UNIVERSIDADE ESTADUAL DE PONTA GROSSA SETOR DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS FARMACÊUTICAS GESSICA DE QUADROS FERREIRA JENNIFER LORENA FERREIRA JOSIANE APARECIDA SCHEMBERGER KAROLINE IANUXAUSKAS STRUMINSKI MARYANA ALBINO CLAVERO HIDRÓLISE ENZIMÁTICA DO AMIDO HIDRÓLISE ÁCIDA DO AMIDO PONTA GROSSA 2011 .

Professora: Juliana Inaba.GESSICA DE QUADROS FERREIRA JENNIFER LORENA FERREIRA JOSIANE APARECIDA SCHEMBERGER KAROLINE IANUXAUSKAS STRUMINSKI MARYANA ALBINO CLAVERO HIDRÓLISE ENZIMÁTICA DO AMIDO HIDRÓLISE ÁCIDA DO AMIDO Trabalho acadêmico apresentado à disciplina de Bioquímica para obtenção de nota parcial referente ao segundo semestre. PONTA GROSSA 2011 .

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Objetivo específico: Comparar a hidrólise ácida com a enzimática. intoxicação por álcool. A amilose reagindo com o iodo forma uma coloração azul e a amilopectina forma uma coloração vermelho-castanho. também frequentemente designada por amílase ou ptialina. colecistite agua. havendo a quebra das grandes partículas alimentares em outras de menores dimensões que vão em seguida ser deglutidas.OBJETIVO Avaliar o perfil de hidrólise enzimática do amido. lípase. Aids. submaxilares ou mandibulares e sublinguais . INTRODUÇÃO O amido O amido é um poliolosídio homogêneo constituído essencialmente de por resíduos de glicose unidos por ligações alfa-1. caxumba. Clinicamente sua analise é um indicador útil no diagnóstico de pancreatites e paratiroides. essencialmente.parótidas. como a α-amilase salivar. queimaduras severas. A primeira corresponde à secreção de várias enzimas. Os valores de amilase no sangue estarão aumentados na presença de pancratite aguda e crônica.embora haja ainda a contribuição de pequenas glândulas orais. a mastigação. A Amilase A amilase é uma enzima produzida pelo pâncreas e pelas glândulas salivares.hepatite.4 (amilose e amilopectina)e alfa-1. Amilase Salivar A digestão dos alimentos é iniciada na boca. cirrose. Ao mesmo tempo em que o alimento é mastigado dá-se a mistura deste com a secreção proveniente na sua maior parte. que atua na digestão do amido e do glicogênio. úlcera péptica perfurada. obstrução do ducto biliar ou pancreático. insuficiência renal. fosfatases ácidas e insuficiência hepática.6 (amilopectina). dos três pares de glândulas salivares . . onde se verifica. toxemia gestacional. As glândulas salivares exibem dois tipos de secreção proteica: serosa e mucosa.

estando presente. nomeadamente. o cheiro ou a imagem). O amido não digerido pela amilase salivar apenas será transformado. a secreção pode aumentar mais de 40 vezes. sobretudo. maltose. Por dia. ao nível do duodeno. A amilase salivar é uma enzima que atua provocando a hidrólise do amido. a produção total de saliva ronda os 1. onde é inativada pelo pH ácido do suco gástrico. nos quais constitui a principal substância de armazenamento. O segundo tipo de secreção não é exclusiva deste tipo de glândulas. já que o muco funciona como lubrificante e protetor da superfície epitelial contra a abrasão. Mau grado a ação da α. . provocando a quebra da molécula de amido em dissacarídeos.alcalinas e anídrase carbónica. por enzimas específicas no duodeno. Uma mastigação lenta e persistente permite uma degradação mais efetiva do amido na boca.5 L. permitindo um aproveitamento mais eficaz deste nutriente. posteriormente. será simplificada a unidades de glicose. sendo produzida em toda a extensão do tubo digestivo.4. enzimas e outros produtos existentes no interior do tubo digestivo. Na presença de alimento ou de um sinal indicador da possibilidade de haver ingestão de alimento (por exemplo. sendo incrementada por estímulos provenientes das áreas do sistema nervoso central associadas ao apetite. um monossacarídeo. escoriação. Em termos funcionais. em resposta a estímulos do sistema nervoso parassimpático. em alimentos de origem vegetal. por ação da amilase pancreática. motivo pelo qual o pH da boca varia entre os 6 e os 7. A amilase familiar é sintetizada ao nível das glândulas parótidas A produção de saliva é contínua.amilase. A glicose é o principal substrato energético das células. permitindo também o fácil deslizamento do alimento. devido ao pouco tempo de contacto entre as enzimas presentes na saliva e o alimento neste local. até a chegada ao estômago. a qual. um polissacarídeo muito abundante na alimentação. esta enzima é uma α (1-4) glicosidase. a ação enzimática na cavidade bucal tem pouca expressão no processo digestivo. A sua ação prolonga-se mesmo no decurso do processo de deglutição. nomeadamente. posteriormente. A amilase salivar apenas atua em situações de pH próximo da neutralidade.

À medida que a hidrólise progride. isomaltose e oligolosídios redutores que também não desenvolvem coloração com iodo. por mais exaustiva que seja não converte todo o amido a moléculas de glicose. portanto. Praticamente toda a α-amilase encontrada no soro e . pois estamos convertendo um composto nãoredutor e que reage fortemente com o iodo (amido) no seu constituinte essencial.6.6 e algumas moléculas de isomaltose. a sua ação sobre a amilose produz moléculas de maltose. Prosseguindo a hidrólise pela α-amilase. ela ataca as mesmas ligações α-1. por tratamento.6. em menores proporções. por isto chamadas de eritodextrinas. progressivamente com acrodextrinas ( com baixo poder redutor e não coráveis pelo iodo ) e em glicose. que não reage com o iodo e é francamente redutor (glicose). que são chamadas de acrodextrinas por não produzirem um composto corado com o iodo. A hidrólise enzimática A hidrólise enzimática do amido pelo α -amilase.4.A hidrólise O amido. As amilodextrinas liberadas logo após o início da hidrólise enzimática do amido reagem com o iodo dando uma cor azul. Sendo uma enzima que ataca somente as ligações α-1. as eritodextrinas vão sendo desdobradas em unidades menores. de maltotriose e poucas moléculas de glicose. a α-amilase pode ser encontrada principalmente na saliva e no suco pancreático. No nosso organismo.4 no interior da molécula. ocorrendo também. O ácido a quente hidrolisa tanto as ligações α-1. Na amilopectina. como as α-1. a reação com o iodo vai desaparecendo e o poder redutor do hidrolisado vai aumentando.6. As dextrinas tendo menor peso molecular (e bastantes ramificações) reagem com o iodo dando uma cor avermelhada e sendo. maltose. poderíamos reduzir as dextrinas até o tamanho de oligolosídios contendo ligações α-1. ainda contendo ramificações (ligações α-1. transforma o amido ( não redutor e com a reação azul com o iodo). um diolosídio com ligação α-1.6). sendo inativa em relação às ligações α-1. com ácidos fortes e em temperatura elevada. pode ser convertido completamente em moléculas de glicose. na urina e no soro sanguineo.4. À medida em que a hidrólise progride. A hidrólise pela α-amilase.

solução de amido 1% . Com o Aquecimento a enzima sofre desnaturação e perde sua atividade. submeteram-se os tubos a aquecimento de 100º C .solução de Lugol . Ao tubo submetido ao aquecimento.reagente DNS . 15 e 20 minutos.na urina tem origem pancreática. 10. foram coletados 0.2 mL da solução de saliva.3 mL de água e 1 mL de DNS. Desta mistura.água destilada . nos tempos de 0. sendo inativada em pH ácido ( abaixo de 4 ). primeiramente numeraram-se os tubos de ensaio para posterior identificação dos reagentes utilizados e da quantidade de tempo para fervura.solução de HCℓ concentrado .banho Maria . Em outro tubo adicionou-se 5 mL de solução de amido a 1% e o incubou durante 5 minutos à 37º C.tubos de ensaio . 5. 2.2 para o teste do DNS.2 para o teste do iodo e 0. Logo em seguida. mantendo a agitação. adicionou-se 0. Enquanto para o teste de DNS pipetou-se 1. Aos tubos de teste para o iodo adicionou-se ainda 3 gotas de Lugol e 10 mL de água.solução tampão .4 mL sendo 0. A presença de Ca++ é essencial não somente para a atividade da enzima.000 e que contém cálcio. A α-amilase é ativada por íons cloreto e tem um pH ótimo de ação em torno de 6.pipetas .espectofotômetro PROCEDIMENTOS Para a hidrólise ácida. MATERIAIS . Concomitantemente coletou-se saliva e foi preparada uma solução diluída (1:10) – contendo 1 mL de saliva. A α-amilase pancreática é uma metaloenzima com peso molecular de aproximadamente 45. mas também protege a sua estrutura peptídica contra a digestão proteolítica.7. para 9 mL de solução tampão.

Na hidrólise enzimática. ao invés da solução de saliva diluída. 10. Preparamos também uma solução salivar diluída (1:10). Após 5 minutos passados começou-se a adicionar a solução de amido nos tubos nos tempos de 0. como mostra as figuras a seguir: Figura 1: Teste do Iodo (Lugol) Fonte: Elaboração própria . 2. e assim fazendo com que a enzima (amilase salivar) estivesse com seu melhor desempenho. preparou-se os tubos de 1 a 5 para o teste de Lugol. fez-se os mesmos procedimentos. adicionou-se 7. Enquanto a solução de amido se estabilizava.5 ml de água e fez-se a leitura a 540 nm. e obteve-se o seguinte resultado visual em degradê. Depois de resfriado.15 e 20 minutos. e de 6 a 10 para o teste do DNS. RESULTADOS E DISCUSSÃO Experimento 1: Para dar-se início ao experimento foi incubada a solução de amido a uma temperatura em torno de 37° C. Porém. 5. para que esta ficasse com uma temperatura relativamente aproximada ao do corpo humano.2 mL de HCℓ concentrado. ao tubo de ensaio foi adicionado 0.durante 5 minutos.

lembrando de que esta exposição do amido junto à enzima não pode ser por muito tempo. mostrando que quanto mais tempo o amido fique junto a enzima. Abaixo está demonstrado o resultado desta reação pela espectrofotometria: .Figura 2: Teste do DNS. nos dando então a coloração amarelo claro. Fonte: Elaboração própria . pois a enzima pode desnaturar e perder a sua função. esta exposta ao calor mais o amido divide-se em açúcares menores. fato pelo qual há interação do iodo com a estrutura α – hélice do amido. Já com a adição do DNS (figura 2) as amostras reagiram conforme o tempo em que o amido ficou incubado e posteriormente ao aquecimento com a enzima. Baseado nesses resultados (figura 1) pode observar que com a adição de Lugol resulta na formação de um complexo de coloração azul escuro. Sendo que está coloração vai do azul escuro até o amarelo claro pelo tempo de incubação do amido. não dando o resultado esperado. Mas. mesmo esta reação sendo irreversível o amido pode não se recompor.

1236 R² = 0.1 0.3 0. e por este ser um ácido forte em uma temperatura elevada tende a fazer a conversão completa das moléculas de amido em glucose.9579 Absorbância 0.35 y = 0. 0.2 0.4 quanto as α-1.45 0.05 0 0 5 10 15 20 25 Series1 Linear (Series1) Tempo Experimento 2: Para dar-se início ao experimento incubou-se a solução de amido a uma temperatura em torno de 100° C e adicionou-se a esta solução de ácido clorídrico.Gráfico 1: Curva de calibração absorbância versus tempo de incubação do amido e sua divisão em açúcares menores.6. como mostram as figuras a seguir: . .4 0.15 0.25 0. Sendo que o ácido a quente hidrolisa tanto as ligações α-1. À medida que esta solução (amido + ácido) foi ficando incubada obtevese o seguinte resultado visual.0151x + 0.

Figura 3: Teste do Iodo (Lugol) Fonte: Elaboração própria Figura 4: Teste do DNS Fonte: 1Elaboração própria Pode-se observar na figura 3 que à medida que a hidrólise progride. e no tubo 4 não se tem mais essa interação. mostrando que o amido foi convertido em glucose sendo que este não reage com o iodo. E na figura 4 observou-se que no teste DNS às amostras reagiram conforme o tempo em que o amido ficou incubado. já a partir do tubo 2. a reação entre o amido e o iodo (teste do Lugol) vai desaparecendo. Abaixo está demonstrado o resultado desta reação pela espectrofotometria: . mostrando que quanto mais tempo o amido fica incubado na presença do ácido mais ele é convertido em glucose.

0151x + 0. .Gráfico 2: Curva de calibração absorbância versus tempo de incubação do amido em presença do ácido clorídrico.2 0 0 5 10 15 20 Tempo (minutos) 25 Hidrólise enzimática Hidrólise ácida Comparando também as concentrações obtidas através da equação y = 0.2 0 0 5 10 15 20 25 Hidrólise ácida Linear (Hidrólise ácida) Tempo Com os dois experimentos e a observação dos seus resultados obtevese o seguinte gráfico: Gráfico 3: Comparação entre a hidrólise enzimática e ácida. .8 0.8 0.4 1.6 0.2 1 Absorbância 0.4 0. 1.4 0.1236 podemos constatar com estes resultados que a hidrólise mais rápida e mais eficiente é a ácida.6 0.2 Absorbância 1 0. mas tem que se levar em consideração . 1.

965 1. mais glucose tem. e com a ácida.296 0.67 CONCLUSÃO Pode-se concluir que o tempo em que o amido sofre aquecimento é interferido no processo de hidrólise. portanto houve mais amido livre quanto menor a temperatura para o Lugol e mais monossacarídeo.399 0.659 0.33 19.23 Tabela 2: Concentração de glucose na hidrólise ácida.63 55.31 11.42 14.72 62.287 0.07 Concentração (mg %) 10.234 0.414 Concentração (mg %) 0 1. glucose. Tempo (min. porém observou-se maior eficiência na ácida por ser mais agressivo e também fazê-lo em temperatura elevada. quando a temperatura aumentava para o DNS.) 0 2 5 10 15 20 Absorbância 0.) 0 2 5 10 15 20 Absorbância 0.873 0. com ácido clorídrico concentrado.34 0. Esses resultados foram comprovados na hidrólise enzimática. Tal fato foi provado com os reagentes Lugol e DNS.94 7. com amilase salivar.153 0.46 49.09 0.24 35. qual quanto mais a coloração fique escura no primeiro há mais amido livre e quanto mais escuro no segundo.que esta hidrólise ocorre em temperaturas mais elevadas.82 18. . Abaixo estão demonstradas as concentrações de glucose em cada tubo: Tabela 1: Concentração de glucose na hidrólise enzimática. Tempo (min.

Acesso em 24 agosto.Referências A amilase. . dos R.infopedia. Disponivel em: <http://www. O.tuasaude. 1ª Ed. Disponível em: <URL: http://www. 2011.com/amilase/>. Bioquímica Guia de Aulas Práticas. [Consult. et al.pt/$amilase-salivar>. Porto Alegre: Edipucrs. In Infopédia [Em linha]. 2003-2011. 2011-08-25]. Porto: Porto Editora. Amilase salivar. Remião J.

Alunas: GESSICA DE QUADROS FERREIRA _______________________________________________________________ JENNIFER LORENA FERREIRA _______________________________________________________________ JOSIANE APARECIDA SCHEMBERGER _______________________________________________________________ KAROLINE IANUXAUSKAS STRUMINSKI _______________________________________________________________ MARYANA ALBINO CLAVERO _______________________________________________________________ Organizadora: Karoline Ianuxauskas Struminski Data da prática: 23/08/2011 30/08/2011 .

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