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3- CORRENTES DE MALHA

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ANÁLISE DE CORRENTES DE MALHAS

INTRODUÇÃO As fontes de tensão em circuito elétrico ou estrutura produzem correntes em cada um dos braços e conseqüentes tensões nos elementos do circuito. A solução da estrutura consiste em determinarem-se as correntes nos braços ou as tensões nos elementos. CORRENTES DE MALHA Para aplicação do método das correntes de malha escolheram-se percursos fechados simples para as chamadas correntes de malha, como mostra a fig. 9-1. Escrevem-se, então, no caso, três equações em função das incógnitas I1, I2 e I3 e resolve-se o sistema. A corrente em cada braço é, então, determinada, ou diretamente por uma das correntes de malha, ou por uma combinação das mesmas,

I2ZC + (I2 + I3)ZD + (I2 – I1)ZB = 0 (2) Aplicando a lei de Kirchhoff para as tensões à terceira malha. o produto do fasor corrente no elemento pela impedância complexa. portanto. a equação que iguala a soma das quedas de tensão. Para se obter o conjunto de três equações. A corrente em qualquer braço da estrutura é obtida de forma semelhante. ao longo da malha. através da impedância. às “elevações” de tensão. então. Na fig. 9-2 foi destacada a malha de I1 e escreve-se. então. e a corrente em ZB. I3ZE + (I3 + I2)ZD = VB (3) . A tensão em qualquer elemento de circuito será. é I1 – I2. I1ZA+(I1–I2)ZB=VA (1) A segunda malha não contem fonte. admitindo-se positivo o sentido para baixo. a corrente em ZA é I1. a soma das quedas de tensão é nula.Assim. aplica-se a lei de Kirchhoff para as tensões a cada corrente de malha.

A corrente de malha I2 de segunda malha também circula em ZB. nos quais tensões e correntes instantâneas assumem valores positivos e negativos. em que a soma dos fasores das tensões na impedâncias da malha é igual a soma dos fasores de todas as fontes de tensão agindo na malha. Feitas estas considerações. Se. é – ZBI2. ESCOLHA DAS CORRENTES DE MALHA Aplicando o método das correntes de malha.ZBI1+(ZB + ZC + ZD)I2 + ZDI2 + (ZD + ZE)I3 = VB Pode-se deduzir diretamente esse conjunto de equações. aplicada a um circuito fechado. é conveniente deixar apenas uma malha passar em ZB. produzidas por I1. são positivas. 9-2 toma-se o sentido horário para a corrente I1 e todas as quedas de tensão nos elementos dessa malha. Em regime estacionário senoidal. segundo a 2ª lei de Kirchhoff para as tensões. As expressões elevação de tensão e queda de tensão são mais adequadas ais circuitos de corrente contínua. é possível simplificar-se a solução de um dado problema pela escolha conveniente das malhas no circuito.Reunindo e reagrupando. A tensão VA é positiva porque tem o mesmo sentido de I1. (ZA + ZB)I1 – ZBI2 ZDI3 = VA = 0 (1´) (2´) (3´) . resulta uma igualdade com fasores. 9-1. a queda de tensão em ZB. Consideramos a primeira malha da fig. obtém-se a equação. desejássemos apenas determinar a corrente no ramo que contém ZB. assim. porém em sentido oposto a I1. aplicando-se a lei de Kirchhoff à malha um. (1´). . As equações (2´) e (3´) são obtidas de maneira semelhante. onde seu significado é mais claro do que nos circuitos em excitações senoidais. produzida por I2. na fig.

assim. . pelo menos. determinar apenas I1. cada elemento de circuito deverá ser percorrido. são apresentadas regras que indicam o numero de correntes de malha necessárias para a resolução de um circuito. O conjunto de equações das correntes de malha é (ZA + ZB)I1 ZAI1 + + ZAI2 ZDI3 = VA = VA (ZA + ZC + ZD)I2 + ZDI2 + (ZD + ZE)I3 = VB Quaisquer que sejam as correntes de malha escolhidas. 9-3 mostra as novas malhas escolhidas. por uma corrente e não há como haver dois ramos com a mesma corrente ou igual combinação algébrica de correntes. a fig. um número inferior de correntes não será suficiente. No parágrafo seguinte.Precisaremos.

. As estruturas mais elaboradas exigirão um método que forneça o número necessário de equações.NÚMERO NECESSÁRIO DE CORRENTES DE MALHA Para um circuito simples e plano. o número de correntes de malha necessário é evidente.

O número de correntes de malha é 7 – ( 4 – 1 ) = 4. . onde os nós são pequenos círculos e os ramos foram substituídos por linhas. Quando não houver mais percursos fechados a abrir. Um terceiro método consiste em contarem-se os ramos e nós da estrutura. Obtêm-se o mesmo resultado “cortando” os ramos do circuito original. O número necessário de correntes de malha é dado por Número de equações = ramos . ramos de ligação. de modo de que cada corte “abra” um percurso fechado. 9-4(c) chamamse ramos da árvore e as tracejadas. árvore da estrutura. A seguir. o número de cortes feitos indica o número necessário de correntes de malha.( nós – 1) A estrutura da fig. O número de correntes de malha exigido pela estrutura é igual ao número de ramos de ligação. 4. obtida com a inclusão apenas de ramos que não formam percursos fechados. 9-4(a) contém se ramos e quatro nós.A fig. As linhas cheias da fig. A árvore da estrutura não é obtida. Cada ramo de ligação completa um percurso fechado. 9-4(b) mostra o gráfico da estrutura. 9-4(c). a fig.

. 9-5. percorre. Z23. O sinal positivo aplica-se caso as duas correntes percorrem a impedância comum no mesmo sentido. Escrever as equações das correntes de malha do circuito da fig. Z22 e Z33 são as impedâncias das malhas dois e três. O sinal será positivo se a fonte debita no sentido da corrente de malha e negativo se em sentido contrário. dadas pelas somas das impedâncias das respectivas malhas.EQUAÇÕES DAS MALHAS Em notação geral as equações de um circuito de três malhas são Z11 I1 ± Z12 I2 ± Z13 I3 = V1 ± Z21 I1 + Z22 I2 ± Z3 I3 = V2 ± Z31 I1 + Z32 I2 + Z33 I3 = V3 Z11 é a impedância da malha um. Segue-se que Z12 = Z21. o sinal é o negativo. As impedâncias Z13. igual à soma de todas as impedâncias que I1. e Z32 são as somas das impedâncias comuns às correntes de malha indicadas por seus índices. Caso contrário. Z12 é a soma das impedâncias comuns às correntes de malha I1 e I2. Exemplo. V1 é a soma de todas as tensões de geradores na malha um. V2 e V3 são as somas das tensões das fontes das respectivas malhas. Z31.

Como não existe gerador na malha um.As correntes de malha estão traçadas no diagrama do circuito. I1(-j8) + (I1 – I2)10 + (I1 – I3)5 = 0 A fonte de 5/30° volts da malha dois debita em sentido contrário ao da corrente de malha. seu sinal é. o conjunto das três equações fica sendo (15 – j8)I1 – 10I2 – 5I3 = 0 -10I1 + (18 + j4)I2 – 8I3 = -(5∟30°) -5I1 – 8I2 + (16 +j4)I3 = -(10∟0°) . negativo. a soma das quedas de tensão é igual a zero. I2 (j4) + (I2 – I3)8 + (I2 – I1)10 = . portanto. obtemos I3 (3+j4) + (I3 – I1)5 + (I3 –I2)8 = -(10∟0°) Reagrupando os termos.(5∟30º) Aplicando à terceira malha de Kirchhoff para as tensões.

a impedância comum às malhas um e três é Z13 = .5. Da mesma maneira.Compara-se o grupo de equações acima com as equações do circuito de três malhas. seu sinal é negativo. Cada termo do conjunto de equações acima pode ser comparado com a notação geral. A impedância comum às malhas um e dois é Z12 = 10. o sentido de I2 é oposto ao de I1. Z13 = Z31 e Z23 = Z32. porém seu sentido é contrário ao da corrente na malha portanto. A impedância da malha um é Z11 = (5 + 10 – j8) = 15 – j8. A tensão do gerador na malha dois é 5/30°. dadas em notação geral. Observe-se que Z12 = Z21. o sinal de Z12 é negativo. MATRIZES (Revisão) O MÉTODO DAS MATRIZES E A ANÁLISE DE CIRCUITOS As equações das correntes de três malhas Z11 I1 ± Z12 I2 ± Z13 I3 = V1 ± Z21 I1 + Z22 I2 ± Z3 I3 = V2 ± Z31 I1 ± Z32 I2 + Z33 I3 = V3 São escritas agora sob a forma de matrizes . então. Entretanto.

onde [Z] é a matriz impedância. . I3 são encontradas pelas relações de dois determinantes.ou [Z] [I] = [V] que se designa como lei de Ohm sob a forma de matrizes. [I] a matriz corrente e [V] a matriz tensão. As correntes de malha I1. I2.

. Assim. em (1).Se o determinante numerador de cada uma for desenvolvido pelos elementos da coluna que contém as tensões. obtemos o seguinte conjunto de equações para as correntes de malha. V2 (21/Z) devida à tensão V2 e V3(31/Z) devida à tensão V3. (2) e (3) são componentes fasores que resultam das várias tensões de excitação. I1 = V1 (Δ11/ Δz) + V2 (Δ21/ Δz) + V3 (Δ31/ Δz) I2 = V1 (Δ12/ Δz) + V2 (Δ22/ Δz) + V3 (Δ32/ Δz) I3 = V1 (Δ13/ Δz) + V2 (Δ23/ Δz) + V3 (Δ33/ Δz) (1) (2) (3) Os termos dos segundos membros das equações (1). a corrente de malha I1 consta de três partes: V1 (11/Z) devida à tensão V1.

a equação da corrente de malha I1 é I1 = V1 (Δ11/ Δz)+(0) (Δ21/ Δz)+(0) (Δ31/ Δz)+. como mostra a fig. com dois terminais externos. Apliquemos ai uma fonte de tensão V1 e chamemos I1 a corrente de malha resultante.=V1 (Δ11/ Δz) A impedância de entrada ou impedância no ponto de excitação é a relação entre a tensão aplicada V1 e a corrente resultante I1. 9-6.IMPEDÂNCIA NO PONTO DE EXCITAÇÃO Seja um circuito passivo. Assim. ou isento de fontes de alimentação. Ze1 = V1/I1 = Δz/ Δ11 . Como não há outras fontes no circuito...

onde Vr é a tensão de excitação da malha r e Is é a corrente produzida na malha s. 9-7. Assim. Então. . Impedância de transferência é a relação entre uma tensão de excitação em uma malha e a corrente resultante em outra malha. quando todas as fontes são substituídas por suas respectivas impedâncias internas. independentemente de ser a estrutura passiva ou ativa.Define-se a impedância de entrada de um circuito como elementos ativos como a impedância apresentada pelo circuito nos terminais especificados. Seja o circuito da fig. IMPEDÂNCIA DE TRANSFERÊNCIA Uma fonte de tensão que excita uma malha produzirá uma corrente em cada uma das outras malhas da estrutura. anuladas todas as demais fontes. relação Z/11 é a impedância no ponto de excitação da malha um.

a fonte está na malha r e a corrente resultante está na malha s.. . + (0) (Δns/ Δz) = Vr (Δrs/ Δz) e Ztransf rs = Vr/Is = Δz/ Δrs O índice duplo na impedância de transferência. isto é. com os mesmos índices que a impedância de transferência. + Vr(Δrs/ Δz)+ .. rs..Is = (0) (Δ1s/ Δz)+ . O determinante do denominador é o co-fator da posição rs. indica o sentido da ação. rs..

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