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Percepção de risco no ambiente de trabalho

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10/10/2011

Universidade Feevale - 2011/02 Psicologia das Relações no Trabalho 0093375 Jéferson Cristiano Flores (jeff.cf.br@gmail.

com)

Percepção sobre risco no ãmbiente de trãbãlho
No que concerne à capacidade de percepção de um indivíduo, o texto faz uma análise detalhada dos diferentes atributos que podem ser considerados na observação. Em um aspecto de metainformação, onde informações falam sobre informações, as diferentes características de diferentes modalides de percepção são apresentas: Partindo da explicação sobre os agentes do ‘acontecimento’ de uma observação (alvo, situação e observador), passa-se por definições das teorias para julgamentos que são comumente conhecidas e aplicadas, salientando sempre as deficiências e os benefícios de cada uma. Desse modo, obtém-se uma ampla visão sobre a relatividade do processo de percepção segundo suas pecualiaridades, dependências e imposições. Quando em base na percepção que o trabalhador tem em um ambiente de trabalho de risco, torna-se mais específico o entendimento que se tem de suas percepções e ainda mais complexas as inferências que a cultura do agente observado aplica sobre ele. Ou seja, quando situa-se uma pesquisa sobre o trabalhador, tão mais inexpressivas se tornam as classificações-gerais da percepção que se tem sobre a unidade cultural deste. Entretanto, tomar-se-á este indício como margem aceitável passível de erro. Com base no que se conhece sobre as atividades de risco, é possível compreender que o grau de risco é estritamente relativo à forma como o trabalhador está exposto a ele e como este trabalhador adequa sua própria percepção das coisas em sua vida. Portanto, ainda que o risco de uma atividade seja absoluto em sua existência, ou seja, que um trabalho tenha ações de risco conhecidas, potencialmente estabelecidas e conhecidas, esse conhecimento pré-estabelecido não necessariamente compreenderá o risco que todos os trabalhadores daquele meio enxergam. Isso apenas comprova que, mesmo que o consenso em um ambiente estabeleça informações diretas e concisas, sejam elas referentes aos benefícios do trabalho, aos riscos dele ou ainda aos pontos funcionais desfavoráveis deste, todos os pontos de aspecto racional objetivo devem, em algum momento, partir do trabalhador. É dele e para ele que uma opinião final sobre um determinado aspecto do trabalho será definida. Tal fato denota que, ainda que um perigo seja iminente a uma atividade e que um grupo tenha ciência disso, cada unidade deste grupo poderá incorporar essa informação para o seu consciente de um modo diferente: uns possivelmente com mais urgência, outros com menos credulidade e assim por diante. Ainda, vale citar que a relação cultural entre unidades de um mesmo grupo pode também influenciar na composição das percepções: ao trabalhar na construção de um prédio alto, onde o perigo de quedas é inerente e conhecido por qualquer unidade no ambiente, duas pessoas que já praticaram rappel podem ter uma percepção diferente do restante que jamais se defrontou necessariamente com alturas grandes. Ainda

Neste caso. onde o principal prejudicado assume e entende a necessidade de suas ações. Por tal entendimento verifica-se uma negligência passiva dentre os trabalhadores que insistem em não se proteger das doenças provenientes de condições de trabalho. . Elas dependem tanto do empregador quanto do empregado e garantem uma margem mínima de proteção dependendo do comprometimento de cada um para com o objetivo. são passíveis de fazer considerações diferentes daquele mesmo perigo. O amigo remanescente vai adequar sua consciência do perigo em um grau muito maior do que um trabalhador que trabalha na mesma indústria e que não tenha ficado ciente das causas da morte. Situa-se nesta alternativa o estudo e aplicação de EPIs (Equipamento de Proteção Individual) pela empresa. Um deles. a empresa pode veicular informações sobre as doenças possíveis. dessa forma.a segunda atitude considerável deve partir também da empresa. mas em um sentido mais agressivo no que tange a aceitação ou não por parte do empregado. Certamente. tem-se um cenário plausível. Por exemplo: suponha-se dois trabalhadores com uma amizade que antecede o período de trabalho. Tendo sido apresentados os argumentos acima. as chances de ele pensar mais na própria saúde tendem a aumentar. O mesmo efeito pode ser visto nos riscos de saúde: ainda que sejam conhecidas as potencialidades do prejuízo à saúde em uma certa atividade. as duas alternativas aliadas constituiriam uma política de proteção do trabalhador bem mais concreta e coerente. bem como outras consequências diretas e indiretas das atividades da empresa. Certamente esta aplicação está fundamentalmente vinculada à empresa. tendo em vista que as ações partiriam de ambos os lados envolvidos. pode-se partir de duas ações mínimas esperadas que visam conscientizar e proteger o empregado: . Como recurso para diminuir a ocorrência dos problemas de saúde no trabalho cuja prevenção depende muito do trabalhador. Uma vez que o trabalhador tenha ciência clara e explícita dos riscos aos quais ele está exposto. os dois integrantes citados já tiveram uma relação comportamental para com o perigo estipulado e.a primeira seria contribuir para a instrução do mais interessado. a fim de fazê-lo compreender a importância de medidas preventidas no ambiente com o qual ele interage. .que a existência do perigo seja óbvia para todos. folhetos e outros meios audiovisuais de comunicação. o trabalhador está suscetível a absorver o grau de risco para o seu consciente conforme as informações que ele colhe de sua própria experiência. Este exemplo demonstra a flexibilidade que a perceptibilidade tem ao distorcer ou complementar a relação do ser humano com o ambiente em que está. as unidades que nela se comportam (os trabalhadores) tendem a não aquiescer à presença do risco. Esta suposta negligência provém das percepções falhas ocorridas no processo de adequação do trabalhador ao seu trabalho: até que o risco se apresente corrente e/ou iminente. após alguns meses de trabalho em uma indústria química. no intuito de proteger o trabalhador. conclui-se que medidas para a prevenção de acidentes no trabalho são possíveis e diretas. morre por inalação de alguma substância nociva. Por meio de palestras. que deverá custear. o trabalhador. organizar e exigir a utilização dos equipamentos.

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