limpeza. O que pode ser para alguns uma excelente fonte motivacional.A empresa é uma grande família. objetos. valores e preconceitos. de forma geral. página 07 Questionários devem ser aplicados dentro da empresa com perguntas objetivas. logotipos. possui um importante papel dentro de uma empresa. decoração das instalações etc. valores e preconceitos estão na base das normas de conduta. Entendidos crenças. os laços existentes entre funcionários e o senso de identidade comum. o último componente a ser analisado da organização informal. Esse elemento é formado por palavras. ademais de reconhecer publicamente o desempenho dos melhores funcionários. daremos continuidade com cerimônias e rituais. como as pessoas se relacionam” (Maximiano. influenciando a maneira como os chefes tratam seus funcionários e. com direito a desavenças e o chefe representa o pai.A distinção dos funcionários de uma organização através dos elevadores. “Crenças. facilitando a mensuração da qualidade percebida por cada funcionário. . p.. Cerimônias e rituais estão relacionados a eventos sociais realizados para funcionários da própria organização. Clima organizacional Clima organizacional. reuniões ou não se fala no assunto? É necessário que os sentimentos em relação à realidade objetiva da organização formal sejam mensurados. O objetivo desses componentes é reforçar os valores organizacionais. onde os funcionários irão assinalar apenas uma alternativa. ações ou eventos que significam algo para as pessoas e grupos da organização. Naturalmente. Como os níveis de satisfação ou insatisfação são apreciados no seu trabalho? Através de questionários.258). . os símbolos são facilmente modificados em uma cultura organizacional.

b) Status: os indivíduos se sentem mais prestigiados pela sua importância em uma organização informal do que propriamente pela sua posição na organização formal. A responsável pelos padrões de desempenho é a motivação individual com relação aos objetivos da empresa. infelizmente. g) A organização informal transcende a organização formal: a organização formal está presa a horários e normas. a fim de verificar se a . Contudo. Depois de termos estudado a organização informal você se considera apto (a) a listar algumas características desse tipo organizacional? É justamente isso que veremos agora. conseqüentemente. Quando um indivíduo é solicitado em uma reunião de trabalho. página 08 Características da organização informal a) Relação de coesão ou de antagonismo: são as relações criadas entre pessoas de diferentes níveis. por isso há a necessidade de aplicar questionários dentro da empresa com todos. Cada funcionário terá uma realidade percebida. As relações desenvolvidas entre os funcionários de uma empresa não aparecem no organograma. os relacionamentos criados dentro de uma organização formal. limpeza e integração com os colegas. f) Mudanças de níveis e alterações dos grupos informais: os grupos informais tendem a se modificar com as alterações realizadas na organização formal. através dos resultados obtidos. algumas mudanças podem ser trabalhadas de maneira direcionada ao foco. quando é chamado para comparecer a uma reunião informal em um bar. d) A possibilidade da oposição à organização formal: quando a organização informal é manipulada de forma inadequada pode ocorrer uma oposição à organização formal. e) Padrões de relações e atitudes: existem pessoas que desenvolvem espontaneamente padrões de relações e de atitudes e que são aceitos e assimilados pelos seus componentes. um funcionário sofreu um remanejamento e foi lotado em outro departamento. conclusão Conclusão As organizações informais são. Porém é importante que participem pois. os funcionários que assim desejarem não precisam se identificar. c) Colaboração espontânea: em uma organização informal o nível de colaboração espontânea é infinitamente superior ao da organização formal. Já a organização informal escapa a essas limitações. bem como podem estar em harmonia ou não com a organização. Seria interessante fazermos uma comparação do andamento da organização formal e da informal. simplesmente. certamente esse funcionário se sentirá querido pelo grupo. pois exprimem os interesses do grupo. Podem ser maiores ou menores. podem trazer malefícios. ele sabe que o desejado no momento é simplesmente seus serviços e conhecimentos. Por exemplo. A intensidade e duração desses relacionamentos são extremamente variáveis. ele fará parte de outro grupo informal. o que produzirá sentimentos individuais.Todos os elementos que compõem a organização formal afetam os sentimentos dos funcionários. o que resulta desarmonia com os objetivos da empresa. podendo ser relações pessoais de simpatia ou de antipatia. Esses relacionamentos ao mesmo tempo em que podem ser úteis à empresa. desde a localização física até os objetivos organizacionais. h) Padrões de desempenho nos grupos informais: nem sempre esses padrões correspondem aos estabelecidos pela administração. O porquê disso? O prazer e a satisfação existentes na organização informal. Porém. estando “presa” apenas às vontades que cada indivíduo tem. não esquecendo dos salários.

Acabamos de ver uma negociação ganha-ganha. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. onde o funcionário conseguiu aumentar um pouco o prazo inicial e o chefe recebeu um bom trabalho alguns dias após o desejado inicialmente.informal está coesa ou não com os objetivos organizacionais.Negociação Ganha x Ganha aula gravada em áudio NEGOCIAÇÃO GANHA-GANHA Uma negociação envolve. pode afetar o ambiente formal da empresa acarretando insatisfação pessoal. em Avaliações. Ou seja. geralmente.Módulo III Aula 3 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. Acesso pelo menu "Avaliação". Certamente. comerciantes e também no local de trabalho. . documentos históricos e também há a necessidade de elaborar gráficos. Pois. Você analisa o trabalho e nota que é necessário pesquisar em livros. em sua maioria. conflitantes.exercícios de autoavaliação . quando você começou a trabalhar na empresa/instituição na qual está. este deve conter o objetivo final e a estratégia para alcançá-lo.Pede. então. Vejamos um exemplo simples de negociação no ambiente organizacional. aula 04 . Para uma negociação ser bem-sucedida é necessário que um plano de ação seja estabelecido. Esse módulo irá mostrar como tal processo se desenvolve e explanar algumas técnicas para que uma negociação seja conduzida com resultados satisfatórios a todos. Negocia junto a ele o tempo ideal e depois de muita conversa chegam a um acordo que em 15 dias o trabalho estará pronto. Seu chefe lhe pede para realizar um trabalho em 10 dias. Ou seja. Conclui que o prazo de 10 dias será pouco para finalizar o trabalho. Gestão . As negociações acontecem todos os dias entre familiares. a preparação é relevante quando o assunto é negociar. lados opostos com interesses. a necessidade de existir uma organização informal dentro de uma empresa é imprescindível. Concluímos que a organização informal tem sua origem na necessidade que cada pessoa possui em conviver com os demais seres humanos. um prazo de 20 dias e explica ao seu chefe que não terá condições de lhe entregar um trabalho de boa qualidade tão rapidamente. quando uma relação agradável não é estabelecida. um dos seus desejos era estabelecer relações satisfatórias informais com seus companheiros.

esgotando quaisquer tipos de diferenças que ainda perdurem para que o resultado final satisfaça as partes envolvidas na negociação. Porém. com o acordo estabelecido. É necessário fazer a manutenção do processo. ou seja. página 03 Você pode estar pensando que. Afinal. O mesmo acontece nas negociações. Porém para uma negociação ganha-ganha atingir o sucesso e perpetuar a relação de parceria durante longo prazo. 2. São eles: 1. uma menor sensibilidade a preços durante a negociação. Por um razão ou por outra. correto? Se considerarmos a negociação um processo que se completa em apenas uma negociação. as pessoas não têm mais o empenho original em cumprir o acordo e acabam depositando suas energias e interesses em outro lugar. A negociação ganha-ganha não pode ser considerada um jogo. quer sentir-se um perdedor. jantares e conversas informais. À medida que um indivíduo é derrotado várias vezes. para um acordo ser bem-sucedido uma relação precisa ser bem desenvolvida.permitir que o relacionamento se desenvolva. o que resta a fazer é transformar em documento todo o combinado. Como a manutenção pode ser feita? Podemos fazê-la por meio de visitas. ou seja. uma vez conseguido um acordo satisfatório. Desenvolver uma relação ganha-ganha é fácil quando estamos dispostos a seguir estes passos: 1. principalmente pelo fato de existir essa relação de confiança. . um acordo já pode ser discutido de igual para igual. concorda? Se mesmo depois de todos os quesitos acima preenchidos ainda houver áreas nas quais ambas as partes discordam.página 02 O processo termina com resultados positivos ou negativos para ambos.cultivar um sentimento de confiança recíproco. pois a outra parte não terá motivo para ser desonesta ou evasiva em suas respostas. Provavelmente o erro mais comum no âmbito dos negócios é concluir que. O problema reside na filosofia ganhador-perdedor. inclusive você mesmo. Esses pontos foram citados para lembrar que antes de qualquer negociação é válido conhecer com quem se está negociando. antes de discutir negócios para valer. 3.relações ganha-ganha: fazer com que ambas as partes se sintam a vontade com a negociação.planos ganha-ganha: considera importantes a própria meta e a de quem está negociando. também fazem perdedores. plenamente. Até soa mal! Em uma negociação ganha .planejar atividades que permitam desenvolver um relacionamento pessoal positivo com aquele que iremos negociar. ao mesmo tempo em que se fazem ganhadores. Em Marketing existe uma máxima que diz que “um cliente mantido é mais lucrativo que um cliente conquistado”. talvez seja assim.ganha. manter um contato constante com os indivíduos que participaram da negociação. a manutenção deve ser feita. Em suma. Nos acordos ganha-ganha as metas de ambos os negociadores são conciliadas para chegar a um acordo mutuamente plausível e aceitável. ninguém. o acordo é mútuo. ele não quererá mais jogar com você. Depois de consolidado um relacionamento amigável. dentre outros benefícios. é melhor conhecer quem será seu parceiro. o método ganha-ganha é composto por quatro passos. 2. a solução é aprofundar ainda mais os pontos em desacordo. obtendo assim um desempenho satisfatório. Como vimos no acordo traçado pelo chefe e seu subordinado. pois em um jogo. nenhuma das partes sai vencida no arranjo. Na vida. que traz. a negociação está encerrada.

a negociação não é um ato isolado que começa com um contato visual e termina com um aperto de mãos.manutenção ganha-ganha: encoraja as pessoas a honrar seus compromissos como também manter as relações. Tipos de negociação em uma empresa Modalidades diferentes requerem formas diferentes de negociar. ao contrário do que alguns pensam. 4. Compreendido o que é negociação ganha-ganha. caracterizando a negociação ganha-ganha como algo que não tem fim. .acordos ganha-ganha: ambos atingem suas metas. A seguir podemos analisar três tipos de negociação que estão presentes no cotidiano de qualquer indivíduo. veremos os tipos de negociação existentes em uma empresa. página 04 Esse processo em forma de círculo simboliza a continuidade.3.

quando não há um planejamento prévio. teremos então três finais. Observe: . Ao todo.página 05 Independente da área que se for travar uma negociação esteja preparado (a) para um acordo e não se esqueça de formular sua estratégia de acordo com o tipo de negociação. Quando uma negociação é planejada anteriormente. ela segue um único caminho. o resultado poderá ter dois desdobramentos.

listaremos algumas manobras utilizadas por algumas pessoas durante relações de negócios: 1.fazem ataques pessoais. 3. tente ver sob todas as óticas possíveis.tendem a introduzir de forma inesperada novos temas. juntos. Concentre-se para não perder o ponto da negociação em que estava! 2. pensamento convergente e divergente a fim de buscar alternativas de ganho comum. Ao negociar.tentam lhe distrair. jamais com raiva. pense nas negociações que tem feito e tire suas conclusões. Vamos analisar. Para que você não seja surpreendido (a). Rebata com bom humor.Táticas de negociação Um negociador que não costuma utilizar o ganha-ganha é facilmente identificado durante o processo de negociação. Assim. algumas questões que foram detectadas durante esse processo e tentar seguí-las. no momento da negociação. Não confunda o outro negociador com idéias ou posições irrelevantes. o foco acaba desviando dos aspectos finais.induzem a encerrar as negociações antes que você esteja satisfeito (a) com as condições oferecidas. Ter. Se você está disposto (a) a manter uma negociação saudável por um longo período. Volte ao assunto desejado! Acabamos de ver algumas táticas adotadas por alguns negociadores que não utilizam a negociação ganha-ganha. . Resista! 4.

Se não há mais dúvidas entre os negociadores e se as partes estão satisfeitas. vamos conhecer mais um pouquinho sobre eles. mesmo que você saia arrasado (a) e acreditam que você está a mercê do dinheiro delas. Vamos tirar aquela idéia da cabeça de que só é bom quando ganhamos. você até pode chegar ao seu destino. ao contrário dos que muitos pensam. na negociação ganha-ganha o empate é o melhor resultado e principalmente se o relacionamento foi amigável e prazeroso. no qual um perde e o outro ganha. Existe uma fase muito importante. pois a negociação não termina com o acordo firmado. Se o taxista quiser tirar vantagem. Porém. Contudo. a negociação ganha-ganha existe para provar . No momento do fechamento de acordo. uma negociação não é um jogo. Negociadores problemas: se for algo comum na sua vida se deparar com pessoas problemáticas. Lembre-se. A fim de saber se o resultado também agradou a outra parte e dar seguimento a futuras negociações. com o aperto de mãos. Assim sendo. não fique retornando a pontos que já foram solucionados anteriormente. O problema é que o caminho que vai percorrer pode ser bastante longo e também dispendioso. Isso não seria ético e nem caracterizado como negociação ganha-ganha. Repetir constantemente as mesmas táticas pode irritar o outro negociador. é preciso se perguntar qual papel está interpretando nesses diálogos que faz os outros se comportarem desse modo. e quando há o empate. Ao contrário. é preciso convencê-las que o resultado ganha-ganha é uma possibilidade mais agradável. acreditar nele. Procure desenvolver um bom repertório de táticas de informação. é necessário que seja feito um plano de ação. Quando o assunto é negociação a dica é: anote tudo. Tomadores de decisão indecisos: se já não é fácil conversar com alguém decidido. Se você não estiver bem preparado. Será que não tem informação relevante ou está desconfiando de algo? Se necessário faça um esboço do processo. preparar aquilo que se deseja conseguir. ou seja. você é responsável pelo que acontece. a negociação não termina como acordo finalizado ou. ambos saem insatisfeitos. a sua vida será maravilhosa se todos os indivíduos com quem você lida forem calmos. tempo e poder. O que esse tipo mais gosta de fazer é negar o que foi dito no encontro anterior. como conhecemos. não há porque ficar desviando a celebração do acordo com assuntos já esgotados. imaginemos um negociador indeciso. e o pior. Tenha formas de avaliar e controlar o que foi acordado. Espero que você não conheça esse tipo. honestos e moderados.página 06 Em grande parte das negociações existe uma série de temores. Que tal finalizarmos este módulo com alguns tipos de negociadores? Afinal. O que podemos falar é para você se prevenir. é capaz de ficar confuso. pois no caso de impasse você saberá quais objetivos foram atingidos e se compensará prosseguir a negociação. a manutenção. Você conhece algum tipo assim? Negociadores eu-ganho-você-perde: são pessoas que querem sempre sair por cima. A negociação é como pegar um táxi em uma cidade desenvolvida. conclusão Conclusão Para que uma negociação seja satisfatória para as partes envolvidas. Formular adequadamente seus objetivos máximos e os mínimos. Mentirosos: esse tipo é complicado. Jamais indique ou coloque em pauta alguma fraqueza do outro negociador. Caso conheça.

aula 05 .exercícios de autoavaliação . esse não é o nosso foco.Módulo III Aula 4 Para efeito de sua própria autoavaliação. Para isso é fundamental a compreensão de duas etapas: a) como aplicar a autoconsciência A autoconsciência é a percepção que você deve possuir com relação às suas reações. A ajuda é um deles. Existem outros meios construtivos de indicar o erro de alguém. realize as atividades localizadas no menu lateral: "Avaliação". Voltemos à autoconsciência. noventa e seis por cento estão relacionados a outras formas de inteligência. comunicar e operar em . é trabalhar as emoções a seu favor. Tendo consciência. Algumas informações valiosas são sentimentos. Como esses sentimentos irão lhe ajudar? Simples. Em outras palavras. com certeza. por entendermos que é uma área de grande relevância. então. O foco do nosso estudo será dado à inteligência emocional no trabalho. sensações. por exemplo. inteligência emocional? Inteligência emocional é simplesmente o uso racional das emoções. ou seja. Com isso. vamos falar sobre como expandir a sua inteligência emocional. Porém. de que o seu tom de voz está ficando cada vez mais alto com seu colega de trabalho por ele ter feito um serviço errado. ações e intenções. ou seja. agir.que o resultado positivo para os dois negociadores é a melhor saída. mas também fora dele. avaliações. a intrapessoal.Inteligência Emocional aula gravada em áudio INTELIGÊNCIA EMOCIONAL Todos conhecemos pessoas cheias de bom senso ou criatividade que se saíram de maneira medíocre em testes acadêmicos ou levam anos tentando passar em um concurso público. eles irão lhe ajudar a compreender como reagir. Essas pessoas são um constante lembrete de que é necessário mais do que cultura acadêmica para se ter sucesso. Com esse estudo você estará apto (a) a apurar as técnicas da inteligência emocional não apenas no trabalho. ignoramos completamente as descobertas de que o QI está relacionado a apenas quatro por cento do sucesso no mundo real. para que seus resultados sejam aperfeiçoados à medida que consegue ditar o comportamento e raciocínio. O que é. e é justamente a mais significativa que vamos abordar agora. Gestão . O intrapessoal e o interpessoal A inteligência emocional no trabalho divide-se em duas partes: o uso intrapessoal e o interpessoal. está ao seu alcance. página 02 Intrapessoal Primeiramente. A primeira atitude a ser tomada é recorrer à “caixinha” de informações sobre si mesmo que.

Observe as sensações do seu corpo: o tecido da sua blusa é macio. exercitar sua consciência sensorial. mas. devido ao fato de a inteligência emocional somente se iniciar quando a informação pode ser percebida. página 03 Para navegar com eficiência no seu mundo de trabalho. esclarecer e alterar suas avaliações. tendo ele ainda lhe dito que os resultados de seus colegas eram infinitamente superiores ao seu. audição. b) como controlar suas emoções . fazendo com que você se torne ainda mais eficiente em seu ambiente de trabalho. a blusa estava “pinicando” e o barulho era insuportável. Porém. um neném chorando do outro lado da rua. Este possui um valor muito grande: reviva mentalmente uma situação aflitiva. a maioria dos casos. com comércios e prédios nas proximidades. Para controlar a raiva. você será capaz de examinar. Respire fundo e tente identificar o maior número possível de odores (alguns quase imperceptíveis na correria do dia-a-dia). se respondeu não. agora. o passeio não foi agradável porque o sapato estava apertado. Vamos. Foram poucas as que agregaram algo construtivo na sua vida. Pense na sua autoconsciência como sendo um giroscópio que lhe manterá centrado (a) e o (a) alertará sempre que você se desviar do curso. você tem de ter consciência daquilo que a provoca e de como o afeta. Sinta o aroma perfumado do sabão que sai da lavanderia ou o cheiro da comida que vem de um restaurante. só que regado por agressões verbais. você e um colega de trabalho. saber o rumo certo e como permanecer nele. A autoconsciência está no cerne de cada uma das aptidões citadas anteriormente. ao prestar atenção em seus sentidos. Um bom exemplo para esse fato é o controle da raiva. pelo qual todos já passamos. porém essa discussão está pegando um caminho que lhe leva à raiva. Até agora vimos que a autoconsciência requer prática. Vejamos um exemplo claro. Preste atenção em todos os sons. Depois conversaremos sobre isso. tato e paladar – são as fontes de todas as suas avaliações sobre o mundo. Seus sentidos – visão. confortável ou áspero e incômodo? O sapato está apertado? O salto é muito alto que chega a incomodar? Sua consciência sensorial será aguçada com a prática desse exercício. sua destreza interpessoal e suas habilidades como mentor emocional podem ser maximizadas. Provavelmente só lhe trarão malefícios. numa rua movimentada. página 04 Por exemplo. O ‘bate-boca’ continua. estamos no caminho certo. Vejamos outro exercício. Onde isso irá parar? Vamos parar por aqui e refletir nas inúmeras discussões e brigas que já tivemos ao longo desses anos. e é através delas que você recebe informações sobre si mesmo (a). no fim do passeio você fará uma avaliação correta do ocorrido. etc. Você está discutindo com uma pessoa. um avião distante. você necessita de um giroscópio. sobre outras pessoas e diferentes situações.diversas situações. pois está dominado(a) pelas emoções. Ao invés de concluir erroneamente que seu colega de trabalho é uma péssima companhia. Normalmente relutamos em relembrar certas emoções que nos perturbaram. vamos pensar no que essas brigas podem nos ser úteis. Vamos fazer uma análise breve: você tem tendência a exagerar as conseqüências negativas? Sente vergonha com facilidade. mesmo sem motivo? Vamos trabalhar isso mais adiante. você aprende a “sair do seu corpo” e observar-se em ação. olfato. uma crítica severa e bem fundada de seu chefe com relação à sua baixa produtividade no trabalho. o que facilitará a distinção entre as informações sensoriais e avaliações. e você ainda não tem essa consciência. é através delas que aprendemos mais. sim? Você tem o costume de não prosseguir uma suposta discussão com a finalidade de evitar desgastes futuros? Se a resposta foi sim. Assim. Por exemplo. Agora irá aprender como controlar suas emoções. Daremos início a um passeio pela rua. pois. Observamos. que ao desenvolver sua capacidade de comunicação.

seu coração tomado pela indignação que fizeram com que você sentisse raiva. depois atentar para os seus pensamentos. São eles: Os pensamentos devem ser preferencialmente instrutivos.Ter o controle das emoções é bastante diferente de sufocá-las. Se você conseguir pensar assim. e se depara com um leão. desarmado. 1997. Isso era associado à sobrevivência: você está a procura de alimento na selva. O ritmo da sua respiração aumenta para que mais oxigênio seja levado para todas as partes do corpo. de modo que. já será meio caminho andado. Nesse momento. acredita-se que não seja esse tipo de situação que você enfrenta no . dentre outros pensamentos um pouco piores. eles possam reagir melhor. Você não teve tempo de esboçar nenhuma reação. Os pensamentos que vêm de imediato talvez não sejam os mais indicados: “Vou matar esse homem”. ele deve estar cheio de problemas em sua vida pessoal”. você ouviu: “É tão incapaz que nem sei como conseguiu esse emprego”. “não vou interrompê-lo”. afinal. que tal um copo d’água em um lugar longe da sala do seu chefe? página 05 Os componentes do sistema emocional são aqueles que dirigem suas reações emocionais e não os atos de outrem. Como o exemplo citado acima. Mas um pouco depois. A explicação para a ocorrência das alterações é que os seres humanos são programados para lutar ou fugir para conseguir lidar com situações de tensão. você consegue desenvolver um diálogo interno construtivo: “Não vou deixar que ele perceba que estou com raiva. Esses pensamentos tranqüilizam e sugerem o curso a ser seguido. e sim reconhecer como ocorreu uma alteração no seu nível de excitação. Na verdade. foram seus pensamentos sobre seu chefe. olhe para suas atitudes e repare como está o seu semblante. quando é surpreendido com críticas a respeito de sua capacidade de realizar um projeto desse nível. porque suas células precisam de oxigênio para funcionar” (Weissinger. esteja fugindo ou lutando. “vou tentar aprender com meu chefe como posso melhorar”. recebendo mais nutrientes. Primeiro você precisa ter a consciência de que está sentindo raiva. O importante não é conhecer cada uma das emoções que resultam em alterações fisiológicas. a reação lutar-fugir é extremamente útil para as situações de vida ou morte em que você precisa dessa infusão de sangue e oxigênio. Imaginemos que seu chefe lhe fez uma crítica ainda mais severa que a descrita anteriormente. ele também está desarmado. seu sangue ferve e a vontade que tem é de dar uma resposta à altura e certamente esse ato resultaria em uma severa repreensão. tudo ficará mais fácil e perceberá que o poder de controlar a sua raiva pertence exclusivamente a você. p. é uma parte do seu cérebro chamada hipotálamo que recebeu a informação de “perigo” e comandou a liberação de adrenalina para que os movimentos do corpo tenham o dínamo necessário para fugir ou enfrentar o perigo. Pronto. Se você compreender isso. Entre algumas frases. “vou escutar cuidadosamente o que ele tem a dizer”. O que acontecerá em ambos os casos? “Seu ritmo cardíaco acelera para que mais sangue flua para o cérebro. Eis a maneira emocionalmente inteligente de lidar com essa situação. Seguem alguns: “estou perfeitamente preparado (a)”. Creio que esse ponto você entenda um pouco. porém lhe chama para combate. o que você faz? Espero que fuja! Em seguida. músculos e outras partes do seu corpo. caso esteja notória a sua raiva. 57). A situação é a seguinte: ele lhe chama em sua sala e mostra um projeto um pouco complexo e insinua que você o faça o mais rápido possível. página 06 Como podemos observar. Porém. encontra um membro de uma tribo inimiga à sua. órgãos. Significa compreendê-las e usar essa compreensão para modificar as situações em benefício próprio.

provavelmente. e comente. Encontre uma posição e roupas confortáveis. desenvolva um diálogo interno construtivo você é seu (sua) melhor amigo (a) . suas alterações fisiológicas e seu comportamento. E vimos também a importância de mantê-los sob controle caso queira controlar suas emoções de maneira eficaz. podemos observar que as alterações fisiológicas perturbam a emoção quando você permite que fiquem descontroladas. Você não se contém de tanta alegria e foi dar a notícia a seus colegas de sala. Uma vez que conseguiu atingir esse condicionamento. ou então conte a seus familiares. vamos lá! Ao receber uma notícia boa ou ruim em seu trabalho. que tal pensar em uma praia deserta. Se for esse o problema. Você já tem algum tipo de exercício mental que o tranqüilize? Se sim. agora. terá uma boa noção de suas reações e como usá-las em seu benefício. Ou seja. o uso intrapessoal de sua inteligência emocional foi minuciosamente analisado. Alguns comportamentos tendem a ser associado a emoções específicas. página 08 Veremos. cabeça. campo verde. Apesar de o foco estar nas reações negativas. Até agora você aprendeu sobre os três componentes do seu sistema emocional – seus pensamentos. aprender a reconhecer as nossas atitudes. E no final de duas semanas. a euforia e a confiança. A passividade tende a ser considerada como o componente mais importante desse exercício. O objetivo não é lhe transformar em um robô. dentre outras inúmeras denominações. você irá observar suas reações ao receber notícias inesperadas. não? Nesse caso. Caso não disponha de um lugar com essas características no seu trabalho. se for ruim nada de exageros! Seus colegas. Caso não tenha. página 07 Normalmente. E você não deseja fazer parte dessa lista. Adote uma atitude passiva. faça em casa. O que você faz quando recebe uma ótima notícia? E quando está desanimado (a)? Quando você está nervoso (a). respire profundamente. Isso vai ajudá-lo (a) a mudar a direção da sua mente. sejam boas ou ruins. não têm relação com seus problemas pessoais da mesma forma que você tem. pense naquilo que achar mais agradável. os que estão à sua volta percebem? Com isso. então. um de seus colegas aspirava com grande expectativa por essa gratificação. tais como a alegria. ou até uma música tranqüila? Bem. Sinta suas costas. tranqüilo e com luminosidade adequada. perguntamos isso porque as dores atrapalham na concentração. Tente ignorar as distrações. as pessoas que demonstram muito suas emoções levam a fama de desequilibradas. e sim em uma pessoa centrada e equilibrada que não se deixa ser dominada pelas emoções. como usar sua inteligência emocional nas relações com as outras pessoas. de forma também sutil. Só que você não sabe de um detalhe. pernas. um ser sem reação. pois sua vida é cercada de pessoas e negociações. não é? A partir de hoje. contenha sua euforia e aguarde que seu chefe passe a notícia. Alguma dor? Bem. Pratique esse exercício mental todos os dias por 20 minutos e você verá os resultados. as reações positivas também necessitam de controle. pessoas fracas. em uma bela cachoeira. O uso interpessoal Esse tipo de inteligência é tão importante quanto a intrapessoal. Eles compartilharão dessa alegria com você até que possa celebrar a notícia com todos os seus colegas de trabalho. E . descontroladas. e a meta é reduzir toda a tensão muscular. Tente relaxar! Vamos dar algumas dicas de como desenvolver uma reação condicionada de relaxamento: Escolha um local apropriado.e agradeça de forma sutil. se for boa. você conseguirá contornar qualquer mudança na sua excitação. É fácil. Vamos. o contentamento. no máximo atos de excitação. Nada agradável. Vamos a um exemplo hipotético: seu chefe lhe chamou a sua sala para lhe dar a notícia de que foi promovido e terá uma gratificação salarial. pense nele. a solução é fácil.seu ambiente de trabalho.

a inteligência emocional deve estar presente. estados de espírito e necessidades da outra pessoa.para que esses relacionamentos e interações sejam bem-sucedidos e beneficiem todos os envolvidos. algumas técnicas já foram estabelecidas por alguns estudiosos. em direção a outras pessoas. Vamos agora aplicar. nas relações interpessoais. inclusive você. bem como sua avaliação de diferentes situações. são elas: O elemento fundamental na condução correta e eficaz dessas técnicas citadas é a sensibilidade. ouvir barulhos não percebidos no dia-a-dia. página 09 Desenvolvendo a destreza interpessoal Você já ouviu alguém ser rotulado de diplomático? Se esse alguém é você. Para que isso aconteça. Você acha que ele irá permanecer nesse setor por muito tempo? Creio que não. Quantas vezes ouvimos alguém dizer que tudo se resolve com uma boa conversa? Tudo mesmo. aquilo que aprendemos sobre suas reações e comportamentos. Ao menos que ele aprenda algo com este capítulo e consiga mudar seu comportamento. sem a destreza interpessoal no setor de atendimento ao cliente. Já vimos sobre isso na aula referente à motivação. O bom relacionamento é fundamental no ambiente profissional. vulgarmente chamado de puxa-saco. A maneira correta de se comunicar Todos sabemos que a base de qualquer relacionamento é a comunicação. se o diplomático é alguém que trabalha com você. Aquela sensibilidade que você usou para sentir o cheiro das coisas. Vale lembrar como a sensibilidade é um fato relevante para a sua inteligência emocional. o caminho é esse. comece a prestar mais atenção nas atitudes dele. Imaginemos um funcionário extremamente inteligente e esforçado. O requisito para essa análise ser feita é a sua consciência dos sentimentos. Uma pessoa diplomática é diferente de um bajulador. identificar suas intenções e atitudes será a mesma utilizada para orientar sua consciência para o exterior. porém a comunicação deve ser eficaz e produtiva. pois reflete na maior parte do que foi produzido durante o dia. Agora. Existem alguns passos a serem seguidos: . A boa notícia é que você não precisa ser nenhum especialista na área para analisar um relacionamento.

O motivo do seu mau humor é extrínseco ao trabalho? Sim? Bem. de forma inconsciente. e com isso talvez obtenhamos mais informação a respeito do que desejamos saber. quem sabe. Então. Às vezes. os limites de um relacionamento raramente são mencionados e com isso você só ficará sabendo quando transgredi-los. você estará em posição muito melhor para averiguar se está ou não no rumo certo.Que tal falarmos um pouquinho sobre cada um deles? Primeiro. elas também têm suas percepções a seu respeito. além de percebermos as suas reações. Para evitarmos que isso se torne comum em nossas vidas. Aquilo que é programado tem um resultado mais satisfatório do que o não programado. é provável que suas idéias sejam questionadas. analisar as reações que elas transmitem. caso contrário. é necessário entender sobre os limites do relacionamento. muitas vezes. Quantas vezes você já esperou mais do que seria razoável de um relacionamento? Todos temos esse tipo de comportamento. Por exemplo. Porém. Vejamos agora. ou seja. como levar em conta as expectativas do relacionamento. É uma tarefa que exige sabedoria. que sua secretária consiga ler sua mente e captar. programe suas atividades para que elas não interfiram no seu trabalho. O que você faz? Decerto você seria . você deseja que seu chefe lhe explique de maneira clara o trabalho a ser feito. simplesmente. Ao analisarmos essa situação. se o motivo estiver relacionado ao trabalho. Vamos a um exemplo. Algumas vezes é útil conversar com as pessoas. além disso. Que tal agora tentar conhecer a percepção que uma pessoa tem de você? Da mesma forma que você tem opiniões e conceitos formados sobre as outras pessoas. é sabido que as desculpas pessoais para faltar ao trabalho não são bem vistas nos relacionamentos profissionais. Se você é percebido como competente e inteligente. Que tal. o seu colega de sala já realizou uma tarefa semelhante e então resolve pedir-lhe ajuda. pois. frustrado (a). Quando suas expectativas ultrapassam aquilo que você quer que uma pessoa faça. a programação prévia é válida nesses casos. a sua linguagem subliminar. se é percebido de maneira oposta. pois raramente conseguimos os objetivos na íntegra em um relacionamento. infelizmente as pessoas não se preocupam com isso. Vamos imaginar que você começou a fazer um trabalho bastante complexo e está um pouco irritado diante dele. Porém. as pessoas de seu convívio profissional e social irão aceitar e reagir favoravelmente ao que falar. Agora. pois você terá que se abstrair de suas opiniões. cada um de nós conhece o bom senso e nessas horas é importantíssimo usá-lo. observar experiências ocorridas anteriormente. analisarmos determinados diálogos? Um meio eficaz de entender um relacionamento é analisar os diálogos como se você fosse um observador imparcial. vamos aprender a determinar o resultado esperado de cada relacionamento. porém. página 10 Alguma pessoa no seu ambiente profissional já lhe perguntou se você estava de mau humor? Se a resposta foi positiva. tente conversar com alguém e busque uma solução plausível. descobrir como mudar de curso ou corrigi-lo. e. podemos concluir que a única forma de ter certeza das percepções e expectativas que as pessoas têm de você é. você tende a ficar decepcionado (a) e. Sendo assim. fazendo isso. devemos examinar nossas expectativas com base na realidade e.

Em suma. embora preveja pouco sobre o sucesso na vida posterior. Já esqueceu? Então podemos iniciar.Inteligências Múltiplas aula gravada em áudio INTELIGÊNCIAS MÚLTIPLAS Antes de iniciarmos este capítulo. A partir do momento que você tem o controle de suas emoções e se conhece muito bem a ponto de saber qual tipo de reação teria em uma determinada situação. as duas se completam e formam o que.quociente emocional. vale a pena desenvolver essas inteligências. ele não tem obrigação nenhuma de parar o que está fazendo para lhe dar atenção. Acredito que tudo se tornará mais fácil e seus momentos de euforia em situações não propícias diminuirão consideravelmente. A dica foi dada. Assim. professor de Harvard considerado a autoridade máxima nesse tema. ou então sobre aquele instrumento conhecido como teste de inteligência que pretende medir a inteligência de modo definitivo. Inteligência é a capacidade de resolver problemas ou de criar produtos que sejam valorizados dentro de um ou mais cenários culturais. O resultado de um teste de inteligência pode até prever a habilidade do indivíduo com relação às matérias escolares que terá maior facilidade. vocabulário e outras capacidades. Gestão . O quociente de inteligência (QI). a sua inteligência intrapessoal.Módulo III Aula 5 Para efeito de sua própria autoavaliação. pois infelizmente. pode parecer exercer um considerável efeito sobre o futuro das pessoas. você terá que esquecer o que escutou falar sobre o conceito de inteligência como uma propriedade única da mente humana. Daniel Goleman.exercícios de autoavaliação . . você consegue estabelecer um vínculo nos relacionamentos e vale lembrar que é mediante comunicação que esse vínculo se estabelece. em Avaliações. ou seja. chama de QE . Você irá pensar dez vezes antes de entrar naquelas discussões que não levam ninguém a lugar nenhum. Não temos como afirmar qual das duas inteligências é a mais importante para o desenvolvimento do homem. realize as atividades localizadas no menu lateral: "Avaliação". medido por perguntas relacionadas a habilidades aritméticas. fica fácil você também desenvolver a sua inteligência interpessoal e reagir com as pessoas da maneira que mais lhe agradar. pois. Lembre-se disso! conclusão Conclusão Vimos nesta unidade a importância de se autoconhecer e conhecer os outros também. aula 06 .simpático (a) com ele e teria bastante cautela ao pedir-lhe algo.

. Existem inúmeros exercícios para que você possa treinar a sua inteligência lingüística: telefone sem fio. quanto você mudou? Todos mudamos. a inteligência – a competência intelectual – que parece mais ampla e mais democraticamente compartilhada na espécie humana” (Gardner. “deliberadamente” e “propositadamente”. página 02 Inteligência Lingüística Você tem sensibilidade quando o assunto é palavras? Mas o que é essa sensibilidade? É com relação ao significado das palavras. dentre outros. forca. convencer. Podemos destacar quatro aspectos do conhecimento lingüístico de notável importância para nós. de fato. parabéns. Você deve estar se questionando. estimular. 61). Quantos de nós conhecemos adolescentes que não suportaram ter de estudar por mais de duas horas consecutivas e hoje são pessoas admiráveis no que fazem? A inteligência humana não é medida em sua totalidade por testes. Como você se comportava em sala de aula? Era uma criança inquieta? Foi um adolescente rebelde que não gostava de estudar? Pois bem. e com certeza você irá se identificar muito com algumas delas. O que teremos aqui é um nível de análise (podemos dizer. a sua inteligência lingüística é um tanto apurada. Calma! Não estamos querendo que você seja um (a) poeta (isa) – nem mesmo um (a) amador (a) – e ainda assim podemos afirmar que você possui essas sensibilidades em graus significativos. em uma escala de 0 a 10. nem pela Ciência. que seja irrefutável e universalmente aceita sobre inteligências humanas. Não existe uma única mensuração. “A competência lingüística é. palavras cruzadas. nem que seja um pouco. qual a finalidade dessa unidade? Bem. Uma sensibilidade às diferentes funções da linguagem – seu potencial para entusiasmar. por meio das quais o indivíduo aprecia as sutis nuances de definição entre derramar tinta “intencionalmente”. transmitir informações ou simplesmente agradar. p.Vamos voltar ao passado. pois se falássemos a respeito de alguma teoria decisiva sobre o alcance da inteligência humana. neurofisiológica). jamais terminaríamos esse estudo. há necessidade de uma melhor classificação de todas as competências intelectuais da que possuímos agora. Mas se você é um (a) poeta (isa). que não somos poetas praticantes.

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Com relação ao aspecto retórico, quantas vezes você teve de usar seus argumentos para conseguir algo no trabalho ou na sua vida social? Você está com muito trabalho pendente e sem tempo de fazer uma pesquisa para seu chefe. Seu colega também está trabalhando e você precisa que ele faça isso para você. Pronto, é a hora de usar seu potencial retórico, afinal, precisa convencê-lo a fazer a pesquisa. Você é do tipo que sabe decorado todos os telefones da sua agenda, músicas antigas e detalhes minuciosos? Se a resposta for sim, sinal de elevado potencial mnemônico. É necessário conhecer qual a sua melhor forma de assimilar conhecimentos. Leitura, audição ou os dois? Pois, assim, você ganhará tempo e aprendizado. Existem os autodidatas, são os que não precisam de professor para aprender algo, contudo há indivíduos que não têm concentração e necessitam de professores que lhes expliquem aquilo que está nos livros. Bem, a primeira vista, os estudiosos (como historiadores ou críticos literários) aparentam maior dependência da linguagem. Essa dependência se dá não apenas como uma fonte do que eles estudam, mas também como um meio para transmitir suas conclusões. Você pode até não ter a retórica de Winston Churchill, celebrizada na entrada da Inglaterra na Segunda Grande Guerra, que inflamou multidões, e ainda, não ter a habilidade para escrever um livro como “Sangue, Suor e Lágrimas”; também pode não ter a arte da oratória de Adolph Hitler, que conduziu a Alemanha ao nazismo (mesmo tendo nascido na Áustria) e talvez você nunca venha a escrever um livro como “Minha Luta”, estando numa prisão; mas uma coisa é certa: você pode melhorar a habilidade de falar e escrever. Existem técnicas de oratória que permitem o pronunciamento de um discurso digno dos melhores oradores. E para se escrever com habilidade, bastam dois pequenos segredos: o primeiro é ler muito. O segundo é reler. Embora a linguagem possa ser transmitida através de gestos e da escrita, permanece no centro a forma oral e a auditiva. Vamos seguir com a inteligência musical.

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Inteligência musical Quando se fala em talento, o que surge mais cedo é o talento musical. O célebre compositor Mozart começou a compor quando não tinha mais de quatro ou cinco anos de idade. Mozart não era propenso a tornar-se um revolucionário musical ou político; ele vivia simplesmente para fazer música. Diz-se que Napoleão teria comentado que a Revolução Francesa começara nas páginas de Le Mariage de Figaro (As Bodas de Fígaro), uma das mais belas obras de Mozart. No século XVIII, ao tentar fugir de uma tempestade, um homem viu-se forçado a pedir abrigo em um galpão de ferreiros, num pequeno vilarejo perto de Edwiges. No galpão, vários trabalhadores malhavam o ferro sobre a bigorna, produzindo um barulho ensurdecedor. Porém aquilo que parecia motivo de irritação para tantas pessoas do vilarejo, para Georg Friedrich Haendel ou simplesmente Handel, tornou-se motivo de sua inspiração para a famosa ópera “O Ferreiro Harmonioso”. O mesmo Handel celebrizou-se com “O Oratório Messias” que foi encomendado ao compositor por um lorde irlandês, representante de uma casa de teatro, para fazer um concerto beneficente. Segundo Cantos, “Handel concluiu a obra em apenas 24 dias – tempo recorde – a partir de um libreto (texto) enviado por seu amigo, o inglês Charles Jennens”. E o que dizer de Ludwig Van Beethoven, que, mesmo depois de ficar completamente surdo, continuou a compor suas maravilhosas obras com a mesma destreza que tinha antes desse incidente? E para não ficarmos somente com exemplos importados, lembremo-nos do nosso brasileiríssimo compositor Sivuca. No programa do Jô, buscou um pedaço de fio dental, e com uma tampinha de caneta produziu o Hino Nacional Brasileiro, arrancando aplausos da platéia.

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Esses são alguns exemplos de pessoas que possuem inteligência musical admirável. Alguns especialistas colocaram os aspectos afetivos da música perto do seu centro. Arnold Schoenberg definiu de maneira única e bela o que é a música: “música é a sucessão e combinação de sons organizados de modo a exercer uma impressão agradável ao ouvido, e sua impressão à inteligência é ser compreensível”.

Essas impressões têm o poder de influenciar partes ocultas da nossa alma e das esferas sentimentais, e esta influência nos faz viver em um paraíso de desejos preenchidos ou em um inferno sonhado. Um fato que vale citar é a tentativa, ao longo dos séculos, de equiparar a música com a matemática, a fim de ressaltar a racionalidade (ou então, negar os poderes emocionais) da música. Porém, dificilmente alguém que conhece a música de forma íntima consegue abster-se de mencionar suas implicações emocionais. Mesmo àqueles que não têm uma profunda relação com a música, com certeza já se emocionou com algumas canções.

Enfim, se você desejar adquirir competência ou inteligência musical, deverá dominar a análise e a representação musical formal.

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Inteligência Lógico-Matemática O que caracteriza as pessoas que possuem a inteligência lógico-matemática ou talentos matemáticos? Podemos afirmar que raramente os poderes dos matemáticos ultrapassam a fronteira da disciplina, ou seja, os matemáticos raramente são talentosos em Direito ou Sociologia. O que caracteriza o indivíduo é um amor por tratar com a abstração.

O matemático deve ser absolutamente rigoroso e perenemente cético onde nenhum fato pode ser aceito a não ser que tenha sido provado por etapas derivadas de princípios universalmente aceitos. Em outras palavras, duvidam de quase tudo. Você é assim? É motivado pela crença de que você poderá criar resultados inteiramente novos, que mudarão para sempre a maneira como os demais pensam sobre a ordem matemática? Se respondeu sim, você possui inteligência lógico-matemática. Também foi assim com Newton, Einstein, Pitágoras, Bhaskara, Copérnico, Pascal e tantos outros matemáticos de renome. Galileu declarou que o livro do universo estava escrito em Matemática e que o seu alfabeto consistia em triângulos, círculos e formas geométricas. Hardy declarou que a experiência mais maravilhosa que um ser humano pode ter é descobrir uma verdade matemática, porque ela permanecerá para sempre. Howard Garner, considerado o maior especialista em Inteligências Múltiplas, concorda com seu colega de Harvard, Daniel Goleman, que, como vimos, é o maior exponencial do assunto relacionado a Inteligência Emocional: ambos afirmam que os atuais testes de QI privilegiam, com certos exageros, a lógica matemática. Isso faz com que, pessoas que não apresentam esse tipo de inteligência com grande evidência, pareçam “menos inteligentes” que outras. E isso não deve ser um axioma.

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Inteligência Espacial Vamos iniciar a inteligência espacial com uma pergunta. Você consegue chegar à Avenida Paulista sendo guiado por um mapa? É justamente um dos pontos relevantes desse tipo de inteligência, ou seja, baseia-se “na capacidade de perceber e administrar a idéia de espaço, elaborar e utilizar mapas, plantas e outras formas de representação. De identificar e de se localizar no mundo usual com precisão, de efetuar transformação sobre as percepções, imaginar movimento ou deslocamento interno entre as partes de uma configuração e ser capaz de recriar aspectos da experiência visual, mesmo sem estímulos físicos relevantes” (Antunes, 2000, p. 36).

mais fácil será selecioná-las. um exercício de comparação. nenhum atingiu ápices maiores ou foi mais desenvolvido pelas culturas do que a dança. Dalton associou a imagem do átomo à do sistema solar.”. análise de mapas. 3. pois esses conseguem quebrar os seus próprios paradigmas e deixam fluir sua criatividade em busca de algo inusitado e inovador. Agora é a sua vez. Se tivéssemos que optar por uma única área para ilustrar a centralidade da inteligência espacial. mas o que esconde é essencial”. é bastante valioso combinar novas idéias com algumas já expostas. Algumas figuras notórias como: Oscar Niemayer. reconhecimento de locais. “a estatística é como biquíni. Podemos treinar esse tipo de inteligência com o estímulo “sonhar acordado” e fazer das conversas uma construção do tipo brainstorming.. Lúcio Costa e Burle Max. “como usar a palavra chuva para promover a venda de filtro-solar?” E por fim. toda crítica deve ser banida na primeira fase da tempestade cerebral. toda idéia. Por que falamos isso? Vamos refletir a respeito do estilo de dança dentro do nosso país.. a qual representa um meio alentador de desenvolvimento da inteligência espacial.Em que a inteligência espacial pode nos ajudar no dia-a-dia? Pode nos ajudar quando o assunto for orientação. além de auxiliar a nossa sensibilidade para perceber metáforas. cenas. atividades também inerentes a pessoas dotadas de inteligência espacial. além de ser divertido falar tudo aquilo que vem à cabeça. Que tal alguns exemplos para você ir treinando? Algumas frases boas para a prática dessa atividade são: “quais as utilidades para uma rosca?”. o que mostra é interessante. quanto maior o número de idéias. Inteligência Corporal Cinestésica. diagramas. 4. será bem-vinda. gráficos. “a alegria é como uma piscina. Quaisquer que sejam os usos do corpo. 2. por mais louca que seja. A inteligência espacial é comumente citada por Gardner como sendo a inteligência dos inventores. fizeram sucesso por meio da arquitetura e do paisagismo. formas geométricas. Temos exemplos marcantes desse tipo de inteligência: Darwin associou sua teoria à da vida. A capacidade de antecipar jogadas e suas conseqüências parecem intimamente ligadas à forte imaginação. O brainstorming tem quatro princípios: página 08 1. objetos. . o jogo de xadrez seria um forte candidato. E também pessoas como Guimarães Rosa e Chico Buarque de Holanda constroem imagens físicas ou poéticas muito lúcidas com palavras.

não tem dificuldade de morar sozinho. também se expressava muito bem jogando baseball. focalizada internamente. considerado o atleta do século. esse tipo de pessoa convive muito bem consigo próprio. Em geral. as inteligências pessoais são divididas em dois aspectos: a inteligência intrapessoal e a interpessoal. pessoas dotadas de habilidade nos relacionamentos interpessoais. Certa vez substituiu um goleiro expulso de campo numa das partidas da seleção brasileira. página 09 A inteligência lógico-matemática cresce a partir da padronização de objetos em conjuntos numéricos. enigmas e tudo que possa desafiar a sua própria descoberta. diante da Inglaterra. Pessoas dotadas de inteligência corporal cinestésica podem manifestar seus talentos também com atividades manuais. Falamos sobre as duas inteligências no capítulo anterior – Inteligência Emocional. não era bom apenas com os pés. A habilidade de lidar com pessoas e de ser reconhecida como líder. é limitada ao exercício do nosso próprio corpo. Pode ser boa conselheira: pastoreamentos. . Para Gardner. porque identifica em si alguma característica cognitiva para estabelecer uma analogia com o erro percebido. e não fez feio.O jeito que os cariocas dançam é semelhante ao modo de dançar dos gaúchos? As bailarinas e os dançarinos de jazz? O que isso reflete? A dança está relacionada a seqüências culturalmente padronizadas de movimentos corporais não verbais que são propositais. Segundo Goleman. É fundamental notarmos que você pode ter uma vida social sem maiores problemas se não tiver as inteligências citadas anteriormente de forma aguçada. Inteligências Pessoais As inteligências pessoais representam uma simbiose entre a carga hereditária milenar desenhada no mapa genético de cada um e as interações do indivíduo com o ambiente social e consigo mesmo. Não menos importante. Pelé. A própria inteligência corporal. Você já experimentou construir um navio feito de palitos de fósforos dentro de uma garrafa? Ou já experimentou construir uma gaiola de passarinhos? São atividades que requerem muita destreza e manifestação dessa inteligência. A pessoa dotada dessa inteligência gosta de Psicologia. Porém há uma certa pressão para que desenvolva o seu entendimento da esfera pessoal visando uma melhora no seu próprio bem-estar ou seu relacionamento com aqueles que o cercam. faz do indivíduo dotado de inteligência interpessoal um vencedor. página 10 Mahatma Ghandi celebrizou-se pelo pacifismo com que conduziu a independência de seu país. Você deve ter notado que pessoas como Michael Jordan. acarreta ações físicas sobre os objetos no mundo e completa o trio das inteligências ligadas a objetos. A inteligência espacial é focada na capacidade do indivíduo de transformar objetos dentro do seu meio e de orientar-se em meio a vários objetos no espaço. em uma visão externa. e acabam perdoando mais o erro dos outros. e. Psicanálise. Índia. a viagem para dentro de si mesmo – o auto-conhecimento – é característica de pessoas com inteligência intrapessoal. grande astro do basquete norte-americano. conseguem galgar posições hierárquicas de destaque dentro das grandes organizações. A dança pode refletir e validar a organização social.

Vamos finalizar com uma pergunta: A inteligência envelhece? A resposta é sim.exercícios de autoavaliação . e continuam se abrindo no decorrer dos anos. Gestão . Se você optar por preencher o teste e pedir para mais três pessoas avaliar você. Porém. Assim. Pessoas assim são visitadas por outras que estão experimentando problemas mais graves e que necessitam de refúgio nas suas sabedorias. Acesso pelo menu "Avaliação". não saberá o que fazer com aquilo. Howard Gardner vem pesquisando sobre outros tipos de inteligência. suscetível a erros sob o prisma científico. aula 07 . O teste serve para diagnosticar suas inteligências sob a sua própria ótica. Uma das causas de um suposto envelhecimento precoce é a falta de estímulos – o que seria o mesmo que ausência de “ginástica”.Comunicação Institucional aula gravada em áudio COMUNICAÇÃO INSTITUCIONAL . em sete. Podemos afirmar que as janelas ficam “escancaradas” entre os dois e os dezesseis anos. a corporal cinestésica e a pessoal. tais como: ecológica e espiritual. e nem com a mesma intensidade nos dois hemisférios cerebrais. as inteligências múltiplas têm relação com a competência que cada um possui. em Avaliações. mas que à medida que forem sendo reveladas outras formas de manifestação da inteligência. Mas que vale como experiência virtuosa para uma identificação bastante plausível. Depois disso. Pois como foi dito. É importante ressaltar que é apenas um treino.conselhos. Você mesmo deve alimentar a tabulação dos resultados. mais o homem tem a ganhar com isso. apesar de ter a inteligência lógico-matemática. oito ou nove tipos. não ter a mínima noção de espaço. o envelhecimento não ocorre com todas as inteligências ao mesmo tempo. O que quero dizer? Uma pessoa não precisa ter todas as inteligências citadas nessa aula para ser considerada inteligente. a inteligência lógico-matemática. tanto aquele que fizer individualmente (tabulação individual). Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. terá uma versão mais completa na tabulação coletiva. você terá um diagnóstico sob a sua ótica e a ótica dos outros. Se alguém entregá-lo um mapa. Um indivíduo pode ter vários tipos de inteligência: a inteligência lingüística. As janelas da inteligência começam a se abrir ainda no ventre materno. sem prejuízo de outras que possam ser catalogadas num futuro próximo. quanto àquele que fizer coletivamente (tabulação coletiva). Diz que não se pode simplesmente “engessar” os tipos de inteligência. Porém. Agora você está convidado a fazer um teste empírico para identificar as suas inteligências múltiplas. retraem-se um pouco e tendem a se fechar após os setenta e dois anos.Módulo III Aula 6 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. ajudas são papéis de seu excelente desempenho. simplesmente. conclusão Conclusão Vimos nesta aula algumas competências intelectuais as quais receberam o nome de inteligências múltiplas.

promove uma maior aceitabilidade da ideologia empresarial. pequenas/médias ou grandes empresas. ajusta interesses.emocional. estabelecer e manter relações duradouras de confiança com a sociedade em geral. tivemos uma breve introdução da importância da comunicação. A meta final da comunicação institucional é gerar consentimento e concordância. recebem tratamento ao nível do código lingüístico. Mas o que seria eficácia institucional? Eficácia institucional é a extensão em que todas as formas de rendimento para a organização são maximizadas. Ao analisarmos essa situação. uma maior motivação e satisfação do seu público interno. A comunicação fundamenta-se não apenas nos conteúdos de diversas disciplinas do conhecimento humano. Porém. Eficiência e eficácia da comunicação institucional Assim. objetivando um bom funcionamento organizacional. uma maior notoriedade por parte do público externo. é cabível a seguinte pergunta: Qual o objetivo dos profissionais que lidam com comunicação na empresa? Esses indivíduos devem produzir aceitação. sem dúvida. bem como. Bem. que tal entendermos um pouquinho sobre o poder que a comunicação emana? Qualquer empresa/instituição é legitimada por inúmeras formas de poder e uma delas. a forma de discurso que será aceito ou não por você e seus colegas. tanto interno quanto externo. visando à concretização e alcance de um objetivo comum. não é mais do que um esforço deliberado e planeado para estabelecer relações de confiança entre o mundo empresarial e todo o seu público. pelo simples fato de existir. os processos de recompensas. Consegue-se isso com uma combinação da eficácia enquanto sistema e seu sucesso em obter condições vantajosas ou . A comunicação. Vamos. Vale lembrar que as normas. então. mostrar como o processo comunicativo no seu trabalho pode ser mais eficaz e eficiente. mesmo que Empresarial ou Organizacional. E mais: exerce o tipo de poder expressivo e este tende a ligitimar os demais tipos de poderes existentes em uma organização. mas também provê a intermediação do discurso organizacional. comunicação institucional. controla os participantes internos e externos. ao final. assumindo. implementável em qualquer instituição: pública ou privada. mediante a comunicação expressiva .Antes de falarmos a respeito da comunicação institucional. não é fácil fazer com que todos os funcionários tenham a mesma compreensão daquilo que está sendo transmitido. os sistemas de coerção que existem no seu local de trabalho passam por processos de codificação e decodificação. enfim. é a comunicação. página 02 Afirmamos que a comunicação institucional é uma técnica de gestão. gera influências. vamos ver agora sobre a comunicação institucional.

Ocorreu. podemos analisar a eficiência como o uso sinérgico de todas as formas para a geração de um produto.inputs de que necessita. página 03 Por que não fez as críticas fundamentadas? Talvez por não ter compreendido quando seu chefe lhe solicitou para realizar essa tarefa. porém não alcançarmos a eficácia. Bem. um dos componentes fundamentais da eficácia é a eficiência. Nesse caso. As falhas na comunicação estão entre as principais causas do fracasso ou da pouca praticidade dos programas de treinamento. mas não alcançou a eficiência. Que tal analisarmos um exemplo de eficácia e ausência de eficiência para termos uma melhor compreensão? Você entregou na data correta. entregou o processo na data marcada pelo seu chefe. se não tiver acontecido. você não elaborou uma crítica fundamentada. do problema. você e ele estavam cientes de que a comunicação havia sido compreendida. pesquisas. podemos ser eficazes e não sermos eficientes ou atingirmos a eficiência. então. qualquer tipo de tarefa feita no dia a dia pode haver falhas. Notou como a comunicação é importante no ambiente de trabalho? Isso pode realmente acontecer com qualquer um de nós. talvez míope. pois tiveram algumas falhas no percurso. a seu chefe. uma falha na comunicação institucional. Nos projetos. Ele pediu para você interpretar. você atingiu a eficácia. Vejamos abaixo uma torre que representa o assunto abordado: . mas é isso que deve ser evitado. com perdas mínimas de energia. fazer as devidas modificações e que elaborasse uma crítica fundamentada. Porém. Quando seu chefe lhe passou o trabalho. Porém. todos os processos que ele solicitou. Analisar a eficiência apenas pela ótica de produtividade pessoal é ter uma visão falha.

as empresas são compostas essencialmente de pessoas. sua cultura. A eficácia do desempenho comunicativo não é o mesmo que eficiência do encontro comunicativo. Pedro. mas os resultados podem ser insatisfatórios ou até mesmo desastrosos. O emissor pode ter compreendido de forma clara o objetivo de sua mensagem. Vamos mergulhar além das espumas das ondas. um ato em que emissor e receptor se envolvem em uma mensagem. como se tivessem mensagens divergentes. Sem exceção. seus valores. você acha que compreendeu todo o pensamento de Pedro e passa para sua equipe as diretrizes de Pedro. Você conversa durante uma hora e meia com seu colega de trabalho. com a qual o receptor concordava. Pode até soar falsa ou ingênua a generalização.Podemos fazer uma analogia das empresas com os seres humanos. E como são compostas de pessoas sofrem – incrível – do mesmo mal. como todo ser humano. sua missão. com resultados claros para ambos. Falou também sobre as diretrizes que devem ser seguidas para que o sucesso seja atingido. E eu disse t-o-d-a-s as empresas. O mal da falta de comunicação. sobre um projeto que sua equipe está desenvolvendo. Cada empresa tem sua história. Por favor. Pedro lhe procura para dizer que ouviu um funcionário de sua equipe afirmar que ele . não façam julgamentos precipitados. Afinal. Antes de concluir. Depois de alguns dias. Duas pessoas podem ter uma conversa eficiente. Pois toda empresa é única. Vamos verificar outro exemplo. A comparação com o ser humano é absolutamente justificável e óbvia. Pedro fala da importância de formarem uma parceria a fim de concluírem mais rapidamente o projeto. página 04 Uma comunicação eficaz não é o que aparentava. Ao finalizar a conversa. vamos mergulhar um pouco mais nesse imenso mar de águas profundas.

no que tange a eficiência comunicativa. deve ser analisada como a potencialidade. esse exemplo acontece inúmeras vezes no cotidiano quando o assunto é comunicação institucional.Módulo III Aula 7 Para efeito de sua própria autoavaliação. de forma que sejam vantajosos para si ou para sua organização. o desenvolvimento das aptidões de alguém para receber comunicação é tão importante como o desenvolvimento das aptidões de um indivíduo para comunicar. . Podemos dizer que a eficiência da comunicação se mede pelo relacionamento entre eficácia obtida e os custos necessários para sua obtenção: A comunicação institucional se define como moderna e estratégica. Em suma. espírito crítico. entendimento. Fluidez nas comunicações pode ser traduzida por relacionamentos saudáveis. sincronia são algumas características que podem ser analisadas no estudo da eficácia” (Torquato. mais a comunicação fluirá — e fluindo a comunicação.falou algo que ele não disse. Bem. a comunicação institucional no século XXI não tolera improvisações e amadorismo. a comunicação institucional é utilizada para estabelecer relações de confiança entre o mundo empresarial e todo o público ao seu redor. Ela requer planejamento. de outro modo. profunda e intensamente. Mas como as empresas/instituições são compostas de pessoas. “Relevância. de modo a fazê-los seguir suas intenções. em Avaliações. de um lado. pesquisa. adequação.exercícios de autoavaliação . realize as atividades localizadas no menu lateral: "Avaliação". p. no processo de gestão e está afinada com a cultura organizacional. insere-se. Gestão . Porém. 1986. tem como principal objetivo o bom funcionamento organizacional e sua meta é gerar consentimento e concordância naqueles que integram direta ou indiretamente a organização. talento. mais a empresa/instituição será produtiva. vontades e também o potencial para ser afetado pelos outros. Como instrumento de inteligência empresarial. conclusão Conclusão Como foi dito. 39). Por isso a comunicação se torna algo fundamental e as falhas devem ser eliminadas desse processo. do emissor de afetar os outros. a fim de que resultados desastrosos não façam parte da sua empresa ou de sua vida. os problemas de comunicação nunca deixarão de existir. credibilidade. criatividade e inovação. Quanto mais a equipe estiver afinada com a missão e com as metas da empresa. deve ser coordenada e praticada por especialistas.

Dinâmica de Grupo aula gravada em áudio DINÂMICA DE GRUPO Podemos afirmar que o trabalho em equipe está em voga. O que iremos falar neste capítulo não são receitas mágicas de como conduzir uma dinâmica de grupo com sucesso. por exemplo. o dinamismo inerente ao grupo. equipes de pesquisadores estudaram a psicologia dos grupos e chamaram essa nova ciência de “dinâmica de grupo”. em 1930. Às vezes uns desejam alcançar o objetivo estabelecido mais do que outros. é relevante o “intercâmbio” estabelecido entre os integrantes do grupo. porém o grau de intensidade não precisa ser o mesmo. em um clima de harmonia e de respeito. seria utópico crer que elas são infalíveis e irão resolver de imediato todos os problemas. O conjunto de técnicas também é designado de dinâmica de grupo. As dinâmicas de grupo são técnicas de discussão verbal. Com o fim da automação. o grupo deve ter um objetivo em comum. a planificação econômica e reestruturação do ensino. nos vimos na obrigação de dar o máximo de nossas capacidades e assim melhorar a produtividade e a eficácia. Vamos começar? Natureza do grupo Antes de qualquer coisa. Kurt Lewin. deu início a alguns estudos sobre esses problemas. E por fim.aula 08 . o qual pode ser modificado com a chegada ou saída de um membro. praticamente uma interação psicológica. O nosso intuito é transmitir a você o pensamento dessa dinâmica e facilitar uma iniciação a algumas de suas técnicas. Junto com a pesquisa científica surgiram várias técnicas que foram postas em prática com o intuito de aumentar a eficácia do trabalho em equipe. nós nos deparamos com fatos e problemas mais amplos e mais complexos. Depois dele. com as quais se podem confrontar diferentes pontos de vistas . É justamente essa interação o critério essencial dos grupos autênticos. . Diante disso. página 02 Em seguida.

Grupos de formação: há uma preocupação de analisar o processo em si e suas relações interpessoais. São eles: grupos de trabalho. proposta dos elementos de solução (visa ampliar o conjunto de sugestões que cada um tem a fazer. se você não concorda com o que seu colega disse.Grupos de trabalho: este grupo preocupa-se com a tarefa que lhe foi designada. são quatro etapas: determinação dos objetivos e definição dos termos. A figura do animador é como a do mediador. Ele deve estar sempre alimentando a imaginação dos participantes da dinâmica. praticamente um brainstorming). alguém que faz intervenção junto ao grupo com o objetivo de estimular as idéias e conduzir os trabalhos para um resultado que se busca atingir. algumas etapas devem ser seguidas. O animador É fundamental o papel do animador em uma dinâmica de grupo. o grupo tenderá a analisar se o motivo que lhe desagrada é emocional ou não. Ou seja.Um grupo deve possuir a seguinte estrutura: Divisão dos grupos Os grupos podem ser divididos conforme os objetivos estabelecidos. página 03 . crítica das propostas e tomada de decisão. . de formação e mistos. Independente do tipo de grupo. no tempo que dispõe para isso. . ou seja. E quais são as etapas que os grupos geralmente têm de passar para atingir seus objetivos? Conforme algumas experiências realizadas nesse campo por estudiosos. O trabalho primordial do animador pode ser dividido em cinco etapas: .Grupos mistos: são aqueles que unem à eficiência do grupo de trabalho o realismo psicológico do grupo de formação.

pois ele deve estar totalmente voltado para a opinião dos participantes. Os animadores têm perfis distintos. via e-mail (para não haver o problema da sua letra ser reconhecida). No momento oportuno.página 04 Um detalhe que vale ser lembrado é que o animador não pode colocar a opinião pessoal para o grupo. onde todos deverão tecer comentários sobre aquilo que . você imprimirá e colocará em uma urna. o chefe de sessão marcará uma reunião. Podemos fazer uma comparação entre os três tipos de comportamento desses indivíduos. Você deve estar se perguntando como a dinâmica de grupo lhe será útil no seu trabalho? Vamos imaginar que lhe entregassem uma folha como a que segue: página 05 Após preenchido o restante da lista. como todas as pessoas. A conversa paralela que foge ao tema é redimensionada pelo animador.

20 participantes. Não acumule dúvidas. Orientamos que. em congressos. Por exemplo. realize as atividades localizadas no menu lateral: "Avaliação". com certeza seu relacionamento com essas pessoas se tornará mais agradável. Isso se deve ao fato de que as organizações estão buscando interagir o funcionário com a empresa. existem inúmeras técnicas que podem ser utilizadas para alcançar um objetivo comum. É importante observarmos que.Ferramentas Gerenciais aula gravada em áudio . analisá-las e colocá-las em prática. as pessoas irão levar consigo o que foi falado e ponderarão quando você tiver o comportamento que foi explicitado. citamos nessa aula algumas delas e para isso o papel do animador é relevante. seja algo bom ou ruim. com o objetivo de ouvir as idéias que cada um possui. porém. A autocrítica objetiva assegurar um melhor aprendizado do trabalho/dinâmica em grupo. no máximo. nesses casos. Isto. em seminários e outros. favorecendo uma tomada de consciência mais aguda dos componentes individuais e coletivos. é recomendável que os grupos tenham. para o trabalho com dinâmica ter um desenvolvimento pleno. em Avaliações. Outra técnica que pode ser aplicada no seu trabalho é a sessão autocrítica. As dinâmicas são técnicas simples. o coordenador divida o plenário em subgrupos para o desenvolvimento dos trabalhos e reúna o grupo integral nos momentos de socialização e de síntese. Caso você consiga assumir isso na frente de seus colegas.exercícios de autoavaliação . aula 09 . No momento em que você assume algo da sua personalidade.Módulo III Aula 8 Para efeito de sua própria autoavaliação.consta na pauta de debate. com um clima descontraído e de total harmonia. Gestão . não impossibilita que se faça o uso dessas técnicas em grupos maiores. utilizadas com o intuito de confrontar idéias. conclusão Conclusão Nos últimos tempos ouvimos com freqüência o termo “dinâmica de grupo”. Procure saná-las logo que apareçam. você gosta que as coisas sejam feitas da sua maneira e fica extremamente aborrecido (a) quando fazem o contrário. Essa técnica é igualmente proveitosa aos participantes do grupo (porém um pouco difícil fazer uma autocrítica verbalmente). Enfim.

Todos uma equipe: vimos sobre a importância dos grupos na aula anterior. Outro método muito utilizado pelos gerentes é o Ciclo PDCA (Plan. Do. produzir e gerar um produto/serviço que seja satisfatório para quem o receberá. p. podemos utilizar quaisquer artifícios a fim de alcançar o desejado. Essa aula irá mostrar algumas das várias ferramentas que podem ser usadas na área gerencial. respeito. página 02 . Devemos. sem comunicação entre elas. Os métodos gerenciais Quando o assunto é gerência. então.11). confiança e. Caso contrário. mas ir além para atender suas necessidades atuais e futuras. baseando as decisões em dados e entendendo a variação” (Joiner. Ao perguntarem aos chefes o que eles mais gostariam de melhorar. Check. Para que essas barreiras sejam rompidas. A prática do bom controle de qualidade significa desenvolver. Ter em mente a obsessão por maravilhar o cliente e não apenas se satisfazer com aquilo que não os aborrece.Abordagem Científica: “Aprender a dirigir a organização como um sistema.Qualidade: precisamos entender que a qualidade é definida a partir do público externo. trabalhar em uma organização saudável onde haja dignidade. criando raciocínio de processo.FERRAMENTAS GERENCIAIS Uma das maiores dificuldades existentes nas empresas/instituições é saber qual a melhor forma de dizer aos nossos chefes onde estão os problemas. . . O triângulo de Joiner mostra uma maneira de descrever a essência da gerência do século XXI. Vale ressaltar que os gerentes de hoje preocupam-se muito com os resultados. quase todos responderiam: “Gostaríamos de eliminar as barreiras entre os departamentos”. desde que sejam artifícios éticos. . mas sabem que os melhores resultados só podem ser obtidos mediante um aperfeiçoamento básico. principalmente. é fundamental a instituição estabelecer uma meta em comum e fazer com que seus funcionários tenham conhecimento a fundo de seu teor. 1995. Vamos falar de um método denominado TQC – Controle da Qualidade Total (Total Quality Control). A necessidade de unir a organização como um sistema é desejado por todos os funcionários que nela trabalham. Trata-se de um método gerencial que necessita da participação de todos os setores e de todos os funcionários na condução do Controle de Qualidade. a organização será um conjunto de ilhas. Action) de controle de processos.

Manutenção do nível de controle: o mesmo que manutenção de padrões. precisamos mostrar que o controle de processo compreende três ações principais. 1. Ação corretiva (A): esta etapa atua no processo conforme os resultados obtidos. 2. caso a meta tenha sido atingida. Verificação (C): o resultado alcançado deve ser comparado com a meta planejada. a educação e o treinamento no trabalho são essenciais. caso o plano não tenha sido efetivado conforme o planejamento inicial. 1. Nesta etapa. vamos listar várias ferramentas para que você possa fazer a sua análise e verificar qual a mais adequada para a sua área de atuação. Agora que analisamos alguns métodos de gerenciamento. página 03 Vamos fazer uma breve análise do que consiste cada etapa. Tem como função mudar o nível de controle atual e alterar os procedimentos padrão de forma que o novo nível de controle seja alcançado. Consiste em assegurar que a meta estabelecida no item 1 seja atingida. 2. a segunda atua sobre as causas do não–atingimento das metas. As Ferramentas Diagrama de Causa e Efeito Uma das ferramentas utilizadas no controle de qualidade é o Diagrama de Causa e Efeito. Essas alterações visam a melhoria do nível de qualidade planejado inicialmente.Alteração de diretriz de controle: está relacionado às melhorias. 4. estabelecer metas e estipular o método para alcançá-las. que é conhecido também como .Estabelecimento da diretriz de controle é o planejamento da qualidade. O Ciclo PDCA é um método gerencial de tomada de decisão para garantir o alcance das metas necessárias à sobrevivência de uma organização. a partir dos dados coletados na etapa de execução.Primeiramente. 3. Existem duas maneiras de atuação possíveis: a primeira é utilizar como padrão o plano proposto. Planejamento (P): esta etapa possui dois focos. 3. Execução (D): as tarefas devem ser executadas exatamente como foi previsto na etapa anterior e coletar dados que serão utilizados na próxima etapa de verificação do processo.

operador e tempo. o Diagrama de Causa e Efeito é uma combinação dos elementos. ou seja. condições ambientais. devido à sua forma. que será observada logo a seguir. Podemos citar algumas categorias naturais para a estratificação de dados: equipamentos.Diagrama de Ishikawa ou Diagrama de “Espinha de Peixe”. pessoas e informações do processo de medidas. métodos ou procedimentos. . Ferramenta de estratificação É o agrupamento da informação sob vários pontos de vista. equipamentos. Bem. de modo a focalizar a ação. material. Com esta ferramenta o chefe tem a possibilidade de verificar se há algum resultado indesejável de um processo. tendo como objetivo analisar o fornecimento de um produto ou serviço. página 04 Vamos tentar fazer um Diagrama de Causa e Efeito de uma instituição pública. insumos. um item de controle que não atinge o nível desejado.

Permite. também. dois efeitos ou uma causa e um efeito. Vamos verificar como é essa ferramenta? Diagrama de Priorização . Diagrama de Dispersão É um gráfico utilizado para visualizar de forma eficiente o tipo de relacionamento existente entre duas variáveis. o estabelecimento de metas numéricas a serem alcançadas. podendo ser duas causas de um processo.página 05 Gráfico de Pareto É um gráfico em forma de barras verticais que dispõe a informação de maneira a tornar evidente e visual a priorização de temas.

Os fluxogramas são ferramentas que servem para ilustrar de forma ordenada o conjunto de etapas. desta forma. permitindo. página 06 A matriz de priorização fornece um método de focar a atenção de um grupo de trabalho sobre as principais opções antes de partir para o planejamento das atividades. Fluxograma ou Diagrama de Processo É o estudo da lógica de todas as possibilidades de ocorrência de eventos no caminho para se atingir a meta. entradas e saídas de um processo.Esta ferramenta processa as informações contidas em um conjunto de dados constituído por um grande número de variáveis. Esta ferramenta serve para organizar a seqüência de tomada de decisões. atividade etc. de modo que essas variáveis possam ser representadas por apenas duas ou três características gerais. estabelecer uma classificação numérica de prioridade entre um dado conjunto de opções. variáveis. conclusão Conclusão .

podemos fazer uma auto–análise utilizando o recurso da “Janela de Johari”. Joseph Luft e Carry Inghan. assim. transformações e equipamentos que estão sobre a sua responsabilidade.Para que você assuma um papel ativo na melhoria contínua do funcionamento de seu trabalho é imprescindível que possua uma noção precisa. aula 10 . Gestão . agora. Depois de analisarmos algumas ferramentas que podem ser utilizadas conforme a situação. em seu grupo.Módulo III Aula 9 Para efeito de sua própria autoavaliação. Apenas uma curiosidade! Vamos. No Módulo IV veremos com mais detalhes várias ferramentas gerenciais citadas nesta aula. Foi criada em 1961 pelos Drs. Precisamos saber quando a nossa auto–imagem difere daquela que os outros têm de nós e. interpretar a figura abaixo. mediante a conscientização da importância de dar e receber feedback.A Janela de Johari aula gravada em áudio JANELA DE JOHARI A Janela de Johari pode ser utilizada para melhorar as relações interpessoais. que visavam realizar uma abordagem da personalidade humana através de suas relações. realize as atividades localizadas no menu lateral: "Avaliação". O termo Johari foi uma junção dos dois nomes: Joseph e Harry. . fica a seu critério a escolha mais apropriada.exercícios de autoavaliação . devidamente estruturada e visualmente documentada dos processos. Para que serve a Janela de Johari e quem a criou? A Janela de Johari é um instrumento prático que serve para analisar a maneira como um indivíduo se relaciona com os outros.

. percepções e sentimentos de como o comportamento dos outros o está afetando. porém desconhecido pelos outros. de ser quem realmente somos. conquistando as inteligências pessoais (intra e inter). É justamente aquilo que você é e passa para os outros. o feedback precisa ser analisado de maneira racional.. página 02 4. O desconhecido é um nada dentro de você. Muitas vezes o “eu oculto” é dissimulado. Por exemplo. gestos e atos. precisamos confrontá-lo com reações de outras pessoas para verificar se devemos ou não mudar o nosso “eu” de maneira geral ou somente em relação à determinadas pessoas. vamos dar continuidade ao assunto. não? Os dois principais elementos que necessitam análise na Janela de Johari são: a) a busca de feedback: está relacionado com a relevância de receber reações dos outros.O “eu desconhecido”: desconhecido por você e pelos outros. Pois como sabemos. Exemplo: Um indivíduo que aparenta estar trabalhando satisfeito. que na maioria dos casos. 2. No caso do “eu aberto” elas são retratadas e não existem barreiras que possam disfarçar algum comportamento. retratam ou traem o teor de nossas atitudes. a fim de dar e receber feedback. E podemos verificar tais reações nas nossas palavras. mas na verdade ele está ansioso para mudar de trabalho. O ser humano possui em sua natureza os aspectos de interpretar. Bem. não podemos esquecer que o normal é projetar para o exterior os nossos pensamentos e reações. Podemos considerá-lo o “eu transparente”. Ele também é conhecido como “arena”.O “eu oculto”: conhecido por você. ver-se como eles o vêem. b) auto – exposição: consiste em dar feedback aos outros. julgar. 3. Temos coisas que se encontram escondidas nos recônditos da nossa alma e talvez jamais tenhamos conhecimento que existam. vistas nas aulas cinco e seis. sentir. tendemos a encarar as nossas reações como algo normal. aquilo que você sabe que tem e os outros também. mas isso pode afetar outras pessoas.O “eu aberto”: é o conhecido por você e pelos outros. ou seja. são caminhos jamais percorridos.1. bastante interessante. Porém. Não há dissimulação. compreender. Exemplo: ser uma pessoa educada. uma característica. divulgando seus próprios pensamentos. O ideal é que tenhamos esse “eu” o mais aberto possível.O “eu cego”: é algo percebido pelos outros e desconhecido por você. embora sua vontade não tenha aflorado ou uma reação histérica sem que nem você e nem ninguém pudessem imaginar que um dia isso aconteceria. Por exemplo. sua agressividade. Que tal irmos um pouquinho mais a fundo em cada quadrante da Janela de Johari? O “eu aberto” O “eu aberto” é o mais fácil de ser compreendido. tensão nervosa. em termos verbais ou não. Exemplo: o dom de tocar algum instrumento. Normalmente. existem pessoas mais sensíveis que outras. Porém. uma habilidade. página 03 O “eu cego” .

sem esboçar muitas reações. apenas ouvem taciturnamente os outros. Em geral. do funcionário que trabalha demonstrando satisfação e no fundo está insatisfeito com o que tem feito. . é necessário rever sua lente de aumento com relação aos defeitos dos outros e o seu ponto cego com relação aos seus. são pessoas vistas como confiáveis pelas outras. não dão feedback.com/1/cromos/lupa. O exemplo dado anteriormente. porém “não se enxergam”. mas em geral.Vamos falar agora de um quadrante da Janela de Johari que requer mudanças. são vistas pelas pessoas com desconfiança por não arriscar emitir opiniões sobre nada. atitude ou habilidade que nem você e nem outras pessoas sabem que têm.juarezonline.jpg Quando um colega se decide a favor de um ponto de vista. Fonte: http://www. é apenas distração. foi o melhor exemplo que achamos para explicar a você sobre o eu oculto. comportamento. página 04 O “eu oculto” O indivíduo que é caracterizado por possuir o “eu oculto” é aquele que tem algo a esconder ou simplesmente não gosta que ninguém saiba o que se passa em sua vida. ao ser confrontado com uma ameaça grave de um vizinho arrogante. Falam pelos cotovelos. Vamos a um exemplo: um indivíduo pacato e tranqüilo que trabalha como voluntário numa instituição de idosos. pega um revólver emprestado e comete um crime vicinal. está sendo apenas firme. quando você o faz. mas não estão dispostos a ouvir ninguém. Se você se identificou com alguma situação acima ou alguma semelhante. Quando o mesmo acontece com você. porém vive a base de tranqüilizantes. Pessoas que possuem essa janela muito aberta. Por que será que quando o seu colega de trabalho não faz uma determinada tarefa ele é preguiçoso e quando você não faz é porque está muito ocupado (a)? Quando um colega do seu trabalho passa por você e não o cumprimenta ele é um dissimulado. Pessoas que possuem esse quadrante com muita evidência. O “eu desconhecido” É simplesmente aquela característica. Todos pensam que você é uma pessoa calma. Vamos analisar mais uma situação do “eu oculto”. ele é cabeça-dura e. normalmente dão muito feedback.

O que é ser neurótico. pode magoar profundamente. os valores negativos devem ser dados individualmente para que não haja mágoas por parte de quem os estão recebendo. Esses quadrantes estão relacionados com aquilo que você é ou aquilo que as pessoas pensam e vêem em você. ao invés de colaboração. Muitos confundem o neurótico com o desequilibrado. com o indivíduo que está descentrado na sua forma de pensar e sofre de manias. O fato é que pode ter pessoas que sofrem de dor de cabeça e calos nos pés. o melindre que se tem na recepção de feedbacks negativos. página 05 Como fazer para sua janela se tornar cada vez mais aberta? A forma mais prática que se tem de migrar as janelas do “eu cego” e do “eu oculto” (já que a do “eu desconhecido” não tem uma receita). Porém. premia-se o triunfo a qualquer preço.devem estar enquadrados na técnica “sanduíche”. onde todo valor negativo deve ser precedido . Nem ele esperava por isso e nem os outros. reduz-se potencialmente. nem você e nem ninguém conhece. eu oculto e o eu desconhecido. Por isso a técnica “sanduíche” é recomendada. mas isso não autoriza confundir esses dois males. Porém. Isso coloca o indivíduo em luta contra os que deveriam ser seus companheiros. conclusão Conclusão A Janela de Johari é dividida em 4 quadrantes: eu aberto. ainda que em público.que nem ele imaginava que pudesse cometer. ou seja. Um valor negativo colocado em público pode vir a constranger a pessoa que o está recebendo. Acredito que podemos finalizar o tema Janela de Johari lembrando que a migração das janelas “oculta” e “cega” para a janela “aberta” se dá através de emissão e recepção de feedbacks. é dando e recebendo feedback. E mais ainda . antes de apresentar um valor negativo para outra pessoa. e. e termina colocando novamente outra pitada de valores positivos. depois apresenta cautelosamente os valores negativos que quer lhe dar. eu cego. Porém. utilizando-se de uma técnica que chamamos de “sanduíche”. vale ressaltar que o eu desconhecido. então? É a pessoa que vive de tal maneira que todos os problemas existenciais agregam-se de um padecimento provocado por um desequilíbrio ou desarmonia funcional do sistema nervoso. Você é neurótico (a)? É impressionante como nos últimos tempos o número de pessoas que “sofrem dos nervos” tem aumentado. Assim. Acontece que feedbacks positivos não há problemas algum para essa troca. seus amigos e irmãos sociais e. ainda. exalta-se a competição. isso não impede que os neuróticos sejam desequilibrados e nem o contrário. Esses devem ser dados em particular. Além de não ser útil e nem eficaz para a sua mudança. Um surto psicótico fez com que desencadeasse uma reação absolutamente imprevisível no seu comportamento. Mas o mesmo não acontece com feedbacks negativos. A técnica “sanduíche” é aquela que. coloca-se uma porção de valores positivos nela.

Organização. .P. o Professor-Tutor pode solicitar que você reformule sua resposta. Espera-se que o aluno demonstre capacidade de análise e domínio dos temas estudados.T . Modulo IV Módulo IV aula 01 aula 02 aula 03 aula 04 aula 05 aula 06 aula 07 aula 08 aula 09 aula 10 CICLO PDCA .S.N. Avaliação Final de Módulo III Avaliação de módulo – São exercícios subjetivos.Cadeia de Suprimentos P. O acesso é pelo menu Avaliação.R. Para visualizar a correção. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema.Prêmio Nacional de Qualidade E. botão Avaliações. Do. Gestão .exercícios de auto-avaliação . em Avaliações".Módulo III Aula 10 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. Direção e Controle).A . clique na atividade pretendida no painel de desempenho.Balanced Socrecard aula 01 . disponíveis ao final de cada módulo.O. caso em que ele enviará uma mensagem orientando-o nesse sentido.Q."Plan-Do-Control-Action" (ciclo do Planejamento composto de: Planejamento. Lembre-se de que caso seja necessário.Plan. Enterprise Resource Planning BSC .e concluído entre valores positivos.D. que serão corrigidos pelos tutores.International Standartization Organization Supply Chain .P. Check e Act KAISEN C. aula gravada em áudio .C.Q . Acesso pelo menu "Avaliação.Controle da Qualidade Reengenharia Gestão do Conhecimento e do Capital Intelectual Família I.

Bloqueie as causas do problema. Veja se o bloqueio ao problema foi efetivo. mas foi Deming seu maior divulgador. Foi desenvolvido na década de 30 pelo americano Walter A. As Etapas do Ciclo PDCA: 01. planejar o que será feito. mas sim sucessivas vezes. Do. implementar. para que a mudança seja concretizada e possa levar a novas melhorias. De acordo com o tipo de melhoria que se deseja obter. esta atividade pode corresponder ao planejamento do sistema. No plano pessoal.CICLO PDCA . Definir o que queremos. Do (Fazer. Fonte: http://www. Tomar iniciativa. tal como uma linha de chegada. a padronização e a documentação destes.ac. O que você quer conseguir? Qual seu objetivo? Identifique as causas dos fatores negativos e elabore um plano de ação simples e consistente para atingir o objetivo. Executar): Faça exatamente o que planejou. contemplando o planejamento. Observe se existem diferenças entre o que planejou e o que fez e se a meta foi atingida. 03.jpa. Shewhart. estabelecer metas e definir os métodos que permitirão atingir as metas propostas. esta atividade pode corresponder ao desenvolvimento e uso do sistema. de forma continuada. . uma deficiência ou uma possibilidade de melhoria que leve a uma meta. No caso de desenvolvimento de um sistema de informação. É essencial para o acompanhamento e a avaliação do ciclo. No caso de desenvolvimento de um sistema de informação. trabalha talentos e habilidades . executar o planejado conforme as metas e métodos definidos. Verificar e Agir de controle de processos é o principal método da Administração pela Qualidade Total nas organizações. página 02 02. tendo disciplina para colocar em prática. diversos indicadores para medir o desempenho podem ser criados nessa etapa. Plan (Planejar): Detectar um problema. As análises e medições dos processos são relevantes para a manutenção e melhoria dos mesmos. Fazer. Execute com fidelidade seu plano. treinar. o que planejou. educar. Compare o resultado com seu plano. Vale ressaltar que o ciclo deve sempre começar com a definição de uma meta. Tornou-se mundialmente conhecido ao aplicá-lo nos conceitos de qualidade no Japão. para atingir o próximo momento. Check e Act O que é? O método PDCA ou ciclo de Deming: Planejar.jp O PDCA é uma ferramenta aplicada não apenas uma vez em determinado processo.Plan. Check (Verificar): Conferir se o que foi feito está certo.

ibiweb. página 03 Fonte: www. 04. se há problema. Pense no tipo de ação que deve ser aplicada: corretiva (se houve problema). Fonte: http://www.No caso de desenvolvimento de um sistema de informação. preventiva (evitando futuros problemas) ou padrão (se tudo bem).gif Ou seja. implementações e continuidade do sistema.sakosta. análise das informações geradas e avaliação de qualidade do sistema.org/programs O Programa 5 S . esta atividade pode corresponder aos ajustes. assumir ações corretivas ou de melhoria. se a avaliação do desempenho dos processos na etapa anterior não for satisfatória. Se houver. atuar para que não se repita. esta atividade pode corresponder aos testes.de/geschaeftsfelder/managmentsys/pdca. No caso de desenvolvimento de um sistema de informação. Act (Agir): Verificar o resultado da etapa anterior.

Limpeza é forma de inspeção. as áreas isentas de pó. A ARRUMAÇÃO ou sistematização. que buscam fortalecer 5 Sensos. com seus respectivos diretórios ou pastas de trabalho. facilitando ao próprio funcionário saber o que está certo e o que está errado. não só os aspectos de qualidade e produtividade devem ser delegados aos funcionários. utilização. ferramentas. dia após dia. gerando descarte dos itens sem utilidade. classificação de materiais. Manter a arrumação do local de trabalho.O "Programa 5 S" é uma prática desenvolvida no Japão e ocidentalizada como "Housekeeping" (ou “cuidar da casa”). liberação de espaço. armários. vazamentos. quando pronunciadas em japonês (ou as equivalentes em inglês): página 04 As empresas que buscam melhorias da qualidade de vida no trabalho criaram no programa 5S uma base para o desenvolvimento dessa qualidade. para manter somente o que é útil. armários. guardar as coisas e obedecer as regras. padrões de arrumação. O local de trabalho deve ser dividido em áreas de responsabilidade. onde cada coisa tem que ter nome. inclusive discos de computadores. discos de computadores. gavetas. deixa cada coisa em seu lugar para pronto uso. em equipe. conservação. etc. pois possibilita a identificação de defeitos. incluindo computadores (inclusive discos internos) e periféricos A PADRONIZAÇÃO ou ambientação. Aplica-se a todos os aspectos do ambiente do trabalho: mesas. ordenação. zelo. utilizando o Ciclo PDCA como suporte. A denominação "5S" é devido às cinco palavras iniciadas pela letra "S". A implantação dos 5Ss é conseguida por meio da operacionalização de cinco passos integrados. No Programa 5S. A LIMPEZA ou inspeção. O material deverá ser enviado à área de descarte. mantém o estado de limpeza. formando um todo único e simples que ajudam a encarar o ambiente de trabalho de uma maneira totalmente nova. gerando o descarte de coisas não necessárias. condições padronizadas que clareiam a mente do funcionário e a disciplina necessária para realizar um bom trabalho. higiene. A . Aplica-se em tudo que há no local de trabalho: pastas. a limpeza. mantém tudo sempre limpo. equipamentos ou ferramentas no local de trabalho. etc. o mesmo deve ocorrer com relação à organização da área de trabalho. A ORGANIZAÇÃO ou seleção. materiais que se usa no dia a dia. onde cada um deve cuidar da sua área. asseio. Definir um lugar para as coisas. peças quebradas.

A disciplina é a base de uma civilização. etc). O conjunto de práticas denominado 5S (organização. com uma melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores e aumento da produtividade. padronização e reconhecimento de trabalhos bem feitos. disciplina) surgiu no Japão e se firmou como um conjunto de boas práticas para garantir um ambiente de trabalho saudável e agradável. conclusão Conclusão A conexão do final de um ciclo PDCA e o início do outro (Agir → Planejar) é o núcleo do desenvolvimento que permite atingir níveis superiores. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. execução de tarefas com registros de dados e fatos. harmonia.padronização inclui outras considerações. análise e ações corretivas. Gestão . como forma de criar bons hábitos.iluminação. padronização. formas. adquirir outra habilidade."Mensagem") ou por e-mail. Acesso pelo menu "Avaliação". para a melhoria contínua e eficiente dos processos empresariais ou individuais (falar outro idioma. de forma natural e cotidiana. A DISCIPLINA ou auto-disciplina. educação. análise de cenários. mudar determinado comportamento. num processo de repetição e prática. DESENVOLVER. contate o seu tutor por meio da Plataforma de Educação a Distância do ILB (menu "Comunicação" .exercícios de autoavaliação . É praticar e praticar para que as pessoas façam a coisa certa naturalmente. mas seu ciclo completo exige muita fundamentação. na trajetória para alcançar novos objetivos. diagnósticos.é um modelo mental muito simples. aula 02 . ventilação.Kaisen aula gravada em áudio .Módulo IV Aula1 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. O importante é estabelecer prioridades que são interessantes e poderão se concretizar com empenho e confiança. que é a arte de fazer as coisas certas. o mínimo para que a sociedade funcione em harmonia e o caminho para a melhoria do caráter das pessoas. higiene pessoal e tudo o que causar uma impressão de limpeza. vestuário. arrumação e limpeza) de forma contínua. medição para obter controle. fazer uma pós-graduação. limpeza. Girá-lo de fato significa construir uma gestão baseada em etapas que caracterizam iniciativa e ação do gestor. CONTROLAR E AGIR . tais como: cores. alcançar um novo posto na empresa. arrumação. A padronização busca manter os três primeiros Ss (organização. Em caso de dúvidas. Ele está à sua disposição e pode ajudá-lo. O PDCA – PLANEJAR. treinamento e desenvolvimento. Usar o PDCA de forma universal. calor.

bem como mudanças na estrutura gerencial. manter os padrões atualizados sobre tecnologia. ajudando a eliminar diferenças entre os lucros-alvo (orçados) e os lucros estimados. editado em 1988 e publicado pelo IMAM.com O objetivo ideal deste processo é atingir defeito zero.promove um certo benefício para os usuários. “Total Quality Management” .transcontinental. ações e programas de Melhoria Contínua. Kaisen é a denominação japonesa para o processo de contínuo melhoramento dos níveis de qualidade de uma organização.kaisen. página 02 Fonte: http://www.JIT. Propõe a empresa. etc. quando ocorrem mudanças drásticas. Segundo Mondem (1999). Em seu primeiro livro.). já que os pequenos investimentos diários fazem com que a lucratividade acompanhe o ritmo. Porém. O objetivo do custeio kaizen é buscar a redução de custos em todas as etapas da manufatura.Conceito Kaisen é uma palavra japonesa que significa: "Kai" = Mudar e "Zen" = Para Melhor. Nas Organizações Em muitas organizações já há grandes esforços.TQM. negócios e operações). qual é a ligação do kaisen com a "gambiarra"? Não se pode negar que é uma melhoria que: . Mas. . A argumentação de Sakurai (1997) é de que o custo kaizen é utilizado no processo de manufatura para obter e manter o nível de inovação (ou seja. idealizado por Masaaki Imai. Para Ansari (1995). a tradução que expressa melhor o significado da filosofia é "Melhoria Contínua". sempre emergindo. O conceito de Kaizen. custeio kaizen é um método para gerenciar melhoramentos contínuos de custos por meio de uma equipe interfuncional orientada para resolver problemas com foco no cliente. ao invés de altos investimentos para seu crescimento de tempos em tempos. O retorno se torna melhor. Imai comenta os conceitos de kaizen e os insere no contexto da Qualidade Total. Um sistema de custo kaizen abrange o sistema contábil administrativo da empresa e seu programa de atividades kaizen no nível de chão de fábrica (“Just In Time” . custeio kaizen significa manter os níveis correntes de custo e trabalhar sistematicamente para reduzir os custos a valores desejados. provocadas pela introdução de novas tecnologias e/ou por investimentos em novos equipamentos envolvendo custos acumulados por aperfeiçoamentos contínuos. Porém alguns interpretam o kaisen como "gambiarras". Cooper&Slagmulder (1997) afirmam que custeio kaizen é uma aplicação de técnicas kaizen para reduzir custos dos componentes e produtos por um montante pré-estabelecido. diz respeito a atitudes de "bom senso" que exigem baixos investimentos e envolvem toda a organização. investimentos pequenos e gradativos diariamente.

é a redução de custos dos processos. tornando-a cada vez melhor.normalmente usa-se o "bom senso". Já o custeio kaizen objetiva a busca constante de reduções de custo em todas as etapas da produção. controle gerencial e aprendizado. seguida de sucessivos aperfeiçoamentos.os itens mais usados sem estar no mais fácil acesso. Essas reduções de custos se conseguem através de uma análise do processo. . Fonte: www. é preciso usar a cabeça. O grande problema é que essas "gambiarras". ele tem suas limitações para custeio de produto.não exige nova tecnologia. a força de trabalho é investida de poder. como de quem caminha muito pela empresa. pelos próprios usuários. mas no Kaizen é criado um mecanismo que estimula a participação de todos.longa distância entre a área de armazenagem e a área de utilização. No custeio kaizen. é necessário que a liderança esteja preparada para mudanças.é rapidamente implementada. . . Isso significa que precisamos pensar um pouco para resolvermos problemas ergonômicos. O pessoal começa a dar sugestões de melhoria. . página 03 Nos processos logísticos existem perdas como: . . nas empresas brasileiras. transformando-os em "cabeça-de-obra". Normalmente. Não basta trabalhar com os braços duramente. .é praticada. na maioria das vezes.contrafluxo de materiais. embora seja uma melhoria. de forma a pensar numa maneira de trabalhar mais inteligente.dificuldade em encontrar os materiais estocados. Com isso. .exige baixo investimento.esica.com . por deficiência no endereçamento. de provisórias passam a ser definitivas. não é contínua. para que possa criar novas alternativas para reduzir os custos. Um dos principais resultados que se atinge com a Melhoria Contínua – Kaizen .. Custeio Padrão x Kaizen Apesar do sistema de custeio padrão propiciar redução de custos pela análise das variações entre o custo real e o orçado. mas superá-lo. carrega muito peso ou até chega a se acidentar. o objetivo não é alcançar o padrão. Kaisen poderia ser entendido como uma "gambiarra". conforme análises de Kaplan&Cooper. nota-se que o pessoal operacional é chamado de "mão-de-obra". Quando se começa um processo de Kaisen numa organização. Portanto.má localização dos itens. .

página 04 Exemplos de diferenças conceituais e de procedimento: conclusão Conclusão .

em Avaliações. muitos pensadores ocuparam-se desse assunto. Segundo Maximiano (2000). de função e engenharia de valor. O custeio padrão tem sua utilização limitada e ganha nova dimensão. Fonte: www. a idéia de qualidade tem uma história muito antiga.O tema é relativamente novo para o Brasil. Dos filósofos gregos (que pensaram na idéia da excelência) aos chi-neses. pois o custeio kaizen tem foco nas equipes. A empresa que adotar tais métodos deverá fazê-lo dentro de um processo de mudança cultural (do individual para o coletivo).php Entre as muitas definições para a idéia da qualidade.Controle da Qualidade Total aula gravada em áudio CONTROLE DA QUALIDADE TOTAL História da Qualidade Não se pode falar em Controle da Qualidade Total sem antes pesqui-sar o que significa “Qualidade”. É necessário evoluir para sistemas de custeio voltados para a inovação. baseia-se na análise de valor. tais como o custeio-alvo e o custeio kaizen. quando utilizado no processo de custeio kaizen. Apenas de alguns anos para cá é que se intensificaram os estudos dos métodos de custeio japonês. dos renascentistas aos engenheiros e fabricantes da Revolução Industrial.C. mais do que nos indivíduos. permitindo a adaptação às mutações do ambiente econômico. Gestão . Por isso. Como reflexo e testemunho dessa importância. O processo de redução de custos kaizen inicia-se no processo de planejamento e controle do lucro e não dos custos. aula 03 .Módulo IV Aula 2 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos.Q.T . é uma palavra que faz parte do dia-a-dia e desempenha um papel importan-te em todos os tipos de organizações e em muitos aspectos da vida das pessoas.offoffoff. destacamos: . Acesso pelo menu "Avaliação".exercícios de autoavaliação . Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. Algumas conclusões podem ser apontadas: a emergência para se estudar os melhores métodos de gerenciamento japonês.com/film/2003/moderntimes.

copiadorasatelite.página 02 Na Administração. até chegar à administração da qualidade total da atualidade. o enfoque da qualidade surgiu para resolver inicial-mente o problema da uniformidade. Da busca de soluções para o problema da uniformidade exigida pela fabricação massificada. Fonte: www. A expansão da produção de mas-sa.br/autosantigos/images/ . a administração da qualidade passou por diversos estágios. que utiliza e produz grandes quantidades de peças virtualmente i-dênticas.com. qualidade era sinônimo de identidade. inspirou os estudos dos primeiros especialistas da qualidade industrial. nasceu o controle estatístico da qualidade. Para os engenheiros e industriais do início do século XX. Desse ponto de partida.

sempre se praticou alguma es-pécie de controle da qualidade. Shewhart. A qualidade é uma preocupação de todos os funcionários e abrange todos os as-pectos da operação da empresa. Essa mentalidade influenciou desde os gregos até o Re-nascimento.Na era da inspeção ou do controle estatístico. qualidade é uma questão sistêmica. Em lugar de inspecionar todos os produtos. Por causa disso. que tinha interesse em fa-zer produtos segundo especificações rigorosas. a história da evolução do controle tradicional da qualidade tem três períodos. nos supermercados e no comércio de produtos arte-sanais. A inspeção do produto continua sendo praticada pelos consumidores nas feiras livres. A Era do Controle Estatístico Com a ascensão da grande empresa industrial e da produção massifi-cada. No estágio seguinte. que em . tornou-se impraticável inspecionar a totalidade dos produtos que saíam aos milhares das linhas de montagem. Agora. Garantindo-se a qualidade do sistema. que atendessem suas próprias exigências estéticas ou que impressionassem positivamente os clientes. a era da qualidade total. A Era da Inspeção Desde antes da Revolução Industrial. com a finalidade de encontrar o que melhor atende suas ne-cessidades e interesses. a ênfase está na quali-dade do produto ou serviço. dos Laboratórios Bell. seleciona-se por amostragem uma certa quantida-de para inspecionar. O pioneiro da aplicação da estatística ao controle da qualidade foi Walter A. o contexto tornou-se favorável ao surgimento do controle estatístico da qualidade. garante-se a quali-dade dos produtos e serviços. Essa mudança de filosofia significa a evolução para a era da qualidade total. a qua-lidade não diz respeito apenas ao produto ou serviço. filosofias ou eras principais: a era da inspeção. As propriedades dessa amostra podem então ser estendidas ao lote do qual foi extraída. a ênfase desloca-se para o sistema da qualidade. alcançou a fabricação artesanal na passagem do século XIX para o XX e está presente até hoje em muitas modalidades de produção utilitária ou artística. a era do controle estatístico e a era da qualidade total ou qualidade as-segurada. a inspeção era feita pelo próprio artesão. nem é uma responsabilidade apenas do departamento da qualidade. Nos primórdios da indústria moderna. página 03 Portanto. Ou seja. que se baseia na amostragem.

entidade privada e sem fins lucrativos que se tornaria o centro das atividades de controle da qualidade naquele país. página 05 A responsabilidade dos gestores começava na identificação das ne-cessidades do cliente ou consumidor e prosseguia . O fato de o Japão ser um país. As idéias de Feigenbaum a respeito do TQC tiveram grande repercus-são. inspeção e testes: verificam a conformidade do produto com as especificações. 8. foi criada a JUSE . todos os estágios do ciclo industrial. suprimentos: escolhe. da conquista de mercados e da expansão do emprego. produção: a supervisão e os operadores têm uma responsabilida-de importante pela qualidade durante a fabricação. Seus estudos constituem o núcleo da maioria das técnicas estatísticas de controle da qualidade que são usadas até hoje. 2. que deveria sobreviver com a exportação de produtos. com poucos recursos natu-rais. tornou a qualidade uma obsessão nacional. Em 1946. expedição: responsável pelas funções de embalagem e transpor-te. nem o pes-soal de marketing ou a alta administração. marketing: avalia o nível de qualidade desejado pelo cliente e o custo que ele está disposto a pagar. através do aumento da produtividade. W. à qual deu o nome de controle da qualidade total (TQC – Total Quality Control). Este re-lativo desinteresse mudou rapidamente quando se descobriu que o Japão tinha prestado atenção e colocado em prática não apenas essas idéias. Feigenbaum apresentou em 1961 uma versão evoluída das proposições publicadas 10 anos antes. que Feigenbaum enumerou em oito: 1. Em reunião com dirigentes das principais empre-sas do Japão. disse que a melhoria da qualidade era o caminho para a prosperidade. a JUSE convidou Dr. 5. engenharia de processo: escolhe as máquinas. compra e retém fornecedores de peças e materiais. 6. Em 1950. da redução de custos. página 04 A Era da Qualidade Total A evolução dos conceitos não parou. 4. no caso de produtos.Union of Japanese Scientists and Enge-neers (Sindicato dos Cientistas e Engenheiros do Japão). Edwards Deming para ministrar um curso de estatística. instalação e assistência técnica (serviço): a instalação e assis-tência técnica corretas ajudam a garantir o funcionamento correto do produto. embora sua adoção não acompanhasse o mesmo ritmo. 3. paralelamente. engenharia: transforma as expectativas e desejos do cliente em especificações. desenvolveram técnicas de amos-tragem. A idéia do TQC tinha como pedra fundamental uma definição de qua-lidade em que o interesse do cliente era o ponto de partida: “A quali-dade quem estabelece é o cliente e não os engenheiros. mas muitas outras técnicas e conceitos de administração da qualidade. (1983) A qualidade total abrangeria assim. a indústria precisava atender a uma crescente necessidade de bens de consumo. pois com o fim da Segunda Guerra Mundial. fabricação e manutenção do produto ou serviço que satisfazem as expectativas do cliente”. engenharia.1924 preparou o primeiro rascunho da carta de controle. A qualidade de um produ-to ou serviço pode ser definida como o conjunto total das característi-cas de marketing. Dois colegas de Shewhart. Dodge e Roming. ferramentas e métodos de produção. 7.

especialmente através das indústrias eletrônica e automobilística. com a finalidade de a empresa tornar-se competitiva. exortações e metas exageradas para os empregados. prestaram atenção e puseram em prática o que ele disse. Acabar com a dependência da inspeção em massa. 8. Iniciativas semelhantes só surgiram em 1987 com criação do Prêmio Malcolm Baldrige nos EUA (após 36 anos) e do Prêmio Europeu de Excelência em Qualidade na Comunidade Econômica Européia (CEE) em 1991. Afastar o medo. Eliminar slogans. É preciso desenvol-ver um fornecedor único para cada item. Poucos anos depois a qualida-de dos produtos japoneses já começava a ameaçar fabricantes tradi-cionais. assumir suas responsabilidades e assumir a liderança da mudança. a importância da mentalidade preventiva e a necessidade do envolvimen-to da alta administração. 7.pelos diversos es-tágios da transformação de insumos. Em 1982. Instituir um sólido programa de educação e auto-treinamento. Os 14 Princípios do Método Deming 1. para melhorar a qualidade e a produtividade e. 4. Melhorar sempre e constantemente o sistema de produção e serviço. Eliminar as barreiras entre os departamentos. 2. A década de 1970 testemunhou a expansão da economia japonesa e sua penetração nos mercados ocidentais. até chegar como produtos ou serviços ao mesmo cliente. Adotar a nova filosofia. 11. A visão é sistêmica. . Ao in-vés disso. Remover as barreiras que impedem ao trabalhador sentir orgulho pela tarefa bem-feita. de maneira coercitiva. que compreende 14 princípios. permanecer no mercado e criar empregos. Deming publicou o livro Quality – productivity and competi-tive position. para antecipar problemas na produção e na utiliza-ção que possam afetar o produto ou serviço. Os japoneses ouviram. Instituir a liderança. 14. reduzir constantemente os custos. dessa ma-neira. em 1951. pois tinha como alicerce – a predominância do cliente. 12. de projeto. o primeiro do mundo nes-ta área e batizado em sua homenagem. Deve-se eliminar a necssidae de inspeção em massa construindo a qualidade junto com o produto desde o começo. 9. Estabelecer a constância do propósito de melhorar o produto e o serviço. já que a principal causa da má qualidade e má produtividade é o sistema. 13. Quem trabalha nas áreas de pesquisa. 10. pedindo zero defeito e níveis mais altos de produtivida-de. Essas exortações apenas criam relações hostis. Cessar a prática de comprar apenas com base no preço. Eliminar as cotas numéricas no chão de fábrica. deve agir como equipe. de vendas e de produção. 3. Agir no sentido de concretizar a transformação. a administração deve despertar para o desafio. do Módulo I. conforme vimos na Aula 9. é o Método Deming. Numa nova era econômica. num relacionamento de longo prazo fundado na lealdade e na confiança. Eliminar a ad-ministração por objetivos. que apresenta um método para a administração da qua-lidade. A transformação é o trabalho de todos. do Prêmio Deming de Qualidade. o qual encontra-se além do alcance da força de trabalho. Instituir o treinamento no serviço. 5. deve-se procurar minimizar o custo total. 6. A importância de Edward Deming fica clara com a criação no Japão. A responsabilidade dos supervisores deve mudar dos números para a qualidade. para que todos possam trabalhar eficazmente pela empresa.

. Ishikawa.página 06 Alguns dos responsáveis pelo desenvolvimento dos princípios e das técnicas da qualidade total são: Feigenbaum. Deming. Shewhart e Juran.

confiança e respeito mútuo. mas sim imbuídos de uma visão sistêmica e grupal. desenvolva trabalho de equipe. Isso pode incluir melhorar qualquer coisa desde os produtos da empresa até seus métodos de produção ou até as maneiras como se administram as pessoas. faça das melhorias contínuas um assunto diário. trabalham não por objetivos individuais. Isso ocorre porque são elas mesmas que es-tabelecem o ritmo das tendências visando superar a si mesmas. Entretanto. uma grande quantidade de técnicas têm por princípios gerais: faça certo da primeira vez para eliminar retrabalhos custosos.O Controle da Qualidade Total ainda está evoluindo. escute e aprenda com seus clientes e colaboradores. mas a Qualidade Total focaliza o cliente como sendo o vetor das suas ações em busca da qualidade. conclusão Conclusão A filosofia da Qualidade Total inspira as pessoas por toda a empresa a constantemente aperfeiçoar tudo o que a empresa faz. As empresas trabalham para estar à frente da concorrência. .

ou melhor. à qualidade dos serviços ou produtos e à eficácia do atendimento ao cliente. Tem o objetivo de rever e se necessário. as empresas precisam mais do que mudar. processos fundamentais de todo o mundo dos negócios. O que ele chamou de reengenharia já vinha sendo praticado por empresas e consultores.exercícios de autoavaliação . Hammer afirma que a tecnologia da informação tem sido usada de forma incorreta pela maioria das empresas. aperfeiçoar-se e aprender. Assim. antes de tudo. No entanto. reformular completamente seus principais processos de trabalho.Gestão . é reprojetar os processos. geralmente. destrua” (Harvard Business Review. qualidade. inovação e velocidade. em seguida. em Avaliações. que divulgou suas idéias inicialmente no artigo “Promovendo a reengenharia do trabalho: não automatize. aula 04 . July/Aug. Essa reinvenção tem como objetivo otimizar a posição competitiva da organização. O que elas fazem. O que elas deveriam fazer. é freqüentemente citado como um dos principais “reengenheiros”. Nesse texto. por exemplo. Michael Hammer e James Champy vêem a reengenharia como o “repensar e o reprojetar”. Hammer não inventou a reengenharia. se fosse traduzido literalmente) com o sentido de reformular a maneira de conduzir os negócios.antes que o artigo fosse publicado. O objetivo é atingir grandes aperfeiçoamentos nas mensurações críticas de desempenho e custo. Hammer aplica o verbo to reengineer (sem equivalente em português – ficaria “reengenheirar”. Fazer a reengenharia é reinventar a empresa. de reconstrução dos mesmos. a reengenharia constitui o processo de iniciar tudo do zero. realize as atividades localizadas no menu lateral: acesso pelo menu "Avaliação". página 02 . a reengenharia é um dos mais populares. é automatizar os processos de trabalho da forma como estão projetados. reconstruindo a empresa e revisando seu modo de fazer negócios. de forma a conseguir melhorias anormalmente expressivas no que diz respeito ao aumento da produtividade. De todos os novos conceitos de administração. Mais do que melhorar as coisas simplesmente consertando-as. seu valor para os acionistas e sua contribuição para a sociedade.Reengenharia aula gravada em áudio REENGENHARIA Por vezes.Módulo IV Aula 3 Para efeito de sua própria autoavaliação. Conceito Reengenharia é um esforço organizado que é conduzido de alto a baixo em uma companhia. 1990). Henry Ford. precisam reinventar para conseguir um salto quantitativo e qualitativo em seu desempenho. desafiando suas doutrinas. O autor e disseminador desse conceito é Michael Hammer. a idéia básica de reengenharia é o redesenho dos processos. Hammer teve o mérito de criar um nome para vários esforços de aprimoramento de processos. em processos que integram as funções departamentais. práticas e atividades existentes para. redesenhar seus recursos de maneira inovadora.

podem ser desmembradas em cerca de 20 processos principais.gerenciamento de pedidos (desde o preenchimento até o recebimento).administração de suprimentos. e que ocorrem naturalmente na operação diária da empresa.Processo Dentro da reengenharia. . Os processos são a estrutura de trabalho por meio da qual a organização faz o necessário para produzir valor para seus clientes. . que se encontram na maioria das empresas.serviço de vendas pelo correio. Alguns dos processos mais comuns. a palavra processo tem importância fundamental.desenvolvimento de produtos (desde a identificação da necessidade do novo produto até a apresentação do protótipo).gerenciamento de informações. uma ordenação específica das atividades de trabalho no tempo e no espaço. fim e inputs e outputs claramente identificados: uma estrutura para a ação. .administração de recursos humanos (desde o planejamento de mão-de-obra até o desligamento). um processo toma um determinado insumo e o transforma para criar um resultado. Centenas de grandes empresas. assegurando que cada processo de transformação adicione valor ao produto e também monitorando a satisfação no mercado. com começo. . Um processo é. melhorando a qualidade das matérias-primas e outros insumoschaves. portanto. são os seguintes: . mesmo as muito grandes e complexas. a estrutura funcional e hierárquica deixa de ser enfatizada. uma medida importante de um processo é a satisfação do cliente com o resultado desse processo. incluindo Kodak. . O importante é enxergar o processo e não a estrutura organizacional. bem como muitas empresas pequenas. A maioria das empresas. Adotar a perspectiva do processo significa adotar o ponto de vista do cliente. Bell Atlantic e Taco Bell. começando pelos insumos do produto e terminando com os produtos finais e os clientes. A reengenharia adota uma perspectiva de sistemas. . página 03 A perspectiva do processo implica a visão horizontal do negócio. que envolve toda a organização. passaram pela reengenharia nos últimos anos. Um processo é um conjunto de atividades. Portanto. Conseqüentemente. ligadas entre si.

conforme descrito na tabela abaixo: .página 04 Nova Perspectiva A reengenharia requer uma perspectiva completamente diferente da prática da administração tradicional. Requer um conjunto de valores inteiramente novos.

os processos passam a ter mais de uma versão. Procure saná-las logo que apareçam . Sempre que possível. quando o processo é longo. porque a mudança dos processos comprime verticalmente a organização. Embora os processos sejam seqüenciais. Os trabalhadores passam a tomar decisões. reduzindo o tempo de execução. são conjugadas e combinadas numa só. sempre há atividades que podem ser programadas para ocorrer simultaneamente. antes distintas. De acordo com Hammer e Champy. os passos do processo são feitos em paralelo. menores custos indiretos.página 05 Não acumule dúvidas. O processo decisório passa a fazer parte das atividades operacionais. Às vezes. A diversidade de mercados e clientes pode exigir que um . Às vezes. os processos que passam pela reengenharia apresentam os seguintes pontos em comum: Várias atividades. a responsabilidade é de uma “equipe de processo”. sob responsabilidade de um “funcionário do assunto” ou “funcionário do processo”. resultando em menores esperas. melhores respostas aos clientes e maior poder para os trabalhadores.

A reengenharia reduz o número de pontos externos de contato. os processos “reengenheirados” integram o trabalho que é realizado em unidades organizacionais independentes. e sejam responsáveis pelo resultado dos negócios. O “gerente de processo” age como responsável pelo processo todo perante o cliente. Gestão . O trabalho passa a ser executado no local onde faça mais sentido. São comuns as operações híbridas do tipo centralizadas e descentralizadas. “trabalhadores do conhecimento” altamente educados e orientados tecnicamente. possibilita às unidades organizacionais operar como se fossem completamente autônomas. aula 05 . A reengenharia foi derivada da departamentalização por processos. O “gerente de processo” age como responsável pelo processo todo perante o cliente. Reduzem-se os controles e verificações. por meio da agregação dos controles locais em sistemas mais abrangentes. Usar “gerentes de processo” é outro ponto em comum aos projetos de reengenharia. que assumam maiores responsabilidades. A reengenharia. em Avaliações. O “gerente de processo” proporciona um ponto de contato único. o trabalho tornar-se-á menos rotineiro e previsível e irá requerer aprendizado constante e pensamento complexo. corram riscos. realize as atividades localizadas no menu lateral: "Avaliação". da Unidade 1. Ela deixa de lado as estruturas rígidas da departamentalização funcional e age com os olhos voltados para os processos organizacionais. “quebra tudo” e recomeça um processo inovador e criativo.aos projetos de reengenharia.Gestão do Conhecimento e do Capital Intelectual aula gravada em áudio GESTÃO DO CONHECIMENTO E DO CAPITAL INTELECTUAL Conhecimento . Minimiza-se o esforço de conciliação. e os empregados terão mais independência que os trabalhadores do passado e será esperado que eles saibam mais sobre todo o negócio.Módulo IV Aula 4 Para efeito de sua própria autoavaliação. o objetivo de um negócio será menos fazer um produto físico e mais prestar um serviço. substituirão os empregados da produção como uma “elite do trabalho”. Conciliação é o processo de uniformizar valores e informações oriundas de pontos externos de contato. por meio da tecnologia da informação.mesmo processo tenha diferentes versões para atender a diferentes necessidades. Está previsto que a empresa média será muito menor que as grandes corporações do passado. A reengenharia deixa o foco de “ficar melhorando as coisas” . Característica mais marcante.exercícios de autoavaliação . conforme vimos na Aula 7. conclusão Conclusão A adoção da reengenharia aponta para novas tendências durante o século XXI.

utilizar o conhecimento como recurso estratégico e capacitar as pessoas para adaptação à nova realidade.mayo. e da necessidade de compartilhá-lo como a grande chave para vantagens competitivas e sucesso empresarial? Entre os vários fatores que poderiam explicar esse movimento estão: as mudanças na Economia global. sempre estiveram em destaque. portanto. a conhecida globalização.A gestão do conhecimento. então. utilizar sistemas de informações gerenciais. sendo necessário. demanda por qualidade. notadamente nos campos da informação e das telecomunicações. os empresários. também chamada por alguns autores de gestão do capital intelectual. possuindo conhecimento.br/centropis/cerebro.com. investir em inovações tecnológicas.yahoo.jpg página 02 Tecnologia e Informação Tanto a tecnologia como as informações são ferramentas para o sucesso da administração. Fatores preponderantes do processo de globalização como competição. avaliação e decisão sobre alternativas e avaliação de resultados. Por que. .edu/mshs/images/tech-res.jpg Sua importância não é uma descoberta nova. mais facilmente poder-se-ia triunfar e sobressair perante os demais. menores ciclos de vida de produtos e mudanças tecnológicas fazem com que a administração tenha papel fundamental na obtenção de sucesso ou fracasso de uma organização dentro desse ambiente.geocities. A crescente internacionalização dos mercados e das Economias tem produzido efeitos surpreendentes em muitos âmbitos. configuram recurso básico na definição de rumos e objetivos da empresa – fixação de estratégias e políticas. pois ao longo da história mundial os homens que se encontravam na vanguarda do conhecimento. implementar o processo de mudança organizacional. não sendo desconhecido o fato de que. Fonte: http://www. está entre os temas mais discutidos atualmente. A utilização da Tecnologia da Informação é parte integrante do processo de transformação das organizações. Fonte: http://www. consultores e acadêmicos cada vez mais vêm falando do conhecimento como o principal ativo das organizações. a preferência por organizações enxutas e o espetacular avanço da tecnologia. principalmente pela união das telecomunicações com a informática.

na conversão do conhecimento tácito em explícito. disseminá-los por toda a organização. os produtos e serviços transformam-se em agregados de idéias e o valor dos ativos intangíveis supera em muito os valores dos ativos financeiros. experiências. manuais. A Gestão do Conhecimento reside. Pode-se. com participação direta da tecnologia da informação como elemento de apoio. cujo principal negócio é a contínua inovação. e pode ser facilmente processado. fundamentalmente. A busca da melhoria do desempenho organizacional dentro desses enfoques faz-se por meio de um elemento fundamental – a informação – cuja gestão é ponto fundamental na gestão do conhecimento. normas. multiplicidade de competidores e produtos tornando-se obsoletos rapidamente. e por isso. por sua vez. na capacidade de relacionar informações estruturadas e não estruturadas com regras constantemente modificadas e aplicadas pelas pessoas na empresa. proliferação de tecnologias. para um modelo dinâmico que reconhece a força do material intelectual. a essência para a criação efetiva do conhecimento organizacional está. mas também o desenvolvimento de um trabalho que tenha sentido e do qual o trabalhador se orgulhe de estar participando. seu aprendizado assume papel fundamental. como as redes globais e internas. seja em computadores. portanto. e. como a experiência e o conhecimento tácito das pessoas. Jack Welch Educação e Mudança . da preparação da pessoa. uma organização não pode criar conhecimento sem as pessoas – o que pode é apoiar as pessoas criativas e prover contextos para que estas gerem conhecimento. O conhecimento tácito. 1991). portanto. valores ou ideais dos indivíduos. As organizações enxutas que emergiram dos processos de adoção indiscriminada de novas tecnologias (e terceirizações não planejadas) em muitos casos fizeram ver que a redução generalizada de custos redundasse em perdas de grandes valores. as empresas de sucesso são aquelas que conseguem. vista como cidadão e trabalhador. "Se a taxa de mudanças dentro da empresa for menor do que a taxa das ocorridas fora da mesma. página 03 De acordo com Nonaka e Takeuchi. Essas atividades definem a empresa “criadora do conhecimento”. mediante uma carreira que privilegie não apenas o simples desempenho de funções mecânicas. etc. no qual os insumos entravam numa espécie de caixa-preta e dela originavam-se os produtos finais. emoções. para o desenvolvimento de competências que garantam tanto o sucesso da organização quanto seu sucesso e felicidade pessoal. “Numa Economia na qual a única certeza é a incerteza. registrado. A conjunção das tecnologias de informática e telecomunicações tornou viável um grande número de atividades antes sequer imaginadas. é aquele contido e decorrente das ações. A diferenciação passa a vir do conhecimento. em que o conhecimento é a maior alavanca de riquezas em todas as áreas. O conhecimento é criado apenas pelos indivíduos e a eles pertence. portanto. ou está. que trata exatamente de uma nova visão da educação profissional não mais apenas como preparação pontual para o desempenho de determinadas tarefas. Nesses tempos de grandes mudanças de mercado. entre tantas outras. O conhecimento explícito é aquele que pode ser.um dos quais o acirramento da concorrência e a necessidade de manter vantagens competitivas sustentáveis. numa época de desafios cada vez maiores.. A Educação Corporativa. vídeo e teleconferências. os sistemas integrados. dos relacionamentos e dos processos. basicamente. Mudanças Vivemos um tempo de mudanças contínuas. a única fonte de vantagem competitiva é o conhecimento” (Nonaka. e transformá-los em novas tecnologias e novos produtos. visualizar as organizações migrando do velho modelo. criar novos conhecimentos. com consistência. Trata-se. o fim está à vista”. e requer a distinção apresentada por Polanyi entre os dois tipos de conhecimento existentes nas organizações: o conhecimento explícito e o conhecimento tácito. transmitido ou armazenado.

Ao repensarmos as organizações no contexto de uma Economia na qual o conhecimento passou a representar o ativo de produção mais importante. reestruturações e menor lucro operacional. principalmente em função do avanço tecnológico que permite. tudo gira em torno das expectativas dos clientes. a Unesco. precisamos de uma clara noção do papel que o trabalho representa em nossa vida. com o individualismo das sociedades capitalistas liberais. conseguindo com que o processo de transformação organizacional ocorra não por causa da tecnologia. a única fonte segura de vantagem competitiva duradoura é o conhecimento” (Nonaka. mas reafirma-se a chave para a produtividade – o conhecimento. coloca quatro perguntas fundamentais: Como Aprender a Fazer? a Conhecer? a Ser? e a Conviver? O encontro entre a aprendizagem e o trabalho está baseado no duplo diálogo entre o conhecer e o fazer e entre o ser e o conviver. por meio do Relatório Delors. Fonte: www. aplicadas em conjunto. por exemplo. comunicações.alzheimers. globalização. a riqueza é o conhecimento. O aspecto importante a ser ressaltado é a utilização do conhecimento como recurso estratégico: “Nunca Economia na qual a única certeza é a incerteza. tempo (velocidade) e custo. E. A natureza instrumental das organizações permanece. a serem.htm São modelos que visavam um mercado pouco exigente e operam. com a aplicação do raciocínio sistêmico. . 1989). pois no século XXI a capacidade de trabalho dependerá cada vez mais de um processo contínuo de aprendizagem. e os componentes determinantes do cenário do mercado são avanços tecnológicos. atualizadas e no tempo certo. O abandono de nossa transcendência. A realidade. brindou-nos de um lado com o totalitarismo das utopias estatizantes e.org/unraveling/07. naturalmente. em linhas de produção para um mercado de massa – nos quais a preocupação era produzir. ou seja. rever canais de distribuição. é outra. pelo qual pode-se visualizar a organização como um conjunto de eventos interligados em um mesmo esquema. mas com seu efetivo auxílio. Na Era da Informação. precisamos também nos questionar sobre o novo papel da educação na vida de cada um de nós. ao lado do trabalho. É importante ressaltar o papel da tecnologia da informação nesse ambiente competitivo. que caracterizou boa parte da ciência e da filosofia da modernidade. desde que bem utilizado. página 04 O Processo de Mudança Vários modelos administrativos em execução nos dias de hoje ainda são um conjunto de princípios estabelecidos há praticamente dois séculos. 1997). Os antigos princípios não valem mais. limitações de capital. aumentar a capacidade de produção. O próprio pensamento de Max Weber já refletia sobre a mudança de foco das organizações. que determinam como diferencial competitivo das empresas suas estratégias de qualidade (conformidade). quando afirmava termos “o mercado como a mais eficiente configuração para o fomento da capacidade produtiva de uma nação e para a escalada de seu processo de formação de capital” (apud Guerreiro Ramos. no entanto. assim como a eliminação de empregos. hoje dominantes. e a serem desenvolvidas adequadamente se tiverem como base informações com qualidade. efetivarmos as mudanças necessárias em face do novo panorama de mercado.Ao conceber os quatro pilares fundamentais da educação do futuro. Existe hoje a necessidade de “reinventar” as organizações. entre nossas motivações materiais de sobrevivência e nossas motivações espirituais de transcendência. do outro.

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Mudar é Preciso
Algumas mudanças são inevitáveis, mas é importante reconhecer que muitas forças agem no sentido de manter uma organização num estado de equilíbrio. As forças contrárias à mudança também são forças que apóiam a estabilidade das organizações. Em estudo sobre o processo de conseguir mudança efetiva, Lewin observou que as pessoas sentem dois grandes obstáculos à mudança. Não se dispõem a modificar atitudes e comportamentos antigos (ou simplesmente são incapazes disso). Muitas vezes, a mudança dura pouco – após breve período de tentativa de fazer as coisas de modo diferente, as pessoas quase sempre procuram voltar a seu padrão anterior. Para superar esses obstáculos, Lewin criou um modelo de três passos do processo de mudança, que foi refinado por Schein (1980), e pode ser aplicado a pessoas, grupos ou a organizações inteiras:

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Capital Intelectual

O capital humano significa pessoas estudadas e especializadas, que são o ponto central na transformação global. Segundo Richard Crawford, em seu livro “In the Era of Human Capital” a expressão capital humano apareceu pela primeira vez na literatura econômica em 1961, no artigo “Investindo em Capital Humano”, publicado na American Economic Review, escrito pelo economista Theodore W. Schultz, vencedor de Prêmio Nobel de Economia de 1979, reforçando os conceitos formulados no século XVIII por Adam Smith e outros. Tido como a característica mais marcante da era do conhecimento, o surgimento do capital humano aparece como a força dominante da Economia. Embora na sociedade industrial o capital físico e financeiro fosse um fator crítico para o sucesso, na Economia do conhecimento a importância relativa do capital físico diminui à medida que a tecnologia torna-se mais barata e a qualificação, o conhecimento e as habilidades das pessoas crescem em importância. O Japão é um exemplo clássico de Economia construída com base no capital humano. Após a Segunda Guerra, sua estrutura física estava em ruínas e não havia nenhuma matéria-prima de valor. Apesar disso, em menos de 50 anos, desenvolveram a Economia de maior sucesso do mundo, como fruto de uma população trabalhadora e, acima de tudo, bem educada. Conforme Peter Drucker (1999) é exatamente na área econômica que está a grande diferença entre o trabalhador manual e o trabalhador do conhecimento. Segundo o autor, a teoria econômica e a maior parte das empresas vêem o trabalhador manual como custo. Para que sejam produtivos, devem ser considerados ativos e, como qualquer ativo, precisam crescer. Os trabalhadores do conhecimento possuem os meios da produção. O conhecimento que eles detêm é um ativo. Assim como o capital físico deprecia, o capital humano também. No entanto, o problema maior é exatamente a rapidez com que o conhecimento e a tecnologia tornam-se obsoletos. “O único caminho para os trabalhadores da sociedade do conhecimento manterem suas habilidades e conhecimentos e atuarem efetivamente como capital humano é se comprometendo com um aprendizado contínuo e vitalício, o que afetará todos os trabalhadores, tanto como indivíduo quanto como empregados ou empregadores” (Crawford, 1994). Enquanto na sociedade industrial a educação era voltada exclusivamente para a alfabetização e o provimento de treinamento técnico, na sociedade do conhecimento a educação passa a ser universal e os níveis de educação crescem para as novas áreas de conhecimentos que requerem treinamentos e educação atualizada para sua aplicação. Outro ponto importante diz respeito ao valor do capital humano, que cresce com o aumento do capital físico, uma vez que equipamentos mais sofisticados aumentam o valor dos treinamentos especializados e da educação necessária. Isso quer dizer que os próprios capitais (físico e financeiro) adicionam valor ao capital humano, pois permitem que este aumente sua produtividade e suas habilidades profissionais. Entretanto, o capital humano é essencial para a produção do capital físico, seja na invenção de novos equipamentos, novos produtos, ou novos negócios.

conclusão

Conclusão

Durante a Revolução Industrial, as máquinas substituíram a força física. Na Economia do conhecimento, as máquinas complementam a capacidade intelectual do ser humano. É fundamental entender que o verdadeiro desenvolvimento organizacional depende essencialmente da aprendizagem organizacional e que um mundo em permanente transformação exige pessoas e organizações com total disponibilidade para aprender a aprender. É possível conquistar novos conhecimentos e criar novas sinapses em nosso cérebro privilegiado, mas também é possível preservar valores do coração e da dignidade humana. .

Gestão - exercícios de autoavaliação - Módulo IV Aula 5

Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. Acesso pelo menu "Avaliação", em Avaliações.

aula 06 - Família I.S.O - International Standartization Organization

aula gravada em áudio

FAMÍLIA ISO
O que é? ISO significa Internacional Organization for Standartization (Organização Internacional de Normatização) – é uma organização internacional privada, sem fins lucrativos, criada em 1947 e tem sede em Genebra, na Suíça. ISO não é apenas a sigla da organização, é o nome que deriva da palavra grega isos, que significa igual. Seu objetivo é promover o desenvolvimento de normas, testes e certificação, atividades relacionadas com a intenção de facilitar o intercâmbio internacional de bens e de serviços e para desenvolver a cooperação nas esferas: intelectual, científica, tecnológica e de atividade econômica. Esta organização é formada por representantes de 91 países, cada um representado por um organismo de normas. A ISO envolve mais de 180 comitês técnicos, abrangendo muitos setores e produtos industriais.

A ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas – membro fundador da ISO, é a organização nacional de normatização que representa o Brasil. Os membros da ISO são os representantes das entidades máximas de normatização nos respectivos países como, por exemplo, ANSI (American National Standards Institute), BSI (British Standards Institute), DIN (Deutsches Institut für Normung) e o INMETRO (Instituto Nacional de Metrologia).

Certificação e Normas
Certificação é uma declaração de um órgão independente de que a organização sob o processo de auditoria atende aos requisitos de uma norma especificada. A certificação atesta que a organização tem um Sistema de Gestão da Qualidade implantado e que demonstrou que tem capacidade para fornecer, de forma consistente, produtos e/ou serviços que atendam aos requisitos do cliente e às leis aplicáveis, além de ampliar a satisfação do cliente pela aplicação efetiva e melhoria contínua do Sistema.

Em 1987, a ISO publicou manuais de avaliação do sistema da qualidade, chamadas Normas ISO Série 9000 de Padrões Internacionais (ISO series of International Standards), que sintetizavam diversas normas nacionais já existentes. Em 1996, foram publicadas as Normas ISO 14000, que tratam da administração ambiental. Ambas fazem parte de um conjunto de mais de 11.000 padrões internacionais que a ISO produziu desde sua fundação. A ISO não tem como missão controlar a aplicação de suas normas, que é uma

cinco séries específicas: . Série 9000 A família ISO 9000 de normas representa uma espécie de consenso internacional a respeito das boas práticas de administração da qualidade. já que a organização não tem poder legal para obrigar sua adoção. a adesão às normas ISO é voluntária. a certificação não é conferida pela ISO. A ISO 9000 não é uma norma internacional da qualidade revolucionária. No entanto. da segurança e ambiental.questão de entendimento voluntário entre fornecedores e seus clientes. nem essas empresas têm qualquer delegação da ISO para fazê-lo. mas não é uma garantia da qualidade de produtos. que conferem certificados de conformidade com a ISO 9000. A família compreendia. Alguns de seus padrões foram adotados por governos nacionais. as normas ISO passaram a ser utilizadas como mecanismos de auditoria da qualidade. Além disso. página 02 Devido a sua grande aceitação. Suas origens remontam à norma militar inicial para a qualidade. Ela é evolucionária. ou seja. evoluiu a partir de normas de qualidade existentes e amplamente usadas. ou de exigência que alguns compradores fazem a seus fornecedores. até o ano 2000. nem em seu nome. desenvolvida em 1963. Surgiram empresas especializadas nesse tipo de auditoria. especialmente nas áreas da saúde.

A numeração. antes de ser retirada no ano 2000. 9004-2 e assim por diante). melhorados e aprovados. A norma ISO 9003. antes de ser retirada no ano 2000. Esta norma da qualidade era utilizada por empresas cujos produtos já foram comercializados. testados. A norma ISO 9002. a inspeção e o ensaio final do produto seriam suficientes. São 20 os elementos abordados nas séries ISO 9000. foi usada por companhias para as quais a ênfase estava na produção e na instalação. de 9000 até 9004. . não significa uma hierarquia entre as séries. sendo a mais abrangente a ISO 9001 que é utilizada pelas companhias para controlar seus sistemas de qualidade durante todo o ciclo de desenvolvimento dos produtos. desde o projeto até o serviço. Essas séries específicas dividem-se em normas ainda mais especializadas (9004-1. foi dirigida para companhias nas quais sistemas abrangentes da qualidade podiam não ser tão relevantes.página 03 A ISO 9000 serve de roteiro para implementar as demais.

página 04 Certificação A certificação ISO é tipicamente voluntária. .

“avaliações do Sistema da Qualidade do fornecedor (quem produz e vende o produto) são utilizadas antes de um contrato. elaboração do Manual da Qualidade. . sobre o fornecedor. para determinar a capacidade deste fornecedor em atender os requisitos das Normas ISO e. plano de trabalho para a implantação de cada requisito. Auditorias de Segunda Parte: são aquelas realizadas pelo comprador. seleção e designação formal de um coordenador. o do Reino Unido. Auditorias Internas: são aquelas realizadas por auditores que pertencem aos quadros da empresa. divulgação constante do assunto qualidade. página 05 Etapas necessárias para a certificação: comprometimento da alta administração. Dentre eles. formação de grupos de trabalho com a participação dos funcionários para elaborar as instruções de trabalho. escolhidas em comum acordo entre comprador e produtor.” Internacionalmente. treinamento dos funcionários na documentação da Qualidade. implantação das ações corretivas para as não conformidades. está entre os mais respeitados e utilizados. elaboração e divulgação da política da Qualidade. conforme a relação entre auditores e empresas sob processos de auditoria. Os países desenvolvidos possuem esquemas de certificação muito bem desenvolvidos.Conforme estabelecido na ISO 9000. Auditorias de Terceira Parte: são aquelas realizadas por um órgão independente. seleção da Entidade Certificadora. realização das auditorias internas. estudo de cada um dos requisitos da norma e realização do diagnóstico da organização em relação ao requisito. formação do Comitê de Coordenação. requisitos suplementares. quando apropriado. palestra sobre qualidade para todos os funcionários. formação dos Auditores Internos da Qualidade. são reconhecidas três possibilidades de avaliações/auditorias. treinamento.

uniformidade e clareza de conceitos. aumento do desempenho da empresa. aumento da participação dos funcionários. ações baseadas em fatos e não em opiniões. entre outros: foco no cliente. a implantação da ISO 9000 na empresa promove os seguintes ganhos. podendo-se ainda ressaltar o treinamento e a capacitação dos colaboradores e a abertura de canais de comunicação com os fornecedores. estabelecimento de carteira de clientes/fornecedores internos Essas são. início de um processo de potencialização dos funcionários. outros processos fundamentais à qualidade: criação de um novo conceito de administração. cria uma cultura voltada para a Qualidade. . Um processo que se inicie pela implementação de requisitos mínimos das normas ISO 9000 faz com que ocorram. ênfase nas causas dos problemas e não nos "culpados". melhorias contínuas e quebra de barreiras interdepartamentais.página 06 O que as empresas ganham com o ISO 9000 Além dos motivos óbvios de manter seus clientes e conquistar novos mercados. eliminação de fluxos irracionais ou desnecessários. com destaque para a parceria. paralelamente. redução do desperdício. entre outras. mudança comportamental dos colaboradores. aproximação das áreas e eliminação de barreiras internas. cria bases sólidas para programas de Qualidade total página 07 Há muitos outros ganhos possíveis. aumento da capacitação dos funcionários. Por estes e outros motivos é que as normas ISO 9000 vêm tendo no mundo inteiro ampla aceitação. a empresa é vista pelos funcionários com um todo. algumas das transformações pelas quais a empresa passa durante um processo de implementação das normas ISO 9000.

br/qualidade/faq. • NBR ISO 9001:2000. a ISO 9000:2000 foi modificada."Princípios da Eficiência: Não temer o futuro nem idolatrar o passado. Henry Ford Modificações nas normas da Família ISO a partir de 2000 A partir do ano 2000. • NBR ISO 9004:2000.Requisitos.” O que há de novidade na ISO 9000:2000? Todas as normas da ISO devem passar por um processo de revisão de tempos em tempos. notadamente dos sistemas de gestão de meio ambiente e de segurança e saúde ocupacional conclusão Conclusão As normas ISO tiveram uma grande aceitação e passaram a ser sinônimo de qualidade. NBR ISO 9001 e NBR ISO 9004 incorpora diversas alterações em relação à versão de 1994. principalmente nas últimas duas décadas. pelos pequenos e médios empresários que não dispõem de especialistas ou de departamentos de gestão da qualidade para interpretar os requisitos da norma e implementá-los adequadamente. a Família NBR ISO 9000 possui um pequeno número de normas adicionais contendo diretrizes e alguns relatórios e especificações técnicas para a implementação e/ou manutenção de um sistema de gestão da qualidade.fiesp. principalmente. O insucesso é apenas uma oportunidade de começar de novo com mais inteligência. • Consolidar e diminuir o número de normas de caráter orientativo. Sistemas de Gestão da Qualidade . Uma empresa que possui ISO pode ser melhor vista no mercado. • Dar orientação à gestão das organizações para melhorar o desempenho e não apenas quanto aos requisitos para a certificação ou registro dos sistemas da qualidade.Diretrizes para melhoria de desempenho. Vejamos algumas razões para esta revisão: • Dar resposta aos inúmeros problemas com o modelo de vinte elementos que se apresentavam distribuídos pelo texto das normas de forma pouco articulada. • Simplificar a linguagem para evitar as dificuldades encontradas.htm “A Família NBR ISO 9000:2000 está composta da seguinte forma: • NBR ISO 9000:2000. Além destas 3 normas. composta pelas NBR ISO 9000. A nova versão das normas da série NBR 9000:2000. através de uma aplicação efetiva do sistema. Para cumprir esta diretiva. Sistemas de Gestão da Qualidade – Fundamentos e Vocabulário. Ela inclui os requisitos de satisfação do cliente.com. . O passado só nos serve para mostrar nossas falhas e fornecer indicações para o progresso no futuro”. dificultando seu uso nas organizações. • Acompanhar a evolução das necessidades de usuários e clientes sofre mudanças radicais e rápidas. algumas modificações foram feitas nas normas ISO. • Possibilitar a implementação integrada e de forma fácil de múltiplos sistemas gerenciais. conforme a própria FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) preconiza por meio de seu site: http://apps. Sistemas de Gestão da Qualidade .

Módulo IV Aula 6 Para efeito de sua própria autoavaliação. sem perder sua amplitude. Controle Estatístico de Processos (CEP). aula 07 . e em nível acadêmico o conceito ainda pode ser considerado em fase de construção. estejam sob controle. ela deve se organizar de forma tal que. era composta pelas normas ISO 9000.É sempre importante esclarecer que estas normas não dizem respeito ao produto ou serviço. são poucas as empresas que já conseguiram implementá-lo com sucesso. administrativos e humanos. Todo este controle deve estar orientado no sentido da redução e.exercícios de autoavaliação . realize as atividades localizadas no menu lateral: "Avaliação". principalmente. se uma empresa deseja obter a ISO. mas sim ao sistema de gerenciamento da qualidade e. Redução do Tempo de Setup (SMED). ou Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos. A versão da Família ISO 9000. ISO 9003 e ISO 9004. até 1994. estas técnicas e procedimentos contribuíram para um grande avanço da qualidade e produtividade.Cadeia de Suprimentos aula gravada em áudio SUPPLY CHAIN MANAGEMENT Histórico O movimento da qualidade total e o conceito de produção enxuta trouxeram consigo em conjunto de técnicas e procedimentos como o Just In Time (JIT). ISO 9001. ISO 9001 e ISO 9004. fatores técnicos. Supply Chain Management (SCM). Kanban e Engenharia Simultânea. que afetem a qualidade. Função da Qualidade de Desenvolvimento (QFD). a Família ISO 9000 passou a ser composta apenas pela ISO 9000. Gestão . começou a se desenvolver apenas no início dos anos 90. da prevenção de deficiências na qualidade. . acima de tudo. Mesmo em nível internacional. ao atendimento das exigências do cliente.Supply Chain . A partir do ano 2000. Na trilha das mudanças um novo conceito surgiu. Por fim. Amplamente adotadas em quase todos os países industrializados de economia de mercado.

existe uma clara e definitiva necessidade de integração de processos na cadeia de suprimentos. fabricação e logística para executar as operações. Além disso. que executam as funções que dão apoio ao Marketing de produtos e serviços de uma determinada empresa. ou seja. é fundamental entender o conceito de canal de distribuição já bastante consolidado e há muito utilizado por Marketing. Instrumento fundamental para a eficiência do processo de comercialização e distribuição de bens e serviços. uma ampliação da atividade logística para além das fronteiras organizacionais. pouco ainda se conhece sobre o verdadeiro significado deste novo conceito e principalmente sobre as barreiras e oportunidades para sua implementação. o canal de distribuição pode ser definido como sendo o conjunto de unidades organizacionais. página 02 Em contrapartida a esta visão. existe uma crescente percepção de que o conceito de Supply Chain Management é mais do que uma simples extensão da logística integrada. e que são críticas para a implementação do SCM. internos e externos. pois inclui um conjunto de processos de negócios que em muito ultrapassa as atividades diretamente relacionadas com a logística integrada. O desenvolvimento de novos produtos é talvez o mais óbvio deles. e finanças para a estruturação do financiamento.Há profissionais que consideram o SCM como apenas um novo nome. instituições e agentes. pesquisa e desenvolvimento para a formulação do produto. página 03 . uma simples extensão do conceito de logística integrada. Embora muito se tenha falado. pois vários aspectos do negócio deveriam ser incluídos nesta atividade. tais como: o marketing para estabelecer o conceito. na direção de cliente e fornecedores na cadeia de suprimentos. Compras e desenvolvimento de fornecedores são outras duas atividades que extrapolam funções tradicionais da logística. O que vem a ser Supply Chain (SCM)? Para melhor entender o conceito de Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos.

Qualquer unidade organizacional. distribuidores e varejistas. . levando ao aumento dos custos operacionais nos canais de distribuição. Uma das principais conseqüências deste movimento foi o crescimento da importância dos prestadores de serviços logísticos. Existia uma forte tendência à integração vertical como forma de manter controle e coordenação. Com a evolução do conceito de Marketing e mais especificamente. informações. O crescente número de participantes trabalhando num ambiente competitivo e de pouca coordenação é a principal razão para o crescimento dos custos. A solução para este problema passa necessariamente pela busca de uma maior coordenação e sincronização. processamento de dados e prestadores de serviços logísticos integrados. Em contrapartida. armazenagem. o aumento da competição e a instabilidade dos mercados levaram a uma crescente tendência à especialização. os canais de distribuição vêm se tornando cada vez mais complexos. Os exemplos mais comuns são as empresas de transporte. vendas. O que muitas empresas buscam neste processo é o foco na sua competência central (core business). o surgimento de novos e variados formatos de varejo. programação da produção e financiamento. atacadistas. não assumindo o risco da posse do produto. estoque. Membros Especializados: são aqueles que participam indiretamente. quando o conceito de Marketing era pouco desenvolvido e a idéia de segmentação de mercado era pouco utilizada. As relações entre os membros primários eram distantes e conflituosas.Dentre as funções de suporte ao Marketing incluem-se: compras. página 04 O Surgimento do SCM A desverticalização levou à combinação de maior complexidade com menor controle. a presença de membros especializados era pouco difundida. através da desverticalização e/ou terceirização. e incluem: fabricantes. As estruturas dos canais de distribuição vêm se tornando mais complexas ao longo dos anos. instituição ou agente que execute uma ou mais funções de suporte ao Marketing é considerado um membro do canal de distribuição Os diversos participantes de um canal de distribuição podem ser classificados em dois grupos: Membros Primários: participam diretamente do processo. assumindo o risco pela posse do produto. por meio de um processo de cooperação e troca de informações. transporte. repassando para prestadores de serviços especializados a maioria das operações produtivas. armazenagem. das práticas de segmentação de mercado e do lançamento contínuo de novos produtos. basicamente através da prestação de serviços aos membros primários. Até a década de 50.

Numa estrutura onde o fabricante distribui diretamente para o consumidor final. atacadistas e varejistas) assumem grande parte do controle e risco e. o custo da distribuição tende a ser muito maior. Implica em alta interação entre os participantes e exige a consideração simultânea de diversos elementos. O Supply Chain Management é uma abordagem sistêmica de razoável complexidade. No entanto. as instituições externas ou agentes (transportadores. Vai além das fronteiras organizacionais e considera tanto os elementos internos quanto os interorganizacionais. podemos comparar os elementos existentes entre as opções de distribuição direta ou indireta por um dado fabricante. combinado com a revolução nas telecomunicações. Um fabricante que ofereça uma baixa disponibilidade de oferta e tempo de entrega inconsistente. através da integração de processos de negócios que interligam seus diversos participantes. ele representa o esforço de integração dos diversos participantes do canal de distribuição por meio da administração compartilhada de processos-chave de negócios que interligam as diversas unidades organizacionais e seus membros. resultando provavelmente numa cadeia de suprimento menos eficiente e eficaz. o fabricante recebe um menor valor pelo seu produto. Neste caso. criou as condições ideais para se implementar processos eficientes de coordenação. Como exemplo. exigindo do fabricante um alto volume de vendas ou uma saturação geográfica em um mercado regional. tende a forçar o atacadista a carregar mais estoque de segurança a fim de ser capaz de oferecer um nível aceitável de serviço para o varejista. por esta razão. desde o consumidor final até o fornecedor inicial de matérias-primas. referente a quem deve se responsabilizar pelos estoques e em que estágio as diversas atividades deveriam ser realizadas. armazenadores. que está sendo denominado de Supply Chain Management. a empresa tem muito mais controle sobre as funções de Marketing. Em outras palavras. página 05 No caso da distribuição indireta. . É exatamente este esforço de coordenação nos canais de distribuição. um menor custo logístico para o fabricante seria alcançado às custas de outros membros do canal.O avanço da informática.

o sistema de controle de estoque da Sears está ligado ao de seu fornecedor de calças jeans. a busca e identificação de oportunidades deste tipo e sua implementação conjunta. redução nos custos de transporte e armazenagem. redução de estoque. relacionamento com os clientes 2. por exemplo. Essa por sua vez. desenvolvimento de novos produtos A adoção do conceito de Supply Chain Management incentiva. Por fim. Levis. Como. Esses 4 sistemas de estoque estão interligados por um único ponto de partida de um novo pedido: a passagem da calça jeans Levis no ponto de vendas da Sears. administração da demanda 4. tidos como essenciais. através do processo de coordenação e colaboração. Ao fazer a leitura óptica da passagem de uma calça Levis no ponto de venda (caixa). Os níveis de estoque foram previamente determinados. devem ser considerados processos de negócios. promovendo um controle muito seguro através da técnica de SCM. compras/Suprimento 7. Assim temos: Esse é um exemplo de 4 empresas ligadas por um único sistema de controle de estoque. a adoção de um sistema de processamento de pedidos automatizado em substituição a um sistema arcaico poderia permitir uma melhoria do nível de serviço. que é a Du Pont.Uma maneira de evitar problemas seria através da mudança da estrutura. administração do fluxo de produção 6. serviço aos clientes 3. também tem seu sistema ligado ao fabricante do brim. atendimento de pedidos 5. Os mais citados são: 1. O pedido de compras que um faz do outro também foi definido com base no estoque mínimo mais um determinado percentual de segurança. aceleração do ciclo de caixa e aumento do retorno sobre o investimento. a Miliken também tem seu sistema de controle de estoque ligado ao fabricante da fibra do brim. que é a Miliken. página 06 Para que a implementação do SCM seja eficaz. . Um exemplo muito eficaz de SCM é vindo das lojas Sears. nos Estados Unidos. ou por meio da adoção de novos procedimentos ou tecnologias.

PNQ Histórico O Prêmio Nacional de Qualidade (PNQ) pretende promover a conscientização para a busca da excelência na gestão das . com o nível de complexidade e descoordenação da maioria dos canais de distribuição hoje existentes. impulsionada pelo movimento da logística integrada que vem se acelerando no país. A primeira deriva da relativa novidade do conceito. tanto dos procedimentos internos como nos externos. no que diz respeito ao relacionamento entre os diversos participantes da cadeia. estão anunciando o SCM como a nova fonte de vantagens competitivas.Módulo IV Aula 7 Para efeito de sua própria autoavaliação. A adoção do conceito de Suppy Chain Management incentiva.P.N. Embora seja um conceito em evolução. aula 08 .conclusão Conclusão No Brasil. pelo processo de coordenação e colaboração. como a Fortune. Os bons resultados obtidos pelas empresas que já conseguiram implementar o Supply Chain com sucesso estampam a garantia de que este não é um modismo gerencial. ainda em formação e pouco difundido entre os profissionais. realize as atividades localizadas no menu lateral: "Avaliação". que desperta a atenção de gestores das grandes e mais modernas organizações da atualidade.exercícios de autoavaliação . o SCM já está na agenda da maioria dos gerentes das grandes empresas internacionais. mas algo consistente. de fornecedor para fornecedor. pois é uma abordagem que exige mudanças profundas em práticas arraigadas. surpreende verificar que tão poucas empresas o tenham implementado. Gestão . Tanto quanto possível dependem de uma estrutura tecnológica que permita um perfeito controle das variáveis que envolvem os sistemas de entrega. Artigos na imprensa especializada. Considerando os enormes benefícios que podem ser obtidos com a correta utilização do conceito de SCM. Pesquisas preliminares sobre os ganhos que empresas podem auferir com a utilização correta do conceito apontam para reduções substanciais nos custos operacionais da cadeia de suprimentos. a busca e identificação de oportunidades e sua implementação coordenada. As razões para tanto são basicamente duas. cuja utilização ainda se restringe a um conjunto de empresas mais avançadas.Prêmio Nacional de Qualidade aula gravada em áudio PRÊMIO NACIONAL DE QUALIDADE . O enorme interesse pelo tema é justificado pela comparação dos exemplos de sucesso já conhecidos. e a segunda com a complexidade e dificuldade de implementação do conceito. a onda do Supply Chain começou a se espalhar no final da década de 90.Q .

cumprindo com a sua missão institucional. entidade privada e sem fins lucrativos. página 02 Alguns prêmios passaram a utilizá-lo como referencial de avaliação. geraram a credibilidade e o prestígio que hoje sustentam o Prêmio Nacional da Qualidade. De 1992 até hoje. a Fundação conduziu dezenas de ciclos de premiação do PNQ e entregou centenas de relatórios de avaliação para todas as organizações candidatas. promotora do prêmio."Em Busca da Excelência" – sendo. organizações sem fins lucrativos. órgãos da Administração Pública . tais como: Prêmio ABES da Qualidade. Foram realizados dezenas de Seminários . dos quais muitos se candidataram para atuar como voluntários da Banca Examinadora e como Juízes. Desde sua criação. Prêmio Qualidade Rio. pequenas e microempresas. para administrar o PNQ e todas as atividades decorrentes da premiação. O Processo de Premiação O Prêmio é concedido anualmente nas categorias: grandes empresas. a partir da troca de informações com as instituições congêneres à Fundação no exterior. bem como as sucessivas atualizações implementadas nos Critérios de Excelência. quase um terço internacionais. Examinadores Seniores. fundada por 39 organizações públicas e privadas. utilizando o modelo bem-sucedido do PNQ. Prêmio Paulista de Qualidade da Gestão. O domínio do conhecimento na área de avaliação. Da experiência adquirida ao longo de vários ciclos de premiação. em todo o território nacional. Prêmio Gestão Qualidade Bahia. foi instituída a Fundação para o Prêmio Nacional da Qualidade . Por meio de sua área de edições técnicas distribuiu milhares de exemplares dos “Critérios de Excelência do PNQ”. e fazer a representação institucional externa do Prêmio Nacional da Qualidade nos fóruns internacionais. aliado a um Código de Ética seguido rigorosamente pelas Bancas Examinadoras. Prêmio ANTP da Qualidade.organizações e facilitar a transmissão de informações e conceitos relativos às técnicas e práticas bem-sucedidas. a FPNQ estimulou e participou da criação de diversas premiações setoriais e regionais. Prêmio Nacional ABRAPP de Qualidade. Prêmio Gestão Qualidade Sergipe. Prêmio Qualidade do Governo Federal.FPNQ. Prêmio Qualidade RS. Examinadores Relatores e Examinadores. milhares de profissionais foram treinados pela FPNQ na aplicação dos Critérios de Excelência. médias empresas. Em outubro de 1991.

Portanto. como no caso do Serpro. Premiações Internas Várias organizações vêm utilizando internamente os Critérios de Excelência do PNQ. As organizações que desejam participar necessitam elaborar um Relatório da Gestão. da Sadia. 2) permitir a auto-avaliação de qualquer tipo de organização. setoriais e regionais. O Prêmio busca promover: amplo entendimento dos requisitos para alcançar a excelência do desempenho e. inclusive com a criação de premiações internas. o Prêmio Nacional da Qualidade estimula a melhoria da qualidade de produtos e serviços através da gestão para a excelência do desempenho e a utilização de referenciais reconhecidos mundialmente. do Senai. da Gerdau. . dentre outras. desde 1996. das Delegacias Federais de Agricultura. página 03 A FPNQ edita. que estão se desenvolvendo no Brasil. a FPNQ buscou tornar disponível para entidades promotoras de prêmios setoriais e regionais um modelo de gestão e de avaliação simplificado. induzindo a reestruturação do sistema de gestão a partir dos resultados advindos da auto-avaliação. promovendo a imagem e a reputação internacionais de excelência dos produtos e serviços brasileiros. a melhoria da competitividade. da Petrobrás.Caso tenha alguma dúvida é só entrar em contato. os "Primeiros Passos para a Excelência". 3) servir como referencial de avaliação para iniciativas de premiações internas. A publicação tem três objetivos: 1) apresentar os critérios de gestão do PNQ de forma simplificada. Com a atualização anual sistemática dos “Primeiros Passos para a Excelência”. abordando os Itens dos Critérios de Excelência. portanto. ampla troca de informações sobre métodos e sistemas de gestão que alcançaram sucesso e sobre os benefícios decorrentes da utilização dessas estratégias. bem como o desenvolvimento de meios e processos que conduzam a uma melhor qualidade de vida. da Siemens. da ECT. página 04 Critérios de Participação O Prêmio Nacional da Qualidade é um reconhecimento à excelência na gestão das organizações sediadas no Brasil.

sobre seus processos de melhoria e sobre os resultados alcançados.elegibilidade 2. criados a partir do compartilhamento de experiências entre organizações dos setores público e privado. Os conceitos. Esses Critérios foram desenhados não somente para servir como referencial para o processo de premiação. informações e conhecimento. processo. Além disso. pessoas. mas. contendo: perfil da organização e descrição da gestão. seja qual for o tipo de organização. aprendizado organizacional. no que se refere ao sistema de gestão do desempenho. agilidade. clientes. de tal forma a permitir um diagnóstico. principalmente. As organizações candidatas ao Prêmio devem fornecer informações sobre seu sistema de gestão.inscrição para candidatura e 3.O Prêmio está baseado em um conjunto de critérios para a excelência do desempenho. decisões baseadas em fatos. responsabilidade social e ética. valorização da pessoa. os seguintes benefícios: . inovação. entre outros. estratégias e planos. Especialistas em organizações empresariais afirmam que a aplicação de forma estruturada dos fundamentos e critérios de excelência nas empresas traz. página 05 As informações requeridas das candidatas podem ser subdivididas em três partes: 1. Essas informações têm por objetivo demonstrar que a candidata utiliza enfoques eficazes e exemplares que possam ser úteis também para outras organizações. os Critérios de Excelência estabelecem requisitos para os temas de gestão relacionados com: liderança. resultados. de acordo com o que é solicitado em cada um dos Critérios de Excelência. visão de futuro. princípios e valores definidos como essenciais para o exercício da excelência na gestão são apresentados por meio dos seguintes fundamentos: liderança e constância de propósito. foco nos resultados. abordagem por processos.relatório da gestão. sociedade.

Esse Relatório de Avaliação tem como base o Relatório da Gestão entregue pelas candidatas.visão sistêmica da empresa. liderada por um examinador sênior. Cada uma das Candidatas recebe um Relatório de Avaliação. As organizações premiadas podem fazer uso do Prêmio para publicidade. por até 6 membros da Banca Examinadora. 1 relator e os 4 melhores examinadores da etapa anterior. . que desempenham as seguintes funções: juízes instrutores examinadores seniores examinadores relatores examinadores Os juízes decidem com base nos Relatórios de Avaliação da Banca Examinadora e demais informações prestadas pela Fundação. foco na realização de resultados. submetidos a um rigoroso processo de qualificação. capacitação para auto-avaliação a gestão conduzida pela empresa. Também é solicitado às organizações premiadas que compartilhem informações sobre suas estratégias de desempenho que alcançaram sucesso e sobre os benefícios decorrentes da utilização dessas estratégias. Etapa II – análise crítica de consenso. assim como. compartilhamento das informações e comprometimento da força de trabalho. os benefícios decorrentes da utilização dessas estratégias são considerados como benchmarking e replicados por outras empresas na busca da melhoria da gestão. O processo de avaliação divide-se em três etapas: Etapa I – análise crítica individual. página 06 A Banca Examinadora A Banca Examinadora do PNQ é composta por profissionais voluntários. para as candidatas bem-sucedidas na Etapa I. conclusão Conclusão As empresas premiadas são consideradas como modelos de organizações competentes. e suas estratégias de desempenho para alcançar o sucesso. A análise crítica é realizada de forma sigilosa por voluntários da Banca Examinadora. Etapa III – visita às instalações das candidatas bem-sucedidas na Etapa II. por até 10 membros da Banca Examinadora. A decisão é encaminhada ao Conselho Curador para divulgação. promoção da cooperação interna. identificação de pontos fortes e oportunidades para melhorias. análise por 1 sênior.

R.Gestão . manutenção de estoques. página 02 Tipicamente. aula 09 . É um instrumento para a melhoria de processos de negócios. como produção. .exercícios de autoavaliação . serviços a clientes e acompanhamento de ordens de produção.Módulo IV Aula 8 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. O ERP pode também incluir módulos aplicativos para os aspectos financeiros e até mesmo para a gestão de recursos humanos. Acesso pelo menu "Avaliação". ERP é um termo genérico para um conjunto de atividades executadas por um software multi-modular. as engrenagens da organização de distribuição e o cérebro das atividades de planejamento. com informações on-line e em tempo real. compra de itens. que tem por objetivo auxiliar o fabricante ou o gestor de uma empresa nas importantes fases do seu negócio.P. É a chave para a automação de processos empresariais. .P.E. compras ou distribuição.) O que é um ERP? É um sistema integrado que possibilita um fluxo de informações contínuo e consistente por toda a empresa sob uma única base de dados.R. incluindo o desenvolvimento de produtos. Ela representa o núcleo da empresa de manufatura. um sistema ERP usa ou está integrado a uma base de dados relacional. Ajuda a controlar o dia-a-dia da organização. interação com os fornecedores. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. em Avaliações.Enterprise Resource Planning aula gravada em áudio ENTERPRISE RESOURCE PLANNING (E.

o ERP pode fornecer informações em tempo real sobre o estado dos negócios. Com isso. Porém. Empresas com visão no futuro podem trocar informações e colaborar com parceiros comerciais e privados. sendo o Brasil o sexto mercado para esse tipo de produto. a evolução da tecnologia utilizada por bancos de dados relacionais. mas também na integração múltipla de canais fora da organização. página 03 É um assunto que tem recebido pouca atenção da área acadêmica no Brasil. A busca de alternativas para a redução de custos e diferenciação de produtos e serviços descortinou um novo contexto. O ERP está cada vez mais vivo no atual mundo empresarial. Era necessário coordenar com maior proximidade as atividades dentro da cadeia de valor e eliminar desperdícios de recursos. Seu Impacto Adotado e implementado no núcleo da corporação para obter o máximo de retorno sobre o investimento. ao mesmo tempo em que as empresas são pressionadas para terceirizarem todas as atividades que não pertençam ao seu foco principal de negócios. Por isso. o processamento cliente/servidor e algumas histórias de sucesso no início da década contribuíram para a sua expansão. reduzindo o custo e melhorando o tempo de respostas às mudanças e necessidades do mercado.Como Surgiu? A década de 90 apresentou um expressivo crescimento dos sistemas ERP (Enterprise Resource Planning) no mercado de soluções de informática. onde as empresas foram forçadas a rever seus processos e sua maneira de trabalhar. A idéia de sistemas de informação integrados existe desde o início da utilização dos computadores em empresas na década de 60. sincronizar e completar todo esse . Os sistemas ERP surgiram da necessidade de rápido desenvolvimento de sistemas integrados. O ERP e o e-business são resultados do rápido crescimento da indústria de Tecnologia da Comunicação e da Informação. é necessário um modelo empresarial inovador que busque formas de ligar. as soluções ERP estão se tornando um novo paradigma para a computação dita "comercial". melhorar os serviços e reduzir os custos. ajudar a aumentar a eficiência. O sucesso da digitalização não está apenas na integração dentro da empresa. se possível levando à atualizações curriculares. porém uma série de dificuldades de ordem prática e tecnológica não permitiu que esta visão fosse implementada em grande parte das empresas. O amadurecimento das opções disponíveis no mercado. o assunto deverá ser objeto de maior atenção em nosso ensino superior.

elimina-se a redundância de informações e re-digitação de dados. Sua função básica é prover dados integrados e fidedignos e exemplos de módulos empresais. Tecnologia cliente/servidor significa que o usuário do sistema (cliente) roda uma aplicação (rotina de um módulo do sistema) que acessa as informações de uma base de dados única (servidor). Em um sistema de ERP. estando numa extremidade os clientes e na outra os fornecedores. Normalmente. dentro de uma visão logística de administração de recursos. Portanto. RH.121): página 04 Tecnologia Sistemas ERP são projetados para serem independentes de plataforma. O ERP fundamenta-se em um processo evolutivo natural. o que assegura rapidez e integridade das informações obtidas e armazenadas. de julho/agosto de 1998. Desta forma. temos uma base de dados central interagindo com os vários módulos. operando em uma plataforma comum que interage com um conjunto de aplicações. p. O banco de dados interage com todos os aplicativos do sistema. finanças e recursos humanos. . é composto por um banco de dados único. finanças. entendemos o ERP como uma arquitetura de software que facilita o fluxo de informações entre todas as atividades de uma empresa.H. A velocidade da mudança é essencial para que se aproveitem as oportunidades oferecidas pelo processo de digitalização. logística. segundo T. com interface gráfica com o usuário (GUI) e arquitetura cliente/servidor. tais como: fabricação.processo dentro e fora da empresa. etc. Abaixo está a estrutura típica de um sistema de ERP. como fabricação. Davenport (Harvard Business Review.

página 06 Componentes típicos de um ERP: . distinguem os sistemas desenvolvidos internamente nas empresas e de outros tipos de pacotes comerciais. integram as diversas áreas da empresa. e requerem procedimentos de ajuste: adaptação – é o processo de eliminação das discrepâncias ou diferenças entre o pacote e a empresa. possuem grande abrangência funcional. Envolve legislação e impostos. customização – é a modificação de um sistema ERP para que este possa se adaptar a uma determinada situação empresarial. Podemos ver algumas características abaixo: pacotes de software comerciais. página 05 Os sistemas ERP possuem uma série de características que. tomadas em conjunto. estoques. melhorar o planejamento e alocação de recursos. reduzir custos. atualização – é o processo pelo qual o fornecedor disponibiliza novas versões do sistema com incrementos na funcionalidade e correções de problemas e erros. parametrização – definição dos valores de parâmetros já disponibilizados pela empresa. utilizam um banco de dados corporativo. localização . incorporam modelos padrão de processos.Por Que Usar? Alguns dos motivos que levam uma empresa a usar ERP: permanecer competitiva. melhorar a produtividade.adaptação de sistemas ERP para a sua utilização em países diferentes daqueles onde foram desenvolvidos. melhorar a qualidade. Essas características são importantes para a análise dos possíveis benefícios e dificuldades relacionados com a sua utilização e com os aspectos pertinentes ao sucesso de sua implementação. melhorar os serviços prestados aos clientes.

vendas. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema.planejamento e Controle da produção. sempre acompanha a adoção destes sistemas. finanças. Os benefícios são evidentes. Gestão . custos. Conhecendo esses aspectos pode-se planejar melhor o processo de seleção. contabilidade.Módulo IV Aula 9 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. a redução dos custos de informática e a permanente atualização tecnológica. em Avaliações.exercícios de autoavaliação . marketing. tais como a integração decorrente da terceirização do desenvolvimento de sistemas. implicitamente. outros. O Enterprise Resource Planning permite que a empresa conquiste diferenciais competitivos. que.R. de implementação. conclusão Conclusão A utilização de sistemas E. é uma opção muito interessante para empresas que querem construir um sistema de informações integrado.P (ou que já o implantaram) devem analisar cuidadosamente as dificuldades e os aspectos importantes em cada uma das fases do ciclo de vida.Balanced Scorecard aula gravada em áudio BALANCED SCORECARD (BSC) .P. As empresas que estão planejando um sistema E.R. aula 10 . recursos humanos. A expectativa é de que profissionais alertas a estas questões consigam resolver melhor os problemas inerentes a uma mudança organizacional de grande porte. Acesso pelo menu "Avaliação". de utilização e atualização dos sistemas ERP. por ser uma solução composta de vários módulos integrados que relaciona todas as necessidades de uma empresa às visões de processo que suportam seu negócio e promove maior integração entre as funções das diversas áreas.

conhecida como Balanced Business Scorecard (ou BSC . significando painel ou placar de resultados balanceados ou combinados).não há uma tradução precisa em português. O Balanced Scorecard reúne medições baseadas em indicadores financeiros a outros três componentes (chamados de “perspectivas”): clientes. O sistema de informação gerencial deve contribuir como suporte às estratégias adotadas para que elas possam ser acompanhadas e venham a produzir retornos positivos para a empresa.Conceito Novas formas de gerenciamento são usadas pelas empresas para enfrentar o atual ambiente globalizado de alta competitividade e acirrada concorrência. É utilizado por empresas que pretendem obter êxito com suas estratégias de curto. médio e longo prazo. revelando-se como uma ferramenta capaz de atender às novas exigências de gerenciamento dentro dos cenários econômicos em constante mutação. Durante esse período. é uma das ferramentas que procuram fornecer a visão de conjunto dos fatores críticos de sucesso. Segundo Reis (2001). À medida que foi sendo utilizado. página 02 Um Pouco de História Durante a Era Industrial (de 1850 até 1975) o sucesso das empresas era determinado pela maneira como se aproveitavam dos benefícios das economias de escala e do escopo. as empresas não conseguem mais obter vantagens competitivas sustentáveis apenas com a rápida alocação de novas tecnologias a ativos físicos e com a excelência da gestão eficaz dos . Uma delas. melhorando assim sua situação no futuro. evoluiu de um sistema de medição aperfeiçoado para se transformar em um sistema gerencial essencial. Nas últimas décadas do século XX o advento da Era da Informação tornou obsoletas muitas das premissas fundamentais da concorrência industrial. processos internos e aprendizado e crescimento. alguns sistemas de controle financeiro foram desenvolvidos com o intuito de facilitar e monitorar alocação eficiente de capital financeiro e físico.

indicadores de performance e as perspectivas interna e externa do desempenho empresarial. Quando o resultado é positivo. incentivando as empresas a medir também fatores como qualidade e satisfação do cliente. No entanto. até então existentes. a administração tradicional considera favorável a situação da empresa. Nessa nova forma de gerenciamento. baseavam-se muito em indicadores contábeis e financeiros. pesquisaram e desenvolveram um novo modelo que considera os objetivos em curto e longo prazos. Robert Kaplan e David Norton. destaca-se como instrumento da maior importância a construção de uma estrutura de indicadores estratégicos que possua abrangência e coerência compatível com a nova era do conhecimento e que permite. da Harvard Business School. Os sistemas tradicionais de avaliação do desempenho da empresa não têm a capacidade de mostrar problemas que podem comprometer a organização no futuro. de criar um novo modelo de medição de desempenho. O único objetivo era mostrar as desvantagens de usar apenas medidas financeiras para julgar o desempenho empresarial. estavam se tornando obsoletos. era preocupação dos Estados Unidos medir a performance das organizações. Essa visão de conjunto deve mostrar não apenas os resultados finais. na opinião dos autores.ativos e passivos financeiros. os modelos de avaliação de desempenho. página 03 O Balanced Scorecard (BSC) surgiu da iniciativa dos Drs. . mas também os fatores que os produzem. integrando medidas financeiras e não financeiras de desempenho. já que. considerar a importância crescente dos valores intangíveis diante dos tradicionais valores físicos. Acadêmicos e executivos estudaram. sobretudo. medidas financeiras e não-financeiras. que mostra lucro ou prejuízo. há casos de empresas que tinham bottom line (última linha) positivo num período e ficaram em situação desfavorável no período seguinte. Os Sistemas Existentes Os sistemas tradicionais de avaliação e controle dos resultados da organização têm a tendência de enfatizar o resultado financeiro final. As deficiências dos sistemas tradicionais e os desafios que as organizações passaram a enfrentar na passagem para o século XXI criaram a necessidade de sistemas de controle que pudessem dar uma visão de conjunto das diferentes dimensões do desempenho. O Surgimento do Balanced Scorecard (BSC) Na década de 90. pois os métodos existentes para avaliação do desempenho empresarial. que era apoiado nos indicadores contábeis e financeiros. O que conta nos sistemas tradicionais é o demonstrativo de resultados financeiros.

captação. na implementação ou até mesmo na definição das estratégias. e os vetores de desempenho futuro. Estes critérios são as Medidas Essenciais dos Clientes: participação de mercado: representação da proporção de vendas da unidade de negócio no mercado em que atua . Como o cliente nos enxerga? A perspectiva do cliente deve visar os seguintes pontos-chave: participação de mercado. Como atendemos aos interesses dos acionistas? página 04 Na perspectiva financeira. de inovação. retenção. satisfação e lucratividade dos clientes. e medidas internas dos processos críticos. as conseqüências dos esforços do passado.Segundo Rocha (2000). que representam o equilíbrio entre indicadores externos voltados para acionistas e clientes. pode haver problemas na execução. devendo também traduzir a visão e a estratégia de uma unidade de negócios em objetivos e medidas tangíveis. as medidas financeiras indicam se a empresa está obtendo êxito com as estratégias definidas. BSC . é mais do que um sistema de medidas. esse êxito é medido pela sua lucratividade. b. Se os indicadores financeiros não mostram o esperado. Em geral. pelo seu crescimento e pelo incremento do valor para o acionista (Shareholder Value).implementadas e executadas. O importante é o equilíbrio entre as medidas de resultado.Perspectivas e indicadores essenciais a. aprendizado e crescimento.

em números absolutos ou relativos. ou com um segmento de mercado. captação de clientes: medição. capital investido. depois de levantar as despesas específicas requeridas para atender esse cliente ou esse mercado. satisfação dos clientes: registro do nível de satisfação dos clientes em relação a critérios preestabelecidos de desempenho ou de valor agregado. consertos. serviço pós-venda: esta é uma etapa de grande influência no processo de criação de imagem e reputação da organização na cadeia de valor do cliente. Tem início nesta etapa o recebimento de um pedido e termina com a entrega do produto ou prestação de serviço. devoluções e processamento de pagamentos. garantias. do percentual de clientes novos ou de novos negócios ganhos pela organização. Como melhorar e criar valor agregado? . lucratividade com o cliente: medição da lucratividade da empresa no negócio ou nos negócios com um cliente. incluindo: treinamentos. Em seguida são desenvolvidos os produtos e/ou serviços que deverão satisfazer as necessidades identificadas. Esse modelo inclui três processos principais: inovação: durante esse processo. em termos absolutos ou relativos. Deve se preocupar com a produção e disponibilidade dos produtos e serviços desenvolvidos durante o processo de inovação.determinada em termos de número de clientes. retenção de clientes: acompanhamento. página 05 c. qualidade e tempo de resposta. unidades vendidas ou instaladas. d. operação: as principais medidas operacionais genéricas são: custo. Em que processos precisamos ser eficientes? As medidas de processo interno devem ser voltadas para aqueles que terão maior impacto na satisfação do cliente e na consecução dos objetivos financeiros da empresa. do percentual de clientes com os quais a unidade de negócio continua mantendo relações comerciais. Campos (2001) diz que devem ser pesquisadas as necessidades reais e futuras dos clientes-alvos.

intensificar a tecnologia e os sistemas de informação e alinhar os procedimentos e rotinas organizacionais para eliminar essa defasagem. dos sistemas e dos procedimentos e a requerida para alcançar os objetivos. o Prêmio Malcolm Baldrige (EUA. É necessário capacitar os funcionários. promovendo o desempenho. os objetivos traçados através do Balanced Scorecard. O prêmio europeu estabelece que satisfação do cliente. O resultado final é a excelência nos resultados empresariais. os sistemas e os procedimentos organizacionais.página 06 O aprendizado e o crescimento da organização vêm de três principais fontes: as pessoas. 1987) e o Prêmio Europeu de Excelência em Qualidade na Comunidade Econômica Européia (CEE. que serve de base para um sistema de medição e gestão estratégica. acusam uma grande defasagem entre as capacitações das pessoas. Os principais são o Prêmio Deming de Qualidade (Japão. página 07 BSC Como Sistema de Gestão Estratégica O Balanced Scorecard traduz a missão e a estratégia das empresas num conjunto abrangente de medidas de desempenho. Resumo dos Indicadores (Fatores) do Balanced Scorecard: O Reconhecimento do Controle da Qualidade Outra contribuição importante para aumentar a abrangência dos sistemas de controle foi feita pelos prêmios de qualidade instituídos em diferentes países. É um novo instrumento que integra as . 1951). satisfação do empregado e impacto sobre a sociedade são resultados alcançados por meio de liderança. administração de pessoas. Para Costa (2001). recursos e processos. que impulsiona quatro fatores: política e estratégia. 1991) que procura evidenciar as relações de causa e efeito entre diversos fatores de sucesso.

mas incorpora um conjunto de medidas mais genérico e integrado que vincula o desempenho sob a ótica dos clientes. utilizá-lo. Porém inclui valores baseados nos clientes. É mais do que um sistema de medidas táticas ou operacionais. como a síntese final do desempenho gerencial e organizacional. funcionários e sistemas ao sucesso financeiro em longo prazo. Responda as questões objetivas que serão corrigidas automaticamente pelo sistema. Gestão . sem menosprezar as medidas financeiras do desempenho passado. que consiste em reunir feedback. Acesso pelo menu "Avaliação". em Avaliações. expressando-a em termos que orientam a ação no nível local. conclusão Conclusão Com o Balanced Scorecard (BSC) no centro do sistema gerencial. A técnica introduz quatro novos processos que ajudam as empresas a conectar os objetivos de longo prazo às ações de curto prazo: tradução da visão: ajuda os gerentes a desenvolver o consenso em torno da estratégia da empresa.medidas derivadas da estratégia. a empresa monitora os resultados de curto prazo corretamente e avalia a estratégia de médio e longo prazo à luz do desempenho recente.Módulo IV Aula 10 Essa atividade o auxiliará a autoavaliar seus conhecimentos. processos internos.exercícios de auto-avaliação . . o BSC trouxe à tona uma reflexão muito mais completa do valor de uma organização do que àquelas anteriormente baseadas apenas no aspecto financeiro. testar as hipóteses em que se baseou a estratégia e efetuar os ajustes necessários. nos processos internos e no aprendizado e crescimento da organização. feedback e aprendizado: proporciona à empresa a capacidade de aprendizado estratégico. Ele preserva os indicadores financeiros. depois. como os tradicionais balanços contábeis. Com isso. e que mede o desempenho organizacional sob quatro perspectivas equilibradas. As empresas que pretendem usar o BSC terão duas tarefas: primeiro precisam elaborar o scorecard e. planejamento de negócios: permite que a empresa integre o plano de negócios com o seu plano financeiro. segundo Rocha&Pinto (2000). Cria condições para que as empresas modifiquem a estratégia em função do aprendizado em tempo real. O BSC não estabelece o valor de um negócio apenas sob a perspectiva financeira. além de considerar também o valor financeiro. comunicação e conexão: permite que os gerentes comuniquem a estratégia para cima e para baixo na organização e a conectam às metas das unidades e dos indivíduos.

das Neves Junior Carlos Roberto Stuckert Rogério de Castro Pastore Lidia Glória dos Santos Dalva Maria Souza Moura Núcleo pedagógico Claudia Pohl Jenifer de Freitas Lucas Machado Marcelo Larroyed Polliana Alves Simone Dourado Tatiana Beust Valéria Maia e Souza Vinícius Henrique William Robespierre Athanazio Núcleo web Alessandra Brandão Bruno Carvalho Carlos Inocente Francisco Wenke Ítalo Fernandes Sônia Mendes Núcleo administrativo Espedito Marques de Azevedo Luciano Marques . caso em que ele enviará uma mensagem orientando-o nesse sentido. O acesso é pelo menu Avaliação. clique na atividade pretendida no painel de desempenho. Para visualizar a correção.Avaliação Final do Módulo IV Avaliação de módulo – São exercícios subjetivos. que serão corrigidos pelos tutores. botão Avaliações. Créditos Créditos Conteudista Evandro Lepletier Coordenação Claudia Pohl Professores-tutores Aderson Pimentel de Alencar Filho Aires P. o Professor-Tutor pode solicitar que você reformule sua resposta. disponíveis ao final de cada módulo. Espera-se que o aluno demonstre capacidade de análise e domínio dos temas estudados. Lembre-se de que caso seja necessário.

Maxlano Cardoso .

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