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Conceitos e Fontes Do Direito Eleitoral

Conceitos e Fontes Do Direito Eleitoral

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Conceitos: 1.1.

"Embora não seja fácil conceituar qualquer disciplina jurídica, pode-se dizer que o Direito Eleitoral é o ramo do Direito Público que trata de institutos relacionados com os direitos políticos e das eleições, em todas as suas fases, como forma de escolha dos titulares dos mandatos eletivos e das instituições do Estado. " Joel José Cândido – 1.2. "O Direito Eleitoral é o ramo do Direito Público (Direito Constitucional) que visa o direito ao sufrágio, a saber, o direito público subjetivo de natureza política que confere ao cidadão a capacidade eleitoral ativa (de eleger outrem - direito de alistabilidade) e capacidade eleitoral passiva (de ser eleito - elegibilidade), bem como o direito de participar do governo e sujeitar-se à filiação, à organização partidária e aos procedimentos criminais e cíveis (inclusive regras de votação, apuração etc.) e, em especial, à preparação, regulamentação, organização e à apuração das eleições. O Direito Eleitoral é o ramo do Direito Constitucional mais dinâmico, porque além de responder pelos supremos interesses políticos da comunidade, é o responsável pelo mecanismo adequado que garante a sobrevivência democrática, imprimindo, na formação cultural do povo, elevados sentimentos de ética social (...), regulando os deveres do cidadão de participar na formação do governo constitucional." Thales Tácito Pontes Luz de Pádua Cerqueira 1.3. "O Direito Eleitoral, precisamente, dedica-se ao estudo das normas e procedimentos que organizam e disciplinam o funcionamento do poder de sufrágio popular, de modo a que se estabeleça a precisa adequação entre a vontade do povo e a atividade governamental." Fávila Ribeiro 1.4. "O Direito Eleitoral é o liame que une a eficácia social da República democrática representativa à eficácia legal da Constituição, que lhe dá forma jurídica. A soberania popular é a pedra angular da República (Constituição, art. 1°, parágrafo único); à proposição sociológica juridicizada na norma há de corresponder um ordenamento positivo - o Direito Eleitoral, capaz de concretizá-Ia na práxis coletiva." Torquato Jardim 1.5. "Ao Direito Eleitoral caberia o papel de harmonizar o quanto possível as "divergências sociais", trazendo esperança e conforto às minorias políticas, como também às maiorias exploradas, de cada nação." Gomes Neto 1.6. "O Direito Eleitoral moderno baseia-se, fundamentalmente, nos princípios da universalidade e igualdade, reconhecendo em todos os indivíduos a mesma capacidade de

participação." Pedro Henrique Távora Niess 1.7. "O Direito Eleitoral é o conjunto de normas que regulam e disciplinam o regime eleitoral de um país. Foi, sobretudo, se emancipando com autonomia do próprio Direito Constitucional, onde ainda hoje enraíza os seus princípios fundamentais." Pinto Ferreira

1.8. "Consiste o Direito Eleitoral num sistema de normas de Direito Público que regulam o dever do cidadão de participar na formação do governo constitucional, o exercício tanto dos direitos pré-eleitorais como daqueles que nascem com o processo eleitoral e, ainda, as penas correlatas às infrações criminais e administrativas, concernentes à matéria eleitoral." Elcias Ferreira da Costa

1.9. "Ramo do Direito Público, o Direito Eleitoral pode ser entendido como um conjunto de normas destinadas a regular os deveres do cidadão em suas relações com o Estado, para sua formação e atuação. Estado, aqui, entendido no sentido de governo, Administração, nas suas áreas federal, Estado, entidade político-jurídica." Tito Costa 1.10. "Os direitos políticos positivos consistem no conjunto de normas que asseguram o direito subjetivo de participação no processo político e nos órgãos governamentais. Eles garantem a participação do povo no poder de dominação política, por meio de diversas modalidades de direito de sufrágio; o direito de voto nas eleições, direito de elegibilidade (direito de ser votado), direito de voto nos plebiscitos e referendos, assim como por outros direitos de participação popular, como o direito de iniciativa popular, o direito de propor ação popular e o direito de organizar e participar de partidos políticos. As instituições fundamentais dos direitos positivos são as que configuram o Direito Eleitoral, tais como o direito de sufrágio, com seus dois aspectos: ativo (direito de votar) e passivo (direito de ser votado); os sistemas e procedimentos eleitorais." José Afonso da Silva – 1.11. "O Direito Eleitoral é um conjunto de normas jurídicas que regulam o processo de alistamento, filiação partidária, convenções partidárias, registro de candidaturas, propaganda política eleitoral, votação, apuração, proclamação dos eleitos, prestação de contas de campanhas eleitorais e diplomação, bem como as formas de acesso aos mandatos eletivos através dos sistemas eleitorais.” Marcos Ramayana

 Polipátrida: quando 2 ou mais Estados reconhecem uma determinada pessoa como seu nacional. de pai brasileiro ou mãe brasileira. que têm força de lei ordinária. desde que estes não estejam a serviço de seu país. não adquiriu em nenhum critério estatal que lhe atribua nacionalidade. ligadas por laços históricos . art. As espécies:  Primária (involuntária. 1º. será nacional aquele que for filho de nacional independente do local de nascimento. senão serão tidos como estrangeiros.natos: a) os nascidos na República Federativa do Brasil. caput. Art.  Povo: conjunto de pessoas que fazem parte de um estado. com freqüência. Lei 11. b) os nascidos no estrangeiro. parágrafo único e art 23. Elemento humano do Estado. IX). ainda que de pais estrangeiros. exclusivamente federal (CF. tais como 6091/74. Como fonte indireta.  População: meramente demográfico.  Ius solis: atribui nacionalidade a quem nasce no território do Estado que o adota.  Apátrida: é aquele que dada circunstância de seu nascimento. de origem ou originária) : resulta de um fato natural ( nascimento).2. "O Direito Eleitoral tem. bem como a jurisprudência dos tribunais e a doutrina eleitoral. Sendo imposta de maneira unilateral. Indiretas: a) Código Penal b) Código de Processo Penal c) Código Civil d) Código de Processo Civil e) Consultas respondidas pelo TSE e pelos TREs f) Doutrina g) Jurisprudência Nacionalidade É um vinculo jurídico e político de Direito público interno que faz da pessoa um dos elementos componentes da dimensão do estado. 12.Fontes 2. independente da nacionalidade de seus ascendentes. voluntário): é aquela adquirida por vontade própria após o nascimento. IUS SOLIS.1. representa as residentes de um território (nacionais e estrangeiros).  Secundária (adquiriu. admitindo em alguns casos a ius sanguinis e não como puro exigindo alguns requisitos. IUS SANGUINIS + Serviço no Brasil. 9504/97) f) Leis Federais (Leis Eleitorais." Joel José Cândido  Nação: conjunto de pessoas agrupadas em mesmo território. ocorre geralmente pela naturalização. Lei 12.1.300/2006. o Direito Constitucional como sede principal de seus institutos e fonte imediata e natural de seus principais preceitos. 287 e 364). arts. 2.2. culturais. econômicos e lingüísticos. I).2. independente da vontade do indivíduo. mais do que as outras disciplinas. regras de induvidosa aplicação no Direito Eleitoral (CE.  Cidadania: titularidade de direitos políticos de votar e ser votado. assim como as resoluções do Tribunal Superior Eleitoral (CE. capacitando-o a exigir sua proteção e .  A CF/88 adotou o critério ius solis como regra.2. Ainda como fontes diretas do Direito Eleitoral.) g) Resoluções do TSE 2. desde que qualquer deles esteja a serviço da República Federativa do Brasil. 22. 20. ligado a este pelo vinculo da nacionalidade. Critérios para atribuição da nacionalidade primária:  Ius sanguinis: vinculo de sangue. aparecem a lei. 9096/95) e) A Lei das Eleições (L. apontamse as disciplinas jurídicas citadas.034/09 etc. de onde surgem. São brasileiros: I . 2. art.sujeitando-o ao cumprimento de deveres impostos como tais.Fontes: 2.Diretas: a) A Constituição Federal de 1988 b) O Código Eleitoral (Lei 4737/65) c) A Lei das Inelegibilidades (LC 64/90) d) A Lei dos Partidos Políticos (L.

o hino. salvo no casos: a) de reconhecimento de nacionalidade originária pela lei estrangeira.de Presidente da Câmara dos Deputados. Não adotado pela Cf/88. pois a plena satisfação das condições e dos requisitos não assegura ao estrangeiro o direito a nacionalização. De 1891. em qualquer tempo. A naturalização é o único meio derivado de se obter a nacionalidade. § 1º Aos portugueses com residência permanente no País. Art. 4. A cláusula de reciprocidade: a CF/88 os considera brasileiros naturalizados e não natos. como condição para permanência em seu território ou para o exercício de direitos civis. . II . Ordinária. b) de imposição de naturalização. a) os que. porém não quer fazer a opção pela naturalização brasileira. Esse caso ocorre para os portugueses que queiram ter residência permanente no Brasil. § 3º . desde que requeiram a nacionalidade brasileira. IV . III .  Expressa: Vigente na CF/88.tiver cancelada sua naturalização. salvo nos casos previstos nesta Constituição. Havendo reciprocidade em favor de brasileiros. ius sanguinis+ critério residencial + opção confirmativa. Portugueses equiparados. 2. STF: não há inconstitucionalidade no preceito que atribui exclusivamente ao Poder Executivo a faculdade de conceder a naturalização.naturalizados: São aqueles que não têm direito subjetivo para obtenção da naturalização. o Distrito Federal e os Municípios poderão ter símbolos próprios * Tratamento constitucional diferenciado entre brasileiros natos e naturalizados (12. em virtude de atividade nociva ao interesse nacional. se houver reciprocidade em favor de brasileiros.Os Estados. adquiram a nacionalidade brasileira. V . por sentença judicial. desde que sejam registrados em repartição brasileira competente ius sanguinis + registro ou venham a residir na República Federativa do Brasil e optem. na forma da lei.da carreira diplomática. CF). pela nacionalidade brasileira.Será declarada a perda da nacionalidade do brasileiro que: I . § 2º . Cargos privativos de brasileiros natos (12.adquirir outra nacionalidade. salvo os casos previstos nesta Constituição. A língua portuguesa é o idioma oficial da República Federativa do Brasil. expulsão e deportação (5º. Depende de requerimento do interessado. neste caso nacionalidade potestativa. residentes na República Federativa do Brasil há mais de quinze anos ininterruptos e sem condenação penal.de Presidente e Vice-Presidente da República.de oficial das Forças Armadas. as armas e o selo nacionais. ocorreu na const.de Ministro do Supremo Tribunal Federal. salvo nos casos em que houver vedação constitucional.de Presidente do Senado Federal. §2º): 1. LI e LII). CF). § 1º . por força das regras jurídicas de nacionalização adotadas por determinado Estado. VI . Extradição. exigidas aos originários de países de língua portuguesa apenas residência por um ano ininterrupto e idoneidade moral. Extraordinária ou quinzenária. O MPF aferirá a atitude nociva. Direito de propriedade de empresa jornalística e de radiodifusão sonora e de sons e imagens (222. §3º). ao brasileiro residente em estado estrangeiro. § 2º .São privativos de brasileiro nato os cargos: I . b) os estrangeiros de qualquer nacionalidade. 3. II .A lei não poderá estabelecer distinção entre brasileiros natos e naturalizados. pela norma estrangeira.de Ministro de Estado da Defesa § 4º . II . VII. 13. VII . pois é um ato de soberania nacional. depois de atingida a maioridade.São símbolos da República Federativa do Brasil a bandeira. Função no Conselho da República: (89. serão atribuídos os direitos inerentes ao brasileiro.c) os nascidos no estrangeiro de pai brasileiro ou de mãe brasileira. As espécies de naturalização são:  Tácita (a grande naturalização): é independente de manifestação expressa do naturalizado.

perante os órgãos competentes. Consulta posterior sobre determinado ato governamental para ratificá-lo. os fazendo cidadãos. com a exceção no art. III . a) os analfabetos. a pessoa pode se alistar e não votar. § 2º . § 1º . condição de cidadão.o alistamento eleitoral. Direitos políticos: capacidade q todos tem de participar dos negócios do estado. O que não pode é mudar o voto secreto. II . O voto é o instrumento de exercício do direito de sufrágio. facultativa e vedada. universal.referendo. O TSE e STF entendem que o candidato dever gozar desses direitos no momento do pedido do seu registro. ou seja.plebiscito. com valor igual para todos. ele não pode votar. E a inelegibilidade somente afeta a capacidade eleitoral passiva. Pode ser obrigatória. Capacidade eleitoral ativa (alistabilidade): ocorre pelo “poder” de votar. Art. periódico. no mínimo. independente de existência de condições. III . Consulta prévia que se faz aos cidadãos no gozo de seus direitos políticos. cabendo ao Congresso Nacional autorizar referendo ou convocar plebiscito.81 §1º. § 3º . e. nos termos da lei. O plebiscito e referendo são consultas diretas populares. na forma da lei: I . II . Direto. art. sobre determinada matéria a ser posteriormente discutida pelo Congresso Nacional. Sendo secreto não há publicidade na opção do eleitor.Não podem alistar-se como eleitores os estrangeiros e. Na CF/88 é universal. com não menos de três décimos por cento dos eleitores de cada um deles. I .facultativos para: O alistamento o voto são facultativos. II . A obrigatoriedade do voto pode ser passível de emenda. É personalíssimo. .O alistamento eleitoral e o voto são: I . A iniciativa popular pode ser exercida pela apresentação à Câmara dos Deputados de projeto de lei subscrito por. Procedimento administrativo perante os órgãos da justiça eleitoral. A aquisição dos direitos políticos faz-se mediante alistamento. onde serve para todos os nacionais.a nacionalidade brasileira. Direito público subjetivo. distribuído pelo menos por cinco Estados. durante o período do serviço militar obrigatório.obrigatórios para os maiores de dezoito anos. É feito mediante iniciativa do nacional. O único cargo eletivo privativo de natos é o de Presidente da República.São condições de elegibilidade. 14.iniciativa popular. os conscritos. que é condição de elegibilidade. O naturalizado tem capacidade ativa e passiva. igualitário e livre. A suspensão ≠ inelegibilidade A suspensão dos direitos políticos significa que a pessoa perdeu a capacidade eleitoral ativa e passiva.DOS DIREITOS POLÍTICOS Não podem tramitar por medida provisória. universal e periódico. Capacidade eleitoral passiva (elegibilidade): é a possibilidade de eleger-se. um por cento do eleitorado nacional. 49 CF/88. é quando não há intermédio.o pleno exercício dos direitos políticos. b) os maiores de setenta anos. A soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto. mediante: O direito ao sufrágio é a capacidade eleitoral ativa e passiva a um indivíduo. c) os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos.

Prefeito.cancelamento da naturalização por sentença transitada em julgado. Deputado Estadual ou Distrital. § 6º . 37. deverá afastar-se da atividade. § 4º . 15. de Governador de Estado ou Território. § 7º . É vedada a cassação de direitos políticos. será agregado pela autoridade superior e.a idade mínima de: a) trinta e cinco anos para Presidente e Vice-Presidente da República e Senador. nos termos do art. IV . cuja perda ou suspensão só se dará nos casos de: I . V . na forma da lei.O militar alistável é elegível. § 4º. os Governadores de Estado e do Distrito Federal e os Prefeitos devem renunciar aos respectivos mandatos até seis meses antes do pleito. atendidas as seguintes condições: I . os Governadores de Estado e do Distrito Federal. c) vinte e um anos para Deputado Federal. A lei que alterar o processo eleitoral entrará em vigor na data de sua publicação. os direitos fundamentais da pessoa humana e observados os seguintes preceitos: I .incapacidade civil absoluta. e a normalidade e legitimidade das eleições contra a influência do poder econômico ou o abuso do exercício de função. se temerária ou de manifesta má-fé. o Presidente da República. II . o cônjuge e os parentes consangüíneos ou afins.. no território de jurisdição do titular. a fim de proteger a probidade administrativa.improbidade administrativa.São inelegíveis. .proibição de recebimento de recursos financeiros de entidade ou governo estrangeiros ou de subordinação a estes. instruída a ação com provas de abuso do poder econômico. Vice-Prefeito e juiz de paz.São inelegíveis os inalistáveis e os analfabetos. os Prefeitos e quem os houver sucedido.funcionamento parlamentar de acordo com a lei. nos termos do art. passará automaticamente. resguardados a soberania nacional.se contar menos de dez anos de serviço. no ato da diplomação. de Prefeito ou de quem os haja substituído dentro dos seis meses anteriores ao pleito.caráter nacional. d) dezoito anos para Vereador.O mandato eletivo poderá ser impugnado ante a Justiça Eleitoral no prazo de quinze dias contados da diplomação. IV . II . § 10 . do Presidente da República.a filiação partidária.prestação de contas à Justiça Eleitoral. § 8º . 16. cargo ou emprego na administração direta ou indireta. o pluripartidarismo. incorporação e extinção de partidos políticos. a moralidade para exercício de mandato considerada vida pregressa do candidato. se eleito. b) trinta anos para Governador e Vice-Governador de Estado e do Distrito Federal. o regime democrático. não se aplicando à eleição que ocorra até um ano da data de sua vigência. para a inatividade. enquanto durarem seus efeitos. V . corrupção ou fraude. Art.condenação criminal transitada em julgado. É livre a criação. Art. 5º. II . § 9º Lei complementar estabelecerá outros casos de inelegibilidade e os prazos de sua cessação. CAPÍTULO V DOS PARTIDOS POLÍTICOS Art. § 5º O Presidente da República. 17. III . fusão.IV . respondendo o autor. do Distrito Federal.se contar mais de dez anos de serviço.o domicílio eleitoral na circunscrição. VI .recusa de cumprir obrigação a todos imposta ou prestação alternativa. até o segundo grau ou por adoção. salvo se já titular de mandato eletivo e candidato à reeleição. ou substituído no curso dos mandatos poderão ser reeleitos para um único período subseqüente. III .A ação de impugnação de mandato tramitará em segredo de justiça.Para concorrerem a outros cargos. § 11 . VIII.

distrital ou municipal. § 4º . . § 2º .Os partidos políticos. organização e funcionamento e para adotar os critérios de escolha e o regime de suas coligações eleitorais. devendo seus estatutos estabelecer normas de disciplina e fidelidade partidária.§ 1º É assegurada aos partidos políticos autonomia para definir sua estrutura interna.É vedada a utilização pelos partidos políticos de organização paramilitar. na forma da lei civil. estadual. na forma da lei. sem obrigatoriedade de vinculação entre as candidaturas em âmbito nacional. registrarão seus estatutos no Tribunal Superior Eleitoral.Os partidos políticos têm direito a recursos do fundo partidário e acesso gratuito ao rádio e à televisão. após adquirirem personalidade jurídica. § 3º .

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