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Ignatief 07.03.

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07.03S DMITRI ROGOZIN ADVERTIU OTAN CONTRA INTROMISSÃO


NO CONFLITO ENTRE COLÔMBIA E EQUADOR

O representante permanente da Rússia junto à OTAN, Dmitri Rogozin,


advertiu essa aliança contra uma intromissão no conflito entre a Colômbia
e o Equador. O diplomata russo fez essa declaração em Bruxelas ao fim de
uma reunião informal do Conselho da OTAN em nível de chanceleres.
O conflito entre a Colômbia e o Equador, recorde-se, surgiu na semana
passada ao terem as tropas colombianas violado a fronteira do vizinho
país numa operação contra os insurretos antigovernamentais. Depois, o
Equador e a Venezuela, que lhe prestou o mais enérgico apoiol,
mandaram unidades militares para junto da fronteira colombiana. Os
Estados Unidos, por seu lado, declararam-se solidários com a Colômbia e
acusaram a Venezuela de atitude provocadora. Tudo isso produziu, no fim
de contas, uma crise regional séria. O problema é comentado por Dmitri
Rogozin:
Evitaria termos como “guerra” e semelhantes, mas, a julgar pelas
informações preocupantes e as palavras belicosas chegando da América
do Sul a Bruxelas, não se exclui que possam ocorrer, realmente, uns
confrontos armados. Sim, os países da OTAN estão alarmados, porque a
Colômbia espera ser apoiada pelos Estados Unidos, o mais importante
elemento dessa aliança. Por isso, a OTAN poderia se envolver
politicamente de uma ou outra forma na resolução do referido conflito.
Dmitri Rogozin acha que a OTAN se arroga o direito de decidir assuntos da
guerra e paz em qualquer ponto do planeta, mesmo sem respetiva
autorização das Nações Unidas. Essa sua posição destoa do sistema de
segurança criado no mundo depois da Segunda Guerra Mundial. Portanto,
vamos ver como a Aliança Atlântica vai reagir ao desenrolar dos
acontecimentos na área do conflito – prosseguiu Dmitri Rogozin. – Se
Ignatief 07.03.yyyy

acabar se imiscuindo nesse diferendo, será uma prova inegável da


verdade da conclusão acima.
Entretanto, informações de última hora dizem que o ministro da Defesa da
Colômbia, Juan Manuel Santos, apresentou desculpas ao Equador pela
incursão militar no seu território, a qual gerou um conflito regional agudo.
Em entrevista à mídia nacional, o ministro declarou que a Colômbia jamais
teve uma intenção agressiva e gostaria de resolver a crise surgida por via
diplomática. Enquanto isso, uns oficiais de reserva colombianos
declararam estarem preparados para engrossar as fileiras do Exército
regular na eventualidade de terem que defender a soberania e a
integridade territorial do seu país.