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Direiito Processual Civil

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2º ANO – prof.ª Rosana Aula de 06.02.

2006 CONFLITOS E INSATISFAÇÕES Os conflitos surgem pelo fato de os bens serem limitados e os interesses sobre eles serem ilimitados, em face das múltiplas necessidades do homem. Bem é tudo aquilo que satisfaz as necessidades do homem.As insatisfações das pessoas é que geram os conflitos e são devidas à oposição de outrem à posse de um bem ou mesmo a imposições do direito a essa posse. Os conflitos podem ser resolvidos por iniciativa de uma ou das duas partes envolvidas e até mesmo pela intermediação de uma terceira pessoa. Como modos para se resolver os conflitos temos: a autotutela (ou autodefesa), a autocomposição, a arbitragem, a jurisdição. 1. Autotutela ⇒ É o modo de se resolver um conflito fazendo uso da força. É característica do modo primitivo de resolver os conflitos que surgiam, ante a inexistência de um Estado forte o bastante para garantir a justiça. O homem primitivo resolvia suas questões sobre os bens lançando mão da força bruta. Características da autotutela: a) ausência de juiz distinto das partes e b) imposição da decisão por uma das partes. Hoje, ainda, o Direito admite, excepcionalmente, a resolução de certos conflitos por meio da força, isto é, em alguns casos, ainda admite o uso da força, da autotutela. Entretanto regula os detalhes em tais situações a fim de não ocorrerem excessos, isto é, que a força não seja exagerada.(Ex: a legítima defesa). A autotutela depende de atividade de uma das partes. 2. Autocomposição ⇒ É a forma de resolução de um conflito diretamente pelas duas partes envolvidas, o que pressupõe o acordo, o diálogo, a negociação. A autocomposição como que já aparecera nos sistemas primitivos de resolução de conflitos perdura até hoje. Por ela uma das partes, ou ambas, abrem mão do seu direito ou de parte dele. A autocomposição implica na vontade das partes. São as seguintes as três formas de autocomposição: a) Transação ⇒ Implica em que cada uma delas cede parte de seus interesses sobre determinado bem, ocorrendo, assim, perda para as duas partes, ou seja, a perda é bilateral. As concessões são recíprocas. b) Submissão ⇒ Uma das duas partes abre mão de seu interesse no bem. Diferentemente do que ocorre na transação só uma das partes perde, em benefício da outra. A perda é, portanto, unilateral. c) Desistência ou renúncia ⇒ Bastante parecida com a submissão, ocorrendo apenas quando a parte que cede ou renuncia já estava na posse do bem em litígio. Haverá, como no modo anterior, perda unilateral. Não se chegando à solução de um conflito e para que não se voltar a recorrer à autotutela, surgem duas novas maneiras de resolvê-lo, pressupondo a participação de uma

2 terceira pessoa (o árbitro) na questão: arbitragem e jurisdição, que supõe a participação de um terceiro. 3. Arbitragem ⇒ Decidindo por essa medida, o arbitramento será feito por uma terceira pessoa - o árbitro. De início, a arbitragem teve caráter facultativo, ou seja, dependia da vontade e da aceitação das partes, o que acabava gerando problemas. Na antiguidade a escolha recaía nos sacerdotes ou nos anciãos e as decisões pautavam-se pelos padrões aceitos pela coletividade, pelos costumes. Era uma espécie de juiz antes do legislador. Então, com a interferência do Estado, que passou a se impor e a se encarregar de indicar o árbitro, a arbitragem passou a ser obrigatória. Desse instrumento para resolução de conflitos – a arbitragem – passou-se para a uma nova forma de arbitragem, a jurisdição. Desaparece a fase da justiça privada com sua substituição pela justiça pública. Passa-se assim, na evolução do processo de resolução dos conflitos, a uma nova fase na qual os juízes agem em substituição às partes: a jurisdição (justiça pública). 4. Jurisdição ⇒ Fase em que o próprio Estado passou a ser o árbitro, representado pelo Juiz. (Estado-juiz). Jurisdição é o instrumento por meio do qual os órgãos jurisdicionais atuam para pacificar as pessoas conflitantes, eliminando os conflitos e fazendo cumprir o preceito jurídico pertinente a cada caso que lhes é apresentado em busca de solução, Antes dessa fase do Estado-juiz, ocorreram as fases: a autotutela, a arbitragem facultativa, dentro da autocomposição e a arbitragem obrigatória, onde já surgia o processo. Esta última fase evoluiu para a jurisdição. Evidentemente, a evolução dos instrumentos mencionados, dentro de sua configuração história, apresenta avanços e retrocessos. Dentro dessa evolução, importa considerar que antes de se chamar oficialmente o Estado para resolver a lide (conflito não resolvido por outros instrumentos), o Estado, dentro de sua função pacificadora, oferece a tutela jurídica, isto é, coloca à disposição da sociedade todo o conjunto de normas existentes, em especial o Código Civil, para servir de embasamento à solução extraprocessual dos conflitos. É uma forma indireta de o Estado intervir na resolução de conflitos. Se ainda assim persistir o conflito, chega-se à fase da lide (para o jurista Pontes de Miranda: é o conflito de interesses qualificados para uma pretensão resistida). É a disputa, até então insanável, dos interesses conflitantes. Aula de 09.02.2006 Ocorre, por fim, o recurso para que o Estado, de forma direta, resolva a questão. Surge nessa altura a Jurisdição ou a tutela jurisdicional. Portanto, a tutela jurídica surge ainda durante o conflito e a jurisdição ou tutela jurisdicional surge durante a lide. Equivale a dizer, também, que o Estado oferece elementos na solução do conflito em dois momentos: indiretamente, no primeiro, através da tutela jurídica, quando a solução deve surgir a partir das partes envolvidas ou de um árbitro que elas elejam e, no segundo momento, diretamente, através da tutela jurisdicional (jurisdição), quando o Estado apresenta a solução para a lide, independente da concordância das partes. Então, resumindo, na autotutela e na autocomposição a solução do conflito surge das próprias partes, pela força, na primeira, e pela negociação na outra. Já nas outras duas formas – arbitragem e jurisdição – a solução vem de uma terceira parte, exterior àquelas

3 que conflitam, sendo facultativa na arbitragem e obrigatória na jurisdição, com o Estado arbitrando diretamente nesta última (Estado-juiz). 14.02.2006. PRINCÍPIOS GERAIS DO PROCESSO Princípios são proposições de caráter geral que devem ser observadas pelos sistemas processuais. Cada sistema processual tem uma série de princípios que lhe são específicos além dos princípios gerais (que se aplicam a todos os sistemas processuais). Os princípios gerais São a base de cada sistema. No conjunto de normas do sistema não pode haver norma específica que viole qualquer um dos princípios gerais. Os Princípios gerais do Processo são as regras necessárias à criação, interpretação e aplicação da lei. Eles têm conotações de ordem éticas, sociais e políticas. Existem dois grupos de princípios: os Deontológicos e os Epistemológicos. Entretanto, alguns dos princípios gerais se colocam entre a epistemologia e a deontologia, entre a norma e o valor ético. O primeiro grupo – Deontológicos - reúne princípio voltados à moral, à ética, ao dever ser. Na busca de processo ideal buscado pelo legislador, quatro regras, chamadas de princípios informativos, foram estabelecidas: . 1. Princípio lógico ⇒ estabelece que na elaboração da lei deve-se procurar o caminho mais seguro e mais rápido para resolver-se uma questão; procura-se o caminho mais rápido e mais seguro para o exercício da tutela, para evitar o erro. 2. Princípio jurídico ⇒ Esse princípio do processo é a declaração concreta da lei, pretendendo-se igualdade no processo e justiça na decisão. 3. Princípio político ⇒ É a máxima garantia social dos direitos com o mínimo de esforço individual da liberdade. É o respeito aos direitos do cidadão e é, também, a imposição das obrigações que ele deve cumprir. 4. Princípio econômico ⇒ O processo não pode custar mais que o mais pobre dos brasileiros, que tem acesso ao processo, possa pagar. O processo deve ser acessível a todos, em termos de custo e duração. Os Princípios Epistemológicos: São os que permitem conhecer o processo Se referem ao Direito como ordem normativa.. Princípios epistemológicos: 1. Princípio da Disponibilidade/Indisponibilidade Disponibilidade ⇒ o direito está disponível ao cidadão, que o utilizará ou não, conforme sua vontade. Portanto existe a possibilidade de se pedir, ou não, a tutela de um direito disponível. É quase absoluto no processo civil, exceto quando se trata da prevalência do interesse público sobre o privado. Indisponibilidade ⇒ Conforme a natureza do direito essa liberdade de opção desaparece. Inclusive em relação à pessoa envolvida (menor, por exemplo). A reclamação do direito torna-se obrigatória. É comum a parte envolvida no processo ser o Ministério Público. A Indisponibilidade é característica do processo penal, pois o Estado não tem apenas o direito de punir, mas tem o

4 dever de o fazer. A Disponibilidade está mais no campo do Direito Civil e a Indisponibilidade no campo do Direito Penal. Princípio da iniciativa da parte ⇒ É um complemento do princípio anterior. Se a pessoa pode ou não pedir a tutela do direito ou se ela é obrigada a fazê-lo, cabe a ela a iniciativa do processo. Em certos casos o Ministério Público é a parte e inicia o processo. A propósito dois brocardos do Direito: “ não há juiz sem autor” e “O juiz não agirá por sua iniciativa”. O juiz não conhecerá da tutela sem pedido da parte, ou seja, ele não toma a iniciativa de fornecer a tutela do Estado. Princípio do Impulso Oficial ⇒ Iniciada a relação processual, compete ao juiz cuidar do desenvolvimento do processo até o seu final, com o fim da sua função jurisdicional. A partir da iniciativa da parte, começando o processo, o Estado, pelo Juiz, cuidará de impulsioná-lo até o final. A ele compete, pois, dar andamento ao processo iniciado pela parte (Art. 262, CPC). Princípio do Dispositivo/Inquisitivo ⇒ Princípio Dispositivo: Compete às partes informar os fatos e prová-los, por meio de provas de sua preferência. O juiz depende das provas e das alegações das partes para julgar. No Direito Penal, o processo é indisponível, cabendo ao Ministério Público a iniciativa, que, entretanto, poderá ser assistida pela parte, quando do interesse desta. O Princípio Inquisitivo é chamado de Principio da investigação das provas, que possibilita ao juiz a investigação de provas. Assim, o juiz pode passar de sua posição de mero espectador das alegações e da provas apresentadas (verdade formal) para buscar ou determinar a busca de provas. Princípio da imparcialidade do juiz ⇒ Pela imparcialidade, que deve caracterizar a ação do juiz, ele não pode dar início ao processo nem pode produzir provas. Pode, entretanto e em certos casos, pedir ao Ministério Público a complementação de provas. Por estar entre as partes, mas acima delas é que o juiz pode julgar. Para possibilitar essa imparcialidade, as constituições trazem muitas garantias ao juiz no exercício de suas funções e proíbem os tribunais de exceção, que se contrapõem ao juiz natural constituído constitucionalmente.

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6. Princípio da Igualdade ou Isonomia ⇒ Existem dois tipos de isonomias: a formal e a material. Este princípio refere-se à isonomia material, que consiste em tratar desigualmente os desiguais para conseguir-se compensar as diversas formas de desigualdades. A igualdade prevista na lei pressupõe a igualdade perante o juiz. As partes e seus procuradores devem merecer tratamento igualitário para que suas razões valham em juízo. (Art. 5° da CF). 7. Princípio do contraditório ou da Bilateralidade da audiência ⇒ No processo, o juiz deve sempre ouvir as duas partes. Perante o juiz, as partes não são antagônicas, mas colaboradores necessários à realização da justiça. O direito do contraditório é assegurado pela CF e pressupõe que todos os atos praticados pelo juiz ou por uma das partes sejam conhecidos pela outra parte. Os instrumentos para dar ciência da prática de tais atos são dados pela citação, intimação e da notificação. 8. Princípio da lealdade processual ⇒ No processo, as partes devem agir com lealdade e respeito.(Art. 14, 15 e 18 – CPC). O processo, além de buscar a

5 solução do conflito entre as partes, presta-se, também, à pacificação geral da sociedade e à atuação do direito. Tem ele, pois, inserção no campo sóciopolítico, o que exige que todos os envolvidos se pautem com os deveres da moralidade e da probidade. Aula de 16.02.2006. 9. Princípio da Publicidade ⇒ Os atos processuais são públicos para que haja transparência nos procedimentos até para que eles possam ser fiscalizados. Existem exceções que prevêem privacidade. (Art. 155, CPC). A presença do público nas audiências e a possibilidade de exame dos autos por qualquer pessoa são instrumentos de fiscalização dos atos do juiz e dos promotores e dos advogados que participam do processo. A publicidade dos atos processuais está da direção de garantir a independência, a imparcialidade, a responsabilidade e a autoridade dos julgadores. 10. Princípio da Oralidade ⇒ As provas devem ser produzidas em audiências, portanto oralmente. (Art.336) 11. Princípio da Imediação ⇒ O Juiz é quem colhe pessoalmente as provas de forma direta e imediata. As perguntas são dirigidas pelas partes a ele, que as transmite à testemunha, colhendo de imediato elementos para formação de seus critérios de julgamento. 12. Princípio da Identidade do Juiz ⇒ O juiz que preside a audiência deve julgar a lide. Explica-se pela identidade do Juiz com as circunstâncias da lide. (Art.132). Se, por alguma circunstância, o processo deve receber julgamento de outro juiz, este pode até determinar a repetição de certos atos do processo para formar convicção adequada sobre o assunto. O juiz que presidiu a audiência já colhera elementos para essa convicção. 13. Princípio de Persuasão Racional do Juiz ⇒ A emotividade não deve influir na decisão. O juiz deve ser convencido racionalmente pelas provas (Art.131). O convencimento do juiz, entretanto, deve ser motivado e o juiz não pode desprezar as normas legais existentes, pois seria um juiz arbitrário. Esse princípio prende-se diretamente ao Princípio da Oralidade, no qual o juiz busca nas alegações das partes elementos para seu convencimento racional. 14. Princípio da Economia Processual ⇒ Sempre que possível, fases do processo devem ser eliminadas para economia processual (Art.330 – II). Esse princípio pretende obter o máximo resultado na atuação do direito com o mínimo possível de atividades processuais. Deve haver uma proporcionalidade entre os bens (ainda que não materiais) em disputa e o dispêndio para desenvolver o processo. É indispensável atentar-se para a relação custo-benefício. 15. Princípio da Pluralidade do Grau de Jurisdição ⇒ Refere-se à possibilidade de recursos à instâncias superiores, (jurisdição superior) pretendendo revisão de decisões de jurisdição inferior. Embora existam argumentos contrários à possibilidade de recursos, o grande argumento do princípio é de natureza política: nenhum ato do Estado pode ficar imune aos necessários controles. 16. Principio de Ordem Consecutiva Legal ⇒ O processo tem uma ordem natural de andamento (Art. 262 e ss). A dinâmica do processo deve seguir passos préestabelecidos a fim de que todos os princípios envolvidos sejam adequadamente atendidos.

o processo estruturado mostra esses três aspectos da jurisdição. Ex: Impeachment. Atuação com relação à lide ⇒ A jurisdição só atua quando houver a lide. 5.6 21. Jurisdição ⇒ Como função e monopólio do Estado. excepcionalmente. Esses três aspectos da jurisdição – poder. Ex: o hábeas corpus pode ser concedido de oficio e a execução penal pode ser instaurada ex oficio. Assim. poder este que. ao mesmo tempo. Existem raras e específicas exceções em que o juiz pode tomar a iniciativa. função e atividade – só transparecem legitimamente por meio do processo adequadamente estruturado. é o complexo de todos os atos do juiz no processo. recria o fato. a jurisdição é um encargo público dado a um órgão estatal para promover a paz social mediante o direito justo e pelo processo. É por meio do contraditório que o Juiz chega à verdade. 8. Características da jurisdição: 1. buscando cumprir a função do Estado de promover a paz social. A tutela da jurisdição tem que ser pedida. Como poder. a jurisdição é. Atuação processual ⇒ A jurisdição estatal só pode ser exercida sob a égide dos princípios gerais do processo. prejudicando a imparcialidade com que deve julgar. Contraditório ⇒ Cada parte tem o direito de se manifestar sobre tudo que surgir no processo. Definitividade ou Coisa julgada (decidida em definitivo) ⇒ A coisa julgada não pode ser modificada. tendo a partir daí condições de decidir com a adequada aplicação do direito material. A jurisdição existe em decorrência da lide. é a capacidade de o Estado impor. É dentro deles que o Juiz aplica o Direito. O Estado é imperativo. 4. porém não exclusivo Poder Judiciário. ato que não vem do Judiciário. dando a ele um só sentido. atividade. Além disso. outras funções como legislar (casos de criação de comarcas) e administrar o seu próprio patrimônio. Inércia ⇒ Para resolver a lide. Ele só inicia a lide nos casos que seus interesses são ameaçados. A CF . preponderante. Ação e Processo. *Substutividade ⇒ O Juiz se coloca no lugar das partes. Jurisdição significa dizer o Direito. Escopo Jurídico de Atuação do Direito ⇒ O Juiz deve aplicar a lei. compõe a soberania do Estado. função.2006. Especificidade ⇒ O poder da jurisdição é específico. Essa definitividade só existe no Poder Judiciário. exercendo o poder e cumprindo tudo que a lei lhe determina. 3. a norma jurídica (direito material) na resolução da lide. A jurisdição é exercida através do Poder Judiciário. 6. O Estado só age depois de acionado pela parte. nenhum juiz toma a iniciativa. Se ele tomasse a iniciativa acabaria “descobrindo” conflitos e perturbando a paz social. poder. juntamente com os Poderes Executivo e Legislativo. Jurisdição Os três instrumentos fundamentais da TGP são: Jurisdição.02. Como atividade. o Poder Judiciário pode exercer. da norma. Como função. sobretudo sobre o que a outra parte disser. 7. 2. É a sua capacidade de decidir imperativamente e de impor as suas decisões.

exercendo a sua jurisdição. Como a jurisdição é um monopólio do Estado. Cada juiz já tem sua competência definida em lei. Princípio da Investidura ⇒ É o ritual pelo qual o Estado transfere ao Juiz o poder jurisdicional. ⇒ Quanto à matéria. (Entenda-se por juiz não a pessoa física do juiz de direito. que juiz decidirá a lide. A juiz. 6. por analogia ou por outro meio qualquer. Como os juízes são distribuídos em comarcas ou seções judiciárias. independente da sua vontade. Inevitabilidade ⇒ A decisão do Estado não pode ser descumprida. são universalmente reconhecidos: 1. Existem alguns critérios para essa classificação. como a própria soberania.7 estabelece que a lei não prejudicará o direito adquirido. Esse juiz já definido é o juiz natural para aquela causa. mas o órgão jurisdicional). pois neste vigora a soberania nacional do país. uma vez que só o Estado pode fazer essa investidura. b) Civil. Espécies de Jurisdição: A classificação da jurisdição em espécies não significa a sua divisão. à sua jurisdição. mas o faz em nome do Estado. que estão prevista na CF ante a ocorrência de determinados fatos. Não pode declinar de sua obrigação de julgar. ao objeto: a) Penal. ele a exerce através de seus agentes. não o faz em seu próprio nome. Princípios inerentes à jurisdição: A jurisdição é pautada por alguns princípios fundamentais que. Indelegabilidade ⇒ A jurisdição de que um Juiz é investido é indelegável. por lei. como a Militar. 5. os juízes. Juiz natural ⇒ Sabe-se. portanto a lei. é una e indivisível. A jurisdição. o Juiz pode exercer a jurisdição em todo território brasileiro. 4. Ainda que não haja lei destinada à determinada lide. cada juiz só exerce a sua autoridade nos limites do território sujeito. Todos os juizes que podem decidir uma causa são previamente definidos. A CF proíbe os chamados tribunais de exceção para julgar crimes de natureza não prevista constitucionalmente ou para julgar determinadas pessoas. nem mesmo qualquer deliberação de um dos membros do Poder Judiciário alterar a distribuição feita pela CF. Esse princípio emana da própria CF quando proíbe a qualquer um dos Poderes delegar atribuições. a Eleitoral e a Trabalhista. com ou sem expressão na própria lei. de antemão. Não se entenda como tais as justiças especiais. E o Estado o investiu segundo critérios de escolha próprios. Indeclinabilidade / Inafastabilidade ⇒ O Estado (por meio do Juiz) não pode se recusar a decidir a lide. se for o caso. ele tem que decidi-la. que para tanto são investidos no cargo. Não pode. O cumprimento da decisão do Estado é inevitável. O juiz incorpora a jurisdição por meio da investidura. A jurisdição civil abrange toda a jurisdição não penal. . 2. 3. o ato jurídico perfeito e a coisa julgada. Donde a Jurisdição Penal e Jurisdição Civil. Aderência territorial ⇒ Uma vez que a jurisdição é a soberania. A decisão é imposta às partes às quais só cabe acatá-la.

Abrange. pois persiste a sistemática de nomeação dos magistrados pelo Poder Executivo com aprovação do Poder Legislativo. Garantias Institucionais ⇒ São garantias do Poder Judiciário. pela Justiça do Trabalho e pela Justiça Militar Estadual. Todavia. Garantias aos membros do Judiciário ⇒ São as garantias dadas aos funcionários do Poder Judiciário. 2. se o Poder Judiciário tem absoluta independência no desempenho de suas funções. Daí. através da elaboração de proposta orçamentária e na gestão das dotações pelos próprios tribunais. Os tribunais podem eleger seus órgãos diretivos. removido de um lugar para outro e a irredutibilidade de vencimentos (Art. propor a criação de varas judiciárias. pela Justiça Eleitoral. b) Especial ⇒ A especial é exercida pela Justiça Militar. férias e afastamentos a todos os seus membros. b) Jurisdição superior (Entra na lide na segunda vez. São garantias específicas dos juízes togados. Por isso o Poder Judiciário tem a sua cota de participação na renda do país. Já a autonomia financeira garante a independência do Poder em relação aos outros Poderes. 95-II) – O juiz não será. O órgão máximo na estrutura judiciária brasileira é o STF.2006 Garantias do Poder Judiciário. Essa autonomia vem da própria separação e da convivência harmônica dos poderes. para funcionar como guardião dos direitos individuais com liberdade e imparcialidade. e complementam as garantias do Poder Judiciário como um todo. sem seu consentimento. entretanto. como um todo. conta com garantias constitucionais.8 ⇒ Quando à gradação: O inconformismo pela decisão de um juiz onde teve início a lide permite a apreciação da mesma por um juiz em um grau superior. inclusive das da Capital. . Essas garantias são de duas espécies: 1. Compreende: a) Independência política (CF. não isenta o juiz da tributação competente em seus vencimentos. desde o seu início). Garantem a autonomia administrativa e financeira do Poder. A autonomia administrativa dá ao Poder a capacidade de organizar-se. O Poder Judiciário. Art 95) ⇒ inclui a vitaliciedade (Art. dos juízes de direitos das diversas comarcas. na Justiça Estadual. falar-se em: a) Comum ⇒ A comum é exercida pela Justiça Estadual e Justiça Federal. no que se refere à organização do Poder Judiciário depende dos outros Poderes. Daí. a inamovibilidade (Art. prover os cargos de juiz de carreira.02. 95-I) – os magistrados só podem perder o cargo por sentença judicial transitada em julgado. em especial aos juízes. organizar suas secretarias. a) Jurisdição inferior (conhece a lide pela primeira vez. revisão de decisão inferior). donde se falar em duplo grau de jurisdição. conceder licenças. 95-III) – que. 23. ⇒ Quanto aos órgãos: A CF instituiu vários organismos judiciários cada um com sua competência definida.

Quanto ao Preventivo – evitar a lide Repressivo – reprimir. Os interesses são. as substitui. Quanto à jurisdição voluntária há uma corrente de doutrinadores que considera a terminologia inadequada. decidindo. Princípio da inevitabilidade.convergentes. O juiz só administra a situação para verificar o cumprimento da lei. Quanto à Pacificação social (Tutela Pacificação social – (tutela finalidade jurídica) jurisdicional). o Estado não decide. Assim. está cumprindo sua finalidade de promover a paz social e de preservar direitos civis das partes. Diferenças entre os dois tipos de jurisdição JURISDIÇÃO VOLUNTÁRIA JURISDIÇÃO CONTENCIOSA Quanto ao Interesses comuns – Não há Conflito de interesses – Pressupõe Objeto lide. concordantes. Quanto à Não há necessidade de o Estado O Estado impõe sua decisão coação se impor aos interessados. Competência . Protegem os juízes de si mesmos. tão-somente uma administração pública do direito privado e não uma decisão. mas a concordância deles e. em tal caso. a existência da lide Quanto ao Interessados .2006 Distinção entre as espécies de jurisdição a) Jurisdição Contenciosa ⇒ Ocorre quando há conflito de interesses. Quanto à Integratividade – As partes se Substituidade – O juiz assume o posição do Juiz integram lugar das partes. b) Jurisdição Voluntária ⇒ Ocorre quando não há conflito de interesses. Quanto à Não é definitiva – Existe a A decisão não pode ser mudada – decisão possibilidade de reversão não há reversão. Por outro lado.do mesmo lado Partes – dois lados opostos sujeito Quanto ao Não existe contraditório – há Existe contraditório – são duas contraditório acordo entre as partes versões diferentes. quando há lide. Quando o Estado participa. A jurisdição contenciosa é a verdadeira jurisdição. 95. pois como no caso não ocorre conflito de interesses. por parte do Estado.9 b) Garantia de imparcialidade ⇒ (Art. eliminar a caráter lide. Parágrafo único). na jurisdição voluntária ocorre. 07. Administração voluntária é atividade administrativa. mas necessita dele apenas para chancelar a decisão. portanto.03. Pressupõe consenso. Esse parágrafo lista os impedimentos impostos ao juiz para garantir a sua imparcialidade nos julgamentos. também não há voluntariedade e embora as duas partes em questão não possam prescindir do Estado. mas acordo. c) Garantia de independência Jurídica ⇒ A única subordinação do juiz é à lei e à sua consciência. Obs.

Classificação da cinco competências nos dois grupos mencionados: COMPETÊNCIAS 1ª Competência quanto à matéria. CF. Competência quanto à natureza da causa (1ª. Ela não é prorrogável. 3˚. 113 CPC Art. que leva em conta os crimes dolosos contra a vida. 2. Ex: Juízes togados e Tribunal de Júri. Art. Portanto. CPP: crime doloso contra a vida). levando em conta o território todo. – CPC. Quanto à qualidade das pessoas (das pessoas envolvidas na lide) – (2ª Competência “ratione personae”). É o critério de distribuição pelos órgãos do Judiciário das atribuições relativas ao desempenho da jurisdição. Este critério se subdivide em três competências: 1. Competência quanto ao foro) ⇒ Divide-se o espaço físico entre os juízes. Art. por seu lado. Ou se é o juiz ou nunca se o será.Competência em razão do valor da causa. Competência ratione valori”). 5ª Competência quanto à função GRUPO Absoluta Absoluta Relativa Relativa Absoluta Exemplos CPP Art.(CPC 275-I. 2ª Competência quanto à pessoa. 100. 3. Esses critérios (três) permitem criar as regras das competências (cinco). dividem-se em dois grupos (Art. Lei 9099. b) Competências absolutas ⇒ visam proteger o interesse público. 102. Quanto ao valor da causa (3ª. 70 e 72). A competência natural só será respeitada se solicitada pela parte. B) Critério Territorial (4ª Competência “ratione loci”. I e II. I . É prorrogável. 74 CPC Art. (Ex. 113. Art. Critérios da competência: A) Critério Objetivo ⇒ resolver a lide. Competência “ratione materiae”) ⇒ Ex: Justiça do Trabalho.10 A competência se refere à distribuição de juízes pelo território nacional. É levada em conta a atribuição específica de cada órgão dentro de um único processo. cada juiz recebe uma parte de toda jurisdição. da mesma instância. Tribunal do Júri. 100. 94 e Art. Os critérios para essa distribuição da jurisdição são as leis de organização judiciária. I-b). C)Critério Funcional (5ª Competência Funcional) ⇒ Pode ser de dois tipos: a) Vertical – recorrer em instância de órgão superior. causas civis e causas não civis). a) Competências relativas ⇒ visam proteger os interesses privados. (CPP Art. 74. I). CPC). As cinco competências mencionadas e abaixo listadas. mas por questões de ordem prática há limitações para o exercício dessa jurisdição. É a quantidade de jurisdição cujo exercício é atribuído a cada órgão ou grupo de órgãos do Poder Judiciário. b) Horizontal – dois órgãos do mesmo nível. (Art. (Ex. 3ª Competência quanto ao valor 4ª Competência quanto ao foro.

À falta dessa exceção. pela outra. • Garantir a segurança do réu. A forma tácita aparece quando um juiz incompetente não recebe da parte exceção de incompetência relativa.03. do alargamento das competências relativas. A forma expressa da prorrogação voluntária da competência está ligada aos contratos. por adesão. O desaforamento pode ser solicitado pelo Ministério Público ou pelo réu e para que ocorra são necessários. Pode ser expressa ou tácita. por possibilitar a competência de um juiz. Ficando então estabelecido como foro aquele que seja indicado legalmente. O Juiz não pode alterar esse foro. Trata-se. No contrato aparece. uma vez que as competências absolutas são improrrogáveis. então. 3ª.) HIPÓTESE LEGAL ⇒ A prorrogação da competência ocorre por determinação da própria lei. 424. É expressa justamente porque a eleição do foro consta de uma das cláusulas dos contratos. 3ª. entretanto. É.e corresponde ao silencio da parte. cancelar o foro estabelecido por apenas uma das partes. Ocorre em razão da conexão ou da continência das ações. em particular. 2ª. . Nesse caso. o juiz incompetente torna-se competente. O foro de eleição é. Consiste na possibilidade de as partes elegeram o foro sob o qual serão resolvidas as pendências oriundas do contrato. o foro de eleição das partes. 1ª.) VOLUNTÁRIA ⇒ Depende da vontade da parte. ainda que incompetente por outras razões. O desaforamento está previsto no Art. Existem três hipóteses para a prorrogação das competências dos juízes: 1ª. ⇒ Entre os contratos existe um modelo especial – os contratos de adesão – em que o foro é estabelecido por uma das partes e aceito. como justificativa: • A necessidade de manutenção da ordem pública. 2ª.) Hipótese do Desaforamento da competência. portanto. Se o juiz. Só pode ocorrer no Direito Civil. o juiz pode.) Hipótese da prorrogação voluntária da competência. • Assegurar a imparcialidade dos jurados.2006 PRORROGAÇÃO DA COMPETENCIA Significa o alargamento da competência de um juiz. de ofício. uma forma de prorrogação da competência relativa – forma tácita . portanto. uma das formas de prorrogação da competência.) DESAFORAMENTO ⇒ Ocorre apenas no Direito Penal. especificamente com o Tribunal do Júri. O assunto vem tratado nos artigos 111 e 112 do CPC. do CPP. logicamente.11 14. não anular a cláusula desse tipo de contrato a sua competência fica prorrogada.) Hipótese da prorrogação Legal da competência.

exercendo o direito de ação para solicitar ao Estado a tutela de seu direito. ele direciona sua ação contra o B. não há direito sem ação e a ação segue a natureza do direito. Art.) Duas ações.2006. própria. 21. portanto. o indivíduo A sofre oposição ao seu suposto direito por parte do indivíduo B.) Duas ações sujeitas a juizes que têm a mesma competência territorial: Torna-se competente o juiz que despachou em primeiro lugar. quando o Estado chama para si a obrigação de resolver a lide. Se a decisão do Estado for-lhe favorável. Esse direito do cidadão representa o seu Direito de Ação. TEORIAS DO DIREITO DE AÇÃO Pelo instituto da jurisdição o Estado tem a obrigação de resolver a lide e em contrapartida o cidadão tem o direito de exigir do Estado essa resolução. Seria uma reação a um direito violado. muda a direção de sua ação. O Direito de Ação é um direito público (envolve o Estado). Não havendo sucesso. 1ª. Direito de Ação é. por exemplo. sendo irrelevantes mudanças de estado de fato ou de direito ocorridos posteriormente e a partir daí fica perpetuada. quando. autônomo e abstrato. do direito. Prevenção ⇒ é a escolha de um entre dois ou mais juízes igualmente competentes. subjetivo (pertence ao sujeito).12 Duas ou mais ações são ditas conexas (conexão) quando têm em comum o objeto OU a causa de pedir (CPC. A seguir surgiu a teoria imanentista (ou civilista) para a qual a ação seria uma qualidade imanente. torna-se competente (prevento) aquele que obteve citação válida em primeiro lugar. Art. Está. isto é. o direito de exigir do Estado o cumprimento de sua obrigação de resolver a lide. Durante a vigência dessa teoria existiam três conseqüências inevitáveis – não há ação sem direito. independentemente da data da interposição da ação. confirma-se o seu direito de ação. não pode ser alterada. sendo mais amplo. Todavia existem dois casos de exceção em que a competência estabelecida inicialmente precisa ser modificada: ⇒ Alteração da competência relativamente à matéria da ação. nas quais os juízes não têm a mesma competência territorial. o direito de ação pressupõe a existência de um . 2ª. nessa altura. a começar pela logo abandonada que se baseava na existência do contrato social. A jurisdição surge ante a proibição da autotutela e a ineficácia da composição e da arbitragem. OUTROS INSTRUMENTOS PROCESSUAIS a) Perpetuação b) Prevenção Perpetuação ⇒ A competência é determinada na propositura da ação. Existem duas situações. Assim. dirigindo-a ao Estado. Assim. 104). 103) e duas ou mais ações apresentam continência quando apresentarem identidade quanto às partes e à causa de pedir e o objeto de uma. Algumas teorias existem explicando a evolução histórica do conceito de Direito de Ação. abrange os das outras (CPC. por exemplo). ⇒ Mudança da hierarquia (extinção da vara. Coloquialmente costuma-se dizer que duas ações conexas são duas ações parecidas e duas têm continência quando são quase iguais.03.

como tal. o direito de ação à existência de um direito substancial anterior. Assim. distinguindo-o do direito subjetivo material. A ação existirá mesmo que haja sentença contrária à pretensão do autor ou até quando uma sentença injusta a acolhe sem que exista direito subjetivo material.13 direito anterior. CONDIÇÕES PARA O EXERCÍCIO DA AÇÃO Para o exercício da ação existem três condições indispensáveis e. havendo decisão. inexistindo em caso contrário. Ainda nesses casos. Esta última preenche. Numa comparação entre a teoria imanestista e a teoria da ação como direito autônomo surgem: Na teoria Imanentista ⇒ Direito de Ação = Direito Substantivo Material. Resumindo: • Ocorrendo sentença favorável ao autor. • Ocorrendo sentença desfavorável ao autor. os estudiosos do assunto demonstraram irrefutavelmente o caráter autônomo do direito de ação. sujeito passivo da ação. Como a tutela jurisdicional só poderá ser feita através da proteção concreta. só esta última teoria considera a existência da ação. então. não eliminando. pois as outras a negam. favorável ou desfavorável ao autor. Esta última teoria . Se a decisão do Estado for-lhe desfavorável. todas as hipóteses que possam ocorrer. devem existir simultaneamente. A teoria imanentista vincula. Na seqüência. reconhecendo duas corrente: • A teoria do direito autônomo e concreto à tutela jurídica. Se a sentença lhe fosse desfavorável. Esta teoria considera que o direito de ação independe da existência do direito material invocado. deixaria de existir um direito concreto. o direito de ação contra o adversário. cuja inexistência elimina a possibilidade do direito da ação. pois configura o direito do cidadão à tutela jurisdicional do Estado.a ação como direito autônomo e abstrato – é a que é aceita hoje no Direito. entende-se que a solução da lide pelo Estado. o direito de ação. Esta teoria só seria satisfeita. quando a sentença é favorável ao pleiteado. Com isso caminhou-se para a teoria da ação como direito autônomo e abstrato. fica caracterizado o direito de ação mesmo que o autor alegue um direito abstrato para solicitação da tutela jurisdicional. também. é suficiente para caracterizar a existência do direito de ação. Teoria da ação como direito autônomo e concreto ⇒ dirige-se contra o Estado. portanto. pois. São as condições necessárias para que possa existir o provimento . • A teoria do direito autônomo e abstrato de agir. o seu direito de ação desaparece. todavia. o direito de ação só existirá quando a sentença for favorável ao cidadão. Essas duas correntes podem ser consideradas correntes de uma teoria mais abrangente – ação como direito autônomo. Não pressupõe necessariamente a existência do direito subjetivo material violado (ou ameaçado) – é o caso das ações meramente declaratórias. todas as teorias consideram a existência do direito de ação. Na teoria da ação como direito autônomo ⇒ Direito de Ação ≠ Direito Subjetivo Material. com o que não existiria.

a ação deve ser imediatamente negada. solicitar divórcio em pais onde ele não existe. porque a parte contrária se nega a satisfazer o direito alegado e porque o recurso à autotutela é legalmente proibido. o autor da ação. Ex: em caso de adultério solicitar a anulação do casamento e não o divórcio. A existência delas está ligada à economia processual: assim. Legitimação ordinária ⇒ é a forma comum de legitimar a ação: quem pede a tutela jurisdicional é o próprio titular do direito dito ofendido. O interesse de agir vem amparado em duas condições: na adequação e na necessidade da tutela jurisdicional. aquele que pede a tutela jurisdicional. algo que apresenta a possibilidade jurídica de ser concedido. Legitimidade Passiva ⇒ aquele que se diz ter violado o direito do titular da ação. Isto é. para resolver interesses de outrem. As três condições são as seguintes: Possibilidade Jurídica. Por necessidade entende-se a impossibilidade de a satisfação do alegado sem a intervenção do Estado. Entretanto a parte .03. isto é. direito alheio. em contrapartida. em seu artigo 6º estabelece: “ninguém pode pleitear. adotar o mandado se segurança para cobrança de dívidas. Existe a necessidade da intercessão do Estado. (o réu). ou seja. que a tutela jurisdicional não poderá ser concedida. apto a conceder a tutela pleiteada. a ação deve ser negada imediatamente. o aquele que se diz titular do direito objetivo material e. Pode-se identificar na ação duas situações: a legitimidade ativa. o provimento deve ser apto para corrigir a queixa feita pelo autor. a legitimação da ação pode ocorrer de forma ordinária ou extraordinária. Legitimidade ativa ⇒ aquele que alega ter seu direito violado. ainda que em tese. 2ª) Interesse de agir. Interesse de agir • 1ª) Possibilidade jurídica. Ex: Pedido de divórcio em país cuja legislação não tenha esse instituto. salvo quando autorizado por lei”. em nome próprio. A ação deve buscar algo que o Estado possa conceder. donde a legitimidade passiva.14 jurisdicional. Quem pode pedir a tutela do Estado na resolução da lide? Só quem dela faça parte. a cobrança judicial de dívida de jogo. quando se percebe. aquele que se diz ter violado o direito alegado. Legitimidade das partes. Por adequação entende-se a compatibilidade entre o provimento jurisdicional solicitado e a possibilidade de resolver-se a situação em questão. Se a ação pretende a tutela de algo que seja juridicamente impossível. • 23. O CPC. Uma pessoa estranha ao conflito não pode pedir a tutela do Estado para resolver a lide na qual não tenha interesse. sob pena de não haver razão de ser da ação. Além das figuras acima.2006 • 3ª) Legitimação ad causam. que não tem amparo na lei.

6º abre possibilidade de exceções para que outras pessoas. pode ocorrer a extinção do processo. é indispensável conhecer bem os seus elementos. Ex: É caso do Ministério Público ser o autor de uma ação penal. em que o cidadão defende interesse da administração pública.2006 ELEMENTOS DA AÇÃO. ocorre liminarmente o seu indeferimento. o carecedor do direito de ação é sempre o seu autor. É chamada. Por isso mesmo. Como o Estado só presta tutela jurisdicional uma vez.03. Esse estudo fica bastante simplificado quando se parte do seguinte esquema: . A ausência de uma dessas três condições provoca a carência da ação. 28. Ao se constatar a carência da ação. também de legitimação anômala ou de substituição processual. Carência da ação ⇒ A legitimação da ação está condicionada à ocorrência simultânea das três condições mencionadas: possibilidade jurídica. A comparação entre duas ou mais ações é feita a partir dos três elementos da ação: as partes. ou. que não o pretenso beneficiário do direito ofendido alegado. interesse de agir e legitimidade de causa. torna-se necessário atentar para a igualdade das ações a fim de evitar-se a repetição de uma ação. isso é. a causa de pedir e o pedido.15 final do mencionado art. ou da ação popular. faz com que desapareça o direito de ação. sejam titulares de ação. se a carência for identificada no correr do processo. a legitimação extraordinária. pois é por meio deles que se pode evitar essa repetição. cujo beneficiário é a sociedade. Configura-se nessas exceções. quando diz “salvo quando autorizado por lei”. Evidentemente. Legitimação extraordinária ⇒ quando o autor da ação não é o titular do que está sendo pedido.

Exemplo: A. Daí falar-se em legitimidade ativa – o titular da pretensão e em legitimidade passiva – o titular da resistência. Autor ⇒ aquele que faz o pedido da tutela jurisdicional ao Estado. . Na linguagem coloquial. B é parte da ação? Resp. Resumindo. legítima ou ilegítima a parte não perde sua condição de parte no processo. parte legítima. como réu. pedindo tutela do Estado para determinar que B pague pensão a A. todavia. Réu ⇒ aquele contra quem se faz o pedido da tutela. Obs ⇒ O conceito de parte não interfere no conceito de parte legítima. É todo aquele que está no processo. Trata-se da nomenclatura usada no mundo jurídico. temos a parte ativa – autor e parte passiva – réu. Agregam-se a essas denominações das partes os critérios de legitimidade. menor. Autor legítimo é o próprio titular da pretensão e réu legítimo é o que supostamente violou o pretenso direito do autor. C não é. A mãe C entra com ação contra B. Assim. É simplesmente parte da ação. porque não é titular da pretensão. Assim. Sim é parte legítima. no mundo dos fatos. São o autor e o réu. na linguagem formal. Sim é a autora da ação. C é parte da ação? Resp.16 E (Tutela Jurisdicional) A– (titular da Pretensão) B– (titular da Resistência) 1º Elemento: as partes. não está recebendo alimentos do pai B. usa-se: titular da pretensão e titular da resistência. tem-se na linguagem formal autor e réu e considerando-se a legitimidade.

• Identidade relativa ou parcial ⇒ ações que apresentam um ou até dois elementos iguais. a segunda deve ser extinta. Duas ou mais ações se dizem conexas quando tiverem comum o objeto (pedido) OU a causa de pedir. além disso. Segundo. Não se admitirão outras ações semelhantes. mas pelo réu do processo. o momento da suposta violação do pretenso direito. b) “Litispendência” – a primeira ação ainda está pendente de solução. No penal. • . Diz-se que elas apresentam conexão (CPC. É o porquê da formulação do pedido. É da causa de pedir que o juiz tira a existência (ou não) do direito do autor. Já a continência ocorre quando elas apresentarem identidade quanto às partes E à causa de pedir E. art 104). Ainda assim. art. Concluindo. se há alguma identidade entre elas. Devem ser extintas. o objeto (pedido) de uma. Fato que representa o direito material de onde o autor deduz seu direito de pedir.a primeira ação já foi julgada. É o que o autor quer do Estado. através do Estado. Essa teoria considera dois tipos de identidades: Identidade absoluta. É o pedido da tutela que só pode ser concedida pelo Estado. o fato constitutivo do direito material. 3º Elemento: o Pedido. 103). já ocorrera a extinção da lide. ou se são todas distintas. É a narração dos detalhes da lide. ⇒ Não há diferenciação entre as ações que apresentam identidade absoluta: os três elementos delas são iguais. que deverão ser extintas. Pedido mediato ⇒ é o pedido do bem da vida. É a história da situação. quando têm um ou dois de seus elementos que apresentem identidade. isto é. pelo que não há porquê as que lhe são idênticas prosseguirem. podem ocorrer duas situações: a) “Coisa Julgada” . abrange o objeto da(s) outra(s). O pedido pode ser imediato e mediato. O primeiro momento (nascimento do direito) é a causa de pedir fática ou remota O segundo momento (violação do pretenso direito) é a causa de pedir próxima ou jurídica. alguma delas uma representa repetição de outra. a quem o pedido é feito de forma indireta. Não será atendido pelo Estado. Essa identidade pode dar-se por conexão ou por continência. Pode ser considerada em dois momentos: Primeiro. vale-se da Teoria dos Três Eadem. Ocorrendo o fato de duas ações idênticas. Pedido imediato ⇒ é o feito diretamente ao Estado. É a narração do ato de violação praticado pelo réu. (CPC. É o momento do nascimento do direito que pretensamente o titular diz ter. para saber se. a causa de pedir é o libelo acusatório. Duas ou mais ações não sendo idênticas podem ser similares. em um conjunto de duas ou mais ações. feito ao réu.17 2º Elemento: Causa de pedir (causa petendi). por ser mais amplo.

00 em três pagamentos mensais de R$ 2. entra com nova ação. mais o objeto de cada uma. como autor e réu. inclui o objeto da primeira – a fazenda.18 Os artigos 105 e 106 do CPC orientam sobre o tratamento em casos de continência e conexão. a competência é do juiz que primeiro tomou conhecimento da ação. 2º Caso: Devedor x Credor. . Como as duas sentenças apresentam o risco de receberem sentenças contraditórias entre si. Pode-se ver que as duas primeiras ações eram conexas: mesmo objeto e mesma causa de agir. mas o objeto (pedido) de ambas é o mesmo . o mesmo pedido mediato que é a extinção do condomínio sobre o mesmo bem. elas devem ser anexadas. as partes são as mesmas: credor e devedor. Essa terceira ação e as duas primeiras apresentam o fenômeno da continência (CPC. Obs: Ocorrendo a continência. As duas primeiras ações. Já o objeto da 3ª ação é diferente: R$ 6. O marido entra também em Mogi Mirim com ação contra a mulher pedindo a separação por abandono de lar.000. Vejamos os elementos das duas ações: Elas têm partes diferentes (há uma inversão das partes). são valores distintos. O credor propôs ações contra o devedor a cada inadimplência: de R$ 2. As duas ações são conexas. Pelo art 103 são duas ações conexas.000. antes da entrada da 3ª ação. despachando. mas mais amplo e contendo os dois primeiros.00. são duas ações conexas.000. O Objeto (pedido) das duas primeiras são os mesmos: pagamento de R$ 2. Devem ser anexadas por economia de processo. art 104).000.a separação do casal. Mesmas partes e as causas de agir são as mesmas.00 cada uma das duas primeiras e de R$ 6. Dívida de R$ 6. Exemplos (causas de identidade relativa): 1º Caso: O da esposa que abandou o lar e mudou-se de São João para Mogi Mirim. Ela entra com ação contra seu marido pedindo a separação sob alegação de espancamento. por usucapião.000. tendo brigado com B.00 a última. embora de mesmo valor (R$ 2. As ações devem ser anexadas.00). Pelo critério da prevenção (CPC. elas serão ditas ações repetidas. respectivamente.00 cada um.000. porque têm o mesmo objeto. A. configurando o caso de litispendência. Ocorrência: nos vencimentos os pagamentos não foram efetuados. A terceira tinha as mesmas partes e a mesma causa de agir das duas primeiras. 3º Caso: A e B são condôminos de um patrimônio maior que inclui uma fazenda. a inversão da ordem de entrada das ações.000. desde que os dois tenham a mesma competência territorial. Nas três ações. B propõe ação contra A alegando ser proprietário do mesmo bem. mas objeto diferente. pedindo a extinção de todo o patrimônio.00. Caso de Continência: o objeto da segunda ação – todo o patrimônio. Nelas também as causas de agir são a mesma: descumprimento de contrato. têm também causas de pedir diferentes – espancamento e abandono do lar -. 4º Caso: A propõe ação contra B. Existe até o risco de considerá-las a mesma ação (identidade absoluta). art 106). dizendo ser proprietário de determinado bem. A entra com ação contra B. pedindo a extinção do condomínio sobre a fazenda.

também tivesse movido sua própria ação de separação contra ele. jurisdição e competência? (39º concurso – Ministério Público -MG). será prevento aquele que despachou primeiro (art. ou. Desaforamento da competência. 3. qual o fenômeno existente entre as duas ações? Qual conseqüência traria tal fenômeno para as ações? R. com 9 anos e Sílvio. para solicitar ao Estão . Ocorre que o artigo 106 do mesmo CPC estabelece que se considera prevento o juízo que despachou em primeiro lugar. onde esta se encontra. Suponha que Maria mova ação de alimentos. Caso João pretenda mover ação de separação litigiosa contra Maria deverá fazê-lo em Mogi Mirim.Juiz a condenação de João a . Se as competências territoriais foram diferentes. Maria. com 11 anos. Se a competência territorial dos dois juízos for a mesma. suponha que ele tenha movido a ação em São João da Boa Vista: a) Sendo a competência para a ação de separação relativa.. João e Maria casaram-se e fixaram residência em São João.”. 2.19 05. determina-se a prevenção no momento da citação ou do despacho inicial? (33º concurso Mag – RJ) R. abandona o lar conjugal e refugia-se na casa de parentes em Mogi Mirim. Jurisdição é a obrigação do Estado de fornecer tutela para resolução da lide. no juízo que despachou por último. Só o silencio de Maria prorrogaria a competência. cansada das constantes surras recebidas do marino. a posição ali de autora. indaga-se: afinal de contas. Ação é a realização do direito de pedir. Existem três hipóteses para modificação da competência: Prorrogação voluntária da competência (tácita ou expressa). em primeiro lugar. Quais são as causas de modificação da competência? (39º concurso – Ministério Público -MG). assumindo ela. a) Não.. onde tiveram dois filhos: Pedro. Deixa claro. que se determina a prevenção no momento da citação. sem saber da ação movida por João. Competência é a quantidade de jurisdição que compete a cada órgão ou conjunto de órgãos do judiciário. sem condições de sustentar os filhos e por não possuir fonte de renda suficiente para a subsistência própria e da prole. Há risco de sentenças contraditórias. 5. b) As ações são conexas (mesmo pedido). será prevento aquele que obteve primeiro a citação válida (219) 4. teriam os filhos direito a receber auxilio paterno. R.2006 Trabalho em grupo 1. portanto. Depende da competência territorial. então. R. poderá o juiz conhecer de oficio dela? Por quê? b) Se Maria. 106). Após 12 anos de casamento. Como é possível e até freqüente que a citação seja feita. portanto. ela e nos filhos. Portanto elas devem ser anexadas. Todavia. prorrogação legal da competência (conexão ou continência). Caso Maria. seja feita em último lugar no juízo que despachou primeiro. O que é ação. O artigo 219 do CPC diz que “a citação válida torna prevento o juízo.04.

O juiz apenas a constatou. Geralmente. As ações condenatórias se aproximam muito das declaratórias. 11. uma vez que ela já pré-existia. por elas. o que se pretende do juiz? a) Constituir. criar algo. as ações executivas sobre estes papéis exigem que todas as condições da ação sejam satisfeitas. O juiz declara o que identifica no plano real. Em tal ação. . Este tipo de ação civil pode desdobrar-se em: ⇒ Ações meramente declaratórias: Pede-se ao juiz uma mera declaração da existência ou não de uma relação jurídica. Só as ações condenatórias exigem atuação do réu.Nova classificação 1. decidindo a lide. atuando nela por meio de pedidos de providências. confirmando assim. Podem ser subdivididas em: A . a criação. isto é. cheques etc) que podem ser objeto de ações executivas. ⇒ Ações constitutivas: Por meio dessas ações. 2) Pedir ao juiz que condene alguém a pagar determinada dívida (dar).2006. ⇒ Ações condenatórias: pretendem que o juiz condene alguém a dar. Além dos títulos executivos judiciais existem os títulos executivos extrajudiciais (notas promissárias. letras de câmbio. O juiz não entra na realidade. Exemplos: 1) A Prefeitura pede ao juiz que condene alguém a não desenvolver determinada construção por irregularidades (não fazer). as ações podem ser classificadas em: civis. estarão atendidas as condições da ação? Por quê? R. Não. AÇÕES DE EXECUÇÃO ⇒ nestas ações o autor pede ao juiz que ele mande o réu cumprir aquilo que o título declarar. os efeitos retroagem à data da do início da relação jurídica. alterando ou modificando a realidade. além de declarar que o réu deve. às vezes. não atende à condição legitimidade ad causam ativa. Maria não é parte legítima. ou a desfazimento ou a modificação de uma realidade. despachando. com uma ação constitutiva pretende-se a constituição. Ex. 3) determinar o juiz a alguém que execute determinado serviço contratado (fazer). b) desconstituir – Ex: ação de divórcio que desfaz uma realidade.20 pagar alimentos aos filhos absolutamente incapazes. Isto é.04. apenas a constata e declara a sua conclusão. CLASSIFICAÇÃO DAS AÇÕES Quanto à matéria. Em resumo. Ação ex tunc. AÇÕES CIVIS – são as referidas ao Código Civil. penais e trabalhistas. o que não ocorre com os títulos executivos judiciais em que elas já estão supridas. Cria-se uma nova realidade. estudando-a. pois que nas outras duas só atua o juiz. c) modificar – Ex: desfazer um condomínio. Entretanto. 2. obriga-o a pagar. a fazer ou a não fazer algo. Tem a faculdade importante de criar um título executivo judicial. Ação de adoção. É uma ação ex nunc. passando. AÇÕES DE CONHECIMENTO ⇒ Quando se quer apenas que o Juiz tome conhecimento da lide. a nova realidade só passar a existir após a decisão do juiz. a ação do réu. dando-lhes uma maior extensão. isto é.

(mais ligados ao CC). Quanto ao Objeto a. fazer (ou não fazer algo).21 as ações de conhecimento condenatórias não ensejam as ações de conhecimento executivas. Alterações recentes instituíram as ações condenatórias lato sensu que não se encerram com a edição da sentença condenatória. A ação cautelar exige dois elementos: a. Ação real ⇒ procura a tutela de um direito real (Ex. Ex: título executivo com vencimento próximo e diante de indícios de que o devedor está dissolvendo seu patrimônio. b.) o Ação de petição de herança: ação real o Ação pedindo indenização: pessoal. Ação imobiliária: ligada a bens imóveis. AÇÕES CAUTELARES ⇒ As ações de conhecimento cautelares têm natureza diferente das outras duas ações civis. o Restituição de um carro tomado em locação: ação pessoais (dar. Elas se destinam a salvaguardar.Classificação tradicional (velha) 1. AÇÕES TRABALHISTAS . Ação mobiliária: ligada a bens móveis. b. Ex: Perigo de que filhos sejam levados proximamente com o pai para o exterior e ante a disputa da mãe pela guarda dos filhos. Exemplos: o Ação de despejo – ação pessoal. Existência de risco para o direito – periculum in mora. isto é. b. Obs: As ações cautelares devem trazer as condições valida a ação principal. o Ação pedindo indenização: Ação mobiliária. propriedade). 2. mas prosseguem até o cumprimento da sentença. Elas têm que sinalizar bem a existência do direito do autor. Quanto à Natureza do Direito Reclamado a. Direito real é aquele que geralmente une a pessoa a um bem. o risco que a demora pode causar ao direito.Classificação: 1. Fumus boni juris – fumaça de bom direito. B . Individuais – Estas ações têm a mesma classificação das ações civis: • Ações de Conhecimento • Ações de Execução . Exemplos: o Ação de despejo – Ação imobiliária. 3. ligando duas pessoas... Ação pessoal ⇒ ação que liga duas pessoas por meio de uma obrigação que exista entre elas e que consiste em um dar. a proteger o direito.

assumindo. As várias teorias que existiram. Se a vítima for menor. sobre a natureza jurídica do processo revelam visão publicista ou positivista dos formuladores. 2. cria nova norma sobre sua interpretação. todos os elementos de uma mesma classe.22 • Ações Cautelares. É.2006 PROCESSO É através do processo que se aplica a lei. ou existem. • Declaratórias. ao interpretar o “dissídio coletivo”. o juiz trabalhista tem capacidade para criar leis. b. Caracterizam-se por serem propostas por entidades representativas de classes profissionais. estes têm caráter individual. portanto. assim. juiz. 25. Ação Penal Privada • Ação penal privada exclusivamente privada – proposta pelo ofendido ou por seu representante legal. deve aguardar a maioridade. função legislativa. Só o ofendido. àquele que pode propor a ação são classificadas em: 1. Além de tratar de interesses particulares. nova norma. ela pode ser pedida por familiares da vítima e o MP passa a atuar como assistente no processo. econômicas. isto é. abrangendo. única e exclusivamente. criando ele. Existem três teorias mais aceitas . pode pedir. A condição está na necessidade do pedido da vítima. • Incondicionada – Não existem condições. • Ação penal privada subsidiária da pública – Quando o MP está demorando a propor a ação. Caracterizam-se por considerar seus titulares individualmente. o instrumento pelo qual a jurisdição opera. Coletivas. 2. Por isso. Exemplo o juiz. pode-se dizer. AÇÕES PENAIS Em relação ao titular da ação.04. À representação do ofendido – Exemplo: moça vítima de estupro representa junto ao MP para que este entre com a ação. Cuidam de interesses gerais. na busca de levar justiça aos casos concretos. – Podem ser: • Constitutivas – quando se pede ao juiz para interpretar uma situação.Não pode ser proposta por um seu representante legal. processo é o instrumento para positivação do poder. À requisição do Ministro da Justiça. Ação Penal Pública • Condicionada Estão sujeitas a dois tipos de condições: a. • Ação penal privada Personalíssima .

tutelada. uma relação jurídica gera inúmeras situações jurídicas que abrangem todos os envolvidos através do processo. colocando em confronto cidadão e Estado. O princípio da inevitabelidade se contrapõe a esse pensamento. 1ª teoria: O processo como contrato. Exercendo a parte ofendida o seu direito de ação. Obs: A segunda teoria – o processo como relação jurídica – é a que conta atualmente com o maior número de adeptos. apenas aprofundando-a. Por um lado. o processo como as várias situações jurídicas que. Essas relações.23 sobre a natureza do processo. 2. Por isso. A partir dessa característica surgem as demais. 3. falar-se na complexidade das relações jurídicas. por outro lado. pelo Direito Processual A relação passa. Entende o processo como uma situação jurídica criada pela relação jurídica. o conjunto das conseqüências causadas pela relação jurídica.o Estado representado pelo juiz. para cuja solução necessária se faz a tutela jurisdicional do Estado. Essa teoria entende. Características das relações jurídicas processuais. um efeito cascata dentro do processo. geram entre as partes relacionadas múltiplas e mútuas obrigações e direitos. sempre bilaterais. parte do pressuposto de que o cidadão se compromete a aceitar a decisão do Estado. são as conseqüências das relações jurídicas. portanto. na medida que. entre os três sujeitos envolvidos uma relação de natureza pública. Assim. A rigor esta terceira teoria – o processo como situação jurídica – concorda com a anterior. Essa teoria surge da relação fática entre duas (ou mais) pessoas no mundo social. com prevalência nessa aceitação da segunda delas. que se inadimplidos suscitam a lide. o Estado é obrigado a fornecer-lhe a tutela jurisdicional na resolução da lide. há. É uma teoria com forte significado histórico. por seu lado. na ordem a seguir apresentada. Isso é a progressividade da relação jurídica. 1. 2ª teoria: O processo como relação jurídica. portanto.advém a estrutura tríplice da relação jurídica. portanto. o que não é correto. Progressividade ⇒ Como entender a progressividade da relação jurídica? Falou-se que uma relação jurídica gera outras tantas e cada uma destas pode gerar outras tantas. assim. Entre todas elas há uma unidade no objetivo. a decisão do Estado independe da vontade do cidadão e. Complexidade ⇒ Uma só relação jurídica pode gerar inúmeras situações jurídicas. havendo. dependendo do número de direitos e obrigações que ela suscita. enquanto que este se compromete a fornecer ao cidadão a tutela. Unidade ⇒ Embora no processo estejam envolvidas várias relações jurídicas. todas elas buscam o mesmo fim: a solução da lide pela tutela jurisdicional. Natureza pública ⇒ Como o Estado participa da relação jurídica através do processo e é parte soberana na relação jurídica estabelecida. . o autor e o réu . passando a ser tutelada por normas do direito processual 3ª teoria: O processo como situação jurídica. a relação passa para o campo jurídico. pois. É. 5. portanto. Caráter tríplice ⇒ Como no processo são envolvidos três sujeitos . 4. tudo de modo voluntário. de uma relação de direito material para ser uma relação jurídica.

pois. Como a solução do conflito diretamente entre A e B não ocorreu. entretanto. Já a relação jurídica processual tem uma estrutura tríplice. O poder jurisdicional pode ser de três tipos: a) Poderes ordinários ou instrumentais →cuida da regularidade no desenvolvimento do processo. Distinção entre relação jurídica processual e relação jurídica material. portanto. citação do réu por edital e da possível necessidade de designação de um curador para ele. a pretensão do autor (objeto material) e o próprio processo (objeto formal). O início dessa relação foi. 2º quanto ao objeto: Na relação processual a tutela jurisdicional e na relação jurídica material. Objeto formal: O objeto formal do processo é o próprio processo. representado pelo juiz. Há uma comunicação direta entre A e B. a relação adquire sua estrutura tríplice. de aspecto mais administrativo está. o processo deve estar montado corretamente. mas acima delas. linear entre A e o Estado. da regularidade formal do processo. assim. numa relação linear.04. um poder vinculado ao exercício do poder jurisdicional. o autor e o réu. Importante considerar que tais pedidos funcionam para o juiz como parâmetros e limites. um tríplice relacionamento. Poder jurisdicional. Então a distinção em questão se dá sob dois aspectos: 1º quanto aos sujeitos envolvidos: Na relação jurídica processual – três sujeitos (relação triangular) e na relação jurídica material dois sujeitos (relação linear). Para que possa produzir os seus efeitos. no exercício da ação jurisdicional. Obs: Os objetos do processo são. uma vez que ele não faz parte da lide. mas não pode extrapolá-los. Essa pretensão vem caracterizada na parte do processo que traz os pedidos do autor. Ex: ver a regularidade da petição inicial. portanto. deve impor ordem no ambiente. surge para resolver o conflito (que já se transformou na lide) o Estado. Só quando o Estado chama B para o processo de solução da lide. É.2006 Sujeitos Processuais. Juiz ⇒ Ele está entre as partes. Há.24 Objetos do processo São dois os objetos do processo: 1. Por isso a sua imparcialidade. A relação material envolve o conflito entre duas partes A e B. O juiz pode atendê-los integral ou parcialmente. 2. São três os sujeitos principais do processo: o juiz. 27. vinculado ao desenvolvimento da ação. Poderes do juiz: Poder de polícia. pois é o primeiro momento em que o juiz o considera e avalia exatamente a correção de sua constituição. Objeto material: O objeto material do processo é a pretensão do autor que presume a sujeição do réu. . perfeitamente. pois ele. o bem da vida.

Na reconvenção (ação em do réu contra o autor) ⇒ reconvinte e reconvindo. estabelecer. Afinal. Pressupostos negativos. podendo definir o tipo de prova adequado a cada caso. embora entre elas. omitir ou retardar providências sem justo motivo. 2º) Princípio da igualdade das partes. Na ação de reivindicação ⇒ reivindicante e reivindicado. necessário se faz considerar alguns detalhes envolvendo as partes. São três os tipos de pressupostos: 1. Pode determinar que certos atos sejam cumpridos pelo réu. (poder decisório ou executório). • Princípios que regem as partes: 1º) Princípio da dualidade das partes. 4. • Não deve recusar. c) poderes finais ou decisórios → O juiz tem obrigação de julgar. • Respeitar os prazos para despachos e sentenças. 3. O juiz não faz parte da lide.25 b) Poder instrutório ou probatório → É o estágio do processo em que o juiz pede provas. Ele pode mandar produzir provas em caráter suplementar e até recusar determinados tipos de prova. (direito de cada parte se pronunciar sobre as alegações da parte adversa. Referentes às partes. • Imparcialidade = capacidade subjetiva. • Nomenclatura: Conforme o tipo de ação ou a espécie de procedimento. entendimento e competência) ⇒ excipiente e exceto. • Atuar com imparcialidade. É a fase da sentença. não podendo se negar a fazê-lo ou se omitir nessa função. Na execução (Suspeição. estando acima das partes. • Investidura = capacidade objetiva geral → Ele deve estar devidamente investido no cargo. 3º) Princípio do contraditório. assim. Ex: Na ação de execução ⇒ exeqüente e executado. • Pluralidade das partes: todo processo deve ter pelo menos um autor e um réu. • Competência = capacidade objetiva específica → pressuposto processual de validade. Referentes ao juiz: 2. . (quanto ao tratamento igualitário). Deveres do juiz: • Prestar a tutela jurisdicional. portanto mais de três partes envolvidas como réu ou autor. de requerente e requerido. o juiz é o destinatário da prova. Pressupostos processuais: pressuposto processual é um requisito para que exista e tenha validade um processo. respectivamente. A pluralidade das partes ocorre quando houver mais de um autor e ou mais de um réu. as partes recebem denominação especial diferente da denominação comum autor e réu. Referentes às partes Antes de tratar dos pressupostos processuais propriamente ditos. genericamente. autêntico diálogo com o juiz). que também podem ser denominados.

b) Eliminar o risco de sentenças contraditórias. 3. quando o sublocatário entra no processo. 3. na ação reivindicatória sobre imóvel que exige a participação dos dois cônjuges. Ex: quando houver o envolvimento de um bem que não pertence ao réu.2006) Pode aparecer no processo pessoas diferentes das partes. Classificação do litisconsórcio 1. Quanto ao momento de sua constituição: litisconsórcio inicial. ou não. por exemplo. Quanto à sentença dever ou não atingir a todos igualmente: Litisconsórcio simples ⇒ decisão diferente para cada litisconsorte. Há litisconsórcio quando houver cumulação subjetiva na demanda.05. embora tenha interesse próprio a defender indiretamente. Litisconsórcio unitário ⇒ decisão igual para todos. a decisão será igual para os dois cônjuges. denominados. • Intervenção de terceiro (aula de 04. que é constituído durante o andamento do processo. 4. Não defende direitos próprios. Obs: 1. mas direitos de outrem. 2ª) Assistência ⇒ O terceiro entra no processo com interesse em ajudar uma das partes. Ex: caso de locação e sublocação. 2. de alguma forma. então.26 Nestes casos diz-se haver litisconsórcio. . Ex: quando o MP pede a anulação de um casamento. quando ele é imposto pela lei. O assistente não é parte na relação processual. como. Sua posição é apenas de terceiro coadjuvante. terceiros no processo. mas a ele. distinguindo-se nisso do litisconsorte. Quanto à imprescindibilidade. Existem seis tipos de terceiros que podem aparecer no processo. a partir de possível envolvimento seu no resultado do processo. de acordo com sua posição e sua forma de interagir no processo: • 1ª) Embargo de terceiros ⇒ o terceiro entra no processo para defender. pretendendo que uma das partes seja vitoriosa. 2. que depende da vontade das partes e litisconsórcio necessário. litisconsórcio passivo (mais de um réu) e litisconsórcio misto (mais de um autor e mais de um réu). Quanto à posição ocupada pelo sujeito: litisconsórcio ativo (mais de um autor). do juiz (e dos auxiliares da justiça). o terceiro. ulterior ou incidental. c) Permitir que quem esteja fora do processo possa ser atingido pelos efeitos da sentença. que já nasce junto com o processo e litisconsórcio posterior. do litisconsórcio: litisconsórcio facultativo.O litisconsórcio é justificado por: a) Economia processual. o seu possível comprometimento no processo.

Ex: Reconhecer pedido. O CPC lista como casos de intervenção de terceiros no processo apenas quatro casos mencionados. → Não havendo impugnação. todavia. como intervenção de terceiros. Em todo grau de jurisdição. 2. Poderes e ônus processuais do assistente → O assistente é auxiliar do assistido → Exercerá os mesmos poderes do assistido. Obs. → Se o assistido for vencido. → Poderá assistir parte revel no processo. requerer diligências e perícias e participar das audiências. 2. Ex: O herdeiro. → Litisconsorcional: a assistência se transforma em litisconsórcio. desistir de ação. → Qualquer uma das partes poderá oferecer impugnação no prazo de 5 dias. 2. salvo se: 1. Procedimento → Peticionar. para ser admitido como assistente. ela deve fazer referência à falta de interesse jurídico do assistente. art 55. acrescenta. Tipos de assistência: → Simples: interesse do assistente apenas em auxiliar a parte na obtenção de resultado favorável. em processo posterior. → Sobre o pedido serão ouvidas as duas partes (autor e réu). Observações: 1. Em qualquer tipo de procedimento. Desconhecia a existência de declarações ou provas de que. sujeitando-se aos mesmos ônus processuais. o assistente será condenado em custas. → Conforme estabelece o CPC. O assistente não pode dispor do direito do assistido. Cabimento e oportunidade da assistência: a assistência tem lugar 1. quando o espólio está na ação. 2. que vem ao processo. na proporção de sua atividade no processo. discutir a justiça da decisão. o assistido. O assistente recebe o processo no estado em que se encontra. os prazos e as intimações legais. por dolo ou culpa. A assistência é um procedimento incidental que não prejudica nem suspende o andamento do processo. → Se houver impugnação.27 Pressupostos da assistência: 1. como autor ou como réu. → Poderá: produzir provas. transitada em julgado sentença na causa em que o assistente interveio. podendo impugná-la. Existe uma relação jurídica entre as partes (assistente e assistida). Pelo estado em que recebera o processo ou se por declarações ou atos do assistido fora impedido de produzir provas relevantes para o resultado. ele não poderá. mais dois: a assistência e os embargos de terceiros. no curso dos autos. não se valeu. Observar-se-ão. quando será considerado gestor de negócios. Existe a possibilidade da sentença vir a influir. a interferir nessa relação. o juiz admite ou não a assistência. . Obs. para o assistente. A doutrina. todavia.

Ex: Um imóvel em que A e B dizem possuir e que um terceiro. depois. Outra característica do instituto é a facultatividade do terceiro quanto a entrar na lide. sabendo a quem coube o bem. Exigências • A pretensão do oponente deve ser total ou parcialmente incompatível com a pretensão das partes da ação. • Como o instituto da oposição significa o exercício do direito de ação. podendo. Pode ele aguardar o desfecho da ação e. Todavia. Obs: Essas três formas de participação de um terceiro no processo são facultativas. no geral. propriamente. • A litispendência precisa estar instaurada para que o terceiro possa ingressar como oponente. • A oposição só ocorrerá se for oferecida antes da audiência de instrução e julgamento. Acionado por este. embora estruturalmente signifique duas decisões. diz ser seu. A sua participação é pedida. é um instituto que depende de uma iniciativa do terceiro.28 3ª) Oposição ⇒ O terceiro entra no processo procurando obter a propriedade de um bem que está se constituindo no bem pretendido pelas duas partes da ação. indica ao autor a parte legítima. o terceiro é o oponente e as partes são os opostos. . voltar-se contra ele. que o juiz competente da ação o seja também para julgar a oposição. instituto da oposição. Terminologia Ao ingressar na ação. em relação ao oponente é necessário que ele preencha as condições e os pressupostos processuais. o terceiro vir ao processo ou não. Ex: Caso do feitor que põe fogo em determinada coisa por ordem do seu patrão. dizendo-se parte ilegítima. Características → A oposição cria uma situação em que aparecem duas lides – a ação principal e a oposição. quando poderá ocorrer suspensão temporária do processo ou então a oposição será julgada independentemente. que devem ser decididas por uma sentença una no aspecto formal. portanto. quando será anexada aos autos principais. o C. indica a ele estar cumprindo ordens do dono. o artigo 60 do CPC possibilita a oferta da oposição após a aludida audiência. seu patrão. (Do trabalho do Tuim) Conceito É o instituto por meio do qual um terceiro que não pertence à lide sobre a disputa de determinado bem pode ingressar no respectivo processo para defender seus direitos sobre o mesmo. por ele próprio. situação em que não é considerada. ocorrendo a partir de então unidade procedimental e decisória. 4ª) Nomeação à autoria ⇒ é a forma pela qual o réu. Pela sua natureza. provocando prejuízo a outrem. • É necessário. também.

em caso de transações imobiliárias. a finalidade de corrigir a legitimidade do pólo passivo da ação. 6ª) Denunciação da lide ⇒ O terceiro é chamado à lide para garantir o réu. ou o caso de um credor com três devedores solidários. caráter de economia processual. quando visa aproveitar o mesmo processo. Este instituto tem. • Ela é obrigatória nos casos em que demandado em nome próprio por coisa de propriedade de outrem deverá nomear à autoria o nome de verdadeiro proprietário ou possuidor (art. Agora. Características A vontade do autor da ação é relevante. O seu silêncio representa aceitação da nomeação. 62) ou quando o réu de uma ação de indenização por ter agido como preposto de outrem. quando o terceiro responde pela evicção do imóvel. A nomeação à lide é de iniciativa exclusiva do réu da ação. Ex: Em acidente de trânsito a participação da garantidora em caso de condenação de seu segurado. Ou. devendo ele concordar com a nomeação feita pelo réu. aquele que faz a indicação à autoria é o nomeante e o novo réu. Ex: O caso do fiador que vem à lide por solicitação de uma das partes para responder pelo compromisso de seu afiançado. caso ele seja condenado. também. Terminologia Instituída a nomeação à autoria. Prazo O prazo para nomeação à autoria é o mesmo prazo de defesa do réu. • O nomeado pode reconhecer ou não a qualificação que lhe é atribuída pelo nomeante. deixando de ser estranho à lide. • Esse instituto tem. o processo continua correndo contra o nomeante. No caso de recusa dele. portanto. abre-se para ele novo prazo para defesa.29 Do trabalho do Tuim: Artigos 62 a 69 do CPC Conceito É o instituto pelo qual é trazido à lide quem deveria ter sido introduzido originariamente. é o nomeado. Reconhecendo-a. 5ª) Chamamento à lide ⇒ é a forma pela qual uma das partes trás à lide um terceiro para que ele seja responsabilizado pela sentença. O terceiro nomeado à autoria assume a posição de réu. deverá denunciar este à autoria. os pressupostos processuais referentes às partes: . que aciona um deles e este (ou o próprio autor) chama os outros devedores para eles serem também responsabilizados. o indicado.

II. portanto. Para tanto. O terceiro que não estiver representado não será admitido no processo. através dos autos. Só o advogado pode falar diretamente com o juiz. • A iniciativa da denunciação da lide pode partir tanto do autor como do réu da ação (CPC. um instituto ligado ao princípio da economia processual. . Terminologia Com a instauração do instituto da denunciação da lide em determinado processo aparecem as figuras do denunciante e do denunciado. Se o autor não estiver representado nos autos. III). quando se tratar de processo. capacidade de exercer o direito. na denunciação da lide o denunciante e o denunciado permanecem no processo como litisconsortes em relação ao autor. quando o acionado é possuidor ou o proprietário direto do bem. as pessoas jurídicas e as pessoas formais. I. • Diferentemente da nomeação à autoria. Do trabalho do Tuim: Art. o juiz extingue o processo. ele é considerado revel. Capacidade de estar em juízo ou capacidade processual ou. ainda. Capacidade postulatória – jus postulandi ⇒ é a capacidade técnica jurídica que permite participar dos atos formais do processo e que é comprovada pela carteira da OAB. • Deve haver nexo de prejudicialidade entre a ação originária e a que se cria com a denunciação. aquele que pode ter direito (ou obrigação). art 70. Réu revel é aquele que não tem advogado para representá-lo. O que tem. excluídos. a capacidade protelatória só é válida para o autor. o acordo celebrado entre a parte e o advogado para que este a represente no processo. Os totalmente incapazes estão. Embora estejamos tratando dos pressupostos relativos às partes. servindo para trazer ao processo o proprietário ou o possuidor indireto. 70 a art 76 do CPC Conceito Esse instituto consiste em trazer à lide um terceiro que possa garantir o réu no caso de sua condenação. uma vez que pretende evitar uma possível nova ação – ação de regresso. É. Características • Como exercício do direito de ação. pois. também. A procuração comprova. a herança jacente ou vacante. o espólio. como a massa falida. portanto. deve preencher todos os requisitos processuais dela. legitimatio ad processum ⇒ aquele que pode exercer o direito (ou obrigação). Na falta de representação do réu. É uma capacidade que só pode ser exercida por advogado. o advogado deverá estar devidamente autorizado pela parte por meio de procuração.30 • • • Capacidade de ser parte ⇒ Em tese. São as pessoas naturais. • Assegura ao réu o direito de evicção.

incapazes. O Ministério Público O Ministério Público é definido na CF como uma instituição permanente. Já os pressupostos negativos não podem estar no processo. estéticos. → atua na defesa de algumas pessoas: ausentes. do regime democrático e dos interesses da sociedade e dos individuais indisponíveis (art. → atua na defesa de certos bens e valores fundamentais: meio-ambiente. Assim. 268. Haverá. Vez que uma mesma ação for apresentada. 127 da CF). → atua na defesa de algumas instituições: registros públicos. art. Pressupostos processuais negativos. eles devem estar no processo. O Ministério Público exerce dois tipos de funções: . que cuida da defesa da ordem jurídica. • Perempção → Numa 4ª. 5. Os pressupostos anteriores são chamados de pressupostos positivos. valores artísticos. isto é. família. • Coisa julgada → Ação que se refira a coisa já julgada não poderá ser acolhida. três situações em que o processo será extinto: por decadência (perda de um direito material por decurso de prazo). o Ministério Público: → cuida de fiscalizar a constitucionalidade das leis. prescrição (perda do direito de ação por decurso de um prazo legal) e perempção (é a perda do direito de praticar um ato processual em virtude do mau uso desse direito). assim. trabalhadores acidentados no trabalho. perempção é a morte do direito de ação pelo mau uso dele. o juiz não conhecerá da ação. quando aquele que estiver obrigado em função de contrato ou de determinação legal como responsável por indenizar em ação regressiva o perdedor da demanda. Assim. Então. fundações. São eles: • Litispendência → repetição de ação que esteja sob julgamento (litispendência) não será acolhida. considerando que nas três vezes anteriores ela tenha sido retirada a pedido do autor e com a aquiescência do réu. essencial à função jurisdicional do Estado. no que se diferencia da decadência e da prescrição. consumidores.05. paisagísticos.31 • Ela é obrigatória quando está em questão a legitimidade de propriedade sob alegação de que o alienante não era seu legítimo proprietário ou quando sobre a coisa alienada recaísse ônus (o terceiro responsável deve ser denunciado à lide). sendo ele quem pode exercer a função de autor nas ações de inconstitucionalidade e na ação civil pública. O processo será arquivado. 11. (CPC.2006. parágrafo único). O processo será arquivado. a perempção é um instituto puramente processual.

Como autor. autor e réu) sem as quais não existirá processo.. os curadores. o distribuidor. as testemunhas. pedir o cancelamento da duplicata. Ulpiano propôs demanda em relação à empresa Luxor Ltda. não fazer algo. Auxiliares da Justiça O processo judicial envolve alguns sujeitos: Sujeitos principais do processo: Juiz e as partes (Juiz. que são os elementos indispensáveis à viabilização do processo. tanto as institucionais. os órgãos do foro extra-judicial Classificação dos órgãos auxiliares da justiça → Órgãos auxiliares permanentes: são os que integram os quadros judiciários como servidores públicos (oficial de justiça.32 • • Como parte do processo. Resposta: Ação civil de conhecimento meramente declaratória para. Resposta: Deve impetrar uma ação de conhecimento condenatória contra Tício. 2. César celebrou com Tício contrato de mútuo. EBCT.) → Órgãos auxiliares eventuais: são pessoas (ou órgãos) que eventualmente são chamados a colaborar em algum processo (peritos judiciais. que é o caso. o contador. Prova Semestral – 23. colaborando para a viabilidade da prestação jurisdicional. explicando sua resposta. ou dar algo. César deseja retomar o bem emprestado. intérpretes. Nessas ações se pede que o juiz condene alguém a fazer algo. todas as pessoas (ou instituições) que. participam da tramitação do processo. escrivão e os demais elementos dos cartórios judiciais. Esclareça qual o instrumento jurídico a ser utilizado..05. etc. portanto. sob a autoridade do juiz. no exercício da defesas que se lhe incumbem. de alguma forma. imprensa oficial. o partidor. São. tutores e síndicos que representam a parte. Não são considerados auxiliares da justiça: as partes. Sujeitos especiais do processo: Ministério Público e Advogado. pleiteando o reconhecimento da inexigibilidade de duplicata. Garantias e vedações → são as mesmas previstas para a magistratura. órgãos da imprensa. Implementada essa condição. Esclareça qual o instrumento jurídico a ser utilizado. quanto as dos membros do MP). sob o argumento de que o débito já havia sido pago. Polícia Militar. Como fiscal da lei.2006 1. existem também os auxiliares da justiça.) 1ª. os jurados. (Guardião da lei = custus legis). sujeito à condição resolutiva expressamente prevista no respectivo instrumento. a partir da declaração do juiz de que o débito já foi pago. Além dessas partes que integram o processo. . explicando sua resposta. zelando pela sua constitucionalidade.

05. Portanto. vencerá a nota promissória emitida pelo requerido. residente em Aracaju. Esta afirmativa está correta? Explique sua resposta. impetrou. por sua vez. 315). o réu não ataca.2006. devem ambas ser julgadas num só juízo. Resposta: Não. É o caso de conexão de ações. Classificação das defesas do réu: esta classificação é feita sob algumas óticas. Vara Cível. não é o caso de litispendência. é do juiz que despachar primeiro. Tendo sido citado primeiramente Glauco. também residente em Aracaju. nesse caso. Outras respostas são os ataques (ações). por motivo de litispendência. Este. o requerente alega que. ou seja. que é distribuída para a 1ª. A situação contém as duas condições exigidas para isso: periculum in mora e fumus boni júris. Caio propôs ação em face de Ticio. Esclareça qual o instrumento jurídico utilizado por Caio. para saber o juiz competente (juiz prevento) deve-se ver qual foi o que despachou primeiro. ingressa com ação de cobrança por falta de pagamento contra Glauco. ação de consignação em pagamento referente ao mesmo título perante a 3ª. sendo certo que o devedor está alienando todo o seu patrimônio de modo a frustrar o pagamento. por terem os dois juizes a mesma competência territorial (critério de prevenção). Obs: Nas ações em que se defende. que os fatos não sejam alterados. Como na ação o autor pede a alteração dos fatos. Em sua petição inicial. isto é. Tácito. • Ações de reconvenção (ação pela qual o réu demanda o autor no mesmo processo em que é demandado para opor–lhe direito que altere o limite ou elimine a pretensão do autor – CPC. art. Resposta: Caio deve entrar com ação cautelar para resguardar o seu direito. Nestas o réu também pede alteração no mundo dos fatos. Resposta: São duas ações conexas: a mesma causa de pedir (título). A defesa do réu é uma das respostas dele. A competência. explicando sua resposta. Elas devem ser anexadas.33 3. 5. 4. Proposta em varas diversas uma ação de despejo por falta de pagamento e outra de retomada para uso próprio. Nisso consiste o seu direito de defesa. o réu pede exatamente o contrário. opondo apenas resistência à pretensão do autor. DEFESAS DO RÉU O réu também tem direito à tutela. 30. contra Tácito. . Elas são de dois tipos: • Ações declaratórias incidentais (só podem ser ações meramente declaratórias) Ex: ação de alimentos em que o suposto pai pede ao juiz para declarar não ser ele o pai. o que não é informado no caso. pois as duas têm o mesmo pedido: desocupação do prédio. no dia 20 de dezembro de 2005. o direito de ser ouvido pelo juiz antes da decisão do juiz. pergunta-se: em que juízo deverá ser resolvido o litígio? Justifique sua resposta. Vara Cível da Comarca de Aracaju.

Visam acabar com o processo. Alegase que o juiz não pode julgar assim (ou assado). ser de duas espécies: • Defesas contra o processo diretas. contra o mérito – exceção substancial). coisa julgado. 4) Quanto ao conhecimento da defesa pelo juiz: . São as alegações do réu contra o mérito. Ex: coisa julgada. também. (CPC. • Defesas contra o processo indiretas. O silencio do réu corresponde à prorrogação tácita. por exemplo). ⇒ Quanto à relação jurídica material (defesa de natureza substancial = exceção processual): Podem. 2. (Situações que surgem quando o processo já é considerado em ordem. São todas as alegações do réu contra o processo. perempção. mas opõe fatos novos que sejam impeditivos. Neste caso o réu defende que a competência não seja prorrogada. As duas defesas indiretas se referem à: 1. litispendência. Princípio da imparcialidade do juiz. Procrastina. em andamento). O réu tenta destruir a causa de pedir para que o juiz não possa decidir. São chamadas Ações Substanciais. Competência do juiz. prescrição. litispendência. • Defesas contra o mérito. ser de duas espécies: • Defesas contra o mérito. • Defesas peremptórias. São as alegações do réu que atacam o pedido do autor. pois se trata de competência que pode ser prorrogável. → Princípio do contraditório. Mérito: é valor que o juiz atribui ao pedido do autor. No caso da competência do juiz. Não visam extinguir o processo. as defesas são todas diretas. retarda o processo sob alegação de incompetência ou parcialidade do juiz. Estas só se apresentam em duas defesas. Como a competência pode ser absoluta ou relativa. 3) Quanto aos efeitos desejados com a defesa: • Defesas dilatórias. mas prolongá-lo. indiretas – o réu concorda com a causa de pedir. ⇒ Quanto ao processo (defesa de natureza processual = exceção processual): estas podem. art. a competência absoluta (impossibilidade de atuação) é direta e a competência relativa é indireta.. 326). modificativos ou extintivos em relação ao fato em que se fundou a ação. decadência. o réu alega a sua incompetência. Nas outras situações. As defesas preliminares dizem respeito ao processo. Parcialidade / imparcialidade do juiz. Alega-se que o juiz não pode julgar por razões de ordem processual.34 1) Quanto à relação jurídica conta a qual resiste o réu: A defesa pode ser de natureza processual (contra o processo – exceção processual) ou de natureza material (contra o direito material. diretas – o réu ataca a causa de pedir próxima ou remota. (Situações que surgem no início do processo) • Contestação (de natureza material). Ex: conexão. também.(suspeição. 2) Quanto à natureza das questões deduzidas na defesa: • Ações Preliminares (de natureza processual) – Correspondem à defesa preliminar ou de natureza preliminar. contra os pedidos do autor. extingui-lo.

35 • • Objeções – Referem-se à questão que o juiz poderia decidir de oficio e por falha não o fez. Depende da exceção do réu (competência relativa).São questões que mesmo que o juiz conhecesse a incompetência não pode decidir de oficio. Exceções . . O réu alega a falha do juiz.

→ Litisconsorcional: a assistência se transforma em litisconsórcio. nas seguintes condições: 1. a interferir nessa relação. quando o espólio está na ação. . Sua posição é apenas de terceiro coadjuvante. Tipos de assistência: → Simples: interesse do assistente apenas em auxiliar a parte na obtenção de resultado favorável. 46) C) Participação de terceiros no processo Refere-se a presença. mas direitos de outrem. 3. B) Quanto à sua imprescindibilidade: → necessário – Não pode ser dispensado (CPC. com a finalidade de assistir uma das partes quanto ao seu interesse no resultado.08. na fase de saneamento do processo. Classificações do litisconsórcio: A) Quanto ao momento de sua constituição: → inicial – surge com o processo → incidental – surge no curso do processo. Surge no curso do processo por fato ulterior. Decorre de ordem do juiz. no processo. Surge pela denunciação à lide. Obs: • • • O assistente não é parte na relação processual. → facultativo – constituído por vontade das partes do processo (CPC.É a participação de um terceiros. Ex: O herdeiro que ingressa no processo. como autor ou como réu. Não defende direitos próprios. → Assistência .: O professor Tuim está substituindo a professora Rosana Foi feita revisão envolvendo litisconsórcio e participação de terceiros no processo. 47). Existe a possibilidade da sentença vir a influir.36 SEGUNDO SEMESTRE 08. distinguindo-se nisso do litisconsorte. pretendendo que uma das partes seja vitoriosa. Ex: ação de despejo que passa a herdeiros. 2. embora tenha interesse próprio a defender indiretamente. art. Pressupostos da assistência: • • Existe uma relação jurídica entre as partes (assistente e assistida). de terceiros que não são parte.22006 Obs.

no curso dos autos. ele não poderá. os seguintes casos: • Oposição (art. 15. transitada em julgado sentença na causa em que o assistente interveio. → Qualquer uma das partes poderá oferecer impugnação no prazo de 5 dias. sujeitando-se aos mesmos ônus processuais.08. Observações: 1. Podendo assim impugná-la. por dolo ou culpa. requerer diligências e perícias e participar das audiências. Poderes e ônus processuais do assistente → O assistente é auxiliar do assistido → Exercerá os mesmos poderes do assistido. 2. Observar-se-ão. desistir de ação. 2. → Poderá assistir parte revel no processo. • Nomeação à autoria (art 62). os prazos e as intimações legais. O assistente não pode dispor do direito do assistido. → Conforme estabelece o CPC. o assistente será condenado em custas. ela deve fazer referência à falta de interesse jurídico do assistente. Ex: Reconhecer pedido. Intervenção de terceiros O CPC relaciona como formas de intervenção de terceiros no processo. → Desconhecia a existência de declarações ou provas de que. → Se o assistido for vencido. pode ao juiz admiti-la ou não. → Sobre o pedido serão ouvidas as duas partes (autor e réu). para o assistente. Obs. → Se houver impugnação. art 55. quando será considerado gestor de negócios. Em todo grau de jurisdição. em processo posterior. saldo se: → Pelo estado em que recebera o processo ou se por declarações ou atos do assistido fora impedido de produzir provas relevantes para o resultado. . Em qualquer tipo de procedimento. na proporção de sua atividade no processo.37 Cabimento e oportunidade da assistência: a assistência tem lugar 1.2006. discutir a justiça da decisão. não se valeu. O assistente recebe o processo no estado em que se encontra. A assistência é um procedimento incidental que não prejudica nem suspende o andamento do processo. o assistido. → Não havendo impugnação. Procedimento → Peticionar. • Denunciação da lide (art 70). → Poderá: produzir provas. para ser admitido como assistente. 56).

Conforme a natureza dessa participação ele pode passar a fazer parte do processo. • Como o instituto da oposição significa o exercício do direito de ação.2006 TRABALHO DE TEORIA GERAL DO PROCESSO INTERVENÇÃO DE TERCEIROS NO PROCESSO Introdução: Terceiro é a pessoa que. em relação ao oponente é necessário que ele preencha as condições e os pressupostos processuais. embora estruturalmente signifique duas decisões. a assistência e os embargos de terceiros. São quatro as modalidades de participação de terceiro no processo previstas no Código de Processo Civil (CPC): • Oposição • Nomeação à autoria • Denunciação da lide • Chamamento ao processo Vejamos cada um desses institutos. o terceiro é o oponente e as partes são os opostos. Pode ele aguardar o desfecho da ação e. voltar-se contra ele.08. 2. passa a dele participar. que o juiz competente da ação o seja também para julgar a oposição. . como intervenção de terceiros.38 • Chamamento ao processo (art 77). é um instituto que depende de uma iniciativa do terceiro. Pela sua natureza. Aulas de 17. sabendo a quem coube o bem. O CPC lista como casos de intervenção de terceiros no processo os quatro casos mencionados. todavia. Obs. OPOSIÇÃO Conceito É o instituto por meio do qual um terceiro que não pertence à lide sobre a disputa de determinado bem pode ingressar no respectivo processo para defender seus direitos sobre o mesmo. • É necessário. A doutrina. Terminologia Ao ingressar na ação. depois. que devem ser decididas por uma sentença una no aspecto formal. Exigências • A pretensão do oponente deve ser total ou parcialmente incompatível com a pretensão das partes da ação. Características A oposição cria uma situação em que aparecem duas lides – a ação principal e a oposição. É o caso da nomeação à autoria e do chamamento ao processo. não fazendo parte integrante dos participantes originários do processo. Outra característica do instituto é a facultatividade do terceiro quanto a entrar na lide. 22 e 24. também. considera também.

4. uma vez que pretende evitar uma possível nova ação – ação de regresso. a finalidade de corrigir a legitimidade do pólo passivo da ação. um instituto ligado ao princípio da economia processual. aquele que faz a indicação à autoria é o nomeante e o novo réu. o processo continua correndo contra o nomeante. No caso de recusa dele. o artigo 60 do CPC possibilita a oferta da oposição após a aludida audiência. Este instituto tem. caráter de economia processual. NOMEAÇÃO À AUTORIA Conceito É o instituto pelo qual é trazido à lide quem deveria ter sido introduzido originariamente. Prazo O prazo para nomeação à autoria é o mesmo prazo de defesa do réu. portanto. Reconhecendo-a. Terminologia Instituída a nomeação à autoria. também. • Esse instituto tem. propriamente. ocorrendo a partir de então unidade procedimental e decisória. A oposição só ocorrerá se for oferecida antes da audiência de instrução e julgamento. o indicado. deve preencher todos os requisitos processuais dela. quando visa aproveitar o mesmo processo. é o nomeado. A nomeação à lide é de iniciativa exclusiva do réu da ação. situação em que não é considerada. DENUNCIAÇÃO DA LIDE Conceito Esse instituto consiste em trazer à lide um terceiro que possa garantir o réu no caso de sua condenação. 3. Características • Como exercício do direito de ação. quando poderá ocorrer suspensão temporária do processo ou então a oposição será julgada independentemente. . devendo ele concordar com a nomeação feita pelo réu. O terceiro nomeado à autoria assume a posição de réu. • Deve haver nexo de prejudicialidade entre a ação originária e a que se cria com a denunciação. abre-se para ele novo prazo para defesa. É.39 • • A litispendência precisa estar instaurada para que o terceiro possa ingressar como oponente. Terminologia Com a instauração do instituto da denunciação da lide em determinado processo aparecem as figuras do denunciante e do denunciado. instituto da oposição. Todavia. Características • A vontade do autor da ação é relevante. também. • O nomeado pode reconhecer ou não a qualificação que lhe é atribuída pelo nomeante. O seu silêncio representa aceitação da nomeação. quando será anexada aos autos principais. deixando de ser estranho à lide.

pode o autor da ação fazê-lo. isto é. uma vez que ele no processo compareceu como devedor solidário. garantindo-se ao réu o direito de transferir ao terceiro o ônus da condenação. I. 5. art 70. CHAMAMENTO AO PROCESSO Conceito É um instituto que permite o chamamento à lide de um terceiro para que ele seja responsabilizado pelos efeitos da sentença. o chamado negar a qualificação que lhe é imputada no chamamento. ser sub-rogada ao chamado. III). A iniciativa da denunciação da lide pode partir tanto do autor como do réu da ação (CPC. bem como o autor alegar não se tratar de caso para aplicação do instituto. Os réus constituídos com o chamamento ao processo de terceiros formam um litisconsórcio passivo simples. Prazo O prazo legal para o chamamento ao processo é o mesmo prazo de contestação da ação.40 • • • Assegura ao réu o direito de evicção. atividade de investigação sobre fatos e sobre o Direito. servindo para trazer ao processo o proprietário ou o possuidor indireto. predominantemente. o chamamento à lide ocorre por iniciativa do réu. Características • • • • Ocorre. entretanto. O prazo de resposta do chamado conta de sua citação. A sentença da ação que constou com o instituto do chamamento ao processo deve referir-se diretamente ao autor e ao réu chamante como partes legítimas do processo. Ela vale como título executivo judicial. gozando todos eles os benefícios do art 505 do CPC. A finalidade do chamamento ao processo é criar um título executivo judicial para posterior sub-rogação. Poderá. Diferentemente da nomeação à autoria. É relevante a vontade do réu neste instituto. em processos que comportam sentenças condenatórias. quando motivada a sua necessidade pelo conhecimento de fatos novos. quanto a possíveis recursos interpostos. entretanto. no entanto. Como regra geral. podendo. II.09. na denunciação da lide o denunciante e o denunciado permanecem no processo como litisconsortes em relação ao autor. Terminologia O instituto cria as figuras do chamante (réu) e do chamado (terceiro). 12.2006 ESPÉCIES DE PROCESSO Processo de conhecimento → Ações que contêm um pedido de provimento jurisdicional de conhecimento. quando o acionado é possuidor ou o proprietário direto do bem. Essa . Excepcionalmente.

Definição do processo de conhecimento: “o órgão jurisdicional é chamado a julgar. atividades cognitivas ou de cognição. → Ações executivas: são ações do processo de conhecimento que trazem em seu bojo a capacidade executória. isto é. art 4º). → Ação Condenatória: busca impor uma sanção. Todavia há divergência doutrinária em relação a estas duas ações. Ex: declaração da existência de relação jurídica de filiação entre investigante e investigado. ou. do embasamento jurídico onde atuam as partes. uma relação jurídica já existente. A tutela buscada é entregue por meio de uma sentença (julgamento da causa). através da sua sentença. b. d. → Ação Constitutiva: busca a criação ou a extinção ou. → Ações mandamentais: buscam uma ordem do juízo para que se faça ou se deixe de fazer alguma coisa. Ex: ação indenizatória. (Liebman) Objetos da cognição: a. criar uma obrigação ao demandado. a explicitar a atividade mais característica de sua função. A ação e a defesa. O mérito da causa. criar uma ação contra o demandado. O juiz munido de todo conhecimento necessário fornecido através do relato do fato. Podem ser: • Positivas → quando a sentença cria uma relação jurídica. a modificação de uma relação jurídica existente. que é aquela de declarar. com a solenidade e os efeitos da sentença. Alem desses três tipos mais correntes de ações. . Ex: Ação de retificação de Registro Público. • Executivas lato sensu. ainda. 14. Ex: ação de divórcio.09. entre dois contendores. • Negativa (ou desconstitutiva) → quando se extingue. está apto a fornecer a sua decisão. c.2006. que desfaz o casamento.2006 TIPOS DE AÇÃO DE CONHECIMENTO → Ação Declaratória: busca a declaração da existência ou inexistência de uma determinada relação jurídica. Ex: Ação de despejo por descumprimento contratual. 19. a declaração em torno da autenticidade ou falsidade de determinado documento (CPC. A sentença pode ter conteúdo positivo (chamada sentença de procedência) ou ter conteúdo negativo (chamada sentença de improcedência). que é pronunciada através da sentença. O fato e o direito. o doutrinador Pontes de Miranda criou mais dois tipos de ação: • Mandamentais. ainda. isto é. As questões prejudiciais e as questões preliminares. O juiz deverá conhecer os fatos e as questões jurídicas relacionadas à ação. quem tem razão e quem não a tem”.41 investigação provoca intensa atividade de conhecimento.09.

26. Conforme o sujeito que pratica o ato temos: • Atos das partes (sentido amplo). Obs: o processo é uma seqüência de atos.2006. O princípio da instrumentalidade busca dar ao processo celeridade no seu andamento. não existe forma previamente estabelecida para os atos processuais. CPC). Como partes. Princípio da publicidade dos atos: a regra geral é que todos os atos do processo são públicos. ultrapassam os limites normais desse princípio exigindo que os mesmos sejam dado ao conhecimento público por meio de publicações na imprensa. deve-se entender: o autor. 162 a art 165. 171. • Segurança jurídica. o réu. meras manifestações de vontade. • Atos do juiz (art.JR. como. contador judicial e oficial de justiça. São exemplos de tais atos os leilões públicos. o ato visa: • Previsibilidade. se atingida sua finalidade. ou a convocação de parte de um processo não localizada ou de paradeiro desconhecido. CPC). Já as declarações bilaterais de vontade não constituem. este como fiscal da lei. 157. 156. porém. criar ou extinguir a relação jurídica”.42 Atos Processuais Conceito: “toda ação humana que produza efeito jurídico em relação ao processo” – (Humberto T. Constituem exceção os casos que correm sob segredo de justiça. Forma dos atos: O artigo 154 do CPC prevê: • Os não dependem de forma determinada. No Direito brasileiro. Atos das partes: “As chamadas declarações unilaterais incluem os atos de postulações propriamente ditos. ainda. • O ato é válido. • Atos em outro idioma deverão estar acompanhados de tradução realizada por profissional juramentado (Art. CPC). tecnicamente. Observações: . O ato processual rege-se pelo princípio da instrumentalidade: • De regra. 166 a art. • Atos dos auxiliares de justiça: peritos judiciais. porem em negócios jurídicos” (Arruda Alvim). Apesar do princípio da instrumentalidade. terceiro interveniente e o Ministério Público. o CPC coloca como obrigatória ao ato: • O uso do vernáculo (Art. • Atos do escrivão ou do chefe da secretaria (Art. atos processuais.) ou “Toda manifestação da vontade humana que tem por fim modificar.09. CPC). A publicidade de certos atos. • Basta que o ato praticado tenha condições de atingir o objetivo a que se propõe.

para resolver interesses de outrem. em nome próprio. em contrapartida. 2. 3º ANO – professora Rosana 29. 3. no processo. A prática do ato processual constitui um ônus da parte. a legitimação extraordinária. Uma pessoa estranha ao conflito não pode pedir a tutela do Estado para resolver a lide na qual não tenha interesse. • Interesse de agir. . salvo quando autorizado por lei”.01. Direito de Ação: é o direito que a pessoa tem de pedir a tutela do Estado para resolver a lide. em que o cidadão defende interesse da administração pública. Pode-se identificar na ação duas situações: a legitimidade ativa. Ex: É caso do Ministério Público ser o autor de uma ação penal. quando diz “salvo quando autorizado por lei”. A omissão implica na preclusão. ou da ação popular. um erro sanável. aquele que se diz ter violado o direito alegado. Os demais atos processuais visam a regulamentar os atos praticados pelas partes em cartório. Além das figuras acima. donde a legitimidade passiva. O ônus processual apresenta-se como uma oportunidade para prática do ato e a omissão como perda dessa oportunidade. Quando ocorrer. Legitimidade ativa ⇒ aquele que alega ter seu direito violado. a parte será chamada a supri-la. o aquele que se diz titular do direito objetivo material e. É chamada. aquele que pede a tutela jurisdicional.43 1. Configura-se nessas exceções. Legitimação ordinária ⇒ é a forma comum de legitimar a ação: quem pede a tutela jurisdicional é o próprio titular do direito dito ofendido. direito alheio. 1. o autor da ação. a legitimação da ação pode ocorrer de forma ordinária ou extraordinária. isto é. 6º abre possibilidade de exceções para que outras pessoas. ou seja. Condições para o exercício da ação: • Legitimidade das partes. . sejam titulares de ação.2007 REVISÃO. cujo beneficiário é a sociedade. Legitimação extraordinária ⇒ quando o autor da ação não é o titular do que está sendo pedido. que não o pretenso beneficiário do direito ofendido alegado. em seu artigo 6º estabelece: “ninguém pode pleitear. Legitimidade Passiva ⇒ aquele que se diz ter violado o direito do titular da ação. (o réu). também de legitimação anômala ou de substituição processual. O CPC. Legitimidade das partes (legitimidade ad causam) : Quem pode pedir a tutela do Estado na resolução da lide? Só quem dela faça parte. Entretanto a parte final do mencionado art. • Possibilidade Jurídica.

Ex: Pedido de divórcio em país cuja legislação não tenha esse instituto. isso é. interesse de agir e legitimidade de causa. porque a parte contrária se nega a satisfazer o direito alegado e porque o recurso à autotutela é legalmente proibido. a cobrança judicial de dívida de jogo. ocorre a perempção da ação. fica estabelecida a figura da litispendência. não desaparece o direito de ação do autor e ele pode propor nova ação sobre a mesma lide. Observação → Carência da ação: A legitimação da ação está condicionada à ocorrência simultânea das três condições mencionadas: possibilidade jurídica. ou.44 2. Pressupostos processuais: Existem três tipos de pressupostos para o processo: um primeiro de ordem negativa e que. se a carência for identificada no correr do processo. A coisa julgada que se considera pressuposto processual negativo é a julgada no mérito. Por necessidade entende-se a impossibilidade de a satisfação do alegado sem a intervenção do Estado. Litispendência → quando a lide for objeto de outro processo em fase de julgamento. Pressupostos negativos: 1. que não tem amparo na lei. quanto ao mérito da ação. em processo civil. Novo processo sobre a mesma lide será rejeitado. Evidentemente. solicitar divórcio em país onde ele não existe. Se a ação pretende a tutela de algo que seja juridicamente impossível. ocorre liminarmente o seu indeferimento. 2. isto é o autor perde o direito da ação. interesse processual): O interesse vem amparado em duas condições: na adequação e na necessidade da tutela jurisdicional. se a decisão for de ordem formal. o carecedor do direito de ação é sempre o seu autor. O julgamento nesta condição impede a reingresso de ação sobre a mesma lide. isto é. Perempção → Ocorre quanto o autor mostra desinteresse pelo processo. ou seja. Ex: Se A entra com uma ação contra B que tenha a mesma causa de pedir ou o mesmo pedido de outra ação proposta por ele contra B e em tramitação na justiça. pode ocorrer a extinção do processo. adotar o mandado se segurança para cobrança de dívidas. Ao se constatar a carência da ação. sob pena de não haver razão de ser da ação. a ação deve ser negada imediatamente. Numa quarta propositura de ação sobre a mesma lide. e o processo que se refira à segunda ação será rejeitado. o abandona por três vezes seguidas. faz com que desapareça o direito de ação. pois desaparece o direito de ação do autor. 3. Coisa julgada → A ação pode ser julgada sob dois aspectos: o aspecto formal que está relacionada à forma como está o processo e o aspecto material. Ex: em caso de adultério solicitar a anulação do casamento e não o divórcio. apto a conceder a tutela pleiteada. 3. 1. por seu lado para aparecer de três formas e as duas outras de ordem positiva. o provimento deve ser apto para corrigir a queixa feita pelo autor. Possibilidade Jurídica: Pedido juridicamente possível: A ação deve buscar algo que o Estado possa conceder. não . Por adequação entende-se a compatibilidade entre o provimento jurisdicional solicitado e a possibilidade de resolver-se a situação em questão. na matéria. Interesse de agir (dito. Existe a necessidade da intercessão do Estado. algo que apresenta a possibilidade jurídica de ser concedido. Isto é. A ausência de uma dessas três condições provoca a carência da ação. Entretanto.

funcional etc.45 podendo. portanto. pois esta desaparece com a renúncia ao direito material. Assim. O que tem. Nesse caso pode voltar com a ação à justiça toda vez que desistir e pode desistir muitas vezes. Na falta de representação do réu. quando. • Capacidade postulatória – jus postulandi ⇒ é a capacidade técnica . o desinteresse no autor no processo. • Competência = capacidade objetiva específica → pressuposto processual de validade. abrindo mão de seu direito. Para tanto. Os totalmente incapazes estão. excluídos. É uma capacidade que só pode ser exercida por advogado.jurídica que permite participar dos atos formais do processo e que é comprovada pela carteira da OAB. voltar à questão. ou simplesmente ser declarado suspeito que não o impede de participar. . ter recebido parte da jurisdição do Estado. capacidade de exercer o direito. embora entre elas. tem capacidade aquele que pode ter direito (ou obrigação). como a massa falida. • Imparcialidade = capacidade subjetiva. através dos autos. o acordo celebrado entre a parte e o advogado para que este a represente no processo. c) a perempção já comentada acima que corresponde ao simples abandono do processo. Quanto à imparcialidade ele pode estar impedido. Embora estejamos tratando dos pressupostos relativos às partes. Pressupostos positivos: 2. pois. quando ele expressa sua decisão nesse sentido.. não poderá mais haver ação sobre a lide. isto é. quando se tratar de processo. a herança jacente ou vacante. • Capacidade de estar em juízo ou capacidade processual ou. isto é proibido de participar da ação sob risco de nulidade de sua decisão. legitimatio ad processum ⇒ aquele que pode exercer o direito (ou obrigação). portanto. estando acima das partes. o juiz extingue o processo. Referentes às partes • Capacidade de ser parte ⇒ Em tese. ele é considerado revel. O juiz não faz parte da lide. o advogado deverá estar devidamente autorizado pela parte por meio de procuração. ainda. A procuração comprova. a capacidade postulatória só é válida para o advogado. o interesse do autor no processo pode ser demonstrado de três formas: a) pela desistência. O terceiro que não estiver representado não será admitido no processo. as pessoas jurídicas e as pessoas formais. Referentes ao juiz • Investidura = capacidade objetiva geral → Ele deve estar devidamente investido no cargo. Ocorre nas três primeiras vezes a desídia dele quanto ao processo. não abandonando simplesmente o processo. 3. o espólio. b) pela renuncia ao direito da ação. Se o autor não estiver representado nos autos. 2 e 3. São as pessoas naturais. Ele deve estar apto a participar da ação. Só o advogado pode falar diretamente com o juiz. Réu revel é aquele que não tem advogado para representá-lo. portanto. A competência pode ser territorial.

01. • Prazo convencional: provêm de acordo entre as partes. ou seja. exclui-se o dies a quo (art 184 do CPC). § 2º). parágrafo único. Esse tipo de prazo pode ser • Prazo comum → Corre para as duas partes. art. Para determinação do marco inicial do prazo (dies a quo) estabelece o parágrafo único. Nesse caso o prazo é retroativo. 240. §3º. Ex: CPC. Qualquer ato processual deve ser praticado dentro de determinado prazo. Ex: CPC. • Prazo judicial: estabelecido pelo juiz quando interfere no processo fixando prazo para as partes.fixação da data da audiência. isto é. Iniciada a contagem. § 1º do CPC). Então quando a intimação ocorrer em dia não útil. a contagem é em sentido que retrocede no tempo. Não se inicia a contagem em dia não útil (CPC.02. para possibilitar a determinação do marco final do prazo (dies ad quem) que. 6. art 297 – prazo para contestação do réu. 297. Ex: CPC. do art 240 do CPC que as intimações consideram-se realizadas no primeiro dia útil seguinte. para a contagem.2007 Classificação dos prazos São quatro os critérios para a classificação dos prazos: 1º critério → Quanto à fonte de onde eles provêm. do CPC). • Prazo legal: tem origem na própria lei. EX: CPC. 3. 5. art 407.prazo para a contestação do réu. 2.184. depende da extensão do prazo. o qual tem um marco (data) inicial (dies a quo) e um marco (data) final (dies ad quem). 2º critério → Quanto a valer (ou não) para as partes..46 31. 265. 4. isto é. Inclui-se na contagem do prazo o dies ad quem (Art 184 do CPC). O marco inicial (dies a quo) não deve ser confundido com o dia de início da contagem do prazo. Os que forem praticados fora desse prazo são nulos. Ele apenas abre o prazo para a respectiva contagem. Na contagem dos prazos processuais valem as seguintes regras: 1. Ex: CPC. Exclui-se. ela será prorrogada para o primeiro dia útil subseqüente. art 178). ele tem inicio no primeiro dia útil após o dies a quo. art 433. o que equivale a prorrogar-se o dies ad quem para o primeiro dia útil seguinte (Art. ressalvados alguns casos especiais previstas nos art 179 a 180 do CPC. obviamente. sobre a prorrogação do “dies a quo” quando a intimação ocorrer em dia não útil (art. se tiverem ocorrido em dia que não tenha havido expediente forense. Não se encerra a contagem do prazo em dia não útil. parágrafo único. Parecer técnico dos assistentes sobre laudo pericial.2007 – DOS PRAZOS Prazo → é o intervalo (lapso) de tempo para determinada providência processual. • Prazo particular → Corre apenas para uma das partes. art 240. II. A regra acima mencionada. (rol de testemunhas). . a mesma não será suspensa em dias não úteis (CPC. o dia do início do prazo. 05.

qual o dies a quo? E o dies ad quem? E o primeiro dia do prazo? Resposta: Dies a quo → 28.02. É prazo de preclusão. • Prazo impróprio → é o que corre para o juiz e para os auxiliares da justiça.2007 (terça feira) Dies ad quem → 11.2007 – 2ª feira. Uma diferenciação: • Decadência → Morte do direito subjetivo material.pela convenção das partes.2007 (segunda feira) Primeiro dia do prazo → 29. 19 e 20 não são dias úteis para atividades forenses.02. Preclusão → é a perda do direito de praticar um ato processual por inércia da parte no prazo respectivo. • Preclusão consumativa → A decisão pelo uso de determinada forma de procedimento provoca a preclusão de outras formas previstas em lei como possíveis. • Prazo próprio → é aquele que corre para as partes e seus procuradores.05. art 265. dia útil. dia útil.47 3º critério → Quanto ao destinatário. Exercícios sobre contagem de prazo 1. Dies ad quem → 26. art 806 – prazo de ação sobre medida cautelar. Qual o dies a quo? E o dies ad quem? Qual o primeiro dia do prazo? Resposta: Dies a quo → 21. Ex: CPC.02. João é intimado no dia 19 de fevereiro de 2007 para falar nos autos no prazo de 5 dias. • Preclusão → Morte do direito de praticar um ato processual. Ex: CPC. Se o prazo para a réplica é de 10 dias. Modalidades de Preclusão: • Preclusão temporal → não praticar o ato processual no prazo fixado. Não implica em preclusão. • Prescrição → Morte do direito de ação. elimina a possibilidade de uso da outra.05. 9º.2007 – A contagem dos 10 dias recai no 7. .2007.06. segunda feira. Ex: CPC. É um tipo de prazo que pode ser de duas espécies. Prorroga-se para o primeiro dia útil imediato. Ao optar-se pelo uso de uma dessas formas. II §3º . Ex: CPC. 2. II e art 456. Preclusão.05. O primeiro dia útil subseqüente é 11. art 299 – A contestação e a Reconvenção devem ser apresentadas simultaneamente. art 297 – prazo de contestação do réu. Também pode ser de duas espécies: • Prazo dilatório → aquele que pode ser alterado. art. Implica em dois atos contraditórios. Ex: CPC. • Preclusão lógica → é a perda do direito de praticar um ato processual por ter-se praticado um ato com ele incompatível. • Prazo peremptório → não pode ser prorrogado. Mas 7 e 8 (quinta e sexta feira) não são dias úteis. Primeiro dia do prazo → 22.2007.2007 – 4ª feita. Carlos é intimado para réplica no dia 28.(prazo para sentença) 4º critério → Quanto a sua alterabilidade.

Qual é o dies a quo? E o dies ad quem? E o primeiro dia do prazo? Resposta: Dies a quo:06.2007. 4.06.11.2007. Dies ad quem → 26. 5. 6. 7. domingo.48 3.17 e 18 o fórum não funcionará. para a prática de um ato processual no prazo de 15 dias.2007. Dies ad quem: 05.06. Assim.06. segunda feira. quinta e sexta feira. No dia 17 de fevereiro.16. sexta feira. sexta feita. Qual é o dies a quo? E o dies ad quem? E o primeiro dia do prazo? Resposta: Dies a quo → 21.11. não funciona o fórum.02. O advogado agiu corretamente. Em havendo expediente forense o dies ad quem será 8/6/2007. 7 e 8 de junho. Primeiro dia do prazo: 11. pois nos dias 15. Primeiro dia do prazo: será o primeiro dia útil anterior a 19. que é o dia 01.2007. dia em que o fórum não funcionará.06. segunda feira.2007 (primeiro dia útil subseqüente ao dia 1º). sexta feira.2007. Seu advogado praticou o ato no dia 25 de junho.02. Benedito é intimado a praticar certo ato processual no prazo de 5 dias. Qual é o dies a quo? E o dies ad quem? E o primeiro dia do prazo? Resposta: Dies a quo: 16. Fez bem o advogado? Explique sua resposta. o primeiro dia útil subseqüente a 6 é 11 de junho.06.2007. uma segunda feira.2007.02.06. Qual é o dies a quo? E o dies ad quem? E o primeiro dia do prazo? Resposta: Dies a quo: 19 de novembro de 2007. É o dia 14.2007. quarta feira. Primeiro dia do prazo → 22. Deve ele juntar o rol de testemunhas no prazo de 10 dias antes da audiência.2007.02. Primeiro dia útil após 16. No dia 16 de fevereiro. João só poderá praticar o ato até o dia útil anterior a 5. Benedito é intimado a praticar certo ato processual no prazo de 5 dias.2007. Dies ad quem: 11. segunda feira. Roberto é intimado..2007. Dies ad quem: 26. Primeiro dia do prazo: 21.11. Primeiro dia do prazo: 04. praticando o ato dentro do prazo. Dies ad quem: 25. O dia 17 é sábado e o primeiro dia útil subseqüente é 21. Pela contagem o último dia seria o dia 8. João foi intimado de que sua audiência foi designada para o dia 19 de novembro de 2007. no dia 6 de junho.2007.06.02. : . Arlindo é intimada a praticar determinado ato processual no prazo de 5 dias. Qual é o dies a quo? E o dies ad quem? E o primeiro dia do prazo? Resposta: Dies a quo: dia 1º de junho.2007 (quinta feira). No dia 1º de junho. O último dia da contagem foi 25.

. embora tenha entendido erradamente o dia 5 como o último dia do prazo. Primeiro dia do prazo: 15 de outubro. A forma pela qual essa relação se desenvolve é o procedimento.2005 Dies ad quem: 21. alegando que este foi o último dia do prazo.procedimento especial. do CPC). prorrogada para a segunda feira próxima. O procedimento pode variar de acordo com o tipo do processo a que esteja ligado.02. → Processo de conhecimento de competência originária dos tribunais. Está certa a advogada? Justifique. Como a advogada praticou o ato dentro do prazo. Qual é o dies a quo? E o dies ad quem? E o primeiro dia do prazo? Resposta: Dies a quo: 14. também. terça feira.2007 ( 19 e 20 não há expediente forense). 9. O processo especial pode ser usado. segunda feira. (Livro III. segunda feira.02. → Processo de conhecimento de jurisdição contenciosa ou voluntária (CPC. feriado. sexta feira. (CPC. sexta feira. do CPC).49 8. A advogada agiu corretamente. Dies ad quem: 9 de abril. Maria é intimada no dia 30 de março para a prática de determinado ato processual. tendo sido. nos seguintes processos: → Processos previstos nas leis extravagantes (Ex: alimentos). Sua advogada praticou o ato no dia 5 de abril. Para o dia 16 de outubro foi designada audiência. sexta feira. Ana é intimada no dia 14 de fevereiro de 2007 para a prática de certo ato processual em 5 dias. Livro IV). São três os tipos de processo: 1º) Processo de conhecimento → usa o procedimento comum – (Livro I. agiu corretamente. porque a término da contagem recaiu no dia 6 de abril. titulo 9). 7/02/2007 ESTUDO DO PROCESSO CIVIL Processo é a relação entre o autor e o réu. dia 11. segunda feira. O rol de testemunhas deve ser apresentado até 15 dias antes dela. Fez bem? Justifique. Dies ad quem: 1º de outubro. O primeiro dia útil que antecede o dia 1º é 28 de setembro.02. Até esse dia devem ser apresentadas as testemunhas. I. Qual é o dies a quo? E o dies ad quem? E o primeiro dia do prazo Resposta: Dies a quo: 16 de outubro. portanto. 2º) Processo cautelar → usa procedimento próprio .2007 Primeiro dia do prazo: 15. (Não estão no CPC). 10. Sua advogada praticou o ato no dia 21 de fevereiro. Qual é o dies a quo? E o dies ad quem? E o primeiro dia do prazo? Resposta: Dies a quo: 30 de março. Primeiro dia do prazo: 02 de abril.

o juiz poderá pedir ao autor que apresente provas do alegado. art 329). → Processo de conhecimento de competência originária dos tribunais. pode fixar o prazo de 10 dias para que o autor a corrija. Se o réu não responder ele poderá ser considerado revel. título 8) – artigos 282 a 475R. vimos que os procedimentos podem ser: comum ou especial. O procedimento comum que é um procedimento padrão se subdivide em ordinário e sumário O procedimento especial se aplica nos seguintes casos: → Processo cautelar. do CPC). o juiz a analisa e se constatar algum vício pode adotar duas soluções. se o vício for sanável. CPC). Este processo padrão se aplica subsidiariamente aos demais procedimentos.299. Livro II). cita o réu. vai-se para a fase seguinte. Esse procedimento padrão é o procedimento comum ordinário. Depois que todos falarem no processo. Indeferi-la. 903 e 910. Comumente o procedimento comum ordinário é referido apenas como procedimento ordinário. sob risco de não o fazendo no prazo. A exceção (contestação) será apensada aos autos principais.2007 Fases lógicas do Procedimento ordinário → são seis fases: 1ª) Fase Postulatória → É a fase em que se pede algo ao juiz. • • O processo comum se subdivide em: Ordinário (livro I. Depois de emendado ou se não apresentasse vício. Conforme a resposta do réu. Contestação e reconvenção são peças autônomas. Terminada a fase ordinatória. ele vai concluso para o juiz despachá-lo para as providências preliminares (art 323.50 3º) Processo de Execução → procedimento de execução (CPC. às vezes determina o uso do procedimento ordinário. CPC.02. 2ª) Fase Ordinatória (ou fase das providências preliminares) → O réu pode contestar a ação ou não. Recebida essa peça processual. isto é apresentar simultaneamente à contestação a ação de reconvenção (art. pode haver necessidade de o autor falar novamente no processo – réplica. o CPC. Existe ainda um procedimento padrão → igual para todos os processos. dentro do Livro IV – Dos Procedimentos Especiais. Para ver-se a importância do procedimento ordinário. Mesmo assim. → Processos previstos nas leis extravagantes. É a petição inicial. CPC. Sumário (Livro I. ou. Assim. Ele se aplica sempre que não houver definição para o tipo de procedimento a adotar. . O juiz prolata sentença extinguindo o processo. Pode até reconvir. quando tudo que o autor alegou será considerado válido. título 7) – artigos 275 a 281. Nessa fase o juiz poderá decidir de três maneiras: → Extinção do processo (CPC. indeferi-la. As condições para que o juiz declare extinto o processo estão nos artigos 267 e 269 do CPC. 12. 3ª) Fase do Julgamento conforme o estado do processo → (cap V do CPC). → Processo de conhecimento de jurisdição contenciosa e voluntária. Ex: art.

no art 452. art 475). Finda a apresentação das provas. .51 → Julgamento antecipado da lide (CPC. fixa a ordem para apresentação das provas. isto é. art 450 e seguintes)→ Fase da produção de provas orais e não orais. e se a questão versar sobre direitos que admitam transação. art 282). O CPC. A condenação pode se referir à obrigação de fazer ou não fazer (CPC. Só o advogado tem capacidade postulatória. Se houver acordo das partes nessa audiência. compete ao réu cumprir o determinado na sentença. Passa-se à fase seguinte. A petição inicial deve ainda preencher as seguintes condições: Requisitos da Petição Inicial → (CPC. o mesmo será reduzido a termo e homologado por sentença (sentença homologatória). quando o autor dirige sua petição a uma determinada autoridade judiciária. ou escolhendo-a. A ação termina ai. Se. 461 e 461-A (fazer ou não fazer coisa certa) e 475-A e 475-I (dar coisa). 475-A. art 461). Já nas ações condenatórias. PETIÇÃO INICIAL . art 461-A). geralmente de 10 dias. A petição inicial deve ser elaborada de forma expressa. art. o juiz designará audiência preliminar a ser realizada dentro de 30 dias. → Marca audiência preliminar (CPC. o juiz procede ao saneamento do processo designando nova audiência de instrução e julgamento. assinada por um advogado legalmente habilitado por meio da competente procuração. 1. 6ª) Fase de Execução da sentença → O cumprimento da sentença pelo réu é tratado pelo CPC nos art. estará estabelecendo a competência dela. Se não ocorreu uma das duas decisões anteriores. em debate oral. Nas ações de conhecimento meramente declaratória ou constitutiva. Pode o juiz substituir esse debate por memorial escrito que será apresentado pelas partes no prazo fixado pelo juiz. que trata do assunto. 4ª) Fase Instrutória (ou Probatória) (CPC. Sobre a liquidação de sentença que seja ilíquida. Conceito → É o instrumento por meio do qual o autor formaliza pedido de tutela jurisdicional à autoridade competente quanto à pretensão de um direito que alega ter sido lesado por outrem. Art 475) → Nessa fase o juiz analisa todo o processo e prolata a sentença. não se precisa do réu. Se não houver conciliação. ou à obrigação de dar (CPC. Terminada essa fase (inclusive cumprido o prazo para os memoriais) passa-se a fase seguinte. ressalvadas as exceções previstas no artigo 36 do CPC. ela pode tornar-se competente caso o réu não oponha exceção. art 331). Deve-se atentar para o duplo grau de jurisdição (CPC. só o advogado pode falar com o juiz por meio dos autos. Juízo ou tributal solicitado → A petição inicial deve ser dirigida à autoridade – tribunal ou juiz – competente. o juiz ouve novamente o autor e o réu. Assim. Nos casos das ações condenatórias. 5ª) Fase decisória (CPC. porventura o autor escolher uma autoridade incompetente. ver CPC. art 330) → O juiz conhecerá do pedido proferindo sentença quando houver revelia com seus efeitos ou quando a questão do mérito for exclusivamente de direito ou mesmo que sendo de direito e fato não haja necessidade de produção de prova em audiência. no caso em que ela seja prorrogável. passa à fase seguinte.

numa declaração. prenomes. determinar a sua complementação ou a sua correção. CPC). O artigo 264 do CPC estabelece que nenhuma modificação poderá ocorrer na causa de pedir depois da citação. é indispensável que a petição inicial traga manifestação expressa do pedido do autor. Além de mediato ou imediato. pois mesmo a citação errada da norma legal não impede a apreciação da situação pelo juiz.52 2. a sua causa de pedir – causa petendi. em relação a cada uma. declaratória ou constitutiva. colocando em marcha o processo e fixando os parâmetros para a sentença. o demanda por meio do Estado. Ela fornece elementos para se verificar a legitimidade das partes e a necessidade de pedir. a menção ao texto legal que embasa o pedido não é imprescindível (fundamentos). sob pena de indeferimento da peça inicial. Quanto ao pedido. é o pedido da tutela que só pode ser concedida pelo Estado e que se pronuncia pela sentença proferida pelo juiz. como titular da pretensão. O fato e os fundamentos jurídicos do pedido → O autor. de certo e determinado. 286. o detalhamento do fato e dos fundamentos jurídicos do pedido atende ao “princípio da substanciação da causa de pedir”. que permite a menção genérica de tais elementos. o nome. o juiz pode. O pedido pode ser mediato ou imediato. do CPC. Entretanto. é o detalhamento do fato. 4. que se contrapõe ao “princípio da individuação”. como no pedido mediato. no prazo de dez dias. alega a existência de um direito subjetivo seu. É a parte central da petição inicial. Para evitar que o juiz se pronuncie além dos limites estabelecidos o art 293 do CPC determina que os pedidos devem ser interpretados restritivamente. isto é. estado civil. especificado no bem jurídico supostamente violado. O atendimento do pedido mediato consiste na condenação do réu. 3. A concordância do fato real com o fato hipotético legalmente previsto é exatamente a base jurídica do pedido. o pedido deve ser . mas pelo réu a quem o autor demanda de forma indireta. Qualificação das partes → as partes devem estar nessa peça devidamente caracterizadas. A causa de pedir pode ser remota ou fática (é o fato) ou próxima (fundamentos jurídicos). profissão. Assim. Pela correta qualificação das partes o juiz pode comprovar a legitimidade ativa e passiva das mesmas e saber da sua competência para a ação. A determinação e a certeza são dois requisitos distintos e indispensáveis e devem estar tanto no pedido imediato. o fato de que ele deve ser delimitado em termos qualitativos e quantitativos (art. Importante. entretanto. Conforme determina o CPC. por determinado. proveniente de um fato real que se encaixa numa situação hipotética prevista em lei e que sugira a existência de referido direito. domicílio e residência. O pedido mediato é o pedido do bem da vida feito ao réu por meio do Estado. conforme prevê o artigo 284. O pedido mostra a pretensão do autor da ação. é fundamental a possibilidade jurídica de seu atendimento e a sua adequação. O imediato é o feito diretamente ao Estado. sem que o réu o consinta e não deverá ocorrer de nenhuma forma após o despacho saneador do juiz. Se o pedido inicial não estiver em ordem. devendo ser indicados. na constituição ou na modificação ou na extinção de uma relação jurídica conforme o tipo de ação – condenatória. entendendo-se por certo o fato de que ele não pode ser tácito e. Dois requisitos devem ser considerados no pedido: ele deve ser certo e determinado. Não será atendido pelo Estado diretamente. Pedido → O pedido estabelece os limites para a decisão do juiz.

o valor da causa é elemento que permite verificar a competência do órgão judicial solicitado. declarações. 275. ainda que não tenha conteúdo econômico. 7. o processo não tramitará. O valor da causa → Constitui. Habitualmente. A incompatibilidade do pedido verificada nesse sentido torna a petição inicial inepta.53 também concludente. 156). ninguém é obrigado a demandar contra quem não queira. Outros requisitos: • Instrumento de mandato habilitando o advogado a representar o autor (procuração) – CPC. eles podem ser agrupados em dois tipos de requisitos: • Requisitos externos → facilmente identificáveis: escrito e vernáculo. art 37. Referentes ao mérito: fato e fundamentos. Conforme previsto no CPC. Assim. • Forma: Os atos e termos do processo serão datilografados ou escritos com tinta escura e indelével. também de dois tipos: 1. como. Sem esse pedido do autor não pode o juiz tomar a iniciativa de o fazer. pois. perícias técnicas. devendo ser indeferida liminarmente (CPC. o autor costuma protestar pela apresentação de provas de modo genérico. modificativo ou extintivo desse direito. Obs: as causas de extinção do processo. E o réu só será citado se o autor fizer esse pedido na petição inicial. como estabelece o artigo 258 do CPC. na peça inicial. que juntos formam o libelo. • Requisitos internos → Os demais requisitos. assinando-os as pessoas que nele intervierem (CPC. Sobre as provas. determina que ao autor cabe o ônus da prova quanto ao fato que constitui o seu direito e ao réu o ônus quanto à existência de fato impeditivo. Requerimento para citação do réu → CPC. permite verificar a adequação da ação e serve também como parâmetro para os honorários advocatícios. provar os fatos por ele alegados. Identificam a causa de pedir e o pedido. pelo Princípio da Demanda. estão no art 267 do CPC. isto é. 5. 6. requisito da petição inicial a atribuição de um valor para a causa. Em todos esses atos e termos do processo é obrigatório o uso do vernáculo (CPC. sem resolução do mérito. sob pena de sucumbência da ação. Referentes ao processo: os demais. 14. 2.02. As provas → O autor deve. testemunhas. art 214: Para validade do processo é indispensável a citação inicial do réu. art 333. por exemplo. também.2007 . Listados que foram os requisitos da petição inicial. Na petição inicial deve juntar as provas que fundamentem a ação e informar as demais provas de que pretende se valer e que serão oferecidas oportunamente. o CPC. deve ser compatível com o fato e com as justificativas legais apresentadas pelo autor. Sem esse requerimento na inicial. art 295). • Nome da ação. art 169). além de documentos cujo fornecimento por parte de terceiros esteja em andamento. a toda causa será atribuído um valor certo.

diz que ao receber a petição inicial e o juiz perceber que ele não preenche os requisitos exigidos nos artigos 282 e 283 desse código ou que ela apresenta defeitos ou irregularidades que dificultem o julgamento do mérito e em sendo os vícios encontrados sanáveis. isto é. Normalmente o juiz indefere a petição. à parte da ação relacionada com a causa de pedir e o pedido. o pedido for juridicamente impossível. O vício é corrigível desde que um dos pedidos seja retirado. Ele acontece bem no início do processo. Quando a parte for manifestamente ilegítima.Assim. 219. faltar-lhe o pedido ou a causa de pedir. desfazendo-se a incompatibilidade. o indeferimento é o reconhecimento de que a petição inicial não tem condições de dar início à relação jurídica plena. II. o indeferimento impede a formação dessa relação. primeira parte (endereço para recebimento de intimação). O juiz a indeferirá de plano. 3. e art 284 (requisitos). III. 2. Esses quatro tipos de vício referem-se ao libelo. Quando não atendidas as prescrições do art 39. Se os vícios forem insanáveis. pois ele só será citado se ela for aceita pelo juiz. o juiz a indeferirá de plano. o juiz indeferirá a peça. O juiz indefere de plano a peça por não conter as condições da ação – não há interesse de agir por causa da inadequação. V. 4. O juiz pode mandar corrigir. Todavia.Petição Inicial inepta → O parágrafo único do art 295 diz que será inepta a petição inicial quando: 1. da narração dos fatos não decorrer logicamente a conclusão. inclusive quanto ao prazo fixado. O libelo é a parte mais importante da petição inicial. a decadência ou a prescrição (art. Assim. desde logo. o juiz determinará que o autor a corrija no prazo de 10 dias. São seis hipóteses. §5º). Pelo não cumprimento dessa determinação. caso em que só não será indeferida se ela puder ser adaptada ao tipo de procedimento legal. O libelo é formado pelo pedido + a causa de pedir . O CPC. As hipóteses de indeferimento constam do art 295 do CPC. em certos casos (questões de família) o juiz poderá determinar a correção do vicio. O indeferimento pode ser motivado pela não observância de um dos requisitos da petição inicial. Quando o autor carecer de interesse processual. O pedido juridicamente impossível não preenche uma das condições da ação. quando está sendo iniciada a relação linear entre autor e juiz. Quando for inepta (não for apta a produzir seus efeitos). contiver pedidos incompatíveis entre si. Quando o juiz verificar. Quando o tipo de procedimento escolhido pelo autor não corresponder à natureza da causa ou ao valor da ação. parágrafo único. VI.54 Indeferimento da Petição Inicial O indeferimento acontece antes de o réu ser citado. IV. Faltam elementos da ação. a petição inicial será indeferida: I. I . O indeferimento implicará na extinção do processo. no seu art 284.

que a alteração pode modificar totalmente a ação. Se deixar de comunicar ao escrivão do processo qualquer mudança de endereço. o juiz manda que a falha seja suprida em 48 horas. O ato do juiz indeferindo a petição inicial é a sentença. o processo seguirá sei curso natural é o réu deverá acompanhá-lo em cartório. sobretudo. Apelação → O CPC. na sua contestação. a Petição Inicial pode ser alterada pelo autor. primeira parte e o art 284. não podendo haver dúvida da parte do juiz. Se não há interesse em agir. Já o de deferimento é o despacho do juiz (CPC. o juiz pode marcar prazo para a necessária correção. Inalterabilidade da Petição Inicial: Devem ser considerados três momentos importantes quanto a possibilidade de alterar-se ou não a Petição Inicial: • O momento da propositura da ação. do CPC. mesmo porque a qualquer momento do processo o mesmo poderá ser alegado em razão de ordem pública do processo. extinguindo-se o processo. Uma vez proposta a ação e até a citação do réu. VI – Se não forem atendidas as prescrições do art. À falta de designação pelo advogado do endereço para receber intimação. • Ilegitimidade quanto ao processo (ad processum). o processo sobe à instancia superior que poderá reformar a decisão do 1º grau e o processo prossegue do ponto em que estava ou confirmar a decisão. sendo facultado ao juiz reformar sua decisão no prazo de 48 horas. IV – A verificação pelo juiz de manifesta existência de decadência ou prescrição → a existência desses institutos tem que ser manifesta. Sem ele não há ação. O indeferimento da petição inicial ainda poderá ocorrer por outros motivos. Assim.Parte manifestamente ilegítima → A ilegitimidade da parte tem que ser manifesta. Apelação é o nome desse recurso. não informar o endereço para intimações. Como se vê. do CPC. tendo em vista o contido na parte final do art 284. parágrafo único. sob risco de indeferimento. tendo em vista. Falta de capacidade para estar em juízo. Havendo dúvida da parte do juiz ele defere a petição inicial. O art 263. Essa ilegitimidade pode se dar de duas formas. Por exemplo. V – Procedimento adequado → Toda ação há de adotar o rito adequado a ela. art 162). no seu art 296 estabelece que do indeferimento da petição inicial poderá haver recurso. enquanto que para a correção da falha comentada no art 39 será de apenas 48 horas. Se o réu. 39. estabelece que ação é considerada proposta quando o juiz despacha a Petição Inicial (Existindo uma só vara judicial) ou quando ela é distribuída (existindo mais de uma vara judicial). não havendo adequação entre o fato e o pedido. conforme permite o art 284 do CPC. para correções permitidas pelo art 284 o prazo fixado pelo juiz será de 10 dias. serão consideradas válidas as intimações enviadas ao endereço constante dos autos.55 II . Se o juiz mantiver a sua decisão. Essa razão liga-se ao previsto no inciso II do mesmo artigo. Não há lógica entre o fato narrado e a conclusão que venha a ocorrer. não a necessidade dela. mas é aconselhável que não se o faça para não quebrar a estabilidade da ação. O juiz indeferirá de plano a petição inicial. III – Ausência de interesse processual → O interesse de agir é uma das condições da ação. . são duas as hipóteses presentes. será incompatível adotar-se o procedimento ordinário para uma ação executória. Havendo possibilidade de corrigir-se a falha. • Ilegitimidade quanto à causa (ad causam). A petição inicial varia de acordo com o rito adotado.

Acontece que os já citados deverão ser citados novamente por ter havido novação na situação. Assim. três deles já citados. pois tem inicio a fase de instrução do processo. trata do prazo que o réu tem para apresentar a sua contestação e ele está ligado à forma como ele foi citado. no art 241. Os elementos subjetivos não podem ser alterados nem com o consentimento do réu. Alteração dos elementos subjetivos da Petição Inicial → O art 264 proíbe a modificação das partes. Também não há prejuízo ao direito de defesa do réu. conforme estabelece o parágrafo único do art 264. Ele não sofrerá qualquer prejuízo de prazo. Quando houver vários réus. É uma reabertura do prazo perdido. O prazo para contestação deles só é aberto após a citação do último dos cinco. observado o disposto no art 265. O CPC. nova defesa. Ela será substituída na ação pelo espólio ou sucessores. com exceção das substituições permitidas por lei. Feita a alteração não haverá qualquer prejuízo ao direito de defesa do réu. O artigo 43 prevê exceções: por exemplo. CPC. Uma questão que fica é se a nova citação deve ser sobre a ação toda ou apenas sobre a matéria alterada. • O momento da citação do réu. a data de juntada aos autos do mandado cumprido. isto é. numa ação de divórcio. quanto ao andamento do processo. Chegando a este segundo momento. Para qualquer alteração na Petição Inicial. No exemplo em questão. Já ao autor interessa que a nova citação incida apenas sobre a parte alterada. por isso é possível a modificação. Se até então havia legitimidade . Se pelo correio. As partes defendem cada qual o seu ponto de vista. A exemplo. mas não há necessidade da concordância dele para que o autor altere a Petição Inicial. a título particular por ato entre vivos. especialmente se ele for revel. Ele deverá ser citado novamente recebendo cópia da inicial alterada para apresentar. deverá nomear (indicar) à autoria o proprietário da coisa (ou o possuidor dela). Outro exemplo: Art 42 → a alienação da coisa ou do direito litigioso. se alguém detiver coisa em nome alheio e for demandado em seu próprio nome. interessa ser citado para a ação toda. Outro exemplo de substituição da parte está no art 62. se por carta precatória ou rogatória a data de sua juntada aos autos devidamente cumprida e se por edital. À defesa cabe até recurso especial por estar o autor violando uma norma ordinária (art 321). O art 321 não faz qualquer restrição não faz qualquer restrição nesse sentido. uma vez que não haverá prejuízo a nenhum. Saneado o processo não se pode mais alterar a Petição Inicial no que se refere ao pedido e à causa de pedir (elementos objetivos da ação). • O momento do saneamento.56 transformando-a em outra ação. não altera a legitimidade das partes. finda a dilação assinada pelo juiz. desde que o réu foi validamente citado. pode ser que um dos já citados tenha apresentado a sua contestação. a data da juntada aos autos do termo de recebimento da citação. a morte de uma das partes envolvidas faz extinguir o processo (sem julgamento do mérito). não há necessidade da concordância de nenhum deles. que trata da nomeação à autoria. que não restringe o direito de defesa do réu. só podem ocorrer alterações na Petição Inicial se o réu consentir na alteração. pois o prazo ainda não foi aberto. se por oficial de justiça. o quiser. o art 43 permite a substituição das partes ocorrendo a morte de uma delas. O juiz dará a palavra final. Ao réu. Assim. considere-se uma ação em que são demandados cinco réus. o prazo para contestação do réu é a data da juntada do último aviso de recebimento ou mandado citatório cumprido.

com a alienação a legitimidade passa a ser extraordinária.2007 Exercícios 1. Numa separação judicial o autor omitiu os fatos na Petição Inicial requerendo o direito de apresentá-los após a audiência de conciliação e julgamento. Se for convencional. saber se ela foi constatada de pronto para poder ensejar o indeferimento da inicial.03. Houve confusão entre estar em juízo e estar no processo. A prescrição é sempre cognoscível de ofício. Caio aciona Tito. isto é. Ele pode legalmente ser parte do processo (no caso réu). a Petição Inicial deverá ser deferida. pois sendo Tito menor impúbere não pode ocupar a posição de réu. todavia. Resposta: Primeiro é preciso saber se é decadência legal ou decadência convencional. quando esta é constatada de início. O juiz deferiu a Petição Inicial.57 ordinária. que é própria do advogado habilitado no processo. 5. o juiz pode ter agido correta ou erradamente conforme se trate de um ou de outro dos detalhes mencionados. se ao juiz restar qualquer dúvida. aguardando-se o pronunciamento do réu sobre possível decadência. 01. se ela não for constatada no início. 4. Comente a decisão do juiz. estando o adquirente da coisa substituído pelo alienante (pessoa de legitimidade extraordinária). Comente a decisão do juiz. ela não poderá ser causa para indeferimento da Petição Inicial. 2. 3. estar em juízo. torna-se necessário. Se for legal. . Resposta: O juiz agiu mal. Está correta a afirmação? Resposta: Trata-se da figura da legitimidade e não de capacidade postulatória. Alguém quer exercer num processo civil sua capacidade postulatória pleiteando o reconhecimento de um direito. O juiz ordenou a regularização do pólo passivo. Por isso mesmo está representado pela sua mãe. Comente a decisão do juiz. não podendo. a Petição Inicial deve ser deferida. 296. IV. IV fala em indeferimento quando verificada a prescrição. Se ela não for constatada de início. menor impúbere representado por sua mãe. do CPC. Caio aciona Tito. Resposta: Errou o juiz. o juiz indeferiu de plano a pretensão do autor. menor impúbere representado por sua mãe Ainda que ocorra a prescrição o juiz não pode conhecê-la de oficio. O art 295. No caso de indeferimento a base legal é o art. Entretanto. também. razão pela qual deverá deferir a inicial determinando a citação do réu. equivocando-se quanto a julgar que o menor não pode ser réu. Ao ajuizar uma ação de cobrança para recebimento de um crédito cujo direito decaiu. Comente a decisão do juiz. Resumindo.

Esta causa é desdobrada em seis hipóteses: a. Perda da capacidade processual do representante de uma das partes. Não ocorrerá a extinção do processo. Perda da capacidade processual de uma das partes: Se uma das partes perder a capacidade de estar em juízo ela deverá ser representada no processo. O assunto é objeto do §2º. Se a determinação do juiz não for acatada por parte do autor o juiz extinguirá o . / f.055 do CPC. O juiz suspende o processo enquanto é definido o representante da parte em questão. art 267. Morte do representante legal de uma das partes. desfaz-se um dos pólos. ocorrendo o fato antes da audiência de instrução e julgamento o juiz suspenderá o processo até que a falha seja corrigida. isto é. com a substituição do de cujus. O art 8º do CPC estabelece a forma dessa representação. Morte ou perda de capacidade do procurador: Suspende-se o processo para substituição do procurador. Da Petição Inicial não pode faltar nenhum requisito. de seu representante legal ou de seu procurador. Suspende-se o processo até que seja definido outro representante legal. no seu art 265 lista as causas de suspensão do processo. pois o art 282 do CPC determina a colocação dos mesmos como requisito da peça. CAUSAS DE SUSPENSÃO DO PROCESSO O CPC. d. pois o processo não pode continuar sem o advogado. essa substituição não será possível e o processo dever ser extinto.58 Resposta: A decisão do juiz foi errada. conforme determina o CPC. São Elas: I. que deverá ser indicado pela parte respectiva. que estabelece o prazo de 20 dias para a providência. Ele precisa ser regularizado. IX. Morte de uma das partes: Com a morte de uma das partes (autor ou réu). se a mencionada audiência (que pode levar dias e até meses) já tiver sido iniciada podem ocorrer duas situações: • O advogado continuará no processo até o término da audiência. b. for um direito personalíssimo. Prazo da suspensão: o tempo necessário para habilitação do substituto (morte ou perda da capacidade processual de uma parte ou representante). Todavia. • O processo só será suspenso após a publicação da sentença ou do acórdão (para fins dos recursos legais). Há necessidade de novo representante legal e o processo ficará suspenso até que ele seja definido e habilitado. c. Procede-se segundo a orientação do art 1. e. no caso de morte ou de perda da capacidade processual de uma das partes ou de seus representantes legais. Se o direito em questão for intransmissível. Morte ou perda da capacidade processual de qualquer das partes. Observação: O §1º do art 265 acima estabelece que. Entretanto. é preciso ter presente que para a substituição de uma das partes é preciso que o processo se refira a direito transmissível.

Estas cartas só interrompem o processo se solicitadas antes do saneamento do processo. que poderá entrar no processo a qualquer momento. A propósito. retomando o processo no ponto em que estiver quando de sua entrada.c) o prazo máximo de suspensão é de um ano. b. dirimindo-se a dúvida levantada. VI. suspensão do processo. como o réu só pode falar no processo por meio de um advogado por ele habilitado. o processo ficará suspenso até que ela seja julgada. V. (CPC. findo o qual o juiz determinará o prosseguimento do processo. . o processo civil depender do julgamento de um processo penal que tenha ligação com ele. Relativamente à sentença de mérito. o prazo máximo de interrupção é de 6 meses. Questão: Demais casos não regulados pelo Código. Ex: Numa ação de alimentos verificar antes se o demandado é o pai do menor. o processo será suspenso quando: a. Revolução. Entretanto. Na realidade a presente situação não configura. art 306) IV. III. porque normalmente as duas questões são decidas ao mesmo tempo. Por motivo de força maior. c. – Como indica o próprio nome. II. Exemplos de causas suspensivas do processo da espécie: Guerra. A sentença tiver por pressuposto o julgamento de questão de estado requerido como declaração incidente. Esta causa ocorre quando as partes solicitam a suspensão do processo de comum acordo.03. na prática. Por exemplo. bem como a suspeição ou impedimento do juiz. Conforme determinado no §3º. Observação: Nas três situações acima (a. Inundação. o art 338 se refere às cartas precatória (dentro do mesmo Estado nacional) e rogatória (de um Estado nacional a outro). A sentença de Mérito. essas causas dependem do seu aparecimento. Tempo de duração da suspensão do processo por motivo de força maior (ou de caso fortuito): enquanto durar a causa que determinou a suspensão do processo. Epidemia. por parte do réu. Recebida a exceção. da câmara ou do tribunal.59 processo e se não o for. 07. Oposição de incompetência do juízo. Convenção das partes. ao término do qual o escrivão encaminhará o processo concluso ao juiz. A sentença não puder ser proferida sem antes ser verificado um determinado fato ou ser produzida a prova solicitada a outro juízo. O prazo para cumprimento das cartas precatória e rogatória vem estabelecido na própria carta. A sentença depender do julgamento de outra causa ou declaração da existência ou inexistência da relação jurídica que constitua objeto principal de outro processo pendente. (Princípio do Impulso Oficial).b. que determinará o seu prosseguimento.2007. o processo prosseguirá à sua revelia.

haverá extinção do processo. independentemente de solicitação das partes. CPC) . pelo não cumprimento por ele o juiz dará seqüência ao processo à revelia do réu.60 Em que momento se dá a suspensão do processo? Existem dois posicionamentos doutrinários: • Para Humberto Teodoro Jr a suspensão ocorre quando ocorrer a causa suspensiva. quando estabelece em seu caput: “extingue-se o processo sem resolução do mérito:” . sendo a partir daí reposto o prazo remanescente. EXTINÇÃO DO PROCESSO SEM JULGAMENTO DO MÉRITO O assunto é tratado pelo art. • No caso do inciso III (exceção de incompetência). quando o processo terá seqüência com o advogado habilitado até o final da audiência e o processo só será suspenso a partir da publicação da sentença (ou do acórdão). (Art 180. Duração da suspensão: Depende da causa da suspensão prevista no art 265 do CPC. no momento da decisão do juiz. • Nos casos do inciso IV (quando a sentença de mérito depender de outra sentença. §3º. (Art 265. ao fim do qual o juiz dará prosseguimento ao processo. salvo se já tiver iniciado a audiência de instrução e julgamento. do CPC) – Como regra geral. 267 do CPC. se ele declarar que os efeitos retroagem à época da ocorrência da causa (efeito ex tunc) os dois entendimentos têm a mesma conseqüência prática.Suspensão do prazo: suspende-se o curso do prazo durante a suspensão do processo e a sua contagem será retomada uma vez levantada a suspensão do processo. Se for o advogado do autor e não cumprir.Princípio do Impulso Oficial: Uma vez expirado o prazo previsto pela convenção das partes o juiz dará prosseguimento ao processo. Mas essa proibição não é absoluta: existe exceção quando o juiz autorizar a realização de atos urgentes a fim de evitar dano irreparável. a sentença de mérito não puder ser proferida antes de determinado fato ou prova. Efeitos da suspensão: são três os efeitos da suspensão do processo: 1. CPC) . (Art 266. • No caso do item I (parte: morte do procurador de uma das partes) haverá suspensão por 20 dias para seja constituído novo procurador. 2. o foi ficará suspenso até a definição da competência. 3. haver questão incidental de estado) a suspensão do processo não poderá exceder um ano. após o qual será aplicado o Princípio do Impulso Oficial. Portanto. • No caso do inciso II (convenção das partes) o prazo máximo da suspensão será de seis meses. • Para Moacyr Amaral dos Santos quando o juiz determinar a sua suspensão. é proibido qualquer ato processual durante a vigência da suspensão. se for o advogado do réu. • No caso do item I (parte: morte ou perda da capacidade processual de uma das partes ou de seu representante) o processo será suspenso pelo tempo necessário à habilitação do seu substituto.

Se o réu já foi citado e estiver participando do processo. pois o art 269 que diz no caput haver resolução do mérito. • Não se pronunciar no prazo fixado. Qual é. então. Este inciso trata das condições da ação. esgotado o qual o processo será extinto. estão listadas no artigo 295. ou seja. II. ad cautelam. sem resolução do mérito. manda intimar pessoalmente as partes. V. interesse processual e possibilidade jurídica. Art 267. Daí a diferença do prazo de extinção do processo. Quando o processo ficar parado por mais de um ano por negligência das partes. o que equivale à concordância tácita com a extinção do processo. pois a petição inicial poderia ter sido indeferida? Neste caso. A ausência de qualquer delas implica na extinção do processo. antes de extinguir o processo. Os incisos IV e V tratam dos pressupostos do processo.03. → As causas de indeferimento da Petição Inicial. VI. daqueles que não podem faltar no processo (pressupostos de constituição e desenvolvimento do processo) e o inciso V dos pressupostos negativos. litispendência e coisa julgada). 12. não percebeu claramente o vício da peça e decidiu por aguardar o pronunciamento do réu. IV. o juiz. Por isso o processo foi extinto mais adiante. Observação: Qual é a diferença entre os dois incisos II e III? No caso do inciso II abandono das duas partes (abandono bilateral) e no inciso III abandono só do autor (abandono unilateral).2007 III. Ante essa intimação o réu pode assumir rês posições: • Comparecer e concordar com a extinção do processo.61 I. do processo não pode faltar qualquer das três condições – legitimidade das partes. na análise da peça inicial. que terão prazo de 48 horas para se pronunciarem. não cumprindo os atos e diligências que lhe competir. quando haverá resolução do mérito. Pelo indeferimento da Petição Inicial. O Inciso IV trata dos pressupostos positivos. isto é. . com exceção do seu item IV. em seu inciso IV diz quando o juiz pronunciar a decadência ou a prescrição. Quando o autor demonstrar abandono da causa por mais de 30 dias. o juiz. Decorrido esse prazo. §1º). fixando-lhe prazo de 48 horas para isso (CPC. ou seja. • Comparecer e discordar justificadamente da extinção do processo. aqueles que não podem aparecer no processo (perempção. o juiz não pode extinguir o processo sem antes intimar o réu a se pronunciar sobre a questão. a diferença entre este inciso e o inciso I. porque ele tem direito a uma sentença que ponha fim à lide (uma sentença declaratória).

3º e 4º). Ocorrendo confusão entre autor e réu. ou podem mesmo estar relacionadas por meio de um compromisso arbitral. mas não do direito material. pois somente as partes podem distratála. XI. Quando ela é julgada formalmente a nova ação é admitida. Não haverá julgamento do mérito se o autor desistir da ação. que prevê a resolução da lide por um arbitro que não o juiz estadual. Como o autor pode desistir do direito de ação. mas não do direito material. As partes podem estar relacionadas por meio de um contrato que contenha uma cláusula compromissória. parágrafo único. a morte do titular do direito intransmissível morre com ele. É preciso levar em conta. autor e réu são a mesma pessoa. No caso da litispendência a nova ação não poderá ser proposta enquanto a lide estiver em pendência na ação anterior. Na falta de pronunciamento do réu. Art 47. a extinção do processo depende da concordância dele. A concordância deve ser justificada adequadamente. mas a outra parte também deve se pronunciar. Ação sobre direito intransmissível. Entretanto. VIII. A sentença do julgamento põe fim à lide. quando o processo foi extinto por prescrição ou decadência. Demais casos prescritos no CPC. mas resta. (convenção de arbitragem prevista na Lei 9307. IX. A ação perde a razão de ser e o processo será extinto. que nem sempre o julgamento encerra o processo. O art 268 apresenta três hipóteses de perda do direito de ação: a coisa julgada. (Lei 9307. art 9º). Se o direito em questão for indisponível. que deverá aguardar a provocação do réu. Também não pode o juiz determinar a extinção da cláusula compromissória. O art 268 do CPC determina que a extinção do processo não impede o autor de pedir novamente a tutela do Estado para a ação cujo processo foi extinto. observadas as condições acima quanto aos pagamentos. Entretanto é preciso considerar o §4º do artigo: subtendendo-se que o réu não é revel. Há uma exceção: o art 267. I. em que ele é julgado quanto ao mérito. Exemplos: Art 13. todavia. Todavia a Petição Inicial só será deferida após a comprovação pelo autor do pagamento das custas processuais e honorários advocatícios da ação anterior. Assim. O autor já mostrou sua vontade ao ingressar com a ação. a seguir.62 VII. A ação que é interposta depois de julgada formalmente. ele será irrenunciável. ao réu tem que ser dado o direito de obter sobre a questão uma sentença declaratória. V. X. Quando houver a possibilidade de arbitragem da situação. EXTINÇÃO DO PROCESSO COM JULGAMENTO DE MÉRITO O art 269 trata das ações que recebem julgamento quanto ao mérito. com sentença formal. ou seja. o juiz dá prosseguimento ao processo. pois o autor pode voltar com nova ação. Ainda mais o autor pode desistir só do direito do exercício da ação. o cumprimento da sentença. a aplicação da convenção de arbitragem não pode ser acionada pelo juiz. que está . isto é. a perempção e a litispendência.

que finaliza a lide. no caso necessária. isto é. que já havia contestado a ação. Justifique a resposta. o juiz . quando as partes entrarem em acordo. Quando o réu reconhecer a procedência do pedido do autor. Resposta do grupo: a) O autor deveria ter juntado o respectivo contrato. poderia ter determinado que o autor juntasse o documento em 10 dias. sem que tenha havido manifestação de aquiescência por parte destes. Nesse caso haverá julgamento de mérito. ao julgar. Quando o juiz pronunciar a decadência ou a prescrição. Com a sentença em um ou em outro sentido mencionado. Quando as partes transigirem. 3. Pergunta-se: a) Deveria ter juntado tal documento? B) caso o juiz entendesse ser a juntada do documento indispensável à propositura da ação e indeferisse liminarmente a petição inicial. juntando o contrato. Quando o autor renunciar ao direito em que se fundamenta a ação.03. 19. Apresentar quatro definições de indeferimento da Petição Inicial. Pergunta-se: a) Porque agiu assim o juiz e se fez bem? Justifique sua resposta. art 283. O juiz. não considerou (julgou) aquele pretensão em sua sentença. o art 284 do CPC permite ao juiz fixar o prazo de 10 dias para o autor corrigir a irregularidade. Quais as conseqüências para a Petição Inicial quando falta um dos seus requisitos? 3. como vocês avaliariam tal indeferimento. A sentença reconhecerá o direito do autor e porá fim à lide. Como o processo não havia chegado à fase de saneamento. Todavia. 14. Resposta do grupo: A situação se resume em pedido de alteração de um elemento da petição inicial após a citação do réu. Não há necessidade de concordância do réu porque o autor não poderá intentar novamente a ação. em réplica à contestação dos réus.2007. Ele renuncia o direito material. São os seguintes os casos de julgamento de mérito previstos no art 269: 1. o juiz põe fim à lide decidindo o mérito da ação. pois segundo o art 284. às vezes. 5. Quando o juiz acolher ou rejeitar o pedido do autor. requereram a concessão de benefício previsto em lei. O juiz reconhece o acordo e o ratifica através da sentença. Cite quatro conceitos de Petição Inicial. 2) Em uma dada ação as autoras. dependente antes das providências previstas no art 475-A. quando se tratar de sentença ilíquida. pois se trata de peça que irá fundamentar a ação de rescisão de contrato. 4. A parte que poderia contestar o pedido do autor confirma a validade do mesmo.63 previsto no art 475-I e.03. portanto elemento indispensável previsto no CPC. Exercício em grupo sobre as seguintes questões: 1. 2. sem a aquiescência deste.2007 Prova para ser resolvida em grupo 1) Em ação de rescisão de contrato o autor não juntou com a peça inicial o referido contrato. b) A decisão do juiz não foi de acordo com o permitido nos artigos mencionados acima. 2.

não foi provado (adultério). 264 do CPC não permite. a autora propugna pela procedência da ação por aquele motivo. Portanto o juiz daria seguimento ao processo. haverá o prosseguimento do processo com o réu revel. b) Havendo mais de um procurador já habilitado o réu não estaria desprotegido com a morte de um deles. na falta dessa indicação. ainda que a audiência de instrução e julgamento já tenha sido iniciada. como a morte em questão ocorreu antes do início da mencionada audiência. Após alguns meses. Como no curso do processo completou-se o prazo legal para a solicitação de divórcio direto. o processo é considerado suspenso a partir dessa ocorrência (um dos entendimentos) ou suspenso a partir de ato do juiz. Pergunta-se: a) Ao tomar conhecimento do fato. o autor propôs novamente a mesma ação e desta feita provocou a extinção do processo por abandono da causa. o autor solicitou a extinção do processo por desistência. Um dos efeitos da suspensão do processo é justamente proibir a realização de qualquer ato processual. o que deverá fazer o juiz e quais os efeitos de sua decisão? b) Caso existam mais advogados constituídos no instrumento de procuração. Resposta do grupo: a) o assunto está regulado pelo CPC. será o caso de suspender-se o processo? Justifique sua resposta. 3) Num dado processo. o processo prosseguirá à revelia do réu. Ora. 4) A propõe ação de separação judicial contra B. que justificaria a concessão. a morte do procurador do réu é comunicada ao juiz antes do início da audiência de instrução e julgamento. no prazo mínimo de 20 dias. Não permitindo. é como se o pedido não existisse e o juiz não pode julgar um pedido inexistente. 5) Numa dada ação. sob o fundamento de infração aos deveres do casamento (traição). Portanto. Pergunta-se: a) Se o autor propusesse novamente a ação para provocar a sua extinção por abandono por mais de 30 dias. tendo havido a concordância do réu para tanto. Não se solicitou aqui a aquiescência do réu. Resposta do grupo. Quando toma conhecimento da morte do procurador do réu. o mais correto seria a anulação da parte da audiência já realizada e ser marcada nova audiência. com efeito retroativo (ex tunc). e não tendo sido possível provar-se a referida infração. com outro procurador já designado ou. que se desenvolveu sem a presença de advogado do réu. 2ª) Por que não acolheu o pedido de divórcio? A alteração de pedido propugnada pela autora gera outra ação – a ação de divórcio – o que resulta na alteração do pedido após a fase de saneamento. o que o art. portanto o juiz não agiu corretamente. 1ª) porque foi julgado improcedente o pedido de separação? Porque o motivo alegado. haveria perempção? B) Qual o tipo ou espécie de abandono? Resposta do grupo: Há de se fazer uma distinção entre desistência e abandono: .64 poderia ter intimado o réu a se pronunciar sobre o pedido. Pergunta-se: a) Por que o juiz deu pela improcedência da separação e não julgou o pedido de divórcio direto? Justifique sua resposta. no art 265. o juiz suspenderá a audiência e marcará prazo de 20 dias para designação de outro procurador e. se não houve essa designação. §2º. São duas as perguntas em questão.

• Não se pronunciar no prazo fixado. estabelece que para validade do processo é indispensável a citação inicial do réu. (§1º. A Petição Inicial estando em ordem. art 247). isto. sob pena de sua nulidade. a alegação não foi aceita. da extinção do processo. depois de repetido por três vezes. a relação jurídica que até então era linear (autor e juiz) se transforma em relação triangular (autor. juiz e réu). art 214. → Abandono é a demonstração de desinteresse do autor pelo processo. III do CPC. justificadamente. Dessa forma. O §2º do mesmo artigo trata do comparecimento do réu para alegar a nulidade e sendo sua alegação aceita pelo juiz. por meio de ação anulatória. inclusive com o prazo correndo. sendo considerada inexistente. o autor perde o direito de ação. podendo ingressar com ação sobre ele quantas vezes quiser. Com a citação. por inércia. pois o processo foi abandonado apenas uma vez. b) É o abandono unilateral previsto no art 267.03. podendo adotar uma das seguintes posições: • Comparecer e concordar com a extinção do processo.03. o réu foi citado e se estiver participando do processo deve ser intimado a se pronunciar sobre a extinção. a citação deve ser válida.65 → Desistência é um ato que implica na manifestação do autor nesse sentido. do CPC. Nesse caso. extinção do processo sem resolução do mérito. Mesmo que estes recebam a citação o estarão fazendo em nome do réu.2007 – Correção comentada da prova 26. o juiz manda citar o réu. O comparecimento espontâneo do réu supre a sua falta. • Comparecer e não concordar. Já no abandono. inclusive após a sentença transitada em julgado. o que representa a concordância tácita com a extinção do processo. que é o que configura o instituto da perempção. mas condição indispensável no processo. Ainda que ele seja citado em nome de seu representante legal ou de seu procurador legalmente autorizado. no prazo de 48 horas. ou seja. Destinatário da citação: o destinatário da citação é sempre o réu (art 213). Além disso. citação é um ato processual escrito e constitutivo da relação processual completa. o autor não perde o direito material. pois a citação viciada é nula (CPC. conter todas as prescrições da lei. Respondendo as questões: a) Não haveria perempção. Se ao contrário. Ela é uma exigência do Princípio do Contraditório e da Ampla Defesa. CPC).2007 CITAÇÃO Natureza jurídica da citação: O art 213 do CPC define citação assim: “citação é o ato pelo qual se chama a juízo o réu ou o interessado a fim de se defender”. É o que prescreve o art 215 do CPC: “far-se-á a citação pessoalmente ao réu. Em caso da desistência. A nulidade da citação pode ser declarada em qualquer fase do processo. o processo prossegue seu andamento normal. considerar-se-á citado o réu na data em que ele ou o seu advogado for intimado da decisão. quando este prosseguirá. ao seu representante legal ou ao . podendo ser causa de nulidade do processo. Necessidade da citação: O art 214. Quando ela é declarada nula durante o andamento do processo. 21. vê-se que a citação não é apenas necessária. Assim. serão anulados todos os atos processuais praticados após a citação.

→ A coisa. pois que não ocorreu julgamento do mérito da anterior. Torna litigiosa a coisa. são efeitos processuais. onde se situa o imóvel. → A citação define o juiz que a ordenar. mas sim o seu representante legal para falar em nome dele e os relativamente incapazes serão citados. 2. o art 12 do CPC relaciona os casos de representação do réu. Os três efeitos acima se referem ao processo. → Ocorre a litispendência quando sobre o mesmo objeto já houver ação pendente de julgamento. Todavia. mas apenas parte interessada na questão. A citação é sempre feita pessoalmente. O art 213 fala. A citação válida a vincula ao processo e o submete ao resultado da resolução da lide. Se a solução da lide que está em andamento obtiver sentença relativa apenas à forma. na mesma comarca. 3. em questão.66 procurador legalmente autorizado”. Assim. O §2º do art 215 do CPC trata do caso do locador que se ausenta do país sem cientificar o locatário que deixou na localidade. é o bem jurídico em litígio. o termo interessado subentende caso de jurisdição voluntária. o autor poderá voltar com nova ação. Estados. se as comarcas forem diversas.) e as pessoas formais (inventário. será citado na pessoa do administrador do imóvel encarregado de receber os aluguéis. certo. massa falida) além dos incapazes. ele não será citado. Constitui em mora o devedor. (prevenção é a escolha entre juízes igualmente competentes). ele próprio determina o momento em . Quais são os casos em que o réu será necessariamente citado nas pessoas de seus representantes legais? As pessoas jurídicas do direito público (por exemplo. 4. É o caso de jurisdição voluntária. 1. autarquias. No caso do absolutamente incapaz. → Quando a obrigação a ser cumprida tem vencimento determinado. Efeitos da citação válida: O art 219 do CPC menciona os seguintes efeitos da citação: Citação válida é a que atende todas as exigências legais. Para representação. se várias ações conexas foram propostas a juízes diferentes. Torna prevento o juízo. A solução da lide em andamento pode solucionar também a segunda lide em questão. procurador com poderes para receber citação. Constitui-se também exceção à regra geral a situação em que o réu pode ser citado na pessoa de seu advogado (art 57). Municípios) e do direito privados (empresas ou companhias. quanto à citação. isto é. O art 215 autoriza a citação por meio de interposta pessoa. será prevento o juiz que primeiro conseguir a citação válida. será prevento o juiz que primeiro despachar a petição inicial (art 106). da mesma competência territorial. também que a citação pode ter como destinatário o interessado. Todas as exceções devem ter previsão legal. Esse caráter litigioso da coisa em questão obriga as partes a mantê-la no estado em que se encontra no momento da citação válida. Na expressão “o réu ou o interessado” do art 213. Induz litispendência. mas também o serão seus representantes (eles devem ser assistidos). quando ainda não existe a lide. em que a parte não é réu (por não ser jurisdição contenciosa).

Qualquer demora imputável exclusivamente ao serviço judiciário não prejudica a citação. se ela for convencional o juiz não poderá conhecê-la de oficio (art 211. além da advertência de que a falta de contestação implica na admissão de veracidade dos fatos alegados na peça inicial. • Pelo correio. A citação pelo correio pode ser feita em todo território do país. réu. A interrupção da prescrição retroage à data da propositura da ação (art 219. com aviso de recebimento (AR). (2) por oficial de justiça. 5. A petição inicial sendo protocolada dentro do prazo prescricional interrompe a prazo prescricional e interrompe. Prazo prescricional – é o intervalo de tempo dentro do qual o autor pode propor a ação. A petição inicial interrompe tanto a prescrição como a decadência.67 que o devedor ficará em mora. Quanto à decadência. Todavia. com o despacho do juiz quando há uma só vara e distribuição quando houver mais de uma vara (art 263). haverá novo prazo prescricional. Com a propositura da ação. a decadência (art 220). enviado ao réu por via postal. do CC). começa-se a contar o prazo para prescrição novamente. suportadas. isto é. inclusive a sucumbência. também. ou seja. se o réu já estivesse em mora pelo vencimento da obrigação. o efeito de constituir a partir dela. a citação válida será a referência nesse sentido. Interrompe a prescrição → Os §2º e §3º do art 219 do CPC estabelece os prazos em que a citação deve ocorrer por iniciativas da parte: 10 dias (§2º) prorrogável até 90 dias (§3º) subseqüentes ao despacho que a ordenar. Junto com a carta deve seguir cópia da petição inicial (contra-fé) com o despacho do juiz. É uma forma real de citação porque depende da entrega da correspondência ao citando. Ela deverá ser entregue pessoalmente ao destinatário. Vencido esse prazo ocorre a prescrição e o autor perde o direito de ação. A citação válida interrompe a prescrição e retroage à data da propositura da ação. O juiz poderá conhecer a prescrição (e a decadência) de ofício. O réu será considerado citado quando da juntada aos autos do processo do respectivo AR. ainda que a citação tenha sido ordenada por juiz incompetente. Modalidades de citação: O art 221 do CPC estabelece as formas pelas quais pode ocorrer a citação: (1) pelo correio. É feita por meio de carta do escrivão. quer dizer. (3) por edital e (4) por meio eletrônico. quando o réu for . se foi a citação inicial que o constituiu em mora e ele cumpre imediatamente sua obrigação. Não havendo vencimento determinado. (§art 219 do CPC). Existem exceções a este forma de citação: nas ações de estado (família). Não havendo citação nos prazos mencionados haver-se-á por não interrompida a prescrição. o devedor em mora. surtindo efeito material e não processual. Caso esse prazo seja reaberto pelo levantamento da interrupção. não será constituído em mora e as despesas processuais serão suportados pelo autor. §1º). as custas do processo serão por ele. Observação: Estes dois últimos efeitos ocorrem mesmo quando ordenada por juiz incompetente. → Esta é a regra geral.

Quando feita pelo correio. O dia. A citação por mandado é a feita por meio de um oficial de justiça. por oficial de justiça ou por processo eletrônico ele é real e quando por edital ela é ficta.2007 CITAÇÃO POR MANDADO 1. A citação com hora certa é ficta. f. §1º e §2º. . (art 218. Conceito Citação é o instrumento para chamamento do réu ao processo para defender-se em ação contra ele proposta. art 215). O art 230 permite que. porque o réu é citado pessoalmente ou na pessoa de representante legal ou procurador legalmente autorizado (CPC. Os nomes do autor e do réu com seus endereços e residências. nas comarcas contíguas e nas regiões metropolitanas. hora e local para o comparecimento do citado. o réu será considerado citado na data da publicação do edital.04. 28. O edital de citação deverá conter todos os elementos necessários à contestação. A cominação.68 incapaz. A citação pode ser real ou ficta. a. O prazo para defesa.03. → Está previsto no art 231 do CPC que o réu poderá ser citado por edital: quando o ele se encontrar em lugar ignorado.). nos processos de execução. O réu será considerado citado quando da juntada aos autos do processo do mandado devidamente cumprido. ou seja. o oficial de justiça faça citações em qualquer uma delas. se houver. este deverá portar o mandado citatório expedido pelo escrivão por ordem do juiz. quando o réu for desconhecido ou incerto. com todos os requisitos constantes do artigo 225 do CPC. e. d. Cópia do despacho. ainda. quando na localidade do réu não houver serviço do correio e quando. de fácil comunicação. É uma modalidade real de citação. 09. Assinatura do escrivão e a declaração que a subscreve por ordem do juiz. b. Nesse caso. pois o réu está ausente. quando ela será feita por oficial de justiça e quando o autor a requerer de outra forma. • Por edital. quando o réu é pessoa do direito público. O oficial certificará a ausência do réu e deixará contrafé da certidão com pessoa da família ou com vizinho. A finalidade da citação com todas as especificações constantes da petição inicial c. • Por processo eletrônico → ainda em processo de implantação. g. nos casos expressos em lei e. • Por oficial de justiça → Quando a citação se fizer por um oficial de justiça. incerto ou inacessível.04 e 11. .

• A finalidade da citação. se iniciado no horário. com todas as especificações da petição inicial. entregando-lhe a contrafé. como ato processual. É sempre o réu ou o interessado nas jurisdições voluntárias. A citação. Em casos excepcionais. lê-lhe o mandado. assinou nota de ciente ou se recusou a fazê-lo. inclusive com a advertência sobre a falta de sua contestação constante do art 285. a fim de que ela tome conhecimento que existe uma ação proposta contra ela e possa defender-se.69 2. a citação . se ele recebeu. se o adiamento for prejudicial a ela ou causar grave dano (§ 1º). hora e lugar do comparecimento. Realização da citação. • Quando a ré for pessoa incapaz. 4. se houver. com a declaração de que a subscreve por ordem do juiz. • Quando o autor requerer essa modalidade de citação. • Quando a ré for pessoa do direito público. 5. O oficial. O art 216 estabelece que a citação será efetuada em qualquer lugar em que se encontrar o réu. Mandado: o que é? Quais são seus requisitos? Mandado é o documento que habilita o oficial de justiça a atuar em nome do juiz na convocação do réu para integrar o pólo passivo da relação processual instada pelo autor. O oficial de justiça deve ter presente o determinado no art 172 e seus parágrafos. por fé. Assim o citando se transforma em citado. Quem é o citando? É a pessoa a quem se destina o mandado. Certifica. • A cópia do despacho do juiz. das 6 às 20 horas (caput do artigo). • A assinatura do escrivão. deverá ser realizada em dias úteis. • A cominação. encontrando o citando. poderá exceder às 20 horas. O termino da diligência. O mandado tem os seguintes requisitos (art 225 do CPC): • Os nomes do autor e do réu com seus respectivos domicílios ou residências. O art 226 determina ao oficial de justiça procurar o réu onde o encontrar. Citando é uma pessoa conhecida e perfeitamente identificada. devendo ter domicilio ou residência na comarca do juiz que despachou a petição inicial. • O dia. • Quando ocorrer frustração da citação pelo correio 3. Hipóteses em que se faz a citação por mandado: As hipóteses para se fazer a citação por mandado são as mencionadas no art 222 e 224 do CPC: • Nas ações de estado. • Quando no local de residência do réu não existir entrega domiciliar de correspondência. • O prazo para defesa do réu. expressa e devidamente autorizada pelo juiz.

art 5º. sendo o citando militar e não se conhecendo a sua residência ou se ele nela não se encontrando. Como regra geral. b. respeitado o disposto na CF. fora do horário estabelecido no caput do artigo. enquanto em estado grave. em segundo grau. O art 230 se refere às comarcas contíguas. O art 218 diz: “não se fará citação quando se verificar que o réu é demente ou está impossibilitado de recebê-la”. não há necessidade de novo despacho do juiz. Estabelece o art 227 que. na falta desta. O Parágrafo único do art 216 estabelece que. em seu domicílio ou residência. o juiz designará um curador para o réu (nomeação essa restrita à causa) e este será citado em nome do réu. em linha reta ou colateral. qualquer vizinho. 6. . intimará pessoa da família ou. permitindo que o oficial de justiça efetue citações em qualquer delas. Da certidão da ocorrência. Não encontrado o citando nesta diligencia. mesmo que o réu tenha se ocultado em outra comarca. CC). a.70 poderá ser efetuada em domingos e feriados. nos dias úteis. • Aos noivos. em dias e horas diferentes. CITAÇÃO COM HORA CERTA 1. de fácil comunicação e às que estão em regiões metropolitanas. que voltará no dia seguinte a fim de cumprir o mandado de citação. inciso XI (§ 2º). • Aos doentes. • A quem estiver assistindo a qualquer ato de culto religioso. será citado na unidade em que estiver servindo. a citação será efetuada na circunscrição do juiz processante (art 176. se por três vezes o oficial de justiça procurar o réu em seu domicílio ou residência e não o encontrar. previstos no art 227. nos três primeiros dias de bodas. O procedimento se completa pelo estabelecido no art 228: No dia e hora marcados. Haver suspeita justificada de ocultação do réu. a fim de cumprir o mandado de citação. Para tanto. ou. dando por efetuada a citação. sem encontrá-lo. o oficial comparecerá ao domicílio ou residência do citando. Variações de comportamento do oficial de justiça e exceções. O art 229 determina que o réu será cientificado pelo escrivão dessa citação com hora certa por meio carta. salvo para evitar o perecimento do direito. • Ao cônjuge ou parente do morto. no dia do falecimento e nos sete dias seguintes. Hipóteses em que a citação deve ser com hora certa São dois os requisitos em questão. Ter o oficial de justiça procurado o réu por três vezes. o oficial de justiça deixará contrafé com pessoa da família ou com qualquer vizinho. em hora por ele designada. O art 217 apresenta algumas restrições ao modus fasciendi da citação: Não se fará citação. declarando-lhe o nome. telegrama ou radiograma. consangüíneo ou afim. Reconhecida a demência. suspeitando de ocultação. o oficial procurará informar-se das razões da ausência.

como prevê o art 227 o oficial intima qualquer pessoa da família. Realizada a citação com hora certa. Se o citando estiver presente será citado normalmente (citação por mandado). voltará para efetuar a citação. o juiz nomeará curador especial para o citando (CPC. dará por realizada a citação. O oficial de justiça certifica a ocorrência. pois se presume que o seu familiar ou seu vizinho dê-lhe conhecimento do ocorrido. art 9º. A citação com hora certa é presumida ou ficta quando o citando não estiver presente. no dia e hora designados. vi. o oficial procurará informar-se dos motivos da ausência dele. ficará prejudicada a citação com hora certa. que a citação para qualquer comarca do país será feita pelo correio. ii. Se o citando não estiver presente. . Assim. iii. conforme o caso. o escrivão comunicará tudo ao réu por meio de carta. • Quando a ré for pessoa do direito público. Se dessa averiguação resultar o afastamento da suspeita de ocultação. As exceções a esta regra geral são as seguintes: • Nas ações de estado. Assim. deixando contrafé com pessoa da família ou com qualquer vizinho. CITAÇÃO PELO CORREIO 1. quatro requisitos: três vezes.(§ 2º). os limites territoriais são os próprios limites do país. II). 2.. Portanto. na hora que designar. v. na falta desta. Nessa terceira diligência. Neste caso. portanto. independente de outro despacho do juiz. declarando-lhe o nome. ou vizinho. que. • Quando a ré for pessoa incapaz. no dia imediato. iv. em seu domicílio ou residência. ainda que o citando tenha se ocultado em outra comarca (§ 1º). Procedimentos i. 3. Entretanto. o oficial. o oficial de justiça inicia a preparação para a realização definitiva da citação.71 São. É uma modalidade de citação real. como regra geral. telegrama ou radiograma. Limites territoriais O art 222 do CPC estabelece. permanecendo a suspeita de ocultação. vii. comparecerá à residência do citando a fim de realizar a programada diligência (art 228). A citação com hora certa constitui uma forma especial de efetuar-se a citação por mandado.(Art 229) viii. suspeita justificada de ocultação e sem encontrá-lo.

4. resulta prosseguir o processo à sua revelia. ou seja. Poderá. DEFESAS DO RÉU Diz o art 297 do CPC que o réu poderá oferecer. ele não está obrigado a defender-se. caso em que o carteiro anotará a ocorrência no aviso de recebimento. no prazo de 15 dias. Se o réu recusar-se a receber a carta que leva a citação. b. O prazo para a resposta do réu. Deverá conter cópias da petição inicial e do despacho do juiz. Requisitos da carta Uma vez que o juiz defira a modalidade postal para a citação.72 • • Quando no local de residência do réu não existir entrega domiciliar de correspondência. será considerado revel. estando livre para manter-se omisso ou inerte. no art 219. Mas. O destinatário poderá recusar o recebimento da correspondência. Em se tratando de o citando ser pessoa jurídica. Conseqüências da recusa Existem dois enfoques doutrinários: a. por mandado. Nesse caso. c. a carta deverá ser entregue à pessoa com poderes de gerencia geral ou de administração (art 223. sempre a pedido do autor. Como o carteiro não tem fé pública para certificar a recusa do citando. 2. d. parágrafo único). esgotadas as providências que este deve tomar previstas. Entretanto. com as implicações constantes do art 285 do CPC. o que torna a situação do autor muito cômoda quanto à aceitação de seu pedido. Conter. faltando a sua defesa. será considerado citado pela própria recusa e não comparecendo a juízo no prazo estabelecido. pessoalmente. e o autor requerendo esse tipo de citação. presente o contido nos artigos 319 e 320. em petição escrita dirigida ao juiz da causa a sua defesa. a advertência do art 285. Essa carta deverá preencher os seguintes requisitos: a. § 2º e §3º. uma vez citado. ele deverá ser citado novamente. a não contestação da ação fará presumir como verdadeiras todas as alegações do autor. Não há para ele obrigação de defender-se. exigindo-lhe que assine recibo de entrega da correspondência. . Quem pode receber a carta? A carta deverá ser entregue pelo carteiro. 3. ao citando.O juízo e o cartório com o respectivo endereço. em inteiro teor. b. e. Espécies de defesa: a defesa do réu pode ser: . Será registrada e o carteiro deverá entregar-lhe pessoalmente ao citando. em último caso ser citado até por edital. será enviada carta ao citando pelo escrivão ou chefe de secretaria. segunda parte. Quando o autor requerer outra modalidade de citação. desde que o autor requeira essa medida. (salvo se o direito for indisponível).

Pretende. modificativo – o réu reconhece o montante da dívida. CPC) e cujo conteúdo é a alegação da suspeição do juiz. . a objeção substancial. pretendendo obter sentença que rejeite a sua pretensão. previstas no art 304 e são exercitadas por meio da peça chamada exceção.73 • • Contra o processo. art 112). • Direta – O réu ataca o processo visando a sua nulidade ou a carência da ação. Efeito desta defesa: os autos ao remetidos ao juiz competente. → Defesa contra o processo. então. falta de capacidade do autor ou do réu. A defesa contra o processo pode ser direta ou indireta. dependendo da atitude assumida pelo réu. podendo a sua defesa consistir em: a) nega os fatos alegados pelo autor. ou seja. • Indireta – o réu admite verdadeiros os fatos alegados. pode ser: a) admissão dos fatos constitutivos alegados. Também pode ser direta ou indireta. também chamada objeção. → Defesa contra o mérito. falta de instrumento de mandato. mas alega que já a pagou. b) admite os fatos alegados. visam a sua paralisação. com este tipo de defesa. O réu defende-se da pretensão do autor. em sua defesa o réu poderá investir contra o processo ou contra o mérito da inicial. É a defesa do réu voltada diretamente contra a pretensão do autor. Resumindo. por exemplo. exercida por meio da “exceção de impedimento” (art 134). extintivos: reconhece a existência da causa da dívida. trancar o processo ou pelo menos obstaculizá-lo. O conteúdo da peça é exatamente a incompetência relativa do juiz. São duas as defesas indiretas contra o processo. como. Contra o processo existem dois tipos de defesa: direta e defesa indireta. por exemplo. b) ocorre a alegação de outros fatos que mostram um direito do réu. mas opõe a eles novos fatos que impedem os alegados ou lhes extingue os efeitos. que mesmo não se opondo aos elementos da relação processual. como. As demais defesas contra o processo são todas diretas e se exercitam pela contestação (liminar). ou por meio da “exceção de suspeição” (art 135. mas oferece nos fatos impeditivos. com esse objetivo: a) falta de pressupostos (subjetivos ou objetivos) do processo. Nesse caso faz uso das exceções processuais. Exemplos: impeditivos – o réu reconhece a venda. • Indireta – quando o réu ataca o processo usando circunstâncias exteriores. • Direta – Ataca o pedido nos seus fundamentos de fato e de direito. Pretende desfazer a pretensão do autor. impedir ou retardar a sentença. b) falta de condições da ação. o réu não é o sujeito da obrigação. por meio da “exceção de incompetência relativa” (CPC. que se opõem aos direitos pretendidos pelo autor. Contra o mérito.. devendo ser pago no momento parte do total. 2) Parcialidade do juiz. extintivos ou modificativos. mas alega que o seu pagamento deveria ser parcelado. a pretensão do autor não é suscetível de ser reconhecida.Alega. alegando-se a: 1) Incompetência relativa. conseguindo sentença que não atenda o seu pedido. Temos. mas alega sua capacidade de contratar. cujo conteúdo é o impedimento do juiz. mas nega a possibilidade das conseqüências pretendidas pelo autor. A defesa indireta.

O objeto litigioso deve ser o mesmo do começo ao fim do processo. exercida pela contestação. que poderão ser conhecidas de ofício pelo juiz. • Inépcia da petição inicial. Assim. São as seguintes: • Inexistência ou nulidade da citação. previstas no art 301). b. é o instrumento formal da defesa do réu contra o mérito. • Incompetência absoluta. defesa indireta). num sentido restrito. • Conexão. Conteúdo da contestação – A regra geral sobre o conteúdo da contestação está no art 300 do CPC. contra a lide. são abrangidas pela contestação. sem alterar o objeto litigioso”. na qual o réu se contrapõe à causa de pedir do atual. Todas as demais defesas sejam contra o processo ou contra o mérito. (Humberto Teodoro Jr e Vicente Greco Filho) • Como forma de resposta do réu à ação do autor. No sentido amplo. modificativo ou extintivo). por meio de dois tipos de defesas: direta ou indireta. do CPC. pode fazer uso de dois institutos jurídicos: a exceção e a contestação. do CPC. . isto é. o impedimento e a suspeição do juiz (contra o processo. apresenta fato novo (impeditivo. • Coisa julgada. exercida pela contestação. embora aceite as alegações do autor. a contestação deverá conter as defesas todas contra o mérito – diretas e indiretas (art 300) e contra o processo (as diretas. a. • Litispendência. • Conceito da professora – “Contestação é o instrumento formal pelo qual o réu se defende contra o processo e contra o mérito. a contestação. do CPC. As indiretas contra o processo são apresentadas preliminarmente por meio da peça denominada exceção e estão previstas no art 304. tanto a causa de pedir remota (fática) ou próxima (jurídica). Indiretas – estão previstas no art 326. dita contestação ao pedido do autor. na qual o réu. Contestação e Exceção O réu. contestação é o instrumento formal da defesa do réu contra o processo ou contra o mérito. Defesas listadas no art 301. Embora a doutrina fale em exceções processuais e exceções substanciais. na sua defesa. • Perempção. o CPC adota a denominação específica de exceções para as defesas contra o processo pelas quais são alegados a incompetência. Contestação (artigos 300 a 303 do CPC) Conceito: • Contestação é o instrumento processual utilizado pelo réu para opor-se formal e materialmente à pretensão deduzida em juízo pelo autor. Diretas – estão previstas no art 300. com exceção do compromisso arbitral (§4º). (Moacyr Amaral Santos).74 Pode também o réu investir contra o mérito da petição inicial.

as impugnações do réu quanto ao mérito (diretas. → A contestação deve identificar o cartório pelo qual corre a ação. • Poderá o réu admitir os fatos e as conseqüências pretendidas pelo autor. listadas no art 267. assim. Falta de caução ou de outra prestação.75 • • • • Incapacidade da parte. que a lei exige como preliminar. (Princípio do ônus da impugnação especificada)  O réu deve alegar na contestação toda a matéria de defesa (Princípio da eventualidade). ainda. Carência de ação. As impugnações do réu possíveis de serem apresentadas na contestação têm caráter preclusivo. 297) → A contestação deve ser dirigida ao juiz da causa (art 297) → A contestação deve conter os nomes das partes. • Poderá o réu admitir os fatos alegados. São as seguintes essas defesas: • Poderá negar os fatos alegados pelo autor (contestação absoluta). as demais são ditas contestações relativas. CPC). . Observação: 1. Requisitos da Contestação: São de dois tipos os requisitos da contestação: 1. A contestação deve conter. São os seguintes:  Deve o réu manifestar-se sobre os fatos contidos na petição inicial. art 300 – ataca diretamente a causa de pedir) e (indiretas. apresentar fatos novos que representem direito do réu oposto aos alegados pelo autor. São os seguintes: → A contestação deve ser escrita (art. Extrínsecos (ou formais). também. art 326 – aceita a causa de pedir alegada. Intrínsecos. como preliminar. relativos ao conteúdo. qualquer matéria que autoriza o juiz a indeferir a petição inicial. 2. 2. não incluídas no art 301. que nada têm a ver com o conteúdo. mas apresenta-lhe fatos novos que as atacam indiretamente ). impugnar na contestação o valor atribuído à causa (Art 261. modifiquem (fatos modificativos) ou extingam (fatos extintivos) aqueles. Com exceção da primeira forma de contestação. defeitos de representação ou falta de autorização. negando-lhe as conseqüências jurídicas pretendidas pelo autor. do CPC. • Poderá. Pode o réu. Poderá ser alegada preliminarmente qualquer das causas constantes do art 267 (extinção do processo). mas apresentará fatos novos que impeçam (fatos impeditivos). Também pode constar da contestação.. Compromisso arbitral.

como a ilegitimidade da parte. Ex: Alegação sobre paternidade. Se a lei considerar determinado documento público como substancial às alegações do autor e esse documento não estiver no processo. Embora o princípio da eventualidade determine que todas as alegações da defesa do réu devem constar da contestação. sem prejuízo algum à defesa. serem apreciadas as que lhe sigam. (art 300. art 302) – Considerandose todos os fatos alegados pelo autor. devem argüir-se todas as matérias conjuntamente para. previstas no art 303:  Relativas a direito superveniente. in fine). depois de ter apresentado a contestação. I. Exceções do 2º Princípio →Exceções objetivas (art 302. os que não forem considerados pelo réu em sua contestação. Se não observar essa limitação.Art 14. Exceções ao princípio da eventualidade. o réu deve fazer um rol de todos os fatos alegados na petição inicial e impugnar todos eles. Este princípio estabelece que toda a defesa do réu deve estar concentrada na contestação. Nessa peça.  Por expressa autorização legal. CPC).  Quando competir ao juiz conhecer delas de ofício. Limitações do princípio da eventualidade . III) – Não haverá presunção de veracidade nos seguintes casos: I. existem algumas situações em que certas defesas podem ser apresentadas depois da contestação. É um caso de impugnação indireta. art 211). mas o conjunto das alegações o impugnam. Princípio da Eventualidade – também chamado de “princípio da concentração da defesa na contestação”. III. O objetivo é de economia de tempo. Se o fato não admitir confissão. Princípio do ônus da impugnação especificada (CPC. de forma preclusiva.76   Na contestação devem ser informadas as provas que poderão ser usadas (art 300. como no caso dos direitos indisponíveis. no caso ou eventualidade de não serem acolhidas as alegadas em primeiro lugar. O réu apresenta uma objeção porque o juiz deixou de reconhecer de ofício alguma coisa que deveria ter reconhecido. poderá ser considerado litigante de má-fé. Devem ser incluídos na contestação documentos que provem a alegação de fatos novos pelo réu. Princípios: 1. Por isso. II. do CPC: o réu não pode alegar defesa ciente de que ela não tem fundamento. Determinado fato não foi especificamente impugnado. Ex: O réu adquire um crédito contra o autor. III. Ex: o réu pode apresentar defesa de exceção sobre decadência convencional (CC. gozarão da presunção de serem verdadeiros. possam ser formuladas em qualquer tempo e juízo. 2. II. . Ex: Falta da certidão de casamento em ação de divórcio. São as seguintes situações.

Quando houver vários réus. no caso de rejeição de um. b. c. poderão ser considerados pelo juiz (art 20. Essa regra admite exceções:  Art 191 – No caso de litisconsortes com diferentes procuradores ser-lhes-ão contados em dobro o prazo para contestar. II.05. O princípio do ônus da impugnação especificada dos fatos não se aplica ao: I. precatória ou rogatória.2007 CONTUMÁCIA E REVELIA Contumácia . 07. Ao órgão do Ministério Público. a honorários advocatícios.  Art.Computar-se em quádruplo o prazo para contestar e em dobro para recorrer quando a parte for a Fazenda Pública ou o Ministério Público. recorrer e. a despesas processuais. I). Quando a citação for por carta de ordem. de forma total ou parcial. o réu pretende obter uma sentença declaratória negativa em face do autor e com eficácia liberatória da pretensão formulada pelo autor. Assim. III. A contestação poderá conter outros pedidos referentes a custas. dirigida ao juiz da causa.  A contagem do prazo para a contestação do réu começa a ser contada: a. Prazos: A regra geral é estabelecida pelo art 297: 15 dias. findo o prazo da dilação assinada pelo juiz.  Se houver mais de um réu com procuradores distintos. De modo geral. o prazo será contado em dobro. e. da data da juntada do último mandado citatório cumprido. Quando a citação for pelo correio. parágrafo único). não podem prorrogar os prazos peremptórios. pedidos estes que.77 → Exceções subjetivas – (art 302. se o réu se insurgir contra sua sujeição ao processo e contra a pretensão do autor. 182 – As partes. através de petição escrita. Quando a citação for por edital. ainda que não expressos. Poderá fazer esses dois pedidos conjuntamente para. sem julgamento do mérito ou improcedente o pedido do autor. CPC). d. pedirá o réu que o juiz julgue extinto o processo. ainda que todas de acordo. Ao curador especial. poder ser atendido no outro. de modo geral. falar nos autos. por meio de sentença declaratória negativa. da data da juntada da carta devidamente cumprida aos autos do processo. Advogado dativo. Quando a citação se fizer por oficial de justiça.  Art 188 . da data da juntada aos autos do aviso de recebimento da citação pelo réu (art 241. da data da juntada aos autos do mandato cumprido. Conclusões da contestação – A peça será concluída de acordo com os pedidos formulados pelo autor na petição inicial.

Contumácia: não comparecimento à audiência de instrução e julgamento. art 806 e art 811. Contumácia: Não promover a citação do réu nos prazos determinados. no caso de morte do indicado. (art 265. Efeitos: nulidade do processo. I. Contumácia do réu A – Contumácia parcial: • Contumácia: Não comparecimento do réu. parágrafo único). art 453. §3º e §4º e art 220 do CPC).Nelson Néri • Contumácia é inatividade do réu. Contumácia: Falta de correção de incapacidade processual do autor ou de sua representação no prazo assinado pelo juiz. Contumácia: Dar causa a três extinções do processo. § 2º). desde que devidamente citado (Arruda Alvim). b. no prazo de 30 dias. §1º. B – Efeitos de ordem material: a. (por abandono) Efeitos: perempção do processo (Perda do direito de ação). CPC).Efeitos de ordem processual: 1. (Moacir Amaral dos Santos). (Pereira Braga) Contumácia do autor A . enquanto o processo ficará suspenso. quando esta é concedida em procedimento preparatório (CPC. art 811). CPC). Art 267. §2º.. Contumácia: Deixar de propor. no prazo de 20 dias. por seu procurador. e §2º.III e art 268. III). Efeitos desse tipo de contumácia: extinção do processo e pagamento de despesas (art 267. Efeitos: Dispensa de produção de provas (art 453. da data da efetivação da medida cautelar. ou de ambos. • A contumácia consiste no fato do não comparecimento da parte em juízo. (art 13.78 Conceitos: • Contumácia é a ausência de contestação . §2º. CPC). c. para fazerem valer continuamente em juízo as suas pretensões. §2º. CPC). (Art 217. III. 4. 3. 2. Contumácia: falta de manifestação do autor por mais de 30 dias (abandono da causa). Contumácia: Falta de indicação de novo procurador. Efeitos: Dispensa da produção de provas (CPC. . (CPC. Efeitos: ônus do requerente para com o requerido pelo prejuízo que ocorrer pela execução da medida (CPC. – Vicente Greco Filho • Contumácia é a não contestação do réu no prazo legal. Efeitos: Extinção do processo sem julgamento do mérito. Efeitos: Falta de interrupção da prescrição ou da decadência. • Contumácia é a falta de comparecimento de qualquer dos litigantes. à audiência de instrução e julgamento.

II e art 113. quando o juiz assinala às partes prazo para corrigirem incapacidades processuais ou irregularidade de representação. (Moacir Amaral dos Santos) • Contumácia total ou revelia é o descumprimento total do réu do ônus de defender-se (José Frederico Marques). 307 e ss e art 114). tendo em vista que o mesmo não indicou novo procurador no prazo fixado. C – Revelia presumida intempestiva. • Contumácia: Deixar de manifestar-se sobre os fatos da petição inicial. (CPC. Presunção de veracidade dos fatos alegados pelo autor na peça inicial (CPC. o réu será considerado revel. b. O advogado do réu deve apresentar o instrumento de mandato para pode agir no processo. em situações em que haja urgência de realizar atos processuais ou para impedir a decadência ou prescrição. marcando-lhe prazo de 15 dias. Contestação apresentada intempestivamente. o juiz pode antecipar o julgamento. Efeitos: Prorrogação da competência do juiz incompetente. mas não impugnar fato algum. art 297. O processo caminha a sua revelia.Contumácia total ou Revelia. sem intimação do réu. prorrogável por mais 15. Como os fatos alegados pelo autor são presumidos como verdadeiros. art 301. B . Com simplificação dos procedimentos processuais. Tem fundamento no art 13 do CPC. Curso normal dos prazos: a revelia não impede o curso dos prazos fixados para o réu. § 2º. Julgamento antecipado da lide.79 • Contumácia: Falta de exceção declinatória do foro. art. c. para apresentar o competente instrumento de procuração. O art 37. também se refere à revelia presumida. Efeitos: O juiz dará continuidade ao processo. Contestar no prazo. mas não sanar defeitos de representação no prazo. poderá atuar sem estar devidamente habilitado.(CPC. CPC. o juiz admite a atuação do representante. 3. → Hipóteses de revelia (contumácia total): 1. O parágrafo único do artigo estabelece que a não ratificação dos atos praticados precariamente implica na . art 302). Diz o inciso II do art 13 que quando a falha for no pólo passivo e ela não sendo sanada no prazo marcado. Efeitos: Presunção de serem os fatos alegados verdadeiros. Efeitos: ônus pelas custas integrais (CPC. Deixar correr em branco o prazo legal. Nesses casos. 4. • Contumácia: Deixar de indicar no prazo de 20 dias novo procurador pela morte do primeiro. §1º). a revelia do réu. → Efeitos: a. in fine). 2. Todavia. parágrafo único.319). • Contumácia: Não levantar a questão da incompetência absoluta no prazo da contestação ou na primeira oportunidade que lhe couber falar nos autos. Contestar no prazo. (art 265. do juízo e prazos legais. → Conceitos: • Contumácia total ou revelia é a omissão do réu quanto se defender no prazo legal.

É um caso de revelia intempestiva. Efeitos: Extinção do processo sem julgamento do mérito.05.são quatro essas hipóteses: 1. respondendo o advogado por perdas e danos. ele contesta. 09.). ou seja. que não deixará de ser realizada (CPC. É um caso de revelia presumida. . Este efeito. § 1º e § 2º). Art 320. parágrafo único. Paralisação do processo por mais de um ano por negligência das partes: O juiz intimará pessoalmente cada uma delas. (Art 37.2007 Revelia Hipóteses de revelia . II:”o litígio versar sobre direitos indisponíveis”. imputando proporcionalmente a elas as custas devidas (CPC. todavia. se o fato contestado for comum a eles. I: “se. com conteúdo material adequado. Art 320. mas não impugna nenhum dos fatos alegados. O réu apresenta a contestação no prazo. Efeitos: Pode ser dispensada a produção de provas a requerimento do representante do autor. situações em que a presunção de veracidade não ocorrerá: a. c. mas com defeito na representação de seu representante. III: “se a petição inicial não estiver acompanhada do instrumento público. que a lei considere indispensável à prova do ato”. 3. Isto. não é absoluto. Efeitos da revelia – São três esses efeitos: 1. 4. II. sob pena de extinção do processo sem julgamento do mérito. b. O réu contesta no prazo. Sobre tais direitos. O réu apresenta a contestação intempestivamente. Todavia esta exceção se aplica a todos os outros réus. Para fatos distintos do contestado não valerá a exceção. Contumácia: Falta de pronunciamento das partes no prazo assinalado de 48 horas. Trata-se de uma contestação formal e não de contestação material. um deles contestar a ação”. Contumácia de ambas as partes a.80 invalidação dos mesmos. reputar-se-ão verdadeiros os fatos alegados pelo autor”). 2. assinando o prazo de quarenta e oito horas para pronunciamento das mesmas. § 2º). art 453. do CPC. art 267. o objeto do litígio for um contrato e ele não acompanhar a petição inicial. Contumácia: Ausência do advogado do réu. apresentando as seguintes exceções. mas o faz fora do prazo legal. pois eles precisam ser provados. Por exemplo. São casos de revelia presumida. havendo pluralidade de réus. Presunção de veracidade dos fatos alegados na Petição Inicial (Art 319 do CPC: “se o réu não contestar a ação. b. Dispensa de produção de provas: A ausência dos procuradores de ambas as partes à audiência de instrução e julgamento. O réu deixa correr o prazo legal para a contestação em branco. isto é. nunca haverá presunção. Art 320. eles serão presumidos como verdadeiros. A revelia presumida intempestiva ocorre na hipótese de o réu apresentar a contestação fora de prazo.

o autor pode promover alterações no pedido apresentado na inicial? Se o réu é revel. 9º. há economia processual pela simplificação em questão. haverá presunção de veracidade dos fatos alegados pelo réu nessa ação. CPC. O parágrafo único. Embora revel. Como se vê. Quanto ao terceiro efeito. Se houver revelia do réu e no caso for aplicável o disposto no art 319 (presunção de veracidade dos fatos alegados pelo autor) o juiz dará sentença com resolução do mérito.81 d. Simplificação de procedimento . CPC). Se ele é revel na reconvenção. Se o assistente notar possibilidade de o réu não contestar a ação. não havendo necessidade dos procedimentos probatórios. é preciso que as duas sentenças estejam em condições de receberem a sentença. Questões: 1 O autor pode ser revel? Sim.05. No caso de réu revel. vai-se para o art 330. O parágrafo único do artigo garante ao réu a possibilidade de intervir no processo a qualquer momento. O réu não recebe intimações sobre o andamento do processo – Art 322. Observações: a. no estado em que se encontrar.CPC. pois se passa diretamente à fase decisória. pode não ocorrer os efeitos da revelia e o juiz mandará o autor produzir prova (art 324. o segundo efeito acima. Como se vê. II) e ao órgão do Ministério Público. Mas se o réu indicou patrono. do art 52 do CPC. todavia. Art 302. Quais são as respostas que o réu pode apresentar em uma ação contra ele proposta? Quais são defesas e quais são ataques. dentro do prazo legal. se ele não contesta ação de reconvenção apresentada pelo réu. b. ao curador especial (art. exercendo os mesmos poderes e sujeitando-se aos mesmos ônus que o assistido. poderá fazê-lo. neste caso. é porque ele já foi citado. II. 14. Após o saneamento do processo não será mais admitida qualquer alteração nos pedidos do autor. art 330. considerando-o. Como haverá apenas uma sentença. sublocatário pode assistir o locatário em ação movida contra ele pelo locador. parágrafo único: diz o parágrafo em questão que o ônus da impugnação especificada dos fatos (presunção de veracidade) não se aplica ao advogado dativo. II – Julgamento antecipado do lide. Se ocorrer situação em que tanto assistente como assistido apresentam a contestação.2007 2. Alterações nos pedidos iniciais do autor implicam em nova citação do réu e na concordância dele com as alterações. ocorrendo o disposto no art 324 e sendo aplicável o art 319. Ex: Caso de sublocação. as intimações serão remetidas a este. Ele pode 2 3 . Entretanto não se aplica. permite que o assistente atue como auxiliar da parte principal. 3. valerá a do assistido. ele só será aplicado no caso de a primeira ação se encontrar em estágio de receber sentença.

II. Poderá o autor alterar a petição inicial após o seu ajuizamento? Pode. Sua defesa pode ser apresentada por meio de quatro peças processuais. Todas se referem ao direito material. Isso com a hipótese de indeferimento por inépcia. pois há o risco de alterar a própria ação. II. Peças processuais de ataque: reconvenção(Art 215) e ação declaratória incidental . não necessidade de concordância dele réu para a alteração. citação por oficial de justiça e citação por meio eletrônico. As outras hipóteses de indeferimento da PI são passíveis dos benefícios do art 284. sendo duas de ataque e duas de defesa. I. isto é.82 defender-se relativamente ao processo e relativamente ao mérito da ação. portanto ele não poderá mais exigi-lo em nova ação. em termos de corrigir as falhas. III e IV: a PI será indeferida por inépcia quando o libelo apresentar vício. Qualquer alteração só pode ser feita até a fase de saneamento do processo. Mas se ele já foi citado. O que há em comum na extinção do processo com julgamento de mérito pelo reconhecimento pelo réu do pedido do autor. dar início à relação processual. terá dar a sua concordância à alteração. a resolução de mérito põe fim à lide e ao processo. do CPC. As citações fictas. assim chamadas aquelas em que o réu é citado pessoalmente ou nas pessoas de seus representantes legais ou de curador legalmente autorizado (art. A PI se diz inepta quando não está apta a produzir os seus efeitos. Detalhes: se o réu ainda não foi citado. (novos pedidos de tutela). 4 5 6 7 8 . A renuncia ao direito em que se funda a demanda . Em se tratando de ação de conhecimento. mas não é aconselhável.direito material (art 269. Peças processuais de defesa: contestação e exceção. Mas as alterações só podem se referir aos elementos objetivos do processo (pedido e causa de pedir). A desistência do autor leva à extinção do processo sem julgamento do mérito e a renúncia do autor ao direito no qual se funda a demanda. todos com resolução do mérito. assim chamadas porque a citação do réu é presumida. Quando ocorrerá o indeferimento da petição inicial por inépcia? O que é isso? Qual a diferença para as demais hipóteses de indeferimento? Art 295. são: a citação por edital e a citação por hora certa. Qual à distinção entre as duas hipóteses? A desistência do autor significa desistir do seu direito de ação. que poderá voltar a ser exercer futuramente (art 267. III e V. pela transigência das partes e pela renúncia do autor ao seu direito alegado? São casos de extinção do processo previstos no art 269. VIII). 215) são as seguintes: citação pelo correio. V) representa a morte de seu direito. parágrafo único. provoca a extinção do processo com julgamento do mérito. Quais são as citações denominadas reais? E as denominadas fictas? Porque recebem essas denominações? As reais. o que é comum para as três hipóteses.

em que o réu tenha sido citado pessoalmente e ocorrer a revelia. sob pena de anulação do processo? Depende. deferirá a PI e aguardará manifestação do réu sobre a questão. diz que o juiz indeferirá a PI se houver manifesta ilegitimidade de uma das partes.2007 PROVA: 1. 11 Ocorrendo revelia. Resposta: A afirmativa é falsa. o juiz deverá fixar prazo razoável para que a petição seja emendada. deixa a parte alienante de ter legitimidade para a ação? Não.83 9 Havendo alienação da coisa litigiosa. II. Essa manifestação pode ocorrer em qualquer fase do processo. inclusive revê a inicial para certificar-se não ter passado algum vicio que implicaria no indeferimento da peça. do CPC estabelece que a petição inicial será indeferida quando a parte for manifestamente ilegítima. II. quanto à legitimidade delas. é correto dizer que a decisão que indefere a petição inicial nunca poderá ser revista pelo mesmo juízo a quo. Resposta: A afirmativa e falsa. Apenas o alienante passa a ter legitimidade extraordinária. a contestação pode somente conter defesas de mérito e processuais peremptórias? A contestação deverá conter todas as defesas contra o mérito (diretas – art 300 . O art 295. V ou F. O momento do saneamento do processo é outro momento em que ele o examina. Não se convencendo o juiz dessa ilegitimidade. a alienação da coisa litigiosa não interfere na legitimidade das partes. Se a parte for manifestamente ilegítima.42. o juiz nomeará curador especial (CPC. CPC). Poderá. O art 296 do CPC permite ao autor apelar do indeferimento da petição inicial e o juiz da causa (a quo) pode rever sua decisão no prazo de 48 horas.peremptórias). V ou F.05. o juiz é obrigado a nomear curador especial ao revel para que o represente em juízo. O art 295. 12 No tema resposta especificada no art 297 do CPC. Nas demais modalidades de citação. 16. . Quanto ao indeferimento da petição inicial. Se a citação foi ficta (por edital ou por hora certa) e não contestar a ação. art 9º . o juiz não cará curador especial.(art. até mesmo depois da sentença. 2.e indiretas – art 326) e contra o processo (art 301 – as diretas . Justifique. então rever as partes. 10 O momento processual adequado para ser examinada pelo julgador a questão envolvendo ilegitimidade das partes será quando do despacho da petição inicial e no despacho saneador. Justifique. II). do CPC.

A questão fala em presunção de verdade das matérias de direito alegadas pelo autor. V ou F. V ou F. Quanto ao indeferimento da petição inicial. se a parte não suprir a falta em 24 horas. (V ou F) Justifique. podem ser utilizadas em outros processos porque não atingidas pela coisa julgada. no caso no nº III. Justifique. Capacidade postulatória é a capacidade que tem a pessoa que possua conhecimentos técnico-jurídicos (o advogado) de representar em juízo o seu cliente na condição de autor ou réu de uma ação. A ação julgada. O direito a isso está precluso. do CPC. (V ou F). Justifique. Justifique. é certo dizer que as irregularidades da petição inicial. após a publicação no órgão oficial. declarando a extinção do processo. não atendida a determinação. Resposta: A afirmativa é falsa. Resposta: A afirmação é falsa. Justifique. Capacidade postulatória é aquele referente à pessoa que está em juízo pleiteando para si um bem da vida. com sentença transitada em julgado. decidiu sobre o mérito da ação. Estabelece o § 1º do art 267. (V ou F). que constando irregularidades passíveis de correção o juiz determinará que o autor a corrija no prazo de 10 dias e. o Princípio da Eventualidade (todas as matérias de defesa devem ser apresentadas na contestação. 6. §1º. Estabelece o artigo 300. 5. Resposta: A afirmativa é falsa. O outro processo mencionado consiste numa tentativa do réu de apresentar nova matéria defensiva sobre o mesmo mérito já julgado. ainda que ordenado por juiz incompetente induz litispendência e faz litigiosa a coisa. O réu não apresentando a contestação pode ter presumida contra ele a verdade dos fatos alegados pelo autor (Art 319. o arquivamento dos autos. decorridos os 30 dias previstos no nº III do mesmo artigo. Diz o art 284. levando em conta as defesas apresentadas pelo réu. do CPC. reputar-se-á verdadeira a matéria de direito sustentada pelo autor na inicial. Justifique. . As não utilizadas sofrem o efeito da preclusão consumativa). A citação válida. Se o réu for revel e não contestar a ação. 7. A capacidade de pleitear para si. O art 265. As alegações relativas a determinada questão não utilizada pelas partes em um processo cuja sentença haja passado em julgado. do CPC). que o juiz ordenará. do CPC. do CPC. em juízo. Resposta: A afirmativa é falsa. fala em intimação pessoal (e não publicação no órgão oficial) e no prazo de 48 horas (e não 24 horas) para que a falta seja suprida. um bem da vida é o direito de ação da pessoa. passíveis de correção.84 3. 4. somente poderão ser corrigidas até a apresentação da defesa. a indeferirá (parágrafo único). V ou F. Resposta: A afirmação é falsa. sob pena de preclusão. 8. A matéria de direito é apreciada pelo juiz e não pelas partes.

(V ou F). exclusivamente. Resposta: Afirmativa falsa. não suprir a falta em 48 horas (e não 24 horas). quando o juiz pronunciar decadência ou prescrição. (V ou F). 9. A citação válida. Capacidade e legitimidade são expressões sinônimas. que o juiz ordenará. Justifique. findo o qual o juiz mandará prosseguir o processo. o arquivamento dos autos. O processo civil sobrestado por questão prejudicial de natureza criminal permanecerá sobrestado. no caso do nº III. O § 5º. Justifique. (V ou F). em qualquer hipótese. Justifique. . sendo que o que as diferencia é o momento. antes e depois de proposta demanda. A citação que torna o juiz prevento e a ordenada por juiz competente. respectivamente. Legitimidade é uma das condições da ação (legitimidade ativa ou legitimidade passiva). (V ou F).85 Resposta: A afirmação é falsa. fala em extinção do processo com julgamento do mérito. intimada pessoalmente (e não publicação no órgão oficial). A substituição processual consiste na possibilidade de outrem. 12. do CPC. face à autonomia entre jurisdição civil e criminal. No caso de juiz incompetente a ordenar constitui em mora o devedor e interrompe a prescrição. Estabelece o parágrafo 1º. Justifique. até a decisão definitiva na esfera criminal. após a publicação no órgão oficial. do art 267. fala que o processo será suspenso quando a sentença de mérito depender do julgamento de outra causa. (V ou F). Resposta: Afirmativa falsa: o art 265. (V ou F). pois dos dois efeitos citados. 11. Quanto ao indeferimento da petição inicial. defender direito alheio. Justifique. Resposta: A afirmação é falsa. se a parte não suprir a falta em 24 horas. Capacidade é um dos pressupostos do processo. 13. do CPC. O nº IV do artigo diz que haverá julgamento do mérito. Resposta: Falsa. ou seja. O art 269. no pólo passivo. IV. apenas interrompe a prescrição. declarando a extinção do processo. O dispositivo mencionado fala em extinção do processo com o arquivamento dos autos se a parte. é certo dizer que a sentença que indefere a petição inicial será sempre de extinção do processo. torna prevento o juízo e interrompe a prescrição. “a”. porque o que torna a coisa litigiosa e induz litispendência é a citação válida ordenada por juiz competente. 10. sem julgamento do mérito. 14. Resposta: A afirmação é falsa. do mesmo artigo limita a um ano o prazo máximo de suspensão do processo. Justifique. ainda que ordenada por juiz incompetente.

05.86 Resposta: A afirmativa é falsa. Justifique. para modificar ou excluir o pedido constante da inicial. constitui em mora o devedor e suspende a prescrição. mas todas com os mesmos elementos fundamentais. 16. É ao juiz que compete verificar se é caso ou não citação com hora certa. Capacidade de ser parte ou para a causa é um conceito com regras pré-definidas nas regras processuais. no seu § 1º. Resposta: Resposta verdadeira. para: • • • João Monteiro: reconvenção é a ação do réu contra o autor. Pode-se tratar de um instituto convencional e o juiz só o atenderá sob motivação da parte. 21. aguardando pronunciamento do réu. 15. A citação válida. ainda que ordenada por um juiz incompetente. (V ou F). Resposta: A afirmativa pode ser considerada verdadeira com ressalva. O art 265. . quanto ao nº II a parte pode não ser manifestamente ilegítima e o juiz não a deferirá. (V ou F). do CPC. (V ou F). José Frederico Marques: segundo a art 315 do CPC. Paula Batista: reconvenção é a ação proposta pelo réu contra o autor. Justifique. proposta no mesmo feito em que está sendo denunciado. naturalmente. Resposta: A afirmativa é falsa. do CPC permitem o indeferimento de oficio. Justifique. no mesmo feito em que é demandado. Todavia. sem novo despacho do juiz (art 228). Quanto ao indeferimento da petição inicial é certo dizer que todas as causas de indeferimento podem ser conhecidas de oficio. Resposta: 17.2007 RECONVENÇÃO Conceitos: os conceitos formulados pelos diferentes doutrinadores apresentam. reconvenção é a ação proposta pelo réu contra o autor. Todas as causas mencionadas no art 295. em substituição das partes e não do réu (pólo passivo). Os artigos 227 e 228 se referem à questão e é ao oficial de justiça quem decidirá sobre a citação com hora certa. O nº IV fala em decadência ou prescrição. fala. (V ou F). 18. no mesmo processo e juízo em que é demandado. Assim. determinando que a faça o oficial de justiça. pequenas diferenças de redação. Justifique. conforme o determinado no art 219 do CPC.

Economia processual. b. não cabe a reconvenção. alegar a incompetência relativa do juiz. não ocorrerá a prorrogação e. Requisitos gerais: pressupostos processuais gerais. caso as ações fossem apresentadas separadamente. A incompetência. A regra é que todo réu pode reconvir contra o autor. Um único processo. contraditórias. que poderiam ocorrer. Possibilidade de pedido de tutela do réu impossível de ser apresentado na contestação. pela existência de ação principal pendente (CPC. porque. (CPC. no caso. • . ou seja. impedindo a ocorrência de sentenças conflitantes. Ou que possam. Prazos: o prazo comum está estabelecido pelo art 297. conforme permite o art 315 do CPC: a conexão no sentido legal como definida no art 103 do CPC (mesmo objeto ou mesma causa de pedir) e conexão com o fundamento da defesa conforme parte final do art 315 mencionado. pelo menos. 3. • Vicente Greco Filho: pedido de tutela jurisdicional. Essa regra apresenta as seguintes variações: • CPC. que acrescenta ser a reconvenção uma demanda em procedimento ordinário. art 188: Computar-se-á em quádruplo o prazo de defesa quando o réu ou reconvinte for a Fazenda Pública ou o Ministério Público. • Legitimidade para proposição da ação – o autor da ação de reconvenção deve ser o réu da ação principal (réu reconvinte). pois a reconvenção agrega em um mesmo processo duas ações. • Conexão das ações – A conexão deve ser entendida sob dois modos. a terão também para a ação de reconvenção. além de tratar de uma ação de conhecimento. portanto. com inversão da posição ativa e passiva da relação processual. o prazo para propor a ação de reconvenção é o mesmo prazo da defesa do réu. nessa peça. • Compatibilidade dos procedimentos das duas ações. • Competência do juiz – A competência do juiz da ação principal pode ser prorrogada se se tratar de competência relativa. Como dizem os romanos: reus fit actor (o réu se torna autor). Art 109: pressupõe a competência absoluta do juiz). do CPC: 15 dias. mas o autor jamais poderá. A reconvenção deve conter todos os requisitos de validos de todos os processos. se eles têm legitimidade para a ação principal em seus respectivos pólos. Requisitos: a. 2. Se o juiz da principal for absolutamente incompetente para a reconvenção. Justificativas: 1. quando os pólos são invertidos. Requisitos específicos: • Litispendência. será alegada pelo autor reconvindo na contestação à reconvenção. Torna possível uma justiça mais perfeita. serem tornados compatíveis. contados da data da sua citação (CPC. art 297). art 219).87 Arruda Alvim.

(O prazo correrá a partir da última citação). § 1º: “é lícito ao réu. art 317) – se a ação principal for extinta por desistência do autor ou por qualquer outra causa.88 • CPC. formular pedido em seu favor. Conseqüências dessa revelia: Não se aplicam. se não. todavia. se a petição inicial da ação principal já oferecer contestação a eles. Esse pensamento pode gerar uma seqüência de reconvenções. a extinção. Contestada a reconvenção. Procedimentos: Conforme estabelece o CPC. A distribuição da reconvenção é feita por dependência CPC. no art 299. pois ele já tem advogado indicado para o processo. o prazo para a reconvenção será contado em dobro. pois são autônomas). modificativos ou extintivos do direito alegado pelo reconvinte – abre-se novo prazo de 10 dias. e tendo falado o reconvindo. mas o juiz pode fracionar o processo. Havendo mais de um réu e mais de autor. A reconvenção será uma peça escrita. a ação de reconvenção prosseguirá. as duas ações formam um processo único que segue os passos normais até a sentença final. Hipóteses de exclusão: • Caso de procedimento de rito sumário (razão de ordem prática). a ação secundária terá que esperar ela atingir esse nível. também não ocorrerá presunção de veracidade dos fatos. na contestação. art 191: Se forem vários réus com procuradores distintos. O autor ou reconvindo será. no caso. sem. I. pois como as duas ações serão julgadas por meio de uma única sentença. dois efeitos normais da revelia: a economia processual com o julgamento antecipado das ações. preenchendo todos os requisitos da petição inicial previstos no art 282 do CPC. desde que fundados nos mesmos fatos referidos na inicial”). também o autor reconvindo não deixará de ser intimado. no caso. duas ações autônomas. contudo indicar-se dependência da principal. Se o autor reconvindo não contestar a reconvenção ele será considerado revel? A doutrina tem dois entendimentos: alguns autores acham que como não contestou fica configurada a revelia. sem julgamento do mérito. para manifestação do reconvindo. ela será distribuída ao mesmo juiz da ação principal. pois a petição inicial do autor pode conter elementos que representem uma contestação à reconvenção. ou um só réu reconvir de mais de um autor. contudo. se for o caso. constituindo. com exceção do requerimento para citação do réu (autor reconvindo) porque ele já está no processo. Extinção da ação principal: (CPC. o julgamento antecipado só ocorrerá se a ação principal já atingiu estágio para ser julgada. como acontece na revelia. Outra corrente acha que não. qualquer réu pode reconvir de qualquer autor. (É comum chamar-se a reconvenção de ação secundária. isto é. O julgamento antecipado só poderá ocorrer se as duas sentenças estiverem em estágio processual de receber sentença. Autor reconvindo revel. art 253. Como as duas ações têm que receber uma única sentença. se terá por decisão interlocutória. o tipo de procedimento já prevê proteção do réu sem necessidade de nova ação (CPC. sendo-lhe marcado o prazo de 15 dias. que será única. art 278.Existe divergência doutrinária havendo corrente de autores que admite reconvenção da reconvenção. Se o autor reconvindo apresentar fatos novos – impeditivos. . Nesse caso. intimado a contestar a reconvenção. a reconvenção deve ser apresentada simultaneamente à contestação.

Ex: art 922 e art 31 da JEC. que é encartada neles. (CPC. também apensa à ação de execução. Então. como a ação de execução pode receber embargos que são apensados à ação de execução. • Ação de Execução.05. art 278. Uma corrente acha que cabe reconvenção da reconvenção. portanto. do CPC). art 922). a proteção do réu já está incluída na própria contestação. dispensando. art 918). na qual o réu pode. O pedido de tutela.. porque o art 316. • Exemplos: 1. do CPC fala em contestação como defesa do réu. § 1º). na contestação. Recursos possíveis na extinção da reconvenção: • Se a decisão interlocutória extinguir apenas a ação de reconvenção. na contestação. quanto ao preço do bem desapropriado. seja a favor do réu (CPC. Ação de desapropriação: a condenação ao pagamento de justa indenização decorre da própria discordância do réu. cabe apelação à instância superior (art 513. do CPC). (Juízo = órgão do judicial). • Quando a sentença extinguir o processo em relação às duas ações. Diz-se dúplice a ação quando. 3. Tanto as defesas contra o processo como as contra o mérito podem ser diretas e indiretas. Ação dúplice. deverá ser permitido pela lei. Todavia. portanto. a reconvenção. Ação de prestação de contas: o saldo credor apresentado poderá ser cobrado em ação forçada. no caso..89 • Ação principal dúplice.ação dúplice. ficando.2007 TRABALHO . 2. quando a principal continuará. demandar a tutela possessória. enquanto a execução tem procedimento próprio. Quais são as espécies de defesa? Resposta: O réu pode defender-se contra o processo (visando livrar-se da sujeição em que se encontra) e contra o mérito (resistência à pretensão do autor). Ação possessória. pois esta constitui uma das espécies de defesa do réu. seja a favor do autor.A reconvenção é instrumento de procedimento comum ordinário. As defesas contra o processo são duas indiretas e as demais diretas. . (CPC. outra corrente acha que não cabe reconvenção de reconvenção. estes embargos podem receber reconvenção. São dois os tipos de defesas indiretas: • Incompetência relativa contra o juízo. por sua natureza. cabe ao autor reconvinte agravo de instrumento (art 522. • Reconvenção de reconvenção – Existem dois posicionamentos doutrinários. – ação dúplice.EXCEÇÕES 1. as defesas contra o processo exercidas por meio das exceções são as defesas indiretas. 30.

exceções instrumentais. terceiros intervenientes no processo e o Ministério Público. Incompetência relativa. reiniciando-se a sua contagem para completar o total do prazo. Com a suspensão. 5. Será sempre o Juízo (um órgão público. através de ação rescisória.(Art 265. o processo será suspenso. Será de impedimento quando se tem certeza desse impedimento e será suspeição. que pode ser subdividida em impedimento e suspeição. ou o Ministério Público. Exceção de incompetência relativa do juízo. Somente o réu. (Se a incompetência for absoluta. ou um auxiliar da justiça. como para a incompetência relativa o prazo será de 15 dias contados do momento em que se tomar conhecimento do motivo que justifica a exceção. portanto. Suspeição e impedimento. Suspensão do processo por suspeição ou impedimento . Sendo o juízo incompetente (relativa). Incompetência relativa. os 15 dias contam da petição inicial. SUSPENSÃO DO PROCESSO . ele deverá ser declarada de ofício pelo juiz). A parte negativa de exceção de suspeição ou de impedimento será sempre o Juiz. apenas o que falta para completá-lo. a competência será prorrogada se o réu não declarar a incompetência. sempre como pessoas físicas e não como órgão. a exceção de incompetência relativa será conhecida na citação do réu. quando atua como fiscal da lei e não como parte. 2. As outras duas exceções poderão ser apresentadas a qualquer tempo.90 • Parcialidade do juiz. art 305). Quem pode propor a exceção de impedimento do Juízo? As duas partes (autor e réu). Suspeição e impedimento Tanto para a suspeição e o impedimento. 3. PARTE ATIVA: Suspeição e impedimento. Conta-se. Exceção de impedimento do juiz. este. o prazo se interrompe e será retomado depois desse julgamento. PRAZOS (CPC. porque o autor escolheu o Juízo. Uma vez suspenso o processo ele só volta a ser considerado depois de julgada definitivamente a exceção. Portanto para essa exceção. câmara. inclusive depois de julgado a ação. 3. 5. quando apenas se suspeitar do impedimento. serão apresentadas por meio de três peças: 1.1. III) A proposição de qualquer tipo de exceção. tribunal ou juiz). 4. Todavia. Essas exceções. PARTE PASSIVA. 2. Exceção de suspeição do juiz.

isto é. indeferindo a petição.91 A exceção de suspeição ou impedimento mesmo que extemporânea. Imediatamente o juiz suspende o processo. art 299). art 313). Em caso contrário. isto é. até porque ele poderia ter alegado a sua parcialidade de ofício (CPC.. declarar-se a suspeito ou impedido e encaminhará os autos ao seu substituto legal (CPC. passando a examinar a exceção. Se aceitar as razões apresentadas. art 311). desde que não indefira a petição(por ser manifestamente improcedente ou por ser extemporânea). podendo ser instruída com documentos e rol de testemunhas. proferindo a decisão também em 10 dias. Neste caso cabe recurso de agravo. Todavia. não se considerando suspeito ou impedido. suspenderá o processo principal (CPC. Ela será processada em autos separados apensados aos autos principais (CPC. Se a alegação de incompetência relativa não for acolhida o processo prossegue com o primeiro juiz. art 306). A exceção de suspeição ou impedimento será decidida pelo próprio juiz da causa e confirmada ou reformada pelo tribunal. Dentro do prazo (art 464 do CPC) o excipiente (aquele que suscita a incompetência) alegará a incompetência em petição fundamentada e devidamente instruída indicando o juízo para o qual dirige a petição (art 307 do CPC). Se houver necessidade de prova testemunhal. os autos serão remetidos ao tribunal que. encaminhará os autos ao substituto legal do juiz e condenará este no pagamento das custas. .2 – Suspensão do processo por Incompetência relativa. ouvindo o excepto (o suposto incompetente) no prazo de 10 dias. cabendo recurso de agravo. será acolhida pelo juiz. julgando a exceção. será marcada audiência dentro de 10 dias. Julgada procedente a exceção os seus autos e os da ação principal serão encaminhados ao juiz competente (CPC. 6. Competências Quem tem competência para julgar as exceções? A exceção de incompetência relativa será julgada pelo juiz indicado pelo requerente. 306). poderá confirmar a decisão do juiz determinando o seu arquivamento. Recebida no prazo a exceção de incompetência relativa o juiz indicado na petição. 5. Será formulada em petição escrita. reformando a decisão do juiz. devidamente fundamentada e dirigida ao juiz da causa.

Hipóteses sobre as providências preliminares: São duas as hipóteses: a) Não há contestação do réu. II e III. b) Há contestação do réu. conforme previsto no CPC. o prazo será de 5 dias. art 302. III e 324). Início da fase das providências preliminares. II . I. a) Não havendo contestação: O réu é considerado revel. as providências preliminares. II) Não ocorrem os efeitos da revelia → (CPC. art 328). 323 a art 328 1. podem ocorrer duas situações: I) Ocorrem os efeitos da revelia → Os fatos alegados pelo autor são considerados verdadeiros.Assim o juiz procederá ao julgamento conforme o estado do processo (CPC. É o que estabelece o art 323 do CPC: “Findo o prazo para a resposta do réu. • Incompetência absoluta. no prazo de 10 dias. • Incapacidade da parte. Assim. art 319. • Perempção. art 185. o réu pode contestar os fatos alegados pelo autor ou a fundamentação jurídica dos mesmos. o réu poderá alegar uma das situações previstas no art 301: • Inexistência ou nulidade da citação. Nessas condições. • Carência de ação. b) Havendo contestação: A contestação pode ocorrer de quatro maneiras: I .92 SEGUNDO SEMESTRE (Professora Rosana) 30. que constam das seções deste capítulo”. • Inépcia da petição inicial. 2. defeito de representação ou falta de autorização. art. (CPC. • Conexão. • Coisa julgada.2007 Providências Preliminares – CPC. na falta desta determinação. 328). • Convenção de arbitragem.Defesas diretas contra o processo → Conforme previsto no art 327 do CPC. Havendo contestação do mérito não há qualquer providência preliminar a adotar. art 319. • Litispendência. ao curador especial e ao Ministério Público (parágrafo único do art 302 mencionado). I. Dez dias do fim do prazo para a resposta do réu. O prazo para essa providência do autor é o determinado pelo juiz e. não havendo qualquer providência a tomar e o juiz proferirá julgamento conforme o estado do processo. . II. conforme o caso. determinará. O juiz.07. bem como ao advogado dativo. Também não ocorrem os efeitos da revelia nos casos do CPC. 320.Defesas diretas do mérito → Essa defesa pode ser próxima (contra o direito) ou remota (contra os fatos alegados pelo autor). O juiz mandará que o autor produza provas dos fatos por ele alegados. o escrivão fará a conclusão dos autos.

Se.Defesas indiretas do mérito → O réu reconhece os fatos alegados pelo autor. que a lei exige como preliminar. b) Qual o prazo para réplica? . art 326). extintivos ou modificativos do direito do autor. III . verificar a ocorrência de falha insanável. no caso de controvérsia sobre relação jurídica de que depende o julgamento da lide. o juiz mandará ouvir o autor em 10 dias (réplica) permitindo-lhe a produção de provas documentais. mas apresenta outros fatos impeditivos. apenas confirmando suas alegações. não podendo haver nova ação incidental sobre a controvérsia. ou não havendo tais providências. o juiz proferirá o julgamento conforme o estado do processo (CPC. → Se o réu contestar o direito que fundamenta a ação. a controvérsia estará resolvida de vez. Observação: sentença incidental é a que ocorre dentro do curso do processo da ação principal. o juiz concederá prazo não superior a 30 dias para o autor corrigir a falha. CPC). Se houver sentença incidental no curso do processo. Se o autor não apresentar pedido de sentença incidente. no todo ou em parte. se elas existirem. reconhecendo o fato em que se fundou a ação. O mesmo ocorrerá se o autor não replicar no prazo.93 • Falta de caução ou de outra prestação. 4. o autor poderá pedir ao juiz. o autor tem direito de replicá-la em 10 dias. Se o juiz não conceder o direito de réplica ao autor. Outro caso em que o autor tem direito à réplica está previsto no art 325 do CPC. se for alegada pelo réu qualquer uma das situações previstas no art 301 do CPC. O autor deverá ser ouvido em 10 dias (réplica). art 328). todavia.Controvérsia sobre a relação jurídica da qual dependa. O autor tem direito à réplica sempre que o réu alegar fato novo. extintivo ou impeditivo do direito do autor. art 325. sendo-lhe facultada a produção de provas documentais. que este declare a existência ou não de seu direito. em 10 dias. Fim da fase das providências preliminares: Essa fase termina com o cumprimento das providências preliminares determinadas pelo juiz. passa-se à fase seguinte. o julgamento da lide. Esta situação da não fixação do prazo constitui uma exceção quanto aos requisitos da ação incidental. 3. a) O que é réplica? É a resposta do autor às alegações do réu na contestação. Tem também direito à réplica sempre que o réu. podendo produzir provas documentais (CPC. este poderá replicar na primeira oportunidade que lhe couber falar sob risco de preclusão desse direito se não o fizer nessa oportunidade (art 245. (CPC. sendo sempre uma sentença declaratória. Se verificar irregularidade sanável. apresentar outros fatos modificativo. art 326). este terá prazo de 10 dias para se pronunciar sobre tal fato novo. IV . podendo produzir provas documentais (CPC. deste que desta declaração dependa o julgamento da lide em sentença incidental. Assim. ou seja. art 5º e art 470). (CPC. art 327). a questão será decidida e a decisão não impede possível ação incidental futura. Nesse caso.

. 2. Economia processual (ações conexas) 2. ser objeto de outra ação que não a incidental.08. levando sua eficácia também para a questão prejudicial que se tornou litigiosa após a propositura da ação principal. isto é.2007 Ação Declaratória Incidental . art 325 1. Contestação: tem que ter havido contestação do réu contra o mérito da ação que esteja sendo contestada. Requisitos: 1. 5. Quando o autor deve ser ouvido sobre tais fatos em 10 dias. para que possa ser juiz da ação principal e da incidental. modificativos ou extintivos. Exceção: O art 326 do CPC permite que o réu apresente fatos novos (impeditivos. art 219): para haver ação declaratória incidental é necessário que esteja em curso outra ação. considerada a principal em relação à incidental. no tempo da sua réplica. Observação: A ação declaratória incidental nem sempre será reconvencional. Nesse caso. a ação declaratória incidental pode ser apresentada por ele. Se autor: 10 dias após a contestação (CPC. 326 e 327. isto é. Justificativas: 1. art 325). Conceito: a) Vicente Grecco Filho: é uma espécie de ação declaratória. em relação ao pedido do autor). 4.94 Dez dias. O objeto da ação declaratória incidental deverá poder ensejar uma ação autônoma. (possibilidade jurídica. conflitantes. b) Humberto Theodoro Júnior: representa uma cumulação de pedidos. com força de coisa julgada. Se réu: o mesmo prazo da contestação e da reconvenção: 15 dias da citação. Princípio da Demanda (CPC. 4. Momento do requerimento: 1. Competência: o juiz não pode ser absolutamente incompetente. c) Gerson Nery: ação movida por qualquer das partes incidentemente a uma outra (principal) que se encontra em curso. 3. é necessário que sobre o mérito da ação principal seja criada uma questão prejudicial que torne a coisa litigiosa e de cujo julgamento depende o julgamento da ação principal. É o prazo da réplica. criando a questão prejudicial. art 2º): O juiz só prestará tutela se esta for pedida.CPC. 06. Evitar sentenças contraditórias. inserida em um processo que tinha outro objeto. conforme artigos 325. 2. o qual se amplia para que o juiz declare. ou pelo réu. Só terá efeito de coisa julgada aquilo que for pedido na ação. quando da tréplica. 2. tendo por objeto o julgamento de questão de mérito controvertida de que depende o julgamento da principal. 3. Questão prejudicial de mérito. interesse de agir e legitimidade de causa). 3. 4. para ampliar o alcance da coisa julgada. porque a reconvenção pode ser condenatória e a incidental será sempre declaratória. a existência ou inexistência de relação jurídica da qual depende o mérito da coisa. em 10 dias. Litispendência (CPC.

As duas ações devem seguir o mesmo procedimento. mas com a extinção da incidental a ação principal continua.2007 JULGAMENTO CONFORME O ESTADO DO PROCESSO (CPC. 7. Saneamento. A extinção da reconvenção não interfere na outra (principal) e vice-versa. 3. Pode ser julgada primeiramente uma ou outra. o juiz poderá adotar uma das seguintes caminhos: 1. Quanto à principal e a declaratória incidental sempre tem que ser julgada primeiramente a declaratória incidental e só após esse julgamento julga-se a principal. art 329).95 6. § 2º). CPC). A extinção da ação principal mata a ação declaratória incidental correspondente. (CPC. A ação executória não é uma ação de conhecimento. 7. 2. 3. Compatibilidade de procedimentos. 13. A ação declaratória incidental determina o destino da principal. Procedimento sumário. Ação cautelar. 2. Nessa sentido. 3. 5. A ação declaratória incidental sendo uma ação autônoma em relação à principal. Na reconvenção. O art 280 do CPC estabelece que no procedimento sumário não é admissível a ação declaratória incidental. art 330. Distinção entre Reconvenção e Ação Declaratória Incidental 1. 4.08. Procedimentos • A ação declaratória incidental não recebe autos próprios. embora a sentença seja única. Extingue o processo. Ações de execução. (Seção I. por que esta não é uma ação de conhecimento. . deve ser deduzida de petição inicial. só pode existir se a ação principal for de conhecimento. 6. Julga a lide antecipadamente. 2. deve observar o contido nos artigos 282 e 283 do CPC 08. O rito da ação executória é próprio dela e os ritos não podem ser diferentes. (Seção II. O resultado da reconvenção não interfere no resultado da principal.08. Art 329 e seguintes). a ordem do julgamento é indiferente. Como a ação declaratória incidental é uma ação de conhecimento. se necessárias. I e II. Vedações 1. • A sentença será única para as duas ações: a principal e a incidental.2008 5. art 331. sendo autuada junto com a principal. Hipóteses: Uma vez cumpridas as providências preliminares.

revelia com presunção de veracidade dos fatos alegados pelo autor (CPC. V. Assim. Quando ocorrer a revelia do réu com base no art 319 do CPC. II). interesse de agir e legitimidade de causa). Salvo o disposto no art 267. art 330. b) Julgamento antecipado da lide Quando? O juiz poderá proferir sentença em três situações: 1ª. (litispendência. Entretanto. terá que fazer prova. art 267 (sem julgamento do mérito) ou no art 269. acontecerá quando ocorrer uma das hipóteses relacionadas no CPC. para que a petição inicial seja deferida. II -Extinção do processo com julgamento do mérito. capacidade postulatória (advogado da parte) e. ou seja. competência (capacidade específica) e imparcialidade (capacidade subjetiva). As causas da extinção do processo sem julgamento do mérito estão listadas no art 267 do CPC. I). incisos II a V. II a V (com julgamento do mérito) Essas hipóteses podem ser assim resumidas: • Inexistência de pressuposto processual. . Diz-se que há carência da ação por faltar-lhe possibilidade jurídica.Quando a questão de mérito for exclusivamente de direito (CPC. art 330. do pagamento das custas e honorários advocatícios relativos ao processo extinto (CPC. 2ª. I) . • Inexistência de condição da ação. capacidade de estar em juízo). As causas de extinção do processo com julgamento do mérito são as constantes do art 269 do CPC.96 a) Extinção do processo A extinção do processo. segundo o art 329 do CPC. • Quando o juiz pronunciar a decadência ou a prescrição. coisa julgada e perempção). É questão de direito e de fato. (quanto às partes: capacidade de ser parte. 3ª. art 330. quanto ao juiz. • Quando as partes transigirem. se nas vezes anterior a extinção do processo deveu-se ao abandono da causa por mais de 30 dias. mas não há necessidade de produção de provas. audiência (CPC. • Quando o autor renunciar ao direito sobre o qual se fundamenta a ação. • Existência de pressuposto processual negativo. O parágrafo único deste artigo estabelece que o autor não poderá usar deste expediente mais que três vezes. a extinção do processo pode acontecer de dois modos: I –Extinção do processo sem julgamento do mérito. investidura (capacidade geral). art 268). nada impede que o autor ingresse com nova ação sobre o mesmo direito. Diferença entre julgamento antecipado da lide e a extinção do processo com julgamento do mérito. ou seja: • Quando o réu reconhecer a procedência do pedido.

2ª. Pode ocorrer sempre e pode ocorrer em momentos determinados. pois nas previstas nos incisos II. O art 331 co CPC estabelece que. Decidirá sobre as questões pendentes do processo. o juiz designará audiência preliminar como se comentou acima. pois a falta de cumprimento implica na extinção do processo. aqueles colocados pelo autor e contestados pelo réu. podendo fazer-se representar por procurador ou preposto com poderes para transigir. ou seja. • • Se o direito reclamado não admitir transação. que prevê da decadência ou a prescrição. verificará se as providências recomendadas ao autor na fase do deferimento da petição inicial foram cumpridas. (Usado no Direito civil). isto é. 3ª. definido na lei. Pode.97 A extinção do processo. que apresenta sua decisão por meio de sentença. portanto. Determinará as provas a serem produzidas. • 2º Saneamento difuso – é o que pode ocorrer em qualquer fase do processo. é aquele que o juiz vai fazendo permanentemente até o julgamento final. art 339). a iniciativa é do juiz. A rigor. o juiz não marca a audiência preliminar. Saneamento · São três os tipos de saneamento: • 1º Saneamento concentrado – é o saneamento que ocorre em um momento certo. II a V do CPC. adotando 4 providências: • • 1ª. Em todas essas condições o juiz prolata apenas uma sentença homologatória. ocorrer até em grau de recurso. III e V a iniciativa de extinção vem das partes e no inciso IV. Para tanto. Já a extinção do processo com julgamento antecipado da lide. O juiz designará audiência preliminar (ou de conciliação) a ser realizada no prazo de 30 dias e para a qual as partes poderão se fazer representar por procurador com poderes para transigir. Por exemplo. Fixará os pontos controvertidos. • 3º Saneamento misto – É uma mistura dos dois anteriores. inquirirá as partes sobre o tipo de provas que pretendem apresentar e designará as que forem de seu interesse. CPC) nem o julgamento antecipado da lide (CPC. Designará audiência preliminar (de conciliação) a realizar-se no prazo de 30 dias para a qual serão as partes intimadas a comparecer. Se não ocorrer a extinção do processo nem o julgamento antecipado da lide e o processo se referir a direito transacionável (disponível em geral e casos especiais de indisponível) passa-se para a fase do saneamento. o juiz não se envolve com a lide. com julgamento do mérito. o juiz partirá para o saneamento do processo. não tendo ocorrido a extinção do processo (art 329. ocorre nas condições previstas no art 269. Na audiência preliminar podem ocorrer duas situações. desde que o direito em litígio admita transação: . passando diretamente ao saneamento. Ocorrendo nessa audiência o previsto no § 2º do art 331 (não ocorre a conciliação). vem da lei.

ou seja. O juiz passa para o saneamento do processo. o que significa que sobre alguns pontos não houve acordo. art 29. Também nessa fase. Por qualquer motivo não ocorre a conciliação. se necessário. do CPC. A rigor. As partes chegam a uma conciliação. A sentença homologatória valerá como título executivo judicial. que o processo está em ordem para receber a tutela judicial. Natureza jurídica do saneamento. limpo. homologando-o por sentença (CPC. são. pois o juiz deve deixar o processo são para o prosseguimento nas fases seguintes. art 162. in fine). também. §2º. de uma decisão interlocutória. Pela decisão saneadora o juiz declara. designando data para a audiência de instrução e julgamento e determinando as provas que devem ser apresentadas. entretanto caráter decisório quanto às questões processuais e sobre as provas requeridas pelas partes. 2. que ainda poderão ser revistos na fase de instrução (aspecto ordinatório do saneamento). mesmo que implicitamente. No caso de o processo não continuar acontece a sentença do juiz. Não ocorrendo a conciliação passa-se para a fase seguinte – à fase instrutória ou probatória (CPC. . III). § 2º). art 331. § 1º). se as partes transigirem o processo é extinto com julgamento do mérito (CPC. É uma decisão interlocutória. Assim. desde o deferimento da petição inicial. ou optando pela sua extinção. é o ato pelo qual o juiz dá prosseguimento ao processo (CPC. Com a designação da audiência de instrução e julgamento. Por qualquer outro motivo entenda-se tanto a não ocorrência do acordo entre as partes ou a ausência de uma delas à audiência. A decisão interlocutória ocorre quando o processo vai continuar. Trata-se. o saneamento do processo vem sendo feito desde o deferimento da petição inicial. a inexistência de vícios no processo e rejeita preliminares levantadas pelo réu na contestação ou pelo autor-reconvindo. se necessário: Quando usar: Sempre. do art 331. entretanto conciliação parcial. Pode haver. O saneamento propriamente tem. portanto. Nesse despacho que o processo está saneado. art 331. art 331. Quando ocorre a decisão saneadora? Quando o juiz dá o despacho saneador. para prosseguir nas fases seguintes.98 1. § 2º). Afirma. mas a fase que sucede a audiência preliminar é aquela em que ocorre o saneamento previsto no §2º. o juiz fixa os pontos controvertidos objeto de comprovação. ou decidindo a lide antecipadamente ou por uma sentença homologatória do acordo feito pelas partes. Conteúdo do saneamento: é a fase em que o juiz corrige as questões processuais pendentes e determina as provas a serem produzidas. designando audiência preliminar (de conciliação). O juiz ordenará a redução do acordo a termo. (CPC.

portanto os fatos controvertidos relevantes para a causa. O destinatário direto é o juiz. a verdade verdadeira. 3. quando o juiz encerra a instrução (CPC. No processo. Nem sempre a verdade processual corresponde à verdade real. Objeto da prova O objeto da prova são os fatos relevantes pertinentes ao processo. 6. é o convencimento do juiz sobre a verdade do que se alegou (Moacyr A. art 336 e art 454). • Conceito objetivo – prova é o meio hábil para demonstrar a existência de um fato. Inicio e Fim da Fase Início – no processo saneador. ou seja.. assim. art 302. prova é todo meio destinado a convencer o juiz de uma situação de fato” (Vicente Grecco Filho). dirigindo-se. as três partes da relação tridimensional do mesmo. 4. Indiretamente. O que não se prova O CPC. relaciona os fatos que não dependem de prova: • Os fatos notórios. As provas são destinadas ao processo. 2. → Humberto Teodoro Jr vê dois critérios para conceituar prova: • Conceito subjetivo – prova é a certeza. o CPC tem mecanismos adequados a protegê-los para que chegue à verdade real. deduzidos pelas partes como fundamento da ação ou da defesa e sobre os quais haja controvérsia. • Além desses. São. no art 334. as partes são também destinatários das provas. o estado psíquico quanto ao fato em virtude da avaliação dos instrumentos probatórios. afirmados por uma parte e não contestados pela outra). Existe a verdade real.08. No caso dos direitos indisponíveis. Fim – Audiência de instrução e julgamento.2007 FASE INSTRUTÓRIA – TEORIA GERAL DAS PROVAS 1. Conceito de Prova: → “Prova é o modo pelo qual o magistrado toma conhecimento dos fatos que embasaram a pretensão das partes” (Luiz Rodrigues Wambier) → “No processo. (fase ordinat[oria). . para que aceitem como justa a decisão do juiz. • Os fatos incontroversos (CPC. 5. O juiz julga com base na verdade processual o que gera o direito do contraditório importantíssimo para o Direito Civil. a fim de que ele forme sua convicção sobre a questão. Finalidade das provas A finalidade das provas é a formação da convicção quanto à existência e veracidade dos fatos alegados pelas partes (verdade processual). Destinatário da provas. Santos). a verdade dos fatos. • Aqueles em cujo favor existe presunção legal de existência ou veracidade. não precisam ser provados os irrelevantes ou inconcludentes. → Prova é uma forma de convencimento da verdade respeitante de alguma coisa.99 27.

art 132). São três os sistemas para valoração das provas: • Sistema da livre apreciação ou da convicção íntima. • Diretas (ou históricas)→ Têm.(CF. Qual o sistema vigente no Brasil? O sistema de valoração das provas adotado pelo legislador brasileiro é o “Sistema da persuasão racional”. significa que o juiz se diz convencido pelo que contém o processo. que são provas ilegais. 2. LVI). • Princípio da oralidade. As provas pertencem ao processo e não a parte que a produziu. Quanto ao objeto. • Princípio da imediação. o que visa demonstrar que decidiu com base no processo. • Princípio do livre convencimento motivado do juiz (persuasão racional). 10. Motivar sua convicção. • Princípio da concentração da causa (comunhão das provas).2 Princípios gerais do processo. Fatos em que se fundamente a relação jurídica controvertida.As provas orais são colhidas em audiência (CPC. 3. Todavia. Ex: produzir prova com documento furtado. 4. O juiz que colhe as provas deve julgar a lide (CPC. 130 mencionado. que podem ser ilícitas (que contrariam a lei) ou ilegítimas (que contrariam pressupostos morais). art 336). Princípios relativos às provas: a) 9. art 130). Ex: recibo de quitação de um débito alegado. 9. • Princípio da identidade física do juiz. na persuasão. . a alguns fatores: 1.100 7. Regras legais e máxima experiência. • Princípio da proibição da prova obtida ilegalmente. Sistema de valoração das provas.. 9. • Sistema da prova legal – (Ex: às provas são atribuídos valores e o resultado final se faz pelo somatório desses valores) • Sistema da persuasão racional – A racionalidade. não sendo por isso aceito pelo CPC. (É o juiz quem colhe diretamente as provas). todavia. Condiciona sua convicção. 8. com o fato principal uma relação direta. O juiz pode proibir as provas protelatórias e as inúteis (CPC. imediata. Constituem tais casos exceções à regra geral de rejeição de provas previstas no art. art 5º.1 Princípios constitucionais • Princípio da ampla defesa • Princípio da proporcionalidade. Este sistema permite que o juiz considere fatos externos ao processo. Provas colhidas no processo. Classificação das provas: 1. o princípio da proporcionalidade permite que provas ilegais possam ser admitidas quando se referirem a direitos de maior relevância.

101 • Indiretas (ou críticas)→ Quando ela se referir a um fato diferente do que se esteja provando. . • Pré-constituídas → são as provas preparadas preventivamente para constituírem futuramente elemento de prova. Quanto à preparação • Atuais (casuais ou simples) → São as provas preparadas no curso do processo. Ex: documentos públicos. um ferimento produzido. Ex: testemunhas que eventualmente tenham presenciado ou conheçam o fato probando. construindo assim a convicção sobre o fato alegado. do objeto. • Pessoal → aquela que consiste em declarações conscientes prestadas por uma pessoa sobre o fato em questão.09. contratos celebrados. de deduções. fotografias etc. por exemplo. atestando o que o fato probando lhe imprimiu. cabe às partes produzi-las sob a escolha do juiz. instrumento do crime. 4. • Documental → Afirmação escrita ou gravada ou fotografada. quando diante dessas provas o magistrado não formou ainda sua convicção. documentos existentes que comprovem o fato (não forjados para isso). Poder de instrução do juiz: Existindo a lide. Prova o fato por meio de provar uma circunstancia que não o próprio fato. 3. certidões. mas possibilita chegar a este por meio de raciocínios. Em princípio. das testemunhas. vistorias prévias (sentido amplo) ou instrumentos públicos ou particulares representativos de atos jurídicos. Ex: declarações das partes. • Material → Qualquer materialidade que prove o fato probando. de um objeto. Quanto à forma • Testemunhal (ou oral) → baseada na afirmação pessoal oralmente. ela deve ser decidida e quem a decide é o juiz. Quanto ao sujeito → Sujeito da prova é a pessoa ou coisa de onde deriva a prova. 2. Todavia. Ex: vestígios de uma cerca na divisas de dois imóveis. o que constitui uma atividade sua complementarmente à atividade das partes.Ex: produto avariado para provar sabotagem no processo de produção. Para tanto ele precisa ser convencido da existência ou da inexistência dos fatos. como. É a atestação oriunda da coisa. Ex: corpo de delito. pode determinar de ofício a produção de outras provas. por exemplo.2007 11. Ex: depoimento de testemunhas • Real → Quando a prova resultar da atestação inconsciente de uma coisa. 03. (Obs: não é permitido gravar conversa alheia). como. concedendo-lhe a tutela jurisdicional. laudos periciais. As provas são os meios para isso uma vez que elas se destinam exatamente a convencê-lo da verdade sobre os fatos.

modificativos ou impeditivos do direito do autor incluídos em sua contestação. que só é considerada na falta dos outros tipos de prova. • Prova por indícios ou presunções. • Prova testemunhal. Ex. não previstos no CPC: • Prova emprestada (retirada de outro processo). É o juiz quem valora as provas para formar a sua convicção. • Prova testemunhal. na ordem de importância. • Indícios ou presunções sobre o fato. art 302) pode sofrer as conseqüências do art 319 do CPC. ela não é obrigada a produzir provas. (CPC. 332) Os meio de produção das provas variam de acordo com o fato probando.. Sistema legal do ônus da prova. 13. Ônus da prova. ao autor cabe o ônus de provar os fatos alegados por ele e ao réu provar os fatos extintivos. art 365 e 368. 14. embora a parte tenha esse encargo. Assim. porque fato alegado e não provado é como se não existisse. mas de um ônus ou encargo. É o mais fraco meio de prova. temos: • Prova legal. São válidos todos os meios legais bem como os moralmente legítimos. • Prova documental. os meios devem ser idôneos juridicamente. Temos os seguintes tipos de meios: Previstos no CPC: • Confissão. Não se trata de um direito nem de uma obrigação. • Prova Pericial. art 333). • Prova pericial indispensável.Nas provas judiciárias. 15. Ex: CPC. Por isso. Todavia a não produção de provas acarreta conseqüências à parte faltosa. pois a parte a quem cabe produzir a prova do fato suportará as conseqüências e os prejuízos da sua falta ou omissão. O parágrafo único do artigo diz ser nula qualquer convenção que inverta o ônus mencionado quando a questão tratar de direito indisponível ou de situação em que seja extremamente difícil o exercício do direito. • Inspeção judicial. O ônus da prova é de quem alega. Portanto. para vencer. Entretanto existe uma ordem de precedência na valorização das provas. O réu revel (CPC. Ordem de prevalência de eficácia.102 12. • Prova de exibição de documento ou coisa. • Prova documental. que são inferidas a partir da observação dos fatos. Meios de prova: (CPC. . produzidos com respeito aos princípios e normas processuais. • Confissão. Outros tipos. Ônus da prova é a necessidade de provar o fato alegado.

O art 6º. ouvindo-os diretamente das partes”.2007 e 12. que deveria ser ônus de umas das partes é transferido para a outra. o juiz pode.103 16. na fase decisória do processo. • Princípio do dispositivo. • Princípio do impulso oficial. A inversão pode ser determinada pelo juiz. 11. O juiz não pode se negar a decidir a lide (CPC. as provas são consideradas em quatro momentos: 1º) Momento da proposta das provas. 19. tomar essa iniciativa.09. art 126). • Inversão convencional – Quando as partes convencionaram que esse encargo pode ser invertido. (quando se afirma o fato. 4º) Momento da valoração das provas (No momento da sentença. Momentos da prova. isto é.09. Princípios observados quanto ao ônus da prova. 17. 18. 2º) Momento da admissão das provas pelo juiz (no despacho saneador). art 131). art 342 e art 418 • Princípio da Persuasão racional na apreciação da prova. VIII do CDC permite a inversão do ônus da prova pelo juiz. em determinados casos. isto é. .2007 DEPOIMENTO PESSOAL 1. Embora as provas devam ser produzidas pelas partes. • Princípio da indeclinabilidade da jurisdição. O próprio parágrafo único do art 333. após a instrução). No processo. em um contrato fica estabelecido que determinada prova. O juiz decide sempre com base no que se alegou e se provou nos autos (CPC. A inversão do ônus está no fato de o autor dever provar sobre o que o réu alegou na contestação. • Inversão judicial . 3º) Momento da produção das provas (audiência de instrução e julgamento). Conceito: Segundo Wambier: →“Depoimento pessoal é o meio de prova pelo qual o juiz conhece dos fatos litigiosos. Quanto o réu alegar que o autor não é parte legítima. • Inversão legal – A própria lei estabelece que o ônus da prova deve ser invertido. deixa claro que pode haver inversão quanto ao ônus da prova. na petição inicial ou na inicial da reconvenção. Exceções à regra geral do ônus da prova. por exemplo). cabe ao autor provar que o é. Inversão do ônus da prova. Ex: CPC. do CPC.

Excepcionalmente pode o depoente falar sobre os fatos por ele mesmo alegados. querendo. 2. ou pelo juiz. o nomeado à autoria. Mas a procuração deve trazer expressos os poderes para confessar. Seu preposto só pode depor para aclarar os fatos. porque a parte. 3. todas as pessoas capazes que podem confessar relativamente ao fato. o chamado à lide e o chamado ao processo. Quem pode depor. mas tão-somente para aclarar o fato. entretanto. na audiência”. Alguns o dizem até personalíssimo. como fiscal da lei. 3. o que resultaria na própria confissão. Exceções: . 4. Trata-se de um depoimento pessoal.104 → Segundo Grecco: “consiste na manifestação oral da própria parte. pode pedir o depoimento pessoal de qualquer das partes. Características do depoimento Pessoalidade – o depoimento será sempre pessoal Indelegabilidade – esta característica comporta exceções. Os absolutamente incapazes não podem prestar depoimento pessoal. de ofício. E o Ministério Público? Ele. Falarão por meio de seu representante legal. podem também prestar depoimento pessoal os terceiros intervenientes: o oponente. um encargo. E quando houver mais de um autor no processo? Um autor pode pedir o depoimento pessoal de outro autor. Não. Os relativamente incapazes (que são relativamente capazes) podem prestar depoimento pessoal apenas no sentido de aclarar os fatos. desde que no processo assumam a condição de partes. no caso de procurador devidamente habilitado para confessar em nome do outorgante. Além das partes. 5. Importante → No caso de procurador. não podendo confessar. Objeto de depoimento O objeto especifico do depoimento são os fatos alegados pela parte contrária como fundamento de seu direito. Pessoa jurídica também não presta depoimento pessoal. Ônus – O depoimento pessoal é um ônus. Como parte do processo. não depor. Uma parte não pode pedir o depoimento pessoal dela mesma. Legitimidade para depor: Os artigos 342 e 343 do CPC definem as partes é que têm legitimidade para depor. Como regra. só pode pedir o depoimento da parte adversária. pois equivaleria também a confissão dos autores. Só o juiz determina o interrogatório informal. pode não comparecer ou comparecendo.1 Quem pode pedir o depoimento pessoal? Os artigos 342 e 343 do CPC tratam desse aspecto: o depoimento pessoal de uma parte só pode ser pedido pela parte contrária. não podendo confessar. pode prestar depoimento pessoal em nome da parte. cuja procuração lhe outorgue poderes especiais para confessar em nome da parte.

O interrogatório informal pode ocorrer em qualquer estado do processo. pelo juiz (CPC. enquanto que o depoimento pessoal só pode ocorrer uma vez. que incluem o pagamento de multa e indenização. I do CPC. para valer-se desse benefício legal. art 347. II e seu parágrafo único – A parte pode recusar-se a depor sobre fatos criminosos ou torpes que lhe forem imputados (I) ou que exijam sigilo pelo seu estado ou profissão (II). 3. art 343) 2. no saneamento. enquanto que o depoimento pessoal só pode ocorrer uma vez no processo. um dever processual. O interrogatório informal pode ser decidido a qualquer momento do processo.2007 DEPOIMENTO PESSOAL versus INTERROGATÓRIO INFORMAL Diferenças: 1. deve ser esclarecida das conseqüências do não comparecimento ou do não depoimento. art 343. a parte não pode escusar-se a depor nas ações de filiação. a presunção da veracidade dos fatos controversos.105 6.(CPC. Todavia. de oficio. § 1º: Sua ausência implica em considerá-lo confesso e. O interrogatório informal pode ocorrer a qualquer momento.Quando a parte não comparecer ou comparecendo recusar-se a depor o juiz poderá considerá-la como tendo confessado (confissão ficta). infringindo os princípio da boa-fé e da lealdade. Todavia. 5. Marcus Vinicius. Não comparecendo ao depoimento pessoal as conseqüências são as previstas no art 343. Não comparecimento da parte ou recusa a depor CPC. art 343). enquanto que o depoimento pessoal é decidido. Estará. como estabelece o parágrafo único do artigo. Não comparecimento da parte: segundo Moacyr Amaral Santos.09. Escusa a depor CPC. deverá comparecer e declarar a sua vontade nesse sentido. I. I. a parte ao ser intimada a depor. § 1º e § 2º . na . Entretanto. ambos do CPC. E qual as conseqüências desse não comparecimento? Essas conseqüências estão contidas no art 18 e seus parágrafos e o art 14. art 342). dependendo de sua necessidade e mais de uma vez. se o interrogando não comparecer ao interrogatório informal contrariará o art 340. 7. 4. 17. na audiência de instrução e julgamento (CPC. O depoimento pessoal é de iniciativa do juiz ou por requerido pela parte. de desquite ou de anulação de casamento. O interrogatório informal é sempre ordenado. por determinação do juiz ou por requerimento das partes. conseqüentemente. em qualquer momento. assim. na audiência de instrução e julgamento.

Quanto à ausência no inquérito informal. Conceito: Segundo Humberto Theodoro Jr: “confissão é a admissão pela parte da verdade dos fatos contrários a seus interesses e favoráveis aos do adversário”. Disponibilidade do direito relacionado ao fato confessado. tem o mesmo entendimento do Moacyr Amaral Santos. 3. art 343. A fato objeto da confissão deve ser relevante para a solução da lide. Mesmo quando a confissão é feita por representante legal do confitente. § 1º. Ato personalíssimo. Requisitos 1. 7.106 ausência ao depoimento pessoal. Características . art 349. O fato deve ser desfavorável ao confitente e favorável ao seu adversário. do CPCV. exceto perder a oportunidade de tentar convencer o juiz a seu favor Depoimento pessoal O juiz ou a parte (CPC. parágrafo único). Confissão ficta Idem ao entendimento de Moacyr A. art 352). Capacidade plena do confitente. O fato deve referir-se ao próprio confitente. 6. de ofício Em qualquer momento do processo Em qualquer momento do processo As vezes necessárias Infringe o princípio da boa-fé e da lealdade (CPC. 8. I. art 351). esse mandatário precisa ter poderes especiais para isso. não havendo qualquer penalidade prevista em lei. (CPC. Todavia perde a chance de tentar convencer o juiz a seu favor. 2. I. art. I e 18) . Declaração de vontade do confitente (CPC. 2. 3. porque ela deve ser suscetível de renúncia. Segundo José Frederico Marques: “confissão é o reconhecimento que uma parte faz da veracidade de um ou mais fatos que lhe são desfavoráveis e foram afirmados pela parte contrária”. art 343) No saneamento Na audiência de instrução e julgamento Uma única vez Confissão dos fatos alegados contra ela – CPC. 340. infringe apenas o art 340.Santos Conseqüências da ausência da parte para Marcus Vinicius Só o juiz (CPC. I. por estar tudo previsto no CPC. 4. Resumo: Depoimento informal Quem pode pedir Quando se pode pedir (decidir) Quando será procedido Quantas vezes podem ser feitos Conseqüências da ausência da parte para Moacyr A. art 342). 14. sem qualquer penalidade. (Direitos disponíveis -CPC.Santos CONFISSÃO 1.multa e indenizaçãoApenas infringe o art 340. segundo Marcus Vinicius. Confessar sobre fatos (jamais haverá confissão sobre direito). 5.

no geral. artigos 349 e 353). Wambier → é uma reprodução oral do que se encontra guardado na memória daqueles que. Pode ainda ser expressa (claramente identificada) ou ficta (presumida ou tácita e ocorre. quando a parte não comparece.107 • • • Indivisibilidade – (CPC. dolo ou coação. Estão envolvidos. mas antepõe fato novo ao mesmo e contra a conseqüência jurídica. A parte que a invocar não pode aproveitar de parte da confissão que lhe seja favorável e rejeitá-la no restante. presenciaram ou tiveram notícias dos fatos da demanda. pois cabe ao juiz apenas declarar a sua nulidade. qualificada e complexa. A judicial pode ser: espontânea (será levada a termo nos autos e geralmente feita por escrito e peticionada ao juiz) ou provocada (emanada de depoimento pessoal ou de interrogatório informal). quanto à forma. Conceitos: • Luiz R. pode ser simples (ou pura). A extrajudicial pode ser verbal (ou oral) e escrita. mas não concorda com a conseqüência jurídica pleiteada para o mesmo. a ação adequada é a Ação Anulatória ordinária. Se a declaração extrajudicial for escrita e à parte ou ao seu representante legal. não sendo parte. PROVA TESTEMUNHAL 1. É uma pessoa física. . convidada na forma da lei. ou comparecendo não depõe ou então quando a parte não contesta) e. Requisitos quanto à testemunha: 1. A confissão complexa ocorre quando a parte concorda com o fato. existem situações em que a confissão pode ser revogada. desde que ela seja emanada de erro. • Moacyr Amaral dos Santos → é uma pessoa distinta dos sujeitos processuais que. dois fatos o fato controvertido da lide e o fato novo alegado. 2. depõe sobre este juízo. 2. A confissão simples é direta. Irrevogabilidade – Embora seja irretratável. quanto aos efeitos. (As pessoas jurídicas e as formais não podem testemunhar). a anulação da confissão será pleiteada por meio de Ação Rescisória. Se o processo já terminou. A confissão qualificada ocorre quando o confitente concorda com o fato. art 348: São duas as espécies de confissão: a judicial e a extrajudicial. a nulidade será pedida em Ação Declaratória. Irretratabilidade – Uma vez feita a confissão ela é irretratável. ela terá a mesma eficácia probatória que a confissão judicial. por ter conhecimento do fato ou do ato controvertido entre as partes. Se a anulação for pleiteada (confissão anulável) ainda com o processo em andamento. Se for feita a terceiro ou constar de testamento. É uma pessoa estranha ao feito. portanto. será analisada livremente pelo juiz (CPC. Se a confissão for um ato nulo. Espécies de confissão CPC. para atestar sua existência. Art 354). 4.

art 405. no momento de depor. à época dos fatos não tinham condições de discerni-los em virtude de doença ou debilidade mental. art 405. § 4º: Sendo estritamente necessário. os impedidos ou os suspeitos. 3. especialmente sobre separação judicial ou causas relativas à filiação. mesmo que sem ser compromissado. § 3º) • Condenado por falso testemunho com sentença transitado em julgado. I). • O cego e o surdo. por exemplo). 4. por seus costumes. A pessoa deve ser capaz de depor. Exceções: 1. 5. 2. Mas o cego pode depor sobre fatos que ouviu e o surdo sobre fatos que viu. Se a testemunha negar os fatos que lhe são imputados. • Aquele que não é digno de fé. II). no seu art 405. • O amigo íntimo da parte ou o seu inimigo capital.3 Suspeitos: (CPC. III). a suspeição ou o impedimento da testemunha. 3. § 2º. art 405. 3. que pode ocorrer em dois momentos: 1º. (demência permanente) • Os que.2 Impedidos: (pessoas próximas das partes). Só o incapaz não pode depor. (debilidade mental transitória. • Quem é parte na causa (CPC. § 2º. Dos que não podem testemunhar: Estabelece o CPC. Contradita (é sempre oral) É o direito da parte de alegar a incapacidade. 4. o juiz pode ouvir suspeitos e impedidos em depoimentos que serão prestados independentemente de compromisso (art 415) e o juiz lhes atribuirá o valor que possam merecer. • Os menores de 16 anos. Observação: Art 405. no momento do fato (ex: estado de embriaguez que torna a pessoa incapaz de entender o fato) e 2º. a parte poderá provar a contradita com documentos ou com testemunhas (até três) apresentadas no ato e inquiridas . • O cônjuge e os parentes (colaterais até o terceiro grau) das partes (CPC. Causa em que existe interesse público ou causa relativa ao estado da pessoa e desde que não exista outro meio para provar os fatos. quando por qualquer motivo esteja impossibilitado de depor (doença grave que resulta em estar a pessoa em estado de coma.108 3. § 1º) • Os interditos por demência. § 2º.1 Incapazes: (CPC. que podem depor como testemunhas todas as pessoas. 3. • Aquele que tenha interesse no litígio. É uma pessoa que deve saber do fato litigioso. quando o conhecimento dos fatos depende desses sentidos. exceto os incapazes. art 405. art 405. • Aquele que intervém no processo em nome da parte (CPC. Causas versando sobre direitos de família. A pessoa deve ser chamada a depor em juízo.

mas não de prestar depoimento. por solicitação do juiz. A parte pode comprometer-se a levar a testemunha sem a intimação e se ela não comparecer presume que a parte tenha desistido da ouvi-la (CPC. do CPC: Quando a parte ou a testemunha por enfermidade ou por outro motivo relevante estiver impossibilitada de comparecer à audiência. As autoridades enquadradas nessa regalia. alegando essa condição que possam ter. que lhes enviará cópia da petição inicial ou defesa oferecida pela parte que a arrolou como testemunha. hora e local para inquiri-la. do CP (reclusão de 1 a 3 anos e multa). Compete ao terceiro. se para isso houver motivo justificado. Sendo funcionário público ou militar. Se não for intimada não existirá tal obrigação. do CPC: testemunhas que serão inquiridas em sua residência ou no local onde estiverem exercendo sua função. dia e local onde prestarão depoimento. Art 411. Já os suspeitos não podem se recusar a depor. Obrigações das testemunhas: 1. art 412. deve: 3. ou situações especiais: i. o juiz requisitará a testemunha ao seu chefe ou comando. Sobre a intimação para ser ouvida a testemunha existem exceções. o juiz designará. art 412). informar ao juiz as circunstâncias de que tenha conhecimento (art 341-I. do CPC).109 em separado. §1º). Todavia. Todavia. qualquer testemunha pode se negar a depor sobre: . a testemunha intimada não comparecendo fica sujeita a duas espécies de penalidade: ser conduzida sob força e arcar com as despesas que a sua ausência provocar. Ninguém pode se eximir do dever de colaborar com o Poder Judiciário para o descobrimento da verdade (CPC. em relação a qualquer pleito. art 339). a parte pode pleitear do juiz autorização para ouvi-la em outra ocasião. Art 306. ii. Uma vez intimada a depor como testemunha. Depor. 5. Comparecer em juízo. Só podem se recusar a prestar depoimento os impedidos e os incapazes. 4. O juiz dispensará a testemunha contraditada ou a ouvirá sem o que ela seja compromissada. quando chamada (CPC. É a intimação da testemunha que faz nascer para ela a obrigação de depor. conforme as circunstâncias dia. parágrafo unido. O comparecimento e a recusa a depor são faltas muito graves (crime omissivo de falso testemunho). iii. designação de hora. n os moldes do art 405. sujeitando a testemunha às as do art 342. pois s suspeição deve ser alegada por outrem. Ainda assim. Narrar o que souber ou o que lhe for perguntado sobre o fato da ação. § 4º. 2.

também. Dizer coisa diferente da verdade consiste em crime de falso testemunho. (CPC. art 416). 5. 6. (CPC. . art 400. art 401). 4. mas não exclusivamente. Direito das testemunhas 1. a certidão de casamento. O direito de ler o seu depoimento antes da assiná-lo (CPC. II). Por exemplo. Receber as perguntas dos advogados. Por exemplo. do CC). Admissibilidade da prova testemunhal Regra geral = A prova testemunhal é sempre admitida (CPC. 2. → Nos contratos cujo valor não exceder dez vezes o valor do maior salário-mínimo vigente no país. I – 1ª parte). art 417). só se prova pelo termo de distrato das partes. (CPC. por meio do juiz (CPC. o distrato de um contrato. Receber tratamento cortês por parte dos advogados (CPC. Excepcionalmente. art 400. uma parte alega algo e a outra concorda com a alegação (CPC. → Existem situações que. 7. um recibo de pagamento. Dizer a verdade (CPC. conforme previsto para o início do depoimento no CPC. → Quando o fato só puder provado por documento ou por perícia (CPC. (CPC. art 416). pode-se. art 419). art 400). art 400. art 413). Por exclusão. art 400. II – 2ª parte). escusar-se a responder determinadas perguntas. Observação: Os crimes de falso testemunho omissivo (se recusar a depor) ou comissivo (não falar a verdade) só ocorrerão se a testemunha foi devidamente compromissada. admitir a prova testemunhal. → Nas situações em que se exige conhecimento técnico especial. art 415. Ser inquiridas diretamente pelo juiz (CPC. Em tais casos a prova testemunhal é dispensada. Por exemplo.09. art 416. somente para esclarecimento ou complementação do depoimento. 7. Por exemplo. II e art 229. A cujo respeito deve manter sigilo por dever de estado ou profissão. laudos periciais. Direito de consultar notas e apontamentos previamente examinados pelo juiz. 24. Trata-se de crime comissivo previsto no art 342. por exigência legal. poder-se-á admitir prova exclusivamente testemunhal (CPC.110 • • Fatos que lhe acarretem grave dano ou ao cônjuge e aos seus parentes consangüíneos ou afins em linha direita ou na colateral em segundo grau. 5. I – 2ª parte). art 400. → Pela confissão tácita da parte. do CP acima. numa ação de divórcio. art 415). exames especializados como o DNA. art 400. II – 1ª parte). inclusive não sofrer descontos de pagamento pela necessária falta ao trabalho (CPC. se o valor exercer esse valor. Direito de ressarcimento das despesas havidas com seu comparecimento à audiência. existindo exceções especificadas pela lei: → Quando o fato já estiver provado por documento. Direito de não ser coagida (CP. 8. só podem ser provadas por documentos.2007 6. § 1º). a parte apresenta um contrato. 3.

art 412. no momento do saneamento do processo. do CPC. com o uso de força policial (CPC. Existem situações em que este número pode ser extrapolado: • Testemunhas referidas pelas outras testemunhas que o juiz pode. se não for assinalado prazo pelo juiz. previsão no CC) • Houver começo de prova escrita vinda da parte contra a qual se pretende usar o documento em questão como prova documental. § 1º). no caso de depósito necessário e em questão relativa a hospedagem em hotéis. (CPC. salvo no caso de falecimento. até 10 dias antes da audiência (prazo legal). art 412. art 300). (CPC. • O credor. II).(CPC. estabelecendo como regra geral que a parte não pode substituir testemunha. o rol de testemunhas será apresentado no prazo fixado pelo juiz (prazo judicial) ao marcar a data audiência ou. intimada. Cada parte poderá apresentar no máximo dez testemunhas. bem como os nomes das partes e a natureza da causa (CPC. I). os vícios de consentimento (CPC. decide sobre as provas a produzir. A intimação pode ser dispensada quando a parte se comprometer a trazer a testemunha. • Nos contratos em geral. O art 408 do CPC trata da substituição de testemunhas. do CPC. ordenar. qualquer que seja o valor do contrato pode-se admitir prova testemunhal se: (Há. por razões morais ou materiais. na audiência preliminar. se o juiz não fixar outro prazo – art 407. 9. hora e local do comparecimento. I). Pode se escusar a depor. depois de apresentado o rol. Qual o momento em que devem ser apresentadas as testemunhas nos processos de rito sumário? Em dois momentos: o autor poderá apresentar as testemunhas na petição inicial (art 282 do CPC) e o réu na contestação (CPC. E se. parágrafo único). art 407. . CPC) e intimação da testemunha por meio de mandado judicial que consigne dia. o prazo é diferente: até 48 horas antes da audiência. 8. art 407). estabelece que. primeira parte).111 O art 402. art 404. Os motivos da escusa para depor estão no art 406. divergência existente entre a vontade real e a vontade declarada. Produção de prova testemunhal a) Atos preparatórios → são os atos que antecedem a inquirição da testemunha: apresentação do rol de testemunhas pelas partes (no prazo mínimo de 10 dias antes da audiência. O juiz.(CPC. art 404. supondo-se que ela a avisará convenientemente. também. No caso de processo que adota o rito sumário. de enfermidade que impeça a testemunha de depor e a que tendo mudado de residência não foi encontrado pelo oficial de justiça. art 404). No processo de rito ordinário. Ex: Casos de relações entre parentes. parte final). art 412. se necessário. Também pode a parte provar por testemunhas (CPC. havendo também previsão no CC: • Nos contratos simulados. (CPC. Número de testemunhas. A testemunha pode se recusar a depor? Não. a testemunha não comparecer sem motivo justificado? Ela será conduzida coercitivamente. de oficio ou a requerimento da parte. não pode. não podia obter prova escrita. • Testemunhas que tenham alegado nada saber sobre o fato podem ser substituídas. art 418.

Coisas: móveis. É prova suplementar para possibilitar o aperfeiçoamento da percepção do juiz (CPC. 413 e art 452. A testemunha pode. Finalidade Esclarecer dúvidas que existam sobre o fato. .112 O art 409 do CPC fala do caso em que o juiz da causa é arrolado como testemunha. o juiz poderá ouvir a testemunha sem. b) Atos de produção propriamente ditos → É a inquirição da testemunha que ocorre na audiência designada. sendo ouvidas primeiramente as testemunhas do autor e depois as do réu. De Humberto Theodoro Junior: “é um meio de prova que consiste na percepção sensorial direta do juiz. art 442. II) e terceiros (CC. se tiver conhecimento de fatos que possam interferir em sua decisão. Depois de qualificada. Se a contradita for aceita. 4. lugares e documentos que pela sua natureza não possam ser transportados (CPC. art 14 e art 340. prestará compromisso de dizer a verdade. Todavia. do CPC. Nesse caso. a parte que a contraditou poderá provar suas alegações com documentos ou com até três testemunhas. art 440). art 414). contudo. Resumindo. mandará excluir o seu nome do rol de testemunhas. Arruda Alvim: “inconfundível com a mera visita formal. imóveis e semoventes. se nada souber. art 339). a testemunha presta o juramento previsto no art 415. primeiramente a testemunha é qualificada (CPC. sua incapacidade ou suspeição. 3. declarar-se-á impedido. se julgar necessário ou conveniente. 2. levando seus próprios peritos e prestando esclarecimentos e fazendo observações pertinentes (CPC. o juiz dispensará a testemunha. Na inspeção judicial o juiz usa seus próprios sentidos. se fizer alegação falsa. Quanto se apresenta para depor. 2. parágrafo único). com a argüição de seu impedimento. ser contraditada. art 442). INSPEÇÃO JUDICIAL 1. Obs. se a testemunha negar os fatos alegados na contradita. art 138) e podem também acompanhar a inspeção. se calar ou ocultar a verdade. sobre qualidade ou circunstâncias corpóreas de pessoas ou coisas relacionadas com o litígio”. que tenha sido eleita pelo magistrado”. cunhada de subjetividade. nesse momento. Conceitos: 1. As testemunhas falarão depois que os peritos responderem às perguntas das partes e que as partes prestarem seu depoimento (CPC. o juiz poderá ser assistido de um ou mais peritos”. a finalidade da inspeção judicial é aclarar os fatos. isto é. O parágrafo único do artigo estabelece que após o juramento o juiz a adverte de que incorre em sanção penal prevista no art 342 do CP. compromissá-la. Assistência técnica Prevê o CPC. ou. As partes podem impugnar os peritos sob alegação de suspeição (CPC. III). no seu art 441: “ao realizar a inspeção direta. Objeto Pessoas: as partes (CC.

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5. Procedimento O art 440 do CC diz que a inspeção judicial pode ser procedida em qualquer fase do processo, antes da sentença, por decisão de ofício do juiz ou a requerimento das partes. A inspeção judicial se inicia com o despacho do juiz, no qual serão consignados o nome da pessoa (se o objeto for pessoa) e a descrição detalha da coisa (se o objeto for coisa), o fato a esclarecer, além da identificação de peritos designados (se for o caso), do dia, hora e lugar da inspeção. A inspeção deverá ser procedida pessoalmente pelo juiz, que poderá ser assistido por um ou mais peritos (CPC, art 441) e acompanhada pelas partes (CPC, art 442, parágrafo único). Concluída a inspeção. O juiz mandará lavrar dela auto circunstanciado, do qual constarão todos os detalhes pertinentes ao fato da causa (CPC, art 443), do qual cabe agravo retido. Se o juiz indeferir o pedido das partes para realizar a inspeção judicial, cabe à parte agravar a decisão do juiz. 6. Obrigatoriedade A inspeção judicial pode ou não ser realizada, ainda que requerida pelas partes, ficando totalmente ao arbítrio do juiz. Depende de seu poder discricionário. Assim, não está o juiz obrigado a deferir o requerimento das partes quanto à questão. Todavia, em grau de recurso, se o Tribunal julgar necessária a inspeção, mesmo que não requerida, determinará a sua realização. 03.01.2007 EXIBIÇÃO DE DOCUMENTOS E COISAS 1- Conceito Luiz Rodrigues Wambier: “exibição de documento ou coisa é o meio de prova pelo qual a produção se dá não por quem a prova aproveita, mas pela parte contrária ou por terceiro, ou ainda, por iniciativa do juiz, no uso do poder que lhe assegura o art 130”, do CPC. Humberto Theodoro Junior: “a exibição de documento ou coisa consiste no dever que incumbe às partes e aos terceiros de, colaborando com a justiça, exibir documentos ou coisa que se ache em poder deles, sempre que o exame deles for útil ou necessário ao processo, podendo a iniciativa desse dever ser cobrada pelo o próprio juiz (CPC, art 339 a 341). 2- Momento 1. Durante a tramitação do processo, como incidente da fase probatória (CPC, art 355 e art 363), por meio de procedimento incidental nos próprios autos do processo. 2. Podem também, documentos e coisas, ser exibidos antes do ajuizamento da causa, como medida preparatória, por meio de ação cautelar (CPC, art 844 e art 845). Observação.: A medida cautelar pode ser de 2 tipos: incidental, que é simples pedido feito no próprio processo (não é ação cautelar, porque para isto falta-lhe o interesse de agir) ou preparatória por meio de ação cautelar. 3- Legitimidade

114 1. Legitimidade Passiva: qualquer uma das duas partes ou ainda terceiros estranhos à causa e que estejam de posse da coisa ou documento (CPC, 355). 2. Legitimidade Ativa: A parte interessada na exibição do documento ou a coisa, o Ministério Público, como fiscal da lei, o juiz e todo terceiro interveniente na ação. 8.10.2007 (conclusão da correção do assunto anterior) 4 – Objeto da exibição de coisa ou documento: coisa ou documento. 5 – Exibição do documento ou coisa contra (pela) a parte. Qualquer uma das partes poderá pedir a exibição de documento ou coisa que se acha em poder da outra, fazendo-o, se for o autor da ação, na petição inicial, na contestação da reconvenção ou em outro momento qualquer; na contestação, na reconvenção ou em qualquer outro momento, sendo réu da ação. O requerimento de pedido de exibição deverá ser instruído de modo a satisfazer os requisitos do art 356, do CPC. O juiz pode, entretanto, indeferir o pedido.Estando regular a petição, o juiz a deferirá intimando o requerido a exibir o documento ou coisa solicitada, no prazo de cinco dias (art 357, CPC). A intimação será feita na pessoa do advogado do requerido. Intimado, o requerido pode adotar três posições: a. Exibir o documento ou a coisa no prazo legal fixado, o que implicará no encerramento do incidente. b. Não exibir o que lhe foi solicitado e nem oferecer resposta no prazo. Nesse caso, haverá presunção da veracidade dos fatos que se pretendia provar (CPC, art 359, I). c. Não exibir o que lhe foi requerido, mas responder no prazo, alegando motivos que entenda justificarem sua recusa de exibição ou que o escusem de fazer a exibição. Será, então, facultado à parte requerente a produção de provas sobre o alegado pelo requerido. Concluída essa parte probatória relativa ao pedido de exibição de documento ou coisa e sobre sua recusa ou escusa, o juiz decidirá a questão, aceitando ou não a alegação do requerido. Se a sua decisão foi pela ilegitimidade da recusa do requerido, haverá presunção da veracidade dos fatos em questão (art 359, II, do CPC). Se, entretanto aceirar as razões do requerido, o dispensará da exibição. d. O requerido não exibe o solicitado, alegando a não obrigatoriedade de o fazer, justificando o procedimento pelas razões constantes do art 363, do CPC: por ser o documento (ou coisa) concernente à vida de família, porque a exibição pode violar dever de honra ou a publicidade do documento resultar em desonra à parte ou a terceiros, bem como a seus parentes consangüíneos ou afins, até 3o grau, ou lhes representar perigo de ação penal, ou ainda, segundo outros motivos graves.

115 Observação: O art 358, do CPC, prevê os casos em que o juiz, obrigatoriamente, não deverá admitir a recusa do requerido: • Se houver obrigação legal da exibição. • Se o requerido aludiu à coisa ou ao documento no processo. • Se o documento ou a coisa for comum às partes. A recusa de exibição implica em presunção da veracidade dos fatos que se pretendia provar. 5 – Exibição de documento ou coisa contra (por) terceiro. Quando o documento ou a coisa estiver em poder de terceiro, a parte interessada na sua exibição deverá propor contra ele “pedido de exibição” que será apensa a ação principal. Portanto haverá uma relação processual paralela, com partes e objeto diferentes da ação principal com natureza de ação. Essa nova relação jurídica que será resolvida pelo juiz por sentença. O juiz mandará citar o terceiro para defender-se em 10 dias (CPC, art 360). O prazo é maior que o concedido às partes, porquanto o terceiro é estranho ao processo e suas providências podem demandar mais tempo. Citado, o terceiro poderá assumir três atitudes: 1. Exibir a coisa ou documento, no prazo, o que porá fim à lide deste segundo processo. 2. Negar a obrigação de exibir ou a posse do documento ou da coisa, o juiz designará audiência especial, colhendo o seu depoimento bem como o das partes e, se necessário, o de testemunhas e em seguida proferirá sentença. (CPC. Art 361). 3. Se o terceiro, sem justo motivo, se recusar a efetuar a exibição, o juiz lhe ordenará que proceda ao depósito em cartório (ou em outro lugar) em 5 dias, pagando o requerente as despesas que tiver. Se o terceiro não cumprir, o juiz expedirá mandado de apreensão, requisitando, se necessário, força policial. (CPC, art 362). O terceiro incidirá, também, em crime de desobediência, previsto no art 330, do CP. 4. O terceiro poderá se escusar de exibir o solicitado com base nas razões listadas no art 363, do CPC. 6 – Distinção entre as duas modalidades. Quando o pedido de exibição for contra uma das partes, ele será exercido por meio de instrumento incidental e quando for contra terceiro, por meio de ação de exibição de documento ou coisa (ação exibitória). O prazo para a resposta do requerido também é diferente quanto ele parte ou terceiro. Também são diferentes os efeitos do não cumprimento da obrigação de exibir a coisa ou o documento. 7 – Requisição judicial O assunto é regulado pelo art 399, do CPC. Quando se tratar de documentos que devam ser fornecidos por repartições públicas, o juiz poderá requisitá-los em qualquer tempo ou grau de jurisdição. O parágrafo único do artigo determina que o juiz mandará extrair, no prazo máximo e improrrogável de 30 dias, certidões ou reproduções fotográficas das peças indicadas pelas partes, ou de oficio, devolvendo, a seguir, os autos à repartição de origem. 15.10.2007.

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Questões da prova (dois tipos de provas) 1. Vistos, etc. Proposta ação de cobrança por José Pedro contra João Paulo, com o objetivo de receber R$ 32.000,00, o réu, citado, apresentou tempestiva contestação, aduzindo, em preliminar de ilegitimidade passiva da parte, que ele nada devia, pois não era sua a assinatura no documento juntado pelo autor para fundamentar o pedido inicial. Em réplica, o autor sustentou que a assinatura é do réu e requereu prova pericial. Observa, realmente, que a assinatura no referido documento é completamente diferente da assinatura no instrumento de mandato de fls., razão pela qual entendo que a primeira é nitidamente falsa. Diante desse fato, desnecessária qualquer prova, acolho a preliminar argüida, extinguindo o processo sem resolução do mérito, nos termos do art 267, VI, do CPC. O autor arcará com as custas do processo e com o pagamento de honorários sucumbenciais de 10% do valor da causa. Publique-se e intime-se. Questão: Como advogado da parte vencida, indique qual o último dia do prazo no qual o recurso cabível poderá ser interposto, sabendo-se que a decisão foi publicada numa quinta-feira, 1º de abril, e no dia seguinte foi feriado estadual e que houve greve nos serviços forenses com o fechamento do Fórum nos dias 6,7 e 8 de abril, respectivamente terça, quarta e quinta-feira. Explique sua resposta. Resposta: 1º de abril, data da publicação é o dies a quo (não conta). 2 de abril, feriado. Não se pode iniciar a contagem em dia não útil. 3 e 4 de abril, fim de semana, segue a mesma regra acima (não são contados). 5 de abril. Dia inicial da contagem dos prazos. 19 (segunda feira) de abril, último dia do prazo para recorrer. 2. O menor, absolutamente incapaz, que necessita de alimentos, é parte legítima para pleitear alimentos contra seu pai, mas precisa que sua capacidade seja integrada. Esta afirmativa está correta? Explique sua resposta. Resposta: Está correta. O menor, absolutamente incapaz, tem direitos e obrigações na ordem civil, conforme o art 1º do CC que diz que toda pessoa é capaz de direitos e obrigações na ordem civil. O menor absolutamente incapaz possui legitimidade ad causam e é o dono do direito em questão. Realmente precisa que sua capacidade seja integrada, pois o CPC, em seu art 8º, determina que os incapazes serão representados ou assistidos por seus pais, tutores ou curadores, na forma da lei civil (retrocitada). É a capacidade de estar em juízo, um dos pressupostos processuais positivos referentes às partes, sem os quais, por questões processuais, o processo não poderá se desenvolver. Ele tem a capacidade para ser parte, mas não possui a capacidade para estar em juízo, por isso precisa ser representado. Deve-se considerar que são três os tipos da capacidade. São três as capacidades: a capacidade postulatória, própria do advogado que atua no processo, a capacidade de ser parte e a capacidade de estar em juízo. A parte deve reunir as duas últimas para figurar na ação, como parte. O menor tem a capacidade de postular seu direito em juízo, mas não tem a de estar em juízo. Por isso sua capacidade deve ser integrada, sendo para tanto representado pela sua mãe.

117 3. O princípio dispositivo, também chamado de princípio da inércia da jurisdição, significa que caberá ao Juiz, de ofício ou a requerimento da parte, determinar as provas necessárias à instrução do processo, indeferindo as diligências inúteis ou meramente protelatórias. Esta afirmativa está correta? Explique sua resposta. Reposta: A alternativa é parcialmente correta. O princípio não é denominado de princípio da inércia de jurisdição, pois o art 130 do CPC determina que o juiz não mais se limita a assistir, inerte, a produção das provas, pois em princípio pode e deve assumir a iniciativa destas; de ofício ou a requerimento das partes pode determinar as provas necessárias à instrução do processo, indeferindo as diligências inúteis ou meramente protelatórias, o que legitima a segunda parte da alternativa, tornando-a correta. Se as provas facultadas às partes, asseguradas pelo princípio do dispositivo, não forem suficientes, o juiz pode pedir nova prova. Ex: art 342, CPC. Assim, pelo princípio da inércia está correta quanto ao requerimento da parte, mas o juiz pode exercer, de ofício, o princípio do Impulso Oficial, tomando a iniciativa quanto à produção de privas. 4. Com relação ao ônus da prova, é correto afirmar que, em regra, sempre é do autor. Esta afirmativa está correta. Explique sua resposta. Resposta: Alternativa incorreta, pois, segundo o art 333, do CPC, compete, em regra, ao autor a prova do fato constitutivo de seu direito e ao réu a prova de fatos impeditivo, extintivo ou modificativo ao direito do autor. Em regra, cabe a cada uma das partes o ônus da prova de fatos por ela alegados. 5. Considera-se proposta a ação a partir do momento em que o réu for validamente citado, pois, como o processo é relação jurídica triangular, somente depois da citação é que surge a litispendência e torna-se prevento o juiz, além de ser o devedor constituído em mora. Esta afirmativa está correta? Explique sua resposta. Resposta: A afirmativa está parcialmente correta. Segundo o art 263 do CPC, considera-se proposta a ação logo que a petição inicial é despachada pelo juiz, ou simplesmente distribuída onde houver mais de uma vara. A segunda parte da afirmativa está correta, pois a partir da citação válida do réu, ocorrem os efeitos mencionados no art 219 mencionadas nessa parte. 6. Caio propõe demanda de ação contra Tito, referente à importância de R$ 60.000,00. Expedido o mandado de citação por oficial de justiça, Tito foi citado aos 15/06/2007 (sexta-feira), sendo que aos 20/06/2007 (quarta-feira) o seu advogado juntou procuração aos autos. No dia 21 de junho (quinta-feira), o mandado de citação foi juntado aos autos. Sabendo-se que não houve feriado nesse ínterim, o prazo para apresentar resposta começou a contar a partir de quando? Explique a resposta; Resposta: A petição inicial foi deferida, embora a procuração do advogado não tivesse sido juntada a ela. A citação foi realizada e o respectivo mandado de citação foi juntado aos autos no dia 21/06, quinta feira. Entretanto o advogado juntou procuração no dia 20.6, o que significa que ele tomou conhecimento do processo do ação em 20/6. Portanto, dia 20/06 é o dies a quo. A contagem do prazo se iniciará no primeiro dia útil seguinte, ou seja, 21/06, sexta-feira. 7. A mãe do menor absolutamente incapaz será a parte legítima para pleitear alimentos para o menor, contra o pai, já que o menor não tem capacidade plena. Esta afirmativa está correta? Explique a resposta; Resposta: A afirmativa está incorreta. A parte legítima para a ação é o filho, menor que não pode estar em juízo, devendo, portanto, ser representado pela mãe; Assim o

Ao ter prosseguimento o processo. Concluindo. Todavia a parte final do dispositivo legal citado ressalva-lhe a possibilidade de alegar em sua defesa esse direito. Se o réu revel ingressar no pleito após a fase de especificação de provas. 24. A situação-problema esclarece que já se passou a fase de especificação das provas.118 autor da ação será o filho absolutamente incapaz representado pela mãe. pois a morte da parte extingue o mandato anteriormente concedido. Entretanto o § 1º do artigo apresenta maiores detalhes quanto ao comportamento do juiz frente à morte de uma das partes: se ainda não teve início a audiência de instrução e julgamento suspende o processo até a habilitação dos herdeiros que deverão inclusive regularizar a sua representação quanto ao advogado. segundo parágrafo único do art 268. cujo mandato é prorrogado por lei até o final da audiência. recebendo-o no estado em que se encontra. Se tiver ocorrido a perempção sobre o litígio que é objeto do processo. pois não há que se falar em preclusão quando ocorre revelia porque a lei autoriza ao réu ingressar no feito a qualquer momento. 10. depois de habilitados os herdeiros do de cujus. Esta afirmativa está correta? Explique a resposta. Está afirmativa está correta. Ocorrendo a morte de uma das partes no curso de ação de natureza transmissível. Resposta: Prevê o art 322 do CPC na sua parte final. Por isso a mãe deverá complementar a sua capacidade para estar em juízo. a afirmativa está parcialmente incorreta. conduz a mesma até o final. O filho. estes deverão providenciar a regularização do advogado. Todavia. deduzindo pretensão ou defendendose em ação em face dele ajuizada. mas não tem capacidade ad processum. Durante a interrupção da relação processual. se for o caso..”. a perempção faz com que o titular do direito de ação não mais possa exercê-lo ativa e passivamente em juízo. (art 8º do CPC). do CPC: “se o autor der causa por três vezes à extinção do processo pelo fundamento presente no inciso III do artigo anterior (abandono) não poderá intentar nova ação contra o réu com o mesmo objeto. ainda assim poderá indicar as suas provas. 8.10. o processo fica suspenso até que ocorra a habilitação dos herdeiros. 9. O autor continua tendo o direito material.2007 PROVA PERICIAL . Assim. o autor perde não só o direito de ação. Resposta: A afirmativa está incorreta no que se refere à suspensão do processo. Portanto ocorreu preclusão da possibilidade da apresentação das provas para ele. sendo a parte representada pelo seu advogado constituído. O processo só se suspenderá após a publicação da sentença ou do acórdão. I determina a suspensão do processo pela morte da parte. tem capacidade ad causam. que o réu revel poderá intervir no processo em qualquer fase dele. Portanto a afirmativa está incorreta. mas também o direito material que é objeto de controvérsia. Perempção é a perda do direito de ação não implicando na perda do direito material. O autor poderá exercer o direito objeto da perempção passivamente. mas não poderá exercê-lo contra o réu. representando-o. no caso.. Explique a resposta. Esta afirmativa está correta? Explique. em sua defesa. Resposta: Significado de perempção. se o juiz já tiver iniciado a mencionada audiência. interrompe-se a relação processual e o mandato ao advogado é automaticamente revogado. O artigo 265.

moveis e semoventes. por meio de um perito. Necessário – Só é admitido esse meio de prova quando inexistir outro meio. Arbitramento → refere-se a valor. Necessária 2. 2. coisas. Extrajudiciais. Também e conhecida comumente por ad perpetuam rei memoriam. 3. art 420). ou de serviço. Oficiais – o juiz ordena de ofício 2. • Quanto à exigência 1. b) Moacyr Amaral Santos → é a inspeção. Útil – O fato a ser provado deve ser pertinente à questão e deve exigir conhecimentos técnicos ou científicos. Admissibilidade (CPC. para verificação de fatos ou circunstâncias que interessam à causa. em relação a valores. b. móveis e semoventes. parágrafo único). Facultativa • Quanto à determinação 1. qualidade e quantidade do objeto de litígio. de direito. Espécies: (CPC. de obrigações. Como oneroso e demorado meio de prova que é. Judiciais b. que envolvam conhecimentos técnicos ou científicos. – São quatro espécies: a.11. como medida cautelar. art 145). art 420. Vistoria → sobre imóveis c. Requeridas – o juiz determina a pedido das partes • Quanto ao momento do processo 1. de presenti → realizada durante a tramitação do processo 2. Avaliação → sobre móveis e imóveis. de futuro → realizada antes do processo. 05. sobre pessoas. a) Luiz Rodrigues Wambier → é o meio de prova destinado a esclarecer o juiz sobre circunstâncias relativas ao fato conflituoso. coisas. d. Praticável – O objeto a ser periciado deve oferecer condições para isso. Objeto: O objeto da prova pericial são os fatos que escapam ao conhecimento comum. Classificações: • Quanto à origem e à situação a.2007 PROVA DOCUMENTAL Conceitos: . exigindo conhecimentos técnicos ou científicos (CPC. procedido por pessoas que detêm conhecimento técnico ou científico (exame).119 Conceitos. para ser admitido deve ser: 1. Exame → sobre pessoas.

criando a coisa que representa o fato. Documento assinado (subscrito pelo autor) ou não assinado (não subscrito pelo autor). O documento autêntico é o que contém nele próprio a prova da autoria (CPC. art 369). o documento é o resultado da tomada a termo de sua declaração. Documento é a coisa capaz de representar um fato. sem autenticação faz menção ao autor mas é necessário provar essa autoria e anônimo é o documento do qual não se conhece a autoria. tem-se o depoimento pessoal. Documento é uma coisa que permite conhecer outra coisa. CPC). b. Já o documento heterógrafo é aquele em que essa coincidência não acontece. sem autenticação ou anônimo. autenticado. Documento direto → é o documento manifestado de forma direta. sem passar pelo intelecto do autor (sujeito do fato). Quanto ao seu autor: Existe a seguinte subdivisão: 1. Ex: foto. Documento autêntico. São narrativos ou constitutivos / dispositivos. o documento pode ser: 1. Se a narração é feita pelo autor ou o réu do processo. Subdivide-se em: • Escritos → são manifestados no papel por meio de caracteres gráficos. Documento é o resultado da obra humana que objetiva a fixação ou a retratação de um acontecimento. d. c. 3. Quanto ao conteúdo (também conhecido por documentos declarativos). 2. documento autenticado é aquele cuja prova da autoria está fora do documento. como. Documento é a coisa representativa de um fato. Classificação a. Quanto ao meio de formação do documento: nesse sentido. filme. Se a narração é feita pela testemunha. Documento público ou privado→ Público é aquele criado por instituições públicas.Privado → é o documento criado por particulares. 2. (art 364. CPC). Ex: carta. . Quanto ao seu autor Quanto aos meios de formação Quanto ao conteúdo Quanto à finalidade. 4. a impressão digital. • Documentos narrativos são os documentos resultantes da redução a termo da narração do autor.120 • • • • • Qualquer documento que sirva para provar o fato. • Gráficos → são os que se manifestam de outra forma que não seja a escrita. Documento autógrafo ou heterógrafo → Documento autógrafo é aquele em que o autor do fato e o autor do documento coincidem. Ex: certidões. Documento indireto → é o que passa pelo intelecto do autor do documento. por exemplo. Art 368.

das audiências ou de outro livro do escrivão. Ex: escritura pública para alienação de bens imóveis. do protocolo. • Os traslados e certidões extraídos por oficial público de instrumentos ou documentos lançados em suas notas. mesmo quanto aos seus elementos extrínsecos pode haver nulidade do documento quanto a eventuais falsidades dos seus elementos. tem presunção de veracidade até prova em contrário. • As reproduções dos documentos públicos. Assim.121 • Documentos constitutivos (ou dispositivos) é o documento resultante da manifestação de vontade do autor. • Documentos casuais → Embora não criados para servirem de prova. ar 387). Quando à forma: Podem ser: 1. Cópias – são os documentos que correspondem à reprodução dos originais. 3. art 366). sendo-lhe declarada judicialmente falsa“. Fazem. nenhum outro tipo de prova poderá suprir-lhe a falta (CPC. A verdade intrínseca (conteúdo) é de responsabilidade do narrador do fato representado no documento. . Documentos não solenes (ou não formais) – São os documentos para os quais não existe forma rígida para sua produção. Quando determinado ato exigir instrumento público. Ex: vistorias prévias. E a falsidade pode ser material ou ideológica. portanto. Mas não prova o conteúdo do documento. o parágrafo único do artigo que a falsidade consiste em formar documento não verdadeiro ou em alterar documento verdadeiro. Ex: Recibo. Por exemplo. ou seja. mas não prova a veracidade de seu conteúdo. (CPC. 2. Subdividem-se em: • Documentos pré-constituídos → Documentos criados com o objetivo de fazerem prova futuramente. A fé pública tem caráter juris tantum. Ex: distrato. DOCUMENTOS PÚBLICOS São os documentos que gozam de fé pública quanto a sua elaboração (mas não gozam de fé pública quanto ao seu conteúdo). 4. O documento público pode também ser dito instrumento público. Quanto à finalidade. prova acidentalmente. Diz o artigo em questão: “cessa a fé do documento público ou particular. prova que o documento cumpriu as exigências legais para sua produção. Ex: Uma certidão de nascimento prova que sua elaboração seguiu todo ritual legal para sua produção. ainda. São conhecidos por instrumentos. Diz. acabam por fazer prova de determinado fato. ou seja. Ex: fotos. desde que extraídas ou subscritas por ele. desde que autenticadas por por oficial público ou conferidas em cartórios com os originais. Documentos solenes (ou formais) – Devem seguir forma preestabelecida em lei. fazem a mesma prova que os originais: • As certidões de qualquer peça dos autos. a fé pública atesta a verdade extrínseca do documento. Pelo art 365 do CPC. Documentos originais – É o próprio documento representativo do fato.

o tabelião. fazer prova do fato por outro meio. Esta é a regra geral. mas não prova o fato nele alegado. art 364: “o documento público faz prova não só de sua formação. Força probante do documento público CPC. ou para contrapô-los aos que forem produzidos nos autos. 3. mas também dos fatos que o escrivão. Documentos Judiciais. Aquele que usa o documento particular deve. Força probatória do instrumento particular → Como o instrumento particular representa uma manifestação de vontade ele só faz prova contra o seu signatário. 2. apresenta uma exceção a essa regra geral:”é lícito às partes . Ainda mais. todavia. O art 397. em qualquer tempo. Assim. Momento da prova documental São dois os momentos: o momento da propositura e o momento da admissão. o documento tem presunção de veracidade quanto à sua existência. Documentos de repartições públicas . sendo subscrito pelas partes tem a mesma eficácia probatória do documento particular (CPC. o documento e o instrumento particular só têm força junto aos envolvidos neles.122 O documento feito por oficial público incompetente ou sem a observância das formalidades legais. do CPC. art 367). Propositura: o autor deve apresentar os documentos na petição inicial e o réu apresentálos na contestação (CPC. enquanto o parágrafo único do mesmo artigo refere-se a documento particular. Vícios ou mesmo a nulidade do documento ou do instrumento particular têm que ser provadas por aquele contra quem ele faz prova. mas não quanto ao seu conteúdo. refere-se a instrumento particular. diferentemente do documento público. ou o funcionário declarar que ocorreram em sua presença”. juntar aos autos documentos novos. quanto ao particular existe diferença entre documento e instrumento. Força probatória do documento particular → Já o documento particular consiste em simples declaração e por isso apenas prova a sua existência. Os documentos públicos podem ser: 1. o caput do art 368. também. DOCUMENTOS PARTICULARES Se documento público e instrumento são a mesma coisa. Documentos Administrativos. que tem força contra todos pela sua fé pública. art 396). Documentos Notoriais. Sua nulidade só pode ser declarada por meio de sentença judicial (sentença declaratória). quando destinados a fazer prova de fatos ocorridos depois dos articulados. Por ter fé pública o documento público tem validade contra todos. Para os fatos não ocorridos em tais presenças.

Extinguir o processo com julgamento do mérito. que o juiz não pode tomar ao despachar a inicial. a. As certidões necessárias às provas das alegações das partes. N. independentemente de qualquer outro requisito. do CPC. Extinguir o processo sem julgamento do mérito. b. Ocorrendo a alienação de coisa ou bem litigioso no curso de um processo. Tanto a mãe do menor absolutamente incapaz. A mãe do menor absolutamente incapaz será a parte legítima para pleitear alimentos para o menor. contra o pai. 2. Assinale a alternativa correta. contra o pai. quando pretende pleitear alimentos contra seu pai. desde que com a anuência da parte contrária. Caio propõe uma demanda condenatória em face do Estado para discutir determinado tributo. Indique a atitude incompatível com a sistemática processual. Os procedimentos administrativos nas causas em que forem interessados a União. c. como ele mesmo. Sempre é do autor. como parte. ou seja. o Estado e o Município. c. Somente será do réu se disser respeito à relação de consumo. a. em qualquer tempo e jurisdição: 1. Só o MP tem legitimidade para propor a demanda em nome do menor absolutamente incapaz. Conceder prazo para regularização do vício sanável. pode ocorrer por substituição. tendo em vista sua incapacidade plena. a. O menor absolutamente incapaz.A. já que diante da incapacidade do menor ambos precisam figurar no pólo ativo. é correto afirmar que. d. Determinar a emenda da inicial.D.A. nunca pode ocorrer em razão das perpetuações. 4. Com relação ao ônus da prova. d. em regra. mas precisa que sua capacidade seja integrada. e. necessitando de alimentos. é parte legítima para pleiteá-los contra seu pai. o juiz requisitará das repartições públicas. c. Prova de Novembro 1. pode ocorrer a qualquer tempo. 3. desde que com a anuência da parte contrária. . b pode ocorrer por sucessão. d. ou as respectivas entidades da administração indireta. tanto para a causa como para o processo.123 Pelo art 399. N. 2. a alteração da parte a. já que o menor não tem capacidade plena. e. e. Indeferir a inicial. b. b.D. serão partes legítimas para pleitear alimentos para o menor.

b. conferida por instrumento público ou particular assinada pela parte. No tocante a Tício. d. Todas estão corretas. e. Interpor recurso extraordinário e o recurso especial. O despacho ordenando a citação de Tício foi proferido em 22/05/2005. Requerer abertura de inventário. 1ª Vara Cível. Propor reconvenção. também chamado de princípio da inércia da jurisdição. c. N. São matérias que o juiz pode conhecer de ofício e a qualquer tempo e grau de jurisdição: a. d. pois a citação naquele processo ocorreu em primeiro lugar. b. habilita o advogado a praticar todos os atos. b. nenhum juiz prestará tutela jurisdicional senão quando a parte ou o interessado a requerer. nos casos e formas legais. Alegados pelo autor em sua peça vestibular e os notórios. Todas as respostas estão erradas. 9. Depende do que for determinado pelo juiz. Prescrição. 1ª ou 2ª Vara Cível. e os notórios. A procuração geral para o foro. em 20/05/2002 ajuizou ação de rescisão de contrato contra Tício.D. e. que está preventa. d. Legitimidade das partes. este havia ajuizado perante a 1ª Vara Cível da referida Comarca ação para compelir Caio a cumprir o mesmo contrato. sendo Caio citado em 08/06/2002. Incompetência absoluta. Os afirmados por uma parte e confessados pela contrária. significa que: a. c. perante a 2ª Vara Cível da Comarca de Mirandópolis. deverão ser reunidas para julgamento conjunto perante a: a. Propor ação preparatória incidental. c. Todas as respostas estão corretas. Não dependem de prova os fatos: a. Alegados pelo réu. . pois a ação foi para ela distribuída em primeiro lugar. exceto para: a. 8. Caio. Transigir ou dar quitação. Havendo conexão entre as duas ações. 2ª Vara Cível. O princípio dispositivo.A. sendo Tício citado em 10/06/2002. pois a determinação da citação ocorreu em primeiro lugar nela. 7. dependendo de qual juiz acolha a alegação de conexão em primeiro lugar. e. 6. 5. Cada um tem de provar o fato constitutivo do seu direito. c. em sua contestação. d. 1ª Vara Cível. 2ª Vara Cível que está preventa por força da continência. d. b.A ação de Tício fora ajuizado em 18/05/2005 e a determinação da citação havia ocorrido em 25/05/2002.124 c. e os notórios. que está preventa. que está preventa. e.

Compromisso arbitral e confusão entre autor e réu. Inexistência ou nulidade de citação. respectivamente. São causas que geram a extinção do processo sem julgamento do mérito: perempção. b. Apenas I é correta.125 b. Apenas II e III estão corretas. c. enquanto não proferida a sentença de mérito. Todas são incorretas. c. Assinale a alternativa correta: I. antes e depois de proposta demanda. Litispendência e coisa julgada. litispendência e prescrição. nos casos e formas legais. e. Apenas II é correta. ou seja. cabe ao réu manifestar-se precisamente sobre os fatos narrados na petição inicial. b. Dispõe o CPC que nenhum juiz prestará a tutela jurisdicional senão quando a parte ou o interessado a requerer. III. caberá ao juiz. sendo que o que as diferencia é o momento. Pode-se dizer que: a. o juiz conhecerá de ofício. II. Apenas III é correta. Partes. Incompetência absoluta. II Capacidade postulatória é aquela referente à pessoa que está em juízo pleiteando para si o bem da vida. b. 11. d. Apenas I e III estão corretas. a única que não se inclui entre as matérias que o juiz pode apreciar de ofício. d. d. d. c. Inépcia da petição inicial e perempção. a. c. 10. entre as três opções abaixo. sendo que para o seu exercício regular faz-se mister a observância de determinadas condições. determinar as provas necessárias à instrução do processo. Em relação à ação e aos seus elementos: I O direito de ação é um direito subjetivo. Conexão e incapacidade da parte. 12. abstrato. Todas são incorretas. Assinale. A ausência de contestação leva invariavelmente a que seja julgada antecipadamente a lide. de ofício ou a requerimento da parte. III Capacidade e legitimidade são expressões sinônimas. . Diante das afirmações: I Capacidade de ser parte ou para a causa é um conceito com regras prédefinidas nas regras processuais. indeferindo as diligências inúteis ou meramente protelatórias. 13. autônomo e independente em relação ao direito material invocado. Apenas I e II estão corretas. causa de pedir e pedido são os elementos identificadores da demanda. das questões de ordem pública. a qualquer tempo e grau de jurisdição. segundo o mesmo código: a.

Há apenas duas proposições verdadeiras. b. decisões conflitantes. à revelia do réu. Caso a incompetência do juiz. o juiz ordenará a reunião das ações propostas em separado. que não poderá renovar a ação contra o mesmo réu e com o mesmo pedido. d. assim. findo o qual. litispendência e coisa julgada. o processo retomará seu curso. ficando-lhe ressalvada a possibilidade de alegar em defesa o seu direito. assim. Há apenas uma proposição correta. c. a. A fundamentação jurídica integra o conceito de causa de pedir. o pedido e a causa de pedir como elementos identificadores da ação. desde que o réu tenha requerido. findo o prazo. ainda que já iniciada a audiências de instrução e julgamento. A respeito da resposta do réu assinale a opção correta. Há apenas três proposições verdadeiras. O exame da identidade entre ações tem importância curial para o julgador apreciar a verificação de perempção. o escrivão fará os autos conclusos ao juiz. No processo civil. Há apenas duas proposições corretas. considerando as partes. a suspensão do processo por convenção das partes não poderá exceder um ano. Todas as proposições são corretas. c. sem a adoção da providência. e. b. não seja alegada como preliminar na contestação. que ordenará o prosseguimento do processo. não tem relevância a posição jurídica – ativa ou passiva – em que encontram as partes nos feitos em exame. b. hipótese e.126 II O direito brasileiro adota a teoria das três identidades. no exame da identidade entre ações. III Feita a citação. Há Apenas uma proposição verdadeira. d. Ocorrendo a conexão de ações. o juiz conferirá um prazo de vinte dias para que a parte constitua novo procurador. no caso. Em obediência ao princípio da concentração das defesas. Todas as hipóteses são verdadeiras. absoluta ou relativa. d. c. exceto aquelas que devam ser 15 . Todas as proposições são falsas. IV Ocorre o fenômeno processual da perempção quando o autor dá causa à extinção do processo sem julgamento do mérito por três vezes. evitando-se. 14 Quanto à suspensão e extinção do processo: I. o réu deve alegar na contestação toda a matéria de defesa. a fim de que o sejam decididas na mesma sentença. Há apenas três proposições corretas. caso a decisão não seja acolhida. III IV a. Todas as são falsas. será concedido novo prazo para o réu deduzir o restante da defesa. ocorre a chamada prorrogação da competência. Se o réu comparecer e alegar apenas a inexistência ou a invalidade da citação. e. II Configura hipótese de suspensão do processo a morte do advogado do réu. o autor não poderá desistir da ação sem o consentimento do réu. a.

Pode o réu. terceiro pleiteia em nome alheio os direitos que este não postular. e. por seus costumes. sem apreciação do mérito. e. de oficio. o representante legal de pessoa jurídica. b. o que. incompetência absoluta e incompetência relativa. 17 18 19 20 . terceiro pleiteia em nome próprio direito alheio. como o tutor na causa do menor. 16 Assinale a alternativa incorreta a respeito do tratamento dado pelo CPC para a reconvenção. a parte não necessitar de advogado para pleitear em juízo. poderá extinguir o processo sem apreciação do mérito. o que tiver interesse no litígio. Por exceção deve-se argüir a: a. suspeição e impedimento do juiz. extinguirá o processo com apreciação do mérito. suspeição e impedimento do juiz. o que intervém em nome de uma parte. suspenderá o processo até que o árbitro apresente o seu laudo. em seu próprio nome. b o cego e o surdo.127 veiculadas por meio de exceção. A reconvenção será julgada na mesma sentença da ação. c. b. o juiz: a. O procedimento da reconvenção não será obstado pela desistência da ação ou a existência de qualquer causa que a extinga. autorizado por lei. o advogado representa a parte no processo. incompetência absoluta . quando este demandar em nome de outrem. se alegada pelo réu. d. nomeando árbitro para dirimir o litígio. ainda que somente possa ser acolhida se outra for rejeitada. o juiz. a. Há substituição processual quando: a. b. poderá extinguir o processo. quando a ciência do fato depender dos sentidos que lhes faltam. d. terceiro pleiteia em nome próprio e em nome alheio direitos que são comuns. d. b. o advogado e outros que assistam ou tenham assistidos as partes. independentemente de autorização legal. É correto afirmar que o CPC trata como impedido de depor: a o menor de dezesseis anos. c. c conexão. e. continência e incompetência relativa. incompetência relativa. d. c. e. Existindo convenção de arbitragem. reconvir ao autor. d O prazo para contestar a reconvenção é de 15 dias. não for digno de fé. e Só se admite a reconvenção se houver conexão entre esta e o fundamento da defesa no processo principal. coisa julgada e litispendência. prejudicando credores. transformará o processo judicial em arbitragem. c. autorizado por lei.

(Nessa fase ocorre o interrogatório das testemunhas e o depoimento pessoal das partes. Outras audiências ..2008 AUDIÊNCIA DE INSTRUÇÃO E JULGAMENTO 1.. Rosana Aula de 12. como também para se produzirem as provas orais. Outras podem acontecer.algumas definições de “audiência de instrução e julgamento” foram apresentadas. Definições .. quando estas forem deferidas)..” A B B C D E C A A A D E D D D C E E B D . destinada não só para o contato do juiz com as partes e seus procuradores. por exemplo:  A prevista no art 804. Ovídio Batista: A audiência de Instrução e Julgamento é a parte mais importante de todo o processo civil.A audiência de instrução e julgamento não é a única a ocorrer durante o processo. após justificativa prévia. Entre elas: Humberto Theodoro Jr: A audiência de instrução e julgamento consiste no ato processual solene realizado na sede do Juízo e que se presta para o juiz colher as provas orais e ouvir pessoalmente as partes e os procuradores.02. do CPC: “. 2. como.128 Gabarito 01 02 03 04 05 08 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 4 º ANO – Prof.

A audiência é una e contínua. estas serão intimadas pessoalmente e alertadas. art 444: “A audiência será pública... o juiz designará audiência preliminar a realizarse no prazo de . 343 e seus parágrafos). I: “Compete ao juiz em especial: I . art 331. podendo haver conciliação. 2. do CPC: “. citando-se o réu para a audiência. Atos de julgamento. (CPC. 1. “ 3. A audiência é solene.”. estas somente serão intimadas se a questão versar sobre direito patrimonial de caráter privado (CPC. como regra (CPC. § 2º in fine: “.. art 445: “O juiz exerce o poder de polícia. Essa audiência é pública.. Atos preparatórios: 1) Designação da data e da hora para a realização da audiência de instrução e julgamento.. determinará que o autor justifique previamente o alegado. (CPC. Se não houver necessidade de depoimento das partes. o rol das testemunhas deve ser apresentado dentro do prazo previsto no art 407. (Art 446. realizar-se-á a portas fechadas”). 2) Apresentação do rol de testemunhas. art 455: “a audiência é una e contínua”. designando audiência de instrução e julgamento. 3) Tendo sido deferido o depoimento pessoal das partes (de ofício ou a requerimento das partes). in fine. o juiz exerce o poder de polícia. ou. comparecendo se recusar a depor. quando uma das partes não comparecer à audiência.. nos casos de que trata o art 155. .) 5.  A prevista no art 331.129  A prevista no art 928. art 447). há um ritual para garantir a segurança dos direitos das partes.. o juiz marcará o seu prosseguimento para o dia próximo.. (CPC. Atos de tentativa de conciliação das partes. 3. nessa intimação. 5. Características da audiência de instrução e julgamento. Não sendo possível concluí-la num só dia. Existem formalidades processuais a serem cumpridas. 3. Atos de instrução 4. Atos da audiência A audiência se desenvolve por meio de quatro tipos de atos: 1..”). 2. se necessário”). do CPC: o prazo judicial definido pelo juiz ou o prazo legal de 10 dias antes da audiência. do CPC: “. art.. Se for solicitada pelas partes e o juiz deferir o pedido quanto a provas testemunhais. Atos preparatórios. que haverá presunção de veracidade do que for alegado pela outra parte. haverá intimação das partes.dirigir os trabalhos da audiência”). Compete ao juiz a direção dos trabalhos da audiência. o parágrafo único do artigo determina que nas causas relativas à família. Momento da designação da audiência de instrução e julgamento A audiência em questão é designada pelo juiz no despacho saneador (CPC.. Todavia. Na audiência. 4. 4..

desde que a causa verse sobre direito patrimonial privado (disponível). Atos de tentativa de conciliação Quando pode acontecer essa tentativa. Observação: Pregão é o anúncio de viva voz feito pelo porteiro do fórum ou pelo oficial de justiça designado. o opoente falará em primeiro lugar. pelo prazo de 20 minutos cada. § 2º. o juiz declarará aberta a audiência. Depois. (CPC. seguindo-lhes os opostos. art 449. III). art 450). I). se não puderam comparecer. ao advogado do réu e ao representante do Ministério Público. do CPC. dentro da audiência de instrução e julgamento? Após o pregão e antes da instrução o juiz tentará a conciliação das partes. deve requerer ao juiz que este mande intimar o perito e assistente técnico. art 453 e seus parágrafos. O §3º abre a possibilidade de o debate. se eles não decidiram outra forma. formulando desde logo as perguntas sob forma de quesitos. o juiz dará a palavra ao advogado do autor. o prazo total (tempo normal mais prorrogação) será dividido por todos os do grupo. Situações em que pode ocorrer o adiamento: por convenção das partes (apenas uma vez – 453. Ela poderá ser adiada nas condições previstas no CPC. O § 1º do artigo trata da situação em que existe litisconsorte ou terceiros. 452. No dia e hora designados. convocando as partes e seus advogados a participar da audiência. II). 5) Abertura da audiência de instrução e julgamento (CPC. Art 454: Terminada a instrução. prorrogáveis por 10 minutos. I). o perito. Nesse caso. justificadamente as partes. Em ocorrendo a conciliação. as arroladas pelo autor e as arroladas pelo réu. mandará o juiz intimar pessoalmente os advogados para ciência da nova designação. O juiz tomará o depoimento pessoal do autor em primeiro lugar e depois do réu (CPC. 2. Nesse caso. mandando apregoar as partes e os seus advogados.130 4) Se houve trabalho de perito e qualquer das partes desejar esclarecimentos sobre o laudo. art 452. segue-se o previsto no caput. o juiz mandará reduzi-la a termo (CPC. art 448). 3. as testemunhas ou os advogados (453. Depois as testemunhas serão inquiridas pelo juiz. 7) Antecipação da audiência em relação à data fixada no despacho saneador. sucessivamente e pelo tempo de 20 minutos para cada um deles. 6) Adiamento da audiência. II). art 452. Essa possibilidade está prevista no art 242. art 452 – A audiência prossegue com os seguintes passos: 1. nessa ordem (CPC. de oficio ou a requerimento da parte. a critério do juiz. art 435). Atos de Instrução CPC. O termo de conciliação assinado pelas partes e homologado pelo juiz terá valor de sentença (sentença homologatória) – CPC. Nesse caso. O §2º trata do caso em que haja opoente. Perito e assistentes técnicos responderão aos quesitos de esclarecimento requeridos pelas partes (CPC. Atos de Julgamento CPC. ao invés de .

15. Mas isso ocorrerá apenas quando o caso apresentar questões complexas. se fazer por meio de memoriais. Assim. Sentença Definições A seguir. Segundo Abelha Rodrigues → O relatório identifica as partes. Por meio dele o juiz delimita o campo do pedido. possibilitando saber que o juiz conhece o processo. 2. o ato final no primeiro grau de jurisdição. Fundamento ou motivação – (CPC. do CPC. os despachos e a sentença. o relatório é condição de validade da sentença. Para Pontes de Miranda.  Nelson Nery Jr → A sentença é o pronunciamento do juiz que contém algumas circunstâncias dos artigos 267 e 269 e que ao mesmo tempo extingue o processo ou o procedimento do 1º grau de jurisdição. Então. . Segundo Humberto Theodoro Jr. todos os atos importantes do processo. art 458. Requisitos São cinco os requisitos. o relatório é o resumo de todo o processo. por extenso. Sua falta torna nula a decisão. o relatório é a síntese do processo. sob ditado do juiz.  Abelha Rodrigues → A sentença é o ato culminante do processo.2008 Prova continuada. O art 456. determina que no prazo de 10 dias do encerramento do debate ou da entrega dos memorais. resolvendo ou não o mesmo. quando for o caso. termo com o resumo do ocorrido na audiência e. a suma do pedido e da resposta e registrará. II). I): que conterá o nome das partes. a definição de alguns autores:  Pontes de Miranda → A sentença é emitida como prestação do Estado pela sua obrigação na relação processual. apresentados no prazo fixado pelo juiz. quando as partes solicitam a tutela jurisdicional. o escrivão lavrará. são requisitos essências da sentença. O relatório (Art 458. (CPC. primeira questão: Citar três características da audiência de instrução e julgamento e comentá-las. art 458): Esses três apresentados no artigo referido são: o relatório. Tem mais a clareza e a precisão. → O relatório é o resumo de todo o processo e o intróito da sentença.131 ser oral. o juiz profira sua sentença. o relatório é o resumo do processo que garante que o juiz leu o processo em seus termos essenciais. os fundamentos (ou motivação) e o dispositivo. Para Moacyr A Santos. as principais ocorrências do processo. Para Vicente Grecco Filho. sendo que os três primeiros são requisitos estruturais.  Vicente Grecco Filho → A sentença é o ato terminativo que decide ou não a lide. também. bem como identifica a área das controvérsias e as questões a serem resolvidas. Prolatada a sentença.02. O relatório é peça de grande valia e de fundamental importância. 6. 1.

portanto. Em termos de precisão.00 mais uma moto e ele dá R$ 8. Por exemplo. dispositivo é a parte da sentença na qual o juiz afirma se acolhe ou rejeita o pedido do autor. Para Humberto Theodoro Junior . Em resumo. se ele tivesse dado R$ 15. O Juiz não se limitará. o tópico final de que.00 mais a moto. Quando ela decide fora dos limites do pedido ela é dita extra petita. dispositivo é a conclusão. Para Vicente Grecco Filho. Ela diz-se precisa quando respeita os limites impostos pelo pedido. Clareza → A sentença deve ser inteligível.Dispositivo é o fecho da sentença. Se o juiz julga menos que o pedido a sentença é dita intra petita ou citra petita. pois sentença sem dispositivo é ato inexistente. aplicando a lei ao caso concreto. a expor as questões de direito. Sentença de mérito (ou sentença definitiva) . (ou sentença processual) b. se o pedido é R$ 10. Tipos de sentença: São dois os tipos principais de sentença: a. a fundamentação faz parte do devido processo legal. contendo a decisão da causa. Apresenta toda a linha lógica seguida por ele. Para Afonso Braga. ela é dita intra (ou citra) petita. a sentença pode ser: precisa ou imprecisa. isto é.000.000. Caso contrário ela é dita imprecisa. Todavia. Dispositivo (CPC. mas as analisará para mostrar os fundamentos de sua decisão. 3. O juiz não pode decidir extra petita nem ultra petita. no mesmo pedido. deixando de haver sentença.000. de forma clara e de molde a que tantos quantos a lerem tendam a chegar à mesma conclusão que ele chegou. Em resumo. Para Ovídio Batista. pois o jurisdicionado tem o direito de saber os motivos que levaram o juiz a aceitar ou rejeitar seu pedido. Sentença terminativa. ele deverá saber o que convenceu o juiz quanto á decisão dele. 4. fundamentação é a exposição dos fundamentos de seu convencimento. Não se pode dar mais do que o que foi pedido nem se pode dar menos do que o que não foi pedido. art 458. Observação: A falta de precisão ou clareza enseja às partes a possibilidade de embargos. III). a inexistência do dispositivo resulta em mais que a nulidade da decisão. portanto. É. 19. Precisão → A sentença deve referir-se ao pedido e limitar-se por ele. não suscetível de interpretações ambíguas ou equivocadas. o juiz aceita ou rejeita o pedido do autor. a aplicação da lei hipotética ao caso concreto apresentado pelo autor.00 mais a moto. teríamos uma sentença ultra petita.02. Luiz Rodrigues Wambier diz que na fundamentação exporá o magistrado as razões de seu convencimento.2008 5.132 Para Abelha Rodrigues. fundamentação é a base do convencimento do juiz por esta ou aquela decisão.

I. ou seja. Mas. Esta sentença é sujeita à apreciação dentro do próprio processo. do CPP. I é o próprio juiz que julga o mérito. Na sentença. Alguns exemplos e questões. IV quem julga o mérito é a própria lei e nos demais casos (269. têm-se as seguintes particularidades: No caso do 269. ou seja. As sentenças definitivas também acabam com o processo e com a lide. porque ela põe fim ao processo. As sentenças com base no art 267 são chamadas sentenças terminativas ou sentenças processuais. quando é que a sentença se torna eficaz? Quando não cabem mais quaisquer recursos a ela. Relaciona. assim. Coisa julgada O que é coisa julgada? A resposta é encontrada no art 467. mas não termina a lide. Relaciona. só o dispositivo faz coisa julgada. a sentença não faz coisa julgada para o relatório e para a fundamentação. . E indiscutibilidade que significa que a fundamentação não pode contrariar dispositivo de outra sentença anterior transitada em julgado. do CPC: coisa julgada material é a eficácia que torna a sentença imutável e indiscutível e não mais sujeita a recursos ordinário e extraordinário. o Estado só julga uma vez a mesma coisa.133 De acordo com o art 162. Por que nas sentenças terminativas ele não julga o mérito? Porque o processo apresenta alguma falha. os dispositivos de duas sentenças. sentença é o ato do juiz que implica alguma das situações previstas nos art 267 e 269 do mesmo CPP. não devendo o segundo contrariar o primeiro deles. fundamentação de uma sentença com o dispositivo de outra sentença. no caso no 269. Coisa julgada é a sentença que transita em julgado. algum vício insanável. III. No julgamento do mérito previsto no art 269. O juiz faz uma valoração do pedido. a verdade dos fatos e a ação incidental ao processo (salvo se pedida pela parte que ela seja considerada coisa julgada). As sentenças com base no art 269 são chamadas sentenças definitivas ou sentenças de mérito. ou seja. 7. portanto a imutabilidade e a indiscutibilidade da sentença ou é a eficácia da sentença tornada imutável e indiscutível. portanto. A sentença faz coisa julgada porque o Estado só fornece tutela uma vez para o mesmo assunto. II e III: os motivos. Nas sentenças terminativas não pode haver apreciação do mérito. Tempos depois o réu pede exoneração de sua obrigação de prestar alimentos sob a alegação de não ser o pai. Mérito é a razoabilidade do pedido. imutabilidade significa que não se pode mudar o dispositivo de coisa julgada. V) o mérito é julgado pelas partes do processo. a. é o ato do juiz que extingue o processo sem a resolução do mérito (art 267) ou com a resolução do mérito (art 269). Por imutabilidade deve entender-se que ninguém pode modificá-la. Então. É. O juiz concede a exoneração pedida. II. como partes da sentença. o que não faz coisa julgada? A resposta está no art 469. isto é. Numa ação de alimentos o juiz defere o pedido do autor sob a condição de que o réu é o pai do autor.

inocente. do CPC). .. f. para as suas condições específicas. nula. d. Correu a primeira ação. com base no art 471. É possível ampliarem-se os limites objetivos da coisa julgada? Sim. Uma outra corrente. → O dispositivo da sentença tem efeito dentro e fora do processo. em sentença. Ainda assim. 325 e 470. a sentença anterior não faz coisa julgada. A questão incidental (prejudicial) deve ser julgada antes. Estabelece. sem julgamento do mérito. que em se tratando de relação jurídica continuativa. A base desse entendimento é tratar a questão de relação jurídica continuativa. cada sentença tem validade para o seu tempo. do CPC). Como coisa julgada vale para situações fora do processo. O juiz extingue o processo. I do CPC. Para julgar a nova ação o juiz terá que julgar a culpa de A. a seguida pela professora. A foi considerado. Apenas.134 A nova sentença ofendeu a decisão anterior que era imutável e indiscutível por ser coisa julgada? Sobre a questão existem dois tipos de análise. Quais são os limites objetivos da coisa julgada? É o dispositivo que estabelece a extensão da coisa julgada. Uma corrente admite. a sentença diz que ele não é pai. se não for pedida para seja considerada coisa julgada. O fato de ter-se relação jurídica continuativa. portanto. Como o dispositivo é mais forte que a fundamentação. a segunda sentença viola a primeira decisão? Pelo fato de a sentença transitada em julgado ser imutável e indiscutível. porque ele faz coisa julgada e ela não. A e B se envolvem em acidente de trânsito. sujeita. Nessas condições. Essa extensão corresponde em estender-se à fundamentação a cobertura do dispositivo quanto à coisa julgada. → O dispositivo tem efeito apenas dentro do processo no qual foi deferido (Art. nenhum juiz pode discutir na fundamentação o dispositivo de coisa julgada em sentença de outra ação. Coisa julgada material. a fundamentação de uma sentença não pode discutir o dispositivo de outra. portanto. Tipos de coisa julgada – São dois os tipos: a. portanto uma relação dos dispositivos de duas sentenças. a decisão dela só vale para o processo em questão. b. 267. no acidente. que é indiscutível. A coisa julgada apenas formal (sentença terminativa) permite ao autor entrar novamente com a ação (art 268. b. defende que se tratam de duas ações diferentes. B propõe ação em face de A. Coisa julgada formal. Qual a diferença entre indiscutibilidade e imutabilidade da coisa julgada? A imutabilidade significa que não se pode mudar o dispositivo de coisa julgada. como não tendo culpa no acidente. negatória de paternidade. ou seja. Na segunda ação. para pagamento de indenização. de tal sorte que o da segunda sentença não pode ofender o da primeira. com o juiz concedendo alimentos sob a condição de paternidade. a cláusula rebus sic stantibus. porque haverá violação de coisa julgada. c. com soluções diferentes. se houver ação incidental no processo e sobre ela seja pedida a consideração de coisa julgada. Por isso não há ofensa à sentença anterior. sem julgamento do mérito). A segunda sentença é. (art 5º. e. Já a indiscutibilidade estabelece relação entre o dispositivo e fundamentação.

não sendo por ela atingidos. Passam longe da coisa julgada. mas apenas a sentença de mérito ou definitiva faz coisa julgada material (CPC. uma envolvendo o locatário e o locador e outra envolvendo o locatário e o sublocatário. O terceiro sofre influência nas suas relações jurídicas em razão da sentença transitada em julgado. é credor de uma outra pessoa. Não pode haver nova ação sobre o mesmo assunto. sendo que esta segunda é dependente da primeira. Sem que a relação jurídica daquele credor com seu devedor se altere ele. Aliás. 26. Alguém. Terceiros juridicamente interessados na coisa julgada. O art 495. anulá-lo ou invalidá-lo.03. c. terá dificuldades para cobrar o valor de seu crédito. 04.135 Toda e qualquer sentença faz coisa julgada formal. Ex: Contrato de locação e sublocação. Neste caso há apenas uma relação jurídica. Teoria geral dos recursos Conceito: recurso é o meio voluntário e idôneo para impugnação de atos jurídicos que impliquem em decisões judiciais.02. pessoas alheias a ele. estabelece o prazo de dois anos. b. 2. de fato. do CPC. Esta outra pessoa é declarada insolvente. que acontece no mesmo processo onde está o ato judicial em questão.2008 8. Ex.2008 Limites subjetivos da coisa julgada (Terceiros e a coisa julgada) Existem três tipos de sujeitos que podem ser abrangidos pela coisa julgada: a. a partir do trânsito em julgado da decisão. As conseqüências vão recair no sublocatário. O terceiro atingido pela coisa. declarando que o autor não é dono faz com que os outros dois percam também a sua co-propriedade. o sublocatário poderia ter entrado na ação de despejo como assistente do locatário. O terceiro que é atingido diretamente pela coisa julgada. Terceiros absolutamente indiferentes à coisa julgada. Pessoas que nada têm a ver com o processo. porque os outros dois estão viajando. As relações jurídicas desse terceiro não sofrem qualquer conseqüência da coisa julga. é substituído. para proposição de ação rescisória de coisa julgada. Nessa ação apenas um dos co-proprietários atua como autor. ou integrá-lo (ou . Terceiros com interesse de fato na coisa julgada. particularmente. art 269). Neste caso existem duas relações jurídicas. na relação jurídica. O resultado da ação. com o intuito de reformá-lo. O locador propõe e vence ação de despejo contra o locatário. O terceiro cujas relações jurídicas sofrem as conseqüências da sentença transitada em julgado. Terceiros que são atingidos pela coisa julgada em suas relações de fato. Estes terceiros são de duas categorias: 1. Ex: O caso de três co-proprietários de um imóvel cuja propriedade está sendo disputada por meio de ação possessória.

contados do trânsito em julgado. uma vez que após o trânsito em julgado não cabe qualquer espécie de recurso. 4. São seis as modalidades das sentenças autônomas de impugnação: 1. Fechando parênteses para continuar com a Teoria Geral dos Recursos. Anulado um ato judicial. . Aplica-se no caso de sentença material transitada em julgado que tenha violado pressupostos processuais ou condições da ação. 6. se um ato impede a parte de produzir determinada prova cuja produção fora solicitada. 5. todavia. Mandado de segurança → Lei 1533/51. outra é a finalidade das ações autônomas de impugnação: rescindir a sentença anterior para que a lide receba nova sentença. art 485). Ação anulatória → (CPC. Todavia os atos que dele não dependeram serão mantidos. sendo. ou não concedê-la. O prazo para interposição dessa ação é indeterminado. Por exemplo. Ainda mais. previstos no art 269. Ação similar às duas primeiras e corresponde a uma criação doutrinária. representa muito mais um ônus em face da conseqüência que produz à parte por deixar de exercer a possibilidade de o adotar. III e IV e que respeitem a lei civil. relativamente a uma decisão judicial:  Invalidá-lo (ou anulá-lo) → significa desconstituir o ato jurídico. Trata-se de uma ação que visa anular a sentença homologatória exarada pelo juiz em decorrência de ajustes de iniciativa das partes. O prazo para essa ação é de 10 (dez) anos. Visa proteger direito líquido e certo. Ação rescisória → Visa desconstituir uma sentença de mérito transitada em julgado. O direito a ela é imprescritível. O instrumento estadual que lhe corresponde é o agravo de instrumento. pois quando ocorrer sentença processual ou terminativa. Ou no caso de ameaça de prisão. vamos tratar das ações autônomas de impugnação. Habeas Corpus → ação que visa assegurar o direito de ir e vir. II. Correição parcial → Não é cabível na justiça estadual. também. admitida apenas na Justiça Federal. O prazo para entrar com a ação rescisória é de 2 (dois) anos. anular-seão. todos os atos que lhe seguem e dele tiveram dependência. Ela só cabe. Objetivo dos recursos: São três os objetivos dos recursos. Querela Nullitatis (Ação autônoma de impugnação tipo querela nullitatis). A rigor. cabe agravo que será julgado após a sentença. com relação a sentenças de mérito ou sentenças definitivas. E a diferença entre essas ações autônomas de impugnação e os recursos consiste no fato de que estes acontecem dentro do mesmo processo onde é tratada a lide e as ações mencionadas constituem uma relação jurídica processual nova. O resultado da ação autônoma de impugnação deve ou conceder a impugnação. portanto. art 486). existe a possibilidade de se propor novamente a ação julgada (CPC. que não constituem recursos.136 esclarecê-lo). Será admitida quando um ato processual provoca inversão tumultuária dos atos de um processo. no caso de prisão por dívida de alimentos ou de depositário infiel. Se obtiver êxito cabe nova sentença. Abrindo parênteses. 2. Infringir esse direito torna o ajuste anulável. 3.

Em tal caso. art 504).. pode entrar qualquer uma das duas peças. ocorrerem 3 circunstâncias: a. ocasião em que. Sobre o juízo de admissibilidade a decisão será vazada em recurso conhecido (recurso aceito) ou recurso não conhecido (recurso não aceito). Eles são sempre feitos nessa ordem. Já sobre o juízo de mérito a decisão será de recurso provido ou recurso improvido. Mas o cabimento tem que sempre estar contido em lei. porque a sentença será substituída pelo acórdão (decisão de colegiado). Assim quando a sentença (ou outro ato jurídico) for obscura. Há dúvida entre decisão interlocutória ou sentença quanto à decisão do juiz. (sempre previsto em lei). mas no prazo de 10 dias. Decisões interlocutórias c. Daí a aplicação de dois princípios de Direito. Pressupostos objetivos de admissibilidade recursal Sobre a admissibilidade de recursos existem dois tipos de juízos que se devem efetuar: um juízo de admissibilidade e um juízo de mérito. Como os prazos destes dois instrumentos são diferentes 10 e 15 dias. Um exemplo: Da petição inicial proposta por A e B (autores) o juiz exclui B.Portanto dos despachos não cabem recursos (CPC. ante uma decisão.137  Integrá-lo ou (esclarecê-lo) → significa clarear o ato jurídico obscuro. recursos são cabíveis em se tratando de sentença e decisão interlocutória. Mesmo que o tribunal confirme uma decisão do primeiro grau. como o são a sentença e decisão interlocutória. Pressupostos objetivos de admissibilidade recursal (quatro pressupostos) 1º Pressuposto: Cabimento: (art 496. Sentença b. por segurança. define as três espécies de atos do juiz: a. Como regra. ainda assim ocorre a substituição. Quando os prazos sobre os tipos de recursos que suscitaram a dúvida forem diferentes. A existência de dúvida objetiva.  Princípio da Fungibilidade Recursal – Este princípio só será aplicado quando. cabe recurso. substituir o julgamento anterior por um novo (via apelação). omissa ou contraditória admite-se o recurso para integrá-la. pode acontecer que um ato jurídico se revista da forma de despacho. apenas o despacho não é um ato de decisão. omisso. CPC ou em leis extravagantes). aplica-se qualquer dos dois recursos. mas tenha conteúdo de decisão.  Reformá-lo → Reformar um ato jurídico é fazê-lo de novo. Atos sujeitos a recursos O art 162. c. b. . O despacho não contém conteúdo de decisão. Despachos Destes. do CPC. mas dentro do menor prazo. Todavia. Por exemplo.  O Princípio da taxatividade ou Princípio da Tipicidade. Ocorrência de erro grosseiro.

Por isso o recorrente deve ter interesse em recorrer. Após o recurso. 525 e 541 do CPC. apenas uma das partes perdeu em relação à lide e é a que pode recorrer. Por que é que se pode recorrer? Pela perda na sentença. O juiz sentencia que B deve pagar ao A R$ 5mil. 07. 524. Exemplo: A entra com ação cobrando R$ 10 mil de B. Se total. anulação ou integração. o recurso não será conhecido e o mérito do recurso nem será visto pelo juízo ad quem.608/73. as duas partes têm perda. como previsto pela Lei 11. 536 e 544. Ver os art 501. fornecem exemplos de prazos. tem-se o fato extintivo. Mas. O art 506. se a sentença decidisse que B nada devia ao A. 2) Pedir o que se pretende com o recuso: reforma. Exemplos estão nos art 514. Além da parte vencida e do MP também podem recorrer terceiros que tinham interesse jurídico na lide. pois a sua interposição fora do prazo previsto invalida a sua admissibilidade. portanto de existir o interesse recursal.138 2º Pressuposto: Tempestividade. incluindo-se entre estes terceiros os atingidos pelo reflexo da sentença transitada em julgado e os atingidos pela própria coisa julgada. a parte vencida é quem tem legitimidade para recorrer de uma decisão judicial (como regra geral). tanto A como B podem recorrer. Princípios fundamentais dos recursos (6) . só este perderia e só ele poderia recorrer. Além dela.03.2008 Pressupostos Subjetivos de Admissibilidade Recursal 1º pressuposto → perda. só o B perderia e só ele poderia recorrer. A perda pode ser total ou parcial. O não pagamento torna o recurso deserto. pode também recorrer o MP. Se não houver interesse recursal. 3) Preparo. portanto as duas partes podem recorrer da decisão. Se a parte que pode recorrer perderá o seu interesse para tanto. Alguns requisitos devem ser atendidos para possibilitar o recurso: 1) Apresentar os motivos. que era receber R$ 10 mil de B. deixa. os fundamentos da impugnação. Os art. Se a sentença condenasse B a pagar os R$ 10 mil. como parte ou como fiscal da aplicação da lei. do CPC trata do início da contagem do prazo. B também não consegui seu intento que era nada ter que pagar ao A. todos do CPC. A não atingiu seu intento. 3º Pressuposto: Regularidade formal. Este requisito está relacionado com o pagamento das custas devidas. 522. desde antes do recurso até seu julgamento final. Se a perda é parcial. 2º pressuposto → Interesse recursal. Antes da interposição do recurso temse fato impeditivo. a sucumbência. do CPC. Quem pode recorrer? Conforme prevê o art 499 do CPC. Todo recurso deve ser tempestivo.502 e 503. 4º Pressuposto: Inexistência de fato extintivo ou impeditivo do poder de recorrer. Logo. 108.

Por este princípio. 3º Princípio da Singularidade. conforme o tipo de recurso. os recursos serão sucessivos. Não existe para a parte vencida obrigatoriedade em recorrer. Ou ela se mantém como está ou ela melhora. Neste caso. A preclusão (em suas três modalidades: a temporal. . Decorre esse principio da preocupação da possibilidade de abuso do poder pelos magistrados. em sendo os prazos de interposição de tais recursos diferente. 4º Princípio da Fungibilidade. 2º) Impedimento de preclusão. ainda que se entre com o que tenha prazo maior. Para cada decisão existe um e um só tipo de recurso cabível. Quando a sucumbência for dupla (das duas partes) os limites para o grau recorrido voltam aos limites do pedido da petição inicial. a lide continua até o julgamento do recurso. deve-se fazê-lo dentro do menor prazo. tem a lide instaurada finalizada com a sentença de mérito. pode-se ficar com qualquer um deles. As normas que tipificam os recursos não podem ser interpretadas extensivamente ou analogicamente. pode ser interposto um “embargo de declaração” e depois do julgamento deste pode caber um outro tipo de recurso. O processo nasce para morrer. Todavia pode ocorrer que. Por exemplo. só cabe um recurso por vez. a lógica e a consumativa) existe exatamente para por fim a ele. Como a sentença é passível de recurso.208 Efeitos dos recursos (8 efeitos) 1º) Extensão da litispendência. a parte que perdeu pela sentença recorre dela se quiser. Em grau de recurso tal limite fica alterado. 5º Princípio do Dispositivo. Ora. por órgãos diferentes do Judiciário.03. um recurso pode ser substituído por outros em certas condições. 11. de modo que. possa a situação ensejar novo recurso. A ação que se iniciou com a distribuição (ou despacho onde houver uma só vara) e se completou com a citação do réu.139 1º Princípio do duplo grau de jurisdição ou Princípio da pluralidade dos graus de jurisdição. por vez. Todavia. o limite para um juiz decidir é estabelecido pelo pedido do autor. 2º Principio da taxatividade. sendo constituído pelo decidido na sentença e o limite superior ou inferior do pedido. Significa este princípio que uma mesma matéria deve ser decidida duas vezes. o recorrente nunca terá sua situação piorada em relação à decisão recorrida. conforme o caso. ou seja. Só é cabível recurso previsto na lei. Se uma situação particular resultar em dúvida sobre o tipo de recurso a propor e em sendo possível a escolha de dois recursos. 6º Princípio da proibição da reformatio in pejus Por este princípio. É uma garantia da boa justiça.

O recurso impede a preclusão 3º) Devolutivo. portanto. Primeira espécie: a. Se B apelar da sentença. por força do próprio procedimento recursal. b. Diz respeito à eficácia da decisão impugnada. portanto. há suspensão do efeito devolutivo. Efeito devolutivo por profundidade → diz respeito ao que o Tribunal pode se valer para emitir seu julgamento do recurso (CPC. Por exemplo: A cobra judicialmente R$ 10. dizendo que nada quer pagar. O efeito suspensivo de um recurso já está estabelecido na própria lei. que B deve pagar ao A R$ 5. Mas se o seu recurso for no sentido de reduzir o valor para R$ 2 mil. Diz. ele não precisa efetuar o pagamento enquanto corre o recurso. ele deverá efetuar esse pagamento imediatamente e aguardar o julgamento do recurso sobre o restante. como ele já concordou em pagar R$ 3 mil. Efeito devolutivo por extensão → Devolvida a matéria impugnada ao Tribunal. Assim. Assim. (Não pode haver reformatio in pejus). os limites seriam de 0 a 5 mil reais). Efeito devolutivo imperfeito ou impróprio → Ocorre o efeito devolutivo impróprio ou imperfeito quando o recurso submetido ao Tribunal depende do julgamento de outro recurso para ser conhecido. O juiz fixa. mesmo que a sentença não as tenha utilizado por inteiro. art 515). b. mas o tribunal deverá respeitar. Se a parte que interpôs o recurso retido vencer a lide. para cujo conhecimento pelo tribunal deverá haver pedido nas razões ou na resposta à apelação. Mesmo porque o resultado do julgamento do agravo retido pode até anular a sentença.00. certamente não pedirá a apreciação do agravo retido pelo tribunal. Por exemplo. Como o agravo retido será julgado depois de proferida a sentença. a preclusão torna a matéria preclusa definitiva. mas aos motivos todos que foram discutidos no processo e que foram objeto do contraditório. em termos de largura.000. É ligado ao conhecimento. Observação: A diferença entre o recurso de efeito devolutivo perfeito (ou próprio) e o recurso de efeito devolutivo imperfeito (ou impróprio) está no momento em que acontece a devolução do recurso ao Poder Judiciário. por sentença. É o caso do agravo retiro previsto no art 523. à amplitude da fundamentação que o Tribunal poderá usar para emitir sua decisão. os limites estabelecidos pelo recurso: de 5 a 10 mil reais. Efeito devolutivo próprio ou perfeito → Ocorre quando o recurso é submetido imediatamente ao exame de Tribunal. É ligado aos fundamentos do julgamento Segunda espécie a. no caso do efeito retido. Se o recurso fosse de B. A pode recorrer da decisão. este só pode julgar aquilo de que se recorreu.00 de B. O tribunal pode se valer de todos as questões que foram suscitadas e discutidas no processo. do CPC. 4º) Efeito suspensivo. O juiz fixa a dívida em R$ 5 mil. Esse efeito do recurso significa que o conhecimento da matéria impugnada é devolvido ao Poder Judiciário (mas a outro órgão desse Poder). Refere-se. na sua decisão. respeito não ao pedido em si. Esse tipo de efeito respeita os limites do recurso. exatamente quando preclui o prazo de recurso. São duas as espécies de efeito devolutivo.140 Todas as decisões são impugnáveis em determinado prazo.00. o pedido de sua apreciação depende do resultado da sentença e do interesse da parte. A aciona B para recebimento de uma dívida de R$ 10 mil. .

(Luiz Rodrigues Wambier). nessa revisão. 4. sendo que sua disciplina. 7ª) Efeito regressivo ou Juízo de retratação. É o recurso padrão. 5º) Efeito expansivo. (Vicente Greco Filho). Apelação é o recurso que cabe em toda e qualquer sentença e representa de modo eficiente. Sentença condenatória aos réus. Após o trânsito em julgado da sentença. algumas devem ser conhecidas de ofício) para as quais não há preclusão enquanto existir o processo. O efeito substitutivo se aplica a todos os efeitos. . o recurso será remetido ao tribunal. O provimento do agravo pode anular a sentença. Apelação é o recurso que se interpõe das sentenças de juízes de primeiro grau de jurisdição para levar a causa ao reexame dos tribunais de segundo grau. reflexos para outras pessoas e outros atos do processo. os réus que não recorreram serão também beneficiados pelo recurso apresentado apenas por um deles. art 301. A apelação é o primeiro e mais emérito dos recursos previstos no CPC. Significa a substituição da sentença (ou de outra decisão) do juízo de primeiro grau pela decisão resultante da apreciação em grau de recurso. O juiz pode. (efeito expansivo subjetivo. (efeito expansivo objetivo. não haverá não haverá julgamento de seu mérito. 3. Se apenas um deles apelar da sentença e se o seu recurso for provido e provocar alterações na sentença. do princípio do duplo grau de jurisdição. pode ser aplicada nos demais recursos.141 Condição suspensiva: O cumprimento da sentença fica suspenso enquanto corre o prazo de recurso. 6º) Efeitos translativos. poderá haver um derradeiro momento para o fazer. ainda assim diz que a decisão do tribunal substitui a sentença ou decisão do primeiro grau. pela ação autônoma de impugnação tipo querela nullitatis. em 48 horas. rever seu indeferimento da petição inicial em caso de recurso nesse sentido. Pode trazer. do CPC. pelo sistema brasileiro. Efeito previsto no art 296. quando os reflexos da decisão do recurso atingem outros atos do processo). E é o julgamento do mérito que produz a substituição. visando a obter uma reforma total ou parcial da decisão impugnada. 8º) Efeito substitutivo. cujo direito é imprescritível. Apelação é o recurso ordinário cabível contra sentenças em primeiro grau de jurisdição. Ainda que o Tribunal mantenha a decisão do primeiro grau. 9 – APELAÇÃO Conceitos: 1. A decisão do recurso pode extravasar os limites do pedido. se o recurso não é conhecido. Se ele de fato modificar sua decisão. o efeito suspensivo do recurso substitui a condição suspensiva. 2. se uma dessas matérias não foi argüida. Tanto essa apelação como a revisão do juiz é facultativa. Diz respeito às matérias de ordem pública (CPC. Se ele mantiver a sua decisão inicial. quando os reflexos da sentença atingem pessoas que não haviam recorrido). portanto. atingindo outros atos e outras pessoas. no que for cabível. Todavia. Por exemplo. agravo retido sobre prova pericial negada pelo juiz. Outro exemplo: Caso de litisconsórcio passivo unitário (uma só sentença para todos os réus). o processo terá prosseguimento normal. Em havendo recurso. É cabível para impugnação de sentenças.

Mas com a morte do pai pode incluí-lo na apelação. § 1º. ou seja. Ele pode fazer isso? Pode. exceto o previsto no § 4º . Ressaltese que a decadência convencional o juiz não pode conhecer de oficio. O inciso I. extingue o processo sem solução do mérito. Espécies de apelação A apelação pode ser: plena (quando busca a impugnação de toda a sentença) ou parcial (quando busca a impugnação de parte da sentença). Mas a regra admite exceções. não a usa tempestivamente e o art 16 do CPC impõe as custas processuais ao litigante de má-fé. Todos os demais itens o juiz pode agir de ofício 3. que deve ser alegado pelas partes). não sendo alegada na fase própria. Decadência e prescrição. Fato superveniente. Motivos de força maior (art 517. 2. A aciona B para pagamento de R$ 10 mil. como exceções à regra que não se pode alegar fato novo da apelação. A sentença terminativa. temos: 1. O art 296. A situação comporta também um aspecto particular. condenado que fora. cautelar e procedimentos especiais de jurisdição voluntária e contenciosa. em substituição ao primeiro. Dessa sentença cabe apelação. também chamada sentença processual é feita com base no art 267. decidindo ou não a lide. Mas se for apresentada fora do prazo próprio (contestação ou na primeira vez que falar nos autos) pode ser alegada em outra fase do processo. recorre e na apelação apresenta contrato novo. pois se trata de um fato superveniente. admite a possibilidade de se incluir na apelação fatos novos quando comprovadamente eles não foram incluídos na primeira fase por motivo de força maior. Considera-se. com data posterior à de sentença. Fatos novos na apelação Na apelação pode haver fato novo? O art 517. do CPC.142 Cabimento A apelação é cabível contra atos judiciais de decisão que põe fim ao processo no primeiro grau. ou seja. deslealdade processual daquele que dispondo da prova em questão. A decadência convencional pode ser alegada em qualquer fase do processo. 4. Todavia. que trata da inclusão de fatos novos ainda no primeiro grau de jurisdição. conforme permite o mencionada art 517 e também o art 462. Mas tudo acontece na mesma relação processual na qual o ato foi proferido. estabelece a regra para a questão: não pode haver fato novo na apelação. no caso. Quer dizer que uma vez apresentada a apelação não se pode mais alegar fatos novos. B. do CPC. faculta . do CPC. O próprio artigo 517. a pessoa deixou de incluir na fase própria documento que ofenderia seu pai. Por exemplo.compromisso arbitral. em sua parte final. implicará que a parte responderá integralmente pelas custas do processo. trata do indeferimento da petição inicial. conforme prevê o art 113. que alguns autores incluem no item dois. contra a sentença nas ações de conhecimento. do artigo. CPC). Por exemplo. Matéria de ordem pública (art 301. Apelação contra sentença terminativa. em virtude do efeito devolutivo em profundidade (relativo aos fundamentos da sentença). Assim. de execução.

que a apelação devolverá ao tribunal o conhecimento da matéria impugnada. 4º efeito: Translativo. Nesse caso a apelação morre no primeiro grau e o processo prossegue normalmente. art 520) Ressalve-se. suspende a eficácia da sentença recorrida. o conhecimento da questão retorna ao Judiciário. 3º efeito: Regressivo – O juiz pode rever sua decisão no caso de indeferimento da petição inicial. a apelação será recebida em efeito devolutivo. 5º efeito: expansivo. No seu § 3º. do CPC. quando interposta de sentença que: I . no prazo de 48 horas. possibilita ao tribunal. do CPC. pois para o caso em questão não haverá efeito devolutivo porque não há a quem devolver o conhecimento. II –condenar à prestação de alimentos. (CPC.2008 Efeitos da apelação 1º efeito: Efeito devolutivo – Como todo recurso. exclusivamente sobre questão de direito. Se ele valeria no caso. Prazo para a contestação e para a resposta . então não há razão para permitir recurso. Tudo para economia processual e pelo Princípio do duplo grau de jurisdição. embora se trata do primeiro (e único) julgamento do mérito da ação. só no efeito devolutivo. julgar desde logo a lide. (CPC. Todavia os efeitos suspensivos ou não podem ser alterados pela decisão da apelação. em outro órgão. desde que:  A sentença seja terminativa. que é a de haver para as decisões judiciais uma segunda apreciação do decidido. do CPC. 2º efeito: Efeito suspensivo – a regra é que toda apelação tem efeito suspensivo. ou seja. tomando o ritmo dos recursos. esclarece em seu caput. Por isso costuma-se dizer que o § 3º mencionado apresenta uma exceção à regra geral. Mas se ele mantiver a sua decisão. VI – julgar procedente o pedido de instituição de arbitragem e VII – confirmar a antecipação dos efeitos da tutela”. Todavia.03. Será. do art 515. Art 520: “A apelação será recebida em seu efeito devolutivo e suspensivo. em 48 horas.homologar a divisão ou a demarcação. a questão pode justificar-se porque qualquer recurso sempre cabe à instância superior à do julgamento inicial. 25. III – revogado.  E o processo estiver em situação de imediato julgamento. isto. no entanto. No caso essa instância superior já emitiu o seu julgamento da questão e qualquer que tivesse sido o julgamento do 1º grau de jurisdição. art 296). apresenta os casos de exceção a essa regra. a apelação segue para o tribunal.143 ao juiz rever sua decisão de indeferimento e modificá-lo.  A ação verse. nos casos em que o juízo do primeiro grau extinguiu o processo sem julgamento do mérito (art 267. CPC). esse julgamento seria substituído pelo emitido pelo 2º grau de jurisdição. V – rejeitar liminarmente embargos à execução ou julgá-los improcedentes. IV – decidir o processo cautelar. Do acórdão não caberá apelação. Mas o art 520. O art 515. como exceção a esta regra o fato do § 3º.

Fatos e fundamentos da ação. Terceiros juridicamente interessados: estes devem ser qualificados de forma completa. As provas que se pretende produzir sobre os fatos novos. Requisitos da petição de interposição da apelação São duas ordens de requisitos: os subjetivos e os objetivos. O juiz a quem vai se dirigir a apelação.  Art 188. As partes. porque estão aparecendo nos autos pela primeira vez. 6. Os prazos são sempre contados a parta da tomada de ciência do ato recorrível. que continua sendo de 10 e 15 dias. III. no Estado de São Paulo). . VI). III). por meio de breve relato (CPC. para recorrer e para falar nos autos. (CPC. ou seja. A comprovação do recolhimento das custas deve ser feita juntamente com a entrada do recurso. do CPC fixa o prazo de 15 dias tanto para apresentação da apelação como para resposta a ela da outra parte. 4. art 513. Na petição deve estar explicitamente o pedido ao juiz para que ele encaminhe a apelação para o tribunal. no art 4º.144 O art 508. Nesses casos o prazo será contado pelo quádruplo para a contestação e em dobro para recorrer. 2. que examina a petição e a despacha para o tribunal. Requisitos objetivos (7) Estes requisitos têm a ver com as razões do recurso. 4. do CPC. art 282-III). O prazo para a apelação é. Não há alteração quanto ao prazo para réplica ou para a resposta à apelação. (Lei 11. É o juiz que proferiu a sentença a recorrer.Por isso o prazo para apresentação da contestação será de 30 dias. como tal. Esta é a regra e. de 30 dias. tem exceções:  Art 191. respectivamente. O prazo em dobro vale também quanto à réplica. Significa o pagamento das custas processuais. de modo geral. da lide. Lei estadual estabelece os valores dessas custas. O pedido de nova decisão.608/03. porque qualificação completa já consta dos autos. art 514. 7. Nome do recurso apresentado. A sentença ou a parte dela que está sendo impugnada. o nome da peça: apelação. portanto. Tribunal a quem se apela. Não é necessário que esta qualificação seja completa. tentando mostrar falha do juiz. 1. Procedimento da apelação O procedimento da apelação prevê dois momentos distintos: o primeiro deles quando da entrada na instância inferior (1º grau) e o outro quando da entrada na instância superior (tribunal). 3. Terão prazo em dobro para contestar. do CPC trata do caso em que a parte é a Fazenda Pública ou o Ministério Público. 2. (Art 513. 5. que trata do caso de litisconsortes com diferentes procuradores. O não cumprimento desse requisito no prazo devido implica na deserção da apelação. II). de novo julgamento (CPC. CPC). Preparo. art 282. Requisitos subjetivos 1. que devem ser devidamente qualificadas. 3. Fatos e fundamentos da matéria impugnada (CPC.

LXXIV).608/03). do CPC: 1. ou seja. etc). Da intimação às partes. Se não houver cumprido o preparo ocorre a deserção da apelação (art 522. Quando os litisconsortes tiverem procuradores diferentes o prazo será contado em dobro (CPC. 515. no órgão oficial. ou se ocorrer motivo de força maior que suspenda o curso do processo. (Motivo de força maior. Municípios e suas autarquias. do art 511. em audiência. Exceção ao prazo mencionado: O próprio CPC traz os casos de exceção: 1. O prazo será contado em dobro para recorrer e em quádruplo para contestar quando a parte for a Fazenda Pública ou o Ministério Público. de seus herdeiros ou sucessores sobre quem começará a correr novamente. Estado. Não se trata de agravo retido. doença que impeça o advogado de substabelecer a procuração. cujo descumprimento resultará em pena de deserção da apelação. O que é o preparo? É um dos requisitos intrínsecos de admissibilidade do recurso. 514. 2. por exemplo. Se ele deferir a apelação não cabe . Neste caso o juiz intimará o apelante a regularizar o preparo em 5 dias. Além dos requisitos mencionados Art 511. Recolhimento extemporâneo. ou seja. ao juiz do 1º grau. É um requisito processual. Falta do recolhimento. prazo que não pode ser alterado pelas partes. 516 517. A inobservância do preparo pode ocorrer de três modos: 1. pelo que gozam de isenção legal. encaminhado ao tribunal. art 188) 3. devendo verificar se estão presentes todos os requisitos positivos e se não existe nenhum requisito negativo. as exigências do art 282. ou 3. do CPC.145 Prazo para propositura da apelação: O prazo para interposição da apelação é de 15 dias. 3. existe recurso próprio para essa decisão: agravo de instrumento. 2. Petição para interpor a apelação. no que couber. O início da contagem estabelece o contido no art 506. (benefício respaldado na CF. Trata-se de prazo peremptório. Da leitura da sentença. Significa o pagamento das custas para interposição do recurso. deverão ser atendidas. se sobrevier o falecimento da parte ou de seu advogado. da intimação. Preparo. (CPC. do CPP. art 191). apresenta exceção à exigência do preparo: São dispensados do preparo os recursos interpostos pelo MP. Ele não analisa o mérito da apelação cuidando tãosomente de uma pré-análise das condições de admissibilidade. pela União. Pelo CPC. A quem é dirigida a Apelação? Ao juiz a quo. por preclusão consumativa. Nesse sentido ele pode aceitar ou não a apelação. O § 1º. ao mesmo que proferiu a sentença recorrida. será o prazo restituído em proveito da parte. inundação da cidade que impeça a parte ou seu representante de chegar ao fórum. Recolhimento irregular (a menor). Ele é o encarregado do pré-exame das condições de admissibilidade. Se ele negar a aceitação. art 5º. Da publicação do dispositivo do acórdão. do CPC. Os valores das custas são regulados por lei estadual (Lei nº 11. conforme art 508. art 507. in fine). quando a sentença não for proferida em audiência. 2.

2. do CPC permite a retratação do juiz no prazo de 48 horas. interesse recursal para ela recorrer. Homologar a divisão ou a demarcação. Outro caso de retratação do juiz está considerado no art 285-A. Reformada a sentença.CPC) 2. dando prosseguimento à ação (art 285-A. Em resumo. reproduzindo o teor da sentença anterior. Decidir sobre processo cautelar. § 3º . Art 285-A. o juiz . Pela art 515. logicamente ainda não foi citado). apreciando a apelação. o efeito suspensivo continua mesmo durante a apelação. Prazo 5 dias A apelação. situação em que deverá proceder à citação do réu. § 1º). Hipóteses de juízo de retratação na admissão da apelação. O art 520 apresenta situações em que ela é recebida apenas em efeito devolutivo. O apelado é intimado ou citado? Existem três situações para o caso: 1. quando existe até a possibilidade de ocorrer o julgamento do mérito pelo tribunal (art 515. indeferimento da petição inicial sem julgamento do mérito. Condenação à prestação de alimentos. Portanto neste caso não ocorre citação nem intimação. § 3º. sem a citação do réu. sentença de mérito. se a decisão do juiz for mantida o processo será imediatamente encaminhado à instância superior. sentença com o mesmo teor das anteriormente prolatadas. em se tratando de apelação de sentença terminativa. Se o autor apelar da sentença. Não existe. Prazo 48 horas (art 296. Mas o autor pode apelar dessa sentença.sentença terminativa. ou seja. ou seja. existem duas possibilidades de retratação do juiz do 1º grau quanto à sentença: 1. isto é. São os seguintes: 1. é recebida em seu efeito devolutivo e suspensivo. poderá ele proceder à sentença de improcedência.146 à outra parte qualquer tipo de recurso. Quando a matéria controvertida for unicamente de direito e no juízo já houver sido proferida sentença de improcedência em casos idênticos. 5. § 1º. retratar-se da sentença anteriormente prolatada no prazo de 5 dias. 2. O art 296. o juiz poderá dispensar a citação do réu e proferir. 3. Art 296. Rejeitar liminarmente os embargos à execução ou julgá-los improcedentes. CPC: sendo a matéria do processo unicamente de direito e se já ocorreram no juízo sentenças de total improcedência em casos semelhantes. Todavia. Julgar procedente pedido de instituição de arbitragem. pois. de plano. CPC: Indeferida a petição inicial (o réu. para que ele apresente resposta à apelação e encaminhará o processo ao tribunal que terá condições de apreciar o recurso e julgar o mérito da apelação. E o juiz poderá. Confirmar os efeitos da antecipação de tutela. como regra geral. Pelo art 285-A. sendo aceita a petição inicial o processo seguirá seu curso normal. pois ela tem possibilidade de se pronunciar quando da oportunidade de apresentar a sua contra-razões. 4. 6. (caput do art). Já vimos essa situação. Se ele não se retratar o recurso é remetido ao tribunal. o autor poderá recorrer e o juiz terá 48 horas para rever sua decisão. Mas poderá também manter a sua sentença. sem que o réu seja citado. do CPC).

ainda não está no processo (caso do art 285-A) ele será citado (réu). se a sentença for mantida. da alternatividade e do sorteio (art 548). O art 551 trata do caso de revisão. o réu será citado para responder ao recurso e o processo segue para o tribunal. os autos subirão em 48 horas para o relator designado. Pode ocorrer. a apelação passa por dois juízes – o relator e o revisor. Se ela for admitida. ou seja. às duas cabe o direito de apelar. Esta outra recorre no último dia do prazo. quando necessário.2008 Depois da citação ou da intimação. No tribunal. Neste caso o réu será citado. (art 547). que. art 518). embargos infringentes e ação rescisória). . entretanto. 547 e seguintes). nos demais. podendo a apelação ser admitida ou não pelo juiz. ocorrerá intimação. além das contra-razões à apelação. conforme seja o caso. Mas se ela não for admitida cabe recurso de agravo de instrumento. Se a primeira morrer. 3. Procedimento da apelação na instância superior (CPC. os autos serão registrados no protocolo. o que deverá fazer o juiz? Deverá analisar novamente as condições de admissibilidade da ação (CPC. que uma das partes não quer recorrer e só recorrerá se a outra recorrer.04. Quando a sentença é tal que as duas partes perdem. observando-se os princípios da publicidade. que deverá estudá-lo. o processo vai para o tribunal. deverá ocorrer intimação. O § 3º do artigo determina que nos casos de processos de procedimento sumário. Para os processos de procedimento sumário. de despejo e de indeferimento da petição inicial não haverá revisor. devolvendo-o à secretaria com o devido visto seu. entretanto. O revisor será o juiz que se segue ao relator em termos de antiguidade (§ 1º do art). quando ela atende parte do pedido do autor e parte do pedido do réu. não havendo tempo hábil para a outra recorrer. É o caso do recurso adesivo. Se. cabendo à secretaria verificar a numeração das folhas e prepará-lo para a distribuição.147 tem 5 dias para decidir não manter a sentença e dar prosseguimento ao processo (§ 1º do art). Não ocorrendo contra-razões a apelação. como regra. essa segunda apelação fica ligada à primeiro. Efetuada a distribuição. ou seja. o processo segue para o tribunal. Nesse caso. o tribunal deve fazer o julgamento dentro de 40 dias (art 550). 04. pode apresentar a sua apelação esclarecendo que só está apelando porque a outra apelou. cabendolhe pedir o dia para julgamento (§ 2º do art). morre também a segunda. Todavia. Mas quando se trata de quem já esteja no processo ou de terceiro estranho a ele. o direito permite que a outra. Excetuados os dois casos citados. sendo que ambos vistam os autos. quando se tratar do réu e não tendo ele entrado ainda no processo haverá citação. Se ele já participa do processo ele é intimado. quando os processo forem mais complexos (apelação. A distribuição seguirá o regimento interno do tribunal. O revisor também aporá seu visto nos autos. Vimos assim. Assim.

Em não havendo revisor.(art . então para o art 549 do mesmo código. Improvido por estar em confronto com súmula ou com jurisprudência dominante do respectivo tribunal. opor exemplo. esta deverá ser encaminhada ao revisor. Exemplo prático: A sentença do primeiro grau condena B a pagar R$ 6. portanto o interesse recursal. CPC). O revisor aporá nos autos o seu “visto”. em decorrência de algum ato das partes. Assim. 08.2008 4. O relator deverá ter elaborado o seu relatório fixando os pontos controvertidos. Manifestamente improcedente.. Mas o relator poderá não se valer do artigo 557 do CPC. O art 557 define as opções que pode adotar o relator do recurso.00.148 O art 552. Prejudicado. perdendo. determina que.00 para A.000. ele negará seguimento a recurso no caso de estar ele: 1. A transação deles tornou incompatível o recurso com o direito discutido. o recurso terá seguimento.000. Mas. ou confirmar sua decisão e encaminhar o recurso à mesa proferindo o seu voto. B recorre. Manifestamente inadmissível. os autos serão conclusos ao revisor”. CPC. (§ 2º) e entre a data da publicação da data fixada para o julgamento e a data do julgamento deverá haver intervalo de pelo menos 48 horas. do STF ou do Tribunal Superior. que pleiteava R$ 10.04. dando andamento ao recurso. Se o recurso for provido. perdendo B o interesse no recurso.pela presença de pressupostos negativos. (Isso não é possível nos embargos infringentes). pedindo ao Presidente da respectiva Câmara a fixação da pauta para o julgamento do recurso. terem elas transacionado quanto à lide. diz que. indo. É o que prevê o art 551: “tratando-se de apelação. Nos casos de recursos interpostos em causas de procedimentos sumários. Estabelece o art 557. O § 2º do art 557. § 1º A. a parte agravante será condenada a pagar à agravada multa de 1 a 10% do valor corrigido da causa. (art 557. mas durante o andamento da apelação eles acertam a questão. de embargos infringentes e de ação rescisória. quanto ao direito em questão. o recurso é considerado improvido. em seu § 3º. em 48 horas ele sobe ao relator que deverá estudá-lo devolvendo-o a secretaria com o seu “visto”. e não poderá interpor outros recursos sem que efetue o depósito da multa. 2. a própria secretaria remete os autos ao presidente para fixação da data de julgamento. participarão do julgamento o juiz que houver aposto visto nos autos (relator e ou revisor). no prazo de 5 dias. O revisor será sempre o juiz que se seguir ao relator em ordem descendente de antiguidade (§ 1º). como. Diz o art 549 que distribuído o recurso. Dependendo do tipo de ação a que se refere a apelação. § 1º. salvo motivo de força maior. O relator poderá rever sua decisão. ação de despejo e de indeferimento da petição inicial não haverá revisor (§ 3º). 3. O relator poderá dar provimento ao recurso se a decisão recorrida estiver em confronto com súmula ou com a jurisprudência dominante do STF ou de Tribunal Superior. se o agravo for manifestamente inadmissível ou infundado. a possibilidade de agravo regimental das decisões do relator. 5. Recebendo o relator da secretaria o recurso que lhe foi distribuído ele pode desenvolver seu trabalho segundo o previsto no artigo 557 ou pelo previsto no artigo 549.

designando para redigir o acórdão o relator ou. que será feito por três juízes (art 555). respeitadas as preferências legais. inclusive o próprio relator poderá pedir vista do processo e terá prazo de 10 dias. quando este não for eletrônico. O recurso cujo julgamento já tenha sido iniciado terá preferência em relação aos outros recursos (art 562). se este foi voto vencido. Justifique a sua resposta. O artigo 559. no caput. este órgão o julgará. o que deverão eles fazer para verem apreciados seus recursos? . do art 555. participará o juiz que houver aposto “visto” nos autos (relator e revisor) (art 552. o tribunal poderá transformar o julgamento em diligência. até porque ele poderá influir na apelação. o recurso seja julgado em primeiro lugar. Exercício: João Luiz promove ação indenizatória juntamente com Ernesto. salvo caso de força maior. do CPC. O art 565 trata do caso em que as partes farão sustentação oral no julgamento. Ainda mais: qualquer decisão preliminar será decidida antes do mérito (art 560). determina que a apelação não será incluída em pauta antes do agravo de instrumento interposto no mesmo processo. § 1º). devendo ser impresso para juntada aos autos. abre possibilidade ao relator de outra opção quando de seu estudo do recurso: se o recurso se referir a questão de direito e para prevenir o risco de divergências entre câmaras ou turmas do tribunal. devolve o recurso ao relator que dará andamento normal ao mesmo. Proferida a sentença desfavorável aos demandantes. na sessão imediata. Proferidos os votos dos três juízes. Em caso contrário. A sessão de julgamento: Depois de feita a exposição da causa pelo relator e desde que o recurso não seja de embargos declaratórios ou de agravo de instrumento. Os litisconsortes ativos foram representados em juízo por procuradores distintos. o julgamento prosseguirá na 1ª sessão ordinária subseqüente à devolução. presente o contido no art 552. o juiz anunciará o resultado. o relator poderá propor que o recurso seja julgado pelo órgão colegiado que o regimento indicar. o acórdão e demais atos processuais serão registrados eletronicamente. § 3º). o presidente dará a palavra às partes. No julgamento. a pauta da apelação aguardará sempre a decisão do agravo.149 552. para devolvê-lo. O art 555. Qualquer um dos três juizes. O acórdão deverá ser publicado dentro de 10 dias (art. o agravo será julgado antes da apelação. Versando a preliminar sobre nulidade suprível. define que o julgamento deverá ser feito por três juízes. Se ambos devem ser julgados na mesma sessão. O § 1º. Não obstante. Reconhecendo no recurso o interesse público na assunção de competência do recurso. O parágrafo único do artigo diz que os votos. o juiz do primeiro voto vencedor. o douto magistrado de 1ª Instância rejeitou o processamento das apelações. por entender serem manifestamente intempestivas. Dessa forma. computando o prazo em dobro como autorizado pelo CPP. Neste caso. contados da data que o recebeu. § 3º quanto a eles. os mesmo interpuseram o competente recurso de apelação. enviando o processo ao juiz de origem a fim de que o vício seja sanado. 564). contra Luiz. Caso a decisão quanto à intempestividade houvesse sido proferida pelo relator. não havendo nova publicação de pauta. por 15 minutos cada e desde que tenha havido pedido delas neste sentido (art 554). O que deverão fazer os recorrentes para apreciação de seus recursos. Poderão os advogados pedir para que.

Wambier). resolve questão incidente. Interposto diretamente ao Tribunal. ou imediata e oralmente. § 1º. com base do art 557. É o recurso cabível contra as decisões interlocutórias (art 522) ou contra os atos pelos quais o juiz. do CPC. 2ª parte (inadmissão da apelação). § 1º. do CPC.2008 10 – AGRAVO Conceitos: Agravo é o recurso cabível contra toda e qualquer decisão interlocutória proferida no processo civil. do CPC. Cabimento O agravo cabe contra decisões interlocutórias. do CPC. Indeferimento de reconvenção. Indeferimento de exceções. uma vez que o art 191. Cabe quando o relator. São todas situações em que a relação jurídica continua a existir. Modalidades Agravo retido – Art 523. Exemplos de cabimento de agravo. caberia recurso de sua decisão por meio de agravo regimental. alegando-se o mesmo equívoco por parte do relator quando a interpretar o art 191. Agravo é o recurso admitido para todas as decisões que não sejam extintivas ou que não sejam despachos. contra decisão interlocutória. em audiência. Prazo de 5 dias. Prazo de 10 dias Agravo regimental – Art 537. no primeiro ou no segundo grau. aquelas que decidem questões incidentes. Se a intempestividade houvesse sido alegada no tribunal pelo relator do recurso. do CPC autoriza a contagem do prazo em dobro quando os litisconsortes tiverem advogados distintos. O interesse recursal da parte decorre de seu insucesso na ação. ou seja. . Requisitos 1 2 Prejuízo à parte. Indeferimento de pedido de assistência. do CPC. 15. art 110). Inadmissibilidade do recurso de apelação pelo juiz relator (agravo regimental). (Vicente Grecco Filho). no curso do processo. rejeitar a apelação. –Prazo de 10 dias. Agravo de instrumento – Art 524. (CPC. (Luiz R. do CPC.150 Resposta: Os autores da ação deverão entrar com agravo de instrumento com base no art 522. sem por fim ao processo. Decisão que resolve alegação de incompetência. Deverão alegar interpretação errada do juiz quando ao prazo. De forma escrito ou oral. no tribunal. (Humberto Theodoro Júnior).04. Legitimidade para recorrer: só a tem quem perder a ação.

cabe também à apelação. que nada mais é que conseguir uma decisão do tribunal no sentido de anular a decisão do juiz para que aquilo que foi solicitado seja autorizado. art 4º. sob risco de preclusão consumativa. o agravo retido tem efeito devolutivo impróprio ou imperfeito. Preparo de acordo com a Lei nº 11. 4. do CPC). 3. ou seja. 2. o seu efeito não é imediato. a não ser pedir ao relator retratação de sua decisão. Eles não podem ser concedidos de ofício. se agravo de instrumento. pedir ao tribunal para autorizar algo negado pelo juiz. Quando o juiz de 1º grau negar algo pedido pela parte. Regressivo ou Juízo de Retratação: O juiz pode rever a sua decisão no prazo de 5 dias. deve determinar outras decisões que possam sofrer as conseqüências desse provimento. 3. Significa. Devolutivo: devolve ao Judiciário o conhecimento da lide. cabe a todos os recursos e excepcionalmente. como. Por exemplo. O preparo só é pago no agrado de instrumento. Razões – Todo agravo deve ter suas razões explicativas. o provimento faz expandir para outros atos as suas conseqüências. de 10 dias e se agravo retido. o caso de litisconsorte em que um dos componentes e excluído do processo. § 3º . quando o juiz do 1º grau nega o pedido para a realização de uma vistoria ad perpetuam rei memoriam. ela pode recorrer. Modalidades de Agravo 4 5 Efeitos . CPC) 1. parágrafo único). Observação: Os dois últimos efeitos excepcionais e a concessão deles depende dos seguintes requisitos: (558. Dessa decisão não cabe qualquer recurso. Expansivo: O tribunal. pleiteando no pedido o efeito ativo. Então. de 5 dias (art 557. como regra.Lei estadual e equivalente a 10 UFESP. de 10 dias (art 523. Portanto. Fundamentação relevante. Ativo (ou Antecipação da Tutela Recursal). cabendo apenas no agravo de instrumento. podendo ou não suspender o processo 5. Para o agravo regimental não há previsão legal e para o agravo retido ele é dispensado (art 522. 1. 2. portando. §2} do CPC) ou imediata e oralmente. por exemplo. dando provimento ao agravo. Ele depende de ser reiterado na apelação ou nas contra-razões da apelação. É um efeito que como regra. Pode até expandir para fora do processo. o agravo não tem efeito suspensivo. Suspensivo: suspende o andamento do processo até o seu julgamento. Se agravo regimental. Lesão grave e de difícil reparação. As condições de periculum in mora e fumus boni iuris é que autorizam essa exceção. de se interposto na audiência.151 3 Tempestividade: O agravo deve ser interposto dentro dos prazos previstos. O efeito suspensivo é sobre a decisão recorrida. É regra para a apelação e exceção no agravo.608/73. Pedido da parte. O relator pode conceder ou negar o efeito ativo.Entretanto.

O juiz não faz juízo de admissibilidade do agravo retido. Assim. Na audiência será obrigatoriamente oral e nos demais casos. parágrafo único). Deve haver pedido expresso de reiteração do agravo retido (na apelação ou na contra-razões). quando escrito e imediatamente e oral quando na audiência. é preciso “formar o instrumento” desse agravo. fazendoo nas contra-razões à apelação da outra parte. Após ouvir o agravado. o juiz pode rever a sua decisão. do CPC). Evita a preclusão de direito. Por isso. conforme art 522. o agravo de instrumento deve ser proposto à órgão distinto daquele que emitiu a decisão interlocutória agravada.2008 II – Agravo de Instrumento Diferentemente do que ocorre com o agravo retido. portanto outro processo quanto ao processo original. Se a parte for vencedora. Obrigatoriedade: A regra geral para os agravos é o agravo retido. Prazos: 10 dias. uma vez que este tipo de recurso será apreciado futuramente.152 I – Agravo Retido Conceito: Agravo retido é o agravo interposto contra decisão interlocutória proferida na primeira instância. A sua apreciação pelo tribunal depende de reiteração pela parte (pedido).04. ainda assim pode reiterar o pedido de apreciação. Autos: O agravo retido é entranhado nos autos do processo original. no tribunal. para apreciação futura pelo tribunal. com cópias das peças do processo ao se propor o agravo ao tribunal. se é obrigado agravar de forma retida. 3. § 3º. Requisitos: 1. se houver prejuízo. quanto aos pressupostos recursais. É uma solicitação condicionada a que a sentença que lhe é favorável seja reformada. Ele será reiterado na apelação ou nas contra-razões à apelação da parte contrária. analogamente ele não faz esse juízo também do agravo retido. A apelação deve ser conhecida. 2. bem como nos casos de inadmissão da apelação e nos relativos aos efeitos em que a apelação é recebida. Excepcionalmente o agravo de instrumento (artigos 522 e 523. contrariamente do agravo retido que pressupõe dano futuro e incerto. Constitui. Como no agravo de instrumento em que o juiz não faz juízo de admissibilidade porque ele vai direto para o tribunal. se na audiência. O agravo retido implica em contra-razões da outra parte. CPC). Vai depender de futura interposição de apelação. escrito (Art 523. que também deve ser oral. ele fica entranhado nos próprios autos do processo. Preparo: O agravo retido é dispensado de preparo (art 522. quando cabe agravo de instrumento. . o qual gera a legitimidade da parte e o seu interesse recursal. Cabimento: ele é cabível em caso de decisão interlocutória quando existe risco de dano imediato à parte. Prazo para interposição do agravo de instrumento: 10 dias. É preciso que haja apelação. E como ele é proposto a órgão distinto daquele em que encontra o processo. 29. do CPC. salvo quando se tratar de decisão suscetível de causar à parte lesão grave e de difícil reparação.

por falta de regularidade procedimental. incontinenti. implica na não admissibilidade do recurso. Os requisitos obrigatórios dizem respeito a que o Tribunal reconheça ou não do recurso. comprovação de sua interposição e documentos que instruíram o recurso) ao processo na primeiro instância. A falta dos requisitos deste artigo implica negação ao seguimento do processo. em antecipação de tutela. ou nos casos de inadmissibilidade de apelações e nos relativos efeitos em que a apelação é recebida. cabe ao apelado pedir a continuidade do recurso. pois passa a haver novo recurso em que apelado e apelante invertem suas posições.153 Prazo para as contra-rações do embargado: 10 dias. prejudicado ou em confronto com súmula ou com jurisprudência dominante do STF ou Tribunal superior. São os seguintes os requisitos quanto à instrução do agravo de documento. Comprovante do pagamento do respectivo preparo. 2. Chegando o recurso ao tribunal ele é distribuído. a pretensão recursal e comunicar ao juiz da causa sua decisão. Podem. 2) Converter o agravo de instrumento em agravo retido. conforme art 527. mandando os autos ao juiz da causa. Copia da certidão da respectiva intimação (para possibilitar a verificação quanto ao atendimento dos prazos recursais). Outros requisitos não obrigatórios: Juntar cópias de outras partes do processo que a parte agravante considerar úteis. Deve conter a exposição dos fatos e dos direitos. 3. Nesse caso. O parágrafo único do artigo estabelece que o não cumprimento dessa providência. todavia. 3) Atribuir efeito suspensivo ao recurso (art 558) ou deferir.(art 526. sem necessidade de refazer a peça. total ou parcialmente. do CPC) 1. do CPC. Com a juntada dos documentos ao processo o juiz a quo pode retratar-se de sua decisão. Requisitos da Petição Inicial do Agravo de Instrumento: (Art 524. que poderá: 1) Negar-lhe liminarmente o seguimento nos casos do art 557: inadmissibilidade manifesta. 1. São requisitos formais. 2. bastando pagar o preparo. Juntada de cópia do recurso ao processo principal: no prazo de 3 dias (prazo de preclusão) da entrada do processo no tribunal. Se o fizer. O prazo para o apelado tomar essa posição é o mesmo de suas contra-razões: 10 dias. Requisitos do instrumento: (art 525. Recebimento do agravo: (art 527. improcedência. o agravante deverá requerer a juntada de cópia do mesmo (petição inicial do agravo de instrumento. 3. ao relator. 4. desde que alegado e provado pelo agravado. o relator do recurso pode considerá-lo prejudicado. CPC). salvo quando a decisão puder causar à parte dano grave e de difícil reparação. justificado. V. Cópia da decisão agravada. devendo levar: (requisitos obrigatórios). pois já está tudo no tribunal. . Cópias das procurações outorgadas aos advogados (para possibilitar a verificação da capacidade de representação dos mesmos quanto ao recurso). do CPC). influir na motivação dos juizes para a decisão do recurso. comunicando essa retratação ao tribunal. Endereçamento ao tribunal competente. do CPC). portanto. O pedido de revisão da decisão deve ser motivado. Já os requisitos não obrigatórios estão ligados ao provimento ou não do recurso.

4. Diz o art 510. no prazo de 5 dias. III . que. O art 551. sob registro e com aviso de recebimento. CPC). podendo juntar os documentos que julgar convenientes para sua defesa. quando estiverem ultimadas a providencias dos incisos III e IV. neste caso. (Art 545. Haverá tão-somente a inversão nas posições de agravado e agravante. CPC). estabelece que nos casos apelação. Contra decisão do relator que não admitir agravo de instrumento ou negar-lhe provimento ou reformar o acórdão recorrido. (Art 557. dizendo que as decisões liminares dos incisos II e III são passíveis de reforma somente no momento do julgamento do agravo a menos que o próprio relator a reconsidere. transitado em julgado o acórdão. de plano. do CPC. 5) Mandar intimar o agravado. estabelece prazo máximo para o relator pedir data de julgamento: 30 dias da intimação do agravado. (art 555. Um deles será. o escrivão ou o secretário. Entretanto. O art 527. sem que haja necessidade de se montar nova peça. deverá ele ser publicado. Cabível contra decisões interlocutórias do relator do recurso pela inadmissibilidade manifesta.Agravo regimental Cabimento: são quatro as hipóteses de cabimento: 1. por ofício ao seu advogado. Contra decisão que não admitir embargos. . de embargos infringentes e de ação rescisória os autos serão enviados ao revisor. Observação: Importante o parágrafo único do artigo. O art 564. no tribunal. O art 528. quanto a recursos? Não. parágrafo único. Prazo: 5 dias. 2. CPC. O julgamento. providenciará a baixa dos autos junto ao juízo de origem. (art 532. que deverão ser prestadas em 10 dias. caput). CPC). CPC). para responder no prazo de 10 dias. estabelece que. deverá pagar e comprovar o pagamento do preparo. Retratação na decisão de 1º grau: Se o juiz de primeiro grau modificar sua decisão enquanto corre o agravo. Tudo já está no tribunal. em 10 dias. Preparo: Não haverá preparo por falta de previsão legal. salvo caso de força maior. ambos do CPC. ele deverá comunicar o fato ao tribunal e o relator considerará prejudicado o recurso. ouvir o Ministério Público. O § 3º do artigo estabelece que nos recursos nas causas de procedimentos sumários. de despejo e nos casos de indeferimento liminar da petição inicial não haverá revisor. do relator. Mas o inicialmente agravado. o agravado poderá recorrer dessa decisão do relator e pleitear a continuidade do agravo. no órgão oficial. sobre conflito de competência. no prazo de 10 dias. do CPC. Questão: Há conflito entre o parágrafo único do art 527 e o art 545. pois os objetos de recurso nos dois casos são diferentes. lavrado o acórdão. 3. Contra decisão. independentemente de despacho. o próprio relator. será sempre feito por três juizes. do CPC. No caso de agravos de instrumento não haverá revisor (como regra). pela improcedência.154 4) Requisitar do juiz da causa informações. 6) Mandar.. considerando o recurso prejudicado ou o recurso que esteja em confronto com súmula ou jurisprudência dominante do STF ou de Tribunal Superior. havendo jurisprudência dominante do tribunal sobre questão suscitada (art 120. do CPC.

confusa. E as decisões precisam ser entendidas pelos seus destinatários. IV – Embargos de declaração (art 535. I → Se houver na sentença ou no acórdão. A pretensão é que a decisão recorrida seja pelo atendimento ao recurso. portanto que o recurso de declaração cabe contra sentenças ou acórdãos. Há contradição quando a decisão contém pontos conflitantes entre si. lacônica. Omissão – Quando o julgado não se pronuncia sobre todos os pontos suscitados pelas partes. ou porque a redação é mal feita. na medida exata em que foram tomadas. ou ainda reforma o acórdão recorrido. Obscuridade – é a falta de clareza na redação do ato. tornando-a inteligível. Os embargos são recursos hábeis quanto às decisões infra petita porque decisões desta espécie implicam em omissão. A regra é. (art 536. Visa. Preparo: o embargo de declaração não está sujeito ao preparo. integrada. CPC) Conceito: É um recurso dirigido ao juiz ou relator da decisão recorrida. I I → for omitido ponto sobre o qual deveria pronunciar-se o juiz ou o tribunal. Art 535. CPC). Contradição – quando o ato contém proposições inconciliáveis. com falta de nexo no desenvolvimento das idéias. É a falta de manifestação expressa do juiz sobre pontos que ele deveria se manifestar. contraditórios ou omissos. no sentido que seja esclarecida a decisão. compreensível. Prazo: o embargo de declaração deve ser proposto no prazo de 5 (cinco) dias. Não se trata de obter nova decisão. 3. (art 536. enquanto o art 545 o relator não admite o agravo de instrumento ou nega-lhe provimento. que deve ser lógica. contendo expressamente o ponto obscuro. . CPC). Da contradição pode surgir a obscuridade. incompatíveis entre si. Cabimento: O próprio artigo 535 define os dois casos de cabimento desse recurso: Art 535.155 parágrafo único se refere a situação em que o relator converte o agravo de instrumento em agravo retido. Não apresenta coerência na decisão. ou que atribuir efeito suspensivo ao recurso ou conceder antecipação de tutela à pretensão recursal. parte final). corrigir defeitos que a redação da decisão apresenta. 2. obscuridade ou contradição. em petição dirigida ao juiz ou relator que emitiu a decisão. Mas ele cabe também contra decisões interlocutórias e até mesmo em decisões travestidas de despacho. portanto. contraditório ou omisso. ou porque a redação apresenta lacunas. Processamento: O embargo de declaração é emitido contra a própria autoridade que emitiu a decisão em questão. Admissibilidade: são três os requisitos de admissibilidade: 1. (art 536. Tem-se que ver o conteúdo das decisões consideradas ou desse tipo de despacho. confusos.

do CPC. Efeito substitutivo – A decisão do embargo de declaração substitui a decisão embargada.efeito infringente do embargo). o embargo de declaração não tem efeito suspensivo. quanto a assuntos relacionados com os honorários advocatícios. mas apenas aclará-la. a situação não comporta contra-razões. O vencedor da lide pode oferecer embargos de declaração? Pode. 3. art 538. definitivamente. impõe ao embargante multa de até 1% do valor da causa. obscura ou contraditória.05. 1. mas ao próprio órgão que emitiu a decisão que se embargou. . 2. O Ministério Público pode embargar como parte ou como fiscal da lei. Pela interrupção de um prazo. entende-se que ele será restabelecido. art 538). porque se a decisão está com um dos vícios apontados pode dificultar e. 4. até impedir o cumprimento da decisão. multa essa que a ser paga ao embargado. Embargos protelatórios (CPC. mas este deve ser pleiteado pelo embargante. na totalidade. Efeito suspensivo – De regra.2008 O próprio advogado pode embargar. o que significa que mesmo o embargo não conhecido ele interrompe os prazos. Efeito interruptivo . Até porque o embargo de declaração interrompe os prazos processuais para as duas partes (art 538.o embargo de declaração quebra. Nesse caso o juiz dá prazo à outra parte para apresentar contra-razões: o mesmo prazo para apresentação dos embargos de declaração: 5 dias. O art 537. O art 536. sendo que os mesmos serão iniciados novamente a parte do julgamento do embargo. Essa possibilidade cria para o vencedor o interesse recursal para a propositura. até porque o embargo de declaração beneficia a todos do processo. a multa será elevada para até 10%. em nome próprio. Efeito devolutivo – O embargo de declaração devolve o conhecimento da questão ao Judiciário. diferentemente dos outros recursos. Como no caso do embargo de declaração não se busca modificação da decisão embargada. até que a situação seja totalmente aclarada. esta poderá ser aditada. Se houver entrada simultânea de embargos de declaração por uma parte e apelação pela outra. do CPC. permite deduzir que os embargos de declaração deverão ser sempre escritos. parágrafo único) Ao entender o juiz que o embargo de declaração tem objetivo protelatório. a partir do julgamento do embargo ou de sua recusa. Entretanto. os prazos. define o prazo para apresentar embargo de declaração: 5 dias. CPC). Os embargos de declaração poderão ser propostos mais de uma vez. existe situação em que o embargo de declaração traz para o processo documento novo que pode provocar modificação na decisão (fato modificativo . 13. às vezes. ainda que sejam suscitados em audiência. Na reincidência da prática no mesmo processo.156 Legitimidade para embargar: a parte prejudicada pela decisão omissa. Efeitos do embargo de declaração (CPC.

por exemplo). uma vez que tal decisão do tribunal se equipara a uma sentença não unânime. as partes possam valer-se de recurso especial e extraordinário. também. Cabimento: cabem os embargos infringentes contra acórdãos não unânimes proferidos e que reformem decisão de mérito em grau de apelação ou julgue procedente ação rescisória. na medida em que estes implicam em modificação de sentenças. Observação: Quando cabíveis. Sobre o que houve unanimidade do colegiado. não. podem receber embargos infringentes. a lei prestigia o que foi decidido na primeira instância. como o reexame necessário ou o recurso ordinário. V . os recursos especial e extraordinário não serão admitidos. pois transita em julgado. Se eles não forem propostos. b) Que o acórdão tenha reformado a sentença ou julgado procedente a ação rescisória. em grau de apelação. Por isso não cabem embargos infringentes conta acórdão não unânime proferido em julgamento de agravo retido ou de agravo de instrumento. Caso: se o Tribunal tomar decisão positiva. Não são cabíveis: 1. c) Que a sentença reformada seja de mérito. art 530) Conceito: é o instituto jurídico para atacar decisão em acórdão não unânime que reforme sentença de mérito. no momento oportuno. Para que os embargos infringentes sejam cabíveis é preciso que: a) Exista acórdão não unânime proferido julgando apelação ou de ação rescisória. que tenham a possibilidade de provocar modificações nas sentenças.157 Caso: Se o embargo de declaração for declarado protelatório sem que seja imposta a multa referida. que pretende ver a questão reexaminada por órgão superior ao que emitiu a decisão. o embargado pode entrar com embargo de declaração. contra sentença emitidas singularmente. Assim.Embargos Infringentes (CPC. mas quando estes tenham o efeito de anular decisões. Entenda-se que não é sempre que cabem embargos infringentes contra tais agravos. contra parte do acórdão que tenha sido decidido por maioria (não unanimidade). que reforme sentença de primeiro grau que tenha afastado questões que interfiram no mérito (decadência ou prescrição. entretanto. não unânime. pretendendo conseguir que o voto vencido na decisão embargada se transforme em vencedor. ou julgue procedente ação rescisória. os embargos infringentes são indispensáveis para que. respeitada a exceção acima. Os embargos infringentes são apostos contra decisão de colegiado (acórdão) não unânime. Mas só o que tiver sido alvo de divergência comporta o embargo infringente. em decisão não unânime proferida em agravos (de instrumento ou retido). . por omissão na decisão. Os embargos infringentes cabem. que constitua decisão não unânime (ou por maioria de votos) de mérito ou que julga procedente a ação rescisória. portanto. 2. Contra acordos não unânimes que mantenham a sentença de mérito do 1º grau ou não admitam ou julguem improcedente ação rescisória. Assim. Contra acórdãos proferidos em outros recursos que não apelação. Os embargos infringentes não cabem. É. existem decisões que se assemelham à apelação. proposto contra julgado em grau de apelação (ou recursos similares a ela) .

O resultado final dos embargos infringentes beneficiará os demais litisconsortes. o que impede que o acórdão recorrido tenha eficácia imediata. seja em apelação seja em ação rescisória. cabem. como a falta de condições da ação. aliás. Mas é necessário verificar se a apelação que o precedeu tinha ou não efeito suspensivo. Esse conhecimento não está adstrito ao objeto da divergência. 4. sem que o prazo para os outros recursos comece a correr. Com os embargos.158 3. as matérias de ordem pública. e a execução provisória poderá prosseguir. Mas tudo isso se refere tão-somente à parte impugnada. evidentemente. 1) A quem são dirigidos os embargos infringentes? Os embargos são dirigidos ao relator do acórdão. os embargos infringentes também o terão. de ofício. Também não cabem embargos infringentes em acórdão que são conheça do recurso (apelação). 5. Nesse caso. Mas o art 534. os pressupostos processuais. o prazo para estes últimos recursos fica sobrestado até a intimação da decisão dos embargos infringentes. Prazo para interposição dos embargos infringentes: 15 dias (CPC. 3) Suspensivo → Geralmente os embargos infringentes têm efeito suspensivo. 6. in fine: “se o desacordo for parcial. pois não ocorreu reforma de sentença de mérito. § 3º. sempre que eles forem propostos por um dos litisconsortes. vem expresso no próprio art 530. 4) Expansivo subjetivo → Os embargos infringentes podem ter efeito expansivo somente no aspecto subjetivo. do CPC. Procedimento: Quando o acórdão contiver parte decidida por unanimidade e parte por maioria de votos. mas se a apelação não tinha efeito suspensivo. Enquanto couberem embargos infringentes. os embargos infringentes também não o terão. Contra acórdãos que anulam a sentença. Daí o efeito translativo dos embargos infringentes. busca-se decisão de acordo com o voto vencido (voto paradigma). Se o prazo (15 dias) para os embargos infringentes transcorrer in albis. do . do CPC. só eles deverão ser propostos. os embargos serão restritos à matéria objeto de divergência”. extinguindo o processo (não houve decisão de mérito no tribunal). O restante da sentença recorrido faz coisa julgada. só após o transito em julgado da decisão por maioria de votos começará correr o prazo para recurso especial ou extraordinário. quando o julgamento se fizer com base no art 515. embargos infringentes nesta segunda hipótese e recurso especial ou extraordinário na outra. Efeitos dos embargos infringentes 1) Devolutivo (restrito) → é importante a extensão da devolutividade do conhecimento ao órgão competente do judiciário. art 508). deve examinar. Isso. Contra acórdãos proferidos no julgamento de apelação de sentenças terminativas. Não cabe embargo infringente contra sentença de mérito proferida pelo tribunal em decisão não unânime. 2) Translativo → O órgão competente para julgar os embargos infringentes. Se a apelação tinha efeito suspensivo.

Quando o acórdão contiver decisão unânime e por maioria de votos e forem impostos embargos infringentes.159 CPC. (art 534. Pela imutabilidade. ou sobre o valor desta). o prazo para recurso especial ou extraordinário sobre o julgamento unânime ficará sobrestado até a decisão dos embargos. nessa segunda demanda pode ser reconhecida a nulidade do contrato? Justifique sua resposta. Preparo: Os embargos infringentes não recolhem preparo no Estado de São Paulo. estabelece que. A primeira sentença contém no seu dispositivo a decisão sobre pagar ou não pagar o que estava sendo cobrado e na sua fundamentação a questão da nulidade do contrato. art 532). Interposto o recurso. o que não estará acontecendo. com o mesmo fundamento (nulidade de contrato)? Ou seja. (Normalmente.608/2003. em juiz que não haja participado do julgamento anterior. que estava na fundamentação da primeira. Dessa decisão cabe agravo em 5 dias.2008 Prova: 1. II. vista ao embargado para suas contra-razões. Se não forem apresentados embargos infringentes sobre a parte não unânime. se no primeiro julgamento houvesse uma . ou seja. que relacionam dispositivo e fundamentação das sentenças. primeiro. Uma outra hipótese. §4º. o valor do preparo é de 2% calculado sobre o valor da ação. o prazo para transito em julgado da parte unânime começará a correr após o prazo para interposição de embargos. negar seguimento ao recurso nas condições mencionadas no artigo mencionado. A indiscutibilidade impede que a fundamentação de uma ação discuta o dispositivo de outra. o relator poderá dar provimento ao recurso”. caso não haja condenação.A. do CPC. todavia. salvo no caso de processos de competência originária dos tribunais. O relator deverá adotar uma das decisões previstas no art 557. ela recairá. a escolha deste deverá recair em juiz que não haja participado do julgamento anterior. No caso de embargos infringentes essa norma não é aplicável. caso a norma regimental do tribunal determine a escolha de novo relator. Assim. O trânsito em julgado impede que haja uma segunda demanda discutindo a 2ª parcela do mesmo contrato. O juiz reconhece que o processo é válido e sentencia – a sentença transita em julgado. art 498 e seu parágrafo único). Só então os autos serão encaminhados ao relator do acórdão embargado para que ele faça o juízo de admissibilidade. do CPC. do art 557. 2) 3) 4) 5) 6) 7) 22. Da decisão que não admitir os embargos infringentes cabe recurso de agravo regimental em 5 dias (CPC. Resposta: A questão está ligada à imutabilidade e indiscutibilidade da coisa julgada. Um autor move uma ação para cobrar a primeira parcela de um contrato. mas a sua sentença pode considerar a questão da nulidade. a segunda sentença não pode ir contra o dispositivo da primeira. Inaplicável. Caso a norma regimental determine a escolha de novo relator.05. ou seja. porque a sua aplicação atribuiria ao relator poderes para modificar o que fora decidido em órgão colegiado. a segunda demanda pode alegar novamente a questão da nulidade. do CPC). o que não fere a indiscutibilidade da coisa julgada. nos termos da Lei 11. (C PC. o §1º . “se a decisão recorrida estiver em manifesto confronto com súmula ou com jurisprudência dominante do STF ou de Tribunal Superior. se possível. O réu alega a nulidade desse contrato. abre-se.

como é o caso. cabem à apelação os efeitos devolutivo e suspensivo. Se não. Está ligado. 4. 2. o recurso cabível é a apelação. há que se considerar as matérias de ordem pública devem ser consideradas pelo juiz a qualquer tempo e de ofício. As condições para a aplicação do contido no artigo em questão é que a questão seja exclusivamente de direito. ela pode recorrer pleiteando no pedido o efeito ativo. Exceto a convenção de arbitragem. Diz respeito aos motivos que foram discutidos no processo e que foram objeto do contraditório. aos fundamentos do julgamento. IV. do CPC). O juiz pode rever sua decisão no prazo de 48 horas (art 296. Resposta: O indeferimento da inicial pelo reconhecimento da prescrição é uma sentença com extinção do processo com resolução do mérito (art 269. o processo continua seu curso normal. portanto.160 incidental pedindo que o juiz analisasse também a questão da nulidade. A apelação tem dois efeitos em regra. Você conhece a expressão “efetivo ativo do agravo”? O que significa. Mas se ele não concordar com essa tese. Quais são? O legislador trata desses aspectos de forma diferente? O que é profundidade? Quanto à matéria. À parte prejudicada (autor) cabe apelar da decisão.. Estão listadas na art 301. tenha havido decisões de total improcedência em casos anteriores. É ligado ao conhecimento da apelação. mudando a decisão em relação às anteriores. 3. tratando-se de tese com a qual não concorda – pode ele aplicar o art 285 – A. os autos serão imediatamente encaminhados ao tribunal competente (Art 296. O juiz chega a uma comarca e recebe uma petição inicial versando questão exclusivamente de direito. O efeito devolutivo é cabível sob dois aspectos: quanto à sua extensão e quanto à sua profundidade. que nada mais é do que conseguir uma decisão do tribunal no sentido de anular a decisão do juiz para que aquilo que fora solicitado seja . parágrafo único... O efeito devolutivo por extensão diz respeito aos limites do recurso estabelecido pelo pedido. Resposta: Em regra. ainda que a apelação não as tenha utilizado por inteiro. 5. Resposta: Quando o juiz do 1º grau negar algo pedido pela parte. Qual o recurso cabível da decisão que indefere inicial fundada no reconhecimento da prescrição e quais as suas peculiaridades? Justifique a sua resposta. Resposta: Quando o artigo diz o juiz pode aplicar. O efeito devolutivo por profundidade implica na possibilidade que tem o tribunal de considerar todas as questões que foram suscitadas e discutidas no processo. do CPC? Justifique sua resposta. está dando ao juiz a faculdade de decidir pela aplicação ou não do contido no artigo. Justifique sua resposta. do CPC. pode não aplicá-la. O efeito devolutivo é tratado pela doutrina em dois aspectos. porque a coisa julgado o incluiria. do CPC). Mas o juiz deve concordar com essa tese para aplicar a mesma decisão dos casos anteriores. Se o fizer. Portanto. existe alguma que seja devolvida independentemente da vontade do apelante? Justifique sua resposta. no mesmo juízo. Quanto à última parte da questão. do CPC). ai esse fundamento não poderia mais ser usado na segunda demanda.

tanto para a causa como para o processo. d) Interpor recurso extraordinário. c) Pedir reconsideração. Inconformada interpõe agravo.05. b) Interpor agravo interno.2005 Questões do Testão 13. já que o menor não tem capacidade plena. O interesse de agir é a) Condição de ação. contra o pai. c) Tanto a mãe do menor absolutamente incapaz. na forma de instrumento. b) O menor. contra o pai. já que diante da incapacidade do menor. é parte legítima para pleitear contra seu pai. tendo o exmo Relator determinado a sua conversão em retido. b) Elemento da ação. 17) Assinale a resposta correta a respeito do não cabimento do agravo. c) Faculdade de ação. b) Decisão que afasta a deserção. significa que: . também denominado de princípio da inércia da jurisdição. Resposta: Opção c. tendo em vista a sua incapacidade plena. b) A suspensão do prazo para interposição de outros recursos. ou seja. Resposta: Opção b. O relator pode conceder ou negar o efeito ativo. Resposta: Opção b. a) Decisão de inadmissão de apelação. serão partes legítimas para pleitear alimentos para o menor. A oposição de embargos de declaração contra acórdão que julgou a apelação determina: a) A interrupção do prazo para interposição de outros recursos. mas precisa que sua capacidade seja integrada. 30. portanto. Nesse caso cabe à parte: a) Interpor recurso especial. 14. Resposta: Opção a 15) Assinale a alternativa correta: a) A mãe do menor absolutamente incapaz será a parte legítima para pleitear alimentos para o menor. a não ser pedir-lhe a retratação de sua decisão. que necessita de alimentos. d) Só o MP tem legitimidade para propor a demanda em nome do menor absolutamente incapaz. Resposta: Opção a. 16) A autora teve seu pedido de justiça gratuita indeferido pelo juiz a quo. d) Pretensão. ambos precisam figurar no pólo ativo. Dessa sua decisão não cabe qualquer recurso. absolutamente incapaz.161 autorizado. Significa. c) Decisão que aprecia a liquidação de sentença. como ele mesmo. quando pretende pleitear alimentos contra seu pai. 18)O princípio dispositivo. c) A fluência do prazo para a interposição de outros recursos. d) O trânsito em julgado. pedir ao tribunal para autorizar algo negado pelo juiz. d) Decisão que indefere a alegação de incompetência absoluta. como parte.

Resposta: Opção d. 06. ⇒ Recurso ordinário é o que tem sua fonte de origem na lei processual – CR. c) O juiz conhecerá de ofício.2008 VI – Recurso Ordinário Conceitos ⇒ Os recursos ordinários são os previstos no processo comum para correção de algum prejuízo – Vicente Greco Filho ⇒ É um dos três recursos para o STF e STJ. II. b) Caberá ao juiz. indeferindo as diligências inúteis ou meramente protelatórias. senão quando a parte ou o interessado a requerer. Efeitos Processamento Conclusão do Relator VII – Recurso especial Conceito Cabimento VIII – Recurso Extraordinário Conceito Cabimento PROVA FINAL 06/2008 . nos caos e formas legais. de ofício ou a requerimento da parte. determinar as provas necessárias à instrução do processo. (Moacyr Amaral dos Santos). “a” e art 105. Sua finalidade é permitir a reapreciação de desvios procedidos naquelas ações de competência originária dos tribunais.e 03. (Marcus Vinicius Rios Gonçalves). Cabimento a) No STF: É cabível em caso de decisão denegatória ou prejudicial (não concessiva) proferida pelos tribunais. “b” e “c”. II “a” e art 105. “b” e “c”. Busca a reforma ou a anulação de acórdãos nas hipóteses questionadas na CF. das questões de ordem pública. art 102.162 a) Cabe ao réu manifestar-se precisamente sobre os fatos narrados na petição inicial. Habeas data e Mandado de Injunção. 02. II. em Mandado de Segurança. enquanto não proferida a sentença de mérito. art 102. a qualquer tempo e grau de jurisdição. II. d) Nenhum juiz prestará a tutela jurisdicional.

d) Em exceção de incompetência. preliminarmente. a qualquer tempo. sem a anuência do recorrido ou dos litisconsortes.163 1ª. Sobre recursos cabíveis. residente em Belo Horizonte. b) O recorrente poderá. pelo rito ordinário. requerendo a extinção do processo. embargos de declaração. requerendo a extinção do processo sem julgamento de mérito. Parte. querendo apelar. b) Agravo de instrumento. prazo integral. hoje residente em Nova Lima. 1. devolutivo e suspensivo. sem necessidade de razões recursais que serão oportunamente apresentadas. O juiz recebeu a apelação no efeito meramente devolutivo. Como advogado da varoa você deve argüir a incompetência na: a) Preliminar de contestação. eis que incompetência é absoluta. Resposta: C 4. ou seja. visto que não houve assinação pelo juiz. c) Que o tribunal dele conheça. c) Correição parcial. por ocasião do julgamento da apelação. Resposta: C . eis que a incompetência é relativa. d) Vinte e cinco dias. Optou por interpor no 5º dia. Após o julgamento dos embargos. o advogado tinha prazo de 15 dias para interpor apelação. c) Quinze dias. o restante do prazo. terá o prazo de: a) Cinco dias. não poderá recorrer. d) Dos despachos não cabe recurso. Em ação cível. no caso. Resposta: B 5. propõe ação de separação litigiosa em face da esposa. sem análise do mérito. requerendo a remessa dos autos ao juiz competente. eis que a incompetência é relativa. c) Exceção declinatória de foro. Resposta: A 3. Eis que não há recurso previsto. b) Preliminar de contestação. d) Fique registrado o protesto. ou seja. desistir do recurso. assinale a alternativa incorreta: a) A renúncia ao direito de recorrer depende da aceitação da outra parte. Resposta: C 2. tendo em vista que primeiro dever-se certificar que a outra parte não recorreu. b) Dez dias. quando deveria tê-lo feito no duplo efeito. d) Mandado de segurança. indicando a comarca de Nova Lima. com o fundamento no perigo de dano irreparável ou de difícil reparação. A referida ação foi proposta em Belo Horizonte. ou seja. c) A parte que aceitar expressa ou tacitamente a sentença ou a decisão. eis que incompetência é absoluta. O cônjuge. Na modalidade de agravo retido o agravante requererá: a) O traslado das peças obrigatórias e a remessa dos autos ao tribunal. Qual o recurso cabível? a) Agravo retido. b) A paralisação do processo mediante efeito suspensivo. com base na ruptura da convivência em comum há mais de um ano.

O recurso de apelação será recebido nos efeitos devolutivo e suspensivo. b) Provando o apelante que não efetuou o preparo por justo impedimento. mantendo a sentença que reconheceu a litispendência. d) O ato judicial que homologou o termo de conciliação das partes. salvo: a) Contra sentença que julgou procedente pedido de indenização por perdas e danos. poderá a parte apelada. interpor agravo de instrumento. o tribunal – provocado através de recurso de apelação – poderá julgar. não o fizer. contudo. d) A apelação será recebida. durante evento social em que ambos estavam presentes. se efetivará. não foi acatada pelo julgador. no caso de insuficiência do preparo. c) O ato judicial que declara saneado o processo. A aplicação da pena de deserção. c) De agravo retido sob a forma contra ato judicial que indeferiu a contradita requerida pelo réu em audiência. no prazo de 05 dias. Inconformada. será dirigido ao juiz que proferiu a sentença. b) Contra a sentença que julgou improcedentes embargos à execução.164 6. Maria Marta apelou ao Tribunal de Justiça. . fiando-se especialmente no depoimento prestado por uma testemunha contra quem foi argüida a contradita que. Em primeira instância. Não é cabível recurso: a) De embargos infringentes contra acórdão não unânime. Colocado em julgamento o processo. Tem natureza jurídica de sentença: a) O ato judicial que acolhe a exceção de incompetência. Resposta: A 8. Assinala a alternativa incorreta: a) O recurso de apelação que poderá ser interposto pela parte vencida. se a causa versar questão exclusivamente de direito e estiver em condições de imediato julgamento. c) Contra sentença que anulou escritura pública de compra e venda d) Contra sentença que julgou procedente pedido de cobrança de honorários advocatícios. d) Apelação contra ato judicial que julgou o autor carecedor do direito de ação. b) De agro de instrumento contra ato judicial que julgou a liquidação de sentença. Ministério Público ou terceiro prejudicado. caso a parte recorrente intimada para completá-lo. em seu efeito devolutivo e suspensivo. decidiu o juiz monocrático pela procedência do pedido. Resposta: D 7. que entenderam ser frágil a prova tomada como base pelo julgador monocrático. em regra. o Relator votou pela manutenção da decisão. no que foi contrariado pelo revisor e vogal. e relevando o juiz a pena de deserção fixando-lhe prazo para efetuar o pagamento. b) O ato que determina às partes a especificação das provas. Resposta: B 10. desde logo a lide. c) Tendo sido o processo extinto sem a resolução do mérito. Resposta: B 9. João Jacó pretende indenização por danos morais em face de Maria Marta ter-lhe ofendido com palavras. contra esse decisão.

excluídos os embargos de declaração? a) Agravo de Instrumento ao STJ. (Resposta: boa-fé) 7 – É o recurso cabível da decisão do relator que. c) Nenhum recurso será admitido contra essa decisão. qual recurso poderia ser interposto pelo advogado de João Jacó. (Resposta: grosseiro). (agravo regimental) 9 – O juiz só aplicará a fungibilidade se perceber que a parte não cometeu erro ________. diante da reversão da decisão em favor da Ré. 3 – É o recurso que cabe contra todo tipo de sentença. d) Recurso Especial e Recurso extraordinário ao STJ e STF. respectivamente. (Resposta: Decadência) 5 – O efeito ______ também é denominado de antecipação da tutelo recursal. nega seguimento a recurso manifestamente inadmissível. Um deles ocorre quando se verificar ter havido _______ . por meio do qual se devolve ao órgão ad quem o conhecimento da matéria impugnada. b) Embargos infringentes. (Resposta: devolutivo).(Resposta: translativo) Verticais 1 – Apenas em dois casos o indeferimento da inicial implica na extinção do processo com julgamento do mérito. (Resposta: apelação) 4 – Para a comprovação da _____ tem-se exigido que o recurso interposto seja o de menor prazo. Parte – Palavras cruzadas Horizontais 2 .165 entendendo que as demais provas autorizavam concluir pela improcedência do pedido. seja ela de mérito ou meramente terminativa. Resposta: B 2ª. 10 – Todos os recursos são dotados do efeito ______. 8 – A fungibilidade permite que um recurso seja conhecido pelo outro quando houver _______ objetiva. Nessas circunstâncias.O efeito_______ consiste na faculdade que alguns recursos atribuem ao órgão a quo de reconsiderar a decisão atacada. (Resposta: dúvida) . de plano. (Resposta: ativo) 6 – O efeito _______ é aquele que permite ao órgão ad quem apreciar matéria de ordem pública.

166 Diagrama: (1)D (2)R (3)A E P G E R L E C A D E N C I (7)A R O S Ç S Ã I O (4)B (6)T V O O G O L R S U D U V I (10)D E A (8) (9) G V R A N S L A T I V O V E I A T I V O I V - F É R O O .

este ônus deverá limitar-se ao estritamente necessário. frustra-se a execução e suspende-se o processo se o devedor não dispuser de bens exeqüíveis (CPC. Está previsto no art 620 do CPC. isto é. os benefícios de uma decisão jurídica não poderão ser maiores que os prejuízos que eles causarem. na atuação de uma conduta prática do devedor • Para Vicente Grecco Filho.08. O mérito e o valor do título não podem ser discutidos. Não sendo possível dar exatamente o determinado no título executivo. com perdas e danos. Dizer-se que toda execução é real implica em dizer que ela incide direta e exclusivamente sobre o patrimônio do devedor e não sobre a sua pessoa (CPC. Princípio da proporcionalidade. • Moacyr A. na execução. a ação de execução é o conjunto das atividades atribuídas aos órgãos judiciários para a realização prática de uma vontade concreta da lei previamente consagrada num título. . pode haver a substituição. ou o valor desta mais indenizações. Já é pacífica a existência do princípio do contraditório no processo de execução. 4. aquele cuja execução tende apenas à satisfação do direito do credor e o princípio da especificidade. O devedor só não poderá discutir o montante devido. se for o caso. Princípio do menor sacrifício do executado (ou Princípio da economia). Princípio do contraditório. Princípios da ação de execução 1. 5. entregando coisa equivalente à especificada. art 791.167 05. Princípio da realidade da execução. 3. significando que. ocorre a junção dos princípios da máxima utilização. já decidido. Por isso. III). 2. ou seja. – O devedor deve dar ao credor exatamente o que está especificado no título. art 591). Princípio da máxima utilidade da execução. Justificam essa existência o princípio do menor sacrifício do devedor e a possibilidade de suscitar questões que o juiz poderia conhecer até de ofício. Sempre que houver necessidade do sacrifício de um direito em prol de outros. O fato de considerar que o devedor não poderá discutir esses aspectos por si só pressupõe a existência do princípio do contraditório. dos Santos entende que a ação de execução é a atuação da sanção inerente a um título executivo. quando forem vários os meios de o devedor responder à execução. Então.2008 PROCESSO DE EXECUÇÃO Conceito: • Segundo Luiz Rodrigues Wambier: A ação de execução consiste na atuação de um direito e uma prestação. que se o faça pelo que lhe seja menos gravoso.

168 6. Princípio da autonomia. A ação de execução tem elementos próprios e tem também condições próprias que a distinguem da ação de conhecimento que lhe tenha precedido. Trata-se de ação autônoma, inseria no mesmo processo. Pode não existir processo de conhecimento e condenação prévia, quando se tratar de título extrajudicial. Está ligado ao princípio da iniciativa, não podendo ser instaurado de ofício (CPC, art 614). A parte vencedora quer a satisfação de seu direito, que foi reconhecido pelo juiz no processo de conhecimento. 7. Princípio do título. A base deste princípio está no art 580 do CPC, que diz que a execução pode ser instaurada caso o devedor não satisfaça uma obrigação líquida, certa, exigível e consubstanciada em um título executivo. Esse título pode ser judicial (sentença condenatória) ou extrajudicial (papel comercial como duplicata, promissória etc), devendo conter dois requisitos: expressão de direito subjetivo passível de exigência e a condição de que a prestação respectiva seja atual e não futura, não estando assim, sujeito à condição suspensiva. Título é o instrumento que dá ao juiz certeza do direito nele contido. O título executivo há de ser líquido, certo e exigível. Por título líquido entende-se que ele deve trazer o que ou quanto é devido. Se em valor, este deve ser determinado ou determinável. Caso contrário o título se dirá ilíquido, isto é, ele é imperfeito e antes do cumprimento da sentença, tem-se que fazer a liquidação da sentença, ou seja, torná-lo líquido. Esta situação é mencionada como a fase de liquidação da sentença, que precede à do cumprimento da sentença. Por título certo se entende que ele deve ser claro quanto à obrigação a ser cumprida. Por título exigível ele tem que se referir à situação atual, porque se a obrigação for exigida para o futuro, ele não é exigível, no momento. Não há execução sem título executivo (nulla executio sine titulo). 8. Princípio da responsabilidade patrimonial. A garantia da execução é o patrimônio do devedor e não a sua pessoa (CPC, art 591). A ação real só atinge o patrimônio. 9. Princípio do Resultado. Toda execução deve ser bem específica e será bem sucedida quando for entregue fielmente ao credor a prestação inadimplida, acrescidos de valores dos prejuízos que a inadimplência provocou. 10. Princípio da disponibilidade. Como a execução deve satisfazer direito do credor, a ele compete dispor sobre a respectiva ação. Ele deve tomar a iniciativa da ação, como ação autônoma que é. Pode, também desistir da ação e até do direito material discutido. O CPC, nos artigos 569, 694, 634 e 634 §3º, 644, 645 e 791 trata da disponibilidade do processo de execução. Se pretender desistir da ação depois que o réu tenha sido citado, essa desistência tem que ser aprovada por ele, pois o réu pode ter interesse em ver a questão do mérito resolvida, pois que o autor pode, a qualquer momento, retornar com a ação. 11. Princípio da iniciativa. Trata-se de um princípio ligado ao da disponibilidade. Dizse mesmo que são as duas faces da mesma moeda. Cabendo ao credor a decisão de instaurar ou não o processo de execução, logicamente cabe a ele também a iniciativa de o fazer. Assim, somente ao legítimo detentor do direito cabe, e exclusivamente a ele, decidir pela execução. No caso de título executivo judicial decorrente de um

169 processo de conhecimento, a execução não será decidida de oficio pelo juiz, devendo o autor solicitá-la, todavia no mesmo processo. 12. Princípio da adequação. Princípio relacionado aos meios executórios, onde os mesmos devem se adequar para que a execução atinja seu principal objetivo: a obtenção da prestação o que, conseqüentemente, efetiva a prestação jurisdicional. Pode-se resumir o princípio dizendo que a legitimidade para propor ação de execução é exclusiva do credor. Ele é quem decide propor ou não a ação. 13. Princípio de que a execução tende apenas à satisfação do direito do credor. A ação de execução tutela apenas o credor, não tendo o devedor qualquer direito. Tanto que ele não pode contestar as alegações do credor, lhe sendo permitido tão-somente entrar com embargo, ou seja, uma ação de conhecimento proposta incidentalmente quanto à forma de execução. Trata-se de ação incidental. Será uma ação autônoma dentro do próprio processo de execução. Na execução, não há, portanto, defesa para o devedor. A execução visa, portanto, apenas atender aos interesses do credor. Como a execução visa a satisfação do direito do credor, esse direito limita a atividade jurisdicional executiva, de maneira que o patrimônio do devedor seja atingido pela execução na medida do direito do credor, ou seja, ele seja atingido parcialmente se parte do patrimônio for suficiente para atender tal satisfação. Nunca será exigido mais que o suficiente para a satisfação do direito do devedor (CPC, art. 659). 14. Princípio da especificidade – A execução visa satisfazer o credor quanto aos seus direitos e não punir o devedor. Por isso ele deve proporcionar ao credor o mesmo que teria proporcionado se o devedor cumprisse espontaneamente a sua obrigação. Assim, a prestação há de ser específica, podendo, todavia, ocorrer a sua prestação pelo equivalente em dinheiro, quando impossível a entrega da coisa devida. (CPC, art 627). Por este princípio, o credor propõe a ação de execução contra o devedor para que este lhe dê o que está especificado no título, ou seja, o título executivo tem que especificar exatamente o objeto da obrigação. 15. Princípio do ônus. Como a execução forçada está baseada no inadimplemento do devedor de uma quantia líquida e certa representada por um título executivo, ele só estará livre do vínculo obrigacional se, além do valor líquido da dívida, pagar também todos os prejuízos que sua inadimplência gerou, como juros de mora, correção monetária, honorários advocatícios, além das custas processuais. 16. Princípio do respeito à dignidade da pessoa humana. A execução não deve ferir a dignidade da pessoa humana, não podendo por isso a execução causar-lhe a ruína, fome e o desabrigo de sua família, condições incompatíveis com sua dignidade humana. A propósito, o art 649 do CPC e a conseqüente Lei da impenhorabilidade dos bens de família. 17. Princípio da fidelidade à sentença liquidanda. Por esse princípio, é impossível discutir os fundamentos da lide, bem como modificar a sentença prolatada na ação de execução (liquidação da sentença), conforme art 610 do CPC.

170 12.08.2008 Titulo Executivo 1. Natureza jurídica: é o documento ou ato documentado que consagra obrigação certa e que permite a utilização direta via executiva. Consiste no documento, ou ato documentado, que gera obrigação de pagar ou entregar coisa certa ou incerta ou obrigação de fazer ou de não fazer algo. Como pela ação de execução o autor quer que o juiz aja, fazendo valer o seu direito, então o juiz precisa de um documento que prove esse direito. Esse documento é o título executivo. Assim, o título executivo é a representação documental típica do crédito existente, indispensável à propositura da ação de execução. Típica porque a lei define quais tipos de documentos podem ser considerados títulos executivos. Na ação de execução não ocorre a cognição por parte do juiz, mas a ação no que se refere a dar ao autor o seu direito representado pelo título executivo. O título executivo traz em si mesmo a causa de pedir remota e o inadimplemento do devedor da obrigação representa a causa de pedir próxima. Pode-se entender o título executivo com a prova préconstituída da ação de execução. Na ação de execução não se quer do Estado o conhecimento de algo, mas que ele aja no sentido de fazer valer um direito que ele já reconheceu e que foi desrespeitado, inadimplido. Como o Estado precisa ter certeza da existência desse direito, o título executivo (judicial ou extrajudicial) é o instrumento eficaz para isso. O credor não pode, por conta própria invadir a esfera jurídica do devedor. Mas o Estado pode fazê-lo. Por isso, pode-se dizer que toda ação é contra o Estado. 2. Eficácia: a eficácia do título executivo é presumida juridicamente até que, por meio de ação própria do executado – embargo – (ação incidental de conhecimento) se prove o contrário e o juiz acolhendo essa prova desfaz o título por sentença. A eficácia do título executivo é o fazer valer, de plano, o direito nele contido. A eficácia do título executivo é a prova constituída da causa de pedir (remota) da ação, enquanto o descumprimento do credor é a causa de pedir próxima (causa jurídica). Os efeitos do título executivo podem ser vistos de uma forma tríplice: a) Posição do exeqüente (credor) – é aquele que, na ação de execução, ocupa o pólo ativo. É o autor da ação de execução. A posição do exeqüente é vantajosa porque o título executivo dispensa a ação de conhecimento quanto ao direito representado pelo título, além do que ele tem a opção da ação executiva.. Ordinariamente é o credor do título que tem legitimidade para impetrar a ação executiva. Extraordinariamente, o exeqüente pode ser o Ministério Público, conforme previsão no art 566, do CPC. Podem também, propor a ação de execução ou nela prosseguir, no lugar do credor, o espólio (decorrência de causa mortis), e também o cessionário e o sub-rogado conforme previsão no art 567, do CPC, b) Posição do Estado: A ação não é contra o réu, mas contra o Estado, até porque ele já reconheceu a força executiva do título executivo, o que obriga o Estado a agir. O Estado tem então a posição de intermediar o conflito entre as partes. Ao direito de ação do exeqüente corresponde o dever do Estado de prestar tutela, a quem cabe, portanto, aplicar os meios executórios pedidos pelo credor. Somente o Estado pode prestar a tutela jurisdicional no campo da execução e estará presente, na tríplice relação, na pessoa do juiz. (CP, art 345), invadindo a esfera jurídica do réu.

171 c) Posição do executado: ordinariamente é o devedor do título executivo, podendo estar na posição de executado o espólio (causa mortis), um novo devedor ou o fiador judicial ou o responsável tributário, conforme art 568, CPC. Sua posição é de sobrecarga do ônus inerente à defesa. Até o patrimônio do devedor poderá ser submetido aos meios executórios, podendo a responsabilidade atingir até a pessoa do devedor, nos casos previstos em lei (inadimplemento na ação de alimentos e depositário infiel). 3. Conteúdo do título executivo – Como documento indispensável para a ação de execução, o título, além de certos requisitos formais, determinando o objeto visado pelo exeqüente e marcando os limites da responsabilidade patrimonial. Assim: a) Identificação das partes – O título executivo judicial ou extrajudicial cria uma obrigação liquida, certa e exigível, apontando mesmo as partes envolvidas. Deve conter, portanto, além dessa obrigação criada, as duas partes nela envolvidas, ou seja, o exeqüente (credor) e o executado (devedor), perfeitamente identificados. Só podem participar da ação de execução, como partes, quem estiver identificado como tal no próprio título. Existe, todavia, uma exceção a esta participação: no caso de ação movida contra um de dois devedores solidários especificados no título. O resultado da ação de execução é extensivo ao outro devedor solidário. b) Identificação do resultado – Estabelece o título executivo o bem atingível na execução, que pode assumir a condição de coisa certa ou determinável, uma soma de dinheiro, a obrigação de fazer ou de não fazer algo. Define, pois, o resultado do processo, buscando o máximo proveito para o credor da obrigação, em havendo êxito na demanda. Mas o título não institui os meios executórios, que dependem do regime processual. É na ação de execução que se estabelece como será cumprida a obrigação, pois o título executivo não contém em si, essa definição. c) Limitação da responsabilidade – Em decorrência da identificação do objeto pelo título executivo para cumprimento da obrigação, a responsabilidade fica circunscrita, automaticamente, a uma classe certa de bens, mencionados no próprio título. Ex: na ação alimentar, os salários. 4. Características do título executivo (CPC, art 586). As características do título executivo estão no caput do artigo acima: certeza, liquidez e exigibilidade. a) Certeza – diz respeito à existência da obrigação trazida no título. A certeza jamais nasce após o nascimento do título. Não obstante, a certeza quanto à existência do crédito, não é absoluta, pois pode sofrer oposição vitoriosa. A certeza é a essência da obrigação, o seu conteúdo, devendo, assim, apresentar os sujeitos da obrigação bem como a obrigação propriamente dita. b) Liquidez – à liquidez, importa na expressa determinação do objeto do título. Assim, importante, por exemplo, a determinação do valor, no caso de obrigação de pagar em dinheiro, da individuação do objeto, no caso de entrega de coisa (determinada ou determinável) ou no caso de obrigação de fazer ou de não fazer algo. A liquidez indica, com precisão, o quê uma das partes deve a outra. Se não houver liquidez no título, deve haver a liquidação da sentença antes, pois o título precisa ser tornado líquido. Assim, não havendo liquidez, o título deve ser liquidado antes.

172 c) Exigibilidade – tem sentido de que a obrigação a executar independe de termo ou condição, não se sujeitando a outras limitações. Assim, o título executivo é exigível quando não são levantadas objeções à sua atualidade. Não há condições à sua exigibilidade. 02.09.2008 09.09.2008 Exercício em classe sobre título executivo judicial. 1. Sentença proferida no processo civil que reconheça a existência de obrigação de fazer, não fazer, entregar coisa ou pagar quantia: a) Sentença condenatória → Na resolução da crise omissiva do devedor o credor pede a tutela jurisdicional, a qual lhe é dada pela sentença prolatada no processo. Trata-se de uma sentença que além de garantir ao vencedor o seu direito subjetivo estabelece a forma como ele deve ser viabilizado pelo devedor. Esta é a sentença condenatória. Se antes o cumprimento da obrigação estabelecido pelo devedor dependia de uma ação de execução autônoma, a introdução do art 461-A, no CPC, pela lei 10.444/2002 a sentença condenatória adquiriu força executiva, passando a ser exeqüível, sem necessidade de nova ação. A sentença de conhecimento condenatória positiva sempre será um título executivo. Aliás, a ação condenatória positiva, ou seja, quando concede a tutela ao autor é o título executivo judicial clássico. Mesmo quando a sentença proferida no processo de conhecimento condenatória seja negativa para o autor, isto é, quando ela for apenas declaratória negando a existência do direito, ainda assim ela será condenatória quando às custas e aos honorários advocatícios (art 20, do CPC). Assim, a sentença de conhecimento condenatória poderá constituir título executivo quanto ao mérito da ação e título executivo quando às custas e honorários advocatícios. b) Sentença constitutiva → A sentença constitutiva por si só exaure a prestação jurisdicional possível, não dependendo de atos executórios posteriores. Tais sentenças apenas criam, modificam ou extinguem relações jurídicas, independendo da participação da outra parte. Podem, quando muito exigir alguma providência posterior no terreno da documentação e da publicidade. portanto, como regra geral, não constitui título executivo. Mas para ela vale também o artigo 20 mencionado. Além disso, para certas ações, como a de separação judicial, por exemplo, pode ocorrer a condenação a alguma obrigação (alimentos, por exemplo), sendo também condenatórias nesse aspecto. c) Sentença declaratória → A sentença declaratória também se exaure quando cumpre o seu objetivo específico de declarar a existência ou a inexistência de uma relação jurídica. Como a sentença constitutiva, pode também implicar em atos de registros e publicidade posteriores. A ação declaratória pode ser positiva (quando

Mas. criou a possibilidade de execução com base em sentença declaratória. Eles . mas excepcionalmente poderá ser. Quanto às verbas do art 20. como regra ela não constitui título judicial. quanto a estas verbas ela tem força executiva. mas quanto às custas e honorários advocatícios. quanto ao mérito. como prevê o art 20 do CPC. parágrafo único do CPC. será título executivo. do CPC. Os pagamentos em via judicial dos débitos da Fazenda Pública estão previstos no art 100. uma vez que a sentença declaratória passou a constituir título executivo. parágrafo único do CPC). uma vez que não pode ocorrer a expropriação ou transferência forçada de bens. • Execução da obrigação de fazer ou de não fazer. quanto às custos e aos honorários advocatícios sempre será. f) Sentença terminativa → Ocorre a sentença terminativa se extingue o processo sem a resolução da lide. A ação declaratória negativa não constitui título executivo no mérito. sumário e sumaríssimo) decorrem da diversidade de atividades executórias. exige-se para isso que ele comprove o pagamento de tais verbas. Como o autor poderá propor nova ação.173 declara a existência da relação jurídica) ou negativa (quando declara a não existência da relação). quanto ao mérito. Assim. É evidente que nem toda sentença declaratória representa título executivo. O art 475-N. constitui título executivo judicial toda “a sentença proferida no processo civil que reconheça a existência de obrigação de fazer. Mas torna-se título executivo quanto às verbas mencionadas no art 20. do CPC. entregar coisa ou pagar quantia”. não constitui título executivo. I. Se a sentença for positiva quanto à existência da obrigação (e não de seu cumprimento) trata-se de título executivo. • Execução de quantia certa de devedor insolvente. Como regra geral. A ação declaratória positiva também não constitui título executivo quanto ao mérito mas sim quantos às verbas mencionadas no art 20 do CPC. credor. Tais ações não têm natureza própria da execução forçada. constitui título executivo. Todavia. ou seja. execução essa que existirá no mesmo processo. que podem ser: • Execução para entrega de coisa certa ou incerta. Nesse caso cabe a ele o direito de propor ação declaratória quanto à obrigação de que o devedor cumpra o direito dele. do CPC. da CF. pode ocorrer a situação prevista no art 4º. g) Sentença condenatória contra a fazenda pública → Dada à impenhorabilidade dos bens públicos. e) Jurisdição voluntária → A sentença proferida em ação de jurisdição voluntária é título judicial? Depende de haver prestação a ser prestada. as execuções contra a Fazenda Pública seguem procedimento especial. mas a que se refira a existência de relação obrigacional violada pelo devedor (art 4º. • Execução de quantia certa de devedor solvente. não fazer. ou seja o credor pode ter ser direito violado. REGRA GERAL: Conforme 475-N. o que realça a sua força executiva. É terminativa do procedimento. d) Tipo de procedimento → Os diferentes tipos de procedimento (ordinário.

c) Legitimidade passiva. inclusive. As duas partes. 3. Está sentença penal serve de título executivo no cível. c) Limite: Pode alcançar. ainda que inclua matéria não posta em juízo. o juiz deverá fixar um valor mínimo para a devida indenização. que pode incluir até matéria não posta em juízo até então. 2. trazendo a composição feita para o processo. d) Legitimidade ativa. como regra geral. as sentenças condenatórias comuns contra a fazenda pública constituem título executivo. com tratamento idêntico às demais sentenças condenatórias. sendo cumpridas por meio de precatórios. quando se tratar de credor pobre. Assim. pessoalmente ou seu representante legal ou seus herdeiros. b) Conteúdo: o trazido pelas partes para o processo. • Condenação transitada em julgado. que como vimos acima. ainda que contenho matéria não posta em juízo. a) Requisitos: Os requisitos para tais sentenças serem títulos executivos são os seguintes: • Sentença criminal definitiva. Esta sentença homologatória é título executivo. (Art 582. b) Legitimidade ativa: O ofendido. Sentença homologatória de conciliação ou de transação. mas deverá ser interposta ação de conhecimento condenatória contra estes. Todavia. o credor da indenização poderá requerer sua liquidação por valor maior na esfera cível. Assim. (pressuposto que já existe ação em juízo). . exceto aquelas que se refiram a pagamento de quantia. Como isso pode ocorrer às duas partes. se for o caso de preposto.174 se fazem por meio dos precatórios. Se menor ou inimputável poderão responder pela indenização seus responsáveis. do CPC. Ou mesmo o MP. Sentença penal condenatória transitada em julgado. matéria não posta em juízo (Lei 8953/94). com o processo em curso e as partes compõem fora do processo. têm tratamento especial. Sob alegação de culpa in vigilando ou culpa in eligendo. a parte que tenha o seu direito descumprido e desde que não tenha descumprido a sua obrigação será o sujeito ativo da ação. que dão seguinte ao processo). as duas podem ser o sujeito ativo da ação. Na ordem cronológica de apresentação deles. Assim é o ato em que o juiz homologa acordo das partes feito extrajudicialmente. tratando-se de direito patrimonial disponível. A ação já existe. (diferente das sentenças de pronúncia. julgando insuficiente o valor fixado. A sentença contra o inimputável não pode ser cumprida diretamente contra seus responsáveis. para a mencionada homologação. Pela nova redação do parágrafo único do art 63. do CPC). a) O que é? É o ato do juiz que homologa a transação em qualquer fase do processo ou é a conciliação das partes. reciprocamente. pode-se dizer que. O condenado na sentença condenatória. evidentemente. Quando não comportar mais recurso. • Liquidação prévia da sentença penal.

imparcialidade do árbitro e seu livre convencimento. • Sentença extemporânea. A finalidade é tão-somente transformar o acordo particular em título executivo judicial. . Quem faz o acordo são as partes. • Incompetência do árbitro. (CF. É. a sentença arbitral se equipara à sentença judicial. O juiz apenas homologa o acordo. concussão ou corrupção passiva. Aliás. • Se os limites da arbitragem forem transpostos. no caso do nº 3. homologado judicialmente. o do local da execução ou da situação dos bens. Diferentemente. b) Hipóteses de nulidade da sentença arbitral. II). Sentença arbitral a) O que é. O processo. I). surge com o pedido de homologação. a sentença foi proferida por prevaricação. São as seguintes: • A nulidade do compromisso arbitral. Quando a sentença arbitral é condenatória ou (tem conteúdo condenatório). 5. portanto. c) Competência para execução: Conforme dispõe o art 475-P. • Se forem desrespeitados os princípios do contraditório. d) Sentença arbitral estrangeira. • Falta de um dos requisitos: relatório. Evidentemente. o processo pré-existe. A diferença entre as instituições dos itens 3 e 5 é que no item 3 já existe processo em curso e no item 5 não. devidamente homologada judicialmente. escolhido pelas partes. mas que exerce a jurisdição. • Se. 4. • Se não foi decidido todo o litígio submetido à arbitragem. a) O que é? É uma decisão acordada extrajudicialmente pelas partes. É. igualdade das partes. neste caso. A execução estará a cargo do juiz federal de primeiro grau. a composição extrajudicial da lide. b) Natureza Jurídica.175 e) Legitimidade passiva Também. como sentença judicial que passa a ser. portanto. A sentença arbitral estrangeira poderá ser executada se estiver devidamente homologada pelo STJ (CF 105. comprovadamente. tem-se título executivo judicial. ou seja. Quem faz o acordo são as partes. É a decisão proferida pelo árbitro que não pertence à magistratura. as duas partes. Trata-se de jurisdição voluntária embora não haja previsão legal neste sentido. o juízo cível competente (estadual). fundamentos ou dispositivo. surgindo este apenas para possibilitar a homologação. É procedimento de jurisdição voluntária (CPC. o ato que encerra o processo de arbitragem. cumprido a sua parte da sentença. É a parte que tenha descumprido o direito da outra. tendo. Não existe processo anteriormente. inciso III. art 109. Acordo extrajudicial de qualquer natureza. art 1103/11).

atuam com eficácia como título executivo em relação ao inventariante. A sentença arbitral é título executivo judicial e o juiz que a proferiu é o competente para a sua execução. quando no território brasileiro só têm jurisdição os órgãos nacionais. Formal e a certidão de partilha. b) Legitimidade ativa. Esta afirmativa está certa ou não? Explique sua resposta. Mas quanto à execução há a se considerar que sua execução depende de ela ter conteúdo condenatório. VII). O formal e a certidão. a rigor. O formal de partilha é um título executivo especial. (CPC. não sendo. Esta situação ocorre nos pequenos inventários ou arrolamentos.09. de fato. pela própria soberania do país. Sentença estrangeira. para que a sentença estrangeira ingresse no território nacional com autoridade. Por isso ele não tem competência para a execução. ela foi prolatada por um árbitro escolhido pelas partes. no entanto. o formal de partilha pode ser substituído por certidão do pagamento do quinhão hereditário. exclusivamente em relação ao inventariante. aos herdeiros e aos sucessores a título universal ou singular. art 1027 e seu parágrafo único). Pelo menos não está totalmente correta. portanto um juiz do judiciário. Formal de partilha é a carta de sentença extraída dos autos do inventário. Além do mais aceitá-la sem essa homologação seria reconhecer a jurisdição de tribunal estrangeiro em território nacional. A sentença arbitral é título executivo judicial. art 1027 e seu parágrafo único). pois advém de uma sentença que. I. homologada pelo STJ. para título e conservação dos direitos do interessado. b) Justificativa da necessidade de homologação. Tratando-se de sentença arbitral. 105. A competência para processar e julgar. Se ela tiver conteúdo . (CPC. é dos juizes federais. Preservação da soberania nacional. aos herdeiros e aos sucessores a título singular ou universal. a) Distinção entre formal e certidão de partilha. Nesse caso. “i”). é indispensável que ela não conflite com a estrutura legal brasileira. conforme dispõe i art 109. art 475-N. como consta do CPC. 7. E o STJ é quem cuida de ver essa compatibilidade. art 483). 19. Afinal. c) Competência para homologação: STJ (CF.2008 PROVA 1. Resposta: A afirmativa não está correta. da CF.176 6. c) Legitimidade passiva. Para valer no território brasileiro precisa ser reconhecida no Brasil por meio de homologação do STJ (CPC. X. Quando o quinhão resultante da sucessão hereditária não ultrapassar o valor de cinco salários mínimos. a favor de quem a carta foi passada. não é uma sentença condenatória. a) O que é? É uma decisão de tribunal estrangeiro que não tem autoridade no território nacional. a execução não estará na competência do juiz que a proferiu.

Esta afirmativa está certa ou não? Explique. para a audiência.2007? Explique. contar-se a partir do dia 5. pela pretensão que atendem. pois. A definição do juiz competente segue as regras normais para tanto.2007.10. porque ambos são títulos executivos quanto às verbas mencionadas no art 20. não necessitando de atos posteriores que as completem. Resposta: Conforme prevê o art 407. conforme determina o art 475. Foi o que aconteceu no presente caso: o juiz omitiu-se.10. bem como a constitutiva pode também ter conteúdo condenatório e a declaratória se valer do contigo no art 4º. não-auto-suficientes. Logo as partes deverão depositar em cartório o rol até dez dias antes da audiência. A sentença condenatória é auto-suficiente. São. A contagem deve ser feita de traz para frente. do CPC. embora esse cumprimento ocorra no próprio processo (execução lato sensu). não extrajudicial como mencionou a questão. pois 1º e 2 (feriados) 3 e 4 (sábado e domingo). Conclui-se. que o mês de outubro tem 31 dias. enquanto que a sentença declaratória e a sentença constitutiva são não auto-suficientes. . Esta é a regra geral. portanto. Esta afirmativa está certa ou não? Explique sua resposta. dia útil. ainda que inclua matéria não posta em juízo” constitui título executivo judicial e. retroagindose no tempo. quanto aos títulos não pleiteados na ação. se o juiz não fixar o prazo.2007.177 condenatório. N. que é o dies a quo. se exaurem em si mesmas.2007 ou até 19. dezenove (6ª feita) vinte e dois (2ª feira) e 26 (6ª). o juiz omite-se quanto ao prazo para que as partes depositem em cartório o rol de testemunhas. É um título executivo extrajudicial a sentença homologatória de transação. que a afirmativa está erra (invertida). autosuficientes. 2. começando-se a contagem no primeiro dia útil que o antecede. I e seguintes. 4. do CPC.Designando o dia 05 de novembro de 2007 (05.10. são dias úteis. que o dia vinte e um de outubro é domingo. Começará. uma segunda-feira. que os dias dezessete (4ª feira). O prazo para as partes depositarem o rol de testemunhas será até 22. portanto. pois. 10 dias a partir do dia 31. Conta-se. o juiz competente para conhecer do processo de execução é juiz da justiça estadual. 3. dispõe que : “a sentença homologatória de conciliação ou de transação. A execução constituirá processo autônomo. sendo também título executivo.10. sendo. pois a contagem no dia 31. Esse é o fim do prazo em que as partes devem depositar o rol de testemunhas. Essas duas modalidades de título executivo implicam em diferentes procedimentos processuais quanto à respectiva ação de execução. todos do outubro. Resposta: O art 475.11. uma segunda feira.11. Portanto a afirmativa está errada. o rol será apresentado até 10 (dez) dias antes da audiência. Mas o dies a quo deve ser excluído. as sentenças condenatórias positivas têm seqüência no cumprimento da sentença. ou seja.2007. conforme disciplina o art 475-J e seguintes. implicando na citação do réu. Portanto a resposta é: até o dia 22. o prazo estará expirado. Considerando que os dias 1º (5ª feira) e 3 (6ª feita) são feriados forenses na justiça do Distrito Federal (por onde corre o processo). III. portanto.10. 05.2007). Por outro lado. Resposta: As sentenças constitutiva e declaratória. A partir do dia 23. O que nos leva o dia 22.

• Endossantes e avalistas. Na nota promissória aparecem as figuras do emitente e do beneficiário. I: A letra de câmbio. corresponde a um título formal. obrigatoriamente e de endossantes e avalistas. Resposta: Não. por sua emissão está ligada a uma transação mercantil ou a uma prestação de serviços. Art 585. quanto ao sacado e seus avalistas. i. É regulada pela lei 5. • Sacado – aquele contra quem a letra é emitida. A sentença proferida por um tribunal estrangeiro não terá eficácia no Brasil senão depois de homologado pelo STF. Sua emissão sucede a emissão da fatura e da nota fiscal. Nota promissória: Diferentemente da letra de câmbio. se ela é compatível com o nosso ordenamento jurídico. do CPC. São eles: 1. Depois. contra o emitente. a nota promissória é uma promessa de pagamento. Questão de preservar a soberania do país sob dois aspectos.2008 TÍTULOS EXECUTIVOS EXTRAJUDICIAIS Os títulos executivos extrajudiciais estão elencados no art 585. De 6 meses do respectivo pagamento por iniciativa daquele que pagou a letra contra os outros intervenientes (Direito de regresso).474/68 . E quem deve pagá-la. da Constituição Federal. ou seja. Duplicata: trata-se de um título de crédito causal. mas não contra outros beneficiários a quem ela tenha sido transferida. Primeiro. porque no território nacional só têm jurisdições os órgãos do Judiciário brasileiro. a debênture e o cheque. De 6 meses para exercer o direito de regresso. Trata-se de uma ordem de pagamento dada a alguém. De 1 ano. De 1 ano contra endossantes e seus avalistas.09. Prazos de prescrição: de 3 anos. literal. porque há necessidade de que seja verificada se a sentença estrangeira não fere algum dispositivo de nossa estrutura jurídica. do protesto. do vencimento. De 1 ano. do CPC. eventualmente. de participação eventual. do vencimento.2004. a nota promissória. Nesse título aparecem as figuras do: • Sacador – aquele que emite a letra de cambio. As defesas pessoais podem ser alegadas pelo devedor contra o beneficiário da nota. sem protesto não sendo título de custas. Letra de câmbio: criado pelo saque. contra endossantes e seus avalistas.178 5. para pagar a outrem determinada quantia em certa data. Para a execução não há necessidade de protesto contra emitente e seus avalistas. Esta afirmativa está certa ou não? Por que existe necessidade de homologação? Explique.12. a duplicata. Por que a homologação é necessária? Porque a sentença emitida por tribunal estrangeiro não tem autoridade no território nacional. 30. devidamente modificado pela EC nº 45. autônomo. porque a sentença estrangeira deve ser homologada pelo STJ conforme dispõe o art 483. Prazos de prescrição: de 3 anos. • Beneficiário – aquele que vai receber o valor da letra. de 08. I. que alterou o art 105.

bem como os encargos acessórios. pela Defensoria Pública ou pelos advogados dos transatores. mas a garantia dele.O. Instrumento de transação referendado é o acordo extrajudicial feito pelas partes referendado pelo MP. no final. A caução real é sobre bens móveis (penhor. A caução pode ser de duas espécies: fidejussória e real. além da assinatura do devedor. de médio e longo prazo. Art 585. III: Os contratos garantidos por hipoteca. A escritura ou outro documento público qualquer deve ser assinado pelo devedor. pela Defensoria Pública ou pelos advogados das partes (pode ser um mesmo advogado para ambas). Quer dizer.O. São as várias maneiras de se garantir um crédito (garantia real). também. (boletim de ocorrência) de um acidente de trânsito no qual aquele que se dispõe a pagar o “estrago” deve assumir essa obrigação expressamente no próprio B. o instrumento de transação referendado pelo MP. 3. pelo direito de uso e gozo do imóvel o que constitui o foro. que o credor terá seu bem administrado pelo devedor. com a diferença de que o prazo para se exercer o direito de regresso e de 1 ano. A caução fidejussória pode ser judicial. sem o que ele não tem força executiva. O direito de execução do locador é extensivo ao sublocador em relação aos subinquilinos. Art 585. por exemplo) e imóveis (hipoteca. entretanto. Caso contrário. que representa um direito real sobre bens imóveis e deve ser registrada no CRI. A anticrese é direito real que decorre de cessão que o devedor faz de um bem seu ao credor. bem como os seguros de vida. O documento público por excelência é a escritura. penhor. IV: O crédito decorrente de foro e laudêmio.5% sobre o valor da venda) que o enfiteuta para ao senhorio toda vez que ceder o domínio útil do bem objeto da enfiteuse e desde que o senhorio não exerça seu direito de preferência. estas só constituirão título executivo extrajudicial se resultarem de locação. as residenciais e as não residenciais e se estendem aos contratos de renovação compulsória. São formas de caução. deve ser assinado. o documento particular assinado pelo devedor e por duas testemunhas. No que se refere às despesas de condomínio. Debênture: trata-se de um título emitido pelas sociedades anônimas. II: A escritura ou outro documento público assinado pelo devedor. Já o laudêmio é a compensação monetária (comissão de 2. por exemplo). Art 585. Ex: o testamento (o testamento cerrado não é título extrajudicial pela falta de testemunhas). legal ou convencional. caução. também. O foro e o laudêmio estão ligados à enfiteuse (hoje direito de superfície). 4. O enfiteuta paga um valor fixo e anual ao senhorio. garantir o crédito. para que o credor aproveite os frutos até a liquidação do seu crédito. 5. para captação de capital.179 Prazos de prescrição: Sãos os mesmos anteriores. V: O crédito documentalmente comprovado decorrente de aluguel de imóvel. . Na enfiteuse aparecem as figuras do enfiteuta e do senhorio direto. As execuções abrangem tanto a locação urbana como a rural. por duas testemunhas. 2. Como espécies de outros documentos públicos pode-se mencionar o B. Art 585. anticrese. Quanto aos documentos particulares. A apólice do seguro de vida é outra forma de título executivo prevista na lei e visa. Eles não significam o pagamento do crédito. as despesas de condomínio necessitam de anterior ação de conhecimento.

180 6. Art 585, VI: O crédito de serventuário da justiça, de perito, de intérprete ou de tradutor quando as custas e honorários forem aprovados por decisão judicial. O inciso se refere aos serventuários não permanentes, restringindo-se àqueles eventuais, como o perito, o intérprete e o tradutor. Estes podem cobrar pelos serviços prestados às partes, quando forem os mesmos aprovados por decisão judicial. Todavia é preciso não confundir aprovação judicial com a sentença exarada no processo, uma vez que não existe entre tais serventuários e as partes uma relação processual. A aprovação é simples medida administrativa para assegurar a regularidade da conta. 7. Art 585, VII: A certidão da dívida ativa da Fazenda Pública da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Territórios e dos Municípios. A primeira providência para a execução de tais dívidas se refere à inscrição na dívida ativa, providência que permite apurar a certeza e a liquidez exigidas para a execução do título extrajudicial. Todavia, a inscrição, em si, não constitui o título executivo, o qual será instituído pela “certidão dos créditos inscritos na forma da lei”. O crédito fiscal é preferencial, inclusive sobre o crédito do credor hipotecário e pignoratício, ainda que estes tenham sido constituídos antes. 8. Art 585, VIII: todos os demais títulos a que, por disposição expressa, a lei atribuir força executiva. Títulos extrajudiciais estrangeiros Diferentemente do título judicial estrangeiro, o título extrajudicial estrangeiro produz no Brasil seus efeitos sem homologação, desde que satisfeitos os requisitos exigidos pela legislação do local de sua formação e for indicado o Brasil como o local de cumprimento da obrigação. (CPC, art 585, § 2º). Também diferentemente do título judicial estrangeiro, cuja competência é de juiz federal de 1º grau, o título extrajudicial estrangeiro é da competência da justiça estadual, de primeiro grau. 03.10.2008 LIQUIDAÇÃO DE SENTENÇA É a sentença que permite atingir-se um provimento jurisdicional que finaliza a lide, a controvérsia ente as partes. Exarada a sentença, pode a mesma ser cumprida voluntariamente pelo vencido. Todavia, se assim não for, há necessidade de a Justiça providenciar o seu cumprimento. Com a recente reforma no Código Civil, esse cumprimento passou a ser efetuado dentro do mesmo processo, como simples incidente complementar da condenação. As sentenças condenatórias, que sempre ensejam a necessidade de execução, nem sempre se cumprem imediatamente. Embora contenham a certeza do direito do vencedor, nem sempre são precisas com relação ao valor da dívida, ou à individualização do objeto da prestação. Por isso, dizer que as sentenças podem ser líquidas e ilíquidas. Sentença ilíquida é aquela que não fixa o valor da condenação, quando seu objeto é dinheiro, ou que não individualiza o objeto da prestação em outros casos. Essa situação é incompatível com o processo de execução que pressupõe sempre um título que represente uma obrigação líquida, certa e exigível. A execução forçada não é de índole contraditória,

181 não se prestando a acertamento ou definição, mas apenas à realização prática de uma situação jurídica cuja legitimidade é comprovada pelo próprio título. Assim, se o juiz executivo não vai julgar, mas apenas realizar o conteúdo do título, é imprescindível que esse título seja líquido, ou seja, especificamente determinado quanto à quantidade, à coisa e aos fatos devidos, donde a necessidade de recorrer-se à sua prévia liquidação, sempre que a sentença não determine o valor devido. Por isso, faltará a liquidez a ele, a qual lhe será agregada por nova decisão no processo liquidatório, que tem natureza de conhecimento. É providência própria do título executivo judicial. Ao título executivo extrajudicial, a falta da determinação exata da soma devida faz com que o título perca sua força executória, só podendo ser cobrado em processo de conhecimento. Não há, portanto, liquidação de título executivo extrajudicial ilíquido. Assim, a ação de liquidação de sentença só terá lugar quando a sentença condenatória proferida no processo de conhecimento for ilíquida. A sentença ilíquida é incompleta quanto à quantidade, à coisa ou ao fato. Casos de iliquidez da sentença: Como se viu, a iliquidez pode ser quanto à quantidade, à coisa, ou ao fato devido. A. Nas dívidas em dinheiro, dá-se a iliquidez da sentença, em relação ao quantum debeatur quando: 1) Condena ao pagamento de perdas e danos, sem fixar o respectivo valor. Como, geralmente as perdas e danos são fixados depois, a sentença em questão, sendo incompleta, deverá ser liquidada. 2) Condena em juros, genericamente. Quando o título executivo judicial, a sentença não detalha as condições dos juros, quanto à taxa e ao seu tipo, por exemplo. 3) Condena à restituição de frutos, naturais ou civis. Ex: de frutos civis: aluguéis recebidos indevidamente. 4) Condena o devedor a restituir o equivalente à coisa devida. A sentença já fixa a obrigação a ser cumprida em valor equivalente à coisa pedida, que pode ter desaparecido. 5) Em lugar do fato devido a que foi condenado o devedor, o credor opta por executar o valor correspondente, ainda por determinar. Neste caso, a sentença estabelece que a coisa que deve ser dada para seu cumprimento. Todavia, como é direito de credor, ele decide transformar a coisa em dinheiro, cujo montante será estabelecido na liquidação da sentença. B. Em relação à coisa devida, a sentença será considerada ilíquida quando condena: 1) À restituição de uma universalidade de fato, como ocorre nos casos de herança, em que existe uma universalidade de bens a serem distribuídos aos herdeiros. 2) Em obrigação alternativa. Como existem opções, aquele que tem direito à escolha (devedor ou credor, conforme a situação) solicita a liquidação da sentença apresentando a opção escolhida. C. Em relação ao fato devido. Este caso de sentença ilíquida ocorre quanto o vencido é condenado a fazer obras e serviços não individualizados, não especificados. Para que a sentença possa ser cumprida há necessidade de que tais fatos sejam devidamente especificados.

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Questão: A sentença declaratória pode ser liquidada (quanto ao mérito)? Pode, dependendo do tipo de sentença declaratória. Se ela declara a existência de um direito e esse direito é violado, pode exigir-se a sua liquidação para que ele seja executado. (CPC, art 4º parágrafo único). Limite da liquidação da sentença: na liquidação da sentença se busca tão somente completar uma sentença incompleta (ilíquida). Nesta fase do processo, só se pode discutir na liquidação da sentença o que for relativo ao quantum debeatur, sendo defeso discutir a lide, que já foi decidida. Portanto, o limite da liquidação da sentença é o quantum debeatur. (CPC, art 475-E). Todavia, permite-se que alguma coisa possa ser acrescida ao quantum debeatur. A propósito, o art 293 e à súmula 254 do TSF, que esclarece que. embora o pedido deva ser interpretado restritivamente, no principal devem ser incluídos os juros legais (moratórios), ainda que não estejam no pedido. Questões: 1) É possível ao devedor pedir o cumprimento da sentença? Não, pois ele tem é que cumpre-la. 2) O devedor pode pedir a liquidação da sentença? Como o devedor não tem apenas o dever de cumprir a sentença, mas também o direito de livrar-se da obrigação ele pode pedir a liquidação da sentença, quando esta for ilíquida. Como atualmente a liquidação de sentença é um meio preparatório ao seu cumprimento, se o credor ficar inerte quanto à liquidação de sentença ilíquida, o devedor pode pedir essa liquidação, escudado pelo seu direito de livrar-se da obrigação. Neste caso ele não pede o cumprimento, mas tão-somente pede sejam estabelecidas condições para que ela a cumpra. Natureza jurídica da decisão proferida na liquidação de sentença, quanto ao quantum debeatur. Qual é sua natureza jurídica? Para a lei é uma decisão interlocutória de caráter complementar e integrativo. É complementar porque completa a sentença ilíquida e integrativa porque estabelece a ligação entre a ação de conhecimento e o cumprimento da sentença. Todavia, há doutrinadores que a consideram uma sentença. Recurso cabível na à decisão proferida na liquidação de sentença: Cabe agravo de instrumento (CPC, art 475-H), o que reafirma sua natureza jurídica de decisão interlocutória. Mas esse agravo de instrumento não tem efeito suspensivo. Portanto, o cumprimento da sentença (do processo de conhecimento) transitada em julgado será em caráter definitivo, uma vez que o recurso (agravo de instrumento) não tem efeito suspensivo. Natureza jurídica da decisão da liquidação de sentença, quando aquele que a solicitar não oferece ao juiz elementos suficientes à liquidação ou pleiteia a liquidação por meio inadequado (arbitramentos ou por artigos). Neste caso, o juiz decide sem julgamento do mérito, porque ficou a liquidação frustrada. Há a possibilidade, entretanto, de ser proposta nova liquidação pelo credor, porque não houve coisa julgada material. Trata-se assim, de sentença, para a doutrina.

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Questão: O que é liquidação zero? Quando julga a liquidação de sentença, o juiz poderá concluir que o quantum reclamado pelo credor seja igual ao quantum já pago pelo devedor, inexistindo portanto valor a ser paga ao primeiro. A sentença liquidatória, neste caso, encerrará o processo declarando a inexistência de crédito ao autor da ação, ou seja o saldo final das compensações de valores reclamados e valores pagos é zero. Temos a liquidação zero, diferente da liquidação frustrada, quando não foi possível apurar o quantum. Obs. Os pagamentos ao credor serão informados na contestação, uma vez que a liquidação de sentença segue o procedimento comum. 10.10.2008 PROCEDIMENTOS DA LIQUIDAÇÃO A liquidação da sentença ordinariamente é feita nos próprios autos da ação condenatória (ordinário ou sumário, portanto). Como pode haver liquidação provisória, liquida-se a sentença em autos apartados, formados com cópias das peças processuais pertinentes (CPC, art 475-O, e 475-A, § 2º). Da mesma forma se procede quando a sentença condenatória contiver parte líquida e parte ilíquida, porque neste caso o credor tem direito de promover o cumprimento da parte líquida e a liquidação da parte genérica (ilíquida), simultaneamente. Neste caso de liquidação e execução parciais, de um só julgado, os pedidos devem, também, ser formulados e processados separadamente. O procedimento variará conforme a natureza das operações necessárias para determinação do quantum debeatur ou do quod debeatur. O código prevê duas modalidades para a liquidação de uma sentença ilíquida: a) Liquidação por arbitramento – CPC, art 475- C. b) Liquidação por artigos – CPC, art 475-E. Liquidação por artigos Esta modalidade será aplicada sempre que para liquidar-se a sentença se faça necessário apresentar e provar fatos novos. A modalidade é chamada de “liquidação por artigos” porque a petição inicial é apresentada de forma articulada: cada fato novo constituirá um artigo, recebendo os artigos numeração seqüencial. No caso, o que serão fatos novos? São todos os acontecimentos aptos a determinar o valor da condenação e ocorrem depois que a sentença foi prolatada. Ocorrendo tais fatos após o julgamento não são ainda do conhecimento do juiz e por isso precisam ser a ele apresentados. Assim, apenas serão arrolados e articulados fatos que, de fato, tenham influência na fixação do valor da condenação ou que permitam a individuação do objeto. Portanto só interessam ao caso os fatos que decorram do objeto da ação de conhecimento e que possam influir na liquidação da sentença condenatória. Fora dessas condições, outros fatos serão recusados pelo juiz. Nessa fase só se discute a liquidação e sob nenhum pretexto se discutirá a lide, que já está decidida. Então, na petição inicial da liquidação de sentença, a parte articulará cada artigo, com a respectiva prova. A outra parte deverá contestar cada artigo da petição inicial. Por exemplo, no processo de conhecimento deverá o lesado provar a existência do dano, como ruína do

184 prédio, estragos em veículo, paralisação dos serviços, redução da capacidade de trabalho etc. Na liquidação de sentença, o dano já foi devidamente provado e por isso na liquidação da sentença apurar-se-á apenas o valor do dano, dividido pelos artigos apresentados. Apresentado o requerimento do credor da condenação, o vencido será intimado na pessoa de seu advogado a acompanhar a liquidação dos artigos, que seguirá o procedimento comum. Ele não será citado por já está no processo. Existem casos, todavia, que o devedor deverá ser citado, por não estar ainda em processo. É o caso da ação penal condenatória que enseja ação civil. Nesse caso ele deve ser citado porque ainda não há processo no cível. Outro exemplo é quando o credor opta por liquidação a sentença em outra comarca, a da situação do imóvel, por exemplo, No caso do art 475-B, também haverá citação. Prazo: quando intimado ou citado, qual o prazo do devedor para se manifestar? Depende do procedimento adotado: se rito ordinário, o prazo será de 15 dias (CPC 297) e se rito sumário o devedor deverá manifestar-se na própria audiência (CPC, 278) Na liquidação de sentença não cabe agravo retido. Liquidação por arbitramento Nesta modalidade de liquidação de sentença não haverá fatos novos, tendo que se usar apenas o que já esteja no processo. Não há, também, procedimento ordinário ou sumário, mas apenas o procedimento das perícias. Este processo deve ser usado quando a determinação do quantum debeatur depender de conhecimentos técnicos, de conhecimentos de um perito. Existem três situações em que a liquidação por arbitramento será adotada (CPC, art 475-C): 1) Quando determinado na própria sentença condenatória. – Neste caso a questão é bastante simples e ao devedor só restar cumprir o julgado. 2) Quando convencionado pelas partes. A convenção das partes pode advir de cláusula contratual anterior à sentença ou de transação posterior à decisão. 3) Quando a natureza do objeto da liquidação exigir. Caso em que natureza do objeto exige conhecimentos técnicos. São exemplos de situações que reclamam esses conhecimentos técnicos: desvalorização de veículos acidentados, determinação dos lucros cessantes em face de inatividade da pessoa, extensão da perda parcial da capacidade laborativa etc. Requerido o arbitramento na petição inicial, intimado o devedor, o juiz nomeará o perito marcando logo o prazo para entrega do respectivo laudo pericial (CPC, art 475D). As partes poderão indicar, em 5 dias, assistentes técnicos, formulando os quesitos. Após a apresentação do laudo, as partes terão o prazo de 10 dias para sobre ele se manifestarem. Diante dos pronunciamentos dos interessados, o juiz poderá adotar uma das seguintes atitudes: a) Dar sua decisão, fixando o valor da condenação ou individualizando o objeto b) Designar audiência de instrução e julgamento (Parágrafo único do 475-D). Trata-se de audiência onde o perito judicial e os assistentes prestarão esclarecimentos à parte que os solicitar, que deverá formular quesitos e apresentá-lo ao juiz, que sobre estes intimará o perito e os assistentes 5 dias antes da audiência. Fora deste prazo, perito e assistentes não estarão obrigados aos esclarecimentos.

Se o credor concordar com os cálculos deste. sendo a mesma cumprida no próprio processo de conhecimento. Decorrido o prazo in albis o devedor estará sujeito à multa de 10%. Uma vez efetuada a penhora. na petição. Uma dúvida que pode surgir: o devedor deve ser intimado ou citado? Se o pedido de cumprimento se faz no mesmo processo. Objeção de executividade. III. Defesas do devedor no cumprimento da sentença O devedor na fase do cumprimento da sentença condenatória pode defender-se por meio de três tipos de instrumentos: I. se o cumprimento foi requerido em outra comarca. depositando o valor obtido em juízo. O prazo para cumprimento voluntário é de 15 dias. o juiz ordenará a penhora de bens de seu patrimônio. uma vez que lhe compete preparar essa atividade executiva com a devida memória de cálculo. Decorridos 6 meses contados da data da sentença sem que o credor requeira o cumprimento. Pode ocorrer a liquidação provisória da sentença se a apelação não foi recebida com efeito suspensivo. Montante excessivo – Poderá o devedor alegar que os cálculos são excessivos. ou o domicilio do réu. valerão os cálculos apresentados pelo credor. Todavia. II. Impugnação ao cumprimento da sentença . Todavia. se for o vaso. mas a penhora obedecerá ao valor do contador judicial. da obrigação. o credor requererá. liberando-se assim. Em havendo necessidade de novos documentos para que o credor possa desenvolver a memória de cálculo. art 341). ou. onde estejam. à ação será atribuído o valor ofertado pelo credor. como ele já está no processo. o credor será intimado na pessoa de seu advogado. o devedor pode tomar a iniciativa do cálculo. na inércia do credor. II. na pessoa de seu advogado. porque será um procedimento autônomo em relação ao processo anterior. será intimado na pessoa de seu advogado. os bens penhoráveis. ou mesmo o juiz julgá-los assim. por exemplo. este será intimado a exibi-los sob pena de desobediência – Ação de exibição de documentos ou coisa. indicar os bens a penhora. inclusive. é indispensável que o credor a requeira. para evitar a multa legal. O credor deve.10. Decorrido in albis o prazo para o cumprimento espontâneo. Se não concordar. a expedição de mandado de cumprimento forçado. o credor requer ao juiz ordenar ao seu possuidor entregá-los. Se houver interposição de recurso recebido com efeito suspensivo. 284 e 614. contados da sentença de condenação ou de liquidação. esse prazo se suspende. na falta deste. o processo será arquivado. Exceção de executividade. (CPC. Depois de expedido o mandado de penhora o devedor será intimado pelo Diário Oficial. correndo os 15 dias após a decisão ao recurso proposto (art 475-J). com base na qual o devedor efetuará o pagamento. bem como se pedirá a penhora de mencionados bens. A memória será encaminhada ao Contador Judicial que efetuará nova memoraria.2008 CUMPRIMENTO DA SENTENÇA Embora o cumprimento da sentença não dependa de ação própria. Se com o devedor e estes se negarem a entregá-los. em petição simples. observando os artigos 282. tem-se definido o valor para o cumprimento da sentença. Eles poderão estar com o próprio devedor ou com terceiros. Se com terceiro. com vistas a penhorar bens do devedor. deverá ser citado.185 14.

V e VI e as contidas no CPC. ou seja. (CPP. juntamente com esta. Depois do prazo concedido ao credor. Se a exceção for rejeitada pelo juiz. O devedor deve ter prova pré-constuída de sua alegação. Requisitos da exceção de executividade. Esse recurso deve ser interposto no prazo de 15 dias. devendo conter matéria sobre a qual o juiz não pode decidir de oficio. o credor poderá se valer de dois os tipos de defesas contra a exceção de executividade. também. Todavia as exceções só podem ser apresentadas até o prazo da impugnação ao cumprimento da sentença. Como se trata de matéria que o juiz deve conhecer de oficio. art 267m incisos IV.186 Destes tipos de defesa. Quais as defesas que poderão ser interpostas no caso de exceção de executividade? Pelo princípio do contraditório. O excipiente apenas alerta o juiz sobre tais matérias. tem-se uma decisão interlocutória da qual cabe agravo. uma vez que a intimação já supõe a penhora de bens. ou seja. devendo ser apresentado no prazo de 15 dias. da intimação da penhora e avaliação do bem a penhorar. sub-rogação. não se suspende a execução nem o prazo para apresentação da impugnação. sobre as quais o juiz deve manifestar-se de ofício. • Documentos probatórios da alegação. como remissão. o pagamento efetuado ou qualquer outra forma de extinção da obrigação. . art 475-J. também. como. Trata-sede meio de defesa do devedor stricto sensu. A petição deve conter: • Pedido de extinção da execução ou a modificação de seu valor por ter havido pagamento parcial. ou outro fato que tenha efeito de pagamento. havendo ou não defesa. consignação em pagamento. os dois primeiros podem ser apresentados pelo devedor até mesmo antes do início do cumprimento da sentença. cabendo dessa decisão uma das defesas acima: agravo ou apelação. dação em pagamento. que pode ser impugnada por apelação e se a acolhe sem extinguir a execução tem-se. art 301. Já as objeções podem ser propostas a qualquer tempo. Visam essas duas defesas. contra a qual cabe. e em qualquer fase do processo. a objeção de executividade pode ser proposta a qualquer tempo e em qualquer frase do processo. São elas: a) A ausência dos pressupostos processuais positivos. evitar a penhora de bens do devedor. Por isso mesmo independe a apresentação desse recurso da segurança do juiz pela penhora. tem-se uma sentença. quando apresenta a objeção à executividade. contados da intimação do patrono do devedor. por exemplo. agravo. dentro do prazo fixado pelo juiz: o agravo e a apelação. conforme o tipo de decisão. destas. sem necessidade de segurança ao juízo. A) Exceção de executividade. o juiz decide a exceção. §1º). decisão interlocutória. nunca depois da entrada da impugnação. Oferecidas a objeção de executividade ou a exceção de executividade. Conteúdo da objeção: São as constantes do CPC. se a acolhe extinguindo a execução. já há segurança para o juízo quanto à liquidação do valor devido. B) Objeção de Executividade É a defesa do devedor sobre matéria que o juiz deveria conhecer de ofício – matéria de ordem pública. menos a convenção de arbitragem.

incapacidade da parte defeito de representação. o devedor pode com a impugnação atacar dois aspectos: a) A eficácia executiva do título. b) Atos da própria execução. art 475-J. ela deve conter todos os requisitos dos artigos 282 e 283. o que implica que o processo correu a sua revelia. pede uma sentença declaratória. Todavia. a conexão. Assim. 572). misto de defesa e de ação. a incompetência absoluta. embora haja revelia.187 b) a presença de pressupostos processuais negativos (litispendência. 475-L. Essa inexigibilidade pode se dar por estar o devedor ainda dentro do termo (prazo de 15 dias) para pagamento (CPC. Pode ser até que o pagamento dependa de uma providência do próprio credor. ou pela existência de uma condição suspensiva qualquer.II: Inexigibilidade do título executivo. Prazo: 15 dias da intimação da penhora. não configura hipótese para impugnação. Todavia não pode mais falar sobre o mérito que já foi previamente definido. interesse processual e possibilidade jurídica do pedido): d) preliminares de contestação. Pode acontecer até de o juiz. o título ainda não é exigível. do CPC. mas que tenha havido citação. Obs. quando haverá o contraditório. ou seja a revelia se dá exatamente por falta ou nulidade da citação. estabelecer prazo . Pela impugnação o devedor atacará a eficácia do título quanto aos seus aspectos formais ou atacará algum ato da execução. Pode ser que a revelia se dê.I: Falta ou nulidade de citação. coisa julgada. a litispendência. Hipóteses de propositura da impugnação. como decadência e prescrição. II) ou contra a própria execução.: Quando o credor apresentou a memória de cálculo já indicou bens a penhora e solicitou ao juiz que determinasse a penhora dos bens necessários à garantia o seu crédito. C) Impugnação no cumprimento da sentença É a resposta do devedor contra a eficácia executiva (inexigibilidade) do título (CPC. ou seja. carência de ação: e) Objeções de direito material. na sentença. coisa julgada e perempção): c) as condições de ação (legitimidade das partes. a inépcia da petição inicial: a perempção. Natureza jurídica: é um misto de defesa e ataque (ação). § 1º) Requisitos da impugnação ao cumprimento da sentença: Tratando-se de uma petição inicial pelo o aspecto misto do instrumento. Nesses casos. Lembrar que a presença espontânea do devedor no processo significa citação. E um meio de defesa do devedor. • 475-L. porque ao mesmo tempo em que ele se defende. Esse tipo de recurso deve ser interposto em 15 dias (CPC. Nesse caso. Todavia a falta ou nulidade de citação e a revelia devem correr concomitantemente. a inexistência ou nulidade da citação. O devedor poderá alegar: • Art 475-L. começa a correr o prazo de 15 dias para a impugnação. a impugnação só pode ser apresentada depois que o juiz esteja garantido pelo penhora. Continência. o prazo de contestação transcorreu in albis. O juiz emite mandato de penhora e avaliação e no momento em que o devedor for intimado da avaliação e penhora (juntada nos autos da intimação).

Pode ter havido alguma alteração na situação. (CPC. ou seja. de impedimento ou de incompetência. Art 475-L. oferecendo e prestando caução suficiente e idônea. art 326) . Por isso. § 1º: Pode alegar a inconstitucionalidade da sentença. c) Quando a execução se processo de modo diferente ao fixado na sentença. a suspeição e o impedimento podem ser alegados a qualquer momento. o devedor pode apresentar três tipos de defesa (CPC. Art 475-L. Por exemplo. sub-rogação. III: Erro de avaliação: quando o credor apresentou sua memória de cálculos e indicou bens a penhora. cabo agravo de instrumento pelo devedor que apresentara a impugnação. o credor pode requerer o prosseguimento da execução.188 maior para o devido cumprimento. Mas apenas quanto à execução. O devedor pode apresentar este tipo de impugnação para corrigir o erro. quanto ao procedimento. e) Quando o credor não provar que já cumpriu a condição que lhe fora imposta pela sentença. O que permite ao juiz receber a impugnação com efeito suspensivo. também. ao proceder à avaliação não deu pela coisa. art 580 e 585). Se houver efeito suspensivo a autuação da impugnação será no mesmo processo. prazo esse que engole os 15 dias legais. modificativos ou extintivos da obrigação. art 475-M). Julgada a impugnação. penhora incorreta. Art 475-L. a execução pode ser imposta em juízo diverso do que apreciou a ação de conhecimento respectiva. o credor exige mais do que a sentença fixou. Art 475-L. tendo ocorrido. inclusive no próprio juízo. a impugnação será autuada separadamente do processo. como: a) quando. etc. V: Pode alegar excesso de execução. b) Quando a execução recai sobre coisa diversas da determinada na sentença. a penhora recai sobre bens que não estão livres para a penhora. d) Quando o credor exige o cumprimento do devedor sem ter ainda cumprido a sua obrigação (contrato sinalagmático). Não ocorre efeito suspensivo no recebimento da impugnação. ainda. uma transação. na execução. valorizou tais bens de modo excessivo e o oficial de justiça. (CPC. alegar fatos impeditivos. por exemplo. caso em que a decisão dependerá do STF. ela pode ser procedente ou improcedente. VI: Pode. Daí caber a alegação de suspeição. Aliás. cabe apelação ao credor. Conforme § 1º do art 475-M. • • • • • • Efeitos da impugnação (CPC. ainda que atribuído efeito suspensivo à impugnação. IV: Ilegitimidade da parte. III: Poderá alegar. Se improcedente. Art 475-L. salvo quando presentes o fumus boni júris e periculum in mora (quando a execução pode causar ao executado grave dano e de difícil reparação) . Como se mencionou antes. portanto por decisão interlocutória.m que aconteçam depois que a sentença foi prolatada. arbitrada pelo juiz e prestada nos próprios autos. art 475-L): 1) Exceção de executividade. se procedente. portanto por sentença que importa na extinção do processo de execução. não quanto à ação. cessão de crédito. Pode haver até necessidade de chamamento ao processo de outro devedor solidário. Art 475-L. Resumo: Como vimos.

do CPC. mas deverá fazê-lo na própria impugnação. Portanto. o devedor pode se antecipar a ele e oferecer objeção sobre tais matérias até mesmo antes de iniciada a ação. A exceção de executividade pode ser ofertada até a intimação. ele já não pode mais apresentar a exceção de executividade em peça própria. independentemente de autorização judicial. Pode também o juiz adotar outras medidas em nome da efetividade co cumprimento da sentença. Vencido o prazo de 15 dias. ou seja. Nesse prazo. Ela será posta em prática por meio de manado judicial dirigido ao devedor. Nesse sentido é preciso fixar algumas referências. essas defesas não poderão mais ser apresentadas. Tudo deve constar da sentença. relativo à obrigação de fazer ou de não fazer previsto na sentença. no prazo de 15 dias contados da intimação para penhora e avaliação do bem.10. a objeção de executividade poderá ser apresentada em peça própria ou na impugnação. art 301) 3) Impugnação ao cumprimento da sentença Momentos para apresentação destas defesas: Na linha do tempo. podem ser apresentadas depois. Pode. salvo. de fato. Existem. tarefas que tradicionalmente competiam ao devedor podem ser atribuídas ao credor que as executará. mas só em peça própria. Como a objeção se refere a matérias que o juiz deve conhecer de ofício. 21.189 2) Objeção de executividade.2008 CUMPRIMENTO DE SENTENÇA RELATIVA A OBRIGAÇÕES DE FAZER E DE NÃO FAZER 1. concedida ao autor. nos termos em que foi pedido na ação. determinando suas providências imediatas ou providências das medidas a cargo do credor ou de terceiros. podendo ser alegadas a qualquer tempo. essas defesas podem ser apresentadas em momentos diversos. mas por meio de nova ação (rescisória ou anulatória). em juízo. (CPC. para esta. nasce para o devedor o direito de apresentar a impugnação. a ocorrência de fatos supervenientes. Mas a objeção de executividade continua sendo possível. Em casos de comprovada urgência. pode o credor executar (ou mandar executar) o fato. Depois da intimação. como o momento da propositura da ação. já não pode mais apresentar impugnação nem a exceção de executividade. mandar substituir aparelho defeituoso em lugar de consertá-lo. sob sua direção. do CC. exatamente como foi solicitada. assim que transita em julgado deve prever a satisfação do pedido in natura. o momento da intimação do devedor quanto à penhora e avaliação do bem a ser penhorado. conforme prevê o art 259. Como se viu. . Ressalve-se que as objeções. Com a sentença que põe fim ao processo. o prazo para impugnação e a sentença de extinção do processo. antes da intimação mencionada podem ser alegados os motivos previstos nos artigos 301 e 326. diversos caminhos para que a tutela específica seja. entretanto. A sentença que dá provimento ao pedido desses tipos de obrigação. para que o resultado prático da sentença seja assegurado. Tutela específica: é o cumprimento forçado. e seu parágrafo único. pois. por exemplo. para depois reclamar o respectivo ressarcimento de seus gastos. Também nesse prazo.

de ofício. O credor obterá na sua atividade executiva a ordem judicial para o desfazimento da coisa. “impedimento de atividade nociva”. a coisa deverá retornar ao seu . deve-se seguir o procedimento de execução de quantia certa. se estabelecida e a obrigação não puder ser cumprida. as medidas possíveis. praticar o ato proibido. Tutela substitutiva: O autor tem direito à tutela específica. num rol não taxativo. art 475-A a 475-H). um procedimento de liquidação. 4. Bastante um incidente processual (CPC. “desfazimento de obra”. Pode fixar o dies a quo para o devido cálculo da multa. porém. imissão de posse etc. do CPC. Á custa do devedor. Mas se houve conversão da tutela específica em seu equivalente econômico. de medida de apoio obrigatória e o seu uso depende de cada caso. O art 461. O art 620. Assim. § 1º).190 2. a menos que a impossibilidade de cumprimento tenha ocorrido por culpa do devedor. É necessário que haja um procedimento de execução do principal para orientar a definição do inadimplemento da obrigação. face ao descumprimento da tutela específica pelo devedor. Medidas de apoio: Quando a tutela específica por possível. do CPC. com exceção da astreinte. Obrigações de não fazer: a sentença de condenação de obrigação de não fazer cumpre-se com a mera intimação do devedor. mesmo que ela não ocorra nesses momentos. Obriga-se o devedor ao desfazimento da obra realizada de modo ilegítimo. art 461. Todavia há duas situações em que a tutela específica possa ser convertida em perdas e danos: a) Quando o próprio credor. antes de reclamá-la em juízo. mas um meio para forçar o devedor ao cumprimento da sentença. pressupondo. São medidas coercitivas que podem implicam até em uso de força policial para sua consecução. Até porque ela não significa um benefício para o credor. o cumprimento da sentença seguirá o mesmo das condenações positivas. o que não implica em modificar o pedido do autor. Execução da multa: a imposição da multa pode se dar na decisão interlocutória relativa à concessão de antecipação de tutela ou na sentença definitiva. São exemplos de medidas de apoio: “busca e apreensão” para coisas móveis. o juiz pode fazer constar da sentença medida de apoio ao efetivo cumprimento da sentença. quer pelo fato pleiteado. Não é preciso.é preciso definir a sua certa e liquidez. todavia. Entretanto. pelos princípios da equidade e da razoabilidade. que a tutela específica possa ser de mais de um modo. Não se trata. permite ao juiz escolher a forma menos gravosa ao devedor para o devido cumprimento da sentença. Como o valor da mora possa elevar demais o valor da multa. pela sua natureza ou por circunstâncias do caso. prefira a reparação dos prejuízos em lugar do cumprimento in natura. b) Quando a prestação específica. portanto. ou seja. Se ele. se torna impossível (CPC. 3. A primeira dessas medidas é a multa diária (astreinte). Para exigir-se o pagamento da multa. todavia. estas medidas são inaplicáveis. que o juiz pode impor ao devedor pelo retardamento do mencionado cumprimento. Inclusive. Mas a execução depende de mora do devedor. podem ser impostas outras medidas não constantes do rol. a multa poderá ser retirada. quer por outra equivalente. não fica o juiz impedido de a estabelecer na fase do cumprimento do julgado. o juiz pode. reduzi-la ou ampliá-la conforme a conveniência do caso.

Se o devedor não a cumprir nesse prazo. 1. 2. em certas situações. firmado anteriormente pelas partes. art 461-A. a sua eficácia. não há execução de sentença. provar que a sua contraprestação foi cumprida sob risco de carência de ação. CUMPRIMENTO DE SENTENÇA RELATIVA À OBRIGAÇÃO DE DECLARAR A VONTADE 1. que implica em: a) Busca e apreensão. do CPC. ele será juntado aos autos do processo. Conforme as condições do pré-contrato. Dela nasce para o credor o direito à conclusão do contrato principal. Se ela não tiver ainda sido cumprida pode ele depositá-la como medida preparatória da ação. 2. como ocorreria com o registro do contrato principal. b) Imissão de posse. em se tratando de coisa móvel. Ai está a fungibilidade.191 statu quo ante. O art 466-B. o processo se exaure e os autos será remetidos ao arquivo. Tutela substitutiva: A substituição da tutela poderá ocorrer de duas formas: . Uma vez levada ao registro público produz os seus efeitos erga omnes. Encerramento do processo: Para tal. dar-se a conversão em perdas e danos e o cumprimento destas segue o procedimento de execução de quantia certa. Contraprestação: O credor deve. Executado o mandado. quando for imóvel. não há necessidade de nova sentença. por meio de uma sentença que transitada em julgado produzirá os efeitos da declaração negada (CPC. caput). contudo. Se o devedor não cumprir a obrigação assumida no précontrato será lícito ao credor pretender daquele a emitir a manifestação de vontade a que se obrigou. a sentença pode ter sua eficácia condicionada ao cumprimento de contraprestações futuras do credor. desde que não haja cláusula em contrário e o pré-contrato preencha as condições do contrato definitivo. produzindo a transferência dominial. Cumprido o mandado. 3. Fungibilidade: Tratamos aqui do pré-contrato relativo a uma promessa ou a um compromisso que representa declaração de vontades. encerrando-se este sem necessidade de nova sentença. A própria sentença produz seus efeitos. Procedimentos pos sentença: A sentença condenatória à entrega de coisa fixa prazo para que a obrigação seja cumprida (CPC. é mais forte ainda ao admitir que o pré-contrato possa. CUMPRIMENTO DE SENTENÇA RELATIVA À OBRIGAÇÃO DE ENTREGA DE COISA.. Isso. ainda não exigíveis. funcionar com força de contrato definitivo. Execução da sentença: No caso de condenação que outorga a declaração de vontade sonegada pelo devedor. Admite o artigo mencionado a cumulação de duas ações em uma única ação: a condenação do devedor quanto à assinatura omitida e o estabelecimento do vínculo contratual definitivo. a criação de direito real etc. Se o completo desfazimento for impossível. definitivo. o juiz expedirá mandado para o cumprimento forçado da sentença. art 466-A).

ou seja. 3. ele define a coisa já na petição inicial. Obrigação genérica: sendo genérica a obrigação a ser cumprida. segundo consta da Lei 10. ele a define na fase do cumprimento da sentença.192 a) Se na propositura da ação o credor já se manifestou. como objeto de embargos à execução. O juiz deve resolver o embaraço havido por meio de uma decisão interlocutória. art 244). não há mais possibilidade de cogitar-se de embargos à execução de sentença quanto à retenção de benfeitorias. Nem pode a questão ser debatida em sede de cumprimento de sentença. b) Se a escolha couber ao devedor. desviado ou mesmo perecido. haverá mandado de penhora e avaliação de bens do devedor. permitindo a indenização se a obrigação não for cumprida. Da decisão interlocutória (deferimento ou indeferimento) cabe recurso de agravo de instrumento. nenhuma execução de crédito se processa sem os requisitos da liquidez. certeza e exigibilidade da obrigação. surgem duas situação quanto a essa definição: a) Se a escolha for do credor. a multa e outras medidas de apoio ao cumprimento tempestivo da sentença passarão a ser admitidas também nas obrigações de entrega de coisa. b) Não podendo o devedor cumprir a prestação específica porque o bem não é encontrado por ter sido consumido. transformada em cumprimento de sentença de modo incidental em relação processual unitária (ação de conhecimento). Se não for acolhida. Isso porque. por definição legal (CPC. Multas e outras medidas de apoio: de modo idêntico ao caso de obrigação de fazer ou não fazer. IV). Nesse caso a sentença será executada desde logo como obrigação de quantia certa. 4. para o cumprimento da sentença deve ser feita a definição da espécie e quantidade da coisa a ser entregue. art 475-J). Tendo sido acolhida a retenção de benfeitorias deve ser cumprida antes do cumprimento de sentença. Estabelecerá que.. transforma-se em penhora e avaliação dos bens do devedor necessários à satisfação do direito do credor (CPC. Retenção por benfeitorias: a retenção de benfeitorias. sendo solucionada na sentença. Liquidada a sentença quanto ao valor da indenização. transformando a tutela específica em tutela substitutiva. 5. Para ser alegada em contestação deverá conter todos os . Como as últimas modificações do Código de Processo Civil aboliram a execução em ação autônoma. art 745. como na situação anterior. Elas são cabíveis tanto na decisão interlocutória de antecipação de tutelo como na sentença definitiva. na qual se demandará pela indenização delas. Como a definição da coisa pode caber tanto ao devedor como ao credor (CC. a obrigação consiste em entrega de coisa a ser definida pelo gênero e quantidade. causando a frustração da tutela específica. só poderá ser pleiteada em ação própria. ou seja. a obrigação poderá ser cumprida pelo equivalente em moeda.444/2002. é expediente próprio de execuções de títulos extrajudiciais. se não ocorrer o depósito do valor definido no prazo estabelecido pelo juiz. Essa retenção pode ser alegada e debatida na fase de contestação da ação de conhecimento. se o mandado não for cumprido no prazo fixado.

b) as partes transigem. pois não é considerada título executivo que enseje a instauração de execução. 3. 31. (OAB / SP 132) Assinale a alternativa que contem afirmativa correta a respeito da execução de sentença arbitral. condenatória cível. Resposta: alternativa a. bem como os seus respectivos valores. amos precisam figurar no pólo ativo. c) sempre faz coisa julgada material. contra o pai. (OAB / SP) Assinale a alternativa correta. (OAB / SP 133) Sobre A sentença é correto afirmar que a) é sempre proferida depois da audiência de instrução e julgamento. extingue-se o processo sem resolução do mérito quando a) o juiz reconhece a prescrição ou a decadência. ou seja.2008 QUESTÕES DO TESTÃO 1. d) Deve ser executada perante a Justiça Estadual competente. art 745.193 elementos que permitam identificar perfeitamente as benfeitorias em questão. d) Só o MP tem legitimidade para propor a demanda em nome do menor absolutamente incapaz. é parte legítima para pleiteá-los contra seu pai.10. Resposta: alternativa d. (OAB / SP – 136) De acordo com o CPC. d) o juiz acolhe a alegação de perempção. § 1º). mas precisa que sua capacidade seja integrada.2008 Complemento da Impugnação ao cumprimento da sentença de aula anterior. conforme as regras de cumprimento de sentença. serão partes legítimas para pleitear alimentos para o menor. d) pode ser de mérito ou definitiva e processual ou terminativa. a) Sempre ocorrerá perante o Juízo Arbitral em razão da competência funcional absoluta. Resposta: alternativa d. b) A mãe do menor absolutamente incapaz será parte legítima para pleitear alimentos para o menor. já que diante da incapacidade do menor. b) Sempre será executada perante a Justiça Federal. c) o autor renuncia o direito sobre o qual se funda a ação. (CPC. . como ele mesmo. contra o pai. como parte. c) Tanto a mãe do menor absolutamente incapaz. b) é o pronunciamento judicial que tem por finalidade extinguir o processo com ou sem julgamento do mérito. depois de homologada pelo STJ. 2. a) O menor absolutamente incapaz. 4. já que o menor não tem capacidade plena.10. que necessita de alimentos. c) Deve ser proposta nova demanda. tanto para a causa como para o processo. 24. quando pretende pleitear alimentos contra seu pai. tendo em vista a incapacidade plena.

d) Inafastabilidade. a necessidade de intervenção do Ministério Público quando há interesse de incapaz. havendo vários réus. (OAB / SP 131) Assinale a alternativa correta. I. b) prescrição. Acesso à justiça. III. Partes. b) Acesso à justiça. o prazo para resposta. direito à tutela judicial adequada encerram os seguintes princípios: a) Igualdade. c) incompetência absoluta. A ausência da contestação leva. 6. Juiz natural. a partir da publicação do despacho que considerar válida todas as citações. litispendência e prescrição. c) Apenas III é correta. a) b) c) d) . 5. a partir da respectiva citação para cada consorte. d) Todas são incorretas. causa de pedir e pedido são elementos identificadores da ação. II. competência funcional do juiz estabelecida pelo Tribunal ao qual está vinculado. Inafastabilidade. Resposta: alternativa B 2. d) todas estão corretas.2008 PROVA 1. da citação do último litisconsorte passivo. Igualdade e Juiz natural. São causas que geram a extinção do processo sem julgamento do mérito: perempção. Juiz natural e Inafastabilidade. sendo citação pessoal. Resposta: Alternativa A. Inafastabilidade e Acesso à justiça.11. c) Juiz natural. A garantia de que todos os titulares de direito possam ver prestada a tutela jurisdicional. b) Apenas II é correta. No procedimento ordinário. invariavelmente a que seja julgada antecipadamente a lide. Resposta: alternativa A. Igualdade. Resposta: Alternativa d. (OAB / SP 132) São matérias que o juiz pode conhecer de ofício e a qualquer tempo e grau de jurisdição: a) legitimidade das partes. Igualdade e Acesso à Justiça.194 Resposta: Alternativa d. começará: da juntada aos autos do último mandado cumprido. a) Apenas I é correta. 11.

o interesse em recorrer e o cabimento. averbar-se-á no rosto dos autos a penhora que recair nele e na ação que lhe corresponder. a fim de se efetivar nos bens que forem adjudicados ou vierem a caber ao devedor. b) A legitimidade recursal. a) A inexistência de fato impeditivo ou extintivo do poder de recorrer. Observe as proposições abaixo: I. c) pode alegar o referido vício em embargos do devedor. d) extingue-se o processo sem julgamento do mérito por intransmissibilidade do direito. 6. Falecendo o réu. desde que não decorridos dois anos do trânsito em julgado da sentença. em ação de divórcio: a) haverá extinção do processo com julgamento do mérito. Quando o direito estiver sendo pleiteado em juízo. Estado. Far-se-á a liquidação por artigos quando a determinação do valor da condenação depender de cálculos aritméticos baseados em dados existentes em poder do devedor. d) O cabimento. . Resposta: Alternativa B. o preparo e a legitimidade recursal.195 3. Está correto somente em: a) b) c) d) I I e II I e III. 5. Território e Município. Resposta: alternativa B 4. São pressupostos intrínsecos de admissibilidade dos recursos. III Resposta: D. A legitimidade recursal e o preparo. porque não foi citado. Após o transito em julgado de sentença condenatória proferida em processo de conhecimento que teve curso à revelia. d) pode alegar o vício em embargos do devedor ainda que já decorridos mais de dois anos do trânsito em julgado da sentença. c) extingue-se o processo sem julgamento do mérito. b) suspende-se o processo. Distrito Federal. Constitui título executivo judicial a certidão de dívida ativa da Fazenda Pública da União. II. o condenado a) somente pode alegar o vício em ação rescisória. b) para obter a invalidade do processo dispõe exclusivamente da ação anulatória. III. correspondente aos créditos inscritos na forma da lei. o preparo e a tempestividade. c) O interesse em recorrer.

o juiz nomeará o perito e fixará o prazo para a entrega do laudo. c) exceção de pré-executividade. o locatário é citado para a execução da sentença. por vício da citação. consubstanciam. caso em que o autor não poderá intentar nova ação contra o réu com o mesmo objeto. entre este e o réu. Sobre o processo de liquidação. b) ação declaratória de nulidade do processo de conhecimento. com pedido. assinale a alternativa correta: a) Somente tem lugar a liquidação por arbitramento se assim for convencionado pelas partes. na liquidação por arbitramento e na liquidação por artigos. farse-á na pessoa de seu advogado. art 273). o juiz proferirá ou designará audiência de instrução e julgamento. Possibilidade jurídica do pedido. se necessário. formada entre o autor e o juiz. Apresentado o laudo. d) Requerida a liquidação por arbitramento. Julgada procedente a ação de despejo por falta de pagamento. . Resposta: alternativa A 8. sob pena de extinção de extinção do processo. Resposta: alternativa C 10. b) constituem a relação jurídica processual. d) extingue o processo sem resolução do mérito. e entre este e o autor. em que houve vício de citação. todavia poderá o autor intentar a mesma ação desde que comprove o recolhimento das custas do processo anterior. com pedido de antecipação de tutela (CPC. d) Embargos declaratórios cumulados com pedido de antecipação de tutela. o provimento jurisdicional. b) Quando a determinação do valor da condenação depender apenas de cálculo aritmético. a fim de pagar o débito decorrente da condenação ou nomear bens à penhora. o juiz: a) extingue o processo sem resolução do mérito. A medida processual cabível para o executado evitar a penhora de seus bens é a) embargos à execução. Acolhida a alegação de perempção. constituído nos autos. c) A citação do réu. no processo civil. sobre o qual poderão as partes manifestar-se no prazo de 5 dias. sob o fundamento de que o vício da citação é matéria de ordem pública.196 Resposta: alternativa D 7. Resposta: alternativa C. c) suspende o processo e intima pessoalmente o autor para tomar providências em 48 horas. 9. b) extingue o processo com resolução do mérito. o credor requererá a remessa dos autos ao contador judicial para a elaboração da memória discriminada e atualizada do cálculo. legitimidade das partes e o interesse processual a) em conjunto..

4. apesar da limitação de seu conteúdo.E X I B I L I D I A 9 ... 5.197 c) são pressupostos processuais. Este princípio determina que o credor não se acha obrigado a executar seu título. 11. Verticais (down) 2. O principal legitimado para promover a execução civil da sentença penal condenatória. que devem ser verificados quando da propositura da ação ou da constituição válida da relação processual.A R B I T R A M E N D T O 3 4 5 .D E N S A A T E . É a principal defesa que o devedor pode apresentar ao pedido de cumprimento de sentença. possível o seu .C O .. em que a ausência de uma delas informa a extinção do processo.S T O J 7 A O Ç Ã O A L I D A D E . d) são condições da ação.O F 6 E N E Q R . 3.... Nomeado perito para a liquidação. 8 . sendo. Findo o prazo de 6 meses para o credor propor a execução da sentença os autos serão arquivados. até as últimas conseqüências. Resposta: alternativa D. 6. todavia. Cross words Conceitos: Horizontais (across) 1. sem exame do mérito. Espécie de sentença que tradicionalmente habilita o vencedor a intentar contra o vencido as medidas próprias da execução forçada. direta e exclusivamente sobre o patrimônio e não sobre a pessoa do devedor. 1 .D I S M P O N D I B S I L U I D I A D 10. nem se encontra jungida ao dever de prosseguir na execução forçada a que deu início. A sentença estrangeira deve ser homologada por ele. Este princípio da execução determina que toda a atividade jurisdicional incide. as partes terão o prazo de 5 dias para indicá-los. Carnelutti diz que o título executivo atende a esta característica quando não se levantam objeções sobre sua atualidade. 4.. A liquidação de sentença correrá por tal modalidade quando a apuração do quantum devida depender de conhecimento técnico específico. 10. 9.R E 2 E U D T V G I O A N D S M E N .Q U T O 8 .

A empresa. comerciante.2008 PETIÇÃO INICIAL Tendo em conta que um processo pode se desenvolver sob a forma dos procedimentos ordinário e sumário. • Art 282. prenomes estado civil. neste espaço de tempo. e no geral. V – O valor da causa. sem qualquer sucesso.08. as exigências do art 275. • Art 282. proponha a medida judicial cabível. o Outros. obrigatoriamente. tentou por várias vezes receber o valor do cheque diretamente do emitente Antonio Sá. Referido cheque foi devolvido pelo banco sacado sob alegação de falta de fundos.198 PRÁTICA DE PROCESSO CIVIL (Prof Tuim) SEGUNDO SEMESTRE 07. Análise da situação. estabelecida nesta cidade de São João da Boa Vista (SP). Os requisitos básicos para qualquer deles são definidos pelo art 282.00 (01. do CPC. residente e domiciliado em Brotas (SP). Os fatos devem ser relatados de modo a permitir-se o perfeito entendimento do ocorrido. nº 1. Valer do art 258. • Art 282. recebeu de Antonio Sá cheque de R$ 1.2008). profissão. VI – Definir as provas que se pretende apresentar.. ou seja. como. além do pagamento das custas processuais e dos honorários advocatícios. o A citação do réu. devem constar da petição inicial os seguintes pedidos: o Que a ação seja julgada procedente.250. Antonio de Sá é brasileiro. na rua Duque de Caxias. o O foro será definido pelo art 100. . o art 282 exige que a petição inicial inclua. nº 12. cada um deles define a forma da petição inicial. I – O juiz ou tribunal a que ela é dirigida. o A condenação do réu no cumprimento do que for decido. IV – O pedido com suas especificações. • Art 282. d – Brotas: lugar onde a ação deverá ser satisfeita para a ação em que se lhe exigir o cumprimento. II – Os nomes. domicílio e residência das duas partes (autor e réu). Assim. por exemplo.02. III – O fato e os fundamentos jurídicos do pedido. Exercício: A empresa XY Distribuidora de Peças Ltda. conforme o caso. casado. Para tal definição. Assim. IV. para orientar o recolhimento das custas e a fixação da sucumbência. na rua Conselheiro Antonio Prado. Como advogado. observam-se. do CPC. os seguintes elementos: • Art 282. Nesta semana a o gerente da empresa procurou o seu escritório jurídico contratandoo para promover a competente ação judicial para recebimento do valor do cheque. protestar pela possibilidade de provar as alegações por todos os meios permitidos de prova. o foro competente. Especialmente no caso do rito sumário. também. Elas aparecem no problema oferecido. perícias. valer-se do art 100. • Art 282. do CPC. Quanto aos fundamentos jurídicos estes podem ser até omitidos.

residente e domiciliado nesta cidade de Brotas (SP). (qualificação completa) representado pelo seu advogado que a presente subscreve. Nestes termos Pede e espera deferimento São João da Boa Vista. Assim: Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da __ vara cível da Comarca de Brotas (SP). do CPC: ação monitória.00 – Art 258. Atribui-se à presente ação o valor de R$ 1. O requerido emitiu o cheque anexo (doc 2) de R$ 1.102-A. que o requerido seja devidamente citado. apresentado no prazo legal foi devolvido elo banco sacado sob a alegação de falta de fundos. acrescido dos juros e correções legais..250.250. em virtude dos fatos e razões a seguir apresentados. Assim. Ainda que a empresa tenha tentado em várias ocasiões receber o valor do cheque diretamente de seu emitente. Portanto não se poderá propor ação de execução.199 o Valor da causa: R$ 1. com base no previsto nos artigo 1..00 (um mil. Entretanto pode ser proposta a ação de cobrança prevista nos art 1. brasileiro. condenando-o ao pagamento do valor em questão. .102-B requer a Vossa Excelência que a presente ação seja julgada procedente. 12. 7 de agosto de 2008 ABCDEFGH – advogado OAB Nº . não obteve sucesso. duzentos e cinqüenta reais) que. ele perdeu a força executiva.. respeitosamente. o Como o cheque está prescrito (mais de 180 dias de sua emissão). conforme procuração anexa (doc 1). casado.00 (um mil e duzentos e cinqüenta reais).250. A empresa XY Distribuidora de Peças Ltda.. À presença de Vossa Excelência para propor Ação monitória Contra Antonio Sá. vem. comerciante. na rua Duque de Caxias.102-A e 1. I CPC. das custas processuais e dos honorários advocatícios..

RG 333. vem à presença de Vossa Excelência. 10. por intermédio de seu advogado infra assinado.2008 AÇÃO DE CONSIGNAÇÃO DE ALUGUEL E ACESSÓRIOS DAA LOCAÇÃO Caso: Marcos Mora. conforme prova o anexo contrato de locação (doc 2). conforme convencionado pelas partes. onde cada um exige para si.333 e CPF 44. funcionário público. Foro de Pindamonhangaba. brasileiro solteiro. conforme procuração anexa (doc 1). depositando-o em conta bancária deles. Locou de Márcio Sá e Luiz Sá (qualificação completa) um imóvel. Até o último mês o locatário pagou regularmente o aluguel. cabe. CC: artigos 334 a 345 CPC. Peça: com base no art 67.00.03. Na última semana o locatário foi notificado pelos locadores. pelo valor mensal de R$ 500. Solteiro. funcionário público. nº 10. brasileiro. .200 14.444.333 e do CPF 44. o valor integral do aluguel. de ora em diante. Marcos Mora. residente na rua Getúlio Vargas. art 890 a 900. residente na rua Getúlio Vargas. O locatário tem dúvida quanto à forma de pagamento do aluguel vigente. Como advogado do locatário proponha a medida judicial cabível. na proporção de 50% para cada um. em Pindamonhangaba (SP). de forma individual. para propor a presente ação de CONSIGNAÇÃO DE ALUGUEL E ACESSÓRIOS DA LOCAÇÃO Com base no art 67 da Lei 8245/91 e em face Márcio Sá e Luiz Sá (qualificação completa) pelas razões a seguir expostas: 1. Peça: ___________________________________________________________________ Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da ____ vara cível da Comarca de Pindamonhangaba (SP).444-XX. O requerente é locatário dos requeridos. nesta cidade de Pindamonhangaba (SP). no caso.444. da Lei 8245.XX.444. portador da RG 333. local do imóvel. Base legal: Lei 8245/91 – Lei das locações. Ação de Consignação de aluguel e acessórios da locação.

Até o último mês o aluguel mensal. Por isso. Não obstante a natureza da ação. individualmente. depositado em conta correntes dos requeridos na proporção de 50% do valor para cada um deles. e demais provas que se fizerem necessárias ao esclarecimento dos fatos relatados no início. A seguir. usando-se o art 890. depoimento pessoal sob pena de confissão. Recentemente o requerente foi notificado pelos requeridos. autorizando o pagamento do referido aluguel por meio de depósito consignado ao mesmo em conta específica. de R$ 500. ou seja. 4.201 2. Schubletz Koltz Advogado – OAB xxxxxx _________________________________________________________________________ A mesma situação poderia ter uma variação. para que o aluguel passasse a ser feito integralmente para cada um. especialmente pela oitiva de testemunhas.00 (quinhentos reais) foi feito nos moldes da forma contratada.00 (quinhentos reais). a peça adotando-se tal variação: . expedição de ofícios. querendo. protesta provar o alegado por todos os meios de prova legalmente admitidos. 3. do CPC. desde já requerido. Em virtude destas notificações. O requerente não está sabendo como proceder quanto ao pagamento do aluguel. 14 de agosto de 2008. contestá-la. Termos em que pede deferimento. juntado de novos documentos. por meio de depósito bancário na conta de cada um deles. Pindamonhangaba. c. requer a Vossa Excelência o seguinte: a. Julgar procedente a presente ação. Dá-se à presente ação o valor de R$ 500. Mandar citar os requeridos para tomar conhecimento da presente ação e. b. Condenar os requeridos ao pagamento das custas processuais e de honorários advocatícios.

00 (quinhentos reais). conforme prova o anexo contrato de locação (doc 2). por meio de depósito bancário na conta de cada um deles.333 e do CPF 44.12. . e com base no artigo 890. Solteiro. vem à presença de Vossa Excelência. do Código de Processo Civil e conforme interpretação dada pela Lei 8. 8. em estabelecimento bancário oficial. depositado em conta correntes dos requeridos na proporção de 50% do valor para cada um deles. portador da RG 333. conforme procuração anexa (doc 1). depositou o valor de R$ 500. ou seja. para acautelar-se. impedindo entrar em mora. por isso. Conforme § 3º do mencionado artigo. nesta cidade de Pindamonhangaba (SP). de R$ 500.951. residente na rua Getúlio Vargas. Até o último mês o aluguel mensal. tempestivamente.444-XX.1994 (doc 3).202 Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da ____ vara cível da Comarca de Pindamonhangaba (SP). não restando ao requerente alternativa a não ser a de propor a presente ação. 9. individualmente. para que o aluguel passasse a ser feito integralmente para cada um. por intermédio de seu advogado infra assinado. O requerente não está sabendo como proceder quanto ao pagamento do aluguel e. 7. precisamente a Caixa Econômica. Marcos Mora. brasileiro. nº 10. para propor a presente ação de CONSIGNAÇÃO EM PAGAMENTO Com base no art 67 da Lei 8245/91 e em face Márcio Sá e Luiz Sá (qualificação completa) pelas razões a seguir expostas: 5. Em virtude destas notificações.00 (quinhentos reais) foi feito nos moldes da forma contratada. funcionário público. Recentemente o requerente foi notificado pelos requeridos. de 13.444. correspondentes ao aluguel já vencido e cujo recebimento está sendo dificultado pelos requeridos. 6. Acontece que os referidos manifestaram expressamente ao estabelecimento bancário aludido recusas ao procedimento. O requerente é locatário dos requeridos.

residente e domiciliado em São João da Boa Vista... Schubletz Koltz Advogado – OAB xxxxxx _________________________________________________________________________ 21.. Pindamonhangaba. dando a correspondente quitação. Placas CEM-0100... Km 100.08. Termos em que pede deferimento. e CPF.. vendedor. nº 1.00 (quinhentos reais).. em especial a juntada de novos documentos. requer a Vossa Excelência o seguinte: a. Sejam os requeridos citados para levantar o depósito efetuado em dia e hora fixados por Vossa Excelência. Danos materiais: R$ 10. Autor requerente: José da Silva. Fatos: Acidente ocorrido no cruzamento das ruas Riachuelo e Prudente de Morais. No cruzamento não havia semáforo. c. Veículos: Do autor: Chevrolet Monza – Ano 1995 – cor cinza metálico – Placas ZRO 0101. teve seu veículo atingido no lado esquerdo. quando o autor transitando pela rua Riachuelo. extinção da obrigação e condenação dos mesmos nas custas e honorários advocatícios. na rua Um.. o depoimento pessoal dos requeridos e a oitiva de testemunhas a serem arroladas oportunamente. SP.203 Por isso.00 . b. SP.. Da ré: Mercedes Benz – ano 1977..000. ou oferecer resposta sob pena de revelia. Dá-se à presente ação o valor de R$ 500. Ré – Requerida: Transportadora 100.2008 Caso: Colisão de veículos. e Inscrição Estadual nº . 14 de agosto de 2008.... cor azul. inscrita no CNPJ sob o nº . ao cruzar com a rua Prudente de Morais. com sede na cidade de Avaré. brasileiro. pelo caminhão da Ré. casado. na cidade de Campinas. portador do RG. Na Rodovia 101. Protesto por todos os meios de provas legalmente admitidos. Procedência do pedido. Existem testemunhas presenciais. Havia sinalização de PARE e FAIXAS DE SOLO para o veículo da Transportadora.

Opção feita: o foro de Avaré (SP). inscrito no Cadastro das Pessoas Físicas pelo CPF ______. também. o veículo do requerente . No dia ________. fornece elementos para definir o foro. do CPC. • O art 100. casado. do CPC (elementos da petição inicial). “a” define como foro o lugar onde está a sede. 187 e 927. com sede na cidade de Avaré-SP. Avaré (SP). quanto ao valor da causa e os artigos 186. quanto à obrigatoriedade de indenização. do CPC. SP. pelas razões a seguir apresentadas: 1. José da Silva. o lugar do ato ou do fato para ação de reparação de dano: Campinas. “a”. o artigo 282. SP. inscrita no Cadastro Nacional das Pessoas Jurídicos sob o CNPJ nº _______ e inscrição Estadual nº _____. Km 100. em ações para reparação de dano sofrido em razão de delito ou acidente de veículos: São João da Boa Vista. residente e domiciliado na cidade de São João da Boa Vista. brasileiro. o art 258. para a ação em que a ré seja pessoa jurídica. o local do domicílio do autor. na cidade de Campinas. Confeccionar a peça cabível para o autor. Vem respeitosamente à presença de Vossa Excelência para propor Ação Indenizatória em face de Transportadora 100. Ele fornece ao autor três opções: • O art 100. Às 16 horas. SP.00. conforme procuração anexa (doc 1). na rua Um. V. Análise: Qual o foro competente? O artigo 100. vendedor autônomo. IV. • O Parágrafo único do art 100.204 Danos com médico e Hospital: R$ 2. por meio de seu advogado abaixo assinado. Portanto. no cruzamento das ruas Riachuelo e Prudente de Morais. com base no art 927 do Código Civil.000. na Rodovia 101. portado da Cédula de Identidade RG nº ______ . nº 01. do CC. Presentes. Peça ________________________________________________________________________ Excelentíssimo Doutor Juiz de Direito da ___ Vara Cível da Comarca de Avaré-SP.

00 (doze mil reais) relativa às despesas havidas com o conserto do veículo (R$ 10. querendo. contestá-la. P. Quanto aos danos sofridos pelo veículo do requerente.000.205 envolveu-se em acidente com o caminhão da requerida. deferimento São João da Boa Vista. constantes do boletim de ocorrência com as respectivas qualificações e endereços.000. Descrição detalhada dos danos havidos nos veículos. . Julgar procedente a presente ação.00 (treze mil e quinhentos reais). SP. 3. b. requer a Vossa Excelência: a. Havia sinalização de PARE e FAIXAS DE SOLO para o caminhão da requerida. 7. Pelo exposto. José de Oliveira. devidamente relacionadas no BO. em Campinas. Aníbal Procópio c. Nestes termos.00 (um mil e quinhentos reais). 21 de agosto de 2008. Não havia semáforo no cruzamento no qual ocorreu o acidente.00 – dez mil reais).00 (dois mil reais). c.00 . Identificação dos veículos envolvidos no acidente. que totalizaram R$ 10. e.00 (dez mil reais). conforme comprova o anexo recibo das despesas médicas e hospitalares (doc 2). Hélcio Vaz. onde permaneceu por dois dias. c. no valor de R$ 1. Dá-se à presente ação o valor de R$ 13. o requerente foi internado no Hospital São Geraldo. Condená-la também ao pagamento do salário que o requerente deixou de perceber nos dias em que esteve parado em virtude do acidente.500. Protesta o requerente provar todo o alegado pelos meios de prova legalmente admitidos.000. bem como às despesas médico-hospitalares (R$ 2. que totalizaram R$ 2. como a. Mandar citar a requerida para tomar conhecimento da ação e. Condenar a requerida ao pagamento da importância de R$ 12. 2. Em conseqüência. 6.000. b. O Boletim de Ocorrência (doc 3). especialmente pela oitiva das pessoas que presenciaram o acidente. 5. d. b. segue anexa a nota fiscal fornecida pelo Concessionário Chevrolet que procedeu aos reparos necessários (doc 3).000. causando ferimentos à sua pessoa além de danos de monta em seu veículo.500. O acidente foi presenciado por algumas pessoas.dois mil reais). traz as seguintes informações: a. 4. d.

O valor da causa vai ser buscado com auxílio do art 259. atualmente com 8 anos. neste ato representado pela sua mãe. o art 734 prevê o desconto da pensão em folha de pagamento do devedor. Toma-se o nº de parcelas em atraso multiplicado pelo seu valor. A esse valor acrescentam-se os juros (2% ao mês) e corrige-se monetariamente. IV. José. Temos que nos basear no art 282. Código de Processo Penal a ação de . vem à presença de Vossa Excelência.00. restando agora as duas últimas que 3estão atrasadas. 2. Portanto. menor impúbere. tendo em vista os parcos ganhos da mãe. do CPC. A pensão foi paga foi paga regularmente durante 4 meses. O casal separou-se há 6 meses. Como advogado do credor. ou ação de execução com pedido de penhora ou ação de execução com pedido de prisão. sobre execução da prestação de alimentos.09. tendo ficado fixada a pensão alimentícia ao filho menor no importe de 30% dos ganhos do pai. existem dois caminhos a seguir. com base no art 733. proponha a ação cabível no caso. A criança necessita do alimento para a complementação de sua subsistência. Pode-se pedir que juros e correção monetário sejam acrescentados quando do pagamento A jurisprudência tem entendido que quando o atraso for maior que 3 parcelas usa-se o art 732. devidamente habilitado (doc 1).Advogado – OAB ______ _________________________________________________________________________ 12. para fazer a petição inicial. A PEÇA _________________________________________________________________________ Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da ___ vara cível da Comarca de São João da Boa Vista (SP). para propor. sendo que da união deles nasceu o filho José. No caso 2 x 230 = R$ 460. Ver os artigos 732 e 733. que representa atualmente R$ 230. e as decisões têm sido no sentido de determinar-se o pagamento imediato de 3 delas e as outras resultam em penhora de bens. do CPC. A propósito.206 Auder Atayde . A sentença que determinou a pensão é título executivo judicial. 2008 Caso: Antonio e Maria foram casados durante 10 anos. O art 733 possibilita a execução com pedido de prisão do devedor pelo não cumprimento da obrigação. Estudando o caso: 1. O art 732 possibilita a execução com a penhora de bens do devedor.00. por meio de seu advogado que esta subscreve. Maria (qualificação completa).

dela defender-se. À causa foi atribuído o valor de R$ 60. restando. no prazo de três dias. Como advogado do réu Luiz. residente em Atibaia (SP). As quatro primeiras prestações foram pagas regularmente. apresenta a defesa necessária. 2. Protesta provar o alegado por todos os meios de prova legalmente admitidos.2008 Caso: Luiz. c. Pela petição inicial é possível notar que o autor não expôs claramente as razões que levaram ao pedido de rescisão.00 (duzentos e trinta reais). com termo final em 2009.10. Maria separou-se de Antonio há seis meses.00 (quatrocentos e sessenta reais). 4. Dá-se à presente causa o valor de R$ 460. querendo. 3. b. todavia.000. Que referidos pagamentos sejam acrescidos dos juros moratórios e correção monetária devidos. tendo sido fixado na sentença de separação a prestação alimentícia mensal de R$ 230. Determinar o pagamento das mesmas. sob o risco de sua prisão. foi citado para responder ação de rescisão de negócio jurídico proposta pela empresa financeira WB. Por isso requer a Vossa Excelência o seguinte: a. Referida “ação de rescisão de contrato” de financiamento de veículo celebrado em 2006. . A citação do réu para tomar conhecimento da presente ação e. Nestes termos. correspondente ao valor do contrato celebrado. conforme previsto no art 733 mencionado.00 (sessenta mil reais). 11 de setembro de 2008 ______________________________________ Advogado OAB nº __________ _________________________________________________________________________ 09. conforme documento anexo (doc 2). deferimento São João da Boa Vista. O contrato tem foro eleito na Comarca de São Paulo (SP). A ação foi proposta em Campinas (SP). o pagamento das duas últimas delas. como determina o § 1º do mesmo artigo. 5. nem tampouco ficou demonstrado pela narrativa o descumprimento de qualquer das cláusulas do instrumento objeto da ação. tendo a autora justificado o foro de sua filial naquela cidade.207 EXECUÇÃO DE ALIMENTOS Pelos motivos a seguir expostos: 1. P.

possibilita ao réu avocar para sua comarca a competência do foro. As peças • • • . Assim. o que. O Código de Processo Civil. em seu art 6º. na petição inicial não ocorreu nexo entre os fatos e a conclusão. no parágrafo único de seu art 112. O prazo para a exceção está definido no art 305. Considere-se. ou seja. portanto. O CDC. Como se relatou. caput. protocolizadas no mesmo prazo de 15 dias da citação. a petição pode ser protocolizada no juízo de domicílio do réu com requerimento de sua imediata remessa ao juízo que determinou a citação. (15 dias. pelo parágrafo único do art 295 (II). determina que a incompetência relativa seja argüida por exceção. inciso VIII. na exceção de incompetência. o mesmo prazo da contestação) e.208 Análise preliminar: • • • Trata-se de contrato de adesão relativa a uma relação de consumo: aplicável. que a execução do contrato está transcorrendo normalmente com as prestações vencidas devidamente pagas. devem ser elaboradas duas peças apartadas: a contestação e a exceção de incompetência. conforme seu parágrafo único. o Código e Defesa do Consumidor – CDC. também. leva à inépcia da peça.

3) Embora tal contrato se ache em fase normal de execução. cuja cópia segue anexa (Doc II) e cujo termo final é em 2009. com todas as prestações vencidas já quitadas. nem fornece elementos outros que possibilitem ao requerente conhecer os motivos dessa posição da autora. já impresso. conforme comprovam as duplicatas quitadas anexas (Doc III/26). constante. 2) No contrato em questão foi definido o foro da Comarca de São Paulo (SP). vem à presença de Vossa Excelência.209 EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA ____ VARA CÍVEL DA COMARCA DE CAMPINAS (SP). devidamente qualificada nos autos do processo em referência. nº ______ LUIZ (qualificação completa). compatibilidade lógica entre a narração dos fatos e a pretensão expressada pela autora e. . pelos motivos a seguir apresentados: 1) Em 2006. considera inepta a petição inicial quando da narração dos fatos não decorrer logicamente a conclusão. do seu parágrafo único. o requerente firmou com a autora. inexplicavelmente a autora propugna pela rescisão do contrato em questão. Proc. por meio de seu advogado e bastante procurador. o art 295. respeitosamente. conforme instrumento de procuração anexo (Doc I). 4) A peça vestibular anexa ao mandado de citação não informa o motivo que possa ter levado a autora à posição adotada. na peça vestibular. para apresentar a seguinte CONTESTAÇÃO à ação de “rescisão de negócio jurídico” que lhe move empresa financeira WB. 5) Não há. contrato de adesão relativo ao financiamento de um automóvel devidamente descrito no aludido contrato. no inciso II. portanto. do contrato em questão. Ref. abaixo assinado.

Nestes termos. c) O depoimento pessoal de representante da empresa autora. conforme previsto no art 20 do mesmo Código. pois. 9 de outubro de 2008. Pelos motivos apresentados. e) No tocante à produção de provas. REQUER de Vossa Excelência o seguinte: a) Que a petição inicial seja indeferida pela inépcia verificada e. Atibaia. protesta o requerente pela produção de todos os tipos de provas legalmente previstos. tendo em conta que o negócio jurídico em questão configura uma relação de consumo.210 6) Pelo contido na peça inicial não pode. ___________________________ OAB Nº _________ ________________________________________________________________________ EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA ____ VARA CÍVEL DA COMARCA DE CAMPINAS (SP). como prevê o art 267. nº ______ . b) Seja a autora condenada ao pagamento das custas judiciais e dos honorários advocatícios. d) Os benefícios processuais destinados ao consumidor nas relações de consumo. em conseqüência seja o processo extinto sem julgamento do mérito. todavia. Pede e espera deferimento. o requerente saber do que deve defender em relação à ação proposta pela autora. Ref. Proc. do Código de Processo Civil. I.

ou seja. respeitosamente. seguiu a questão de razão de lugar. contrato esse com termo final em 2009. 5) A art 112. é claro quando à possibilidade de o juiz considerar. . em 2006. Por estas razões. 3) Ainda mais que a autora. portanto. inclusive com inversão do ônus da prova. De início pronuncia-se ele contra a opção da autora. vem à presença de Vossa Excelência. e a competência do foro de Campinas é relativa. abaixo assinado.211 LUIZ (qualificação completa). segundo as regras ordinárias de experiências”. 7) Apresenta. sob alegação da manter uma filial nessa cidade de Campinas. quando. 6) O art 6º. Ainda com mais razão pode considerar nulo também o de Campinas. mudando o foro de competência da ação para a Comarca de Atibaia (SP). relativamente ao mútuo em questão. o foro eleito no contrato de adesão como nulo. a critério do juiz. pelo foro da Comarca de Atibaia. a parte frágil na relação de consumo. já qualificada nos autos do processo em referência. contrato de financiamento de um automóvel. de ofício. fala quanto aos direitos do consumidor na “facilitação da defesa de seus direitos. contrato de adesão que fixava o “foro eleito” da Comarca de São Paulo. no caso. numa confirmação que ela representa a parte forte da relação em comparação ao requerente. no processo civil. 4) A escolha do foro. 2) A execução do contrato vinha transcorrendo normalmente. a seu favor. do CPC. o requerente a sua preferência pelo foro da Comarca de sua residência. por meio de seu advogado e bastanteprocurador. até porque já havia um foro fixado no contrato de adesão – o foro da Comarca de São Paulo. para apresentar a seguinte EXCEÇÃO DE INCOMPETÊNCIA relativamente ao processo em referência e pelos motivos a seguir expostos: 1) A empresa financeira WB. o artigo mencionado fala em nulidade do foro eleito do contrato de adesão e da preferência que deva ser dada ao foro da residência do réu. solicita a Vossa Excelência defira o seu pedido. do Código de Defesa do Consumidor – CDC -. escolhido unilateralmente pela autora. Aliás. gozando do direito que lhe concede a lei. optou pelo foro dessa cidade para conhecer de mencionada rescisão. cidade na qual o requerente tem sua residência e para cuja comarca deve ser remetido o processo. com todas as prestações vencidas já devidamente quitadas quando recebe o requerente citação para falar em ação de rescisão de contrato. foi verossímil a alegação ou quando for ele hipossuficiente. celebrou com o requerente. inciso VIII. conforme instrumento de procuração anexo (Doc I).

2) Quando da inadmissão da apelação. Anexos facultativos: Outras peças que a agravante julgar úteis.2008 AGRAVO DE INSTRUMENTO Existem dois tipos de agravo: o agravo retido (regra geral) e o agravo de instrumento (excepcional). . Decisão agravada.10.. 7. do CPC: . 4. • Certidões das procurações outorgados aos advogados do agravante e do agravado. 6. Forma (CPC. no prazo de 10 dias.. ar 524): 1. 3) E relativamente aos efeitos em que a apelação é recebida. sendo admitida sua apresentação por instrumento quando: 1) Quando se tratar de decisão suscetível de causar à parte lesão grave e de difícil reparação. ou na própria peça. isto é em uma decisão no curso do processo que não seja terminativa. Endereçamento: ao Presidente do Tribunal de Justiça. Razões do agravo.das decisões interlocutórias caberá agravo. 3. 5. de forma retida. Pedido Nome e endereço completos dos advogados (para contra-razões do agravo) Em peça separada. Qualificação das partes. • Certidão da intimação.212 Termos em que Pede e espera o deferimento de seu pedido ____________________________ Advogado OAB _______ _________________________________________________________________________ _ 23. Anexos obrigatórios: • Cópia da decisão agravada. relação dos anexos obrigatórios e facultativos à instrução do agravo. 2. O assunto vem tratado no art 522. O agravo de instrumento deve ser proposto nas decisões interlocutórias.

Antonio ingressou com ação para o recebimento da quantia pactuada no negócio. cuja amostra encontra-se depositada em local adequado à sua conservação. pelo prazo de “validade” da amostra. Na contestação.213 Importante o art 526: No prazo de 3 dias o agravante requererá juntada aos autos do processo cópia da petição do agravo de instrumento e do comprovante de sua interposição. Análise da situação. requerendo a realização de perícia técnica para a comprovação de falta de qualidade do produto adquirido. A PEÇA _________________________________________________________________________ Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz Presidente do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo Luiz (qualificação completa). usando para comprovar sua alegação laudo pericial realizado no produto vendido. Diante da divergência. bem como relação dos documentos que instruíram o agravo. sendo que o comprador comprometeu-se a pagar o negócio no prazo de 30 dias após a entrega da mercadoria. vendeu a Luiz toda sua produção. inconformado com decisão proferida em processo que lhe move Antonio (qualificação completa). Mais precisamente o agravo de instrumento tendo em conta a necessidade de solução urgente para a pendência. Como advogado de Luiz interponha o recurso cabível. alegando a baixa qualidade do produto adquirido apresentou ao vendedor valor correspondente a 50% daquele pactuado. A situação enquadra-se no perigo de “causar grave danos à parte e de difícil reparação”. respeitosamente. em curso na Comarca de São João da Boa Vista (SP). fundamentando a sua decisão (interlocutória) na ciência prévia do comprador daquele laudo agora impugnado. processo nº 678/2008. Luiz impugnou o laudo apresentado. situação prevista no art 522 como das que possibilitam o agravo de instrumento. a seu termo. vem. É sabido que o prazo máximo de conservação do produto é estimado em 120 dias. Na data aprazada. CASO: Antonio. entendendo desnecessária a prova pericial indeferiu o pedido. à presença de Vossa Excelência para interpor o recurso de AGRAVO DE INSTRUMENTO . por intermédio de seu advogado que subscreve o presente recurso. O juiz. o comprador. O recurso cabível da decisão interlocutória é o agravo.

2.. O juiz da Comarca de São João da Boa Vista indeferiu o pedido formulado......... O agravado... 3..... não alcançará preço compatível com o exigido pelo agravado..... que não correspondeu às condições avençadas ba transação... está cobrando judicialmente o agravante de valor total de venda havida de sua produção com base em transação comercial efetuada........ Todavia.. requer a Vossa Excelência reforme a decisão proferia.... _________________________________________________________________________ 06........... também...... Nestes termos P.. Advogado OAB Anexos: Cópia da decisão agravada (doc...214 pelas razões seguintes: 1... Em face da atitude do vendedor.. no prazo estimado de 120 dias........... .1) Certidão da Intimação (Doc 2) Cópias das procurações dos advogados (doc 3 e 4) Informa. demorado que pode ter modificado a qualidade inicialmente apresentada pelo produto... em virtude da baixa qualidade do produto........ que fosse determinada perícia técnica para aferir a qualidade do produto. existe eminência de grave prejuízo para o agravante. 5.......... solicita na contestação da ação proposta....... Por isso... tendo em vista que a amostra do produto que se acha em depósito. 4... porquanto a comercialização do produto...... Do agravado: . os nomes e endereços dos advogados que atuam na ação em questão: Do agravante: ......... o agravante dispões a pagar apenas 50% do valor do negócio celebrado.....10..... senhor Antonio..... para a qual ele se destina... perderá as condições para a perícia solicitada........ Em vista dessa decisão do juiz........ não considerando que entre a data da transação e a entrega da mercadoria decorreram mais 60 dias.. sob a alegação da existência de laudo que já existia à época da transação........ determinando a realização da perícia solicitada..2008 . com urgência. Deferimento São João da Boa Vista...

III. que.08). contados da juntada do mandado citatório nos autos de execução (CPC. b) Princípio da menor onerosidade (CPC. Análise da questão: . Como advogado do executado. é cabível nos seguintes casos: I. Falta ou nulidade de citação. novação. Qualquer causa impeditiva. há custas pagas pelo autor no valor de R$ 250. Assim.215 EMBARGOS E IMPUGNAÇÃO (Títulos Judiciais e extrajudiciais) • Quando se tratar de execução de sentença de título extrajudicial. devem ser observados os seguintes princípios: a) Princípio da Máxima utilidade (CPC. no caso de execução de título executivo o devedor deve defender-se por impugnação. transação ou prescrição. IV. conforme estabelece o art 475-L. O advogado do vencedor ingressou com execução de sentença. conforme prevê o art 736. valendo como prova. No processo. em especial. (a ser apresentado ao professor. o devedor pode defender por três instrumentos: exceção de executividade. • Quando se tratar de execução de títulos judiciais. A sentença transitou em julgado no dia 30. modificativa ou extintiva da obrigação.11. digitado. II.000. tendo atribuído ao pedido o valor de R$ 32. Penhora incorreta ou avaliação errônea. do CPC.2008. Inexigibilidade do título. bem como condenação ao pagamento de honorários de sucumbência de 20% sobre o valor da condenação. Prazo para impugnação: 15 dias. Na impugnação. conforme prevê o art 475-L.00 (vinte mil reais). desde que superveniente à sentença.10. § 1º). são cabíveis embargos do devedor. apresente a peça para sua defesa. justificando esse valor pela aplicação de juros contados desde a distribuição do processo. Antonio tem em seu favor sentença judicial que condena Paulo ao pagamento de R$ 20. na próxima 5ª feira. Excesso de execução.000. art 475-J.00 (trinta e dois mil reais). compensação. 13. VI. em razão de danos morais praticados em desfavor do primeiro. do CPC. se o processo correu à revelia. É certo que a sentença não determinou qualquer aplicação de juros. sendo estes devidos apenas a partir do trânsito em julgado da sentença. V.00 (duzentos e cinqüenta reais). art 612). como pagamento. objeção de executividade e impugnação ao cumprimento da sentença. Caso par elaboração da peça. Ilegitimidade das partes. art 620).

000. conforme relata o caso. Além do mais. § 1º. A PEÇA ________________________________________________________________________ Excelentíssimo Doutor Juiz de Direito da ____ Vara Cível da Comarca de ________ Processo nº ______ Paulo (qualificação completa). a impugnação não será recebida e o devedor responderá pelo valor pedido pelo credor. cópias das procurações dos advogados 4. Se faltar esse valor. respeitosamente. Como a impugnação é ao mesmo tempo defesa e ataque do devedor. com base no art 475-L.00. com a petição inicial nos moldes do art 282 e 283. a impugnação poderá ser recebida sem o efeito suspensivo e por isso será autuada em separado o que exige certos cuidados na instrução da inicial. inciso V. ela deve seguir as normas de uma ação. cópia da intimação do devedor. por seu advogado abaixo assinado. inclui as custas e os honorários do advogado. devidamente credenciado.00.: Pode-se anexar cópia de todo o processo. como deveria ser. mais custas e honorários de sucumbência. apresentar sua . Daí a defesa será quanto ao exagero do valor pedido e a peça adequada é a impugnação à execução de sentença. do Código de Processo Civil. Inclusive deve ser instruída com o valor que o devedor considera o correto.00. vem. Obs. por excessivo (uma das situações de excesso de execução) levando em conta que os juros foram calculados desde o ingresso do processo e não do trânsito em julgado. deverão ser juntados à petição: 1. o credor apresentou seu requerimento para a execução da sentença e nesse requerimento oferece sua memória de cálculo quanto ao valor pretendido (ele corrige o valor fixado na sentença). 3. à presença de Vossa Excelência para. Assim. com o que se anexarão as peças indispensáveis e a outras. 2. Isso tudo resultou em R$ 32.216 Tendo em conta a sentença proferida. outras peças que o devedor julgar importantes. conforme mandato de procuração anexo. condenado o devedor a pagar R$ 20. cópia do ato que se pretende impugnar. O devedor poderá contestar o valor pedido pelo credor. conforme previsto no art 544.

a partir da data da propositura da ação. como foi feito pelo exeqüente. Na sistemática do incidente de cumprimento de sentença é possível a oposição de exceção de executividade. in casu. pois quando a sentença condenatória não fixa os juros. “o excesso de execução ocorre quando o credor pleiteia quantia superior à do título”.000. A memória de cálculo em questão apresenta erro quanto ao cálculo de juros.03. No processo em questão. Vejamos: a) Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais Processo 1. foi proferida sentença condenando o executado ao pagamento de R$ 20. fixando o quantum debeatur em R$ 32. 3.00 (vinte mil reais).003827-5/001(1) Relator: José Flávio de Almeida Ementa: Agravo de instrumento. relativamente ao processo em referência. movido pelo exeqüente contra o executado. A propósito. O procedimento adotado pelo exeqüente motiva o excesso de execução previsto no art 743. indicou bens à penhora e justificou o valor apurado na memória de cálculo pela aplicação de juros desde o momento da distribuição da ação. A multa pelo não cumprimento voluntário da decisão exeqüenda incide a partir da intimação de seu trânsito em julgado através do órgão oficial. Exceção de executividade. instruindo seu pedido com simples demonstrativo de atualização do débito. 4. 5. mais custas processuais de R$ 250. a partir de 30 de outubro de 2008 e não. .00 (trinta e dois mil reais). Multa.000. I.00 (duzentos e cinqüenta reais) e honorários de sucumbência de 20% (vinte por cento) sobre o valor da condenação. 2. Referida sentença transitou em julgado em 30 de outubro de 2008. Impugnação. ou seja. do Código de Processo Civil. 6.0708. pelos motivos a seguir expostos: 1. Cumprimento de sentença. da jurisprudência pode-se depreender que a data para início de incidência dos juros é a data do trânsito em julgado da sentença. Memória de cálculo. Voto: Dou parcial provimento ao recurso para resgatar à agravante a oportunidade futura de oferecer impugnação ao cumprimento de sentença. Cumpre ao credor requerer o cumprimento da sentença. eles são devidos a partir do seu trânsito em julgado.217 Impugnação ao cumprimento de sentença em face de Antonio (qualificação completa). O exeqüente apresentou petição de cumprimento de sentença instruída com a memória dos cálculos.

Voto: destarte. com a continuidade da execução.490. quatrocentos e noventa reais). desde que o valor seja fixado de forma justa. Substituir a memória de cálculo apresentada pelo exeqüente pela memória de cálculo anexa. Receber a presente impugnação ao cumprimento da sentença proferida por Vossa Excelência com efeito suspensivo considerando a garantia desse juízo em função da penhora feita e a fim de evitar-se que. uma vez que no imóvel em questão ele desenvolve suas atividades agrícolas.03. o executado efetuou depósito em consignação de pagamento com base no valor apurado em sua memória de cálculo.00 4. elaborada pelo executado.000. Honorários de sucumbência Valores – R$ 20. do Código de Processo Civil.218 Súmula: deram provimento parcial. em razão do exposto. além da memória de cálculo. sua [única fonte de rendas.0290. NEGO PROVIMENTO para manter in totum. para demonstrar sua intenção de cumprir a sentença. Instrui a presente impugnação com a cópia completa do processo em referência. Por isso.040. Além do mais. o executado. pelos seus próprios e jurídicos fundamentos.00 (vinte e quatro mil. causando ao executado prejuízos de difícil reparação. conforme comprova o recibo de depósito anexo. e para evitar questionamentos quanto à multa prevista no art 475-J. 8.00 200. do Código de Processo Civil. § 1º.10. pleiteia de Vossa Excelência o seguinte: a. no valor total de R$ 24.07. a bem lançada decisão de primeiro grau. possa ocorrer a execução da penhora. ora impugnante. b. elaborada com a observação rigorosa dos preceitos legais. que aqui repete: Especificações 1.2008 Ementa: Agravo de Instrumento – Impugnação ao cumprimento de sentença – Alegação de excesso de execução – não indicação do quantum debeatur supostamente devido – ofensa ao art 475-J. Valor dos juros calculados de 31. b) Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais Processo 1. com o que cumpre o determinado pelo art 544. 7.00 .050698-2/001 (1) Relator: Domingos Coelho Data do julgamento: 26. Valor da condenação fixado na sentença 2.2008 até esta data 3. § 2º do CPC – rejeição liminar – Possibilidade. Súmula: negaram provimento.

Professora Rosana 04. É. ser deferida já no início da ação. Medida cautelar – é diferente da ação cautelar. sem o que ela não será deferida. a ação cautelar. Liminar é tão-somente o atendimento do pedido de uma ação de forma antecipada. uma sequência lógica de atos que vinculam os sujeitos da ação. ou seja. para ser deferida. Antecipação de tutela – que se aproxima da liminar requer. Esta sequência de atos constitui o processo cautelar. o direito de exigir do Estado a tutela cautelar. (CPC.00 24. assim. 5. a possibilidade da reversão do que for concedido. Ação cautelar satisfativa . uma vez que a ação principal se baseia numa hipótese que pode ou não ocorrer. Distinções: 1. 2.a finalidade do processo cautelar é viabilizar a proteção ao risco a que está exposto o bem da vida de outro processo (o principal). 6. Ação cautelar – é o direito da pessoa quanto a assegurar que o processo consiga um resultado útil. Características do processo cautelar: 1. Valor total 9. ela é denominada pela doutrina e pela jurisprudência de ação cautelar satisfativa.00 . Custas processuais 5. Liminar – liminar não é a mesma coisa que medida cautelar. Pede e espera. consistindo no próprio pedido desta.2009 TEORIA GERAL DO PROCESSO CAUTELAR Processo cautelar é o instrumento para viabilizar a proteção de bens da vida envolvidos em outro processo de conhecimento ou de execução. para ser viabilizada. art 796). Assim. É. Preventibilidade . A medida cautelar depende da ação cautelar. por ser de justiça. que pode ou não 250. É a providência do juiz para proteger o bem da vida. 13 de novembro de 2008 Advogado OAB 5º ANO . a relação de dependência com o processo principal.219 4. portanto. Pode também ser definido como instrumentalidade hipotética.quando a ação cautelar é de tal natureza que se exaure em si mesma. Essa ação exige. 2. 4.490.02. Deferimento São João da Boa Vista. Diante do apresentado. Instrumentalidade – o processo cautelar depende do processo da ação principal. não necessitando da propositura da ação principal. sendo que este pode ou não estar em andamento. O processo cautelar – é o instrumento para a ação cautelar. 3. a medida cautelar solicitada pelo autor pode receber liminar.

falando-se em principal pensa-se em acessório. do CPC. mas tão-somente àquelas que forem restritivas de direitos do réu. consiste na possibilidade de substituição da medida cautelar por outra capaz de garantir a tutela do bem da vida de forma menos oneroso ao requerido. Classificação das ações cautelares 1º Critério: Quanto ao momento da propositura da ação. 4. Referibilidade . art 810) – As duas ações – a cautelar e a principal – são autônomas. a parte pode intentar a ação principal e o indeferimento não influi no julgamento da principal. para julgar. Efetivada a cautelar. conforme o art 807. não é necessário que sejam indicados os fundamentos da principal. Sumariedade – Não há necessidade da existência de uma cognição exauriente para que exista a ação cautelar. São as ações cautelares propostas no curso da ação principal. Decorrido o prazo sem interposição da principal decai o direito da cautelar. Por este critério e com base no art 796. Acessoriedade – (CPC. uma vez que a finalidade dela é exatamente garantir o resultado da ação principal (de conhecimento ou de execução). substituída pela prestação de caução ou de outra garantia menos gravosa para o requerido e adequada e suficiente para evitar o risco. Basta saber-se da existência do direito e do perigo de risco a esse direito para que a tutela seja pedida. de ofício ou a pedido de qualquer das partes. 9. Aliás. pois não há mais o que proteger. Esta característica vem nos art 805 e 807 do CPC. quanto ao prazo não se aplica a todas as cautelares. art 796) – A ação cautelar está presa à possibilidade de existência da ação principal. qual o seu objeto. ou seja. 2) Incidentais. . são aquelas que antecedem à propositura da ação principal. Autonomia – (CPC. art 805) – Como no caso da revogabilidade. Provisoriedade – Diz-se que o processo cautelar é provisório. 7. ele se refere sempre à tutela de um bem objeto de outro processo. precisa conhecer a lide. a principal deverá ser proposto dentro de 30 dias. mesmo que a cautelar seja indeferida. a qualquer tempo ela pode ser revogada ou modificada. 6. Significa que a medida cautelar solicitada por meio do processo cautelar poderá ser. Conforme art 800.o processo cautelar sempre se referirá ao risco que recai sobre o bem jurídico de outro processo. Nestas ações tem-se que mostrar ao juiz quais serão os fundamentos da ação principal. não podendo nova ação cautelar ser proposta com os mesmos fundamentos. Logo acessoriedade é uma das suas características. Assim.220 acontecer. 5. Revogabilidade. pois o juiz já a conhece. O acontecimento do risco extingue o processo cautelar. Exceto se o motivo de indeferimento da cautelar tenha sido por prescrição ou decadência do direito do autor. O juiz. Nesse caso. existindo apenas enquanto houver risco para o bem da vida. Até porque as duas ações têm pedidos diversos. Todavia essa exigência. Fungibilidade – (CPC. 3. 8. sem o que haverá extinção do processo (CPC. como incidente a ela. art 806). do CPC. as ações cautelares podem ser: 1) Preparatórias. Assim.

c) Posse em nome do nascituro. do CPC. podem ser: a) Guarda de pessoas. art 822). e) Entrega de bens pessoais do cônjuge. não havendo para elas uma denominação específica. II). Assecuratórias de pessoas (garantir a integridade física e psíquica das pessoas) que. a tutela cautelar não fica restrita às tutelas cautelares específicas ou típicas. art 839). art 879). Alimentos provisionais são aqueles que são objeto de ação cautelar. notificações e interpelações. art 877). um tipo fixado para elas. art 888. . b) Exibição de coisa. quando houver o risco fundado de que parte pode causar à outra lesão grave e de difícil reparação. (CPC. incluindo. art 852). afastamento temporário de um dos cônjuges da morada do casal (CPC. Art 844). III). Colher antecipadamente elementos para convicção do juiz quanto à lide. b) Homologação do Penhor Legal. obras de conservação de coisa litigiosa (CPC. (CPC. documento ou escrituração comercial. art 846). (CPC. as ações cautelares podem ser: A. VI). I). art 855) apreensão de coisas (CPC. IV). Podem ser: a) Produção antecipada de provas. art 813) seqüestros (CPC. As ações cautelares assecuratórias de bens podem ainda se desdobrar em: a) Ações cautelares para assegurar a execução – Ex: arrestos (CPC. atentado (CPC. art 888. (CPC. Assim. d) Protesto de títulos cambiários. VIII). (CPC. (CPC. Ex: arrolamento de bens (CPC. b) Satisfação de necessidades urgentes. (CPC. art 882). Segundo este critério. art 801). Assim. cauções (CPC. também. do CPC). 3. (CPC. do Livro III (a partir do art 813. 2. Podem ser: a) Justificação. art. art 826) b) Ações cautelares conservativas genéricas. 874). Assecuratórias de bens (dos bens objeto da demanda). art 888. (CPC. no CPC. VII). Estão listados os tipos destas cautelares no Capítulo II. afastamento de menor autorizado a contrair casamento contra a vontade dos pais (CPC. poderá o juiz determinar as medidas provisórias que julgar adequadas. Estão previstas na primeira parte do Livro.221 2º Critério: Quanto à forma da ação cautelar. típicas ou específicas. podendo o juiz conceder outras medidas atípicas em nome do poder geral cautelar que lhe atribui o art 798. Cautelares inominadas ou atípicas. Alimentos provisionais (CPC. 4. as despesas do processo. g) Protestos. guarda e educação dos filhos e direito de visita (CPC. art 888. por sua vez. Existe na previsão delas. art 888. art 888. Assecuratórias de provas. art 888. Típicas de natureza não cautelar. B. Este tipo de ações cautelares se subdivide em: 1. Cautelares nominadas. art 867). Ex: posse provisória dos filhos (CPC. f) Interdição e demolição de prédio para resguardar saúde e segurança.

pois se as duas ações – principal e cautelar – forem julgadas juntas. um processo contencioso semelhante ao processo principal. a sentença já definirá a quem caberá ônus das custas. e até mesmo à indenização. Legitimidade das partes. ou administrativas ou. as vistorias ad perpetuam rei memoriam. Tem custo administrativo a cargo da parte que solicita a medida cautelar. neste caso. não contenciosas. Na existência dessas condições estará a “fumaça do bom direito”. Assim. Quanto a este critério as ações cautelares podem ser: 1) Contenciosas – são aquelas ações cautelares que podem suscitar no réu uma reação.2009 3º . Não há sucumbência. Por exemplo. Além desses requisitos gerais. Nestes casos. a ação cautelar apresenta dois requisitos específicos: 1) Fumus boni iuris. Se o réu foi o vencedor da principal. assim. poderá solicitar indenização de possíveis prejuízos que tenha sofrido. 2) Periculum in mora. é incidental. a parte que perder a cautelar suporta o ônus das custas processuais e da sucumbência. O fumus boni iuris deve ser visto em relação ao bem da ação principal. Requisitos da ação cautelar Como ação que é. existem ações cautelares voluntárias. Se a ação cautelar. a ação cautelar precisa preencher os três requisitos gerais para qualquer ação. Gera-se. se a cautelar foi julgada separadamente da ação principal. Com isso. sendo inviável o processo principal. Isso porque.Critério – Quanto à litigiosidade. 2) Não Contenciosas – São as ações cautelares que ocorrem em clima em que não exista litigiosidade entre as partes. inclusive da sucumbência. Se a cautelar produzir prejuízos ao réu ele terá direito ao ressarcimento das despesas que tenha feito. Tais ações cautelares são caracterizadas pela possibilidade do contraditório. também o será o processo cautelar. Geralmente. ainda que tenha perdido a cautelar.222 11. Tudo dentro do próprio processo da ação cautelar. Neste tipo de cautelar. restará provado o direito à tutela jurisdicional na ação principal.02. As três condições são as seguintes: Possibilidade Jurídica. o depósito espontâneo de bens em litígio. Interesse de agir. quando propostas. . Existirá fumus boni iuris quando se consegue provar na cautelar as condições da ação principal. Isso. a outra parte participa da produção de provas. a tutela objeto da cautelar pode mesmo interessar as duas partes. A forma de o réu reagir é por meio da apelação. as suas custas serão pagas junto com as custas processuais.

podendo este juiz incompetente decidi-la. A sua tramitação encontra respaldo nos artigos 108. Assim. a sua competência será prorrogada. Para provar-se a ocorrência do Periculum in mora. tem-se que: 1) provar a existência de um provável risco fundado. Em se tratando de competência absoluta ele remete os autos. desvio. ela poderá ser prorrogada. A competência do juiz da principal para a cautelar constitui competência absoluta e improrrogável. 800. 806. há risco de se ganhar e não levar. conforme o momento em que é instaurado.223 Por periculum in mora o autor deverá provar a possibilidade de dano ao bem tutelado pela demora natural da ação principal. Trata-se. . Competência: Está definida no art 800 mencionado: O juiz competente na ação cautelar é o juiz competente para a ação principal. a ação cautelar é um acessório da ação principal. Aliás. como regra. para essas ações a competência é estabelecida por prevenção. também estabelece que a ação acessória será proposta no mesmo juízo competente para a ação principal. Se ela for impetrada em sua vara. 3) Que o dano será grave e de difícil reparação (CPC. o que não será possível se o dano acontecer. o juiz pode receber a ação cautelar e deferir-lhe liminar. este se torna competente para a ação principal. Um deles é o de que. a principal atrai os autos do processo da cautelar. O perigo representa o interesse processual na obtenção de uma justa solução. mesmo que incompetente. deterioração ou qualquer mutação das pessoas. No caso. se a competência for absoluta. no caso de mais de um juiz igualmente competente. dada à finalidade da ação cautelar de eliminar prontamente o risco de dano. Isso porque. de um risco concreto. sem que exista dano ao bem. já com a liminar deferida. Outros entendem que sendo a competência relativa. destruição. sendo a cautelar preparatória proposta em juízo igualmente competente ao da ação principal. ao passo que sempre que houver dano ao bem também o haverá ao processo (dano processual). 808 e 809. como o art 800. Se a competência for relativa ele aguada a propositura da principal. no caso de silêncio da parte interessada. Todavia. E o art 108. iminente. pode ocorrer o dano processual. Como vimos. Nesse caso existem dois entendimentos. ambos igualmente competentes. ao juiz competente. do CPC. os autos serão remetidos ao juiz competente. na verdade. Se ele for proposta junto a outro juízo igualmente competente. Se a ação cautelar provisória for distribuída ao juiz prevento. sendo apensado ao processo da principal. leva-se em conta não a competência do juiz mais a urgência no que se refere à proteção do bem da vida. decidida a cautelar e afastado o risco de dano. de um dano processual. Sempre o acessório segue o principal e nunca o contrário. bens ou provas necessárias para perfeita e eficaz atuação do provimento final da ação principal. Como se diz. mais amplo que o dano ao bem da vida. Em sendo a cautelar proposta em um juízo e a principal em outro. o processo cautelar será remetido a este. Esse dano pode constituir-se no perecimento. do CPC. Juiz prevento é aquele a quem é distribuído o processo. Tramitação do processo cautelar O processo cautelar pode ser preparatório ou incidental. art 798). 2) o risco em questão se refira ao um dano próximo. a doutrina e a jurisprudência têm entendido que ainda que a ação cautelar pode ser proposta a juiz incompetente para a ação principal. Trata-se de um dano processual.

I. estabelece que a prescrição da ação principal será interrompida.2009 O processo cautelar se inicia com a ação cautelar. Os efeitos da citação retroagem à data da propositura da ação cautelar. e apenas uma única vez. do CC). Neste caso o contraditório é diferido. existem cautelares que não admitem o contraditório (CPC. conforme previsto no CPC. como os efeitos da citação retroagem à data da propositura da ação cautelar. A decisão da cautelar não interfere na decisão da principal. sob o riso de ela perder a sua eficácia.2008 Deferida a medida cautelar ordenando a sua prática. a parte não poderá renová-la. de ofício ou à pedido da parte – CPC. art 809). a prescrição desta será interrompida. art 802). salvo no caso em que a cautelar é indeferida por preclusão. 807 e 808). inclusive. Pode. 19. Assim. As medidas cautelares são sempre provisórias (enquanto durar o risco ao bem) e fungíveis (o juiz pode conceder outra medida que não a pedida ou mesmo substituir a concedida durante o trâmite do processo. art 804.02. art 805. mesmo que o juiz seja incompetente (202. como liminar ou durante o processo. (CPC. II. Se a parte não propuser a ação principal no prazo de 30 dias previsto no art 806. a interrupção da principal será interrompida. com ou . Ela deve ser efetivada no prazo de 30 dias. art 808. nestes casos. Eficácia da cautelar: o art 808 estabelece que a medida cautelar perde sua eficácia nos seguintes casos: 1. do CC. o prazo para que a medida cautelar deferida tenha sua efetividade é de 30 dias. Prazo: será de 5 dias. A liminar pode ser concedida antes da citação do réu. O parágrafo único do artigo estabelece que se por qualquer motivo cessar a medida cautelar. para o requerido contestar o pedido e indicar as provas (CPC. recebendo o juiz (mesmo incompetente) a ação cautelar antes de prescrita a ação principal. ocorra após o término do prazo de prescrição da principal. O art 202. art 865 e 871). deverão ser imediatamente executados os atos necessários à sua efetividade.224 Prazo: conforme estabelecido no art 806. Contracautela – ocorre quando o juiz. Se não for executada dentro de 30 dias. Todavia. uma vez interposta a cautelar. Já a extinção do processo da ação principal. acontecer que o juiz conceda a liminar à cautelar para posteriormente citar o réu. Ainda que a citação. 3. exige que a parte requerente preste caução real ou fidejussória. Mas a interrupção da prescrição nestas condições só poderá ocorrer uma vez. in fine). 17. Se o juiz declarar extinto o processo principal com ou sem julgamento do mérito. é de 30 dias contados da efetivação da medida cautelar. Assim. Ele também está sujeito ao Principio do Contraditório (art 802.02. 2. para garantir possíveis danos à requerida. pela citação da cautelar. o prazo para propositura da ação principal. para deferir a medida cautelar. CPC). salvo se o fizer com outro fundamento. Observação: os autos do procedimento cautelar serão apensados aos autos do processo principal (CPC.

(CPC. b) Se a medida cautelar perder a eficácia (não entrar a principal em 30 dias ou se a medida não é executada em 30 dias ou se o juiz extinguir o processo principal com ou sem julgamento do mérito). pois ela perde uma de suas condições: a fumus boni iuris. 03. Mas a ação cautelar não. Consiste na apreensão judicial de bens SEQUESTRO CPC: art 822 a 825 É a medida cautelar típica para garantir a execução futura por coisa certa. art 807. Cessa também a eficácia da cautelar se a ação principal não for proposta dentro de 30 dias da eficácia daquela.2009 Exercício para ser resolvido em classe. Se houver suspensão do processo principal. III. II. Se for acolhida no processo cautelar a decadência ou a prescrição do direito do autor. III). art 88. conceder medida cautelar diferente da pleiteada e pode mesmo. ARRESTO Legislação Conceito CPC: art 813 a 821 É a medida cautelar para garantir a execução futura por quantia certa. salvo se assim o juiz decidir o contrário (CPC. Ao pleitear-se uma medida cautelar é indispensável demonstrar a relação lógica entre a possibilidade da tutela pedida e o direito do requerente na ação principal. sendo extinto o processo cautelar. exatamente o bem objeto do litígio.225 sem julgamento do mérito. Pelo poder geral de cautela o juiz pode conceder medida cautelar atípica. O requerente do procedimento cautelar responde por possíveis prejuízos causados ao requerido nos seguintes casos. Responsabilidade processual específica: é responsabilidade objetiva contida no art 811. A cautelar só poderá ser proposta novamente com novos fundamentos. O seu poder geral de cautela pode ser exercido no processo de conhecimento. faz cessar a eficácia da medida cautelar. visando . pela execução da medida cautelar. de execução e até no cautelar. Se a medida cautelar for deferida liminarmente (art 804) e ele não for citado no prazo de 5 dias. do CPC. não haverá perda de eficácia da medida cautelar. do CPC. Este poder geral de tutela lhe é garantido pelo art 798. Poder instrumental do juiz: é o poder-dever que lhe é dado para assegurar o resultado do processo cautelar. Se a sentença do processo principal lhe for desfavorável. no curso do processo substituir medida cautelar deferida (tudo de ofício). parágrafo único). Se a medida cautelar perder sua eficácia por um dos motivos do art 808: a) Se a medida for deferida liminarmente e o requerido não sendo citado em 5 dias. IV. No caso de extinção do processo sem julgamento do mérito poderá ser interposta novação a ação principal. sendo a indenização liquidada nos autos do processo cautelar: I.03.

assegurar sua entrega em bom estado ao vencedor. Se a em sentença ilíquida pendente medida for proposta antes da de recurso ou em laudo arbitral decisão. e custas. Art 820. do CPC. coisa certa. passível de penhora. aquele que se julga pendente de homologação. Pela transação OBJETO LIMITE FINALIDADE REQUISITOS LEGITIMIDADE SUSPENSÃO CESSAÇÃO . (periculum in mora) e interesse na preservação da situação de fato enquanto se aguarda a solução de mérito (fumus boni iuris). arresto: 1. Além do três requisitos gerais Além dos três requisitos gerais da ações. do CPC. Prevista no art 819. do CPC: Quando o devedor oferece • Quando o devedor paga garantia real ou fidejussória ou deposita o valor da idônea para garantir o direito dívida. a prova literal da da ação. Visa sempre à apreensão judicial de um bem especificado. Cessa o É a mesma do arresto. imóveis e semoventes. com direito a ela.226 indeterminados do patrimônio do devedor Qualquer bem patrimonial disponível do devedor. • Quando o devedor oferece fiador idôneo para o total de sua dívida. entrega de coisa certa. Pela novação. Bens móveis. 2. Ativa: quem tem legitimação Ativa: a parte que obtiver para a ação principal de ganho da principal (de execução por quantia certa ou conhecimento). há outros dois dívida líquida e certa e a prova requisitos legais: temor de documental ou justificação do iminente dano jurídico art 813. ou seja. Passiva: o devedor. Pelo pagamento. 3. Qualquer bem patrimonial do Este medida cautelar limita-se devedor em valor suficiente ao bem pretendido. ou aquele Passiva: Aquele que deve ser o que deve ocupar essa posição devedor na execução para na execução por quantia certa. aquele bem do litígio. para garantir o valor da futura execução Garantir execução futura por Garantir futura execução por quantia certa. ou seja. Pode ser bem móvel ou imóvel. mais honorários do credor. ou seja. quem obtiver ganho de causa qualquer das partes.

mas. ilimitado e arbitrário. . antes do julgamento da lide. através do respectivo processo cautelar (sumário). quando a parte solicita uma medida cautelar inominada. Ela também não deve ir além da provisoriedade. Como estabelece o art 799. Este é o seu poder geral de cautela. o depósito de bens e impor a prestação de caução. O depositário do bem pode ser o próprio requerido. Portanto ele pode usar medidas cautelares nominadas ou inominadas. O juiz pode conceder a medida pleiteada ou outra que ele julgar melhor para o caso (art 798. A medida cautelar não deve assumir a feição de satisfativa e. O juiz pode conceder uma medida cautelar de ofício. também. que deverá que deverá oferecer garantia. 04. ordenar a guarda judicial de pessoas. por exemplo. O sequestro independe de citação ou intimação do devedor e o bem deverá ficar com depositário idôneo nomeado pelo juiz (art 824. com a diferença de que o arresto é executado de plano. expressamente autorizados por lei. todavia. Para tanto. só o fará em casos especiais.CPC). caução. 2. Sempre que a parte quiser uma medida cautelar. (CPC. poderá o juiz autorizar ou vetar a prática de determinados atos. definido no art 799.03. Limitações ao poder geral de cautela: Embora o poder cautelar seja amplo e genérico.2009 Poder Geral de Cautela É o poder / dever do juiz de assegurar o resultado prático do processo. art 798). ela deve tomar a iniciativa de exercer o seu direito de ação. art 798). A primeira limitação é a necessidade da medida cautelar. diante do fundado receio de que uma das partes.(CPC. conforme o tipo de decisão denegatória. Contra o indeferimento do pedido. cabe recurso por meio de agravo ou de apelação. A escolha do depositário poderá recair em pessoa indicada de comum acordo pelas partes (824. poderá fazer uso das medidas cautelares específicas (nominadas) ou determinar as medidas provisórias que julgar adequadas. Existem duas formas desse poder geral de tutela do juiz ser usado: 1. cause ao direito da outra lesão grave e de difícil reparação. ante o receio de dano. de conhecimento. de execução ou cautelar. do CPC. independendo de prévia citação ou intimação do réu. Esse poder somente será exercido se houver risco de prejuízo de difícil reparação ao direito de uma das partes. como estabelece o art 797. do CPC. do CPC. como. ele não é.227 PENHORA DEPÓSITO E O arresto é semelhante à penhora. do CPC). O arresto sempre é convertido em penhora. É um poder instrumental do juiz e que pode ser aplicado a todo tipo de ação. não ir além de sua principal função qual seja a de garantir a utilidade e a eficácia da futura prestação jurisdicional de mérito. esta de real efeito satisfativo.I) e mesmo ficar com uma das partes.

Exemplos de medidas atípicas: • Depósito. Por exemplo. que pretende seja decidido em seu favor. ou seja. Intervenção de terceiros A pergunta que se impõe é a seguinte: um terceiro pode participar do processo cautelar? Como resposta deve-se dizer que depende da modalidade desse terceiro. excluindo direitos do autor e do réu da mesma ação. quando a medida cautelar visa a obtenção de um documento que está na posse de um terceiro. Assim. não há qualquer empecilho à sua admissibilidade no processo cautelar. caso em que não será possível a participação de terceiros de tais categorias. portanto adstrito à ação principal. quando se indica aquele que tem titularidade para responder pela demanda. do CPC). uma vez que ele pode ser um assistente. também. do CPC). (ver art 56. Pode. assim. (ver artigos 50 a 55. quanto à assistência. nada contra à sua admissão no processo cautelar. Assim. do CPC).228 Requisitos para concessão das medidas cautelares atípicas (inominadas): Eles estão anunciados pelo art 798 mencionado e são os mesmos das medidas limitares específicas: a) um interesse em jogo no processo principal (fumus boni iuris) e b) fundado receio de dano grave e de difícil reparação que pode ocorrer antes da solução da lide (periculum in mora). ele pode ter. ele tem que ser parte na ação principal. na ação cautelar. pode ser a figura da oposição. no que concerne ao ressarcimento de prejuízo que possa lhe resultar (art 70. quando a parte litigante quer se desonerar do risco de continuar com a guarda do objeto litigioso e a parte contrária se recusa a recebê-lo. Passiva: Aquele que está pondo em risco o bem da vida e que não precisa necessariamente participar da ação principal. do CPC). Exemplo desse tipo de terceiro é o caso do direito de evicção. A ação cautelar tem características distintas das ações de conhecimento e de execução. é aquele que pode sofrer os efeitos do dano a que está sujeito o bem da vida. A denunciação da lide é modalidade de intervenção ligada ao mérito da ação de conhecimento principal e o terceiro pretende exercitar direito regressivo contra estranho. Quando à oposição. O chamamento ao processo do que se pretende é partilhar a responsabilidade entre co-devedores solidários não acionados ou obter o direito de regresso contra o devedor.(ver art 62 e 63. em caso de ação direta contra . A nomeação à autoria que consiste na correção da parte demandada pelo autor. estranho à ação principal. pode resultar da denunciação da lide ou do chamamento ao processo. A categoria desse terceiro pode implicar em ação de natureza diferente da natureza da ação cautelar. pois o interesse do assistente em auxiliar a parte a obter sentença favorável na ação principal pode ter início já na fase da tutela preventiva. ou terceiros intervenientes a ela. ser o autor ou o réu da ação principal. • Proibição de fabricação de determinado produto enquanto corre na justiça a decisão sobre a tutela da invenção. Relação Processual Cautelar Legitimidades: Ativa: O autor. Seu interesse fica. • Proibição de uso de nome ou marca comercial. Logo não é viável a sua participação no processo cautelar. o interesse do opositor está ligado ao mérito do processo principal. interesse na medida cautelar. Até porque a ação cautelar não analisa o mérito da causa principal. ele pode ser resultado da nomeação à autoria.

destrua. nestas modalidades não cabe intervenção no processo cautelar. do CPC. não devendo participar do cautelar. Ex: guarda provisória de menores. também ser consideradas como prova do próprio processo cautelar.03.2009 Instrução do processo cautelar Inominada ou não. quando as medidas cautelares visem a preservar os meios de convencimento do juiz que estão em risco de desaparecimento (perigo de vida de testemunhas. O processo cautelar. na denunciação da lide e no chamamento ao processo tem-se ações de conhecimento. Mas. quando atuam como instrumento de orientação para o juiz. para evitar risco à própria pessoa. Sobre pessoas. do CPC). ou seja. sobre qualquer dos elementos do processo principal. as provas podem. de incapazes. a ação cautelar é sempre autônoma e distinta da principal. além de pretender preservar o bem do processo principal. desvie ou grave os bens dificultando ou mesmo impossibilitando futura execução. deve haver a citação do requerido para contestar em 5 dias (CPC. Sobre provas. Assim. típica ou atípica a medida cautelar em questão. E o processo cautelar deve passar por todas as fases lógicas do procedimento judicial. Na oposição. de natureza diversa da natureza da ação cautelar. vistoria ad perpetuam rei memoriam. é restrito somente à necessidade ou não da medida cautelar. tem-se uma relação jurídica material entre o terceiro interveniente e uma das partes. art 802). 05. III. As provas da ação cautelar se resumem em informações que visam ao convencimento do juiz quanto a aceitar a cautelar e quanto à conveniência da medida cautelar pedida. afastamento de cônjuge do lar familiar etc. Nestas duas últimas modalidades de intervenção de terceiros. A produção de provas da ação cautelar é distinta da produção de provas da ação principal. o que só pode ser tratado na ação principal. à sua tranquilidade. do CPC). sem ignorar o princípio do contraditório.229 seu fiador. ele se inicia com a petição inicial (art 801. ele será autuado separadamente do processo da principal e os dois serão apensados (CPC. por exemplo). quando são consideradas como objeto da ação cautelar. em caráter provisório. O processo cautelar. Assim. o rito especial e sumário da ação cautelar é inacumulável com o rito da ação principal. no sentido de convencer o juiz da necessidade da medida cautelar. para evitar que a parte transfira. Por isso. § 1º. Os objetivos das provas são diferentes. existe a fase probatória e deve ser encerrada por uma sentença (art . (art 77. como estabelece do art 292. Os métodos das duas ações também são diferentes. art 809). Sobre coisas. pessoas e provas. Resumindo. à sua segurança. sobre a participação de terceiros no processo cautelar: Assistência Cabe participação Nomeação à autoria Idem Oposição Não cabe Denunciação da lide Não cabe Chamamento ao processo Não cabe Objeto da tutela cautelar: A tutela cautelar pode incidir sobre coisas. seja incidental ou preparatório.

em recurso. O requerente deve fazer provas dos fatos alegados na cautelar. Se o processo estiver no tribunal. é comum haver duas sentenças distintas. entretanto. se os dois estiverem em fase de julgamento. O art 801. quanto então. da garantia.. baseia-se naquele. o juiz verificará se a petição inicial está em ordem. podendo indeferi-la com base no art 295. a competência será do tribunal. Despacho da inicial e citação do requerido Primeiramente. contados da juntada do mandado aos . mas. do CPC. • Partes: É preciso haver uma perfeita qualificação das partes. com relação a este item. A lide é objeto da ação principal e não da cautelar. que não a pedida pelo requerente. com o valor do bem. são diferentes daquelas da ação principal. A petição inicial do processo cautelar segue o art 282. Se a cautelar for incidental. desde que o réu seja o mesmo na ação principal. ou seja. se for o caso. verificando. Destinam-se elas a convencer o juiz da necessidade da medida cautelar. também. Se o valor da cautelar for menor que o do bem. pode ser prolatada uma única sentença. em 5 dias. Claro que a exigência de colocar na petição inicial da cautelar a lide e seus fundamentos deixa de existir se a cautelar for incidental. com seu poder de fungibilidade. como regra geral. da qual a ação cautelar é instrumento (art 801. do CPC) • Competência: o juiz da principal.Tais provas. sob risco de preclusão. Verificada que ela está correta e é cabível. do pedido e da causa de pedir da principal. V): Como o rito da ação cautelar é o procedimento sumário. presente. • Pedido: o pedido deve especificar a medida cautelar pretendida. E a lide e seus fundamentos devem estar na petição inicial da cautelar por meio da explicitação das partes. seja a cautelar preparatória ou incidental. • Valor da causa. pode decidir por outra medida. Como dois são os processos. pode-se fazer referência à principal quanto à qualificação das partes. a menos que tenha sido concedida a medida cautelar liminarmente. E essa petição existirá sempre. o juiz mandará citar o requerido para que. cujas condições devem estar na cautelar. O valor da causa (parte da inicial) tem relação com valor da ação principal.230 803). IV estabelece o requisito que corresponde aos fundamentos específicos da cautelar: o interesse processual (fumus boni iuris) e fundado receio de dano jurídico (periculum in mora). a decisão do processo cautelar acaba sendo um tópico da sentença da ação principal. III). O pedido da cautelar deve ser certo. O juiz. se a liminar é cabível. o art 286 do CPC. do CPC. Requisitos da petição inicial (art 801. o seu interesse na solução eficaz da principal. pois a principal já está devidamente instalada. A rigor deve ficar explicito na petição inicial o fumus boni iuris que assegure ao requerente o direito à ação de mérito. ficar claro o interesse processual do requerente quanto à eficiente atuação no processo principal. • Provas a produzir (art 801. já na petição inicial respectiva deve ser requerida a produção de provas. Mas não se pode parar o processo cautelar para esperar o andamento do outro. Excepcionalmente. Deve. • A lide e seu fundamento: Na petição inicial deve estar a lide da ação principal.

A reconvenção não é cabível até porque o juiz pode. A contestação deverá observar o contido nos artigos 300 e 303. CPC). Portanto da juntada aos autos do mandado de citação é que será contado o prazo de 5 dias. conteste o pedido e indique as provas que pretende produzir (CPC. do CPC. ou seja. . do CPC). (caput do art 803).03. pois há presunção de veracidade do alegado pelo requerente. Defesas do requerido O requerido pode valer-se de contestação e de exceção. do CPC) e à incompetência relativa (art 112. Além do mais. nas notificações e nas interpelações (art 871). com autuação própria apensada aos autos da medida cautelar. Os efeitos dessa revelia podem ser: a) Efeitos processuais – o processo correrá sem a sua participação e sem intimação dos atos processuais. determinar a contracautela (caução) para garantir o requerido de possíveis danos que venha sofrer. tal audiência será dispensada quando: 1. A citação é feita nos mesmos termos. in fine). à sua suspeição (art 135. a contracautela pode ser requerida na própria contestação. b) Efeitos substanciais – Presunção de veracidade de todos os fatos alegados pelo requerente (art 803. determina a execução da medida cautelar e a citação do requerido. ele é dito revel. no protesto e apreensão de título (art 882) e na justificação (art 865).231 autos (ou da execução da medida cautelar. Até mesmo nas antecipações de prova pode o requerido opor-se à pretensão do autor.2009 Audiência de Instrução e Julgamento Conforme estabelece o parágrafo único do art 803. bem como o contido os artigos 802 (prazo) e 803 (presunção de veracidade dos fatos alegados pelo autor pela falta de contestação). As exceções dizem respeito ao impedimento do juiz (art 134. de contestar. na prática. o juiz marcará audiência de instrução e julgamento. art 803. seja a cautelar pedida típica ou atípica. supondo-se que o requerido foi intimado da medida preventiva). art 802). Há que se considerar que. As exceções serão apresentadas em peça separada. O requerido será julgado em 5 dias independentemente de instrução ou dilação probatória (CPC. nominado ou inominado. o que ocorre é que o juiz em um só mandado. o réu não tiver respondido no prazo – revelia. CPC). qualquer que seja o procedimento cautelar. de oficio. recebendo-o sempre no estado em que estiver no momento de sua entrada (parágrafo único do artigo). em termos práticos. Revelia: Se o requerido não apresentar sua defesa. a citação é indispensável e ela pode ser feita até 5 dias após a execução da liminar. enquanto não apresentar seu patrono nos autos (art 322. do CPC). Então. Mas ele poderá entrar no processo a qualquer momento. se o requerido contestar no prazo legal e havendo prova a ser produzida. 11. O requerido não pode defender-se por meio de apelação nos seguintes casos: nos protestos. Todavia. não cumprir o ônus de defender-se. porque tais medidas não representam ações cautelares. se ela foi deferida liminarmente.

Essa garantia é a contracautela. quando a prova produzida for documental. inaudita altera parte. a audiência para cumprir o princípio do contraditório pode tornar a medida cautelar ineficaz. 3. Da sentença cautelar cabe apelação com efeito apenas devolutivo. sem ouvir o réu. mas deverá fazê-lo motivadamente. O juiz pode conceder liminarmente a cautelar antes de citar o réu (CPC. passará à sentença. logo após a postulação. o juiz pode indeferila. Então. As medidas cautelares representam quase sempre restrição de direitos ou imposição de deveres extraordinários ao requerido. A concessão da medida cautelar é um direito do autor. mas é tão-somente uma faculdade do juiz. Mas pode também ser decorrente de solicitação do requerido. Até porque. do CPC. a questão da lide for exclusivamente de direito. A liminar será sempre provisória e precária.232 2. que só será citado após o deferimento da cautelar. antes. muitas vezes. sobretudo em caso de inércia do magistrado. a eficiência da medida cautelar independe de conhecimento do requerido da existência do pedido de medida cautelar. O juiz deve concedê-la. A concessão de liminar é uma forma de garantir a eficiência da medida cautelar. Não pode o juiz tratá-la com discricionariedade. se insuficientes. com o correr do processo. que deve ser exercida conforme a necessidade e a conveniência de cada caso. A contracautela pode ser deferida de ofício. produzida pelo requerente. Ou pode concedê-la na audiência de justificação aludida acima (2º momento). . Da decisão por ato interlocutório cabe agravo. podendo ser cassada a qualquer momento. (art 520. A conclusão sobre a necessidade e o cabimento da medida liminar podem ser deduzidas dos elementos da própria petição inicial ou. Por isso. Julgamento da pretensão cautelar A medida cautelar pode ser obtida liminarmente. de citar o requerido. Medida cautelar inaudita altera parte. IV). como se viu. Do deferimento ou indeferimento da liminar cabe agravo de instrumento. fazem alusão a este instituto. por meio de decisão interlocutória ou no final. ou seja. Cessação da eficácia da medida cautelar. Contracautela: Tanto o art 799. a menos que ela não contenha os requisitos necessários. No geral. Outras vezes. o juiz. por meio de sentença. A determinação da contracautela não decorre de uma imposição da lei. quando a medida cautelar já foi deferida. pode impor ao requerente que garanta o requerido em caso de ocorrência desse dano. como regra. portanto. art 804). seus efeitos jurídicos. Quando o juiz sentir que a concessão de liminar pode produzir algum prejuízo ao requerido. que deve ser interposto com pedido de efeito ativo. é permitido ao juiz conceder a medida cautelar liminarmente. Isso pode ocorrer tanto nas cautelares preparatórias como nas incidentais. apurados em justificação prévia. Por isso a sentença produzirá a sua eficácia. Em que momentos pode ser concedida a medida? Um primeiro momento é quando defere a petição inicial. como o art 803. deduzida em processo que inclui o contraditório. Essa garantia pode ser por meio de caução real ou fidejussória. O que justifica a liminar é o risco de ocorrência de dano antes da citação. Todavia. unilateral. a necessidade da medida cautelar é.

custos e honorários advocatícios arbitrados pelo juiz. Objeto: Qualquer bem do patrimônio do devedor.2009 Espécies de cautelares. . CPC). o arresto restringe a eficácia do bem quanto aos atos de disposição do bem. (Art 800. O bem fica onerado. do CPC. o que representa uma restrição à posse.233 A medida cautelar perde sua eficácia em duas situações. Constituem exceções dessa perda de eficácia: o caso de divórcio que tem um requisito relativo a tempo de espera ou a antecipação de provas. Assim. Observação: o requerente fica impedido de propor novamente a mesma cautelar. que pode constituir medida cautelar distinta da primeira. Pode acontecer mesmo que o dono perca temporariamente a sua posse. uma vez produzidas. 2. do CPC: 1. Classificação: a arresto pode ser uma medida cautelar preparatória ou incidental. (Garante o credor enquanto não chega o momento da penhora em que o arresto se transformará. sendo ela restritiva de direitos. passiva: o executado na ação de execução por quantia certa. conforme prevê o art 808. quando da execução). conforme previsto no art 819. Competência: O mesmo juiz competente para a ação de execução. Se o r[eu não for citado em 5 dias. Limite: Bem cujo valor seja suficiente para garantir o valor da futura execução. I. Se a parte não propuser a ação principal em 30 dias. co CPC). não perderão o seu valor. pelo dono. do deferimento de liminar. ARRESTO Conceito: é a medida cautelar para garantir execução futura por quantia certa oriunda de título executivo judicial ou extrajudicial. além do valor do crédito. 18. só o podendo fazer se houver fatos novos. Legitimidade: Ativa: o credor da ação de execução (principal) ou aquele que tenha sentença pendente de recurso ou laudo arbitral. podendo ser bem móvel ou imóvel. bens possíveis de serem penhorados. O seu dono se torna mero depositário do bem. Se ela não for executada em 30 dias da concessão. portanto. Consiste na apreensão judicial de bens indeterminados. disponível.03. que. É uma medida cautelar típica. contados da efetivação da medida cautelar (art 806. ou seja. Trata-se de uma ação de conhecimento condenatória. móveis ou imóveis do patrimônio do devedor. incluindose. 3. Efeitos: o arresto restringe o exercício do uso do bem pelo seu dono.

b) devedor com domicílio certo. indicar o montante da caução.234 Natureza jurídica: medida não satisfativa. é também uma proteção ao devedor. Tais requisitos equivalem aos pressupostos genéricos da tutela cautelar que são o fumus boni iuris (que corresponde ao requisito essencial I) e periculum in mora (que corresponde ao essencial II). real ou fidejussória. as duas partes estarão protegidas: se procedente o arresto ele se transformará em penhora (art 818) e se improcedente. do CPC. deixar de pagar. ou comete algum ato fraudulento a fim de dificultar a execução ou fraudar credores. e definir até mesmo o modo de prestação da mesma. alienando bens ou praticar qualquer outro ato fraudulento. do CPC). alienar bens. Deve o juiz. Obs: O arresto. constituir de um título executivo judicial ou extrajudicial. apresenta dois requisitos essenciais: I. mas sujeita ao futuro contraditório. em virtude de seu caráter de acessoriedade. a caução garantirá o réu. ou seja. Com essa medida. c) Devedor que. Ao determinar a caução (que tem a mesma função da contracautela) o juiz está exercendo o seu poder geral de cautela. por exemplo. neste caso. ficando sem alguns desses bens suficientes a responder pelas suas dívidas. quando houver risco de a medida cautelar provocar danos ao arrestado. qualquer que seja a solução do processo judicial. contrai ou tenta contrair outras dívidas. quando da conversão do arresto em penhora. Está prevista no art 816. Requisitos: Além dos três requisitos da ação (possibilidade jurídica. tendo bem de raiz intenta aliená-lo ou dá-lo em garantia. sem a devida justificação do requerente e até sem ouvir o réu. mesmo liminarmente. que pode. no caso de possíveis prejuízos seus pela medida (art . caindo em insolvência. Poderá o arresto ser concedido. (art 799. Prova literal de dívida líquida e certa. ou seja. interesse de agir e legitimidade das partes) o art 814. Cabimento: a) quando devedor sem domicílio certo ausentar-se. • Intenta alienar seus bens de raiz ou grava-os com hipotecas ou anticreses. Prova documental ou justificação de algum dos casos de perigo de dano jurídico mencionados no art 813. Caução: O arresto pode ser condicionado pelo juiz à prestação de caução. do CPC. não poderá pretender que a penhora recaia sobre outros bens. II. b) Quando devedor que tenha domicílio: • Se ausenta ou tenta se ausentar furtivamente • Caindo em insolvência. transfere ou tenta transferir seus bens para outrem. além de ser uma proteção ao credor quanto à possibilidade de execução de seu crédito. o seu valor. II. bem como a sua espécie. aliena bens que possua. ausentar. Como tais perigos ou riscos de dano o mencionado artigo apresenta: a) Quando o devedor sem domicílio procura ausentar-se ou alienar seus bens ou mesmo deixa de pagar a obrigação no prazo estipulado. na medida em que o credor.

que relaciona diretamente penhora e arresto. Requisitos: temor de dano jurídico iminente (periculum in mora) e interesse na preservação da situação de fato (fumus boni iuris). Cessação do arresto (extinção): Sãos as três situações previstas no ar 820. 01. Competência: O juiz da causa principal e. a prorrogação do prazo. quanto aos possíveis danos causados ao arrestado. A propósito. deve-se ter em conta que ainda existe a necessidade de verificar se eles têm capacidade para extinguir o débito total. do CPC. paga ou deposita em juízo o valor da dívida acrescida das custas processuais e dos honorários advocatícios.2009 SEQUESTRO Conceito: consiste na apreensão de coisa determinada. passiva – aquele que deve ocupar a posição de devedor na ação principal mencionada. 3) Transação. Suspensão da execução do arresto: as situações em que o arresto será suspenso estão no art 819. Por isso a suspensão da execução enquanto se apura isso. o juiz competente para conhecer a ação principal. pode ser uma medida preparatória ou incidental. do CPC: 1) Pagamento total da dívida mais custas e honorários advocatícios.235 811). Classificação: O sequestro. Quanto ao depósito ou ao pagamento aludido.04. desde que não tenham sido modificadas pelos artigos que tratam do arresto. 2) Novação. (forum executionis). Analogia com a penhora: Estabelece o art 821. São elas: 1) Se o réu. intimado. a fim de resguardar a entrega da mesma ao vencedor. o art 653 do CPC. que é objeto de um litígio. por exemplo. 2) Oferecer fiador idôneo ou prestar caução para garantir a dívida mais custas e honorários advocatícios. quando preparatórias. como. Cabimento: quando houver dúvidas sobre o direito material da parte sobre um bem em iminente risco de dano ou de desaparecer. Deve-se salientar que a responsabilidade do credor pela medida é objetiva. que ao arresto serão aplicadas todas as normas relativas à penhora. como medida cautelar. O devedor oferta outro tipo de garantia ao credor. Legitimidade: ativa – aquele que tem a legitimação para a ação de execução para entrega de coisa certa (ação principal). quando existe modificação nas condições da dívida. como seja requerido antes ou durante a ação principal. .

Todavia. o penhor. hipoteca. preservando a eficácia e a utilidade do mesmo. de um direito subjetivo. como. de caráter acessório.04. a fiança. Natureza jurídica: trata-se de medida cautelar não satisfativa. semoventes ou imóveis). ou seja. sobre o bem sequestrado. penhor. . Objeto: a caução pode ser constituída por meio de bens móveis. do CPC. por exemplo. como medida cautelar substitutiva de outro provimento cautelar (art 799. assim. é o fumus boni iuris e o periculum in mora. a caução será dita fidejussória. Exemplos de caução legal: a arrematação prevista no art 690. Diz o art 826. por exemplo. Iniciativa: quem deve tomar a iniciativa da instituição da caução? No geral é quem deve ser garantido (art 830. como. Objeto: coisa certa (móveis. de regra processual ou material que ordena a sua prestação. quando tiver a função de tutelar outro processo. CPC). Ocorre a caução quando o devedor de uma prestação dá a outrem um bem jurídico que. 07. a hipoteca. Está ligada ao poder geral de cautela do juiz. Diferentemente do arresto. imóveis e semoventes. se constituir de coisas ou bens. Cabimento: Quando a parte for obrigada a prestar uma garantia de que não ocorrerá prejuízo ou para exigir a garantia para o processo principal. os que estão presentes no poder geral de cautela. A real é feita por uma das formas normais de garantia real. a livre disponibilidade física e jurídica da parte. a fiança. do CPC). Classificação (ou tipos de caução): A caução pode ser: a) Legal – depende da lei. Afeta. por exemplo. CPC). no caso de inadimplência sua. Efeitos: o sequestro representa restrição física à posse da coisa. b) Negocial – Quando ela é estabelecida por convenção das partes. Tratando-se de caução legal ou necessária. quando se fizer por meio de garantia pessoal. portanto. ela pode também ser pedida pelo próprio devedor (art 829. e os depósitos em dinheiro ou título nos contratos administrativos. a coisa sai da posse de seu detentor. possa cobrir o valor da prestação. que se efetiva com a apresentação de um fiador idôneo ou com o oferecimento de bens colocados à disposição do juízo. c) Processual – visa garantir o processo.236 Natureza jurídica: medida cautelar não satisfativa. que ela pode ser real ou fidejussória.2009 CAUÇÃO Conceito: é a garantia ao cumprimento de uma obrigação. como o arresto. as medidas prevista nos art 1280 e 1281 do CC. do CPC. podendo ela. do CPC. a parte é obrigada a instituí-la para garantir a inocorrência de prejuízos. Requisitos: Segundo o art 798.

2009. esta segunda ação foi proposta 20 dias após a ocorrência da prescrição do seu direito de ação. mesmo que ela tenha sido proposta 20 dias após a suposta prescrição. ser prestada por terceiro. (Art 800. mas o processo principal. sem julgamento do mérito. (art 828. Todavia. Abelardo.237 Efeitos: As cauções legais e negociais visam proteger dívidas.prova 1. do CPC. propõe ação de arresto de bens deste. Procedimento: Ela pode ser requerida tanto como medida preparatória como medida incidente no curso do processo. ela o foi dentro do prazo de direito de ação do autor. O juiz. CPC). Mas a caução pode. pois necessitaria para tanto de uma ação de conhecimento especial. § 1º. um dos requisitos do arresto é a prova literal de dívida líquida e certa. Extinção: A caução estará extinta: 1) com o pagamento da dívida por ele garantida. também. O juiz agiu bem na sua decisão? Justifique sua resposta. Portanto agiu bem o magistrado ao extinguir o processo cautelar sem julgamento do mérito. Nesse caso. o cheque prescrito não faz essa prova. a prescrição será interrompida. em face da prescrição havida. do CPC). Legitimação: como regra. No prazo e 30 dias da efetivação da referida liminar. O juiz agiu bem na sua decisão? Justifique a resposta. Os efeitos da citação retroagem à data da propositura da ação cautelar (art 219. tanto o principal como o cautelar. 2) Com o encerramento do processo. Resposta: Segundo o art 814. Competência: A competência é do juiz da causa principal. de se desfazer de seu patrimônio. diante do comportamento de Tício. como a prescrição da principal foi interrompida. Resposta: Pelo art 202.00. Brício propôs ação cautelar preparatória para garantir o resultado prático de ação de conhecimento condenatória contra Caio. 14. porque deixou de existir um requisito essencial para a medida. a prescrição da ação principal será interrompida e apenas uma única vez. recebendo o juiz a ação cautelar antes de prescrita a ação principal. portador de um cheque prescrito no valor de R$ 200. As cauções processuais não garantem dívida. 2. Na cautelar foi concedida a liminar solicitada. as partes do processo principal. . declarando a sua ocorrência. Tudo em face da interrupção da prescrição operada pela interposição da ação cautelar. que não esteja no processo principal. direitos subjetivos. Assim. No caso em questão.04. emitente do mesmo. O juiz extinguiu o processo cautelar. extinguiu o processo com julgamento do mérito. propôs a ação principal. do CC. do CPC). pela citação da cautelar.

Brutus propôs processo cautelar de produção antecipada de provas. 5. a ação cautelar não podia prosperar.Tício entende ser o legítimo proprietário de um determinado bem que se encontra em posse de Brício. identifica que o seu autor é carecedor do direito de ação para a ação principal. Por isso. Resposta: O fumus boni iuris é um dos requisitos essenciais da ação cautelar. tendo sido produzida ali a prova solicitada. 4. agiu bem o juiz. Perderá ele o direito à prova produzida pelo desrespeito ao prazo de 30 dias para o início da ação principal? Justifique sua resposta.2009 BUSCA E APREENSÃO Conceito: “Busca é a procura. Resposta: Não. a cautelar é acessória da principal. Resposta: Sim agiu bem. tendo conseguido a concessão de liminar. agiu bem o juiz na sua decisão? Qual o fundamento usado por ele? Justifique a resposta. . em dado processo cautelar. entende ser o legítimo proprietário do mesmo e teme que a concessão da referida liminar venha a causar-lhe prejuízos econômicos. Há busca e apreensão sempre que o mandado do juiz é no sentido de que faça mais do que quando se manda exibir coisa para se produzir ou exercer algum direito e não se preceita o devedor. então. Como o juiz concluiu que o autor carecia desse direito. que não poderia existir. Em face disso. a pesquisa de uma coisa ou pessoa. Segundo Vicente Grecco Filho. todavia. Pode-se dizer que existe uma verdadeira fusão deles. Logo. Já que o processo cautelar é autônomo do principal. Por temer o sumiço do bem por ato de Brício. Não propõs ele. O juiz. Significa direito de ação do autor quanto à principal. segunda ação carece de interesse de agir. sem qualquer risco para a mesma. nem a cautelar. uma vez que o bem já está protegido. A cautelar já deferida assegura condições a ambas as partes quanto à discussão da propriedade da coisa na ação principal. extingue o processo cautelar sem julgamento do mérito. não está sujeita ao prazo de caducidade. a ação principal correspondente no prazo legal a contar da efetivação da medida cautelar.04. O juiz agiu bem na sua decisão? Justifique sua resposta. face de Tício. Brício. deixou de existir o fumus boni iuris da cautelar. a produção antecipada de prova. um ato que não esgota em si mesmo a sua finalidade. a que apresente Entretanto. Ainda mais. como forma de este se esquivar de futura obrigação de entregar coisa certa. pela natureza dúplice da cautelar. O juiz extingue o segundo processo cautelar. necessitando. ainda que a principal não seja proposta em 30 dias. a cata. propôs ação cautelar de seqüestro. todavia. Propõe ele. como não é medida constitutiva de direitos. Portanto. não há separação ou autonomia entre os dois atos: busca e apreensão. para tanto da apreensão da coisa buscada” (Humberto Theodoro Jr). Com a falta desse requisito essencial. 22. cautelar de caução e.238 3.

no geral os incapazes. em se tratando de cautelar satisfativa. Natureza Jurídica: Há que se distinguir o tipo da ação: se cautelar. Valem. diversamente de outras medidas cautelares. genérico. uma ação cautelar própria. será o juízo próprio para a cautelar em questão. de fato. sobre que deverá incidir a prestação jurisdicional definitiva na ação principal. embora siga o rito da cautelar. hipótese em que exerce uma ação cautelar. Requisitos: Não existem requisitos específicos para esta medida cautelar. que na busca de incapazes. portanto. (não satisfativa) quando visa garantir direito já existente ou se satisfativa. As coisas consideradas devem ser móveis e as pessoas são. para a “busca e apreensão” os dois requisitos básicos. poderá ocorrer a busca e apreensão de coisas e pessoas. Extinção: ao fim da disputa na ação principal (cautelar não-satisfativa) ou esse mesmo fim na própria ação (satisfativa). Todavia. como o seqüestro. Objeto: Conforme ar. 839. funcionando como ação principal. todavia. Competência: A determinação da competência será definida conforme art 800. Cabimento: Quando houver ameaça plausível ao objeto da ação principal. . o juízo competente é o juízo da ação principal à qual se prende a cautelar. se houver ação principal. Legitimidade: a parte que tem interesse na ação principal. afetando a livre disponibilidade física e jurídica da parte sobre o bem. sendo portanto medida pessoal (busca e apreensão de pessoas) e medida real (busca e apreensão de coisas). podendo também ser a finalidade de uma cautelar exclusiva. uma vez que podem existir bens que não se enquadrem em outras medidas cautelares mas que necessitam da segurança da apreensão judicial. que se sujeitam à guarda de outros.239 A “busca e apreensão” pode apresentar-se como uma forma de execução de outras medidas cautelares. do CPC. ser exercitada autonomamente. Ela pode. sendo competente o juízo dessas ações e não o do domicílio do curador ou tutor. É de se considerar. das medidas cautelares: 1) Periculum in mora – fundado receio de dano jurídico 2) Fumus boni iuris – interesse processual na segurança da situação de fato. para garantir-se quanto ao seu direito material a ser tratado nela. do CPC. Procedimento: O mandado de busca e apreensão deve conter os seguintes elementos: • Indicação da casa ou lugar em que deve efetuar-se a diligência. autônoma. o arresto etc. a competência estará vinculada ao processo que instituiu a tutela ou curatela. quando busca direito ainda não existente. portanto. Classificação: Preparatória e incidental (enquanto cautelar propriamente dita) Efeitos: restrição física à posse do dono.

Se a ação é preparatória (cautelar propriamente dita) têm legitimidade as partes da ação principal. Requisitos: Fundado receio de dano jurídico (periculum in mora) e interesse processual na segurança da situação de fato na ação principal (fumus boni iuris). “É a forma de constatação de um fato sobre a coisa. em mãos do possuidor” (Ulpiano). a sua finalidade pode ser tãosomente satisfativa (autônoma) ou assegurar uma prova. que pode ser ou vir ou não a ser parte da ação principal. O mandado deve ser cumprido por dois oficiais de justiça. internas e de quaisquer móveis onde presumam esteja oculta a pessoa ou a coisa buscada. do CPC. do qual emanar a ordem. do CPC. estranho à ação principal. que são autorizados a praticar arrombamento de portas externas. autônoma. Numa abordagem mais abrangente. Cabimento: Quando se pretende constituir uma prova ou exercer o direito de conhecer e fiscalizar ou ver a coisa em poder de terceiro. pois a coisa pode ser exibida por um terceiro. A assinatura do juiz.240 A descrição da pessoa ou da coisa procurada e o destino a lhe dar. Objeto: Segundo o art 844. Assim. conforme prevê o art 806. A ação principal deverá ser proposta em 30 dias. A legitimidade passiva é do que tem a obrigação de exibir a coisa. O pedido de citação do requerido é indispensável na petição inicial da medida cautelar. terá a função de ação cautelar. Assim. podem ser objetos da ação de exibição: • Coisa móvel em poder de outrem. aquele que tem interesse na exibição da coisa. Se incidental que se destina a fazer prova. • • . se satisfativa. é uma ação com a finalidade de que o interessado constate determinado fato ou exerça algum direito e não preceita o devedor a que apresente. desde que não se dê a abertura voluntária pelo intimado. do C. com ela fazer prova. a parte da ação principal que pretender produzir a prova e. submeter à faculdade de ver e tocar. “É aquela por meio da qual o autor objetiva conhecer e fiscalizar determinada coisa ou documento” (Wambier). promovida após o cumprimento do mandado. Natureza Jurídica: Na hipótese de ser satisfativa é a ação principal e sendo nãosatisfativa. os oficiais lavrarão auto circunstanciado que será assinado por eles e pelas testemunhas e que será juntado ao processo. Ao término da diligência. O deferimento liminar da medida não elimina a possibilidade de contestação pelo seu dono. tirar a coisa do segredo em que se encontra. a fiscalizar. EXIBIÇÃO (AÇÃO EXIBITÓRIA) Conceito: “é trazer a público. a legitimidade ativa é daquele é o que tem direito à exibição da coisa para a conhecer. com interesse probatório” (Vicente Grecco Filho). no prazo previsto no art 802 (5 dias). Deverão estar acompanhados de duas testemunhas. Legitimidade: Depende do tipo de ação exibitória.

Extinção: Extingue-se com a ação principal. O processo não deverá ser extinto. ou seja. Tudo isso. Neste caso. Antes da decisão do juiz. coisa deverá ser exibida para que a prova do processo seja constituída. E. Assim. apenas o cessionário é o próprio B. funcionar como meio de prova. ou seja. continuando normalmente e a nele sentença proferida entre as partes originárias estende seus efeitos ao cessionário. –Exiibição incidental. no caso de ser uma ação autônoma (satisfativa). Pode entretanto ingressar como assistente de A (§2º do art 42). Escrituração comercial por inteiro. motivado por causa superveniente. do CPC. for incidental a um outro processo. O cessionário da coisa não pode ingressar na ação sem o consentimento da parte contrária (§ 1º. B exibe o documento a A. anômala. sócio.241 • • Documento próprio ou comum em poder de co-interessado. balanços e documentos de arquivo. O processo deverá ser extinto? A perde a legitimidade na ação? Conforme art 42. Classificação: A Exibição pode assumir três situações. o processo deverá ser extinto. Ainda que A perca o direito sobre a coisa. Entra com ação contra B. pois ocorrerá confusão entre autor o réu. o juízo competente é o desse próprio processo. do CPC. entre A e B. testamenteiro. o juízo da ação principal é o juiz competente. condômino. Com a ação cautelar em curso. A não perde a legitimidade a ação. com pedido de liminar. CASO: Mesmo caso. apenas A quer que B lhe entregue a coisa. credor ou devedor ou em poder de terceiro que o tenho sob guarda. ser uma ação autônoma. (ou extinguindo-se a coisa). segue o art 800. a competência depende da situação em si. Suponhamos que a finalidade dessa exibição é fazer prova em ação em andamento. do art 42). ou ação principal de exibição. 3) Pode ser satisfativa. que provocou a falta de necessidade de A. admitindo-se que o cessionário seja diverso de B. A pode impetrar ação exibitória para que B lhe exiba a coisa. CASO: A entra com cautelar pedindo que B lhe exiba determinado documento. no caso de legitimidade extraordinária. nos casos expressos em lei. Efeitos: Restringe a posse do documento temporariamente e possibilita demonstrar situação de fato. como inventariante. todas seguindo o rito da cautelar: 1) Como preparatória da ação principal – Ação cautelar de exibição. tratando-se. O que deverá acontecer com o processo? Deverá ser encerrado por falta de interesse de agir de A. depositário ou administrador de bens alheios. CASO: A mesma situação acima. A aliena a coisa. 2) Quando incidental ao processo. B viola esse direito de A. Competência: como regra. do que o juiz toma conhecimento. No momento da impetração da ação A tinha . nesse sentido. CASO: A é titular de um direito sobre a coisa. Mas esta regra só se aplica quando ela for preparatória.

que só pode ocorrer no processo). é preciso demonstrar PIM (possibilidade de a parte não conseguir a prova no momento adequado por perecimento ou desaparecimento da coisa ou pessoa) e FBI (que o proponente prove que. houver receio que ao tempo próprio de produzir a prova não esteja em condições de fazê-la II) Exame pericial: a) fundado receio de que venha a tornar-se impossível ou muito difícil a verificação de certos fatos durante a ação. b) por motivo de idade ou moléstia grave. diante de uma situação de iminente risco de impossibilidade futura. podendo ser pretendida por quem age ou por quem se defenda. Legitimidade: São legitimados aqueles que serão partes no processo principal. como exames técnicos em geral). pretende-se antecipar o momento oportuno para produzir a prova. juridicamente necessários. Os requisitos de admissibilidade estão nos artigos 847 e 849. podendo. PRODUÇÃO ANTECIPADA DE PROVAS Conceito: Medida cautelar em que a parte. Objeto: pretende-se provar fatos e circunstâncias Meios de Prova: 1) prova oral. reúne as condições para a ação principal) as condições (três) para a ação principal (PIL). Wambier: Existem casos excepcionalíssimos em que ocorre o risco de perecimento ou desaparecimento do objeto da prova. em tese. porquanto visa alimentar o processo principal. Natureza Jurídica: Possui caráter não satisfativa. o interesse de agir de A desapareceu. sendo: I) interrogatório da parte ou inquisição de testemunha que tiver que a) ausentar-se. antes do momento processual adequado. do CPC. inclusive ser terceiros intervenientes. que não visem à confissão. . visando coletar dados necessários à instrução da causa. Cabimento: Cabe no caso de qualquer demanda futura. Humberto T. a pedido de quem tenha legítimo interesse na demanda principal. Nelson Nery: O risco de se perdem os vestígios necessários à comprovação da existência dos fatos que sejam de vital importância no deslinde da lide a ser levada a juízo justificam o pedido de produção antecipada de prova. A ação deve ser extinta. II) prova material: prova pericial (vistorias ad perpetuam rei memoriam. que justificam a produção antecipada de prova. compreendendo a) inquirição de pessoas que possam ser testemunhas na ação principal e b) interrogatório da parte (simples oitiva. incidentalmente ou antecipadamente. Como B exibiu o documento independentemente da ação.242 interesse de agir.Júnior: Existem circunstâncias excepcionais que autorizam a parte a promover. quando o procedimento for preparatório. Requisitos: Sendo cautelar. a coleta de elementos de convencimento necessários à instrução da causa. contenciosa ou voluntária.

Os interessados poderão obter as certidões que desejarem. que apenas reconhece a eficácia dos elementos coligidos. serão fornecidas certidões sobre a medida. Destino dos autos: Os autos permanecerão em cartório (art 851. Valoração: A valoração da prova produzida antecipadamente será feita pelo juiz da ação principal. no momento da instrução do processo. Espécies: Pode ser preparatória ou incidental. Sentença: O juiz profere sentença homologatória. uma vez que não estará sujeira à restrição do art 806. Classificação: Inquirições ad perpetuam rei memoriam e vistorias (ou perícias) ad perpetuam rei memoriam. Aos interessados que desejarem.243 Competência: Conforme art 800. CPC). comprovadamente. mas não há como aguardar a fase instrutória do processo. Efeitos (eficácia): Como medida completa que é. Será incidental quando a demanda principal já estiver em curso. quanto a produzir efeitos na ação principal. sem necessidade de transformá-la em outro tipo de ato processual. na qual serão narrados detalhadamente os fatos. O réu será citado e o requerente intimado da audiência se a prova for oral. ou seja. CPC. Assim. do CPC. justificando-se. a ação não terá natureza cautelar. No caso de ser incidental. Procedimento: A ação deve ser motivada com a petição inicial. constituindo-se de provas orais ou periciais. Destinação: será utilizada no processo principal. . Importante salientar que a prova obtida antecipadamente é da justiça e fica em cartório aguardando a ação principal. a ação preparatória previne o foro para a ação principal. quando ocorrer a ação principal. existem entendimentos de que. que é o momento adequado à produção de provas. como se fora obtido no mesmo processo. do CPC. O processo principal se utilizará dela como está. será apensado aos autos desta e quando incidental estarão nos próprios autos desta. no momento adequado deste processo. (prova pronta e acabada) Extinção: Extingue-se a ação cautelar de produção antecipada de provas com a sentença homologatória. Momento da utilização: Em qualquer momento. Momento da produção: Pode ser produzida de forma preparatória ou incidental. a necessidade da medida. Admite-se contestação do requerido no prazo de 5 dias da citação. não se submete ao prazo previsto no art 806. a valoração da prova pertence ao juiz da causa e não ao juiz da medida. bem como se mencionando precisamente os fatos sobre os quais deverá recair a prova. em tal caso. não perde sua eficácia em 30 dias. Havendo ação principal.

do doador. pelo representante legal dela (ou representante legal do pai. Natureza dessa medida: Sobre a natureza dessa medida existem dois entendimentos. poderá ser proposta. 26.244 Destinação das provas (antecipadas): serem usadas na ação principal. ambas têm legitimidade ativa. convém abordar algumas situações especiais.05. como regra da mãe (art 877. proposta antes de o nascituro nascer. Observações: Sobre a legitimidade.2009 POSSE. Competência: é o juízo da residência da gestante. Nelson Nery Jr. ou seja. pois a ação principal só poderá ser proposta após a ocorrência do nascimento dele. E eventualmente. Mas ele poderá ser incidental se for proposta quando a ação principal reivindicando o direito em questão já estiver em andamento.Essa medida cautelar se destina à proteção de direitos de quem não os possa exercer por si. No caso da ser acidental. daquele que estiver na posse do bem reclamado pelo nascituro. ela deverá ser proposta no prazo de 30 dias de seu nascimento. quando a presunção legal absoluta é de que o nascituro seja filho do casal (presunção iuris et iure). genética. do CPC. por não haver o periculum in mora. como Wambier. Se ação incidental. por exemplo. foge à restrição do art 806. também pelo pai do nascituro. A legitimidade passiva dos herdeiros. A ação cautelar da “posse em nome do nascituro” não se aplica no caso de embriões excedentários. ante quando a mãe estiver impedida. um direito do nascituro. EM NOME DO NASCITURO Definição: (Wambier). insto cautelar de fato. por exemplo. Como preparatórias. Classificação: A ação cautelar de posse em nome do nascituro pode ser preparatória ou incidental. a considera uma cautelar satisfativa. do CPC). por ainda não ter nascido. Cabimento: sempre que for necessário preservar um bem. Ela perderá a eficácia se não for proposta a ação principal nesse prazo. Há também o caso da fecundação heteróloga. Requisitos: os gerais da cautelar: fumus boni iuris (a existência do direito do nascituro) e periculum in mora (dissipação do direito do nascituro). aacompanha a ação principal. Objeto: Resguardar o direito hipotético do nascituro. congelados. não h á necessidade do periculum in mora. excepcionalmente). Outros. Todavia. ou da que recebe o embrião para o desenvolvimento dele? A rigor. a cautelar não satisfativa. como regra. por exemplo. Legitimidade: A legitimidade ativa é. vendo o fumus boni iuris que tem o nascituro pela sua origem em relação ao de cujus e o periculum in mora no risco de seu direito hipotético do nascituro ser dissipado. do testamenteiro. como o caso da “barriga de aluguel”. ou. . De quem será a legitimidade? Da mãe biológica.

Alimentos provisórios são os deferidos liminarmente no despacho inicial da ação de alimentos. são elementos ad litem ou in litem. por não gerar a definitividade da obrigação. II. entende-se por alimentos provisionais os que a parte pede para seu sustento (in litem) e para os gastos processuais (ad litem). de nulidade ou de anulação de casamento ou na ação de alimentos. ou seja. portanto. os alimentos provisórios quando os direitos aos alimentos já existem. Segundo Humberto Theodoro Júnior. A prestação será devida desde a citação do . enquanto aguarda o desfecho dessa ação de conhecimento necessita dos alimentos para sua subsistência e para custear as despesas da ação. as expressões “alimentos provisionais” e “alimentos provisórios” não são sinônimas. Obs: Os alimentos provisórios. Entretanto. Ocorrem.2009 ALIMENTOS PROVISIONAIS Conceito: São os resultantes. a obriga. extingue-se quando atingido sua finalidade. substituem os alimentos provisionais em curso. dependendo de uma ação de conhecimento (por exemplo. Alimentos provisionais quando os direitos aos alimentos ainda não existem. se deferidos.ao é continuada. ou seja. os alimentos provisionais só podem ser propostos a partir da propositura da ação principal (art 852. • Em outros casos previstos em lei. em medida cautelar preparatória ou incidental. Oportunidade: Como regra.478/68 – Lei dos Alimentos. das ações de separação judicial. anulação de casamento. enquanto durar a demanda. Podem ser preparatórios oi incidentes e têm por finalidade prover o sustento da parte e os gastos da demanda durante o curso da ação principal. na medida em que o representante legal dele assume a posse de tais direitos. Natureza Jurídica: é uma cautelar não satisfativa. do CPC os alimentos provisionais cabem em: • Ações de separação judicial e de anulação de casamento. no caso de ação de alimentos. de divórcio. • Nas ações de alimentos. CPC: desde o despacho da ação de alimentos). Extinção: Se satisfativa. as ações de alimentos provisionais podem ser propostas de forma preparatório ou incidental em relação à ação principal. Cabimento: Conforme previsão no art 852. separação judicial).245 Efeitos: Garante a preservação do direito hipotético do nascituro. Wambier: Os alimentos provisionais previstos no art 812 e seguintes do CPC. Se não satisfativa pode extinguir-se pela revogação ou pela extinção da principal. que tem rito especial conforme a Lei nº 5.05. Distingue-se dos alimentos provisórios. 27. Mas a parte.

conforme prevê o art 806. Ressalve-se o contido no art 4º. quando os alimentos podem ser deferidos na inicial. do CPC. ou seja. Mas estão sujeitos às condições de extinção previstas no art 808. que tanto pode ser usada em processo futuro. quando a ação principal estiver endente de recurso junto ao Tribunal de Justiça. deve-se demonstrar o FBI (que está na ação principal) e o PIM (perigo causado pela necessidade de alimentos). Objeto: Concessão de alimentos. Não havendo pedido de liminar. mesmo que o devedor já tenha sido citado ou notificado (ação incidental). pois repetição do indébito. deve demonstrar tão-somente a acessoriedade. estabeleça a regra geral no sentido de que as cautelares requeridas ao Tribunal. ou seja. Classificação: Os alimentos provisionais podem ser antecipatórios ou incidentais. o art 853. como em outras finalidades não contenciosas. se cautelar preparatória. com a sentença da ação Prazos: Sendo preparatória.246 devedor dos alimentos.2009 Conceito: Justificação consiste na colheita avulsa de prova testemunhal. antes da citação. Legitimação: As partes legítimas para as ações de alimentos provisionais são as mesmas partes da ação principal a qual esteja (ou estará) vinculada a cautelar. ou seja. Eles serão devidos até a decisão final da ação principal. Repetição do indébito: Os alimentos provisórios e os provisionais se caracterizam pela irrepetibilidade dos que forem pagos. Este prazo começa a correr desde a efetivação da medida cautelar.478. . podese dizer que tem legitimidade para ação. extingue-se de a principal não for proposta em 30 dias. portanto. desde o momento em que ocorra o primeiro pagamento de alimentos. seja incidental ou preparatória. Não há. transitoriamente. com o seu trânsito em julgado. Como ação autônoma que é. do CPC. estabelece uma exceção a esta regra geral: os alimentos provisionais será sempre requeridos ao juiz da causa principal. Embora o art 800. Extinção: principal. da Lei 5. rescindo do periculum in mora (por isto. mesmo que a ação principal esteja em grau de recursos.06. ainda que esta esteja em grau de recurso junto ao Tribunal. do CPC. Competência: O juiz da causa principal. Não visa assegurar prova. Efeitos: Protege as necessidades básicas de alimentos de alguém e obriga a parte devedora. as partes da ação jurídica de direito material. De modo mais genérico. mas constituir prova. em seu parágrafo único. do CPC. ainda que indevidos. Extingue-se com a definição da ação principal. não é uma ação cautelar). 09. Assim. tendo em conta a natureza alimentar das ações de alimentos. o juiz verificará se existe possibilidade de ajuizamento da ação principal pelas partes. Requisitos: Havendo pedido de liminar. os envolvidos na relação do direito material envolvido.

tendo interesse em demonstrar a existência e algum fato ou relação jurídica. quando o interessado não puder ser citado pessoalmente. (como mostra o art 862. este será o competente para a cautelar. como meio de prova que poderá ser. Não tem valor em si. Uma vez definida o juízo dessa forma ele define. o juízo competente será o juiz do domicílio do requerente (relação jurídica) ou do local do fato (fato). Requisitos: não exige a demonstração de periculum in mora (PIM). do CPC): Fato ou situação jurídica que se pretende documentar. já existindo a ação principal.247 Objeto: (art 861. apenas homologa e constata a observância das formalidades legais. mas não a principal. Entretanto. apenas comprovando documentalmente um fato ou uma relação jurídica. sem qualquer referência ao seu conteúdo. Detalhe: O artigo 862 e seu parágrafo único define a intervenção do MP. quando se refere à citação dos interessados) muitas vezes exercitada sem parte contrária s sempre sem possibilidade de contestação ou de recursos. podendo ou não ser usado como simples documento e sem caráter contenciosos ou para servir de prova em processo futuro Natureza Jurídica: Embora seja medida não cautelar satisfativa sua natureza é cautelar por se enquadrar no rito das cautelares. pois a citação destes é essencial (art 861). Não tem o caráter preventivo das cautelares de prova e nem acessoriedade que é característica das cautelares. nem fumus boni iuris (FBI). Também intervirá o MP nas questões que envolvam repartições públicas ou quando a solicitação de justificação for unilateral. Há contenciosidade por ser de jurisdição voluntária. Essa sentença outorga credibilidade ao documento. Sentença homologatória: Não implica no contraditório e o juiz nada decide. Extinção: pela sentença homologatória que resolve a inicial. Cabimento: É cabível quando alguém pretende documentar a existência de um fato ou uma relação jurídica. . também o juiz de possível principal futura. Competência: Como ação autônoma. Sua valoração será feita pelo juiz da ação ou pela autoridade administrativa perante a qual for utilizada. Efeitos: garantir à parte a possibilidade de conseguir demonstrar o seu direito por meio do documento produzido. Legitimidade: Qualquer pessoa que.

248 16.07.2009 – PROVA SEMESTRAL FINAL 1. (TJ-df 2008): Valendo-se do que dispõe o artigo 285, A, do CPC (“quando a matéria controvertida for unicamente de direito e no juízo já houver sido proferida sentença de total improcedência em outros casos idênticos, poderá ser dispensada a citação e proferida sentença, reproduzindo-se o teor da anteriormente prolatada”), o juiz da 2ª Vara da Fazenda Pública do DF, julga improcedente, liminarmente, pedido formulado pelo servidor Abdon Fortunato Carvalhal contra o DF. Inconformado, o autor apela para o Tribunal de Justiça do DF. O juiz mantém a sentença e ordena a citação do réu para responder ao recurso. Este responde. No julgamento da apelação do autor, o Tribunal a) poderá dar-lhe provimento, reformando a sentença de improcedência e, desde logo, julgar procedente o pedido, sendo a matéria controvertida apenas de direito. b) pode dar-lhe provimento, anulando o processo a partir da sentença, inclusive, por falta de identidade com os casos anteriores julgados no juízo. E determinar o retorno dos autos ao primeiro grau para o normal prosseguimento do feito. c) pode dar-lhe provimento, anulando o processo a partir da sentença, inclusive por abranger a matéria controvertida situação fática dependente do contraditório, e determinar o retorno dos autos ao primeiro grau para o normal prosseguimento do feito. d) todas as alternativas anteriores estão corretas. Resposta: D Análise da resposta: Pela redação do art 285-A, questão admite o juízo de retratação do juiz, em 5 dias. Mas o juiz manteve sua decisão. (§ 1º). Se mantida a sentença, deve citar o réu para responder ao recurso (§2º). O Tribunal, ao julgar a apelação, pode, provendo o recurso, julgar a questão se for matéria exclusivamente de direito, podendo manter a sentença ou inverter o resultado. Pode, também, dar provimento ao recurso, retornando o processo ao juiz a quo para reexaminar o caso, para prosseguimento da ação, se considerar há questão de fatos controvertidos. 2. (MP-BA/2008):João se divorciou de Maria em 2000, oportunidade em que houve a divisão do patrimônio do casal. Da relação matrimonial nasceram 2 filhos, Jurandir e Rosa, esta menor. Em 2005, João passou a se relacionar afetivamente com Naiara. Diante desse fato, fixou domicílio em São Leopoldo/BA e Salvador/BA. E, 10/10/22005. após substancial decréscimo patrimonial, João faleceu. Diante do óbito, Jurandir ajuizou, em 15/10;2005, ação de inventário em Salvador, tendo sido nomeado inventariante. Sucede que Naiara, dizendo-se companheira do falecido, instaurou em 15/1/2005, procedimento de inventário em São eopol/BA. Rosa e Naiara foram citadas da demanda proposta em Salvador, em 17/12/2005, enquanto Jurandir e Rosa foram citadas da ação que tramita em São Leopoldo/BA. Em 19/12/2005. Diante do caso descrito acima, assinala a alternativa verdadeira: a) A citação válida torna prevento o juízo, razão pela qual se conclui que o inventário deverá tramitar na Comarca de Salvador/BA. b) Se controvertida a discussão acerca da caracterização da união estável mantida por João e Naiara, o processo do inventário ficará suspenso até o deslinde da questão. c) Em caso de conflito positivo de competência, caberá ao STJ solver a questão. d) Havendo consenso, o inventário e a partilha poderão ser realizados por escritura pública a qual constituirá título hábil para o registro imobiliário.

249 e) Há nítida litispendência, de forma que a prevenção será fixada de acordo com a averiguação do juiz que primeiro despachou o feito. Resposta: A; Análise da resposta: A opção “c” deve ser descartada, pois quem julga o conflito é o Tribunal e não o STJ (art.118, CPC). O art 219, do CPC, ao mesmo tempo em que torna verdadeira a opção A, invalida a E, a prevenção deve ser fixada de acordo com a citação válida e não de acordo com o juiz que primeiro despachou o feito; a opção d, fala em consenso, o que não ocorre no caso, e, finalmente, a opção B, se a opção A está correta, a herdeira de São Leopoldo poderá ingressar no processo de inventário na ação que corre em Salvador. 3. (MP-BA/2008)> A coisa julgada traduz, em essência, a impossibilidade de discussão acerca do âmago de determinados provimentos judiciais, incidindo sobre a norma jurídica individualizada no dispositivo do comando decisório definitivo. Entretanto, existem situações previstas pela legislação que se afastam do tema em apreço. Dentre as alternativas abaixo, identifique a situação em que o instituto em comento se coaduna com o ordenamento jurídico processual brasileiro: a) O ordenamento jurídico comporta apenas ação rescisória como meio idôneo a mitigar a imutabilidade decorrente da coisa julgada. b) A apreciação da questão prejudicada, decidida incidentalmente no processo, não faz coisa julgada, ainda que ajuizada ação declaratória incidental. c) A eficácia preclusiva da coisa julgada abrange fato superveniente. d) A verdade dos fatos, estabelecida como fundamento da sentença, não é contemplada pela coisa julgada. e) Os motivos, se determinantes para o alcance da parte dispositiva, fazem coisa julgada. Resposta: D. Análise da resposta: O art 469, do CPC, permite que se elimine, de plano, a opção E, pois na sentença, apenas o dispositivo faz coisa julgada. O mesmo artigo diz que a que a apreciação de questão prejudicial decidida incidentalmente não faz coisa julga, podendo, todavia pedir-se ao juiz que por sentença declaratória a decida, situação em que passará a fazer coisa julgada (art 5º, do CPC). Assim, fica prejudicada, também, a opção B. Quanto à opção C, tem-se que considerar que os efeitos da coisa julgada impedem que a pretensão seja novamente proposta pelos mesmos fundamentos. Todavia, fato superveniente represente ouros fundamentos. Daí sobre fato superveniente, não ocorre a eficácia preclusiva da coisa julgada. Quanto à alternativa que afirma a existência a ação rescisória para como único instrumento para mitigação da coisa julgada e cuja preclusão ocorre em 2 anos (art 495, CPC), há que se considerar que a opção está equivocada, pois existe a possibilidade de se pleitear a nulidade de uma sentença, que tenha contrariado qualquer exigência processual ou condições da ação, a qualquer tempo, pela ação querela nullitatis ou até por mesmo por outros tipos de recurso. 4. (MP-SP/2008): Na demanda ajuizada por sócios de uma sociedade em face desta para a declaração de nulidade de uma deliberação societária, o litisconsórcio existente entre esses sócios é considerado a) comum (simples) e facultativo.

250 b) comum (simples) e necessário. c) unitário e facultativo. d) unitário e necessário. Resposta: C Justificativa da resposta: litisconsórcio facultativo é aquele que as partes o formam por livre vontade (art 46, do CPC), contrário ao obrigatório que é imposto por lei (art 47, do CPC). O litisconsórcio pode ser, também, unitário ou não-unitário (ou simples ou comum). É unitário quando a decisão é uniforme para todos os litisconsorte e simples ou comum a decisão for diferente para os litisconsortes. 5. (MP-SP/2008): O juiz pode cassar a própria sentença e determinar o regular prosseguimento do processo em primeira instância diante da apelação interposta contra a) a sentença que indefere a petição inicial e a sentença que a qualquer momento extingue o processo sem julgamento do mérito. b) a sentença que indefere a petição inicial e a sentença liminar de improcedência da demanda. c) a sentença que indefere a petição inicial e a sentença de julgamento antecipado da lide. d) a sentença que a qualquer momento extingue o processo sem julgamento do mérito e a sentença liminar de improcedência da demanda. e) a sentença liminar de improcedência da demanda e a sentença de julgamento antecipado da lide. Resposta: B. Análise da resposta: Alternativa B, o assunto está regulado pelo art 285-A, que estabelece que sendo a matéria controvertida exclusivamente de direito e já houver no juízo sentença de total improcedência em casos idênticos, poderá ser dispensada a citação e proferida sentença de igual teor. Mas o § 1º do artigo permite ao juiz, em caso de apelação do autor, alternar sua decisão no prazo de 5 dias, e dar prosseguimento ao processo. Fica, assim, confirmada a alternativo B como correta. Analisando as demais opções: Opção A: o art 267, do CPC, trata desse aspecto da questão, permitindo ao juiz que extinga o processo, sem julgamento do mérito ou indeferindo a petição inicial ou em outras situações mencionadas no artigo. Mas ele não prevê juízo de retratação ao juiz. Portanto esta opção está incorreta. Opção C: fala em indeferimento da petição inicial e em julgamento antecipado da lide. O indeferimento da inicial, como se mencionou acima, é tratado no art 267. O julgamento antecipado da lide no art 330, ambos do CPC. Este julgamento pode ocorrer quando a questão do mérito for unicamente de direito ou, sendo de direito e fato, não houver necessidade de produção de prova em audiência. Mas nenhum destes artigos fala em juízo de retratação. Portanto a opção não está correta quanto à pretensão da questão. Opção D: esta opção tem a mesma justificativa que a opção A, acima. Opção E: justificativa idêntica à opção C. 6. (MP-SP/2008): Assinale a alternativa correta: a) O MP e a Fazenda Pública contam com prazo em quádruplo para reconvir. b) A extinção da demanda inicial conduz necessariamente à extinção da reconvenção, que não pode isoladamente seguir adiante. c) A reconvenção desacompanhada da contestação deve ser indeferida.

251 d) É inadmissível reconvenção para cobrança de dívida em resposta à ação declaratória. Resposta: A Análise da resposta: o art 188, do CPC estabelece prazo em quádruplo para a Fazenda Pública e para o MP para contestar (e para reconvier). Portanto a primeira alternativa está correta. Quanto à alternativa B, a reconvenção é uma ação autônoma em relação à ação contestada. Por isso qualquer uma delas pode ser extinta sem que a outra tenha também que se extinguir. Logo essa alternativa não está correta. Vejase o art 317, do CPC. Quanto à alternativa C, o art 299, do CPC, diz que a reconvenção e a contestação têm que ser apresentadas simultaneamente, em peças autônomas, mas no mesmo processo. Este artigo, entretanto, está ligado ao prazo da reconvenção e quando o réu pretende contestar as alegações do autor. Todavia, ele pode ser revel quanto à contestação e entrar com a reconvenção, se cabível, que terá vida autônoma. Portanto a afirmação da alternativa é falsa. Quanto à alternativa D, como a situação não fala em processo de execução, mas em ação declaratória de dívida, cabe sim reconvenção. Portanto a afirmativa é falsa. 7. (MP-SP/2008): Assinale a alternativa em que todas as matérias podem ser oportunamente reconhecidas de ofício pelo tribunal do julgamento da apelação. a) Ilegitimidade da parte, convenção de arbitragem e litispendência. b) Impossibilidade jurídica da demanda, nulidade de cláusula de eleição de foro em contrato de adesão e nulidade da citação. c) Coisa julgada, convenção de arbitragem e prescrição. d) Prescrição, incompetência absoluta e coisa julgada. e) Incompetência absoluta, incompetência relativa e ilegitimidade de parte. Resposta: D. Análise da resposta:Os três institutos constantes da alternativa podem ser decretados de ofício pelo tribunal. Vejamos agora as demais alternativas: Opção A – contém o instituto “convenção de arbitragem” que deve ser declarado pelas partes para ser conhecida pelo juiz. Opção B – contém o instituto “foro de eleição nos contratos de adesão”. Conforme o art 112, do CPC, pode ser decretada de ofício pelo juiz singular, ou a pedido da parte. Todavia trata-se de competência relativa que, tendo chegado ao tribunal o processo, subtende-se que o juiz singular não anulou a cláusula de adesão e a parte não pediu a sua anulação. Portanto, prorrogou-se. Opção C – mesmo comentário da alternativa A Opção E – a incompetência relativa se não questionada pela parte fica prorrogada. E se o processo chegou ao Tribunal não ocorreu esse questionamento. O Tribunal não a poderá declarar de ofício. 8. (MP-SP/2008): Considere as três assertivas seguintes e assinale a alternativa correta: I. Nos embargos de declaração é possível a reformatio in pejus. II. A parte vencedora tem legitimidade e interesse para a oposição de embargos de declaração. III. De acordo com a lei e com a jurisprudência, os embargos de declaração são cabíveis para sanação de omissão e obscuridade.

252 a) Somente III é verdadeira. b) Somente I e II são verdadeiras. c) Somente I e III são verdadeiras. d) Somente II e III são verdadeiras. e) Todas são verdadeiras. Resposta: D Análise da resposta: A primeira assertiva está incorreta por contrariar o princípio da proibição da reformatio in pejus. Ao juiz só é dado conceder a prestação jurisdicional quando provocado pela parte e nos limites do que for por ela pedido. A segunda assertiva está correta. Os embargos de declaração podem ser interpostos por qualquer das partes do processo, o que se justifica pela terceira assertiva, pois que ele visa exatamente a correção de obscuridades, omissões ou contradição de sentenças ou de acórdãos (art 535, II, CPC). 9. (DEF PÚB – MS/2008): Os incapazes têm capacidade para ser parte no processo, desde que representados ou assistidos por seus pais, tutores ou curadores. Advindo conflito entre ambos, deve o juiz: a) remeter os autos ao MP para atuar como substituto processual. b) Suspender o curso do processo, até que cesse o Poder Familiar, a Tutela ou a Curatela. c) nomear Curador Especial. d) destituir os pais do Poder Familiar, o Tutor ou Curador. Resposta: C. Análise da resposta: A resposta para a questão é a corresponde à alternativa C, com base no art 9º, inciso I, do CPC. Comentando as demais opções: a opção A, o MP já deve intervir no processo nos termos do art 82, inciso I, que diz que MO deve intervir nos causas em que haja interesse de incapazes, mas não na condição de seu substituto; quanto à alternativa B, o incapaz deve ser assistido ou representado no processo, ainda que haja conflito de interesses entre ele e o seu representante legal. Seu representante, entretanto, não pode estar nos dois polos da ação, por isso o curador especial designado pelo juiz; já com relação à opção D, o fato de haver conflito de interesses não é causa de destituição dos pais quanto ao poder familiar ou do tutor ou curador, se for o caso. 10. (DEF PÚB – MS/2008): O réu, devidamente citado, apresentando contestação, mas verificando o juiz a incapacidade processual ou defeito de representação deve a) assinalar prazo razoável para sanar o defeito e, caso não haja regularização, deverá declarar o réu revel. b) intimá-lo pessoalmente, para regularizar os autos em 48 horas. c) extinguir o processo sem resolução do mérito por falta de pressuposto processual. d) extinguir o processo sem resolução do mérito por não cumprimento da regularização. Resposta: A. Analisando a resposta: O assunto é tratado pelo CPC, no seu art 13, II, que diz textualmente verificando a incapacidade processual ou irregularidade da representação das partes, o juiz, suspendendo o processo, marcará prazo razoável

quando a falha quanto à regularização é do autor da ação. em nulidade do processo. deve-se ter em conta que a não regularização da irregularidade ocasiona a falta do pressuposto processual de validade. 12. que tem domicílio certo. conforme art 822. . todas as assertivas estão corretas. I. o arresto tem lugar quando o devedor. a ação de exibição está regulada entre as medidas cautelares. Assinale a alternativa CORRETA: a) apenas uma das assertivas está correta. do CPC. falando em extinção do processo por falta de pressuposto processual (C) e pelo não cumprimento da regularização. a fim de frustrar a execução ou lesar credores. do CPC e a quarta assertiva também está correta. Resposta: D Análise da resposta: A primeira assertiva está correta. conforme art 844 e incisos.. . como procedimento preparatório e compreende a pretensão de exigir a exibição em juízo de documento próprio ou comum. o bem litigioso (móvel. A rigor. (MP/2006): O Estado democrático de direito e o juiz natural: a) Não exigem necessariamente a imparcialidade do juiz para proferir decisões nos procedimentos de jurisdição voluntária. “b”. d) todas as assertivas estão corretas. reputar-se-á revel. em poder de sócio. do CPC. 11. Portanto. de maneira que mesmo que a ação principal seja proposta além de trinta dias da realização da medida preparatória. logicamente sem consideração do mérito. Analise as seguintes assertivas: I. a produção antecipada de prova pode consistir em interrogatório da parte. II. balanços e documentos de arquivo. a vistoria ou a inquirição continuará útil e eficaz para servir ao processo de mérito. da escrituração comercial por inteiro. do CPC. IV. do CPC. em seu inciso I. ao réu. portanto a alternativa D. os atos praticados serão considerados nulos e após essa nulidade extinguir-se-á o processo.. Não sendo cumprido o despacho dentro do prazo. mencionado. A resposta para a questão é. caindo em insolvência põe ou tenta pôr os seus bens em nome de terceiros ou comete outro qualquer artifício fraudulento.. b) apenas duas das assertivas estão corretas. A rigor. nos casos expressos em lei. se a providencia couber: I. fala. Quanto às outras opções: o prazo de 48 horas mencionado na opção fica prejudicado pela expressão “prazo razoável” do art 13. a segunda assertiva também está correta. Não se lhe aplica o prazo de eficácia das medidas cautelares. imóvel ou semovente) pode ser sequestrado quando houver fundado receio de rixas ou danificações. a terceira assertiva está conforme o art 846. de acordo com o art 813. II. caput.253 para ser sanado o defeito. c) apenas três das assertivas estão corretas. inquirição de testemunhas e exame pericial. As opções C e D são bastante próximas. condômino ou devedor. Mas art 13. ainda assim. II. III.

a produção antecipada de prova pode consistir em interrogatório da parte. Resposta: D. nos casos expressos em lei. de maneira que mesmo que a ação principal seja proposta além de trinta dias da realização da medida preparatória. condômino ou devedor. Não se lhe aplica o prazo de eficácia das medidas cautelares. “reputa-se fundada a suspeição do juiz. A propósito. 13. do CPC. caindo em insolvência põe ou tenta pôr os seus bens em nome de terceiros ou comete outro qualquer artifício fraudulento. no caput do art 134 que “é defeso ao juiz as suas funções no processo contencioso ou voluntário” e enumera a seguir os casos em que se configura suspeição e no art 135. o arresto tem lugar quando o devedor. os pressupostos processuais em relação ao juiz são os seguintes: • Investidura = capacidade objetiva geral → Ele deve estar devidamente investido no cargo. independência e processualidade. da escrituração comercial por inteiro. d) Exigem a imparcialidade do juiz para proferir decisões tanto nos processos contenciosos como nos procedimentos de jurisdição voluntária.254 b) Não exigem necessariamente a imparcialidade do juiz para proferir nos processos contenciosos. • Imparcialidade = capacidade subjetiva. tanto na jurisdição contenciosa como na voluntária. e) Permitem a parcialidade do juiz destinada a realizar os objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil. ainda assim. balanços e documentos de arquivo. o bem litigioso (móvel. estando acima das partes. O juiz não faz parte da lide. como procedimento preparatório e compreende a pretensão de exigir a exibição em juízo de documento próprio ou comum. III. • Competência = capacidade objetiva específica → pressuposto processual de validade. a doutrina (Silva Pacheco) lista os seguintes requisitos para a atuação do juiz: jurisdicionalidade. f) apenas duas das assertivas estão corretas. imóvel ou semovente) pode ser sequestrado quando houver fundado receio de rixas ou danificações. Analise as seguintes assertivas? I. Além do mais. que tratam da suspeição do juiz esclarecem. II. a fim de frustrar a execução ou lesar credores. também no caput. g) apenas três das assertivas estão corretas. em poder de sócio. IV. a ação de exibição está regulada entre as medidas cautelares. c) Exigem a imparcialidade do juiz para proferir decisões somente nos processos contenciosos (objetivos e subjetivos). Análise da resposta: Os art 134 e 135. a vistoria ou a inquirição continuará útil e eficaz para servir ao processo de mérito. Assinale a alternativa CORRETA: e) apenas uma das assertivas está correta. que tem domicílio certo. imparcialidade ou alheabilidade. quando” e enumera a seguir os casos em que a suspeição fica estabelecida. . embora entre elas. inquirição de testemunhas e exame pericial. O enquadramento da resposta na opção D exclui as outras opções.

resposta conforme a questão 11. A segunda assertiva está correta e conforme o art. b) O procedimento cautelar pode ser instaurado antes ou no curso da ação principal. indo contra o art 797. 15. a única verdadeira. o que contraria o previsto nos artigos 806 e 807. entendendo o que é questão prejudicial. d) uma delas só pode ser julgada se a outra não tiver julgamento de mérito. c) uma delas só pode ser julgada se a outra for improcedência. citado acima. qualquer que seja o procedimento cautelar. Esta afirmação é incorreta e a quinta assertiva fala que as medidas cautelares conservam sua eficácia na pendência do processo principal e só podem ser revogadas na sentença final deste. do CPC. Assim.255 h) todas as assertivas estão corretas. é correto afirmar: a) O juiz não poderá determinar medidas cautelares sem audiência das partes. Diz-se que a prejudicial pode interna quando submetida à apreciação do mesmo juiz ou externa. quando externa o processo deve ser suspenso. 14 (TRT 4ª R/2006): A respeito do procedimento cautelar. do CPC. a resposta para a questão é a letra B. A terceira assertiva contraria o art 697. determina que se suspenda o processo sempre que a sentença dele depender de uma questão prejudicial de outro processo ou de um ato a ser praticado fora dos autos. Todavia. quando o correto é 5 dias. Assim. mas podem ser modificadas ou revogadas a qualquer tempo (art 807). a suspensão do processo só deve ocorrer se a prejudicial é externa. que autoriza a determinação de tais medidas em casos excepcionais expressamente autorizados por lei. aguardando a solução da prejudicial. (TRF 3ª Região/2000): Entre duas causas há condição de prejudicialidade quando: a) o julgamento de uma delas exclui a possibilidade de julgar a outra. É também conveniente distinguir prejudicial e preliminar. pois que as . b) o julgamento de uma delas influi no teor do julgamento da outra. não há necessidade de suspensão do processo. e) As medidas cautelares conservam sua eficácia na pendência do processo principal e não podem ser revogadas a não ser na sentença final. c) O procedimento cautelar só pode ser instaurado antes do processo principal e tem sempre finalidade preparatória. do CPC. Resposta: B Justificativa da resposta: Primeiramente. pois que porque a mesma sentença resolverá a prejudicial e o mérito da principal. Portanto essa assertiva é falsa. quando é objeto de outro processo pendente. A quarta assertiva fala no prazo de 15 dias para contestação. que esclarecem que a eficácia da medida cautelar é durante o prazo em que a ação principal deve ser proposta (no máximo em 30 da efetivação da medida – art 806) e na pendência do processo principal. Resposta: B Análise da resposta: A assertiva diz que o juiz não pode determinar medidas cautelares sem audiência das partes. de acordo com o art 802. d) O requerido será citado. para contestar o pedido no prazo de 15 dias. O art 265. prejudiciais são questões de mérito que antecedem a solução do litígio e nela forçosamente influirão.794. Assim. Resposta: D. Sendo interna. caput.

lá cuidando de alcançar aquela. podendo o juiz. c) Durante o período de suspensão do processo é defeso a prática de atos processuais. do CPC. findo o qual prosseguirá o processo. no processo civil. sobre o que o art 292. c) O princípio da aderência ao território não veda. num único processo. d) Não se admite a cumulação de pedidos que não guardem conexão entre si. o que faz com que está opção também esteja correta. também. ele deverá se deslocar até o foro do outro. é permitida a cumulação ainda que não haja conexão entre os pedidos. ou seja. como resposta da situação. e cada comarca é entregue ao exercício jurisdicional de um juiz (ou mais) juiz. opção B – estabelece o art 200. com auxilio dos órgãos auxiliado do juiz visitado. durante a suspensão do processo. (TJSP – 2008): Segundo é sabido. b) Estando configurada a hipótese de prejudicialidade externa de rigor a suspensão do processo pelo prazo máximo de um ano. diz que. a assertiva incorreta está na opção D. Como a opção D contraria essa disposição legal. opção C o ar 266. Quanto às demais opções: opção A – o cerne da assertiva é a cumulação de pedidos. contra o mesmo réu. traça limitações territoriais à autoridade dos juízes. Portanto. opção B – o art 265 trata da suspensão do processo e. salvo a realização de atos urgentes. a) Cada juiz não exerce sua autoridade somente nos limites do território sujeito por lei à sua jurisdição. Sobre esse assunto assinale a alternativa correta. O juiz designado para determinada comarca só no território dela exerce o seu exercício jurisdicional. 17. § 1º. o . estabelece que no caso de prejudicialidade externa (inciso IV do artigo) o prazo de suspensão do processo não poderá exceder 1 (um) ano. o que dignifica que a assertiva está correta. ainda que entre eles não haja conexão”. o que torna incorreta a assertiva desta opção. que correspondem a determinadas partes do território nacional. ela é incorreta. o que permite concluir que a assertiva está. de vários pedidos. em seu § 5º. O que se disse acima conduz exatamente à opção B.Quanto ao exercício da jurisdição. b) Se é preciso produzir uma prova fora do território do juiz. estabelece que seja competente para conhecer deles o mesmo juiz. conforme hajam de se realizar dentro ou foram dos limites territoriais da comarca. determinar a produção de atos urgentes. a fim de evitar dano irreparável. no caput. o princípio da aderência ao território é que inerente à jurisdição. a fim de evitar do irreparável. a citação postal endereçada a pessoas fora da comarca. ainda que fosse por exclusão. que os atos processuais serão cumpridos por ordem judicial ou requisitados por carta. (TRF 3ª R / XII): Assinale a alternativa incorreta: a) Tratando-se de litisconsórcio facultativo com cumulação de pretensões é necessário que o juízo seja competente para conhecer todos os pedidos. todavia. Análise da resposta: O art 292. o território nacional é dividido em comarcas. é defeso praticar qualquer ato processual. do CPC. II. estabelece:”É permitida a cumulação. Resposta: D. 16.256 prejudiciais são questões de mérito e preliminares são questões processuais. d) A citação por edital fere o princípio da aderência territorial. correta. Resposta: C Analisando a resposta: Opção A .

257 que torna a presente assertiva incorreta (trata-se de cumprimento do ato por carta precatória). Nessas circunstâncias. desde que observado o prazo do recurso de menor prazo. a ausência da taxatividade. estabelece os casos em que a citação pode ser feita por edital. e) o duplo grau de jurisdição. não fere o princípio da aderência territorial e a assertiva está incorreta. por exemplo) e a opção E (também pela ausência da taxatividade. o principio da aderência ao território. por exemplo. a taxatividade. vê-se que a citação será feita pelo correio. d) o duplo grau necessário de jurisdição. por exemplo). o juiz pode acolher o pedido do recorrente. a fungibilidade e a garantia da reformatio in pejus. a infungibilidade e a proibição da reformatio in pejus. b) o duplo grau de jurisdição. um só tipo de recurso. entre dois possíveis. a infungibilidade e a garantia da reformatio in pejus. Restou. no caput. do CPC. como regra geral. a ausência de taxatividade a ingularidade. ao mesmo tempo. ainda que não esteja no tipo de recurso apropriado. como regra. para qualquer comarca do país. e o do duplo grau necessário de jurisdição. mas a própria lei permite ao juiz esse meio de citação em determinadas situações. c) o duplo grau necessário de jurisdição. pois existem algumas exceções previstas no mencionado artigo. a infungibilidade e a garantia da reformatio in pejus. listadas no próprio art 475. Não existe o princípio da infungibilidade. Neste caso ele pode estar em território de outra comarca. Não tem. Esse princípio complementa o princípio da recorribilidade. do CPC. da ausência da taxatividade. Logo. como garantia da boa solução. Resposta: B Análise da resposta: O princípio da taxatividade está previsto no art 496. Princípio da proibição da reformatio in pejus. a opção C (pela garantia de reformatio in pejus). a singularidade. Princípio do duplo grau de jurisdição consiste na possibilidade de submeter-se a exames sucessivos por juízes diferentes. A taxatividade. substituindo o antigo reexame necessário de determinadas matérias. todavia caráter recursal e visa dar eficácia à matéria decidida e em reexame. a fungibilidade e a proibição da reformatio in pejus. . do CPC. (MP/2006): São princípios fundamentais dos recursos previstos no CPC: a) o duplo grau de jurisdição. a singularidade. portanto. entre os quais aquele em que o desconhecido ou ignorado o lugar onde se encontra o réu. a singularidade. a opção D (pela ausência de taxatividade. corolário do efeito devolutivo do recurso. a taxatividade. ficam excluídas as opções A (pela infungibilidade. A existência dos princípios mencionados provoca a inexistência de outros mencionais nas opções da questão. da garantia da reformatio in pejus. a opção B. não poder. sendo que este é tratado pelo art 475. não violando. o que torna a assertiva C correta. E significa que todo recurso deve estar previsto na lei. Princípio da fungibilidade é aplicável quando houver dúvida objetiva sobre qual tipo de recurso utilizar. que menciona princípio de recursos previstos no CPC). opção D – O art 231. O princípio da singularidade (ou da irrecorribilidade) significa que para cada tipo de ato processual cabe. 18. a singularidade. opção C – atentando-se para o art 222. significa que em caso de recurso a decisão do órgão ad quem fica limitada ao objeto do recurso. ser agravada a situação de quem recorreu.

o tribunal pode julgar o mérito da lide se a questão for somente de . o acórdão a tenha julgado procedente. do CPC (taxatividade). § 3º (extinção do processo sem julgamento do mérito). segundo o qual a parte vencida por um julgamento não-unânime em apelação não terá direito aos embargos infringentes se houver sido vencida também na sentença. concede provimento com fundamento em error in procedendo. Observações: • Os embargos infringentes serão manejáveis apenas pelo apelado. • Se a apelação for baseada no art 515. (ESAF – PFN/2007): No que se refere aos embargos infringentes. não os cabendo ao apelando. “nos casos de extinção do processo sem julgamento do mérito (art 267). anular a sentença não é o mesmo que reformar. não caberá o recurso de agravos infringentes. • que o acórdão não-unânime em caso de apelação tenha reformada a sentença recorrida. eles estão previstos no art 530. dela conheça e lhe dê provimento ou não com fundamento in error in iudicando. mas sim sua anulação. Não cabem. se a causa versar questão exclusivamente de direito e estiver em condições de imediato julgamento”. por maioria de votos decidir pela cassação da sentença de mérito por carência de ação ou qualquer outra causa e invalidação. pois os embargos infringentes não são cabíveis se a sentença foi mantida. ao julgar a apelação relativa ao mérito da sentença. Assim. não se aplica o critério da dupla sucumbência. é incorreto afirmar que: a) são cabíveis embargos infringentes quando o tribunal. • Se o tribunal. Análise da resposta: Fazendo um retrospecto sobre embargos infringentes. ainda que este tenha sua pretensão rejeitada (art 499. pois que invalidar. Assim. nessa hipótese não haveria reforma de sentença. ao julgar a apelação. o tribunal pode julgar desde logo a lide. nos termos do § 3º do art 515. eles não são cabíveis contra improcedência da ação rescisória ou se o processo tenha sido extinto em razão de preliminares processuais. cabendo somente em casos de acórdão de 2º grau não unânime. pois a reforma pressupõe novo julgamento do mérito. posto que. em grau de apelação relativo à sentença de mérito ou quando houver o tribunal julgado procedente ação rescisória.258 19. d) nem sempre é meramente terminativo o acórdão que julga apelação contra sentença terminativa. no caso de ação rescisória. eis que. CPC) e até porque tais recursos não podem existem se a sentença for confirmada. são requisitos para cabimentos desse tipo de recurso: • que o acórdão se refira a julgamento de apelação ou ação rescisória. c) na hipótese de tribunal julgar o mérito. e) são incabíveis embargos infringentes quando o tribunal. contra outras decisões do tribunal. ao julgar a apelação. • que o objeto da apelação seja relativo ao mérito da sentença. b) são cabíveis embargos infringentes nas hipóteses em que houver reforma de sentença de mérito por acórdão não unânime em apelação ou de julgamento de procedência do pedido formulado em ação rescisória por acórdão não unânime. portanto. • que. • que a decisão do acórdão não seja unânime. Resposta: A.

e dede que o acórdão seja por maioria de votos (Humberto Teodoro Jr). caberá o recurso de agravos infringentes. embora não tenha havia julgamento do mérito em primeiro grau. não são cabíveis tais embargos. . do CPC. A assertiva contida na opção B está correta. ou seja. E. A assertiva desta opção também está correta. do art 515. por votação não unânime cabem embargos infringentes. pois o § 3º. D. de vício de má aplicação do direito (vício de fundo). b) da interposição da medida cautelar. do CPC. Neste caso. ou seja. todavia. se o julgamento da apelação reformar o mérito da sentença. contados da data da efetivação da medida. c) em que o mandado de citação foi juntado aos autos. não haverá julgamento de mérito. Justificativa para a resposta: A questão da obrigatoriedade da ação principal em 30 dias está no art 806. Não são cabíveis embargos infringentes quando ocorrendo julgamento em razão de error in procedendo. Resposta: A. pois está conforme o art 530. Esta alternativa. erro processual (vício de forma). E o artigo é taxativo ao estabelecer que cabe à parte propor essa ação no prazo de 30 dias. C. De acordo com a legislação processual civil. vício de procedimento (error in procedendo). A afirmação da questão não esclarece que se trata de decisão por maioria de votos (não unânime) o que a torna incorreta. está correta. ou seja. d) do deferimento da medida cautelar. a sentença pode padecer de duas espécies de vícios: vício de julgamento (error in iudicando). da correção do error in iudicando. a interposição de ação cautelar preparatória obriga o autor a propor a ação principal no prazo de 30 dias. 20. Quanto à reforma da sentença em relação ao error in procedendo. Se esse julgamento for por maioria de votos. Caso ocorra qualquer desses tipos de vícios. B. por exclusão. permite ao tribunal o julgamento da lide (mérito) em se tratando exclusivamente de questões de direitos e esteja o processo em face de julgamento.259 direito e o processo estiver em estado de julgamento. A assertiva está correta. cabem embargos infringentes. contados da data a) da efetivação da medida cautelar. Vamos analisar as assertivas de cada uma das opções do problema: A. Segundo Nelson Nery. cabe apelação e.

08. além de bens corpóreos. Assim. Trata-se de medida puramente cautelar. Titular de um interesse relativo a um direito que possa ser declarado em ação própria. Objeto: conservação de bens móveis ou imóveis. enquanto no sequestro o objeto pode ser. Titular dos bens arrecadados em herança jacente. como. ou seja. a situação do cônjuge que demanda a dissolução da sociedade conjugal. desde que demonstrem fundado receio de extravio ou dilapidação. e que implica na designação de um depositário de confiança do juiz (Humberto Theodoro Júnior.2009 ARROLAMENTO DE BENS Conceito: é uma medida cautelar que visa proteger os bens arrolados. podendo ocorrer. 3. por exemplo. podendo exercer o arrolamento. podem ser arrolados bens próprios em poder de terceiros. frustrando o cumprimento de uma obrigação. É o seu direito de ação. Legitimidade: todos que possuem interesse na conservação de bens em poder de outrem. está sujeita ao determinado no art 806. vol II. do CPC. por exemplo. (art 855 e 856). portanto. Pressupostos: são os dois pressupostos comuns a todas as medidas cautelares: periculum in mora e fumus boni iuris. . Neste caso. No início do procedimento. móveis ou imóveis. Iitular de uma situação jurídica já constituída. o arrolamento tem caráter apenas documental podendo ser transformado numa medida constritiva da posse e da disponibilidade dos bens. 2. Curso de Direito Processual Civil. há de ser: 1. O FBI é o interesse do requerente de preservar tais bens. no caso de prestação de contas. a ação principal deve ser proposta em 30 dias da efetivamente da medida cautelar. PIM é o fundado receio de extravio ou dilapidação dos bens por parte de quem os detenha.260 SEGUNDO SEMESTRE 04. interesse demonstrado pela existência de direito já existente ou de direito passível de declaração em favor do requerente e interessado na conservação dos bens. O requerente. prestação de contas por gestor de negócios alheios etc. bens comuns ou bens alheios. desde que sobre eles existe interesse do requerente. 686). p. dissolução de sociedade de fato. que o habilite a demandar os bens em questão de quem os detenha. que consistem em bens litigiosos. do sócio que pede a dissolução da sociedade comercial ou mesmo de fato. Competência: o juiz competente para a ação de arrolamento e o mesmo juiz da causa principal. 2007. em caso separação judicial. Natureza Jurídica: medida cautelar não satisfativa. de anulação de casamento. em risco de extravio ou dilapidação. que tenham valor econômico e que correm risco de extravio ou dissipação (ou dilapidação).

vamos apresentar o conceito de cada um desses dois institutos. do CPC). Arrolamento: é uma medida cautelar que visa proteger os bens arrolados. quanto à posse e disponibilidade dos mesmos. em risco de extravio ou dilapidação. também semoventes. ao que vencer a causa. Extinção: esta ação cautelar resolve-se com a solução definitiva da ação principal ou quando ocorrer a extinção do processo cautelar por qualquer um dos motivos previstos no art 808. Por exemplo. 2007. e que implica na designação de um depositário de confiança do juiz (Humberto Theodoro Júnior. cessa o sequestro • Pelo pagamento. se houver alienação de um desses bens sem a devida autorização judicial. do CPC. 2007. objeto de litígio. 3. p. p. 1052 e 1052. Curso de Direito Processual Civil. (Humberto Theodoro Júnior. enquanto no sequestro o objeto pode ser. 2. Cessação: Pelo art 820. podem-se anotar algumas diferenças entre ambos. persistirão até o final da ação principal. Efeitos: as restrições sobre os bens arrolados. Já no sequestro. Assim: 1. Assim. Objeto . Também prevê a designação de um depositário. do CPC. Classificação: O arrolamento de bens pode ser uma medida cautelar antecipatória (preparatória) ou incidental. cuja elaboração é uma atribuição do depositário dos bens (terceiro ou o próprio possuidor. pesam sobre os bens arrolados. designado pelo juiz – art 858 e 859. Sequestro: é a medida cautelar que assegura futura execução para entrega de coisa. • Pela transação . 636). No que o arrolamento se distingue do sequestro? Inicialmente. a alienação será nula.No arrolamento. a legitimidade ativa é daquele que tem legitimação para ação de execução quanto à entrega de coisa certa (ação principal). o objeto pode ser bens móveis ou imóveis. Embora esses dois institutos. com base no auto apresentado pelo depositário. o previsto nos artigos 808. 686). Curso de Direito Processual Civil. como medidas cautelares que são. vol II. vol II. consistindo na apreensão de bem determinado. que consistem em bens litigiosos. para assegurar-lhe a entrega. além de bens móveis ou imóveis. em bom estado. O juiz proferirá sentença homologatória do arrolamento. Trabalho para ser apresentado no primeiro dia de aula presencial. tenham muitas semelhanças. Legitimidade ativa – No arrolamento tem legitimidade todo aquele que tiver interesse na conservação dos bens em poder de outrem. • Pela novação. do CPC.261 Sentença: o procedimento do arrolamento é reduzido a auto.

2) demonstrar ser a medida requerida não nociva à realização de negócio jurídico . na cientificação que se faz a outrem o conclamando a fazer ou deixar de fazer alguma coisa. raramente no plano processual Às vezes. o depositário. a cessação ocorre com a solução da ação principal ou quando. ou. bastando que prestem compromisso. por qualquer das condições previstas no art 808. 4. O protesto e a interpelação não admitem defesa no mesmo processo. para obter prova especial e solene da ocorrência (protesto facultativo) (Humberto Theodoro Jr). 5. a sua falta produz efeito. PROTESTOS. CPC): 1) prevenir responsabilidade. Já no arrolamento. com propriedade. Tanto o processo protestativo quanto o notificativo e o interpelativo são produtivos de efeitos jurídicos no plano no direito material. Deve ser precisa e clara. 2) prover a conservação de seu direito. sob pena de ajuizamento de ação de despejo. do CPC). . CPC): 1) o autor deve demonstrar interesse no uso do remédio processual. não sendo. Definição de interpelação: tem a finalidade específica de servir ao credor para dar conhecimento ao devedor da exigência de cumprimento da obrigação. for extinto o processo cautelar. ainda. o processo cautelar de arrolamento recebe do juiz uma sentença homologatória.262 Já no arrolamento de bens. sob pena de constituí-lo em mora. feita através do Oficial Público para comprovar a falta de pagamento ou aceite. também designado pelo juiz. do CPC. sob risco de indeferimento da petição inicial. assegurar o exercício do direito cambiário regressivo contra o coobrigado. Finalidade (art 867. total ou parcial. sequestrado o bem. Não pode faltar nenhum deles. como a finalidade é a conservação dos bens arrolados. a notificação ou a interpelação. Não preservam o periculum in mora nem especificamente para assegurar eficácia e utilidade a outro processo. Ex: notificação do locador ao locatário para desocupação do imóvel alugado. assim. o depositário a ser nomeado pelo juiz. pode ser um terceiro ou uma das partes do processo. mas esta deverá prestar caução garantindo o bem. sob cominação de pena. ser considerados medidas cautelares. poderá ser um terceiro ou o próprio possuidor do bem. portanto. contendo informações sobre dia e hora para o cumprimento da obrigação. (art 863. Característica (art 871. ou do direito de agilizar o pedido de falência do devedor comerciante (protesto necessário). Definição de notificação: consiste a notificação. NOTIFICAÇÕES E INTERPELAÇÕES Conceito: São procedimentos não contenciosos meramente preservativos de direitos que não devem. A questão de valor deve ser tratada em ação própria segundo entendimento do STF. São simplesmente manifestações públicas de vontade para garantir e preservar direitos. do CPC). pois não há processo nem ação. Finalidade: No sequestro. Definição de protesto: Consistem estas medidas na documentação solene ou formal da apresentação do título ao devedor. não existe a possibilidade de caução. 3) prover a ressalva de seu direito (contra alienação de bens) Requisitos (art 869. tecnicamente. 6. Sentença: diferentemente do seqüestro. mas a construção de cada caso depende do direito material que fez ser preciso ou facultado o protesto. e. é facultado ao possuidor do bem buscado oferecer caução que garanta o interessado. Depositário: no arrolamento. Já no sequestro. Daí as duas características: unilateralidade e não contenciosidade.

sem necessidade de traslado. Silencia-se – pelo princípio da revelia (art 319. mas satisfativo. IV): da decisão que defere o protesto não caberá recurso. Da decisão que indefere a publicação dos editais caberá agravo de instrumento. Os bens não passam à propriedade do credor. Citação: o devedor será citado para pagar em 24 horas ou alegar defesa (art 874. manifestando sua vontade diferente que não pôde manifestar no processo do protesto. os autos aguardarão em cartório durante 48 horas. CPC) os fatos alegados serão tipos por verdadeiros e a homologação será deferida. Homologação inaudita altera parte: estando a documentação em ordem e sendo legítima a pretensão o juiz pode homologar de plano. CPC): finalizado o procedimento. havendo impugnação. É assegurar a realização de um direito e não proteger o risco próprio de outro processo. Objeto: são os bens móveis que o devedor tenha consigo ao tomar hospedagem ou alimento ou que o arrendatário tiver guarnecendo o prédio locado. Finalidade: A petição inicial será instruída com os elementos do art 282. Ocorrendo a citação para pagar ou se defender o réu poderá adotar três hipóteses: 1. do caso de senhorio ou locador e c) relação dos objetos retidos. ilegitimidade da parte. do CPC). desde que de sua propriedade. 3. Da decisão que defere ou indefere. A sentença homologatória poderá ser contestada por apelação Manifestação do réu:.263 Competência: o juiz do foro do devedor ou do credor. mas apenas garantem o seu crédito. a sua homologação não possui natureza de ação cautelar. mesmo antes da citação. Da que indefere a inicial caberá apelação. A sentença homologatória declara o direito do credor. (José Frederico Marques). após o que serão entregues à parte. Finalidade: atestar a regularidade de uma situação preestabelecida que fica assim reconhecida. por exemplo. que será apenas para o devedor pagar. Paga a dívida – extingue-se o processo pela satisfação do direito material e os bens retidos retornarão ao devedor. caberá apelação. Encerramento do feito e destino dos autos (art 872. pois sua finalidade é assegurar a satisfação de um direito e não garantir o risco próprio da duração de outro processo. Recurso (art 529. sem ouvir a outra parte. Contesta a ação – a apelação terá de restringir-se aos temas previstos no art 875: a) Nulidade do processo – alegando. do CPC e será instruída com a) conta pormenorizada das despesas. 2. b) tabela de preços ou contrato de locação. HOMOLOGAÇÃO DO PENHOR LEGAL Conceito: é medida de urgência com o objetivo de realizar um direito material expressamente previsto para atuar numa situação jurídica definida. inexistência de tabela etc. . Contraprotesto (art 871. por isso não possui caráter cautelar. deficiência da inicial. in fine): O requerido pode contraprotestar em processo distinto.

c) Não estar a dívida compreendida entre as previstas em lei ou não estarem os bens sujeitos a penhor legal. do CPC. nunca preparatória. (art 880.264 b) Extinção da obrigação – alegando. (Humberto Theoodoro Jr). o curso do processo e de forma ilegal: I. novação. 2. Risco de o juiz ou perito ser induzido a erro. 5. A medida será sempre incidental. Poderá. III. Sentença: A sentença poderá ser homologatória do penhor com entrega dos autos ao credor em 48 horas. Pressupostos: são os seguintes para exercer a ação de atentado: 1. cautelar ou especial. uma vez que a sentença homologatória não constitui esse titulo. . lesiva à outra.08.por ser uma ação acessória. pendente a lide. sem razão de direito (ilegal). transação ou outro meio liberatório. mesmo quando a ação se encontrar no tribunal. ilegalidade na inovação ou modificação abusiva na situação de fato da lide. do CP. fraude processual que é. é crime previsto no art 347. ser de indeferimento do pedido de homologação. Hipóteses: estão no art 879: comete atentado a parte que. em autuado em apartado. prejuízo a interesse da outra parte. ressalvando-se ao credor o direito de cobrar a conta em ação própria. Prazo: Homologado o penhor. sequestro. Aplica-se a qualquer tipo de processo de conhecimento. Dele nasce a ação de atentado que é o instrumento para exercitar a restituição ao status quo para que a situação permaneça como estava ao iniciar-se o processo e assim continue enquanto esta corre. na pendência do processo civil ou administrativo o estado de lugar. ação que dependerá do título executivo líquido disponível.2009 ATENTADO Conceito: atentado é a conduta de uma das partes que cria situação nova ou altera o status quo. Viola penhora. do CPC) Legitimidade: A parte prejudicada no processo principal ou terceiro que possa sofrer os efeitos da futura sentença dessa ação principal (assistente e terceiros intervenientes). sob risco de perda de eficácia da medida cautelar. Crime: o atentado. 3. pendência de uma causa. com o fim de induzir a erro o juiz ou o perito. ou seja. Pratica outra qualquer inovação ilegal no estado de fato. com a restituição dos bens retidos ao devedor. 12. Consiste o atentando em inovar artificiosamente. contados da homologação. Observe-se os artigos 802 e 803. também. de coisa ou de pessoa. II. executivo. inovação de estado de fato inicial. 4. Prossegue em obra embargada. prevalece o prazo previsto no art 806. arresto ou imissão de posse. compensação. Competência: o juiz da causa principal (1º grau). o credor deverá intentar ação principal em 30 dias.

haverá extinção do processo sem mérito. b) Citação: o requerido será citado para contestar em 5 dias. Delimitação do tema. 803 e 520-IV) : a) Petição Inicial: além dos requisitos do art 801 deverá informar no que consiste o atentado. o juiz determinará a suspensão da causa principal. Efeitos da sentença: A sentença de procedência produz os seguintes efeitos legais: a) Reconhecimento da alteração ilícita do estado de fato. sob pena de revelia. Se de improcedência. aplica-se as regras do procedimento comum ordinário. redução de prazos. . Explicitação dos requisitos materiais e processuais. Haverá extinção do processo com resolução do mérito. e) Imputação da sucumbência ao réu. 3. Não há deferimento liminar. d) Proibição do réu falar nos autos até a purgação do atentado. 2. por exemplo. Sentença (art 881): Se de procedência. Objetivos particulares: 1. como. Simplificação e agilização. Por isso. sentença que comporta apelação. Requisito material: • Prova de que o direito defendido é adequado ao procedimento especial. exclusão de atos dispensáveis. seja um direito material B. restituição à situação anterior ao atentado e proibição do réu falar nos autos até a restituição. o juiz mandará produzir as provas necessárias. no que não houver previsão. 4. com presunção de veracidade dos fatos alegados pelo autor. para o qual o procedimento especial utilizado não se presta. 16.265 Procedimento: (artigos 802. c) Suspensão da causa principal. marca a audiência de instrução e julgamento. Exemplo: Seja um direito material A para o qual o procedimento especial utilizado seja outro.09. E. c) Produção de provas: contestada a ação. b) Ordem de restabelecimento ao status quo ante. além do réu responder por perdas e danos em razão do atentado. d) Sentença de procedência ou improcedência do pedido.2009 Procedimentos especiais Objetivo geral: adequar a forma ao objeto (direito material) da ação O procedimento especial se pauta por regras próprias que preveem o que for diferente do procedimento comum. sob risco de carência de ação. será sentença declaratória negativa e implicará no ônus da sucumbência ao autor. em havendo prova oral. Anulação da dicotomia entre ação de conhecimento e ação de execução. neste caso.

Assim. bem como seu endereço (art 344. e) Há litígio sobre o objeto de pagamento. Se o depósito não for feito no prazo. CC). No caso de prestação pecuniária. do CC) pelas condições abaixo e o devedor tem que valer de meios judiciais: a) O credor não pode ou se recusa a receber ou dar quitação. a via preferível é a extrajudicial. Havendo compromisso de compra e venda de lotes urbanos (Lei 6. declarado ausente ou reside em lugar incerto ou de acesso perigoso e difícil. Não existe relação de direito. extingue-se o processo. 6. 4. Depósito de forma extrajudicial só para credor capaz. Os procedimentos especiais estão listados no Livro IV. por isso é um instituto de direito material. que assinalará para prazo de 10 dias para a resposta. São duas as modalidades de consignação: • Extrajudicial – art. Objeto: somente obrigações pecuniárias. havendo. situações em que ela é obrigatória. 3. 890. capaz e solvente. o devedor pode cumprir sua obrigação valendo de uma ação de consignação em pagamento (art. Não sendo conhecido. a consignação é facultativa.266 O procedimento especial prevê alguns atos que se não forem praticados levam à extinção do processo. inclusive do depósito em estabelecimento oficial (Banco do Brasil e CEF). ou até porque haja risco quanto ao pagamento. • Judicial: Ação de consignação em pagamento. certo. é desconhecido. entretanto. desonerando-se do ônus da obrigação que tinha. § 1°. outro estabelecimento bancário. d) Existe dúvida sobre quem deva receber. na falta deste. não é possível o depósito bancário na forma extrajudicial. ou porque há erro no valor. Além do mais. 7.766/79) 2. se o juiz assinala um prazo para que o autor faça um depósito em consignação. Existência no lugar do pagamento da obrigação (comarca) estabelecimento bancário oficial ou. o procedimento especial é destinado às situações em que o devedor querendo desonerar-se de seu ônus com o credor não consegue por via extrajudicial (art 335. Por exemplo. o credor deve ser inequivocamente o titular do crédito. . b) O credor não recebeu nem mandou receber no lugar. O depósito deve ser feito em conta que possibilite a correção monetária do depósito. Assim. O credor deve ser avisado por carta AR (carta com aviso de recebimento). 5. O credor deve ser conhecido. tempo e condições devidos (obrigação quesível ou quérable). 890. c) O credor é incapaz de receber. valendo-se o devedor da judicial quando impossível de efetuar o pagamento pelas vias extrajudiciais comuns. Como regra. do CPC. do CPC). AÇÃO DE CONSIGNAÇÃO EM PAGAMENTO Conceito: Quando ocorre impossibilidade de efetuar o pagamento de uma obrigação pelos meios normais (ou porque o credor se recusa a receber ou por que ele não pode receber. Condições: 1.

Se o terceiro interessado efetuar o pagamento. podendo. instruindo a petição inicial com prova do depósito e da recusa. (art. Se o pagamento for efetuado por terceiro que não tenha interesse. declarado ausente ou reside em lugar incerto ou de acesso perigoso e difícil. embora tenha o direito de receber o valor pago. do art 890). 30. pois que pode redundar tanto em um provimento para o autor-consignante. Nos contratos de aluguel segue a regra geral. Legitimidade ativa: é o devedor. Aqui temos tanto o terceiro juridicamente interessado e o terceiro não interessado. é desconhecido. . Geram mora accipiendi: • O credor não pode ou se recusa a receber ou dar quitação • O credor é incapaz de receber.2009 A petição inicial da ação de Consignação em pagamento deve ser instruída com prova do depósito e da recusa de recebimento por parte do credor. haverá presunção de aceitação. Ação de consignação em pagamento é uma ação dúplice. Risco de pagamento ineficaz. Todavia. Competência na ação de consignação: Como regra. todavia. Enquadram-se nesta hipótese: • O credor se recusa a oferecer a devida quitação do pagamento.267 A ação de consignação em pagamento tutela a direito do devedor de pagar para se desonerar de sua obrigação. se ele não responder. Para receber o seu dinheiro deverá propor ação de conhecimento condenatória para o ter seu direito garantido. ficando o devedor desonerado de sua obrigação (§ 2°. Mora accipiendi (é a mora do credor que se recusa de forma injustificada a receber o pagamento no tempo. Ele pode não concordar.893. o foro competente será o da situação do imóvel. lugar e condições devidas). sub-roga-se dos direitos de credor. Hipóteses que autorizam a consignação: 1.CC. CPC). CC). • Existe dúvida fundada quanto à pessoa do credor. A esse direito se contrapõe a obrigação do credor de receber. mas também em benefício do credor consignado. 2. ou a prestações relativas a imóvel.09. haver foro de eleição. não fica sub-rogado nos direitos do credor. o foro do domicilio do devedor salvo se houver foro de eleição. 890 faz também menção a terceiro. mas pode ser também seus sucessores O art. que poderá até executar o consignante. Aviso o credor do depósito consignado é assinalado o prazo de 10 dias. sempre que não houver mora accipiendi. terceiros esses que podem extinguir a dívida do devedor. como determinado no art 328. o que ele fará diretamente ao banco depositário e o devedor deverá propor ação de consignação em pagamento no prazo de 30 dias. • Existe dúvida quanto à prestação. para continuar sem riscos de encargos sobre sua dívida. Se ele responder concordando é a declaração da aceitação. (art 327. por excelência. recusando o depósito. se o pagamento se referir à tradição de um bem imóvel. Embora o devedor não seja obrigado a entrar com a ação de consignação em pagamento. o devedor deve fazê-lo para eximir-se de encargo adicionais como multas e juros de mora. • Falta de representante legal do credor absolutamente incapaz ou do seu assistente no caso de credor relativamente incapaz.

do CPC. inclusive. que a recusa justa do credor sobre o depósito. Mas. III) • Que o depósito não foi feito no seu valor integral (art 896. passará ao credor esse direito. por exemplo. neste caso. entrar com a ação a qualquer momento. II). isto é. Na falta de posicionamento do credor. autor da ação de consignação. para ingressar com a ação para não perder o seu direito de ficar isento do ônus de juros e multas em seu débito. Mesmo assim. Mas pode também defender-se de forma indireta. para o que o juiz lhe concederá um prazo de 5 dias e pedirá que o credor seja citado para levantar o depósito ou oferecer resposta (art. IV). devendo depositar. depois de consignada uma delas. a peça inicial do devedor será indeferida por falta de interesse de agir. alegando. 07. ser designado depositário da coisa pelo juiz. que poderá. Aliás. Dois artigos do CC sobre o assunto merecem destaque: • Art 892: No caso de prestações periódicas. somente se o credor recusar o depósito. pedirá ao juiz para autorizar o depósito. por desnecessidade da ação. O que pode ser alegado na contestação (resposta) do réu? As respostas contam do artigo 896. se quiser. Ingressando com a ação. • Que foi justa a recusa (art 896. 893). Se houver dúvidas sobre quem deva ser o credor. se o devedor depositar em banco oficial o valor de sua dívida. O devedor poderá completar o pagamento em 10 dias. presume-se a aceitação do depósito e o devedor fica desobrigado de sua responsabilidade. se o devedor ingressar com a ação.2009. • Que o depósito efetuado não respeitou prazo e lugar previstos para o pagamento. sem o depósito prévio. Se o credor não responder nesse prazo. O devedor. o autor da ação (devedor) oficie ao juiz para consignar as seguintes e passará a consignar as seguintes sem qualquer formalidade. ele poderá. dizendo que não houve recusa ou mora em receber a quantia ou coisa devida (896.I). Prazo para resposta do réu (credor): 15 dias. . Deve-se ter em conta. entretanto. a partir da recusa. o devedor. será ele citado para exercer esse direito em 5 dias. Neste caso. não sendo feito depósito prévio. se outro prazo não constar de contrato. pedirá a citação de todos os que disputam o direito sobre o depósito para provarem o seu direito. a ação só será cabível em caso de depósito prévio. não autoriza o ingresso da ação. entretanto. (896. até 5 dias do vencimento de cada uma.10. terá 30 dias de prazo. ele deve indicar o valor correto. Ele pode defender diretamente do mérito. basta que ao aproximar-se o vencimento da seguinte.268 Como dito acima. • Art 894: Se o objeto da prestação for coisa determinada a ser escolhida pelo credor. justificando sua recusa. Estando errado o devedor. ele arcará com a sucumbência e com os encargos moratórios pela parte não depositada. ele deve marcar o prazo de 10 dias para manifestação do credor.

Ocorre para qualquer momento do processo e em qualquer tipo de ação. morrendo logo depois. HABILITAÇÃO O processo deverá sempre obedecer ao princípio da dualidade de partes. etc. O processo para se promover essa substituição é a habilitação. Se o direito disputado for personalíssimo.2009. haverá substituição? Depende. então avaliará a situações dele. o devedor ficará liberado de seu compromisso e os que compareceram continuam no processo para que seja definido o verdadeiro credor. Nenhum dos citados comparece: haverá revelia com julgamento antecipado da lide e extinção do processo. em respeito ao princípio da demanda – ninguém está obrigado a demandar contra quem não queira. Quem pode requerer a substituição? A parte sobrevivente ou os sucessores do de cujus. Se houver dúvidas sobre quem deve receber. Nomeação à Um caso: A e B demandam a propriedade de determinado bem. 14. se o direito por transmissível suspende-se o processo para que haja substituição do autor (art 265. O juiz. Julgamento antecipado do processo: Se o réu não contestar ocorrem os efeitos da revelia (art. 3. B vende o bem para C. não haverá mora accipiendi. Mais de um dos citados comparecem. para confirmar tratar-se do verdadeiro credor. Por isso.1055. 897).10. CPC). 2. O devedor recebe quitação de seu ônus. mão haverá substituição extinguindo-se o processo. intransmissível. quando uma das partes morrer e o direito em litígio for transmissível. arrecadação de bens de ausentes prevista nos art. Habilitação: procedimento em que se define o substituto da parte faltante. Durante o processo. O C pode substituir o B. podendo haver mais de uma alegação. com o julgamento antecipado da lide. Deve se habitar. O juiz não pode determinar de ofício a substituição. então. conforme permite o artigo 1061. O devedor será exonerado de sua obrigação.continuação . o autor. do CPC. sem julgamento do mérito (art 267.). no processo? Pode. IX). quando o direito for transmissível (art. havendo citação de todos os possíveis credores e devem ser consideradas sãs seguintes situações: 1. 1159 a art 1169. Apenas um dos citados comparece. juntando o título de aquisição e identificando-se. Legitimidade: Qualquer das partes e terceiros intervenientes (Oposição. por exemplo.269 Essas quatro formas de alegação não são excludentes entre si. morrendo. deverá ocorrer a substituição da parte que morreu. Não tendo havido contestação quanto ao valor do depósito. Ocorrerá. Mas. I). Assim. desde que o valor do depósito não tenha sido contestado. autoria.

É caso que valerá. Aduz o § 2°. do CPC. 1059. do CPC. a princípio da fungibilidade. O juiz também deve decidir em 5 dias. o juiz decidirá se autoriza ou não a substituição. (art.060. pede-se ao desembargador relator do processo. se já existir. a petição inicial deve seguir o prescrito nos artigos 282/283. os seus sucessores devem autorizar essa desistência. esta terá continuidade com a presença do advogado do de cujus. quando o sucessor provar indubitavelmente a sua condição de sucessor (art 1. entretanto. ou diretamente ao réu. a citação tem caráter de intimação. Se já se iniciou a audiência de instrução e julgamento. do CC). A habilitação do sucessor pode necessitar de uma nova ação. Haverá citação. Suspensão do processo: evidentemente. se este é que deveria indicar novo advogado e não o fez. Se a causa estiver em recurso no Tribunal. que poderá ser feita diretamente ao procurador. quando houver controvérsias sobre quem será o sucessor. O autor pode desistir do processo com a morte da outra parte? Pode. pois deve ser julgado com urgência. Pode haver o caso de substituição direta no bojo do processo. Pode ocorrer mesmo em ação incidental quando já houver prova cabal do sucessor. do CPC).2009 AÇÕES POSSESSÓRIAS Tanto as ações possessórias como as ações petitórias tem o mesmo objeto: reaver o bem. ou prosseguirá na audiência. Na sentença declaratória. precisamente no § 1°. mas se já tiver havido a citação da outra parte. não há clareza de caber agravo ou apelação. porque pode haver interesse deles em decidir o mérito da lide. Mas as ações possessórias se fundam no jus possessionis (direito de posse) e as ações petitórias se fundam no jus possidendi (direito de propriedade). sendo esta inicial distribuída por dependência da ação principal. mesmo que iniciada a audiência. havendo nova ação.10. todavia para o seguinte fato. o juiz marcará o prazo de 20 dias para substituição do falecido. que ocorrendo a morte de um dos procuradores. indo até o seu encerramento e o processo só se suspenderá a partir da publicação da sentença ou acórdão. Competência: o juiz competente para decidir a habilitação é o juiz da causa em curso. havendo morte de uma das partes. A rigor. Esta suspensão está prevista no artigo 265. quando então a incidental deverá ser julgada antes. . para resposta em 5 dias. Da decisão do juiz deferindo a substituição cabe agravo de instrumento e não agravo retido. Mas. haverá suspensão do processo para a devida substituição do morto. ela será pedido à parte sobrevivente. em relação à substituição. à revelia do réu. findo o qual extinguirá o processo sem julgar o mérito se o autor não designar novo advogado. Há de se atentar. Mas se o juiz negar. Nesses fundamentos reside a diferença entre esses dois tipos de ações. 27.270 A quem se pode pedir a habilitação? Se quem pede a habilitação são os sucessores do morto.

271 São ações dominiais. Fungibilidade das ações possessórias: Está prevista no art 920. Desfazer construções ou plantações (destruir) feitas em detrimento da posse. o quye acarreta mudança de rito. Diferentemente dos três pedidos acima. II. Ação de Reintegração de Posse. que diz que o réu pode fazer os pedidos que seriam da reconvenção. Não deixa de existir. Cominação de pena no caso de nova turbação ou esbulho. quando ocorrerem perturbações de três espécies. Entretanto. julgando extra petita. nestas o juiz impõe multa. Ação de força velha: as que ultrapassam ano e dia da perturbação. se houver erro no nome da ação. exigem a mudança do procedimento para o rito ordinário. ou seja. citado o réu. Portanto não cabe reconvenção nas possessórias. passará a ser possível a reconvenção. para as quais não cabe liminar. III. no rito ordinário. São 4 tipos: . o juiz pode acolhê-la. Trata-se de ação dúplice. até ter conteúdo possessório. Ação de Interdito Proibitório. fundamentadamente. de imissão de posse. Questão: Cabe reconvenção mas possessórias? A resposta é dada pelo artigo 922. Nas segundas ações (força velha) diferentemente do que ocorre nas primeiras (força nova). ou seja. Ação de força nova: aquelas propostas em menos de ano e dia da perturbação. que não prevê concessão de liminar. se o autor acrescer pedidos além daqueles do art 921. Condenação em perdas e danos. Essa concessão poderá ser modificada ou revogada a qualquer tampo. Nas ações de manutenção de posse e de interdito proibitório a decisão é mandamental nas obrigações de fazer. Estas ações podem. ‘Nas ações de não fazer. os seguintes pedidos: I. o recurso está no art 461. Cumulação de pedidos: O rito especial dessas ações possessórias prevê a possibilidade se serem apresentados. do CPC. mas sem perdê-la. cumulativamente. se algum outro pedido for também colocado. que na implicam em mudança do rito especial da possessória. valer-se da antecipação de tutela. ou seja. Um exemplo de um desses outros pedidos será o de rescisão contratual. c) Ameaça à posse → ameaça que possa haver turbação ou esbulho. o direito de pedido de antecipação de tutela. pelo que. Possessórias atípicas. Mas não é nas de não fazer. Caráter executivo lato sensu e mandamental – As ações possessórias têm caráter executivo e mandamental. a sentença é autoexecutável não carecendo de outras providências. Essas três ações específicas são fungíveis. mesmo assim. entretanto. b) Turbação da posse → moléstia na posse. do CPC. Ação de Manutenção da posse. O importante é a descrição dos fatos. reivindicatórias. como relação à posse: a) Esbulho possessório → é a perda total da posse. no própria contestação da ação. § 3º. do CPC. não cabe liminar.

sobre turbação ou esbulho na posse de seus bens. Ação de dano infecto: perigo de ruína em prédio vizinho. ação de reintegração da posse. pois que a causa de pedir próxima é o esbulho. • A data do início das perturbações. sequestro etc. a autor deverá provar: • O ato prejudicial pratica pelo réu. (caso de penhora.). Relação entre a causa de pedir e o pedido: sempre sobre a posse. Sentença: Embora seja uma sentença mandamental. • Se p objetivo é continuar na posse.046. 4.2009 A posse é transferível na sucessão. daquele que pretende conseguir a posse e passiva daquela que está na posse. por ato de apreensão judicial. Petição inicial: além do contido no art 282. Legitimidade: ativa. mas se perdeu a posse. Competência: Se coisa móvel. 2. Quando a pessoa. Embargos de Terceiro Possuidor: art 1. do CPC. Nunciação de obra nova: quando uma obra vizinha esteja perturbando a posse. mas não tem a posse 28. o domicílio do réu. . pode haver situações em que é preciso liquidar antes a sentença.10. O autor pode pedir ao juiz que estabelece caução para garantir-se quanto ao resultado da ação. Valor da causa: Valor do bem (valor venal) ou o valor do proveito econômico que se tira do bem. Ação de Imissão de posse: A pessoa tem a propriedade. arresto. Se houver recusa parte em prestação caução determinada pelo juiz. por isso auto-executável. se imóvel o juízo da localização do imóvel. que é a causa de pedir remota.272 1. é alienável. a perturbação da posse. ação de manutenção da posse. CPC. este poderá tirá-la da posse e designar um administrador. mesmo não sendo parte da ação. 3.

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