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RESPONSABILIDADE CIVIL para relatório

RESPONSABILIDADE CIVIL para relatório

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RESPONSABILIDADE CIVIL O Código Civil brasileiro determina: Artigo 159 – Aquele que por ação ou omissão voluntária, negligência

ou imprudência, violar direito, ou causar prejuízo a outro, fica obrigado a reparar o dano. Quando a empresa não estabelece ações de prevenção da saúde e da integridade dos seus trabalhadores e dos prestadores de serviço, provada a culpa, tem o dever de indenizar o dano material e o dano moral se pedido. A Constituição Federal de 1988, nos Direitos Sociais, artigo 72, XXVIII, determina, tanto para os trabalhadores urbanos como para os rurais " (...) seguro contra acidentes de trabalho, a cargo do empregador sem excluir a indenização a que este está obrigado, quando incorrer em dolo ou culpa". ASPECTOS CRIMINAIS DO ACIDENTE DE TRABALHO Caracteriza - se crime o acidente do trabalho que ocorre em virtude de negligência do empregador em observar as normas básicas de segurança e saúde no trabalho. A responsabilidade será sempre do superior que tinha poderes para alterar a situação, daquele que tinha o dever de informar as irregularidades existentes e propor medias de controle. Deve necessariamente haver o nexo causal para atribuição de responsabilidade. Código Penal Brasileiro estabelece: Artigo 132: "Expor a vida ou a saúde de outrem a perigo direto ou iminente (...)" O Artigo 132 do Código Penal, pune a simples exposição a título de perigo para a vida ou saúde do trabalhador. NORMAS BÁSICAS DE SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO Adotar medidas de controle dos riscos existentes ou que possam originar-se no ambiente de trabalho. Adotar medidas de controle da saúde dos trabalhadores. Elaborar Ordens de Serviço sobre Segurança e Saúde no Trabalho para informar os trabalhadores sobre os riscos existentes ou que possam originar-se no local de trabalho e sobre os meios disponíveis para prevenir ou limitar tais riscos e para proteger-se dos mesmos. Treinar os trabalhadores sobre os procedimentos que assegurem a eficiência dos equipamentos de controle coletivo e dos EPI's e sobre as eventuais limitações de proteção que ofereçem. Determinar os procedimentos que deverão ser adotados em caso de emergência. Cumprir e fazer cumprir as disposições legais sobre Segurança e Medicina do Trabalho do MTb. O MINISTÉRIO PÚBLICO E O MEIO AMBIENTE DO TRABALHO RESPONSABILIDADE CIVIL E CRIMINAL DO EMPREGADOR E PREPOSTOS 1. O Ministério Público, obrigatoriamente, atua nos processos relativos a acidentes do trabalho, em razão da natureza da lide - de ordem pública, de natureza alimentar, indispensável e irrenunciável - e da qualidade da parte,

normalmente mais fraca na relação processual. Até 1967 vigia no Brasil o sistema indenizatório o qual o empregador, por criar o risco do acidente, era o responsável primário pelo dever de reparar o infortúnio incapacitante. A indenização era tarifada. Não se indagava mais, como se exige no Código Civil, a demonstração de conduta culposa, por parte do empregador. A responsabilidade era objetiva. Só a conduta dolosa do empregado excluía a reparação acidentária. Tornou-se obrigatória a constituição do seguro de acidentes do trabalho realizado por companhias seguradoras privadas que se sub-rogavam nas obrigações do empregador. Todavia, a partir de 1967, ocorreu radical transformação no sistema infortunístico do trabalho, no Brasil. A inflação e a falta de educação do operariado brasileiro, entre outras, contribuíram para a alteração do sistema até então vigente. O acidente do trabalho passou a ser, por determinação Constitucional, mais um benefício previdenciário. Adotou-se o risco social, passando o I.N.P.S. a ser o órgão autárquico do pagamento dos benefícios e auxílios acidentários. Na prática, se benefícios maiores ocorreram para os empregados vitimados, que passaram a ter reabilitação profissional e assistência médica, com maior elasticidade, recebendo menos, mas sempre, por outro lado, os empregadores, com louváveis exceções, passaram a se omitir no tocante às normas de higiene e segurança do trabalho previstas como garantias mínimas dos trabalhadores, na Constituição Federal. Visando a prevenção de acidentes do trabalho é imperioso dotar o Ministério Público de instrumento legal nos mesmos moldes da Lei n. 7.347, de 25.07.85. Esta lei defere ao Ministério Público instrumentalidade adequada na propositura de ações de medidas cautelares na defesa do meio ambiente. Enquanto isto, o Homem - criado à imagem de Deus -, que produz e gera a riqueza nacional, continua em seu ambiente de trabalho, no qual passa a maior parte de sua existência, aspirando sílica livre, sujeito à ação dos agrotóxicos e de toda a gama de aerodispersóides nocivos à saúde, exposto ao benzeno, cloro, mercúrio, chumbo, manganês e outros agentes causadores de doenças profissionais e do trabalho, em verdadeira epidemia. Existe enorme legião de inválidos, cadastrados e não cadastrados junto à Previdência Social, em flagrante desigualdade jurídica, que para poderem gozar deste meio ambiente protegido pela lei criada, se mortos não estiverem, necessitam ingressar, individualmente com ações reparatórias de dano, para, além de obterem indenizações das incapacidades laborativas, compelirem os empregadores, indiretamente, ao cumprimento das normas de higiene e de segurança do trabalho. Isto sem falar da quantidade preocupante de acidentes-tipo, causadores de lesões súbitas e violentas, identificáveis de imediato, como se constata em quedas, na construção civil, pelo não-cumprimento, por parte das construtoras, das normas de segurança; em perdas de dedos e mãos, nas serrarias e nas prensas, sem qualquer proteção e orientação adequadas no seu manuseio; desmoronamento em minas, em razão, também, da ineficácia da fiscalização e sua inoperância, ante as falhas existentes na legislação vigente.

Na falta de ação civil pública, nos moldes da legislação protetora do meio ambiente, legitimando o Ministério Público, inclusiva deferindo meios materiais para a sua efetiva atuação, sem desgaste físico para o Promotor de Justiça, Curador de Acidentes do Trabalho, na esteira da Constituição Federal de 1988, é necessário que nos utilizemos dos vetustos e insatisfatórios dispositivos vigentes, para responsabilizar civil e criminalmente o empregador, prepostos e terceiros, causadores das incapacidades laborativas e mortes. 2. Responsabilidade Civil Segundo a estatística oficial fornecida pelo I.N.P.S., no ano de 1986, foram registrados 1.154.480 acidentes, abarcando os de trajeto, tipos e as doenças profissionais, faltando dados do Rio Grande do Sul, do período de agosto a dezembro. Frise-se que este número alarmante não corresponde à realidade por várias razões, tais como, ausência de comunicação dos acidentes, do não reconhecimento do nexo causal nas doenças profissionais e do trabalho (leucopenia, tenossinovite - doença dos digitadores), empregados não registrados, inclusive menores de 12 anos, e, portanto, "administrativamente", não considerados segurados obrigatórios da Previdência Social. As Leis de Acidentes do Trabalho sempre equiparara, para efeito de indenização, aos acidentes de trabalho típicos, a moléstia profissional. São igualmente indenizáveis. Nada mais lógico e equânime, no dizer de MIGUEL AUGUSTO GONÇALVES DE SOUSA, apud Acidentes do Trabalho, Segundo Volume, Ed. Revista dos Tribunais, 1964, pág. 10, que, "em se tratando de doença profissional, responderão pelas reais obrigações resultantes da Lei de Acidentes todos os empregadores sob cuja dependência houver trabalhado o operário, na mesma profissão e proporcionalmente ao tempo de serviço a cada um prestado." Não há razão para se entender diferentemente na esfera do direito comum tal qual ocorria à época em que a indenização era tarifada. Efetivamente, "se os serviços sucessivamente prestados a vários empregadores contribuíram para a eclosão ou agravamento da moléstia, respondemos empregadores, solidariamente, pela indenização, na proporção dos respectivos períodos de trabalho" (RT. 328/216). É que "incidiosa que é a moléstia, de processo lento, difícil negar-se a contribuição dos serviços de qualquer das empregadoras, seja à sua eclosão, seja ao seu agravamento." (RT. 338/217). São independentes as ações de acidente do trabalho, de responsabilidade civil e penal. Cabe a cumulação das ações civis e acidentarias, sem qualquer compensação (Incidente Uniformização de Jurisprudência, na Apelação Cível n. 38.705-1, de São Paulo). O Colendo Supremo Tribunal Federal, em recentíssimos pronunciamentos, confirmou a vigência da Súmula 229, cujo enunciado diz: "A INDENIZAÇÃO ACIDENTÁRIA NÃO EXCLUI A DO DIREITO COMUM, EM CASO DE DOLO OU CULPA GRAVE DO EMPREGADOR". Nesse sentido pronunciou-se o S.T.F. na tragédia que envolveu inúmeras pessoas, inclusive operários, no incêndio do Edifício Joelma (R.E. nr. 107.733-

como notou brilhante aresto do Tribunal de Apelação do Distrito Federal. /forense. que se tornou inválido e sem condições de pretender. pág. Este deflui. II. 921/922)". Por outro lado é orientação cediça que a ação de acidente do trabalho. não há que demonstrar que era representa prejuízo. o Eminente Desembargador Macedo Costa. o que antes era presumivelmente de admitir". na Constituição Federal de 1988. contra toda a doutrina aceita em matéria de responsabilidade civil. Na apelação Cível. 4ª edição). A indenização civil e sua cumulatividade estão hoje previstas. vol. qualquer outra melhoria.Foi abolida a gravidade da culpa. 'in' Referências da Súmula do STF. a reparação atende à perda e. Ora. Anota Sá Pereira: "A indenização não empobrece nem enriquece. nos termos do art. Nesse mesmo sentido.214-1. Se não houvesse a legislação especial para o acidente do trabalho.3. ipso facto. reproduz acórdão da Egrégia Sexta Câmara Civil. da legislação especial não pode resultar desfavor para o operário. quando essa perda é a morte de uma pessoa da família. 101/1. 43. pode a vítima recorrer à ação de direito comum. Ação de direito comum. da Responsabilidade Civil. unânime). se há prova de que este não se preocupa com a segurança do operário ou do público. que a lei visa proteger (RTJ. sem o dano. O responsável é obrigado a repor os beneficiários da vítima na situação em que estariam. Embargos rejeitados. 2ª Turma. em aresto com a seguinte ementa: "Acidente do Trabalho e responsabilidade civil. Não se admitia compensação do que foi pago acidentariamente. págs. RTJ. se tiver culpa no acidente do trabalho". de . ('in' Jardel Noronha e Odaléa Martins. 29). decidiu a Corte. sob pena de restringir o ressarcimento do dano. Assim. visando restabelecer a situação existente e anterior ao dano. 12. outro eminente juiz assinalou que a expressão alimentos não pode ser tomada no sentido puramente técnico. do acontecimento danoso. na vida. Ademais. por ser de natureza alimentar é compensatória e a de responsabilidade civil é indenizatória. Basta a culpa leve. ao estritamente necessário para a subsistência e só deferi-lo àqueles dos parentes que não pudessem prover a própria manutenção" (cf. dá causa ao acidente. 114. Nem caberia falar em enriquecimento sem causa do empregado. de n. Em caso de falta inescusável do empregador. p. 159 do CCB. 13. o operário poderia pedir a indenização pelo direito comum. nos ERE 49. expressamente.462-SP.984-GB: "O empregador fica obrigado à indenização do direito comum. vol. 802. a cumulação entre os benefícios pagos pela Previdência Social. nestes termos: "Da indenização fixada não se deduz qualquer parcela relativa à pensão previdenciária porque é paga a título diverso do evento lesivo culposo". Na esteira do entendimento aqui sustentado o Recurso Extraordinário de n. Por essa parte.

Art. 1989. 1521. o patrão ou seus prepostos. que se acharem nas mesmas condições.Aquele que. se tiver mais de um autor a ofensa. QUANDO INCORRER EM DOLO OU CULPA. consultar nosso livro "ACIDENTES DO TRABALHO . 1518.O patrão. Art. ALÉM DE OUTROS QUE VISEM A MELHORIA DE SUA CONDIÃO SOCIAL: INCISO XXVIII:. Parágrafo Único . amo ou comitente. da CF: ART. fica obrigado a reparar o dano. ainda que não exerça trabalho remunerado". Não se pode olvidar que a responsabilidade civil envolver a empresa. Na hipótese de menor. nos termos do art. todos responderão solidariamente pela reparação. abrange as pessoas jurídicas que exercerem exploração industrial. ainda que não exerça trabalho remunerado. 1522).SÃO DIREITOS DOS TRABALHADORES URBANOS E RURAIS. III. no exercício do trabalho que lhes competir. pelos pupilos e curatelados. são cumulados com a indenização civil.natureza acidentária. violar direito.SEGURO CONTRA ACIDENTES DO TRABALHO. Civil e Acidentária do Trabalho". II .A responsabilidade estabelecida no artigo antecedente. por seus empregados. ou por ocasião dele (art.São também responsáveis pela reparação civil: I .O tutor e o curador. por ação ou omissão voluntária.Os bens do responsável pela ofensa ou violação do direito de outrem ficam sujeitos à reparação do dano causado e. nr. serviçais e prepostos. 70 . negligência ou imprudência. pelos filhos menores que estiverem sob seu poder e em sua companhia. inciso XXVIII. nos termos da Súmula 491 do Conselho STF: "É indenizável o acidente que cause a morte do filho menor. 1518 . todos do CCB. SEM EXCLUIR A INDENIZAÇÃO A QUE ESTE ESTÁ OBRIGADO. 1522. A CARGO DO EMPREGADOR. Efetivamente a Súmula 341 do Colento Supremo Tribunal Federal edita: "E presumida a culpa do patrão ou comitente pelo ato culposo do empregado ou preposto". Ed. A responsabilidade civil abarca todos os acontecimentos que extravasam o .Os pais. Art. 1522 . III . 70.São solidariamente responsáveis com os autores os cúmplices e as pessoas designadas no art. LTr. Art. 159. 1521. Para uma melhor análise do novo texto da Constituição Federal. ou causar prejuízo a outrem. é indenizável o acidente. 159 .Responsabilidade Penal. 1521 . É corolário do disposto nos arts.

"o acidentado sofreu em virtude de imprudência do empregador. para trabalhar como operador de máquinas com sistema elétrico danificado e que funcionava. págs.U. sem qualquer proteção (RJ-ATARJ. 1979/84). No dizer do Ministro Rafael Mayer. por culpa grave". no setor siderúrgico. sem usar cinto de segurança (RJTJESP. Lex.05.págs.05.v. Lex. no tocante à segurança do empregado. Quando a empresa não cumpre a obrigação implícita concernente à segurança do trabalho de seus empregados. a executar serviço altamente perigoso. Assim. em virtude da inexecução de sua obrigação. D. por outro lado o ilícito civil quando a conduta do empregador ou preposto "revela negligência e imprudência. com defensivo agrícola. na lavoura. DJU de 11. de 11. a mestres ou fiscais arriscado procedimento na retirada de cargas de sucata.págs. Lex. dando causa a violento incêndio (RTJ. Não foi o risco que ele corria no trabalho.campo de atuação do risco profissional. 597/221).65/196/197). Ap. Ap. há dias.Ap. É a que se "revela por meio de falta inescusável. nr. 139/142) em soldagem de tanque de álcool (AR. O ressarcimento do dano há de consistir. 360/150/152). prevista no Artigo 159 do Código Civil. presumindo-se a culpa do padrão por ato culposo do empregado ou preposto (Súmula 341. sem precauções necessárias (RE.364-2. 280/281. atividade a ser exercida por carpinteiro (TJ PR.J. determinando o empregador ou prepostos à mecânica de manutenção a remoção de pesadíssima peça sem o equipamento técnico e as cautelas necessárias de sorte que o deslizamento ocorreu.81.140. a pedreiro que foi chamado pelo mestre-de-obras para ser operador de máquina elétrica.84). 135/141). 450/83).Ap. na construção civil.I.614. Aqui a culpa é de natureza contratual. Configura-se. ou a sua exposição a perigo.69/70). a engenheiros e mestre-deobras que não fiscalizam a construção de taludes devidamente escorados com pranchas metálicas ou de madeira (JACRSP. a engenheiro que.96. por má supervisão. v. 114/919/922).).429-0). a simples carpinteiro a exercer atividade de operador de máquina de rebocar paredes (RT. 2ª Turma. com ligação direta (TJ PR. acarretando explosão das caçambas que transportavam escória liquefeita em alta temperatura (RT. tem o dever de indenizar por inexecução de sua obrigação. em soldagem de chaminés sem condições de segurança (RJTJESP.v. a novato. o fato verificado era pefeitamente previsível gerando inexecução de sua obrigação ensejadora do ressarcimento.873/85. em máquinas defeituosas e perigosas (RT. ocasionando no operário epilepsia pós-traumática que lhe acarretou incapacidade total e permanente para o trabalho.F.em AI nr. em plataforma a cinco metros do chão. págs. em local .101. (RE nr. despreocupação e menosprezo pela segurança do empregado. ou para fazer reparos em caldeira que aquecia água (TJ PR. em edifício em construção. 94. segundo a regra geral da responsabilidade subjetiva. do S. STF) ou junto a fios de alta tensão (JTACSP. 333/406). dando causa ao acidente (A. 666/86). omissão de precauções elementares. a superintendente que exige a empreiteiro esgotamento de tanque de combustível com bomba movida a motor de gasolina (TJ PR.140/84. v. Lex. contrata eletricistas bisonhos. 94. 80/499/503). Cív.T.84). Age com culpa grave o empregador que permite o trabalho em prensas sem proteção (RT. SP. 94. no desempenho do serviço". no décimo-nono andar.

do Supremo Tribunal Federal. movimento.ACIDENTES DO TRABALHO. Ripert esclarece bem a questão. como. hoje revogada pelo Artigo 7º inciso XXVIII. V. Lex). da Portaria 3214 (cf. "Há dever de evitar perigos sempre que a falta de atividade para que a danosidade se afaste seria transgressão de direito de outrem. com destaque para a guarda e utilização de coisa perigosa. II. fruindo lucros e proveitos que acarretam riscos e perigos diversos deve responder. Assim.onde havia emanação de gases altamente tóxicos. de precauções acima das elementares visando a decisão proferida pela Egrégia Quarta Câmara do Tribunal de Justiça de São Paulo. ou escoamento. "A noção da guarda da coisa. a tuberculoso clinicamente curado com o retorno à anterior atividade com recidiva da moléstia (JTACSP. por outro lado. por ou para sua recreação". ou omitir algum ato. para que o dano não se desse. tivesse cumprido o seu dever (. criada para definir uma obrigação legal que pesa sobre o possuidor. Hoje. ou irradiação. Quem cria ou mantém em tráfego. A empresa que explora serviços e atividades perigosas. ensejando. se tivesse intervindo. mas não teria havido o resultado maléfico se o que devia praticar o ato excludente do risco. aplicando-se a teoria do fato da coisa. um adequado seguro de responsabilidade civil que exigirá maior rigor junto às empresas no cumprimento do mandamento constitucional. o não-cumprimento de qualquer Norma Regulamentadora. no que concerne às normas de segurança e higiene do trabalho.. não se aplicando as excludentes do caso fortuito e da força maior. a pessoa que assume o risco criado pela coisa que tem a seu serviço. tem o dever de segurança do tráfego. é para a encarregar dum risco". o responsável e. pelos danos decorrentes da falta de cautela. "Da Responsabilidade Civil". VOL 51/53). José de Aguiar Dias. (cf. v. como já afirmamos. também. Configura-se.66/215/218. Forense. pág. Ed. 32). a culpa basta que seja leve. em que repousa a responsabilidade pelos danos em cujo evento intervém a coisa como instrumento não pode ser a noção comum de obrigação de vigiar".).T. vol. 24/122/124). Daí haver o dever de indenizar pelo simples fato de existir a atividade evitandose a impotência do operário em provar a culpa nesses casos. 5ª edição. pois. o dano não existiria. no episódio do incêndio de Vila Socó: "Quem exerce atividade perigosa e que coloca em risco a terceiros tem a obrigação de tomar as providências necessárias à manutenção da margem de segurança para que a incolumidade alheia não seja atingida" (R. por exemplo. no caso. A causa está naquilo que estabelece a periculosidade. O responsável deixa que o dano ocorra. Os exemplos citados. de manutenção. ao observar que se deve tomá-la como noção nova. com total omissão da empregadora no que tange à segurança (JTACSP. de cuidados. o dever de indenizar por responsabilidade objetiva ou sem culpa. da Constituição Federal. algo que seja fonte de perigos. ou o . na esteira da Súmula 229.. de nossa autoria). exigiam que a culpa fosse grave. objetivamente. em razão da detenção da coisa: "Se qualificarmos uma pessoa de guarda.

86/343. em compensação. às pessoas a quem o defunto os devia. seu funeral e o luto da família. III. vol. além de lhe pagar a importância da multa no grau médico da pena criminal correspondente. . 1. A indenização pelo dano estético ou morfológico não se confunde com a indenização devida à vítima pela sua incapacitação para o trabalho. Aplicam-se. RTJ.No caso de ferimento ou outra ofensa à saúde. ainda. 33). Havendo danos estéticos ou necessidade de cirurgias reparadoras. no caso de homicídio. 84/515. 83/172. suportar-lhe os riscos" (obra citada. de 30. incluindo-se o décimo-terceiro salário (RTJ. Tratado de Direito Privado. 89/660. (RT. 25/198). 485/230. estimado em 65 anos (RE.83). Art. Havendo perda de filho solteiro.Na prestação de alimentos. consoante iterativa jurisprudência (RT.J. golpes. 89/662)). por despesas de tratamento devem ser entendidas não apenas aquelas destinadas a restabelecer o bem-estar da vítima. 261/260. 489/92).F. 217/251.F. 1537 . págs. 86/163.U. o S. o ofensor indenizará o ofendido das despesas de tratamento e dos lucros cessantes até o fim da convalescença. (RTJ. Havendo incapacidade total e permanente para o trabalho a indenização será durante a vida da vítima descabendo estabelecer limite com base na presunção de vida provável (RE. 44. 1ª Turma do S. 25. privando seus membros dos alimentos que o falecido lhes prestava. além do que ele efetivamente perdeu. A indenização pela incapacidade laborativa não engloba a indenização do dano estético. o que razoavelmente deixou de lucrar. consiste: I . Havendo perda do chefe da família.D. RJ. nos termos do art. Não se deve olvidar também que além das despesas de tratamento há a indenização pelos lucros cessantes até o fim da convalescença.T.429-0. O valor da indenização por ato ilícito chega a ser em alguns casos vultuoso. Art. RT. 97.dever de evitar pancadas. a indenização corresponderá a 2/3 dos ganhos da vítima. pelo menos quando isso seja possível e razoável (RJTJESP. tirando proveito da coisa. mas porque. a indenização consistirá numa pensão de 2/3 dos ganhos da vítima (RTJ.11. mas a própria aparência física anterior.T. os seguintes dispositivos do Código Civil: Art. Também o tratamento médico que se fizer necessário deverá ser incluído na condenação. Pontes de Miranda. inundações" (cf. admite a cumulação da reparação da incapacidade laborativa com o dano estético.08. 209/210). Igualmente. 86/343. pág. devendo abranger um período que vai desde o evento até o limite de sobrevida provável da vítima. E Aguiar Dias acrescenta: "O guardião é responsável não em virtude do ilusório poder de direção.As perdas e danos devidos ao credor abrangem.241-2.539 do Código Civil. 571?137).No pagamento das despesas com tratamento da vítima. 1538 . 1059 . contaminações. RT 303/271). deve.A indenização. que auxiliava os genitores.84). 105/865). II .

"o ponto de partida para a incriminação na espécie foi a consideração do grave perigo a que. ainda em vigor nesta parte. citado por Nelson Hungria (Comentários ao Código Penal . se o fato não constitui crime mais grave. Como observa Thormann. O anteprojeto do Código suíço. Pena:. Parágrafo Segundo . Forense. 416). aleijado ou deformado. etc. segundo as poses do ofensor. como realidade concreta.Parágrafo Primeiro . se do ferimento resultar aleijão ou deformidade. mais um recurso preventivo contra acidentes do trabalho" (obra citada. 132) diz a Exposição de motivos do Código Penal de 1940. "que o agente acarrete para a vítima uma situação de fato em que sua vida ou saúde é exposta a um perigo direto e iminente". na construção civil. efetiva. págs. operários em grandes alturas. benzeno. Já em 1940 a Exposição de Motivos esclarecia que o dispositivo em questão visava prevenir os inúmeros acidentes ocorridos naquela época. 177 do Código Civil.). 416/417).Esta soma será duplicada. 5ª edição. inescrupulosamente. presente.Art. é o caso do empreiteiro que. restando suficiente "a vontade ou consciência no sentido de tal situação de perigo". O perigo deve apresentar-se direto e iminente. imediata (exposição a substâncias altamente tóxica. 3. Trata-se de ação pessoal. Responsabilidade penal Na esfera penal pode-se configurar o crime previsto no Artigo 132 do Código Penal. os empreiteiros ou mestres-de-obras. O que informa o dispositivo penal em questão é a "consciência e vontade de expor a vítima a grave perigo". Incide à espécie a regra jurídica do art. sem equipamentos de proteção. não se abstém dela. no caso. para poupar-se as despesas com medidas técnicas de precaução. "visava se tornar um complemento da lei de proteção aos operários. originariamente criado objetivando a prevenção de acidentes do trabalho. conscientemente sujeitam seus operários". que é crime de perigo. cloro. Art. pág. as circunstâncias do ofendido e a gravidade do defeito. apesar de prever a possibilidade do . na execução da obra.detenção. isto é. ainda capaz de casar. como diz Hungria. bastando. for mulher solteira ou viúva. é vintenária. de três meses a um ano. "O exemplo freqüente e típico dessa espécie criminal (a do art. máquinas perigosas sem proteção. 132: Expor a vida ou a saúde de outrem a perigo direto e iminente. a indenização consistirá em dotá-la. 132. sílica em suspensão.Se o ofendido. Sempre é bom lembrar que a prescrição. inspirador do nosso Artigo 132. expõe o operário ao risco de grave acidente". isto é. Como nos ensina o emérito penalista "o dolo específico pode ser direto ou eventual: ou o agente pratica a ação (ou a omissão) com o intuito positivo de criar o perigo ou. para poupar-se ao dispêndio com medidas técnicas de prudência. freqüentemente.

uso de gás tóxico ou asfixiante. Condenação decretada. operários acometidos de leucopenia ou de saturnismo. por homicídio. págs. aptos para o retorno à anterior atividade. com análise de caso concreto). bem caracterizada. Morte do mesmo pela elevada toxidez do produto. incêndio. vol. 78/359/360). 132 do Código Penal e por infração dos demais dispositivos citados. em obra. LESÃO CORPORAL CULPOSA: empregador que admite como seu empregado menor de 14 anos de idade. 78. 25. por exemplo. Culpa criminal de ambos. da Previdência Social ou de clínicas autorizadas. ou do motorista e do empreiteiro que transportam "bóias-frias" em precárias condições de segurança. em construção Responsabilidade do engenheiro e do mestre-de-obras. Lex. nas mesmas condições de trabalho. Acidente de que lhe resultou a perda do terço médio do antebraço.Acidente do trabalho . A pena privada de liberdade pode ser substituída pela deprestação de serviços à comunidade. 437. (JTACRSP. com outros casos concretos: objetos lançados dos edifícios em construção. Trabalho deste junto a máquinas perigosas. JTACRSP-Lex. 365. 80. (JTACRSP. Empregador que manda menor pulverizar sua lavoura com inseticida "Super Radiatox". 79. pág. bem caracterizada. conforme vários precedentes publicados (R. etc. explosão. cumprindo-a os condenados nos finais de semana ou em feriados (cf. quando houver morte ou lesão . Se porventura o dano ocorrer responderá o agente. com alta. (RT. geradoras do afastamento. págs. O Ministério Público vem contribuindo na prevenção de acidentes e defendendo os legítimos interesses dos acidentados do trabalho ajuizando ações penais.). visando motivação econômica. 449/451. Negligência também da atendente de enfermagem. lesões corporais. por causa de incêndio em incubadora. Manutenção precária de aparelhagem. Efetivamente: HOMICÍDIO CULPOSO . na forma dolosa ou culposa. integridade física e a própria vida de seus empregados adotando como rotina. 614/6970). ou do empregador. Podemos exemplificar a aplicação deste artigo. 80/499/502). 499/502. (JTACRSP. a propósito do assunto: "ACIDENTES DO TRABALHO". Vol. 435/412/413). permite que engenheiros de segurança.T.dano". Condenação mantida. sem a proteção determinada pelas normas regulamentadoras. que caçambas com umidade recebam escória liquefeita em alta temperatura sendo iminente o risco de explosão (RT. responsabilidade do encarregado de manutenção. (RT. 359/360. expondo a vida dos operários ou de transeuntes a perigo direto e iminente ou ainda quando o médico do trabalho da empresa. Lex. em berçário de hospital. Condenação decretada. considerem. que. no setor siderúrgico. 435. obra citada. 412/413. 79/499/451). 437/364). por ação ou omissão. Morte de recém-nascido. Agente que transporta passageiros em carreta de trator em total estado de insegurança. págs. págs. pág. notadamente por infringência do art. Imprudência manifesta. mestres ou fiscais exponham a saúde. 558.Morte de dois operários decorrente de deslizamento de terra.

impedindo a execução de atividade em que haja possibilidade de eventuais acidentes. contido no V.60: "Postes e tijolos. Só se justificam a posse. da qual é titular. instalações e aparelhos não valem a vida humana. as penas da viuvez. Procure o Promotor de Justiça de sua Comarca. Independentemente da ação penal. o Ministério Público do Estado de São Paulo procura reviver o ensinamento do eminente COSTA MANSO que se amolda à realidade dos nossos dias. 68 do Código de Processo Penal. o homem é a medida de todas as coisas. Está no 'Gênesis' que as criaturas deste mundo foram feitas para servir ao homem. forças e engenhos materiais enquanto na sua captação. diretores. 95. vítimas potenciais de acidentes. cipeiros e todos aqueles que têm sob sua responsabilidade trabalhadores. o gozo.Acórdão n. os médicos e enfermeiros do trabalho. a exploração e o desenvolvimento dos bens. domínio ou emprego se respeitarem os valores humanos do trabalho". comunicando por escrito ao superior hierárquico os perigos detectados. fazendo inseri-los nas atas das CIPAS. os mestres-de-obras. no tocante a rigorosa observância das normas de segurança e higiene do trabalho. Com isso. Neste sentido.298. . os engenheiros e técnicos de segurança. os supervisores. vem propondo inúmeras ações reparatórias de dano nas Comarcas da Capital e do Interior do Estado. munindo-se de testemunhas. fios. com fundamento no art. Devem-se acautelar.06. de 28. com o fito de demonstrar que agiram com as cautelas necessárias e que não se omitiram no cumprimento de seu dever profissional. chaves. portanto. os superintendentes. invenção.corporal. o uso. a falta de um pai aos filhos.

fixando pesadas multas para obrigar as empresas a cumprirem com o dever de agir para prevenir e evitar acidentes do trabalho. Quem estuda e conhece as causas do acidente do trabalho são o Ministério do Trabalho. conforme dizem os especialistas em estatística desse setor.605 mortes. em 1995 foram 3. é a intervenção da Justiça do Trabalho no problema. como cobrar dos Membros desses órgãos uma atuação mais eficiente na repressão ao acidente do trabalho? Ao justificar a edição de uma apostila como esta. específicas para a prevenção do acidente do trabalho.A polícia civil e a investigação do acidente de trabalho A POLÍCIA CIVIL E A INVESTIGAÇÃO DO ACIDENTE DE TRABALHO Edson Braz da Silva[1] 1.967 e em 1996 foram 5.072 acidentes do trabalho. Introdução Há décadas que os órgãos oficiais de prevenção e repressão ao acidente do trabalho se esforçam. Significando que morreram 15 trabalhadores por dia ou 2 a cada cem mil trabalhadores. Em Goiás tivemos 114 pensões por morte e 131 aposentadorias por invalidez em 1998. Se 98% dos acidentes do trabalho têm um culpado.365 acidentes com 3. Até outubro de 1999 esses números foram: 2.129. pois os concursos de ingresso nessas carreiras não exigem o conhecimento da matéria. Todavia.942 aposentadorias por invalidez. os Juízes Trabalhistas têm dado significativo respaldo às ações do Ministério Público do Trabalho.110 óbitos. Em 1999 experimentamos uma ligeira redução: foram 378.538 óbitos.641 pensões por morte em acidente do trabalho e 6. Atendendo aos reclamos do Ministério Público do Trabalho contra as empresas recalcitrantes no descumprimento das normas de segurança e medicina do trabalho.538 fatais. do Ministério Público Estadual e da Justiça Estadual. A polícia. ao qual depositamos muitas esperanças para reverter essa situação. o Ministério Público do Trabalho e a Justiça do Trabalho. a investigação criminal do acidente do trabalho e a repressão aos respectivos culpados estão a cargo da Polícia Civil. As medidas repressivas até então utilizadas não deram muito resultado e o País era campeão dessa macabra estatística: em 1993 foram 3. sendo 5.818 pensões por morte e 6. Dados do Ministério do Trabalho e Emprego revelam que em 1998 foram concedidas 3. por que não temos a condenação criminal desses culpados? Por que a condenação criminal em casos de acidente do trabalho é uma raridade da Justiça Brasileira? A resposta está na fragmentação da cadeia repressiva aos que desobedecem às normas de prevenção e causam acidente do trabalho. a Direção da Polícia Civil do Estado de São Paulo destacou:[2] "Ausente a matéria no curso de formação dos Delegados de Polícia em nossa Academia e vista de maneira superficial nas faculdades. que não têm intimidade com as normas de medicina e segurança do trabalho. buscando a erradicação do acidente do trabalho no Brasil. seus integrantes devem estar identificados com as necessidades e aspirações da população e conscientes de seu importante papel na repressão .986 aposentadorias por invalidez decorrentes de acidente do trabalho. em vão. Se os concursos não exigem conhecimento de Direito do Trabalho e muito menos de Normas Regulamentadoras. E para fechar o cerco. Estatística de 1996 indica que naquele ano o Brasil teve 428. ressente-se desta falta o colega que assume os plantões distritais ou delegacias no interior. Até outubro de 1999 tivemos 90 pensões por morte e 102 aposentadorias por invalidez. Um dado novo a mexer com a química social nesse campo. buscamos a parceria com a Polícia Civil do Estado de Goiás. em 1994 foram 3. como todos sabem. é órgão público de prestação de serviços e assim sendo.

meeiro e parceiro rurais.e prevenção da criminalidade. tenossinovite. etc. o que considero um ótimo investimento financeiro."[3] Como visto. são aquelas que não têm no trabalho sua causa única ou exclusiva. visando apurar responsabilidade daqueles que lhe deram causa. seja direta ou indiretamente. longe de ministrar aulas.213/91. DOENÇAS PROFISSIONAIS ou tecnopatias . A doença resulta de condições especiais em que o trabalho é executado (pneumopatias. o que interessa é o acidente que ocorre pelo exercício do trabalho prestado à empresa. bronquites. reduzindo-se a números inexpressivos. e constante da respectiva relação elaborada pelo Ministério do Trabalho e Emprego. pois detêm os meios materiais e legais para prevenir e evitar acidentes do trabalho. é fornecer subsídios quanto às providências que podem ser adotadas em caso de acidentes do trabalho. 2.Têm no trabalho a sua causa única. Trata-se sem dúvida de campo fértil para realização de relevante trabalho que. também chamadas mesopatias. ao contrário das doenças que possuem progressividade e mediatidade do resultado. As condições excepcionais ou especiais do trabalho determinam a quebra da resistência orgânica fazendo eclodir ou agravar a doença. permanente ou temporária. em curto espaço de tempo trará positivas repercussões para nossa instituição. provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte ou a perda ou redução. Ex. As chamadas doenças ocupacionais. A lei também considera acidente do trabalho a doença profissional e a doença do trabalho. como o prestado em benefício próprio nos casos daqueles que exercem suas atividades individualmente ou em regime de economia familiar. mais que o Judiciário. Segundo o art. Conceito de acidente do trabalho. A doutrina classifica os acidentes do trabalho em três espécies: "DOENÇAS DO TRABALHO. Diante de casos concretos. a insalubridade. 19 da Lei n° 8. o Ministério Público do Trabalho ou a Polícia Civil. A finalidade deste trabalho. Se o empresariado tiver a vontade política de querer prevenir acidentes do trabalho e investir na proteção da saúde e da integridade física do trabalhador.). no que toca aos acidentes do trabalho. Entretanto. "acidente do trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço do empresa ou exercício do trabalho dos segurados referidos no inciso VII art." Todavia. cada vez mais os delegados devem estar preparados para atuar. se bem executado. 1 desta Lei. tuberculose. sinusite."[4] . as estatísticas serão implodidas. *DOENÇA PROFISSIONAL é a produzida ou desencadeada pelo exercício do trabalho peculiar a determinada atividade e constante da respectiva relação elaborada pelo Ministério do Trabalho e Emprego. não raramente poderão surgir dúvidas quanto à ocorrência ser ou não acidente do trabalho. O delegado de polícia deve ter em vista que sua eficiente atuação neste campo constitui forma de prevenção de acidente do trabalho. são os empregadores e seus agentes que realmente mais podem fazer para resolver esse problema. ou seja. para nós.Em seu conceito devem estar presentes a subtaneidade da causa e o resultado imediato. eficiente por sua própria natureza. É preciso ter em conta que o trabalho deve ser desenvolvido dentro de condições humanas e cercado de garantias destinadas a preservação da saúde e vida do trabalhador. leucopenia. da capacidade para o trabalho. a lei considera acidente do trabalho tanto o ocorrido pelo exercício do trabalho a serviço da empresa. *DOENÇA DO TRABALHO é a adquirida ou desencadeada em função de condições especiais em que o trabalho é realizado e com ele se relaciona diretamente. garimpeiro etc. ACIDENTES DO TRABALHO TIPO . São doenças típicas de algumas atividades (silicose. etc). Assim.

na medida de sua participação. 158 da CLT). apesar da lesão ou perturbação funcional não ocorrer pelo exercício do trabalho. a empresa tomadora de serviços está obrigada a estender aos empregados da empresa contratada que lhe presta serviços no seu estabelecimento (terceirização) a assistência de seus Serviços Especializados em Engenharia e Segurança e em Medicina do Trabalho. A RESPONSABILIDADE DO EMPREGADOR E SEUS AGENTES NOS ACIDENTES DO TRABALHO.[6] Reputo importante a distinção entre acidente do trabalho real e por ficção legal e entre doença profissional e doença do trabalho para se fixar a responsabilidade do empregador e seus agentes. previdenciário e trabalhista. no acidente do trabalho por ficção legal e na doença profissional a regra é a inexistência de nexo causal com a conduta do empregador e seus agentes. Excepcionalmente. será acidente do trabalho o ocorrido nesses períodos. 3. Por lei. recusar-se a observar as referidas ordens de serviço e a usar os equipamentos de proteção individual fornecidos pela empresa. e instruir os empregados. o fato tem repercussões no âmbito penal. cabendo-lhe. sem justificativa.[9] Foi por isso que. 4. ainda. Devendo inclusive punir o empregado que. ao definir acidente do trabalho. mesmo que a doença não esteja incluída na relação. enquanto no acidente de trabalho real e na doença do trabalho. a lei equipara a acidente do trabalho. a Previdência Social deve considerá-la acidente de trabalho. enquanto na doença do trabalho a relevância está nas condições em que a atividade é exercida. não tendo ele meios para previr ou evitá-los. A lei considera o empregado no exercício do trabalho nos períodos destinados a refeição ou descanso ou por ocasião da satisfação de outras necessidades fisiológicas. fizemos a distinção entre acidente do trabalho real e por ficção legal. o empregador sempre tem o domínio da situação fática. se demonstrado que ela resulta das condições especiais em que o trabalho é executado e com ele se relaciona diretamente. (art. Isto porque. no acidente do trabalho por ficção e na doença profissional a situação refoge ao seu controle. quase sempre. civil. devendo prestar informações pormenorizadas sobre os riscos da operação a executar e do produto a manipular. no local do trabalho ou durante este. Enquanto no acidente do trabalho real e na doença do trabalho a regra é o nexo causal com a conduta do empregador e seus agentes. 157 da CLT) cumprir e fazer cumprir as normas de segurança e medicina do trabalho. Quando ocorre um acidente do trabalho.O ponto de distinção básico é que na doença profissional o fator determinante é a atividade.(art.[5] Existem também algumas situações em que. a empresa é responsável pela adoção e uso das medidas coletivas e individuais de proteção e segurança da saúde do trabalhador. Para haver responsabilização do empregador e seus agentes é necessário existir nexo causal entre a conduta deles e o resultado danoso (causalidade naturalística) ou entre o resultado dano e a conduta que deveriam ter adotado (causalidade normativa). entre doença profissional e doença do trabalho. através de ordens de serviço. o que nós chamaríamos de acidente do trabalho por ficção legal.[7] [8] Por força de norma regulamentadora. Logo. . quanto às precauções a tomar no sentido de evitar acidentes do trabalho ou doenças ocupacionais. respondendo cada um que para ele concorra. A RESPONSABILIDADE DO EMPREGADOR PELA PREVENÇÃO DE ACIDENTES DO TRABALHO.

4. uma Comissão Interna de Prevenção de Acidentes. quase sempre. apesar de cumprirem com todas as suas obrigações legais. não tendo eles meios para preveni-los ou evitá-los.1 RESPONSABILIDADE DOS INTEGRANTES DOS SERVIÇOS ESPECIALIZADOS DE SEGURANÇA E MEDICINA DO TRABALHO NOS ACIDENTES DO TRABALHO. pelo trabalhador. contribui para o evento danoso. a intensidade ou característica do agente assim o exija. Sendo certo que a ordem manifestamente ilegal de superior hierárquico não caracteriza a impossibilidade de agir. e de doença do trabalho. há forte possibilidade de existir nexo causal entre o resultado e a conduta dos membros dos SESMT. variando o número e a especialidade desses profissionais. bem como o tempo mínimo de dedicação diária à função. Ressalto que a omissão é relevante juridicamente quando o omisso devia e podia agir para evitar o resultado. enquanto no acidente de trabalho real ocorrido no local de trabalho e na doença do trabalho os profissionais dos SESMT têm a possibilidade de influência e controle da situação fática. A CIPA tem por objetivo observar e relatar condições de risco nos ambientes de trabalho e solicitar medidas para reduzir até eliminar os riscos existentes e/ou neutralizar os mesmos. Para se imputar responsabilidade penal aos membros dos SESMT. os integrantes dos Serviços Especializados de Segurança e Medicina do Trabalho deverão determinar a utilização. engenheiro de segurança do trabalho. têm a finalidade promover a saúde e proteger a integridade do trabalhador no local de trabalho. por estabelecimento. é natural que seus integrantes. os Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho. Quando esgotados todos os meios conhecidos para a eliminação do risco e este persistir. cada um dentro de sua especialidade.4 da NR 4. ação ou omissão. de "aplicar os conhecimentos de engenharia de segurança e de medicina do trabalho ao ambiente de trabalho e a todos os seus componentes. e o acidente do trabalho. encaminhando aos Serviços Especializados em Engenharia de . Segundo o item 4. somente se eximirão de responsabilidade provando que não puderam agir para prevenir ou evitar o acidente ou que. cada um no limite de sua participação.[10] Tendo os integrantes dos SESMT a obrigação legal de agir para promover a saúde e proteger a integridade do trabalhador no local de trabalho. bem como na doença profissional.2 RESPONSABILIDADE DOS INTEGRANTES DA CIPA NOS ACIDENTES DO TRABALHO. desde que a concentração. ao dar cumprimento a ordem manifestamente ilegal. ainda assim ocorreu o acidente. a situação fática refoge à esfera de controle desses profissionais. enfermeiro do trabalho. é necessário existir nexo causal entre a conduta deles. assumindo responsabilidade o membro dos SESMT que. As empresas privadas e públicas e os órgãos governamentais que possuam empregados regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho são obrigados a organizar e manter em funcionamento. técnico de segurança do trabalho e auxiliar de enfermagem do trabalho. por culpa ou dolo. de equipamentos de proteção individual. os integrantes dos Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina no Trabalho possuem a obrigação legal. no acidente fora do local de trabalho ou por ficção legal. dão causa ao acidente do trabalho. sendo integrados por médico do trabalho. Se os SESMT estabelecem e avaliam os procedimentos adotados pela empresa no campo de segurança e medicina no trabalho. respondam quando. No exercício de suas atividades. mesmo reduzido. Os integrantes dos SESMT podem dar causa ao acidente do trabalho por ação ou omissão. Isso porque. de modo a reduzir até eliminar os riscos ali existentes à saúde do trabalhador". que têm por finalidade promover a saúde e proteger a integridade do trabalhador no local de trabalho. de acordo com a grau de risco da atividade da empresa e o número de empregados no estabelecimento. inclusive máquinas e equipamentos. de acordo com o que determina a NR 6. Já nas outras hipóteses. Nas hipóteses de acidente do trabalho real ocorrido no local de trabalho. o nexo de causalidade dificilmente existirá.4. discutir os acidentes ocorridos.

solicitando medidas que previnam acidentes semelhantes e. o qual. Se o causador do acidente for o próprio empregado. conduzindo-se segundo a vontade da pessoa física que a representa. diretores. pois a auto-ofensa não é punida no nosso ordenamento jurídico.Tendo os integrantes da CIPA a obrigação legal de proteger a saúde e integridade do trabalhador no local de trabalho. convocará reunião extraordinária ou incluirá na pauta ordinária. o responsável pelo setor deverá comunicar o fato. 5. emprestando-lhe também a ação. A CIPA deverá discutir o acidente e encaminhar aos SESMT e ao empregador o resultado e as solicitações de providências. têm a possibilidade de influência e controle da situação fática. ainda assim ocorreu o acidente. e de doença do trabalho. Ressalto que a omissão é relevante juridicamente quando o omisso devia e podia agir para evitar o resultado. Quando o empregador discordar das solicitações da CIPA e esta não aceitar a justificativa. por culpa exclusiva sua (ato inseguro). em função da gravidade. assumindo responsabilidade o membro da CIPA que. a situação fática refoge à esfera de atuação deles. de imediato. orientar os demais trabalhadores quanto à prevenção de acidentes. ao presidente da CIPA. sob pena de responder civil e criminalmente no caso de acidente do trabalho. contribui para o evento danoso. ao dar cumprimento à ordem manifestamente ilegal. enquanto no acidente de trabalho real ocorrido no local de trabalho e na doença do trabalho membros da CIPA. bem como na doença profissional. Sendo a empresa uma pessoa por ficção legal. com ou sem vítima. não tendo eles meios para preveni-los ou evitá-los. é necessário existir nexo causal entre a conduta deles. ação ou omissão. Considerando-se causa a ação ou omissão sem a qual o resultado não teria ocorrido. pois não tem vontade e ação próprias. no prazo de oito dias a partir da data da comunicação da recusa da justificativa pela CIPA. Enquanto na esfera civil admite-se a responsabilidade por ato de outrem. respondendo pessoalmente por suas condutas todos os que participem da gestão da empresa: sócios gerentes. Para se imputar responsabilidade penal aos membros da CIPA. terá oito dias para responder à CIPA.Segurança e em Medicina do Trabalho e ao empregador o resultado da discussão. O empregado somente se eximirá de responsabilidade se tiver agido em estrita obediência à ordem não manifestamente ilegal de superior hierárquico. o subalterno não deve obedecêlo. ouvido os SESMT. o nexo de causalidade dificilmente existirá. Já nas outras hipóteses. e o acidente do trabalho Nas hipóteses de acidente do trabalho real ocorrido no local de trabalho. quase sempre. . há forte possibilidade de existir nexo causal entre o resultado e a conduta dos membros da CIPA. RESPONSABILIDADE PENAL DO EMPREGADOR E SEUS AGENTES NO ACIDENTE DO TRABALHO. no acidente fora do local de trabalho ou por ficção legal. Assim. Quando constatar risco ou ocorrer acidente do trabalho. Sendo certo que a ordem manifestamente ilegal de superior hierárquico não caracteriza a impossibilidade de agir. não haverá crime. o empregador deverá solicitar a presença do Ministério do Trabalho e Emprego. indicando as providências adotadas ou a sua discordância devidamente justificada. ainda. O empregador. na seara penal a responsabilidade é única e exclusiva de quem deu causa ao crime. apesar de cumprirem com todas as suas obrigações legais. se o superior hierárquico determina o descumprimento de normas de segurança e medicina do trabalho. somente se eximirão de responsabilidade provando que não puderam agir para prevenir ou evitar o acidente ou que. Isso porque. nunca será ele sujeito ativo de crime. Os integrantes da CIPA podem dar causa ao acidente do trabalho por ação ou omissão. administradores ou gerentes.

Nessas duas hipóteses a pena será aumentada de 1/3 se o crime resultar de inobservância de regra técnica de profissão. se puder se locomover até o distrito ou delegacia. etc. Dependendo do modo de conduzir-se do agente. mencionar no histórico a natureza do acidente e as circunstâncias em que se verificou. Ressalto que a exposição de motivos do Código Penal ao justificar o crime do artigo 132. de acordo com o caso. Se possível. . mesmo que não haja qualquer acidente ou risco de acidente. devendo ainda requisitar as imprescindíveis perícias junto ao IC e IML. acompanhar as perícias.[13] 7. se o fato não constituir crime mais grave. o crime do artigo 132 do Código Penal.2 . 6. quando houver.[1] 6. É o caso do engenheiro que falha na escolha do ferro da laje que desaba. e de 1 a 3 anos no caso de homicídio culposo. o simples descumprimento das normas de segurança e higiene do trabalho já é um relevante penal. Sujeitando-se a pena de 2 meses a 1 ano de detenção no caso de lesão corporal. Agindo com dolo .1 .Comparecer ao local dos fatos. do médico do trabalho que erra no tempo de exposição do empregado aos gases exalados de certo produto químico. que pune com pena de detenção de 3 meses a 1 ano. respondendo o transgressor por contravenção penal punível com multa .Quando da elaboração da requisição para exame de corpo de delito ou necroscópico.1 .O próprio acidentado. esposa o qualquer outro parente que possa assumir a responsabilidade pela comunicação do acidente quando o acidentado estiver impossibilitado de fazêlo. arte ou ofício. LEGITIMIDADE PARA REPRESENTAR O ACIDENTADO PERANTE À AUTORIDADE POLICIAL.1 . de acordo com o caso. punindo o empreiteiro que.[12] 6. 19 § 2° da Lei 8213/91. expõe o operário a risco de grave acidente. Sujeitando-se a pena de 3 meses a 1 ano de detenção no caso de lesão corporal leve e de 6 a 20 anos de reclusão no caso de homicídio. Agindo com culpa .1 ENQUADRAMENTO PENAL DA CONDUTA. mãe.4 . irmão. 6.responderá por lesão corporal ou homicídio simples.1.3 .Um colega de trabalho. para poupar-se ao dispêndio com medidas técnicas de prudência.1. na execução da obra. E mais.Os sindicatos de classe. entrevistar testemunhas.Seus familiares: pai. 7. empregador e membros da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) e o SESMT. 6. se com dolo ou culpa. PROVIDÊNCIAS DA AUTORIDADE POLICIAL NA INVESTIGAÇÃO DO ACIDENTE DO TRABALHO.Registrar a ocorrência. negligência ou imperícia responderá por crime de lesão corporal culposa ou homicídio culposo. a exposição da vida ou saúde de outrem a perigo direto e iminente. 7. diz que ele seria um complemento à legislação trabalhista.art.quando dá causa ao resultado por imprudência.quando quer o resultado ou assume o risco de produzi-lo . fazendo constar no histórico minucioso relato dos fatos. do técnico de segurança que orienta erroneamente o empregado que se acidenta. Temos ainda.5. no caso de dolo. 7. é que se dará o enquadramento legal do crime.2 .

Se adota medidas determinadas pelo Ministério do Trabalho. 7.2. produtos químicos.À empresa requisitando cópia do relatório de investigação sobre o Acidente do . ou pressão do empregador sobre os seus empregados testemunhas dos fatos.1. . .À Delegacia Regional do Trabalho (DRT) solicitando informações sobre se constam embargos ou interdição de algum setor de serviço. .Se anteriormente a vítima ou outros empregados sofreram acidentes semelhantes.Se existiam medidas ou equipamentos de segurança que não foram utilizados. .7 . se possível.6 . 7.Levantar se houve outros acidentes ocorridos no local e quais os objetos ou máquinas que o causaram. providenciar a interdição do local.2 . 7.Se é comum na empresa o desvio de função.Verificar as instalações e condições de trabalho dos empregados.Qual o tempo de experiência da vítima na função.Na mesma data. dando ciência aos empregados.Com referência à perícia. obs.2 .Se estão sendo devidamente treinados.2.Se o empregador prestou à vítima do acidente a devida assistência médica. . bem como eventuais penalidades anteriormente impostas à empresa por descumprimento dos preceitos legais e regulamentares sobre Segurança e Medicina do Trabalho.5 . . ser for elaborada sem a presença de engenheiro de segurança do trabalho. visando prevenir acidentes de trabalho. devendo posteriormente solicitar a presença daquele profissional especializado que o complementará. quais as medidas tomadas pela empresa para prevenir a reincidência.1 .Ofícios que podem ser expedidos: 7. 7.7. .1.3 .1. . .1. 7. máquinas ou equipamentos. .1.4 .Se a vítima do acidente era qualificada para exercer aquelas funções.7.Se elabora Ordens de Serviço sobre o tema.Turno e horário de trabalho. .Se determina procedimentos que deverão ser adotados em caso de acidente de trabalho.Se estão sendo submetidos a exame médico periódico. tomar declarações e depoimentos (importantes para o esclarecimento dos fatos) objetivando evitar qualquer manobra.Se divulga as obrigações e proibições que os empregados devam conhecer e cumprir.Quando da oitiva da vítima e de outros empregados do estabelecimento.Se cumpre e faz cumprir as disposições legais e regulamentares sobre Segurança e Medicina do Trabalho.Se dá conhecimento aos empregados que serão passíveis de punição pelo descumprimento das Ordens de Serviço. e que poderiam evitar o acidente.Se adota medidas para eliminar ou neutralizar a insalubridade e as condições inseguras do trabalho.1 Acerca do empregador é importante saber: . . . .1. 7. dependendo da gravidade do acidente. poderá a autoridade policial. questionálos sobre: . 7.

2. Obs.Em se tratando de estabelecimento novo. nas condições e na organização do . A mesma norma estabelece que os Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho deverão ser registrado no órgão regional do MTb . que venham instruídas com documentos disponíveis.foram criadas com a finalidade de cuidar da higiene e prevenção de acidentes. com a finalidade de promover a saúde e proteger a integridade do trabalhador no local de trabalho".9 e 15: Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) e Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA). Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho.[15] Obs. será emitido o Certificado de Aprovação de Instalações (CAI).Livro de Inspeção do Trabalho. Aprovadas as instalações. poderão ser requisitadas cópias referentes aos últimos 24 meses dos seguintes documentos: . deverá solicitar aprovação de suas instalações ao Órgão Regional do Ministério do Trabalho". antes de iniciar suas atividades. Norma do Ministério do Trabalho admite laudo de aprovação de edificação emitido por engenheiro de segurança do trabalho particular. 7. 7.Termos de Notificação (TN) de Autos de Infração (AI) e processos administrativos junto à Delegacia Regional do Trabalho e Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho.2 . . Nesta requisição solicitar que o empregador ponha o seu ciente em todos os documentos citados. date e assine. A Norma Regulamentadora 4 (NR4) dispõe: "As empresas privadas e públicas. As CIPAs .2. 8.[14] 8.Comunicações de Acidentes do Trabalho (CATs). Tal providência objetiva assegurar que o novo estabelecimento inicie suas atividades livre de riscos de acidentes e/ou doenças relacionadas ao trabalho. A Norma Regulamentadora 2 (NR2) estabelece: "Todo estabelecimento novo. São constituídas de representantes de empregados e empregadores. os órgãos públicos da administração direta e indireta e dos Poderes Legislativo e Judiciário.3 . que possuam empregados regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) . . 8. OUTRAS DILIGÊNCIAS QUE PODERÃO SER REALIZADAS VISANDO A ESTABELECER A RESPONSABILIDADE DO EMPREGADOR. 8. devendo o registro ser requerido ao aludido órgão.3 .Objetivando melhor investigação da empresa. mediante controle dos riscos presentes no ambiente. .manterão. cópia da Comunicação de Acidente do Trabalho (CAT) e cópia do registro do acidente. Conforme Norma Regulamentadora (NR5) que trata do assunto "A CIPA tem como objetivo precípuo a prevenção de doenças e acidentes do trabalho.Observar se a empresa possui CIPA organizada e em funcionamento.3 .Trabalho realizado pelos integrantes da CIPA e pelo SESMT (quando houver).: Procurar saber se ouve alterações na construção original e se essas eventuais modificações foram submetidas a aprovação.Laudos ambientais previstos nas NRs 7.Aos Sindicatos solicitando informações sobre a empresa envolvida e.Comissões Internas de Prevenção de Acidentes .Atas de Reunião da CIPA. verificar se antes do início das atividades ouve inspeção prévia e se as instalações foram aprovadas por órgão do Ministério do Trabalho Delegacia Regional do Trabalho (DRT).Apurar se a empresa mantém Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho. . se possível.1 . obrigatoriamente.Delegacia Regional do Trabalho.

4 . 8. 8. visando à preservação da saúde e da integridade dos trabalhadores. solicitando medidas que previnam acidentes semelhantes e. de modo a obter a permanente compatibilização do trabalho com a preservação da vida e a promoção da saúde dos trabalhadores". gratuitamente. reconhecimento. Obs. para garantir segurança aos que nelas trabalhem. por parte de todos os empregadores e instituições que admitam trabalhadores como empregados. De acordo com a Norma Regulamentadora 6 (NR6) "a Empresa é obrigada a fornecer aos empregado. através da antecipação.Verificar se a empresa mantém Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA). tendo em consideração a proteção do meio ambiente e dos recursos naturais. Obs. destinado a oferecer completa proteção à integridade física e à saúde do trabalhador.trabalho.8 . discutir os acidentes ocorridos. A Norma Regulamentadora 8 (NR8) estabelece os requisitos técnicos mínimos que devem ser observados nas edificações.Comprovar se a empresa mantém Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) previsto na NR 7. investigar se a falha foi na elaboração do PPRA. 8.: Pedir perícia no EPI se ele estava sendo utilizado no momento do acidente e não foi eficiente na proteção que se propunha. toda vez em que esteja ele exposto a riscos que não puderem ser eliminados por medidas de proteção coletiva. Obs.6 .5 .Procurar saber se a empresa fornece equipamento de proteção individual aos empregados. movimentação e armazenagem de materiais. Equipamento de Proteção Individual é todo instrumento de uso pessoal. A mesma norma dispõe que o empregador deverá manter registro de dados. ocorreu o acidente.: Analisar o PPRA e verificar se o tipo de acidente investigado estava previsto nele como possível de acontecer e quais as medidas indicadas para neutralizar o risco.Constatar se a edificação apresenta condições compatíveis com a natureza do trabalho. Tal programa tem por objetivo a promoção e preservação da saúde do conjunto dos trabalhadores bem como levantamento dos riscos à saúde. estruturado de forma a constituir histórico técnico e administrativo do desenvolvimento do PPRA. ainda orientar os demais trabalhadores quanto à prevenção de acidentes". 8.Confirmar se estão sendo observadas as normas de segurança referentes ao transporte. ainda assim.: pedir os relatórios anuais de implementação do PPRA e as atas das reuniões da CIPA e dos SSMT. Equipamento de Proteção Individual (EPI) adequado e em perfeito estado de conservação e funcionamento". encaminhando aos Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho e ao empregador o resultado da discussão. . Se as medidas foram efetivamente implementadas e. do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA).7 . avaliação e conseqüente controle da ocorrência de riscos ambientais existentes ou que venham a existir no ambiente de trabalho. manuseio. 8. não identificando o risco ou não indicando as medidas eficientes para neutralizá-lo. A Norma Regulamentadora 9 (NR9) estabelece a obrigatoriedade da elaboração e implementação. Nessas duas hipóteses o signatário do PPRA deve ser responsabilizado pelo acidente. A NR 5 estabelece os objetivos da CIPA: "observar e relatar condições de risco nos ambientes de trabalho e solicitar medidas para reduzir até eliminar os riscos existentes e/ou neutralizar os mesmos.

Observar se as máquinas ou equipamentos estão instalados de forma adequada e ainda se suas manutenções e inspeções vêm sendo realizadas de acordo com as instruções do fabricante ou de acordo com as normas técnicas oficiais. via de regra.Transporte.Inspeção Prévia NR3 . grades ou qualquer outra forma de enclausuramento. 8. .Disposições Gerais NR2 .Edificações NR9 .Ainda.NR 18.Fornos NR15 Atividades e Operações Insalubres NR16 .Proposta para modificação da NR 4 .Comissão Interna de Prevenção de Acidentes – CIPA .1 . com indicação do assunto tratado por cada uma delas.Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho . Movimentação. 8. Atenção: objetivando comprovar a adoção das medidas acima elencadas pela empresa.Embargo ou Interdição NR4 .Atividades e Operações Perigosas NR17 Ergonomia NR18 .protegidas por telas. Obs. em funcionamento.Caldeiras e Vasos de Pressão NR14 .Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção NR19 Explosivos NR20 . Todo mundo está sujeito a descuidos e não pode pagar por eles preço tão elevado como a mutilação ou a perda da vida.9 . acarretem risco. estão contidas na Portaria 3214/78 do Ministério do Trabalho. Quanto às NORMAS REGULAMENTADORAS. observar se a empresa elaborou o Programa de Controle e Meio Ambiente do Trabalho na Construção Civil (PCMAT) .Manual CIPA NR6 . As pessoas não podem pagar com a vida ou com a integridade física ocasionais distrações.Sistematização Final NR 4 .Em se tratando de obras de construção civil. Cabe aqui esclarecer que as normas básicas referentes a Segurança e Medicina do Trabalho estão previstas nos Artigos 154 a 201 da CLT com a redação da Lei 6514/7. O PCMAT tem a função de identificar as situações de risco no canteiro de obras e sugerir medidas para neutralizá-los. ficará evidenciada a culpa grave do empregador.Líquidos Combustíveis e Inflamáveis NR21 .EPI NR7 . etc.10 . devendo ser dada atenção especial aos andaimes quando se tratar de prédios. que demonstrou negligência e omissão de precauções elementares.: As máquinas e os equipamentos que.: Para facilitar a procura.NR4 NR5 . Os acidentes do trabalho na construção civil.Programas de Controle Médico de Saúde Ocupacional NR8 .Equipamentos de Proteção Individual . engrenagens. segue abaixo a relação das Normas Regulamentadoras. solicitar dos seus representantes legais documentação que demonstre terem sido tomadas as providências sobre cada item enfocado. por exemplo o andaime onde se apoiava era frágil e em conseqüência sofreu uma queda. O emprego de máquinas ou instrumentos em mau estado de conservação bem como execução de obras ou trabalhos com pessoal e material deficiente constituem transgressões dos preceitos de prevenção de acidentes.Programas de Prevenção de Riscos Ambientais NR10 . Quando a vítima trabalha em condições adversas.Trabalho a Céu Aberto NR22 - .Grupo de Trabalho Tripartite . Armazenagem e Manuseio de Materiais NR12 Máquinas e Equipamentos NR13 . em se tratando de obras da construção civil.Instalações e Serviços em Eletricidade NR11 . demolição e reparos verificar se estão sendo estabelecidas medidas de proteção. ocorrem pela inobservância das normas regulamentadoras.8. devem ter suas partes perigosas . Obs. despreocupação e menosprezo pela segurança do empregado. correntes. estando portanto sujeitos a sanção. NR1 .polias. Obs.

as Delegacias Regionais podem embargar obras edificadas sem o cumprimento das exigências apontadas.Disposições Gerais NRR2 . foi omissa quanto à adoção de providências necessárias para neutralização do risco.CIPATR NRR4 . 16 . Além dessas atribuições.Produtos Químicos A fiscalização pela observância das normas sobre a matéria.Fiscalização e Penalidades NR29 . a possibilidade de realização da conduta constitui . . Obs.SEPATR NRR3 .: Pedir a DRT o histórico da fiscalização na empresa e requisitar da empresa o Livro de Registro da Inspeção do Trabalho. órgão responsável pela fiscalização do cumprimento das NR.todas as NRs referentes ao assunto. A Portaria n. OBSERVAÇÕES GERAIS[16] . máquinas e equipamento. Neste trabalho há referência a apenas algumas delas. 10. evidencia culpa grave ou dolo.Serviço Especializado em Prevenção de Acidentes do Trabalho Rural . .Equipamento de Proteção Individual .Segurança e Medicina do Trabalho . segundo Damásio de Jesus em sua obra Direito Penal.º 3214/78 que as prevê. 9. Caso a DRT não tenha adotado as providências que lhe competia. Irregularidades não corrigidas e que resultem em acidente. . Verificar a DRT. Nesse livro os auditores-fiscais do MTE anotam o resultado da fiscalização. na modalidade assumir o risco de produzir o resultado.EPI NRR5 . abrangendo o poder de impor autuações e multas.as NRs devem ser observadas levando-se em conta o caso concreto.Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho Portuário Trabalho Rural NRR1 .Registro Profissional do Técnico de Segurança do Trabalho no Ministério do Trabalho NR28 . Glossário Algumas definições. o responsável pode responder por prevaricação. Aos senhores delegados interessados informamos que a Editora Atlas publica na série Manuais de Legislação.Se possível comunicar por ofício ao Sindicato da categoria do acidentado sobre a instauração do inquérito policial.Resíduos Industriais NR26 . Assim. como já foi dito. pertence às Delegacias Regionais do Trabalho. OMISSÃO . em todas as áreas. vol.Sempre que possível entrar em contato com o promotor da comarca (se no interior) com atribuições na área acidentária e na capital com a Curadoria de Acidentes do Trabalho para verificar se consta inquérito civil ou procedimento instaurado para apuração das condições do meio ambiente do trabalho.Proteção Contra Incêndios NR24 Condições Sanitárias e de Conforto nos Locais de Trabalho NR25 . registrando as eventuais irregularidades encontradas na empresa.Sinalização de Segurança NR27 . embargos ou interdições de serviços. AÇÃO ."É a não-realização de um comportamento exigido que o sujeito tinha a possibilidade de concretizar.Comissão Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho Rural . bem como as obrigações das empresas quanto às normas de segurança e outras imposições.Segurança e Saúde Ocupacional na Mineração NR23 . como por exemplo: imposição de multas.O delegado deve estar atento ao prazo prescricional que é de 2 anos. úteis a compreensão da matéria. traz todas as condutas relativas a procedimentos quanto à prevenção de acidentes e doenças do trabalho."Ação é a que se manifesta por intermédio de um movimento corpóreo tendente a uma finalidade "(Damásio de Jesus).

abstémse do comportamento: IMPRUDÊNCIA .948. conclamam maior rigor no exercício das atividades de polícia judiciária com vistas à repressão aos acidentes de trabalho criminosos. 1.À 1ª Delegacia de Polícia de Investigações sobre Infrações contra Organização Sindical e Acidentes do Trabalho da Divisão de Comunicação Comunitária do Departamento de Comunicação Social da Polícia Civil (DCS). por intermédio de consternadores levantamentos estatísticos. as quais. e 17 do Decreto nº 40.pressuposto do dever jurídico de agir. Considerando que essa persistente forma de violência.Quando o agente quer o resultado ou assume o risco de produzi-lo. e dá providências correlatas. Considerando os elevados índices de acidentes verificados nos mais variados exercícios profissionais. Enquanto na negligência o sujeito deixa de fazer alguma coisa que a prudência impõe.É a falta de aptidão para o exercício de arte ou profissão. Só há omissão relevante quando o sujeito. O Delegado Geral de Polícia. *AUTOR . em conseqüência. RESOLVE: Art. Polícia Civil de São Paulo.: deixar arma de fogo ao alcance de uma criança. concorrentemente com as unidades policiais civis de base territorial. DOLO . De observar que se o sujeito realiza uma conduta fora de sua arte. subtrai) *PARTÍCIPE é o agente que acede sua conduta à realização do crime. se A instiga B a matar C. Apêndices 1. cujas apurações. afiguram-se dever da Polícia Civil. constituindo essa reiterada vitimização fator comprometedor da vida econômica e social do Estado e.É a ausência de precaução ou indiferença em relação ao ato realizado Ex.É quem executa o comportamento descrito pelo núcleo do tipo (quem mata. com resultados por vezes até mesmo fatais a trabalhadores de todas as classes. ofício e profissão.: dirigir veículo em rua movimentada com excesso de velocidade. A imperícia pressupõe que o fato tenha sido cometido no exercício desses misteres. tendo o dever de agir. de 8 de fevereiro de 1995. de 24 de novembro de 1997. assim no contexto geral das suas funções de defesa e de promoção dos direitos individuais. este é autor e aquele participa. Assim. além de macular a própria dignidade do trabalho. Ex. Considerando as inúmeras e lídimas manifestações e apelos de entidades representativas de trabalhadores. de 1º de junho de 1995. praticando atos diversos dos do autor. e com especial fundamento nos Artigos 15 do Decreto nº 39. como constitucionalmente previsto. não se fala em imperícia. mas em imprudência ou negligência.1. Dispõe sobre a atuação policial civil na repressão às infrações penais relacionadas a acidentes do trabalho. incumbe o exercício das atividades de polícia judiciária relativas às infrações penais contra a organização sindical e acidentes de trabalho em todo o território do Estado de São Paulo.Portaria DGP nº 31. atenta contra a incolumidade das pessoas trabalhadoras. da sua ordem pública.É a prática de um fato perigoso. no uso de suas atribuições. NEGLIGÊNCIA . .120. por vezes resultantes de ações ou omissões penalmente relevantes. IMPERÍCIA . na imprudência ele realiza uma conduta que a cautela indica que não deva ser realizada. 1º .

As autoridades policiais que registrarem. cuidando. IV . termos circunstanciados. Art. o acompanhamento do andamento de qualquer feito em trâmite nas unidades policiais de base territorial. I . facultando-lhe. I .º . 7º . da Macro São Paulo (DEMACRO). ainda. 6. Art. assumir a presidência dos referidos procedimentos. sendo vedado à sua autoridade policial titular. Parágrafo único .exercer função orientadora em relação às unidades policiais civis de base territorial.Serão objeto de apuração as causas que ensejarem. bem como exercer rígida fiscalização acerca do cumprimento das normas procedimentais editadas com fundamento nesta Portaria.doença profissional ou ocupacional. a autoridade titular da Delegacia de Polícia de Investigações sobre Infrações contra Organização Sindical e Acidentes do Trabalho enviará relatório circunstanciado. Art. através da autoridade titular. Art. à Diretoria Departamental a que estiver vinculada a unidade policial de base territorial. I . para adoção das medidas cabíveis.Os departamentos de Polícia Judiciária da Capital (DECAP). após aprovado pelo Delegado Geral de Polícia.Incumbe à Academia de Polícia: .Art.Igual medida deverá ser adotada por policiais civis em exercício nos estabelecimentos de saúde para lavratura de ocorrências quando de interesse da unidade policial em destaque.Incumbe. por intermédio da via hierárquica. buscando estabelecer interagente colaboração para a exitosa realização de suas atividades-fins.acidente do trabalho tipo. incontinenti.prestar assessoramento às delegacias de polícia que tenham em curso procedimentos policiais para apuração de ilícitos de sua concorrente atribuição. 2º . à 1ª Delegacia de Polícia de Investigações sobre infrações contra a Organização Sindical e Acidentes do Trabalho: I . à 1ª Delegacia de Polícia de Investigações sobre Infrações contra a Organização Sindical e acidentes do Trabalho cópias dos boletins de ocorrências. ser distribuído à fiel observância das autoridades policiais em exercício nas unidades referenciadas. da edição de estudo normatizador. ocorrências vinculadas a acidentes de trabalho deverão enviar.exercer atenta vigilância aos inquéritos policiais que versarem a respeito de acidentes de trabalho. para. criminalmente: I . contudo. servindo como órgão consultivo na matéria. Art. 4º .manter estreito contato com órgãos públicos especializados na prevenção e/ou repressão aos acidentes de trabalho. deverão adotar providências suficientes para que suas unidades possam bem atender as ocorrências acidentárias. 5. e de São Paulo Interior (DEINTER). com base em dados fornecidos pelo acidentado ou entidade de classe representativa da respectiva categoria profissional. portarias de inquéritos policiais instaurados ou autos de prisão em flagrante delito lavrados a respeito. próprio ao estabelecimento de rotinas procedimentais padronizadas a serem adotadas nos casos de acidente de trabalho. 3º . incumbindo à sua direção a edição de ato normativo hábil a garantir a consecução deste objetivo.º . Parágrafo único .Na percepção de eventuais irregularidades e/ou de deficiências no curso dos apuratórios. outrossim. objetivando-se criar arquivo e suplementar estatisticamente futuro banco de dados acerca de casos da espécie.O Departamento de Polícia Científica (DPC) deverá promover as medidas necessárias ao aperfeiçoamento das perícias no campo da infortunística. I .doença do trabalho.

por votação unânime. § 2.2 .I . que fica fazendo parte integrante do presente julgado. em Quarta Câmara do Tribunal de Alçada Criminal. com apoio no art. . cuja elaboração deverá ter como base os dados coligidos até o quinto mês de vigência deste edito.A Justiça Pública e o réu JOÃO GERALDO RUETE inconformados com a r. o absolveu da acusação de infringência do art. em disciplinas dos seus cursos de formação inicial e complementar de policiais civis. Pelo improvimento de ambos os apelos é o parecer da Douta Procuradoria.º. A C Ó R D Ã O Vistos. sentença do Magistrado da 2. São Paulo. Juiz Marco Nahum.O Delegado de Polícia titular da divisão de comunicação comunitária do Departamento de Comunicação Social (DCS) cuidará de fornecer à Academia de Polícia minucioso relatório à guisa de pauta para o sobredito evento. juristas. § 2.promover.Acórdão sobre responsabilidade penal decorrente de acidente do trabalho. simpósio destinado à avaliação do trabalho da Polícia Civil relativamente aos eventos acidentários. Presidiu o julgamento o Sr.encetar estudos visando à inclusão. I .apelantes e apelados I . Art. relatados e discutidos estes autos de APELAÇÃO CRIMINAL nº 1. Péricles Piza Relator VOTO 7024 APELAÇÃO CRIMINAL 1.Esta Portaria entrará em vigor na data de sua publicação. da Lei 8.º.º 427/96-A) da 2. por descrever fatos atípicos. no valor de duzentos reais a diária. no decorrer do sétimo mês de vigência desta Portaria. I e VI. de conformidade com o voto do Relator. ficando revogadas as disposições em contrário. com a participação de representantes de entidades de classes trabalhadoras e patronais.ª Vara Criminal da Comarca de CATANDUVA. participaram os Srs. A Justiça Pública objetiva a reforma do julgado com a condenação nos termos da denúncia que entendeu provada. negar provimento ao apelo defensivo e dar parcial provimento ao da Justiça Pública para condenar o réu a coima de 10 (dez) dias-multa.981. DGP em 24 de dezembro de 1997.º 427/96-A) que. "oportuno tempore". 19. por incurso no art. do Código de Processo Penal. Palácio da Polícia.9. Juízes Canellas de Godoy e Figueiredo Gonçalves.213/81. cujas conclusões servirão ao aprimoramento das normas contidas nesta portaria. autoridades policiais e operadores do direito de outras categorias profissionais vinculadas ao tema.145.CATANDUVA JOÃO GERALDO RUETE e MINISTÉRIO PÚBLICO . da Lei 8. A defesa igualmente apela objetivando o reconhecimento da inépcia da denúncia. com votos vencedores. de matérias atinentes à Infortunística. 15 de junho de 1.145. em que são apelantes e apelados JOÃO GERALDO RUETE e o MINISTÉRIO PÚBLICO: ACORDAM. realçando que figura-tipo prescinde de dolo. Parágrafo único . basta a voluntariedade da conduta e reinante o dolo eventual. 19.ª Vara Criminal de Catanduva (Processo n.213 de 24 de julho de 1. LUIZ PAULO BRAGA BRAUN Delegado Geral de Polícia 1. apelam.827-6 . 386.827-6 (Ação Penal n. 8º .

"Das Espécies de Prestações". conforme NR 24. da Lei 8.1. e Agropastoril São Geraldo Ltda. art. nas empresas Destilaria São Geraldo Ltda. NR 7. da Portaria 3.º. (fazendas destinadas ao cultivo de cana-de-açúcar). permanente ou temporária da capacidade para o trabalho". sob fundamento de que ausente o requisito subjetivo do tipo. em quantidade de 250 ml. figurava a pessoa de JOÃO GERALDO RUETE. da Portaria 3. foi denunciado por violação ao § 2. punível com multa. Norma penal em branco. potável e fresca. 1 desta Lei.213/81 dispõe sobre os "Planos de Benefícios da Previdência Social e dá outras providências". Daí a razão do presente inconformismo.1. portanto. Diante de tais irregularidades o representante do Ministério Público ofereceu denúncia. Entende-se por lei penal em branco as que estabelecem uma pena ou sanção para uma conduta que será individualizada em outra lei. com proposta de transação penal por parte do órgão acusatório (cf. em desconformidade com a NRR 4. mais precisamente na cidade de Pindorama. Na diligência apuraram-se inúmeras irregularidades. alegando para tanto que prescindível o dolo no caso em questão. .A Lei 8. por hora/homem/trabalho. O artigo referido na denúncia. 19.6. A Justiça Pública requereu a condenação nos termos da denúncia que entendeu provada.067/8 do MTB. d) não fornecimento aos trabalhadores de dispositivos térmicos em número suficiente. Tentou-se a aplicação da Lei 9. por não terem recebidos. A nobre defesa. Fiscais do Ministério do Trabalho dirigiram-se a Região de Catanduva. Seção I.º. o que se exige dado o número médio de trabalhadores. No caso em questão.I . fls. da NRR 2. provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte ou a perda ou redução.214/78 do MTB. dolo.099/95. consta do Capítulo I.996. e g) ausência de condições e equipamentos básicos de segurança nos ônibus utilizados para o transporte dos trabalhadores. 19.2. cuja redação específica diz que "constitui contravenção penal. de modo a garantir o aquecimento da alimentação. agindo em desacordo com a NRR 2. dentre as quais: a) não oferecimento aos trabalhadores de suprimento de água. Tal artigo dispõe à respeito da configuração de acidente do trabalho. de ambas. O processo teve seu regular prosseguimento. e) falta de elaboração e implementação de Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional.7. 104). acima transcrito. caneleiras com proteção de aço. imputando ao réu a prática de contravenção penal. do art.213/81. deixar a empresa de cumprir as normas de segurança e higiene do trabalho". 19. descumprindo a NR 2.1. onde. JOÃO GERALDO RUETE. Dos autos se infere que no mês de junho de 1. que a completa na integração da figura-tipo. b) não fornecimento de materiais de primeiros socorros e recursos mínimos para atendimento de urgência. sendo que como sócio-proprietário. c) falta de técnico de segurança do trabalho. sustenta a tese de que inepta seria a inicial por descrever fatos atípicos. constataram descumprimento de normas regulamentadoras de segurança e higiene de trabalho. calçados de segurança com biqueira de aço. bastando a simples voluntariedade da conduta. restando o réu absolvido pelo juízo monocrático. se exigível o dolo na conduta do réu estaria configurado o dolo eventual pela omissão do cumprimento de obrigações impostas ao empregador. a qual não restou aceita pela defesa. f) não utilização por parte dos trabalhadores. definindo-o como "acidente do trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa ou pelo exercício de trabalho dos segurados referidos no inciso VI do art. formal ou material. E. § 2. "Das Prestações em Gerais". sendo que as localizadas nos ônibus não eram adequadas ou de acordo com a NR 24. nos dias 13 e posteriores. não obstante o decreto favorável.3. de luvas de raspa de couro. o apelante e apelado.

a juntada de documentos de fls. presentes os requisitos exigidos em nosso ordenamento jurídico. pois. A inicial não se mostra inepta. Daí. As provas amealhadas no caderno processual demonstram. não supre tal descumprimento pois pequena a quantidade adquirida se comparada com o número de trabalhadores. reinantes. respectivamente. correlativamente.996 e fevereiro de 1. só não julgando procedente a ação penal por entender que ausente o elemento subjetivo do tipo. necessários para o recebimento da peça vestibular. 273/281 e fls. não obstante dispõe a norma regulamentar sobre "marmitas térmicas". E tanto é assim que o culto Magistrado sentenciante. E ademais. 109. os quais afirmaram o não recebimento de qualquer dispositivo para esse . em tempo bem posterior a inspeção que comprovou a irregularidade. pelas portarias regulamentadoras da obrigação do empregador no resguardo da segurança e higiene do trabalhador. Também quanto ao fornecimento de equipamentos próprios para aquecimento da alimentação a ser ingerida pelos trabalhadores. houve descumprimento de seu preceito. Ao exame do mérito da causa. completada a norma penal em branco. 186. em sua fundamentação. nos referidos documentos oficiais constam nomes de vários trabalhadores que na data da inspeção encontravam-se presentes no local dos fatos e. diante da condição de funcionários públicos dos emitentes". E os fatos nela descritos são típicos. os pedidos. é demostrada no Auto de Infração de fls. Não se justifica a falta do cumprimento da norma e.997. uma por uma. consistente em descumprir as normas de segurança e higiene do trabalho. a lhes ser entregues. Descreveu os fatos com clareza e imputa ao denunciado a responsabilidade pela prática de contravenção penal. adquirindo tais bens após a consumação e configuração do delito. Com tal proceder. sem exceção. adoto os fundamentos jurídicos incorporados na r. tentou apenas sanar a omissão até então reinante. bem como no depoimento de Alcebiades que confirmou a inexistência de tais objetos nas frentes de trabalho (cf. bem como responsável pela orientação dos trabalhadores no uso de equipamentos que viessem. "todas as irregularidades consignadas na inicial têm apoio na constatação levada a efeito por Fiscais do Ministério do Trabalho. como bem asseverou o Magistrado sentenciante. Não se pode exigir em ilícito como o presente descrição pormenorizada dos trabalhadores que estariam sem usar ou receber equipamentos de segurança. não se há de falar em inépcia da exordial. Comprovou-se. Em primeiro. por extensão. igualmente. 371/373). de forma induvidosa e consubstanciosa. cujo teor goza da presunção de veracidade. sendo que foram feitas publicações com esse intuito (cf. por isso a dificuldade em tê-lo em suas empresas.996. a ausência de técnico de segurança de trabalho. Quedou-se. fls. eventualmente. 315/321). 245/258. E ainda. Neste sentido foram os depoimentos de Thomaz e Alcebiades. conforme se verifica do Auto de Infração de fls. 106/115. demonstra a aquisição da referida mercadoria em 14 de junho de 1. fls. infere-se que as referidas publicações datam de dezembro de 1. profissional este habilitado a auxiliar na aferição do cumprimento das Normas Regulamentares de Segurança. pois. descreveu e considerou todas as irregularidades descritas na exordial. notas fiscais de compra de referidas mercadorias. rejeitando a pretensão deduzida. "data venia". A falta de fornecimento de materiais de emergência para primeiros socorros. dolo. registre-se que os documentos encartados às fls. expostos aos riscos do não cumprimento das normas regulamentadoras. sendo que. documentos oficiais. A defesa alega que não havia o costume na região da contratação desses profissionais.Analisa-se. sentença absolutória. um dia após a fiscalização levada a efeito. quanto a prejudicial argüida pela defesa. o vazio a alegação defensiva de que a norma regulamentadora não menciona tal procedimento e. a autoria e a materialidade delitiva.

. 18. No Auto de Infração de fls. tornou-se induvidoso o descumprimento deste procedimento. não obstante a precariedade dos veículos utilizados para o transporte dos trabalhadores. Tal fato restou corroborado pela prova testemunhal. sempre apenadas benignamente. Infere-se de seu dispositivo que: "cabe ao empregador rural: e) colaborar com as autoridades na adoção de medidas que visem à proteção dos trabalhadores rurais". I.2. caberia ao empregador. como são ocorrências de pequena monta.7. Embora não seja esta a discussão em pauta.ª edição. julgou improcedente a ação penal sob o argumento de que ausente o dolo necessário para condenação. a aquisição se deu no dia 20 de junho de 1. data posterior ao da fiscalização.996. caneleiras com proteção e calçados de segurança com biqueira de aço. MAX LIMOND. 283). E a desculpa de que lhes eram concedidos os equipamentos. SP. deixando de cumprir normas de segurança e higiene do trabalho. mas não o é. se faz necessária definição exata da conduta do réu para imputarlhe prática do ilícito. do Código Penal. Desta forma.fim. sendo ambas aptas a configurar a conduta contravencional. Mas. seria o caso de condená-lo por prática de infração contravencional. e não utilizavam por vontade própria. com o intuito de prevenção e diagnósticos de agravos à saúde relacionada com a atividade desenvolvida pelos trabalhadores. tanto quanto os delitos. a atitude do empregador. incisos I e I. revelou comportamento de natureza negativa. nos termos da denúncia. A nota fiscal de fls. consta o não fornecimento aos trabalhadores de luvas de couro. tendo em vista que os fiscais realizaram a diligência no horário reservado para o almoço dos trabalhadores. após analisar com acuidade as provas encartadas nos autos. 4. não se justifica pois o preceito regulamentar faz menção a exames periódicos. fls. Mas. No que diz respeito ao Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional. 1.. como bem acentuou o juízo monocrático. não serve de escusa à espancar tal imputação pois. responsável pela parte financeira da empresa.3. mesmo se assim o fosse. obrigando a mais minudente redação de cada figura. em relação ao elemento subjetivo da contravenção. admitindo as mesmas características fixadas no art. não descrita qual a colaboração a ser prestada pelo empregador. 1972. não teria sensíveis conseqüências práticas" (Instituições de Direito Penal. v. "Data venia" das vozes divergentes. Técnico de Segurança do Trabalho. Seriam dolosas ou culposas. na falta de um profissional competente. Thomaz e Alcebiades (cf. 369/373). p.g. não teria conhecimento das tais deficiências. BASILEU GARCIA que assim assevera: "As contravenções. A nossa legislação. o que não é a hipótese dos autos pois cuida-se de regra meramente preventiva e que não permite a devida tipificação. Em outras palavras. não comungo do entendimento supra mencionado. de que tenha o réu agido com dolo ou culpa. Ademais. tomo I. adverti-los quanto ao perigo de não se fazer uso de tais equipamentos preventivos. prevista na norma NR 7. cometem-se ou deliberadamente ou por mera desatenção. caracterizou-se a existência da infração contravencional pois o . adotou como critério para sua caracterização o dolo e a culpa. demonstradas as inúmeras irregularidades nas empresas do réu. haja vista que o réu/empregador. a sua distribuição pelas duas categorias do elemento subjetivo. e embora concluindo que reinante tais irregularidades. também restou descumprida. não se comprovou nos autos e. que comprova a aquisição de 260 (duzentos e sessenta) marmitas térmicas. ocorre que o culto Magistrado de primeiro grau. Neste sentido é o magistério do ilustre Prof. vol. alínea "e"). 260. redundando em mais uma irregularidade por parte do empregador. nota-se a inexistência de tipicidade para a conduta referida no texto normativo (NRR 1. Em se tratando de norma penal de tipo aberto. Por derradeiro. A alegação de que eram realizados exames quando da admissão e demissão dos empregados.

sentença guerreada. infração de menor gravidade. pelo cumprimento das normas de segurança do trabalho. Resguarda a incolumidade pública do trabalhador em geral e "integra-se pela simples conduta. E. o que não pode e não é admitido pela nossa legislação penal. pág. Tal crime exige. está a cumprir o que lhe era exigido por lei e. qualquer omissão. No caso. a ponto de poder ser responsabilizado criminalmente por "algo que poderia ter feito e não fez". 106/15).º da Lei das Contravenções Penais). pois. repita-se. Tais condutas ilícitas se perfazem com a simples abstenção da prática de um ato. "poder de fato" (WELZEL) que tem para interromper a causalidade que desembocará no resultado. Delito de mera conduta ou puramente formal onde dispensável se perquirir da ocorrência do dolo ou culpa. ou. com seu omisso proceder. 101). 3. não o vinha . por omissão qualificada. as denominadas contravenções penais. tinha o dever jurídico de praticar o ato de que se absteve. Não é. enquanto ao direito penal o resguardo dos de maior gravidade. omissão qualificada. simplesmente acabou por se enquadrar regiamente no cumprimento de sua obrigação legal. pois. para a existência da contravenção. ou seja. E a contravenção. a diferença entre eles é meramente quantitativa. direto ou eventual. ao deixar de fornecer o uso de apetrechos necessários e obrigatórios à proteção do trabalhador. para sua configuração. a presença do dolo. requisito dispensável à espécie dos autos. a responsabilidade penal. crimes regulamentados por lei penal material.º. A prática por omissão de delito comissivo exige. independentemente da produção de perigo concreto" (DAMÁSIO . E o resultado é imposto ao sujeito pela simples omissão. em especial. 132 do Código Penal. por parte do empregador que deixa de cumprir com as normas de segurança e higiene do trabalho (art. a culpa como regra geral (art. botinas. pois. a iniciativa Ministerial em imputar ao empregador a infração meramente contravencional. 19. na qualidade de empregador. posto que. haver comprado equipamentos de proteção individual.. sem limites. para sua integração. não elidem a responsabilidade penal do empregador. luvas e etc.Lei das Contravenções Penais. bem como a serôdia contratação de técnico de segurança de trabalho. Saraiva. considerado delito anão. O fato de. obrou manifesta e punível negligência. entende-se que o sujeito deve ter conhecimento de que lhe é possível impedir a produção de resultado.213/81).º. tal qual disposto no § 1. porque regula delitos de menos gravidade. o que torna sua conduta omissiva. "expor a vida ou a saúde de outrem a perigo direto e eminente". Exige-se. fls. independentemente do resultado posterior. entre nós. e. até então. da Lei 8. pois. no caso o réu (empregador). Demonstra que. Considerase. o apelante. mera contravenção penal punível com multa. basta. A ordem contravencional é "um direito penal de menor quantia". agora. como entendeu a r. § 2. a de resguardar a segurança e higiene do trabalhador. pessoa habilitada a conferir e fazer cumprir as Normas Regulamentadoras de Segurança. a existência de infrações penais que deve ser incluídas num ordenamento jurídico de maior gravidade. a ponto de consagrar o "regressus ad infinitum". em outras palavras. após ter sofrido diversas e múltiplas autuações pela fiscalização do Ministério do Trabalho (cf.213/81. louvável até. Com tal conduta. do art. Correta. estaríamos diante da figura típica do art. no entanto. 1993. E. 19 da Lei 8. Fosse necessário o dolo.sujeito ativo. colocou em risco a integridade física de seus funcionários. à prevenção do acidente de trabalho-tipo. o que tornaria impossível e intolerável o exercício de qualquer atividade profissional. e outras que devem ser cuidadas mediante uma ordem de menor gravidade. uma omissão qualificada. Estar-se-ia alargando.

Por tudo que resultou exposto e o mais que dos autos consta. não fornece e não exige o uso dos apetrechos necessários a proteção do operário. e Agropastoral São Geraldo Ltda. caberia ao réu. nem seus familiares.Modalidades de culpa . há mais de vinte e cinco anos administra três empresas. São indistingüíveis as modalidades de culpa sob o ponto de vista da censurabilidade. Existência de dano ou perigo concreto ao bem juridicamente tutelado. fixado seu valor em duzentos reais. o que denota posição econômica razoavelmente abastada. sendo absolutamente irrelevante a existência do dano ou perigo concreto ao bem juridicamente tutelado.991. e.213/91. processo original da 5ª Vara Regional de Santana da Comarca de São Paulo. Afora isso o valor encontrado. O réu é engenheiro civil e sócio proprietário da Destilaria São Geraldo Ltda. PÉRICLES PIZA Relator Jurisprudência[17] EMENTA 039 CONTRAVENÇÃO PENAL LEI Nº 8. responsável por empresa construtora. colocando em risco a integridade física dos obreiros por ele contratado para o perigoso serviço de corte de cana. Desnecessidade: Incorre nas penas do art. deixa de fornecer-lhe indispensáveis artefatos de proteção. impõe-se a reforma do julgado. não lhe afasta da responsabilidade criminal pois. Agente que não fornece e não exige o uso de apetrechos necessários a proteção do operário. certamente. RESPONSABILIDADE PENAL . ordena a este pulverizar lavoura com inseticida de elevada toxidez. 19. §2º. Daí porque o valor do diamulta é de se distanciar do piso.213/81. relator Xavier de Aquino. máxime quanto. Age culposamente quem. Deixar a empresa de cumprir as normas de segurança e higiene do trabalho. A sanção prevista à espécie é meramente pecuniária. parcialmente acolhida. em nosso ordenamento jurídico penal. não o privara. cumprir as normas de segurança e higiene do trabalho.Delito caracterizado.º. quanto ao correspondente . de meios à subsistência. como é cediço. 11ª Câmara do Tribunal de Alçada Criminal de São Paulo.213 de 24 de julho de 1.343/1. eqüivalendo-se. Ante ao exposto. o agente que. pois age com manifesta negligência punível. tal qual o aqui apurado. APELAÇÃO Nº 998. não assistindo razão alguma ao mavórtico defensor. da Lei 8. certamente as versadas nos autos. que dispõe sobre os "Planos de Benefícios da Previdência Social e dá outras providências". Na posição de empregador. quanto ao tratamento penal. no valor de duzentos reais a diária. duas delas. da Lei nº 8. tal qual o objetivado no apelo Ministerial. Caracterização. não se podendo furtar de tal obrigação prevista na Lei 8. infringindo normas legais que proíbem trabalho de menor em serviços perigosos. aprioristicamente. o que não se recomenda. segundo afirmou em juízo. Fixar em quantia menor poderia servir de estímulo a novas investidas no descumprimento de suas obrigações. conhecedor do preparado.Menor que recebe ordem para pulverizar lavoura de alta toxidez Infração aos preceitos do Código de Menores e do Estatuto do Trabalhador Rural .fazendo satisfatoriamente e. 19. em princípio. obrigatoriamente. com tal proceder. por tratar-se de contravenção penal de perigo abstrato ou presumido. com a conseqüente condenação do réu nos termos da denúncia. por incurso no art. dentro da possibilidade econômica do agente. Alegar ignorância por assumir outras atividades na administração da empresa. Justamente é a hipótese dos autos. não pode figurar no pólo passivo da relação processual a pessoa jurídica.Equivalência. § 2.213/91. feito nº 235/93. nego provimento ao apelo defensivo e dou parcial provimento ao da Justiça Pública para condenar o réu a coima de 10 (dez) dias-multa. EMENTA 021 HOMICÍDIO CULPOSO.

contribuindo assim para a morte da vítima. deixa de realizar pessoalmente os serviços contratados. limitandose a recomendar cuidado. em verdade. superior a 1. não contrário ao direito. age com manifesta culpa. cuja parte técnica e medidas de segurança do trabalho eram de sua exclusiva responsabilidade. supondo.Culpa configurada Condenação mantida. As normas de segurança do trabalho nas atividades da construção civil. tal quadro não exclui a participação culposa dos agentes. JTACrSP-LEX 299/83 EMENTA 026 HOMICÍDIO CULPOSO. tanto faz não prever o resultado previsível.Responsável que recruta pessoal inexperiente e desprotegido . erroneamente.Defeito não constatado . Imperícia .Morte de dois operários decorrente de deslizamento de terra. mas sim ao empreiteiro responsável pela execução dos reparos na cobertura do prédio. Culpa alguma se pode imputar ao réu ou ao comitente dos serviços empreitados. aos quais cumpria traçar as normas de trabalho em consonância com os cuidados indispensáveis à preservação da saúde e da vida daqueles. JTACrSPLEX 499/80 EMENTA 025 HOMICÍDIO E LESÕES CORPORAIS CULPOSAS.tratamento penal. pois que comum a todas as espécies a omissão do dever de precaução ou diligência.Culpa do empreiteiro. escolhe operários tecnicamente despreparados e não lhes fornece instrumentos adequados e equipamentos de segurança. Acidente em obras de demolição de prédio . em obra.Manutenção de elevador Empregado sem capacidade técnica . Queda e morte de operário durante execução de reparos na cobertura de prédio . Se a realidade impunha a assunção de riscos. não planeja a obra. Negligência . como prevê-lo. exigem que os taludes das escavações de profundidade. e. em construção .LEX 338/76 EMENTA 024 HOMICÍDIO CULPOSO. JTACrSP-LEX 459/69 EMENTA 023 HOMICÍDIO CULPOSO. Age imperitamente o empregado de empresa especializada em manutenção de elevadores que executa serviços de reparo sem possuir capacitação técnica exigida. não constata defeito em porta sanfonada interna de elevador antigo. encarregado de demolição. pela inexistência de segurança. com isso.Responsabilidade do engenheiro e do mestre de obras bem caracterizadas. Se as vítimas também agiram culposamente. por estes a responsabilidade. que. sobretudo no campo criminal. à morte da vítima. por isso. só poderia pesar nos ombros de quem os deliberara assumir. ou mesmo querê-lo. Se o réu. são homens rústicos.5 m devam ser escorados com pranchas metálicas ou de madeira. Assim.Configuração.Falta de manutenção de elevador pelo Engenheiro responsável . Age negligentemente e responde pelas conseqüências o Engenheiro responsável pela manutenção de antigo elevador que violando posturas municipais. RJDTACRIM 90/10 EMENTA 027 . HOMICÍDIO CULPOSO. por imperícia e por negligência. JTACrSP . confiando em sua não ocorrência. assegurando estabilidade de acordo com a natureza do solo. pois somente a ele cabia a obligatio ad delingentiam no sentido de acompanhar o conserto do telhado. mas não de índole rebelde e agressiva. contribuindo. Engenheiro agrônomo e administrador que permitem que lavradores apliquem inseticida na lavoura sem a proteção necessária . TACrimSP 53 EMENTA 022 HOMICÍDIO E LESÕES CULPOSAS.Contribuição do agente sob a modalidade de omissão. Acidente de trabalho .Configuração.

Dirigentes de empresa que permitem o trabalho com produtos químicos altamente lesivos e nocivos em precárias condições de . De pouco vale dizer que o fabricante do equipamento deveria ser responsabilizado. que envolve basicamente as condições do solo e bem assim às condições oferecidas pela natureza. imprudentemente. obedece inicialmente a um minucioso trabalho de pesquisa. Incorre nas sanções do art.Negligência . Descabe pedir absolvição a pretexto de injurídica isonomia. isto é. ao ser projetada. perfeitamente previsível. Toda obra. afinal negligentes. Acidente com máquina agrícola . utilizado por funcionário por tempo excessivo.Caracterização. acarretadora da mais pura injustiça.HOMICÍDIO CULPOSO. Obra rodoviária . responde o engenheiro responsável pela execução da obra. vez que está presente a relação de causalidade entre o evento e a responsabilidade do agente. mas a punição de empregadores displicentes acaba sendo forma de compelir-se o fabricante a tomar maiores providências protetivas. o que a causar a morte da vítima por asfixia em virtude de desmoronamento. do CP. sendo o estudo realizado tendo como retaguarda . RJDTACRIM 118/20. JTACrSP-LEX 264/83. por inobservância de exigências técnicas. sendo irrelevante a eventual cupabilidade concorrente do Encarregado da turma de Operários. por falha causadora de desabamento de viga de sustentação.Anterior acidente na mesma máquina . não toma as cautelas devidas. vez que sua culpa decorre do fato de manter tal produto em seu estabelecimento. talvez também o devesse.sempre . avaliação de riscos máximos e as figuras de prevenção destinadas a cada caso. de existirem outros produtos para a mesma finalidade com pH ainda mais elevado e de a aplicação ter sido feita por terceiro. vem a provocar queimaduras no couro cabeludo de cliente do estabelecimento. EMENTA 029 LESÃO CORPORAL CULPOSA. 129 § 6º. EMENTA 031 LESÃO CORPORAL CULPOSA. RJDTACRIM 122/1 EMENTA 030 LESÃO CORPORAL CULPOSA.Ocorrência de queimadura no couro cabeludo de cliente . RJTDTACRIM 247/23 EMENTA 028 LESÃO CORPORAL CULPOSA. salvo hipótese de erro de cálculo de engenharia ou do fenômeno irresistível da natureza.o designado "coeficiente de segurança". ao invés de simplesmente confiar na diligência de seus consumidores. Assim. dá causa a morte de Operário .Culpa configurada. Empregador que contrata menor para auxiliar em cilindro destinado ao preparo de massa de pão . o agente que. que. mantém em seu salão de cabeleireiros produto com alcalinidade superior à autorizada. EMENTA 032 PERIGO PARA A VIDA OU SAÚDE DE OUTREM.Responsabilidade do empregador que deveria tomar providências protetivas .Desabamento de viga de sustentação Inexistência de erro de cálculo de engenharia ou de fenômeno irresistível da natureza Argüição de caso fortuito repelida. TACrimSP 256.Negligência . que vitimara outro menor. É manifesta a imprudência de comerciante que. para a sua execução. Engenheiro responsável por obra que. não o exculpando as alegações de inúmeras pessoas que receberam o tratamento sem conseqüências.Caracterização: Age com negligência e responde pelo crime de homicídio culposo o Engenheiro responsável por uma obra que dá ordens para que seja feita uma vala em local aterrado sem a observância das normas técnicas exigidas. Agente que mantém em seu salão de cabeleireiros produto com alcalinidade superior à autorizada . ante a ocorrência de fato anterior. sabendo dos perigos do manuseio de cilindro destinado ao preparo de massa de pão. para evitar o acidente.Imprudência Culpa configurada.

Negligência. estando evidente o dolo eventual necessário para a caracterização do delito do art. sem qualquer formação especial e entregue a uma operação perigosa com máquina antiga e desprovida de sistema de segurança há de ser completo e suficiente a evitar acidentes. A perda do indicador da mão direita de operária que opera prensa desprovida de sistema de proteção pode ser punida como lesões corporais culposas sob a modalidade negligência. pois isto não diminui a responsabilidade de quem se aproveita dessa disposição para expor operário a risco previsível. permitem o aprofundamento da escavação sem adoção dos cuidados técnicos exigíveis. inequivocamente. feito nº 1. prensa desprovida de sistema de proteção.334/91. APELAÇÃO nº 1. Caracterização: EMENTA OFICIAL. o que vem a causar-lhe a perda da mão. relator Renato Nalini. por negligência.503/1. feito nº 681/94. processo original da 5ª Vara Regional de Santana da Comarca de São Paulo. Engenheiro e técnico de segurança do trabalho que. 7ª Câmara do Tribunal de Alçada Criminal de São Paulo.segurança. 15ª Câmara do Tribunal de Alçada Criminal de São Paulo. permitem o aprofundamento de escavação sem adoção dos . processo original 2ª Vara Regional da Lapa . pedir para manusear a injetora. inclusive. processo original da 12ª Vara Criminal da Comarca de São Paulo. Apelação nº 930.885/1. a substituir colega que faltara. operando uma máquina sem o treinamento necessário.Comarca de São Paulo. o que vem a causar-lhe esmagamento da mão e conseqüente perda da mesma por amputação traumática. pena de responder por negligência se a falta de trava de segurança de uma prensa vier a lesioná-los no desempenho de suas funções. 129 § 6º. quanto a tanto se mostrar insuficiente. por negligência. APELAÇÃO nº 971.038. que os responsáveis. Imprudência. As condições precárias de segurança da empresa que trabalha com produtos químicos altamente lesivos e nocivos expondo seus empregados a riscos constantes e iminentes. O treinamento a ser propiciado a uma operária semi-alfabetizada e jovem. Caracterização. EMENTA 034 LESÃO CORPORAL CULPOSA. 1ª Câmara do Tribunal de Alçada Criminal de São Paulo. relator Eduardo Goulart. EMENTA 036 LESÕES CORPORAIS E HOMICÍDIO CULPOSO. 132 do CP. APELAÇÃO Nº 863. relator Antônio Cortez. relator Borges Pereira. Configuração: É efetivamente imprudente a conduta do agente que designa funcionária sem habilitação específica para operar prensa. vez que deixou de observar o dever objetivo de cuidado a que estava obrigado. atuando fora de sua função.079/6. Quem explora atividade econômica tem o dever de resguardar a segurança e incolumidade física de seus operários. Gerente geral de empresa que permite que funcionário atue fora de sua função. opere máquina injetora de plástico sem o necessário treinamento. 11ª Câmara do Tribunal de Alçada Criminal de Sâo Paulo. imputável ao dono da empresa. Agente que designa funcionária sem habilitação específica para operar máquina que oferece risco pessoal ao operador. EMENTA 035 LESÃO CORPORAL CULPOSA. Caracterização: Incorre nas penas do art. consistente em só designar pessoas com a necessária qualificação profissional para a operação de máquina que oferece risco pessoal ao operador. nítida a negligência do empregador. Ocorrência: caracteriza os delitos de lesões corporais culposas e homicídio culposo a conduta de engenheiro e técnico de segurança do trabalho que. feito nº 1088/90.413/7. o gerente geral de empresa que permite que funcionário. admitem e aceitam o risco de produzir resultados danosos. EMENTA 033 LESÃO CORPORAL CULPOSA. onde vem a perder parte do dedo da mão. sendo irrelevante o fato da vítima gostar e . Dono de empresa que permite que funcionário opere. processo original da 3ª Vara Regional de Santo Amaro da Comarca de São Paulo. Configuração. conscientemente. evidenciam. do CP. feito nº 729/95. sendo-lhe o evento previsível objetiva e subjetivamente. sem treinamento adequado.

997/7. EMENTA 037 HOMICÍDIO CULPOSO. usando sapatos comuns. ficando sujeito às contribuições de que trata a Lei nº 8. § 1º Entende-se como regime de economia familiar a atividade em que o trabalho dos membros da família é indispensável à própria subsistência e é exercido em condições de mútua dependência e colaboração.cuidados técnicos exigíveis. 1. de 7. feito nº 04/91. 12 da Lei nº 8. para fins de custeio da Seguridade Social.032.1. provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte ou a perda ou redução.92. desde que trabalhem. permanente ou temporária. processo original da 3ª Vara Criminal da Comarca de Araçatuba. APELAÇÃO Nº 545.95) . 1 desta Lei.como segurado especial: o produtor. Acidente do trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa ou pelo exercício do trabalho dos segurados referidos no inciso VII do art. ainda que com o auxílio eventual de terceiros. Acidente de trabalho: a permissão dada a operário de construção civil para trabalhar em andaime marcado pela precariedade e sem capacete ou cinto de segurança. (O garimpeiro está excluído por força da Lei nº 8. de 28. vez que infringem dever de cautela que lhes incumbe. consistente em reparos num velho telhado de um galpão.SP . o meeiro e o arrendatário rurais. feito nº 166/84. que alterou a redação do inciso VII do art. sobrevindo queda e morte deste último. o que vem a causar acidente. relator Barbosa de Almeida. encarregado de obra. Construção civil. sendo que para a execução do serviço praticamente não existiam dispositivos de segurança. de 24 de julho de 1991. que exerçam suas atividades. o pescador artesanal e o assemelhado. § 3º O aposentado pelo Regime Geral de Previdência Social–RGPS que estiver exercendo ou que voltar a exercer atividade abrangida por este Regime é segurado obrigatório em relação a essa atividade.4. está a revelar imprudência e negligência do empregador. individualmente ou em regime de economia familiar. feito nº 415/80.91). com o grupo familiar respectivo. relator Paulo Dimas. sem a utilização de empregados. o parceiro. processo original da 25ª Vara da Comarca de São Paulo. relator Nelson Schiesari.721/6. o garimpeiro. bem como seus respectivos cônjuges ou companheiros e filhos maiores de 14 (quatorze) anos ou a eles equiparados. APELAÇÃO Nº 873.212. Caracterização: caracteriza a culpa na modalidade de imprudência a conduta do agente. da capacidade para o trabalho.1998 Art.Ministério Público do Trabalho em Goiás 1[2] Cartilha Polícia e Acidentes de Trabalho – FUNDACENTRO . Imprudência. 19.212 de 24. processo original da 3ª Vara Criminal de São Bernardo do Campo da Comarca de São Paulo. comprovadamente. APELAÇÃO Nº 304. conserto de telhado. que atribui a menor inexperiente a realização de tarefa perigosa. concomitantemente. 9ª Câmara do Tribunal de Alçada Criminal de São Paulo. mais de uma atividade remunerada sujeita ao Regime Geral de Previdência Social é obrigatoriamente filiado em relação a cada uma delas. São segurados obrigatórios da Previdência Social as seguintes pessoas físicas VII . (Parágrafo acrescentado pela Lei nº 9. § 2º Todo aquele que exercer.997/8. EMENTA 038 HOMICÍDIO CULPOSO.7. Apostila revisada em 190/12/2001 [1] Procurador Regional do Trabalho . 8ª Câmara do Tribunal de Alçada Criminal de Sâo Paulo.398. 4ª Câmara do Tribunal de Alçada Criminal de São Paulo. Art.

doença profissional. inclusive de terceiro. constante da relação mencionada no inciso I. b) na prestação espontânea de qualquer serviço à empresa para lhe evitar prejuízo ou proporcionar proveito. I .a doença proveniente de contaminação acidental do empregado no exercício de sua atividade. inclusive para estudo quando financiada por esta dentro de seus planos para melhor capacitação da mão-de-obra.12.528. Consideram-se acidente do trabalho. o empregado é considerado no exercício do trabalho. § 2º Em caso excepcional. inundação. I . . I .§ 4º O dirigente sindical mantém. 20. e) desabamento. IV .o acidente ligado ao trabalho que. haja contribuído diretamente para a morte do segurado. incêndio e outros casos fortuitos ou decorrentes de força maior. § 1º Nos períodos destinados a refeição ou descanso. para efeitos desta Lei: I . independentemente do meio de locomoção utilizado. d) a doença endêmica adquirida por segurado habitante de região em que ela se desenvolva. sabotagem ou terrorismo praticado por terceiro ou companheiro de trabalho. nos termos do artigo anterior. assim entendida a adquirida ou desencadeada em função de condições especiais em que o trabalho é realizado e com ele se relacione diretamente. por motivo de disputa relacionada ao trabalho. (Parágrafo acrescentado pela Lei nº 9. durante o exercício do mandato eletivo. no local do trabalho ou durante este. qualquer que seja o meio de locomoção. c) em viagem a serviço da empresa. b) ofensa física intencional. 21. ou produzido lesão que exija atenção médica para a sua recuperação. c) ato de imprudência. 1[6] Art. inclusive veículo de propriedade do segurado. em conseqüência de: a) ato de agressão.o acidente sofrido pelo segurado no local e no horário do trabalho.o acidente sofrido pelo segurado ainda que fora do local e horário de trabalho: a) na execução de ordem ou na realização de serviço sob a autoridade da empresa. c) a que não produza incapacidade laborativa. as seguintes entidades mórbidas: I . d) no percurso da residência para o local de trabalho ou deste para aquela. de negligência ou de imperícia de terceiro ou de companheiro de trabalho. b) a inerente a grupo etário. embora não tenha sido a causa única. § 1º Não são consideradas como doença do trabalho: a) doença degenerativa. inclusive veículo de propriedade do segurado. o mesmo enquadramento no Regime Geral de Previdência Social-RGPS de antes da investidura.97) 1[4] Conceitos extraídos da Cartilha Polícia e Acidente de Trabalho – FUNDACENTRO – SP 1998 1[5] Lei n° 8. constatando-se que a doença não incluída na relação prevista nos incisos I e I deste artigo resultou das condições especiais em que o trabalho é executado e com ele se relaciona diretamente.doença do trabalho. ou por ocasião da satisfação de outras necessidades fisiológicas.213/91 Art. a Previdência Social deve considerá-la acidente do trabalho. de 10. assim entendida a produzida ou desencadeada pelo exercício do trabalho peculiar a determinada atividade e constante da respectiva relação elaborada pelo Ministério do Trabalho e da Previdência Social. d) ato de pessoa privada do uso da razão. para redução ou perda da sua capacidade para o trabalho. salvo comprovação de que é resultante de exposição ou contato direto determinado pela natureza do trabalho. Equiparam-se também ao acidente do trabalho.

I .§ 2º Não é considerada agravação ou complicação de acidente do trabalho a lesão que.determinar os procedimentos que deverão ser adotados em caso de acidente do trabalho e doenças profissionais ou do trabalho.os resultados dos exames médicos e de exames complementares de diagnóstico aos quais os próprios trabalhadores forem submetidos. V . se associe ou se superponha às conseqüências do anterior.divulgar as obrigações e proibições que os empregados devam conhecer e cumprir.Cabe às empresas: I .adotar medidas para eliminar ou neutralizar a insalubridade e as condições inseguras de trabalho. da capacidade para o trabalho. I . I .001-8 / I1) ·elaborar ordens de serviço sobre segurança e medicina do trabalho. 19. · informar aos trabalhadores: (101. com os seguintes objetivos: (101. · permitir que representantes dos trabalhadores acompanhem a fiscalização dos . IV .º 1. deixar a empresa de cumprir as normas de segurança e higiene do trabalho § 3º É dever da empresa prestar informações pormenorizadas sobre os riscos da operação a executar e do produto a manipular. 1 desta Lei. 157 . Cabe ao empregador: cumprir e fazer cumprir as disposições legais e regulamentares sobre segurança e medicina do trabalho. punível com multa.002-6 / I1) I .213/91: Art.prevenir atos inseguros no desempenho do trabalho.dar conhecimento aos empregados de que serão passíveis de punição. I . 1.adotar medidas determinadas pelo MTb.facilitar o exercício da fiscalização pela autoridade competente.7.adotar as medidas que lhe sejam determinadas pelo órgão regional competente. I . pelo descumprimento das ordens de serviço expedidas. [7] CLT: Art.instruir os empregados.os riscos profissionais que possam originar-se nos locais de trabalho.cumprir e fazer cumprir as normas de segurança e medicina do trabalho. dando ciência · aos empregados. provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte ou a perda ou redução. através de ordens de serviço. § 1º A empresa é responsável pela adoção e uso das medidas coletivas e individuais de proteção e segurança da saúde do trabalhador. (101. resultante de acidente de outra origem. Lei 8.os meios para prevenir e limitar tais riscos e as medidas adotadas pela empresa. permanente ou temporária. Acidente do trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa ou pelo exercício do trabalho dos segurados referidos no inciso VII do art.003-4 / I1) VI . quanto às precauções a tomar no sentido de evitar acidentes do trabalho ou doenças ocupacionais. IV . I . lIl . § 2º Constitui contravenção penal. 1[18] Norma Regulamentadora n.

inclusive equipamentos. à Delegacia Regional do Trabalho.004-2 / I1) · cumprir as disposições legais e regulamentares sobre segurança e medicina do 1. 1.NR. de que depende a existência do crime.A superveniência de causa relativamente independente exclui a imputação quando.os resultados das avaliações ambientais realizadas nos locais de trabalho. somente é imputável a quem lhe deu causa. 1[14] Conteúdo deste item 8 foi copiado da cartilha da "Polícia e Acidentes de Trabalho" – FUNDACENTRO – SP : 1998. proteção ou vigilância. mas porque não o impediu realizando a conduta a que estava obrigado.O resultado. Nenhum estabelecimento poderá iniciar suas atividades sem prévia inspeção e aprovação das respectivas instalações pela autoridade regional competente em matéria de segurança e medicina do trabalho. 160. 1[9] "Assim. é incorreta a afirmação de que a omissão produziu o resultado. A estrutura da conduta omissiva é essencialmente normativa. 1[10] Código Penal: Art. não naturalística. preceitos legais e regulamentares sobre segurança e medicina do trabalho. 11ª ed. O não-cumprimento das disposições legais e regulamentares sobre segurança e medicina do trabalho acarretará ao empregador a aplicação das penalidades previstas na legislação pertinente. 1[13] O Conteúdo deste item 7 foi copiado da cartilha da "Polícia e Acidentes de Trabalho" – FUNDACENTRO – SP : 1998 – com inserções minhas. 1° vol. Considera-se causa a ação ou omissão sem a qual o resultado não teria ocorrido. Ele responde pelo resultado não porque o causou com a omissão." Damásio E. do trabalho 1[1] Vide no final desta cartilha acórdão do Tribunal de Justiça de São Paulo condenando criminalmente os sócios de uma empresa por descumprimento de norma de medicina e segurança 1[12] O conteúdo deste item 6 foi copiado da cartilha da "Polícia e Acidentes de Trabalho" – FUNDACENTRO – SP : 1998. por si só. produziu o resultado. § 1º Nova inspeção deverá ser feita quando ocorrer modificação substancial nas instalações. 13 . – com inserções minhas na forma de observação. prontamente. SP 1986 P.1. Cabe ao empregado: trabalho. A causalidade não é formulada em face de uma relação entre a omissão e o resultado. uma vez que no plano físico existem apenas ações. criou o risco da ocorrência do resultado. 219.8. inclusive as ordens de serviço expedidas pelo empregador. os fatos anteriores. assumiu a responsabilidade de impedir o resultado. 1[15] Art. .8. § 1º . § 2º A omissão é penalmente relevante quando o omitente devia e podia agir para evitar o resultado. que a empresa fica obrigada a comunicar. ·colaborar com a empresa na aplicação das Normas Regulamentadoras . imputam-se a quem os praticou. O dever de agir incumbe a quem: a) tenha por lei obrigação de cuidado. na forma de observação. submeter-se aos exames médicos previstos nas Normas Regulamentadoras · NR. b) de outra forma. mas entre este e a conduta que o sujeito estava juridicamente obrigado a realizar e omitiu. Saraiva. c) com seu comportamento anterior.IV . (101. 1. de Jesus – Direito Penal – Parte geral. entretanto. ·usar o EPI fornecido pelo empregador.9. Constitui ato faltoso a recusa injustificada do empregado ao cumprimento do disposto no item anterior.

por determinação de seu superior hierárquico. por preguiça ou desleixo. seria necessário à realização do serviço". Prossegue a desembargadora: “Afigura-se indispensável que ela. inclusive. não permaneceu no local nem garantiu que o empregado a executasse com o andaime. Apesar de a empresa negar os fatos. Em sua defesa. fraturou o cotovelo.0541 Fonte: Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região .01. e frisar que sempre observou a normas de medicina e segurança do trabalho com oferecimento de palestras e equipamento de proteção. Segundo ela.§ 2º É facultado às empresas solicitar prévia aprovação. após determinar a tarefa do autor. mediante fiscalização permanente da prestação de serviços de seus empregados. relatora do acórdão. de acordo com a reclamada. empilhava três tijolos para execução da obra. por dano moral. o autor não seguiu a orientação do departamento de segurança do trabalho. a empresa alegou a culpa exclusiva do empregado pelo acidente. dos projetos de construção e respectivas instalações. também. Com efeito. aplicar penalidade ao infrator. cuide do efetivo cumprimento desse comando. trabalhador que. no caso.2006. a responsabilidade de indenizar o dano causado ao trabalhador é da empregadora. afirmou que o acidente ocorreu quando. Ele disse que. podendo. caiu no chão e sofreu fratura do cotovelo esquerdo. Processo: RTOrd 0126200-22.5.Ausência de fiscalização condena empresa a indenizar por dano Uma empresa da área de engenharia e tecnologia foi condenada pela 1ª Turma do TRT/RJ a indenizar em R$ 10 mil. Para a desembargadora Elma Pereira de Melo Carvalho. do dano moral e do nexo causal. já que não utilizou os equipamentos de segurança disponibilizados pela empresa. equipamento que. por estar sem equipamento de segurança. por sua vez. restou provado pelos depoimentos das testemunhas que o encarregado. O empregado.comprovada a existência do ato ilícito. Dessa forma. ao virar-se para pegar uma régua. o trabalhador optou por assumir o risco do acidente. pela Delegacia Regional do Trabalho. a relatora entendeu que a reclamada não se exime de responsabilidade do acidente pelo simples fato de fornecer os equipamentos de proteção individual e coletiva e determinar que deles os empregados façam uso. 1[16] Conteúdo copiado da cartilha da "Polícia e Acidentes de Trabalho" – FUNDACENTRO – SP : 1998. 1[17] Jurisprudência gentilmente cedida pela Coordenadoria da Defesa dos Interesses Difusos e Coletivos Procuradoria Regional do Trabalho da 2ª Região-SP TRT1 .

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