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Teoria Geral Do Direito Civil II

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TEORIA GERAL DO DIREITO CIVIL I

Regente: Prof. Dr. Dário Moura Vicente Colaborador: Mestre Carlos Lacerda Barata

23.02.2010 Teórica TESTE – 7 DE MAIO - exercício e tutela de direitos - direito das pessoas - direito dos bens Exercício jurídico -legitimidade -representação -prescrição -caducidade -abuso de direito -colisão de direitos -legitima defesa -estado de necessidade -acção directa -provas

Legitimidade – qualidade de uma pessoa que resulta dessa pessoa ter uma relação ou um direito que está em causa ou ter uma relação com outras partes nesse negócio jurídico e dessa relação resultar que essa pessoa tem o poder de celebrar o negócio jurídico em questão. Ex. de disposições: artº 892º, 302/3, 715º, 877º, 1682º-A/2

Capacidade – esta em causa o modo de ser de uma pessoa, uma capacidade Legitimidade – esta em causa uma relação de uma pessoa com um objecto ou com outra pessoa relacionada com o objecto.

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Legitimidade directa – quando resulta do facto de ser o titular dos interesses em jogo . Actos dispositórios – cada pessoa só tem possibilidade de dispor dos seus próprios direitos . Actos vinculatórios – só têm legitimidade para contrair essas obrigações sobre a pessoa que recai . Actos aquisitivos – só têm legitimidade sobre quem recai esses actos. . Actos deliberativos – qualquer pessoa tem legitimidade (artº 767º) Legitimidade indirecta – permite que seja realizado acto jurídico por pessoa que não é o titular do negócio (caso do representante) Legitimidade de direito – aquela que deriva de o sujeito ser o titular dos direitos do objecto Legitimidade de facto – legitimidade que não resulta de ser o titular, mas que resulta de outra situação (artº 243/1) Legitimidade originária – ocorre quando a pessoa ao tempo do negócio jurídico já tem legitimidade para o celebrar Legitimidade superveniente – quando essa legitimidade só se verifica em momento ulterior (artºs 896, 897) Legitimidade substantiva – é a que se tem falado anteriormente, há uma relação com o objecto Legitimidade processual – legitimidade para estar em juízo, para ser parte de um processo, é um pressuposto processual, relação com a pretensão do que se pretende e juízo Sanção da ilegitimidade – ilegitimidade substancial – é a nulidade do acto – artº 294º, pode ser alegada a todo o tempo por qualquer uma das partes ou declarada oficiosamente.

25.02.2010 Teórica Representação – pratica de um acto jurídico por uma pessoa em nome de outro, cujos actos se vão repercutir na pessoa que está a ser representada. Autonomia da vontade – é o fundamento principal, mas não é o único

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) Pode haver representação sem mandato – os poderes representados não derivam da vontade ou mandato Contrato de agência (DL 1178/86) Núncio – pessoa que transmite uma declaração de vontade emitida por outra Contrato a favor de terceiro – intervenção de terceira pessoa no negócio jurídico.interesse do representado b) .Interesses em jogo: a) . Artº 258 e segs. incapazes) -representação orgânica – poderes derivam dos estatutos de uma pessoa colectiva Mandato – contrato pelo qual uma pessoa se obriga a praticar um ou mais actos jurídicos por conta de outrem (1157 e segs) Pode haver mandato sem representação – existe quando o mandatário tem poderes para representar outrem mas actua em nome próprio (1180 e segs.interesse do representante c) .) – representação em negócios quando alguém assume a representação e o interesse num negócio perante terceiro.interesse do terceiro perante o qual se dá a representação a) Tem que ser protegido perante os abusos que o representante poderá efectuar em seu nome b) Tem que ser tutelado porque muitas vezes são pessoas que exercem profissionalmente essa representação c) Podem ter confiado na situação de o representante ter poderes para o acto Tutela da confiança: Modalidades de representação -representação voluntária – poderes de um acto voluntário (procuração) -representação legal – poderes derivam da lei e não da vontade do representado (menores.~ - . sem para isso estar autorizado Representação sem poderes (471) tem legitimidade quando o representado o ratifica. representante é parte no negócio e tem obrigações com terceiros Gestão de negócios (464 e segs.

P. Sobre os incapazes 1178 e segs. 32 e segs e E.extinção de poderes Artº 265º/2 – revogação da procuração Artº 267º .2010 Teórica Prescrição e Caducidade 296º e 333º Prescrição – extinção dos direitos subjectivos em virtude de não terem ido exercidos num certo lapso de tempo (304/1) Razões para a prescrição: .A.258 a 261 – princípios gerais 262 a 269 – representação voluntária 122 e segs. Mandato com representação C. representação forense Representação – condição fundamental é quando tenha praticado acto em nome de um representado Legitimação representativa – pode decorrer do artº 258 – o representante ter actuado nos limites do poder que lhe competia (legitimação originária) Legitimação superveniente – o representante não tinha poderes para o acto mas que posteriormente o representado legitima o acto.Segurança jurídica – se não houvesse prescrição gerar-se-ia uma certeza quanto a esses direitos. Artº 264º .o documento deve ser devolvido Artº 268º .O.03. Artº 260 – o terceiro pode pedir para os poderes serem justificados Procuração – negocio jurídico unilateral .só se pode fazer substituir se o mandatado permitir Artº 265º .C.262º e segs.representação sem poderes (falsus procurator) Artº 269º .abuso de poder 02. .Reacção da ordem jurídica contra a inércia do titular do direito Uma obrigação prescrita e cumprida não tem de ser devolvida ao devedor (304/2) Regime da prescrição - .

Factos suspensivos – causam -subjectivos – existência entre credor e devedor de uma relação. e enquanto essa relação durar o prazo suspende (318.Direitos sujeitos a prescrição (298) Direitos indisprecritáveis (298/3) Carácter imperativo (300) – as partes não podem modificar os prazos de prescrição Renuncia à prescrição só é admitida depois do prazo decorrer (302/1) Não opera automaticamente. é necessário que o devedor ou o MP a invoque (303) Prazos de prescrição: Prazo geral (ordinário) – 20 anos (artº 309) Prazos mais curtos (artº 310) Artº 311 – direitos reconhecidos por sentença Artº 498 – prescrição ao direito de indemnizar – 3 anos A diminuição do prazo prende-se com facto de que a prova tem de ser efectuada mais rapidamente para que o credor exerça o direito com maior rapidez Artº 798 presume a culpa do devedor O prazo de prescrição conta a partir do momento em que o direito pode ser exercido – (306) Artº 498/1 – começa a contar o prazo a partir da data em que o ofendido/lesado tem conhecimento do direito que lhe pertence O prazo de prescrição pode ser prolongado em virtude da ocorrência da suspensão ou interrupção do prazo Suspensão – a prescrição não começa ou corre enquanto durar o efeito (facto suspensivo) que decorra da lei.) 326/1 – efeitos 324 – compromisso arbitral - . 319 – ex. marido/mulher) -objectivas – ocorrer motivo de força maior ou dolo do obrigado (321) Interrupção – desconta-se o tempo já decorrido de todo o prazo prescricional (323 e segs.

P.03.2010 Teórica Caducidade Forma de extinção dos direitos substanciais em virtude do decurso do tempo. a causa é o facto de o direito ter atingido o termo do direito pretendido.causa suspensiva – utilização do sistema de mediação préjudicial (suspensão da prescrição) – processo de inventario – 29/2009 312 e segs.325 – reconhecimento do direito 323 – interrupção promovida pelo titular 249-A/2 C. 04. Além do tempo -Pode ocorrer porque realiza a finalidade de determinado negócio jurídico -Pode ocorrer pela morte de uma das partes da relação jurídica (1106) -A perda da coisa que é objecto do negócio jurídico (1051/1/f) O direito subjectivo morre por “morte natural” 298/1 Interesses em jogo – interesses públicos. Diferenças de regime entre prescrição e caducidade - . – prescrições presuntivas 316 – prescrevem em 6 meses 317 – prescrevem em 2 anos 313 – confissão do devedor 314 – confissão tácita Prescrição aquisitiva – trata da aquisição de direitos (uso capião) 1287 e segs..C. prazos entre 2 e 20 anos. adquire-se direitos de propriedade e não direitos de créditos. certeza e segurança jurídica e interesses particulares nos prazos estipulados pelas partes Só estão sujeitos a caducidade os direitos que a lei ou o negocio jurídico estipular. .

justiça ao caso concreto) Pressupostos -Tipos de situações - . 287/1) Prescrição (303) – tem que ser alegada pela parte a que aproveita Caducidade (333/1) – é de conhecimento oficioso No caso de não uso do direito real a regra remete para a caducidade – 298 (1486. 1569/1/c) Extinção dos direitos subjectivos tem carácter típico – prescrição. caducidade e não uso. 09. esta teoria é contra a segurança jurídica. são frequentes prazos entre 6 meses e um ano Prescrição – possibilidade de interrupção e suspensão de prazos Caducidade – não está sujeita nem a interrupção. tem a excepções 330/2.2010 Teórica Limites o exercício dos direitos subjectivos Abuso de direito – 334 (equidade . nem a suspensão de prazos (328. 309) ou desde que a lei o estabeleça (125.03. 331/2) Inicio da contagem dos prazos – contam-se a partir do momento em que esse direito pode ser exercido (306. A supressão por efeito de boa fé como meio de extinção de um direito subjectivo.Prescrição – quanto às fontes – fonte legal Caducidade – quanto às fontes – fonte convencional Prescrição – prazo geral de 20 anos Caducidade – prazo mais curto.

o confiante tem de estar de boa fé -deve haver um investimento de confiança.-Efeitos -Regime de apreciação Pressupostos – artº 334 – 3 categorias de limites: Boa fé Bons costumes Fim social ou económico Boa fé no sentido objectivo – norma de condutas Boa fé no sentido subjectivo – estado psicológico O que interessa neste ponto é o sentido objectivo. prática de actos que demonstrem essa expectativa -nexo de causalidade entre a situação de confiança e os actos que a integram -Quando a tutela de confiança possa ser responsabilizada a alguém tem que ser possível imputar a alguém - . criação de uma determinada expectativa -é necessário que a expectativa seja legítima. dividindo-se ainda em: Sentido positivo – artº 227 Sentido negativo – é proibido comportamentos enganosos e abusivos Bons costumes – regras de convivência em sociedade. usos que as pessoas honestas observam Fim social ou económico – subordinação dos direitos ao fim social ou económico Neminem laedere – não lesar ninguém (actualmente já não é bem assim) Situações típicas -actos emulativos (aemulatio) – exercício de direitos que visa exclusiva ou predominantemente prejudicar outra pessoa -condutas contraditórias (venire contra factum proprium .VCFP) – alguém que através de uma conduta gera expectativas em outrem e depois actua de forma contraria frustrando essa expectativa Pressupostos das condutas contrárias: -tem de haver uma situação de confiança.

é nulo (284) se for negócio jurídico .caso 58 Representação / procuração / mandato Mandato é um contrato.03.2010 Prática - . Efeitos e consequências do abuso de direito: .2010 Prática Próxima aula .é um acto ilícito – artº 483º . em princípio pode ser verbal 12.03.Mais condutas contraditórias Precludida de exercer um direito Tu quoque (também tu) – alguém que pratica um acto ilícito e depois exige responsabilidade da outra parte.pode haver legitima defesa O tribunal toma conhecimento oficiosamente 09.pode funcionar como uma excepção (exceptiu doli) .responsabilidade civil . exige acordo entre as 2 partes – artº 1157 Procuração – negócio jurídico unilateral A (M) B (m) c/v C (V) Em regra.

- . violou o princípio da tutela da confiança. negócio ineficaz.Caso prático 58 Procuração .P. o negócio é ineficaz em relação a todos os factos. Artº 21 CRP Legitima defesa – conceito – acto destinado a afastar a afastar uma agressão actual e ilícita à pessoa ou ao seu património ou de terceiro Interesses em jogo – Necessidade de tutelar os interesses subjectivos e os bens jurídicos Necessidade de acautelar a paz social Pressupostos: 1.Esteja em causa uma agressão actual e contraria à lei e contra à pessoa ou património ou de terceiro. A ratificação é como uma procuração à posteriori. chama os efeitos jurídicos daquele acto à sua esfera jurídica. 16. trocou a natureza do contrato.2010 Teórica Limites aos direitos subjectivos por via do abuso de direito Colisão de direitos Pressupostos e regimes dos direitos subjectivos Legitima defesa: não é privativo do direito civil Artº 337º e 338º CC Artº 32 C. Em 1.03. o representado não conferiu poderes. o representante não agiu em nome do representado. 2) É uma abuso de representação – artº 269 – tem poderes para vender a um preço e vendeu a metade do preço. não tem poderes artº 268.confere poderes – artº 262 1) Não pode efectuar a troca. O negócio só é valido se for ratificado. tem procuração para compra e venda mas trocou.

O acto tem de violar uma norma ou um preceito jurídico Não exige a culpa do agressor Pode ser contra o próprio ou um terceiro e pode até ter em vista tutelar o próprio agressor 2.-Impossibilidade de o agente recorrer aos meios normais de defesa dos seus direitos A impossibilidade pode ser relativa.03.2010 Teórica Abuso de direito – 333 -Estado de necessidade . não é necessária ser absoluta 3 . mas vem de um caso fortuito Pressupostos Tem perigo actual de dano Dano manifestamente inferior ao que vai causar (proporcionalidade entre danos) - . mesmo que ofenda os direitos de terceiro 12.O prejuízo causado ao agressor não seja manifestamente superior ao prejuízo causado pelo resultado da agressão Efeitos: a lei considera o acto como justificado.339 Neste caso o risco de dano não provem de uma agressão como na legítima defesa.acção directa – 336 . tem de estar em prática ou eminente.03.2010 Prática Caso prático 58 Continuação 18.( a lei não estabelece a limitação às ofensas) Actualidade (exclui uma acção passada ou futura).

ocorrendo a vontade do que sofre a injuria não existe essa ofensa Não pode ser contra a lei e aos bons costumes – ver também artº 81 340/3 Consentimento do lesado.03.Estado de necessidade – acto lícito de justificação 336/1 Actos de retenção Actos de destruição 1 – existência de direito próprio que se pretende acautelar 2 – risco de inutilização pratica desse mesmo direito 3 – impossibilidade de recorrer à arbitragem em tempo útil 4 – proporcionalidade Acção directa é também causa de justificação de ilicitude Se o agente actuar erradamente nos pressupostos – artº 338º Consentimento do lesado – 340 – é licito porque o lesado consente Volenti non fit injuria: A quem consente não é feita injúria.2010 Teórica - .03. feito no interesse deste e de acordo com a vontade presumível 19.2010 Prática Caso 58 Ver também 1170 Actuam no interesse do mandante ou do mandado Revogação permitida – 265/2 – mas pode ter que indemnizar o mandante 25.

etc. mas são tuteladas na mesma 66/2 Tem uma condição legal suspensiva. Artº 66 – personalidade – como se adquire personalidade jurídica. chamam-se nascituros é lhes reconhecida dignidade mas só tem personalidade jurídica depois do nascimento. credo. protecção depois da morte Quando há dúvidas da cessação do direito jurídico presume-se que morreram o mesmo tempo – presunção de comuriecia Capacidade jurídica de pessoas colectivas: Capacidade jurídica – artº 67 – medida dos direitos e deveres a que uma pessoa é sujeito Capacidade de exercício – capacidade de agir. não existe o direito à não existência DL 141/99 de 28/08 – morte natural como morte cerebral (tronco cerebral) Morte presumida – 114 e segs. - . se o nascituro nascer com um defeito devido a uma agressão em gestação só poderá exercer esse direito se nascer com vida 19/06/2001 – acórdão do STJ. gozam direitos. susceptibilidade de ser sujeito a direitos e obrigações – adquire-se com o nascimento completo e com vida Antes de se nascer. já com vida. susceptibilidade de que uma pessoa tem por si própria de exercer os seus direitos e cumprir os seus deveres. 71/1 direitos de personalidade.Pessoas – II parte do programa Carácter da pessoa – princípio da dignidade da pessoa humana (artº 1 CRP) – concepção personalizada do direito – a pessoa é o mais importante na construção do direito e a pessoa humana é um fim em si mesma A pessoa humana não pode ser tratada como um instrumento ao serviço de alguém (como coisa) Entre as pessoas humanas não podem ser definidas distinções entre raça.

a previsão do nº 1 e a estatuição do nº 2 do artº 335. mas o primeiro comportamento é necessariamente um caso ilícito 09. as vizinhas tem direito ao descanso que é um direito de personalidade – artº 70 O primeiro é um direito de personalidade o 2º é um direito de natureza económica – direitos desiguais . na esfera jurídica do Nuno há o surrectio Preclusão – expressão indicada pelo Prof.2010 Prática Caso 60 Supressio – supressão . Dário Moura Vicente – o direito não desaparece.26. Neste caso podia-se aplicar.2010 Prática Caso 63 1 –a 2ª venda é nula 2 – Bento tem direito a ter o bar aberto. pelo que o primeiro vai prevalecer. - . fica é precludido Supressio – o direito desaparece Tu quoque – é como o venir contra factum proprium.334 Não basta não exercer. por analogia.sendo que os direitos de personalidade são considerados superiores. tem que criar a confiança na outra pessoa em que não vai exercer o direito Quando não há o supressio. apesar de o legislador não o prever.03.04.

casado) O estado pessoal é mais amplo que o estado civil Estado pessoal (os romanos diziam) status civitates (estado de cidadão) Status familie (estado familiar) Status libertate (estado liberdade) - .04. 15.04.2010 Teórica FALTEI – FOI DADO DIREITO À IMAGEM E DIREITO À PRIVACIDADE ARTºS 75 E SEGS. uma liberdade de expressão e o outro é o direito ao bom nome.2010 Teórica Estado das pessoas Domicílio Ausência Estado pessoal – qualidade de uma pessoa singular que depende a atribuição de certos direitos e deveres. reputação Honra interna – auto estima. um tem direito à liberdade de expressão e o outro tem direito ao bom nome (este sim de personalidade – 70 e 484) Honra externa – bom nome. Estado civil – estado pessoal sujeito a registo (ex.3 – não há colisão de direitos de direitos de personalidade. vai ter que indemnizar através do 484 13. honra Não há colisão de direitos de personalidade. aplica-se 335/2 porque o direito ao bom nome é m direito e o outro é uma liberdade.

R.Quando se sabe que a pessoa morreu (68/3) Previdências previstas nos artºs 89 e segs.04.Estado de cidadão ou nacionalidade – vinculo de estado jurídico publico quem ligam uma pessoa a um estado soberano Cidadania – artº 26 C.P. 16. Critérios de nacionalidade – ius soli e ius sanguini Para ter a nacionalidade de um estado em virtude do ius soli (local de nascimento) e do ius sanguini (por ser descendente) Estrangeiros sujeitos a princípios de integração e de retaliação Domicilio – artº 82º e seguintes Domicilio – Voluntário geral (82) – residência habitual Profissional (83) Efectivo (84) Legal dos menores ou interditos (85) Legal dos funcionários público (87) Agentes diplomáticos (88) Efeitos (utilidade jurídica) Para determinação de lugar de cumprimento de obrigação Para fixação do tribunal competente Ausência – artº 89 a 121 .Desaparecimento de uma pessoa sem que haja noticias dela .2010 Prática Teoria das esferas – exemplos de esferas - . -curadoria provisória -curadoria definitiva ( 2 anos) -morte presumida (10 anos) 114 e segs.

.Esfera pública – pode ser revelada Esfera privada – depende de autorização ou do interesse público Esfera íntima – não pode ser revelada Esfera secreta – não pode ser revelada Caso 65 1 Direito à voz (ou palavra) esta em caso neste caso. incapacidade de gozo dá lugar à nulidade do acto. em casos excepcionais. aplica-se por analogia o artº 79 e 80/2 divulgação da vida privada 79/2 na utilização da voz em principio não haveria violação 2 Às alcunhas aplica-se por analogia o 74 Neste caso aplica-se o 72/2 12. como. por exe. menores) As sanções também são diferentes. os direitos de autor (direito de sequencia) Incapacidade de gozo - .04. só tem aplicação nos bens materiais Mas há direitos patrimoniais indisponíveis. pode ter menos ou mais direitos – tem vertente quantitativa Capacidade de exercício – susceptibilidade de uma pessoa exercer os seus direitos ou cumprir com as suas obrigações Pode ter capacidade de gozo mas não ter capacidade de exercício (ex.2010 Teórica Direitos de personalidade nas aulas anteriores – domicilio e ausência Capacidade jurídica – ou capacidade de gozo dos direitos – medida de direitos e deveres de que uma pessoa pode ser titular – artº 67 É inerente à personalidade jurídica mas distinta da capacidade de exercício Capacidade de gozo – titularidade de direitos e deveres Personalidade jurídica é uma qualidade Capacidade já consiste numa graduação. anulabilidade. a incapacidade de exercício dá lugar à anulabilidade Disponibilidade – poder de dispor de um direito.

em que uma determinada pessoa não tem maturidade física ou psíquica para ajuizar devidamente o seu acto .2010 Prática Caso 65 3 Art 79 Se a foto entrar no artº 79/2 o consentimento não é necessário.circunstancias ligadas a interesses públicos Incapacidade das pessoas colectivas Artº 160/1 – capacidade de gozo das pessoas colectivas 20. etc) é necessário consentimento A revogação é válida – artº 81/2 – a partir do momento que se revoga.04. se a foto for privada (em casa. ao faze-lo incorre no artº 70 Se a revista respeita-se a revogação poderia pedir indemnização nos termos do artº 81/2 Artº 340 – regra geral / artº 81 regra especial é só por isso que se utiliza o artº 81 (direitos de personalidade) Ofensa ao credito e ao bom nome – 484 Direito à integridade física – artº 70 Consequências – responsabilidade civil 496/3 - . a revista não poderia publicar.Pessoas singulares Incapacidade de nupciais (1601) Incapacidade de perfilhar (1850) Incapacidade de adopção (1979) Incapacidade de testar (2189) Incapacidade dos estrangeiros Os direitos de capacidade de gozo estão limitados por causa do principio da igualdade (13 da CRP) Uma incapacidade de gozo justifica-se em 2 situações .

Artº 496 – indemnizar por morte 27. 140.2010 Prática Caso 65 4 continuação Direito ao bom nome 71/1 Fizemos os casos 66. 68. 141 - . .4 Direito à integridade física Quem entra num jogo de futebol limita os direitos de personalidade .2010 Teórica FALTEI – FOI DADOA INCAPACIDADE DOS MENORES – 122 e segs 23.04.2010 Teórica Incapacidade dos menores 2 ordens de interesses Interesse do incapaz (merece protecção) Interesse do tráfico jurídico As Interdições.81 Há ma declaração tacita que aceita limitar os direitos à integridade física 22.04. 67.estão resolvidos no livro Direito à vida – direito de personalidade mais importante .04. em principio só se aplicam aos maiores (138) Interdição – 139.

Se foi depois do registo da sentença – é anulável – 148 .12 – Código da Insolvência Artº 74º-A 2006 29/03 Artº 3 – diz que é devedor incapacitado de cumprir as obrigações vencidas Aplica-se a pessoas colectivas e singulares – 2/1/a - . é preciso decisão judicial . Suprimento da inabilidade – 153 Administração de bens – 154 .Se foi no decurso da acção de interdição – é anulável – 149 .Se foi antes do decurso da acção de interdição – 150 – 257 – é anulável O levantamento da interdição não é automática.156 Insolvência – 53/2004 de 18.147 Tem incapacidade de exercício (casar.151 Inabilitação – 152 e segs. etc) Para suprir a inabilidade – 153 Valor dos actos formulados por um incapaz .registada .representação Levantamento da inabilidade Regime supletivo . testar.

27. 1ª parte. quando haja necessidade 99 – decorridos 2 anos 114 – morte presumida – decorridos 10 anos ou 5 se tiver completado 80 anos 110 – legitimidade para pedir 117 – entrega de bens 115 – efeitos (não dissolve o casamento) 116 – casamento dissolvido 119 – regresso o património no estado em que se encontra. não há má fé - .2010 Prática Caso 69 1 A personalidade adquire-se com o nascimento – 66/2 A doação é valida – 952/1 O dador reserva o usufruto para si até ao nascimento – 952/2 71 1 Requisitos de ausência – 89/1.04.

podia ser suprimida através do artº 124 1 É anulável – 125/1/a. o direito caducou 3 125/1/c Morreu 3 meses depois de fazer 18 os pais tem um ano para instaurar a acção - . não á nada para anular 125/2 anulabilidade sanável 2 1601 – pode casar com mais de 16 anos 1604 – administração dos bens Não pode anular a doação – 125/1/b Passou o prazo.30.2010 Prática Caso 74 Era menor de idade . está dentro do prazo O negócio anulável e anulabilidade por confirmação 288/3 – confirmação tácita ao tentar conseguir o pagamento O negócio passa a ser valido. salvo 127.artº 122 Artº 279º/c é maior às 24 horas o dia do nascimento 123 – não tem capacidade de exercício.04.

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