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Analise de Circuitos Electricos

Analise de Circuitos Electricos

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Capa da Sebenta Multimédia de Análise de Circuitos Eléctricos

Notas

Citação

Agradecimentos

Apresentação

Convenções

Índice

Index

Sebenta Multimédia

http://ltodi.est.ips.pt/lveriss/Sebenta_Online/CAPA.HTM (1 of 2)06-06-2005 12:35:14

Capa da Sebenta Multimédia de Análise de Circuitos Eléctricos

A Sebenta Multimédia necessita de um browser que suporte frames, JavaScript e Java. Se tiver algum problema com a Sebenta Multimédia entre em contacto com Pedro.Alves@inesc.pt ou com o Professor Victor.Dias@inesc.pt para a sua resolução. Esta Sebenta Multimédia foi concebida por Rita Carreira e Pedro Fonseca em 1996/97 a partir de um original da autoria do Professor Victor da Fonte Dias.

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Sebenta Multimédia de Análise de Circuitos Eléctricos

Grandezas Eléctricas

Sebenta Multimédia 1 Grandezas Eléctricas 2 Componentes Fundamentais dos Circuitos Eléctricos 3 Resistência Eléctrica 4 Leis de Kirchhoff 5 Métodos de Análise Sistemática de Circuitos 6 Teoremas Básicos dos Circuitos Eléctricos 7 Condensador e Capacidade Eléctrica 8 Bobina e Indutância Electromagnética 9 Análise de Circuitos RC e RL de 1.ª Ordem 10 Análise de Circuitos RC, RL e RLC de 2.ª Ordem 11 Impedância Eléctrica 12 Análise da Resposta em Frequência 13 Bobinas Acopladas e Transformadores

A Ciência Eléctrica estuda o fenómeno da existência e interacção entre cargas eléctricas. Tal como a massa, a carga eléctrica é uma propriedade fundamental da matéria que se manifesta através de uma interacção, designadamente através de uma força. No entanto, a carga eléctrica apresenta a particularidade de se manifestar através de uma força que tanto pode ser de atracção como de repulsão, ao contrário daquela manifestada pelas massas, que, como se sabe, é apenas de atracção. As principais grandezas da ciência eléctrica são a carga, a força, o campo, a energia, a tensão, a potência e a corrente eléctrica. Um dos objectivos deste capítulo é explicar a relação existente entre estas grandezas eléctricas, dando particular atenção às grandezas tensão e corrente eléctrica. Com efeito, a análise de circuitos visa essencialmente a determinação da relação corrente/tensão eléctrica em redes de componentes eléctricos e electrónicos. A lei fundamental da Ciência Eléctrica é a Lei de Coulomb. Esta lei estabelece que duas cargas eléctricas em presença uma da outra se atraem ou repelem mutuamente, isto é, interagem entre si através de uma força. Como grandeza de tipo vectorial, a força eléctrica possui, portanto, uma direcção, um sentido e uma intensidade. A direcção da força coincide com a da recta que une as duas cargas, o sentido é uma função dos sinais respectivos, positivos ou negativos, e a intensidade é uma função do módulo das cargas e da distância que as separa. A interacção à distância entre cargas eléctricas conduz ao conceito de campo eléctrico, o qual nos permite encarar a força eléctrica como o resultado de uma acção exercida por uma carga ou conjunto de cargas vizinhas. Tal como a força, o campo eléctrico é uma grandeza vectorial com direcção, sentido e intensidade. O movimento de uma carga num campo eléctrico, em sentido contrário ou concordante com o da força eléctrica a que se encontra sujeita, conduz à libertação ou exige o fornecimento de uma energia. O acto de se isolarem fisicamente conjuntos de cargas positivas e negativas equivale a fornecer energia ao sistema, comparável ao armazenamento de energia eléctrica numa bateria. Pelo contrário, o movimento de cargas negativas no sentido de partículas carregadas positivamente corresponde à libertação de energia. Em geral, a presença de cargas eléctricas imersas num campo atribui ao sistema uma capacidade de realizar trabalho, capacidade que é designada por energia potencial eléctrica ou, simplesmente, energia eléctrica. Uma carga colocada em pontos distintos de um campo eléctrico atribui valores também distintos de energia ao sistema. A diferença de energia por unidade de carga é designada por diferença de potencial, ou tensão eléctrica. Tensão e energia eléctrica são, por conseguinte, duas medidas da mesma capacidade de realizar trabalho. A taxa de transformação de energia eléctrica na unidade de tempo é designada por potência eléctrica.

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Sebenta Multimédia de Análise de Circuitos Eléctricos

14 Diportos Eléctricos 15 Amplificador Operacional 16 Transferidor de Tensão e Corrente APÊNDICE-A APÊNDICE-B

O fluxo de cargas eléctricas é designado por corrente eléctrica. Em particular, definese corrente eléctrica como a quantidade de carga que na unidade de tempo atravessa uma dada superfície. Corrente e tensão eléctrica definem as duas variáveis operatórias dos circuitos eléctricos.

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Capa da Sebenta Multimédia de Análise de Circuitos Eléctricos

Notas

Citação

Agradecimentos

Apresentação

Convenções

Índice

Index

Sebenta Multimédia

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Capa da Sebenta Multimédia de Análise de Circuitos Eléctricos

A Sebenta Multimédia necessita de um browser que suporte frames, JavaScript e Java. Se tiver algum problema com a Sebenta Multimédia entre em contacto com Pedro.Alves@inesc.pt ou com o Professor Victor.Dias@inesc.pt para a sua resolução. Esta Sebenta Multimédia foi concebida por Rita Carreira e Pedro Fonseca em 1996/97 a partir de um original da autoria do Professor Victor da Fonte Dias.

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Notas

Victor da Fonte Dias, Professor Auxiliar no Instituto Superior Técnico (IST), Lisboa, ensina disciplinas de electrónica das Licenciaturas em Engenharia Electrotécnica e de Computadores e de Engenharia Aeroespacial. Licenciado, obteve o grau de Mestre em Engenharia Electrotécnica no IST em 1986 e 1989, respectivamente, tendo obtido em 1993 o grau de Doutor na Università degli Studi di Pavia, Itália. De então para cá partilha as actividades de docente no IST e de investigador no INESC, tendo em 1994 sido, também, Professor Convidado na Academia da Força Aérea Portuguesa. O Prof. Victor Dias é autor de diversos artigos publicados em revistas e conferências internacionais, designadamente nos domínios da microelectrónica analógica e mista analógica-digital, e teste e processamento de sinais.

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Ajuda

Geral
A Sebenta Multimédia, para ser visualizada, necessita de um browser que suporte frames. Para utilizar os Simuladores (Capítulo 10 e Capítulo 12) é necessário um browser que interprete Java. Recomenda-se a utilização de uma janela de visualização de largura inferior a 1024 pixeis. Em baixo encontra-se uma imagem relativa à Sebenta Multimédia. São identificados os seus elementos principais, de modo a permitir uma melhor compreensão do texto existente nesta página de Ajuda.

Buttonbars
As três buttonbars que aparecem nas páginas da Sebenta Multimédia encontram-se aqui explicadas.

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Ajuda

Páginas introdutórias

Páginas de Simuladores, Fotografias e Ajuda

Páginas de matéria

Nota : Algumas das setas podem estar inactivas. O botão Capa carrega a capa da Sebenta Multimédia

O botão Índice carrega o índice da Sebenta Multimédia mostrando o índice do capítulo em que o utilizador se encontrava quando carregou no botão. O botão Index carrega o index da Sebenta Multimédia. A ligação é feita para o início do documento, onde o utilizador poderá escolher a letra onde lhe interessa pesquisar. O botão Expandir Janela de Texto faz com que a janela com o texto da Sebenta Multimédia se maximize. Utilizar este botão, quando se tem um pequeno monitor ou a placa gráfica configurada para baixa resolução e/ou se está interessado em ver mais informação no écran. O botão Contrair Janela de Texto deve ser utilizado quando se pretende voltar ao formato original da sebenta, i.e., com o menu na janela do lado esquerdo e o texto na janela do lado direito (ver figura acima). O retorno ao formato original é feito para a capa do capítulo onde o utilizador se encontra. Se chegou até esta página já adivinhou a utilidade do botão Ajuda. Porém, caso seja distraído cá fica a explicação. Este botão disponibiliza-lhe esta página de ajuda. O botão Capítulo Seguinte carrega a capa do capítulo seguinte na janela de texto.

O botão Capítulo Anterior carrega a capa do capítulo anterior na janela de texto.

O botão Secção Anterior carrega a capa do secção anterior na janela de texto.

O botão Secção Seguinte carrega a capa do secção seguinte na janela de texto.

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Ajuda

O botão Documento Anterior carrega o último documento visitado.

Modos de Visualização
A Sebenta Multimédia tem dois modos de visualização, permitindo que o texto seja apresentado de duas maneiras diferentes. Assim, pode optar-se por ter a janela de texto expandida ou contraída, sendo a passagem, de um modo de visualização para outro, uma tarefa muito simples. Basta carregar no botão respectivo da buttonbar.

Janela de Texto Contraída ( Botão

)

Janela de Texto Expandida ( Botão

)

Modos de Navegação
Existem quatro formas principais de navegação na Sebenta Multimédia. Pode partir-se à descoberta do texto a partir do Menu, do Índice, do Index e de um modo sequencial, utilizando as setas da buttonbar. Em baixo apresentam-se imagens elucidativas de cada um destes elementos. Menu Índice

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Ajuda

Index

Setas da buttonbar

Simuladores
O modo de funcionamento de qualquer dos simuladores é relativamente simples. O utilizador insere todos os parâmetros nas caixas colocadas na parte superior da janela de controlo, ou deixa os que estão por defeito, e de seguida pressiona o botão "Executar". A partir deste instante, o simulador entra em execução e uma de duas coisas pode acontecer: 1. se os parâmetros estiverem todos correctos o simulador calcula a resposta e desenha-a no écran, fornecendo informações relevantes na parte inferior da janela de controlo: identificação do tipo de solução, valor do factor de qualidade e das divisões horizontais e verticais; 2. se algum dos parâmetros estiver incorrecto, o simulador fornecerá ao utilizador uma mensagem de erro e abortará a execução da simulação.

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Ajuda

NOTA: Para mais informações consultar o Manual do Utilizador da Sebenta Multimédia.

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5 Transformação de Fonte 4.6.4 Sinais Eléctricos 1.4 Multímetro 1.2 Componentes Lineares e Não Lineares 2.2.6 Sensores Resistivos 3.6.2 Amperímetro 1.5 Resistências Ajustáveis e Variáveis 3.2 Exemplo de Aplicação-2 http://ltodi.1.6.2 Fonte de Corrente 4.2.1 Linearidade 2.6.3 Campo Eléctrico 1.6.7 Ohmímetro Sumário Exercícios de Aplicação Capítulo 4 4 Leis de Kirchhoff 4.3.2.6.2 Resistências de Película ou Camada Fina 3.3.2 Associação de Fontes de Corrente 4.4 Resistência Interna das Fontes 4.3 Outros Sensores Resistivos 3.2 Componentes Fundamentais 2.2 Foto-resistências 3.6 Instrumentos de Medida 1.1 Associação em Série 4.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_00/indice.1 Lei de Kirchhoff das Tensões 4.1 Circuitos e Componentes Eléctricos 2.3.5 Fontes de Alimentação e de Sinal 1.6.3 Corrente e Potência Eléctrica 1.2.1.2.3.1.2 Lei de Joule 3.3 Ponto de Funcionamento em Repouso Sumário Exercícios de Aplicação Capítulo 3 3 Resistência Eléctrica 3.6 Associação de Fontes 4.1.2 Tensão Eléctrica 1.4 Varístores 3.1 Definições 2.est.7.2.1 Leis de Kirchhoff 4.1.3 Divisores de Tensão e de Corrente 4.1 Carga Eléctrica 1.1 Termo-resistências e Termístores 3.Índice Capítulo 1 1 Grandezas Eléctricas 1.1 Resistências de Carvão 3.1. Força e Campo Eléctrico 1.3.1 Fonte de Tensão 4.2.2 Associação de Resistências 4.2 Divisor de Corrente 4.3 Curto-circuito e Circuito Aberto 4.1 Energia Potencial Eléctrica 1.3 Wattímetro 1.6.7.4.5 Efeitos da Temperatura 3.4.2 Lei de Kirchhoff das Correntes 4.6 Características Técnicas das Resistências 3.3.1 Corrente Eléctrica 1.6.1 Lei de Ohm 3.3.1.3.1 Voltímetro 1.2 Força Eléctrica 1.1 Divisor de Tensão 4.2 Distorção Harmónica 2.6.3 Associação Série-Paralelo 4.3.2 Energia Potencial e Tensão Eléctrica 1.2 Potência Eléctrica 1.4 Resistências Híbridas de Filme Espesso e de Filme Fino 3.3.1 Associação de Fontes de Tensão 4.3 Resistências Bobinadas 3.2.2 Associação em Paralelo 4.3.3 Tipos de Resistências 3.7 Exemplos de Aplicação 4.htm (1 of 4)06-06-2005 12:35:22 .1 Exemplo de Aplicação-1 4.1 Carga.5 Osciloscópio Sumário Exercícios de Aplicação Capítulo 2 2 Componentes Fundamentais dos Circuitos Eléctricos 2.ips.

7.4 Condensadores Electrolíticos 7.5.2 Fluxo e Densidade de Fluxo Magnético 8.4 Exemplos de Aplicação 5.3.6 Teorema de Miller Sumário Exercícios de Aplicação Capítulo 7 7 Condensador e Capacidade Eléctrica 7.7.6 Coeficientes de Auto-Indução e de Indução Mútua 8.4 Fontes de Tensão Dependentes 5.1 Fontes de Corrente Independentes 5.5 Tipos de Bobinas 8.2.1.1 Características v(i) e i(v) 8.2 Fontes de Corrente Independentes 5.htm (2 of 4)06-06-2005 12:35:22 .7.3.6 Condensadores Variáveis 7.3.3 Método das Malhas 5.1.3.1 Método dos Nós 5.3 Associação de Condensadores 7.3 Fontes de Corrente Dependentes 5.4 Divisores Indutivos de Tensão e de Corrente 8.5.4 Indutância 8.3.5.5 Teorema de Millman 6.1 Características i(v) e v(i) 7.5.7 Instrumentos de Medida da Capacidade Sumário Exercícios de Aplicação Capítulo 8 8 Bobina e Indutância Electromagnética 8.3 Associação de Bobinas 8.4 Teorema da Máxima Transferência de Potência 6.2 Exemplos de Aplicação 5.2 Fontes de Tensão Independentes 5.1 Capacidade Eléctrica 7.2 Energia Magnética Armazenada 8.est.2 Exemplo de Aplicação-2 5.1.5 Condensadores Híbridos 7.2.1 Exemplo de Aplicação-1 5.4.1 Associação em Série 8.3 Exemplos de Aplicação 7.1 Teorema da Sobreposição das Fontes 6.ips.2.5.2 Teorema de Thévenin 6.3 Fontes de Tensão Dependentes 5.4 Fontes de Corrente Dependentes 5.3.2.4 Divisores Capacitivos de Corrente e de Tensão 7.2 Característica Tensão-Corrente 8.2 Característica Tensão-Corrente 7.3 Exemplo de Aplicação-3 4.1 Exemplo de Aplicação-1 5.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_00/indice.1.3 Condensadores Cerâmicos 7.5.1.6 Sensores Indutivos Sumário Exercícios de Aplicação Capítulo 9 Capítulo 10 http://ltodi.6 Sensores Capacitivos 7.3.5 Exemplo de Aplicação-5 Sumário Exercícios de Aplicação Capítulo 5 5 Métodos de Análise Sistemática de Circuitos 5.5.1.2 Exemplo de Aplicação-2 Sumário Exercícios de Aplicação Capítulo 6 6 Teoremas Básicos dos Circuitos Eléctricos 6.3 Equivalente de Norton 6.1.1 Condensadores de Mica 7.1.8 Códigos de Identificação de Condensadores 7.2.5 Fenómeno da Indução Electromagnética 8.1 Força e Campo Magnético 8.2 Energia Eléctrica Armazenada 7.1 Associação em Paralelo 7.1.2.2.1.2 Associação em Paralelo 8.1 Fontes de Tensão Independentes 5.2 Associação em Série 7.3.5 Tipos de Condensadores 7.3 Materiais Magnéticos 8.2 Condensadores de Película ou Folha 7.4.1 Grandezas Magnéticas 8.4 Exemplo de Aplicação-4 4.Índice 4.7 Características Técnicas dos Condensadores 7.5.

1 Fasor e Impedância 11.2.3.1 Solução Forçada Constante 10.1.1 Diportos 14.2 Solução Natural 9.2 Solução Sobre-amortecida 10.2 Modelos Eléctricos Equivalentes 14.4.3 Métodos de Análise em Notação Fasorial 11.1.2 Circuitos Ressonantes 12.2 Transformador Ideal em Carga 13.4 Teorema de Millman 11.4 Solução Forçada Sinusoidal 9.3 Associação de Amplificadores em Cascata Sumário http://ltodi.3 Modelo Eléctrico Equivalente 13.3.3 Método das Variáveis de Estado 10.4.3 Exemplo de Aplicação 12.3.2 Teorema de Thévenin e Equivalente de Norton 11.2 Exemplos de Aplicação 14.2 Diagramas de Bode 12.2.2.4. RL e RLC de 2.1 Circuitos RC e RL 9.1 Transformação de Fonte 11.1 Método da Substituição 10.4.4 Exemplos de Aplicação 9.1 Associações em Série.ips.2 Potência nos Circuitos RC e RL 11.1 Resposta em Frequência 12.3 Solução Forçada Constante 9.1 Circuito RC 12.3.2 Solução Forçada 9.1. em Paralelo.2 Solução Forçada Sinusoidal Sumário Exercícios de Aplicação Capítulo 11 11 Impedância Eléctrica 11.3 Condições Inicial e de Continuidade 9.2.3 Modelo Eléctrico Equivalente 13.3.2 Transformador Ideal 13.3.3 Exemplo de Aplicação-3 9.3 Transformadores de Medida Capítulo 14 14 Diportos Eléctricos 14.2.4.1. C e L 11.2 Associação de Bobinas Acopladas 13.1 Circuito Ressonante Série 12.5 Teorema de Miller 11.4.1.4.3 Notação de Laplace 12.2.1 Topologias Básicas 10.5.3.1 Coeficiente de Indução Mútua 13.2 Formulação das Equações 10.3 Tipos e Aplicações dos Transformadores 13.5.2 Filtros Passa-Alto 12.4 Exemplo de Aplicação-4 Sumário Exercícios de Aplicação 10 Análise de Circuitos RC.2 Soluções Natural e Forçada 9.5.1.3 Solução Criticamente Amortecida 10.3 Solução Natural 10.4 Filtros Eléctricos 12.5 Solução Oscilatória 10.2.1.4.5.2.3 Diportos Amplificadores 14.5 Energia Armazenada e Dissipada 9.1 Auto-Transformador 13.1 Potência nos Elementos R.2 Associação de Diportos 14.4.1 Circuitos RC e RL 9.1 Transformador Ideal em Vazio 13.2 Ganhos de Tensão e de Corrente 14.Índice 9 Análise de Circuitos RC e RL de 1.1.3 Teorema da Sobreposição das Fontes 9.2.4 Solução Natural Comutada 9.4.4 Filtros Rejeita-Banda Sumário Exercícios de Aplicação Capítulo 13 13 Bobinas Acopladas e Transformadores 13.ª Ordem 9.4.2 Transformadores com Múltiplos Enrolamentos 13. em Cascata e em Modo Híbrido 14.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_00/indice.2.4.1.1 Filtros Passa-Baixo 12.4 Solução Forçada 10.1.2 Leis de Kirchhoff em Notação Fasorial 11.2.4 Teoremas Básicos em Notação Fasorial 11.2.1 Bobinas Acopladas 13.3.1.3 Potências Activa.1 Exemplo de Aplicação-1 9.2.1.1.4.2.3.3 Impedância Eléctrica 11.1 Números Complexos e Sinais Sinusoidais 11.3.2 Exemplo de Aplicação-2 9.1.1 Soluções Naturais Alternativas 10.3 Exemplos de Aplicação 14.ª Ordem 10.3.3.est.1.2 Circuito Ressonante Paralelo 12.1.2 Fasor 11.2 Diagramas de Bode Canónicos 12.3.htm (3 of 4)06-06-2005 12:35:22 .2 Método do Operador-s 10.4.5 Potência 11.1 Definições 14.4.4 Teorema da Máxima Transferência de Potência Sumário Exercícios de Aplicação Capítulo 12 12 Análise da Resposta em Frequência 12.3 Filtros Passa-Banda 12.1.4 Solução Sub-amortecida 10.1 Solução Natural 9.1 Impedâncias de Entrada e de Saída 14.1 Função de Transferência 12. Reactiva e Aparente 11.3 Teorema da Sobreposição das Fontes 11.

1 Transferidor Ideal 16.1 Ganho e Largura de Banda 15.3.6 Filtros Activos 16.4.5 Amplificador de Corrente 16.4.2.est.Índice 13.4 Amplificador da Diferença 15.4.6 Amplificador de Tensão 16.2.3.3 Amplificador Inversor 15.3.5 Tipos de Amplificadores Operacionais Sumário Exercícios de Aplicação Capítulo 16 16 Transferidor de Tensão e Corrente 16.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_00/indice.3.3.2.4.3 Circuitos com Transferidores 16.htm (4 of 4)06-06-2005 12:35:22 .2 Taxa de Inflexão 15.3.3.4.1 Seguidor de Tensão 15.3 Largura de Banda Sumário Exercícios de Aplicação APÊNDICE-A Código de Identificação de Resistências APÊNDICE-B Matrizes e Determinantes http://ltodi.3.1 Amplificador Diferencial 16.3.1 Erros de Transferência e Resistências de Entrada e de Saída 16.2 Montagem Não-Inversora 15.3.2.2 Montagens Básicas 16.5 Amplificador de Instrumentação 15.3.4.5 Tensões de Saturação 15.4 Parâmetros Reais dos Transferidores 16.3 Resistências de Entrada e de Saída 15.2 Montagens Básicas 15.7 Correntes de Polarização 15.2.2.4 Transformadores de Sinal 13.1 Montagem Inversora 15.3.1 Seguidor de Tensão 16.1 AmpOp Ideal 15.3 Conversor de Tensão em Corrente 16.4 Ganho de Modo Comum 15.4 Parâmetros Reais dos AmpOps 15.3.4.3 Integradores de Corrente e de Tensão 16.4 Sensores Relutivos e Electromagnéticos Sumário Exercícios de Aplicação Exercícios de Aplicação Capítulo 15 15 Amplificador Operacional 15.4 Conversor de Corrente em Tensão 16.6 Filtros Activos 15.6 Tensão de Desvio (offset) 15.2 Seguidor de Corrente 16.2.3.7 Conversores de Impedâncias e de Tensão-Corrente 15.2 Erros de Desvio e de Polarização 16.ips.4.4.4.3 Circuitos com AmpOps 15.5 Conversores de Impedâncias 16.2.2 Somador 16.2 Somador Inversor 15.5 Transformadores de Potência 13.4 Diferenciadores de Corrente e de Tensão 16.3.

são representados em itálico. I. ε . a permitividade do vazio. outros símbolos utilizados são: o espaço ou a sua ausência para o produto escalar. o módulo e a fase das grandezas complexas.htm06-06-2005 12:35:23 . a resistência eléctrica. v(t). parâmetros.est. Q. constantes. coeficientes e unidades eléctricas e magnéticas rege-se pelas seguintes convenções: q caracteres maiúsculos em itálico para grandezas escalares constantes no tempo. de acordo com as convenções internacionais. No entanto. como por exemplo da impedância e da resposta em frequência. parâmetros e coeficientes são representados com caracteres gregos ou latinos. a função resposta em frequência e a função de transferência. Por exemplo. . também se representam em estilo romano (Z.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_00/convenco. V. as constantes. a capacidade eléctrica. No entanto. i (t). minúsculos ou maiúsculos em itálico. caracteres maiúsculos em estilo romano para grandezas vectoriais. 0 q q http://ltodi. I …). m q q caracteres minúsculos em itálico para valores instantâneos das grandezas escalares. etc. por vezes representa-se apenas i e v em vez de i(t) e v(t). como por exemplo o vector campo eléctrico o vector força eléctrica. C. a mobilidade dos electrões. etc. R. como a impedância. I sin(ωt).Convenções A utilização de caracteres na representação de grandezas. os fasores da tensão e da corrente. Por exemplo. As grandezas e as funções complexas. e com o intuito de simplificar a representação das equações. os símbolos • e × para os produtos interno e externo vectorial. Por exemplo. mas também para o valor médio ou a amplitude das grandezas variáveis no tempo. o / para o cociente. o // para o paralelo de elementos eléctricos.ips. µ.

materiais. à electrónica de aquisição e processamento de sinais. Os tópicos tratados nesta disciplina impregnam de forma sub-reptícia as disciplinas subsequentes. O texto tem por base um manuscrito que serviu de sebenta durante os anos lectivos de 1995/96 e 1996/97. caso seja necessário. cada um dos quais apoiado por uma colectânea final de enunciados de problemas. e de distribuir. à tecnologia electrónica. visa-se. São os seguintes os tópicos e os comentários de âmbito geral ao conteúdo da sebenta. mas de inexorável menor alcance temporal. Grandezas Eléctricas. o manual de utilização do simulador eléctrico SPICE. No Capítulo 1. electrónica. sistemas. isto é.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_00/apresent. mas dispõem já de uma sólida formação em Análise Matemática. podendo os licenciados pelo ramo de aviónica desempenhar funções de Engenheiro Electrotécnico. e absorve variados comentários e anotações produzidos durante as próprias aulas. as funções de Engenheiro Electrotécnico. A estruturação da disciplina em aulas teóricas. teórico-práticas e práticas de laboratório conduziu à opção de organizar a sebenta em 16 capítulos. etc. introduzem-se as variáveis da Ciência Eléctrica. O autor tentou nunca perder de vista o seu público: os alunos do 3º ano da Licenciatura em Engenharia Aeroespacial. Ramo de Aviónica. o modo e a intensidade com que os diversos tópicos são tratados aderem na íntegra ao objectivo de formar Engenheiros Aeroespaciais que poderão desempenhar. uma razão pela qual apresentar as matérias de forma tão atraente e justificada quanto possível é uma obrigação do docente que se propõe contribuir para a eficácia da licenciatura. ao longo do semestre. à electrónica digital e de computadores. optou-se por uma exposição que desse especial relevo aos conceitos básicos e teóricos da Ciência Eléctrica. presumivelmente válidos durante a quase totalidade da vida activa dos futuros Engenheiros. De acordo com este objectivo. cobrir todos os tópicos tratados nas aulas teóricas.mecânica de voo. aerodinâmica. é objectivo fundamental a formação de engenheiros com capacidade de integrar as várias tecnologias sectoriais . Desta forma. designadamente a http://ltodi. a futura maior ou menor simpatia dos alunos pela electrónica. Braga Costa Campos. que devem rápida e necessariamente tornar-se lugarescomuns nas mentes dos alunos. Parafraseando o Prof. sucessivamente. mas também aos aspectos tecnológicos de maior utilidade prática. em anexo. actuadores. servir de base às aulas teóricopráticas assistidas e apoiar a realização dos trabalhos práticos pelos alunos. à electrónica de rádio-frequência.htm (1 of 3)06-06-2005 12:35:24 .ips.Apresentação Este texto constitui o manual de apoio à disciplina de Circuitos e Sistemas Electrónicos da Licenciatura em Engenharia Aeroespacial do Instituto Superior Técnico. os quais têm. nomeadamente pelos tópicos relativos aos dispositivos electrónicos. estruturas. à electrónica dos circuitos integrados. Esteve também presente no espírito do autor o facto de esta ser uma disciplina determinante para a eficácia do ramo da licenciatura de que é parte.est. Álgebra e Física. autor do Plano de Estudos da Licenciatura. telecomunicações e computadores …. através desta disciplina o seu primeiro contacto com a teoria dos circuitos e a electrónica. A sequência.

a energia. nos seus regimes natural e forçado. Condensador e Capacidade Eléctrica e Bobina e Indutância Electromagnética. estuda-se em detalhe a resposta em frequência dos circuitos. Leis de Kirchhoff. e seguidamente os circuitos com dois elementos reactivos irredutíveis entre si. discute-se a propriedade da resistência eléctrica e apresenta-se alguma informação de carácter tecnológico relativa aos tipos e principais aplicações das resistências. os métodos de análise sistemática de circuitos e os teoremas básicos. Nos Capítulos 2 a 6 apresentam-se os elementos. sistematizam-se os nove elementos básicos dos circuitos eléctricos. finalmente. abrindo campo e prognosticando a análise no domínio da frequência. finalmente. RL e RLC de 2ª Ordem. Na segunda parte do capítulo introduz-se a noção de sinal eléctrico. os Capítulos 7 a 10 encerram o tópico da análise dos circuitos do domínio do tempo. neste último caso abrindo as portas para as aulas práticas de laboratório a realizar na disciplina subsequente. introduz-se a noção de função de transferência e apresenta-se a entidade filtro eléctrico. Ambos os capítulos contêm um conjunto vasto de informação tecnológica relativa aos tipos e principais aplicações destes dois elementos nos sistemas electrónicos. É importante que no fim do semestre os alunos manejem com destreza o significado e as relações entre estas grandezas. Consideram-se primeiramente os circuitos RC e RL de primeira ordem. em 4. as principais formas de onda e os respectivos instrumentos de medida. estudam-se as bobinas acopladas magneticamente http://ltodi. Impedância Eléctrica. em 6. a força. Teoremas Básicos dos Circuitos. No Capítulo 12. apresentam-se os diagramas de Bode exactos e assintóticos respectivos e estuda-se a ressonância nos circuitos eléctricos. o tópico da análise dos circuitos eléctricos resistivo-reactivos. designadamente o condensador e a bobina. apresentam-se os dois elementos reactivos dos circuitos eléctricos. genericamente intitulada Análise de Circuitos Eléctricos Resistivos. introduzem-se as Leis de Ohm e de Joule. Considera-se ainda a representação das impedâncias na notação de Laplace. generalizam-se as Leis de Kirchhoff das correntes e das tensões. Bobinas Acopladas e Transformadores. e no Capítulo 10. neste caso em conjunto com a análise de alguns circuitos e associações elementares de resistências. Análise de Circuitos RC. Nos Capítulos 7 e 8. apresentam-se os métodos de análise sistemática de circuitos. a bobina e as fontes independentes e dependentes. No Capítulo 13.ips. Análise da Resposta em Frequência. o campo. a tensão. através do estudo do regime forçado sinusoidal. em 5. as leis. Nos Capítulos 7 a 10 introduzem-se os elementos condensador e bobina e. Componentes Fundamentais dos Circuitos Eléctricos. Resistência Eléctrica. Globalmente considerados. as metodologias de análise e os teoremas básicos dos circuitos eléctricos resistivos. Seguidamente. nomeadamente os métodos das malhas e dos nós. condensador e bobina.est. como o teorema da sobreposição das fontes. ambos consequência do regime forçado sinusoidal. Definem-se as funções amplitude e fase da resposta em frequência. apesar de nesta disciplina se lidar essencialmente com as variáveis corrente e tensão eléctrica. consideram-se as Leis de Kirchhoff das correntes e das tensões. o teorema da máxima transferência de potência e os teoremas de Millman e de Miller. a corrente e a potência eléctrica. Em 11. em sequência. em 3. Mais detalhadamente: em 2. Métodos de Análise Sistemática de Circuitos. e. e. Análise de Circuitos RC e RL de 1ª Ordem. Nos Capítulos 11 e 12 considera-se a análise dos circuitos no domínio da frequência. estabelecem-se as relações fasoriais dos elementos resistência. introduzem-se os conceitos de fasor e de impedância eléctrica.Apresentação carga. Nestes dois capítulos dá-se especial atenção à compreensão do significado prático das propriedades da capacidade eléctrica e da indutância electromagnética.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_00/apresent. designadamente a resistência.htm (2 of 3)06-06-2005 12:35:24 . No Capítulo 9. O Capítulo 6 encerra a primeira parte da sebenta. introduz-se a análise dos circuitos resistivo-reactivos. consideram-se alguns dos principais teoremas dos circuitos. o condensador.

Apresentação

e o transformador ideal. Inicialmente introduz-se o conceito de indução mútua e as regras de associação de bobinas acopladas, seguindo-se depois o estudo do transformador ideal e a apresentação dos principais tipos e aplicações dos transformadores. No Capítulo 14, Diportos Eléctricos, inicia-se a apresentação do arsenal teórico de suporte ao estudo dos dispositivos electrónicos envolvidos nas subsequentes disciplinas de electrónica. Introduz-se o conceito de diporto eléctrico, apresentam-se os modelos eléctricos alternativos e estudam-se as diversas associações possíveis entre diportos. No fim do capítulo estudam-se ainda os diportos sem coeficiente de realimentação, que funcionam como elo de ligação ao estudo dos amplificadores operacionais. Nos capítulos terminais da sebenta, 15: Amplificador Operacional, e 16: Transferidor de Tensão-Corrente, introduzem-se os dois principais blocos operacionais da electrónica analógica: o AmpOp e o transferidor de tensão-corrente. Oeiras, 25 de Abril de 1996

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Agradecimentos

A realização deste manual contou com a colaboração, consciente ou inconsciente, de um conjunto amplo de familiares, colegas, alunos e instituições, aos quais agradeço sinceramente. À Antonietta e à Alexandra, pela compreensão, incentivo e amor que manifestaram ao longo destes 14 meses de escrita e edição. Aos meus pais e irmãos, pelo incentivo constante. Aos alunos da Licenciatura em Engenharia Aeroespacial, Ramo de Aviónica (1994/95 e 1995/96 e 1996/97) e da Licenciatura em Engenharia Electrotécnica e de Computadores, Ramo de Telecomunicações e Electrónica (1993/94), por terem colaborado na correcção do texto. Ao Engº Pedro Alves e aos alunos finalistas (1996/97) Rita Carreira e Pedro Fonseca, pela admirável Sebenta Multimédia que elaboraram a partir deste texto. Aos meus colaboradores Engºs Carlos Fachada, Jorge Martins, José Rocha, Pedro Paiva, Ricardo Jesus e José Caetano, pelo excelente ambiente de trabalho que me proporcionaram e pelo tempo que roubei às tarefas de orientação dos trabalhos respectivos. Ao Vasco Rosa, pelas vírgulas e acentos que colocou no texto, e ao Prof. Medeiros Silva pelos comentários de âmbito geral que efectuou. Ao Núcleo de Arte Fotográfica do IST, e em particular ao Miguel Serrão e ao Francisco Silva. Ao INESC. À minha Rotring e ao meu portátil, por razões óbvias. Oeiras, 25 de Abril de 1996

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Citação

<< As diversas fases do tratamento de uma ideia ... são para o Leonardo escritor a prova das forças que investia na escrita como instrumento cognoscitivo ... >> Italo Calvino, Seis Propostas para o Próximo Milénio; tradução livre

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Index

A
a.c., alternate-current, 1.4 adaptação de impedâncias, 11.5.3 admitância eléctrica, 11.1.3 alternador, 1.5 ampere, 1.3.1 ampére por metro, 8.1.1 amperímetro, 1.6.2 amplificador, diferença, 15.3.4 diferencial, 16.3.1 instrumentação, 15.3.5, 15.5 inversor, 15.3.3 operacional, 15 tensão, 16.2.6 ampop, 15 análise de sinais fracos, 2.2.1 ânodo, 1.2.1 aproximação de sinais fracos, 2.2.1 associação de fontes, de corrente, 4.6.2 de tensão, 4.6.1 associação de diportos, cascata, 14.2.1 paralelo, 14.2.1 série, 14.2.1 associação de resistências, paralelo, 4.2.2 série, 4.2.1 série-paralelo, 4.2.3 associação de amplificadores em cascata, 14.3.3 auto-transformador, 13.3.1

B
bateria eléctrica, 1.2.1, 1.5 biquadrática de Sallen-Key, 15.3.6 bobina, 2.1.1 , 8.1.1 acoplada, 13.1 associação, 13.1.2 modelo eléctrico equivalente, 13.1.3 associação, série, 8.3.1 paralelo, 8.3.2 característica tensão-corrente, 8.2 condição de continuidade, 8.2.2 energia magnética armazenada, 8.2.2 núcleo, ar, 8.5 ferrite, 8.5 ferro, 8.5 pó de metal, 8.5 buffer, 15.3.1, 15.5

C

D

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Index

cabo coaxial, 7.1 , 8.1.4 caminho fechado, 4.1.1 campo, eléctrico, 1.1.3 eléctrico de oposição, 7.1 magnético, 8.1.1 capacidade eléctrica, 7.1 carga eléctrica, 1.1.1 electrão, 1.1.1 protão, 1.1.1 cátodo, 1.2.1 ciência eléctrica, 1 circuito, aberto, 4.3.3 eléctrico, 2.1.1 electrónico, 2.1.1 linear, 2.2.1 não-planar, 5 planar, 5 ressonante, paralelo ideal, 12.2.2 paralelo real, 12.2.2 série, 12.2.1 CMRR, 15.4.4 código de cores, 7.5.8, A cofactor, B coeficiente, acoplamento magnético, 13.1.1 amortecimento da solução natural, 10.2 auto-indução, 8.1.6 indução mútua 8.1.6 temperatura, 3.5 condensador, 2.1.1 ajustável, 7.5, 7.5.6 associação, paralelo, 7.3.1 série, 7.3.2 característica tensão-corrente, 7.2 cerâmico, 7.5.3 condição de continuidade, 7.2.2, 9.1.3 discreto, 7.5 electrolítico, alumínio, 7.5.4 tântalo, 7.5.4 energia eléctrica armazenada, 7.2.2 fixo, 7.5 híbrido, 7.5, 7.5.5 integrado, 7.5

dB, decibell, 12.1.2 d.c, direct-current, 1.4 densidade, electrões livres, 3.1 fluxo, eléctrico, 7.1 magnético, 8.1.2 determinante, B diagrama de Bode, 12.1.2, 12.3.2 dieléctrico, constante, 7.1 material, 7.1 diferenciador, 15.3.6, 16.3.4 dínamo, 1.5 dipólo eléctrico, 7.1 diporto, amplificador, 14.3 eléctrico, 14 dispositivo, activo, 2.1.1 passivo, 2.1.1 distorção harmónica, 2.2.2 divisor, resistivo, corrente, 4.3.2 tensão, 4.3.1 capacitivo, corrente, 7.4 tensão, 7.4 indutivo, corrente, 8.4 tensão, 8.4

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Index

mica, 7.5.1 papel, 7.5.2 policarbonato, 7.5.2 poliester, 7.5.2 poliphenilenesulfito, 7.5.2 polipropileno, 7.5.2 polistireno, 7.5.2 película ou folha, 7.5.2 SMD, 7.5.2 variável, 7.5, 7.5.6 condução eléctrica, 3.1 condutância eléctrica, 3.1 condutividade eléctrica, 3.1 condutores paralelos, 7.1 constante, dieléctrica, 7.1 tempo, 9.1.2 conversor, corrente-tensão, 16.2.4 digital-analógico, 15.3.2 impedâncias, 15.3.7, 16.3.5 tensão-corrente, 15.3.7, 16.2.3 correntes de polarização, 15.4.7 corrente, desvio, 15.4.7 eléctrica, 1.3.1, fugas, 7.5.7 magnetização, 13.2.1 coulomb, 1.1.1 coulomb por metro quadrado, 7.1 Cramer, B curto-circuito, 4.3.3 virtual, 15.1

E
efeito de joule, 3.2 electrólito, 7.5.4 energia, eléctrica, 1.2.1 dissipada na resistência, 3.2 acumulada no condensador, 7.2.2 magnética acumulada na bobina, 8.2.2 erro, desvio, 16.4.2 polarização, 16.4.2 transferência, 16.4.1 escalão, 1.4 espira, 8.1.1
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F
factor, potência, 11.5.2 qualidade, 10.3.1, 12.2.1, 12.2.2 fasor, 11.1.2 filtro, activo, ampop, 15.3.6 TTC, 16.3.6 eléctrico, passa-alto, 12.4.2 passa-baixo, 12.1.1, 12.4.1 passa-banda, 12.4.3 rejeita-banda, 12.4.4

Index

exponencial complexa, 11.1.1

fluxo, eléctrico, 7.1 linhas, 7.1 magnético, 8.1.2 fonte, alimentação, 1.5 corrente, 2.1.2 corrente controlada por corrente, 2.1.2 corrente controlada por tensão, 2.1.2 sinal, 1.5 tensão, 2.1.2 tensão controlada por corrente, 2.1.2 tensão controlada por tensão, 2.1.2 força, eléctrica, 1.1.2 electro-motriz induzida, 13.1.1 magnética, 8.1.1 foto-resistência, 3.6.2 frequência, angular de oscilação, 10.2 corte, 12.2.1, 12.2.2 ressonância, 12.2.1 transição, 15.4.1 função de transferência, 12.3.1 fusível, 3.2

G
gama de modo comum, 15.4.4 ganho, ampop, 15.4 corrente, 14.3.2 modo comum, 15.4.4 tensão, 14.3.2

H
henry, 8.1.4 higro-resistência, 3.6.3 homogeneidade, 2.2.1

I
ião, 1.1.1 impedância, eléctrica, 11.1.3 acoplada, 13.1.3 indução electromagnética, 8.1.5 indução mútua, 13.1.1 indutância, 8.1.4 integrador, 15.3.6, 16.3.3 isolador, 3.1 isolamento galvânico, 13.2.3

J
joule, 1.2.1, 3.2

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Index

K
Kirchhoff, 4.1

L
largura de banda, 12.2.1, 12.2.2, 15.4, 16.4.3 Lei, Biot-Savart, 8.1.1 Coulomb, 1.1.2 Faraday, 13.1.1, 13.2 Joule, 3.2 Kirchhoff, correntes, 4.1.2 notação fasorial, 11.2 tensões, 4.1.1 Lenz, 13.2 Ohm, 3.1 Saca-Rolhas, 8.1.1 linear por troços, 2.2.1 linearidade, 2.2.1 LVDT, 13.4

M
magneto-resistência, 3.6.3 malha, 5.3 massa, electrão, protão, neutrão, 1.1.1 virtual, 15.1 materiais magnéticos, 8.1.3 matriz, admitâncias, 14.1.2 condutâncias, 5.1.1 impedâncias, 14.1.2 híbridas, 14.1.2 quadrada, B resistências, 5.3.1 simétrica, B transmissão, 14.1.2 máxima transferência de potência, 6.4, 11.5.4 medidor LCR, 7.7 menor, B Miller, efeito, 6.6, 11.4.5 teorema, 6.6, 11.4.5 Millman, 4.6.1, 6.5, 11.4.4 métodos, de análise de circuitos, malhas, 5.3 nós, 5.1 notação fasorial, 11.3 sobreposição das fontes, 6.1

N
não-linear, 2.2.1 newton, 1.1.2, 8.1.1 nó, 4.1.2 Norton, 6.3, 11.4.2 notação, fasorial, 11.1.3 Laplace, 12.3 NTC, 3.6.1 número complexo, 11.1.1

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Index

de formulação de equações diferenciais, substituição, 10.2.1 operador-s, 10.2.2 variáveis de estado, 10.2.3 mobilidade das cargas eléctricas, 3.1 modelo sinais fracos, 2.2.1 montagens básicas, ampop, inversora, 15.2.1, 15.3.6 não-inversora, 15.2.2 TTC, 16.2 multímetro, 1.6.4

O
offset, 15.4.6 ohm, 3.1 ohmímetro, 3.7 ohm-metro, 3.1 osciloscópio, 1.6.5

P
permeabilidade magnética, relativa, 8.1.2 vazio, 8.1.1 permitividade eléctrica, relativa, 7.1 vazio, 1.1.2, 7.1 PFR, ponto de funcionamento em repouso, 2.2.3 piezo-resistência, 3.6.3 pinça amperimétrica, 13.3.3 plano complexo, 12.3.1 polarização, corrente, 2.2.3 dieléctrico, 7.1 tensão, 2.2.3 polinómio característico, 10.3.1 pólo, 12.3.1 porto, 14 primário, 13.2 PTC, 3.6.1 potência eléctrica, 1.3.2 aparente, 11.5.3 bobina, 11.5.1 condensador, 11.5.1 instantânea, 1.3.2, 11.5.1 média, 1.3.2, 11.5.1 reactiva, 11.5.3 real, 11.5.3 resistência, 3.2, 11.5.1

Q

R

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Index

químio-resistência, 3.6.3

rácio de rejeição de modo comum, 15.4.4 raio, electrão, protão, neutrão, 1.1.1 raízes do polinómio característico, 10.3.1 reactância, 11.1.3 recta de carga da fonte, 4.4.1 relação de transformação,13.2.1 resistência, ajustável, 3.3, 3.3.5 bobinada, 3.3.3 carvão, 3.3.1 componente, 2.1.2 discreta, 3.3 eléctrica, 3.1 entrada, ampop, 15.4.3 TTC, 16.4.1 fixa, 3.3 híbrida, 3.3 integrada, 3.3 interna da fonte, 4.4 isolamento, 7.5.7 negativa, 16.3.5 normal, A película ou camada fina, 3.3.2 precisão, A saída, ampop, 15.4.3 TTC, 16.4.1 variável, 3.3, 3.3.5 resistividade eléctrica, 3.1 resposta, frequência, 12.1 natural, 9.1 r.m.s, root mean-square, 11.5.1

S
sinal, eléctrico, 1.4 fraco, 2.2.3 sinusoidal, 11.1.1 secundário, 13.2 seguidor, corrente, 16.2.2 tensão, 15.3.1, 16.2.1 segunda harmónica, 2.2.2 semicondutor, 3.1 sensor, capacitivo, 7.6
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T
taxa de inflexão, 15.4.2 técnica RC-activa, 15.3.6 tensão, desvio, 15.4.6 eléctrica, 1.2.2 tensões de saturação, 15.4.5 teorema, máxima transferência de potência, 6.4, 11.5.4 Miller, 6.6, 11.4.5 Millman, 6.5, 11.4.4 Norton, 6.3, 11.4.2 sobreposição das fontes, 6.1, 11.4.3

Index

indutivo, 8.6 relutivo e electromagnético, 13.4 resistivo, 3.6.1 siemens, 3.1 siemens por metro, 3.1 silístor, 3.6.1 sobreposição, fontes, 6.1, 9.3, 11.4.3 propriedade, 2.2.1 solução, forçada, constante, 9.2.3, 10.4.1 sinusoidal, 9.2.4, 10.4.2 natural, 9.1, 9.1.4, 10.3 somador, 15.3.2, 16.3.2 spin, 8.1.2 super-malha, 5.3.2 super-nó, 5.1.2

Thévenin, 6.2, 11.4.2 Transformação de fonte, 4.5, 11.4.1 termístor, 3.6.1 termo-resistência, 3.6.1 tesla, 8.1.2 Thévenin, 6.2, 11.4.2 transformador, 13.2 auto-transformador, 13.3.1 carga, 13.2.2 ideal, 13.2 medida, 13.3.3 modelo eléctrico equivalente, 13.2.3 múltiplos enrolamentos, 13.3.2 ponto médio, 13.3.2 potência, 13.3.5 sinal, 13.3.4 transformação de fonte, 4.5, 11.4.1 trimmer, 3.3, 3.3.5, 7.5.6 transdutor, capacitivo, 7.6 indutivo, 8.6 relutivo e electromagnético, 13.4 resistivo, 3.6.1 TTC, transferidor de tensão e corrente, 16

V
valor eficaz, 11.5.1 variáveis de estado, 10.2.3 varístor, 3.4 vector coluna, B vector linha, B volt, 1.2.2 volt-ampere, 11.5.3 volt-ampere reactivo, 11.5.3 volt por metro, 1.1.3 voltímetro, 1.6.1

W
watt, 1.3.2, 3.2 wattímetro, 1.6.3 watt-hora (Wh), 3.2 weber, 8.1.2

Z
zero, 12.3.1, 12.3.2

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1.4 Sinais Eléctricos

1.4 Sinais Eléctricos

Na figura 1.6 apresentam-se alguns dos sinais eléctricos mais comuns na análise de circuitos. São eles, a saber: (i) constantes no tempo (Figura 1.6.a), designados pela sigla d.c. (direct-current); (ii) sinusoidais (Figura 1.6.b), designados por a.c.(alternate-current); (iii) rectangulares (Figura 1.6.c); (iv) exponenciais decrescentes ou crescentes (Figura 1.6.d); (v) escalões (Figura 1.6.e); (vi) triangulares (Figura 1.6.f).

http://ltodi.est.ips.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_01/sinaisel.htm (1 of 2)06-06-2005 12:35:28

4 Sinais Eléctricos Figura 1.ips.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_01/sinaisel.htm (2 of 2)06-06-2005 12:35:28 .1.6 Sinais eléctricos http://ltodi.est.

bem como das Leis de Kirchhoff e das metodologias de análise sistemática do conjunto de equações resultante. díodos. leis de circuito são as duas Leis de Kirchhoff. e as fontes independentes e dependentes de tensão e de corrente. Apesar de existir uma enorme variedade de componentes de circuito. As fontes e os obstáculos designam-se genericamente por componentes dos circuitos. que lhes impõem um limite máximo à velocidade. que as acumulam.est. as cargas podem ser levadas a superar diversos e variadíssimos obstáculos. condensadores. por outro.2 Componentes Fundamentais dos Circuitos Eléctricos Componentes Fundamentais dos Circuitos Eléctricos As fontes são componentes de circuito capazes de colocar em movimento cargas eléctricas. A análise de um circuito eléctrico comporta três tarefas essencialmente distintas: a imposição da característica tensão-corrente de cada elemento. das correntes e das tensões. Uma vez em movimento. condensador e bobina. a imposição de um conjunto de leis ao nível da rede de elementos (leis de circuito) e.htm06-06-2005 12:35:29 . Por outro lado. ou de rede eléctrica. ao conjunto dos componentes interligados com um fim determinado. e a relação i=Cdv/dt do condensador. que implementam válvulas unidireccionais. Exemplos de características tensão-corrente são a Lei de Ohm. por um lado. v=Ri. Estes elementos permitem por si só modelar o comportamento eléctrico dos dispositivos electrónicos. a resolução conjunta das equações. transístores. São eles. o presente e os capítulos seguintes serão dedicados à apresentação das características tensão-corrente das fontes e dos elementos resistência.ips. http://ltodi. atribuindo-se o nome de circuito eléctrico. finalmente. a saber: a resistência. o condensador e a bobina. etc. como por exemplo resistências. fecha ou modula um caminho ao fluxo de corrente.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_02/compfund. que implementam uma torneira que abre. Tendo em mente estes três passos. pode identificar-se um conjunto restrito de elementos cuja funcionalidade eléctrica é verdadeiramente fundamental.

ips.ª Ordem 10 Análise de Circuitos RC. pode identificarse um conjunto restrito de elementos cuja funcionalidade eléctrica é verdadeiramente fundamental. Por outro lado. leis de circuito são as duas Leis de Kirchhoff. o presente e os capítulos seguintes serão dedicados à apresentação das características tensão-corrente das fontes e dos elementos resistência.htm (1 of 2)06-06-2005 12:35:30 . Tendo em mente estes três passos. a resolução conjunta das equações. São eles.est. que implementam uma torneira que abre. ou de rede eléctrica. bem como das Leis de Kirchhoff e das metodologias de análise sistemática do conjunto de equações resultante. v=Ri. díodos. que lhes impõem um limite máximo à velocidade. etc. e a relação i=Cdv/dt do condensador. A análise de um circuito eléctrico comporta três tarefas essencialmente distintas: a imposição da característica tensão-corrente de cada elemento. http://ltodi. o condensador e a bobina. por um lado. Apesar de existir uma enorme variedade de componentes de circuito. atribuindo-se o nome de circuito eléctrico. finalmente.ª Ordem 11 Impedância Eléctrica 12 Análise da Resposta em Frequência 13 Bobinas Acopladas e Transformadores As fontes são componentes de circuito capazes de colocar em movimento cargas eléctricas. das correntes e das tensões.Sebenta Multimédia de Análise de Circuitos Eléctricos Componentes Fundamentais dos Circuitos Eléctricos Sebenta Multimédia 1 Grandezas Eléctricas 2 Componentes Fundamentais dos Circuitos Eléctricos 3 Resistência Eléctrica 4 Leis de Kirchhoff 5 Métodos de Análise Sistemática de Circuitos 6 Teoremas Básicos dos Circuitos Eléctricos 7 Condensador e Capacidade Eléctrica 8 Bobina e Indutância Electromagnética 9 Análise de Circuitos RC e RL de 1. Uma vez em movimento. as cargas podem ser levadas a superar diversos e variadíssimos obstáculos. ao conjunto dos componentes interligados com um fim determinado. Exemplos de características tensão-corrente são a Lei de Ohm. condensadores. a saber: a resistência. transístores. por outro. Estes elementos permitem por si só modelar o comportamento eléctrico dos dispositivos electrónicos. e as fontes independentes e dependentes de tensão e de corrente. que implementam válvulas unidireccionais. RL e RLC de 2. As fontes e os obstáculos designamse genericamente por componentes dos circuitos. como por exemplo resistências. fecha ou modula um caminho ao fluxo de corrente. condensador e bobina. a imposição de um conjunto de leis ao nível da rede de elementos (leis de circuito) e. que as acumulam.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_02/smace_02.

htm (2 of 2)06-06-2005 12:35:30 .ips.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_02/smace_02.est.Sebenta Multimédia de Análise de Circuitos Eléctricos 14 Diportos Eléctricos 15 Amplificador Operacional 16 Transferidor de Tensão e Corrente APÊNDICE-A APÊNDICE-B http://ltodi.

Tensão e energia eléctrica são. um sentido e uma intensidade.ips. As principais grandezas da ciência eléctrica são a carga. Esta lei estabelece que duas cargas eléctricas em presença uma da outra se atraem ou repelem mutuamente. ao contrário daquela manifestada pelas massas. a presença de cargas eléctricas imersas num campo atribui ao sistema uma capacidade de realizar trabalho. Com efeito. sentido e intensidade. O movimento de uma carga num campo eléctrico. a força. interagem entre si através de uma força. conduz à libertação ou exige o fornecimento de uma energia. positivos ou negativos. designadamente através de uma força. a potência e a corrente eléctrica. comparável ao armazenamento de energia eléctrica numa bateria. a força eléctrica possui. e a intensidade é uma função do módulo das cargas e da distância que as separa. duas medidas da mesma capacidade de realizar trabalho.est. Em geral. Tal como a força. A taxa de transformação de energia eléctrica na unidade de tempo é designada por potência eléctrica. como se sabe. Tal como a massa. Em particular. o campo. O fluxo de cargas eléctricas é designado por corrente eléctrica. portanto. A lei fundamental da Ciência Eléctrica é a Lei de Coulomb. Pelo contrário. Como grandeza de tipo vectorial. a energia. ou tensão eléctrica.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_01/grandeza. o sentido é uma função dos sinais respectivos. o movimento de cargas negativas no sentido de partículas carregadas positivamente corresponde à libertação de energia. capacidade que é designada por energia potencial eléctrica ou. isto é. em sentido contrário ou concordante com o da força eléctrica a que se encontra sujeita. a tensão. http://ltodi. é apenas de atracção. Um dos objectivos deste capítulo é explicar a relação existente entre estas grandezas eléctricas. que. a carga eléctrica apresenta a particularidade de se manifestar através de uma força que tanto pode ser de atracção como de repulsão. A direcção da força coincide com a da recta que une as duas cargas. a análise de circuitos visa essencialmente a determinação da relação corrente/tensão eléctrica em redes de componentes eléctricos e electrónicos. O acto de se isolarem fisicamente conjuntos de cargas positivas e negativas equivale a fornecer energia ao sistema. A interacção à distância entre cargas eléctricas conduz ao conceito de campo eléctrico. No entanto. o campo eléctrico é uma grandeza vectorial com direcção. define-se corrente eléctrica como a quantidade de carga que na unidade de tempo atravessa uma dada superfície. simplesmente. o qual nos permite encarar a força eléctrica como o resultado de uma acção exercida por uma carga ou conjunto de cargas vizinhas. A diferença de energia por unidade de carga é designada por diferença de potencial. energia eléctrica.1 Grandezas Eléctricas Grandezas Eléctricas A Ciência Eléctrica estuda o fenómeno da existência e interacção entre cargas eléctricas. a carga eléctrica é uma propriedade fundamental da matéria que se manifesta através de uma interacção.htm (1 of 2)06-06-2005 12:35:30 . Uma carga colocada em pontos distintos de um campo eléctrico atribui valores também distintos de energia ao sistema. por conseguinte. dando particular atenção às grandezas tensão e corrente eléctrica. uma direcção.

est.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_01/grandeza.htm (2 of 2)06-06-2005 12:35:30 . http://ltodi.ips.1 Grandezas Eléctricas Corrente e tensão eléctrica definem as duas variáveis operatórias dos circuitos eléctricos.

existem resistências sensíveis à temperatura. etc. etc. piezo-resistências. Existem resistências fixas. Os materiais são designados por condutores. cuja expressão da potência dissipada é p = Ri 2 (3.ips. químio-resistências.3 Resistência Eléctrica Resistência Eléctrica A resistência é uma medida da oposição que a matéria oferece à passagem de corrente eléctrica.2) A resistência é um dos elementos mais utilizados nos circuitos. http://ltodi. e ao contrário do vácuo. semicondutores ou isoladores conforme a oposição que oferecem seja reduzida. é expresso em ohm (note-se que na língua inglesa se distinguem parâmetro resistance do elemento resistor). como sejam as termo-resistências e os termístores. magneto-resistências. A resistência eléctrica dos materiais pode ser comparada ao atrito existente nos sistemas mecânicos.1) estabelece a relação existente entre a corrente e a tensão eléctrica aos terminais de uma resistência.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_03/resistel. resistências integradas e resistências discretas. média e elevada. Relativamente a estas últimas. A Lei de Ohm v=Ri (3. resistências cuja função é a conversão de grandezas não eléctricas em grandezas eléctricas. designado resistência eléctrica. O parâmetro R. resistências sensíveis ao fluxo luminoso. Esta conversão é designada por efeito de Joule. situação à qual corresponde uma troca de energia potencial eléctrica por calor. variáveis e ajustáveis.htm06-06-2005 12:35:31 .est. Por exemplo. designadas por foto-resistências. a aplicação de um campo eléctrico constante (força constante) sobre uma carga eléctrica conduz a uma velocidade constante nos materiais.

e ao contrário do vácuo. Os materiais são designados por condutores.ips.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_03/smace_03. a aplicação de um campo eléctrico constante (força constante) sobre uma carga eléctrica conduz a uma velocidade constante nos materiais. é expresso em ohm (note-se que na língua inglesa se distinguem parâmetro resistance do elemento resistor). situação à qual corresponde uma troca de energia potencial eléctrica por calor. média e elevada. O parâmetro R. etc. http://ltodi. resistências integradas e resistências discretas.est. magneto-resistências. químio-resistências. resistências sensíveis ao fluxo luminoso. como sejam as termo-resistências e os termístores.1) estabelece a relação existente entre a corrente e a tensão eléctrica aos terminais de uma resistência. Relativamente a estas últimas. Esta conversão é designada por efeito de Joule.ª Ordem 11 Impedância Eléctrica 12 Análise da Resposta em Frequência 13 Bobinas Acopladas e Transformadores A resistência é uma medida da oposição que a matéria oferece à passagem de corrente eléctrica.2) A resistência é um dos elementos mais utilizados nos circuitos. designado resistência eléctrica. piezoresistências. Existem resistências fixas. A Lei de Ohm v=Ri (3. designadas por foto-resistências.ª Ordem 10 Análise de Circuitos RC. RL e RLC de 2.Sebenta Multimédia de Análise de Circuitos Eléctricos Resistência Eléctrica Sebenta Multimédia 1 Grandezas Eléctricas 2 Componentes Fundamentais dos Circuitos Eléctricos 3 Resistência Eléctrica 4 Leis de Kirchhoff 5 Métodos de Análise Sistemática de Circuitos 6 Teoremas Básicos dos Circuitos Eléctricos 7 Condensador e Capacidade Eléctrica 8 Bobina e Indutância Electromagnética 9 Análise de Circuitos RC e RL de 1. etc.htm (1 of 2)06-06-2005 12:35:31 . variáveis e ajustáveis. cuja expressão da potência dissipada é p = Ri 2 (3. A resistência eléctrica dos materiais pode ser comparada ao atrito existente nos sistemas mecânicos. existem resistências sensíveis à temperatura. Por exemplo. resistências cuja função é a conversão de grandezas não eléctricas em grandezas eléctricas. semicondutores ou isoladores conforme a oposição que oferecem seja reduzida.

Sebenta Multimédia de Análise de Circuitos Eléctricos 14 Diportos Eléctricos 15 Amplificador Operacional 16 Transferidor de Tensão e Corrente APÊNDICE-A APÊNDICE-B http://ltodi.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_03/smace_03.htm (2 of 2)06-06-2005 12:35:31 .ips.est.

cujo âmbito é a resistência. Designadamente. Ao contrário da Lei de Ohm.ips. que no caso particular da resistência se designa por Lei de Ohm. Para além de permitir resolver os circuitos.htm06-06-2005 12:35:32 . as Leis de Kirchhoff das tensões e das correntes estabelecem as regras às quais devem respeitar as associações de componentes: a Lei de Kirchhoff das correntes afirma que são idênticos os somatórios das correntes incidentes e divergentes em qualquer nó de um circuito. as regras de transformação entre fontes de tensão e de corrente. as regras dos divisores de tensão e de corrente. A aplicação conjunta das Leis de Kirchhoff e de Ohm permite obter um conjunto de equações cuja resolução conduz aos valores das correntes e das tensões aos terminais dos componentes. http://ltodi.4 Leis de Kirchhoff Leis de Kirchhoff As Leis de Kirchhoff regem a associação de componentes num circuito.est.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_04/kirchhof. as três leis referidas possibilitam ainda a derivação de um conjunto de regras simplificativas da análise dos circuitos. as regras de associação de fontes de corrente e de tensão. ao passo que a Lei das tensões afirma que é nulo o somatório das tensões aos terminais dos componentes situados ao longo de um caminho fechado. Uma associação de componentes eléctricos constitui um circuito quando verifica simultaneamente as Leis de Kirchhoff e as características tensão-corrente dos componentes. etc. as regras de associação em série e em paralelo de resistências.

Uma associação de componentes eléctricos constitui um circuito quando verifica simultaneamente as Leis de Kirchhoff e as características tensão-corrente dos componentes.est.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_04/smace_04.ª Ordem 10 Análise de Circuitos RC. RL e RLC de 2. as três leis referidas possibilitam ainda a derivação de um conjunto de regras simplificativas da análise dos circuitos. Ao contrário da Lei de Ohm. que no caso particular da resistência se designa por Lei de Ohm. as regras dos divisores de tensão e de corrente. as regras de associação em série e em paralelo de resistências.ips. as regras de associação de fontes de corrente e de tensão. ao passo que a Lei das tensões afirma que é nulo o somatório das tensões aos terminais dos componentes situados ao longo de um caminho fechado. as regras de transformação entre fontes de tensão e de corrente. Designadamente. Para além de permitir resolver os circuitos. cujo âmbito é a resistência. http://ltodi.Sebenta Multimédia de Análise de Circuitos Eléctricos Leis de Kirchhoff Sebenta Multimédia 1 Grandezas Eléctricas 2 Componentes Fundamentais dos Circuitos Eléctricos 3 Resistência Eléctrica 4 Leis de Kirchhoff 5 Métodos de Análise Sistemática de Circuitos 6 Teoremas Básicos dos Circuitos Eléctricos 7 Condensador e Capacidade Eléctrica 8 Bobina e Indutância Electromagnética 9 Análise de Circuitos RC e RL de 1.htm (1 of 2)06-06-2005 12:35:33 . etc.ª Ordem 11 Impedância Eléctrica 12 Análise da Resposta em Frequência 13 Bobinas Acopladas e Transformadores As Leis de Kirchhoff regem a associação de componentes num circuito. A aplicação conjunta das Leis de Kirchhoff e de Ohm permite obter um conjunto de equações cuja resolução conduz aos valores das correntes e das tensões aos terminais dos componentes. as Leis de Kirchhoff das tensões e das correntes estabelecem as regras às quais devem respeitar as associações de componentes: a Lei de Kirchhoff das correntes afirma que são idênticos os somatórios das correntes incidentes e divergentes em qualquer nó de um circuito.

est.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_04/smace_04.htm (2 of 2)06-06-2005 12:35:33 .Sebenta Multimédia de Análise de Circuitos Eléctricos 14 Diportos Eléctricos 15 Amplificador Operacional 16 Transferidor de Tensão e Corrente APÊNDICE-A APÊNDICE-B http://ltodi.ips.

est.htm06-06-2005 12:35:34 . São bilaterais os circuitos cuja solução é independente do sentido positivo arbitrado para as correntes e para as tensões nos componentes. Outros métodos existem que não exigem o gozo das propriedades anteriormente enunciadas.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_05/metodos. Os métodos dos nós e das malhas aplicam-se exclusivamente a circuitos lineares e bilaterais. como sucede com as redes compostas por fontes. condensadores e bobinas. Figura 5. e obter um sistema de P-equações a P-incógnitas.5 Métodos de Análise Sistemática de Circuitos Métodos de Análise Sistemática de Circuitos Existem dois principais métodos de análise sistemática dos circuitos eléctricos: o método dos nós e o método das malhas. Em ambos. No método dos nós as incógnitas são as tensões em todos os nós do circuito.1 apenas o primeiro é planar. trata-se de aplicar de forma sistemática e agregada as Leis de Kirchhoff e as características tensão-corrente dos componentes. ao passo que no método das malhas são as correntes nas malhas constituintes do mesmo. As tensões nos nós.1 Circuito planar (a) e circuito não planar (b) http://ltodi. os quais serão introduzidos posteriormente no âmbito das disciplinas de Electrónica. ou as correntes nas malhas. Dos circuitos representados na Figura 5.ips. são suficientes para a posterior determinação das tensões e das correntes em todos os componentes do circuito. Designam-se por planares os circuitos cujo esquema eléctrico é passível de representação num plano. exigindo-se no segundo daqueles que as redes sejam também planares. no caso particular da resistência a Lei de Ohm. sem que os seus ramos se intersectem mutuamente. resistências.

htm (1 of 2)06-06-2005 12:35:35 . ao passo que no método das malhas são as correntes nas malhas constituintes do mesmo. são suficientes para a posterior determinação das tensões e das correntes em todos os componentes do circuito. Em ambos.est. Sebenta Multimédia 1 Grandezas Eléctricas 2 Componentes Fundamentais dos Circuitos Eléctricos 3 Resistência Eléctrica 4 Leis de Kirchhoff 5 Métodos de Análise Sistemática de Circuitos 6 Teoremas Básicos dos Circuitos Eléctricos 7 Condensador e Capacidade Eléctrica 8 Bobina e Indutância Electromagnética 9 Análise de Circuitos RC e RL de 1.ª Ordem 10 Análise de Circuitos RC. trata-se de aplicar de forma sistemática e agregada as Leis de Kirchhoff e as características tensão-corrente dos componentes. Outros métodos existem que não exigem o gozo das propriedades anteriormente enunciadas. resistências. Os métodos dos nós e das malhas aplicam-se exclusivamente a circuitos lineares e bilaterais.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_05/smace_05. As tensões nos nós. no caso particular da resistência a Lei de Ohm. e obter um sistema de P-equações a P-incógnitas. exigindo-se no segundo daqueles que as redes sejam também planares.1 apenas o primeiro é planar. São bilaterais os circuitos cuja solução é independente do sentido positivo arbitrado para as correntes e para as tensões nos componentes.Sebenta Multimédia de Análise de Circuitos Eléctricos Métodos de Análise Sistemática de Circuitos Existem dois principais métodos de análise sistemática dos circuitos eléctricos: o método dos nós e o método das malhas. os quais serão introduzidos posteriormente no âmbito das disciplinas de Electrónica. Dos circuitos representados na Figura 5. Designam-se por planares os circuitos cujo esquema eléctrico é passível de representação num plano.ips. RL e RLC de 2.ª Ordem 11 Impedância Eléctrica 12 Análise da Resposta em Frequência 13 Bobinas Acopladas e Transformadores 14 Diportos Eléctricos 15 Amplificador Figura 5. No método dos nós as incógnitas são as tensões em todos os nós do circuito. ou as correntes nas malhas.1 Circuito planar (a) e circuito não planar (b) http://ltodi. sem que os seus ramos se intersectem mutuamente. condensadores e bobinas. como sucede com as redes compostas por fontes.

htm (2 of 2)06-06-2005 12:35:35 .est.Sebenta Multimédia de Análise de Circuitos Eléctricos Operacional 16 Transferidor de Tensão e Corrente APÊNDICE-A APÊNDICE-B http://ltodi.ips.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_05/smace_05.

pois permite substituir por uma fonte de tensão ou corrente real um qualquer circuito do qual se pretende saber apenas o efeito causado em dois dos seus terminais de acesso. os teoremas de Millman e de Miller fixam um corpo de regras de manipulação e simplificação de circuitos. Para além destes. O teorema da sobreposição das fontes indica que a tensão ou a corrente num componente resulta da soma das contribuições parciais devidas a cada uma das fontes independentes presentes no circuito.htm06-06-2005 12:35:35 .ips.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_06/teoremas. regras e métodos de análise introduzidas ao longo dos capítulos anteriores. constituída por uma fonte de tensão e uma resistência em série. os teoremas de Thévenin e de Norton indicam que do ponto de vista de um par de nós um circuito pode ser condensado numa rede equivalente. parcelas que se calculam separadamente umas das outras.est. enquanto que o teorema da máxima transferência de potência estabelece as condições para uma máxima transferência de energia entre uma fonte e uma resistência. Por seu lado.6 Teoremas Básicos dos Circuitos Eléctricos Teoremas Básicos dos Circuitos Eléctricos Os teoremas complementam o arsenal de leis. Este teorema constitui um dos resultados mais interessantes da teoria dos circuitos. http://ltodi. ou então por uma fonte de corrente e uma resistência em paralelo.

regras e métodos de análise introduzidas ao longo dos capítulos anteriores. Este teorema constitui um dos resultados mais interessantes da teoria dos circuitos.ª Ordem 10 Análise de Circuitos RC.ª Ordem 11 Impedância Eléctrica 12 Análise da Resposta em Frequência 13 Bobinas Acopladas e Transformadores http://ltodi. pois permite substituir por uma fonte de tensão ou corrente real um qualquer circuito do qual se pretende saber apenas o efeito causado em dois dos seus terminais de acesso. os teoremas de Millman e de Miller fixam um corpo de regras de manipulação e simplificação de circuitos. constituída por uma fonte de tensão e uma resistência em série.htm (1 of 2)06-06-2005 12:35:36 . parcelas que se calculam separadamente umas das outras. ou então por uma fonte de corrente e uma resistência em paralelo. Para além destes. Sebenta Multimédia 1 Grandezas Eléctricas 2 Componentes Fundamentais dos Circuitos Eléctricos 3 Resistência Eléctrica 4 Leis de Kirchhoff 5 Métodos de Análise Sistemática de Circuitos 6 Teoremas Básicos dos Circuitos Eléctricos 7 Condensador e Capacidade Eléctrica 8 Bobina e Indutância Electromagnética 9 Análise de Circuitos RC e RL de 1.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_06/smace_06.Sebenta Multimédia de Análise de Circuitos Eléctricos Teoremas Básicos dos Circuitos Eléctricos Os teoremas complementam o arsenal de leis. enquanto que o teorema da máxima transferência de potência estabelece as condições para uma máxima transferência de energia entre uma fonte e uma resistência. O teorema da sobreposição das fontes indica que a tensão ou a corrente num componente resulta da soma das contribuições parciais devidas a cada uma das fontes independentes presentes no circuito. Por seu lado.ips. RL e RLC de 2. os teoremas de Thévenin e de Norton indicam que do ponto de vista de um par de nós um circuito pode ser condensado numa rede equivalente.est.

pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_06/smace_06.Sebenta Multimédia de Análise de Circuitos Eléctricos 14 Diportos Eléctricos 15 Amplificador Operacional 16 Transferidor de Tensão e Corrente APÊNDICE-A APÊNDICE-B http://ltodi.ips.est.htm (2 of 2)06-06-2005 12:35:36 .

A expressão (7.. http://ltodi.2) define a característica tensão-corrente do elemento condensador. Hoje existem diversos tipos de condensadores discretos.htm06-06-2005 12:35:37 .est. mica. impondo em simultâneo a necessidade de estudar as condições iniciais e as restrições de continuidade da energia acumulada como base para a resolução das mesmas. cerâmica. farad (7. condensadores que implementam sensores de temperatura. etc. de humidade. papel. ambos no âmbito da análise do regime forçado sinusoidal.ips. portanto. Este facto introduz a dimensão temporal na análise de circuitos. electrólitos. a qual se encontra. condensadores fixos ou variáveis.7 Condensador e Capacidade Eléctrica Condensador e Capacidade Eléctrica O condensador é um componente de circuito que armazena cargas eléctricas. da área e da separação entre os eléctrodos.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_07/condensa. ao nível da Lei de Ohm. plástico.1) o qual é uma função das propriedades do dieléctrico. e vice-versa. A análise de um circuito com condensadores exige a resolução de uma equação diferencial. sendo esta última a base para o posterior estudo dos conceitos de fasor e de impedância eléctrica. de pressão. A natureza diferencial das equações do circuito conduz à distinção entre soluções natural (regime transitório ou natural) e forçada no tempo. De acordo com a relação (7. etc. a adição ou remoção de cargas eléctricas às placas de um condensador equivale a variar a tensão eléctrica aplicada entre as mesmas. híbridos e integrados: condensadores de ar. condensadores de diversas dimensões e para variadas aplicações.1). O parâmetro capacidade eléctrica (C) relaciona a tensão aos terminais com a respectiva carga armazenada q(t) = Cv(t) F.

De acordo com a relação (7.ª Ordem 10 Análise de Circuitos RC. RL e RLC de 2. http://ltodi. cerâmica. portanto. farad (7. O parâmetro capacidade eléctrica (C) relaciona a tensão aos terminais com a respectiva carga armazenada q(t) = Cv(t) F.htm (1 of 2)06-06-2005 12:35:38 . mica. híbridos e integrados: condensadores de ar. de pressão. condensadores de diversas dimensões e para variadas aplicações. etc. A natureza diferencial das equações do circuito conduz à distinção entre soluções natural (regime transitório ou natural) e forçada no tempo.Sebenta Multimédia de Análise de Circuitos Eléctricos Condensador e Capacidade Eléctrica O condensador é um componente de circuito que armazena cargas eléctricas. A análise de um circuito com condensadores exige a resolução de uma equação diferencial. a adição ou remoção de cargas eléctricas às placas de um condensador equivale a variar a tensão eléctrica aplicada entre as mesmas. sendo esta última a base para o posterior estudo dos conceitos de fasor e de impedância eléctrica.. e vice-versa. plástico. condensadores que implementam sensores de temperatura. electrólitos. ambos no âmbito da análise do regime forçado sinusoidal. Este facto introduz a dimensão temporal na análise de circuitos. papel. etc. de humidade.1) Sebenta Multimédia 1 Grandezas Eléctricas 2 Componentes Fundamentais dos Circuitos Eléctricos 3 Resistência Eléctrica 4 Leis de Kirchhoff 5 Métodos de Análise Sistemática de Circuitos 6 Teoremas Básicos dos Circuitos Eléctricos 7 Condensador e Capacidade Eléctrica 8 Bobina e Indutância Electromagnética 9 Análise de Circuitos RC e RL de 1.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_07/smace_07.est. da área e da separação entre os eléctrodos.ª Ordem 11 Impedância Eléctrica 12 Análise da Resposta em Frequência 13 Bobinas Acopladas e Transformadores o qual é uma função das propriedades do dieléctrico.2) define a característica tensão-corrente do elemento condensador. Hoje existem diversos tipos de condensadores discretos. ao nível da Lei de Ohm. a qual se encontra. impondo em simultâneo a necessidade de estudar as condições iniciais e as restrições de continuidade da energia acumulada como base para a resolução das mesmas.1).ips. condensadores fixos ou variáveis. A expressão (7.

htm (2 of 2)06-06-2005 12:35:38 .pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_07/smace_07.Sebenta Multimédia de Análise de Circuitos Eléctricos 14 Diportos Eléctricos 15 Amplificador Operacional 16 Transferidor de Tensão e Corrente APÊNDICE-A APÊNDICE-B http://ltodi.ips.est.

do fluxo magnético e da energia armazenada. weber (8.est. À parte a diferença relativa aos fenómenos subjacentes ao seu funcionamento. e em particular a corrente eléctrica.8 Bobina e Indutância Electromagnética Bobina e Indutância Electromagnética O movimento das cargas eléctricas. constituem a informação necessária para determinar os valores das constantes da solução da equação diferencial. é responsável por um fenómeno de atracção ou repulsão designado por força magnética. http://ltodi. em particular no que respeita ao estudo das associações em série e em paralelo de bobinas. Assim. e repelem-se no caso contrário. A bobina é um componente que armazena energia sob a forma de um campo magnético. da energia armazenada e dos divisores de tensão e de corrente. a força electro-motriz induzida aos terminais de uma bobina é proporcional às variações na corrente respectiva (8. a permeabilidade magnética. A análise de um circuito com bobinas exige a obtenção e a resolução de uma ou várias equações diferenciais. mas também do material do núcleo.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_08/bobina. A indutância é o parâmetro que relaciona a corrente eléctrica com o fluxo magnético Φ = Li Wb. portanto sob a forma de cargas eléctricas em movimento.2) fenómeno que se designa por indução electromagnética (daí o nome alternativo de coeficiente de autoindução dado à indutância). À força magnética encontram-se associados o campo magnético. a forma dual das características tensão-corrente do condensador e da bobina indica que os tópicos a tratar neste capítulo devam ser semelhantes àqueles abordados anteriormente. em conjunto com a imposição da sua continuidade. Dois condutores percorridos por uma corrente eléctrica atraem-se um ao outro se os sentidos dos respectivos fluxos forem concordantes. o fluxo e a densidade de fluxo magnético. A relação (8.ips. As condições iniciais da corrente. a indutância ou coeficiente de auto-indução. e o coeficiente de indução mútua. A unidade de indutância é o henry (H).1) e é uma função das dimensões físicas e do número de espiras da bobina.1) indica que as variações no fluxo magnético são proporcionais às variações na corrente eléctrica.htm06-06-2005 12:35:39 . e de acordo com a Lei de Faraday.

RL e RLC de 2. As condições iniciais da corrente. Assim. A relação (8. e em particular a corrente eléctrica. e de acordo com a Lei de Faraday.1) Sebenta Multimédia 1 Grandezas Eléctricas 2 Componentes Fundamentais dos Circuitos Eléctricos 3 Resistência Eléctrica 4 Leis de Kirchhoff 5 Métodos de Análise Sistemática de Circuitos 6 Teoremas Básicos dos Circuitos Eléctricos 7 Condensador e Capacidade Eléctrica 8 Bobina e Indutância Electromagnética 9 Análise de Circuitos RC e RL de 1.htm (1 of 2)06-06-2005 12:35:40 . a força electro-motriz induzida aos terminais de uma bobina é proporcional às variações na corrente respectiva (8. A análise de um circuito com bobinas exige a obtenção e a resolução de uma ou várias equações diferenciais. em conjunto com a imposição da sua continuidade. constituem a informação necessária para determinar os valores das constantes da solução da equação diferencial. a indutância ou coeficiente de autoindução.ª Ordem 11 Impedância Eléctrica 12 Análise da Resposta em Frequência 13 Bobinas Acopladas e Transformadores e é uma função das dimensões físicas e do número de espiras da bobina. Dois condutores percorridos por uma corrente eléctrica atraem-se um ao outro se os sentidos dos respectivos fluxos forem concordantes.est. do fluxo magnético e da energia armazenada. da energia armazenada e dos divisores de tensão e de corrente. portanto sob a forma de cargas eléctricas em movimento. À força magnética encontram-se associados o campo magnético.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_08/smace_08. e o coeficiente de indução mútua. http://ltodi.1) indica que as variações no fluxo magnético são proporcionais às variações na corrente eléctrica. é responsável por um fenómeno de atracção ou repulsão designado por força magnética.Sebenta Multimédia de Análise de Circuitos Eléctricos Bobina e Indutância Electromagnética O movimento das cargas eléctricas. o fluxo e a densidade de fluxo magnético.2) fenómeno que se designa por indução electromagnética (daí o nome alternativo de coeficiente de auto-indução dado à indutância). em particular no que respeita ao estudo das associações em série e em paralelo de bobinas. mas também do material do núcleo. a forma dual das características tensão-corrente do condensador e da bobina indica que os tópicos a tratar neste capítulo devam ser semelhantes àqueles abordados anteriormente. A indutância é o parâmetro que relaciona a corrente eléctrica com o fluxo magnético Φ = Li Wb. A unidade de indutância é o henry (H). weber (8.ips.ª Ordem 10 Análise de Circuitos RC. À parte a diferença relativa aos fenómenos subjacentes ao seu funcionamento. e repelem-se no caso contrário. A bobina é um componente que armazena energia sob a forma de um campo magnético. a permeabilidade magnética.

ips.est.Sebenta Multimédia de Análise de Circuitos Eléctricos 14 Diportos Eléctricos 15 Amplificador Operacional 16 Transferidor de Tensão e Corrente APÊNDICE-A APÊNDICE-B http://ltodi.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_08/smace_08.htm (2 of 2)06-06-2005 12:35:40 .

est.ª Ordem Análise de Circuitos RC e RL de 1. http://ltodi. em conjunto.htm06-06-2005 12:35:40 . tantas quantas a ordem da mesma. e solução forçada.9 Análise de Circuitos RC e RL de 1.ª Ordem As características tensão-corrente do condensador e da bobina introduzem as equações diferenciais no seio da análise dos circuitos eléctricos. A solução de uma equação diferencial com termo forçado é composta por duas parcelas essencialmente distintas: solução ou resposta natural. Esta última solução encontra-se directamente relacionada com a forma de onda das fontes independentes. A seu tempo verificar-se-á que o estudo da solução forçada sinusoidal de um circuito abre um campo inteiramente novo à análise de circuitos.ips.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_09/ancir_09. a uma equação diferencial linear. que determina a dinâmica das variáveis na ausência de fontes independentes (entenda-se na ausência de termo forçado na equação diferencial). As Leis de Kirchhoff e as características tensão-corrente dos elementos conduzem. A solução de uma equação diferencial é definida a menos de um conjunto de constantes. A determinação da solução particular de uma equação diferencial exige a consideração das condições inicial e de continuidade da energia armazenada nos condensadores e nas bobinas do circuito. genericamente designado por regime forçado sinusoidal. revelando-se de particular interesse aquelas impostas por fontes constantes e sinusoidais. cuja solução define a dinâmica temporal das variáveis corrente e tensão eléctrica nos diversos componentes do circuito.

tantas quantas a ordem da mesma.ª Ordem 11 Impedância Eléctrica 12 Análise da Resposta em Frequência 13 Bobinas Acopladas e Transformadores http://ltodi. A seu tempo verificar-se-á que o estudo da solução forçada sinusoidal de um circuito abre um campo inteiramente novo à análise de circuitos.ips. Sebenta Multimédia 1 Grandezas Eléctricas 2 Componentes Fundamentais dos Circuitos Eléctricos 3 Resistência Eléctrica 4 Leis de Kirchhoff 5 Métodos de Análise Sistemática de Circuitos 6 Teoremas Básicos dos Circuitos Eléctricos 7 Condensador e Capacidade Eléctrica 8 Bobina e Indutância Electromagnética 9 Análise de Circuitos RC e RL de 1. revelando-se de particular interesse aquelas impostas por fontes constantes e sinusoidais. As Leis de Kirchhoff e as características tensão-corrente dos elementos conduzem. cuja solução define a dinâmica temporal das variáveis corrente e tensão eléctrica nos diversos componentes do circuito. a uma equação diferencial linear.ª Ordem 10 Análise de Circuitos RC. A determinação da solução particular de uma equação diferencial exige a consideração das condições inicial e de continuidade da energia armazenada nos condensadores e nas bobinas do circuito.est. que determina a dinâmica das variáveis na ausência de fontes independentes (entenda-se na ausência de termo forçado na equação diferencial).ª Ordem As características tensão-corrente do condensador e da bobina introduzem as equações diferenciais no seio da análise dos circuitos eléctricos. A solução de uma equação diferencial é definida a menos de um conjunto de constantes.htm (1 of 2)06-06-2005 12:35:41 . A solução de uma equação diferencial com termo forçado é composta por duas parcelas essencialmente distintas: solução ou resposta natural. RL e RLC de 2. e solução forçada. em conjunto.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_09/smace_09. Esta última solução encontra-se directamente relacionada com a forma de onda das fontes independentes. genericamente designado por regime forçado sinusoidal.Sebenta Multimédia de Análise de Circuitos Eléctricos Análise de Circuitos RC e RL de 1.

est.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_09/smace_09.ips.htm (2 of 2)06-06-2005 12:35:41 .Sebenta Multimédia de Análise de Circuitos Eléctricos 14 Diportos Eléctricos 15 Amplificador Operacional 16 Transferidor de Tensão e Corrente APÊNDICE-A APÊNDICE-B http://ltodi.

ª ordem. distinguir-se os seguintes quatro casos particulares: a solução sobre-amortecida. e que as fontes independentes sinusoidais conduzem a soluções forçadas também de tipo sinusoidal. RL e RLC de 2. RL e RCL de 2. com um condensador e uma bobina. em primeira instância.est. A solução natural tem em geral a forma de uma soma de exponenciais negativas.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_10/ancir_10. http://ltodi.ª Ordem Análise de Circuitos RC. constituída pelo produto de uma função linear por uma exponencial real negativa.10 Análise de Circuitos RC. definida por duas exponenciais imaginárias puras conjugadas.ª ordem. no conjunto designadas por equações de estado do circuito. neste caso constituída por duas exponenciais complexas conjugadas. a um sistema de equações diferenciais de 1.ª ordem é composta por duas parcelas essencialmente distintas: a solução natural e a solução forçada pelas fontes independentes.ips. No que respeita à solução forçada. Existem também diversos métodos alternativos para formular a equação diferencial escalar de 2. Estes três métodos comportam vantagens e inconvenientes no que respeita à complexidade da sua aplicação.ª Ordem Existem três classes principais de circuitos de 2. no entanto. Neste livro apresentam-se os métodos da substituição e do operador-s. podendo. definida por duas exponenciais reais. e os circuitos RC e RL com dois condensadores ou duas bobinas irredutíveis por associação em série ou em paralelo. sistema que seguidamente pode ser resolvido de modo a obter uma equação diferencial de 2.ª ordem. verifica-se que as fontes independentes constantes conduzem a soluções forçadas de tipo também constante. Este último método conduz.ª ordem. finalmente. a solução sub-amortecida. e. ambos conducentes directamente a uma equação diferencial de 2.ª ordem: os circuitos RLC.ª ordem que governa o funcionamento de um circuito de 2. sendo porém verdadeiro que o método do operador-s tem a vantagem de permitir obter a equação diferencial de um circuito através de processos semelhantes aos utilizados no âmbito das redes resistivas puras. A solução de uma equação diferencial de 2. e o método das equações de estado. distintas e negativas.htm06-06-2005 12:35:42 . a solução oscilatória. a solução criticamente amortecida.

sistema que seguidamente pode ser resolvido de modo a obter uma equação diferencial de 2. definida por duas exponenciais reais. Existem também diversos métodos alternativos para formular a equação diferencial escalar de 2. constituída pelo produto de uma função linear por uma exponencial real negativa.ª Ordem 10 Análise de Circuitos RC. No que respeita à solução forçada. e que as fontes independentes sinusoidais conduzem a soluções forçadas também de tipo sinusoidal. com um condensador e uma bobina. Este último método conduz. Neste livro apresentam-se os métodos da substituição e do operador-s.ª ordem. http://ltodi.Sebenta Multimédia de Análise de Circuitos Eléctricos Análise de Circuitos RC. neste caso constituída por duas exponenciais complexas conjugadas. a solução criticamente amortecida. A solução natural tem em geral a forma de uma soma de exponenciais negativas. e o método das equações de estado. a um sistema de equações diferenciais de 1.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_10/smace_10.ª ordem é composta por duas parcelas essencialmente distintas: a solução natural e a solução forçada pelas fontes independentes. e.ª ordem. e os circuitos RC e RL com dois condensadores ou duas bobinas irredutíveis por associação em série ou em paralelo.ª ordem.est. distinguir-se os seguintes quatro casos particulares: a solução sobre-amortecida.ª Ordem 11 Impedância Eléctrica 12 Análise da Resposta em Frequência 13 Bobinas Acopladas e Transformadores Existem três classes principais de circuitos de 2.htm (1 of 2)06-06-2005 12:35:43 . em primeira instância.ª Ordem Sebenta Multimédia 1 Grandezas Eléctricas 2 Componentes Fundamentais dos Circuitos Eléctricos 3 Resistência Eléctrica 4 Leis de Kirchhoff 5 Métodos de Análise Sistemática de Circuitos 6 Teoremas Básicos dos Circuitos Eléctricos 7 Condensador e Capacidade Eléctrica 8 Bobina e Indutância Electromagnética 9 Análise de Circuitos RC e RL de 1. ambos conducentes directamente a uma equação diferencial de 2.ips. distintas e negativas. a solução sub-amortecida. RL e RLC de 2. verifica-se que as fontes independentes constantes conduzem a soluções forçadas de tipo também constante. finalmente.ª ordem que governa o funcionamento de um circuito de 2. Estes três métodos comportam vantagens e inconvenientes no que respeita à complexidade da sua aplicação. a solução oscilatória. sendo porém verdadeiro que o método do operador-s tem a vantagem de permitir obter a equação diferencial de um circuito através de processos semelhantes aos utilizados no âmbito das redes resistivas puras. definida por duas exponenciais imaginárias puras conjugadas.ª ordem: os circuitos RLC. podendo. RL e RLC de 2. A solução de uma equação diferencial de 2.ª ordem. no entanto. no conjunto designadas por equações de estado do circuito.

ips.Sebenta Multimédia de Análise de Circuitos Eléctricos 14 Diportos Eléctricos 15 Amplificador Operacional 16 Transferidor de Tensão e Corrente APÊNDICE-A APÊNDICE-B http://ltodi.est.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_10/smace_10.htm (2 of 2)06-06-2005 12:35:43 .

Por exemplo. portanto. cuja amplitude e fase na origem são função da frequência angular (ω) e dos parâmetros do circuito.est. de Thévenin. Por outro lado. ao passo que a solução forçada impõe ao circuito uma dinâmica cuja forma é estabelecida por fontes independentes. verificou-se que as fontes independentes sinusoidais conduzem a soluções forçadas sinusoidais. sendo. http://ltodi. permite que a solução forçada sinusoidal de um circuito possa ser estudada recorrendo aos métodos e teoremas típicos da análise dos circuitos resistivos puros. desprezando assim a informação relativa à frequência que à partida se sabe ser igual em todos os nós e componentes do circuito. A solução natural é tipicamente constituída por funções exponenciais negativas. Constatou-se ainda que a dinâmica temporal desta classe de circuitos é composta por duas parcelas essencialmente distintas: a solução natural e a solução forçada pelas fontes independentes do circuito.11 Impedância Eléctrica Impedância Eléctrica Ao longo dos dois capítulos anteriores constatou-se que a análise no tempo de um circuito com condensadores e bobinas exige a obtenção e a resolução de uma equação diferencial. de Millman. portanto funções que tendem para zero com o tempo. é possível estender a aplicação dos métodos das malhas e dos nós à análise da solução forçada sinusoidal de um circuito. Por exemplo. O facto de as relações fasoriais entre tensão e corrente eléctrica nos elementos R. recorrendo ainda aos resultados do teoremas de Norton.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_11/impedel. Uma das características mais interessantes dos circuitos lineares é o facto de as soluções forçadas sinusoidais em todos os nós e componentes do circuito apresentarem exactamente a mesma frequência angular da fonte independente.htm06-06-2005 12:35:43 . em geral um número complexo dependente da frequência angular da sinusóide sob análise. da sobreposição das fontes e da máxima transferência de potência. O fasor de uma variável sinusoidal é um número complexo com informação relativa à amplitude e à fase na origem. A análise da solução forçada sinusoidal de um circuito conduz aos conceitos de fasor e de impedância eléctrica. apesar de entre números complexos. de Miller. a impedância eléctrica de um elemento ou circuito mais não é que a relação entre os fasores da tensão e da corrente aos terminais respectivos. A principal consequência desta propriedade é a possibilidade de reduzir a análise da solução forçada sinusoidal à identificação das amplitudes e das fases na origem dos sinais. C e L serem de tipo linear.ips.

de Millman. permite que a solução forçada sinusoidal de um circuito possa ser estudada recorrendo aos métodos e teoremas típicos da análise dos circuitos resistivos puros. portanto. sendo. recorrendo ainda aos resultados do teoremas de Norton. A solução natural é tipicamente constituída por funções exponenciais negativas. a impedância eléctrica de um elemento ou circuito mais não é que a relação entre os fasores da tensão e da corrente aos terminais respectivos. ao passo que a solução forçada impõe ao circuito uma dinâmica cuja forma é estabelecida por fontes independentes. de Miller. Por exemplo. http://ltodi. A principal consequência desta propriedade é a possibilidade de reduzir a análise da solução forçada sinusoidal à identificação das amplitudes e das fases na origem dos sinais. da sobreposição das fontes e da máxima transferência de potência. apesar de entre números complexos. verificou-se que as fontes independentes sinusoidais conduzem a soluções forçadas sinusoidais. portanto funções que tendem para zero com o tempo. em geral um número complexo dependente da frequência angular da sinusóide sob análise. Por outro lado. Constatou-se ainda que a dinâmica temporal desta classe de circuitos é composta por duas parcelas essencialmente distintas: a solução natural e a solução forçada pelas fontes independentes do circuito. desprezando assim a informação relativa à frequência que à partida se sabe ser igual em todos os nós e componentes do circuito.est.ips. C e L serem de tipo linear. Uma das características mais interessantes dos circuitos lineares é o facto de as soluções forçadas sinusoidais em todos os nós e componentes do circuito apresentarem exactamente a mesma frequência angular da fonte independente. O facto de as relações fasoriais entre tensão e corrente eléctrica nos elementos R. O fasor de uma variável sinusoidal é um número complexo com informação relativa à amplitude e à fase na origem. de Thévenin. cuja amplitude e fase na origem são função da frequência angular (ω) e dos parâmetros do circuito. Por exemplo.ª Ordem 10 Análise de Circuitos RC.ª Ordem 11 Impedância Eléctrica 12 Análise da Resposta em Frequência 13 Bobinas Acopladas e Transformadores Ao longo dos dois capítulos anteriores constatou-se que a análise no tempo de um circuito com condensadores e bobinas exige a obtenção e a resolução de uma equação diferencial.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_11/smace_11. A análise da solução forçada sinusoidal de um circuito conduz aos conceitos de fasor e de impedância eléctrica.Sebenta Multimédia de Análise de Circuitos Eléctricos Impedância Eléctrica Sebenta Multimédia 1 Grandezas Eléctricas 2 Componentes Fundamentais dos Circuitos Eléctricos 3 Resistência Eléctrica 4 Leis de Kirchhoff 5 Métodos de Análise Sistemática de Circuitos 6 Teoremas Básicos dos Circuitos Eléctricos 7 Condensador e Capacidade Eléctrica 8 Bobina e Indutância Electromagnética 9 Análise de Circuitos RC e RL de 1. é possível estender a aplicação dos métodos das malhas e dos nós à análise da solução forçada sinusoidal de um circuito. RL e RLC de 2.htm (1 of 2)06-06-2005 12:35:44 .

est.htm (2 of 2)06-06-2005 12:35:44 .ips.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_11/smace_11.Sebenta Multimédia de Análise de Circuitos Eléctricos 14 Diportos Eléctricos 15 Amplificador Operacional 16 Transferidor de Tensão e Corrente APÊNDICE-A APÊNDICE-B http://ltodi.

As representações gráficas das funções amplitude e fase da resposta em frequência. rejeita-banda.est. designam-se por diagramas de Bode de amplitude e de fase. cuja unidade se designa por decibell (dB) de amplitude. ao passo que na escala vertical se representa a função 20log10(amplitude). passa-alto. passabanda.12 Análise da Resposta em Frequência Análise da Resposta em Frequência Designa-se por análise da resposta em frequência o estudo da variação com a frequência do cociente entre dois fasores. que suportam a construção de filtros eléctricos de tipo passa-baixo.htm06-06-2005 12:35:45 . Nos diagramas de Bode de amplitude. A representação do cociente entre fasores em notação polar.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_12/anresfre. define as funções amplitude e fase da resposta em frequência. entenda-se a representação da amplitude e da fase. http://ltodi. em escala logarítmica. Na variação da amplitude e da fase com a frequência inscrevem-se a selectividade em amplitude e o atraso de fase em frequência. o eixo das frequências (horizontal) representa-se em escala logarítmica (facto que permite abranger num mesmo gráfico uma gama muito mais ampla de frequências). que explicitam a relação existente entre as amplitudes e a diferença entre as fases das sinusóides subjacentes aos fasores. em vez da amplitude apenas. e de igualização de amplitude e de fase.ips.

em escala logarítmica.ª Ordem 10 Análise de Circuitos RC. As representações gráficas das funções amplitude e fase da resposta em frequência.Sebenta Multimédia de Análise de Circuitos Eléctricos Análise da Resposta em Frequência Designa-se por análise da resposta em frequência o estudo da variação com a frequência do cociente entre dois fasores. RL e RLC de 2.ips. define as funções amplitude e fase da resposta em frequência.est.htm (1 of 2)06-06-2005 12:35:46 . em vez da amplitude apenas. Sebenta Multimédia 1 Grandezas Eléctricas 2 Componentes Fundamentais dos Circuitos Eléctricos 3 Resistência Eléctrica 4 Leis de Kirchhoff 5 Métodos de Análise Sistemática de Circuitos 6 Teoremas Básicos dos Circuitos Eléctricos 7 Condensador e Capacidade Eléctrica 8 Bobina e Indutância Electromagnética 9 Análise de Circuitos RC e RL de 1. A representação do cociente entre fasores em notação polar. ao passo que na escala vertical se representa a função 20log10(amplitude).pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_12/smace_12. entenda-se a representação da amplitude e da fase. Na variação da amplitude e da fase com a frequência inscrevem-se a selectividade em amplitude e o atraso de fase em frequência. cuja unidade se designa por decibell (dB) de amplitude. rejeita-banda. passa-alto. Nos diagramas de Bode de amplitude. e de igualização de amplitude e de fase. o eixo das frequências (horizontal) representase em escala logarítmica (facto que permite abranger num mesmo gráfico uma gama muito mais ampla de frequências). passa-banda. que explicitam a relação existente entre as amplitudes e a diferença entre as fases das sinusóides subjacentes aos fasores.ª Ordem 11 Impedância Eléctrica 12 Análise da Resposta em Frequência 13 Bobinas Acopladas e Transformadores http://ltodi. designam-se por diagramas de Bode de amplitude e de fase. que suportam a construção de filtros eléctricos de tipo passa-baixo.

pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_12/smace_12.est.ips.htm (2 of 2)06-06-2005 12:35:46 .Sebenta Multimédia de Análise de Circuitos Eléctricos 14 Diportos Eléctricos 15 Amplificador Operacional 16 Transferidor de Tensão e Corrente APÊNDICE-A APÊNDICE-B http://ltodi.

ips. etc. a contagem de energia eléctrica.1 Bobinas acopladas As bobinas acopladas e os transformadores são utilizadas em variadíssimas aplicações. a adaptação de impedâncias em aplicações audio e rádio-frequência. O facto de ambas as bobinas partilharem o mesmo núcleo. fluxo magnético e força electro-motriz induzida. a implementação de mecanismos de protecção. Figura 13. em alta tensão (b) http://ltodi. faz com que a ligação seja quase perfeita e as linhas de força sejam quase na totalidade partilhadas por ambos os enrolamentos.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_13/boacotra. Figura 13. Alguns exemplos são a elevação e a redução da amplitude da tensão ou da corrente e a conversão do número de fases em redes de transporte de energia eléctrica. em geral de elevada permeabilidade magnética.1).est. o isolamento galvânico entre partes de um circuito eléctrico.13 Bobinas Acopladas e Transformadores Bobinas Acopladas e Transformadores O transformador é um componente de circuito constituído por duas bobinas acopladas magneticamente (ver Figura 13. a redução da amplitude da tensão ou da corrente eléctrica em instrumentos de medida. a rectificação de sinais. e entre estas e o número de espiras em cada um dos enrolamentos. permite elevar ou reduzir a amplitude da tensão ou da corrente nas duas bobinas.htm (1 of 2)06-06-2005 12:35:47 . Uma relação corrente eléctrica.2 Alternativas no transporte de energia eléctrica: em baixa tensão (a).

02 linha Ωmm2/m. a secção exigida para o cid condutor e a respectiva resistência são s=1 são.htm (2 of 2)06-06-2005 12:35:47 . e a queda de tensão e as perdas na linha =10 kV e P linha =25 kW. Uma das alternativas para reduzir as perdas por efeito de Joule no transporte de energia eléctrica.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_13/boacotra. Neste caso. respectivamente. reduzindo-a depois progressivamente junto aos grandes centros consumidores.5% dos valores de tensão e de potência efectivamente transportados para o centro consumidor. Admita-se agora que através de um qualquer mecanismo se eleva a tensão de transporte da energia de. junto ao centro consumidor. 200 V para 400 kV. A amplitude da corrente (eficaz) a fornecer à cidade pela central é neste caso I=S/V =5000 A. aos bairros. e que a tensão de alimentação a fornecer à cidade é de V =200 V cid (valor eficaz. por exemplo.est. cid admitindo assim que a linha de cobre suporta uma densidade de corrente máxima de 5 A/mm2. Estes resultados indicam que a queda linha 2 =R linha I=20 kV e por uma dissipação de de tensão e a potência dissipada na linha são ordens de grandeza superiores àquelas efectivamente utilizadas pelos consumidores. aproximar os consumidores da central. cuja potência é P linha =R linha I =100 MW. consiste em elevar drasticamente o valor da tensão de transporte (reduzir drasticamente a corrente na linha).ips. Admita-se então que se pretende transportar uma potência nominal aparente de 1 MVA entre uma central e uma cidade localizada a uma distância de 100 km (200 km de fios eléctricos condutores). o simples facto de se ter elevado a tensão de transporte de 200 V para 400 kV conduz a uma apreciável redução da potência dissipada na linha. V linha mm2 eR linha =4 kΩ. admitindo que a resistividade do cobre é ρ=0. corrente cujo transporte exige fios condutores de secção mínima s=1000 mm2. e que depois.2. ou então aumentar drasticamente a secção das linhas de transporte. com perdas que são apenas 2. aos grandes edifícios.a). implementada na prática. etc. http://ltodi. As alternativas a esta solução seriam basicamente três (todas elas impraticáveis): aproximar a central dos consumidores. às povoações.5 A. A linha apresenta uma resistência eléctrica de R =ρl/s=4 Ω.b). Como se vê. o valor eficaz da corrente na linha é de apenas I=S/V =2. sendo responsável por uma queda de tensão V energia por efeito de Joule.2. se opera à sua redução (Figura 13. veja-se a Figura 13.13 Bobinas Acopladas e Transformadores Um dos exemplos mais elucidativos da utilidade do transformador é o transporte de energia eléctrica entre as centrais de produção e os centros consumidores.

corrente cujo transporte cid http://ltodi. RL e RLC de 2.1). O facto de ambas as bobinas partilharem o mesmo núcleo.1 Bobinas acopladas As bobinas acopladas e os transformadores são utilizadas em variadíssimas aplicações. e entre estas e o número de espiras em cada um dos enrolamentos. a contagem de energia eléctrica.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_13/smace_13. etc.ª Ordem 11 Impedância Eléctrica 12 Análise da Resposta em Frequência 13 Bobinas Acopladas e Transformadores 14 Diportos Eléctricos 15 Amplificador Operacional 16 Transferidor de Figura 13. em alta tensão (b) Um dos exemplos mais elucidativos da utilidade do transformador é o transporte de energia eléctrica entre as centrais de produção e os centros consumidores. permite elevar ou reduzir a amplitude da tensão ou da corrente nas duas bobinas. e que a tensão de alimentação a fornecer à cidade é de V =200 V (valor eficaz.2.2 Alternativas no transporte de energia eléctrica: em baixa tensão (a). a rectificação de sinais.ips. a implementação de mecanismos de protecção.ª Ordem 10 Análise de Circuitos RC. faz com que a ligação seja quase perfeita e as linhas de força sejam quase na totalidade partilhadas por ambos os enrolamentos. A amplitude da corrente cid (eficaz) a fornecer à cidade pela central é neste caso I=S/V =5000 A. a adaptação de impedâncias em aplicações audio e rádio-frequência. Sebenta Multimédia 1 Grandezas Eléctricas 2 Componentes Fundamentais dos Circuitos Eléctricos 3 Resistência Eléctrica 4 Leis de Kirchhoff 5 Métodos de Análise Sistemática de Circuitos 6 Teoremas Básicos dos Circuitos Eléctricos 7 Condensador e Capacidade Eléctrica 8 Bobina e Indutância Electromagnética 9 Análise de Circuitos RC e RL de 1.a). veja-se a Figura 13.est. em geral de elevada permeabilidade magnética. Uma relação corrente eléctrica. fluxo magnético e força electro-motriz induzida. Admita-se então que se pretende transportar uma potência nominal aparente de 1 MVA entre uma central e uma cidade localizada a uma distância de 100 km (200 km de fios eléctricos condutores).Sebenta Multimédia de Análise de Circuitos Eléctricos Bobinas Acopladas e Transformadores O transformador é um componente de circuito constituído por duas bobinas acopladas magneticamente (ver Figura 13. a redução da amplitude da tensão ou da corrente eléctrica em instrumentos de medida. o isolamento galvânico entre partes de um circuito eléctrico.htm (1 of 2)06-06-2005 12:35:48 . Alguns exemplos são a elevação e a redução da amplitude da tensão ou da corrente e a conversão do número de fases em redes de transporte de energia eléctrica. Figura 13.

cid a secção exigida para o condutor e a respectiva resistência são s=1 mm2 e R de tensão e as perdas na linha são. com perdas que são apenas 2.2. sendo responsável por linha uma queda de tensão V cuja potência é P linha linha =R =R linha I =100 MW. aos bairros.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_13/smace_13. 200 V para 400 kV. reduzindo-a depois progressivamente junto aos grandes centros consumidores. Admita-se agora que através de um qualquer mecanismo se eleva a tensão de transporte da energia de. admitindo assim que a linha de cobre suporta uma densidade de corrente máxima de 5 A/mm2. o valor eficaz da corrente na linha é de apenas I=S/V =2. o simples facto de se ter elevado a tensão de transporte de 200 V para 400 kV conduz a uma apreciável redução da potência dissipada na linha.htm (2 of 2)06-06-2005 12:35:48 . Como se vê. Estes resultados indicam que a queda de tensão e a linha 2 I=20 kV e por uma dissipação de energia por efeito de Joule. e a queda =10 kV e P linha =25 kW.ips. Neste caso. admitindo que a resistividade do cobre é ρ=0. ou então aumentar drasticamente a secção das linhas de transporte. http://ltodi. implementada na prática. consiste em elevar drasticamente o valor da tensão de transporte (reduzir drasticamente a corrente na linha). se opera à sua redução (Figura 13. às povoações. aos grandes edifícios.5% dos valores de tensão e de potência efectivamente transportados para o centro consumidor. junto ao centro consumidor. respectivamente. Uma das alternativas para reduzir as perdas por efeito de Joule no transporte de energia eléctrica.02 Ωmm2/m. V linha linha =4 kΩ.5 A. As alternativas a esta solução seriam basicamente três (todas elas impraticáveis): aproximar a central dos consumidores. e que depois.est. por exemplo. A linha apresenta uma resistência eléctrica de R =ρl/s=4 Ω.b). potência dissipada na linha são ordens de grandeza superiores àquelas efectivamente utilizadas pelos consumidores. etc. aproximar os consumidores da central.Sebenta Multimédia de Análise de Circuitos Eléctricos Tensão e Corrente APÊNDICE-A APÊNDICE-B exige fios condutores de secção mínima s=1000 mm2.

Vi. Ii e Ii´. estabelecendo um conjunto de duas equações algébricas que definem todo o desempenho do circuito.2 Diporto com três terminais Um diporto é caracterizado através de quatro coeficientes organizados numa matriz quadrada.2. condensadores. Figura 14. os amplificadores operacionais de tensão e de corrente. bobinas e fontes dependentes. Figura 14.1).pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_14/dipoelec.est. no caso do transístor de junção bipolar representado na Figura 14. dois dos terminais de acesso encontram-se em curtocircuito.ips.1 Diporto eléctrico Exemplos de dispositivos e de circuitos electrónicos que constituem diportos são os transístores de junção bipolar e de efeito de campo. e por uma tensão entre terminais. Cada porto é caracterizado por uma corrente de entrada e de saída. Por exemplo. constituindo assim um diporto com três terminais apenas. Por definição.14 Diportos Eléctricos Diportos Eléctricos A grande maioria dos dispositivos e circuitos electrónicos constituem aquilo que em teoria dos circuitos se designa por diporto eléctrico. Adiante se verá que. por definição iguais. duas são independentes e duas dependentes. Por exemplo. um diporto contém apenas resistências.htm (1 of 2)06-06-2005 12:35:49 . ou em geral qualquer rede cujos acessos ao exterior verifiquem as condições acima referidas. destas quatro variáveis. Um diporto é basicamente um circuito cuja ligação ao exterior se efectua através de dois pares de terminais designados por portos (ver Figura 14. um diporto pode ser caracterizado através de uma matriz de admitâncias http://ltodi. A matriz constitui o elo de ligação entre as variáveis independentes e dependentes nos dois portos. mas não fontes independentes de tensão ou de corrente.

htm (2 of 2)06-06-2005 12:35:49 .1) definem um modelo eléctrico equivalente de um diporto (Figura 14. sendo característica de todos eles o possuírem apenas quatro coeficientes e quatro componentes. As duas equações algébricas em (14.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_14/dipoelec.ips. Figura 14. respectivamente.14 Diportos Eléctricos (14.3).3 Modelo eléctrico equivalente de um diporto http://ltodi.1) a qual pressupõe serem independentes as variáveis V1 e V2 e dependentes as correntes I1 e I2 nos portos.est. Outros pares de variáveis independentes conduzem a outras matrizes e outros modelos eléctricos equivalentes.

mas não fontes independentes de tensão ou de corrente. Um diporto é basicamente um circuito cuja ligação ao exterior se efectua através de dois pares de terminais designados por portos (ver Figura 14. bobinas e fontes dependentes. Outros pares de variáveis independentes conduzem a outras matrizes e outros modelos eléctricos equivalentes.2.2 Diporto com três terminais Um diporto é caracterizado através de quatro coeficientes organizados numa matriz quadrada. constituindo assim um diporto com três terminais apenas. destas quatro variáveis.ª Ordem 10 Análise de Circuitos RC. A matriz constitui o elo de ligação entre as variáveis independentes e dependentes nos dois portos.est. Ii e Ii´. sendo característica de todos eles o possuírem apenas quatro coeficientes e quatro http://ltodi.htm (1 of 2)06-06-2005 12:35:50 . um diporto pode ser caracterizado através de uma matriz de admitâncias (14.1).3).1) definem um modelo eléctrico equivalente de um diporto (Figura 14. Adiante se verá que. no caso do transístor de junção bipolar representado na Figura 14. duas são independentes e duas dependentes. Cada porto é caracterizado por uma corrente de entrada e de saída. ou em geral qualquer rede cujos acessos ao exterior verifiquem as condições acima referidas.1 Diporto eléctrico Exemplos de dispositivos e de circuitos electrónicos que constituem diportos são os transístores de junção bipolar e de efeito de campo. dois dos terminais de acesso encontram-se em curto-circuito. Por exemplo. condensadores. Por definição. os amplificadores operacionais de tensão e de corrente. Figura 14. As duas equações algébricas em (14. um diporto contém apenas resistências. e por uma tensão entre terminais. por definição iguais.ips. RL e RLC de 2. Vi. estabelecendo um conjunto de duas equações algébricas que definem todo o desempenho do circuito. Por exemplo.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_14/smace_14.ª Ordem 11 Impedância Eléctrica 12 Análise da Resposta em Frequência 13 Bobinas Acopladas e Transformadores 14 Diportos Eléctricos 15 Amplificador Operacional 16 Transferidor de Tensão e Corrente APÊNDICE-A A grande maioria dos dispositivos e circuitos electrónicos constituem aquilo que em teoria dos circuitos se designa por diporto eléctrico.1) a qual pressupõe serem independentes as variáveis V1 e V2 e dependentes as correntes I1 e I2 nos portos.Sebenta Multimédia de Análise de Circuitos Eléctricos Diportos Eléctricos Sebenta Multimédia 1 Grandezas Eléctricas 2 Componentes Fundamentais dos Circuitos Eléctricos 3 Resistência Eléctrica 4 Leis de Kirchhoff 5 Métodos de Análise Sistemática de Circuitos 6 Teoremas Básicos dos Circuitos Eléctricos 7 Condensador e Capacidade Eléctrica 8 Bobina e Indutância Electromagnética 9 Análise de Circuitos RC e RL de 1. Figura 14.

3 Modelo eléctrico equivalente de um diporto http://ltodi.htm (2 of 2)06-06-2005 12:35:50 . respectivamente. Figura 14.ips.est.Sebenta Multimédia de Análise de Circuitos Eléctricos APÊNDICE-B componentes.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_14/smace_14.

a redesenha-se o modelo eléctrico do amplificador de tensão então obtido. uma de entrada e outra de saída. Com efeito.ips. ou AmpOp.est. e uma fonte de tensão ou de corrente dependente. Os modelos consideravam três elementos apenas: duas impedâncias.htm (1 of 2)06-06-2005 12:35:51 . existem no mercado AmpOps cujo ganho ascende a 106.15 Aplificador Operacional Amplificador Operacional Na parte final do capítulo anterior desenvolveram-se dois modelos eléctricos simplificados para os amplificadores de tensão e de corrente sem realimentação. Figura 15. a não dependência do mesmo com a frequência e a possibilidade de aplicar na entrada e obter na saída quaisquer valores de tensão. Se a estas duas propriedades se juntarem um ganho de tensão infinito. verifica-se que a construção de uma cadeia de amplificação optimizada passa pelo recurso a amplificadores de tensão que gozem. pelo menos.1 Amplificador de tensão: não ideal (a) e ideal (b) A ligação de um amplificador a uma fonte de sinal e a uma carga envolve dois divisores de tensão que reduzem o ganho máximo obtenível. Referindo ao esquema eléctrico da Figura 15. e cujas resistências de entrada e de http://ltodi. Apesar deste conjunto idealizado de propriedades. das seguintes duas propriedades: impedância de entrada infinita.b. Na Figura 15. e impedância de saída nula. é um facto que o AmpOp ideal constitui uma boa aproximação do desempenho eléctrico de uma vasta gama de circuitos integrados utilizados na prática. então obtém-se aquilo que vulgarmente se designa por amplificador operacional ideal.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_15/ampop.1.1.

No entanto. deixando para um manual posterior o estudo detalhado da sua estrutura interna. http://ltodi. neste texto limita-se o estudo do AmpOp à identificação e utilização prática das propriedades dos seus terminais de acesso. circuitos rectificadores de sinal. comparadores de tensão. o AmpOp constituiu o paradigma dominante no projecto de circuitos electrónicos analógicos. que em alguns casos particulares implementa uma massa virtual.ips. Os elevados ganho e resistência de entrada do AmpOp estão na origem do designado curto-circuito virtual entre nós.est. respectivamente.htm (2 of 2)06-06-2005 12:35:51 .. Os amplificadores operacionais são constituídos por múltiplos componentes electrónicos e passivos.15 Aplificador Operacional saída são. Não é exagero afirmar que. conversores de impedâncias.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_15/ampop. resistências e condensadores. filtros. conversores corrente-tensão e tensão-corrente. etc. nomeadamente transístores. várias dezenas a centenas de MΩ e algumas unidades ou décimas de ohm. amplificadores soma e diferença de sinais. circuitos integradores e diferenciadores de sinal. na actualidade. Este operador possibilita a realização de amplificadores de tensão cujo ganho depende apenas do cociente entre duas resistências.

Sebenta Multimédia 1 Grandezas Eléctricas 2 Componentes Fundamentais dos Circuitos Eléctricos 3 Resistência Eléctrica 4 Leis de Kirchhoff 5 Métodos de Análise Sistemática de Circuitos 6 Teoremas Básicos dos Circuitos Eléctricos 7 Condensador e Capacidade Eléctrica 8 Bobina e Indutância Electromagnética 9 Análise de Circuitos RC e RL de 1. http://ltodi.b. existem no mercado AmpOps cujo ganho ascende a 106. Com efeito.est. e impedância de saída nula. Referindo ao esquema eléctrico da Figura 15. pelo menos.1.htm (1 of 2)06-06-2005 12:35:52 . das seguintes duas propriedades: impedância de entrada infinita. Se a estas duas propriedades se juntarem um ganho de tensão infinito. RL e RLC de 2. e uma fonte de tensão ou de corrente dependente. uma de entrada e outra de saída. ou AmpOp. Na Figura 15.Sebenta Multimédia de Análise de Circuitos Eléctricos Amplificador Operacional Na parte final do capítulo anterior desenvolveram-se dois modelos eléctricos simplificados para os amplificadores de tensão e de corrente sem realimentação.ª Ordem 10 Análise de Circuitos RC.1 Amplificador de tensão: não ideal (a) e ideal (b) A ligação de um amplificador a uma fonte de sinal e a uma carga envolve dois divisores de tensão que reduzem o ganho máximo obtenível. é um facto que o AmpOp ideal constitui uma boa aproximação do desempenho eléctrico de uma vasta gama de circuitos integrados utilizados na prática. verifica-se que a construção de uma cadeia de amplificação optimizada passa pelo recurso a amplificadores de tensão que gozem. Apesar deste conjunto idealizado de propriedades.1. Os modelos consideravam três elementos apenas: duas impedâncias. e cujas resistências de entrada e de saída são. a não dependência do mesmo com a frequência e a possibilidade de aplicar na entrada e obter na saída quaisquer valores de tensão.a redesenha-se o modelo eléctrico do amplificador de tensão então obtido.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_15/smace_15.ips.ª Ordem 11 Impedância Eléctrica 12 Análise da Resposta em Frequência 13 Bobinas Acopladas e Transformadores Figura 15. então obtém-se aquilo que vulgarmente se designa por amplificador operacional ideal.

filtros. comparadores de tensão. circuitos integradores e diferenciadores de sinal.ips. Não é exagero afirmar que. amplificadores soma e diferença de sinais.est. Os elevados ganho e resistência de entrada do AmpOp estão na origem do designado curto-circuito virtual entre nós. Os amplificadores operacionais são constituídos por múltiplos componentes electrónicos e passivos. várias dezenas a centenas de MΩ e algumas unidades ou décimas de ohm.Sebenta Multimédia de Análise de Circuitos Eléctricos 14 Diportos Eléctricos 15 Amplificador Operacional 16 Transferidor de Tensão e Corrente APÊNDICE-A APÊNDICE-B respectivamente.htm (2 of 2)06-06-2005 12:35:52 . deixando para um manual posterior o estudo detalhado da sua estrutura interna. circuitos rectificadores de sinal. conversores de impedâncias. No entanto.. o AmpOp constituiu o paradigma dominante no projecto de circuitos electrónicos analógicos. nomeadamente transístores. neste texto limita-se o estudo do AmpOp à identificação e utilização prática das propriedades dos seus terminais de acesso. conversores corrente-tensão e tensão-corrente.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_15/smace_15. http://ltodi. Este operador possibilita a realização de amplificadores de tensão cujo ganho depende apenas do cociente entre duas resistências. que em alguns casos particulares implementa uma massa virtual. na actualidade. resistências e condensadores. etc.

o TTC apresentado neste capítulo reflecte na íntegra as propriedades dos integrados comercializados pela empresa LTP-Electronics. somadores de sinais em modo de corrente. Este facto pode por vezes conduzir os utilizadores a pensarem tratar-se de blocos distintos. integradores e diferenciadores de tensão e de corrente. Pode mesmo dizerse que o transferidor de tensão e corrente estabelece um paradigma alternativo ao do AmpOp. designadamente um menor número de componentes necessários nas montagens e a extrema simplicidade da análise respectiva. etc. outro de entrada ou de saída. senão mesmo superior. Os TTCs apresentam duas vantagens principais relativamente aos AmpOps: uma maior funcionalidade. O TTC é basicamente constituído por três portos de acesso. e outro ainda exclusivamente de saída. A aprendizagem das relações existentes entre as tensões e as correntes nos portos pode por vezes tornar a utilização inicial deste tipo de operacionais relativamente mais complexa.htm (1 of 2)06-06-2005 12:35:52 . e a natureza não realimentada da maioria dos circuitos que implementam as funções básicas. Por exemplo. atribuindo-lhes assim um conjunto de características não ideais cujo conhecimento é crucial durante as fases de projecto detalhado e de teste dos circuitos. uma de tensão e outra de corrente. Convém ainda referir o facto de por vezes certas montagens serem passíveis de realização como uma mas não com outra das variantes comercializadas. sendo na realidade apenas variantes bem adaptadas à gama de aplicações visadas. conversores de impedâncias. amplificadores de instrumentação de tensão e de corrente. leia-se transferidor ou transportador de corrente.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_16/tranteco. cuja designação original em literatura anglosaxónica é current-conveyor. um dos quais é de entrada. seguidores de tensão e de corrente. O Transferidor de Tensão e Corrente caracteriza-se por um conjunto de propriedades cuja utilidade do ponto de vista prático não é em nada inferior àquela do AmpOp.ips. Convém também salientar o facto de no mercado existirem transferidores de tensão e corrente cujas propriedades.est. designadamente devido ao facto de disponibilizarem duas fontes controladas. amplificadores de tensão e de corrente. os TTCs são construídos à base de transístores de junção bipolar ou de efeito de campo. De entre estes operacionais destaca-se o Transferidor de Tensão e Corrente (TTC)1. O TTC permite implementar de forma bastante simples conversores tensão e corrente. Tal como os AmpOps. complexidade que no entanto é rapidamente compensada pela elevada gama de configurações e aplicações que possibilita. número de terminais e designações são por vezes muito diferenciadas. designados por Wideband Transconductance Amplifiers. facto que de certo modo limita a generalidade das montagens aqui introduzidas. As limitações intrínsecas destes dispositivos reflectem-se ao nível das propriedades aos terminais. filtros activos.16 Transferidor de Tensão-Corrente Transferidor de Tensão e Corrente Ao longo dos últimos anos têm vindo a ser introduzidos no mercado alguns blocos operacionais cuja funcionalidade é distinta daquela característica do AmpOp convencional. designados por current-conveyor amplifiers. http://ltodi. que no entanto apresentam um número de terminais inferior àquele dos circuitos integrados comercializados pela empresa MAXIM. Estes dois factos acarretam um grande número de consequências ao nível prático. naturalmente com as suas vantagens e os seus inconvenientes pontuais.

htm (2 of 2)06-06-2005 12:35:52 .est.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_16/tranteco.ips.16 Transferidor de Tensão-Corrente 1 Tradução do autor. À data da realização deste manual não se conheciam outras designações na Língua Portuguesa http://ltodi.

Este facto pode por vezes conduzir os utilizadores a pensarem tratar-se de blocos distintos.htm (1 of 2)06-06-2005 12:35:53 .ª Ordem 10 Análise de Circuitos RC. Os TTCs apresentam duas vantagens principais relativamente aos AmpOps: uma maior funcionalidade. De entre estes operacionais destaca-se o Transferidor de Tensão e Corrente (TTC)1. atribuindo-lhes assim um conjunto de características não ideais cujo conhecimento é crucial durante as fases de projecto detalhado e de teste dos circuitos. conversores de impedâncias. o TTC apresentado neste capítulo reflecte na íntegra as propriedades dos integrados comercializados pela empresa LTP-Electronics. cuja designação original em literatura anglo-saxónica é currentconveyor. complexidade que no entanto é rapidamente compensada pela elevada gama de configurações e aplicações que possibilita. A aprendizagem das relações existentes entre as tensões e as correntes nos portos pode por vezes tornar a utilização inicial deste tipo de operacionais relativamente mais complexa. As limitações intrínsecas destes dispositivos reflectemse ao nível das propriedades aos terminais. filtros activos. designadamente devido ao facto de disponibilizarem duas fontes controladas. Estes dois factos acarretam um grande número de consequências ao nível prático. Por exemplo. e outro ainda exclusivamente de saída. amplificadores de tensão e de corrente. designados por current-conveyor amplifiers. uma de tensão e outra de corrente. sendo na realidade apenas variantes bem adaptadas à gama de aplicações visadas. O Transferidor de Tensão e Corrente caracteriza-se por um conjunto de propriedades cuja utilidade do ponto de vista prático não é em nada inferior àquela do AmpOp.Sebenta Multimédia de Análise de Circuitos Eléctricos Transferidor de Tensão e Corrente Ao longo dos últimos anos têm vindo a ser introduzidos no mercado alguns blocos operacionais cuja funcionalidade é distinta daquela característica do AmpOp convencional. RL e RLC de 2.ips. um dos quais é de entrada. os TTCs são construídos à base de transístores de junção bipolar ou de efeito de campo. O TTC permite implementar de forma bastante simples conversores tensão e corrente. somadores de sinais em modo de corrente. leia-se transferidor ou transportador de corrente. Convém também salientar o facto de no mercado existirem transferidores de tensão e corrente cujas propriedades. e a natureza não realimentada da maioria dos circuitos que implementam as funções básicas.ª Ordem 11 Impedância Eléctrica 12 Análise da Resposta em Frequência 13 Bobinas Acopladas e Transformadores http://ltodi. integradores e diferenciadores de tensão e de corrente.est. O TTC é basicamente constituído por três portos de acesso. número de terminais e designações são por vezes muito diferenciadas. designadamente um menor número de componentes necessários nas montagens e a extrema simplicidade da análise respectiva. amplificadores de instrumentação de tensão e de corrente. Tal como os AmpOps. outro de entrada ou de saída. senão mesmo superior. etc. seguidores de tensão e de corrente.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_16/smace_16. naturalmente com as suas vantagens e os seus inconvenientes pontuais. Pode mesmo dizer-se que o transferidor de tensão e corrente estabelece um paradigma alternativo ao do AmpOp. que no entanto apresentam um número de terminais inferior àquele dos circuitos integrados comercializados pela empresa Sebenta Multimédia 1 Grandezas Eléctricas 2 Componentes Fundamentais dos Circuitos Eléctricos 3 Resistência Eléctrica 4 Leis de Kirchhoff 5 Métodos de Análise Sistemática de Circuitos 6 Teoremas Básicos dos Circuitos Eléctricos 7 Condensador e Capacidade Eléctrica 8 Bobina e Indutância Electromagnética 9 Análise de Circuitos RC e RL de 1.

facto que de certo modo limita a generalidade das montagens aqui introduzidas. À data da realização deste manual não se conheciam outras designações na Língua Portuguesa http://ltodi.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_16/smace_16. designados por Wideband Transconductance Amplifiers. 1 Tradução do autor.htm (2 of 2)06-06-2005 12:35:53 .Sebenta Multimédia de Análise de Circuitos Eléctricos 14 Diportos Eléctricos 15 Amplificador Operacional 16 Transferidor de Tensão e Corrente APÊNDICE-A APÊNDICE-B MAXIM.ips. Convém ainda referir o facto de por vezes certas montagens serem passíveis de realização como uma mas não com outra das variantes comercializadas.est.

1 Transferidor Ideal 16. http://ltodi. Estas três propriedades resumem-se na seguinte frase: a tensão aplicada ao porto-Y é transferida para o porto-X. uma de tensão controlada por tensão e outra de corrente controlada por corrente (Figura 16. A sequência de controlo entre portos é. portanto.16.est.htm06-06-2005 12:35:54 .1 Transferidor Ideal Um transferidor de tensão e corrente é basicamente um circuito que implementa duas fontes controladas. é de esperar que o transferidor de tensão e corrente transporte consigo um maior potencial de processamento de sinal quando comparado com o AmpOp convencional.ips.1). cuja corrente é transferida para o porto-Z.1 Transferidor de tensão e corrente Os portos gozam das seguintes propriedades: (i) a corrente de entrada no porto-Y é nula. y (ii) a tensão no porto-X segue a tensão aplicada no porto-Y (v =v ). um porto de entrada ou de saída (portoX) e um porto exclusivamente de saída (porto-Z). Figura 16. sendo em alguns z x casos uma cópia amplificada por um factor k superior à unidade. a seguinte: o porto-Y controla o porto-X e este o porto-Z. (iii) a corrente no porto-Z é uma cópia daquela presente no porto-X (i =i ). tipicamente quatro ou oito. definindo assim um x y curto-circuito virtual. i =0. Um TTC é composto por três portos de acesso: um porto de entrada (porto-Y). Dado o maior número de fontes controladas implementadas.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_16/tranfeid.

ips.2 Seguidor de tensão De acordo com as propriedades estabelecidas para o TTC.2. (16.2. 16.htm (1 of 5)06-06-2005 12:35:55 .2 o esquema eléctrico de um seguidor de tensão implementado com base num TTC. 16. é possível distinguir seis configurações básicas que implementam outras tantas funções do processamento electrónico de sinais: o seguimento de tensão ou de corrente. por forma a garantir um caminho para a corrente por este fornecida.est.16.2 Seguidor de Corrente O circuito representado na Figura 16.2 Montagens Básicas Apesar da enorme variedade de circuitos que se podem realizar com TTCs.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_16/montb_16. a tensão no porto-X segue na íntegra a tensão aplicada no porto-Y. a conversão de tensão em corrente ou de corrente em tensão. e a amplificação de tensão ou de corrente.2 Montagens Básicas 16. http://ltodi.3 implementa um seguidor de corrente.1 Seguidor de Tensão Considere-se na Figura 16. Figura 16.1) exigindo-se apenas que o porto de saída em corrente (Z) se encontre ligado a um nó de baixa impedância (por exemplo a massa).

16.3 Seguidor de corrente As relações entre as tensões e as correntes nos três portos do transferidor são as seguintes: (16.htm (2 of 5)06-06-2005 12:35:55 .3 Conversor de Tensão em Corrente Considere-se na Figura 16. http://ltodi. Figura 16.est. seguidamente é convertida numa corrente através da resistência externa ligada ao porto-X e.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_16/montb_16.16. é replicada para o porto-Z.4 o esquema eléctrico de um circuito conversor de tensão em corrente. e (16.2. finalmente. Assim.ips. A extrema simplicidade deste circuito contrasta com a complexidade da montagem equivalente implementado com base em AmpOps.3) neste caso definida pela fonte de corrente ligada ao porto-X. a tensão é inicialmente transferida do porto-Y para o porto-X.4 Conversor de tensão em corrente Neste caso.2) imposta pela ligação à massa do porto-Y.2 Montagens Básicas Figura 16.

est.ips.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_16/montb_16.5 Amplificador de Corrente O circuito representado na Figura 16.5) e seguidamente transferi-la para o porto-X (16.6) 16.4) 16.4 Conversor de Corrente em Tensão Um conversor de corrente em tensão implementa-se como se indica na Figura 16.2.6 Amplificador de corrente A função destes dois componentes externos é a seguinte: a resistência R1 converte para tensão a corrente da fonte de sinal.6 implementa um amplificador de corrente cujo ganho é definido pelo cociente entre as duas resistências R1 e R2.htm (3 of 5)06-06-2005 12:35:55 . Figura 16. http://ltodi.5 Conversor de corrente em tensão Trata-se apenas de converter para tensão a corrente aplicada na entrada (16.5.2 Montagens Básicas (16. Figura 16.16.2.

2.7 Amplificador de tensão Referindo ao circuito representado na Figura 16.7) a resistência R2 converte para corrente a tensão transferida do porto-Y para o porto-X (16. 16.16.est. A simplicidade deste circuito contrasta com a complexidade do equivalente implementado com base em AmpOps.9) a qual é seguidamente convertida para tensão pela resistência R2 e transferida para o porto-X2 de acordo com as relações (16.7.ips. e o segundo para efectuar a sua reconversão para tensão. Figura 16.htm (4 of 5)06-06-2005 12:35:55 . verifica-se que a corrente na saída do primeiro transferidor é (16.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_16/montb_16.10) http://ltodi.8) corrente que é finalmente transferida para porto-Z.7): o primeiro para implementar a conversão para corrente do sinal em tensão na entrada.2 Montagens Básicas (16.6 Amplificador de Tensão A realização de um amplificador de tensão exige a utilização de dois transferidores de tensão e corrente (Figura 16.

pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_16/montb_16.ips.htm (5 of 5)06-06-2005 12:35:55 . Este resultado deve-se ao facto de o ampop ser em si um amplificador de tensão.2 Montagens Básicas Como se pode constatar. ao contrário do TTC que implementa apenas um seguidor de tensão.est.16. a realização de um amplificador de tensão com base em TTCs é menos eficiente que a solução equivalente implementada a partir de ampops. http://ltodi.

respectivamente. Quando comparada com a montagem equivalente realizada a partir de AmpOps convencionais (veja-se o amplificador de instrumentação estudado no capítulo anterior).8 Conversor de tensão em corrente (a) e amplificador de tensão de instrumentação (b) Em qualquer dos dois circuitos a corrente na resistência R1 é dada pelo cociente (16. a resistência R2 e o transferidor a jusante implementam. ambos de instrumentação. 16. filtros activos. constata-se que a alternativa TTC requer um número bastante inferior de componentes externos. Figura 16. conversores de impedâncias. De seguida resumem-se algumas das aplicações mais comuns do transferidor. somadores de sinais em modo de corrente.3 Circuitos com Transferidores Para além das montagens básicas introduzidas.ips. a conversão corrente-tensão e a transferência respectiva para o porto-X.htm (1 of 8)06-06-2005 12:35:58 . o transferidor de tensão e corrente pode ser utilizado numa gama muito variada de aplicações de processamento de sinais.b.3.16. No caso particular do amplificador de tensão. um conversor de tensão em corrente e um amplificador de tensão. designadamente amplificadores de instrumentação.1 Amplificador Diferencial Na Figura 16.3. etc.3 Circuitos com Transferidores 16. 16. Figura 16.11) a qual de acordo com as propriedades do TTC é transferida para os portos-Z de saída. respectivamente. integradores e diferenciadores em modo de corrente ou de tensão.8 apresentam-se dois circuitos que implementam.est.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_16/circtran.8.2 Somador http://ltodi.

9 Somador 16.ips.3. http://ltodi.3 Circuitos com Transferidores A adição de sinais em modo de corrente pode ser efectuada recorrendo a qualquer um dos dois circuitos representados na Figura 16.10 Integradores de corrente (a) e de tensão (b) No circuito em (a). As ligações a tracejado indicam a possibilidade de os transferidores poderem encontrar-se ligados nas configurações de seguidor de corrente ou de conversor tensão e corrente. ao passo que no segundo se efectua a adição dos fluxos de saída de múltiplos portos-Z.htm (2 of 8)06-06-2005 12:35:58 . No primeiro caso adicionam-se as correntes directamente no porto-X de entrada. Na Figura 16.16. Figura 16.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_16/circtran.3 Integradores de Corrente e de Tensão O transferidor de tensão e corrente permite implementar as funções de integração e de diferenciação em modo de tensão e em modo de corrente. podendo assim efectuar a soma mista de sinais em modo de corrente e em modo de tensão.9. Figura 16.10 representam-se dois circuitos que implementam as funções de integração em modo de corrente (a) e em modo de tensão (b). a tensão aplicada no porto-Y é transferida para o porto-X.est.

a tensão na entrada é primeiramente transferida para o porto-X. (16.10.11.3. Ao contrário do integrador com AmpOps. transferência para o porto-X derivação com conversão para o http://ltodi. seguidamente é convertida para o modo de corrente pela resistência R e transferida para o porto-Z do primeiro TTC (16. este circuito disponibiliza o resultado sob a forma de uma corrente.4 Diferenciadores de Corrente e de Tensão Nas Figuras 16.12) de onde resultam as correntes nos portos-X e -Z (16.17) 16.15) e finalmente é integrada pelo condensador (C) e transferida no modo de tensão para o porto-X do segundo TTC.htm (3 of 8)06-06-2005 12:35:58 . e outro de tensão. (b).3 Circuitos com Transferidores (16. O circuito alternativo representado na Figura 16. Neste caso.16. O fluxo do sinal é o seguinte: conversão da corrente em tensão pela resistência R. ou então (16.11. um de corrente.13) na notação de Laplace. Considere-se primeiramente o circuito diferenciador de corrente.ips. (a).14) no domínio do tempo.b implementa um integrador em modo de tensão.a e 16.16) corresponde à relação integral (16.est.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_16/circtran.b representam-se dois circuitos diferenciadores.16) No domínio do tempo a expressão (16.

18) que no domínio do tempo corresponde a (16.11.5 Conversores de Impedâncias A função de um conversor de impedâncias é alterar o valor nominal aparente de um componente. 16. finalmente.20) e (16.3 Circuitos com Transferidores modo de corrente pelo condensador C. (16. http://ltodi.ips.b.16. e.htm (4 of 8)06-06-2005 12:35:58 .est.12 representam-se dois circuitos que implementam uma resistência negativa. pode facilmente demonstrar-se que (16. Figura 16.11 Diferenciadores de corrente (a) e de tensão (b) Assim. Figura 16.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_16/circtran. por exemplo trocar o sinal de uma resistência ou simular a característica tensão e corrente de uma bobina.21) respectivamente na notação de Laplace e no domínio do tempo. Na Figura 16. transferência para o porto-Z de saída.19) No que respeita ao circuito diferenciador de tensão.3.

22) a qual indica tratar-se de uma resistência negativa.16. a tensão no porto-X é imposta pelo porto-Y ao valor (16.25) O princípio apenas introduzido pode ser utilizado na simulação da característica tensão e corrente de uma bobina. Considere-se então o circuito representado na Figura 16. http://ltodi. Figura 16.ips.12. (16.b (16.12.12 Resistência negativa No primeiro caso.htm (5 of 8)06-06-2005 12:35:58 .pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_16/circtran.24) igualdade na qual se inscreve a resistência negativa (16.3 Circuitos com Transferidores Figura 16.est. é fácil verificar que no caso do circuito representado na Figura 16. constituído por três blocos transferidores e diversas resistências e condensadores.23) À semelhança do resultado anterior.a.13.

16.27) ou ainda (16. http://ltodi.3 Circuitos com Transferidores Figura 16. o circuito representado na Figura 16.6 Filtros Activos O transferidor de tensão e corrente permite realizar filtros eléctricos nos modos de corrente. tendo no entanto um dos seus terminais ligado à massa. em (b) um filtro passa-banda de segunda ordem em modo de tensão. em (c) um filtro passa-baixo de segunda ordem em modo de corrente.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_16/circtran.28) Do ponto de vista funcional.3.est.13 é equivalente a uma bobina cujo coeficiente de auto-indução é L=CR1R2. Na Figura 16.htm (6 of 8)06-06-2005 12:35:58 . e. Em face da grande variedade de estruturas de filtros possíveis. 16.13 Bobina com um terminal ligado à massa Uma vez que a impedância de entrada do circuito é dada pelo cociente (16. finalmente. esta secção limita-se apenas a indicar algumas das arquitecturas existentes.26) verifica-se então que (16.ips.14 consideram-se três filtros com funções de transferência variadas: em (a) um filtro passa-alto de primeira ordem em modo misto de tensão e corrente. de tensão e misto.

29) a qual indica tratar-se de um filtro passa-alto com um zero na origem e um pólo à frequência ω =1/RC.htm (7 of 8)06-06-2005 12:35:58 .est.ips.13.ª ordem passa-alto (a).16.3 Circuitos com Transferidores Figura 16.ª ordem passa-banda (b) e de 2.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_16/circtran. de 2.ª ordem passa-baixo (c) No primeiro filtro a função de transferência é (16.14 Filtros activos de 1. p A função de transferência do filtro passa-banda (Figura 16.b) obtém-se a partir do sistema de equações http://ltodi.

htm (8 of 8)06-06-2005 12:35:58 .est. e ao porto-X do transferidor-1.31) Finalmente. O cociente entre as tensões nos portos de saída e de entrada do filtro é neste caso (16. respectivamente. ao nó de saída.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_16/circtran.c apresenta uma função de transferência do tipo passa-baixo de segunda ordem.14. (16.30) as quais resultam da aplicação da Lei de Kirchhoff das correntes ao nó do condensador C1.16.32) http://ltodi.3 Circuitos com Transferidores (16. o filtro em modo misto de tensão e corrente representado na Figura 16.ips. Vo.

15 Modelo eléctrico do transferidor de tensão e corrente De acordo com este modelo.16 o exemplo de um circuito conversor de tensão em corrente cujo TTC se caracteriza pelo modelo não ideal apenas introduzido (Figura 16. 16.16. Considere-se então na Figura 16.16.15 apresenta-se um modelo do transferidor de tensão e corrente mais consentâneo com a realidade.4 Parâmetros Reais dos Transferidores Os transferidores de tensão e corrente reais caracterizam-se por um conjunto de parâmetros que degradam de forma irreversível o desempenho idealizado.ips. Figura 16.b). (iii) a resistência de saída da fonte de corrente controlada no porto-Z não é infinita.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_16/paratran.est. Os parâmetros que do ponto de vista prático mais interessam os projectistas são as resistências de entrada ou de saída dos três portos de acesso. (iv) os coeficientes de transferência entre portos não são exactamente unitários. tipicamente alguns MΩ. os três portos de acesso caracterizam-se pelos seguintes parâmetros: (i) a resistência de entrada do porto-Y é finita. sendo mesmo em alguns casos apenas algumas unidades de kΩ. http://ltodi.4 Parâmetros Reais dos Transferidores 16.htm (1 of 3)06-06-2005 12:35:59 . os coeficientes de transferência de tensão-tensão e de corrente-corrente entre portos. apresentando em geral erros que podem ascender a 1%. a frequência máxima de operação. sendo tipicamente da ordem de algumas décimas a unidades de ohm. (ii) a resistência de saída da fonte de tensão controlada no porto-X não é nula.4. e as tensões e correntes de desvio e de polarização nos portos.1 Erros de Transferência e Resistências de Entrada e de Saída Na Figura 16.

est. Tendo em conta o esquema eléctrico representado na Figura 16. a função de transferência do circuito é afectado por múltiplos erros. designadamente: (i) um erro de acoplamento entre a fonte de sinal e o porto-Y.33) o qual naturalmente difere do valor ideal 1/R1. e entre este e o porto-Z.16. (ii) um erro induzido pela resistência de saída do porto-X.16 Conversor de tensão em corrente De acordo com este pressuposto. nomeadamente entre o porto-Y e o porto-X. pode facilmente demonstrar-se que o cociente entre a corrente na carga e a tensão na entrada é (16.b.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_16/paratran. (iii) um erro induzido pelo divisor de corrente no porto-Z.16.ips. Admitindo valores típicos para os parâmetros do http://ltodi.htm (2 of 3)06-06-2005 12:35:59 .4 Parâmetros Reais dos Transferidores Figura 16. (iv) erros de transferência entre portos.

Os erros de desvio tanto podem ser de corrente como de tensão.htm (3 of 3)06-06-2005 12:35:59 . existem transferidores de tensão e corrente que debitam uma corrente de desvio da ordem dos 30 µA no porto-Z quando se impõe a igualdade v =v =0. a principal consequência deste facto é a presença de uma corrente não nula no porto-Y. Os TTC são em geral dotados de um terminal de ajuste do erro de desvio.2 Erros de Desvio e de Polarização O desempenho dos transferidores de tensão e corrente é também limitado por um conjunto de parâmetros conhecidos como erros de desvio e de polarização. ao passo que no segundo se trata da tensão de desvio entre os portos-Y e -X. por exemplo R =100 kΩ.4.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_16/paratran. 16. O erro de conversão resulta da ordem de 2.5%. Por exemplo. independentemente da existência ou não de sinal aplicado. tipicamente 100 a 250 MHz. R =10 Ω. http://ltodi. e x y apresentam uma corrente nula quando entre os portos-Y e -X se aplica uma tensão de alguns mV. No primeiro caso trata-se da corrente de desvio do porto-Z. os erros de polarização devem-se essencialmente ao facto de os transístores bipolares exigirem uma corrente não nula na base. existem no mercado transferidores de tensão e corrente cuja largura de banda ascende a várias centenas de MHz. Como tal. A largura de banda neste tipo de operacionais é em geral especificada através da frequência a partir da qual os coeficientes de transferência entre portos se reduzem a 1/√ 2 (-3 dB) do seu valor máximo. Os erros de desvio são geralmente aleatórios de integrado para integrado e dependem do melhor ou pior emparelhamento entre os transístores no seu interior.16.4 Parâmetros Reais dos Transferidores transferidor. R =1 MΩ e ε =ε =0.01. uma fonte de sinal de 600 Ω e uma carga de 600 Ω. De acordo com esta definição. Ao contrário dos anteriores.ips.est.34) em contraste com valor ideal de 1 mS. 16.4.3 Largura de Banda A largura de banda é o principal parâmetro que limita o desempenho em frequência dos TTC. Em alguns dos integrados existentes no mercado estas correntes podem atingir as dezenas de µA. em conjunto com uma iy ox oz x y resistência de conversão R1=1 kΩ. obtém-se mS (16.

filtros.Sumário Sumário O transferidor de tensão e corrente constitui um bloco operacional alternativo ao AmpOp. somadores.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_16/sumar_16. à do AmpOp. conversores de impedâncias. integradores e diferenciadores em modo de tensão e em modo de corrente. amplificadores de instrumentação de tensão e de corrente. O transferidor permite realizar conversores de tensão em corrente e de corrente em tensão.est.htm06-06-2005 12:36:00 . amplificadores de tensão e de corrente. seguidores de tensão e de corrente. http://ltodi. O transferidor ideal implementa duas fontes controladas: uma de tensão controlada por tensão e outra de corrente controlada por corrente.ips. Dado o maior número de fontes controladas implementadas. etc. o transferidor de tensão e corrente apresenta-se como um bloco operacional cuja versatilidade é comparável. senão mesmo superior.

est. b2.1.Exercícios de Aplicação Exercícios de Aplicação *16.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_16/exapl_16. o s http://ltodi.htm (1 of 5)06-06-2005 12:36:01 .1 Considere os circuitos representados na Figura E16. b3 e b4.ips. v 2 … v no o s s sk (c) determine a relação entre a corrente i e a palavra digital inscrita nos bit b1. No caso representado em: (a) determine a relação entre a corrente i e a tensão e a corrente v e i o s s (b) determine a relação entre a corrente v e as tensões v 1. o (d) determine a relação entre a corrente i e a tensão v .

htm (2 of 5)06-06-2005 12:36:01 . o s Figura E16.est.2 Considere os dois circuitos representados na Figura E16.3 o s o s existe uma relação de diferenciação.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_16/exapl_16.3 Mostre que entre as tensões v e v e entre as correntes i e i nos circuitos representados na Figura E16.1 *16.2 *16.3 http://ltodi. Mostre que entre as tensões v e v e entre as o s correntes i e i existe uma relação de integração.2. Figura E16.Exercícios de Aplicação Figura E16.ips.

respectivamente. Z2=R2 e Z3=R3 os dois circuitos implementam resistências cujo valor nominal depende do quadrado da frequência angular. Z2=R2 e Z3=1/sC os dois circuitos implementam bobinas cujos valores nominais são. (c) mostre que no caso em que Z1=1/sC.4 implementa um conversor negativo de impedâncias. i Figura E16. (b) mostre que no caso em i i i que Z1=R1.ips. http://ltodi. L=-R1R2C e L=R1R2C.4 *16. isto é.htm (3 of 5)06-06-2005 12:36:01 .4 Mostre que do ponto de vista dos terminais de entrada indicados o circuito representado na Figura E16.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_16/exapl_16.5: (a) mostre que as impedâncias de entrada indicadas (Z ) são dadas pelas expressões Z =-Z1Z2/Z3 e Z =Z1Z2/Z3 respectivamente.Exercícios de Aplicação *16. Z =-Z.5 Considere os dois circuitos representados na Figura E16.est.

a e E16. determine para cada um dos circuitos representados nas Figuras E16.16.7.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_16/exapl_16. Figura E16.g qual a função implementada e a relação ou função de transferência entre as grandezas indicadas.7.htm (4 of 5)06-06-2005 12:36:01 .6 *16.7.7 A empresa MAXIM comercializa dois circuitos integrados designados por wideband transconductance amplifiers que na prática implementam funções semelhantes às do transferidor de tensão-corrente introduzidos ao longo deste capítulo.5 *16.est.7.6 Mostre que no circuito da Figura E16. Nas Figuras E16. De acordo com estes pressupostos.6 a função de transferência V (s)/V (s) implementa um filtro passao s baixo de segunda ordem.b indicam-se os símbolos e as relações entre as variáveis tensão e corrente eléctrica aos terminais do circuito.Exercícios de Aplicação Figura E16.c a E. http://ltodi.ips.

ips.Exercícios de Aplicação Figura E16.7 http://ltodi.htm (5 of 5)06-06-2005 12:36:01 .pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_16/exapl_16.est.

10% e 20%. o significado de cada banda é o seguinte: q q a 1ª e a 2ª bandas indicam os dois primeiros algarismos do valor nominal da resistência. COR preto 1ª BANDA 2ª BANDA 3ª BANDA 4ª BANDA 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 1 10 102 103 104 105 106 107 10-2 10-1 ± 1% ± 2% ± 5% ± 10% q castanho 1 vermelho 2 laranja 3 amarelo 4 verde azul violeta branco prata ouro 5 6 7 9 - cinzento 8 http://ltodi. ao passo que as de precisão são codificadas com base num código de cinco bandas. O significado de cada banda é indicado nas Tabelas A3. a qual pode tomar valores típicos de 1%. . . de todos estes três sistemas alternativos o das bandas coloridas é aquele de maior divulgação entre os fabricantes de componentes. que pode ser 10-2. . Convém notar que a mesma cor pode ter significados diferentes consoante a resistência seja de precisão ou normal.pt/lveriss/Sebenta_Online/apend_a/apend_a.htm (1 of 4)06-06-2005 12:36:02 .ips.APÊNDICE-A APÊNDICE-A Código de Identificação de Resistências A informação relativa ao valor nominal e à tolerância de uma resistência discreta encontra-se regra geral gravada no invólucro sob a forma de números. 2%. bandas ou pontos coloridos.. a 4ª banda indica a tolerância do valor nominal da resistência. 10.2. a 3ª banda indica o factor multiplicativo do valor nominal da resistência. 10-1. em particular nas resistências de aglomerado de grafite. N1 e N2. vulgo de carvão.est.1 e A3. Nas resistências normais. 1. No entanto. 100. 5%. O código de cores varia conforme as resistências sejam normais ou de precisão: as resistências normais são codificadas com quatro bandas. 109.

5% - castanho 1 vermelho 2 laranja 3 amarelo 4 verde azul violeta branco 5 6 7 9 cinzento 8 http://ltodi.1 apresenta-se o exemplo de uma resistência normal cujas bandas apresentam as seguintes cores: 1ª banda: verde (5) 2ª banda: azul (6) 3ª banda: vermelho (2 => 102) 4ª banda: dourado (10%) Figura A3.est. COR preto 1ª BANDA 2ª BANDA 3ª BANDA 4ª BANDA 5ª BANDA 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 1 10 102 103 104 105 106 107 ± 1% ± 2% ± 0.04 kΩ e 6.6 kΩ e 10% de tolerância. portanto com um valor nominal compreendido entre 5.ips.1 Código de cores das resistências normais (4 bandas) Na Figura A3.16 kΩ.pt/lveriss/Sebenta_Online/apend_a/apend_a.APÊNDICE-A - - - - ± 20% Tabela A3.1 Resistência de carvão de normal Estas bandas codificam a informação relativa a uma resistência de 5.htm (2 of 4)06-06-2005 12:36:02 .

que pode ser 10-2. a 5ª banda indica a tolerância do valor nominal da resistência. 2ª e 3ª bandas indicam os três primeiros algarismos do valor nominal da resistência.htm (3 of 4)06-06-2005 12:36:02 .pt/lveriss/Sebenta_Online/apend_a/apend_a. . que neste caso pode ser 0. N2 e N3.est.5%. 2% e 5%.2 Resistência de carvão de precisão normal Trata-se assim de uma resistência de 1 kΩ e 5% de tolerância. respectivamente. q q Na Figura A. 109.2 Código de cores das resistências de precisão (5 bandas) Nas resistências de precisão o significado de cada uma das cinco bandas é o seguinte: q a 1ª. a 4ª banda indica o factor multiplicativo do valor nominal da resistência.3. . 1. 10. 1%.. 10-1.2 apresenta-se o exemplo de uma resistência de precisão cujas bandas apresentam as seguintes cores: 1ª banda: castanho (1) 2ª banda: preto (0) 3ª banda: preto (0) 4ª banda: castanho (1 => 101) 5ª banda: dourado (5%) Figura A3. N1. 100. Na Tabela A3. A chave para a interpretação da tabela é a seguinte: http://ltodi.APÊNDICE-A prata ouro - - - - 10-2 10-1 - ± 5% - Tabela A3.ips.3 indica-se a gama completa dos valores nominais estandardizados para as resistências de carvão. .

2 2.9 4.82 8.3 13 130 1.1 91 910 9.3 13 130 1.6 56 560 0.0 1.2 6.3 13 130 0.11 1.5 75 750 0.62 6.1 91 910 Tabela A3.8 18 180 0.18 1.7 47 470 0.0 20 200 2.1 51 510 5.30 3.8 7.3 1.3 33 330 3.htm (4 of 4)06-06-2005 12:36:02 .1 1.0 20 200 0.75 7.APÊNDICE-A (i) a gama com tolerância de 5% existe para todos os valores indicados.6 56 560 5.3 43 430 4.24 2.7 27 270 0.est.3 4.56 5.1 11 110 0.2 62 620 0.6 6.pt/lveriss/Sebenta_Online/apend_a/apend_a.6 16 160 1.20 2.6 36 360 3.4 24 240 0.2 12 120 1.68 6.0 30 300 3.4 2.3 Gama completa de resistências de carvão http://ltodi.7 5.1 1.12 1.0 10 100 0.2 62 620 6.4 24 240 2.39 3.8 18 180 1.27 2.2 9.2 12 120 0.1 51 510 0.2 22 220 0.1 5.7 47 470 4.6 16 160 0.6 36 360 0.3 3.7 27 270 2.2 82 820 8.22 2.3 33 330 0.51 5.15 1. (ii) a gama com tolerância de 10% só existe para os valores sublinhados.6 1.16 1.8 68 680 6.36 3.2 1.0 3. OHMS KILO OHMS MEGA OHMS 1.3 13 130 0.7 3.ips.91 9.47 4.33 3. (iii) a gama com tolerância de 20% só existe para os valores a cheio.8 2.0 2.43 4.2 82 820 0.9 39 390 3.9 39 390 0.8 68 680 0.3 1.2 22 220 2.6 3.1 10 11 12 13 13 16 18 20 22 - 0.1 11 110 1.0 10 100 1.13 1.5 75 750 7.5 8.0 30 300 0.3 43 430 0.

109.pt/lveriss/Sebenta_Online/apend_a/smace_a. N1 e N2. o significado de cada banda é o seguinte: q q q a 1ª e a 2ª bandas indicam os dois primeiros algarismos do valor nominal da resistência. O código de cores varia conforme as resistências sejam normais ou de precisão: as resistências normais são codificadas com quatro bandas. 10-1. . 2%. 100. ao passo que as de precisão são codificadas com base num código de cinco bandas. que pode ser 10-2.1 e A3. COR preto 1ª BANDA 2ª BANDA 3ª BANDA 4ª BANDA 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 1 10 102 103 104 105 106 107 10-2 10-1 ± 1% ± 2% ± 5% ± 10% castanho 1 vermelho 2 laranja 3 amarelo 4 verde azul violeta branco prata ouro 5 6 7 9 - cinzento 8 http://ltodi.ª Ordem 10 Análise de Circuitos RC.htm (1 of 4)06-06-2005 12:36:04 . 1. O significado de cada banda é indicado nas Tabelas A3. a 4ª banda indica a tolerância do valor nominal da resistência.ª Ordem 11 Impedância Eléctrica 12 Análise da Resposta em Frequência 13 Bobinas Acopladas e Transformadores A informação relativa ao valor nominal e à tolerância de uma resistência discreta encontra-se regra geral gravada no invólucro sob a forma de números.est.ips. a 3ª banda indica o factor multiplicativo do valor nominal da resistência. 10% e 20%.2. Nas resistências normais. No entanto. de todos estes três sistemas alternativos o das bandas coloridas é aquele de maior divulgação entre os fabricantes de componentes.Sebenta Multimédia de Análise de Circuitos Eléctricos APÊNDICE-A Código de Identificação de Resistências Sebenta Multimédia 1 Grandezas Eléctricas 2 Componentes Fundamentais dos Circuitos Eléctricos 3 Resistência Eléctrica 4 Leis de Kirchhoff 5 Métodos de Análise Sistemática de Circuitos 6 Teoremas Básicos dos Circuitos Eléctricos 7 Condensador e Capacidade Eléctrica 8 Bobina e Indutância Electromagnética 9 Análise de Circuitos RC e RL de 1. . em particular nas resistências de aglomerado de grafite. .. vulgo de carvão. a qual pode tomar valores típicos de 1%. Convém notar que a mesma cor pode ter significados diferentes consoante a resistência seja de precisão ou normal. 10. RL e RLC de 2. 5%. bandas ou pontos coloridos.

6 kΩ e 10% de tolerância.16 kΩ.ips.04 kΩ e 6.5% ± 5% castanho 1 vermelho 2 laranja 3 amarelo 4 verde azul violeta branco prata ouro 5 6 7 9 - cinzento 8 http://ltodi.1 apresenta-se o exemplo de uma resistência normal cujas bandas apresentam as seguintes cores: 1ª banda: verde (5) 2ª banda: azul (6) 3ª banda: vermelho (2 => 102) 4ª banda: dourado (10%) Figura A3.1 Código de cores das resistências normais (4 bandas) Na Figura A3.est.pt/lveriss/Sebenta_Online/apend_a/smace_a.Sebenta Multimédia de Análise de Circuitos Eléctricos 14 Diportos Eléctricos 15 Amplificador Operacional 16 Transferidor de Tensão e Corrente APÊNDICE-A APÊNDICE-B - - - - ± 20% Tabela A3. portanto com um valor nominal compreendido entre 5.1 Resistência de carvão de normal Estas bandas codificam a informação relativa a uma resistência de 5. COR preto 1ª BANDA 2ª BANDA 3ª BANDA 4ª BANDA 5ª BANDA 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 1 10 102 103 104 105 106 107 10-2 10-1 ± 1% ± 2% ± 0.htm (2 of 4)06-06-2005 12:36:04 .

.pt/lveriss/Sebenta_Online/apend_a/smace_a.2 Código de cores das resistências de precisão (5 bandas) Nas resistências de precisão o significado de cada uma das cinco bandas é o seguinte: q q q a 1ª.. . .5%. 10.ips.htm (3 of 4)06-06-2005 12:36:04 .2 apresenta-se o exemplo de uma resistência de precisão cujas bandas apresentam as seguintes cores: 1ª banda: castanho (1) 2ª banda: preto (0) 3ª banda: preto (0) 4ª banda: castanho (1 => 101) 5ª banda: dourado (5%) Figura A3. que neste caso pode ser 0.est. Na Tabela A3. 1.3 indica-se a gama completa dos valores nominais estandardizados para as resistências de carvão.3. a 4ª banda indica o factor multiplicativo do valor nominal da resistência. 2% e 5%. 109. http://ltodi. N1. N2 e N3. 2ª e 3ª bandas indicam os três primeiros algarismos do valor nominal da resistência. Na Figura A. 1%. 10-1. a 5ª banda indica a tolerância do valor nominal da resistência. (ii) a gama com tolerância de 10% só existe para os valores sublinhados. que pode ser 10-2.2 Resistência de carvão de precisão normal Trata-se assim de uma resistência de 1 kΩ e 5% de tolerância. A chave para a interpretação da tabela é a seguinte: (i) a gama com tolerância de 5% existe para todos os valores indicados. respectivamente.Sebenta Multimédia de Análise de Circuitos Eléctricos - - - - - - Tabela A3. 100.

ips.1 1.4 2.0 30 300 3.2 82 820 0.9 4.2 12 120 1.3 13 130 0.68 6.4 24 240 2.75 7.9 39 390 0.9 39 390 3.1 51 510 0.3 13 130 1.82 8.27 2.1 11 110 0.3 3.3 33 330 0.16 1.43 4.pt/lveriss/Sebenta_Online/apend_a/smace_a.2 62 620 0.7 27 270 2.7 5.8 68 680 0.8 18 180 0.1 11 110 1.30 3.7 47 470 4.0 2.0 1.2 82 820 8.0 10 100 0.2 62 620 6.36 3.24 2.13 1.7 27 270 0.5 75 750 0.2 1.62 6.6 16 160 0.6 6.7 47 470 0.20 2.91 9.3 Gama completa de resistências de carvão http://ltodi.1 91 910 Tabela A3.htm (4 of 4)06-06-2005 12:36:04 .6 3.3 4. OHMS KILO OHMS MEGA OHMS 1.47 4.6 56 560 5.2 6.3 13 130 0.1 1.39 3.1 51 510 5.3 1.6 16 160 1.8 2.8 68 680 6.0 20 200 0.Sebenta Multimédia de Análise de Circuitos Eléctricos (iii) a gama com tolerância de 20% só existe para os valores a cheio.2 12 120 0.7 3.1 5.1 10 11 12 13 13 16 18 20 22 - 0.6 36 360 3.4 24 240 0.5 75 750 7.1 91 910 9.3 13 130 1.18 1.3 33 330 3.2 9.5 8.8 18 180 1.0 3.est.0 10 100 1.2 2.8 7.56 5.33 3.12 1.51 5.11 1.0 30 300 0.22 2.3 43 430 4.6 56 560 0.0 20 200 2.2 22 220 0.3 1.3 43 430 0.15 1.6 1.2 22 220 2.6 36 360 0.

1 Matrizes Uma matriz é um agregado de números. ao passo que uma matriz na qual m=n é dita quadrada.htm (1 of 6)06-06-2005 12:36:06 .1) os quais são designados por elementos da matriz e representados por a . ij ji As matrizes da mesma ordem podem ser somadas ou subtraídas elemento a elemento http://ltodi. a linha e a coluna em que o elemento a se encontra na matriz.2) e uma matriz com uma só linha é designada por vector linha (B.3) As matrizes cujos elementos verificam a igualdade a =a são designadas por simétricas.ips. ij respectivamente. Uma matriz com uma só coluna é designada por vector coluna (B. Os índices i e j indicam.pt/lveriss/Sebenta_Online/apend_b/apend_b. ij Uma matriz com m linhas e n colunas é dita rectangular de ordem (m*n).est. coeficientes ou funções dispostos em linhas e colunas (B.APÊNDICE-B APÊNDICE-B Matrizes e Determinantes B.

4) operações que verificam seja a propriedade da comutatividade A+B=B+A seja a da associatividade (A + B) + C = A + (B + C) O produto de matrizes só é possível nos casos em que estas verificam a relação entre ordens C(m*n) = A(m*r) * B(r*n) (B.10) (B. um número de linhas e de colunas igual a. tendo a matriz produto.8) é equivalente a p = a11x + a12y + a13z q = a21x + a22y + a23z r = a31x + a32y + a33z (B. a matriz A possui o mesmo número de colunas que o número de linhas da matriz B. respectivamente.9) (B.7) (B. coeficientes ou funções dispostos em linhas e colunas e é utilizado na resolução de sistemas de equações. C.pt/lveriss/Sebenta_Online/apend_b/apend_b. o número de linhas da matriz A e o número de colunas da matriz B.6) (B.11) B.htm (2 of 6)06-06-2005 12:36:06 .5) isto é. O produto de duas matrizes efectua-se de acordo com a seguinte regra: (B.APÊNDICE-B (B. http://ltodi.est.ips.2 Determinantes Um determinante é um agregado de números.

Em geral. O menor m é o determinante de uma matriz à qual foram retiradas a linha i e ij a coluna j.ips. Por exemplo.pt/lveriss/Sebenta_Online/apend_b/apend_b. no caso do determinante de uma matriz (3*3). a expressão do determinante de uma matriz (n*n) é obtido a partir do cálculo dos cofactores e dos menores.12) Por exemplo. m12 e m13 são dados por (B.14) respectivamente.15) http://ltodi.13) e por (B. os determinantes das matrizes de ordem (2*2) e (3*3) são dados por (B.htm (3 of 6)06-06-2005 12:36:06 .est.APÊNDICE-B (B. os menores m11.

htm (4 of 6)06-06-2005 12:36:06 .17) respectivamente.ips.a32a23)(-1)2 + a21(a12a33 . os cofactores C são dados por ij (i+j) C = (-1) ij m ij (B.est.18) A regra de cálculo do determinante de uma matriz (n*n) é (B.20) Um sistema de n equações a n variáveis http://ltodi. no caso de uma matriz (3*3) ∆ = a11c11 + a21c21 + a31c31 = a11 ( a22a33 .16) (B. Por exemplo.a32a13)(-1)3 + a31(a12a23 .a22a13)(-1)4 (B.19) em que j é uma qualquer das n colunas da matriz.pt/lveriss/Sebenta_Online/apend_b/apend_b.APÊNDICE-B (B. Por outro lado.

+ a i sn n n nn n (B. .htm (5 of 6)06-06-2005 12:36:06 . + a1 i s nn v 2 = a21i1 + a22i2 + .est.23) em que ∆ representa o determinante da matriz quando a coluna i é substituída pelo vector coluna [v ]. as soluções i1. considerando o caso particular de um sistema de três equações. .APÊNDICE-B v 1 = a11i1 + a12i2 + . .21) pode ser representado com base numa relação matricial (B. v = a 1i1 + a 2i2 + . i2 e i3 são dadas por (B. ..24) http://ltodi.. .22) As expressões das soluções i do sistema são dadas pela regra de Cramer i (B... + a2 i s nn ... . .. ..ips.pt/lveriss/Sebenta_Online/apend_b/apend_b. . Por i s exemplo.

est.APÊNDICE-B (B.htm (6 of 6)06-06-2005 12:36:06 .26) respectivamente.pt/lveriss/Sebenta_Online/apend_b/apend_b.25) (B.ips. http://ltodi.

respectivamente.est.Sebenta Multimédia de Análise de Circuitos Eléctricos APÊNDICE-B Matrizes e Determinantes Sebenta Multimédia 1 Grandezas Eléctricas 2 Componentes Fundamentais dos Circuitos Eléctricos 3 Resistência Eléctrica 4 Leis de Kirchhoff 5 Métodos de Análise Sistemática de Circuitos 6 Teoremas Básicos dos Circuitos Eléctricos 7 Condensador e Capacidade Eléctrica 8 Bobina e Indutância Electromagnética 9 Análise de Circuitos RC e RL de 1.2) e uma matriz com uma só linha é designada por vector linha (B.ª Ordem 10 Análise de Circuitos RC. RL e RLC de 2.pt/lveriss/Sebenta_Online/apend_b/smace_b. ao passo que uma matriz na qual m=n é dita quadrada. coeficientes ou funções dispostos em linhas e colunas (B. ij ji As matrizes da mesma ordem podem ser somadas ou subtraídas elemento a elemento (B.4) operações que verificam seja a propriedade da comutatividade http://ltodi.ª Ordem 11 Impedância Eléctrica 12 Análise da Resposta em Frequência 13 Bobinas Acopladas e Transformadores 14 Diportos Eléctricos 15 Amplificador B. a linha e a coluna em que o elemento a se encontra na matriz.1) os quais são designados por elementos da matriz e representados por a .ips. Os índices i e j ij indicam.1 Matrizes Uma matriz é um agregado de números. ij Uma matriz com m linhas e n colunas é dita rectangular de ordem (m*n). Uma matriz com uma só coluna é designada por vector coluna (B.htm (1 of 5)06-06-2005 12:36:07 .3) As matrizes cujos elementos verificam a igualdade a =a são designadas por simétricas.

6) O produto de matrizes só é possível nos casos em que estas verificam a relação entre ordens C(m*n) = A(m*r) * B(r*n) (B.10) (B.9) (B.2 Determinantes Um determinante é um agregado de números.13) http://ltodi. (B. os determinantes das matrizes de ordem (2*2) e (3*3) são dados por (B.ips.Sebenta Multimédia de Análise de Circuitos Eléctricos Operacional 16 Transferidor de Tensão e Corrente APÊNDICE-A APÊNDICE-B A+B=B+A seja a da associatividade (A + B) + C = A + (B + C) (B.11) B. coeficientes ou funções dispostos em linhas e colunas e é utilizado na resolução de sistemas de equações.est.pt/lveriss/Sebenta_Online/apend_b/smace_b. tendo a matriz produto. a matriz A possui o mesmo número de colunas que o número de linhas da matriz B. o número de linhas da matriz A e o número de colunas da matriz B. respectivamente. C.8) é equivalente a p = a11x + a12y + a13z q = a21x + a22y + a23z r = a31x + a32y + a33z (B.7) isto é.htm (2 of 5)06-06-2005 12:36:07 . um número de linhas e de colunas igual a.12) Por exemplo.5) (B. O produto de duas matrizes efectua-se de acordo com a seguinte regra: (B.

a expressão do determinante de uma matriz (n*n) é obtido a partir do cálculo dos cofactores e dos menores. Por outro lado.ips.15) (B. m12 e m13 são dados por (B.16) (B.htm (3 of 5)06-06-2005 12:36:07 . O menor m é o determinante de uma matriz à qual ij foram retiradas a linha i e a coluna j.pt/lveriss/Sebenta_Online/apend_b/smace_b.19) http://ltodi. os menores m11.Sebenta Multimédia de Análise de Circuitos Eléctricos e por (B.17) respectivamente. no caso do determinante de uma matriz (3*3). os cofactores C são dados por ij (i+j) C = (-1) ij m ij (B.18) A regra de cálculo do determinante de uma matriz (n*n) é (B.14) respectivamente.est. Em geral. Por exemplo.

. considerando o caso particular de um sistema de três equações. i2 e i3 são dadas por http://ltodi.. .. Por exemplo. . .23) em que ∆ representa o determinante da matriz quando a coluna i é substituída pelo vector i coluna [v ]. .htm (4 of 5)06-06-2005 12:36:07 .pt/lveriss/Sebenta_Online/apend_b/smace_b. . .Sebenta Multimédia de Análise de Circuitos Eléctricos em que j é uma qualquer das n colunas da matriz.. + a2 i s nn ... v = a 1i1 + a 2i2 + .ips..a32a23)(-1)2 + a21(a12a33 .. + a i sn n n nn n (B. .a32a13)(-1)3 + a31(a12a23 a22a13 )(-1)4 (B. no caso de uma matriz (3*3) ∆ = a11c11 + a21c21 + a31c31 = a11 ( a22a33 . + a1 i s nn v 2 = a21i1 + a22i2 + ..21) pode ser representado com base numa relação matricial (B.20) Um sistema de n equações a n variáveis v 1 = a11i1 + a12i2 + .22) As expressões das soluções i do sistema são dadas pela regra de Cramer i (B. Por exemplo.est. . as s soluções i1.

25) (B.est.htm (5 of 5)06-06-2005 12:36:07 .24) (B.26) respectivamente.ips.pt/lveriss/Sebenta_Online/apend_b/smace_b.Sebenta Multimédia de Análise de Circuitos Eléctricos (B. http://ltodi.

Caracteriza-se pelas seguintes quatro propriedades (Figura 15.ips. Figura 15.2 AmpOp ideal A principal consequência do conjunto de propriedades apenas enunciado é. Com efeito.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_15/ampopid.2): (i) impedância de entrada infinita.htm (1 of 2)06-06-2005 12:36:08 . (ii) impedância de saída nula. A natureza virtual deste curto-circuito deve-se à coexistência de uma igualdade entre tensões sem ligação física entre terminais.15. (iv) ausência de qualquer limitação em frequência e em amplitude. http://ltodi.1 AmpOp Ideal O AmpOp ideal constitui um modelo simplificado de um amplo conjunto de amplificadores de tensão actualmente existentes no mercado. a existência de uma tensão finita na saída só é compatível com um ganho infinito desde que a diferença de potencial entre os dois terminais de entrada seja nula. na prática.est.3 ilustra-se o significado prático de um curto-circuito virtual. Na Figura 15. (iii) ganho de tensão infinito.1 AmpOp Ideal 15. a possibilidade de estabelecer um curto-circuito virtual entre os dois terminais de entrada do AmpOp.

htm (2 of 2)06-06-2005 12:36:08 .1) isto é.3 Curto-circuito e massa virtual Por exemplo. a tensão na saída do AmpOp segue a da fonte de sinal aplicada na entrada. Diz-se então que o terminal negativo do amplificador operacional constitui uma massa virtual. http://ltodi. Por outro lado.ips.1 AmpOp Ideal Figura 15. que o terminal negativo do amplificador se encontra ao nível da massa.15.est. no caso da montagem representada em (b) verifica-se que (15.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_15/ampopid. no caso da montagem em (a) a relação entre as tensões nos nós é (15.2) ou seja. sem no entanto se encontrar fisicamente ligado a ela.

htm (1 of 4)06-06-2005 12:36:10 + - - + . (ii) e uma outra que considera o AmpOp como uma fonte de tensão controlada por tensão e utiliza as metodologias convencionais de análise de circuitos.15. o que implica a igualdade v =v =0.4 Montagem inversora Tendo em conta o facto da existência de um curto-circuito virtual entre os dois terminais de entrada. frequência. existem basicamente as seguintes duas alternativas: (i) uma que assume a presença de um curto-circuito virtual entre os dois terminais de entrada do AmpOp (em conjunto com correntes nulas de entrada). i =i =0. neste caso com limitações em ganho.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_15/montb_15.2 Montagens Básicas 15. que se destina essencialmente à análise de circuitos com AmpOps reais. 15.4. e ainda o facto de as correntes nos nós de entrada serem nulas.1 Montagem Inversora Considere-se na Figura 15. No que respeita às metodologias de análise de circuitos com AmpOps. http://ltodi. Os circuitos estudados neste capítulo constituem todos eles ou variações ou combinações destas duas configurações básicas. Adiante se verá que a primeira metodologia é de mais simples aplicação aos circuitos com AmpOps ideais.est.2.a o esquema eléctrico da montagem inversora do AmpOp.2 Montagens Básicas O AmpOp é vulgarmente utilizado em duas configurações básicas: a montagem inversora e a montagem não-inversora. Figura 15. e impedâncias de entrada e de saída.ips. ao contrário da segunda.

b). portanto.2 Montagens Básicas verifica-se então que (15.15. Neste caso trata-se de aplicar um dos métodos de análise introduzidos ao longo deste livro. por exemplo resolver o sistema de equações (15.5) o qual é apenas função do cociente entre os valores das resistências R2 e R1.7) de cuja resolução resulta o ganho (15. O método alternativo de análise consiste em substituir o AmpOp por uma fonte de tensão dependente com ganho finito (Figura 15. (15.est.4.8) http://ltodi. o ganho de tensão da montagem é dado por (15.4) Como tal.htm (2 of 4)06-06-2005 12:36:10 .ips.6) que equivale a (15.3) e que.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_15/montb_15.

5.est.2.5 Montagem não-inversora A existência de um curto-circuito virtual entre os nós de entrada do amplificador permite escrever a igualdade entre as três tensões (15.ips.2 Montagens Básicas cujo limite quando o ganho do AmpOp tende para infinito é (15.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_15/montb_15.a a montagem não-inversora do AmpOp.9) 15.15. Figura 15.2 Montagem Não-Inversora Considere-se na Figura 15.htm (3 of 4)06-06-2005 12:36:10 .11) conduz à relação de ganho http://ltodi.10) que em conjunto com a equação do divisor resistivo na saída (15.

htm (4 of 4)06-06-2005 12:36:10 . dependente apenas do cociente entre os valores das resistências R1 e R2.ips.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_15/montb_15.13) cujo limite quando o ganho do AmpOp tende para infinito coincide com a relação (15. superior à unidade e.12) O ganho de tensão desta montagem é positivo.b) (15. http://ltodi. mais uma vez.est.5.12) apenas derivada.2 Montagens Básicas (15.15. Pode facilmente demonstrar-se que a aplicação do método alternativo de análise conduz à expressão (Figura 15.

3 Circuitos com AmpOps As montagens inversora e não-inversora são utilizadas numa infinidade de aplicações de processamento de sinal. rectificação de sinais.3 Circuitos com AmpOps 15.ips. http://ltodi. ao passo que em (b) a fonte e a carga são intercaladas de um seguidor de tensão.htm (1 of 14)06-06-2005 12:36:14 . Na Figura 15. 15. conversão tensão-corrente e corrente-tensão. cuja tradução para a Língua Portuguesa é circuito amortecedor ou tampão). Figura 15. conversão e simulação de impedâncias. etc.3.est. filtragem. na literatura anglo-saxónica este circuito é designado por buffer. De seguida estudam-se algumas aplicações que permitem ilustrar o enorme potencial prático do amplificador operacional de tensão.7 apresentam-se dois circuitos que ilustram a utilidade prática do seguidor de tensão: em (a) a carga encontra-se ligada directamente à fonte. designadamente de amplificação.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_15/circampo. resultado que à primeira vista poderia parecer destituído de aplicação prática.6.14) entre a entrada e a saída.1 Seguidor de Tensão O circuito seguidor de tensão constitui uma das aplicações mais comuns do amplificador operacional (Figura 15.6 Circuito seguidor de tensão O seguidor de tensão implementa um ganho unitário (15. cuja resistência interna introduz um divisor resistivo.15.

Pelo contrário. e como se indica na Figura 15. dado ser nula a corrente respectiva.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_15/circampo. no caso do circuito em (b) verifica-se a igualdade (15. excepto quando 2 infinito.3. (15.8).7 Aplicações do circuito seguidor de tensão Identificam-se as seguintes diferenças entre estes dois circuitos: no primeiro caso a tensão na carga é inferior àquela disponibilizada pela fonte. neste caso é o amplificador operacional e não a fonte de sinal quem fornece potência à carga.2 Somador Inversor A montagem inversora pode ser utilizada para implementar a soma pesada de sinais eléctricos (Figura 15. 15.3 Circuitos com AmpOps Figura 15. Para além do mais. situação durante a qual o valor da resistência R é irrelevante. os dois circuitos coincidem quando a resistência R1 é feita tender para infinito. http://ltodi.6. O circuito seguidor de tensão pode ser encarado como caso limite da montagem não-inversora estudada anteriormente.est.16) designadamente como resultado do ganho infinito e das impedâncias de entrada infinita e de saída nula do amplificador operacional. Estas características justificam os títulos de circuito seguidor de tensão.ips. isolador ou tampão. Com efeito.15.15) e é a fonte de sinal quem fornece a potência à carga.htm (2 of 14)06-06-2005 12:36:14 .b.

as palavras digitais 10011 e 00001 (em decimal 19 e 1.. R =R/2 1. respectivamente) conduzem aos valores da tensão na saída http://ltodi.19) Por exemplo.3 Circuitos com AmpOps Figura 15.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_15/circampo.15.18) Uma das aplicações mais interessantes do somador na Figura 15..ips.8 é a realização de um conversor digitalanalógico. e as resistências R se encontram pesadas binariamente em função da ordem do bit na i kpalavra. R3=R/4. se se admitir que as fontes de sinal v valem 1 V ou 0 V consoante o valor lógico dos bit i de uma palavra digital. por exemplo R1=R.htm (3 of 14)06-06-2005 12:36:14 . Com efeito. então a expressão da tensão na saída do AmpOp é k (15.17) e a resistência R converte-as na tensão (15.est. (15.8 Somador inversor A massa virtual do AmpOp implementa a soma das correntesfornecidas por cada uma das fontes de sinal. R2=R/2.

Naturalmente que se pode sempre dimensionar o valor da resistência R de modo a redefinir a escala de amplitudes da tensão na saída. elevados ganho e resistência de entrada (reveja-se a Figura 15. Um modo de obviar a esta limitação é a utilização do circuito representado na Figura 15.20) (15.21) respectivamente. simultaneamente.15. convida a estabelecer um valor nominal relativamente pequeno para a resistência R . -R2/R1.ips. Na montagem inversora simples.9.22) recomenda exactamente o oposto.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_15/circampo. ao passo que a exigência de uma elevada resistência de entrada.3. 15.3 Amplificador Inversor Uma das limitações da montagem inversora simples é a dificuldade de na prática construir amplificadores com. a especificação de um ganho de tensão elevado. cuja análise se pode efectuar nos seguintes passos: Figura 15. 1 dada por (15.4).htm (4 of 14)06-06-2005 12:36:14 .3 Circuitos com AmpOps V e V (15.est.9 Amplificador inversor de elevados ganho e resistência de entrada determinação da corrente que incide na massa virtual http://ltodi.

4 (15. determinação da tensão no nó de saída do AmpOp (15.27) Da relação (15.26) respectivamente.15.28) na qual se inscreve a possibilidade de obter.24) obtenção da expressão da corrente nas resistências R3 e R . finalmente.25) e (15.23) determinação da tensão v x (15.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_15/circampo.10.3.htm (5 of 14)06-06-2005 12:36:14 . e. ganho e resistência de entrada elevados. http://ltodi.3 Circuitos com AmpOps (15. 15.27) resulta a expressão do ganho da montagem (15.a).ips.est.4 Amplificador da Diferença A utilização conjunta das montagens inversora e não-inversora permite realizar um circuito que implementa a amplificação da diferença entre dois sinais (Figura 15. simultaneamente.

10.10 Amplificador da diferença A aplicação do teorema da sobreposição das fontes permite identificar as seguintes duas contribuições para a tensão na saída do AmpOp (Figuras 15.3 Circuitos com AmpOps Figura 15.10.est. e a parcela http://ltodi.15.29) a qual basicamente coincide com a expressão da montagem não-inversora afectada do divisor resistivo implementado pelas resistências R1 e R2 na entrada.c): a parcela (15.htm (6 of 14)06-06-2005 12:36:14 .pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_15/circampo.ips.b e 15.

o ganho de tensão é dado pelo produto de dois cocientes entre resistências. http://ltodi.11. De acordo com as expressões (15. a tensão na saída é (15. como se verá de seguida.31) que no caso particular em que se verifica a igualdade entre os cocientes R4/R3 e R2/R1 se simplifica para (15.htm (7 of 14)06-06-2005 12:36:14 .est. Neste caso.30) relativa à montagem inversora implementada pelas resistências R3 e R4 sobre o sinal v2 (note-se que.30).3.32) 15.3 Circuitos com AmpOps (15.5 Amplificador de Instrumentação O principal inconveniente do amplificador diferença é o compromisso necessário entre o ganho de tensão e a resistência de entrada vista por cada uma das fontes de sinal.15.ips. Uma alternativa a este circuito é o amplificador de instrumentação representado na Figura 15. a resistência de entrada vista por cada uma das duas fontes é infinita (coincidem ambas com a resistência de entrada dos terminais positivos dos AmpOps-1 e -2). ao passo que.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_15/circampo. neste caso constituído por dois amplificadores não inversores (AmpOps-1 e -2) e um amplificador diferença (AmpOp-3). neste caso. as resistências ligadas ao nó positivo do AmpOp não alteram em nada o funcionamento da montagem inversora).29) e (15.

(ii) obtenção das expressões das tensões nos respectivos nós de saída. nos sentidos indicados. (iii) aplicação da expressão do amplificador diferença para determinar a tensão na saída da montagem.3 Circuitos com AmpOps Figura 15.ips.est. x http://ltodi.11 Amplificador de instrumentação A análise deste circuito pode ser efectuada em três passos: (i) determinação das tensões nos nós negativos dos AmpOps-1 e -2. Assim. as correntes nas resistência R e R são.15. (15.htm (8 of 14)06-06-2005 12:36:14 .33) nos terminais negativo e positivo do AmpOp-1.34) nos terminais negativo e positivo do AmpOp-2.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_15/circampo. verifica-se que: (15.

3.htm (9 of 14)06-06-2005 12:36:14 . http://ltodi. em lugar de apenas resistências.39) relação na qual se inscreve o ganho diferencial (15.37) respectivamente.ips. Z1 e Z2 (admite-se a representação das impedâncias na notação de Laplace).pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_15/circampo. Considere-se a título de exemplo a montagem inversora representada na Figura 15.3 Circuitos com AmpOps (15.est. Assim. neste caso constituída por um AmpOpe por duas impedâncias.40) 15.12. cuja diferença (15. obtém-se (15.6 Filtros Activos O princípio de funcionamento das montagens inversora e não inversora é generalizável aos circuitos com impedâncias.38) é aplicada ao amplificador implementado pelo AmpOp-3. admitindo que as resistências no amplificador diferença verificam a igualdade R4/R3=R2/R1 (ver as expressões derivadas anteriormente para o amplificador diferença).35) a corrente nas resistências R conduz às tensões nas saídas dos AmpOps-1 e -2 x (15.15.36) e (15.

caracteriza-se pela função de transferência (15.htm (10 of 14)06-06-2005 12:36:14 .ips.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_15/circampo.12 Montagem inversora A função de transferência entre a fonte de sinal e a saída do AmpOp é neste caso (15. Dois casos particulares da montagem inversora são os circuitos integrador e diferenciador representados nas Figuras 15.est. Figura 15.13 Circuitos integrador (a) e diferenciador (b) O circuito em (a).42) à qual. corresponde a relação http://ltodi. designado por integrador de Miller.41) cuja particularização para s=jω conduz à resposta em frequência do ganho de tensão da montagem. no domínio do tempo.15.13.3 Circuitos com AmpOps Figura 15.

45) No que respeita ao circuito diferenciador representado na Figura 15.htm (11 of 14)06-06-2005 12:36:14 .14 apresentam-se dois filtros RC-activos.est. http://ltodi.46) à qual no domínio do tempo corresponde a relação (15.ips. condensadores e amplificadores operacionais.3 Circuitos com AmpOps (15. Na Figura 15.15.43) Na realidade. os amplificadores operacionais em conjunto com resistências e condensadores permitem implementar funções de transferência que na prática constituem filtros.47) Em geral. Esta alternativa de construção de filtros é vulgarmente designada por técnica RC-Activa.13.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_15/circampo. a tensão aos terminais deste é (15. a função de transferência é (15. uma vez que a corrente fornecida pela fonte de sinal (15.b.44) é integrada pelo condensador. e nunca bobinas. devido ao facto de se utilizarem apenas resistências.

51) em que (15. a função de transferência obtém-se a partir do sistema de equações (15.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_15/circampo..c.est. e a segunda do divisor de impedâncias e do seguidor de tensão implementados pela resistência R2.15.52) e http://ltodi. (a) e filtro passa-baixo de 2ªordem de Sallen & Key (b) No primeiro caso trata-se de um circuito integrador com limitação do ganho em d.50) ou ainda (15. Neste último caso. O cociente entre as tensões na saída do AmpOp e da fonte de sinal é (15.3 Circuitos com AmpOps Figura 15.48) enquanto no segundo estamos em presença de um filtro passa-baixo de 2.c.14 Integrador com limitação do ganho em d.49) cuja primeira equação resulta da aplicação da Lei de Kirchhoff das correntes ao nó-X.ips. cuja função de transferência é (15. vulgarmente designado por biquadrática de Sallen & Key. pelo condensador C2 e pelo AmpOp.htm (12 of 14)06-06-2005 12:36:14 .ª ordem.

Referindo agora ao circuito representado na Figura 15.7 Conversores de Impedâncias e de Tensão-Corrente Na Figura 15. (11.b. De acordo com o teorema de Miller.htm (13 of 14)06-06-2005 12:36:14 .55) http://ltodi. Figura 15. verifica-se que a resistência R se encontra ligada entre a entrada e a saída do amplificador não-inversor.15 representa-se um circuito que implementa uma resistência negativa. em que k é o M ganho de tensão da fonte controlada.15 Conversor de impedâncias Como se ilustra na Figura 15.ips.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_15/circampo.54) No caso em que R2=R1. portanto que o seu valor aparente é (15.a. em particular através do recurso a amplificadores de tensão.54) simplifica-se para (15.53) 15. a resistência à direita da fonte de sinal é dada por R =R/(1-k).3.est.15.15.15.3 Circuitos com AmpOps (15. o valor nominal de uma resistência pode ser alterado através do recurso a fontes dependentes.

ou seja.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_15/circampo. que o circuito externo à carga se comporta como uma fonte de corrente de valor (15. construir um circuito que impõe a corrente numa carga independentemente do valor nominal respectivo.16.56) http://ltodi.b. constata-se que a realização de uma fonte de corrente passa pela implementação de uma resistência negativa.16. a aplicação da Lei de Kirchhoff das correntes ao nó de saída da fonte permite concluir que a corrente na carga é independente do valor nominal respectivo.15.16. O objectivo é implementar uma fonte de corrente a partir de uma fonte de tensão.est.c apresenta-se um circuito que implementa um conversor tensão-corrente. na Figura 15. Figura 15. Com efeito.16 Conversor de tensão em corrente Referindo-nos aos esquemas representados nas Figuras 15. por exemplo através do recurso ao conversor de impedâncias da Figura 15.ips.15. ou seja.htm (14 of 14)06-06-2005 12:36:14 .a e 15.3 Circuitos com AmpOps Para finalizar a gama de aplicações ilustrativas das potencialidades do AmpOp.

htm (1 of 15)06-06-2005 12:36:18 . este capítulo limita-se a apresentar aqueles cujos efeitos negativos sobre o desempenho dos circuitos é mais notório. 15. No entanto. (iii) taxa de inflexão máxima da tensão na saída. (ii) largura de banda finita. que para valores comuns do o o + - ganho.4 Parâmetros Reais dos AmpOps 15. (vi) tensões de saturação. Assim. (viii) correntes de desvio.15. dado o elevado número de parâmetros vulgarmente utilizados para caracterizar os AmpOps. que basicamente consiste na substituição do AmpOp por uma fonte de tensão controlada.4 Parâmetros Reais dos AmpOps O desempenho real dos circuitos com amplificadores operacionais é degradado por um conjunto de não idealidades inerentes à estrutura interna e aos dispositivos constituintes dos próprios AmpOps. a uma tensão (v ) na saída do AmpOp corresponde uma tensão diferencial (v -v )=v /A na entrada. de constituir um curto-circuito virtual. portanto. é da ordem de grandeza das unidades ou dezenas de µV. designadamente: (i) ganho finito. (v) ganho de modo comum.4.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_15/parampop.ips. (iv) resistências de entrada (finita) e de saída (não nula). (vii) tensão de desvio (offset). O ganho finito tem como consequência a necessidade de uma diferença de tensão não nula entre os terminais positivo e negativo da entrada do AmpOp. http://ltodi. deixando. como por exemplo A=105 ou mesmo A=106.1 Ganho e Largura de Banda O ganho de tensão é um dos principais parâmetros que caracterizam o desempenho dos AmpOps reais.est. A análise dos efeitos do ganho finito é efectuada com base no segundo dos métodos introduzidos no início deste capítulo.

59) define o erro de ganho (esta aproximação é válida para A>>1). os AmpOps reais são também caracterizados por uma resposta em frequência de tipo passa-baixo.17 Efeito do ganho finito do AmpOp Por exemplo. sendo o seu significado prático a redução com a frequência do ganho intrínseco do amplificador. e directamente proporcional a ganho da montagem em condições ideais.htm (2 of 15)06-06-2005 12:36:18 .4 Parâmetros Reais dos AmpOps Figura 15. O erro é inversamente proporcional ao ganho do AmpOp. no caso da montagem não-inversora representada na Figura 15. Esta limitação do desempenho é vulgarmente designada por largura de banda finita.57) cuja resolução permite obter a expressão do ganho (15.17 (15. Para além do ganho finito.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_15/parampop.ips.58) em que (15. A natureza finita da largura http://ltodi.15.est.

4 Parâmetros Reais dos AmpOps de banda é consequência dos condensadores e das resistências intrínsecas e parasitas inerentes aos transístores e interligações. que na prática são algumas unidades. ser modelizado por uma função de transferência do tipo passa-baixo de 1.htm (3 of 15)06-06-2005 12:36:18 . O parâmetro ω é designado por frequência de u transição. e que a partir daí o p ganho decresce a um ritmo constante de -20dB por década.ª ordem (veja-se na Figura 15.60) indica que o ganho do AmpOp vale A só até à frequência ω . A designação produto ganho largura de banda deve-se ao facto de o produto do ganho em baixa frequência pela largura de banda (a frequência do pólo) coincidir exactamente com a frequência de transição.ips.60) em que A define o ganho em baixa frequência e ω a frequência do pólo (o ganho em baixa frequência é p vulgarmente designado por ganho d. Por exemplo. então a resolução do sistema de equações http://ltodi. O desempenho em frequência de um AmpOp pode.17 o AmpOp se caracteriza pela função de transferência em (15.).18 Diagrama de Bode de amplitude da resposta em frequência do ganho diferencial de um AmpOp A análise dos efeitos da largura de banda finita do AmpOp nas montagens baseia-se numa metodologia semelhante àquela utilizada anteriormente para o ganho finito. dezenas. Figura 15. A expressão (15. e basicamente define a frequência a partir da qual o mesmo deixa de se comportar como um amplificador e passa a implementar um simples atenuador de tensão.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_15/parampop. se se admitir que na montagem nãoinversora da Figura 15.est. em primeira aproximação. centenas ou milhares de hertz.18 o diagrama de Bode assintótico da amplitude da resposta em frequência) (15.c. frequência de ganho unitário ou ainda produto ganho-largura de banda do AmpOp.60).15.

admitindo que se verifica a relação A>>(1+R2/R1).htm (4 of 15)06-06-2005 12:36:18 .63) indica que a montagem não-inversora se caracteriza por um ganho em baixa frequência coincidente com aquele ideal.4 Parâmetros Reais dos AmpOps (15.15.63) A função de transferência (15.ips.61) permite obter a expressão da função de transferência do ganho de tensão (15. http://ltodi.19. apresentando no entanto um pólo à frequência ω A/(1+R2/R1) e uma p frequência de ganho unitário ω =ω A.est.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_15/parampop. se simplifica para (15.62) a qual. esta última coincidente com aquela característica do AmpOp quando u p considerado isoladamente. a montagem não inversora opera uma troca entre o ganho do AmpOp e a largura de banda do amplificador. Como é patente nas duas curvas representadas na Figura 15.

2 Taxa de Inflexão Define-se taxa de inflexão como o ritmo máximo de variação da tensão na saída de um AmpOp (na literatura anglo-saxónica a taxa de inflexão máxima designa-se slew-rate.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_15/parampop. A taxa de inflexão é uma característica associada à topologia do amplificador e às correntes utilizadas internamente na polarização. http://ltodi.a.ips.htm (5 of 15)06-06-2005 12:36:18 . reflectindo basicamente o ritmo a que estas fornecem e retiram carga dos condensadores parasitas e de compensação da resposta em frequência.4 Parâmetros Reais dos AmpOps Figura 15. cuja sigla SR se adopta neste livro). Admita-se então que o AmpOp se caracteriza por uma função de transferência com um só pólo e que os restantes parâmetros são todos ideais. O significado prático da taxa de inflexão máxima de um AmpOp pode ser facilmente compreendido recorrendo ao circuito seguidor de tensão da Figura 15.est. designadamente as resistências de entrada e de saída.15.4.20.19 esquema eléctrico e diagrama de Bode de amplitude da resposta em frequência da montagem nãoinversora 15.

pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_15/parampop.est. o circuito seguidor de tensão comporta-se exactamente da mesma maneira que o circuito RC representado na Figura 15.20.20 Taxa de inflexão máxima Tendo por base este modelo. No AmpOp. e apresentar uma dinâmica muito distinta daquela esperada para o circuito RC.c) (15. pode facilmente demonstrar-se que a função de transferência do ganho de tensão da montagem se caracteriza por um pólo à frequência de transição do AmpOp (15.htm (6 of 15)06-06-2005 12:36:18 .65) em que V representa a amplitude do sinal aplicado e τ a constante de tempo do circuito. a taxa de inflexão máxima (o declive máximo) da tensão na saída encontra-se limitada superiormente http://ltodi.ips. e naturalmente da dinâmica temporal respectiva.4 Parâmetros Reais dos AmpOps Figura 15. Figura 15.b.64) Do ponto de vista da função de transferência.d. a tensão na saída do seguidor de tensão pode sofrer os efeitos da taxa de inflexão máxima do AmpOp. Ambos os circuitos se u caracterizam por uma resposta ao escalão do tipo exponencial (Figura 15. neste caso admitindo que se verifica a igualdade entre as constantes de tempo RC e 1/ω . No entanto.20.15.20.

então a igualdade (15.21). http://ltodi.68) Figura 15.67) permite determinar a frequência limite a partir da qual a saída do AmpOp não acompanha devidamente o sinal aplicado na entrada. os AmpOps reais apresentam também uma resistência de entrada finita e uma resistência de saída não nula. centenas ou até mesmo milhares de MΩ. (15.21 Taxa de inflexão 15. Na Figura 15. Por exemplo.4.66) Outra das consequências da taxa de inflexão máxima é a imposição de um limite à frequência máxima dos sinais processáveis sem distorção.15. se o sinal aplicado for do tipo sinusoidal.3 Resistências de Entrada e de Saída Para além do ganho e da largura de banda finita.4 Parâmetros Reais dos AmpOps V/µs. volt por micro-segundo (15.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_15/parampop.htm (7 of 15)06-06-2005 12:36:18 . de amplitude V e frequência angular ω (Figura 15.est. Por exemplo.22 apresenta-se o modelo eléctrico de um AmpOp com ganho finito e resistências de entrada e de saída. é comum encontrar AmpOps cuja resistência de entrada é da ordem das dezenas. e cuja resistência de saída pode variar entre as dezenas e as décimas de ohm.ips.

pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_15/parampop.4 Parâmetros Reais dos AmpOps Figura 15. Figura 15.15.htm (8 of 15)06-06-2005 12:36:18 .est.ips.b.23. verifica-se que a resolução do sistema de equações (15.69) permite obter a expressão do ganho de tensão entre a entrada e a saída do seguidor http://ltodi.23 e admita-se que o AmpOp se caracteriza pelo modelo eléctrico apenas introduzido.22 Modelo eléctrico do AmpOp Considere-se então o circuito seguidor de tensão representado na Figura 15.23 Efeito das resistências de entrada e de saída do AmpOp no seguidor de tensão Referindo ao esquema eléctrico representado na Figura 15.

e outro a jusante associado ao acoplamento entre o amplificador e a carga. Este facto deve-se à existência de uma realimentação das variáveis do porto de saída para o porto de entrada. A realimentação acarreta.70) merece alguns comentários relativos ao conceito de realimentação.23.72) admitindo neste caso que se verifica A>>1. que é responsável pela troca entre o elevado ganho de tensão do AmpOp e o ganho unitário da montagem seguidora de tensão. a troca entre o ganho do AmpOp e uma menor resistência de saída da montagem (a ver adiante). naturalmente.ips. ainda. a expressão (15.est. (iii) a troca entre o ganho do AmpOp e uma mais elevada resistência de entrada da montagem (a ver adiante). ou ainda (15. Considere-se então a resistência de entrada da montagem seguidora de tensão representada na Figura 15.70) No entanto. admitindo que se verificam as relações R >>R . A expressão (15. http://ltodi. no presente caso constata-se que a expressão do ganho da montagem é mais complexa que a então derivada. devido ao acoplamento entre a fonte e o amplificador.4 Parâmetros Reais dos AmpOps (15.15. não inclui os efeitos das resistência de entrada e de saída. em particular devido à impossibilidade de separar os factores relativos aos dois acoplamentos apenas referidos. R <<R e R <<R .htm (9 of 15)06-06-2005 12:36:18 . (iv) e. assim.70) simplifica-se i s o o i para (15. (ii) a troca entre o elevado ganho de tensão do AmpOp e uma maior largura banda da montagem.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_15/parampop. Durante o estudo dos diportos amplificadores verificou-se que as resistências de entrada e de saída afectavam o ganho do circuito através de dois divisores resistivos: um a montante.71) a qual. No entanto. diversas consequências ao nível das montagens: (i) a troca entre o elevado ganho de tensão do AmpOp e a possibilidade de definir o ganho da montagem através do cociente entre duas resistências.

mas também do nível médio comum a ambos.21) verifica-se que (15.ips. e admita-se que em ambos os casos a tensão diferencial é nula. pode facilmente demonstrar-se s que (15.est.4 Ganho de Modo Comum Na prática. a tensão de saída de um amplificador operacional depende do nível médio. a tensão de modo comum na diferencial entre os terminais positivo e negativo. é sempre entrada. Esta variação da tensão na saída deve-se ao facto de o amplificador na realidade se caracterizar por uma relação do tipo (15. http://ltodi. Ao mc mc contrário do que seria de prever com base no modelo do AmpOp até agora considerado. se caracterize por um rácio A/A tão elevado quanto possível. 15. Na prática. que a resistência de entrada da montagem é aproximadamente A vezes superior à resistência de entrada do AmpOp. O resultado (15. respectivamente. Por outro lado. isto é. mc mc mc mc md ++v-)/2. v ev representam.75) em que A .4 Parâmetros Reais dos AmpOps Admitindo que a saída do amplificador se encontra em aberto (R=∞ ). (v+ .73) ou seja.4. indica basicamente que a tensão na saída é uma função não apenas da diferença de potencial entre os terminais positivo e negativo da entrada. mas que os níveis comuns aos terminais são não nulos e distintos. em qualquer dos casos a tensão na saída dos dois circuitos não é nula.htm (10 of 15)06-06-2005 12:36:18 . que se expressa em mc decibell. Naturalmente. desejável que o AmpOp se caracterize por uma elevada disparidade entre os valores dos ganhos diferencial (A) e de modo comum (A ). e muito menos idêntica. (v+-v-). designada Ganho de Modo Comum.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_15/parampop.74) admitindo que neste caso é nula a resistência interna da fonte v .15. o ganho de modo comum. no que respeita à resistência de saída da montagem (Figura 15. do sinal aplicado nas entradas. v 1¹ v 2¹ 0. Esta dependência.v-)=0.24. ou de modo comum. e a tensão (v caracteriza-se um AmpOp através do rácio A/A . em vez de referir o ganho de modo comum.74) indica que a resistência de s saída da montagem é reduzida de um factor cuja ordem de grandeza é o ganho do próprio AmpOp (o tópico da teoria da realimentação será retomado nas disciplinas de electrónica). e que R =0. Considerem-se os dois AmpOps representados na Figura 15.

Common Mode Rejection Ratio.25. consoante a referência e o fabricante.5 Tensões de Saturação O funcionamento linear de um amplificador operacional é garantido apenas numa gama limitada de tensões na saída. sendo em geral da ordem de 80 a 90% da gama definida pelas tensões de alimentação. limitada superior e inferiormente pelas tensões de alimentação. através das tensões de alimentação utilizadas. verificando-se sim uma degradação gradual do ganho do AmpOp à medida que a tensão na saída se aproxima dos limites definidos por TS. a relação entre as tensões na saída e nas entradas de um AmpOp é linear apenas na gama compreendida entre as tensões de saturação TS. Figura 15.76) e se designa Rácio de Rejeição de Modo Comum (do ingl.4 Parâmetros Reais dos AmpOps (15.e TS+ (ver a curva a tracejado na Figura 15.est. cuja sigla se adopta neste manual). Na prática.4. a gama de tensões permitida é uma ss cc função da arquitectura do amplificador e das tensões de alimentação. a transição entre as regiões de funcionamento linear e de saturação não é abrupta. Como se disse já.htm (11 of 15)06-06-2005 12:36:18 . Hoje em dia comercializam-se AmpOps cujo CMRR pode variar entre os 75 e os 140 dB. A utilização plena da gama de tensões disponível tem consequências ao nível da distorção harmónica (ver no Capítulo 2 a secção relativa a este tópico).24 Ganho de modo comum de um AmpOp 15.25).pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_15/parampop. V e V . preestabelecida seja durante a sua utilização.ips. seja durante a fase de projecto do circuito.e TS+.15. http://ltodi. Como se indica na Figura 15.

4. ou tão baixa quanto alguns micro-volt.15. Note-se. típico e máximo com que o utilizador deve contar. http://ltodi. podendo também ser não simétrica relativamente a V e V . Considere-se o AmpOp da Figura 15. é a gama de modo comum permitida ao sinal na entrada. o do original em Língua Inglesa).25 Tensões de saturação de um AmpOp Um outra limitação do AmpOp relacionada com a tensão de alimentação e a estrutura interna do amplificador.est. sendo apenas indicado no catálogo os valores mínimo.a. no entanto.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_15/parampop. Este parâmetro indica quais os limites mínimo e máximo entre os quais se deve situar o nível de modo comum das tensões na entrada. apresentado um desvio ∆v 0. A gama de modo comum é em geral inferior (em alguns casos é idêntica) àquela definida pelas tensões de alimentação.ips. Pode anular-se o¹ este desvio através da aplicação de uma tensão de correcção entre os terminais de entrada (Figura 15. sob pena de degradar de forma significativa o desempenho do circuito. de amplitude (.htm (12 of 15)06-06-2005 12:36:18 . cujos terminais de entrada se assumem curtocircuitados (v+-v-=0).26.26. a qual é considerada através da fonte de tensão constante com amplitude V = ∆v /A.26.b). que a tensão de desvio varia de componente para componente. na prática a tensão na saída do AmpOp não é nula.6 Tensão de Desvio (offset) Define-se tensão de desvio de um AmpOp como a diferença de potencial necessária entre os terminais de entrada para anular a saída.c representa-se o modelo equivalente de um AmpOp com tensão de desvio não nula. e por razões que se prendem com a estrutura interna do AmpOp e com o desemparelhamento inexorável entre as características dos seus componentes internos (resistências e transístores essencialmente). cc ss 15. Hoje em dia comercializam-se os o AmpOps cuja tensão de desvio pode ser tão elevada como algumas unidades ou dezenas de milivolt.4 Parâmetros Reais dos AmpOps Figura 15. cujo módulo se designa por tensão de desvio (é mais habitual a designação tensão de offset. Na Figura 15. Nestas condições.∆v /A).

Figura 15. considerem-se os dois circuitos representados na Figura 15.77) e que em (b) é http://ltodi. podendo mesmo em certos casos ser responsável pelo seu não funcionamento. modelo equivalente (c) Na prática a tensão de desvio do AmpOp conduz a uma degradação do desempenho dos circuitos em que é utilizado. (a) montagem inversora e (b) circuito integrador Pode facilmente verificar-se que em (a) a tensão na saída é dada por (15.4 Parâmetros Reais dos AmpOps Figura 15.27 Efeito da tensão de desvio.26 Tensão de desvio do AmpOp (a) e (b).15. A título de exemplo.est.htm (13 of 15)06-06-2005 12:36:18 .27.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_15/parampop. em (a) uma montagem inversora e em (b) um circuito integrador.ips.

no caso do circuito integrador a tensão de desvio é integrada no tempo. no primeiro caso devido essencialmente à utilização de transístores de efeito de campo. http://ltodi. Na prática coloca-se uma resistência (R ) em paralelo com o condensador de integração.28 Efeito das correntes de polarização Na prática.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_15/parampop. Figura 15.ips. Figura 15.80) que se designa corrente de desvio.79) que se designa corrente de entrada de polarização. também. por acção do desemparelhamento inexorável entre componentes.4. O utilizador pode assim corrigir externamente o erro desvio. podendo também ser responsáveis pelo seu não funcionamento. assim estas correntes podem tomar valores entre as poucas décimas de pico-ampere e as várias centenas de nano-ampere. I + e I -. Na Figura 15. válido apenas para as frequências que verificam a relação f> (2π R C)-1. seja a diferença (15.29 Efeito das correntes de polarização Tal como a tensão de desvio. são. (15. distintas entre si (estas correntes associam-se à corrente na base dos transístores bipolares. am obtendo assim um integrador com amortecimento. as quais. a natureza própria dos transístores obriga à existência de correntes não nulas através dos terminais de entrada. A existência de correntes de polarização no AmpOp conduz a uma degradação do desempenho dos circuitos.est. 15. caso o ganho (1+R2/R1) seja muito elevado. erro que por si só pode os conduzir à saturação do AmpOp.15.htm (14 of 15)06-06-2005 12:36:18 . necessitando apenas de alguns componentes adicionais. designadas correntes de B B polarização.28 apresenta-se um modelo equivalente do AmpOp que contempla a existência destas duas correntes. como sejam resistências e potenciómetros. conduzindo assim inexoravelmente à saturação da tensão na saída do AmpOp.4 Parâmetros Reais dos AmpOps (15. A título de exemplo.7 Correntes de Polarização Independentemente do facto de os amplificadores operacionais apresentarem uma resistência de entrada não infinita. e às correstes de fuga ou de saturação inversa nos transístores de efeito de campo). Pelo contrário. nos catálogos os fabricantes indicam seja o valor médio das duas correntes. Consoante os AmpOps sejam de precisão ou de uso geral. característica que se associa apenas aos sinais dinâmicos aplicados. am Convém ainda salientar que na prática os amplificadores operacionais dispõem de um terminal de compensação da tensão de desvio. de amplitude (1+R2/R1)V .78) No primeiro caso o erro na tensão na saída é constante.

29. Na prática. por cujos terminais de entrada fluem as correntes I + e I -.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_15/parampop. B B Dada a ligação à massa do terminal positivo do AmpOp. Nestas condições.15.est.na maioria dos AmpOps comercializados.4 Parâmetros Reais dos AmpOps considere-se a montagem inversora da Figura 15. http://ltodi. tipicamente resistências. como forma de compensar os erros de tensão induzidos na saída. a tensão na saída do AmpOp é afectada por um erro. (15. nos B casos em que a resistência R2 é elevada.81) que apesar do valor reduzido da corrente I . pode representar.ips.htm (15 of 15)06-06-2005 12:36:18 . a corrente I + B não causa qualquer variação do potencial da massa virtual. uma tensão significativa. a existência das correntes de polarização obriga à utilização de componentes externos adicionais.

essencialmente em sistemas de condicionamento e digitalização de sinais provenientes de sensores. num total de mais de trezentos componentes distintos (incluindo as variedades com 1.5 Tipos de Amplificadores Operacionais 15. também ele. de amostragem e retenção de sinais. seguimento de tensão (os buffers). (5) de baixa tensão de alimentação. (6) de alta frequência. incluindo a própria amplificação.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_15/tipampop. http://ltodi. em que se incluem as aplicações de ataque a linhas ou cabos coaxiais. A simplicidade de utilização. (2) de uma só tensão de alimentação. (4) de baixo ruído. agrupados pelos fabricantes em classes de aplicações cujo número ascende.. nem podendo. amplificação de instrumentação. tipicamente 3 V. Não querendo. as elevadas funcionalidade e desempenho e o enorme mercado conduziram as empresas fabricantes ao desenvolvimento de uma gama variadíssima de componentes alternativos. amplificadores de instrumentação. a uma a duas dezenas. (3) de elevada gama de sinal (coincidente com as tensões de alimentação).ips. visando essencialmente satisfazer de forma abrangente os requisitos particulares das diversas aplicações possíveis. comparação de tensão. 2 ou 4 componentes no mesmo encapsulamento). de isolamento entre circuitos.5 Tipos de Amplificadores Operacionais O amplificador operacional é sem dúvida um dos componentes mais utilizados em circuitos e sistemas analógicos.15. ser exaustivo na sua classificação. designadamente de (1) precisão. distingue três grandes classes de componentes – amplificadores operacionais e seguidores de tensão (buffers). e comparadores de tensão – prosseguindo depois com uma classificação mais fina das diversas variantes. etc. a empresa Texas Instruments distingue no seu catálogo duas grandes classes de componentes – amplificadores operacionais e comparadores de tensão – identificando depois na primeira oito subclasses. Uma classificação grosseira permite-nos distinguir quatro classes principais de aplicações: q q q q processamento de sinal.htm06-06-2005 12:36:18 . Por exemplo. Um outro exemplo.est. o catálogo da empresa Precision Monolithics Inc. (7) de baixo consumo de potência e (8) de elevada temperatura. pode no entanto dizer-se que hoje em dia existem largas centenas de componentes distintos.

pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_15/sumar_15. rectificadores de sinal. respectivamente. etc. Com base no AmpOp podem construir-se amplificadores de tensão cujo ganho é apenas função do cociente entre resistências. O AmpOp é basicamente um diporto cuja excelência dos parâmetros o fazem assemelhar a um amplificador de tensão ideal.htm06-06-2005 12:36:19 . filtros. é um dos componentes electrónicos mais versáteis actualmente ao dispor dos projectistas de circuitos. o ganho de modo comum. os valores não infinito e não nulo das resistências de entrada e de saída. O AmpOp ideal encontra-se na origem dos operadores curto-circuito virtual e massa virtual. As limitações mais relevantes são o ganho e a largura de banda finita. as tensões de saturação na saída e a gama de modo comum do sinal na entrada.ips. resistência de saída nula e inexistência de qualquer limitação em frequência ou amplitude. O AmpOp ideal constitui uma modelização simplificada dos amplificadores reais actualmente existentes no mercado. circuitos integradores e diferenciadores. http://ltodi. conversores de impedâncias. O AmpOp ideal caracteriza-se pelos seguintes parâmetros: ganho de tensão infinito. a taxa de inflexão máxima da tensão na saída.Sumário Sumário O amplificador operacional. conversores corrente-tensão e tensão-corrente.est. comparadores de tensão. a tensão de desvio e as correntes de polarização. resistência de entrada infinita. amplificadores soma e diferença. abreviadamente AmpOp. Na prática o desempenho dos AmpOps é degradado por um conjunto de não idealidades inerentes à estrutura interna e ao tipo de dispositivos electrónicos utilizados na sua construção.

1 Determine a expressão da tensão v nos circuitos da Figura E15.est.ips.Exercícios de Aplicação Exercícios de Aplicação *15. o http://ltodi.1.htm (1 of 9)06-06-2005 12:36:21 .pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_15/exapl_15.

Exercícios de Aplicação http://ltodi.htm (2 of 9)06-06-2005 12:36:21 .ips.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_15/exapl_15.est.

2 Os dois circuitos representados na Figura E15.1 *15.2 implementam ambos um conversor tensão-corrente. Determine a expressão da corrente I em função da tensão V aplicada.ips.Exercícios de Aplicação Figura E15. s http://ltodi.est.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_15/exapl_15.htm (3 of 9)06-06-2005 12:36:21 .

est. controlam os interruptores indicados e fazem corresponder na saída do circuito uma tensão cuja amplitude reflecte. s Figura E15.htm (4 of 9)06-06-2005 12:36:21 .pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_15/exapl_15. numa outra escala.Exercícios de Aplicação Figura E15.3.3 *15.4 Os dois circuitos representados na Figura E15.3 Determine o ganho de corrente i/i no circuito representado na Figura E15.ips.4 implementam ambos um conversor digital-analógico de quatro bit. b3b2b1b0. Os bits das palavras digitais. http://ltodi. o número inteiro codificado.2 15. Explique o funcionamento de cada um dos circuitos e determine a expressão da tensão v em função dos valores ´0´ ou ´1´ dos o bits das palavras digitais.

i (0)=0 e v (0)=4 L C -4t V.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_15/exapl_15.Exercícios de Aplicação Figura E15.ips.5. determine a expressão das repostas natural e forçada da tensão v (t). o http://ltodi.5 Considere o circuito RLC-activo representado na Figura E15.4 15.htm (5 of 9)06-06-2005 12:36:21 .est. Admitindo que vs(t)=e u(t).

C2=125 nF. Admitindo que v (t)=u(t)cos(1000t).6 Considere o circuito RC-activo representado na Figura E15. determine o fasor da tensão na saída do AmpOp nos circuitos representados na Figura s E15.est.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_15/exapl_15.htm (6 of 9)06-06-2005 12:36:21 . Figura E15.7 Admitindo que V =1∠ 0º.6. R1=1 kΩ e R2=R3=2 kΩ.Exercícios de Aplicação Figura E15. http://ltodi.ips.7. v 1(0)=v 2(0) S C C =0.5 15. C1=1µF. determine a expressão das repostas natural e forçada da tensão v o (t).6 *15.

Exercícios de Aplicação Figura E15.est. http://ltodi.7 *15.8 Determine a expressão da função de transferência H(s)=V (s)/V (s) para cada um dos circuitos representados na o S Figura E15.ips.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_15/exapl_15.8.htm (7 of 9)06-06-2005 12:36:21 .

pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_15/exapl_15.ips.htm (8 of 9)06-06-2005 12:36:21 .Exercícios de Aplicação http://ltodi.est.

Exercícios de Aplicação Figura E15.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_15/exapl_15.htm (9 of 9)06-06-2005 12:36:21 .ips.8 http://ltodi.est.

prevendo assim a ligação destes a fontes de sinal ou circuitos representados sob a forma de um equivalente de Thévenin ou de Norton.1 indicam-se as seis alternativas possíveis em matéria de variáveis independentes e dependentes. I1.3.2 Modelos Eléctricos Equivalentes Na Tabela 14. Um circuito constitui um diporto e os seus terminais portos quando se verificam em simultâneo as seguintes condições: (i) o circuito contém apenas impedâncias e fontes dependentes (quando o circuito possui no seu seio fontes independentes. I1 e I2. a sua acção resume-se ao processamento das grandezas eléctricas impostas a partir do exterior. das quatro grandezas V1.htm (1 of 10)06-06-2005 12:36:27 .est.3) a que corresponde o modelo eléctrico equivalente da Figura 14.2) Portanto. Por conseguinte. então os terminais de ligação destas àquele devem ser considerados como portos adicionais de acesso ao circuito).14.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_14/diportos. Na Tabela 14.1 indicam-se as equações e os caracteres utilizados na representação das matrizes e dos coeficientes respectivos. sendo dependentes as correntes respectivas. de tensão ou de corrente. (ii) as correntes de entrada e de saída nos portos são iguais. no segundo caso as variáveis independentes são as tensões nos dois portos. V2 e I2.1.1. As variáveis independentes e dependentes relacionam-se entre si através de uma matriz cujos coeficientes têm a dimensão de admitância. Uma vez que por definição um diporto é um circuito que não contém no seu seio fontes independentes. V1 e V2. duas são independentes (são impostas pelo exterior ao circuito) e as outras duas são dependentes (constituem a reacção do diporto aos estímulos aplicados do exterior).1). 14.1 Diportos 14. Por exemplo.1 Definições Um diporto é um circuito eléctrico com dois portos de acesso ao exterior (Figura 14.1 Diportos 14. (14. http://ltodi. (14.ips.

I2 I1 . as correntes e as tensões nos portos. I2 V1 . Por exemplo. I1 V2 . I 2 V 2 .ips. a manipulação algébrica do sistema de equações (14.3) permite obter os coeficientes da matriz de impedâncias de circuito aberto do diporto (14. V2 I1 .1 Diportos EQUAÇÕES VARIAVEIS VARIÁVEIS MATRIZ ALGÉBRICAS INDEPENDENTES DEPENDENTES I 1 . V2 I 1 .est. Na Tabela 14.htm (2 of 10)06-06-2005 12:36:27 . http://ltodi. respectivamente.1 Caracterização de diportos As seis descrições alternativas de um diporto são convertíveis entre si. V 2 V 1 . I 2 V 1 . I 1 Tabela 14.14.2 resumem-se as regras de conversão entre descrições alternativas de um diporto.4) cujas variáveis independentes e dependentes são. I2 V 1 . V 2 V1 . I2 V1 .pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_14/diportos.

4.1 Diportos Tabela 14. podem ser determinados recorrendo ao cálculo dos cocientes (14. o coeficiente Y11 da matriz coincide com a admitância de entrada do porto-1 quando os terminais do porto-2 se encontram em curto-circuito (a tensão V2 é zero).2 Tabela de conversão de coeficientes Os coeficientes da matriz característica de um diporto.8) os quais correspondem às configurações da Figura 14.ips.7) e (14.5) (14.14. http://ltodi. e vice-versa para o coeficiente Y22.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_14/diportos.est.htm (3 of 10)06-06-2005 12:36:27 . Por exemplo. por exemplo os coeficientes da matriz de admitâncias.6) (14.

1 Diportos Figura 14. relativamente ao qual se pretende determinar os coeficientes da matriz de impedâncias de circuito aberto.5.htm (4 of 10)06-06-2005 12:36:27 . As equações que caracterizam o diporto são neste caso (14. respectivamente. ij http://ltodi.3 Exemplos de Aplicação Considere-se o circuito resistivo representado na Figura 14.est.d representam-se as quatro configurações de cálculo dos coeficientes Z da matriz.5.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_14/diportos.ips. as correntes I1 e I2 e as tensões V1 e V2.1.14.9) cujas variáveis independentes e dependentes são.c a 14. Nas Figuras 14.a.5.4 Cálculo dos coeficientes da matriz de admitâncias de curto-circuito de um diporto 14.

5 Determinação dos coeficientes da matriz de impedâncias de um diporto Assim.10) (14.14.est.12) e http://ltodi. (14.11) (14.1 Diportos Figura 14.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_14/diportos.ips.htm (5 of 10)06-06-2005 12:36:27 .

Na Figura 14.6.a.1 Diportos (14.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_14/diportos.htm (6 of 10)06-06-2005 12:36:27 .14) Figura 14.13) respectivamente.b representa-se o modelo eléctrico equivalente do diporto.6 Determinação dos coeficientes da matriz de admitâncias de um diporto http://ltodi.est.5. neste caso construído à base de resistências e de fontes de tensão dependentes. isto é. relativamente ao qual se pretende determinar os coeficientes da matriz de admitâncias de curto-circuito. Considere-se agora o circuito resistivo representado na Figura 14. caracterizá-lo com base nas seguintes duas equações algébricas (14.14.ips.

c a 14.1 Diportos As configurações de cálculo dos coeficientes da matriz encontram-se representadas nas Figuras 14.17) e (14.6.a apresenta-se um circuito que se pretende caracterizar com base numa matriz de parâmetros híbridos (as variáveis independentes são a corrente no porto-1. as quais correspondem sempre ao cancelamento de uma das duas tensões nos portos. Assim. Como se indica na Figura 14. e a tensão no porto-2.htm (7 of 10)06-06-2005 12:36:27 .b.ips. http://ltodi.6.est. à esquerda. (14.16) (14.14. o modelo eléctrico equivalente do diporto é composto por admitâncias e fontes de corrente dependentes.f. Na Figura 14.18) respectivamente.6.15) (14.7. à direita). Convém desde já salientar o facto de os diportos sem fontes dependentes apresentarem sempre matrizes de impedâncias ou de admitâncias simétricas.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_14/diportos.

est.d permitem obter (14.21) (14.14.1 Diportos Figura 14.7.c e 14.19) então as configurações das Figuras 14.7.22) e http://ltodi.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_14/diportos.ips.20) (14.htm (8 of 10)06-06-2005 12:36:27 .7 Determinação dos coeficientes da matriz híbrida de um diporto Uma vez que as duas equações algébricas características do diporto são (14.

ips.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_14/diportos. a corrente e a tensão no porto-2 (à direita). neste caso. Com o circuito representado na Figura 14.8 pretende-se exemplificar o cálculo dos coeficientes da matriz de transmissão de um diporto.8 Determinação dos coeficientes da matriz de transmissão de um diporto As variáveis independentes são. isto é. Figura 14.est. http://ltodi.htm (9 of 10)06-06-2005 12:36:27 .23) respectivamente.14.1 Diportos (14.

pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_14/diportos.24) Pode facilmente demonstrar-se que recorrendo às quatro configurações de cálculo indicadas nas Figuras 14.8.b a 14. respectivamente.est.ips.25) (14.8.28) http://ltodi.htm (10 of 10)06-06-2005 12:36:27 .e se obtém.14.26) (14.1 Diportos (14. (14.27) e (14.

as vantagens deste formalismo são assaz notórias no caso da associação em cascata de diportos.14. em Paralelo.29) e que as correntes nos portos do diporto total são dadas pela soma das correntes parciais em cada um dos dois diportos (14.9 Associação de dois diportos em paralelo Uma vez que os diportos A e B apresentam as mesmas variáveis independentes nos dois portos. http://ltodi.htm (1 of 6)06-06-2005 12:36:30 .ips. Figura 14.2.9). tendo em conta (14. designadamente. Como se verá de seguida.1 Associações em Série. como é o caso das cadeias de amplificadores.29) e as relações matriciais parciais de cada diporto. em paralelo.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_14/assodipo. em cascata ou em série-paralelo de diportos. (14.30) conclui-se então que.2 Associação de Diportos 14. Considerem-se então dois diportos associados em paralelo (Figura 14.est.2 Associação de Diportos 14. em Cascata e em Modo Híbrido A descrição de um circuito com base numa matriz simplifica a análise das associações em série.

14. então (14.ips.est.11). é a ligação em cascata de diportos (Figura 14. as variáveis comuns aos dois diportos são as correntes nos portos. enquanto as variáveis tensão de porto total resultam da soma das tensões parciais nos diportos A e B.htm (2 of 6)06-06-2005 12:36:30 . I1 e I2 na figura.33) ou seja (14.10 considera-se a associação em série de dois diportos.31) isto é.34) Uma associação que se revela de particular interesse na análise de amplificadores. que a matriz do diporto total é dada pela soma das matrizes de admitâncias dos diportos associados (14.32) Na Figura 14. Se se admitir que cada um dos dois diportos se encontra caracterizado pela matriz de impedâncias respectiva.10 Associação de dois diportos em série Neste caso. Este tipo de associação caracteriza-se pelas igualdades http://ltodi.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_14/assodipo.2 Associação de Diportos (14. Figura 14.

à parte alguns sinais.12.2 Associação de Diportos (14.2 Exemplos de Aplicação Considere-se na Figura 14.38) O diporto total é neste caso caracterizado por uma matriz que. Admitindo que ambos os diportos se encontram caracterizados pela matriz de transmissão respectiva. Figura 14.37) ou ainda (14.35) designadamente entre as tensões e as correntes no porto comum aos dois diportos.14.ips. a matriz de admitâncias respectiva.36) para o primeiro diporto. http://ltodi. Pretende-se identificar neste circuito a associação em paralelo de dois diportos e obter.11 Associação de dois diportos em cascata 14. é dada pelo produto das matrizes de transmissão parciais de cada um dos circuitos.htm (3 of 6)06-06-2005 12:36:30 .2.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_14/assodipo.a um circuito resistivo composto por dois portos de acesso ao exterior. por adição de matrizes parciais.est. ou seja (14. então (14.

por exemplo.2 Associação de Diportos Figura 14. que em conjunto definem as matrizes de admitâncias (14.12 Associação de dois diportos em paralelo Neste circuito pode identificar-se.14. As admitâncias de curto-circuito de cada um dos dois diportos são calculadas com base nas expressões 14.12.8.5 a 14.39) e (14.est.40) A matriz de admitâncias total é dada pela soma (14.ips.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_14/assodipo. a associação em paralelo dos dois diportos indicados na Figura 14.b.htm (4 of 6)06-06-2005 12:36:30 .41) http://ltodi.

13. Figura 14.42) e (14. podem identificar-se no circuito os dois diportos representados em 14. cujas matrizes de transmissão respectivas são (14.ips.13. no seio do qual se pretende identificar a associação em cascata de dois diportos e obter a matriz de transmissão respectiva por multiplicação das matrizes parciais.2 Associação de Diportos Considere-se agora o circuito da Figura 14.43) http://ltodi.est.13 Associação de dois diportos em cascata Neste caso.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_14/assodipo.14.htm (5 of 6)06-06-2005 12:36:30 .a.b.

44) http://ltodi.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_14/assodipo.2 Associação de Diportos A matriz de transmissão total é então dada pelo produto (14.htm (6 of 6)06-06-2005 12:36:30 .est.14.ips.

verifica-se que: (i) a tensão no porto de saída (V2) é uma função da própria corrente (I2) e da tensão no porto de entrada (V1).3 Diportos Amplificadores 14. (ii) a corrente na entrada é uma função da corrente na saída e. isto é.14.b um diporto amplificador sem coeficiente de realimentação do porto de saída para o porto de entrada. Figura 14.a).a.htm (1 of 8)06-06-2005 12:36:32 . http://ltodi. transferir informação de volta do porto de saída para o porto de entrada. e o diporto no seu conjunto comporta-se como um amplificador de tensão com impedância de entrada 1/g11. Por conseguinte.45) em conjunto com o seu modelo eléctrico equivalente.14. Admita-se agora que a função do circuito é amplificar ou simplesmente transferir a variável independente do porto-1 (de entrada) para o porto-2 (de saída). as eventuais cargas ligadas ao porto-2 não exercem influência sobre as variáveis tensão e corrente no porto de entrada.ips.14. impedância de saída g22 e ganho de tensão g21. como consequência. De acordo com as conclusões anteriores. o que dentro de alguns limites é razoável que aconteça num amplificador de tensão. representado na Figura 14. mas não o contrário.14 Amplificador com realimentação (a) e sem realimentação (b) Considere-se agora na Figura 14.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_14/dipoampl.14. e unidireccional quando apenas um deles é nulo.est. Analisando o modelo equivalente do diporto (Figura 14.3 Diportos Amplificadores Considere-se um diporto caracterizado por uma matriz híbrida (g ) ij (14. da carga a ele ligada. um diporto é bidireccional quando os coeficientes g12 e g21 são não nulos.

e por (14.est. verifica-se que o http://ltodi.a o modelo de coeficientes híbridos hij de um diporto. (14.14. a impedância de entrada é uma função dos quatro coeficientes da matriz e da carga colocada a jusante do diporto.46) e a equação da carga. com coeficiente de realimentação (a) e sem coeficiente de realimentação (b) Admita-se ainda que se pretende determinar as impedâncias de entrada (pelo porto-1) e de saída (pelo porto-2) nas condições em que a matriz do diporto não apresenta. ao passo que no segundo caso é apenas função do coeficiente h11. Z . um valor nulo para o coeficiente de realimentação da saída para a entrada.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_14/dipoampl. num segundo caso. V2=-I2Z.3. No que respeita à impedância de saída do diporto.3 Diportos Amplificadores 14.15. No primeiro caso.15 Modelo de parâmetros híbridos (h) de um diporto. variando assim em função desta.1 Impedâncias de Entrada e de Saída Considere-se na Figura 14.htm (2 of 8)06-06-2005 12:36:32 . Tendo em conta as equações algébricas características do diporto.47) no caso em que existe realimentação interna no diporto. num primeiro caso. e apresenta. a impedância de entrada do circuito (diporto e carga) é dada por (14. à saída do qual se admite ligada uma carga genérica Z.ips.48) no caso em que h12=0. Figura 14.

VT Na Figura 14.ips. calculado com a saída do mesmo em aberto.a representa-se o circuito de referência utilizado no cálculo destes três ganhos de tensão.16.est.2 Ganhos de Tensão e de Corrente O ganho de tensão é um dos parâmetros mais utilizados na caracterização dos diportos do tipo amplificador. Por exemplo. A . e simplesmente (14.3 Diportos Amplificadores (14.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_14/dipoampl.3. uma função da impedância de saída da fonte de sinal eventualmente ligada na entrada.49) quando o coeficiente de realimentação do diporto é não nulo (h12≠ 0). pelo diporto e pela carga a jusante.14. considerando a situação mais comum de um diporto amplificador sem realimentação. 14. no primeiro caso a impedância de saída do porto seria. http://ltodi. (iii) o ganho de tensão total do circuito constituído pela fonte de tensão a montante. É comum distinguirem-se os três ganhos de tensão: (i) o ganho de tensão intrínseco do diporto. A .htm (3 of 8)06-06-2005 12:36:32 . A VC . mas no segundo caso jamais o seria. também. V (ii) o ganho de tensão com a saída em carga.50) quando h12=0.

16 Amplificador de tensão: modelo de parâmetros híbridos (a) e modelo simplificado baseado nos parâmetros impedância de entrada. O ganho do circuito coincide com o ganho intrínseco do http://ltodi.est.3 Diportos Amplificadores Figura 14.ips. sendo os V restantes dois parâmetros inexoravelmente inferiores.51) (14.htm (4 of 8)06-06-2005 12:36:32 .52) (14. em carga e da ligação em cascata da fonte de sinal ao diporto e à carga (Y=1/Z): (14.53) Constata-se assim que o ganho intrínseco (A ) representa o máximo ganho obtenível com o diporto.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_14/dipoampl.14. impedância de saída e ganho de tensão intrínseco (b) São os seguintes os ganhos de tensão intrínseco.

A . i o A . A . impedância de saída. e os coeficientes de acoplamento da fonte de sinal ao amplificador e deste à carga. Z . Z . impedância de saída. Identificam-se três factores na expressão do ganho total (14. http://ltodi. Ao conjunto de parâmetros impedância de entrada.17.b (adiante se V verá que este coincide com o modelo eléctrico simplificado do amplificador operacional de tensão.est. mais uma vez devido aos divisores de corrente introduzidos no acoplamento da fonte de sinal ao diporto e deste à carga.a.16. Z . e ganho de tensão intrínseco.b. Por outro lado.17.a): (i) o ganho de corrente intrínseco do diporto. IT Com base no esquema eléctrico representado na Figura 14. e ganho de corrente intrínseco. é comum distinguirem-se nos diportos amplificadores de corrente três parâmetros de ganho de corrente essencialmente distintos (Figura 14. a introduzir no Capítulo 15). calculado com a saída do mesmo em curtoI circuito.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_14/dipoampl. ao conjunto de parâmetros impedância de entrada. A .14. pode facilmente verificar-se que (14. Tal como para o ganho de tensão.17. corresponde i o I o modelo do amplificador de corrente representado na Figura 14.htm (5 of 8)06-06-2005 12:36:32 .56) O ganho intrínseco (A ) representa o máximo ganho de corrente obtenível com o diporto. Os restantes dois I parâmetros são-lhe sempre inferiores em magnitude.55) (14. Z . (ii) o ganho de corrente com a saída em carga.3 Diportos Amplificadores diporto apenas quando a impedância de entrada do diporto é infinita e a de saída nula.53): o ganho intrínseco do amplificador. (iii) e o ganho de tensão total do circuito constituído pela fonte de tensão a montante. pelo diporto e pela carga a jusante.ips.54) (14. A IC . corresponde o modelo simplificado do amplificador de tensão representado na Figura 14.

3. http://ltodi.b manifesta-se de particular interesse na análise de cadeias de amplificadores constituídas por múltiplos diportos ligados em cascata. impedância de saída e ganho de corrente intrínseco 14.ips.3 Associação de Amplificadores em Cascata A caracterização de um diporto amplificador por intermédio do modelo simplificado representado na Figura 14.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_14/dipoampl.14.18. Considere-se então o circuito da Figura 14. constituído por dois amplificadores de tensão em cascata e por uma fonte de sinal a montante e uma carga a jusante.est.17 Amplificador de corrente: modelo de parâmetros híbridos (a) e modelo simplificado baseado nos parâmetros impedância de entrada.16.htm (6 of 8)06-06-2005 12:36:32 .3 Diportos Amplificadores Figura 14.

e entre este e a carga são unitários apenas quando se verificam as seguintes condições: (i) a impedância de entrada do diporto é infinita.18. o ganho da cadeia de amplificação é sempre inferior ao produto dos ganhos intrínsecos de cada um dos diportos constituintes. (ii) a impedância de saída do diporto-1 é nula ou a impedância de entrada do diporto-2 é infinita.57) a qual é uma função dos ganhos intrínsecos dos amplificadores.14. mas também dos divisores de tensão na entrada e na saída de cada diporto.ips.htm (7 of 8)06-06-2005 12:36:32 . Os coeficientes de acoplamento entre a fonte de sinal e o primeiro diporto. (iii) a impedância de saída do diporto-2 é nula ou a impedância da carga é infinita.18 Associação em cascata de dois diportos amplificadores de tensão O ganho de tensão total da montagem é dado pela expressão (Figura 14.b) (14. http://ltodi. entre o primeiro e o segundo. ou então a impedância de saída da fonte de sinal é nula.est. Quando estas condições não se verificam em simultâneo.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_14/dipoampl.3 Diportos Amplificadores Figura 14.

pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_14/dipoampl.14. maximizando o coeficiente de acoplamento com a carga a jusante.est. permitindo maximizar o coeficiente de acoplamento com a fonte de sinal a montante.htm (8 of 8)06-06-2005 12:36:32 . (ii) impedância de saída nula. http://ltodi.ips.3 Diportos Amplificadores Pode então concluir-se que um diporto amplificador de tensão ideal caracteriza-se pelas seguintes propriedades: (i) impedância de entrada infinita.

em modo misto paralelo-série e em cascata podem ser analisadas recorrendo às matrizes parciais características dos diportos.ips.htm06-06-2005 12:36:32 . Um diporto é descrito por um sistema de duas equações algébricas.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_14/sumar_14. Nestes casos faz especial sentido determinar os parâmetros ganho de tensão. matrizes híbridas de tipo h ou de tipo g. As associações de diportos em série. em paralelo. http://ltodi. e matrizes de transmissão e de transmissão inversa. A cada porto encontram-se associadas duas variáveis.est. matriz de admitâncias. ganho de corrente. e impedâncias de entrada e de saída. uma tensão e uma corrente. Destas equações podem obter-se as seguintes seis matrizes alternativas: matriz de impedâncias. Os diportos sem coeficiente de realimentação constituem uma classe particular das redes de quatro terminais.Sumário Sumário Um diporto é um circuito com quatro terminais organizados em dois portos de acesso.

1 http://ltodi. Figura E14.htm (1 of 3)06-06-2005 12:36:33 .1 Para cada um dos circuitos representados na Figura E14. (c) os coeficientes da matriz híbrida h.1. determine (admita ω=106 rad/s): (a) os coeficientes da matriz de impedâncias.est. (d) os coeficientes da matriz de transmissão.ips.Exercícios de Aplicação Exercícios de Aplicação *14. (b) os coeficientes da matriz de admitâncias.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_14/exapl_14.

Figura E14. Identifique no circuito a associação em paralelo de dois diportos e determine a matriz característica total por adição das matrizes parciais respectivas.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_14/exapl_14.htm (2 of 3)06-06-2005 12:36:33 .est.4 *14.Exercícios de Aplicação 14. Figura E14.3 Determine o esquema eléctrico do diporto cuja matriz de admitâncias é .2. http://ltodi.3 *14.ips. em série e em cascata dois destes diportos e determine a matriz característica que mais convenha ao tipo de associação. Determine: (a) o ganho de tensão e as impedâncias de entrada e de saída respectivas.4 Considere o circuito representado na Figura E14. Associe em paralelo.4.2 14. (b) desenhe o modelo eléctrico equivalente do amplificador de tensão resultante.5 Considere o diporto amplificador de tensão representado na Figura E14. Figura E14.2 Considere o circuito da Figura E14.5.

est.6. (c) associe em cascata dois destes amplificadores e determine o ganho de corrente intrínseco dessa associação. (b) desenhe o modelo eléctrico equivalente do amplificador de corrente resultante. Figura E14. Figura E14.Exercícios de Aplicação (c) associe em cascata dois destes amplificadores e determine o ganho de tensão intrínseco da associação.htm (3 of 3)06-06-2005 12:36:33 . Determine: (a) o ganho de corrente e as impedâncias de entrada e de saída respectivas.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_14/exapl_14.5 14.ips.6 Considere o diporto amplificador de corrente representado na Figura E14.6 http://ltodi.

est.13. (ii) a bobina-2 é constituída por N2 espiras. Figura 13.1.htm (1 of 7)06-06-2005 12:36:36 .1 Coeficiente de Indução Mútua Considerem-se as duas bobinas acopladas magneticamente representadas na Figura 13.3. v1(t). (iii) apenas uma parte Φ12(t) do fluxo magnético gerado pela bobina-1 atravessa as espiras da bobina-2.a e admitam-se as seguintes condições de funcionamento: (i) aos terminais da bobina-1 encontra-se aplicada uma fonte de tensão.1 Bobinas Acopladas 13. caracteriza-se por um coeficiente de autoindução L2 e os seus terminais encontram-se em aberto. da qual resulta uma corrente eléctrica i1(t) no enrolamento e um fluxo magnético Φ1(t) no núcleo.1 Bobinas Acopladas 13. sendo o cociente (13. A bobina-1 é constituída por N1 espiras e caracteriza-se por um coeficiente de auto-indução L1.ips. A corrente na bobina-2 e o fluxo magnético gerado são ambos nulos.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_13/bobiacop.3 Fenómeno da indução mútua http://ltodi.1) designado por coeficiente de acoplamento magnético entre enrolamentos.

htm (2 of 7)06-06-2005 12:36:36 . no sentido indicado.2) aqui expressa em função do fluxo magnético no núcleo e do número de espiras da bobina.3) resulta a igualdade (13.7) como o coeficiente de indução mútua entre as duas bobinas acopladas.13.1) e (13.1 Bobinas Acopladas A Lei de Faraday estabelece que a força electro-motriz induzida aos terminais da bobina-1 é.3) neste caso expressa em função da corrente na bobina e do respectivo coeficiente de auto-indução. (13. http://ltodi.5). (13.4) na expressão (13.4) A Lei de Faraday estabelece. Das relações (13.2) e (13. henry (13. no sentido indicado.ips.6) em que se define H.est. que a força electro-motriz induzida aos terminais da bobina-2 é. Substituindo as relações (13.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_13/bobiacop. ou então (13. obtém-se (13. também.5) em que Φ12(t) representa a porção do fluxo magnético gerado pela bobina-1 que atravessa as espiras da bobina-2.

e que os sentidos dos enrolamentos são concordantes em (a) e discordantes em (b). i(t).12) entre o número de espiras nos enrolamentos (N1 e N2). e admita-se que ambas são percorridas pela mesma corrente.11) e (13.10) A igualdade entre os coeficientes de indução mútua M12 e M21 permite obter as relações (13.1 Bobinas Acopladas Considere-se agora o caso oposto em que a fonte de tensão é aplicada aos terminais da bobina-2 e a bobina1 é deixada em aberto (Figura 13.2 Associação de Bobinas Acopladas Considerem-se as duas bobinas acopladas magneticamente representadas na Figura 13.4.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_13/bobiacop.13.1. o coeficiente de acoplamento magnético (k) e o coeficiente de indução mútua (M). os coeficientes de auto-indução (L1 e L2).3.est.7).b). http://ltodi.9) respectivamente para as forças electro-motrizes induzidas nas bobinas-2 e -1.htm (3 of 7)06-06-2005 12:36:36 . 13.2) a (13. Trocando as siglas 1->2 e 2->1 nas expressões (13. das quais resulta uma nova expressão para o coeficiente de indução mútua (13.8) e (13.ips. obtém-se (13.

a e 13.4.1 Bobinas Acopladas Figura 13.5.5. http://ltodi. então ambas as bobinas são sede de fluxo magnético e de força electro-motriz induzida. os fluxos magnéticos gerados no núcleo comum serão concordantes e o acoplamento dito positivo (vejam-se os casos das Figuras 13.c e 13. respectivamente.htm (4 of 7)06-06-2005 12:36:36 . Por exemplo.4 Associação em série de bobinas acopladas magneticamente A concordância ou discordância entre os sentidos dos enrolamentos representa-se com base num conjunto de pontos colocados num dos extremos das bobinas.5 Fluxos magnéticos gerados por bobinas acopladas Retomem-se então as duas bobinas acopladas magneticamente representadas na Figura 13. se os sentidos das correntes forem contrários entre si. Uma vez que ambos os enrolamentos são percorridos por uma corrente.d). no caso representado na Figura 13. subtraem-se no núcleo e o acoplamento entre as bobinas é dito negativo (vejam-se os casos representados nas Figuras 13. Pelo contrário.a as forças electro-motrizes induzidas aos terminais das bobinas-1 e -2 são. Se os sentidos das correntes nas duas bobinas forem positivos do ponto para a outra extremidade (ou então da outra extremidade para o ponto).ips.b).13. então os fluxos gerados são discordantes.4.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_13/bobiacop.est.5. Figura 13.5. tendo sempre como referência a extremidade onde se localiza o ponto.

Por exemplo.13. a indutância total do conjunto é expressa pela soma das seguintes três parcelas (13. 13.17) Em particular.a é descrito pelas duas equações de malha (13.ips.1 Bobinas Acopladas (13. se o acoplamento magnético entre as bobinas for perfeito.b. k=1.4.3 Modelo Eléctrico Equivalente O comportamento electromagnético de um conjunto de bobinas acopladas pode ser modelizado com base apenas em elementos eléctricos.6.htm (5 of 7)06-06-2005 12:36:36 . o comportamento electromagnético das duas bobinas acopladas representadas na Figura 13.15) e a indutância total do conjunto de bobinas acopladas e associadas em série (13.14) das quais resultam a força electro-motriz total (13.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_13/bobiacop. então L - =0 (esta é uma das técnicas utilizadas na construção de resistências bobinadas).est.16) Pode facilmente demonstrar-se que no caso em que os enrolamentos das bobinas apresentam sentidos discordantes. como é o caso representado na Figura 13.18) http://ltodi.1.13) e (13. e as bobinas iguais.

Figura 13.20) cuja resolução conjunta conduz à expressão da impedância vista dos terminais da bobina-1 http://ltodi. Admita-se agora que aos terminais da bobina-2 se liga uma impedância cuja natureza é capacitiva.1 Bobinas Acopladas Figura 13. Z=(RjX).6 Modelo eléctrico equivalente de duas bobinas acopladas magneticamente que no caso particular do regime forçado sinusoidal se podem representar como (13.7.est.htm (6 of 7)06-06-2005 12:36:36 . conforme à Figura 13.19) o circuito deve também verificar a igualdade (13.13.6. para além das equações em (13.7 Reflexão de impedâncias entre bobinas acopladas Neste caso.19) Na Figura 13.19).pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_13/bobiacop.b representa-se o modelo eléctrico correspondente ao sistema de equações (13.ips.

1 Bobinas Acopladas (13.est.21) designa-se por impedância acoplada e representa a reflexão para os terminais da bobina-1 da indutância da bobina-2 e dos componentes a ela ligados (neste caso a carga Z).21) A parcela Z refl em (13. as reflexões para o lado da bobina-1 dos componentes indutivos.24) http://ltodi.23) É o seguinte o significado de cada uma das parcelas na expressão (13. e as segunda e terceira representam. isto é quando X=ωL .13. respectivamente. obtém-se (13.23): a primeira representa a indutância da própria bobina-1.htm (7 of 7)06-06-2005 12:36:36 . Por exemplo. capacitivos e resistivos localizadas do lado da bobina-2. à frequência de ressonância da parte do circuito do lado da bobina-2.22) ou ainda (13. Multiplicando e dividindo este termo pelo conjugado do denominador.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_13/bobiacop.ips. a 2 impedância acoplada é resistiva pura (13.

est.8 Transformador ideal http://ltodi.2 Transformador Ideal Na Figura 13.13. (ii) acoplamento magnético entre bobinas perfeito (k=1). Figura 13.ips. (iii) material constituinte do núcleo sem histerese.2 Transformador Ideal 13. (iv) perdas no núcleo nulas (por efeito das correntes de Foucault). Admita-se ainda que as duas bobinas e o núcleo verificam as seguintes quatro propriedades: (i) resistência eléctrica dos enrolamentos nula.htm (1 of 6)06-06-2005 12:36:38 .8 representam-se duas bobinas acopladas através de um núcleo de elevada permeabilidade magnética.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_13/transfid.

27) e http://ltodi. 13.ips.25) designada por corrente de magnetização do núcleo. de Lenz e de Ohm estabelecem a existência e os sentidos das forças electro-motrizes induzidas e das correntes indicados na figura.b representa-se um esquema simplificado do transformador ideal (note-se que a localização do ponto nas bobinas e os sentidos das correntes são tais.8.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_13/transfid. Em particular: (i) a Lei de Lenz estabelece que a força electro-motriz e a corrente induzidas no secundário são tais. atribuindo-se às bobinas -1 e -2 os nomes de enrolamento primário e secundário.26) em fase com a corrente respectiva. v (t). à qual se encontra associada um fluxo magnético (13.2.2 Transformador Ideal Este conjunto de bobinas acopladas é vulgarmente designado por transformador ideal. que verificam o enunciado da Lei de Lenz). A corrente no primário apresenta uma forma também 1 sinusoidal (13.13. e que a tensão 2 aplicada ao primário. (iii) a Lei de Ohm estabelece a presença de uma corrente no secundário. (ii) a Lei de Faraday estabelece a existência de forças electro-motrizes induzidas no primário e no secundário (os fenómenos da indução electromagnética e da indução mútua). i (t)=0 na Fig. Na Figura 13. As forças electro-motrizes induzidas aos terminais do primário e do secundário são dadas pelas expressões (nos sentidos indicados) (13.htm (2 of 6)06-06-2005 12:36:38 .13.est. respectivamente.1 Transformador Ideal em Vazio Admita-se agora que os terminais do secundário se encontram em aberto. As Leis de Faraday. é de tipo sinusoidal. que as linhas de força aí geradas contrariam o fluxo magnético estabelecido pelo primário. caso aos terminais deste se encontre ligada uma impedância.8.

(iii) o aumento da corrente no primário repõe o fluxo magnético no seu valor inicial.29) designa-se por relação de transformação do transformador. Z.31) A igualdade (13.28) respectivamente. e o desequilíbrio temporário entre tensão aplicada e força electro-motriz induzida resulta num aumento da corrente no primário.htm (3 of 6)06-06-2005 12:36:38 . Φ=Φ10.est.2.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_13/transfid. Portanto. a força electro-motriz induzida no primário reduzse (o que equivale a dizer que enfraquece a oposição à passagem de corrente no primário). 13. Ambas as forças electro-motrizes induzidas encontram-se avançadas de π/2 radianos relativamente à corrente de magnetização e ao fluxo magnético gerado pelo primário.13. Nestas condições. atinge-se o equilíbrio quando se repõe a igualdade (13.2 Transformador Ideal em Carga Admita-se agora que aos terminais do secundário se liga uma carga genérica.30) ou seja. O cociente entre as forças electro-motrizes induzidas no primário e no secundário (13. instalando-se de novo o equilíbrio no transformador. a força electro-motriz induzida no secundário é responsável pela seguinte conjunto de acontecimentos: (i) a força electro-motriz induzida no secundário conduz à presença de uma corrente através da carga (a Lei de Ohm).ips. quando o fluxo gerado pela corrente no secundário é integralmente compensado pelo acréscimo verificado no primário (13. que circula através do enrolamento do secundário e gera um fluxo magnético de sentido contrário àquele previamente estabelecido pela corrente de magnetização. (ii) o fluxo magnético no núcleo decresce.31) pode também ser escrita em função das correntes no primário e no secundário (tendo http://ltodi.2 Transformador Ideal (13.

32) com base na qual se pode definir o cociente (13.13. http://ltodi.est.33) entre a amplitude da corrente no secundário e o acréscimo verificado na corrente no primário.ips. que a relação (13.34) se pode aproximar por (13.2 Transformador Ideal em conta os sentidos indicados) (13.2. 13. Todavia. na prática verifica-se que a corrente total no primário (13.35) ou seja.36) A relação de transformação das correntes é inversa daquela das forças electro-motrizes induzidas.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_13/transfid.33) se pode rescrever na forma (13.9 apresenta-se o modelo eléctrico do transformador ideal.3 Modelo Eléctrico Equivalente Na Figura 13.htm (4 of 6)06-06-2005 12:36:38 .

pelo contrário. O transformador ideal apresenta um conjunto de propriedades cujo interesse prático ultrapassa em muito o das simples bobinas acopladas.est.10.9 Modelo eléctrico do transformador ideal Constata-se assim que é o primário que impõe a tensão no secundário.38) naturalmente em função do cociente entre o número de espiras e da carga àquele ligada.37) mas que. Por exemplo: (i) as impedâncias são reflectidas do secundário para o primário de acordo com a relação (13. o transformador ideal é imune às indutâncias das bobinas do primário e do secundário.10 Reflexão de impedâncias no transformador ideal http://ltodi. designadamente através da relação entre o número de espiras respectivas (admite-se a notação fasorial).39) (ii) representada na Figura 13. (13.13.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_13/transfid. Ao contrário das bobinas acopladas estudadas anteriormente. é o secundário que impõe a corrente no primário (13.2 Transformador Ideal Figura 13.ips.htm (5 of 6)06-06-2005 12:36:38 . Figura 13.

est.htm (6 of 6)06-06-2005 12:36:38 . http://ltodi.2 Transformador Ideal (iii) as potências fornecidas pela fonte de tensão ao primário e pelo secundário à carga são idênticas. permitindo atribuirlhes nós de referência distintos. Uma das aplicações mais comuns do transformador é a implementação prática do isolamento eléctrico (mas não funcional) entre duas partes de um mesmo circuito.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_13/transfid.40) (iv) à semelhança de qualquer conjunto de bobinas acopladas.ips. o transformador ideal permite implementar o isolamento galvânico entre partes de um mesmo circuito. designadamente (13.13.

ao volume.11. Figura 13.1 Auto-Transformador Um auto-transformador é um transformador cujos enrolamentos primário e secundário coincidem parcialmente. etc.13. os acessos ao primário e ao secundário são coincidentes ou com as extremidades ou com pontos intermédios do enrolamento.c. Os auto-transformadores são vulgarmente utilizados na http://ltodi.htm (1 of 7)06-06-2005 12:36:40 .3 Tipos e Aplicações dos Transformadores Os transformadores são utilizados num conjunto muito variado de aplicações de processamento de informação e de energia.-d. No entanto.11. com condutores de menor secção).3. e do tipo elevador no caso contrário (Figura 13. à queda de tensão e ao rendimento (menores perdas nos enrolamentos).est. o isolamento galvânico (estudado na secção anterior).b)..41) Uma das consequências da coincidência parcial entre os enrolamentos do primário e do secundário é a perda de isolamento galvânico entre as bobinas. 13. o armazenamento de energia em conversores d.c. sendo um dos terminais do primário sempre coincidente com um dos do secundário.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_13/tiaptran.ips. designadamente no que respeita ao seu custo (um único enrolamento e. o auto-transformador apresenta um vasto conjunto de vantagens face aos transformadores comuns. a adaptação de impedâncias e a sintonia de filtros RLC em aplicações audio. a redução da tensão e da corrente em instrumentos de medida.a). a relação de transformação é dada pelo cociente entre o número de espiras (13.11. O auto-transformador é do tipo redutor quando o número de espiras do secundário é inferior ao do primário (Figura 13.3 Tipos e Aplicações dos Transformadores 13. de rádio frequência e de frequência intermédia. Conforme se ilustra na Figura 13.11 Auto-transformador redutor (a) e elevador (b) Em qualquer dos casos. De entre estas destacam-se a elevação e a redução da tensão ou do número de fases em redes de transporte e distribuição de energia eléctrica. em certos casos.

12 apresentam-se diversas ligações alternativas de um transformador com dois enrolamentos secundários. no caso representado em (b) os enrolamentos do secundário são utilizados em circuitos isolados do ponto de vista galvânico.2 Transformadores com Múltiplos Enrolamentos Os transformadores podem ser construídos com múltiplos enrolamentos primários ou secundários.ips.3.3 Tipos e Aplicações dos Transformadores elevação e na redução da tensão em redes de distribuição de energia eléctrica.13. e. resultando. Os enrolamentos encontram-se acoplados uns aos outros através de um núcleo magnético comum. 13. nos casos considerados em (c) e (d) os enrolamentos são ligados em série um com o outro. http://ltodi.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_13/tiaptran. finalmente.est. sendo em geral todos eles sede de fluxo magnético e de força electro-motriz induzida. Na Figura 13.htm (2 of 7)06-06-2005 12:36:40 . respectivamente. na adição e na subtracção das forças electromotrizes respectivas. nos casos ilustrados em (e) e (f) os enrolamentos partilham um nó de referência comum. portanto constituindo circuitos não isolados do ponto de vista galvânico. na sintonia e adaptação entre antenas e pré-amplificadores em receptores de telecomunicações. Por exemplo.

a igualdade entre as potências aparentes fornecidas pela fonte ao primário e pelos secundários às cargas respectivas (13. no caso particular em que os dois enrolamentos do secundário são idênticos.12 Transformadores com múltiplos enrolamentos secundários O transformador com ponto médio representado na Figura 13.42) No que respeita à reflexão das impedâncias dos dois secundários para o primário (v.b).htm (3 of 7)06-06-2005 12:36:40 . verifica-se que (13.12.13.12.44) conduz. (13.est. à expressão http://ltodi.43) ou seja. Com efeito.e é vulgarmente utilizado na rectificação de sinais sinusoidais e na geração de sinais diferenciais (sinais com amplitudes idênticas mas sinais contrários).3 Tipos e Aplicações dos Transformadores Figura 13.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_13/tiaptran. N2=N3. em conjunto com a relações V2=(N2/N1)V1 e V3=(N3/N1)V1.ips. exemplo da Figura 13.

htm (4 of 7)06-06-2005 12:36:40 .3.3 Transformadores de Medida Os transformadores de medida destinam-se a efectuar a redução das grandezas tensão ou corrente eléctrica em redes de transporte e distribuição de energia eléctrica. 13. (ii) e de corrente. a telecontagem da energia consumida pelos utentes. designadamente para efeitos da sua medição ou detecção segura em aparelhos de reduzidas dimensões e relativa precisão.13. os contadores de energia eléctrica. a inserção de sinais de elevada frequência nas linhas de transporte. Exemplos da utilização deste tipo de transformadores são os aparelhos de medida da tensão. subestações e.13.13 Transformadores de medida de tensão (a) e de corrente (b) http://ltodi. Figura 13. tendo por objectivo a redução das altas tensões presentes nas linhas e permitir o seu encaminhamento para os locais frequentados pelos operadores e a sua leitura em voltímetros comuns (Figura 13. Os transformadores de medida podem ser de dois tipos básicos: (i) de tensão. os frequencímetros e os relés de protecção.45) indicativa de que do ponto de vista do primário as impedâncias são primeiramente reflectidas e seguidamente associadas em paralelo. talvez no futuro. corrente e potência eléctrica em redes de energia. os fasímetros.13.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_13/tiaptran.b).ips.est.3 Tipos e Aplicações dos Transformadores (13.a). por razões essencialmente idênticas às anteriores (Figura 13. designadamente para efeitos de comunicação entre centrais.

protegendo os operadores e permitindo que os aparelhos de medida sejam colocados em locais comuns. Como se ilustra na Figura 13.htm (5 of 7)06-06-2005 12:36:40 .13.ips.3. 13. Esta solução engenhosa e simples permite que o primário do transformador seja constituído pelo próprio fio condutor.14 Figura 13. como é o caso da adaptação entre as resistências de saída de um amplificador audio e de entrada de um alto-falante.3 Tipos e Aplicações dos Transformadores A utilização de transformadores de medida permite atingir três objectivos principais do processo de medição de grandezas eléctricas de elevado valor absoluto: (i) garantir o isolamento galvânico entre a rede de alta tensão ou corrente e o circuito de medida.14 Pinça amperimétrica um modo de evitar a interrupção da linha consiste na utilização de uma pinça amperimétrica. e. (ii) e na adaptação de impedâncias em amplificadores sintonizados de frequência intermédia http://ltodi.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_13/tiaptran. A ligação de um transformador de medida de corrente efectua-se colocando em série a linha e o enrolamento que constitui o primário do transformador. recorrendo a aparelhos comuns.est.4 Transformadores de Sinal Os transformadores de sinal são utilizados em dois tipos principais de aplicações: (i) na transformação de resistências em aplicações audio. a qual abraça o condutor cuja corrente se pretende medir. (iii) efectuar as medições em escalas reduzidas. (ii) evitar as interferências electromagnéticas associadas às correntes eléctricas elevadas presentes na linha. cujas linhas de força circulares percorrem o núcleo magnético no qual se encontra enrolada a bobina do secundário (com um elevado número de espiras).

3. pré-amplificadores) e receptores (pré-amplificadores ou amplificadores). As bobinas acopladas e os auto-transformadores são vulgarmente utilizados em aplicações de rádio frequência e frequência intermédia. e redução da secção.46) garante a máxima transferência de potência eléctrica entre o amplificador e o alto-falante. Na Figura 13. visando dois objectivos principais do projecto de um amplificador sintonizado: utilizar os coeficientes de auto-indução dos enrolamentos para.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_13/tiaptran.15 apresenta-se um exemplo típico da utilização de um transformador de sinal em aplicações audio. do peso e do custo das linhas de transporte. distribuição e de consumo em redes de energia eléctrica.13.est. af Figura 13.15 Transformador de sinal O projecto da relação de transformação de acordo com a relação (13. em conjunto com condensadores criteriosamente dimensionados. As vantagens da utilização de transformadores elevadores e redutores de tensão nas redes de transporte e distribuição de energia eléctrica são basicamente duas: redução das perdas por efeito de Joule.3 Tipos e Aplicações dos Transformadores e rádio-frequência em receptores de telecomunicações. e a tensão e a corrente nominais nos dois enrolamentos. é comum existirem nas redes de distribuição de energia eléctrica transformadores com as http://ltodi. esta última tipicamente da ordem de algumas unidades a dezenas de ohm. filtrar em tipo passa-banda os sinais a processar.htm (6 of 7)06-06-2005 12:36:40 .ips. implementando a máxima transferência de potência entre fontes de sinal (antenas. A título de exemplo. salientando-se entre eles a potência aparente nominal. 13. O transformador implementa a adaptação entre as resistências de saída do amplificador (R ) e de s entrada do alto-falante (R ). utilizar o coeficiente de indução mútua entre enrolamentos para efectuar transformações de impedâncias. Os transformadores de potência são caracterizados por um conjunto variado de parâmetros.5 Transformadores de Potência Os transformadores de potência visam essencialmente a elevação ou redução da tensão de transporte.

e naturalmente com os sistemas mecânicos de arrefecimento (a seco.13.44 A e 87 A. ou então 200 kVA.400 V. Uma segunda classe de aplicações dos transformadores de potência é a conversão do número de fases da tensão. 125 MVA.3 Tipos e Aplicações dos Transformadores seguintes características: 20 kVA de potência aparente.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_13/tiaptran. etc. a montagem criteriosa dos enrolamentos no núcleo permite efectuar as conversões entre redes de transporte trifásicas e de consumo monofásicas ou bifásicas. 10 MVA e 30 kV . entre redes trifásicas e hexafásicas ou dodecafásicas. 1000 V 400 V e 11.55 A-288. etc. etc. 47 MVA. 300 MVA. http://ltodi.est. forçado ou não. Por exemplo. ou ainda 630 kVA e 20 kV .7A. tensões nominais de 6000 V e 230 V nos enrolamentos primário e secundário.ips. Para além destas características.6 kV. em banho de óleo. nos transformadores de potência assumem também particular relevo as questões relacionadas com as perdas por efeito de Joule nos enrolamentos e no núcleo (estas últimas associadas às correntes de Foucault) e com o rendimento.htm (7 of 7)06-06-2005 12:36:40 . e correntes nominais de 3.).

Esta classe de transdutores. tendo como consequência a alteração da diferença entre as forças electro-motrizes induzidas nos dois enrolamentos secundários. a força. a variação da posição do núcleo altera os coeficientes de indução mútua entre os enrolamentos primário e secundário. e menos no fenómeno subjacente ao seu funcionamento. é utilizada quer na medição do deslocamento.17 Sensor relutivo de deslocamento (designado LVDT. e em particular da indução mútua entre bobinas.17 apresenta-se o esquema simplificado de um dos transdutores relutivos mais comuns designado LVDT. a diferença entre estas duas classes de transdutores reside mais na forma como o fluxo magnético é desenvolvido.12 no ponto 13.13. uns designados relutivos e outros electromagnéticos.est. quer na medição da força exercida.3. o torque. entre outras grandezas. é amplamente utilizado para implementar sensores ou transdutores de grandezas não-eléctricas em grandezas eléctricas.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_13/sensreel. Este transdutor caracteriza-se por uma relativa linearidade entre a diferença de potencial medida na saída e o deslocamento operado sobre o núcleo magnético. sendo a grandeza não-eléctrica detectada através da medição da variação na amplitude. Como se verá adiante. ver Figura 13. A principal diferença reside no facto de o núcleo magnético ser móvel e se encontrar fixo ao objecto cujo deslocamento se pretende medir. Neste sensor.htm (1 of 2)06-06-2005 12:36:40 . Na Figura 13.2 deste capítulo).4 Sensores Relutivos e Electromagnéticos 13. a posição. Um LVDT é basicamente um transformador com ponto médio (também designado diferencial.ips. A bobina primária é excitada com uma corrente eléctrica sinusoidal (a qual desenvolve um fluxo magnético sinusoidal no núcleo). a pressão. do inglês Linear Variable Differential Transformer.4 Sensores Relutivos e Electromagnéticos O fenómeno da indução electromagnética. Fabricam-se transdutores deste tipo que medem o deslocamento.16 Alguns transformadores actualmente existentes no mercado Os sensores ditos relutivos associam a variação na grandeza não-eléctrica a uma variação nos coeficientes de indução mútua entre uma bobina primária e um ou vários enrolamentos secundários. a velocidade. Figura 13. ou da diferença entre as forças electro-motrizes induzidas nas bobinas que constituem o secundário. da velocidade e da aceleração de objectos. com algumas variantes. do ingl. Figura 13. linear variable differential transformer) http://ltodi. cuja variação uma ou várias bobinas acopladas devem detectar sob a forma de uma força electro-motriz induzida. a aceleração.

pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_13/sensreel.18 Sensor electromagnético de velocidade http://ltodi.est. portanto crescente com a velocidade de deslocamento do íman. No entanto. Ao movimento do íman encontra-se associada uma variação no fluxo magnético total que atravessa as espiras da bobina. limitando-se a detectar as variações no fluxo magnético desenvolvido por exemplo por um íman. e ao contrário daqueles. os transdutores electromagnéticos associam a variação numa grandeza não-eléctrica a uma variação na força electro-motriz induzida aos terminais de uma ou mais bobinas. A diferença de potencial é tanto mais elevada quanto maior for o ritmo de variação do fluxo magnético. designado transdutor linear de velocidade.13. os sensores electromagnéticos não são excitados por qualquer corrente eléctrica. Na Figura 13.18 indica-se o exemplo de um sensor de velocidade de tipo electromagnético.4 Sensores Relutivos e Electromagnéticos Tal como os relutivos.htm (2 of 2)06-06-2005 12:36:40 . responsável pelo fluxo magnético que atravessa as espiras da bobina fixa. Este dispositivo consiste basicamente numa bobina cujo núcleo é um íman móvel. Figura 13. sendo assim induzida uma força electro-motriz aos terminais respectivos.ips.

a elevação e a redução da tensão e do número de fases em redes de transporte e distribuição de energia eléctrica. o qual é adimensional e contém a informação relativa à melhor ou pior ligação magnética entre as bobinas.htm06-06-2005 12:36:41 . Existem diversos sensores que exploram o fenómeno da indução mútua entre bobinas. a adaptação de resistências em aplicações audio. o coeficiente de indução mútua relaciona as variações da corrente numa bobina com a força electro-motriz induzida na outra. Os transformadores são utilizados numa gama muito variada de aplicações de processamento de informação e de energia eléctrica. O transformador é um dispositivo electromagnético constituído por duas bobinas acopladas através de um núcleo magnético de elevada permeabilidade magnética. transformadores de medida ou de protecção. transformadores com múltiplos enrolamentos no secundário. A principal função de um transformador é elevar ou reduzir as amplitudes da tensão ou da corrente entre as bobinas do primário e do secundário. Estes transdutores são designados relutivos e electromagnéticos. À semelhança do coeficiente de auto-indução. pressão. ou electromagnética. transformadores com ponto médio.est. aceleração. Salientam-se. com a qual se encontra acoplada. é possível identificar os seguintes tipos de transformadores: auto-transformadores. tais como deslocamento. rT=N2/N1. e em particular da indução electromagnética mútua entre bobinas. a adaptação de impedâncias em amplificadores sintonizados em aplicações de rádio-frequência e frequência intermédia.ips. velocidade. ou simplesmente o isolamento galvânico entre partes de um mesmo circuito eléctrico. Para além de outros. etc. força. O transformador caracteriza-se pela relação de transformação de tensão entre o primário e o secundário. a redução da tensão ou da corrente em instrumentos de medida. e o coeficiente de indução mútua. entre outras.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_13/sumar_13. e são utilizados na medição de grandezas não-eléctricas. http://ltodi.Sumário Sumário O modelo eléctrico de duas bobinas acopladas é composto por dois parâmetros: o coeficiente de acoplamento. transformadores de sinal e transformadores de potência. A unidade do coeficiente de indução mútua é o henry (H). O princípio de funcionamento do transformador baseia-se no fenómeno da indução electromagnética. binário.

(c) determine a impedância de entrada do circuito.3: (a) desenhe o modelo eléctrico equivalente do circuito.2 Determine o fasor da tensão V no circuito representado na Figura E13.1 Determine a indutância equivalente das bobinas acopladas representadas na Figura E13.ips.2 13.1 13. (b) determine o cociente entre os fasores V2 e V1.htm (1 of 4)06-06-2005 12:36:42 .Exercícios de Aplicação Exercícios de Aplicação *13. http://ltodi.3 Considere o circuito representado na Figura E13.1. Z1=V1/I1. C Figura E13. Figura E13.est.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_13/exapl_13.2.

Figura E13.6 http://ltodi.6 Determine a relação entre o número de espiras no primário e no secundário do auto-transformador representado na Figura E13.Exercícios de Aplicação Figura E13.4.4 Considere o circuito representado na Figura E13.5 Figura E13.est.5 Determine os fasores das correntes e das tensões V1.htm (2 of 4)06-06-2005 12:36:42 .pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_13/exapl_13.4 13. I1.5 *13. Determine a relação entre o número de espiras do transformador necessária para garantir a máxima transferência de potência entre a fonte de sinal e a carga.ips. V2 e I2 nos circuitos representados na Figura E13.3 *13.

6 *13. de modo a garantir a máxima transferência de potência entre a fonte de sinal e a carga de 4 Ω.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_13/exapl_13. Figura E13.9 Considere o transformador com dois secundários representado na Figura E13.ips.8.7.7 Determine a relação de transformação do transformador representado na Figura E13. Figura E13.8 Considere o transformador com dois primários representado na Figura E13.7 13.est. Determine: (a) a tensão e a corrente na carga.Exercícios de Aplicação Figura E13.9. (b) a impedância de entrada vista dos terminais do primário (terminais a-b). http://ltodi.htm (3 of 4)06-06-2005 12:36:42 .8 13. Determine: (a) a tensão e a corrente nas cargas.

htm (4 of 4)06-06-2005 12:36:42 .est.ips. Figura E13.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_13/exapl_13.Exercícios de Aplicação (b) a impedância de entrada vista dos terminais do primário.9 http://ltodi.

165 A) Dois enrolamentos primários Dois enrolamentos secundários Transformador de Tensão Toroidal 230V-240V.ips. dois enrolamentos primários e secundários) Transformador de Tensão 50Hz ou 60Hz 2VA (2 saídas de 6 V e 0.est.htm06-06-2005 12:36:43 . 50Hz-60Hz 15VA (2 saídas de 6 V e 1. Saída: 200 mA Largura de Banda: 3 kHz a 1 MHz Transformador Audio (elevada performance.Fotografias de Sensores Relutivos e Electromagnéticos Fotografias de Sensores Relutivos e Electromagnéticos Transformador de Alta Frequência (impulsos.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_13/foto_134.8 kV (proof voltage) Corrente Máx. utilizado nos circuitos de disparo de tiristores e triacs) Tensão Máx.: 2.25 A) Dois enrolamentos secundários Transformador de Isolamento Utilizado em aparelhos de telecomunicações (modems) http://ltodi.

1 Resposta em Frequência 12. com amplitude e fase.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_12/respfreq.htm (1 of 11)06-06-2005 12:36:46 .1 Circuito RC de 1.1 e admita-se que o fasor da fonte de tensão sinusoidal é V =V∠ 0. com parte real e parte imaginária.1.2) designado por resposta em frequência. H(jω).1 Resposta em Frequência 12.1) a partir do qual se pode definir o cociente entre fasores (12.1 Circuito RC Considere-se o circuito RC de 1.est.ª ordem A aplicação da regra do divisor de tensão ao circuito permite obter o fasor da tensão aos terminais do condensador (12. seja no formato polar.12. s Figura 12. é uma função da frequência e dos parâmetros do circuito.ips. Por exemplo. definindo em geral um número complexo cuja representação se pode efectuar seja no formato rectangular.ª ordem representado na Figura 12. no formato polar http://ltodi. A resposta em frequência.

respectivamente.12.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_12/respfreq. a amplitude e a fase da função complexa H(jω). (12.7) e http://ltodi. p Um exemplo alternativo é a resposta em frequência do cociente entre os fasores da tensão aos terminais da resistência e da fonte de sinal (12.ips. respectivamente.1 Resposta em Frequência (12.6) onde se inscrevem as funções amplitude e fase da resposta em frequência.est.3) em que H(ω) e φ(ω) representam.5) em que se define ω =1/RC.4) e (12. Por exemplo.htm (2 of 11)06-06-2005 12:36:46 . no caso do circuito RC considerado anteriormente (12.

Conclui-se. assim.8) Na Figura 12.2. Figura 12.ips. ao passo que aqueles que verificam a relação ω>>ω são atenuados p http://ltodi.2 representam-se os diagramas de amplitude e de fase da resposta em frequência definida pelas expressões (12.12. no limite quando ω → ∞ a amplitude tende para zero e a fase para -π/2 radianos. (ii) à frequência angular ω=ω rad/s a amplitude decresce de um factor de 1/√ 2.4) e (12. ao passo p que a fase vale -π/4 radianos. verifica-se que os sinais sinusoidais cuja frequência angular verifica a relação ω<<ω são transferidos quase na íntegra entre a fonte e os terminais do p condensador (na amplitude e na fase).htm (3 of 11)06-06-2005 12:36:46 . em particular informação relativa à atenuação ou amplificação da amplitude e ao atraso ou avanço da fase da sinusóide.1 Resposta em Frequência (12.est.2 Diagramas de amplitude (a) e de fase (b) da resposta em frequência (lineares) Assim: (i) à frequência angular ω=0 rad/s a amplitude da resposta em frequência é unitária e a fase é nula. Recorrendo ao exemplo considerado na Figura 12.5). que os diagramas de amplitude e de fase da resposta em frequência dão uma indicação do modo como os sinais são transferidos entre os componentes (ou nós) considerados.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_12/respfreq.

etc. amplitude 0 dB e fase nula.. Com efeito.1 Resposta em Frequência e sofrem um atraso de fase crescente.. até 10 ordens de grandeza (décadas). 2 equivale a 6 dB. decibell (12. em simultâneo com gamas de amplitude que variam de cinco a seis ordens de grandeza.9) A vantagem da utilização de escalas logarítmicas.3 representam-se os diagramas de Bode de amplitude e de fase da resposta em frequência em (12. Os pontos notáveis são agora ω=0 rad/s. . LINEAR dB LINEAR dB LINEAR dB 1 10 100 1000 1/10 1/100 1/1000 √ 10 √ 1000 1/√ 10 0 1 0 6 5=10/2 20-6=14 20 2 40 4 60 8 -20 1/2 -40 1/4 -60 1/8 10 √ 2 30 √ 8 -10 1/√ 2 50=100/2 40-6=34 12 20=2*10 20+6=26 18 40=10*4 20+12=32 -6 25=5*5 -12 16=4*4 -18 3 9 14+14=28 12+12=24 - -3 -9 - 1/√ 1000 -30 1/√ 8 Tabela 12. amplitude -3 p dB e fase -π/4 radianos.4) e (12. este circuito constitui um filtro de tipo passa-baixo.5). ω=ω . na variável ω e na amplitude.12.1 resume-se a conversão entre unidades lineares e dB. a amplitude da resposta em frequência é escalada de acordo com a expressão dB. 1/10 equivale a -20 dB. deixando passar os sinais de baixa frequência e atenuando os de alta frequência.1. Por exemplo.ips. é a de permitir representar no mesmo gráfico gamas de frequência e valores de amplitude cujas ordens de grandeza são muito distintas. 6. Como tal. uma amplitude de -∞ dB e uma fase de -π/2 radianos. Para além do mais.2 Diagramas de Bode Os diagramas de Bode de amplitude e de fase são representações em escala logarítmica das funções introduzidas na secção anterior. http://ltodi. uma relação de 10 equivale a 20 dB.1 Tabela de conversão entre unidades lineares e decibell (dB) Na Figura 12.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_12/respfreq.est. isto é. 4 equivale a 12. variam de 100 a 120 dB. 12. quando ω → ∞. uma relação de 100 equivale a 40 dB.htm (4 of 11)06-06-2005 12:36:46 . Na tabela 12. é comum representar no mesmo diagrama gamas de frequência que diferem de 5. e no limite.

3 Diagramas de Bode de amplitude (a) e de fase (b) Duas aproximações de grande utilidade na representação da amplitude e da fase da resposta em frequência são os designados diagramas de Bode assintóticos. respectivamente (12. Considerem-se então as expressões (12.11) para a fase.1 Resposta em Frequência Figura 12. e (12.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_12/respfreq.12) http://ltodi.10) para a amplitude da resposta em frequência. Por exemplo.12.htm (5 of 11)06-06-2005 12:36:46 .ips.5). no caso da amplitude verifica-se que (12.4) e (12.est.

17) A fase varia de -π/2 radianos em duas décadas de frequência.15) que para ω=ω p radianos (12.3.14) definindo neste caso uma assíntota com declive -20 dB por década da frequência angular.15)-(12. Neste caso verifica-se que para ω<ω /10 p radianos (12. centradas na frequência ωp.3 representa-se o diagrama de Bode de amplitude definido pelas assíntotas (12.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_12/respfreq.16) e que para ω>10ω p radianos (12.11). ou então -6 dB por oitava. Na Figura 12.ips.17). portanto com um declive de -π/4 radianos por década. e para ω>>ω por p (12.13) e (12.14). http://ltodi.est.b representa-se o diagrama de Bode de fase definido pelas assíntotas (12.1 Resposta em Frequência expressão que para ω<<ω se pode aproximar por p (12.htm (6 of 11)06-06-2005 12:36:46 .12. Na Figura 12.13) definindo uma assíntota horizontal. Considere-se agora a fase da resposta em frequência definida pela expressão (12.

1 Resposta em Frequência Figura 12. no caso da resposta em frequência do cociente entre os fasores das tensões aos terminais da resistência e da fonte.12.ips.7) e (12.htm (7 of 11)06-06-2005 12:36:46 .4 Diagramas de Bode de amplitude (a) e de fase (b) assintóticos A principal vantagem dos diagramas de Bode assintóticos é o permitirem representar de forma quase imediata a amplitude e fase da resposta em frequência.1 e expressões (12.est. Figura 12. respectivamente.8).pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_12/respfreq. A representação da amplitude em escala logarítmica converte o produto e o cociente de factores em somas e subtracções. portanto na soma gráfica das assíntotas respectivas. Por exemplo. verificase que o diagrama de Bode de amplitude resulta da soma de duas parcelas http://ltodi.

12.a representam-se as assíntotas de cada uma das parcelas em (12. A resposta em frequência é.5. A fase do produto (cociente) entre números complexos é por si só dada pela soma (diferença) das fases respectivas (eq. Considere-se agora a expressão da fase da resposta em frequência. também. em conjunto com a solução obtida por adição gráfica das assíntotas.a.ips. 12. À primeira parcela (12. da qual se sabe.8)) (12.(12. neste caso.19) corresponde uma única assíntota com declive 20 dB/década.18) das quais se conhece já as assíntotas relativas à segunda parcela.b representam-se as assíntotas de cada um dos termos em (12.4. de tipo passa-alto.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_12/respfreq. Na Figura 12.18). relativamente ao qual se pretende determinar e representar graficamente os diagramas de Bode de amplitude e de fase assintóticos da resposta em frequência do cociente entre os fasores V e V .est.3 Exemplo de Aplicação Considere-se o circuito RC representado na Figura 12.4.20).20) Na Figura 12. que para ω=ω a p amplitude vale 0 dB.1.1 Resposta em Frequência (12. s http://ltodi.htm (8 of 11)06-06-2005 12:36:46 . em conjunto com a solução obtida por adição gráfica das assíntotas.

pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_12/respfreq.ips.est.1 Resposta em Frequência Figura 12.5 Diagramas de Bode de amplitude e de fase assintóticos http://ltodi.htm (9 of 11)06-06-2005 12:36:46 .12.

d.htm (10 of 11)06-06-2005 12:36:46 . a impedância do condensador tende para zero e transforma o circuito num divisor resistivo puro. ao passo que no limite.5.24) cujas assíntotas se encontram representadas na Figura 12.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_12/respfreq.12.b e 12.1 Resposta em Frequência A aplicação da regra do divisor de tensão permite obter a resposta em frequência (12.21) em que ω =1/R2C e ω =1/(R1+ R2)C. explicam-se a partir das Figuras 12. trata-se de adicionar graficamente as assíntotas correspondentes às duas parcelas em (12. Neste caso.23). A existência de dois patamares na amplitude da resposta em frequência.22) e pela diferença (12. o cociente entre as amplitudes é dado por 20log10[R2/( R2+ R1)]=-40 dB.5. No que respeita à fase da resposta em frequência. A amplitude e a fase da resposta em frequência são expressas pelo z p cociente (12. quando a frequência angular tende para s infinito.c: à frequência angular ω=0 radianos o condensador apresenta uma impedância infinita. A fase do termo no numerador varia de π/2 radianos em duas http://ltodi.5. que conduz à igualdade V=V . O diagrama de Bode de amplitude resulta da diferença entre as seguintes duas parcelas (12.est. designadamente para as baixas e para as altas frequências.23) respectivamente.ips.

htm (11 of 11)06-06-2005 12:36:46 . p http://ltodi.12. Na Figura 12.1 Resposta em Frequência décadas centradas em ω .pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_12/respfreq. enquanto o termo no denominador varia de -π/2 radianos nas duas décadas z centradas em ω .est.5.ips.e representa-se o diagrama de Bode de fase assintótico.

pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_12/circress.1 Circuito Ressonante Série Considere-se o circuito RLC representado na Figura 12.2 Circuitos Ressonantes 12. A esta frequência verifica-se a igualdade http://ltodi.26) ou.12.est.ips. A corrente no circuito é máxima quando se verifica a igualdade X =X .25) em que X =ωL e X =1/ωC. isto é.27) designada por frequência de ressonância. s Figura 12.2 Circuitos Ressonantes 12.6 Circuitos ressonantes série (a) e paralelo (b) O fasor da corrente no circuito é dado pelo cociente (12.a. cuja fonte de sinal se admite ser de tipo sinusoidal (V =V∠ 0º). L C L C quando (12.6. ainda.2. (12.htm (1 of 11)06-06-2005 12:36:50 .

(12. O somatório dos fasores das tensões aos terminais do condensador e da bobina é.est. Um outro aspecto a ter em conta na ressonância é a dissipação e as trocas de energia que ocorrem nos e entre os componentes do circuito. R=10Ω.33) apesar de a tensão aos terminais de cada um em separado poder atingir amplitudes muito superiores à da própria fonte de sinal. portanto Q =100.32) define o factor de qualidade do circuito.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_12/circress.a se atribuírem os valores V=1V.6.6. por definição de ressonância.31) em que (12.2 Circuitos Ressonantes (12. Considerem-se os fasores das tensões aos terminais de cada um dos componentes (R.30) e (12.a. Por exemplo. L=1mH e C=1nF. L e C) à frequência de ressonância.29) (12.28) a qual implica uma diferença de fase nula entre os fasores da tensão e da corrente no circuito. então à frequência ω=106 rad/s a amplitude da tensão s aos terminais dos componentes L e C atinge valores tão elevados quanto 100 V. nulo (12. constata-se que a potência média dissipada pela resistência na ressonância é http://ltodi.ips. Considerando ainda o circuito RLC-série da Figura 12.htm (2 of 11)06-06-2005 12:36:50 . se ao circuito representado na Figura 12.12.

38) A corrente no circuito é máxima à frequência de ressonância (X =X ). e por largura de banda a diferença (12. e tende para zero nos limites quando L C a frequência se aproxima de zero ou de infinito.est.2 Circuitos Ressonantes mW (12.7.htm (3 of 11)06-06-2005 12:36:50 .pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_12/circress. VAr (12. Considere-se ainda o circuito RLC-série em conjunto com a expressão do fasor da corrente respectiva (12. o condensador e a bobina trocam entre si as energias acumuladas.ips.39) http://ltodi. Como se indica na Figura 12. este comportamento em frequência indica tratar-se de um filtro passa-banda centrado na frequência de ressonância.37) Na ressonância. respectivamente.36) ambas Q vezes superiores à potência dissipada por efeito de Joule na resistência. Designam-se por frequências de corte do filtro os valores de ω para os quais a amplitude da resposta em frequência decresce de um factor de √ 2 relativamente ao valor máximo (na figura indicadas pelas siglas ω1 e ω2). e não com a fonte.12.35) e VAr (12.34) e que as potências reactivas médias acumuladas na bobina e no condensador são. Pode também dizer-se s que o factor de qualidade de um circuito é o cociente entre a potência média acumulada nos elementos reactivos e a potência média dissipada por efeito de Joule no componente resistivo (na ressonância) (12.

pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_12/circress.40) ou seja (12.7 Resposta em frequência de um circuito RLC-série ressonante As frequências de corte ocorrem quando se verifica a igualdade (12.12.43) Por outro lado.42) isto é.htm (4 of 11)06-06-2005 12:36:50 .est.2 Circuitos Ressonantes Figura 12. (12.ips. http://ltodi.41) A frequência de corte ω2 ocorre quando (12.

46) Na Figura 12.44) que em conjunto com (12.2 Circuitos Ressonantes (12.12.8 Efeito dos parâmetros do circuito sobre a selectividade da resposta em frequência Um outro aspecto característico do circuito ressonante série é a amplitude da resposta em frequência das funções de transferência da entrada para os terminais da resistência. a largura de banda e o valor da corrente na resistência. e varia-se o factor de qualidade e a largura de banda respectiva. varia-se o cociente L/C e mantêm-se fixos os valores do produto LC e da resistência. Por http://ltodi.htm (5 of 11)06-06-2005 12:36:50 .42) conduz à largura de banda (12. mantêm-se fixos a frequência de ressonância e o valor máximo da corrente na resistência. Figura 12. L e C sobre a selectividade da resposta em frequência do circuito ressonante série.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_12/circress. mantém-se fixa a frequência central da banda de passagem e varia-se o factor de qualidade. mantêm-se fixas a capacidade do condensador e a indutância da bobina e varia-se o valor da resistência. representado em 12. Figura 12. ou seja. No primeiro caso.est. isto é.8.45) A frequência de ressonância e as frequências de corte verificam a igualdade (12.ips.b. No segundo caso.8 ilustra-se o efeito da variação dos parâmetros R. do condensador e da bobina.8.a.

quando o factor de qualidade é superior a 10.49) Como se pode verificar na Figura 12. Por outro lado. é de tipo passa-alto.2 Circuitos Ressonantes exemplo. nos casos das tensões aos terminais do condensador e da bobina. os valores máximos das tensões aos terminais do condensador e da bobina não ocorrem exactamente à frequência de ressonância. e como se indica na Figura 12. respectivamente. no caso da tensão aos terminais da resistência obtém-se (12. No entanto. http://ltodi.b.ips..est. as frequências de máximo são praticamente coincidentes com a frequência de ressonância do circuito.9. (ii) da entrada para os terminais do condensador. Pelo contrário.9. é de tipo passa-baixo. obtém-se.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_12/circress.48) e (12. (12.htm (6 of 11)06-06-2005 12:36:50 . verifica-se ainda que: (i) da entrada para os terminais da resistência a resposta em frequência é de tipo passabanda.12.a. (iii) e da entrada para os terminais da bobina.47) a qual coincide na forma com a resposta em frequência da corrente.

est. aos terminais do qual se admite http://ltodi.2.htm (7 of 11)06-06-2005 12:36:50 .9 Comparação das respostas em frequência das tensões aos terminais da resistência.2 Circuito Ressonante Paralelo Considere-se agora o circuito RLC-paralelo representado na Figura 12.ips.2 Circuitos Ressonantes Figura 12.10.12. do condensador e da bobina 12.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_12/circress.

Pode facilmente demonstrar-se que o factor de qualidade e a largura de banda são expressos por (12.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_12/circress. à resposta em frequência e à largura de banda.2 Circuitos Ressonantes aplicada uma fonte de corrente sinusoidal cujo fasor é I=I∠ 0.ips.12.htm (8 of 11)06-06-2005 12:36:50 . ao factor de qualidade. a admitância do circuito (12.54) http://ltodi.51) à qual a impedância do circuito é máxima.50) caracteriza-se pela frequência de ressonância (12. Figura 12.10 Circuito RLC-paralelo ressonante Este circuito apresenta um conjunto de características em tudo semelhantes às do circuito RLC-série.52) e por (12. designadamente no que respeita à frequência de ressonância. ao passo que as frequências de corte do filtro passa-banda correspondente são (12. Por exemplo.est.53) respectivamente.

57) http://ltodi. R . pois neste circuito a resistência e a indutância equivalentes são ambas uma função da frequência.b apresenta duas frequências características essencialmente distintas: a frequência de ressonância.11. A frequência de ressonância é tal que verifica a igualdade (12. a análise do circuito RLC-paralelo deve ter em conta a resistência de perdas do enrolamento da bobina. à qual a parte imaginária da admitância do circuito é nula e a frequência de admitância mínima.11.a. podem facilmente calcular-se os valores da bobina e da resistência equivalente que o reconduzem à rede paralela anterior (Figura 12.est. Estas duas frequências não coincidem necessariamente.11 Circuito RLC-paralelo ressonante com resistência de perdas na bobina Assim. no entanto.56) Note-se.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_12/circress. O circuito equivalente representado na Figura 12. e que a indutância equivalente é uma função da resistência de perdas. uma vez que (12.2 Circuitos Ressonantes Na prática. Figura 12. conforme se indica na Figura 12. que a resistência equivalente de perdas é uma função da frequência angular.ips.55) a multiplicação do numerador e do denominador pelo complexo conjugado (R-jωL) conduz ao resultado (12.htm (9 of 11)06-06-2005 12:36:50 . Apesar de esta topologia ser aparentemente distinta L daquela considerada anteriormente.12.11.b).

ips.est. O factor de qualidade deste circuito é dado pelo cociente da resistência pela impedância da bobina equivalente (ou da capacidade) à frequência de ressonância (ver Figura 12.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_12/circress. à conclusão de que ω >ω r Zmax .2 Circuitos Ressonantes portanto (12. paralelo ideal e paralelo real.2 resumem-se as principais equações que caracterizam os circuitos ressonantes série. na maior parte dos casos práticos verifica-se que R Leq <<R e.11.60) portanto. Na Tabela 12. após simplificação. portanto.12.62) coincide com o factor de qualidade da própria bobina.57) que. http://ltodi.58) ou ainda (12.61) Contudo.59) A frequência de máxima impedância do circuito é obtida igualando a zero a derivada da expressão (12. conduz a (12.htm (10 of 11)06-06-2005 12:36:50 .b) (12. s (12.

2 Equações características dos circuitos ressonantes série.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_12/circress.htm (11 of 11)06-06-2005 12:36:50 .ips.12.est. paralelo ideal e paralelo real http://ltodi.2 Circuitos Ressonantes RLC-SÉRIE FREQUÊNCIA RESSONÂNCIA (ω ) r RLC-PARALELO RLC-PARALELO (ideal) (real) FREQUÊNCIA MÁX. IMPEDÂNCIA (ω ) Zmax FACTOR QUALIDADE (Q) LARGURA BANDA (LB) Tabela 12.

est.66) em que s=σ+jω define uma variável no plano complexo. O cociente http://ltodi. em notação fasorial pode definir-se a resposta em frequência (12. (12. Figura 12. expressa a admitância do circuito vista a partir dos terminais da fonte.12.a e admita-se que a fonte de sinal é sinusoidal.3 Notação de Laplace 12.1 Função de Transferência Considere-se o circuito RL na Figura 12. em notação fasorial (b) e na notação de Laplace (c) A aplicação da Lei de Kirchhoff das tensões ao circuito permite escrever.63).12.3 Notação de Laplace 12.12 Circuito RL no domínio do tempo (a).12.c). neste caso.65) que. permite escrever (12.3.63) e em notação fasorial (Figura 12.64) Por exemplo. admitindo condições iniciais nulas (Figura 12.12.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_12/notalapl.b) (12. a aplicação da transformada de Laplace à igualdade (12.ips.htm (1 of 13)06-06-2005 12:36:55 . Contudo. no domínio do tempo.

i(t) NOTAÇÃO NOTAÇÃO IMPEDÂNCIA FASORIAL LAPLACE FAS. DOMÍNIO TEMPO v(t)=R. do condensador e da bobina no domínio do tempo.12./LAPLA. V=RI I=jωCV V(s)=RI(s) I(s)=sCV(s) R COMPONENTE resistência condensador bobina V=jωLI V(s)=sLI(s) jωL sL Tabela 12.ips.est.69) podendo facilmente demonstrar-se que no caso do condensador se obtém (12. condensador e bobina As funções de transferência são em geral definidas por um cociente de dois polinómios http://ltodi. a resposta em frequência coincide com a função de transferência calculada sobre o eixo imaginário (recorde-se que s é uma variável complexa).3 Notação de Laplace (12.3 Características dos elementos resistência.67) designa-se por função de transferência entre as variáveis tensão na entrada e corrente no circuito. Esta igualdade permite escrever as impedâncias dos elementos resistência e bobina na notação de Laplace (12.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_12/notalapl.68) isto é. em notação fasorial e na notação de Laplace.htm (2 of 13)06-06-2005 12:36:55 .3 indicam-se as características da resistência.70) Na Tabela 12. A relação entre a resposta em frequência e a função de transferência é (12.

respectivamente.b e 12. no caso geral.htm (3 of 13)06-06-2005 12:36:55 .ips. Considerem-se então os três circuitos representados nas Figuras 12.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_12/notalapl.3 Notação de Laplace (12. http://ltodi. podem ser escritos na forma de um produto de factores (12.13. números complexos.c.a.13. raízes que dependem dos parâmetros do circuito e são.est.72) As raízes dos polinómios no numerador (-z ) e no denominador (-p ) designam-se por zeros e pólos da função i i da transferência.12.71) que. por sua vez.13. 12.

pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_12/notalapl. Finalmente.htm (4 of 13)06-06-2005 12:36:55 .ips.75) em que (12. negativos e iguais (Q=0.a. no caso do circuito da Figura 12.13 Diagrama de pólos e zeros No primeiro caso.12. Figura 12.5).13.5). ou ainda complexos conjugados (Q>0.5). negativos e distintos (Q<0. a função de transferência entre a fonte de sinal e a tensão aos terminais do condensador é dada pelo cociente (12.b.13.73) e apresenta um pólo real negativo em -1/RC.c.74) cuja representação na forma de um produto de factores é (12.3 Notação de Laplace Figura 12. Por outro lado. reais.13.76) podem ser reais.76) Os pólos em (12. a função de transferência entre os terminais da fonte de sinal e os terminais da resistência e da bobina é http://ltodi.est. no caso do circuito RLC representado na Figura 12. a função de transferência entre as variáveis V (s) e V (s) é expressa pelo s C cociente (12.

a).est. um dos quais na origem.79) neste caso com um zero real negativo e dois pólos complexos conjugados (Figura 12.b a 12.78) em que z1=0.14.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_12/notalapl.14.14.d e 12. e dois pólos.76) anterior.14.c. z2=R/L=ω /Q e p1 e p2 são dados pela expressão (12.14.14. Neste caso. a amplitude e a fase podem ser identificadas com as amplitudes e os ângulos (com o eixo real positivo) dos segmentos que unem os pólos e os zeros ao ponto no eixo imaginário correspondente à frequência angular. (12.81) Como se vê nas Figuras 12.g.c representam-se as amplitudes e os ângulos dos vectores correspondentes à frequência angular ω=0 rad/s.b e 12.77) ou seja. nas Figuras 12. A resposta em frequência coincide com a função de transferência calculada sobre o eixo imaginário (12. Considere-se então a função de transferência (12. nas Figuras 12. a função de transferência é composta por dois zeros.htm (5 of 13)06-06-2005 12:36:55 . neste caso considerados como reais. e como indicado o na Figura 12.14.12. Por exemplo.ips. negativos e distintos (Q<0.13. é a possibilidade de a partir do diagrama de pólos e zeros ser possível identificar o andamento da amplitude e da fase da resposta em frequência correspondente.80) cuja representação em formato polar é (12.e http://ltodi.3 Notação de Laplace (12. e em particular da escrita da função de transferência na forma de um produto de factores.5). Uma das vantagens da notação de Laplace.

3 Notação de Laplace considera-se a frequência angular ω=1 rad/s.htm (6 of 13)06-06-2005 12:36:55 .2 Diagramas de Bode Canónicos http://ltodi.g considera-se o limite quando a frequência angular tende para infinito.ips. que a fase na origem (ω=0 rad/s) é nula e tende para -π/2 radianos no limite sempre que a frequência angular tende para infinito.14 Determinação gráfica da amplitude e da fase da resposta em frequência 12.14.14.12.3.est. e nas Figuras 12. assim. Constata-se. Figura 12.f e 12.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_12/notalapl.

sete tipos de factores cujos diagramas de Bode assintóticos interessa identificar: (i) constantes. finalmente. negativos. Factores Constantes: os diagramas de Bode de amplitude e de fase dos factores constantes são constituídos http://ltodi. C e C representam o número de pares de zeros e de pólos complexos conjugados. portanto.3 Notação de Laplace Considere-se a função de transferência (12.83) em que o termo K z p ND define uma constante. (ii) zeros na origem. Existem. Nos sistemas estáveis as raízes podem ser: (i) zeros reais. (v) pólos reais negativos. (vii) pólos complexos conjugados com parte real negativa. A forma factorizada de uma função de transferência é.12. (iii) pólos na origem. nulos ou positivos. R e R indicam o número de zeros e pólos reais e. (12. ou então complexos conjugadas com parte real negativa (os pólos com parte real positiva encontram-se associados a sistemas instáveis).htm (7 of 13)06-06-2005 12:36:55 . ou então complexos conjugados. (vi) zeros complexos conjugados.82) definida pelo cociente entre dois polinómios na variável s.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_12/notalapl. negativos ou positivos. negativos ou nulos.est. (iv) zeros reais. respectivamente. portanto. (ii) pólos reais. os índices R e R oz op definem o número de zeros e de pólos na z p origem.ips. um de ordem-N (numerador) e outro de ordem-D (denominador).

12. Pelo contrário.3 Notação de Laplace por assíntotas horizontais de valor (12. os pólos na origem caracterizam-se por uma assíntota oblíqua com declive negativo.87) Os diagramas de fase dos zeros e dos pólos na origem são constituídos por assíntotas horizontais.ips. (12.15 Factores constantes Zeros e Pólos na Origem: os zeros na origem caracterizam-se por uma assíntota oblíqua cujo declive é 20dB por década e por pólo. Figura 12.86) às quais pertence o ponto ω=1 rad/sec. no primeiro caso de valor Ro ∗π/2 radianos e no segundo de -R ∗π/2 radianos.est.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_12/notalapl. e de valor (12. (12.84) no caso da amplitude.85) no caso da fase. z op http://ltodi.htm (8 of 13)06-06-2005 12:36:55 . 0 dB.

89) para frequências superiores. A fase varia de http://ltodi.91) respectivamente para frequências inferiores e superiores ao módulo do pólo (Figura 12.est.12. Por exemplo.3 Notação de Laplace Figura 12.2.90) e dB/década (12.17.1.ips.88) para frequências inferiores ao módulo do zero.htm (9 of 13)06-06-2005 12:36:55 .b). no caso dos zeros dB (12. e dB/década (12.16 Zeros e pólos na origem Zeros e Pólos reais: as assíntotas dos diagramas de Bode de amplitude e de fase dos pólos e dos zeros reais foram determinadas na Secção 12. No caso dos pólos dB (12.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_12/notalapl.

3 Notação de Laplace π/2 radianos em torno da frequência do zero ou do pólo.92) em que Q e ωo são. neste caso. A resposta em frequência é.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_12/notalapl.12.aplicam-se aos zeros complexos conjugados com parte real positiva e negativa.est. Considere-se então o par de zeros complexos conjugados (12.ips. respectivamente). o factor de qualidade e a frequência natural (os sinais + e . Figura 12.17 Zeros reais positivos e negativos (a) e pólos reais negativos (b) Zeros e Pólos Complexos Conjugados: Nas funções de transferência com coeficientes reais. os zeros e os pólos complexos são sempre conjugados dois a dois. (12. respectivamente.htm (10 of 13)06-06-2005 12:36:55 .93) http://ltodi.

96) para x<<1.97) isto é. e (12.htm (11 of 13)06-06-2005 12:36:55 .a).95) respectivamente para a amplitude e para a fase.99) para x>>1. No que respeita à fase.3 Notação de Laplace em que x=ω/ω define a frequência angular normalizada a ω .94) e (12. e (12.18.ips. http://ltodi. as assíntotas são (12. 40 dB por década para x>>1 (ver Figura 12.est. Na expressão da amplitude identificam-se as seguintes duas assíntotas: (12.93) resultam o o (12.12.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_12/notalapl.98) para x<<1. De (12.

19.ips.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_12/notalapl. Como se indica na Figura 12. enquanto factores de qualidade inferiores a ½ conduzem a transições relativamente lentas.12. ou então quando o factor de qualidade é próximo de ½. o diagrama de Bode de amplitude difere substancialmente das assíntotas junto à frequência normalizada x=1.htm (12 of 13)06-06-2005 12:36:55 .est.3 Notação de Laplace Figura 12. apresentando em particular sobre-atenuações (zeros) ou sobre-elevações (pólos). No diagrama de fase. factores de qualidade elevados conduzem a transições abruptas de amplitude π radianos junto ao valor de x=1. para factores de qualidade muito distintos de ½.18 Par de zeros (a) e de pólos (b) complexos conjugados As assíntotas constituem uma boa aproximação dos diagramas de Bode apenas nos casos em que x>>1 ou x<<1. http://ltodi.

3 Notação de Laplace Figura 12.est.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_12/notalapl.htm (13 of 13)06-06-2005 12:36:55 .ips.12.19 Par de zeros (a) e de pólos (b) complexos conjugados Simulador da Resposta em Frequência de Circuitos http://ltodi.

como sejam a digital e as técnicas amostradas dos condensadores e das correntes comutadas. É com base nestes cinco parâmetros que geralmente se especifica a característica de selectividade de um filtro eléctrico. (ii) a banda de rejeição. Nesta disciplina introduzem-se duas das principais técnicas de realização de filtros eléctricos: a técnica passiva. que define a gama de frequências a seleccionar. que utiliza essencialmente resistências. Convém desde já salientar que existem diversas técnicas alternativas às duas referidas.htm (1 of 15)06-06-2005 12:36:58 . passa-alto (b). rejeitar ou igualizar uma ou várias gamas de frequência de um sinal eléctrico. vídeo e de dados. Os filtros constituem uma das aplicações mais comuns da electrónica. (iv) a variação máxima na banda de passagem. É comum distinguirem-se os seguintes parâmetros e gamas de frequência na característica de selectividade de um filtro: (i) a banda de passagem.12.est. e a técnica activa. e será abordada nos Capítulos 15 e 16. (v) a atenuação mínima garantida na banda de rejeição. condensadores. bobinas e transformadores. rejeita-banda (d) e passa-tudo. passabanda (c). etc.20): passa-baixo (a). de controlo. http://ltodi. sendo amplamente utilizados na aquisição e processamento de sinais audio. (iii) as bandas de transição entre bandas de passagem e bandas de atenuação.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_12/filtelec.ips.4 Filtros Eléctricos 12. Esta última técnica faz referência a dispositivos electrónicos como o amplificador operacional de tensão e o transferidor de corrente.4 Filtros Eléctricos Um filtro tem como função seleccionar. Os filtros eléctricos podem ser de cinco tipos básicos (ver Figura 12. de telecomunicações. que define a gama de frequências a rejeitar. em sistemas de alimentação.

21 implementam ambos um filtro passa-baixo de 1.4 Filtros Eléctricos Figura 12.htm (2 of 15)06-06-2005 12:36:58 .20 Filtros eléctricos 12.12.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_12/filtelec.ips.ª ordem.4.est. http://ltodi.1 Filtros Passa-Baixo Os circuitos RC e RL da Figura 12.

designadamente (12.est.21 Filtros RC e RL passa-baixo de 1. respectivamente. As bandas de passagem e de transição-atenuação estão compreendidas entre zero e ω e p ω e infinito.ª ordem As funções de transferência são formalmente idênticas. sendo a variação máxima da amplitude na banda de passagem de -3 dB. http://ltodi.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_12/filtelec.12.htm (3 of 15)06-06-2005 12:36:58 .100) no caso do circuito RC.22 representam-se dois filtros passa-baixo com atenuação limitada na banda de rejeição. e (12.4 Filtros Eléctricos Figura 12. p Na Figura 12.101) no caso do circuito RL.ips.

http://ltodi. estes dois filtros definem explicitamente uma banda de transição e uma banda de rejeição na qual a atenuação máxima obtida é aproximadamente constante.est. A banda de transição é uma função da separação entre o pólo e o zero. Como se verifica no diagrama de Bode de amplitude assintótico.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_12/filtelec.ª ordem constituído por uma malha RLC-série.102) no circuito RC.htm (4 of 15)06-06-2005 12:36:58 . designadamente (12.23 mostra um filtro passa-baixo de 2. enquanto a atenuação na banda de rejeição é uma função do cociente entre ambos. e (12.103) no circuito RL.12.ips. A Figura 12.22 Filtros passa-baixo com atenuação limitada A função de transferência é constituída por um pólo e por um zero.4 Filtros Eléctricos Figura 12.

ips.4. e introduzem uma variação máxima na banda de passagem que é uma função do factor de qualidade dos pólos (Figura 12.htm (5 of 15)06-06-2005 12:36:58 .23). (12. 12. ao ritmo de 40 dB por década.ª ordem Neste caso a função de transferência possui dois pólos.23 Filtro RLC passa-baixo de 2.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_12/filtelec.ª ordem http://ltodi.104) os quais imprimem uma atenuação crescente com a frequência.2 Filtros Passa-Alto Os circuitos RC e RL representados na Figura 12.est.4 Filtros Eléctricos Figura 12.24 implementam ambos uma função de transferência de tipo passa-alto de 1.12.

24 Filtros RC e RL passa-alto de 1.12.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_12/filtelec. as bandas de passagem e de z p z p atenuação-transição encontram-se compreendidas entre ω=ω e infinito e ω=0 e ω=ω . sendo a p p atenuação crescente para frequências decrescentes.ips. Por outro lado.12.25 impõem um limite à atenuação máxima na banda de rejeição.est. respectivamente.4 Filtros Eléctricos Figura 12.ª ordem (12. Os dois filtros passa-alto representados na Fig. Neste caso. a variação máxima da amplitude na banda de passagem é de -3 dB. http://ltodi.105) em que ω =ω =1/RC no circuito RC e ω =ω =R/L no circuito RL.htm (6 of 15)06-06-2005 12:36:58 .

http://ltodi.106) no caso do circuito RC.ips.4 Filtros Eléctricos Figura 12.107) no caso do circuito RL. (12.26 considera-se um filtro passa-alto de 2.htm (7 of 15)06-06-2005 12:36:58 .ª ordem. Finalmente.25 Filtro passa-alto de 1. e (12.est.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_12/filtelec.12.ª ordem com atenuação limitada As funções de transferência respectivas possuem um zero na origem e um pólo real. na Figura 12.

27 consideram-se dois filtros passa-banda constituídos pela cascata de um passa-alto e de um passabaixo de 1ª ordem.4 Filtros Eléctricos Figura 12.4.108) 12. http://ltodi.htm (8 of 15)06-06-2005 12:36:58 .26 Filtro RLC passa-alto de 2.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_12/filtelec.ª ordem A função de transferência respectiva é (12.12.est.ips.3 Filtros Passa-Banda Na Figura 12.

4 Filtros Eléctricos Figura 12.12.est.109) que para R1<<R2 e C1>>C2 se simplifica para http://ltodi.27 Filtros RC e RL passa-banda de 1.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_12/filtelec.ª ordem Por exemplo.ips.htm (9 of 15)06-06-2005 12:36:58 . em (a) a função de transferência é (12.

27. a amplitude da resposta em frequência é unitária em ω=1/√ LC. Este comportamento em frequência permite associar o circuito a um filtro passa-banda centrado na frequência de ressonância. frequência à qual a bobina e o condensador se anulam mutuamente.111) aproximação que é válida quando L1R1>>L1R2 e L2R2>>L1R2. http://ltodi.28 consideram-se dois filtros passa-banda de 1ª ordem alternativos às topologias em cascata anteriores. ω 2. define o limite superior respectivo (Figura 12. enquanto o segundo pólo.ips.b apresenta uma função de transferência (12.27. o divisor de impedâncias constituído pela resistência e pela malha LC apresenta valores sempre inferiores à unidade.4 Filtros Eléctricos (12.12. Na Figura 12. sendo mesmo nulos para ω=0 e para ω=∞ .est.110) O zero na origem e o pólo ω p p1 definem o limite inferior da banda de passagem do filtro.htm (10 of 15)06-06-2005 12:36:58 . Pode facilmente demonstrar-se que o circuito RLLR da Figura 12.c). Em ambos os filtros. Por outro lado. para frequências angulares superiores ou inferiores à frequência de ressonância.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_12/filtelec.

pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_12/filtelec. designadamente (12.28 Filtros RLC passa-banda de 1.4 Filtros Eléctricos Figura 12.est.112) http://ltodi.htm (11 of 15)06-06-2005 12:36:58 .ips.12.ª ordem As funções de transferência destes dois filtros são formalmente idênticas.

113) em (b).4 Filtros Rejeita-Banda A função de um filtro rejeita-banda é atenuar uma ou várias gamas de frequências limitadas.est.29 Filtro rejeita-banda (por associação em paralelo de filtros passa-alto e passa-baixo) No segundo caso. No primeiro caso.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_12/filtelec.30 ilustram-se os dois princípios com base nos quais se podem realizar filtros do tipo rejeita-banda. Nas Figuras 12.29. Figura 12.29 e 12. 12.htm (12 of 15)06-06-2005 12:36:58 . um deles de tipo passa-alto e o outro de tipo passabaixo.4. seja superior seja inferiormente.4 Filtros Eléctricos em (a).ips. trata-se de estabelecer dois caminhos alternativos entre o terminal de entrada e o terminal de saída do filtro. Os sinais localizados entre as frequências de corte do filtro passa-baixo e do filtro passa-alto são rejeitados por ambos os caminhos. Figura 12.30. explora-se o facto de o somatório das funções de transferência da entrada para os terminais dos diversos componentes do circuito ser obrigatoriamente unitário.12. http://ltodi. Figura 12. e (12.

b.31 considera-se um filtro rejeita-banda constituído pelo paralelo de um filtro passa-baixo (L e R ) e pb um filtro passa-alto (C e R ).htm (13 of 15)06-06-2005 12:36:58 .4 Filtros Eléctricos Figura 12.30. http://ltodi.116) Na Figura 12.b. Este circuito particular pode ser redesenhado como na Figura 12.30 Filtro rejeita-banda (complementar de um filtro passa-banda) Como se ilustra na Figura 12.115) deve necessariamente ser de tipo rejeita-banda.12. esquema no pa qual se identifica uma das malhas RLC ressonantes estudadas anteriormente.114) então a sua complementar (12. dado que a função de transferência da entrada para os terminais da resistência é de tipo passa-banda (12.31. uma vez que ambas devem verificar a igualdade (12.ips.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_12/filtelec.est.

os pb pa ο quais para ω=ω anulam a amplitude da resposta em frequência (Figura 12. http://ltodi.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_12/filtelec. A função de transferência (12.117) com R=R // R .est.31 Filtro rejeita-banda Estes dois filtros rejeita-banda de 1.ips.4 Filtros Eléctricos Figura 12.ª ordem caracterizam-se pela função de transferência (12.htm (14 of 15)06-06-2005 12:36:58 .31.117) apresenta dois zeros imaginários puros no numerador.c).12.

4 Filtros Eléctricos http://ltodi.ips.htm (15 of 15)06-06-2005 12:36:58 .est.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_12/filtelec.12.

Uma função de transferência é uma função complexa definida pelo cociente entre as transformadas de Laplace de duas variáveis de um circuito. os circuitos apresentam um comportamento semelhante ao de uma rede resistiva pura.ips.htm06-06-2005 12:36:59 . A ressonância caracteriza-se pelas frequência de ressonância. As raízes dos polinómios do numerador e do denominador de uma função de transferência designam-se por zeros e pólos. respectivamente. A representação gráfica no plano complexo dos pólos e dos zeros designa-se por diagrama de pólos e zeros. e os fasores da tensão e da corrente encontram-se em fase. Os filtros podem ser de cinco tipos básicos: passa-baixo.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_12/sumar_12. factor de qualidade e largura de banda. rejeita-banda e passa-tudo. A representação em formato polar conduz a expressões para a amplitude e para a fase da resposta em frequência. Os filtros eléctricos são circuitos cuja função é a selecção. passa-alto.Sumário Sumário Designa-se por análise da resposta em frequência o estudo do cociente entre dois fasores em função da frequência. O decibell (dB) de amplitude é dado por 20log10 da amplitude da resposta em frequência.est. cujas representações em escala logarítmica se designam diagramas de Bode. O cálculo da função de transferência sobre o eixo imaginário coincide com a resposta em frequência do cociente entre os dois fasores respectivos. passa-banda. rejeição ou igualização de uma ou várias gamas de frequência de um sinal eléctrico. http://ltodi. À frequência de ressonância.

2 Para cada um dos circuitos representados na Figura E12.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_12/exapl_12.Exercícios de Aplicação Exercícios de Aplicação *12. Determine também as expressões da amplitude e da fase da resposta s em frequência e represente os diagramas de Bode assintóticos respectivos.est.2.1 Represente os diagramas de pólos e zeros e as assíntotas dos diagramas de Bode de amplitude e de fase da resposta em frequência de cada uma das seguintes funções de transferência: (a) com a=103 rad/s (b) (c) com ω1=106 rad/s (d) (e) (f) *12.htm (1 of 4)06-06-2005 12:37:00 . determine a função de transferência definida pelo cociente H(s)=V(s)/V (s).ips. http://ltodi.

est.3 Para cada um dos circuitos representados na Figura E12.htm (2 of 4)06-06-2005 12:37:00 .Exercícios de Aplicação Figura E12. http://ltodi.3.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_12/exapl_12. determine a função de transferência respectiva. represente o diagrama de pólos-zeros e indique o tipo de filtro que implementam.ips.2 12.

http://ltodi.4.3 *12. Calcule os valores das frequências dos zeros e dos pólos e determine a respectiva função de transferência.ips.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_12/exapl_12.Exercícios de Aplicação Figura E12.htm (3 of 4)06-06-2005 12:37:00 .4 Considere os diagramas de Bode de amplitude e de fase da Figura E12.est.

htm (4 of 4)06-06-2005 12:37:00 .4 http://ltodi.ips.est.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_12/exapl_12.Exercícios de Aplicação Figura E12.

Simulador da Resposta em Frequência de Circuitos Simulador da Resposta em Frequência de Circuitos http://ltodi.ips.est.pt/lveriss/Sebenta_Online/applets/rlcrf/rlcrf.htm06-06-2005 12:37:00 .

e no formato polar P = P∠ θ cuja representação em notação exponencial é P = Pe jθ (11.1) (11. respectivamente.1. o módulo e o ângulo com a horizontal do segmento que une o ponto com a origem.11.1 Fasor e Impedância 11.2) (11.1 Números Complexos e Sinais Sinusoidais Os números complexos podem ser representados em dois formatos básicos (Figura 11.1 Representação de um número complexo nos formatos rectangular (a) e polar (b) (11.est.htm (1 of 9)06-06-2005 12:37:05 . A conversão entre estes dois formatos baseia-se nas regras Figura 11.3) e em que P eθ definem.1 Fasor e Impedância 11.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_11/fasorimp.4) e http://ltodi.ips.1): no formato rectangular P = a + jb em que a e b definem as coordenadas rectangulares do ponto no plano.

8) respectivamente.11. Neste caso.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_11/fasorimp. uma frequência angular e uma fase na origem.est. Por exemplo.9) e (11. o sinal v(t) = Vcos(ωt+θ) (11. Por outro lado.7) e (11. (11. podendo as exponenciais complexas expressar-se nas formas (11.1 Fasor e Impedância (11.11) e http://ltodi.5) Os sinais sinusoidais são caracterizados por uma amplitude.ips. as funções cos(x) e sin(x) podem ser expressas em notação exponencial (11. frequência angular ω e fase na origem θ.htm (2 of 9)06-06-2005 12:37:05 .6) define uma tensão eléctrica sinusoidal de amplitude máxima V.10) Uma notação alternativa para as funções cos(x) e sin(x) consiste na utilização dos operadores Real de e Imaginário de.

e (11. e sabendo que sin(x)=cos(x-π/2).12) Os operadores Real de e Imaginário de gozam das seguintes propriedades: (11. Admita-se então que se pretende derivar o resultado da soma de duas funções sinusoidais.15) Recorrendo à notação estabelecida anteriormente.14) se simplifica para (11. (11.14) relativamente ao operador adição.1 Fasor e Impedância (11.11.ips.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_11/fasorimp.17) ou seja.13) relativamente ao operador derivada. obtém-se (11.13) e (11.18) ou ainda http://ltodi. por exemplo (11.16) que após aplicação sucessiva das propriedades enunciadas em (11.est.htm (3 of 9)06-06-2005 12:37:05 .

(iv) converte-se o resultado da notação exponencial à forma inicial. então nesse plano obtém-se (Figura 11.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_11/fasorimp. designada por fasor e representada pelas formas (11.htm (4 of 9)06-06-2005 12:37:05 . De acordo com este resultado. No entanto. (ii) converte-se a equação para a notação exponencial.20) indica que o segmento que une o centro do plano complexo aos pontos sobre a circunferência de raio A roda com uma velocidade angular de ω rad/s.a).1.ips. 11.2. j (iii) trata-se a equação na notação exponencial.21) valores que se repetem com uma periodicidade T=2π/ω. efectuando a conversão cos(x) → e (x).est. através do operador Real de.2 Fasor Considere-se a função exponencial complexa (11. o tratamento de uma equação com funções sinusoidais pode ser efectuada recorrendo à função exponencial complexa.b) (11.22) grandeza que é complexa. A periodicidade da função em (11.19) como seria de esperar por resolução directa de (11.23) http://ltodi.15). bastando para tal aplicar o seguinte procedimento: (i) escreve-se a equação com base apenas na função cos(x).2.1 Fasor e Impedância (11. Nos instantes t=t a exponencial i complexa vale (11. se se considerar um novo referencial que roda no sentido antihorário com uma velocidade angular ω.11.20) em conjunto com a sua representação no plano complexo (Figura 11.

ser abreviadas.24) Figura 11. de modo a conterem apenas a informação relativa à amplitude e à fase na origem.1 Fasor e Impedância ou (11. No entanto. portanto. A representação da Lei de Ohm em notação http://ltodi. a tensão aos terminais da resistência é também sinusoidal (11. em conjunto com a Lei de Ohm correspondente (11.26) e admita-se que a corrente é sinusoidal.ips. como se disse.26). a informação relativa à dinâmica temporal pode sempre ser recuperada. i(t)=Icos(ωt+θ). De acordo com (11.htm (5 of 9)06-06-2005 12:37:05 .25) 11.a.est.3. é comum a todo o circuito. relegando para segundo plano aquela relativa à frequência angular (e ao tempo) que.1.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_11/fasorimp. por exemplo através da sequência de operações (11.11.27) e apresenta uma fase na origem idêntica à da corrente.3 Impedância Eléctrica Considere-se a resistência representada na Figura 11. As metodologias de análise e de representação das grandezas podem.2 Conceito de fasor A importância da notação fasorial na análise do regime forçado sinusoidal deve-se ao facto de nos circuitos lineares excitados por fontes sinusoidais as tensões e as correntes em todos os nós e componentes do circuito serem também sinusoidais e com a mesma frequência angular.

v(t)=Vcos(ωt+θ).b.28) permite escrever a relação fasorial (11. a representação em notação exponencial http://ltodi.31) e admita-se ainda que a tensão aplicada é sinusoidal.1 Fasor e Impedância exponencial (11.29) Figura 11. Neste caso. ohm (11.htm (6 of 9)06-06-2005 12:37:05 .ips.3.4.3 Impedância eléctrica da resistência a qual.c) Ω. cuja característica tensão-corrente é expressa pela derivada (11. basicamente. indica que os fasores da corrente e da tensão na resistência se encontram relacionados pelo parâmetro resistência eléctrica.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_11/fasorimp.est. os fasores da tensão e da corrente na resistência encontram-se em fase.30) Considere-se agora o condensador representado na Figura 11.11. e dada a natureza real do parâmetro R. Como se indica na Figura 11. Designa--se por impedância eléctrica da resistência o cociente entre os fasores da tensão e da corrente (Figura 11.3.

4.4. verifica-se que a característica tensão-corrente da bobina (Figura 11.htm (7 of 9)06-06-2005 12:37:05 . Figura 11.35) conduz à relação fasorial http://ltodi.5) (11.b).ips.11.est.34) cujo módulo é inversamente proporcional à frequência angular da sinusóide sob análise.1 Fasor e Impedância (11.32) permite escrever a relação fasorial entre a tensão e a corrente (11. ohm (11.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_11/fasorimp.b) Ω.33) a qual indica que no condensador o fasor da corrente se encontra avançado de π/2 radianos relativamente ao fasor da tensão (Figura 11.4 Impedância eléctrica do condensador Por analogia com os resultados anteriores. A impedância eléctrica do condensador é um número imaginário puro (Figura 11.

1 Fasor e Impedância (11. (11.39) e a impedância do conjunto é (11.37) A relação (11. Neste caso.a e admita-se que a tensão aplicada é sinusoidal.htm (8 of 9)06-06-2005 12:37:05 .6.11.38) isto é. Figura 11.est.40) http://ltodi.5 Impedância eléctrica da bobina Considere-se o circuito RL representado na Figura 11.ips.36) de onde se obtém a expressão da impedância eléctrica Ω.37) indica que o fasor da tensão na bobina se encontra avançada de π/2 radianos relativamente à corrente. (11.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_11/fasorimp. ohm (11.

condensador e bobina http://ltodi. DOMÍNIO TEMPO v(t)=Ri(t) NOTAÇÃO IMPEDÂNCIA ADMITÂNCIA FASORIAL (S) (Ω) V=RI I=jωCV V=jωLI jωL R G jωC COMPONENTE resistência condensador bobina Tabela 11.est.6. respectivamente. em que R e X representam. Figura 11.htm (9 of 9)06-06-2005 12:37:05 .6 Circuito RL (a) e representação em coordenadas rectangulares (b) e polares (c) da impedância eléctrica Na Tabela 11. respectivamente. ao passo que no formato rectangular é (Figura 11.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_11/fasorimp.ips.1 Resistência. as partes real e imaginária (esta última é vulgarmente designada por reatância). cuja unidade é o siemens (S).1 Fasor e Impedância A impedância eléctrica de um componente ou de um conjunto de componentes é um número complexo cuja representação no formato polar é (Figuras 11. as relações fasoriais. em que Z e ϕ representam o módulo e a fase.6.11.c). O inverso da impedância designa-se por admitância eléctrica.1 resumem-se as características tensão-corrente no domínio do tempo.b). as impedâncias e as admitâncias eléctricas dos componentes resistência. condensador e bobina.

2 Leis de Kirchhoff em Notação Fasorial A validade das Leis de Kirchhoff estende-se à análise em notação fasorial do regime forçado sinusoidal. (11.7.7.est. no âmbito dos circuitos resistivos puros. o somatório dos fasores de tensão ao longo de um caminho fechado satisfaz a igualdade (Figura 11.htm (1 of 3)06-06-2005 12:37:07 .43) ou seja.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_11/lekinofa. no circuito da Figura 11.2 Leis de Kirchhoff em Notação Fasorial 11.7.44) igualdade na qual se inscreve a expressão da associação em série de impedâncias http://ltodi.7 Leis de Kirchhoff em notação fasorial (11.ips. do condensador e da bobina. permitem obter para as impedâncias exactamente as mesmas regras de associação em série e em paralelo estabelecidas no Capítulo 4. Por exemplo. a) (11.11. Por exemplo.41) o mesmo se verificando com o somatório dos fasores das correntes incidentes num qualquer nó de um circuito (Figura 11.42) A aplicação conjunta das Leis de Kirchhoff e das relações fasoriais da resistência.a verifica-se que Figura 11.b) (11.

2 Leis de Kirchhoff em Notação Fasorial (11.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_11/lekinofa.49) Pode ainda demonstrar-se que as regras dos divisores de tensão e de corrente. Por exemplo.11.45) Por outro lado. verifica-se que (11. estudados no Capítulo 4.7. são transponíveis para a análise fasorial do regime forçado sinusoidal. e (11.47) igualdades nas quais se inscreve a expressão da associação em paralelo de admitâncias (11.ips. a aplicação da Lei de Kirchhoff das correntes ao circuito da Figura 11. http://ltodi.htm (2 of 3)06-06-2005 12:37:07 .b permite obter sucessivamente (11.51) no caso do divisor de corrente em (b).46) e (11.50) no caso do divisor de tensão em (a).8.est.48) ou seja. e referindo aos dois circuitos representados em 11. (11.

8 Divisores de tensão (a) e de corrente (b) em notação fasorial http://ltodi.htm (3 of 3)06-06-2005 12:37:07 .2 Leis de Kirchhoff em Notação Fasorial Figura 11.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_11/lekinofa.ips.11.est.

São válidas todas as considerações relativas à construção da matriz do circuito e dos vectores coluna das variáveis e das fontes independentes. e três impedâncias.3 Métodos de Análise em Notação Fasorial Os métodos de análise de circuitos são generalizáveis à análise fasorial do regime forçado sinusoidal. Os procedimentos de aplicação dos métodos dos nós e das malhas coincidem na forma com aqueles estabelecidos no Capítulo 5. para além. no sentido indicado na figura. V 1 e V 2. com duas fontes de tensão sinusoidais de igual frequência angular.ips.52) cujas variáveis são os fasores das correntes nas malhas-1 e -2. s s Pretende-se determinar o fasor da corrente na impedância Z1.11. naturalmente. todas elas especificadas no formato polar.53) http://ltodi.htm (1 of 3)06-06-2005 12:37:08 .est.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_11/meannofa. A aplicação da regra de Cramer permite obter a expressão do fasor da corrente I1 (11. Z2 e Z3.9 Método das malhas em notação fasorial (as fases estão especificadas em grau) De acordo com o procedimento estabelecido no Capítulo 5. Em vez de repetir os dois métodos alternativos. dos diversos casos particulares que permitem identificar a priori o número de equações linearmente independentes e a dimensão da relação matricial a resolver. Considere-se então o circuito representado na Figura 11. optou-se por desenvolver dois exemplos de aplicação cuja resolução ilustra as diferenças existentes na parte numérica da obtenção dos resultados. a aplicação da Lei de Kirchhoff das tensões às malhas-1 e -2 permite escrever a relação matricial (11.3 Métodos de Análise em Notação Fasorial 11. e naturalmente todos os seus casos particulares.9. Z1. Figura 11.

C A aplicação da Lei de Kirchhoff das correntes aos nós-1 e -2 do circuito permite escrever a relação matricial (11. no qual se indicam os valores da capacidade.3 Métodos de Análise em Notação Fasorial a qual. Pretende-se determinar o fasor da tensão V 1 aos terminais do condensador.55) mA (11.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_11/meannofa.54) Considere-se agora o circuito representado na Figura 11.56) cujas variáveis são os fasores das tensões nos nós-1 e -2. por substituição dos valores indicados na Figura 11. conduz ao valor (a fase é especificada em radianos) I1 = 49.57) cuja solução numérica é V1=1 ∠ -0.927) (11.10.59) (11.est.098 ou seja i1(t) = 49.2 cos(ωt+0.098) mA (11.9.ips.927 No domínio do tempo.2 ∠ 0.58) http://ltodi. A aplicação da regra de Cramer permite obter a expressão do fasor da tensão V1 (11. das resistências e da frequência angular da sinusóide imposta pela fonte de corrente. da indutância.htm (2 of 3)06-06-2005 12:37:08 .11. a tensão aos terminais do condensador toma então a forma v1(t)= cos(10000t-0.

3 Métodos de Análise em Notação Fasorial Figura 11.htm (3 of 3)06-06-2005 12:37:08 .ips.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_11/meannofa.10 Método dos nós em notação fasorial http://ltodi.est.11.

11.4 Teoremas Básicos em Notação Fasorial

11.4 Teoremas Básicos em Notação Fasorial

11.4.1 Transformação de Fonte
Uma fonte de tensão sinusoidal não ideal, expressa por um fasor de tensão (V ) e por uma impedância (Z ), pode
s s

ser transformada numa fonte de corrente sinusoidal por aplicação da transformação (11.60) e

(11.61)

Figura 11.11 Transformação de fonte em notação fasorial Na Figura 11.12 representam-se alguns exemplos de fontes às quais se aplicou o teorema da transformação de fonte.

http://ltodi.est.ips.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_11/tebanofa.htm (1 of 10)06-06-2005 12:37:11

11.4 Teoremas Básicos em Notação Fasorial

Figura 11.12 Transformação de fonte em notação fasorial Por exemplo, no caso (b) verifica-se que

(11.62)

e que

(11.63)

em que θ representa a fase na origem da fonte de tensão e ϕ o ângulo do número complexo representativo da
s s

impedância da fonte.

11.4.2 Teorema de Thévenin e Equivalente de Norton
A metodologia de cálculo dos equivalentes de Thévenin e de Norton fasoriais baseia-se num conjunto de procedimentos em tudo semelhantes aos estabelecidos no Capítulo 6, para os circuitos resistivos puros. Na Figura 11.13 apresentam-se diversos circuitos que exemplificam a metodologia de cálculo dos equivalentes de
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11.4 Teoremas Básicos em Notação Fasorial

Thévenin e de Norton em notação fasorial.

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11.4 Teoremas Básicos em Notação Fasorial

Figura 11.13 Equivalentes de Thévenin e de Norton em notação fasorial No circuito da Figura 11.13.a, o fasor da tensão de Thévenin coincide com a tensão em aberto medida entre os terminais a-b,

(11.64)

ao passo que a impedância de Thévenin é expressa por

(11.65)

No caso de 11.13.b, a fonte de corrente de Norton é

(11.66)

e a impedância (11.67) Finalmente, nos circuitos de 11.13.c e 11.13.d obtêm-se, respectivamente, os equivalentes de Thévenin

(11.68)

(11.69)

e

(11.70)

11.4.3 Teorema da Sobreposição das Fontes
A generalização do teorema da sobreposição das fontes à análise fasorial do regime forçado sinusoidal - ou seja,
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11.4 Teoremas Básicos em Notação Fasorial

a adição dos fasores associados a fontes sinusoidais distintas - só pode efectuar-se nos casos em que se verifique uma mesma frequência angular. Na Figura 11.14 visualiza-se a causa desta limitação da aplicação do teorema da sobreposição das fontes: os fasores associados a frequências angulares distintas reportam-se a planos complexos distintos, em particular devido à diferente velocidade angular com que cada plano é suposto girar. Por outro lado, frequências angulares distintas conduzem a valores também distintos para as impedâncias dos elementos condensador e bobina, devendo as contribuições de cada uma das fontes reportar-se aos seus parâmetros próprios.

Figura 11.14 Fasores de sinais sinusoidais com frequências angulares distintas Considere-se então o circuito representado na Figura 11.15.a e admita-se que as duas fontes independentes sinusoidais se caracterizam pela mesma frequência angular.

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11.4 Teoremas Básicos em Notação Fasorial

Figura 11.15 Teorema da sobreposição das fontes (fontes sinusoidais com idêntica frequência angular) De acordo com o teorema da sobreposição das fontes (em notação fasorial), o fasor da tensão V2 é expresso pelo somatório (11.71) em que (Figura 11.15.b)

(11.72)

e (Figura 11.15.c)

(11.73)

ou seja,

(11.74)

O fasor em (11.74) corresponde à expressão no domínio do tempo

(11.75)

Considere-se agora o circuito da Figura 11.16.a e admita-se que as duas fontes de sinal são sinusoidais, mas apresentam frequências angulares distintas, ω1≠ ω2.

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11.4 Teoremas Básicos em Notação Fasorial

Figura 11.16 Teorema da sobreposição das fontes (fontes sinusoidais com frequências angulares distintas) As consequências desta diferença são basicamente duas: (i) as impedâncias dos componentes do circuito diferem consoante a fonte considerada; (ii) os fasores relativos a cada uma das fontes não podem ser adicionados entre si, sendo necessário convertê-los primeiramente para o domínio do tempo. Assim, no caso da fonte Vs (Figura 11.16.b) o fasor da tensão V2 é

(11.76)

subjacente ao qual se encontra a frequência ω1=1000 rad/s, ao passo que no caso da fonte I (Figura 11.16.c) o
s

fasor é

(11.77)

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11.4 Teoremas Básicos em Notação Fasorial

em que ω2=10000 rad/s. No domínio do tempo a tensão v2(t) é expressa por

(11.78)

um resultado distinto daquele obtido em (11.75).

11.4.4 Teorema de Millman
A generalização do teorema de Millman é consequência da validade da transformação de fonte no regime forçado sinusoidal. Como a Figura 11.17 indica visualmente, a aplicação sucessiva da transformação de fonte permite associar e simplificar tanto a associação em paralelo de fontes de tensão não ideais, como a associação em série de fontes de corrente. A informação contida nas figuras é suficiente para constatar a igualdade na forma entre o teorema de Millman em notação fasorial e no domínio do tempo.

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11.4 Teoremas Básicos em Notação Fasorial

Figura 11.17 Teorema de Millman

11.4.5 Teorema de Miller
Considere-se o circuito da Figura 11.18, relativamente ao qual se pretende determinar a impedância equivalente à direita dos terminais a-b.

Figura 11.18 Teorema de Miller
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11.4 Teoremas Básicos em Notação Fasorial

A particularidade deste circuito consiste no facto de a impedância Z se encontrar ligada a dois terminais entre os quais existe uma relação de ganho, conseguido pela fonte dependente -aV . A aplicação da Lei de Kirchhoff das
x

tensões à única malha do circuito permite escrever a igualdade (11.79) na qual se inscreve a impedância à direita dos terminais a-b

(11.80)

A relação (11.80) indica que a impedância Z é dividida pelo factor (1+a), indicativo da tensão que na realidade se encontra aplicada aos terminais. Um resultado de particular interesse inscrito na relação (11.80) é o designado efeito de Miller sobre a capacidade dos condensadores. Como se indica na Figura 11.19, nos casos em que a impedância Z é definida por um condensador, Z=(jωC)-1, o valor aparente da capacidade é amplificado de um factor (1+a)

(11.81)

O efeito de Miller é amplamente utilizado na compensação da resposta em frequência de amplificadores operacionais e na redução do efeito de injecção do sinal de relógio em circuitos amostradores-retentores de sinal.

Figura 11.19 Efeito de Miller sobre a capacidade de um condensador

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11.5 Potência

11.5 Potência

11.5.1 Potência nos Elementos R, C e L
Considere-se o circuito representado na Figura 11.20 e admita-se que o fasor da fonte de tensão é V =V∠ 0.
s

Figura 11.20 Potência dissipada numa resistência no regime forçado sinusoidal Dada a natureza real da resistência, o fasor da corrente no circuito encontra-se em fase com o da tensão

(11.82)

Em valores instantâneos, (11.83) e

(11.84)

que em conjunto conduzem à expressão da potência instantânea

http://ltodi.est.ips.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_11/potencia.htm (1 of 9)06-06-2005 12:37:14

11.5 Potência

(11.85)

Uma vez que a potência instantânea é periódica no tempo, e em particular com período duplo daqueles característicos da corrente e da tensão (Figura 11.21.b), o valor médio respectivo é dado pelo integral

(11.86)

ou seja,

(11.87)

ou ainda

(11.88)

A potência média dissipada numa resistência pode ainda ser expressa em função do valor eficaz da tensão ou da corrente (também designado valor rms, do inglês root mean square)

(11.89)

valor que no caso dos sinais sinusoidais é dado por

(11.90)

Considere-se agora o circuito da Figura 11.21, cujos fasores da tensão e da corrente se encontram desfasados de π/2 radianos,

(11.91)

http://ltodi.est.ips.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_11/potencia.htm (2 of 9)06-06-2005 12:37:14

2 Potência nos Circuitos RC e RL Considere-se o circuito RC da Figura 11. pelo contrário é um elemento capaz de armazenar e restituir energia à fonte de alimentação.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_11/potencia.ips.b) é expressa pelo produto (11.htm (3 of 9)06-06-2005 12:37:14 . É facilmente demonstrável que a potência média dissipada numa bobina é identicamente nula.5 Potência ou seja. A potência instantânea fornecida ao condensador (Figura 11.94) cujo valor médio no tempo é nulo. Figura 11.21.105) indica que o condensador não dissipa energia eléctrica. relativamente ao qual se pretende determinar as potências instantânea e média fornecida pela fonte.5.11. (11.est.22. (11.93) respectivamente.95) O resultado em (11.21 Potência acumulada num condensador no regime forçado sinusoidal 11. http://ltodi.92) e (11.

As expressões da tensão e da corrente no domínio do tempo são.11.5 Potência Figura 11.97) e (11.htm (4 of 9)06-06-2005 12:37:14 . respectivamente.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_11/potencia. (11.ips.99) ou ainda http://ltodi.22 Potência dissipada num circuito RC De acordo com a metodologia estabelecida anteriormente.98) A potência instantânea fornecida ao circuito pela fonte é expressa pelo produto (11.est.96) em que ϕ=artg(-1/ωRC). o fasor da corrente no circuito é expresso pelo cociente (11.

que constitui um processo irreversível.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_11/potencia.103) em que Z define o módulo da impedância do conjunto RC.ips. http://ltodi.105) O resultado expresso por (11.11.22.105) concorda com a conclusão obtida anteriormente para as potências médias dissipadas pelos elementos resistência e condensador.102) ou ainda (11.104) isto é.htm (5 of 9)06-06-2005 12:37:14 . que a potência fornecida pela fonte ao circuito coincide na íntegra com aquela dissipada na resistência (11. assim.b verifica-se que (11. Observando o triângulo das impedâncias da Figura 11.est. composta por duas parcelas: (i) uma parcela relativa à energia dissipada por efeito de Joule na resistência.5 Potência (11.100) cujo valor médio no tempo é (11. A potência fornecida pela fonte é.101) ou (11.

a.23 Potências aparente. 11.5. activa e reactiva Admita-se ainda que a parte imaginária da impedância é positiva (hipótese que equivale a considerar a carga como um circuito RL).5 Potência (ii) e outra parcela. alternadamente acumulada e restituída pelo condensador à fonte.ips. Estas trocas de energia contribuem apenas para aumentar a amplitude máxima da corrente no circuito. portanto.23. o fasor da corrente no circuito é (Figura 11.23 a e b).htm (6 of 9)06-06-2005 12:37:14 .105).c) http://ltodi.106) e que. Reactiva e Aparente Considere-se o circuito representado em 11. Figura 11. que o fasor da tensão aplicada é (11.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_11/potencia.est.3 Potências Activa. Pode facilmente demonstrar-se que a potência fornecida por uma fonte a um circuito RL coincide com aquela estabelecida em (11.23.11. constituído por uma fonte de tensão sinusoidal e uma impedância Z=R+jX (Figuras 11.

os electrodomésticos nas casas etc. designa-se por potência reactiva o produto VAr. Nestes casos. constatou-se que a máxima transferência de potência entre uma fonte e uma carga ocorre quando estas se encontram adaptadas. conduzindo assim à redução da parte reactiva da potência.5 Potência (11.5. Com efeito. Este teorema pode ser generalizado ao âmbito da análise fasorial do http://ltodi.108) define a potência aparentemente fornecida ao circuito pela fonte.ips. seja a parte trocada com a parte imaginária.11. em paralelo com a carga. Quando o factor de potência é inferior à unidade. o factor de potência pode ser aumentado introduzindo. As potências aparente.107) O produto VA. conduzem em geral a impedâncias com carácter indutivo. em direcções perpendiculares entre si.109) que representa a potência alternadamente trocada entre a fonte de tensão e o elemento acumulador de energia. 11.4 Teorema da Máxima Transferência de Potência No âmbito dos circuitos resistivos puros. ocorrendo perdas de energia desnecessárias por efeito de Joule sobre as linhas de distribuição. potência que inclui seja a fracção dissipada na parte resistiva da impedância. As potências activa e reactiva definem os catetos do triângulo. os consumidores de energia eléctrica. volt-ampere reactivo (11. Por outro lado. volt-ampere (11. A correcção do factor de potência é uma das tarefas que mais preocupa as companhias distribuidoras de energia eléctrica.23. quando a carga e a resistência de saída da fonte apresentam valores idênticos. a corrente no circuito encontra-se acima do valor estritamente necessário para transferir a potência que na realidade se transfere.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_11/potencia.d. reactiva e activa (activa no sentido de potência dissipada por efeito de Joule sobre as resistências) definem o triângulo das potências representado na Figura 11.est. O cociente entre a potência dissipada por efeito de Joule e a potência aparente (11. isto é.110) é designado por factor de potência da carga e constitui uma medida da eficácia com que a potência é transferida da fonte para a carga. um condensador de compensação.htm (7 of 9)06-06-2005 12:37:14 . a cargas cuja parte imaginária é positiva. sejam eles os motores das fábricas. isto é. ao passo que a hipotenusa do mesmo define a potência aparente..

a expressão da potência média em (11. s ambas positivas. Neste caso. Considere-se então o circuito representado na Figura 11.113) simplifica-se para http://ltodi.11.114) dado que estas podem ser positivas (as bobinas) ou negativas (os condensadores). R e R respectivamente. constituído por uma fonte de tensão sinusoidal com impedância de saída Z =R +jX . o valor médio da potência activa (de Joule) efectivamente dissipada pela carga é (11. concluindo-se neste caso que a máxima transferência de potência ocorre quando as impedâncias da fonte e da carga são complexas conjugadas.111) cujo módulo é (11. Z=R+jX.24 Teorema da máxima transferência de potência O fasor da corrente no circuito é dado pelo cociente (11. e por uma carga complexa.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_11/potencia.5 Potência regime forçado sinusoidal.est.113) Independentemente das partes resistivas da impedância de saída da fonte e da carga.112) De acordo com os resultados obtidos na secção anterior. s s s Figura 11.24.htm (8 of 9)06-06-2005 12:37:14 . o máximo da transferência de potência ocorre certamente quando (11.ips.

em conjunto com (11.htm (9 of 9)06-06-2005 12:37:14 .25 ilustra-se o significado prático da adaptação de impedâncias entre fonte e carga: a igualdade X=-X equivale a cancelar a parte reactiva do conjunto de impedâncias formado pela fonte e pela carga.est.5 Potência (11.b). Convém. Figura 11. permite escrever a condição de máxima transferência de potência (11. A determinação do máximo de (11.116) o qual. ou s seja.117) Na Figura 11.25. a reconduzir o circuito à forma encontrada na análise das redes resistivas puras (Figura 11.115) conduz então ao resultado (11.115) expressão que coincide na forma com aquela obtida anteriormente no âmbito da análise dos circuitos resistivos puros.11. salientar o facto de a adaptação de impedâncias se verificar apenas para uma frequência angular bem definida. Significa isto que a escolha da impedância de carga deve ser feita em função da frequência para a qual se pretende maximizar a transferência de potência. no entanto.114).ips.25 Adaptação de impedâncias http://ltodi.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_11/potencia.

ao passo que a impedância eléctrica é o número complexo resultante do cociente entre os fasores de tensão e corrente num componente. e os teoremas da transformação de fonte. condensador e bobina apresentam impedâncias dadas por R. Os elementos resistência. as regras de associação série e paralelo de impedâncias e as regras dos divisores de tensão e de corrente são generalizáveis à análise fasorial do regime forçado sinusoidal. de Millman e de Miller. jωL e 1/jωC. O mesmo sucede com os métodos das malhas e dos nós.ips. sendo nos dois últimos casos uma função da frequência angular sob análise. respectivamente. As Leis de Kirchhoff das tensões e das correntes. de Thévenin. Os elementos condensador e bobina acumulam e restituem energia às fontes. O fasor é uma entidade complexa que compila a informação relativa à amplitude e à fase na origem de uma sinusóide de tensão ou corrente.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_11/sumar_11. A máxima transferência de potência entre uma fonte e uma carga complexa ocorre quando a carga e a impedância de saída da fonte são complexas conjugadas.htm06-06-2005 12:37:15 .Sumário Sumário O regime forçado sinusoidal estuda as relações existentes entre as amplitudes e as fases das variáveis tensão e corrente eléctrica nos circuitos excitados exclusivamente por fontes sinusoidais. http://ltodi.est. da sobreposição das fontes. Apenas a resistência é responsável pela dissipação de energia (o efeito de Joule). de Norton. Esta situação é designada por adaptação de impedâncias.

3 Efectue os seguintes cálculos: (a) (b) *11. considere uma frequência f=1000 Hz.htm (1 of 5)06-06-2005 12:37:16 .4.1 Admitindo que a relação entre a corrente e a tensão num componente é dada por: (a) v(t)= 10 cos(10000t) e i(t)= 0. da fase. Indique qual o tipo de elemento em questão.est. recorrendo à notação fasorial. Figura E11.4 http://ltodi. *11. Em qualquer dos casos.01 cos(10000t).pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_11/exapl_11. da parte real e da parte imaginária das impedâncias e admitâncias representadas na Figura E11.ips. *11.01 cos(10000t+π).01 cos(10000t).Exercícios de Aplicação Exercícios de Aplicação *11.2 Considere as seguintes expressões das tensões eléctricas v1(t) e v2(t) aos terminais de dois elementos de um circuito: (a) v1(t)=10cos(10000t) e v2(t)=10cos(10000t+π/2). Em cada um dos casos determine a expressão da tensão v(t)=v1(t)+v2(t). (b) v1(t)=10cos(t+π/3) e v2(t)=10cos(t+π/2). (c) v(t)= 10 cos(10000t+π/2) e i(t)= 0.4 Determine o valor do módulo. (b) v(t)= 10 cos(10000t+π/2) e i(t)= 0.

7 Considere o circuito representado na Figura E11. Figura E11.ips.6 Considere o circuito representado na Figura E11.5. (b) o fasor da corrente fornecida pela fonte de tensão.6 *11.7 11.Exercícios de Aplicação 11. obtenha a relação matricial relativa às tensões e às correntes nos diversos nós e elementos do circuito. Figura E11.7. Por aplicação do método dos nós. Determine a expressão da corrente i(t) na resistência R. Figura E11. http://ltodi. determine o fasor da tensão aos terminais do condensador.8.6.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_11/exapl_11.htm (2 of 5)06-06-2005 12:37:16 . Determine os valores numéricos dos seguintes fasores e impedâncias: (a) a impedância vista à direita dos terminais da fonte. Estabeleça também a expressão da tensão no domínio do tempo.5 Considere o circuito representado na Figura E11.8 Considere os circuitos representados na Figura 11. Por aplicação do método dos nós ou das malhas.est.5 *11.

ips.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_11/exapl_11.est.8 http://ltodi.Exercícios de Aplicação Figura E11.htm (3 of 5)06-06-2005 12:37:16 .

est.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_11/exapl_11. Figura E11.Exercícios de Aplicação *11.9 *11. determine a expressão da tensão v (t) indicada no o circuito representado na Figura E11. (b) ω1=1000 rad/s e ω2=500 rad/s. Admita que: (a) ω1=ω2=1000 rad/s.10 Por aplicação do teorema da sobreposição das fontes.ips.htm (4 of 5)06-06-2005 12:37:16 .10.10 http://ltodi. Figura E11.9.9 Determine os equivalentes de Thévenin e Norton dos circuitos representados na Figura E11.

12. Determine o valor da indutância (L) e da resistência (R) para as quais se verifica a máxima transferência de potência entre a fonte e a carga RL.11 11.11.12 Considere o circuito representado na Figura E11.Exercícios de Aplicação 11.est. Determine: (a) a potência instantânea transferida para cada elemento. http://ltodi.htm (5 of 5)06-06-2005 12:37:16 .pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_11/exapl_11. (b) a potência média dissipada por cada elemento.E. Figura E11. aparente e reactiva fornecida pela fonte.ips.11 Considere os circuitos representados na Fig.11. (c) a potência activa.12 Desenhe o respectivo triângulo das potências. Figura E11.

ª e de 2. uns de 1.ª e outros de 2. e outros porque são constituídos por condensadores ou bobinas irredutíveis entre si por associação em série ou em paralelo.1 apresentam-se alguns circuitos com múltiplos condensadores e bobinas.1 Topologias Básicas Um circuito é de 2.ª ordem quando contém dois elementos armazenadores de energia irredutíveis entre si (dois condensadores. 10. Dois elementos são irredutíveis entre si quando se não podem associar ou em série ou em paralelo.1. uns porque são constituídos por um condensador e uma bobina.1.1.ª ordem.d. apesar de os circuitos energia. duas bobinas ou um condensador e uma bobina).1.ª ordem http://ltodi. os circuitos representados nas Figuras. Pelo contrário.ª ordem. Figura 10. 10.1. Por exemplo.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_10/topobasi.g são todos de 2.10. Na Figura 10.est.1.1 Topologias Básicas 10.ips.e.htm (1 of 2)06-06-2005 12:37:17 .10.1 Circuitos de 1.f e 10.c conterem múltiplos elementos armazenadores de respectivas são ainda governadas por equações diferenciais de 1ª ordem.b e 10. as dinâmicas RC e RL representados nas Figuras 10.

Figura 10.2 Circuito RC (a).ª ordem representados na Figura 10. vantagem que adiante se verá ser particularmente notória na aplicação do método das variáveis de estado.2.ª ordem http://ltodi.est. A representação de um circuito nesta forma permite simplificar a formulação das equações diferenciais que governam a dinâmica temporal respectiva.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_10/topobasi.3 redesenham-se os esquemas eléctricos dos quatro circuitos de 2. RL (b) e RLC (c) de 2.10. na Figura 10. bloco que se encontra ligado nos seus dois portos de acesso a dois elementos armazenadores de energia.1.ips.htm (2 of 2)06-06-2005 12:37:17 . qualquer circuito RC. RL ou RLC de 2.ª ordem pode sempre ser redesenhado numa das três configurações básicas ilustradas na Figura 10. O bloco central define um subcircuito constituído unicamente por resistências e fontes de tensão ou de corrente.1 Topologias Básicas Independentemente da complexidade aparente da sua topologia. A título de exemplo.

10.2) designadas no conjunto por equações de estado do circuito. respectivamente a tensão e a corrente. f1(t) e f2(t) constituem o vector dos termos forçados pelas fontes independentes no circuito e.1) e (10. http://ltodi. (10.1) em que α e ω 2 o são duas constantes designadas por coeficiente de amortecimento e frequência angular de oscilação. Neste caso. x1(t) e x2(t) representam as variáveis associadas à energia nos elementos condensador e bobina.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_10/formequa.2 Formulação das Equações Existem duas alternativas para a representação das equações que governam o funcionamento de um circuito de 2. As equações (10.2) transporta consigo o potencial da simulação numérica da dinâmica temporal de um circuito.ª ordem. f(t) representa o termo forçado pelas fontes independentes do circuito e x(t) define a variável (tensão ou corrente) cuja dinâmica se pretende estabelecer. De seguida exemplifica-se a aplicação de cada um destes métodos alternativos a diversos circuitos de 2ª ordem.ips. a matriz A representa a topologia do circuito considerado.ª ordem: (i) representação na forma de uma equação diferencial linear escalar de 2.2) podem ser obtidas por intermédio de três métodos alternativos: o método da substituição. (ii) representação na forma de um sistema de equações diferenciais de 1. finalmente. A forma (10.2 Formulação das Equações 10. o método do operador-s e o método das variáveis de estado.ª ordem (10.est.htm (1 of 13)06-06-2005 12:37:22 .

10.2 Formulação das Equações Figura 10.2.1 Método da Substituição O método da substituição é geralmente utilizado na análise de circuitos de reduzida complexidade. Dois exemplos de circuitos deste tipo são as redes representadas na Figura 10.est. http://ltodi.3 Representações simplificadas de quatro circuitos de 2.htm (2 of 13)06-06-2005 12:37:22 .ips.4.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_10/formequa.ª ordem 10.

4) e (10.4) em que i(t) e v (t) definem. se pode reescrever como (10.ips.6) Caso o objectivo da análise consistisse na determinação da equação diferencial que governa a corrente na bobina.5) ou ainda (10. respectivamente. (10.2 Formulação das Equações Figura 10. a corrente na bobina (e no condensador) e a tensão no condensador.3) a qual. obtém-se C (10.est. i (t).a. por substituição da característica tensão-corrente do condensador. C No entanto.4 Aplicação do método da substituição Considere-se então o circuito RLC-série sem fontes independentes representado na Figura 10.7) http://ltodi. i(t)=Cdv (t)/dt.4.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_10/formequa.htm (3 of 13)06-06-2005 12:37:22 .5) deveria ter sido efectuada recorrendo à característica L inversa do condensador. em conjunto com as características tensão-corrente dos componentes.10. então a passagem entre as equações (10. A aplicação da Lei de Kirchhoff das tensões à malha do circuito permite escrever a igualdade v (t) + v (t) + v (t) = 0 R L C (10.

12) http://ltodi.10) cuja forma é idêntica àquela estabelecida anteriormente para a tensão aos terminais do condensador. neste caso recorrendo às características tensão-corrente do condensador ou da bobina. derivação de ambos os termos da equação diferencial de modo a obter uma equação diferencial de 2.9) conduz à equação diferencial de 2. através da escrita de (10.4) na forma (i =i =i) L C (10. De acordo com o exemplo anterior.ª ordem (10.11) ou seja.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_10/formequa.htm (4 of 13)06-06-2005 12:37:22 . v (t). a aplicação do operador derivada às partes esquerda e direita da igualdade (10. (10. A aplicação da Lei de Kirchhoff C das correntes ao nó-X permite escrever a igualdade (10.b e admita-se que se pretende determinar a equação diferencial que governa a tensão aos terminais do condensador.2 Formulação das Equações isto é. (ii) substituição da variável não desejada. Considere-se agora o circuito RLC-paralelo representado na Figura 10.10.ª ordem. podem identificar-se neste método os seguintes passos: (i) obtenção de uma equação que contém as variáveis relativas aos dois elementos armazenadores de energia.8) (10. designadamente a tensão aos terminais do condensador e a corrente na bobina. (iii) quando necessário.4.8) Neste caso.ips.est.

5 Aplicação do método do operador-s A análise deste circuito pode ser feita com base no método das malhas.12) na forma (10.15) 10.10.2. após derivação.ª ordem (10.htm (5 of 13)06-06-2005 12:37:22 . C Figura 10.a. v (t).pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_10/formequa.14) que. a substituição da característica tensão-corrente da bobina (10.ips. conduz à equação diferencial de 2. a aplicação sucessiva da Lei de Kirchhoff das correntes aos nós-1 e -2 do circuito permite escrever as igualdades http://ltodi. Considere-se o circuito RLC representado na Figura 10. ou directamente ao nível das características tensãocorrente dos elementos condensador e bobina.2 Método do Operador-s O método do operador-s pode ser aplicado a dois níveis essencialmente distintos: ao nível do sistema de equações resultante da aplicação do método dos nós ou das malhas.5.5.13) permite rescrever (10. ou por intermédio do método dos nós (Figura 10. útil por exemplo para determinar as correntes no condensador e na bobina. Neste último caso.est.2 Formulação das Equações Neste caso. relativamente ao qual se pretende determinar a equação diferencial que governa a tensão aos terminais do condensador.b).

ips.est. por substituição das relações v1(t)=v (t)=Ldi (t)/dt e v2(t)=v (t).21) A resolução do sistema de equações em ordem à variável v conduz à expressão C http://ltodi. expresso em (10.ª ordem.19) No caso particular do sistema de equações diferenciais de 1.20) cuja representação sob a forma matricial é (10.18) seguido da resolução do sistema de equações e da reconversão da variável algébrica no operador derivada de acordo com a regra (10.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_10/formequa.17). conduzem ao sistema de duas equações L L C diferenciais de 1.htm (6 of 13)06-06-2005 12:37:22 .17) O método do operador-s consiste basicamente em substituir o operador derivada por uma variável algébrica (10.16) que.ª ordem (10.10.2 Formulação das Equações (10. (10.

k Uma metodologia alternativa à apenas descrita consiste em converter o operador derivada na variável algébrica directamente ao nível das características tensão-corrente dos elementos condensador e bobina. em que x representa a variável desejada.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_10/formequa.2 Formulação das Equações (10.est. finalmente. (iv) rearranjo da expressão na forma xD(s) =N(s).ips. uma vez que (10. d/dt→ s.10. (iii) resolução do sistema de equações algébricas em ordem à variável desejada. (10. reconversão da variável algébrica s no operador derivada de acordo com a regra s k→ k d /dt . podem identificar-se no método do operador-s os seguintes cinco passos: (i) obtenção de um sistema de equações diferenciais em função da tensão no condensador. (v) e.24) cuja forma canónica é (10.22) ou seja.26) e http://ltodi.25) De acordo com o exemplo anterior. Com efeito.23) Assim. a reconversão da variável algébrica no operador derivada conduz à equação diferencial de 2ª ordem (10. da corrente na bobina e das respectivas derivadas. (ii) conversão do operador derivada numa variável algébrica.htm (7 of 13)06-06-2005 12:37:22 .

28) e (10.c.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_10/formequa. estas relações são tais que os elementos condensador e bobina podem ser encarados como ´resistências´ cujo valor é 1/sC e sL.htm (8 of 13)06-06-2005 12:37:22 .29) Como se indica nas Figura 10.6. podendo a partir de então ser aplicados os mesmos métodos de análise considerados durante o estudo dos circuitos resistivos puros (em capítulos posteriores ver-se-á que estes parâmetros coincidem com as impedâncias dos elementos escritas na forma de Laplace).6.ips. c permite escrever o sistema de equações (v2=v ) C http://ltodi.b e 10.2 Formulação das Equações (10.6 Aplicação do método do operador-s Por exemplo. respectivamente. Figura 10.27) pode efectuar-se directamente a conversão (10.est. a aplicação da Lei de Kirchhoff das correntes aos nós-1 e -2 do circuito representado na Figura 10.10.6.

2. Considere-se o circuito RC de 2. uma por cada condensador e bobina irredutível existente no circuito. 10.7.2 Formulação das Equações (10. cuja ordem coincide com o número de equações diferenciais de 1.30) cuja resolução em ordem à variável v2=v conduz à expressão C (10. As variáveis de estado de um circuito coincidem com as grandezas associadas à energia armazenada nos condensadores e nas bobinas.htm (9 of 13)06-06-2005 12:37:22 .ª ordem contidas no sistema.ª ordem representado na Figura 10.32) baseia-se nos mesmos passos estabelecidos anteriormente.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_10/formequa. as equações de estado de um circuito podem sempre ser condensadas numa única equação diferencial.32) a qual coincide com aquela obtida em (10.est. A obtenção da equação diferencial de 2.ips.10.3 Método das Variáveis de Estado O método das variáveis de estado tem como finalidade a obtenção de um sistema de equações diferenciais de 1.ª ordem. respectivamente a tensão e a corrente eléctricas.ª ordem a partir de (10.31) ou ainda (10.a. http://ltodi.22). Apesar da sua importância para a simulação numérica de circuitos eléctricos. constituído por dois condensadores irredutíveis entre si.

33) que.est.ips.2 Formulação das Equações Figura 10. opta-se por aplicar a Lei de Kirchhoff das correntes aos nós de ligação dos condensadores ao diporto (nós-1 e -2). se podem reescrever na (10. Apesar de não ser estritamente necessário para a aplicação do método. No presente caso obtêm-se as duas equações (10.7.7 Aplicação do método das equações de estado As variáveis de estado do circuito são.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_10/formequa.htm (10 of 13)06-06-2005 12:37:22 . respectivamente v 1(t) e v 2(t). Uma vez que as variáveis de estado são ambas tensões. aconselhaC C se sempre o redesenhar do circuito pondo em evidência a ligação dos dois elementos armazenadores de energia a um diporto constituído unicamente por resistências e fontes de tensão ou de corrente (Figura 10.34) cujas forma canónica e representação sob a forma matricial são http://ltodi.b). por substituição da característica do condensador.10. por definição. as tensões aos terminais dos condensadores C1 e C2.

O ponto (ii) justifica a grande importância dada às equações de estado na simulação numérica em computador de circuitos eléctricos.ª ordem. as fontes (i) as variáveis de estado. t1=to+∆t.10.est.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_10/formequa.htm (11 of 13)06-06-2005 12:37:22 .36) permitem calcular numericamente as variáveis de estado num instante de tempo imediatamente seguinte. no presente caso as tensões v (to) e v (to). Esta formulação indica que se num dado instante de tempo (to) forem conhecidas as condições iniciais das variáveis de estado do circuito.35) e (10. as respectivas derivadas. Por exemplo. então as derivadas C1 C2 expressas pela relação matricial (10. são dadas em cada instante pelo valor actual das próprias variáveis de estado adicionadas dos efeitos das fontes independentes do circuito. entenda-se o ritmo de variação no tempo das variáveis de estado. por conversão do operador derivada (em ordem ao tempo) numa variável algébrica obtém-se http://ltodi. através da aproximação (10.2 Formulação das Equações (10. (ii) as derivadas das variáveis de estado. As equações de estado expressas por (10.36): .37) A iteração deste procedimento permite determinar a evolução no tempo das variáveis de estado. Podem fazer-se as seguintes considerações relativamente à relação matricial (10.ips.36) permitem obter uma equação diferencial escalar de 2.36) respectivamente. independentes e a topologia do circuito encontram-se compiladas em vectores e matrizes distintas. .

40) ou seja.htm (12 of 13)06-06-2005 12:37:22 .39) cuja forma é semelhante àquela obtida por aplicação do método do operador-s.10.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_10/formequa.ª ordem http://ltodi. permite escrever a relação matricial (10.2 Formulação das Equações (10. conduz à equação diferencial de 2. (10. após re-arranjo dos seus termos. Por exemplo.41) que.38) que.est. a resolução deste sistema de equações em ordem à variável v conduz ao cociente de polinómios na variável-s C1 (10.ips. após reconversão da variável algébrica no operador derivada.

2 Formulação das Equações (10.ips.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_10/formequa.10.htm (13 of 13)06-06-2005 12:37:22 .est.42) http://ltodi.

45) designa-se por solução natural.ips.3 Solução Natural 10.45) podem ser de quatro tipos essencialmente distintos: reais e distintas (α >ωo). (a) sobre-amortecida (b) criticamente amortecida http://ltodi. ou imaginárias puras (α =0). (10.htm (1 of 9)06-06-2005 12:37:26 . As raízes em (10. reais e iguais (α =ωo).3.10. respectivamente.est.43) cujo polinómio característico e raízes respectivas são. Esta estabelece a dinâmica temporal de um circuito excitado unicamente pelas energias armazenadas nos condensadores e nas bobinas que o constituem.3 Solução Natural 10.1 Soluções Naturais Alternativas A solução de uma equação diferencial com termo forçado nulo (10.44) e (10.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_10/solna_10. complexas conjugadas(α <ωo).

assim designada por resultar do somatório de duas exponenciais reais negativas (Figura 10.8.ips.b).a). dada pelo somatório de duas exponenciais imaginárias puras (Figura 10.est.48) (iv) oscilatória (α=0).htm (2 of 9)06-06-2005 12:37:26 .c). neste caso definida pelo produto de uma exponencial real negativa por uma função linear (Figura 10.46) em que continuidade. .8): (i) sobre-amortecida (α >ωo). (10.47) (iii) sub-amortecida (α <ωo). http://ltodi. a saber (ver Figura 10. e A1 e A2 são duas constantes a determinar por imposição das condições inicial e de (ii) criticamente amortecida (α =ωo). (10.3 Solução Natural (c) sub-amortecida (d) oscilatória Figura 10.8.8. constituída em particular pelo somatório de duas exponenciais complexas conjugadas (Figura 10.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_10/solna_10.d). (10.10.8. a solução natural da equação diferencial pode apresentar uma de quatro formas básicas.8 Soluções naturais alternativas Por conseguinte.

10. Figura 10.ª ordem que governam a tensão aos terminais do condensador.9. ο A distinção entre as diversas soluções alternativas pode ser efectuada com base apenas no cociente (10.ips.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_10/solna_10. De acordo com esta definição.9 Solução natural sobre-amortecida em conjunto com as equações diferenciais de 2. v (t). as quatro soluções alternativas caracterizam-se pelos seguintes factores de qualidade: (i) sobre-amortecida: α >ωο ⇔ 0<Q<0. (iii) sub-amortecida: α <ωο ⇔ Q>0. 10.5.5. (iv) oscilatória: α=0 ⇔ Q=∞ .3.49) e à qual correspondem oscilações sinusoidais de frequência ω . i (t).3 Solução Natural (10.2 Solução Sobre-amortecida Considere-se o circuito RLC-série representado na Figura 10. e a corrente na C bobina.5. L http://ltodi. (ii) criticamente-amortecida: α =ωο ⇔ Q=0.50) designado por factor de qualidade.htm (3 of 9)06-06-2005 12:37:26 .est.

52) respectivamente.htm (4 of 9)06-06-2005 12:37:26 . (10.54) A dinâmica da tensão aos terminais do condensador tem a forma (10.3 Solução Natural (10.55) cujas constantes A1 e A2 são determinadas por imposição das condições inicial e de continuidade das energias armazenadas no condensador e na bobina.51) e (10. negativas e distintas (10.3 Solução Criticamente Amortecida http://ltodi.3. (10.53) isto é.10. i (0)=0).est. (10. admitindo sempre nula a corrente inicial na bobina.57) Na Figura 10.ips.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_10/solna_10. Admita-se ainda que o factor de qualidade do circuito é inferior a 1/2. L Simulador da Solução Natural de Circuitos RLC-série 10.9 representa-se a solução natural sobre-amortecida de um circuito RLC-série (as duas curvas ilustradas referem-se a valores distintos do factor de qualidade.56) ou seja. que as raízes do polinómio característico são reais.

est.htm (5 of 9)06-06-2005 12:37:26 . L e C são tais que o factor de qualidade do circuito é Q=1/2.61) de onde resultam as igualdades (10.58) As raízes do polinómio característico são reais. (10. negativas e iguais.10.3 Solução Natural Considere-se de novo o circuito RLC-série e admita-se que os parâmetros R. ou seja. (10.60) cujas constantes A1 e A2 verificam as relações (10. http://ltodi.62) Na Figura 10.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_10/solna_10.59) e a tensão aos terminais do condensador é (10. ).ips.10 representa-se a solução natural de um circuito RLC-série criticamente amortecido (as curvas representadas referem-se a pares distintos de condições iniciais.

3 Solução Natural Figura 10.htm (6 of 9)06-06-2005 12:37:26 .66) em que A1 e A2.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_10/solna_10. (10.64) Considerando o mesmo circuito RLC-série dos exemplos anteriores. portanto Q>0. Conforme se ilustra na Figura 10.65) ou.10.11. (10.3. em alternativa.4 Solução Sub-amortecida A solução natural sub-amortecida caracteriza-se pela relação α <ωo. verifica-se então que a tensão aos terminais do condensador é expressa por (10. se obtêm a partir das condições iniciais no condensador e na bobina.63) à qual correspondem as raízes complexas conjugadas (10.5.ips.est. a solução (10.10 Solução natural criticamente amortecida Simulador da Solução Natural de Circuitos RLC-série 10.66) apresenta oscilações de frequência angular ω =(ωo2-α2)1/2. d http://ltodi. ou A3 e θ.

70) que também se podem escrever na forma (10.5 Solução Oscilatória No regime oscilatório as raízes do polinómio característico da equação diferencial são imaginárias puras (10.67) cuja solução é (10.3.68) Simulador da Solução Natural de Circuitos RLC-série 10. verifica-se que http://ltodi. as constantes A3 e θ em (10.est.htm (7 of 9)06-06-2005 12:37:26 .71) Por exemplo.11 Solução natural sub-amortecida As condições inicial e de continuidade da energia armazenada no condensador e na bobina permitem determinar as constantes A1 e A2 em (10. α=0 e Q=∞ .10. as constantes A3 e θ obtém-se a partir do sistema de equações (10. no caso das constantes A3 e θ.69) verificando-se em particular R=0.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_10/solna_10. Por exemplo.ips. A solução é expressa pelo somatório de duas exponenciais complexas (10.65) ou.66). em alternativa.3 Solução Natural Figura 10.

(10. Com efeito.12 representam-se duas soluções oscilatórias possíveis.74) verifica-se que a energia armazenada no condensador (10. o que permite classificar este circuito como um oscilador sinusoidal. se se calcular a corrente na bobina.73) Na Figura 10.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_10/solna_10.12 Solução natural oscilatória A solução oscilatória apresenta diversas particularidades cuja importância convém desde já referir: as oscilações mantêm-se com amplitude constante ao longo de um intervalo de tempo indefinido.3 Solução Natural (10.10.htm (8 of 9)06-06-2005 12:37:26 .ips.75) e a energia armazenada na bobina http://ltodi. a energia é trocada entre o condensador e a bobina. correspondentes a condições iniciais distintas.est.72) de onde resultam (10. Figura 10.

est. e vice-versa.htm (9 of 9)06-06-2005 12:37:26 .3 Solução Natural (10.77) Os pontos de máximo da energia armazenada no condensador coincidem com os pontos de mínimo (zero) da energia acumulada na bobina.10.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_10/solna_10.ips. Simulador da Solução Natural de Circuitos RLC-série http://ltodi.76) somam um valor constante (10.

htm (1 of 7)06-06-2005 12:37:28 .79) em que x (t) e x (t) definem.est.4.78) A solução é composta por duas parcelas (10. A solução forçada por si só verifica a equação diferencial (10. TERMO FORÇADO f(t) SOLUÇÃO FORÇADA xf(t) K Kcos(ωt) Ke Kt Kt2 -at B B cos(ωt) + B sin(ωt) c s Be -at B2t + B1 B3t2 + B2t + B1 Tabela 10.10.1 Soluções forçadas mais comuns na análise de circuitos eléctricos 10. respectivamente. C L http://ltodi. i (t)=I .1 Solução Forçada Constante Considere-se o circuito RLC na Figura 10.4 Solução Forçada 10.ª ordem com fontes independentes são governados por equações diferenciais com termo forçado (10.4 Solução Forçada Os circuitos de 2.u(t).1 indicam-se as soluções forçadas mais comuns na análise de circuitos eléctricos. Na Tabela 10. e que se pretende determinar a expressão da tensão aos terminais do condensador para t>0.78) e é independente das condições inicial e de continuidade. Admita-se ainda que as condições iniciais do circuito s s são v (0) e i (0).pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_10/solfo_10. a solução natural e a solução forçada pelas fontes n f independentes.13.a e admita-se que a fonte de corrente independente tem a forma de um degrau com origem em t=0.ips.

4 Solução Forçada Figura 10. respectivamente.80) e em que α.83) http://ltodi.81) (10. (10.htm (2 of 7)06-06-2005 12:37:28 .b) (10.ips.10.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_10/solfo_10.82) e (10.est. ωo e Q são. cuja equação diferencial é (Figura 10.13.13 Regime forçado constante Considere-se primeiramente o regime natural do circuito.

Considere-se agora o regime forçado do circuito (Figuras 10.10.84) (10. t>0 cujas constantes A1 e A2 são tais que (10. (10.4 Solução Forçada A solução natural é neste caso criticamente amortecida. A solução (10.90) http://ltodi. e forçada.84).87) ou seja. (10.htm (3 of 7)06-06-2005 12:37:28 .85).85) cuja solução é t>0 com B constante. A equação diferencial com termo forçado é neste caso (10. t>0 em que A1 e A2 são duas constantes.est.ips.88). (10.a ou 10.86) deve.88) A solução completa do circuito é então dada pela soma das soluções natural.86) (10.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_10/solfo_10.13.89) (10. verificar a equação diferencial (10.13. por si só.c). (10.

10. o circuito se comporta como se os terminais do condensador e da bobina se encontrassem em aberto e em curto-circuito. SOLUÇÃO NATURAL SOLUÇÃO COMPLETA v (t)=v (t) + v (t) C C-n C-f SOLUÇÃO COMPLETA v (0)=0 .13. criticamente amortecida e sub-amortecida.91) Portanto.4 Solução Forçada isto é.93) que neste caso tende para zero quando t → ∞.92) cujo limite quando t → ∞ é RI .ª ordem (as condições iniciais no condensador e na bobina são sempre nulas).14 comparam-se diversas soluções forçadas constantes de um circuito RLC de 2. (10. que a solução natural é sobreamortecida.d). e que no limite t → ∞ .ips. respectivamente (veja-se a Figura 10. e s t>0 (10.est.htm (4 of 7)06-06-2005 12:37:28 .pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_10/solfo_10. t>0 (10.2 expôem-se as soluções completas da tensão aos terminais do condensador nos casos em que o termo forçado é constante e os valores dos componentes são tais. Estes resultados indicam que a totalidade da corrente fornecida pela fonte é desviada para a resistência. Na Figura 10. Na tabela 10. i (0)=0 C L http://ltodi.

ª ordem com termo forçado constante http://ltodi.2 Soluções alternativas de um circuito RLC de 2.est.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_10/solfo_10.4 Solução Forçada sobreamortecida criticamente amortecida subamortecida Tabela 10.ips.10.htm (5 of 7)06-06-2005 12:37:28 .

pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_10/solfo_10.96) isto é. i (t)=u(t).htm (6 of 7)06-06-2005 12:37:28 .4.10.est.4 Solução Forçada Figura 10. http://ltodi.a.13.2 Solução Forçada Sinusoidal Considere-se novamente o circuito RLC representado na Figura 10.95) As constantes B e B são tais que c s (10.94) cuja solução completa é (note-se que neste exemplo α =ω ) o (10.I cos(ωt). admitindo desta vez que a fonte de corrente é de tipo sinusoidal.14 Solução forçada constante Simulador da Solução Forçada Constante de Circuitos RLC-série 10.ips. A equação diferencial que rege o funcionamento do s s circuito tem um termo forçado sinusoidal (10.

pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_10/solfo_10.97) A igualdade em (10. (10.101) Simulador da Solução Forçada Sinusoidal de Circuitos RLC-série http://ltodi. que a solução completa verifica as condições inicial e de continuidade da energia armazenada no condensador e na bobina.ips. as constantes A1 e A2 são tais.98) cuja resolução conduz às soluções (10.htm (7 of 7)06-06-2005 12:37:28 .4 Solução Forçada (10.10.100) de onde resultam (10.97) exige que se verifiquem em simultâneo as relações (10.est.99) Finalmente.

ª ordem pode apresentar uma de quatro formas alternativas: sobre-amortecida. A solução natural de um circuito de 2.ª ordem. criticamente amortecida. sub-amortecida e oscilatória. e a solução forçada pelas fontes independentes.ips. A dinâmica do regime forçado é função da forma dos sinais aplicados. ou então dois condensadores ou duas bobinas irredutíveis entre si. http://ltodi.est.htm06-06-2005 12:37:29 .ª ordem quando contêm um condensador e uma bobina.ª ordem são governados por equações diferenciais lineares escalares de 2.ª ordem pode ser obtida por intermédio de três métodos alternativos: o método da substituição. A equação diferencial de um circuito de 2. que define a dinâmica do circuito sujeito apenas à acção das energias armazenadas nos condensadores e nas bobinas. RL e RLC de 2. Os circuitos são de 2.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_10/sumar_10.ª ordem com termo forçado é constituída por duas parcelas: a solução natural.Sumário Sumário Os circuitos RC. Deste modo. o método do operador-s e o método das variáveis de estado. A solução de uma equação diferencial de 2. fontes constantes conduzem a soluções forçadas constantes e fontes sinusoidais conduzem a soluções forçadas sinusoidais.

3 *10. Indique o tipo de solução natural e determine a expressão da tensão v(t) para t>0. Figura E10.1 Considere o circuito RLC representado na Figura E10.2 Considere o circuito RLC representado na Figura E10.3. Figura E10.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_10/exapl_10.Exercícios de Aplicação Exercícios de Aplicação *10.4 Determine a equação diferencial que lhe permite obter a expressão da tensão no condensador.est.3 Considere o circuito RL representado na Figura E10.2. C para t>0. Indique o tipo de solução natural e determine a expressão da corrente i 1(t) para t>0.2 10.1. v (t).ips. L L L Figura E10.htm (1 of 4)06-06-2005 12:37:30 . Admita i 1(0)=i 2(t)=0.1 10. http://ltodi. Indique o tipo de solução natural e determine a expressão da corrente i(t) para t>0.

htm (2 of 4)06-06-2005 12:37:30 .7 Determine a equação diferencial que lhe permite obter a expressão da tensão no condensador.6 10.Exercícios de Aplicação Figura E10.5 Determine a equação diferencial que lhe permite obter a expressão da tensão no condensador.est. C para t>0.6 Determine a equação diferencial que lhe permite obter a expressão de i(t) para t>0. Figura E10. Determine a equação diferencial correspondente à tensão v (t) L (utilize o método das variáveis de estado). v (t). v (t).5 10.8 Considere o circuito RLC de E10. http://ltodi.8. Figura E10.7 *10.ips. Figura E10. C1 para t>0.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_10/exapl_10.4 10.

(b) ao nível dos elementos condensador e bobina.10. com v (0)=0 e i (0)=Io.11 Determine a expressão da tensão v (t) no circuito em 10.10.9 10. Figura E10. Determine a C L expressão da corrente i (t) e da tensão v (t). Determine a equação diferencial que lhe permite obter a expressão da corrente i (t): R (a) pelo método do operador-s ao nível do sistema de equações.est.10 *10. para t>0.8 10. Admita v (0)=V0 e i (0)=0.htm (3 of 4)06-06-2005 12:37:30 .9. L C Figura E10.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_10/exapl_10.ips.10 Considere o circuito LC representado na Figura E. para t>0.Exercícios de Aplicação Figura E10.9 Considere o circuito RLC representado na Figura E10.11. C C L http://ltodi.

Exercícios de Aplicação Figura E10.est.ips.11 http://ltodi.htm (4 of 4)06-06-2005 12:37:30 .pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_10/exapl_10.

pt/lveriss/Sebenta_Online/applets/rlcsfc/rlcsfc.htm06-06-2005 12:37:31 .est.Simulador da Solução Forçada Constante de Circuitos RLC-série Simulador da Solução Forçada Constante de Circuitos RLC-série http://ltodi.ips.

ips. A solução forçada por si só verifica a equação diferencial (10.4. i (t)=I .10. e que se pretende determinar a expressão da tensão aos terminais do condensador para t>0.78) e é independente das condições inicial e de continuidade. Na Tabela 10.79) em que x (t) e x (t) definem..1 Solução Forçada Constante Considere-se o circuito RLC na Figura 10.\. TERMO FORÇADO f(t) SOLUÇÃO FORÇADA xf(t) K Kcos(ωt) Ke Kt Kt2 -at B B cos(ωt) + B sin(ωt) c s Be -at B2t + B1 B3t2 + B2t + B1 Tabela 10.1 indicam-se as soluções forçadas mais comuns na análise de circuitos eléctricos.1 Soluções forçadas mais comuns na análise de circuitos eléctricos 10.3 Os circuitos de 2. C L http://ltodi. respectivamente.\cap_10\solfo_10.htm (1 of 7)06-06-2005 12:37:40 .13.a e admita-se que a fonte de corrente independente tem a forma de um degrau com origem em t=0.u(t). a solução natural e a solução forçada pelas fontes n f independentes.4 Solução Forçada 10.est.78) A solução é composta por duas parcelas (10.ª ordem com fontes independentes são governados por equações diferenciais com termo forçado (10.4 Solução Forçada Ampliar Capandice Í Index Reduzir Janela Janela CapítuloTexto Secção AjudaCapítuloTexto Sumário 11 9 10.pt/lveriss/Sebenta_Online/applets/rlcsfc/. Admita-se ainda que as condições iniciais do circuito s s são v (0) e i (0)..

est.13 Regime forçado constante Considere-se primeiramente o regime natural do circuito.ips.82) e (10.pt/lveriss/Sebenta_Online/applets/rlcsfc/. cuja equação diferencial é (Figura 10. ωo e Q são.80) e em que α.13.b) (10.4 Solução Forçada Figura 10.htm (2 of 7)06-06-2005 12:37:40 ..\.83) http://ltodi..81) (10.\cap_10\solfo_10. (10.10. respectivamente.

10.\cap_10\solfo_10.88).\. (10.est.86) (10.. e forçada.13.87) ou seja.pt/lveriss/Sebenta_Online/applets/rlcsfc/. t>0 em que A1 e A2 são duas constantes. A equação diferencial com termo forçado é neste caso (10.85) cuja solução é t>0 com B constante.. por si só. verificar a equação diferencial (10. A solução (10. t>0 cujas constantes A1 e A2 são tais que (10.90) http://ltodi.13.85).4 Solução Forçada A solução natural é neste caso criticamente amortecida.89) (10. (10.htm (3 of 7)06-06-2005 12:37:40 . (10.a ou 10.84) (10.86) deve.84). (10.88) A solução completa do circuito é então dada pela soma das soluções natural.ips. Considere-se agora o regime forçado do circuito (Figuras 10.c).

respectivamente (veja-se a Figura 10.\cap_10\solfo_10.\. criticamente amortecida e sub-amortecida.93) que neste caso tende para zero quando t → ∞. SOLUÇÃO NATURAL SOLUÇÃO COMPLETA v (t)=v (t) + v (t) C C-n C-f SOLUÇÃO COMPLETA v (0)=0 . e s t>0 (10. que a solução natural é sobreamortecida.92) cujo limite quando t → ∞ é RI .htm (4 of 7)06-06-2005 12:37:40 .d).ips..pt/lveriss/Sebenta_Online/applets/rlcsfc/.14 comparam-se diversas soluções forçadas constantes de um circuito RLC de 2.4 Solução Forçada isto é.2 expôem-se as soluções completas da tensão aos terminais do condensador nos casos em que o termo forçado é constante e os valores dos componentes são tais. e que no limite t → ∞ .91) Portanto. Na tabela 10. i (0)=0 C L http://ltodi. o circuito se comporta como se os terminais do condensador e da bobina se encontrassem em aberto e em curto-circuito. (10. t>0 (10.13.ª ordem (as condições iniciais no condensador e na bobina são sempre nulas). Na Figura 10. Estes resultados indicam que a totalidade da corrente fornecida pela fonte é desviada para a resistência..est.10.

pt/lveriss/Sebenta_Online/applets/rlcsfc/.2 Soluções alternativas de um circuito RLC de 2.ª ordem com termo forçado constante http://ltodi.htm (5 of 7)06-06-2005 12:37:40 ..\cap_10\solfo_10.ips.10.4 Solução Forçada sobreamortecida criticamente amortecida subamortecida Tabela 10..est.\.

14 Solução forçada constante Simulador da Solução Forçada Constante de Circuitos RLC-série 10.95) As constantes B e B são tais que c s (10.ips. http://ltodi..94) cuja solução completa é (note-se que neste exemplo α =ω ) o (10.htm (6 of 7)06-06-2005 12:37:40 .est.\.I cos(ωt).\cap_10\solfo_10.pt/lveriss/Sebenta_Online/applets/rlcsfc/.96) isto é.10..2 Solução Forçada Sinusoidal Considere-se novamente o circuito RLC representado na Figura 10.a.4 Solução Forçada Figura 10. i (t)=u(t). admitindo desta vez que a fonte de corrente é de tipo sinusoidal.13.4. A equação diferencial que rege o funcionamento do s s circuito tem um termo forçado sinusoidal (10.

.pt/lveriss/Sebenta_Online/applets/rlcsfc/.97) exige que se verifiquem em simultâneo as relações (10.98) cuja resolução conduz às soluções (10.99) Finalmente.4 Solução Forçada (10. as constantes A1 e A2 são tais. que a solução completa verifica as condições inicial e de continuidade da energia armazenada no condensador e na bobina.\cap_10\solfo_10. (10.101) Simulador da Solução Forçada Sinusoidal de Circuitos RLC-série http://ltodi.ips.\..10.est.100) de onde resultam (10.htm (7 of 7)06-06-2005 12:37:40 .97) A igualdade em (10.

pt/lveriss/Sebenta_Online/applets/rlcsfs/rlcsfs.ips.htm06-06-2005 12:37:43 .Simulador da Solução Forçada Sinusoidal de Circuitos RLC-série Simulador da Solução Forçada Sinusoidal de Circuitos RLC-série http://ltodi.est.

htm06-06-2005 12:37:49 .pt/lveriss/Sebenta_Online/applets/rlcsn/rlcsn.ips.Simulador da Solução Natural de Circuitos RLC-série Simulador da Solução Natural de Circuitos RLC-série http://ltodi.est.

respectivamente.45) designa-se por solução natural.1 Soluções Naturais Alternativas A solução de uma equação diferencial com termo forçado nulo (10.htm (1 of 9)06-06-2005 12:38:16 . As raízes em (10.43) cujo polinómio característico e raízes respectivas são.10. (a) sobre-amortecida (b) criticamente amortecida http://ltodi..45) podem ser de quatro tipos essencialmente distintos: reais e distintas (α >ωo).3.44) e (10. ou imaginárias puras (α =0). (10. reais e iguais (α =ωo).est.210. Esta estabelece a dinâmica temporal de um circuito excitado unicamente pelas energias armazenadas nos condensadores e nas bobinas que o constituem.\cap_10\solna_10.4 10. complexas conjugadas(α <ωo).pt/lveriss/Sebenta_Online/applets/rlcsn/.ips..3 Solução Natural Ampliar Capandice Í Index Reduzir Janela Janela CapítuloSecção CapítuloSecção Texto Texto Ajuda 11 9 10.3 Solução Natural 10.\.

8): (i) sobre-amortecida (α >ωo). assim designada por resultar do somatório de duas exponenciais reais negativas (Figura 10. .. e A1 e A2 são duas constantes a determinar por imposição das condições inicial e de (ii) criticamente amortecida (α =ωo).48) (iv) oscilatória (α=0).ips.8.10.htm (2 of 9)06-06-2005 12:38:16 . a saber (ver Figura 10. neste caso definida pelo produto de uma exponencial real negativa por uma função linear (Figura 10..8 Soluções naturais alternativas Por conseguinte. (10.46) em que continuidade.8.b). dada pelo somatório de duas exponenciais imaginárias puras (Figura 10. http://ltodi.d).c). a solução natural da equação diferencial pode apresentar uma de quatro formas básicas. constituída em particular pelo somatório de duas exponenciais complexas conjugadas (Figura 10.est.\.8.a).\cap_10\solna_10. (10.8.3 Solução Natural (c) sub-amortecida (d) oscilatória Figura 10.47) (iii) sub-amortecida (α <ωo).pt/lveriss/Sebenta_Online/applets/rlcsn/. (10.

9.pt/lveriss/Sebenta_Online/applets/rlcsn/.49) e à qual correspondem oscilações sinusoidais de frequência ω .est.\cap_10\solna_10. 10.9 Solução natural sobre-amortecida em conjunto com as equações diferenciais de 2.htm (3 of 9)06-06-2005 12:38:16 . as quatro soluções alternativas caracterizam-se pelos seguintes factores de qualidade: (i) sobre-amortecida: α >ωο ⇔ 0<Q<0.5. e a corrente na C bobina. v (t). De acordo com esta definição. (iv) oscilatória: α=0 ⇔ Q=∞ .ips. (ii) criticamente-amortecida: α =ωο ⇔ Q=0.5. L http://ltodi.5. Figura 10.2 Solução Sobre-amortecida Considere-se o circuito RLC-série representado na Figura 10..3.\.50) designado por factor de qualidade. ο A distinção entre as diversas soluções alternativas pode ser efectuada com base apenas no cociente (10. i (t).3 Solução Natural (10. (iii) sub-amortecida: α <ωο ⇔ Q>0..10.ª ordem que governam a tensão aos terminais do condensador.

Admita-se ainda que o factor de qualidade do circuito é inferior a 1/2.53) isto é.3.51) e (10. (10. i (0)=0).\. que as raízes do polinómio característico são reais. negativas e distintas (10.\cap_10\solna_10.55) cujas constantes A1 e A2 são determinadas por imposição das condições inicial e de continuidade das energias armazenadas no condensador e na bobina.htm (4 of 9)06-06-2005 12:38:16 .est.57) Na Figura 10.56) ou seja. L Simulador da Solução Natural de Circuitos RLC-série 10.ips..3 Solução Criticamente Amortecida http://ltodi.. (10.54) A dinâmica da tensão aos terminais do condensador tem a forma (10. (10.9 representa-se a solução natural sobre-amortecida de um circuito RLC-série (as duas curvas ilustradas referem-se a valores distintos do factor de qualidade.52) respectivamente.pt/lveriss/Sebenta_Online/applets/rlcsn/.3 Solução Natural (10. admitindo sempre nula a corrente inicial na bobina.10.

est. http://ltodi.59) e a tensão aos terminais do condensador é (10.ips.\cap_10\solna_10.. ). negativas e iguais.htm (5 of 9)06-06-2005 12:38:16 .\. (10.10.60) cujas constantes A1 e A2 verificam as relações (10. ou seja.3 Solução Natural Considere-se de novo o circuito RLC-série e admita-se que os parâmetros R.. L e C são tais que o factor de qualidade do circuito é Q=1/2.62) Na Figura 10.58) As raízes do polinómio característico são reais.10 representa-se a solução natural de um circuito RLC-série criticamente amortecido (as curvas representadas referem-se a pares distintos de condições iniciais.61) de onde resultam as igualdades (10. (10.pt/lveriss/Sebenta_Online/applets/rlcsn/.

d http://ltodi. (10. se obtêm a partir das condições iniciais no condensador e na bobina.66) apresenta oscilações de frequência angular ω =(ωo2-α2)1/2. a solução (10. verifica-se então que a tensão aos terminais do condensador é expressa por (10. (10. ou A3 e θ. em alternativa.66) em que A1 e A2.65) ou.11.3..\cap_10\solna_10. Conforme se ilustra na Figura 10.4 Solução Sub-amortecida A solução natural sub-amortecida caracteriza-se pela relação α <ωo.64) Considerando o mesmo circuito RLC-série dos exemplos anteriores.est.htm (6 of 9)06-06-2005 12:38:16 ..ips.pt/lveriss/Sebenta_Online/applets/rlcsn/.63) à qual correspondem as raízes complexas conjugadas (10.3 Solução Natural Figura 10.\.5.10.10 Solução natural criticamente amortecida Simulador da Solução Natural de Circuitos RLC-série 10. portanto Q>0.

10.3 Solução Natural

Figura 10.11 Solução natural sub-amortecida As condições inicial e de continuidade da energia armazenada no condensador e na bobina permitem determinar as constantes A1 e A2 em (10.65) ou, em alternativa, as constantes A3 e θ em (10.66). Por exemplo, as constantes A3 e θ obtém-se a partir do sistema de equações

(10.67)

cuja solução é

(10.68)

Simulador da Solução Natural de Circuitos RLC-série 10.3.5 Solução Oscilatória
No regime oscilatório as raízes do polinómio característico da equação diferencial são imaginárias puras (10.69) verificando-se em particular R=0, α=0 e Q=∞ . A solução é expressa pelo somatório de duas exponenciais complexas (10.70) que também se podem escrever na forma (10.71) Por exemplo, no caso das constantes A3 e θ, verifica-se que
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10.3 Solução Natural

(10.72)

de onde resultam

(10.73)

Na Figura 10.12 representam-se duas soluções oscilatórias possíveis, correspondentes a condições iniciais distintas.

Figura 10.12 Solução natural oscilatória A solução oscilatória apresenta diversas particularidades cuja importância convém desde já referir: as oscilações mantêm-se com amplitude constante ao longo de um intervalo de tempo indefinido, o que permite classificar este circuito como um oscilador sinusoidal; a energia é trocada entre o condensador e a bobina. Com efeito, se se calcular a corrente na bobina,

(10.74)

verifica-se que a energia armazenada no condensador

(10.75)

e a energia armazenada na bobina

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10.3 Solução Natural

(10.76)

somam um valor constante

(10.77)

Os pontos de máximo da energia armazenada no condensador coincidem com os pontos de mínimo (zero) da energia acumulada na bobina, e vice-versa.

Simulador da Solução Natural de Circuitos RLC-série

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9.1 Solução Natural

9.1 Solução Natural

9.1.1 Circuitos RC e RL
Designa-se por regime, solução ou resposta natural a dinâmica temporal de um circuito excitado pelas energias armazenadas nos condensadores e nas bobinas que o constituem. Ao contrário dos circuitos puramente resistivos, nos quais a ausência de fontes independentes determina o valor nulo das correntes e das tensões no mesmo, os circuitos RC, RL e RLC sem fontes independentes podem apresentar dinâmicas não nulas como resultado das energias eléctrica e magnética inicialmente armazenadas nos condensadores e nas bobinas. Abordando o tópico de um outro prisma, pode dizer-se que o regime natural é a dinâmica da descarga dos condensadores e das bobinas, designadamente através de elementos dissipadores de energia, como as resistências. Considere-se o circuito RC representado na Figura 9.1.a

Figura 9.1 Circuitos RC (a) e RL (b) de 1ª ordem e aplique-se a Lei de Kirchhoff das correntes ao nó X, i (t) + i (t) = 0
C R

(9.1)

Por substituição das características tensão-corrente dos elementos, i =v /R e i =Cdv /dt, obtém-se a
R R C C

equação diferencial linear de 1.ª ordem

(9.2)

cuja solução determina a dinâmica temporal da tensão e da corrente aos terminais do condensador e da resistência.

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9.1 Solução Natural

Considere-se agora o circuito RL representado em 9.1.b. A aplicação da Lei de Kirchhoff das tensões à malha permite escrever a igualdade v (t) - v (t) = 0
L R

(9.3)

que, por substituição das características tensão-corrente dos elementos, v =Ri e v =Ldi /dt, conduz à
R R L L

equação diferencial linear de 1.ª ordem

(9.4)

As equações diferenciais (9.2) e (9.4) apresentam a forma comum

(9.5)

em que τ=RC em (9.2) e τ=L/R em (9.4) se designam por constante de tempo do circuito. A equação (9.5) é vulgarmente designada por equação diferencial homogénea de 1.ª ordem, sendo a sua solução designada por homogénea, natural ou regime natural do circuito.

9.1.2 Solução Natural
A equação diferencial homogénea em (9.5) pode ser resolvida recorrendo a um de dois métodos alternativos: por resolução da equação em ordem à variável x(t), ou por aplicação da transformada de Laplace. Por exemplo, o primeiro método consiste em resolver a equação diferencial em ordem à variável x (t)

(9.6)

que equivale a

(9.7)

a qual, por integração de ambas as partes,

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9.1 Solução Natural

(9.8)

conduz ao resultado

(9.9)

ou ainda

(9.10)

em que A e B são constantes e A=e . Adiante ver-se-á que a constante A é determinada por imposição das condições inicial e de continuidade da energia armazenada nos elementos bobina ou condensador. Retomando as equações diferenciais (9.2) e (9.4) e o resultado em (9.10), verifica-se que a dinâmica temporal da tensão aos terminais do condensador e da corrente na bobina são expressas pela função exponencial negativa

B

(9.11)

com τ=RC, e

(9.12)

com τ=L/R, respectivamente. As soluções naturais (9.11) e (9.12) são características intrínsecas dos circuitos respectivos. Ambas determinam a dinâmica da descarga da energia armazenada no condensador ou na bobina. O método de resolução de equações diferenciais por aplicação da transformada de Laplace será introduzido no Capítulo 10.

9.1.3 Condições Inicial e de Continuidade
A energia armazenada num condensador ou numa bobina é necessariamente uma função contínua no tempo. Como se concluiu nos Capítulos 7 e 8, a não-verificação da continuidade da energia armazenada nos condensadores e nas bobinas conduz, respectivamente, a valores de corrente e de tensão de amplitude
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9.1 Solução Natural

infinitamente elevados. A imposição da condição de continuidade da energia eléctrica armazenada num condensador

(9.13)

equivale a exigir a continuidade da tensão aos terminais respectivos (9.14) ao passo que a continuidade da energia magnética armazenada numa bobina

(9.15)

equivale a impor a continuidade da corrente (9.16) Considerem-se então os circuitos RC e RL representados na Figura 9.2 e admita-se que são conhecidas a tensão aos terminais do condensador e a corrente na bobina no instante de tempo t=0, v (t=0)=V e i (t=0)
C o L

=I respectivamente.
o

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9.1 Solução Natural

Figura 9.2 Solução natural de circuitos RC (a) e RL (b) de 1.ª ordem isto é, impõe a igualdade A=V . A
o

dinâmica da descarga do condensador é então expressa pela função exponencial negativa (Figura 9.2.a) Por exemplo, no caso do circuito RC verifica-se que

(9.17)

e que a condição de continuidade da energia eléctrica armazenada exige que (9.18)

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9.1 Solução Natural

t>0

(9.19)

Referindo agora o circuito RL representado na Figura 9.2.b, pode facilmente demonstrar-se que a imposição da continuidade da corrente na bobina em t=0 permite obter a solução (b)

t>0

(9.20)

Como se constata, a constante de tempo do circuito constitui uma medida do tempo necessário para a extinção do regime natural respectivo. Verifica-se assim que no instante de tempo t=τ as variáveis v (t) ou
C

i (t) se encontram já reduzidas a uma fracção 1/e do seu valor inicial, ao passo que para t=10τ esta fracção
L

é de apenas 4.5*10-5. Enquanto um circuito RC com capacidade do condensador e resistência, respectivamente, C=1 µF e R=1 MΩ, tem uma constante de tempo t=1 s, o mesmo circuito com C=1 nF e R=1 kΩ revela uma constante de tempo t=1 µs, portanto, um milhão de vezes inferior. Na Figura 9.3 comparam-se os regimes naturais de um mesmo circuito RC com diferentes constantes de tempo.

Figura 9.3 Solução natural de um circuito RC em função da constante de tempo

9.1.4 Solução Natural Comutada
Considere-se o circuito RC representado em 9.4.a. Admita-se que os interruptores S1 e S2 são colocados em condução nos instantes de tempo t=0 e t=t1>0, respectivamente, e que a tensão inicial aos terminais do condensador é v (0)=V .
C o

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9.1 Solução Natural

Figura 9.4 Solução natural comutada Como é patente em (b), durante o intervalo de tempo 0<t<t1 o circuito coincide com a malha RC estudada anteriormente, ou seja,

0<t<t1

(9.21)

a qual, dadas as condições inicial e de continuidade (9.22) conduz à solução

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9.1 Solução Natural

0<t<t1

(9.23)

Considere-se agora o circuito após a comutação em t=t1 do interruptor S2 (c). Neste caso, a tensão aos terminais do condensador é dada pela expressão

t > t1

(9.24)

cuja constante de tempo coincide com o produto da capacidade do condensador pela resistência equivalente vista dos seus terminais, τ2=(R1//R2)C. A imposição das condições inicial e de continuidade da energia armazenada no condensador em t=t1

(9.25)

permite obter o valor da constante A2

(9.26)

e assim escrever a solução final na forma (Figura 9.4.d)

t > t1

(9.27)

A condição (9.25) e a solução (9.27) permitem retirar as seguintes conclusões relativamente à solução natural comutada: (i) a condição inicial da tensão após a comutação do interruptor S2 (Figura 9.4.c) coincide com o valor final da mesma no circuito prévio à comutação (Figura 9.4.b); (ii) para t>t1, o condensador descarrega-se com uma constante de tempo diferente daquela válida durante o intervalo 0<t<t1. Em qualquer dos dois casos, a constante de tempo de descarga é dada pelo produto da capacidade pela resistência equivalente de Thévenin aos terminais do condensador. A Figura 9.4.d ilustra a dinâmica temporal da tensão aos terminais do condensador quando em t=t1=τ1 se

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9.1 Solução Natural

introduz em paralelo com R1 uma resistência de valor nominal R2=R1/10.

9.1.5 Energia Armazenada e Dissipada
Considere-se um circuito RC de 1.ª ordem e admita-se que a tensão inicial aos terminais do condensador é v (0)=V , ou seja, que a energia eléctrica inicialmente armazenada é W =(1/2)CV . Uma vez que a
C o C o 2

descarga do condensador se processa de acordo com a expressão

t>0

(9.28)

verifica-se que ao longo do tempo existe uma igualdade entre as energias perdida pelo condensador

(9.29)

e dissipada na resistência

(9.30)

e que, em particular, no limite quando t → ∞ , a energia armazenada no condensador é totalmente dissipada por efeito de Joule na resistência. É fácil demonstrar que num circuito RL também se verifica uma igualdade entre as energias perdida pela bobina e dissipada pela resistência, neste caso

(9.31)

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1 Circuitos RC e RL Considere-se o circuito RC (com fonte independente) representado na Figura 9.ª ordem com fontes independentes A aplicação da Lei de Kirchhoff das tensões à malha permite escrever a igualdade v (t) + v (t) = v (t) R C s (9.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_09/solfo_09.2 Solução Forçada 9.33) Por outro lado.a. e o sinusoidal.est.htm (1 of 9)06-06-2005 12:38:26 . conduz à equação diferencial com termo forçado (9. conduz à equação diferencial com termo forçado http://ltodi. Figura 9.5.2 Solução Forçada Os regimes forçados de maior interesse prático são o constante. por sua vez. em conjunto com as características tensão-corrente dos componentes.5.ips.5 Circuitos RC e RL de 1.34) a qual.b permite escrever a igualdade i (t) + i (t) = i (t) R L s (9.2. ou constante mas sequencialmente comutado. a aplicação da Lei de Kirchhoff das correntes ao circuito RL representado na Figura 9. 9. A análise do regime forçado sinusoidal conduz ao conceito de impedância eléctrica e ao estudo dos circuitos eléctricos no domínio da frequência (a considerar nos Capítulos 11 e 12).32) a qual.9.

9.2.38) ou seja.2 Solução Forçada (9.est.35) As equações diferenciais (9. após integração de ambas as partes verifica-se que (9.36) se pode escrever na forma (9.41) http://ltodi.ips.35) apresentam a forma comum (9.36) em que τ=RC ou τ=L/R. Este método consiste em multiplicar ambas as partes da equação diferencial pelo termo e t/τ (9.39) Assim. 9.2 Soluções Natural e Forçada A equação diferencial (9.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_09/solfo_09. que (9. respectivamente.37) e verificar que (9.htm (2 of 9)06-06-2005 12:38:26 .36) resolve-se por aplicação do método dos factores de integração.40) ou seja. que (9. consoante o circuito seja de tipo RC ou RL.33) e (9.

v (t)= V .2.a e admita-se que a fonte de tensão v (t) define um sinal s em degrau com origem em t=0 e amplitude V .ips.u(t). atrás designada por solução natural. ou seja.2 Solução Forçada em que A é uma constante de integração a determinar por imposição das condições inicial e de continuidade da energia armazenada nos elementos condensador ou bobina.43) que se designa por solução forçada. Admita-se ainda que no instante de s s s tempo t=0 a tensão aos terminais do condensador é v (0)=V .est. 9.9.3 Solução Forçada Constante Considere-se o circuito RC representado na Figura 9. A solução (9. Para além do mais.43) é geral e define explicitamente a solução forçada do circuito.41) contém duas parcelas essencialmente distintas: a parcela (9.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_09/solfo_09.htm (3 of 9)06-06-2005 12:38:26 . C o http://ltodi.42) que coincide na forma com a solução da equação diferencial homogénea. e a parcela (9.6. A forma da parcela (9. o seu cálculo é independente das condições inicial e de continuidade da energia armazenada nos condensadores e nas bobinas do circuito.

46) permite obter o valor da constante de integração (9.44) que. conduz à solução completa t>0 Por outro lado.ips.est. a imposição das condições inicial e de continuidade (9.2 Solução Forçada Figura 9.6 Solução forçada constante de um circuito RC De acordo com estes dados. a solução forçada do circuito é expressa por t>0 (9. em conjunto com a solução natural.htm (4 of 9)06-06-2005 12:38:26 .9.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_09/solfo_09.45) http://ltodi.

ips. Uma vez que C (9. Como se indica na Figura 9.c.50) cuja amplitude tende para zero quando t → ∞ .51) indicativa de que a dinâmica temporal de um circuito RC (RL) pode ser determinada recorrendo apenas aos valores inicial e final da tensão (corrente) aos terminais do condensador (bobina).b) t>0 Considere-se agora a expressão da corrente no condensador. a tensão aos terminais do condensador pode ser expressa na C s forma t>0 (9.6.2 Solução Forçada t>0 e escrever a solução final (Figura 9.2.6. o valor final da tensão aos terminais do condensador é dado pela respectiva tensão em aberto (i =0) (Figura 9.est.49) então t>0 (9. C (ii) nos circuitos RL. s http://ltodi. o valor final da corrente na bobina é dado pela respectiva corrente de curtocircuito.6.V .9.4 Solução Forçada Sinusoidal Considere-se o circuito RC figurado em Figura 9. Por conseguinte.cos(ωt).7. Com efeito.c).a e admita-se que a fonte de sinal é de tipo sinusoidal. o circuito comporta-se como se os terminais do condensador se encontrassem em aberto (i (∞ )=0).pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_09/solfo_09.47) (9. 9. situação à qual C corresponde a tensão v (∞ )=V .48) (9.htm (5 of 9)06-06-2005 12:38:26 . i (t). pode concluir-se que: (i) nos circuitos RC. quando t = ∞ . v (t) s =u(t).

2 Solução Forçada Figura 9. B e A são constantes a determinar como adiante se indica.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_09/solfo_09. A solução (9.u(t). C=1 F.u(t). R=1 Ω.ips. v (0)= -1 C V.9.53) pode ainda ser expressa c s na forma http://ltodi.52) cuja solução após aplicação do integral (9. (9.7 Solução natural e forçada sinusoidal de um circuito RC: (b) ω=0. (c)ω=1 rad/s.41) é t>0 (9. v (0)= -1 V.cos(ωt) s s C s s A equação diferencial característica do circuito é. v (t) = V .53) em que B . R=1 Ω.cos(ωt). C=1 F. neste caso. v (t) = V .est.1 rad/s.htm (6 of 9)06-06-2005 12:38:26 .

58) http://ltodi.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_09/solfo_09.57) em cuja solução se inscrevem as duas constantes (9. e determinar a constante A impondo as condições inicial e de continuidade à solução total já com B e B definidos.41) e.55) As constantes B .ips.54) em que (9. B e A podem ser determinadas de dois modos essencialmente distintos: c s (i) no caso de B e B .htm (7 of 9)06-06-2005 12:38:26 . solução da equação diferencial. no caso da segunda metodologia. o cálculo das constantes B e B passa por substituir a solução c s forçada na equação diferencial (9.9. (ii) ou então determinar as constantes B e B através da imposição da condição de que a c s resposta forçada constitua. por c s imposição à solução total das condições inicial e de continuidade da energia armazenada nos elementos condensador ou bobina.51) (9.2 Solução Forçada (9.56) e verificar que a igualdade entre as partes esquerda e direita da mesma conduzem ao sistema de equações (9. por si só. directamente por aplicação do integral (9. no caso de A.est. c s Por exemplo.

pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_09/solfo_09. A frequência do sinal forçado é ω = (10RC)-1 em (b) e ω = (RC) 1 em (c).62) e a solução final (9.htm (8 of 9)06-06-2005 12:38:26 .63) Nas Figuras 9.9.2 Solução Forçada A substituição das constantes B e B na solução completa permite escrever (a menos da constante A) c S (9.61) obtém-se a expressão da constante A (9.60) Finalmente.7 b e c representam-se as dinâmicas temporais de um circuito RC de 1. Nesta figura são patentes três características fundamentais do regime forçado sinusoidal: - http://ltodi.ª ordem com condição inicial distinta de zero e termo forçado sinusoidal (mais propriamente um Coseno).ips. por imposição das condições inicial e de continuidade (9. (9. em alternativa.est.59) ou.

que se constata depender da relação entre a frequência da sinusóide e os parâmetros R e C do circuito. designadamente a mesma frequência.ips.est.htm (9 of 9)06-06-2005 12:38:26 . Adiante se verá que estas três características constituem o ponto de partida para a análise dos circuitos no domínio da frequência. que mais uma vez se constata ser uma função da relação entre a frequência da sinusóide e os parâmetros R e C do circuito. a tensão aos terminais do condensador segue a forma sinusoidal da fonte independente.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_09/solfo_09. (iii) existe uma diferença de fase entre as sinusóides aplicada e medida aos terminais do condensador. (ii) existe uma diferença entre as amplitudes das sinusóides aplicada e medida aos terminais do condensador.9.2 Solução Forçada (i) após a extinção da solução natural. http://ltodi.

3 Teorema da Sobreposição das Fontes A validade do teorema da sobreposição das fontes estende-se à análise da dinâmica temporal dos circuitos RC.htm (1 of 3)06-06-2005 12:38:27 .8 Teorema da sobreposição das fontes Admita-se que ambas as fontes são constantes no tempo para t>0.8. anulam-se as fontes independentes e determina-se a solução natural (9. Figura 9. Este teorema afirma que a dinâmica de um circuito com condensadores.9. (ii) seguidamente.3 Teorema da Sobreposição das Fontes 9. A aplicação do teorema da sobreposição das C o fontes a este circuito exige que se apliquem consecutivamente os seguintes quatro passos: (i) primeiramente.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_09/teosobfo. das quais a primeira é a solução natural do circuito e as restantes N as respostas forçadas pelas fontes.u(t) e i (t)=I . Por exemplo.8.a. ou seja. RL e RLC. a solução de um circuito RC ou RL com N fontes independentes é composta por (N+1) parcelas.ips. b).u(t). representado na Figura 9.est. e que s s s s a tensão inicial aos terminais do condensador é v (0)=V . v (t)=V . bobinas e múltiplas fontes independentes pode ser determinada calculando uma a uma a resposta forçada devida a cada fonte considerada isoladamente. anula-se a fonte de corrente e determina-se a solução forçada pela fonte http://ltodi. Considere-se então o circuito RC com duas fontes independentes.

(iv) determina-se a constante da solução natural.67) Pelo contrário.8.68) (9. portanto.htm (2 of 3)06-06-2005 12:38:27 . coloca-se o condensador em aberto por forma a determinar o valor final da tensão respectiva.8. que neste caso impõe o valor final (9.b). Figura 9. Figura 9.66) A determinação da resposta forçada pela fonte de tensão.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_09/teosobfo.68) A solução total para a tensão aos terminais do condensador é dada pela soma das parcelas (9. A resposta natural do circuito é obtida através do cancelamento de todas as fontes independentes presentes no circuito (Figura 9.66).70) http://ltodi. Neste caso.8.d).65) C-n (9.8. v (t).69) à qual a aplicação das condições inicial e de continuidade (9. exige que se cancele a fonte de corrente s (Figura 9. (iii) anula-se a fonte de tensão e determina-se a solução forçada pela fonte de corrente (coloca-se o condensador em aberto por forma a determinar o valor final da tensão respectiva.ips.c).c).d). (9. A. No caso presente.67) e (9.9.8. v (t) = Ae -t/τ (9.est. (9.3 Teorema da Sobreposição das Fontes de tensão (por exemplo. a constante de tempo é dada pelo produto da capacidade do condensador pela resistência vista dos seus terminais τ = R1C e. o cálculo da parcela imposta pela fonte de corrente exige que se anule a fonte de tensão independente (Figura 9. neste caso impondo à solução total as condições inicial e de continuidade da tensão aos terminais do condensador.

est.72) Mais uma vez se verifica que a solução total (natural mais forçada) de um circuito RC (ou RL) segue a forma geral (9. v (∞) resulta da aplicação do método da sobreposição das fontes ao circuito.3 Teorema da Sobreposição das Fontes conduz ao valor da constante A da solução natural (9.9. neste caso.73) em que. C http://ltodi.htm (3 of 3)06-06-2005 12:38:27 .71) e à solução final (9.ips.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_09/teosobfo.

9.9.ips. Pretende-se determinar as expressões em função do tempo da tensão e da corrente no condensador.∞).pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_09/exemp_94. respectivamente.4.htm (1 of 11)06-06-2005 12:38:31 . t=t1 e t=t2. Admita-se ainda que o circuito se encontra na posição indicada em (a) desde t = (.1 Exemplo de Aplicação-1 Considere-se o circuito RC representado na Figura 9.est. S2 e S3 comutam de posição nos instantes de tempo t=0.4 Exemplos de Aplicação 9.a e admita-se que os interruptores S1.4 Exemplos de Aplicação 9. http://ltodi.

78) t>t 2 (9.9 Exemplo de aplicação-1: descarga de um condensador Resolução: A corrente no condensador no instante t=0 é nula (Figura 9.10.9.est.4 Exemplos de Aplicação Figura 9.d).76) Após t=t1 o condensador encontra-se em aberto (Figura 9.9.htm (2 of 11)06-06-2005 12:38:31 .pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_09/exemp_94. e (9. A constante de tempo de descarga é neste caso infinita (R=∞).79) e http://ltodi.ips.9.e).75) e a corrente respectiva 0<t<t1 (9.b) e a tensão respectiva é (9. por t1<t<t2 (9. respectivamente. e a tensão e a corrente são dadas.c em t=0.9. após a qual o condensador inicia a sua descarga através da resistência R2.74) O circuito é comutado para a configuração representada na Figura 9.77) e por t1<t<t2 Para t>t2 a constante de tempo de descarga é τ=R1C (Figura 9. A tensão aos terminais do condensador é 0<t<t1 (9.

10. Admita-se ainda que o circuito se encontra na posição indicada em (a) desde t = (. respectivamente.ips.9 f e g representam-se as expressões da tensão e da corrente no condensador.∞).4 Exemplos de Aplicação t>t 2 (9. 9.2 Exemplo de Aplicação-2 Considere-se o circuito RL representado na Figura 9.est.a e admita-se que os interruptores S1 e S2 comutam de posição nos instantes de tempo t=0 e t=t1.9.htm (3 of 11)06-06-2005 12:38:31 .4. Pretende-se determinar as expressões em função do tempo da tensão e da corrente na bobina.80) Nas Figuras 9.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_09/exemp_94. http://ltodi.

os terminais da bobina encontram-se em curto-circuito (d).10.est.ips. Em t=t1.9. (9. para a corrente e para a tensão na bobina.82) e 0<t<t1 (9.11 e admita-se que o sinal v (t) define um degrau com origem em t=0 e s http://ltodi. Neste caso.htm (4 of 11)06-06-2005 12:38:31 .84) e t>t1 respectivamente.4 Exemplos de Aplicação Figura 9. razão pela qual se verificam as igualdades t>t1 (9.b) (9.c.83) respectivamente para a corrente e para a tensão na bobina. em cuja sequência a bobina inicia a sua descarga através da resistência R2.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_09/exemp_94.81) No instante t=0 o circuito é comutado para a configuração representada na Figura 9.10.3 Exemplo de Aplicação-3 Considere-se o circuito RC da Figura 9.f representam-se as expressões da corrente e da tensão na bobina.85) 9.4. Nas Figuras 9. Nesta situação são válidas as expressões 0<t<t1 (9.e e 9.10 Exemplo de aplicação-2: descarga de uma bobina Resolução: A corrente na bobina no instante t=0 é definida pelo cociente (Figura 9. a constante de tempo de descarga da bobina é infinitamente elevada (R=0).10.10.

v (t).b e 9.11. C Figura 9.11 Exemplo de aplicação-3: descarga de um condensador Resolução: As soluções natural e forçada do circuito podem ser calculadas recorrendo aos diagramas simplificados representados nas Figuras 9. http://ltodi. então. respectivamente.htm (5 of 11)06-06-2005 12:38:31 .11.ips.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_09/exemp_94. A constante de tempo do circuito é dada pelo produto (b) (9. Admita-se ainda que a tensão inicial aos terminais do condensador é v (0)=V >V .est. para t>0.c.9.87) A solução completa para a tensão aos terminais do condensador é.86) ao passo que o regime forçado é expresso pelo divisor de tensão (c) (9.4 Exemplos de Aplicação amplitude V . Pretende-se s C o s estabelecer a expressão da tensão aos terminais do condensador.

93) da qual resulta http://ltodi.est.92) respectivamente. A constante A é determinada por imposição das condições inicial e de continuidade da tensão no condensador (9.a) (9.htm (6 of 11)06-06-2005 12:38:31 .91) e (9.d.89) a qual.9. de resolução da mesma.ips. e de imposição das condições inicial e de continuidade da tensão aos terminais do condensador. Este exercício podia ter sido resolvido recorrendo ao método convencional de obtenção da equação diferencial.11.88) cuja representação gráfica em função do tempo se ilustra na Figura 9.42) obtêm-se as soluções natural e forçada (9. permite obter a equação diferencial C C (9.90) em que τ=(R1//R2)C define a constante de tempo do regime natural do circuito. por substituição das características v =v =v x C R2 e i =Cdv /dt.4 Exemplos de Aplicação (9.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_09/exemp_94. Após resolução do integral (9. Por exemplo.11. a aplicação da Lei de Kirchhoff das correntes ao nó-X permite escrever a igualdade (Figura 9.

T/2=τ e e T/2<<τ.htm (7 of 11)06-06-2005 12:38:31 . nos casos em que T/2>>τ.12.ips. http://ltodi.4 Exemplos de Aplicação (9. nos casos em que T/2>>τ . Pretende-se determinar e representar a expressão da tensão v (t) nos c c seguintes intervalos de tempo: (i) nos dois primeiros intervalos de tempo de duração ∆T=T/2.a e admita-se que a forma de onda definida pela fonte de tensão v (t) s é quadrada.9.94) e a solução final (9.b). T/2=τ e T/2<<τ.12.95) 9. (ii) em dois intervalos de tempo consecutivos para os quais t>>T.4 Exemplo de Aplicação-4 Considere-se o circuito RC da Figura 9. Admita-se ainda que a tensão inicial aos terminais do condensador é v (0)=0 V.4. com origem em zero e amplitude 5 V (Figura 9.est.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_09/exemp_94.

htm (8 of 11)06-06-2005 12:38:31 .12. (9. no caso de igualdade T/2=τ (Figura 9.est.12. Nos casos em que T/2>>τ verifica-se que (Figura 9. a tensão aos terminais do condensador é forçada a 5 V pela fonte de tensão.96) em que τ=RC.ips. a tensão aos terminais do condensador varia de acordo com a expressão 0<t<T/2 (9.97) resultado que indica que a tensão atinge praticamente o valor de 5 V imposto pela fonte. Por outro lado. Como tal.12 Exemplo de aplicação-4 Resolução: Durante o primeiro intervalo de tempo. 0<t<T/2.d).98) http://ltodi.9.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_09/exemp_94.4 Exemplos de Aplicação Figura 9.c) (9.

102) A constante A é determinada com base na condição inicial em t=T/2.4 Exemplos de Aplicação e a tensão atinge um valor que é apenas aproximadamente 2/3 do valor imposto pela fonte.99) e admitir que no intervalo de tempo 0<t<T/2 o crescimento da tensão é aproximadamente linear: 0<t<T/2 (9. no caso em que T/2>>τ. Neste caso o termo forçado é nulo e T/2<t<T (9.101) Considere-se agora o circuito durante o intervalo de tempo T/2<t<T.100) isto é.9. c T/2<t<T (9.e) (9. havendo igualdade T/2=τ.12.105) ou seja (Figura 9.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_09/exemp_94.12. Finalmente.c) C T/2<t<T (9.104) Por outro lado. a condição inicial é v (t=T/2)=5 V e (Figura 9. http://ltodi. portanto. quando T/2<<τ.d). a condição inicial é v (t=T/2)=5(1-1/e) e. pode efectuar-se a aproximação da exponencial pela sua derivada na origem (9. Por exemplo.ips. que em t=T/2 se verifica a igualdade (Figura 9.103) isto é. (9.htm (9 of 11)06-06-2005 12:38:31 .12.est.

107) isto é. Uma vez que no fim de cada um dos troços se verificam as igualdades (9. os troços exponenciais ascendentes e descendentes encontram-se compreendidos entre dois valores limite designados por V e V . ou seja. (9.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_09/exemp_94.est. Podem então escrever-se as expressões sup inf nT<t<(n+1/2)T (9.4 Exemplos de Aplicação (9.5 V.109) e (n+1/2)T<t<(n+1)T (9.ips. Quando o equilíbrio é atingido.108) As expressões (9. sempre que T/2<<τ. Considere-se agora o caso de dois intervalos de tempo consecutivos tais que t>>T e τ=T/2 (Figura 9. Como se verá de seguida.12.htm (10 of 11)06-06-2005 12:38:31 .12. (Figura 9. a condição inicial é v (t=T/2) ≈ 5T/(2RC). as oscilações da tensão v (t) tendem a efectuar-se em C torno da tensão média de 2.111) http://ltodi.g).106) e (9.9.e) C T/2<t<T (9.106) Finalmente. Troços ascendentes e descendentes consecutivos tendem inicialmente a deslocar-se no sentido vertical.108) indicam que o ponto de partida para o próximo troço ascendente (T<t<3T/2) é superior àquele verificado em t=0. atingindo todavia um regime de equilíbrio durante o qual os troços ascendentes e descendentes se equivalem.110) respectivamente para os troços ascendentes e descendentes.

htm (11 of 11)06-06-2005 12:38:31 .12. aproximadamente.ips. 2.est. como se previu anteriormente. Recorrendo a um procedimento semelhante ao apenas utilizado.h representa-se a forma de onda correspondente à expressão (9. inferior e médio dos troços são.9.113) cujo valor médio é.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_09/exemp_94.114).112) podem facilmente obter-se os valores de V eV sup inf (9. (9. pode demonstrar-se que no caso em que T/2<<τ os valores superior. http://ltodi.114) Na Figura 9.5 V.4 Exemplos de Aplicação e (9.

Ae-t/τ. A solução natural estabelece a dinâmica do circuito na ausência de fontes independentes. fontes independentes constantes conduzem a soluções forçadas constantes e fontes independentes sinusoidais conduzem a soluções forçadas também sinusoidais. O esvaimento das tensões e das correntes nos circuitos RC e RL tem sempre a forma de uma exponencial negativa. A parcela relativa ao regime natural é calculada anulando a totalidade das fontes independentes presentes no circuito.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_09/sumar_09. As restantes N parcelas são calculadas introduzindo uma a uma e isoladamente as fontes independentes. Por exemplo.ª ordem. http://ltodi. das quais a primeira define o regime natural e as restantes N as contribuições das N fontes independentes.Sumário Sumário O condensador e a bobina introduzem as equações diferenciais no seio da análise dos circuitos eléctricos. A validade do teorema da sobreposição das fontes estende-se à análise dos circuitos RC e RL.ips.ª ordem é uma função da dinâmica das fontes independentes em presença no circuito.htm06-06-2005 12:38:32 . Indica o modo como a energia armazenada nos condensadores e nas bobinas se dissipa por efeito de Joule nas resistências do circuito. A solução de um circuito com N fontes independentes é constituída por (N+1) parcelas. A solução forçada de um circuito RC ou RL de 1.est. em particular efectuando o curto-circuito das fontes de tensão e deixando em aberto as fontes de corrente. cuja solução é composta por duas parcelas: a solução natural e a solução forçada. A dinâmica temporal de um circuito RC ou RL é descrita por uma equação diferencial linear de 1.

1 *9.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_09/exapl_09.3.est. Determine a expressão da tensão v (t) e da corrente i (t) para x x t>0 (V é uma fonte de tensão constante).3 Considere o circuito RL da Figura E9.2.ips.htm (1 of 5)06-06-2005 12:38:33 . Figura E9.3 http://ltodi.Exercícios de Aplicação Exercícios de Aplicação *9. Determine a expressão da tensão v (t) após a comutação x do interruptor em t=0.1 e admita que em t=0 o circuito já superou o regime transitório correspondente à posição do interruptor indicada. Determine a expressão da tensão v (t) após x comutação em t=0 dos interruptores. Figura E9. s Figura E9.2 *9.2 Considere o circuito RL representado na Figura E9.1 Considere o circuito RC da Figura E9.

4 Considere o circuito RC representado em E.Exercícios de Aplicação 9.4. s Figura E9. s Figura E9.7 (I é uma fonte de corrente L L s constante).5 9. para t>0 (V é uma fonte de tensão constante).6.5.est.5 Considere o circuito RC representado na Figura E9.htm (2 of 5)06-06-2005 12:38:33 .ips. s Figura E9.6 Considere o circuito RL representado na Figura E9. Determine a expressão da corrente i (t) para t>0 L (V é uma fonte de tensão constante).pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_09/exapl_09. http://ltodi. Determine a expressão da tensão e da corrente na resistência R.7 Determine a expressão das correntes i 1(t) e i 2(t) no circuito da Figura E9. Determine a expressão da tensão e da corrente no condensador para t>0 (I é uma fonte de corrente constante).9.6 9.4 9.

9 Determine a expressão da corrente i (t) indicada na Figura E9.9 9.10 http://ltodi.htm (3 of 5)06-06-2005 12:38:33 . x s não utilize o teorema da sobreposição das fontes).8 9.ips. Figura E9.9 (V e I são fontes constantes).10.8 (V é uma fonte de tensão constante.est.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_09/exapl_09.8 Determine a expressão da tensão v (t) indicada na Figura E9.7 *9.Exercícios de Aplicação Figura E9.10 Determine a expressão da tensão v (t) indicada em E9. C Figura E9. L si s Figura E9.

o circuito aberto e uma resistência de valor 1 kΩ (Figura E9. Admita v (0)=0 V.htm (4 of 5)06-06-2005 12:38:33 .12. A lâmpada acende quando a tensão aos terminais supera o limiar de 50 V.11.14).ips. C C Figura E9.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_09/exapl_09.13. http://ltodi. (b) a frequência de comutação da lâmpada.est. e apaga-se quando a corrente na mesma desce abaixo de 10 mA. C Figura E9.9. Com base nestes dados. determine: (a) a expressão da tensão e da corrente indicadas na figura.Exercícios de Aplicação 9. C C Figura E9. respectivamente.12 *9.13 Determine a expressão da tensão v (t) indicada na Figura E. Admita v (0)=5 V.11 9.14 Uma lâmpada de néon encontra-se acesa ou apagada consoante os valores da corrente e da tensão eléctrica aos seus terminais.13 *9.11 Determine a expressão da tensão v (t) representada na Figura E9. Os modelos equivalentes da lâmpada apagada e acesa são.12 Determine a expressão da tensão v (t) indicada na Figura E9.

ips.htm (5 of 5)06-06-2005 12:38:33 . determine a expressão da tensão v (t) indicada na x Figura E9.14 9. determine a expressão da corrente i (t) em E9.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_09/exapl_09.15 Com base no teorema da sobreposição das fontes.17 Com base no teorema da sobreposição das fontes.16 Com base no teorema da sobreposição das fontes.est.9. http://ltodi.12. 9. L 9.Exercícios de Aplicação Figura E9. determine a expressão da tensão v (t) representada C na Figura E9.8.

1 Força magnética exercida entre dois fluxos de corrente eléctrica Nestas condições. que a secção é infinitesimal (r<<d) e que ambos são percorridos por correntes eléctricas lentamente variáveis no tempo. entre os dois fios condutores estabelece-se uma força de índole magnética cuja intensidade é N.ips.1 Grandezas Magnéticas 8. isto é.1. Considerem-se os dois fios condutores paralelos e imersos no espaço vazio representados na Figura 8.1. newton (8. A direcção da força magnética e a da corrente eléctrica são perpendiculares entre si. Convém lembrar que a ausência de corrente em qualquer dos dois fios condutores determina a ausência da força magnética. por exemplo por unidade de 1 comprimento e normalizada relativamente à corrente i2. sendo de repulsão o sentido da força no caso de fluxos discordantes (Figura 8.a).1. A força é tanto maior quanto mais longos e próximos se encontrarem os condutores ou.b).htm (1 of 13)06-06-2005 12:38:38 . Figura 8.1 Força e Campo Magnético A força magnética tem origem no movimento das cargas eléctricas. não geram nem são afectadas pelo campo magnético. e de atracção no caso inverso (Figura 8. em alternativa. i1 e i2.3) e em que µ =4π10-7 Wb/Am (weber/ampére-metro) define a constante universal designada por o permeabilidade magnética do vazio. e admita-se que o comprimento (l) é muito superior à distância respectiva (l>>d).8.est. obtém-se http://ltodi. cargas eléctricas em repouso são transparentes do ponto de vista do campo magnético. Por conseguinte.1 Grandezas Magnéticas 8. Se se considerar a acção exercida pela corrente i sobre o condutor-2.1. quanto mais elevadas forem as correntes que os percorrem.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_08/grandmag.

Note-se que.4) em que se define A/m. Estes três vectores são perpendiculares entre si. A corrente. campo e força magnética Uma expressão de grande utilidade no estudo do campo e da força magnética é a designada Lei de Biothttp://ltodi.5) como a intensidade do campo magnético criado pelo condutor-1.ips.2 representam-se as direcções e os sentidos das três grandezas em (8.7). ampére por metro (8.htm (2 of 13)06-06-2005 12:38:38 .6) tem uma forma semelhante àquela relativa à o força eléctrica exposta no Capítulo 1.6) Verifica-se assim que.est. a intensidade da força magnética se pode expressar em função do campo (8. Figura 8. à parte a constante µ .8. a força e o campo magnético são grandezas vectoriais com intensidade. sendo o sentido obtido a partir da conhecida Lei do Saca-Rolhas. podendo em particular o vector força ser expresso pelo produto vectorial externo (8. verificando-se serem circulares em torno do condutor. a relação (8.1 Grandezas Magnéticas (8.7) Na Figura 8. O campo magnético tem uma direcção que em cada ponto do espaço é tangencial à circunferência cujo centro é o condutor.2 Vectores corrente eléctrica.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_08/grandmag. O campo magnético e as linhas de força coincidem na direcção respectiva. direcção e sentido. neste caso.

Figura 8.1 Grandezas Magnéticas Savart.htm (3 of 13)06-06-2005 12:38:38 .8) em que ar define o versor da direcção do segmento que une a porção infinitesimal de corrente com o ponto P.10) Na Figura 8. Figura 8. a direcção e o sentido do campo magnético criado num qualquer ponto do espaço pela porção infinitesimal de um fio condutor (dL) percorrido por uma corrente eléctrica.a.ips.9) em que α define o ângulo entre os versores dL e ar. a bobina com N espiras e núcleo cilíndrico (b) e a bobina com N espiras e núcleo toroidal (c). http://ltodi.3.b) (8.est.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_08/grandmag. A intensidade do campo pode ainda ser expressa na forma (8.3. Esta lei estabelece a intensidade.3 Campo magnético gerado por um fluxo de corrente a porção dL do condutor. Como se indica na Figura 8. uma vez que as correntes eléctricas circulam em caminhos fechados. o valor total do campo gerado num ponto P é sempre dado pelo integral (cfr.8. que neste caso é o versor da direcção da corrente. gera no ponto P um campo magnético (8. No entanto.4 ilustram-se diversos caminhos fechados de corrente vulgarmente utilizados na realização de bobinas: a espira (a).

No caso da bobina com núcleo cilíndrico. no caso da espira o integral em (8.ips.1 Grandezas Magnéticas Figura 8. e bobinas com núcleo cilíndrico (b) e toroidal (c) Por exemplo.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_08/grandmag.est.10) conduz à intensidade do campo magnético (8. sendo em particular para x=0 (8.4.htm (4 of 13)06-06-2005 12:38:38 . a intensidade do campo magnético no interior do núcleo é aproximadamente dada pela expressão http://ltodi.8.b).11) em qualquer dos pontos localizados sobre o eixo respectivo.4 Espira (a). N espiras e comprimento l (Figura 8.12) Em ambos os casos o campo é perpendicular ao plano da espira.

6). isto é. também. a densidade de fluxo define uma grandeza cuja intensidade se encontra intimamente relacionada com as propriedades magnéticas do material.ips. que como se viu é uma grandeza independente da natureza do material no qual se encontra imerso o fluxo de corrente.c a intensidade do campo magnético é aproximadamente expressa por (8.8.2 Fluxo e Densidade de Fluxo Magnético Define-se como densidade de fluxo magnético o produto da permeabilidade magnética do meio pelo vector campo magnético T. a densidade de fluxo magnético é expressa pelo produto (8.16) na qual o termo µ define uma constante designada por permeabilidade magnética relativa do material.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_08/grandmag. em particular a sua permeabilidade às linhas de fluxo. para a criação de linhas de força magnéticas.4. A direcção do campo no interior do núcleo coincide com o eixo do cilindro. verifica-se que na totalidade dos fios paralelos a intensidade da força pode também ser expressa com base na relação http://ltodi. o campo magnético é circular ao longo do núcleo do toro. Finalmente. tesla (8. para aumentar sobremaneira a intensidade do campo relativamente àquele típico do espaço vazio.13) e é tanto mais válida quanto mais afastados das extremidades e próximos do eixo do núcleo se localizarem os pontos de cálculo do integral. 8.1 em conjunto com a equação (8.1 Grandezas Magnéticas (8.1. existem materiais cujas correntes ao nível atómico e spin dos electrões contribuem.htm (5 of 13)06-06-2005 12:38:38 . pode demonstrar-se que na bobina toroidal representada na Figura 8. Em geral. Neste caso.14) em que r toro define o raio médio da circunferência formada pelo toro.est. Com efeito. que como se viu estabelece a relação entre a força e o campo magnético. r Retomando a Figura 8.15) Ao contrário do campo magnético.

No entanto. e como se verá adiante. no caso particular em que as linhas de fluxo são perpendiculares à superfície de integração. uma função crescente da permeabilidade magnética relativa do material. coeficiente que em certos casos pode atingir valores de várias dezenas de milhar de unidades. a blindar a força eléctrica exercida entre cargas eléctricas.5. a relação entre fluxo e densidade de fluxo é Wb.17) neste caso em função da densidade do fluxo magnético no meio no qual se encontram imersos os fluxos de corrente. weber (8. ao passo que a permitividade relativa (ε >1) tende a r atenuar. A intensidade da força é.18) a qual. conduz ao resultado (8.19) http://ltodi. estabelecida no Capítulo 7. A grandeza densidade de fluxo magnético é dual da grandeza densidade de fluxo eléctrico. isto é. relativamente ao caso do vazio. do mesmo modo que a permitividade relativa o faz relativamente à capacidade de um condensador.ips. a permeabilidade relativa do meio actua no sentido de aumentar a indutância de uma bobina (µ r >1). define-se fluxo magnético (Φ) como a quantidade de linhas de força que atravessam perpendicularmente uma dada superfície S. verifica-se que a permeabilidade relativa (µ >1) dos materiais reforça a força magnética exercida entre dois fluxos de r corrente eléctrica. se se analisarem as expressões das forças magnética e eléctrica.est. portanto.1 Grandezas Magnéticas (8. No entanto.5 Fluxo e densidade de fluxo magnético De acordo com esta definição. Figura 8.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_08/grandmag.htm (6 of 13)06-06-2005 12:38:38 . Conforme se indica na Figura 8.8.

manganésio.1. o hélio. o cobre. é a razão de ser da classificação dos materiais em cinco classes essencialmente distintas: materiais diamagnéticos. ferromagnéticos. o cobalto. o oxigénio. magnésio.1 Grandezas Magnéticas 8. podendo ser globalmente responsáveis por acréscimos fabulosos do campo magnético no interior do material. spin dos electrões e spin nuclear. Os materiais diamagnéticos contribuem para a redução da amplitude do campo magnético aplicado externamente. mas que devido às respectivas orientações aleatórias somam um campo magnético resultante nulo. os campos individuais orientam-se em sentidos concordantes. em particular devido à acção do spin.htm (7 of 13)06-06-2005 12:38:38 . Os materiais desta classe são vulgarmente designados por ferrites. conduzindo a um aumento relativo do fluxo magnético no interior do material. Nestes materiais verifica-se que por si só os campos criados pelo movimento orbital e pelo spin dos electrões se cancelam mutuamente ao nível de cada átomo. designados por domínios magnéticos. antiferromagnéticos e ferrimagnéticos (os materiais diamagnéticos. Cada átomo é responsável pela geração de um campo magnético. a aplicação de um campo magnético exterior imprime orientações concordantes aos domínios constituintes do material. Apesar de em geral apresentarem permeabilidades relativas inferiores aos http://ltodi. Os materiais deste tipo são fracamente afectados pela presença de um campo magnético aplicado. paramagnéticos.8. No entanto. A aplicação de um campo magnético exterior imprime uma orientação concordante entre as múltiplas contribuições individuais.3 Materiais Magnéticos As fontes de fluxo magnético nos materiais são essencialmente três: movimento orbital dos electrões em torno do núcleo. Os materiais antiferromagnéticos caracterizam-se por um cancelamento inter-átomos adjacentes do campo magnético. o níquel.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_08/grandmag. encontrando-se entre as mais comuns as ferrites de níquel. Entre os materiais deste tipo encontram-se o potássio. podendo contribuir complexivamente para a criação de um campo magnético remanescente não nulo. na sequência da aplicação de um campo magnético exterior. Este fenómeno conduz ao designado ciclo de histerese do material. etc. etc.ips. Os materiais deste tipo apresentam permeabilidades magnéticas relativas inferiores à unidade. em particular as duas primeiras. mas que a intervenção de um campo magnético exterior provoca um desequilíbrio que atrofia o campo magnético resultante. o germânio e a grafite. cobalto. Os materiais paramagnéticos caracterizam-se pelo não cancelamento ao nível do átomo dos campos magnéticos associados ao movimento orbital e ao spin dos electrões. sendo exemplos típicos o hidrogénio. apesar de no seu conjunto o material apresentar um fluxo nulo como resultado das orientações aleatórias das contribuições individuais. conduzindo no conjunto a aumentos significativos do campo magnético no interior do material. o tungsténio. Nestes materiais. O efeito causado por cada uma destas três fontes. quando o campo magnético aplicado é suspenso. o silício. etc. Nos materiais ferrimagnéticos o alinhamento antiparalelo entre átomos adjacentes não conduz ao cancelamento do campo magnético resultante ao nível microscópico. os diversos domínios adoptam orientações aleatórias distintas das iniciais. Entre os materiais ferromagnéticos mais comuns encontram-se o ferro. as forças inter-atómicas conduzem a uma orientação comum dos campos magnéticos em volumes relativamente extensos.est. A não compensação do spin dos electrões é a principal fonte de linhas de fluxo nos materiais ferromagnéticos. o ouro. Por outro lado. paramagnéticos e anti-ferromagnéticos são também designados por não magnéticos). No entanto.

6 Indutância de dois condutores paralelos Admita-se então que os condutores são percorridos por correntes eléctricas com sentidos opostos e intensidade idêntica.6 para facilitar a sua consulta. 8.20) cuja unidade é o henry. a intensidade do campo magnético gerado por qualquer um 1 2 dos dois condutores num ponto P do plano (no plano definido pelos dois condutores) é dada pela expressão (8.est. o integral da densidade do fluxo magnético no plano conduz ao resultado (por unidade de comprimento dos condutores e admitindo µ =1) r http://ltodi. repetidos na Figura 8. i =i =i. Considerem-se novamente os dois fios condutores paralelos representados na Figura 8. Figura 8. que lhes permite reduzir significativamente as perdas por efeito de Joule associadas às correntes parasitas de Foucault.ips.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_08/grandmag. Nestas condições.1 Grandezas Magnéticas materiais ferromagnéticos.1. H.21) em que x 1 ou 2 define a distância entre o condutor-1 ou -2 e o ponto.htm (8 of 13)06-06-2005 12:38:38 .8. Tendo em conta os sentidos opostos das correntes.4 Indutância A indutância (L) é o parâmetro que relaciona a corrente eléctrica com o fluxo magnético gerado (8. as ferrites distinguem-se pela baixíssima condutividade eléctrica.1.

7 conduz à indutância por unidade de comprimento (µ =1) r (8. a superfície de integração do fluxo magnético deve ser aquela definida pelas N espiras. isto é.23) Este procedimento pode ser adoptado para calcular a indutância de qualquer estrutura de correntes eléctricas. como sejam.8). Por exemplo. henry por metro (8. a aplicação deste procedimento ao cabo coaxial da Figura 8. calculou-se o integral da densidade de fluxo magnético em superfícies convencionais.22) relação na qual se inscreve a indutância por unidade de comprimento H/m.htm (9 of 13)06-06-2005 12:38:38 . por exemplo. o plano definido pelos dois condutores paralelos (Figura 8. http://ltodi.7 Indutância de um cabo coaxial Nos dois casos considerados.24) Figura 8.ips.8.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_08/grandmag.1 Grandezas Magnéticas (8.est.6) e o plano no qual se inscreve o diâmetro dos condutores concêntricos característicos do cabo coaxial. No entanto. uma superfície N vezes superior àquela definida pela espira individual (Figura 8. no caso das bobinas com N espiras e núcleo cilíndrico ou toroidal.

8 se relaciona com a corrente na mesma através da relação (l é o comprimento do núcleo sobre o qual existem espiras) (8.8 Indutância de uma bobina com N espiras Como se verá de seguida.est. Como se indica na Figura 8. existe indução de uma tensão eléctrica aos terminais de um condutor quando: (i) o condutor se move cortando as linhas de fluxo do campo magnético (a). mas o fluxo em todas as superfícies que possam vir a ser sede do fenómeno atrás referido (apesar de serem as mesmas linhas de força que atravessam todas as superfícies).8.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_08/grandmag. o parâmetro indutância é fundamental no estabelecimento da relação entre a corrente eléctrica num condutor e a tensão induzida aos terminais por intermédio do fenómeno da indução electromagnética. que a indutância respectiva é (8. Por esta razão.26) O coeficiente k é idealmente unitário (l>>r). pode demonstrar-se que o fluxo magnético que atravessa as N espiras da bobina representada na Figura 8.5 Fenómeno da Indução Electromagnética A indução electromagnética é o fenómeno através do qual se geram tensões e correntes eléctricas a partir das variações na intensidade do fluxo magnético. http://ltodi. é importante determinar não o fluxo magnético em si. o fluxo que atravessa a espira varia em função da posição).9. sendo em geral inferior à unidade e dependente do valor particular do cociente l/r.25) isto é.1.1 Grandezas Magnéticas Figura 8. Raciocinando nestes termos. 8.ips. (ii) uma espira (ou N espiras) se move num campo constante no tempo mas variável no espaço (conforme se indica em (b).htm (10 of 13)06-06-2005 12:38:38 .

isto é. à presença de uma corrente no sentido contrário ao do deslocamento. para todos os efeitos.). designada por força electro-motriz induzida (f. Existindo no seio do condutor cargas eléctricas livres (electrões).a. a qual desloca e acumula as cargas eléctricas negativas num dos extremos do fio condutor (deixando a extremidade oposta vazia de electrões. Como tal.9.htm (11 of 13)06-06-2005 12:38:38 . (iv) o condutor se encontra imóvel.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_08/grandmag. Considere-se o caso relativamente simples do fio condutor representado na Figura 8.m. o produto externo do campo pela corrente conduz a uma força magnética no sentido indicado na figura. o seu transporte em conjunto com o condutor corresponde.ips.1 Grandezas Magnéticas (iii) o condutor (ou a espira.e. movendo-se em direcção perpendicular às linhas do fluxo magnético. http://ltodi.8. mas imerso num fluxo variável no tempo gerado pela sua própria corrente (d). O acumular de cargas opostas nas duas extremidades do fio condutor equivale ao estabelecimento de uma tensão eléctrica. carregada positivamente).est. ou as N espiras) se encontra imóvel mas o fluxo apresenta variações temporais (c).

10.htm (12 of 13)06-06-2005 12:38:38 .9. A Lei de Faraday estabelece que a intensidade da força electro-motriz induzida é (8.est.d) indica que o fluxo magnético gerado por um qualquer fluxo de corrente variável no tempo induz aos terminais da sua própria estrutura uma tensão eléctrica.27) 8.1.ips.1 Grandezas Magnéticas Figura 8.a) (8.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_08/grandmag.28) a qual tendo em conta (8.9 Fenómeno da indução electromagnética A situação (iv) (Figura 8.6 Coeficientes de Auto-Indução e de Indução Mútua No caso de uma bobina com N espiras a intensidade da tensão eléctrica induzida aos próprios terminais é expressa pela relação (Figura 8.8.20) se pode escrever na forma http://ltodi.

O tópico da indução mútua entre bobinas será tratado com pormenor no Capítulo 13.b).pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_08/grandmag.10. estabelecendo assim a relação entre as variações da corrente na primeira bobina e a tensão induzida na segunda. http://ltodi. aos terminais da segunda bobina é induzida uma tensão eléctrica de intensidade (8. no âmbito do estudo do transformador eléctrico.htm (13 of 13)06-06-2005 12:38:38 .30) em que N é o número de espiras da segunda bobina e k é um coeficiente inferior à unidade representativo 2 da percentagem do fluxo magnético gerado pela bobina-1 e que atravessa a segunda bobina.10 Coeficiente de auto-indução de uma bobina (a) e de indução mútua entre bobinas (b) O parâmetro L é neste caso mais propriamente designado por coeficiente de auto-indução da bobina.est. O factor M é designado por coeficiente de indução mútua.8. Neste caso. Considere-se agora uma segunda bobina que partilha algum do fluxo gerado pela bobina anterior (Figura 8.ips.29) Figura 8.1 Grandezas Magnéticas (8.

31) permite identificar a bobina como um elemento integrador da tensão eléctrica t>t o (8. A integração de ambas as partes da relação (8.est. o 8. mas com derivada finita.31) permite concluir que: (i) as correntes constantes no tempo não induzem qualquer tensão aos terminais da bobina. (ii) as correntes variáveis no tempo.2.8.31) em (8.33) No entanto.htm (1 of 2)06-06-2005 12:38:39 .2 Energia Magnética Armazenada A energia magnética armazenada numa bobina é dada pelo integral no tempo da potência fornecida (8. induzem tensões finitas.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_08/carateco.33) http://ltodi.2. (iv) as variações infinitamente rápidas da corrente induzem picos de tensão com amplitude infinita.31) Uma análise sumária da característica (8.1 Características v(i) e i(v) O coeficiente de auto-indução relaciona a tensão aos terminais de uma bobina com as variações na corrente respectiva (8.32) em que i(t ) define o valor inicial da corrente na bobina.ips. (iii) as correntes sinusoidais induzem tensões também sinusoidais. por substituição de (8.2 Características Tensão-Corrente 8.2 Característica Tensão-Corrente 8.

35) Por exemplo.34) que após aplicação do método de substituição para integrais conduz ao resultado (8.8. admitindo que em t=-∞ a bobina se encontrava descarregada.ips. resultam do integral da tensão aplicada aos terminais da mesma.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_08/carateco. a valores finitos da tensão aplicada correspondem as condições de continuidade nas variáveis i(t ) = i(t ) Φ (t ) = Φ (t ) e w(t ) = w(t ) + + + - (8.htm (2 of 2)06-06-2005 12:38:39 . para o fluxo magnético e para a energia magnética armazenada.38) (8. Assim. Assim. então aquelas variáveis devem necessariamente ser funções contínuas no tempo.2 Características Tensão-Corrente (8. (8.37) (8.39) respectivamente para a corrente eléctrica.est.36) Convém ter presente que a bobina é um elemento que armazena energia sob a forma de um campo magnético. As variações em degrau só são possíveis nos casos em que a amplitude da tensão atinge valores infinitamente elevados. sendo que as variações na corrente. http://ltodi. A equação (8. como é o caso da função delta de Dirac. i(-∞ )=0. e portanto no fluxo magnético e na energia.36) indica que a energia armazenada numa bobina é uma função crescente da corrente eléctrica.

11.ips.11 Associação de bobinas em série A aplicação da Lei de Kirchhoff das tensões à malha permite escrever a igualdade (8.est.42) em que (8.8.40) a qual.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_08/assocbob.htm (1 of 3)06-06-2005 12:38:40 .3 Associação de Bobinas 8. Figura 8.43) http://ltodi.a.1 Associação em Série Considerem-se as k bobinas associadas em série representadas na Figura 8.3 Associação de Bobinas 8.3.41) conduz à relação (8. em conjunto com a característica tensão-corrente da bobina (8.

8. 8.a.46) ou ainda (8. em conjunto com a característica tensão-corrente da bobina (na forma integral) (8.45) equivale a (8.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_08/assocbob.3.2 Associação em Paralelo Considerem-se as k bobinas associadas em paralelo da Figura 8.htm (2 of 3)06-06-2005 12:38:40 .12.ips.est.44) a qual. Figura 8.12 Associação de bobinas em paralelo A aplicação da Lei de Kirchhoff das correntes permite escrever a igualdade (8.47) http://ltodi.3 Associação de Bobinas define o coeficiente de auto-indução equivalente série.

8.48) define o coeficiente de auto-indução da bobina equivalente paralelo (Figura 8.b). http://ltodi.3 Associação de Bobinas em que (8.12.est.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_08/assocbob.ips.htm (3 of 3)06-06-2005 12:38:40 .

ips. a tensão na bobina L1 pode ser expressa na forma (8. Considerem-se agora as duas bobinas associadas em paralelo representadas na Figura 8.50) Tendo em conta (8.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_08/diviindu.13. pode demonstrar-se que a corrente na bobina L1 é dada por http://ltodi.51) a qual indica que à maior das bobinas corresponde a maior das quedas de tensão.13.est.4 Divisores Indutivos de Tensão e de Corrente 8.b. Figura 8.50).13 Divisores indutivos de tensão (a) e de corrente (b) A aplicação da Lei de Kirchhoff das tensões à malha permite escrever (8.4 Divisores Indutivos de Tensão e de Corrente Considerem-se as duas bobinas associadas em série representadas em 8. Recorrendo à Lei de Kirchhoff das correntes e à característica tensão-corrente da bobina.8.htm (1 of 2)06-06-2005 12:38:41 .49) que equivale a (8.a.

4 Divisores Indutivos de Tensão e de Corrente (8.8.est.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_08/diviindu.ips.52) http://ltodi.htm (2 of 2)06-06-2005 12:38:41 .

A dimensão das bobinas com núcleo de ar pode variar entre a fracção e a centena de espiras. às quais se encontra associado o fenómeno da dissipação de calor por efeito de Joule. É comum agrupar os núcleos magnéticos em três classes: de ferro maciço (raros) ou laminado.c. elevadas permeabilidade magnética relativa e resistividade eléctrica. A redução destas correntes passou inicialmente pela aplicação de núcleos de chapa laminada. de manganésio e de magnésio. O material e a espessura do fio condutor diferem consoante o tipo de aplicação da bobina. de pó metálico e de ferrite. Figura 8. com núcleo de pó de metal.ips. o tipo de material constituinte do núcleo. simultaneamente.5 Tipos de Bobinas As bobinas são geralmente classificadas com base num conjunto relativamente amplo de parâmetros: o valor nominal.14 Algumas bobinas disponíveis É comum caracterizar as bobinas com o seguinte conjunto de parâmetros técnicos: http://ltodi.5 Tipos de Bobinas 8. como a humidade.htm (1 of 2)06-06-2005 12:38:41 . uma maior resistência mecânica. É também usual impregnar as bobinas com um material isolador resistente aos agentes químicos presentes no ar. o coeficiente de auto-indução de uma bobina é uma função crescente do número de espiras (ao quadrado. em geral enroladas em camadas sobrepostas.est. No que respeita ao material do núcleo.). como o plástico ou a fibra de vidro. mas em aplicações de alta frequência é comum utilizar-se técnicas especiais de enrolamento dos fios condutores. A minimização das correntes de Foucault orienta a escolha entre as diversas alternativas. ou então recorre-se às designadas ferrites. as bobinas podem ser de quatro tipos essencialmente distintos: com núcleo de ar. As bobinas com núcleo de ar consistem basicamente no enrolamento de um fio condutor num suporte de material não magnético. garantindo-se-lhes. o factor de qualidade. sobretudo em alta frequência. Como se referiu ao longo deste capítulo. A variação continuada da magnetização do núcleo induz no mesmo um fluxo de correntes eléctricas parasitas. a corrente máxima. As soluções mais comuns são as ferrites de níquel. de cobalto. manganésio e magnésio. podendo esta última ser largamente amplificada. As alternativas à solução laminada são a utilização de um núcleo de pó metálico de dimensões micrométricas.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_08/tiposbob. o ferro-níquel e as ferrites de níquel. em particular com vista a reduzir as consequências negativas do efeito pelicular. a frequência de ressonância própria. que ao se encontrarem isoladas umas das outras interrompem e reduzem a dimensão dos caminhos percorridos pelas correntes. aglutinado e comprimido com um material sintético isolador.8. a resistência do enrolamento (d. O objectivo da utilização de um núcleo magnético numa bobina é o aumento do respectivo coeficiente de auto-indução. com recurso a materiais como o ferro. cobalto. com núcleo de ferro. e com núcleo de ferrite. note-se) e da permeabilidade magnética do meio em que são induzidas as linhas de fluxo. o ferro-silício. também. etc. Em baixas frequências utiliza-se fio de cobre isolado por um verniz. As ferrites são basicamente cristais mistos que apresentam. a tolerância do valor nominal.

(iii) resistência do enrolamento (d. http://ltodi.est. (vi) factor de qualidade às frequências de referência. (ii) tolerância do valor nominal. em particular devido ao efeito pelicular e às capacidades parasitas entre espiras.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_08/tiposbob.5 Tipos de Bobinas (i) valor nominal do coeficiente de auto-indução. (vii) resistência de isolamento entre as espiras. (x) gama de frequências recomendada. (viii) coeficiente de temperatura.ips.c. (v) frequência de ressonância intrínseca.). (iv) corrente máxima. (ix) gama de variação do valor nominal (em bobinas com núcleo móvel).htm (2 of 2)06-06-2005 12:38:41 .8.

seja devido à variação da distância entre aquela e um objecto externo constituído por uma material de elevada permeabilidade magnética.ips. neste caso por variação da relação entre o número de espiras enroladas sobre o núcleo magnético e sobre o ar. A variação da indutância é uma consequência da variação do fluxo magnético total gerado pela corrente eléctrica na bobina. Na Figura 8. O deslocamento do núcleo altera o fluxo magnético total desenvolvido. de proximidade e de pressão. Neste caso. Um outro exemplo de sensor indutivo é o detector de proximidade ilustrado na Figura 8. Apesar de a indutância de uma bobina ser uma função da permeabilidade magnética do núcleo e da forma e dimensões físicas respectivas.htm06-06-2005 12:38:42 .15. Figura 8. O sensor em (a) é constituído por uma bobina cujo núcleo magnético é móvel e se encontra fisicamente ligado ao objecto cujo movimento ou posição se pretende medir.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_08/sensindu. Hoje em dia existe uma relativa variedade de sensores indutivos.6 Sensores Indutivos Os sensores ou transdutores indutivos associam a variação de uma grandeza não eléctrica a uma alteração da indutância ou coeficiente de auto-indução de uma bobina.8.6 Sensores Indutivos 8. principalmente de deslocamento. é a primeira destas variáveis que geralmente se utiliza para detectar as variações nas grandezas a medir.15 Sensores indutivos de deslocamento (a) e de proximidade (b) http://ltodi. que equivale ao coeficiente de auto-indução respectivo. A maior ou menor proximidade do objecto tem consequências sobre o fluxo magnético total desenvolvido pela corrente na bobina. seja devido à variação da posição do núcleo no interior. a indutância da bobina é alterada por efeito da aproximação ou afastamento do objecto cuja proximidade se pretende detectar. objecto que regra geral é constituído por um material de elevada permeabilidade magnética.b.15 consideram-se os exemplos de dois transdutores indutivos de deslocamento e de proximidade.est.

Existem bobinas com núcleo de ar. http://ltodi. manganésio. ferromagnéticos. a gama de variação possível para a indutância. ferrimagnéticos e antiferromagnéticos. As principais características técnicas das bobinas são o valor nominal. A corrente e a tensão aos terminais de uma bobina relacionam-se por uma derivada. a possibilidade de variar ou sintonizar o coeficiente de auto-indução. de ferro maciço ou laminado.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_08/sumar_08. cobalto. paramagnéticos. A unidade da indutância é o henry (H). É comum classificar as bobinas consoante a gama de frequências a que se destinam. a corrente e a energia magnética máxima permitida.Sumário Sumário A bobina é um componente de circuito cuja função é armazenar energia sob a forma de campo magnético. a resistência de isolamento entre espiras e o coeficiente de temperatura. o tipo de material constituinte do núcleo. magnésio (ferrimagnéticos) apresentam elevados valores de permeabilidade magnética relativa. Os materiais como o ferro. o ferro-silício e o ferro-níquel (ferromagnéticos) e as ferrites de níquel. a gama de frequências e o factor de qualidade. a tolerância. das dimensões físicas da bobina e da permeabilidade magnética do núcleo. Os materiais podem ser diamagnéticos. O coeficiente de auto-indução (ou indutância) de uma bobina é o parâmetro que relaciona as variações na corrente com a tensão induzida aos seus terminais. e a utilização de mecanismos de blindagem do fluxo magnético.htm06-06-2005 12:38:42 . A indutância é uma função do número de espiras.est.ips. de pó de metal aglutinado com um material isolador e de ferrite.

1 cm de separação e 1 mm de raio.3 8.4. t=5 ms e t=10 ms. Desenhe a forma de onda da tensão e da energia magnética armazenada na bobina. (b) a energia magnética armazenada na bobina em t=0 ms.8.3 Considere uma bobina de indutância L=1 µH cuja corrente inicial é i(t )=10 mA.htm (1 of 4)06-06-2005 12:38:44 . Admitindo a forma de o onda da tensão representada na Figura E8. núcleo com raio de 1 cm e comprimento de 10 cm (k=1). determine: (a) a corrente na bobina entre t=5 ms e t=10 ms.1 Determine o ritmo de variação do fluxo magnético (dΦ(t)/dt) numa bobina com N=10 espiras e a cujos terminais é induzida uma tensão de 5 V. Figura E8. (b) um cabo coaxial com 10 m de comprimento.4 Considere uma bobina de 1 mH cuja corrente varia como indicado na Figura E.2 Determine a indutância dos seguintes condutores: (a) dois fios condutores paralelos com 10 m de comprimento. 8. http://ltodi.ips. 8.Exercícios de Aplicação Exercícios de Aplicação 8. 1 mm de raio interno e 5 mm de raio externo.3.est. (c) uma bobina cilíndrica com 100 espiras.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_08/exapl_08.

5 Considere uma bobina de indutância 1µH cuja tensão aplicada varia como na Figura E.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_08/exapl_08. desenhe a forma de onda da corrente e da energia o magnética armazenada.Exercícios de Aplicação Figura E8.8.4 8.5. determine o valor da tensão induzida aos terminais da mesma.8 Para cada circuito representado na Figura E8.ips. Admitindo uma corrente inicial na bobina de i(t )=10 mA. http://ltodi.htm (2 of 4)06-06-2005 12:38:44 . Figura E8. 5 mH e 1 mH associadas: (a) em série.5 8. *8.est.7 Determine o coeficiente de auto-indução equivalente de três bobinas de valores 10 mH. Sabendo que o coeficiente de auto-indução da bobina são 2 mH. *8. determine o valor da indutância equivalente aos terminais a-b.8.6 A corrente numa bobina cresce linearmente de zero até 5 A num intervalo de tempo de 1 ms. (b) em paralelo.

9 determine o valor da tensão entre os terminais a-b.9 Para cada circuito em E.10 Para cada circuito representado na Figura E.8. Figura E8.Exercícios de Aplicação Figura E8.est. x http://ltodi.htm (3 of 4)06-06-2005 12:38:44 .pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_08/exapl_08.9 *8. determine o valor da corrente i indicada.8 *8.10.8.ips.

10 http://ltodi.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_08/exapl_08.Exercícios de Aplicação Figura E8.htm (4 of 4)06-06-2005 12:38:44 .ips.est.

8 MHz Bobina com Núcleo de Ferrite (RF Choke.c.5 MHz Bobina com Núcleo de Ferrite (RF Choke.: 2.: 60 @ 796 kHz Freq.: 100 @ 50 kHz Freq.c. Ressonância: 6.: 2.: 100 mA Factor Qualidade: 85 @ 800 kHz freq.: 210 mA Factor Qualid. Ressonância: 190 MHz Bobina Núcleo de Ferrite (1 mH) Tolerância: ± 10% resistência d.04 Ω Corrente Máx.: 150 @ 150 kHz freq.c. 1 mH) Tolerância: ± 10% resistência d. Ressonância: 90 kHz Bobina com Núcleo de Ferrite (RF Choke. 100 mH) Tolerância: ± 10% Resistência d.: 200 mA Factor Qualid.5 Ω Corrente Máx.Fotografias de Tipos de Bobinas Fotografias de Tipos de Bobinas Bobina com Núcleo de Ferrite (100 µH) Tolerância: ± 10% resistência d.: 5 mA Factor Qualid.c.: 2 Ω Corrente Máx.htm (1 of 2)06-06-2005 12:38:46 .: 82 Ω Corrente Máx.est.ips.c.1 MHz http://ltodi. 1 µH) Tolerância: ± 10% resistência d. Ressonância: 1.: 4 Ω Corrente Máx.c. 100 µH) Tolerância: ± 10% Resistência d. Ressonância: 3 MHz Bobina com Núcleo de Ferrite (RF Choke.: 400 mA Factor Qualidade: 100 @ 1 MHz freq. Ressonância: 5.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_08/foto_085.: 0.7 A Factor Qualidade: 45 @ 15 MHz freq.: 30 Ω Corrente Máx.

est. Ressonância: 10 GHz Suporte para enrolamento de bobina com Núcleo de Ferrite http://ltodi.5% Resistência d.ips.: 42 @ 450 MHz Freq.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_08/foto_085.Fotografias de Tipos de Bobinas Bobinas Híbridas de Filme Fino (2.htm (2 of 2)06-06-2005 12:38:46 .: 0.: 1 A Factor Qualid.7 nH) Tolerância: ± 0.08 Ω Corrente Máx.c.

7.est. e imersas no espaço vazio. Estas grandezas são o fluxo eléctrico (Ψ). Sabe-se já que a amplitude da força eléctrica de atracção entre as cargas é dada pela expressão (7. a densidade de fluxo eléctrico (D).85419*10-12 F/m define a permitividade eléctrica do vazio. Por analogia com a teoria do campo magnético. http://ltodi. a permitividade eléctrica do vazio (ε ) e a constante dieléctrica dos materiais (ε ).1 Capacidade Eléctrica Nesta secção introduzem-se as grandezas e constantes eléctricas necessárias à compreensão do conceito de capacidade eléctrica. associa-se o fluxo eléctrico às linhas de força que irradiam ou convergem num corpo carregado electricamente. A intensidade do campo eléctrico o criado pela carga Q à distância r é expressa por (7.1 Capacidade Eléctrica 7.1). o r Considerem-se duas cargas pontuais Q e -Q (Figura 7.4) de direcção radial e sentido divergente.1 Fluxo eléctrico O fluxo eléctrico gerado por uma carga eléctrica de valor Q é.htm (1 of 7)06-06-2005 12:38:48 . por definição. positiva e negativa respectivamente.ips.3) em que ε =8. Figura 7.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_07/capaelec.

est.1 Capacidade Eléctrica C.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_07/capaelec. define-se densidade de fluxo eléctrico por unidade de área ao cociente C/m2. o fluxo eléctrico estabelecido entre as placas é (7. uma com cargas positivas.a. paralelas e separadas por um espaço vazio de espessura d.8) http://ltodi. a densidade do fluxo eléctrico na superfície esférica de raio r em torno da carga.7) portanto.a o caso de duas placas com área A. de área A=4πr .htm (2 of 7)06-06-2005 12:38:48 . o que significa que todas as linhas de fluxo irradiantes de uma convergem na outra. proporcional à intensidade do campo eléctrico e à permitividade do meio. Q. no caso da carga Q representada na Figura 7. Ambas as placas se encontram carregadas electricamente.6) medida do quanto densas são as linhas de força numa determinada região do espaço.7. e a outra com cargas negativas.ips. De acordo com a definição. é 2 (7. coulomb por metro quadrado (7.1. -Q. Figura 7. coulomb (7. Por exemplo.2. Por outro lado.5) e irradia das cargas positivas e converge nas cargas negativas.2 Condensador de placas paralelas Considere-se agora na Figura 7.

7. farad (7.8) e (7. (7.7). e que.ips.10) A expressão da densidade de fluxo eléctrico. portanto.9). A>>d.13) define a capacidade eléctrica do condensador.htm (3 of 7)06-06-2005 12:38:48 .12) em que F.est. as linhas de força são aproximadamente paralelas. (7.1 Capacidade Eléctrica o qual corresponde à densidade de fluxo (7. O campo eléctrico no espaço entre placas é neste caso uniforme e dado pelo cociente (7. (7.10).11) ou seja. http://ltodi.9) admitindo que a dimensão das placas é muito superior à distância entre elas. permitem expressar a carga nas placas em função da tensão eléctrica respectiva (7. em conjunto com as relações (7.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_07/capaelec.

enquanto dois condutores paralelos e extensos (Figura 7.ips. Com efeito.4.est.1 Capacidade Eléctrica Figura 7.4.htm (4 of 7)06-06-2005 12:38:48 . respectivamente. Como se exemplifica na Figura 7. o comprimento e o raio dos condutores externo e interno. a permitividade relativa do meio é superior à unidade e deve ser considerada na expressão da capacidade eléctrica. como a mica.3 Símbolos alternativos do condensador Duas quaisquer superfícies condutoras isoladas electricamente definem um condensador.4 Capacidade eléctrica de um cabo coaxial (a) e de dois fios condutores paralelos (b) Na derivação da expressão da capacidade eléctrica admitiu-se sempre que as placas do condensador se encontravam imersas no espaço vazio. alguns plásticos.. respectivamente.15) em que r e d definem. o raio e a distância entre condutores.b) implementam um condensador cuja capacidade eléctrica é (7. r ext er int definem. etc.14) em que l. a capacidade eléctrica de um condensador de placas paralelas é dada pela expressão genérica http://ltodi.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_07/capaelec. dois condutores coaxiais isolados electricamente definem um condensador de capacidade eléctrica (7. Figura 7. algumas cerâmicas.a. Nos casos em que o espaço compreendido entre as placas é ocupado por um material com propriedades dieléctricas.7.

1 Capacidade Eléctrica (7.a e 7. o plástico. Considerem-se dois condensadores idênticos na forma mas distintos no material do dieléctrico. o papel parafinado.16) em que ε define a permitividade relativa ou constante dieléctrica do meio.5). deixando no entanto um conjunto de cargas negativas e positivas acumuladas junto às placas positiva e negativa.b. a aplicação de um campo eléctrico a um material com propriedades dieléctricas provoca a deformação das órbitas electrónicas em torno do núcleo e conduz à criação de tantos dipólos eléctricos quantos os átomos ou moléculas deformados.0006 alumina papel parafi.5 50~10000 3. 6 8. respectivamente. MATERIAL εr vácuo ar teflon plástico papel óleo mica 1 2 3 4~6 4 3~7 MATERIAL εr porcelana titanatos Silício fund.7.est. V.5~2. a água destilada. como o ar.htm (5 of 7)06-06-2005 12:38:48 . que se impõe no dieléctrico um campo eléctrico resultante E=V/d. 2. os dipólos induzidos anulam-se reciprocamente no interior do dieléctrico. Alguns materiais dieléctricos permitem aumentar de forma drástica a capacidade eléctrica de um condensador. por exemplo um com dieléctrico de vazio e outro com dieléctrico de mica. De acordo com o fenómeno do campo eléctrico induzido (de oposição). e o consequente armazenamento de quantidades significativas de carga eléctrica sem que para tal se desenvolvam tensões elevadas aos seus terminais.ips.8 5.1 Constante dieléctrica de diversos materiais Uma das interpretações possíveis do efeito causado pelo dieléctrico consiste em equacionar a tensão entre as placas. Apesar de os materiais isoladores serem constituídos por átomos ou moléculas às quais dificilmente se subtraem electrões para suportar o fenómeno da condução eléctrica. a carga acumulada e o campo eléctrico no seio do material. ou seja. no caso do condensador de mica o campo eléctrico pré-estabelecido pelas cargas nas placas deve ser superior àquele que na realidade existe no seio http://ltodi. Admita-se ainda que se fixa a tensão entre as placas. a mica. o qual se encontra na origem de um campo eléctrico de sentido contrário àquele aplicado externamente.1 2. pyrex polistireno água dest. etc.5 Tabela 7.1~9.5. Como se indica nas Figuras 7. Na Tabela 7.6 80 1.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_07/capaelec. A constante dieléctrica é uma medida do campo eléctrico de oposição (di=oposição) induzido no material pelo campo eléctrico aplicado. O alinhamento dos dipólos eléctricos induzidos é designado por fenómeno de polarização do dieléctrico (Figura 7.1 indicam-se as r constantes dieléctricas características de alguns materiais isoladores.5.

a tensão entre os terminais do condensador de mica é inferior. (7.18) de onde se pode expressar a permitividade relativa da mica na forma (7. os dipólos induzidos constituem fontes adicionais de fluxo eléctrico.ips. deve ser também ela superior àquela característica do condensador com dieléctrico de vazio. por forma a garantir a mesma tensão entre as placas. localizadas nas placas. responsável pelo campo pré-estabelecido.htm (6 of 7)06-06-2005 12:38:48 . É a compensação do fluxo de oposição que induz a acumulação de uma maior quantidade de carga nas placas do condensador de mica. o fluxo eléctrico é inteiramente gerado nas cargas positivas e converge nas cargas negativas.7.19) O efeito causado pelo dieléctrico pode ainda interpretar-se de uma outra maneira: (i) no condensador de vazio. (ii) no condensador de mica. De acordo com o enunciado (i). uma vez que o campo de oposição actuou reduzindo-o.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_07/capaelec.17) ou seja (7. a carga acumulada nas placas do condensador de mica é superior. as consequências da existência de um dieléctrico são basicamente duas: (i) para a mesma tensão aplicada.1 Capacidade Eléctrica do dieléctrico. http://ltodi. a carga nas placas.est. Deste modo. (ii) para a mesma carga acumulada. que no seio do dieléctrico têm sentido contrário àquele pré-estabelecido a partir das placas. Por conseguinte.

ips.htm (7 of 7)06-06-2005 12:38:48 .7.est.1 Capacidade Eléctrica Figura 7.5 Campo eléctrico de oposição induzido no dieléctrico de um condensador http://ltodi.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_07/capaelec.

Na Figura 7.20) (7. mas com derivada finita. Admita-se que no instante t=0 são nulas a tensão. http://ltodi.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_07/carateco.6 apresenta-se uma interpretação qualitativa da característica tensão-corrente do condensador. (iii) a tensões sinusoidais correspondem correntes também sinusoidais. correspondem correntes finitas.htm (1 of 6)06-06-2005 12:38:50 . (ii) a tensões variáveis no tempo.ips. a carga acumulada e a variação da carga (a corrente) nos terminais de um condensador (a). Admita-se ainda que a partir de t=0 se injecta no mesmo uma corrente eléctrica (cargas). (iv) a variações infinitamente rápidas da tensão correspondem picos de corrente de amplitude infinita.est. Uma análise sumária da característica (7.1 Características i(v) e v(i) A capacidade eléctrica equaciona as grandezas tensão e carga eléctrica acumulada num condensador q(t) = Cv(t) As variações na carga acumulada definem a corrente nos terminais de acesso (7.2 Característica Tensão-Corrente 7.21) expressão que é vulgarmente designada por característica tensão-corrente do condensador.7. isto é.21) permite concluir que: (i) a tensões constantes correspondem correntes nulas.2 Característica Tensão-Corrente 7. que da placa esquerda se retiram electrões (acumulando aí cargas positivas) e que à placa da direita se fornecem electrões. positiva no sentido indicado em (b).2.

7. por substituição de (7.2 Energia Eléctrica Armazenada A energia eléctrica armazenada num condensador é dada pelo integral no tempo da potência fornecida (7.22) em que v(t ) define o valor inicial da tensão aos terminais do condensador.24) que por aplicação do método de substituição para integrais permite obter http://ltodi.2 Característica Tensão-Corrente Figura 7.6 Corrente eléctrica num condensador Como se indica em (c). Com efeito.21) conduz à relação integral t>t o (7.2.htm (2 of 6)06-06-2005 12:38:50 .21) (7.23) No entanto. independentemente do facto de o dieléctrico ser ou não isolador. o condensador comporta-se como um elemento através do qual circula uma corrente.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_07/carateco. o 7. Naturalmente que a existência ou não de uma corrente eléctrica se reflecte na existência ou não de uma variação na quantidade de carga acumulada e na respectiva tensão entre placas.ips. a integração de ambos os termos de (7. mas sim a acumulação e remoção de cargas nas placas esquerda e direita. O condensador pode ainda ser encarado como elemento integrador de corrente.est. A existência de um movimento de cargas nos terminais de acesso às placas não reflecte a presença de uma corrente eléctrica através do dieléctrico. do ponto de vista dos terminais de acesso ao exterior.

2 Característica Tensão-Corrente (7.est.2.31) em qualquer instante de tempo.29) (7. tensão e energia devem necessariamente ser uma função contínua no tempo (as variações em degrau só seriam possíveis caso a corrente atingisse valores infinitamente elevados). admitindo que em t=-∞ o condensador se encontrava descarregado. Valores finitos da corrente eléctrica têm como consequência as condições de continuidade (7. v(-∞ )=0. 7.3 Exemplos de Aplicação http://ltodi. então as variáveis carga.ips. respectivamente para a carga acumulada. para a tensão entre placas e para a energia armazenada.26) Por exemplo.27) ou.htm (3 of 6)06-06-2005 12:38:50 .25) ou seja (7.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_07/carateco. por substituição da relação q(t)=Cv(t).7. (7. (7.28) Convém notar que o condensador armazena mas não dissipa energia.30) e (7. Uma vez que a carga acumulada num condensador resulta do integral da corrente.

htm (4 of 6)06-06-2005 12:38:50 .est. Pretende-se determinar e representar graficamente.7. Figura 7. e admita-se que em t=0 o condensador se encontra descarregado. em função do tempo.ips. a tensão aos terminais do condensador.2 Característica Tensão-Corrente Exemplo-1: Considere-se o circuito e o sinal representados na Figura 7.7 Exemplo de aplicação: variáveis corrente e tensão eléctrica num condensador Resolução: A aplicação da forma integral da característica tensão-corrente do condensador permite escrever a tensão aos terminais na seguinte forma: t<0 0<t<1 1<t<2 2<t<3 3<t<4 http://ltodi.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_07/carateco.7.

8.ips. as variáveis tensão. tensão e energia eléctrica num condensador http://ltodi. Exemplo-2: Considerem-se o circuito e a forma de onda da fonte de corrente representados na Figura 7.8 Exemplo de aplicação-2: corrente.est.2 Característica Tensão-Corrente t>3 cuja representação gráfica se ilustra em 7. respectivamente. carga e energia armazenada no condensador.7.a. nulas e negativas correspondem.htm (5 of 6)06-06-2005 12:38:50 . e admita-se que a tensão inicial aos terminais do condensador é v(t=0)=1 V. carga.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_07/carateco. tensões crescentes. Pretende-se determinar e representar graficamente. constantes e decrescentes no tempo.c.7. Figura 7. em função do tempo. A correntes positivas.

a energia armazenada no condensador obtém-se a partir do produto que no presente caso toma a forma de um sinal periódico constituído por arcos de uma equação quadrática (Figura 7.d).8.8.e). A tensão aos terminais do condensador é expressa pelo cociente cuja forma coincide com aquela da carga (Figura 7.htm (6 of 6)06-06-2005 12:38:50 .7.ips.c. http://ltodi.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_07/carateco.8. Finalmente.est.2 Característica Tensão-Corrente Resolução: À tensão inicial de 1 V correspondem a carga e a energia A carga acumulada em função do tempo é dada pelo integral da corrente que resulta na forma de onda triangular representada em 7.

est.9 Associação de condensadores em paralelo A Lei de Kirchhoff das correntes (7.3 Associação de Condensadores 7.34) ou seja. (7.ips.32) em conjunto com a característica tensão-corrente (7.a.9.htm (1 of 3)06-06-2005 12:38:52 .34) http://ltodi.3. Figura 7.1 Associação em Paralelo Considerem-se os k condensadores associados em paralelo da Figura 7.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_07/assoccon.7.3 Associação de Condensadores 7.33) permitem escrever a igualdade (7.

b).pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_07/assoccon.a.9.2 Associação em Série Considere-se a associação em série de condensadores da Figura 7. 7.ips.10 Associação de condensadores em série A Lei de Kirchhoff das tensões (7.10.3 Associação de Condensadores em que (7.37) permitem escrever a igualdade (7.36) em conjunto com a característica tensão-corrente do condensador (7.38) http://ltodi.htm (2 of 3)06-06-2005 12:38:52 . Figura 7.3.7.est.35) define a expressão da associação em paralelo de condensadores (Figura 7.

7.3 Associação de Condensadores que após simplificação conduz à relação (7.39) em que (7. http://ltodi.htm (3 of 3)06-06-2005 12:38:52 .10.ips.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_07/assoccon.b).est.40) define a expressão da associação em série de condensadores (Figura 7.

a). Este resultado é oposto àquele estabelecido anteriormente para o divisor resistivo de corrente.b).4 Divisores Capacitivos de Corrente e de Tensão 7. a corrente no condensador C1 pode expressar-se na forma (7.42).11. Figura 7.ips.11 Divisores capacitivos de corrente (a) e de tensão (b) A aplicação da Lei de Kirchhoff das correntes a um dos nós comuns aos dois condensadores permite escrever a igualdade (7.11. Considerem-se agora dois condensadores associados em série (Figura 7.43) a qual basicamente indica que pelo maior dos condensadores flui o maior dos fluxos de corrente. Neste caso.4 Divisores Capacitivos de Corrente e de Tensão Considerem-se dois condensadores associados em paralelo (Figura 7.7.htm (1 of 2)06-06-2005 12:38:52 .42) Tendo em conta (7.est.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_07/divicapa. pode facilmente http://ltodi.41) que equivale a (7.

http://ltodi.htm (2 of 2)06-06-2005 12:38:52 .pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_07/divicapa.est.4 Divisores Capacitivos de Corrente e de Tensão demonstrar-se que a queda de tensão aos terminais do condensador C1 é dada pela expressão (7.44) que mais uma vez constitui um resultado oposto àquele estabelecido anteriormente para o divisor resistivo de tensão.ips.7.

apresentarem tolerâncias relativamente baixas (0. tensão máxima de trabalho. condensadores híbridos e condensadores integrados. A escolha do tipo de condensador adequado para cada aplicação pode determinar a qualidade do desempenho de um circuito.1 Condensadores de Mica Os condensadores de mica são constituídos por um dieléctrico deste material interposto entre duas placas de um material bom condutor (Figura 7.est.12. Os mecanismos de ajuste da capacidade eléctrica são basicamente a variação das propriedades do dieléctrico.5 Tipos de Condensadores 7. sendo em geral utilizados na sintonia fina de circuitos. é comum encontrarem-se no mercado as seguintes variedades de condensadores: dieléctrico de mica. o que confere resistência mecânica ao componente e isola os eléctrodos do contacto com o exterior. resistência do dieléctrico. 7. As placas de metal e de mica são empilhadas e intercaladas umas nas outras (b). tipicamente de alumínio. linearidade. Os condensadores discretos podem ser fixos ou variáveis.7. Cada alternativa apresenta vantagens e inconvenientes. da superfície e da distância entre placas.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_07/tiposcon.a). Os eléctrodos são em geral folhas de alumínio coladas sobre o dieléctrico. à tolerância. deixando-se a cargo de disciplinas posteriores a consideração das alternativas possíveis em matéria de condensadores integrados. coeficiente de temperatura. garantindo-se em geral uma determinada precisão no seu valor nominal. Nesta disciplina dá-se particular atenção ao estudo dos condensadores de tipo discreto e híbrido. http://ltodi. Em geral. No que respeita ao material do dieléctrico e dos eléctrodos. A capacidade dos condensadores fixos é préestabelecida durante o processo de fabrico. Já a capacidade dos condensadores variáveis pode ser alterada ou ajustada pelo utilizador em função das suas necessidades. É comum os condensadores de mica existirem em gamas compreendidas entre o picofarad e as dezenas de nanofarad. indutância parasita e respectivo comportamento em frequência. os condensadores de mica apresentam excelentes características técnicas. de cobre ou de prata.5 a 1%) e suportarem tensões na gama compreendida entre os 100 V e as várias dezenas de milhar de volt. papel. a saber: condensadores discretos. os condensadores podem ser agrupados em três classes principais. Os condensadores de mica são vulgarmente encapsulados num invólucro de plástico moldado.ips. designadamente no que respeita à gama de valores nominais comercializados.5.5 Tipos de Condensadores Tal como as resistências. plástico. e electrolíticos de alumínio ou de tântalo (líquido ou sólido). sendo vulgarmente utilizados em aplicações de rádio-frequência.htm (1 of 6)06-06-2005 12:38:53 . e eléctrodos de metal depositado ou em folha. ou simplesmente um banho de prata depositado sobre a superfície do mesmo. designadamente no que respeita à estabilidade com a temperatura (~100 ppm/ºK) e à resistência de isolamento (vários GΩ). cerâmica. constituindo as folhas de metal pares e ímpares da pilha um e outro dos eléctrodos.

2 Condensadores de Película ou Folha Os condensadores de película consistem em pilhas de folhas de material dieléctrico intercaladas por eléctrodos metálicos. Os condensadores de poliphenilenesulfito são geralmente utilizados em montagem superficial (SMD.5 Tipos de Condensadores Figura 7. circuitos amostradores e retentores.est. o polistireno. por exemplo entre as centenas de picofarad e as dezenas de microfarad.12 Aspectos tecnológicos da construção de um condensador de mica 7. os de polipropileno utilizam-se em aplicações de alta frequência e tensão. e para tensões máximas na gama das dezenas. existindo no entanto também versões para aplicações de filtragem.). tipicamente o paládio ou a platina (Figura 7. etc. os de papel são utilizados na supressão de interferências nas redes de distribuição de energia eléctrica. passando pelas centenas e até ao milhar de volt.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_07/tiposcon.) Os condensadores multicamada destinam-se em geral a aplicações de montagem superficial. etc. cada um deles visando uma gama de aplicações muito bem definida. o policarbonato.3 Condensadores Cerâmicos Os condensadores cerâmicos são construídos a partir da deposição ou colagem de um metal bom condutor sobre uma cerâmica de elevada constante dieléctrica. filtragem.ips. não encapsulados). os condensadores com dieléctrico de poliester são recomendados para aplicações gerais de baixa tensão e frequência (acoplamento capacitivo. apresentando por isso dimensões típicas da ordem do milímetro. supressão de interferências. http://ltodi.htm (2 of 6)06-06-2005 12:38:53 . ao passo que os de policarbonato são utilizados em aplicações automóveis.5. o polipropileno e o poliphenilenesulfito. em geral de cobre ou de prata. temporização. Por exemplo. 7.7. o poliester. Os condensadores de película existem em gamas de valores nominais muito variadas. acumulação de carga.5. em aplicações de sintonia de equipamentos de telecomunicações.13. Os materiais dieléctricos mais utilizados são o papel. portanto em ambientes de elevada temperatura. Os condensadores de placa são constituídos por uma folha cerâmica em cuja superfície se encontram colados os eléctrodos. para tolerâncias compreendidas entre 1 e 20%. etc. enquanto os condensadores multicamada são formados por sucessivas folhas de material cerâmico em cuja superfície se encontra depositado um metal bom condutor.

suportam tensões máximas típicas de 100 ou 500 V. os condensadores da classe-2 apresentam valores nominais compreendidos entre as décimas do picofarad e o microfarad.5. 7. Por exemplo. propriedade que sofre alteração após a aplicação de uma tensão entre o terminal de alumínio e o electrólito. com constantes dieléctricas relativamente baixas (algumas unidades a centenas) mas de boa qualidade. e tensões máximas de trabalho entre 63 e 500 V.13 Condensadores cerâmicos: de placa (a) e multi-camada (b) É comum distinguirem-se duas classes de condensadores cerâmicos: (i) condensadores da classe-1. os condensadores electrolíticos de alumínio líquido são construídos a partir de um conjunto de folhas de alumínio enroladas e intercaladas com um papel fino. de elevada constante dieléctrica (algumas centenas a milhares de unidades) mas de piores características técnicas e utilizados essencialmente em aplicações gerais de acoplamento de sinais. a empresa Philips comercializa condensadores cerâmicos de placas e multi-camada cujas constantes dieléctricas são ε >2000.4 Condensadores Electrolíticos Existem dois tipos principais de condensadores electrolíticos: de alumínio e de tântalo. A título de exemplo. Por outro lado. Os condensadores electrolíticos baseiam o seu princípio de funcionamento na criação de um dieléctrico de espessura micrométrica directamente na superfície de contacto entre dois materiais condutores. etc. absorvente e banhado num electrólito. Convém ainda salientar o facto de existirem condensadores cerâmicos para aplicações gerais de baixa frequência (receptores TV. tipicamente 2%. 5000 ou 14000. gravadores vídeo.47 e 270 pF. em ambos os casos nas variantes sólida e líquida. da classe-2. tolerâncias compreendidas entre os -20 e os 80%.ips.5 Tipos de Condensadores Figura 7. etc. os condensadores da classe-1 cobrem a gama de capacidades compreendidas entre 0. designadamente no que respeita à resistência do dieléctrico e à dependência da capacidade com a temperatura (utilizados essencialmente na construção de osciladores e filtros).7. O conjunto electrólito-alumínio é inicialmente um bom condutor.est. (ii) condensadores da classe-2. Por r r exemplo.) e para microondas (comunicações via satélite.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_07/tiposcon.htm (3 of 6)06-06-2005 12:38:53 . telefone móvel. A aplicação de http://ltodi. e apresentam tolerâncias relativamente baixas. e ε =6~250 da classe-1.).

resistência de isolamento do dieléctrico da ordem dos MΩ (que é um valor baixo). Os condensadores de tântalo. Os condensadores electrolíticos apresentam valores de capacidade geralmente elevados. característica geralmente indicada na cápsula do mesmo através de um conjunto de sinais. e resistência de isolamento do dieléctrico de apenas alguns MΩ. magnesia. vidro ou safira. filtragem. etc. tipicamente entre as décimas do microfarad e do farad. Estes condensadores são construídos por deposição de uma película de material dieléctrico entre dois eléctrodos condutores. Para além do valor nominal da capacidade e da tensão máxima de trabalho. de telecomunicações e automóvel (motores). o óxido de titânio (ε =12~160). estes apresentam dimensões relativamente pequenas quando comparadas com as dos condensadores electrolíticos de alumínio. tal como os electrolíticos de alumínio.htm (4 of 6)06-06-2005 12:38:53 . os r titanatos de magnésio e de zinco.est. podendo mesmo explodir.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_07/tiposcon. os condensadores electrolíticos contêm na superfície externa uma indicação do terminal positivo (ou negativo) da tensão.5 Condensadores Híbridos Os condensadores de filme espesso e de filme fino são utilizados na realização de circuitos híbridos discreto-integrados.7. tipicamente entre 2. Aplicação de uma tensão negativa pode conduzir à degradação irreversível das suas propriedades.5. equipamento industrial. As características técnicas são bastante semelhantes às dos condensadores de alumínio. Os materiais dieléctricos mais utilizados são o titanato de bário (ε =1000~3000). Estes condensadores são construídos a partir de um pó de tântalo comprimido e aquecido de modo a formar um bloco de material de elevada porosidade.p. As condições de funcionamento devem garantir sempre uma tensão positiva entre os terminais positivo e negativo do condensador. Os condensadores electrolíticos são utilizados em variadíssimas aplicações: fontes de alimentação. adiciona-se um electrólito que estabelece o contacto negativo do condensador. geralmente inferior a 100 V. quartzo. É a camada de óxido de alumínio criada na superfície de contacto entre o alumínio e o electrólito que constitui o dieléctrico do condensador.5 Tipos de Condensadores uma tensão constante entre as duas placas do condensador conduz à formação de uma finíssima camada de óxido de alumínio na superfície de contacto entre o alumínio e o electrólito (de aproximadamente 0. tudo sobre um substrato isolante de alumina.2 e 100 µF. 7. Apesar de existirem condensadores da tântalo de elevada capacidade.m. temporizadores. que conduz à formação de uma fina película de óxido de manganésio envolvente da elevada superfície de contacto. coeficientes de temperatura superiores ao milhar de p./ºK. baseiam o seu funcionamento no crescimento de um dieléctrico de óxido fino entre um material condutor e um electrólito. nomeadamente algumas dezenas de volt de máxima tensão de trabalho.ips.1 µm de espessura). O material é posteriormente imerso numa solução ácida. acoplamento. processo durante o qual a função do electrólito consiste basicamente em fornecer oxigénio para a reacção química em curso. tolerâncias elevadas (podendo mesmo atingir 100%) e coeficientes de temperatura relativamente elevados. Seguidamente. Estes condensadores são componentes polarizados. no caso dos condensadores de filme r http://ltodi. reduzidas tensões máximas de trabalho. tolerâncias que podem atingir 50%. Os condensadores electrolíticos são componentes cujos terminais são geralmente polarizados (hoje em dia existem condensadores electrolíticos não polarizados).

Na Figura 7.6 Condensadores Variáveis A capacidade de um condensador pode ser alterada por intermédio de dois mecanismos básicos: variação da espessura do dieléctrico. e monóxido de silício. (ii) a tolerância do valor nominal. o pentóxido de tântalo (ε =4~25).pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_07/tiposcon. (viii) a polarização ou não das placas.7. no caso dos de filme r fino. Em geral. designadamente o coeficiente de temperatura e a gama de temperaturas de trabalho recomendada. da ordem do milímetro. (iv) a corrente de fugas pelo dieléctrico. como sucede com os condensadores electrolíticos.est. Em face das aplicações a que se destinam estes condensadores são de dimensão relativamente reduzida. Os condensadores variáveis são utilizados no ajuste fino do desempenho dos circuitos.14 Alguns condensadores do tipo discreto actualmente disponíveis 7. também especificada através da resistência de isolamento do mesmo. este tipo de informação (e muito mais) encontra-se explicitada nos catálogos dos componentes.7 Características Técnicas dos Condensadores A utilização de condensadores em circuitos cuja qualidade e precisão do desempenho são factor primordial. Os condensadores de ajuste fino são vulgarmente designados por trimmers. http://ltodi. ou deslocamento da superfície das placas frente a frente. e na sintonia dos circuitos. 7. (v) os efeitos da temperatura. da ordem das unidades às dezenas de picofarad. tipicamente processado pelo fabricante durante a fase de teste. o dióxido de silício.5.ips.5 Tipos de Condensadores espesso. cuja superação pode conduzir à destruição do condensador por perfuração do dieléctrico e ao estabelecimento de um curto-circuito entre os eléctrodos. Os trimmers são geralmente de relativa pequena capacidade.htm (5 of 6)06-06-2005 12:38:53 .14 ilustram-se alguns condensadores variáveis actualmente existentes no mercado. de disco. Figura 7. tubulares ou de placas. (vi) a indutância parasita e a respectiva frequência de ressonância.5. e cobrem tipicamente uma gama 1 a 10 do seu valor nominal. (iii) a tensão máxima de trabalho. deve ser acompanhada de precauções no que respeita às características técnicas: (i) a gama de capacidades coberta. podendo ser de pressão. (vii) a resistência dos terminais de acesso às placas.

est.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_07/tiposcon. como a tensão máxima de trabalho e a polaridade dos terminais.5 Tipos de Condensadores sob a forma de tabelas ou de gráficos. COR preto 1º DIGITO 2º DIGITO FACTOR (µF) Vmáx (V) 0 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 1 10-3 10-2 10-1 10 1.5. é comum encontrar-se impresso em algarismos e símbolos convencionais tanto o valor nominal da capacidade. de dimensões relativamente elevadas.7. etc. poliester..8 Códigos de Identificação de Condensadores É comum o valor nominal e algumas características técnicas dos condensadores serem impressos no invólucro. No caso dos condensadores electrolíticos de alumínio. cujas dimensões são bastante reduzidas.3 16 25 2. de tântalo.15 Código de identificação do valor nominal da capacidade e da tensão máxima de trabalho de um condensador electrolítico de tântalo sólido (Philips) 7. bandas e símbolos geométricos. Na Figura 7. mediante um código de letras. cores ou simplesmente de símbolos geométricos. números ou cores.15 apresenta-se um condensador electrolítico de tântalo sólido cujos valores nominais da capacidade e da tensão máxima de trabalho são impressos com base num código de cores. é comum encontrar-se as características técnicas impressas com base em códigos de letras. Já os condensadores cerâmicos. http://ltodi.ips.6 4 40 6.htm (6 of 6)06-06-2005 12:38:53 .5 castanho 1 vermelho 2 laranja amarelo verde azul violeta 3 4 5 6 7 cinzento 8 branco 9 Figura 7.

Na Figuras 7. de aceleração. a força. a velocidade e a aceleração linear ou angular de um objecto. por exemplo através da aplicação de uma tensão constante. A detecção da variação da capacidade é geralmente efectuada através da medição da carga acumulada.7. da capacidade do condensador. de vácuo. o deslocamento. a concentração de gases e o nível de líquidos ou sólidos.6 Sensores Capacitivos Um sensor ou transdutor capacitivo é um condensador que exibe uma variação do valor nominal da capacidade em função de uma grandeza não eléctrica. uns detectando as variações na espessura do dieléctrico. O deslocamento da película altera a proporção entre as partes dos eléctrodos separadas por ar e pela película de material dieléctrico.est. azoto. Uma vez que um condensador consiste basicamente num conjunto de duas placas condutoras separadas por um dieléctrico. a presença de água e de pessoas.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_07/senscapa. etc. de forma discreta ou integrada. de compostos químicos como o monóxido de carbono. são bastante comuns os sensores capacitivos de pressão. ou então indirectamente através da variação da frequência de oscilação ou da forma de onda à saída de um circuito. tais como a posição.htm (1 of 2)06-06-2005 12:38:54 . Hoje em dia existe uma grande variedade de aplicações que utilizam sensores capacitivos. de força. dióxido de carbono. ou por variação da constante dieléctrica do material. (caso dos microfones). Na prática existem diversas variantes deste princípio básico. o torque.16. de fluxo de gases ou líquidos. etc.a considera-se o caso de um sensor capacitivo de deslocamento. http://ltodi. que se traduz numa variação linear da constante dieléctrica do conjunto e. mas também detectar a proximidade de objectos.16 apresentam-se os esquemas simplificados de alguns dos sensores capacitivos mais vulgarmente utilizados. a pressão e a temperatura. do qual o sensor é parte integrante. outros na constante dieléctrica. Os sensores capacitivos permitem medir com grande precisão um grande número de grandezas físicas. Por exemplo. as variações no valor nominal da capacidade podem ser provocadas por redução da área frente a frente e da separação entre as placas. a humidade. de nível de líquidos.. de humidade. de deslocamento. Em 7. que se pode deslocar lateralmente em conjunto com o objecto cujo movimento se pretende r medir. de temperatura. Neste sensor os dois eléctrodos são fixos e estão separados por uma película fina de um material cuja constante dieléctrica é superior à unidade (ε >1). utilizadas por exemplo na construção de transdutores em rotores e estatores de motores.ips.6 Sensores Capacitivos 7. em consequência.

os microfones deste tipo são basicamente constituídos por um diafragma que vibra em função da frequência e da amplitude das ondas sonoras incidentes (constituindo um dos eléctrodos do condensador). se encontra em contacto com o ambiente cuja humidade relativa se pretende medir. que é posteriormente processado e amplificado electronicamente. uma película fina de um material permanentemente polarizado (de elevada constante dieléctrica). de humidade (b) e de som (c) Na Figura 7. o qual basicamente explora a dependência da constante dieléctrica de alguns materiais com o teor de água no ar ambiente.b ilustra-se o esquema de princípio de um sensor capacitivo de humidade (designado sensor higrométrico). O dieléctrico é neste caso constituído por uma película fina de um material simultaneamente isolador e higroscópico o qual.16 Sensores capacitivos de deslocamento (a).16.7.htm (2 of 2)06-06-2005 12:38:54 . O microfone de electrete constitui uma das aplicações mais comuns dos sensores capacitivos de pressão.est. e um segundo eléctrodo metálico e fixo. neste caso particular designados transdutores de som.6 Sensores Capacitivos Figura 7.16. A vibração do diafragma induz uma variação na capacidade do condensador.c.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_07/senscapa.ips. dada a natureza porosa de um dos dieléctricos. Como se ilustra na Figura 7. http://ltodi.

hoje em dia os multímetros incluem já um medidor de capacidades.htm06-06-2005 12:38:54 . Existem medidores-LCR portáteis de uso geral e de precisão para aplicações laboratoriais. No entanto. a indutância e a resistência eléctrica de um componente. O medidor-LCR é um instrumento que permite medir a capacidade.7.est. sendo na maior parte dos casos de tipo digital.ips.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_07/instmeca. http://ltodi.7 Instrumentos de Medida da Capacidade A capacidade de um condensador pode medir-se com um medidor-LCR. voltímetro e ohmímetro.7 Instrumentos de Medida da Capacidade 7. em conjunto com as funções de amperímetro. da designação em língua inglesa LCR-meter.

A capacidade eléctrica relaciona a tensão com a carga armazenada. indutância. resistência parasita. Existem sensores capacitivos de pressão. tensão máxima de trabalho. Existem em gamas pré-estabelecidas e apresentam um conjunto de características técnicas a considerar durante o dimensionamento dos circuitos: tolerância do valor nominal.Sumário Sumário O condensador armazena cargas eléctricas. Existem três tipos básicos de condensadores: discretos. polaridade dos terminais. etc. de fluxo de gases ou líquidos. de força.ips. de nível de líquidos.). cerâmica ou electrólitos de alumínio ou de tântalo. de agentes químicos como a humidade. plástico. de temperatura. o monóxido de carbono. película (papel.est. corrente de fuga pelo dieléctrico. Os condensadores discretos mais comuns possuem um dieléctrico de mica. A unidade de capacidade é o farad. e é uma função da constante dieléctrica. variações com a temperatura.htm06-06-2005 12:38:55 . de vácuo. de deslocamento. A corrente e a tensão eléctrica num condensador relacionam-se por uma derivada.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_07/sumar_07. e das dimensões físicas e da separação entre os eléctrodos. híbridos e integrados. etc. de aceleração. entre outras. http://ltodi.

1 Considere um condensador de placas paralelas com as seguintes características: eléctrodos com 10 cm2 de área.5 Considere um condensador cuja capacidade e tensão inicial entre eléctrodos são. r (c) Determine a tensão aos terminais de cada um destes dois condensadores. (b) dieléctrico com constante dieléctrica ε =75. Determine a capacidade eléctrica do r condensador e a carga acumulada quando a tensão aplicada é V=5 V. Admitindo uma tensão de 200 V entre os eléctrodos. (b) a carga acumulada no condensador. determine: o (a) a tensão aos terminais do condensador em t=5 ms e t=10 ms. no caso em que a carga acumulada é Q=1 nC. Característica i(v) e v(i) do Condensador 7.est.2 mm. respectivamente.1 mm de espessura.Exercícios de Aplicação Exercícios de Aplicação Capacidade Eléctrica 7.2 Determine a capacidade de um condensador de placas paralelas cuja área e espessura do dieléctrico são A=10 cm2 e d=0.2 µF e v(t )=10 V.5. determine: (a) a intensidade do campo eléctrico no seio do dieléctrico.5mm de espessura e constante dieléctrica ε =3. (c) a capacidade eléctrica do condensador. r 7.08 m2 e d=0.ips. a capacidade (C) e a constante dieléctrica do meio (ε ).pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_07/exapl_07. carga acumulada Q=2*10-9 C e tensão entre eléctrodos V=10 V. Determine a intensidade do campo eléctrico (E). Admitindo para a corrente a forma de onda indicada na Figura E7. 7. dieléctrico com 0. respectivamente 2. http://ltodi.3 Considere um condensador de papel parafinado com as seguintes características: A=0.1 mm.htm (1 of 4)06-06-2005 12:38:56 .4 Duas folhas de alumínio de 15m * 1m encontram-se enroladas uma na outra. 7. o fluxo eléctrico (ψ). e: (a) dieléctrico de ar. tendo no meio uma folha de plástico de 0.

Figura E7. Figura E7. Admitindo uma tensão inicial no condensador de 10 V. Figura E7.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_07/exapl_07.htm (2 of 4)06-06-2005 12:38:56 .est.7.ips.5 7. t=5 ms e t=10 ms.6 Considere um condensador de 1 mF cuja tensão aos terminais varia como se indica na Figura E7.7 http://ltodi. Desenhe a forma de onda da corrente e da energia eléctrica armazenada no condensador.7 Considere um condensador de 1 mF cuja corrente varia como na Figura E7.6 7. desenhe a forma de onda da tensão e da energia eléctrica armazenada no condensador.6.Exercícios de Aplicação (b) a energia eléctrica armazenada no condensador em t=0 ms.

Associação de Condensadores *7.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_07/exapl_07.9. Admitindo que o disparo do flash corresponde a descarregar o condensador e que esta descarga se efectua durante um intervalo de tempo de apenas 1 ms.Exercícios de Aplicação 7. Figura E7. determine o valor da corrente i indicada. admitindo todos os condensadores inicialmente descarregados.8 O flash de uma máquina fotográfica possui um condensador de 1 mF que é carregado à tensão de 100 V.9 *7.htm (3 of 4)06-06-2005 12:38:56 .est.11 Para cada um dos circuitos de E7.10. Figura E7. x http://ltodi.10 Determine o valor da tensão v ab em cada um dos circuitos da Figura E7.11.9 Determine o valor da capacidade equivalente aos terminais a-b de cada um dos circuitos da Figura E7.ips. calcule o valor médio da corrente. Determine a carga e a energia eléctrica armazenadas no condensador.10 *7.

est.ips.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_07/exapl_07.htm (4 of 4)06-06-2005 12:38:56 .11 http://ltodi.Exercícios de Aplicação Figura E7.

c. Temp. Gama Temp.: 250 V a.: ± 100 ppm/ºC Gama Temp. Gama Temp.ips.c.: 100 GΩ Tensão Máx.Fotografias de Tipos de Condensadores Fotografias de Tipos de Condensadores Condensador de Mica (eléctrodos de banho de prata) Tolerância: ± 0. Gama Temp.: 500 V d.c.c. 630 V d.: 100 GΩ Tensão Máx.: 1000 V d.htm (1 of 3)06-06-2005 12:38:58 . Condensador de Polypropilene (película) Tolerância: ± 20% Coef.: -40 ºC a 85 ºC Condensador de Polystyrene (película) Tolerância: ± 1% Coef.: -200 ppm/ºC Resistência Isol.: -55 ºC a 100 ºC Condensador de Policarbonato (película) Tolerância: ± 5% Coef.: -55 ºC a 100 ºC http://ltodi. Temp. Temp.est.c.: -125 ± 60 ppm/ºC Resistência Isol.5 pF 1% (>56 pF) Tensão Máx. Temp.: -55 ºC a 125 ºC Condensador de Papel Tolerância: ± 20% Tensão Máx.: 100 GΩ Condensador de Polypropilene (película) Tolerância: ± 20% Coef.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_07/foto_075.: 1000 V d.: -200 ppm/ºC Resistência Isol.

20% Resistência Isol.: 63 V Condensador Cerâmico (Placa) Tolerância: 0.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_07/foto_075.: ± 20% Gama Temp.est.: 30 GΩ Condensador de Polyester (película) Tolerância: ± 10% Resistência Isol.) 63 V (dto.01*C*V (o maior valor) Gama Temp.: 100 a 400 V Gama Temp. não-polarizado) Tolerância: ± 20% Tensão Máx. polarizado) Tolerância: ± 20% (≥ 10 pF) Tensão Máx.: > 100 GΩ Condensador Cerâmico Tolerância: .: 35 V (esq.: 100 a 400 V Gama Temp.25 pF (<10pF) ± 2% (≥ 10 pF) Resistência Isol.: -55 ºC a 125 ºC Resistência Isol.: -40 ºC a 85 ºC Condensador de Polyester (película) Tolerância: ± 5% Resistência Isol.03*C*V Gama Temp.: 6.: -40 ºC a 85 ºC http://ltodi.: 10 GΩ Tensão Máx.3 V Iperdas: I=0. Temp.: 10 GΩ Tensão Máx.) Iperdas: 3 µA ou I=0.: 30 GΩ Tensão Máx.ips.: 10 GΩ Condensador Electrolítico (alumínio.Fotografias de Tipos de Condensadores Condensador de Policarbonato (película) Tolerância: ± 5% Resistência Isol.: -40 ºC a 85 ºC Condensador Electrolítico (alumínio.htm (2 of 3)06-06-2005 12:38:58 .: 100 GΩ Condensador de Polyester (película) Tolerância: ± 10% Resistência Isol.: -40 ºC a 85 ºC Condensador Cerâmico (Multicamada) Tolerância: ± 10% Coef.

pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_07/foto_075.: 50 V (d.: 16 V Iperdas: 0.: -55 ºC a 85 ºC Condensador de Sulfito de Polyphenylene (película.est. polarizado.Fotografias de Tipos de Condensadores Condensador Electrolítico (tântalo sólido seco.) Iperdas: 3 µA ou I=0.: -55 ºC a 125 ºC Condensador Variável de Polypropylene 1 volta: 2 pF a 10 pF Dimensão: 5 mm Tensão Máx. polarizado) Tolerância: ± 20% Tensão Máx.: 3GΩ Gama Temp.: -55 ºC a 85 ºC Condensador Electrolítico (alumínio. montagem superficial) Tolerância: ± 10% Tensão Máx.: -40 ºC a 85 ºC Condensador Electrolítico (tântalo sólido. montagem superficial) Tolerância: ± 2% Tensão Máx.: 35 V Iperdas: 1 µA ou I=0.) Resist.ips.c. Isol.: -40 ºC a 70 ºC http://ltodi.) 10 V (dto. polarizado.01*C*V (o maior valor) Gama Temp.: 100 V d.: 50 V (esq. montagem superficial) Tolerância: ± 20% Tensão Máx.htm (3 of 3)06-06-2005 12:38:58 .c Gama Temp.02*C*V (o maior valor) Gama Temp.5 µA Gama Temp.

pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_06/sobrefon. Este formato é indicativo de que as variáveis do circuito são uma função das diversas fontes independentes. i .6.1 Teorema da Sobreposição de Fontes 6. i j contabilizadas na matriz característica do circuito. Na realidade.1 Teorema da Sobreposição das Fontes Os métodos dos nós e das malhas conduzem a uma relação matricial constituída por três factores principais: o vector coluna das variáveis do circuito.a.est.htm (1 of 4)06-06-2005 12:39:00 . s s Figura 6.ips. finalmente. v .1 Método da sobreposição das fontes É fácil mostrar que a tensão aos terminais da resistência R se pode escrever na forma 3 http://ltodi. constituído por duas fontes independentes.1) em que os coeficientes a e b são constantes e dependem apenas das resistências e das fontes dependentes. e outra de corrente. o vector coluna das fontes independentes. uma de tensão. esta expressão indica que as variáveis do circuito podem ser obtidas por intermédio da sobreposição (somatório) dos efeitos causados por cada uma das fontes independentes. designado por método da sobreposição das fontes. a matriz característica que contém a informação relativa às resistências e às fontes dependentes e. podendo em geral escrever-se na forma (6. Na expressão (6.1) inscreve-se um método alternativo para a análise de circuitos. Considere-se então o circuito representado na Figura 6.1.

1. Pode então dizer-se que a expressão (6. permitem identificar a contribuição da fonte de corrente (6.a: Passo 1: cancelamento da fonte de corrente e determinação do efeito causado pela fonte de tensão (Figura 6.1.ips. que se confirma coincidir com a expressão indicada anteriormente em (6. notese que cancelar uma fonte de corrente equivale a deixar em aberto os seus dois terminais.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_06/sobrefon. a aplicação da regra do divisor de corrente.1. A aplicação da regra do divisor de tensão permite identificar a contribuição da fonte de tensão (6.6.htm (2 of 4)06-06-2005 12:39:00 .2 Cancelamento de fontes independentes http://ltodi. conforme se vê na Figura 6.2).1).4) Passo 3: adição dos efeitos causados por cada uma das fontes independentes.1 Teorema da Sobreposição de Fontes (6.2). Neste caso. cancelar uma fonte de tensão equivale a curto-circuitar os seus dois terminais.est.b. Figura 6.c.3) Passo 2: cancelamento da fonte de tensão e determinação do efeito causado pela fonte de corrente (Figura 6.2) caso particular da forma genérica expressa por (6. em conjunto com a Lei de Ohm. conforme se indica na Figura 6.2).2) resulta da aplicação sucessiva dos seguintes três passos ao circuito representado na Figura 6.

3. para os efeitos causados pela fonte de tensão e pela fonte de corrente.htm (3 of 4)06-06-2005 12:39:00 .a considera-se um circuito com diversas fontes independentes e dependentes.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_06/sobrefon. assim. Na Figura 6. facilmente se verifica que (6. http://ltodi. não contribuem com parcelas adicionais para o somatório. x Figura 6.3 b e c. relativamente ao qual se pretende determinar a expressão da corrente i indicada. isto é.6. A expressão da corrente total é.1 Teorema da Sobreposição de Fontes Uma outra conclusão que se inscreve na relação matricial característica de um circuito é o facto de as fontes dependentes serem contabilizadas como se de resistências se tratassem.ips.est.6) respectivamente.5) e que (6.3 Exemplo de aplicação do método da sobreposição das fontes Analisando separadamente os dois circuitos representados em 6.

htm (4 of 4)06-06-2005 12:39:00 .1 Teorema da Sobreposição de Fontes (6.est.6.7) http://ltodi.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_06/sobrefon.ips.

Caso 1: Equivalente de Thévenin de um Circuito com Fontes Independentes Considere-se o circuito representado na Figura 6. Th Th Figura 6.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_06/thevenin. a tensão ou a potência a jusante de um par de terminais.4 Teorema de Thévenin A metodologia de cálculo do equivalente de Thévenin difere consoante o tipo de fontes em presença no circuito. um circuito linear pode sempre ser substituído por uma fonte de tensão com resistência interna. e circuitos com fontes dependentes (Caso 3). circuitos com fontes independentes e dependentes (Caso 2). do ponto de vista de um qualquer par de terminais. constituindo globalmente uma fonte de tensão com resistência interna.est.2 Teorema de Thévenin O teorema de Thévenin afirma que. relativamente ao qual se pretende determinar o equivalente de Thévenin do subcircuito à esquerda dos terminais a e b indicados. quando o objectivo da análise de um circuito se resume a identificar a corrente.ips. Como se verifica na Figura 6.2 Teorema de Thévenin 6. É comum distinguirem-se circuitos com fontes independentes (Caso 1).htm (1 of 4)06-06-2005 12:39:01 . então o teorema de Thévenin indica que todo o circuito a montante pode ser reduzido a dois elementos apenas.5. O conjunto de componentes v e R é designado por equivalente de Thévenin do circuito.6. http://ltodi.4.a.

2 Teorema de Thévenin Figura 6.b). (6.est.6.5 Equivalente de Thévenin de um circuito com fontes independentes O equivalente de Thévenin calcula-se nos seguintes dois passos (para além da identificação dos terminais e do sentido relativamente ao qual se pretende obter o equivalente): (i) obtenção da tensão em aberto (Figura 6.5.ips. http://ltodi. quando se anulam todas as fontes independentes no circuito (Figura 6.a.9) Caso 2: Equivalente de Thévenin de um Circuito com Fontes Independentes e Dependentes Considere-se o circuito da Figura 6.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_06/thevenin.8) (ii) e determinação da resistência equivalente vista dos terminais de saída.c).5.htm (2 of 4)06-06-2005 12:39:01 . (6.6. integrando fontes independentes e dependentes de tensão.

c).pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_06/thevenin.est.6 Equivalente de Thévenin de um circuito com fontes independentes e dependentes O cálculo é composto por três passos: (i) determinação da tensão em aberto (Figura 6.6.11) http://ltodi. (iii) e cálculo da resistência equivalente de Thévenin através do cociente entre a tensão em aberto e a corrente de curto-circuito.b).ips.2 Teorema de Thévenin Figura 6.10) (ii) determinação da corrente de curto-circuito entre os terminais especificados (Figura 6. (6.htm (3 of 4)06-06-2005 12:39:01 .6.6. (6.

A metodologia de cálculo da resistência equivalente exige que se aplique do exterior uma tensão (ou uma corrente).7.12) Caso 3: Equivalente de Thévenin de um Circuito com Fontes Dependentes O equivalente de Thévenin de um circuito com fontes dependentes caracteriza-se pelo valor nulo da tensão equivalente respectiva. (ii) e determina-se a resistência equivalente de Thévenin através do cociente (6.ips. v (Figura 6.b).7 Equivalente de Thévenin de um circuito com fontes dependentes http://ltodi.est.7.6. se meça a corrente absorvida (a tensão gerada aos terminais) e se efectue o cociente entre ambas. e medir a corrente x absorvida pelo circuito (Figura 6.7. pode aplicar-se uma tensão aos terminais especificados.htm (4 of 4)06-06-2005 12:39:01 .pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_06/thevenin. e mede-se a tensão aos terminais.c).2 Teorema de Thévenin (6. v . No caso da resistência equivalente do circuito representado na Figura 6. i .a: (i) aplica-se uma corrente ao circuito. Em x x alternativa.13) Figura 6.

8.6.3 Equivalente de Norton A transformação de fonte indica que uma fonte de tensão com resistência interna não nula pode ser substituída por uma fonte de corrente com resistência interna não infinita.3 Equivalente de Norton 6. http://ltodi.est. Figura 6. Tomando como exemplo o circuito representado na Figura 6.8 Equivalente de Norton Caso 1: Equivalente de Norton de um Circuito com Fontes Independentes O cálculo do equivalente de Norton de um circuito com fontes independentes baseia-se num conjunto de procedimentos semelhantes àqueles estabelecidos anteriormente para o equivalente de Thévenin. Por conseguinte.htm (1 of 5)06-06-2005 12:39:03 . Como se indica na Figura 6.9. esta transformação permite redesenhar o circuito equivalente de Thévenin com base numa fonte de corrente.ips. designada por equivalente de Norton. este equivalente pode ser obtido através de dois processos essencialmente distintos: de forma directa ou por intermédio do cálculo do equivalente de Thévenin seguido da transformação de fonte.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_06/norton.

6.16) http://ltodi.htm (2 of 5)06-06-2005 12:39:03 .3 Equivalente de Norton Figura 6.15) admitindo nulas todas as fontes independentes.c) (6.8).est. e como previsto pela transformação de fonte.15) com aquelas relativas ao equivalente de Thévenin.9.ips.9.9 Equivalente de Norton de um circuito com fontes independentes num primeiro momento determina-se a corrente de curto-circuito entre os terminais especificados (Figura 6. verifica-se que.14) e (6.14) e num segundo a resistência vista dos terminais de saída (Figura 6. Se se compararem as expressões (6. (6.7) e (6. b) (6. calculado em (6.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_06/norton.

10. Tomando como exemplo o circuito representado na Figura 6.htm (3 of 5)06-06-2005 12:39:03 . Figura 6.ips.6.18) para a fonte de corrente equivalente (Figura 6.b).17) Caso 2: Equivalente de Norton de um Circuito com Fontes Independentes e Dependentes A determinação do equivalente de Norton de um circuito com fontes independentes e dependentes exige que se calculem a tensão de circuito aberto e a corrente de curto-circuito entre os terminais especificados.10. e http://ltodi.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_06/norton.10 Equivalente de Norton de um circuito com fontes independentes e dependentes obtém-se (6.est.3 Equivalente de Norton e (6.

por conseguinte. http://ltodi. sendo.3 Equivalente de Norton (6. constituído apenas por fontes dependentes e resistências.19) coincidem com aqueles obtidos por aplicação da transformação de fonte ao equivalente de Thévenin expresso por (6.19) para a resistência.10.20) define a tensão de circuito aberto entre os terminais especificados (Figura 6.10) e (6. Figura 6.ips.11.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_06/norton.est.18) e (6.6.12). Caso 3: Equivalente de Norton de um Circuito com Fontes Dependentes Considere-se o circuito representado na Figura 6.c).htm (4 of 5)06-06-2005 12:39:03 .11 Equivalente de Norton de um circuito com fontes dependentes O equivalente de Norton de um circuito deste tipo consiste numa resistência apenas.a. em que (6. É fácil verificar que os resultados (6.

htm (5 of 5)06-06-2005 12:39:03 .3 Equivalente de Norton formalmente idêntico ao equivalente de Thévenin.6.11 b e c.est.ips.21) http://ltodi. (6. A resistência equivalente obtém-se através do cociente entre a tensão e a corrente aos terminais de uma fonte aplicada aos terminais especificados. como se indica nas Figuras 6.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_06/norton.

v=v . Figura 6. a tensão e a corrente na carga são nula e máxima respectivamente. a maximização da potência transferida para a carga não passa pela maximização nem da tensão nem da corrente na mesma. e uma fonte de tensão com resistência interna (note-se que a fonte de tensão pode representar o equivalente de Thévenin de um circuito mais complexo). Antes de passar à determinação das condições necessárias para a maximização da transferência de potência. vamos considerar os casos limite indicados em 6. a tensão na carga é máxima. representativos das situações de carga infinita e nula.12.est.6. Pelo contrário. no caso em que a resistência de carga é nula.htm (1 of 3)06-06-2005 12:39:04 .12 Casos limite da transferência de potência entre uma fonte e uma carga No caso em que a resistência de carga é infinita. R.ips. respectivamente. mas a corrente e a Th potência fornecidas são nulas. sendo por isso também nula a potência aí depositada. Admita-se ainda que este circuito representa a ligação de um amplificador (a fonte de tensão com resistência interna) a uma coluna sonora ou a uma antena (a resistência de carga).4 Teorema da Máxima Transferência de Potência Considere-se o circuito da Figura 6.4 Teroema da Máxima Transferência de Potência 6.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_06/maxtrpot. Por conseguinte.a. http://ltodi.12 b e c. com uma carga resistiva. e que o objectivo do mesmo é maximizar a transferência de potência eléctrica entre a fonte e a carga.

est. mas positiva para qualquer outro valor.25) isto é. (6.24) Sendo a potência fornecida à carga nula nos limites R=0 e R=∞.4 Teroema da Máxima Transferência de Potência Considere-se então a potência fornecida à carga pela fonte.htm (2 of 3)06-06-2005 12:39:04 . quando (6. http://ltodi.22) a qual tendo em conta a expressão da corrente e da tensão na mesma se pode escrever na forma (6.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_06/maxtrpot.27) ou ainda (6.26) ou (6.23) ou ainda (6.28) A máxima transferência de potência entre uma fonte e uma carga ocorre quando se verifica a paridade entre esta e a resistência interna da fonte. conclui-se que o máximo da potência transferida ocorre quando se verifica a igualdade (6.ips.6.

pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_06/maxtrpot.ips.htm (3 of 3)06-06-2005 12:39:04 .est.4 Teroema da Máxima Transferência de Potência http://ltodi.6.

a).13. Considerem-se agora as fontes de tensão associadas em paralelo (Figura 6.6.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_06/millman.est.5 Teorema de Millman 6.htm (1 of 3)06-06-2005 12:39:05 . cujos parâmetros são dados pelas expressões http://ltodi.5 Teorema de Millman O teorema de Millman estabelece as regras de associação em paralelo e em série de fontes de tensão e de corrente.ips. respectivamente. tendo-se então tratado apenas o caso elementar da associação em série e em paralelo de conjuntos de duas fontes. O teorema de Millman estabelece que o conjunto destas fontes pode ser substituído por uma fonte de tensão com resistência interna. Este tópico foi abordado no Capítulo 4.

ips.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_06/millman.est.6.13 Teorema de Millman: associação em paralelo de fontes de tensão (a) e associação em série de fontes de corrente (b) (6.29) e http://ltodi.htm (2 of 3)06-06-2005 12:39:05 .5 Teorema de Millman Figura 6.

A associação em série de fontes de corrente rege-se pelo dual do teorema de Millman.b.htm (3 of 3)06-06-2005 12:39:05 .5 Teorema de Millman (6.est.6. demonstrado na Figura 6.32) http://ltodi.a.6.13.ips.31) e (6. a amplitude da fonte de corrente e a resistência interna respectiva são dadas pelas expressões (6.30) Este resultado encontra-se demonstrado de forma gráfica na Figura.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_06/millman.13. Neste caso.

A expressão (6. cuja particularidade reside no facto de a resistência R se encontrar ligada entre dois nós de tensões postas em relacão por uma fonte dependente.6 Teorema de Miller Considere-se o circuito representado na Figura 6.htm06-06-2005 12:39:06 .34) indica que a resistência aparente do circuito é (1+a) vezes inferior ao valor real do elemento resistivo utilizado.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_06/miller.6 Teorema de Miller 6.14 Teorema de Miller A aplicação da Lei de Kirchhoff das tensões ao circuito permite escrever a igualdade (6.6.est.14. Figura 6. http://ltodi.ips.33) a partir da qual se obtém a relação (6. Este efeito é vulgarmente designado por efeito de Miller.34) entre a tensão aplicada e a corrente fornecida ao circuito.

O teorema da máxima transferência de potência conclui que se maximiza a potência depositada numa carga resistiva quando se verifica a igualdade entre as resistências da carga e interna da fonte. um circuito pode sempre ser substituído por uma fonte de corrente com resistência interna. os teoremas da sobreposição das fontes.est. A fonte (v . de Thévenin. O teorema de Norton é dual do teorema de Thévenin. R ) é designada por equivalente de Thévenin do circuito aos Th Th Th terminais especificados. de Millman e de Miller. O teorema da sobreposição das fontes afirma que a tensão ou corrente num qualquer elemento de um circuito linear e bilateral pode ser determinada a partir da soma das contribuições devidas a cada uma das fontes independentes. O teorema de Miller conclui que é possível atenuar o valor aparente de uma resistência através da utilização de fontes dependentes. O teorema de Thévenin afirma que. O teorema de Millman estabelece as regras de associação em paralelo e em série de fontes de tensão e de corrente. Designadamente. Quando o objectivo da análise se resume a identificar a corrente.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_06/sumar_06. do ponto de vista de um qualquer par dos seus terminais. isoladamente consideradas.ips. do ponto de vista de um par de terminais um circuito pode ser substituído por uma fonte de tensão com resistência interna. http://ltodi.Sumário Sumário Neste capítulo introduziram-se alguns dos principais teoremas dos circuitos eléctricos.htm06-06-2005 12:39:06 . da máxima transferência de potência. o teorema de Thévenin prevê que todo o circuito a montante possa ser condensado numa fonte de tensão (v ) Th e numa resistência (R ). respectivamente. de Norton. a tensão ou a potência fornecidas a jusante de um par de terminais de um circuito.

Exercícios de Aplicação Exercícios de Aplicação Teorema da Sobreposição das Fontes *6.est.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_06/exapl_06.1.htm (1 of 6)06-06-2005 12:39:08 .ips. determine o valor das correntes e das tensões indicadas em cada um dos circuitos da Figura E6.1 Recorrendo ao teorema da sobreposição das fontes. http://ltodi.

2 Considerando os circuitos representados na Figura E6.ips. http://ltodi. determine o equivalente de Thévenin aos terminais a e b indicados.1 Teorema de Thévenin e Equivalente de Norton *6.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_06/exapl_06.Exercícios de Aplicação Figura E6.est.2.htm (2 of 6)06-06-2005 12:39:08 .

Exercícios de Aplicação Figura E6.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_06/exapl_06. http://ltodi.ips.est.htm (3 of 6)06-06-2005 12:39:08 .2 6.3.3 Determine o equivalente de Thévenin aos terminais a e b indicados nos circuitos da Figura E6.

pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_06/exapl_06. Figura E6. Determine o equivalente de Norton aos terminais a e b indicados.htm (4 of 6)06-06-2005 12:39:08 .4 *6. determine: (a) o valor da resistência R que maximiza a transferência de potência a partir da(s) fonte(s).5 Considere os circuitos da Figura E6.5.est.6 Para cada circuito representado na Figura E6.4 Considere os circuitos representados na Figura E6.4.ips.5 Teorema da Máxima Transferência de Potência *6. http://ltodi. Determine o equivalente de Norton aos terminais a e b indicados. Figura E6.Exercícios de Aplicação Figura E6.3 6.6.

http://ltodi.htm (5 of 6)06-06-2005 12:39:08 .6 Teorema de Millman *6. Figura E6.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_06/exapl_06.ips.7 Utilizando o resultado do teorema de Millman.est. determine o valor da fonte de corrente e de tensão equivalente aos terminais da resistência R.Exercícios de Aplicação (b) o valor da máxima potência susceptível de ser transferida.

Figura E6.8 http://ltodi.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_06/exapl_06.est.8.8 Determine o valor aparente da resistência R no circuito da Figura E6.7 Teorema de Miller *6.ips.Exercícios de Aplicação Figura E6.htm (6 of 6)06-06-2005 12:39:08 .

htm (1 of 14)06-06-2005 12:39:13 .1 Fontes de Corrente Independentes Considere-se um circuito constituído apenas por resistências e fontes de corrente independentes (Figura 5. escolha de um nó de referência e atribuição de um sentido positivo para a corrente em cada um dos ramos.1 Método dos Nós O método dos nós permite obter a tensão em cada um dos (N-1) nós de um circuito (o N-ésimo nó é definido pela referência. (iii) substituição da característica tensão-corrente dos componentes ligados aos nós. O sentido arbitrado não deve necessariamente ser coincidente com o sentido real da corrente no circuito. (ii) aplicação da Lei de Kirchhoff das correntes a cada um dos (N-1) nós do circuito.2).est. conclui-se que são necessárias (N-1)=2 equações para a sua resolução (é comum definir-se a referência como sendo o nó no qual incide o maior número de ramos). http://ltodi. O método dos nós consiste na aplicação consecutiva dos seguintes quatro passos: (i) determinação do número total de nós do circuito (N).1. cuja tensão se conhece à partida ou se admite ser 0 V).5.1 Método dos Nós 5. (iv) resolução do sistema de equações para obtenção das tensões nos (N-1) nós do circuito.2 Método dos nós: circuito com fontes de corrente independentes Pretende-se analisar o circuito através do método dos nós. Figura 5. cuja obtenção se resume à aplicação da Lei de Kirchhoff das tensões aos nós do circuito. Passo 1: uma vez que o circuito possui três nós (N=3).pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_05/metnos. 5. Os sentidos arbitrados para as correntes em cada um dos ramos encontram-se indicados na própria figura. Esta metodologia é válida para qualquer circuito com fontes independentes e dependentes. As (N-1) variáveis são obtidas por resolução de um sistema de (N-1) equações algébricas linearmente independentes.ips.

definem um sistema de equações algébricas cuja representação matricial é (5. em conjunto.6) e (5.8) (5.7) respectivamente.5) Passo 4: a resolução do sistema de equações (5.htm (2 of 14)06-06-2005 12:39:13 .1) e (5.1 Método dos Nós Passo 2: a aplicação da Lei de Kirchhoff das correntes aos nós-1 e -2 do circuito permite escrever as seguintes equações: nó-1 nó-2 (5. (5.2) Passo 3: a substituição da Lei de Ohm nos termos relativos às correntes nas resistências permite rescrever as equações (5. podem então determinar-se as correntes nas três resistências. Uma vez conhecidas as tensões v1 e v2.3) (5.1) (5.ips. designadamente através das relações (5.9) e http://ltodi.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_05/metnos.2) na forma nó-1 nó-2 que.5) permite obter as expressões das tensões nos nós-1 e -2.est.5.4) (5.

-2 e -3 permite obter. após substituição da Lei de Ohm nos termos relativos às resistências. Figura 5.3 Exemplo de aplicação do método dos nós A aplicação sistemática dos preceitos do método permite obter os seguintes resultados: Passo 1: uma vez que o circuito contém quatro nós (N=4).10) Considere-se agora o circuito representado na Figura 5. em conjunto.ips.11) (5. as equações algébricas nó-1 nó-2 nó-3 que. o qual é composto por diversas fontes de corrente independentes.13) (5. Passos 2 e 3: a aplicação da Lei de Kirchhoff das correntes aos nós-1.est.1 Método dos Nós (5.5. são necessárias (N-1)=3 equações linearmente independentes para a sua resolução.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_05/metnos.14) http://ltodi.htm (3 of 14)06-06-2005 12:39:13 .3.12) (5. definem um sistema de três equações algébricas cuja representação matricial é (5.

designadamente (5.15)) resulta da expansão do s cociente entre determinantes (5.15) (5. a expressão da tensão no nó-1 (expressão (5.est. [i ].pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_05/metnos. e ∆1. Verifica-se assim que na relação matricial: (i) as variáveis do circuito definem um vector coluna (do qual se exclui o nó de referência).htm (4 of 14)06-06-2005 12:39:13 .19) (ii) as fontes independentes se agrupam num vector coluna http://ltodi. (5. são substituídas pelo vector das fontes de corrente independentes.18) Os exemplos de aplicação apenas considerados permitem derivar um conjunto de regras de construção sistemática da relação matricial característica de um circuito.1 Método dos Nós Passo 4: a aplicação da regra de Cramer à relação matricial (5. ∆2 e ∆3 definem os determinantes da matriz [G] quando a primeira.ips.17) em que ∆ define o determinante da matriz [G].5.14) permitir obter as expressões das tensões nos três nós do circuito (ver Apêndice-B). Por exemplo.16) e (5. a segunda e a terceira colunas. respectivamente.

ips. Os elementos da diagonal principal da matriz (G ) são dados pelo somatório das condutâncias ligadas ao nó-j.est.21) designada por matriz de condutâncias do circuito. s http://ltodi.2 Fontes de Tensão Independentes A presença de fontes de tensão num circuito tem como principal consequência a redução do número de equações linearmente independentes cuja obtenção exige a aplicação da LKC.20) cujos termos são dados pelo somatório das fontes independentes incidentes no nó correspondente. no caso presente verifica-se que a tensão no nó-1 é definida de forma explícita pela fonte de tensão v .1 Método dos Nós (5.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_05/metnos. enquanto os restantes jj elementos (G com i≠ j) são dados pela soma das condutâncias ligadas entre os nós i e j. uma variável a determinar por aplicação da LKC.1. é comum distinguir três tipos de ligação das fontes de tensão: ligadas ao nó de referência (Caso 1).5. ij afectados de um sinal negativo. portanto. (5. 5. No entanto. A análise do circuito visa obter as expressões das tensões nos nós-1 e -2.4. Caso 1: Fontes de Tensão Independentes Ligadas ao Nó de Referência Considere-se o circuito representado na Figura 5. (iii) as resistências se agrupam numa matriz quadrada. o qual integra uma fonte de tensão independente. A matriz é simétrica sempre que os circuitos integrem apenas fontes independentes. não constituindo. e ligadas em série com uma resistência.htm (5 of 14)06-06-2005 12:39:13 . definindo em conjunto uma fonte com resistência interna (Caso 3). Por conseguinte. A razão desta redução é simples: as fontes de tensão definem por si só ou a tensão ou a relação entre as tensões em dois nós. ligadas entre dois nós distintos da referência (Caso 2). que na secção anterior resultavam da aplicação da LKC aos nós referidos.

permite obter a equação algébrica (5.23) (5.est.22) (5.5. e nó-2 a qual.1 Método dos Nós Figura 5.24).24) na qual se inscreve a expressão da tensão no nó-2 (5. s Caso 2: Fontes de Tensão Independentes Ligadas entre dois Nós Distintos da Referência Na Figura 5.ips.22).5 considera-se o caso de um circuito que possui uma fonte de tensão ligada entre dois nós distintos da referência.4 Método dos nós (Caso 1) Com efeito. (ii) o vector das fontes independentes integra o efeito da fonte de tensão. por substituição de (5.25) Identificam-se assim as seguintes alterações relativamente ao método introduzido anteriormente: (i) a dimensão da relação matricial é reduzida de uma unidade. http://ltodi. para cada um dos dois nós do circuito podem obter-se as equações nó-1 portanto já resolvida.htm (6 of 14)06-06-2005 12:39:13 . conforme indica o termo G2v em (5.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_05/metnos.

entre as equações eventualmente obtidas por aplicação da LKC.26) e. http://ltodi. (5. Portanto.5.6.27) no nó-1.est.5 Método dos nós (Caso 2) Este facto indicia uma relação entre as tensões respectivas. é válida a relação matricial (5. portanto.28) no super-nó-2-3. Os nós-2 e -3 definem aquilo que vulgarmente se designa por super-nó ou nó generalizado.a um circuito com uma fonte de tensão com resistência interna.29) Caso 3: Fontes de Tensão com Resistência Interna Considere-se na Figura 5.ips. verifica-se que (5. e (5.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_05/metnos.1 Método dos Nós Figura 5. Arbitrando a tensão no nó-2 como a incógnita a resolver.htm (7 of 14)06-06-2005 12:39:13 .

a um circuito que integra simultaneamente fontes de corrente e de tensão independentes.est. -2 e -3. s (ii) a tensão no nó-3 é definida directamente pela fonte v 2 (Caso-1). s (iii) o nó-3 pode ser eliminado por transformação da fonte de tensão v 2 e da resistência R4 s numa fonte de corrente com resistência interna (Figura 5.b). Tendo o circuito quatro nós.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_05/metnos. designadamente aos nós-1.30) Considere-se na Figura 5. Uma vez que o circuito transformado contém apenas fontes de corrente independentes. No entanto.7. (ii) transformar a fonte de tensão v e a resistência R4 numa fonte de corrente com resistência s interna (Figura 5.ips. existem aqui dois modos de reduzir a ordem da relação matricial: (i) constatar que o nó-3 se enquadra no Caso-1 estudado anteriormente.5. http://ltodi.b).htm (8 of 14)06-06-2005 12:39:13 . -2 e -3. A segunda alternativa reduz automaticamente o número total de nós do circuito. à partida seria necessário aplicar três vezes a LKC. este circuito apresenta como particularidades: (i) a tensão no nó-1 é definida directamente pela fonte v 1 (Caso-1).6. e inclui uma fonte de tensão.7. No entanto.6 Método dos nós (Caso 3) Sendo o circuito de quatro nós.1 Método dos Nós Figura 5. designadamente a referência e os nós-1. à partida seria necessário aplicar duas vezes a LKC. é fácil verificar que a relação matricial respectiva é dada por (5.

5.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_05/metnos.33) e (5.3 Fontes de Corrente Dependentes A inserção de fontes dependentes nos circuitos acarreta apenas alterações ao nível da matriz de condutâncias. uma função das próprias variáveis do circuito.htm (9 of 14)06-06-2005 12:39:13 . A aplicação do método dos nós a este circuito baseia-se em dois passos: http://ltodi.1 Método dos Nós Figura 5. a análise do circuito resume-se à aplicação da LKC ao nó-2.1.32) Caso fosse necessário determinar as tensões nos nós-1 e -3.7 Exemplo de aplicação do método dos nós De acordo com as simplificações em (i) e (iii).31) equação na qual se inscreve a expressão da tensão respectiva (5.a considera-se um circuito que inclui uma fonte de corrente controlada pela tensão aos terminais de uma resistência.ips. Tais alterações devem-se essencialmente ao facto de as fontes dependentes serem uma função da tensão entre nós ou da corrente num elemento .portanto. então (5. (5.8. Na Figura 5.est.34) 5.

Assim.37) A inspecção da relação (5.8. mais concretamente na linha correspondente ao nó e nas colunas relativas às variáveis que a controlam.4 Fontes de Tensão Dependentes http://ltodi.1.36) ou seja (5. 5.b) e aplica-se o método tal como introduzido ao longo das secções anteriores.37) permite constatar que o efeito devido à fonte dependente incorpora a matriz [G].8 Método dos nós: circuito com fonte de corrente dependente Passo 1: inicialmente anulam-se todas as fontes dependentes (Figura 5.1 Método dos Nós Figura 5. a inspecção do mesmo permite obter directamente a relação matricial (5.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_05/metnos.35) Passo 2: seguidamente introduzem-se os efeitos devidos às fontes dependentes. só a equação relativa a este nó deve ser redefinida. Uma vez que no presente caso a fonte dependente se encontra ligada apenas ao nó-1.htm (10 of 14)06-06-2005 12:39:13 . Uma vez que este circuito não possui fontes de tensão. (5.est.ips.5.

38) se simplifica para (5. à aplicação da LKC ao nó-1. o qual possui no seu seio uma fonte de tensão controlada pela corrente na resistência R2.5.40) ou seja http://ltodi. o que permitirá eliminar o nó-3 (Figura 5. definindo no conjunto uma fonte de tensão com resistência interna (Caso 3). Caso 1: Fontes de Tensão Dependentes Ligadas ao Nó de Referência Considere-se o circuito da Figura 5.htm (11 of 14)06-06-2005 12:39:13 . podem distinguir-se três tipos de ligação das fontes de tensão dependentes: fontes ligadas ao nó de referência (Caso 1). Tal como para o caso dos circuitos com fontes independentes.1 Método dos Nós A análise de circuitos com fontes de tensão dependentes integra aspectos comuns às metodologias estabelecidas anteriormente para os circuitos com fontes de tensão independentes e fontes de corrente dependentes: cada fonte de tensão dependente reduz de uma unidade o número de nós aos quais é necessário aplicar a LKC. aqui designada por i2. (5.9 Método dos nós: circuito com fonte de tensão dependente (Caso 1) Uma vez que o circuito possui quatro nós.9. e a fonte dependente estabelece uma relação entre a tensão no nó-2 e as variáveis que a controlam.38) A análise do circuito resume-se. Figura 5.39) a qual tendo em atenção (5. neste caso (5. mas os seus efeitos incorporam apenas a matriz [G].a. assim.est. Identificamse as seguintes duas particularidades: a fonte de tensão v e a resistência R1 podem ser transformadas numa s fonte de corrente com resistência interna. em princípio seria necessário aplicar três vezes a LKC.9.b). fontes ligadas entre dois nós distintos da referência (Caso 2).pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_05/metnos.ips. e fontes de tensão ligadas em série com uma resistência.

Figura 5.41) A relação (5. da redução operada sobre o número de aplicações da LKC.40) indica que os efeitos da fonte de tensão dependente se fazem sentir na matriz [G].pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_05/metnos.44) ou seja (5. facto que permite reduzir para um o número total de aplicações da LKC necessárias. para além.43) e (5. então. à aplicação da LKC ao super-nó 1-2. definindo em conjunto um super-nó.1 Método dos Nós (5. Esta fonte estabelece uma relação entre as tensões nos nós-1 e-2.5. (5. muito naturalmente.est.ips.45) http://ltodi.10 Método dos nós: circuito com fonte de tensão dependente entre dois nós distintos da referência (Caso 2) A análise do circuito resume-se. Caso 2: Fontes de Tensão Dependentes Ligadas Entre Dois Nós Distintos da Referência Na Figura 5.10 considera-se o caso de um circuito que integra uma fonte de tensão dependente.htm (12 of 14)06-06-2005 12:39:13 .42) que após substituição das relações (5.

seguida da transformação de fonte do conjunto resistências e fonte de tensão dependente (Figura 5. -2 e -3. os nós-2 e -3 podem ser eliminados através da associação em série das resistências R2 e R3.a é composto por quatro nós.b). sendo em particular válido (5. No entanto.5.htm (13 of 14)06-06-2005 12:39:13 .11 Método dos nós: inclusão de fontes de tensão dependentes com resistência interna (Caso 3) Aparentemente seria necessário aplicar três vezes a LKC. Figura 5. designadamente aos nós-1. dos quais um coincide com a referência.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_05/metnos.48) da qual resulta a expressão da tensão no nó-1 http://ltodi.11.47) Caso 3: Fontes de Tensão Dependentes com Resistência Interna O circuito figurado em 5.est.11. O circuito simplificado coincide na forma com um dos casos considerados anteriormente.46) ou ainda (5. deste modo obtendo um sistema de três equações a três incógnitas.ips.1 Método dos Nós se pode rescrever (5.

htm (14 of 14)06-06-2005 12:39:13 .5.49) http://ltodi.1 Método dos Nós (5.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_05/metnos.ips.est.

o que permite reduzir para dois o número de aplicações da LKC. e a presença de uma fonte de corrente dependente.50) a qual tendo em conta a igualdade (5.5. Deste modo.51) se pode rescrever na forma http://ltodi. Figura 5.ips.est.2.2 Exemplos de Aplicação 5.2 Exemplos de Aplicação Nesta secção exemplifica-se a aplicação do método dos nós a circuitos que integram fontes de tensão e de corrente independentes e dependentes. de acordo com o critério da maximização do número de ramos incidentes).12.12 Exemplo de aplicação-1 Resolução: Sendo o circuito constituído por quatro nós.htm (1 of 3)06-06-2005 12:39:15 . a aplicação da LKC ao nó-1 permite obter a equação algébrica (5. em princípio o método dos nós exigiria a obtenção de três equações por aplicação da LKC (o nó-4 foi escolhido como referência. identifica-se neste circuito a existência de uma fonte de tensão independente ligada entre o nó-3 e a referência.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_05/exemp_52. 5. Pretende-se determinar as tensões nos nós do circuito por aplicação do método dos nós.1 Exemplo de Aplicação-1 Considere-se o circuito com fontes independentes e dependentes representado na Figura 5. No entanto.

13 Exemplo de aplicação 2 Resolução: Neste circuito identificam-se dois casos particulares: fonte de tensão dependente ligada entre o nó-4 e a referência. A análise do circuito passa. http://ltodi. a aplicação da LKC ao nó-2 permite obter (5.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_05/exemp_52. 5.2.53) que após substituição da igualdade v3=-v se pode rescrever na forma s (5. portanto.52) e (5.htm (2 of 3)06-06-2005 12:39:15 .54) definem a relação matricial (5.52) Por outro lado. Figura 5. -2 e -3. o que permite reduzir para três as aplicações da LKC.13 considera-se um circuito cujas tensões nos nós se pretende sejam determinadas por aplicação do método dos nós.est.2 Exemplos de Aplicação (5. e fonte de corrente dependente.54) As equações (5. pela obtenção das equações relativas aos nós-1.ips.2 Exemplo de Aplicação-2 Na Figura 5.55) cuja resolução permite obter as expressões das tensões nos nós-1 e -2 do circuito.5.

ips. no nó-1 (5. em conjunto.est. definem um sistema de equações de representação matricial (5.5.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_05/exemp_52.59) http://ltodi.htm (3 of 3)06-06-2005 12:39:15 .2 Exemplos de Aplicação Assim.56) no nó-2 (5.58) as quais.57) e no nó-3 (5.

que após substituição das características tensão-corrente dos componentes permitem obter um sistema de M equações a M incógnitas. As correntes nas malhas não coincidem necessariamente com as correntes nos componentes do circuito.3 Método das Malhas Este método permite obter a corrente em cada uma das malhas de um circuito. À semelhança do método dos nós. é dada pela diferença entre as correntes nas malhas-2 -3.a. podendo no entanto ser obtidas por adição ou subtracção daquelas. (b).3 Método das Malhas 5. e de caminhos que não constituem malhas.14.14 dão-se exemplos de caminhos fechados que constituem malhas. (ii) aplicação da Lei de Kirchhoff das tensões a cada uma das malhas. A análise de um circuito com M malhas exige a obtenção e a resolução de M equações linearmente independentes.5. As equações resultam da aplicação da Lei de Kirchhoff das tensões às malhas do circuito. Figura 5. o método das malhas permite obter as correntes em todas as malhas de um circuito. (a). verifica-se que a corrente na resistência R4. nesta sebenta optou-se por apresentar o método das malhas considerando http://ltodi. designadamente i4=(i2-i3). No circuito representado na Figura 5. Uma malha é um caminho fechado cuja particularidade reside no facto de não conter no seu interior outro caminho também fechado. uma malha é um caminho cuja representação gráfica não exige a intersecção de qualquer dos ramos do circuito.14 Malhas (a) e caminhos fechados que não constituem malhas (b) Como se afirmou anteriormente.ips. Na Figura 5.htm (1 of 13)06-06-2005 12:39:20 .est. a saber: (i) determinação do número total de malhas do circuito e atribuição de um sentido às correntes respectivas.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_05/metmal. (iii) substituição da característica tensão-corrente dos componentes ao longo da malha. no sentido indicado. (iv) resolução do sistema de equações. por exemplo. De acordo com esta definição. A aplicação do método das malhas baseia-se em quatro passos principais.

63) definem um sistema de duas equações algébricas cuja representação matricial é (5.62) e (5. com fontes de tensão e de corrente independentes. com os quatro tipos de fontes possíveis.62) (5. Passo 2: a aplicação da Lei de Kirchhoff das tensões às malhas-1 e -2 permite obter as seguintes duas equações algébricas: malha-1 malha-2 (5.est. e.htm (2 of 13)06-06-2005 12:39:20 .61) Passo 3: a substituição das características tensão-corrente das resistências permite rescrever as equações (5.60) e (5. a análise deste circuito com base no método das malhas segue os seguintes quatro passos: Passo 1: o circuito possui duas malhas.ips. Os sentidos atribuídos às correntes nas malhas encontram-se indicados na própria figura.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_05/metmal.3.3 Método das Malhas quatro tipos básicos de circuitos: com fontes de tensão independentes apenas.60) (5. M=2.61) na seguinte forma: malha-1 malha-2 (5.1 Fontes de Tensão Independentes Na Figura 5. e a sua resolução exige a obtenção de duas equações algébricas linearmente independentes.64) http://ltodi. com fontes independentes e de tensão dependentes.63) Em conjunto (5. 5.15 Método dos malhas De acordo com os preceitos introduzidos anteriormente.5.15 apresenta-se um circuito resistivo com uma fonte de tensão independente. finalmente. Figura 5.

66).ips.65) na primeira malha.64) permite obter as seguintes expressões para as correntes nas duas malhas: (5.3 Método das Malhas Passo 4: A resolução do sistema de equações (5. as correntes nas resistência R1.5.65) e (5. verifica-se que: Figura 5. e (5. com três fontes de tensão independentes localizadas em outras tantas malhas.16 Método das malhas Passo 1: o circuito possui três malhas. o que indica ser necessária a obtenção de três equações algébricas linearmente independentes para a sua resolução.69) respectivamente. O sentido atribuído às correntes nas malhas encontram-se indicados na figura. M=3.68) e (5. Repetindo a sequência de quatro passos do método das malhas.htm (3 of 13)06-06-2005 12:39:20 .16.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_05/metmal.67) (5.66) na segunda. http://ltodi. R2 e R3 são (5. Por exemplo. Considere-se agora o circuito representado na Figura 5. As correntes nos diversos componentes do circuito podem agora ser determinadas em função das expressões (5.est.

e após substituição da Lei de Ohm nos termos relativos às resistências. -2 e -3.ips.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_05/metmal. permite obter as seguintes três equações algébricas: malha-1 malha-2 malha-3 (5.72) Em conjunto (5.70).74) (5. respectivamente.71) e (5.3 Método das Malhas Passos 2 e 3: a aplicação da Lei de Kirchhoff das tensões às malhas-1.76) em que ∆ define o determinante da matriz [R]. a expressão da corrente na malha-1 resulta da expansão do s cociente entre determinantes http://ltodi.75) e (5.73) através da regra de Cramer permite obter as seguintes expressões para as correntes nas malha (5. a segunda e a terceira colunas são substituídas. [v ].htm (4 of 13)06-06-2005 12:39:20 . ∆ e ∆ definem.71) (5. e ∆ . respectivamente.70) (5. (5.73) Passo 4: a resolução do sistema (5.est. Por exemplo. pelo vector das fontes de tensão independentes. os determinantes da 1 2 3 matriz [R] quando a primeira.72) definem um sistema de três equações algébricas de representação matricial (5.5.

htm (5 of 13)06-06-2005 12:39:20 .3 Método das Malhas (5. Os elementos da diagonal principal da matriz http://ltodi.5.78) (ii) as fontes independentes agrupam-se num vector coluna (5.ips.80) designada por matriz de resistências do circuito.est.77) Os dois exemplos considerados permitem derivar as regras de construção sistemática da relação matricial: (i) as variáveis do circuito definem um vector coluna (5.79) cujos termos são dados pela soma das fontes independentes ao longo das malhas respectivas (iii) as resistências agrupam-se numa matriz quadrada (5.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_05/metmal.

juntas. Caso 1: Fontes de Corrente Independentes Pertencentes a Uma Só Malha Considere-se na Figura 5. não constituindo. e após substituição de (5.81) esta última já resolvida. neste caso a corrente na malha-2 é definida directamente pela própria fonte de corrente independente. e ligadas em paralelo com uma resistência.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_05/metmal. é comum distinguir três tipos de ligação das fontes de corrente: pertencentes a uma só malha (Caso 1).3 Método das Malhas (R ) são dados pelo somatório das resistências ao longo da malha j. enquanto os restantes jj elementos (R com i≠ j) resultam da adição das resistências comuns às malhas i e j. 5.81). para cada uma das duas malhas do circuito podem escrever-se as igualdades malha-1 e malha-2 (5. Por conseguinte.82) em (5. comuns a duas malhas (Caso 2).htm (6 of 13)06-06-2005 12:39:20 .5. A matriz é simétrica sempre que os circuitos integrem apenas fontes independentes. obtém-se a expressão da corrente na malha-1 http://ltodi. i . A razão desta redução é simples: uma fonte de corrente define a corrente numa malha ou a relação entre as correntes em duas malhas. Assim. uma variável do s método.82) (5.2 Fontes de Corrente Independentes A presença de fontes de corrente num circuito tem como principal consequência a redução do número de equações linearmente independentes cuja obtenção exige a aplicação da LKT.ips. portanto. que na secção anterior resultavam da aplicação da LKT. Figura 5.3.17 um circuito que integra no seu seio uma fonte de corrente independente. definindo.17 Método das malhas: circuito com fonte de corrente independente (Caso 1) A resolução do circuito pelo método das malhas passa pela obtenção das correntes nas malhas-1 e -2. No entanto. afectada de ij um sinal negativo. pertencente a uma só malha. Com efeito.est. uma fonte com resistência interna (Caso 3).

est.18 Método das malhas: circuito com fonte de corrente independente (Caso 2) Esta particularidade indica existir uma relação entre as correntes i2 e i3.ips.18 considera-se um circuito com uma fonte de corrente comum a duas malhas (malhas-2 e -3).3 Método das Malhas (5.18).84) As malhas-2 e 3 definem uma super-malha.88) http://ltodi.htm (7 of 13)06-06-2005 12:39:20 . O método das malhas resume-se à aplicação da LKT à malha-1 e à super-malha-2-3 (indicada a tracejado na Figura 5. respectivamente (5. tendo em conta (5.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_05/metmal.85) definem um sistema de equações cuja representação matricial é (5.87) As equações algébricas (5.86) a qual. Figura 5. se pode escrever na forma (5.83) Caso 2: Fontes de Corrente Independentes Comuns a Duas Malhas Na Figura 5. designadamente (5.85) e (5.84).85) e (5.5.

ips. este conjunto de elementos pode ser substituído por uma fonte de tensão com uma resistência em série. Figura 5.b). De acordo com as regras da transformação de fonte.20 considera-se um circuito que integra uma fonte de corrente independente ligada nas condições anteriormente definidas. O circuito possui três malhas (M=3).htm (8 of 13)06-06-2005 12:39:20 .19.20 Exemplo de aplicação do método das malhas Assim.5. Figura 5. uma vez que http://ltodi. facto que reduz directamente para um o número total de malhas do circuito (Figura 5.19 Método das malhas: circuito com fonte de corrente com resistência interna (Caso 3) Por isso. neste caso integrando numa das suas malhas uma fonte de corrente com uma resistência em paralelo.89) Na Figura 5. a aplicação da LKT à malha permite obter a expressão da corrente (5.19. mas apresenta a particularidade de as malhas-1 e 3 definirem uma super-malha (Caso-2).3 Método das Malhas Caso 3: Fontes de Corrente com Resistência Interna Considere-se agora o circuito representado na Figura 5.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_05/metmal.est.a.

3 Método das Malhas (5.21 Método das malhas: circuito com de fonte de tensão dependente Uma das sequências possíveis para a aplicação do método das malhas é a seguinte: Passo 1: anulam-se as fontes dependentes (Figura 5.92) permitem obter o sistema de duas equações algébricas (5. Este resultado deve-se ao facto de as fontes dependentes poderem ser expressas em função das correntes nas malhas.93) 5.3 Fontes de Tensão Dependentes As fontes dependentes acarretam alterações na matriz de resistências.91) e a da malha-2.b) e analisa-se o circuito de acordo com os preceitos introduzidos nas secções anteriores.5. (5.htm (9 of 13)06-06-2005 12:39:20 .21.90) a equação da super-malha.3. Considere-se o circuito representado na Figura 5.21.est.ips. (5. Figura 5. Obtém-se http://ltodi.a. tendo uma fonte de tensão controlada.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_05/metmal.

Assim. fontes comuns a duas malhas (Caso 2). mais concretamente na linha correspondente à malha e nas colunas relativas às variáveis que a controlam. possuindo uma fonte de corrente controlada no seio de uma das suas malhas. mas os seus efeitos integram apenas a matriz [R].3 Método das Malhas (5. apenas esta equação deve ser rescrita. conduz a (5. que.htm (10 of 13)06-06-2005 12:39:20 . e fontes ligadas em paralelo com uma resistência (Caso 3).ips.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_05/metmal.22.95) Como se pode constatar em (5. Tal como nas fontes independentes.3. a inclusão da fonte dependente no circuito acarreta apenas alterações na matriz [R]. Uma vez que a fonte dependente pertence apenas à malha-3.est. Caso 1: Fontes de Corrente Dependentes Pertencentes a Uma Só Malha Considere-se o circuito figurado em 5.5.95). substituída em (5.94) Passo 2: seguidamente introduzem-se os efeitos devidos às fontes dependentes. temos três tipos de ligação das fontes de corrente dependentes: fontes numa só malha (Caso 1). 5. http://ltodi.4 Fontes de Corrente Dependentes A análise de circuitos com fontes de corrente dependentes integra aspectos comuns às metodologias estabelecidas anteriormente para os circuitos com fontes de corrente independentes e fontes de tensão dependentes: cada fonte de corrente dependente reduz de uma unidade o número de malhas às quais é necessário aplicar a LKT.94).

100) Caso 2: Fontes de Corrente Dependentes Comuns a Duas Malhas No circuito representado na Figura 5. as correntes nas malhas-2 e -3 encontram-se relacionadas (5.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_05/metmal.ips.97) a (5.98) (5. O sistema definido pelas equações (5.96) não constituindo. a aplicação da LKT às malhas-1.99) pode então representar-se na forma matricial (5. designadamente (5. uma das variáveis do método.22 Método das malhas: circuito com fonte de corrente dependente (Caso 1) A inspecção do circuito permite constatar que a corrente na malha-4 se encontra relacionada com a da malha-1.101) http://ltodi.99) nas quais se substituíram já as expressões relativas às fontes dependentes.5. -2 e -3 permite obter três equações algébricas malha-1 malha-2 malha-3 (5.23.est.97) (5.htm (11 of 13)06-06-2005 12:39:20 . portanto. Por conseguinte.3 Método das Malhas Figura 5.

htm (12 of 13)06-06-2005 12:39:20 .ips. Estes dois elementos podem ser convertidos numa fonte de tensão com resistência interna. O circuito possui ainda uma outra fonte de corrente com resistência interna. sendo que a corrente no elemento R1 coincide com a variável de controlo da fonte de tensão dependente.104) cuja representação matricial é (5. é aconselhável reduzir o número de aplicações da LKT através da super-malha-1-3. 3 e 4.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_05/metmal. No entanto.24.23 Método das malhas: circuito com fonte de corrente dependente (Caso 2) Por conseguinte.102) (5.est.5. definida pelos elementos i e R1.24.105) Caso 3: Fontes de Corrente com Resistência Interna O circuito representado na Figura 5. o que desde logo permite reduzir para três o total de malhas do circuito (Figura 5. http://ltodi.a possui uma fonte de corrente dependente em paralelo com uma resistência.103) (5. que em princípio permitia s eliminar da análise mais outra malha. a aplicação do método passa pela obtenção das equações algébricas relativas às malhas 1.3 Método das Malhas Figura 5. respectivamente (5.b). 2.

108) http://ltodi.24 Método das malhas: circuito com fonte de corrente com resistência interna (Caso 3) Como resultado destas simplificações. Neste caso.5. e (5.106) a partir da super-malha 1-3.3 Método das Malhas Figura 5. podem obter-se as duas equações algébricas do circuito.107) a partir da malha-2.ips. designadamente (5. a relação matricial característica do circuito é (5.est.htm (13 of 13)06-06-2005 12:39:20 .pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_05/metmal.

x Conforme a Figura 5. em paralelo com uma resistência (R2). Figura 5. mas apresenta as seguintes particularidades: (i) uma fonte de corrente (i ).25. analise o circuito representado na Figura 5. -2 e -3 do circuito. em paralelo com uma resistência (R3). http://ltodi.109) cuja resolução permite obter as expressões das tensões nas malhas-1.b.4.4 Exemplos de Aplicação 5.5. Pode então demonstrar-se que a relação matricial característica do circuito simplificado é neste caso dada por (5.25.4 Exemplos de Aplicação 5.ips. s (ii) uma fonte de corrente dependente (gv ).htm (1 of 2)06-06-2005 12:39:21 .est.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_05/exemp_54.25 Exemplo de aplicação-1 Resolução: O circuito tem cinco malhas. estas duas particularidades permitem eliminar duas malhas do circuito.1 Exemplo de Aplicação-1 Recorrendo ao método das malhas.

26.5. analise o circuito da Figura 5.4 Exemplos de Aplicação 5. em alternativa. que permite definir uma super-malha.b). Optando por transformar a fonte de corrente e a s resistência numa fonte de tensão com resistência interna (Figura 5. Figura 5.2 Exemplo de Aplicação-2 De acordo com o método das malhas.ips.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_05/exemp_54. é fácil verificar que as três equações algébricas linearmente independentes do circuito são (5.est.110) http://ltodi.26.2. ou.a. uma fonte de s corrente com uma resistência em paralelo (i e R1).htm (2 of 2)06-06-2005 12:39:21 .26 Exemplo de aplicação-2 Resolução: O circuito é constituído por quatro malhas e apresenta como particularidades: uma fonte de corrente comum a duas malhas (i ).

est. seguida mais uma vez da substituição da Lei de Ohm nos termos relativos aos componentes resistivos. http://ltodi. enquanto o método das malhas o faz relativamente às correntes nas malhas. seguida da substituição da Lei de Ohm nos termos relativos aos componentes resistivos. as equações são obtidas por intermédio da aplicação da Lei de Kirchhoff das correntes aos nós do circuito. O método dos nós permite obter as tensões em todos os nós do circuito. Ambos os métodos se desdobram num conjunto amplo de casos particulares.ips. o método das malhas consiste na aplicação da Lei de Kirchhoff das tensões às malhas do circuito. No caso do método dos nós.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_05/sumar_05. Ambos os métodos consistem na obtenção e na resolução de um conjunto de equações linearmente independentes. conforme o tipo de fontes independentes e dependentes presentes no circuito.htm06-06-2005 12:39:22 .Sumário Sumário Existem dois métodos principais de análise sistemática de circuitos eléctricos: o método dos nós e o método das malhas. Pelo contrário.

1 Obtenha o sistema de equações algébricas que lhe permite determinar as expressões das tensões em todos os nós dos circuitos da Figura E5.ips.1 Método das Malhas http://ltodi.est.htm (1 of 3)06-06-2005 12:39:23 .Exercícios de Aplicação Exercícios de Aplicação Método dos Nós 5.1. Figura E5.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_05/exapl_05.

2 Obtenha o sistema de equações algébricas que lhe permite determinar as expressões das correntes em todos os elementos dos circuitos da Figura E5.2.Exercícios de Aplicação *5.ips.est. http://ltodi.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_05/exapl_05.htm (2 of 3)06-06-2005 12:39:23 .

est.2 http://ltodi.ips.Exercícios de Aplicação Figura E5.htm (3 of 3)06-06-2005 12:39:23 .pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_05/exapl_05.

pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_04/leiskirc. e.ips. b. c.3) A relação (4.1. (b.1 Lei de Kirchhoff das tensões Por exemplo. b.est.1.htm (1 of 3)06-06-2005 12:39:25 .4. a) em 4. e.a. para o caminho (a. d. d.1) Nos circuitos representados na Figura 4. http://ltodi. b) e (a. d. a) é válida a igualdade (4.1 Lei de Kirchhoff das Tensões A Lei de Kirchhoff das tensões (LKT) estabelece que é nulo o somatório das quedas e elevações de tensão ao longo de um caminho fechado de um circuito eléctrico (4. a).1 Leis de Kirchhoff 4. e.b. b. f.3) indica que são iguais os somatórios das quedas e das elevações de tensão ao longo de um caminho fechado. c.1. c. Figura 4. a). em 4. d.2) ou então (4. c. e.1 existem os seguintes caminhos fechados: o caminho ao longo dos nós (a. e os caminhos ao longo dos nós (a. e. b.1 Leis de Kirchhoff 4.

est. ou entre um componente e a massa.2 existem os seguintes nós: nós a.2.2 Lei de Kirchhoff das Correntes A Lei de Kirchhoff das correntes (LKC) estabelece que é nulo o somatório das correntes incidentes em qualquer nó de um circuito eléctrico (Figura 4.1 Leis de Kirchhoff 4.5) ou então (4.1. A aplicação da LKC ao nó b do circuito em 4. em 4.6) indica que em qualquer nó de um circuito são idênticos os somatórios das correntes incidentes http://ltodi. b.ips. c e o nó da massa.a) (4.2.4) Figura 4. e os nós a.c conduz à igualdade (4. Nos circuitos representados na Figura 4.htm (2 of 3)06-06-2005 12:39:25 .c.6) A relação (4. c e d em 4. b.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_04/leiskirc.4.2 Lei de Kirchhoff das correntes Um nó é um ponto de união entre dois ou mais componentes de um circuito.2. b.2.

1 Leis de Kirchhoff e divergentes.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_04/leiskirc.htm (3 of 3)06-06-2005 12:39:25 .4.ips. http://ltodi.est.

3.7) a qual.4.1 Associação em Série Dois componentes de um circuito encontram-se associados em série quando um dos seus terminais é comum e ambos são percorridos pela mesma corrente eléctrica. em conjunto com a Lei de Ohm e a igualdade i =i.3.est.a os elementos R1 e R2 encontram-se associados em série.4 Associação em série de resistências A aplicação da Lei de Kirchhoff das tensões permite escrever a igualdade (4.2 Associação de Resistências 4.2 Associação de Resistências 4.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_04/assocres. Figura 4.2.4.htm (1 of 6)06-06-2005 12:39:27 . No circuito representado na Figura 4.ips. não sucedendo o mesmo com as resistências R1 e R2 do circuito representado em 4. constituído por uma fonte de tensão e um conjunto de resistências associadas em série. permite obter i http://ltodi. Figura 4.b.3 Associação de resistências Considere-se então o circuito representado na Figura 4.

a.4.6.2 Associação em Paralelo Dois componentes de um circuito encontram-se associados em paralelo quando os nós aos quais se encontram ligados são comuns e.6 Associação em paralelo de resistências A aplicação da Lei de Kirchhoff das correntes ao nó comum a todos os componentes permite escrever a http://ltodi.est. Figura 4.htm (2 of 6)06-06-2005 12:39:27 .8) em que (4. os componentes R1 e R2 encontram-se associados em paralelo.5 Associação de resistências Considere-se então o circuito representado na Figura 4.5. No circuito eléctrico representado na Figura 4.2 Associação de Resistências (4.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_04/assocres. 4. portanto.2.9) define a resistência equivalente série. a tensão aos terminais é idêntica. Figura 4. o mesmo já não sucedendo com as resistências R1 e R2 em (b).ips.

pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_04/assocres. a) (4.10) a qual.b) (4.14) ao passo que a associação em paralelo de k resistências iguais equivale a um componente cujo valor nominal é (Figura 4. permite obter a relação i (4.13) indicam que a associação em paralelo de resistências conduz a um componente equivalente cujo valor nominal é sempre inferior ao menor de entre eles. uma vez que G =1/R .7.2 Associação de Resistências igualdade (4. a p p resistência equivalente do paralelo pode ser expressa na forma (4.est.15) http://ltodi.11) em que (4.htm (3 of 6)06-06-2005 12:39:27 . a associação em paralelo de duas resistências iguais é equivalente a um componente com metade do valor nominal (Figura 4.4.13) As relações (4.ips. em conjunto com a Lei de Ohm e a igualdade v =v. No entanto. Por exemplo.12) define a condutância equivalente da associação em paralelo considerada.7.12) e (4.

htm (4 of 6)06-06-2005 12:39:27 .4. (4. a regra da associação em paralelo é aplicada isolada ou consecutivamente a conjuntos de duas.7.est.17) e http://ltodi. Da expressão (4.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_04/assocres.c.ips. no caso particular em que os valores nominais das resistências diferem de uma ou mais ordens de grandeza. como na Figura 4.7 Casos particulares da associação em paralelo de resistências Por outro lado.2 Associação de Resistências Figura 4. três ou mais resistências.16) Na maior parte das aplicações práticas.13) resulta que as associações em paralelo de duas e três resistências são. respectivamente. pode aproximar-se o paralelo pela menor das resistências R ≈R p (4.

ips. depois associa-se o resultado em paralelo com a resistência R6 e seguidamente em série com a resistência R5 (Figura.c).3 Associação Série-Paralelo A grande maioria dos circuitos é composto por associações mistas série-paralelo de componentes.8 b a d: primeiro substituem-se as resistências R7 e R8 pelo respectivo equivalente série (Figura 4.8.d.2 Associação de Resistências (4. (4. pode então proceder-se às simplificações sucessivas representadas nas Figuras 4.8.8.est.4. Admitindo que o objectivo da análise é determinar a corrente fornecida pela fonte de alimentação ao circuito. Considerese a título de exemplo o circuito representado na Figura 4.htm (5 of 6)06-06-2005 12:39:27 .8.a.b). e assim sucessivamente até ao resultado final ilustrado na Figura 4.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_04/assocres.18) 4.2. constituído por oito resistências.19) http://ltodi.4.

pode então calcular-se a corrente fornecida pela fonte (4.ips.2 Associação de Resistências Figura 4.20) http://ltodi.est.8 Associação mista série-paralelo de resistências Após esta simplificação preliminar do circuito.4.htm (6 of 6)06-06-2005 12:39:27 .pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_04/assocres.

2. obtém-se (4.3 Divisores de Tensão e de Corrente 4. .4.ips.3.a.21) com j=1.22) em (4. k.htm (1 of 4)06-06-2005 12:39:29 .9 Divisores de tensão (a) e de corrente (b) A queda de tensão aos terminais de cada uma das resistências é dada por (4.est. .9.3 Divisores de Tensão e de Corrente 4. (4.21).22) Substituindo (4. a expressão do divisor de tensão toma a forma particular http://ltodi. constituído por uma cadeia de resistências ligadas em série com uma fonte de tensão. Figura 4.1 Divisor de Tensão Considere-se o circuito representado na Figura 4. No caso de duas resistências apenas. e em que i define a corrente comum a todas as resistências. .pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_04/diviteco. expressão que é designada por regra do divisor de tensão.23) para a tensão aos terminais de cada uma das resistências.

4. (4. .27) com j=1.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_04/diviteco.b. e (4. A corrente em cada uma das resistências é dada por (4. constituído por um conjunto de resistências ligadas em paralelo com uma fonte de corrente.3 Divisores de Tensão e de Corrente (4. a expressão do divisor de corrente toma a forma particular http://ltodi. .24) para a tensão aos terminais da resistência R1.26) 4.2.29) que neste caso se designa por regra do divisor de corrente. No caso de duas resistências.2 Divisor de Corrente Considere-se o circuito representado na Figura 4.9. e em que v define a tensão comum a todas elas (4. .3.est.htm (2 of 4)06-06-2005 12:39:29 .25) para a tensão aos terminais da resistência R2. Por outro lado.28) em (4.ips.27). k. obtém-se a expressão da corrente em cada um dos componentes (4. a relação entre as quedas de tensão aos terminais das duas resistências coincide com o cociente entre os valores nominais respectivos.28) Substituindo (4.

30) ou ainda (4.ips.31) Por outro lado.4.33) 4.10 a e b. Considerem-se então as duas redes eléctricas representadas nas Figuras 4. http://ltodi.htm (3 of 4)06-06-2005 12:39:29 . no primeiro caso representativo de um circuito aberto e no segundo de um curto-circuito.est.3 Curto-circuito e Circuito Aberto Os conceitos de circuito aberto e curto-circuito podem ser entendidos como casos limite do divisor de tensão e de corrente.3.3 Divisores de Tensão e de Corrente (4.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_04/diviteco. a relação entre as correntes em duas resistências associadas em paralelo é dada por (4. respectivamente.32) ou ainda (4.

ips. No curto-circuito (b). a queda de tensão entre os dois nós em aberto é (4.3 Divisores de Tensão e de Corrente Figura 4.10 Circuito aberto (a) e curto-circuito (b) Em (a).4.35) http://ltodi.34) a qual coincide com a tensão disponibilizada pela fonte.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_04/diviteco. a corrente entre os dois nós interligados coincide com a corrente disponibilizada pela fonte de corrente (4.est.htm (4 of 4)06-06-2005 12:39:29 .

36) ou. A expressão (4. A principal consequência deste facto é a dependência da tensão relativamente à resistência de entrada do circuito (Figura 4.est.4 Resistência Interna das Fontes 4. http://ltodi.a).37) e o gráfico correspondente (Figura 4.b) (4. relativamente à corrente por este absorvida (4.c) designam-se por recta de carga da fonte.1 Fonte de Tensão As fontes de tensão apresentam em geral uma resistência de saída não nula (Figura 4.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_04/resintfo.11. o que é o mesmo.11.ips.4.htm (1 of 3)06-06-2005 12:39:30 .11.4.37) O desvio de tensão é nulo quando a resistência interna da fonte é nula ou quando a carga coincide com um circuito em aberto.4 Resistência Interna das Fontes 4.

b) (4.c) http://ltodi.4.2 Fonte de Corrente As fontes de corrente apresentam em geral uma resistência de saída não infinita (Figura 4.12.4 Resistência Interna das Fontes Figura 4.12.4.htm (2 of 3)06-06-2005 12:39:30 . a corrente na carga é dada por (Figura 4.11 Fonte de tensão com resistência interna não nula (a). ligação de uma fonte a uma carga (b) e recta de carga correspondente (c) 4.est. A corrente na carga s (4. Neste caso.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_04/resintfo.ips.39) é tanto mais próxima do valor ideal quanto menor for a tensão desenvolvida pelo circuito (4. i .a).38) a qual é sempre inferior àquela especificada.12.

4 Resistência Interna das Fontes Figura 4. ligação de uma fonte a uma carga (b) e recta de carga correspondente (c) http://ltodi.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_04/resintfo.4.12 Fonte de corrente com resistência interna não infinita (a).htm (3 of 3)06-06-2005 12:39:30 .est.ips.

13 Transformação de fonte Uma vez que as Leis de Kirchhoff permitem escrever (4.5 Transformação de Fonte 4. ambos compostos por um mesmo subcircuito e uma fonte.4.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_04/transfon.13.est. Considerem-se os dois circuitos representados na Figura 4.ips. de tensão em (a) e de corrente em (b).i) seja comum a ambos os circuitos. é necessário que o par de variáveis (v.htm (1 of 2)06-06-2005 12:39:31 . tornando irrelevante o tipo de fonte responsável pelo seu estabelecimento.5 Transformação de Fonte O teorema da transformação permite converter fontes de tensão com resistência interna em fontes de corrente. Figura 4. Para que o desempenho do subcircuito seja idêntico nos dois casos.40) e http://ltodi.

ips.41) ou seja (4.5 Transformação de Fonte (4.4.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_04/transfon.43) e (4.htm (2 of 2)06-06-2005 12:39:31 .13.est.c) (4.42) respectivamente em (a) e em (b).44) http://ltodi. as regras de conversão entre fontes de tensão e de corrente são (Figura 4.

é comum associarem-se em série quatro pilhas de 1.b. no caso das fontes de tensão com resistência interna não nula. http://ltodi.6 Associação de Fontes 4. a uma fonte cuja resistência interna é superior àquela característica de cada uma.htm (1 of 4)06-06-2005 12:39:32 . Por outro lado. rádios portáteis. Com efeito.14. Um exemplo da associação em série de fontes é a utilização de múltiplas pilhas para alimentar aparelhos electrodomésticos.4. o valor da resistência interna resultante é dado pela soma das resistências internas de cada uma das fontes.5 V (correctamente associadas) para definir uma fonte de alimentação de 6 V.a e 4.est. A tensão disponível aos terminais de uma associação em série de fontes de tensão é dada pela soma das tensões parciais.14. etc. Como se indica nas Figuras 4. lanternas. considerada isoladamente.14.6.c. a adição dos valores nominais das tensões deve ter em conta a polaridade da ligação: polaridades concordantes adicionam-se (a). A associação em série conduz.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_04/assocfon. por conseguinte. e polaridades discordantes subtraem-se (b).1 Associação de Fontes de Tensão A associação em série de fontes de tensão permite aumentar a diferença de potencial disponibilizada para efeitos de alimentação de um circuito. como na Figura 4.6 Associação de Fontes 4.ips.

15. Esta recomendação é particularmente verdadeira nos casos em que as fontes de tensão apresentam valores nominais bastante diferenciados e resistências internas reduzidas. substitui-se cada uma das fontes de tensão pela respectiva fonte de corrente equivalente.15 Associação em paralelo de fontes de tensão A associação em paralelo de fontes de tensão é o objecto do Teorema de Millman.4. sucessivamente.b). efectuando-se depois.6 Associação de Fontes Figura 4. no caso particular em que as fontes de tensão são ideais e apresentam valores nominais distintos. Figura 4.c.15. Na primeira transformação. e a transformação inversa numa fonte de tensão com resistência interna. as associações em paralelo das fontes de corrente e das resistências internas.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_04/assocfon.14 Associação em série de fontes de tensão A associação em paralelo de fontes de tensão é uma operação cuja realização prática necessita de alguns cuidados.htm (2 of 4)06-06-2005 12:39:32 .est.ips. a introduzir no Capítulo 6. Como se ilustra na Figura 4.a.15. valor que pode ser bastante elevado se estas não dispuserem de mecanismos de protecção. a sua ligação em paralelo define uma malha cuja solução é apenas compatível com a circulação de uma corrente de valor infinito. o circuito representado na Figura 4.15. Na realidade. De acordo com as regras estabelecidas para a transformação de fonte. a corrente entre as fontes é sempre limitada pelas respectivas resistências internas (Figura 4. É facilmente demonstrável que os parâmetros da fonte de tensão resultante são http://ltodi.b pode ser sucessivamente transformado nos circuitos equivalentes representados em (c) e (d). Figura 4.

4. No caso das fontes de corrente reais.16.16 Associação em paralelo de fontes de corrente A associação em série de fontes de corrente ideais com valores nominais distintos conduz a uma http://ltodi. Neste caso.htm (3 of 4)06-06-2005 12:39:32 . a corrente colocada aos terminais de uma associação em paralelo é dada pela soma das correntes parciais (Figura 4.a e 4.6.46) respectivamente para o valor nominal da tensão e para a resistência interna.16.6 Associação de Fontes (4.est. o que torna a fonte de corrente mais acentuadamente não ideal. o valor da resistência interna é dada pelo paralelo das resistências internas parciais.b). 4. Figura 4. c.2 Associação de Fontes de Corrente A associação em paralelo de fontes de corrente rege-se por um conjunto de regras semelhante àquele estabelecido para a associação em série de fontes de tensão.16.45) e (4.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_04/assocfon. que naturalmente deve ter em conta as polaridades respectivas. Figura 4.ips.

a.htm (4 of 4)06-06-2005 12:39:32 .ips. Como se indica na Figura 4.17.48) http://ltodi. no nó comum às duas fontes deve verificar-se sempre a igualdade i -i =0.47) e (4.17. ou. o que 1 2 é o mesmo.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_04/assocfon.est.4. Figura 4. Pelo contrário. devido à não verificação da Lei de Kirchhoff das correntes. e como se indica através da sequência de transformações representadas em 4. a associação em série de fontes de corrente reais pode ser reduzida a uma única fonte equivalente cujos parâmetros são (o Teorema de Millman) (4. i1=i2.b.6 Associação de Fontes indeterminação no nó de interligação.17 Associação em série de fontes de corrente A imposição de correntes distintas pelas duas fontes só é compatível com uma tensão de valor infinito no nó respectivo.

Assim.htm (1 of 6)06-06-2005 12:39:34 . R .7 Exemplos de Aplicação 4.18. Figura 4. A aplicação da LKT permite escrever a igualdade ou seja A Por outro lado. relativamente ao qual se pretende determinar o valor da resistência equivalente série.7 Exemplos de Aplicação 4.ips. o valor da corrente no circuito e a queda de tensão aos terminais da resistência R3.1 Exemplo de Aplicação-1 Considere-se o circuito representado na Figura 4.est.7.18 Exemplo de aplicação-1 Resolução: O valor da resistência equivalente.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_04/exemp_47.4. a aplicação da regra do divisor de tensão permite determinar a tensão aos terminais da resistência R3 http://ltodi. pode ser determinado directamente a partir da regra de S associação série de resistências.

4.7 Exemplos de Aplicação

V

4.7.2 Exemplo de Aplicação-2
Considere-se o circuito representado na Figura 4.19. Pretende-se determinar o valor das quedas de tensão aos terminais da fonte de alimentação e das resistências R2 e R3, e o valor da corrente no circuito.

Figura 4.19 Exemplo de aplicação-2 Resolução: Uma vez que a queda de tensão aos terminais da resistência R1 é

V

então

V

Por outro lado, uma vez que

e

http://ltodi.est.ips.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_04/exemp_47.htm (2 of 6)06-06-2005 12:39:34

4.7 Exemplos de Aplicação

então

V

e

V

A corrente no circuito é

A

4.7.3 Exemplo de Aplicação-3
Com base nos dados indicados na Figura 4.20, determine as tensões aos terminais da resistência R4 e da fonte de corrente, e a relação entre as correntes nas resistências R3 e R4.

Figura 4.20 Exemplo de aplicação-3 Resolução: A tensão aos terminais da resistência R4 é dada pelo produto da corrente i pelo paralelo das
s

resistências R3 e R4

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4.7 Exemplos de Aplicação

V

Por outro lado, a tensão aos terminais da fonte de corrente pode ser obtida a partir do produto da resistência equivalente pela corrente debitada pela fonte

V

Finalmente, a relação entre as correntes nas resistências R3 e R4 coincide com o cociente entre as condutâncias respectivas

4.7.4 Exemplo de Aplicação-4
Considere-se o circuito da Figura 4.21. Determine a tensão aos terminais da resistência R5 e a corrente na resistência R4.

Figura 4.21 Exemplo de aplicação-4 Resolução: Uma vez que um dos terminais da resistência R5 se encontra em aberto, a corrente respectiva é nula e

Por outro lado, dado que a resistência R4 se encontra em paralelo com um curto-circuito, então a corrente respectiva é nula,
http://ltodi.est.ips.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_04/exemp_47.htm (4 of 6)06-06-2005 12:39:34

4.7 Exemplos de Aplicação

4.7.5 Exemplo de Aplicação-5
Determine o valor da tensão v nos três circuitos representados na Figura 4.22.

Figura 4.22 Exemplo de aplicação-5 Resolução: Dado que nos três circuitos os terminais a e b se encontram em aberto, a corrente fornecida pela fonte de tensão é nula. No primeiro circuito

ou seja V No segundo circuito

que conduz à tensão V Finalmente, no terceiro circuito
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4.7 Exemplos de Aplicação

ou seja V

http://ltodi.est.ips.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_04/exemp_47.htm (6 of 6)06-06-2005 12:39:34

Sumário

Sumário

As Leis de Kirchhoff regem a associação de componentes eléctricos. Estas afirmam como nulos seja o somatório das quedas e elevações de tensão ao longo de um caminho fechado, seja o somatório das correntes incidentes e divergentes num nó de um circuito. A aplicação conjunta das Leis de Kirchhoff e de Ohm conduz a um sistema de equações cuja resolução permite obter as tensões e as correntes em todos os componentes e nós de um circuito. Estas três leis permitem ainda fixar um conjunto de regras de extrema utilidade na análise e na simplificação de circuitos eléctricos: as regras de associação em série e em paralelo de resistências; as regras dos divisores de tensão e de corrente; o circuito aberto e o curto-circuito; a transformação de fonte; e as regras de associação de fontes de tensão e de corrente em série e em paralelo.

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Exercícios de Aplicação

Exercícios de Aplicação

Leis de Kirchhoff
*4.1 Determine o valor da tensão v em cada um dos circuitos representados na Figura E4.1.

Figura E4.1 *4.2 Determine os valores da corrente i e da tensão v1 indicadas na Figura E4.2.

Figura E4.2 4.3 Determine os valores das tensões, correntes e resistência não indicadas explicitamente nos circuitos da Figura E4.3.

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Exercícios de Aplicação

Figura E4.3 *4.4 Determine o valor das correntes não indicadas explicitamente nos circuitos da Figura E4.4.

Figura E4.4 *4.5 Determine o valor das correntes não indicadas explicitamente nos circuitos da Figura E4.5.

Figura E4.5

Associações de Resistências
4.6 Considerando o circuito representado na Figura E.4.6, responda às seguintes questões: (a) i=i5=i6?; (b) se i=2 A e i1=0.5 A, qual o valor de i2?; (c) i1+i2=i3+i4?; (d) se v1=6 V e v =10 V, qual o valor de v3?;
s

(e) determine a expressão da resistência total equivalente do circuito.

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Exercícios de Aplicação

Figura E4.6 *4.7 Determine o valor da resistência equivalente e das correntes e tensões i1,i2, i3 e v no circuito representado na Figura E4.7.

Figura E4.7 *4.8 Determine o valor das correntes e tensões i1, i2, i3, i4, v1 e v2 no circuito da Figura E4.8.

Figura E4.8 4.9 Determine o valor das correntes e tensões i1, i2 i3, v 1 e v2 no circuito da Figura E4.9.

http://ltodi.est.ips.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_04/exapl_04.htm (3 of 9)06-06-2005 12:39:37

Exercícios de Aplicação

Figura E4.9 4.10 Considere o circuito representado na Figura E4.10. Determine o valor da corrente i e da tensão v indicadas.

Figura E4.10

Divisores de Tensão e de Corrente
4.11 Por aplicação da regra do divisor de tensão, determine o valor da tensão v indicada no circuito representado na Figura E4.11.

Figura E4.11 4.12 Determine o valor das resistências R1, R2, R3 e R4 no circuito da Figura E4.12.

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Exercícios de Aplicação

Figura E4.12 *4.13 Determine o valor das resistências R1, R2 e R3 no circuito da Figura E4.13, admitindo que v2= 3v1 e v3= 4v2.

Figura E4.13 *4.14 Por aplicação da regra do divisor de corrente, determine o valor das correntes indicadas nos circuitos da Figura E4.14.

http://ltodi.est.ips.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_04/exapl_04.htm (5 of 9)06-06-2005 12:39:37

Exercícios de Aplicação

Figura E4.14 4.15 Considere o circuito da Figura E4.15. Dimensione o valor da resistência R de modo a obter i2= 4i1.

Figura E4.15 4.16 Considere o circuito da Figura E4.16. Determine o valor das correntes e das tensões indicadas.

Figura E4.16
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Determine o valor da resistência interna da fonte. Transformação de Fonte *4.est.20.20 Efectue as associações de fontes representadas na Figura E4.99 A quando ligada a uma carga de 100 Ω.htm (7 of 9)06-06-2005 12:39:37 .17 Admita que uma fonte de tensão de 60 V fornece uma corrente de 1 A a uma carga resistiva de 50 Ω.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_04/exapl_04.19 Efectue a transformação de fonte em cada um dos circuitos da Figura E4.19.18 Determine a resistência interna de uma fonte de corrente de 2 A que debita uma corrente de 1.Exercícios de Aplicação Resistência Interna das Fontes *4.19 4. http://ltodi. Figura E4. a expressão da recta de carga e o rendimento da fonte.ips. 4.

est.Exercícios de Aplicação http://ltodi.htm (8 of 9)06-06-2005 12:39:37 .ips.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_04/exapl_04.

pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_04/exapl_04.ips.est.20 http://ltodi.htm (9 of 9)06-06-2005 12:39:37 .Exercícios de Aplicação Figura E4.

o corpo troca energia potencial por energia cinética. A troca entre energias verifica a relação (3. designada velocidade limite. Nestas condições. metro por segundo (3.est. quando E =0.1 Lei de Ohm O fluxo ordenado de cargas eléctricas através de um material. activado pela aplicação de uma diferença de potencial. P No caso em que o corpo se move num espaço com atmosfera.htm (1 of 6)06-06-2005 12:39:39 . No espaço sem atmosfera o corpo atinge a velocidade máxima para x=h. Admita-se ainda que inicialmente o corpo se encontra a uma altitude h. a partir de uma determinado instante. a troca de energia potencial por energia cinética faz-se com perdas. num primeiro caso num espaço sem atmosfera e num segundo num espaço com atmosfera. a força actuante sobre a massa é F=mg. e o ritmo de troca de energia na unidade de tempo é constante. Considere-se então uma massa em queda sob a acção de um campo gravitacional constante. isto é. Considere-se agora o circuito eléctrico representado na Figura 3. A velocidade do corpo é expressa por m/s. A partir desse instante efectua-se uma troca integral entre energia potencial e calor. já agora.3) em que xe v definem a posição e a velocidade entretanto adquiridas pelo corpo.1 Lei de Ohm 3.1. a intensidade do campo gravítico é E=g e. sendo o potencial gravítico tanto mais elevado quanto maior for a altitude inicial do corpo. Outra consequência da força de atrito é o facto de.4) admitindo naturalmente que se verifica sempre v<<c. talvez seja conveniente explorar um pouco mais a analogia existente entre os sistemas mecânicos e os circuitos eléctricos.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_03/leiohm. A força e o campo são constantes ao longo de toda a trajectória do corpo. portanto com atrito.ips. Antes de derivar a expressão que relaciona resistência eléctrica e parâmetros físicos. ou seja. em que c define a velocidade da luz. o corpo se deslocar com uma velocidade constante. http://ltodi. a diferenca de potencial gravítico é V=gh.3. é limitado pela estrutura interna do mesmo. Ao longo da queda. que possui uma energia potencial E =mgh e P-ini uma energia cinética E C-ini =0.

Este parâmetro é em geral uma função do tipo de carga. que lhes permite suportar o mecanismo da condução eléctrica.2) (3.1 Lei de Ohm Figura 3. as cargas negativas perdem energia potencial ao dirigirem-se do terminal negativo para o terminal positivo da bateria (energia convertida em energia cinética e calor).7) em que µ se designa por mobilidade das cargas em questão. n = número de electrões por metro cúbico (3.8) http://ltodi. Admita-se que o material é caracterizado por uma densidade de electrões livres por unidade de volume. ao passo que os materiais isoladores são caracterizados por valores bastante reduzidos deste mesmo parâmetro. A quantidade de carga que na unidade de tempo atravessa a superfície perpendicular ao fluxo é (Figura 3.5) Tal como o corpo em queda livre. basicamente fixada no valor médio das velocidades atingidas nos intervalos entre colisões com os átomos. cada par material-tipo de carga caracteriza-se por uma relação velocidade-campo (3. As cargas eléctricas atravessam o fio condutor com uma velocidade constante.ips. Por outro lado. Por exemplo.est.1 Resistência eléctrica Admita-se que a diferença de potencial aos terminais da bateria é V e que a intensidade do campo eléctrico ao longo do fio condutor é constante (3. da temperatura e do tipo de material.3.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_03/leiohm.6) ou que a densidade de carga livre por metro cúbico é q=ne (valor absoluto).htm (2 of 6)06-06-2005 12:39:39 . os materiais condutores são caracterizados por possuírem uma elevada densidade de electrões livres.

permite escrever (3.est. Expressando a tensão em função da corrente.htm (3 of 6)06-06-2005 12:39:39 .14) http://ltodi.9) em que S/m. tendo em conta a relação (3. obtém-se (3.13) e (3.1 Lei de Ohm Figura 3.3. siemens por metro se designa condutividade eléctrica do material. ou ainda (3.10) S.7).pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_03/leiohm.11) em que (3.2 Corrente eléctrica a qual. siemens (3.ips.12) se diz condutância eléctrica do condutor.

ips.1 se apresentam os valores da resistividade eléctrica de alguns materiais condutores. De acordo com a expressão (3.13) e (3. (3.15) se designa por resistividade eléctrica do material e Ω.m.htm (4 of 6)06-06-2005 12:39:39 . a secção e a resistividade.1 Lei de Ohm em que Ω.16).m http://ltodi. Figura 3.est.3 Resistência eléctrica de fios condutores com comprimentos. ohm (3.16) por resistência eléctrica do condutor.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_03/leiohm. à densidade e à mobilidade das cargas eléctricas livres existentes no seu seio. As expressões (3.3 ilustram-se alguns casos da relação existente entre a resistência eléctrica e o comprimento.3. a resistência eléctrica de um condutor é directamente proporcional ao seu comprimento.14) são indistintamente designadas por Lei de Ohm. medidos à temperatura de referência de 20 ºC.645*10-8 Ω. enquanto na Tabela 3. e inversamente proporcional à sua secção. Na Figura 3. semicondutores e isoladores. secções e resistividades variadas MATERIAL RESISTIVIDADE (@ 20ºC) prata 1.9). ohm-metro (3.

m 2. (iii) a resistência de um elemento é dada pelo cociente entre a tensão e a corrente aos seus terminais.m 2.m 9.htm (5 of 6)06-06-2005 12:39:39 . Por exemplo.1 Lei de Ohm cobre ouro alumínio tungsténio níquel ferro constantan nicrómio carbono silício polystirene 1.723*10-8 Ω.m ~ 1016 Ω.443*10-8 Ω.485*10-8 Ω.m 3.899*10-7 Ω.m 2. semicondutores e isoladores (a 20 ºC) A Lei de Ohm permite três interpretações distintas: (i) para uma determinada tensão aplicada.3*103 Ω.ips. Figura 3.972*10-7 Ω.811*10-8 Ω. no caso dos circuitos representados na Figura 3.4 Símbolo da resistência e Lei de Ohm http://ltodi.m 5.m 7.1 Resistividade eléctrica de diversos materiais condutores.m 4.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_03/leiohm.825*10-8 Ω.m Tabela 3.3.229*10-7 Ω. que em (c) a tensão aos terminais da resistência é V=RI=5 V e que em (d) o valor da resistência é R=V/I=10 Ω. (ii) para uma determinada corrente aplicada.4 verifica-se que em (b) a corrente na resistência é dada por I=V/R=5 A. a corrente é inversamente proporcional à resistência eléctrica do elemento.5*10-5 Ω. a tensão desenvolvida aos terminais do elemento é proporcional à resistência.est.m 1.

3.1 Lei de Ohm A representação gráfica da Lei de Ohm consiste numa recta com ordenada nula na origem e declive coincidente com o parâmetro R (ou G) (Figura 3. que nessa mesma zona o transístor é.5). Figura 3. é importante associar esta relação linear tensão-corrente à presença de um elemento do tipo resistência. para todos os efeitos. uma resistência.est.5.htm (6 of 6)06-06-2005 12:39:39 . portanto. por exemplo. mesmo em dispositivos electrónicos relativamente complexos como o transístor.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_03/leiohm. o que indica. Apesar de elementar e evidente.5 Lei de Ohm http://ltodi. o transístor apresenta uma relação tensão-corrente semelhante àquela indicada na Figura 3. Num dos seus modos de funcionamento.ips.

ips. (3.19) todas elas indistintamente associadas ao enunciado da Lei de Joule.6 Potência dissipada numa resistência A energia eléctrica dissipada numa resistência é dada pelo produto da potência pelo intervalo de tempo w = Ri ∆t 2 J.19). por substituição da Lei de Ohm. Figura 3. joule (3. Na Figura 3.2 Lei de Joule 3. A regra de conversão entre watt-hora e joule é http://ltodi. um dos seus múltiplos como o kWh.18) e (3.htm (1 of 2)06-06-2005 12:39:40 . então.2 Lei de Joule A potência eléctrica dissipada numa resistência é dada pelo produto da tensão pela corrente (neste caso adopta-se a representação dos valores instantâneos das grandezas) W.18) ou ainda (3.20) No entanto. transporte e consumo de energia eléctrica é o watt-hora (Wh) ou. o MWh.17) (3. watt No entanto.6 representam-se graficamente as expressões (3.3.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_03/leijoule.est. ou mesmo o GWh. a unidade de energia eléctrica utilizada nas redes de produção.

Neste caso. ou (3. como se indica na Figura 3.ips. o qual. etc.21) A quantidade expressa pelas relações (3. é dissipada sob a forma calor.2 Lei de Joule (3. O desrespeito desta característica pode comprometer a funcionalidade da resistência. de acordo com o código a programar na memória. Existem fusíveis para diversos tipos de aplicações: de valor máximo de corrente. o calor gerado por efeito de Joule é suficiente para fundir o filamento e interromper max o fornecimento de corrente ao circuito. de actuação rápida (sensíveis aos picos de corrente) ou lenta (sensíveis ao valor médio da corrente).18) ao longo do tempo. os fusíveis são constituídos por uma fita de alumínio depositada na superfície da pastilha de silício. Com efeito. o fusível é um dispositivo que explora as consequências do efeito de Joule. ou não.7. Figura 3.3. tem por objectivo limitar a potência fornecida a um determinado circuito eléctrico.19).est.17) a (3. fusíveis que são posteriormente fundidos.7 Fusível http://ltodi. I . Como tal. um dos parâmetros de uma resistência é a sua capacidade de dissipar convenientemente o calor gerado por efeito de Joule.htm (2 of 2)06-06-2005 12:39:40 .pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_03/leijoule. Neste caso. A programação das memórias ROM constitui uma das aplicações mais interessantes do princípio de funcionamento do fusível. na unidade de tempo. quando a corrente absorvida pelo circuito supera um valor limite pré-estabelecido.

que em regra é feito imediatamente após a sua produção. resistências de potência. neste caso com dimensões micrométricas e utilizadas na realização de circuitos integrados em tecnologia de silício. deixando a cargo da disciplina Electrónica dos Sistemas Integrados a apresentação das múltiplas alternativas em matéria de resistências integradas. as resistências variáveis destinam-se a ser acessíveis ao utilizador comum e são usadas. (ii) as de película ou camada fina de material metálico ou de carvão. utilizadas para construir circuitos com componentes discretos em placas de circuito impresso ou de montagem. etc. do brilho ou do contraste de um aparelho de televisão. (iii) resistências integradas. ao passo que aquele relativo às resistências ajustáveis e variáveis pode ser alterado pelo utilizador. utilizadas na construção de circuitos híbridos discreto-integrados. etc.3 Tipos de Resistências Em função da tecnologia subjacente à sua construção e das aplicações visadas. ajustáveis e variáveis. por exemplo. é comum utilizarem-se adjectivos como: resistências de montagem superficial (resistências de pequenas dimensões para montagem superficial sobre a placa de circuito impresso).1 Resistências de Carvão http://ltodi.est.3. é comum classificar as resistências discretas em fixas. A distinção entre resistência ajustável e variável é mínima. (iii) as de fio metálico bobinado.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_03/tiposres. no controlo do volume de som de um rádio. na realidade de pasta de aglomerados de grafite. Esta depende essencialmente da aplicação a que se destinam: as resistências ajustáveis são normalmente inacessíveis ao utilizador comum e são utilizadas no ajuste fino do desempenho dos circuitos. pelo contrário. O valor nominal de uma resistência fixa é pré-estabelecido durante o processo de fabricação da mesma.3.3 Tipos de Resistências 3. Para além das diferenças tecnológicas de construção.htm (1 of 5)06-06-2005 12:39:41 . as resistências podem ser agrupadas em três classes principais: (i) resistências discretas.ips. Apesar da sua enorme variedade. (ii) resistências híbridas. as resistências discretas mais utilizadas na prática são as seguintes: (i) as de carvão. Este livro limita-se a estudar os grupos de resistências discretas e híbridas. Para além da tecnologia subjacente à sua construção. ao passo que. 3. redes ou agregados de resistências (encapsuladas em invólucros semelhantes aos dos circuitos integrados).

7 Ω e 22 MΩ. ½ W. O corpo da resistência é constituído por um material isolante.a).pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_03/tiposres.9. 3/2 W e 2 W. 3. Figura 3. de grafite utilizada no aglomerado (mais grafite é igual a menor resistência). 2/3 W.est. a composição e a espessura da camada determinam o valor nominal da resistência eléctrica implementada.8 Aspectos tecnológicos da construção de uma resistência de carvão O valor nominal de uma resistência de carvão é uma função das dimensões físicas e da percentagem. Por exemplo. 1 W. o material resistivo é depositado sob a forma de uma camada contínua que une os respectivos terminais de acesso (Figura 3. ao passo que nas de maior valor se adopta a solução de construir uma espiral de filme em torno do corpo cilíndrico (Figura 3.3 Tipos de Resistências As resistências de carvão são construídas a partir de uma massa homogénea de grafite misturada com um elemento aglutinador. Nas resistências de menor valor absoluto. as resistências de filme fino de carvão existem para os valores estandardizados de 1/10 W. 1/3 W.b). tipicamente inferiores a 10 kΩ. tipicamente ¼ W.htm (2 of 5)06-06-2005 12:39:41 .9 Aspectos tecnológicos da construção de uma resistência de película ou camada fina http://ltodi. encapsulada num invólucro isolante de material plástico e ligada ao exterior através de um material bom condutor. ¼ W.3. Figura 3.ips.2 Resistências de Película ou Camada Fina As resistências de película fina são construídas a partir da deposição de uma finíssima camada de carvão ou metal resistivo (níquel-crómio. designadamente no intervalo compreendido entre 2. A massa é prensada com o formato desejado. sendo o conjunto protegido do exterior através de uma tinta isolante. etc. 1 W e 2 W.3.9. As resistências de película fina existem numa gama de valores nominais e de máxima potência dissipável muito variada. As resistências de carvão existem numa gama muito variada de valores. em geral um material vítreo ou cerâmico. maior ou menor. ½ W. Na Figura 3.) sobre um corpo cilíndrico de material isolante. Em qualquer dos casos.8 ilustram-se alguns detalhes relativos à construção deste tipo de resistências. e para diversos valores da potência máxima dissipável. óxido de estanho.

fitas cuja espessura é da ordem das dezenas de µm na tecnologia de filme espesso e inferior ao µm (até algumas dezenas de angstrom) no caso das tecnologias de filme fino. e o níquel crómio. a dimensão deste tipo de resistências é relativamente reduzida (da ordem do milímetro). As resistências deste tipo são construídas por deposição de uma fita de material resistivo sobre um substrato isolante (alumina.b). as resistências bobinadas podem ser esmaltadas. Figura 3. vidro. Existem também resistências de filme espesso encapsuladas em suportes semelhantes aos utilizados para os circuitos integrados.3 Tipos de Resistências 3. irídio.10.a).4 Resistências Híbridas de Filme Espesso e de Filme Fino As resistências de filme espesso e de filme fino são utilizadas na realização de circuitos híbridos discretointegrados. Na Figura 3. magnesia. quartzo.10 Aspectos tecnológicos da construção de uma resistência de fio bobinado 3. Em alguns casos. e rénio.est. Existem resistências bobinadas cujas dimensões vão desde alguns milímetros até vários centímetros.3.3 Resistências Bobinadas As resistências bobinadas são construídas a partir do enrolamento de um fio metálico resistivo em torno de um núcleo cilíndrico de material isolante (Figura 3.htm (3 of 5)06-06-2005 12:39:41 . sendo em geral o conjunto protegido mecanicamente do exterior por um invólucro de material cerâmico selado com silicone (Figura 3. cobrindo no entanto uma gama de máxima potência dissipável razoavelmente elevada (tipicamente até uma a duas dezenas de watt).). Os materiais resistivos mais utilizados são os compostos de ruténio.11 Algumas resistências fixas actualmente existentes no mercado http://ltodi. no caso das resistências de filme espesso. safira. as extremidades do fio bobinado são ligadas a braçadeiras que permitem a ligação e a fixação da resistência ao circuito. disponibilizando neste caso um conjunto variado de resistências independentes ou com terminais comuns.3. No que respeita ao isolamento. O material resistivo mais utilizado é o constantan. vitrificadas ou cimentadas.3. Em face das aplicações a que se destinam.10. As resistências de fio bobinado são comercializadas em gamas de valores nominais inferiores a 100 kΩ.ips. etc.11 ilustra-se um conjunto variado de resistências fixas actualmente existentes no mercado.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_03/tiposres. Figura 3. cobre e manganésio. intermédia entre aquelas características dos componentes discretos e integrados. o nitrato de tântalo e o dióxido de estanho no caso das de filme fino. que consiste basicamente numa liga metálica de níquel.

htm (4 of 5)06-06-2005 12:39:41 . trimmers. multivoltas ou de volta única. Na Figura 3. etc.3. simples ou em tandem. Exemplos da aplicação de resistências variáveis são o controlo do volume de som de um rádio.12 encontrará algumas das soluções actualmente comercializadas. as resistências mais estáveis são as de fio bobinado.5 Resistências Ajustáveis e Variáveis As resistências ajustáveis e variáveis. Existem resistências com controlo por tubo rotativo. etc. manípulo ou ranhura. com escala linear ou logarítmica. potenciómetros ou.ips.12 Algumas resistências variáveis e ajustáveis actualmente disponíveis 3. Na base da Figura 3. o esquema de ligações e um croqui do mecanismo de controlo utilizado. por ordem. quanto: (i) à tolerância do valor nominal e à sua estabilidade em função das condições de armazenamento e de funcionamento (por exemplo.est.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_03/tiposres. o ajuste do período de oscilação em circuitos temporizadores. as de película fina metálica.3 Tipos de Resistências 3. em adaptação da designação em língua inglesa. são utilizadas em aplicações nas quais se exige a afinação ou a variação continuada do valor nominal de uma resistência. de carvão ou de metal. http://ltodi.3. encapsuladas ou desprotegidas. seguindo-se-lhes. também designadas por reóstatos. de carvão e as aglomeradas). Figura 3. o controlo do brilho ou contraste de um monitor TV.12 representa-se o símbolo.6 Características Técnicas das Resistências A selecção e utilização de resistências em circuitos nos quais a precisão é um dos factores decisivos do desempenho.3. deve ser acompanhada de precauções técnicas.

(vii) à linearidade. pode conduzir a desempenhos bastante diferentes daqueles previstos no projecto. a máxima potência dissipável e o coeficiente de temperatura. (v) ao ruído de fundo.3 Tipos de Resistências (ii) à potência máxima dissipável. seja ao corpo. http://ltodi.htm (5 of 5)06-06-2005 12:39:41 . em particular a tolerância. seja aos terminais de acesso.est. (vi) à gama de frequências recomendada. fora da qual se tornam significativas as capacidades e as indutâncias parasitas associadas. (iii) ao coeficiente de temperatura. A não consideração de algumas destas características. (iv) à tensão máxima aos terminais.3.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_03/tiposres.ips.

automóveis. em inglês VDR.4 Varístores 3. Os varístores encontram aplicação em computadores. fundição de fusíveis.13.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_03/varistor. brinquedos. um varístor cujos parâmetros C e β valem.ips. etc.est.22) em que C e β são duas constantes características do material.b) (3. o qual apresenta uma característica tensão-corrente cuja forma é (Figura 3. 230 e 0. Um dos materiais vulgarmente utilizados na construção dos varístores é o óxido de zinco (ZnO). seriam injectados no circuito. accionamento de termostatos. o valor nominal da resistência reduz-se drasticamente. caso contrário. respectivamente.035. http://ltodi. absorvendo assim os eventuais picos de corrente que.4 Varístores O varístor.3. Na Figura 3. e 270 V quando a corrente ascende a 100 A.13 a e b). voltage dependent resistor. etc.13. Quando um transitório ocorre. A elevada não linearidade do varístor é vulgarmente utilizada na eliminação de picos de tensão introduzidos nas linhas de alimentação durante as operações de ligação e desactivação de aparelhos.c apresenta-se um circuito que exemplifica a função de um varístor na protecção de um circuito. é uma resistência cujo valor nominal é uma função da própria tensão aplicada aos terminais (Figura 3. Os varístores são em geral ligados em paralelo com o circuito cuja protecção garantem. apresenta aos seus terminais uma tensão de 230 V quando a corrente é 1 mA. televisores.htm (1 of 3)06-06-2005 12:39:42 . descargas atmosféricas. Por exemplo.

protegendo assim o circuito a jusante.est. características tensão-corrente típicas de um varistor (b). que s V +DV = R(I + ∆I) + C(I + ∆I) ≈ R(I + ∆I) + CI s s β β No entanto.ips.4 Varístores Figura 3.htm (2 of 3)06-06-2005 12:39:42 . exemplo de aplicação (c) e fotografia de um varístor comercializado Admita-se que em condições normais a tensão aos terminais da fonte de alimentação é V = V + V = RI + CI s R o β mas que em condições anormais apresenta um pico de amplitude ∆V tal.13 Símbolo (a). http://ltodi. uma vez que β <<1 V +∆V ≈ R(I + ∆I) + CI s s β e o pico de tensão é quase na íntegra absorvido pela resistência R.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_03/varistor.3.

pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_03/varistor.4 Varístores http://ltodi.3.htm (3 of 3)06-06-2005 12:39:42 .ips.est.

por si só. apresenta a uma temperatura T um valor A R = R20 [1 + α20(T -20)] A http://ltodi. µ e densidade de cargas livres. pode dizer-se que: (i) a resistividade dos materiais condutores aumenta com a temperatura. n. devido à preponderância do aumento do número de cargas livres sobre a degradação da mobilidade. A condutividade de um material pode em geral escrever-se σ (T) = 1/ρ (T) = n(T)µ (T)e (3. dependendo em particular da maior ou menor variação dos parâmetros mobilidade.ips.est.5 Efeitos da Temperatura A resistividade eléctrica de um material é uma função da temperatura. Por exemplo. ou isoladores como o óxido de silício. metais como a platina. ou então a sensibilidade da mesma expressa em ppm/K (partes-por-milhão por grau kelvin). pelo contrário.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_03/efeitos. apresentam coeficientes de temperatura negativos. que. o alumínio e o cobre apresentam coeficientes de temperatura positivos. A dependência da resistividade com a temperatura é vulgarmente especificada através de dois parâmetros alternativos (mas equivalentes): o coeficiente de variação relativa K-1. e o aumento da agitação térmica dos átomos. Em geral.3. um elemento cuja resistência a 20 ºC e coeficiente de temperatura são. (ii) a resistividade dos materiais isoladores e semicondutores diminui com a temperatura. reduz a mobilidade das cargas eléctricas. em geral. Materiais semicondutores como o silício e o germânio. dois efeitos: o aumento da energia cinética dos electrões.htm (1 of 2)06-06-2005 12:39:43 (3. o ouro.23) Associados ao aumento da temperatura encontram-se.25) .24) expresso em kelvin-1.5 Efeitos da Temperatura 3. Com efeito. semicondutores ou condutores. bastante elevada à temperatura ambiente). semicondutores e condutores. designadamente devido à degradação da mobilidade e ao não significativo aumento do número de electrões livres disponíveis para a condução (nestes materiais a densidade de cargas livres é. respectivamente. kelvin-1 (3. R20 e α20. que eleva a densidade de electrões livres disponíveis para suportar o fenómeno da condução eléctrica. e em que R20 representa o valor nominal da resistência medido à temperatura de referência de 20 ºC. A função é crescente ou decrescente conforme os materiais sejam isoladores. É a preponderância de um ou outro destes mecanismos que conduz à diferença de comportamentos manifestada pelos materiais isoladores.

93*10-3 3.91*10-3 5*10-3 6*10-3 5.est. quando a dependência é especificada em ppm/K.4*10-4 8*10-6 Tabela 3. a expressão da resistência em função da temperatura é dada por R=R em que R [1 + ppm*10-6(T .8*10-3 3.T )] A ref nom (3.htm (2 of 2)06-06-2005 12:39:43 . nom define o valor nominal da resistência à temperatura de referência.5 Efeitos da Temperatura Por outro lado. T ref MATERIAL COEFICIENTE TEMPERATURA (α 20) prata cobre ouro alumínio tungsténio níquel ferro nicrómio constantan 3.5*10-3 4.4*10-3 3.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_03/efeitos.26) .ips.2 Coeficiente de temperatura de diversos materiais http://ltodi.3.

que em língua inglesa se designam por resistance temperature detectors.htm (1 of 4)06-06-2005 12:39:43 . thermal resistors) utilizam misturas de cerâmicas de óxidos semicondutores. o titânio. Por outro lado. utilizam materiais condutores como a platina. em particular devido às elevadas gama e linearidade da característica.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_03/sensores. e de titanato de bário. As termo-resistências de platina são largamente utilizadas em sondas de temperatura de elevada precisão. como é o caso das aplicações médicas. em aplicações militares.6..14 ilustram-se de forma qualitativa algumas características temperatura-resistência possíveis para as termo-resistências e os termístores. no caso das resistências com coeficiente de temperatura negativo (negative temperature coefficient. anilha ou circuito integrado. e termístor comutado (switched-type). http://ltodi. Convém salientar o facto de a grande maioria das termo-resistências e termístores se caracterizarem por relações acentuadamente não-lineares. o ferro. como as aplicações industriais. em aparelhagem médica.6 Sensores Resistivos 3. o cobre ou o níquel. o cobalto.1 mm e vários centímetros (ver os croquis e as fotografias da Figura 3. Actualmente existem no mercado termístores em formato de gota.ips. para indicar os termístores que manifestam um aumento brusco no valor nominal da resistência a partir de uma temperatura pré-estabelecida. tubo.1 Termo-resistências e Termístores As termo-resistências e os termístores são resistências que exibem uma variação do valor nominal em função da temperatura. (i) as termo-resistências. etc. como o manganésio. para designar os termístores do tipo PTC de relativa linearidade. ao passo que noutras. NTC). o níquel. por vezes envolvendo mesmo condicionadores de sinal e placas de aquisição de dados para digitalização da informação e processamento em computador. Outros termos vulgarmente utilizados na classificação dos termistores são os seguintes: silístor.14). RTD. em electrodomésticos. Assim. disco. no caso das PTC (positive temperature coefficient). ao passo que noutras se exige uma precisão da ordem da décima ou.6 Sensores Resistivos 3. no sector automóvel. etc. Na Figura 3. Outra distinção importante consiste na precisão da medida de temperatura a efectuar. até mesmo. A distinção entre termo-resistência e termístor (ou termistência) prende-se com o tipo de material utilizado na sua construção. da centésima de grau. (ii) e os termístores (ingl. Em alguns casos uma precisão de 1 ºC na medição da temperatura é suficiente. podem destinar-se a medir temperaturas de vários milhares de kelvin. Em algumas aplicações destinam-se a medir valores absolutos de temperatura razoáveis. e com diâmetros que podem variar entre 0.est. em instrumentação para investigação científica.3. o cobre. o circuito de revelação do sinal pode ser mais ou menos complexo. em telecomunicações. As termo-resistências e os termístores são amplamente utilizados como sondas de temperatura em aplicações industriais.

htm (2 of 4)06-06-2005 12:39:43 .1 µm conduz à geração de pares electrão-buraco. isto é.6. Assim. induz a passagem de electrões da banda de valência para a banda de condução. arsénio. materiais como o germânio e o arsenieto de índio apresentam maior sensibilidade à radiação de comprimento de onda λ=1. Actualmente existem no mercado foto-resistências que cobrem as gamas de radiação electromagnética infra-vermelha.ips.85 µm e λ=3. neste caso função seja da densidade de electrões livres na banda de condução. respectivamente. entre outras.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_03/sensores. uma vez que a resistividade de um material é uma função decrescente da densidade de portadores livres disponíveis. Por outro lado. As foto-resistências são geralmente construídas com base em materiais semicondutores. sendo as diferenças função apenas da maior ou menor amplitude das respectivas bandas proibidas.2 Foto-resistências As foto-resistências são componentes de circuito cujo valor nominal da resistência eléctrica é função da intensidade da radiação electromagnética incidente (em língua inglesa são designadas pela sigla LDR. telúrio e compostos de cádmio e de chumbo. da intensidade e do comprimento de onda dos fotões incidentes.est. seja da densidade de buracos na banda de valência. deixando atrás de si buracos.54 µm.14 Termístores e Termo-resistências 3.3.6 Sensores Resistivos Figura 3. germânio. designadamente silício. todos eles materiais para os quais a densidade de portadores livres na banda de condução é uma função. http://ltodi. conclui-se ser negativo o coeficiente de luminosidade deste tipo de resistências. visível e ultra-violeta. Em materiais como o silício a incidência de fotões com comprimento de onda λ=1. light dependent resistor).

memorização de informação em sistemas de computadores. como sejam o campo magnético.ips. os sensores de pressão são passíveis de integração conjunta com os circuitos electrónicos de revelação e processamento de sinal. certos agentes químicos como a humidade. As piezo-resistências são utilizadas na construção de microfones e de detectores de aceleração. A piezoresistividade é a propriedade dos materiais que caracteriza a dependência da resistividade eléctrica com a deformação mecânica. realizar numa única pastilha sistemas complexos que incluem as funções de transdução.15 ilustram-se o símbolo e algumas das foto-resistências actualmente existentes no mercado.3 Outros Sensores Resistivos Para além das aplicações apresentadas anteriormente. Uma das classes mais importantes de sensores resistivos são as magneto-resistências.6 Sensores Resistivos Figura 3. o monóxido de carbono. regra geral. 3. de instrumentação e militares. instrumentação e equipamento de controlo. designadamente em aplicações audio. Em todos estes http://ltodi. Esta propriedade tem como causas. etc.3. Apesar de a piezo-resistividade ser uma propriedade comum a todos os materiais. a pressão ou aceleração.15 Foto-resistências As foto-resistências são amplamente utilizadas em aplicações industriais. A variação da resistividade com a intensidade luminosa segue uma lei aproximadamente exponencial.htm (3 of 4)06-06-2005 12:39:43 . permitindo. em cujo caso o coeficiente de variação da resistência eléctrica é. de revelação e de processamento da informação. negativo.6. sendo comum encontrar foto-resistências cujo valor nominal da resistência eléctrica pode variar de um factor de 100 numa gama de intensidades luminosas compreendidas entre 5 e 104 lux. vídeo. As magneto-resistências baseiam o seu princípio de funcionamento na interacção existente entre o campo magnético e o fluxo de corrente eléctrica. sistemas de alarme e de controlo à distância. Existe ainda um vasto conjunto de sensores resistivos designado por químio-resistências. como indicadores de nível em reservatórios de líquidos.est. a resistividade dos materiais pode ser utilizada para detectar a presença ou a variação de uma quantidade muito variada de grandezas. como é o caso dos airbag dos automóveis e dos sensores de fluxo em condutas de líquidos ou gases. assim. sendo esta última devida em particular à dependência da amplitude da banda proibida com o esforço mecânico. As magneto-resistências são utilizadas na construção de cabeças de leitura de fitas e discos magnéticos. etc. etc. ela é mais notória nos semicondutores como o silício e o germânio. Estes sensores são componentes de circuito nos quais o valor nominal da resistência eléctrica é uma função da intensidade do campo magnético no qual se encontram imersas. Um outro conjunto de sensores resistivos de grande utilidade prática são as piezo-resistências. o fumo de tabaco. Na Figura 3. Devido à compatibilidade tecnológica com a electrónica de silício.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_03/sensores. identificação de padrões em cartões magnéticos. que se manifesta através da designada força de Lorentz. a variação da mobilidade e da densidade de cargas livres nos materiais. entre outras.

6 Sensores Resistivos componentes. As químio-resistências são em geral construídas a partir da deposição de um óxido metálico num material inerte como o óxido de silício. o etanol. em cujo caso são mais propriamente designadas por higro-resistências. http://ltodi. o dióxido de azoto. As químio-resistências são utilizadas na medição da humidade relativa do ar.ips. mas também na detecção de gases como o monóxido de carbono. Em geral.est. o metano.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_03/sensores. o hidrogénio. mas também a partir de certos cristais orgânicos ou polímeros condutores. este tipo de resistências apresenta um coeficiente de variação negativo.3. etc. o fumo de cigarro. a resistividade é uma função da concentração de agentes químicos presentes no ambiente em que se encontram imersas.htm (4 of 4)06-06-2005 12:39:43 .

pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_03/ohmimetr.htm06-06-2005 12:39:44 .7 Ohmímetro 3. ou colocando pelo menos um dos seus terminais no ar (Figura 3. constituindo assim uma das múltiplas funções que disponibilizam (é comum os multímetros integrarem as funções de ohmímetro. Como se indica na Figura 3. A medição efectuada por um ohmímetro baseia-se na aplicação da Lei de Ohm: o ohmímetro injecta no elemento uma corrente pré-estabelecida. amperímetro e voltímetro.16). relacionadas com o teste de dispositivos electrónicos e a realização de operações sobre as medidas efectuadas). A situação oposta corresponde à medição de resistências elevadíssimas. Os ohmímetros são regra geral parte integrante de um multímetro.est. além de outras funções. http://ltodi. Figura 3. e em particular da massa através do corpo humano.a.c) ou em circuito aberto (Figura 3.16. mede a tensão aos terminais e efectua o cálculo da resistência. para que a medição seja correcta.16.ips. O isolamento eléctrico pode ser obtido de duas maneiras distintas: desligando o componente em questão do resto do circuito.16.d). No entanto.16 Ohmímetro O ohmímetro também pode ser utilizado na identificação de caminhos em curto-circuito (Figura 3. é necessário que o elemento a medir se encontre devidamente isolado de outros componentes do circuito. Nós em curto-circuito são identificados através da medição de uma resistência relativamente pequena ou nula entre os pontos inquiridos. a medição da resistência de um elemento é efectuada colocando em paralelo o instrumento e o componente. Deste modo evita-se que o circuito envolvente retire ou injecte no elemento corrente distinta daquela aplicada pelo ohmímetro.3.7 Ohmímetro O ohmímetro é um instrumento que permite medir a resistência eléctrica de um elemento.

a temperatura. a luminosidade. a humidade (em geral a densidade de certos agentes químicos). Existem resistências com uma variação do valor nominal com a tensão. amplitude da corrente (ou tensão) e resistência eléctrica. ajustáveis ou variáveis. e integradas. de película fina.htm06-06-2005 12:39:45 . A resistência eléctrica mede-se com um ohmímetro. o esforço mecânico.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_03/sumar_03.est. As resistências podem ser fixas. A resistência eléctrica é uma função da resistividade do material e das dimensões físicas do elemento. http://ltodi. etc. de fio bobinado.ips.Sumário Sumário Define-se resistência eléctrica como a oposição que a matéria oferece à passagem de corrente eléctrica. A Lei de Joule estabelece a relação entre potência eléctrica. sendo a resistividade inversamente proporcional à densidade de portadores livres e à respectiva mobilidade. corrente e resistência eléctrica. de filme espesso ou fino. A Lei de Ohm estabelece a relação existente entre tensão. o campo magnético. podem ser de carvão. No que respeita aos materiais e processos de fabrico. Esta dependência é utilizada na realização de sensores resistivos.

respectivamente. 3. 3. 3.11 Determine a energia eléctrica dissipada na unidade de tempo por uma resistência de 1 kΩ. 1 µS e 1 V.10 Determine a energia eléctrica dissipada na unidade de tempo por uma resistência de 1 kΩ percorrida por uma corrente de 1 mA. ouro e carbono considerados no problema anterior. 3. respectivamente. 3. alumínio. 3.6 Determine o valor da resistência cuja tensão e corrente aos terminais são. Lei de Joule 3.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_03/exapl_03.8 Um aquecedor eléctrico absorve uma corrente de 10 A quando lhe é aplicada uma tensão constante de 100 V. Compare com o resultado obtido para fios semelhantes de alumínio. Admitindo que o mesmo se encontra alimentado por uma fonte de tensão de 5 V.12 Um circuito integrado consome uma potência cujo valor médio no tempo é 10 mW.9 Nas condições do exercício anterior. Exprima o resultado em joule.4 Determine a tensão aos terminais de uma resistência de 1 kΩ percorrida por uma corrente constante de 1 mA. Determine a resistência equivalente e a potência dissipada pelo aquecedor.2 Determine a condutividade e a condutância dos fios de cobre. determine a energia eléctrica consumida pelo aquecedor durante uma hora.1 Determine a resistência de um fio de cobre cilíndrico cujo comprimento e diâmetro são.ips. cuja tensão aos terminais é de 5 V.5 Determine a corrente que percorre uma resistência de 10 kΩ. 3. ouro e carbono. respectivamente.3 Determine o diâmetro de um fio de cobre cujo comprimento é 10 km e cuja resistência é 1 Ω. Wh e kWh. determine o valor médio da corrente http://ltodi. cuja tensão aos terminais se sabe ser de 10 V.htm (1 of 3)06-06-2005 12:39:46 . 1 V e 1 mA. 3.est. 100 m e 2 mm.7 Determine o valor da corrente que percorre uma resistência cuja condutância e tensão aos terminais são.Exercícios de Aplicação Exercícios de Aplicação Lei de Ohm 3. 3. 3.

13 Um aparelho auricular consome uma corrente cujo valor médio no tempo é 1 µA. determine a duração prevista da mesma se a capacidade respectiva for de 500 mAh. Indique o sinal dos coeficientes de temperatura de cada um deste dois tipos de sensores. http://ltodi.17 Diga o que entende por termo-resistência e termístor. Efeitos da Temperatura e Sensores Resistivos 3.21 representa-se o processo de medição do valor nominal de uma resistência. Varístores.ips.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_03/exapl_03. Determine a variação relativa da resistência à temperatura TA=100 ºC.est. 3.Exercícios de Aplicação consumida.htm (2 of 3)06-06-2005 12:39:46 . Explique o significado das siglas NTC e PTC. Determine qual o valor mínimo de resistência que pode utilizar. 3.16 Uma fonte de corrente debita 10 mA para uma resistência de 1/4 W.18 Diga o que entende por foto-resistência. 3. 3.15 Uma resistência de 1/2 W deve ser utilizada num circuito alimentado a 5 V.14 Determine a sequência de cores das barras das seguintes resistências de 10%: 220 Ω. quimo-resistência e higro-resistência.21 Na Figura E. 3. Ohmímetro 3. respectivamente. 22 kΩ.2 V. Admitindo que este se encontra alimentado por uma bateria de 1. magneto-resistência.3. Resistências Discretas 3.2 kΩ. Determine o valor da resistência à temperatura TA=200 ºC. 68 kΩ e 680 kΩ. 2. 3. Determine qual o valor máximo de resistência que pode utilizar.20 O coeficiente de temperatura de uma resistência à temperatura T=20 ºC é de 2000 ppm/K.19 O valor nominal (R20) e o coeficiente de temperatura (α20) de uma resistência são 1 kΩ e 8*10-3 K-1. Indique quais as medições efectuadas correctamente.

htm (3 of 3)06-06-2005 12:39:46 .Exercícios de Aplicação Figura E3.est.21 http://ltodi.ips.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_03/exapl_03.

: -55 a 250ºC (utilizados em electrodomésticos automóveis.est.: -40 a 150ºC Termístor NTC Dimensão: ~ 1mm 100 kΩ @ 25ºC Gama Temp. manganésio e ferro (bob.: -80 a 150ºC http://ltodi.) 100 Ω @ 0ºC 138 Ω @ 100ºC Coef.htm (1 of 2)06-06-2005 12:39:47 .Fotografias de Sensores Resistivos Fotografias de Sensores Resistivos Fotografias de Termístores e Termo-resistências Termístor NTC 380 Ω @ 25ºC e 28 Ω @ 0. Temp.3 A Utilizado na protecção de circuitos (limitação de corrente) Termístor NTC Cerâmico 10 kΩ @ 25 ºC +/.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_03/foto_036. medidas e controlo processos) Termístor NTC Encapsulado em vidro 10 kΩ @ 25ºC +/. cobre.038% Gama Temp.0.: -30 a 125ºC (utilizados na compensação de temperatura.10% Gama Temp.10% Gama Temp.00385 Ω/ºC Estabilidade: +/.ips.: 0. medidas) Termistência de Liga de níquel.

20% Termístor PTC Comutado Dimensão: ~2 mm 100 Ω @ 25ºC 10 kΩ T > 80ºC Fotografias de Foto-resistências Foto-resistência de Sulfito de Cádmio Máxima Sensibilidade: 550 nm 20 MΩ (escuro) 20 kΩ ~ 100 kΩ @ 10 Lux 5 kΩ @ 100 Lux Tensão Máx.: 50 mW Gama Temperatura: -60 ºC a 75ºC Foto-resistência de Sulfito de Cádmio Máxima Sensibilidade: 530 nm 1 MΩ (escuro) 9 kΩ @ 10 Lux 400 Ω @ 1000 Lux Tensão Máx.: 320 V Pot.: 0. Máx.ips. Máx.: 100 V Pot.25 W @ 25ºC http://ltodi.Fotografias de Sensores Resistivos Termístor NTC Dimensão: ~ 1mm 1 kΩ @ 25ºC Gama Temp.htm (2 of 2)06-06-2005 12:39:47 .est.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_03/foto_036.: -40 a 25ºC Tolerância: +/.

htm06-06-2005 12:39:48 .pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_03/foto_034.est.Fotografia de Varístores Fotografia de Varístores Varístor de óxido de zinco http://ltodi.ips.

: 1/8 W @ 70ºC Tolerância: 0. Temp.est. Isola: 1 GΩ Tensão Máx.: 1 W @ 70ºC Tolerância: 5% Coef.: 500 V Resistência de Carvão Pot.Fotografias de Tipos de Resistências Fotografias de Tipos de Resistências Fotografias de Resistências Fixas Resistência de Carvão Pot.: 2 W @ 70ºC Tolerância: 5% C.: +/.: 700 V Resistência de Película Fina Metálica Pot.: 1/8 W @ 70ºC Tolerância: 5% Coef.15 ppm/ºC Tensão Máx.: 1/4 W @ 70ºC Tolerância: 5% Coef. Temp.: 1/2 W @ 70ºC Tolerância: 5% Coef. Temp. Máx. Máx.: -150/-850 ppm/ºC Resist.: -150/-1000 ppm/ºC Resist.1% Coef. Temp. Máx.ips. Temp.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_03/foto_033.: -150/-800 ppm/ºC Resist.: -150/-900 ppm/ºC Resist.: 350 V Resistência de Carvão Pot. Isola: 1 GΩ Tensão Máx.: 200 V http://ltodi.htm (1 of 3)06-06-2005 12:39:51 . Máx. Isola: 1 GΩ Tensão Máx.: 250 V Resistência de Carvão Pot.: -100/-700 ppm/ºC Resist.: 250 V Resistência de Carvão Pot. Isola: 1 GΩ Tensão Máx. Máx. Isola: 1 GΩ Tensão Máx. Temp. Máx.

Temp.: +/. Temp.: 200~400 ppm/ºC Agregado de 7 Resistências (individuais) Pot.: 3 ppm/ºC Tensão Máx.: 1.: 250 ppm/ºC Tensão Máx. Tolerância: 2% Coef.ips.: 200 V Resistência Bobinada (com invólucro cerâmico e núcleo de fibra de vidro) Pot.300 ppm/ºC Tensão Máx. Máx.: 50 V Fotografias de Resistências Variáveis e Ajustáveis http://ltodi.: 1/4 W por resist.: 250 V Agregado de 8 Resistências (individuais para montagem superficial) Pot. Máx.est. Máx.4 W Tolerância: 5% Coef.: 250 ppm/ºC Tensão Máx.: 0.2 W por resist.Fotografias de Tipos de Resistências Resistência de Película Fina de Cermet Pot.: 100 V Agregado de 4 Resistências (individuais) Pot. Temp.33 W @ 85ºC Tolerância: 0.: +/.: 6 W @ 70ºC Tolerância: 5% C. Temp. Temp. Máx. Máx. Temp. Tolerância: 2% Coef.75 ppm/ºC Tensão Máx.: 1000 V Resistência Bobinada de elevada precisão Pot.: 250 V Resistência Bobinada (vitreous enamel) Pot. Máx. Temp.1% @ 25ºC Coef. Tolerância: 2% Coef.: 0. Máx.: 0.28 W por resist.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_03/foto_033.: 4 W Tolerância: 5% Coef.htm (2 of 3)06-06-2005 12:39:51 .: 100 ppm/ºC Tensão Máx.

: 1 W @ 85ºC Tolerância: 10% Coef.: +/.250 ppm/ºC http://ltodi.15 W @ 70ºC Tolerância: 25% Coef.15 W @ 40ºC Tolerância: 20% Coef.5 W @ 70ºC Tolerância: 10% Coef.25 W @ 70ºC Tolerância: 10% Coef. Temp.: 0. montagem superficial Pot. Máx. Máx.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_03/foto_033. Máx. Temp. Temp..100 ppm/ºC 25 voltas Resistência Variável de Carvão Dimensão: 10 mm Pot..100 ppm/ºC 11 voltas Resistência Variável de Cermet Dimensão: 2 mm.est.20% 1 volta Resistência Variável de Cermet Dimensão: 4 mm. Temp.: +/. montagem superficial Pot.: 0.: 0.htm (3 of 3)06-06-2005 12:39:51 . Temp.ips.: +/. Máx.4 W @ 40ºC Tolerância: +/. Máx.100 ppm/ºC 1 volta Resistência Variável de Cermet Dimensão: 12 mm Pot. linear Pot. Máx.: 0..: +/.: 0..150 ppm/ºC Resistência Variável de Carvão Dimensão: 20 mm...Fotografias de Tipos de Resistências Resistência Variável Cermet Multi-volta Dimensão: 10 mm Pot.: +/.

o que.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_02/circuito. como é o caso do díodo. a bobina e o transformador. o condensador. apesar de não rigoroso.1 ilustra-se um circuito eléctrico constituído por fontes de corrente e de tensão de alimentação e de sinal. do transístor. Figura 2. a velocidade. condensadores.1 Definições Um circuito eléctrico consiste na interligação criteriosa de um conjunto de componentes através dos quais circulam cargas eléctricas. a pressão. É comum.1 Circuito eléctrico Na Figura 2. alguns autores definem como elementos activos aqueles capazes de fornecer energia. a intensidade luminosa. todos eles elementos que apenas dissipam ou. como por exemplo a temperatura.1 Circuitos e Componentes Eléctricos 2. é vulgar referir que um circuito é eléctrico quando integra apenas elementos de tipo passivo. distinguir os circuitos eléctricos dos electrónicos com base no tipo de componentes utilizados.est. No caso dos circuitos que visam o processamento de informação. Por exemplo. de resto. díodos e transístores. nenhuma destas definições de circuito eléctrico ou electrónico e de elemento passivo ou activo é exactamente rigorosa. elementos passivos seriam tanto a resistência. como também o díodo. do LED. resistências. neste caso apenas as fontes. que tanto pode ser o transporte ou a transformação de energia. transformadores. etc. no máximo. e passivos os elementos que apenas dissipam energia. Na verdade. De acordo com esta definição. etc.htm (1 of 5)06-06-2005 12:39:52 . No entanto. armazenam energia eléctrica ou magnética.2.ips. definindo como passivos todos aqueles que dissipam energia. como o processamento de informação representada sob a forma de um sinal eléctrico. da célula foto-voltaica.1 Circuitos e Componentes Eléctricos 2. como a resistência. o transístor. um código. Os circuitos visam a realização de um objectivo pré-determinado. bobinas. etc. ou seja.1. que possibilitam a conversão de energia eléctrica bruta em energia com conteúdo informativo. e classificar como circuitos electrónicos aqueles que integram dispositivos semicondutores. a bobina e o condensador. os sinais podem constituir uma representação de uma grandeza não eléctrica. não constitui óbice a uma compreensão dos http://ltodi. É também comum designar por dispositivos activos os elementos capazes de amplificar a energia associada aos sinais.

respectivamente. 2. de tensão ou de http://ltodi.ips.2 Componentes fundamentais dos circuitos eléctricos As fontes agrupam-se em duas classes essencialmente distintas: fontes independentes. o condensador e a bobina.htm (2 of 5)06-06-2005 12:39:52 . as fontes de tensão e de corrente independentes e as fontes dependentes.est. São eles a resistência. 7 e 8. condensador e bobina serão abordados em pormenor nos Capítulos 3.1 Circuitos e Componentes Eléctricos tópicos tratados ao longo deste livro.1. O que verdadeiramente importa é distinguir quais os elementos fundamentais dos circuitos.2 representam-se os símbolos e a designação mais comum dos nove componentes fundamentais dos circuitos eléctricos.2 Componentes Fundamentais Na Figura 2.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_02/circuito. Figura 2. Os elementos resistência.2.

e fontes dependentes. Figura 2. a imposição de uma corrente de 1 A a uma resistência de 100 Ω conduz a uma tensão de 100 V aos terminais da fonte de corrente (v=Ri). pelo contrário.1) AB BA indicando assim que a fonte impõe a tensão aos seus terminais.3 Circuito com fonte de tensão (a) e fonte de corrente (b) Em complementaridade com a fonte de tensão. As fontes de tensão caracterizam-se por duas relações: v =vei =? (2. as fontes de corrente caracterizam-se pelas seguintes duas relações: i =iev =? (2.2. a fonte de tensão impõe a relação v =5 V.a.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_02/circuito. (ii) de tensão controlada por corrente. http://ltodi.1 Circuitos e Componentes Eléctricos corrente.3. Estas fontes são essenciais na modelação do comportamento eléctrico de dispositivos electrónicos como os transístores bipolares e de efeito de campo (a introduzir nas disciplinas de Electrónica). As fontes controladas podem ser de quatro tipos principais: (i) de tensão controlada por tensão.est. e referindo agora ao exemplo representado na Figura 2. Uma fonte dependente é um elemento cuja tensão ou corrente imposta aos terminais é controlada pela tensão ou corrente num outro elemento ou nó do circuito. fornece uma corrente cujo valor é apenas função do circuito ao qual se encontra ligada. ao passo que a característica tensão-corrente do AB elemento resistência estabelece que i=5/R=5 mA. FTCT. no caso figurado em 2.3.2) AB AB Estas impõem a corrente no circuito e deixam a cargo deste a definição da tensão aos seus terminais. mas que.ips.htm (3 of 5)06-06-2005 12:39:52 . Por exemplo.b. FTCC. Por exemplo.

FCCT. FCCC.2.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_02/circuito. Na Figura 2. ou ter as dimensões de ohm (V/A) ou de siemens (A/V).ips.4 dão-se exemplos de circuitos que contém no seu seio fontes de corrente e de tensão controladas. Figura 2.1 Circuitos e Componentes Eléctricos (iii) de corrente controlada por corrente.4 Corrente e tensão fornecidas por um conjunto de fontes controladas http://ltodi. Em cada uma das figuras indica-se a solução para a tensão e para a corrente aos terminais de cada uma das fontes representadas.htm (4 of 5)06-06-2005 12:39:52 . O coeficiente de ligação entre as variáveis de controlo e controlada pode ser adimensional.est. (iv) de corrente controlada por tensão.

htm (5 of 5)06-06-2005 12:39:52 .2.1 Circuitos e Componentes Eléctricos http://ltodi.ips.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_02/circuito.est.

ser aproximada por uma recta com declive dado pela derivada no ponto central do intervalo.2 Componentes Lineares e Não-Lineares 2.1 Linearidade Os métodos de análise apresentados ao longo deste livro aplicam-se exclusivamente a circuitos lineares ou linearizáveis por troços.4) (2.3) Por outro lado.6) http://ltodi. Um circuito é linear quando todos os elementos utilizados satisfazem simultaneamente as propriedades da sobreposição e da homogeneidade.2.2. respectivamente. na análise de circuitos com transístores. procede-se à linearização dos elementos.v). Um elemento goza da propriedade da sobreposição quando a característica tensão-corrente satisfaz. um elemento goza da propriedade da homogeneidade quando. o ponto intermédio do intervalo é designado por ponto de funcionamento em repouso. como se verá.v). pelo menos para determinada gama de valores da tensão e da corrente. sendo o modelo de cada dispositivo e a análise do circuito correspondente designadas. por modelo e análise de sinais fracos.htm (1 of 4)06-06-2005 12:39:53 . procede-se à consideração de intervalos de valores dentro dos quais a característica tensão-corrente de cada um dos elementos pode. sem grande erro. Quando a linearidade não é verificada. são dispositivos fortemente não-lineares.est.ips. para todo e qualquer par de valores(i. satisfaz as seguintes relações: se i1 = g(v1) (2.2 Componentes Lineares e Não-Lineares 2. Diz-se então que a característica tensão-corrente do elemento foi linearizada em torno do ponto considerado. ou seja. para o mesmo conjunto de pontos (i. os quais.5) (2. Por exemplo.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_02/compline. as relações: se i1 = g(v1) e i2 = g(v2) então g(v1+ v2) = i1+ i2 (2.

quando o volume de som de um amplificador audio é colocado no máximo da sua escala.2 Distorção Harmónica O principal efeito causado pela não-linearidade de um componente é a distorção harmónica. v=ri+c . igualdade que demonstra a propriedade da homogeneidade.5 Característica tensão-corrente de uma resistência (a) e de um transístor de efeito de campo na zona de saturação (b) 2. Figura 2.est. e que o transístor constitui um dispositivo não-linear.3) a (2. e ainda que se v1=Ri1 então v2=R(ki1)=kRi1=kv1.2. designadamente. por exemplo. o que demonstra a propriedade da sobreposição. Pode facilmente demonstrar-se que a característica do transístor te te (2.7) para todo e qualquer k real.htm (2 of 4)06-06-2005 12:39:53 .pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_02/compline.2 Componentes Lineares e Não-Lineares então g(kv1) = ki1 (2. Esta encontrase presente. As relações (2. respectivamente. Na Figura 2. fazendo-se sentir. isto é. i=gv+c ou. Com efeito. aplicando a definição de linearidade à resistência verifica-se que v1=Ri1. em alternativa.ips. A inspecção das características indica que a resistência é um componente linear. através da geração de sinais agudos cuja frequência se encontra no limite da escala audível.2. É vulgar a distorção harmónica constituir um dos parâmetros determinantes do http://ltodi. nem a da homogeneidade.5) indicam que é linear todo e qualquer elemento cuja característica tensão-corrente apresente a forma da equação de uma recta.8) não verifica nem a propriedade da sobreposição. v2=Ri2 e que (v1+ v2)=(Ri1+ Ri2)=R(i1+ i2).5 representam-se as características tensão-corrente da resistência e do transístor de efeito de campo.

permite efectuar a expansão i = A(0.9) em que A e B são duas constantes. e por um termo à frequência dupla.B)2 (2. a corrente no circuito é constituída por um termo constante. 2. o primeiro. portanto. associada à geração de tons espúrios às frequências múltiplas daquela aplicada na entrada. os elementos não-lineares são modelados por polinómios de ordem superior àquela considerada na relação (2. a corrente no componente é dada por i = A(V cos(2πft) . e que esta toma a forma sinusoidal v = V cos(2πft) m (2. o segundo.ips.12) Como se pode verificar em (2.13) sf em que V define uma tensão constante de amplitude razoavelmente elevada. etc.2ABV cos(2πft) + 0. quarta. designado por sinal http://ltodi. por um termo à frequência do sinal. Admita-se ainda que a relação (2.5AV cos(4πft) m m m (2.5)[1+cos(2φ)]. designadamente terceira. Considere-se o elemento não-linear representado na Figura 2. e admita-se que aos terminais do mesmo se aplica uma tensão v=V+v (2.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_02/compline. Considere-se então a característica tensão-corrente i = A(v .10) Nestas condições.B)2 m (2. e vsf um sinal de amplitude relativamente pequena comparada com V. por aplicação da relação cos2(φ)=(0.2 Componentes Lineares e Não-Lineares desempenho de um determinado circuito ou sistema electrónico.est. A distorção harmónica consiste na relação entre as amplitudes das sinusóides às frequências 2f e f.2.9). A deterioração da qualidade do som na saída do amplificador encontra-se.5V2 + B)2 .12).9) é válida para valores positivos e negativos da tensão aplicada. Em geral.htm (3 of 4)06-06-2005 12:39:53 . v.6. designada por tensão de polarização. designado por segunda harmónica. o terceiro.11) que.2.3 Ponto de Funcionamento em Repouso O ponto de funcionamento em repouso (PFR) e a aproximação de sinais fracos constituem os dois passos principais da análise de um circuito com componentes não-lineares. conduzindo assim à geração de harmónicas superiores à segunda.

est. V. sendo o modelo linear resultante designado por modelo de sinais fracos do dispositivo.I) designado por ponto de funcionamento em repouso do circuito. A constatação de que o sinal v constitui uma pequena variação em torno de uma determinada tensão de polarização.htm (4 of 4)06-06-2005 12:39:53 . Figura 2. e admitindo sempre que as variações em torno do PFR são suficientemente fracas.15) é uma função do ponto de funcionamento em repouso estabelecido para o elemento. a relação entre i e v é de tipo linear.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_02/compline.2.15) em que g define o declive da característica no PFR considerado. podendo o sf sf respectivo elemento ser substituído por um dos elementos lineares definidos anteriormente.14) sf sendo o ponto (V.2 Componentes Lineares e Não-Lineares fraco. Neste caso. Naturalmente que o coeficiente g definido em (2. à excursão fraca v corresponde uma variação i na corrente no sf sf componente. Como se indica na própria figura.ips. permite sf aproximar a característica i=g(v) pela sua derivada e escrever i = gv sf sf (2. Assim. A aproximação efectuada é designada por aproximação de sinais fracos.6 Ponto de funcionamento em repouso e regime de sinais fracos http://ltodi. i=I+i (2.

htm06-06-2005 12:39:54 .pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_02/sumar_02.ips. a bobina e as fontes de tensão e de corrente independentes e dependentes. http://ltodi. A linearização de um elemento não-linear comporta dois passos: determinação do ponto de funcionamento em repouso e determinação do modelo de sinais fracos. Os elementos são lineares quando verificam simultaneamente as propriedades da sobreposição e da homogeneidade. o condensador.Sumário Sumário Um circuito eléctrico consiste na interligação criteriosa de um conjunto de componentes através dos quais circulam cargas eléctricas. Os nossos métodos de análise aplicam-se a redes lineares ou linearizáveis por troços. A principal consequência da não-linearidade de um componente é a distorção harmónica. Os componentes fundamentais dos circuitos eléctricos são a resistência.est.

3. Quais de entre elas são lineares? http://ltodi.3 2.4 Para cada um dos circuitos representados na Figura E2.3 Determine o valor da corrente nas resistências dos circuitos representados na Figura E2.htm (1 of 2)06-06-2005 12:39:54 . determine a potência dissipada nas resistências. condensador e bobina.Exercícios de Aplicação Exercícios de Aplicação Circuitos e Componentes Eléctricos 2.1 Desenhe os símbolos e indique a característica tensão-corrente das quatro fontes dependentes.2 Desenhe os símbolos dos elementos resistência.3.est. Qual a energia dissipada durante uma hora? Componentes Lineares e Não-lineares 2.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_02/exapl_02.5.5 Considere as características tensão-corrente representados na Figura E2. Figura E2. 2. 2.ips.

i .6 Considere um dispositivo electrónico cuja característica tensão-corrente é i =K(v D GS -V )2. sf sf (c) a amplitude da sinusóide de corrente.7 Considere um dispositivo cuja característica tensão-corrente é i =I (e C s T -1).8 Considere um elemento cuja característica tensão-corrente aos terminais é v=Ri+α2i2+α3i3.htm (2 of 2)06-06-2005 12:39:54 .ips. Determine a expressão do parâmetro que liga as amplitudes fracas da tensão e da corrente (v .pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_02/exapl_02. Admitindo que a corrente é sinusoidal de amplitude 1 mV e frequência 10 kHz. Determine: (a) o ponto de funcionamento em repouso do dispositivo. http://ltodi.5 2. (b) a expressão do parâmetro que liga as amplitudes fracas v e i . C 2. determine a amplitude das harmónicas da tensão v às frequências 20 kHz e 30 kHz. e com GS th K=10-3A/V2 sf e V =1 V. i ). e ao qual é aplicada uma tensão v =V+v .Exercícios de Aplicação Figura E2. em que R=1000 Ω e α2=α3=1. em que V=2 V define th GS sf uma tensão constante e v um sinal sinusoidal de amplitude 1 mV. para th v >V . sf vBE/VT 2. em que I =10-15 A e s BE V =25 mV.est.

5) m = 9. etc. localizando-se os protões no núcleo e os electrões em órbitas envolventes do mesmo.3) Q = -e = -1.1 Carga Eléctrica A carga eléctrica é uma propriedade fundamental da matéria.4) (1. 1. e positivo quando os perde.1.ips. Os protões.6*10-19 Q =0 n as massas em repouso são m ≈ m = 1. o átomo de hélio. Os átomos não neutros são designados por iões.1) a (1. Além dos protões. neutros do ponto de vista eléctrico.81*10-15 p n e m.6) Os valores apresentados em (1. que contém um protão e um electrão.2) (1. dois electrões e dois neutrões. Força e Campo Eléctrico 1. Q = e = 1. grama (1.672*10-24 p e n g. ambas constituintes do átomo. do electrão e do neutrão são. que contém dois protões. Um átomo torna-se num ião negativo quando captura electrões numa das suas órbitas.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_01/cargafor.6*10-19 p e C. coulomb (1.11*10-28 e os raios.1 Carga.1 Carga.1. assumindo-as esféricas. Os átomos neutros contêm o mesmo número de electrões e de protões. Força e Campo Eléctrico 1. São exemplos de neutralidade eléctrica o átomo de hidrogénio.est.6) indicam que os protões e os neutrões são aproximadamente 2000 vezes mais densos que os electrões. metro (1. são r ≈ r ≈ r = 2.htm (1 of 3)06-06-2005 12:39:55 .1.2 Força Eléctrica A Lei de Coulomb estabelece que duas cargas eléctricas pontuais se atraem ou repelem com uma força cuja http://ltodi.1) (1. As cargas eléctricas do protão. respectivamente. o núcleo dos átomos é também constituído por neutrões. As partículas elementares detentoras desta propriedade são o electrão e o protão. os electrões e em geral os iões são as entidades responsáveis pelo fenómeno da força eléctrica.

A força é de atracção quando as cargas apresentam sinais contrários. e Q . os valores absolutos 0 x y das cargas eléctricas e a distância entre as mesmas. como é o caso da força de atracção existente entre electrões e protões nos átomos. direcção e sentido da força exercida entre cargas eléctricas. Figura 1.1 Força eléctrica exercida por um protão sobre um electrão (a). Em geral. A força eléctrica é uma grandeza vectorial com intensidade. newton (1.htm (2 of 3)06-06-2005 12:39:55 . e de repulsão nos casos contrários. entre electrões (b) e por múltiplos electrões sobre um electrão (c) (as cargas positivas e negativas são representadas a branco e a cheio. respectivamente) 1.est. Na Figura 1.1 Carga.3 Campo Eléctrico O campo eléctrico é uma medida da acção que uma carga exerce sobre as cargas eléctricas localizadas no seu raio de acção. Força e Campo Eléctrico intensidade é N.1.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_01/cargafor. A intensidade do campo eléctrico criado por uma carga pontual é expressa por http://ltodi. Q e r representam. e o sentido é estabelecido pelo sinal das cargas em presença.7) em que ε define a permitividade do vazio. respectivamente.ips.1 apresentam-se alguns exemplos elucidativos da intensidade. num espaço preenchido por múltiplas cargas pontuais a força eléctrica exercida sobre cada uma delas resulta da soma vectorial de contribuições parciais. A direcção coincide com a recta que une as duas cargas.1. direcção e sentido.

7). Força e Campo Eléctrico V/m. Q . como se esperava. O campo eléctrico define uma grandeza x x y de tipo vectorial. tendo em conta (1.ips. A direcção do vector campo eléctrico criado por uma carga eléctrica pontual é radial. o vector campo eléctrico divergente criado por uma carga positiva quando multiplicado pelo sinal de uma carga negativa conduz.est. volt por metro (1.8) a qual. ou seja.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_01/cargafor. Cargas positivas têm sentido divergente e cargas negativas têm sentido convergente (Figura 1. o vector força eléctrica coincide com o produto do escalar carga pelo vector campo. que a intensidade da força mais não é do que o produto da intensidade do campo criado pela carga Q .2 Campo eléctrico criado por cargas eléctricas pontuais http://ltodi.9) é válido ao nível vectorial. multiplicado pelo valor absoluto da carga nele imerso. permite constatar que (1. Por exemplo. Figura 1.htm (3 of 3)06-06-2005 12:39:55 .1.9) isto é. a um vector força eléctrica de atracção. E .1 Carga.2). O produto indicado em (1.

11) em que g.htm (1 of 3)06-06-2005 12:39:56 . a constante de gravitação terrestre. por exemplo quando se eleva uma massa de 1 kg desde o nível do mar até à altitude de 10 m.est. por definição.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_01/energia. De acordo com (1. energia é a capacidade de realizar trabalho. constituído.1. ou seja.2. ao passo que a aproximação ao núcleo envolve a libertação de energia. respectivamente. Considere-se então um átomo de hidrogénio. Considere-se.10) No caso particular em que a força é constante e a direcção coincidente com o deslocamento. mas também quando se desloca uma carga eléctrica entre dois pontos cujas amplitudes dos campos eléctricos diferem. O afastamento do i f electrão em relação ao núcleo exige o fornecimento de energia ao sistema.2 Energia Potencial e Tensão Eléctrica 1. a massa do corpo e o deslocamento.10). como se disse. à realização de um trabalho positivo. sendo a intensidade respectiva uma função do raio da órbita.12) em que r e r definem. J. a título de exemplo. o deslocamento do electrão entre órbitas envolve a realização de um trabalho cujo módulo é (1. joule (1. ao passo que o deslocamento da mesma no sentido contrário ao da força (a elevação) corresponde ao fornecimento de energia ao sistema e. a energia libertada é expressa pelo produto (1.2 Energia Potencial e Tensão Eléctrica 1. m e h definem. à realização de um trabalho que se define como negativo. o caso da queda de uma massa num campo gravitacional. respectivamente. os raios das órbitas inicial e final do electrão. por um protão e por um electrão.ips. O trabalho é realizado pelo campo gravitacional e é dado pelo integral ao longo da trajectória do produto interno entre a força e o deslocamento.1 Energia Potencial Eléctrica Por definição. Realiza-se trabalho quando se desloca uma massa num campo gravitacional. A força eléctrica entre o protão e o electrão é radial e atractiva. A definição de energia potencial eléctrica aplica-se a qualquer conjunto de cargas eléctricas sujeitas à acção http://ltodi. Em face da existência de uma força de atracção entre as duas cargas. o deslocamento de uma massa no sentido da força (a queda) conduz à libertação de energia por parte do sistema.

a.est.1. o trabalho é sempre dado pelo integral da força eléctrica ao longo da trajectória das cargas eléctricas. que o transporte de duas. Existe tensão eléctrica entre dois pontos de um campo sempre que o transporte de carga entre esses mesmos dois pontos envolve libertação ou absorção de energia eléctrica por parte do sistema. Retomando o exemplo da Figura 1. verifica-se que: (i) o transporte de um electrão do terminal negativo para o terminal positivo envolve a libertação de energia.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_01/energia. ao passo que a regeneração corresponde à sua separação física.3. verifica-se que o transporte de uma carga elementar negativa. a energia eléctrica em jogo é proporcional à quantidade de cargas transportadas. ou seja.2 Energia Potencial e Tensão Eléctrica de um campo eléctrico.3.a). Em qualquer destes casos. o que permite dizer que o sistema.htm (2 of 3)06-06-2005 12:39:56 .b). o transporte de n cargas entre os dois terminais envolve uma energia n-vezes superior àquela envolvida no transporte de uma única carga eléctrica. Q=-e.3. à partida. dispunha de energia (eléctrica) armazenada (Figura 1. três … N cargas envolve a libertação das energias 2 eV. 1.3 Descarga (a) e carga (b) de uma bateria Um reservatório de cargas eléctricas positivas e negativas fisicamente separadas constitui a fonte de energia eléctrica vulgarmente designada por bateria.ips.3. corresponde à libertação de uma energia W=eV joule. (ii) o transporte de um electrão do terminal positivo para o terminal negativo exige o fornecimento de energia ao sistema. Se se considerar o caso particular representado na Figura 1. Por outro lado. 3 eV … N eV joule. que coincide com o cociente entre a energia libertada e a quantidade de carga transportada http://ltodi. em que se admite um campo eléctrico constante ao longo do fio condutor que une os terminais positivo e negativo. operação que neste caso corresponde ao armazenamento de energia potencial (Figura 1.2. Figura 1.2 Tensão Eléctrica A tensão é uma medida da energia envolvida no transporte de uma carga elementar entre dois pontos de um campo eléctrico. O fornecimento de energia por parte da bateria corresponde ao deslocamento das cargas eléctricas negativas do terminal negativo para o terminal positivo. A quantidade V.

13) designa-se por tensão eléctrica. O transporte de um electrão entre os terminais negativo e positivo de uma bateria é efectuado no sentido da força. Por outro lado. envolve a libertação de energia (realização de um trabalho negativo) e indica a presença de uma tensão eléctrica positiva. volt (1. portanto no sentido contrário ao do campo eléctrico. no sentido do terminal positivo para o terminal negativo.ips. http://ltodi. força e campo eléctrico.14) isto é. que a tensão eléctrica mais não é do que o integral do campo eléctrico experimentado pelas cargas eléctricas no seu transporte entre as posições inicial e final. tendo em atenção as relações entre trabalho.htm (3 of 3)06-06-2005 12:39:56 . É a normalização relativamente à quantidade de carga transportada que torna a tensão eléctrica numa das duas variáveis operatórias dos circuitos eléctricos.2 Energia Potencial e Tensão Eléctrica V.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_01/energia.est.1. verifica-se que (1.

Por convenção. por definição.3. a uma corrente eléctrica no sentido do terminal positivo para o negativo.3 Corrente e Potência Eléctrica 1. http://ltodi.3 Corrente e Potência Eléctrica 1. a superfície em questão.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_01/corrente. num dado sentido e desde um instante de tempo infinitamente longínquo.1 Corrente Eléctrica Define-se corrente média como a quantidade de carga eléctrica que na unidade de tempo atravessa uma dada superfície A.a.1.ips.16) A relação complementar de (1. o sentido positivo da corrente eléctrica coincide com o do movimento das cargas positivas.htm (1 of 3)06-06-2005 12:39:57 . Considerando o exemplo representado na Figura 1.est.3.17) permite contabilizar a quantidade de carga que ao longo do tempo atravessou. constata-se que o movimento dos electrões do terminal negativo para o positivo de uma bateria corresponde. ampere (1.16) (1.15) e valor instantâneo da mesma à derivada (1.

pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_01/corrente.3 Corrente e Potência Eléctrica Figura 1. http://ltodi. watt (1.2 Potência Eléctrica A potência é uma medida do ritmo a que se dissipa ou acumula energia eléctrica.4 Sentido positivo da corrente eléctrica 1. respectivamente. as duas variáveis operatórias dos circuitos eléctricos.est. As expressões da potência média e instantânea são. tendo em conta as relações entre trabalho.htm (2 of 3)06-06-2005 12:39:57 . W. que a potência mais não é do que o produto da tensão pela corrente eléctrica. verificase que (1.19) podendo também expressar-se a energia em função da potência instantânea através de (1. tensão. carga.21) ou seja.3.ips.18) e (1.20) Por outro lado. tempo e corrente eléctrica.1.

5 Quadro sinóptico das principais grandezas eléctricas http://ltodi.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_01/corrente.3 Corrente e Potência Eléctrica Figura 1.1.htm (3 of 3)06-06-2005 12:39:57 .ips.est.

c pela intervenção de um circuito rectificador. triangular e rectangular. em particular de tipo sinusoidal.est. A forma e a amplitude de uma tensão eléctrica podem ser alteradas mediante a utilização de dispositivos e circuitos eléctricos e electrónicos adequados. pode ser convertida numa fonte d.c.7 Fontes de tensão de alimentação e de sinal As fontes de sinal existentes no mercado são em geral dotadas da capacidade de gerar um conjunto variado de formas de onda. entre outros. designadamente através da indução electromagnética. (ii) e de sinal. Figura 1.c.7 ilustram-se algumas das fontes de tensão de alimentação e de sinal existentes.htm (1 of 2)06-06-2005 12:39:58 . Por exemplo.c. (iii) efeito fotoeléctrico.-d. nomeadamente pela conversão de uma radiação electromagnética (fotões) em electrões livres.. (ii) acção conjunta de uma força mecânica e de um campo magnético. etc. nas aulas práticas de laboratório utilizarse-ão fontes de tensão de alimentação constantes cuja energia provém da rede de distribuição eléctrica. Por exemplo.). cuja função principal é fornecer energia aos circuitos eléctricos nas formas d. ou a. por um transformador. uma fonte de tensão de alimentação a.c. Estes instrumentos possibilitam também o controlo da amplitude. subjacente ao funcionamento das baterias. constituído.) e alternador (a. uma ponte rectificadora e um estabilizador.c.5 Fontes de Alimentação e de Sinal As fontes de tensão e de corrente são componentes essenciais de qualquer circuito eléctrico.. estes aparelhos são vulgarmente designados por fontes de alimentação.ips. A tensão eléctrica pode ser gerada a partir de três mecanismos básicos: (i) reacção química.c. a frequência de oscilação de uma fonte de tensão sinusoidal pode ser alterada com um conversor a. Apesar de constituírem apenas conversores da forma de onda da tensão ou corrente eléctrica. a amplitude de uma tensão sinusoidal pode ser aumentada ou diminuída por intermédio de um transformador.5 Fontes de Alimentação e de Sinal 1. As fontes podem ser agrupadas em duas classes essencialmente distintas: (i) de alimentação. da frequência e da fase dos sinais gerados. como é o caso das baterias e dos geradores electromecânicos.c.-a.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_01/fontesal.. processo que é subjacente ao funcionamento dos geradores electromecânicos designados por dínamo (d. a amplitude de uma fonte de tensão constante pode ser aumentada ou diminuída usando um conversor d. Na Figura 1.c. processo que se encontra na base do funcionamento das células foto-voltaicas vulgarmente designadas por células solares. e em cujo interior se encontra um circuito rectificador de tensão. http://ltodi.1.c.

Nas Figuras 1.8. A potência fornecida ao circuito é positiva quando a corrente abandona a fonte pelo terminal positivo (Figura 1. Figura 1.f ilustram-se os símbolos utilizados na representação das fontes de sinal de tensão e de corrente.8. isto é.htm (2 of 2)06-06-2005 12:39:58 .8.8. 1. Uma fonte de tensão fornece energia quando os electrões circulam (pelo exterior) do terminal negativo para o terminal positivo.c).8. Os símbolos indicados em (f) são utilizados para representar a referência da tensão eléctrica.8. símbolos alternativos da referência da tensão eléctrica (f) http://ltodi.d.est.b).e e 1.5 Fontes de Alimentação e de Sinal Na Figura 1. fonte de corrente (e).8 Fonte de tensão de alimentação (a). respectivamente.1. fonte de tensão de sinal (d).pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_01/fontesal. e negativa no caso contrário (Figura 1. quando a corrente flui do terminal positivo para o terminal negativo.a representa-se o símbolo de uma fonte de tensão de alimentação constante.ips. a fonte acumula energia (c). a fonte fornece energia (b).

como é o caso do voltímetro.6. de sinais eléctricos. No passado.ips. No entanto. por isso. ou ainda entre um qualquer ponto e a referência. através das quais se pode medir a tensão aos terminais de uma fonte de tensão constante.htm (1 of 3)06-06-2005 12:39:59 .1 Voltímetro O voltímetro é um instrumento de medida da amplitude da tensão eléctrica.9. e de medição de grandezas variáveis no tempo.a). um voltímetro ideal procede à medição da tensão sem absorver qualquer corrente eléctrica (apresenta. sendo em geral uma das múltiplas funções disponibilizadas pelo multímetro. a amplitude da tensão é indicada através da posição de um ponteiro sobre uma escala graduada. entre dois quaisquer pontos de um circuito eléctrico.6 Instrumentos de Medida Nas aulas de laboratório das disciplinas de electrónica os alunos vão tomar contacto com dois tipos de instrumentos de medida de grandezas eléctricas: de grandezas constantes no tempo. isto é.1. do amperímetro. característica que garante a não interferência do aparelho no funcionamento do circuito. É dotado de duas pontas de prova de acesso ao exterior (Figura 1. O mesmo é dizer que durante a medição o instrumento constitui um caminho paralelo ao elemento ou circuito a diagnosticar. uma resistência eléctrica de entrada infinita). A ligação de um voltímetro ao circuito é de tipo paralelo. 1. como é o caso do osciloscópio.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_01/instrume. cuja selecção condiz com a amplitude prevista para a tensão. todos os voltímetros eram de tipo analógico. Nos aparelhos deste tipo. Actualmente existe uma grande variedade de voltímetros analógicos e digitais. do wattímetro e do multímetro.est. http://ltodi.6 Instrumentos de Medida 1.

Como se indica na Figura 1.6.est. amperímetro (b) e wattímetro (c) 1. Um amperímetro ideal caracteriza-se pela capacidade de medir a corrente sem incorrer em qualquer queda de tensão entre os seus dois terminais.2 Amperímetro O amperímetro é um instrumento de medida da amplitude da corrente eléctrica. o wattímetro ideal mede a tensão sem desvio de qualquer fluxo de corrente. efectuando a medição da tensão.6.9.6 Instrumentos de Medida Figura 1.ips. Assim. e mede a corrente sem introduzir qualquer queda de tensão aos seus terminais.1.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_01/instrume.htm (2 of 3)06-06-2005 12:39:59 .9 Voltímetro (a). a medição de uma corrente eléctrica obriga a que o instrumento seja percorrido pela grandeza a diagnosticar. 1.c). e ao contrário do processo de medição da tensão. e os dois restantes são interpostos no caminho da corrente. Tal como o voltímetro e o amperímetro.9. dois dos terminais são ligados em paralelo com o elemento. razão pela qual a sua ligação ao circuito é feita simultaneamente em série e em paralelo (Figura 1.b.3 Wattímetro O wattímetro é um instrumento que permite medir a potência eléctrica fornecida ou dissipada por um elemento. O wattímetro implementa o produto das grandezas tensão e corrente eléctrica no elemento. http://ltodi.

11).6. Figura 1. memorizar e recuperar sinais.11 ilustram-se alguns osciloscópios actualmente comercializados.6 Instrumentos de Medida 1. determinar períodos e frequências de oscilação dos sinais medidos. O osciloscópio é de todos os instrumentos o de maior utilidade e complexidade.11 Osciloscópios http://ltodi. Figura 1. Na Figura 1. permitindo designadamente somar e subtrair sinais entre canais.4 Multímetro O multímetro é um instrumento de medida multifuncional que congrega. calcular valores médios. suspender. Os osciloscópios actualmente existentes no mercado dispõem de diversos canais de leitura simultânea. de pequenas (bolso) ou grandes dimensões. Actualmente existe no mercado uma enorme variedade de multímetros: de tipo analógico ou digital. em geral dois ou quatro. de baixo ou elevado preço.htm (3 of 3)06-06-2005 12:39:59 . Os osciloscópios digitais são os de maior funcionalidade.1. designadamente devido à necessidade de associar à medição a dimensão do tempo (Figura 1. cujos dois terminais devem ser ligados em paralelo com o elemento cuja tensão aos terminais se pretende medir.5 Osciloscópio O osciloscópio é um instrumento de medida que permite visualizar em tempo real a amplitude de uma tensão eléctrica variável no tempo. entre outras.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_01/instrume.6. etc. de baixa ou elevada precisão.10 Multímetros 1. imprimir ou transferir para um computador o conteúdo do visor.est. as funções de voltímetro e de amperímetro.ips. máximos e mínimos. Os osciloscópios são dotados de uma ponta de prova por canal. podendo ser de tipo analógico ou digital.

As formas mais comuns dos sinais eléctricos são a constante. A carga é uma propriedade fundamental da matéria que se manifesta através de uma força.htm06-06-2005 12:40:00 . como ainda a carga armazenada. As fontes podem ser de tensão ou de corrente. o wattímetro. http://ltodi.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_01/sumar_01. A grandeza tanto pode ser a tensão eléctrica entre os terminais de uma bateria. como a corrente entre dois pontos de um circuito. Um sinal eléctrico é uma função matemática representativa da variação temporal de uma grandeza eléctrica. o multímetro e o osciloscópio. O estudo da Ciência Eléctrica envolve um conjunto variado de conceitos e grandezas. a triangular. etc. e de alimentação ou de sinal.ips. através do fenómeno da indução electromagnética e através do efeito foto-eléctrico.Sumário Sumário A Ciência Eléctrica estuda o fenómeno da existência e interacção entre cargas eléctricas. Uma tensão eléctrica pode ser gerada a partir de três mecanismos básicos: através de uma reacção química. a rectangular. cuja intensidade é estabelecida pela Lei de Coulomb. a energia libertada.est. o escalão e a exponencial. de entre as quais se salientam a corrente e a tensão eléctrica. O osciloscópio é um instrumento de medida que permite visualizar em tempo real a amplitude de uma tensão eléctrica variável no tempo. Estas duas grandezas são designadas por variáveis operatórias dos circuitos eléctricos. No âmbito desta disciplina destacam-se o voltímetro. o amperímetro. Existem diversos instrumentos de medida das grandezas eléctricas. a sinusoidal.

r=10 m e r=100 m. Indique também a direcção e o sentido da força eléctrica (εo=8. a direcção e o sentido do campo eléctrico existente nos pontos (X) indicados na Figura E1.3 Determine a intensidade da força eléctrica de atracção existente entre o núcleo de um átomo de hidrogénio e um electrão em órbita à distância r=0.Exercícios de Aplicação Exercícios de Aplicação 1.5*10-10 m).2.2 1.1 Determine o número de cargas eléctricas elementares existentes numa carga de 1 C. 1.6 (o módulo das cargas positivas e negativas é 1 µC).5*10-10m.6 Determine a intensidade.2 Considere as cargas eléctricas positivas e negativas representadas na Figura E1. a direcção e o sentido do campo eléctrico gerado pelo protão do átomo de hidrogénio à distância da primeira órbita possível para o electrão (r=0. Figura E1. http://ltodi.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_01/exapl_01.4 Represente graficamente e em função da distância a intensidade da força eléctrica existente entre cargas de valor absoluto 1 µC.5 Determine a intensidade.85419*10-12 F/m). 1. Determine a intensidade da força de atracção ou repulsão existente entre cada par de cargas nos casos em que r=1 m. 1.est. 1. Considere o metro como a unidade elementar de representação do eixo das abcissas.htm (1 of 3)06-06-2005 12:40:00 .ips.

8 Determine o valor da energia eléctrica libertada durante o transporte de uma carga de 1 C entre os dois terminais de uma bateria de 12 V.ips.6 Energia Potencial e Tensão Eléctrica 1. Corrente e Potência Eléctrica 1. a corrente eléctrica e a potência eléctrica envolvidas no processo.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_01/exapl_01.12 A diferença de potencial entre os terminais de uma bateria eléctrica é de 12 V.7 Sabendo que o transporte de 625*1016 electrões entre dois pontos envolve a dissipação de 1 J. determine a expressão e o sentido da corrente eléctrica instantânea.11 Considere um fio condutor no qual o fluxo de corrente é de 1 mA.1. 1. 1.9.htm (2 of 3)06-06-2005 12:40:00 .9 1. determine a quantidade de carga.Exercícios de Aplicação Figura E. 1. Indique quais de entre elas fornecem energia. Figura E1. 1. Determine a quantidade de carga que atravessa a sua secção na unidade de tempo. determine qual a distância a que eles se encontram inicialmente (admita as duas partículas inicialmente em repouso).est.9 Considere as fontes de tensão eléctrica representadas na Figura E1.14 Considere uma fonte cuja corrente e tensão instantânea fornecida são dadas pelas expressões i(t)=sin http://ltodi. 1.10 Sabendo que a energia necessária para afastar para o infinito um electrão de um protão é de 1. Se a energia dissipada durante um intervalo de tempo de 1 ms for 1 J.6*10-18 J. determine o valor da tensão eléctrica existente entre esses dois pontos.13 Sabendo que a carga que entra no terminal positivo de uma bateria é dada pela expressão q(t)=10*e-t µC.

htm (3 of 3)06-06-2005 12:40:00 .Exercícios de Aplicação (ωt) mA e v(t)=12sin(ωt) V.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_01/exapl_01. O facto de a corrente de saída da fonte ser positiva e negativa ao longo do tempo significa que a fonte alternadamente fornece e acumula energia? Justifique a sua resposta. respectivamente.est.ips. http://ltodi.

htm06-06-2005 12:40:02 .ips. IST) http://ltodi.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_01/foto_016.est.Fotografias de Instrumentos de Medida Fotografias de Instrumentos de Medida Fotografias de Multímetro Multímetro de precisão Multímetro analógico Multímetro digital Fotografias de Osciloscópio Osciloscópio digital de 4 canais Osciloscópio digital de 2 canais (lab.

htm06-06-2005 12:40:03 . IST) Fonte de tensão de alimentação Fonte de tensão de alimentação (lab. IST) http://ltodi.pt/lveriss/Sebenta_Online/cap_01/foto_015.est. IST) Fonte de sinal Fonte de sinal (lab.Fotografias de Fontes de Alimentação e de Sinal Fotografias de Fontes de Alimentação e de Sinal Fonte de tensão de alimentação (lab.ips.

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