Projeto “Cultura Afro-indígena Brasileira”

Este projeto discute a situação da educação étnico racial, Lei 10.639. dando destaque para a necessidade de mecanismos pedagógicos voltados à superação do preconceito e da discriminação racial sofridos pelas populações negra e indígena -no espaço escolar brasileiro. Resgatar os costumes e tradições, indígena e afro, buscando sensibilizar os educados da importância e influencia que as culturas africanas e indígenas tiveram ao longo dos tempos em diversos setores da nossa sociedade. Promovendo cidadania conscientizando sobre a igualdade entre os povos. Mostrando que essas diferenças é o que torna a diversidade cultural brasileira tão rica e admirada no âmbito internacional
Glaide 26/08/2011

IDENTIFICAÇÃO ESCOLA de Referência em Ensino Médio Duque de Caxias PROFESSOR RESPONSÁVEL: Glaide de Fátima de Siqueira Freire Disciplina: Artes PÚBLICO ALVO: Ensino Médio: 1º.I. 2 . 2º e 3º anos.

3 . da qual herdamos muito. Mesmo assim. Estima-se que atualmente existam cerca de 400 mil índios em território brasileiro.se necessárias as práticas cotidianas de valorização da cultura negra brasileira/africana e indígena em todo o espaço escolar.conhecimentos da sua própria História . visando conhecer e valorizar mais o povo indígena e sua cultura. ela vem sendo tratada com preconceito por muitos brasileiros que não admitem formas de pensar e agir diferente das suas. sem-cultura e escravizada. refletindo e desconstruindo preconceitos culturais/raciais . sem histórias próprias. no alimento.descobrir novas verdades e consequentemente novos saberes. principalmente em reservas protegidas e demarcadas pelo governo. E esse projeto pedagógico surge para tentar tirar do anonimato a verdadeira história da África e de seu povo. A herança das culturas indígenas em nossa cultura é presente em nosso dia a dia.tornam. nos quase 6 milhões que existiam em nosso país na chegada dos colonizadores. propor novos valores. JUSTIFICATIVA Com a finalidade de discutir a implementação e cumprir a nova Lei 11645/08 no Currículo Básico da escola com a temática: História e cultura Africana. que vivem. entre outros. é que foi elaborado este projeto afim de que através estudos e pesquisas os alunos possam obter novas informações . com uma população subalterna. A escola sempre pintou a África pobre. como: na fala. a fim de que essa diversidade seja respeitada e valorizada. Falar da cultura afro-indígena é também falar de nossa cultura.II. número este que nos faz refletir quando pensamos. E. bem como abrir um leque de discussões em torno da diversidade cultural existente em nosso país. A cultura indígena esta presente no nosso dia a dia. AfroBrasileira e Indígena.

poesias. Perceber que faz parte deste contexto social e que carrega heranças desta diversidade. valorizá-las e respeitá-las. Trazer o grupo para uma reflexão sobre o “diferente” e o “igual”.III. Demonstrar. Conhecer as várias etnias e culturas. artesanatos. religião. vivem e como produzem sua arte em especial a aldeia Kapinawá . exigir respeito para si e para os outros Aprofundar-se nas causas e consequências da dispersão dos africanos pelo mundo e abordar a história da África antes da escravidão. Identificar tempo e espaço da origem dos grupos africanos que vieram para o Brasil.classe social. Específicos Participar do projeto com dedicação e entusiasmo. OBJETIVOS Geral: Proporcionar aos alunos oportunidade de conhecer a herança cultural deixada pelos indígenas e Africanos compreendendo sua presença no nosso dia-a-dia como também sua importância na cultura brasileira. Levantar questões comportamentais pertinentes à diversidade social e cultural no Brasil. Confeccionar um mural ilustrado com palavras indígenas. dramatizações e canções relacionadas ao tema. Promover uma discussão acerca da diversidade étnica. Organizar um Cantinho Indígena. Realizar apresentações de danças. nacionalidade e sexo. Africano e Afro-Brasileiro para expor os materiais pesquisados sobre os índios. através de mapas. Repudiar a discriminação baseada em diferenças de raça. moradias. atividades. Reconhecer as qualidades da própria cultura. os agrupamentos e reservas indígenas. Mostrar como os povos indígenas viviam. Pesquisar sobre a influência indígena e africana em nossa cultura. as etapas de construção do grafismo indígena e Africano de forma a concretizar o estudo e contextualizar a produção artística. social e cultural no Brasil. Elaborar cartazes com os seguintes itens: lendas. 4 . tipos de comida indígenas. Dar ao aluno. a possibilidade de vivenciar e experimentar. vestuário. Descobrir pratos da culinária indígena e Africana usados na culinária brasileira. Analisar com os alunos a atual situação indígena e de Afro descendentes questionar se a mesma pode ser mudada e de que forma.

Perceber os diferentes tipos de religiões. língua. religiosas etc. culinária. os Quilombos rurais e urbanos. Constatar as diferenças e semelhanças de vida entre afro-brasileiros e negros de outros países. Discutir e conhecer as personalidades negras que deixaram ou estão deixando sua contribuição nos diversos setores da sociedade. religião. 5 . IV. musicais. artísticas. Comparar o relacionamento entre africanos na era pré-colonial. como expressões culturais. ASSUNTOS RELACIONADOS AO TEMA O povo indígena e sua cultura Heranças que os indígenas nos deixaram As culturas indígenas e a sociedade contemporânea. Despertar para a africanicidade brasileira em manifestações na arte.Reconhecer que o tráfico humano foi uma atividade fundamental para o capitalismo mercantilista e que o Brasil foi o País que mais importou escravos negros.. o negro na periferia e na questão da posse de terras. políticas. no período de dominação européia e na atualidade. Mudando um país através da educação. costumes e línguas Africanos e indígenas.. esportes. como elementos de formação da cidadania reconhecendo o papel do negro na definição e na defesa do território. desportivas.

pintura corporal. Congada . os Quilombos rurais e urbanos. Samba .VI. 4º MOMENTO: Pesquisar nosite http://pib. Maracatu. desenhos. Carimbó .artesanais. Tais como festas e danças de origem africanas . esportes. Reggae. rituais e festas tradicionais. histórias e outras narrativas orais. medicina tradicional. Lambada. 8º MOMENTO: Música e dança Africana. Enfatizando grafismo e seus significados.Funk . 6º MOMENTO: Lendas indígenas e africanas: Leitura. Lundu. Curumim Chama Cunhantã Que Eu Vou Contar (Todo Dia Era Dia De Índio) de Jorge Bem Jor. cantos e danças. Samba e artistas contemporâneos e heróis negros. Como estudo das músicas Mama África de Chico César. culinária.org/ptuma tribo indígena.Língua indígena. Axé music . jogos e brincadeiras. diferentes tipos de religiões. ) cultivo e culinária tradicional. grafismos e outras formas de expressão simbólica. músicas.BA . 3º MOMENTO: Pesquisa sobre costumes da tribo indígena de nosso município. arte plumária. Negro de Genivaldo Pereira dos Santos Floresta Azul . como elementos de formação da cidadania reconhecendo o papel do negro na definição e na defesa do território. arte cerâmica. a tribo Kapinawá. Pagode .por correio eletrônico 9º MOMENTO: Enfatizar a herança afro e indígena em nosso país através de vídeos e data show. língua. religião. 2º MOMENTO: Debates sobre temáticas que abranjam as diversas expressões da cultura indígena e afro:religião. O Preto Em Movimento Mv Bill. Capoeira . 7º MOMENTO: Pesquisa e debate sobre a importância do despertar para a africanicidade brasileira em manifestações na arte. 6 . CRONOGRAMA 1º MOMENTO: Produção textual sobre o conhecimento prévio dos alunos sobre a cultura indígena no Brasil e cultura africana. Maxixe . representação e produção textual. costumes . 5º MOMENTO: Pesquisa como viviam os negros antes e depois da escravidão e qual a importância do tráfico humano como atividade fundamental para o capitalismo mercantilista e que o Brasil foi o País que mais importou escravos negros. 10º MOMENTO: Exposição e apresentação na Culminância.socioambiental. Carnaval. Indigena e Afro-Brasileira. mitos. o negro na periferia e na questão da posse de terras.

durante e após a execução das atividades. filmes. Congado. Street Dance(Hip Hop). 7 . debates. figuras. artigos sobre os vários temas direcionados. Aulas expositivas Videos produzidos através do uso da Internet. Internet. revistas. Debates: utilização de jornais. MATERIAIS: Aparelho de DVD.VII. entre outros: IX. cartolinas. confecção de murais . canções. poesias. AVALIAÇÃO Deverá ser feita no decorrer do evento. VIII. aparelho de som. tinta guache. caderno. Teatro. exposição dos itens pesquisados e apresentações de danças. METODOLOGIA O projeto será desenvolvido através de pesquisas. Atividades Lúdicas : Apresentações de Grupos de Capoeira. de Samba de Raiz. livros. dramatizações etc. pincéis. computador. caneta.

Apresentação de teatro “ Todo dia Era Dia de Ìndio – 2º “E” e vídeos de Danças afro-brasileiros e indígenas. 8:00 ÁS 8:30 Abertura:Srª diretora Delma da Costa Correa da Costa e Professora Glaide Freire Hino Nacional em Tupi ( Video) 8:30 ÁS 9:00 : Apresentação de danças de origem afro-brasileiras. CRONOGRAMA DA CULMINANCIA DO PROJETO CULTURA AFROINDIGENA BRASILEIRA Manhã 7:30 ÁS 8:00 Organização e frequência. 9:30 ÁS 10:00.X. Lanche 10:00 às 11:00 Apresentação de dança “Toré” pela tribo indígena Kapinawá 11:00 às 12:00: Desfile da Beleza Negra. 12:00: Almoço Tarde 13:30 às 14:00: Apresentação de vídeos com danças afro-brasileira ( Cauê e a Sustetabilidade) 14:00 às 14:20: Apresentação da peça de teatro “ Todo dia Era Dia de Índio” 14:20 às 15:30:Apresentação de dança do 1º d “ e 2”B” e a peça de teatro “ Isso è Racismo” 15:30 às 16:00: Lanche 16:00: às 17:30: visitação das salas 8 . 1º “D” 9:00 ÁS 9:30 .

com.Editora: Àtica.socioambiental. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS http://www.br/ http://www. Graça.djweb. São Paulo. http://www.indiosonline.kboing.XI.com.br/novo/ http://pib.org.com/ 9 . Descobrindo a História da Arte.br/historia/ http://www.2005.youtube.org/pt PROENÇA.

Tukanos. cunhatã Cunhatã. toda hora. Xokren. Bororós. o índio É o exemplo mais puro Mais perfeito.. ANEXOS CURUMIM CHAMA CUNHANTÃ QUE EU VOU CONTAR (TODO DIA ERA DIA DE ÍNDIO) DE JORGE BEM JOR. era dia de índio Todo dia.XII. fauna e flora Pois na sua história. toda hora. Ramkokamenkrá. Txu-Karramãe. curumim Hey! Hey! Hey! Curumim. toda hora. Txu-Karramãe. Nambikwaras. Waurá. Iawalapiti. era dia de índio Mas agora eles só têm um dia O dia dezenove de abril Mas agora eles só têm um dia O dia dezenove de abril Amantes da pureza e da natureza Eles são de verdade incapazes De maltratarem as femeas Ou de poluir o rio. Suyá Hey! Hey! Hey! Hey! Hey! Hey! Curumim chama cunhatã que eu vou contar Cunhatã chama curumim que eu vou contar Curumim. Tupis. Tupis. Makus. Tukanos. Waurá. toda hora. Ñandeva. Ramkokamenkrá. Kariris. Txikão. toda hora. Makus. YemiKruia Yanomá. Kaiowa. Ñandeva. Da alegria de viver Da alegria de amar Mas no entanto agora O seu canto de guerra É um choro de uma raça inocente Que já foi muito contente Pois antigamente Todo dia. Kamayurá. Xikrin. Caraíbas. tem Tanto o que fazer 10 . cunhatã Hey! Hey! Hey! Cunhatã. mais belo Junto da harmonia da fraternidade E da alegria.. YemiKruia Yanomá. Txikão. Krahô. Guaranis. Nambikwaras. Kariris. curumim Antes que os homens aqui pisassem Nas ricas e férteis terraes brazilis Que eram povoadas e amadas por milhões de índios Reais donos felizes Da terra do pau-brasil Pois todo dia. Karajás. Guaranis. Kaiowa. era dia de índio Pois todo dia. era dia de índio Todo dia. Composição: Jorge Ben Jor / Tim Maia Jês. Karajás. Bororós. Suyá Todo dia. toda hora. Kamayurá. Krahô. Suyá. Iawalapiti. Caraíbas. Xikrin. curumim Mama África Chico César Mama África A minha mãe É mãe solteira E tem que Fazer mamadeira Todo dia Além de trabalhar Como empacotadeira Nas Casas Bahia. Xokren. era dia de índio Hey! Hey! Hey! Jês. Suyá.(2x) Mama África. cunhatã Hey! Hey! Hey! Cunhatã. o céu e o mar Protegendo o equilíbrio ecológico Da terra. era dia de índio Hey! Hey! Hey! Curumim.

O Preto Em Movimento Mv Bill Não sou o movimento negro Sou o preto em movimento Todos os lamentos (Me fazem refletir) Sobre a nossa historia Marcada com glorias Sentimento que eu levo no peito É de vitória Seduzido pela paixão combativa Busquei alternativa (E não posso mais fugir) Da militância sou refém Quem conhece vem Sabe que não tem vitória sem suor Se liga só... Deve ser legal Ser negão.(2x) Mama África A minha mãe Mama África A minha mãe Mama África.. que libera dos porões 11 ... Mama não quer brincar mais Filhinho dá um tempo É tanto contratempo No ritmo de vida de mama..... tem que ser duas vezes melhor Ou vai ficar acuado sem voz Sabe que o martelo tem mais peso pra nós Que a gente todo dia anda na mira do algoz Por amor a melanina Coloco em minha rima Versos que deram a volta por cima O passado ensina e contamina Aqueles que sonham com uma vida em liberdade De verdade Capacidade pra bater de frente E modificar o que foi pré-destinado pra gente Dignificar o que foi conquistado Mudar de estado. Quando Mama sai de casa Seus filhos de olodunzam Rola o maior jazz Mama tem calo nos pés Mama precisa de paz. Senegal..... sair de baixo Sem esculacho é o que eu acho Não me encaixo nos padrões Que vizam meus irmãos como vilões Na condição de culpados Ovelha branca da nação Que renegou a pretidão (Na verdade é que você..Além de cuidar neném Além de fazer denguim Filhinho tem que entender Mama África vai e vem Mas não se afasta de você... Mama África A minha mãe É mãe solteira E tem que Fazer mamadeira Todo dia Além de trabalhar Como empacotadeira Nas Casas Bahia.) Tem o poder de mudar “ RAPÁ” Então passe para o lado de cá.(3x) Mama África A minha mãe É mãe solteira E tem que Fazer mamadeira Todo o dia Além de trabalhar Como empacotadeira Nas Casas Bahia...(2x) É do Senegal Ser negão... Mama África A minha mãe É mãe solteira E tem que Fazer mamadeira Todo dia Além de trabalhar Como empacotadeira Nas Casas Bahia. Senegal. vem cá Outra corrente que nos une A covardia que nos pune A derrota se esconde no irmão Que não se assume Chora quando é pra sorrir Ri na hora de chorar Levanta quando é pra dormir Dorme na hora de acordar Desperta Sentindo a atmosfera.

Axé Pra quem vai buscar um acue E deixa de ser um qualquer Já viu como é Preto por convicção acha bom submissão Não. nem raça. E a minha alma jamais se entrega não. mas também sou platéia. Sou negro porque sou lágrimas Sou negro porque sou água e pedra.. do presidente 12 .E te liberta (Sarará criolo.. É preciso amar É preciso respeitar Não sou negro porque minha pele é negra Não sou negro porque tenho cabelo embolado de “pixain” Não sou negro porque danço a capoeira Não sou negro porque vivo África Não sou negro porque canto reggae.. meu orgulho É bom ouvir o barulho Que ensina como caminhar (Eu estou sempre na minha. Sou negro porque amo e sou amado Sou negro porque sou palco. nem etnia.540.por correio eletrônico Índios Histórico Ano após ano.BA . Sou negro porque sou cidadão. Sou negro porque a noite sempre virá antecedendo o alvorecer de um novo dia. Margareth Menezes ou Cidade Negra. por meio do decreto-lei 5. Porque acredito no valor de ser livre Porque acredito na força do meu sangue numa canção que jamais será calada. da re no Monza e embranquece na missão Tem que ser sangue bom com atitude Saber que a caminhada é diferente pra quem vem da negritude Que um dia isso mude Por enquanto vou rezar pro santo E que nós nos ajude. NEGRO Sou Negro porque encaro minhas origens Não precisa ter cor. O Dia do Índio no Brasil foi criado em 1943.. Porque sou gente. Não sou negro porque venho do gueto. Não sou negro porque grito por liberdade Não sou negro porque declamo Navio Negreiro Não sou negro porque gosto das músicas de Edson Gomes. Mas o contexto dessa data é muito mais do que a superficialidade de fantasias infantis. de Genivaldo Pereira dos Santos Floresta Azul . Sou negro porque meu coração se aperta Desperta. Português. Peleja por liberdade. milhares de crianças brasileiras saem das salas de aula com o rosto pintado e uma pena colocada no topo da cabeça: são as comemorações escolares para lembrar o Dia do Índio. Deseja. Sou negro na igualdade do ser Para o bem à nossa nação.) Muita força pra encarar qualquer bagulho Resistência sempre foi a nossa marca. Sou negro porque sei encarar e reconhecer as minhas origens. Acreditando num povo afro-descendente que ACORDA. na segunda quinzena de abril.) Não vou pela cabeça de ninguém Pode vir que tem Agbara. Sou negro porque sou filho da natureza Tenho o direito de ser livre. No sou negro porque tenho o candomblé como minha religião Não sou negro porque tenho Zumbi como um dos mártires da nossa raça. Faveles ou em Ioruba. Não sou negro porque defendo as idéias e Nelson Mandela Não sou negro porque conheço os rituais afro. Sou negro porque a minha energia vem do meu coração. Ôminara. LEVANTA E LUTA.

Desde 1986. passou-se a realizar atividades de conscientização e estudo a respeito da realidade. CONFECÇÃO DE MATAS COM AS PRINCIPAIS ETNIAS INDIGENAS BRASILEIRAS 13 . traições e assassinatos por parte dos “homens brancos”. não compareceram nos primeiros dias do evento. bem como daqueles que foram extintos pela ganância dos “conquistadores”. tentando minimizar as diferenças através de atividades culturais e educativas. desconfiança e temor baseados em séculos de explorações. Em 1940 foi realizado no México o Primeiro Congresso Indigenista Interamericano. porém. após reunirem-se entre si. mas que consideremos. perseguições. Estes. mas a Semana dos Povos Indígenas. A partir da instituição dessa data comemorativa. da cultura e da história dos índios que vivem no Brasil.Getúlio Vargas. a todos. por considerar o congresso um momento histórico. O dia que resolveram aderir foi 19 de abril e a data virou um marco em toda a América. comemora-se não só o dia. brasileiros iguais em direitos e dignidade. Entretanto os grandes líderes. agressões. continua havendo muita discriminação e desprezo pelos habitantes originais do nosso país. O sonho é que não exista mais a distinção “nós” e “eles”. decidiram participar. para o qual foram convidadas autoridades governamentais e líderes indígenas do continente. O dia 19 de abril foi escolhido por causa de um acontecimento ocorrido três anos antes. Apesar disso.

Cauã era incansável. Cauã era filho do Cacique Cauet. o Ar e o Fogo. corria pela mata. ela tinha ido até a sua oca. Aqueles “Super – Heróis” começaram a cantar e dançar uma música com sons da natureza (2º número musical). luzes irradiavam o Céu. foi aí que apareceram 4 elementos: a Água. deitou-se na beira de um lago e começou a contar as estrelas. era para admirar alguma coisa na natureza. o ar e o fogo. (3º número musical). Para sua surpresa quando se dirigia para a oca da família de Açucena encontroua no meio do caminho. com os olhos arregalados. começou a esfregar os olhos. dando cambalhotas."O ÍNDIO CAUÃ E A SUSTENTABILIDADE" O espetáculo começa com a apresentação da Mata Atlântica através de um número musical (1º número musical). correu. com a ajuda de todas as crianças. e quando a música acabou eles disseram para Cauã que ele tinha uma missão: viajar pelo Brasil. ir a cada região e avisar aos homens que o mundo irá acabar se a natureza não preservar. uma flor. a terra. quando acordou foi procurar a índia Açucena. saltando obstáculos. E assim os dois foram vivendo em cada região uma grande aventura. uma Arara e um Tucano. corria. com a ajuda de seus animais de estimação. Quando parava. um momento único do desenho nas nuvens que indicavam chuva ou sol. corria. poderiam salvar o mundo. como Cauã gostava de correr. então saiu para correr. Certa noite quando Cauã tinha apenas 10 anos. Cauã era uma criança adorável. futuros governantes do planeta. De repente. (Esta rota é dita através de um número musical. os dois traçaram uma rota e foram pelo Brasil “a fora” com a missão que lhes fora confiados. Eles dançavam e cantavam em volta de Cauã. Cauã era um menino feliz. Lá existia um indiozinho chamado Cauã. Numa floresta em plena Mata Atlântica vivia uma tribo de índios chamada TUTUTU. prestativa que adorava correr. acontecera exatamente a mesma coisa com Açucena. pulando rios com cipós e corria. intimando Cauã a sair pelo mundo para preservar a água. correu. assim o Índio Cauã. enfrentado perigos e alegrias na defesa pela sustentabilidade do Planeta Terra (Em cada problema encontrado uma alternativa ecologicamente 14 . O fato é que Cauã não pregou os olhos e. Cauã deu um pulo assustadíssimo. Disseram que Cauã tinha sido escolhido porque tinha o coração puro e também falaram que eles iriam ajudá-lo levando idéias de sustentabilidade para as 5 regiões do Brasil. a Terra. não estava acreditando naquilo. obediente. E a surpresa maior é que tudo que tinha acontecido com Cauã. Cauã de repente dá um salto. ficou branco. um pássaro diferente. Elementos que mais pareciam “Super – Heróis”. para contar o que tinha acontecido. ele teria sonhado ou aquilo acontecera de verdade. ele não conseguia dormir. educada. sua melhor amiga. correu. No dia seguinte.

Na Região Sul o assunto abordado será a o desmatamento da Mata das Araucárias. o gafanhoto serve de alimento para sapos. (Aqui acontecerá o 7º número musical). será abordado o desmatamento na Mata Atlântica e a poluição dos mares. E quando finalmente acaba o incêndio. Na Região Sudeste. Ao invés da caça predatória uma das soluções será o uso da borracha para fabricação de couro vegetal (6º número musical). Se houvesse uma diminuição da população de gaviões devido à caça predatória. Quando Cauã chega a Região Norte. instalado no escapamento. Esses gafanhotos precisariam de muito alimento e com isso poderiam atacar outras plantações. Cauã e Açucena. com a ajuda dos elementos da natureza. os 4 “Super – Heróis”. conseqüentemente. o número de sapos diminuiria e aumentaria a população de gafanhotos. uma vez que esses são seus maiores predadores. uma grande queimada acontece no local. como podiam deixar todas as luzes acesas? Ele também encontrou muitas pessoas doentes com problemas respiratórios pois as fábricas e os carros não usavam catalisadores que são um dispositivo. escovavam os dentes com a torneira aberta. as pessoas começam a se perguntar o que poderiam fazer para evitar uma tragédia que eles mesmos iniciaram e neste momento Cauã. Cauã encontrou cidades com falta constante de água e ficou muito triste com o desperdício das pessoas que lavavam calçadas com a mangueira aberta. Na Região Nordeste. causando perdas para o homem. mas todos se unem. mais especificamente na Amazônia. Muitas cobras precisariam de mais alimentos e. e 3 pessoas. famílias inteiras correm. P. permitindo assim que as pessoas daquela região garantam sua sobrevivência). até os pássaros carregam água nos seus bicos para ajudar a combater o incêndio. e cam assustados com as plantações destruídas por gafanhotos por causa da caça predatória. Um desmoronamento acontecerá e soluções serão apresentadas. Em geral uma casa com 10 cômodos.correta será encontrada com muita música e alegria. Cauã e Açucena conseguem explicar para os moradores da região as conseqüências da caça predatória: a caça predatória altera a cadeia alimentar e dessa forma pode haver o desaparecimento de uma espécie e superpopulação de outra.. criam um mecanismo de sustentabilidade para a região sem precisarem das queimadas (5º número musical). chegam ao Pantanal. deixavam as luzes acesas da casa inteira. soluções serão encontradas. ex. (4º número musical). que serve de alimento para cobras que serve de alimento para gaviões que quando morrem servem de alimento para os seres decompositores. que transforma substâncias poluentes em gases menos 15 . Na Região Centro-Oeste. aumentaria a população de cobras.

ofensivos à atmosfera. subiu num palco num lugar com milhares de crianças e começou a falar sobre a necessidade da sustentabilidade e todas as crianças saíram dali convencidas a darem suas contribuições para salvarem o Planeta. até que neste momento os 4 elementos da natureza aparecem e dão uma nova missão aos 2 “indiozinhos”: traçar uma rota pelos 5 continentes para levarem também a “semente” da sustentabilidade. Por quê? (8º número musical) Mas nesse dia era o Dia da Criança e Cauã. Missão cumprida e comemorada com o 9º número musical. A idéia de distribuir a “semente” da sustentabilidade pelo Planeta é feita através de um número musical (10º e último número musical). Cauã e Açucena caram tão felizes com a mudança de hábitos das pessoas que agora se preocupavam com o meio-ambiente e sua biodiversidade no mundo. De luciana Martins Vídeo da peça teatral. 16 .

Muitas cobras precisariam de mais alimentos e. Em geral uma casa com 10 cômodos. subiu num palco num lugar com milhares de crianças e começou a falar sobre a necessidade da sustentabilidade e todas as crianças saíram dali convencidas a darem suas contribuições para salvarem o Planeta. que serve de alimento para cobras que serve de alimento para gaviões que quando morrem servem de alimento para os seres decompositores. escovavam os dentes com a torneira aberta. até que neste momento os 4 elementos da natureza aparecem e dão uma nova missão aos 2 “indiozinhos”: traçar uma rota pelos 5 continentes para levarem também a “semente” da sustentabilidade. Missão cumprida e comemorada com o 9º número musical. De luciana Martins Vídeo da peça teatral. conseqüentemente. deixavam as luzes acesas da casa inteira. 17 . aumentaria a população de cobras. Esses gafanhotos precisariam de muito alimento e com isso poderiam atacar outras plantações. instalado no escapamento.. Cauã e Açucena caram tão felizes com a mudança de hábitos das pessoas que agora se preocupavam com o meio-ambiente e sua biodiversidade no mundo. causando perdas para o homem. Ao invés da caça predatória uma das soluções será o uso da borracha para fabricação de couro vegetal (6º número musical). ex. e 3 pessoas. o número de sapos diminuiria e aumentaria a população de gafanhotos.cadeia alimentar e dessa forma pode haver o desaparecimento de uma espécie e superpopulação de outra. como podiam deixar todas as luzes acesas? Ele também encontrou muitas pessoas doentes com problemas respiratórios pois as fábricas e os carros não usavam catalisadores que são um dispositivo. Na Região Sudeste. uma vez que esses são seus maiores predadores. Por quê? (8º número musical) Mas nesse dia era o Dia da Criança e Cauã. A idéia de distribuir a “semente” da sustentabilidade pelo Planeta é feita através de um número musical (10º e último número musical). Se houvesse uma diminuição da população de gaviões devido à caça predatória. que transforma substâncias poluentes em gases menos ofensivos à atmosfera. P. Na Região Sul o assunto abordado será a o desmatamento da Mata das Araucárias. Um desmoronamento acontecerá e soluções serão apresentadas. o gafanhoto serve de alimento para sapos. Cauã encontrou cidades com falta constante de água e ficou muito triste com o desperdício das pessoas que lavavam calçadas com a mangueira aberta. (Aqui acontecerá o 7º número musical).

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