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Capítulo 7 - Consciência Ambiental

Workshop - A utilização de LEDs na iluminação arquitetural: Mitos & Verdades

7.1 - Visão Geral

Hoje, quando abrimos um jornal, revista ou até mesmo assistimos TV, um


assunto recorrente e de grande preocupação é a questão da preservação
ambiental. Nosso planeta está aquecendo devido a poluição que nós
mesmos geramos. É o aquecimento Global.

Lideres e ativistas de vários países vêm se mobilizando em campanhas


voltadas à economia de energia para gerar menos poluição e assim
diminuir e retardar os fenômenos que impactam nas mudanças climáticas
que estamos sofrendo.

Segundo dados da Associação Internacional de Energia (IEA), o setor


elétrico representa 45% das emissões poluentes e é o setor que mais
contribui para o aquecimento global.

Grandes empresas como a Philips e Osram também vêm se mobilizando e


investindo pesado em tecnologia para a criação de lâmpadas mais
eficientes em substituição as incandescentes; As grandes vilãs do
desperdício de energia.

O LED aparece neste cenário com uma missão extremamente difícil, mas de
fundamental importância no que diz respeito ao consumo de energia e
eficiência.

Hoje se discute bastante, vamos ganhando consciência e políticas e ações


vão sendo tomadas contra o desperdício de energia e estes iluminadores
(lâmpadas eficientes e LEDs) que nos ajudam nas questões ambientais, já
são chamados de GreenLight - A Luz Verde.

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7.2 - Clipping

Será o fim da lâmpada incandescente? 24/01/2007 17:12

A Royal Philips Electronics propôs uma ação conjunta entre o setor de


iluminação, ONGs, fornecedores de energia e governos para substituição,
dentro de um período de 10 anos, das lâmpadas incandescentes pelas
diferentes alternativas de lâmpadas de baixo consumo oferecidas pelo
mercado. Uma troca bem sucedida daria uma importante contribuição para
a questão das mudanças climáticas e ajudaria a alcançar as metas
estabelecidas pelo Protocolo de Kyoto.

A Philips, que é a líder mundial em iluminação, acredita que essas


discussões na Europa deveriam ser conduzidas como parte da nova
diretiva de Eco-design da União Européia para "produtos que usam
energia", os chamados EUP - Energy Using Products. O resultado deste
esforço coletivo daria suporte ao novo plano de eficiência de energia da UE
para reduzir o consumo de energia em 20% até 2020.

"Há uma ampla variedade de lâmpadas de baixo consumo disponível no


mercado hoje em dia", disse Theo van Deursen, CEO da Divisão de
Iluminação da Philips, ao discursar em um fórum sobre Eficiência de
Energia em Bruxelas, em Dezembro de 2006. "Elas não apenas
economizam energia como também funcionam a um custo muito menor e
são simplesmente uma escolha ambiental melhor que as lâmpadas
incandescentes. Nós acreditamos que é hora de passarmos a utilizar
lâmpadas de baixo consumo tomando a iniciativa de promover o debate
sobre o fim gradual (ou substituição) das lâmpadas incandescentes.”

Os números mostram que cerca de 2 bilhões de lâmpadas incandescentes


são vendidas anualmente na Europa. Até três quartos delas são de uso
residencial, sendo o restante, de uso comercial. Cerca de 80% de toda a
iluminação residencial atual ainda utiliza lâmpadas incandescentes. O
desperdício coletivo de energia é muito expressivo. Isso representa uma
economia real de 3 bilhões de euros por ano (uma média de 50% de
economia por lâmpada) para os consumidores europeus e uma redução

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indireta de CO² de 20 milhões de toneladas.

As lâmpadas incandescentes funcionam praticamente como aquecedores,


já que 95% da energia consumida é desperdiçada em forma de calor. O
preço de compra de uma lâmpada incandescente é de aproximadamente
75 centavos de euro e seu gasto de eletricidade equivale a 15 euros por
ano. Substituindo a lâmpada incandescente por uma de baixo consumo,
apesar de ser um pouco mais cara inicialmente, a conta de luz ficaria mais
barata em média 12 euros por ano. Uma lâmpada de baixo consumo de 6
anos economizaria, portanto, 72 euros durante sua vida útil. A substituição
por estas alternativas é uma via de mão dupla, onde todos saem ganhando.
O consumidor economiza dinheiro e o meio ambiente se beneficia devido
ao consumo de energia mais baixo.

Atualmente, existe um grande número de alternativas para as lâmpadas


incandescentes. Entre essas alternativas, está uma nova geração de
Lâmpadas Fluorescentes Compactas de alta qualidade - muito menores,
mais baratas e com uma qualidade mais alta de iluminação que as
primeiras gerações. A Philips também acabou de anunciar uma nova
geração de lâmpadas de Halogênio de baixo consumo que oferece 50 % de
economia de energia, se comparada com lâmpadas incandescentes, para
aqueles que preferem iluminação halógena. Além disso, segundo a
empresa, novas tecnologias de iluminação Led são a promessa para o
futuro para se obter economias de energia ainda maiores.

"Simplesmente não é realista pedir aos fabricantes que tomem decisões


unilaterais de parar de produzir lâmpadas incandescentes", diz Theo van
Deursen. "Isso precisa ser feito em conjunto e provavelmente precisará ter
um respaldo legal que estabeleça os critérios mínimos de desempenho. Do
contrário, outros fabricantes simplesmente ocupariam esse espaço e o
problema continuaria a existir".

A Philips não espera que essa substituição gradual tenha início da noite
para o dia. "Provavelmente nós ainda levaremos muitos anos conversando
antes que o setor possa substituir as lâmpadas incandescentes por
soluções alternativas nas proporções necessárias", diz Theo van Deursen,

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"mas nós acreditamos que uma discussão detalhada deva começar agora".

Da Redação - www.portallumiere.com.br

http://www.portallumiere.com.br/?strArea=noticias&id=5991

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Austrália proibirá o uso de lâmpada incandescente
21/02/2007 - 13:52

O governo australiano anunciou um plano para tirar de circulação as


lâmpadas incandescentes e substituí-las por lâmpadas fluorescentes
compactas, mais econômicas. A lâmpada incandescente é a lâmpada de
tipo mais comum, no qual um filamento metálico, aquecido pela
eletricidade, brilha, gerando a luz. Segundo o ministro australiano do meio
ambiente, Malcolm Turnbull, o plano é o primeiro do mundo nesse sentido.
Na verdade, Cuba e Venezuela já contam com programas semelhantes.

Leis para restringir o uso de lâmpadas incandescentes poderão reduzir as


emissões australianas de gases do efeito estufa em 4 milhões de toneladas
até 2012 e cortar as contas domésticas de eletricidade em até 66%, afirma
Turnbull. Segundo dados oficiais, a Austrália gerou 565 milhões de
toneladas de gases do efeito estufa em 2004. "É um pouco, mas é uma
grande mudança. Se todos seguirem nosso exemplo, isto reduzirá o
consumo de energia em cerca de cinco vezes o que a Austrália consome",
declarou o ministro para uma rede local de televisão.

De acordo com o plano australiano, lâmpadas que não cumpram metas de


economia de energia serão proibidas no mercado. Isenções podem ser
concedidas para fins específicos, como a iluminação médica. As lâmpadas
fluorescentes são mais caras, mas geram o mesmo grau de iluminação que
as incandescentes com apenas 20% da energia. Ambientalistas saudaram o
plano, mas disseram que a iniciativa representa uma gota no oceano.

Clipping/Estadão - www.portallumiere.com.br

http://www.portallumiere.com.br/?strArea=noticias&id=6080

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A LUZ que brilha mais forte

No âmbito dos projectos GreenLight e Jovens Repórteres para o Ambiente,


participámos numa palestra relacionada com a poupança de Energia e a
eficiência energética das lâmpadas, a cargo do Eng. Nuno Paiva da OSRAM,
que teve como principal objectivo alertar os jovens repórteres para o tema
da poupança energética e disponibilizar informação adicional acerca do
uso eficiente de lâmpadas.

“Actualmente, todos os Homens, pelo menos nos países desenvolvidos,


utilizam uma grande variedade de lâmpadas nas suas actividades diárias”
foi a frase de abertura do Eng. Nuno Paiva, Engenheiro de Iluminação, que
dissertou sobre os benefícios da poupança de Energia e do uso eficiente de
lâmpadas, como instrumentos para assegurar um Desenvolvimento
Sustentável. Esta palestra permitiu-nos adquirir informação útil acerca da
Sustentabilidade Energética.

Eng. Nuno Paiva durante a palestra

A OSRAM, firma alemã especializada na produção de equipamentos de


iluminação, tem sido pioneira no que toca às técnicas de produção de
lâmpadas e à protecção ambiental. Deste modo, para além da intensiva
investigação em Física e propriedades da luz, os cientistas da OSRAM têm
vindo a desenvolver esforços conjuntos para reduzir o custo ambiental
inerente à produção de lâmpadas. Assim sendo, têm procurado aumentar
o tempo de vida útil das lâmpadas, contribuindo para a produção de menos
resíduos depositados na Natureza, e aumentar também a sua eficiência,
utilizando menos recursos energéticos.

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No entanto, as lâmpadas tradicionais – incandescentes, de halogéneo e de
alto desempenho – ainda se revelam pouco eficientes, atendendo às
necessidades energéticas futuras. Mesmo as lâmpadas fluorescentes e as
fluorescentes de poupança energética, não obstante o seu nível razoável
de consumo energético, ainda não são totalmente “produtos verdes”, uma
vez que irão acabar por pertencer a um aterro comum, pela inexistência de
outra solução.

Uma lâmpada de poupança

Como poderemos, então, dispor de energia luminosa sem causar


impactos negativos no ambiente circundante?

É possível que a resposta já tenha sido encontrada: LEDs, Light Emission


Diode. São dispositivos electrónicos que, a partir de uma baixíssima
percentagem de energia, são capazes de irradiar uma grande quantidade
de luz. Esta tecnologia de iluminação, presentemente em parte ainda sob
investigação, possui milhares de aplicações diferentes: Electrónica,
Aeronáutica, Construção Civil, Militar e Científica e Decoração são apenas
algumas áreas da aplicação dos LEDs.

Iluminação de orientação, utilizando LEDs.

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Os LEDs, em contraste com os métodos de iluminação tradicionais
(lâmpadas), apresentam um grande número de vantagens, não só para os
produtores e consumidores, mas também, e em especial, para o Meio
Ambiente. Atendendo ao emprego dos LEDs na indústria, iluminação
doméstica e pública, e em outros sectores, podemos verdadeiramente
afirmar que esta tecnologia é consideravelmente mais vantajosa que as
lâmpadas comuns: os LEDs, apresentando tamanhos reduzidos, podem
ser instalados em locais estreitos e invulgares; devido à sua alta resistência
ao choque, os LEDs podem ser instalados em passeios sem serem
danificados e em ambientes opressivos, como espaços subaquáticos. Os
LEDs revelam-se de igual modo muito úteis na Decoração e na iluminação
de espaços públicos e privados: o seu elevado nível de maleabilidade
permite que sejam totalmente adaptados às necessidades presentes.

Arquitetura de iluminação com LEDs

Para além destas vantagens, a tecnologia dos LEDs relaciona-se com a


necessidade de um Desenvolvimento Energético Sustentável e com a
preservação do Meio Ambiente: o tempo de vida útil dos LEDs é
extremamente elevado – até 100.000 horas. Considerando este facto, e
que a produção de LEDs requer pouca quantidade de matéria-prima,
podemos considerar os LEDs como o meio mais eficiente de iluminação,
atendendo aos custos ambientais resultantes da sua utilização. Do mesmo
modo, também é possível poupar electricidade (e, logo, combustíveis
fósseis), uma vez que os LEDs são altamente eficientes a nível energético.

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Ficámos mais informados acerca da eficiência de lâmpadas e acerca de
processos de poupança de Energia, no qual todas as pessoas devem
colaborar para um Desenvolvimento Energético Sustentável, poupando,
também assim, Energia. Ficámos a conhecer outra opção para a iluminação
na nossa Escola, se bem que ainda a um preço elevado. Talvez devamos
encarar os LEDs como o futuro da “iluminação verde” e adoptar diversos
procedimentos, passando pela redução dos custos, que possam contribuir
definitivamente para um melhor Ambiente, responsabilidade que cabe
agora aos governantes

Artigo escrito por:


Pedro Dinis Silva Ferreira,11º2
Escola Secundária José Gomes Ferreira, Lisboa

http://www.youngreporters.org/article.php3?id_article=1616

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A revolução dos LEDs está chegando

Diodos dos painéis de equipamentos eletrônicos irão substituir as


lâmpadas comuns na iluminação das nossas casas.

Paulo Martinelli
DA AGÊNCIA ANHANGÜERA
martinelli@rac.com.br

Praticamente todo mundo já viu um LED. Esses pontinhos de luz estão nos
painéis de nossos computadores, leitores de CDs, nas telas de nossos
celulares e demais traquitanas do nosso dia-a-dia. Consomem
pouquíssima energia — um LED pode gerar a mesma quantidade de luz que
uma lâmpada incandescente de 40 watts consumindo apenas 4 watts — e
duram uma eternidade. Aos poucos, essas fontes de luz estão deixando de
ser meros acessórios decorativos dos equipamentos, ganhando novos
espaços em nosso cotidiano. Um dia, em cerca de dez ou 15 anos, estimam
especialistas, eles estarão pendurados nos tetos e nas paredes de nossas
residências, provendo-nos de iluminação farta e barata.

Um LED (sigla do inglês Light Emitting Diode, ou Diodo Emissor de Luz,)


parece lâmpada, mas não é. É, na verdade, um material sólido que emite
luz quando energizado, composto basicamente por nitretos de gálio, índio
e alumínio, explica o físico Newton C. Frateschi, do Centro de
Componentes Semicondutores (CCS) da Universidade Estadual de
Campinas (Unicamp). Comparando com uma lâmpada comum, o LED emite
luz por uma reação física, enquanto que a lâmpada gera luz porque seu
filamento é aquecido a ponto de brilhar. Na lâmpada comum, a corrente
elétrica ao passar por um filamento de metal, faz as moléculas (um
agrupamento de átomos) do material vibrarem e, por isso, produzirem
calor. Ocorre que o calor chega a tal nível que o filamento fica
incandescente e brilha (a ausência de oxigênio no interior da lâmpada
impede que o filamento se incendeie). No caso de um LED, os elétrons
(partículas dos átomos) do material semicondutor são excitados por uma
corrente elétrica e, por isso, vão para uma órbita superior em torno do
átomo. Ao voltar à sua camada normal, o que acontece muito rapidamente,

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emitem a energia excedente, que foi recebida da corrente, na forma de
radiação luminosa.

Para entender, uma lâmpada incandescente comum transforma entre 5% e


8% da energia elétrica que consome em luz, segundo o Instituto Nacional
de Eficiência Energética (INEE); o resto se perde na forma de calor inútil (e,
por tabela, nas contas de força e luz que pagamos). Um LED pode
transformar mais de 90% da energia que consome em luz, avalia Oswaldo
Sanchez Jr., um especialista do Instituto Paulista de Tecnologia (IPT). Estel
percentual aponta para o bom nível de eficiência energética dos diodos
luminosos.

A lógica da eficiência energética é simples: se tal dispositivo realiza


determinado trabalho (gerar luz, por exemplo) com um mínimo de energia,
ele tem boa eficiência energética; consumir menos, além de benefícios
para nossos bolsos, pode implicar em ganhos para a economia do País e
para o meio ambiente, pois necessitaremos de quantidades menores de
energia gerada e distribuída, menos usinas hidrelétricas, menos usinas
termoelétricas, menos usinas nucleares - entre outras vantagens. Além
disso, diodos emissores de luz superam até as modernas lâmpadas
fluorescentes — que tem eficiência energética de até 32%, segundo o INEE
— em termos de economia de energia.

A eficiência energética, um dos paradigmas deste século 21, é tema de tal


pertinência que é tratado como questão de segurança nacional pelo
Departamento de Estado norte-americano. Na edição de maio de 2004 de
uma revista do Departamento de Estado, a luz de estado sólido (luz dos
LEDs) é citada como “inovação tecnológica revolucionária que promete
alterar o modo de iluminar nossas residências e escritórios”. Segundo a
mesma publicação, “o LED é para a lâmpada fluorescente o que o
automóvel foi para o cavalo no início do século 20”.

170
Semáforos

Paulatinamente, os aprimoramentos técnicos estão garantindo uma


presença maior dos diodos luminosos no cotidiano. Nos últimos dez anos,
esses avanços foram deveras significativos, resultando — por exemplo —
em lanternas de bolso com LEDs de tecnologia Luxeon, de alta potência, a
preços bastante acessíveis, e automóveis com sistemas de iluminação a
LEDs. Enquanto que em algumas cidades brasileiras, como São Paulo e
Guarulhos, os semáforos já estão dotados da tecnologia, em Belo
Horizonte uma torre de 101 metros localizada no Shopping Alta Vila Center
Class será iluminada por potentes e econômicos LEDs. Especialistas
louvam também outras virtudes da luz de LED, como temperatura de cor e
polarização, detalhes a serem considerados tanto pelos aspectos de
conforto visual, como pelos efeitos estéticos e decorativos. No Hospital do
Câncer, em São Paulo, salas de exames e atendimento a pacientes são
iluminadas por LEDs de diferentes cores, uma forma de garantir um
ambiente mais leve e menos tenso. No Japão, inclusive, há um projeto de
US$ 23 milhões para o desenvolvimento de tecnologia LED para uso
médico e terapêutico.

Já no Instituto Politécnico Ressselaer, nos Estados Unidos, o objetivo de


estudos é transformar os LEDs em algo como lâmpadas inteligentes. Tais
dispositivos teriam amplas e vantajosas aplicações em medicina, produção
de imagens do organismo humano, agricultura, telecomunicações e
transportes. Num exemplo de aplicação de LEDs inteligentes, o sistema de
iluminação de um escritório pode ser configurado para emitir luz com
determinadas características (temperatura de cor, por exemplo) para
influenciar positivamente o humor e a produtividade dos funcionários.

Os sistemas LED têm ainda outra enorme vantagem: baixa manutenção.


Enquanto que uma lâmpada do tipo incandescente queima depois de cerca
de mil horas de uso, um LED tem vida útil de 20 mil horas, com a
probabilidade de, via melhoramentos tecnológicos, chegar a 100 mil
horas. Uma "eternidade", considerando-se que, feitas as contas, durarão
entre 833 dias e 4166 dias, ou algo entre 3 e 12 anos.

171
Nanotecnologia

O primeiro LED da história foi produzido em 1962 por Nick Holoniak Jr., um
engenheiro da General Eletric (responsável, também, pelo surgimento dos
diodos-laser, fundamentais para o funcionamento de nossos CDs e DVDs).
No princípio, esses diodos emissores de luz eram em cor única, vermelhos.
Na seqüência surgiram LEDs verdes e amarelos. Uma grande evolução
tecnológica se deu quando do desenvolvimento do LED azul, por Shuji
Nakamura, dispositivo que se for combinado com LEDs das cores verde e
vermelha permite a emissão de luz branca. Muitos dos avanços
incorporados atualmente vêm da aplicação de recursos nanotecnológicos
e de conceitos de física quântica.

Outro avanço significativo são os chamados Oleds, ou LEDs orgânicos,


feitos a partir de moléculas de carbono. Esses sistemas podem ser usados
vantajosamente para compor as telas planas e flexíveis de monitores,
mostradores, telas e televisores. Para compreender, uma tela de Oled
emite luz própria e não necessita de uma outra fonte de iluminação. Além
disso, dispositivos Oled têm características visuais melhores, como alto
contraste, e são superiores aos LCDs (monitores de cristal líquido).

Embora capacitado, Brasil ainda importa tecnologia

Os LEDs já são uma realidade tecnológica palpável, frisa Oswaldo Sanchez


Jr., especialista do IPT. O caminho a ser percorrido até os diodos emissores
de luz se tornarem corriqueiros como uma lâmpada comum passa
necessariamente pela viabilidade econômica. "Um LED de alta intensidade,
ideal para iluminação de ambientes, hoje custa caro", afirma Sanchez. Por
isso, inclusive, um dos principais focos das pesquisas sobre o tema é o
barateamento dos custos de produção. Outro foco de importância para a
popularização dos diodos luminosos, completa Sanchez, é a produção de
LEDs de luz branca, que emite todos os comprimentos de onda da faixa de
luz visível (cientistas japoneses anunciaram recentemente a produção de
LEDs de luz branca, semelhante à luz solar, e com preços bastante
acessíveis se produzidos em escala).

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Todos os LEDs em uso atualmente no Brasil são importados, sobretudo da
China, revela Sanchez. O País detém capacitação tecnológica para a
produção dos diodos luminosos, mas, por enquanto, tudo fica restrito aos
laboratórios das universidades. Sanchez lembra o hiato que existe entre a
academia e a indústria no Brasil para que ainda não tenhamos produção de
LEDs em escala industrial. Seja como for, por volta de 2010 os LEDs
representarão um mercado de US$ 25 bilhões, diz Newton Frateschi, da
Unicamp.

Frateschi traça uma escala de tempo entre dois extremos tecnológicos.


Numa ponta, as ancestrais lâmpadas de óleo ou querosene, lá pelos idos de
1850. Na outra ponta temos os LEDs atuais. No meio do caminho, as
lâmpadas incandescentes usuais e os dispositivos do tipo fluorescente.
Estas últimas deverão ter desaparecido por volta de 2020. Na Europa,
conta Frateschi, a força da lei obriga à substituição das lâmpadas de
mercúrio até 2012. Tais sistemas de iluminação trazem em seu interior, na
verdade, vapor de mercúrio, potencialmente perigoso ao meio ambiente e
à saúde humana. Mercúrio é um metal que se inalado, ingerido ou
absorvido pode ter efeitos desastrosos no sistema nervoso.

http://www.cpopular.com.br/cenarioxxi/conteudo/mostra_noticia.asp?n
oticia=1431128&area=2259&authent=04CDBFEED9356B0306B825DEFE6
CC8

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Iluminação de estado sólido torna-se mais eficiente e mais
inteligente.

As ineficientes lâmpadas incandescentes tornaram-se obsoletas depois do


surgimento das lâmpadas fluorescentes compactas. Mas estas não
deverão reinar por muito tempo: vêm aí as "lâmpadas sólidas", a geração
futura dos já conhecidos LEDs ("Light Emmitting Diode"), as pequenas
lâmpadas hoje presentes em todos os aparelhos eletrônicos.
As fontes de luz de estado sólido, que estão em fase de desenvolvimento,
têm o potencial não apenas de uma eficiência energética muito superior às
já comuns lâmpadas fluorescentes compactas, ou PL, como também
poderão abrir campos de aplicação inimagináveis para suas antecessoras.
Em um artigo publicado na última sexta-feira (27/05), na revista Science, E.
Fred Schubert e Jong Kyu Kim, do Instituto Politécnico Rensselaer, Estados
Unidos, descreveram uma nova técnica que estão desenvolvendo, que
deverá transformar as lâmpadas de estado sólido em "lâmpadas
inteligentes.”

As lâmpadas inteligentes deverão impactar áreas tão diversas quanto a


medicina, o imageamento de corpos e objetos, os transportes, as
comunicações e até mesmo a agricultura. A capacidade de controlar as
propriedades básicas da luz - incluindo a distribuição espectral, a
polarização e a temperatura da cor - irá permitir que essas novas lâmpadas
ajustem-se aos seus ambientes, desempenhando funções que hoje são
inimagináveis com as lâmpadas fluorescentes e incandescentes.
Por exemplo, essas novas fontes inteligentes de luz têm o potencial para
ajustar o ritmo circadiano do ser humano - nossos ciclos de dormir e
acordar -, permitindo que nos adaptemos a variações nos horários de
trabalho, ou permitir que um automóvel se "comunique" de forma
imperceptível com o veículo da frente, ou até mesmo possibilitar o
crescimento de morangos em climas gelados.

Os LEDs já oferecem vantagens em termos de economia de energia quando


comparados com as atuais fontes de luz, já que são beneficiados por leis
básicas da física: esses princípios fundamentais colocam barreiras muito
maiores à eficiência das lâmpadas tradicionais do que às lâmpadas de

174
estado sólido. Em teoria, lâmpadas de estado sólido construídas de
materiais perfeitos podem ter a mesma luminosidade de uma lâmpada
comum de 60 watts, gastando apenas 3 watts. Na prática, os novos
semáforos de LED consomem apenas um décimo da energia dos antigos
sinalizadores de trânsito.

Mas é a possibilidade de controlar as propriedades básicas da luz, como


conteúdo espectral, padrão de emissão, polarização, temperatura da cor e
intensidade que dá a essas novas fontes de luz a capacidade de
desempenhar funções inteiramente novas.
Em seu artigo, os professores Schubert e Kim destacam algumas dessas
novas fronteiras:

Pesquisas médicas recentes demonstraram que células do gânglios no


olho humano, que estão envolvidas em nosso ritmo circadiano, são mais
receptivos à luz na faixa do azul, como aquela que ilumina um dia com céu
límpido e claro. O que diferencia essa luminosidade em especial é uma
característica chamada temperatura da cor. Lâmpadas que se
autoconfigurem para emitir luz nessa temperatura poderão beneficiar não
apenas a saúde humana, mas também o nosso humor e nossa
produtividade.

A capacidade para modular rapidamente fontes de luz baseadas em LEDs


dá a essas "lâmpadas" a capacidade para piscar de forma tão rápida que
seria imperceptível ao olho humano. Isto as torna adequadas para detectar
e transmitir informações sem fios, sem alterar a iluminação do ambiente.
Em automóveis, a luz de freio poderia transmitir ao veículo que vem atrás
uma manobra brusca que acaba de ser iniciada pelo motorista.
A capacidade para controlar a composição espectral, a polarização e a
temperatura da cor de luzes utilizadas em microscopia poderá melhorar
muito a definição das imagens, permitindo a identificação em tempo real,
contagem e seleção de células biológicas para aplicações médicas e de
pesquisa.

O controle da composição espectral de luzes poderá permitir a criação de


ambientes mais adequados ao crescimento de frutas e vegetais fora de

175
suas estações naturais ou em climas inóspitos.

http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=01
0115050531

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O lucro das lâmpadas ecológicas 01/03/2007 16:06

Em tempos de preocupação com mudanças climáticas, o que é verde,


definitivamente, vende. Produtos eficientes e que contribuem de alguma
forma para a preservação do meio ambiente engordaram as receitas
mundiais da Philips em US$ 4 bilhões em 2006 (R$ 11 bilhões). O valor é o
dobro da receita de 2005 e corresponde a 15% do fluxo de renda total da
companhia.

A gigante GE (General Electric) ainda não divulgou o balanço da produção


com apelo ecológico, a chamada linha Ecoimagination, mas em 2005, a
receita atingiu a marca de US$10 bilhões (R$ 21 bilhões). Dentro das linhas
Ecoimagination da GE e GreenFlagship da Philips destacam-se produtos
para iluminação, como lâmpadas fluorescentes de uso residencial,
profissional ou para fins de iluminação pública. São produtos que se
encaixam perfeitamente no marketing ecológico - são mais eficiente do
ponto de vista de consumo de energia, ajudam a economizar na conta de
luz, além, claro, de engordar os lucros das empresas por agregar bem mais
valor que as incandescentes.

As lâmpadas fluorescentes chegam a custar 10 vezes mais que as comuns,


que não passam de R$ 2. Para o consumidor, a economia na conta de luz é
de US$ 4 em um ano, passando para US$ 10 por ano durante os cinco anos
seguintes. E o impacto ambiental não é desprezível, dado que 19% do
consumo de eletricidade no mundo é direcionado para iluminação.

Não é por outra razão que os fabricantes mundiais de lâmpadas - como


Philips, GE, Osram - estão liderando uma campanha internacional de
substituição total, até 2010, de lâmpadas incandescentes tradicionais por
fluorescentes, que consomem até 80% menos energia.

Cerca de 80% da iluminação residencial da Europa e também do Brasil ainda


é feita com lâmpadas incandescentes - produto que praticamente não
sofreu evolução tecnológica desde os tempos de Thomas Edson, em fins do
século 19. Nada menos que 95% da energia consumida é desperdiçada na
forma de calor. Já as econômicas, inventadas na década de 80, nasceram

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65% mais eficientes. Hoje, nos modelos de ponta, essa eficiência chega a
85%.

"A questão da sustentabilidade virou um grande negócio", diz o CEO (Chief


Executive Officer) da Philips Iluminação para América Latina, Manuel Frade.
"Há um forte movimento de substituição de projetos de iluminação por
soluções mais econômicas".

O mercado de lâmpadas econômicas no Brasil tem crescido cerca de 30% ao


ano, enquanto o de incandescentes está estagnado. O apagão em 2001 foi
o grande propulsor: as importações saltaram de 8 milhões de unidades
para 80 milhões.

O programa de eficiência energética da Agência Nacional de Energia


Elétrica (Aneel), que obriga os distribuidores de energia a investir 0,25% da
receita anual em programas de eficiência tem contribuído para impulsionar
as vendas. Os projetos preferidos das distribuidoras consistem,
basicamente, na aquisição e distribuição gratuita de lâmpadas
econômicas. No ano passado, 64 distribuidoras compraram 2,7 milhões de
lâmpadas.

No entanto, o consumo de fluorescentes compactas - de uso residencial -


ainda é baixo e nenhum fabricante se dispôs a fabricá-las no Brasil. Hoje os
três líderes - Philips, GE e Osram - têm 40% do mercado e reclamam do
subfaturamento de lâmpadas menos eficientes importadas da China, que
chegam a custar três vezes menos. "O apagão abriu o mercado, mas faltou
fiscalização", diz Frade. "Algumas marcas chinesas são respeitáveis, mas a
maioria não tem a durabilidade que deveria.”

Pelo volume e também pelas dificuldades de transportes, as fluorescentes


de uso profissional são fabricadas no Brasil. No ano passado, um modelo
desenvolvido na subsidiária brasileira da Philips, mais eficiente e que
consome menos mercúrio, ganhou o selo GreenFlagship da matriz. Para
dar conta da demanda européia, 15 milhões de unidades foram exportadas
do Brasil.

178
NÚMEROS

>> 4 bilhões de euros foi a contribuição dos produtos com apelo ambiental
para a receita do grupo holandês Philips no ano passado. O valor
corresponde a 15% da receita total do grupo.

>> US$ 10 bilhões foi a receita da americana General Electric em 2005 com
a linha Ecoimagination, de produtos com viés ecológico.

>> 80% da iluminação residencial na Europa e no Brasil ainda é feita com


lâmpadas incandescentes, que consomem mais energia que as lâmpadas
fluorescentes.

>> 19% do consumo de eletricidade no mundo vem da iluminação.


(Fonte: O Estado de São Paulo - 28.02.2007)

Clipping/O Estado de São Paulo www.portallumiere.com.br

http://www.portallumiere.com.br/?strArea=noticias&id=6121

179
Luz verde - 20/04/2007

Como sairemos do impasse de gerar energia elétrica com fontes sujas?

Essa atividade é a maior responsável pelo efeito estufa humano, com um


quarto do total. Uma boa parte dessa eletricidade, 39% (números de 2002),
é produzida por usinas movidas a carvão, que são baratas, porém duas
vezes mais poluentes do que o gás natural. Esse, por sua vez, gera 19% do
total, enquanto o óleo combustível fica com 7%. Somados, 65% da energia
elétrica planetária advém da queima de combustíveis fósseis.

Para virar o jogo, precisamos aprender a produzir energia elétrica limpa,


além de utilizá-la com mais eficiência.

Existe a alternativa nuclear, por trás de 17% da energia elétrica global. Sua
grande vantagem é não emitir carbono e embora produza um resíduo
tóxico, manejado com cuidado, é um mal menor. A armadilha desse
caminho é a bomba atômica. Quem controla a tecnologia nuclear, pode
fazê-la. Se os movimentos do Irã nesse sentido já causam tensão, imagine
um mundo movido à energia atômica. Muitos países entrariam nesse
clube. Além disso, pense em centenas de novas usinas sendo construídas
em países sedentos de energia como China e Índia. O primeiro é uma
ditadura e o segundo tem problemas de fronteira. Não parece um cenário
geopolítico dos mais plácidos.

Felizmente, há boas notícias para o médio e longo prazo. Na ponta da


produção, um salto tecnológico cortou pela metade o custo da energia
solar. No lado do consumo, os LEDs prometem substituir as lâmpadas
incandescentes por um décimo do uso de energia.

Uma subsidiária da Boeing, a Spectrolab conseguiu a façanha de produzir


células de energia solar que aproveitam 40% da energia que recebem. Os
melhores resultados até pouco tempo ficavam próximos a 10%. Quanto se
comemorava a um salto para 22%, veio o breakthrough da Boeing. Com
isso, o custo do kilowatt/hora cairá para a faixa de 8-10 centavos de
dólar.Nos EUA, o custo do Kilowatt/hora varia de 4,6 centavos no Kentucky

180
até 15,70 no Havaí. Na Califórnia e em Massachusetts, passa de 10
centavos. Ou seja, nesse preço a energia solar é competitiva. A Espanha
espera que até 2010 possa produzir energia solar ao preço da gerada por
carvão.

O front dos consumidores também está agitado. Os legisladores


californianos estão considerando o banimento de lâmpadas de bulbo
incandescente até 2012. As alternativas são as lâmpadas fluorescentes
compactas e os LED (Light-emitting Diode). Ambas são mais caras,
especialmente os LEDs. Mas consomem muito menos e têm uma longa vida
útil. A cidade de Raleigh, na Carolina do Norte, está equipando um
estacionamento público com iluminação a LED. Espera-se que o retorno
demore alguns anos, mas economize o suficiente para justificar a troca. As
iniciativas do setor público fomentam a pesquisa e o põem em uso
primeiro as novas tecnologias. Mesmo perdendo algum dinheiro, são bem-
vindas.

Veja a tabela abaixo para comparar as três tecnologias (fonte: Product


Dose)

181
Uma lâmpada incandescente de 60 watts custa US$1,35, enquanto a de
LED com luminosidade equivalente sai por US$55. Uma bela diferença de
40 vezes, tornando pesado o investimento inicial. Mas a comum dura
1.500 horas, enquanto a de LED dura 60 mil horas, também 40 vezes a
mais. Parece um empate, mas não é. A lâmpada high-tech consome um
décimo da energia, 6 watts. Assim, ao longo da sua vida útil de 60 mil horas
(cerca de 7 anos), poupa-se muitas verdinhas. Nos cálculos acima, para
uma casa com 30 lâmpadas funcionando em média 5 horas por dia, a
economia nesse período é de US$22 mil dólares.

O mesmo cálculo feito para as lâmpadas fluorescentes (coluna do meio da


tabela) chega a uma economia de quase US$20 mil. Só que o preço delas é
uma fração das lâmpadas de LED, tornando o investimento inicial mais
acessível. Hoje, elas são a pedida da vez. Mas não por muito tempo. Alguns
fabricantes estimam que os LEDs possam se tornar mais baratos que as
lâmpadas fluorescentes.

Juntando os avanços na ponta da geração e do consumo, a esperança é de


um futuro brilhante (com trocadilho, por favor), com luz barata, duradoura
e limpa para todos.

Eduardo Pegurier [editor@oeco.com.br]


É jornalista e mestre em economia pela universidade George Mason.
Dá aulas na PUC-RJ.

http://arruda.rits.org.br/oeco/servlet/newstorm.ns.presentation.Navigat
ionServlet?publicationCode=6&pageCode=108&textCode=21666&date=c
urrentDate&contentType=html

182
Criada a lâmpada perfeita, um LED com 100% de eficiência

Da redação - 20/04/2007

Cientistas da Universidade do Arizona, Estados Unidos, afirmaram ter


conseguido criar um LED orgânico que apresenta 100% de eficiência
quântica. Isso significa que cada elétron que entra no dispositivo gera um
fóton. É algo como a "lâmpada perfeita".

Ao invés de desenvolver novas arquiteturas, a equipe do Dr. Ghassan


Jabbour optou pela simplicidade no projeto e na sintetização dos materiais
que emitem luz. O novo LED apresenta uma estrutura muito mais simples
do que outros dispositivos do mesmo tipo já feitos em escala de
laboratório.

Lâmpada mais eficiente do mundo

"Não há desperdício de eletricidade," diz Jabbour. "Toda a corrente que


você injeta no dispositivo é utilizada para gerar luz. É a primeira vez que
algo desse tipo é demonstrado. Ninguém havia demonstrado uma
eficiência quântica interna de 100 por cento em dispositivos de iluminação
utilizando um único dopante molecular para emitir luz branca.”

A grande vantagem dos LEDs orgânicos é justamente a simplicidade de


fabricação, o que significa que eles potencialmente chegarão ao mercado
custando muito menos. Essa vantagem ganha um novo impulso com a
simplicidade do material sintetizado agora.

O novo LED com 100% de eficiência ainda está em fase inicial de pesquisas
e não há previsão de quando ele deverá chegar ao mercado.

http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=01
0110070420

Até o próximo e último capítulo do Workshop!

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